Biografias & Orações de: Adolfo Bezerra de Menezes, Allan Kardec, Francisco Cândido Xavier & Ramatis sexta-feira, jan 27 2012 


foto de bezerra de menezes linda

Adolfo Bezerra de Menezes nasceu na antiga Freguesia do Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama), no Estado do Ceará, no dia 29 de agosto de 1831, desencarnando no Rio da Janeiro, no dia 11 de abril de 1900.

No ano de 1838 entrou para a escola pública da Vila do Frade, onde, em dez meses apenas, preparou-se, suficientemente, até onde dava os conhecimentos do professor que dirigia a primeira fase de sua educação. Muito cedo revelou a sua fulgurante inteligência, pois aos 11 anos de idade iniciava o curso de Humanidades e, aos 13 anos, conhecia tão bem o latim que ele próprio o ministrava aos seus companheiros, substituindo o professor da classe em seus impedimentos.

Seu pai, o capitão das antigas milícias e tenente- coronel da Guarda Nacional, Antônio Bezerra de Menezes, homem severo, de honestidade a toda prova e de ilibado caráter, tinha bens de fortuna em fazendas de criação. Com a política, e por efeito do seu bom coração, que o levou a dar abonos de favor a parentes e amigos, que o procuravam para explorar- lhe os sentimentos de caridade, comprometeu aquela fortuna. Percebendo, porém, que seus débitos igualavam seus haveres, procurou os credores e lhes propôs entregar tudo o que possuía, o que era suficiente para integralizar a dívida. Os credores, todos seus amigos, recusaram a proposta, dizendo- lhe que pagasse como e quando quisesse.

O velho honrado insistiu; porém, não conseguiu demover os credores sobre essa resolução, por isso deliberou tornar- se mero administrador do que fora sua fortuna, não retirando dela senão o que fosse estritamente necessário para a manutenção da sua família, que assim passou da abastança às privações.

Animado do firme propósito de orientar- se pelo caráter íntegro de seu pai, Bezerra de Menezes, com minguada quantia que seus parentes lhe deram, e animado do propósito de sobrepujar todos os óbices, partiu para o Rio de Janeiro a fim de seguir a carreira que sua vocação lhe inspirava: a Medicina.

Em novembro de 1852, ingressou como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Doutorou- se em 1856 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendendo a tese “Diagnóstico do Cancro”. Nessa altura abandonou o último patronímico, passando a assinar apenas Adolfo Bezerra de Menezes. A 27 de abril de 1857, candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina, com a memória “Algumas Considerações sobre o Cancro encarado pelo lado do Tratamento”. O parecer foi lido pelo relator designado, Acadêmico José Pereira Rego, a 11 de maio de 1857, tendo a eleição se efetuado a 18 de maio do mesmo ano e a posse a 1.o. de junho. Em 1858 candidatou- se a uma vaga de lente substituto da Secção de Cirurgia da Faculdade de Medicina. Por intercessão do mestre Manoel Feliciano Pereira de Carvalho, então Cirurgião- Mor do Exército, Bezerra de Menezes foi nomeado seu assistente, no posto de Cirurgião- Tenente.

Eleito vereador municipal pelo Partido Liberal, em 1861, teve sua eleição impugnada pelo chefe conservador Haddock Lobo, sob a alegação de ser medico militar. Com o objetivo de servir o seu partido, que necessitava dele para ter maioria na Câmara, resolveu afastar-se do Exército. Em 1867, foi eleito Deputado Geral, tendo ainda figurado numa lista tríplice para uma carreira no Senado.

Quando político, levantaram-se contra ele, a exemplo do que sucede com todos os políticos honestos, rudes campanhas de injuria, cobrindo seu nome de impropérios entretanto, a prova da pureza de sua alma, deu-a, quando deliberou abandonar a vida publica e dedicar-se aos pobres, repartindo com os necessitados o pouco que possuía. Corria sempre ao casebre do pobre onde houvesse um mal a combater, levando ao aflito o conforto de sua palavra de bondade, o recurso da sua profissão de médico e o auxilio da sua bolsa minguada e generosa.

Afastado interinamente da atividade política, dedicou-se a empreendimentos empresariais criou a Companhia Estrada de Ferro Macaé/Campos, na então província do Rio de Janeiro. Posteriormente, empenhou-se na construção da via férrea de Santo Antônio de Pádua, pretendendo levá-la ate o Rio Doce, desejo que não conseguiu realizar. Foi um dos diretores da Companhia Arquitetônica que, em 1872 abriu o Boulevard 28 de Setembro , no então bairro de Vila Isabel. Em 1875, foi presidente da Companhia Carril de São Cristóvão. Voltando a política, foi eleito vereador em 1876, exercendo o mandato ate 1880. Foi ainda presidente da Câmara e Deputado Geral pela Província do Rio de Janeiro, no ano de 1880.

O Dr. Carlos Travassos havia empreendido a primeira tradução das obras de Allan Kardec e levara a bom termo a versão portuguesa de “O Livro dos Espíritos”. Logo que esse livro saiu do prelo levou um exemplar ao deputado Bezerra de Menezes, entregando- o com dedicatória. O episódio foi descrito do seguinte modo pelo futuro Médico dos Pobres: “Deu- mo na cidade e eu morava na Tijuca, a uma hora de viagem de bonde. Embarquei com o livro e, como não tinha distração para a longa viagem, disse comigo: ora, adeus! Não hei de ir para o inferno por ler isto… Depois, é ridículo confessar- me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi- me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrava nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!… Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no “O Livro dos Espíritos”. Preocupei- me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença”.

Demonstrada a sua capacidade literária no terreno filosófico, que pelas replicas, quer pelos estudos doutrinários, a Comissão de Propaganda da União Espirita do Brasil incumbiu Bezerra de Menezes de escrever, aos domingos, no O Paiz , tradicional órgão da imprensa brasileira, dirigido por Quintino Bocaiúva, uma serie de artigos sob o titulo O Espiritismo – Estudos Filosóficos . Os artigos de Max , pseudônimo de Bezerra de Menezes, marcaram a época de ouro da propaganda espirita no Brasil. Esses artigos foram publicados, ininterruptamente, de 1886 a 1893.

Da bibliografia de Bezerra de Menezes, antes e após a sua conversão do Espiritismo, constam os seguintes trabalhos: “A Escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação”, “Breves considerações sobre as secas do Norte”, “A Casa Assombrada”, “A Loucura sob Novo Prisma”, “A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica”, “Casamento e Mortalha”, “Pérola Negra”, “Lázaro — o Leproso”, “História de um Sonho”, “Evangelho do Futuro”. Escreveu ainda várias biografias de homens célebres, como o Visconde do Uruguai, o Visconde de Carvalas, etc. Foi um dos redatores de “A Reforma”, órgão liberal da Corte, e redator do jornal “Sentinela da Liberdade”.

No dia 16 de agosto de 1886, um auditório de cerca de duas mil pessoas da melhor sociedade enchia a sala de honra da Guarda Velha, na rua da Guarda Velha, atual Avenida 13 de Maio, no Rio de Janeiro, para ouvir em silêncio, emocionado, atônito, a palavra sábia do eminente político, do eminente médico, do eminente cidadão, do eminente católico, Dr. Bezerra de Menezes, que proclamava a sua decidida conversão ao Espiritismo.

Bezerra de Menezes tinha o encargo de medico como verdadeiro sacerdócio por isso, dizia: Um medico não tem o direito de terminar uma refeição, nem de escolher hora, nem de perguntar se e´ longe ou perto, quando um aflito qualquer lhe bate a porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem chora a porta que procure outro, esse não e´ medico, e´ negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura. Esse e´ um infeliz, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única esportula que podia saciar a sede de riqueza do seu Espirito, a única que jamais se perdera nos vais-e-vens da vida.

No ano de 1883, reinava um ambiente francamente dispersivo no seio do Espiritismo no Brasil, e os que dirigiam os núcleos espiritas do Rio de Janeiro sentiam a necessidade de uma união mais estreita e indestrutível.

Os Centros Espiritas, onde se ministrava a Doutrina, trabalhavam de forma autônoma. Cada um deles exercia sua atividade em um determinado setor, despreocupado em conhecer as atividades dos demais. Esse estado de coisas levou-os a fundação da Federação Espirita Brasileira (FEB).

Nessa época, já existiam muitas sociedades espiritas, porem as únicas que mantinham a hegemonia eram quatro: a Acadêmica, a Fraternidade, a União Espirita do Brasil e a Federação Espirita Brasileira. Entretanto, logo surgiram entre elas rivalidades e discórdias. Sob os auspícios de Bezerra de Menezes, e acatando importantes instruções, dadas por Allan Kardec, através do médium Frederico Júnior, foi fundado o famoso Centro Espirita porem nem por isso deixava Bezerra de dar a sua cooperação a todas as outras instituições.

O entusiasmo dos espíritas logo se arrefeceu, e o velho seareiro se viu desamparado dos seus companheiros, chegando a ser o único freqüentador do Centro. A cisão era profunda entre os chamados “místicos” e “científicos”, ou seja, espíritas que aceitavam o Espiritismo em seu aspecto religioso, e os que o aceitavam simplesmente pelo lado científico e filosófico.

Em 1893, a convulsão provocada no Brasil pela Revolta da Armada, ocasionou o fechamento de todas as sociedades espíritas ou não. No Natal do mesmo ano Bezerra encerrou a série de “Estudos Filosóficos” que vinha publicando no “O Paiz”.

Em 1894, o ambiente demonstrou tendências de melhora e o nome de Bezerra foi lembrado como o único capaz de unificar a família espírita. O infatigável batalhador, com 63 anos de idade, assumiu a presidência da Federação Espirita Brasileira.

Iniciava- se o ano de 1900, e Bezerra de Menezes foi acometido de violento ataque de congestão cerebral, que o prostrou no leito, de onde não mais se levantaria.

Verdadeira romaria de visitantes acorria à sua casa. Ora o rico, ora o pobre, ora o opulento, ora o que nada possuía.

Ninguém desconhecia a luta tremenda em que se debatia a família do grande apóstolo do Espiritismo. Todos conheciam suas dificuldades financeiras, mas ninguém teria a coragem de oferecer fosse o que fosse, de forma direta. Por isso, os visitantes depositavam suas espórtulas, delicadamente, debaixo do seu travesseiro. No dia seguinte, a pessoa que lhe foi mudar as fronhas, surpreendeu- se por ver ali desde o tostão do pobre até a nota de duzentos mil reis do abastado!…

Desencarnou em 11 de abril de 1900. Ocorrida a sua desencarnação, verdadeira peregrinação demandou sua residência a fim de prestar- lhe a última visita.

No dia 17 de abril, promovido por Leopoldo Cirne, reuniram- se alguns amigos de Bezerra, a fim de chegarem a um acordo sobre a melhor maneira de amparar a sua família, tendo então sido formada uma comissão que funcionou sob a presidência de Quintino Bocaiúva, senador da República, para se promover espetáculos e concertos, em benefício da família daquele que mereceu o cognome de “Kardec Brasileiro”.

Digno de registro foi um caso sucedido com o Dr. Bezerra de Menezes, quando ainda era estudante de Medicina. Ele estava em sérias dificuldades financeiras, precisando da quantia de cinqüenta mil réis (antiga moeda brasileira), para pagamento das taxas da Faculdade e para outros gastos indispensáveis em sua habitação, pois o senhorio, sem qualquer contemplação, ameaçava despejá-lo.

Desesperado — uma das raras vezes em que Bezerra se desesperou na vida — e como não fosse incrédulo, ergueu os olhos ao Alto e apelou a Deus.

Poucos dias após bateram- lhe à porta. Era um moço simpático e de atitudes polidas que pretendia tratar algumas aulas de Matemática.

Bezerra recusou, a princípio, alegando ser essa matéria a que mais detestava, entretanto, o visitante insistiu e por fim, lembrando- se de sua situação desesperadora, resolveu aceitar.

O moço pretextou então que poderia esbanjar a mesada recebida do pai, pediu licença para efetuar o pagamento de todas as aulas adiantadamente. Após alguma relutância, convencido, acedeu. O moço entregou- lhe então a quantia de cinqüenta mil réis. Combinado o dia e a hora para o início das aulas, o visitante despediu- se, deixando Bezerra muito feliz, pois conseguiu assim pagar o aluguel e as taxas da Faculdade. Procurou livros na biblioteca pública para se preparar na matéria, mas o rapaz nunca mais apareceu.

No ano de 1894, em face das dissensões reinantes no seio do Espiritismo brasileiro, alguns confrades, tendo à frente o Dr. Bittencourt Sampaio, resolveram convidar Bezerra a fim de assumir a presidência da Federação Espírita Brasileira.

Em vista da relutância dele em assumir aquele espinhoso encargo, travou- se a seguinte conversação:

– Querem que eu volte para a Federação. Como vocês sabem aquela velha sociedade está sem presidente e desorientada. Em vez de trabalhos metódicos sobre Espiritismo ou sobre o Evangelho, vive a discutir teses bizantinas e a alimentar o espírito de hegemonia.

– O trabalhador da vinha, disse Bittencourt Sampaio, é sempre amparado. A Federação pode estar errada na sua propaganda doutrinária, mas possui a Assistência aos Necessitados, que basta por si só para atrair sobre ela as simpatias dos servos do Senhor.

– De acordo. Mas a Assistência aos Necessitados está adotando exclusivamente a Homeopatia no tratamento dos enfermos, terapêutica que eu adoto em meu tratamento pessoal, no de minha família e recomendo aos meus amigos, sem ser, entretanto, médico homeopata. Isto aliás me tem criado sérias dificuldades, tornando- me um médico inútil e deslocado que não crê na medicina oficial e aconselha a dos Espíritos, não tendo assim o direito de exercer a profissão.

– E por que não te tornas médico homeopata? disse Bittencourt.

– Não entendo patavinas de Homeopatia. Uso a dos Espíritos e não a dos médicos.

Nessa altura, o médium Frederico Júnior, incorporando o Espírito de S. Agostinho, deu um aparte:

– Tanto melhor. Ajudar-te-emos com maior facilidade no tratamento dos nossos irmãos.

– Como, bondoso Espírito? Tu me sugeres viver do Espiritismo?

– Não, por certo! Viverás de tua profissão, dando ao teu cliente o fruto do teu saber humano, para isso estudando Homeopatia como te aconselhou nosso companheiro Bittencourt. Nós te ajudaremos de outro modo: Trazendo- te, quando precisares, novos discípulos de Matemática . . .

 

Oração à Bezerra de Menezes

Nós Te rogamos, Pai de Infinita Bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros. Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a Verdade e assistindo a todos quanto apelam ao Teu Infinito Amor.

 

            Jesus, Divino Portador da Graça e da Verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o Despenseiro Fiel e Prudente; faze-o Divino Modelo, através de Tuas legiões consoladoras, de Teus santos espíritos, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o Amor triunfe sobre todas as coisas.

 

            Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimentai as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Santos espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as graças e as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo os Divinos Exemplos de Jesus Cristo.

Nascido em Lião, a 3 de outubro de 1804, de antiga família que se distinguiu na magistratura e no foro, Allan Kardec (Léon-Hippolyte-Denizart Rivail ) não seguiu a carreira dos Avoengos, sentindo-se, desde os verdes anos, atraído pelos estudos da ciência e da filosofia. Matriculado na escola de Pestalozzi, em Yverdun (Suíça), tornou-se um dos mais aplicados discípulos daquele eminente professor e um dos mais zelosos propagadores do seu sistema de educação, que tão grande influência exerceu na reforma dos estudos de Alemanha e de França. Dotado de notável inteligência e atraído para o ensino por vocação e especiais aptidões, desde os quatorze anos ensinava aos condiscípulos menos adiantados o que ia aprendendo. Foi com essas lições que se lhe desenvolveram as idéias, que mais tarde deveriam colocá-lo entre os homens do progresso e do livre pensamento. Nascido na religião Católica, mas educado no Protestantismo, serviram-lhe os atos de intolerância por que passou, de incentivo, em boa hora, ao pensamento de uma reforma religiosa, na qual trabalhou, em silêncio, por dilatados anos, procurando alcançar o meio de unificar as crenças, sem que pudesse descobrir, entretanto, o elemento indispensável para a solução do grande problema. Foi o Espiritismo que, mais tarde, lhe facultou esse meio, imprimindo-lhe aos trabalhos particular orientação.

Concluídos os estudos, tornou à França; possuindo profundo conhecimento da língua alemã, traduziu para ela diferentes obras de educação e moral, entre as quais , o que é característico, as de Fénelon, que mui particularmente o seduziram. Era membro de muitas sociedades científicas e entre elas a da Academia Real de Arras, que, no concurso de 1831, lhe coroou uma notável memória acerca da questão: Qual o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?

De 1835 a 1840, fundou em sua casa, na rua Sévres, cursos gratuitos de física, química, anatomia comparada, astronomia, etc.- empresa digna de encômios em qualquer tempo, mas principalmente numa época em que bem poucos eram os interessados que se aventuravam pôr aquela senda. Sempre empenhado em tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou , ao mesmo tempo, um método engenhoso para aprender a contar e um quadro mnemônico da história de França, cujo objetivo era fixar na memória as datas dos mais notáveis acontecimentos, bem como os descobrimentos que ilustram cada reinado.

Entre as numerosa obras de educação, podemos citar as seguintes: Plano para o melhoramento da instrução pública, 1828. _ Curso prático e teórico de aritmética, segundo o método de Pestalozzi , para uso de professores e de mães de família, 1829._ Gramática francesa clássica, 1831._ Manual para exames de capacidade. Soluções racionais de questões e problemas de aritmética e de geometria, 1846. _ Catecismo gramatical da língua francesa, 1848._ Programa dos cursos ordinários de física, química, astronomia, fisiologia (que ele dava no Liceu Polimático).

Pontos para os exames da Câmara Municipal e da Sorbonne, acompanhados de instruções especiais sobre as dificuldades ortográficas, 1849, obra muito estimada na ocasião da qual ainda recentemente se faziam novas edições. Antes que o Espiritismo lhe viesse popularizar o pseudônimo de Allan Kardec, havia ele, como se vê, sabido ilustrar-se com trabalhos de natureza mui diversa, os quais tinham pôr finalidade esclarecer a massa popular, prendendo-a ainda mais ao sentimento de família e ao amor de pátria. Em 1855, quando se começou a tratar das manifestações de Espíritos, Allan Kardec dedicou-se a perseverantes observações do fenômeno e cuidou principalmente de lhe deduzir as conseqüências filosóficas; entreviu de longe o princípio de novas leis naturais; aquelas que regem as relações entre o mundo visível e invisível.

Reconheceu, nas manifestações deste, uma das forças da natureza, cujo conhecimento devia projetar luz a uma infinidade de problemas considerados insolúveis. Finalmente percebeu a relação de tudo aquilo com pontos de vista religiosos. As suas principais obras acerca da nova matéria são: O Livro dos Espíritos, para a parte filosófica, cuja a primeira edição apareceu a 18 de abril de 1857. O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica, publicada em janeiro de 1861. O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral , publicada em abril de 1864. O Céu e o Inferno, ou A Justiça de Deus segundo o Espiritismo, agosto de 1865. A Gênese, os Milagres e as Predições, janeiro de 1868.

A Revista Espírita, órgão de estudos psicológicos, publicação mensal começada em 1 de janeiro de 1858. Fundou em Paris, a 1 de abril de 1858, a primeira sociedade espírita regularmente constituída, com o nome de Societé parisiense des études spirites, cujo o fim exclusivo era o estudo de tudo quanto pudesse contribuir para o progresso da nova ciência. Allan Kardec se defendeu admiravelmente da pecha de haver escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas. Homem de caráter frio e severo, observara os fatos e das observações deduziu as leis que os regem; foi o primeiro que, a propósito desses fatos, estabeleceu teoria e constituiu em corpo de doutrina , regular e metódico. Demonstrando que os fatos, falsamente chamados sobrenaturais, são sujeitos as leis, os subordinou à categoria dos fenômenos da natureza, e fez ruir, assim, o último reduto do maravilhoso, que é uma das causas da superstição.

Durante os primeiros anos de preocupação com os fenômenos espíritas, foram estes mais objeto de curiosidade que de meditações sérias. O Livro dos Espíritos fez com que fossem encarados pôr outra face: desprezaram-se as mesas falantes, que tinham sido o prelúdio e se ligou o fenômeno a um corpo de doutrina, que compreendia questões concernentes à humanidade. Da aparição do livro data a verdadeira fundação do Espiritismo, que até então só possuía elementos esparsos, sem coordenação, e cujo o alcance não tinha sido compreendido pôr todos. Também foi desde aquela época que a doutrina prendeu a atenção dos homens sérios e adquiriu rápido desenvolvimento. “Em poucos anos, as idéias espíritas contavam com numerosos aderentes nas classes sociais e em todos os países.

O êxito, sem precedentes, é obra da simpatia que essas idéias encontram, mas também é devido, em grande parte, à clareza característica dos escritos de Allan Kardec. “Abstendo-se das fórmulas abstratas da metafísica, o autor soube fazer-se sem fadiga, condição essencial para a vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos de controvérsia, a sua argumentação, de uma lógica cerrada, oferece pouco material à contestação e predispõe o antagonista à convicção. “As provas materiais, que o Espiritismo fornece tanto da existência da alma como da vida futura, derrocam as idéias materialistas e panteístas. Um dos princípios mais fecundos da doutrina, o qual decorre do precedente, é o da pluralidade das existências, já entrevista pôr inúmeros filósofos antigos e modernos e, nestes últimos tempos, pôr Jean Reynaud, Charles Fourier, Eugène Sue e outros; mais tinha ficado no estado de hipótese, ao passo que o Espiritismo demonstra a sua realidade e prova que é um dos atributos essenciais da humanidade.

Desse princípio decorre a solução de todas as anomalias aparentes da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais. O homem sabe assim donde vem, para onde vai, para que fim está na Terra e pôr que sofre aqui. “As idéias inatas explicam-se pelos conhecimentos adquiridos em vidas anteriores; o caminhar dos povos explica-se pelos homens do tempo passado, que voltam a esta vida, depois de terem progredido; as simpatias e as antipatias, pela natureza das relações anteriores, relações que ligam a grande família humana de todas as épocas aos altos princípios da fraternidade, da igualdade, da liberdade e da solidariedade universal, têm pôr base as mesmas leis a Natureza e não mais uma teoria.

Em vez do princípio: Fora da Igreja não há salvação, que mantém a divisão e a animosidade entre diferentes seitas e que tanto sangue tem feito correr- o Espiritismo tem pôr máxima: Fora da caridade não há salvação, isto é, a igualdade dos homens perante Deus, a liberdade da consciência, a tolerância e a benevolência mútuas. Em vez da fé cega, que aniquila a liberdade de pensar, ensina: a fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade; para a fé é preciso uma base e esta é a inteligência perfeita do que se deve crer; para crer não basta ver, é preciso sobretudo compreender; a fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que produz hoje o maior número de incrédulos, pôr querer impor-se. Exigindo a alimentação das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e i livre arbítrio.(Evangelho segundo o Espiritismo).

Trabalhador infatigável, sempre o primeiro a iniciar o trabalho e o último a deixá-lo, Allan Kardec sucumbiu a 31 de março de 1869, em meio dos preparativos para mudar de domicílio, como lho exigia a extensão considerável das múltiplas ocupações. Numerosas obras, que tinha em mão, ou que só esperavam oportunidade para vir a lume, provar-lhe-ão um dia a magnitude das concepções. Morreu como viveu: trabalhando. Desde longos anos sofria do coração, que reclamava, como meio de cura, o repouso intelectual, com pequena atividade material. Ele, porém, inteiramente entregue às obras, negava-se a tudo o que lhe roubasse um instante das suas ocupações de predileção. Nele, como em todas as almas de boa têmpera, a lima do trabalho gastou o aço do invólucro. O corpo, entorpecido, recusava-lhe os serviços; mas o espírito, cada vez mais vivaz, mais enérgico, mais fecundo, alargava-lhe o círculo da atividade. Na luta desigual a matéria nem sempre podia resistir.

Um dia foi vencida: o aneurisma rompeu-se e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem desapareceu da terra, mas o seu grande nome tomou lugar entre as ilustrações do século e um culto espírito foi retemperar-se no infinito, onde aqueles, que ele próprio havia consolado e esclarecido, lhe esperavam a volta com impaciência. “A morte, dizia mui recentemente, a morte amiúda os golpes na falange dos homens ilustres!… A quem virá ela agora libertar?” Foi ele, depois de tantos outros, retemperar-se no espaço e buscar outros elementos para renovar o organismo gasto pôr uma vida de labores incessantes. Partiu com aqueles que virão a ser os luminares da nova geração, a fim de voltar com eles para continuar e concluir a obra que deixou confiada a mãos dedicadas. O homem deixou-nos, mas a sua alma será sempre conosco.

É um protetor seguro, uma luz a mais, um labutador infatigável, que foi aumentar as forças das falanges do espaço. Como na terra, saberá moderar o zelo dos impetuosos, secundar as intenções dos sinceros e dos desinteressados, estimular os vagarosos – saberá enfim, sem ferir a ninguém, fazer com que todos lhe ouçam os mais convenientes conselhos. Ele vê e reconhece agora o que ainda ontem apenas previa. Não mais está sujeito às incertezas e aos desfalecimentos e contribuirá para participarmos das suas convicções, fazendo-nos alcançar a meta, dirigindo-nos pelo bom caminho, tudo nessa linguagem clara, precisa, que constitui um característico nos anais literários.

O homem, nós o repetimos, deixou-nos, mas Allan Kardec é imortal, e a sua memória, os trabalhos, o Espírito, estarão sempre com aqueles que sustentarem com firmeza e elevação a bandeira, que ele sempre soube fazer respeitar. Uma individualidade pujante construiu o monumento. Esse monumento será para nós na Terra a personificação daquela individualidade. Não se congregarão em torno de Allan Kardec: congregar-se-ão em torno do Espiritismo, que é o monumento pôr ele erigido. Através dos conselhos dele, sob a sua influência, caminharemos com passo firme para essas fases venturosas prometidas à humanidade regenerada. (Revue Spirit. Maio 1869).

Chico Xavier

Francisco Cândido Xavier, mais conhecido por Chico Xavier, considerado o médium do século e o maior psicógrafo de todos os tempos, nasceu em Pedro Leopoldo, pequena cidade do estado de Minas Gerais, Brasil, no dia 2 de Abril de 1910.

Filho de um operário pobre e inculto, João Cândido Xavier, e de uma lavadeira chamada Maria João de Deus, falecida em 1915, quando o filhinho contava apenas com 5 anos de idade. Na altura tinha mais 8 irmãos, tendo todos sido distribuídos por vários familiares e pessoas amigas. Como órfão de mãe em tenra idade, sofreu muito em casa de pessoas de precária sensibilidade.

Aos nove anos seu pai, já casado novamente, empregou-o como aprendiz numa indústria de fiação e tecelagem. De manhã, até às 11 horas, freqüentava a escola primária pública, depois trabalhava na fábrica até às 2 horas da madrugada. Aprendeu mal a ler e a escrever. Quando concluiu o pequeno curso da escola pública empregou-se como caixeiro numa loja e mais tarde como ajudante de cozinha e café.

Em 1933 o Dr. Rômulo Joviano, administrado da Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo, deu ao Jovem Xavier uma modesta função na Fazenda e lá se tornou um pequeno funcionário público em 1935, tendo trabalhado consecutivamente até finais dos anos cinqüenta, altura em que foi aposentado por invalidez (doença incurável nos olhos), com a categoria de escrevente datilógrafo . Não podemos deixar de registrar, sob pena de cometermos grave omissão, que durante as décadas que esteve ao serviço do Ministério da Agricultura, jamais — não obstante a sua precária saúde e trabalho doutrinário, fora das horas de serviço — deu uma única falta ou gozou qualquer tipo de licença, conforme documentos facultados pelo M. A. Em finais da mesma década de cinqüenta, vai residir em Uberaba – MG, por motivos de saúde e a conselho médico, onde permanece até hoje e apenas com a sua magra reforma (aposentadoria).

As suas faculdades mediúnicas são extraordinárias, Sua mediunidade (capacidade natural de ser intermediário entre o plano material e o plano espiritual) manifestou-se, quando tinha 4 anos de idade, pela clarividência e clariaudiência, pois via e ouvia os Espíritos e conversava com eles sem a mínima suspeita de que não fossem homens normais do nosso mundo. Já como jovem e depois como adulto, muitas vezes não diferencia de imediato os homens dos Espíritos. Aos 5 anos, já órfão de mãe, esta manifestou-se várias vezes junto dele encorajando-o e dizendo-lhe que não poderia ir para casa porque estava em tratamento, mas que enviaria um bom anjo que juntaria novamente a família. Esse bom anjo foi a D. Cidália, a segunda esposa de João Xavier, que para casar com o seu pai fez questão de reunir todos os filhos do primeiro casamento e lhe daria depois mais cinco irmãos.

Quando tinha 17 anos, fundou-se o grupo espírita Luiz Gonzaga , onde rapidamente desenvolveu a psicografia, isto é, a faculdade de escrever mensagens dos Espíritos. Época em que se desligaria da Igreja Católica onde deu os primeiros passos na espiritualidade, mas onde não encontrava explicação para os fenômenos que se passavam com ele, designadamente a perseguição de espíritos inferiores de que era alvo. O padre que o ouvia nas confissões foi um conselheiro, um verdadeiro pai e não o dissuadiu do caminho que iniciou no Espiritismo, mas abençoou-o e nunca deixou de ser seu amigo.

No centro espírita começou a psicografar poemas notáveis de famosos poetas mortos, num nível literário tão elevado que os próprios companheiros do grupo não conseguiam atingir integralmente o seu conteúdo. Muitos desses poetas eram totalmente desconhecidos do meio, nomeadamente alguns portugueses: António Nobre, Antero de Quental, Guerra Junqueira e João de Deus. A 9 de Julho de 1932, seria publicada a célebre PARNASO DE ALÉM-TÚMULO , a sua primeira obra psicografada que iria abalar os meios intelectuais do Brasil e tornar conhecida a pacata Pedro Leopoldo.

O estilo dos 56 poetas mortos, entre os quais vários portugueses, era precisamente idêntico ao estilo dos mesmos enquanto vivos, informavam os literatos das academias e universidades dos grandes centros culturais do Brasil, embora não soubessem explicar o fenômeno. Seria o início da sua imponente obra mediúnica que hoje já ultrapassa os 350 livros.

Bastava apenas um desses livros para constituir um roteiro seguro para o homem na Terra rumo à sua alforria, à sua felicidade. Seus ensinamentos revivem plenamente o Evangelho de Jesus e as lições do Consolador que Kardec — o discípulo fiel de Jesus — nos legou com tanto sacrifício e renúncia.

Mas de mil entidades espirituais nos deram informações através das suas abençoadas mãos, provando à saciedade a imortalidade do Espírito e a sua comunicabilidade com os homens. Mas falar de Chico Xavier é falar de EMMANUEL que indelevelmente estará ligado à sua missão. Esse venerando Espírito é o seu protetor espiritual e manifestou-se-lhe pela primeira vez de forma ostensiva em 1931, acompanhado-o desde então até hoje. A respeito desse Benfeitor espiritual nos diz o próprio médium:
Lembro-me de que num dos primeiros contactos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e disse mais que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquece-lo.

Emmanuel propõe ainda ao jovem Xavier mais três condições para com ele trabalhar: 1ª condição, DISCIPLINA 2ª condição, DISCIPLINA, 3ª condição, DISCIPLINA.

Entre as muitas dezenas de obras mediúnicas de Emmanuel, destacamos os cinco documentos históricos, retirados dos arquivos do plano espiritual, que constituem autênticas obras primas de literatura, e que nos mostram o nascimento do cristianismo e a sua paulatina adulteração logo nos primeiros séculos da era. São os romances mediúnicos baseados em fatos verídicos: HÁ 2000 ANOS … (a autobiografia de Emmanuel, a história do orgulhoso senador romano Publico Lentulus), 50 ANOS DEPOIS , AVE, CRISTO , RENÚNCIA e PAULO E ESTEVÃO (a história de um coração extraordinário, que se levantou das lutas humanas para seguir os passos do Mestre, num esforço incessante ). Esta última obra, de 553 paginas, por si só justificaria a missão mediúnica de Chico Xavier, segundo o erudito J. Herculano Pires.

Em 1943 começara a utilizar a mediunidade do abnegado médium uma nova entidade espiritual que assinará as suas mensagens com o nome André Luiz. Quem não conhece, mesmo aqui em Portugal, a quadra:

Não se irrite. SORRIA
Não critique. AUXILIE
Não grite. CONVERSE
Não acuse. AMPARE

André Luiz é o pseudônimo utilizado por um espírito que foi médico e cientista na sua última existência e que desencarnou numa clínica do Rio de Janeiro pelo início da década de trinta. É considerado o verdadeiro repórter de além-túmulo. Relata-nos numa séria de 11 livros a experiência do seu pensamento, as dificuldades iniciais, o reencontro com familiares e conhecidos que o precederam na partida para o plano espiritual a observação e as expedições de estudo junto de Espíritos de elevada evolução. Esses relatos começam com o já célebre, livro NOSSO LAR (nome duma cidade do plano espiritual), hoje traduzido em vários idiomas, entre eles o Japonês e o Esperanto e que já vai na 40ª edição em Português, com 800.000 exemplares editados até hoje. Obra que também iria causar e ainda causa uma certa polemica. Nessa série de reportagens a alma humana é profundamente escalpelizada, e onde se confirma na prática os ensinamentos que Jesus nos legou há dois milênios atrás e que Kardec relembra e amplia tão bem sob orientação do Espírito de Verdade. Um dia, no futuro, os médicos, os psicólogos, os sociólogos, etc., ficarão admirados pela sabedoria neles contida, que já no século XX se encontrava no Planeta, apontando diretrizes segura para a felicidade e paz entre os homens.

A obra monumental de Chico Xavier que se considera, segundo suas próprias palavras: um servidor humilde — humilde no sentido da desvalia pessoal , jamais serviu para beneficiar materialmente a sua pessoa. Todos os direitos autorais foram cedidos graciosamente a instituições espíritas, nomeadamente à Federação Espírita Brasileira, e a instituições de solidariedade social. Quando as autoridades públicas lhe concedem títulos de cidadania (mais de cem já lhe foram concedidos) diz que o mérito não é para ela mas para os Espíritos e sobretudo para a Doutrina Espírita que revive os ensinamentos de Jesus na sua plenitude e que ele não passa de um poste obscuro para a colocação do aviso de que a Doutrina Espírita foi premiada com essas considerações públicas .

Há que registrar também que várias centenas de instituições de solidariedade social forma criadas e inspiradas no seu exemplo e obra: orfanatos, escolas para os pobres, lares de deficientes, sopas dos pobres, campanhas do quilo, ambulatórios médicos, alfabetização de adultos, bibliotecas, etc., etc.
Antes de encerrarmos estas notas gostaríamos de registrar ainda o seu ponto de vista em relação às outras doutrinas, filosofias e ideologias, aliás que são o do próprio Espiritismo, mas passemos-lhe novamente a palavra:
Nosso amigo espiritual, Emmanuel, nos aconselha a respeitar crenças, preconceitos, pontos de vista e normas de quaisquer criaturas que não pensem como nós, mas adverte-nos que temos deveres intransferíveis para com a Doutrina Espírita e que precisamos guardar-lhe a limpidez e a simplicidade com dedicação sem intransigências e zelo sem fanatismo .

Estes são alguns dos traços biográficos desse abnegado bem-feitor que renunciou a tudo para que o mundo seja um pouco melhor e que dá pelo nome simples de Chico Xavier.

Oração Nossa – Chico Xavier

Senhor,
ensina-nos a orar sem esquecer o trabalho,
a dar sem olhar a quem,
a servir sem perguntar até quando,
a sofrer sem magoar seja a quem for,
a progredir sem perder a simplicidade,
a semear o bem sem pensar nos resultados,
a desculpar sem condições ,
a marchar para a frente sem contar os obstáculos,
a ver sem malicia,
a escutar sem corromper os assuntos,
a falar sem ferir,
a compreender o próximo sem exigir entendimento,
a respeitar os semelhantes sem reclamar consideração,
a dar o melhor de nos,além da execução do próprio dever
sem cobrar taxas de reconhecimento.
Senhor,
fortalece em nos a paciência para com as dificuldades
dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros
para com as nossas próprias dificuldades.
Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo
que não desejamos para nós.
Auxilia-nos sobretudo a reconhecer que a nossa
felicidade mais alta será invariavelmente
àquela de cumprir os desígnios ,onde e
como queiras ,hoje, agora e sempre
( Emmanuel ) Mensagem psicografada por Chico Xavier

A Vida Pregressa de Emmanuel            

Após inúmeros contatos com Emmanuel, Chico conseguiu saber algo sobre a vida pregressa do espírito benfeitor: ele esteve na pele de um senador Romano da Judéia, Publius Lentulus, casado com Lívia, com quem teve um filha de nome Flávia. Sua vida era cercada de luxo e ostentação, totalmente devotada ao imperador César, enquanto que Lívia dedicou sua vida a Deus. Presenciou da arquibancada de honra do Circo Máximo, a execução da mulher que amava e que se convertera ao cristianismo, sem manifestar qualquer reação que impedisse a ocorrência funesta.
Desencarnou tragicamente, no ano de 79, em Pompéia, quando da erupção do Vesúvio. Anos mais tarde, reencarnou como Nestório, negro de grande cultura. Foi feito escravo pelos romanos e comprado por uma família nobre de Roma que o aproveitou como professor. Cristão desde a juventude, foi um dos assistentes das pregações evangélicas do apóstolo João Evangelista em Efeso. Freqüentava as reuniões nas catacumbas e, certa noite, na ausência do pregador Policarpo, substitui-o encaminhando a palestra. Após belíssimos ensinamentos, ele e todos os que o ouviram, foram presos e condenados a morrer a flechadas e a serem devorados pelas feras no Circo Máximo.
A mais recente reencarnação de Emmanuel teria sido como o Padre Manuel da Nóbrega, primeiro apóstolo do Brasil. Nasceu em Sanfins, Portugal, em 18 de outubro de 1517 e desencarnou no Rio de Janeiro, no Colégio dos Jesuítas, por ele mesmo construído, no ano de 1570, no mesmo dia e mês de seu nascimento, contando com 53 anos de idade sendo a tuberculose a causa de sua morte.

Mesmo sentindo que Chico estava preparado para receber mensagens psicografadas, Emmanuel impôs uma condição básica para trabalhar ao seu lado: que o médium seguisse, acima de tudo, os ensinamentos de Hippolyte Léon Denizard Rivail, cognominado Allan Kardec (03/10/1804 – 31/03/1869). 

Mensagens Espírita

TRANQÜILIDADE

Comece o dia na luz da oração
O amor de Deus nunca falha.
Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.
Trabalhe com alegria.
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal,de ouro maciço é um cadáver que pensa.
Faça o bem quando possa.
Cada criatura transita entre as próprias criações.
Valorize os minutos.
Tudo volta com exceção da hora perdida.
Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.
Estime a simplicidade.
O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.
Perdoe sem condições.
Irritar-se é o melhor processo de perder.
Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa.
Experimente atender os familiares como você trata as visitas.
Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.
Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante
dos crucificadores, mas o Cristo solitário era causa de Deus.
Autor: André Luiz
Psicografou: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DESEQUILÍBRIOS

Inicio das grandes obsessões é semelhante à pequenina brecha no açude que por vezes não passa de pedra desconjuntada ou de fenda oculta.
Os desequilíbrios da alma começam igualmente de quase nada,principalmente por atitudes e sentimentos aparentemente compreensíveis
mas que, em muitas ocasiões, se deslocam no rumo de ásperas conseqüências.
Desconfiança.
Dúvida. Irritação.
Desânimo.
Ressentimento.
Impulsividade.
Invigilância.
Amargura.
Tristeza sem nexo.
Grito de cólera.
Discussão sem proveito.
Conversa vã.
Visita inútil.
Distração sem propósito.
Na represa, ninguém pode prever os resultados da brecha esquecida.
No caso da obsessão, porém, que, no fundo, se define por assunto de consciência,
é imperioso que todos nós venhamos a reconhecer que, em toda e qualquer
crise de fome, não é o pão que procura a boca.
Autor: Albino Teixeira
Psicografou: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

DIANTE DAS PROVAÇÕES

Diante das provas e tribulações do dia-a-dia, se pausarmos, vez em vez, por alguns instantes, para a necessária reflexão…
E se no curso de nossas reflexões, ponderarmos nas bênçãos que temos recebido;
Nas vantagens que usufruímos perante os companheiros em dificuldade maiores que as nossas na retaguarda;
Na importância da indulgência;
Nos resultados contraproducentes da irritação;
No caráter destrutivo de quaisquer manifestações de rebeldia ou azedume;
Nas lições que nos será possível obter dos obstáculos dignamente suportados;
Nos donativos de calma e bondade que os outros esperam de nós, a fim de garantirem a segurança que lhes é própria;
No significado das nossas atitudes de generosidade e entendimento;
Nos lucros de ordem geral que será lícito auferir tolerância;
E nos testemunhos de prudência e compreensão que todos podemos oferecer, colaborando com os Mensageiros do Cristo de Deus, na sustentação do bem e da paz, do bom ânimo e da alegria de todos aqueles que nos cercam na experiência comum, decerto que saberíamos colocar a esperança e o trabalho, acima de todas as desilusões e de todos os insucessos, sem nos afastar da paciência hora alguma.


Autor: Emmanuel
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier contido no livro “Urgência”
CONVERSA DE GENTE MOÇA


Paz e amor na reunião
Coração calmo e contente. . .
Isto me faz escrever
A mocidade presente.
Irmãos, a vocês aí,
Que formam na juventude,
Desejo posam fazer
Tudo aquilo que não pude.
Não acreditem na morte
Em que o pijama se estraga,
A vida, – benção de Deus,
É luz que nunca se apaga.
Conservem saúde e força
Na paz do trabalho são. . .
Por dentro do coração.
Futuro? Pensem agora
Na idéia melhor que há. . .
Aquilo que a gente planta
É aquilo que surgirá.
Assunto de casamento,
Anotem como se cria,
O lar não pode nascer
Em jogo de loteria.
Tóxico é tempo perdido,
Guardem juízo apurado;
Dinheiro gasto em bolinha
É futuro ao necessitado.
O esquente não auxilia
Mesmo nas horas de festa;
Há muita pinga enfeitada
Mas para vida não presta.
Quanto ao mais, busquem Jesus
E esquecem exemplos meus!…
Mocidade para o bem
É a senda que leva a Deus 

Autor: Jair Presente
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier

Dinheiro

O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada.
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la.
Não é calor, contudo, adquire agasalho.
Não é o poder da fé, mas alimenta a esperança.
Não é amor, entretanto, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva.
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso.
Não é culta, mas apóia o livro.
Não é visão, contudo, ampara o encontro de instrumentos que ampliam capacidade dos olhos.
Não é base de cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio.
Em suma, o dinheiro associado a consciência tranqüila, alavanca do trabalho e fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria, é uma bênção do Céu que, de modo imediato, nem sempre faz felicidade, mas sempre faz falta.


Autor: Bezerra
Psicografou: Francisco Cândido Xavier

NOTAS

Há saúde do corpo e saúde da alma. Ambas devem esta juntas.
Deus concede-nos recursos mil, cada dia, para alimentar-nos o espírito com as melhores emoções.
Absorvemos os pensamentos uns dos outros.
Auxilia a produção útil da natureza e estarás cooperando com a Providencia Divina.
Cede ao próximo o pão que sobra em tua mesa e o Senhor te enriquecerá de bom animo e alegria.
Atendendo a Deus, a Terra gasta milhões vidas, cada dia, a fim de sustentar-nos.
Falar mal dos outros, ao invés de ajudá-los, é o mesmo que envolver nossos sentimentos
em lama invisível, ao invés de fazê-los brilhar.
Os frutos que te deliciam são os resultados de esforço daqueles que passaram no mundo,
antes de ti. Prepara a sementeira de agora para os que virão no futuro.
Planta uma arvore amiga e ajudarás aos que ajudam.
Quem lança uma boa palavra
De amor e consolação,
Espalha por toda a Terra
Os dons do Divino Pão.
Autor: Meimei
Psicografou: FRANCISCO CANDIDO XAVIER do livro “PAI NOSSO” edição FEB

Turma:

Estamos por aqui, no frente à frente.
Agradeço o papo, mas não esperem sermão.
Transando atividades espirituais com vocês, não passo de garupeta.
Se alguém disser para vocês que sou guia,Corrijam logo a palavra pra guiador, pois carango é comigo!
Estou num gango assim tão legal que, sem esnobar conselho, digo pra vocês dez dicas que limpam a barra de qualquer batente em que o cara esteja.
1.ª a primeira é uma daquelas que chegou ao mundo por Moisés – respeitar pais e mães;
quem não puder seguir as modas dos bigs amizades que a terra nos puseram para jambar, deve agradecer a eles com atenção todo o bem que nos fazem.
2.ª a segunda é agüentar as pontas e manter a garra nos estudos e no trabalho, para que ninguém fique encucado em bofunfa de papai.
3.ª a terceira é não caçar para não perder tempo, nem caminho.
4.ª A Quarta é escolher com quem andam pra saber onde vão chegar.
5.ª A Quinta é deixar a carranca pra quem gosta de fechar o pesqueiro e esperar pelo miserê.
6.ª A Sexta é fugir de brisas e ervas mágicas pra não entregarem a rapadura, diante da vida.
7.ª A sétima é não engrupir a ninguém e não se biritar para que não se envolvam em piadas e canória.
8.ª A oitava pe reconhecer que revirar o sexo sem compromisso é brincar com fogo, buscando, ás vezes, loucura e doença, confa e balaço.
9.ª A nona é auxiliar aos outros em tudo o que a gente consiga fazer o bem.
10.ª A décima é confiar em Deus e saber que somos vistos pela Divina Providência , mesmo onde os tais imaginem estar sós.
Quanto ao mais, procurarem não perder a disciplina com as pedreiras da vida, porquanto ganhar pedal nas praças do mundo não é maré mansa.
Acertem os relógios com o Amigão Jesus Cristo, bola pra frente que já falei

Autor: AUGUSTO CEZAR NETTO
Psicografou: o médium Francisco Cândido Xavier do livro “Falou e Disse”.

Francisco Cândido Xavier…

       Chico Xavier nasceu no dia 2 de abril de 1910 na pequena cidade de Pedro Leopoldo, situada a 35 quilômetros de Belo Horizonte. Filho do vendedor de bilhetes de loteria João Cândido Xavier e da dona-de-casa Maria João de Deus, ele manifestou cedo sua extraordinária capacidade de entrar em contato com o outro mundo. Já aos quatro anos, surpreendeu a todos ao explicar, em linguagem médica, o aborto de uma vizinha.“O que houve foi um problema de nidação inadequada do ovo, de modo que a criança adquiriu posição equitópica”, disse o pequeno Chico, repetindo o que lhe era soprado aos ouvidos por um espírito. Em 1932 foi publicada a primeira obra psicografada por Chico Xavier: Parnaso de Além-Túmulo, que reuniu 14 nomes da literatura brasileira, um coletânea de 56 poesias ditadas pelos espíritos de Augusto dos Anjos e castro Alves, entre outros, que causou polêmica no meio literário. Começou a promover reuniões em sua própria casa até fundar o Centro Espírita Luís Gonzaga. Só a partir de 1967 se torna habitual a psicografia de mensagens pessoais, que passam a ser recebidas todas as semanas, em sessão pública, em Uberaba. Até então eram raros os textos enviados por “mortos” a seus parentes através do médium. Ao longo de sua atividade ele psicografou e publicou mais de 400 livros com mensagens de espíritos. O dinheiro das vendas das publicações era revertido para obras de caridade. O médium Chico Xavier desencarnou em 30 de junho de 2002, aos 92 anos em Uberaba, Minas Gerais. Ele estava com vários problemas de saúde e teve uma parada cardíaca. Ele completaria 75 anos de atividade mediúnica em 8 de julho de 2002.

… valeu! Obrigado Chico.

Quem é Ramatís
Ramatís é um Mestre espiritual, proveniente do sistema estelar de Sírius, onde logrou a libertação do ciclo reencarnatório, vindo para a Terra há mais de 40 mil anos atrás, trazendo consigo conhecimentos ocultos que compuseram a milenar Aumbandhã, em transmigração missionária, acompanhando um grupo de espíritos aqui exilados à época das extintas civilizações da Lemúria e da Atlântida, cuja evolução assumiu o compromisso de acompanhar, e, desde então, vem contribuindo ininterruptamente para a evolução e a conscientização crística da humanidade terrena.

Viveu uma encarnação física na antiga Lemúria, cujos registros se perderam no tempo, sobre a qual não se tem maiores informações.

Ramatís viveu depois encarnado na Atlântida há 28 mil anos, ao tempo de Antúlio de Maha-Ethel, quando pertenceu à classe sacerdotal, na figura do grande filósofo Shy Ramat, integrante de um dos santuários da época, o Templo do Sol e da Paz, onde foi contemporâneo do Espírito que mais tarde seria conhecido sob o pseudônimo de Allan Kardec, o posterior codificador do Espiritismo, que então era profundamente dedicado à matemática e às chamadas ciências positivas.

Foi então um iniciado nos conhecimentos ocultos da Aumbandhã, a Lei Maior Divina, Sabedoria Secreta ou Conhecimento Integral, sistema religioso-filosófico-científico setenário esotérico, cultuado nos Templos da Luz atlantes, trazido de outras constelações do infinito cósmico para contribuir com a evolução da humanidade terrena, e que embasou as filosofias espiritualistas posteriormente formadas, principalmente as filosofias herméticas.

No século XIV a.C, no antigo Egito, Ramatís foi o grão-sacerdote Merí Rá, no reinado do faraó Amenhotep IV (1372 a.C – 1354 a.C), promotor de uma grande reforma religiosa, substituindo as antigas divindades do panteão egípcio pelo culto monoteísta a Aton, o disco solar, tendo mudado seu próprio nome para Akhenaton.

Nessa ocasião, Merí Rá teve a oportunidade de salvar da execução sumária um modesto aguadeiro, que, inadvertidamente, respingou água nas sandálias de uma dama da nobreza egípcia, assumindo para si a sua tutela perante o faraó, e que, mais tarde, reencarnou na figura de seu médium Hercílio Maes.

Posteriormente, em nova passagem pelo Egito, Ramatís teve outro encontro encarnatório com Kardec, que foi então o sacerdote Amenófis, médico e estudioso do “Livro dos Mortos” e dos fenômenos do Além, ao tempo do faraó Merneftá (1225 a.C. – 1215 a.C), filho de Ramsés II.

Segundo o mestre Hilarion de Monte Nebo, e outros sublimes mensageiros espirituais, Ramatís ainda viveu anteriormente na figura de Essen, filho de Moisés e fundador da Fraternidade Essênia, fiel seguidora dos ensinamentos Kobdas; mais tarde, viveu na Hebréia sob a roupagem de Nathan, o grande conselheiro de Salomão.

Na Grécia antiga, por volta do século V a.C, reencarnou como o famoso filósofo Pitágoras de Samos (cerca de 570 a.C – 496 a.C), um possível discípulo de Anaximandro. Supõe-se que tenha visitado o Egito, mais tarde transferindo-se para Crotona, na Magna Grécia (sul da Itália), onde fundou, por volta de 530 a.C, uma comunidade religiosa e política, cujos membros ficaram conhecidos como pitagóricos.

As doutrinas pitagóricas primeiro se desenvolveram no seio dessa comunidade e depois entre os pitagóricos dispersos pela Grécia e no sul da Itália, que acreditavam na transmigração das almas e buscavam praticar um ascetismo purificador.

Pitágoras considerava o número como a essência e o princípio de todas as coisas, introduzindo uma noção de Cosmo que é essencialmente medida e número (harmonia celestial), conceito elaborado numa metafísica que mais tarde influiu decisivamente Platão.

A literatura esotérica considera Pitágoras um alto iniciado nos mistérios egípcios, babilônicos e caldeus, cuja doutrina resumiria os arcanos da natureza em suas teorias matemáticas transcendentes e em sua música das esferas.

Posteriormente, ainda na Grécia antiga, por volta do século IV a.C., época em que se encontravam em ebulição os princípios e teses esposados por Sócrates, mais tarde cultuados por Antístenes, discípulo de Sócrates e mestre de Diógenes, Ramatís novamente reencarnou, agora na figura de conhecido mentor helênico, pregando entre os discípulos ligados entre si por grande afinidade espiritual.

Supõe-se ter sido o próprio Platão, contemporâneo de Antístenes e igualmente discípulo de Sócrates, conforme acreditava Hercílio Maes, segundo revelação de Breno Trautwein, um dos revisores das obras de Ramatís.

Na condição de herdeiro filosófico de Sócrates e trazendo a influência dos pitagóricos, Ramatís, na roupagem carnal de Platão, levantou o problema da verdade, que desemboca no da salvação da própria alma.

Afirmava ele, então, que os objetos da percepção sensível, ou seja, aqueles do mundo físico, acessíveis através dos sentidos humanos, não são verdadeiramente reais, apenas ilusórios; já os objetos do pensamento (os números ideais) são a única realidade, e as coisas sensíveis são apenas seu reflexo; somente deles é que se pode obter um conhecimento certo.

Para Platão, as realidades mais elevadas são os conceitos matemáticos e as idéias de beleza, bondade e justiça, que existem como formas ou arquétipos de um mundo transcendente, cuja forma suprema é o Bem (Deus).

Ele pregava que a alma humana é imortal, purificando-se através de sucessivas existências e, se o pensamento alcança a idéia suprema do Bem, é porque nele se opera a reminiscência de uma vida anterior da alma. A ambição suprema é poder voltar àquele mundo onde as formas podem ser vistas em toda sua indescritível beleza.

Seus ensinamentos buscavam acentuar a consciência do dever, a auto-reflexão, e mostravam tendências nítidas de espiritualizar a vida, em cujo convite incluía-se o cultivo da música, da matemática e da astronomia, pois concluiu pela existência de uma Ordem Superior dominante no Cosmo, ao observar atentamente o deslocamento dos astros.

A literatura esotérica conta que, após a morte de Sócrates, Platão viajou pela Ásia Menor e daí até o Egito, onde se iniciou nos cultos misteriosóficos de Ísis, atingindo o terceiro grau, que lhe conferiu a perfeita lucidez intelectual e a realeza da inteligência sobre a alma e sobre o corpo.

Mais tarde, ao tempo de Jesus de Nazaré, Ramatís reencarnou na figura do conhecido filósofo neoplatônico egípcio, de cultura grega mas de origem judaica, Fílon de Alexandria, também conhecido por Fílon, o Judeu (entre 20–10 a.C. e 50 d.C.), responsável pela famosa Biblioteca de Alexandria.

Profundamente versado tanto em ciência grega como em judaísmo, teve então influência dos filósofos estóicos, pitagóricos e platônicos, defendendo em suas obras a tese da absoluta transcendência de Deus com relação ao mundo e a idéia da transmigração das almas.

Enquanto Fílon, Ramatís tornou-se especialista em Cabala judaica, e muitas de suas obras da época destinaram-se a explicar o judaísmo a leitores pagãos, sustentando que os filósofos gregos deviam a Moisés algumas de suas idéias fundamentais.

Fílon distinguiu-se na tarefa de sistematizar a interpretação dos documentos religiosos por meio de doutrinas científicas, tendo elaborado um método alegórico de interpretação, que aplicou ao Antigo Testamento.

As doutrinas espiritualistas de Fílon inspiraram em grande parte os gnósticos e os neoplatônicos, e seu pensamento exerceu também extraordinária influência em escritores judeus e cristãos posteriores.

Na roupagem carnal de Fílon de Alexandria, Ramatís pode estar pessoalmente em contato com o Jesus de Nazaré na Palestina, por cuja segurança muito lutou. Nessa ocasião teve a oportunidade de efetuar indagações a Seu respeito a alguns de Seus próprios discípulos daquela época, o que lhe possibilitou mais tarde elaborar a obra “O Sublime Peregrino”, em que trata dos principais fatos da existência do amado Mestre no planeta, trazendo uma idéia mais nítida da realidade de seu Espírito angélico.

Mais tarde, no Espaço, Ramatís filiou-se definitivamente a um grupo de trabalhadores espirituais, cuja insígnia, em linguagem ocidental, ficou conhecida sob a pitoresca denominação de “Templários das Cadeias do Amor”. Trata-se de um agrupamento quase desconhecido nas colônias invisíveis do Além, junto à região Ocidente, e se dedica a trabalhos profundamente ligados à psicologia oriental.

Espírito muito experimentado nas lides reencarnacionistas, Ramatís já se havia distinguido no século IV d.C., tendo participado do ciclo ariano, nos acontecimentos que inspiraram o famoso poema épico hindu “Ramaiana”, onde o feliz casal Rama e Sita simbolizam, de forma iniciática, os princípios masculino e feminino.

Unindo-se Rama e Átis, ou seja, Sita ao inverso, então resulta Ramaatís, como realmente se pronuncia em indochinês. Nessa encarnação, Ramatís foi adepto da tradição de Rama, cultuando os ensinamentos do “Reino de Osíris”, Senhor da Luz, na inteligência das coisas divinas.

Os que lêem as mensagens de Ramatís, e estão familiarizados com o simbolismo do Oriente, nem sabem o que representa o nome “RAMA-TYS” ou “Swami Sri RAMA-TYS”, como era conhecido nos santuários da época. É quase uma “chave”, uma designação de hierarquia ou dinastia espiritual, que explica o emprego de certas expressões que transcendem às próprias formas objetivas.

“Rama” é o nome dado à própria Divindade, o Criador, cuja força criadora emana para as criaturas quando pronunciado corretamente. O nome “Ramatís” é um mantra, que reúne os princípios masculino e feminino contidos em todas as coisas e seres; ao se pronunciar o vocábulo Ramaatís, saúda-se implicitamente o Deus que se encontra no interior de cada ser.

Em sua última encarnação na Terra, Ramatís viveu, no século X na Indochina, no corpo de um menino de cabelos negros como ébano, com pele da cor do cobre claro, e olhos verdes em tom castanho escuro, iluminados de ternura, filho de Tiseuama, uma vestal chinesa fugida de um templo, que desposou um tapeceiro hindu de nome Rama.

Era de inteligência fulgurante e desencarnou bastante moço, com menos de 30 anos de idade, no ano de 933 d.C., em razão de problemas cardíacos. Nessa existência, após certa disciplina iniciática a que se submetera na China, tornando-se um bispo budista sino-indiano, fundou e dirigiu um pequeno templo iniciático na Índia, às margens da estrada principal que se perdia dentro do território chinês.

Como instrutor nesse templo, procurou ele aplicar aos seus discípulos os conhecimentos adquiridos em suas inúmeras vidas anteriores. O templo que Ramatís fundou foi erguido pelas mãos de seus primeiros discípulos e admiradores. Cada pedra de alvenaria recebeu o toque magnético e pessoal de seus futuros iniciados.

Alguns deles estão atualmente reencarnados no planeta e reconhecem o antigo mestre através desse toque misterioso, que não pode ser explicado a contento na linguagem humana; sentem-no, por vezes, e de tal modo, que as lágrimas lhes afloram aos olhos, num longo suspiro de saudade!

Embora nessa existência tenha desencarnado ainda moço, Ramatis pôde aliciar 72 discípulos que, no entanto, após o desaparecimento do mestre, não puderam manter-se à altura do mesmo padrão iniciático original. Eram adeptos provindos de diversas correntes religiosas e espiritualistas do Egito, da Índia, da Grécia, da China e até da Arábia.

Apenas 18 conseguiram envergar a simbólica “túnica azul”, e alcançar o último grau daquele ciclo iniciático; os demais, seja por ingresso tardio, seja por menor capacidade de compreensão espiritual, não alcançaram a plenitude do conhecimento das disciplinas lecionadas pelo mestre.

A não ser 26 adeptos que estão desencarnados, cooperando nos labores da Fraternidade da Cruz e do Triângulo, o restante disseminou-se pelo planeta em diferentes latitudes geográficas: de seus antigos discípulos, dezoito reencarnaram no Brasil, seis nas três Américas, enquanto que os demais se espalharam pela Europa e, principalmente, pela Ásia.

Em virtude de estar a Europa atingindo o final de sua missão civilizadora, alguns dos discípulos lá reencarnados emigrarão para o Brasil, em cujo território, segundo Ramatís, se encarnarão os predecessores da generosa humanidade do terceiro milênio.

Ramatís informou que voltará a reencarnar durante o ciclo do terceiro milênio, e um dos seus objetivos é reunir novamente os seus discípulos, agora dispersos, a fim de que eles se congreguem e façam jus à iniciação completa, para então serem integrados no “Raio” ou faixa mental da Ciência Psíquica do plano cósmico.

No templo que Ramatís fundou na Índia, esses discípulos desenvolveram conhecimentos sobre magnetismo, astrologia, clarividência, psicometria, radiestesia e assuntos quirológicos aliados à fisiologia do “duplo etérico”.

Os mais capacitados lograram êxito e poderes na esfera da fenomenologia mediúnica, dominando os fenômenos da levitação, ubiqüidade, vidência e psicografia de mensagens que os instrutores enviavam para aquele cenáculo de estudos espirituais.

Mas o principal “toque pessoal” que Ramatís desenvolveu em seus discípulos, em virtude do compromisso que assumira para com a Fraternidade do Triângulo, foi o pendor universalista, a vocação fraterna, crística, para com todos os esforços alheios na esfera do espiritualismo.

Atualmente, Ramatís ainda opera como mestre nas tarefas dos teosofistas, conhecido entre estes como Kut Humi (ou Koot Humi, o Mestre K.H.), não se cingindo a uma doutrina ou princípio, buscando incentivar os conceitos de universalidade e integração do homem sob a égide do Cristo, através do Código Moral que é o Evangelho.

Dentro do movimento teosófico, Kut-Humi Lal Singh, junto com o mestre Morya, foi o principal inspirador da Sociedade Teosófica, fundada em 1875 por Helena P. Blavatsky e Cel. Olcott, e é considerado Mestre do Segundo Raio, o do Amor-Sabedoria. Possui numerosos discípulos, se ocupa principalmente da vitalização de algumas das mais importantes correntes filosóficas, e se interessa por organizações filantrópicas.

Sabe-se que Ramatís não vive habitualmente em qualquer colônia espiritual situada no Astral do Brasil, mas vem operando, do plano Astral, há muito tempo. Dada sua evolução, Ramatís já não mais dispõe de sua vestimenta perispiritual astralina, utilizando-se de um corpo intermediário apenas em suas incursões no plano Astral ou quando deseja mostra-se a encarnados videntes.

Conhecedor do trabalho sideral da humanidade terrena, ele vem se esforçando para cooperar na sua evolução, cumprindo o compromisso assumido com a Alta Espiritualidade terrena na instrução espiritual das criaturas, estabelecendo as bases de um pensamento universalista que transpõe conhecimentos ancestrais para os encarnados, sucedâneos da codificação kardequiana.

Em seu trabalho em planos invisíveis, Ramatís atualmente supervisiona as tarefas ligadas aos seus discípulos na Metrópole do Grande Coração, uma colônia espiritual no plano Astral congregada por espíritos com índole universalista. Segundo informações de seus psicógrafos mais recentes, ele participa atualmente de um colegiado no plano Astral de Marte.


 Referências:  Spiritsmogi

Rua das flores

Fraternidade Ramatis

Budismo, Deuses Hindus , Ecumenismo & Seicho – No – Ie sexta-feira, jan 27 2012 


Introdução ao Budismo/Introdução


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Seja bem vindo ao curso de Introdução ao Budismo da Wikiversidade. Nos próximos módulos estudaremos os príncipios básicos desta filosofia (considerada por alguns também como religião), analisando sua história, seu fundador, ramificações e tradições. Este curso busca ser imparcial no tratamento das informações ensinadas, e pretende fornecer informações básicas que sirvam ao aluno como base para qualquer estudo futuro sobre o tema. Caso queira aprofundar-se mais em seus estudos não hesite em ver os outros cursos de Budismo da Wikiversidade.

O que é Budismo?

Budismo é um conjunto de escolas e ensinos que se focam na figura de Buda. Buda (sânscrito-devanagari: बुद्ध, transliterado Buddha, que significa Desperto, Iluminado, do radical Budh-, “despertar”) é um título dado na filosofia budista aquele que despertou plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos, reconhecendo a origem do sofrimento e como superá-lo atingindo o Nirvana. Geralmente este título é relacionado à Siddhartha Gautama, o fundador do Budismo, mas diversas escolas do Budismo reconhecem outros Budas em diversas eras. Apesar da veneração prestada por algumas escolas budistas, um Buda não é considerado como uma divindade, sendo que a condição de Buda pode ser atingida por qualquer ser humano que se proponha à isto (a forma de se obter este estado que varia de escola para escola).

Resumo

  • Budismo é um conjunto de escolas e ensinos que se focam na figura de Buda.
  • Buda significa em sânscrito o Desperto e é um título dado na filosofia budista aquele que despertou plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos, reconhecendo a origem do sofrimento e como superá-lo atingindo o Nirvana.
  • Geralmente este título é relacionado a Siddhartha Gautama, o fundador do Budismo, mas diversas escolas do Budismo reconhecem outros Budas em diversas eras.
  • O Budismo é uma filosofia de vida baseada integralmente nos profundos ensinamentos do Buda para todos os seres, que revela a verdadeira face da vida e do universo.
  • Quando pregava, o Buda não pretendia converter as pessoas, mas iluminá-las.
  • O Budismo é uma religião prática, devotada a condicionar a mente inserida em seu cotidiano, de maneira a leva-la à paz, serenidade, alegria, sabedoria e liberdade perfeitas. Por ser uma maneira de viver que extrai os mais altos benefícios da vida, é freqüentemente chamado de “Budismo Humanista”.

Introdução ao Budismo/Fundamentos do Budismo

A base dos ensinamentos do Budismo é o sofrimento e a sua consequente extinção. Siddharta Gautama teve a compreensão de que o sofrimento é decorrente do desejo em todas as suas formas. Quando se deseja algo e não se obtêm a frustração gera o sofrimento, assim como quando se obtém o que se deseja há o desejo de manter o objeto do desejo. Para Siddharta, o desejo deve ser purificado de forma a eliminar o sofrimento. Siddharta codificou o mecanismo do sofrimento nas Quatro Verdades Nobres, e como purificar o desejo no Nobre Caminho Óctuplo.

Justamente por ter um aspecto prático, existem muitos debates se o Budismo deve ser considerado uma religião ou não. O Budismo originalmente preocupa-se apenas com a extinção do sofrimento humano, e não busca nenhuma interpretação religiosa ou metafísica do universo, apesar das diversas escolas budistas terem assimilados rituais, cultos e divindades de outras religiões para expressar suas interpretações do budismo através dos tempos. Por isto é comum que muitos praticantes de outras religiões também pratiquem doutrinas do budismo. O judaísmo por exemplo não considera o Budismo em si como uma forma de idolatria.

As Quatro Verdades Nobres são quatro afirmações que descrevem a natureza do sofrimento: As Quatro Verdades Nobres

  • A Natureza do Sofrimento (Dukkha)

(..) esta é a nobre verdade do sofrimento: nascimento é sofrimento, envelhecimento é sofrimento, enfermidade é sofrimento, morte é sofrimento; tristeza, lamentação, dor, angústia e desespero são sofrimento; a união com aquilo que é desprazeroso é sofrimento; a separação daquilo que é prazeroso é sofrimento; não obter o que queremos é sofrimento; em resumo, os cinco agregados influenciados pelo apego são sofrimento.(..)

  • A Origem do Sofrimento (Samudaya)

“(..) esta é a nobre verdade da origem do sofrimento: é este desejo que conduz a uma renovada existência, acompanhado pela cobiça e pelo prazer, buscando o prazer aqui e ali; isto é, o desejo pelos prazeres sensuais, o desejo por ser/existir, o desejo por não ser/existir.(…)”

  • A Cessação do Sofrimento (Nirodha)

“(..) esta é a nobre verdade da cessação do sofrimento: é o desaparecimento e cessação sem deixar vestígios daquele mesmo desejo, o abandono e renúncia a ele, a libertação dele, a independência dele.(…)”

  • O Caminho(Mārga)para a cessação do Sofrimento

“(..) esta é a nobre verdade do caminho que conduz à cessação do sofrimento: é este Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta.(…)”

O Nobre Caminho Óctuplo

Sabedoria (Prajñā • Paññā)

  • Visão ou Entendimento correcto (samyag-dṛṣṭi • sammā-diṭṭhi): “(…)E o que é o entendimento correto? Compreensão do sofrimento, compreensão da origem do sofrimento, compreensão da cessação do sofrimento, compreensão do caminho da prática que conduz à cessação do sofrimento. A isto se chama entendimento correto.(…)”
  • Intenção ou Pensamento correcto (samyak-saṃkalpa • sammā-saṅkappa): “(…)E o que é pensamento correto? O pensamento de renúncia, o pensamento de não má vontade, o pensamento de não crueldade. A isto se chama pensamento correto.(…)”

Conduta Ética (Śīla • Sīla)

  • Palavra ou Linguagem correcta (samyag-vāc • sammā-vācā): “(…)E o que é a linguagem correta? Abster-se da linguagem mentirosa, da linguagem maliciosa, da linguagem grosseira e da linguagem frívola. A isto se chama linguagem correta.(…)”
  • Atividade ou Ação correcta (samyak-karmānta • sammā-kammanta): “(…)E o que é ação correta? Abster-se de destruir a vida, abster-se de tomar aquilo que não for dado, abster-se da conduta sexual imprópria. A isto se chama de ação correta.(…)”
  • Modo de vida correto (samyag-ājīva • sammā-ājīva): “(..)E o que é modo de vida correto? Aqui um nobre discípulo, tendo abandonado o modo de vida incorreto, obtém o seu sustento através do modo de vida correto. A isto se chama modo de vida correto.(…)”

Meditação(Samādhi)

  • Esforço correto (samyag-vyāyāma • sammā-vāyāma) : “(…)E o que é esforço correto? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu gera desejo para que não surjam estados ruins e prejudiciais que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (ii) Ele gera desejo em abandonar estados ruins e prejudiciais que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (iii) Ele gera desejo para que surjam estados benéficos que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (iv) Ele gera desejo para a continuidade, o não desaparecimento, o fortalecimento, o incremento e a realização através do desenvolvimento de estados benéficos que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. A isto se denomina esforço correto.(…)”
  • Atenção correcta (samyak-smṛti • sammā-sati): “(…)E o que é atenção plena correta? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu permanece focado no corpo como um corpo – ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (ii) Ele permanece focado nas sensações como sensações – ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (iii) Ele permanece focado na mente como mente – ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (iv) Ele permanece focado nos objetos mentais como objetos mentais – ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. A isto se denomina atenção plena correta.(…)”
  • Concentração correcta (samyak-samādhi • sammā-samādhi): “(…)E o que é concentração correta? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu afastado dos prazeres sensuais, afastado das qualidades não hábeis, entra e permanece no primeiro jhana, que é caracterizado pelo pensamento aplicado e sustentado, com o êxtase e felicidade nascidos do afastamento. (ii) Abandonando o pensamento aplicado e sustentado, um bhikkhu entra e permanece no segundo jhana, que é caracterizado pela segurança interna e perfeita unicidade da mente, sem o pensamento aplicado e sustentado, com o êxtase e felicidade nascidos da concentração. (iii) Abandonando o êxtase, um bhikkhu entra e permanece no terceiro jhana que é caracterizado pela felicidade sem o êxtase, acompanhada pela atenção plena, plena consciência e equanimidade, acerca do qual os nobres declaram: ‘Ele permanece numa estada feliz, equânime e plenamente atento.’ (iv) Com o completo desaparecimento da felicidade, um bhikkhu entra e permanece no quarto jhana, que possui nem felicidade nem sofrimento, com a atenção plena e a equanimidade purificadas. A isto se denomina concentração correta..

Nirvana

Nirvana (do sânscrito निर्वाण, Nirvāṇa no pali: निब्बान, Nibbāna) significa literalmente extinção, é o nome dado ao estado de libertação budista do sofrimento. Para cada escola budista, existem interpretações diferenciadas do que seja o Nirvana e de como este é atingido.

Buda descreve o Nirvana como um estado de perfeita paz da mente, livre de qualquer estado aflitivo (kilesa). O Cânon Pali também descreve outras perspectivas sobre o Nirvana: uma delas descreve que o Nirvana é o estado que permite ver a natureza vazia dos fenômenos. Também é apresentado como uma radical reorganização da consciência e seu despertar [1]. O estudioso Herbert Guenther afirma que com o Nirvana “a personalidade ideal, o verdadeiro ser humano” torna-se realidade.[2]

No Dhammapada, Buda diz que o Nirvana “é a maior felicidade”. Esta é uma felicidade duradoura, uma felicidade transcendente alcançada através da iluminação, não baseada na felicidade impermanente das coisas.

Escrituras e referências budistas

Edição do Cânone Pali

Buda não deixou nada escrito, tendo realizado seu ministério de forma oral. De acordo com a tradição budista, ainda no próprio ano em que o Buda faleceu teria sido realizado um concílio na cidade de Rajaghra onde discípulos do Buda recitaram os ensinamentos perante uma assembleia de monges que os transmitiram de forma oral aos seus discípulos. Porém, a historicidade deste concílio é alvo de debate: para alguns este relato não passa de uma forma de legitimação posterior da autenticidade das escrituras.

Por volta do século I a.C. os ensinamentos do Buda começaram a ser escritos. Um dos primeiros lugares onde se escreveram esses ensinamentos foi no Sri Lanka, onde se constitui o denominado Cânone Pali. O Cânone Pali é considerado pela tradição Theravada como contendo os textos que se aproximam mais dos ensinamentos do Buda. Não existem contudo no budismo um livro sagrado como o Tanakh, a Bíblia ou o Alcorão que seja igual para todos os crentes; para além do Cânone Pali, existem outros cânones budistas, como o chinês e o tibetano.

O canône budista divide-se em três grupos de textos, denominado “Triplo Cesto de Flores” (tipitaka em pali e tripitaka em sânscrito):

  1. Sutra Pitaka: agrupa os discursos do Buda tais como teriam sido recitados por Ananda no primeiro concílio. Divide-se por sua vez em vários subgrupos;
  2. Vinaya Pitaka: reúne o conjunto de regras que os monges budistas devem seguir e cuja transgressão é alvo de uma penitência. Contém textos que mostram como surgiu determinada regra monástica e fórmulas rituais usadas, por exemplo, na ordenação. Estas regras teriam sido relatadas no primeiro concílio por Upali;
  3. Abhidharma Pitaka: trata do aspecto filosófico e psicológico contido nos ensinamentos do Buda, incluindo listas de termos técnicos.

Quando se verificou a ascensão do budismo Mahayana esta tradição alegou que o Buda ensinou outras doutrinas que permaneceram ocultas até que o mundo estivesse pronto para recebê-las; desta forma a tradição Mahayana inclui outros textos que não se encontram no Theravada.

Para a maioria das escolas budistas, a historicidade dos textos é independente da obtenção do Nirvana. A maioria das escolas consideram que as histórias, mesmo as fábulas, tem como objetivo principal não o de relatar fatos históricos tal como ocorreram, e sim que devem servir como um meio de se obter consciência dos fundamentos do budismo.

Resumo

  • A base dos ensinamentos do Budismo é o sofrimento e a sua consequente extinção.
  • Siddharta Gautama teve a compreensão de que o sofrimento é decorrente do desejo em todas as suas formas. Para Siddharta, o desejo deve ser purificado de palavras muito cahahjshfufahuf
  • O Nobre Caminho Óctuplo se compõe de : Visão ou Entendimento correto , Intenção ou Pensamento correta , Palavra ou Linguagem correta, Atividade ou Ação Correta, Modo de vida correto, Esforço correto, Atenção correta e Concentração correta.
  • Nirvana ou Nibbana é o nome dado ao estado de libertação budista do sofrimento.
  • Buda não deixou nada escrito, tendo realizado seu ministério de forma oral. O canône budista é baseado nas doutrinas conforme codificadas pelos discípulos de Buda e divide-se em três grupos de textos, denominado “Triplo Cesto de Flores” (tipitaka em pali etripitaka em sânscrito).

Notas

  1.  Peter Harvey, Consciousness mysticism in the discourses of the Buddha. in Karel Werner, The Yogi and the Mystic; Studies in Indian and Comparative Mysticism.” Routledge, 1995, page 82; [1].
  2.  Guenther, The Problem of the Soul in Early Buddhism, Curt Weller Verlag, Constanz, 1949, pp. 156-157.

Introdução ao Budismo/História do Budismo

A história do Budismo desenvolve-se desde século VI a.C até o presente, começando com o nascimento de Siddhartha Gautama, o Buda histórico. Durante todo este período, a religião evoluiu à medida que encontrou diferentes países e culturas, acrescentando ao fundo indiano inicial elementos culturais oriundos do Helenismo, bem como da Ásia Central, do Sudeste asiático e Extremo Oriente. No processo, o Budismo alcançou uma expansão territorial considerável ao ponto de influenciar de uma forma ou de outra quase todo o continente asiático. A história do Budismo caracteriza-se também pelo desenvolvimento de vários movimentos e cismas, entre os quais se encontram as tradições TheravadaMahayana e Vajrayana entre diversas outras.

Índice

A origem do Budismo: Siddhartha Gautama

Príncipe Siddhartha. Gandhara, século 2-3. Musée Guimet, Paris.

Sidarta Gautama ou Siddhartha Gautama (em sânscrito सिद्धार्थ गौतम, transl. Siddhārtha Gautama, em páli Siddhāttha Gotama) foi um príncipe que viveu por volta de 563 a.C. até 483 a.C., no reino de Śākya — que hoje em dia seria parte da fronteira do Nepal com a Índia. Gautama era seu nome de família, que significa “a melhor vaca”, e Siddhartha é uma junção do sânscrito Siddhi (“realização”, “completude”, “sucesso”, “liquidação de um débito”) e Artha (“alvo”, “propósito”, “meta”). Pode ser traduzido como “Aquele cujos objetivos são alcançados” ou ainda “Aquele que cumpriu a meta a que se propôs (na sua vida)”.

Tendo levado uma vida pautada pelo luxo sob a protecção do seu pai, o rei de Kapilavastu (território mais tarde integrado no Império Magadha), Siddharta casou-se ainda jovem com Yassodhara, com quem teve um filho que foi chamado Rāhula (“obstáculo”, em sânscrito). No entanto Siddharta tomando conhecimento das realidades do mundo, concluiu que a vida é sofrimento e aos 29 anos, decidiu deixar a vida palaciana para viver como um asceta na floresta. Praticou meditação e severas austeridades por 6 anos até que, aos 35 anos de idade, teve uma experiência religiosa à qual deu o nome de iluminação. A partir daí passou a ser conhecido como o Buda (Buddha, título honorífico em sânscrito que significa “Aquele que sabe”, ou “Aquele que despertou”), mais especificamente como Buddha Śākyamuni (“o sábio dos Śākya”).

Siddharta como asceta. Gandhara, século 2-3. Museu Britânico.

Viveu até os 80 anos de idade, transmitindo seus ensinamentos e conquistando uma grande legião de discípulos, monges ou leigos (sem ordenação monástica). Gautama foi contemporâneo de Mahaviracom o qual, segundo fontes religiosas e históricas, travou alguns diálogos como opositores.

A sua relutância em nomear um sucessor ou em formalizar a sua doutrina levaria à formação de vários movimentos nos quatrocentros anos seguintes. Em primeiro lugar surgiriam as escolas do Budismo Nikaya, das quais só sobreviveu o Theravada, e mais tarde o Mahayana.

O Budismo primitivo

Antes do patrocínio real de Asoka, o budismo parece ter sido um fenómeno marginal, pouco se conhecendo dos seus primeiros tempos. Dois importantes concílios tiveram lugar, embora o que saiba deles baseie-se em fontes posteriores.

O Primeiro Concílio Budista (século V a.C.)

As cavernas Sattapanni de Rajgir serviram como local do Primeiro Concílio Budista.

O primeiro concílio budista ocorreu em Rajagriha pouco tempo depois da morte de Buda, sob o patrocínio de Ajatasatru, imperador de Magadha, tendo sido presidido por um monge chamado Mahakasyapa. O concílio tinha como objectivo registar os ensinamentos orais do Buda (sutra) e codificar as regras monásticas (vinaya). A Ananda, primo de Buda e seu discípulo, foi pedido que recitasse os discursos do Buda e outro discípulo, Upali, recitou as regras da vida monástica. Estes dois elementos constituem a base do cânone pali, referência de ortodoxia em toda a história do budismo.

O Segundo Concílio Budista (383 a.C.)

O Segundo Concílio Budista foi convocado pelo rei Kalasoka, tendo decorrido em Vaisali, na sequência de conflitos entre escolas tradicionais do Budismo e um movimento de interpretação mais liberal conhecido como os Mahasamghikas. Para as escolas tradicionais, o Buda tinha sido um ser humano que alcançara o estado de iluminação e este poderia ser facilmente alcançado pelos monges seguindo as regras monásticas. Para os Mahasamghikas esta perspectiva era demasiado individualista e egoísta, propondo como verdadeiro objectivo o atingir do estado de budeidade. Tornaram-se proponentes de regras monásticas menos rígidas, que pudessem apelar a um maior grupo de pessoas.

Os Mahasamghikas seriam rejeitados durante o concílio, tendo estes se fixado durante vários séculos no noroeste da Índia e na Ásia Central, como mostram as inscrições Kharoṣṭhī datadas do século I d.C. encontradas perto do rio Oxus.

O proselitismo de Ashoka

Rei Ashoka

O rei máuria Ashoka converteu-se ao Budismo após a conquista brutal que empreendeu do território de Kalinga (hoje Orissa), no este da Índia. Arrependido dos horrores provocados pelo conflito, o rei decidiu renunciar à violência e propagar a religião budista construindo estupas e pilares nos quais se apela à renúncia de toda violência contra as pessoas e os animais.

Este período corresponde à primeira expansão do Budismo para fora da Índia. De acordo com os pilares e as placas deixados por Ashoka (“Éditos de Ashoka“), foram enviados missionários a vários territórios situado a oeste, como o reino greco-bactriano. É também possível que estas missões tenham alcançado o Mediterrâneo, segundo inscrições em pedras deixadas por Ashoka.

O Terceiro Concílio Budista (c. 250 a.C.)

O Terceiro Concílio Budista foi convocado por Ashoka em Pataliputra (Patna) por volta de 250 a.C., tendo sido presidido pelo monge Moggaliputta. O objetivo do concílio era tentar reconciliar as diferentes escolas budistas, purificar o movimento budista de facções oportunistas atraídas pelo patrocínio real e estabelecer as viagens de missionários budistas para todo o mundo.

O cânone pali (Tipitaka; em sânscrito Tripitaka, “os três cestos”), que compreende textos de referência do Budismo tradicional e que se considera ter sido transmitido pelo Buda, foi formalizado nesta ocasião. É composto pela doutrina (Sutra Pitaka), pela disciplina monástica (Vinaya Pitaka) e por um novo corpo de textos de carácter filosófico (Abhidharma Pitaka).

As tentativas de Ashoka de purificar o Budismo acabaram por produzir uma rejeição de movimentos budistas emergentes. Após 250 a.C., a escola Sarvastivada (rejeitada pelo Terceiro Concílio, segundo a tradição Theravada) e a escola Dharmaguptaka tornaram-se influentes no noroeste da Índia e na Ásia Central até a época do império dos Kushana nos primeiros séculos da era comum. A escola Dharmaguptaka caracterizava-se por acreditar que o Buda era um ser que estava separado e acima da comunidade budista, enquanto que a escola Sarvastivadin acreditava que o passado, o presente e o futuro coexistiam ao mesmo tempo.

O mundo helenístico

Proselitismo budista nos tempos do rei Ashoka (260–218 AC).

Alguns do editos de Ashoka revelam o seu esforço em difundir o Budismo pelo mundo helenístico, que na época formava um espaço coeso que ia da fronteira da Índia à Grécia. Os editos mostram um claro entendimento da organização política do mundo helenístico: os nomes e a localização dos principais monarcas da época são indicados. Os monarcas helenísticos Antíoco II do reino Selêucida, Ptolomeu II Filadelfo do Egipto, Antígono Gonatas da Macedónia, Magas de Cirene e Alexandre II de Épiro são apresentados como alvos da mensagem budista.

Para além disso, de acordo com as fontes em pali, alguns dos emissários de Asoka eram monges budistas de origem grega, o que revela intercâmbios culturais entre as duas culturas.

Inscrição bilingue em grego e aramaico pelo rei Ashoka em Kandahar. Museu Cabul(clique na imagem para tradução completa em inglês).

Não se sabe até que ponto estes contactos podem ter sido influentes, mas alguns autores apontam para a existência na época de um certo sincretismo entre o pensamento helenístico e o budismo. É conhecida a existência de comunidades budistas em cidades do mundo helenístico como Alexandria e apontam-se influências do Budismo Theravada na ordem dos Therapeutae.

Expansão asiática

Roda da Lei criada pelos Mons(Dharmachakra), arte de Dvaravati, c.século 8.

Nas regiões a este do subcontinente indiano (aquilo que corresponde atualmente ao Myanmar), a cultura indiana viria a influenciar o povo Mons. Este povo teria sido convertido ao budismo por volta de 200 a.C. graças à influência proselitista de Ashoka, antes do cisma entre o budismo Mahayana e o budismo Hinayana. Os templos budistas Mon mais antigos têm sido datados como pertencentes a um período entre o século I e o século V da era comum.

A arte budista dos Mons foi influenciada pela arte indiana do período Gupta e pós-Gupta, tendo o seu estilo maneirista se difundido pelo sudeste asiático em resultado da expansão do reino Mon entre os séculos V e VIII. A tradição Theravada espalhou-se pela região norte do sudeste asiático sob influência Mon até o século VI, quando começou a ser substituída pela tradição Mahayana.

O Budismo teria chegado ao Sri Lanka no século II a.C. devido à ação de um dos filhos de Ashoka, Mahinda, que por ali teria passado acompanhado por mais seis homens. O grupo teria convertido o rei Devanampiya Tissa e muitos nobres. Foi nesta época que foi construído o monastério de Mahavihara, centro da ortodoxia cingalesa.

A perseguição da dinastia Sunga

A dinastia Sunga (185-73 a.C.) surgiu em 185 a.C., cerca de cinquenta anos depois da morte de Ashoka. Após ter deposto o rei Brhadrata (último representante dos Máurias), o militar Pusyamitra Sunga conquistou o trono. Sunga era um Brâmane ortodoxo que alegadamente era hostil ao Budismo, o qual teria perseguido. Segundo relatos, ele teria destruído mosteiros e mandado matar monges. Em locais como Nalanda, Bodhgaya, Sarnath e Mathura, grande parte dos mosteiros budistas teria sido convertida em templos hindus.

Interação greco-budista (século II a.C. – século I a.C.)

Estátua greco-budista, uma das primeiras representações de Buddha, século 1-2, Gandhara.

Nas regiões a ocidente do subcontinente indiano, existiam reinos gregos na Báctria (norte do Afeganistão) desde o tempo da conquista de Alexandre Magno em 326 a.C. Cronologicamente, surgiria primeiro o reino dos Selêucidas e mais tarde o reino greco-bactriano (a partir de 250 a.C.).

O rei greco-bactriano Demétrio I invadiu a Índia até Pataliputra em 180 a.C., tendo estabelecido um reino indo-grego que duraria em partes do norte da Índia até o século I a.C..

O rei indo-grego Menandro I (rei entre 160-135 a.C.) teria se convertido ao Budismo. As moedas deste rei apresentam a referência “Rei Salvador” em grego e por vezes desenhos da “roda do Dharma”. Após a sua morte, a honra de partilhar os seus restos mortais foi disputada pelas cidades que governou, tendo sido os seus restos colocados em estupas. Os sucessores de Menandro inscreveram a fórmula “Seguidor do Dharma” em várias moedas e retrataram-se realizando a mudra vitarka.

A interacção entre a cultura helenística e budista pode ter tido alguma influência sobre a evolução do Mahayana, pois esta tradição apresenta uma perspectiva filosófica e um tratamento do Buda como um deus que faz lembrar os deuses gregos. É também por esta altura que surgem as primeiras representações antropomórficas de Buda.

A ascensão do Budismo Mahayana

Expansão do Budismo Mahayana entre os séculos 1-10 EC.

A ascensão do Budismo Mahayana a partir do século I a.C. está relacionada com as complexas mudanças políticas ocorridas no noroeste da Índia. Os reinos indo-gregos foram gradualmente aniquilados e a cultura destes absorvida pelos Citas e mais tarde pelos Yuezhi, fundadores do Império Kushana (12 a.C.).

Os Kushanas apoiaram o Budismo e um quarto concílio budista seria mesmo convocado pelo imperador Kanishka por volta do ano 100 a.C. em Jalandhar ou em Caxemira. Esta concílio está associado à emergência do Budismo Mahayana e à separação deste da tradição Theravada, que não reconhece a validade do concílio, o qual denomina como “concílio dos monges heréticos”.

Kanishka teria juntado quinhentos monges em Caxemira, liderados por Vasumitra, para editar o Tripitaka.

Esta nova forma de Budismo caracterizava-se por tratar o Buda quase como um deus e pela ideia de que todos os seres possuem uma natureza de Buda.

A partir de então e no período de alguns séculos, o Budismo Mahayana floresceu e espalhou-se a este, da Índia ao sudeste asiático e em direcção à Ásia Central, China, Coreia e Japão (em 538).

Índia

Após o fim do Império dos Kushanas, o Budismo floresceria na Índia durante a dinastia dos Guptas (séculos IV-VI). Vários centros do saber Mayahana seriam criados, como Nalanda no nordeste da Índia, que se tornaria umas das universidades budistas mais importantes durante vários séculos, com mestres conhecidos como Nagarjuna. O estilo gupta de arte budista tornou-se influente à medida que a religião se difundiu do sudeste asiático à China.

No século VII, o Budismo indiano começou a entrar em decadência em consequência das invasões dos Hunos Brancos e do Islão. No entanto, teria um renascimento durante a época do império Pala, entre os séculos VIII e XII.

Um dos acontecimentos mais marcantes na decadência do Budismo indiano ocorreu em 1193 com a destruição de Nalanda por povos túrquicos islâmicos liderados por Muhammad Khilji. No final do século XII, após a conquista islâmica do baluarte budista de Bihar, os budistas deixaram de ser uma presença significativa na Índia. Para o desaparecimento do Budismo também contribuiu o revivalismo hindu expresso através da escola Advaita Vedanta e no movimento Bhakti.

Apesar de ter nascido na Índia, o Budismo é hoje praticado em pontos isolados do país.

Centro e Norte da Ásia

Ásia Central

A Ásia Central esteve sob influência do Budismo provavelmente deste o tempo do Buda. Segundo uma lenda preservada em pali (a língua da tradição Theravada), dois irmãos mercadores da Báctria, Tapassu e Bhallika, visitaram o Buda e tornaram-se seus discípulos. Quando regressaram à Báctria construiram templos dedicados ao Buda.

A Ásia Central era, já há muito tempo, o ponto de encontro entre os mundos chinês, indiano e persa. Durante o século II a.C., a expansão da Dinastia Han para o ocidente fez com que entrassem em contacto com as civilizações helenísticas da Ásia. Depois disso, a expansão do Budismo para o norte levou à formação de comunidades e de reinos nos oásis da Ásia Central. Algumas cidades da Rota da Seda era compostas praticamente por estupas e mosteiros budistas, sendo provável que um dos seus objectivos seria acolher os viajantes entre este e ocidente.

O Budismo na Ásia Central entrou em declínio com a expansão do islão no século VII. Os muçulmanos não consideraram os budistas como “Povos do Livro” e consequentemente não os toleraram.

Bacia de Tarim

A região oriental da Ásia Central (Xinjiang, Bacia de Tarim) tem revelado ricas obras de arte budista (pinturas murais, esculturas, objectos rituais…), que mostram influências helenísticas e indianas.

A Ásia Central parece ter desempenhado um importante papel na difusão do Budismo para o oriente. Os primeiros tradutores das escrituras budistas para o chinês eram naturais da Ásia Central (da Pártia, Sogdiana ou de Kushan). Os monges budistas da Ásia Central e do Extremo Oriente parecem ter estabelecido contactos culturais significativos, como mostram os frescos da Bacia de Tarim.

China

É provável que o Budismo tenha chegado à China por volta do século I d.C., vindo da Ásia Central (algumas tradições falam também de um monge budista que teria visitado o país no tempo de Asoka).

A introdução oficial do país à religião data de 67 d.C. com a chegada dos monges Moton e Chufarlan. Em 68, sob patrocínio imperial, eles estabeleceram o Templo do Cavalo Branco, que ainda existe hoje em dia, perto da capital imperial Luoyang. No final do século II, uma próspera comunidade budista existia em Pengcheng (actualmente Xuzhou).

Os primeiros textos conhecidos do Budismo Mahayana são traduções em chinês realizadas pelo monge Lokaksema em Luoyang, entre os anos de 178 e 189 d.C.. Os objectos mais antigos que se conhecem relacionados com o Budismo na China são “árvores de dinheiro”, datadas de cerca de 200 d.C., reflectindo o estilo de Gandhara.

O Budismo na China floresceu no início da dinastia Tang. Esta dinastia caracterizou-se de início por uma forte abertura em relação a contactos com o estrangeiro, tendo se verificado entre os séculos IV e XI várias viagens de monges budistas chineses à Índia. A capital da dinastia, Changan (actualmente Xian), tornou-se um importante centro de pensamento budista. A partir dali, o Budismo chegaria à Coreia.

No entanto, no fim da dinastia Tang, as influências exteriores passaram ser mal encaradas. Em 845, o imperador Wuzong proibiu todas as religiões “estrangeiras” (Cristianismo nestoriano, Zoroastrismo e Budismo), com o objectivo de apoiar o Taoísmo. Ao longo do território, o imperador mandou confiscar os bens budistas e destruir templos e mosteiros.

Apesa disso, o Budismo Chan e o Budismo Terra Pura prosperaram durante alguns séculos. O Budismo Chan foi bastante importante durante a era da dinastia Sung, tendo os seus mosteiros funcionado como grandes centros do saber.

Hoje em dia, a China possui uma das mais importantes colecções de arte budista do mundo.

Coréia

O Budismo chegou à Coreia em 372 d.C., quando embaixadores chineses visitaram o reino de Koguryo, trazendo consigo textos e esculturas. O Budismo viria a florescer na Coreia, em particular na sua forma Seon (Zen) a partir do século VII. A partir do século XIV, com o início da dinastia confucionista Yi o budismo seria discriminado e praticamente erradicado, com excepção do movimento Seon.

Japão

O Buda de Kamakura (1252).

O Japão tomou contacto com o Budismo no século VI, quando monges coreanos viajaram até às ilhas levando consigo escrituras e obras de arte. No século seguinte o estado japonês adoptaria o budismo como religião oficial.

O facto de estar situado no fim da Rota da Seda faria com que o Japão preservasse muitos aspectos do budismo numa época em que este começava a desaparecer na Índia, Ásia Central e China.

A partir de 710 vários templos e mosteiros seriam construídos em Nara, entre os quais o pagode de cinco andares ou o templo de Kōfuku-ji. Sob patrocínio real seriam realizadas inúmeras estátuas e pinturas. A criação de uma arte budista japonesa ocorreria durante os períodos Nara, Heian e Kamakura.

Sudeste asiático

Durante o século I d.C., o comércio na parte terrestre da Rota da Seda tendeu a restringir-se devido à ascensão no Médio Oriente da Pártia, um inimigo de Roma. Ao mesmo tempo, entre os Romanos crescia a procura por produtos de luxo de origem asiática. Esta procura reaviveu os contactos por mar entre o Mediterrâneo e a China, funcionando a Índia como intermediária. A partir desta altura, graças aos contactos comerciais e até mesmo intervenções políticas, a Índia passaria a influenciar o sudeste asiático. Rotas comerciais uniam a Índia com a Birmânia, com o sul e o centro de Sião e com a sul do Camboja e do Vietname.

Durante mais de mil anos a influência cultural da Índia foi um factor de unidade cultural entre os países da região. As línguas pali e sânscrita, o budismo Theravada e Mahayana, o bramanismo e o hinduísmo foram transmitidos à região através de contacto directo e de textos literários como o Ramayana e o Mahabharata.

Entre o século V e o século XIII, o Sudeste asiático conheceu impérios poderosos e tornou-se bastante activo nas tradições artísticas e arquitectónicas budistas. Dado que a influência vinha por via marítima a partir da Índia estes países acabariam por adoptar a tradição Mahayana.

Império Srivijaya

O império marítimo Srivijaya, centrado em Palembang na ilha de Sumatra, Indonésia, adoptou o budismo nas suas formas Mahayana e Vajrayana por ordem dos soberanos Sailendra.

Este império difundiu a arte budista durante a sua expansão no sudeste asiático. As várias estátuas de Bodhisattvas que se encontram por toda a região datadas deste período caracterizam-se por um grande refinamento e sofisticação técnica. Um importante legado deste período é o templo budista de Borobodur, em Java, a maior estrutura deste tipo do mundo, cuja construção iniciou-se em 780.

Império Khmer (séculos IX-XIII)

Entre os séculos IX e XIII o império Khmer, de religião budista Mahayana e hindu, dominou a maior parte da península do sudeste asiático. Sob o domínio Khmer, mais de novecentos templos budistas foram construídos no Camboja e na Tailândia. Angkor foi o centro deste desenvolvimento, com um complexo de templos e organização urbana capaz de suster um milhão de habitantes. Um dos reis Khmer mais importantes, Jayavarman VII, construiu grandes estruturas budistas em Bayon e Angkor Thom.

Na sequência da destruição do Budismo Mahayana na Índia no século XI, o budismo Mahayana entrou em declínio no sudeste asiático, sendo substituído pelo budismo Theravada difundido a partir do Sri Lanka.

Emergência do Budismo Vajrayana (século V)

O Budismo Vajrayana, também conhecido como Budismo tântrico, surgiu em primeiro lugar no este da Índia entre os séculos V e VII d.C.. É por vezes visto como uma escola do Mahayana ou chamado como “terceiro veículo” do Budismo. O Vajrayana é uma extensão do Budismo Mahayana no sentido em que não oferece novas perspectivas filosóficas; em vez disso, introduz novas técnicas (upaya ou “métodos eficazes”), entre as quais se incluem o recurso às visualições e às práticas de ioga. Muitas das práticas do Budismo tântrico derivam também do bramanismo.

Os primeiros praticantes do Budismo Vajrayana eram homens que viviam nas florestas à margem da sociedade (mahasiddas), mas por volta do século IX o Vajrayana já se tinha introduzido em centros da tradição Mahayana. À semelhança do que sucedeu com os outros Budismos da Índia, o Vajrayana entrou em decadência com as invasões islâmicas do século XII. Esta forma de Budismo existe ainda hoje no Tibete, onde foi introduzido no século VII.

O renascimento do Budismo Theravada

Expansão do budismo Theravada do século 11 EC.

A partir do século XI, a destruição do Budismo no subcontinente indiano, provocada pelas invasões islâmicas, levou ao declínio da tradição Mahayana no sudeste asiático. Uma vez que as rotas continentais pela Índia estavam comprometidas, desenvolveram-se novas rotas marítimas entre o Médio Oriente e a China que passavam pelo Sri Lanka. Em consequência, o Budismo Theravada acabaria por se difundir pela Ásia.

O rei Anawrahta, fundador do império birmanês, adoptou o Budismo Theravada como religião oficial. Este facto geraria a construção de milhares de templos budistas na capital, Pagan, entre os séculos XI e XIII. Cerca de dois mil deles ainda permanecem de pé. O poder dos Birmaneses decaiu com a ascensão dos Thai e com a tomada da capital pelos Mongóis em 1287; apesar disso, o budismo Theravada continua a ser a principal religião na Birmânia até hoje.

O Budismo Theravada foi também adoptado pelo recém-formando reino tailandês de Sukhothai por volta de 1260. Durante o período Ayutthaya (séculos XIV-XVIII) o budismo seria reforçado como religião, tornando-se parte integrante da sociedade tailandesa.

Na áreas continentais, a tradição Theravada continuou a sua expansão para a Laos e o Camboja no século XIII. No entanto, a partir do século XIV, nas regiões costeiras e nas ilhas do sudeste asiático cresceu a influência do islão, que se expandiu para a Malásia, Indonésia e na maior parte das ilhas até as Filipinas.

Contudo, desde os anos sessenta, o Budismo tem conhecido um renascimento na Indonésia devido em parte às políticas de Suharto que recomendavam aos indonésios a adopção de uma das cinco religiões tradicionalmente praticadas na Indonésia: Islamismo, Protestantismo, Catolicismo, Hinduísmo ou Budismo. Hoje em dia, estima-se que existam cerca de dez milhões de budistas na Indonésia, sendo grande parte deles de ascendência chinesa.

Expansão do Budismo no Ocidente

Mapa da população budista atual, em números absolutos: em vermelho, países com elevado número de budistas; em rosa, países com número mediano de budistas

Após os encontros entre o Budismo e o Ocidente representados na arte greco-budista, um conjunto de informações e lendas sobre o Budismo chegaram ao Ocidente de maneira esporádica. Durante o século VIII, as histórias Jataka budistas foram traduzidas para o siríaco e o árabe como Kaligag e Damnag. Uma biografia do Buda foi traduzida para o grego por João de Damasco, acreditando-se que tenha circulado entre os cristãos como a história de Josafat e Baarlam. No século XIV, Josafat seria declarado santo pela Igreja Católica Romana.

O próximo contacto directo entre o Budismo e o Ocidente aconteceu na Idade Média quando o monge franciscano Guillaume de Rubrouck foi enviado como embaixador à corte mongol de Mongke pelo rei Luís IX de França. O encontro aconteceu em Cailac (actualmente no Cazaquistão), tendo o monge julgado que os budistas seriam cristãos perdidos.

O Budismo começou a despertar um interesse no público ocidental no século XX, após o fracasso de projectos políticos como o Marxismo. Nos anos 1970, o interesse pela realização pessoal substituiu os projectos políticos que visavam a mudar a sociedade. Neste contexto, o Budismo tem experimentado uma forte poder de atracção devido entre outros factores à falta de deidade e a uma certa centralidade da experiência individual.

Resumo

  • A história do Budismo desenvolve-se desde século VI a.C até ao presente, começando com o nascimento de Siddhartha Gautama, o Buda histórico.
  • Durante todo este período, a religião evoluiu à medida que encontrou diferentes países e culturas, acrescentando ao fundo indiano inicial elementos culturais oriundos do Helenismo, bem como da Ásia Central, do Sudeste asiático e Extremo Oriente.
  • O fundador do Budismo foi Sidarta Gautama, um príncipe indiano que viveu por volta de 563 a.C. até 483 a.C., e sistematizou as quatro verdades nobres e o caminho óctuplo.
  • A sua relutância em nomear um sucessor ou em formalizar a sua doutrina levaria à formação de vários movimentos nos quatrocentros anos seguintes. Antes do patrocínio real do rei Asoka, o budismo parece ter sido um fenómeno marginal, pouco se conhecendo dos seus primeiros tempos.
  • O primeiro concílio budista ocorreu em Rajagriha pouco tempo depois da morte de Buda r tinha como objetivo registrar os ensinamentos orais do Buda (sutra) e codificar as regras monásticas (vinaya).
  • O segundo concílio budista foi oriundo dos conflitos entre escolas tradicionais do budismo, que pregavam que a iluminação poderia ser obtida via regras monásticas, e um movimento de interpretação mais liberal conhecido como os Mahasamghikas,que propunha como verdadeiro objetivo o atingir do estado de budeidade, através de regras menos rígidas.
  • O rei máuria Ashoka converteu-se ao Budismo após a conquista brutal que empreendeu na Índia. O rei tornou-se um grande incentivador e propagador do budismo e de viagens missionárias da religião.
  • O terceiro concílio budista foi convocado por Ashoka e tinha o objetivo de tentar reconciliar as diferentes escolas budistas, purificar o movimento budista de facções oportunistas atraídas pelo patrocínio real e estabelecer as viagens de missionários budistas para todo o mundo. O cânone pali, que compreende textos de referência do Budismo tradicional e é considerado ter sido transmitido pelo Buda, foi formalizado nesta ocasião.
  • Introdução ao Budismo/Escolas do Budismo

    Como a maioria das religiões e filosofias mundiais, o Budismo de acordo com a sua evolução histórica dividiu-se em diversos grupos e segmentos que diferenciam entre si em algumas doutrinas e visões do budismo. Não conseguiremos aqui distinguir todos os ramos do budismo que existem ou já existiram, mas analisaremos aqueles de maior relevância histórica.

    Índice

    Escola Theravada

    O Budismo Theravada (do pali: थेरवाद theravāda (sânscrito: स्थविरवाद sthaviravāda); literalmente, “o ensino dos anciões”, ou “o antigo ensino”) é considerado como a mais antiga escola de Budismo ainda existente. Por muitos séculos, o Theravada tem sido a religião predominante no Sri Lanka, Birmânia e Tailândia; atualmente, o número de budistas Theravada em todo o mundo excede 100 milhões de pessoas. Em décadas recentes, o Theravada começou a fincar suas raízes no Ocidente.

    Escola Mahayana

    A Escola Mahayana (em sânscrito: महायान, transl. mahāyāna, “grande veículo”) é atualmente a maior das duas principais tradições do Budismo existentes hoje em dia, a outra sendo o Theravada. As raízes do nome Mahayana são polêmicas e têm sua origem num debate sobre quais seriam os reais ensinamentos do Buda. Embora o movimento Mahayana trace suas origems a Siddharta Gautama, o consenso obtido pelas evidências históricas até hoje indica que tenha se originado no sul da Índia no século I d.C. Foi levado à China por Lokaksema, primeiro tradutor dos sutras Mahayana para o chinês.

    A primeira menção ao Mahayana ocorre no Sutra de Lótus, entre o século I a.C. e o século d.C. As primeiras escrituras Mahayana provavelmente se originaram durante o século I no subcontinente indiano e se espalharam para a China durante o segundo século. Apenas no século V, o Mahayana se tornou uma escola influente na Índia. No decorrer de sua história, o Budismo Mahayana se espalhou pelo leste da Ásia. Os principais países no qual ele ainda é praticado são a China, o Japão, a Coréia e o Vietnã.

    As principais escolas do Budismo Mahayana que possuem um número significativo de seguidores são o Budismo tibetano, o zen-Budismo, a Terra Pura, o Nichiren, o Shingon e o Tendai.

    Budismo Vajrayana

    Estátua Vajrasattva (Buda da purificação),Tibete.

    Vajrayana, também chamado de mantrayana, tantrayana, budismo esotérico ou tântrico e Veículo do Diamante (chinês: 金剛乘, jīngāngshèng, japonês: 金剛乗, kongōjō) , é um conjunto de escolas budistas esotéricas. O nome vem do sânscrito e significa “veículo de diamante”.

    O Vajrayana é, às vezes, considerado como uma extensão do Budismo Mahayana, uma vez que ele difere primariamente na adoção de técnicas adicionais (sânscrito: upāya, “meios hábeis”), ao invés de propor uma filosofia radicalmente diferente.

    O Mahayana possuiria, assim, dois caminhos de prática: o Sutrayana, que prega o aperfeiçoamento através do acúmulo de mérito e sabedoria gradualmente, e o Vajrayāna, que prega a tomada do fruto – a iluminação – como o caminho.

    Budismo tibetano

    Budismo tibetano (também chamado de Lamaísmo,Vajrayana ou Budismo Tântrico), é uma escola budista com grande ênfase na figura dos lamas, nome dado aos instrutores de darma nesta linha budista. O uso mais conhecido do termo é a palavra dalai lama, título de uma linhagem de líderes religiosos da escola Gelug do Budismo Tibetano.

    Budismo Nichiren

    Nichiren Shōnin

    O Budismo Nichiren designa um conjunto de escolas que seguem o ensinamento budista de Nichiren, monge japonês do século XIII.

    Entre outros pontos em comum, essas linhagens afirmam que oSutra de Lótus torna os demais sutras budistas verdades parciais. Os ensinamentos anteriores teriam sido proferidos pelo Buda Shakyamuni em caráter provisório de acordo com a capacidade dos ouvintes, enquanto que no Sutra do Lótus ele profere seus ensinos a partir de um ponto absoluto segundo a interpretação do Sutra de Lótus e do Sutra do Nirvana por Nitiren.

    Outro tópico essencial ao Budismo de Nitiren é a utilização de um único mantra, “nam myoho rengue kyo”, que, em uma tradução simples, significa “Devoto-me à lei mística do Sutra de Lótus”, mas cujas sílabas desdobram-se em outros significados. De acordo com as escolas, o Daimoku (como é chamado o mantra), encerraria em si a Lei do Universo e despertaria a natureza de Buda em quem recitasse. Portanto, outro pilar da fé nos ensinamentos de Nitiren seria o poder de atingir o Estado de Buda na existência atual e, através da disseminação dos ensinos (Chakubuku), buscar a paz mundial (kossen-rufu).

    Dentre as práticas dessa tradição budista, encontram-se a recitação do mantra nam myoho rengue kyo a uma mandala tradicional chamada gohonzon e a realização de duas cerimônias de oração diárias, denominadas gongyô, em que são recitados trechos do Sutra de Lótus na pronuúncia japonesa do texto em chinês.

    Existem dúzias de escolas de Budismo de Nichiren, com significativas diferenças doutrinárias principalmente quanto ao papel exato de Nichiren. Algumas, como a Nitiren Shu, tratam-no como um importante sacerdote que revelou à população o Verdadeiro Budismo, mas submisso ao Shakyamuni. Outras, notavelmente a Nichiren Shoshu e a organização leiga Soka Gakkai, consideram Nitiren como o Buda Original da era de Mappô, dedicando sua atenção a ele em vez de outros Budas, cujos ensinamentos também teriam se tornado impraticáveis e inadaptáveis aos tempos atuais.

    Shingon

    Localizado em KyotoJapãoDaigo-ji é o templo central do ramo Daigo-ha do Budismo Shingon.

    A escola Shingon (眞言, 真言 “verdadeira palavra”) de budismo é uma das maiores escolas budistas japonesas, e é um dos ramos do Budismo Vajrayana juntamente com o budismo tibetano. É geralmente chamado de “Budismo esotérico japonês”. A palavra shingon é a leitura japonesa dos kanji para a palavra chinesa zhen yan, literalmente significando “palavra verdadeira”, que por sua vez é a tradução chinesa da palavra sânscrita mantra.

    O Budismo Shingon surgiu no período Heian (794-1185), quando o monge Kūkai foi para aChina em 804 e estudou práticas tântricas na cidade de Chang’An e retornou com muitos textos e obras de arte. Com o tempo, ele desenvolveu sua própria síntese da doutrina e prática esotéricas, centrados Buda universal, Vairochana (ou, mais precisamente, Mahavairochana Tathagata). Assim, estabeleceu um monastério no Monte Koya, que se tornaria a sede escola de Shingon.

    História

    Shingon gozou de imensa popularidade durante o período Heian, particularmente entre a nobreza da época, e contribuiu largamente com a arte e literatura da época. Posteriormente, o budismo Shingon dividiu-se em dois ramos principais; Kogi Shingon, ou “Shingon antigo,” eShingi Shingon, ou “Shingon novo.” Esta divisão surgiu em primeiro lugar devido à uma disputa política entre Kakuban e sua facção de sacerdotes centrados no Denbōe e a liderança de Kongōbuji, a central do Monte Koya. Kakuban, que fora originalmente ordenado no templo Ninnaji, em Kyoto, estudou em diversos centros monásticos (incluindo o complexo de templos Tendai em Onjiyōji) antes de ir para o Monte Kōya. Através de suas conexões, ele conseguiu ganhar a simpatia de nobre do alto escalão em Kyoto, o que ajudou-o a ser apontado como abade do Monte Kōya.

    A liderança de Kongōbuji, entretanto, opôs-se à indicação sob o pretexto de que Kakuban não havia sido originalmente ordenado no Monte Koya. Depois de vários conflitos, Kakuban e sua facção de sacerdotes trocaram o Monte Koya pelo Monte Negoro, à noroeste, onde eles construíram um novo complexo monástico, atualmente conhecido como Negoroji. Depois da morte de Kakuban em 1143, a facção de Negoro retornou para o Monte Koya. Entretanto em 1288, o conflito entre Kongōbuji e os Denbōe veio à tona mais uma vez. Liderados porRaiyu, os sacerdotes Denbōe mais uma vez deixaram o Monte Kōya, dessa vez estabelecendo o seu quartel general no Monte Negoro. Esse êxodo marcou o início da escola Shingi Shingon em Negoro, que foi o centro de Shingi Shingon até ser saqueado por Toyotomi Hideyoshi em 1585.

    Durante os estágios iniciais sua pregação no Japão, o missionário católico Francisco Xavier foi bem recebido pelos monges Shingon, à partir do momento que ele passou a usar a palavra Dainichi para o Deus Cristão. Na medida em que Xavier aprendeu mais sobre as nuáncias religiosas da palavra, ele mudou para Deusu do latim e do português Deus. Os monges àquela altura também já haviam entendido que Xavier estava pregando uma religião rival.

    Ensinamentos

    Uma mandala japonesa dos cinco Dhyani Buddhas.

    Os ensinamentos Shingons são baseados em textos esotéricos, os principais sendo oMahavairochana Sutra e o Vajrasekhara Sutra. Estes dois ensinamentos místicos são apresentados nas duas principais mandalas Shingon, à saber, a mandala do Reino do Útero (sânsc.: Garbhadhatu Mandala; jp.:Taizokai Mandara) e a mandala do Reino Indestruível/do Diamante (sânsc.: Vajradhatu Mandala; jp.:Kongokai Mandara). O Budismo Vajrayana está relacionado com práticas rituais e meditativas que levam à Iluminação. De acordo com o Shingon, a iluminação não é uma realidade distante e alheia que pode levar eras para se alcançar, mas uma possibilidade real nesta mesma vida, baseado no potencial espiritual de cada ser vivo, conhecido genericamente como Natureza de Buda. Se cultivada, essa natureza luminosa manifesta-se como sabedoria inata. Com a ajuda de um professor genuíno e através do treinamento apropriado de corpo, fala e mente, podemos reivindicar e liberar esta capacidade para o benefício nosso e dos outros.

    Kūkai também sistematizou e categorizou os ensinamentos que ele herdou em dez estágios ou níveis de realização espiritual. Ele escreveu em profusão sobre diferença entre budismo exotérico and esotérico. As diferenças entre budismo exotérico e esotérico podem ser resumidas em:

    1. Os ensinamentos esotéricos são pregados pelos Buda Dharmakaya que Kūkai identifica com Mahavairochana. Oa ensinamentos exotéricos são pregados pelo Buda Nirmanakaya, também conhecido como Siddhartha Gautama, ou um dos Budas Sambhoghakaya.

    2. O budismo esotérico afirma que o estado último de um Buda é inefável e indescritível. Mas apesar de que nada possa ser dito verbalmente, este estado pode ser prontamente comunicável através de rituais esotéricos que envolvem o uso de mantras, mudras e mandalas.

    3. Kūkai sustentava doutrinas exotéricas eram meramente temporárias, meios hábeis (upaya) por parte dos Budas para ajudarem os seres de acordo com suas capacidades de compreenderem a verdade. As doutrinas esotéricas, por outro lado, são a prórpia verdade e uma expressão direta da “experiência introspectiva da iluminação do Dharmakaya”.

    4. Algumas escolas exotéricas do final do Período Nara e início do Período Heian no Japão sustentavam (ou eram retratadas pelos seguidores Shingon como tal) que alcançar a iluminação era possível, mas requeria uma enorme quantidade de tempo (três incomensuráveis eons) de prática para ser alcançada, enquanto que o Budismo esotérico ensina que a Estado Búdico pode ser alcançado nesta mesma vida por qualquer pessoa.

    Tendai

    Tendai (天台宗, Tendai-shū) é uma escola do Budismo japonês, descendente da escola chinesa Tiantai, ou escola do Sutra do Lótus.

    História

    O ensinamento Tiantai foi trazido ao Japão pela primeira vez pelo monge chinês Jianzhen (鑑眞 japonês: Ganjin) na metade do século VIII, mas não foi completamente aceito. Em 805, o monge japonês Saichō (最澄; também conhecido como Dengyō Daishi 伝教大師) voltou daChina com novos textos Tiantai e fez do templo que ele havia construido no Monte Hiei (比叡山), w:Enryakuji (延暦寺), um centro para estudo e prática do que veio a ser o Tendai japonês.

    Filosoficamente, a escola Tendai não desviou substancialmente das crenças da escola chinesa Tiantai. Entretanto, o que Saichō trouxe daChina não foi somente o Tiantai, mas também elementos do Zen (禅, chinês tradicional: 禪), do Mikkyō esotérico (密教), e da escola Vinaya(戒律). A tendência a incluir uma série de ensinamentos tornou-se mais marcante com os sucessores de Saichō, tais como Ennin (圓仁) eEnchin (圓珍). Entretanto, em anos posteriores, esta variedade de ensinamentos começou a gerar sub-escolas dentro do Budismo Tendai. Na época de Ryogen, existiam dois grupos distintos no Monte Hiei: os Sammon, ou Grupo da Montanha, os quais seguiam Ennin, e osJimon ou Grupo do Rio, os quais seguiam Enchin.

    A escola Tendai floresceu sob a patronagem da família imperial e da nobreza japonesa, particularmente do clã Fujiwara; em 794, a capital imperial foi movida para Kyoto. O Budismo Tendai tornou-se a forma dominante de Budismo no Japão por muitos anos e deu origem à maioria dos desenvolvimentos no Budismo japonês posterior. NitirenHōnenShinran, e Dogen—todos pensadores famosos do Budismo japonês de escolas outras que a Tendai—foram inicialmente treinados como monges Tendai. O Budismo japones foi dominado pela escola Tendai num grau muito maior do que o Budismo chinês havia sido pelo sua escola de origem, a Tiantai.

    Devido à sua patronagem e à sua crescente popularidade nas classes superiores, a seita Tendai passou a ser não apenas respeitada, mas também poderosa politica e militarmente. Durante o período Kamakura, a escola Tendai usou sua patronagem para tentar se opor às facções rivais em ascenção—particularmente à escola Nitiren, que havia começado a crescer em força entre as classes médias mercantis, e à escola Terra Pura, que eventualmente conseguiu o apoio de muitos nas classes mais pobres. Enryakuji, o templo no Monte Hiei, tornou-se um centro de poder, frequentado não apenas por monges ascetas mas também por brigadas de monges guerreiros (sohei) que lutavam pelos interesses do templo. Como resultado, em 1571 Enryakuji foi destruído por Oda Nobunaga como parte de sua campanha para unificar o Japão. Nobunaga considerava os monges do Monte Hiei como uma ameaça ou rival em potencial, já que eles podiam empregar a religião para tentar unir a população do lado deles. O templo foi reconstruído posteriormente e continua a funcionar como o templo chefe da escola Tendai nos dias de hoje.

    Ensinamentos

    O Budismo Tendai possui várias percepções filosóficas que permitem a reconciliação da doutrina budista com aspectos da cultura japonesa tais como o Shinto e a estética tradicional. Baseia-se na idéia, fundamental para o Budismo Mahayana, de que a Natureza Búdica, a capacidade de atingir-se a iluminação, é inerente a todas as coisas. Também central ao Mahayana é a noção que o mundo fenomenológico, o mundo de nossas experiências, é fundamentalmente uma expressão da lei budista (Dharma). Esta noção traz a questão de como temos muitas experiências diferenciadas. O Budismo Tendai diz que cada e todo fenômeno é uma expressão do Dharma. Para o Tendai, a mais perfeita expressão do Dharma é o Sutra de Lótus. Portanto, a natureza de todas as experiências sensoriais consiste na pregação do Buda da doutrina do Sutra do Lótus. A existência e experiência de todos os seres ainda não iluminados é fundamentalmente equivalente e indistinguível dos ensinamentos do Sutra do Lótus.

    Terra Pura

    Terra Pura é uma forma de Budismo, também conhecida como Amidismo devido à sua característica de devoção ao Buda Amida, o Buda da Luz Infinita, principalmente pela recitação do nenbutsu. A escola original foi fundada por Honen Shonin (1133-1212). Em japonês, chama-se “Jodo Shu”. Como muitas outras escolas budistas, a Terra Pura dividiu-se em várias. No Brasil a mais conhecida é a Verdadeira Escola da Terra Pura (em japonês: 浄土真宗, Jodo Shinshu), criada por Shinran Shonin (1173-1262),discípulo de Honen Shonin.

    Zen

    Zen ou Zen-Budismo é o nome japonês da tradição chinesa C’han e é associada em suas origens ao budismo do ramo Mahayana. Foi ou é cultivado sobretudo na China, Japão, Vietnã e Coréia. A prática básica do Zen na versão japonesa e monástica é o Zazen, tipo de meditação contemplativa que visa a levar o praticante à “experiência direta da realidade”.

    No Zen japonês monástico, há duas vertentes principais: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos Koans. Um koan (公案) é uma narrativa, diálogo, questão ou afirmação no Zen-Budismo que contém aspectos que são inacessíveis à razão. O koan tem como objetivo propiciar a iluminação do aspirante zen-budista. Um koan famoso é: “Batendo duas mãos uma na outra temos um som; qual é o som de uma mão?” (tradição oral, atribuida a Hakuin Ekaku, 1686-1769). Atualmente, o Zen é uma das escolas budistas mais conhecidas e de maior expansão no Ocidente.

    Segundo Allan Watts, inglês que se notabilizou por sua divulgação do Zen, este, em sua forma original chinesa, não se encontra mais na China, e o que de mais próximo se pode conhecer desta versão original é encontrado em formas de arte tradicionais do Japão, que tenham sido cultivadas e transmitidas segundo esta tradição.

    Influências budistas em outras religiões e filosofias

    A maioria das religiões do oriente, diferenciando-se das religiões ocidentais, apesar de entrarem constantemente em conflito, influenciam diretamente umas as outras, e possuem um maior compartilhamento de conceitos do que as religiões ocidentais. Desta forma, através da história, o Budismo tem influenciando diversas religiões e filosofias, e ao mesmo tempo, em cada lugar que tenha se estabelecido, o Budismo modificou-se e alterou-se, recebendo as influências locais.

    Os deuses hindus

    Um dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses em uma vasta mitologia. Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos tempos as características desses deuses se fundiam para formar uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas as mitologias. Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos inerentes a todas as religiões.

    A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos braços que uma divindade apresentava significavam extensões de sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos seus vários poderes na ordem cósmica.

    Em seguida, estão relacionados alguns dos Deuses Hindus, com suas esposas, seus avataras, seus companheiros e principais características:

    Brahma, O Deus Criador considerado outrora o maior dos deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos. É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.

    Shiva, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta, o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no hinduísmo.

    Parvati (ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a filha das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade de deus e deusa, do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.

    Uma, é a deusa dourada, que como uma forma de Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva. Serve ás vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o céu estrelado.

    Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma, Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável pela Morte do Ego em nosso interior.
    Kali, é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo, com uma sede insaciável por sacrifícios sangrentos. Aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruimos o Ego conscientemente, a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor a nós. Essa destruição se efetua nos infernos atômicos da natureza. Essa é a famosa Segunda Morte, escrita no Apocalipse de São João.

    Nandi, o touro sagrado para o povo do Indostão como um símbolo de fertilidade. Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro constante de Shiva , de quem é montada, camarista e músico. Shiva usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo (Shiva) utiliza para a redenção da Alma.

    Kartiqueia (ou Scanda), substituiu o deus védico Indra como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais do dorso de um pavão colorido. Representa a Alma Humana, que deve guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou Ego. É a Vontade (Thelema), necessária para a Vitória.

    Ganesh, filho de Shiva , com cabeça de elefante, é talvez o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras, é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para assegurar seu êxito. É a Sabedoria divina que a todos guia e dá liberdade, prosperidade e triunfo.

    Vishnu, o conservador. É para muitos hindus o deus universal. Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação. É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.

    Matsia, o peixe de chifres que representa a intercessão de Vishnu num tempo de dilúvio universal. O peixe avisou Manu (que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre. O peixe representa a energia inteior, sexual, transmutada.

    Curma, a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que apareceu na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia medieval, representa o Antimônio, o fixador do ouro em nosso interior. É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma tartaruga, dá um passo após o outro, para a realização da Grande Obra.

    Varaa, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a terra e reestabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.

    Narasima, O leão-homem foi avatar de Vishnu. Brahma, tinha dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo. Representa também a Execução, mais cedo ou mais tarde, da Lei.

    Vamana, o anão, outro avatar, que se tornou um gigante para frustrar um demônio que procurava controlar o universo. Tendo permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos, Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.

    Parasurama, foi Vishnu como filho de um brâmane roubado por um rei kshatryia. Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos durante 21 gerações. Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21). O Karma, quando entre em ação, é terrível e invencível.

    Rama, O herói da epopeia literário-religiosa “O Ramaiana”, foi Vishnu como um avatar que venceu Ravana, o mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal: um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como foi conhecido nos períodos pós-dilúvio atlante) é a estrela de 6 pontas, ou hexagrama. Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da Fraternidade Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros africanos da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-raça Ariana. Isso, obviamente, é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica.

    Krishna, o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes lições do “Bhagavad Gita” . Esses aspectos de Krishna tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries, divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo Cósmico.

    Buda, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade, esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama (personalidade humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão. Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse mestre ascenso está, desde o século 17, reencarnado no planeta Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus na Terra.

    Lakshmi, mulher de Vishnu, muitas vezes representada sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente em corpo astral.

    Sita, mulher de Rama, que é um avatar de Vishnu. Ela é uma encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu ideal. Foi raptada pelo demônio Ravana e levada para a morada deste, mas permaneceu devotada ao marido. Representa a virtude da Fidelidade ao trabalho gnóstico. Não esmorecer nunca.

    Hanuman, o rei dos macacos que emprestou sua agilidade, a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente, o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita “medir o mundo”, medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.

    Garuda, a montada de Vishnu, é uma ave mítica de cara branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem. Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado, era ás vezes confundida com o deus do fogo, Ágni.

    PROCEDIMENTO PARA A PRÁTICA DE

    INTEGRAÇÃO COM O GRANDE MESTRE

    O Dharma mais supremo e profundo

    é raramente encontrado em centenas e milhares de kalpas.

    Tendo agora recebido esta transmissão e bênção,

    Faço meus votos de penetrar no verdadeiro significado do Buda.

    Todas as transcrições dos Mantras baseiam-se na pronúncia do Grande Mestre Lu.

     Antes de começar a prática, recomenda-se que os praticantes se sentem calmamente por alguns minutos para regular sua respiração e concentrar suas mentes. Podem também visualizar seus parentes, ancestrais, amigos, inimigos e todos os seres nos Seis Caminhos – deuses, humanos, asuras (anti-deuses), fantasmas famintos, animais e seres do inferno – vindo para a prática.

    orações e Mantra do Boddhisattva de Grande Compaixão

    ORAÇÃO DO INCENSO

    ( SHIAN-TSAN )

    D - - O - - ã - - O - - O - - O - - O - -

    LU SHIAN DSA RE, FA DJE MON SHIN

    (O incenso está agora aceso, derramando-se sobre o Reino do Dharma)

    O - - O - - O - O - - O ã - O - - O - O - O -

    DSU FO HAI HUEI SHI YAU UEN

    (e de longe a fragrância é aspirada pela Assembléia dos Budas Reais)

    O - - O - - - O - O - - ã - O - - O -

    SUEI DZU JE SHIAN YAN

    (Auspiciosas são as nuvens que se juntam, conforme agora pedimos,)

    O - O - O - - O - - O - - O - - O - O - - ã - O

    TSANG YI FAN YIN DSU FO SHEN TCHUEN SHEN

    (com os corações sinceros e honestos, que todos os Budas se manifestem.)

    - - O - O - O - O - - O - - O - - O - - O - O - - ã - O

    NA MO SHIAN YIN GAI PUE SAH MO HO mo ho SAH

    (Saudação ao Iluminado, nuvem protetora de fragrância, Bodhisattvas, Mahasattvas)

    - - O - O - O - O - - O - - O - - O - - O - O - - O - O

    NA MO SHIAN YIN GAI PUE SAH MO HO mo ho SAH

    - - O - ã - O - O - - O - - O - - ã - - O - - O - O - ã

    NA MO SHIAN YIN GAI PUE SAH MO HO mo ho SAH

    PURO CORPO-DHARMA DE BUDA

    ( CHIN DJIN FA SHEN FO )

    O - - O - - O - - O - -

    CHIN JIN FA SHEN FO, CHIN JIN FA SHEN FO,

    (Puro Corpo-Dharma de Buda, Puro Corpo-Dharma de Buda)

    O - - O - - O - - O - -

    CHIN JIN yia FA SHEN PI LU DSE NA FO

    (Puro Corpo-Dharma do Buda Vairocana)

    O - - O - - O - - O - -

    YUEN-MAN-BAU-SHEN-FO, YUEN MAN BAU SHEN FO,

    (Total reverência ao Corpo de Buda, Total reverência ao Corpo de Buda)

    O - - O - - O - - O - -

    YUEN MAN yia BAU SHEN LU SÊ yi NA FO

    (Total reverência ao Corpo do Buda Rocana)

    O - - O - - O - - O - -

    TCHEN BAI YI HUA FO TCHEN BAI YI HUA FO

    (Incontáveis transformações do Buda, Incontáveis transformações do Buda)

    O - - O - - O - - O - -

    TCHEN BAI yia HUA SEN SIH JIA MU NI FO

    (Incontáveis transformações do Buda Shakyamuni)

    O - - O - - O - - O - -

    DAN-LAI-SHIA-SHEN FO DAN-LAI-SHIA-SHEN FO

    (Budas que Virão no Futuro, Budas que Virão no Futuro)

    O - - O - - O - - O - -

    DAN LAI yia SHIA SHEN MIH LI YI TSUN FO

    (Que Virá no Futuro Buda Maitreya)

    O - - O - - O - - O - -

    JI LEH SHI JIEH FO JI LEH SHI JIEH FO

    (Budas do Paraíso Ocidental, Budas do Paraíso Ocidental)

    O - - O - - O - - O - -

    JI LEH yia SHI JIEH AH MI yi TO FO

    (Buda Amitabha do Paraíso Ocidental)

    O - - O - - O - - O - -

    SHI-FAN-SHAN-SHIH FO SHI-FAN-SHAN-SHIH FO

    (Todos os Budas através dos Três Tempos, Todos os Budas através dos Três Tempos)

    O - - O - - O - - O - -

    SHI FAN yia SAN SHIH, YI JIE yi DSU FO

    (Todos os Budas em todos os lugares através dos Três Tempos)

    O - - O - - O - - O - -

    PI LU DSE NA FO YUAN LIH JAU SHA DJE

    (Buda Mahavairocana, Seus votos permeiam todos os Reinos)

    O - - O - - O - - O - O - O

    YI JIE yia GUO TUH CHUNG, HENG DJUAN UH SHANG LUN

    (Em cada um dos Mundos, Ele continuamente gira a suprema Roda do Dharma)

    MANTRA DO BODDHISATTVA DE GRANDE COMPAIXÃO

    (DHARANI)

    Chin-Sou-Chin-Yien-Uu-Ay-Daa-Bei-Sin-To-Lo-Ni

    Na-mo Ta-pe Kuan-Su-In-Pu-Sá ( 3 vezes )

    NA-MO HA-LA-DAN-NA DO-LA-YÊ-YÊ, NA-MO HA-LI-YÊ, PO-LU-GUE-DÊ LEH-PAN-LA-YÊ, PU-TI SA-TO-PO-YÊ, MA-HA SA-TO-PO-YÊ MO-HA KA-LU-NI-KA-YÊ, AN, SA-PA-LA-FA-YI, SU-DA-NA-DA-SIÊ, NA-MO SI-GUI-LI-TÔ YI-MON-HA-RI-YÊ , PO-LU-GUE-DÊ SÊ-PO-LA-RING-TO-FÓ, NA-MO NA-LA-JIN-JI, SI-LI MA-HA PAN-TO SA-MEH, SA-PO-A-TÁ DOU-SU-PAN, A-SÊ, SA-PO-SA-TO NA-MO-PO-SA-TO NA-MO PO-KYA, MO-FA-TE-DOU, DAN-JI-TA, OM A-LO-LU-HI, LU-GA-DÊ, KYA-LO-DÊ, YI-HE-RE, MA-HA PU-TI-SA-TO, SA-PO SA-PO, MO-LA MO-LA, MO-SHI MO-SHI LI-TO-YN, GUI-LU GUI-LU GUE-MAN, DU-RU DU-RU FA-SIÁ-YA-DÊ, MA-HA FA-SIÁ-YA-DÊ, DO-LO DO-LO, DI-LI-NI, SIP-PO-LA-YA, ZE-LA ZE-LA, MO-LA FA-MO-LA, MU-DI-YI, YI-HÉ YI-HÉ SI-NI SI-NA, A-LO-SIAN FÓ-LA-SE-LI, FA-SAN-FA-SIEN FU-LO-SE-YA , HU-LU HU-LU MO-LA, HU-LU HU-LU SI-LI SA-LA SA-LA, SI-LI SI-LI, SU-LU SU-LU, PO-TE-YÊ PO-TE-YÊ, PU-TO-YÊ PU-TO-YÊ, MI-DI-LI-YÊ, NA-LA-JIN-JI, DI-LI BIN-NI-NA, PO-YÊ-MO-NA, SA-PO-HO, SI-TO-YÊ, SO-HA, MA-HA SI-TO-YÊ, SO-HA, SI-TO-YH-YI, SI-BAN-LA-YÊ, SO-HA, NA-LA-JIN-DZ, SO-HA, MO-LA-NA-LA, SO-HA, SI-LA-SAN MA-MU-CHIÊ-YA, SO-HA, SA-PO-MO-HO A-SI-TO-YÊ, SO-HA, ZE-JI-LA A-SI-TO-YÊ, SO-HA, BO-TO-MO ZE-SHI-TO-YÊ, SO-HA, NA-LA-JIN-JI BAN-KA-LA-YÊ, SO-HA, MO-PO-LI SAN-GUE-LA-YÊ, SO-HA,NA-MO HO-LA-DA-LA DO-LA-YÊ-YÊ, NA-MO A-RI-YÊ, PO-LO-GUE-DÊ, LEH-PAN-LA-YÊ, SO-HA, AN, OM, SHI-DEN-DU, MÂN-DO-LO, BAH-TO-YÊ, SO-HA.

    * Mantra de Abertura

    (Junte as palmas das mãos)

    OM MANI PEI MI HOM

    1. Mantras de Purificação

    (Purificação da fala) OM, SHO-LI, SHO-LI, MA-HA SHO-LI, SHO-SHO-LI, SO-HA
    (Purificação do corpo)

    OM, SHO-DO-LI, SHO-DO-LI, SHO-MO-LI, SHO-MO-LI, SO-HA

    (Purificação da mente)OM, FO RI LA DAM, HO HO HUM(Chamando o Espírito Protetor do Local)NAMO, SAM-MAN-DO, MU-TO-NAM, OM, DU-LU DU-LU DI-UEI, SO-HA

    2. Mantra de Invocação :

    OM AH HUM, SO-HA

    (3 vezes)

    Hum Tibetano Sanscrito

    (A finalidade deste Mantra é invocar todas as divindades do altar. Enquanto estiver recitando a sílaba “hum”, visualize em seu coração uma flor de lótus branca segurando a sílaba-semente “hum”. A partir disto, um raio de luz branca muito brilhante sobe e sai através do topo de sua cabeça, entrando no espaço).

    Chamamos sinceramente os Budas e Boddhisattvas:

    Namo o Grande Mestre Vajra da Sagrada Coroa Vermelha Buda Vivo Lian-Sen.

    Namo o Mestre Fundamental Buda Shakyamuni.

    Namo Buda Amitabha do Paraíso Ocidental.

    Namo Boddhisattva Kuan Yin

    Namo Mahasthama

    Namo Buda da Medicina.

    Namo Boddhisattva Ksitigarbha

    Namo a Mãe Dourada do Lago Primordial.

    Namo Padmasambhava

    Namo Boddhisattva Maha Cundi.

    Namo Padmakumara

    Namo Zampalá

    Namo Boddisattva Maitreya

    Namo Mahakala

    O Venerado Guardião do Templo. Skanda, O Venerado Protetor do Dharma

    O Venerado Guardião do Templo. Tialán, O Venerado Protetor do Dharma.

    Namo Deuses da Felicidade, da Nobreza e da Longa Vida

    Namo Protetores Locais

    Todos os Budas em todas as partes, através dos Três Tempos.

    Todos os Boddhisattvas e Mahasattvas.

    Namo Maha Prajna Paramita.

    3. Grande Saudação (usando visualização)

    - 1ª saudação: AOS BUDAS DAS DEZ DIREÇÕES

    Use o Mudra do Altar (Junte as palmas das mãos, com os dez dedos unidos e apontados para cima; entre as palmas das mãos, permanece um pequeno espaço vazio) e faça o seguinte:

    I. Toque o ponto entre as sobrancelhas e visualize uma luz branca que o Buda está emitindo e entra nesse ponto (purificação do corpo)

    II. Toque a garganta e visualize uma luz vermelha que o Buda está emitindo e entra na garganta (purificação da fala)

    III. Toque o coração e visualize uma luz azul que o Buda está emitindo e entra no coração (purificação da mente)

    (Nesse momento, visualize uma prostração perante todos os Budas)

    IV. Finalmente, leve o Mudra novamente à testa e o disperse

    (Se for realizar a prostração física, deve fazê-la após ter dispersado o mudra)

    - 2ª saudação: A TODOS OS BODDHISATTVAS

    Use o Mudra da Flor de Lótus (Junte as bases das palmas das mãos, mantenha os polegares de ambas as mãos se tocando inteiramente e os dedos mínimos de ambas as mãos também se tocando inteiramente, enquanto os três dedos restantes de cada mão ficam estendidos como o desabrochar de uma flor de Lótus) e repita os procedimentos I, II, III, IV, como acima.

    - 3ª saudação: AOS PROTETORES VAJRA (Protetores do Dharma)

    Use o Mudra do Tridente (Entrelace os dedos das mãos, enquanto a base das palmas se tocam. O polegar direito fica sobre o esquerdo e cada dedo da mão direita fica sobre o dedo correspondente da mão esquerda) e repita como acima.

    - 4ª : meio-arco: IGUALDADE UNIVERSAL

    Use o Mudra da Igualdade Universal (Estende-se os dedos indicadores verticalmente com as suas pontas se tocando, enquanto os polegares se mantém horizontalmente, com sua pontas se tocando, e os outros três dedos de cada mão se entrelaçam horizontalmente). Leve o Mudra até as sobrancelhas e faça um meio-arco. Então, disperse o Mudra na testa. (Este arco é oferecido a todos os Budas, Boddhisattvas, Protetores Vajra e Devas).

    4. Oferendas a Budas e Boddhisattvas (use o Mudra de Oferenda)

    Mudra de Oferendaentrelace os dedos de maneira que as palmas das mãos e os dedos fiquem virados para cima. Enganche o dedo indicador da mão esquerda sobre o dedo médio da mão direita. Enganche o dedo indicador da mão direita sobre o dedo médio da mão esquerda. Enganche o polegar da mão esquerda sobre o dedo mínimo da direita. Enganche o polegar da mão direita sobre o dedo mínimo da esquerda. Manipule os dedos anulares de maneira que eles fiquem em posição vertical, tocando-se na parte posterior.

    Visualização: Inicialmente, visualiza-se o Monte Meru no centro do Universo, cercado pelos Quatro Continentes. Sobre o Continente Oriental está o Sol e sobre o continente Ocidental está a Lua. Em seguida, visualizam-se as oferendas (flores, frutos, incenso, etc.), multiplicadas para primeiramente formar uma fileira, então multiplicadas para formar um campo e multiplicadas mais uma vez para preencher todo o espaço, tornando-se um tesouro precioso, enchendo o Monte Meru e todos os Quatro Continentes. Esta oferenda totalmente multiplicada no espaço é dedicada aos Budas, Boddhisattvas e Protetores do Dharma dos reinos superiores e também aos seres dos Seis Caminhos abaixo. Depois de visualizar a oferenda muito claramente, visualize todas as Divindades aceitando a oferenda.

    Então, diz-se o Verso de Oferenda:

    Monte Meru, juntamente com os Quatro Continentes, o Sol e a Lua,

    Transforme este tesouro, que é ofertado aos Budas.

    Possa esta maravilhosa oferenda

    Servir para nos purificar e auxiliar nossa evolução espiritual.

    Recite o Mantra de Oferenda:

    OM, SA-ER-UAH, DA-TA-GA-DA, I-DA-MU, GU-RU LA-NA,

    MAN-CHA-LÁ, KAN, NI-LI-YÊ, DA-YÊ-MI.

    Então, toque o mudra na testa, e disperse-o no ar.

    5. Mantra das Quatro Fases de Iniciação (Junte as palmas das mãos)

    (3 vezes)

    NAMO GURU BEI,

    (ao Grande Mestre)

    NAMO BUDA YÊ,

    (aos Budas e Boddhisattvas)

    NAMO DHARMA YÊ,

    (aos Sutras, Lei Universal)

    NAMO ZEM KYA YÊ

    (aos Grandes Monges)

    Enquanto recita “Namo Guru Bei”, visualize o Guru Grande Mestre Lu aparecendo radiante no espaço à sua frente, acima de você. Para “Namo Buda Yê”, visualize todos os Budas das Dez Direções aparecendo radiantes no espaço. Para “Namo Dharma Yê”, visualize todas as escrituras Budistas aparecendo radiantes no espaço. Para “Namo Zem Kya Yê”, visualize numerosas sanghas e sábios aparecendo radiantes no espaço.

    Após recitar três vezes o Mantra das Quatro Fases de Iniciação, imediatamente visualize o Guru aparecendo, juntamente com as Três Jóias, no Espaço Vazio acima. Visualize-os mesclando-se um ao outro, transformando-se num grande arco-íris de cinco cores (branco, vermelho, azul, verde e amarelo). Este arco-íris de cinco cores entra no praticante através do topo da cabeça e preenche-lhe o corpo todo. O praticante sente então que todos os obstáculos, más ações, feitos impuros e pecados transformam-se em vapores negros e são excretados do corpo, através de todos os poros da pele. O corpo da pessoa se torna claro como um cristal, radiante de luz..

    6. Armadura de Proteção

    - Forme o Mudra do Tridente na frente da testa.

    - Recite o Mantra de Vajrapani:

    - OM, PO LU LAN ZE LI

    (7 vezes)

    Após a recitação, toque com o mudra o ponto entre as sobrancelhas, então a garganta, o coração, o ombro esquerdo, e o ombro direito, e novamente a testa. Visualize uma brilhante luz azul irradiando do mudra. Visualize quatro raios de luz azul se expandindo, um para a esquerda, um para a direita, um para trás e um para a frente. Cada coluna de luz se transforma num Protetor Vajra, formando uma cortina de luz azul envolvendo a pessoa. Disperse o mudra. Finalmente, faça o Mudra do Altar em frente ao coração.

    7. Sutra de Budas e Boddhisattvas

    - Sutra do Grande Rei Avalokitesvara:

    GAO UANG KUAN SÜ YIN DJEN DJING

    KUAN SÜ YIN PU SÁ. NA MO FÓ. NA MO FÁ. NA MO TSANG.

    Saudação ao Boddhisattva Avalokitesvara! Namo Budhaya, Namo Dharmaya, Namo Sanghaya.

    FÓ GUO YÔ YUÉN. FÓ FÁ XIANG YIN.

    A afinidade com as Terras Puras abre as Portas do Dharma.

    CHANG LÊ UO DJING. YÔ YUÉN FÓ FÁ.

    Engajando-se na permanência, felicidade, identidade e pureza, obtém-se a bênção do Dharma.

    NA MO MO HO PO YÊ PO LO MI. SHI DA SHEN DJOW.

    Namo Maha Prajna Paramita, um grande mantra espiritual

    NA MO MO HO PO YÊ PO LO MI. SHI DA MING DJOW.

    Namo Maha Prajna Paramita, um grande mantra de sabedoria

    NA MO MO HO PO YÊ PO LO MI. SHI UH SHANG DJOW.

    Namo Maha Prajna Paramita, um mantra supremo

    NA MO MO HO PO YÊ PO LO MI. SHI UH DANG DANG DJOW.

    Namo Maha Prajna Paramita, um mantra inigualável

    NA MO DJING GUANG MI MI FÓ. FÁ ZANG FÓ.

    Namo a Pura Luz Secreta de Buda, o Buda do Tesouro do Dharma,

    SHI ZI HOU SHEN ZU YÔ UANG FÓ.

    o Tranqüilo Rei Buda com rugido de Leão e velocidade divina,

    FÓ GAO XI MI DANG UANG FÓ.

    o Rei Buda da Luz Sumeru, anunciado pelo Buda,

    FÁ HU FÓ. JIN GANG ZANG SHI ZI YÔ XI FÓ.

    o Buda Protetor do Dharma, o Buda do Tesouro Vajra Leão Que Ruge,

    BAO SHANG FÓ. SHEN TONG FÓ.

    a Preciosa Vitória de Buda, o Poder Sobrenatural de Buda,

    YAO SHI LIU LI GUANG UANG FO

    o Rei Buda da Luz Cristal da Medicina,

    PU GUANG GONG DE SHAN UANG FÓ.

    o Rei Buda da Luz Universal da Montanha Merit,

    SHAN ZHU GONG DE BAO UANG FÓ.

    o Rei Buda da Jóia Que Retém O Mérito,

    GUO SHI TCHI FÓ.

    os Sete Budas do Passado,

    UEI LAI SHIEN JIE TIEN FÓ.

    os Futuros Milhares de Budas desta afortunada Era,

    TIEN UH BAI FÓ. UAN UH TIEN FÓ.

    os Mil e Quinhentos Budas, os Quinze Mil Budas,

    UH BAI HUA SHANG FÓ. BAI YI JIN GANG ZANG FÓ.

    os Quinhentos Budas da Flor de Vitória, os Dez Bilhões de Budas do Tesouro Vajra

    DING GUANG FÓ. LIU FANG LIU FÓ MING HAO.

    e o Buda da Luz Inalterável. Os Budas das Seis Direções:

    DONG FANG BAO GUANG YÉ DIÉN YÉ MIAO ZUN YIN UANG FÓ.

    ao Leste, o Rei Buda da Voz Maravilhosa da Preciosa Luz do Palácio Venerável da Lua,

    NA FANG SHU GUEN HUA UANG FÓ.

    ao Sul, o Rei Buda da Flor das Três Raízes,

    XI FANG ZAO UANG SHANG TONG YAN HUA UANG FÓ.

    ao Oeste, o Rei Buda da Flor Resplandecente do Poder Espiritual,

    BEI FANG YÉ DIÉN TJING DJING FÓ.

    ao Norte, o Buda da Pureza do Palácio da Lua,

    SHANG FANG UH SHU DJING JIN BAO SHOU FÓ.

    Acima, os incontáveis Budas da Vigorosa Coroa de Jóias,

    XIA FANG SHAN JI YÉ YIN UANG FÓ. UH LIANG ZHU FÓ. DUO BAO FÓ.

    Abaixo, o Rei Buda do Tranqüilo Som da Lua. Todos os incontáveis Budas, Buda das Muitas Jóias,

    SHI JIA MOU NI FÓ. MI LÊ FÓ.

    Buda Shakyamuni, Buda Maitreya,

    A CHU FÓ. MI TOH FÓ.

    Buda Akshobhya, Buda Amitabha.

    ZHONG YANG YI TIÊ ZHONG SHANG. ZAI FÓ SHI JIE ZHONG ZHE.

    Todos os seres no Reino Central, e aqueles nas Terras Puras,

    XING ZHU YU DEH SHANG. JI ZAI XI KONG ZHONG.

    ao se moverem da Terra, em direção aos Céus,

    CI YÔ YU YI TIÊ ZHONG SHANG. GE LEN AN WEN XIÔ XI.

    Jorram compaixão ilimitada sobre todos os seres vivos, garantindo-lhes descanso e paz,

    DJOW YE XIÔ CHI. XIN CHANG KYO SONG CI DJING.

    para que possam devotar-se dia e noite. Através da constante invocação deste Sutra,

    NENG MIÊ SHANG SI KU. XIAO CHU ZHU DU HAI.

    a pessoa se liberta do sofrimento das mortes e renascimentos, e fica livre de todos os muitos tipos de sofrimento.

    NA MO DA MING KUAN SÜ YIN. GUAN MING KUAN SÜ YIN.

    Namo a grande sabedoria de Avalokitesvara, o Avalokitesvara Observador,

    GAO MING KUAN SÜ YIN. KAI MING KUAN SÜ YIN.

    o Avalokitesvara nobre, o Avalokitesvara de mente aberta

    YAO UANG PU SÁ. YAO SHANG PU SÁ.

    o Boddhisattva Rei da Medicina, o supremo Boddhisattva da Medicina,

    UAN SHU SHI LI PU SÁ. PU SHIEN PU SÁ.

    Boddhisattva Manjusri, Boddhisattva Samantabhadra,

    XI KONG ZANG PU SÁ. DEH ZANG UANG PU SÁ.

    Boddhisattva Akasagarbha, Boddhisattva Ksitigarbha

    TJING LIANG BAO SHAN YI UAN PU SÁ.

    os bilhões de Boddhisattvas do Tesouro da Montanha Clara e Fresca,

    PU GUANG UANG RU LAI HUA SHANG PU SÁ.

    o Boddhisattva da Luz Universal, Venerável Rei Tathagata,

    NIEN NIEN SONG CI DJING. TCHI FÓ SHI ZUN. JI SHOU DJOW YÉ.

    Cantando este Sutra continuamente, os Sete Budas Venerados no Mundo recitam este mantra :

    (7 vezes)

    LI PO LI PO DEH. KYO HO KYO HO DEH. TOH LO NI DEH.

    NI HO LA DEH. PI LI NI DEH. MO HO TIÊ DEH. DJEN LEN TIEN DEH.

    SO HA.

    8. Mantra de Renascimento (7 vezes)

    (Este Mantra tem por finalidade aumentar a afinidade com a Terra Pura de Amitabha).

    Visualize que seus parentes, ancestrais, amigos, inimigos e todos os seres nos Seis Caminhos – deuses, humanos, asuras (anti-deuses), fantasmas famintos, animais e seres do inferno – ficam em cima de um lótus, recebendo luz do Buda Amitabha, a qual está guiando todos para a Terra Pura de Felicidade de Paraíso de Oeste )

    NA-MO A-MI-DO-PO-YÊ, DO-TA-GA-DO-YÊ, DO-DÊ-YÊ-TA, A-MI-LI-DU PO PI, A-MI-LI-DO SÊ DAN PO PI, A-MI-LI-DO PEK-GA-LAN-DÊ,

    A-MI-LI-DO PEK-GA-LAN-DO, GA-NI-NI KA-KA-LA, JI-DO-KA-LI, SO-HA.

    9. Exercício de Integração com o Grande Mestre (Padmakumara)

    (1). Mudra de Padmakumara (do Grande Mestre):

    Forme o Mudra : “A mão direita fechada, com o polegar e o dedo médio unidos de modo que estes dois dedos formem um círculo; o pulso virado para dentro e os outros dedos apontados para cima (este é o Mudra de Ensinamento). A mão esquerda fechada, os dedos apontando para cima, com o dedo indicador e o polegar unidos de tal modo que formem um círculo, virado para fora; dobre os dedos médio e anular para tocarem a palma da mão; o dedo mínimo permanece apontando para cima (este é o Mudra de Segurar o Lótus). Coloque o pulso direito em frente ao lado direito do peito e o pulso esquerdo em frente ao lado esquerdo do peito.

    Recite silenciosamente o verso de Evocação:

    Sua Natureza é pura como um Lótus e Seu corpo transcende para a forma- Dharma.

    Na Sua mão direita, forma o Mudra de Ensinamento, na Sua mão esquerda, o Mudra de Segurar o Lótus.

    Ele Se manifesta em milhões de Reinos em trajes celestiais.

    Ele é maravilhoso e dignificado.

    Recebendo transmissões da linhagem do Taoismo, Sutrayana e Vajrayana,

    Ele realiza a fusão de todas elas, resultando num Dharma precioso, inestimável.

    O Dharma do Budismo Real pode beneficiar todos os seres sensíveis

    E libertá-los todos, sem que nenhum seja abandonado.

    (2). Visualização

    Primeiro, esvazie sua mente. Então, através da dimensão de consciência aberta, aparece um lago com uma superfície brilhante, como um espelho. No meio do lago está uma montanha alta e íngreme. No cume desta montanha está um lótus de muitas pétalas, sobre o qual se senta o Guru, o Grande Mestre Lu. Ele está usando uma Coroa Budista de Cinco Pontas e seu corpo irradia, para todas as direções, um arco-íris com centenas de cores. Ele está circundado por anéis concêntricos com todos os líderes de linhagem do passado. À sua direita, estão reunidos os Budas das Dez Direções, e à sua esquerda, todos os grandes Boddhisattvas, Sábios e Sanghas. Abaixo dele estão os Quatro Reis Celestiais e outros Protetores do Dharma.

    No ponto entre as sobrancelhas do Guru uma sílaba-semente “OM” jorra um raio de luz branca brilhante, que entra no ponto entre as suas sobrancelhas, limpando obstáculos kármicos do seu corpo. Então, no centro da garganta do Guru, uma sílaba-semente “AH” jorra um raio de luz vermelha brilhante, que entra no ponto central de sua garganta, limpando obstáculos kármicos de sua fala. No centro do coração do Guru, uma sílaba-semente “HUM” jorra um raio de luz azul brilhante, que entra no centro do seu coração, limpando obstáculos kármicos de sua mente.

    Agora o Guru e o conjunto de Budas e Boddhisattvas irradiam um arco-íris de cinco cores (Branca, Vermelha, Amarela, Azul e Verde), envolvendo todo o seu corpo, lavando e removendo todos os obstáculos e karmas negativos de tempos imemoriais. Estes venenos são expelidos através de todos os poros de sua pele em forma de fumaça negra, que desaparece no espaço, deixando a pessoa clara como um cristal e cheia de alegria.

    (Você também pode visualizar o Guru condensando-se num ponto de luz, que entra em seu corpo através do chakra coronário – topo da cabeça -, desce através do canal central para se fixar no Lótus de Oito Pétalas do coração. Gradualmente, esta forma em miniatura se expande em tamanho e preenche completamente o seu corpo. Ao se tornar uno com o Guru, você permanece neste estado de consciência).

    (3). Mantra do Grande Mestre (Padmakumara – 108 vezes):

    Disperse o Mudra na testa e use o colar de contas. Ao recitar a última sílaba “HUM”, mentalize o desabrochar de uma flor de Lótus luminosa no seu coração. Na contagem de cada bola, visualiza-se que o Mestre aparece dentro de uma grande esfera em sua frente, emitindo luz de purificação .

    OM, GU-RU, LIAN-SHEN SIH-DI, HUM

    10. Exercício de Respiração em Nove Fases e Meditação (Entrada em Samadhi)

    Os iniciantes que não estão familiarizados com esta prática, podem realizar a prática mais simples da respiração de círculo completo. Respiração de círculo completo significa respirar calmamente, devagar, e profundamente (cerca de 6 tempos para cada inalação e 6 tempos para cada expiração). O ar deve alcançar o dan-tien (ponto que se situa quatro dedos abaixo do umbigo) ao fim de cada inalação.

    Respiração Circular em Nove Fases:

    Sente-se calmamente, na postura Vairocana alinhada: sente na posição lótus completa com os pés cruzados e presos, descansando nas coxas opostas, com as mãos formando o Mudra de Meditação ou em posição de equilíbrio. A espinha deve ficar reta como um arco; o queixo mais baixo; a língua toca o céu da boca e os olhos ficam focados em um único objeto.

    Visualize seu corpo puro e transparente como um cristal brilhante, com três “canais de energia sutis”, da seguinte forma: O canal central começa no local que está quatro dedos abaixo de seu umbigo (chamado dan-tien em chinês e hara em japonês), e ascende e se abre como uma trombeta dentro do crânio, mas fica ali fechado.

    Os canais esquerdo e direito também começam no dan-tien, mas se dividem em dois ramos que sobem lateralmente, paralelos ao canal central até o nível da coroa (topo da cabeça) e então se curvam para terminar nas narinas esquerda e direita, respectivamente.

    Agora siga os passos adiante da respiração circular em nove fases. Cada respiração deve ser muito lenta, suave, profunda e completa.

    Visualize o seu Guru ou a sua divindade pessoal aparecendo no espaço, irradiando luz branca. Então, visualize a luz branca entrando pela narina direita e aí se transformando em luz vermelha. Visualize a luz vermelha descendo através do canal da direita até o dan-tien e depois subindo através do canal esquerdo, ainda vermelha, e saindo pela narina esquerda como fumaça negra. Esta é a 1ª etapa.

    Visualize a luz branca entrando pela narina esquerda e ali se transformando em vermelha; desce através do canal da esquerda até o dan-tien e, depois, sobe pelo canal da direita e sai pela narina direita como fumaça negra. Esta é a 2ª etapa.

    Visualize a luz branca entrando simultaneamente por ambas as narinas e ali se transformando em luz vermelha, descendo pelos canais laterais até o dan-tien. A luz vermelha sobe então através do canal mediano até o alto da cabeça, para descer novamente através do canal mediano até o dan-tien. Então, no dan-tien, ela sobe tanto pelo canal direito como pelo esquerdo e sai através de ambas as narinas como fumaça preta. Esta é a 3ª etapa.

    A 4ª etapa é igual à segunda; a luz entra pela narina esquerda e sai pela direita.

    A 5ª etapa é igual à primeira; a luz entra pela narina direita e sai pela esquerda.

    A 6ª etapa é igual à terceira; a luz entra e sai através de ambas as narinas.

    A 7ª etapa é igual à terceira; a luz entra e sai através de ambas as narinas.

    A 8ª etapa é igual à primeira; a luz entra pela narina direita e sai pela esquerda.

    A 9ª etapa é igual à segunda; a luz entra pela narina esquerda e sai pela direita.

    Entrando em Samadhi (Meditação Profunda)

    Após o exercício de respiração, você estará muito calmo e poderá prosseguir a meditação profunda, visando a integração com o Cosmos. Mentalize o Grande Mestre presente acima de nós, transformando-se em uma bola de luz brilhante. Esta bola vai se condensando em um único ponto brilhante e entra no seu canal central através do chakra coronário, emitindo luz conforme desce. Mentalize uma flor de Lótus desabrochando em seu coração. O ponto de luz irá pousar lentamente sobre o Lótus. O ponto de luz amplia-se até cobrir todos os seus corpos. Mentalize seu corpo se transformando na forma do Grande Mestre até que não haja mais diferença entre você e ele. Medite profundamente para entrar em equilíbrio total com o Cosmos, sem nenhum sentimento pessoal.

    11. Mantras de outros Budas e Boddhisattvas

    (Buda Amitabha)

    - OM, A-MI DÊ-UAH, SHIÊ

    (Bodddhisattva Avalokitesvara)

    - OM, MA-NI PEI-MI, HUM

    (Boddhisattva Ksitigarbha, purifica os karmas fixos)

    - OM, PUN-LÁ-MÔ LIN-TO-LIN, SO-HA

    (Mantra do coração do

    Boddhisattva Ksitigarbha)

    - OM, HA HA HA, UEI SAM-MO-YIÊ, SO-HA

    (Boddhisattva Maha Cundi)

    - OM, DZE-LI DZU-LI ZHUN-TE, SO-HA

     

    (Zampalá)

    - OM, ZAM-PA-LÁ, CHA-LAN CHA-NA-YÊ, SO-HA

    (Padmasambhava)

    - OM, AH HUM, BE-DZA, GU-RU, BE-MA, SIH-DI, HUM, SHIÊ

    (Padmakumara)

    - OM, AH HUM, GU-RU BEI, AH-HO-SA-SA-MA-HA, LIAN-SHEN SIH-DI HUM

    (Buda da Medicina)

    - DÊ-YÉ-TÁ, OM, BE-KA-DZE-YÉ, BE-KA-DZE-YÉ, MA-HA BE-KA-DZE-YÉ, LA DA SA MO KYAH-DO-AH, SO-HA.

    12. Saudação aos 36 trilhões 119 mil e 500 Budas Amitabha.

    (3 vezes)

    13. Dedicação

    Possam todos aqueles que apreciam o nome do Buda Amitabha

    Nascerem juntos na Terra Pura do Seu Paraíso Ocidental

    Retribuindo a Generosidade dos Quatro Estágios de Cima,

    (Visualizar Amitabha e seu clã aparecendo acima, nos Quatro Estágios da Generosidade)

    E ajudando os que sofrem nos Três Caminhos de baixo.

    (Visualizar três círculos negros, representando os seres dos reinos do inferno, fantasmas famintos e animais)

    Ao ver o Buda, possa eu ser liberado do ciclo de nascimentos e mortes;

    E possa eu desenvolver as qualidades do Estado de Buda

    E assim libertar todos os que sofrem.

    (Visualizar luzes dos Budas e Bodhisattvas brilhando sobre todos os seres, inclusive sobre aqueles nos três círculos negros. O seu karma negativo é purificado e o espaço se torna preenchido com uma luz radiante)

    Como praticante do Budismo Real, dedico este merecimento em prol de todos, que todos possam ter saúde, fiquem livres dos obstáculos, possam se fortalecer na devoção, e que todas as circunstâncias se tornem auspiciosas.

    (Neste momento, pode-se fazer silenciosamente a própria dedicação pessoal)

    - Que todas as súplicas sejam totalmente realizadas.

    (O dirigente levanta o bastão Vajra na mão direita e desenha um círculo, cujo traço é visualizado como uma luz vermelha de fogo radiante).

    - Possam todos os obstáculos ser removidos.

    (O dirigente levanta o bastão Vajra na mão direita e o aponta para o ar, onde uma parede de escuridão é visualizada. Então o dirigente entoa com força, por duas vezes, “Wun”, soando simultaneamente o sino Vajra na mão esquerda e visualizando uma luz branca penetrando e dissolvendo a escuridão).

    14- Mantra de cem sílabas

    OM, BE-DZA, SA-DO SA-MA-YÁ, MA-NU BA-LA-YÁ, BE-DZA SA-DO DE-LU-PA-DE-CHÁ, ZE-ZO MI BA-UÁ, SU-DO KA-YU MI BA-UÁ, SU-PU KA-YU MI BA-UÁ, AN-NU-LA-DO MI BA-UÁ, SA-ER-UÁ, SID-DI, YAN BU-LA-YA-CHÁ, SA-ER-UÁ, KA-ER-MÁ, SU-CHA-MI, JI-TA-MU SI-LI-YAM, GU-RU-HUM, HA HA HA HA HOH, BA-GA-UAN SA-ER-UÁ, DA-TA-GA-TA, BE-DZA, MA-MI MUN-CHA, BE-SI BA-UA, MA-HA SA-MA-YÁ, SA-DO-AH, HUM, PEI.

    15. Grande Saudação usando a visualização.

    1º. Saudação aos Budas das Dez Direções

    (Use o Mudra do Sacrário)

    . Saudação a todos os Bodhisattvas

    (Use o Mudra Lótus)

    . Saudação aos Protetores Vajra

    (Use o Mudra do Tridente Vajra)

    4º. Meio-arco

    (Use o Mudra Universal)

    16. Mantra de Finalização

    OM, PU LIN

    (3 vezes)

    OM, MANI PEI MI HUM

    (fim da sessão)

    Bater palmas duas vezes, visualizando que você está emitindo luz branca. Cruze os braços e estale os dedos, visualizando que você está emitindo luz vermelha.

    COMO FAZER A INICIAÇÃO COM O GRANDE MESTRE LU

    1. PESSOALMENTE

    Marque com antecedência uma visita ao “Quarteirão do Budismo Tântrico Real” (“True Buddha Tantric Quarter”) em Redmond, Washington, Estados Unidos, para receber a energização de sua Iniciação diretamente do Grande Mestre Lu. Telefone: (001) 206-882-0916

    2. POR ESCRITO

    Nem sempre é possível para alguém que mora distante vir pessoalmente fazer a sua Iniciação. Assim, aqueles estudantes que desejarem se iniciar, tem a opção de, no dia 1º ou dia 15 de qualquer mês lunar, às 7.00 horas da manhã, na posição de frente ao sol nascente, recitar três vezes o Mantra das Quatro Fases de Iniciação: “Namo Guru bei, Namo Buddha yê, Namo Dharma yê, Namo Sangha yê” e se prostrar três vezes.

    No dia 1° ou dia 15 de qualquer mês lunar, no “Quarteirão do Budismo Tântrico Real”, Mestre Lu realiza uma cerimônia de “Energização de Iniciação à distância” – para energizar todos os estudantes que não puderam vir pessoalmente.

    Um estudante que faça a sua Iniciação à distância, após realizar os ritos em sua casa, necessita somente mandar uma carta para o “Quarteirão do Budismo Tântrico Real”, declarando que está buscando a Iniciação, juntamente com seu nome, endereço, idade, e um pequena taxa para fazer oferendas aos Budas. Ao receber a carta., Mestre Lu enviará um certificado, uma fotografia do mestre e uma anotação informando o nível de prática com o qual deve começar.

    O endereço do “Quarteirão do Budismo Tântrico Real” é:

    Grande Mestre Sheng-Yen Lu

    17102 NE 40th Ct

    Redmond, WA 98052, USA

    PROCEDIMENTO PARA A PRÁTICA DE

    QUATRO ETAPAS PRELIMINARES TÂNTRICAS

    (Todas as transcrições dos Mantras baseiam-se na pronúncia do Grande Mestre Lu).

    -          Antes de começar a prática, recomenda-se que os praticantes se sentem calmamente por alguns minutos para regular sua respiração e concentrar suas mentes. Podem também visualizar seus parentes, ancestrais, amigos, inimigos e todos os seres nos Seis Caminhos – deuses, humanos, asuras, fantasmas famintos, animais e seres do inferno – vindo para a prática.

    -          Recitar sete vezes da Mantra de Grande Mestre Lu: OM, GU-RU, LIAN-SHEN SIH-DI, HOM

    -          Visualizar a linhagem da Escola de Budismo Real: Buda Vairocano, Lacano, bodddhisattva Lótus e Grande Mestre Lu.

    -          Visualizar a presença do Grande Mestre e budas e bodddhisattvas emitindo luz para bençoar praticantes.

     

    *  Mantra de Abertura (Junte as palmas das mãos)
    OM MANI PEI MI HOM

    ·     1.     Mantras de Purificação

    (Purificação da fala)

    OM, SHO-LI, SHO-LI, MA-HA SHO-LI, SHO-SHO-LI, SO-HA

    (Purificação do corpo)

    OM, SHO-DO-LI, SHO-DO-LI, SHO-MO-LI, SHO-MO-LI,  SO-HA

    (Purificação da mente)

    OM, FO RI LA DAM, HO HO HUM

    (Chamando o Espírito Protetor do Local)

     NAMO, SAM-MAN-DO, MU-TO-NAM, OM, DU-LU DU-LU DI-UEI, SO-HA

     


     

    2. Mantra de Invocação : OM AH HUM, SO-HA (3 vezes)

    Hom   Tibetano                Sanscrito

    (A finalidade deste Mantra é invocar todas as divindades do altar. Enquanto estiver recitando a sílaba “hom”, visualize em seu coração uma flor de lótus branca segurando a sílaba-semente “hom”. A partir disto, um raio de luz branca muito brilhante sobe e sai através do topo de sua cabeça,  entrando no espaço).

    • Chamamos sinceramente os Budas e Boddhisattvas:

    Namo o Grande Mestre Vajra Buda Vivo Lian-Sen.

    Namo Buda Shakyamuni.

    Namo Buda Amitabha do Paraíso Ocidental.

    Namo Boddhisattva Kuan Yin

    Namo Buda de Medicina.

    Namo Boddhisattva Ksitigarbha

    Namo a Mãe Dourada do Lago Primordial.

    Namo Padmasambhava

    Namo Maha Cundi.

    Namo Zampalá

    Namo Boddisattva Maitreya

    Namo Mahakala

    Namo Protetores Locais

    Todos os Budas em todas as partes, através dos Três Tempos.

    Todos os Boddhisattvas e Mahasattvas.

    Todos os Protetores do Dharma, Reis de dragão e Divindades Celestiais 

    Namo Maha Prajna Paramita.

    ·     3.     Grande Saudação (usando visualização)

    Use o Mudra do Sacrário (Junte as palmas das mãos, com os dez dedos unidos e apontados para cima; entre as palmas das mãos, permanece um pequeno espaço vazio) e faça o seguinte:

    I. Toque o ponto entre as sobrancelhas e visualize uma luz branca que o Buda está emitindo e entra nesse ponto (purificação do corpo)

    II. Toque a garganta e visualize uma luz vermelha que o Buda está emitindo e entra na garganta  (purificação da fala)

    III. Toque o coração e visualize uma luz azul que o Buda está emitindo e entra no coração  (purificação da mente)

    (Nesse momento, visualize uma prostração perante todos os Budas)

    IV. Finalmente, leve o Mudra novamente à testa e o disperse

    (Se for realizar a prostração física, deve fazê-la após ter dispersado o mudra)   2ª saudação: A TODOS OS BODDHISATTVAS

    Use o Mudra do  Lótua, visualização igual à anterior  3ª saudação: AOS PROTETORES

         Use o Mudra do Tridente Vajra, visualização igual à anterior  4ª meio-arco: IGUALDADE UNIVERSAL

    4.Oferendas

     

    Mudra de Oferenda

    Visualizar multiplicação de oferendas que enchem tudo universo e oferecer para budas, boddhisattvas e todos seres. Recitar o Verso de Oferenda:

           

    Recite o Mantra de Oferenda:
    OM,  SA-ER-UAH, DA-TA-GA-DA, I-DA-MU, GU-RU  LA-NA,
    MAN-CHA-LÁ, KAN, NI-LI-YÊ,  DA-YÊ-MI.

    Então, toque o mudra na testa,  e disperse-o no ar.

    • 5.     Mantra das Quatro Fases de Iniciação  (Junte as palmas das mãos)

    (3 vezes)NAMO GURU BEI,(ao Grande Mestre)NAMO BUDA YÊ,(aos Budas e Boddhisattvas)NAMO DHARMA YÊ, (aos Sutras, Lei Universal)NAMO ZEM KYA YÊ(aos Grandes Monges)

    • 6.     Armadura de Proteção
    -  Forme o Mudra  do Tridente na frente da  testa.
    -   Recite o Mantra de Vajrapani:
    -         OM, PO LU LAN ZE LI

    -         (7 vezes)Após a recitação, toque com o mudra o ponto entre as sobrancelhas, então a garganta, o coração, o ombro esquerdo, e o ombro direito, e novamente a testa.   Visualize uma brilhante luz azul irradiando do mudra. Visualize quatro raios de luz azul se expandindo, um para a esquerda, um para a direita, um para trás e um para a frente.  Cada coluna de luz se transforma num Protetor Vajra, formando uma cortina de luz azul envolvendo a pessoa. Disperse o mudra. Finalmente, faça o Mudra do Altar em frente ao coração.

     

     

    7. Exercício de Integração com o Boddhisattva Vajrasattva

    Mudra

    Visualização

    Primeiro, esvazie a mente. Então, através da dimensão de consciência aberta, aparece um mar com uma superfície brilhante, como um espelho. No meio do mar, aparece um disco de lua. No meio da lua aparece uma sílaba “Hom” . A sílaba gera e transforma-se em Boddhisattva Vajrasattva, sentado em cima de flor de lótus com uma Coroa Budista de Cinco Pontas. Sua mão direita está segurando a bastão vajra em frente coração e mão esquerda segurando sino ao lado de perna esquerda, No ponto de sua coração, existe um discol de mantra de cem sílabas, gerando e emitindo luz branca.

    O praticante visualiza que está recebendo este feixe de luz, energizando, purificando e limpando seu obstáculos kármicos. O corpo do praticante ficará brilhante e chieo de felicidade.

    8. Mantra do Cem Sílabas( 21 vezes):

    OM,  BE-DZA SA-DO  SA-MA-YÁ,  MA-NU  BA-LA-YÁ,

    BE-DZA SA-DO  DE-NU-PA-DE-ZHÁ,  ZHE CHO  MI BA-UÁ,

    SU-DO KA-YU  MI BA-UÁ, SU-PU KA-YU  MI BA-UÁ,

    AN-NU-LA-DO  MI BA-UÁ,

     SA-ER-UÁ,  SID-DI,  YAN BU-LA-YA-ZHÁ,

     SA-ER-UÁ,  KA-ER-MÁ,  SU-ZHA-MI,  SI-TA-MU, SI-LI-RUN,

    GU RU HOM, HA HA  HA HA HOH, BA-GA-UN,

     SA-ER-UÁ,  DA-TA-GA-TA, BE-DZA  MA-MI MUN-ZHA, 

    BE-SI BA-UA,  MA-HA SA-MA-YÁ,  SA-DO-AH,  HOM, PEI.  

    9. Meditação (Entrada em Samadhi)

    Após o exercício de respiração, você estará muito calmo e poderá prosseguir a meditação profunda, visando a integração com o Cosmos.

    1). Mentalize o Vajrasattva presente acima de nós,

    2) Mentalize uma flor de Lótus desabrochando em seu coração. No meio de flor de lótua têm uma sílaba “HOM”, emitindo luz branca

    3) Mentaliza o Vajrasattva transformando-se em uma bola de luz brilhante. Esta bola vai se condensando em um único ponto brilhante e entra no seu canal central através do chakra coronário, emitindo luz conforme desce. O ponto de luz irá pousar lentamente sobre o Lótus.

    4) O ponto de luz amplia-se até cobrir todos os seus corpos. Mentalize seu corpo se transformando na forma do Vajra sattva até que não haja mais diferença entre você e ele. Medite profundamente para entrar em equilíbrio total com o Cosmos, sem nenhum sentimento pessoal.

    • Verso de dedicação

    O Grande Mestre Buda Vivo Lian Shen ensina ampla Darhma Tântrica,

    o Vajrasattva se manifesta a coração de Vajra.

    Dois se difundir em integração completa,

    eliminando obstáculos kármicos e ficará totalmente purificado.

    • 10. Mantras de outros Budas e Boddhisattvas
    (Buda Amitabha) -  OM, A-MI DÊ-UAH, SHIÊ
    (Bodddhisattva Avalokitesvara) -  OM, MA-NI PEI-MI, HOM
    (Boddhisattva Ksitigarbha, purifica os karmas fixos)  OM, PUN-LÁ-MÔ  LIN-TO-LIN, SO-HA
    (Mantra do coração doBoddhisattva Ksitigarbha)  -  OM, HA HA HA, UEI SAM-MO-DÊ, SO-HA
     
    (Boddhisattva Maha Cundi) - OM, DZE-LI DZU-LI ZHUN-TE, SO-HA
    (Zampalá) OM, ZAM-PA-LÁ, CHA-LAN CHA-NA-YÊ, SO-HA
    (Padmasambhava) - OM,  AH  HUM, BE-DZA,  GU-RU,  BE-MA,  SIH-DI, HUM, SHIÊ
    (Padmakumara) - OM, AH HUM, GU-RU BEI, AH-HO-SA-SA-MA-HA, LIAN-SHEN SIH-DI HUM
    (Buda da Medicina) - DÊ-YÉ-TÁ, OM, BE-KA-DZE-YÉ, BE-KA-DZE-YÉ,   MA-HA BE-KA-DZE-YÉ,  LA DA  SA MO  KYAH-DO-AH,  SO-HA.
     
    •      Saudação aos 36 trilhões 119 mil e 500 Budas Amitabha.
    (3 vezes)
     
    • 11. Grande Saudação usando a visualização.
    1º.  Saudação aos Budas das Dez Direções (Use o Mudra do Sacrário)
    2º.  Saudação a todos os Bodhisattvas (Use o Mudra Lótus)
    3º.  Saudação aos Protetores Vajra (Use o Mudra do Tridente Vajra)
    4º.  Meio-arco (Use o Mudra Universal)
    • 12.    Mantra de Finalização
    OM, PU LIN (3 vezes)
    OM, MANI PEI MI HOM


    NOTAS BIBLIOGRÁFICAS:

    8. WOODROW, Alain, As Novas Seitas, p. 228.

    9. DROOGERS, André, Ciências da Religião, Vol. II, p. 123.
    10. GARCIA, João Fernandes, artigo: “Profetas Falsos de Nossos Dias, Seicho.no-iê”, Jornal Palavra da Vida, nº 89./1980.
    11. BIORK, Israel Carlos, artigo: “Quem São Eles? Seicho-no.iê, a Fraude Que Envolve 400.000 Brasileiros” – Jornal Palavra da Vida, s.d.

    • Budismo, artigo da Wikipédia Lusófona
    • Nirvana, artigo da Wikipédia em inglês
    • Gnossisonline
    • TEMPLO ZEN TI

      da Escola de Budismo Real

      Rua Félix Guilhem 268 /274, Lapa de Baixo

      CEP:05069-000, São Paulo, SP, Brasil

      Compilação: Olenka Franco, Chen Tsung Jye da Associação Jen Ti:

      Referência: tradução e compilação em inglês de Janny Chow da Purple Lotus Society e de Kender Tomko, Acharya, revista em 1991.

Illuminati, Os Templários, A Ordem DemoLay & a religião do Egito quinta-feira, jan 26 2012 


ORDO ILLUMINATORUM

ORDEM ILLUMINATI

Ordo Illuminatorum ou Ordem Illuminati é uma instituição iniciática, filosófica, filantrópica e religiosa. Nos seus fundamentos estão segredos específicos, formando uma sociedade baseada no sigilo e na obediência. A Illuminati é uma associação animada por dois princípios: igualdade e justiça. Toda sua manifestação é baseada nestas duas premissas que são geradoras de luz para a humanidade.

A Ordem, composta de 13 graus, baseados nos ritos de natureza maçônica, templária e nos antigos mistérios, se propõe a levar o mundo a uma Nova Ordem Mundial e para isso conta com as forças motrizes da sociedade como um todo, independente de ideologias e religiões. Sua filosofia é baseada nos mais puros princípios morais, sem esquecer os ensinamentos dos grandes mestres de todos os tempos. Todo iluminado é formado de modo a oferecer o máximo de si, para todos. Sua única vinculação é com a verdade inscrita no templo chamado Natureza.

 

ORIGENS

A Ordem dos iluminados, como também é conhecida, nascida no alvorecer da história da humanidade, foi desenvolvida ao longo do tempo, por diversos líderes, entre eles: Hassan Sabath (nazarins – 1090) e Bayezid Ansari (roshynaia – 1550). Oficialmente, consta que em 1776, o alemão Adam Weishaupt, um professor de direito canônico e membro de uma ordem terciária jesuíta, funda a Ordo Illuminatorum, uma sociedade disciplinada, secreta e voltada ao progresso e a liberdade, baseada em princípios de reforma moral e social, que tinha por objetivo organizar rosacruzes, maçons, esotéricos, clérigos e outras ordens numa poderosa sociedade, com o intuito de promover as mais importantes mudanças político-sociais dos 200 anos seguintes. Seus membros eram recrutados na nobreza, clero, burguesia, sábios, maçons, rosacruzes e templários.

 

PERSEGUIÇÃO, EXTINÇÃO E CLANDESTINIDADE

Da obra dos Illuminati surgiram diversos movimentos sociais, entre eles, o anarquismo, carbonarismo, marxismo, socialismo, o trabalhismo (que elegeu o dia 1° de maio), os democratas e outros diversos partidos e organizações políticas libertárias. Assim se iniciou a mais feroz das lutas contra a tirania, e uma luta implacável contra os dogmáticos. Outros irmãos dedicaram-se ao progresso da ciência, da cultura e da sociedade. Por essa razão, a Ordem foi perseguida e dada por extinta em 1785. Neste momento entendeu-se que uma Ordem anti-tiranica só poderia sobreviver no máximo segredo. Então, acolhidos nas Lojas Maçônicas, os Illuminati puderam continuar com o seu trabalho até o final do Sec. XX.

 

A ORDEM ILLUMINATI NA ATUALIDADE

Os governantes invisíveis da humanidade, nos tempos antigos, escolheram o mestre Hassan ibn Sabbath como o primeiro chefe supremo dos iluminados, até que quatrocentos anos mais tarde surgisse outro grande líder designado para a nova dinastia dos illuminati, o mestre Bayezid Ansari. Duzentos anos depois (1776), a chefia da Ordem muda-se para o Ocidente, sendo o novo mestre supremo Adam Weishaupt.

A partir da extinção da Ordem ocorrida em 1785, houve uma expansão mundial, já que diversos membros banidos da Bavária foram expalhados por toda Europa, América e Asia. Hoje diversas organizações seguem os princípios iluministas, mesmo não usando o denominação ‘Illuminati’. Muitas ordens passaram a imitar suas características, porém, algumas, sem a pureza da doutrina que caracteriza o verdadeiro iluminismo. Então, em 1999, duzentos anos depois desde o último grande chefe, os governantes invisíveis novamente escolheram o seu novo representante, o Mestre Paolo Bortel (maçom/rosacruz) para receber a milenar herança e fundar a nova geração da Ordem Illuminati.

Os conhecimentos da tradição foram organizados conforme as antigas instruções milenares, igualando caracteristicamente as organizações de Hassan Sabbath, Bayezid Ansari e Adam Weishaupt. Sob a jurisdição do poderoso Deus, o mestre atual dirige a Ordem, recrutando simpatizantes em todos os países, independente de raças e credos. “A Ordem Illuminati reúne milhares de seguidores sinceros ao redor do mundo. A idéia de uma Nova Ordem de paz, segurança e prosperidade têm atraído grandes lideranças”.

 

ESTRUTURA DA ORDEM ILLUMINATI

A Ordem Illuminati está organizada de modo sigiloso em diversas partes do mundo e do Brasil. Os locais são mantidos em segredo para dificultar a ação de curiosos e demais instrusos. A Ordem divide-se em Lojas Estaduais, Regionais e Municipais. Conta com uma diretoria e um Conselho, que é orgão máximo de decisão e representação. Como Estruturas Associadas existem: O Círculo Illuminati, destinado a simpatizantes e estudiosos, a Liga Illuminati, para os clericais e membros de ordens religiosas, a Fraternidade Illuminati para os oficiais de carreira das forças armadas, a Juventude Illuminati para os de idade entre 14 a 24 anos, e o Tribunal Illuminati para membros do judiciário.

 

PRINCÍPIOS DA ORDEM ILLUMINATI

1° Crença em Deus
2° Soberania da Ordem
3° Princípios Iluministas
4° Estudo e desenvolvimento dos mistérios de Deus e do Universo
5° Refundação da Ordem em 1° de maio de 1776
6° Manutenção do real segredo como forma de união das irmandades
7° Treinamento especial nas artes e ciências esotéricas
8° Manutenção do sigilo das atividades
9° Respeito as leis do país

 

OS TREZE PONTOS PARA A NOVA ORDEM MUNDIAL

1° Moeda mundial
2° Linguagem universal
3° Monitoramento
4° Renda mínima
5° Pleno emprego
6° Ensino gratuíto até nível superior
7° Repressão total a contravenção e ao crime
8° Saúde e saneamento a nível mundial
9° Planejamento familiar
10° Fim da fome e da miséria
11° Liberdade irrestrita de opinião e manifestação
12° Fim da mendicância, da prostituição e do trabalho infantil
13° Criação da polícia e do exército da Nova Ordem

Para saber mais ou entrar em contato com a Ordem Illuminati, visite o seguinte endereço:

“FIAT JUSTITIA, RUAT COELUM”
“Faça-se a justiça, mesmo que desabem os céus”

Os Templários


ORIGENS

No final do século XI, a Europa, enfrentava uma profunda crise econômica e vivia um momento de estagnação sócio-cultural. O Cristianismo encontrava-se tumultuado e dividido; esse clima tenso era propício para guerras e disputas internas que só colaboravam para o agravamento da situação.

O novo Sumo Pontífice a ocupar o Trono de São Pedro, Urbano II, eleito papa em 1088, revelou-se, muito além daquelas qualidades e funções cabíveis ao suposto representante de Deus na terra, um notável político e excelente articulador.

Um dos sonhos da Igreja da época, e de Urbano II, era retomar a cidade de Jerusalém, cuja posse estava nas mãos dos “infiéis do islã” havia mais de quatro séculos, desde o ano 638 d.C., quando fora tomada pelo exército muçulmano. Além da importância histórica para os cristãos da própria cidade em si, os supostos tesouros ali encerrados, havia também por parte de toda a alta hierarquia do clero, o desejo de “unificar” cristãos ocidentais e orientais sob o jugo único do pontificado Papal. Esses eram motivos mais que suficientes para justificar uma empreitada a terra santa.

A habilidade política do Papa Urbano II conquistou a submissão espiritual de praticamente todos os cristãos ocidentais, fazendo com que parte da Europa entendesse que havia uma necessidade premente e divina de se recuperar aquilo que, por direito, pertencia aos cristãos. E desta forma foi articulada a Primeira Cruzada, cujo divino objetivo era “devolver a Deus o que era de Deus”. Teve início a Primeira Cruzada, e assim Jerusalém viria a cair sob domíínio cristão ocidental. Estava inalgurada a era das “guerras santas”.

As peregrinações, naquela época, eram costumeiras entre os europeus, principalmente entre os cristãos, sendo uma atividade abençoada e encorajada pela Igreja e pelo Papa. Um dos caminhos de maior importância, senão o mais importante, era justamente aquele que conduzia os peregrinos à Terra Santa, ou seja, Jerusalém. Esse caminho, contudo, não era seguro, deixando os que nele se aventurassem a toda sorte de bandidismo, assaltos, etc., e mesmo à morte.

Alguns anos após a queda de Jerusalém, em 1118, nove Cavaleiros então, liderados por Hughes de Payens, todos veteranos da Primeira Cruzada, se reuniam para prestar um nobre serviço ao reino cristão e fundaram a Ordem dos Cavaleiros de Cristo, tomando o tríplice voto de Castidade, Pobreza e Obediência, dedicando suas vidas, dali até a morte, à proteção dos peregrinos e à garantia do Reino de Cristo.

O então novo Rei de Jerusalém, Balduíno II, que sucedera seu primo Balduíno I, logo viu na atitude dos nobres e valorosos cavaleiros algo de grande valor e importância. A título de reconhecimento e confiança, cedeu-lhes terras e construções para que lhes servissem de acomodação e base. As terras eram situadas no local onde supostamente havia sido construído o famoso Templo de Salomão. Não tardou e os “Pobres Cavaleiros de Jesus Cristo” passaram a se denominar de “Cavaleiros do Templo de Salomão”, ou simplesmente de “Cavaleiros Templários” e, assim nasceu a “Ordem do Templo”, cuja denominação completa era: “Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão”.

 

A LENDA DO GRAAL

Conta uma lenda, que os Cavaleiros Templários, teriam encontrado no Templo de Salomão, documentos e tesouros que os tornaram poderosos. Segundo essa lenda, dentre os tesouros estaria o próprio “Santo Graal”, o cálice onde fora recolhido o sangue de Jesus Cristo na cruz, e o mesmo que fora usado na última ceia.

 

HISTÓRIA

A Ordem do Templo, tornou-se, nos séculos seguintes, numa instituição de enorme poder político, militar e econômico. A sua divisa era: ” Non nobis Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam ! “, o que significa: ” Não por nós Senhor, não por nós, mas para a glória de Teu nome! “

De forma rápida a Ordem ia crescendo, tanto política quanto economicamente. Estavam diretamente sob a autoridade papal, e, portanto, sem responsabilidade para com qualquer Rei ou nação.

Passaram a possuir terras, castelos e muito dinheiro. Tamanha se tornara a sua força que mesmo Reis e Príncipes passariam a confiar toda fortuna que possuíam à sua guarda. Muito da riqueza Templária advém disto, pois boa parte dos bens conferidos à guarda Templária, quer por um motivo ou outro, jamais retornaria às mãos de seu dono original.

Mas o início do século XIV encontraria uma Europa bem distinta daquela de duzentos anos antes. As derrotas do exército cristão, no oriente, impunham um definitivo cessar da era das grandes cruzadas. Não havia mais terras santas a serem defendidas e a idéia de Ordens Militares logo tomaria ares de anomalia, visto não mais haver necessidade de sua principal função: a proteção dos peregrinos.

Nessa época, reinava na França, Felipe IV, cognominado Felipe o Belo. Implacavelmente coerente em seus atos, realçando os aspectos sacerdotais de um monarca, Felipe IV, transformara-se em uma espécie de semideus, conduzindo seu reinado com mão de ferro.

Felipe, como parte de um maquiavélico plano, tentara fazer parte da Ordem do Templo. Mas, para sua ira, seu pedido de ingresso lhe fora negado.

A história, repleta de exemplos de Reis dominados pela Igreja e por Papas, teve em Felipe, o Belo, justamente o oposto. O quadro clérigo da época destacava-se, não pela presumida divina representação terrena de Deus, atribuída a Santa Igreja Católica, mas pelas fortes disputas internas por posições de destaque político dentro do corpo eclesiástico. Felipe, bem consciente deste fato, marcou um encontro secreto com um certo arcebispo, nas ruínas de um mosteiro em plena floresta. Nesse encontro, propõe fazer do inexpressivo arcebispo, Papa, em troca de seis favores, dos quais um, só lhe seria revelado após a eleição. Felipe acertara em cheio na sua escolha. Assim, sob sua influência, um sujeito fraco e ganancioso, o Arcebispo Beltrão de Got, subia ao Trono de São Pedro como Papa Clemente V, em novembro de 1305.

O favor oculto devido a Felipe por Clemente V, só um papa poderia fazê-lo, pois os Templários não estavam submissos a mais ninguém. Era a dissolução da Ordem dos Templários e Clemente V seria o instrumento de Felipe, o Belo.

Felipe, no intuito de elaborar um plano de ação contra os Templários, fez-se infiltrar na Ordem através de vários agentes. O fim da Ordem do Templo estava desencadeado. Em uma sexta-feira, 13 de outubro de 1307, Jacques de Molay e cerca de cinco mil Templários, quase todos aqueles existentes na França, foram encarcerados pelos homens do Rei Felipe, o Belo.

As acusações mostravam heresias as mais diversas, a maioria destas sendo bem comuns aos cotidianos processos movidos pela Santa Inquisição: negação do Cristo, blasfêmia contra Deus, homossexualismo, idolatria ( adoração de Baphomet ), conluio com os infiéis do islã, etc.

O processo de inquisição contra os Templários continuou por sete anos. Seu ápice ocorreu em 18 de março de 1314, quando o último líder dos Templários, Jacques de Molay e Geoffroy de Charnay, foram arrastados à morte na fogueira da Santa Inquisição.

 

A MALDIÇÃO DE JACQUES De MOLAY

A lenda nos diz que, em meio as chamas, pouco antes de morrer, ouviu-se a voz de Jacques de Molay, o último Grão Mestre Templário, intimando seus três algozes: O papa ClementeV, Guilherme de Nogaret (Guarda-Selos do reino) e o Rei Filipe, a comparecer diante do tribunal de Deus, e amaldiçou os seus descendentes. Segundo a lenda, foram essas as suas últimas palavras:

“NEKAN, ADONAI !!! CHOL-BEGOAL !!! PAPA CLEMENTE… CAVALEIRO GUILHERME DE NOGARET… REI FILIPE: INTIMO-OS A COMPARECER PERANTE O TRIBUNAL DE DEUS DENTRO DE UM ANO PARA RECEBEREM O JUSTO CASTIGO. MALDITOS! MALDITOS! TODOS MALDITOS ATÉ A DÉCIMA TERCEIRA GERAÇÃO DE VOSSAS RAÇAS!!!”

Se isso é ou não verdade, não se pode afirmar. Contudo, Clemente morreu trinta e três dias depois e o Rei Felipe, o Belo, o seguiu em pouco mais de seis meses. Aceita ou não, esta Lenda do último Grão-Mestre da Ordem do Templo – Jacques De Molay, as mortes e o próprio mito que cercou os Cavaleiros Templários, permanecem um mistério.

 

A ORDEM SOBREVIVE

O rei Filipe tentou tomar posse dos tesouros dos templários, no entanto quando seus homens chegaram ao porto, a frota templária já havia partido misteriosamente com todos os tesouros, e jamais foi encontrada. Os possíveis destinos dessa frota seriam Portugal, onde os templários seriam protegidos; Inglaterra, onde se refugiaram por algum tempo, e Escócia onde também puderam permanecer com bastante segurança.

Após a aniquilação dos Templários na maior parte da Europa, a Ordem continuou em Portugal, como a Ordem de Cristo ( da qual o Infante D. Henrique foi Grão-mestre ). A Ordem de Cristo herdou todos os bens dos Templários portugueses e desempenhou um papel fundamental nos Descobrimentos.

Na Escócia, a Ordem do Templo contou com a proteção de Robert Bruce Stuart (Roberto I Rei da Escócia) e gozou de liberdade suficiente para continuar suas atividades sem ser incomodada pela inquisição da Igreja Católica. Seus membros ingressaram nas fraternidades maçônicas e em 1314, Robert Bruce e Johan Marcus Larmenio, considerado sucessor de Jacques de Molay, fundam a “Loja dos Maçons Livres e Aceitos do Rito Escocês”. Os Templários sobreviveram nos rituais maçônicos, especialmente no “Rito Escocês Antigo e Aceito” e também na “Ordem DeMolay”.

 

OS TEMPLÁRIOS NA ATUALIDADE

Atualmente, os Templários estão presentes em diversos países, onde se dedicam à atividades em prol do bem-estar moral e material da civilização e progresso do ser humano. Propugnam a ajuda a orfanatos, o amparo à velhice e às crianças desamparadas, o estímulo moral e material às ciências e às artes em geral.

Sendo uma ordem de caráter ecumênico, não faz distinção de raça, credo, nacionalidade e de estirpe, respeitando em qualquer caso, as leis e as tradições de todos os povos e de todos os países por onde estende suas atividades.

Non Nobis Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo da Gloriam!
( Não por nós Senhor, não por nós, mas para a glória de Teu nome! )

 

A Ordem DeMolay

A Ordem DeMolay é uma entidade filosófica, filantrópica e fraternal para homens (jovens) de 12 a 21 anos, fundada nos Estados Unidos em 1919 pelo maçom Frank Sherman Land. É patrocinada e apoiada pela Maçonaria, que na maioria dos casos cede o espaço de seu templo para as reuniões dos “Capítulos”, denominação da célula da organização. No Brasil, está presente desde 1980, com a instalação do “Capítulo Rio de Janeiro nº 001″, com sede no Rio de Janeiro, fundado pelo maçom Alberto Mansur.

A Ordem é inspirada na história e exemplo de Jacques de Molay, 22º e último Grão-Mestre da Ordem dos Templários no século XIV, perseguido pela Inquisição da Igreja Católica e executado por ordem do Rei Filipe IV de França, por não entregar seus companheiros ou faltar com seus juramentos.

Já foram iniciados cerca de 4 milhões de jovens em todo o mundo e mais de 60.000 só no Brasil, distribuídos em mais de 650 Capítulos em todos os estados da federação que se reúnem freqüentemente. Os iniciados na Ordem, após completar 21 anos de idade, são denominados “Sênior DeMolay” e podem acompanhar os trabalhos dos Capítulos, através da Associação DeMolay Alumni.

No mundo, a Ordem DeMolay pode ser encontrada em: Aruba (Países Baixos), Alemanha, Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Filipinas, Guam (Estados Unidos), Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai e Peru.

 

O BRASÃO DA ORDEM DeMOLAY E SEU SIGNIFICADO

01 – A COROA simboliza a Coroa da Juventude, nos lembra constantemente as obrigações e os sete preceitos da Ordem.

02 – OS NOVE RUBIS E UMA PÉROLA, honram o fundador e os nove jovens que participaram da formação da Ordem Demolay, Frank S. Land, Louis Lower, Ivan Bentley, Clyde Stream, Gorman McBride, Edmund Marshall, Ralph Sewlle e Elmer Dorsey.

03 – O ELMO, simboliza o cavalheirismo, sem o qual não é possível mostrar a delicadeza do caráter.

04 – A LUA quarto-crescente é um sinal de segredo e lembra ao Demolay o seu dever de nunca revelar segredos da Ordem ou trair uma confidência de um amigo ou irmão.

05 – A CRUZ DE CINCO BRAÇOS simboliza a pureza de intenção. Lembrando o lema: “Nenhum Demolay falhará como cidadão, como líder, como homem.”

06 – AS ESPADAS CRUZADAS denotam justiça, retidão e piedade. Simboliza nossa luta contra a arrogância, tirania e intolerância.

07 – AS ESTRELAS RODEANDO A LUA simbolizam os desejos e deveres de irmandade entre os membros da Ordem.

08 – A COR AMARELA predominante, significa a luz.

09 – A COR VERMELHA significa força, energia e coragem.

10 – A COR AZUL está para equilibrar o vermelho, formando o homem perfeito.

 

CRONOLOGIA DA ORDEM DeMOLAY

1244 – Nascimento de Jacques de Molay.
1265 – Jacques de Molay ingressa na Ordem dos Cavaleiros Templários.
1298 – Jacques de Molay é eleito Grão-Mestre da Ordem dos Templários.
1314 – Jacques de Molay é queimado vivo por sua fidelidade.
1865 – Frank Arthur Marshall nasce em Leavemworth, Kansas, em 13 de novembro.
1890 – Frank Sherman Land nasce em Kansas City, Missouri, em 21 de junho.
1912 – Iniciação de Land na Maçonaria, em 25 de maio.
1919 – Frank Sherman Land conhece Louis Gordon Lower e seus amigos, e nasce a idéia de um “Clube” para rapazes, em 19 de fevereiro.
Os rapazes escolhem o nome “Conselho DeMolay” para o seu “Clube” em 24 de março.
Primeira reunião do Conselho DeMolay em Kansas City, organizado pelo fundador, Frank Sherman Land.
Ritual é escrito por Frank Arthur Marshall.
O nome oficial é mudado para Ordem DeMolay.
1920 – O segundo Capítulo é fundado em Omaha, Nebraska.
1921 – Primeira reunião do Grande Conselho da Ordem DeMolay (que posteriormente se chamará Supremo Conselho Internacional).
A Maçonaria passa a patrocinar a Ordem DeMolay.
1922 – Nascimento de Alberto Mansur, em 7 de setembro, em Vargem Alegre – Rio de Janeiro.
1929 – Fundação Internacional DeMolay Alumni Association (Reorganizada em 1984).
1933 – Franklin D. Roosevelt é nomeado primeiro Grande Mestre Honorário.
1937 – Primeira concessão de “Founder’s Gross” (Honraria concedida somente por Frank Sherman Land). O original “Hall da Fama DeMolay” é iniciado por Frank Sherman Land.
1946 – Aprovação da Ordem da Cavalaria (Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques de Molay).
1950 – Alberto Mansur inicia-se na Maçonaria.
1959 – Frank Sherman Land falece em 08 de novembro.
1967 – Primeiro Congresso DeMolay Internacional.
1969 – Celebração do Cinqüentenário da Ordem DeMolay.
1980 – Fundação da Ordem DeMolay no Brasil, em 16 de agosto.
1985 – Instalação do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil, em 12 de abril.
1986 – O “Hall da Fama” é reorganizado.
Primeiro Capítulo local da Alumni Association.
1989 – Primeiro Congresso DeMolay Nacional.
1992 – Primeiro Sênior DeMolay eleito Presidente dos Estados Unidos da América (William “Bill” Clinton).
1993 – A Ordem da Cavalaria é trazida para o Brasil, com a instalação do Convento Sir Percival de Gales, em 04 de setembro.
1994 – Comemorações dos 75 anos da Ordem DeMolay. Fundação da Associação de Seniores DeMolay’s para o Brasil, em 05 de março. Fundados os 3 primeiros Capítulos paraguaios, sob jurisdição do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil.
1995 – Aniversário dos 15 anos de Fundação da Ordem DeMolay no Brasil. Oficialização da Associação de Seniores DeMolay’s para o Brasil, em 18 de março. Fundado e instalado o primeiro Convento dos Nobres Cavaleiros, no Paraná.
1997 – Na cidade de Balneário Camboriú ocorre o verdadeiro “I Congresso Nacional DeMolay no Brasil”, nos dias 23, 24 e 25 de maio, sediado pelo Capítulo “Luiz Zaguini” n.º 151
2000 – Na cidade do Rio de Janeiro, ocorre o “VII Congresso Nacional da Ordem DeMolay” com o intuito de, entre a programação estabelecida, comemora

Rosa Cruz quinta-feira, jan 26 2012 


Rosa cruz 

 

Representação Alegórica do Pai C.R.C.,

fundador da Ordem Rosacruz

Pintura de J.A. Knaap

A antiga Fraternidade Rosacruz consistia de seres altamente espiritualizados, puros e de incomensurável sabedoria.. Eram alquimistas médicos e matemáticos, doze indíviduos do século XIV, que foram orientados por um ser conhecido como “Cristão Rosa Cruz”. Esses seres trabalharam secretamente e formaram uma fraternidade conhecida como “Ordem Rosacruz”. Os conhecimentos de tal Ordem foram ministrados à apenas alguns sábios, sendo que nada foi revelado até o ano de 1614, data da publicação da Fama Fraternitatis, o primeiro manifesto Rosacruz. Essa sociedade secreta ainda existe e ainda trabalha pela elevação da humanidade . Somente aqueles que possuem um amplo desenvolvimento espiritual são admitidos como membros no círculo interno do movimento Rosacruz. Tais “médicos da alma” engajados no controle interno deste grande movimento, estão intimamente associados à evolução do mundo. Esses irmãos  trabalham trabalham de forma secreta, incansável e abnegadamente pelo bem da humanidade.

 

Em 1908, Max Heindel que era de origem dinamarquesa, após ser testado em sinceridade de propósitos e desejo desinteressado em ajudar seus semelhantes,   foi escolhido como o mensageiro dos Irmãos Maiores, para transmitir os ensinamentos Rosacruzes ao Ocidente, preparando a humanidade para a futura Era de Fraternidade Universal.   Por meio de intensa auto-disciplina e devoção ao serviço ele conquistou o status de Irmão Leigo ( Iniciado ) na exaltada Ordem Rosacruz.

Sob a direção dos Irmãos Maiores da Rosa Cruz, gigantes espirituais da raça humana, Max Heindel escreveu o Conceito Rosacruz do Cosmos, um livro que marcou época se tornando uma referência marcante para todos os pesquisadores  da tradição ocultista ocidental e aspirantes à espiritualidade.

Por meio de seu próprio desenvolvimento ele foi capaz de verificar por si mesmo muitos aspectos dos ensinamentos recebidos dos Irmãos Maiores, sintetizados no Conceito Rosacruz do Cosmos, fornecendo um conhecimento adicional mais tarde corporificado em seus numerosos livros.

Uma das condições básicas na qual os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental foram dados à Max Heindel era que nenhum preço poderia ser estabelecido para eles. Tal condição foi fielmente observada por ele até o fim de sua vida terrestre e tem sido cuidadosamente cumprida pelos dirigentes da Fraternidade Rosacruz ( The Rosicrucian Fellowship). Ainda que os livros da Fraternidade sejam vendidos a preços acessíveis,  que garantam a continuidade de suas publicações, os cursos por correspondência e os serviços devocionais e de cura são inteiramente gratuitos. A Fraternidade é mantida  através de doações voluntárias de seus estudantes e simpatizantes, não havendo taxas ou mensalidades obrigatórias.

Passado um determinado tempo e estando ainda tais ensinamentos sob a sua responsabilidade, foi instruído a retornar à América e revelar ao público tais ensinamentos , até então secretos. Nessa época, a humanidade tinha alcançado o estágio mais avançado da religião cristã, quando os mistérios (que Cristo menciona em Mateus 13:11 e Lucas em 8:10) tinham que ser ministrados à muitos e não apenas para alguns.

Quando Max Heindel chegou à América, ele publicou esses elevados conhecimentos em seu livro “O Conceito Rosacruz do Cosmos” que foi traduzido em diversas línguas e continua a ser editado em várias partes do mundo. Também estabeleceu a Fraternidade Rosacruz como uma Escola Preparatória para a verdadeira, eterna e invisível Ordem Rosacruz, a Escola de Mistérios do Mundo Ocidental.

Ainda que a palavra Rosacruz seja usada por várias organizações, a Fraternidade Rosacruz não tem nenhuma conecção com estas.

 

A Fraternidade Rosacruz, cuja sede mundial está situada em Mt. Ecclesia, Oceanside, California, foi fundada em 1909 por Max Heindel, que organizou e dirigiu todos os seus trabalhos até 1919, data de sua partida física. Sucedeu-o sua esposa Sra. Augusta Foss Heindel, que durante trinta anos dirigiu a Obra a frente de um Conselho Diretor.

A Fraternidade Rosacruz é uma organização de místicos cristãos compostas por homens e mulheres que estudam a Filosofia Rosacruz segundo as diretrizes apresentadas no Conceito Rosacruz do Cosmos. Tal Filosofia é conhecida como os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental e estabelece uma ponte entre a ciencia e a religião.Seus estudantes estão espalhados por todo o mundo; mas sua Sede Internacional está localizada em Oceanside, California, E.U.A.

A Fraternidade Rosacruz não tem conecção com nenhuma outra organização. Foi fundada durante o verão e outono de 1909, após um ciclo de conferências proferido por Max Heindel em Seattle. Um Centro de Estudos foi formado e a Sede da Fraternidade se localizou temporariamente naquela cidade. Providencias foram tomadas para a publicação do Conceito Rosacruz do Cosmos. Com a publicação deste trabalho a Fraternidade Rosacruz foi definitivamente estabelecida.

No Rio de Janeiro, a Fraternidade Rosacruz, a conselho da Sra. Augusta Foss Heindel, foi estabelecida no Rio de Janeiro pela Sra. Irene Gómez de Ruggiero, sendo atualmente dirigida pelo Irmão Probacionista Roberto Gomes da Costa  a frente de um Conselho Diretor.

A Fraternidade Rosacruz Max Heindel não é uma seita ou organização religiosa, mas sim uma grande Escola de Pensamento. Sua finalidade precípua é divulgar a admirável filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel, escolhido para esse fim pelos Irmãos Maiores da Ordem Espiritual.

Seus ensinamentos projetam luz sobre o lado científico e o aspecto espiritual dos problemas relacionados à origem e evolução do homem e do Universo. Tais ensinamentos, contudo, não constituem um fim em si mesmo, mas um meio para o ser humano tornar-se melhor em todos os sentidos, desenvolvendo assim o sentimento de altruísmo e do dever, para o estabelecimento da Fraternidade Universal.

O fim a que se destina a Filosofia Rosacruz é despertar a humanidade para o conhecimento das Leis Divinas, que conduzem toda a evolução do homem, e, ainda:

(I) explicar as fontes ocultas da vida. O homem, conhecendo as forças que trabalham dentro de si mesmo, pode fazer melhor uso de suas qualidades;

(II) ensinar o objetivo da evolução, o que habilita o homem para trabalhar em harmonia com o Plano Divino e desenvolver suas próprias possibilidades, ainda desconhecidas para grande parte da humanidade;

(III) mostrar as razões pelas quais o Serviço amoroso e desinteressado ao próximo é o caminho mais curto e mais seguro para a expansão da consciência espiritual.

Foram publicados livros e organizados Cursos por Correspondência para os aspirantes que desejam estudar as verdades espirituais, mas como auxílio e não como fim em si mesmo, pois o estudo, em si só, não basta. A teoria precisa da experiência, obtida mediante a prática, para ser desenvolvida em sabedoria e poder. E, precisamente, a Fraternidade Rosacruz destina-se a prestar a orientação necessária aos aspirantes, para se chegar à aplicação da Lei Espitual na solução dos problemas individuais e coletivos.

O Movimento Rosacruz, publica e mundialmente iniciado pelo engenheiro Max Heindel, é fundamentalmente uma Escola de reforma interna para a humanidade, uma Escola de desenvolvimento e expansão de consciência, tratando de nossa origem espiritual e da finalidade de nossa evolução.

 

 

Quando investigamos o significado de qualquer mito, lenda ou símbolo de valor oculto, é absolutamente necessário entendermos que, assim como todo objeto do mundo tridimensional deve ser examinado de todos os ângulos para dele obtermos uma compreensão completa, igualmente todos os símbolos têm também certo número de aspectos. Cada ponto de vista revela uma fase diferente das demais, e todas merecem igual consideração.

Visto em toda sua plenitude, este maravilhoso símbolo contém a chave da evolução passada do homem, sua presente constituição e desenvolvimento futuro, mais o método de sua obtenção. Quando ele se apresenta com uma só rosa no centro, simboliza o espírito irradiando de si mesmo os quatro veículos: os corpos denso, vital, de desejos e a mente significando que o espírito entrou em seus instrumentos, convertendo-se em Espírito Humano interno. Mas houve um tempo em que essa condição ainda não havia sido alcançada, um tempo em que o tríplice espírito pairava acima dos seus Veículos, incapaz de neles entrar. Então a cruz erguia-se sem a rosa, simbolizando as condições prevalecente no começo da terça parte da Época Atlante. Houve também um tempo em que faltava o madeiro superior da cruz. A constituição humana era pois, representada pela Tau (T), isto na Época Lemúrica, quando o homem só dispunha dos corpos denso vital e de desejos e carecia de mente. O que predominava então era a natureza animal. O homem seguia os seus desejos sem reserva. Anteriormente ainda, na Época Hiperbórea, só possuía os corpos denso e vital, faltando o de desejos. Então o homem em formação era análogo às plantas: casto e sem desejos. Nesse tempo sua constituição não podia ser representada por uma cruz. Era simbolizada por uma coluna reta, um pilar ( I ).

Este símbolo foi considerado fálico, indicando a libertinagem do povo que o venerava. Por certo é um emblema de geração, mas geração não é absolutamente sinônimo de degradação. Longe disso. O pilar é o madeiro inferior da cruz, símbolo do homem em formação, quando era análogo às plantas. A planta é inconsciente de toda paixão, desejo, e inocente do mal. Gera e perpetua sua espécie de modo tão puro, tão casto, que propriamente compreendida é um exemplo para a decaída e luxuriosa humanidade, a qual deveria venerá-la como um ideal. Aliás, o símbolo foi dado às raças primitivas com esse objetivo. O Falo e o Yona, empregados nos Templos de Mistério da Grécia, foram dados pelos Hierofantes com esse espírito. No frontispício do templo colocavam-se as enigmáticas palavras: “Homem, conhece a ti mesmo”. Este lema, bem compreendido, é análogo ao da Rosacruz, pois mostra as razões da queda do homem no desejo, na paixão e no pecado, e dá a chave de sua liberação do mesmo modo que as rosas sobre a cruz indicam o caminho da libertação.

A planta é inocente, porém não virtuosa. Não tem desejos nem livre escolha. O homem tem ambas as coisas. Pode seguir seus desejos ou não, conforme queira, para aprender a dominar-se.

Enquanto foi como as plantas, um hermafrodita, ele podia gerar por si, sem cooperação de outrem; mas ainda que fosse tão inocente e tão casto como as plantas era também como elas, inconsciente e inerte. Para poder avançar, necessitava que os desejos o estimulassem e uma mente o guiasse. Por isso, a metade de sua força criadora foi retida com o propósito de construir um cérebro e uma laringe. Naquele tempo o homem tinha a forma arrendondada. Era curvado para dentro, semelhante a um embrião, e a laringe atual era então uma parte do órgão criador, aderindo à cabeça quando o corpo tomou a forma ereta. A relação entre as duas metades pode-se ver ainda hoje na mudança de voz do rapaz, expressão do pólo positivo da força geradora, ao alcançar a puberdade. A mesma força que constrói outro corpo, quando se exterioriza, constrói o cérebro quando retida. Compreende-se isso claramente ao sabermos que o excesso sexual conduz à loucura. O pensador profundo sente pouquíssima inclinação para as práticas amorosas, de modo que emprega toda sua força geradora na criação de pensamentos, ao invés de desperdiçá-la na gratificação dos sentidos.

Quando o homem começou a reter a metade de sua força criadora para o fim já mencionado, sua consciência foi dirigida para dentro, para construir órgãos. Ele podia ver esses órgãos, e empregou a mesma força criadora, então sob a direção das Hierarquias Criadoras, para planejar e executar os projetos dos órgãos, assim como agora a emprega no mundo externo para construir aeroplanos, casas, automóveis, telefones, etc.. Naquele tempo o homem era inconsciente de como a metade daquela força criadora se exteriorizava na geração de outro corpo.

A geração efetuava-se sob a direção dos Anjos, que em certas épocas do ano, agrupavam os humanos aptos em grandes templos, onde se realizava o ato criador. O homem era inconsciente desse fato. Seus olhos ainda não tinham sido abertos, e embora fosse necessária a colaboração de uma parceira, que tivesse a outra metade ou o outro pólo da força criadora indispensável à geração, cuja metade ele retinha para construir órgãos internos, em princípio não conhecia sua esposa. Na vida ordinária o homem estava encerrado dentro de si, pelo menos no que tangia ao Mundo Físico. Isto, porém, começou a mudar quando foi posto em Intimo contato, como acontece no ato gerador. Então, por um momento, o espírito rasgou o véu da carne, e Adão conheceu sua esposa. Deixou de conhecer-se a si mesmo quando sua consciência concentrou-se mais e mais no mundo externo, perdendo ele sua percepção interna, a qual não poderá ser readquirida plenamente enquanto necessitar da cooperação de outro ser para criar, e não tenha alcançado o desenvolvimento que lhe permita utilizar de novo e voluntariamente toda sua força criadora. Então voltará a conhecer-se a si mesmo, como no tempo em que atravessava o estágio análogo ao vegetal, mas com esta importantíssima diferença: usará sua faculdade criadora conscientemente, e não será restringido a empregá-la só na procriação de sua espécie mas poderá criar o que quiser. Outrossim, não usará os seus atuais órgãos de geração: a laringe, dirigida pelo espírito, falará a palavra criadora através do mecanismo coordenador do cérebro. Assim, os dois órgãos, formados pela metade da força criadora, serão os meios pelos quais o homem se converterá finalmente em um criador independente e auto-consciente.

Mesmo presentemente o homem já modela a matéria pela voz e pelo pensamento ao mesmo tempo, como vimos nas experiências científicas em que os pensamentos criaram imagens em placas fotográficas, e noutras em que a voz humana criou figuras geométricas na areia, etc.. Em proporção direta ao altruísmo que demonstre, o homem poderá exteriorizar a força criadora que retiver. Isto lhe dará maior poder mental e capacita-lo-á a utilizar-se de tal poder na elevação dos demais, ao invés de intentar degradá-los e sujeitá-los à sua vontade. Aprendendo a dominar-se, cessará de tentar dominar aos outros, salvo quando o fizer temporariamente para o bem deles, jamais para fins egoísticos. Somente aquele que se domina está qualificado para orientar aos demais e, quando necessário, é competente para julgá-los no modo que melhor lhes convenha.

Vemos, portanto, que a seu devido tempo o atual modo passional de geração será substituído por um método mais puro e mais eficiente que o atual. Isto também está simbolizado pela Rosacruz, em que a rosa se situa no centro, entre os quatro braços. O madeiro mais comprido representa o corpo; os dois horizontais, os dois braços; e o madeiro curto superior representa a cabeça. A rosa está colocada no lugar da laringe.

Como qualquer outra flor, a rosa é o órgão gerador da planta. Seu caule verde leva o sangue vegetal, incolor e sem paixão. A rosa vermelho-sangue mostra a paixão que inunda o sangue da raça humana, embora na rosa propriamente dita o fluido vital não seja sensual, mas sim casto e puro. Ela é, por conseguinte, excelente símbolo dos órgãos geradores em seu estado puríssimo e santo, estado que o homem alcançará quando haja purificado e limpo seu sangue de todo desejo, quando se tenha tornado casto e puro, análogo a Cristo.

Por isso os Rosacruzes esperam ardentemente o dia em que as rosas floresçam na cruz da humanidade; por isso os Irmãos Maiores saúdam a alma aspirante com as palavras de saudação Rosacruz: “Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz”; e por isso esta saudação é usada nas reuniões dos Núcleos da Fraternidade pelo dirigente, ocasião em que os estudantes, probacionistas e discípulos presentes respondem à saudação dizendo: “E na vossa também”.

 

 

Templo Rosacruz , Mt. Ecclesia, Oceanside, California, USA.

 

Com o objetivo de promulgar os Ensinamentos Rosacruzes, foi organizada a Fraternidade Rosacruz. A filiação está aberta para todas as pessoas maiores de quatorze anos, cristãs, educadas, que aspiram percorrer este caminho espiritualista, que é a Associação Internacional Rosacruz de Cristãos Místicos. Desejando-a, poderá solicitá-la por carta ou e-mail, expressando as razões pelas quais se inclina pela Filosofia Rosacruz, e enviando-nos nome completo, endereço, data de nascimento, estado civil e ocupação. Os pedidos de filiação deverão ser dirigidos à Fraternidade Rosacruz – Max Heindel, Rua Enes de Souza, 19 Tijuca, Rio de Janeiro, R.J., Brasil, 20521-210 ou ao nosso e-mail rosacruzmhrio@gmail.com.

De qualquer parte do Brasil e do mundo pode-se solicitar inscrição na Fraternidade Rosacruz e realizar o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz por correspondência, que consiste de doze lições, tendo como livro-texto oConceito Rosacruz do Cosmos, de Max Heindel. As respostas das lições podem ser enviadas por e-mail, mas sempre remeteremos as lições pelo Correio.

 Não há taxas nem mensalidades. O ingresso na Fraternidade Rosacruz, em nenhum caso, está condicionado a obrigações monetárias. Todos os gastos da Fraternidade são cobertos por contribuições e donativos, voluntários,  de filiados ou pessoas amigas que desejem solidarizar-se com a Obra Rosacruz. Para aqueles em que o coração despertar o desejo de colaborar, a nossa conta bancária é Banco Bradesco – Agência: 3002 – Pio X; Conta Corrente: 93080-6.

A Fraternidade Rosacruz desaprova qualquer comercialização de forças ou conhecimentos espirituais, bem como o seu desenvolvimento negativo, tão prejudicial a quem é alvo de sua prática como a quem lhe serve de veículo. Desta forma, astrólogos e quiromantes profissionais, e ainda médiuns e hipnotizadores praticantes terão seu pedido de inscrição negado até abandonarem, de imediato, tais práticas.

Depois de completar o Curso Preliminar, o estudante é matriculado como Estudante Regular por um período de dois anos, podendo solicitar os cursos Suplementar de Filosofia, Bíblico e de Astrologia.  Findo este, caso haja se compenetrado da verdade dos Ensinamentos Rosacruzes, e se preparado para cortar todos os laços com qualquer outra ordem oculta ou religiosa – excetuando-se as Igrejas Cristãs e Ordens Fraternais – pode assumir o Compromisso, que o admite no grau de Probacionista.

Não pretendemos insinuar, no parágrafo anterior, que as demais escolas de ocultismo não contam. Longe disso. Muitos caminhos conduzem a Roma, mas chegaremos com menos esforço seguindo por um só deles do que ziguezagueando de um para outro. Primeiramente porque nosso tempo e energias são limitados e, além disso, reduzidos por deveres familiares e sociais que não devemos descuidar para atender ao próprio desenvolvimento. A fim de economizar o mínimo de energia de que legitimamente gastaríamos para nós mesmos, e evitar a perda dos poucos momentos vagos que temos à nossa disposição, é que os Guias insistem para renunciarmos a todas as demais ordens.

O mundo é um agregado de oportunidades, mas para aproveitá-las é necessário possuirmos eficiência em certa linha de esforços. O desenvolvimento dos poderes espirituais pode capacitar-nos a ajudar ou prejudicar aos nossos irmãos mais fracos. E esses poderes só se justificam quando o objetivo é Servir à Humanidade.

O método de realização Rosacruz difere dos outros sistemas por um pormenor especial: procura desde o princípio emancipar o discípulo de toda dependência dos outros, tornando-o auto-confiante no mais alto grau, de maneira a poder permanecer só em todas as circunstâncias e enfrentar todas as condições. Somente aquele que for tão bem equilibrado pode ajudar ao débil.

Quando certo número de pessoas se reúne em classe ou círculo objetivando o auto-desenvolvimento, mas através de métodos negativos, geralmente os resultados são conseguidos em pouco tempo, seguindo o princípio de que é mais fácil deixar-se levar pela corrente, do que lutar contra ela. O médium, contudo, não é senhor dos seus atos, mas escravo do espírito que o domina. Por isso tais reuniões devem ser evitadas pelos Probacionistas.

Mesmo as reuniões em que se mantenha uma atitude mental positiva não são aconselhadas pelos Irmãos Maiores, porque os poderes latentes de todos os membros são amalgamados. Então as visões dos mundos internos obtidas por quaisquer deles apenas resultam parcialmente da influência das faculdades dos demais. O calor de um carvão no centro de uma fogueira fica aumentado pelo dos carvões que o rodeiam. O clarividente originado num círculo, mesmo que este seja positivo, é como uma planta na estufa – demasiado dependente para que se lhe possa confiar os cuidados dos demais.

Portanto, todo Probacionista da Fraternidade Rosacruz efetua seus exercícios sozinho, no isolamento do seu lar. Seguindo este método, obtém-se resultados mais lentamente. Porém, quando tais resultados aparecerem, manifestar-se-ão como poderes cultivados por ele mesmo, e poderão ser empregados independentemente dos demais. Além disso, os métodos Rosacruzes constroem o caráter, ao mesmo tempo que desenvolvem as faculdades espirituais, resguardando assim o discípulo da tentação de perverter seus poderes divinos em busca de prestigio mundano.

Quando o Probacionista tenha cumprido os requisitos exigidos e completado o termo de provação, pode solicitar instruções individuais dos Irmãos Maiores por meio do Secretário Geral.

 

O Principal Trabalho da Fraternidade Rosacruz

 

O trabalho da Fraternidade é o de predicar o Evangelho ( da próxima Era de Aquário ) e curar os enfermos.

Isto é efetuado tornando os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental disponíveis à todos os que estão preparados para recebe-los e por meio da condução de um Departamento de Cura dedicado a  Cura Espiritual  ao ensino dos principios do bom viver segundo as leis cósmicas.

O trabalho da Fraternidade  é feito através dos esforços de toda a sua coletividade assistida pela Sede Mundial. Muitos amigos no mundo trabalham através de vários Centros e Grupos de Estudo dando aulas de Filosofia Rosacruz, Ensinamentos Bíblicos e de Astrologia Espiritual. O estudo e o ensino constituem uma parte integral do trabalho da Fraternidade.

Astrologia, Uma Ciência Espiritual

 A Astrologia e a Alquimia são as mais antigas ciencias conhecidas pelo homem. Segundo as tradições dos Hindus, as artes astrológicas eram praticadas pelos Atlantes, e descendem dos povos dos continentes perdidos da Atlantida que foram os progenitores dos Arianos. A Astrologia tem sido cultivada por todas as nações civilizadas do mundo. Richard Procter observou que nenhuma civilização atingiu um alto grau de cultura sem incluir a astrologia em seu repertório de aprendizagem.

Os efeitos dos corpos celestes sobre os assuntos terrestres tem sido observados e registrados por milhares de anos. Evidencia-se que nenhum sistema de conhecimento poderia ter sobrevivido as vicissitudes de centenas de eras se não estivesse fundamentado numa verdade demonstravel. Os antigos estavam convencidos por incontáveis observações que os corpos celestes não apenas influenciam os assuntos do mundo, mas também que tal influencia é periódica e consistente, e os elementos envolvidos podem ser representados numa Ciência Exata – a única Ciência Profética Exata que o Homem preservou.


A Astrologia não deve ser confundida com os astrólogos, assim como as leis em relação aos advogados, a medicina com os médicos, e a religião em relação aos teólogos. O homem , como um interprete das verdades universais, está limitado em suas interpretações pelas inevitáveis imperfeições de si mesmo. Em mãos competentes, a Astrologia , em seu presente estado de desenvolvimento, compara-se favoravelmente com a medicina em termos de precisão. O médico não pode diagnosticar uma doença infalivelmente, da mesma forma o astrólogo não pode predizer infalivelmente. Seria inteiramente irracional rejeitar a medicina porque os médicos podem cometer erros, e é igualmente irracional exigir que os astrólogos sejam infalíveis quando nenhuma ciência pode exibir infalibilidade seja em sua teoria ou em sua prática. Qualquer um trabalhando honestamente com a astrologia pode provar a si próprio que a Ciência Astrológica está fundamentada sobre princípios precisos e demonstraveis. Ele pode também provar que ela funciona, e as inconsistencias ou exceções que ocorrem, somente lhe estimula a um maior aprofundamento no manejo dos elementos constituintes desta ciencia.


Existem inúmeras predições registradas na história que evidenciam o valor da astrologia.Muitíssimas pessoas tiveram seu carácter corretamente analizado , e os eventos futuros de suas vidas corretamente preditos. O mero fato que a Ciencia materialista moderna deprecia a Astrologia – sem um adequado exame – nada significa. Cientistas materialistas exibem notoriamente uma atitude extremamente negativa e crítica em relação a todas as matérias ocultistas e metafísicas. A Ciência , todavia, nunca pode refutar a Astrologia e jamais poderá. A maturidade do pensamento científico finalmente iluminará todas as formas de conhecimento material promovendo uma retomada dos fundamentos metafísicos que foram perdidos nas primeiras eras do mundo.

Manly P. Hall

Fonte: “Questions and Answers-Fundamentals of the Esoteric Sciences”, PRS
 


Livros

Meditando com os Signos

Em cada período astrológico estabelecido por um mês solar, os impulsos divinos provenientes de cada uma das Hierarquias Criadoras nos chegam, através dos Astros Regentes, como ajuda para que possamos desenvolver as forças da Alma. Cada um desses períodos, portanto, nos ensina a lição correspondente aos valores que cada Hierarquia Criadora, por Amor, deseja fazer chegar até nós. Outrossim, associadas a cada mês solar, encontramos as palavras-clave sobre as quais deveremos meditar de forma a conseguirmos a correspondente realização espiritual. Que o proveito que cada irmão tire de suas meditações seja o maior possível, em especial das que realizar durante as noites de Harmonias Planetárias, quando, no mês solar correspondente, mais intensos e vibrantes estarão aqueles impulsos.

 Mês Solar de Áries

 

  

 

( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

 

Como Áries é o primeiro signo de Zodíaco, ele é o local de novos começos. Nos ciclos anuais das passagens do Sol pelos doze signos, ele anuncia o início do ano espiritual. Ele tem sido assim visto mesmo nas nações em que o ano civil se inicia em outros signos do Zodíaco. Moisés indicou o mês de Abib (março-abril) como o começo do ano (Ex 13:4), por ser o mês da germinação do trigo e do milho. Uma ordem também foi dada a Moisés de que a imolação do cordeiro pascal deveria ocorrer quando a Lua Nova estivesse em Áries. No tempo da Páscoa original, o Sol achava-se próximo da estrela El Natik, que significava perfurado, ferido, imolado. A Lua Cheia estava então próxima à estrela Al Sheraton, que também significa machucado ou ferido. Como a Páscoa antecedeu a crucificação de Jesus Cristo, então os Céus proclamam a vinda de grandes acontecimentos para o destino da humanidade.

 

As palavras chave para Áries são pureza e sacrifício, e o símbolo de Áries é um cordeiro ou carneiro. Uma vez que foi sob a égide de Áries que o Senhor Cristo veio à Terra, ele é conhecido como o Bom Pastor. Uma representação pictórica bem conhecida mostra o Senhor carregando um cordeiro nos braços.

 

Durante os primeiros anos da era Cristã, como tem sido dito, o símbolo mais usado não foi o do Cristo crucificado, mas a cruz com um cordeiro repousando em sua base. Não foi senão pelo quarto século de nossa era que o cordeiro foi substituído por uma figura humana pregada na cruz.

 

Há duas cartas do Tarô que representam Áries, uma é a do Bufão e outra a do Alto Sacerdote. O primeiro representa um jovem com uma sacola sobre os ombros e uma rosa aberta na mão. Ele caminha para frente, destemido e ousado, para enfrentar os desafios da vida. É chamado de bufão porque ainda não iniciou sua busca e ninguém verdadeiramente compreende a vida enquanto não entrar no Caminho da Santidade. A outra carta mostra um Alto Sacerdote sentado em um trono, com um halo de luz dourada sobre a sua cabeça. Com ele, estão duas das mais sagradas relíquias, o santo cálice e a sagrada lança. Em sua mão direita, segura o cálice cheio das paixões humanas. Sobre este, colocou sua mão esquerda, indicando que ele obteve domínio sobre os elementos de sua natureza inferior. Essa figura retrata com detalhes a mais elevada expressão de Áries: autocontrole. As palavras do sábio Rei Salomão carregam a nota chave bíblica dessa conquista: “aquele que demora a se zangar é melhor que aquele que é poderoso e aquele que governa seu espírito é melhor que o que toma uma cidade!” Em um estágio mais elevado, o seguinte texto da Revelação se aplica: “Veja, eu faço novas todas as coisas.”

 

Richard Wagner, o Iniciado músico, fundamentou sua magnífica peça espiritual sobre Parsifal, na verdade oculta na simbologia dessas duas cartas do Tarot. Parsifal, o verdadeiro tolo, entra casualmente, como assim o foi, nas terras do Castelo do Graal. Involuntariamente, mata um cisne que flutuava nas águas do lago de cura. Através de seu sofrimento e contrição pela má ação cometida, sua alma desperta e ele entra no Caminho da Busca. Ele agora precisa sair pelo mundo para ser tentado para provar sua força, sua coragem e sua perseverança. Wagner disse que o tema de Parsifal era para ser enquadrado no tema “ forte é o poder do desejo, mas mais forte ainda é o poder anímico ganho através da resistência”. No fim, Parsifal retorna para tornar-se o Alto Sacerdote do Salvat ou Rei dos Cavaleiros do Graal. Usando o traje branco de Mestre e carregando a lança sagrada, ele entra no Templo do Graal para curar o ferimento de Amfortas. Depois disso feito, ele torna-se o instrutor dos Cavaleiros do Graal e o guardião fiel do Cálice Sagrado.

 

O que proporciona a transformação do tolo em Alto Sacerdote? O que transmuta um homem mortal em um que demonstra divindade? É o despertar do grande princípio do EU SOU dentro de si mesmo. É a Ressurreição de seu próprio Espírito Crístico. Esse é o tema do antigo cântico do Templo que ecoa o mais elevado conceito da ressurreição:

 

Antes de todos os mundos, Eu fui!

Através de todos os mundos, Eu sou!

Quando todos os mundos forem apenas lembranças, Eu serei!

 

Na época da Páscoa, quando o Sol ascende do hemisfério sul para o norte, as forças de Cristo passam dos reinos físicos para os espirituais. O corpo da Terra é como o corpo do homem. É interpenetrado pelos veículos mais sutis que se estendem para muito além do corpo físico do planeta.

 

Repetindo, durante os seis meses do ano em que o Sol passa pelos seis signos abaixo do Equador e, pelos seis meses seguintes, quando passa pelos seis signos acima do Equador, a força de Cristo interpenetra os mais elevados reinos espirituais da Terra. Esses reinos são o lar da chamada morte, a região onde eles prosseguem com suas atividades normais por um tempo num ambiente de encantadora beleza e radiância. É aí que os Anjos e Arcanjos conduzem seus vários ministérios para os habitantes do planeta e sua descendência.

 

Quando o Sol entra em Áries, ele aponta para a Ressurreição gloriosa, iniciando a estação da transmutação do ano. Então as águas brancas de Peixes se fundem com o fogo vermelho de Áries, uma combinação que se manifesta na exuberância de flores e canções da primavera. É também, para o homem, a estação de transmutação, a época mais propícia para ele arremessar longe a pedra de sua vida passada e aflorar no poder total de uma consciência ressuscitada. Assim como a natureza troca a melancolia do sono do inverno pelo resplendor da primavera, e o Cristo transcende a agonia do Gólgota pela exaltação da alvorada da Ressurreição, do mesmo modo o discípulo que  fervorosa e persistentemente acompanhou o Cristo no íngreme e estreito caminho  tem a sua própria ressurreição nos recém despertados poderes de Cristo dentro de si mesmo.

 

Essa é a ocasião em que uma transformação surpreendente pode ocorrer dentro de seu corpo templo. Uma nova força emana do líquido branco de seus nervos e se une com uma nova essência nas correntes vermelhas de seu sangue, uma fusão que produz a luz dourada que infunde e envolve o corpo de um Iluminado. São João se referia a essa transformação quando escreveu que algum dia iremos andar na Luz como Ele está na Luz. Vermelho e branco são as cores de Áries e são também as cores da transmutação tanto na Natureza como no homem.

  

 MEDITAÇÃO DE MT. ECCLESIA  PARA O MÊS SOLAR DE ÁRIES

Março 20 a Abril 21                                              Regência: Marte

Nesta época do ano uma nova vida, um aumento de energia, surge com força irresistível em todos os seres vivos, que os inspira e neles infunde uma nova vitalidade, impelindo-os a novas atividades, mediante as quais aprendem novas lições na Escola da experiência.

O Espírito Solar, Cristo, permaneceu em nossa Terra desde o Natal, irradiando a todo ser vivo a Sua Luz, Sua Vida e Seu Amor, que são Seus dons para o mundo.

Na Páscoa Ele volta ao Pai para descansar e absorver nova Vida, que nos trará no próximo Natal.

Que usemos Seus dons para desenvolver nossas possibilidades espirituais, construir corações nobres e corpos sadios – como os utilizam as plantas para crescer em belas formas e delicado aroma.

A clave de Áries é : INICIATIVA – VALOR – AÇÃO RETA.

Façamos bom uso desta Força!

 T  A  U  R  U S

  

 

MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE TOURO

 

( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

 

 

Enquanto o Sol passa de Áries para Touro, uma pessoa sensível torna-se consciente de uma mudança na atmosfera psíquica da Terra, da elevada carga de radiações masculinas de Áries para o modo gentil e acariciante do signo de Touro, governado por Vênus. A Lua, também de natureza feminina, acha-se exaltada no signo que enfatiza ainda mais a doce e amorosa qualidade de um taurino desenvolvido. É, portanto, de acordo com as influências cósmicas que o “Dia das Mães” é festejado no segundo domingo de maio, quando os atributos femininos dos céus estão em ascendência.

 

Os Antigos representavam Touro como uma alta sacerdotisa sentada em um trono, tendo um  halo em sua cabeça e um  livro aberto apoiado em seus joelhos. Um véu cobria sua face simbolizando um ocultamento dos Mistérios para as multidões não despertadas. A divindade feminina guarda segredos sagrados da vida que nunca são revelados até que um buscador se aproxime com mãos limpas e coração puro.  O véu da sacerdotisa nunca pode ser levantado enquanto o homem guerrear seu semelhante e continuar matando para comer, por esporte, por vaidade ou para praticar crueldades tais como as perpetradas pelos vivisseccionistas. Toda vida é sagrada e precisa ser preservada para que o homem seja merecedor de remover o véu de Ísis e entrar nos mais profundos mistérios da vida.

 

Os taurinos são naturalmente atraídos para atividades em que as qualidades  venusianas encontram expressão. E, uma vez que Touro é um signo de terra, sua expressão tende para as artes práticas. A profissão de curar é favoravelmente influenciada por Touro, com ênfase em manter o corpo físico em perfeitas condições para o espírito que nele habita.

 

A nota-chave de Touro é “Eu tenho”. A nota-chave de Vênus, que rege Touro, é “Eu amo”. Num taurino não desenvolvido, isso leva a um amor possessivo que cerceia a liberdade do objeto de seu amor, o que traz desapontamento, discórdia e sofrimento em seu relacionamento. Débitos cármicos pesados são assim contraídos.

 

Sob a Hierarquia de Touro, a humanidade está pagando um pesado tributo causado anteriormente. Sob seu signo oposto, Escorpião, a dívida está sendo liquidada agora numa escala planetária através de guerras, convulsões sociais e desastres da natureza.

 

Forças transmutantes prevalecentes na natureza são ativas, sob a influência de Touro, para transformar a vida de um discípulo. Todo personagem bíblico ilustra as características de um signo zodiacal. A personalidade que exemplifica as características de Touro é Maria Madalena. Maria, a irmã de Lázaro, exemplifica Câncer, enquanto que a Abençoada Virgem Maria aparece sob o signo de Virgo, a Virgem. Assim, as três Marias, mais proximamente associadas com a vida e ministério de Jesus Cristo correspondem aos três signos femininos representantes do Zodíaco. Maria Madalena, encantadora e sedutora, foi centrada nas correntes de desejo da Terra; então, quando Cristo surgiu em sua vida, a chama vermelha da paixão foi transformada no fogo branco da alma. Foi essa transformação que concedeu a ela o privilégio de ser o primeiro de todos os Seus seguidores a ver o Senhor em Ascenção, e de ser por Ele ordenada a ir dizer aos outros a mais transcendente mensagem de todos os tempos:  “A Morte Não Existe!”

 

MEDITAÇÃO  DE MT. ECCLESIA PARA O MÊS SOLAR DE TAURUS

Abril 21 a Maio 22

Regência: Planeta Venus

As palavras-clave para este mês são:

HARMONIA – ATRAÇÃO – BELEZA – FIRMEZA

O Universo está fundamentado sobre a Harmonia; suas partículas estão unidas pelo poder mágico da Atração, posto em ação pelo Divino Amor.

As vibrações de Amor e Harmonia são as que produzem a Beleza da forma que se vê em todas as Obras de DEUS, e este mesmo Poder Divino é responsável pela estabilidade das Leis da Natureza, que são as mesmas “ontem, hoje e pelos séculos” e podem produzir os mesmos efeitos em nosso pequeno Sistema Solar.

“No princípio era o Verbo…

Todas as coisas por Ele foram feitas; e sem Ele nada do que foi feito se fez.”

São João, 1:1-3

 

 G Ê M E O S 

 

MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE GÊMEOS

 ( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

 

 

Este é o signo dos gêmeos. No plano material, isso significa dualidade; no plano espiritual, polaridade. Os Antigos designavam a Gêmeos duas estrelas brilhantes: Castor e Pólux. Eles ensinaram que Mercúrio, regente de Gêmeos, outorga imortalidade sobre essas duas estrelas em dias alternados, sugerindo assim,  sutilmente, a natureza dual do signo. Sob a influência de Gêmeos, o homem facilmente oscila de um modo ou de outro: do material para o espiritual, do pessoal para o impessoal.

 

A nota-chave de Gêmeos é a versatilidade. Seus nativos estão caracterizados pela habilidade de fazer bem muitas coisas. Os nativos de Gêmeos freqüentemente se empenham em escrever e falar sobre assuntos espirituais e, algumas vezes, tornam-se pessoas que curam espiritualmente.

 

Gêmeos é um signo mental, e a mente pode conduzir tanto na direção da escuridão ou da luz. São Paulo bem compreendeu isso quando fez o ponto focal de seus ensinamentos o ideal de que “Cristo se forme em você”. Até a mente se cristianizar, acha-se cheia de grandes perigos. Para novamente citar São Paulo: “A mente carnal é antagônica a Deus”.

 

O antigo hieróglifo de Gêmeos era a figura de um alto sacerdote num trono. Duas esfinges, uma branca e outra preta, estavam ajoelhadas a seus pés, um outro símbolo retratando a dualidade do signo de Gêmeos.

 

De acordo com a natureza de Gêmeos, aqueles predominantemente sob sua influência freqüentemente enfrentam a necessidade de escolher uma ou duas coisas ou caminhos; daí ser essencial para eles cultivarem seus poderes de discriminação, poderes enfatizados em Virgem, também regido por Mercúrio, como especialmente importantes. Eles  têm que cultivar estabilidade e fixação de propósitos porque são facilmente influenciáveis. O nativo de Gêmeos precisa  de muito tempo para concentração e meditação sob a afirmação “Aquiete-se, e saiba que eu sou Deus”.

 

Rafael é o embaixador angélico de Mercúrio na Terra, o guardião e o diretor de todos os movimentos de cura no mundo. Rafael também governa os mais elevados ensinamentos do Templo, sendo o mais importante o poder de cura da mente. Esse princípio encontrou ampla aceitação e prática nesses tempos modernos.

 

Uma bela lenda diz que, ao fim de cada dia, o Anjo Sandalphon recolhe todas as orações de ajuda e de cura que vieram da Terra e as coloca diante do Trono de Deus onde, em terna bendição, elas são transformadas em um glorioso arranjo de perfumadas flores. Essa lenda recebeu de Longfellow bela expressão nas seguintes linhas.:

 

E ele reuniu as orações onde se encontrava,

Que transformaram-se em flores em suas mãos,

Em guirlandas de vermelho e púrpura;

E sob o grande arco do portal,

Através das ruas da Cidade Imortal,

Foi espalhada a fragrância que delas emanava.

  

O mesmo pensamento aplica-se a Rafael, o Anjo da Cura, que, por sua proximidade à nossa raça, tem sido chamado de “o amigo do homem”.

 

Rafael, o embaixador de Mercúrio, exemplifica em seu próprio ser os Senhores de Mercúrio que agora acham-se desempenhando um papel incrivelmente ativo no trabalho de iniciação da humanidade. Ele governa os Mistérios, o trabalho inicial da raça humana para a parte remanescente do Período Terrestre. Os Mensageiros de Mercúrio servem a todos aqueles que estão aspirando à Iniciação e, de acordo com Max Heindel, eles receberão sempre mais ajuda com o passar do tempo. Muitas pessoas sensitivas estão percebendo a presença deles, pois os Mercurianos pertencem à nossa onda de vida que originalmente tinham seu lar no Sol. Eles são, entretanto, muito mais adiantados que a humanidade terrestre e Rafael é o protótipo deles diante do Trono de Deus.

 

 

MEDITAÇÃO DE MT. ECCLESIA  PARA O MÊS SOLAR DE GEMINI

Maio 22 a Junho 22

Regência: Planeta Mercúrio á

Em DEUS vivemos, nos movemos e temos nosso ser.

As radiações que vêm a nós neste mês, enquanto o Sol passa pelo Signo Zodiacal de Gemini, nos inspiram e nos animam a esperar e escutar a Verdade de DEUS, que preenche todo o Universo para que conheçamos e compreendamos, e ao fim cheguemos a ser perfeitos , como ELE é Perfeito.

Que tenhamos abertas as janelas do Espírito e da Mente; que nenhuma dúvida, temor, ânsia nem preocupação ofuscante nos deslumbre, para que a Verdade nos torne livres de toda condição adversa.

As claves de meditação para este mês Solar são:

RAZÃO – ADAPTABILIDADE – CONCÓRDIA – DISPOSIÇÃO

para que estabeleçamos e mantenhamos aquele equilíbrio mental que nos permita desenvolver o poder da lógica e adaptar-nos às sempre flutuantes condições do progresso evolutivo, e equilibrar as incursões de nossa energia vital.

“Antes, como está escrito: Coisas que o olho não viu, nem ouvido escutou, nem subiu ao coração do homem, são as que DEUS preparou para aqueles que O amam.”

São Paulo, I Cor., 2:9

 

C    N  C  E  R

 

 

 

 

MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE CÂNCER

 

( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

 

 

Câncer é o signo mais profundamente místico, o principal signo feminino. A Lua, regente de Câncer, é o local de exaltação de Júpiter e Netuno, e sua nota-chave é fecundidade. Nas águas cósmicas de Câncer, acham-se os germes que animam toda forma terrena pertencente aos diversos reinos da  natureza. Câncer também governa o lar e a família, e suas qualidades tendem a desenvolver atributos de caráter que possibilitam aos pais comandarem amorosa e harmoniosamente seus familiares.

 

O misticismo de Câncer deriva, em parte, de Júpiter, o planeta de expansiva compaixão e generosidade, porém, mais ainda de Netuno, a mais elevada oitava de Mercúrio e o planeta da divindade. O Solstício de Verão no hemisfério norte ( Inverno no hemisfério sul) ocorre quando o Sol entra nesse signo e a estrela fixa Sírius, azul-brilhante-esbranquiçada, derrama sua influência espiritual em grande quantidade sobre a Terra. Como signo da mãe cósmica, Câncer é o portal por meio do qual os egos humanos vêm para renascer.

 

Através da influência de Júpiter, as artes criativas são especialmente inspiradas nessa estação, enquanto que Netuno faz desse período o mais propício para as almas iluminadas passarem pelos portões da luz para o mundo interno e lá experimentarem a vida imortal. Um dos três princípios do ser tríplice do homem é governado pela Lua, por Júpiter ou Netuno. Em suas correlações, a Lua está relacionada com seu corpo físico, Júpiter com sua alma e Netuno com seu espírito.

 

A humanidade em geral responde a Jeová através da influência do Sol físico. Os Iniciados nos Mistérios Menores respondem através da influência do Sol espiritual, o corpo do Cristo Cósmico. Os Iniciados nos Mistérios Maiores respondem através da influência de Vulcano, que corresponde ao corpo solar do Pai. Os astrônomos ainda não descobriram o planeta Vulcano. Ele irá, porém, tornar-se conhecido para o mundo através do resultado de observações científicas, quando bastantes indivíduos tiverem se tornado suficientemente sensíveis para receber suas vibrações. Essa foi a condição sob a qual os planetas Urano, Netuno e Plutão começaram a ter assentamento nos veículos superiores do homem.

 

Os antigos representavam Câncer pela figura de uma mulher com a Lua sob seus pés e a coroa de doze estrelas na cabeça. Esse símbolo foi também usado por São João na Revelação para representar a triunfal restauração do princípio feminino caído, a Eva do Gênesis, para seu divino estado original. Essa exaltada figura feminina simbólica do grande Iniciado da Hierarquia de Câncer é conhecida como Querubim. Um dos maiores Iniciados dessa Hierarquia é a Mãe Cósmica do universo, ao qual pertence este planeta Terra.

 

A Lua como regente de Câncer significa geração;  Netuno exaltado em Câncer significa regeneração. A transmutação da geração em regeneração é o novo nascimento sobre o qual Cristo falou a Nicodemus quando ele foi ao Mestre “durante a noite” . A nota-chave bíblica de Câncer é encontrada nestas palavras de Cristo: “ Enquanto o homem não nascer novamente, ele não verá o Reino de Deus…  Enquanto o homem não nascer da água ( Lua em Câncer) e do espírito ( Júpiter em Câncer), ele não poderá entrar no Reino de Deus ( Netuno em Câncer)”.  Este é um dos mais explícitos ensinamentos da Iniciação dada por Cristo durante Seus três anos de ministério. Todo homem conhece o nascimento natural sob a Lua em Câncer, mas poucos há que aprenderam a percorrer o “estreito e apertado caminho”

 

da renúncia da carne e dedicação ao espírito implícito na exaltação de Júpiter e Netuno em Câncer. Porém, esta é a única e verdadeira chave à elevação da consciência, pela qual o homem é levantado do nascimento natural ou “de água” para a divina expiação do nascimento “de fogo” em espírito.

  

 

MEDITAÇÃO DE MT. ECCLESIA  PARA O MÊS SOLAR DE  CÂNCER

 

Junho 22 a Julho 23

 

Regência : Lua é

 

Durante este mês estamos sob a influência da Mãe Cósmica – o Signo de Câncer – e se nos fizermos acessíveis a suas correntes, mais fácil e perfeitamente aprenderemos as lições que ela nos ensina.

 

Ela desejaria que em nossas mentes IMAGINÁSSEMOS  as coisas de modo claro e preciso. Ajuda-nos, também , ela , a desenvolver a faculdade da INTUIÇÃO -  o comando que recebemos através do coração.

 

Por meio da intuição conhecemos a unidade de toda a vida e, com este conhecimento, surge a SIMPATIA. O Amor faz dessa simpatia um sentimento tão grande e nobre que se estende muito além dos limites do lar individual, abrangendo o mundo inteiro que, em realidade, nada mais é que uma grande e única família de todos os filhos de DEUS em sua escola de experiência.

 

As palavras-clave para este mês são:

 

IMAGINAÇÃO – INTUIÇÃO – SIMPATIA

 

“Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei a vós”.

São João, 13:34

LEÃO 

 

MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE LEO

( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

 

 

Um sábio antigo declarou que como é acima, é abaixo, e como é abaixo, é acima. Todos os Templos de Mistério verdadeiros que existem no plano físico são construídos em harmonia com o modelo zodiacal do céu. Naquele círculo de doze constelações, Câncer e Leo formam as duas colunas da entrada do Templo Cósmico. Correspondentemente,  colunas simbólicas foram construídas na entrada de todos os Templos de Mistério. Todo candidato tem que passar entre elas no seu caminho para a iluminação. Esses dois pilares receberam muitos nomes através dos tempos e seu significado tem sido enfatizado na literatura de mistério de todas as nações. A elas se faz referência como representando os elementos água e fogo, ou indicando os dois metais preciosos, prata e ouro, ou ainda como símbolos de dois corpos celestes, a Lua e o Sol.  Câncer tem sido chamado de mãe e Leo, de pai das almas.

 

Por entre essas colunas, o homem e a mulher da Nova Era terão que passar, de mãos dadas, em completa igualdade, para receberem a gloriosa herança que essa Era irá conceder a seus pioneiros. A Confraria Maçônica ainda tem que aprender que seus segredos mais profundos nunca serão compreendidos até que a Divindade Feminina tenha sido recolocada no seu estado de igualdade com a polaridade masculina oposta.

 

Os Antigos concebiam o signo de Leo como um alto sacerdote sentado numa carruagem, conduzindo duas esfinges, uma branca e outra preta. Um símbolo similar relaciona-se com Gêmeos, mas, nesse caso, as duas esfinges se ajoelham diante do alto sacerdote, significando que era sua tarefa escolher entre o caminho da luz e a senda da escuridão.  Em Leo, a decisão já foi tomada. Tanto a natureza inferior quanto a superior já se acham sob controle.

 

As palavras-chave de Leo são autoridade, domínio e triunfo. Um dos símbolos de Leo é uma espada, signo de conquista e vitória. Que essa espada também representa o poder criativo no interior de um indivíduo é mostrado em várias histórias da Bíblia.  Em Gênesis, por exemplo, encontra-se a descrição da expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden por eles terem comido do fruto proibido da Árvore do Conhecimento do bem e do mal. Em conseqüência de seu pecado, os Querubins montam guarda diante do portão, brandindo uma espada flamejante para impedir que o homem, por meio do acesso à Árvore da Vida, possa adquirir os segredos do corpo etéreo e aprender, desse modo, a imortalizar sua imperfeita forma física.

 

Esses mesmos Seres Celestiais eram representados de pé diante do Templo de Salomão, mas uma flor inteiramente desabrochada substituiu a espada.  Aqui, numa simbologia primorosa, está retratada a conquista de um Alto Iniciado, cujo corpo está misticamente descrito como um jardim florido. Nesse jardim, os dois principais centros de flores são o coração, a estrela diurna do corpo, e a glândula pituitária, o mais elevado dos dois centros espiritualizados da cabeça. É através desses centros de flores, quando totalmente despertados, que as poderosas forças de fogo de Leo agem sobre todo o corpo.

 

Na vida de Cristo, Sua Entrada Triunfal está relacionada às radiações magnificentes de Leo. O Espírito de Cristo estava, nessa ocasião, carregado magneticamente com a glória radiante do Pai, que havia sido conferida sobre ele, uma vez que o Sol estava transitando pelo signo majestoso dos céus. Isso, instintivamente, suscitou, da multidão, hosanas que acompanharam a Sua entrada.

 

Essa cena triunfal foi o começo dos acontecimentos culminantes no ministério terreno de Cristo, seguido por Sua assunção da regência deste planeta para a redenção do mundo. Isso também exemplifica a procissão festiva de um bem sucedido candidato entrando num Templo de Luz Iniciatório. Foi quando ele ouviu o canto angelical dos céus: “ Abençoado é o que vem em nome do Senhor (lei)”, isto é, aquele que caminha na luz espiritual e no amor.

 

A ciência materialista reconhece o Sol apenas em seu aspecto físico. A ciência esotérica reconhece duas esferas solares adicionais ou corpos espirituais interpenetrados. O primeiro desses é o veículo do Logo Solar que conhecemos como o Cristo Cósmico; o outro, de freqüência vibratória ainda mais elevada, é o corpo celestial do Pai do nosso  sistema solar.

 

A humanidade comum responde principalmente à influência do Sol físico, cujas emanações são correlacionadas a Jeová e às religiões de raça desenvolvidas sob sua influência. Foi durante o regime de Jeová que os Mistérios Menores foram inaugurados pelos Senhores de Mercúrio. Com a vinda de Cristo, foi instituída uma nova era, sob a qual o homem não olharia mais para a lei externa a ele, mas para a lei em seu interior, pois o propósito principal da vida para o homem é despertar sua divindade latente, o Cristo interno. Sob a influência de Mercúrio, foram inaugurados os primeiros Mistérios. Cristo veio trazendo os quatro Mistérios Maiores, cujo esboço é dado nos quatro Evangelhos do Novo Testamento. Netuno, o planeta da divindade e da Iniciação, dá à humanidade a ajuda necessária para a compreensão desses Mistérios Maiores que guardam as verdades mais elevadas que podemos entender nesse momento. Mais tarde, a Religião do Pai virá. Quando os pioneiros se qualificarem para a iluminação mais elevada inerente àquela religião, o planeta espiritual Vulcano emergirá para a percepção do homem, fato esse decorrente da lei que estabelece que, na seqüência do tempo, eventos exteriores se seguem aos ocorridos nos planos internos. Isso vai significar a revelação da glória e do poder muito além da capacidade atual da mente humana de compreender ou da linguagem humana de descrever.

 

 

MEDITAÇÃO PARA O MÊS SOLAR DE LEO

 

Julho 23 a Agosto 24

 

Regência: Sol

 

Este mês nos acerca ao próprio Coração do Universo, e, assim como nossos corpos sentem o calor ou o frio dos Raios do Sol físico, nossos corações sentem as irradiações de Amor que vêm do Sol Espiritual, porque o coração é o lar do Amor.

 

Estas são as vibrações astrológicas de que o Signo de Leo é depositário, para penetrar toda a humanidade e tudo o que vive sobre a Terra.

 

O Sol Espiritual neste mês nos diz:

 

VALOR – que tenhamos valor em nossas convicções;

 

FORÇA – que tenhamos a força nascida de um caráter nobre;

 

GENEROSIDADE – que a pratiquemos mas nascida do desinteresse;

 

LEALDADE – que sejamos leais a tudo que é nobre e verdadeiro.

 

Tais virtudes formam os degraus da Escola da Vida pelos quais subimos, à semelhança do Cristo Senhor, partilhando com os demais as bênçãos que recebemos.

 

“Não julgueis segundo as aparências, mas julgai segundo a reta justiça”.

São João, 7:24

 

 

 VIRGEM

  

 

MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE VIRGEM

 ( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

 

 

A  Mãe Imaculada de todas as religiões do mundo acha-se representada no céu pela constelação de Virgem. Esse Eterno Símbolo Feminino é Ísis do Egito, Ishtar da Babilônia, Minerva da Grécia, Maya da Índia e Maria de Belém.

 

A líder feminina da Hierarquia de Virgem é a Mãe Cósmica do planeta. Para o homem, ela é a personificação do mais elevado princípio divino feminino. As supremas Mestras que vieram à Terra como as Madonas das maiores religiões do mundo são levadas a esse exaltado Ser para serem instruídas no mistério da Concepção Imaculada.

 

A representação pictórica da Virgem é uma donzela carregando numa das mãos um feixe de trigo e segurando na outra uma jóia magnífica, a bela estrela azul e branca Espiga, uma estrela de primeira grandeza. As radiações espirituais dessa estrela foram reconhecidas por muitos dos antigos. Eles construíram Templos dedicados à sua luz celestial onde poderiam receber sua bênção especial. Quando Espiga for novamente contactada, dessa feita por uma raça mais sensível e espiritualizada, o homem realmente estará sob o mais profundo significado da Imaculada Concepção. Como  Mãe Cósmica, é incumbência do signo de Virgem guiar a humanidade nos caminhos da pureza e despertar os elevados veículos do homem através das correntes etéreas mais elevadas em potência que qualquer uma jamais gerada em seu corpo.

 

Espiga significa um feixe de trigo e, assim, descobrimos que tanto o trigo como as estrelas são símbolos associados com Virgem e com as diversas Madonas. Eles não são meramente símbolos ornamentais, mas a insígnia verdadeira dos poderes possuídos por aqueles que tenham alcançado a condição espiritual onde as potências criadoras masculina e feminina acham-se unidas.

 

Belém significa a casa do pão. Uma das mais belas histórias relacionadas com o casamento místico é o relato bíblico sobre Ruth e Boaz. Ruth foi a Belém colher trigo ( o pão da vida ), e levou sua oferenda a Boaz, colocando-a a seus pés. Foi por meio de sua oferenda que ela tornou-se capaz de receber instruções de Boaz, seu professor espiritual, e,  mais tarde, sob sua orientação, receber o ritual exaltado do Casamento Místico.

 

Acha-se estabelecido na doutrina esotérica que o trigo foi um presente de Vênus para a Terra. É uma planta capaz de se reproduzir sem polinização, uma vez que contém em si os dois poderes criadores, um poder propriamente semelhante ao do Senhor Cristo que contém dentro de Si o poder andrógino. Com relação a isso, é interessante notar que o trigo e a Cristandade acham-se intimamente relacionados, pois onde o trigo não crescer, a Cristandade não florescerá.

 

De acordo com a bela lenda grega, os deuses e deusas abandonaram um a um a humanidade após sua descida ao materialismo, até que apenas Astrea, a deusa da justiça, restou. As condições finalmente tornaram-se tais que ela também teve que sair por um tempo e recomeçar nos céus, onde  foi transformada na constelação de Virgem. De lá, entretanto, ela continua a guiar e abençoar o mundo e a humanidade.

 

Virgem é o sexto signo, o significado numérico do seis entrando numa nova vida através do serviço. Na verdade, tem-se dito que “A Sabedoria Secreta está oculta no número. O número esconde o poder de Eloim”.  E Virgem é um signo mental. É governado por Mercúrio, o planeta da razão, que encontra seu lugar de exaltação nesse signo. Ele dá

 

a vivacidade mental que, em sua expressão inferior, inclina-se para o criticismo, mas, em seu aspecto mais elevado, torna-se construtivamente analítico.

 

O primeiro passo na conservação da força vital é pelo auto-controle. O segundo passo é a transmutação. A conservação é realizada pelo princípio da força de vontade masculina; a transmutação é obtida pela elevação do princípio do amor feminino. Esse trabalho está descrito no antigo símbolo da donzela ( Virgem ) fechando a boca de um leão ( Leo ).

 

Um nativo iluminado de Virgem responde à exaltação de Mercúrio neste signo, que transforma o conhecimento em sabedoria, pois sabedoria é conhecimento da alma. Virgem personifica o princípio feminino, sempre associado a sacrifício. Voluntariamente, ele se submete, como o pólo negativo da energia divina, a um ritmo vibratório inferior para que o princípio masculino, o pólo positivo, possa obter uma forma pela qual se manifeste. É esse princípio feminino que é sacrificado pelo bem do mundo, assim como na descida divina do Senhor Cristo, a Terra e seu povo poderão resgatar a luz perdida e alcançar a vida mais abundante.

 

Virgem é o signo da pureza e do serviço. Sua pureza engloba a do alimento que nutre o corpo e a que embeleza a vida. “Aquele que se humilhar será exaltado.”

 

A palavra-chave bíblica de Virgem é: “Aquele que quiser ser o maior de todos deve ser o servo de todos.” O serviço, simbolizado pelo grão dourado de trigo, preenche o tesouro espiritual do nativo de Virgem que os ladrões não podem arrombar e roubar.

 

Virgem é também o signo da cura, um poder que vem com uma vida pura e espiritualizada.  É o signo da Mãe Terra ( Virgem é um signo de terra ) que protege e nutre seus filhos como o fez a Diana dos gregos. Todos os filhotes de animais vivem os primeiros meses sob a benéfica influência do aspecto materno de Virgem. No Cristianismo, entretanto, Virgem é, acima de tudo, o signo da Imaculada Concepção.

                                                                                     

 

MEDITAÇÃO  DE MT. ECCLESIA PARA O MÊS SOLAR DE VIRGO

 

Agosto 24 a Setembro 23

 

Regência: Planeta Mercúrio

 

Virgo diz:

 

SERVIÇO, fundamentado em PUREZA – RAZÃO – DISCERNIMENTO . Esta é a clave para este mês Solar.

 

Divinos são os impulsos que nos chegam nesta época astrológica, porque seu propósito é preparar-nos para servir como Cristo, o Bom Pastor, que nos ensinou que somente quando o coração é puro e pleno de renúncia de si mesmo, se entrega às mais nobre das causas: servir desinteressadamente.

 

Quando possamos distinguir entre o verdadeiro e o falso, por meio da razão chegaremos realmente a ser amigos do Sublime Pastor.

 

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros por amor.”

      -São Paulo, Gál, 5:13

 

  LIBRA

 

 

MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE LIBRA

( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

 

Cada nação tem celebrado o Ano Novo relacionado com a passagem do Sol por determinado ponto na eclíptica. Esses pontos são quatro, denominados pelos astrônomos de Solstícios e Equinócios. Alguns celebram o Ano Novo no Equinócio da Primavera; outros no Equinócio do Outono; outros ainda no Solstício de Verão ou Inverno.

 

Os antigos Hebreus criaram dois calendários, um laico e outro sacro. O Ano Novo do calendário laico mais antigo começa no mês de Tishri próximo ao Equinócio do Outono. O Ano Novo sacro, que eles parecem ter adotado dos Babilônios, mas que foi sancionado por Moisés (Êx.13:4), cai próximo ao Equinócio da Primavera. Sua festa da Páscoa era celebrada em observância àquela estação. As festas hebraicas eram todas determinadas pelas posições relativas do Sol e da Lua e a Lua Nova era contada no primeiro dia de cada mês.

 

Embora essa disposição enfatizasse a influência lunar de Jeová, ela era esquematizada por Iniciados que entendiam a correlação entre as forças espiritual e material. O Ano Novo laico e o Dia da Expiação ou julgamento eram celebrados na estação do Equinócio do Outono, e ainda são observados desse modo. Eles eram harmonizados a forças que fluíam através do universo com particular intensidade naquela ocasião, e impactavam a terra de modo especial. A constelação na qual o Sol cruza o equador celeste no Outono (hemisfério norte) é Libra, o signo da Balança no simbolismo astrológico e associado a ideais de justiça e equilíbrio.

 

Desde a vinda do Cristo espiritual, a ênfase faz-se sobre o Sol, o calendário solar e o Equinócio da Primavera, mas isso não tem alterado as verdades conhecidas pelos antigos Iniciados. Para os neófitos no Caminho da Santidade que conduz à Iniciação em Cristo, há ainda o Ano Novo espiritual celebrado no Outono, na ocasião em que o Sol cruza o equador celeste.

 

De acordo com a lenda astrológica Cristã, que naturalmente busca correlacionar os fenômenos astronômicos com os ensinamentos bíblicos, Virgem e Escorpião estavam unidos numa mesma constelação antes da Queda. Depois da Queda, eles se separaram e Libra foi inserida entre eles. A configuração astronômica para essa lenda é ainda perceptível no céu. A constelação de Virgem é uma das mais extensas no céu espiritual, atingindo no seu estado natural  cerca de vinte e quatro graus do signo de Virgem, através do signo de Libra, a cinco graus do signode Escorpião, como são medidos hoje em dia quando o Equinócio da Primavera acha-se a cerca de dez graus de Peixes.

 

Os estudantes poderão observar que fazemos uma distinção entre a constelação e o signo. As constelações são as estrelas visíveis aos olhos. Os signos são divisões matemáticas arbitrárias do espaço, medidas a partir do Equinócio da Primavera ao longo da eclíptica em segmentos de trinta graus. O primeiro deles chamado de Áries, o segundo de Touro, o terceiro de Gêmeos e assim por diante, através do Zodíaco. Em um momento, essas divisões matemáticas do espaço ao longo da eclíptica, o caminho do Sol, coincidiam com o Zodíaco natural como aparece no céu. Os Gregos, de acordo com o restante do mundo antigo, usavam primeiro o Zodíaco natural, mas depois mudaram para as divisões matemáticas equalizadas por conveniência astronômica. Diz-se que Hipparchus liderou essa mudança, mas arqueólogos mostraram que os Babilônicos já usavam as doze divisões do Zodíaco da época de Hipparchus, e tornou-se evidente que os Babilônicos também calculavam a relação da precessão dos Equinócios ante de Hipparchus. No que diz respeito à civilização européia, entretanto, o sistema moderno de signos iguais suplantou as mais antigas divisões desiguais do zodíaco natural na época de Hipparchus (século dois A.C.), e o primeiro tem sido usado na astrologia ocidental desde então.

Para os Gregos, o signo de Virgem era Astrea, a Virgem dos céus. Ela segura em suas mãos os Pratos da Justiça (Libra) que estendem-se até a área dos céus que hoje chamamos de Escorpião. Outro sistema chama Libra de “As Garras do Escorpião”, pelo mesmo motivo.

 

Assim, Libra representa o marco miliário no local da decisão da alma, apontando a única direção no caminho da pureza, da castidade e da Concepção Imaculada como simbolizadas em Virgem. Na outra direção, aponta para a “queda” na procriação como simbolizada por Escorpião, o signo da oitava casa  que ordena que todas as formas humanas concebidas pelo modo atual de geração têm que morrer.

 

Esta hora de cada um ter de escolher o seu caminho, todos os neófitos vão enfrentar, como um campo de provas. Antes, ele será julgado digno de receber a luz que sua alma anseia. Os Egípcios representavam esse estado de consciência pela figura do homem de olhos vendados caminhado na direção de um precipício onde enorme crocodilo o aguardava. Nenhum outro símbolo pode verdadeiramente melhor retratar a atual condição da humanidade. Cego dos seus cinco sentidos, o homem apressa-se imprudentemente para a beira da destruição onde a boca escancarada do materialismo (o crocodilo) está pronta para devorá-lo.

 

A personificação da justiça (Libra) é convencionalmente retratada de olhos vendados porque a ação da justiça é impessoal. Não é movida nem por preferência nem por preconceito, colocando-se acima tanto da predileção emocional quanto do preconceito mental de modo semelhante, vendo com clara visão interior os resultados de causas passadas de sucessivos ciclos de renascimento. Quando a visão espiritual tornar-se uma capacidade comum à raça, a justiça deixará de ser representada com olhos vendados. Mais exatamente, virá com olhos abertos, destemida e compadecidamente, contemplar o homem e seu mundo.

 

Em outras constelações do Zodíaco, encontramos simbolizada a Queda do Homem. A Cristandade Esotérica reconhece que isso era também um fenômeno cósmico desse próprio globo físico em sua relação para com o universo e a humanidade que habita a Terra. Uma vez que cada homem é um cosmo em miniatura, ele também incorpora a história da Queda planetária. Quando ele, homem, entra no Caminho da Iniciação, conhecido na Bíblia como “o caminho da santidade”, ele parte da Queda Cósmica para encontrar seu caminho de volta ao estado Edênico.

 

Lendas santas contam que, antes da guerra no Céu e da queda de Lúcifer e seus Anjos, o Sol achava-se diretamente sobre o equador terrestre e a Lua permanecia cheia. Não havia mudanças de estações; o dia e a noite eram  de igual duração. Essa foi a Idade de Ouro.

 

Coincidente à queda de Lúcifer, houve um acontecimento cósmico: o eixo da terra moveu-se para a sua posição atual. Está agora inclinada 23 graus e meio em relação ao equador celeste. Essa mudança de posição ocasionou a mudanças das estações. A natureza da Queda também levou a uma descida gradual do estado etéreo no qual vivia o homem Edênico, para as condições materiais densas que temos hoje. À medida que o Homem seja redimido através da regeneração,  a terra irá vagarosamente endireitar-se e tornar-se mais e mais etérea.

 

Assim, o nosso Globo permanece entre o impulso de Virgem e o seu governante (Mercúrio) de um lado e o Escorpião e seu governante (Marte) do outro. Que a derradeira conquista será de Mercúrio sobre Marte (a mente sobre a matéria) acha-se indicada pelo fato de que em sua evolução a terra já passou pelo que os ocultistas chamam de “A Metade de Marte” do Período Terrestre e já entrou na “Metade de Mercúrio”. Paralelo à evolução do planeta, está o progresso dos reinos da natureza evoluindo a partir disso, um desenvolvimento que terá culminância na vida da humanidade, a onda de vida astrologicamente correlacionada com a constelação de Peixes.

 

 

MEDITAÇÃO DE MT. ECCLESIA  PARA O MÊS SOLAR DE LIBRA

 

Setembro 23 a Outubro 24

 

Regência: Planeta Vênus â

 

“Parai e conhecei que Eu Sou DEUS” - é o pensamento que nos chega neste mês Solar. Somente sossegando a personalidade pode o Eu verdadeiro, que é o Deus Interior, falar-nos e amar-nos.

 

Meditar nas palavras-clave:

REPOUSO – EQUILÍBRIO – JUSTIÇA – ESPERANÇA – HARMONIA ,

ajuda-nos a sossegar a personalidade e a equilibrar as atividades da vida.

 

A meditação ajuda-nos a estabelecer o equilíbrio, e estamos todos trabalhando para alcançar o plano espiritual, no qual não sejamos perturbados pelas condições exteriores e em que seremos corretos em nossos juízos.

 

O Amor é o Fator Básico do Equilíbrio – e DEUS é Amor.

 

“Tu guardarás em completa paz aquele cujo pensamento a ti foi confiado”.

Isaias, 26:3

  

Escorpião

 

 MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE ESCORPIÃO


 ( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

                         

Desde o início do Período Terrestre, a criativa Hierarquia de Escorpião tem dado à humanidade padrões das formas de pensamento cósmico. Por esses padrões, o homem tem aprendido a construir seus corpos característicos. Por isso, os membros da Hierarquia de Escorpião são denominados Senhores da Forma. O Dr. Rudolf Steiner diz que a mente cerebral do homem nada mais é que uma taça para se imergir nesses pensamentos arquetípicos.

 

Nos primeiros dias da evolução humana, os estudantes do Templo de Mistérios podiam contatar diretamente as Hierarquias Celestiais e observar o enorme serviço que elas estavam prestando à raça humana. Por esse motivo, a mensagem das estrelas foi incluída entre os estudos do Templo, e nenhum candidato tinha permissão para receber essas instruções sem uma longa e árdua preparação.

 

Transmutação é a palavra-chave dominante de Escorpião. Durante o período entre o Equinócio de setembro e o Solstício de dezembro, quando a força dourada de Cristo está penetrando mais profundamente nesta esfera, o Arcanjo Miguel, segundo apenas em glória e poder ao Próprio Cristo, acha-se empenhado em limpar e transmutar o acúmulo dos desejos malignos do homem que pendem como uma escura nuvem de miasma sobre a Terra. Juntos, eles purificam e transmutam as formas de pensamentos negativos do homem que permeiam a atmosfera mental do planeta. Devido ao trabalho que executam, pensamentos e substância de desejo mais pura tornam-se disponíveis para o uso do homem na construção de corpos mental e astral mais fortes. Esses, por sua vez, penetram e fortalecem seus veículos etéreo e físico.

 

Escorpião é o signo enigma do Zodíaco. Ele tem dois símbolos: um escorpião, que carrega o ferrão da morte em sua cauda, e uma águia que pode voar mais perto do Sol que qualquer outra ave. Esses símbolos retratam dois aspectos amplamente divergentes deste signo. Sob a influência do escorpião, o homem pode descer às profundezas da degradação; sob a influência da águia, sua natureza inferior é transmutada, podendo ele, assim, subir a maiores alturas espirituais.

 

Outro aspecto do paradoxo de Escorpião são as influências da água e do fogo exercidas através deste signo de elementos opostos, pois Escorpião, um signo aquoso, é governado pelo ígneo planeta Marte. Esta é mais uma indicação das propriedades místicas de Escorpião e do papel que ele tem na regeneração que precede a iluminação. A última só pode ser realizada depois que os princípios água e fogo tiverem chegado a uma união harmoniosa.

 

Tal união foi demonstrada quando o ígneo Raio do Cristo arcangélico tomou posse do corpo do Mestre Jesus. Como um membro da raça humana, Jesus veio sob a Hierarquia de Peixes, estando assim sintonizado com o princípio da água. O que foi posteriormente realizado pelo Ser composto conhecido como Cristo Jesus foi a suprema demonstração do estado ideal, um certo grau de entendimento que toda a humanidade vai ter quando tiver aprendido a combinar os princípios do fogo e da água. Cristo ensinou esta verdade a Nicodemus quando Ele disse:  “A menos que o homem nasça da água e do espírito, não poderá entrar no reino de Deus”, sendo o espírito o princípio do fogo.

 

As condições externas nunca serão dominadas até que as forças interiores opostas e discordantes sejam harmonizadas. Uma vez tendo isso sido feito, o mistério amplamente oculto de Escorpião será revelado. Geração será transmutada em regeneração, de modo a não haver repetição das tragédias como as de Caim e Abel , e Salomão e Hiram Abiff. Os fatores que dividem essas correntes opostas da humanidade terão se rendido ao princípio que a todos une em harmonia. Em muitos mitos e lendas, tanto religiosos como profanos,  este preceito está diferentemente mostrado. Mas, apenas através de um estudo da ciência espiritual das estrelas, pode o seu significado ser compreendido com segurança e clareza.

 

Os Antigos Egípcios, que eram muito versados nos profundos mistérios do conhecimento das estrelas, divulgaram nas pinturas ensinamentos sobre polaridade para que aqueles que não podiam apreendê-los como ciência pudessem deles ter conhecimento intuitivamente através de símbolos apropriados. O seu glifo para Escorpião era o de um esqueleto dentro de uma sepultura aberta atravessada por um arco-íris. Num horóscopo, Escorpião governa a oitava casa, a casa da morte. Mas a casa da morte é também a casa da regeneração. Nela são encontrados ambos o escorpião e a águia. Formas imperfeitas e impuras são levadas à morte. Isso é beneficamente verdade porque nem tudo o que pertence a esse plano é digno de imortalidade. Só a essência da experiência mortal, agregada e incorporada à natureza superior do homem, assimilada, isto é, em sua alma, se torna imortal. É através do poder de Escorpião para realizar a regeneração que um espírito encarnado é capaz de utilizar as formas físicas e a morte inerente a elas como degraus para alcançar uma vida superior e renascer em veículos possuindo elementos de imortalidade.

 

Retornando ao esqueleto como um símbolo dos poderes de Escorpião, encontramos que ele também representa as obras da lei cármica. Nesse aspecto, se apresenta como uma segadeira para ceifar a humanidade; em outras palavras, para remover as formas que são transitórias por natureza. Mas ele também revela que, enquanto a vida não tenha sido identificada com essas formas, não depende delas para a sua existência. Em meio às formas sendo ceifadas, surgem novas mãos, pés e braços, indicando a supremacia do espírito sobre a matéria e apontando para a lei cíclica do renascimento. O arco-íris que atravessa a sepultura é o símbolo da imortalidade. A esse respeito, apresenta-se ainda outra marca do aspecto regenerativo de Escorpião: a promessa de um tempo quando não mais existirão o sofrimento, a dor e a morte.

  

“ O ESPÍRITO JAMAIS NASCEU !


S A G I T Á R I O

 

  

MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE SAGITÁRIO

(Do Livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline)

 

Sagitário, assim como Escorpião, é de natureza dual. Seu símbolo pictórico é um centauro, metade cavalo, metade homem. O primeiro simboliza a natureza inferior do homem; o último, sua natureza superior. O espírito imortal sempre aspira os planos superiores a despeito de parecer o contrário. Por ora, a humanidade elegeu seguir o caminho da materialidade (Escorpião) em vez do caminho da espiritualidade (Virgem). Sagitário tem sido o signo da promessa, da esperança e da aspiração.

Basil Valentine, um antigo Iniciado Rosa Cruz, ilustrou a história da Iniciação com uma série de quadros. Neles, Sagitário é representado por um número de lâmpadas sempre queimando, um hieróglifo que chama a humanidade a elevar-se além da materialidade e obter união com a Divindade para que possa compartilhar do verdadeiro êxtase espiritual.

É interessante notar que quando o fogo espinhal espiritual eleva-se do nível da geração ao plano de regeneração, o ponto onde ele deixa o nível de geração é o plexo sagital localizado na base da espinha dorsal regida por Sagitário.

O signo de Sagitário é governado por Júpiter, planeta da benevolência e expansão. Ele aponta o caminho para o nascimento do Cristo Cósmico que ocorre anualmente na Noite Santa, quando o Sol deixa Sagitário para entrar no primeiro decanato de Capricórnio.

O símbolo pictórico de Sagitário mostra que a metade humana do Centauro mira uma seta para as estrelas. Esse pictograma acha-se modificado numa representação do Cupido, deus do amor, mostrado originalmente com sua seta apontada para a glândula pineal em vez de para o coração. Mais tarde, como o homem perdeu consciência de seu objetivo espiritual elevado, e as afeições centravam-se no pessoal mais do que no princípio, o dardo de cupido foi redirecionado para o coração em vez do centro espiritual localizado na cabeça.

Sagitário correlaciona com o Vau Hebreu, significando Sol ou olho. Essa letra representa brancura e brilho, a luz espiritual de Gênesis e Revelação. É a luz que brilha nas trevas, mas as trevas não prevaleceram contra ela. O símbolo do Tarô para Vau é um homem de pé entre duas mulheres. Uma delas está coroada com ouro do espírito e a outra com a vinha, símbolo do falso espírito. O fruto da vinha estimula o corpo do homem a um êxtase, mas seu impulso por uma tal experiência é sua resposta equivocada da personalidade ao chamamento de seu ego. Thomas De Quincy tornou isso claro em seu “Confessions of an Opium Eater”, a separação da mente da personalidade e sua ligação com a espiritualidade  é o estímulo de Sagitário; e esse é o propósito e o fim da Grande Obra. A Maçonaria Moderna adotou esse símbolo para reproduzir a mesma idéia.

Daí poder-se ver que a mensagem das estrelas revela o caminho da evolução para toda a humanidade. Para a massa semi-adormecida, o Caminho dá voltas e mais voltas em torno da montanha do objetivo; mas para as almas despertas há um caminho curto, estreito e direto que leva ao cume.

Sagitário rege a mente superior do homem, a mente capaz de raciocínio abstrato. A nota-chave bíblica é encontrada na admoestação de Paulo: “Deixe sua mente estar com você, a qual está também em Cristo Jesus”.

Na mitologia grega, a virgem Ariadne leva Teseu para fora do labirinto por meio de um fio. Tanto a virgem quanto o seu fio perderam-se para o homem moderno, mas a intuição superior de Sagitário os substitui, pois a intuição espiritual (o fio) é, de fato, a essência da razão. Quando, havendo percorrido o circuito do Zodíaco, um espírito libertado retorna ao ponto de partida, onde encontra a Virgem dos Céus esperando-o como Ariadne esperou Teseu segundo o antigo mito.

 

 

Meditação de Mt. Ecclesia para o Mês Solar de Sagitário

 

Novembro 23 a Dezembro 22

 

Regência : Planeta Júpiter 

 

Todos nós, no fundo da alma, sabemos que somos uma parte de Deus e que é nosso destino desenvolver-nos à semelhança de Sua Perfeição; e no recôndito de nosso ser subsiste o desejo de conhecer Deus e unir-nos à Sua Luz.

 

As palavras-clave para este mês representam as qualidades que aumentam essa aspiração. São elas:

 

IDEALISMO – REVERÊNCIA – BENEVOLÊNCIA – BONDADE – GENEROSIDADE .

 

A meditação sobre essas palavras-clave ajuda-nos a preparar-nos e a apressar o dia da consecução do que desejamos, porque “o obreiro é digno de seu salário”.

 

“Assim, resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos Céus”.

São Mateus, 5:16

  

  

C A P R I C Ó R N I  O

 

 

 

 

 MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE CAPRICÓRNIO

 ( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

 

O corpo físico da Terra alcança suas mais elevadas vibrações quando o Sol entra em Capricórnio. O símbolo pictórico para esse signo é uma cabra. A cabra foi o animal oferecido em sacrifício durante a Idade de Áries, quando o Solstício de Inverno estava na constelação de Capricórnio. Esses sacrifícios antigos têm sido sublimados em seus equivalentes espirituais, mas seu significado esotérico, o significado conhecido pelos candidatos às Iniciações, tem sempre sido o mesmo. Mesmo para os Antigos, uma cabra simbolizava sabedoria devido ao reconhecimento geral de que a conquista no caminho se faz apenas através de sacrifício.

 

Nos antigos cerimoniais israelitas, duas cabras eram sacrificadas pelos pecados do povo. Uma era sacrificada diante do altar, enquanto a outra era carregada com seus pecados e levada para o deserto depois das imprecações sacerdotais terem sido colocadas sobre ela. A cabra que era sacrificada representava o estreito e reto Caminho da Iniciação, seguido por poucos, ao passo que a outra era uma referência ao lento progresso do homem através do impulso evolucionário feito sem ajuda.

 

O ritual das Duas Cabras também mostra uma verdade quando destaca a expiação vicária tal como foi promulgada posteriormente por Cristo Jesus, quando Ele tomou para si mesmo os pecados da humanidade. Esses pecados haviam se tornado por demais pesados para os humanos carregarem sozinhos e não poderiam ser liquidados sem assistência divina.

 

Saint Germain representou Capricórnio em um quadro exibindo uma brilhante aurora boreal em ambos os lados de um fundo negro, sobre o qual brilhava uma estrela solitária.

 

Em sua bela canção de amor, Salomão compara os dentes de sua amada a um rebanho de cabras e também ao agrupamento de fogueiras ao lado dos vinhedos de Engedi, um nome com o significado de fonte das cabras que, por sua vez, refere-se às águas da vida eterna. Isso dá um significado mais profundo a muitas referências bíblicas sobre as águas da vida. Davi queria beber as águas de Belém. Os israelitas deixaram, por certo tempo, suas águas próprias naturais por estranhas águas frias. Cristo disse à mulher no poço de Samaria que se ela bebesse da água que Ele lhe deu, ela jamais voltaria a ter sede.

 

Todas essas referências acham-se correlacionadas com o simbolismo espiritual de Capricórnio. Falando de modo místico, há dois “portões” através dos quais os egos passam ao entrar e sair do corpo físico. Cosmicamente, esses são os portões de Câncer e Capricórnio. Os egos adquirem para si trajes de carne através dos poderes de Câncer e da Lua porque Câncer é o signo da Madona cósmica e a Lua é seu regente. Através dos poderes do signo oposto do Zodíaco, Capricórnio, que é regido por Saturno, o ceifador, ocorre a dissolução do corpo mortal do Ego, liberando-o desse modo para que possa retornar aos planos superiores. O fluxo de almas descendo e ascendendo através desses dois portões celestiais é a realidade cósmica do que Jacó viu em sua visão. A história bíblica diz que Jacó viu Anjos subindo e descendo a escada; mas escritores da Bíblia usaram o termo anjo no mesmo significado como agora é geralmente usado para indicar muitas classes de seres não materiais, incluindo egos desencarnados.

 

Cada constelação tem seu lado sombrio que pertence, não às estrelas, mas à terra sobre a qual a sombra cai. A espiritualidade capricorniana não despertada manifesta um forte desejo para adquirir poder pessoal. Os desse signo freqüentemente buscam poder para eles mesmos, seja esse poder material ou espiritual. Os capricornianos são, por isso, inclinados a ser ambiciosos, embora não tanto pelas coisas materiais em si, mas pelo poder inerente a essas possessões.

 

As notas-chaves bíblicas para Capricórnio são “Abençoado é o pobre de espírito, pois dele é o Reino do Céu” e “Abençoados são os mansos, pois herdarão a Terra”.

 

Tem sido dito que Capricórnio cobre três estágios distintos da evolução humana, isto é, o dos escravos, o dos capatazes de escravos e o dos donos.

  

   

Meditação de Mt. Ecclesia  para o Mês Solar de Capricórnio

 

Dezembro 22 e Janeiro 20

 

Regência : Planeta Saturno

 

O ano passado fica para trás e diante de nós estende-se o Novo Ano, como uma folha em branco em que poderemos escrever nossas resoluções para o futuro.

 

E é preciso que examinemos o coração , do ponto de vista das experiências  do ano que passou, para extrair o que nos espera: dias cheios de novas e ilimitadas possibilidades de saúde espiritual e física.

 

Assim como a criança tem que aprender a andar, também o homem deve aprender a utilizar as coisas da natureza que lhe propiciem crescimento e progresso no Plano da Evolução – para começar corretamente, pois tomamos como claves para este mês as palavras:

 

REFLEXÃO – FIDELIDADE – CONSTÂNCIA NAS BOAS OBRAS 

 

a fim de estabelecer estas virtudes em nossas Almas.

 

Este será outro passos no viver segundo as Leis Divinas da Natureza. E se vivermos integralmente segundo elas, nos elevaremos ao Plano  em que não se encontra a enfermidade, nem a dor, nem a ignorância.

 

“Velai e estejas firmes na Fé; portai-vos varonilmente e esforçai-vos”

-São Paulo, I Cor., 16:13

 

  

A Q U Á R I O

 

 


MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE AQUÁRIO

 

( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

 

 

O símbolo pictórico de Aquário é o Portador de Água, um homem vertendo, de um vaso, a água da vida, despejando-a sobre a terra para seu revigoramento e sua renovação.

 

Aquário rege a aurora da Nova Era. O Sol, pela precessão, já tocou a aura de sua influência eletrizante e, como resultado, a vida humana, em todos os seus aspectos, está experimentando uma tremenda aceleração.

 

Através de seu regente planetário, Urano, Aquário governa as forças mais sutis da Natureza. Por conseguinte, sob sua inspiração, o mundo material vem sendo transformado pelas forças extraídas das fontes de luz e de poder tal como os encontrados na eletricidade e nas forças do átomo agora liberadas. Similarmente, processos que aceleram e despertam os poderes latentes da mente e da alma do homem estão sendo ativados na medida em que os  ensinamentos da Iniciação vão sendo a ele retornados.

 

O Portador de Água é uma figura andrógina na qual os princípios masculino e feminino acham-se igualmente combinados. O resultado psicológico deste estado de equilíbrio é uma relação perfeitamente balanceada entre os sistemas nervosos simpático e cérebro-espinhal. Na terminologia da Iniciação, esse desenvolvimento é conhecido como o Casamento Místico. Uma versão bíblica do processo envolvido é o milagre de Canaã, quando Cristo transforma a água em vinho. Uma concepção simbólica dessa fase da Iniciação é dada por Saint Germain e ela retrata um mar tempestuoso sobre o qual brilham oito estrelas reluzentes. Uma figura feminina despida acha-se parada com um pé sobre a terra e o outro sobre o mar. Segura duas conchas em suas mãos; de uma jorra bondade e, da outra, caridade, qualidades que promovem amizade e fraternidade. Sobre sua cabeça, acha-se uma estrela de oito pontas, formando uma pirâmide em seu centro; uma parte dela é branca e a outra, preta, simbolizando os dois aspectos da lei oculta. Perto da mulher, há uma planta com três botões desabrochados e sobre ela paira uma borboleta com as asas abertas. O símbolo, num todo, indica vida mais rica e os poderes ampliados que Aquário irá doar à humanidade. É sob esse signo que o homem se move na direção do estado de super-homem, e, através desse poder, o reino humano fará nascer um quinto reino, o reino das almas.

 

O símbolo do tarô é similar em alguns aspectos ao de Saint Germain. Ele representa a figura ajoelhada de uma mulher carregando uma urna em cada mão. De uma delas, um líquido está sendo derramado no mar; da outra, sobre a terra. Logo atrás dela, aparece o glorioso reino descrito por São João como o novo céu e a nova terra. Sobre sua cabeça, está a luz brilhante de uma estrela de oito pontas. Em baixo da figura, acha-se a inscrição:  “Aquele que quiser entrar aqui terá que morrer para o seu eu inferior.” E assim continua para declarar que, pela contemplação ( um grau mais profundo de meditação), os olhos da alma se dirigirão do reino exterior das aparências para o reino interno da realidade. A interpretação oculta do líquido sendo despejado sobre a terra e o mar é a abundante chuva do éter de Cristo, pois o Cristo está se aproximando mais da Terra, e os éteres espirituais estão se tornando mais densos, com efeitos mais potentes. O derramamento deles está tornando mais fácil para o homem despertar, em seu interior, seus próprios poderes Crísticos, os quais ele poderá usar para ajudar os outros. E também para apressar a volta do Senhor.

 

São Paulo se referiu ao trabalho natural da lei espiritual quando disse que há leite para os bebês e carne para o homem forte. Toda grande religião universal tem duas fases de ensinamento: profundas verdades esotéricas dadas apenas aos poucos que estejam prontos para recebê-las, e uma versão simplificada dessas verdades para as massas. Como o Equinócio de Março se desloca para trás através de cada signo do Zodíaco, a religião dada ao povo em geral está em harmonia com o signo corrente. As verdades esotéricas mais profundas vêm sob o signo oposto, o do Equinócio de Setembro. Por exemplo, a religião Aquariana para as massas será centrada na Paternidade de Deus e na Irmandade do Homem. Os ensinamentos esotéricos reservados para os poucos serão centrados no signo oposto, Leão, cuja nota-chave está biblicamente descrita nas palavras de São Paulo: “ O  Amor é o cumprimento da Lei”.

 

Sob Leão, o coração iluminado ou sagrado se tornará a luz central do corpo, e o poder do amor será o principal fator motivador da vida. Compartilhamento em vez de avareza será o objetivo principal do mundo de negócios, e então a cooperação tomará o lugar da atual competição. A tolerância irá superar o fanatismo e a reabilitação substituirá a pena capital. Cada indivíduo vai colocar o bem do próximo adiante do seu próprio, e o ideal supremo da vida será servir uns aos outros com amor. A nota-chave bíblica para a nova civilização Aquariana pode ser encontrada nas palavras do próprio Cristo: “ Sois meus amigos ”.

 

Aquário é a décima primeira casa, signo da amizade, camaradagem e fraternidade. A Era  Aquariana que está para vir substituirá a ênfase do desenvolvimento espiritual do indivíduo para o grupo. Isso já se faz notar na crescente atenção dada pelas instituições educacionais ao treinamento de estudantes para o serviço social. Nas escolas ocultas, está evidente uma tendência similar. A conhecida declaração de Cristo, “onde duas ou três pessoas estejam reunidas em meu nome, eu lá me encontro entre elas”,  adquire um significado mais profundo à luz do desdobramento Aquariano.

 

Aquário tem dois governantes: Saturno e Urano. O primeiro governa o que é antigo e pertence ao passado. Urano governa tudo o que é novo e pertence ao futuro. Os antigos retratavam Aquário como uma árvore da vida com dois galhos: um galho terminando numa figura indicativa da velhice e representando o produto de Saturno e o outro galho terminando na figura de belo jovem carregando em suas mãos o Cálice Sagrado, símbolo  da realização sob a influência transformadora de Urano.

 

No atual estágio da evolução, toda a humanidade, individual ou coletivamente, está num período de transição, movendo-se gradualmente da antiga ordem estabelecida para a nova civilização emergente. O antigo está desmoronando e o novo está em processo de formação. Conseqüentemente, nada está estabelecido ou estável. Tudo acha-se num estado de transformação. O turbilhão e o conflito  que agora engolfam o mundo emergem das condições perturbadoras e deslocadoras que acompanham a passagem de uma ordem para a outra.

 

É a função de Saturno, o governante do lado material de Aquário, confinar, limitar e prover formas fixas e seguras através das quais as forças da vida do indivíduo e da sociedade possam ser efetivamente canalizadas no plano material. Esta é a sua contribuição construtiva à vida expressa neste plano da existência. Entretanto, uma vez que a vida evolucionante está constantemente expandindo seus poderes, as formas que Saturno fornece necessitam ser trocadas periodicamente por outras de maior elasticidade e maiores dimensões. Urano está junto com Saturno em Aquário e sua tarefa é destruir formas inadequadas e cristalizadas para que outras possam ocupar seu lugar. Urano destrói apenas o que se tornou um impecilho à vida evolucionante e progressista. Por isso, é chamado detransformador.  É também denominado de o planeta de Cristo, porque sua influência é a da Voz em Revelação associada com o impulso redentor de Cristo que declara: “Veja, eu faço novas todas as coisas”.

 

Em todas as partes é preciso que se note as evidências da próxima era de Aquário. Nas ousadas aventuras submarinas e nas do espaço aéreo, e na preparação das viagens espaciais acham-se revelados os impulsos de Urano que começa a penetrar todo o globo. As crianças de hoje em dia falam naturalmente em viajar à Lua, a Vênus ou Mercúrio, assim como falavam , tempos atrás, em irem a cidades ou lugares nos estados onde nasceram. Como a preparação para a exploração de outros planetas requer planejamentos longos e árduos e disciplina severa, assim também preparativos semelhantes são necessários para o discípulo da Nova Era. Como os cientistas procuram explorar reinos externos de outros planetas que correspondem ao corpo físico da Terra, também os discípulos da Nova Era estão sendo preparados para entrarem em corpos espirituais mais refinados tanto da Terra quanto de outros planetas.

 

As forças dos dois éteres superiores estão se tornando muito mais potentes em sua influência sobre a humanidade. O Éter de Vida ajuda no desenvolvimento da percepção extra-sensorial enquanto o Éter Refletor desperta uma força latente no discípulo na preparação para a Iniciação.

 

Não está tão distante a época em que a palavra Iniciação será bem conhecida e o trabalho de Iniciação recuperará o seu lugar de suprema conquista na vida espiritual. Uma evidência dessa tendência pode ser notada no fato de que, em inúmeras igrejas ortodoxas, grupos de pessoas têm sido formados para estudarem e desenvolverem suas faculdades espirituais latentes no homem que até agora tinham sido vistas como pertencentes exclusivamente ao reino da metafísica e, portanto, bastante distante da esfera da religião como é hoje compreendida.

 

 

Meditação de Mt. Ecclesia para o Mês Solar de Aquário

Janeiro 20 a Fevereiro 19

Regência: Planetas Saturno å  e Urano æ

O Sol, em seu trânsito pelo Zodíaco, nos traz cada mês as radiações de uma das Hierarquias Criadoras que nos ajudam a desenvolver as forças da Chispa Divina de nossa Alma.

Se nos esforçamos conscientemente a responder às notas-clave que emitem estas Hierarquias – que são os Grandes Ministros de Deus – chegaremos com maior rapidez à obtenção da saúde , alegria, poder e entendimento.

As lições  que nos dão neste mês são:

ALTRUÍSMO -  Espírito de servir ao próximo.

COOPERAÇÃO  -  Trabalhar em harmonia com os demais.

AMIZADE – Sentir no coração carinho por todo ser vivo, mantendo firmes na mente nossas responsabilidades individuais.

Se andamos em Luz , como Ele está em Luz, teremos comunhão uns com os outros”.

I Epíst. São João, 1:07

 

 

 P  I  S  C  I  S

 

 

 

MEDITAÇÃO ESPIRITUAL DE PEIXES

 

( Do livro “Interpretação da Bíblia para a Nova Era” de Corinne Heline )

 

Os egípcios, com seu fabuloso conhecimento a respeito da ciência das estrelas, criaram uma série de gravuras representando simbolicamente o caminho do Cristo Solar através dos doze signos do Zodíaco.

Há duas importantes representações de Peixes no simbolismo do Tarô. Um representa um indivíduo sem sentidos, ilustrado por um homem enforcado, com um pé sobre o joelho oposto, formando assim uma cruz. A outra representação é uma alma iluminada simbolizada por um casal apaixonado em pé, de mãos dadas, e rodeado por uma grinalda de folhas verdes significando a imortalidade. A grinalda indica a ressurreição do Cristo planetário por ocasião do Equinócio da Primavera.

 

Saint Germain comparou a influência deste signo a um cometa brilhante que, misteriosamente, corta o céu como um relâmpago e ilumina, momentaneamente, a Terra que flutua sobre um mar de cor escura, sob o qual acham-se duas mãos entrelaçadas.

 

O símbolo astrológico de Peixes consiste de dois peixes um ao lado do outro, mas com as cabeças em direções contrárias. Um peixe apenas tem sido amplamente usado para simbolizar o Iniciado porque ele vive nas profundezas misteriosas. Na história de Jonas e da baleia, Jonas permaneceu três dias dentro do corpo do animal, uma alegoria da Iniciação. A história é uma descrição velada da introdução aos Mistérios Menores, conforme eram observados nos Templos pré-cristãos. Esse mesmo modelo é repetido na vida de Cristo, que passou três dias nos reinos internos da Terra durante o intervalo entre Sua Crucificação e Sua Ressurreição. Vale relembrar que o símbolo do peixe foi usado como uma senha entre os primeiros cristãos e por eles usado de vários modos como um símbolo místico. O signo de Peixes tem dois regentes, Júpiter e Netuno. Júpiter é o planeta da Lei e da Ordem. Sob sua influência, a Idade de Peixes testemunhou o desenvolvimento da Igreja Esotérica, da qual duas proeminentes características foram a água (Peixes) e o pão (Virgem). Cristo Jesus rasgou o véu diante do Templo da Iniciação no limiar da Idade de Peixes, abrindo a porta para “todo aquele que quisesse” entrar. Os que respondem a esse chamado ficam sob a influência de Netuno, o regente espiritual de Peixes. Sob Netuno, eles aprendem a percorrer o caminho que os conduz à libertação, o tipo de liberdade que pertence aos filhos de Deus, da qual Paulo falou.

 

Em relação ao desenvolvimento do homem, o trabalho da Idade de Peixes tem sido direcionado para a purificação de sua natureza de desejo. Assim, vemos a batalha para o controle emocional e da alma como sendo a mais importante provação dos Santos medievais e dos personagens que aparecem nas lendas do Santo Graal. O mais elevado objetivo do trabalho de Peixes tem sido a transmutação das emoções básicas em poderes anímicos através da devoção, como ilustrado nas visões extasiadas dos religiosos devotos enclausurados.

 

Peixes é o último dos doze signos do Zodíaco e contém o sumário final das experiências cármicas pertencentes a um completo ciclo de vida. Por esse motivo, ele tem sido chamado o signo das lágrimas e do sofrimento. Vênus, o planeta do amor pessoal, é exaltado em Peixes. Quando o amor pessoal dos nativos de Peixes é egoísta e possessivo, um Jardim de Getsêmane lhes é muito familiar. A nota chave bíblica de Peixes para esse aspecto é: “Seja feita a vossa Vontade e não a minha.”  Só através de completa submissão e renúncia é que os portões do Jardim do Sofrimento serão fechados para sempre. 

 

 

Os dois peixes ligados que representam Peixes contêm um profundo significado esotérico. No seu mais alto significado, eles indicam um estado perfeito de equilíbrio. Nas duas colunas do corpo, o templo físico (os dois sistemas nervosos) a força da direita e da esquerda interagem em harmonia, estabelecendo o equilíbrio entre a cabeça e o coração. Através do sistema nervoso cérebro-espinhal, o espírito se comunica com o mundo objetivo e, através do sistema nervoso simpático, ele se comunica com o mundo subjetivo.

 

Somente dois signos têm Júpiter e Netuno como seus planetas regentes: Câncer e Peixes. Júpiter governa as forças da alma e Netuno, os poderes do espírito. A peregrinação zodiacal sob Peixes irá unir a essência divina da alma com os poderes do espírito. Esse supremo ideal foi dado à humanidade pela Hierarquia de Câncer e sua consecução será consumada sob a orientação de Peixes. A humanidade perfeita fará sua morada na Constelação de Peixes, apropriadamente descrita por aquela figura de um homem e uma moça, de mãos dadas, dentro de uma grinalda sempre verde. Esses seres perfeitos fizeram jus à vida imortal e à eterna juventude. A nota chave bíblica de Peixes, primeiramente soada pela Hierarquia de Peixes no grande Fiat Criador, “Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança”, ressoará então triunfalmente por toda a Terra.

 

Uma antiga máxima astrológica declara que o nativo de Peixes está tão próximo do monte da pureza e da divindade, por um lado, e do abismo caótico da autodestruição, por outro, que tanto os anjos como os demônios permanecem a seu lado para apressá-lo na escolha do caminho a seguir. O hieróglifo acompanhando esta descrição é o de uma linda mulher. Um gênio acha-se ajoelhado a seus pés oferecendo-lhe as riquezas da Terra, enquanto um anjo paira sobre sua cabeça, oferecendo-lhe tesouros celestiais, retratando, assim, a natureza dual de Peixes. Os nativos desse signo podem planar nas alturas da inspiração e muitas das mais privilegiadas almas do mundo aí se encontram, mas ocorre freqüentemente que seus dons são desperdiçados através de suas indulgências para com as desenfreadas emoções do signo.

Peixes é o décimo-segundo signo. Quem nasce sob essa configuração está completando uma série de vidas terrenas e está, por conseguinte, ocupado em limpar dívidas cármicas engendradas no passado. A vida do pisceano é usualmente rica em várias experiências e sobrecarregada de várias responsabilidades. Vênus, aqui exaltado, proclama que os sofrimentos de Peixes normalmente dão origem a obstinados comprometimentos pessoais. Peixes regenerado significa morte do eu pessoal e vida da alma imortal. A morte mística nesse signo ocorre sob as forças de Netuno, planeta da Iniciação. Os que passam através dessas experiências tornam-se pioneiros da Nova Idade.

 

 

Meditação de Mt. Ecclesia para o Mês Solar de Piscis

 

  Fevereiro 20 a Março 20

 Regência : Planetas Júpiter e Netuno

 

As grandes verdades que os Ministros de Deus estão imprimindo nas Almas humanas , durante este mês solar, são as seguintes:

 Não existe vida que não seja vida de Deus. Assim sendo, somos unos com Ele e com todo outro Ser.

 Ao compreender isto, sentimos igual compaixão para com o amigo ou inimigo, porque sabemos que os dois se esforçam, consciente ou inconscientemente, por expressar a Beleza e o Poder de Deus.

 Só obedecendo às Leis gloriosas de Deus – como foram ensinadas pelo Cristo Senhor – poderemos ser liberados da dor, da pobreza e do pesar.

 Que nossa meditação durante este mês e nossa reflexão diária sejam, portanto, sobre:

 UNIDADE – COMPAIXÃO – OBEDIÊNCIA – LIBERAÇÃO 

 e assim, progrediremos cada vez mais no caminho que nos conduz ao alto fim que nos espera.

 “E conhecereis a Verdade, e a Verdade vos tornará livres”.

-São João, 8:32

 Fontes: Fraternidade Rosa Cruz e Magia Dourada.

 

 

 

 

 



Maçonaria quinta-feira, jan 26 2012 


Primeiramente o meu maior respeito pela a Maçonaria

”  MAÇONARIA  “

A Maçonaria, que é também conhecida como Franco-maçonaria (nome que tem origem nos mestres de obras das catedrais medievais, conhecidos na Inglaterra como Freestone mason), é, antes de tudo, uma associação voluntária de homens livres, cuja origem se perde na Idade Média, se considerarmos as suas origens Operativas ou de Ofício. Modernamente, fundada em 24 de junho de 1717, com o advento da Grande Loja de Londres, agrupa mais de onze milhões de membros em todo o mundo. É o mais belo sistema de conduta moral, que pretende fazer com que o Iniciado seja capaz de vencer suas paixões, dominar seus vícios, as ambições, o ódio, os desejos de vingança, e tudo que oprime a alma do homem, tornando-se exemplo de fraternidade, de igualdade, de liberdade absoluta de pensamento e de tolerância.

Em função disso, os objetivos perseguidos pela Maçonaria são: ajudar os homens a reforçarem o seu caráter, melhorar sua bagagem moral e espiritual e aumentar seus horizontes culturais.

É uma sociedade fraternal, que admite a todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça religião, ideário político ou posição social. Suas únicas exigências são que o candidato possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição.

Simbolicamente, o Maçom vê-se a si mesmo como uma pedra bruta que tem de ser trabalhada, com instrumentos alegóricos adequados, para convertê-la em um cubo perfeito, capaz de se encaixar na estrutura do Templo do Gr.’. Arch.’. do Un.’..

Ela se fundamenta na crença em um Ser Superior ou Deus, ao qual denominamos Grande Arquiteto do Universo, que é o princípio e causa de todas as coisas. Parece rígida em seus princípios, mas é absolutamente tolerante com todas as pessoas, ensinado aos iniciados que é mister respeitar a opinião de todos, ainda que difiram de suas próprias, desafiando a todos à mais sincera Tolerância. A Ordem não visa em hipótese alguma lucro ou benefício, pessoal ou coletivo.


Maçonaria e Sociedade 

A Maçonaria exige de seus membros, respeito às leis do pais em que cada Maçom vive e trabalha. Os princípios Maçônicos não podem entrar em conflito com os deveres que como cidadãos têm os Maçons. Na realidade estes princípios tendem a reforçar o cumprimento de suas responsabilidades públicas e privadas.

A Ordem induz seus membros a uma profunda e sincera reforma de si mesmos, ao contrário de ideologias que pretendem transformar a sociedade, com uma sincera esperança de que, o progresso individual contribuirá, necessariamente, para a posterior melhora e progresso da Humanidade. E é por isso que os Maçons jamais participarão de conspirações contra o poder legítimo, escolhido pelos povos. Para um Maçom as suas obrigações como cidadão e pai de uma família, devem, necessariamente, prevalecer sobre qualquer outra obrigação, E, portanto, não dará nenhuma proteção a quem agir desonestamente ou contra os princípios morais e legais da sociedade.

Em suas Lojas são expressamente proibidos o proselitismo religioso e político, garantindo assim a mais absoluta liberdade de consciência, o que lhe permite permanecer progressista, sobrevivendo às mais diversas doutrinas e sistemas do mundo.

Curioso é perceber que sempre onde faltou a Liberdade, onde grassou a ignorância, foi aí que a Maçonaria foi mais contundentemente perseguida, tendo sido inclusive associada aos judeus durante o período de intenso anti-semitismo da Europa Ocidental, nos primeiro e segundo quartos deste século.

 Aprendizado Maçônico 

A transmissão dos preceitos Maçônicos se faz através de cerimônias ritualísticas, ricas em alegorias, que seguem antigas e aceitas formas, usos e costumes, que remontam às guildas dos construtores de Catedrais da Idade Média, usando inclusive as mesmas ferramentas do Ofício de pedreiro Este aprendizado passa pela necessidade de todo
iniciado controlar as suas paixões, de submeter a sua vontade às Leis e princípios morais, amar a sua família e à sua Nação, considerando o trabalho como um dever essencial do Ser Humano. O sistema de aprendizado está assente sobre a busca, por parte de cada Irmão, no seu trabalho dentro da Ordem, e respectivo ao seu Grau, de um aperfeiçoamento interior, em busca da perfeição, para fazer-se um Homem bom, Um Homem melhor.

A Maçonaria estimula a prática de princípios nobres, tais como:
Gentileza
Honestidade
Decência
Amabilidade
Honradez
Compreensão
Afeto 

Para os membros da Ordem todos os Homens, fazem parte da Grande Fraternidade Humana, portanto, todos são Irmãos, independentemente de credo, Política, Cor, Raça ou qualquer outro parâmetro que possa servir para dividir os homens.

Os Três Grandes Princípios sobre os quais está fundamentada a busca do progresso e da auto-realização do Maçom são:

O Amor Fraterno: O verdadeiro Maçon mostrará sempre a mais profunda tolerância e respeito pela opinião dos demais, portando-se sempre com compreensão.

Ajuda e Consolo: Não só entre os Maçons, mas com toda a Comunidade Humana.

Verdade: É o princípio norteador da vida do Maçom, mesmo porque faz-se necessária toda uma vida para chegar-se próximo de ser um bom Maçom.


Organização da Maçonaria 

Desde a fundação da Grande Loja de Londres, em 24 de junho de 1717, as Loja Maçônicas têm-se organizado em Obediências, sejam elas Grandes Lojas ou Grandes Orientes.

Os Maçons estão reunidos em Lojas, que se reúnem regularmente uma vez por semana, geralmente. A verdadeira e antiga Maçonaria, divide-se em três Graus Simbólicos que compõem as Lojas Azuis:
Aprendiz
Companheiro
Mestre


Em regra as Grandes Lojas recebem reconhecimento da Grande Loja Unida da Inglaterra, que se arroga o direito de guardiã da ortodoxia maçônica, de evidente cunho teísta, enquanto que os Grandes Orientes, são reconhecidos pelo Grande Oriente da França, fiel ainda à constituição de Anderson de 1723, com evidente influência iluminista, e caracterizado por uma profunda tolerância. Porém esta regra não é universal, até porque não existe uma autoridade internacional que confira regularidade Maçônica. Portanto, temos em cada país uma Potência ou Obediência Maçônica, ou ainda, como acontece no Brasil, em Grande Oriente do Brasil (GOB), soberano, e as Grandes Lojas
estaduais e Grandes Oriente independentes estaduais, também soberanos e que não prestam obediência ao GOB (único reconhecido pela Grande Loja Unida da Inglaterra). É por isso que em nosso país temos mais de cinqüenta obediências regulares.

Ora, cada Obediência goza de absoluta soberania e independência em sua base territorial, sem que isso implique num completo desregramento. Exemplo disso é a Confederação Maçônica Brasileira (COMAB), que reúne num foro único os Grandes Orientes estaduais, para que se promovam estudos sobre temas importantes de liturgia e ritualística, que exigem uma determinada unidade. A COMAB apenas sugere a aceitação destas determinações, o que geralmente é bem vindo.

O Grande Oriente de Santa Catarina (GOSC), Obediência Maçônica independente, é governado por um Grão-Mestre, eleito entre os Mestres Maçons, assessorado por um Grande Conselho. Existem também uma Câmara Legislativa e um Poder Judiciário. O GOSC tem uma Constituição e um Regulamento que regem o ordenamento jurídico da Potência.

As unidades administrativas do Grande Oriente constituem-se das Lojas, onde estão congregados os Maçons, sob a liderança de um Venerável Mestre, eleito para um mandato de um ano.


 Regularidade em Maçonaria 

A regularidade Maçônica refere-se a um conjunto de deveres a que estão sujeitos os Maçons, suas Lojas e sua Obediência, os quais podemos resumir em três aspectos principais:

Legitimidade de Origem: Um Grande Oriente ou Grande Loja necessita, para ser regular do reconhecimento e da transmissão da Tradição, por outro Grande Oriente ou Grande Loja previamente regular junto às outras Potências, tendo assim uma Regularidade de Origem;

Respeito às antigas regras: A principal regra a ser seguida é a Constituição de Anderson, de 1723, formulada por Anderson, Payne e Desaguilliers, para a recém-fundada Grande Loja de Londres. Podemos, no entanto, levantar cinco pontos fundamentais para Regras que devem ser respeitadas:

1. Absoluto respeito aos antigos deveres, que estão reunidos em forma de Landmarks;

2. Só é possível aceitar homens livres, respeitáveis e de bons costumes que se comprometam a por em prática um ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade;

3. Ter sempre como objetivo o aperfeiçoamento do Homem, e como conseqüência, de toda a Humanidade;

4. A Maçonaria exige de todos os seus membros a prática escrupulosa dos Rituais, como modo acesso ao Conhecimento, através de práticas iniciáticas que lhe são próprias;

5. A Maçonaria impõe a todos os seus membros o mais absoluto respeito às opiniões e crenças de cada um, proibindo categoricamente toda discussão, proselitismo ou controvérsia política ou religiosa em suas Lojas

Reconhecimento: Além das condições anteriores, para que uma Obediência seja regular, ela deve ser reconhecida por outras, geralmente após um tempo de observação. No entanto, o reconhecimento não é incondicional, pois caso o Grande Oriente ou Grande Loja desvie-se destes preceitos, ele deixa de ser regular, perdendo reconhecimento.

O gráfico estrutural abaixo é inacessível a não-maçons no Brasil.Foi obtido por um Irmão em um site inglês.

Segue abaixo um outro gráfico mostrando as estruturas do Rito Escocês Antigo e Aceito e o Rito de York.

maçonaria já foi acusada de tudo: fazer rituais sinistros, promover orgias, querer dominar o mundo… Até de estar por trás dos assassinatos de Jack, o Estripador. Muita gente acredita que a organizaçãocontrola governos e que seus integrantes usam cargos públicos para se ajudar mutuamente. Os maçons, no entanto, garantem que quase tudo isso é besteira. Eles não passariam de um grupo filosófico, filantrópico e progressista. Reconhecem que ajudam uns aos outros, mas que o dever de auxiliar um irmão está sempre sujeito à obrigação maior de cumprir a lei. Afinal, qual é a verdade sobre essasociedade secreta?

Para começar, a maçonaria não é tão secreta assim. Em vários países, inclusive no Brasil, todo mundo sabe onde ficam as lojas maçônicas e quem são seus membros. Maçons publicam revistas e divulgam suas idéias em sites da internet. E, se antes mantinham seus templos imersos numa aura de mistério, hoje permitem visitas. Nossa reportagem entrou no templo da Grande Loja da Argentina de Maçons Livres e Aceitos, situada na rua Perón, 1242, em Buenos Aires. Durante 3 horas, conversamos com diversos integrantes da maçonaria – e muitos nos entregaram cartões em que se identificavam como membros da ordem.

A julgar por iniciativas desse tipo, parece que a organização nunca foi tão aberta como hoje. Será que o grande segredo da maçonaria é não ter segredo algum, como dizem alguns irmãos? Pode ser. Mas o certo é que eles ainda mantêm sessões a portas fechadas. Angel Jorge Clavero, grão-mestre da Grande Loja da Argentina, tem uma explicação para isso. “A maçonaria não é secreta, mas discreta. As cerimônias que realizamos aqui só interessam a nós, são reservadas aos iniciados.” Para Clavero, é exatamente o que ocorre em qualquer reunião, seja de condomínio ou da diretoria de uma multinacional. “Se você não é dono de um apartamento no prédio ou diretor da empresa, não vão deixá-lo entrar.

VÁRIAS MAÇONARIAS

O argumento do grão-mestre faz sentido. Por outro lado, diretores de empresas não costumam se reunir para debater filosofia, vestidos com aventais coloridos e rodeados de objetos simbólicos. Além disso, nem você nem seus vizinhos de apartamento precisam jurar segredo absoluto sobre o que foi discutido na reunião de condomínio. Na maçonaria, é assim que as coisas funcionam. Para entender os porquês disso tudo, o primeiro passo é levar em conta que não existe uma só, mas várias maçonarias.

organização é uma rede global, hoje composta de cerca de 6 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Os rituais variam muito, de um país para outro. Cada loja tem autonomia, mesmo que pertença a uma federação nacional ou continental. Algumas usam a Bíblia em suas reuniões. Outras, a Torá ou o Alcorão. Essa diversidade permite que os símbolos maçônicos tenham várias interpretações. E foi graças a ela que personalidades extraordinariamente distintas já vestiram o avental da irmandade: de Mozart a dom Pedro 1º, de Winston Churchill a Hugo Chávez (leia mais no quadro das págs. 14 e 15).

Mas as maçonarias também têm muito em comum. Todas elas, independentemente do país, defendem os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Veneram o Grande Arquiteto do Universo – como se referem a Deus. E exigem requisitos dos iniciados, que, depois de passar por uma cerimônia de iniciação, vão galgando postos e acumulando mais e mais conhecimentos. Embora proíbam falar de política e religião dentro do templo, os maçons continuam tendo o poder e a influência de sempre. A mesma que eles usaram para orquestrar capítulos decisivos da história, como a independência do Brasil, dos EUA e de quase todos os países da América Latina.

A origem da maçonaria é um mistério até para os maçons. Uma das teorias diz que ela surgiu há cerca de 3 mil anos, durante a construção do Templo de Salomão, em Jerusalém. O rei israelita teria recrutado o arquiteto Hiram Abif, mestre na arte de talhar pedras, que ensinava os mistérios do ofício apenas a pedreiros escolhidos a dedo. No fim da obra, 3 artesãos exigiram que ele lhes contasse os segredos. Abif recusou-se e acabou sendo assassinado por isso.

O martírio do arquiteto jamais foi comprovado. Mesmo assim, significa muito para os maçons. Em The Meaning of Masonry (“O Significado da Maçonaria”, inédito no Brasil), o maçom britânico W.L. Wilmshurst interpreta a morte do mestre como um desastre moral para a humanidade – como se a chama do conhecimento tivesse sido apagada. “Agora, neste mundo escuro, ainda temos os 5 sentidos e a razão, que vão nos proporcionar os segredos substitutos”, escreve Wilmshurst. A maçonaria, portanto, seria um sistema filosófico que discute o Universo e nosso lugar dentro dele. Quanto mais o maçomsobe os degraus da confraria, mais perto ele chega da Luz – ou seja, o pensamento racional.

Outra tese afirma que os maçons são herdeiros dos templários, os cavaleiros que viajaram à Terra Santa no século 12 para defender os cristãos, mas acabaram perseguidos pela Igreja. E existe também quem defenda uma origem ainda mais remota, no Egito dos faraós ou na Grécia antiga. Para a maior parte dos historiadores , contudo, foi na Europa medieval que a maçonaria assentou suas bases. Ela teria começado na forma de sindicatos de pedreiros (masons, em inglês), que construíam monumentos para religiosos e monarcas – entre eles a Ponte de Londres e a Catedral de Westminster, também na capital da Inglaterra.

“Os pedreiros ingleses almoçavam e deixavam suas ferramentas em pequenas casas chamadas lodges [lojas]”, explica o jornalista americano H. Paul Jeffers no livro Freemasons (“Maçons”, sem tradução para o português). Assim como Abif, eles mantinham em segredo seus métodos de construção, pois eram a garantia de melhores salários.

Esses sindicatos floresceram até o século 16, quando os pedreiros tiveram uma surpresa. Abalada pela Reforma Protestante e pela rixa com o rei Henrique 8º, a Igreja parou de construir catedrais. Resultado: contratos para novas obras minguaram. “A maçonaria entrou em crise e sofreu uma grande mudança. Tudo que era ligado à prática do ofício na pedra passou a ser alegórico, e as ferramentas viraram símbolos na contemplação dos mistérios da vida”, diz Jeffers. A ordem deixou de ser “operativa” para ser “especulativa”. E as lojas maçônicas passaram a interpretar esses símbolos por meio de conceitos morais, éticos e filosóficos. A sociedade foi aberta a outros profissionais, como os cientistas, e deixou-se influenciar até pela alquimia.

Em 1717, 4 lojas de Londres se uniram na Grande Loja Unida da Inglaterra, que marcou o início damaçonaria atual. Em 1723, o maçom James Anderson compilou a tradição oral da irmandade numa constituição, cujos lemas eram ciência, justiça e trabalho. Quem não gostou de nada disso foi a Igreja, sentindo seu poder ameaçado por um grupo que rejeitava dogmas, aceitava seguidores de outras crenças e era contra a influência da religião na vida pública. Pior: discutia seus assuntos em segredo, o que só aumentava a desconfiança da Santa Sé. Em 1738, o papa Clemente 12 emitiu uma bula em que excomungava a maçonaria – ratificada em 1983 pelo cardeal Joseph Ratzinger, atual papa Bento 16.

O tiro saiu pela culatra. Quanto mais a maçonaria era difamada, mais ela atraía revolucionários – entre eles, o libertador sul-americano Simon Bolívar e o herói da independência americana Benjamin Franklin. A Revolução Francesa também assumiu os valores maçônicos, mas não com a intensidade que muitos imaginam. “Do mesmo jeito que alguns revolucionários franceses eram maçons, como Jean-Paul Marat, alguns opositores da revolução também eram”, diz o historiador inglês Jasper Ridley no livro The Freemasons (“Os Maçons”, inédito no Brasil). No século 20, a Igreja continuaria no encalço damaçonaria.

CÓDIGOS SECRETOS

história de perseguição explica por que os maçons desenvolveram códigos para se reconhecer no meio de outras pessoas. No aperto de mão, por exemplo, um tocaria com o indicador no pulso do outro. Ao se abraçar, eles colocariam um braço por cima, outro por baixo, em X, e bateriam 3 vezes nas costas. Mais uma forma de comunicação em lugares públicos seria ficar em posição ereta e com wos pés em forma de esquadro.

Em seus textos, os maçons abreviam as palavras usando 3 pontos em forma de delta. Exemplos: “Ir” é irmão, “Loj” é loja. Hoje, boa parte desses segredos já virou de domínio público. Tanto que o termo usado pelos maçons para se referir a Deus – Jahbulon, resultado da união dos nomes Javé, Baal e Osíris – aparece em quase 30 mil páginas na internet.

Para ingressar na maçonaria, é necessário ter ficha limpa, ser maior de idade e acreditar em um deus, seja ele qual for. O candidato precisa ser convidado por um maçom e só se torna aprendiz após ser aceito numa cerimônia de iniciação no templo, onde se compromete a não revelar o que escutar ali dentro.

“Nossa meta é formar homens melhores, ensiná-los a se libertar dos dogmas e a pensar por si mesmos”, diz o grão-mestre argentino Jorge Clavero. “A maçonaria não é como um partido político, que fixa posições. Ela atua na sociedade por meio de seus homens, silenciosamente. O iniciado faz sua obra entre a família, os amigos e em seu local de trabalho.”

Degraus do conhecimento

No Brasil, o rito mais praticado é o escocês, mas o de York prevalece no resto do mundo

RITO ESCOCÊS

1º grau – Aprendiz iniciado

2º grau – Companheiro de ofício

3º grau – Mestre maçom

4º grau – Mestre secreto

5º grau – Mestre perfeito

6º grau – Secretário íntimo

7º grau – Preboste e juiz

8º grau – Intendente dos edifícios

9º grau – Mestre eleito dos 9

10º grau – Mestre eleito dos 15

11º grau – Cavaleiro eleito dos 12

12º grau – Grão-mestre arquiteto

13º grau – Mestre do 9º arco

14º grau – Grão-eleito perfeito e sublime

15º grau – Cavaleiro do Oriente

16º grau – Príncipe de Jerusalém

17º grau – Cavaleiro do Oriente e do Ocidente

18º grau – Cavaleiro Rosacruz

19º grau – Grão-pontífice

20º grau – Mestre ad Vitam

21º grau – Patriarca noaquita

22º grau – Príncipe do Líbano

23º grau – Chefe do tabernáculo

24º grau – Príncipe do tabernáculo

25º grau – Cavaleiro da serpente de bronze

26º grau – Príncipe da mercê

27º grau – Comendador do templo

28º grau – Cavaleiro do Sol

29º grau – Cavaleiro de Santo André

30º grau – Cavaleiro kadosh

31º grau – Grão-inspetor inquisidor comendador

32º grau – Sublime príncipe do real segredo

33º grau – Soberano grão-inspetor geral

RITO DE YORK

Mestre de marca

Past master (virtual)

Mui excelente mestre

Maçom do real arco

Mestre real

Mestre eleito

Mestre superexcelente

Ordem da Cruz Vermelha

Ordem dos Cavaleiros de Malta

Ordem dos Cavaleiros Templários

Rumo ao topo da pirâmide

A escalada na hierarquia pode levar uma vida inteira

A estrutura da maçonaria tem a forma de duas escadas que começam e terminam juntas. O 1º passo do candidato é se tornar aprendiz. O 2º nível é o de companheiro de ofício e o 3º, de mestre maçom. Os 3 degraus iniciais são comuns ao rito escocês e ao de York. Depois disso, quem quiser subir na hierarquia deve escolher entre os dois sistemas ritualísticos. No escocês são 33 graus, enquanto o de York tem apenas 10. A história dos ritos também é diferente: para muitos estudiosos da maçonaria, o ritual escocês foi fundado na França por imigrantes que fugiam de perseguições. Já o de York surgiu na cidade inglesa de mesmo nome, onde teria sido aberta a primeira loja maçônica da Grã-Bretanha. No Brasil, o rito mais praticado é o escocês, mas estima-se que 85% dos maçons em todo o mundo pratiquem o de York.Alguns personagens importantes da tradição maçônica aparecem sobre os degraus desta ilustração, publicada pela primeira na revista americana Life, em 1956. Entre eles, o rei Salomão (indicando o caminho na base do rito escocês), que construiu o 1º Templo de Jerusalém, e George Washington (no 20º grau do mesmo rito, mestre ad Vitam), primeiro presidente dos EUA. Sob o arco estão as organizações irmãs da maçonaria. Mestres maçons são aceitos na Grotto e na Altos Cedros do Líbano. Meninas que têm um maçom na família podem ingressar na Filhas de Jó ou na Ordem das Garotas do Arco-Íris; mulheres, na Estrela do Oriente; e rapazes, na DeMolay. Apenas maçons de grau 32 e Cavaleiros Templários podem entrar para o Shrine. E a mulher de um Shrine pode ser uma Filha do Nilo.

Até na lua!

De presidente a astronauta, maçons que entraram para a história

GEORGE WASHINGTON – 1732-1799

Foi o primeiro e único a exercer ao mesmo tempo os cargos de mestre de uma loja e presidente dos EUA. Um terço dos presidentes americanos foram da maçonaria.

AMADEUS MOZART – 1756-1791

Um dos maiores compositores de todos os tempos, ingressou na maçonaria a convite de Joseph Haydn, outro gênio da música, membro de uma loja em Viena.

DOM PEDRO 1º – 1798-1834

Chegou ao posto de grão-mestre no Brasil. Deixou a maçonaria assim que foi declarado imperador e proibiu os trabalhos da organização no país, temendo que seu poder fosse contestado.

WINSTON CHURCHILL – 1874-1965

Primeiro-ministro britânico durante a 2ª Guerra Mundial, foi iniciado em 1901, aos 26 anos de idade, na loja maçônica Studholme, em Londres, quando já era parlamentar.

HUGO CHÁVEZ – 1954-

Iniciado por um guarda-costas, segue os passos de outros maçons históricos que ele adora citar em discursos, entre eles: Simon Bolívar, José Martí e San Martín.

NEIL ARMSTRONG – 1930-

O primeiro homem a pisar na Lua era maçom. Ele teria vestido seu avental sobre o traje lunar durante a missão da Apolo 11, mas não há provas de que isso realmente tenha acontecido.

Para saber mais

• Freemasons

H. Paul Jeffers, Kensington Publishing, 2005 (em inglês).

Por dentro do templo maçônico

Um passeio pela Grande Loja da Argentina de Maçons Livres e Aceitos, com explicação para tudo que você veria lá dentro

• ALTAR

Corresponde ao Santo dos Santos, o lugar mais sagrado do antigo Templo de Jerusalém. A poltrona central é usada apenas pelo venerável-mestre, que conduz os rituais.

• COMPASSO E ESQUADRO

Remetem ao tempo em que os maçons eram pedreiros. Por desenhar círculos perfeitos, o compasso representa a busca da perfeição. Já o ângulo reto do esquadro sugere honestidade. A letra “G” vem de God – “Deus” em inglês.

• SOL E CÉU AZUL

São vários os significados atribuídos ao Sol na maçonaria. Rente ao teto do templo, ele pode ser interpretado como conhecimento e esclarecimento mental ou intelectual. O céu azul simboliza a natureza e o Universo.

• CIÊNCIA, JUSTIÇA E TRABALHO

Os 3 adultos à esquerda, neste quadro do italiano Enrique Fabris, representam a ciência (ancião com a tocha da razão), a justiça (mãe carregando o filho) e o trabalho (homem vigoroso com ferramentas). A esfinge central refere-se à sociedade iniciática e o longo caminho a ser seguido pelo homem na busca do conhecimento. O Sol simboliza a natureza, presente em seus 4 elementos: água, fogo, ar e terra. Deles, apenas a água não pode ser dominada pelo homem – daí o mar revolto no quadro.

• AVENTAL

Símbolo de trabalho, ele protege o maçom e indica seu grau (na foto, Angel Jorge Clavero, grão-mestre da Loja Argentina de Maçons Livres e Aceitos). As luvas, sempre brancas, significam pureza, retidão moral e igualdade.

• ESTRELA DO ORIENTE

Com 5 pontas, ela simboliza o homem em seus 5 aspectos – físico, mental, emocional, intuitivo e espiritual. Ao fundo, observa-se a pirâmide com o olho que tudo vê, uma alusão a Deus.

• PISO XADREZ

Representa povos do mundo unidos pela maçonaria. Os triângulos e quadrados simbolizam a harmonia que pode existir na diversidade. Também sintetizam os contrários: Bem e Mal, corpo e espírito. 
Grande Oriente de São Paulo

OS 33 GRAUS.

O aprendizado maçom está dividido por etapas. Cada etapa é desenvolvida numa Câmara própria, com seus respectivos graus. São elas: Lojas Simbólicas (do 1o. ao 3o. grau), Lojas de Perfeição (do 4o. ao 14o. grau), Capítulos (do 15o. ao 18o. grau), Conselhos de Kadosch (do 19o. ao 30o. grau), Consistórios (31o. e 32o. graus) e Supremo Conselho (33o. grau).

1o. GRAU : APRENDIZ – O Aprendiz deve, acima de tudo, saber aprender. É o primeiro contato com o Simbolismo Maçônico. Aprende as funções de cada um no templo e sempre busca o desenvolvimento das virtudes e a eliminação dos vícios. Muitos maçons antigos afirmam que este é o mais importante de todos os graus.

2o.GRAU : COMPANHEIRO – A fase de Companheiro propicia ao maçom um excepcional conhecimento de símbolos, além de avanços ritualísticos e desenvolvimento do caráter.

3o.GRAU : MESTRE – É o chamado grau da plenitude maçônica. No âmbito do Simbolismo (Lojas Simbólicas) é o grau mais elevado que permite ocupar quaisquer cargos. O Mestre possui conhecimentos elevados da história e objetivos maçônicos.

4o.GRAU : MESTRE SECRETO – Neste grau, além de outros conhecimentos, o maçom aprende as virtudes do Silêncio. Avança, fantasticamente, no conhecimento de símbolos utilizados na Maçonaria em geral.

5o.GRAU : MESTRE PERFEITO – Aprende-se no 5o. grau a meditação interior. Privilegia este grau, o princípio moral de render culto à memória de honrados antepassados. Completa o conhecimento dos graus anteriores.

6o.GRAU : SECRETÁRIO ÍNTIMO ou MESTRE POR CURIOSIDADE – É dedicado à necessidade de se buscar o conhecimento, sem o qual não há progresso. Contudo, adverte para a vã curiosidade, capaz de gerar malefícios. Investiga-se a miséria social e as maneiras de combatê-las, dentre outras coisas.

7o.GRAU : PREBOSTE E JUIZ ou MESTRE IRLANDÊS – Neste grau estuda-se a eqüidade, os princípios da Justiça, o Direito Natural e alguns princípios éticos da liderança.

8o.GRAU : INTENDENTE DOS EDIFÍCIOS ou MESTRE EM ISRAEL – Dedica-se a estudar a fraternidade do homem através de valores como o trabalho e o direito à propriedade. Combate à hipocrisia, à ambição e à ignorância.

9o. GRAU: MESTRE ELEITO DOS NOVE – Estuda-se a realidade dos ciclos, as forças negativas e a força da reconstrução.

10o.GRAU : MESTRE ELEITO DOS QUINZE – Estuda-se a extinção de todas as paixões e as tendências pouco proveitosas, censuráveis.

11O.GRAU : SUBLIME CAVALEIRO ELEITO ou CAVALEIRO ELEITO DOS DOZE – Dedica-se à regeneração.

12o.GRAU : GRÃO-MESTRE ARQUITETO – Estuda o poder da representação popular.

13o.GRAU : CAVALEIRO REAL ARCO – Estuda os magos pontífices do Egito e de Jerusalém.

14o.GRAU : GRANDE ELEITO ou PERFEITO E SUBLIME MAÇOM – É o grau mais alto das Lojas de Perfeição. Proclama o direito inalienável da liberdade da consciência. Defende uma educação digna para que o homem possa ter governantes que assegure direitos e obrigações compatíveis.

15o.GRAU : CAVALEIRO DO ORIENTE – Dedica-se à luta incessante para o progresso pela razão.

16o.GRAU : PRÍNCIPE DE JERUSALÉM – Estuda a vitória da liberdade como consequência da coragem e perseverança.

17o.GRAU: CAVALEIRO DO ORIENTE E DO OCIDENTE – Explora o Direito de reunião.

18o.GRAU : CAVALEIRO ROSA-CRUZ – É dedicado ao triunfo da Luz sobre as Trevas. É a libertação pelo Amor.

19o.GRAU : GRANDE PONTÍFICE – Fala sobre o triunfo da Verdade, estuda o pontificado.

20o.GRAU : MESTRE AD VITAM – É consagrado aos deveres dos Chefes das Lojas Maçônicas.

21o.GRAU : NOAQUITA ou CAVALEIRO PRUSSIANO – Estuda os perigos da ambição e o arrependimento sincero.

22o.GRAU : CAVALEIRO DO REAL MACHADO ou PRÍNCIPE DO LÍBANO – Estuda o trabalho como propagador de sentimentos nobres e generosos.

23o.GRAU : CHEFE DO TABERNÁCULO – Dedica-se à vigilância dos valores propagados pela Ordem e ao combate da superstição.

24o.GRAU : PRÍNCIPE DO TABERNÁCULO – Dedica-se à conservação das doutrinas maçônicas.

25o.GRAU : CAVALEIRO DA SERPENTE DE BRONZE – Dedica-se ao combate ao despotismo.

26o.GRAU : PRÍNCIPE DA MERCÊ ou ESCOCÊS TRINITÁRIO – Estuda princípios de organização social através da Igualdade e Harmonia.

27o.GRAU : GRANDE COMENDADOR DO TEMPLO – Defende princípios de governo democrático.

28o.GRAU : CAVALEIRO DO SOL ou PRÍNCIPE ADEPTO – Estuda a Verdade.

29o.GRAU : GRANDE ESCOCÊS DE SANTO ANDRÉ – É dedicado à antiga Maçonaria da Escócia.

30o.GRAU : CAVALEIRO KADOSCH – Fecha o ciclo de estudos no Kadosch. É um grau de estudos profundos a respeito do Simbolismo e Filosofia Maçônicos.

31o.GRAU : GRANDE JUIZ COMENDADOR ou INSPETOR INQUISIDOR COMENDADOR – Estuda o exame de consciência detalhado. Só os conscientes podem ser justos.Estuda-se História.

32o.GRAU : SUBLIME CAVALEIRO DO REAL SEGREDO : Estuda o poder militar.

33o.GRAU : SOBERANO GRANDE INSPETOR GERAL : É o último grau. Fecha o ciclo de estudos. É, em última análise, o maçom mais responsável ( pois todos o são!) pelos destinos da Maçonaria no país (no que tange ao Filosofismo).É o guardião, mestre e condutor da Maçonaria.

OBS.: O objetivo foi dar uma visão geral de cada um dos graus. Evidentemente os mesmos tem muito mais conteúdo do que foi comentado. Bons livros de Maçonaria, dedicados ao público em geral, podem – com certeza – subsidiar de forma mais apropriada àquele que pretenda saber mais. Há livros que comentam quase tudo da Maçonaria. Os verdadeiros segredos, contudo, permanecem exclusivos: palavras de passe, os toques e os diversos sinais.

Uma Iniciação sempre traduz uma expectativa porque é um princípio, e todo começo importa em fato novo.

Em Maçonaria a Iniciação é a chave, o ponto de partida, precedida, tão somente, pelos atos preparatórios…

O vocábulo Iniciação não se apresenta isolado; deva-se entender a palavra sob o aspecto filosófico, portanto ela é compreendida como sendo entrar em iniciação ou seja, ingressar num início.

Uma iniciação não é um ato comum e tampouco exclusivo da Maçonaria ou de outra Instituição paralela. A criança é iniciada na escola quando ingressa no complexo (para ela) mundo das letras e dos números, da escrita e da oralidade. A puberdade envolve uma iniciação ao sexo; a maioridade, a iniciação à vista.

A evolução normal dos povos civilizados apresenta uma tendência para a simplificação. A iniciação maçônica de hoje difere muito da dos tempos iniciais, como acontece com os processos miciáticos religiosos. O homem atual desenvolveu o poder da síntese, deixando de lado as evoluções desnecessárias. Questiona-se muito a respeito da validade ou não deste comportamento que, atingindo a Igreja, lhe causou certos transtornos.

O fator que mantém as tradições e que apresenta a iniciação maçônica como tradição do que era em séculos passados, é o símbolo. A supressão de certos atos, com a justificativa de modernizá-los, de simplificá-los, de adaptá-los às circunstâncias da atualidade, vem ferir a validade do símbolo. A Maçonaria atual, modernizada, não abre mão de certos atos simbólicos porque eles representam de modo compreensível todo um conjunto de mistérios.

A revelação não supre o valor do símbolo. O mistério permanece e cada vez mais ele pode ser fortalecido e também ampliado, renovado e recriado. A mística é a grande atração para os maçons. Eles aceitam e mantêm a tradição.

Paralelamente à iniciação, o iniciado deixa ou adquire hábitos, jura e promete novas atitudes, novos comportamentos, nova filosofia de vida. Podemos exemplificar com a iniciação do sacerdote da Igreja que faz voto de celibato. Os Templários faziam voto de pobreza.

Se fôssemos verificar a respeito das variações iniciáticas entre os povos, religiões, raças e posições geográficas, nos perderíamos em um emaranhado de conceitos, válidos todos eles quando questionados e quando recebida a justificativa.

A criação do homem, embora lendária, foi uma iniciação. Juntado o pó com a água, feito o barro, concluída a modelagem, veio o sopro divino e, ainda que surgindo adulto, o primeiro homem símbolo teve um longo aprendizado. A sua posição era cômoda porque nada tinha para deixar atrás ou de lado. Tudo era princípio.

Houve, sim, um voto. Apenas um: o de não comer dos frutos da Árvore do Conhecimento.

Não temos qualquer preocupação em duvidar desse princípio da criação. Mesmo que tenha sido uma tradição simbólica, início da saga hebraica, ele representa um ponto de partida. Se, antes, já existia o ser humano – os denominados “filhos da terra” – desses não temos a história. Iremos nos defrontar com teorias, as mais credenciadas, mas não poderemos sobre essas teorias construir nossa filosofia. A Maçonaria acredita num princípio e aceita a tese hebraica, porque obedece aos Landmarks, que são os 25 princípios básicos de sua doutrina. A importância de estabelecer critérios analíticos em torno desse princípio não é vital. O posicionamento maçônico atual é o de crer e aceitar a existência de um Deus a quem denomina de Grande Arquiteto do Universo e da existência de uma vida após a morte.

Portanto, iniciação implica em aceitarmos um novo princípio. com todas as injunções que o compõem, inclusive com abrir mão de tudo o que era antes da iniciação.

Esta secção, separando o passado do presente, não é possível ocorrer no plano físico.

O iniciado, ao deixar o Templo, ao retornar ao “mundo”, esquece a sua nova condição e readquire o comportamento que tinha, isto paulatinamente, porque a “natureza não dá saltos”. O mundo então o recebe como ser mais aperfeiçoado. Toda iniciacão se desenvolve no plano mental, espiritual e místico.

Muitos tendem a dar à Maçonaria um aspecto religioso e assim, dentro das Lojas, formam-se correntes as mais diversas. O religioso, de forma geral, tende a adaptar a Maçonaria aos seus princípios; assim, sob o ponto de vista espírita, o maçom espírita praticante construirá em sua iniciação um panorama que não conflitue com sua crença. Porém, sem afirmar que a Maçonaria é agnóstica, a religião, embora extremamente necessária, não está incluída na filosofia maçônica. Crer em Deus e numa vida futura não implica em qualquer princípio religioso. A religião fundamenta-se sempre, na fé. A Maçonaria prescinde desta fé. O maçom religioso será, sempre, um maçom compreensivo, embora os seus conhecimentos religiosos possam frear a sua caminhada para o alto.

O religioso crê no dualismo: Deus e Diabo. A Maçonaria aceita a Deus como um Princípio, sem a preocupação de perquirir sobre a origem deste Princípio, O homem, é criatura; o Criador é Deus. O homem é eterno; a Eternidade é Deus.

Temos, portanto, na iniciação um aspecto curioso: trata-se de uma Iniciação Maçônica e não de uma iniciação religiosa. Uma iniciação escolhida, aceita, experimental, e não uma iniciação imposta. A religião pode ser seleção, mas genericamente é imposta.

Nossos pais, por exemplo, nos impõem um nome que devemos suportar até a morte. Paralelamente, nossos pais nos dirigem para uma religião: a religião deles. Na maturidade, o homem pode escolher o seu próprio destino religioso, porém, a influência do lar será a base de tudo. A Maçonaria tem a faculdade de reconduzir o descrente para a sua crença inicial.

A Maçonaria aproxima o seu adepto a Deus. Ela o apresenta como uma obra perfeitamente construída, adornada e acabada por um Grande Arquiteto. O mistério se denomina, também, Deus. Para a Maçonaria o Diabo nada é; ela aceita o dualismo como equilíbrio de forças. O Diabo será apenas oposição, descrença, desamor.

O homem passa constantemente por iniciações. Nem sempre, são iniciações conscientes.

A Iniciação Maçônica, como vimos, é formada por um conjunto de fatores. Inicialmente individual, para posteriormente integrar-se a um grupo.

As iniciações inconscientes resultam de uma evolução espiritual; o que se processa no homem, dentro de seu universo, ainda não está muito bem definido, mas existe. E a materialização do “conhece-te a ti mesmo”, da revelação do grande mistério da Criação. Homem, quem és?

A Maçonaria dá muitas respostas, mas se torna necessário que o candidato passe, efetivamente, por uma Iniciação. A Maçonaria precisa com muita urgência, para sobreviver, de iniciados, e não de elementos que passam por uma iniciação sem que a morte se efetive. Para uma comparação, com a finalidade de que haja compreensão maior, foi necessário para Jesus que morresse para cumprir a sua missão de redimir o homem. Sem uma morte, não haverá iniciação.

… Portanto, em resumo, a Iniciação nada mais é do que a aceitação da morte. Assim, esta morte perde o seu aspecto trágico.

Quando o homem se convencer de que a morte é redenção e não castigo, não a temerá; a receberá como Iniciação para uma nova aventura. Todos aqueles que tiverem um amigo maçom e que forem propostos como candidatos ao ingresso na Maçonaria, terão uma oportunidade única e exclusiva. Sempre, contudo, que o candidato busque entender a Iniciação.

Nos Estados Unidos, onde a Maçonaria é levada a sério, as Lojas distribuem aos candidatos um manual que serve de orientação. Nós, brasileiros ainda temos tabu quanto ao ingresso na Ordem. O candidato, já adentrando a Câmara das Reflexões, ainda ignora o que seja a iniciação. Esta falha é imperdoável.

Cabe ao apresentador, ao padrinho esclarecer seu afilhado acerca do que seja a iniciação maçônica. Obviamente se esse mestre souber realmente da importância deste conhecimento.

O homem em núpcias prepara-se para a iniciação do casamento, tendo já passado por um período de noivado. O casamento indubitavelmente, é uma das fases mais importantes tanto para c homem quanto para a mulher. Trata-se de uma iniciação séria que cada vez menos é assim considerada, pois assistimos a desfazimentos de casamento por motivos os mais fúteis possíveis.

O importante da iniciação do casamento é que se apresenta contínua. Cada dia que passa surgem problemas que devem ser solucionados, e isto perdura até o fim; não o fim de um casamento mas o da vida.

Passado o período de “mel”, surgem os filhos e a grande problemática do amadurecimento, o encaminhamento dos filhos para a vida, as questões que.eles geram, as preocupações. Depois, vem os netos, as enfermidades, a velhice. Muitas vezes o casamento se interrompe com a morte da companheira, afastamento permanente que causa traumas. Mesmo havendo separação, prematura ou não, as funções geradas pelo casamento não cessam; em caso de separação judicial, subsiste a manutenção do outro cônjuge, dos filhos menores e desamparados: uma continuidade trágica, perturbadora, que traz, sempre, infelicidade.

Assim é o maçom. A sua iniciação não apresenta um ponto estanque; é contínua e permanente, porque a cada dia que passa novas experiências surgem. Até o fim, o fim da vida, o maçom prossegue nos atos misteriosos e místicos da iniciação. O maçom é para sempre, in eterno.

Temos a iniciação profissional. No início entusiasta, depois rotineira. Conforme a profissão, ela se apresenta insossa, repetitiva, um castigo, tudo sempre igual: um patrão. uma tarefa, sempre em busca da aposentadoria. Há profissões, porém, que exigem progresso, atividade constante, e que dão grande satisfação; como acontece nas pesquisas científicas. A Maçonaria também possui essa parte: a grande busca, a experiência, o próximo como elemento de trabalho operativo. Essas iniciações são simultâneas: religiosas, espiritualistas, científicas, operacionais, místicas, enfim, um corolário de princípios que não cessa prossegue até o fim da vida, desta vida.

Não podemos fixar uma norma a respeito da iniciação; a Maçonaria dispõe de tradição para realizar iniciações formalmente iguais, revestidas de simbolismo escolar. No entanto, nem a Maçonaria, nem as religiões, nem a própria vida, iniciam alguém. A iniciação é mística individual, pois ela se realiza dentro do indivíduo. Se obedece a ritos rígidos, esses são externos, daí que a cerimônia iniciática se reveste de características fixas, enquanto a cerimônia mística envolve a personalidade do iniciando e difere de indivíduo para indivíduo. Com isto, surge a incógnita da possibilidade ou não de encararmos uma iniciação rotulada de atualizada ou moderna.

A iniciação, seja qual for, será sempre paralela ao desenvolvimento espiritual do indivíduo. Uma obra clássica não significa antiga, de séculos passados. O clássico pode ser moderno e atual; o que classifica é o lugar que encontra na sociedade. Assim, podemos fixar uma iniciação clássica como a aceita por uma maioria. Sempre, porém, ela será atual no conceito do iniciando e não no conceito do iniciador.

A instrução era feita, há cinqüenta anos atrás, de conformidade com os métodos tradicionais; primeiramente, a alfabetização, para depois, ano após ano, num trabalho de paciência beneditina, incutir na mente do aluno o conhecimento previamente programado, numa escala crescente para desenvolver o raciocínio até atingir a universidade, onde a personalidade do mestre passava a plasmar a cultura.

Hoje, a televisão se encarrega de tudo. Amanha, quem sabe, a telepatia dará a orientação precisa e correta.

Portanto, quando se cogita de entender o que seja uma iniciação, deve-se atentar a todas as suas nuances e facetas, para, depois, colher os resultados. Ë por este motivo que sempre alertamos: o iniciado não é o que passa por uma iniciação, mas o que inicia.

O segredo, o grande segredo maçônico é o comportamento do iniciando na Câmara das Reflexões, tão conhecida pelos maçons e de certo modo um assunto esotérico, ainda particular, de vendado de forma muito discreta numa linguagem apropriada compreensão dos maçons, daqueles verdadeiramente iniciados.

O candidato, concluída a sindicância e aprovado pelo plenário, sem voto divergente, é chamado. Esta chamada contém muito misticismo. Dissera Jesus ao discípulo: “vem e segue-me”. O candidato, nesta altura já avisado de que a sua entrada para a Maçonaria foi aceita, responde a chamada. Ë muito importante ser chamado.

Na competição atual, o homem busca alcançar um espaço; ele desbrava caminhos, luta e nem sempre vence.

Porém, na Maçonaria, quando menos espera, recebe o chamado, transmitido pelo seu apresentador, seu padrinho. Esse chamado deve ser atendido? O que passa pela mente do candidato? O atender o chamado significa um ato de obediência. A obediência de modo geral, significa submissão, ou seja, uma concordância tácita de que tem disposição para ingressar em uma Instituição que desconhece. O enigma deve ser decifrado e o homem, por ser desafiante, ousado, impetuoso, passa a enfrentar o desconhecido. Ignora o nome dos participantes da Instituição onde anuiu ingressar, ignora a filosofia do grupo, os conceitos, a parte esotérica. Porém, aceita e acompanha o padrinho até o Templo.

Atender ao chamamento é o resultado do trabalho de preparação que aludimos acima. Toda Loja, toda jurisdição maçônica trabalhou com muito interesse para atrair o novo irmão que irá beneficiar com a sua personalidade e presença a fraternidade universal. É o retorno, o eco das vibrações enviadas através da mente, da voz, das práticas, do misticismo, do mistério. Se o chamamento for bem equacionado, se as vibrações emanadas tiverem sido bem distribuídas, indubitavelmente atingiram em cheio o candidato e ele não poderá, de modo algum, negar o chamamento.

Não será ele quem decide. A congregação é que decidiu recebê-lo. E fatalidade da preparação a que ninguém escapa, a atração irresistível em busca, inconsciente, da perfeição. Assim, o candidato se entrega totalmente â iniciação. Aqui cesa. a participação individual para dar lugar à participação do grupo.

8 RITUAIS MAÇÔNICOS EM DETALHES

Publicado por Redação em 02/07/2010 às 14h47

O mistério acaba aqui: para entender melhor o universo da maçonaria, conheça a história e as características dos mais tradicionais ritos maçônicos espalhados pelo mundo e pelos tempos, dos mais praticados aos mais obscuros

Texto • Redação

Tentar adentrar no mundo da maçonaria sem ser iniciado não é nada fácil. Por mais que a ordem não se auto-intitule como secreta, passam-se séculos e seus segredos continuam a ser muito bem guardados por seus membros. Mas, graças a pesquisadores como o escritor português Pedro Silva, conseguimos desvendar parte dos fascinantes enigmas maçônicos. Em seu livro O código da maçonaria (Universo dos Livros), Silva nos presenteia com revelações de símbolos, apresentação de temas polêmicos e até nos convida para uma viagem para mostrar a história dessa instituição nos mais variados países ao redor do mundo. Nas páginas a seguir, você vai poder acompanhar um trecho desta obra que traz interessantes e esclarecedores detalhes sobre os oito principais ritos maçônicos.

Rito de Emulação

Mais utilizado pela Grande Loja Unida da Inglaterra, pensa-se estar próximo da mais antiga e pura Maçonaria. Neste caso, somente os três graus principais do ofício são chamados principais. Os demais Conhecem-se por “adicionais”, com destaque para o Royal Arch, considerado “a quinta-essência da filosofia maçônica”.

Outros dos graus inseridos neste caos é o de Mark Master, continuidade do grau de companheiro, cujo simbolismo anda em torno da leitura do Salmo 118, e a ligação dos Evangelhos à figura de Jesus Cristo. Por último, destaque para o Rito de Iorque, praticado nos Estados Unidos da América, o qual, além dos três graus simbólicos, aposta ainda nos dois complementares supracitados, a par dos graus críticos (como o Select master) e as Ordens de Cavalaria (em que se incluem a Red Cross e a Order of the Temple).

Rito Escocês Antigo e Aceito

Provavelmente um dos mais famosos entre todos, sendo que “continua a ser regido pelas Grandes Constituições de 1786, atribuídas por Frederico II. Os supremos conselhos formam uma confederação, senão de direito, pelo menos de fato, e efetuam conferências internacionais periódicas em que se procede a troca de pontos de vista sobre os problemas comuns, traduzindo-se em recomendações” (obra citada de Paul Naudon, p.111). Na verdade, os princípios adotados em 1875 garantem a existência de um princípio criador com o nome de Grande Arquiteto do Universo, sobrepondo-se à utilização do termo “Deus”.

Segundo os rituais inerentes a ele, os três primeiros graus garantem a iniciação tradicional, ao passo que os graus entre o 4º e o 14º conduzem ao conhecimento filosófico, os dos 15º ao 18º à identificação com o fator universal através do amor e o 30º grau é a síntese de todos os outros. Por último, 31º, 32º e 33º são graus puramente administrativos.

Rito Escocês Retificado

Tendo nascido no seio da Estrita Observância (fundada em 1756 pelo Barão de Hund), teve grande influência de J.B. Willermoz (1730-1824), um comerciante natural de Lyon. Sob sua presidência em 1778 realizou-se o dito Convênio das Gálias, com o intuito de reformar a Franco-Maçonaria. O Rito Escocês Retificado é composto pelas Lojas simbólicas de S. João (aprendizes, companheiros e mestres), pelas Lojas de Santo André (mestre escocês) e pela Ordem Interior (escudeiros noviços e cavaleiros benfeitores da Cidade Santa), dirigida por um Grão-Priorado e organizada em prefeituras e comendadorias.

O Código do Rito estipula que o “primeiro compromisso do franco-maçom é observar fielmente os seus deveres com Deus, o rei, a Pátria, os Irmãos e si próprio. Só o jura depois de haver a garantia do respeito que ele tem à Divindade e da importância que dá aos haveres do homem honrado. A cerimônia da sua recepção (…) prova-lhe que todos os Irmãos estão penetrados no amor do bem. Todos se comprometeram pelas mais santas promessas a amar e a praticar a virtude, a votar-se à caridade e à beneficência”. Segundo o ritual de iniciação de 1778, o recipiendário presta juramento sobre o Evangelho de S. João “de ser fiel à santa religião cristã, aos seu soberano e às leis do Estado” (obra citada de Paul Naudon, p.112-113). O maior destaque deste rito, em relação ao chamado Escocês Antigo, é, efetivamente, que neste caso há a referência explícita a Deus e à igreja cristã. Destaque, neste caso, para os grupos de graus deste rito: Loja de São Jorge, que abrange os chamados três graus básicos da Maçonaria – Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom; Loja de Santo André, que inclui os Mestres Escoceses, extraídos diretamente do Rito Escocês Antigo e Aceito; e Ordem interior, composta pelos graus de Escudeiro Noviço e Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa.

Rito Sueco

Bastante similar ao rito anterior, este nasce pela idéia de Eckeleff, na Suécia, no ano de 1756. Foi Eckleff que criou a primeira “loja escocesa de Santo André”, denominada A Inocente. Imbuídos do espírito do templarismo, o rito sueco assume o seu caráter puramente cristão, possuindo dez graus repartidos por três grupos distintos, a saber: Lojas de Santo André, Lojas de São João e Capítulos. Além disso, há ainda a destacar que, na Suécia, o chefe do 11º grau, chamado de Cavaleiro Comendador da Cruz Vermelha, a par de ser denominado oficialmente Vigário de Salomão, incrementando ainda mais as ligações anteriores, tem sido sempre detido pela mais alta figura da monarquia sueca, no caso o próprio Rei. A sua aparição na Suécia acontece no ano de 1853 e, de lá para cá, esse rito tem sido seguido à letra, tendo-se expandido igualmente para países vizinhos como Noruega e Islândia.

Rito de Mênfis

Foi constituído em 1838 por Marconis de Nègre e tem, tal como o rito sueco, uma forte tradição dos antigos cavaleiros templários. De acordo com sua linha histórica, teria sidoesta Ordem medieval a fundadora direta do rito de Mênfis. Porém, resta saber quem teria passado esse conhecimento aos cavaleiros do Templo. A resposta reside no sábio egípcio, de nome Ormus, o qual era sacerdote da cidade de Mênfis, uma das mais importantes do Antigo Egito, e posteriormente convertido ao Cristianismo sob o nome de São Marcos. Este rito compõe-se com noventa e cinco graus, um dos mais elaborados de que há conhecimento, tendo-se integrado, no ano de 1862, no Grande Oriente.

Rito de Misraim

Este rito analisado sabemos ter sido criado em torno de 1813 na Itália e introduzido, com maior vigor, na França por Marc, Michel e Joseph, três irmãos de apelido Bédarride. Utilizando comparações bíblicas, os seus promotores defendem que o rito de Misraim provém diretamente de Deus, que teria passado a sua vontade a Misraim, um dos reis do Antigo Egito. Tal como o rito anterior, este também possui vasto leque de graus, em número de noventa, divididos em quatro grandes pilares, no caso: simbólico, filosófico, místico e cabalístico. Uma das últimas lojas que se sabe praticar este rito era a Loja Mãe Arco-Íris.

No ano de 1959, após ter sido desperto novamente por Probst-Biraben, ambos os ritos (Mênfis e Misrai) fundiram-se, dando origem ao Supremo Conselho das Ordens Maçônicas de Mênfis e de Misraim Reunidas. Em 1963, abreviaram o nome para Rito Antigo e Primitivo de Mênfis-Misraim, funcionando ainda hoje na Europa , América do Sul e Austrália. A distribuição dos graus é a seguinte: o 9º é o  Mestre Eleitos dos 9; 18º, Cavaleiro Rosacruz; 30º, Cavaleiro Kadosh; 32º, Príncipe do Real Segredo; e 33º, Soberano Grande Inspetor-Geral.

Rito Francês

No período de cisão, existente no seio da Grande Loja de França, em 1773, as mudanças teóricas não podiam deixar de acontecer. Não apenas se deu a criação do Grande Oriente de França e da Grande Loja Nacional, esta última com atividade errante e de curta duração, como também a determinação, em 1786, através da Assembléia do Grande Oriente de um sistema gradual de sete graus, de cariz profundamente francês, conhecido por rito francês moderno.

Aos três graus básicos (aprendiz, companheiro e mestre) juntaram-se aos superiores Mestre Eleito e Mestre Escocês, assim como os de Cavaleiro do Oriente e Soberano Príncipe Rosacruz. Mais tarde, em 1877, dando surgimento ao processo de separação que já havia acontecido anos antes, o Grande Oriente afastou-se também em nível oficial do “deísmo” antigo, avançando de forma vincada para a denominação de “Grande Arquiteto do Universo”.

Rito Operativo de Salomão

Entre todos, este é o mais recente, tendo sido criado na França no ano de 1974, pelos membros da “Ordem Iniciática e Tradicional da Arte Real” (O.I.T.A.R.). Esta era composta por um pequeno grupo Franco-Maçons independentes, sendo que a Bíblia fazia parte notária do seu ritual. Basicamente, integra nove graus, divididos em classes distintas, a saber: Primeira Classe, que engloba Aprendiz, Companheiro e Mestre; Segunda Classe, com Mestre Secreto e Mestre da Marca; Terceira Classe, incluindo Cavaleiro do Arco real e Cavaleiro Rosacruz; e Quarta Classe, com Guardião do Templo e Mestre de Nome Inefável.

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FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DA MAÇONARIA

Klebber S Nascimento

02.05.2010

Nossa Augusta Ordem é uma instituição em que o filosofar é tarefa que requer todo o nosso interesse e reclama todo o nosso esforço. Em cada um de nossos símbolos, em cada página de nossos Rituais e em cada etapa da História Maçônica, temos sempre algum vestígio ou princípio de caráter filosófico. Não se pode ser maçom autêntico sem adentrar ao estudo filosofia, especialmente no Grau de Companheiro.

Perguntaram, certa vez, a um filósofo: “ Para que filosofia?” E ele respondeu: “Para não darmos nossa aceitação imediata às coisas, sem maiores considerações”. A primeira resposta à perguntas “ O que é filosofia? “ pode ser, pois, a decisão de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos de nossa existência cotidiana; jamais aceitá-los sem antes havê-los investigado e compreendido. Em outras palavras, distinguir o real do aparente.

A filosofia começa dizendo não às crenças e aos preconceitos do senso comum, e, portanto, começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber. Por isso Sócrates, o patrono da Filosofia, afirmava que a primeira e fundamental verdade filosófica é dizer: “Sei que nada sei”.

Preliminarmente, busquemos conhecer suas origens. A palavra filosofia é grega, composta pela junção de duas outras: Philo e Sophia. Philo significa amizade, amor fraterno. Sophia que dizer sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. O filósofo é aquele que ama a sabedoria, que tem amizade pelo saber, que deseja saber.

Os Historiadores de Filosofia dizem que ela nasceu no século 7º e início do século 6º antes de Cristo, embora não seja um fato especificamente grego.

Em verdade, a Filosofia grega tem dívida com a sabedoria dos orientais, não só porque as viagens colocaram os gregos em contato com os conhecimentos produzidos por outros povos (sobretudo os egípcios, persas, babilônios, assírios e caldeus), mas também porque os dois maiores formadores da cultura grega antiga, os poetas Homero e Hesíodo, encontraram nos mitos e nas religiões dos povos orientais, bem como nas culturas que precederam a grega, os elementos para elaborar a mitologia grega que, depois, seria transformada racionalmente pelos filósofos.

É que os gregos imprimiriam mudanças de qualidade tão profundas no que receberam do Oriente e das culturas precedentes, que até parece terem criado sua cultura a partir de si mesmos. Dessas mudanças, podemos mencionar algumas que nos darão a idéia da originalidade grega:

Os gregos transformaram em matemática (aritmética, geometria, harmonia) o que eram expedientes práticos para medir, contar e calcular; transformaram em astronomia (conhecimento racional da natureza e do movimento dos astros) aquilo que eram práticas de adivinhação e previsão do futuro; transformaram em medicina (conhecimento racional sobre o corpo humano, a saúde e a doença) aquilo que eram práticas de grupos religiosos secretos para a cura milagrosa das doenças.

Os gregos, diante da herança recebida, inventaram a idéia ocidental da razão como um pensamento sistemático que segue regras, normas e leis de valor universal, isto é, válidas em todos os tempos e lugares. Assim, por exemplo, em qualquer tempo e lugar 2+2 será sempre igual a 4; o triângulo terá sempre três lados; o Sol sempre será maior do que a terra, ainda que pareça menor do que ela etc.

Os gregos não inventaram apenas a ciência ou a filosofia. Mas inventaram também a política (palavra que vem de polis, que, em grego, significa cidade organizada por leis e instituições), instituindo práticas pelas quais as decisões eram tomadas a partir de discussões e debates públicos e eram adotadas ou revogadas por voto em assembléias públicas; estabeleceram instituições públicas (tribunais, assembléias, separação entre a autoridade do chefe de família e autoridades pública, entre autoridade político-militar e autoridade religiosa) e, sobretudo, criaram a idéia da lei e da justiça como expressão da vontade coletiva pública e não como imposição da vontade de um só ou de um grupo, em nome de divindades.

Analisemos a Filosofia grega em seus dois primeiros períodos: o pré-socrático, ou cosmológico, e o socrático, ou antropológico.

Os principais expoentes do período cosmológico foram Tales de Mileto, Pitágoras e Parmênides. Como principais características dessa época, podemos destacar a explicação racional sobre a origem, ordem e transformação da natureza, da qual os serem humanos fazem parte;a afirmação de que “ nada vem do nada e nada volta ao nada “, isto é, que o mundo (cosmo) ou a Natureza é eterno; que nada se cria ou tudo se transforma sem jamais desaparecer; e a afirmação de que todos os serem além de serem gerados e serem mortais estão em contínua transformação, sem por isso perder sua ordem, sua forma e sua estabilidade. A mudança – nascer, morrer, mudar de qualidade ou de quantidade – chama-se movimento. E o mundo está em movimento permanente.

Já o filósofo Sócrates, considerado o patrono da Filosofia, propunha que antes de querer conhecer a Natureza e antes de querer persuadir os outros, cada um deveria, primeiro, conhecer-se a si mesmo. A expressão “conheça-te a si mesmo”, gravada no pórtico do Templo de Apolo, patrono grego da sabedoria, tornou-se a divisa de Sócrates.

Por fazer do autoconhecimento ou do conhecimento que os homens têm de si mesmos a condição de todos os outros conhecimentos verdadeiros, é que se diz que o período socrático é antropológico, isto é, voltado para o conhecimento do homem, particularmente do seu espírito e de sua capacidade para conhecer a verdade.

O retrato que a história da Filosofia possui de Sócrates foi traçado por seu mais importante aluno e discípulo, o filósofo ateniense Platão. Segundo ele, Sócrates era um homem que andava pelas ruas e praças de Atenas, pelo mercado e pela assembléia, indagando a cada um: “Você sabe o que é isso que você está dizendo?” “Você acha que conhece realmente aquilo em que acredita, aquilo em que está pensando, aquilo que está dizendo?” “Você diz”, falava Sócrates, “o que a coragem é importante, mas o que é a justiça?” Você acredita que a justiça é importante, mas que é a justiça? Você diz que ama as coisas e as pessoas belas, mas o que é beleza?

Sócrates fazia perguntas sobre as idéias, sobre os valores nos quais os gregos acreditavam e que julgavam conhecer. Sua perguntas deixavam os interlocutores embaraçados, pois quando tentavam responder, descobriam surpresos, que nunca tinham pensado em suas crenças, seus valores e suas idéias. Mas o pior não era isso. O pior é que as pessoas esperavam que Sócrates respondesse por elas ou para elas,mas Sócrates,para desconcerto geral, dizia: “Eu também não sei, por isso estou perguntando”.

A consciência da própria ignorância é o começo da Filosofia. O que procurava Sócrates? Procurava a essência verdadeira da coisa, da idéia, do valor. Procurava o conceito e não a mera opinião.

Qual a diferença entre uma opinião e um conceito?

A opinião varia de pessoa para pessoa, de lugar para lugar, de época para época. É instável, mutável, depende de cada um, de seus gostos, e preferências. O conceito, ao contrário, é uma verdade intemporal, universal e necessária que o pensamento descobre, após análise racional, reflexão isenta de preconceitos e pela prática da meditação.

Ao fazer suas perguntas e suscitar dúvidas, Sócrates fazia os atenienses pensar, não só sobre si mesmos, mas também sobre a polis. Aquilo que parecia evidente acabava sendo percebido como duvidoso e incerto. Para os poderosos de Atenas, Sócrates tornara-se um perigo. Por isso, eles o acusaram de desrespeitar os deuses, corromper os jovens e violar as leis. Levado perante a assembléia, Sócrates não se defendeu e foi condenado a tomar um veneno – a cicuta – e obrigado a se suicidar. Por que Sócrates não se defendeu? “Porque”, dizia ele, “se eu me defender, estarei aceitando as acusações, e eu não as aceito. Se eu me defender, o que os Juízes vão exigir de mim? Que eu pare de filosofar. Mas eu prefiro a morte a ter de renuncia à Filosofia”. Essa narrativa consta da obra Apologia de Sócrates, isto é, a defesa de Sócrates feita por seus discípulos, contra Atenas.

Ao longo da história, o pensamento filosófico percorreu os mais variados caminhos, seguiu interesses diversos, elaborou muitos métodos de reflexão e chegou a várias conclusões, em diferentes sistemas. É verdade que muitos desses sistemas filosóficos e até mesmo religiosos tidos como doutrinas verdadeiras acabaram por se tornar equivocados, na medida em que se arrogaram detentores exclusivos da Verdade, surgindo daí os dogmas, isto é, os pontos indiscutíveis de qualquer doutrina ou sistema, que devem ser aceitos sem exame e sem crítica.

Ocorre que a Verdade, esse mistério inatingível, que nos atrai com força irresistível, é muito vasta, muito vivaz, muito livre e muito sutil para deixar-se prender, imobilizar e petrificar na rigidez de um sistema filosófico. Cada ser humano detém a sua verdade, que é a concepção do momento em torno de um assunto, problema ou equação. As verdades científicas, então, são as mais mutáveis. Basta lembrar que em determinado momento da história da humanidade acreditava-se que a Terra era quadrada. Em outra época, que ela era o centro do Universo, com os demais planetas girando em seu redor.

Tudo isso nos leva a concluir que a Verdade Absoluta é algo inatingível, é uma abstração. Aliás, a essência da Filosofia não é a verdade absoluta, senão a busca da mesma, o que o Maçom faz, incessantemente, a partir da Iniciação. O saber filosófico maçônico nunca está findo ou concluso, pois filosofar é buscar o saber. As perguntas têm, na filosofia maçônica, maior importância que as respostas, pois, valendo-se do valor dos símbolos, toda resposta provoca e gera outra pergunta.

Uma fórmula moderna do que se deve entender por filosofa é conversar consigo mesmo, refletir sobre os próprios pensamentos e meditar para, finalmente, encontrar a sua verdade. São atividades interiores cujos resultados tem se revelado dos mais promissores, posto que brota e floresce da própria consciência. Infelizmente, a atividade filosófica não surge para todos os Maçons,nem se faz presente no momento da Iniciação, uma vez que nem todos estão sintonizados com esses valores.

Essa flexão corre porque o homem vive submerso e afogado na vida puramente substantiva e animal, ocupado em satisfazer suas necessidades vitais. Essa maneira de viver é fomentada, na atualidade, pelo mundo da ciência e da tecnologia. Somos escravos do relógio. Trabalhamos como máquinas, obedecemos cegamente a hábitos e rotinas, cumprimos atos triviais e sem sentido, desenvolvemos o ritual em Loja sem nos preocuparmos com o seu real significado. Não podemos “perder tempo” ouvindo um amigo, olhando as estrelas, brincando com uma criança ou vendo um por-do-sol.

Pitágoras contava três tipos de pessoas que compareciam aos jogos olímpicos, a festa mais importante da Grécia: as que iam praticar o comércio durante os jogos, ali estando apenas para servir a seus interesses, sem preocupação com os jogos ou com as disputas; as que iam para competir, isto é, os atletas e os artistas, pois havia também competições de dança, poesia, música e teatro; e finamente as que iam para contemplar os jogos e torneios, para avaliar o desempenho e julgar o valor dos que ali se apresentavam. Esse terceiro tipo de pessoa,dizia Pitágoras, é o filósofo.

Com isso, Pitágoras queria dizer que o filósofo não é movido por interesses financeiros, não coloca o saber como propriedade sua, como uma coisa para ser comprada e vendida no mercado. Também não é movido pela competição, quer dizer, não faz das idéias e dos conhecimentos uma habilidade para vencer competidores ou atletas intelectuais, mas é movido pelo desejo de observar, contemplar,julgar e avaliar as coisas, as ações, a vida. Em resumo: pelo desejo de saber. A verdade não pertence a ninguém, ela é o que buscamos e está diante de nós para ser contemplada e vista, se tivermos olhos do espírito para vê-la.

O Maçom há de ser um filósofo, na medida em que deve amar a sabedoria, buscar incessantemente a verdade, ir além das aparências, combater a ignorância e os preconceitos, discutir idéias e não coisas, e, principalmente, refletir sobre o Enigma da Vida: “De onde viemos, o que somos, para onde vamos?” Qual o verdadeiro sentido da vida? Qual o nosso papel na sociedade em que vivemos? Quais as nossas possibilidades, quais as nossas responsabilidades? Estamos colocando à Glória do Grande Arquiteto – e a serviço da humanidade – os talentos que Ele nos dotou? Estamos ajudando a construir uma sociedade mais justa e perfeita?

Cada um que tire suas conclusões…

Fontes:
Webmaster

Tríada,

Ricardo Aparecido dos Reis &

Bruxos Poderosos

Tamanha honra indescritível ser filho de Ogum Exu Xoroquê! quarta-feira, jan 25 2012 


Sobre eu , Valéria D’ Ogum Exu Xoroquê & este sitedomingo, jan 22 2012

Apresentação ogumexuxoroque 12:45 pmEditar

Início
Com Ogum Xoroquê, aonde Ele estiver
Viver feliz é uma arte, a arte de bem viver, de aproveitar, de ser intenso, de acreditar, de ter fé, de superar, de valorizar, em fim, de estar de bem contigo e com tudo que te cerca. Não deixar as influências internas e externas invadirem tua vida, impedindo de viver de aproveitar sua vida. Saber enfrentar os problemas de frente e deles tirar lições e destas lições crescer, acreditar no teu poten…cial de resolução e de luta, assim será o caminho da vitória. Se perderes as forças, ficar triste, balançar em sua fé, voce ficará fraco com sua imunidade baixa e deixará de ver o mundo com outros olhos, ficará doente material e espiritualmente, busque ACREDITAR em você, no seu Orixá. Tenha fé que nada é para sempre – tanto as coisas boas como as ruins, por isso devemos sempre estar construindo. AGORA, SE ESTIVER FELIZ, CONFIANTE AGRADEÇA, AGRADEÇA MUITO, PORQUE VOCE É FILHO DE ORIXÁ E ESTÁ SENDO ABENÇOADO E SEMPRE SERÁ EM NOME DO MEU PAI OGUM EXU XOROQUÊ & SUA SETES FALANGES DO ESPAÇO, NO AXÉ DESSE VENCEDOR DE DEMANDAS! SENHOR ORIXÁ DE GANGA MAIOR, REI DO OURO & DA MAGIA, SENHOR DAS NOBREZAS & DAS FARTURAS! SENHOR GENERAL! FEITICEIRO E JUSTICEIRO!

Salve o Grito de XANGÔ 

que expulsa mentirosos e charlatões

Salve a Espada de OGUM

que corta ódio e inveja

Salve a Flecha de OXOSSI

que vence maldade e traição

Salve as Águas de OXUM

que lava a mentira e falsidade

Salve os Ventos de OYÁ

que varre egoismo

Salve as Águas de IEMANJÁ

que afoga desrespeito ao próximo

Salve as Chuvas de NANÃ

que esmagam irresponsabilidades

Salve o Cajado de OMULU

que bane doenças e desordens

Salve Pai OXALÁ

que ensina a VERDADE e a CARIDADE!

                                                                       

     

Sou a Fuga para alguns, a coragem para outros.

Sou o Tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das selvas e das senzalas.

Sou a senzala do Preto Velho, a Ocara do Bugre, a cerimônia do Pajé.

A encruzilhada do Exú, o jardim da Ibeijada, o nirvana do Hindú e o céu dos ORIXÁS.

Sou o café amargo e o cachimbo do Preto Velho, o charuto do Caboclo e do Exú.

O cigarro da Pomba-gira e o doce do Ibeji.

Sou a gargalhada da Padilha, o requebro da Cigana, a seriedade do Tranca-Rua.

Sou o sorriso e a meiguice da Maria Conga e de Cambinda.

A tranqüilidade de Mariazinha da Praia e a sabedoria de Urubatão.

Sou o isolamento dos Orientais onde o Mantra se mistura ao perfume suave do incenso,

Sou o Templo dos SINCEROS e o Teatro dos atores.

Estão nos elementos: Na ÁGUA, na TERRA, no FOGO e no AR.

Na PEMBA, na TUIA, na MANDALA do ponto riscado.

Quem SOU? Sou a HUMILDADE, mas cresço quando combatida.

Sou a PRECE, a MAGIA, o ENSINAMENTO MILENAR, sou CULTURA.

Sou a CURA, sou de TI

       Minha maior e melhor empresa, onde tenho meu status: Minha Vida

“Posso ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes, mas não esqueço que minha vida é a maior empresa do mundo e que posso evitar que ela vá a falência.Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.É saber falar de si mesmo.É ter coragem para ouvir um “não”.É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.Pedras no caminho?Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”.       
       Gosto dos venenos mais lentos,
das bebidas mais amargas,
das idéias mais insanas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes…
tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode empurrar-me que ainda irei dizer-lhe: “-E daí? Eu adoro voar!”
Não tenham a pretensão de se acharem perfeitos e quererem que eu seja como vocês, eu nunca disse que espero acertar sempre… eu não sou diferente, os outros é que são iguais.
Não queiram mostrar-me o que esperam de mim, porque sigo minha razão e, muitas das poucas vezes, dou chance para o coração.
Nem pensem em tentar fazer de mim o que não sou e, muito menos em me convidarem à ser igual como vocês, porque sinceramente, sou diferente…
não sei amar pela metade,
não sei viver de mentiras,
não sei voar com os pés no chão…
Sou e serei sempre eu mesma!!!!!!!
Não tenho culpa se meus dias teêm nascidos completamente coloridos e alguns cismam em quererem borrá-los.
Não tenho culpa se o meu sorriso é sincero e até acontece por motivos bobos mas, bem especiais…
não tenho culpa se, embora não perfeito, meus passos sejam bem firmes.
Eu tropeço e caio de vez em quando, aliás, eu caio até muito mesmo mas, possuo uma extrema habilidade divina para reerguer-me… sou forte sim! Nasci para ser! E essa é a minha maior competência; e para aqueles que sempre querem abater-me, dou-lhes o meu total êxito nas vitórias! Eu luto, eu insisto eu venço qualquer guerra!
Percebi que meu olhar tem brilhado diferente ultimamente e assim continuará à cada dia que se passar…
Mesmo que por vezes as lágrimas formem mares que invadam a minha face e a tristeza me domine, eu volto à tona.
Juro que me esforço para tentar entender a existência de certas pessoas mas, sinceramente…!
Sei que o mundo aqui não é fácil, não é os dos mais justos, compreendo!
Mas mesmo assim não me faltam “tintas”, as empresto para quem quiser mas,por favor, não tente secá-las!!!!

“VOCÊ MESMO Lembre-se de que você mesmo é o melhor secretário de sua tarefa,

o mais eficiente propagandista de seus ideais, a mais clara demonstração de seus princípios,

o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros. Não se esqueça, igualmente, de que o maior inimigo de suas realizações mais nobres,

a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa, a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar, o arquiteto de suas aflições e o destruidor de suas oportunidades de elevação – é você mesmo.”

“Aprendemos a voar como pássaros, e a nadar como peixes,

mas não aprendemos a conviver como irmãos.”

 ”Dói mais ao invejoso o êxito dos outros do que seu próprio fracasso.”

Sobre este site…

Deus age através das mãos dos seus servos…

Eu, Valéria D’ Ogum Xoroquê, me propûs à criar este site, que é gratuito ( isto é, não ganho nenhuma espécie de remuneração com números de visitas) . Fiz por amor à Deus, à Santíssima Trindade, à toda Côrte Celeste, às Entidades, o verdadeiro espiritismo, à minha filha, à minha falecida vó Maria Marilda ( que enquanto viva foi, era fiel católica romana até conhecer minhas entidades que à livrou do óbito numa determinada época da qual o espírito de seu falecido marido à estava molestar), Moacir, Natiher, à falecida mãe Edith ( minha falecida mãe de santo do Omolocô), a falecida mãe Lúcia (mãe de santo do Candomblé de Angola) , as entidades dessas pessoas vivas e as quais já desencarnaram & as minhas principalmente. Não existem palavras no mundo o suficiente que sejam capazes de expressarem todo o meu amor e gratidão à estes que aqui citei. Autorizo qualquer espécie de cópia de quaisquer dos conteúdos aqui postados, pois o meu propósito é só o de realizar alguma espécie de caridade. Eu sei muito bem o que é precisar e pelejar atrás de algum tipo de ajuda, quero ser útil o máximo possível, já que sei muito bem o que é uma situação como essa. Por este motivo é que nunca esqueço – me de quem me estendeu a mão nas horas que mais precisei. Amor e gratidão eternas, é só o que tenho à dizer dos quais citei, só maravilhas!!!!!!!  Sejam muito bem vindos,meus irmãos do nosso maravilhoso e glorioso clã espírita!

“Quem não serve para servir, não serve para viver”.

O que se faz em vida, ecoa por toda a eternidade.

Com Ogum Xoroquê, onde Ele estiver:

ÒGÚN pèlé o. ÒGÚN, alákáyé, osìn ímolè. ÒGÚN alada méji. O fi òkan ye oko. O fi òkan ye ona. Ojó ÒGÚN ntókè bò. Aso iná ló mu bora, ewu ejè lówò. ÒGÚN edun olú irin. Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn. ÒGÚN ONIRE alagbara. A mu wodò, ÒGÚN si la omi logboogba. ÒGÚN lo ni aja oun ni a pa aja fun. Onílí ikú, olódèdè màríwò. ÒGÚN olónà ola. ÒGÚN a gbeni ju oko riro lo, ÒGÚN gbeni o. Bi o se gbe Akinoro.

ÓNI IJÁ ÓNI IJÁ ÓNU IJÁÓ,ÓNI IJÁ,ÁGÓ,AGÓ MEJEÉE´,MEJE O´JE´RIM E JOJO A I ERU,O ONI IJA,ONI IRE,OONI IJA O,O GOGORO ARA OUN,WA GBELE GBI ALAAKORO A YIN SIN,AYIN SIM IMOLE. PATAKURI OGUM 

Ójó Iségún (terça feira ) MOFÉ LONÃ AYÓ ( EU QUERO CAMINHOS DE FELICIDADE DADOS E TRAÇADOS POR ÓGÚN ,torí ogún ka[a pé ( por isto ogun clamou ) CÓBRA NASCEU PARA SE RASTEJAR POR FALTA DE FIDELIDADE A SI PRÓPRIA ,contra a maldade e contra um bóte inesperado da vida ,de traições seja de um irmão ou seja de um amigo OGÚN ESTÁ NO MUNDO COMO ANTIDOTO COMO E TANBEM COMO A SOLUÇÃO ENTRE A GUERRE ENTRE O BEM E O MAL ,OGUN SEMPRE VENCE NO FINAL ASISÉ ATÁKI PATAKÍI ÓGÚN !!!

Bi omodê bá da Ilé, ki o má se da Ogumexubaráxoroquê Osô – Arô – Okê

Aqui vai o link do meu segundo facebook, pois o primeiro já chegou no limite máximo em que se aceitam amizades:

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https://ogumexuxoroque.wordpress.com/
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Justo Juiz Jesus Cristo

por Ogum Exu Bará Xoroquê, domingo, 27 de março de 2011 às 06:48

    Descubra Deus dentro dentro de si, quem reverencia será reverenciado, a vida de cada pessoa é a expressão da sua mente… quem ajuda o próximo, ajuda à si mesmo; aquele que ama à Deus, ama também ao seu próximo. A harmonia se estabelece quando se agradece.

   Acredite que seu desejo já está concretizado, não lamente as perdas: coisas melhores virão; o amor que vira recompensa. Através da total confiança à Deus, viva alegre e corajosamente: “se eu mudar o mundo, o mundo também me mudará”.

   Quem conhece essa verdade e muda sua atitude mental, certamente se tornará feliz. A vida de cada pessoa é a expressão que manifesta com o tipo de vida que ela vive.

   Todos sonham e imaginam tudo o que há de bom e maravilhoso nesse mundo para si e os seus, só não imaginam que possam existirem pedras em suas caminhadas, dificuldades e, principalmente pessoas de sua semelhança que fazem de tudo para te deixarem sem a esperança de alcançarem e conseguirem esse momento, que é se sentirem realizado(a)s, onde com certeza, vocês se sentiriam felizes e, com isso, tornando-se uma pessoa bondosa e desejada, como um modelo da raça humana.

    Modelo este que é tão importante e superior às outras raças existentes no mundo. Talvez se todos fossem realizados, o mundo fosse outro!

   Todos sonham para realizarem, pois o sonho é o primeiro passo para a construção. E se há pedras e dificuldades em suas caminhadas são para serem vencidas e não para matarem suas esperanças.

   Quanto à serem bons e desejados, depende única e exclusivamentedo que são e do que realizam, o modelo da raça humana há sim, aquele que viveu o exemplo de humildade, caridade, verdade, simplicidade, irmandade e amor… JESUS

   Conheça-se e conheça-o, em breve descobrirás de que não são nada diante DELE, que o que é motivo de orgulho para os seres humanos, na verdade, deveria ser, o maior motivo de vergonha.. pois extremamente larga é a porta da tentação e incrivelmente estreita, a da salvação.

   Aprender e ser aprendiz, são posições excelentes quando realmente, se quer chegar*.

   Tudo podem Naquele que lhes fortalecem, JESUS e todos os mentores espirituais são com vocês porque JESUS vos ama. Graças e louvores sejam dados à todo o momento, ao Divino e Santíssimo Sacramento.13ii

“Mas o que esperam no Senhor renovarão suas forças, subirão com asas como águia”.

Prece de Cáritas

por Ogum Exu Bará Xoroquê, domingo, 3 de julho de 2011 às 16:19

   

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade! 

Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. 

Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

 

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor,  para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas  fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. 

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

 

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.

A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e contritamente orada por várias gerações de espíritas.

CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma  das grandes médiuns de sua época – Mme. W. Krell – em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.

A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: “Como servir a religião espiritual”e “A esmola espiritual”.

Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografada em transe, e, que chegaram até n;os, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas.

(Extraído publ. EDICEL)
Não sou dona da verdade, sou um Espirito em Evolução, e busco conhecer, compreender e colocar em prática o máximo possível do aprendizado que venho tendo nesses anos todos trabalhando com a espiritualidade e compartilhá – los aos nossos irmãos de fé afim que assim, seja prestada por mim, algum tipo de caridade à quem necessitar destas informações.

Este é um blog pessoal,todo o material aqui exposto foi pesquisado na internet,livros,textos,fotos,imagens,vídeos,músicas,etc…
Por meus ensinamentos espíritas, creio, essa é uma opinião minha, não obrigatoriamente seja concordada, que em relação à fundamentos não há violação. Eu pessoalmente, não ponho este meu blog com direitos autorais porque o que me interessa é o prestar caridade à quem necessite, mas “à cada cabeça, uma setença”, que deve ser de qualquer forma, respeitada a opinião alheia.
Neste blog encontra-se também alguns textos por mim escritos,por amigos,etc…

Quero deixar claro que não é minha intenção violar direito autoral algum, portanto, se alguém encontrar algo que seja de sua autoria e que encontra – se sem os devidos créditos, peço por gentileza avisar-me,pois procuro sempre postar a fonte e ou autor., o mesmo será corrigido imediatamente e ou até mesmo excluído se for a exigência.

7ii

Todos são muito bem vindos aqui e à estarem com meu Pai, aonde Ele estiver. Desejo – lhes um motumba axé.

Valéria D’ Ogum Exu  Xoroquê

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Mitologias Eslava, Gailaica & Lusitana, Irlandesa & Arabe quarta-feira, jan 25 2012 


Mitologia Eslava

A mitologia eslava A Mitologia Eslava é o conjunto das lendas, tradições e crenças dos povos de línguas eslavas, incluindo:
 russos,
ucranianos,
bielo-russos,
poloneses,
tchecos,
eslovacos,
eslovenos,
croatas,
sérvios,
macedônios
e búlgaros.
Fontes primárias
São conhecidos poucos registros escritos que sobriveram aos séculos antes da cristianização. Alguns acreditam que o controverso Livro de Veles é um texto sagrado dessa religião. O Saxo Grammaticus é outra fonte de autenticidade disputada. O Chronicon Slavorum por Helmold é em geral aceito como uma fonte genuína, tratando de cultura e eventos do final do primeiro milênio depois de Cristo. Uma fonte de maneira não aceitável subestimada e bastante enigmática é o Veda Slovena - uma compilação de canções rituais arcaicas bulgáras, que preservou importantes fragmentos do folclore pagão eslavo.

Mundo:

Os três reinos
De acordo com o Livro de Veles, a religião eslava reconhece três reinos, que possuem ênfase particularmente dos neopaganistas que se baseiam no Livro de Veles. O principal símbolo das idéias cosmogônicas dos eslavos era a Árvore do Mundo, ou Yggdrasil como era também conhecida pelos escandinavos. Os eslavos imaginavam que todos os três reinos eram situados verticalmente numa gigantesca árvore de carvalho, que segura todo o universo.
Em sua copa estava o céu/paraíso eslavo, conhecido como Svarga, residência deSvarog ou Iriy. Nas raízes do carvalho estava o inferno, residência de Chernobog, Morena e Zmey. Os três reinos são:
Yav
Seria o mundo material. Está no tronco da Árvore do Mundo, é onde estão as criaturas vivas e etc.
Nav
Seria o mundo imaterial.
Prav
São as leis que governam os outros dois mundos.

O PRINCÍPIO E A MITOLOGIA:
A separação dos eslavos dos povos indo-europeus se processou em data muito distante: o segundo milênio antes da Era Cristã. Sua origem perde-se no tempo.Os eslavos pertencem à raça indo-européia ou ariana, fazendo parte do grupo germano-leto-eslavo. Não é de nosso conhecimento a data em que surgiram na Europa, mas se imagina que tenha sido alguns séculos antes de Cristo. Ocuparam as regiões entre o Dnieper e o Don, as margens orientais do Báltico e ainda avançaram para o norte, oeste e sudoeste.
Dividem-se em três enormes grupos.
Os eslavos ocidentais: poloneses ou lekhes; os checos ou tchecos; os vendes ou sorbes, repartidos pela Lusácia, Prússia e o reino da Saxônia.
Os eslavos meridionais: os iugoslavos e os eslovenos.
Os eslavos orientais: russos, os rutenos, os ucranianos, os bielo-russos e os russos brancos. Os bálticos medievais dividiam-se em três partes: a Prússia, a Lituânia e a Letônia.
KUPALANa Mitologia Eslava, Kupala é a deusa polonesa das ervasfeitiçaria, sexo e do verão. Ela é também a Mãe d’Águaassociada às árvores, ervas e flores.Sua celebração ocorre durante o solstício de verão. Era um dia sagrado que honrava os dois elementos mais importantes: Fogo e Água. Kupalo é a forma masculina de Kupala, e reconhecido em outras regiões eslavas. Kupalo éassociado a São João, sendo seu banquete no dia 24 de junho.



DICIONÁRIO

Aitvaras - Pequeno e bravo demônio que os eslavos veneravam; este pequeno ser trazia a felicidade ao chefe da cas; escondia-se atrás da frigideira ou lareira, e deixavam-no comer de tudo, bem como beber leite.
Alkonost - é o pássaro do paraíso na Mitologia Eslava. Ela tem o corpo de um pássaro com rosto de mulher. O nome Alkonost vem de semi-deusa grega Alcyone transformada pelos deuses em um martim-pescador. A Alkonost se reproduz botando seus ovos na costa marítima e depois colocando eles na água. O mar então se acalma por seis ou sete dias ao ponto que os ovos chocam, formando uma tempestade. Para a Igreja Ortodoxa Russa Alkonost personifica a vontade de Deus. Ela vive no paraíso, mas vem para o nosso mundo para entregar mensagens. Sua voz é tão doce que qualquer pessoa que a ouve pode esquecer de todas as coisas. Diferente de Sirin, criatura similar, ela não é maldosa.
BABA-IAGA
Era o nome que os russos davam ao aspecto sombrio do femininouma velha ogra, tida como uma bruxa que personifica as tempestades de inverno e que é um símbolo do aspecto destrutivo do arquétipo da mãe.
Bannik (bania: banho)- é o espírito dos banhos na mitologia eslava. Ele elegia como domicílio a pequena casinhola adjacente à isba onde os habitantes vinham tomar seu banho. O cômodo que lhe servia de domicílio era destituído de imagens cristãs. Era de bom tom deixar um pouco d´água para o Bannik depois de seu banho. Depois de 3 séries de banhistas, reservava o cômodo para ele mesmo e atacava qualquer um que viesse lhe incomodar.
Bauk - é uma criatura mítica de forma animal na mitologia sérvia. Bauk é descrito como se escondendo em lugares escuros, buracos ou casas abandonadas, esperando agarrar, carregar pra longe e devorar sua vítima; mas pode ser assustado para fora por luz e barulho. Tem um passo desajeitado (bauljanje) e sua onomatopéia é bau.
Interpretação dos atributos de bauk leva à conclusão de que bauk é na verdade a descrição de ursos reais, que já tinham sido regionalmente extintos em algumas partes da Sérvia e conhecidos apenas como uma lenda.
Berenguini - Ninfas eslavas.
Berstuk - é o deus do mal da floresta na mitologia vêneda.
Bies ou bes - foi um espírito do mal ou demônio na mitologia eslava. A palavra é sinônima de chort.
Depois da aceitação do Cristianismo o bies se tornou identificado com o demônio, correspondendo ao ser referenciado no grego antigo, como ou daimon (δαίμων), daimónion ou pneuma (πνεῦμα). Por exemplo, biesy (plural russo de bies) é usado na tradução russa padrão de Marcos 5:12, onde temos os demônios entrando nos suínos na versão do rei James da Bíblia KJV.
Boginki (do polonês “Deusas pequenas”; singular: boginka)- são espíritos na mitologia polonesa. Traditionalmente, reuniões de bruxa de mulheres idosas executariam sacrifícios e rituais para as ninfas das margens de rio. De Boginki foi dito roubar bebês de seus pais humanos que foram substituídos por Odmience – Os Modificados. Destes espíritos é dito ser as deidades originais da vida e preceder os deuses celestes. Também parecem ser os precursores dos Rusalki.
Bukavac - é uma criatura mítica demoníaca na mitologia sérvia; a crença sobre ele existiu em Srem. Bukavac foi às vezes imaginado como um monstro de seis pernas com cornos torcidos. Mora em lagos e grandes piscinas, vindo para fora da água durante a noite fazendo grande barulho (daí o nome: buka, em sérvio – barulho), pulando sobre pessoas e animais e os estrangulando.



Cikavac - é uma criatura mítica na mitologia sérvia, imaginada como um animal alado (um pássaro) com um bico e um saco longos.
Um cikavac poderia ser adquirido ao se tomar um ovo de uma galinha preta, que seria então carregada por uma mulher debaixo da sua axila por 40 dias, e durante este tempo não confessaria, cortaria unhas, lavaria o rosto ou oraria. O cikavac então sugaria o mel das outras colméias e o leite do gado dos outros, e o traria ao proprietário; cumpriria qualquer desejo do proprietário e também habilitaria seu proprietário a entender a língua animal.
Dazbog - Filho de Svarog; foi identificado como sendo o deus Hélios (Sol). O nome significa “dispensador de riqueza”.
Deivai - Nome coletivo que se dava aos deuses protetores da casa, do campo, dos estábulos, etc.
Deving Cerklicing - Deus dos campos e do trigo, ao qual os eslavos ofereciam em sacrifício um boi negro, uma galinha preta ou um bácoro preto e tonéis de cerveja.
Dola - A Sorte humana encarnada na figura de um ser protetor que, às vezes, se mostrava negligente ou mesmo hostil. Os dola apareciam sob forma de homem, mulher, gato ou rato.
Dolja - deusa do destino
Espíritos das Florestas - Não procediam dos homens; entretanto, sabiam assumir, no momento preciso, a forma humana, ou a de um lobo; habitualmente, faziam parte da fauna do bosque ou floresta e apareciam para os viajantes com o propósito de fazê-los perder o caminho.
Flins - é o deus da morte na mitologia vêneda.
Há também uma grande pedra próximo a Szprotawa na Polônia, referida como Flins, embora sua conexão com qualquer culto de Flins seja amplamente conjectural. Todavia, o Flins, tanto a pedra quanto o deus, forma um dos temas de pesquisa do museu histórico local, Muzeum Ziemi Szprotawskiej.

Fogo - Os povos bálticos tinham adoração pelo Fogo; havia, inclusive, um templo onde se conservava perpetuamente o fogo sagrado, sob a égide de sacerdotes.
Jumala - O Céu, segundo a crença dos fineses, ou a divindade do Céu.
Jurasmat - Divindade protetora dos letões eslavos; a “Mãe do Mar”.



Karzełek - São os guardiães das gemas, cristais e metais preciosos. Protegerão mineradores do perigo e os conduzirão de volta quando estiverem perdidos. Também conduzem os mineradores aos veios de minério. Às pessoas que são más ou os insultam são mortíferos; os empurrando para abismos escuros ou os enviando por túneis, que desabam sobre elas.

Kaukai - Deuses protetores da Rússia eslava.

Koliada, ou Kolyada - é uma deusa eslava. Ela traz um novo Sol a cada dia, por essa razão é caçada por Mara, que quer a escuridão total. A festa pagã de Koliada é celebrada entre 6 e 19 de janeiro, embora também esteja relacionada ao Natal.

Koschei, ou Kosheii - - é conhecido como “Koschei, o imortal”, além de ser descrito como sequestrador de esposas de herói.
Não pode ser morto pelos meios convencionais. Sua alma é separada de seu corpo e fica escondida dentro de uma agulha, que esteja em um ovo, que esteja em um pato, que esteja em uma lebre, que esteja em uma caixa do ferro (às vezes a caixa é de cristal e/ou ouro), que seja enterrado sob uma árvore verde do carvalho, que esteja na ilha de Buyan, no oceano. Contanto que sua alma esteja segura, não pode morrer. Se a caixa for escavada e aberta, a lebre se afastará. Se for morta, o pato emergirá e tentará voar.

Laume - Deusas protetoras dos lares, no Báltico. Em Natangie, a montanha Laumygarbis lhes era consagrada.

Leshiy - são espíritos das florestas que, no folclore eslavo, protegem as árvores e os animais selvagens.
Geralmente um leshi parece um camponês alto, exceto que seus olhos brilham e seus sapatos estão virados do avesso, mas pode tomar a forma de qualquer animal ou planta, de uma folha de grama a uma árvore das mais altas. Em alguns contos, aparece como um grande cogumelo falante.
Os leshiy emitem gritos horríveis, mas também podem imitar vozes familiares para atrair os passantes para suas cavernas, onde lhes fazem cócegas até quase morrer. Também são conhecidos por esconder os machados dos lenhadores e sinais das estradas, fazer camponeses adoecer e raptar jovens mulheres. Mas também podem ensinar segredos mágicos aos humanos que fizerem amizade com eles. Camponeses, pastores e vaqueiros fazem pactos com os leshiy para proteger suas colheitas e seu gado, entregando-lhes a cruz de seu pescoço e dividindo com eles a comunhão depois das missas cristãs. Tais pactos lhes dão poderes especiais.



Mokosh - é uma deidade eslava atestada na Crônica Primária, conectada a atividades femininas tais como tosquia, fiação e tecelagem.
O dia da semana devotado a Mokosh era sexta-feira. O culto à deusa (Mokosh) foi mais tarde substituído pelo culto à Virgem Maria e Santa Paraskevia, tão bem quanto a sagrada Mokriny.
Nav - Eram demônios nascidos das almas dos que morriam jovens, em particular das meninas virgens. Dava-se tal nome, também, aos espíritos daqueles que morreram tragicamente.
Nikita, o Peleteiro (em russo: Ники́та Кожемя́ка, às vezes chamado de Cirilo [Кирилл] ou Elias, o Alfaiate [Илья Швец]) é um personagem no folclore do Rus de Kiev, um artífice do povoado que liberou a filha de um príncipe de Kiev do cativeiro do dragão.
Nyia - O Hades polonês; divindade infernal.
Ovinnik - é um espírito malévolo da casa de debulha no folclore eslavo. É propenso a queimar as casas de debulha ao pôr fogo nos grãos. Para aplacá-lo, camponeses ofereciam a ele galos e panqueca. Na véspera do Ano Novo, o toque de um Ovinnik determinaria suas fortunas para o Novo Ano. Um toque morno significava boa sorte e fortuna, enquanto um toque frio significava infelicidade.
Perunú - era o deus do raio e da tempestade. Era representado por uma estátua de madeira com cabeça de prata e barba de ouro. Em sua honra, imolavam-se bois, veados, carneiros e seres humanos, e se mantinha um fogo sagrado alimentado por lenha de carvalho. Os servidores que deixassem apagar o fogo seriam punidos com a morte.
Podaga - deus do tempo e daos fenômenos atmosféricos.
Psoglav (em sérvio: Псоглави, literalmente cabeça de cachorro), é uma criatura mítica demoníaca na mitologia sérvia; a crença sobre ela existiu em partes da Bósnia e em Montenegro. Psoglav foi descrito como tendo um corpo humano com pernas de cavalo e uma cabeça de cachorro com dentes de ferro e úm único olho na testa.
Psoglavs foram descritos viver em cavernas, ou em uma terra escura, que possuía abundantes pedras preciosas, mas sem sol.Praticavam o canibalismo, ao comer pessoas, ou até mesmo desenterrar cadáveres das sepulturas para comê-los.
Psoglav é um demônio ctônico, de alguma forma semelhante ao cíclope grego.
Rod ou Rode - é o deus eslavo criador do universo. Nas tradições Neo-pagãs é frequentemente considerado criador de toda a vida e existência, embora para muitos pesquisadores ele seja apenas mais um espírito com poderes sobrenaturais, não muito elevado.
Rugievit - Deus de tamanho gigantesco cuja cabeça tinha sete faces. Possuía um gládio na destra, e sete outros na cintura. Foi por isso comparado a Marte, e considerado deus da guerra. O seu santuário era fechado com cortinas de púrpura.
Russalka - é o nome dado às ninfas, consideradas espíritos desencarnados de donzelas.
Durante os meses de inverno, as rusalkas vivem no fundo da água, sob o gelo. No verão, principalmente na chamada Semana das Rusalkas (Rusal’naia, no início de junho), podem deixar a água e subir às árvores das florestas vizinhas, tornando-se um perigo para os homens que se aventuram nas suas proximidades.
Trepam aos galhos de salgueiro ou vidoeiro que pendem sobre a água e à noite, quando o luar ilumina a floresta, descem das árvores e dançam nas clareiras. Às vezes, vão às fazendas para dançar. Os russos do sul dizem que os lugares onde elas dançam podem ser encontrados procurando-se por pontos onde a grama cresce mais espessa e o trigo mais abundante. Esses círculos são chamdos хороводы, korovodyi em russo, ou korowody, em polonês. Até os anos 1930, o enterro ou banimento ritual das rusalkas no final da Rusal’naia permaneceu como um entretenimento comum.

No norte da Rússia, as rusalkas têm a aparência de mulheres afogadas nuas, cadavéricas, com olhos que brilham com um maligno fogo verde, ou então brancos, sem pupilas. Ficam na água ou perto dela, à espera de viajantes descuidados. Arrastam as vítimas para a água, onde as aterrorizam e torturam antes de matá-la.

No sul da Rússiaaparecem como belas jovens em roupas leves, com rostos como o luar. Atraem suas vítimas cantando docemente nas margens dos rios, enquanto trançam seus longos cabelos. Quando a vítima entra n’água para encontrá-la, a rusalka a afoga.

Praise to goddess Pictures, Images and Photos
Além disso, as rusalkas podem arruinar as colheitas com chuvas torrenciais, rasgar redes de pesca, destruir represas e moinhos d’água e roubar roupas, linho e fios das mulheres humanas. Entretanto, os viajantes podem proteger-se ao passar perto da água se levarem algumas folhas de losna (Artemisia absinthium). Espargir losna em qualquer coisa que uma rusalka possa querer roubar ou destruir também as mantêm à distância. Se elas se tornarem particularmente preocupantes em uma região, grandes quantidades de losna devem ser espargidas no rio ou lago.



Sadko - é um protagonista de bylina, um dos heróis maiores populares na mitologia russa antiga. Lendas sobre Sadko foram divulgadas no Terra de Novgorod, os seus âmbitos ficam ali mesmo. Muitas obras de arte foram dedicadas a Sadko (por exemplo, ópera “Sadko” de Nikolai Rimsky-Korsakov). Muitos objetos foram nomeados em homenagem a este herói (por exemplo, quebra-gelo “Sadko” que funcionava em 1913-1941). Sadko é um dos símbolos fundamentais de Veliky Novgorod.
skrzak ou skrzat - é um pequeno demônio voador na mitologia wendish e polonesa.
Sampo - Coluna que suportava o peso de todo o Universo, segundo a crença dos finlandeses.
Stalo - Gigante ou ogre terrível que era o terror dos lapões. Stalo tinha por esposa uma velha bruxa muito feia; tinham ambos apenas um olho com o qual se serviam alternadamente; costumavam comer seus próprios filhos, bem como as crianças dos lapões. Dizia stalo que os bebês lapões eram mais gostosos e que os próprios filhos cheiravam muito a enxofre.
Stuhać - é uma criatura mítica demoníaca na mitologia sérvia, registrada na Herzegovina. Embora seu nome seja semelhante a zduhać, não há semelhança real.
Stuhać vive em montanhas altas e em áreas estéreis; como ele aparenta não está descrito, entretanto é sabido que vestia mixórdias feitas de ligamentos humanos em suas pernas, para não escorregar nos precipícios da montanha .Se sua mixórdia rompesse, ele puxaria ligamentos das pernas de alguém para fazer uma nova
Svarog - Deus do Sol e do Fogo. (figura acima)
Telavel - Nome de um ser lituano, o ferreiro que forjou o Sol e o colocou no espaço.
Tiernoglav era o deus russo-eslavo relacionado às expedições guerreiras e à vitória. É representado como tendo a cabeça negra e o bigode de prata.
Tiernoglav - era o deus russo-eslavo relacionado às expedições guerreiras e à vitória. É representado como tendo a cabeça negra e o bigode de prata.
Topielec, Vodník ou Utopiec - é um nome aplicado à espíritos eslavos da água. O topielce são espíritos de almas humanas que morreram se afogando, residindo no elemento de seu próprio falecimento. São responsáveis por sugar pessoas para dentro de pântanos e lagos tão bem quanto matar os animais de pé próximos a águas paradas.
Turupid - é um deus guerreiro, cujo nome significa “fazer barulho”.


Uldra - Pequeno povo que vivia embaixo da terra. Os uldra eram afáveis e bondosos, se os deixassem em tranqüilidade; quando um lapão armava sua tenda sobre uma moradia Uldra, estes o avisavam para que se mudasse imediatamente; protegiam os magos e feiticeiros.

Urso - Filho do deus do Céu; veio à Tera com o dever de fazer reinar nela a honestidade e justiça. Era um animal bastante venerado pelos lapões. O urso protegido pelos Uldra só poderia ser morto por uma bala de prata, fundida de noite, perto de um cemitério.

Vilas -
são espíritos que vivem nas florestas e nas nuvens. Às vezes tomam as formas de cisnes, cobras, cavalos, falcões ou lobos, mas geralmente aparecem como belas jovens, nuas ou vestidas de branco com longos cabelos flutuantes. Na Sérvia, são jovens amaldiçoadas por Deus;
na Bulgária são conhecidas como samovilas ou samodivas, meninas que morreram sem ser batizadas; 
e na Polônia são belas jovens que flutuam no ar para expiar sua frivolidade quando eram vivas.
As vozes das vilas são tão belas quanto sua aparência e quem as ouvir esquece-se de comer, beber ou dormir, às vezes por dias.
Têm poderes de profecia e de cura e às vezes ajudam seres humanos. Outras vezes, atraem jovens para dançar com elas, o que, de acordo com o humor delas, pode ser muito bom ou muito ruim para o rapaz. Quando dançam, deixam “círculos de fadas” de grama espessa e pisá-los dá azar.

Oferendas às Vilas
consistem em bolos redondos, fitas, frutas frescas e flores ou vegetais deixados nas árvores e cavernas sagradas.
Dizem que se um só dos seus cabelos for arrancado, a vila morre, ou é forçada a voltar à sua forma verdadeira. Um humano pode ganhar controle sobre uma vila roubando penas de suas asas. Uma vez que ela as recupere, porém, ela pode desaparecer.
A despeito de seus encantos femininos, porém, as vilas são guerreiras ferozes. A terra treme quando elas batalham. Montam em cavalos ou cervos quando caçam com seus arcos e flechas e matam qualquer homem que as desafie ou quebre sua palavra.

Os nomes de vilas no folclore sérvio incluem
Andresila,
Andjelija,
Angelina,
Djurdja,
Janja,
Janjojka,
Jelka,
Jerina,
Jerisavlja,
Jovanka,
Katarina,
Kosa,
Mandalina,
Nadanojla
Ravijojla.
Jerisavlja é considerada a lídermas a mais famosa é Ravijojla, protetora do Príncipe Marko, governante da Sérvia de 1371 a 1395 que tornou-se protagonista de canções e epopéias. Segundo a lenda, quando Marko nasceu, três fadas apareceram e disseram que ele ia tornar-se um herói e substituir seu pai, o rei. Este mandou abandoná-lo em uma cesta jogada ao rio, mas uma vila o recolheu. Ao ser amamentado pela vila, Marko ganhou poderes sobrenaturais, além da ajuda de uma irmã vila, chamada Gyura.

Na Bulgária as samodivas vestem camisa e saia, um cinto verde e um casaco sem mangas, decorado com penas com as quais podem voar como pássaros. São senhoras das águas e têm o poder de trazer a seca, mas nem sempre sãao hostis ou perigosas.
Zaria ou Zoria - é a deusa da beleza na mitologia eslava.Uma deusa outrora popular, também associada com a manhã, Zaria foi conhecida por seus devotos como “a noiva celeste”. Era saudada na aurora como “a mais brilhante solteira, pura, sublime, honrosa”. Era também conhecida como uma sacerdotisa da água que protegia guerreiros.
Zarya (заря) é a palavra russa para o “nascer do sol”, ou “estrela da manhã”.
Zirnitra, ou Zir - é um dragão eslavo preto e o deus da feitiçaria. A imagem de Zirnitra foi empregada em uma bandeira Wendish quando os Wends lutaram ao invadir os Saxões. Zirnitra literalmente significa magicamente fortalecido. Rosvodiz é um apelido de Zirnitra.
Złota Baba - é uma deusa chamada “Mulher Dourada”. Ela recebeu muitos sacrifícios e deu oráculos, representados em ouro.
Outros nomes para ela são Zhywa (Zywa) ou Zhywie (Zywie) na Polônia, Zaleta, Jezy-Baba, e Baba-Jedza (que corresponde ao Baba Yaga russo). Há lugares na Polônia e Eslováquia que seus nomes de Złota Baba incluem Babia Gora, Babi Jar ou Babiec.

 Mitologia Galaica & Lusitana 
A Galécia (em latim Gallaecia ou Callaecia) foi uma província romana na extremidade norte-ocidental da Península Ibérica, que corresponde ao território onde se encontra a cultura castreja na actual Galiza e norte de Portugal.  Os galaicos (callaeci ou gallaeci, em latim, kallaikoi em grego), também chamados
de calaicos, eram um conjunto de tribos celtas  que habitavam o noroeste da península Ibérica, correspondendo hoje em dia ao espaço geográfico que abrange o norte de Portugal, a Galiza, as Astúrias e parte de Leão.

Travaram grandes batalhas com os romanos durante anos e foram subjugados política e militarmente por estes, comandados por Décimo Júnio Bruto, que pela proeza de os derrotar, tomou o cognome de “o Galaico”.

A designação da tribo vem da batalha entre galaicos e romanos que ocorreu na cidade de Cale (que alguns historiadores situam no que hoje é Gaia e outros no que hoje é Porto) e celebra a forte resistência dada por este povo aos romanos, que estendem a designação às restantes tribos do noroeste peninsular.

Os deuses lusitanos estiveram em síntese quer com os celtas quer com os romanos. O povo lusitano adaptou os cultos de ambas as civilizações, influenciando deste modo as crenças locais. Algumas divindades lusitanas foram assimiladas pelos romanos.

Atégina

Atégina ou Ataegina era a deusa do renascimento (Primavera), fertilidade, natureza e cura na mitologia lusitana. Viam-na como a deusa lusitana da Lua. O nome Ataegina é originário do celta Ate + Gena, que significaria “renascimento”.

O animal consagrado a Atégina era o bode ou a cabra. Ela tinha um culto de devotio, em que alguém invocava a deusa para curar alguém, ou até mesmo para lançar uma maldição que poderia ir de pequenas pragas à morte.

Atégina era venerada na Lusitânia e na Bética, existem santuários dedicados a esta deusa em Elvas (Portugal), e Mérida e Cáceres na Extremadura española, além de outros locais, especialmente perto do Rio Guadiana. Ela era também uma das principais deusas veneradas em locais como Myrtilis (Mértola dos dias de hoje), Pax Julia (Beja), ambas cidades em Portugal, e especialmente venerada na cidade de Turobriga, cuja localização é desconhecida. A região era conhecida como a Baeturia celta.

Bandua

É um deus supremo da cultura castreja (dos Galaicos, portanto),mas também dos Lusitanos, considerado o Deus da guerra e vinculado a tradição céltica centro europeia. Geralmente aparece com diferentes epítetos – Bandua Aposolego, Bandua Cadogus, Bandua Aetobrigus, Bandua Roudeacus, Bandua Isibraiegus – que fazem referência ao Seu carácter militar. Nas fontes romanas aparece associado com Marte. Apareceram menções em gravuras de numerosos lugares do noroeste peninsular, com menor frequência no resto da península. Uma ara dedicada a este Deus atopou-se no castro de San Cibrao de Las, no concelho de San Amaro, ara especialmente importante já que aportou o nome do castro, sendo deste jeito un dos poucos castros dos que conhecemos o seu nome, Lansbricae.

Cariocecus
Cariocecus ou Mars Cariocecus era o deus da guerra na mitologia lusitana. Era o equivalente lusitano para os deuses romanos Marte e para o grego Ares.

Os lusitanos praticavam sacrifícios humanos e quando um sacerdote feria um prisioneiro no estômago fazia previsões apenas pela maneira como a vítima caia e pela aparência dos intestinos. Os sacrifícios não estavam limitados a prisioneiros mas também incluiam animais, em especial cavalos e bodes. É o que diz Estrabão, “ofereciam um bode, os prisioneiros e cavalos”. Os lusitanos cortavam a mão direita dos prisioneiros e as consagravam a Cariocecus.

Duberdicus
Duberdicus era o deus das fontes e da água na mitologia lusitana.

Endovélico
Endovélico é uma divindade da Idade do Ferro venerada na Lusitânia pré-romana. Deus da medicina e da segurança, de carácter simultaneamente solar e ctónico, depois da invasão romana, seu culto espalhou-se pela maioria do Império Romano, subsistindo por meio da sua identificação com Esculápio ou Asclépio, mas manteve-se sempre mais popular na Península Ibérica, mais propriamente nas províncias romanas da Lusitânia e Bética.
Endovélico tem um templo em São Miguel da Mota, no Alentejo, em Portugal, e existem numerosas inscrições e ex-votos dedicados a ele no Museu Etnológico de Lisboa. O culto de Endovélico sobreviveu até ao século V, até que o cristianismo se espalhou na região

Nábia
Nabia era a deusa dos rios e da água na mitologia galaica e lusitana. O rio Navia, na Galiza, e o rio Neiva, perto de Braga (antiga captal da Galécia), foram baptizados em sua homenagem. Nabia era especialmente adorada entre os Brácaros, tal como é comprovado pelas inscrições epigráficas em língua céltica da Fonte do Ídolo em Braga (Bracara Augusta) e latina de Marecos (Penafiel). Interpretações recentes permitem redefinir a perspectiva tradicional de uma mera divindade fluvial.

Nantosvelta
Nantosvelta era uma deusa celta da natureza e da caça, assimilada pelos romanos como sendo Diana. Pelo menos um baixo-relevo dela foi encontrado na Alemanha. Nantosvelta era também a deusa da Natureza entre os lusitanos.

Pena Molexa
A Pena Molexa é um dos monumentos naturais mais singulares do Concelho de Narom e fica na freguesia de Santa Maria a Maior do Val, perto do assentamento castrejo de Vilasuso.

A Lenda da Moura:

Conta a lenda que um poderoso feitiço converteu uma fada muito bela numa rocha. Na noite do solstício de Verão desfaz-se o encantamento e por uns segundos a rocha transforma-se de novo numa mulher, que sai e mostra um tesouro. A donzela tem de procurar um pretendente que a liberte de passar outro ano inteiro fechada na rocha. Mas como deve pôr à prova o jovem, para se assegurar do seu amor, a fada dá a escolher entre ela e o tesouro. O destino manda e o pretendente, ano após ano, escolhe o cofre. Nesse momento, o ouro esvai-se e ambos fundem-se na rocha. Ela terá de ficar mais um ano à espera de repetir a história.

Lenda do rei e dos guerreiros

Esta lenda conta que ao pé da Pena Molexa há outras rochas que são um rei e os seus guerreiros convertidos em penedos, também por um feitiço. Na noite do solstício de Verão, a noite do São João, transformam-se de novo em humanos, para lembrar as pessoas que sempre ficarão lá para guardar a terra. Essa noite o rei e os seus homens e mulheres percorrem e vigiam os montes, visitam e protegem as casas, além de cuidar os idosos, já que são eles que guardam as nossas antigas tradições. Ao finalizar a noite solsticial, convertem-se mais uma vez em pedra, de onde nos espreitam, ficando para todo o sempre connosco a proteger a Terra de Trasancos.

A noite do São João:
A noite do São João é uma data mágica. Há imensos mitos, lendas, romances e tradições relacionados com ela, perante a chegada do solstício de Verão. É considerada a grande noite do amor, os oráculos, a adivinhação e a fertilidade. Para as culturas pre-cristãs, a noite do São João era o momento de festejar que o dia, quer dizer, a vida, que vencia a noite, o eterno alter ego da morte. É verdade que naquela altura só se celebrava o solstício de Verão, o apogeu do Deus Sol. Hoje em dia, já não fica quase nada da presença espiritual, mas sim de magia e de superstições. Desde tempos pré-romanos que o lume, em forma de fogueiras, joga um papel muito importante nesta celebração. Com esta acção, tencionava-se “dar mais força ao sol” que, a partir desses dias, ia fazendo-se mais “fraco”.


Os Mouros:

No folclore galego, o mouro constitui o protótipo de ser sobrenatural, uma autêntica raça mítica que reflecte valores e caracteres duma sociedade sobretudo rural.

Os mouros, no imaginário galego, moram en lugares onde os humanos não podem morar: abaixo da água ou da terra. Os castros, os dólmens, as covas e as profundezas das lagoas são espaços mágicos, mas principalmente são o lar dos seres sobrenaturais galegos que aparecem como os seus construtores e os seus moradores.

A Deusa Mãe continua a viver hoje na etnografia galega como A Moura. É um fóssil vivente que, na manhã do São João, ao alvorecer, nos faz o presente da sua presença, quando vem à procura dum generoso esposo merecedor de compartilhar com Ela o seu amor e os seus tesouros no Além.

Este é o caso da Pena Molexa no Val, um enorme megálito, de muitas toneladas de peso, acavalado de propósito e colocado em frente do lugar por onde sai a lua nova no ano chamado metónico.

Tongoenabiagus
Tongoenabiagus era o deus da Fonte do Juramento para o povo castrejo da Galécia, actual norte de Portugal e Galiza. A Fonte do Ídolo, em Braga, é uma fonte romana dedicada a Tongoenabiagus. Possivelmente um deus duplo, Tongoe e Nabia, é um deus das águas. Uma proposta de interpretação de Tongoenabiagus é “o deus do rio pelo qual se jura”.

Turiaco
Turiaco (em latim Turiacus) era o deus do poder das mitologias galaica e lusitana. Parece ter sido especialmente venerado pelos gróvios, povo galaico que habitava o vale do rio Minho. Seu nome seria proveniente dos termos locais tur ou tor, que significam “senhor” ou “rei”, e teria sido relacionado, por estudiosos, a uma inscrição irlandesa em gaélico que alude a Thor í rí no tighearna.

Mitologia Irlandesa

mitologia da Irlanda pré-cristã não sobreviveu inteiramente à conversão ao cristianismo, mas boa parte dela foi preservada, removido o seu significado religioso, na literatura medieval irlandesa, a qual representa o mais abrangente e o mais bem preservado de todos os ramos da mitologia celta.

Embora muitos dos manuscritos não tenham sobrevivido e ainda mais material provavelmente jamais tenha sido registrado pela escrita, há ainda o bastante para possibilitar a identificação de quatro ciclos distintos, embora sobrepostos:
o Ciclo Mitológico Irlandês, 
o Ciclo do Ulster, 
o Ciclo Feniano 
e o Ciclo Histórico Irlandês.

Há também certa quantidade de textos mitológicos sobreviventes que não se encaixam em quaisquer dos ciclos. Em acréscimo, há um grande número decontos de fadas registrados que, embora não sejam estritamente mitológicos, apresentam personagens de um ou mais destes quatro ciclos.

As fontes
As três principais fontes manuscritas da mitologia irlandesa são:
o Lebor na hUidre (fins do século XI/início do século XII), que está na biblioteca da Real Academia Irlandesa,
o Livro de Leinster (início do século XII), na biblioteca do Trinity College, em Dublin,
e o manuscrito Rawlinson B 502 (“Rawl.”), abrigado na Biblioteca Bodleiana na Universidade Oxford. Apesar das datas destas fontes, a maior parte do material que eles contém antecede sua composição. A prosa datável mais antiga, com base em fundamentos lingüísticos, remonta ao século VIII, e alguns dos versos podem ser até do século VI.

Outras fontes importantes incluem um grupo de quatro manuscritos originados no oeste da Irlanda em fins do século XIV ou início do século XV: O Livro Amarelo de Lecan, 
O Grande Livro de Lecan, 
O Livro de Many
O Livro de Ballymote.
O primeiro deles contém parte da mais antiga versão conhecida do Táin BóCúailnge, abrigada no Trinity College. Os outros três estão na Academia Real. Outros manuscritos do século XV, tais como O Livro de Fermoy, também contém material interessante, bem como obras sincréticas posteriores tais como Foras Feasa ar Éirinn (“A História da Irlanda”, cerca de 1640) de Geoffrey Keating, particularmente porque estes compiladores e escritores tardios podem ter tido acesso a fontes manuscritas desde então desaparecidas.

Ao utilizar estas fontes, é sempre importante questionar o impacto das circunstâncias nas quais foram produzidas. A maioria dos manuscritos foi criada por monges cristãos, que podem ter se sentido divididos entre o desejo de recordar sua cultura nativa e sua hostilidade religiosa às crenças pagãs,resultando na evemerização de alguns deuses. Muitas das fontes tardias podem também ter sido parte de um esforço de propaganda planejado para criar uma história para o povo da Irlanda que pudesse gerar uma equivalência da descendência mitológica dos fundadores de Roma, promulgada por Geoffrey de Monmouth e outros para os invasores britânicos. Havia também uma tendência para reescrever genealogias irlandesas, de modo a que se encaixassem no esquema conhecido da genealogia grega ou bíblica.

Outrora, não se questionava que a literatura medieval irlandesa preservasse tradições verdadeiramente antigas sob uma forma de tradição oral virtualmente inalterada através dos séculos até os antigos celtas. Tornou-se famosa a descrição do Ciclo do Ulster por Kenneth H. Jackson como uma “janela para a Idade do Ferro”, e Garret Olmsted tentou traçar paralelos entre Táin Bó Cúailnge, o épico do Ciclo do Ulster e a iconografia do Caldeirão Gundestrup. Todavia, esta posição “nativista” tem sido desafiada por estudiosos “revisionistas” que acreditam que muito do material remanescente foi criado em épocas cristãs numa imitação deliberada da poesia épica da literatura clássica que veio com o aprendizado do latim. Os revisionistas apontam passagens aparentemente influenciadas pela Ilíada no “Táin Bó Cúailnge” e a existência do Togail Troi, uma antiga adaptação da Eneida encontrada no Livro de Leinster e observam que a cultura material das histórias é geralmente mais próxima da época da composição das histórias do que do passado distante. Um consenso tem surgido, o qual encoraja uma leitura crítica do material.

Ciclo mitológico
O Ciclo Mitológico Irlandês, contendo histórias dos antigos deuses e das origens dos irlandeses, é o menos preservado dos quatro ciclos. As fontes mais importantes são o Metrical Dindshenchas ou Lore of Places (“Folclore dos Lugares”) e o Lebor Gabála Érenn ou Book of Invasions (“Livro das Invasões”).
Outros manuscritos preservam estes contos mitológicos, tais como
O Sonho de Angus,
A Corte de Étain
e Cath Maige Tuireadh, A (segunda) Batalha de Magh Tuireadh. Uma das mais bem conhecidas de todas as histórias irlandesas, Oidheadh Clainne Lir ou “A Tragédia dos Filhos de Lir”, é também parte deste ciclo.

Lebor Gabála Érenn é uma pseudo-história da Irlandaremontando a linhagem dos irlandeses até Noé.
Conta uma série de invasões ou “tomadas” da Irlanda por uma sucessão de povos, um dos quais era o povo conhecido como os Tuatha Dé Danann, que se acreditava terem habitado a ilha antes da chegada dos Gaels ou milesianos. Eles encararam a oposição de seus inimigos, os Fomorianos, liderados por Balor do Olho Gordo. Balor foi eventualmente assassinado por Lug Lámfada (Lug do Braço Longo) na segunda batalha de Magh Tuireadh. Com a chegada dos Gaels, os Tuatha Dé Danann se retiram para os subterrâneos e se tornam o povo das fadas do mito e lenda posteriores.

A Metrical Dindshenchas é a grande obra onomástica da antiga Irlanda, dando os nomes lendários de lugares significativos numa seqüência de poemas. Inclui significativa informação sobre figuras e histórias doCiclo Mitológico Irlandês, incluindo a Batalha de Tailtiu, na qual os Tuatha Dé Danann foram derrotados pelos milesianos.

É importante observar que lá pela Idade Média, osTuatha Dé Danann não eram vistos propriamente como deuses, mas como um povo mágico capaz de mudar de forma, numa antiga Era de Ouro irlandesa. Textos tais como Lebor Gabála Érenn e Cath Maige Tuireadh os apresentam como reis e heróis do passado distante, incluindo histórias sobre suas mortes. Todavia, existe considerável evidência, tanto em textos quanto nomundo céltico mais amplo, de que outrora eles eram considerados divindades.

Mesmo depois de terem sido removidos do posto de governantes da Irlanda, personagens tais como
Lug,
as Mórrígan,
Angus
e Manannan
Aparecem em histórias que se passam séculos mais tarde, denunciando sua imortalidade. Um poema no Livro de Leinster lista muitos dos Tuatha Dé, mas conclui dizendo
“embora [o autor] os enumere, ele não os venera”.
Goibniu, Creidhne e Luchtaine são denominados Trí Dée Dána (“três deuses de habilidade”), e o nome Dagda é interpretado em textos medievais como “o deus bom”.
Nuada é afim do deus pré-histórico britânico Nodens;
Lug é um reflexo da divindade pan-celta Lugus;
Tuireann pode ser relacionado ao Taranis gaulês;
Ogma à Ogmios;
Badb à Catubodua.

Outras importantes personagens Tuatha Dé Danann
Boann
Banba
Brigid
Creidhne
Danu
Dian Cecht
Donn
Ériu
Étain
Fódla
Macha
Nechtan
Sídhe
Banshee

Ciclo do Ulster
O Ciclo do Ulster se passa no início da era cristã e a maior parte da ação se desenrola nas províncias do Ulster e Connacht. Consiste num grupo de histórias heróicas que tratam das vidas de Conchobar mac Nessa, rei do Ulstero grande herói Cúchulainn, filho de Lug, e de seus amigos, amantes e inimigos. Estes são representados pelos Ulaid, ou povo do canto nordeste da Irlanda, e a ação das histórias é centrada em torno da corte real em Emain Macha, próxima a moderna cidade de Armagh. Os Ulaid têm vínculos próximos com a colônia irlandesa na Escócia, e parte do treinamento de Cúchulainn se passa naquela colônia.
O ciclo consiste de histórias de nascimentos, fases iniciais de vida e treinamento, namoros, batalhas, banquetes e morte de heróis, e refletem uma sociedade guerreira na qual a guerra consiste principalmente de combates individuais e a riqueza é medida principalmente em gado. Estas histórias são escritas principalmente em prosa. O ponto central do Ciclo do Ulster é o Táin Bó Cúailnge. Outros contos importantes deste ciclo incluem
A Trágica Morte do Filho Único de Aife,
O Banquete de Bricriu
A Destruição da Hospedaria de Da Derga.
O Exílio dos Filhos de Usnach, mais conhecido como a tragédia de Deirdre e fonte das peças de John Millington Synge, William Butler Yeats e Vincent Woods, também faz parte deste ciclo.
O ciclo, em alguns aspectos, está próximo ao Ciclo Mitológico. Alguns dos personagens deste último reaparecem, e o mesmo tipo de magia de mudança de forma está muito em evidência. Lado a lado com um realismo cruel, quase insensível.
Embora possamos suspeitar que uns poucos personagens, tais como Medb ou Cú Roí, tenham sido outrora divindades, e Cúchulainn em particular realize proezas super-humanas, os personagens são firmemente mortais e enraizados num tempo e lugar específicos. Se o Ciclo Mitológico representa a Idade de Ouro, o Ciclo do Ulster é a Idade Heróica da Irlanda.

Ciclo Feniano
Como o Ciclo do Ulster, o Ciclo Feniano ocupa-se dos feitos dos heróis irlandeses. As histórias do Ciclo Feniano parecem se situar em torno do século III e principalmente nas províncias de Leinster e Munster. Eles se diferenciam dos outros ciclos na força de suas ligações com a comunidade de língua irlandesa na Escócia e existem muitos textos fenianos oriundos daquele país. Também diferem do Ciclo do Ulster no sentido de que as histórias são contadas principalmente em verso e num tom que as colocam mais próximas da tradição do romance do que da tradição do épico. As histórias giram em torno dos feitos de Fionn mac Cumhaill e seu grupo de soldados, os Fianna.
A fonte individual mais importante do Ciclo Feniano é o Acallam na Senórach (Colóquio do Velho), encontrado em dois manuscritos do século XV, o “Livro de Lismore” e o Laud610, bem como num manuscrito do século XVII de Killiney, Condado de Dublin. Por evidência lingüística, o texto, que tem cerca de 8000 linhas, foi datado como sendo do século XII, e relembra as conversas entre Caílte mac Rónáin e Oisín, o último dos sobreviventes dos Fianna, e São Patrício. As datas tardias dos manuscritos podem refletir uma longa tradição oral para as histórias dos fenianos.
Os Fianna das histórias estão divididos pelo Clann Baiscne, liderados por Fionn, e o Clann Morna, liderado pelo inimigo, Goll mac Morna. Goll matou o pai de Fionn, Cumbal, em batalha e o garoto Fionn foi criado em segredo. Quando jovem, enquanto era treinado na arte da poesia, ele acidentalmente queimou seu polegar enquanto cozinhava o Salmão do Conhecimento, o que lhe permitia sugar ou morder seu polegar e receber rompantes de estupenda sabedoria. Ele tomou seu lugar como líder de seu grupo e numerosos contos são contados sobre suas aventuras.
Dois dos maiores contos irlandeses, Tóraigheacht Dhiarmada agus Ghráinne (A Perseguição de Diarmuid e Gráinne) e Oisín em Tír na nÓg formam parte do ciclo. 
A história de Diarmuid e Grainne, que é um dos poucos contos fenianos em prosa, é a provável fonte de “Tristão e Isolda”.
O mundo do Ciclo Feniano é aquele no qual guerreiros profissionais passam seu tempo caçando, pescando, lutando e vivendo aventuras no mundo espiritual. Os recém-admitidos ao grupo devem ter conhecimentos de poesia e se submeter a certo número de testes físicos e provações. Novamente, não há elemento religioso nestes contos, a menos que se considere a veneração dos heróis.

Ciclo Histórico
Era parte do dever dos bardos medievais irlandeses ou poetas da corteregistrar a história da família e a genealogia do rei o qual serviam. Eles o fizeram empoemas que fundiam o mitológico e o histórico em maior ou menor grau. As histórias resultantes formam o que se tornou conhecido como o Ciclo Histórico, ou mais corretamente, Ciclos, visto que existem vários grupos independentes.
Os reis ali cobertos vão desde o quase inteiramente mitológico Labraid Loingsech, que tornou-se Grande Rei da Irlanda por volta de 431 a.C., ao inteiramente histórico Brian Boru. Todavia, a maior glória do Ciclo Histórico é o “Buile Shuibhne” (A Loucura de Suibhne), uma história do século XII contada em verso e prosa.
Suibhne, rei de Dál nAraidi, foi amaldiçoado por São Ronan e tornou-se uma espécie de meio homem, meio pássaro, condenado a viver oculto nos bosques, fugindo da companhia humana. A história cativou a imaginação de poetas irlandeses contemporâneos e foi traduzida por Trevor Joyce e Seamus Heaney.

Aventuras
As aventuras, ou “echtrae”, são um grupo de histórias de visitas ao Outro Mundo irlandês. O mais famoso, Oisin in Tir na nOg, pertence ao Ciclo Feniano, mas várias histórias separadas sobreviveram, incluindo “A Aventura de Conle”, “A Viagem de Bran mac Ferbail” e a “A Aventura de Lóegaire”.

Viagens
As viagens, ou immrama, são contos de jornadas pelo mar e as maravilhas vistas nele. Estas, provavelmente nasceram das experiências de pescadores combinadas com elementos do Outro Mundo que comunicam as aventuras. Das sete “immrama” mencionadas nos manuscritos, somente três sobreviveram: a Viagem de Mael Dúin, a Viagem de Uí Chorra e a Viagem de Snedgus e Mac Riagla. A Viagem de Mael Duin é a precursora da “Viagem de São Brandão”.
No início do século XIX, Herminie T. Kavanagh a qual regist(r)ou muitos contos, as quais ela publicou em revistas e em dois livros. Vinte e seis anos após sua morte, os contos de seus dois livros, Darby O’Gill and the Good People e Ashes of Old Wishes serviram de base para o filme Darby O’Gill and the Little People. A afamada dramaturga irlandesa Lady Gregory também reuniu histórias folclóricas para preservar a história de sua terra natal.

Mitologia Arabe

 Divindades árabes pré – islâmicas
A
Aglibol era um divindade lunar da região de Palmira, na antiga Síria, e seu nome significava “Cordeiro de Bel” (“Cordeiro de Deus Era retratado com um halo lunar em torno de sua cabeça e, algumas vezes, ao redor dos ombros, tendo a lua em forma de foice (crescente) como um de seus símbolos.Ligava-se ao deus solar Yarhibol em uma famosa tríade, sendo associado com as versões sírias de Astarte, “Vênus”, e Arsu, a “Estrela da Noite”. Seu culto continuou no período helênico e foi, mais tarde, levado a Roma.

Al-Qaum (árabe: القوم) era o deus da guerra e da noite dos Nabateus e, ainda, guardião dos viajantes do deserto.Um enorme número de inscrições contendo seu nome foi encontrado e os arqueólogos acreditam que ele era o deus principal do panteão nabateno.

Alilat era a deusa-mãe Na mitologia árabe pré-islâmica.

Allāt ou Al-Lāt (Árabe: اللات‎) foi uma deusa da Arábia pré-islâmica, que era uma das três deusas supremas de Meca. Ela é mencionada no Alcorão (Sura 53:19), a qual indica que na Arábia pré-islâmica era considerada uma das três filhas de Allah, junto com Manāt and al-‘Uzzá.

Almaqah ou Ilmuqah (alfabeto arábico meridional: ‮‬; Ge’ez: ʾLMQH, árabe المقة ) era a divindade lunar do reino da arábia de Sabá e dos reinos de D’mt e Axum, situados na Eritreia e no norte da Etiópia. Os membros da dinastia reinante de Sabá consideravam-se seus filhos. Almaqah é representado em monumentos por um feixe de relâmpagos ao redor de uma arma curva, como uma foice. Os touros eram considerados animais sagrados para ele.

Anbay era, no panteão da Arábia pré-islâmica, um deus-adivinho e juiz. Seu nome significa “porta-voz” e é considerado o “Senhor da Justiça”. Na maioria das vezes, é mencionado em conjunto com Haukim, uma outra divindade com as mesmas características suas.

Amm era uma divindade lunar adorada no antigo Qataban e tinha como esposa a deusa Aserá. Os habitantes daquele reino do sul da Arábia intitulavam-se Banu Amm, os “Filhos de Amm”. Esse deus também era cultuado como um deus do tempo, pois seus atributos incluíam os relâmpagos.

Arsu é o deus palmirano da estrela da noite, sendo retratado, normalmente, montando um camelo ao lado de seu irmão gêmeo Azizos. Na Arábia pré-islâmica, é conhecido como Ruda.

Asira é um deus local, cultuado no norte da Arábia pré-islâmica, especialmente em Taima, um enorme oásis. Asira foi muito influenciado pela cultura egípcia, porém, seu nome foi apenas mencionado pelo rei babilônico Nabonido.

Azizos ou Aziz, na antiga mitologia levantina, é o deus palmirano da Estrela d’alva, a estrela da manhã. Ele é retratado, normalmente, montando um camelo com seu irmão gêmeo Arsu e venerado, em separado, na Síria, como o deus da estrela da manhã, em companhia do deus Monimos.

B
Baal-Shamin, também conhecido como Beelshamên, era uma divindade suprema e a divindade solar da região de Palmira, na antiga Síria. Seus símbolos são a águia e os raios. “Beel” equivale, ainda, às palavras semitas Baal e Bel, as quais significam “Senhor”, e era um nome antigo para Enlil e Marduque. Formava uma tríade com a divindade lunar Aglibol e a divindade solar Malakbel (ou Yarhibol).

Bajir, também conhecido como Bajar ou Bahar, era uma divindade menor, adorada pela tribo Azd da Arábia pré-islâmica. Além de ter sido cultuada por essa tribo, há indícios de que outras tribos vizinhas, tais como Tavy e Al-Qudaa, também poderiam tê-la reverenciado.
Diz-se que Mazin bin Gadhuba al-Tayy, um nativo de Omã, foi o último guardião do ídolo e que, durante um sacrifício, ouviu uma voz que o ordenava a desistir de sua fé no ídolo para converter-se ao Islã. Neste momento, Mazin destruiu o ídolo e dedicou o resto de sua vida na disseminação da nova doutrina na região.

Basamum era considerado o deus da cura no sul da Arábia pré-islâmica. Seu nome deve, provavelmente, derivar-se da forma basam, ou balsam (bálsamo), do proto-árabe, ou seja, uma planta usada na medicina antiga.

D
Datin era um deus-adivinho cultuado na Arábia pré-islâmica e associado, também, à justiça e ao juramento. Seu nome é bastante mencionado em inscrições daquela época.

Dhat-Ba’dan era a deusa representante da natureza do antigo Yemen e Etiópia. Era considerada, também, a deusa dos oásis e cultuada, por toda a região, em pequenas lagoas circundadas por árvores.

Dhu Shara ou Đū Shará (árabe: ذو شرى), “Senhor da Montanha”, transliterado como Dusares, era uma divindade anacônica do antigo Oriente Médio, adorada pelos nabateus em Petra e Madain Saleh, da qual era patrono. Na antiga Grécia, era associado a Zeus, porque era o principal do panteon nabateno, assim como Dionísio. Seu santuário, em Petra, possuía um grande templo, no qual uma grande pedra, em formato de cubo (Ka’ba), era o item central. Foi mencionada pelo historiador do século IX Hisham Ibn Al-Kalbi, o qual disse, em The Book of Idols (Kitab al-Asnām), o seguinte: “O Banū al-Hārith ibn-Yashkur ibn-Mubashshir, da tribo Azd, possuía um ídolo chamado Đū Sharā”.

Dhu’l-Halasa é um deus-adivinho cultuado na Arábia pré-islâmica. A forma em que é representado nos cultos é como uma pedra branca.

H
Haubas era um deus cultuado na Arábia pré-islâmica, especialmente no reino de Sabá. Os conselhos de Haubas eram sempre pedidos através da consulta a oráculos

Haukim era uma divindade da Arábia pré-islâmica, considerado um administrador da justiça e da lei. Seu nome significa “sapiência” e provém do radical HKM.É frequentemente mencionado em conjunto com Anbay, outra divindade da justiça.

Hubal é um antigo deus de Oriente Médio, adorado pelos árabes pré-islâmicos, associado com o deus semita Baal e com Adonis ou Tammuz, os deuses da Primavera, a fertilidade, a agricultura e a abundância. Seu culto foi introduzido por ‘Amr, filho de Luhay, a quem é atribuído o deslocamento para Meca do grande ídolo. O ídolo de Hubal erguia-se junto ao poço sagrado no interior da Morada Sagrada. Era de safira vermelha; teve um braço roto até que a tribo dos kuraischitas, que o considerava um dos seus deuses maiores, pôs-lhe outro de ouro maciço.

M
Malakbel

Manaf (árabe: مناف) era uma divindade da Arábia pré-islâmica, da cidade de Meca, na época em que seus habitantes ainda eram politeístas. A estátua de Manaf era acariciada por mulheres, entretanto, quando estas estavam em seu período menstrual, não podiam se aproximar da mesma.

Q
Qaynam  era, na Arábia pré-islâmica, a divindade dos ferreiros.

T
Ta’lab era uma divindade lunar cultuada na Arábia pré-islâmica, particularmente no reino de Sabá, e seu nome parece significar “capricórnio”. Por ser considerado, também, um deus-adivinho, era consultado para se obter conselhos.

U
Uzza ou Ozza (em árabe عزى), na Arábia pré-islâmica, era uma das três filhas do deus supremo.
Seu nome significa “Poderosa”.As irmãs dessa deidade eram as deusas Al-Zuhara e Al-lat. No geral, Uzza pe associada a Al-Zuhara (deusa do amor e da beleza), contudo se acredita que é mais ligada a Al-lat, já que, às vezes, Uzza e Al-lat conformavam uma trinidade junto com Manah, também conhecido como Manat, ou o deus Hubal. Assim, era comum cultuar Uzza e Al-lat juntos.
As três deusas irmãs foram admitidas durante um breve período no islamismo como divindades menores intercessoras ante Deus, segundo alguns famosos versículos do Alcorão. No entanto, Maomé recolheu imediatamente esses versículos alegando que não tinha sido revelados por Alá, mas inspirado por Satanás. Trata-se dos “versículos satânicos”.
W
Wadd (em árabe: واد) era uma divindade lunar dos mineus, conhecida também como Ilumquh, ʕAmm e Nanna, e seu nome significava “amor” e “amizade”.Acreditava-se que as cobras eram animais sagrados para Wadd.Ele é mencionado no Alcorão (71:23) como uma divindade da época do profeta Noé.YYa’uq, de acordo com o Alcorão, era uma divindade cultuada na época de Noé. Contudo, cultos de adoração a Ya’uq existiram, também, na época de Maomé.
Yaghūth (árabe: يَغُوثَ) é uma divindade cultuada na Arábia pré-islâmica, mencionada no Alcorão (71:23) na época do profeta Noé, e seu nome significa “aquele que auxilia”.
era uma divindade solar da região de Palmira, na Síria pré-islâmica.
O significado de seu nome, em aramaico é “Mensageiro de Baal” (“Mensageiro ou Anjo do Senhor”). Os gregos o identificavam com Hermes e os romanos, com Sol Invictus. Similarmente, na Babilônia, era identificado com o deus solar Shamash. Malakbel vem acompanhado, normalmente, pela divindade lunar Aglibol e, algumas vezes, pela deusa Alilat.

Fonte: claudia b.

Umbanda terça-feira, jan 24 2012 


Umbanda

PRÓLOGO

O Ser Humano é formado por três corpos distintos e interligados, à saber:

  1. Corpo Astral, que é a essência, a vibração cósmica, aquela centelha divina em evolução, O Espírito.
  2. Corpo Mental ou Ânima, também conhecido por Alma, ou perispírito, que é o repositório de todo o aprendizado nas inúmeras encarnações, através dos reinos da natureza, até chegar ao Hominal. Ali se encontram todas as pontencialidades negativas e positivas, guardadas, prontas para serem usadas no momento preciso e necessário à geração de uma freqüência.
  3. O Corpo Físico, que é uma cópia exata de sua matriz cósmica, com todas as necessidades, defeitos e potencialidades para cumprir um Carma predeterminado, à saber: como expiatório de faltas passadas, como coadjuvante na evolução de terceiros ou simplesmente por missão evolutiva junto aos encarnados.

Por essa razão o ser humano é um receptor privilegiado e também um gerador em potencial das freqüências necessárias à evolução do Orbe. Quando este serencontra auxílio para a desenvoltura de suas potencialidades, ele opera verdadeiros milagres; quando não, é uma usina pronta para uso, se degradando na vida física à espera de oportunidades negadas pelos seus pares, se corrói com o tempo, chegando mesmo à destruição sem nunca ter gerado nada de útil, o que lhe dará a obrigação por consciência e auto julgamento, a ânsia de nova encarnação (reencarnação) para cumprir o predeterminado, porém sem julgar os que podiam e não lhe deram apoio.

Algumas vêzes, movidos pelo livre arbítrio que lhe é concedido e conseqüentemente no desespero de produzir uma centelha que seja para a evolução do orbe, não dosa devidamente as freqüências geradas e, em vez de auxiliar, piora ainda mais a situação dos circundantes, provocando atritos e gerando para si próprio, algo mais à sanar , no próximo retorno à matéria.

Por essa razão, os grandes Avatares, que de vez em quando, aparecem com o auxílio direto do Supremo Arquiteto do Universo, deixam entre nós, não como imposição, mas para reflexão, lembretes, em forma de parábolas ou em versos, para que possamos colher a medida exata das freqüências a gerar em nossa Usina, como um bem para nós e a humanidade evolutiva; dentre estas, destaca-se por exemplo:

  1. “QUEM SEMEIA VENTOS, COLHE TEMPESTADES…”
  2. “Um LIVRO aberto é um ente que fala,
    fechado é um amigo que espera,
    esquecido é um coração que chora,
    destruído, uma alma que perdoa…”

ATENÇÃO PARA AS FREQÜÊNCIAS GERADAS,
POIS NELAS ESTÃO O TEU INFORTÚNIO OU
A TUA FELICIDADE

 

 

 

O QUE É A UMBANDA?

A Umbanda é um Sistema de comunicação, entre o mundo psíquico ou espiritual e o mundo físico ou material, e é neste sistema que estão incluídos todos os seres vivos e mortos, nascidos e por nascer. Os Espíritos se dividem em dois grandes grupos, à saber: ORIXÁS e EGUNS.

ORIXÁS: Espíritos de freqüência altíssima que nunca tiveram qualquer espécie de vida material.

EGUNS: Espíritos evolutivos, de freqüência baixa, que evoluem através de reencarnações neste e em outros Orbes.

Todos os conhecidos Guias da Umbanda, são Eguns, evoluídos, que trabalham na Seara Divina, em prol do aprendizado dos irmãos aprisionados na matéria evolutiva, sob a égide dos ORIXÁS.

Os Espíritos se agrupam em NAÇÕES.

Uma Nação, é o agrupamento de pessoas ou seres, que circundam o mesmo local, usam os mesmos trajes, falam o mesmo idioma (incluindo os dialetos), a têm o mesmo sistema filosófico, religioso e dogmático.

A Umbanda, é praticada por sete (7) Nações, à saber:

7) ORIENTE

6) OMOLOCÔ

5) ALMAS

4) ANGOLA

3) NAGÔ

2) GÊGE

1) KÊTO

As Nações 1, 2, e 3, são conhecidas como CANDOMBLÉ, onde não se opera com Eguns. Os Adeptos, vibram, cantam, dançam, dão comida e bebida, matam animais, enfim fazem tudo em louvor do Santo (ORIXÁ).
Esporadicamente, nessas Nações, há um “Toque de Umbanda”, como é chamado o trabalho com Eguns.

As Nações 4 e 5, trabalham amiúde com os Eguns, embora também sejam puxadas para o “Candomblé”.

O Omolocô é uma Nação Eclética pois que tem suas bases na mescla das outras, subdividindo-se como segue:

  • Omolocô - puxado para o Kêto
  • Omolocô - puxado para o Gêge
  • Omolocô - puxado para o Nagô
  • Omolocô - puxado para o Angola
  • Omolocô - puxado para o Almas
  • Omolocô - puxado para o Oriente

O Omolocô, também é conhecido, por alguns, como Umbanda Branca ou Umbanda de Jurema.

Oriente é uma Nação especial, onde se dispensa o ritual das demais, e aparentemente é mais suave, mais sutil, haja visto que não trabalham com a incorporação direta; porém para se tornar um elemento à altura da complexidade dos trabalhos desta Nação, o adepto, ou melhor o praticante, deverá saber e aprender todo o ritual das demais, pois necessitará conhecê-los, para usá-los quando se fizer mister. O dispêndio de energia vital, pelo Médium no Oriente, eleva-seà quatro ou cinco vezes mais do que o normal, pois terá que utilizar os rituais necessários, sem a demonstração física dos mesmos.

Umbanda prática, em cada uma das sete Nações, tem sete Linhas, cada Linha sete Falanges, cada Falange sete legiões, cada Legião sete Peões, cada Peão comanda sete Elementares e cada Elementar tem à seu serviço, sete avissais.


O Número 7 Cabalístico

O número 7 (sete), é cabalístico na Umbanda, porque:

7 são as Nações que praticam a Umbanda

7 são as Linhas de cada Nação

7 são os Orixás que comandam estas Linhas

7 são os dias da semana

7 foram as Chagas de Cristo

7 foram as quedas à caminho do Gólgota

7 são as Divindades que comandam a Natureza

7 são as Cabeças da Hidra

7 são as cores refratadas pelo prisma

7 foram as Horas de agonia do Mestre Jesus

7 são as rogatórias do Pai Nosso

7 são os Chacras entéricos

7 são os Plexos na matéria

7 são as Posições Fundamentais e Liturgias na Umbanda

7 são as Posições Secundárias e Ritualísticas na Umbanda

SETH (7) era o nome do irmão de Osíris (Egito Antigo)

7 = Moisés deixou 5 livros e a lei se resume em 2 testamentos

São 7 os altares, 7 os bezerros e 7 os carneiros de Balac

7 anos gastos na construção do Templo de Salomão

7 casais de cada espécie de animal postos na Arca de Noé

No 7o mês a Arca de Noé repousa no Monte Ararat

O Candelabro de 7 braços

Os 7 castiçais de ouro

As fases dos 7 Anos

As 7 lâmpadas de fogo

Os 7 Grandes princípios HERMÉTICOS

O livro dos 7 Selos

As 7 notas musicais

Os 7 palmos das sepulturas

Os 7 Planetas Sagrados

As 7 vacas, 7 espigas do sonho do Faraó, desvendado por José do Egito

As 7 Taças (cheias de pragas)

Os 7 contra Tebas

As 7 Trombetas do Apocalipse

7 são as dores de NOSSA SENHORA:

a) A perda do menino Jesus no Templo

b) A fuga para o Egito

c) O encontro com Jesus na rua da amargura

d) A Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo

e) A morte de Jesus Cristo

f) O Filho morto é colocado em seus braços

g) O sepultamento de Jesus

Os 7 Arcanjos ante o trono do Criador:

a) Gabriel

b) Rafael

c) Joriel

d) Miguel

e) Samuel

f) Ismael

g) Iramael

7 Cores refratadas pelo Prisma:

a) Violeta

b) Amarelo

c) Anil

d) Verde

e) Laranja

f) Azul

g) Vermelho

As Constelações de 7 Estrelas:

a) Alcione

b) Caleano

c) Asterope

d) Merope

e) Tayegeta

f) Eletra

g) Maya

Os 7 Elementais:

a) Arcanjos

b) Anjos

c) Devas

d) Silfos

e) Gnomos

f) Salamandras

Os 7 Elementos:

a) Éter

b) Água

c) Metais

d) Pedra

e) Matas

f) Terra

g) Fogo

As 7 Igrejas da antigüidade:

a) Tiaira

b) Éfeso

c) Esmirna

d) Laudicéia

e) Filadélfia

f) Bérgamo

g) Sardesi

As 7 Maravilhas do Mundo:

a) Pirâmide de Quéops

b) Jardim Suspenso de Semíramis, na Babilônia

c) Farol de Alexandria

d) Colosso de Rhodes

e) Túmulo de Mansolo, em Helicarnasso

f) Estátua de Júpiter Olímpico, em Olímpia.

g) Templo de Artemis, em Éfeso

Os Deuses do Olimpo tinham 7 formas:

a) Forças Espirituais

b) Forças Cósmicas

c) Deuses

d) Corpos Celestes

e) Poderes Psíquicos

f) Reis Divinos

g) Heróis e Homens Terrestres.

Os 7 Planetas sagrados:

a) Sol

b) Lua

c) Mercúrio

d) Vênus

e) Marte

f) Júpiter

g) Saturno

Os 7 Planos da Evolução:

a) Plano dos Espíritos Virginais, do Criador

b) Plano do Espírito Divino

c) Plano do Espírito

d) Plano da vida

e) Plano do Pensamento

f) Plano do Desejo

g) Plano do Mundo Básico

Os 7 Princípios da Moral Pitagórica:

a) Retidão de propósitos

b) Tolerância na opinião

c) Inteligência para discernir

d) Clemência para julgar

e) Ser verdadeiro em Palavras e Atos

f) Simpatia

g) Equilíbrio

As 7 Pragas do Egito:

a) Gafanhotos

b) Água se tornar sangue

c) Rãs

d) Piolhos

e) A Peste

f) Saraivada (chuva de granizo)

g) As trevas

Os 7 Sábios da Grécia:

a) Thales de Mileto

b) Bias

c) Cleopulo

d) Mison

e) Quilon

f) Pitaco

g) Sólon

Os 7 Sacramentos:

a) Batismo

b) Confirmação

c) Eucaristia

d) Sacerdócio

e) Penitência

f) Extrema-unção

g) Matrimônio

As 7 Virtudes Humanas:

a) Esperança

b) Fortaleza

c) Prudência

d) Amor

e) Justiça

f) Temperança

g) Fé

Os 7 Pecados Capitais:

a) Vaidade

b) Avareza

c) Violência

d) Egoísmo

e) Luxúria

f) Inveja

g) Gula

Os 7 propósitos da Yoga:

a) Isolamento

b) Discernimento

c) Clarividência

d) Calma

e) Perseverança

f) Fortalecimento

g) Purificação

Dias consagrados aos grandes Orixás da Umbanda
e festejados em todas as nações

20 de Janeiro

OXÓSSI

13 de Fevereiro

OMOLU

20 de Março

OXAGUIAN

23 de Abril

OGUM

13 de Maio

ALMAS (PRETO-VELHOS)

13 de Junho

XANGÔ (EXUS)

24 de Junho

XANGÔ

29 de Junho

XANGÔ

26 de Julho

NANÃ

15 de Agosto

IEMANJÁ

27 de Setembro

IBEJI

30 de Setembro

XANGÔ

25 de Outubro

IBEJI

2 de Novembro

SALAUIM (MORTOS)

22 de Novembro

CABOCLOS

4 de Dezembro

IANSÃ

8 de Dezembro

OXUM

25 de Dezembro

OXALÁ

São dias especiais em que não podemos esquecer de homenagear e render graças.


IFÁ

O IFÁ na Umbanda é a 3a Pessoa da Santíssima Trindade:

ZAMBI O PAI
OXALÁ O FILHO
IFÁ O SANTO ESPÍRITO

O IFÁ entre os romanos, gregos, persas, caldeus, egípcios, hindus, mongóis, etc. eram conhecidos como ORÁCULOS.
Esse Oráculo tinha geralmente como Sacerdote, uma mulher (Sacerdotisa) virgem, pura, sustentada a portas fechadas no templo, usado pelos que praticavam a parte religiosa. Existiam também no templo homens para o trabalho pesado, que obedeciam cegamente às ordens da Sacerdotisa e ali estavam para servi-la e resguardá-la dos demais. Eram os chamados EUNUCOS, também conhecidos nas tribos Incas e Astecas como os MUGERADOS. Estes homens eram desde a infância, escolhidos para este Santo Ofício, quando eram enclausurados e recebiam tratamento de choque que consistia no seguinte:

  1. Dos 7 aos 14 anos, em estudos violentos de Teosofia, Teogonia, Cosmografia, Astrologia, Astronomia e uma série de ciências exatas (entre elas a Matemática, Geometria Analítica e o Desenho).
  2. Dos 14 ao 21 anos, o ensino era de esportes, levantamento de pesos, arremessos de pedras de todos os tamanhos em crescendo, enfim todos os esportes violentos para o desenvolvimento da musculatura.
  3. Paralelamente recebiam um tratamento de pancadas com varetas na bolsa escrotal, sempre aumentando gradativamente de acordo com o esforço físico.

Com isto, os Eunucos tornavam-se homens fortes, com instrução invulgar, porém com o Chacra Básico anulado, não havendo libido, ereção, etc., não havendo possibilidade de retorno.

As Sacerdotisas eram instruídas pelas antecessoras nas artes de Mão-de-faca (para os sacrifícios), Mão de Ofá (para a colheita e quinagem de ervas), Ogã Calofé(para os Cânticos e músicas necessárias ao Ritual), e na Mão de Ifá.

O IFÁ é utilizado através de determinados materiais, como sejam:

IFÁ Cartas de Tarô, I Ching, Cartas Comuns
Quiromancia
Grafologia
Numerologia
Fogo, fumaça
Folhas diversas
Água, líquidos
Som, vibrações sonoras
Búzios

CARTAS: São usadas por Ciganos. As cartas têm valores predeterminados; têm o seu valor interpretado conforme a posição em que cai.

I CHING: É usado pelos Orientais (Chineses, Japoneses, etc). Baseia-se nos Ideogramas formados por 6 linhas, de traços e pontos que predeterminam as respostas a serem dadas.

TARÔ: É de origem Fenícia. Foi demonstrada para o mundo ocidental através dos Egípcios, Persas e Caldeus.

BARALHO COMUM: É de origem dos Ciganos Otomanos (Turcos).

QUIROMANCIA: É também usada pelos Ciganos, leitura de mãos, herdada dos Egípcios assim como as Folhas de Chá.

GRAFOLOGIA: É de origem greco-romana.

FOGO e FUMAÇA: São de origem dos Aborígines de todo o mundo: Europeus, Americanos, Asiáticos, Africanos e Esquimós.

FOLHAS DIVERSAS: São de origem Egípcia, Hebreus, Árabes e alguns Silvícolas.

ÁGUA e LÍQUIDOS: São de origem das religiões ocidentais tais com: Cristianismo, Kardecismo, Umbanda, Protestantismo, Pentecostais, Adventistas, Testemunhas de Jeová, etc.

SOM: É a única forma universal, inerente à todos os povos desde a mais remota civilização conhecida, no trato com a Divindade da Adivinhação.

BÚZIOS: São de uso exclusivo da Umbanda e assemelhados.


BÚZIOS

Búzios

Os Búzios são crustáceos (conchas) e devem ser jogados respeitando-se sempre o Ternário Sagrado, com 7 (sete) Búzios para cada lado.

São 7 masculinos, 7 femininos e 7 neutros.

O búzio é um ser vivente, marítimo, hermafrodita (independente de ligação para fecundar).

No jogo de búzios, os masculinos são consagrados aos Orixás masculinos (Oxalá, Xangô, Ogum, Oxóssi, etc.) e os femininos, consagrados aos Orixás femininos (Oxum, Iemanjá, Iansã, Nanã, etc.).

Deve se levar em conta que ao se fazer a 1a jogada (que deverá ser com 21 Búzios), para onde pender os Neutros é a determinante do predomínio do jogo (lado masculino ou feminino).

Na Umbanda são usados exclusivamente Búzios para o IFÁ.

O Ifá é a 3a aresta do Poder Supremo. A ela respondem os 3 Orixás especiais em potencial.

1a Comando do Ifá Orixá TEMPO
2a 1a Auxiliar Orixá OXUMARÊ
3a 2a Auxiliar Orixá OSSANHE

Por essa razão o Ifá (Jogo de búzios) não é, e nunca será serviçal dos homens, como outros modos de adivinhação. Só responde quando achar que deve responder.

Portanto, jogadores de Búzios que dizem predizer o futuro, relembrar o passado e querem agir no presente com a devida segurança, devem tomar cautela para não se tornar vítima de um alto-engodo, por que o Ifá só responde quando e o que quiser. Cuidado!

OXALÁ

Na Umbanda, Oxalá é o Orixá mais alto da escala hierárquica. Plano 7 e tem como vulto o próprio Divino Mestre – JESUS, e é representado nos pontos riscados, por uma estrela de cinco pontas, ou o Pentateuco.

Oxalá se apresenta na Umbanda de três formas diferentes, ou seja:

Oxalá Menino – OXAGUIAN - Sincretizado no Menino Jesus de Praga.
Oxalá Velho – OXALUFAM - Sincretizado por Jesus Cristo no Monte das Oliveiras.
Oxalá (Morto) – OXALÁ - Sincretizado por Jesus Cristo, depois de morto. O Governado excelso da 2a Galáxia.

Filho puro de Oxalá, não vibra, portanto não recebe incorporação. Jamais se deve representar Oxalá por uma cruz, pois ela representa as Almas que passaram na carne (Reencarnações).
Elemento e Força da natureza correspondente à esta linha, é o ÉTER e a LUZ.
Dia da semana de melhor vibração: sexta-feira
Chakra atuante: coronário
Planeta regente: Sol
Nota musical: si
Cor vibratória: cristalino, com raias douradas
Cor representativa: branco (roupas, etc.)
Cor da Guia (colar): contas brancas leitosas (miçangas)
Saudação: Babá-Ekê ou Aê-Babá
Negativo: Seu OMULÚ
Amalá: para Oxalá não se dá amalá, faz-se agrado com uma mesa de frutas, que não podem ter espinhos nem farpas: manga, abacaxi, morango, carambola, cajá-manga, etc. É o único Orixá que não exige matança, em tempo algum.
Otí : água mineral, vinho branco e vinho tinto (Sangue de Cristo)
Local de entregas: campo gramado, limpoBom dia, com Jesus!


SENHORAS

As Senhoras são pertencentes ao Plano 6, segundo na escala hierárquica na Umbanda e se divide em quatro ramificações: OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ

OXUM

Elemento e Força da natureza correspondente à Oxum é a força da cachoeira.
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 0hs às 6:00hs, porém seu dia de maior vibração é o Sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua – no quarto de cheia
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul (céu)
Cor representativa: azul (céu) – (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): azul e branco
Saudação: Ai-ê-eu (olha eu)
Negativo: Dona Maria Padilha
Amalá: moqueca de peixe e pirão (feito com a cabeça do peixe)Imagem da Nossa Senhora da ConceiçãoOxum
Otí: água mineral
Comando da falange de Oxum: Cabocla Jupissiára
Local de entregas: cachoeiras
Representação no ponto riscado: coração ou cachoeira

IEMANJÁ

O elemento e força da natureza correspondente à Iemanjá, são as águas verdes (mares e oceanos)
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 6:00hs às 12:00hs, porém o seu dia de maior vibração é o sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua (no quarto minguante)
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul translúcido
Cor representativa: branco azulado (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): cristal (branco)
Saudação: Ó dociaba ou Oiá
Negativo: Dona Pomba-gira
Amalá: vatapá ou manjar de milho branco
Otí: água mineral ou champanhe
Comando da falange de Iemanjá: Cabocla JandiraIemanjá
Local de entregas: beira das praias
Representação no ponto riscado: ondas

IANSÃ

O elemento e força da natureza correspondente Iansã, são as tempestades, raios e ventos.
Dia da semana: Ela atua todos os dias da semana das 12:00hs às 18hs, porém o seu dia de maior vibração são a quarta-feira e o sábado.
Chakra atuante: frontal e cardíaco
IansãPlaneta regente: Lua (no quarto de nova) e Júpiter
Cor vibratória: amarelo-ouro
Cor representativa: amarelo (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): amarelo e branco
Saudação: Heparrei
Negativo: Dona Maria Mulambo
Amalá: acarajé (não suporta abóbora)
Otí: champanhe (exclusivamente)
Comando da falange de Iansã: Cabocla Jussara
Local de entregas: beira de praia com pedras ou pedreira
Representação no ponto riscado: raios

NANÃ

Elemento e força da natureza correspondente à Nanã, são todas as águas e também o fluído animal.
Dia da semana: Ela atua todos os dias das 18hs às 0hs, porém seus dias de maior vibração, são os sábados e domingos.
Chakra atuante: frontal e cervical
Planeta regente: Lua (no quarto crescente) e Mercúrio
Cor vibratória: violeta ou roxo
Cor representativa: roxa (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): roxa e branca
Saudação: Saluba Nanã
Negativo: Nanã Burucum (vide nota *)
Amalá: caruru sem azeite e bem temperadoNanã
Otí: água mineral, água natural ou champanhe
Local de entrega: igual ao das Almas
Comando da falange de Nanã: Cabocla Janaína
Representação no ponto riscado: uma cruz

NOTA: Nanã é conhecida na Umbanda, por dois nomes distintos: Nanã Buruque, a positiva, Avó de Oxalá e Nanã Burucum, a negativa, Mãe de todo Exu.

NOTA *: Ela é conhecida por dois nomes, pois ela comanda o ponto 0 na escala das freqüências, sendo portanto o ponto de partida e retorno das ditas freqüências; porém não são duas, mas sim uma única vibração.

NOTA No 1: Na época de Lua Cheia, não se deve apanhar água na cachoeira, pois virá com lama e sedimentos.

NOTA No 2: Na época de Lua Minguante pode-se entregar descargas, porém nunca iniciar qualquer trabalho, pois o mesmo estará fadado ao fracasso.


IBEJI

As crianças são Orixás que pertencem ao Plano 5. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (amalá), leva tempero especial (açúcar). É conhecido nos terreiros de NAÇÃO (Candomblé), como ÊRES. Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver, porém normalmente são usados dois símbolos, em conjunto ou isolados, que são o Sol e a Lua. A linha de Ibeji é tão independente quanto a linha de Exu.

O elemento e força da natureza correspondente à Ibeji, são todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos.
Dia da semana: domingo
Chakra atuante: cervical
Planeta regente: Mercúrio
Nota musical: Sol
Cor vibratória: vermelho
IbejiCor representativa: rosa e azul escuro (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): contas rosas e brancas, azuis e brancas, ou ainda, rosas, brancas e azuis em conjunto
Saudação: Ori Beijada
Negativo: Exu Tiriri
Amalá: doce de qualquer qualidade
Otí: guaraná, soda, água c/açúcar ou refrescos
Comando da falange: Doum
Local de entregas: jardins floridos ou beira de praia


XANGÔ

Xangô pertence ao Plano 4 da Umbanda. Representa a JUSTIÇA, na acepção da palavra.
Elemento e força da natureza: as pedras (vivas), pedreiras à beira mar, etc.
Dia da semana: quarta-feira
XangôChakra atuante: cardíaco
Planeta regente: Júpiter
Nota musical: fá
Cor vibratória: verde-musgo
Cor representativa: marrom e todas suas nuanças
Cor da guia (colar): marrom e branco
Saudação: Kaô Cabecile
Negativo: Exu Gira-mundo
Amalá: rabo de vaca, quiabo e camarão
Otí: cerveja preta
Local de entrega: pedreira

NOTA: A pedra de Xangô para estar viva, tem que estar com limo, lodosa, pois que seca ela morrerá, por essa razão, deve-se manter o OTÁ de Xangô, sempre imerso n’água, acrescentando sempre, não trocar a água.

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de machados, como a seguir:

OGUM

Ogum pertence ao Plano 3 da Umbanda. É o Orixá guerreiro, que faz cumprir a justiça ditada por Xangô, combate as demandas, e é um Orixá muito belicoso.
Elemento e força da natureza: todos os metais, siderurgia, etc..
Dia da Semana: terça-feira
Chakra atuante: solar ou solear
Planeta regente: Marte
Nota musical: mi
Cor vibratória: laranja
Cor representativa: vermelho (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): vermelho e branca
Saudação: Ogum-Iê
Negativo: Exu Tranca-ruas
Amalá: feijão fradinho, lombo e lingüiça
Otí: cerveja branca
Local de entregas: praia ou campina

A representação de pontos riscados é feita por espadas:

a) A espada do vértice do triângulo só é usada para demandas ou cobranças rápidas e de perto.
b) A lança do ângulo b, só é usada para demandas ou cobranças longas, demoradas e distantes.
c) A espada do ângulo c, é usada exclusivamente para apresentação, sendo também chamada de Ogumespada de desfile.
Pelo exposto, Ogum tem duas armas de ataque e uma de apresentação, e como proteção, usa Capacete (Elmo) e Escudo.


OXÓSSI

Oxóssi pertence ao Plano 2 da Umbanda, e representa o CONSELHO na acepção da palavra. Na linha de Oxóssi apresentam-se três tipos de OxóssiEntidades, a saber: 1) Caboclo do mato. 2) Caboclo de rio. 3) Curumim (filho de caboclo de mato ou de rio, criança).
Elemento e Força da natureza: as matas
Dia da Semana: quinta-feira
Chakra atuante: esplênico
Planeta regente: Vênus
Nota musical: ré
Cor vibratória: azul
Cor representativa: verde (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): verde e branco
Saudação: Okê Caboclo
Negativo: Exu Marabô
Amalá: milho cozido com mel de abelha, mandioca cozida e todas as frutas
Otí: cerveja branca, vinho tinto ou aluá (cachaça de milho)
Local de entrega: matas (ou ao pé de uma árvore)

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de símbolos como a seguir:

ALMAS

As Almas, pertencem ao 1o Plano da Umbanda. Aí se encontram os Pretos-velhos, as Almas Cativas, as Almas Penadas e os Exus (batizados e coroados).
O Orixá das Almas é Seu Obaluaê (São Lázaro ressuscitado), porém na Calunga Pequena (cemitério) é subordinado de seu Omulú.
O Exu batizado, muitas vezes se apresenta como Preto-velho Cruzado, sendo que 70% dos Pretos-velhos que incorporam nos terreiros, são Exus batizados, que por evolução e mérito tem permissão para assim o fazer.
AlmasElemento e Força da natureza: o fogo e a Terra
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno
Nota musical: dó
Cor vibratória: violeta
Cor representativa: roxa ou carijó (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): preta e branca ou lágrimas de Nossa Senhora
Saudação: Adorê às Almas
Negativo: Exu Pinga-fogo
Amalá: carne seca, assada na brasa, com farofa de farinha de mandioca torrada, peixe assado na brasa e mingau das Almas
Otí: café preto (forte, frio e sem açúcar), vinho tinto, vinho moscatel com mel de abelhas, cachaça com mel, etc.
Local de entrega: onde for determinado pela Entidade.

As Almas se dividem em: Santas, Benditas, Missionárias, Evolutivas, Apenadas, Zombeteiras e Trevosas.

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de símbolos, como a seguir:

 

COMANDOS E REPRESENTAÇÕES DAS LINHAS DE UMBANDA

Por serem um conjunto de vibrações que atuam sobre todos os seres encarnados, as Linhas de Umbanda têm Comandos definidos e Representantes junto às outras linhas, para evitar entre choques e harmonizar melhor as freqüências, sendo o seu principal escopo o bem estar do ser encarnado. Ditos Representantes, comparam-se à Diplomatas com suas imunidades, e ascendência direta sobre os seus afins. A seguir damos a relação dos Comandos e Representantes entre as 7 Linhas da Umbanda.

LINHA DE OXALÁ

  1. Caboclo Tupi – Representante de Oxalá na Linha das Almas
  2. Caboclo Guarani – Representante de Oxalá na Linha de Oxóssi
  3. Caboclo Aymoré - Representante de Oxalá na Linha de Ogum
  4. Caboclo Guaracy – Representante de Oxalá na Linha de Xangô
  5. Caboclo Ubiratã - Representante de Oxalá na Linha de Ibeji
  6. Caboclo Ubirajara – Representante de Oxalá na Linha de Senhoras
  7. Caboclo Urubatã da Guia - Comando da Linha de Oxalá

LINHA DAS SENHORAS

  1. Cabocla Janaina – Representante das Senhora na Linha das Almas
  2. Cabocla Jupissiara - Representante das Senhoras na Linha de Oxóssi
  3. Cabocla Jupiara - Representante das Senhoras na Linha de Ogum
  4. Cabocla Jussara – Representante das Senhoras na Linha de Xangô
  5. Cabocla Jacira – Representante das Senhoras na Linha de Ibeji
  6. Cabocla Jandira - Comando da Linha das Senhoras
  7. Cabocla Jupira - Representante das Senhoras na Linha de Oxalá

LINHA DE IBEJI

  1. Yarirí - Representante de Ibeji na Linha das Almas
  2. Crispiniano – Representante de Ibeji na Linha de Oxóssi
  3. Crispim – Representante de Ibeji na Linha de Ogum
  4. Orí - Representante de Ibeji na Linha de Xangô.
  5. Doum - Comando da Linha de Ibeji
  6. Damião – Representante de Ibeji na Linha das Senhoras
  7. Cosme – Representante de Ibeji na Linha de Oxalá

LINHA DE XANGÔ

  1. Xangô Abomi - Representante de Xangô na Linha das Almas
  2. Xangô Aganjú - Representante de Xangô na Linha das Almas
  3. Xangô Alafim - Representante de Xangô na Linha de Ogum
  4. Xangô Kaô - Comando da Linha de Xangô
  5. Xangô Agojo - Representante de Xangô na Linha de Ibeji
  6. Xangô Alufam - Representante de Xangô na Linha das Senhoras
  7. Xangô Agodô - Representante de Xangô na Linha de Oxalá

LINHA DE OGUM

  1. Ogum Megê - Representante de Ogum na Linha das Almas
  2. Ogum Rompe Mato – Representante de Ogum na Linha de Oxóssi
  3. Ogum Guerreiro - Comando da Linha de Ogum
  4. Ogum de Nagô – Representante de Ogum na Linha de Xangô
  5. Ogum Dilê - Representante de Ogum na Linha de Ibeji
  6. Ogum Beira Mar – Representante de Ogum na Linha das Senhoras
  7. Ogum de Malê - Representante de Ogum na Linha de Oxalá

LINHA DE OXÓSSI

  1. Caboclo Arruda - Representante de Oxóssi na Linha das Almas
  2. Caboclo Pena Verde - Comando da Linha de Oxóssi
  3. Caboclo Araribóia - Representante de Oxóssi na Linha de Ogum
  4. Caboclo Cobra Coral – Representante de Oxóssi na Linha de Xangô
  5. Caboclo Guiné - Representante de Oxóssi na Linha de Ibeji
  6. Cabocla Jurema – Representante de Oxóssi na Linha das Senhoras
  7. Caboclo Pena Branca – Representante de Oxóssi na Linha de Oxalá

LINHA DAS ALMAS

  1. Vovó Maria Conga - Comando da Linha das Almas
  2. Vovó Arruda – Representante das Almas na Linha de Oxóssi
  3. Pai Benedito – Representante das Almas na Linha de Ogum
  4. Pai Tomé – Representante das Almas na Linha de Xangô
  5. Pai Joaquim – Representante das Almas na Linha de Ibeji
  6. Rei Congo – Representante das Almas na Linha das Senhoras
  7. Pai Guiné – Representante das Almas na Linha de OxaláGráfico das linhas

EXUS

PRECE DE EXU

Sou EXU, Senhor. Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira Ástrica, mas como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.

Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua vontade.

Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.

Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.

Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado a exercer a descrença, a confusão e a ignominia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo,Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos, que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam, e eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.

No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro n’algum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.

Aceito sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.

Peço-Te, Oh Pai infinito, que lhes perdoe.

Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.

Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.

Fleruty (Exu Tiriri)

ANIdevilPluck3C.gif (29174 bytes)(Esta prece foi psicografada por A . J. Castro, da Cabana de Lázaro)


A linha de Exus, é outra linha independente, assim como Ibeji, engloba-se no plano número 1 da Umbanda, através do qual tem se acesso aos planos positivos, por mérito e evolução, conseguidos através do trabalho de sapa.

Exú é a Polícia de Choque da Umbanda, é quem cobra na hora e também é quem tem maior ligação com os seres encarnados. Existem três tipos de Exu, à saber:

A.                EXU PAGÃO

  1. EXU BATIZADO
  2. EXU COROADO

EXU PAGÃO: é aquele que não sabe distinguir o Bem do Mal, trabalha para quem pagar mais. Não é confiável, pois se pego, é castigado pelas falanges do Bem, então volta-se contra quem o mandou.

EXU BATIZADO: é todo aquele que já conhece o Bem e o Mal, praticando os dois conscientemente; são os capangueiros ou empregados das entidades, à cujo serviço evoluem na prática do bem, porém conservando suas forças de cobrança.

EXU COROADO: é aquele que após grande evolução como empregado das Entidades do Bem, recebem por mérito, a permissão de se apresentarem como elementos das linhas positivas, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Oguns, Xangôs e até como Senhoras.

Elemento e força da natureza: fogo
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno e Plutão
Nota musical: dó
Cor vibratória: vermelho (totalmente), variando a tonalidade de acordo com sua evolução
Cor representativa: vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo (vide nota especial no final do capítulo *)
Cor do colar (guia): vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo, como acima
Saudação: Aruê-Exu, Arô-Exu ou Laroiê-Exu
Negativo: Quiumbas
Amalá: carne de porco ou de boi crua, cabrito, galinha preta, farofa com azeite de dendê, pimenta da costa, pipoca sem sal e sem açúcar, banana d’água
Otí: cachaça para os machos e champanhe ou anis para as fêmeas
Local de entregas: encruzilhadas, cemitérios, praias, lodo, pedreiras, etc.

Na representação dos pontos riscados, Exu pode utilizar três tipos de identificação de acordo com a sua evolução, a saber:

Exu

ENCRUZILHADAS

Encruzilhadas

As encruzilhadas da figura acima, são utilizadas para a entrega de agrados ou descargas, na forma seguinte:
Encruzilhadas abertas: para todos Exus (indistintamente)
Encruzilhadas fechadas: para todos os Exus (indistintamente)
Porteira de Curral: Exu das Sete Porteiras
Encruzilhadas Mistas: Exus mirins, etc…
Encruzilhadas em “S” ou curvas: Exu Tira-teima
Encruzilhadas em pé de galinha: Dona Pomba-gira
Encruzilhadas de estrada de ferro: Dona Maria Padilha
Encruzilhadas de caminho do mato: Dona Maria Molambo

NOTA: Nas curvas em S nunca se caminha pelo lado do ângulo da curva. Nunca se deve atravessar as encruzilhadas em diagonal, principalmente as de dentro do cemitério. Ao utilizar-se uma porteira de curral, entra-se pelo lado direito e sai-se pelo esquerdo.

Nota especial da cor representativa e dos colares (guias) *

Vermelho e preto: para todos os EXUS de encruzilhadas.
Preto e branco: Para todos EXUS com chefia, independente do local a que pertença.
Preto e amarelo: Exclusivas para os EXUS da Calunga Pequena (cemitério)

EBÓ

O Ebó é o descarte das coisas desnecessárias.
Exemplo: restos de matanças, restos de amalás, ageuns, ervas, cêra, etc.

Exus femininos são conhecidos como Pomba-gira ou Bombogiras.

REPRESENTAÇÃO DOS EXUS ENTRE AS LINHAS DE UMBANDA

LINHA DE OXALÁ

7 – Exu Sete Encruzilhadas Comando negativo da linha
6 – Exu Sete Pembas Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Sete Ventanias Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Sete Poeiras Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Sete Chaves Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Sete Capas Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Sete Cruzes da Calunga Representante negativo na linha das Almas

LINHA DAS SENHORAS

7 – Exu Maré Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Dona Pomba-gira Comando negativo da linha
5 – Exu Má-canjira Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Carangóla Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Naguê Representante negativo na linha de Ogum
2 – Dona Maria Mulambo Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Dona Maria Padilha Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE IBEJI

7 – Exu Veludinho da Meia-noite Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Manguinho Representante negativo na linha de Senhoras
5 – Exu Tiriri Comando negativo da linha
4 – Exu Lalú Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Toquinho Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Mirim Representante negativo na linha de Oxoce
1 – Exu Ganga Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE XANGÔ

7 – Exu Pedreira Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Calunga Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Corcunda Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Gira Mundo Comando negativo da linha
3 – Exu Meia-noite Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Mangueira Representante negativo na linha de Oxoce
1 – Exu Ventania Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE OGUM

7 – Exu Tira-teimas Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Tira-toco Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Limpa-trilhos Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Tranca-gira Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Tranca-ruas Comando negativo da linha
2 – Exu Veludo Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Porteira Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE OXÓSSI

7 – Exu da Campina Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Bauru Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Lonan Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Capa Preta Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Pemba Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Marabô Comando negativo da linha
1 – Exu das Matas Representante negativo na linha das Almas

LINHA DAS ALMAS

7 – Exu Pinga-fogo Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Alebá Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Bára Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Come-fogo Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu do Lodo Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Brasa Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Caveira Comando negativo da linha

 

ELEMENTAIS

OS ESPÍRITOS DA NATUREZA

Os Elementais são Entidades Espirituais, relacionadas com os elementos da natureza, onde realizam desempenhos muito importantes, essenciais mesmo, à totalidade da vida natural, pois que, através das ditas Entidades, nos são oferecidos: ervas, flores, frutos, oxigênio, água e tudo o mais que o ser encarnado denomina deForças da Natureza.

São Entidades gerando, ordenando e dirigindo na natureza, suas manifestações peculiares e trabalhando dentro de uma linha evolutiva, diferente da dos seres encarnados. Podem ser percebidos pelo homem em certos estados de consciência, porém, pelos chamados irracionais, são notados e vistos com a maior naturalidade e amiúde.

Pertencem ao grupamento de espíritos que não tiveram, nem terão, vida material, situando-se numa escala evolutiva Angelical. À eles, cabe realizar a evolução da vida e da forma em nosso planeta. Acima dos Elementais, DEVAS MAIORES, estão os chamados Anjos e Arcanjos, e a escala se prolonga, até que cheguemos aos espíritos comandantes da natureza, os ORIXÁS.

Os Elementais são constituídos de LUZ - ou um tênue material auto-luminoso e sua forma é na apresentação, semelhante à humana. As variações de consciência evolutiva e deveres cumpridos, produzem mudanças na coloração da luminosidade e até interfere na própria forma.

Nas épocas da germinação, crescimento e desenvolvimento, a vitalidade e atividade destas entidades aumentam o seu contato direto com o mundo físico, e é quando se tornam mais visíveis, dançando, brincando e até de certa forma, imitando os seres encarnados.

Eles se agrupam sob o comando dos ORIXÁS da seguinte forma:

Plano 7

OXALÁ

SILFOS

Plano 6

SENHORAS

ONDINAS ou NINFAS

Plano 5

IBEJI

FADAS

Plano 4

XANGÔ

SALAMANDRAS

Plano 3

OGUM

ELFOS

Plano 2

OXÓSSI

GNOMOS ou DUENDES

Plano 1

ALMAS

AVISSAIS

SILFOS – ELEMENTAIS DO AR: São entidades de pequena estatura, de poderes mágicos, que os diferem dos outros espíritos da natureza, por serem de uma constituição sem forma definida, uma massa semisólida de substância etérea. Exemplo: fumaça, efeitos de luz através dos pirilampos, aurora boreal, arco-íris, etc.
Altura + / – 10 cm

ONDINAS ou NINFAS – ELEMENTAIS DA ÁGUA: São entidade do amor, que vivem nas águas do mar, lagos, lagoas, rios e cachoeiras, semelhantes asgraciosas mocinhas de cabelos longos. Comandam toda a fauna aquática e podem encaixar (incorporar) na forma de sereias, dragões, serpentes marinhas, gaivotas, etc.
Altura + / – 30 cm

FADAS – ELEMENTAIS ECLÉTICOS: São entidades voláteis, que atuam em todos os reinos da natureza, segundo à necessidade ou ordens recebidas. Apresentam-se muito belas e esvoaçantes em fascinantes evoluções, interferindo na coloração e matiz de tudo que existe no planeta.
Altura + / – 30 cm

SALAMANDRAS – ELEMENTAIS DO FOGO: São entidades diretas do fogo, que não possuem forma definida. Tem se, quando as vemos, a impressão de uma forma fundamentalmente humana; o rosto, quando não é velado pelas chamas, é de aparência humana, mas a maior parte das vezes, apresentam-se na forma de lagartixas, camaleões ou escorpiões.
Altura + / – 70 a 90 cm

ELFOS – ELEMENTAIS DOS METAIS: São entidades em muito semelhante aos SILFOS, sem forma corpórea definida, pois aparecem, da combinação do ar e do fogo sobre os metais. Por serem elementais belicosos, atuam amiúde através de cães, gatos e galos de briga.
Altura + / – 20 cm

GNOMOS ou DUENDES – ELEMENTAIS DAS FLORESTAS: São entidades que habitam as florestas e lugares desertos. Têm a forma semelhante à de um anão e atuam sobre tudo e sobre todos os que habitam ou transitam nas matas e florestas, dando sinais através de: bicho-pau, cobras e aves como a graúna, melro e semelhantes.
Altura + / – de 15 a 20 cm

AVISSAIS – ELEMENTAIS DA TERRA: São entidades que entrelaçam os elementos da terra e da água; apresentam-se em massa disforme, porém bem densa e atuam principalmente sobre:
a) Na água: cavalos marinhos, peixes-espada, camarões e crustáceos em geral, pois são seres que se alimentam do lodo aquático.
b) Na terra: minhocas, lesmas, caramujos e semelhantes, pois são seres que se alimentam da umidade do lodo da terra.

Nota: ver post sobre Elementais.

A CRUZ

A Cruz, pode ser encontrada em um número muito grande de variações, porém o modelo básico é sempre a interseção de dois segmentos retos, quase sempre na vertical e horizontal. O significado do símbolo da cruz é sempre a conjunção dos opostos: o eixo vertical (masculino) e o eixo horizontal (feminino); o positivo e o negativo; o homem e a mulher; o superior com o inferior; o tempo com o espaço; o ativo com o passivo; o Sol com a Lua; a vida com a morte, etc., pois tudo no universo (e no homem) nasce e se desenvolve a partir do choque doloroso de forças antagônicas. A Cruz afirma assim a relação básica entre o Celestial e o terreno, e que é, através da crucificação (o conhecimento dos opostos), que se chega ao centro de si mesmo (a iluminação).

Os vários tipos de Cruz conhecidos são:

CRUZ SIMPLES: a forma básica, símbolo perfeito da união dos opostos, do masculino com o feminino.Cruz SimplesCruz de Santo André

CRUZ DE SANTO ANDRÉ: símbolo da união do mundo superior com o inferior. Tem esse nome, porque segundo a história Santo André foi martirizado numa cruz com essa forma.Cruz de Santo Antônio

CRUZ DE SANTO ANTONIO ou TAU: tem esse nome porque reproduz o desenho da 19a letra grega Tau. Para os gauleses a Tau representava o martelo Cruz Cristãdo deus escandinavo THOR. Já era usada como significado simbólico pelos antigos egípcios, como a representação de um martelo de duas cabeças, o sinal daquele que faz cumprir. São Francisco usou a Cruz Tau, como assinatura.

CRUZ CRISTÃ: também chamada de CRUZ LATINA, é o mais exaltado emblema da fé cristã. Na origem, era um patíbulo, constituído por uma trave Cruz de Anuvertical de madeira e outra trave horizontal, próximo ao topo. Os romanos a utilizaram para a execução de criminosos, da mesma forma que ainda nos dias de hoje se usa a forca com a mesma finalidade.

CRUZ DE ANU: os assírios e caldeus usaram esta cruz, como representação do céu de seu deus ANU. Possivelmente esse símbolo sugere a irradiação da Cruz AnsataDivindade do Espaço em todas as direções.

CRUZ ANSATA: importantíssimo símbolo solar egípcio. Trata-se de uma cruz Tau, com um arco ou círculo na sua parte superior. A Cruz Ansata é na realidade um hieróglifo, significando vida ou ato de viver e formando parte Cruz Suásticadas palavras saúde e felicidade. Como símbolo microcósmico, isto é, análogo ao homem, o círculo representa a cabeça humana, o eixo horizontal os braços e o eixo vertical, o resto do corpo.

SUÁSTICA ou CRUZ GAMADA: um dos mais importantes símbolos de toda a humanidade. Ela representa a energia criativa do cosmos em movimento. Por isso ela pode ter dois sentidos:

  1. Destrógiro (braços movimentando-se para a direita)Cruz de Malta
  2. Sinistrógiro (braços movimentando-se para a esquerda)

A Destrógira representa o movimento evolutivo do Universo (positivo) e a Sinistrógira, o movimento de involução do mesmo (negativo). Somente nas últimas décadas, a suástica adquiriu má reputação, devido aos nazistas alemães a terem escolhido como símbolo do seu movimento.

CRUZ DE MALTA: também conhecida como Cruz de São João. Tem oito pontas como significado místico. É o emblema da Ordem dos Cavaleiros de SãoCruz Patriarcal João, da Ilha de Malta. É também muito usada em condecorações.

CRUZ PATRIARCAL: conhecida também como a Cruz de Lorena, Cruz Papalrepresentava os bispos e príncipes da Igreja Cristã.

CRUZ PAPAL: derivação da Cruz Patriarcal, usada como hierarquia por todos os Papas conhecidos.Cruz Rosa-Cruz

CRUZ ROSA-CRUZ: tem um significado místico e alegórico. Os rosa-cruzes explicam essa simbologia, interpretando a cruz como o corpo físico do homem, com os braços estendidos em saudação perante o Sol, no Leste. O Sol representa aqui a LUZ MAIOR. A rosa parcialmente desabrochada, no centro da cruz, representa a alma do homem, o seu interior, desenvolvendo-se dentro dele à medida que recebe e conquista mais Luz. Essa rosa no centro da cruz, também representa o ponto da unidade.

Pelo exposto, chega-se à conclusão de que somos em síntese uma CRUZ em evolução no Universo, e que só depende de nós próprios, qual a melhor ou pior forma que ela se apresentará perante o Supremo Arquiteto do Universo, quando tivermos que nos confrontar com a LUZ DIVINA.

FONTE: A Cruz - Revista Planeta

Apesar de ter sido difundida pelo cristianismo como símbolo do sofrimento de Cristo à crucificação, a figura da cruz constitui um ícone de caráter universal e de significados diversificados, amparados por suas inúmeras variações. 

É possível detectar a presença da cruz, seja de forma religiosa, mística ou esotérica, na história de povos distintos (e distantes) como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios e índios americanos.

Seu modelo básico traz sempre a intersecção de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino e a vida e a morte, por exemplo.

É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significado da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão.

De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.

Cruz simples: Em sua forma básica a cruz é o símbolo perfeito da união dos opostos, mantendo seus quatro “braços” com proporções iguais. Alguns estudiosos denominam esta como Cruz Grega.

Cruz de Santo André: Símbolo da humildade e do sofrimento, recebe esse nome por causa de Santo André, que implorou a seus algozes para não ser crucificado como seu Senhor por considerar-se indigno. Acredita-se que o santo foi martirizado em uma cruz com essa forma.

Cruz de Santo Antonio (Tau): Recebeu esse nome por reproduzir a letra grega Tau. É considerada por muitos, como a cruz da profecia e do Antigo Testamento. Dentre suas muitas representações estão o martelo de duas cabeças, como sinal daquele que faz cumprir a lei divina, encontrado na cultura egípcia, e a representação da haste utilizada por Moisés para levantar a serpente no deserto.

Cruz Cristã: Definitivamente o mais conhecido símbolo cristão, que também recebe o nome de Cruz Latina. Os romanos a utilizavam para executar criminosos. Por conta disso, ela nos remete ao sacrifício que Jesus Cristo ofereceu pelos pecados das pessoas. Além da crucificação, ela representa a ressurreição e a vida eterna.

Cruz de Anu: Utilizada tanto por assírios como caldeus para representar seu deus Anu, esse símbolo sugere a irradiação da divindade em todas as direções do espaço.

Cruz Ansata: Um dos mais importantes símbolos da cultura egípcia. A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando a regeneração e a vida eterna. A idéia expressa em sua simbologia é a do círculo da vida sobre a superfície da matéria inerte. Existe também a interpretação que faz uma analogia de seu formato ao homem, onde o círculo representa sua cabeça, o eixo horizontal os braços e o vertical o resto do corpo.

Cruz Gamada (Suástica): A suástica representa a energia do cosmo em movimento, o que lhe confere dois sentidos distintos: o destrógiro, onde seus “braços” movem-se para a direita e representam o movimento evolutivo do universo, e o sinistrógiro, onde ao mover-se para a esquerda nos remete a uma dinâmica involutiva. No século passado, essa cruz adquiriu má reputação ao ser associada ao movimento político-ideológico do nazismo.

Cruz Patriarcal: Também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de Caravaca possui um “braço” menor que representa a inscrição colocada pelos romanos na cruz de Jesus. Foi muito utilizada por bispos e príncipes da igreja cristã antiga e por jesuítas nas missões no sul do Brasil.

Cruz de Jerusalém: Formada por um conjunto de cruzes, possui uma cruz principal ao centro, representando a lei do Antigo Testamento, e quatro menores dispostas em cantos distintos, representando o cumprimento desta lei no evangelho de Cristo. Tal cruz foi adotada pelos cruzados graças a Godofredo de Bulhão, primeiro rei cristão a pisar em Jerusalém, representando a expansão do evangelho pelos quatro cantos da terra.

Cruz da Páscoa: Chamada por alguns de Cruz Eslava, possui um “braço” superior representando a inscrição INRI, colocada durante a crucificação de Cristo, e outro inferior e inclinado, que traz um significado dúbio, dos quais se destaca a crença de que um terremoto ocorrido durante a crucificação causou sua inclinação.

Cruz do Calvário: Firmada sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé, a esperança e o amor em sua simbologia.

Cruz Rosa-Cruz: Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade.

Cruz de Malta: Emblema dos Cavaleiros de São João, que foram levados pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta é muito utilizada em condecorações militares.

CHACRAS

Todo o ser humano, possui centros vitais, conhecidos com o nome de CHACRAS (que significam rodas girantes, em sânscrito). Eles são consubstanciados no indivíduo, para proverem os elementos vitais ao bom funcionamento e conseqüente equilíbrio de seus corpos, mental, astral e físico, quer esteja nesta última condição, quer fora dela, isto é, sem o corpo físico.

Localização dos Chacras

Os Chacras, que são 7 (os principais), são pontos etéreos sobre os quais incidem os 7 Fluídos Cósmicos Básicos, ou sete imagens elétricas, para então se transplantarem aos Plexos e Gânglios materiais em número de 49, todas as emanações necessárias à vitalidade, ao fim e ao uso da carcaça humana.

Os Chacras são na ordem decrescentes os seguintes:

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7o CHACRA CORONÁRIO: Conhecido no Hinduísmo como SASHARARA. Este ponto situado no alto da cabeça, atua no cérebro e cerebelo. Sua energia é a Essência Divina e corresponde ao que chamamos de 3o Olho. Seu atributo é a Fortaleza. Segundo o grau de vitalidade, pode gerar a Paciência ou a Ira. Recebe com maior intensidade a força vital do SOL, tem a forma de uma flor de 48 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o branco, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outra vibrações atuam, gerando a cor dourada. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OXALÁ, sendo o dia de melhor absorção de influências a sexta-feira. O médium distingue esta influência por forte turbulência na nuca, tonteiras, etc…

6o CHACRA – FRONTAL: Conhecido no Hinduísmo como AJNÃ. Este ponto situado entre os olhos, atua diretamente sobre a fronte, os sinos e os olhos. Sua energia é o Poder Oculto da Palavra. Seu atributo é o Respeito. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Firmeza ou a Leviandade. Sua vibração de cor atuante é em origem o Amarelo, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam gerando raias Azuis. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração das SENHORAS (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã), sendo o dia de melhor absorção de influências o sábado. Forma uma flor de 48 pétalas, sendo o planeta regente a LUA, nas suas quatro fases. O médium distingue esta influência por forte turbulência na fronte, que ocasionam, às vezes, dores de cabeça.

5o CHACRA – CERVICAL: Conhecido no Hinduísmo como VISUDDHA. Este ponto situado à altura da garganta física, atua diretamente na região do pescoço e toma assento ou fixação na faringe, laringe, glândula tireóide, etc. Sua energia é o Poder Supremo. Seu atributo é o Entendimento. Segundo o grau de sua vitalidade, pode gerar a Esperança ou o Receio. Recebe com maior intensidade a força vital de Mercúrio, tem a forma de uma flor de 16 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Vermelho, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando a cor Azul violeta. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de IBEJI, sendo o melhor dia de absorção de influências o domingo. O médium distingue esta influência, pela sensação de estar carregando alguém sobre os ombros.

4o CHACRA – CARDÍACO: Conhecido no Hinduísmo como ANÃHATA. Este ponto situado à altura do coração físico, atua diretamente sobre o coração, sangue, aparelho circulatório, etc. Sua energia é o Poder do Conhecimento. Seu atributo é a Sabedoria. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Humildadeou a Soberba. Recebe com maior intensidade a força vital de Júpiter, tem a forma de uma flor de 12 pétalas. Sua vibração na cor atuante é o Verde, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Amarelas com cambiantes Azuis. Na Umbanda, este ponto corresponde à vibração de XANGÔ, sendo o melhor dia de absorção de influências a quarta-feira. O médium distingue esta influência pelo ritmo acelerado, que é imprimido ao coração.

3o CHACRA – SOLAR (ou Solear): Conhecido no Hinduísmo como SVÃSBISTHANA. Este ponto situado à altura do umbigo físico, atua diretamente sobre as vísceras abdominais, tais como, fígado, pâncreas, órgãos do aparelho digestivo, etc.
Sua energia é o Poder do Pensamento Criador. Seu atributo é a Justiça. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Generosidade ou o Egoísmo. Recebe com maior intensidade a força vital de Marte e tem a forma de uma flor de 10 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Alaranjado, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Amarelo-avermelhadas com cambiantes Verdes. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OGUM, sendo o melhor dia de absorção de influências a terça-feira. O médium distingue esta influência por distúrbios estomacais e intestinais, com azia e desinteria, em casos mais agudos.

2o CHACRA – ESPLÊNICO: Conhecido no hinduísmo como MANIPURA. Este ponto situado à altura do baço físico, atua diretamente sobre o baço, pâncreas e glândulas supra-renais. Sua energia é o Poder da Vontade. Seu atributo é o Conselho. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Prudência ou aImprudência. Recebe com maior intensidade a força vital de Vênus, tem a forma de uma flor de 6 pétalas. Sua vibração na cor atuante é o Azul, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando tendências para o Vermelho violeta. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OXÓSSI, sendo o melhor dia de absorção de influências a quinta-feira. O médium distingue esta influência pela aparente falta de ar, é como se tivesse um torpor em todo o lado esquerdo, em conseqüência da expansão dos gases naturais internos.

1o CHACRA – BÁSICO OU SACRO: Conhecido no Hinduísmo como MULADHARA. Este ponto situado na base da espinhal dorsal física, atua diretamente sobre os órgãos pélvicos, próstata, bexiga, glândulas seminais, ovários, etc. Sua energia é o KUNDALINI (vide nota no 1) ou Fogo Serpentino Regenerador. Seu atributo é a Pureza. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Castidade ou a Imoralidade. Recebe com maior intensidade a força vital de Saturno, tem a forma de uma flor de 4 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Violeta, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Vermelhas com cambiantes Azuis. Na Umbanda este ponto de corresponde à vibração das ALMAS (Almas, Pretos-Velhos e Exus) sendo o melhor dia de absorção de influências a segunda-feira. O médium distingue esta influência pela aparente prisão ou dificuldade de movimento dos membros inferiores, assim como também o ativamento dos reflexos biológicos controlados pelos órgãos abrangidos por este Chakra.

Isto exposto, salientamos que a chave principal na mecânica da incorporação, precisa estar em harmonia fluídica com a vibração original do médium. Baseia-se a dita chave principal na influência do planeta, cor e dia correspondente da vibração e o chacra. Assim sendo, fica esclarecido que o chamado desenvolvimento mediúnico, deveria sempre obedecer única e exclusivamente à vibração original, que situa o planeta regente no nascimento do médium. As fixações (vide nota no 2) para as diferentes finalidades, como sejam, puxadas de outras linhas, obedecem à vibração e ao planeta em que estejam situadas, por afinidade, as Entidades Protetoras do médium, através das quais são dirigidas estas fixações.

Nota especial: Os Chacras (Rodas Girantes) em forma de flor, são apenas vistas pelas Entidades corretamente incorporadas e/ou pelos médiuns videntes, quando permitido.

Nota no 1 - KUNDALINI - Espécie de torrente de fogo líquido à subir pela coluna vertebral do ser humano, a qual ativa as energias instintivas ou inferiores, próprias do mundo animal. A pessoa que desenvolver o Chacra Básico descontrolada e prematuramente, dará entrada à uma torrente de energia elementar tão poderosa, que os seus desejos serão satisfeitos de imediato e terá poder sobre as demais criaturas. Este é o perigo para os que recebem influências privilegiadas deste Chacra. Por essa razão, nas diversas escolas espirituais existentes, nunca se desenvolve Mediunidade através dele, mesmo que por data de nascimento, dia e hora, a influência primária a que ele pertença.

NOTA No 2: – FIXAÇÕES - Assim se define na maioria das escolas (90%), melhor penetração das diversas influências espirituais. São consideradas como fixações, os Amacís (lavagem de cabeça), o Batismo e os banhos determinados (sempre do pescoço para baixo), que fazem parte da Ritualística da Umbanda.

CENTROS (CHACRAS) DE IRRADIAÇÃO
E RESPECTIVAS LINHAS NA LEI DE UMBANDA

Chacras

Cores no corpo

Vibrações de cor pura

Pétalas etéreas

Planeta regente

Coronário
OXALÁ
Branco ou
Dourado
Branco 48 Sol
Frontal
SENHORAS
Amarelo
c/raias azuis
Amarelo 48 Lua
Cervical
IBEJI
Azul
Violeta
Vermelho 16 Mercúrio
Cardíaco
XANGÔ
Amarelo
c/raias azuis
Verde 12 Júpiter
Solar
OGUM
Amar./
Verm.
Laranja 10 Marte
Esplênico
OXÓSSI
Vermelho
Violeta vivo
Azul 6 Vênus
Sacro
ALMAS
Vermelho
com ton. Azuis
Violeta 4 Saturno

Chacras

Atributos

Alternativas

Ativação corresp.

Dia

Coronário
OXALÁ
Fortaleza Paciência
ou Ira
Cérebro 6a
Frontal
SENHORAS
Respeito Firmeza
ou leviandade
Fronte sinus Sáb
Cervical
IBEJI
Entendimento Esperança
ou receio
Faringe
e laringe
Dom
Cardíaco
XANGÔ
Sabedoria Humildade
ou Soberba
Coração
Ap. Circ.
4a
Solar
OGUM
Justiça Generosidade
ou Egoísmo
Fígado
Ap. Dig.
3a
Esplênico
OXÓSSI
Conselho Prudência
ou Relaxamento
Baço
Supra-renal
5a
Sacro
ALMAS
Pureza Castidade
ou Imoralidade
Pélvicos
Ap. Genital
2a

 

ERVAS

Na Umbanda, utiliza-se litúrgica e ritualisticamente, as ervas de nossa flora para amacís, imantações, banhos de descarga, etc. As Plantas dos Orixás se dividem em3 grupos primordiais, à saber: POSITIVASNEGATIVAS e NEUTRAS.

Elas são assim catalogadas, conforme a fase lunar da colheita.

A.                Positivas - deverão ser colhidas na fase Crescente ou Cheia

  1. Neutras - deverão ser colhidas na fase Nova
  2. Negativas - deverão ser colhidas na fase Minguante

Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:

  1. Vibração de quem vai usá-la
  2. Vibração das demais ervas utilizadas
  3. Vibração da intenção com que serão usadas

POSITIVAS: são ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.

NEUTRAS: são todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.

NEGATIVAS: são ervas usadas explicitamente para negativar.

A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva; a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o , 4o e 5o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas das 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.

As ervas devem ser usadas de três formas diferentes:

A.                Para efeito medicinal

  1. Para efeito litúrgico
  2. Para efeito ritualístico

A) Para efeito medicinal, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como tratamento preventivo

  1. Como tratamento normal da doença
  2. Como abortivo rápido e definitivo da referida doença

I) Para uso preventivo, as plantas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.

II) Para uso no tratamento normal da doença as plantas devem ser colhidas nos 3o ,4o e 5o dias da lunação respectiva.

III) Para uso como abortivo as plantas devem ser colhidas sempre no 6o e 7o dias da lunação respectiva.

B) Para efeito litúrgico, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como imã, para atrair as vibrações do Orixá desejado.

  1. Como neutralizante entre duas forças ou Orixás.
  2. Como ação repulsiva ao Orixá não desejado.

I) Como imã, as ervas devem ser colhidas nos 1o, 2o e 3o dias da lunação respectiva.

II) Como neutralizante, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectiva.

III) Para efeito repulsivo, as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

C) Para efeito ritualístico, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como afirmação ou concordância de efeito litúrgico.

  1. Como equilíbrio entre as forças vibratórias implantadas durante a ação litúrgica.
  2. Como discordância com as forças imantadas.

Entende-se por força imantada, toda a vibração atuante no Ser, mesmo que seja à revelia do mesmo.

I) Como afirmação, as ervas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.

II) Como equilíbrio, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectivo.

III) Como discordância (descarga), as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

RELAÇÃO DAS ERVAS POR ORIXÁS

LINHA DE OXALÁ: arruda, arnica, laranja da terra (folhas), hortelã, poejo, girassol, vassoura branca, erva de Oxalá, erva cidreira, alecrim do campo, levante, alecrim miúdo, bambu (folhas), erva quaresma.

LINHA DAS SENHORAS: lágrimas de Nossa Senhora (folhas), mastruço, rosa branca (folhas), pariparoba, orirí de Oxum, erva-de-santa-luzia, espada-de-santa-bárbara, trevo (folhas), quina roxa, abóbora dantas, vitória-régia, açucena, erva-de-santa-bárbara, malva rosa, suma roxa.

LINHA DE IBEJI: amoreira (folhas), alfazema, salsaparrilha, manjericão, ipecacuanha, anil (folhas), capim pé-de-galinha, arranha gato.

LINHA DE XANGÔ: limoeiro (folhas), erva lírio, café (folhas), saião (folhas), erva-de-são-joão, abre caminho, quebra mandinga, erva de Xangô, quebra-pedra, Rui Barbo, louro, aperta ruã, Maria Nera, erva Moura, Maria Preta, erva de bicho.

LINHA DE OGUM: comigo ninguém pode, espada de Ogum, lança de Ogum, flecha de Ogum, cinco folhas, jurupitã (folhas), jurubeba (folhas), musgo (marinho), ipê (folhas), losna, romã (folhas), sabugueiro, erva-de-coelho.

LINHA DE OXÓSSI: picão do mato, cipó caboclo, barba de milho, mil folhas, funcho, fava de quebranto, gervão roxo, tamarindo (folhas), alecrim do mato, boldo, malvarisco, sete sangrias, unha de vaca, azedinha, chapéu de couro, grama barbante.

LINHA DAS ALMAS: café (grão), guiné pipíu, arruda (folhas), cambará, sete folhas, aroeira (folhas), erva grossa, vassoura preta, cravo de defunto, mal com tudo, cipó cabeludo.


ALQUIMIA DA UMBANDA

Na Alquimia da Umbanda, utiliza-se derivados de 3 reinos, à saber:

  1. Reino Mineral
  2. Reino Vegetal
  3. Reino Animal

I) REINO MINERAL: São utilizados, a pedra viva (Otá), ferro, cobre, latão, alumínio, zinco, assim como uma série de metalóides.

II) REINO VEGETAL: É utilizado um número incalculável de ERVAS, sendo que as principais já foram vistas acima.

III) REINO ANIMAL: Através de sacrifícios e também com os animais vivos, são efetuados na Umbanda diversos rituais. É um engano pensar que na Umbanda só utilizamos animais sacrificados, muito pelo contrário a maior parte dos rituais de uma Umbanda Racional, utiliza o animal vivo, que permanece vivo, sendo de mais ou menos (+/-) 10% o número de animais sacrificados.

Os animais utilizados são os seguintes:

A.                Aves

  1. Ovinos
  2. Caprinos
  3. Suínos
  4. Bovinos
  5. Eqüinos
  6. Répteis

a) AVES:

a1) Galinha-de-terreiro - Linha de Pretos-velhos (simples)

a2) Galinha-d’angola - Preto-velho (cruzado) e Senhoras

a3) Galinha-pedrês - Ibeji

a4) Galos – Ogum, Oxóssi e Oxalá (Xangô às vezes)

a5) Pombos – Senhoras, Ibeji, mas específico para Oxalá

a6) Patos – Uso exclusivo das Almas (Pretos-velhos)

a7) Morcego – Usado na Quimbanda, Catimbó, Vodu

(nunca para o bem)

b) OVINOS: Oxalá e gira de Ibeji

c) CAPRINOS: Exu – Específico para os coroados e batizados

d) SUÍNOS: Específico de Exu pagão e Elementares

e) BOVINOS: Oxalá, Xangô e Oxóssi (às vezes também para Exu Coroado)

f) EQUINOS: Ogum, especificamente

g) RÉPTEIS: São utilizados como segue abaixo:

RÉPTIL

LINHA QUE UTILIZA

Oxalá

Salamandra

Ibeji

Lagartos

Xangô e Ogum

Camaleões (*)

Senhoras

Cotias

Oxóssi, Caboclos e Senhoras

Sapos

Almas e Exus (todos)

Morcegos (**)

Exus Elementares, Vodu, Catimbó e Quimbanda

(*) Em certos terreiros são usados escorpiões

(**) Os morcegos são utilizados pelos bruxos, quimbandeiros e alguns Umbandistas de hoje, na Alquimia (elixir)

 

FRUTAS DOS ORIXÁS

Relação das frutas que têm grande vibração dos Orixás

ORIXÁ

FRUTAS

OXALÁ

Uva verde, pêra, melão

SENHORAS

Todas as frutas cítricas- limão, tangerina, laranja, sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo

IBEJI

goiaba, amora, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama

XANGÔ

marmelo, mamão, melão, melancia, abiu, abricó, caqui, fruta-de-conde

OGUM

graviola, banana (exceto d’água), ameixa, pitomba, ciriguela, abacate, abiu, lima-da-pérsia

OXÓSSI

coco, cana-de-açúcar, camboatá, sapucaia, cacau, caju, mangaba

ALMAS

jaca, abacaxi, cajá-manga, manga, carambola, fruta-pão, morango, banana d’água (especifica para Exus)

Estas frutas podem ser consumidas pelo Ser encarnado nos dias determinados para os Orixás, para reforço da freqüência dos mesmos em cada um. Também pode ser oferecido à alguém em intenção ao Orixá da pessoa, afim de angariar a simpatia do mesmo.

Nós que utilizamos estes três reinos, sabemos também que vivemos envolvidos no Reino dos Encantados, os quais agem diretamente sobre nossas vidas, através dos Elementos respectivos na natureza, coadunando-se com os respectivos Orixás, à saber:

ELEMENTO

ONDE ATUAM OS ENCANTADOS

ORIXÁ

LUZ

Tempo (horário)

Oxalá

ÁGUA

Marés, rios, cachoeiras e tempestades

Senhoras

TERRA

Calmarias

Ibeji

PEDRA

Odores, umes

Xangô

FERRO

Frio, inclusive dos metais

Ogum

MATA

Brisa, cheiro de mato

Oxóssi

FOGO

Raios, centelhas, incêndios

Almas

Torna-se necessário que utilizemos os três reinos; o mineral , o vegetal e o animal, com a sabedoria necessária e em conjunto com os Encantados e seus Elementos, para que possamos, o mais sabiamente possível, dar em nossas vidas, a seqüência efetiva às 3(três) Leis Fundamentais, que à tudo e à todos regem:

A LEI DO CARMA: crédito dado

A LEI DE CHOQUE E RETORNO: débito de cada Ser

O LIVRE ARBÍTRIO: que irá, em síntese, determinar o tipo de saldo que teremos em nossas Contas Siderais


SALVA E LEI DE SALVA

Existem duas coisas muito confundidas (a Salva e a Lei de Salva) que apesar de completamente diferentes, são utilizadas pelo Omolocô, e em todas as nações onde se utiliza a Umbanda como ritual, apesar de originárias das nações de Santo (Candomblé).

LEI DE SALVA

Na Umbanda permite-se o uso da Lei de Salva, assim como o é por tantas e quantas religiões existam; é uma espécie de pagamento para que alguém faça por você, o que por condições físicas ou necessidades diversas, o próprio não tenha condições. A Lei de Salva é determinada de acordo com a unidade padrão da moeda. Quando os negros vieram como escravos para o Brasil, a unidade padrão no Mercado de Escravos era a moeda de $400 reis (1 pataca), por esta razão a Lei de Salva é sempre baseada na unidade padrão vigente no local onde a mesma é aplicada, e que poderá conforme a dificuldade ou periculosidade do trabalho à ser efetuado, ser multiplicada por 3 (três), 5 (cinco) ou 7 (sete) vezes no máximo a unidade padrão utilizada.

A SALVA

A Salva é uma deferência prestada dentro da Umbanda, quando se quer dar destaque à visitação ao terreiro, por determinados seguidores da seita, tais como: chefes de terreiros, de qualquer hierarquia, personalidades ilustres, benfeitores do terreiro, autoridades civis, militares e religiosas, que conheçam a Lei e que mereçam essa deferência.

A Salva se divide em duas partes distintas:

1a) Uma bandeja quadrada ou oblonga, de acordo com o chefe do terreiro. Conforme as condições financeiras do terreiro, esta bandeja poderá ser de metal, aço inoxidável, prata, ouro ou até de platina.

2a) Um ALÁ, pálio sustentado por 4 ou 6 varas, que serve para acobertar a personalidade visitante.

Na bandeja, são colocados na parte da frente, dois recipientes quadrados: o da esquerda contendo pó de pemba e o da direita cinzas. No meio da bandeja, dois copos, sendo o da esquerda cheio de Otí do Orixá da Casa, e o da direita permanece vazio. Na parte de trás da bandeja, são colocados 7 (sete) recipientes arrolhados, com os Otís dos Orixás venerados pela Casa. Exemplo: Oxalá – água pura ou vinho branco; Senhoras – água mineral ou champanhe; Ibeji - guaraná ou água c/açúcar; Xangô – cerveja preta; Ogum – cerveja branca; Oxóssi - cerveja branca, vinho tinto ou aluá; Almas – vinho moscatel com mel de abelhas, café sem açúcar ou cachaça com mel de abelhas.

UTILIZAÇÃO DA SALVA

A Salva

Utiliza-se a Salva da seguinte forma: ela é montada e colocada do lado direito da entrada do Stadium (terreiro), assim como o Pálio, com os médiuns que irão segurá-lo.

A Salva é usada sempre que pressentida a presença de um visitante ilustre e incógnito; um chefe de terreiro, uma autoridade civil ou militar, um representante de outra religião, enfim aquele que por hierarquia mereça essa deferência. Caso o visitante, não faça a referência devida à Salva, será recebido sem as honras de Chefe de Terreiro, sem o Pálio, enfim entrará no terreiro como um qualquer.

 

PASSES

Os passes são a movimentação das Vibrações Cósmicas, que circundam à tudo e à todos no Universo. Os aplicados de modo geral em terreiros de Umbanda, subdividem-se em 7 (sete) tipos primordiais, à saber:

  1. Descendentes frontais
  2. Cruzados posteriores
  3. Descendentes posteriores
  4. Cruzados frontais
  5. Divergentes
  6. Convergentes
  7. Magnéticos

1 e 2 – DESCENDENTES FRONTAIS e CRUZADOS POSTERIORES

O Passe Descendente Frontal, destina-se a eliminar o reflexo negativo dos plexos materiais, o que faz baixar qualquer incidência na doença física. Por ser o chakrana parte posterior (costas), esse tipo de passe deve ser aplicado por Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um passe Cruzado posterior cruzando-se da esquerda para a direita, de cima para baixo, a partir do Chakra Cervical.

3 e 4 – DESCENDENTE POSTERIOR e CRUZADO FRONTAL

O Passe Descendente Posterior destina-se a eliminar a corrente espiritual negativa, o que faz baixar a incidência negativa espiritual espúria, eliminando interferências nocivas. Esse Passe deve ser aplicado por Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um Passe Cruzado Frontal cruzando-se da esquerda para a direita na retirada dos miasmas fluídicos e a seguir, da direita para a esquerda, para reavivar a salutar influência do fluído animal, que fará equilibrar a força de vida.

5 e 6 – DIVERGENTES e CONVERGENTES (vide Nota 1)

Os Passe Divergentes e Convergentes são essencialmente Espirituais; destinam-se exclusivamente à doenças espirituais e suas conseqüências materiais. Devem ser sempre aplicados em conjunto, começando pelos divergentes, que destinam-se exclusivamente a diluir, dilacerar, espargir toda a cúpula magnética maléfica em torna dos Chakras principais (coronariâno e frontal), seguidos dos convergentes que irão atrair, convergir, agrupar e aglutinar, enfim enfocar sobre os ditos Chakras toda a Força Vibracional do Astral Superior.

7 – MAGNÉTICOS (vide Notas 2 e 3)

Os Passes Magnéticos servem tanto para doenças físicas e/ou espirituais. Podem ser aplicados por Entidade incorporada, mas a maior parte das vezes é aplicadopor médium passista em vigília, que transmite reforço espiritual ou força vital material através de suas mãos voltadas em direção aos órgãos ou locais afetados, dos que necessitam se submeter à esse tipo de passe.

NOTA 1: estes dois passes só poderão ser aplicados por Entidade incorporada com Coroa, e sem colocar as mãos do seu aparelho (médium), sobre a cabeça do Ser em trabalho de passe.

NOTA 2: este tipo de passe é muito usado pelos participantes de Mesas Kardecistas, pela Igreja Messiânica com o nome de comunicação (Jorey), pela PerfectLiberty e também por rosacrucianos, cabalistas da Alta Esfera, além de todos os núcleos do Oriente. Na Umbanda são também utilizados na parte espiritual, quer individualmente quer em Cúpula Magnética, onde são feitas transmissões diretas de forças espirituais positivas para o alento e reforço das forças exauridas, a quem são aplicados.

NOTA 3: este tipo de passe é muito utilizado nas Nações Omolocô e Oriente.

NOTA ESPECIAL: conforme nos foi transmitido por um Orientador Espiritual, seria interessante que em todos os terreiros ditos de Umbanda, através do Guia Chefe ou Diretor Material, fosse ensinado aos filhos a boa utilização destes sete (7) tipos de passes.


INTERCOMUNICAÇÃO

A intercomunicação pode ser utilizada de três formas diferentes, à saber:

  • Intercomunicação física
  • Intercomunicação mental
  • Intercomunicação extra-sensorial

INTERCOMUNICAÇÃO FÍSICA: é aquela que dois seres fisicamente permutam através de diálogo direto de alguém para alguém.

INTERCOMUNICAÇÃO MENTAL: é aquela estabelecida entre dois seres que têm elos afetivos (lembranças, saudades, recordações, etc.), ou então diretamente através do pensamento (telepatia).

INTERCOMUNICAÇÃO EXTRA-SENSORIAL: é aquela que se estabelece em diálogo fraterno entre um Ser desencarnado e um ser encarnado do mundo físico, diretamente através de aparições.

PRECEITOS

Como em todo e qualquer dogma, a Umbanda também faz uso de preceitos específicos e predeterminados. Na Umbanda os preceitos são abstenções voluntárias em benefício da positivação ou negativação de cada um, e se dividem em 3 grupos distintos, à saber:

  • Primordial
  • Opcional
  • Ocasional

PRIMORDIAL: é o preceito indispensável à todos os médiuns sem exceção como preparativo para os trabalhos mediúnicos nas sessões de terreiro, e se dividem em 7 itens:

  1. Isenção de sexo, pelo menos 8 horas antes do início dos trabalhos mediúnicos.
  2. Isenção de ingestão de produto animal que dependa do sacrifício do mesmo, inclusive peixes, isenção esta à partir de 24 horas antes do trabalho mediúnico.
  3. Isenção nas 12 horas anteriores ao trabalho mediúnico, de maus pensamentos (ódio, orgulho, inveja, vaidade).
  4. Uso de roupa apropriada e predeterminada para o trabalho mediúnico.
  5. Banho de descarga, conforme determinado a cada um.
  6. Pontualidade ao início da corrente fraterna.
  7. Entregar-se ao trabalho espiritual sem a preocupação com a hora do término do mesmo.

OPCIONAL: é o preceito que, em adendo ao primordial, é determinado pelo Orientador Espiritual ou pelo Chefe do terreiro, para determinados médiuns:

  1. Isenção de produtos animais, mesmo que não dependam do sacrifício dos mesmos. Exemplo: manteiga, queijo, ovos, leite, etc.
  2. Banhos de descarga especiais e específicos.
  3. Firmeza extraordinária do Anjo de Guarda.

OCASIONAL: é o preceito de emergência, o que é praticado em caso de emergência, quando necessário ao trabalho mediúnico, fora da corrente fraterna.

  1. Firmar os Anjos de Guarda; o seu e da pessoa a ser atendida.
  2. Exigir no local o mais absoluto silêncio e concentração.
  3. Pedir licença e salvar o Orixá TEMPO.
  4. Mentalizar o Divino Nazareno, invocando à Ele a permissão do trabalho sem os preceitos normais e rogando-lhe o auxílio do Astral Superior.

Independente de todos estes preceitos, todo médium deve abster-se durante o trabalho mediúnico de jóias, bijuterias, objetos metálicos e dinheiro; enfim o médium deve procurar estar o mais puro possível para ingressar na corrente fraterna.


HORAS NA UMBANDA

Todas as horas da Umbanda são controladas por um Orixá independente dos demais, pouco conhecido, chamado ORIXÁ TEMPO, que é o determinante do envio das vibrações cósmicas, assim como o momento exato da utilização do ritual necessário. Como estamos encarnados no terceiro planeta do sistema solar, controlado por uma estrela de 5a grandeza, da 2a Galáxia, um planeta presídio por nós chamado de Terra, temos que nos atener ao sistema de contagem de tempo do mesmo, embora que não muito consonante com o Tempo Real. Baseados na nossa forma de contagem de Tempo, a Umbanda divide as horas de um dia em três tipos diferentes, à saber:

  • Horas Abertas
  • Horas Fechadas
  • Horas Neutras

HORAS ABERTAS: são consideradas horas abertas na Umbanda, as não classificadas como neutras ou negativas, portanto positivas para a feitura de qualquer dos trabalhos abaixo enumerados:

  1. Mentalização
  2. Vidência
  3. Irradiação
  4. Jogo de Búzios
  5. Agrados
  6. Amalás
  7. Amacís

HORAS FECHADAS: são aquelas que nenhum dos atos ritualísticos ou litúrgicos descritos acima podem ser efetuados. São consideradas horas fechadas, os 15 minutos anteriores e posteriores à HORA PEQUENA e à HORA GRANDE, ou seja de 11:45hs às 12:15hs, assim como também de 23:45hs às 00:15hs; horas que são destinadas à entrega de EBÓS, DESCARREGOS, ou o emprego da Força Negativa para a prática do Bem.

Nestas Horas Fechadas, não se deve praguejar, amaldiçoar, discutir, entrar ou sair de lugares cobertos e freqüentar locais espúrios.

HORAS NEUTRAS: são aquelas em que qualquer tipo de Ato Litúrgico ou Ritualístico é dado à cada um segundo, o seu mérito.

Estas Horas Neutras da Umbanda são muito utilizadas no Esoterismo e classificadas como HORAS TERÇAS e HORAS NONAS (6hs e 18hs).

NOTA: excetuando-se as Horas Negativas e Neutras, todas as outras horas do dia são consideradas como positivas.

Das 7 Linhas da Umbanda, apenas três podem interferir e alterar o ritual praticado em todas as horas:

  1. A Linha de Oxalá
  2. A Linha das Senhoras (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ)
  3. IBEJI

DISCRIMINAÇÃO DAS HORAS NA UMBANDA

HORAS

SEMANA

-

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Sábado

Domingo

Observ.

Espaço de 15 minutos após às 0hs até 00:15hs

Negativa

Até 1h

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 1 às 2hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 2 às 3hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 3 às 4hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Positiva

De 4 às 5hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 5 às 6hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Neutra

De 6 às 7hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 7 às 8hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 8 às 9hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 9 às 10hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 10 às 11hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Positiva

De 11 às 11:45hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 11:45hs às 12:15hs

Espaço de de tempo de hora fechada

Negativa

De 12:15hs às 13hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Positiva

De 13 às 14hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 14 às 15hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 15 às 16hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 16 às 17hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 17 às 18hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Neutra

De 18 às 19hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 19 às 20hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Positiva

De 20 às 21hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 21 às 22hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 22 às 23hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 23 às 23:45hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 23:45hs às 00:15hs

Espaço de tempo de hora fechada

Negativa


CRUZAMENTO COM PEMBA

O Cruzamento com Pemba é um ritual utilizado na Umbanda para melhor proteção dos médiuns que já contam com uma incorporação definida, e que por esta razão tomam também parte ativa em descargas fluídicas negativas. Em todas as Nações que praticam a Umbanda, não é permitido a um médium de incorporação, iniciar o seu trabalho sem que antes para isso, não houvesse se cruzado.

O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma: segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois cruzar a palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito. Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo cruzar o peito do pé esquerdo.


OS PONTOS NA UMBANDA

Na Umbanda o ponto é o elo de ligação entre o mundo espiritual e o mundo material, e se subdivide em dois tipos, à saber:

  1. PONTOS RISCADOS ou ZIMBAS
  2. PONTOS CANTADOS ou CURIMBAS

Tanto o Ponto Riscado como o Ponto Cantado têm sua primeira divisão como:

Ponto da tribo ou Clã

Ponto de trabalho

Em ambas subdivisões acima os pontos podem novamente se subdividir em:

a) Ponto de chamada

b) Ponto de apresentação (ou identificação) *(vide Nota no 1)

c) Ponto de falange

d) Ponto cruzado *(vide nova subdivisão a seguir)

e) Ponto de demanda

f) Ponto de Maleime (pedido de perdão)

g) Ponto de subida

O item (d) Ponto Cruzado, por sua vez, subdivide-se em:

1d) Defumador

2d) Ordenação

3d) Mão de Faca

4d) Mão de Ofá

5d) Cruzamento de Pemba

6d) Batismo

7d) Confirmação

8d) Amacís

9d) Casamento

10d) Retirada de Vume

IMPORTANTE: O Ponto Riscado ou o Ponto Cantado nunca deve ser interrompido no meio, principalmente por terceiras pessoas. Os Comentários sobre o Ponto Riscado ou sobre a inconveniência do Ponto Cantado, deverão ser postas ou comentadas por quem de direito, após o término dos mesmos.

Nota no 1: o Ponto de apresentação pode ser dado da mesma forma de duas maneiras diferentes e aceitos como certos:

Ponto da tribo ou Clã

Ponto de trabalho


GUIAS (colares)

A Guia (colar) é um ponto de referência e atração entre a Entidade e o médium. Ela é preparada para que haja maior facilidade de comunicação, ou um elo mais firme entre a Corrente Vibracional do Astral Cósmico e a Corrente Vibracional material dos médiuns.
A Confecção da guia, obedece quanto ao número de contas, uma das três séries, à saber:

Série de 7: Médiuns em preparação e etc.

Série de 5: Médiuns que terão sub-comandos

Série de 3: Médiuns que terão Comando

Na série de 7 estão incluídos os médiuns em preparação (desenvolvimento) e também os que, embora suas Entidades já tenham permissão para dar passes, consultas e participem de determinados trabalhos, jamais poderão alcançar as séries superiores, pois que assim está predeterminado em seu Karma.

Nesta série, as guias constam de 7 contas brancas, alternadas por uma conta da cor do Eledá, que de acordo com os méritos e a evolução, se acrescentará uma conta do Eledá, retirando uma branca, a cada ano, até perfazer 7 contas de cor e 1 branca.

Na série de 5, os médiuns são preparados para sub-comandos ou para substituí-los, à saber: Iaba, Mão de Faca, Mão de Ofá, e Ogam Calofé.

Nesta série as guias constam de 5 contas brancas, alternadas por uma conta da cor do Eledá, que de acordo com o mérito se acrescentará uma conta do Eledá, retirando-se uma branca a cada 3 anos, até perfazer 5 contas do Eledá e 1 branca.

Na série de 3 estão incluídos todos os médiuns, que tiverem por Karma, que ser preparados para comando: Cambone de Ebó, Pai ou Mãe Pequenos, subchefe e Chefe de Terreiro (Babalorixá ou Ialorixá).

Nesta série, as guias constam de 3 contas brancas, alternadas por 1 da cor do Eledá, que de acordo com os méritos, se acrescentará uma conta do Eledá, retirando 1 branca a cada 7 anos, até perfazer 3 contas do Eledá e 1 branca.

O mérito para o acréscimo nas guias, é sempre determinado pelo Comando do Terreiro, ou seja pelo Guia Chefe do Terreiro (ou Orientador), os subchefes Espirituais; nunca pela própria Entidade incorporante, no referido médium.

O médium, no decorrer do seu preparo, deverá receber as seguintes guias (colares):

  1. Guia de Oxalá: dada ao médium como segurança, após o seu Amacís e Batismo na Lei
  2. Guia do Obreiro: dado ao médium em consonância com a Entidade que ficará responsável pelo médium.
  3. Guia do Capangueiro: dado ao médium, com autorização da Entidade (acima) responsável pelo mesmo, afim de elo de ligação entre o médium e o empregado (Exu) da dita Entidade.
  4. Guia de Orixás: guias de referência aos Orixás que mais influem no médium (1o Adjutor e Adjutor Auxiliar).
  5. Guias do Eledá: guias com contas da cor do Eledá.

A – Pai de cabeça

B – Mãe de cabeça

 

PLANOS E GRAUS

A Umbanda existe desde que o SENHOR iniciou a criação, afetando à todos os seres encarnados ou não, nascidos ou por nascer em todos os reinos. Ela traz em seu bojo um sistema de controle do Cosmo, estabelecido pelo Astral Superior, cognominado de Planos e Graus. Por este sistema a menor vibração no universo, desde que comece a vibrar, obedece inexoravelmente ao controle do Astral Superior.

Foi estabelecido que os Planos de Evolução, em número de sete, fazem parte do acervo espiritual do Ser e consequentemente os Graus de Evolução, também em número de sete, fazem parte do acervo material do mesmo Ser.

Entendamos como acervo espiritual, a caminhada que a vibração faz através dos sete planos, a caminho do Grande Foco, de onde foi destacada ainda bruta, necessitando se lapidar.

Entendamos como acervo material a caminhada que o Ser desenvolve através das vidas materiais sucessivas (encarnações), com iguais oportunidades de progresso para que possa vencer seis dos sete graus da escala. Caso o Ser não consiga em uma vida material (encarnação), ultrapassar ou ter mérito para galgar o grau seguinte da escala, ele retornará quantas vezes se tornar necessário para que o faça. Ao conseguir atingir o 6o grau em determinado plano, com mérito de evolução ao desencarnar, o Ser receberá dupla promoção, isto é, em vez de galgar para o 7o e último grau do Plano em que estava, ele será transferido, com mérito, para o 1o grau do Plano subsequente. Convém notar que um Ser, ao conseguir atingir com mérito o 6o grau do Plano 6, terá como promoção ou prêmio a isenção definitiva de reencarne em Orbes materiais.
Ex: as entidades que incorporam em médiuns, em diversos rituais espiritualistas, inclusive na nossa Umbanda (caboclos, pretos-velhos, etc.).

Na Umbanda todo médium tem um ELEDÁ, ou seja, Pai e Mãe de cabeça, Eledá este comandado pelo Pai, sendo cada um dos Eledás, encaixados em um Plano definido, à saber:

Plano 7

OXALÁ

Plano 6

SENHORAS (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã)

Plano 5

IBEJI

Plano 4

XANGÔ

Plano 3

OGUM

Plano 2

OXÓSSI

Plano 1

ALMAS

Por sua vez os Graus são utilizados para medir a evolução do médium na corrente fraterna:

GRAUS

PERCENTAGEM

MEDIUNIDADE

ESP.

MAT.

1

7%

93%

Totalmente consciente podendo alterar, melhorar ou piorar a comunicação recebida

2

30%

70%

Consciente, porém conhecedor de suas responsabilidades

3

50%

50%

Perde a consciência e a memória, durante deteminados trabalhos

4

75%

25%

Semi-inconsciência. Vê tudo, assiste à tudo sem interferir, depois esquece

5

90%

10%

Semi-inconciência, em que a Entidade apaga tudo, não permitindo qualquer interferência do médium

6

93%

7%

Inconsciência total, durante os trabalhos, só sendo permitido ouvir, quando necessário ao aprendizado do médium

7

-

-

Só galgado após o desenlace, com mérito

Entenda-se entretanto que, a partir do 3o grau, a escala não é tão rígida, dependendo da vontade das Entidades, das condições emocionais e de problemas orgânicos dos médiuns; por essa razão, os médiuns ao se entregarem aos trabalhos mediúnicos, devem se isolar de todos os problemas materiais e pessoais.

DEFUMADOR

Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída a possibilidade da modificação ambiental, através da mesma. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, usa-se também desse expediente, ao qual chamamos de Defumador, que tem a função precípua de equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade. O defumador pode ser de três tipos, à saber:

  • Mantenedor do equilíbrio
  • Positivador do equilíbrio
  • Negativador do equilíbrio

Mantenedor do equilíbrio: tem por finalidade reforçar o equilíbrio já existente no ambiente, e para tal serão usadas as seguintes essências: Incenso, Benjoim e Mirra.

Positivador do equilíbrio: tem por finalidade reforçar a parte positiva, para equilibrar as negativações, principalmente se existirem assistentes externos à corrente fraterna, e para tal serão usadas as seguintes essências: Alecrim, Incenso e Benjoim.

Negativador de equilíbrio: tem por finalidade negativar totalmente o ambiente, reforçando a parte negativa. Por motivos de segurança, e para evitar que um leitor se quede à fazê-lo, deixamos propositadamente de dar as essências necessárias, o que só poderá ser ministrado à alguns, e escolhidos a dedo.

NOTA: Nos defumadores acima descritos, poderão ser adicionadas conforme a intenção, ervas dos ORIXÁS, porém, para que possam realmente surtir o efeito descrito, deverão manter no cerne, as essências preconizadas, para cada necessidade.


CARNAVAL

A partir da sétima lunação, depois de NANÃ (26 de julho), começa o período mais negativo, atuante sobre os seres viventes: o Carnaval.
Todos os erros conscientes ou inconscientes praticados pelo ser humano, até o dia de Nanã, são débitos jogados contra os créditos das boas ações e atitudes, e sendo o saldo negativo, será cobrado no período do carnaval, pois que todo o Exú, tem por ordem superior, a liberdade por 24 horas (terça-feira gorda) para começar a dita cobrança, da qual ninguém escapa. Por influência direta dos próprios Exús, os seres encarnados, aumentam ao seu bel prazer, os dias e as orgias carnavalescas, aumentando assim por conta e risco, o período de cobrança. É por isso que os filhos da Umbanda, desenvolvidos ou não, devem se abster do uso de fantasias, máscaras, bebida, de utilizar à título de folguedo coisas e apetrechos da religião, enfim, podem ver e assistir os outros neste período. Entenda-se que a abstinência não chega a ser uma proibição, com o que, seria ferido o LIVRE ARBÍTRIO de cada um, porém é um alerta vigoroso sobre a inconveniência altamente lesiva ao bem estar espiritual.
Normalmente no mês de julho, toda a humanidade tem um declínio nas freqüências recebidas do espaço até o dia 26, melhorando no princípio de agosto. Isto deve-se ao fato de a Freqüência Vibratória emanada dos Orixás, atingir em 26 de julho o ponto Neutro, ou Zero na escala (vide gráfico em Freqüências na Umbanda), portanto a época é difícil para todos e muito mais para aqueles que não tem o devido equilíbrio.


ÁGUA

A Água é um fator preponderante na Umbanda. Ela mata, cura, pune, redime, enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe terráqueo, basta exemplificar com as lágrimas, que são água demonstrando o sentimento, quer seja positivo ou negativo.
Sabemos que três quartas partes do globo, do planeta que habitamos, é coberto por água; 86,9% do corpo humano é composto de água ou carboridratos; mais ou menos 70% de tudo que existe na Terra leva água, tornando-se desta forma o fator predominante da vida no planeta. Por esta razão, ela é utilizada na Quartinha, no copo de firmeza de Anjo de Guarda.

COLOQUE UM COPO COM ÁGUA DO MAR OU ÁGUA COM SAL
ATRÁS DA PORTA.

Qual é o porquê disto?
Por que a água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica. Nunca se deve encher o copo de água até a boca, porque ela crepitará. Ao rezar-se uma pessoa com um copo de água, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água ficará fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda, para cruzar o terreiro, para jogar búzios, enfim, sem ter um copo de água do lado. A água que se apanha na cachoeira, é agua batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações negativas do local.
Por esse motivo nunca se deve pisar nos bueiros das ruas, porque as águas da chuva passando pelos trabalhos nas encruzilhadas, carrega para os bueiros toda a carga e a vibração dos trabalhos; convém notar que os bueiros mais próximos da encruzilhada são os mais pesados, porém não isenta de carga, embora menos intensa, os demais bueiros da rua.


OBRIGAÇÕES NA UMBANDA

O que é uma OBRIGAÇÃO?

É a confecção de um ponto de atração e ligação entre um ser encarnado e uma Força Superior (um Orixá). Na Umbanda essas ditas Obrigações, são preparadas com elementos naturais, fazendo desta forma uma alquimia, tal que, determina a Freqüência do Orixá desejado.

Qual é a melhor forma de determinar esta dita freqüência?

Pelo conhecimento detalhado de cada Orixá, a sua força, seu atributo, seu Oti (bebida), suas ervas, seu Amalá (comida), chegaremos à um determinado modo de fazer este Orixá vibrar.

As Obrigações se dividem em:

  • Feitura do Santo
  • Reforço do Santo
  • Emergênciais

As obrigações da feitura e do reforço são idênticas, já nas emergenciais, mudam de aspecto.

As obrigações da Feitura de Santo, como o próprio termo está dizendo, é preparado e entregue quando o filho é feito no Santo, só e exclusivamente nesta ocasião.

Pelo menos uma vez ao ano, na data dos Orixás, o filho deverá fazer um reforço das obrigações de feitura.

As emergenciais só deverão ser usadas em casos realmente de emergência (caso de uso de anestésicos em operações, assédios espirituais e possessões) e com a aquiescência e anuência de uma Coroa Maior.

As Obrigações na Umbanda devem ser feitas na seguinte ordem após o Amací, o Batismo e a Confirmação:

1a OBRIGAÇÃO DE EXÚ com o fito de resguardo do filho de ataque de inimigos esporádicos.

Após a de Exú, deverão ser feitas as obrigações dos demais Orixás (quer masculinos, quer femininos) exceto os do Eledá (Pai e Mãe de cabeça) que ficarão por último e que serão efetuados quando da feitura da pré-camarinha, nos filhos que não terão comando de terreiro e na Camarinha aos que se destinam ser Chefes de Terreiros (Babalorixá). Por terem os filhos de terreiro feito as obrigações de feitura (exceto a do Eledá), é que se torna imprescindível o reforço anual das obrigações já efetuadas. Quanto ao Eledá fica inteiramente à critério de cada filho fazer-lhes um AGRADO a contento.

A condição de ter o filho feito obrigações para os diversos Orixás do Panteon durante a sua feitura não determina necessariamente que tenha guias (colares) deste ditos Orixás. Esse colares devem ser pedidos pelas Entidades trabalhadoras e responsáveis durante o tempo da espera da Pré-camarinha ou Camarinha, porém, a cada guia nova corresponde a um novo reforço.

SENTIDOS

Os sentidos humanos são em número de 7, divididos em dois grupos, à saber:

  • Sentidos Extra-sensoriais
  • Sentidos Materiais

Os sentidos humanos têm relação direta com os ORIXÁS, e na Umbanda se relacionam da seguinte forma:

SENTIDOS

TIPO

ORIXÁ

1. PALADAR

MATERIAL

ALMAS, PRETOS-VELHOS

2. OLFATO

MATERIAL

OXÓSSI

3. VISÃO

MATERIAL

OGUM

4. AUDIÇÃO

MATERIAL

XANGÔ

5. TATO

MATERIAL

IBEJI

6. CLARIVIDÊNCIA

EXTRA SENSORIAL

SENHORAS (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ, NANÃ)

7. INTUIÇÃO

MATERIAL

OXALÁ

* A voz é o elo de complementação entre todos os sentidos.

A Intuição é um sentido extra-sensorial que faz a ligação direta entre os Espíritos Protetores (ELEDÁ) e o espírito do ser encarnado, através de ordens, conselhos, advertências e avisos, muitas vêzes confundido com a própria consciência do ser encarnado. É este sentido que nos faz, às vezes, ouvir vozes interiores, à zelar por nossos passos.

  • Clarividência expontânea
  • Clarividência provocada

Clarividência expontânea é aquela que acontece independente da nossa vontade, formando quadros de advertência nas ocasiões e lugares menos esperados.

Clarividência provocada o é através de duas formas diferentes: a Mentalização e a Vidência. A Mentalização é a forma grosseiramente material da clarividência em si e consiste em mentalizar à quem se deseja falar, ou ver, tentando fazê-lo de olhos cerrados, até conseguir.

A Vidência é a faculdade que todos têm inata, podendo ser desenvolvida, através de exercícios especiais, para que possa ver (de olhos abertos), à sua frente ou através de copo com água, bola de cristal, fumaça, etc., as Forças Vibracionais Espirituais ou também Forças Vibracionais Materializadas.


VIDÊNCIA – CLARIVIDÊNCIA
3a VISÃO

Abaixo, damos os exercícios praticados na Umbanda, Ritual do Omolocô, cruzada com o Oriente, que deverão ser ensinados aos neófitos, até atingirem a perfeita sintonia Interior/Exterior com o Universo.

1a Etapa – VIDÊNCIA: exercícios destinados à percepção de seres extra-sensoriais, que serão feitos através de: bolas de cristal, copo de cristal (liso) com água pura ou a fumaça da queima de elementos volatizantes (incenso, benjoim e mirra). O praticante deverá estar sentado, com o corpo relaxado, com o objeto do treinamento à sua frente. Deverá também estar com roupas adequadas, de coloração verde, num ambiente iluminado com uma luz verde. A prática destes exercícios, tem como horário ideal, o período entre 6hs e 18hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção de todo o tipo de alimentação animal, que implique no sacrifício do mesmo, nas 12 horas anteriores ao exercício.
2) Isenção de sexo e álcool pelo mesmo período.
3) Banho de descarga de Alfazema (vide Nota no 1)

2a Etapa – CLARIVIDÊNCIA: exercícios destinados à percepção de seres extra-sensoriais, com os olhos fechados. O praticante deverá estar sentado, com o corpo relaxado, usando roupas adequadas de coloração azul, num ambiente iluminado com uma luz azul. A prática deste exercício consiste em, de olhos fechados,procurar vislumbrar no cristalino dos olhos, as imagens e/ou quadros que irão se formar, sendo o horário ideal para este tipo de exercício, o período entre 22hs e 02hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção de todo o tipo de alimentação de origem animal que implique no sacrifício do mesmo, nas 24 horas anteriores ao exercício
2) Isenção de sexo e álcool pelo mesmo período.
3) Banho de descarga de Sândalo. (vide Nota no 2)

3a Etapa – 3a VISÃO: exercícios destinados a abertura da 3a Visão, que dará ao praticante a interligação direta com os 7 Planos Paralelos, proporcionando-lhe a possibilidade de auscultar as vidas anteriores, atuais e posteriores de todos os seres vivos e mortos. O praticante deverá estar com roupas adequadas de coloraçãoamarela, num ambiente iluminado com luz amarela, em postura Iogue de fluência do Kundaline. A prática do exercício consiste em entrar em estado de ALFA, sendo o horário ideal para este tipo de exercício, o período entre 2hs e 6hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção em definitivo de sua vida, a alimentação de origem animal, quer com seu sacrifício ou não.
2) Isenção de sexo e álcool nos 7 dias anteriores ao exercício.
3) Banho de descarga de CEDRO. (vide Nota no 3).

NOTAS

Nota no 1: a primeira etapa, quando cumprida com o amor necessário, será galgada em 7 lunações.
Nota no 2: é comumente chamado de concentração, com os olhos fechados, tentando ver o Sol brilhando. O tempo de duração desta etapa é identicamente igual à anterior.
Nota no 3: o preceito do item 2, tem a duração especificada somente durante os exercícios; após dado como pronto, o praticante deverá abolir em definitivo o sexo e o álcool de sua vida. O tempo de duração em média dos exercícios será de 21 lunações.

MEDIUNIDADE

Mediunidade é a ação consciente ou inconsciente dos seres encarnados, pois todos da chamada classe dos Racionais e alguns Irracionais possuem este Dom. A Mediunidade se divide em dois grupos principais e distintos, à saber:

  • Mediunidade Psíquica ou intuitiva
  • Mediunidade Somática ou mecânica

MEDIUNIDADE PSÍQUICA OU INTUITIVA: é aquela em que o médium, escuta palavras formarem-se no cérebro e as escreve (ou transmite) de livre e espontânea vontade. Como na maioria das vezes, a transmissão é rápida demais. Há neste grupo de mediunidade a possibilidade de que o médium escute uma coisa e transmita outra, ou melhor dizendo, escuta uma frase completa e dá-lhe sua própria interpretação, porém, na maior parte das vezes, contraria o sentido original do que foi recebido.

MEDIUNIDADE SOMÁTICA OU MECÂNICA: é aquela em que o Espírito domina e utiliza parte do corpo do médium, ou o todo, independentemente e sem possibilidade de interveniência do mesmo.

Em ambos os grupos de Mediunidade acima mencionados, encontram-se os seguintes tipos de mediunidade, em ordem decrescente em grau:

7) Clarividência

6) Vidência

5) Psicografia

4) Audição

3) Curadora

2) Passista

1) Incorporação (Mediunidade de Prova)

Todos os seres encarnados possuem estes sete tipos de Mediunidade, quer seja só de um grupo ou de ambos, latente à espera de um desenvolvimento (ou aprimoramento), porém tem sempre acentuado em especial, um dos tipos, que será a sua Mediunidade na presente existência.

Exemplo: é passista, curador, porém tem na incorporação o tipo mais intenso, pelo qual se desemcubirá dos demais.

CLARIVIDÊNCIA: é a atuação de uma vibração na mente do médium, descrevendo através dela quadros possíveis de acontecer, dependendo do fatorTEMPO.

VIDÊNCIA: é uma mentalização material, inata, podendo ver coisas materiais, passadas em outro local e/ou espirituais, de olhos abertos e de frente.

PSICOGRAFIA: é a faculdade mediúnica de receber vibrações, que os fazem transcrever mensagens espirituais.

AUDIÇÃO: é aquela em que o médium ouve vozes, transmitindo as boas e más notícias.

CURADORA: é a faculdade inata e esclarecedora da cura, através de conselhos, ervas, etc.

PASSISTA: é a capacidade de movimentar vibrações através de passes para equilibrar e fortalecer as forças positivas e diminuir e também equilibrar, as forças negativas.

INCORPORAÇÃO: é a faculdade de entregar o seu corpo à vibração do plano astral, facilitando a comunhão do Espírito Comunicador com as vibrações materiais do seu corpo, para que, através do mesmo, seja dado o socorro, a ajuda, enfim o esclarecimento e tudo necessário aos eternos pedintes que somos.

MÉDIUM: é o intermediário entre o plano físico (ou material) e o plano espiritual. Levando-se em conta os sete tipos principais de Mediunidade, cremos que 80% dos médiuns existentes têm como classificação primordial a INCORPORAÇÃO, porquanto este orbe é um planeta presídio e de expiação de faltas Karmicas. Os 20% restantes está proporcionalmente distribuído entre os restantes tipos de Mediunidade. Fazem parte fundamental do Curriculum do médium, que entende a sua missão, os seguintes quesitos voluntários:

  1. HUMILDADE
  2. OBEDIÊNCIA
  3. DESPRENDIMENTO
  4. DISCERNIMENTO
  5. PROPÓSITO
  6. FIM

O Fim, é o aprimoramento que o médium procura em todos os outros quesitos, e é vislumbrado quando o Ser percebe que o uso condigno e confiante da Mediunidade, tem valia em algo de bem e de bom para alguém. Todo o Ser é um iniciado em potencial, ignorando de início o Modus Operanti, utilizando-se do seu Livre Arbítrio, estudando o fenômeno, progredirá de acordo com a intensidade de suas qualidades essenciais.

Por esta razão, nem todos os médiuns têm progresso idêntico. Ser médium é em síntese, ser um pesquisador constante, que inicia por conhecer-se à si próprio, descobrindo e equilibrando suas forças positivas e negativas, para depois então, e só então, partir para o estudo do Universo que o rodeia.

HIERARQUIA EM UM TERREIRO DE UMBANDA

A hierarquia de um Terreiro de Umbanda é subdividida em dois comandos distintos, à saber:

  • Cúpula Espiritual
  • Cúpula Material

CÚPULA ESPIRITUAL: a Cúpula Espiritual é formada por três Entidades congêneres, semelhantes ou afins quanto à missão terráquea. Existe entre eles uma hierarquia singular, formando um triângulo equilátero perfeito, sendo que a Entidade do vértice superior do triângulo é o Orientador, que será substituído, em caso de necessidade, primeiro pela Entidade do angulo direito da base do triângulo e depois, na sua falta, pela Entidade do angulo esquerdo da base.
As demais Entidades incorporadas, assim como todos os participantes do terreiro, acatam e fazem cumprir as ordens emanadas da Cúpula Espiritual.

CÚPULA MATERIAL: a Cúpula Material é comandada pela Mãe Pequena.

CÚPULA ESPIRITUAL

Cúpula Espiritual

HIERARQUIA MATERIAL
NO TERREIRO DE UMBANDA

MÃE PEQUENA (ou Pai Pequeno): é o responsável material pelas ordens, quer espirituais, quer materiais, emanadas da Cúpula Espiritual. É quem controla todos os médiuns, quer na disciplina, quer na pontualidade, quer nos uniformes, quer na organização de obrigações, festividades, enfim toda a parte material dos rituais de um terreiro. É também o Cambone Especial do Guia Chefe (Orientador Espiritual ou seu substituto), tendo sempre uma IAÔ, a que tiver melhores aptidões, para substituí-la , em caso de necessidade.

CAMBONE DE EBÓ: subordinado diretamente à Mãe Pequena, sendo o único responsável, por todas as entregas negativas do Terreiro.

IABÁ: é a responsável pela cozinha do terreiro, pela confecção dos ageuns, amalás, e toda e qualquer comida necessária nos trabalhos.

COTA: é subordinada e substituta da IABÁ (só utilizada nos terreiros de Nação).

SAMBA: médium (mulher) em desenvolvimento.

IAÔ: médium (mulher) com feitura no Santo.

MÃO DE FACA: médium preparado especialmente para efetuar toda e qualquer matança de animais, quando necessário (muito usado em Nação)

MÃO DE OFÁ: médium preparado especialmente para fazer a colheita e a quinagem das ervas usadas na Umbanda, para amacís, confirmações, assim como para remédios e banhos de descarga.

OGÃ CALOFÉ: é o responsável por toda a corimba à ser puxada no terreiro, é também instrutor de toques de atabaque, assim como responsável, abaixo da Mãe pequena, pelo desenvolvimento do Pé de Dança, médium preparado especificamente para isto.

OGÃ DE ATABAQUE: médium preparado, exclusivamente para os toques de atabaque.

OGÃ DE CORIMBA: médium preparado, exclusivamente para a puxada da corimba (pontos cantados), respondendo diretamente ao Ogã Calofé, à Mãe Pequena, ou em última instância, ao chefe do terreiro.

CAMBONE: médium (homem) em desenvolvimento.

CASSUTÉS: médiuns (homens) com feitura no Santo.

NOTA: nos terreiros de Nação todos os médiuns, quer homens quer mulheres, com Feitura no Santo, chamam-se IAÔS.


DISTRIBUIÇÃO INTERNA
DE UM TERREIRO

Stadium

Um terreiro, para a prática da Umbanda, deve ter distintos os seguintes locais prefixados: o Stadium, o Pegí ou Gongá, Ala de Atabaques, Local da Assistência,Roncó, Casa de Exus, Cruzeiro das Almas, Tronqueira, e Casas ou Quartos dos Orixás, assim como Casa de matanças (opcionais só na Nação).

O STADIUM: é o local onde os médiuns (cavalinhos) fazem suas evoluções, e quando incorporados, os atendimentos. É nesse local que são efetuadas as Danças de Santo (também as brincadeiras para o Santo), o desenvolvimento, os atendimentos e as aulas, quando houver escola, dirigida pelo Orientador Espiritual.

O PEGÍ: é o altar sagrado dos rituais (ORÁCULO)

O RONCÓ: altar ou Pegí particular do chefe do terreiro, onde são feitos todos os Rituais Herméticos dos seus filhos de terreiro, tais como: amacís, batizados, confirmações e as demais obrigações. É exclusivo, para a troca de roupa do chefe do terreiro, e nele também são praticados os trabalhos de Rituais Especiais, quando necessário no atendimento de assistentes.

CASA DE MATANÇAS: é o local de uso e responsabilidade do Mão de Faca para fazer as matanças de animais, quando necessário. (Nação)

CASA DE EXU: é o local destinado à guarda dos apetrechos dos Compadres, das obrigações dos mesmos, e da troca de roupa dos médiuns, quando incorporados com os Exus.

CRUZEIRO DAS ALMAS: é uma lápide de mármore ou madeira, com 3 degraus, encimada por uma Cruz, a Cruz das Almas, e destina-se à queima de velas para as Almas, provenientes de promessas, compromissos, etc.

TRONQUEIRA: local destinado à ser feita a segurança primeira do terreiro e localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.

Por direito, do lado direito do terreiro devem ser erigidas tantas salas ou quartos quantos sejam os Orixás, onde deverão ser implantados as forças VIBRATÓRIAS e RITUALÍSTICAS de cada um, assim como, apetrechos e ferramentas, etc. É nestas salas, que se fazem os trabalhos especiais, com os médiuns ou para assistentes necessitados, de acordo com a necessidade vibratória.

Na Umbanda, não se deve utilizar Imagens ou Estátuas de outras religiões, apenas vultos de Preto-velhos, Caboclos, Crianças e Exus;

Quanto aos ORIXÁS, são representados pelas forças da natureza em que atuam.
Exemplo:

XANGÔ = pedra

OGUM = ferro

e assim por diante

Isto deve-se ao fato de que um Orixá é um espírito que nunca teve forma material, os que já a tiveram, são conhecidos como EGUNS.

A única exceção simbólica é a de OXALÁ, e tem-se sempre um vulto do Divino Mestre no centro do Pegí, do Stadium, pois foi o único que teve por missão, usar um corpo material, conforme determinado pela Administração Sideral.

 

 

PEQUENO VOCABULÁRIO
DE UMBANDA

Abaixo damos uma série de palavras muito utilizadas nas reuniões de Umbanda para o bom entendimento entre a Entidade comunicante e a pessoa que recebe a comunicação:

ABA: Cuidado, não maltratar
ABABA: Alguidar, cuia de barro
ABACÊ: Local das cerimônias (Terreiro, Stadium)
ABARÁ: Massa de feijão branco
ABÊRÊ: Indagador, bisbilhoteiro
ABEREM: Milho verde socado
ABÓ Meio (metade)
ABÔ EXIM: Égua (animal)
ACAÇÁ: Massa de milho branco
ADAM: Rato
ADO: Milho maduro em grão
ADUM: Doçura, meiguice
AFÓCHÊ: Instrumento musical, dança ritual
AFURÁ: Bolo de arroz com mel de abelha
ÁGUA QUE QUEIMA: Álcool
ÁGUA AZEDA: Vinagre
AGEUM: Comida de Santo (dada aos convidados)
AGO: Licença
AGO-IÊ: Dai-me Licença
AGRADO: Presente
AGUNJAIÁ: Puxa-saco
AMALÁ: Comida de Santo (específica p/entrega ao Santo)
APÔ: Javali
AQUANANÃ: Homossexual
ATARÉ: Pimenta da costa
BÁBÁ: Pai
BÁBÁ AGBA: Avô
BAJÉ: Podre
BAMBÁ: Temível, valente
BINGA: Coité de chifre
BURRO: Médium (termo usado pelos negativos)
CABA: Abelha
CABALA: Ritual e liturgia secretos
CACURUNCÁIA: Velha (mulher)
CACURUQUÊ: Velho (homen)
CAFIOTO: Criança (menino ou menina)
CAFÚNGA: Tristeza
CALANGO: Víbora
CAMATUÊ: Cabeça (de pessoa)
CARNE DE SOL: Carne-seca
CALUNGA PEQUENA: Cemitério
CALUNGA GRANDE: Mar
CARTOLA: Médico ou qualquer Dr.
CASA BRANCA: Hospital
CASA DE GRADE: Cadeia
CAVALO: Médium (termo usado pelos positivos)
CURIAR: Comer ou beber
CURIMAR: Cantar
CURIMBAR: Dançar, cantando
DEKÁ: Diploma, Certificado Sarcedotal
ELEDÁ: Pai(s) de cabeça + adjuntores (juntós)
ERÓ: Mistério, cabala
JABÁ: Esteira
JALAPO: Açúcar
MÁSIA: Água
MASÍA: Vento
NANGA: Roupa de trabalho (geralmente branca)
PONTA BRANCA: Cigarro
QUIZILA: Alergia, força contrária
SACATRAPO: Charuto
SALUIM: Dia dos mortos
SUNDA: Nome
TUIA: Pólvora
TUFADO: Temporal
ZIMBA: Assinatura, ponto riscado

 

Abará
Bolinho de origem afro-brasileira feito com massa de feijão-fradinho temperada com pimenta, sal, cebola e azeite-de-dendê, algumas vezes com camarão seco, inteiro ou moído e misturado à massa, que é embrulhada em folha de bananeira e cozida em água. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Iansã, Obá eIbeji).
Aberém
Bolinho de origem afro-brasileira, feito de milho ou de arroz moído na pedra, macerado em água, salgado e cozido em folhas de bananeira secas. (No candomblé, écomida-de-santo, oferecida a Omulu e Oxumaré).
Abrazô
Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de farinha de milho ou de mandioca, apimentado, frito em azeite-de-dendê.
Acaçá
Bolinho da  culinária afro-brasileira, feito de milho macerado em água fria e depois moído, cozido e envolvido, ainda morno, em folhas verdes de bananeira. (Acompanha o vatapá ou caruru. Preparado com leite de coco e açúcar, é chamada acaçá de leite.) [No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxalá, Nanã,Ibeji, Iêmanja e Exu.]
Ado
Doce de origem afro-brasileira feito de milho torrado e moído, misturado com azeite-de-dendê e mel. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxum).
Aluá
Bebida refrigerante feita de milho, de arroz ou de casca de abacaxi fermentados com açúcar ou rapadura, usada tradicionalmente como oferenda aos orixás nas festas populares de origem africana.

Quibebe
Prato típico do Nordeste, de origem africana, feito de carne-de-sol ou com charque, refogado e cozido com abóbora.
Tem a consistência de uma papa grossa e pode ser temperado com azeite-de-dendê e cheiro verde.

Comida  de:

ESU  Pipocas, farofa de farinha de dendê, farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, figado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho e mel.

OGUM Inhame, feijoada (em algumas nações), figado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto, bagre com molho de camarão.

IANSA Acarajé redondo frito no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho.

SANGO Amalá, acarajé longos, rabada com camarão seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru.

OBA  Acarajé, amalá, abara, ovos.

OSOSI Axoxo (milho de canjica vermelha cozida enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido, pamonha

LOGUM EDE Axoxo, omolucum, inhame

OSAIN   Feijão preto, farofa, mel e fumo

OBALUAIE / OMULU Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco.

OSUMARE Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com ovos, inhame

OSUN Omolucum, xinxim de galinha, Apeté, ovos cozidos, milho com coco.

YEMANJA Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva

NANA  Acaça, arroz, inhame, feijão fradinho, omolucum de feijão branco enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio.

OSALA Tudo branco, Ebô de milho branco sem sal,
(canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas de inhame cozido com mel.

Amacis, amalás, comidas & bebidas de santo terça-feira, jan 24 2012 


Nota: Irmãos, lembrem – se que seu Pai ou Mãe no Santo, são os que  devem confirmarem estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento…

Mojubá.

Quando relaciono aqui AXÉS COM ORIXÁ OGUN ,tenho como finalidade colocar a seu dispor ferramentas diversas para você receber,dar,na realidade manipular esta energia .São dicas das mais diversas na linha de orações,ebós,obrigações,agrados,simpatias,muitas destas manipulações são tão antigas como o pó da estrada,outras são frutos da evolução humana,espiritual e claro folclórica. Tradicional.

Não significa que são ebós para você vencer em todos os obstáculos que temos que enfrentar na estrada da vida ao longo de seu percurso ,mas com certeza lhe darão ânimo,força e determinação.

Fortalecendo o seu modo de pensar significa você sair de uma situação estagnada seja qual for e partir para uma situação que julga ser melhor,isto em todos os campos. Através da conquista do espaço desejado.

Pode ser uma viagem que não se concretize. Um namoro complicado,um amante que não se decide.Uma venda que não se efetue,bem…as orientações estão abaixo.

Desejo que você tenha discernimento para fazer a escolha,não apenas da ferramenta a usar,mas principalmente quanto a necessidade do uso.

Quem sabe não tem aqui uma receitinha especial para o seu caso?

Boa sorte

Ou Jafusi Inanga

Amacis, amalás, comidas & bebidas de santo

Os quitutes da cozinha africana pertencem a duas categorias: uns são destinados às cerimônias do culto e outros ao público assistente.

No preparo das comidas do ritual, devem ser observados vários preceitos, inclusive a não permanência de mulheres menstruadas nas cozinhas, sempre separadas da cozinha doméstica; o uso pelas iabás (cozinheiras do culto) e das cotas, suas auxiliares, dos trajes apropriados e respectivas guias.

Além disso, as panelas devem ser de barro, novas algumas vezes, as colheres de madeira, o fogo de carvão e lenha, para dar melhor sabor à comida. Até mesmo o modo de abanar e mexer a panela é diferente do usual.

Às vezes, depois de pronta a comida, joga-se os búzios, para saber se a comida foi aceita pelo orixá; em caso contrário, é distribuída ao público, preparando-se nova. Passemos agora, a explicar os nomes e o preparo das comidas de santo.

Canjica para Oxalá: Oxalá é o maior orixá do culto. Como Oxalá-Alufan, é o deus supremo, o criador do univers. Oxalá-Guian, é Jesus Cristo, o que veio depois para proteger e guiar os que estão sob sua proteção. Como Orixalá, protege tudo que estiver sob o Alá, formando-se essa palavra de orixá (espírito da natureza) e alá (o que cobre as criaturas). Orixalá pertence a um culto derivado do nagô na Bahia.

Este orixá não recebe homenagens e cerimônias juntos com os outros, tendo o seu assentamento em lugar reservado. Somente baixa de sete em sete anos, salvo em caso gravíssimos. Só arria em cavalos feitos dentro do culto e que se preparam com sete dias de antecedência para receber o grande orixá.

Esta comida, quando é preparada para Oxalá, não leva azeite de dendê e sim ori(limo da costa), preparado africano, que vem em folhas de bananeira. Quando pronta, é servida em tigelas brancas.

Amalá de Ogum: É feito de feijão-fradinho, levando camarão, azeite de dendê, etc.

Amalá de Xangô: É feito com rabado ou peito (carne fresca), quimbobô (quiabo) fresco, azeite de dendê, camarão, etc.

Acassá: Dá-se esta comida também para Oxalá. Deita-se o milho branco com água em vaso bem limpo, sem qualquer resíduo, até amolecer, ralando-se depois na pedra de ralar, passando-se numa peneira fina (urupemba), ficando ao cabo de algum tempo a massa no fundo do vaso. Isto pronto, escoa-se a água, deitando-se a massa no fogo, com outra água, até cozinhar em ponto grosso, retirando-se com uma colher de madeira, pequenas porções que são envolvidas em folhas de bananeira, depois de um rápido aquecimento no fogo, ou não.

Acarajé: Comida que se dá também para Iansã. Feita com feijão-fradinho depositado em água durante alguns dias, a qual é mudada diariamente, até perder a casca, sendo o grão ralado na pedra de ralar. Isto feito, revolve-se a massa com uma colher de madeira, até formar uma pasta, colocando-se como tempero cebola comum ou branca e o sal ralados.

Aquecida uma frigideira de barro aí se derrama azeite de cheiro (azeite de dendê) e com a colher de madeira, vai-se deitando pequenas porções de massa e formando-se pequenos croquetes.

Para o acarajé, usa-se um molho preparado com pimenta malagueta, seca, cebola e camarão seco, sendo tudo isso moído na pedra de ralar e frigido em azeite de cheiro, em outro vaso de barro.

Como estamos vendo, a arte culinária dentro do culto, obedece à rigorosa tradição, dando-se para cada orixá, a comida que lhe pertence:

Aussá: Dá-se esta comida também para Oxum. Cozido o arroz em água sem sal, mexe-se com a colher de madeira, até formar uma consistência, usando-se para isso um pouco de pó de arroz, cujo molho é preparado como se faz para o acarajé, levando-se este molho ao fogo com azeite de cheiro e um pouco de água, até que esta se evapore.

Aussá: Quando esta comida for feita para ser servida ao público assistente, leva pequenos pedaços de carne seca.

Efó: Serve para qualquer orixá, menos para Oxalá. Corta-se a erva conhecida como língua de vaca, “taioba” ou mostarda, pondo-se ao fogo a ferver com pouca água. Feito isto, escoa-se a água, espreme-se a massa daí formada e coloca-se de novo na mesma vasilha com cebola, pimenta malagueta seca, camarões secos e sal, azeite de cheiro, depois de tudo ralado.

Caruru: Dá-se para os Beijes e Xangô. No preparo desta comida, usa-se a mesma receita do efó, podendo ser feito de quimbobôs (quiabos), cortados bem finos, mostarda ou taioba, de óio ou outras gramíneas, como sejam as folhas dos arbustos conhecidos por unha de gato, bertalha, bredo de Santo Antônio”, capeba, etc. O caruru é ingerido com acassá ou efun (farinha de mandioca).

Ecuru: Conhecida também por pamonha que se dá para Xangô. Preparado o feijão-fradinho, como se faz com o acarajé, ou milho verde, coloca-se pequena quantidade em folhas de bananeira, como se faz no acassá, e cozinha-se em banho-maria.

Pronto o ecuru, isto é, cozido, a sua massa é diluída no mel de abelhas ou num pouco de azeite de cheiro com sal.

Xinxin: Esta comida dá-se para Oxum e Iansã. Sacrificada a galinha, depena-se, lava-se bem, depois de retirados os intestinos, cortando-a em pequenos pedaços; coloca-se na panela para cozinhar com sal, alho e cebolas ralados.

Logo que a galinha estiver cozida, ajuntam-se-lhe camarões secos em quantidade, sementes ou pevides de abóbora ou melancia, tudo ralado na pedra, e o azeite de cheiro.

Robó: Corta-se o inhame em pequenos pedaços, leva-se ao fogo com água temperando-se depois com o efó. Serve para Xangô.

Humulucu: Serve esta comida para Oxum. Cozido o feijão-fradinho, tempera-se com cebola, sal, alguns camarões, tudo ralado na pedra, botando ao mesmo tempo o azeite de cheiro.

Só é retirada do fogo a comida depois de cozidos os temperos.

Dengua: Dá-se para Oxalá, Ogum e Oxossi. Cozinha-se o milho branco, ao qual se junta um pouco de açúcar.

Abará: Serve esta comida para Xangô e Iansã. Coloca-se o feijão-fradinho em vasilha com água até que a casca saia do grão ralando-se depois na pedra com cebola e sal, com um pouco de azeite de cheiro, mexendo-se tudo com uma colher de madeira.

Tudo isso feito, envolve-se pequenos pedaços em folhas de bananeiras, como se faz com o acassá, e coze-se em banho-maria.

Abarem: Serve para Xangô. O milho usado para essa comida, é preparado como se faz para o acassá, fazendo-se depois umas bolas, que são enroladas em folhas de bananeira, aproveitando-se a fibra que se retira do tronco para atar o abarém.

Pode ser servido com caruru ou mel de abelhas e, dissolvido na água com açúcar é excelente refrigerante.

Ipete: Dá-se esta comida para Iansã. É feita com inhame, que, depois de descascado, cortado bem miúdo, é fervido até perder a consistência, quando é temperado com azeite de cheiro, camarões, cebola e pimenta, sendo estes temperos ralados na pedra.

Ado: Dá-se para Xangô. É milho torrado reduzido a pó, tendo como tempero o azeite de cheiro, podendo-se-lhe juntar mel de abelhas.

Olubó: Serve para Xangô. Descasca-se e corta-se a raiz da mandioca, em fatias muitos finas, que são postas a secar no sol. No dia seguinte, estas fatias são levadas ao pilão e aí trituradas e passadas em peneira ou urupema. Derramada água a ferver sobre o pó, produz o alubó, espécie de pirão.

Efun Oguede: Dá-se para Xangô. É feito com banana de São Tomé, não muito madura, descascada, cortada em fatias e colocadas ao sol para secar. Dias depois é pisada no pilão, passando-se na peneira, obtendo-se a farinha chamada “efunoguéde”.

Oguedé: Serve para Xangô. É feito com a banana da terra, frita no azeite de cheiro.

Feijão de leite: Serve para todos os santos, menos para Oxalá. Cozinha-se o feijão mulatinho ou o preto, pisado ou moído no pilão para se tirar a casca do grão, pela sua indigestibilidade, pelo que é preciso passar o feijão na urupema.

Feijão de leit: Depois disto feito, adiciona-se quantidade suficiente de leite de coco, para dissolver a massa, sal e açúcar, levando-se finalmente ao fogo até tomar ponto. O feijão de leite pode ser servido com qualquer espécie de peixe.

Moqueca de peixe fresco: Serve esta comida para Iemanjá, Oxum e Iansã. Limpa-se o peixe, escama-se lava-se com bastante limão e água, depositando-se as postas em frigideiras. Prepara-se depois o molho, composto de sal, pimenta malagueta, coentro, limão (de preferência vinagre), tomate e cebola, derramado sobre o peixe depois de tudo moído.

Antes de levar a frigideira ao fogo para cozer o peixe, deita-se o azeite de oliveira ou o azeite de cheiro, conforme o paladar, observando-se a preferência por ambos os óleos.

Cassuanga: O fubá de milho barrufado com água e sal, era levado ao fogo para ser torrado, sendo servido com leite e açúcar. Pode-se fazer de outro modo: põe-se o fubá, amendoim e açúcar, juntamente para torrar, pisando-se depois no pilão, fazendo-se daí suculenta paçoca, hoje usada no comércio, mas sem o primitivo gosto. Esta iguaria era muito usada pelos congos no alimento dos seus filhos, que sempre foram robustos, servindo também para as amas-de-leite, dando-lhe bastante leite.

Estas comidas tinham grande valor nutritivo e esplêndido sabor, deixando os africanos, na Bahia, quitutes hoje mundialmente conhecidos, vendo-se também que no Rio de Janeiro dentro do culto do Omolocô, as suas iabás preparam estas comidas em épocas de grandes festas, o que é raro.

Bebidas de santo

Para acompanhar as iguarias, falaremos das bebidas de santo, que foram com o tempo substituídas por outras que contêm uma fermentação quase idêntica as usadas no culto, embora com outro sabor, mas havendo semelhança; os orixás aceitas estas bebidas como Ogum aceita a cerveja branca, já a preta é para Xangô.

Aluá: Faz-se esta bebida de diversas maneiras consoante o santo que irá bebê-la.

Para Oxum faz-se com fubá de arroz, para Ogum é com milho branco; e para Xangô, o milho é torrado dando uma cor escura como gengibre.

O milho fica na água, dando em três dias a esta um sabor acre, de azedume pela fermentação. Coa-se a água, colocando-se pedaços de rapadura e, diluída esta, tem-se saborosa bebida e refrigerante.

Por este processo prepara-se o aluá ou aruá de casca do abacaxi, para ser distribuído aos assistentes.

Gronga:- É uma bebida feita de raízes e gengibre, para a confraternização dosmalungos (amigos) oferecida com saudação do ritual.

Esta bebida é muito usada na Linha das Almas.

Bebida de Oxossi: Do coco de dendê, extrai-se a seiva por meio de bambus, introduzidos no tronco da árvore, na incisão feita, passando depois a fermentação, para ter potência alcoólica, filtrada antes e engarrafada, ficando muito gostosa; é oferecida a Oxum em cuité com mel de abelhas, em folha de saião ou laranjeira.

Hoje esta bebida foi substituída pelo oti que tem o mesmo efeito alcoólico.

Amacis

Fundamentos de amacis e banhos de descarga
Amaci e o banho feito de várias ervas conforme a orientação do pai ou guia chefe dirigente de um terreiro. Tem por muitas finalidades limpar a aura (ori) do filho de santo, pessoas. de um modo geral as ervas são colhidas seguindo a sua intuição, ou seja para qual a finalidades e para que serve. E seguida de rituais para a colheita, respeitando a reza de Ossãe orixá responsável pelas ervas colhidas na matas, porém o filho de santo mais experiente pode fazer o seu banho com 7, 14, 21 ervas conhecidas. ( sempre é claro respeitando os fundamentos do seu terreiro).

Os amaci são usados para tomar banho de corpo inteiro inclusive o ori, pois todos passamos por encruza, ruas, e encontramos com pessoas com pensamentos mal intencionados, por isso é necessário tomar os amacis da cabeça aos pés.

O amaci serve também para limpar os ibás e fundamentos do terreiro, descarregar a casa após a sessão ou quando se sentir o ambiente carregado, basta para iso lavar a casa com o amaci sempre cantando para o orixá chefe do terreiro, ou do filho de santo para limpar a casa. O seu fundamento consistem em apanhar as ervas necessárias, lavá-las e macerar com a mão sempre com uma vela acessa pedindo para o orixá depositar seu axé, forças espirituais, etc, pois nesse momento sentirá a presença do mesmo para o complemento do seu amaci, sempre respeitando os procedimentos aprendidos, ou seja, pedir sempre auxilio aos orixás e entidades espirituais, para o descarrego, limpeza e força espiritual. Pode-se usar para banho, limpeza da casa do filho de santo ou terreiro, otás, ibás do orixá. Após o uso de seu banho sempre descarregar as ervas usadas em plantas e águas correntes limpas. para que leva o carrego, miasmas, ou larvas astral. se necessário fizer uso da sobra, deixar secar no forno ou ao sol, para a sua secagem e fazer defumação, pois tudo se aproveita e nada é destruído, mas caso não use o melhor e descarregar em uma planta ou água corrente. Banhos de cachoeiras, água de chuva, bica e poço natural, geralmente são usados pelo filho do orixá que rege, podendo ser do ori aos pés, ou acrescentar nas ervas.

Coloca-se em amaci, após o preparo, mel e sal para o tempero no lugar do mel pode se colocar açucar, ou um acaça, pois todos os orixás comem acaça, ou pode acrescentar água de canjica após o cozimento no banho. Não se enxuga o corpo e veste-se roupas claras de preferência no caso de uso pessoal no lar. Toma-se banho de preferência antes do inicio do trabalho e após o trabalho em seu lar, pois sempre estamos andando em encruzilhadas e ruas e lugares como bar, lojas etc.

Ao iniciar qualquer comida do santo e após despacho nas encruzilhadas se toma banho após o despacho. Cobre se com um pano branco o amaci e dependendo da quantidade no máximo dura 3 a 4 dias, após isso em alguns terreiros junta-se com o ebó, que é um outro banho com os axés do orixá, ou seja um banho muito mais forte e serve para descarregar qualquer pessoa muito carregada de egum. O seu preparo e feito com a mengá do animal e partes dele deixando com as ervas enterradas em um pote no terreiro ou próximos a casa do orixá. Isso é um fundamento de umbanda, não tem nada haver com o candomblé. Isso é apenas um conhecimento meu, passado por fundamentos e não livros.

Pode-se também observar a fase da lua e tomar o seu banho, não necessariamente se faz uso de um banho somente de um orixá, há muitas ervas conhecidas para banho, que pode ser misturadas e fazer o amaci. Nunca vai ao gofo esse amaci, necessário se faz tomar o banho frio. Outros banhos de ervas podem ser cozidas e somente deverá ser tomado banho do pescoço para baixo, nunca no ori, pois ai existe um fundamento que não se deve colocar nada cozido em seu ori. Para cada caso existe uma afinidades de banho, banho de descarrego, banho de atração, banho de purificação, banho de defesa, etc, etc.

O melhor amaci e preparado com ervas frescas, somente é acrescentado pemba por ordem espiritual, nunca por si só. Existem outros tipos de banho, como pipocas, somente por ordem espiritual, ou pelo orixá, nunca fazer por fazer por se tratar da ordem do orixá Obaluaê. Banho de pinga somente por ordem espiritual do exú, e nunca se usa na coroa(ori) da pessoa. Esse banho geralmente usa-se para descarrego de demanda ou associado ao bori ou fundamento do terreiro, somente para os que já tem fundamentos dentro do terreiro, nunca por um iniciante, pois há fundamentos ai para ser feitos, não pelo fato de ir na encruza
aberta e tomar esse banho.quando uma pessoa vai ser batizado na umbanda ou fazer algum bori, nunca se usa bebida de qualquer espécie alccolica no ori da pessoa é um erro isso, somente água e se necessário mengá, mas nunca bebida alcoolica, fato esse que pode levar uma pessoa ao vicio da bebida ou coisas piores, esse é um dos fundamentos de bebidas alcoólicas no ori. Pois o ori e a sua cabeça, onde o orixá e anjo da guarda se correspondem muita atenção ao seu ori.

Não se usa um amaci apenas “por usar”… é importante que se estabeleça um objetivo claro para o preparo. Vamos citar alguns desses objetivos, mas não são os únicos, pois pode haver uma infinidade de motivos e formas de se preparar um amaci:Amaci de preparação para apresentação – muito comum na Umbanda da atualidade, esse amaci consiste em folhas, cascas, sementes, frutos, etc, maceradas (quinadas, amassadas, trituradas), preparadas, caso sejam pelo próprio dirigente, com antecedência e deixadas na frente do conga, em iluminação de velas nas cores do Orixá regente da vibração. É usado nos cultos e giras coletivas, onde todos serão apresentados, em sua mediunidade, à vibração daquele Orixá. Normalmente é colocado no ori o qual é protegido com um pano branco ou uma cobertura adequada.Nota – percebo ainda hoje, mesmo sendo aben­çoados com tantas informações, muitos irmãos ques­tionam o uso dos amacis coletivos, encarando de forma que essa energia pode ser incompatível com a sua vibração original ou a vibração de seu Orixá de cabeça.Muito bem, entendendo que tudo na criação é vida e vibração, cada elemento vibra de acordo com uma nota (força) da criação, então cada erva tem seu (seus) Orixás, assim como as frutas flores, animais e tudo o mais. Sendo assim, teríamos que identificar o Orixá de cada ser vivente para que ele se alimentasse, vestisse, convivesse apenas com elementos compatíveis com sua vibração original.

Sabemos que isso é impossível, portanto não há nada de aberrante em se usar um amaci coletivo, na vibração específica de um Pai ou Mãe Orixá que não seja uma vibração direta de seu triângulo vibratório (Orixás Ancestral, Frente e Juntó).

Assim como não há nada de aberrante em usar algum elemento na cabeça, desde que você não esteja envolvido religiosamente em um contexto que não permita esse ato.

Amaci individual de iniciação – esse é o mais comum, preparado especificamente para o fim da iniciação individual, será determinado pelo guia chefe do próprio médium ou pelo dirigente (ou Guia Dirigente do terreiro). A forma com que será iluminado, cores, numero de velas, etc, será também definido por eles.

Normalmente são feitos com antecedência do ato iniciatório e poderá ser usado por dias anteriores ao momento da iniciação.

Amacis específicos – assim como os individuais, podem ser determinados pelos guias como forma de atuar com muito mais intensidade do que um banho. Por exemplo, peguemos um caso de atuação negativa, causando reações orgânicas que levam a geração de doenças físicas. Num exemplo como esse, podemos recomendar um amaci de limpeza, usado por um, três, cinco ou até sete dias, todos os dias antes de dor­mir a pessoa colocará esse preparo no chacra coronário e eventualmente em algum outro chacra ou parte do corpo onde está localizada a ação negativa e o reflexo da doença, envolvendo com um tecido branco ou colorido de acordo com a necessidade.

Dentro de um terreiro, é muito positivo o preparo dos amacis por todos. Juntar os médiuns em reunião es­pe­cífica para isso, com um bom conjunto de ervas e líquidos (bebidas rituais, essências, etc.) Podemos usar ervas secas ou frescas para os amacis. Se for usar preparos prontos, use somente os de ervas escolhidas para aquela vi­bração e nunca os líquidos prontos, que prezam pela facilidade mas nunca pela competência vibratória.

Pegue as ervas, triture-as de preferência com as próprias mãos, já em uma bacia ou recipiente apropriado (se puder, use recipientes metálicos ou de vidro). Adicione água mineral, que pode ser usada para todos os preparos, de todos os Orixás e para todos os motivos. Triture um pouco mais com as mãos e adicione os líquidos necessários, e por último as pétalas de flores, se forem usadas.

Deixe repousar por algum tempo, que pode variar de acordo com a necessidade do preparo. É muito positivo iluminar esse amaci em um circulo com sete velas acesas, que seguem as cores do Orixá regente

Por experiência própria, posso recomendar que em todos os amacis, de qualquer Orixá, sempre esteja presente pelo menos uma erva de Pai Oxalá. Entendemos que esse amado Pai está presente em toda a criação e a atuação de suas ervas reflete um caráter “formador, condensador, magnetizador” mesmo.

Um pouco sobre as ervas e os Orixás

UM POUCO SOBRE O USO DAS ERVAS

Na liturgia e nos rituais de Umbanda, vemos o uso de ervas seja na forma de amacís, imantações, banhos de descarga, etc. Isso porque as ervas detém grande quantidade de energia vital, no elemento vegetal, que através de suas combinações podem produzir determinado efeito positivo ou negativo, como tudo que é energia no Universo.

As ervas possuem forte poder para atuarem em nossa aura, em nosso campo energético, fato este já conhecido pelos indígenas, e demais povos ancestrais que já as utilizavam para diversos fins.

Como já dito, através do uso de sua energia as ervas podem ser classificadas quanto aos seus efeitos, sejam positivos, negativos ou neutros. Diante desse conhecimento, a Umbanda utiliza-se desse elemento para desenvolver seus rituais, seus descarregos, curas ou fortalecimentos, tudo comandado pelas entidades espirituais que determinam o uso apropriado do elemento vegetal conforme o caso.

Uma das formas de utilização das ervas na Umbanda, são na forma de banho. Os banhos de descarrego são usados para eliminar vibrações negativas, limpando o perispírito de miasmas negativos, magia negativa ou mesmo da influência de obsessores. Os banhos de fixação, para adquirir vibrações positivas, vitalizando os chacras do médium de energia positiva para fortalecimento dos processos mediúnicos ou de ligação do espírito encarnado com seus guias e entidades atuantes.

O uso destes banhos são de grande importância e depende do conhecimento e uso de ervas e raízes, nas suas diferentes qualidades e afinidades, que devem entrar na composição dos mesmos, não se podendo facilitar quanto a isso.
Geralmente para banhos deve-se usar as ervas frescas, e este deve ser preparado dentro de um ritual, o qual consiste em:

1. Nunca ferver as folhas junto com a água.

2. As folhas devem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de louça, ágata ou potes de barro.

3. Em alguns casos, quando não houver necessidade de água quente, as ervas devem ser quinadas diretamente sobre a água.

4. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como pôr exemplo: água de mina, de poço ou água mineral.

Ocorre uma diferenciação, também, na forma em que se deve tomar o banho. No de descarrego, deve-se molhar do pescoço para baixo, jamais a cabeça; já no banho de fixação, este deve ser tomado de corpo inteiro. Não se deve enxugar o corpo totalmente após os banhos indicados na Umbanda, para que haja maior captação ou eliminação da energia propiciada pelas ervas usadas no banho.

Deve-se, após o banho, as ervas utilizadas serem jogadas, de preferência em lugares de água corrente, como rios ou mar.

Há banhos para todos os Orixás e Entidades e muitos banhos têm dia e hora certos para tomar.

As ervas são também usadas no ritual do amaci.

Amaci é um banho de ervas que se faz no médium iniciante na Umbanda com as ervas específicas do Orixá de cabeça do médium, este banho é dado inclusive na cabeça do médium e tem a finalidade de limpar o campo astral e preparar o médium para entrar na corrente mediúnica, é uma preparação, uma espécie de primeira confirmação do médium na corrente mediúnica, é um vínculo energético do médium com o seu Orixá, com a casa e com o seu Pai no Santo porque somente o Pai no Santo pode dar este banho (entendam banho, como sendo a colocação do amací na coroa do médium) e colocar a mão na cabeça do médium.

A partir deste ponto o médium é um médium de Umbanda e está energeticamente vinculado ao seu Orixá.

Também visa propiciar ao médium maior contato com seus Orixás de Coroa, devendo o dirigente do templo colher as ervas de todos os Orixás, uma de cada pelo menos, e colocá-las quinadas dentro do preparo que será feito com as quatro águas (mar, cachoeira, chuva e fonte/mineral), com 3 (três) dias de antecedência do ritual do Amaci.

Além do amaci conforme descrito anteriormente, ao qual o médium se submete ao entrar para um templo de umbanda, anualmente é feito este ritual com a finalidade de preparar o médium para receber as energias vibrantes do terreiro, além de oferecer ao filho de fé a limpeza de seu campo áurico, bem como confirmar as entidades trabalhadoras da coroa daquele médium.

         AS ERVAS DOS ORIXÁS

Abaixo estão relacionadas as ervas mais conhecidas e usadas na Umbanda para banhos e outras finalidades.

Oxalá - Boldo ou Tapete de Oxalá; Saião ou Folha da Costa ; Manjericão ou Alfavaca Branca ; Sândalo; Patchuli; Colônia; Alfazema; Algodoeiro; Capim Limão; Girassol; Maracujá; Jasmim; Erva Cidreira. entre outras.

Xangô - Levante ou Elevante; Quebra-Pedra; Fortuna ; Erva Lírio; Pata de Vaca; Pára-Raio; Gervão Roxo; Manjericão Branco; Erva de Santa Maria; Malva Branca; Sucupira; Limoeiro; Café; Alecrim do Mato, entre outras.

Ogum - Espada de São Jorge; Peregum Folhas Amarelas e Verdes; São Gonçalinho; Aroeira; Vence-Demanda; Comigo-Ningém-Pode; Romã; Jurubeba; Mangueira; Pinheiro; Goiabeira; Abacateiro; Canela, entre outras.

Obaluaiê (Omulu) - Hera; Canela de Velho; Assa-Peixe; Erva-de-Passarinho; Levante ou Alevante; Jurubeba; Manjericão Roxo; Camomila; Babosa; Mamona Branca; Aroeira; Jamelão; Carnaúba, entre outras.

Yemanjá - Manjericão; Colônia; Saião; Levante; Jasmim; Malva Rosa; Lágrimas de Nossa Senhora; Pata de Vaca; Parreira; Camomila ou Macela; Poeijo; Trevo; Violeta; Boldo; Alaga Marinha; Gerânio, entre outras.

Oxóssi -  Alecrim do Campo; Peregun Verde; Mangueira; Chapéu de Coro; Abre Caminho; Vence-Demandas; Jureminha; Erva Doce; Pitangueira; Romã; Sabugueiro; Malva Rosa; Levante; Capim Limão; Violeta, entre outras.

Nanã - Erva Quaresma; Manjericão; Agoniada; Mostarda; Agrião; Bertalha; Espinafre; Hortênsia; Cedinho; Erva-Cidreira; Camomila; Beringela; Erva-Mate; Avenca; Jaqueira; Cavalinha, entre outras.

Oxum - Jasmim; Erva -Cidreira; Colônia; Agoniada; Camomila; Lágrimas de Nossa Senhora; Erva Doce; Lírio Amarelo; Mamão; Boldo; Vitória-Régia;Gengibre;Melancia;Agrião; Melão; Coentro; Celidônia, entre outras.

Yansã - Pára-Raio; Dormideira; Erva Santa Bárbara; Cana do Brejo; Erva Prata; Gervão Roxo; Anil.; Violeta; Losna; Arruda; Orquídea; Mal-me-quer; Alfazema; Anil; Cipó Azogue; Alfazema de Caboclo, entre outras.

Ibeji - Amoreira; Anil; Alfazema; Abre-Caminhos; Parreira; Colônia; Erva-Cidreira; Pitangueira; Camomila; Erva Doce; Cajá; Morango; Capim Limão; Lírio; Benjoim; Tangerina; Fruta de Conde; Hortelão, entre outras.

Exú - Vassourinha; Fumo; Babosa; Tiririca; Bananeira; Pinhão Roxo; Vence-Demandas; Comigo-Ninguém-Pode; Jurubeba; Urtiga; Amendoeira; Bambu, entre outras.

              ERVAS PARA AFASTAR MAUS ESPÍRITOS

São usadas para fazer Sacudimentos de Pessoas e Ambientes como: Losna; Cipó; Comigo-Ninguém-Pode; Fumo; Alho; Crisântemo; Bananeira; Abre-Caminhos; Espada de São Jorge; Pinhão Roxo; Guiné; Mamona, entre outras. 

ERVAS PARA AMULETO

Usadas com a finalidade de Proteção e Segurança, são as seguintes: Alfavaca ou Manjericão; Guiné; Arruda; Indirí; Alecrim; Canela Preta; Espada de São Jorge, entre outras.

 ERVAS CONTRA FEITIÇOS

Betônica; Briônia, entre outras 

             ERVAS PARA TRABALHO

Tais como Imantação de Otás, Materiais de Culto, para o ORI, são elas: Obi; Orobô; Urucum; Dandá; Erva de Passarinho; Pimenta; Bejerecum; Bálsamo de Tolu; Choupo; Amansa – Besta; Canela; Aridam, entre outras.

Amacis – Oxum, Ogum, Cosme e Damião e Sete Linhas

Oxum
2 panos brancos e virgens
folhas de guiné
folhas de Lágrima de Nossa Senhora
folhas de boldo
ramos de manjericão
folhas de alfazema
ramos de arruda
1 flor branca
Substituição: Folha de mentruz, alecrim, hortelã e poejo
Regência: Cachoeiras, lagos, riachos
Cor: Azul escuroOgum
2 panos brancos e virgens
espada de São Jorge
Obs.: Não tem substituição
Regência: Calçada da Calunga pequena (lado de fora) e estradas
Cor: Vermelho e brancoCosme e Damião
2 panos brancos e virgens
ramos de trevo
ramos de alfazema
ramos de camomila
ramos de alecrim
ramos de manjericão
ramos de poejo
1 flor branca
Substituição: Folha de boldo, amaro e erva-doce
Regência: Nos jardins
Cor: Rosa e azulSete Linhas
2 panos brancos e virgens
ramos de arruda
folha de boldo
folha de comigo-ninguém-pode
folha de couve manteiga
folha de samambaia do brejo
espada de São Jorge
folha de goiaba
Substituição: Folha de café, manjericão ou alecrim

EGUNITÁ é a Orixá Cósmica apli­cadora da Justiça Divina na vida dos seres racionalmente desequilibrados. Fogo, eis o mistério de nossa amada mãe Egunitá, regente cósmica do Fogo e da Justiça Divina que purifica os excessos emocionais dos seres de­sequilibrados, desvirtuados e viciados.Orixá: Egunitá Elemento: FogoSentido Divino: JustiçaFator principal: Consumir, purificar, energizar

Atribuição: Purificar o emocional humano

Ervas Quentes: Arruda, buchinha do norte, cânfo-ra, eucalipto, jurema preta, urucum fumo (tabaco), pára raio, tiririca, comigo ninguém pode, limão.

Verbos atuantes nas ervas quentes: Queimar, consumir, aquecer, fundidor, fusor.

Ervas Mornas: Açafrão Raiz, Alfavaca, Arnica do Ma­to, Ca­lêndula Flor, Canela, Arte­mísia, Carapiá Raiz, Chapéu de Cou­ro, Cipó São João , Erva de Sta Maria – Mentruz, Girassol – Semente c/ casca, Guaraná Semente, Imburana Semente, Incenso Resina, Laranja Amarga Casca Fruto, Laranjeira Folha, Louro.

Verbos atuantes nas ervas mornas: Energizar, inflamar, excitar, estimular.

Flores: girassol, begônia, flores do campo

Portais de cura: calcita laranja, rodelas de limão cravo, velas laranja e vermelhas, carvão, azeite de dendê.

Frutas e alimentos: moranga, morango, frutas vermelhas e frutas cítricas – limão cravo, mexerica, laranja, etc.

Banho / Amaci – purificador ou cura: arruda, eucalipto, tabaco, para raio, folhas de limão, aroeira, jurema preta, folhas de gengibre, açafrão (cúrcuma), cebolinha

Banho / Amaci – apresentação, gira ou iniciação: calêndula, santa maria, artemísia, flor de girassol, imburana, louro, laranjeira

Firmeza à esquerda: carvão, pimentas de todo tipo, tijolos de forno antigo, peças de caldeiraria.

Orixá IansãIansã é a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos emocional.Elemento: Ar – (em movimento, a ventania)Sentido Divino: Lei

Fator principal: Direcionador, movimentador

Atribuição: Direcionar e movimentar os seres no sentido evolutivo

Ervas Quentes:

buchinha do norte, cânfora, espada de sta. Bárbara, quebra demanda, mamona, picão preto, bambu, fumo (tabaco), para-ráio (sta. Bárbara), tiririca, vence demanda, pinhão roxo.

Verbos atuantes nas ervas quentes:

Arrastar, arrebatar, dissipar, fulminar, remover, …

Ervas Mornas:

Pitanga folha, peregun rajado, alfavaca, calêndula, camomila, cana do brejo, capuchinha, cidreira, cavalinha, chapéu de couro, cipó cravo, cipó s. joão, santa luzia, girassol semente, imburana, jurubeba, laranjeira, losna, sabugueiro, folha do fogo, pinhão branco.

Verbos atuantes nas ervas mornas:

Mover, movimentar, direcionar, espalhar, empurrar, agir, vibrar,…

Flores: impatiens, palmas amarelas e vermelhas, açucena, tulipa, primavera (bougainvilea)

Frutas e alimentos: pitanga, laranja, abacaxi, grãos.

Banho / Amaci – purificador ou cura: Artemísia, losna, mamona, bambu folhas, cana folhas, tabaco, para raio.

Banho / Amaci – apresentação, gira ou iniciação: pitanga, eucalipto, peregun verde-amarelo, santa luzia, sabugueiro, laranjeira, girassol flor.

Firmeza à esquerda: olho de boi, valeriana, folhas variadas secas no tempo, pimentas

Portais de cura: água de chuva, velas amarelas e vermelhas, pimentas amarelas, pedaços de bambu, flores.

Amalás dos Orixás

OXALÁErvas para o Banho de Descarrego
Poejo, Camomila, Chapéu de Couro, Erva de Bicho, Cravo, Coentro, Gerânio  Branco, Arruda, Erva Cidreira, Erva de  S.João, Alecrim do Mato, Hortelã,  Alevante, Erva de Oxalá (Boldo), Folhas  de Girassol, Folhas de Bambu.Amalá
14 velas brancas, água mineral, canjica branca dentro de alguidar de louça  branca, e flores brancas.
Local de entrega: deve ser muito bonito e cheio de paz, como uma colina limpa, ou junto de uma entrega para Iemanjá, na praia.

OGUMErvas para o Banho de Descarrego
Aroeira, Pata de Vaca,Carqueja,Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de S. Jorge, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba.Amalá
14 velas branca e vermelha ou 7 brancas  e 7 vermelhas, cerveja branca servida em coité, 7 charutos, peixe de escama e de água doce, ou camarão seco, amendoins
e frutas, de preferência, dentre elas, uma manga (melhor a espada).
Local de  entrega: uma campina.

Ao poderoso Senhor da Guerra e dos Caminhos, pede – se: aberturas dos caminhos
profissionais; novas oportinidades; trabalho; vitórias justas e merecidas; força
para enfrentar as provações; proteção contra os inimigos; quebras de demandas;
ajuda para mudanças de cidade, estado ou país; movimento.
OFERENDA 1
ELEMENTOS:
7 carás pequenos com a casca (apenas escaldados em água quente)
3 cebolas cortadas em fatias no sentido do comprimento
azeite de dendê para regar
1 cerveja clara pequena (sem gelar)
1 vela (metade branca, metade vermelha)
7 folhas de couve, arrumadas em círculo, com os cabos para fora.
Após arrumar as folhas de couve, colocar os carás, enfeitar com as cebolas e
regar com o dendê. Abrir a cerveja, derramar nas folhas de couve.
Acender a vela.

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OFERENDA 2
ELEMENTOS:
500g de feijão cavalo cru
1 cebola cortada em fatias no sentido do comprimento, para enfeitar o feijão
azeite de dendê para regar o feijão
1 coité (recipiente que é metade de uma casca de côco ou madeira)
1 cerveja clara pequena, colocada no coité
1 vela(metade vermelha, metade branca) 1 recipiente para vela (forminha metal)
7 folhas de couves arrumadas em forma de círculo, com os cabos para fora
Arrumar um monte de feijões no centro das folhas de couve, enfeitar com as
cebolas e regar com o dendê. Colocar a cerveja no coité, acender a vela no
recipiente, esperar queimar, recolher o lixo reciclável.

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OFERENDA 3
ELEMENTOS:
8 fatias de melancia (em espessura que não quebre)
1 cerveja clara pequena – 1 coité para colocar a cerveja
7 velas metade vermelha, metade branca (7 forminhas de empadinha)
8 cravos brancos
7 folhas de couve, arrumadas em forma de círculo, com os cabos para fora.
Colocar as fatias da fruta em cima do círculo de couve, colocar um cravo]
em cima de cada fatia de melancia, com os cabos para fora,

PROCEDER COMO ANTERIOR
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OFERENDA 4 …………………………………..PARA PEDIR PROSPERIDADE

ELEMENTOS:
250g feijão fradinho cru
250g feijão cavalo cru
8 azeitonas verdes
8 ovos cozidos, descascados e inteiros
azeite de dendê para regar
8 moedas douradas lavadas com sabão (podem ser de 10 centavos
8 folhas de louro
1 cerveja clara pequena – 1 coité pra por a cerveja
4 velas brancas (número 0 ou 1, para queimar rápido) 4 forminhas
4 velas veremlhas (número 0 ou 1, para queimar rápido) 4 forminhas
7 folhas de couve para servirem de suporte
Arrumar as 7 folhas de couve em círculos, com os cabos para fora
colocar o feijão cavalo, fazendo um monte, no centro das folhas de couve,
colocar o feijão fradinho, contornando o monte do feijão cavalo
colocar intercalado e enfeitando em cima dos feijões: os ovos,
as 8 folhas de louro e as 8 azeitonas. Regar tudo com o dendê,
acender as velas (uma em cada forminha de empadinha) esperar queimar
e recolher forminhas, scos plásticos, garrafas etc.

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OFERENDA 5
ELEMENTOS:
7 mangas (tipo espada, sem descascar)
7 cravos vermelhos
1 cerveja clara pequena -1 coité para por cerveja
1 água mineral 200ml (regar as frutas e a couve)
7 velas (metade vermelha, metade branca)
7 folhas de couve (arrumadas em círculo, para servirem de suporte)
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 6
ELEMENTOS:
1 cará grande sem casca, sem cozinhar, apenas escaldar
azeite de dendê ou oliva para regar
1 cebola cortada em fatias, no sentido do comprimento
1 a 3 folhas de couve para suporte
1 cerveja clara pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela branca comum 
PROCEDER COMO ANTERIORES
As oferendas de meu Pai Ogum, em geral são as mais simples entre os Orixás.

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OFERENDA 7………………..Essa oferenda é para pedir saúde e proteção.
ELEMENTOS:
7 beterrabas grande cruas e com a casca
7 espadas de Ogum (São Jorge)
7 velas (metade vermelha, metade branca)
1 garrafa de água mineral, coité para colocar a água
1 garrafa pequena de cerveja, coité para colocar a cerveja
7 folhas de couves para suporte

Arrumar as 7 folhas de couves em círculo, com os cabos par fora
colocar as 7 beterrabas no centro
arrumar as 7 espadas em torno das beterrabas (como se fossem raios de sol)
Servir água e cerveja, uma em cada coité, acender as velas, nos suportes.
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 8
ELEMENTOS:
3 carás (crus, com casca)
4 ovos cozidos, cortado ao meio no sentido do comprimento
3 mangas espadas (com casca)
3 cravos vermelhos
1 cerveja pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela vermelha
1 vela branca
7 folhas de couve
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 9
ELEMENTOS:
1 kg de mandioca, descascada e cortada em pedaços (escaldada em água fervente
e escorrida, deve estar firme, não cozinhe)
4 ovos cozidos, firmes e cortados na metade no sentido do comprimento
21 acerolas com casca (ou 21 tomates cereja)
21 azeitonas verdes
azeite de dendê para regar
1 cerveja clara pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela vermelha (número 0 ou 1)
1 vela branca (número 0 ou 1)
7 folhas de couves

Arrumar no centro das coves a mandioca, enfeitar com as acerolas,azeitonas e
os ovos (faça uma bonita apresentação, com carinho e capricho) regue tudo
com o dendê, coloque a cerveja no coité e acenda as velas (tomando as devidas
precauções)

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OFERENDA 10 ………OFERENDA PARA FORTALECIMENTO E ENERGIA
ELEMENTOS:
7 figos frescos (com casca e inteiros)
7 goiabas (branca ou veremelha, com casca abertas ao meio no comprimento)
7 laranjas (com casca, abertas ao meio no comprimento)
melado de cana para regar
7 velas (metade vermelha, metade branca) 7 forminhas para as velas
7 folhas de couve para forrar o chão
200ml de água mineral – 1 coité para colocar a água
200 ml de vinho tinto seco – 1 coité para colocar o vinho
(você deve abrir uma garrafa especialmente para a oferenda e levar num
vidro com tampa mais ou menos 1 copo do vinho e deixar o resto em casa)

Arrumar as couves em círculo, com os cabos par fora, colocar no centro os figos
inteiros contornados pelas laranhas e estas contornadas pelas goiabas. Regar
com o melado, fazendo uns fios por cima das frutas , não cubra tudo.
Servir a águam depois o vinho e por último acender as velas.
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 11
ELEMENTOS:
4 cravos vermelhos
3 cravos brancos
1 garrafa pequena de cerveja clara (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
1 vela (metade vermelha, metade branca)
7 folhas de couves para forrar (colocadas em cérculo, com os cabos para fora)

Arrumar os cravos intercalando as cores, em círculo, nas couves, com os cabos
dos cravos para o lado de fora, abrir a cerveja e colacar no coité, acender
a vela (num suporte de alumínio tipo forminha de empadinha) 

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OFERENDA 12
ELEMENTOS
1 cravo vermelho
1 vela branca
1 cerveja clara pequena e 1 coité para por a cerveja
Não precisa forrar o chão com folhas de couves, coloque diretamente no chão.
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AMALÁ FORTE DE XOROKÊ

-7 QUIABOS

-1 GILÓ.

-1 K FARINHA DE MANDIOCA.

-1 VIDRO DE DENDÊ.

-7 PIMENTA MALAGUETA FRESCA.

-7 PUNHAIS DE AÇO,CABO PRETO.

-1 ALGUIDAR DE BARRO.

-7 VELAS AMARELAS.

-Cortar cada quiabo 6 vezes,de forma que fique 7 pedaços,ou melhor 49.

-Corta-se o giló em 3 fatias de maneira que não se separem.

-Fazer uma farofa com a farinha de mandioca,dendê e pimenta picada,que fique bem soltinha.

-Colocar um punhado de farofa no fundo do alguidar,suficiente para forrar o fundo.

-Fazer as conjurações.

-Com a mão esquerda coloque os 49 pedaços de quiabo ao redor.

-Coloque o giló no centro.

-Em seguida cubra tudo com a farofa,deixando apenas o giló aparecendo.

-Coloque os sete punhais ao redor do prato,de maneira que fiquem todos com as lâminas apoiando no alguidar em direção ao centro.

-Acender uma vela por dia ,durante sete dias.

-Despachar em uma encruzilhada aberta.

CONJURAÇÕES AO SR XOROKÊ

1ª CONJURAÇÃO:Sr. Xorokê , rei do ouro,senhor das nobrezas e das farturas , invoco-te por parte do maioral todo poderoso , para que , neste exato momento , coloque teus sete emissários ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS, DAVIÊROS, ZALIÊROS, em meu favor,para solucionar o quero e preciso,no prazo de sete minutos,sete horas ou sete dias,pois para isto fostes criado.

2ª CONJURAÇÃO:Sr.Xorokê,assim como o bode berra,o fogo estala e a fumaça sobe,eu… quero que meus desejos sejam agora a mim dirigidos,como a luz do sol,clareia a terra,tu com as sete forças do espaço,ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS DAVIÊROS, ZALIÊROS ,irás dirigir a mim tudo aquilo que eu quero e preciso neste momento,dentro do curto prazo de sete minutos,sete horas ou sete dias , pois para isto fostes criado.

3ªCONJURAÇÃO :Sr.Xorokê,tu que tens o grande poder de aliviar-me de todas as minhas necessidades materiais,neste exato momento te suplico e ordeno: fáras com que tuas sete falanges do espaço ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS, DAVIÊROS, ZALIÊROS,venham em meu socorro no curto espaço de tempo de sete minutos,sete horas ou sete dias, pois para isto fostes criado.

As oferendas para Pai Ogum podem ser entregues na beira do mar, nas cachoeiras, nas campinas, nas estradas de barro, nas matas, 
no jardim de sua casa, menos as que forem distintas como a de Ogum Xoroquê, que é numa encruzilhada e fica durante sete dias, todas as outras acima é que são nesses lugares citados e no tempo descrito.  (recolher no terceiro dia e despachar).

IEMANJÁErvas para o Banho de Descarrego
Pata de Vaca, Folhas de Lágrima de N.Senhora, Erva Quaresma, Trevo e chapéu de couro, Alfazema.Amalá
7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco, rosas brancas ou outrO tipo de flor branca.
Local de entrega: na  praia.

MARINHEIRO


AMALÁ
Dia do Marinheiro

Para a linha dos marinheiros nós preparamos uma entrega com arroz branco, peixe de água salgada, às vezes batata com mel, pedaços de coco, cigarro, marafo e como flores o cravo. Pode ser usado no lugar do alguidar de barro a gamela, folhas de bananeira ou aquela casca do coqueiro.

LOCAL DA ENTREGA
Na beira da praia

CIGANOS


AMALÁ
3 ou 7 velas de cera incolor, frutas como maçã, pêssego, uva principalmente, dentro de uma gamela, arroz integral e batatas assadas pequenas e descascadas, coberto com canela e mel tudo arranjado com flores. Bebida para o cigano vinho tinto, e para a cigana vinho branco. Para o cigano cigarro ou cigarrilha, e para cigana cigarros.

BOIADEIRO


AMALÁ
7 velas amarelas. Comida dentro de uma gamela: arroz integral, virado de feijão preto, batata assada, rapadura, cocada, arroz mineiro, arroz tropeiro, podendo ser usada uma moganga, flores do campo, cigarros ou cigarrilhas.

Bebida: marafo ou batida de coco.

OXÓSSIErvas para o Banho de Descarrego
Malva Rosa, Mil Folhas, Sete Sangrias, Folhas de Aroeira, Folhas de fava de Quebrante, Folhas de Samambaia, Folhas de Palmeira, Folhas de Laranjeira, Erva Cidreira, Folhas de Jurema, Folhas de Maracujá, Folhas de Palmito, Folhas de Abacateiro.Amalá
7 velas verdes e 7 brancas, Cerveja branca servida em coité, 7 charutos,
peixe  com escama de água doce ou uma moganga bem assada com milho dentro coberto com mel.
Local de entrega: na entrada da mata.

OFERENDA 1

7 ESPIGAS DE MILHO VERDE (USE A PALHA COMO BASE PARA A ENTREGA)
1 COITÉ COM ÁGUA MINERAL
7 VELAS VERDES
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OFERENDA 2
7 VELAS VERDES (EM VOLTA DO CÔCO)
7 VELAS BRANCAS (EM VOLTA DO CÔCO)
7 GALHOS DE ALECRIM, (EM VOLTA DO CÔCO)
1 CÔCO VERDE ABERTO EM CIMA, COM A ÁGUA DENTRO
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OFERENDA 3
4 VELAS VERDES
3 VELAS BRANCAS
7 GALHOS DE GUINÉ
21 VAGENS
ÁGUA MINERAL
1 COITÉ, PARA POR A ÁGUA
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OFERENDA 4
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA PARA SERVIR DE BASE PARA A OFERENDA
21 PEDAÇOS DE CANA DE AÇÚCAR
1 CERVEJA BRANCA, SERVIDA NO COETÉ
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OFERENDA 5
1 FOLHA DE BANANEIRA, PARA SERVIR DE BASE
70G DE FEIJÃO (QUALQUER TIPO)
70G DE LENTILHA
70G DE GRÃOS DE ERVILHA
70G DE GRÃOS DE MILHO SECO
70G DE GRÃO DE BICO
70G DE ARROZ BRANCO
70G DE GRÃOS DE SOJA
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
CERVEJA BRANCA, SERVIDA NO COETÉ
ARRUMAR OS GRÃOS DE MODO HARMONIOSO E CIRCULAR, NA FOLHA DE BANANEIRA, DEIXAR O COITÉ COM CERVEJA NO CENTRO, ACENDER AS VELAS FORA DA FOLHA DE BANANEIRA, EM VOLTA.
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OFERENDA 6 
1 FOLHA DE BANANEIRA
7 GALHOS DE ALECRIM
7 GALHOS DE ARRUDA
7 MAÇÃS VERDES
7 VELAS BRANCAS
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
ÁGUA MINERAL, SERVIDA NO COITÉ
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OFERENDA 7
1 FOLHA DE BABANEIRA
FLORES DO CAMPO ( EM CIMA DA FOLHA DE BANAEIRA)
1 CÔCO VERDE, ABERTO E DEIXAR A ÁGUA DENTRO (NO MEIO DA FOLHA )
7 VELAS VERDES ( EM VOLTA, FORA DA FOLHA)
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OFERENDA 8
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA, PARA FORRAR O CHÃO
1 MORANGA ABERTA PELO ALTO, REGADA COM MELADO DE CANA, DEIXAR A TAMPA DO MORANGA AO LADO.
7 VELAS VERDES
7 VELAS BRANCAS
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OFERENDA 9
1 FOLHA DE BABANEIRA
70G SEMENTES DE ABÓBORA
70G SEMENTES DE GERGELIM
70 G SEMENTES DE GIRASSOL
7 GALHOS DE ARRUDA
7 GALHOS DE GUINÉ
7 GALHOS DE ALECRIM
7 PEDAÇOS DE CANELA EM PAU
1 GARRAFA DE 500ML DE ÁGUA MINERAL
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL ( O RESTANTE DA ÁGUA, REGAR TODA A OFERENDA)
7 VELAS BICOLORES (METADE VERDE, METADE BRANCA)
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OFERENDA 10
1 FOLHA DE BABANEIRA
500G DE ARROZ INTEGRAL CRU (NO CENTRO DA FOLHA)
1 CACHO DE UVAS (QQ TIPO) ( EM CIMA DO ARROZ)
MEL (REGAR TODA A OFERENDA)
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL
7 VELAS BICOLORES (METADE VERDE, METADE BRANCA)
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OFERENDA 11
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA
7 PITANGAS
7 JABUTICABAS
7 CARAMBOLAS
500ML DE CALDO DE CANA (PARA O COETÉ E PARA REGAR A OFERENDA)
1 COETÉ COM CALDO DE CANA
7 VELAS BICOLORES (VERDE E BRANCA)
————————————
OFERENDA 12
1 FOLHA DE BABANEIRA
7 ESPIGAS DE MILHO VERDE
7 VAGENS CRUAS
7 GALHOS DE ALECRIM
7 VELAS BICOLORES (VERDE E BRANCA)
MEL PARA REGAR A OFERENDA
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL
——————————————-
OFERENDA 13
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA (PARA FORRAR O CHÃO)
7 BANANAS D’ÁGUA (E COM AS CASCAS E 4 SEM AS CASCAS)
MEL PARA REGAR AS BANANAS
1 CERVEJA BRANCA NO COETÉ
7 VELAS VERDES
———————————————-
OFERENDA 14
1 FOLHA DE BANANEIRA
7 CAJÚS
21 VAGENS CRUAS
MEL PARA REGAR
7 VELAS VERDES OU 7 VELAS BICLORES (VERDE E BRANCAS)
1 COETÉ
ÁGUA MINERAL SERVIDA NO COETÉ
——————————————
OFERENDA 15
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA
1 CÔCO VERDE ( ABERTO COM A ÁGUA DENTRO
7 PEDAÇOS DE 70 CM CADA DE FITA VERDE
7 PEDAÇOS DE 70 CM CADA DE FITA BRANCA
FLORES DO CAMPO
7 VELAS BRANCAS
7 VELAS VERDES

XANGÔErvas para o Banho de Descarrego
Folhas de Limoeiro, Erva Moura, Erva Lírio, Folhas de Café, Folhas de Mangueira, Erva de Xangô, Alevante, Quebra-Pedra.Amalá
7 velas marrons e 7 velas brancas,
7 charutos, cerveja preta servida em coité, camarão, quiabo.
Local de entrega: na pedreira ou sobre uma pedra grande e bonita.

Para Pai Xangô costumamos pedir sabedoria para tomar decisões que afetem
significativamente não só as nossas vidas, como a de outras pessoas próximas a
nós, pedimos sabedoria e reflexão, apoio material, uma vida mais estável, em
todos os sentidos, ajudas em questões de processos judiciais.
OFERENDA 1
ELEMENTOS:
1 kg de quiabos crus
azeite de dendê para regar
2 cebolas, cortadas em fatias no sentido do comprimento
4 velas( número 0 ou 1, na cor marrom)
4 velas (número 0 ou 1, na cor branca)
8 suportes de alumínio para as velas (tipo forminha de empadinha)
7 folhas de couve, arrumadas em círculos com os cabos para fora
1 garrafa ou lata de cerveja preta (sem gelar) 1 coité para por a cervejaEntrega: coloque os quiabos no centro do círculo de folhas de couve, enfeite
com as cebolas e regue com o dendê , abra a cerveja e coloque no coité,
acenda as velas, espere queimar, recolha a embalagem da cerveja e as forminhas,
junto com sacos plásticos e leve embora.
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OFERENDA 2
ELEMENTOS:
3 frutas do conde (ou cajá)
3 kiwis
3 cachos de uvas (de cor vinho)
1 garrafa pequena de cerveja – 1 coité para por a cerveja
4 velas na cor marrom (número 0 ou 1) – 4 forminhas de metal (tipo empadinha)
4 velas na cor branca (número 0 ou 1) – 4 forminhas de metal (tipo empadinha)
7 folhas de couve para servirem de base.

Arrume as 7 folhas de couve em forma de círculo, com os cabos para fora, coloque
as frutas no centro, abra a cerveja e coloque no coité, acenda as velas e espere
queimar, recolha as forminhas, garrafa, etc.
PROCEDER COMO AS ANTERIORES
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OFERENDA 3
ELEMENTOS:
500g de castanhas do pará (sem cascas)
500g de grão de bico (apenas escaldado em água fervente e escorrido)
4 cebolas (cortadas em fatias, no sentido do comprimento)
16 folhas de louro (pode ser seco, para enfeitar)
azeite de dendê para regar
1 garrafa pequena de cerveja preta (sem gela) 1 coité para por a cerveja
8 velas( número 0 ou 1, na cor marrom )
7 folha de couve para servirem de base

Montagem:
Arrume as 7 folhas de couve em círculos, com os cabos para fora.
No centro coloque as castanhas; em volta destas, faça outro círculo com os
grãos de bico; em volta do grão de bico, coloque as fatias de cebola; enfeite
tudo com os louros, dispostos também em círculos; regue com o dendê,
acenda a vela.
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OFERENDA 4
ELEMENTOS:
8 cajús
8 cajás (ou 7 frutas do conde)
8 quiabos
8 pinhões
8 folhas de couve, para servirem de base
8 cerveja preta para regar as frutas – NÃO PRECISA COITÉ, a cerveja é para regar
8 velas (número 0 ou 1 na cor marrom)

Arrumar as folhas de couve, depositar as frutas de modo estético, sempre preferindo as arrumações circulares (não cozinhar os pinhões, nem os quiabos), regar com a cerveja preta, acender as velas.
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OFERENDA 5
ELEMENTOS:
500g de grão de bico (apenas escaldados em água fervendo e escorridos)
7 quiabos (sem cozinhar ou escaldar)
21 azeitonas pretas
4 cebolas (cortadas em fatias,no sentido do comprimento)
azeite de dendê para regar
1 cerveja preta pequena (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
7 velas( núnero 0 ou 1, na cor marrom )
7 folhas de couve para servir de base

PROCEDER COMO ANTERIORES
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OFERENDA 6
ELEMENTOS:
250g de lentilhas (apenas escaldadas em água fervendo)
24 pinhões (crus)
16 folhas de louro
dendê para regar
1 garrafa pequena de cerveja preta (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
7 velas na cor marrom (número 0 ou 1) Coloque em recipientes, tipo forminhas,
espere queimar e recolha-os, juntamente com a embalagem de cerveja ao lixo.
7 folhas de couve para suporte (arrumadas em círculos, com os cabos para fora)

PROCEDER COMO ANTERIORES
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OFERENDA 7 
ESTA OFERENDA É MAIS SIMPLES, POR MOTIVOS ECONOMICOS

ELEMENTOS
1 vela branca
500g de quiabos, escaldados, enfeitados com rodelas de 1cebola e regados no dendê
1 cerveja preta pequena (sem gelar) 1 coité para colocar cerveja
1 folha de couve, para servir de base.
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OFERENDA 8
ELEMENTOS:
500g de amendoim cru
100g de azeitonas verdes
1 cabeça de alcachofra (cortar e tirar o cabo)
azeite de dendê
1 cerveja preta pequena, 1 coité para por a cerveja
7 velas na cor marrom (número 0 ou 1, para queimar rápido)
7 folhas de couve

Arrumar as 7 folhas de couve em círculos e com os cabos para fora, no meio
depositar o monte de amendoins, colocar a alcachofra sem o cabo, no centro
dos amendoins e as azeitonas em volta da alcachofra. regar tudo com dendê.
Abrir a cerveja, colocar no coité, acender as velas (em recipientes tipo forminhas)
esperar queimar.
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OFERENDA 9
ELEMENTOS:
500g de feijão manteiga cru (regado com azeite de oliva)
100g de azeitonas pretas
100g de castanhas do Pará (inteiras e sem cascas)
1 cebola inteira (regada com azeite de oliva)
azeite de oliva, o suficiente para regar
1 cerveja preta pequena
1 coité para colocar a cerveja
8 velas na cor marrom (número 0 ou 1, para queimar rápido) forminhas
7 folhas de couve, para servirem de base

PROCEDER COMO A ANTERIOR, E COLOCAR A CEBOLA INTEIRA NO MEIO DO
MONTE DE FEIJÃO.
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OFERENDA 10
ELEMENTOS:
500g de feijão fradinho (cru)
21 quiabos (crus)
3 cebolas cortadas em fatias, no sentido do comprimento
azeite de dendê para regar
1 cerveja preta pequena – 1 coité para colocar a cerveja
4 velas na cor marrom (Número ou 1) 4 forminhs de metal
4 velas na cor branca (número 0 ou 1)4 forminhas de metal
7 folhas de couve par forrar

PROCEDER COMO ANTERIORES

AS OFERENDAS PARA PAI XANGÔ DEVEM SER ENTREGUES EM CIMA DE
PEDRAS, NA BEIRA DE CACHOEIRAS, COLINAS, CAMPINAS, ETC.
PODEM TAMBÉM FICAR NUMA PEDRA, NO JARDIM DE SUA CASA E RECOLHIDAS
NO TERCEIRO DIA DESPACHADAS NA MATA>

OXUMErvas para o Banho de Descarrego
Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica,Trevo Azedo ou Grande, Chuva
de Ouro, Manjericão, Erva Sta. Maria, Gengibre, Calêndula, Alfazema.
Amalá
7 velas brancas e 7 amarelo claro, Flores Amarelas, água mineral canjica amarela, fitas amarelo claro e branca.
Local de entrega: ao lado de uma cascata.

 

IANSÃErvas para o Banho de Descarrego
Catinga de mulata, Cordão de frade, Gerânio cor-de-rosa ou vermelho, Açucena, Folhas de Rosa Branca , Erva de Santa Bárbara.
Amalá
7 velas brancas e 7 amarelo escuro, água mineral, acarajé ou milho em espiga coberto com mel ou ainda canjica amarela. Local de entrega em pedra ao lado de um rio.

CRIANÇA


AMALÁ
7 ou 14 velas brancas, rosas ou azuis. Balas, pirulitos que podem ser do formato de chupeta e doces de qualquer tipo.

A bebida deve ser um refrigerante de preferência guaraná.

LOCAL DA ENTREGA
Um jardim ou um campo onde tenha flores.

PRETO VELHO


AMALÁ
7 ou 14 velas branca e preta, tutu de feijão, feijão fradinho, doces naturais como cocada, rapadura. Bebida: cerveja preta ou marafo. Fruta: banana prata também conhecida como banana maçã. Flores brancas. Um cachimbo, fumo e cigarro de palha.

EXÚ


AMALÁ
7 velas vermelhas e sete pretas; Comida: farofa de milho, com bastante pimenta e alho, coberto com azeite de dendê; o recipiente pode ser, no caso dos exus, um alguidar de barro; bebida: marafo; 7 charutos; se quiser flores vermelhas.

Para as pombas-gira o procedimento é o mesmo, exceto que ao invés do charuto deve ser entregue cigarros acompanhado de uma caixa de fósforos entreaberta e a bebida seria vinho tinto.

LOCAL DA ENTREGA
No caso dos exus os lugares dentro da cidade seria nas encruzilhadas, portão do cemitério ou dentro do cemitério (o cemitério chama-se calunga pequena), para os exus da encruzilhada, do cemitério e das almas. Entretanto no caso dos exus, recomendamos que a entrega seja feita dentro de um mato ou em sua entrada, de preferência em baixo de dois galhos de árvores que se cruzem.

POMBA GIRA


Farofa
Vinho branco ou rose
Cigarro com a carteira aberta e alguns puxados para fora
1 Caixa Fosforo
Velas vermelhas
Flores – rosas de qualquer cor

DONA MARIA PADILHA


AMALÁ
7 maças vermelhas, 21 morangos, 7 Ameixas Vermelhas, 7 Bombons, 7 Velas Brancas, Cigarro, Anis e Flores

Fontes: Casa de Umbanda

“Comidas e bebidas de santo”. Revista Mironga. Rio de Janeiro, anuário de 1970, edição especial)

claudia b.

Banhos, defumadores & ervas para todos os fins terça-feira, jan 24 2012 


Banhos para todos os fins

Nota: Irmãos, lembrem – se que seu Pai ou Mãe no Santo, são os que  devem confirmarem estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento…

“Só é duradouro aquilo que se renova.”
Essa frase, gravada na porteira do Sítio Sertãozinho, avisa a quem chega qual é a atmosfera do lugar. São 78 mil m² de jardins, com ervas e flores, que perfumam e tornam vivo cada recanto. No meio desse paraíso verde, está a casa de Magdala Guedes, a Magui Junto com o marido, Oreste Lúcio, ela cultiva tudo o que cresce no lugar.
Os aromas florais atraem beija-flores, borboletas e pássaros.
“Há 17 anos, senti que não podia mais viver na cidade, que precisava estar nanatureza, observando os bichos, obedecendo o ritmo das estações do ano, para aprofundar meus estudos de fitoterapia e compreender melhor o efeito das ervas. Aqui, sinto que sou filha da Terra, desenvolvo a humildade e a tolerância enquanto espero as plantas crescerem. O tempo de semear e colher” diz Magui, que nasceu em Goiás, tem formação de educadora e morava em Belo Horizonte antes de vir para o sítio.
Ela produz chás, incensos, cosméticos e desenvolve programas de revitalização que incluem alimentação natural e banhos de erva. “As pessoas chegam da cidade carentes de cuidado e de condições para ouvir a voz do próprio coração, pois estão muito aceleradas. Acho que a saída não é abandonar o espaço urbano, mas aproveitar finais de semana para estar perto da natureza. Banhos de erva trazem essa força para o dia-a-dia. Eles atuam no corpo e influem no equilíbrio energético”, acredita ela.

Como preparar Magui ensina como fazer os banhos. “Coloque num saquinho de linho ou algodão brancos 200 g de ervas frescas ou 100 g de ervas secas. Feche-os com fitas coloridas, que têm significado: verde é para o banho relaxante, laranja para o energizante, branca para o de limpeza, vermelha para o do amor, cor-de-rosa para o de acolhimento”, diz ela.
Se o banho for de imersão, o saquinho é colocado direto na banheira com água quente. No chuveiro, as ervas, já dentro do saquinho, devem ser postas em infusão (em 2 litros de água quente por cinco minutos) e joga-se essa mistura no corpo. “É importante também mentalizar uma intenção durante o
banho”, completa Magui. Aqui, você encontra as misturas de ervas e a sugestão de uma mentalização – isso ajuda a liberar pensamentos negativos, facilita a conexão com o ritmo pessoal e com esse ritual revigorante.

Banho de limpeza

Para momentos de sobrecarga emocional, depois de discussões ou quando os pensamentos negativos são muito recorrentes.

Mil-em-ramas – Tem efeito tônico, revitalizante, digestivo. Como uma esponja, absorve as energias negativas.
Arruda – No caso dos banhos, não tem função medicinal, mas age como protetora e purificadora do corpo e da mente. Libera inveja, mau-olhado e negatividade.
Guiné – Também ajuda na limpeza energética e deve-se usar poucas folhas na mistura.
Alfazema – Tem efeito antidepressivo, anti-séptico calmante e relaxante.
Ajuda a limpar o astral e traz tranqüilidade.
Malva – Calmante, evoca proteção e equilibra as emoções.
Hortelã – É adstringente, analgésico, antidepressivo e anti-séptico. Purifica, protege, atrai amor e saúde.

Mentalização: imagine que você está embaixo de uma cachoeira ou num rio cristalino. Pense que a água está levando embora tudo o que o impede de prosseguir na vida com calma e alegria.

Banho para o amor

Para atrair um novo romance ou celebrar uma união duradoura, sela a cumplicidade e desperta o desejo e a paixão.
7 pedaços de maçã – Fruta doce e suculenta.
4 sementes de maçã – Para que a afetividade e a vida a dois germinem.
4 pedaços de canela em pau – Afrodisíaco.
3 rosas vermelhas – Flores da paixão.
Jasmim – De perfume doce, protege o casamento e o namoro e preserva a individualidade dos parceiros, para que a união seja harmoniosa.

Opcional: na banheira, acrescente 15 gotas de óleo essencial de ilangue-ilangue, afrodisíaco.
Envolva tudo num saquinho de crochê, simbolizando o cuidado e a delicadeza da relação. Amarre com fita vermelha e coloque na banheira com água quente.
Ou deixe o saquinho em infusão em 2 litros de água e jogue no corpo, ao final do banho.

Mentalização: pense na pessoa amada junto de você, nas muitas maneiras de trocar afeto com ela. Firme a intenção de que a relação seja construtiva, de forma que cada um mantenha sua individualidade.

Banho de acolhimento

Para momentos de perda, de grande carência afetiva ou quando haja a necessidade de colo e compreensão incondicional.
Camomila – Calmante e sedativo, alivia a tensão pré-menstrual. Erva associada a abundância, amor, purificação e proteção. Se não tiver flores secas ou frescas, use 15 gotas de óleo essencial de camomila para cada 8 litros de água.
Melissa – É calmante, analgésico, regula a pressão arterial, fortifica. Desperta a doçura e proporciona conforto, sono tranqüilo, acolhimento maternal.
Mirra – Purificador, revitalizante, calmante e estimulante. Ajuda a expressar seus dons e a perceber os aspectos sagrados do cotidiano. Faz vibrar a compaixão e seda o medo de mudanças.

Mentalização: imagine que você está no colo de alguém muito querido e que essa pessoa (pode ser a mãe, a avó ou outra figura materna) o recebe de braços e coração abertos, sem julgar ou questionar o que causa o sofrimento.

Banho relaxante

Para tensão, dores musculares ou após fazer muito esforço físico, como no caso dos atletas.
Tomilho – Relaxante muscular, digestivo, regulador intestinal, broncodilatador. Purifica as energias e desperta as boas vibrações.
Arnica -Antiinflamatório, sedativo, relaxante muscular. Energeticamente, traz clareza e ativa a prosperidade.
Erva-baleeira – Tem propriedades antiinflamatórias e é considerada uma erva de proteção.
Sal grosso – Adicione às ervas 2 colheres de sopa de sal grosso, para banho de imersão, ou 1 colher de sopa, para a infusão.

Mentalização: enquanto está na banheira ou no chuveiro, imagine que as tensões e cobranças do cotidiano estão se dissolvendo, que todo o corpo está relaxando e que você terá um descanso profundo.

Banho energizante

Para desânimo, depressão leve, cansaço, falta de energia física.
Alecrim – Antidepressivo, analgésico, estimulante e digestivo. Traz proteção, amor, purificação, saúde.
Manjericão – É relaxante, antigripal, fortificante. Desperta perdão e clareza.
Malva – É calmante e cicatrizante. Protege as emoções.
Sálvia – Estimula a digestão, é antidepressiva. Fortalece a saúde.
Canela (use no banho 3 pedaços de canela em pau. Ou em pó, 1 colher de sopa rasa) – Tem efeito tônico e revigorante.

Observação: em caso de problemas renais, evite usar a canela.

Mentalização: imagine que os raios de sol estão penetrando em seu corpo através do plexo solar (localizado na boca do estômago). Com os pés bem apoiados, pense que sua energia está sendo renovada, que a vontade e o desejo estão ressurgindo em todo seu ser.

Paz e Harmonia

Banhos Perfumados

Banho pra começar o dia – refresca e revigora

1 gota de o.e. de hortelã pimenta
4 gotas de o.e. de bergamota

Banho pra dormir – relaxa para o sono

1 gota de o.e. de camomila
4 gotas de o.e. de lavanda

Banho afrodisíaco – não precisa dizer nem pra que…

1 gota de o.e. de ylang-ylang
4 gotas de o.e. de sândalo
1 gota de o.e. de jasmim

Advertências:
Na presença de gravidez, pressão alta, problemas respiratórios, circulatórios, sensibilidade cutânea e doenças graves, consulte o aromaterapeuta antes da aplicação.
Alguns dos óleos descritos possuem contra indicações.
Glycia Rocha Gomes

Banhos ritualísticos

Olá Cláudio,
Exatamente isso! Se vc descarregou violentamente, precisará de algo subseqüentemente para ajudá-lo a repor imediatamente a energia retirada. Aí entram principalmente as ervas, a água utilizada, (se de cachoeira, de vertente, de tempestade, de mina, de poço, etc.).

Há vários tipos de “banhos”.
Como aquele por infusão, onde as ervas são ligeiramente aferventadas em água (em minha raiz recomendado para não iniciados – como um tratamento prescrito numa consulta (com entidade ou Zelador(a) à um não iniciado). Há o amaci, que é aquele onde as ervas ou seus derivados são combinados de três (o que considero uma boa variedade), até sete tipos de ervas, mas todas criteriosamente de acordo com o Nkise/Orixá da pessoa e sua coroa. No amaci as ervas colhidas são maceradas (espremidas por atrito, mas nunca torcidas – como aprendi e faço).
Essa mistura não é aferventada. O sumo das ervas usado ao natural como uma essência misturada à água.
É tomado frio (na temperatura ambiente, aliás como qualquer banho deveria ser aplicado) e se não foi previamente coado (o que é raro fazer em minha raiz), os seus restos são colhidos e depositados num local determinado (não recomendo nunca jogar no lixo).
Há também os banhos de Abô mais utilizados no Candomblé, que além de ervas, poderá conter o sangue proveniente dos sacrifícios e outros materiais que os(as) amigos (as) Candomblecistas poderiam falar, sem expor seus fundamentos mais secretos.
Além da variedade de banhos compostos, há os banhos só de águas. Como é bom um banho de cachoeira, de chuva, de mar…
O uso de banhos vem da antigüidade.
Inúmeras culturas utilizam os banhos como repositor de energias, como relaxantes, como descarregos, como tratamentos de saúde, etc.
É uma verdadeira terapia, pois os vegetais e seus derivados (flores, frutos, folhas, sementes, raízes, caules, raspas de casas, etc), e as suas notórias propriedades terapêuticas e curativas são absorvidas pelos poros por onde acessa a corrente sangüínea e percorre todo o organismo, e também pela
aromaterapia (através do olfato, sistema respiratória), agindo portanto, de dentro para fora e de fora para dentro simultaneamente. Os resultados…bem essas nós já conhecemos.

Banhos variados

BANHO DE ERVAS

Todos nós temos ao redor do nosso corpo físico um campo eletromagnético, composto por corpos sutis, que se denomina aura.
As auras das pessoas e dos lugares funcionam como antenas que recebem e enviam mensagens entre si, que são decodificadas através da nossa intuição.

Quando passamos por situações estranhas, energias desequilibradas se agregam à nossa aura e permanecem lá por muito tempo provocando doenças.

Quando tomamos um Banho de Ervas limpamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar normalmente e harmonizando os nossos chakras que são túneis por onde entram as energias no nosso corpo físico.

Cada planta tem características próprias que interagem com as nossas energias provocando as mudanças necessárias. As ervas podem limpar, energizar, melhorar nossa auto-estima, tirar nosso cansaço, etc…

Para fazer o banho, devemos olhar a relação de ervas e propriedades que segue abaixo e escolher aquelas que se adequadam à nossa situação. Depois, pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas. Coe numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo. As ervas podem ser misturadas e o resultado será melhor se usado número ímpar de ervas.

O Sal grosso pode ser usado como banho de limpeza mas é preciso que se tome um banho de ervas logo após.

Relação de ervas e suas propriedades:

* Arnica – afasta a negatividade
* Abre Caminho – novas forças
* Açúcar – aceitação
* Alho (palha) – proteção
* Alecrim – clareza mental
* Alpiste – prosperidade
* Arruda – proteção
* Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
* Água-de-arroz – calmante
* Água-marinha (planta) – limpeza
* Alfazema – mudança
* Bulbo de cebolinha – tira o cansaço
* Comigo-ninguém-pode – defesa
* Camomila – limpeza (bactericida)
* Canela – limpeza, força e prosperidade
* Cravo da Índia – estimulante
* Crizântemo branco – calmante
* Crista-de-Galo (sementes) – calmante (hipertensão)
* Contas de Rosário – concentração
* Cenoura (folhas) – fraqueza
* Dente-de-Leão – tristeza e anti-tóxico
* Erva doce – boas energias
* Espada de São Jorge – proteção
* Folha de Pinheiro – limpeza
* Folhas de Pêssego – dissolve densidades acumuladas
* Folhas de Limão – corta energias negativas
* Folhas de Manga – prosperidade
* Folhas de Louro – prosperidade
* Fumo – proteção
* Flor de sabugueiro – calmante
* Guiné – proteção e força
* Girassol (sementes) – acelera as mudanças
* Guaraná – aumenta as energias
* Hortelã – aceitação
* Inhame – força e limpeza
* Levante – força, melhorar a auto-estima
* Losna – corta a negatividade (raivas)
* Macela – calmante (bom para insônia)
* Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
* Pitanga (folhas) – melhora a circulação
* Rosas brancas – limpeza
* Rosas vermelhas – energia
* Sementes de tangerina – para dores na coluna
* Sálvia – rejuvenecimento

Banhos Específicos:

Descarrego: quando nos sentimos muito irritados ou extremamente desanimados
- 3 galhos de arruda
- 3 galhos de guiné
- 3 galhos de alecrim
- 1 espada de São Jorge
- 1 folha de comigo-ninguém-pode
- fumo de corda
- palha de alho

Abre Caminho: quando queremos mudar alguma coisa na nossa vida
- 7 folhas de loro
- 7 galhos de manjericão
- 7 sementes de girassol

Tirar Mágoas: quando não conseguimos nos livrar de uma tristeza
- 1 maçã cortada em 8 partes
- 1 colher de açúcar

Fraqueza :quando nos sentimos sem forças
- 3 folhas de cenoura
- 3 galhos de arruda
- 3 rosas vermelhas

Densidades Acumuladas: quando sentimos dor nas costas
- folhas de pêssego ou limão
- guiné
- palha de alho

Aumentar a Auto-Estima
- calêndula
- anis estrelados
- manjericão

Prosperidade
- alpiste
- folha de louro
- manjericão

Banhos da Felicidade

Esses banhos vão te ajudar a ter mais felicidade, mas lembre – se faça sempre esses banhos com carinho, mente serena, corpo tranquilo, sem stres.

• Junte em 3 litros de água morna 7 pétalas de rosas vermelhas bem perfumadas, 7 rosas brancas, 3 galhos de manjericão, 3 de alecrim, 3 gotas do seu perfume preferido. Coe tudo, e tome um banho com essa água e se seque naturalmente.

• Junte um punhado de açúcar, 5 pétalas de rosas brancas secas e uma palma de são Jorge em 3 litros de água já fervida, deixe esfriar e depois de coar, junte algumas gotas de seu perfume preferido e um punhado de sal grosso, joque do pescoço pra baixo.

• Coloque um pouco de alecrim, arruda, malva rosa, malva branca, manjericão, vassourinha e manjerona, pique em pedaços bem pequenos lave tudo em água corrente e coloque em 3 litros de água fervida, abafe tudo, quando estiver morno coe e após tomar seu banho habitual jogue no seu corpo e acenda uma vela branca oferecendo ao seu anjo de guarda.

Banho revitalizante

Num ida de lua minguante
3 litros de água
uma folha de espada de sâo jorge
arruda – macho
arruda – femea
guiné
rosas brancas
quebratudo
aguapé
hortelã
Ferva tudo, coe e faça o banho antes de se deitar. Recolha o que sobrar desse banho e jogue no lixo. Esse banho só pode ser feito por mulheres.

Banho para desanuviar a mente

meio maço de Sálvia
nove folhas de louro
nove galhos de manjericão
três colheres de sopa de cravo (em pó é o ideal)

Ferver o louro com o cravo até que a água tonalize de amarelo, deixe esfriar e coloque numa bacia específica para banhos, macerando então as ervas frescas até que se pareçam oxidadas (fiquem esmagadinhas, escuras). Deixe em exposição ao luar, e acrescente uma peça de ouro, retirando no dia
seguinte e tomando o banho da cabeça aos pés.

Importante:
Devolva todo o material utilizado a natureza, deixando aos pés de uma árvore ou enterrando, a mesma que ofereceu parte de si com amor, agradece.

Banho cigano para atrair um amor

Este banho deve ser feito em noite de lua Cheia…
Tome seu banho normal de higiêne.
Prepare este banho fervendo 2 litros de água, quando levantar fervura desligue e coloque os ingredientes, tampe por 15 m. e deixe amornar na temperatura desejada p/ jogar no corpo da cabeça p/ baixo.

Ingredientes:
- amor-agarradinho (deve ser erva, n/ sei…)
- alfazema (erva ou essência)
- mel
- pétalas de rosas vermelhas e amarelas
- uma maçã
Prepare esse banho durante 3 sexta feiras de Lua Cheia.
(claro que sempre mentalizando o seu pedido de que venha um amor e que seja bom p/ todos os envolvidos e sempre terminando : Assim seja, assim será!!!!

Banhos com alecrim

É BOM DAR UMA LIDA NAS MSGS ABAIXO DE OUTRA LISTA , QUEM GOSTA DE TOMAR
BANHOS DE ERVAS….
BEIJOS
MARION
eu encho de alecrim, saio do banho feito peixe bem temperado mas sabe às vezes quando vc tá tão radiante, com tanta energia que não consegue equilibrá-la?
é como eu me sinto…
ele deixa bem radiante mesmo, quem tem coração mais fraquinho tem q se cuidar, mas não é nada muito forte, tipo uma pimenta ou coisa assim só não precisa colocar um pote de alecrim como eu faço rs…
velho feitiço do gabriel
colocar um raminho de alecrim no vinho dá uma ótima animada….
beijos
Tarsila
————————————————————————–
Olás à todos…

Colocando a ponta da minha colher nesta conversa…! :o )

Ainda não tinha ouvido a informação de que mulheres não poderíam utilizar o alecrim em banhos, associada outras ervas. Novidade para mim!

No entanto o que eu sei (e comprovado por euzinha) é que o alecrim é uma fonte de energia, não podendo utilizar-se de grandes quantidades para o banho, sobre o risco de se ter taquicardia. Uma vez, na ignorânicia desta consequencia, estava me sentindo meio caída e acabei fazendo um banho com
3 galhos de alecrim, para melhorar. Resultado: meu coração ficou parecendo uma bateria de Escola de Samba… *risos

Alguém conhece este efeito do alecrim? Já vi que Tuga usa-o para um efeito meio que contrário… qual a quantidade que você usa?

Paz e luz,
Zingara Witch
Banhos mágicos

Atualmente, no Brasil, os banhos de ervas, folhas e flores sofrem a influência de diversas culturas. Este conhecimento garante que os banhos podem lavar o corpo e a alma, renovando as energias da aura humana, espantando a má sorte e atraindo a felicidade para nós. É só comprovar, pois há banho para tudo.

Para atrair o Amor

2 litros de leite
4 colheres de mel
1 maçã vermelha ralada
2 pauzinhos de canela

Ferva o leite e acrescente os demais ingredientes. Deixe esfriar. Coe e use após o banho higiênico, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Para Paixão

1 maçã vermelha ralada
1 maço de salsa fresca
4 litros de água mineral
4 colheres de mel de flor de laranjeira

No primeiro dia da lua cheia, coloque a água numa vasilha grande e acrescente os demais ingredientes. Coloque a vasilha num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua cheia. Na manhã seguinte, coe a mistura e utilize-a, após o banho habitual, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão. Os homens devem retirar a salsa e utilizar o banho apenas com os outros ingredientes.

Para Fartura e Prosperidade

4 litros de água mineral
6 paus de canela pequenos
1 colher de chá de noz moscada ralada
6 folhas de louro
1 colher de sopa de erva-doce ou funcho
6 moedas douradas ou uma peça de ouro
Pétalas de rosa amarela

Num dia de lua cheia, ferva a água e acrescente os demais ingredientes, exceto as pétalas da rosa amarela. Coe. Guarde as peças de ouro e as moedas. Deixe esfriar e antes de utilizá-lo, acrescente as pétalas de rosa. Tome o seu banho habitual e utilize a mistura derramando-a generosamente da cabeça
aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Para Sorte e Harmonização

4 litros de água mineral
2 colheres de sopa de óleo de amêndoa para o corpo
10 gotas de essência de rosas
Pétalas de rosa branca, lírio e angélica
1 quartzo branco bruto
1 quartzo rosa bruto
1 citrino bruto
1 ametista

Numa noite de lua crescente, coloque todos os ingredientes numa vasilha grande e deixe-a num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua.
Na manhã seguinte, após o banho higiênico, banhe-se na mistura, comprimindo as pétalas de rosa sobre a pele do corpo. Não se enxugue. Vista-se com um roupão e enrole uma toalha nos cabelos. Vista-se com roupas claras.

Para Proteção Espiritual

10 ramos de alecrim fresco, sem os galhos
30 gotas de essência de verbena
1 punhado de sal grosso
4 litros de água mineral

Ferva a água, desligue a chama e coloque os ramos de alecrim e o sal grosso. Deixe esfriar. Macere o alecrim com as mãos, como quem esfrega uma roupa. Antes de utilizar o banho, acrescente as gotas de verbena. Banhe-se do pescoço para baixo e deixe a água secar naturalmente ou use um roupão.
Duas horas depois, tome uma chuveirada, se estiver sentindo um sono anormal.

BANHO PARA FICAR MAIS ATRAENTE.

1 bacia de ágata virgem;

200 g. de sândalo em pó;

3 colheres de açúcar cristal;

1 colher de pau (sem uso);

1 vidro de perfume de alfazema;

1 vidro de 1 litro água de rosas.

Misture todos os ingredientes na bacia, mexendo com a colher de pau no sentido horário. Deixe descansar durante três dias, mexendo de vez em quando.

Coloque essa poção num recipiente (de preferência escuro), para utilizá-lo quando quiser ficar mais atraente, usando uma pequena parte do líquido e um pouco de água fria. Depois de tomar um banho normal,  jogue esse preparado no corpo inteiro diluido em um balde de agua.

BANHO DE ERVAS PARA AFASTAR EGUN (eguns – espíritos obsessores)

3 ou 4 folhas de mangueira;

1 galho pequeno de arruda;

folha de arueira;

um punhado de abre caminho;

cravos vermelhos;

1 casca de manacá;

1 kg de canjica branca cozida;

1 pote de barro médio.

Prepare esse banho antes das seis horas da manhã.

Macere todas as ervas, colocando-as dentro do pote, juntamente com a água do cozimento da canjica. Tome esse banho ao ar livre, da cabeça aos pés, pedindo que os eguns e as más influências vão embora.

A canjica deve ser colocada numa tigela branca (virgem) e oferecida a Oxalá, para que a paz e as energias positivas venham para essa pessoa. Fazer os pedidos em voz alta.

BANHO PARA DESCARREGO

1 pote de barro com tampa;

algumas folhas de: levante,