OGUM: O NAMORADOR E A SOMBRA DA TRAIÇÃO sábado, ago 5 2017 


OGUM: o namorador
Amante da liberdade e das aventuras amorosas teve uma relação com Ojá e gerou OXÓSSI.

Depois amou Oiá (Iansá), Oxum e Obá as três mulheres do seu maior rival, Xangô.

Numa época Ogum vivia com Oiá; um dia seu irmão Xangô foi visitá-lo e se encantou com a beleza de Oiá desejando-a ardentemente. Xangô queria ter Oiá. Voltou à casa de Ogum dizendo-se doente. Ogun ficou muito preocupado e querendo agradá-lo pediu que ele ensinasse sua comida preferida, o amalá, para Oiá. O amalá foi preparado com as instruções de Xangô, mas antes de come-lo o orixá pidiu a Oiá que jogasse um pó que ele trazia e lhe advertiu para não provar da comida. Xangô comeu tudo com muita gula, mas, curiosa como ela é Oiá quiz saber o que era aquele pó e provou dela.
O pó tinha o poder de fazer sentir labaredas na boca e oiá começou a cuspir fogo (desde então Oiá tem o poder de botar fogo pela boca “fala quente”, “explosiva”), mas quando Ogum viu assim sua mulher a repudiou e a entregou a seu irmão, Xangô que a rechaçou ironicamente, mas com a insistência de Ogum para que levasse Oiá, ele saiu de lá com Oiá muito feliz com a sua vitória.

Ogum estava casado com Oxum quando um dia, passeando pela cidade, começaram a discutir terminando com Ogum jogando Oxum no rio.
Seu irmão Xangô apareceu e salvou Oxum levando-a a seu palácio.
Um dia Ogun foi visitar Xangô e reencontrou Oxum que continuava muito bela.
Ele se arrependeu do que fizera e tentando tê-la de volta agradava seu irmão: mandou um carneiro gordo, mas Xangô rindo do irmão (e sabendo que queria Oxum de volta) lhe envia um cachorro magro. Como Xangô ela guloso, Ogum lhe enviou uma cesta grande cheia de quiabo para fazer o amalá.
Quando comia Xangô esquecia da vida, assim Ogum pegou Oxum de volta e a levou de volta.

Oxum vai com Ogum por todos lados: nas estradas, nas guerras, a qualidade de Oxum Apará, a guerreira, está sempre com Ogum.

Ogum era tão apaixonado por Oxum que um dia passando pela casa do irmão Xangô viu Oxum chorando na janela. Nem toda a beleza de Oxum escondia seu ar triste e choroso. Ogum, então, perguntou-lhe: Oh, rainha Oxum, por que choras? Ela respondeu: Aqui tenho conforto e luxo, estou coberta de ouro, mas não tenho minhas comidas preferidas. Estou morrendo de fome. Aqui só se come galo com quiabo. Ogum, debochando dela lhe deu cinco galinhas de presente que ela mandou cozinhar rapidamente comendo com fome e gula. Quando Xangô voltou encontrou sua mulher feliz e, ciumento dela com Ogum, não duvidou de que a felicidade dela era obra dele. E lá se foi Xangô brigar com Ogum, mas ele não quis briga e contou porque deu comida para Oxum. E discutiram pela forma como ela deveria ser tratada. Mas Xangô foi irredutível: ela teria que comer quiabo. Ogum não queria brigar para não magoar Iemanjá, a mãe de ambos, mas Xangô insistia e provocava até que Ogum jogou sua lança nele. A briga demorou e acabou sobre uma ponte aonde Xangô se rendeu com medo de cair na água já que a água apagaria seu fogo. (Xangô rege o elemento fogo)
TRAIÇÃO: A sombra de Ogum
Traindo seu pai, Ogum se deita com sua mãe.
O pai de Ogum, Obatalá tinha um galo branco que lhe servia de guardião. Quando ele não estava em casa o galo lhe avisava de tudo e ele voltava, se for preciso. Um dia Ogum aproveitou da ausência do pai e deitou-se com a mãe chamada Iemu. O galo avisou e ao voltar, Obatalá encontrou a porta de entrada trancada e o galo aos gritos. Iemu se deu conta do que estava acontecendo e pediu para Ogum que saísse correndo. O pai não encontrou nada, mas desconfiou. Pediu a sua mulher que prepara-se provisões para uma longa viagem e disse que iria se embrenhar na mata. Pela madrugada ele saiu, mas se escondeu por perto. Ogum e Iemu, felizes com a falta do velho na casa, se relacionaram de novo.
Então, o galo cantou: Ogundadié! Ogundadié!
Obatalá voltou a sua casa e bateu na porta. Ogum abriu e viu-se frente ao pai e arrependido jogou-se de joelhos no chão pedindo para ser castigado de dia e de noite.
Ele próprio determinou sua pena: enquanto o mundo fosse mundo ele não descansaria nem de dia nem de noite; as estradas seriam sua morada ajudando os viageiros e deles recebendo oferendas para sobreviver.

ABUSOS: Contam as lendas que Ogum abusava das mulheres que iam à floresta usando de violência para ter relações sexuais. Ouve uma jovem muito bonita chamada Iemanjá que foi de propósito à floresta para ser possuída pelo guerreiro fogoso. Depois da relação ela não quis mais ir embora, mas Ogum a expulsou dela. Angustiada Iemanjá foi pedir ajuda a sua irmã Oxum. Esta, querendo ajudar, vai procurar Ogum na mata, tomou um banho de mel e teve relação com ele. Quando Ogum quis mais ela exigiu que ele fosse até sua casa e os dois foram para a casa de Oxum, mas a esperta havia colocado sua irmã Iemanjá no lugar dela. E Ogum teve muito prazer naquela noite, pensando que era Oxum. De manhã quando viu que era Iemanjá ficou furioso! A espancou e saiu da casa. E tentou bater em Oxum também, mas ela fugiu para o rio e lá ficou até ele ir embora. Ogum voltou para o mato e seus filhos alimentam a ideia de ser violentos com as mulheres.

Bibliografia: Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – Ed. Companhia das Letras, 13ºreedição,2001.

Pesquisas em Psicologia do Comportamento.

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Egun e Contra – Egun domingo, jul 23 2017 


Talvez você já tenha ouvido falar em Egun, Contra-Egun, mas nunca se sentiu muito a vontade para perguntar mais a respeito. Isto porque, pasmem, aqui no Brasil, ainda há muito preconceito às religiões de origem africana, uma vez que erroneamente associam-nas a atitudes negativas, ao mal, etc. (Assim como muitos acreditam que o pentagrama é um símbolo do Diabo, quando este é o símbolo da Magia e seus Elementos). Valeu a pena fazer uma pesquisa sobre Egun e Contra-Egun para poder passar para todos de uma forma simples, e com relativa profundidade sobre Egúns e Contra-Egúns.

 EGUNS X KIUMBAS


Muitas interpretações equivocadas vem causando confusões em relação ao significado real dessas duas palavras: EGUNS e KIUMBAS. Por isso, nada melhor do que a informação para lidarmos melhor com algumas perturbações que podem ocorrer ao longo de nossas vidas, vindas do mundo dos espíritos. Vamos lá!
Todo kiumba é um Egum, mas nem todo Egum é um kiumba!

Eguns nada mais são do que os espíritos que já desencarnaram e os kiumbas são exatamente a mesma coisa. Porém há entre eles uma importante e significativa diferença: o nível de evolução espiritual.

Kiumbas são eguns ainda muito rudes e atrasados na escala da evolução espiritual, são considerados negativos, e por vezes, se fazem passar por Entidades de Umbanda, normalmente os Exus, trazendo um ponto de vista muito negativo e inverídico para a Linha dos Exus Guardiões da Umbanda. Esses kiumbas mistificam, deturpam e denigrem a atuação importantíssima dos Exus Guardiões da Lei na Egrégora de Umbanda.

Entre as Entidades, Guias e Protetores poderá variar um pouco o grau de evolução entre cada um deles, podendo haver sempre um que esteja um pouco acima. Mas, com certeza, estas Entidades, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças e Exus, já chegaram a um nível de evolução tal que os credenciam a trabalhar dentro da Egrégora de Umbanda, procurando humildemente ajudar e colaborar com as Entidades de níveis espirituais mais elevados, no sentido de auxiliar aos filhos que os procuram, nos momentos em que seus conhecimentos, permissão ou capacidade são importantes para a ajuda no caminho da evolução espiritual durante as reencarnações.

O que acontece com os recém desencarnados, ou seja, eguns é a confusão natural da sua nova condição associada a uma vontade, ás vezes, bem intencionada de ajuda aos que ficaram, por isso, normalmente nas consultas das Sessões ouvimos esses avisos:

” – Você está com o encosto de um egum muito perigoso!”
” – Você precisa fazer uma obrigação para despachar este egum que está complicando sua vida!”

Isso realmente pode acontecer, porque como já dissemos, egum é todo espírito desencarnado que, por ignorância em relação à sua nova situação em que o espírito desencarnado (egum) se encontra, ele fica muito próximo, principalmente de seus entes mais queridos quando em vida e isso acaba tumultuando a vida dos parentes e amigos, principalmente pela interferência provocada pela diferença de padrão vibratório de suas energias. Este egum (espírito desencarnado) precisa certamente ser esclarecido e afastado daquela situação, sendo encaminhado pelos bons espíritos aos locais de tratamento e aprendizado.

É necessário que os níveis de vida mantenham suas independências: o encarnado e o desencarnado, evitando influências onde, na maioria das vezes, mais atrapalham do que ajudam devido ao não preparo que a maioria dos espíritos desencarnados apresentam. Somente após um aprendizado efetivo dos Mestres de Luz e com a devida autorização superior, aí sim podem de forma positiva e benéfica atuar a favor dos espíritos encarnados.

EGUN

O termo Egun é a terminação do nome de Ameiyegun, contudo, hoje em dia são conhecidos mesmos como Egun ou Egungun – ancestrais da sua família ou comunidade- por tal motivo não se escreve Egun com “m” ao final.

Originalmente, a palavra Egun é da língua Yorubá (Nigéria) e significa desencarnado, espírito, alma. Pode ser um espírito sem luz, brando e calmo ou pode ser um espírito sem luz, ruim, zombeteiro, confuso.

Para os Yorubás, a morte não é o fim da vida, pois acreditam que através da reencarnação podem viver novamente em um de seus descendentes. Creem que a vida e a morte alternam-se em ciclos, voltando o morto ao mundo dos vivos, reencarnando em algum membro da própria família. A morte está contida na própria vida e não se separam.

Segundo a simbologia Yorubá, o Egun é a morte que volta à terra visível aos olhos dos vivos na comunidade espírita (normalmente Terreiro) pelas mãos dos sacerdotes munidos de um instrumento invocatório, um cajado chamado Ixan, que, quando batido três vezes no chão ou na terra, faz com que a morte se torne vida. Assim, o Egun está de novo “vivo”.

Nos rituais, o Egun é materializado por uma fantasia adornada com as tiras de pano, e nele não se pode tocar, pois um simples esbarrão nessas tiras é altamente maléfico e danoso, inclusive para os sacerdotes que só podem fazer por meio do Ixan. Tal aparição, é cercada de grande mistério, diferentemente de culto a outras entidades, cujo o transe acontece durante as cerimônias próprias. Já os Egunguns (como também são conhecidos os Egúns) simplesmente surgem no salão, causando espanto aos presentes. Apresenta-se, como citado acima, com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande cortina de panos, não podendo ver quem está sob a roupa. Os Egúns falam com uma voz rouca ou metálica e estridente, bem diferente da voz humana.

Os espíritas não praticantes das religiões africanas, acreditam que os Egúns são espíritos que ainda não adquiriram um grau de consciência e às vezes nem mesmo sabem que estão desencarnados. Que, normalmente, podem se tornar obsessores quando se ligam a algum encarnado para, por exemplo, vivenciar seus vícios materiais (álcool, droga, sexo, etc..) ou por não admitir se afastar de algum encarnado (esposa, filhos, amigos) ou ainda para se vingar de seus inimigos, manipulando atitudes e pensamentos da vítima encarnada.

Ainda para os espíritas, quando um Egun entra no campo vibratório de um encarnado, ele irá sugar a sua energia vital. As pessoas obsidiadas pelos Egúns irão ser “vampirizadas” por eles e não terão consciência disto. Se descoberto ou se suspeitar de influência de Egúns, deve-se mudar a frequência do campo vibratório para que este obsessor não consiga mais perturbar e se desligue da vítima. A primeira atitude é alinhar o pensamento com energias boas. Não pensar em morte, depressão, derrotas, traições, luxúrias… nada que alimente os Egúns com a energia vibratória do pensamento NEGATIVO.

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Suspeita-se de se estar sob influência de Egúns quando sentir uma forte apatia, sentimento de derrota, vazio, não saber mais o que quer direito, angústia, frio, sono, fraqueza, dores pelo corpo, calafrios, indisposição, sentimentos inconstantes, medos: de amar, do futuro, de ser feliz, de ser enganado… Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.

Mas se não houver mudança de postura e atitudes, de nada adiantará qualquer atitude para afastar os Egúns. O pensamento produz o campo vibratório negativo ou positivo.

A oração e os mantras, pensamentos positivos, elevam a vibração energética da vítima e consequentemente, eleva a do Egun obsessor, possibilitando que entidades de luz se aproximem e o esclareça, fazendo-o ter consciência da sua condição.

Este Video mostra a força de um espírito materializado no Culto aos Egungun (ancestrais).
O Culto à Egun ou Egungun veio da África junto com os Orixás trazidos pelos escravos. Era um culto muito fechado, secreto mesmo, mais que o dos Orixás por cultuarem os mortos.
O Egun é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixan, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungun ancestral individualizado está de novo “vivo”.
Egungun
A primeira referência do Culto de Egun no Brasil segundo Juana Elbein dos Santos foram duas linhas escritas por Nina Rodrigues, refere-se a 1896, mas existem evidências de terreiros de Egun fundados por africanos no começo do século XIX.

A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos Orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungun simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito.

Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente — característica de Egun, chamada de séégí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria .
Nas casas de Egungun a hierarquia é patriarcal, só homens podem ser iniciados no cargo de Ojé ou Babá Ojé como são chamados, essa hierarquia é muito rígida, apesar de existirem cargos femininos para outras funções, uma mulher jamais será iniciada para esse cargo.

Masculinos: Alapini (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás), Alagbá (Chefe de um terreiro), Atokun (guia de Egum), Ojê agbá (ojê ancião), Ojê (iniciado com ritos completos), Amuixan (iniciado com ritos incompletos), Alagbê (tocador de atabaque). Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.

Femininos: Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens), Iyá egbé (cabeça de todas as mulheres), Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá), Iyá erelu (cabeça das cantadoras), erelu (cantadora), Iyá agan (recruta e ensina as ató), ató (adoradora de Egun). Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.

Os terreiros de Candomblé possuem um local apropriado de adoração do espirito de seus mortos ilustres, esse local é denominado de Ilê ibo aku, casa de adoração aos mortos, enfim todos iniciados no culto aos Orixás.

Os Esa são considerados os ancestrais coletivos dos afro-brasileiros. Seu culto se refere à comunidade em geral. O que destaca o Esa é o fato dele ter-se destacado em vida por servir a comunidade e de continuar atuando em outro plano, contribuindo para o bom desenvolvimento do destino dos fiéis e da casa. O Ilê ibo aku onde são assentados e cultuados os Esa é afastado do templo onde são cultuados os Orixás.

Na linha do Yorubá, qualquer entidade da linha irá identificar a atuação de um Egún e afastá-lo, até mesmo à força, do convívio do encarnado. Ele será enviado a uma “colônia espiritual” de esclarecimento ou será entregue a um Exu (entidade), que através da Lei Maior irá fazê-lo expurgar seus “pecados”.  Normalmente, a entidade esclarece à vítima a forma que este Egun foi atraído para a sua vida e através de conselhos, mostrar quais atitudes, sentimentos  e pensamentos devem ser modificados para que isto não se repita novamente. Poderá indicar um banho para limpar sua aura e talvez alguma oferenda para absorver alguma energia que ficou esvaída. Contudo, como foi dito no início do post, muitos Egúns não fazem mal e nem trazem consequências ruins para as pessoas, são mansos e pacíficos.

O dito banho de ervas não permite o acoplamento de energias negativas ou mesmo limpa a aura dos que estão sob influência de Egúns.

 

Para liberação de Egúns, toma-se uma banho, por 7 dias, do pescoço para baixo e após o banho higiênico à noite, de um chá morno constituído por   Manjericão / Hortelã-pimenta Comigo-ninguém-pode / Guiné / Arruda / Alecrim / Espada de São Jorge . Acende uma vela branca para seu anjo de guarda e faz as orações habituais.

Para os espíritas, normalmente a atuação dos Egúns não chegam para o encarnado através de magia negra; em sua maioria foi a lei da atração. Então, você é o guardião do seu espírito e condutor da sua vida, cuidado com o que você pensa ou com o que você faz.

Muitas pessoas que seguem as religiões africanas, fazem oferendas aos Egúns para que lhes auxiliem em alguns setores de suas vidas, tais como as relacionadas abaixo:

PARA GANHAR DINHEIRO I

Para conseguir dinheiro com ajuda de EGÚN, colocar atrás da porta uma quartinha com água e 9 pedacinhos de coco De nove em nove dias despacha-se a porta e substitui-se a água e o coco .

Ao colocar a água na rua deverá fraciona-la em três partes e cada uma jogada deverá ser pronunciada a saudação: MOJUBÁ, VOS SAÚDO SANTAS ALMAS VENHAM ABRIR MEUS CAMINHOS. Deve ser feito as segundas, quartas ou sextas-feiras.
Se morar em apartamento, vá até a porta e despeje na rua, não precisando ser imediatamente à frente do prédio.

Se estiver chovendo, não é necessário colocar o copo com água e nem despachar.

O melhor horário para este axé é das 21h ás 24 h. Nos locais em que existe mudança do horário no período de verão deverá seguir o horário normal do ano todo.

PARA GANHAR DINHEIRO II

-1 litro de água

-40 pedaços pequenos de macaxeira (mandioca; aipim).

-1/2 cebola média roxa picada

-4 dentes de alho

-1 peito de frango

– sal

-pimenta-do-reino

-salsa picada

-azeite-de-dênde

-Em uma panela cozinhe os cubinhos de macaxeira e o frango. Por 20 minutos. Deixe a macaxeira com a água e retire o frango, e deixe reservado.

-Frite a cebola e o alho com dendê, coloque na panela onde estava a macaxeira, misture bem e amasse com o “socador” de madeira.

-Desfie a galinha e misture com o purê da macaxeira,bem como a salsa picada.

-Após tudo misturado coloque em tigela branca, após enfeite com folhas inteira de salsa.

Despachar numa segunda-feira próximo a um rio, acender uma vela amarela e seis velas de sebo.

PARA SE LIVRAR-SE DE EGUN I

Banhar a pessoa com água de canjica branca, fazer um pacote com os grãos e passar na pessoa. Fazer um pacote com milho torrado.
Passar um pombo do mesmo sexo da pessoa doente, na pessoa e soltá-lo com vida .

Os pacotes são colocados num alguidar e cobertos com outro alguidar emborcado por cima. Colocar em sua volta formando um triângulo três pratos brancos com pipoca e uma vela acesa no centro do triângulo.

Despachar tudo próximo a um rio. Preferencialmente numa quarta-feira.

PARA SE LIVRAR DE EGUN II:

Para livrar-se da perseguição de um ÈGÚN que esteja lhe prejudicando, mas você não o que fazer mal, por se tratar de um parente ou amigo faça o seguinte: pegue três rosas brancas, retire suas pétalas, coloque em uma vasilha e deixe por nove horas elas mergulhadas em água limpa. Cubra o vasilhame com uma toalha virgem branca.

Faça um pacote com as folhas e os galhos da rosa, bote fora.

Acenda uma vela quando fizer sete horas que você colocou as pétalas de molho. Após completar as nove horas lave o rosto com a água das flores. Mantenha sempre os olhos abertos. Pegue as pétalas e a água e jogue no meio fio da rua. Se a vela estiver apagada jogue as sobras dela também.
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CONTRA-EGUN

Já o “Contra-Egun” é um artefato feito para afastar os Egúns. Trata-se de um fio trançado de palha-da-Costa para ser amarrado no braço, impedindo a aproximação do Egun. É bastante utilizado para afastar estes Egúns após obrigação do filho de santo que o recebe guarda consigo como símbolo de proteção. Então, mais que um adereço exótico, o “Contra-Egun” representa um emblema das pessoas que pertencem ao Candomblé ou Umbanda, religiões africanas muito populares no Brasil.

Algumas pessoas afirmam que o “Contra-Egun” pode ser utilizado nos braços, nas pernas ou na cintura. Na verdade, não. O “Contra-Egun” somente pode ser utilizado nos braços. Segundo as tradições mais antigas, ele pertence a Obaluayê. Sua confecção se dá com o corpo limpo das impurezas da carne (sexo) e com rezas de santo feitas durante todo o tempo em que se está confeccionando. Também existe a reza para se colocar o “Contra-Egun” e para retirá-lo da pessoa. Somente as pessoas iniciadas usam o artefato.

O que se usa nas pernas tem outro nome, OPACHORÔ, que também pertence a Obaluayê (Orixá), e nesse, utiliza-se um guizo preso, pois seu barulho espanta os Egúns. Já na cintura usa-se a Umbigueira que representa a ligação direta do iniciado com seu Orixá.
Quando o “obrigado” for iniciado recentemente no Candomblé ou Umbanda é instruído a usar o “Contra-Egun” quando for a lugares propícios a estes espíritos, tais como cemitérios, hospitais, delegacias, presídios, hospícios, fóruns, enfim, lugares tidos como “carregados”. Os mais experientes, quando houver indicação de alguma entidade para o uso do “Contra-Egun”. Também há necessidade de se usar o artefato quando o obrigado se encontrar com doente, que o debilite para o exercício espiritual.
Mulheres grávidas que estejam nos últimos meses de gravidez ou em qualquer mes quando da indicado pela entidade a que é submetida.

As pessoas que não pertencem às religiões africanas e que não podem usa “Contra-Egun”, possuem algumas receitas para quando houver necessidade de ir a cemitério:
deixar um copo com água no portão de casa e quando chegar lavar a sola dos sapatos. Quando isso não é possível, caso tenha que ir direto ao trabalho, por exemplo, deve-se passar em um bar, pede-se água e lava as solas dos sapatos lá mesmo. Quando entrar no cemitério, pede-se licença a quem de direito, entra-se de frente e sai de costas; ou fica-se um pouco distante das outras pessoas, pega-se umas moedas, limpa-se o seu corpo com elas e deixem-nas no portão do cemitério e sai-se de banda.

O uso do contra – egun

O “Contra-Egun” é um traçado de palha da costa trazido ao brasil pelas religiões Afro-descendentes e é geralmente usado nas nações de Candomblé e Umbandomblé. Serve para proteção contra espíritos desencarnados que atuam em baixo astral, desordem, ou em palavras populares: zombetagem. Esse traçado pode ser posto no braço, no tornozelo e/ou na barriga. A escolha de onde colocar estará diretamente ligado a doutrina e fundamento da casa.

Enquanto o filho de santo estiver usando esta proteção, estará imune a perturbação ou até mesmo da aproximação dessas energias que podem ser brandas ou revoltadas e sem nenhuma luz ou causa aparente. É claro que dependendo da energia, se o desordeiro for pagão e instruído (como um quiumba, por exemplo), até mesmo a magia do Contra-Egun pode não ser eficaz, mas no geral, é muito útil para proteção de médiuns, em especial de médiuns iniciantes onde sua coroa está aberta para todo tipo de espírito.

Ainda no Candomblé, costuma-se delegar o uso do Contra-Egun a filhos que estejam em obrigações de cabeça, como exemplo o Bori, e deve-se continuar usando-o durante o tempo estipulado pelo guia e pelo pai de santo. Este instrumento serve ainda para usarmos quando estivermos em um lugar dito “carregado”, tal como: Cemitério, Hospital, Hospício, Presídio, Delegacia, Bares, etc.

Quando estivermos com esse traçado não podemos fazer uso de bebida alcoólica, ato sexual, participar de brigas ou qualquer ato que atraia negatividade ou atue contra o preceito espiritual. É importante ressaltar que ninguém está livre de energias negativas (médium ou não), por isso até Zeladores, Ogans, Ekedjes e outras autoridades de santo usam Contra-Egun.

O Contra Eguns é instrumento ligado diretamente a Obaluaê. Seja pela palha (ponto de força deste Orixá), quanto pela influência em afastar desencarnados (almas), quanto por se tratar um amuleto de feitiçaria. Em algumas casas, este amuleto é ligado ainda aos Orixás: Ewá, Obá, Yansã e Ogum, pois também cumprem seu papel junto a palha e ao afastamento de energias negativas.

É importante lembrarmos que ao usarmos o Contra-Egun, entidades da esquerda (Exus, Pomba-Giras, Exu-Mirins, Malandros na vibração de esquerda, etc) não conseguem se aproximar do médium, então, sendo o médium passista, em gira destas entidades, não se usa este amuleto.

CONTRA-EGUN NA UMBANDA

 

Embora este amuleto seja menos frequente utilizado em terreiros de Umbanda, tem se mostrado muito eficaz, em especial para filhos recém-chegado que ainda estão aprendendo a diferenciar a presença de um espírito de baixa luz dos seus guias.

A palha é escolhida pelo filho e tal como o fio de conta (Guias) deve ser cruzada para que seja ativado seus poderes magisticos. A presença de búzios, nós ou outros tipos de fio podem ser agregados conforme a necessidade de proteção e afastamento de cada filho. Estes elementos podem ser trazidos pelo pai de santo ou pelos guias.

A manutenção destes amuletos se dá através do fumo dos guias, de banho de ervas ou até mesmo de preces, orações e velas. A Umbanda age pela simplicidade e diferente do Candomblé, trata-se de uma religião 100% brasileira que considera fundamentos no catolicismo, religiões Afros, religiões indígenas, mesa branca, etc.

A ativação de um mesmo instrumento, por exemplo “palha da costa” pode ser ativada completamente diferente entre Umbanda e Candomblé, ou ainda, mesmo que seja dentro de uma determinada religião, pode mudar de acordo com cada casa.

INDICAÇÃO PARA O USO DE CONTRA-EGUN

Se você é médium iniciante e fica tonto, perde a consciência, é tomado por pensamentos negativos, tem dificuldade em incorporar seu guia de luz, sente tristeza e sentimentos negativos constantes na gira ou em um determinado lugar, estes são fortes sintomas de que você está precisando da ajuda de um “Contra-Egun”. Procure o pai de santo de sua confiança e i

Sempre que se estiver utilizando “Contra-Egun”, o obrigado está impossibilitado de praticar sexo e de consumir bebidas alcoólicas.

Ou seja, o “Contra-Egun” somente pode ser usado por pessoas iniciadas nas religiões de origem afro.

Já as orações, os mantras e os banhos, podem ser feitos por qualquer pessoa leiga que queira espantar os Egúns maléficos de suas vidas.

Fontes :
Ler mais: http://aldeiacaboclopenabranca.webnode.com.br/news/egum-x-kiumba/
Leia Mais: A Caixa de Pandora: Egun e Contra-Egun
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Lendas das Tribos Africanas o seguinte sobre a PEMBA. sábado, jul 22 2017 


Contam as Lendas das Tribos Africanas o seguinte sobre a PEMBA.

  1. Pemba era o nome de uma gentil filha do Soba Li-u-Thab. Poderoso dono de grande região e exercendo a sua autoridade sobre um grande número de tribos. M. Pemba estava destinada a ser conservada virgem para ser oferecida às divindades da tribo, acontece porém que um audaz jovem estrangeiro, conseguiu penetrar nos sertões da África, e enamorou-se perdidamente de M. Pemba. M. Pemba por sua vez, correspondeu fervorosamente a este amor e durante algum tempo gozaram as delícias que estão reservadas aos que se amam.

Porém, não há bem que sempre dure, e o Soba poderoso foi sabedor deste amor e então, numa noite de Luar mandou degolar o jovem estrangeiro e tambémque lançassem o seu corpo no Rio Sagrado U SIL, para que os crocodilos o devorassem.

Não se pode descrever o desespero de M. Pemba, que como prova da sua dor esfregava todas as manhãs o seu corpo e rosto com o pó extraído dos Montes Brancos Kabanda e à noite, para que seu pai não soubesse dessa sua demonstração de pesar pela morte de seu amante, lavava-se nas margens do rio divino. Assim fez durante algum tempo, porém, um dia as pessoas de sua tribo que sabiam desta paixão e que assistiam ao seu banho, viram com assombro que ela se elevava no espaço ficando em seu lugar uma grande quantidade de massa branca lembrando um tubo.

Apavorados, correram a contar ao Soba o que viram, e este, desesperado quis mandar degolar todos, porém, como eles tinham passado o pó deixado por ela no rio, nas suas mãos e corpo, notaram que a cólera do Soba se esvaía tornando-se bom, e não castigando os seus servos.

Começou a correr a fama das qualidades milagrosas da massa deixada por M. Pemba e, com o nome simples de Pemba, esta atravessou muitas gerações, chegando até aos nossos dias, prestando grandes benefícios àqueles que dela se têm utilizado.

Dicionário Kibundo sábado, jul 22 2017 


dicionário Kibundo
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 Seu, Si – Pron. possessivo
A Eles – Pron. pessoal prefixo
Agô Licença
Aiélo Energia do ar
Ajô Cumprimento especial para Nkisi e Kuxikama
Akan Pano usado no peito – com laço (mulheres)
Akiese Alegre
Akobó Elemental
Akulo (PL.:Bakulo) Ancestral
Aluvunu Falso(a)
Ami Meu, Mim – Pron. possessivo
Anga Ou, então
Antomi Saboroso
Contra ponto do plexo solar – nas costas, entre as espátulas
Auetu! Assim seja!
A-Um-Imita-Nkini Protetor das grávidas
Awa Espírito da Terra
Axaxí Centro – Meio
Baná Ali
Banda Alto – Elevado
Benguê Objetos representativos
Binga (enu binga Katende) Imploro – peço – rogo – (nós imploramos Katende)
Bongolola (Ongolola) Recolhimento
Boté Centros de captação de energia (Chacras)
Bundu Fruta
Diaki Diiaki (PL.:Maiaki) Ovo
Diala (Diiala) Homem, Masculino
Dianga Bambu
Dibamba Fortuna
Dibanda Chuva forte
Dibanga (PL.:Mabanga) Ostra
Dibengu Rato
Dibilu Viramento (Santo)
Dibitu Porta
Dibuba Cachoeira
Dibuku Onda
Dibutu Abundância
Dieji Luar (Luz da Lua)
Diembe (PL.:Madiembe) Pombo, Pomba
Diesu (PL.:Mesu) Olho
Difubu Abacaxi
Dihonjo Banana
Diiaki (PL.:Maiaki) Ovo
Dijina Nome, Apelido
Diju (PL.:Maju) Dente
Dikanda Palmeira
Dikanu Boca
Dikende (PL.: Makende) Pão de milho (Bolo de Milho)
Dikota (PL.:Makota) Ancião – Primeiro na ordem de sucessão – o mais velho – o maior
Dikulo (PL.:Makulu) Espírito Antepassado
Dikundu Aro
Dilamba (PL.:Malamba) Prova
Dilanga (PL.:Malanga) Testículos
Dilenga Coroa (Rei – Rainha)
Dilenge Argola Pequena – Aro (idé)
Dilesu Lenço
Dilonga (PL.:Malonga) Prato, Bacia
Dilonga (PL.:Malonga) Prato
Dilulu Sabor amargo
Dilunga Pulseira – Argola (brincos)
Dima-ndondo Morcego
Dimatekenu Princípio, começo, início
Dimba (PL.:Madimba) Perigo
Dingi Mais, Outra vez
Dinhángua (PL.:Manhángua) Aboboreira
Dinhota Sêde
Disa (PL.: Masa) Milho
Disanga (PL.:Masanga) Ânfora, Pote
Ditama Face – rosto
Ditanga (PL.:Matanga) Abóbora
Ditókua Cinzas
Dítui (PL.:Mátui) Orelha
Diunda Arco
Divumu Abdome
Dixisa Esteira
Dizuika Pedra de amolar
Dukila Depenar
É Teu, Ti – Pron. possessivo
Ê Seu, Si – Pron. possessivo
Ê ngana! Ó Senhor! (Deus-Nkisi)
Ebá Despacho
Ebófia Erisipela
Ebuku Arroz branco feito no azeite
Ebulu Mudo
Efuku Moita
Eie Tu – Pron. pessoal absoluto
Éie Olá!
Eká Oferenda a Pambujila
Ekaia (PL.:Makaia) Folha
Ekanda Nação
Ekikila Mamão
Ekonzo Pulseira de palha
Eme Eu – Pron. pessoal absoluto
Ene Eles – Pron. pessoal absoluto
Enu Vós – Pron. pessoal absoluto – Vosso – Pron. possessivo
Enza Mundo
Esamunu (Kikongo) Profecia
Etadí (PL.:Matadí) Pedra
Eté Guloseima
Etu Nós – Pron. pessoal absoluto – Nosso – Pron. possessivo
Euindu (PL.:Mauindu) Bicho de pé
Evumbi Morto
Ezandu Mercado (Kasanji)
Ezundu Sapo
Filá Roupa de Palha
Fuá (Kikongo) Morte
Fukama Anoitecer
Fukulula Explicar ou desvendar o obscuro
Fulu-kialoki Sabão da Costa ( ao pé da letra: sabão mágico)
Fuluma Abafar
Funda Saco ou cesto de ocultista (para guardar os Buzios)
Fundama Apodrecer
Fundanga Pólvora
Fundu Acampamento
Giame Guia de contas
Hai (PL.:Jihai) Chinelo – Sandalha
Haka Poça
Haxi Doente
Hima Macaco
Hojí Leão
Holongo Antílope
Hondo Cabra
Hongolo Arco-íris
Hulukuku Comida servida em rituais de óbito
Humba Vasilha
Iaísa Apimentar
Iamuenhu Vivo
Iatetama Lua nova
Imbamba Ferragem
Ímbia Panela
Imbua Cão
Imóxi Único
Ingo Leopardo, Onça
Inji Mosca
Inzo Casa
Ioela Banho
Iparubó (Kasanji) Imolação
Iuná (PL.:Ianá) Aquele, Aquela
Iungo Energia da terra
Ixí Terra
Izô Energia do fogo
Jakuna Triturar grãos com pedras, para fazer pó
Jena Urina
Jikama Cicatrização
Jiluvia Ervilha
Jindemba Trançar os cabelos
Jinsambu Oração
Jinzebu Musgo
Jula o mesu Abrir os olhos
Kabakata Puro
Kabanda Adjunto – Auxiliar de Ebá
Kabila Pastor
Kabiribiri Cachorro – Cadela
Kafuzu Aldeão
Kahondo Cabrito – Cabrita
Kaijoko Periquito
Kalunga Mar
Kalungangombe Profundezas (além túmulo)
Kama Triturar raízes e ervas para tirar o sumo
Kamba Amigo
Kambundo Auxiliar (Cambono)
Kambuta Anão
Kamuenhú Espiritual
Kamutuê Coroa (cabecinha)
Kana! Não!
Kanga Apertar
Kangombe Novilho – Novilha – Bezerro – Bezerra
Kankúlu Cova rasa
Kasanji Frango – Franga
Kasau-sau Urtiga
Katinga Mau cheiro nas louças de assentamento
Katula Marcas ritualísticas
Kaxaxí Exterior – Fora
Kazola Primeiro filho feito (Vovó)
Keba Varejeira
Kene Sem
Kenguluka Afastar o mal
Ki Quando
Kiá
Kiabolo Podre
Kiaíba Mal
Kiala (PL.:Iala) Unha
Kialenguluka Prestes
Kialoki Mágico
Kialu Cadeira
Kiama Animal
Kiambají Exterior
Kiambote-mbote Precioso
Kiambu Preparação
Kiamene Três dias depois da ngolela
Kiana Caçar
Kianda Sereia
Kiangangama Azedo
Kiangu (PL.:Iangu) Erva
Kiankulu Muito antigo
Kiaola Amargo
Kiasema Puro
Kiatanganga Santo que vem junto (adjuntó)
Kiavoka Absurdo
Kiazaílua Apto – Preparado
Kiba Pele
Kibabu Afago
Kibasu Acha de lenha
Kibota Atoleiro
Kibukidilu Abano – Abanador
Kibulukutu Azar
Kidi Verdade
Kidikuatesa Amparo
Kidiuanu Aparição
Kiekelela Entrega – Acompanhar na dança (Santo)
Kienza Limpeza
Kifu Aborto
Kifuba Osso
Kifutu Prenda
Kifuxi Exército
Kihondo Bode
Kihundu Batizado
Kihuze Pavão
Kiiala Entidade
Kijandanda Aranha
Kijijidiku Exigência
Kijila Abstenção, Proibição
Kikasú Corda feita de cipó
Kikete Ouro
Kiketi Aço
Kikolo Sabugo de milho
Kikóue Vitória
Kikuanga (PL.:Ikuanga) Pão de mandioca
Kikuma Ódio
Kikungu Esponja
Kikutu Mistério
Kilembe Árvore da vida (sagrada)
Kiloko Maldição
Kilombo Aldeia, cidade
Kilumba Moça
Kiluminu Trovoada
Kilupu Ventania
Kima Coisa
Kimbanda Mago – Curandeiro
Kimbangi O que recebe o iniciado a cada passo da Nkenda
Kimbele Punhal
Kimbinda Vasilha de pele para água
Kimbulu Varicela
Kimbungu Lobo
Kimenga Dia dedicado às oferendas
Kiná Aquilo
Kinama (PL.:Inama) Perna
Kinanu Puxador
Kinda Cesto
Kindala Agora
Kinene Muito
Kinene-nene Absoluto
Kingongo Varíola
Kinguadi Perdigão
Kini Azul
Kinjila Avestruz
Kinsari Pantera
Kintombo Abril (mês das chuvas)
Kipata Misticismo
Kipelepelalu Preparativos, Preparação
Kipepumunu Vela
Kipokó Facão
Kirila Alforje (Nkongobila)
Kirima Vegetal
Kirimbú Mistura
Kirirí (PL.:Marirí) – Kirirí uá nxi = Colchão de ervas Colchão
Kisadí Trepadeira
Kisakidilu Agradecimento
Kisala Pena, Pluma
Kisama Tocha, archote
Kisekele Areia
Kisongo Corte no cabelo na kamutuê
Kisuko Ilha de rio ou lago
Kisukú Extremo
Kisula Mulher estéril
Kisumbe Ingredientes
Kita Feixe, Molho
Kitadi Dinheiro
Kitanda Praça – Mercado – Feira
Kitelembú Coberto
Kitololo Arrependimento
Kitonda Aplausos
Kitoto Chaga
Kitu Ânfora
Kitují Outubro (mês das flores)
Kitulu Flor
Kituxi Crime
Kiuabesu Ornamento
Kiuéie Aurora
Kiumba Alma penada
Kixaxi Palha
Kixikinu Aprovação
Kixiluanda Pirão com peixe
Kiximanu Homenagem
Kixiriximba Erva de Santa Maria
Kizelu Honestidade
Kizenzu Balde
Kizola (Nkenda = Kikongo) Amor
Kizúa Dia
Kolo Crânio
Kolombolo Galo
Kombo Agricultor
Kondé! Basta!, Chega!
Kota Mais velho(a)
Kotelele Muito acima, muito superior
Kua Pelo, Por
Kuana Cortar o cabelo
Kuateso Ajuda

Resultado de imagem para Kimbundu

Kubalumuka Erguer-se – Levantar-se
Kubalumuna Acordar – Despertar
Kubana Dar
Kubana Dar – Entregar
Kubanda Subir
Kubanda Subir – Galgar – Trepar
Kubanga Fazer
Kubangika Abandono
Kubatalala Abaixar-se
Kubeka Trazer
Kubelesela Obediência
Kubeza Adoração
Kubilula Virar
Kubinga Implorar – Pedir – Rogar
Kubolama Ajoelhar-se
Kubonga Aspergir
Kubongolola Recolher
Kubonza Aspersão
Kubuka Abanar
Kubunjika Dobrar
Kúdia (PL.:Makúdia) Comida – Comer
Kudisuitisa Preparar para enfrentar um mal
Kudisuka Aborrecer-se
Kuebi? Onde?
Kueda Passo
Kuenda Andar
Kuenda atuadi Acompanhar
Kuendela (oku ntu) Adiantar (fazer Nkenda antes dos mais antigos)
Kufirimika Colocar de barriga para baixo
Kúfua Morte
Kufukama Ajoelhar
Kufumala Defumação
Kufuta Pagar
Kuhinga-Nzambi Promessa, Jura
Kuhoka Círculo
Kuíba Maldade
Kuika Deitar fora (da camarinha)
Kuikila Acreditar
Kuixana Chamar
Kujika Fechar
Kujikula Abrir
Kujinga Dia dos cortes
Kukanda Cavar
Kukasa Sabor azedo
Kukaxi Dentro, No interior
Kukeka Brado agudo e prolongado
Kúkia Sol nascente
Kuku Vovô, Vovó
Kukuta Amarrar
Kulembele Sol poente
Kulendukilaku Humilde
Kulendula Amolecer
Kulu (PL.:Malu)
Kuluka Agachar-se
Kumuíka Iluminar – Acender velas ou tochas
Kunana Puxar
Kunda (Kikongo) Assentamento
Kundúla Confirmação
Kungunguma Brado cavo e profundo
Kunhana Roubo – Roubar
Kunoka Chuva – Chover
Kúnua Bebida
Kupamena Borrifar, Salpicar
Kupamenha (kupamenha uá Tatetu Hongolo) Espargir água
Kúria Oferenda de comida e bebida às almas
Kusaka Imolação
Kusama Carregar
Kusamanu Outono
Kusamba Celebrar
Kusata Oferecer sacrifício
Kusendela Acender
Kusoma Carregar
Kusota Procurar
Kusubula Não acabar, não terminar
Kusuka Descorar
Kusukama Pobreza
Kusukula Lavar
Kutala Olhar
Kutanu Primavera
Kutema Ferro
Kutena Poder
Kutonda Aplaudir
Kutondela Agradecer
Kutululuka Humildade
Kutuma Mandar
Kutunga Costura – Costurar
Kuvungunuka Alvorada – Alvorecer
Kuxí? Quanto (a – os -as)?
Kuxibaka Não cumprir
Kuxikama Assentamento
Kuxima Aperto
Kuxingila Invocar espíritos
Kuzaísa Advertência
Kuzakela Vestir (o Santo)
Kuzamba Pedir a bênção
Kuzámbula Profecia
Kuzangula Levantar
Kuzedíua Felicidade
Kuzeka Adormecer
Kuzola Amar
Kuzuika Amolar – Afiar
Kuzuka Moer, triturar, macerar
Lelu Hoje
Lembá oku-n-zola Amar uns aos outros
Liéji Luar (Energia da Lua)
Londama Procissão (Águas de Lembá – Almas)
Longa Aprender
Luazi Machado
Lubambu Corrente
Luenjí Lua cheia
Luinta Assobio
Lukaninu Despedida
Lukavú Cova, sepultura
Lukola Álcool
Luku Pirão
Lukuaku (PL.:Malukuaku ou Maku) Mão
Lukudá Algodão
Lumata Tomate
Lumba Coelho
Lumbi Inveja
Lumbonzo (PL.:Jimbonzo) Batata
Lumbu Muro
Lumbú uá ndokí Dia dedicado a Pambujila e Akulo (Oroxixé)
Lúmbua Salsa
Lumoxí Uma vez
Lumuenu Espelho
Lunda (Kikongo) Celebrar
Lundemba (PL.:Jindemba) Cabelo
Lunga Aro (idé)
Lunguba (PL.:Jinguba) Amendoim
Lunkiesa Agosto (mês da 8ª lua nova)
Lusambilu Altar – Gongá
Lusangelu Apresentação
Luseke Protetor dos caçadores
Lusempesu Sobremesa
Lutekamu Cruzeiro
Lutenselu Âncora (física – que se usa em magias)
Lutualu Acompanhamento
Luualu Cogumelo
Luvunu Falsidade
Mabulukutu Carvão de pedra, Carvão de coque, Hulha
Mafu Erva seca em pó
Maionga Banho de purificação
Majende Hortelã
Mají Azeite, Óleo
Makanha Erva Santa
Makanho Fumo
Makita Vento
Makóiu Bênção
Makú Mênstruo (estar de bajé)
Makutu Mentira
Malava Bebidas destiladas
Malunga (PL.:Dilunga) Argola
Mama Mãe
Mama múngua Madrinha
Mam’é! Ó minha Mãe!
Mandinga Preconceito
Marimba Música
Masuika Triângulo formado com pedras para se colocar a panela no fogo
Matarí Pedreira
Maza Água
Mazá – Zanu Ontem
Maza mabundi Sumo de ervas
Maza mburia Sumo de ervas especial
Mazadinaku Três dias antes
Mazanga (PL.:Dizanga) Pântano
Mbalalá (Kikongo) Cemitério
Mbalalé Cemitério
Mbamba Açoite
Mbambu Veneno
Mbandu Arco para flechas
Mbangu
Mbanjí Arma
Mbanze Amuleto
Mbejí Lua
Mbemba Ave
Mbenda Pancada
Mbiji Peixe
Mbimbi Vibração
Mbinga Chifres
Mbolê Mato(a)
Mbolo Pão
Mbombe Cinzas quentes
Mbonzo Tristeza
Mbório Pardal
Mbote Tudo que representa o bem, bom, amor, etc.
Mbote-etadí Imã (pedra do bem)
Mbuanana (PL.:Jimbuanana) Pulga
Mbuanza Confiança
Mbudi Carneiro, Ovelha
Mbuenga Algibeira (Caboclo)
Mbúia Prado
Mbuke Orvalho
Mbulu Paca
Mbundi Porteira, Portal, Portão
Mbundu Lamento, Pranto, Choro
Mbungula Espírito das trevas
Mbunze Anil
Mbunzu (PL.:Mibunzu) Sabão
Menga Sangue
Menha Energia da água
Mete Saliva
Miijí Grupo de pessoas da mesma origem
Mikasi hixaxi Contra-eguns
Misongo Espinhos do Dendê
Mitendu Coro – conjunto de vozes com energia
Mombe Alva (Clara – Branca)
Mona (muana) (PL.:Ana) Filho(a)
Mon’a ngulu Leitão
Mon’amúngua (Mona amúngua) Afilhado
Mon’a’xi Filho(a) da Terra
Móngua Sal
Monhi Poderoso
Mpaíka Saída
Mpambu Encruzilhada
Mpembe Amarelo
Mpumpa Solteirona
Mu ukulu Antigamente
Muadiakimi Adulto
Muanda (PL.:Ianda – Kikongo) Espírito
Muanha Sol
Mubangí Combatente, valente
Mubika Escravo
Múdia (PL.:Mídia) Tripa
Muebu Sobrinho(a)
Muende (PL.:Miende) Sardinha
Muene Ele – Pron. pessoal absoluto
Muenge Cana
Muenhu Existência, Vida
Mugingi (Mugingi uá Unvuama = Talo de Mamona) Talo
Muhatu Mulher, feminino
Muiii (PL.:Eiii) Ladrão
Muilo Luz do Sol (Energia do Sol)
Muimbu Canto (música vocal)
Muisu Pilão
Mujibi Assassino
Mujinha (PL.:Mijinha) Algodoeiro
Mukaji Esposa
Mukamba-kamba Amora
Mukanda Carta
Mukangalú Travessa
Mukata Amarrado de folhas para sacudimento
Mukekete Macieira brava
Mukenge Raposa
Muki Energia
Mukila Rabo, Cauda
Mukita-sukú Energia da Noite (oculto)
Mukoko Coqueiro
Mukokolo Alcaparra
Mukolo Amarra – Corda
Mukonda Porque
Mukongo Caçador
Mukuanhi (PL.:Akuanhi) Quem? Quais?
Mukulu Vidente
Mukuluja Vala
Mukunjí Anjo
Mulambi Cozinheiro (a)
Mulaula Neto
Mulembu (PL.:Milembu) Dedo
Mulenge Vento
Mulhenge Touca, Turbante (feminino)
Muloji Feiticeiro (a)
Mulolo Mamoeiro
Muloloki Perdão
Mulonga Ofensa
Muluangu (PL.:Maluangu) Ferreiro
Mululu Bisneto
Mulume Marido
Mulundilu Zelador
Mulundu Montanha, monte, morro
Mumbundu Preto
Mumu Aqui
Mumzumbí Chuva miúda
Mundele Branco
Mungu Amanhã
Munha Espinho
Munhako Humildade
Muongo Coluna (corpo físico)
Mupémbia Malva
Mupueta Âncora
Musakidí Bruxo(a)
Musalu Peneira
Musumu Presságio
Musungu Albino (são todos filhos de Tatetu Lembá)
Mutakalomba Caça (animal de)
Mutakanga Oliveira
Mutombe Batedor, guia, condutor de caça, seguidor de pista
Mutombo Bagre(peixe) frito no dendê
Mutomo Primeiros sinais de um trabalho
Mutona Atum
Mutonde Agradecido
Mutoto Argila
Mutu (PL.:Atu) Pessoa
Mutudi Viúva
Mutuê Cabeça
Muvunge Protetor
Muxi (PL.: Mixi) Pau, Árvore, Madeira
Muxikí Músico
Múxikongo Quem sai da Terra de Kongo
Muxima Coração (Voz interior)
Muxinga Chicote – Açoite
Muxingibi Invocador de espíritos
Muxitu Mata
Muzambu Adivinhação
Muzangala Moço
Muzeze Acácia
Muzondo (PL.:Mizondo) Uva
Muzuze Assador
Ndâlu Saia
Ndamba Creme usado para untar “katula”
Ndandu Abraço, Parente
Ndembu Perfume, Aroma, Essência
Ndende Azeite de Palma
Ndenge Menor, mais novo, pequeno
Ndiba Massa
Ndojí Sonho
Ndose Vulto
Nduku Caverna
Ndumbe Aprendiz
Ndumbú Prostituta
Ndumuka Salto – Pulo
Ndungu Pimenta
Nfinda Floresta
Nfite Formiga
Nfunfu
Ngala Alegria, Roupa de festa
Ngamba Enviado Divino
Ngana Senhor – Deus, Nkisi e seres especiais
Nganga Santo, Divino
Ngangu Conhecimento, saber, sabedoria
Nganhu Êxito
Ngela Poente
Ngelelu Condimento
Ngi Eu – Pron. pessoal prefixo
Ngijí Rio
Ngó Só – Somente
Ngolela Oferenda
Ngolo Energia
Ngolu Zebra
Ngombe Touro, vaca
Ngombo Boiadeiro, vaqueiro
Ngonga Águia
Ngonge Aviso
Ngote Tronqueira
Nguadi Perdiz
Nguba Amêndoa – Abrigo
Ngulu Porco, Porca
Ngumbe Codorniz
Ngunji Pilar
Ngunza Ajudante
Nguzu Força
Nhiki Abelha
Nhoka Cobra
Ni E, com
Niáxa Bicho, animal
Njende Verme
Njila Rua, Abertura, Passagem
Njimba Moela
Njinda Cólera
Njungu Louro
Nkadi-o-Mpemba Espirito do Mau
Nkangí Sábio
Nkanjí Ânsia, Anseio, Vontade
Nkelê Fio de contas de proteção ao iniciado
Nkelekelo Preceitos
Nkelu Altivo
Nkembu ndongo Palmas ritualísticas
Nkenda Caminho interior (para dentro de si mesmo)
Nkenda (kikongo) Amor
Nkinzi Festa do Santo
Nkisi (PL.:Mikisi) Energia Divina
Nkitu Esterilidade
Nkixí Ídolo – Representação Espiritual de Animais ou Elementais
Nkoba Adivinhação
Nkobi Ídolo – Ser protetor e cobrador das promessas e acordos
Nkoko Poça de água estagnada
Nkongo Pescoceira – (Kelê)
Nkongo (kikongo) Caçador
Nkonka Vaso de barro com a boca larga
Nkonko Prego – Cajado
Nkuikidí Místico, devoto
Nkuikini Crente
Nkumba Umbigo
Nkumba hixaxi Umbigueira
Nkundi Mensageiro, carteiro
Nkusu Papagaio
Nkutu Saco – Saca
Nlele Roupa, vestimenta
Nlenge Ar
Nlengu Andorinha
Nloloke Absolvição
Nloloki Absolvidor
Nlongi Professor
Nlukumuni Procriação
Nlulu Funcho
Nlumba Lebre
Nlundi Guardião
Nsaba Ervas medicinais
Nsambu Ritual
Nsanga Guia de miçangas
Nsasala Planta mágica
Nsengi Lagarto
Nsongu Angústia
Nsuka Mau êxito
Nsuluki Anil
Nsunda Ser de grande poder
Nsunga Aroma
Ntadí Moeda
Ntadidí Auxiliar
Ntambi Óbito – Falecimento
Ntomo Sabor
Ntonta Experiência
Ntubudí Ventarola
Ntumua Enviado
Nu Vós – Pron. pessoal prefixo
Nvatilú Tridente, garfo
Nvu (PL.:Manvu) Ano
Nvungu Abutre
Nxí Ervas litúrgicas
Nxima Acordo – Trato
Nzabala Aura
Nzakí Cedo
Nzala Fome
Nzamba Elefante
Nzambi Deus
Nzambi ikale ni enhe! Expressão de despedida – Que Deus lhe acompanhe!
Nzambudi Profeta
Nzenjí Açúcar
Nzo (Kikongo) Casa
Nzojí (Kikongo) Sonho
Nzola Afeição
Nzo-lambi Cozinha
Nzombo Verdade
Nzumbi Espírito – Alma
Nzunu Nariz
O A (artigo)
Oberó Alguidar de barro
Ojá Pano usado no Peito amarrado no ombro (homens)
Oko Aí, nesse lugar
Ongolola (Bongolola) Recolhimento
Paku Arruda
Pala Para
Pokó (PL.:Jipokó) Faca
Riéji Lua
Samakaka Pano usado na cintura
Sambilê (também Sambilú) Capela, local de preces
Sambulua Consagrar
Sanjí Galinha
Sanzá Cesto de vime
Sanzumuna Sacudimento
Sekají Tia
Soba Senhor – patrão, chefe, autoridades, etc.
Sosa Lança
Suekí Dia de luz
Sukú ia kalunga Morte – ao pé da letra = escuridão do cemitério
Takula Dandá da Costa
Tanáku! Expressão de recepção com alegria
Tangu Ramo
Tata Pai
Tata-múngua Padrinho
Tat’é! Ó meu Pai!
Tavula Papa – Mingau
Temba Tudo que representa o mal
Tíia – Tuia (Kikongo) Pólvora
Tongama Limpeza da casa no último dia do ritual de óbito (oitavo dia)
Tu Nós – Pron. pessoal prefixo
Tukú Pena colorida de ave
U Tu, Ele – Pron. pessoal prefixo
De, Do, Da
Uakidi VERDADEIRO
Ualua Cerveja
Uanda Primeiro dia do ano
Uanda Rede
Uembu Concórdia
Uemita Grávida
Uhaxi Doença
Uhaxi Moléstia, Doença
Uikí Mel
Uísu Verdura
Ujitu Presente
Ukalunga Praia
Ukamba Amizade
Ukexilú Dons para-normais
Ukindi Honra
Ukundu Erva Leiteira
Ulokelu Modo de fazer ou preparar um feitiço
Ulumba Mocidade feminina
Ulungu Canoa
Umbanda Magia – Cura – Medicina
Umone Vidência
Unana Alpiste
Undandu Parentesco
Undingi Vaso para água, Porrão
Undu Óleo consagrado
Unhoxi Vespa
Unkólua Alcoolismo
Unkulu Avô, Avó
Unlodí (Kikongo) Tridente, garfo
Unvuama Mamona
Unvunji Ingenuidade
Unzambi Divindade
Uoma Medo
Uondeka Por de molho
Usuku (PL.:Mausuku) Noite
Uta Espingarda
Utuma Argila
Uzangala Mocidade masculina
Valanganza Caveira
Valumuna Corte de cabelo
Viangongo Fogo
Visi (PL.:Ivisi) Osso
Xala! Adeus!
Xal’é! Adeus!
Xilivisu Trabalho
Xilú Patuá
Xima Abrir buraco
Xima kiambe Pote do bom poder
Xingu Pescoço
Xitu Carne
Xorô Ritualística (que se usa no ritual – como fazer o ritual)
Yangi Pedra porosa pertencente a Pambujila
Zalata Alface
Zanu – Mazá Ontem
Zoama Apiedar-se
Zolela Agradar
Resultado de imagem para KimbunduO IDIOMA  KIMBUNDU
 

O Idioma kimbundu pertence ao grande grupo de família das línguas africanas designada por “bantu”. Bantu significa pessoas e é o plural de muntu. Em kimbundo mutu é o nome que significa pessoa, sendo o plural atu. Todas a línguas do grupo Bantu, possuem o mesmo parentesco que notamos por exemplo entre as línguas neo-latinas, tendo sido por isso mesmo enquadradas neste grupo (grupo Bantu). O povo bantu faz referencia aos indivíduos pertencentes a este grupo linguistico, mas não constituem um grupo isolado mas a união de vários povos ao qual pertencem segundo uma classificação feita pela semelhança da linguagem. Portanto não devemos falar em língua bantu e sim em línguas bantu, ou civilizações bantu porque inúmeras são as línguas e as civilizações ou povos que estão enquadrados neste grupo, tendo em comum somente o elo do parentesco da linguagem que sugere pela grande semelhança, um tronco comum de origem, mas que apresentam no entanto diversidades socias, culturais e políticas, mudanças essas ocorridas provavelmente ao longo do tempo. Esta semelhança da linguagem, faz supor evidentemente uma língua e até mesmo um lugar comum de origem desses povos, que acabou por dar devido a circunstancias históricas os diversos grupos com seus costumes e línguas diferentes (embora identifiquemos o parentesco linguistico). Atualmente o Kimbundu é falado por muitas pessoas. Chamamos de kimbundu, ou língua de Angola, por ser a língua geral do antigo reino de Ngola e ser a primeira a ter a honra de ser estudada e traduzida pelos Europeus.

O Nome da Língua

Em gramática Heli Chatelain, faz o seguinte comentário:

“Na literatura portuguesa e estrangeira esta lingua era conhecida até hoje sob o nome de “lingua bunda”, ao passo que entre os brancos de Angola é mais conhecida como “ambundo”. Cientificamente, porém, nem uma nem outra destas denominações é admissível: a primeira por ser quase um termo obsceno na lingua que pretende designar, a segunda porque significa ” os pretos” e não a sua linguagem, ambas por não serem usadas pelos indigenas que falam a lingua em questão. ” Kimbundu” pelo contrário, é o termo vernaculo, dizendo os pretos de Angola, os a-mbumdu: o kimbundu, em kimbundu, falar kimbundu, mas nunca falar ambundo ou bundo ou bunda. Os vocábulos mu-mbundu, um preto, ou uma preta, a-mbundu, pretos ou pretas e ki-mbundu, linguagem dos pretos constam como base comum mbundu e dos prefixos mu-, a-, ki-, significando mu- pessoa, a- pessoas e ki linguagem. Concorda com isto com o que se nota nas linguas da familia bantu, a qual peretence também o nosso kimbundu, sendo o prefixo ki- o que mais se emprega nelas para designar linguagem. Algumas tribos pronunciam o txi- (tyi), xi-, si-, isi-, se-, outras preferem-lhe os prefixos u- ou lu-, outras, mais raras, contentam-se com a base sem acrescentamento de prefixo algum. Assim, sem sairmos da Provincia de Angola, os Congueses ou Exi-Kongo chamam a sua lingua kixikongo, os habitantes do Bailundo e do Bihe, os I-mbundu, a sua u-mbundu, ao passo que os Akua-Mbamba denominam o seu dialeto simplesmente “mbamba”. É pois nossa opinião que, se quisermos falar corretamente, devemos dizer “o kimbundu”, “o umbundu”, mas não “a língua kimbundu ou umbundu”, porque ki- e u- já significam língua. Não recomendamos tampouco o uso de “lingua mbundu” a não ser que se lhe junte: De Angola ou de Benguela (Bangela) para obviar a confusão que, de outra forma, seria inevitável.”

Orúko sábado, jul 22 2017 


“O presente texto pretende mostrar a importância dada pelos Yorùbá tradicionais à escolha do nome pessoal (Orúko) de seus filhos e anunciado no ritual denominado “Ikómojáde”, bem como sua correspondência dentro do Processo Iniciático para Òrìsà ou “Feitura de Santo” no Candomblé de raízes Kétu.”

Segundo maior grupo étnico da Nigéria, dentre os cerca de 250 grupos étnicos existentes, os Yorùbá estão presentes principalmente em estados localizados no sudoeste nigeriano, onde é maioria, e ainda em algumas cidades da República do Benin (antigo Daomé).

A história deste povo tem início antes da era cristã. Eles fizeram parte de um dos grandes Impérios constituídos na região hoje ocupada pela Nigéria: O Império Yorùbá.

Segundo as tradições locais, que mistura dados históricos com mitológicos, o Império Yorùbá tem início com a chegada de “Odùduwà” e seus seguidores, na região onde hoje é a cidade de Ifè, no estado de Òsún; ele teria expulsado os líderes locais e iniciado ali o seu reinado.

Após estabelecer o reino de Ifè, Odùduwà teria enviado seus filhos para a conquista de terras vizinhas, assim, a partir do reino de Ifè outros reinos foram estabelecidos pelos seus descendentes. Esses reinos evoluíram ao longo dos séculos, baseados no comércio e na agricultura.

Do contato com os primeiros europeus, a partir do século XV, resultou a colonização da Nigéria pelos ingleses no final do século XIX, mas mesmo com a administração inglesa, os Yorùbá mantém o seu sistema de governo tradicional, que hoje procura conviver com o governo civil presidencialista.

Atualmente, antigos costumes como a escolha do nome de uma criança, só são mantidos pelos Yorùbá mais tradicionais, no entanto essa prática era comum antes da introdução dos costumes ocidentais.

Para entender a importância da escolha do nome, precisamos ter uma noção da religiosidade Yorùbá e da importância dada à “palavra”, por esse povo de tradição oral que só conhece a escrita a partir do contato com os colonizadores.

Os Yorùbá concebem que a existência transcorre em dois planos: no aiyé, isto é, o universo físico com todos os seres naturais que o habitam, e no òrun, o espaço sobrenatural, um mundo  paralelo ao mundo real, habitado pelos espíritos de seus ancestrais.

A religião tradicional Yorùbá consiste no culto à Olóòrun, o “Criador do aiyé e do òrun”, através de “ancestrais divinizados” denominados Òrìsà. Os Yorùbá acreditam que os Òrìsà são uma extensão de Olóòrun, que através deles intervém nos problemas humanos, sendo assim rezando para “Eles”, podem interferir positivamente em suas vidas.

Òrúnmìlá é considerado o precursor e estruturador da “religião” dos Yorùbá. Acreditam que ele introduziu em Ifè a prática da consulta ao “Oráculo de Ifá”, através da qual, pela utilização de alguns “instrumentos”, o Bàbáláwo (Sacerdote de Ifá) verifica o destino de uma pessoa, que é traduzido por signos gráficos denominados “Odù”.

Para os Yorùbá, a palavra conduz um poder de realização, denominado “Àse”, que coloca em movimento e desperta as forças que estão estáticas nas coisas. Cada palavra proferida é única, ela comunica a experiência de uma geração à outra, transmite o Àse dos antepassados à geração do presente.

Sikiru Salami  diz que: “A palavra, considerada elemento de origem divina, força fundamental emanada do próprio Ser Supremo, é, ela própria, instrumento de criação. Considerada um dom do pré-existente serve de instrumento à materialização e exteriorização de forças vitais” (Sikiru Salami, 1997, p. 44).

            Por ocasião do nascimento dos filhos, a mulher Yorùbá e o recém-nascido permanecem em casa até o dia do Ikómojáde, ritual tradicional durante o qual o nome da criança é anunciado para a família e para a comunidade. O Ikómojáde é uma prática antiga entre os Yorùbá, e tem por objetivos anunciar o nome da criança, dar a ela as boas vindas e felicitar os seus pais.

Tradicionalmente, se a criança era um menino, recebia o nome no nono dia de vida, se era uma menina, no sétimo dia, e se eram gêmeos, no oitavo dia. Nos dias atuais, a escolha tem acontecido no oitavo dia, independente do gênero e número de crianças nascidas.

Antes porém, do Ikómojáde, no terceiro dia após o nascimento, um Bàbáláwo é chamado para realizar o Àkosèjayè, ritual divinatório que objetiva obter dados a respeito do destino do novo membro que está chegando para aquela família e indagar sobre seu futuro. São verificados quais os Odù que direcionam a vida da criança, e como conseqüência quais “Èèwò” (interdições alimentares e de conduta) que a criança deverá obedecer para facilitar seu desenvolvimento material e espiritual.

O nome, que deve ser escolhido previamente ao dia da cerimônia, pode ter a influência das circunstâncias que cercam o nascimento da criança, sendo nesse caso denominado“Orúko Àmútoruwá” (nome trazido ao nascer) ou “Isomolóruko” (ato de escolher o nome do recém nascido, com a observância à cerca do fato). Os orúko àmútoruwá ou isomolóruko indicam circunstâncias da gestação ou do parto,  circunstâncias familiares ou da sua comunidade.

Dentre os orúko àmútoruwá os mais importantes são os relacionados a gêmeos: O nome do primeiro nascido será sempre Taiwo (experimentar a vida), e o último sempre Kèhìndé (último a chegar). A criança nascida após a gestação de gêmeos recebe o nome de IdowuIge é o nome dado à criança nascida com apresentação dos pés; Dàda, o nome dado á criança nascida com cabelos encaracolados.Resultado de imagem para orúko

São exemplos de nomes determinados por circunstâncias familiares: Bàbátúndé (papai retornou), dado à criança nascida após a morte de um avô e Ìyábo (mamãe retornou), dado à criança nascida após a morte da avó.

Se uma criança nasce durante o Ano Novo ou durante um Festival Anual, recebe o nome de Àbíodún.

Se a criança não traz um nome ao nascer, ou seja, um orúko àmútoruwá, a família terá que decidir pela sua escolha, sendo nesse caso  denominado “Orúko Àbíso”.

Há um provérbio yorùbá que diz: “os pais devem sempre olhar para a sua casa, antes de escolher o nome de uma criança”, devendo-se entender a  palavra ‘casa’, como a ‘família’. Os orúko àbiso são escolhidos após um estudo sobre a família, em aspectos como profissão, ancestralidade, òrìsà cultuado, etc.

A grande importância dada ao orúko àbíso é que, segundo o entendimento Yorùbá, ele irá refletir diretamente na vida daquele indivíduo. Esse entendimento está relacionado à importância atribuída à “palavra”, ou seja, à medida que aquele nome é pronunciado estará agindo na vida e no comportamento daquele que o carrega, logo, a escolha do “nome ideal” é uma tarefa muito importante, pois é por este nome que o indivíduo será chamado durante toda a sua vida.

A criança nascida em uma família que cultua o Òrìsà Ògún pode receber um nome que evidencia essecompromisso: Ògúndo (Ògún traz/trouxe prosperidade) ou Àgbèdédo ( a forja trouxe prosperidade); se for Sòngó: ngódéye (ngó trouxe este filho) ou  ngóbunmi (ngó me deu de presente).

Alguns orúko àbíso:

 

Masculinos Femininos
– Àbíáyomi (nascido para me trazer alegria) – Dáyo (alegria alcançada)
– Akin (homem valente) – Àyomidé (minha alegria chegou)
– Àyodélé (alegria vem ao lar) – Fúnmiláyo (deu-me felicidade)
– Olákúndé (o valoroso chegou) – Olábunmi (minha honra foi recompensada)

Tradicionalmente o Ikómojáde acontece fora da casa, ao ar livre, de forma que os pés descalços da criança possam tocar à terra pela primeira vez. A cerimônia marcará a primeira vez que a criança e sua mãe saem de casa. Dentre os convidados estão parentes e membros da comunidade, que vêm dar as boas vindas à criança e felicitações aos pais.

A mãe da criança a apresenta à um ancião da família, que realizará o Ikómojáde. O papel que os anciões da família exercem no Ikómojáde tem uma importância simbólica e tradicional: eles acreditam que a criança veio de onde eles se preparam para ir, o òrun, por causa desse laço, o ancião da família deve ser o primeiro a guiar os primeiros passos da criança recém chegada.

No Ikómojáde uma série de elementos são utilizados: epo-pupa (azeite de dendê), oyin (mel), obi e orogbo (noz de cola), atare (pimenta da costa), omi (água), ìrèkè (cana-de-açucar), iyò (sal), òti (bebida destilada), etc.

Cada um desses elementos é encostado na cabeça da criança e em sua boca, enquanto se recita as suas propriedades vitais. Ao apresentar esses elementos à criança, pretende-se que cada um deles forneça a ela um determinado atributo, relacionado ao seu significado simbólico. Assim, o obi é utilizado para protegê-la da doença e da morte prematura; a pimenta da costa favorece a vitória sobre os inimigos e obstáculos ao longo da vida; o sal é voto de longevidade; a cana-de-açúcar e o mel são usados para atrair circunstâncias agradáveis; etc. Depois que cada elemento é oferecido à criança, será oferecido também a todos os presentes.

Depois que a criança recebe a força desses elementos, seu nome lhe é atribuído por meio de uma recitação que pede sucesso, saúde e felicidade. A cerimônia termina com uma grande festa.

A partir da colonização da Nigéria pela Inglaterra, os Yorùbá passam a usar nomes com influência cristã e islâmica. Algumas famílias, no entanto, usam o nome principal de acordo com o modelo ocidental, deixando para o sobrenome o nome tradicional Yòrubá.

No nosso entender, tendo como referência autores como Juana Elbein dos Santos, o “Terreiro de Candomblé” surge no Brasil do século XIX, como uma necessidade de recriar o espaço geográfico Yorùbá, assim como as suas relações familiares, perdidas com o tráfico de escravos. Os laços de parentesco deixam de ser de sangue, para ser simbólicos, no entanto o objetivo é reproduzir a família Yorùbá tradicional.

Dentro desse contexto é que acreditamos que muitos dos gestos e atitudes que reproduzimos hoje em nossas “Casas de Santo”, são as reproduções do dia a dia desse povo.

Não estamos querendo com isso diminuir o valor dos rituais praticados, mais sim simplificá-los e entendê-los dentro de um contexto cultural diferente do nosso.

Assim é que analisamos o Ikómojáde dentro do Processo Iniciático para Òrìsà ou “Feitura de Santo” nos Candomblé de raízes Kétu no Brasil.

A Iniciação para Òrìsà implica numa “morte simbólica” e no “renascimento” para uma nova vida, vida esta consagrada ao òrìsà. Dentro desse processo, a primeira parte é dedicada a uma “gestação simbólica” em que se reproduz a vida no ventre materno. O novo indivíduo “nasce” e como acontece em território yorùbá tem lugar o Àkosèjayè.

O indivíduo nasceu, foi verificado o seu destino (odù) e precisa receber um nome, o qual será anunciado em cerimônia pública, também denominada de Ikómojáde ou “Dia do nome”.

No Brasil, nem sempre o nome é escolhido pelo Bàbálòrìsà ou Ìyálòrìsà, há casos em que o iniciado tem que receber o nome através de “sonho”.

Pelas características dos Orúko  encontrados entre os adeptos do Candomblé brasileiro, percebemos que se tratam de Orúko àbíso, e ainda que, na maioria das vezes, fazem referência ao òrìsà individual daquele indivíduo:

“…Um dos aspectos importante que define cada grupo de iniciados é o fato de trazer diante do nome de iniciação um nome genérico comum a todos os que pertencem a um determinado òrìsà: Òrìsàlá – Iwin (Iwin-tólá, Iwin-múìwá, Iwin-solá, Iwin-dùnsí); Obalúaiyé – Iji (Iji-lánà, Iji-bùmi, Iji-dare); Nana – Na (Na-dógiyá, Na-jide); Sangó – Oba (Oba-téru, Oba-bìyì, Oba-tosi) (Juana Elbein dos Santos, 2002, p. 35).

Diferentemente do que ocorre em território Yorùbá o novo nome não é anunciado por um membro mais velho da comunidade, é o próprio Òrìsà quem o proclama.

Depois de toda essa exposição o que  queremos deixar para reflexão é o seguinte: vimos que entre os Yorùbá tradicionais a escolha do nome é de vital importância, pois acreditam que ele irá refletir diretamente no comportamento e na vida daquele indivíduo, por que então em algumas de nossa “Casas de santo” a pronúncia desse novo nome é um tabu? Chegando mesmo em algumas delas  a ser omitido até mesmo do filho-de-santo!

Se estivermos reproduzindo a família e a comunidade Yorùbá dispersadas pelo tráfico de escravos no passado, por que não fazer desses costumes uma prática mais natural? Ou habitual?

Referências Bibliográficas:

– Projeto final dos alunos do “Programa de Idioma Yorùbá”, oferecido pela Universidade de Geórgia, dentro do “Programa de Idiomas Africanos”, no período de 1996 à 1998 (www.uga.edu/aflang/YORUBA/ODUDUWA);

– Santos, Juana Elbein dos. “Os Nagô e a morte: Pàde, Àsèsè e o culto Égun na Bahia”, Vozes, 1986;

– Sikiru Salami (Prof. King). “Ogum. Dor e Júbilo nos Rituais de Morte”, Editora Oduduwa, 1997;

– Texto: “Nigéria: um país de contrastes”, por Ulisses Manaia da Silva, 2007

Ekó – Acassá sábado, jul 22 2017 


ACASSÁ
Chamado de  Oggi  ou ékọ  e também  Agidi  na  Nigéria,  de  Kafa,  makumé no  Togo e  de  Akassa  e Lio no Benin, o acaçá brasileiro, assim como nas demais  tradições, tem como  matéria prima  o milho, produto  este que foi introduzido  na  Nigéria  segundo  pesquisas,  pelos  Portugueses no século XVI.  

O consumo  do  ékọ  em  larga  escala  na  cultura africana  em especial a Yorùbá é determinado por seu elemento de origem, o milho! Conhecido na Nigéria por diferentes nomes a depender do vernáculo, em yorùbá como agbado ou igbado assim como yangan, pelos Hausa por masara ou dawarmasara,  já  os  Ibo o  chamam  de  àgbàdo e oka,  os Bini o denominam  oka
O  milho tem um papel  fundamental  na  alimentação tradicional   dos   nigerianos, e  é   ainda mais   importante  na  alimentação  de doentes  e  de  crianças  em  fase  de   desmame,  não podemos  esquecer sua função  no  tocante  as  questões  religiosas. Dizia Verger:  “As varias partes  do  milho  entram  na  composição  de  trabalhos pertencentes sobretudo ao campo mágico”.
O milho esta associado simbolicamente  com  riqueza,  prosperidade,  abundância,  sorte,  fertilidade, multiplicação  e  vitoria  dentre  outros   fatores.
A  folha da Bananeira tem como nome tradicional Eweógẹdẹ, é razoável pensar que por seu frequente uso no preparo do acaçá no Brasil, passou a ser denominada por alguns de EweEkó, apontada como: “a folha de uma determinada espécie de bananeira  do mato”, informa Mãe  Beata.
A pergunta a ser feita é: porque Ewe Ekó para a folha da bananeira, e não Ewe acaçá, visto que  é  por  este  nome  e não Ékọ que esta comida ficou conhecida no Brasil. Um dos fatores que nos levam a crer que o nome da folha da bananeira não deveria estar veiculada ao ékọ, é que: o advento do milho na África é posterior ao da banana; assim o nome original da folha estava relacionado ao fruto em questão, e não ao alimento que posteriormente ela envolveria, já escrevia Verger: “Um caso interessante é o da àgbàdo, nome yorùbá do milho, planta originaria da América e introduzida na África em  tempos  recente”. Ékọ ao contrario do que apontam alguns, não é o nome yorùbá da folha da bananeira, e sim o nome dado a Jaca ou Graviola denominadas: Ékọ òyìbó ou ọmọdé, além de que, em sua obra, Verger relata todos as variantes dos nomes yorùbá  relacionados a bananeira e suas folhas, Ewé ékọ não faz parte desta lista, ao traduzir o nome desta folha em um dos preparados magicos “işẹgun inira” o nome Ewe ọgẹdẹ omini, foi traduzido como: Folha de bananeira. 
Em relação ao uso do  acaçá para as  divindades, diz Maria Inês Couto de  Almeida, Ifatosin ao abordar  Obatala  (Oxalá) em sua obra: “A comida de Orisa’nlá não deve levar sal nem pimenta. Além de igbin, oferece-se orogbo, côco, egbo, ékọ funfun (acaçá) em número de 16 ou 32, enrolados numa folha de ewe-iran (árvore nigeriana)”*. Juana Elbein afirma: “Retirado seu involucro verde, ele constitue a comida dos orisa funfun” e  cita que a folha com esta finalidade dentre os Yorùbá é oriunda  de  uma planta  denominada  por ela de  ÈPÀPÓ.
Ewe eeran.
EKÓ

 


Nas oportunidades que tivemos de estar em solo Yorùbá, notamos que uma das folhas usada para envolver o Ékọ foi denominada Ewe Eerán grifada por Ifatosin como Iran, (Thaumatococcus  daniellii). 

Muito embora, diferentemente do que colocou Ifatosin, não se trate de uma árvore, Ifatosin diz: “ékọ funfun (acaçá) em número de 16 ou 32, enrolados numa folha de ewe-iran (árvore nigeriana)…” esta folha que uma vez “enrolada”ao alimento, facilmente  será confundida com a folha  de  bananeira  dada  a   sua  textura. Mesmo  com seu  uso frequente  na  Nigéria  para   envolver  o  ẹkọ, Ewe Erán  não  passou a  ser  denominada  Ewe ékọ pelos  que   fazem  uso  desta. Outra folha  muito  usada no  estado de  Oyó, é  a Ewe  Gédu,  oriunda da árvore do mesmo nome,  a qual  tivemos  a   oportunidade de  tocá-la  e sentir sua textura que lembra a língua de um gato. Bobola, filho  do respeitado Awişé  de Oşogbo  Babalawo Elebuibom, o qual  nos causou, imenso  prazer ao  conhece-lo, informou-me o nome de outra folha usada para o mesmo  fim que a folha de eerán em Oşogbo, é a Ewe Gbodogi,  folha  esta, que também era usada para cobrir as casas na antiguidade, fato que  pode ser constatado no  oriki  de Logun  Edé:



“Òjo pá gbodogi ró woro woro”.  

 
Wande Abinbola aumenta ainda mais a lista quando relata o uso da folha de mamona, Ewe Lara como invólucro do ékọ. Muito embora o ékọ esteja estreitamente ligado à Oişa’nlá, o mesmo não se da com a bananeira, que por muitos é atribuída Şango, por outros à Iroko (Loko) e Eşu. José Flavio Pessoa de Barros e Eduardo Napoleão na obra EWÉ ÒRÌŞÀ, ressaltam: “Embora o acaçá seja o alimento predileto de Oxalá, a este orixá são atribuídas apenas às folhas de banana-prata, pois a banana-d água (ógẹdẹọmìnì) é um dos seus principais “ẹwọ” (interdito), como também é para Oiá”. Aqui dois pontos conflitantes, o primeiro é que diferentemente do que foi colocado, o principal alimento de Oxalá é o Igbin (caracol), outro é que o nome yorùbá ọgẹdẹọmini, esta relacionado à planta como um todo e não a folha ou uma variedade desta, assim como o termo ógẹdẹ abo, ógẹdẹ loboyọ e ógẹdẹ párántà, registrados por Verger. Já a Banana d’água (denominada ọgẹdẹọmìni por José B. E Eduardo N.) também chamada banana-nanica e tem como nome científico: Musa Cavendishii e foi identificada por Verger como ọgẹdẹ-ntiti oyinbo, talvez o equivoco esteja no nome yorùbá, ỌMINI (ọmi-ni) o que no primeiro momento nos leva a interpretar como ser ou ter – água – muito embora a grafia para água em yorùbá seja – OMI.
Da analise destas informações podemos afirmar que não é a folha da bananeira que torna o ékọ propicio a Oxalá e sim o preparado a base de agbado funfun, pois algumas bananeiras chegam a ser até  um  dos seus interditos, segundo José Flavio e Eduardo. 

Há quem afirme que, o ato de enrolar a massa – ékọ na folha da bananeira, é o que a transforma (a massa) em acaçá. Não podemos assim crer, que é a folha da bananeira a responsável por esta transformação, uma vez que independente da folha que esta comida esteja envolta ela sempre será denominada ékọ nome yorùbá do acaçá no Brasil. Se formos levar em consideração o fato de que a massa de milho ékọ, só se torna acaçá depois de envolvido na folha de banana; Em sendo assim, Obatala em muitos lugares na Nigéria não se alimenta do acaçá, e sim de ékọ, pois como podemos ver a folha da bananeira não é a mais usada na Nigéria. Juana escreve que: “O àkàsà (escrito àkàşù por Abrahan) é um àpólàékọ, isto é, um pedaço de uma porção de ẹko sólido…Essa porção ou este pedaço é envolvido em folhas de uma planta…Cada um desses pacotinhos de ẹkọ recebe o nome de àkàsà”. Podemos  encontrar  dentro  do  dicionário  yorùbá,  a  palavra  àpólà  – significa: lenho ou pedaço de madeira– numa alusão clara à parte de um todo; ainda com o apoio do dicionário, encontraremos o termo citado por Abrahan-àkaşu, subs:. Um grande tabuleiro, de massa de agidi (milho branco), o que é contraponto à afirmação de Juana, que aponta o akasa como partes da massa ékọ, embora o termo àkaşrelata algo em seu todo, não fragmentado. Se unirmos o termo  àpólààkàşù, encontraremos referencia à – “um pedaço (parte) do todo”, assim, um  acaçá seria  um  àpólààkàşù  e  não um  àpólàékọ.
No pensamento  de Juana não é o uso da folha, e sim sua divisão/fragmentação que determinam  a diferença entre A e B (àkàsà) e (ékọ), fato  que  não ocorre em África, onde  a massa  enrolada em qualquer folha é denominada ékọ, se esta massa  não chegar ao ponto sólido  e  frio  será denominado ogigbona.

A palavra que identifica a mesma massa de milho na língua ewe-fon é akassa, próxima na ortografia do termo usado por Juana, akasa, muito embora o termo akassa em Fon é o mesmo usado tanto para a massa envolta em folha quanto a massa por si só. Em um verso do Odu Ogbe-Okanran, encontramos esta divisão da massa em pedaços dentro de um sacrifício prescrito: “Ifá  diz: alguém não esta bem; este  alguém  deve fazer  um  sacrifício para  que  se torne  capaz  de comer, ou um bebê de colo está doente e não  consegue  comer nada;  devemos  fazer  um  sacrificio  para que ele possa comer  novamente: Um bode, cento e vinte pedaços  de  mingau  de  milho  (ẹkọ)   e  três  shillings  é  o  sacrifício  exigido” Bascom.
Embora a  divisão da massa esteja  presente no Itan, este fato não muda o nome usado pelo informante do Bascom para identificar a massa de milho. A folha  da  banana não  seria o  segredo do ékọ como afirmam alguns, ele poderia ser enrolado  em outras  folhas,  como já pode ser observado no decorrer deste texto. Ominderewa diz: “Na verdade, deveria se utilizar não a folha de bananeira, mais uma folha parecida”, e pontua, o uso da folha da mamona-branca (Ewe-lara funfun) em algumas casas, a mesma  afirmação é feita por Beata de Iemanja, que diz: “Vários axés não fazem  uso  da folha de bananeira para envolver o acaçá” e afirma não considerar  errado  o fato de  não enrolar o acaçá, o importante segundo ela é: “a sua presença como oferenda”. 

O fato é que,  ao oferecê-lo como alimento propiciatório à divindade, a folha deve ser  retirada  e de  nada mais serve  ao orixá  o  qual  foi ofertado, talvez, e só  talvez,  seja  este  fato que  esteja  levando  alguns  a  abrir   mão do uso da folha. “Retirado se seu invólucro verde, ele constitui a comida dos orisa funfun” afirma Juana Elbein. Isto  faz crer  que, como alimento ritual dedicado a outra divindade,  que  não  seja funfun,  por exemplo, Şango,  a  folha  não  deva ser  removida? Por mais uma vez  somos obrigados a  não concordar! Ela vai além para determinar que: “Envolvido numa folha verde… é simbolo de um ser e, como tal,…pode  representar  qualquer  animal  ou  mesmo substituir um ser humano”. Juana  aponta  a  representação  do  acaçá  como sendo a totalidade de um  ser humano ou animal, nada reduzido a massa encefálica como informado  por  Mãe Beata. Neste momento faz-se uma  indagação: Dentro deste  raciocínio,  poderíamos  oferecer um acaça  em  substituição  a  um animal sacrificial, como por exemplo, a cabra? E no caso de obtermos um sim, (o que não concordo) em qual dos três grupos de “sangue” este “acaça-bra” estaria relacionado, animal ou vegetal… no vermelho,  preto ou o branco, relembrando  que  o invólucro do Ékọ, segundo ela, é preto e seu conteúdo branco (ambos vegetais), não  encontramos  aqui  o  “vermelho”. O que  a autora  não  mencionou é o  fato de que na tradição  das  divindades  em questão o sacrifício  humano foi substituído pelo sacrifício da cabra, não de um acaçá, e  este  fato  esta  registrado  nos  contos  sagrados  de  Ifá.
Arvore jovem de ewe gédu.
T’ogun Aroleifa.

Não esta sendo aqui questionado o poder mágico da folha ou do fruto da bananeira,  quanto  menos o acaçá/ékọ,  quanto  alimento  tradicional  tanto  dos  Yorùbá   quanto   de  suas  divindades,  e sim,  a  alegação  feita  por  alguns  de  que, para  se  ter  axé, o  ékọ  tem  que  ter  sido  enrolado  na folha da bananeira[…] ou que, só vira   acaçá-ékó  depois  do  contato com a folha da bananeira, e  por  fim  que  seja  a  folha  da bananeira  a  única  ao qual  o acaçá  (ékọ)  deva  e  possa  ser  envolto.

CRÉDITOS =
ARTIGO ORIGINAL =REVISTA ASA IBILE YORUBA
AUTOR = Togun Aroleifa, (Sandro)

Qualidades dos Orixás – Orixá Funfun sábado, jul 22 2017 


Oxalá Ajagemo: Para o qual durante a sua festa anual em Edé, dança-se e representa-se com mímicas, um combate entre ele e Oluniwi, no qual este último sai vencedor. Oxalá Akire ou Ikire: É um valente guerreiro muito rico que transforma em surdo e mudo a quem o negligencia. Oxalá Alase ou Olúorogbo: Salvou o mundo fazendo chover num período de seca. Oxalá Etéko: Caminha com Oxaguiã, é inquieto. Vive nas matas e come todo o tipo de carne branca. Oxalá Eteto Obá Dugbe: Outro guerreiro, ligado a Orixalá. Oxalá Lejugbe: é muito confundido com Oxalufan; por ser vagaroso e indeciso. Muito chegado a Ayrá. Come com Yemanjá e Oxalufan. Come também todo tipo de carne branca. Oxalá Obatalá: É o mais velho dos orixás. O grande rei branco; raiz de todos os outros Oxalás. Ele não é feito, faz-se Ayrá ou Oxum Opara. É o pai de Oxalufan que por sua vez é o pai de Oxaguiã. Por ser muito grande e poderoso, Obatalá não se manifesta, sua palavra transforma-se imediatamente em realidade. Representa a massa, o ar, as águas frias e imóveis do começo do mundo, controla a formação dos novos seres, é o senhor dos vivos e dos mortos. Oxalá Okó: Divindade da agricultura e colheita dos inhames novos e a fertilidade da terra. Orixá Nagô, pouco conhecido no Brasil. Na época da chegada dos escravos, não deram muita importância a este orixá, considerando como orixá da agricultura, em seu lugar Ogum e dos grãos Obaluaiyê. Quando se manifesta leva um cajado de madeira que revela sua relação com as árvores, traz uma flauta de osso que lembra sua relação com a sexualidade e a fertilidade. É confundido com Oxalá, pois veste-se de branco. Seu Opaxoró, no Brasil, é confeccionado em madeira. Sendo um Orixá raro, tem poucas qualidades conhecidas. É um Orixá rico. Oxalá Olofon Ajigúna Koari: Aquele que grita quando acorda (conhecido pelo nome de Oxalufan). Oxalá Orinxalá, Orixalá ou Obatalá: É casado com Yemanjá, suas imagens são colocadas lado a lado e cobertas com traços e pontos desenhados com efum, no Ilésin, local de adoração, dizem que Yemanjá foi a única mulher de Orixalá um caso excepcional de monogamia entre orixás e eborás. Oxalá Oxalufã (Orixá Olú Fon): Orixá velho e sábio, cujo templo é Ifón pouco distante de Oxogbô, a cerimónia de saudações é de dezasseis em dezasseis dias. Orixá muito velho, de idade avançada, aleijado, lento, movendo-se com muita dificuldade. Dança apoiado no opaxoró. Treme de frio e velhice. Detesta a violência, disputas e brigas. Não come sal e nem dendê; odeia cores fortes, principalmente o vermelho. A ele pertencem os metais e substâncias brancas; não suporta cavalos.

ORIXA FUNFUNORIXA FUNFUN 
Oxalá Osoguiã ou Oxaguian (Orixá Ogiyan): Orixá jovem e guerreiro, cujo templo principal se encontra em Ejigbô. Tomou o título de Eleejigbô Rei de Ejigbô uma de suas características e o gosto pelo inhame pilado chamado lyán, que lhe valeu o apelido de Orisa-Je-Iyán ou Orisájiyan. A tradição exige que os habitantes de dois bairros Xolô e Oké Mapô lutem uns contra os outros a golpes de varas. É o único que tem autorização de enfeitar seus colares brancos com pedras azuis, chamadas Seguy. Está ligado ao culto de Iroko e dos espíritos, assim como a fertilidade e o culto ao inhame. É o pai de Oxossi Inlé, come com Ogunjá, Oxossi Inlé, Airá, Exu, Oyá e Onira. Tem muito fundamento com Oyá pois, é o dono do Atori, fundamento que lhe foi dado por ela, motivo pelo qual as pessoas de Guian devem agradar muito a Oyá. Vem pelos caminhos de Onira; tem ligação forte com Exu. Seus filhos devem evitar brigas e mentiras e principalmente, não devem enganar a Ogum. Oxalá Ogiyan Ewúlee Jiigbo: Senhor de Ejigbô (conhecido pelo nome de Oxaguiã).




ORIXA FUNFUNORIXA FUNFUN 
Na mitologia yoruba, Olorun é o deus supremo do povo yoruba, que criou as divindades ou semideus chamados Orixás, guardiões dos elementos da natureza, para representar todos os seus domínios aqui no aye. (em yoruba Òrìsà; em espanhol Oricha; em inglês Orisha). Também existem orixás intermediários entre os homens e o Deus africano, mas não são considerados deuses, são considerados ancestrais divinizados após à morte. Cultuados no Brasil, Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Jamaica, Guiana, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, México e Venezuela. Na mitologia há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun (“céu”) e os segundos da Aiye (“Terra”). Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô). Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia. Oxóssi, orixá da caça e da fartura. Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça. Ayrà, Usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô. Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura. Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras. Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas. Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do rio Níger Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, jogo de búzios, e protetora dos recém nascidos. Iemanjá, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos orixás. Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê. Yewá, orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da fertilidade. Obá, orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor. Axabó, orixá feminino da família de Xangô Ibeji, divindade protetor dos gêmeos Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil). Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás. Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira. Omulu, Orixá da morte. Onilé, orixá do culto de Egungun Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado. Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé. OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos. Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun. Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba. Oranian, orixá filho mais novo de Odudua Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká Olokun, orixá divindade do mar Olossá, Orixá dos lagos e lagoas Oxalufon, Qualidade de Oxalá velho e sábio Oxaguian, Qualidade de Oxalá jovem e guerreiro Orixá Oko, orixá da agricultura

Poema de Ori – Oriki sábado, jul 22 2017 


“Ko sí Òòsà tí i dá´ni gbè léhìn Orí eni”
“Nenhum Orixá abençoa uma pessoa antes de seu Orí”

ORIKI
POEMA DE ORI…Orì
K’a má fi wàrà-wàrà n’okùn orò.
Ohun à bâ fi s’àgbà,
K’a má fi se’binu.
Bi a bá de’bi t’o tútù,
K’a simi-simi,
K’a wò’wajú ojo lo titi;
K’a tun bò wá r’èhìn oràn wo;
Nitori àti sùn ara eni ni.

minha cabeça,
Permita-me que eu não seja humilhado nesse mundo
Permita-me que eu não sofra com dificuldades materiais
Que eu tenha paz e sabedoria e jamais seja guiado pela raiva
Quando me encontrar em um lugar sereno e prospero,
permita que eu possa desfrutar dele.
Que eu possa prestar atenção na conseqüência de meus atos ,
construindo assim as bases para um futuro prospero e estável.

Uma Lenda sobre Orí que explica a sua supremacia sobre os restantes Orixás:
“Um certo dia, Olodumarê resolveu decidir qual dos Orixás seria o dono do destino do ser humano, sendo assim ele convocou todos os Orixás para ouvir as suas fraquezas e julgar qual deles seria o mais indicado. Quando todos estavam reunidos, Olodumarê começou por Ogum:

Olodumarê:- Ogum se por um acaso você estiver com um dos seus filhos e passar por uma guerra, o que faria?

Ogum:- Ah pai, eu colocaria o meu filho num lugar seguro, e lutaria contra os injustos.

Olodumarê:- se estivesse com o seu filho e estivesse com muita gula no meio de trovões…

Xangô:- Ah pai, eu controlaria os trovões, colocaria meu filho num local abrigado e saciaria a gula.

E assim se sucedeu a fraqueza de cada Orixá, até que chegou a vez de Ori e esse prontamente respondeu:

Ori:- Infelizmente pai, eu terei que ser uma parte do meu filho, pois com ele estarei dividido desde o nascimento até Ikú o encontrar ou ele encontrar Ikú, pois no dia em que eu resolver largá-lo, a sua cabeça será decepada e estaria eu com a missão de Ikú“.

ORI ODE- É a parte física da cabeça, essa que olhamos e vemos e a que chamamos rosto.

ORI INU – É a parte espiritual onde se encontram os pensamentos, é para este que cortamos num igba ori, ou damos obi, ou fazemos oferendas antes mesmo dos Orixás.

Magia simpática para a prosperidade sábado, jul 22 2017 


 

Prosperidade

– Nenhuma prosperidade é mais importante que aquela

que enriquece o espírito, antes de tudo é preciso fertilizar-nos com a ética

para ponderar nossos desejos, sabedoria para saber pedir só aquilo que pudermos

carregar e altruísmo para saber repartir o muito ou pouco que vai chegar.

– Existe uma prática muito antiga para afastar a má sorte e os obstáculos de

sua vida, escreva em um papel tudo o que quer afastar de seu caminho, você terá

de jogar esse papel de uma ponte que passe sobre um rio. As águas vão levar

todos os males para bem longe e quando você atravessar a ponte terá deixado

todas as coisas ruins para trás. 


– Prender um alfinete dourado do lado de dentro de sua carteira é uma antiga

prática muito utilizada para se atrair a prosperidade.

– A turquesa é uma pedra nobre e sempre foi associada à fortuna, pegue uma

turquesa e energize-a deixando por uma noite de Lua

Crescente dentro de uma taça de cristal cheia de água, sua turquesa estará energizada e pronta para lhe trazer prosperidade.

– Uma ótima magia de prosperidade pode ser feita com o auxílio dos gnomos, faça

uma caixinha com uma casca de noz e coloque ali 3

grãos de milho, 3 trevos de 3 folhas e um cristal, enterre este tesouro e

ofereça-o aos gnomos, eles ficarão tão contentes que logo retribuirão – pode

esperar!

– Se quer prosperidade em algum projeto escreva-o em um pedaço de papel e

queime-o com 1 vela amarela, junte as cinzas do papel

com um pouco de fermento e coloque-os em um vidrinho. Mantenha esse vidrinho

com você até seus planos se concretizarem, depois enterre-o.

– Enterre um pequeno objeto de prata o mais próximo da porta de entrada da sua

casa, esta antiga prática traz sorte e prosperidade para seu lar.

– O crescente lunar é o símbolo da Deusa, do princípio feminino e da Magia, uma

Lua Crescente de prata é um valioso talismã que traz sorte e prosperidade para

seu possuidor.




Espiral Elicoidal


Desenhada numa folha de oficio branca lisa, e deixada exposta em algum lugar da casa ou da empresa, atrai a prosperidade e a fortuna, “curando” o lugar das energias negativas.


Deve ser grande, o círculo quase do tamanho da folha, e com a cor vermelha.

As Senhoras dos Pássaros da Noite sábado, jul 22 2017 


463120d603a41362cd11c85326dafb43[1].gif Iyá-Mi Osorongá é a síntese do poder feminino, claramente manifestado na possibilidade de gerar filhos e, numa noção mais ampla, de povoar o mundo. Quando os Iorubas dizem “nossas mães queridas” para se referirem às Iyá Mi, tentam, na verdade, apaziguar os poderes terríveis dessa entidade. Donas de um axé tão poderoso como o de qualquer Orixá, as Iyá-Mi tiveram o seu culto difundido por sociedades secretas de mulheres e são as grandes homenageadas do famoso festival Gèlèdè, na Nigéria, realizado entre os meses de Março e Maio, que antecedem o início das chuvas do país, remetendo imediatamente para um culto relacionado à fertilidade. As iyá-Mi tornaram-se conhecidas como as senhoras dos pássaros e a sua fama de grandes feiticeiras associou-as à escuridão da noite; por isso também são chamadas Eleyé, e as corujas são os seus principais símbolos. A sua relação mais evidente é com o poder genital feminino, que é o aspecto que mais aproxima a mulher da natureza, ou seja, dos acontecimentos que fogem à explicação e ao controle humano. Toda a mulher é poderosa porque guarda um pouco da essência das Iyá-Mi; a capacidade de gerar filhos, expressa nos órgãos genitais femininos, assustou sempre os homens. As mães são compreendidas como a origem da humanidade e o seu grande poder reside na decisão que tomar sobre a vida de seus filhos. É a mãe que decide se o filho deve ou não nascer e, quando ele nascer, ainda decide se ele deve viver. Iyá-Mi é a sacralização da figura materna, por isso o seu culto é envolvido por tantos tabus. O seu grande poder deve-se ao fato de guardar o segredo da criação. Tudo o que é redondo remete ao ventre e, por consequência, às Iyá-Mi. O poder das grandes mães é expresso entre os orixás por Oxum, Iemanjá e Nanã Buruku, mas o poder de Iyá-Mi é manifesto em toda a mulher, que, não por acaso, em quase todas as culturas, é considerada tabu. As denominações de Iyá-Mi expressam as suas características terríveis e mais perigosas e por essa razão os seus nomes nunca devem ser pronunciados; mas quando se disser um dos seus nomes, todos devem fazer reverencias especiais para aplacar a ira das Grandes Mães e, principalmente, para afugentar a morte. As feiticeiras mais temidas entre os Iorubas e no Candomblé são as Àjé e, para se referir a elas sem correr nenhum risco, diga apenas Eleyé, Dona do Pássaro. O aspecto mais aterrador das Iyá-Mi e o seu principal nome, com o qual se tornou conhecida nos terreiros, é Osorongá, uma bruxa terrível que se transforma no pássaro do mesmo nome e rompe a escuridão da noite com o seu grito assustador. As Iyá-Mi são as senhoras da vida, mas o corolário fundamental da vida é a morte. Quando devidamente cultuadas, manifestam-se apenas no seu aspecto benfazejo, são o grande ventre que povoa o mundo. Não podem, porém, ser esquecidas; nesse caso lançam todo o tipo de maldição e tornam-se senhoras da morte. O lado bom de Iyá-Mi é expresso em divindades de grande fundamento, como Apaoká, a dona da jaqueira, a verdadeira mãe de Oxóssi. As Iyá-Mi, juntamente com Exú e os ancestrais, são evocadas nos ritos de Ipadé, um complexo ritual que, entre outras coisas, ratifica a grande realidade do poder feminino na hierarquia do Candomblé, denotando que as grandes mães é que detém os segredos do culto, pois um dia, quando deixarem a vida, integrarão o corpo das Iyá-Mi, que são, na verdade, as mulheres ancestrais. Resultado de imagem para gifs de corujas

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