Tamanha honra indescritível ser filho de Ogum Exu Xoroquê! quarta-feira, jan 25 2012 


Sobre eu , Valéria D’ Ogum Exu Xoroquê & este sitedomingo, jan 22 2012

Apresentação ogumexuxoroque 12:45 pmEditar

Início
Com Ogum Xoroquê, aonde Ele estiver
Viver feliz é uma arte, a arte de bem viver, de aproveitar, de ser intenso, de acreditar, de ter fé, de superar, de valorizar, em fim, de estar de bem contigo e com tudo que te cerca. Não deixar as influências internas e externas invadirem tua vida, impedindo de viver de aproveitar sua vida. Saber enfrentar os problemas de frente e deles tirar lições e destas lições crescer, acreditar no teu poten…cial de resolução e de luta, assim será o caminho da vitória. Se perderes as forças, ficar triste, balançar em sua fé, voce ficará fraco com sua imunidade baixa e deixará de ver o mundo com outros olhos, ficará doente material e espiritualmente, busque ACREDITAR em você, no seu Orixá. Tenha fé que nada é para sempre – tanto as coisas boas como as ruins, por isso devemos sempre estar construindo. AGORA, SE ESTIVER FELIZ, CONFIANTE AGRADEÇA, AGRADEÇA MUITO, PORQUE VOCE É FILHO DE ORIXÁ E ESTÁ SENDO ABENÇOADO E SEMPRE SERÁ EM NOME DO MEU PAI OGUM EXU XOROQUÊ & SUA SETES FALANGES DO ESPAÇO, NO AXÉ DESSE VENCEDOR DE DEMANDAS! SENHOR ORIXÁ DE GANGA MAIOR, REI DO OURO & DA MAGIA, SENHOR DAS NOBREZAS & DAS FARTURAS! SENHOR GENERAL! FEITICEIRO E JUSTICEIRO!

Salve o Grito de XANGÔ 

que expulsa mentirosos e charlatões

Salve a Espada de OGUM

que corta ódio e inveja

Salve a Flecha de OXOSSI

que vence maldade e traição

Salve as Águas de OXUM

que lava a mentira e falsidade

Salve os Ventos de OYÁ

que varre egoismo

Salve as Águas de IEMANJÁ

que afoga desrespeito ao próximo

Salve as Chuvas de NANÃ

que esmagam irresponsabilidades

Salve o Cajado de OMULU

que bane doenças e desordens

Salve Pai OXALÁ

que ensina a VERDADE e a CARIDADE!

                                                                       

     

Sou a Fuga para alguns, a coragem para outros.

Sou o Tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das selvas e das senzalas.

Sou a senzala do Preto Velho, a Ocara do Bugre, a cerimônia do Pajé.

A encruzilhada do Exú, o jardim da Ibeijada, o nirvana do Hindú e o céu dos ORIXÁS.

Sou o café amargo e o cachimbo do Preto Velho, o charuto do Caboclo e do Exú.

O cigarro da Pomba-gira e o doce do Ibeji.

Sou a gargalhada da Padilha, o requebro da Cigana, a seriedade do Tranca-Rua.

Sou o sorriso e a meiguice da Maria Conga e de Cambinda.

A tranqüilidade de Mariazinha da Praia e a sabedoria de Urubatão.

Sou o isolamento dos Orientais onde o Mantra se mistura ao perfume suave do incenso,

Sou o Templo dos SINCEROS e o Teatro dos atores.

Estão nos elementos: Na ÁGUA, na TERRA, no FOGO e no AR.

Na PEMBA, na TUIA, na MANDALA do ponto riscado.

Quem SOU? Sou a HUMILDADE, mas cresço quando combatida.

Sou a PRECE, a MAGIA, o ENSINAMENTO MILENAR, sou CULTURA.

Sou a CURA, sou de TI

       Minha maior e melhor empresa, onde tenho meu status: Minha Vida

“Posso ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes, mas não esqueço que minha vida é a maior empresa do mundo e que posso evitar que ela vá a falência.Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.É saber falar de si mesmo.É ter coragem para ouvir um “não”.É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.Pedras no caminho?Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”.       
       Gosto dos venenos mais lentos,
das bebidas mais amargas,
das idéias mais insanas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes…
tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode empurrar-me que ainda irei dizer-lhe: “-E daí? Eu adoro voar!”
Não tenham a pretensão de se acharem perfeitos e quererem que eu seja como vocês, eu nunca disse que espero acertar sempre… eu não sou diferente, os outros é que são iguais.
Não queiram mostrar-me o que esperam de mim, porque sigo minha razão e, muitas das poucas vezes, dou chance para o coração.
Nem pensem em tentar fazer de mim o que não sou e, muito menos em me convidarem à ser igual como vocês, porque sinceramente, sou diferente…
não sei amar pela metade,
não sei viver de mentiras,
não sei voar com os pés no chão…
Sou e serei sempre eu mesma!!!!!!!
Não tenho culpa se meus dias teêm nascidos completamente coloridos e alguns cismam em quererem borrá-los.
Não tenho culpa se o meu sorriso é sincero e até acontece por motivos bobos mas, bem especiais…
não tenho culpa se, embora não perfeito, meus passos sejam bem firmes.
Eu tropeço e caio de vez em quando, aliás, eu caio até muito mesmo mas, possuo uma extrema habilidade divina para reerguer-me… sou forte sim! Nasci para ser! E essa é a minha maior competência; e para aqueles que sempre querem abater-me, dou-lhes o meu total êxito nas vitórias! Eu luto, eu insisto eu venço qualquer guerra!
Percebi que meu olhar tem brilhado diferente ultimamente e assim continuará à cada dia que se passar…
Mesmo que por vezes as lágrimas formem mares que invadam a minha face e a tristeza me domine, eu volto à tona.
Juro que me esforço para tentar entender a existência de certas pessoas mas, sinceramente…!
Sei que o mundo aqui não é fácil, não é os dos mais justos, compreendo!
Mas mesmo assim não me faltam “tintas”, as empresto para quem quiser mas,por favor, não tente secá-las!!!!

“VOCÊ MESMO Lembre-se de que você mesmo é o melhor secretário de sua tarefa,

o mais eficiente propagandista de seus ideais, a mais clara demonstração de seus princípios,

o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros. Não se esqueça, igualmente, de que o maior inimigo de suas realizações mais nobres,

a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa, a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar, o arquiteto de suas aflições e o destruidor de suas oportunidades de elevação – é você mesmo.”

“Aprendemos a voar como pássaros, e a nadar como peixes,

mas não aprendemos a conviver como irmãos.”

 ”Dói mais ao invejoso o êxito dos outros do que seu próprio fracasso.”

Sobre este site…

Deus age através das mãos dos seus servos…

Eu, Valéria D’ Ogum Xoroquê, me propûs à criar este site, que é gratuito ( isto é, não ganho nenhuma espécie de remuneração com números de visitas) . Fiz por amor à Deus, à Santíssima Trindade, à toda Côrte Celeste, às Entidades, o verdadeiro espiritismo, à minha filha, à minha falecida vó Maria Marilda ( que enquanto viva foi, era fiel católica romana até conhecer minhas entidades que à livrou do óbito numa determinada época da qual o espírito de seu falecido marido à estava molestar), Moacir, Natiher, à falecida mãe Edith ( minha falecida mãe de santo do Omolocô), a falecida mãe Lúcia (mãe de santo do Candomblé de Angola) , as entidades dessas pessoas vivas e as quais já desencarnaram & as minhas principalmente. Não existem palavras no mundo o suficiente que sejam capazes de expressarem todo o meu amor e gratidão à estes que aqui citei. Autorizo qualquer espécie de cópia de quaisquer dos conteúdos aqui postados, pois o meu propósito é só o de realizar alguma espécie de caridade. Eu sei muito bem o que é precisar e pelejar atrás de algum tipo de ajuda, quero ser útil o máximo possível, já que sei muito bem o que é uma situação como essa. Por este motivo é que nunca esqueço – me de quem me estendeu a mão nas horas que mais precisei. Amor e gratidão eternas, é só o que tenho à dizer dos quais citei, só maravilhas!!!!!!!  Sejam muito bem vindos,meus irmãos do nosso maravilhoso e glorioso clã espírita!

“Quem não serve para servir, não serve para viver”.

O que se faz em vida, ecoa por toda a eternidade.

Com Ogum Xoroquê, onde Ele estiver:

ÒGÚN pèlé o. ÒGÚN, alákáyé, osìn ímolè. ÒGÚN alada méji. O fi òkan ye oko. O fi òkan ye ona. Ojó ÒGÚN ntókè bò. Aso iná ló mu bora, ewu ejè lówò. ÒGÚN edun olú irin. Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn. ÒGÚN ONIRE alagbara. A mu wodò, ÒGÚN si la omi logboogba. ÒGÚN lo ni aja oun ni a pa aja fun. Onílí ikú, olódèdè màríwò. ÒGÚN olónà ola. ÒGÚN a gbeni ju oko riro lo, ÒGÚN gbeni o. Bi o se gbe Akinoro.

ÓNI IJÁ ÓNI IJÁ ÓNU IJÁÓ,ÓNI IJÁ,ÁGÓ,AGÓ MEJEÉE´,MEJE O´JE´RIM E JOJO A I ERU,O ONI IJA,ONI IRE,OONI IJA O,O GOGORO ARA OUN,WA GBELE GBI ALAAKORO A YIN SIN,AYIN SIM IMOLE. PATAKURI OGUM 

Ójó Iségún (terça feira ) MOFÉ LONÃ AYÓ ( EU QUERO CAMINHOS DE FELICIDADE DADOS E TRAÇADOS POR ÓGÚN ,torí ogún ka[a pé ( por isto ogun clamou ) CÓBRA NASCEU PARA SE RASTEJAR POR FALTA DE FIDELIDADE A SI PRÓPRIA ,contra a maldade e contra um bóte inesperado da vida ,de traições seja de um irmão ou seja de um amigo OGÚN ESTÁ NO MUNDO COMO ANTIDOTO COMO E TANBEM COMO A SOLUÇÃO ENTRE A GUERRE ENTRE O BEM E O MAL ,OGUN SEMPRE VENCE NO FINAL ASISÉ ATÁKI PATAKÍI ÓGÚN !!!

Bi omodê bá da Ilé, ki o má se da Ogumexubaráxoroquê Osô – Arô – Okê

Aqui vai o link do meu segundo facebook, pois o primeiro já chegou no limite máximo em que se aceitam amizades:

http://www.facebook.com/profile.php?id=100004021266308
http://ogumexubaraxoroque.no.comunidades.net/
http://www.ogumexubaraxoroque.no.comunidades.net/
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Justo Juiz Jesus Cristo

por Ogum Exu Bará Xoroquê, domingo, 27 de março de 2011 às 06:48

    Descubra Deus dentro dentro de si, quem reverencia será reverenciado, a vida de cada pessoa é a expressão da sua mente… quem ajuda o próximo, ajuda à si mesmo; aquele que ama à Deus, ama também ao seu próximo. A harmonia se estabelece quando se agradece.

   Acredite que seu desejo já está concretizado, não lamente as perdas: coisas melhores virão; o amor que vira recompensa. Através da total confiança à Deus, viva alegre e corajosamente: “se eu mudar o mundo, o mundo também me mudará”.

   Quem conhece essa verdade e muda sua atitude mental, certamente se tornará feliz. A vida de cada pessoa é a expressão que manifesta com o tipo de vida que ela vive.

   Todos sonham e imaginam tudo o que há de bom e maravilhoso nesse mundo para si e os seus, só não imaginam que possam existirem pedras em suas caminhadas, dificuldades e, principalmente pessoas de sua semelhança que fazem de tudo para te deixarem sem a esperança de alcançarem e conseguirem esse momento, que é se sentirem realizado(a)s, onde com certeza, vocês se sentiriam felizes e, com isso, tornando-se uma pessoa bondosa e desejada, como um modelo da raça humana.

    Modelo este que é tão importante e superior às outras raças existentes no mundo. Talvez se todos fossem realizados, o mundo fosse outro!

   Todos sonham para realizarem, pois o sonho é o primeiro passo para a construção. E se há pedras e dificuldades em suas caminhadas são para serem vencidas e não para matarem suas esperanças.

   Quanto à serem bons e desejados, depende única e exclusivamentedo que são e do que realizam, o modelo da raça humana há sim, aquele que viveu o exemplo de humildade, caridade, verdade, simplicidade, irmandade e amor… JESUS

   Conheça-se e conheça-o, em breve descobrirás de que não são nada diante DELE, que o que é motivo de orgulho para os seres humanos, na verdade, deveria ser, o maior motivo de vergonha.. pois extremamente larga é a porta da tentação e incrivelmente estreita, a da salvação.

   Aprender e ser aprendiz, são posições excelentes quando realmente, se quer chegar*.

   Tudo podem Naquele que lhes fortalecem, JESUS e todos os mentores espirituais são com vocês porque JESUS vos ama. Graças e louvores sejam dados à todo o momento, ao Divino e Santíssimo Sacramento.13ii

“Mas o que esperam no Senhor renovarão suas forças, subirão com asas como águia”.

Prece de Cáritas

por Ogum Exu Bará Xoroquê, domingo, 3 de julho de 2011 às 16:19

   

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade! 

Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. 

Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

 

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor,  para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas  fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. 

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

 

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.

A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e contritamente orada por várias gerações de espíritas.

CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma  das grandes médiuns de sua época – Mme. W. Krell – em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.

A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: “Como servir a religião espiritual”e “A esmola espiritual”.

Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografada em transe, e, que chegaram até n;os, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas.

(Extraído publ. EDICEL)
Não sou dona da verdade, sou um Espirito em Evolução, e busco conhecer, compreender e colocar em prática o máximo possível do aprendizado que venho tendo nesses anos todos trabalhando com a espiritualidade e compartilhá – los aos nossos irmãos de fé afim que assim, seja prestada por mim, algum tipo de caridade à quem necessitar destas informações.

Este é um blog pessoal,todo o material aqui exposto foi pesquisado na internet,livros,textos,fotos,imagens,vídeos,músicas,etc…
Por meus ensinamentos espíritas, creio, essa é uma opinião minha, não obrigatoriamente seja concordada, que em relação à fundamentos não há violação. Eu pessoalmente, não ponho este meu blog com direitos autorais porque o que me interessa é o prestar caridade à quem necessite, mas “à cada cabeça, uma setença”, que deve ser de qualquer forma, respeitada a opinião alheia.
Neste blog encontra-se também alguns textos por mim escritos,por amigos,etc…

Quero deixar claro que não é minha intenção violar direito autoral algum, portanto, se alguém encontrar algo que seja de sua autoria e que encontra – se sem os devidos créditos, peço por gentileza avisar-me,pois procuro sempre postar a fonte e ou autor., o mesmo será corrigido imediatamente e ou até mesmo excluído se for a exigência.

7ii

Todos são muito bem vindos aqui e à estarem com meu Pai, aonde Ele estiver. Desejo – lhes um motumba axé.

Valéria D’ Ogum Exu  Xoroquê

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Mitologias Eslava, Gailaica & Lusitana, Irlandesa & Arabe quarta-feira, jan 25 2012 


Mitologia Eslava

A mitologia eslava A Mitologia Eslava é o conjunto das lendas, tradições e crenças dos povos de línguas eslavas, incluindo:
 russos,
ucranianos,
bielo-russos,
poloneses,
tchecos,
eslovacos,
eslovenos,
croatas,
sérvios,
macedônios
e búlgaros.
Fontes primárias
São conhecidos poucos registros escritos que sobriveram aos séculos antes da cristianização. Alguns acreditam que o controverso Livro de Veles é um texto sagrado dessa religião. O Saxo Grammaticus é outra fonte de autenticidade disputada. O Chronicon Slavorum por Helmold é em geral aceito como uma fonte genuína, tratando de cultura e eventos do final do primeiro milênio depois de Cristo. Uma fonte de maneira não aceitável subestimada e bastante enigmática é o Veda Slovena - uma compilação de canções rituais arcaicas bulgáras, que preservou importantes fragmentos do folclore pagão eslavo.

Mundo:

Os três reinos
De acordo com o Livro de Veles, a religião eslava reconhece três reinos, que possuem ênfase particularmente dos neopaganistas que se baseiam no Livro de Veles. O principal símbolo das idéias cosmogônicas dos eslavos era a Árvore do Mundo, ou Yggdrasil como era também conhecida pelos escandinavos. Os eslavos imaginavam que todos os três reinos eram situados verticalmente numa gigantesca árvore de carvalho, que segura todo o universo.
Em sua copa estava o céu/paraíso eslavo, conhecido como Svarga, residência deSvarog ou Iriy. Nas raízes do carvalho estava o inferno, residência de Chernobog, Morena e Zmey. Os três reinos são:
Yav
Seria o mundo material. Está no tronco da Árvore do Mundo, é onde estão as criaturas vivas e etc.
Nav
Seria o mundo imaterial.
Prav
São as leis que governam os outros dois mundos.

O PRINCÍPIO E A MITOLOGIA:
A separação dos eslavos dos povos indo-europeus se processou em data muito distante: o segundo milênio antes da Era Cristã. Sua origem perde-se no tempo.Os eslavos pertencem à raça indo-européia ou ariana, fazendo parte do grupo germano-leto-eslavo. Não é de nosso conhecimento a data em que surgiram na Europa, mas se imagina que tenha sido alguns séculos antes de Cristo. Ocuparam as regiões entre o Dnieper e o Don, as margens orientais do Báltico e ainda avançaram para o norte, oeste e sudoeste.
Dividem-se em três enormes grupos.
Os eslavos ocidentais: poloneses ou lekhes; os checos ou tchecos; os vendes ou sorbes, repartidos pela Lusácia, Prússia e o reino da Saxônia.
Os eslavos meridionais: os iugoslavos e os eslovenos.
Os eslavos orientais: russos, os rutenos, os ucranianos, os bielo-russos e os russos brancos. Os bálticos medievais dividiam-se em três partes: a Prússia, a Lituânia e a Letônia.
KUPALANa Mitologia Eslava, Kupala é a deusa polonesa das ervasfeitiçaria, sexo e do verão. Ela é também a Mãe d’Águaassociada às árvores, ervas e flores.Sua celebração ocorre durante o solstício de verão. Era um dia sagrado que honrava os dois elementos mais importantes: Fogo e Água. Kupalo é a forma masculina de Kupala, e reconhecido em outras regiões eslavas. Kupalo éassociado a São João, sendo seu banquete no dia 24 de junho.



DICIONÁRIO

Aitvaras - Pequeno e bravo demônio que os eslavos veneravam; este pequeno ser trazia a felicidade ao chefe da cas; escondia-se atrás da frigideira ou lareira, e deixavam-no comer de tudo, bem como beber leite.
Alkonost - é o pássaro do paraíso na Mitologia Eslava. Ela tem o corpo de um pássaro com rosto de mulher. O nome Alkonost vem de semi-deusa grega Alcyone transformada pelos deuses em um martim-pescador. A Alkonost se reproduz botando seus ovos na costa marítima e depois colocando eles na água. O mar então se acalma por seis ou sete dias ao ponto que os ovos chocam, formando uma tempestade. Para a Igreja Ortodoxa Russa Alkonost personifica a vontade de Deus. Ela vive no paraíso, mas vem para o nosso mundo para entregar mensagens. Sua voz é tão doce que qualquer pessoa que a ouve pode esquecer de todas as coisas. Diferente de Sirin, criatura similar, ela não é maldosa.
BABA-IAGA
Era o nome que os russos davam ao aspecto sombrio do femininouma velha ogra, tida como uma bruxa que personifica as tempestades de inverno e que é um símbolo do aspecto destrutivo do arquétipo da mãe.
Bannik (bania: banho)- é o espírito dos banhos na mitologia eslava. Ele elegia como domicílio a pequena casinhola adjacente à isba onde os habitantes vinham tomar seu banho. O cômodo que lhe servia de domicílio era destituído de imagens cristãs. Era de bom tom deixar um pouco d´água para o Bannik depois de seu banho. Depois de 3 séries de banhistas, reservava o cômodo para ele mesmo e atacava qualquer um que viesse lhe incomodar.
Bauk - é uma criatura mítica de forma animal na mitologia sérvia. Bauk é descrito como se escondendo em lugares escuros, buracos ou casas abandonadas, esperando agarrar, carregar pra longe e devorar sua vítima; mas pode ser assustado para fora por luz e barulho. Tem um passo desajeitado (bauljanje) e sua onomatopéia é bau.
Interpretação dos atributos de bauk leva à conclusão de que bauk é na verdade a descrição de ursos reais, que já tinham sido regionalmente extintos em algumas partes da Sérvia e conhecidos apenas como uma lenda.
Berenguini - Ninfas eslavas.
Berstuk - é o deus do mal da floresta na mitologia vêneda.
Bies ou bes - foi um espírito do mal ou demônio na mitologia eslava. A palavra é sinônima de chort.
Depois da aceitação do Cristianismo o bies se tornou identificado com o demônio, correspondendo ao ser referenciado no grego antigo, como ou daimon (δαίμων), daimónion ou pneuma (πνεῦμα). Por exemplo, biesy (plural russo de bies) é usado na tradução russa padrão de Marcos 5:12, onde temos os demônios entrando nos suínos na versão do rei James da Bíblia KJV.
Boginki (do polonês “Deusas pequenas”; singular: boginka)- são espíritos na mitologia polonesa. Traditionalmente, reuniões de bruxa de mulheres idosas executariam sacrifícios e rituais para as ninfas das margens de rio. De Boginki foi dito roubar bebês de seus pais humanos que foram substituídos por Odmience – Os Modificados. Destes espíritos é dito ser as deidades originais da vida e preceder os deuses celestes. Também parecem ser os precursores dos Rusalki.
Bukavac - é uma criatura mítica demoníaca na mitologia sérvia; a crença sobre ele existiu em Srem. Bukavac foi às vezes imaginado como um monstro de seis pernas com cornos torcidos. Mora em lagos e grandes piscinas, vindo para fora da água durante a noite fazendo grande barulho (daí o nome: buka, em sérvio – barulho), pulando sobre pessoas e animais e os estrangulando.



Cikavac - é uma criatura mítica na mitologia sérvia, imaginada como um animal alado (um pássaro) com um bico e um saco longos.
Um cikavac poderia ser adquirido ao se tomar um ovo de uma galinha preta, que seria então carregada por uma mulher debaixo da sua axila por 40 dias, e durante este tempo não confessaria, cortaria unhas, lavaria o rosto ou oraria. O cikavac então sugaria o mel das outras colméias e o leite do gado dos outros, e o traria ao proprietário; cumpriria qualquer desejo do proprietário e também habilitaria seu proprietário a entender a língua animal.
Dazbog - Filho de Svarog; foi identificado como sendo o deus Hélios (Sol). O nome significa “dispensador de riqueza”.
Deivai - Nome coletivo que se dava aos deuses protetores da casa, do campo, dos estábulos, etc.
Deving Cerklicing - Deus dos campos e do trigo, ao qual os eslavos ofereciam em sacrifício um boi negro, uma galinha preta ou um bácoro preto e tonéis de cerveja.
Dola - A Sorte humana encarnada na figura de um ser protetor que, às vezes, se mostrava negligente ou mesmo hostil. Os dola apareciam sob forma de homem, mulher, gato ou rato.
Dolja - deusa do destino
Espíritos das Florestas - Não procediam dos homens; entretanto, sabiam assumir, no momento preciso, a forma humana, ou a de um lobo; habitualmente, faziam parte da fauna do bosque ou floresta e apareciam para os viajantes com o propósito de fazê-los perder o caminho.
Flins - é o deus da morte na mitologia vêneda.
Há também uma grande pedra próximo a Szprotawa na Polônia, referida como Flins, embora sua conexão com qualquer culto de Flins seja amplamente conjectural. Todavia, o Flins, tanto a pedra quanto o deus, forma um dos temas de pesquisa do museu histórico local, Muzeum Ziemi Szprotawskiej.

Fogo - Os povos bálticos tinham adoração pelo Fogo; havia, inclusive, um templo onde se conservava perpetuamente o fogo sagrado, sob a égide de sacerdotes.
Jumala - O Céu, segundo a crença dos fineses, ou a divindade do Céu.
Jurasmat - Divindade protetora dos letões eslavos; a “Mãe do Mar”.



Karzełek - São os guardiães das gemas, cristais e metais preciosos. Protegerão mineradores do perigo e os conduzirão de volta quando estiverem perdidos. Também conduzem os mineradores aos veios de minério. Às pessoas que são más ou os insultam são mortíferos; os empurrando para abismos escuros ou os enviando por túneis, que desabam sobre elas.

Kaukai - Deuses protetores da Rússia eslava.

Koliada, ou Kolyada - é uma deusa eslava. Ela traz um novo Sol a cada dia, por essa razão é caçada por Mara, que quer a escuridão total. A festa pagã de Koliada é celebrada entre 6 e 19 de janeiro, embora também esteja relacionada ao Natal.

Koschei, ou Kosheii - - é conhecido como “Koschei, o imortal”, além de ser descrito como sequestrador de esposas de herói.
Não pode ser morto pelos meios convencionais. Sua alma é separada de seu corpo e fica escondida dentro de uma agulha, que esteja em um ovo, que esteja em um pato, que esteja em uma lebre, que esteja em uma caixa do ferro (às vezes a caixa é de cristal e/ou ouro), que seja enterrado sob uma árvore verde do carvalho, que esteja na ilha de Buyan, no oceano. Contanto que sua alma esteja segura, não pode morrer. Se a caixa for escavada e aberta, a lebre se afastará. Se for morta, o pato emergirá e tentará voar.

Laume - Deusas protetoras dos lares, no Báltico. Em Natangie, a montanha Laumygarbis lhes era consagrada.

Leshiy - são espíritos das florestas que, no folclore eslavo, protegem as árvores e os animais selvagens.
Geralmente um leshi parece um camponês alto, exceto que seus olhos brilham e seus sapatos estão virados do avesso, mas pode tomar a forma de qualquer animal ou planta, de uma folha de grama a uma árvore das mais altas. Em alguns contos, aparece como um grande cogumelo falante.
Os leshiy emitem gritos horríveis, mas também podem imitar vozes familiares para atrair os passantes para suas cavernas, onde lhes fazem cócegas até quase morrer. Também são conhecidos por esconder os machados dos lenhadores e sinais das estradas, fazer camponeses adoecer e raptar jovens mulheres. Mas também podem ensinar segredos mágicos aos humanos que fizerem amizade com eles. Camponeses, pastores e vaqueiros fazem pactos com os leshiy para proteger suas colheitas e seu gado, entregando-lhes a cruz de seu pescoço e dividindo com eles a comunhão depois das missas cristãs. Tais pactos lhes dão poderes especiais.



Mokosh - é uma deidade eslava atestada na Crônica Primária, conectada a atividades femininas tais como tosquia, fiação e tecelagem.
O dia da semana devotado a Mokosh era sexta-feira. O culto à deusa (Mokosh) foi mais tarde substituído pelo culto à Virgem Maria e Santa Paraskevia, tão bem quanto a sagrada Mokriny.
Nav - Eram demônios nascidos das almas dos que morriam jovens, em particular das meninas virgens. Dava-se tal nome, também, aos espíritos daqueles que morreram tragicamente.
Nikita, o Peleteiro (em russo: Ники́та Кожемя́ка, às vezes chamado de Cirilo [Кирилл] ou Elias, o Alfaiate [Илья Швец]) é um personagem no folclore do Rus de Kiev, um artífice do povoado que liberou a filha de um príncipe de Kiev do cativeiro do dragão.
Nyia - O Hades polonês; divindade infernal.
Ovinnik - é um espírito malévolo da casa de debulha no folclore eslavo. É propenso a queimar as casas de debulha ao pôr fogo nos grãos. Para aplacá-lo, camponeses ofereciam a ele galos e panqueca. Na véspera do Ano Novo, o toque de um Ovinnik determinaria suas fortunas para o Novo Ano. Um toque morno significava boa sorte e fortuna, enquanto um toque frio significava infelicidade.
Perunú - era o deus do raio e da tempestade. Era representado por uma estátua de madeira com cabeça de prata e barba de ouro. Em sua honra, imolavam-se bois, veados, carneiros e seres humanos, e se mantinha um fogo sagrado alimentado por lenha de carvalho. Os servidores que deixassem apagar o fogo seriam punidos com a morte.
Podaga - deus do tempo e daos fenômenos atmosféricos.
Psoglav (em sérvio: Псоглави, literalmente cabeça de cachorro), é uma criatura mítica demoníaca na mitologia sérvia; a crença sobre ela existiu em partes da Bósnia e em Montenegro. Psoglav foi descrito como tendo um corpo humano com pernas de cavalo e uma cabeça de cachorro com dentes de ferro e úm único olho na testa.
Psoglavs foram descritos viver em cavernas, ou em uma terra escura, que possuía abundantes pedras preciosas, mas sem sol.Praticavam o canibalismo, ao comer pessoas, ou até mesmo desenterrar cadáveres das sepulturas para comê-los.
Psoglav é um demônio ctônico, de alguma forma semelhante ao cíclope grego.
Rod ou Rode - é o deus eslavo criador do universo. Nas tradições Neo-pagãs é frequentemente considerado criador de toda a vida e existência, embora para muitos pesquisadores ele seja apenas mais um espírito com poderes sobrenaturais, não muito elevado.
Rugievit - Deus de tamanho gigantesco cuja cabeça tinha sete faces. Possuía um gládio na destra, e sete outros na cintura. Foi por isso comparado a Marte, e considerado deus da guerra. O seu santuário era fechado com cortinas de púrpura.
Russalka - é o nome dado às ninfas, consideradas espíritos desencarnados de donzelas.
Durante os meses de inverno, as rusalkas vivem no fundo da água, sob o gelo. No verão, principalmente na chamada Semana das Rusalkas (Rusal’naia, no início de junho), podem deixar a água e subir às árvores das florestas vizinhas, tornando-se um perigo para os homens que se aventuram nas suas proximidades.
Trepam aos galhos de salgueiro ou vidoeiro que pendem sobre a água e à noite, quando o luar ilumina a floresta, descem das árvores e dançam nas clareiras. Às vezes, vão às fazendas para dançar. Os russos do sul dizem que os lugares onde elas dançam podem ser encontrados procurando-se por pontos onde a grama cresce mais espessa e o trigo mais abundante. Esses círculos são chamdos хороводы, korovodyi em russo, ou korowody, em polonês. Até os anos 1930, o enterro ou banimento ritual das rusalkas no final da Rusal’naia permaneceu como um entretenimento comum.

No norte da Rússia, as rusalkas têm a aparência de mulheres afogadas nuas, cadavéricas, com olhos que brilham com um maligno fogo verde, ou então brancos, sem pupilas. Ficam na água ou perto dela, à espera de viajantes descuidados. Arrastam as vítimas para a água, onde as aterrorizam e torturam antes de matá-la.

No sul da Rússiaaparecem como belas jovens em roupas leves, com rostos como o luar. Atraem suas vítimas cantando docemente nas margens dos rios, enquanto trançam seus longos cabelos. Quando a vítima entra n’água para encontrá-la, a rusalka a afoga.

Praise to goddess Pictures, Images and Photos
Além disso, as rusalkas podem arruinar as colheitas com chuvas torrenciais, rasgar redes de pesca, destruir represas e moinhos d’água e roubar roupas, linho e fios das mulheres humanas. Entretanto, os viajantes podem proteger-se ao passar perto da água se levarem algumas folhas de losna (Artemisia absinthium). Espargir losna em qualquer coisa que uma rusalka possa querer roubar ou destruir também as mantêm à distância. Se elas se tornarem particularmente preocupantes em uma região, grandes quantidades de losna devem ser espargidas no rio ou lago.



Sadko - é um protagonista de bylina, um dos heróis maiores populares na mitologia russa antiga. Lendas sobre Sadko foram divulgadas no Terra de Novgorod, os seus âmbitos ficam ali mesmo. Muitas obras de arte foram dedicadas a Sadko (por exemplo, ópera “Sadko” de Nikolai Rimsky-Korsakov). Muitos objetos foram nomeados em homenagem a este herói (por exemplo, quebra-gelo “Sadko” que funcionava em 1913-1941). Sadko é um dos símbolos fundamentais de Veliky Novgorod.
skrzak ou skrzat - é um pequeno demônio voador na mitologia wendish e polonesa.
Sampo - Coluna que suportava o peso de todo o Universo, segundo a crença dos finlandeses.
Stalo - Gigante ou ogre terrível que era o terror dos lapões. Stalo tinha por esposa uma velha bruxa muito feia; tinham ambos apenas um olho com o qual se serviam alternadamente; costumavam comer seus próprios filhos, bem como as crianças dos lapões. Dizia stalo que os bebês lapões eram mais gostosos e que os próprios filhos cheiravam muito a enxofre.
Stuhać - é uma criatura mítica demoníaca na mitologia sérvia, registrada na Herzegovina. Embora seu nome seja semelhante a zduhać, não há semelhança real.
Stuhać vive em montanhas altas e em áreas estéreis; como ele aparenta não está descrito, entretanto é sabido que vestia mixórdias feitas de ligamentos humanos em suas pernas, para não escorregar nos precipícios da montanha .Se sua mixórdia rompesse, ele puxaria ligamentos das pernas de alguém para fazer uma nova
Svarog - Deus do Sol e do Fogo. (figura acima)
Telavel - Nome de um ser lituano, o ferreiro que forjou o Sol e o colocou no espaço.
Tiernoglav era o deus russo-eslavo relacionado às expedições guerreiras e à vitória. É representado como tendo a cabeça negra e o bigode de prata.
Tiernoglav - era o deus russo-eslavo relacionado às expedições guerreiras e à vitória. É representado como tendo a cabeça negra e o bigode de prata.
Topielec, Vodník ou Utopiec - é um nome aplicado à espíritos eslavos da água. O topielce são espíritos de almas humanas que morreram se afogando, residindo no elemento de seu próprio falecimento. São responsáveis por sugar pessoas para dentro de pântanos e lagos tão bem quanto matar os animais de pé próximos a águas paradas.
Turupid - é um deus guerreiro, cujo nome significa “fazer barulho”.


Uldra - Pequeno povo que vivia embaixo da terra. Os uldra eram afáveis e bondosos, se os deixassem em tranqüilidade; quando um lapão armava sua tenda sobre uma moradia Uldra, estes o avisavam para que se mudasse imediatamente; protegiam os magos e feiticeiros.

Urso - Filho do deus do Céu; veio à Tera com o dever de fazer reinar nela a honestidade e justiça. Era um animal bastante venerado pelos lapões. O urso protegido pelos Uldra só poderia ser morto por uma bala de prata, fundida de noite, perto de um cemitério.

Vilas -
são espíritos que vivem nas florestas e nas nuvens. Às vezes tomam as formas de cisnes, cobras, cavalos, falcões ou lobos, mas geralmente aparecem como belas jovens, nuas ou vestidas de branco com longos cabelos flutuantes. Na Sérvia, são jovens amaldiçoadas por Deus;
na Bulgária são conhecidas como samovilas ou samodivas, meninas que morreram sem ser batizadas; 
e na Polônia são belas jovens que flutuam no ar para expiar sua frivolidade quando eram vivas.
As vozes das vilas são tão belas quanto sua aparência e quem as ouvir esquece-se de comer, beber ou dormir, às vezes por dias.
Têm poderes de profecia e de cura e às vezes ajudam seres humanos. Outras vezes, atraem jovens para dançar com elas, o que, de acordo com o humor delas, pode ser muito bom ou muito ruim para o rapaz. Quando dançam, deixam “círculos de fadas” de grama espessa e pisá-los dá azar.

Oferendas às Vilas
consistem em bolos redondos, fitas, frutas frescas e flores ou vegetais deixados nas árvores e cavernas sagradas.
Dizem que se um só dos seus cabelos for arrancado, a vila morre, ou é forçada a voltar à sua forma verdadeira. Um humano pode ganhar controle sobre uma vila roubando penas de suas asas. Uma vez que ela as recupere, porém, ela pode desaparecer.
A despeito de seus encantos femininos, porém, as vilas são guerreiras ferozes. A terra treme quando elas batalham. Montam em cavalos ou cervos quando caçam com seus arcos e flechas e matam qualquer homem que as desafie ou quebre sua palavra.

Os nomes de vilas no folclore sérvio incluem
Andresila,
Andjelija,
Angelina,
Djurdja,
Janja,
Janjojka,
Jelka,
Jerina,
Jerisavlja,
Jovanka,
Katarina,
Kosa,
Mandalina,
Nadanojla
Ravijojla.
Jerisavlja é considerada a lídermas a mais famosa é Ravijojla, protetora do Príncipe Marko, governante da Sérvia de 1371 a 1395 que tornou-se protagonista de canções e epopéias. Segundo a lenda, quando Marko nasceu, três fadas apareceram e disseram que ele ia tornar-se um herói e substituir seu pai, o rei. Este mandou abandoná-lo em uma cesta jogada ao rio, mas uma vila o recolheu. Ao ser amamentado pela vila, Marko ganhou poderes sobrenaturais, além da ajuda de uma irmã vila, chamada Gyura.

Na Bulgária as samodivas vestem camisa e saia, um cinto verde e um casaco sem mangas, decorado com penas com as quais podem voar como pássaros. São senhoras das águas e têm o poder de trazer a seca, mas nem sempre sãao hostis ou perigosas.
Zaria ou Zoria - é a deusa da beleza na mitologia eslava.Uma deusa outrora popular, também associada com a manhã, Zaria foi conhecida por seus devotos como “a noiva celeste”. Era saudada na aurora como “a mais brilhante solteira, pura, sublime, honrosa”. Era também conhecida como uma sacerdotisa da água que protegia guerreiros.
Zarya (заря) é a palavra russa para o “nascer do sol”, ou “estrela da manhã”.
Zirnitra, ou Zir - é um dragão eslavo preto e o deus da feitiçaria. A imagem de Zirnitra foi empregada em uma bandeira Wendish quando os Wends lutaram ao invadir os Saxões. Zirnitra literalmente significa magicamente fortalecido. Rosvodiz é um apelido de Zirnitra.
Złota Baba - é uma deusa chamada “Mulher Dourada”. Ela recebeu muitos sacrifícios e deu oráculos, representados em ouro.
Outros nomes para ela são Zhywa (Zywa) ou Zhywie (Zywie) na Polônia, Zaleta, Jezy-Baba, e Baba-Jedza (que corresponde ao Baba Yaga russo). Há lugares na Polônia e Eslováquia que seus nomes de Złota Baba incluem Babia Gora, Babi Jar ou Babiec.

 Mitologia Galaica & Lusitana 
A Galécia (em latim Gallaecia ou Callaecia) foi uma província romana na extremidade norte-ocidental da Península Ibérica, que corresponde ao território onde se encontra a cultura castreja na actual Galiza e norte de Portugal.  Os galaicos (callaeci ou gallaeci, em latim, kallaikoi em grego), também chamados
de calaicos, eram um conjunto de tribos celtas  que habitavam o noroeste da península Ibérica, correspondendo hoje em dia ao espaço geográfico que abrange o norte de Portugal, a Galiza, as Astúrias e parte de Leão.

Travaram grandes batalhas com os romanos durante anos e foram subjugados política e militarmente por estes, comandados por Décimo Júnio Bruto, que pela proeza de os derrotar, tomou o cognome de “o Galaico”.

A designação da tribo vem da batalha entre galaicos e romanos que ocorreu na cidade de Cale (que alguns historiadores situam no que hoje é Gaia e outros no que hoje é Porto) e celebra a forte resistência dada por este povo aos romanos, que estendem a designação às restantes tribos do noroeste peninsular.

Os deuses lusitanos estiveram em síntese quer com os celtas quer com os romanos. O povo lusitano adaptou os cultos de ambas as civilizações, influenciando deste modo as crenças locais. Algumas divindades lusitanas foram assimiladas pelos romanos.

Atégina

Atégina ou Ataegina era a deusa do renascimento (Primavera), fertilidade, natureza e cura na mitologia lusitana. Viam-na como a deusa lusitana da Lua. O nome Ataegina é originário do celta Ate + Gena, que significaria “renascimento”.

O animal consagrado a Atégina era o bode ou a cabra. Ela tinha um culto de devotio, em que alguém invocava a deusa para curar alguém, ou até mesmo para lançar uma maldição que poderia ir de pequenas pragas à morte.

Atégina era venerada na Lusitânia e na Bética, existem santuários dedicados a esta deusa em Elvas (Portugal), e Mérida e Cáceres na Extremadura española, além de outros locais, especialmente perto do Rio Guadiana. Ela era também uma das principais deusas veneradas em locais como Myrtilis (Mértola dos dias de hoje), Pax Julia (Beja), ambas cidades em Portugal, e especialmente venerada na cidade de Turobriga, cuja localização é desconhecida. A região era conhecida como a Baeturia celta.

Bandua

É um deus supremo da cultura castreja (dos Galaicos, portanto),mas também dos Lusitanos, considerado o Deus da guerra e vinculado a tradição céltica centro europeia. Geralmente aparece com diferentes epítetos – Bandua Aposolego, Bandua Cadogus, Bandua Aetobrigus, Bandua Roudeacus, Bandua Isibraiegus – que fazem referência ao Seu carácter militar. Nas fontes romanas aparece associado com Marte. Apareceram menções em gravuras de numerosos lugares do noroeste peninsular, com menor frequência no resto da península. Uma ara dedicada a este Deus atopou-se no castro de San Cibrao de Las, no concelho de San Amaro, ara especialmente importante já que aportou o nome do castro, sendo deste jeito un dos poucos castros dos que conhecemos o seu nome, Lansbricae.

Cariocecus
Cariocecus ou Mars Cariocecus era o deus da guerra na mitologia lusitana. Era o equivalente lusitano para os deuses romanos Marte e para o grego Ares.

Os lusitanos praticavam sacrifícios humanos e quando um sacerdote feria um prisioneiro no estômago fazia previsões apenas pela maneira como a vítima caia e pela aparência dos intestinos. Os sacrifícios não estavam limitados a prisioneiros mas também incluiam animais, em especial cavalos e bodes. É o que diz Estrabão, “ofereciam um bode, os prisioneiros e cavalos”. Os lusitanos cortavam a mão direita dos prisioneiros e as consagravam a Cariocecus.

Duberdicus
Duberdicus era o deus das fontes e da água na mitologia lusitana.

Endovélico
Endovélico é uma divindade da Idade do Ferro venerada na Lusitânia pré-romana. Deus da medicina e da segurança, de carácter simultaneamente solar e ctónico, depois da invasão romana, seu culto espalhou-se pela maioria do Império Romano, subsistindo por meio da sua identificação com Esculápio ou Asclépio, mas manteve-se sempre mais popular na Península Ibérica, mais propriamente nas províncias romanas da Lusitânia e Bética.
Endovélico tem um templo em São Miguel da Mota, no Alentejo, em Portugal, e existem numerosas inscrições e ex-votos dedicados a ele no Museu Etnológico de Lisboa. O culto de Endovélico sobreviveu até ao século V, até que o cristianismo se espalhou na região

Nábia
Nabia era a deusa dos rios e da água na mitologia galaica e lusitana. O rio Navia, na Galiza, e o rio Neiva, perto de Braga (antiga captal da Galécia), foram baptizados em sua homenagem. Nabia era especialmente adorada entre os Brácaros, tal como é comprovado pelas inscrições epigráficas em língua céltica da Fonte do Ídolo em Braga (Bracara Augusta) e latina de Marecos (Penafiel). Interpretações recentes permitem redefinir a perspectiva tradicional de uma mera divindade fluvial.

Nantosvelta
Nantosvelta era uma deusa celta da natureza e da caça, assimilada pelos romanos como sendo Diana. Pelo menos um baixo-relevo dela foi encontrado na Alemanha. Nantosvelta era também a deusa da Natureza entre os lusitanos.

Pena Molexa
A Pena Molexa é um dos monumentos naturais mais singulares do Concelho de Narom e fica na freguesia de Santa Maria a Maior do Val, perto do assentamento castrejo de Vilasuso.

A Lenda da Moura:

Conta a lenda que um poderoso feitiço converteu uma fada muito bela numa rocha. Na noite do solstício de Verão desfaz-se o encantamento e por uns segundos a rocha transforma-se de novo numa mulher, que sai e mostra um tesouro. A donzela tem de procurar um pretendente que a liberte de passar outro ano inteiro fechada na rocha. Mas como deve pôr à prova o jovem, para se assegurar do seu amor, a fada dá a escolher entre ela e o tesouro. O destino manda e o pretendente, ano após ano, escolhe o cofre. Nesse momento, o ouro esvai-se e ambos fundem-se na rocha. Ela terá de ficar mais um ano à espera de repetir a história.

Lenda do rei e dos guerreiros

Esta lenda conta que ao pé da Pena Molexa há outras rochas que são um rei e os seus guerreiros convertidos em penedos, também por um feitiço. Na noite do solstício de Verão, a noite do São João, transformam-se de novo em humanos, para lembrar as pessoas que sempre ficarão lá para guardar a terra. Essa noite o rei e os seus homens e mulheres percorrem e vigiam os montes, visitam e protegem as casas, além de cuidar os idosos, já que são eles que guardam as nossas antigas tradições. Ao finalizar a noite solsticial, convertem-se mais uma vez em pedra, de onde nos espreitam, ficando para todo o sempre connosco a proteger a Terra de Trasancos.

A noite do São João:
A noite do São João é uma data mágica. Há imensos mitos, lendas, romances e tradições relacionados com ela, perante a chegada do solstício de Verão. É considerada a grande noite do amor, os oráculos, a adivinhação e a fertilidade. Para as culturas pre-cristãs, a noite do São João era o momento de festejar que o dia, quer dizer, a vida, que vencia a noite, o eterno alter ego da morte. É verdade que naquela altura só se celebrava o solstício de Verão, o apogeu do Deus Sol. Hoje em dia, já não fica quase nada da presença espiritual, mas sim de magia e de superstições. Desde tempos pré-romanos que o lume, em forma de fogueiras, joga um papel muito importante nesta celebração. Com esta acção, tencionava-se “dar mais força ao sol” que, a partir desses dias, ia fazendo-se mais “fraco”.


Os Mouros:

No folclore galego, o mouro constitui o protótipo de ser sobrenatural, uma autêntica raça mítica que reflecte valores e caracteres duma sociedade sobretudo rural.

Os mouros, no imaginário galego, moram en lugares onde os humanos não podem morar: abaixo da água ou da terra. Os castros, os dólmens, as covas e as profundezas das lagoas são espaços mágicos, mas principalmente são o lar dos seres sobrenaturais galegos que aparecem como os seus construtores e os seus moradores.

A Deusa Mãe continua a viver hoje na etnografia galega como A Moura. É um fóssil vivente que, na manhã do São João, ao alvorecer, nos faz o presente da sua presença, quando vem à procura dum generoso esposo merecedor de compartilhar com Ela o seu amor e os seus tesouros no Além.

Este é o caso da Pena Molexa no Val, um enorme megálito, de muitas toneladas de peso, acavalado de propósito e colocado em frente do lugar por onde sai a lua nova no ano chamado metónico.

Tongoenabiagus
Tongoenabiagus era o deus da Fonte do Juramento para o povo castrejo da Galécia, actual norte de Portugal e Galiza. A Fonte do Ídolo, em Braga, é uma fonte romana dedicada a Tongoenabiagus. Possivelmente um deus duplo, Tongoe e Nabia, é um deus das águas. Uma proposta de interpretação de Tongoenabiagus é “o deus do rio pelo qual se jura”.

Turiaco
Turiaco (em latim Turiacus) era o deus do poder das mitologias galaica e lusitana. Parece ter sido especialmente venerado pelos gróvios, povo galaico que habitava o vale do rio Minho. Seu nome seria proveniente dos termos locais tur ou tor, que significam “senhor” ou “rei”, e teria sido relacionado, por estudiosos, a uma inscrição irlandesa em gaélico que alude a Thor í rí no tighearna.

Mitologia Irlandesa

mitologia da Irlanda pré-cristã não sobreviveu inteiramente à conversão ao cristianismo, mas boa parte dela foi preservada, removido o seu significado religioso, na literatura medieval irlandesa, a qual representa o mais abrangente e o mais bem preservado de todos os ramos da mitologia celta.

Embora muitos dos manuscritos não tenham sobrevivido e ainda mais material provavelmente jamais tenha sido registrado pela escrita, há ainda o bastante para possibilitar a identificação de quatro ciclos distintos, embora sobrepostos:
o Ciclo Mitológico Irlandês, 
o Ciclo do Ulster, 
o Ciclo Feniano 
e o Ciclo Histórico Irlandês.

Há também certa quantidade de textos mitológicos sobreviventes que não se encaixam em quaisquer dos ciclos. Em acréscimo, há um grande número decontos de fadas registrados que, embora não sejam estritamente mitológicos, apresentam personagens de um ou mais destes quatro ciclos.

As fontes
As três principais fontes manuscritas da mitologia irlandesa são:
o Lebor na hUidre (fins do século XI/início do século XII), que está na biblioteca da Real Academia Irlandesa,
o Livro de Leinster (início do século XII), na biblioteca do Trinity College, em Dublin,
e o manuscrito Rawlinson B 502 (“Rawl.”), abrigado na Biblioteca Bodleiana na Universidade Oxford. Apesar das datas destas fontes, a maior parte do material que eles contém antecede sua composição. A prosa datável mais antiga, com base em fundamentos lingüísticos, remonta ao século VIII, e alguns dos versos podem ser até do século VI.

Outras fontes importantes incluem um grupo de quatro manuscritos originados no oeste da Irlanda em fins do século XIV ou início do século XV: O Livro Amarelo de Lecan, 
O Grande Livro de Lecan, 
O Livro de Many
O Livro de Ballymote.
O primeiro deles contém parte da mais antiga versão conhecida do Táin BóCúailnge, abrigada no Trinity College. Os outros três estão na Academia Real. Outros manuscritos do século XV, tais como O Livro de Fermoy, também contém material interessante, bem como obras sincréticas posteriores tais como Foras Feasa ar Éirinn (“A História da Irlanda”, cerca de 1640) de Geoffrey Keating, particularmente porque estes compiladores e escritores tardios podem ter tido acesso a fontes manuscritas desde então desaparecidas.

Ao utilizar estas fontes, é sempre importante questionar o impacto das circunstâncias nas quais foram produzidas. A maioria dos manuscritos foi criada por monges cristãos, que podem ter se sentido divididos entre o desejo de recordar sua cultura nativa e sua hostilidade religiosa às crenças pagãs,resultando na evemerização de alguns deuses. Muitas das fontes tardias podem também ter sido parte de um esforço de propaganda planejado para criar uma história para o povo da Irlanda que pudesse gerar uma equivalência da descendência mitológica dos fundadores de Roma, promulgada por Geoffrey de Monmouth e outros para os invasores britânicos. Havia também uma tendência para reescrever genealogias irlandesas, de modo a que se encaixassem no esquema conhecido da genealogia grega ou bíblica.

Outrora, não se questionava que a literatura medieval irlandesa preservasse tradições verdadeiramente antigas sob uma forma de tradição oral virtualmente inalterada através dos séculos até os antigos celtas. Tornou-se famosa a descrição do Ciclo do Ulster por Kenneth H. Jackson como uma “janela para a Idade do Ferro”, e Garret Olmsted tentou traçar paralelos entre Táin Bó Cúailnge, o épico do Ciclo do Ulster e a iconografia do Caldeirão Gundestrup. Todavia, esta posição “nativista” tem sido desafiada por estudiosos “revisionistas” que acreditam que muito do material remanescente foi criado em épocas cristãs numa imitação deliberada da poesia épica da literatura clássica que veio com o aprendizado do latim. Os revisionistas apontam passagens aparentemente influenciadas pela Ilíada no “Táin Bó Cúailnge” e a existência do Togail Troi, uma antiga adaptação da Eneida encontrada no Livro de Leinster e observam que a cultura material das histórias é geralmente mais próxima da época da composição das histórias do que do passado distante. Um consenso tem surgido, o qual encoraja uma leitura crítica do material.

Ciclo mitológico
O Ciclo Mitológico Irlandês, contendo histórias dos antigos deuses e das origens dos irlandeses, é o menos preservado dos quatro ciclos. As fontes mais importantes são o Metrical Dindshenchas ou Lore of Places (“Folclore dos Lugares”) e o Lebor Gabála Érenn ou Book of Invasions (“Livro das Invasões”).
Outros manuscritos preservam estes contos mitológicos, tais como
O Sonho de Angus,
A Corte de Étain
e Cath Maige Tuireadh, A (segunda) Batalha de Magh Tuireadh. Uma das mais bem conhecidas de todas as histórias irlandesas, Oidheadh Clainne Lir ou “A Tragédia dos Filhos de Lir”, é também parte deste ciclo.

Lebor Gabála Érenn é uma pseudo-história da Irlandaremontando a linhagem dos irlandeses até Noé.
Conta uma série de invasões ou “tomadas” da Irlanda por uma sucessão de povos, um dos quais era o povo conhecido como os Tuatha Dé Danann, que se acreditava terem habitado a ilha antes da chegada dos Gaels ou milesianos. Eles encararam a oposição de seus inimigos, os Fomorianos, liderados por Balor do Olho Gordo. Balor foi eventualmente assassinado por Lug Lámfada (Lug do Braço Longo) na segunda batalha de Magh Tuireadh. Com a chegada dos Gaels, os Tuatha Dé Danann se retiram para os subterrâneos e se tornam o povo das fadas do mito e lenda posteriores.

A Metrical Dindshenchas é a grande obra onomástica da antiga Irlanda, dando os nomes lendários de lugares significativos numa seqüência de poemas. Inclui significativa informação sobre figuras e histórias doCiclo Mitológico Irlandês, incluindo a Batalha de Tailtiu, na qual os Tuatha Dé Danann foram derrotados pelos milesianos.

É importante observar que lá pela Idade Média, osTuatha Dé Danann não eram vistos propriamente como deuses, mas como um povo mágico capaz de mudar de forma, numa antiga Era de Ouro irlandesa. Textos tais como Lebor Gabála Érenn e Cath Maige Tuireadh os apresentam como reis e heróis do passado distante, incluindo histórias sobre suas mortes. Todavia, existe considerável evidência, tanto em textos quanto nomundo céltico mais amplo, de que outrora eles eram considerados divindades.

Mesmo depois de terem sido removidos do posto de governantes da Irlanda, personagens tais como
Lug,
as Mórrígan,
Angus
e Manannan
Aparecem em histórias que se passam séculos mais tarde, denunciando sua imortalidade. Um poema no Livro de Leinster lista muitos dos Tuatha Dé, mas conclui dizendo
“embora [o autor] os enumere, ele não os venera”.
Goibniu, Creidhne e Luchtaine são denominados Trí Dée Dána (“três deuses de habilidade”), e o nome Dagda é interpretado em textos medievais como “o deus bom”.
Nuada é afim do deus pré-histórico britânico Nodens;
Lug é um reflexo da divindade pan-celta Lugus;
Tuireann pode ser relacionado ao Taranis gaulês;
Ogma à Ogmios;
Badb à Catubodua.

Outras importantes personagens Tuatha Dé Danann
Boann
Banba
Brigid
Creidhne
Danu
Dian Cecht
Donn
Ériu
Étain
Fódla
Macha
Nechtan
Sídhe
Banshee

Ciclo do Ulster
O Ciclo do Ulster se passa no início da era cristã e a maior parte da ação se desenrola nas províncias do Ulster e Connacht. Consiste num grupo de histórias heróicas que tratam das vidas de Conchobar mac Nessa, rei do Ulstero grande herói Cúchulainn, filho de Lug, e de seus amigos, amantes e inimigos. Estes são representados pelos Ulaid, ou povo do canto nordeste da Irlanda, e a ação das histórias é centrada em torno da corte real em Emain Macha, próxima a moderna cidade de Armagh. Os Ulaid têm vínculos próximos com a colônia irlandesa na Escócia, e parte do treinamento de Cúchulainn se passa naquela colônia.
O ciclo consiste de histórias de nascimentos, fases iniciais de vida e treinamento, namoros, batalhas, banquetes e morte de heróis, e refletem uma sociedade guerreira na qual a guerra consiste principalmente de combates individuais e a riqueza é medida principalmente em gado. Estas histórias são escritas principalmente em prosa. O ponto central do Ciclo do Ulster é o Táin Bó Cúailnge. Outros contos importantes deste ciclo incluem
A Trágica Morte do Filho Único de Aife,
O Banquete de Bricriu
A Destruição da Hospedaria de Da Derga.
O Exílio dos Filhos de Usnach, mais conhecido como a tragédia de Deirdre e fonte das peças de John Millington Synge, William Butler Yeats e Vincent Woods, também faz parte deste ciclo.
O ciclo, em alguns aspectos, está próximo ao Ciclo Mitológico. Alguns dos personagens deste último reaparecem, e o mesmo tipo de magia de mudança de forma está muito em evidência. Lado a lado com um realismo cruel, quase insensível.
Embora possamos suspeitar que uns poucos personagens, tais como Medb ou Cú Roí, tenham sido outrora divindades, e Cúchulainn em particular realize proezas super-humanas, os personagens são firmemente mortais e enraizados num tempo e lugar específicos. Se o Ciclo Mitológico representa a Idade de Ouro, o Ciclo do Ulster é a Idade Heróica da Irlanda.

Ciclo Feniano
Como o Ciclo do Ulster, o Ciclo Feniano ocupa-se dos feitos dos heróis irlandeses. As histórias do Ciclo Feniano parecem se situar em torno do século III e principalmente nas províncias de Leinster e Munster. Eles se diferenciam dos outros ciclos na força de suas ligações com a comunidade de língua irlandesa na Escócia e existem muitos textos fenianos oriundos daquele país. Também diferem do Ciclo do Ulster no sentido de que as histórias são contadas principalmente em verso e num tom que as colocam mais próximas da tradição do romance do que da tradição do épico. As histórias giram em torno dos feitos de Fionn mac Cumhaill e seu grupo de soldados, os Fianna.
A fonte individual mais importante do Ciclo Feniano é o Acallam na Senórach (Colóquio do Velho), encontrado em dois manuscritos do século XV, o “Livro de Lismore” e o Laud610, bem como num manuscrito do século XVII de Killiney, Condado de Dublin. Por evidência lingüística, o texto, que tem cerca de 8000 linhas, foi datado como sendo do século XII, e relembra as conversas entre Caílte mac Rónáin e Oisín, o último dos sobreviventes dos Fianna, e São Patrício. As datas tardias dos manuscritos podem refletir uma longa tradição oral para as histórias dos fenianos.
Os Fianna das histórias estão divididos pelo Clann Baiscne, liderados por Fionn, e o Clann Morna, liderado pelo inimigo, Goll mac Morna. Goll matou o pai de Fionn, Cumbal, em batalha e o garoto Fionn foi criado em segredo. Quando jovem, enquanto era treinado na arte da poesia, ele acidentalmente queimou seu polegar enquanto cozinhava o Salmão do Conhecimento, o que lhe permitia sugar ou morder seu polegar e receber rompantes de estupenda sabedoria. Ele tomou seu lugar como líder de seu grupo e numerosos contos são contados sobre suas aventuras.
Dois dos maiores contos irlandeses, Tóraigheacht Dhiarmada agus Ghráinne (A Perseguição de Diarmuid e Gráinne) e Oisín em Tír na nÓg formam parte do ciclo. 
A história de Diarmuid e Grainne, que é um dos poucos contos fenianos em prosa, é a provável fonte de “Tristão e Isolda”.
O mundo do Ciclo Feniano é aquele no qual guerreiros profissionais passam seu tempo caçando, pescando, lutando e vivendo aventuras no mundo espiritual. Os recém-admitidos ao grupo devem ter conhecimentos de poesia e se submeter a certo número de testes físicos e provações. Novamente, não há elemento religioso nestes contos, a menos que se considere a veneração dos heróis.

Ciclo Histórico
Era parte do dever dos bardos medievais irlandeses ou poetas da corteregistrar a história da família e a genealogia do rei o qual serviam. Eles o fizeram empoemas que fundiam o mitológico e o histórico em maior ou menor grau. As histórias resultantes formam o que se tornou conhecido como o Ciclo Histórico, ou mais corretamente, Ciclos, visto que existem vários grupos independentes.
Os reis ali cobertos vão desde o quase inteiramente mitológico Labraid Loingsech, que tornou-se Grande Rei da Irlanda por volta de 431 a.C., ao inteiramente histórico Brian Boru. Todavia, a maior glória do Ciclo Histórico é o “Buile Shuibhne” (A Loucura de Suibhne), uma história do século XII contada em verso e prosa.
Suibhne, rei de Dál nAraidi, foi amaldiçoado por São Ronan e tornou-se uma espécie de meio homem, meio pássaro, condenado a viver oculto nos bosques, fugindo da companhia humana. A história cativou a imaginação de poetas irlandeses contemporâneos e foi traduzida por Trevor Joyce e Seamus Heaney.

Aventuras
As aventuras, ou “echtrae”, são um grupo de histórias de visitas ao Outro Mundo irlandês. O mais famoso, Oisin in Tir na nOg, pertence ao Ciclo Feniano, mas várias histórias separadas sobreviveram, incluindo “A Aventura de Conle”, “A Viagem de Bran mac Ferbail” e a “A Aventura de Lóegaire”.

Viagens
As viagens, ou immrama, são contos de jornadas pelo mar e as maravilhas vistas nele. Estas, provavelmente nasceram das experiências de pescadores combinadas com elementos do Outro Mundo que comunicam as aventuras. Das sete “immrama” mencionadas nos manuscritos, somente três sobreviveram: a Viagem de Mael Dúin, a Viagem de Uí Chorra e a Viagem de Snedgus e Mac Riagla. A Viagem de Mael Duin é a precursora da “Viagem de São Brandão”.
No início do século XIX, Herminie T. Kavanagh a qual regist(r)ou muitos contos, as quais ela publicou em revistas e em dois livros. Vinte e seis anos após sua morte, os contos de seus dois livros, Darby O’Gill and the Good People e Ashes of Old Wishes serviram de base para o filme Darby O’Gill and the Little People. A afamada dramaturga irlandesa Lady Gregory também reuniu histórias folclóricas para preservar a história de sua terra natal.

Mitologia Arabe

 Divindades árabes pré – islâmicas
A
Aglibol era um divindade lunar da região de Palmira, na antiga Síria, e seu nome significava “Cordeiro de Bel” (“Cordeiro de Deus Era retratado com um halo lunar em torno de sua cabeça e, algumas vezes, ao redor dos ombros, tendo a lua em forma de foice (crescente) como um de seus símbolos.Ligava-se ao deus solar Yarhibol em uma famosa tríade, sendo associado com as versões sírias de Astarte, “Vênus”, e Arsu, a “Estrela da Noite”. Seu culto continuou no período helênico e foi, mais tarde, levado a Roma.

Al-Qaum (árabe: القوم) era o deus da guerra e da noite dos Nabateus e, ainda, guardião dos viajantes do deserto.Um enorme número de inscrições contendo seu nome foi encontrado e os arqueólogos acreditam que ele era o deus principal do panteão nabateno.

Alilat era a deusa-mãe Na mitologia árabe pré-islâmica.

Allāt ou Al-Lāt (Árabe: اللات‎) foi uma deusa da Arábia pré-islâmica, que era uma das três deusas supremas de Meca. Ela é mencionada no Alcorão (Sura 53:19), a qual indica que na Arábia pré-islâmica era considerada uma das três filhas de Allah, junto com Manāt and al-‘Uzzá.

Almaqah ou Ilmuqah (alfabeto arábico meridional: ‮‬; Ge’ez: ʾLMQH, árabe المقة ) era a divindade lunar do reino da arábia de Sabá e dos reinos de D’mt e Axum, situados na Eritreia e no norte da Etiópia. Os membros da dinastia reinante de Sabá consideravam-se seus filhos. Almaqah é representado em monumentos por um feixe de relâmpagos ao redor de uma arma curva, como uma foice. Os touros eram considerados animais sagrados para ele.

Anbay era, no panteão da Arábia pré-islâmica, um deus-adivinho e juiz. Seu nome significa “porta-voz” e é considerado o “Senhor da Justiça”. Na maioria das vezes, é mencionado em conjunto com Haukim, uma outra divindade com as mesmas características suas.

Amm era uma divindade lunar adorada no antigo Qataban e tinha como esposa a deusa Aserá. Os habitantes daquele reino do sul da Arábia intitulavam-se Banu Amm, os “Filhos de Amm”. Esse deus também era cultuado como um deus do tempo, pois seus atributos incluíam os relâmpagos.

Arsu é o deus palmirano da estrela da noite, sendo retratado, normalmente, montando um camelo ao lado de seu irmão gêmeo Azizos. Na Arábia pré-islâmica, é conhecido como Ruda.

Asira é um deus local, cultuado no norte da Arábia pré-islâmica, especialmente em Taima, um enorme oásis. Asira foi muito influenciado pela cultura egípcia, porém, seu nome foi apenas mencionado pelo rei babilônico Nabonido.

Azizos ou Aziz, na antiga mitologia levantina, é o deus palmirano da Estrela d’alva, a estrela da manhã. Ele é retratado, normalmente, montando um camelo com seu irmão gêmeo Arsu e venerado, em separado, na Síria, como o deus da estrela da manhã, em companhia do deus Monimos.

B
Baal-Shamin, também conhecido como Beelshamên, era uma divindade suprema e a divindade solar da região de Palmira, na antiga Síria. Seus símbolos são a águia e os raios. “Beel” equivale, ainda, às palavras semitas Baal e Bel, as quais significam “Senhor”, e era um nome antigo para Enlil e Marduque. Formava uma tríade com a divindade lunar Aglibol e a divindade solar Malakbel (ou Yarhibol).

Bajir, também conhecido como Bajar ou Bahar, era uma divindade menor, adorada pela tribo Azd da Arábia pré-islâmica. Além de ter sido cultuada por essa tribo, há indícios de que outras tribos vizinhas, tais como Tavy e Al-Qudaa, também poderiam tê-la reverenciado.
Diz-se que Mazin bin Gadhuba al-Tayy, um nativo de Omã, foi o último guardião do ídolo e que, durante um sacrifício, ouviu uma voz que o ordenava a desistir de sua fé no ídolo para converter-se ao Islã. Neste momento, Mazin destruiu o ídolo e dedicou o resto de sua vida na disseminação da nova doutrina na região.

Basamum era considerado o deus da cura no sul da Arábia pré-islâmica. Seu nome deve, provavelmente, derivar-se da forma basam, ou balsam (bálsamo), do proto-árabe, ou seja, uma planta usada na medicina antiga.

D
Datin era um deus-adivinho cultuado na Arábia pré-islâmica e associado, também, à justiça e ao juramento. Seu nome é bastante mencionado em inscrições daquela época.

Dhat-Ba’dan era a deusa representante da natureza do antigo Yemen e Etiópia. Era considerada, também, a deusa dos oásis e cultuada, por toda a região, em pequenas lagoas circundadas por árvores.

Dhu Shara ou Đū Shará (árabe: ذو شرى), “Senhor da Montanha”, transliterado como Dusares, era uma divindade anacônica do antigo Oriente Médio, adorada pelos nabateus em Petra e Madain Saleh, da qual era patrono. Na antiga Grécia, era associado a Zeus, porque era o principal do panteon nabateno, assim como Dionísio. Seu santuário, em Petra, possuía um grande templo, no qual uma grande pedra, em formato de cubo (Ka’ba), era o item central. Foi mencionada pelo historiador do século IX Hisham Ibn Al-Kalbi, o qual disse, em The Book of Idols (Kitab al-Asnām), o seguinte: “O Banū al-Hārith ibn-Yashkur ibn-Mubashshir, da tribo Azd, possuía um ídolo chamado Đū Sharā”.

Dhu’l-Halasa é um deus-adivinho cultuado na Arábia pré-islâmica. A forma em que é representado nos cultos é como uma pedra branca.

H
Haubas era um deus cultuado na Arábia pré-islâmica, especialmente no reino de Sabá. Os conselhos de Haubas eram sempre pedidos através da consulta a oráculos

Haukim era uma divindade da Arábia pré-islâmica, considerado um administrador da justiça e da lei. Seu nome significa “sapiência” e provém do radical HKM.É frequentemente mencionado em conjunto com Anbay, outra divindade da justiça.

Hubal é um antigo deus de Oriente Médio, adorado pelos árabes pré-islâmicos, associado com o deus semita Baal e com Adonis ou Tammuz, os deuses da Primavera, a fertilidade, a agricultura e a abundância. Seu culto foi introduzido por ‘Amr, filho de Luhay, a quem é atribuído o deslocamento para Meca do grande ídolo. O ídolo de Hubal erguia-se junto ao poço sagrado no interior da Morada Sagrada. Era de safira vermelha; teve um braço roto até que a tribo dos kuraischitas, que o considerava um dos seus deuses maiores, pôs-lhe outro de ouro maciço.

M
Malakbel

Manaf (árabe: مناف) era uma divindade da Arábia pré-islâmica, da cidade de Meca, na época em que seus habitantes ainda eram politeístas. A estátua de Manaf era acariciada por mulheres, entretanto, quando estas estavam em seu período menstrual, não podiam se aproximar da mesma.

Q
Qaynam  era, na Arábia pré-islâmica, a divindade dos ferreiros.

T
Ta’lab era uma divindade lunar cultuada na Arábia pré-islâmica, particularmente no reino de Sabá, e seu nome parece significar “capricórnio”. Por ser considerado, também, um deus-adivinho, era consultado para se obter conselhos.

U
Uzza ou Ozza (em árabe عزى), na Arábia pré-islâmica, era uma das três filhas do deus supremo.
Seu nome significa “Poderosa”.As irmãs dessa deidade eram as deusas Al-Zuhara e Al-lat. No geral, Uzza pe associada a Al-Zuhara (deusa do amor e da beleza), contudo se acredita que é mais ligada a Al-lat, já que, às vezes, Uzza e Al-lat conformavam uma trinidade junto com Manah, também conhecido como Manat, ou o deus Hubal. Assim, era comum cultuar Uzza e Al-lat juntos.
As três deusas irmãs foram admitidas durante um breve período no islamismo como divindades menores intercessoras ante Deus, segundo alguns famosos versículos do Alcorão. No entanto, Maomé recolheu imediatamente esses versículos alegando que não tinha sido revelados por Alá, mas inspirado por Satanás. Trata-se dos “versículos satânicos”.
W
Wadd (em árabe: واد) era uma divindade lunar dos mineus, conhecida também como Ilumquh, ʕAmm e Nanna, e seu nome significava “amor” e “amizade”.Acreditava-se que as cobras eram animais sagrados para Wadd.Ele é mencionado no Alcorão (71:23) como uma divindade da época do profeta Noé.YYa’uq, de acordo com o Alcorão, era uma divindade cultuada na época de Noé. Contudo, cultos de adoração a Ya’uq existiram, também, na época de Maomé.
Yaghūth (árabe: يَغُوثَ) é uma divindade cultuada na Arábia pré-islâmica, mencionada no Alcorão (71:23) na época do profeta Noé, e seu nome significa “aquele que auxilia”.
era uma divindade solar da região de Palmira, na Síria pré-islâmica.
O significado de seu nome, em aramaico é “Mensageiro de Baal” (“Mensageiro ou Anjo do Senhor”). Os gregos o identificavam com Hermes e os romanos, com Sol Invictus. Similarmente, na Babilônia, era identificado com o deus solar Shamash. Malakbel vem acompanhado, normalmente, pela divindade lunar Aglibol e, algumas vezes, pela deusa Alilat.

Fonte: claudia b.

Umbanda terça-feira, jan 24 2012 


Umbanda

PRÓLOGO

O Ser Humano é formado por três corpos distintos e interligados, à saber:

  1. Corpo Astral, que é a essência, a vibração cósmica, aquela centelha divina em evolução, O Espírito.
  2. Corpo Mental ou Ânima, também conhecido por Alma, ou perispírito, que é o repositório de todo o aprendizado nas inúmeras encarnações, através dos reinos da natureza, até chegar ao Hominal. Ali se encontram todas as pontencialidades negativas e positivas, guardadas, prontas para serem usadas no momento preciso e necessário à geração de uma freqüência.
  3. O Corpo Físico, que é uma cópia exata de sua matriz cósmica, com todas as necessidades, defeitos e potencialidades para cumprir um Carma predeterminado, à saber: como expiatório de faltas passadas, como coadjuvante na evolução de terceiros ou simplesmente por missão evolutiva junto aos encarnados.

Por essa razão o ser humano é um receptor privilegiado e também um gerador em potencial das freqüências necessárias à evolução do Orbe. Quando este serencontra auxílio para a desenvoltura de suas potencialidades, ele opera verdadeiros milagres; quando não, é uma usina pronta para uso, se degradando na vida física à espera de oportunidades negadas pelos seus pares, se corrói com o tempo, chegando mesmo à destruição sem nunca ter gerado nada de útil, o que lhe dará a obrigação por consciência e auto julgamento, a ânsia de nova encarnação (reencarnação) para cumprir o predeterminado, porém sem julgar os que podiam e não lhe deram apoio.

Algumas vêzes, movidos pelo livre arbítrio que lhe é concedido e conseqüentemente no desespero de produzir uma centelha que seja para a evolução do orbe, não dosa devidamente as freqüências geradas e, em vez de auxiliar, piora ainda mais a situação dos circundantes, provocando atritos e gerando para si próprio, algo mais à sanar , no próximo retorno à matéria.

Por essa razão, os grandes Avatares, que de vez em quando, aparecem com o auxílio direto do Supremo Arquiteto do Universo, deixam entre nós, não como imposição, mas para reflexão, lembretes, em forma de parábolas ou em versos, para que possamos colher a medida exata das freqüências a gerar em nossa Usina, como um bem para nós e a humanidade evolutiva; dentre estas, destaca-se por exemplo:

  1. “QUEM SEMEIA VENTOS, COLHE TEMPESTADES…”
  2. “Um LIVRO aberto é um ente que fala,
    fechado é um amigo que espera,
    esquecido é um coração que chora,
    destruído, uma alma que perdoa…”

ATENÇÃO PARA AS FREQÜÊNCIAS GERADAS,
POIS NELAS ESTÃO O TEU INFORTÚNIO OU
A TUA FELICIDADE

 

 

 

O QUE É A UMBANDA?

A Umbanda é um Sistema de comunicação, entre o mundo psíquico ou espiritual e o mundo físico ou material, e é neste sistema que estão incluídos todos os seres vivos e mortos, nascidos e por nascer. Os Espíritos se dividem em dois grandes grupos, à saber: ORIXÁS e EGUNS.

ORIXÁS: Espíritos de freqüência altíssima que nunca tiveram qualquer espécie de vida material.

EGUNS: Espíritos evolutivos, de freqüência baixa, que evoluem através de reencarnações neste e em outros Orbes.

Todos os conhecidos Guias da Umbanda, são Eguns, evoluídos, que trabalham na Seara Divina, em prol do aprendizado dos irmãos aprisionados na matéria evolutiva, sob a égide dos ORIXÁS.

Os Espíritos se agrupam em NAÇÕES.

Uma Nação, é o agrupamento de pessoas ou seres, que circundam o mesmo local, usam os mesmos trajes, falam o mesmo idioma (incluindo os dialetos), a têm o mesmo sistema filosófico, religioso e dogmático.

A Umbanda, é praticada por sete (7) Nações, à saber:

7) ORIENTE

6) OMOLOCÔ

5) ALMAS

4) ANGOLA

3) NAGÔ

2) GÊGE

1) KÊTO

As Nações 1, 2, e 3, são conhecidas como CANDOMBLÉ, onde não se opera com Eguns. Os Adeptos, vibram, cantam, dançam, dão comida e bebida, matam animais, enfim fazem tudo em louvor do Santo (ORIXÁ).
Esporadicamente, nessas Nações, há um “Toque de Umbanda”, como é chamado o trabalho com Eguns.

As Nações 4 e 5, trabalham amiúde com os Eguns, embora também sejam puxadas para o “Candomblé”.

O Omolocô é uma Nação Eclética pois que tem suas bases na mescla das outras, subdividindo-se como segue:

  • Omolocô - puxado para o Kêto
  • Omolocô - puxado para o Gêge
  • Omolocô - puxado para o Nagô
  • Omolocô - puxado para o Angola
  • Omolocô - puxado para o Almas
  • Omolocô - puxado para o Oriente

O Omolocô, também é conhecido, por alguns, como Umbanda Branca ou Umbanda de Jurema.

Oriente é uma Nação especial, onde se dispensa o ritual das demais, e aparentemente é mais suave, mais sutil, haja visto que não trabalham com a incorporação direta; porém para se tornar um elemento à altura da complexidade dos trabalhos desta Nação, o adepto, ou melhor o praticante, deverá saber e aprender todo o ritual das demais, pois necessitará conhecê-los, para usá-los quando se fizer mister. O dispêndio de energia vital, pelo Médium no Oriente, eleva-seà quatro ou cinco vezes mais do que o normal, pois terá que utilizar os rituais necessários, sem a demonstração física dos mesmos.

Umbanda prática, em cada uma das sete Nações, tem sete Linhas, cada Linha sete Falanges, cada Falange sete legiões, cada Legião sete Peões, cada Peão comanda sete Elementares e cada Elementar tem à seu serviço, sete avissais.


O Número 7 Cabalístico

O número 7 (sete), é cabalístico na Umbanda, porque:

7 são as Nações que praticam a Umbanda

7 são as Linhas de cada Nação

7 são os Orixás que comandam estas Linhas

7 são os dias da semana

7 foram as Chagas de Cristo

7 foram as quedas à caminho do Gólgota

7 são as Divindades que comandam a Natureza

7 são as Cabeças da Hidra

7 são as cores refratadas pelo prisma

7 foram as Horas de agonia do Mestre Jesus

7 são as rogatórias do Pai Nosso

7 são os Chacras entéricos

7 são os Plexos na matéria

7 são as Posições Fundamentais e Liturgias na Umbanda

7 são as Posições Secundárias e Ritualísticas na Umbanda

SETH (7) era o nome do irmão de Osíris (Egito Antigo)

7 = Moisés deixou 5 livros e a lei se resume em 2 testamentos

São 7 os altares, 7 os bezerros e 7 os carneiros de Balac

7 anos gastos na construção do Templo de Salomão

7 casais de cada espécie de animal postos na Arca de Noé

No 7o mês a Arca de Noé repousa no Monte Ararat

O Candelabro de 7 braços

Os 7 castiçais de ouro

As fases dos 7 Anos

As 7 lâmpadas de fogo

Os 7 Grandes princípios HERMÉTICOS

O livro dos 7 Selos

As 7 notas musicais

Os 7 palmos das sepulturas

Os 7 Planetas Sagrados

As 7 vacas, 7 espigas do sonho do Faraó, desvendado por José do Egito

As 7 Taças (cheias de pragas)

Os 7 contra Tebas

As 7 Trombetas do Apocalipse

7 são as dores de NOSSA SENHORA:

a) A perda do menino Jesus no Templo

b) A fuga para o Egito

c) O encontro com Jesus na rua da amargura

d) A Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo

e) A morte de Jesus Cristo

f) O Filho morto é colocado em seus braços

g) O sepultamento de Jesus

Os 7 Arcanjos ante o trono do Criador:

a) Gabriel

b) Rafael

c) Joriel

d) Miguel

e) Samuel

f) Ismael

g) Iramael

7 Cores refratadas pelo Prisma:

a) Violeta

b) Amarelo

c) Anil

d) Verde

e) Laranja

f) Azul

g) Vermelho

As Constelações de 7 Estrelas:

a) Alcione

b) Caleano

c) Asterope

d) Merope

e) Tayegeta

f) Eletra

g) Maya

Os 7 Elementais:

a) Arcanjos

b) Anjos

c) Devas

d) Silfos

e) Gnomos

f) Salamandras

Os 7 Elementos:

a) Éter

b) Água

c) Metais

d) Pedra

e) Matas

f) Terra

g) Fogo

As 7 Igrejas da antigüidade:

a) Tiaira

b) Éfeso

c) Esmirna

d) Laudicéia

e) Filadélfia

f) Bérgamo

g) Sardesi

As 7 Maravilhas do Mundo:

a) Pirâmide de Quéops

b) Jardim Suspenso de Semíramis, na Babilônia

c) Farol de Alexandria

d) Colosso de Rhodes

e) Túmulo de Mansolo, em Helicarnasso

f) Estátua de Júpiter Olímpico, em Olímpia.

g) Templo de Artemis, em Éfeso

Os Deuses do Olimpo tinham 7 formas:

a) Forças Espirituais

b) Forças Cósmicas

c) Deuses

d) Corpos Celestes

e) Poderes Psíquicos

f) Reis Divinos

g) Heróis e Homens Terrestres.

Os 7 Planetas sagrados:

a) Sol

b) Lua

c) Mercúrio

d) Vênus

e) Marte

f) Júpiter

g) Saturno

Os 7 Planos da Evolução:

a) Plano dos Espíritos Virginais, do Criador

b) Plano do Espírito Divino

c) Plano do Espírito

d) Plano da vida

e) Plano do Pensamento

f) Plano do Desejo

g) Plano do Mundo Básico

Os 7 Princípios da Moral Pitagórica:

a) Retidão de propósitos

b) Tolerância na opinião

c) Inteligência para discernir

d) Clemência para julgar

e) Ser verdadeiro em Palavras e Atos

f) Simpatia

g) Equilíbrio

As 7 Pragas do Egito:

a) Gafanhotos

b) Água se tornar sangue

c) Rãs

d) Piolhos

e) A Peste

f) Saraivada (chuva de granizo)

g) As trevas

Os 7 Sábios da Grécia:

a) Thales de Mileto

b) Bias

c) Cleopulo

d) Mison

e) Quilon

f) Pitaco

g) Sólon

Os 7 Sacramentos:

a) Batismo

b) Confirmação

c) Eucaristia

d) Sacerdócio

e) Penitência

f) Extrema-unção

g) Matrimônio

As 7 Virtudes Humanas:

a) Esperança

b) Fortaleza

c) Prudência

d) Amor

e) Justiça

f) Temperança

g) Fé

Os 7 Pecados Capitais:

a) Vaidade

b) Avareza

c) Violência

d) Egoísmo

e) Luxúria

f) Inveja

g) Gula

Os 7 propósitos da Yoga:

a) Isolamento

b) Discernimento

c) Clarividência

d) Calma

e) Perseverança

f) Fortalecimento

g) Purificação

Dias consagrados aos grandes Orixás da Umbanda
e festejados em todas as nações

20 de Janeiro

OXÓSSI

13 de Fevereiro

OMOLU

20 de Março

OXAGUIAN

23 de Abril

OGUM

13 de Maio

ALMAS (PRETO-VELHOS)

13 de Junho

XANGÔ (EXUS)

24 de Junho

XANGÔ

29 de Junho

XANGÔ

26 de Julho

NANÃ

15 de Agosto

IEMANJÁ

27 de Setembro

IBEJI

30 de Setembro

XANGÔ

25 de Outubro

IBEJI

2 de Novembro

SALAUIM (MORTOS)

22 de Novembro

CABOCLOS

4 de Dezembro

IANSÃ

8 de Dezembro

OXUM

25 de Dezembro

OXALÁ

São dias especiais em que não podemos esquecer de homenagear e render graças.


IFÁ

O IFÁ na Umbanda é a 3a Pessoa da Santíssima Trindade:

ZAMBI O PAI
OXALÁ O FILHO
IFÁ O SANTO ESPÍRITO

O IFÁ entre os romanos, gregos, persas, caldeus, egípcios, hindus, mongóis, etc. eram conhecidos como ORÁCULOS.
Esse Oráculo tinha geralmente como Sacerdote, uma mulher (Sacerdotisa) virgem, pura, sustentada a portas fechadas no templo, usado pelos que praticavam a parte religiosa. Existiam também no templo homens para o trabalho pesado, que obedeciam cegamente às ordens da Sacerdotisa e ali estavam para servi-la e resguardá-la dos demais. Eram os chamados EUNUCOS, também conhecidos nas tribos Incas e Astecas como os MUGERADOS. Estes homens eram desde a infância, escolhidos para este Santo Ofício, quando eram enclausurados e recebiam tratamento de choque que consistia no seguinte:

  1. Dos 7 aos 14 anos, em estudos violentos de Teosofia, Teogonia, Cosmografia, Astrologia, Astronomia e uma série de ciências exatas (entre elas a Matemática, Geometria Analítica e o Desenho).
  2. Dos 14 ao 21 anos, o ensino era de esportes, levantamento de pesos, arremessos de pedras de todos os tamanhos em crescendo, enfim todos os esportes violentos para o desenvolvimento da musculatura.
  3. Paralelamente recebiam um tratamento de pancadas com varetas na bolsa escrotal, sempre aumentando gradativamente de acordo com o esforço físico.

Com isto, os Eunucos tornavam-se homens fortes, com instrução invulgar, porém com o Chacra Básico anulado, não havendo libido, ereção, etc., não havendo possibilidade de retorno.

As Sacerdotisas eram instruídas pelas antecessoras nas artes de Mão-de-faca (para os sacrifícios), Mão de Ofá (para a colheita e quinagem de ervas), Ogã Calofé(para os Cânticos e músicas necessárias ao Ritual), e na Mão de Ifá.

O IFÁ é utilizado através de determinados materiais, como sejam:

IFÁ Cartas de Tarô, I Ching, Cartas Comuns
Quiromancia
Grafologia
Numerologia
Fogo, fumaça
Folhas diversas
Água, líquidos
Som, vibrações sonoras
Búzios

CARTAS: São usadas por Ciganos. As cartas têm valores predeterminados; têm o seu valor interpretado conforme a posição em que cai.

I CHING: É usado pelos Orientais (Chineses, Japoneses, etc). Baseia-se nos Ideogramas formados por 6 linhas, de traços e pontos que predeterminam as respostas a serem dadas.

TARÔ: É de origem Fenícia. Foi demonstrada para o mundo ocidental através dos Egípcios, Persas e Caldeus.

BARALHO COMUM: É de origem dos Ciganos Otomanos (Turcos).

QUIROMANCIA: É também usada pelos Ciganos, leitura de mãos, herdada dos Egípcios assim como as Folhas de Chá.

GRAFOLOGIA: É de origem greco-romana.

FOGO e FUMAÇA: São de origem dos Aborígines de todo o mundo: Europeus, Americanos, Asiáticos, Africanos e Esquimós.

FOLHAS DIVERSAS: São de origem Egípcia, Hebreus, Árabes e alguns Silvícolas.

ÁGUA e LÍQUIDOS: São de origem das religiões ocidentais tais com: Cristianismo, Kardecismo, Umbanda, Protestantismo, Pentecostais, Adventistas, Testemunhas de Jeová, etc.

SOM: É a única forma universal, inerente à todos os povos desde a mais remota civilização conhecida, no trato com a Divindade da Adivinhação.

BÚZIOS: São de uso exclusivo da Umbanda e assemelhados.


BÚZIOS

Búzios

Os Búzios são crustáceos (conchas) e devem ser jogados respeitando-se sempre o Ternário Sagrado, com 7 (sete) Búzios para cada lado.

São 7 masculinos, 7 femininos e 7 neutros.

O búzio é um ser vivente, marítimo, hermafrodita (independente de ligação para fecundar).

No jogo de búzios, os masculinos são consagrados aos Orixás masculinos (Oxalá, Xangô, Ogum, Oxóssi, etc.) e os femininos, consagrados aos Orixás femininos (Oxum, Iemanjá, Iansã, Nanã, etc.).

Deve se levar em conta que ao se fazer a 1a jogada (que deverá ser com 21 Búzios), para onde pender os Neutros é a determinante do predomínio do jogo (lado masculino ou feminino).

Na Umbanda são usados exclusivamente Búzios para o IFÁ.

O Ifá é a 3a aresta do Poder Supremo. A ela respondem os 3 Orixás especiais em potencial.

1a Comando do Ifá Orixá TEMPO
2a 1a Auxiliar Orixá OXUMARÊ
3a 2a Auxiliar Orixá OSSANHE

Por essa razão o Ifá (Jogo de búzios) não é, e nunca será serviçal dos homens, como outros modos de adivinhação. Só responde quando achar que deve responder.

Portanto, jogadores de Búzios que dizem predizer o futuro, relembrar o passado e querem agir no presente com a devida segurança, devem tomar cautela para não se tornar vítima de um alto-engodo, por que o Ifá só responde quando e o que quiser. Cuidado!

OXALÁ

Na Umbanda, Oxalá é o Orixá mais alto da escala hierárquica. Plano 7 e tem como vulto o próprio Divino Mestre – JESUS, e é representado nos pontos riscados, por uma estrela de cinco pontas, ou o Pentateuco.

Oxalá se apresenta na Umbanda de três formas diferentes, ou seja:

Oxalá Menino – OXAGUIAN - Sincretizado no Menino Jesus de Praga.
Oxalá Velho – OXALUFAM - Sincretizado por Jesus Cristo no Monte das Oliveiras.
Oxalá (Morto) – OXALÁ - Sincretizado por Jesus Cristo, depois de morto. O Governado excelso da 2a Galáxia.

Filho puro de Oxalá, não vibra, portanto não recebe incorporação. Jamais se deve representar Oxalá por uma cruz, pois ela representa as Almas que passaram na carne (Reencarnações).
Elemento e Força da natureza correspondente à esta linha, é o ÉTER e a LUZ.
Dia da semana de melhor vibração: sexta-feira
Chakra atuante: coronário
Planeta regente: Sol
Nota musical: si
Cor vibratória: cristalino, com raias douradas
Cor representativa: branco (roupas, etc.)
Cor da Guia (colar): contas brancas leitosas (miçangas)
Saudação: Babá-Ekê ou Aê-Babá
Negativo: Seu OMULÚ
Amalá: para Oxalá não se dá amalá, faz-se agrado com uma mesa de frutas, que não podem ter espinhos nem farpas: manga, abacaxi, morango, carambola, cajá-manga, etc. É o único Orixá que não exige matança, em tempo algum.
Otí : água mineral, vinho branco e vinho tinto (Sangue de Cristo)
Local de entregas: campo gramado, limpoBom dia, com Jesus!


SENHORAS

As Senhoras são pertencentes ao Plano 6, segundo na escala hierárquica na Umbanda e se divide em quatro ramificações: OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ

OXUM

Elemento e Força da natureza correspondente à Oxum é a força da cachoeira.
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 0hs às 6:00hs, porém seu dia de maior vibração é o Sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua – no quarto de cheia
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul (céu)
Cor representativa: azul (céu) – (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): azul e branco
Saudação: Ai-ê-eu (olha eu)
Negativo: Dona Maria Padilha
Amalá: moqueca de peixe e pirão (feito com a cabeça do peixe)Imagem da Nossa Senhora da ConceiçãoOxum
Otí: água mineral
Comando da falange de Oxum: Cabocla Jupissiára
Local de entregas: cachoeiras
Representação no ponto riscado: coração ou cachoeira

IEMANJÁ

O elemento e força da natureza correspondente à Iemanjá, são as águas verdes (mares e oceanos)
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 6:00hs às 12:00hs, porém o seu dia de maior vibração é o sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua (no quarto minguante)
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul translúcido
Cor representativa: branco azulado (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): cristal (branco)
Saudação: Ó dociaba ou Oiá
Negativo: Dona Pomba-gira
Amalá: vatapá ou manjar de milho branco
Otí: água mineral ou champanhe
Comando da falange de Iemanjá: Cabocla JandiraIemanjá
Local de entregas: beira das praias
Representação no ponto riscado: ondas

IANSÃ

O elemento e força da natureza correspondente Iansã, são as tempestades, raios e ventos.
Dia da semana: Ela atua todos os dias da semana das 12:00hs às 18hs, porém o seu dia de maior vibração são a quarta-feira e o sábado.
Chakra atuante: frontal e cardíaco
IansãPlaneta regente: Lua (no quarto de nova) e Júpiter
Cor vibratória: amarelo-ouro
Cor representativa: amarelo (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): amarelo e branco
Saudação: Heparrei
Negativo: Dona Maria Mulambo
Amalá: acarajé (não suporta abóbora)
Otí: champanhe (exclusivamente)
Comando da falange de Iansã: Cabocla Jussara
Local de entregas: beira de praia com pedras ou pedreira
Representação no ponto riscado: raios

NANÃ

Elemento e força da natureza correspondente à Nanã, são todas as águas e também o fluído animal.
Dia da semana: Ela atua todos os dias das 18hs às 0hs, porém seus dias de maior vibração, são os sábados e domingos.
Chakra atuante: frontal e cervical
Planeta regente: Lua (no quarto crescente) e Mercúrio
Cor vibratória: violeta ou roxo
Cor representativa: roxa (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): roxa e branca
Saudação: Saluba Nanã
Negativo: Nanã Burucum (vide nota *)
Amalá: caruru sem azeite e bem temperadoNanã
Otí: água mineral, água natural ou champanhe
Local de entrega: igual ao das Almas
Comando da falange de Nanã: Cabocla Janaína
Representação no ponto riscado: uma cruz

NOTA: Nanã é conhecida na Umbanda, por dois nomes distintos: Nanã Buruque, a positiva, Avó de Oxalá e Nanã Burucum, a negativa, Mãe de todo Exu.

NOTA *: Ela é conhecida por dois nomes, pois ela comanda o ponto 0 na escala das freqüências, sendo portanto o ponto de partida e retorno das ditas freqüências; porém não são duas, mas sim uma única vibração.

NOTA No 1: Na época de Lua Cheia, não se deve apanhar água na cachoeira, pois virá com lama e sedimentos.

NOTA No 2: Na época de Lua Minguante pode-se entregar descargas, porém nunca iniciar qualquer trabalho, pois o mesmo estará fadado ao fracasso.


IBEJI

As crianças são Orixás que pertencem ao Plano 5. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (amalá), leva tempero especial (açúcar). É conhecido nos terreiros de NAÇÃO (Candomblé), como ÊRES. Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver, porém normalmente são usados dois símbolos, em conjunto ou isolados, que são o Sol e a Lua. A linha de Ibeji é tão independente quanto a linha de Exu.

O elemento e força da natureza correspondente à Ibeji, são todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos.
Dia da semana: domingo
Chakra atuante: cervical
Planeta regente: Mercúrio
Nota musical: Sol
Cor vibratória: vermelho
IbejiCor representativa: rosa e azul escuro (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): contas rosas e brancas, azuis e brancas, ou ainda, rosas, brancas e azuis em conjunto
Saudação: Ori Beijada
Negativo: Exu Tiriri
Amalá: doce de qualquer qualidade
Otí: guaraná, soda, água c/açúcar ou refrescos
Comando da falange: Doum
Local de entregas: jardins floridos ou beira de praia


XANGÔ

Xangô pertence ao Plano 4 da Umbanda. Representa a JUSTIÇA, na acepção da palavra.
Elemento e força da natureza: as pedras (vivas), pedreiras à beira mar, etc.
Dia da semana: quarta-feira
XangôChakra atuante: cardíaco
Planeta regente: Júpiter
Nota musical: fá
Cor vibratória: verde-musgo
Cor representativa: marrom e todas suas nuanças
Cor da guia (colar): marrom e branco
Saudação: Kaô Cabecile
Negativo: Exu Gira-mundo
Amalá: rabo de vaca, quiabo e camarão
Otí: cerveja preta
Local de entrega: pedreira

NOTA: A pedra de Xangô para estar viva, tem que estar com limo, lodosa, pois que seca ela morrerá, por essa razão, deve-se manter o OTÁ de Xangô, sempre imerso n’água, acrescentando sempre, não trocar a água.

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de machados, como a seguir:

OGUM

Ogum pertence ao Plano 3 da Umbanda. É o Orixá guerreiro, que faz cumprir a justiça ditada por Xangô, combate as demandas, e é um Orixá muito belicoso.
Elemento e força da natureza: todos os metais, siderurgia, etc..
Dia da Semana: terça-feira
Chakra atuante: solar ou solear
Planeta regente: Marte
Nota musical: mi
Cor vibratória: laranja
Cor representativa: vermelho (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): vermelho e branca
Saudação: Ogum-Iê
Negativo: Exu Tranca-ruas
Amalá: feijão fradinho, lombo e lingüiça
Otí: cerveja branca
Local de entregas: praia ou campina

A representação de pontos riscados é feita por espadas:

a) A espada do vértice do triângulo só é usada para demandas ou cobranças rápidas e de perto.
b) A lança do ângulo b, só é usada para demandas ou cobranças longas, demoradas e distantes.
c) A espada do ângulo c, é usada exclusivamente para apresentação, sendo também chamada de Ogumespada de desfile.
Pelo exposto, Ogum tem duas armas de ataque e uma de apresentação, e como proteção, usa Capacete (Elmo) e Escudo.


OXÓSSI

Oxóssi pertence ao Plano 2 da Umbanda, e representa o CONSELHO na acepção da palavra. Na linha de Oxóssi apresentam-se três tipos de OxóssiEntidades, a saber: 1) Caboclo do mato. 2) Caboclo de rio. 3) Curumim (filho de caboclo de mato ou de rio, criança).
Elemento e Força da natureza: as matas
Dia da Semana: quinta-feira
Chakra atuante: esplênico
Planeta regente: Vênus
Nota musical: ré
Cor vibratória: azul
Cor representativa: verde (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): verde e branco
Saudação: Okê Caboclo
Negativo: Exu Marabô
Amalá: milho cozido com mel de abelha, mandioca cozida e todas as frutas
Otí: cerveja branca, vinho tinto ou aluá (cachaça de milho)
Local de entrega: matas (ou ao pé de uma árvore)

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de símbolos como a seguir:

ALMAS

As Almas, pertencem ao 1o Plano da Umbanda. Aí se encontram os Pretos-velhos, as Almas Cativas, as Almas Penadas e os Exus (batizados e coroados).
O Orixá das Almas é Seu Obaluaê (São Lázaro ressuscitado), porém na Calunga Pequena (cemitério) é subordinado de seu Omulú.
O Exu batizado, muitas vezes se apresenta como Preto-velho Cruzado, sendo que 70% dos Pretos-velhos que incorporam nos terreiros, são Exus batizados, que por evolução e mérito tem permissão para assim o fazer.
AlmasElemento e Força da natureza: o fogo e a Terra
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno
Nota musical: dó
Cor vibratória: violeta
Cor representativa: roxa ou carijó (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): preta e branca ou lágrimas de Nossa Senhora
Saudação: Adorê às Almas
Negativo: Exu Pinga-fogo
Amalá: carne seca, assada na brasa, com farofa de farinha de mandioca torrada, peixe assado na brasa e mingau das Almas
Otí: café preto (forte, frio e sem açúcar), vinho tinto, vinho moscatel com mel de abelhas, cachaça com mel, etc.
Local de entrega: onde for determinado pela Entidade.

As Almas se dividem em: Santas, Benditas, Missionárias, Evolutivas, Apenadas, Zombeteiras e Trevosas.

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de símbolos, como a seguir:

 

COMANDOS E REPRESENTAÇÕES DAS LINHAS DE UMBANDA

Por serem um conjunto de vibrações que atuam sobre todos os seres encarnados, as Linhas de Umbanda têm Comandos definidos e Representantes junto às outras linhas, para evitar entre choques e harmonizar melhor as freqüências, sendo o seu principal escopo o bem estar do ser encarnado. Ditos Representantes, comparam-se à Diplomatas com suas imunidades, e ascendência direta sobre os seus afins. A seguir damos a relação dos Comandos e Representantes entre as 7 Linhas da Umbanda.

LINHA DE OXALÁ

  1. Caboclo Tupi – Representante de Oxalá na Linha das Almas
  2. Caboclo Guarani – Representante de Oxalá na Linha de Oxóssi
  3. Caboclo Aymoré - Representante de Oxalá na Linha de Ogum
  4. Caboclo Guaracy – Representante de Oxalá na Linha de Xangô
  5. Caboclo Ubiratã - Representante de Oxalá na Linha de Ibeji
  6. Caboclo Ubirajara – Representante de Oxalá na Linha de Senhoras
  7. Caboclo Urubatã da Guia - Comando da Linha de Oxalá

LINHA DAS SENHORAS

  1. Cabocla Janaina – Representante das Senhora na Linha das Almas
  2. Cabocla Jupissiara - Representante das Senhoras na Linha de Oxóssi
  3. Cabocla Jupiara - Representante das Senhoras na Linha de Ogum
  4. Cabocla Jussara – Representante das Senhoras na Linha de Xangô
  5. Cabocla Jacira – Representante das Senhoras na Linha de Ibeji
  6. Cabocla Jandira - Comando da Linha das Senhoras
  7. Cabocla Jupira - Representante das Senhoras na Linha de Oxalá

LINHA DE IBEJI

  1. Yarirí - Representante de Ibeji na Linha das Almas
  2. Crispiniano – Representante de Ibeji na Linha de Oxóssi
  3. Crispim – Representante de Ibeji na Linha de Ogum
  4. Orí - Representante de Ibeji na Linha de Xangô.
  5. Doum - Comando da Linha de Ibeji
  6. Damião – Representante de Ibeji na Linha das Senhoras
  7. Cosme – Representante de Ibeji na Linha de Oxalá

LINHA DE XANGÔ

  1. Xangô Abomi - Representante de Xangô na Linha das Almas
  2. Xangô Aganjú - Representante de Xangô na Linha das Almas
  3. Xangô Alafim - Representante de Xangô na Linha de Ogum
  4. Xangô Kaô - Comando da Linha de Xangô
  5. Xangô Agojo - Representante de Xangô na Linha de Ibeji
  6. Xangô Alufam - Representante de Xangô na Linha das Senhoras
  7. Xangô Agodô - Representante de Xangô na Linha de Oxalá

LINHA DE OGUM

  1. Ogum Megê - Representante de Ogum na Linha das Almas
  2. Ogum Rompe Mato – Representante de Ogum na Linha de Oxóssi
  3. Ogum Guerreiro - Comando da Linha de Ogum
  4. Ogum de Nagô – Representante de Ogum na Linha de Xangô
  5. Ogum Dilê - Representante de Ogum na Linha de Ibeji
  6. Ogum Beira Mar – Representante de Ogum na Linha das Senhoras
  7. Ogum de Malê - Representante de Ogum na Linha de Oxalá

LINHA DE OXÓSSI

  1. Caboclo Arruda - Representante de Oxóssi na Linha das Almas
  2. Caboclo Pena Verde - Comando da Linha de Oxóssi
  3. Caboclo Araribóia - Representante de Oxóssi na Linha de Ogum
  4. Caboclo Cobra Coral – Representante de Oxóssi na Linha de Xangô
  5. Caboclo Guiné - Representante de Oxóssi na Linha de Ibeji
  6. Cabocla Jurema – Representante de Oxóssi na Linha das Senhoras
  7. Caboclo Pena Branca – Representante de Oxóssi na Linha de Oxalá

LINHA DAS ALMAS

  1. Vovó Maria Conga - Comando da Linha das Almas
  2. Vovó Arruda – Representante das Almas na Linha de Oxóssi
  3. Pai Benedito – Representante das Almas na Linha de Ogum
  4. Pai Tomé – Representante das Almas na Linha de Xangô
  5. Pai Joaquim – Representante das Almas na Linha de Ibeji
  6. Rei Congo – Representante das Almas na Linha das Senhoras
  7. Pai Guiné – Representante das Almas na Linha de OxaláGráfico das linhas

EXUS

PRECE DE EXU

Sou EXU, Senhor. Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira Ástrica, mas como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.

Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua vontade.

Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.

Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.

Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado a exercer a descrença, a confusão e a ignominia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo,Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos, que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam, e eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.

No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro n’algum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.

Aceito sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.

Peço-Te, Oh Pai infinito, que lhes perdoe.

Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.

Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.

Fleruty (Exu Tiriri)

ANIdevilPluck3C.gif (29174 bytes)(Esta prece foi psicografada por A . J. Castro, da Cabana de Lázaro)


A linha de Exus, é outra linha independente, assim como Ibeji, engloba-se no plano número 1 da Umbanda, através do qual tem se acesso aos planos positivos, por mérito e evolução, conseguidos através do trabalho de sapa.

Exú é a Polícia de Choque da Umbanda, é quem cobra na hora e também é quem tem maior ligação com os seres encarnados. Existem três tipos de Exu, à saber:

A.                EXU PAGÃO

  1. EXU BATIZADO
  2. EXU COROADO

EXU PAGÃO: é aquele que não sabe distinguir o Bem do Mal, trabalha para quem pagar mais. Não é confiável, pois se pego, é castigado pelas falanges do Bem, então volta-se contra quem o mandou.

EXU BATIZADO: é todo aquele que já conhece o Bem e o Mal, praticando os dois conscientemente; são os capangueiros ou empregados das entidades, à cujo serviço evoluem na prática do bem, porém conservando suas forças de cobrança.

EXU COROADO: é aquele que após grande evolução como empregado das Entidades do Bem, recebem por mérito, a permissão de se apresentarem como elementos das linhas positivas, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Oguns, Xangôs e até como Senhoras.

Elemento e força da natureza: fogo
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno e Plutão
Nota musical: dó
Cor vibratória: vermelho (totalmente), variando a tonalidade de acordo com sua evolução
Cor representativa: vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo (vide nota especial no final do capítulo *)
Cor do colar (guia): vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo, como acima
Saudação: Aruê-Exu, Arô-Exu ou Laroiê-Exu
Negativo: Quiumbas
Amalá: carne de porco ou de boi crua, cabrito, galinha preta, farofa com azeite de dendê, pimenta da costa, pipoca sem sal e sem açúcar, banana d’água
Otí: cachaça para os machos e champanhe ou anis para as fêmeas
Local de entregas: encruzilhadas, cemitérios, praias, lodo, pedreiras, etc.

Na representação dos pontos riscados, Exu pode utilizar três tipos de identificação de acordo com a sua evolução, a saber:

Exu

ENCRUZILHADAS

Encruzilhadas

As encruzilhadas da figura acima, são utilizadas para a entrega de agrados ou descargas, na forma seguinte:
Encruzilhadas abertas: para todos Exus (indistintamente)
Encruzilhadas fechadas: para todos os Exus (indistintamente)
Porteira de Curral: Exu das Sete Porteiras
Encruzilhadas Mistas: Exus mirins, etc…
Encruzilhadas em “S” ou curvas: Exu Tira-teima
Encruzilhadas em pé de galinha: Dona Pomba-gira
Encruzilhadas de estrada de ferro: Dona Maria Padilha
Encruzilhadas de caminho do mato: Dona Maria Molambo

NOTA: Nas curvas em S nunca se caminha pelo lado do ângulo da curva. Nunca se deve atravessar as encruzilhadas em diagonal, principalmente as de dentro do cemitério. Ao utilizar-se uma porteira de curral, entra-se pelo lado direito e sai-se pelo esquerdo.

Nota especial da cor representativa e dos colares (guias) *

Vermelho e preto: para todos os EXUS de encruzilhadas.
Preto e branco: Para todos EXUS com chefia, independente do local a que pertença.
Preto e amarelo: Exclusivas para os EXUS da Calunga Pequena (cemitério)

EBÓ

O Ebó é o descarte das coisas desnecessárias.
Exemplo: restos de matanças, restos de amalás, ageuns, ervas, cêra, etc.

Exus femininos são conhecidos como Pomba-gira ou Bombogiras.

REPRESENTAÇÃO DOS EXUS ENTRE AS LINHAS DE UMBANDA

LINHA DE OXALÁ

7 – Exu Sete Encruzilhadas Comando negativo da linha
6 – Exu Sete Pembas Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Sete Ventanias Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Sete Poeiras Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Sete Chaves Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Sete Capas Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Sete Cruzes da Calunga Representante negativo na linha das Almas

LINHA DAS SENHORAS

7 – Exu Maré Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Dona Pomba-gira Comando negativo da linha
5 – Exu Má-canjira Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Carangóla Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Naguê Representante negativo na linha de Ogum
2 – Dona Maria Mulambo Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Dona Maria Padilha Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE IBEJI

7 – Exu Veludinho da Meia-noite Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Manguinho Representante negativo na linha de Senhoras
5 – Exu Tiriri Comando negativo da linha
4 – Exu Lalú Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Toquinho Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Mirim Representante negativo na linha de Oxoce
1 – Exu Ganga Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE XANGÔ

7 – Exu Pedreira Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Calunga Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Corcunda Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Gira Mundo Comando negativo da linha
3 – Exu Meia-noite Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Mangueira Representante negativo na linha de Oxoce
1 – Exu Ventania Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE OGUM

7 – Exu Tira-teimas Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Tira-toco Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Limpa-trilhos Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Tranca-gira Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Tranca-ruas Comando negativo da linha
2 – Exu Veludo Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Porteira Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE OXÓSSI

7 – Exu da Campina Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Bauru Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Lonan Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Capa Preta Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Pemba Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Marabô Comando negativo da linha
1 – Exu das Matas Representante negativo na linha das Almas

LINHA DAS ALMAS

7 – Exu Pinga-fogo Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Alebá Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Bára Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Come-fogo Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu do Lodo Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Brasa Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Caveira Comando negativo da linha

 

ELEMENTAIS

OS ESPÍRITOS DA NATUREZA

Os Elementais são Entidades Espirituais, relacionadas com os elementos da natureza, onde realizam desempenhos muito importantes, essenciais mesmo, à totalidade da vida natural, pois que, através das ditas Entidades, nos são oferecidos: ervas, flores, frutos, oxigênio, água e tudo o mais que o ser encarnado denomina deForças da Natureza.

São Entidades gerando, ordenando e dirigindo na natureza, suas manifestações peculiares e trabalhando dentro de uma linha evolutiva, diferente da dos seres encarnados. Podem ser percebidos pelo homem em certos estados de consciência, porém, pelos chamados irracionais, são notados e vistos com a maior naturalidade e amiúde.

Pertencem ao grupamento de espíritos que não tiveram, nem terão, vida material, situando-se numa escala evolutiva Angelical. À eles, cabe realizar a evolução da vida e da forma em nosso planeta. Acima dos Elementais, DEVAS MAIORES, estão os chamados Anjos e Arcanjos, e a escala se prolonga, até que cheguemos aos espíritos comandantes da natureza, os ORIXÁS.

Os Elementais são constituídos de LUZ - ou um tênue material auto-luminoso e sua forma é na apresentação, semelhante à humana. As variações de consciência evolutiva e deveres cumpridos, produzem mudanças na coloração da luminosidade e até interfere na própria forma.

Nas épocas da germinação, crescimento e desenvolvimento, a vitalidade e atividade destas entidades aumentam o seu contato direto com o mundo físico, e é quando se tornam mais visíveis, dançando, brincando e até de certa forma, imitando os seres encarnados.

Eles se agrupam sob o comando dos ORIXÁS da seguinte forma:

Plano 7

OXALÁ

SILFOS

Plano 6

SENHORAS

ONDINAS ou NINFAS

Plano 5

IBEJI

FADAS

Plano 4

XANGÔ

SALAMANDRAS

Plano 3

OGUM

ELFOS

Plano 2

OXÓSSI

GNOMOS ou DUENDES

Plano 1

ALMAS

AVISSAIS

SILFOS – ELEMENTAIS DO AR: São entidades de pequena estatura, de poderes mágicos, que os diferem dos outros espíritos da natureza, por serem de uma constituição sem forma definida, uma massa semisólida de substância etérea. Exemplo: fumaça, efeitos de luz através dos pirilampos, aurora boreal, arco-íris, etc.
Altura + / – 10 cm

ONDINAS ou NINFAS – ELEMENTAIS DA ÁGUA: São entidade do amor, que vivem nas águas do mar, lagos, lagoas, rios e cachoeiras, semelhantes asgraciosas mocinhas de cabelos longos. Comandam toda a fauna aquática e podem encaixar (incorporar) na forma de sereias, dragões, serpentes marinhas, gaivotas, etc.
Altura + / – 30 cm

FADAS – ELEMENTAIS ECLÉTICOS: São entidades voláteis, que atuam em todos os reinos da natureza, segundo à necessidade ou ordens recebidas. Apresentam-se muito belas e esvoaçantes em fascinantes evoluções, interferindo na coloração e matiz de tudo que existe no planeta.
Altura + / – 30 cm

SALAMANDRAS – ELEMENTAIS DO FOGO: São entidades diretas do fogo, que não possuem forma definida. Tem se, quando as vemos, a impressão de uma forma fundamentalmente humana; o rosto, quando não é velado pelas chamas, é de aparência humana, mas a maior parte das vezes, apresentam-se na forma de lagartixas, camaleões ou escorpiões.
Altura + / – 70 a 90 cm

ELFOS – ELEMENTAIS DOS METAIS: São entidades em muito semelhante aos SILFOS, sem forma corpórea definida, pois aparecem, da combinação do ar e do fogo sobre os metais. Por serem elementais belicosos, atuam amiúde através de cães, gatos e galos de briga.
Altura + / – 20 cm

GNOMOS ou DUENDES – ELEMENTAIS DAS FLORESTAS: São entidades que habitam as florestas e lugares desertos. Têm a forma semelhante à de um anão e atuam sobre tudo e sobre todos os que habitam ou transitam nas matas e florestas, dando sinais através de: bicho-pau, cobras e aves como a graúna, melro e semelhantes.
Altura + / – de 15 a 20 cm

AVISSAIS – ELEMENTAIS DA TERRA: São entidades que entrelaçam os elementos da terra e da água; apresentam-se em massa disforme, porém bem densa e atuam principalmente sobre:
a) Na água: cavalos marinhos, peixes-espada, camarões e crustáceos em geral, pois são seres que se alimentam do lodo aquático.
b) Na terra: minhocas, lesmas, caramujos e semelhantes, pois são seres que se alimentam da umidade do lodo da terra.

Nota: ver post sobre Elementais.

A CRUZ

A Cruz, pode ser encontrada em um número muito grande de variações, porém o modelo básico é sempre a interseção de dois segmentos retos, quase sempre na vertical e horizontal. O significado do símbolo da cruz é sempre a conjunção dos opostos: o eixo vertical (masculino) e o eixo horizontal (feminino); o positivo e o negativo; o homem e a mulher; o superior com o inferior; o tempo com o espaço; o ativo com o passivo; o Sol com a Lua; a vida com a morte, etc., pois tudo no universo (e no homem) nasce e se desenvolve a partir do choque doloroso de forças antagônicas. A Cruz afirma assim a relação básica entre o Celestial e o terreno, e que é, através da crucificação (o conhecimento dos opostos), que se chega ao centro de si mesmo (a iluminação).

Os vários tipos de Cruz conhecidos são:

CRUZ SIMPLES: a forma básica, símbolo perfeito da união dos opostos, do masculino com o feminino.Cruz SimplesCruz de Santo André

CRUZ DE SANTO ANDRÉ: símbolo da união do mundo superior com o inferior. Tem esse nome, porque segundo a história Santo André foi martirizado numa cruz com essa forma.Cruz de Santo Antônio

CRUZ DE SANTO ANTONIO ou TAU: tem esse nome porque reproduz o desenho da 19a letra grega Tau. Para os gauleses a Tau representava o martelo Cruz Cristãdo deus escandinavo THOR. Já era usada como significado simbólico pelos antigos egípcios, como a representação de um martelo de duas cabeças, o sinal daquele que faz cumprir. São Francisco usou a Cruz Tau, como assinatura.

CRUZ CRISTÃ: também chamada de CRUZ LATINA, é o mais exaltado emblema da fé cristã. Na origem, era um patíbulo, constituído por uma trave Cruz de Anuvertical de madeira e outra trave horizontal, próximo ao topo. Os romanos a utilizaram para a execução de criminosos, da mesma forma que ainda nos dias de hoje se usa a forca com a mesma finalidade.

CRUZ DE ANU: os assírios e caldeus usaram esta cruz, como representação do céu de seu deus ANU. Possivelmente esse símbolo sugere a irradiação da Cruz AnsataDivindade do Espaço em todas as direções.

CRUZ ANSATA: importantíssimo símbolo solar egípcio. Trata-se de uma cruz Tau, com um arco ou círculo na sua parte superior. A Cruz Ansata é na realidade um hieróglifo, significando vida ou ato de viver e formando parte Cruz Suásticadas palavras saúde e felicidade. Como símbolo microcósmico, isto é, análogo ao homem, o círculo representa a cabeça humana, o eixo horizontal os braços e o eixo vertical, o resto do corpo.

SUÁSTICA ou CRUZ GAMADA: um dos mais importantes símbolos de toda a humanidade. Ela representa a energia criativa do cosmos em movimento. Por isso ela pode ter dois sentidos:

  1. Destrógiro (braços movimentando-se para a direita)Cruz de Malta
  2. Sinistrógiro (braços movimentando-se para a esquerda)

A Destrógira representa o movimento evolutivo do Universo (positivo) e a Sinistrógira, o movimento de involução do mesmo (negativo). Somente nas últimas décadas, a suástica adquiriu má reputação, devido aos nazistas alemães a terem escolhido como símbolo do seu movimento.

CRUZ DE MALTA: também conhecida como Cruz de São João. Tem oito pontas como significado místico. É o emblema da Ordem dos Cavaleiros de SãoCruz Patriarcal João, da Ilha de Malta. É também muito usada em condecorações.

CRUZ PATRIARCAL: conhecida também como a Cruz de Lorena, Cruz Papalrepresentava os bispos e príncipes da Igreja Cristã.

CRUZ PAPAL: derivação da Cruz Patriarcal, usada como hierarquia por todos os Papas conhecidos.Cruz Rosa-Cruz

CRUZ ROSA-CRUZ: tem um significado místico e alegórico. Os rosa-cruzes explicam essa simbologia, interpretando a cruz como o corpo físico do homem, com os braços estendidos em saudação perante o Sol, no Leste. O Sol representa aqui a LUZ MAIOR. A rosa parcialmente desabrochada, no centro da cruz, representa a alma do homem, o seu interior, desenvolvendo-se dentro dele à medida que recebe e conquista mais Luz. Essa rosa no centro da cruz, também representa o ponto da unidade.

Pelo exposto, chega-se à conclusão de que somos em síntese uma CRUZ em evolução no Universo, e que só depende de nós próprios, qual a melhor ou pior forma que ela se apresentará perante o Supremo Arquiteto do Universo, quando tivermos que nos confrontar com a LUZ DIVINA.

FONTE: A Cruz - Revista Planeta

Apesar de ter sido difundida pelo cristianismo como símbolo do sofrimento de Cristo à crucificação, a figura da cruz constitui um ícone de caráter universal e de significados diversificados, amparados por suas inúmeras variações. 

É possível detectar a presença da cruz, seja de forma religiosa, mística ou esotérica, na história de povos distintos (e distantes) como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios e índios americanos.

Seu modelo básico traz sempre a intersecção de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino e a vida e a morte, por exemplo.

É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significado da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão.

De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.

Cruz simples: Em sua forma básica a cruz é o símbolo perfeito da união dos opostos, mantendo seus quatro “braços” com proporções iguais. Alguns estudiosos denominam esta como Cruz Grega.

Cruz de Santo André: Símbolo da humildade e do sofrimento, recebe esse nome por causa de Santo André, que implorou a seus algozes para não ser crucificado como seu Senhor por considerar-se indigno. Acredita-se que o santo foi martirizado em uma cruz com essa forma.

Cruz de Santo Antonio (Tau): Recebeu esse nome por reproduzir a letra grega Tau. É considerada por muitos, como a cruz da profecia e do Antigo Testamento. Dentre suas muitas representações estão o martelo de duas cabeças, como sinal daquele que faz cumprir a lei divina, encontrado na cultura egípcia, e a representação da haste utilizada por Moisés para levantar a serpente no deserto.

Cruz Cristã: Definitivamente o mais conhecido símbolo cristão, que também recebe o nome de Cruz Latina. Os romanos a utilizavam para executar criminosos. Por conta disso, ela nos remete ao sacrifício que Jesus Cristo ofereceu pelos pecados das pessoas. Além da crucificação, ela representa a ressurreição e a vida eterna.

Cruz de Anu: Utilizada tanto por assírios como caldeus para representar seu deus Anu, esse símbolo sugere a irradiação da divindade em todas as direções do espaço.

Cruz Ansata: Um dos mais importantes símbolos da cultura egípcia. A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando a regeneração e a vida eterna. A idéia expressa em sua simbologia é a do círculo da vida sobre a superfície da matéria inerte. Existe também a interpretação que faz uma analogia de seu formato ao homem, onde o círculo representa sua cabeça, o eixo horizontal os braços e o vertical o resto do corpo.

Cruz Gamada (Suástica): A suástica representa a energia do cosmo em movimento, o que lhe confere dois sentidos distintos: o destrógiro, onde seus “braços” movem-se para a direita e representam o movimento evolutivo do universo, e o sinistrógiro, onde ao mover-se para a esquerda nos remete a uma dinâmica involutiva. No século passado, essa cruz adquiriu má reputação ao ser associada ao movimento político-ideológico do nazismo.

Cruz Patriarcal: Também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de Caravaca possui um “braço” menor que representa a inscrição colocada pelos romanos na cruz de Jesus. Foi muito utilizada por bispos e príncipes da igreja cristã antiga e por jesuítas nas missões no sul do Brasil.

Cruz de Jerusalém: Formada por um conjunto de cruzes, possui uma cruz principal ao centro, representando a lei do Antigo Testamento, e quatro menores dispostas em cantos distintos, representando o cumprimento desta lei no evangelho de Cristo. Tal cruz foi adotada pelos cruzados graças a Godofredo de Bulhão, primeiro rei cristão a pisar em Jerusalém, representando a expansão do evangelho pelos quatro cantos da terra.

Cruz da Páscoa: Chamada por alguns de Cruz Eslava, possui um “braço” superior representando a inscrição INRI, colocada durante a crucificação de Cristo, e outro inferior e inclinado, que traz um significado dúbio, dos quais se destaca a crença de que um terremoto ocorrido durante a crucificação causou sua inclinação.

Cruz do Calvário: Firmada sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé, a esperança e o amor em sua simbologia.

Cruz Rosa-Cruz: Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade.

Cruz de Malta: Emblema dos Cavaleiros de São João, que foram levados pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta é muito utilizada em condecorações militares.

CHACRAS

Todo o ser humano, possui centros vitais, conhecidos com o nome de CHACRAS (que significam rodas girantes, em sânscrito). Eles são consubstanciados no indivíduo, para proverem os elementos vitais ao bom funcionamento e conseqüente equilíbrio de seus corpos, mental, astral e físico, quer esteja nesta última condição, quer fora dela, isto é, sem o corpo físico.

Localização dos Chacras

Os Chacras, que são 7 (os principais), são pontos etéreos sobre os quais incidem os 7 Fluídos Cósmicos Básicos, ou sete imagens elétricas, para então se transplantarem aos Plexos e Gânglios materiais em número de 49, todas as emanações necessárias à vitalidade, ao fim e ao uso da carcaça humana.

Os Chacras são na ordem decrescentes os seguintes:

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7o CHACRA CORONÁRIO: Conhecido no Hinduísmo como SASHARARA. Este ponto situado no alto da cabeça, atua no cérebro e cerebelo. Sua energia é a Essência Divina e corresponde ao que chamamos de 3o Olho. Seu atributo é a Fortaleza. Segundo o grau de vitalidade, pode gerar a Paciência ou a Ira. Recebe com maior intensidade a força vital do SOL, tem a forma de uma flor de 48 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o branco, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outra vibrações atuam, gerando a cor dourada. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OXALÁ, sendo o dia de melhor absorção de influências a sexta-feira. O médium distingue esta influência por forte turbulência na nuca, tonteiras, etc…

6o CHACRA – FRONTAL: Conhecido no Hinduísmo como AJNÃ. Este ponto situado entre os olhos, atua diretamente sobre a fronte, os sinos e os olhos. Sua energia é o Poder Oculto da Palavra. Seu atributo é o Respeito. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Firmeza ou a Leviandade. Sua vibração de cor atuante é em origem o Amarelo, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam gerando raias Azuis. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração das SENHORAS (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã), sendo o dia de melhor absorção de influências o sábado. Forma uma flor de 48 pétalas, sendo o planeta regente a LUA, nas suas quatro fases. O médium distingue esta influência por forte turbulência na fronte, que ocasionam, às vezes, dores de cabeça.

5o CHACRA – CERVICAL: Conhecido no Hinduísmo como VISUDDHA. Este ponto situado à altura da garganta física, atua diretamente na região do pescoço e toma assento ou fixação na faringe, laringe, glândula tireóide, etc. Sua energia é o Poder Supremo. Seu atributo é o Entendimento. Segundo o grau de sua vitalidade, pode gerar a Esperança ou o Receio. Recebe com maior intensidade a força vital de Mercúrio, tem a forma de uma flor de 16 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Vermelho, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando a cor Azul violeta. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de IBEJI, sendo o melhor dia de absorção de influências o domingo. O médium distingue esta influência, pela sensação de estar carregando alguém sobre os ombros.

4o CHACRA – CARDÍACO: Conhecido no Hinduísmo como ANÃHATA. Este ponto situado à altura do coração físico, atua diretamente sobre o coração, sangue, aparelho circulatório, etc. Sua energia é o Poder do Conhecimento. Seu atributo é a Sabedoria. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Humildadeou a Soberba. Recebe com maior intensidade a força vital de Júpiter, tem a forma de uma flor de 12 pétalas. Sua vibração na cor atuante é o Verde, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Amarelas com cambiantes Azuis. Na Umbanda, este ponto corresponde à vibração de XANGÔ, sendo o melhor dia de absorção de influências a quarta-feira. O médium distingue esta influência pelo ritmo acelerado, que é imprimido ao coração.

3o CHACRA – SOLAR (ou Solear): Conhecido no Hinduísmo como SVÃSBISTHANA. Este ponto situado à altura do umbigo físico, atua diretamente sobre as vísceras abdominais, tais como, fígado, pâncreas, órgãos do aparelho digestivo, etc.
Sua energia é o Poder do Pensamento Criador. Seu atributo é a Justiça. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Generosidade ou o Egoísmo. Recebe com maior intensidade a força vital de Marte e tem a forma de uma flor de 10 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Alaranjado, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Amarelo-avermelhadas com cambiantes Verdes. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OGUM, sendo o melhor dia de absorção de influências a terça-feira. O médium distingue esta influência por distúrbios estomacais e intestinais, com azia e desinteria, em casos mais agudos.

2o CHACRA – ESPLÊNICO: Conhecido no hinduísmo como MANIPURA. Este ponto situado à altura do baço físico, atua diretamente sobre o baço, pâncreas e glândulas supra-renais. Sua energia é o Poder da Vontade. Seu atributo é o Conselho. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Prudência ou aImprudência. Recebe com maior intensidade a força vital de Vênus, tem a forma de uma flor de 6 pétalas. Sua vibração na cor atuante é o Azul, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando tendências para o Vermelho violeta. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OXÓSSI, sendo o melhor dia de absorção de influências a quinta-feira. O médium distingue esta influência pela aparente falta de ar, é como se tivesse um torpor em todo o lado esquerdo, em conseqüência da expansão dos gases naturais internos.

1o CHACRA – BÁSICO OU SACRO: Conhecido no Hinduísmo como MULADHARA. Este ponto situado na base da espinhal dorsal física, atua diretamente sobre os órgãos pélvicos, próstata, bexiga, glândulas seminais, ovários, etc. Sua energia é o KUNDALINI (vide nota no 1) ou Fogo Serpentino Regenerador. Seu atributo é a Pureza. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Castidade ou a Imoralidade. Recebe com maior intensidade a força vital de Saturno, tem a forma de uma flor de 4 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Violeta, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Vermelhas com cambiantes Azuis. Na Umbanda este ponto de corresponde à vibração das ALMAS (Almas, Pretos-Velhos e Exus) sendo o melhor dia de absorção de influências a segunda-feira. O médium distingue esta influência pela aparente prisão ou dificuldade de movimento dos membros inferiores, assim como também o ativamento dos reflexos biológicos controlados pelos órgãos abrangidos por este Chakra.

Isto exposto, salientamos que a chave principal na mecânica da incorporação, precisa estar em harmonia fluídica com a vibração original do médium. Baseia-se a dita chave principal na influência do planeta, cor e dia correspondente da vibração e o chacra. Assim sendo, fica esclarecido que o chamado desenvolvimento mediúnico, deveria sempre obedecer única e exclusivamente à vibração original, que situa o planeta regente no nascimento do médium. As fixações (vide nota no 2) para as diferentes finalidades, como sejam, puxadas de outras linhas, obedecem à vibração e ao planeta em que estejam situadas, por afinidade, as Entidades Protetoras do médium, através das quais são dirigidas estas fixações.

Nota especial: Os Chacras (Rodas Girantes) em forma de flor, são apenas vistas pelas Entidades corretamente incorporadas e/ou pelos médiuns videntes, quando permitido.

Nota no 1 - KUNDALINI - Espécie de torrente de fogo líquido à subir pela coluna vertebral do ser humano, a qual ativa as energias instintivas ou inferiores, próprias do mundo animal. A pessoa que desenvolver o Chacra Básico descontrolada e prematuramente, dará entrada à uma torrente de energia elementar tão poderosa, que os seus desejos serão satisfeitos de imediato e terá poder sobre as demais criaturas. Este é o perigo para os que recebem influências privilegiadas deste Chacra. Por essa razão, nas diversas escolas espirituais existentes, nunca se desenvolve Mediunidade através dele, mesmo que por data de nascimento, dia e hora, a influência primária a que ele pertença.

NOTA No 2: – FIXAÇÕES - Assim se define na maioria das escolas (90%), melhor penetração das diversas influências espirituais. São consideradas como fixações, os Amacís (lavagem de cabeça), o Batismo e os banhos determinados (sempre do pescoço para baixo), que fazem parte da Ritualística da Umbanda.

CENTROS (CHACRAS) DE IRRADIAÇÃO
E RESPECTIVAS LINHAS NA LEI DE UMBANDA

Chacras

Cores no corpo

Vibrações de cor pura

Pétalas etéreas

Planeta regente

Coronário
OXALÁ
Branco ou
Dourado
Branco 48 Sol
Frontal
SENHORAS
Amarelo
c/raias azuis
Amarelo 48 Lua
Cervical
IBEJI
Azul
Violeta
Vermelho 16 Mercúrio
Cardíaco
XANGÔ
Amarelo
c/raias azuis
Verde 12 Júpiter
Solar
OGUM
Amar./
Verm.
Laranja 10 Marte
Esplênico
OXÓSSI
Vermelho
Violeta vivo
Azul 6 Vênus
Sacro
ALMAS
Vermelho
com ton. Azuis
Violeta 4 Saturno

Chacras

Atributos

Alternativas

Ativação corresp.

Dia

Coronário
OXALÁ
Fortaleza Paciência
ou Ira
Cérebro 6a
Frontal
SENHORAS
Respeito Firmeza
ou leviandade
Fronte sinus Sáb
Cervical
IBEJI
Entendimento Esperança
ou receio
Faringe
e laringe
Dom
Cardíaco
XANGÔ
Sabedoria Humildade
ou Soberba
Coração
Ap. Circ.
4a
Solar
OGUM
Justiça Generosidade
ou Egoísmo
Fígado
Ap. Dig.
3a
Esplênico
OXÓSSI
Conselho Prudência
ou Relaxamento
Baço
Supra-renal
5a
Sacro
ALMAS
Pureza Castidade
ou Imoralidade
Pélvicos
Ap. Genital
2a

 

ERVAS

Na Umbanda, utiliza-se litúrgica e ritualisticamente, as ervas de nossa flora para amacís, imantações, banhos de descarga, etc. As Plantas dos Orixás se dividem em3 grupos primordiais, à saber: POSITIVASNEGATIVAS e NEUTRAS.

Elas são assim catalogadas, conforme a fase lunar da colheita.

A.                Positivas - deverão ser colhidas na fase Crescente ou Cheia

  1. Neutras - deverão ser colhidas na fase Nova
  2. Negativas - deverão ser colhidas na fase Minguante

Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:

  1. Vibração de quem vai usá-la
  2. Vibração das demais ervas utilizadas
  3. Vibração da intenção com que serão usadas

POSITIVAS: são ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.

NEUTRAS: são todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.

NEGATIVAS: são ervas usadas explicitamente para negativar.

A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva; a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o , 4o e 5o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas das 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.

As ervas devem ser usadas de três formas diferentes:

A.                Para efeito medicinal

  1. Para efeito litúrgico
  2. Para efeito ritualístico

A) Para efeito medicinal, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como tratamento preventivo

  1. Como tratamento normal da doença
  2. Como abortivo rápido e definitivo da referida doença

I) Para uso preventivo, as plantas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.

II) Para uso no tratamento normal da doença as plantas devem ser colhidas nos 3o ,4o e 5o dias da lunação respectiva.

III) Para uso como abortivo as plantas devem ser colhidas sempre no 6o e 7o dias da lunação respectiva.

B) Para efeito litúrgico, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como imã, para atrair as vibrações do Orixá desejado.

  1. Como neutralizante entre duas forças ou Orixás.
  2. Como ação repulsiva ao Orixá não desejado.

I) Como imã, as ervas devem ser colhidas nos 1o, 2o e 3o dias da lunação respectiva.

II) Como neutralizante, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectiva.

III) Para efeito repulsivo, as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

C) Para efeito ritualístico, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como afirmação ou concordância de efeito litúrgico.

  1. Como equilíbrio entre as forças vibratórias implantadas durante a ação litúrgica.
  2. Como discordância com as forças imantadas.

Entende-se por força imantada, toda a vibração atuante no Ser, mesmo que seja à revelia do mesmo.

I) Como afirmação, as ervas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.

II) Como equilíbrio, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectivo.

III) Como discordância (descarga), as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

RELAÇÃO DAS ERVAS POR ORIXÁS

LINHA DE OXALÁ: arruda, arnica, laranja da terra (folhas), hortelã, poejo, girassol, vassoura branca, erva de Oxalá, erva cidreira, alecrim do campo, levante, alecrim miúdo, bambu (folhas), erva quaresma.

LINHA DAS SENHORAS: lágrimas de Nossa Senhora (folhas), mastruço, rosa branca (folhas), pariparoba, orirí de Oxum, erva-de-santa-luzia, espada-de-santa-bárbara, trevo (folhas), quina roxa, abóbora dantas, vitória-régia, açucena, erva-de-santa-bárbara, malva rosa, suma roxa.

LINHA DE IBEJI: amoreira (folhas), alfazema, salsaparrilha, manjericão, ipecacuanha, anil (folhas), capim pé-de-galinha, arranha gato.

LINHA DE XANGÔ: limoeiro (folhas), erva lírio, café (folhas), saião (folhas), erva-de-são-joão, abre caminho, quebra mandinga, erva de Xangô, quebra-pedra, Rui Barbo, louro, aperta ruã, Maria Nera, erva Moura, Maria Preta, erva de bicho.

LINHA DE OGUM: comigo ninguém pode, espada de Ogum, lança de Ogum, flecha de Ogum, cinco folhas, jurupitã (folhas), jurubeba (folhas), musgo (marinho), ipê (folhas), losna, romã (folhas), sabugueiro, erva-de-coelho.

LINHA DE OXÓSSI: picão do mato, cipó caboclo, barba de milho, mil folhas, funcho, fava de quebranto, gervão roxo, tamarindo (folhas), alecrim do mato, boldo, malvarisco, sete sangrias, unha de vaca, azedinha, chapéu de couro, grama barbante.

LINHA DAS ALMAS: café (grão), guiné pipíu, arruda (folhas), cambará, sete folhas, aroeira (folhas), erva grossa, vassoura preta, cravo de defunto, mal com tudo, cipó cabeludo.


ALQUIMIA DA UMBANDA

Na Alquimia da Umbanda, utiliza-se derivados de 3 reinos, à saber:

  1. Reino Mineral
  2. Reino Vegetal
  3. Reino Animal

I) REINO MINERAL: São utilizados, a pedra viva (Otá), ferro, cobre, latão, alumínio, zinco, assim como uma série de metalóides.

II) REINO VEGETAL: É utilizado um número incalculável de ERVAS, sendo que as principais já foram vistas acima.

III) REINO ANIMAL: Através de sacrifícios e também com os animais vivos, são efetuados na Umbanda diversos rituais. É um engano pensar que na Umbanda só utilizamos animais sacrificados, muito pelo contrário a maior parte dos rituais de uma Umbanda Racional, utiliza o animal vivo, que permanece vivo, sendo de mais ou menos (+/-) 10% o número de animais sacrificados.

Os animais utilizados são os seguintes:

A.                Aves

  1. Ovinos
  2. Caprinos
  3. Suínos
  4. Bovinos
  5. Eqüinos
  6. Répteis

a) AVES:

a1) Galinha-de-terreiro - Linha de Pretos-velhos (simples)

a2) Galinha-d’angola - Preto-velho (cruzado) e Senhoras

a3) Galinha-pedrês - Ibeji

a4) Galos – Ogum, Oxóssi e Oxalá (Xangô às vezes)

a5) Pombos – Senhoras, Ibeji, mas específico para Oxalá

a6) Patos – Uso exclusivo das Almas (Pretos-velhos)

a7) Morcego – Usado na Quimbanda, Catimbó, Vodu

(nunca para o bem)

b) OVINOS: Oxalá e gira de Ibeji

c) CAPRINOS: Exu – Específico para os coroados e batizados

d) SUÍNOS: Específico de Exu pagão e Elementares

e) BOVINOS: Oxalá, Xangô e Oxóssi (às vezes também para Exu Coroado)

f) EQUINOS: Ogum, especificamente

g) RÉPTEIS: São utilizados como segue abaixo:

RÉPTIL

LINHA QUE UTILIZA

Oxalá

Salamandra

Ibeji

Lagartos

Xangô e Ogum

Camaleões (*)

Senhoras

Cotias

Oxóssi, Caboclos e Senhoras

Sapos

Almas e Exus (todos)

Morcegos (**)

Exus Elementares, Vodu, Catimbó e Quimbanda

(*) Em certos terreiros são usados escorpiões

(**) Os morcegos são utilizados pelos bruxos, quimbandeiros e alguns Umbandistas de hoje, na Alquimia (elixir)

 

FRUTAS DOS ORIXÁS

Relação das frutas que têm grande vibração dos Orixás

ORIXÁ

FRUTAS

OXALÁ

Uva verde, pêra, melão

SENHORAS

Todas as frutas cítricas- limão, tangerina, laranja, sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo

IBEJI

goiaba, amora, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama

XANGÔ

marmelo, mamão, melão, melancia, abiu, abricó, caqui, fruta-de-conde

OGUM

graviola, banana (exceto d’água), ameixa, pitomba, ciriguela, abacate, abiu, lima-da-pérsia

OXÓSSI

coco, cana-de-açúcar, camboatá, sapucaia, cacau, caju, mangaba

ALMAS

jaca, abacaxi, cajá-manga, manga, carambola, fruta-pão, morango, banana d’água (especifica para Exus)

Estas frutas podem ser consumidas pelo Ser encarnado nos dias determinados para os Orixás, para reforço da freqüência dos mesmos em cada um. Também pode ser oferecido à alguém em intenção ao Orixá da pessoa, afim de angariar a simpatia do mesmo.

Nós que utilizamos estes três reinos, sabemos também que vivemos envolvidos no Reino dos Encantados, os quais agem diretamente sobre nossas vidas, através dos Elementos respectivos na natureza, coadunando-se com os respectivos Orixás, à saber:

ELEMENTO

ONDE ATUAM OS ENCANTADOS

ORIXÁ

LUZ

Tempo (horário)

Oxalá

ÁGUA

Marés, rios, cachoeiras e tempestades

Senhoras

TERRA

Calmarias

Ibeji

PEDRA

Odores, umes

Xangô

FERRO

Frio, inclusive dos metais

Ogum

MATA

Brisa, cheiro de mato

Oxóssi

FOGO

Raios, centelhas, incêndios

Almas

Torna-se necessário que utilizemos os três reinos; o mineral , o vegetal e o animal, com a sabedoria necessária e em conjunto com os Encantados e seus Elementos, para que possamos, o mais sabiamente possível, dar em nossas vidas, a seqüência efetiva às 3(três) Leis Fundamentais, que à tudo e à todos regem:

A LEI DO CARMA: crédito dado

A LEI DE CHOQUE E RETORNO: débito de cada Ser

O LIVRE ARBÍTRIO: que irá, em síntese, determinar o tipo de saldo que teremos em nossas Contas Siderais


SALVA E LEI DE SALVA

Existem duas coisas muito confundidas (a Salva e a Lei de Salva) que apesar de completamente diferentes, são utilizadas pelo Omolocô, e em todas as nações onde se utiliza a Umbanda como ritual, apesar de originárias das nações de Santo (Candomblé).

LEI DE SALVA

Na Umbanda permite-se o uso da Lei de Salva, assim como o é por tantas e quantas religiões existam; é uma espécie de pagamento para que alguém faça por você, o que por condições físicas ou necessidades diversas, o próprio não tenha condições. A Lei de Salva é determinada de acordo com a unidade padrão da moeda. Quando os negros vieram como escravos para o Brasil, a unidade padrão no Mercado de Escravos era a moeda de $400 reis (1 pataca), por esta razão a Lei de Salva é sempre baseada na unidade padrão vigente no local onde a mesma é aplicada, e que poderá conforme a dificuldade ou periculosidade do trabalho à ser efetuado, ser multiplicada por 3 (três), 5 (cinco) ou 7 (sete) vezes no máximo a unidade padrão utilizada.

A SALVA

A Salva é uma deferência prestada dentro da Umbanda, quando se quer dar destaque à visitação ao terreiro, por determinados seguidores da seita, tais como: chefes de terreiros, de qualquer hierarquia, personalidades ilustres, benfeitores do terreiro, autoridades civis, militares e religiosas, que conheçam a Lei e que mereçam essa deferência.

A Salva se divide em duas partes distintas:

1a) Uma bandeja quadrada ou oblonga, de acordo com o chefe do terreiro. Conforme as condições financeiras do terreiro, esta bandeja poderá ser de metal, aço inoxidável, prata, ouro ou até de platina.

2a) Um ALÁ, pálio sustentado por 4 ou 6 varas, que serve para acobertar a personalidade visitante.

Na bandeja, são colocados na parte da frente, dois recipientes quadrados: o da esquerda contendo pó de pemba e o da direita cinzas. No meio da bandeja, dois copos, sendo o da esquerda cheio de Otí do Orixá da Casa, e o da direita permanece vazio. Na parte de trás da bandeja, são colocados 7 (sete) recipientes arrolhados, com os Otís dos Orixás venerados pela Casa. Exemplo: Oxalá – água pura ou vinho branco; Senhoras – água mineral ou champanhe; Ibeji - guaraná ou água c/açúcar; Xangô – cerveja preta; Ogum – cerveja branca; Oxóssi - cerveja branca, vinho tinto ou aluá; Almas – vinho moscatel com mel de abelhas, café sem açúcar ou cachaça com mel de abelhas.

UTILIZAÇÃO DA SALVA

A Salva

Utiliza-se a Salva da seguinte forma: ela é montada e colocada do lado direito da entrada do Stadium (terreiro), assim como o Pálio, com os médiuns que irão segurá-lo.

A Salva é usada sempre que pressentida a presença de um visitante ilustre e incógnito; um chefe de terreiro, uma autoridade civil ou militar, um representante de outra religião, enfim aquele que por hierarquia mereça essa deferência. Caso o visitante, não faça a referência devida à Salva, será recebido sem as honras de Chefe de Terreiro, sem o Pálio, enfim entrará no terreiro como um qualquer.

 

PASSES

Os passes são a movimentação das Vibrações Cósmicas, que circundam à tudo e à todos no Universo. Os aplicados de modo geral em terreiros de Umbanda, subdividem-se em 7 (sete) tipos primordiais, à saber:

  1. Descendentes frontais
  2. Cruzados posteriores
  3. Descendentes posteriores
  4. Cruzados frontais
  5. Divergentes
  6. Convergentes
  7. Magnéticos

1 e 2 – DESCENDENTES FRONTAIS e CRUZADOS POSTERIORES

O Passe Descendente Frontal, destina-se a eliminar o reflexo negativo dos plexos materiais, o que faz baixar qualquer incidência na doença física. Por ser o chakrana parte posterior (costas), esse tipo de passe deve ser aplicado por Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um passe Cruzado posterior cruzando-se da esquerda para a direita, de cima para baixo, a partir do Chakra Cervical.

3 e 4 – DESCENDENTE POSTERIOR e CRUZADO FRONTAL

O Passe Descendente Posterior destina-se a eliminar a corrente espiritual negativa, o que faz baixar a incidência negativa espiritual espúria, eliminando interferências nocivas. Esse Passe deve ser aplicado por Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um Passe Cruzado Frontal cruzando-se da esquerda para a direita na retirada dos miasmas fluídicos e a seguir, da direita para a esquerda, para reavivar a salutar influência do fluído animal, que fará equilibrar a força de vida.

5 e 6 – DIVERGENTES e CONVERGENTES (vide Nota 1)

Os Passe Divergentes e Convergentes são essencialmente Espirituais; destinam-se exclusivamente à doenças espirituais e suas conseqüências materiais. Devem ser sempre aplicados em conjunto, começando pelos divergentes, que destinam-se exclusivamente a diluir, dilacerar, espargir toda a cúpula magnética maléfica em torna dos Chakras principais (coronariâno e frontal), seguidos dos convergentes que irão atrair, convergir, agrupar e aglutinar, enfim enfocar sobre os ditos Chakras toda a Força Vibracional do Astral Superior.

7 – MAGNÉTICOS (vide Notas 2 e 3)

Os Passes Magnéticos servem tanto para doenças físicas e/ou espirituais. Podem ser aplicados por Entidade incorporada, mas a maior parte das vezes é aplicadopor médium passista em vigília, que transmite reforço espiritual ou força vital material através de suas mãos voltadas em direção aos órgãos ou locais afetados, dos que necessitam se submeter à esse tipo de passe.

NOTA 1: estes dois passes só poderão ser aplicados por Entidade incorporada com Coroa, e sem colocar as mãos do seu aparelho (médium), sobre a cabeça do Ser em trabalho de passe.

NOTA 2: este tipo de passe é muito usado pelos participantes de Mesas Kardecistas, pela Igreja Messiânica com o nome de comunicação (Jorey), pela PerfectLiberty e também por rosacrucianos, cabalistas da Alta Esfera, além de todos os núcleos do Oriente. Na Umbanda são também utilizados na parte espiritual, quer individualmente quer em Cúpula Magnética, onde são feitas transmissões diretas de forças espirituais positivas para o alento e reforço das forças exauridas, a quem são aplicados.

NOTA 3: este tipo de passe é muito utilizado nas Nações Omolocô e Oriente.

NOTA ESPECIAL: conforme nos foi transmitido por um Orientador Espiritual, seria interessante que em todos os terreiros ditos de Umbanda, através do Guia Chefe ou Diretor Material, fosse ensinado aos filhos a boa utilização destes sete (7) tipos de passes.


INTERCOMUNICAÇÃO

A intercomunicação pode ser utilizada de três formas diferentes, à saber:

  • Intercomunicação física
  • Intercomunicação mental
  • Intercomunicação extra-sensorial

INTERCOMUNICAÇÃO FÍSICA: é aquela que dois seres fisicamente permutam através de diálogo direto de alguém para alguém.

INTERCOMUNICAÇÃO MENTAL: é aquela estabelecida entre dois seres que têm elos afetivos (lembranças, saudades, recordações, etc.), ou então diretamente através do pensamento (telepatia).

INTERCOMUNICAÇÃO EXTRA-SENSORIAL: é aquela que se estabelece em diálogo fraterno entre um Ser desencarnado e um ser encarnado do mundo físico, diretamente através de aparições.

PRECEITOS

Como em todo e qualquer dogma, a Umbanda também faz uso de preceitos específicos e predeterminados. Na Umbanda os preceitos são abstenções voluntárias em benefício da positivação ou negativação de cada um, e se dividem em 3 grupos distintos, à saber:

  • Primordial
  • Opcional
  • Ocasional

PRIMORDIAL: é o preceito indispensável à todos os médiuns sem exceção como preparativo para os trabalhos mediúnicos nas sessões de terreiro, e se dividem em 7 itens:

  1. Isenção de sexo, pelo menos 8 horas antes do início dos trabalhos mediúnicos.
  2. Isenção de ingestão de produto animal que dependa do sacrifício do mesmo, inclusive peixes, isenção esta à partir de 24 horas antes do trabalho mediúnico.
  3. Isenção nas 12 horas anteriores ao trabalho mediúnico, de maus pensamentos (ódio, orgulho, inveja, vaidade).
  4. Uso de roupa apropriada e predeterminada para o trabalho mediúnico.
  5. Banho de descarga, conforme determinado a cada um.
  6. Pontualidade ao início da corrente fraterna.
  7. Entregar-se ao trabalho espiritual sem a preocupação com a hora do término do mesmo.

OPCIONAL: é o preceito que, em adendo ao primordial, é determinado pelo Orientador Espiritual ou pelo Chefe do terreiro, para determinados médiuns:

  1. Isenção de produtos animais, mesmo que não dependam do sacrifício dos mesmos. Exemplo: manteiga, queijo, ovos, leite, etc.
  2. Banhos de descarga especiais e específicos.
  3. Firmeza extraordinária do Anjo de Guarda.

OCASIONAL: é o preceito de emergência, o que é praticado em caso de emergência, quando necessário ao trabalho mediúnico, fora da corrente fraterna.

  1. Firmar os Anjos de Guarda; o seu e da pessoa a ser atendida.
  2. Exigir no local o mais absoluto silêncio e concentração.
  3. Pedir licença e salvar o Orixá TEMPO.
  4. Mentalizar o Divino Nazareno, invocando à Ele a permissão do trabalho sem os preceitos normais e rogando-lhe o auxílio do Astral Superior.

Independente de todos estes preceitos, todo médium deve abster-se durante o trabalho mediúnico de jóias, bijuterias, objetos metálicos e dinheiro; enfim o médium deve procurar estar o mais puro possível para ingressar na corrente fraterna.


HORAS NA UMBANDA

Todas as horas da Umbanda são controladas por um Orixá independente dos demais, pouco conhecido, chamado ORIXÁ TEMPO, que é o determinante do envio das vibrações cósmicas, assim como o momento exato da utilização do ritual necessário. Como estamos encarnados no terceiro planeta do sistema solar, controlado por uma estrela de 5a grandeza, da 2a Galáxia, um planeta presídio por nós chamado de Terra, temos que nos atener ao sistema de contagem de tempo do mesmo, embora que não muito consonante com o Tempo Real. Baseados na nossa forma de contagem de Tempo, a Umbanda divide as horas de um dia em três tipos diferentes, à saber:

  • Horas Abertas
  • Horas Fechadas
  • Horas Neutras

HORAS ABERTAS: são consideradas horas abertas na Umbanda, as não classificadas como neutras ou negativas, portanto positivas para a feitura de qualquer dos trabalhos abaixo enumerados:

  1. Mentalização
  2. Vidência
  3. Irradiação
  4. Jogo de Búzios
  5. Agrados
  6. Amalás
  7. Amacís

HORAS FECHADAS: são aquelas que nenhum dos atos ritualísticos ou litúrgicos descritos acima podem ser efetuados. São consideradas horas fechadas, os 15 minutos anteriores e posteriores à HORA PEQUENA e à HORA GRANDE, ou seja de 11:45hs às 12:15hs, assim como também de 23:45hs às 00:15hs; horas que são destinadas à entrega de EBÓS, DESCARREGOS, ou o emprego da Força Negativa para a prática do Bem.

Nestas Horas Fechadas, não se deve praguejar, amaldiçoar, discutir, entrar ou sair de lugares cobertos e freqüentar locais espúrios.

HORAS NEUTRAS: são aquelas em que qualquer tipo de Ato Litúrgico ou Ritualístico é dado à cada um segundo, o seu mérito.

Estas Horas Neutras da Umbanda são muito utilizadas no Esoterismo e classificadas como HORAS TERÇAS e HORAS NONAS (6hs e 18hs).

NOTA: excetuando-se as Horas Negativas e Neutras, todas as outras horas do dia são consideradas como positivas.

Das 7 Linhas da Umbanda, apenas três podem interferir e alterar o ritual praticado em todas as horas:

  1. A Linha de Oxalá
  2. A Linha das Senhoras (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ)
  3. IBEJI

DISCRIMINAÇÃO DAS HORAS NA UMBANDA

HORAS

SEMANA

-

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Sábado

Domingo

Observ.

Espaço de 15 minutos após às 0hs até 00:15hs

Negativa

Até 1h

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 1 às 2hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 2 às 3hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 3 às 4hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Positiva

De 4 às 5hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 5 às 6hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Neutra

De 6 às 7hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 7 às 8hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 8 às 9hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 9 às 10hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 10 às 11hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Positiva

De 11 às 11:45hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 11:45hs às 12:15hs

Espaço de de tempo de hora fechada

Negativa

De 12:15hs às 13hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Positiva

De 13 às 14hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 14 às 15hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 15 às 16hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 16 às 17hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 17 às 18hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Neutra

De 18 às 19hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 19 às 20hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Positiva

De 20 às 21hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 21 às 22hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 22 às 23hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 23 às 23:45hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 23:45hs às 00:15hs

Espaço de tempo de hora fechada

Negativa


CRUZAMENTO COM PEMBA

O Cruzamento com Pemba é um ritual utilizado na Umbanda para melhor proteção dos médiuns que já contam com uma incorporação definida, e que por esta razão tomam também parte ativa em descargas fluídicas negativas. Em todas as Nações que praticam a Umbanda, não é permitido a um médium de incorporação, iniciar o seu trabalho sem que antes para isso, não houvesse se cruzado.

O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma: segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois cruzar a palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito. Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo cruzar o peito do pé esquerdo.


OS PONTOS NA UMBANDA

Na Umbanda o ponto é o elo de ligação entre o mundo espiritual e o mundo material, e se subdivide em dois tipos, à saber:

  1. PONTOS RISCADOS ou ZIMBAS
  2. PONTOS CANTADOS ou CURIMBAS

Tanto o Ponto Riscado como o Ponto Cantado têm sua primeira divisão como:

Ponto da tribo ou Clã

Ponto de trabalho

Em ambas subdivisões acima os pontos podem novamente se subdividir em:

a) Ponto de chamada

b) Ponto de apresentação (ou identificação) *(vide Nota no 1)

c) Ponto de falange

d) Ponto cruzado *(vide nova subdivisão a seguir)

e) Ponto de demanda

f) Ponto de Maleime (pedido de perdão)

g) Ponto de subida

O item (d) Ponto Cruzado, por sua vez, subdivide-se em:

1d) Defumador

2d) Ordenação

3d) Mão de Faca

4d) Mão de Ofá

5d) Cruzamento de Pemba

6d) Batismo

7d) Confirmação

8d) Amacís

9d) Casamento

10d) Retirada de Vume

IMPORTANTE: O Ponto Riscado ou o Ponto Cantado nunca deve ser interrompido no meio, principalmente por terceiras pessoas. Os Comentários sobre o Ponto Riscado ou sobre a inconveniência do Ponto Cantado, deverão ser postas ou comentadas por quem de direito, após o término dos mesmos.

Nota no 1: o Ponto de apresentação pode ser dado da mesma forma de duas maneiras diferentes e aceitos como certos:

Ponto da tribo ou Clã

Ponto de trabalho


GUIAS (colares)

A Guia (colar) é um ponto de referência e atração entre a Entidade e o médium. Ela é preparada para que haja maior facilidade de comunicação, ou um elo mais firme entre a Corrente Vibracional do Astral Cósmico e a Corrente Vibracional material dos médiuns.
A Confecção da guia, obedece quanto ao número de contas, uma das três séries, à saber:

Série de 7: Médiuns em preparação e etc.

Série de 5: Médiuns que terão sub-comandos

Série de 3: Médiuns que terão Comando

Na série de 7 estão incluídos os médiuns em preparação (desenvolvimento) e também os que, embora suas Entidades já tenham permissão para dar passes, consultas e participem de determinados trabalhos, jamais poderão alcançar as séries superiores, pois que assim está predeterminado em seu Karma.

Nesta série, as guias constam de 7 contas brancas, alternadas por uma conta da cor do Eledá, que de acordo com os méritos e a evolução, se acrescentará uma conta do Eledá, retirando uma branca, a cada ano, até perfazer 7 contas de cor e 1 branca.

Na série de 5, os médiuns são preparados para sub-comandos ou para substituí-los, à saber: Iaba, Mão de Faca, Mão de Ofá, e Ogam Calofé.

Nesta série as guias constam de 5 contas brancas, alternadas por uma conta da cor do Eledá, que de acordo com o mérito se acrescentará uma conta do Eledá, retirando-se uma branca a cada 3 anos, até perfazer 5 contas do Eledá e 1 branca.

Na série de 3 estão incluídos todos os médiuns, que tiverem por Karma, que ser preparados para comando: Cambone de Ebó, Pai ou Mãe Pequenos, subchefe e Chefe de Terreiro (Babalorixá ou Ialorixá).

Nesta série, as guias constam de 3 contas brancas, alternadas por 1 da cor do Eledá, que de acordo com os méritos, se acrescentará uma conta do Eledá, retirando 1 branca a cada 7 anos, até perfazer 3 contas do Eledá e 1 branca.

O mérito para o acréscimo nas guias, é sempre determinado pelo Comando do Terreiro, ou seja pelo Guia Chefe do Terreiro (ou Orientador), os subchefes Espirituais; nunca pela própria Entidade incorporante, no referido médium.

O médium, no decorrer do seu preparo, deverá receber as seguintes guias (colares):

  1. Guia de Oxalá: dada ao médium como segurança, após o seu Amacís e Batismo na Lei
  2. Guia do Obreiro: dado ao médium em consonância com a Entidade que ficará responsável pelo médium.
  3. Guia do Capangueiro: dado ao médium, com autorização da Entidade (acima) responsável pelo mesmo, afim de elo de ligação entre o médium e o empregado (Exu) da dita Entidade.
  4. Guia de Orixás: guias de referência aos Orixás que mais influem no médium (1o Adjutor e Adjutor Auxiliar).
  5. Guias do Eledá: guias com contas da cor do Eledá.

A – Pai de cabeça

B – Mãe de cabeça

 

PLANOS E GRAUS

A Umbanda existe desde que o SENHOR iniciou a criação, afetando à todos os seres encarnados ou não, nascidos ou por nascer em todos os reinos. Ela traz em seu bojo um sistema de controle do Cosmo, estabelecido pelo Astral Superior, cognominado de Planos e Graus. Por este sistema a menor vibração no universo, desde que comece a vibrar, obedece inexoravelmente ao controle do Astral Superior.

Foi estabelecido que os Planos de Evolução, em número de sete, fazem parte do acervo espiritual do Ser e consequentemente os Graus de Evolução, também em número de sete, fazem parte do acervo material do mesmo Ser.

Entendamos como acervo espiritual, a caminhada que a vibração faz através dos sete planos, a caminho do Grande Foco, de onde foi destacada ainda bruta, necessitando se lapidar.

Entendamos como acervo material a caminhada que o Ser desenvolve através das vidas materiais sucessivas (encarnações), com iguais oportunidades de progresso para que possa vencer seis dos sete graus da escala. Caso o Ser não consiga em uma vida material (encarnação), ultrapassar ou ter mérito para galgar o grau seguinte da escala, ele retornará quantas vezes se tornar necessário para que o faça. Ao conseguir atingir o 6o grau em determinado plano, com mérito de evolução ao desencarnar, o Ser receberá dupla promoção, isto é, em vez de galgar para o 7o e último grau do Plano em que estava, ele será transferido, com mérito, para o 1o grau do Plano subsequente. Convém notar que um Ser, ao conseguir atingir com mérito o 6o grau do Plano 6, terá como promoção ou prêmio a isenção definitiva de reencarne em Orbes materiais.
Ex: as entidades que incorporam em médiuns, em diversos rituais espiritualistas, inclusive na nossa Umbanda (caboclos, pretos-velhos, etc.).

Na Umbanda todo médium tem um ELEDÁ, ou seja, Pai e Mãe de cabeça, Eledá este comandado pelo Pai, sendo cada um dos Eledás, encaixados em um Plano definido, à saber:

Plano 7

OXALÁ

Plano 6

SENHORAS (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã)

Plano 5

IBEJI

Plano 4

XANGÔ

Plano 3

OGUM

Plano 2

OXÓSSI

Plano 1

ALMAS

Por sua vez os Graus são utilizados para medir a evolução do médium na corrente fraterna:

GRAUS

PERCENTAGEM

MEDIUNIDADE

ESP.

MAT.

1

7%

93%

Totalmente consciente podendo alterar, melhorar ou piorar a comunicação recebida

2

30%

70%

Consciente, porém conhecedor de suas responsabilidades

3

50%

50%

Perde a consciência e a memória, durante deteminados trabalhos

4

75%

25%

Semi-inconsciência. Vê tudo, assiste à tudo sem interferir, depois esquece

5

90%

10%

Semi-inconciência, em que a Entidade apaga tudo, não permitindo qualquer interferência do médium

6

93%

7%

Inconsciência total, durante os trabalhos, só sendo permitido ouvir, quando necessário ao aprendizado do médium

7

-

-

Só galgado após o desenlace, com mérito

Entenda-se entretanto que, a partir do 3o grau, a escala não é tão rígida, dependendo da vontade das Entidades, das condições emocionais e de problemas orgânicos dos médiuns; por essa razão, os médiuns ao se entregarem aos trabalhos mediúnicos, devem se isolar de todos os problemas materiais e pessoais.

DEFUMADOR

Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída a possibilidade da modificação ambiental, através da mesma. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, usa-se também desse expediente, ao qual chamamos de Defumador, que tem a função precípua de equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade. O defumador pode ser de três tipos, à saber:

  • Mantenedor do equilíbrio
  • Positivador do equilíbrio
  • Negativador do equilíbrio

Mantenedor do equilíbrio: tem por finalidade reforçar o equilíbrio já existente no ambiente, e para tal serão usadas as seguintes essências: Incenso, Benjoim e Mirra.

Positivador do equilíbrio: tem por finalidade reforçar a parte positiva, para equilibrar as negativações, principalmente se existirem assistentes externos à corrente fraterna, e para tal serão usadas as seguintes essências: Alecrim, Incenso e Benjoim.

Negativador de equilíbrio: tem por finalidade negativar totalmente o ambiente, reforçando a parte negativa. Por motivos de segurança, e para evitar que um leitor se quede à fazê-lo, deixamos propositadamente de dar as essências necessárias, o que só poderá ser ministrado à alguns, e escolhidos a dedo.

NOTA: Nos defumadores acima descritos, poderão ser adicionadas conforme a intenção, ervas dos ORIXÁS, porém, para que possam realmente surtir o efeito descrito, deverão manter no cerne, as essências preconizadas, para cada necessidade.


CARNAVAL

A partir da sétima lunação, depois de NANÃ (26 de julho), começa o período mais negativo, atuante sobre os seres viventes: o Carnaval.
Todos os erros conscientes ou inconscientes praticados pelo ser humano, até o dia de Nanã, são débitos jogados contra os créditos das boas ações e atitudes, e sendo o saldo negativo, será cobrado no período do carnaval, pois que todo o Exú, tem por ordem superior, a liberdade por 24 horas (terça-feira gorda) para começar a dita cobrança, da qual ninguém escapa. Por influência direta dos próprios Exús, os seres encarnados, aumentam ao seu bel prazer, os dias e as orgias carnavalescas, aumentando assim por conta e risco, o período de cobrança. É por isso que os filhos da Umbanda, desenvolvidos ou não, devem se abster do uso de fantasias, máscaras, bebida, de utilizar à título de folguedo coisas e apetrechos da religião, enfim, podem ver e assistir os outros neste período. Entenda-se que a abstinência não chega a ser uma proibição, com o que, seria ferido o LIVRE ARBÍTRIO de cada um, porém é um alerta vigoroso sobre a inconveniência altamente lesiva ao bem estar espiritual.
Normalmente no mês de julho, toda a humanidade tem um declínio nas freqüências recebidas do espaço até o dia 26, melhorando no princípio de agosto. Isto deve-se ao fato de a Freqüência Vibratória emanada dos Orixás, atingir em 26 de julho o ponto Neutro, ou Zero na escala (vide gráfico em Freqüências na Umbanda), portanto a época é difícil para todos e muito mais para aqueles que não tem o devido equilíbrio.


ÁGUA

A Água é um fator preponderante na Umbanda. Ela mata, cura, pune, redime, enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe terráqueo, basta exemplificar com as lágrimas, que são água demonstrando o sentimento, quer seja positivo ou negativo.
Sabemos que três quartas partes do globo, do planeta que habitamos, é coberto por água; 86,9% do corpo humano é composto de água ou carboridratos; mais ou menos 70% de tudo que existe na Terra leva água, tornando-se desta forma o fator predominante da vida no planeta. Por esta razão, ela é utilizada na Quartinha, no copo de firmeza de Anjo de Guarda.

COLOQUE UM COPO COM ÁGUA DO MAR OU ÁGUA COM SAL
ATRÁS DA PORTA.

Qual é o porquê disto?
Por que a água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica. Nunca se deve encher o copo de água até a boca, porque ela crepitará. Ao rezar-se uma pessoa com um copo de água, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água ficará fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda, para cruzar o terreiro, para jogar búzios, enfim, sem ter um copo de água do lado. A água que se apanha na cachoeira, é agua batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações negativas do local.
Por esse motivo nunca se deve pisar nos bueiros das ruas, porque as águas da chuva passando pelos trabalhos nas encruzilhadas, carrega para os bueiros toda a carga e a vibração dos trabalhos; convém notar que os bueiros mais próximos da encruzilhada são os mais pesados, porém não isenta de carga, embora menos intensa, os demais bueiros da rua.


OBRIGAÇÕES NA UMBANDA

O que é uma OBRIGAÇÃO?

É a confecção de um ponto de atração e ligação entre um ser encarnado e uma Força Superior (um Orixá). Na Umbanda essas ditas Obrigações, são preparadas com elementos naturais, fazendo desta forma uma alquimia, tal que, determina a Freqüência do Orixá desejado.

Qual é a melhor forma de determinar esta dita freqüência?

Pelo conhecimento detalhado de cada Orixá, a sua força, seu atributo, seu Oti (bebida), suas ervas, seu Amalá (comida), chegaremos à um determinado modo de fazer este Orixá vibrar.

As Obrigações se dividem em:

  • Feitura do Santo
  • Reforço do Santo
  • Emergênciais

As obrigações da feitura e do reforço são idênticas, já nas emergenciais, mudam de aspecto.

As obrigações da Feitura de Santo, como o próprio termo está dizendo, é preparado e entregue quando o filho é feito no Santo, só e exclusivamente nesta ocasião.

Pelo menos uma vez ao ano, na data dos Orixás, o filho deverá fazer um reforço das obrigações de feitura.

As emergenciais só deverão ser usadas em casos realmente de emergência (caso de uso de anestésicos em operações, assédios espirituais e possessões) e com a aquiescência e anuência de uma Coroa Maior.

As Obrigações na Umbanda devem ser feitas na seguinte ordem após o Amací, o Batismo e a Confirmação:

1a OBRIGAÇÃO DE EXÚ com o fito de resguardo do filho de ataque de inimigos esporádicos.

Após a de Exú, deverão ser feitas as obrigações dos demais Orixás (quer masculinos, quer femininos) exceto os do Eledá (Pai e Mãe de cabeça) que ficarão por último e que serão efetuados quando da feitura da pré-camarinha, nos filhos que não terão comando de terreiro e na Camarinha aos que se destinam ser Chefes de Terreiros (Babalorixá). Por terem os filhos de terreiro feito as obrigações de feitura (exceto a do Eledá), é que se torna imprescindível o reforço anual das obrigações já efetuadas. Quanto ao Eledá fica inteiramente à critério de cada filho fazer-lhes um AGRADO a contento.

A condição de ter o filho feito obrigações para os diversos Orixás do Panteon durante a sua feitura não determina necessariamente que tenha guias (colares) deste ditos Orixás. Esse colares devem ser pedidos pelas Entidades trabalhadoras e responsáveis durante o tempo da espera da Pré-camarinha ou Camarinha, porém, a cada guia nova corresponde a um novo reforço.

SENTIDOS

Os sentidos humanos são em número de 7, divididos em dois grupos, à saber:

  • Sentidos Extra-sensoriais
  • Sentidos Materiais

Os sentidos humanos têm relação direta com os ORIXÁS, e na Umbanda se relacionam da seguinte forma:

SENTIDOS

TIPO

ORIXÁ

1. PALADAR

MATERIAL

ALMAS, PRETOS-VELHOS

2. OLFATO

MATERIAL

OXÓSSI

3. VISÃO

MATERIAL

OGUM

4. AUDIÇÃO

MATERIAL

XANGÔ

5. TATO

MATERIAL

IBEJI

6. CLARIVIDÊNCIA

EXTRA SENSORIAL

SENHORAS (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ, NANÃ)

7. INTUIÇÃO

MATERIAL

OXALÁ

* A voz é o elo de complementação entre todos os sentidos.

A Intuição é um sentido extra-sensorial que faz a ligação direta entre os Espíritos Protetores (ELEDÁ) e o espírito do ser encarnado, através de ordens, conselhos, advertências e avisos, muitas vêzes confundido com a própria consciência do ser encarnado. É este sentido que nos faz, às vezes, ouvir vozes interiores, à zelar por nossos passos.

  • Clarividência expontânea
  • Clarividência provocada

Clarividência expontânea é aquela que acontece independente da nossa vontade, formando quadros de advertência nas ocasiões e lugares menos esperados.

Clarividência provocada o é através de duas formas diferentes: a Mentalização e a Vidência. A Mentalização é a forma grosseiramente material da clarividência em si e consiste em mentalizar à quem se deseja falar, ou ver, tentando fazê-lo de olhos cerrados, até conseguir.

A Vidência é a faculdade que todos têm inata, podendo ser desenvolvida, através de exercícios especiais, para que possa ver (de olhos abertos), à sua frente ou através de copo com água, bola de cristal, fumaça, etc., as Forças Vibracionais Espirituais ou também Forças Vibracionais Materializadas.


VIDÊNCIA – CLARIVIDÊNCIA
3a VISÃO

Abaixo, damos os exercícios praticados na Umbanda, Ritual do Omolocô, cruzada com o Oriente, que deverão ser ensinados aos neófitos, até atingirem a perfeita sintonia Interior/Exterior com o Universo.

1a Etapa – VIDÊNCIA: exercícios destinados à percepção de seres extra-sensoriais, que serão feitos através de: bolas de cristal, copo de cristal (liso) com água pura ou a fumaça da queima de elementos volatizantes (incenso, benjoim e mirra). O praticante deverá estar sentado, com o corpo relaxado, com o objeto do treinamento à sua frente. Deverá também estar com roupas adequadas, de coloração verde, num ambiente iluminado com uma luz verde. A prática destes exercícios, tem como horário ideal, o período entre 6hs e 18hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção de todo o tipo de alimentação animal, que implique no sacrifício do mesmo, nas 12 horas anteriores ao exercício.
2) Isenção de sexo e álcool pelo mesmo período.
3) Banho de descarga de Alfazema (vide Nota no 1)

2a Etapa – CLARIVIDÊNCIA: exercícios destinados à percepção de seres extra-sensoriais, com os olhos fechados. O praticante deverá estar sentado, com o corpo relaxado, usando roupas adequadas de coloração azul, num ambiente iluminado com uma luz azul. A prática deste exercício consiste em, de olhos fechados,procurar vislumbrar no cristalino dos olhos, as imagens e/ou quadros que irão se formar, sendo o horário ideal para este tipo de exercício, o período entre 22hs e 02hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção de todo o tipo de alimentação de origem animal que implique no sacrifício do mesmo, nas 24 horas anteriores ao exercício
2) Isenção de sexo e álcool pelo mesmo período.
3) Banho de descarga de Sândalo. (vide Nota no 2)

3a Etapa – 3a VISÃO: exercícios destinados a abertura da 3a Visão, que dará ao praticante a interligação direta com os 7 Planos Paralelos, proporcionando-lhe a possibilidade de auscultar as vidas anteriores, atuais e posteriores de todos os seres vivos e mortos. O praticante deverá estar com roupas adequadas de coloraçãoamarela, num ambiente iluminado com luz amarela, em postura Iogue de fluência do Kundaline. A prática do exercício consiste em entrar em estado de ALFA, sendo o horário ideal para este tipo de exercício, o período entre 2hs e 6hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção em definitivo de sua vida, a alimentação de origem animal, quer com seu sacrifício ou não.
2) Isenção de sexo e álcool nos 7 dias anteriores ao exercício.
3) Banho de descarga de CEDRO. (vide Nota no 3).

NOTAS

Nota no 1: a primeira etapa, quando cumprida com o amor necessário, será galgada em 7 lunações.
Nota no 2: é comumente chamado de concentração, com os olhos fechados, tentando ver o Sol brilhando. O tempo de duração desta etapa é identicamente igual à anterior.
Nota no 3: o preceito do item 2, tem a duração especificada somente durante os exercícios; após dado como pronto, o praticante deverá abolir em definitivo o sexo e o álcool de sua vida. O tempo de duração em média dos exercícios será de 21 lunações.

MEDIUNIDADE

Mediunidade é a ação consciente ou inconsciente dos seres encarnados, pois todos da chamada classe dos Racionais e alguns Irracionais possuem este Dom. A Mediunidade se divide em dois grupos principais e distintos, à saber:

  • Mediunidade Psíquica ou intuitiva
  • Mediunidade Somática ou mecânica

MEDIUNIDADE PSÍQUICA OU INTUITIVA: é aquela em que o médium, escuta palavras formarem-se no cérebro e as escreve (ou transmite) de livre e espontânea vontade. Como na maioria das vezes, a transmissão é rápida demais. Há neste grupo de mediunidade a possibilidade de que o médium escute uma coisa e transmita outra, ou melhor dizendo, escuta uma frase completa e dá-lhe sua própria interpretação, porém, na maior parte das vezes, contraria o sentido original do que foi recebido.

MEDIUNIDADE SOMÁTICA OU MECÂNICA: é aquela em que o Espírito domina e utiliza parte do corpo do médium, ou o todo, independentemente e sem possibilidade de interveniência do mesmo.

Em ambos os grupos de Mediunidade acima mencionados, encontram-se os seguintes tipos de mediunidade, em ordem decrescente em grau:

7) Clarividência

6) Vidência

5) Psicografia

4) Audição

3) Curadora

2) Passista

1) Incorporação (Mediunidade de Prova)

Todos os seres encarnados possuem estes sete tipos de Mediunidade, quer seja só de um grupo ou de ambos, latente à espera de um desenvolvimento (ou aprimoramento), porém tem sempre acentuado em especial, um dos tipos, que será a sua Mediunidade na presente existência.

Exemplo: é passista, curador, porém tem na incorporação o tipo mais intenso, pelo qual se desemcubirá dos demais.

CLARIVIDÊNCIA: é a atuação de uma vibração na mente do médium, descrevendo através dela quadros possíveis de acontecer, dependendo do fatorTEMPO.

VIDÊNCIA: é uma mentalização material, inata, podendo ver coisas materiais, passadas em outro local e/ou espirituais, de olhos abertos e de frente.

PSICOGRAFIA: é a faculdade mediúnica de receber vibrações, que os fazem transcrever mensagens espirituais.

AUDIÇÃO: é aquela em que o médium ouve vozes, transmitindo as boas e más notícias.

CURADORA: é a faculdade inata e esclarecedora da cura, através de conselhos, ervas, etc.

PASSISTA: é a capacidade de movimentar vibrações através de passes para equilibrar e fortalecer as forças positivas e diminuir e também equilibrar, as forças negativas.

INCORPORAÇÃO: é a faculdade de entregar o seu corpo à vibração do plano astral, facilitando a comunhão do Espírito Comunicador com as vibrações materiais do seu corpo, para que, através do mesmo, seja dado o socorro, a ajuda, enfim o esclarecimento e tudo necessário aos eternos pedintes que somos.

MÉDIUM: é o intermediário entre o plano físico (ou material) e o plano espiritual. Levando-se em conta os sete tipos principais de Mediunidade, cremos que 80% dos médiuns existentes têm como classificação primordial a INCORPORAÇÃO, porquanto este orbe é um planeta presídio e de expiação de faltas Karmicas. Os 20% restantes está proporcionalmente distribuído entre os restantes tipos de Mediunidade. Fazem parte fundamental do Curriculum do médium, que entende a sua missão, os seguintes quesitos voluntários:

  1. HUMILDADE
  2. OBEDIÊNCIA
  3. DESPRENDIMENTO
  4. DISCERNIMENTO
  5. PROPÓSITO
  6. FIM

O Fim, é o aprimoramento que o médium procura em todos os outros quesitos, e é vislumbrado quando o Ser percebe que o uso condigno e confiante da Mediunidade, tem valia em algo de bem e de bom para alguém. Todo o Ser é um iniciado em potencial, ignorando de início o Modus Operanti, utilizando-se do seu Livre Arbítrio, estudando o fenômeno, progredirá de acordo com a intensidade de suas qualidades essenciais.

Por esta razão, nem todos os médiuns têm progresso idêntico. Ser médium é em síntese, ser um pesquisador constante, que inicia por conhecer-se à si próprio, descobrindo e equilibrando suas forças positivas e negativas, para depois então, e só então, partir para o estudo do Universo que o rodeia.

HIERARQUIA EM UM TERREIRO DE UMBANDA

A hierarquia de um Terreiro de Umbanda é subdividida em dois comandos distintos, à saber:

  • Cúpula Espiritual
  • Cúpula Material

CÚPULA ESPIRITUAL: a Cúpula Espiritual é formada por três Entidades congêneres, semelhantes ou afins quanto à missão terráquea. Existe entre eles uma hierarquia singular, formando um triângulo equilátero perfeito, sendo que a Entidade do vértice superior do triângulo é o Orientador, que será substituído, em caso de necessidade, primeiro pela Entidade do angulo direito da base do triângulo e depois, na sua falta, pela Entidade do angulo esquerdo da base.
As demais Entidades incorporadas, assim como todos os participantes do terreiro, acatam e fazem cumprir as ordens emanadas da Cúpula Espiritual.

CÚPULA MATERIAL: a Cúpula Material é comandada pela Mãe Pequena.

CÚPULA ESPIRITUAL

Cúpula Espiritual

HIERARQUIA MATERIAL
NO TERREIRO DE UMBANDA

MÃE PEQUENA (ou Pai Pequeno): é o responsável material pelas ordens, quer espirituais, quer materiais, emanadas da Cúpula Espiritual. É quem controla todos os médiuns, quer na disciplina, quer na pontualidade, quer nos uniformes, quer na organização de obrigações, festividades, enfim toda a parte material dos rituais de um terreiro. É também o Cambone Especial do Guia Chefe (Orientador Espiritual ou seu substituto), tendo sempre uma IAÔ, a que tiver melhores aptidões, para substituí-la , em caso de necessidade.

CAMBONE DE EBÓ: subordinado diretamente à Mãe Pequena, sendo o único responsável, por todas as entregas negativas do Terreiro.

IABÁ: é a responsável pela cozinha do terreiro, pela confecção dos ageuns, amalás, e toda e qualquer comida necessária nos trabalhos.

COTA: é subordinada e substituta da IABÁ (só utilizada nos terreiros de Nação).

SAMBA: médium (mulher) em desenvolvimento.

IAÔ: médium (mulher) com feitura no Santo.

MÃO DE FACA: médium preparado especialmente para efetuar toda e qualquer matança de animais, quando necessário (muito usado em Nação)

MÃO DE OFÁ: médium preparado especialmente para fazer a colheita e a quinagem das ervas usadas na Umbanda, para amacís, confirmações, assim como para remédios e banhos de descarga.

OGÃ CALOFÉ: é o responsável por toda a corimba à ser puxada no terreiro, é também instrutor de toques de atabaque, assim como responsável, abaixo da Mãe pequena, pelo desenvolvimento do Pé de Dança, médium preparado especificamente para isto.

OGÃ DE ATABAQUE: médium preparado, exclusivamente para os toques de atabaque.

OGÃ DE CORIMBA: médium preparado, exclusivamente para a puxada da corimba (pontos cantados), respondendo diretamente ao Ogã Calofé, à Mãe Pequena, ou em última instância, ao chefe do terreiro.

CAMBONE: médium (homem) em desenvolvimento.

CASSUTÉS: médiuns (homens) com feitura no Santo.

NOTA: nos terreiros de Nação todos os médiuns, quer homens quer mulheres, com Feitura no Santo, chamam-se IAÔS.


DISTRIBUIÇÃO INTERNA
DE UM TERREIRO

Stadium

Um terreiro, para a prática da Umbanda, deve ter distintos os seguintes locais prefixados: o Stadium, o Pegí ou Gongá, Ala de Atabaques, Local da Assistência,Roncó, Casa de Exus, Cruzeiro das Almas, Tronqueira, e Casas ou Quartos dos Orixás, assim como Casa de matanças (opcionais só na Nação).

O STADIUM: é o local onde os médiuns (cavalinhos) fazem suas evoluções, e quando incorporados, os atendimentos. É nesse local que são efetuadas as Danças de Santo (também as brincadeiras para o Santo), o desenvolvimento, os atendimentos e as aulas, quando houver escola, dirigida pelo Orientador Espiritual.

O PEGÍ: é o altar sagrado dos rituais (ORÁCULO)

O RONCÓ: altar ou Pegí particular do chefe do terreiro, onde são feitos todos os Rituais Herméticos dos seus filhos de terreiro, tais como: amacís, batizados, confirmações e as demais obrigações. É exclusivo, para a troca de roupa do chefe do terreiro, e nele também são praticados os trabalhos de Rituais Especiais, quando necessário no atendimento de assistentes.

CASA DE MATANÇAS: é o local de uso e responsabilidade do Mão de Faca para fazer as matanças de animais, quando necessário. (Nação)

CASA DE EXU: é o local destinado à guarda dos apetrechos dos Compadres, das obrigações dos mesmos, e da troca de roupa dos médiuns, quando incorporados com os Exus.

CRUZEIRO DAS ALMAS: é uma lápide de mármore ou madeira, com 3 degraus, encimada por uma Cruz, a Cruz das Almas, e destina-se à queima de velas para as Almas, provenientes de promessas, compromissos, etc.

TRONQUEIRA: local destinado à ser feita a segurança primeira do terreiro e localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.

Por direito, do lado direito do terreiro devem ser erigidas tantas salas ou quartos quantos sejam os Orixás, onde deverão ser implantados as forças VIBRATÓRIAS e RITUALÍSTICAS de cada um, assim como, apetrechos e ferramentas, etc. É nestas salas, que se fazem os trabalhos especiais, com os médiuns ou para assistentes necessitados, de acordo com a necessidade vibratória.

Na Umbanda, não se deve utilizar Imagens ou Estátuas de outras religiões, apenas vultos de Preto-velhos, Caboclos, Crianças e Exus;

Quanto aos ORIXÁS, são representados pelas forças da natureza em que atuam.
Exemplo:

XANGÔ = pedra

OGUM = ferro

e assim por diante

Isto deve-se ao fato de que um Orixá é um espírito que nunca teve forma material, os que já a tiveram, são conhecidos como EGUNS.

A única exceção simbólica é a de OXALÁ, e tem-se sempre um vulto do Divino Mestre no centro do Pegí, do Stadium, pois foi o único que teve por missão, usar um corpo material, conforme determinado pela Administração Sideral.

 

 

PEQUENO VOCABULÁRIO
DE UMBANDA

Abaixo damos uma série de palavras muito utilizadas nas reuniões de Umbanda para o bom entendimento entre a Entidade comunicante e a pessoa que recebe a comunicação:

ABA: Cuidado, não maltratar
ABABA: Alguidar, cuia de barro
ABACÊ: Local das cerimônias (Terreiro, Stadium)
ABARÁ: Massa de feijão branco
ABÊRÊ: Indagador, bisbilhoteiro
ABEREM: Milho verde socado
ABÓ Meio (metade)
ABÔ EXIM: Égua (animal)
ACAÇÁ: Massa de milho branco
ADAM: Rato
ADO: Milho maduro em grão
ADUM: Doçura, meiguice
AFÓCHÊ: Instrumento musical, dança ritual
AFURÁ: Bolo de arroz com mel de abelha
ÁGUA QUE QUEIMA: Álcool
ÁGUA AZEDA: Vinagre
AGEUM: Comida de Santo (dada aos convidados)
AGO: Licença
AGO-IÊ: Dai-me Licença
AGRADO: Presente
AGUNJAIÁ: Puxa-saco
AMALÁ: Comida de Santo (específica p/entrega ao Santo)
APÔ: Javali
AQUANANÃ: Homossexual
ATARÉ: Pimenta da costa
BÁBÁ: Pai
BÁBÁ AGBA: Avô
BAJÉ: Podre
BAMBÁ: Temível, valente
BINGA: Coité de chifre
BURRO: Médium (termo usado pelos negativos)
CABA: Abelha
CABALA: Ritual e liturgia secretos
CACURUNCÁIA: Velha (mulher)
CACURUQUÊ: Velho (homen)
CAFIOTO: Criança (menino ou menina)
CAFÚNGA: Tristeza
CALANGO: Víbora
CAMATUÊ: Cabeça (de pessoa)
CARNE DE SOL: Carne-seca
CALUNGA PEQUENA: Cemitério
CALUNGA GRANDE: Mar
CARTOLA: Médico ou qualquer Dr.
CASA BRANCA: Hospital
CASA DE GRADE: Cadeia
CAVALO: Médium (termo usado pelos positivos)
CURIAR: Comer ou beber
CURIMAR: Cantar
CURIMBAR: Dançar, cantando
DEKÁ: Diploma, Certificado Sarcedotal
ELEDÁ: Pai(s) de cabeça + adjuntores (juntós)
ERÓ: Mistério, cabala
JABÁ: Esteira
JALAPO: Açúcar
MÁSIA: Água
MASÍA: Vento
NANGA: Roupa de trabalho (geralmente branca)
PONTA BRANCA: Cigarro
QUIZILA: Alergia, força contrária
SACATRAPO: Charuto
SALUIM: Dia dos mortos
SUNDA: Nome
TUIA: Pólvora
TUFADO: Temporal
ZIMBA: Assinatura, ponto riscado

 

Abará
Bolinho de origem afro-brasileira feito com massa de feijão-fradinho temperada com pimenta, sal, cebola e azeite-de-dendê, algumas vezes com camarão seco, inteiro ou moído e misturado à massa, que é embrulhada em folha de bananeira e cozida em água. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Iansã, Obá eIbeji).
Aberém
Bolinho de origem afro-brasileira, feito de milho ou de arroz moído na pedra, macerado em água, salgado e cozido em folhas de bananeira secas. (No candomblé, écomida-de-santo, oferecida a Omulu e Oxumaré).
Abrazô
Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de farinha de milho ou de mandioca, apimentado, frito em azeite-de-dendê.
Acaçá
Bolinho da  culinária afro-brasileira, feito de milho macerado em água fria e depois moído, cozido e envolvido, ainda morno, em folhas verdes de bananeira. (Acompanha o vatapá ou caruru. Preparado com leite de coco e açúcar, é chamada acaçá de leite.) [No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxalá, Nanã,Ibeji, Iêmanja e Exu.]
Ado
Doce de origem afro-brasileira feito de milho torrado e moído, misturado com azeite-de-dendê e mel. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxum).
Aluá
Bebida refrigerante feita de milho, de arroz ou de casca de abacaxi fermentados com açúcar ou rapadura, usada tradicionalmente como oferenda aos orixás nas festas populares de origem africana.

Quibebe
Prato típico do Nordeste, de origem africana, feito de carne-de-sol ou com charque, refogado e cozido com abóbora.
Tem a consistência de uma papa grossa e pode ser temperado com azeite-de-dendê e cheiro verde.

Comida  de:

ESU  Pipocas, farofa de farinha de dendê, farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, figado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho e mel.

OGUM Inhame, feijoada (em algumas nações), figado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto, bagre com molho de camarão.

IANSA Acarajé redondo frito no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho.

SANGO Amalá, acarajé longos, rabada com camarão seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru.

OBA  Acarajé, amalá, abara, ovos.

OSOSI Axoxo (milho de canjica vermelha cozida enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido, pamonha

LOGUM EDE Axoxo, omolucum, inhame

OSAIN   Feijão preto, farofa, mel e fumo

OBALUAIE / OMULU Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco.

OSUMARE Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com ovos, inhame

OSUN Omolucum, xinxim de galinha, Apeté, ovos cozidos, milho com coco.

YEMANJA Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva

NANA  Acaça, arroz, inhame, feijão fradinho, omolucum de feijão branco enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio.

OSALA Tudo branco, Ebô de milho branco sem sal,
(canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas de inhame cozido com mel.

Amacis, amalás, comidas & bebidas de santo terça-feira, jan 24 2012 


Nota: Irmãos, lembrem – se que seu Pai ou Mãe no Santo, são os que  devem confirmarem estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento…

Mojubá.

Quando relaciono aqui AXÉS COM ORIXÁ OGUN ,tenho como finalidade colocar a seu dispor ferramentas diversas para você receber,dar,na realidade manipular esta energia .São dicas das mais diversas na linha de orações,ebós,obrigações,agrados,simpatias,muitas destas manipulações são tão antigas como o pó da estrada,outras são frutos da evolução humana,espiritual e claro folclórica. Tradicional.

Não significa que são ebós para você vencer em todos os obstáculos que temos que enfrentar na estrada da vida ao longo de seu percurso ,mas com certeza lhe darão ânimo,força e determinação.

Fortalecendo o seu modo de pensar significa você sair de uma situação estagnada seja qual for e partir para uma situação que julga ser melhor,isto em todos os campos. Através da conquista do espaço desejado.

Pode ser uma viagem que não se concretize. Um namoro complicado,um amante que não se decide.Uma venda que não se efetue,bem…as orientações estão abaixo.

Desejo que você tenha discernimento para fazer a escolha,não apenas da ferramenta a usar,mas principalmente quanto a necessidade do uso.

Quem sabe não tem aqui uma receitinha especial para o seu caso?

Boa sorte

Ou Jafusi Inanga

Amacis, amalás, comidas & bebidas de santo

Os quitutes da cozinha africana pertencem a duas categorias: uns são destinados às cerimônias do culto e outros ao público assistente.

No preparo das comidas do ritual, devem ser observados vários preceitos, inclusive a não permanência de mulheres menstruadas nas cozinhas, sempre separadas da cozinha doméstica; o uso pelas iabás (cozinheiras do culto) e das cotas, suas auxiliares, dos trajes apropriados e respectivas guias.

Além disso, as panelas devem ser de barro, novas algumas vezes, as colheres de madeira, o fogo de carvão e lenha, para dar melhor sabor à comida. Até mesmo o modo de abanar e mexer a panela é diferente do usual.

Às vezes, depois de pronta a comida, joga-se os búzios, para saber se a comida foi aceita pelo orixá; em caso contrário, é distribuída ao público, preparando-se nova. Passemos agora, a explicar os nomes e o preparo das comidas de santo.

Canjica para Oxalá: Oxalá é o maior orixá do culto. Como Oxalá-Alufan, é o deus supremo, o criador do univers. Oxalá-Guian, é Jesus Cristo, o que veio depois para proteger e guiar os que estão sob sua proteção. Como Orixalá, protege tudo que estiver sob o Alá, formando-se essa palavra de orixá (espírito da natureza) e alá (o que cobre as criaturas). Orixalá pertence a um culto derivado do nagô na Bahia.

Este orixá não recebe homenagens e cerimônias juntos com os outros, tendo o seu assentamento em lugar reservado. Somente baixa de sete em sete anos, salvo em caso gravíssimos. Só arria em cavalos feitos dentro do culto e que se preparam com sete dias de antecedência para receber o grande orixá.

Esta comida, quando é preparada para Oxalá, não leva azeite de dendê e sim ori(limo da costa), preparado africano, que vem em folhas de bananeira. Quando pronta, é servida em tigelas brancas.

Amalá de Ogum: É feito de feijão-fradinho, levando camarão, azeite de dendê, etc.

Amalá de Xangô: É feito com rabado ou peito (carne fresca), quimbobô (quiabo) fresco, azeite de dendê, camarão, etc.

Acassá: Dá-se esta comida também para Oxalá. Deita-se o milho branco com água em vaso bem limpo, sem qualquer resíduo, até amolecer, ralando-se depois na pedra de ralar, passando-se numa peneira fina (urupemba), ficando ao cabo de algum tempo a massa no fundo do vaso. Isto pronto, escoa-se a água, deitando-se a massa no fogo, com outra água, até cozinhar em ponto grosso, retirando-se com uma colher de madeira, pequenas porções que são envolvidas em folhas de bananeira, depois de um rápido aquecimento no fogo, ou não.

Acarajé: Comida que se dá também para Iansã. Feita com feijão-fradinho depositado em água durante alguns dias, a qual é mudada diariamente, até perder a casca, sendo o grão ralado na pedra de ralar. Isto feito, revolve-se a massa com uma colher de madeira, até formar uma pasta, colocando-se como tempero cebola comum ou branca e o sal ralados.

Aquecida uma frigideira de barro aí se derrama azeite de cheiro (azeite de dendê) e com a colher de madeira, vai-se deitando pequenas porções de massa e formando-se pequenos croquetes.

Para o acarajé, usa-se um molho preparado com pimenta malagueta, seca, cebola e camarão seco, sendo tudo isso moído na pedra de ralar e frigido em azeite de cheiro, em outro vaso de barro.

Como estamos vendo, a arte culinária dentro do culto, obedece à rigorosa tradição, dando-se para cada orixá, a comida que lhe pertence:

Aussá: Dá-se esta comida também para Oxum. Cozido o arroz em água sem sal, mexe-se com a colher de madeira, até formar uma consistência, usando-se para isso um pouco de pó de arroz, cujo molho é preparado como se faz para o acarajé, levando-se este molho ao fogo com azeite de cheiro e um pouco de água, até que esta se evapore.

Aussá: Quando esta comida for feita para ser servida ao público assistente, leva pequenos pedaços de carne seca.

Efó: Serve para qualquer orixá, menos para Oxalá. Corta-se a erva conhecida como língua de vaca, “taioba” ou mostarda, pondo-se ao fogo a ferver com pouca água. Feito isto, escoa-se a água, espreme-se a massa daí formada e coloca-se de novo na mesma vasilha com cebola, pimenta malagueta seca, camarões secos e sal, azeite de cheiro, depois de tudo ralado.

Caruru: Dá-se para os Beijes e Xangô. No preparo desta comida, usa-se a mesma receita do efó, podendo ser feito de quimbobôs (quiabos), cortados bem finos, mostarda ou taioba, de óio ou outras gramíneas, como sejam as folhas dos arbustos conhecidos por unha de gato, bertalha, bredo de Santo Antônio”, capeba, etc. O caruru é ingerido com acassá ou efun (farinha de mandioca).

Ecuru: Conhecida também por pamonha que se dá para Xangô. Preparado o feijão-fradinho, como se faz com o acarajé, ou milho verde, coloca-se pequena quantidade em folhas de bananeira, como se faz no acassá, e cozinha-se em banho-maria.

Pronto o ecuru, isto é, cozido, a sua massa é diluída no mel de abelhas ou num pouco de azeite de cheiro com sal.

Xinxin: Esta comida dá-se para Oxum e Iansã. Sacrificada a galinha, depena-se, lava-se bem, depois de retirados os intestinos, cortando-a em pequenos pedaços; coloca-se na panela para cozinhar com sal, alho e cebolas ralados.

Logo que a galinha estiver cozida, ajuntam-se-lhe camarões secos em quantidade, sementes ou pevides de abóbora ou melancia, tudo ralado na pedra, e o azeite de cheiro.

Robó: Corta-se o inhame em pequenos pedaços, leva-se ao fogo com água temperando-se depois com o efó. Serve para Xangô.

Humulucu: Serve esta comida para Oxum. Cozido o feijão-fradinho, tempera-se com cebola, sal, alguns camarões, tudo ralado na pedra, botando ao mesmo tempo o azeite de cheiro.

Só é retirada do fogo a comida depois de cozidos os temperos.

Dengua: Dá-se para Oxalá, Ogum e Oxossi. Cozinha-se o milho branco, ao qual se junta um pouco de açúcar.

Abará: Serve esta comida para Xangô e Iansã. Coloca-se o feijão-fradinho em vasilha com água até que a casca saia do grão ralando-se depois na pedra com cebola e sal, com um pouco de azeite de cheiro, mexendo-se tudo com uma colher de madeira.

Tudo isso feito, envolve-se pequenos pedaços em folhas de bananeiras, como se faz com o acassá, e coze-se em banho-maria.

Abarem: Serve para Xangô. O milho usado para essa comida, é preparado como se faz para o acassá, fazendo-se depois umas bolas, que são enroladas em folhas de bananeira, aproveitando-se a fibra que se retira do tronco para atar o abarém.

Pode ser servido com caruru ou mel de abelhas e, dissolvido na água com açúcar é excelente refrigerante.

Ipete: Dá-se esta comida para Iansã. É feita com inhame, que, depois de descascado, cortado bem miúdo, é fervido até perder a consistência, quando é temperado com azeite de cheiro, camarões, cebola e pimenta, sendo estes temperos ralados na pedra.

Ado: Dá-se para Xangô. É milho torrado reduzido a pó, tendo como tempero o azeite de cheiro, podendo-se-lhe juntar mel de abelhas.

Olubó: Serve para Xangô. Descasca-se e corta-se a raiz da mandioca, em fatias muitos finas, que são postas a secar no sol. No dia seguinte, estas fatias são levadas ao pilão e aí trituradas e passadas em peneira ou urupema. Derramada água a ferver sobre o pó, produz o alubó, espécie de pirão.

Efun Oguede: Dá-se para Xangô. É feito com banana de São Tomé, não muito madura, descascada, cortada em fatias e colocadas ao sol para secar. Dias depois é pisada no pilão, passando-se na peneira, obtendo-se a farinha chamada “efunoguéde”.

Oguedé: Serve para Xangô. É feito com a banana da terra, frita no azeite de cheiro.

Feijão de leite: Serve para todos os santos, menos para Oxalá. Cozinha-se o feijão mulatinho ou o preto, pisado ou moído no pilão para se tirar a casca do grão, pela sua indigestibilidade, pelo que é preciso passar o feijão na urupema.

Feijão de leit: Depois disto feito, adiciona-se quantidade suficiente de leite de coco, para dissolver a massa, sal e açúcar, levando-se finalmente ao fogo até tomar ponto. O feijão de leite pode ser servido com qualquer espécie de peixe.

Moqueca de peixe fresco: Serve esta comida para Iemanjá, Oxum e Iansã. Limpa-se o peixe, escama-se lava-se com bastante limão e água, depositando-se as postas em frigideiras. Prepara-se depois o molho, composto de sal, pimenta malagueta, coentro, limão (de preferência vinagre), tomate e cebola, derramado sobre o peixe depois de tudo moído.

Antes de levar a frigideira ao fogo para cozer o peixe, deita-se o azeite de oliveira ou o azeite de cheiro, conforme o paladar, observando-se a preferência por ambos os óleos.

Cassuanga: O fubá de milho barrufado com água e sal, era levado ao fogo para ser torrado, sendo servido com leite e açúcar. Pode-se fazer de outro modo: põe-se o fubá, amendoim e açúcar, juntamente para torrar, pisando-se depois no pilão, fazendo-se daí suculenta paçoca, hoje usada no comércio, mas sem o primitivo gosto. Esta iguaria era muito usada pelos congos no alimento dos seus filhos, que sempre foram robustos, servindo também para as amas-de-leite, dando-lhe bastante leite.

Estas comidas tinham grande valor nutritivo e esplêndido sabor, deixando os africanos, na Bahia, quitutes hoje mundialmente conhecidos, vendo-se também que no Rio de Janeiro dentro do culto do Omolocô, as suas iabás preparam estas comidas em épocas de grandes festas, o que é raro.

Bebidas de santo

Para acompanhar as iguarias, falaremos das bebidas de santo, que foram com o tempo substituídas por outras que contêm uma fermentação quase idêntica as usadas no culto, embora com outro sabor, mas havendo semelhança; os orixás aceitas estas bebidas como Ogum aceita a cerveja branca, já a preta é para Xangô.

Aluá: Faz-se esta bebida de diversas maneiras consoante o santo que irá bebê-la.

Para Oxum faz-se com fubá de arroz, para Ogum é com milho branco; e para Xangô, o milho é torrado dando uma cor escura como gengibre.

O milho fica na água, dando em três dias a esta um sabor acre, de azedume pela fermentação. Coa-se a água, colocando-se pedaços de rapadura e, diluída esta, tem-se saborosa bebida e refrigerante.

Por este processo prepara-se o aluá ou aruá de casca do abacaxi, para ser distribuído aos assistentes.

Gronga:- É uma bebida feita de raízes e gengibre, para a confraternização dosmalungos (amigos) oferecida com saudação do ritual.

Esta bebida é muito usada na Linha das Almas.

Bebida de Oxossi: Do coco de dendê, extrai-se a seiva por meio de bambus, introduzidos no tronco da árvore, na incisão feita, passando depois a fermentação, para ter potência alcoólica, filtrada antes e engarrafada, ficando muito gostosa; é oferecida a Oxum em cuité com mel de abelhas, em folha de saião ou laranjeira.

Hoje esta bebida foi substituída pelo oti que tem o mesmo efeito alcoólico.

Amacis

Fundamentos de amacis e banhos de descarga
Amaci e o banho feito de várias ervas conforme a orientação do pai ou guia chefe dirigente de um terreiro. Tem por muitas finalidades limpar a aura (ori) do filho de santo, pessoas. de um modo geral as ervas são colhidas seguindo a sua intuição, ou seja para qual a finalidades e para que serve. E seguida de rituais para a colheita, respeitando a reza de Ossãe orixá responsável pelas ervas colhidas na matas, porém o filho de santo mais experiente pode fazer o seu banho com 7, 14, 21 ervas conhecidas. ( sempre é claro respeitando os fundamentos do seu terreiro).

Os amaci são usados para tomar banho de corpo inteiro inclusive o ori, pois todos passamos por encruza, ruas, e encontramos com pessoas com pensamentos mal intencionados, por isso é necessário tomar os amacis da cabeça aos pés.

O amaci serve também para limpar os ibás e fundamentos do terreiro, descarregar a casa após a sessão ou quando se sentir o ambiente carregado, basta para iso lavar a casa com o amaci sempre cantando para o orixá chefe do terreiro, ou do filho de santo para limpar a casa. O seu fundamento consistem em apanhar as ervas necessárias, lavá-las e macerar com a mão sempre com uma vela acessa pedindo para o orixá depositar seu axé, forças espirituais, etc, pois nesse momento sentirá a presença do mesmo para o complemento do seu amaci, sempre respeitando os procedimentos aprendidos, ou seja, pedir sempre auxilio aos orixás e entidades espirituais, para o descarrego, limpeza e força espiritual. Pode-se usar para banho, limpeza da casa do filho de santo ou terreiro, otás, ibás do orixá. Após o uso de seu banho sempre descarregar as ervas usadas em plantas e águas correntes limpas. para que leva o carrego, miasmas, ou larvas astral. se necessário fizer uso da sobra, deixar secar no forno ou ao sol, para a sua secagem e fazer defumação, pois tudo se aproveita e nada é destruído, mas caso não use o melhor e descarregar em uma planta ou água corrente. Banhos de cachoeiras, água de chuva, bica e poço natural, geralmente são usados pelo filho do orixá que rege, podendo ser do ori aos pés, ou acrescentar nas ervas.

Coloca-se em amaci, após o preparo, mel e sal para o tempero no lugar do mel pode se colocar açucar, ou um acaça, pois todos os orixás comem acaça, ou pode acrescentar água de canjica após o cozimento no banho. Não se enxuga o corpo e veste-se roupas claras de preferência no caso de uso pessoal no lar. Toma-se banho de preferência antes do inicio do trabalho e após o trabalho em seu lar, pois sempre estamos andando em encruzilhadas e ruas e lugares como bar, lojas etc.

Ao iniciar qualquer comida do santo e após despacho nas encruzilhadas se toma banho após o despacho. Cobre se com um pano branco o amaci e dependendo da quantidade no máximo dura 3 a 4 dias, após isso em alguns terreiros junta-se com o ebó, que é um outro banho com os axés do orixá, ou seja um banho muito mais forte e serve para descarregar qualquer pessoa muito carregada de egum. O seu preparo e feito com a mengá do animal e partes dele deixando com as ervas enterradas em um pote no terreiro ou próximos a casa do orixá. Isso é um fundamento de umbanda, não tem nada haver com o candomblé. Isso é apenas um conhecimento meu, passado por fundamentos e não livros.

Pode-se também observar a fase da lua e tomar o seu banho, não necessariamente se faz uso de um banho somente de um orixá, há muitas ervas conhecidas para banho, que pode ser misturadas e fazer o amaci. Nunca vai ao gofo esse amaci, necessário se faz tomar o banho frio. Outros banhos de ervas podem ser cozidas e somente deverá ser tomado banho do pescoço para baixo, nunca no ori, pois ai existe um fundamento que não se deve colocar nada cozido em seu ori. Para cada caso existe uma afinidades de banho, banho de descarrego, banho de atração, banho de purificação, banho de defesa, etc, etc.

O melhor amaci e preparado com ervas frescas, somente é acrescentado pemba por ordem espiritual, nunca por si só. Existem outros tipos de banho, como pipocas, somente por ordem espiritual, ou pelo orixá, nunca fazer por fazer por se tratar da ordem do orixá Obaluaê. Banho de pinga somente por ordem espiritual do exú, e nunca se usa na coroa(ori) da pessoa. Esse banho geralmente usa-se para descarrego de demanda ou associado ao bori ou fundamento do terreiro, somente para os que já tem fundamentos dentro do terreiro, nunca por um iniciante, pois há fundamentos ai para ser feitos, não pelo fato de ir na encruza
aberta e tomar esse banho.quando uma pessoa vai ser batizado na umbanda ou fazer algum bori, nunca se usa bebida de qualquer espécie alccolica no ori da pessoa é um erro isso, somente água e se necessário mengá, mas nunca bebida alcoolica, fato esse que pode levar uma pessoa ao vicio da bebida ou coisas piores, esse é um dos fundamentos de bebidas alcoólicas no ori. Pois o ori e a sua cabeça, onde o orixá e anjo da guarda se correspondem muita atenção ao seu ori.

Não se usa um amaci apenas “por usar”… é importante que se estabeleça um objetivo claro para o preparo. Vamos citar alguns desses objetivos, mas não são os únicos, pois pode haver uma infinidade de motivos e formas de se preparar um amaci:Amaci de preparação para apresentação – muito comum na Umbanda da atualidade, esse amaci consiste em folhas, cascas, sementes, frutos, etc, maceradas (quinadas, amassadas, trituradas), preparadas, caso sejam pelo próprio dirigente, com antecedência e deixadas na frente do conga, em iluminação de velas nas cores do Orixá regente da vibração. É usado nos cultos e giras coletivas, onde todos serão apresentados, em sua mediunidade, à vibração daquele Orixá. Normalmente é colocado no ori o qual é protegido com um pano branco ou uma cobertura adequada.Nota – percebo ainda hoje, mesmo sendo aben­çoados com tantas informações, muitos irmãos ques­tionam o uso dos amacis coletivos, encarando de forma que essa energia pode ser incompatível com a sua vibração original ou a vibração de seu Orixá de cabeça.Muito bem, entendendo que tudo na criação é vida e vibração, cada elemento vibra de acordo com uma nota (força) da criação, então cada erva tem seu (seus) Orixás, assim como as frutas flores, animais e tudo o mais. Sendo assim, teríamos que identificar o Orixá de cada ser vivente para que ele se alimentasse, vestisse, convivesse apenas com elementos compatíveis com sua vibração original.

Sabemos que isso é impossível, portanto não há nada de aberrante em se usar um amaci coletivo, na vibração específica de um Pai ou Mãe Orixá que não seja uma vibração direta de seu triângulo vibratório (Orixás Ancestral, Frente e Juntó).

Assim como não há nada de aberrante em usar algum elemento na cabeça, desde que você não esteja envolvido religiosamente em um contexto que não permita esse ato.

Amaci individual de iniciação – esse é o mais comum, preparado especificamente para o fim da iniciação individual, será determinado pelo guia chefe do próprio médium ou pelo dirigente (ou Guia Dirigente do terreiro). A forma com que será iluminado, cores, numero de velas, etc, será também definido por eles.

Normalmente são feitos com antecedência do ato iniciatório e poderá ser usado por dias anteriores ao momento da iniciação.

Amacis específicos – assim como os individuais, podem ser determinados pelos guias como forma de atuar com muito mais intensidade do que um banho. Por exemplo, peguemos um caso de atuação negativa, causando reações orgânicas que levam a geração de doenças físicas. Num exemplo como esse, podemos recomendar um amaci de limpeza, usado por um, três, cinco ou até sete dias, todos os dias antes de dor­mir a pessoa colocará esse preparo no chacra coronário e eventualmente em algum outro chacra ou parte do corpo onde está localizada a ação negativa e o reflexo da doença, envolvendo com um tecido branco ou colorido de acordo com a necessidade.

Dentro de um terreiro, é muito positivo o preparo dos amacis por todos. Juntar os médiuns em reunião es­pe­cífica para isso, com um bom conjunto de ervas e líquidos (bebidas rituais, essências, etc.) Podemos usar ervas secas ou frescas para os amacis. Se for usar preparos prontos, use somente os de ervas escolhidas para aquela vi­bração e nunca os líquidos prontos, que prezam pela facilidade mas nunca pela competência vibratória.

Pegue as ervas, triture-as de preferência com as próprias mãos, já em uma bacia ou recipiente apropriado (se puder, use recipientes metálicos ou de vidro). Adicione água mineral, que pode ser usada para todos os preparos, de todos os Orixás e para todos os motivos. Triture um pouco mais com as mãos e adicione os líquidos necessários, e por último as pétalas de flores, se forem usadas.

Deixe repousar por algum tempo, que pode variar de acordo com a necessidade do preparo. É muito positivo iluminar esse amaci em um circulo com sete velas acesas, que seguem as cores do Orixá regente

Por experiência própria, posso recomendar que em todos os amacis, de qualquer Orixá, sempre esteja presente pelo menos uma erva de Pai Oxalá. Entendemos que esse amado Pai está presente em toda a criação e a atuação de suas ervas reflete um caráter “formador, condensador, magnetizador” mesmo.

Um pouco sobre as ervas e os Orixás

UM POUCO SOBRE O USO DAS ERVAS

Na liturgia e nos rituais de Umbanda, vemos o uso de ervas seja na forma de amacís, imantações, banhos de descarga, etc. Isso porque as ervas detém grande quantidade de energia vital, no elemento vegetal, que através de suas combinações podem produzir determinado efeito positivo ou negativo, como tudo que é energia no Universo.

As ervas possuem forte poder para atuarem em nossa aura, em nosso campo energético, fato este já conhecido pelos indígenas, e demais povos ancestrais que já as utilizavam para diversos fins.

Como já dito, através do uso de sua energia as ervas podem ser classificadas quanto aos seus efeitos, sejam positivos, negativos ou neutros. Diante desse conhecimento, a Umbanda utiliza-se desse elemento para desenvolver seus rituais, seus descarregos, curas ou fortalecimentos, tudo comandado pelas entidades espirituais que determinam o uso apropriado do elemento vegetal conforme o caso.

Uma das formas de utilização das ervas na Umbanda, são na forma de banho. Os banhos de descarrego são usados para eliminar vibrações negativas, limpando o perispírito de miasmas negativos, magia negativa ou mesmo da influência de obsessores. Os banhos de fixação, para adquirir vibrações positivas, vitalizando os chacras do médium de energia positiva para fortalecimento dos processos mediúnicos ou de ligação do espírito encarnado com seus guias e entidades atuantes.

O uso destes banhos são de grande importância e depende do conhecimento e uso de ervas e raízes, nas suas diferentes qualidades e afinidades, que devem entrar na composição dos mesmos, não se podendo facilitar quanto a isso.
Geralmente para banhos deve-se usar as ervas frescas, e este deve ser preparado dentro de um ritual, o qual consiste em:

1. Nunca ferver as folhas junto com a água.

2. As folhas devem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de louça, ágata ou potes de barro.

3. Em alguns casos, quando não houver necessidade de água quente, as ervas devem ser quinadas diretamente sobre a água.

4. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como pôr exemplo: água de mina, de poço ou água mineral.

Ocorre uma diferenciação, também, na forma em que se deve tomar o banho. No de descarrego, deve-se molhar do pescoço para baixo, jamais a cabeça; já no banho de fixação, este deve ser tomado de corpo inteiro. Não se deve enxugar o corpo totalmente após os banhos indicados na Umbanda, para que haja maior captação ou eliminação da energia propiciada pelas ervas usadas no banho.

Deve-se, após o banho, as ervas utilizadas serem jogadas, de preferência em lugares de água corrente, como rios ou mar.

Há banhos para todos os Orixás e Entidades e muitos banhos têm dia e hora certos para tomar.

As ervas são também usadas no ritual do amaci.

Amaci é um banho de ervas que se faz no médium iniciante na Umbanda com as ervas específicas do Orixá de cabeça do médium, este banho é dado inclusive na cabeça do médium e tem a finalidade de limpar o campo astral e preparar o médium para entrar na corrente mediúnica, é uma preparação, uma espécie de primeira confirmação do médium na corrente mediúnica, é um vínculo energético do médium com o seu Orixá, com a casa e com o seu Pai no Santo porque somente o Pai no Santo pode dar este banho (entendam banho, como sendo a colocação do amací na coroa do médium) e colocar a mão na cabeça do médium.

A partir deste ponto o médium é um médium de Umbanda e está energeticamente vinculado ao seu Orixá.

Também visa propiciar ao médium maior contato com seus Orixás de Coroa, devendo o dirigente do templo colher as ervas de todos os Orixás, uma de cada pelo menos, e colocá-las quinadas dentro do preparo que será feito com as quatro águas (mar, cachoeira, chuva e fonte/mineral), com 3 (três) dias de antecedência do ritual do Amaci.

Além do amaci conforme descrito anteriormente, ao qual o médium se submete ao entrar para um templo de umbanda, anualmente é feito este ritual com a finalidade de preparar o médium para receber as energias vibrantes do terreiro, além de oferecer ao filho de fé a limpeza de seu campo áurico, bem como confirmar as entidades trabalhadoras da coroa daquele médium.

         AS ERVAS DOS ORIXÁS

Abaixo estão relacionadas as ervas mais conhecidas e usadas na Umbanda para banhos e outras finalidades.

Oxalá - Boldo ou Tapete de Oxalá; Saião ou Folha da Costa ; Manjericão ou Alfavaca Branca ; Sândalo; Patchuli; Colônia; Alfazema; Algodoeiro; Capim Limão; Girassol; Maracujá; Jasmim; Erva Cidreira. entre outras.

Xangô - Levante ou Elevante; Quebra-Pedra; Fortuna ; Erva Lírio; Pata de Vaca; Pára-Raio; Gervão Roxo; Manjericão Branco; Erva de Santa Maria; Malva Branca; Sucupira; Limoeiro; Café; Alecrim do Mato, entre outras.

Ogum - Espada de São Jorge; Peregum Folhas Amarelas e Verdes; São Gonçalinho; Aroeira; Vence-Demanda; Comigo-Ningém-Pode; Romã; Jurubeba; Mangueira; Pinheiro; Goiabeira; Abacateiro; Canela, entre outras.

Obaluaiê (Omulu) - Hera; Canela de Velho; Assa-Peixe; Erva-de-Passarinho; Levante ou Alevante; Jurubeba; Manjericão Roxo; Camomila; Babosa; Mamona Branca; Aroeira; Jamelão; Carnaúba, entre outras.

Yemanjá - Manjericão; Colônia; Saião; Levante; Jasmim; Malva Rosa; Lágrimas de Nossa Senhora; Pata de Vaca; Parreira; Camomila ou Macela; Poeijo; Trevo; Violeta; Boldo; Alaga Marinha; Gerânio, entre outras.

Oxóssi -  Alecrim do Campo; Peregun Verde; Mangueira; Chapéu de Coro; Abre Caminho; Vence-Demandas; Jureminha; Erva Doce; Pitangueira; Romã; Sabugueiro; Malva Rosa; Levante; Capim Limão; Violeta, entre outras.

Nanã - Erva Quaresma; Manjericão; Agoniada; Mostarda; Agrião; Bertalha; Espinafre; Hortênsia; Cedinho; Erva-Cidreira; Camomila; Beringela; Erva-Mate; Avenca; Jaqueira; Cavalinha, entre outras.

Oxum - Jasmim; Erva -Cidreira; Colônia; Agoniada; Camomila; Lágrimas de Nossa Senhora; Erva Doce; Lírio Amarelo; Mamão; Boldo; Vitória-Régia;Gengibre;Melancia;Agrião; Melão; Coentro; Celidônia, entre outras.

Yansã - Pára-Raio; Dormideira; Erva Santa Bárbara; Cana do Brejo; Erva Prata; Gervão Roxo; Anil.; Violeta; Losna; Arruda; Orquídea; Mal-me-quer; Alfazema; Anil; Cipó Azogue; Alfazema de Caboclo, entre outras.

Ibeji - Amoreira; Anil; Alfazema; Abre-Caminhos; Parreira; Colônia; Erva-Cidreira; Pitangueira; Camomila; Erva Doce; Cajá; Morango; Capim Limão; Lírio; Benjoim; Tangerina; Fruta de Conde; Hortelão, entre outras.

Exú - Vassourinha; Fumo; Babosa; Tiririca; Bananeira; Pinhão Roxo; Vence-Demandas; Comigo-Ninguém-Pode; Jurubeba; Urtiga; Amendoeira; Bambu, entre outras.

              ERVAS PARA AFASTAR MAUS ESPÍRITOS

São usadas para fazer Sacudimentos de Pessoas e Ambientes como: Losna; Cipó; Comigo-Ninguém-Pode; Fumo; Alho; Crisântemo; Bananeira; Abre-Caminhos; Espada de São Jorge; Pinhão Roxo; Guiné; Mamona, entre outras. 

ERVAS PARA AMULETO

Usadas com a finalidade de Proteção e Segurança, são as seguintes: Alfavaca ou Manjericão; Guiné; Arruda; Indirí; Alecrim; Canela Preta; Espada de São Jorge, entre outras.

 ERVAS CONTRA FEITIÇOS

Betônica; Briônia, entre outras 

             ERVAS PARA TRABALHO

Tais como Imantação de Otás, Materiais de Culto, para o ORI, são elas: Obi; Orobô; Urucum; Dandá; Erva de Passarinho; Pimenta; Bejerecum; Bálsamo de Tolu; Choupo; Amansa – Besta; Canela; Aridam, entre outras.

Amacis – Oxum, Ogum, Cosme e Damião e Sete Linhas

Oxum
2 panos brancos e virgens
folhas de guiné
folhas de Lágrima de Nossa Senhora
folhas de boldo
ramos de manjericão
folhas de alfazema
ramos de arruda
1 flor branca
Substituição: Folha de mentruz, alecrim, hortelã e poejo
Regência: Cachoeiras, lagos, riachos
Cor: Azul escuroOgum
2 panos brancos e virgens
espada de São Jorge
Obs.: Não tem substituição
Regência: Calçada da Calunga pequena (lado de fora) e estradas
Cor: Vermelho e brancoCosme e Damião
2 panos brancos e virgens
ramos de trevo
ramos de alfazema
ramos de camomila
ramos de alecrim
ramos de manjericão
ramos de poejo
1 flor branca
Substituição: Folha de boldo, amaro e erva-doce
Regência: Nos jardins
Cor: Rosa e azulSete Linhas
2 panos brancos e virgens
ramos de arruda
folha de boldo
folha de comigo-ninguém-pode
folha de couve manteiga
folha de samambaia do brejo
espada de São Jorge
folha de goiaba
Substituição: Folha de café, manjericão ou alecrim

EGUNITÁ é a Orixá Cósmica apli­cadora da Justiça Divina na vida dos seres racionalmente desequilibrados. Fogo, eis o mistério de nossa amada mãe Egunitá, regente cósmica do Fogo e da Justiça Divina que purifica os excessos emocionais dos seres de­sequilibrados, desvirtuados e viciados.Orixá: Egunitá Elemento: FogoSentido Divino: JustiçaFator principal: Consumir, purificar, energizar

Atribuição: Purificar o emocional humano

Ervas Quentes: Arruda, buchinha do norte, cânfo-ra, eucalipto, jurema preta, urucum fumo (tabaco), pára raio, tiririca, comigo ninguém pode, limão.

Verbos atuantes nas ervas quentes: Queimar, consumir, aquecer, fundidor, fusor.

Ervas Mornas: Açafrão Raiz, Alfavaca, Arnica do Ma­to, Ca­lêndula Flor, Canela, Arte­mísia, Carapiá Raiz, Chapéu de Cou­ro, Cipó São João , Erva de Sta Maria – Mentruz, Girassol – Semente c/ casca, Guaraná Semente, Imburana Semente, Incenso Resina, Laranja Amarga Casca Fruto, Laranjeira Folha, Louro.

Verbos atuantes nas ervas mornas: Energizar, inflamar, excitar, estimular.

Flores: girassol, begônia, flores do campo

Portais de cura: calcita laranja, rodelas de limão cravo, velas laranja e vermelhas, carvão, azeite de dendê.

Frutas e alimentos: moranga, morango, frutas vermelhas e frutas cítricas – limão cravo, mexerica, laranja, etc.

Banho / Amaci – purificador ou cura: arruda, eucalipto, tabaco, para raio, folhas de limão, aroeira, jurema preta, folhas de gengibre, açafrão (cúrcuma), cebolinha

Banho / Amaci – apresentação, gira ou iniciação: calêndula, santa maria, artemísia, flor de girassol, imburana, louro, laranjeira

Firmeza à esquerda: carvão, pimentas de todo tipo, tijolos de forno antigo, peças de caldeiraria.

Orixá IansãIansã é a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos emocional.Elemento: Ar – (em movimento, a ventania)Sentido Divino: Lei

Fator principal: Direcionador, movimentador

Atribuição: Direcionar e movimentar os seres no sentido evolutivo

Ervas Quentes:

buchinha do norte, cânfora, espada de sta. Bárbara, quebra demanda, mamona, picão preto, bambu, fumo (tabaco), para-ráio (sta. Bárbara), tiririca, vence demanda, pinhão roxo.

Verbos atuantes nas ervas quentes:

Arrastar, arrebatar, dissipar, fulminar, remover, …

Ervas Mornas:

Pitanga folha, peregun rajado, alfavaca, calêndula, camomila, cana do brejo, capuchinha, cidreira, cavalinha, chapéu de couro, cipó cravo, cipó s. joão, santa luzia, girassol semente, imburana, jurubeba, laranjeira, losna, sabugueiro, folha do fogo, pinhão branco.

Verbos atuantes nas ervas mornas:

Mover, movimentar, direcionar, espalhar, empurrar, agir, vibrar,…

Flores: impatiens, palmas amarelas e vermelhas, açucena, tulipa, primavera (bougainvilea)

Frutas e alimentos: pitanga, laranja, abacaxi, grãos.

Banho / Amaci – purificador ou cura: Artemísia, losna, mamona, bambu folhas, cana folhas, tabaco, para raio.

Banho / Amaci – apresentação, gira ou iniciação: pitanga, eucalipto, peregun verde-amarelo, santa luzia, sabugueiro, laranjeira, girassol flor.

Firmeza à esquerda: olho de boi, valeriana, folhas variadas secas no tempo, pimentas

Portais de cura: água de chuva, velas amarelas e vermelhas, pimentas amarelas, pedaços de bambu, flores.

Amalás dos Orixás

OXALÁErvas para o Banho de Descarrego
Poejo, Camomila, Chapéu de Couro, Erva de Bicho, Cravo, Coentro, Gerânio  Branco, Arruda, Erva Cidreira, Erva de  S.João, Alecrim do Mato, Hortelã,  Alevante, Erva de Oxalá (Boldo), Folhas  de Girassol, Folhas de Bambu.Amalá
14 velas brancas, água mineral, canjica branca dentro de alguidar de louça  branca, e flores brancas.
Local de entrega: deve ser muito bonito e cheio de paz, como uma colina limpa, ou junto de uma entrega para Iemanjá, na praia.

OGUMErvas para o Banho de Descarrego
Aroeira, Pata de Vaca,Carqueja,Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de S. Jorge, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba.Amalá
14 velas branca e vermelha ou 7 brancas  e 7 vermelhas, cerveja branca servida em coité, 7 charutos, peixe de escama e de água doce, ou camarão seco, amendoins
e frutas, de preferência, dentre elas, uma manga (melhor a espada).
Local de  entrega: uma campina.

Ao poderoso Senhor da Guerra e dos Caminhos, pede – se: aberturas dos caminhos
profissionais; novas oportinidades; trabalho; vitórias justas e merecidas; força
para enfrentar as provações; proteção contra os inimigos; quebras de demandas;
ajuda para mudanças de cidade, estado ou país; movimento.
OFERENDA 1
ELEMENTOS:
7 carás pequenos com a casca (apenas escaldados em água quente)
3 cebolas cortadas em fatias no sentido do comprimento
azeite de dendê para regar
1 cerveja clara pequena (sem gelar)
1 vela (metade branca, metade vermelha)
7 folhas de couve, arrumadas em círculo, com os cabos para fora.
Após arrumar as folhas de couve, colocar os carás, enfeitar com as cebolas e
regar com o dendê. Abrir a cerveja, derramar nas folhas de couve.
Acender a vela.

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OFERENDA 2
ELEMENTOS:
500g de feijão cavalo cru
1 cebola cortada em fatias no sentido do comprimento, para enfeitar o feijão
azeite de dendê para regar o feijão
1 coité (recipiente que é metade de uma casca de côco ou madeira)
1 cerveja clara pequena, colocada no coité
1 vela(metade vermelha, metade branca) 1 recipiente para vela (forminha metal)
7 folhas de couves arrumadas em forma de círculo, com os cabos para fora
Arrumar um monte de feijões no centro das folhas de couve, enfeitar com as
cebolas e regar com o dendê. Colocar a cerveja no coité, acender a vela no
recipiente, esperar queimar, recolher o lixo reciclável.

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OFERENDA 3
ELEMENTOS:
8 fatias de melancia (em espessura que não quebre)
1 cerveja clara pequena – 1 coité para colocar a cerveja
7 velas metade vermelha, metade branca (7 forminhas de empadinha)
8 cravos brancos
7 folhas de couve, arrumadas em forma de círculo, com os cabos para fora.
Colocar as fatias da fruta em cima do círculo de couve, colocar um cravo]
em cima de cada fatia de melancia, com os cabos para fora,

PROCEDER COMO ANTERIOR
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OFERENDA 4 …………………………………..PARA PEDIR PROSPERIDADE

ELEMENTOS:
250g feijão fradinho cru
250g feijão cavalo cru
8 azeitonas verdes
8 ovos cozidos, descascados e inteiros
azeite de dendê para regar
8 moedas douradas lavadas com sabão (podem ser de 10 centavos
8 folhas de louro
1 cerveja clara pequena – 1 coité pra por a cerveja
4 velas brancas (número 0 ou 1, para queimar rápido) 4 forminhas
4 velas veremlhas (número 0 ou 1, para queimar rápido) 4 forminhas
7 folhas de couve para servirem de suporte
Arrumar as 7 folhas de couve em círculos, com os cabos para fora
colocar o feijão cavalo, fazendo um monte, no centro das folhas de couve,
colocar o feijão fradinho, contornando o monte do feijão cavalo
colocar intercalado e enfeitando em cima dos feijões: os ovos,
as 8 folhas de louro e as 8 azeitonas. Regar tudo com o dendê,
acender as velas (uma em cada forminha de empadinha) esperar queimar
e recolher forminhas, scos plásticos, garrafas etc.

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OFERENDA 5
ELEMENTOS:
7 mangas (tipo espada, sem descascar)
7 cravos vermelhos
1 cerveja clara pequena -1 coité para por cerveja
1 água mineral 200ml (regar as frutas e a couve)
7 velas (metade vermelha, metade branca)
7 folhas de couve (arrumadas em círculo, para servirem de suporte)
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 6
ELEMENTOS:
1 cará grande sem casca, sem cozinhar, apenas escaldar
azeite de dendê ou oliva para regar
1 cebola cortada em fatias, no sentido do comprimento
1 a 3 folhas de couve para suporte
1 cerveja clara pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela branca comum 
PROCEDER COMO ANTERIORES
As oferendas de meu Pai Ogum, em geral são as mais simples entre os Orixás.

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OFERENDA 7………………..Essa oferenda é para pedir saúde e proteção.
ELEMENTOS:
7 beterrabas grande cruas e com a casca
7 espadas de Ogum (São Jorge)
7 velas (metade vermelha, metade branca)
1 garrafa de água mineral, coité para colocar a água
1 garrafa pequena de cerveja, coité para colocar a cerveja
7 folhas de couves para suporte

Arrumar as 7 folhas de couves em círculo, com os cabos par fora
colocar as 7 beterrabas no centro
arrumar as 7 espadas em torno das beterrabas (como se fossem raios de sol)
Servir água e cerveja, uma em cada coité, acender as velas, nos suportes.
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 8
ELEMENTOS:
3 carás (crus, com casca)
4 ovos cozidos, cortado ao meio no sentido do comprimento
3 mangas espadas (com casca)
3 cravos vermelhos
1 cerveja pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela vermelha
1 vela branca
7 folhas de couve
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 9
ELEMENTOS:
1 kg de mandioca, descascada e cortada em pedaços (escaldada em água fervente
e escorrida, deve estar firme, não cozinhe)
4 ovos cozidos, firmes e cortados na metade no sentido do comprimento
21 acerolas com casca (ou 21 tomates cereja)
21 azeitonas verdes
azeite de dendê para regar
1 cerveja clara pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela vermelha (número 0 ou 1)
1 vela branca (número 0 ou 1)
7 folhas de couves

Arrumar no centro das coves a mandioca, enfeitar com as acerolas,azeitonas e
os ovos (faça uma bonita apresentação, com carinho e capricho) regue tudo
com o dendê, coloque a cerveja no coité e acenda as velas (tomando as devidas
precauções)

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OFERENDA 10 ………OFERENDA PARA FORTALECIMENTO E ENERGIA
ELEMENTOS:
7 figos frescos (com casca e inteiros)
7 goiabas (branca ou veremelha, com casca abertas ao meio no comprimento)
7 laranjas (com casca, abertas ao meio no comprimento)
melado de cana para regar
7 velas (metade vermelha, metade branca) 7 forminhas para as velas
7 folhas de couve para forrar o chão
200ml de água mineral – 1 coité para colocar a água
200 ml de vinho tinto seco – 1 coité para colocar o vinho
(você deve abrir uma garrafa especialmente para a oferenda e levar num
vidro com tampa mais ou menos 1 copo do vinho e deixar o resto em casa)

Arrumar as couves em círculo, com os cabos par fora, colocar no centro os figos
inteiros contornados pelas laranhas e estas contornadas pelas goiabas. Regar
com o melado, fazendo uns fios por cima das frutas , não cubra tudo.
Servir a águam depois o vinho e por último acender as velas.
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 11
ELEMENTOS:
4 cravos vermelhos
3 cravos brancos
1 garrafa pequena de cerveja clara (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
1 vela (metade vermelha, metade branca)
7 folhas de couves para forrar (colocadas em cérculo, com os cabos para fora)

Arrumar os cravos intercalando as cores, em círculo, nas couves, com os cabos
dos cravos para o lado de fora, abrir a cerveja e colacar no coité, acender
a vela (num suporte de alumínio tipo forminha de empadinha) 

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OFERENDA 12
ELEMENTOS
1 cravo vermelho
1 vela branca
1 cerveja clara pequena e 1 coité para por a cerveja
Não precisa forrar o chão com folhas de couves, coloque diretamente no chão.
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AMALÁ FORTE DE XOROKÊ

-7 QUIABOS

-1 GILÓ.

-1 K FARINHA DE MANDIOCA.

-1 VIDRO DE DENDÊ.

-7 PIMENTA MALAGUETA FRESCA.

-7 PUNHAIS DE AÇO,CABO PRETO.

-1 ALGUIDAR DE BARRO.

-7 VELAS AMARELAS.

-Cortar cada quiabo 6 vezes,de forma que fique 7 pedaços,ou melhor 49.

-Corta-se o giló em 3 fatias de maneira que não se separem.

-Fazer uma farofa com a farinha de mandioca,dendê e pimenta picada,que fique bem soltinha.

-Colocar um punhado de farofa no fundo do alguidar,suficiente para forrar o fundo.

-Fazer as conjurações.

-Com a mão esquerda coloque os 49 pedaços de quiabo ao redor.

-Coloque o giló no centro.

-Em seguida cubra tudo com a farofa,deixando apenas o giló aparecendo.

-Coloque os sete punhais ao redor do prato,de maneira que fiquem todos com as lâminas apoiando no alguidar em direção ao centro.

-Acender uma vela por dia ,durante sete dias.

-Despachar em uma encruzilhada aberta.

CONJURAÇÕES AO SR XOROKÊ

1ª CONJURAÇÃO:Sr. Xorokê , rei do ouro,senhor das nobrezas e das farturas , invoco-te por parte do maioral todo poderoso , para que , neste exato momento , coloque teus sete emissários ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS, DAVIÊROS, ZALIÊROS, em meu favor,para solucionar o quero e preciso,no prazo de sete minutos,sete horas ou sete dias,pois para isto fostes criado.

2ª CONJURAÇÃO:Sr.Xorokê,assim como o bode berra,o fogo estala e a fumaça sobe,eu… quero que meus desejos sejam agora a mim dirigidos,como a luz do sol,clareia a terra,tu com as sete forças do espaço,ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS DAVIÊROS, ZALIÊROS ,irás dirigir a mim tudo aquilo que eu quero e preciso neste momento,dentro do curto prazo de sete minutos,sete horas ou sete dias , pois para isto fostes criado.

3ªCONJURAÇÃO :Sr.Xorokê,tu que tens o grande poder de aliviar-me de todas as minhas necessidades materiais,neste exato momento te suplico e ordeno: fáras com que tuas sete falanges do espaço ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS, DAVIÊROS, ZALIÊROS,venham em meu socorro no curto espaço de tempo de sete minutos,sete horas ou sete dias, pois para isto fostes criado.

As oferendas para Pai Ogum podem ser entregues na beira do mar, nas cachoeiras, nas campinas, nas estradas de barro, nas matas, 
no jardim de sua casa, menos as que forem distintas como a de Ogum Xoroquê, que é numa encruzilhada e fica durante sete dias, todas as outras acima é que são nesses lugares citados e no tempo descrito.  (recolher no terceiro dia e despachar).

IEMANJÁErvas para o Banho de Descarrego
Pata de Vaca, Folhas de Lágrima de N.Senhora, Erva Quaresma, Trevo e chapéu de couro, Alfazema.Amalá
7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco, rosas brancas ou outrO tipo de flor branca.
Local de entrega: na  praia.

MARINHEIRO


AMALÁ
Dia do Marinheiro

Para a linha dos marinheiros nós preparamos uma entrega com arroz branco, peixe de água salgada, às vezes batata com mel, pedaços de coco, cigarro, marafo e como flores o cravo. Pode ser usado no lugar do alguidar de barro a gamela, folhas de bananeira ou aquela casca do coqueiro.

LOCAL DA ENTREGA
Na beira da praia

CIGANOS


AMALÁ
3 ou 7 velas de cera incolor, frutas como maçã, pêssego, uva principalmente, dentro de uma gamela, arroz integral e batatas assadas pequenas e descascadas, coberto com canela e mel tudo arranjado com flores. Bebida para o cigano vinho tinto, e para a cigana vinho branco. Para o cigano cigarro ou cigarrilha, e para cigana cigarros.

BOIADEIRO


AMALÁ
7 velas amarelas. Comida dentro de uma gamela: arroz integral, virado de feijão preto, batata assada, rapadura, cocada, arroz mineiro, arroz tropeiro, podendo ser usada uma moganga, flores do campo, cigarros ou cigarrilhas.

Bebida: marafo ou batida de coco.

OXÓSSIErvas para o Banho de Descarrego
Malva Rosa, Mil Folhas, Sete Sangrias, Folhas de Aroeira, Folhas de fava de Quebrante, Folhas de Samambaia, Folhas de Palmeira, Folhas de Laranjeira, Erva Cidreira, Folhas de Jurema, Folhas de Maracujá, Folhas de Palmito, Folhas de Abacateiro.Amalá
7 velas verdes e 7 brancas, Cerveja branca servida em coité, 7 charutos,
peixe  com escama de água doce ou uma moganga bem assada com milho dentro coberto com mel.
Local de entrega: na entrada da mata.

OFERENDA 1

7 ESPIGAS DE MILHO VERDE (USE A PALHA COMO BASE PARA A ENTREGA)
1 COITÉ COM ÁGUA MINERAL
7 VELAS VERDES
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OFERENDA 2
7 VELAS VERDES (EM VOLTA DO CÔCO)
7 VELAS BRANCAS (EM VOLTA DO CÔCO)
7 GALHOS DE ALECRIM, (EM VOLTA DO CÔCO)
1 CÔCO VERDE ABERTO EM CIMA, COM A ÁGUA DENTRO
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OFERENDA 3
4 VELAS VERDES
3 VELAS BRANCAS
7 GALHOS DE GUINÉ
21 VAGENS
ÁGUA MINERAL
1 COITÉ, PARA POR A ÁGUA
——————————–
OFERENDA 4
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA PARA SERVIR DE BASE PARA A OFERENDA
21 PEDAÇOS DE CANA DE AÇÚCAR
1 CERVEJA BRANCA, SERVIDA NO COETÉ
———————————————–
OFERENDA 5
1 FOLHA DE BANANEIRA, PARA SERVIR DE BASE
70G DE FEIJÃO (QUALQUER TIPO)
70G DE LENTILHA
70G DE GRÃOS DE ERVILHA
70G DE GRÃOS DE MILHO SECO
70G DE GRÃO DE BICO
70G DE ARROZ BRANCO
70G DE GRÃOS DE SOJA
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
CERVEJA BRANCA, SERVIDA NO COETÉ
ARRUMAR OS GRÃOS DE MODO HARMONIOSO E CIRCULAR, NA FOLHA DE BANANEIRA, DEIXAR O COITÉ COM CERVEJA NO CENTRO, ACENDER AS VELAS FORA DA FOLHA DE BANANEIRA, EM VOLTA.
——————————————
OFERENDA 6 
1 FOLHA DE BANANEIRA
7 GALHOS DE ALECRIM
7 GALHOS DE ARRUDA
7 MAÇÃS VERDES
7 VELAS BRANCAS
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
ÁGUA MINERAL, SERVIDA NO COITÉ
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OFERENDA 7
1 FOLHA DE BABANEIRA
FLORES DO CAMPO ( EM CIMA DA FOLHA DE BANAEIRA)
1 CÔCO VERDE, ABERTO E DEIXAR A ÁGUA DENTRO (NO MEIO DA FOLHA )
7 VELAS VERDES ( EM VOLTA, FORA DA FOLHA)
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OFERENDA 8
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA, PARA FORRAR O CHÃO
1 MORANGA ABERTA PELO ALTO, REGADA COM MELADO DE CANA, DEIXAR A TAMPA DO MORANGA AO LADO.
7 VELAS VERDES
7 VELAS BRANCAS
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OFERENDA 9
1 FOLHA DE BABANEIRA
70G SEMENTES DE ABÓBORA
70G SEMENTES DE GERGELIM
70 G SEMENTES DE GIRASSOL
7 GALHOS DE ARRUDA
7 GALHOS DE GUINÉ
7 GALHOS DE ALECRIM
7 PEDAÇOS DE CANELA EM PAU
1 GARRAFA DE 500ML DE ÁGUA MINERAL
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL ( O RESTANTE DA ÁGUA, REGAR TODA A OFERENDA)
7 VELAS BICOLORES (METADE VERDE, METADE BRANCA)
——————————————
OFERENDA 10
1 FOLHA DE BABANEIRA
500G DE ARROZ INTEGRAL CRU (NO CENTRO DA FOLHA)
1 CACHO DE UVAS (QQ TIPO) ( EM CIMA DO ARROZ)
MEL (REGAR TODA A OFERENDA)
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL
7 VELAS BICOLORES (METADE VERDE, METADE BRANCA)
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OFERENDA 11
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA
7 PITANGAS
7 JABUTICABAS
7 CARAMBOLAS
500ML DE CALDO DE CANA (PARA O COETÉ E PARA REGAR A OFERENDA)
1 COETÉ COM CALDO DE CANA
7 VELAS BICOLORES (VERDE E BRANCA)
————————————
OFERENDA 12
1 FOLHA DE BABANEIRA
7 ESPIGAS DE MILHO VERDE
7 VAGENS CRUAS
7 GALHOS DE ALECRIM
7 VELAS BICOLORES (VERDE E BRANCA)
MEL PARA REGAR A OFERENDA
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL
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OFERENDA 13
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA (PARA FORRAR O CHÃO)
7 BANANAS D’ÁGUA (E COM AS CASCAS E 4 SEM AS CASCAS)
MEL PARA REGAR AS BANANAS
1 CERVEJA BRANCA NO COETÉ
7 VELAS VERDES
———————————————-
OFERENDA 14
1 FOLHA DE BANANEIRA
7 CAJÚS
21 VAGENS CRUAS
MEL PARA REGAR
7 VELAS VERDES OU 7 VELAS BICLORES (VERDE E BRANCAS)
1 COETÉ
ÁGUA MINERAL SERVIDA NO COETÉ
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OFERENDA 15
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA
1 CÔCO VERDE ( ABERTO COM A ÁGUA DENTRO
7 PEDAÇOS DE 70 CM CADA DE FITA VERDE
7 PEDAÇOS DE 70 CM CADA DE FITA BRANCA
FLORES DO CAMPO
7 VELAS BRANCAS
7 VELAS VERDES

XANGÔErvas para o Banho de Descarrego
Folhas de Limoeiro, Erva Moura, Erva Lírio, Folhas de Café, Folhas de Mangueira, Erva de Xangô, Alevante, Quebra-Pedra.Amalá
7 velas marrons e 7 velas brancas,
7 charutos, cerveja preta servida em coité, camarão, quiabo.
Local de entrega: na pedreira ou sobre uma pedra grande e bonita.

Para Pai Xangô costumamos pedir sabedoria para tomar decisões que afetem
significativamente não só as nossas vidas, como a de outras pessoas próximas a
nós, pedimos sabedoria e reflexão, apoio material, uma vida mais estável, em
todos os sentidos, ajudas em questões de processos judiciais.
OFERENDA 1
ELEMENTOS:
1 kg de quiabos crus
azeite de dendê para regar
2 cebolas, cortadas em fatias no sentido do comprimento
4 velas( número 0 ou 1, na cor marrom)
4 velas (número 0 ou 1, na cor branca)
8 suportes de alumínio para as velas (tipo forminha de empadinha)
7 folhas de couve, arrumadas em círculos com os cabos para fora
1 garrafa ou lata de cerveja preta (sem gelar) 1 coité para por a cervejaEntrega: coloque os quiabos no centro do círculo de folhas de couve, enfeite
com as cebolas e regue com o dendê , abra a cerveja e coloque no coité,
acenda as velas, espere queimar, recolha a embalagem da cerveja e as forminhas,
junto com sacos plásticos e leve embora.
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OFERENDA 2
ELEMENTOS:
3 frutas do conde (ou cajá)
3 kiwis
3 cachos de uvas (de cor vinho)
1 garrafa pequena de cerveja – 1 coité para por a cerveja
4 velas na cor marrom (número 0 ou 1) – 4 forminhas de metal (tipo empadinha)
4 velas na cor branca (número 0 ou 1) – 4 forminhas de metal (tipo empadinha)
7 folhas de couve para servirem de base.

Arrume as 7 folhas de couve em forma de círculo, com os cabos para fora, coloque
as frutas no centro, abra a cerveja e coloque no coité, acenda as velas e espere
queimar, recolha as forminhas, garrafa, etc.
PROCEDER COMO AS ANTERIORES
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OFERENDA 3
ELEMENTOS:
500g de castanhas do pará (sem cascas)
500g de grão de bico (apenas escaldado em água fervente e escorrido)
4 cebolas (cortadas em fatias, no sentido do comprimento)
16 folhas de louro (pode ser seco, para enfeitar)
azeite de dendê para regar
1 garrafa pequena de cerveja preta (sem gela) 1 coité para por a cerveja
8 velas( número 0 ou 1, na cor marrom )
7 folha de couve para servirem de base

Montagem:
Arrume as 7 folhas de couve em círculos, com os cabos para fora.
No centro coloque as castanhas; em volta destas, faça outro círculo com os
grãos de bico; em volta do grão de bico, coloque as fatias de cebola; enfeite
tudo com os louros, dispostos também em círculos; regue com o dendê,
acenda a vela.
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OFERENDA 4
ELEMENTOS:
8 cajús
8 cajás (ou 7 frutas do conde)
8 quiabos
8 pinhões
8 folhas de couve, para servirem de base
8 cerveja preta para regar as frutas – NÃO PRECISA COITÉ, a cerveja é para regar
8 velas (número 0 ou 1 na cor marrom)

Arrumar as folhas de couve, depositar as frutas de modo estético, sempre preferindo as arrumações circulares (não cozinhar os pinhões, nem os quiabos), regar com a cerveja preta, acender as velas.
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OFERENDA 5
ELEMENTOS:
500g de grão de bico (apenas escaldados em água fervendo e escorridos)
7 quiabos (sem cozinhar ou escaldar)
21 azeitonas pretas
4 cebolas (cortadas em fatias,no sentido do comprimento)
azeite de dendê para regar
1 cerveja preta pequena (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
7 velas( núnero 0 ou 1, na cor marrom )
7 folhas de couve para servir de base

PROCEDER COMO ANTERIORES
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OFERENDA 6
ELEMENTOS:
250g de lentilhas (apenas escaldadas em água fervendo)
24 pinhões (crus)
16 folhas de louro
dendê para regar
1 garrafa pequena de cerveja preta (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
7 velas na cor marrom (número 0 ou 1) Coloque em recipientes, tipo forminhas,
espere queimar e recolha-os, juntamente com a embalagem de cerveja ao lixo.
7 folhas de couve para suporte (arrumadas em círculos, com os cabos para fora)

PROCEDER COMO ANTERIORES
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OFERENDA 7 
ESTA OFERENDA É MAIS SIMPLES, POR MOTIVOS ECONOMICOS

ELEMENTOS
1 vela branca
500g de quiabos, escaldados, enfeitados com rodelas de 1cebola e regados no dendê
1 cerveja preta pequena (sem gelar) 1 coité para colocar cerveja
1 folha de couve, para servir de base.
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OFERENDA 8
ELEMENTOS:
500g de amendoim cru
100g de azeitonas verdes
1 cabeça de alcachofra (cortar e tirar o cabo)
azeite de dendê
1 cerveja preta pequena, 1 coité para por a cerveja
7 velas na cor marrom (número 0 ou 1, para queimar rápido)
7 folhas de couve

Arrumar as 7 folhas de couve em círculos e com os cabos para fora, no meio
depositar o monte de amendoins, colocar a alcachofra sem o cabo, no centro
dos amendoins e as azeitonas em volta da alcachofra. regar tudo com dendê.
Abrir a cerveja, colocar no coité, acender as velas (em recipientes tipo forminhas)
esperar queimar.
————————————————————
OFERENDA 9
ELEMENTOS:
500g de feijão manteiga cru (regado com azeite de oliva)
100g de azeitonas pretas
100g de castanhas do Pará (inteiras e sem cascas)
1 cebola inteira (regada com azeite de oliva)
azeite de oliva, o suficiente para regar
1 cerveja preta pequena
1 coité para colocar a cerveja
8 velas na cor marrom (número 0 ou 1, para queimar rápido) forminhas
7 folhas de couve, para servirem de base

PROCEDER COMO A ANTERIOR, E COLOCAR A CEBOLA INTEIRA NO MEIO DO
MONTE DE FEIJÃO.
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OFERENDA 10
ELEMENTOS:
500g de feijão fradinho (cru)
21 quiabos (crus)
3 cebolas cortadas em fatias, no sentido do comprimento
azeite de dendê para regar
1 cerveja preta pequena – 1 coité para colocar a cerveja
4 velas na cor marrom (Número ou 1) 4 forminhs de metal
4 velas na cor branca (número 0 ou 1)4 forminhas de metal
7 folhas de couve par forrar

PROCEDER COMO ANTERIORES

AS OFERENDAS PARA PAI XANGÔ DEVEM SER ENTREGUES EM CIMA DE
PEDRAS, NA BEIRA DE CACHOEIRAS, COLINAS, CAMPINAS, ETC.
PODEM TAMBÉM FICAR NUMA PEDRA, NO JARDIM DE SUA CASA E RECOLHIDAS
NO TERCEIRO DIA DESPACHADAS NA MATA>

OXUMErvas para o Banho de Descarrego
Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica,Trevo Azedo ou Grande, Chuva
de Ouro, Manjericão, Erva Sta. Maria, Gengibre, Calêndula, Alfazema.
Amalá
7 velas brancas e 7 amarelo claro, Flores Amarelas, água mineral canjica amarela, fitas amarelo claro e branca.
Local de entrega: ao lado de uma cascata.

 

IANSÃErvas para o Banho de Descarrego
Catinga de mulata, Cordão de frade, Gerânio cor-de-rosa ou vermelho, Açucena, Folhas de Rosa Branca , Erva de Santa Bárbara.
Amalá
7 velas brancas e 7 amarelo escuro, água mineral, acarajé ou milho em espiga coberto com mel ou ainda canjica amarela. Local de entrega em pedra ao lado de um rio.

CRIANÇA


AMALÁ
7 ou 14 velas brancas, rosas ou azuis. Balas, pirulitos que podem ser do formato de chupeta e doces de qualquer tipo.

A bebida deve ser um refrigerante de preferência guaraná.

LOCAL DA ENTREGA
Um jardim ou um campo onde tenha flores.

PRETO VELHO


AMALÁ
7 ou 14 velas branca e preta, tutu de feijão, feijão fradinho, doces naturais como cocada, rapadura. Bebida: cerveja preta ou marafo. Fruta: banana prata também conhecida como banana maçã. Flores brancas. Um cachimbo, fumo e cigarro de palha.

EXÚ


AMALÁ
7 velas vermelhas e sete pretas; Comida: farofa de milho, com bastante pimenta e alho, coberto com azeite de dendê; o recipiente pode ser, no caso dos exus, um alguidar de barro; bebida: marafo; 7 charutos; se quiser flores vermelhas.

Para as pombas-gira o procedimento é o mesmo, exceto que ao invés do charuto deve ser entregue cigarros acompanhado de uma caixa de fósforos entreaberta e a bebida seria vinho tinto.

LOCAL DA ENTREGA
No caso dos exus os lugares dentro da cidade seria nas encruzilhadas, portão do cemitério ou dentro do cemitério (o cemitério chama-se calunga pequena), para os exus da encruzilhada, do cemitério e das almas. Entretanto no caso dos exus, recomendamos que a entrega seja feita dentro de um mato ou em sua entrada, de preferência em baixo de dois galhos de árvores que se cruzem.

POMBA GIRA


Farofa
Vinho branco ou rose
Cigarro com a carteira aberta e alguns puxados para fora
1 Caixa Fosforo
Velas vermelhas
Flores – rosas de qualquer cor

DONA MARIA PADILHA


AMALÁ
7 maças vermelhas, 21 morangos, 7 Ameixas Vermelhas, 7 Bombons, 7 Velas Brancas, Cigarro, Anis e Flores

Fontes: Casa de Umbanda

“Comidas e bebidas de santo”. Revista Mironga. Rio de Janeiro, anuário de 1970, edição especial)

claudia b.

Banhos, defumadores & ervas para todos os fins terça-feira, jan 24 2012 


Banhos para todos os fins

Nota: Irmãos, lembrem – se que seu Pai ou Mãe no Santo, são os que  devem confirmarem estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento…

“Só é duradouro aquilo que se renova.”
Essa frase, gravada na porteira do Sítio Sertãozinho, avisa a quem chega qual é a atmosfera do lugar. São 78 mil m² de jardins, com ervas e flores, que perfumam e tornam vivo cada recanto. No meio desse paraíso verde, está a casa de Magdala Guedes, a Magui Junto com o marido, Oreste Lúcio, ela cultiva tudo o que cresce no lugar.
Os aromas florais atraem beija-flores, borboletas e pássaros.
“Há 17 anos, senti que não podia mais viver na cidade, que precisava estar nanatureza, observando os bichos, obedecendo o ritmo das estações do ano, para aprofundar meus estudos de fitoterapia e compreender melhor o efeito das ervas. Aqui, sinto que sou filha da Terra, desenvolvo a humildade e a tolerância enquanto espero as plantas crescerem. O tempo de semear e colher” diz Magui, que nasceu em Goiás, tem formação de educadora e morava em Belo Horizonte antes de vir para o sítio.
Ela produz chás, incensos, cosméticos e desenvolve programas de revitalização que incluem alimentação natural e banhos de erva. “As pessoas chegam da cidade carentes de cuidado e de condições para ouvir a voz do próprio coração, pois estão muito aceleradas. Acho que a saída não é abandonar o espaço urbano, mas aproveitar finais de semana para estar perto da natureza. Banhos de erva trazem essa força para o dia-a-dia. Eles atuam no corpo e influem no equilíbrio energético”, acredita ela.

Como preparar Magui ensina como fazer os banhos. “Coloque num saquinho de linho ou algodão brancos 200 g de ervas frescas ou 100 g de ervas secas. Feche-os com fitas coloridas, que têm significado: verde é para o banho relaxante, laranja para o energizante, branca para o de limpeza, vermelha para o do amor, cor-de-rosa para o de acolhimento”, diz ela.
Se o banho for de imersão, o saquinho é colocado direto na banheira com água quente. No chuveiro, as ervas, já dentro do saquinho, devem ser postas em infusão (em 2 litros de água quente por cinco minutos) e joga-se essa mistura no corpo. “É importante também mentalizar uma intenção durante o
banho”, completa Magui. Aqui, você encontra as misturas de ervas e a sugestão de uma mentalização – isso ajuda a liberar pensamentos negativos, facilita a conexão com o ritmo pessoal e com esse ritual revigorante.

Banho de limpeza

Para momentos de sobrecarga emocional, depois de discussões ou quando os pensamentos negativos são muito recorrentes.

Mil-em-ramas – Tem efeito tônico, revitalizante, digestivo. Como uma esponja, absorve as energias negativas.
Arruda – No caso dos banhos, não tem função medicinal, mas age como protetora e purificadora do corpo e da mente. Libera inveja, mau-olhado e negatividade.
Guiné – Também ajuda na limpeza energética e deve-se usar poucas folhas na mistura.
Alfazema – Tem efeito antidepressivo, anti-séptico calmante e relaxante.
Ajuda a limpar o astral e traz tranqüilidade.
Malva – Calmante, evoca proteção e equilibra as emoções.
Hortelã – É adstringente, analgésico, antidepressivo e anti-séptico. Purifica, protege, atrai amor e saúde.

Mentalização: imagine que você está embaixo de uma cachoeira ou num rio cristalino. Pense que a água está levando embora tudo o que o impede de prosseguir na vida com calma e alegria.

Banho para o amor

Para atrair um novo romance ou celebrar uma união duradoura, sela a cumplicidade e desperta o desejo e a paixão.
7 pedaços de maçã – Fruta doce e suculenta.
4 sementes de maçã – Para que a afetividade e a vida a dois germinem.
4 pedaços de canela em pau – Afrodisíaco.
3 rosas vermelhas – Flores da paixão.
Jasmim – De perfume doce, protege o casamento e o namoro e preserva a individualidade dos parceiros, para que a união seja harmoniosa.

Opcional: na banheira, acrescente 15 gotas de óleo essencial de ilangue-ilangue, afrodisíaco.
Envolva tudo num saquinho de crochê, simbolizando o cuidado e a delicadeza da relação. Amarre com fita vermelha e coloque na banheira com água quente.
Ou deixe o saquinho em infusão em 2 litros de água e jogue no corpo, ao final do banho.

Mentalização: pense na pessoa amada junto de você, nas muitas maneiras de trocar afeto com ela. Firme a intenção de que a relação seja construtiva, de forma que cada um mantenha sua individualidade.

Banho de acolhimento

Para momentos de perda, de grande carência afetiva ou quando haja a necessidade de colo e compreensão incondicional.
Camomila – Calmante e sedativo, alivia a tensão pré-menstrual. Erva associada a abundância, amor, purificação e proteção. Se não tiver flores secas ou frescas, use 15 gotas de óleo essencial de camomila para cada 8 litros de água.
Melissa – É calmante, analgésico, regula a pressão arterial, fortifica. Desperta a doçura e proporciona conforto, sono tranqüilo, acolhimento maternal.
Mirra – Purificador, revitalizante, calmante e estimulante. Ajuda a expressar seus dons e a perceber os aspectos sagrados do cotidiano. Faz vibrar a compaixão e seda o medo de mudanças.

Mentalização: imagine que você está no colo de alguém muito querido e que essa pessoa (pode ser a mãe, a avó ou outra figura materna) o recebe de braços e coração abertos, sem julgar ou questionar o que causa o sofrimento.

Banho relaxante

Para tensão, dores musculares ou após fazer muito esforço físico, como no caso dos atletas.
Tomilho – Relaxante muscular, digestivo, regulador intestinal, broncodilatador. Purifica as energias e desperta as boas vibrações.
Arnica -Antiinflamatório, sedativo, relaxante muscular. Energeticamente, traz clareza e ativa a prosperidade.
Erva-baleeira – Tem propriedades antiinflamatórias e é considerada uma erva de proteção.
Sal grosso – Adicione às ervas 2 colheres de sopa de sal grosso, para banho de imersão, ou 1 colher de sopa, para a infusão.

Mentalização: enquanto está na banheira ou no chuveiro, imagine que as tensões e cobranças do cotidiano estão se dissolvendo, que todo o corpo está relaxando e que você terá um descanso profundo.

Banho energizante

Para desânimo, depressão leve, cansaço, falta de energia física.
Alecrim – Antidepressivo, analgésico, estimulante e digestivo. Traz proteção, amor, purificação, saúde.
Manjericão – É relaxante, antigripal, fortificante. Desperta perdão e clareza.
Malva – É calmante e cicatrizante. Protege as emoções.
Sálvia – Estimula a digestão, é antidepressiva. Fortalece a saúde.
Canela (use no banho 3 pedaços de canela em pau. Ou em pó, 1 colher de sopa rasa) – Tem efeito tônico e revigorante.

Observação: em caso de problemas renais, evite usar a canela.

Mentalização: imagine que os raios de sol estão penetrando em seu corpo através do plexo solar (localizado na boca do estômago). Com os pés bem apoiados, pense que sua energia está sendo renovada, que a vontade e o desejo estão ressurgindo em todo seu ser.

Paz e Harmonia

Banhos Perfumados

Banho pra começar o dia – refresca e revigora

1 gota de o.e. de hortelã pimenta
4 gotas de o.e. de bergamota

Banho pra dormir – relaxa para o sono

1 gota de o.e. de camomila
4 gotas de o.e. de lavanda

Banho afrodisíaco – não precisa dizer nem pra que…

1 gota de o.e. de ylang-ylang
4 gotas de o.e. de sândalo
1 gota de o.e. de jasmim

Advertências:
Na presença de gravidez, pressão alta, problemas respiratórios, circulatórios, sensibilidade cutânea e doenças graves, consulte o aromaterapeuta antes da aplicação.
Alguns dos óleos descritos possuem contra indicações.
Glycia Rocha Gomes

Banhos ritualísticos

Olá Cláudio,
Exatamente isso! Se vc descarregou violentamente, precisará de algo subseqüentemente para ajudá-lo a repor imediatamente a energia retirada. Aí entram principalmente as ervas, a água utilizada, (se de cachoeira, de vertente, de tempestade, de mina, de poço, etc.).

Há vários tipos de “banhos”.
Como aquele por infusão, onde as ervas são ligeiramente aferventadas em água (em minha raiz recomendado para não iniciados – como um tratamento prescrito numa consulta (com entidade ou Zelador(a) à um não iniciado). Há o amaci, que é aquele onde as ervas ou seus derivados são combinados de três (o que considero uma boa variedade), até sete tipos de ervas, mas todas criteriosamente de acordo com o Nkise/Orixá da pessoa e sua coroa. No amaci as ervas colhidas são maceradas (espremidas por atrito, mas nunca torcidas – como aprendi e faço).
Essa mistura não é aferventada. O sumo das ervas usado ao natural como uma essência misturada à água.
É tomado frio (na temperatura ambiente, aliás como qualquer banho deveria ser aplicado) e se não foi previamente coado (o que é raro fazer em minha raiz), os seus restos são colhidos e depositados num local determinado (não recomendo nunca jogar no lixo).
Há também os banhos de Abô mais utilizados no Candomblé, que além de ervas, poderá conter o sangue proveniente dos sacrifícios e outros materiais que os(as) amigos (as) Candomblecistas poderiam falar, sem expor seus fundamentos mais secretos.
Além da variedade de banhos compostos, há os banhos só de águas. Como é bom um banho de cachoeira, de chuva, de mar…
O uso de banhos vem da antigüidade.
Inúmeras culturas utilizam os banhos como repositor de energias, como relaxantes, como descarregos, como tratamentos de saúde, etc.
É uma verdadeira terapia, pois os vegetais e seus derivados (flores, frutos, folhas, sementes, raízes, caules, raspas de casas, etc), e as suas notórias propriedades terapêuticas e curativas são absorvidas pelos poros por onde acessa a corrente sangüínea e percorre todo o organismo, e também pela
aromaterapia (através do olfato, sistema respiratória), agindo portanto, de dentro para fora e de fora para dentro simultaneamente. Os resultados…bem essas nós já conhecemos.

Banhos variados

BANHO DE ERVAS

Todos nós temos ao redor do nosso corpo físico um campo eletromagnético, composto por corpos sutis, que se denomina aura.
As auras das pessoas e dos lugares funcionam como antenas que recebem e enviam mensagens entre si, que são decodificadas através da nossa intuição.

Quando passamos por situações estranhas, energias desequilibradas se agregam à nossa aura e permanecem lá por muito tempo provocando doenças.

Quando tomamos um Banho de Ervas limpamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar normalmente e harmonizando os nossos chakras que são túneis por onde entram as energias no nosso corpo físico.

Cada planta tem características próprias que interagem com as nossas energias provocando as mudanças necessárias. As ervas podem limpar, energizar, melhorar nossa auto-estima, tirar nosso cansaço, etc…

Para fazer o banho, devemos olhar a relação de ervas e propriedades que segue abaixo e escolher aquelas que se adequadam à nossa situação. Depois, pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas. Coe numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo. As ervas podem ser misturadas e o resultado será melhor se usado número ímpar de ervas.

O Sal grosso pode ser usado como banho de limpeza mas é preciso que se tome um banho de ervas logo após.

Relação de ervas e suas propriedades:

* Arnica – afasta a negatividade
* Abre Caminho – novas forças
* Açúcar – aceitação
* Alho (palha) – proteção
* Alecrim – clareza mental
* Alpiste – prosperidade
* Arruda – proteção
* Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
* Água-de-arroz – calmante
* Água-marinha (planta) – limpeza
* Alfazema – mudança
* Bulbo de cebolinha – tira o cansaço
* Comigo-ninguém-pode – defesa
* Camomila – limpeza (bactericida)
* Canela – limpeza, força e prosperidade
* Cravo da Índia – estimulante
* Crizântemo branco – calmante
* Crista-de-Galo (sementes) – calmante (hipertensão)
* Contas de Rosário – concentração
* Cenoura (folhas) – fraqueza
* Dente-de-Leão – tristeza e anti-tóxico
* Erva doce – boas energias
* Espada de São Jorge – proteção
* Folha de Pinheiro – limpeza
* Folhas de Pêssego – dissolve densidades acumuladas
* Folhas de Limão – corta energias negativas
* Folhas de Manga – prosperidade
* Folhas de Louro – prosperidade
* Fumo – proteção
* Flor de sabugueiro – calmante
* Guiné – proteção e força
* Girassol (sementes) – acelera as mudanças
* Guaraná – aumenta as energias
* Hortelã – aceitação
* Inhame – força e limpeza
* Levante – força, melhorar a auto-estima
* Losna – corta a negatividade (raivas)
* Macela – calmante (bom para insônia)
* Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
* Pitanga (folhas) – melhora a circulação
* Rosas brancas – limpeza
* Rosas vermelhas – energia
* Sementes de tangerina – para dores na coluna
* Sálvia – rejuvenecimento

Banhos Específicos:

Descarrego: quando nos sentimos muito irritados ou extremamente desanimados
- 3 galhos de arruda
- 3 galhos de guiné
- 3 galhos de alecrim
- 1 espada de São Jorge
- 1 folha de comigo-ninguém-pode
- fumo de corda
- palha de alho

Abre Caminho: quando queremos mudar alguma coisa na nossa vida
- 7 folhas de loro
- 7 galhos de manjericão
- 7 sementes de girassol

Tirar Mágoas: quando não conseguimos nos livrar de uma tristeza
- 1 maçã cortada em 8 partes
- 1 colher de açúcar

Fraqueza :quando nos sentimos sem forças
- 3 folhas de cenoura
- 3 galhos de arruda
- 3 rosas vermelhas

Densidades Acumuladas: quando sentimos dor nas costas
- folhas de pêssego ou limão
- guiné
- palha de alho

Aumentar a Auto-Estima
- calêndula
- anis estrelados
- manjericão

Prosperidade
- alpiste
- folha de louro
- manjericão

Banhos da Felicidade

Esses banhos vão te ajudar a ter mais felicidade, mas lembre – se faça sempre esses banhos com carinho, mente serena, corpo tranquilo, sem stres.

• Junte em 3 litros de água morna 7 pétalas de rosas vermelhas bem perfumadas, 7 rosas brancas, 3 galhos de manjericão, 3 de alecrim, 3 gotas do seu perfume preferido. Coe tudo, e tome um banho com essa água e se seque naturalmente.

• Junte um punhado de açúcar, 5 pétalas de rosas brancas secas e uma palma de são Jorge em 3 litros de água já fervida, deixe esfriar e depois de coar, junte algumas gotas de seu perfume preferido e um punhado de sal grosso, joque do pescoço pra baixo.

• Coloque um pouco de alecrim, arruda, malva rosa, malva branca, manjericão, vassourinha e manjerona, pique em pedaços bem pequenos lave tudo em água corrente e coloque em 3 litros de água fervida, abafe tudo, quando estiver morno coe e após tomar seu banho habitual jogue no seu corpo e acenda uma vela branca oferecendo ao seu anjo de guarda.

Banho revitalizante

Num ida de lua minguante
3 litros de água
uma folha de espada de sâo jorge
arruda – macho
arruda – femea
guiné
rosas brancas
quebratudo
aguapé
hortelã
Ferva tudo, coe e faça o banho antes de se deitar. Recolha o que sobrar desse banho e jogue no lixo. Esse banho só pode ser feito por mulheres.

Banho para desanuviar a mente

meio maço de Sálvia
nove folhas de louro
nove galhos de manjericão
três colheres de sopa de cravo (em pó é o ideal)

Ferver o louro com o cravo até que a água tonalize de amarelo, deixe esfriar e coloque numa bacia específica para banhos, macerando então as ervas frescas até que se pareçam oxidadas (fiquem esmagadinhas, escuras). Deixe em exposição ao luar, e acrescente uma peça de ouro, retirando no dia
seguinte e tomando o banho da cabeça aos pés.

Importante:
Devolva todo o material utilizado a natureza, deixando aos pés de uma árvore ou enterrando, a mesma que ofereceu parte de si com amor, agradece.

Banho cigano para atrair um amor

Este banho deve ser feito em noite de lua Cheia…
Tome seu banho normal de higiêne.
Prepare este banho fervendo 2 litros de água, quando levantar fervura desligue e coloque os ingredientes, tampe por 15 m. e deixe amornar na temperatura desejada p/ jogar no corpo da cabeça p/ baixo.

Ingredientes:
- amor-agarradinho (deve ser erva, n/ sei…)
- alfazema (erva ou essência)
- mel
- pétalas de rosas vermelhas e amarelas
- uma maçã
Prepare esse banho durante 3 sexta feiras de Lua Cheia.
(claro que sempre mentalizando o seu pedido de que venha um amor e que seja bom p/ todos os envolvidos e sempre terminando : Assim seja, assim será!!!!

Banhos com alecrim

É BOM DAR UMA LIDA NAS MSGS ABAIXO DE OUTRA LISTA , QUEM GOSTA DE TOMAR
BANHOS DE ERVAS….
BEIJOS
MARION
eu encho de alecrim, saio do banho feito peixe bem temperado mas sabe às vezes quando vc tá tão radiante, com tanta energia que não consegue equilibrá-la?
é como eu me sinto…
ele deixa bem radiante mesmo, quem tem coração mais fraquinho tem q se cuidar, mas não é nada muito forte, tipo uma pimenta ou coisa assim só não precisa colocar um pote de alecrim como eu faço rs…
velho feitiço do gabriel
colocar um raminho de alecrim no vinho dá uma ótima animada….
beijos
Tarsila
————————————————————————–
Olás à todos…

Colocando a ponta da minha colher nesta conversa…! :o )

Ainda não tinha ouvido a informação de que mulheres não poderíam utilizar o alecrim em banhos, associada outras ervas. Novidade para mim!

No entanto o que eu sei (e comprovado por euzinha) é que o alecrim é uma fonte de energia, não podendo utilizar-se de grandes quantidades para o banho, sobre o risco de se ter taquicardia. Uma vez, na ignorânicia desta consequencia, estava me sentindo meio caída e acabei fazendo um banho com
3 galhos de alecrim, para melhorar. Resultado: meu coração ficou parecendo uma bateria de Escola de Samba… *risos

Alguém conhece este efeito do alecrim? Já vi que Tuga usa-o para um efeito meio que contrário… qual a quantidade que você usa?

Paz e luz,
Zingara Witch
Banhos mágicos

Atualmente, no Brasil, os banhos de ervas, folhas e flores sofrem a influência de diversas culturas. Este conhecimento garante que os banhos podem lavar o corpo e a alma, renovando as energias da aura humana, espantando a má sorte e atraindo a felicidade para nós. É só comprovar, pois há banho para tudo.

Para atrair o Amor

2 litros de leite
4 colheres de mel
1 maçã vermelha ralada
2 pauzinhos de canela

Ferva o leite e acrescente os demais ingredientes. Deixe esfriar. Coe e use após o banho higiênico, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Para Paixão

1 maçã vermelha ralada
1 maço de salsa fresca
4 litros de água mineral
4 colheres de mel de flor de laranjeira

No primeiro dia da lua cheia, coloque a água numa vasilha grande e acrescente os demais ingredientes. Coloque a vasilha num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua cheia. Na manhã seguinte, coe a mistura e utilize-a, após o banho habitual, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão. Os homens devem retirar a salsa e utilizar o banho apenas com os outros ingredientes.

Para Fartura e Prosperidade

4 litros de água mineral
6 paus de canela pequenos
1 colher de chá de noz moscada ralada
6 folhas de louro
1 colher de sopa de erva-doce ou funcho
6 moedas douradas ou uma peça de ouro
Pétalas de rosa amarela

Num dia de lua cheia, ferva a água e acrescente os demais ingredientes, exceto as pétalas da rosa amarela. Coe. Guarde as peças de ouro e as moedas. Deixe esfriar e antes de utilizá-lo, acrescente as pétalas de rosa. Tome o seu banho habitual e utilize a mistura derramando-a generosamente da cabeça
aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Para Sorte e Harmonização

4 litros de água mineral
2 colheres de sopa de óleo de amêndoa para o corpo
10 gotas de essência de rosas
Pétalas de rosa branca, lírio e angélica
1 quartzo branco bruto
1 quartzo rosa bruto
1 citrino bruto
1 ametista

Numa noite de lua crescente, coloque todos os ingredientes numa vasilha grande e deixe-a num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua.
Na manhã seguinte, após o banho higiênico, banhe-se na mistura, comprimindo as pétalas de rosa sobre a pele do corpo. Não se enxugue. Vista-se com um roupão e enrole uma toalha nos cabelos. Vista-se com roupas claras.

Para Proteção Espiritual

10 ramos de alecrim fresco, sem os galhos
30 gotas de essência de verbena
1 punhado de sal grosso
4 litros de água mineral

Ferva a água, desligue a chama e coloque os ramos de alecrim e o sal grosso. Deixe esfriar. Macere o alecrim com as mãos, como quem esfrega uma roupa. Antes de utilizar o banho, acrescente as gotas de verbena. Banhe-se do pescoço para baixo e deixe a água secar naturalmente ou use um roupão.
Duas horas depois, tome uma chuveirada, se estiver sentindo um sono anormal.

BANHO PARA FICAR MAIS ATRAENTE.

1 bacia de ágata virgem;

200 g. de sândalo em pó;

3 colheres de açúcar cristal;

1 colher de pau (sem uso);

1 vidro de perfume de alfazema;

1 vidro de 1 litro água de rosas.

Misture todos os ingredientes na bacia, mexendo com a colher de pau no sentido horário. Deixe descansar durante três dias, mexendo de vez em quando.

Coloque essa poção num recipiente (de preferência escuro), para utilizá-lo quando quiser ficar mais atraente, usando uma pequena parte do líquido e um pouco de água fria. Depois de tomar um banho normal,  jogue esse preparado no corpo inteiro diluido em um balde de agua.

BANHO DE ERVAS PARA AFASTAR EGUN (eguns – espíritos obsessores)

3 ou 4 folhas de mangueira;

1 galho pequeno de arruda;

folha de arueira;

um punhado de abre caminho;

cravos vermelhos;

1 casca de manacá;

1 kg de canjica branca cozida;

1 pote de barro médio.

Prepare esse banho antes das seis horas da manhã.

Macere todas as ervas, colocando-as dentro do pote, juntamente com a água do cozimento da canjica. Tome esse banho ao ar livre, da cabeça aos pés, pedindo que os eguns e as más influências vão embora.

A canjica deve ser colocada numa tigela branca (virgem) e oferecida a Oxalá, para que a paz e as energias positivas venham para essa pessoa. Fazer os pedidos em voz alta.

BANHO PARA DESCARREGO

1 pote de barro com tampa;

algumas folhas de: levante,

buchinha,

dandá,

cipó grosso (unha de gato),

louro e

alfazema;

colônia.

Sove, muito bem, todas as folhas, deixando descansar por três dias em um local fresco, dentro de um pote de barro com tampa.

Após esse tempo, leve todos os ingredientes para ferver. Guarde o líquido, já frio, em uma garrafa. Tome esse banho, da cabeça aos pés, sempre que estiver ansioso ou nervoso. Esse banho não pode ser quente.

Obs.: No prazo de vinte e quatro horas antes do dia em que for tomar o banho, não coma carne de porco ou pimenta nem ingira bebidas alcoólicas.

BANHO FORTALECER ORI (sua cabeça, sua espiritualidade, suas forças, sua proteção, seu anjo da guarda)

MODO DE FAZER:

Pegue água de coco verde, quine dentro de uma vasilha com folhas de algodoeiro, elevante, e tome este banho varias vezes sempre ao amanhecer, antes tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco, após feito isto tome banho com as ervas, logo a seguir coloque um akasa em sua cabeça e amarre com um morim branco e fique pôr duas horas, depois leve em um

jardim e coloque em baixo de uma árvore.

BANHO PARA SIMPATIA DA MULHER

Macaçá

Manjericão

Canela em pau

Pó de sândalo

1 maçã bem vermelha

Argentina cortada em cruz

Misturar todos os ingredientes e colocar para ferver por 30 minutos; deixe esfriar e em seguida tomar um banho da cabeça aos pés. Após o banho usar um perfume de sândalo ou alfazema.Banho para descarregar o corpo:
Colher pela manhã: levante, manjericão, alecrim, guaco, malva cheirosa, espada de são Jorge, espada de santa Catarina, orô, oito folhas de ameixa, um punhado de folhas de pitangueira, gervão, sete ramos de arruda, guiné, oito folhas de boldo e folhas de alfazema. Colocar numa panela grande e deixar a ferver por catorze minutos. Apague o lume e deixe arrefecer até ficar em boa temperatura para fazer o banho. Ponha o líquido sem as folhas num balde, entre na banheira ou no duche, colocando-se de pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do corpo com uma caneca, faça os pedidos para os bons guias retirarem todos os males do vosso caminho etc. Peça a alguém para deitar a água do banho que ficou na bacia num verde ou em água corrente.
Nota: Este mesmo preparado pode ser utilizado para lavar a casa (do fundos para a frente) para descarregar. Neste caso, em vez de ferver, as ervas também podem ser maceradas, piladas, com água, o efeito é melhor ainda. Também encontrará estas ervas em bons mercados ou ervanárias, caso você não tenha como colhê-las você mesmo.
Banho para atrair bons fluidos:
Misture dinheiro em penca, folhas de dólar, folhas de malva cheirosa, folhas de laranjeira, folhas de elefante, folhas de manjericão, folhas de fortuna, macere estas ervas com água e coe, misture um pouco de água quente para que a água fique numa boa temperatura para o banho. Coloque num balde entre na banheira ou no duche, colocando-se de pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do corpo com uma caneca (nunca deite nenhum tipo de banho na cabeça). No final, despeje o conteúdo da bacia no seu quintal. Se quiser lavar a casa com este preparado deve lavar da frente para o fundo e despeje o resto no fundo do quintal.
Nota: Como é um banho para atrair bons fluidos não deve ser despachado do lado de fora do pátio ou da porta de casa, caso você more num apartamento, sugiro que deixe um vaso grande com plantas verdes numa área onde possa despejar estes banhos.

Banho para Iemanjá ajudar a conquistar as coisas que deseja

Material:
Água morna
Folhas de Pata de Vaca
Folhas de Tapete de Oxalá (Boldo)
Mel
Flores Brancas

Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água, e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente nos seus objectivos. Acrescente 8 gotas de perfume. Tome o banho do pescoço para baixo.

 

BANHO PARA ABRIR CAMINHO

Manjericão de caboclo

Alecrim

Arruda

7 rosas branca

1 obi se for mulher

7 cravos brancos se for homem

21 cravos da índia Fazer

Este banho é para quando a vida estiver atrapalhada ou com perturbações

 

Para afastar o mau olhado ou quebranto

3 litros de água mineral
1 garrafa de cerveja clara

Misture a cerveja com a água e banhe-se da cabeça aos pés, após o banho higiênico. Enrole uma toalha na cabeça e vista-se sem enxugar-se.

Para retirar a negatividade

4 litros de água mineral
2 punhados de sal grosso
2 dentes de alho roxo cortados em cruz
5 galhos de arruda macho
5 galhos de arruda fêmea

Ferva a água com os dentes de alho cortados. Quando a água estiver morna, acrescente a arruda, tratando de macerá-la, até que esteja totalmente desfeita. Misture o sal. Deixe esfriar e coe. Use do pescoço para baixo, após o banho habitual. Passadas duas horas, tome uma chuveirada de água
morna ou fria. Faça na lua minguante.

Dicas Importantes

1 – Os banhos devem ser acompanhados de preces pessoais espontâneas e sinceras. Peça. Converse com Deus e com seus protetores espirituais. Os resultados são fantásticos. Se desejar, acenda uma vela branca para o seu anjo da guarda.

2 – As flores e ervas frescas não devem ser fervidas. O valor energético das mesmas se perderá.

3 – Caso não consiga flores e ervas frescas, você pode usá-las secas. Neste caso, poderá colocá-las em água fervente e abafá-las. Evite fervê-las.

4 – Se estiver sentindo frio, acrescente ao banho, já preparado, uma quantidade de água mineral quente.

5 – Os resíduos dos banhos devem ser devolvidos à natureza. Coloque os resíduos num jardim ou no mar. Não se joga no lixo flores e ervas utilizadas em banhos energéticos, pois, se forem devolvidas à natureza, servirão como adubo.

6 – Na verdade não existe mal algum em jogar uma mistura de sal grosso e água na cabeça. Afinal de contas, nós não tiramos a cabeça para entrar no mar, onde há maior concentração de sal que nos banhos de limpeza energética. O que causa desconforto e cansaço é manter o sal no corpo por muito tempo. Por isso, três horas após um banho com sal grosso, banhe-se apenas com água, caso use o banho da cabeça aos pés.

7 – Banhos preparados com ervas como arruda, comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge e pára-raios não devem tocar a cabeça. Podem causar cansaço, letargia, dores e insônia. Evite-as.

Sibyla Rudana

BANHOS

Em todas as tradições místico-esotéricas, os banhos são indicados como poderosos auxiliares nos processos de cura e equilíbrio de energia do nosso corpo.
O banho feito com lírios brancos e rosas brancas, por exemplo, acalma e restaura a paz espiritual.

Banhos com mel ajudaram adoçar o temperamento e com camomila propiciam bons sonhos.

Para o cansaço e a tensão do dia, faça um escalda-pés com melissa e se sentirá relaxado.

Banho espiritual:

Em uma jarra de vidro limpa misture:

1 xícara de água do mar ou de água morna mineral.
1 colher de sopa de sal grosso.
1 xícara de vinagre de maçã.

Coloque essa mistura na banheira com água pela metade e banhe-se por 5 minutos com um mínimo de três imersões completas. Reze para a libertação de qualquer energia negativa a seu redor ou para se libertar de qualquer influência negativa ou preocupação que possa sentir.

Banho da prosperidade

Misture:

1 xícara de chá de canela moída em
4 xícaras de chá de salsa.

Divida a mistura em 5 partes iguais.

Tome 5 banhos nos 5 primeiros dias da semana. Se tiver banheira, fique em imersão na água por 8 min, pedindo melhora financeira. Mas não exija nada, confie na sabedoria e generosidade do universo.
Durante o banho, afunde 5 vezes.
Enxugue-se normalmente e boa sorte.

Água do banho do Amor

Misture dentro de um pires feito de barro
Água da fonte, descansada sob a primeira fase da Lua crescente e da Lua cheia.
Uma porção de alfazema, alecrim e rosas vermelhas.

Use sempre depois do banho ou durante, se possível junto com a pessoa amada, é uma água muito poderosa e pode usar numa poção, receita ou no que sua intuição lhe desejar!

Água após o banho

2 colheres sálvia trituradas
1 copo de álcool de cereais

Deixe ficar por um mês e depois passe por uma peneira.

Junte 5 gotas de alfazema.
Use sempre após o banho.

Colônia de Alecrim

Misture em 1\2 litro de álcool de cereais
2 gotas de essência de alecrim 2 gotas de bergamota
2 de cidra
2 gotas de essência flor de laranjeira

Deixe ficar pelo menos por 7 dias consecutivos, e coloque em um vidro. Use-o em momentos de bem estar, como em uma festa por exemplo.

Magia do dia

1 litro de água mineral
pétalas de uma rosa branca
petalas de uma cor-de-rosa
sete pedaços de canela em casca
sete cravos-da-índia
um punhado de açúcar-cristal.

Num caldeirao ferver, desligue o fogo e tampe por uns dez minutos. Quando a infusão amornar, despeje-a no corpo, do pescoço para baixo, depois de tomar seu banho habitual. Deixe secar naturalmente, sem usar toalha, e vista-se com roupas de cor clara.

Magia do dia – Para ficar mais atraente

Numa noite de Lua crescente ou cheia, colha sete margaridas e deixe-as sob seu travesseiro até que elas murchem. Então, coloque as flores numa panela com meio litro de água mineral. Leve ao fogo e, quando começar a ferver, retire a poção do fogo e deixe esfriar, com a panela tampada. Mergulhe um
sabonete novo no líquido e aguarde quinze minutos. A seguir, retire o sabonete e jogue fora a poção. Tome um banho com esse sabonete e em seguida enterre-o num jardim. A espuma com a magia das flores e do luar vai tornar você irresistível.

Banhos purificadores

Banhos purificantes ajudam a elevar o astral
(ideal para ser feito no ano novo):

Estudados pela aromaterapia, os banhos são uma técnica milenar e – dizem – podem atrair bons fluídos e purificar. Por isso, que tal começar o ano novo em alto astral, livre dos “encostos”? “Na aromaterapia os banhos em geral demoram uma hora e são verdadeiros rituais”, diz o psicoterapeuta corporal
Marco Spivack. Estes banhos são à base de óleos essenciais e, segundo Spivack, servem para relaxar, energizar, emagrecer e refrescar, entre outras coisas. Podem ser realizados em clínicas especializadas, balneários e até em casa. “Há banhos para quem quer se preparar para as festas de final do ano”, frisa o terapeuta corporal Zheca Catão.

Spivack sugere o que ele chama de Banho Ritual de Purificação, com óleos de alecrim, canela, mirra, olíbano e sal grosso. O banho é realizado num ofurô individual, de madeira, com óleos essenciais. O local é iluminado por velas e na água são jogadas pétalas de rosas. Antes de começar o banho, a pessoa toma uma ducha, depois entra no ofurô e permanece lá por 20 minutos.

“No Japão a temperatura da água do ofurô é elevadíssima, a 43 graus, mas isso é contra-indicado para cardíacos e hipertensos. Por isso, no Brasil a faixa de temperatura é entre os 28 e 32 graus, o que não oferece contra-indicações”, frisa. A pessoa sai do ofurô e deita-se numa espreguiçadeira. “Este banho é um ritual de desapego, uma associação de purificação, para receber o ano novo de braços abertos. Na espreguiçadeira, a temperatura do corpo vai se equilibrando e a pele vai metabolizando os óleos. O alecrim afasta as energias negativas e é estimulante; a canela, segundo o Feng Shui, costuma atrair dinheiro e é afrodisíaca; o olíbano é equilibrante; e o sal grosso é relaxante, purificante e afasta energias negativas”, explica. Você pode realizar este banho em sua casa, de preferência numa banheira.

Zheca Catão explica que quem quer ficar animado durante as festas pode preparar um banho com óleo de alecrim e cítricos. Já para aqueles que querem cuidar do lado espiritual, diz, o banho mais indicado é o com óleo de olíbano. “Um ótimo banho para elevar o astral é feito com uma mistura dos óleos de gerânio e laranja, ele equilibra a oleosidade da pele, e proporciona sensação de bem-estar”, destaca.

Para preparar os banhos em casa, Catão ensina que primeiro deve-se encher a banheira, depois adicionar os óleos essenciais misturados ao leite. “Como o óleo não se mistura com água, o certo é recorrer a um emoliente, no caso o leite”, explica. Coloca-se dois dedos de leite num copo com no máximo dez gotas de óleo no total. Se for adicionar dois óleos, por exemplo, o terapeuta recomenda colocar cinco gotas de cada. Coloca-se a mistura na água e o banho está pronto. No caso do chuveiro, o jeito é preparar o mesmo banho, só que em um balde grande, obedecendo a receita do banho na banheira.
Só que há uma diferença: o banho de balde deve ser feito depois do banho normal e na posição vertical, literalmente vertendo o líquido sobre a cabeça ou somente nos ombros – como preferir.

 SORTE
Se você estiver sentindo falta dessa
energia tão necessária à vida,
faça este banho especial para ajudar
no trabalho e também no amor.
Separe erva-de-bicho, folha da fortuna,
arruda-macho, arruda-fêmea,
levante, quebra-tudo,
guiné e espada-de-são-jorge.
Coloque todas as ervas para ferver
em 3 litros de água,
abafe por 3 minutos e coe.
Assim que esfriar,
despeje algumas gotas
da colônia de sua preferência
e tome o banho em uma terça-feira
à noite, durante a fase da Lua
Crescente.
PARA TRAZER
FELICIDADE.
Adquira uma vela amarela
e um maço de rosas da mesma cor.
Acenda a vela e ofereça
as rosas amarelas para Oxum,
pedindo para que
lhe traga felicidade e amor.

ALIVIO DE TENÇÕES
(ou descarrego)
Em meio balde de água
coloque sal grosso a medida
é a palma de sua mão,
pegar uma vela de cheiro
ou um incenso.
Ascenda no banheiro
a vela ou o incenso,
apague a luz entre no chuveiro
vá jogando a água
com sal grosso em você…
” Pensando que tudo que é ruim,
inveja, olho gordo,
está descendo tudo pelo ralo.”
Relaxe alguns minutos.BANHO DE ATRAÇÃO
Ferver em 1 litro de água:
7 pétalas de rosa vermelha
(símbolo da paixão)
7 gotas de óleo essencial
de sândalo (afrodisíaco)
7 cravos da Índia (afrodisíaco)
7 pitadas de coentro
(afrodisíaco)
Coar e jogar do pescoço
para baixo após o banho
SEGURANÇA TOTAL
Na fase da Lua Nova, faça este banho-de-cheiro
em uma terça-feira. junte ramos de manjericão,
guiné, arruda, comigo-ninguém-pode
e coloque tudo em uma panela com água fervendo.
Desligue o fogo e tampe a panela.
Coe e despeje a mistura do pescoço para baixo,
rezando um Pai-Nosso e uma Ave-Maria
ao seu santo de devoção e ao seu anjo da guarda,
pedindo muita proteção.INVEJA
Junte alguns ramos de rosas brancas,
arruda e ferva em 3 litros de água.
Deixe descansar e esquente de novo.
Depois, passe tudo por uma peneira fina.
Faça esse banho em uma
segunda-feira de Lua Minguante.

Os banhos de ervas são indicados para vários fins,abrir caminhos, descarrego, limpeza espiritual, atrair sorte, atrair amor,afastar mal olhado, entre outros. As Ervas tem um poder mágico vindo da natureza e auxilia em muitas curas e conquistas.
As ervas são vendidas em feiras e em casas de ervas o melhor banho de erva é aquele feito com a erva fresca pois essa ainda se mantem viva. Você pode comprar a erva fresca e depois  separar em algumas partes e guardar o restante enrolado no jornal dentro da geladeira.

Antes de tomar o banho de ervas é fundamental lavar e macerar as ervas com as mãos. NÃO ferver. Usar água filtrada na temperatura ambiente.

Tome primeiro um banho comum e depois jogar o chá de ervas da cabeça aos pés, exceto as ervas que são usadas do pescoço para baixo e indicamos a seguir. Enquanto joga o chá de ervas no corpo, pense na limpeza e na energização áurica, mentalizando apenas bons pensamentos.



Confira abaixo algumas ervas para banho e suas indicações:

Canela de Velho - Tira negatividade de obsessores.

Colônia - Descarrega e acalma.

Elevante - Readquirir energia, levanta e abre caminho. Junto com o alecrim traz clientes e dinheiro.

Macassá - Tem um perfume forte e bom. Dá uma boa levantada. A pessoa raciocina melhor, encontra o caminho, relaxa, descarrega e fortalece a ligação com o Anjo de Guarda e abre os caminhos amorosos. Boa também para doentes.

Manjericão - Tira mau olhado e descarrega. Excelente para crianças e adultos. Para crianças usar somente o manjericão e a rosa branca.

Oriri - Acalma, tira perturbações e traz energia no banho de ervas. Com problemas de nervos colocar a folha úmida na cabeça. Serve para dormir com ela.

Alecrim - Prosperidade e abertura dos caminhos.

Alfazema – Acalma, tranqüiliza e relaxa.

Abre Caminho – Para questão financeira. Prosperidade. Usar do pescoço para baixo. Da cabeça aos pés só uma vez ou outra.

Erva doce, cravo, canela e noz moscada - Prosperidade.

Rosa Branca – Descarrega, tira energia de mau olhado e quebranto. Boa para crianças e adultos.

Aroeira – Tira toda negatividade. Descarrega. Usar do pescoço para baixo.

Barba de Velho - Tira energia negativa de obsessor. Relaxa e dá energia. A erva Canela de Velho tem a mesma função, só que a Canela de Velho é mais forte.

Boldo e Saião – Descarrega e dá calma.

Espada de Ogum e Yansã – Quando a pessoa estiver com tudo fechado, desorientada e negativa. Para pessoa muito negativa. Cortar em sete pedaços uma folha e ferver. Juntar um pouco de sal grosso. Usar do pescoço para baixo.

Ervas e suas indicações:


Negócios: benjoim, canela, cravos da índia, louro.

Adivinhação: alecrim, anis estrelado, artemísia, canela, freixo, louro, noz-moscada, rosa, sândalo.

Fertilidade: carvalho, girassol, mandrágora, noz, papoula, pinho, romã, rosa.

Cura: alecrim, arruda, canela, cardo bento, cravo, eucalipto, freixo, hortelã, lavanda, maçã, mirra, naciso, rosa, sálvia, violeta.

Amor: alecrim, canela, cominho, coentro, jasmim, laranja, lavanda, limão, lírio, macassá, manjericão, verbena, violeta.

Dinheiro: amêndoa, artemísia, brionia, camomila, cravo, jasmim, madressilva, manjericão, menta, trigo.

Proteção: alecrim, angélica, arruda, boca de leão, artemísia, erva doce, freixo, louro, peônia, verbena, visgo.

Purificação: açafrão, alfazema, alecrim, aniz, arruda, hortelã, lavanda, limão, louro, mirra, olíbano, sabugueiro, sândalo, sangue de dragão.

Banho de ervas para Atrair Amor:

01 flor de girassol, 07 cravos da Índia, 01 xícara de café de erva doce, 01 colher de sopa de açúcar mascavo, 01 noz moscada ralada, 01 pitada de pó de sândalo.

Coloque tudo numa panela com água filtrada, deixe ferver por 15 min. Coe, misture num balde de água fria, tome seu banho comum. Depois tome este banho do pescoço para baixo e deixe secar o corpo naturalmente. Leve as sobras em uma praça que tenha um jardim bem bonito e que tenha bastante movimento,deixe tudo no jardim e rege com um pouquinho de azeite doce e mel fazendo seus pedidos.

PURIFICAÇÃO
Se você quiser mandar as energias negativas
para bem longe, faça este banho
em uma quinta-feira de Lua Crescente,
de preferência, à noite. junte as seguintes ervas:
alecrim do campo, palma-de-santa-rita,
rosas vermelhas, espada-de-são-jorge,
louros verdes e erva-de-santa-bárbara.
Coloque todas para ferver em 3 litros de água e,
depois, coe o preparado.
Separe as ervas e coloque-as ao sol.
Após tomar um banho normal,
despeje a mistura sobre seu corpo.
Queime as ervas secas em um braseiro,
juntamente com incenso de benjoim ou mirra.
Enquanto as ervas queimam,
diga as seguinte palavras:
“Fogo de Deus, fogo celestial, fogo sagrado,
que toda a impureza seja queimada e destruída
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
que a Santa Divina Trindade.
Queimei, destruí e reduzi ao nada
todas as más influências, assim como todo o mal”.
RELAXAMENTO
Durante uma segunda-feira
de Lua Minguante,
junte as seguintes ervas:
sabugueiro, kitoco, rabo-de-tatu,
piteira imperial, zanga, angélica,
alumã e brio-de-estudante.
Coloque todas em 3 litros de água
já fervida. Deixe um pouco de molho,
retire do fogo e depois coe.
Quando a água estiver morna,
despeje o preparado do pescoço
parta baixo. Aproveite para preencher
a cabeça com pensamentos positivos
e relaxar todos os músculos tensos.
Tente esquecer os problemas e sentir
corpo e a cabeça leves, como se você
estivesse flutuando. Ao sair do banho.
não se enxugue com uma toalha.
Espere o corpo secar naturalmente.
Antes de sair para a rua, faça uma oração
invocando seu anjo da guarda,
para que ele acompanhe e auxilie
você em todos os momentos.

ENERGIAS POSITIVAS
Quando sentir que colocaram
olho gordo em você,
faça este banho para se livrar
das energias negativas.
Primeiro, junte as ervas:
arruda, catinga-de-mulata,
guiné e alecrim e acrescente
um pouco de sal grosso.
Ferva tudo ligeiramente,
coe e coloque num balde
com 3 litros de água.
Banhe-se do pescoço aos pés,
mas antes tome um banho normal.
PARA
SORTE E HARMONIZAÇÃO
4 litros de água mineral
2 colheres de sopa de
óleo de amêndoa para o corpo
10 gotas de essência de rosas
Pétalas de rosa branca, lírio e angélica
1 quartzo branco bruto
1 quartzo rosa bruto
1 citrino bruto
1 ametista
Numa noite de lua crescente,
coloque todos os ingredientes
numa vasilha grande e deixe-a
num local onde possa receber
o frescor da noite e a luz da lua.
Na manhã seguinte,
após o banho higiênico,
banhe-se na mistura,
comprimindo as pétalas de rosa
sobre a pele do corpo.
Não se enxugue.
Vista-se com um roupão e enrole
uma toalha nos cabelos.
Vista-se com roupas claras

BANHO AFRODISÍACO
Antes de um encontro amoroso ou sexual,
ou também para atrair uma pessoa,
podemos tomar o seguinte banho,
carregando-nos com uma forte aura sedutora:
Coloque em um balde ou
bacia água quente (sem estar fervida)
e coloque as seguintes essências;
dez gotas de ylang-ylang (óleos essenciais),
dez gotas de sândalo*,
dez gotas de essências de rosas*,
dez gotas de almíscar*
e um punhado de cravo.
Depois de tomado o seu banho normal,
pegue o balde e com a ajuda de uma caneca,
vá molhando novamente o seu corpo
com essa água. Comece pela cabeça
e vá molhando todo o restante do corpo.
Feito isso, seque-se naturalmente,
sem auxílio da toalha. Quando já estiver seco,
coloque mais algumas gotas de almíscar
nas palmas das mãos e acaricie
o seu corpo todo.
PRA AFASTAR MAU OLHADO
OU QUEBRANTO
3 litros de água mineral
1 garrafa de cerveja
clara Misture a cerveja
com a água e banhe-se
da cabeça aos pés,
após o banho higiênico.
Enrole uma toalha na cabeça
e vista-se sem enxugar-se.PARA CURAR
HEMORRÓIDAS.
Deixar secar uma fruta romã
fervendo a casca, ferva as sementes
separadas da casca.
Com a casca fazer uma lavagem
no local e com as sementes,
um chá para tomar.
PARA ATRAIR O AMOR
2 litros de leite
4 colheres de mel
1 maçã vermelha ralada
2 pauzinhos de canela
Ferva o leite e acrescente
os demais ingredientes. Deixe esfriar.
Coe e use após o banho higiênico,
da cabeça aos pés. Cubra a cabeça
com uma toalha e vista-se
sem enxugar-se, ou coloque um roupão.PARA OS RINS
FUNCIONAREM BEM.
Pegue folhas de abacate,
quebra-pedra, chuchu
e faça um chá
com três litros de água.
Em seguida colocar
o chá numa vasilha de vidro
e ir tomando 2 colheres ao dia.
PARA CONQUISTAR AMOR
Pegue flores de laranjeira,
levante, alfazema,
palma-de-santa-rita e
flores brancas
(de preferência mariquinhas).
Lave-as e coloque
dentro de uma panela
com 3 litros de água.
Ferva, deixe esfriar e coe.
Pingue 7 gotas de seu perfume preferido
na mistura e despeje
do pescoço para baixo,
lavando-se no chuveiro em seguida.
Faça esse banho
antes de sair de casa,
rezando
um Pai-Nosso e uma Ave-Maria
para que encontre a pessoa amada
e ela se sinta atraída por você.
PARA FARTURA
E PROSPERIDADE
4 litros de água mineral
6 paus de canela pequenos
1 colher de chá
de noz moscada ralada
6 folhas de louro
1 colher de sopa
de erva-doce ou funcho
6 moedas douradas
ou uma peça de ouro
Pétalas de rosa amarelaNum dia de lua cheia,
ferva a água e acrescente os demais
ingredientes, exceto as
pétalas da rosa amarela. Coe.
Guarde as peças de ouro e as moedas.
Deixe esfriar e antes de utilizá-lo,
acrescente as pétalas de rosa.
Tome o seu banho habitual e
utilize a mistura derramando-a
generosamente da cabeça aos pés.
Cubra a cabeça com uma toalha
e vista-se sem enxugar-se,
ou coloque um roupão.
PARA PROTEÇÃO ESPIRITUAL
10 ramos de alecrim fresco, sem os galhos
30 gotas de essência de verbena
1 punhado de sal grosso
4 litros de água mineralFerva a água,
desligue a chama e coloque
os ramos de alecrim
e o sal grosso. Deixe esfriar.
Macere o alecrim com as mãos,
como quem esfrega uma roupa.
Antes de utilizar o banho,
acrescente as gotas de verbena.
Banhe-se do pescoço para baixo
e deixe a água secar naturalmente
ou use um roupão. Duas horas depois,
tome uma chuveirada, se estiver
sentindo um sono anormal.PARA TIRAR BERNE.
Arrumar um pedaço
de toucinho fresco e amarrar
sobre a ferida durante uma hora.
Repetir essa
simpatia durante 3 dias.
PARA PAIXÃO
1 maçã vermelha ralada
1 maço de salsa fresca
4 litros de água mineral
4 colheres de mel de flor de laranjeiraNo primeiro dia da lua cheia,
coloque a água numa vasilha
grande e acrescente os
demais ingredientes.
Coloque a vasilha num local onde
possa receber o frescor da noite e a luz
da lua cheia. Na manhã seguinte,
coe a mistura e utilize-a, após o
banho habitual, da cabeça aos pés.
Cubra a cabeça com uma toalha e
vista-se sem enxugar-se, ou
coloque um roupão.
Os homens devem retirar a salsa
e utilizar o banho
apenas com os outros ingredientes.
SIMPATIA PARA
TER SORTE NA VIDA.
Materiais necessários:
Um quilo de lentilha
Meio quilo de trigo em grão
Uma bacia branca
Uma dúzia de rosas brancas
Maneira de fazer:
Na primeira noite de lua cheia
assim que a mesma estiver
despontando no céu.
Se locomova ao seu
quintal de posse dos materiais
acima citado. Coloque
a bacia sobre o solo
Despeje a lentilha
e logo após o trigo
Retire as pétalas das rosas
e as adicione em meio aos grãos
Deixe a bacia contendo
os ingredientes em um local
onde a mesma possa receber a
energia da lua (ou seja a claridade).
Ao amanhecer se locomova ao local
onde ficou exposto os ingredientes.
Retorne para dentro de sua casa e
adicione aos mesmo água e
tome um banho da cabeça aos pés.
PARA RETIRAR A NEGATIVIDADE
4 litros de água mineral
2 punhados de sal grosso
2 dentes de alho roxo cortados em cruz
5 galhos de arruda macho
5 galhos de arruda fêmeaFerva a água com
os dentes de alho cortados.
Quando a água estiver morna,
acrescente a arruda,
tratando de macerá-la,
até que esteja totalmente desfeita.
Misture o sal. Deixe esfriar e coe.
Use do pescoço para baixo,
após o banho habitual.
Passadas duas horas, tome uma
chuveirada de água morna ou fria.
Faça na lua minguante.PARA AFASTAR
PESSÔA INDESEJADA.
Adquira um pouco
de pelo de gato preto,
pelo de cachorro preto e pelo de rato;
juntamente com folhas de cansanção.
Queime todos os ingredientes,
triturando até formar um pó.
Após isso feito,
jogue o pó sobre a pessoa indesejada.
PARA A MULHER CONQUISTAR
O HOMEM DE SEUS SONHOS.
Pegue um pedaço de papel branco
e coloque-o sobre um prato.
Desenhe um coração do tamanho
do fundo do prato. Depois, recorte
o desenho e escreva nas três
primeiras linhas o nome
do homem desejado.
Em outras três linhas,
escreva seu próprio nome.
Coloque o desenho do
coração no fundo do prato,
derrame um pouco de mel sobre ele,
juntamente com algumas
pétalas de rosa branca.
Depois, acenda uma
vela branca bem no meio do prato,
deixando-a queimar
totalmente. Quando a
vela acabar de queimar, firme o
pensamento no homem desejado.
Guarde o prato por sete dias. Depois,
lave as pétalas e coloque-as
dentro de um livro.
O prato com o coração deve ser
deixado num jardim
onde existam espinhos.

Para falar em folhas sagradas ou ervas medicinais sagradas indispensáveis nos rituais do mundo sagrado, devemos aludir a lenda de Ossaim ou Dada que distribuira cada erva sagrada a um ou vários Orixás.

Assim, cada orixá tem as folhas sagradasque lhe correspondem. Algumas vezes encontramos orixás compartilhando uma ou mais ervas.

As ervas sagradas desempenham funções de propiciadoras e purificadoras dos elementos sagrados. Une o orixá ao seu filho. Não existe orixá sem as folhas sagradas.

Participam de obrigações de cabeça e em todos os rituais de defumaçãobanhos de descarregolimpeza espiritual dos ambientes e muito mais.

7 ervas sagradas e seus orixás

Bambú é poderoso defumadorBambú é um poderoso defumador e pertence a Iansã
  • Alecrim – Pertence a Oxalá. Entra em qualquer obrigação de cabeça dos filhos de qualquer orixá. Bastante emprego nos rituais de defumação,banho de descarrego. É parte indispensável do ‘abo’. Eficiente destruidor de larvas astrais. O Chá é empregado para combater tosses e broquites com sucesso.
  • Arruda – Planta de odor bem forte que pertence a Oxóssi e Exu. Muita usada contra maus fluídos, inveja, olho-grande, e para benzimentos. A variedade do orixá Oxóssi, com folhas miúdas; aplica-se nos bori, lavagem de contas (guias), ebanhos de limpeza ou descarrego. O uso medicinal é contra verminoses e reumatismo em chás, e o sumo aplica-se para reduzir feridas.
  • Bambú – Pertence a Yansã e Egun. Muito aplicada como enfeite nas casas de Egun nas festas. Poderoso defumador contra larvas astrais, fazendo mistura com palha ou bagaço de cana. Excelente banho contra perseguição de obsessores ou maus espíritos. Na medicina popular é utilizado nas diarréias e pertubações do estomago.
  • Camomila – Pertence a Oxalá e Oxum. Aplicação em banhos de descarrego e no “abo”. Na medicina popular tem larga utilização em chás reguladores dos intestinos; estimula o apetite.
  • Cana-de-Açucar – Pertence a Exú. Planta muito importante nos rituais. Seja o bagaço ou o produto, o açucar, são amplamente utilizadas em defumações para melhoria das condições financeiras, misturando com pó de café virgem, cravo-da-índia, e canela em pó.
  • Girassol – Pertence a Oxalá. Utiliza-se em qualquer obrigação de cabeça, no ‘abo’ ebanhos de descarrego. Tem muito prestígio em defumações pois é poderoso anulador de fluidos negativos edestruidora de larvas astrais. Nas defumações usa-se as folhas e nos banhos colocam-se também as pétalas colhidas antes do nascer do sol.
  • Romã – Erva Sagrada pertencente a Yansã. As folhas são utilizadas em banhos de descarrego. A medicina popular emprega o cozimento das cascas dos frutos para o combate de vermes e o mesmo cozimento para gargarejos nas inflamações de garganta e da boca.
  • Banho de descarrego, banho de limpeza e banho de rosas para crianças

    Muitas vezes; a criança assim como um pára-raio, pode ser afetada por larvas astraismau olhado; ou mesmo porfeitiços ou magia enviados a sua casa outrabalho.

    O uso de banho de descarrego paracrianças não é bem visto pelas boas correntes de umbanda, candomblé e magia branca.

    Rosas brancas para banho de limpeza astral em crianças

    Muitos pais de santo afirmam que o banho de descarrego ( banhos como o de sal grosso,fumocachaça são muito pesados para a aura das crianças surtindo o efeito contrário ao desejado nelas.

    Os banhos de limpeza são os mais indicados para as crianças, pois utilizam ervas mais brandas e pétalas de rosas para purificar o espírito da criança contra agressões espirituais. Conheça os banhos de limpeza para crianças com mais de 2 anos a seguir

    Banhos de limpeza astral com rosas e ervas de Oxalá, Yemanjá e Oxum para crianças

    Oxum orixá protetora das criançasOxum orixá protetora das crianças

    Crianças que ficam muito agitadas sem razão aparente, por longos períodos e com dificuldades em dormir podem se beneficiar de banhos de limpeza de alecrim da horta (planta de Oxalá) . O banho deve ser tomado quase frio do pescoço para baixo.

    banho de pétalas de rosas brancas (Yemanjá) é outra alternativa para crianças doentes que utilizam os banhos de rosas como alternativa de tratamento, sem nunca deixar de consultar também os médicos da terra, claro!

    banho de limpeza de camomila (Panta de Oxum) é excelente para restabelecer forças espirituais e afastar mau olhado. Indicado a crianças que ficam apáticas e sem energia sem motivo aparente.

    Regras para banhos de limpeza e banhos de rosas para crianças

    Banho de rosas brancas para acalmar crianças que estão agitadas sem motivo

    Nunca fazer banho de descarrego (sal grosso, cachaça, fumo, alimentos) em crianças;

    Nunca aplicar o banho de limpeza  ou banho de rosas quente ou morno. Deve ser sempre o mais frio possível, a temperatura ambiente. Nunca guardar o banho ou usar geladeira para resfriar mais rápido ou conservar para usar outro dia.

    Colocar a água para o banho (1 litro) para ferver e só depois colocar as ervas ou rosas e desligar o fogo em seguida. Essas são ervas muito delicadas, assim como as pétalas das rosas e não podem ser fervidas. Basta desligar o fogo e abafar alguns minutos. Depois retirar a tampa coar e deixar esfriar até o momento de tomar o banho. Do pescoço para baixo.

    No caso do banho de rosas, jogar somente as pétalas na água fervente e desligar o fogo. Abafa alguns minutos, deixe esfriar, coar e toma o banho frio. Do pescoço para baixo.

    Bebês de colo ou crianças muito novas, com menos de 01 ano devem ser levadas parapasses espirituais e não devem fazer uso de banhos de limpeza.

  • Alecrim pertence ao orixá maior Oxalá.Alecrim é uma planta muito utilizada em diversos rituais mágicos em diferentesreligióes.É um vegetal de pequeno crescimento, com aroma muito agardável, que entra na obrigação de cabeça dos filhos de qualquer orixá.Tem vários empregos na umbanda ecandombléDefumações pessoais e de ambiente, banhos de descarrego, sendo parte indspensável do abo.
    Alecrim usado nos rituais dos filhos de OxaláAlecrim utilizado no srituais dos filhos de Oxala

    É eficaz afugentador de maus espíritos e destruidor de larvas astrais.

    É bom remédio nas tosses e bronquites e acaba com o catarro dos bronquios. Usa-se na forma de chá.

    Banho de 7 Ervas contra inveja e Mau Olhado

    Faça um banho morno com as seguintes ervas:
    - Arruda;
    - Alecrim;
    - levante;
    - Guiné;
    - Boldo;
    - Folhas de pitangueira;
    - Espada de São Jorge.

    Tome o banho do pescoço para baixo, de preferência antes de dormir. Descarregue a água “suja” num verde. Repita por 7 segundas-feiras seguidas.

    Tomar um banho de atração no “Dia das Bruxas” pode ajudar você a trazer aqueleamor de volta ou seduzir aquela pessoa que nem sabe que você existe.

    Afinal o que significa o “Dia das Bruxas” no hemisfério sul e como utilizar esse dia mágico ao seu favor?

    Aniz estrelado – muito usado em magia e banhos de amor e atração

    O  “Dia das Bruxas” no hemisfério sulrepresenta a comemoração de Beltaneque é o festival da fertilidade, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina, onde os pagãos comemoram o casamento dos Deuses.

    Durante o festival, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados, sendo um ritual importante nas terras Celtas. E como tradição, as pessoas queimavam oferendas como, por exemplo, totens ou animais para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e, pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.

    Representa o início do Verão e marca a morte do Inverno, sendo comemorado com danças e banquetes. Ocorre em 1 de maio no Hemisfério Norte e 1 de novembro no Hemisfério Sul.

    Já no dia 31 de outubro os praticantes de diversas religiões inclusive neopagãs celebram oSamhain como por exemplo na Wicca. Ele é celebrado no dia 31 de Outubro no hemisfério norte e 30 de abril no hemisfério sul. Essa diferença existe porque as estações são invertidas de um hemisfério para o outro.

    Esta é a primeira e ultima celebração do ano wiccano pois é quando o ano acaba e começa (nota que o ano celta é cíclico).

    Este é igualmente um dos oito sabbats com maior relevância, pois é a noite em que o caos primordial retorna para o inicio do novo ano, é por isso a noite em que o mundo dos vivos se mistura com o dos mortos, sendo deste modo a melhor altura para contactar os mortos.

    Os banhos mais indicados nessas noites de 31 de outubro e 01 de novembro são os banhos de limpeza e atração. Veja a seguir boas recomendações para você energizar e dar um toque mágico nestas noites com a pessoa amada ;)

    Para atrair amizade e amor

    1. coloque em 1 litro de água filtrada 3 pedras de carvão, 13 gotas de um perfume à base de rosas, jasmim, ou flores do campo, e jogue do pescoço para baixo. Deixe os carvões em uma esquina e peça ajuda as entidades Exú ou Pomba Gira.
    2. ferva 1 litro de água. Extraia o sumo de 21 folhas de tangerina, coloque na água e acrescente, misturando bem, uma colher de café de açúcar. Tomar do pescoço para baixo.
    3. erva-doce em grão, em folhas ou em 1 saquinho, 1 litro de água, pétalas de 1 rosa vermelha 3 estrelas de aniz. Tomar do pescoço para baixo.
    4. folhas de erva-doce, casca de maçã,  1 aniz estrela, 1 pau de canela. Tome este banho durante 3 dias do pescoço para baixo.
    5. cascas de laranja, pétalas de rosas coloridas e manjericão. Tomar do pescoço para baixo. Este banho pode ser tomado em outros dias do ano para atração de novas amizades.

    Banho de atração de amor e casamento

    Três folhas de louro, três de alecrim e três pétalas de rosa cor de rosa, ou cravo branco, colocar na água (1 litro) quando estiver fervendo e desligar o fogo. Peça ao seu anjo da guarda união, casamento.

    Banho para abrir os olhos da pessoa amada

    Se você não existe para aquela pessoa que você paquera há muito tempo esse é o banho infalível para atrair seu amor:

    Para as mulheres: Sete rosas cor-de-rosa, sete gotas de baunilha jogar em 1 litro de água fervente e desligar o fogo.  Deixe esfriar e coe os resíduos e depois deixá-los na praça, praia ou jardim para Pombagira mentalizando o nome da pessoa amada no momento da oferenda. Se quiser pode acender uma vela branca para o exú da pessoa amada.

    Para homens: Erva-doce, casca de 1/2 maçã vermelha, 1 estrela de anil e 2 rosas vermelhas jogar em 1 litro de água fervente e desligar o fogo. Tome este banho antes das 18h. Deverá coá-lo antes de o tomar. Os restos, deixe perto de uma árvore. Pode comer metade da maçã e pedir o que desejar, até mesmo amigos fiéis. Ofereça a outra metade às Entidades a quem você pediu e deixe na árvore junto com os restos do banho. Se quiser pode acender uma vela branca para a entidade.

BANHOS MAGICOS


BANHO MÁGICO: para ter dinheiro

 

Acessórios:

- Algumas moedas;

- Erva-doce ou pó de erva-doce;

 

Ritual:

Ritual a realizar no dia de Natal, para assegurar que vai ter dinheiro ao longo do ano seguinte.

Assim, no dia de natal, coloque as moedas numa bacia contendo água, na qual você misturou ou 1 copo de pó de erva-doce, ou bocadinhos de erva-doce partidos aos bocadinhos.

Antes da meia-noite, recolha a água e guarde-a.

Na madrugada do dia de Ano-Novo, tome um banho com essa água (sem sabão, sem se enxaguar, sem se enxugar – enxugue-se perto de uma fonte de calor).

 

Banho para atrair bons fluídos:


Misture dinheiro em penca, folhas de dólar, folhas de malva cheirosa, folhas de laranjeira, folhas de elevante, folhas de manjericão, folhas de fortuna, macere estas ervas com água e coe, misture um pouco de água quente para dar temperatura de banho, ponha num balde, entre dentro de uma bacia e vá despejando o banho por cima do corpo (nunca ponha nenhum tipo de banho na cabeça), despeje o conteúdo da bacia dentro do quintal.

Se quiser lavar a casa com esta receita é bom lavar da frente para os fundos e despeje o resto no fundo do quintal; como é um banho para atrair bons fluidos não deve ser despachado do lado de fora do pátio, caso você more em apartamento deixe um vaso grande com folhagens numa área onde possa colocar estes banhos.

BANHOS DE LIMPEZA OU DE DEFESA PESSOAL

BANHO I:

3 xícaras de café bem forte e 5 litros de água.

Este banho afasta as energias negativas, reenergiza, acaba com pesadelos e com a mania de perseguição, desde que tomado com fé, rezando antes e depois para Jesus,Maria, José, para os anjos e para o seu em especial.

Acenda uma velabranca para seu Anjo da Guarda e deixe queimar até o fim.

BANHO II:

3 punhados de sal marinho em 5 litros de água, acabam com todas as malignidades.

Depois de 4 horas, tome um banho de alecrim, ou de eucalipto para se reenergizar, porque o sal afasta tudo que há de mal,mas impede a entrada de qualquer energia, ainda que boa.

BANHO III:

Alecrim, Alfazema e arruda nos livram dos males e, ao mesmo tempo,

reenergizam.

Se as folhas estiverem frescas, massere-as e coloque-as na água quando ela estiver fervendo e apague o fogo.

Se estiverem secas,deixe em infusão.

BANHO IV:

3 colheres de sopa de sal grosso, 2 xícaras de vinagre branco, 5 a 6 litros de água.

Banho muito poderoso. É necessário tomar outro banho para se reenergizar que pode ser de alecrim, de arruda, de alfazema, de café com leite e chocolate…

BANHO V:

7 dentes de alho roxo, ou claro inteiros e frescos, 2 colheres de sopa de tomilho, igual quantidade de sálvia seca, a mesma porção de mangericão seco, 7 litros de água, 1 colher de sopa de sal marinho.

Este banho afasta as energias negativas trazidas por problemas nossos e alheios, pela presença de pessoas de baixa freqüência vibratória e por nossos pensamentos negativos.

Como sempre, depois de algumas horas, se faz necessário um banho reparador que pode ser de camomila, erva-doce e cidreira, ou um banho de alecrim…

BANHO VI:

Um banho comum: água e sal grosso. 7 no máximo, e 3 no mínimo,

punhados de sal grosso para 5 a 7 litros de água.

BANHO VII:

3 a 7 folhas de abre-caminho, o mesmo de alecrim, igual número de

arruda, ou alfazema. Não precisa tomar banho de apoio.

     

Ervas de Exu

Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grande quantidades causam diarréia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.

Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.

Angelim-amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possam haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.

Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.

Arrebenta Cavalo : No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos ebori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.

Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.

Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.
Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.

Beladona : Nas cerimônias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça atividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atração. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio ativo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.

Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.

Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.

Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bulbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.

Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos, põe fim ao mau hálito.

Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usadas em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.

Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crônicas, enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.

Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.

Cebola-cencém: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bulbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira : corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cômodos e embaixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objetos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.

Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.

Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza, descarrego, sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações, causadas pelo artritismo.

Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarréias.

Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira atua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.

Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.

Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsediadas. No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.

Figo do Inferno: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.

Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva, puro ou misturado ao leite, ameniza as conseqüências de tombos e quedas.

Juá – Juazeiro: É usada para complementar banhos fortes e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.

Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.

Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruente e tônico, além de prevenir e debelar hepatites. Banhos de assentos mornos com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.

Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.

Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela atua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.

Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza, descarrego e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.

Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.

Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.
Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.

Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de ori, misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarréias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.

Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.

Maria Mole: Aplicada nos banhos de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.

Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.

Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incômodos digestivos.

Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.
Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas atuam como emolientes.

Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.

Pau D’alho: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arrie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranqüila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abscessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorróidas.

Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.

Pimenta Darda: “Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.

Pinhão Branco: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de
Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.

Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.

Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.

Pixirica – Tapixirica: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, atua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.

Tajujá – Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.

Tamiaranga: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.

Tintureira: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.

Tiririca: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas embaixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.

Urtiga Branca: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.

Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como diurético.

Vassourinha de Botão: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.

Vassourinha de Relógio: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.

Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.

Ervas de Ogum

Açoita-cavalo – Ivitinga: Erva de extraordinários efeitos nas obrigações, nos banhos de descarrego e sacudimentos pessoais ou domiciliares. Muito usada na medicina caseira para debelar diarréias ou disenterias, e usada também no reumatismo, feridas e úlceras.

Açucena-rajada – Cebola-cencém: Sua aplicação nas obrigações é somente do bulbo.
Esta cebola somente é usada nos sacudimentos domiciliares. A medicina caseira utiliza as folhas como emoliente.

Agrião: excelente alimento. Sem uso ritualístico. Tem um enorme prestígio no tratamento das doenças respiratórias. Usado como xarope põe fim às tosses e bronquites, é expectorante de ação ligeira.

Arnica-erca lanceta: É empregada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô de purificação dos filhos do orixá Ogum. Excelente remédio na medicina caseira, tanto interna como externamente, usado nas contusões, tombos, cortes e lesões, para recomposição dos tecidos.

Aroeira: É aplicada nas obrigações de cabeça, e nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. Usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital.

Cabeluda-bacuica : Tem aplicações em vários atos ritualísticos, tais como ebori, simples ou completo, e é parte dos abô. Usado igualmente nos banhos de purificação.

Cana-de-macaco : Usada nos abô de filhos, que estão recolhidos para feitura de santo. Esses filhos tomam duas doses diárias. Meio copo sobre o almoço e meio sobre o jantar.

Cana-de Brejo – Ubacaia: Seu uso se restringe nos abô e também nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro e das artes manuais. Na medicina caseira é usado para combater afecções renais com bastante sucesso. Combate a anuria, inflamações da uretra e na leucorréia. Seu princípio ativo é o estrifno. Há bastante fama referente ao seu emprego anti-sifilítico.

Canjerana – Pau-santo: Em rituais é usada a casca, para constituir pó, que funcionará como afugentador de eguns e para anular ondas negativas. Seu chá atua como antifebril, contra as diarréias e para debelar dispepsias. O cozimento das cascas também é cicatrizador de feridas.

Carqueja: Sem uso ritualísticos. A medicina caseira aponta esta erva como cura decisiva nos males do estômago e do fígado. Também tem apresentado resultado positivo no tratamento da diabetes e no emagrecimento.

Crista-de-galo – Pluma-de-princípe: Não tem emprego nas obrigações do ritual. A medicina caseira a indica para curar diarréias.

Dragoeiro – Sangue-de-dragão: Abrange aplicações nas obrigações de cabeça, abô geral e banhos de purificação. Usa-se o suco como corante, e toda a planta, pilada, como adstringente.

Erva-tostão: Aplicada apenas em banhos de descarrego, usando-se as folhas. A medicina popular a utiliza contra os males do fígado, beneficiando o aparelho renal.

Grumixameira: Aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. A arte de curar usada pelo povo indica o cozimento das folhas em banhos aromáticos e na cura do reumatismo. Banhos demorados eliminam a fadiga nas pernas.

Guarabu – Pau-roxo: Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina caseira indica o chá das folhas, pois este possui efeito balsâmico e fortificante.

Helicônia: Utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos abô de ori, na feitura de santo e nos banhos de purificação dos filhos do orixá Ogum. A medicina caseira a indica como debelador de reumatismo, aplicando-se o cozimento de todas a planta em banhos quentes. O resultado é positivo.

Jabuticaba: Usada nos banhos de limpeza e descarrego, os banhos devem ser tomados pelo menos quinzenalmente, para haurir forças para a luta indica o cozimento da entrecasca na cura da asma e hemoptises.

Jambo-amarelo: Usado em quaisquer as obrigações de cabeça e nos abô. São aplicadas as folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro. A medicina caseira usa como chá, para emagrecimento.

Jambo-encarnado: Aplicam-se as folhas nos abô, nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro. Tem uso no ariaxé (banho lustral).

Japecanga: Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abô relacionados com o orixá. A medicina caseira aconselha seu uso como depurativo do sangue, no reumatismo e moléstias de pele.

Jatobá – Jataí: Erva poderosa, porém sem aplicação nas cerimônias do ritual. Somente é usada como remédio que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo. Ótimo fortificante. Não possui uso na medicina popular.

Jucá: Não tem emprego nas obrigações de ritual. No uso popular há um cozimento demorado, das cascas e sementes, coando e reservando em uma garrafa, quando houver ferimentos, talhos e feridas.

Limão-bravo: Tem emprego nas obrigações de ori e nos abô e, ainda nos banhos de limpeza dos filhos do orixá. O limão-bravo juntamente com o xarope de bromofórmio, beneficia brônquios e pulmões, pondo fim às tosses rebeldes e crônicas.

Losna: Emprega-se nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos do orixá a que pertence. É usada pela medicina caseira como poderoso vermífugo, mais particularmente usada na destruição das solitárias, usando-se o chá. É energético tônico e debeladora de febres.

Óleo-pardo: Planta utilizada apenas em banhos de descarrego. De muito prestígio na medicina caseira. Cozimento da raiz é indicado para curar úlceras e para matar bernes de animais.

Piri-piri: A única aplicação litúrgica é nos banhos de descarrego. É extraordinário anti- hemorrágico. Para tanto, os caules secos e reduzidos a pó, depois de queimados, estancam hemorragias. O mesmo pó, de mistura com água e açúcar extermina a disenteria.

Poincétia: Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abô de uso externo, da mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. A medicina caseira só o aponta para exterminar dores nas pernas, usando em banhos.

Porangaba: Entra em quaisquer obrigações e, igualmente, nos abô. No tratamento popular é usada como tônico e importante diurético.

Sangue-de-dragão : Tem aplicações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. Não possui uso na medicina popular.
São-gonçalinho: É uma erva santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está sujeita. Na medicina caseira usa-se como antitérmico e para combater febres malignas, em chá.

Tanchagem: Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os assentamentos do orixá do ferro e das guerras. Muito aplicada no abô de ori. A medicina popular ou caseira afirma que a raiz e as folhas são tônicas, antifebris e adstringentes. Excelente na cura da angina e da cachumba.

Vassourinha-de-igreja: Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde o homem exerce atividades profissionais . não possui uso na medicina popular.

Ervas de Oxóssi

Acácia-jurema: Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É também utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em banhos ou compressas sobre úlceras, cancros, fleimão e nas erisipela.

Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.

Alfavaca-do-campo: Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta para combater as doenças do aparelho respiratório, combate principalmente as tosses e o catarro dos brônquios; preparado como xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou cozimento das folhas.

Alfazema-de-caboclo: Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em todas as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abô e nas defumações pessoais ou de ambientes. A medicina caseira usa os pendões florais, contra as tosses e bronquites, aplicando o chá.

Araçá – Araçá-de-coroa: Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas.

Araçá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.

Araçá-do-campo: É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em defumações de locais de trabalho. A medicina popular emprega o chá contra a diarréia ou disenteria e como corretivo das vias urinárias.

Caapeba-pariparoba: Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abô para as obrigações dos filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, pois serve para tirar mão de zumbi. A medicina popular utiliza seu chá para debelar males do fígado, e o cozimento das raízes para extinguir as doenças do útero. Surte efeito diurético.

Cabelo-de-milho: Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa propicia despensa farta. Quando secar troque-a por outra verdinha. O cabelo-de-milho é muito usado pela medicina do povo como diurético e dissolvente dos cálculos renais. É usado em chá.

Capim-limão : Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem nos terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protetores. A medicina caseira a aplica em vários casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão, facilitando o trabalho do estômago.

Cipó-caboclo: Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande prestígio ao linfantismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate inflamações das pernas e dos testículos.

Cipó-camarão: Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que, em cozimento é de grande eficácia no trato das feridas e contusões.

Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.

Erva-curraleira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. Na medicina popular é aplicada como diurético e sudorífico, sendo muito prestigiada no tratamento da sífilis. Usa-se o cozimento das folhas.

Goiaba – Goiabeira: É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como adstringente. Cura cólicas e disenterias. Excelente nas diarréias infantis.

Groselha – Groselha-branca: Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de limpeza e purificação. A medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que se aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.

Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosse rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.

Guaxima-cor-de rosa: Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e domiciliares. Muito útil o banho das pontas. A medicina popular usa as flores contra a tosse; as folhas são emolientes; as pontas, sementes e frutos são antifebris.

Guiné-caboclo: Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na Umbanda e no Candomblé. O povo usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má digestão. Usa-se o chá.

Hissopo – Alfazema-de caboclo: Aplicada nos ebori e nas lavagens de contas, do mesmo modo é empregado nos abô para limpeza dos iniciados. É muito usado nas afecções respiratórias, elimina o catarro dos brônquios. Usa-se o chá.

Incenso-de-caboclo – Capim-limão: Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de descarrego. O povo a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também, nas perturbações da digestão.

Jaborandi: De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adotou esta planta como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem grande eficácia nas pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.

Jacatirão: Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares apropriados para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.

Jurema branca: Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações ambientais. A medicina caseira indica as cascas em banhos e lavagens como adstringente. Em chá tem efeito narcótico, corrigindo a insônia.

Malva-do-campo – Malvarisco: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Piperegum-verde – Iperegum-verde: Erva de extraordinários efeitos nas várias obrigações do ritual. A medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se banhos e compressas.

Piperegum-verde-e-amarelo: Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum
de Oxóssi. Na medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.

Pitangatuba: Usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de contas e dar de comer à cabeça. A farmácia do povo indica em chá, nos casos de febres e também para desobstruir os brônquios.

Ervas de Ossaim

Amendoim: Ossaim aprecia muito e adora saboreá-lo torrado, sem casca. O amendoim fornece um bom óleo para luz e também para a cozinha. Suas sementes são estimulante e fortalecem as vistas e a pele, além de ser em excelente afrodisíaco. Nos rituais, é empregado cozido e utilizado em sacudimentos, com excelentes resultados.

Celidônia maior: É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos.

Coco de Dendê: É conhecido entre os Yorubás como Adin. Sua semente, desprovida da polpa, fornece um óleo branco, sólido, e serve para substituir a manteiga. É a chamada manteiga de karité. Este coco é muito prestigiado pela medicina caseira, pois debela cefaléias, anginas, fraqueza dos órgãos visuais e cólicas abdominais.

Erva de Passarinho: É muito aplicada principalmente no abô do orixá, nas obrigações renovadas anualmente e nos abô de babalossaim. Nas renovações, esta planta é a duodécima folha que completa o ato litúrgico renovatório. Na medicina popular, esta planta é empregada com sucesso absoluto, contra as moléstias uterinas, corrimentos e também para dar fim às úlceras. As folhas e flores são usadas em caso de diabetes, hemoptises e hemorragias diversas.

Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeças, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

Gitó – carrapeta: Sua utilização se restringe ao uso litúrgico e ritualístico. É largamente empregada nos banhos de limpeza e purificação do orixá. Usada também em banhos de cabeça para desenvolver a vidência, audição e intuição. A medicina popular aplica-a na cura de moléstia dos olhos, porém em lavagens externas.

Guabira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. A medicina caseira a indica no sentido de pôr fim aos males dos olhos conjuntivites. Em banhos, favorecem aos que sofrem de reumatismo e devem ser feitos em banheiras ou bacias, sendo mais ou menos demorados.

Lágrima de Nossa Senhora: É usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a indica como excelente diurético, em chá. Os banhos debelam o reumatismo e reduzem as inchações. As folhas e as sementes são indicadas para banhar os indicadas para banhar os olhos, propiciando bem-estar. A aplicação deve ser feita pela manhã, após ter deixado o banho ficar na noite anterior sob o sereno. Retire antes do sol nascer e aplique sobre os olhos.

Narciso dos Jardins: Entra nos trabalhos em razão de ser suporte para o fetiche de Ossaim, para o assentamento. Para ser utilizada, plante-a em um pote, no canto do vegetal, coloque o fetiche e por dentro do pote prenda o pé do fetiche com um pouco de tabatinga deixa-se secar em lugar longe de correntes de vento para que possam ter perfeita fixação. Quando estiver seco, o trabalho, procede-se com o sacrifício da ave correspondente ao orixá da folha (o galo), deixando o ejé banhar todo o fetiche. Acrescente fumo de rolo, banhe todo o fetiche com vinho moscatel e mel de abelhas, separadamente. Ao terminar, coloque o pote, com um abrigo circular por cima, e leve-o para cima do telhado do terreiro, lado esquerdo de casa e direito de quem a olha de frente. Não possui uso na medicina popular, pois é tida como planta venenosa.

Ervas de Xangô

Alevante – Levante: Usada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza de filhos de santo. Não possui uso na medicina popular.

Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.

Angelicó

Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não a devem usar.

Aperta-ruão: Os babalorixás a utilizam nas obrigações de cabeça; no caso dos filhos do trovão é usada a nega-mina. Tem grande prestígio na medicina popular como adstringente. As senhoras a empregam em banhos semicúpios, de assento, e em lavagens vaginais para dar fim à leucorréia.

Azedinha – Trevo-azedo – Três-corações: É popularmente conhecida como três corações, sem função ritualística. É empregada na medicina popular como combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.

Caferana-Alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatente de febres palustres ou intermitentes; poderoso vermífugo e energético tônico.

Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.

Eritrina – Mulungu: Tem plena aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos de Xangô. Na medicina caseira é aplicada como ótimo pacificador do sistema nervoso e, também, contra a bronquite.

Erva-das-lavadeiras – melão-de-São-Caetano: Não possui utilização nas obrigações do ritual. O uso popular o indica como sendo de grande eficácia no combate ao reumatismo. É vigoroso antifebril, debela ainda, doenças das senhoras, em banhos de assento.

Erva-de-São-João: Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego. A medicina caseira, indica-a como tônico para combater as disenterias. Aplicam-se no tratamento do reumatismo. Usa-se o chá em banhos.

Erva-grossa – Fumo-bravo: Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos ebori e como axé do orixá. A medicina caseira indica as raízes em cozimento, como antifebril, as mesmas em cataplasmas debelam tumores. As folhas agem como tônico combatendo o catarro dos brônquios e pulmões.

Mimo-de-vênus – Amor-agarradinho: Aplica-se folhas, ramos e flores, em banhos de purificação dos filhos de Oyá. Muito usada na magia amorosa, circundando um prato e metade para dentro do prato e metade para fora; regue a erva com mel de abelhas e arrie em uma moita de bambu. Não possui uso na medicina caseira.

Morangueiro: Aplicação restrita, já que se torna difícil encontrá-la em qualquer lugar. O povo a indica como remédio diurético, pondo fim aos males dos rins. É usada para curar disenterias e também recuperar pessoas que carecem de vitamina C no organismo.

Mulungu: Empregada em obrigações de cabeça, em banhos de descarrego e nos abô. O povo indica como pacificador dos nervos, propiciando sono tranqüilo. Tem ação eficaz no tratamento do fígado, das hepatites e obstruções. Usa-se o chá.

Musgo-da-pedreira: Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações pessoais, que são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o paciente do bem.

Nega-mina: Inteiramente aplicada nas obrigações de ori, e nos banhos de descarrego ou limpeza e nos abô. O povo a aplica como debeladora dos males do fígado, das cólicas hepáticas e das nevralgias.

Noz-moscada: Seu uso ritualístico se limita a utilização do pó que, espalhado ao ambiente, exerce atividade para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Este pó, usado nos braços e mãos ao sair à rua, atrai fluidos benéficos. Não possui uso na medicina popular.

Panacéia – Azougue-de-pobre: Entra nas obrigações de ori e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, e ainda debelar o reumatismo, em banhos.

Pau-de-colher – Leiteira: Usada em banhos de purificação de mistura com outras espécies dos mesmos orixás. A medicina caseira a recusa por tóxica, porém pode perfeitamente ser usada externamente em banhos.

Pau-pereira: Não é aplicada nas obrigações de ori, mas é usada em banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aplica nas perturbações do estômago e põe fim a falta de apetite. É fortificante e combate febres interminentes, e ainda tem fama de afrodisíaco.

Pessegueiro: É utilizado flores e folhas, em quaisquer obrigações de ori. Pois esta propicia melhores condições mediúnicas, destruindo fluidos negativos e Eguns. O povo a indica em cozimento para debelar males do estômago e banhar os olhos, no caso de conjuntivite.

Pixirica – Tapixirica: Aplica-se somente o uso das folhas, de forma benéfica. O povo a indica nas palpitações do coração, na melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

Romã: Usada em banhos de limpeza dos filhos do orixá dos ventos. O povo emprega as cascas dos frutos no combate a vermes intestinais e o mesmo cozimento em gargarejos para debelar inflamações da garganta e da boca.

Sensitiva – Dormideira: Somente é utilizada em banhos de descarrego. O povo diz possui extraordinários efeitos nas inflamações da boca e garganta. Utiliza-se o cozimento de toda a planta para gargarejos e bochechos.

Taioba: Sem aplicação nas obrigações de cabeça. Porém muito utilizada na cozinha sagrada de Xangô. Dela prepara-se um esparregado de erê (muito conhecido como caruru) esse alimento leva qualidades de verduras mas sempre tem a complementá-lo a taioba. O povo utiliza suas folhas em cozimento como emoliente; a raiz é poderoso mata-bicheiras dos animais e, além de matá-las, destrói as carnes podres, promovendo a cicatrização.

Taquaruçu – Bambu-amarelo – Bambu-dourado: Os galhos finos, com folhas, servem para realizar sacudimentos pessoais ou domiciliares. É empregado ainda para enfeitar o local onde se tem Egun assentado. Não possui uso na medicina popular.

Tiririca : Sem aplicação ritualística, a não ser as batatas aromáticas, essas batatinhas que o povo apelidou de dandá-da-costa, levadas ao calor do fogo e depois reduzidas a pó que, misturado com outros, ou mesmo sozinho, funciona como pó de dança. Para desocupação de casas. Colocados em baixo da língua, afasta eguns e desodoriza o hálito. Não possui uso na medicina popular.

Umbaúba: Somente é usada nos ebori a espécie prateada. As outras espécies são usadas nos sacudimentos domiciliares ou de trabalho. O povo a prestigia como excelente diurético. É aconselhado não usar constantemente esta erva, pois o uso constante acelera as contrações do coração.

Urucu: Desta planta somente são utilizadas as sementes, que socadas e misturadas com um pouquinho de água e pó de pemba branca, resulta numa pasta que se utiliza para pintar a Yawô. O povo indica as sementes verdes para os males do coração e para debelar hemorragias.

Ervas de Oxum

Abiu-abieiro: Sem uso na liturgia, tem folhas curativas; a parte inferior destas, colocadas nas feridas, ajudam a superar; se inverter a posição da folhas, a cura será apressada. A casca da árvore cozida tem efeito cicatrizante.

Agrião-do-Pará – Jambuaçu: É usado nas obrigações de cabeça e nos abô, para purificação de filhos; como axé nos assentamentos da deusa de água doce. A medicina caseira usa-o para combater tosses e corrigir escorbuto (carência de vitamina C). É, também, excitante.

Alfavaca-de-cobra: É usada em todas as obrigações de cabeça. No abô também é usada, o filho dorme com a cabeça coberta. Antes das doze horas do dia seguinte o emplastro é retirado, e torna-se um banho de purificação. A medicina caseira a indica como combatente ao mau-hálito.

Arapoca-branca: Suas folhas são utilizadas nas obrigações de cabeça e nos abô; no Candomblé são usadas em sacudimentos pessoais. As casacas desta servem para matar peixes. A medicina caseira utiliza as folhas como antitérmico, contra febres. Age também como excitante.

Arnica-montana: Tem pouca aplicação na Umbanda e no Candomblé. Já na medicina popular ;e muito usada, após alguns dias de infusão no otin (cachaça). Age como cicatrizante, recompondo o tecido lesado nas escoriações.

Azedinha – Treco-azedo – Três corações: É popularmente conhecida como três-corações, sem função ritualística, é apenas empregada na medicina popular como: combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.

Bananeira: Muito empregada na culinária dos Orixás. Suas folhas forram o casco da tartaruga, para arriar-se o ocaséo a Oxum. A medicina caseira prepara de sua seiva um xarope de grande eficácia nos males das vias respiratórias ou doenças do peito.

Brio-de-estudante – Barbas-de-baratas: Desta erva apenas a raiz é utilizada. Ela fornece um bom corante que é usado nas pinturas das yawo, de mistura com pemba raspada. A medicina popular utiliza o chá, meia hora antes de dormir, para ter sono tranqüilo.

Caferana-alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatentes; poderoso vermífugo e energético tônico.

Camará-cambará: Utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação. A medicina caseira a emprega muito em xarope, contra a tosse e rouquidão e ainda põe fim às afecções catarrais.

Camomila-marcela: Tem restrita aplicação nas obrigações litúrgicas. Entretanto, é usada nos banhos de descarrego e nos abô. No uso popular é de grande finalidade em lavagens intestinais das crianças, contra cólicas e regularizadora das funções dos intestinos. O chá das flores é tônico e estimulante, combate as dispepsias e estimula o apetite.

Cana-fístila – Chuva-de-ouro: Aplicada nos abô e nas obrigações de cabeça, usada também nos banhos de descarrego dos filhos de Oxum. Seu uso popular é contra os males dos rins, areias e ardores. O sumo das folhas misturado com clara de ovo e sal mata impigens.

Chamana-nove-horas – Manjericona: Usada em obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. O povo a utiliza em disenterias.

Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.

Erva-cidreira – Melissa: Sem uso na liturgia, sua aplicação se restringe ao âmbito da medicina caseira, que a usa como excitante e antiespasmódico, enérgico tônico do sistema nervoso. O chá feito das folhas adocicado ou puro combate as agitações nervosas, histerismos e insônia.

Erva-de-Santa-Maria: São empregadas em obrigações de cabeça e em banhos de descarrego. Como remédio caseiro é utilizada para combater lombrigas (ascárides) das crianças, também é ótimo remédio para os brônquios.

Ervilha-de-Angola – Guando: É empregada em quaisquer obrigações. O povo usa as pontas dos ramos contra hemorragias e as flores contra as moléstias dos brônquios e pulmões.

Fava-pichuri: No ritual da Umbanda e do Candomblé, usa-se a fava reduzida a pó, o defumações que trazem bons fluidos e afugenta Eguns. O povo usa o pó na preparação de chá, que é eficaz nas dispepsias e diarréias.

Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas casas, em banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na medicina comercial.

Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras bebidas. O povo a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.

Gigoga-amarela – Aguapê: Usado nos abô, nos ebori e banhos de limpeza, pois purifica o aura e afugenta ou anula Eguns. A medicina popular manda que as folhas sejam usadas como adstringente e, em gargarejos, fortalecem as cordas vocais.

Ipê-amarelo: Aplicada somente em defumações de ambientes. Na medicina popular é usada em gargarejos, contra inflamações da boca, das amígdalas e estomatite. O que vai a cozimento são a casca e a entrecasca.

Lúca-Árvore-da-pureza: Seu pendão floral é usado plena e absolutamente, em obrigações de ori dos filhos de Oxum. Não possui uso na medicina popular.

Macaçá: Aplicação litúrgica total, entra em todas as obrigações de ori nos abô e purificação dos filhos dos orixás. O povo a usa para debelar tosses e catarros brônquios; é usada ainda contra gases intestinais.

Mãe-boa: É erva sagrada de Oxum. Só é usada nas obrigações ritualísticas, que se restringe aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.

Malmequer – Calêndula: É usada em todas as obrigações de ori e nos abô, e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. As flores são excitantes, reguladoras do fluxo menstrual. As folhas são aplicadas em fricções ou fumigações para facilitar a regra feminina.

Malmequer-do-campo: Não é aplicada nas obrigações do ritual. Na medicina popular tem função cicatrizante de feridas e úlceras, colocando o sumo de flores e folhas sobre a ferida.

Malmequer-miúdo: Aplicado em quaisquer obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza dos filhos que se encontram recolhidos para feitura do santo. Como remédio caseiro, é cicatrizante e excitante.

Orriri-de-Oxum: Entra em todas as obrigações de ori, nos banhos de limpeza. O povo a indica como diurético e estimulador das funções hepáticas.

Vassourinha-de-botão: Muito usado nos sacudimentos pessoais. Não possui qualquer uso na medicina popular.

Ervas de Logun Edé

Logun Edé, em sua passagem pela Terra, se apropriou das ervas de seus pais para por fim aos males terrenos; curou muitas pessoas e ainda cura até os dias de hoje aqueles que nele depositam sua fé. Além de todas as ervas de Oxum e Oxóssi que ele utiliza para curar, destaca-se, ainda, uma única de sua propriedade, hoje de grande importância para a medicina caseira: o Piperegum Verde e Amarelo.

Piperegum Verde e Amarelo : Planta sagrada de Logun Edé, originária de Guiné, na África. Trata-se de uma erva que possui extraordinário efeitos nas várias obrigações do ritual, possuindo grande eficácia nos sacudimentos pessoais e domiciliares e nos abô como afastamento de mão de cabeça no caso de pai e mãe de santo vivo, cercando as pernas da pessoa com folhas de piperegum ou amarradas ao tornozelo; feito isso, a cerimônia é iniciada. A medicina caseira aponta o piperegum como um dos melhores remédios para debelar o reumatismo, devendo ser usado em banhos ou compressas.

Ervas de Obaluaiê

Agoniada: Faz parte de todas as obrigações do deus das endemia e epidemias. Utilizada no ebori, nas lavagens de contas e na iniciação. Esta erva purifica os filhos-de-santo, deixando-os livres de fluidos negativos. Na medicina popular, a mesma é usada para corrigir o fluxo menstrual e combate asma.

Alamanda: Não é utilizada em obrigações, sendo empregada somente em banhos de descarrego. Na medicina caseira ela é usada para tratar doenças da pele: sarna (coceiras), eczema e furúnculos. Para usar é necessário que se cozinhe as folhas, e coloque chá de folhas sobre a doença.

Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.

Alfazema : Empregada em todas as obrigações de cabeça. É aplicada nas defumações de limpeza, usada também na magia amorosa em forma de perfume. A medicina popular dita grandes elogios a esta erva, pois ela é excelente excitante e antiespasmódica. É usada, também, como reguladora da menstruação. Somente é aplicada como chá.

Babosa: Muito usada em rituais de Umbanda, mais especificamente em defumações pessoais. Para que se faça a defumação, é necessário queimar suas folhas depois de secas. Isso leva um certo tempo, devido a gosma abundante que há na babosa. A defumação é feita após o banho de descarrego. Para a medicina caseira sua gosma é de grande eficácia nos abscessos ou tumores, além de muitas outras aplicações.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, em mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Arrebenta cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope.

Musgo: Aplicada em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. A medicina caseira aconselha a aplicação do suco no combate às hemorróidas (uso tópico).

Beldroega: Usada nas purificações das pedras de orixá e, principalmente as de Exu. O povo usa suas folhas socadas para apressar a cicatrização das feridas, colocando-as por cima.

Canena Coirana: Vegetal de excelente aplicação litúrgica, pois entra em todas as obrigações. O povo a tem como excelente estimulante do fígado.

Capixingui: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô, nos banhos de purificação e limpeza e, também nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismoe nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo (reumatismo articular) utilizado em banhos, mais ou menos quentes, colocando-se nas juntas doloridas.

Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.

Carobinha do Campo: Em alguns terreiros essa planta faz parte do ariaxé. A medicina caseira indica o chá de suas folhas para combate coceiras no corpo e, principalmente coceira nas partes genitais.

Cordão de Frade: É aplicada somente em banhos de limpeza e descarrego dos filhos deste orixá. O povo a indica para a cura da asma, histerismo e pacificador dos nervos. Também combate a insônia.

Cebola do mato: Sem uso ritualístico. A medicina caseira afirma que o cozimento de suas folhas apressa a cicatrização de feridas rebeldes.

Celidônia maior: Não possui uso ritualístico. É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos branco.

Coentro: Muito aplicada como adubo ou condimento nas comidas do orixá, principalmente na carne e no peixe. Não é empregada nas obrigações ritualísticas. A medicina caseira indica esta erva como reguladora das funções digestivas e eliminadora de gases intestinais.

Cotieira: Não sabemos ao certo se esta erva tem aplicação ritualística. Na medicina caseira ela é estritamente de uso veterinário. Muito aplicada em cães para purgar e purificar feridas

Erva-Moura: Esta erva faz parte dos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. Seu uso popular é como calmante, em doses de uma xícara das de café, duas a três vezes ao dia. Essa dose não deve ser aumentada, de modo algum, pois em grande quantidade prejudica. As folhas tiradas do pé, depois de socadas, curam úlceras e feridas.

Estoraque Brasileiro: Sua resina é colhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões

Figo Benjamim: Erva muito usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. Empregada, também, em banhos fortes para pôr fim a padecimentos de pessoa que esteja sofrendo obsidiação ou obsessão. O povo aplica o cozimento das folhas para tratar feridas rebeldes, e banhos para curar o reumatismo.

Hortelã brava: Empregada em obrigações de ori, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos deste orixá. O uso caseiro é utilizada para combater o veneno de cobras, lacraias e escorpiões. É eficaz contra gases intestinais, dores de cabeça e como diurético. É perfeita curadora de coceiras rebeldes e tiro acertado nos catarros pulmonares, asma e tosse nervosa, rebelde.

Guararema: Em terreiros de Umbanda e Candomblé ela é aplicada em banhos fortes e nos descarrego. Os galhos da erva são usados em sacudimentos domiciliares. Os banhos fortes a que nos referimos são aplicados em encruzilhadas – na encruzilhada em que se tomar o banho arria-se um mi-ami-ami, oferecido a Exu. E deve ser feito em uma encruzilhada tranqüila. É um banho de efeitos surpreendentes. Na medicina caseira esta erva é utilizada para exterminar abscessos, tumores, socando-se bem as folhas e colocando-as sobre a tumorização. O cozimento das folhas é eficaz no tratamento do reumatismo. Em banhos quentes e demorados, de igual sorte também cura hemorróidas.

Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropsia.

Jurubeba: Somente usada em obrigações com objetivo de descarrego e limpeza. Suas folhas e frutos permitem o bom funcionamento do fígado e baço, garante a sabedoria popular. Debela e previne hepatite com ou sem edemas.

Mangue Cebola: É usado apenas em sacudimentos domiciliares, utilizando o fruto, a cebola. Procede-se assim: corta-se a cebola em pedaços miúdos e, cantando-se para Exu, espalha-se pela casa, nos recantos, e sob os móveis. O povo usa a cebola, fruto do mangue, esmagada sobre feridas rebeldes.

Mangue vermelho: Usa-se apenas as folhas, em banhos de descarrego. O povo a indica como excelente adstringente que possui alto teor de tanino. Muito eficaz no tratamento das úlceras e feridas rebeldes, aplicando o cozimento das folhas em compressas ou banhando a parte lesada.

Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá das endemias. Colhido e seco, sua folha previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o defumador. Também é usada como purificador de ambiente. Não possui uso na medicina popular.

Panacéia: Entra nas obrigações de ori e banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, darros, eczemas e ainda debela o reumatismo, quando usada em banhos.

Picão da praia: Apenas na Bahia ouvimos falar que esta planta pertence a Obaluaiê. Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina popular dá-lhe muito prestígio como diurético e eficaz nos males da bexiga. Usada como chá.

Piteira imperial: Seu uso se limita às defumações pessoais, que são feitas após o banho. A medicina popular utiliza as folhas verdes, em cozimento, para lavar feridas rebeldes, aproximando a cura ou cicatrização.

Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas. Muito utilizada nas doenças de senhoras.

Sabugueiro: Não possui uso ritualístico. É decisiva no tratamento das doenças eruptivas: sarampo, catapora e escarlatina. O cozimento das flores é excelente para a brotação do sarampo.

Sumaré: Não tem aplicação ritualística ou obrigações litúrgicas. Porém possui grande prestígio popular, devido ao seu valor curativo, promovendo com espantosa rapidez a abertura de tumores de qualquer natureza, pondo fim às inflamações. É empregado contra furúnculos, panarícios e erisipelas, regenerando o tecido atacado por inflamações de qualquer origem.

Trombeteira branca: Não possui nenhuma aplicação nas obrigações de cabeça. Apenas é usada nos banhos de limpeza dos filhos do orixá da varíola. Seu uso na medicina popular é pouco freqüente. Aplica-se apenas nos casos de asma e bronquite.

Urtiga-mamão: Aplicada em banhos fortes, somente em casos de invasão de eguns. O banho emprega-se do pescoço para baixo. Esse banho destrói larvas astrais e afasta influências perniciosas. O povo indica esta erva na cura de erisipela, usando um algodão embebido do leite da planta. O chá de suas folhas debela males dos rins.

Velame do campo: Vegetal utilizado em todas as obrigações principais: ebori, simples ou completo. Indispensável na feitura de santo e nos abô dos filhos do orixá. Na medicina caseira o velame é utilizado como anti-sifilítico e anti-reumático.

Velame verdadeiro: Possui plena aplicação em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada também nos sacudimentos. A medicina do povo afirma ser superior a todos os depurativos existentes, além de energético curador das doenças da pele.

Ervas de Oxumarê

Alcaparreira – Galeata: Entra em várias obrigações do ritual, utilizando-se folhas e cascas verdes. Muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica como diurética, usadas as cascas da raiz. Os frutos são comestíveis e deles se prepara uma geléia que é eficaz contra picadas de cobras ou insetos venenosos, em razão do princípio ativo: rutinã.

Altéia – Malva-risco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã. Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angelicó – Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não devem usar.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa e os frutos para resolver tumores e cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.

Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose de suco pela manhã. O povo usa a graviola de diabetes, aplicando o chá.

Ingá-bravo: “Não conhecemos aplicação ritualística. O povo a consagra como sério adstringente e, por isso, indica o uso das casacas, em cozimento, na cura das úlceras e feridas rebeldes, banhando-as.

Língua-de-vaca – Erva-de-sangue: Planta empregada nas obrigações principais, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. É axé para assentamentos do mesmo orixá. O uso caseiro é nas doenças de pele, nas sifilíticas e nos resfriamento.

Ervas de Iansã
Alface: É empregada nas obrigações de Egun, e em sacudimentos. O povo a indica para os casos de insônia, usando as folhas ou o pendão floral. Além de chamar o sono, pacifica os nervos.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angico-da-folha-miúda – Cambuí: Só possui aplicação na medicina caseira a casca ou os frutos em infusão no vinho do porto ou otin (cachaça), age como estimulador do apetite. Os frutos em infusão, também fornecem um licor saboroso, do mesmo modo combate a dispepsia.

Bambu: É um poderoso defumador contra Kiumbas. O banho também é excelente contra perseguidores. Na medicina popular é benéfico contra as doenças ou perturbações nervosas, nas disenterias, diarréias e males do estômago.

Cambuí amarelo: Só é utilizado em banhos de descarrego. A medicina caseira indica como indica como adstringente, e usa o chá nas diarréias ou disenterias.

Catinga-de-mulata – Cordão-de-Frade – Cordão-de-São-Francisco: Seu uso ritualístico se restringe aos banhos de limpeza e descarrego dos filhos de Oyá. O povo a indica para curar asma, histerismo e como pacificadora dos nervos

Cordão-de-Frade verdadeiro: Essa planta é aplicada em banhos tonificantes da aura e limpezas em geral. O povo afirma que hastes e folhas, em cozimento ou chá, combate a asma, melhora o funcionamento dos rins e beneficia no caso de reumatismo.

Cravo-da Índia – Cravo-de- Doce: Entra em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo indica suas folhas e cascas em banhos de assento para debelar a fadiga das pernas. Ótimo nos banhos aromáticos.

Dormideira sensitiva: Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina caseira indica esta planta como emoliente, mais especificamente para bochechos e gargarejos, nas inflamações de boca. Indicada como hipnótico, pondo fim a insônia. É utilizado o cozimento de toda a planta.

Espirradeira – Flor-de-São-José: Participa de todas as obrigações nos cultos afro-brasileiros. Esta planta é utilizada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. Pertence aos orixás Xangô e Yansã, porém há, ainda, um outro tipo branco que pertence a Oxalá. O povo indica o suco das folhas desta contra a sarna e pôr fim aos piolhos. Em uso externo.

Eucalipto-limão: de grande aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos de orixá. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. usado em banhos de assento, é também emoliente.

Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas casas de banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na medicina popular.

Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras bebidas. O povo costuma dizer que é também ingrediente no amalá de Xangô. A medicina caseira a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.

Gitó-carrapeta – bilreiro: É de hábito ritualístico empregá-la em banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá a que se destina. O povo indica na cura de moléstia dos olhos. Não aconselhamos o uso interno.

Hortelã-da-horta – Hortelã-verde: Muito usada na culinária sagrada. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. A medicina caseira o aponta como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma.

Inhame: Seu único emprego ritualístico é o uso das folhas grandes como toalha nas obrigações de Exu. O inhame é tido como depurativo do sangue na medicina caseira.

Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropsia.

Lírio do Brejo: São usados folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes, rizomas, como estomacal e expectorante.

Louro – Loureiro: Planta que simboliza a vitória, por isso pertence a Oyá. Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, mas é usada nas defumações caseiras para atrair recursos financeiros. Suas folhas também são utilizadas para ornamentar a orla das travessas em que se coloca o acarajé para arriar em oferenda a Iansã.

Mãe-boa: Seu uso se restringe somente aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.

Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá do trovão. Colhido e seco, previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o defumador. Não possui uso na medicina popular.

Maravilha bonina: Utilizada nas obrigações de ori relativas a Oyá ebori, lavagem de contas e feitura de santo. Não entra nos abô a serem tomados por via oral. O povo a indica para eliminar leucorréia (corrimentos), hidropsia, males do fígado, afecções hepáticas e cólicas abdominais.

Ervas de Obá[Obá usa as mesmas ervas que Yansã]

Ervas de Nanã

Agapanto: É um vegetal pertencente a Oxalá, Nanã e a Obaluayê. O branco é de Oxalá e o lilás é da deusa das chuvas e do orixá das endemias e das epidemias. É também aplicado como ornamento em pejis, e banhos dos filhos destes orixás. Não possui uso na medicina popular.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixá Nanã, Oxum, Oxumar6e, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angelim-amargoso – Morcegueira: Pertence a Nanã e Exu. Muito usada em carpintaria, por ser madeira de lei. Folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã. As cascas dizem respeito a Exu; elas são aplicadas em banhos fortes de descarrego, com o propósito de destruir os fluidos negativos.

Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori dos filhos do orixá das chuvas. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope. Utilizada como emostático.

Avenca: Vegetal delicadíssimo e mimoso. Tem emprego nas obrigações de cabeça e nos abô embora ela mereça ser economizada em face de sua delicadeza para ornamento. A medicina popular indica as folhas para debelar catarros brônquios e tosses.

Cedrinho: Este vegetal possui muitas variedades, todas elas pertencentes a deusa das chuvas. Sua aplicação é total na liturgia dos cultos afro-brasileiros. Empregado nas obrigações de cabeça, nos abô, banhos de corpo inteiro e nos de purificação. Excelente abô de ori, tonificador da aura. Em seu uso caseiro combate as disenterias, suas folhas em cozimento em banhos ou chá curam hérnias. É tônico febril rebeldes.

Cipreste: Aplicada nas obrigações de cabeça e nos banhos de purificação e descarrego. A medicina popular indica banhos desta erva para tratar feridas e o chá para curar úlceras.

Gervão: Além de ser folha sagrada de Nanã, também é Xangô. Sem aplicação nas obrigações rituais. A medicina caseira a indica no tratamento das doenças do fígado, levando suas folhas em cozimento adicionando juntamente raízes de erva-tostão. O chá do gervão também debela as doenças dos rins.

Manacá: Seu uso ritualístico se limita aos banhos de descarrego. Muito empregada na magia amorosa. Nesse sentido, ela é usada em banhos misturada com girassol e mil-homens. O chá de suas raízes é utilizado pela medicina caseira para facilitar o fluxo menstrual.

Quaresma – Quaresmeira: Esta arboreta tem aplicação em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação dos filhos da deusa das chuvas. Durante o ritual toda a planta é aproveitada, exceto a raiz. A medicina caseira a indica nos males renais e da bexiga, em chá.

Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas.

Ervas de Yemanjá

Alcaparreira – Galeata: Muito usada nos terreiros do Rio Grande do Sul. Entra nas mais variadas obrigações do ritual, sendo utilizadas para isso folhas e cascas. Também é muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos, para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. As cascas e raízes popularmente vem sendo usadas como diuréticos. Seus frutos são comestíveis e deles é preparada uma geléia eficaz contra picadas de cobras e insetos venenoso.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Aracá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.

Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeça, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

Fruta-da-Condessa: Tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. É de grande importância na medicina popular, pois suas raízes em decocto são um grande remédio para a epilepsia. Toma-se meio copo três vezes ao dia. Apesar da irreversibilidade da doença.

Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose do suco pela manhã. O povo usa a graviola nos casos de diabete, aplicando o chá.

Guabiraba anis: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas do mesmo modo nos abô de ori. A medicina popular a utiliza para pôr fim nas doenças dos olhos (conjuntivites). Banhos demorados favorecem aos sofredores de reumatismo.

Jequitibá rosa: Sem uso ritualístico. Para a medicina caseira ele é um poderoso adstringente. Milagroso no tratamento das leucorréias (corrimento); o cozimento das cascas é eficaz nas hemorragias internas, cura angina e inflamações das amígdalas.

Maçã-de-cobra: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego e limpeza. Não possui uso na medicina popular.

Musgo marinho: Esta planta vive submersa nas águas do mar. É planta que entra nas obrigações de ori e nos banhos de limpeza dos filhos de Yemanjá. Os musgos são utilizados pela medicina caseira nas perturbações das vias respiratórias.

Pata de vaca : empregada nos banhos de descarrego e nos abô, para limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. A pata de vaca, na medicina popular, é indicada para exterminar diabetes, e por essa razão, é tida como insulina vegetal. Também cura leucorréia em lavagens vaginais.

Trapoeraba azul – Marianinha: Esta planta é aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação. Também é axé integrante dos assentamentos do orixá a que pertence. No uso popular a erva é utilizada contra os efeitos de picadas de cobras. É também diurética e age contra o reumatismo. Os filhos da deusa das águas salgadas banham-se periodicamente com esse tipo de vegetal.

Unha de vaca: Aplicada em banhos de descarrego dos filhos da deusa. Na medicina caseira é utilizado como adstringente. Aplicado em lavagens locais e banhos semicúpios para combater males ou doenças do aparelho genital feminino.

Ervas de Oxalá

Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.

Alecrim de Tabuleiro: Erva empregada nas obrigações, nos abô e é um maravilhoso afugentador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo nos defumadores, quer das casas de culto. Não possui uso na medicina popular.

Alecrim do Campo: Seu uso se restringe a banhos de limpeza. É muito usado nas defumações de terreiros de Umbanda. Em seu uso medicinal resolve o reumatismo, aplicado em banhos.

Angélica: Tem emprego ritualístico muito reduzido. Sua flor espanta influências malignas e neutraliza a emissão de ondas negativas. É aplicado na magia do amor, propiciando ligações amorosas. A flor também é usada como ornamento e dá-se de presente na vibração do que quer. Não possui uso na medicina popular.

Funcho: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e em banhos de limpeza. Usa-se, do mesmo modo, para tirar mão de Zumbi. O povo dá-lhe bastante prestígio como excitante e para as mulheres aumentarem a secreção de leite. Eficaz na liberação de gases intestinais, cólicas, diarréias, vômitos. É usado no tratamento dos males aqui referidos quando se trata de crianças.

Araçá: As folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada de igual sorte nos banhos de purificação. O povo indica esta espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas. Usam-se folhas e cascas em cozimento.

Barba de Velho: Aplicadas em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. Usa-se também após as defumações pessoais feitas após o banho. A medicina caseira indica seu uso tópico no combate às hemorróidas.

Baunilha verdadeira: Aplicada nas obrigações de cabeça e na tiragem de Zumbi. A medicina popular indica esta erva no restabelecimento do fluxo menstrual. São usadas folhas e caule, em chá. Debela as hipocondria, as tristezas e é energético afrodisíaco. É preconizada para pôr fim à esterilidade.

Calistemo Fênico: É uma extraordinária mirtácea que entra em qualquer obrigação de cabeça, ebori, feitura de santo, lavagem de contas, tiragem de Zumbi ou tiragem da mão de cabeça. Medicinalmente é usada em doenças do aparelho respiratório, bronquites, asma e tosses rebeldes. Aplica-se o chá.

Camélia: Vegetal muito usado na magia amorosa. É captadora de fluidos positivos, a flor. Usada, aproxima uso na medicina popular.

Camomila Marcela: Sua aplicação é restrita nas obrigações ritualísticas. Usa-se, entretanto, nos banhos de descarrego e nos abô.

Carnaúba: Só tem aplicação em abô feito da folha, que basta para cobrir a cabeça e, depois, cobrir-se a cabeça durante doze horas, fugindo aos raios solares. É fortalecimento da aura e alimento da cabeça. A vela de cera de carnaúba é a melhor iluminação para o orixá.

Cinco Folhas: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego. A medicina caseira indica esta erva como eficaz depurativo do sangue.

Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

Colônia: Possui aplicação em todas as obrigações de cabeça. Indispensável nos abô e nos banhos de limpeza de filhos-de-santo. Aplicada, também, na tiragem de Zumbi, para o que se usa o sumo. Como remédio caseiro põe fim aos males do estômago. Usado como chá (pendão ou cacho floral).

Cravo da Índia: Utilizada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô e nos abô de cabeça. De igual sorte, participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo tem-no como ótimo nos banhos aromáticos, o cozimento de suas folhas e cascas debelam a fadiga das pernas em banhos de assento.

Erva de Bicho: Usada em banhos de purificação de filhos-de-santo, quaisquer que sejam e que vão submeter-se a obrigações de santo ou feitura de santo. É positiva a limpeza que realiza e possante destruidora de fluidos negativos. O povo indica esta planta em cozimento (chá) a fim de curar afecções renais.

Espirradeira: Participa em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. A medicina do povo indica o suco dessa planta, em uso externo, contra a sarna e para pôr fim aos piolhos.

Estoraque Brasileiro: Sua resina é recolhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões.

Eucalipto Cidra: Empregado em todas as obrigações de cabeça, em banhos de descarrego ou limpeza de Zumbi. Na medicina caseira é usado nas afecções dos brônquios, em chá.

Eucalipto Murta: Empregado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. Recomendado também nas doenças do aparelho respiratório.

Fava de Tonca: A fava é usada nas cerimônias do ritual, o fruto é usado depois de ser reduzido a pó. Este pó é aplicado em defumações ou simplesmente espalhado no ambiente. Anula fluidos negativos, afugenta maus espíritos e destrói larvas astrais. Propicia proteção de amigos espirituais. Não possui uso na medicina popular.

Fava Pichuri: No ritual de Umbanda e Candomblé usa-se o fruto, a fava, que reduz a pó, o qual é aplicado espalhando-se no ambiente. Aplica-se, igualmente, em defumações que atraem bons fluidos. É afugentador de eguns e dissolvedor de ondas negativas, anulando larvas astrais.

Folha da Fortuna: É usada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô de qualquer filho-de-santo. Na medicina popular é muito eficaz acelerando cicatrizações, contusões e escoriações, usando-se as folhas socadas sobre o ferimento.

Girassol: Tem aplicação no ritual. Usa-se nas obrigações de cabeça e nos abô e banhos de descarrego. Tem grande prestígio nas defumações, em face de ser anuladora de eguns e destruidora de larvas astrais. Nas defumações usam-se as folhas e nos banhos colocam-se, também, as pétalas das flores, colhidas antes do sol. Não possui uso na medicina popular.

Golfo de flor branca: Planta aplicada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos filhos de Oxalá. O povo indica suas raízes como adstringente e narcóticas, mas lavadas, debelam a disenteria e, as flores, as úlceras e leucorréia.

Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.

Hortelã da horta: conhecida como hortelã de tempero e, deste modo, muito usada na culinária sagrada e na profana também. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. Popularmente é conhecido como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma. É excitante e fortalecedor do estômago.

Jasmim do Cabo: Seu uso restringe-se ao adorno de pejis em jarra ladeando Oxalá. Não possui uso na medicina popular.

Laranjeira: As flores são aplicadas nas obrigações de ori. São também indicadas em banhos. Para o povo, o chá desta erva é um excelente calmante.

Lírio do Brejo: Usam-se as folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes como estomacal e expectorante.

Malva Cheirosa: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação de filhos-de-santo. O povo a indica como desinflamado-ra nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Malva do Campo: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. Em seu uso popular possui o mesmo valor da malva cheirosa.

Mamona: Esta erva é muito utilizada como recipiente para se arriar ebó para Exu. Não possui uso na medicina popular.

Manjericão Miúdo: Usada na preparação de abô e nos banhos de purificação dos filhos a entrar em obrigações ou serem recolhidos. É considerado pela medicina caseira como excelente eliminador de gases.

Manjerona: Entra em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô. A medicina popular aplica-a como corretiva de excessos de excitações sexuais, abrandando os apetites do sexo.

Mastruço: Não possui aplicação em nenhuma cerimônia ritualística. Porém na medicina caseira é extraordinário tratamento das afecções pulmonares, nota-damente nas pleurisias secas ou com derrame. desta erva é usado o sumo, simples ou misturado com leite. Quantas vezes queira o doente.

Mil em Rama: Não possui uso ritualístico. É adstringente e aromática. Indicada em doenças do peito, hemorragias pulmonares e hemoptise.

Narciso dos Jardins: Esta erva é somente usada para o assentamento. A medicina caseira o tem como planta venenosa.

Noz de Cola: Erva indispensável nos banhos dos filhos de Oxalá. Para o banho, rala-se a semente, o obi, misturando-se com água de chuva. A medicina popular indica esta erva como tônico fortificante do coração. É alimento destacado em face de diminuir as perdas orgânicas, regulando o sistema nervoso.

Noz Moscada: Desta erva utiliza-se o pó em mistura com a canela também em pó. Isto feito, espalha-se no ambiente caseiro ou em lugar onde se exerce atividade, para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Não possui uso na medicina popular.

Patchuli: Erva usada em todas as obrigações de ori, ebori, feitura de santo, lavagem de contas e tiragem de Zumbi. É parte dos abô que se aplicam aos filhos-de-santo. A medicina popular indica o patchuli como possuidor de um principio ativo que é inseticida.

Poejo: Entra em todas as obrigações de ori de filhos-de-santo, quaisquer que sejam os orixás dos referidos filhos. Popularmente, atenua os males do aparelho respiratório aconselhando o uso do cozimento das folhas e ramos. Muito eficaz nas perturbações da digestão, usando-se o chá.

Rosa Branca: Participa de todas as obrigações de cabeça. Usa-se, inicialmente, na lavagem do ori, ato preparatório para feitura. O povo consagrou-a como laxativo branco e aplicável no tratamento da leucorréia (corrimento) sob forma de lavagens e chá ao mesmo tempo. Como laxativo, é aplicado o chá.

Saião: Entra em todas as obrigações de cabeça, quaisquer que sejam os filhos e os orixás. Utilizada também no sacrifício ritual. Medicinalmente, é utilizada para evitar a intolerância nas crianças. Dá-se misturado o sumo, com leite. Em qualquer contusão, socam-se as folhas e coloca-se sobre o machucado, protegido por algodão e gaze. Do pendão floral ou da flor prepara-se um excelente xarope que põe fim a tosses rebeldes e bronquites.

Sálvia: Suas folhas e flores são utilizadas nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. Usada pelo povo como tônico adstringente. Emprega-se em casos de suores profundos, com grande efeito positivo, contra as aftas e feridas atônicas da boca. É grande aperiente (desdobradora do apetite).

Sangue de Cristo: Emprega-se em ebori, lavagem de contas e feitura de santo, e usa-se nos abô dos filhos de Oxalá. É conhecido popularmente como adstringente e tônico geral. Usa-se o chá ou cozimento das folhas como contraveneno.

Umbu: Possui aplicação em todos os atos da liturgia afro-brasileira, ebori, abô, feitura de santo e lavagens de cabeça e de contas. Bastante usada com resultados positivos nos abô de ori e nos banhos de purificação. O povo utiliza suas cascas em cozimento, para lavagens dos olhos e para pôr fim às moléstias da córnea.

Ervas de Oxaguian [Oxaguian usa as mesmas ervas que Oxalá]

Defumação de Limpeza e Descarrego “Ervas, Orixás, Magia e Conhecimento”

Os lares e os locais de trabalho, são alvos de entidades perversas, que se aproveitam de sua invisibilidade e sorrateiramente penetram nesses ambientes e espalham fluídos negativos, prejudicando assim, o desenvolvimento material e espiritual habitam ou trabalham.
E por esse motivo, Deus (Olorum) entregou a Ossain as ervas que, seriam usadas para destruir tais fluídos e expulsar estas entidades.
Existem dois tipos de defumação; a defumação de descarrego e defumação de lustral.
o Defumação de descarrego. Serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam qualquer ambiente, tornando-o pesado e de difícil convivência para as pessoas que nele habitam.
o Defumação lustral. Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego, ela atrai para estes ambientes, correstes positivas dos Orixás, Caboclos (índio), e Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir seus caminhos.

ERVAS QUE DEVERÃO SER USADAS NA DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO
Palha de alho – Afasta maus espíritos
Arruda – Corta correntes negativas
Bambu (folha) – Afasta espíritos vampiros
Benjoim – Destrói as larvas astrais
Canela – Destrói as larvas astrais
Incenso – Destrói as larvas astrais
ERVAS QUE DEVERÃO SER USADAS DA DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Alfazema – Limpa e purifica o ambiente
Eucalipto – Atrai a corrente de Oxossi
Colônia – Atrai fluidos benéficos
Louro (folha) Atrai a corrente de Caboclo e a fortuna
Cana-de-açúcar – (palha) Atrai melhores condições.
COMO DEFUMAR E DESCARREGAR SUA RESIDÊNCIA E O SEU LOCAL DE TRABALHO
As vezes sentimos que o nosso lar e o nosso local de trabalho, estar pesado, inúmeras brigas e discussões acontecem a toda hora, nada dá certo, uma impaciência toma conta, do nosso ser. O ar está carregado com partículas de fluídos negativos que aos poucos vai envolvendo cada um, e tornando as coisas mais difíceis.
Estes fluídos negativos são trazidos por entidades que se comprazem com o nosso sofrimento. São seres dignos de piedade e de muita prece, muitos não têm consciência do mal que estão causando, outros agem por puro prazer.
Para afastar estas entidades do nosso convívio, teremos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estes seres.
O descarrego destrói as larvas astrais, limpando o ambiente das impurezas, facilitando assim a penetração de fluídos positivos.
Varra a casa ou o local de trabalho, acenda uma vela para o seu anjo de guarda, depois, acenda um braseiro e coloque dentro do mesmo três tipos diferentes de incenso. Comece a defumar o local da, porta dos fundos para a porta da rua, esta defumação chama-se descarrego.
DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Esta defumação serve para aproximar as correntes positivas que emanam dos Orixás. Elas trazem o progresso, e abrem os caminhos. Mas, para que isto aconteça, procure estar sempre com a mente positiva.
Acenda uma vela para o seu anjo de guarda, coloque três tipos de incenso dentro do braseiro, e comece a defumar sua casa ou o seu local de trabalho, da porta da rua para dentro.
Não esqueça que a defumação lustral poderá ser feita depois do descarrego. Quando você terminar faça um amaci com as seguintes ervas: Folhas de mangueira, Manjericão roxo, e alfavaca, e tome um banho.

Dia da semana correspondente a cada orixá e a defumação correta

Todos os orixás tem uma erva correspondente para defumaçãoTodos os orixás tem uma erva correspondente para defumação
  1. DOMINGO: (Orixás: Nanã e as almas) aniz, anúbis, sândalo vermelho, rosa cor-de-rosa, cravo-da-Índia, noz-moscada.
  2. SEGUNDA: (Orixás: Exú,Omolú, Obaluaiê) arruda, sândalo, angélica, maçã-rosada, patchouly.
  3. TERÇA: (Orixás: Ogum, Oxumarê, Irôko), verbena, jasmim, cravo-da-Índia, violeta.
  4. QUARTA: (Orixás: Xangô, Yansã, Obá) alecrim, rosa branca, mirra, patchouly.
  5. QUINTA: (Orixás: Oxóssi, Logunedé, Ossaim) canela, noz-moscada, orquídea azul, flor-do-campo.
  6. SEXTA: (Orixá: Orixá maior, Oxalá) alfazema ou lavanda, rosas brancas, almiscar, arruda, alecrim.
  7. SÁBADO: (Orixás da águas: Iemanjá, Oxum) alecrim, benjoim, bálsamo rosa, angélica.

 

Defumações 

 

Defumação para descarregar casa ou comércio:
Misturar mirra, incenso, bejoim, aniz estrelado, breu, alecrim e alfazema e colocar num defumador aceso com carvão. Defumar do fundo da casa para a frente; no final, despachar num verde e deitar um copo de água por cima.
Defumação para abrir caminhos:
Misturar num recipiente três colheres de açúcar, três colheres de café em pó, três colheres de canela moída e sete folhas de louro seco. Defumar a casa da frente para o fundo fazendo os seus pedidos. Aconselho a fazer a defumação para descarregar à noite e no dia seguinte, pela manhã, ao nascer do sol, fazer esta defumação para chamar dinheiro, freguesia e tudo que é bom.


Egungun ( culto aos ancestrais), Candomblé das Nações Jeje – Nagô, Jêje Marrí & Efón segunda-feira, jan 23 2012 


CULTO AOS ANCESTRAIS

O criador de culto dos ancestrais

Segundo a tradição do culto de Egungun, que é originário da África, região de Oyò. O culto de Egungun, é exclusivo de homens, sendo Alápini o cargo mais elevado dentro do culto tendo como auxiliares os Ojés.

Todo integrante do culto de Egungun é chamado de Mariwô.

Xangô (Sòngó), é o fundador do culto aos Egungun, somente ele tem o poder de controlá-los, como diz um trecho de um Itan:

“Em um dia muito importante, em que os homens estavam prestando culto aos ancestrais, com Xangô a frente, as Iyami-Ajé fizeram roupas iguais as de Egungun, vestiram-na e tentaram assustar os homens que participavam do culto, todos correram mas Xangô não o fez, ficou e as enfrentou desafiando os supostos espíritos. As Iyami ficaram furiosas com Xangô e juraram vingança, em um certo momento em que Xangô estava distraido atendendo seus súditos, sua filha brincava alegremente, subiu em um pé de Obi, e foi aí que as Iyami-Ajé atacaram, derrubaram a Adubaiyni filha de Xangô que ele mais adorava. Xangô ficou desesperado, não conseguia mais governar seu reino que até então era muito próspero, foi até Orunmilà, que lhe disse que Iyami é que havia matado sua filha, Xangô quiz saber o que poderia fazer para ver sua filha só mais uma vez, e Orunmilà lhe disse para fazer oferendas ao Orixá Ikù (Oniborun), o guardião da entrada do mundo dos mortos, assim Xangô fez, seguindo a risca os preceitos de Orunmilà.

Xangô conseguiu rever sua filha e pegou para sí o controle absoluto dos Egungun (ancestrais), estando agora sob domínio dos homens este culto e as vestimentas dos Egungun, e se tornando estremamente proibida a participação de mulheres neste culto, provocando a ira de Olorun, Xangô, Ikú e os próprios Egungun, este foi o preço que as mulheres tiveram que pagar pela maldade de suas ancestrais as Iyami”.
[editar] Brasil

Culto aos Egungun é uma das mais importantes instituições, tem por finalidade preservar e assegurar a continuidade do processo civilizatório africano no Brasil, é o culto aos ancestrais masculinos, originário de Oyo, capital do império Nagô, que foi implantado no Brasil no início do século XIX.

O culto principal aos Egungun é praticado na Ilha de Itaparica no Estado da Bahia mas existem casas em outros Estados.

Quanto ao aspecto físico, um terreiro de Egungun ou Egun apresenta basicamente as seguintes unidade:

* um espaço público, que pode ser freqüentado por qualquer pessoa, e que se localiza numa parte do barracão de festas;

* uma outra parte desse salão, onde só podem ficar e transitar os iniciadores, e para onde os Egun vêm quando são chamados, para se mostrar publicamente;

* uma área aberta, situada entre o barracão e o Ilê Igbalé (ou Ilê Awô – a casa do segredo), onde também se encontra um montículo de terra preparado e consagrado, que é o assentamento de Onilé;

* um espaço privado ao qual só têm acesso os iniciados da mais alta hierarquia, onde fica o Ilê Awô, com os assentamentos coletivo, e onde se guardam todos os instrumentos e paramentos rituais, como os Isan pronuncia-se (ixan), longas varas com as quais os Ojé invocam (batendo no chão) e controlam os Egungun.

[editar] História

O Culto à Egun ou Egungun veio da África junto com os Orixás trazidos pelos escravos. Era um culto muito fechado, secreto mesmo, mais que o dos Orixás por cultuarem os mortos.

A primeira referência do Culto de Egun no Brasil segundo Juana Elbein dos Santos foram duas linhas escritas por Nina Rodrigues, refere-se a 1896, mas existem evidências de terreiros de Egun fundados por africanos no começo do século XIX.

Os Terreiros de Egun mais famosos foram:

* Terreiro de Vera Cruz, fundado +/- 1820 por um africano chamado Tio Serafim, em Vera Cruz, Ilha de Itaparica. Ele trouxe da África o Egun de seu pai, invocado até hoje como Egun Okulelê, faleceu com mais de cem anos.

* Terreiro de Mocambo, fundado +/- 1830 por um africano chamado Marcos-o-Velho para distingui-lo do seu filho, na plantação de Mocambo, Ilha de Itaparica. Teria comprado sua carta de alforria, anos mais tarde teria voltado à África junto com seu filho Marcos Teodoro Pimentel conhecido como Tio Marcos, lá permanecendo por muitos anos aperfeiçoando seus conhecimentos litúrgicos, onde também seu filho foi iniciado. Quando voltaram trouxeram com eles o assento do Baba Olukotun, considerado o Olori Egun, o ancestre primordial da nação nagô.

* Terreiro de Encarnação, fundado +/- 1840 por um filho do Tio Serafim, chamado João-Dois-Metros por causa de sua altura, no povoado de Encarnação. Foi nesse terreiro que se invocou pela primeira vez no Brasil o Egun Baba Agboula, um dos patriarcas do povo Nagô.

* Terreiro de Tuntun, fundado +/- 1850 pelo filho de Marcos-o-Velho, chamado Tio Marcos, num velho povoado de africanos denominado Tuntun, Ilha de Itaparica. Marcos possuiu o título de Alapini, Ipekun Ojé, Sacerdote Supremo do Culto aos Egungun, na tradição histórica Nagô, o Alapini representa os terreiros de Egun ao afin, palácio real.

Tio Marcos, Alapini, faleceu por volta de 1935, e com sua morte desapareceu o terreiro do Tuntun, porém a tradição do culto a Baba Olokotun continuou através de seu sobrinho Arsênio Ferreira dos Santos, que possuia o título de Alagba, este migrou para o Rio de Janeiro levando o assento de Baba Olokotun para o município de São Gonçalo. Depois do falecimento de Arsênio, os assentos dos Baba retornaram para Bahia, através do atual Alapini, Deoscoredes M. dos Santos, conhecido como Mestre Didi Axipá, presidente da Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá. Mestre Didi foi iniciado na tradição do culto aos Egungun por Marcos e Arsênio.

* Terreiro do Corta-Braço, na Estrada das Boiadas, ponto de reunião de praticantes da capoeira, atualmente bairro da Liberdade, cujo chefe era um africano conhecido como Tio Opê. Um dos Ojé, sacerdotes do culto aos Egungun, conhecido como João Boa Fama, iniciou alguns jovens na Ilha de Itaparica, que se juntariam com os descendentes de Tio Serafim e Tio Marcos para fundarem o Ilê Agboulá, no bairro Vermelho, próximo à Ponta de Areia.

Outros terreiros de Egungun foram registrados no final do século XIX, um localizado em Quitandinha do Capim, que cultuava os Egun Olu-Apelê e Olojá Orum, o de Tio Agostinho, em Matatu que se tornou ponto de concentração de vários Ojés de outras casas inclusive o Alapini Tio Marcos, o Terreiro da Preguiça, ao lado da Igreja da Conceição da Praia.

* Ilê Babá Agboulá, Localizado em Ponta de Areia, na Ilha de Itaparica, o Ilê Agboulá é, hoje, no Brasil, um dos poucos lugares dedicados exclusivamente ao culto dos Egun. Sua fundação remonta ao primeiro quarto do século XX por Eduardo Daniel de Paula, Tio Opê, Tio Serafim e Tio Marcos, mas a comunidade que lhe deu origem e que lhe mantém os fundamentos está estabelecida na Ilha, como já vimos há cerca de duzentos anos.

* Ilê Babá Olokotun, na Ilha de Itaparica

* Ilê Axipá – Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá.

[editar] Hierarquia

Nas casas de Egungun a hierarquia é patriarcal, só homens podem ser iniciados no cargo de Ojé ou Babá Ojé como são chamados, essa hierarquia é muito rígida, apesar de existirem cargos femininos para outras funções, uma mulher jamais será iniciada para esse cargo.

Masculinos: Alapini (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás), Alagbá (Chefe de um terreiro), Atokun (guia de Egum), Ojê agbá (ojê ancião), Ojê (iniciado com ritos completos), Amuixan (iniciado com ritos incompletos), Alagbê (tocador de atabaque). Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.

Femininos: Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens), Iyá egbé (cabeça de todas as mulheres), Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá), Iyá erelu (cabeça das cantadoras), erelu (cantadora), Iyá agan (recruta e ensina as ató), ató (adoradora de Egun). Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.
[editar] Ritual

Tanto a tradição Nagô como a Jeje e a Congo-Angola cultuam os ancestrais. Para os Nagôs existem no Brasil três formas de cultuar os ancestrais, os Esa, os Egungun e as Iya-mi Agba.

Os terreiros de Candomblé possuem um local apropriado de adoração do espírito de seus mortos ilustres, esse local é denominado de Ilê ibo aku, casa de adoração aos mortos, enfim todos iniciados no culto aos Orixás.

Os Esa são considerados os ancestrais coletivos dos afro-brasileiros. Seu culto se refere à comunidade em geral. O que destaca o Esa é o fato dele ter-se destacado em vida por servir a comunidade e de continuar atuando em outro plano, contribuindo para o bom desenvolvimento do destino dos fiéis e da casa. O Ilê ibo aku onde são assentados e cultuados os Esa é afastado do templo onde são cultuados os Orixás.

Os sacerdotes que são iniciados especialmente para cuidar do Ilê ibo aku não são adoxu, isso é, não manifestam Orixá. Os ancestrais cultuados no Ilê ibo aku são diferentes dos cultuados no Culto aos Egungun, no primeiro são os espíritos dos falecidos da casa de Candomblé e o segundo são os ara-orun em geral e aos espíritos dos Ojé africanos ou brasileiros.

Os Esa são invocados e cultuados em diversas situações, especialmente no padê, e no axexê quando é constituído o assentamento de um adoxu ou dignitário ilustre falecido. O assento de Esa se caracteriza pela representação da existência genérica, e o Egungun pela representação do espírito individualizado, o Egungun se caracteriza pela aparição no aiyê. Os Esa e os Egun são invocados no padê.
[editar] Calendário Litúrgico

Calendário Litúrgico do Ilê Agboulá (obtido do Projeto Egungun)

As festas e obrigações obedecem, no Ilê Agboulá, a um bem elaborado calendário litúrgico. E durante essas festas podem ocorrer rituais não periódicos e não obrigatoriamente integrados no calendário, como iniciação de novos Amuixan ou de novos Ojé, ou mesmo obrigações e oferendas de outros titulados da comunidade. Mas o calendário, mesmo, obedece ao seguinte:

Janeiro – Em janeiro, por ocasião do Ano Novo, as obrigações transcorrem até o dia nove. Esses rituais começam com uma obrigação para Onilê seguida de outra para Babá Olukotun. Junto com esta são celebradas as cerimônias anuais em homenagem a Babá Alapalá e Babá Ologbojô.

Fevereiro – em fevereiro, começando no dia 2 e se estendendo por duas semanas, ocorre uma festa muito especial, principalmente porque a comunidade de Itaparica vive do mar e para o mar. É a festa de Yemanjá e Oxum, orixás das águas, e de Oxalá, o orixá da criação.

Junho – em junho, na época do São João, realiza-se as festas de Babá Erin, que é o Egungun do Sr. Eduardo Daniel de Paula, fundador da Casa. As festas se realizam por ocasião do ciclo de Xangô, que era o orixá do Sr. Eduardo. E atingem grande brilhantismo porque entre a comunidade do Ilê Agboulá, que é descendente do povo de Oyó, a veneração a Xangô é muito forte.

Setembro – De 7 a 17 de setembro ocorrem as festas de Babá Agboulá. Por essa época é que é feita a colheita dos primeiros frutos na Ilha de Itaparica, sob a proteção de Babá. E isto é muito importante pelo fato de até bem pouco tempo a Ilha de Itaparica ter sido o grande fornecedor de frutas para a cidade de Salvador.

África

Egungun pertence à Mitologia Yoruba.
[editar] Brasil

Egungun,[1] espírito ancestral de pessoa importante, homenageado no Culto aos Egungun, esse culto é feito em casas separadas das casas de Orixá.

No Brasil o culto principal à Egungun é praticado na Ilha de Itaparica no Estado da Bahia mas existem casas em outros Estados.

Normalmente chamado de Babá (pai) Egun, Babá-Egun. Também pode ser referido como Êssa nome dos ancestrais fundadores do Aramefá de Oxóssi (conselho de Oxóssi, composto de seis pessoas). Ou Esa espírito dos adoxu e dignitários do egbe (casa).

* Informações do Projeto Egungun

Juana Elbein dos Santos e Dioscóredes M. dos Santos (Mestre Didi). Os nagôs, cultuam os espíritos dos mais velhos de diversas formas, de acordo com a hierarquia que tiveram dentro da comunidade e com a sua atuação em pról da preservação e da transmissão dos valores culturais. E só os espíritos especialmente preparados para serem invocados e materializados é que recebem o nome Egun, Egungun, Babá Egun ou simplesmente Babá (pai), sendo objeto desse culto todo especial.

Porque o objetivo principal do cultos dos Egun é tornar visível os espíritos dos ancestrais, agindo como uma ponte, um veículo, um elo entre os vivos e seus antepassados. E ao mesmo tempo que mantém a continuidade entre a vida e a morte, o culto mantém estrito controle das relações entre os vivos e mortos, estabelecendo uma distinção bem clara entre os dois mundos: o dos vivos e o dos mortos (os dois níveis da existência).
Baba – escultura de Carybé em madeira, em exposição no Museu Afro-Brasileiro, Salvador, Bahia, Brasil

Assim, os Babá trazem para seus descendentes e fiéis suas bênçãos e seus conselhos mas não podem ser tocados, e ficam sempre isolados dos vivos. Suas presença é rigorosamente controlada pelos Ojé (sacerdotes do culto) e ninguém pode se aproximar deles.

Os Egungun se materializam, aparecendo para os descendentes e fiéis de uma forma espetacular, em meio a grandes cerimônias e festas, com vestes muito ricas e coloridas, com símbolos característicos que permitem estabelecer sua hierarquia.

Os Babá Egun ou Egun Agbá (os ancestrais mais antigos) se destacam por estar cobertos com uma roupa específica do Egun — chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia, são enfeitadas com búzios, espelhos e contas e por um conjunto de tiras de pano bordadas e enfeitadas que é chamado Abalá, além de uma espécie de avental chamado Bantê, e por emitirem uma voz característica, gutural ou muito fina.

Os Aparaká são Egun mais jovens: não têm Abalá nem Bantê e nem uma forma definida; e são ainda mudos e sem identidade revelada, pois ainda não se sabe quem foram em vida.

Acredita-se, então, que sob as tiras de pano encontra-se um ancestral conhecido ou, se ele não é reconhecível, qualquer coisa associada à morte. Neste último caso, o Egungun representa ancestrais coletivos que simbolizam conceitos morais e são os mais respeitados e temidos entre todos os Egungun, guardiães que são da ética e da disciplina moral do grupo.

No símbolo “Egungun” está expresso todo o mistério da transformação de um ser deste-mundo num ser-do-além, de sua convocação e de sua presença no Aiyê (o mundo dos vivos). Esse mistério (Awô) constitui o aspecto mais importante do culto.

O CULTO DOS
EGUNS NO CANDOMBLÉ
ARTIGOS

SOCIEDADES

Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Ìyámi Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Ìyámi Oxorongá chamada também de Ìyá NIa, a grande mãe. Esta imensa massa energética que representa o poder da ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas “Sociedades Gëlèdé”, compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. O medo da ira de Ìyámi nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino (veja o mito sobre Ìyámi).
Além da Sociedade Gëlèdé, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados. Oro é uma divindade tal qual Ìyámi Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Ìyámi quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Ìyámi é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.
Outra forma, e mais importante, é culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas “Sociedades Egungun”. Estas têm como finalidade elaborar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade. Esses mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte , denominada Egun ou Egungun. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantêm a individualidade ; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.(veja os mitos de Oyá).
Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos do culto dos Orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a iorubana.
No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungun , cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura : Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia (veja o anexo: Histórico).

EGUNGUN

O Egun é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixan, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungun ancestral individualizado está de novo “vivo”.
A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos Orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungun simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente — característica de Egun, chamada de séégí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria (veja os mitos de Oyá).

- Babá Egun ,sob vigilancia do Ojé ,aconselha um fiel prostrado à sua frente. -
As tradições religiosas dizem que sob a roupa está somente a energia do ancestral; outras correntes já afirmam estar sob os panos algum mariwo (iniciado no culto de Egun) sob transe mediúnico. Mas, contradizendo a lei do culto, os mariwo não podem cair em transe, de qualquer tipo que seja. Pelo sim ou pelo não, Egun está entre os vivos, e não se pode negar sua presença, energética ou mediúnica, pois as roupas ali estão e isto é Egun.
A roupa do Egun — chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia , ou o Egungun propriamente dito, é altamente sacra ou sacrossanta e, por dogma, nenhum humano pode tocá-la. Todos os mariwo usam o ixan para controlar a “morte”, ali representada pelos Eguns. Eles e a assistência não devem tocar-se, pois, como é dito nas falas populares dessas comunidades, a pessoa que for tocada por Egun se tornará um assombrado”, e o perigo a rondará. Ela então deverá passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte.
Ora, o Egun é a materialização da morte sob as tiras de pano, e o contato, ainda que um simples esbarrão nessas tiras, é prejudicial. E mesmo os mais qualificados sacerdotes — como os Ojé atokun, que invocam, guiam e zelam por um ou mais Eguns — desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixan.
Os Egun-Agbá (ancião), também chamados de Babá-Egun (pai), são Eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. Os Apaaraká são Eguns ,ainda mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses Eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.
O eku dos Babá são divididos em três partes: o abalá, que é uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de pano coloridas, formando uma espécie de largas franjas ao seu redor; o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos, do qual ,também caem muitas tiras de pano da altura do tórax ; e o banté, que é uma larga tira de pano especial presa ao kafô e individualmente decorada e que identifica o Babá.
O banté, que foi previamente preparado e impregnado de axé (força, poder, energia transmissível e acumulável), é usado pelo Babá quando está falando e abençoando os fiéis. Ele o sacode na direção da pessoa e esta faz gestos com as mãos que simulam o ato de pegar algo, no caso o axé, e incorporá-lo. Ao contrário do toque na roupa, este ato é altamente benéfico. Na Nigéria, os Agbá-Egun portam o mesmo tipo de roupa, mas com alguns apetrechos adicionais: uns usam sobre o alabá máscaras esculpidas em madeira chamadas de erê egungun ; outros, entre os alabá e o kafó, usam peles de animais; alguns Babá carregam na mão o opá iku e, às vezes, o ixan. Nestes casos, a ira dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos.
Existem várias qualificações de Egun, como Babá e Apaaraká, conforme seus ritos, e entre os Agbá, conforme suas roupas, paramentos e maneira de se comportarem. As classificações, em verdade, são extensas.

O RITO

Nas festas de Egungun, em Itaparica, o salão público não tem janelas, e, logo após os fiéis entrarem, a porta principal é fechada e somente aberta no final da cerimônia, quando o dia já está clareando. Os Eguns entram no salão através de uma porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo.
Os ancestrais são invocados e eles rondam os espaços físicos do terreiro. Vários amuixan (iniciados que portam o ixan) funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos Ojé saiam do espaço delimitado e invadam as redondezas não protegidas.
Os Eguns são invocados numa outra construção sacra, perto mas separada do grande salão, chamada de ilê awo (casa do segredo), na Bahia, e igbo igbalé (bosque da floresta), na Nigéria. O ilê awo é dividido em uma ante-sala, onde somente os Ojé podem entrar, e o lêsànyin ou balé, onde só os Ojé agbá entram (veja o anexo : Oiê masculinos).
Balé é o local onde estão os idi-egungun, os assentamentos – estes são elementos litúrgicos que, associados, individualizam e identificam o Egun ali cultuado -, e o ojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra, rodeado por vários ixan, os quais, de pé, delimitam o local.
Nos ojubô são colocadas oferendas de alimentos e sacrifícios de animais para o Egun a ser cultuado ou invocado. No ilê awo também está o assentamento da divindade Oyá na qualidade de Igbalé, ou seja, Oyá Igbalé – a única divindade feminina venerada e cultuada, simultaneamente, pelos adeptos e pelos próprios Eguns (veja mitos de Oyá e Egun).
No balé os Ojé atokun vão invocar o Egun escolhido diretamente no seu assentamento, e é neste local que o awo (segredo) – o poder e o axé de Egun — nasce através do conjunto Ojé-ixan / idi-ojubô. A roupa é preenchida e Egun se torna visível aos olhos humanos.

- Ojé e Amuixan ,atentos ,acompanham Babá Egun na sua caminhada. -
Após saírem do ilê awo, os Eguns são conduzidos pelos amuixan até a porta secundária do salão, entrando no local onde os fiéis os esperam, causando espanto e admiração, pois eles ali chegaram levados pelas vozes dos Ojé, pelo som dos amuixan, branindo os ixan pelo chão e aos gritos de saudação e repiques dos tambores dos alabê (tocadores e cantadores de Egun). O clima é realmente perfeito.

O SALÃO E A FESTA

O espaço físico do salão é dividido entre sacro e profano. O sacro é a parte onde estão os tambores e seus alabês e várias cadeiras especiais previamente preparadas e escolhidas, nas quais os Eguns, após dançarem e cantarem, descansam por alguns momentos na companhia de outros, sentados ou andando, mas sempre unidos, o maior tempo possível, com sua comunidade. Este é o objetivo principal do culto: unir os vivos com os mortos.
Nesta parte sacra, mulheres não podem entrar nem tocar nas cadeiras, pois o culto é totalmente restrito aos homens. Mas existem raras e privilegiadas mulheres que são exceção, como se fossem a própria Oyá; elas são geralmente iniciadas no culto dos Orixás e possuem simultaneamente oiê (posto e cargo hierárquico) no culto de Egun — estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis. São estas mulheres que zelam pelo culto, fora dos mistérios, confeccionando as roupas, mantendo a ordem no salão, respondendo a todos os cânticos ou puxando alguns especiais, que somente elas têm o direito de cantar para os Babá. Antes de iniciar os rituais para Egun, elas fazem uma roda para dançar e cantar em louvor aos Orixás; após esta saudação elas permanecem sentadas junto com as outras mulheres. Elas funcionam como elo de ligação entre os atokun e os Eguns ao transmitir suas mensagens aos fiéis. Elas conhecem todos os Babá, seu jeito e suas manias, e sabem como agradá-los (veja o anexo : Oiê femininos).
Este espaço sagrado é o mundo do Egun nos momentos de encontro com seus descendentes. A assistência está separada deste mundo pelos ixan que os amuixan colocam estrategicamente no chão, fazendo assim uma divisão simbólica e ritual dos espaços, separando a “morte” da “vida”. É através do ixan que se evita o contato com o Egun: ele respeita totalmente o preceito, é o instrumento que o invoca e o controla. As vezes, os mariwo são obrigados a segurar o Egun com o ixan no seu peito, tal é a volúpia e a tendência natural de ele tentar ir ao encontro dos vivos, sendo preciso, vez ou outra, o próprio atokun ter de intervir rápida e rispidamente, pois é o Ojé que por ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito.
O espaço profano é dividido em dois lados: à esquerda ficam mulheres e crianças e à direita, os homens. Após Babá entrar no salão, ele começa a cantar seus cânticos preferidos, porque cada Egun em vida pertencia a um determinado Orixá. Como diz a religião, toda pessoa tem seu próprio Orixá e esta característica é mantida pelo Egun. Por exemplo: se alguém em vida pertencia a Xangô, quando morto e vindo como Egun, ele terá em suas vestes as características de Xangô, puxando pelas cores vermelha e branca. Portará um oxê (machado de lâmina dupla), que é sua insígnia; pedirá aos alabês que toquem o alujá, que também é o ritmo preferido de Xangô, e dançará ao som dos tambores e das palmas entusiastas e excitantemente marcadas pelos oiê femininos, que também responderão aos cânticos e exigirão a mesma animação das outras pessoas ali presentes.
Babá também dançará e cantará suas próprias músicas, após ter louvado a todos e ser bastante reverenciado. Ele conversará com os fiéis, falará em um possível iorubá arcaico e seu atokun funcionara como tradutor. Babá-Egun começará perguntando pelos seus fiéis mais freqüentes, principalmente pelos oiê femininos; depois, pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez. Babá estará orientando, abençoando e punindo, se necessário, fazendo o papel de um verdadeiro pai, presente entre seus descendentes para aconselhá-los e protegê-los, mantendo assim a moral e a disciplina comum às suas comunidades, funcionando como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas.
Finalizando a conversa com os fiéis e já tendo visto seus filhos, Babá-Egun parte, a festa termina e a porta principal é aberta: o dia já amanheceu. Babá partiu, mas continuará protegendo e abençoando os que foram vê-lo.
Esta é uma breve descrição de Egungun, de uma festa e de sua sociedade, não detalhada, mas o suficiente para um primeiro e simples contato com este importante lado da religião. E também para se compreender a morte e a vida através das ancestralidade cultuadas nessas comunidades de Itaparica, como um reflexo da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria.
Egungun

Written by lokeni ifatolà
EGUNGUN

Todos os aspectos do ser, não morrem junto com ele voltam as suas origens, isto é, ao orun, pois pertencem a olorun e só ele pode liberá-las.
Estas forças divinas, animaram os antepassados, os ancestrais, as raízes mães do asé orisá, ao partirem do aiyê e voltam ao aiyê para animar seus descendentes e discípulos.
A ancestralidade confirma a imortalidade, pois a vida continua no orun como ancestrais.do orun a ancestralidade a tudo assiste.no culto de orisá, ancestrais significa:”aqueles que um dia tiveram a energia de vida no aiyê e que cuja energia de vida é repassada as novas gerações, garantindo a continuidade da vida e do culto aos deuses africanos”.
“Como conclusão a vida presente depende da vida passada de nossos ancestrais”.

O CULTO DOS EGUNGUS
Através do culto aos ancestrais, os Egun ou Egungum é possível reconstruir origens, etnias, memória. Essa memória, enraizada na multiplicidade da herança negro-africana, expande com força total, um ethos que passando a diversidade de suas expressões manifestas – Nagô, Jeje, Angola, Cango, etc. – permite revelar estruturas, valores, normas, denominadores comuns onde a questão da ancestralidade mítica e histórica, marca a existência de uma forte comunalidade. É na memória e no culto aos antepassados que essa comunalidade se afirma (MESTRE DIDI)
Egungun ou Egun, espírito ancestral de pessoa importante, homenageado no Culto aos Egungun, esse culto é feito em casas separadas das casas de Orixá. No Brasil o culto principal à Egungun é praticado na Ilha de Itaparíca no Estado da Bahia mas existem casas em outros Estados.
Os yorubás, então, cultuam os espíritos dos “mais velhos” de diversas formas, de acordo com a hierarquia que tiveram dentro da comunidade e com a sua atuação em prol da preservação e da transmissão dos valores culturais. E só os espíritos especialmente preparados para serem invocados e materializados é que recebem o nome Egun, Egungun, Babá Egun ou simplesmente Babá (pai), sendo objeto desse culto todo especial.
Porque o objetivo principal do cultos dos Egun é tornar visível os espíritos dos ancestrais, agindo como uma ponte, um veículo, um elo entre os vivos e seus antepassados. E ao mesmo tempo que mantém a continuidade entre a vida e a morte, o culto mantém estrito controle das relações entre os vivos e mortos, estabelecendo uma distinção bem clara entre os dois mundos: o dos vivos e o dos mortos (os dois níveis da existência)
Os Egungun se materializam, aparecendo para os descendentes e fiéis de uma forma espetacular, em meio a grandes cerimônias e festas, com vestes muito ricas e coloridas, com símbolos característicos que permitem estabelecer sua hierarquia.
Os Babá-Egun ou Egun-Agbá (os ancestrais mais antigos) se destacam por estar cobertos de búzios, espelhos e contas e por um conjunto de tiras de pano bordadas e enfeitadas que é chamado Abalá, além de uma espécie de avental chamado Bantê, e por emitirem uma voz característica, gutural ou muito fina. Os Aparaká são Egun mais jovens: não têm Abalá nem Bantê e nem uma forma definida; e são ainda mudos e sem identidade revelada, pois ainda não se sabe quem foram em vida.
Acredita-se, então, que sob as tiras de pano encontra-se um ancestral conhecido ou, se ele não é reconhecível, qualquer coisa associada à morte. Neste último caso, o Egungun representa ancestrais coletivos que simbolizam conceitos morais e são os mais respeitados e temidos entre todos os Egungun, guardiães que são da ética e da disciplina moral do grupo.
No símbolo “Egungun” está expresso todo o mistério da transformação de um ser deste-mundo num ser-do-além, de sua convocação e de sua presença no Aiyê (o mundo dos vivos). Esse mistério (Awô) constitui o aspecto mais importante do culto.(Fonte-Wikipédia)

O Egun é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixan, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungun ancestral individualizado está de novo “vivo”.
A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos Orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungun simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente — característica de Egun, chamada de séégí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria.

EGUNS CULTO AO ACESTRAL- Baba Egungun ou Egum
Marcadores: Baba Egungun, Egun | author: AUTOR: EBOMI

EGUNS CULTO AO ACESTRAL

Baba Egungun ou Egun ou até mais conhecido como Egum é um ancestre ( relatiavamente é um ou vários membros de nossa família que desencarnaram).
Na Nigéria, o culto a Egungun está relacionado aos ancestrais. O povo Yoruba acredita nesta energia porque entendem que não existiria o presente e o futuro, sem a existência do passado. O culto é um dos mais difundidos em toda a população Yoruba. Na Nigéria são quase 30 milhões de pessoas que cultuam Egungun. Para se ter uma idéia da força desta energia, na Nigéria os três orixás mais cultuados são Exu, Ogun e Egungun.
Egungun é considerado orixá – ele é a única energia que dá ao homem condições de ser venerado depois de sua morte, dependendo do histórico da vida da mesma.
O culto a Egungun é altamente mágico e secreto, por isso os Olojés (pessoas que tem o poder de manipular a energia de Egungun) são respeitadíssimos. Todas as pessoas podem se beneficiar da energia de Egungun para solucionar problemas no amor, trabalho, saúde, espiritualidade, etc.

No Brasil o culto não é difundido como na Nigéria e apesar dos equívocos de alguns pais e mães de santo, na Ilha de Itaparica, existe o culto de Egungun considerado parecido ao da Nigéria. Em Itaparica o culto é totalmente secreto, talvez esse o motivo de não se ter mutilado através dos tempos, da escravidão aos tempos de hoje. O culto é equivocado no Brasil pois muitas pessoas dizem que Egun é energia negativa, e isso não é verdade.

O que falta, talvez para as pessoas do Brasil, seria informações sobre Egungun. O povo Yoruba acredita em reencarnação, pois Egungun está interligando vida e morte: assim que uma criança nasce, eles fazem todo um procedimento para saber o destino da criança, manipulam oráculos, ou então pedem a ajuda de babalawo que através de ifá, sabem se a criança é uma encarnação de algum antepassado. Constatando-se o fato, é feito o ritual de ikomojade, onde a criança terá um nome e é apresentada para a comunidade com uma festa.

Este ritual de ikomojade é feito dessa maneira: para o menino só depois de sete dias de vida e a menina após nove dias. O nome é muito importante para os Yoruba.

Se os babalawo, ao consultarem o oráculo, constatam que a criança é uma reencarnação de um antepassado, determinam o nome de babatunde (para meninos) e iyabode (para meninas). Esses nomes são utilizados no caso de reencarnação dos avós. Existem outros nomes que são dados dependendo do que for analisado pelo oráculo, trazendo sorte ao destino da pessoa:

Egun = Babaegun (uma coisa só) = Energia positiva

Oku orun (cidadão do orun) = Energia positiva

Postado por Luciano de Oxum em 16/05/2008 14:03

O Culto a Egungun no Brasil
Os cultos de origem africana chegaram ao Brasil juntamente com os escravos. Os iorubanos — um dos grupos étnicos da Nigéria, resultado de vários agrupamentos tribais, tais como Ketu, Oyó, Ijexá, Ifan e Ifé, de forte tradição, principalmente religiosa — nos enriqueceram com o culto de divindades denominadas genericamente de Orixás (1)

Esses negros iorubanos não apenas adoram e cultuam suas divindades, mas também seus ancestrais, principalmente os masculinos. A morte não é o ponto final da vida para o iorubano, pois ele acredita na reencarnação (àtúnwa), ou seja, a pessoa renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia; ela revive em um dos seus descendentes. A reencarnação acontece para ambos os sexos; é um fato terrível e angustiante para eles não reencarnar.
No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungun , cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura : Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia

O Egun é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixan, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungun ancestral individualizado está de novo “vivo”.

A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos Orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungun simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente — característica de Egun, chamada de séégí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria

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FORMAÇÃO DA TERRA
ODÙDÚWÀ

Para o mito da criação da Terra, há uma variante que não pode ser ignorada. Pelo relato anterior, Òrìsà Nlá foi o agente criador de Olódumarè na realização do trabalho. Em outra versão surge um personagem conhecido pelo nome de Odùdúwà como substituto de Òrìsà Nlá na criação do mundo , conforme o seguinte relato abaixo:
Quando Òrìsà Nlá pegou suas instruções pôr Olódùmarè, ele passou pôr Èsù, que lhe perguntou se havia feito as oferendas necessárias para a realização do trabalho, Òrìsà Nlá não lhe deu importância. Em razão disso, durante a sua caminhada, ele ficou bastante sedento e bebeu abundantemente de uma bebida extraída de uma palmeira . Em conseqüência , ficou sem forças e sem condições de prosseguir para executar a sua tarefa caindo em sono profundo. Olódùmarè enviou Odùdúwà para verificar o que estava acontecendo. Ao ver Òrìsà nlá adormecido, pegou os elementos da criação e foi comunicar o ocorrido a Olódùmarè, que, diante do fato, determinou que ele, Odùdúwà, fosse criar a Terra. Após a tarefa cumprida, eis que Òrìsà Nlá despertou , e , ao tomar ciência do que havia acontecido foi até olódùmarè reivindicar dos seus direitos, o que lhe foi negado. A partir daí ficou proibido de beber e de usar o azeite de dendê. Porém, foi lhe dada a tarefa de modelar o barro para a criação do ser humano. Mais tarde, houve o reencontro de Òrìsà Nlá até que se deu a intervenção de Òrúnmìlà para trazer a paz entre ambos.
Essa variante não podia ser ignorada porque ela levanta uma questão muito interessante que envolve a primitiva história e a religião yorubá com um de seus personagnes mais expressivos, que é Odùdúwà.
Segundo a linguagem histórica da tradição de algumas cidades yorubá, o personagem a quem foi dado o nome Odùdúwà era um líder poderoso, dono de uma forte reputação e com uma personalidade que a tudo dominava. Partiu de seu lar original migrando pelas diversas cidades yorubá. Não se sabe ao certo qual era o seu nome original, mas ele pode não Ter sido Odùdúwà. Dentre seus seguidores foram distinguidos guerreiros com cujo auxílio ele estabeleceu a dinastia yorubá. Atualmente é reconhecido como o progênitos de vários clãs que, reunidos, constituem o povo yorubá. Um dos mais antigos relatos acerca da origem de Odùdúwà e o seu lar ancestral é o que segue:

Lámúrúdú, um dos reis de Meca, tinha como filhos Odùdúwà e os reis de Gogobri e de Kukawa, duas tribos da região de Hausa. Odùdúwà era o príncipe herdeiro, o que se mantinha com a idéias de modificar os costumes religiosos, introduzindo na grande mesquita formas de ídolos criados pôr Asara, o seu sacerdote e fazedor das imagens. Asara tinha um filho chamado Braima, que fora educado como adepto do maometismo e contrário às idéias do pai. Pela influência de Odùdúwà, um mandato real foi expedido ordenando que todos os homens fossem caçar durante três dias, antes da comemoração anual das festividades levadas a efeito em honra daqueles deuses.
Aproveitando se da ausência de todos os homens, Braima invade a mesquita e destrói todas as imagens.
No retorno de Odùdúwà foi constatada a ocorrência e uma investigação foi feita. Braima começou a provocar Odùdúwà, dizendo: Perguntem ao grande ídolo quem fez isso? Ele sabe falar? Pôr que vocês adoram coisas que não sabem falar? ?Imediatamente foi dada a ordem para ele ser queimado vivo pela afronta cometida. Lenha e panelas de azeite foram trazidas. Isso foi o sinal para o início de uma guerra civil. Cada uma das partes era possuidora de muitos adeptos, mas os maometanos levaram vantagem. O rei Lámúrúdù foi assassinado, e todos os seus filhos e seguidores próximos foram expulsos da cidade. Os reis de Gogobri e de Kukawa do leste, viajando pôr 90 dias, atravessando a região do Egito e seguindo para o sul, próximo ao local onde viria a ser fundada a cidade de Ilé Ifè .
Odùdúwà e filhos juraram ódio mortal e vingança pela morte do pai. Tempos depois, a tentativa de vingança será comandada pôr Òrànmíyàn de forma infrutífera, mas com a vantagem de durante esta expedição, ser fundada a cidade de Òyó que viria a fazer frente em pretígio à cidade de Ilé Ifè. Quando Odùdúwà saiu da Arábia, levou consigo duas imagens de divindades. O rei que assumiu o poder resolveu enviar um exército para destruir Odùdúwà e submeter os demais à escravidão. Foram, porém, vencidos e dentre a pilhagem assegurada pelos vitoriosos havia uma cópia do Korão. Mais tarde isso foi guardado num templo venerado e cultuado como relíquia sagrada pelas gerações seguintes, com o nome de ìdí, significando fundamento ou algo sagrado. Entre aqueles que formavam a comitiva de Odùdúwà estavam: Òrúnmilà, Oluorogbo, Obamèri, Orèlúèrè, Obasin, Obàgèdè, Ògún, Alágada, Obamakin, Oba winni Ajè, Érìsilè, Elèsije Olóse, Alàjo, Esidálè, Olókun e Òrìsàteko.
Odùdúwà encontrou à sua agenda uma população local, os igbó, cujo rei era Obàtálá. Altivo e desdenhoso em suas atitudes, encontrou reação pôr parte de Orèlúèré, partidário de Obàtálá, um ancestral guardião da moral familiar e preservador da família tradicional.
Essa oposição ao novo regime que Odùdúwà desejava impor fez nascer a Sociedade Ògbóni, um culto secreto formado para proteger as instituições primitas da terra. Contudo, Odùdúwà conseguiu se impor espalhando o seu poder e fundado diversas cidades, entre elas, Ilé Ifè e tornando ?se o primeiro Óòni Ifè influiu nos costumes, na linguagem e foi pai de inúmeros reis. Houve assimilação mútua entre o novo e o elemento local, com resultado favorável terminado com o rigor entre as partes opostas. Morreu cego, vítima de uma doença nos olhos. Após sua morte, tornou ?se objeto de um culto ancestral ocupando um lugar destacado no panteão yorubá.
Essa promoção veio a favorecer interpretações diversas e algumas dúvidas, tais como o sexo masculino ou feminino de , e a sua real condição de criador da terra. Em território yorubá, Odùdúwà tanto é aceito como uma divindade masculina como feminina. Em Ilé Ifè, principalmente, é visto como uma divindade masculina; em Igbó Orà, sua imagem representativa é a de uma mulher com longos seios, amamentando uma criança.
A afirmativa e que Odùdúwà é uma divindade feminina está associada à tradição das deusas nesta terra ligadas à fertilidade. Em adó, Odùdúwà é indiscutivelmente uma divindade feminina, vista como uma das sete crianças, dentre as quais Òrìsànlá era uma delas:
Oh! Mãe, nós te suplicamos nos libertar
Toma conta de nós, de nossas crianças
Você que astutamente se estabeleceu em Adó

A concepção masculina de Odùdúwà se reporta ao fato de que ele era o sacerdote da divindade, assim como a cabeça de sua dinastia. Pôr ocasião de sua morte, ganhou respeito pelo seu papel de legislador e líder da comunidade, tornando se um Ancestral merecedor de culto. Passou a ser identificado pelo nome de sua própria divindade e entrou para o panteão yorubá pôr causa de seus atributos. Deve se observar aqui que é quase somente em Ilé Ifè que o culto à divindade masculina é forte. Na maioria dos outros lugares o homem Odùdúwà é olhado somente como um ancestral e não como uma divindade.
Essa controvérsia sobre Odùdúwà se torna ainda mais controvertida nos deparamos com outra tradição que vê Odùdúwà como a esposa de Obàtálá nas interpretações inexatas dos primeiros estudiosos e nas sucessivas compilações desses mesmos estudos pôr autores mais recentes que não se preocupam em reexaminas as pesquisas inicias. Em algumas versões, ele (Odùdúwà) é a mulher de Obàtálá: esta reunião é simbolizada pôr duas cabaças, uma cobrindo a outra.
Juana Elbein dos Santos estrutura sua tese na condição feminina de Odùdúwà: … Obàtálá e Odùdúwà, respectivamente princípio masculino e feminino do grupo de òrìsà funfun, do branco, disputam se o título de òrìsà da criação.
A luta pela supremacia entre os sexos é um fator constante em todos os mitos, Odùdúwà, também chamada Odùa, é a representação deificada das Iyá Mi, a representação coletiva das mães ancestrais e o princípio feminino de onde tudo se origina… Esses conceitos e seres divinos são representados simbolicamente pela cabaça ritual igbà odù que representa o universo sendo a metade inferior Odùa e a parte superior Obàtálá.
Mais tarde, atravessou o Atlântico e chegou até o Brasil em fins do século passado, em reportagens publicadas em jornais da época e assinadas pôr Nina Rodrigues. Essas reportagens foram reunidas e publicadas em livro. Os africanos no Brasil, onde na página 353 está publicada a lenda acima.
Igualmente, o desconhecido da linguagem dos povos africanos dá motivo a outras interpretações inexatas. No nosso caso, a língua yorubá possui uma característica especial; possui muitas palavras idênticas e outras tantas parecidas, diferenciadas ou não pelos acentos tonais, todas porém, com significados diferentes. O desconhecimento de seus significados e das regras que estabelecem as contrações comuns da escrita e da conservação motiva cosntantes traduções absurdas baseadas em suposições e interesses pessoais. ª B. Ellis, copiando autores anteriores, indica Odùdúwà como a grande deusa negra, considerando, assim, os acentos tonais, que , neste caso, também são acentos diferenciais.
Retomando o assunto, Odùa , neste caso é uma modificação da palavra Odù Logboje , a mulher primordial, também denominada Eléyinjú Egé, a dona dos olhos delicados. Ela recebe o poder da fertilidade para a sustentação do mundo recém criado. Recebe os títulos de Ìyá nlá – a grande mãe, e Ìyá won a mãe de todos. Olódùmarè lhe entrega uma cabaça, simbolizando o mundo contendo o poder dos pássaros, Eléiye.
Um cântico inserido no Odù Òsá Méjì revela o fato:

Ajoelhem se para as mulheres
A mulher nos colocou no mundo, nós somos seres humanos
A mulher é a inteligência da Terra
A mulher nos colocou no mundo, nós somos seres humanos.
Odùa é a mesma Ìyá mi da sociedade Òsòròngá da qual Òsun faz parte. Os antigos abèbè leque deste Òrìsà possuem o desenho de um pássaro como lembrança do poder recebido.
Relacionamos alguns trechos do Odú Òsá Méjì, que revela a conversa entre Olódùmarè e Odù Logboje quando da entrega de seus poderes:
1- Olódùmarè diz: qual o seu poder?
2- Ele diz: Você será chamada, para sempre a mãe de todos
3- Ele diz: você dará continuidade
4- Olódùmarè lhe dá o poder
5- Ele entrega o poder de eléiye para ela
6- ela recebe o pássaro de Olódùmarè
7- Ela recebe, então, o poder que utilizará com ele
8- Ele diz: utiliza com calma o poder que dei a você
9- Se utilizar com violência, ele o retomará
10- Porque aquela que recebeu o poder se chama Odù
11- O homem não poderá fazer nada sozinho na ausência da mulher.
“Lati ìgbá náà ni Olódùmarè ti fun obirin l’à se “
(Desde aquela época , Olódùmarè outorgou axé as mulheres.)
Elas exerciam todas as atividades secretas:

“O mú Éégún jáde
O mú Orò jáde
Gbogbo nkan, kò si ohun ti ki se nigba náà”
Ela conduz Egun
Ela conduz Orò
todas as coisas , não ha nada que ela não faça nesse tempo.)

Mas ela abusou do poder do pássaro. Preocupado e humilhado, O barì s à foi até Òrúnmìlà fazer o jogo de Ifá, e ele o ensinou como conquistar, apaziguar e vencer Odùa, através de sacrifícios, oferendas( e b o com ìgbín e pas ò n Haste de Àtòrì) e astúcia.
Ele lhe oferta e ela negligentemente , aceita, a carne dos ìgbín.

“Odù náà gba omi ìgbín , o mu ú
Nigbati Odù mu omi ìgbín tán , inú Odù nr ò di e di e .”
( Odù recebe a água de caracol para beber.
quando odù bebeu, o ventre de Odù se apaziguou.)

Obarìsà e Odùa foram viver juntos. Ele então lhe revelou seus segredos e, após algum tempo, ela lhe contou os seus, inclusive que cultuava Éégún. Mostrou-lhe a roupa de Éégún, o qual não tinha corpo, rosto nem tampouco falava. Juntos eles cultuaram Éégún.

Aproveitando um dia quando Odùa saiu de casa, ele modificou e vestiu a roupa de Egúngún. Com um bastão na mão (opa), O barì s à foi à cidade (o fato de Éégún carregar um bastão revela toda a sua ira) e falou com todas as pessoas. Quando Odùa viu Éégún andando e falando, percebeu que foi O barì s à quem tornou isto possível. Ela reverenciou e prestou homenagem a Éégún e a O barì s à, conformando-se com a vitória dos homens e aceitando para si a derrota. Ela mandou então seu poderoso pássaro pousar em Éégún, e lhe outorgou o poder: tudo o que Éégún disser acontecerá. Odùa retirou-se para sempre do culto de Egúngún, e partiu para partir o culto Gèlèdè .Só eléiy e , indicara seu poder e marcara a relação entre Egúngún e Ìyámí.

” Gbogbo agbára ti Egúngún si nlò agbára eleiye ni.”
( Todo o poder que utilizara Egúngún é o poder do pássaro.)

O conjunto homem-mulher dá vida a Egúngún (ancestralidade), mas restringe seu culto aos homens, os quais, todavia, prestam homenagem às mulheres, castigadas por Olódúnmarè através dos abusos de Odùa. Também por esta razão é que as mulheres mortas são cultuadas coletivamente, e somente os homens têm direito à individualidade, através do culto de Egúngún.

No entanto Ìyámí conhece todos os lugares secretos que contém Egúngún, Orò etc… e Nos quais O barì s à não tem acesso.Reinterpretando Ìyámí , cabaça ventre contém os símbolos – filhos- pássaros ainda não renascidos, lugar onde O barì s à não penetrou.

*Existe uma relação errônea que diz que Odùa é Odùdúwà, esta confusão se deve primeiramente, a o costume usual na linguagem Yoruba de dar forma reduzida as palavras :
Òrìsà- Òòsà,Odùdúwà-Odúa,Olódùnmarè-Èdùmàrè e etc…

Os primeiros pesquisadores e em conseqüência os seguintes , continuaram a transcrever estes textos, que possuíam inúmeras falhas de interpretação inexatas de palavras.O desconhecimento de seus significados e das regras que estabelecem contrações comuns e motiva traduções absurdas baseadas em interesses pessoais que acabam influenciando obras no Brasil e Cuba.

Na Nigéria, o culto a Egungun está relacionado aos ancestrais. O povo Yoruba acredita nesta energia porque entendem que não existiria o presente e o futuro, sem a existência do passado. O culto é um dos mais difundidos em toda a população Yoruba. Na Nigéria são quase 30 milhões de pessoas que cultuam Egungun. Para se ter uma idéia da força desta energia, na Nigéria os três orixás mais cultuados são Exu, Ogun e Egungun.

Egungun é considerado orixá – ele é a única energia que dá ao homem condições de ser venerado depois de sua morte, dependendo do histórico da vida da mesma.

O culto a Egungun é altamente mágico e secreto, por isso os Olojés (pessoas que tem o poder de manipular a energia de Egungun) são respeitadíssimos. Todas as pessoas podem se beneficiar da energia de Egungun para solucionar problemas no amor, trabalho, saúde, espiritualidade, etc.

No Brasil o culto não é difundido como na Nigéria e apesar dos equívocos de alguns pais e mães de santo, na Ilha de Itaparica, existe o culto de Egungun considerado parecido ao da Nigéria. Em Itaparica o culto é totalmente secreto, talvez esse o motivo de não se ter mutilado através dos tempos, da escravidão aos tempos de hoje. O culto é equivocado no Brasil pois muitas pessoas dizem que Egun é energia negativa, e isso não é verdade.

Egun = Babaegun (uma coisa só) = Energia positiva
Oku orun (cidadão do orun) = Energia positiva
Oku (espírito sem procedência) = Energia negativa

O que falta, talvez para as pessoas do Brasil, seria informações sobre Egungun. O povo Yoruba acredita em reencarnação, pois Egungun está interligando vida e morte: assim que uma criança nasce, eles fazem todo um procedimento para saber o destino da criança, manipulam oráculos, ou então pedem a ajuda de babalawo que através de ifá, sabem se a criança é uma encarnação de algum antepassado. Constatando-se o fato, é feito o ritual de ikomojade, onde a criança terá um nome e é apresentada para a comunidade com uma festa.

Este ritual de ikomojade é feito dessa maneira: para o menino só depois de sete dias de vida e a menina após nove dias. O nome é muito importante para os Yoruba.

Se os babalawo, ao consultarem o oráculo, constatam que a criança é uma reencarnação de um antepassado, determinam o nome de babatunde (para meninos) e iyabode (para meninas). Esses nomes são utilizados no caso de reencarnação dos avós. Existem outros nomes que são dados dependendo do que for analisado pelo oráculo, trazendo sorte ao destino da pessoa:

Egun Sola
Egun Biyi
Egun Wale Oje Wale
Egun Gbami
Arugbo
Iyagba

No contexto yoruba, a morte é dolorosa, mas necessária para o ciclo da reencarnação até que a mesma pessoa que morra, cumpra o seu plano de ori e dependendo do histórico de vida a pessoa possa se englobar na energia de egungun tornando-se venerável para a comunidade ou sociedade. Na Nigéria, quando uma pessoa morre muito cedo, a sociedade e as pessoas da comunidade ficam tristes, pois acham que a pessoa não gozou de todos os benefícios terrestres, não aprendeu o que poderia ter sido aprendido, e por isso fazem, durante o enterro, um ritual na floresta chamado Iremoje, onde a família da pessoa morta pede para que nunca mais aconteça aquilo de novo na família da pessoa. Pessoas que morrem muito cedo, não tiveram um destino bem aventurado no contexto deles. Um outro ritual que existe é o chamado Axexe, que também é um ritual fúnebre para pessoas que morrem com mais de noventa anos, para pessoas que são anciãs. No axexe o povo fica alegre e prepara a pessoas como se fosse para um festa: colocam a melhor roupa, penteiam os cabelos do morto, se for mulher fazem trancinhas e pintam o rosto da pessoa e dependendo do grau financeiro da pessoa eles dão uma festa para comemorar o falecimento.

O ritual de axexe pode ser marcado com a presença de duas sociedades Ogboni e as Iyami Osoronga. A presença dessas sociedades é fundamental porque eles têm o poder de evocar a pessoa para conversar e saber como foi a passagem, e se ela quer deixar uma mensagem para a família e se pode ser distribuído os seus pertences para os familiares. A pessoa é preparada para o Iremoje, onde os familiares cantam lamentando a morte e depois cantam o Ijala onde falam das glórias conquistadas pela pessoa em vida, seguindo assim a festa para homenagear a pessoa. Dependendo do histórico da vida da pessoa que morreu, ela pode se englobar na energia de Egungun, mas para isso acontecer a pessoa teria que ser boa com as pessoas, amiga, ter ajudado a sociedade, enfim, teria que ser bem vista pela comunidade, o destino teria que ser bem aventurado. Nessa ordem a família e a sociedade podem escolher a pessoa como egungun, sendo assim todos beneficiados com a escolha e o Egungun se tornaria guardião da família e da sociedade onde viveu.

Devotos de Egungun podem chegar a uma evolução espiritual muito rápida, por se Egungun ligado à ancestralidade, isso quer dizer, a pessoa desenvolve uma intuição, percepção e sabedoria muito apurada, tornando-se assim muito forte (olojé).

Olojé são pessoas que manipulam as energias de Egungun. Esse título é concebido a homens. As mulheres não podem manipular essa energia, mas podem se beneficiar através dos olojés.

Gelede: Culto ao ancestral feminino, força também manipulada por homens. As mulheres só veneram as geledes. Existe grande ligação com as Iya Mi Osoronga onde as anciãs são profundas conhecedoras e na maioria das vezes iniciadas nessa sociedade.

Cada sociedade das descritas acima, promove a sua festa anual, que pode durar de 7 a 21 dias. Nesses dias os olojés e a comunidade, se preparam para organizar a festa onde o Egungun se materializa com o corpo coberto de panos e a máscara mágica (força essencial do Egungun), onde ele vem para abençoar toda a comunidade e os familiares. A única participação da mulher no culto de Egungun é marcada na benção da Iya Agan (mulher velha que conhece o culto de Egungun). Sem essa benção Egungun não sai pela comunidade. Eles vão de casa em casa abençoando com o erukere os seus cultuadores, família e comunidade na qual é o guardião, sempre acompanhado pelos Atokuns que guiam o Egungun para todos os lados. Os atokuns usam um tambor para direcionar o Egungun.

Os olojés por sua vez, levam a magia de Egungun para as praças mostrando ao público o seu poder. Por exemplo, os olojés usam o poder de Egungun para fazer uma bananeira dançar. Isso geralmente acontece no final da Festa de Egungun.

A festa é marcada por muita música, comidas fartas, alegria e grandeza.

Na Nigéria existe a iniciação para Egungun, porém há vários critérios a se analisar:

1º – Analisar o grau de ligação da pessoa com Egungun
2º – Herança familiar (odu de nascimento)
3º – Vontade da pessoa
4º – A pessoa pode estar sonhando com Egungun
5º Consulta através dos oráculos podem determinar a iniciação

Todos estes elementos podem determinar a iniciação da pessoa em Egungun.

Esse processo de iniciação é muito secreto. Para a pessoa ser iniciada em Egungun, ela tem que ser uma pessoa que saiba guardar segredo: o bom feiticeiro não revela seus dotes mágicos. A pessoa sela um pacto de segredo. Esse pacto só será fechado depois que a pessoa come elementos preparados para dar ligação da pessoa com Egungun. Aí ela se tornará membro do culto a Egungun e com o tempo ela será um verdadeiro Olojé. Claro que ela tem que ter força de vontade, humildade e paciência, lembrando-se de que uma vez iniciado sempre iniciado pois não tem mais volta.

O assentamento de Egungun é formado por Iyangi, vários atori, osso da canela de pessoas que já morreram, meias e um véu para tampar o rosto. Uma pessoa viva veste todas estas roupas para o Egungun se materializar. A pessoa fica em transe com o egungun materializado.

Os cultos de origem africana chegaram ao Brasil juntamente com os escravos. Os iorubanos – um dos grupos étnicos da Nigéria, resultado de vários agrupamentos tribais, tais como Keto, Oyó, Itexá, Ifan e Ifé, de forte tradição, principalmente religiosa – nos enriqueceram com o culto de divindades denominadas genericamente de orixás.(1 – Por motivos gráficos e para facilitar a leitura, os termos em língua yorubá foram aportuguesados. Ex.: orisá = orixá.)

Esses negros iorubanos não apenas adoram e cultuam suas divindades, mas também seus ancestrais, principalmente os masculinos. A morte não é o ponto final da vida para o iorubano, pois ele acredita na reencarnação (àtúnwa), ou seja, a pessoa renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia; ela revive em um dos seus descendentes. A reencarnação acontece para ambos os sexos; é o fato terrível e angustiante para eles não reencarnar.

Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Iami Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Iami Oxorongá, chamada também de Iá Nlá, a grande mãe. Esta imensa massa energética que representa o poder de ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas “Sociedades Geledê”, compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. O medo da ira de Iami nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino.

Além da Sociedade Geledê, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados. Oro é uma divindade tal qual Iami Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Iami quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Iami é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.

Outra forma, e mais importante de culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas “Sociedades Egungum”. Estas têm como finalidade celebrar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade. Esse mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte, denominada Egum ou Egungum. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantém a individualidade; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.

Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos dos orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a iorubana.

No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungum, cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura: Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia.

O Egum é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungum ancestral individualizado está de novo “vivo”.

A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungum simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente – característica de Egum, chamada de séègí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria.

As tradições religiosas dizem que sob a roupa está somente a energia do ancestral; outras correntes já afirmam estar sob os panos algum mariwo (iniciado no culto de Egum) sob transe mediúnico. Mas, contradizendo a lei do culto, os mariwo não podem cair em transe, de qualquer tipo que seja. Pelo sim ou pelo não, Egum está entre os vivos, e não se pode negar sua presença, energética ou mediúnica, pois as roupas ali estão e isto é Egum.

A roupa do Egum – chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia -, ou o Egungum propriamente dito, é altamente sacra ou sacrossanta e, por dogma, nenhum humano pode tocá-la. Todos os mariwo usam o ixã para controlar a “morte”, ali representada pelos Eguns. Eles e a assistência não devem tocar-se, pois, como é dito nas falas populares dessas comunidades, a pessoa que for tocada por Egum se tornará um “assombrado”, e o perigo a rondará. Ela então deverá passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte.

Ora, o Egum é a materialização da morte sob as tiras de pano, e o contato, ainda que um simples esbarrão nessas tiras, é prejudicial. E mesmo os mais qualificados sacerdotes – como os ojé atokun, que invocam, guiam e zelam por um ou mais Eguns – desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixã.

Os Egum-Agbá (ancião), também chamados de Babá-Egum (pai), são Eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. Os Apaaraká são Eguns mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses Eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.

O eku dos Babá são divididos em três partes: o abalá, que é uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor; o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos; e o banté, que é uma tira de pano especial presa no kafô e individualmente decorada e que identifica o Babá.

O banté, que foi previamente preparado e impregnado de axé (força, poder, energia transmissível e acumulável), é usado pelo Babá quando está falando e abençoando os fiéis. Ele sacode na direção da pessoa e esta faz gestos com as mãos que simulam o ato de pegar algo, no caso o axé, e incorporá-lo. Ao contrário do toque na roupa, este ato é altamente benéfico. Na Nigéria, os Agbá-Egum portam o mesmo tipo de roupa, mas com alguns apetrechos adicionais: uns usam sobre o alabá mascaras esculpidas em madeira chamadas erê egungum; outros, entre os alabá e o kafô, usam peles de animais; alguns Babá carregam na mão o opá iku e, às vezes, o ixã. Nestes casos, a ira dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos.

Existem várias qualificações de Egum, como Babá e Apaaraká, conforme sus ritos, e entre os Agbá, conforme suas roupas, paramentos e maneira de se comportarem. As classificações, em verdade, são extensas.

Nas festas de Egungum, em Itaparica, o salão público não tem janelas, e, logo após os fiéis entrarem, a porta principal é fechada e somente aberta no final da cerimônia, quando o dia já está clareando. Os Eguns entram no salão através de uma porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo.

Os ancestrais são invocados e eles rondam os espaços físicos do terreiro. Vários amuxã (iniciados que portam o ixã) funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos ojés saiam do espaço delimitado e invadam as redondezas não protegidas.

Os Eguns são invocados numa outra construção sacra, perto mas separada do grande salão, chamada de ilê awo (casa do segredo), na Bahia, e igbo igbalé (bosque da floresta), na Nigéria. O ilê awo é dividido em uma ante-sala, onde somente os ojé podem entrar, e o lèsànyin ou ojê agbá entram.

Balé é o local onde estão os idiegungum, os assentamentos – estes são elementos litúrgicos que, associados, individualizam e identificam o Egum ali cultuado – , e o ojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra, rodeado por vários ixã, os quais, de pé, delimitam o local.

Nos ojubô são colocadas oferendas de alimentos e sacrifícios de animais para o Egum a ser cultuado ou invocado. No ilê awo também está o assentamento da divindade Oyá na qualidade de Igbalé, ou seja, Oyá Igbalé – a única divindade feminina venerada e cultuada, simultaneamente, pelos adeptos e pelos próprios Eguns.

No balé os ojê atokun vão invocar o Egum escolhido diretamente no assentamento, e é neste local que o awo (segredo) – o poder e o axé de Egum – nasce através do conjunto ojê-ixã/idi-ojubô. A roupa é preenchida e Egum se torna visível aos olhos humanos.

Após saírem do ilê awo, os Eguns são conduzidos pelos amuxã até a porta secundária do salão, entrando no local onde os fiéis os esperam, causando espanto e admiração, pois eles ali chegaram levados pelas vozes dos ojê, pelo som dos amuxã, brandindo os ixã pelo chão e aos gritos de saudação e repiques dos tambores dos alabê (tocadores e cantadores de Egum). O clima é realmente perfeito.

O espaço físico do salão é dividido entre sacro e profano. O sacro é a parte onde estão os tambores e seus alabê e várias cadeiras especiais previamente preparadas e escolhidas, nas quais os Eguns, após dançarem e cantarem, descansam por alguns momentos na companhia dos outros, sentados ou andando, mas sempre unidos, o maior tempo possível, com sua comunidade. Este é o objetivo principal do culto: unir os vivos com os mortos.

Nesta parte sacra, mulheres não podem entrar nem tocar nas cadeiras, pois o culto é totalmente restrito aos homens. Mas existem raras e privilegiadas mulheres que são exceção, como se fosse a própria Oyá; elas são geralmente iniciadas no culto dos orixás e possuem simultaneamente oiê (posto e cargo hierárquico) no culto de Egum – estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis. São estas mulheres que zelam pelo culto, fora dos mistérios, confeccionando as roupas, mantendo a ordem no salão, respondendo a todos os cânticos ou puxando alguns especiais, que somente elas têm o direito de cantar para os Babá. Antes de iniciar os rituais para Egum, elas fazem uma roda para dançar e cantar em louvor aos orixás; após esta saudação elas permanecem sentadas junto com as outras mulheres. Elas funcionam como elo de ligação entre os atokun e os Eguns ao transmitir suas mensagens aos fiéis. Elas conhecem todos os Babá, seu jeito e suas manias, e sabem como agradá-los.

Este espaço sagrado é o mundo do Egum nos momentos de encontro com seus descendentes. Assistência está separada deste mundo pelos ixã que os amuxã colocam estrategicamente no chão, fazendo assim uma divisão simbólica e ritual dos espaços, separando a “morte” da “vida”. É através do ixã que se evita o contato com o Egun: ele respeita totalmente o preceito, é o instrumento que o invoca e o controla. às vezes, os mariwo são obrigados a segurar o Egum com o ixã no seu peito, tal é a volúpia e a tendência natural de ele tentar ir ao encontro dos vivos, sendo preciso, vez ou outra, o próprio atokun ter de intervir rápida e rispidamente, pois é o ojê que por ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito.

O espaço profano é dividido em dois lados: à esquerda ficam as mulheres e crianças e à direita, os homens. Após Babá entrar no salão, ele começa a cantar seus cânticos preferidos, porque cada Egum em vida pertencia a um determinado orixá. Como diz a religião, toda pessoa tem seu próprio orixá e esta característica é mantida pelo Egum. Por exemplo: se alguém em vida pertencia a Xangô, quando morto e vindo com Egum, ele terá em suas vestes as características de Xangô, puxando pelas cores vermelha e branca. Portará um oxê (machado de lâmina dupla), que é sua insígnia; pedirá aos alabês que toquem o alujá, que também é o ritmo preferido de Xangô, e dançará ao som dos tambores e das palmas entusiastas e excitantemente marcadas pelo oiê femininos, que também responderão aos cânticos e exigirão a mesma animação das outras pessoas ali presentes.

Babá também dançará e cantará suas próprias músicas, após ter louvado a todos e ser bastante reverenciado. Ele conversará com os fiéis, falará em um possível iorubá arcaico e seu atokun funcionará como tradutor. Babá-Egum começará perguntando pelos seus fiéis mais freqüentes, principalmente pelos oiê femininos; depois, pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez. Babá estará orientando, abençoando e punindo, se necessário, fazendo o papél de um verdadeiro pai, presente entre seus descendentes para aconselhá-los e protegê-los, mantendo assim a moral disciplina comum às suas comunidades, funcionando como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas.

Finalizando a conversa com os fiéis e já tendo visto seus filhos, Babá-Egum parte, a festa termina e a porta principal é aberta: o dia já amanheceu. Babá partiu, mas continuará protegendo e abençoando os que foram vê-lo.

Esta é uma breve descrição de Egungum, de uma festa e de sua sociedade, não detalhada, mas o suficiente para um primeiro e simples contato com este importante lado da religião. E também para se compreender a morte e a vida através das ancestralidades cultuadas nessas comunidades de Itaparica, como um reflexo da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria.

CANDOMBLÉ DA NAÇÃO NAGÔ

MANIFESTAÇÕES DE ORIGEM JEJE-NAGÔCANDOMBLÉ KETU-NAGÔO candomblé de nação Ketu, classificado pelos estudiosos como Jeje-nagô, é de certa maneira o modelo adotado pelos candomblés das demais nações. É possível que como correr do tempo e dada a dinâmica própria do fato cultural, outras formas de candomblé, sobretudo o Jeje seja assimilado pelo candomblé de nação Ketu. Há um certo movimento dos sacerdotes de nação angola na direção de uma retomada dos fundamentos de origem banto, sobretudo a língua ritual, procurando um renascimento do esplendor de outrora dos candomblés de origem banto.A primeira casa de Candomblé Ketu-Nagô foi fundada em Salvador na Bahia, ainda no século passado. Contam que três mulheres, ex-escravas, que pertenciam ao reino de Ketu, onde ocupavam posição de destaque na corte antes de serem transformadas em escravas, foram suas fundadoras. Essas três valorosas mulheres fundaram essa casa de Candomblé, ao lado da Igreja da Barroquinha, no centro da cidade de Salvador. Depois de várias mudanças, estabeleceu-se num bairro chamado Engenho Velho, onde permanece, por isso é conhecido como Candomblé do Engenho Velho, ou Casa Branca do Engenho Velho. É uma casa antiga e venerável, cuja mãe de Santo, atualmente, é uma velha Yalorixá da Oxum, chamada carinhosamente por todos de Mãe Tatá.

São oriundas do Engenho Velho, duas outras casas importantes. Era filha-de-Santo do Engenho Velho, uma senhora de Xangô, por nome Eugênia Ana dos Santos, que ao completar seu tempo de iniciação deixa o Engenho Velho, e funda o Candomblé do Axé Opô Afonjá. A outra casa importante que saiu de lá, foi o Candomblé do Gantois, cuja mãe-de- Santo atual é mãe Cleusa de Nanã, filha carnal da famosa Mãe Menininha do Gantois. Estes dois candomblés que foram fundados a partir do Engenho Velho, são, junto com o Engenho Velho, as três casas de Candomblé mais antigas do Brasil, e todas as casas de Candomblé Ketu, de uma forma ou de outra tem sua origem aí.

Há uma outra casa também nagô-ketu, que teria sido fundada por uma outra dignitária africana, cuja herdeira, Olga de Alaketu é mãe de santo dos principais políticos brasileiros. Essa casa fica em Brotas de Matutu, e segundo uma inscrição na parede do barracão, foi fundada em 1631.

Além das casas fundadoras de Candomblé de nação Ketu, há também as casas fundadoras de outras nações, como o Bate-Folhas de nação Angola, e o Bogum, de nação Jeje.

No Candomblé de nação ketu, chamado Ketu-nagô, a língua utilizada para o ritual é o Yorubá, língua até hoje falada na África, pelo povo da região de Yorubá. Ketu é o nome de uma cidade, ainda hoje importante, localizada no Benin, antigo Daomé, vizinho da Nigéria. Chama-se candomblé de ketu, pois grande parte da população de origem africana, na Bahia, que fundou o candomblé, era proveniente dessa região da África. (TRINDADE:1995)

Os estudiosos, inclusive um francês, babalawô do Ilê Axé Opô Afonjá, chamado Pierre Verger, fez várias viagens à África, onde pode observar e constatar a semelhança dos rituais, cantigas, uso de folhas, assentamentos, entre as nossas práticas religiosas aqui no Brasil e no continente africano. O candomblé de nação Ketu talvez seja o que mantém os rituais mais próximos das raízes africanas, pois o intercâmbio entre o Brasil e a África dos Yorubás foi sempre muito constante, não só no tempo da escravidão, mas até hoje, pessoas do Brasil tem ido à África para apurar conhecimentos a respeito da religião

2. Cultos diversos
Na região dos Nagôs pratica-se o culto aos Orixás, e no Brasil os africanos criaram o Candomblé de nação Ketu, ou Ijexá, assim como o Batuque no extremo sul do Brasil e o Xangô na região Nordeste. Na região centro-sul africana, pratica-se o culto aos Inkices e antepassados, e no Brasil esses africanos criaram o Candomblé de Angola e a Umbanda, assim como entre os Jejes pratica-se o culto aos Voduns, e no Brasil criou-se a Casa das Minas, no Maranhão e os Candomblés Jejes, na Bahia e no Rio de Janeiro, assim como o Tambor de Minas, também no Maranhão.

A língua ritual das casas de Ketu e Ijexá é o Yorubá e lá se cultuam os Orixás, enquanto nas casas de Angola e Congo falam o Kibundo e o Kikongo e cultuam os Inkices e os antepassados, na figura dos Caboclos. Nas casas de origem Jeje a língua ritual é o Jeje e cultuam-se os Voduns.

Há muitas práticas no Candomblé que são a mistura de várias nações africanas, assim como, há práticas que são o resultado da mescla de elementos da África com elementos do Catolicismo, como há outras que os africanos aprenderam com os indígenas. Sendo assim, não podemos dizer que o Candomblé ou a Umbanda sejam religiões africanas, e sim religiões brasileiras de matriz africana, com muitas contribuições do catolicismo e da religião dos indígenas brasileiros.

Por isso, roupas, adereços, comidas, paramentos dos deuses, não são iguais os dos africanos, porque foram adaptados e recriados no Brasil, com base nas informações que os africanos traziam. A roupa de baiana que as mulheres usam no Candomblé não existe na África, mas é uma mistura de roupa africana com a roupa que as escravas e senhoras usavam no tempo da escravidão. O torso é uma herança africana, vinda dos árabes, que viveram na África como dominadores durante muito tempo, deixando um legado cultural muito expressivo. Os paramentos, as roupas, a indumentária dos Orixás, Inkices e Voduns possuem elementos que são africanos e elementos que foram criados no Brasil, assim como todas as outras atividades das religiões afro-brasileiras. Comidas, bebidas, frutos, foram adaptados de acordo com as possibilidades do Brasil, pois muitas frutas e folhas africanas não foram encontradas, obrigando os sacerdotes a fazerem um adaptação.

Os estudiosos tem segmentado as religiões de matriz africana em dois grandes blocos, o Jeje-nagô, que englobaria todas as manifestações de origem sudanesa e o Congo-Angola, que conteria os elementos de cultura banto.

4.1. CANDOMBLÉ KETU-NAGÔ
O candomblé de nação Ketu, classificado pelos estudiosos como Jeje-nagô, é de certa maneira o modelo adotado pelos candomblés das demais nações. É possível que como correr do tempo e dada a dinâmica própria do fato cultural, outras formas de candomblé, sobretudo o Jeje seja assimilado pelo candomblé de nação Ketu. Há um certo movimento dos sacerdotes de nação angola na direção de uma retomada dos fundamentos de origem banto, sobretudo a língua ritual, procurando um renascimento do esplendor de outrora dos candomblés de origem banto.

A primeira casa de Candomblé Ketu-Nagô foi fundada em Salvador na Bahia, ainda no século passado. Contam que três mulheres, ex-escravas, que pertenciam ao reino de Ketu, onde ocupavam posição de destaque na corte antes de serem transformadas em escravas, foram suas fundadoras. Essas três valorosas mulheres fundaram essa casa de Candomblé, ao lado da Igreja da Barroquinha, no centro da cidade de Salvador. Depois de várias mudanças, estabeleceu-se num bairro chamado Engenho Velho, onde permanece, por isso é conhecido como Candomblé do Engenho Velho, ou Casa Branca do Engenho Velho. É uma casa antiga e venerável, cuja mãe de Santo, atualmente, é uma velha Yalorixá da Oxum, chamada carinhosamente por todos de Mãe Tatá.

São oriundas do Engenho Velho, duas outras casas importantes. Era filha-de-Santo do Engenho Velho, uma senhora de Xangô, por nome Eugênia Ana dos Santos, que ao completar seu tempo de iniciação deixa o Engenho Velho, e funda o Candomblé do Axé Opô Afonjá. A outra casa importante que saiu de lá, foi o Candomblé do Gantois, cuja mãe-de- Santo atual é mãe Cleusa de Nanã, filha carnal da famosa Mãe Menininha do Gantois. Estes dois candomblés que foram fundados a partir do Engenho Velho, são, junto com o Engenho Velho, as três casas de Candomblé mais antigas do Brasil, e todas as casas de Candomblé Ketu, de uma forma ou de outra tem sua origem aí.

Há uma outra casa também nagô-ketu, que teria sido fundada por uma outra dignitária africana, cuja herdeira, Olga de Alaketu é mãe de santo dos principais políticos brasileiros. Essa casa fica em Brotas de Matutu, e segundo uma inscrição na parede do barracão, foi fundada em 1631.

Além das casas fundadoras de Candomblé de nação Ketu, há também as casas fundadoras de outras nações, como o Bate-Folhas de nação Angola, e o Bogum, de nação Jeje.

No Candomblé de nação ketu, chamado Ketu-nagô, a língua utilizada para o ritual é o Yorubá, língua até hoje falada na África, pelo povo da região de Yorubá. Ketu é o nome de uma cidade, ainda hoje importante, localizada no Benin, antigo Daomé, vizinho da Nigéria. Chama-se candomblé de ketu, pois grande parte da população de origem africana, na Bahia, que fundou o candomblé, era proveniente dessa região da África. (TRINDADE:1995)

Os estudiosos, inclusive um francês, babalawô do Ilê Axé Opô Afonjá, chamado Pierre Verger, fez várias viagens à África, onde pode observar e constatar a semelhança dos rituais, cantigas, uso de folhas, assentamentos, entre as nossas práticas religiosas aqui no Brasil e no continente africano. O candomblé de nação Ketu talvez seja o que mantém os rituais mais próximos das raízes africanas, pois o intercâmbio entre o Brasil e a África dos Yorubás foi sempre muito constante, não só no tempo da escravidão, mas até hoje, pessoas do Brasil tem ido à África para apurar conhecimentos a respeito da religião.

4.2 XANGÔ DE PERNAMBUCO
O Xangô de Pernambuco é uma variante Jeje-nagô, pois assemelha-se muito ao Candomblé baiano, tanto nos rituais privados (iniciação, feitura, bori, ebós, etc.) quanto nos rituais públicos, com a diferença que nos rituais públicos, quando os orixás vem dançar incorporados nos filhos-de-santo, são paramentados luxuosamente, enquanto no Xangô pernambucano, o filho continua vestido com a mesma roupa. Os Xangôs tanto de Pernambuco, quanto dos outros estados nordestinos limítrofes a Pernambuco sofreram uma brutal perseguição policial a tal ponto de se criar em Alagoas um outros ramo, o Xangô rezado-baixo , quando nos rituais não se usavam os atabaques e a raspagem da cabeça do fiel não se fazia mais para fugir à arbitrariedade policial. O Pai-de-santo Adão Ventura talvez tenha sido, senão o fundador do Xangô, uma de suas figuras mais ilustres. (PRANDI: 1987 )

Roger Bastide ao percorrer o Rio Grande do Sul em suas andanças pelo Brasil africano (BASTIDE:1974) registra suas primeiras impressões sobre o Batuque Gaúcho, dando-o como herdeiro do Xangô pernambucano. Realmente, o Batuque gaucho, segundo Norton Correa (CORREA: 1992 ) que melhor pesquisou o fenômeno, tem muitos pontos em comum com o Xangô. No entanto, uma outra pesquisadora Maria Helena Nunes da Silva apresentou durante o V Congresso Afro-brasileiro, em Salvador-1997, a tese de que o batuque, ou um de seus lados ou nações teria origem em Porto Alegre, a partir da vinda de um príncipe africano, Príncipe Custódio que ali viveu durante largos anos às expensas do governo inglês, nas últimas décadas do século XIX e nas primeiras do século XX.

Tal como o Xangô de Pernambuco, o Batuque gaùcho cultua os mesmos orixás dos yorubás com leve diferença de nomenclatura. As cerimônias são mais ou menos semelhantes, não havendo no entanto a raspagem de cabeça. O tempo de feitura de Santo, que nos Candomblés de origem nagô demora, com exceção do Gantois, 17 ou 21 dias, entre os batuqueiros, o aprontamento dura apenas 7 dias.

É importante destacarmos que o Batuque tem larga penetração na Argentina e no Uruguai e que há um forte contingente de Sacerdotes do Batuque gaúcho que fazem a viagem além fronteiras para iniciar filhos de santo e atender clientes nesses dois países limítrofes. Há casas de Batuque, na Itália, na Belgica, em Portugal e na Holanda. Além disso, tem-se registrado um crescimento acentuado do Batuque entre os descendentes de italianos e alemães, os primeiros de origem católica e os segundos de origem protestante, que fazem parte de destacada colônia no sul do Brasil.

4.4. CASA DAS MINAS DO MARANHÃO
As primeiras informações sobre a Casa das Minas do Maranhão nos foram dadas por Nunes Pereira (PEREIRA: ) que era filho de uma iniciada naquele ritual. Segundo Nunes Pereira, a casa das Minas era uma sociedade bastante fechada aos olhares estranhos, mantinha uma forte hierarquia e mantinha em seus postos chaves, figuras femininas. Seu panteão era composto de deuses daomedanos, chamados Voduns que se apresentavam, através da possessão, em famílias de deuses. Além do contacto com os Voduns, havia também um grupo de divindades intermediárias, entidades infantis do sexo feminino, denominadas Tobossis. Nunes Pereira pesquisou essa casa nos anos 30, quando a mesma era dirigida por Mãe Andressa.

Anos depois, novas informações são coletadas e analisadas por um outro pesquisador maranhense, Sérgio Ferretti (FERRETTI:1985) que aponta algumas diferenças entre o tempo de Mãe Andressa e o momento atual. Há poucas iniciações graças o rigor com que são tratadas as novas noviças. As Tobossi desapareceram pois perderam-se os fundamentos para preparar as Voduncis para recebê-las. A casa mantêm-se tal como nos outros tempos, cultuam-se ainda os Voduns, mas está bastante diferente do tempo de Mãe Andressa, pois perdeu parte do seu esplendor.

Os Voduns da Casa das Minas são figuras históricas do antigo reino do Daomé e foram inclusive reconhecidos pelos membros dessa antiga casa real. Durante a possessão, fumam cachimbo e falam com os participantes e visitantes e nada é feito sem sua expressa autorização.

Segundo Pierre Fatumbi Verger, essa casa teria sido fundada por uma rainha-mãe daomedana que anos depois retornaria ao Daomé, levada por seu filho, quando este recuperou o trono e encetou intensa busca entre o Brasil e o Haiti, seguindo a rota dos mercadores de escravos, encontrando-a no Maranhão.

5.1. CANDOMBLÉ DE ANGOLA
Os Candomblés de Angola também tem sua casa-mãe na Bahia, uma casa fundada no início do século, chamada de Candomblé do Bate-Folhas cujo fundador, Bernardino da Paixão, era filho da legendária Maria Nenén, feiticeira famosa e que celebrizou-se por desafiar o delegado Pedro Gordilho, implacável perseguidor dos Candomblés, nos anos 20 e 30 do nosso século. (AMADO: 1967)

O Bate-Folhas de acordo com muitas referências, é uma casa muito antiga, ao lado do Candomblé de Ciríaco do Tumba-Junçara, outra casa-mãe dos Candomblés de Angola que também deu origem a inúmeros candomblés dessa nação por todo o Brasil. (CARNEIRO: 1974 )

Outra casa de Angola muito antiga e muito famosa foi a Casa de Joãozinho da Goméia, que primeiro na Bahia, depois no Rio de Janeiro, ficou nacionalmente conhecido e até hoje, muitas das casas de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso, são do axé da Goméia. (AMADO:1967)

Edison Carneiro ainda arrola o Viva-Deus, cuja mãe de Santo, Mãe Silvana teria sido a responsável pela morte de Rui Barbosa, através de trabalhos mágicos. (CARNEIRO:1974)

Digno de registro é o fato de que nas regiões sul e sudeste, com exceção do Rio Grande do Sul, onde predomina o Batuque, o grosso dos candomblés se reconhecem como de nação angola, com forte influência do candomblé Jeje-nagô, como o nome dos orixás, algumas práticas rituais, mas mantêm-se fiéis à língua ritual e a relação com os antepassados na figura dos caboclos, que chega em muitos casos a ser o esteio da casa de Angola.

Também não há mais registro de casas que sigam um ritual de nação Congo, pois o próprio Bate-Folhas que foi o fundador desta nação, modernamente se auto-denomina como casa de Nação Angola.

As casas do complexo Congo-Angola cultuam um Inkice que não possui correspondente no panteão iorubano que é o Kindembo, ou Tempo. É uma divindade ligada ao tempo metereológico e cronológico e difere completamente das demais divindades, seja no terreno das oferendas, ou rituais públicos e privados. (ADOLFO:1996)

É a mais sincrética das formas religiosas neo-africanas. Roger Bastide assinala sua presença no Rio de Janeiro na década de 40 do século 20, mas sabemos, através de informantes e da literatura dos próprios umbandistas que a mesma surgiu no início do século XX como culto organizado, substituindo os antigos centros de feitiçaria, a famosa Cabula dos negros Bantos. João do Rio, um repórter carioca do início do século, apesar de seu evidente preconceito, nos legou preciosas informações sobre a presença banta no Rio de Janeiro, e outros historiadores e estudiosos situam formas religiosas que podem ser considerados o embrião do Umbanda, ainda no século XVII.

A Umbanda estende-se por todo o território brasileiro e vai ganhando terreno nos países limítrofes ao Brasil, principalmente na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. É uma forma religiosa com capacidade de abarcar quase todas as classes sociais, não exige, como o candomblé, uma longa iniciação, e tem-se mostrado sincrética o suficiente para atrair adeptos do catolicismo sem ferir seus (deles) princípios básicos.

Sua teogonia e teologia estrutura-se sobre o princípio do transe e da possessão, e se do espiritismo herdou o processo da comunicação com os mortos e espíritos bons e sofredores, da herança africana tomou os orixás nagôs, e deu-lhes uma vestimenta cristã, aproximando-os dos santos católicos, não apenas em seus atributos divinos, como fizeram as outras religiões afro, mas desvestiu-os do caráter de forças da natureza, revestindo-os de uma moral cristã piedosa. Para o Umbandista, o santo católico, nada mais é que uma reencarnação do orixá num determinado momento da história da humanidade ocidental.

Algumas correntes umbandistas mais esotéricas, não aceitam para a sua religião uma origem africana, por considerar a África um lugar bárbaro e atrasado e dão seu nascedouro na Índia, berço da sabedoria esotérica.

O ponto fulcral da Umbanda está assentado no tripé Caboclos, entidades encantadas da América pré-colombiana, que podem se apresentar como Caboclos de pena e Boiadeiros, Pretos-velhos, que são antigos escravos mortos no Brasil, e nas Crianças, espíritos infantis e brincalhões. Na verdade, a Umbanda, como uma religião de origem banto, tem seu paradigma no culto aos antepassados, por isso o culto aos Caboclos e Pretos-velhos, sendo que os primeiros representam o antepassado americano e os segundos, os antepassados africanos. A criança, espírito que no transe se comporta como uma criança de pouca idade, é o futuro, perpetuação da ancestralidade.

Podemos traçar um arco em cujas extremidades encontram-se, de um lado, o Umbandomblé, ou Umbanda traçada, onde se executam matanças de animais como sacrifício votivo, usam-se atabaques como instrumento para chamar os deuses e outras práticas de origem africana, e na outra extremidade, vamos encontrar uma Umbanda que nega suas origens africanas, batiza seus médiuns, à maneira católica, não sacrifica mais animais, usa preces cristãs para as suas cerimônias e mais recentemente adotou os gnomos, cores e vibrações das magias européias, nos seus rituais e práticas litúrgicas Em alguns congás, altares umbandistas, encontram-se estatuetas de Buda, significativamente apontando na direção de um novo sincretismo. A Umbanda é possuidora de um dinamismo ímpar, pois como uma religião criada no seio da população mais pobre e carente, está sempre pronta a amoldar-se às necessidades de seus fiéis.

Tal como o Batuque, a Umbanda tem templos espalhados por vários países da América do Sul, em Portugal, onde recebe o nome de Omolocô e também na França.

A quimbanda também é de origem banto, fazendo parte do complexo congo-angola. A origem do nome é da língua banto kibundo e significa curandeiro, adivinho, aquele que tem o poder de lidar com os espíritos bons e ruins. No Brasil, o termo tomou outra semântica e passou a significar aquela parte do culto da umbanda que trabalha esclusivamente com os Exus e outros espíritos considerados trevosos, já por influência kardecista, como vimos acontecer na Umbanda. Não sabemos da existência de nenhum templo de Qimbanda pura, mas todo templo de Umbanda traçada, ou da Umbanda mais africanizada, tem seus momentos de pura Quimbanda. Há um ditado na Umbanda que diz: Umbanda sem Quimbanda não existe. Nas cerimônias de Quimbanda, só entram em transe médiuns que recebem Exu, Pomba-Gira (Exu mulher) ou espíritos de Preto-Velho, ou Caboclo ligados de alguma forma aos Exus. É abundante o uso de pólvora, cigarrros e charutos, assim como o sacrifício de animais, principalmente os de cores pretas. Segundo os próprios Umbandistas, há malefícios ou feitiços que só podem ser desmanchados por uma espírito de Quimbanda, onde como Caboclos, aparecem figuras da história não oficial brasileira, como os famosos bandidos de várias épocas, prostitutas famosas, ciganos e escravos rebelados. A quimbanda dá conta de uma sociedade marginalizada e conta uma história não oficializada.

. O caboclo na Umbanda e no Candomblé de Angola
No Brasil, o termo caboclo, inicialmente, designava o elemento oriundo do cruzamento de índio com europeu. Modernamente, o termo tomou outra abrangência, e passou a designar, de um certo modo, toda e qualquer realização brasileira, passando a ser um adjetivo de brasilidade. Em algumas regiões, e a nível popular, caboclo significa o homem do campo, analfabeto, atrasado, ignorante. Os imigrantes, italianos, ou alemães, na região Sul, usam o termo caboclo no sentido pejorativo, como definidor do caráter brasileiro, de acomodação, pobreza e preguiça.

É na Umbanda e no Candomblé de rito Angola (complexo Jeje-nagô) que vamos encontrar a figura do Caboclo, com o sentido de elemento genuínamente brasileiro, uma entidade com larga penetração nas massa populares, desempenhando o papel de conselheiro espiritual, além de curador e auxiliador nos problemas do cotidiano.

Há duas espécies principais de Caboclos. O Caboclo de Pena, que se apresenta com nomes indígenas e paramenta-se como tal, e há os Caboclos boiadeiros, que se apresentam como antigos vaqueiros do sertão, tangedores de gado, valentes e bravios, vestidos de roupas de couro, botas, chapéus de abas largas.

A sociedade brasileira, dada sua formação étnica, tem o índio como um dos elementos basilares e tem, ideologicamente, convivido mal com essa herança. Como outros países colonizados, o Brasil também encontra muitas dificuldades em conviver com sua própria identidade mestiça, sendo o ideal de cultura para o brasileiro médio de todos os tempos a aproximação com os países metropolitanos, no intuito de abeberar-se inteiramente da cultura desses povos, considerados mais civilizados, mais puros etnicamente, e consequentemente mais preparados para enfrentar o futuro.

A formação da sociedade brasileira, etnicamente, se dá a partir de três grupos distintos: o português conquistador, o índio, autoctóne da terra, e o africano, introduzido na América como escravo. Durante todo o período colonial, dadas as condições históricas peculiares, houve uma larga e forte mestiçagem entre os três grupos, sendo que os portugueses sempre representaram minoria, constituída principalmente de homens. No século XVIII, com uma sociedade colonial já melhor estruturada, com colonos abastados e famílias constituídas, surge a necessidade de serem reconhecidos como tal por parte da coroa portuguesa. Os homens de bem da colônia reclamam para si títulos de nobreza, que em Portugal, só eram concedidos às famílias de sangue real. Os homens de bem no Brasil, não só não possuíam tal sangue, mas o sangue que corria em suas veias, era o sangue misturado dos negros e dos índios. O artifício ideológico de que lançaram mão foi o de transformarem seus antepassados indígenas em antigos nobres de sangue real indígena, posicionando no topo das suas árvores genealógicas, uma princesa indígena, filha de um chefe índio, de um cacique, portanto, de um rei. Dessa maneira, resolvia-se o problema da realeza, que não possuíam, e escondiam através de tal estratagema, o sangue negro, considerado mancha pela coroa portuguesa. (CÃNDIDO: 1972) Esta prática, ainda funciona no Brasil, pois os mestiços sentem-se orgulhosas por possuírem sangue índio, mas recusam-se a se considerarem descendentes de africanos, não importando, nesse caso, a cor da pele.

Entre os povos bantos a estrutura religiosa assenta-se no culto aos antepassados, sendo que entre os yorubás, o grupo que deu feição a uma das vertentes religiosas mais importantes no Brasil, há um orixá, ONILÊ, que é o senhor da terra. Sendo o índio, plasmado em herói, nos fins dos século XVIII e princípios do século XIX, e havendo essa tendência natural dos povos africanos, em relação ao antepassado e ao dono da terra, a adaptação e criação de um culto, que assimilasse as práticas indígenas, como a pajelança, desse sentido as necessidades espirituais africanas, na figura de um ancestral, no caso banto, e que refizesse o papel de ONILÊ, no caso sudanês.

O caboclo, como entidade espiritual, começa a aparecer nos terreiros de Macumba do Rio de Janeiro, no início do século XX, época em que Edson Carneiro também registra os primeiros Candomblés de Caboclo, na Bahia. No Candomblé de rito angola, o Caboclo apresenta-se como intermediário do Orixá, como porta-voz do mesmo, pois como o Orixá não fala, o caboclo fala por ele, dá conselhos, traz mensagens e ordens aos filhos-de-santo. Além dessas atribuições, essa entidade receita trabalhos de magia com a intenção de resolver as agruras do cotidiano dos fiéis. No Candomblé de rito angola, os caboclos se apresentam geralmente como boiadeiros, raramente como índios, e como tal se vestem e se paramentam, tendo também uma linguagem característica dos homens daquela lida e daquela região. Seus nomes são Sêo Chico, Sêo Zé, Pedro Boiadeiro, João retireiro, etc. Poucos são os índios encontrados nos terreiros de angola, e seus nomes estão também ligados aos nomes supostamente indígenas, geralmente os mesmos nomes usados pelos poetas e romancistas da escola romântica brasileira. Usam cocares de pena, assim como tangas, arco e flexa, e fumam charuto. A bebida preferida dos boiadeiros é a cerveja, e dos caboclos de pena é a jurema, beberagem feita com vinho branco e casca de uma árvore, a juremeira, além de outros temperos, como cravo e canela.

Na Umbanda, o caboclo tornou-se um dos vértices do triângulo, pois a Umbanda estrutura-se teologicamente nos Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças. O caboclo aí apresenta-se sob várias modalidades: Caboclos de pena, boiadeiros, baianos, marinheiros, ciganos, e outros de menor importância. Diferentemente do que acontece no Candomblé de angola, o caboclo na Umbanda é uma entidade, que, apesar de ligada a um orixá, trabalha independentemente deste, pois não é seu emissário direto como no Candomblé. Não é porta-voz do Orixá, tampouco traz recados ou recomendações do mesmo. Sua autonomia é de tal monta, que há filhos-de-santo de Umbanda, que se dizem filhos de Caboclo. Os caboclos de pena, os índios, usam às vezes um cocar colorido, às vezes nem isso, dependendo do grau de assimilação do terreiro ao catolicismo, fumam charuto, bebem vinho branco, falam um português arrevessado como se fossem índios, dão gritos como se estivessem na selva, e são especialistas em expulsar as doenças do corpo dos homens, através de baforadas de fumaça e de gestos com as mãos em torno do corpo do consulente. Seus nomes evocam tribos ou guerreiros já nomeados no romantismo, como por exemplo, Caboclo Tupinambá, Caboclo Tapuia, Cabocla Jurema, Cabocla Iracema, Cacique Pena Branca, Cacique Sete Flexas, e outros mais. Na Umbanda, há a presença de Caboclas, o que não acontece no Candomblé de rito Angola, onde não se cultuam entidades caboclas do sexo feminino.

Os demais caboclos, boiadeiros e baianos, falam o portuguuês com um forte acento regional nordestino, bebem, os primeiros cerveja, e os outros, aguardente de cana de açúcar com leite de coco, fumam cigarros de palha e são muito zombeteiros, engraçados, brigões, mulherengos e feiticeiros. São muito requisitados para desmanchar feitiços, arrumar marido para as solteironas, enviar malefícios para os outros. Os marinheiros chegam sempre mareados, cambaleando de um lado para o outro, falando muitos palavrões, sempre se referindo ao mar e ao mundo do marujo. Não existem mulheres marinheiras, nem boiadeiras, algumas baianas. Nos terreiros menos assimilados, vestem-se de boiadeiros, roupas, botas e chapéu de couro, os baianos vestem-se como os cangaceiros do nordeste (grupos de homens armados que atravessavam o sertão nordestino pilhando e saqueando as populações, desafiando o poder centralizado, sendo o mais importante deles o bando de Lampião, cujo chefe, Lampião, foi morto em 1934 e hoje, ele e sua mulher Maria Bonita, apresentam-se como entidades nos terreiros de Umbanda ), e os marinheiros usam a roupa de marinheiro e bebem muita cachaça pura. Quanto aos ciganos, se apresentam como ciganos, e o maior número de entidades é constituído de mulheres, que falam um português meio espanholado, lêem a sorte dos consulentes, vestem-se como ciganas, muitas jóias e adereços, gostam de vinhos finos, tipo champagne, e são muito procuradas para resolver casos de magia amorosa.

Pomba GiraCantos e evocação
Aquelas entidades vêm ao terreiro incorporadas em seus médiuns através do transe mediúnico e são invocadas pelo toque dos tambores e dos cânticos rituais. Os cânticos são pequenos poemas de duas ou três estrofes, geralmente com um estribilho, formas poéticas populares com estrofes formadas de 4 ou 6 versos. O teor desses pequenos poemas é sempre relacionado à liberdade, à valentia, à beleza do selvagem, no caso do índio, a amplidão das matas e campos brasileiros e a eficácia dos seus trabalhos espirituais e da força espiritual que cada um possui. Cada entidade possui seus próprios poemas de invocação, que foram dados aos homens pelas próprias entidades na primeira vez que incorporaram naquele médium, e à medida que essas cantigas vão sendo entoadas, esses espíritos vão tomando conta de seus médiuns. Alguns, no caso dos caboclos de pena, possuem colares especiais, formados de sementes e às vezes de pequenas cascas, ou, pedaços de pena, couro, patas ou unhas de pequenos animais, que são portadas pelos médiuns, durante a possessão, ou mesmo no dia-a-dia como talismã protetor. Como alimento votivo, oferece-se ao Caboclo de pena, canjica ( milho amarelo) com coco cortado aos pedaços, vinho branco ou cachaça de cana com melado de cana, pedaços de fumo de corda, sempre debaixo de uma árvore frondosa, no meio de uma mata densa. Acompanha a oferenda, velas verdes, sempre em números ímpares, e um ou mais charutos acesos, de boa qualidade, junto com a caixa de fósforo só usada para aquela ocasião.

A figura do Caboclo, considerado o verdadeiro dono da terra, o ancestral por excelência entre os Bantos, ou o Onilê yorubá, é figura plasmada do encontro de três culturas, a portuguesa, a africana e a indígena. No Brasil contemporâneo e globalizado, a presença do Caboclo ainda é muito forte com larga penetração em todas as classes sociais, seja com entidade de Umbanda ou como entidade de Candomblé Banto.

Pomba GiraCantos e evocação
Aquelas entidades vêm ao terreiro incorporadas em seus médiuns através do transe mediúnico e são invocadas pelo toque dos tambores e dos cânticos rituais. Os cânticos são pequenos poemas de duas ou três estrofes, geralmente com um estribilho, formas poéticas populares com estrofes formadas de 4 ou 6 versos. O teor desses pequenos poemas é sempre relacionado à liberdade, à valentia, à beleza do selvagem, no caso do índio, a amplidão das matas e campos brasileiros e a eficácia dos seus trabalhos espirituais e da força espiritual que cada um possui. Cada entidade possui seus próprios poemas de invocação, que foram dados aos homens pelas próprias entidades na primeira vez que incorporaram naquele médium, e à medida que essas cantigas vão sendo entoadas, esses espíritos vão tomando conta de seus médiuns. Alguns, no caso dos caboclos de pena, possuem colares especiais, formados de sementes e às vezes de pequenas cascas, ou, pedaços de pena, couro, patas ou unhas de pequenos animais, que são portadas pelos médiuns, durante a possessão, ou mesmo no dia-a-dia como talismã protetor. Como alimento votivo, oferece-se ao Caboclo de pena, canjica ( milho amarelo) com coco cortado aos pedaços, vinho branco ou cachaça de cana com melado de cana, pedaços de fumo de corda, sempre debaixo de uma árvore frondosa, no meio de uma mata densa. Acompanha a oferenda, velas verdes, sempre em números ímpares, e um ou mais charutos acesos, de boa qualidade, junto com a caixa de fósforo só usada para aquela ocasião.

A figura do Caboclo, considerado o verdadeiro dono da terra, o ancestral por excelência entre os Bantos, ou o Onilê yorubá, é figura plasmada do encontro de três culturas, a portuguesa, a africana e a indígena. No Brasil contemporâneo e globalizado, a presença do Caboclo ainda é muito forte com larga penetração em todas as classes sociais, seja com entidade de Umbanda ou como entidade de Candomblé Banto.

Termos étnicos como nagôs, angolas, jejes, fulas, representavam identidades criadas pelo tráfico de escravo, onde cada termo continha um leque de tribos escravizadas de cada região.

Nagô – adj. Nome que se dá ao iorubano ou a todo negro da Costa dos Escravos que falava ou entendia o Ioruba. Migeod (The Langs, of West Afri. II, 360) assinala que nagô é nome dado, no Daomé, pelos franceses ao iorubano: do efé anagó.

Os portugueses construíram em 1498 o forte São Jorge da Mina, ou Feitoria da Mina, ou Mina, no Gana, um posto estratégico na rota dos europeus ao litoral da África Ocidental, onde os cativos eram mantidos à espera de transporte para o Novo Mundo.

O tratado de paz de 1657 assinado pela Rainha Nzinga Mbandi Ngola e a coroa portuguesa através da mediação do Papa Alexandre, encerrou a guerra no império do Congo e o tráfico escravista europeu na região.

No que se refere ao Brasil, o tráfico irá paulatinamente se deslocar em direção a chamadas costa da Mina, onde se localizava o Império do Daomé e o reino de Ardra, vinculados ao império Oyo – Ioruba ou Nagô, segundo (Verger) no final do século XVII e início do século XVIII entre os anos de 1681 a 1710 um grande número de embarcações carregadas de fumo foram para Costa da Mina e Angola.

O fumo (tabaco) da Bahia era muito apreciado pelos africanos. Esse fumo que era rejeitado pelos europeus que o achavam de má qualidade, era destinado aos traficantes de escravos e tornaria Salvador capital mundial do tráfico de escravos.

Introduzidas no Brasil com a escravidão, as culturas negras imprimiram, cada uma com suas peculiaridades e em diferentes graus, marcas profundas em quase toda a extensão da alma e do território brasileiro. E na Bahia essa presença – que se recria hoje em importantes instituições como as comunidades terreiro – é devida basicamente à cultura dos nagôs, que vinda da África Ocidental, foi entre o fim do século XVIII e o fim do século XIX, das últimas a serem escravizadas no Brasil.

Kètu, Egba, Egbado e Sabé são alguns dos segmentos nagôs que vieram para a Bahia provenientes da grande área iorubá que compreende sul e centro da atual República de Benim, ex-Daomé; parte da República do Togo: e todo sudoeste da Nigéria. E todos eles – com destaque para os Kètu contribuíram decisivamente para e implantação da cultura nagô naquele Estado, reconstituindo suas instituições e procurando adaptá-las ao novo meio, com o máximo de fidelidade aos padrões básicos de origem, fidelidade essa em parte facilitada pelo intenso comércio que se desenvolveu entre a Bahia e a costa ocidental da África durante todo o século XIX até os primeiros anos que se seguirem à Abolição.

Para entender o predomínio da etnia yorubá-nagô na Bahia é necessário recordar que, nas últimas décadas do tráfico negreiro, um enorme contingente de escravos dessa região foi trazido para Salvador. Nesse momento, os núcleos familiares também não foram tão desmembrados como no início da escravatura, permitindo uma maior manutenção da cultura e dos costumes.

Nos dizeres de Edson Carneiro, no clássico “Candomblés da Bahia”: “Os nagôs logo se constituíram numa espécie de elite e não encontraram dificuldade de impor à massa escrava a sua religião”. E complementa: “Quanto aos negros muçulmanos (malês), uma minoria entre as minorias, que poderiam ser êmulos(rivais) dos nagôs, pelo seu sectarismo, afastavam não só os escravos como toda a sociedade branca”. A própria Mãe Aninha Obá Biyi era filha de um casal de africanos da etnia grunci, os negros Aniyó e Azambiyó, mas fora iniciada no candomblé pelos nagôs da Casa Branca-Engenho Velho. A presença de Xangô, seu orixá, solidificou ainda mais as tradições iorubás em sua trajetória.

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Em 1875, Inês Joaquina da Costa (Ifá Tuniké), mais conhecida como Tia Inês, desembarcava em Pernambuco vinda da cidade de Egbá, na Nigéria. Em sua mínima bagagem como por intuição do que estaria por vir, trouxe sementes e materiais usados no culto a Yemonjá, orixá cultuado na sua região, e mais algumas divindades cultuadas no panteão yorubá.

Com o passar do tempo, ela se estabeleceu em Recife, no bairro de Água Fria, plantou as sementes das árvores sagradas, a exemplo da gameleira e do Baobá. E assim foi nascendo o Sítio de Tia Inês e uma forma de culto conhecida como Nagô Egbá, tendo sua casa matriz o próprio Sítio de Tia Inês, que mais tarde seria conhecido, registrado e tombado como Terreiro Obá Ogunté, estendendo-se então como culto mais conhecido em Recife e sua região metropolitana e como reflexo presente na cultura pernambucana.

Após a morte da matriarca da nação Nagô Egbá, o Sítio de Tia Inês continuou aos cuidados de seus filhos adotivos e assim a regência passou a ser de pai para filho, causando assim mais uma característica da nação: o patriarcado, como sendo a maneira mais comum de herança. O mais conhecido entre os regentes foi Felipe Sabino da Costa (Ope Watanan), conhecido como Pai Adão, sua figura se mostrou tão popular dentro do culto que a casa passou a ser popularmente conhecida até hoje como Sítio do Pai Adão.

Boa parte dos barracões, atualmente, é regida por zeladores, porém vale salientar que as casas mais tradicionais e mais respeitadas foram fundadas por mulheres.

Os papéis do homem e da mulher são bem fixos no culto, os homens ganharam mais espaço e sempre por trás dos zeladores estão elas, as “senhorinhas” zeladoras os acompanhando. Observando conversas entre zeladores percebo certo machismo e muitas zeladoras repelem esses conceitos, arregaçam as mangas e constroem seus barracões, sendo eles regidos por elas e sendo elas auxiliadas pelos seus ogãs e ebamis, mostrando que o futuro poderá refletir novamente o passado.

O Nagô Egbá se assemelha muito ao Ketu. É uma nação onde suas casas tradicionais mantêm as mesmas formas de culto e conceitos ensinados pelos seus antepassados, daí vem o por quê da quantidade de orixás cultuados, que citarei mais adiante, ser relativamente menor que a de outros cultos.

Como uma nação de origem yorubá, o Nagô Egbá comporta orixás, teorias e histórias mitológicas iguais ou muito próximas da nação Ketu. Além das pequenas diferenças em sua ritualística interna, a diferença mais clara está presente nas festas, nas formas como os orixás se manifestam e dançam durante os xirês. Os instrumentos principais mudam; no lugar do som mais agudo dos atabaques, está o som mais grave e compassado dos ilús. A sequência de orixás cantada durante a roda do xirê é a mesma em todas as casas e a das toadas geralmente também (provável herança da nossa casa matriz).

Os orixás homenageados em ritual aberto ao público, o toque, são em menor número do que na nação Ketu, como já foi mencionado. São basicamente treze orixás cantados na seguinte sequência: Exu, Ogum, Odé, Obaluayê, Oxumaré, Nanã, Ewá, Obá, Oxum, Yemonjá, Xangô, Oyá e Oxalá. Ossaim tem seu culto e é sempre lembrado e homenageado durante os rituais internos e orôs; Iroko segue lembrado e cultuado nos terreiros na forma da imensa gameleira. Sobre o orixá Logum Edé, não há registro no culto Nagô Egbá, nós não negamos sua existência, apenas não há registro histórico sobre o orixá dentro do culto. Porém, há uma peculiaridade em relação a alguns outros cultos: o culto à Orunmilá é muito conhecido e difundido na nação com suas inúmeras cantigas cantadas durante as saídas dos balaios para Oxum e as panelas de Yemonjá, além de ser também lembrado na cerimônia de Bori.

Houve um tempo, mais precisamente entre 1938 e 1948, em que os terreiros de Candomblé foram perseguidos, fechados e alguns até destruídos. Esse episódio ocorreu em diversas partes do país e não aconteceu diferente em Pernambuco. Muitos zeladores fecharam suas portas, abandonaram a religião, enquanto os que persistiram na sua fé faziam tudo á maneira mais escondida e disfarçada possível.

“Era 31 de dezembro de 1948 e a comunidade de Água Fria, na Zona Norte de Recife, se aprontava para um ritual que há muito não se via, nem ouvia, a não ser em lugares secretos. Naquela noite poderiam outra vez cultuar seus deuses com o consentimento das autoridades.

É claro que começou somente com o povo do terreiro do Sítio de Pai Adão. Os filhos e filhas de santo tocavam e dançavam ainda desconfiados; o batuque era discreto. Olhavam pelas janelas para ver se a polícia não apareceria para impedi-los, mais uma vez. As baianas usavam a saia branca do candomblé por cima de vestidos. Ficaria mais fácil de tirá-las caso os perseguidores chegassem de surpresa. Os que não acreditavam no que ouviam, aos poucos, iam se aproximando do salão do terreiro, onde acontecia um toque para Oxalá.

De repente, um grito ecoa no salão. Era o orixá Ogum, manifestado em França, filha de santo antiga da casa. Os ogãs perderam a timidez; soltaram os braços e o toque se animou; os fiéis passaram a cantar mais alto, os cânticos a Oxalá. E os orixás da casa passaram a “descer”. Mãe Joana Batista recebeu sua Iemanjá, e os demais médiuns passaram a entrar em transe e receber seus orixás. Com o passar dos dias, outros terreiros do Recife voltaram a praticar seus rituais de candomblé, livres da perseguição que durou dez anos. O fim do período marcado pelas constantes prisões de babalorixás e filhos de santo, e quebra-quebra da polícia quando encontrava imagens e símbolos africanos nas casas denunciadas, completa hoje sessenta anos.”

Esse episódio significou algumas perdas ao culto, perdas principalmente nos fundamentos de orixás recentemente inseridos ao culto durante aquela época, como Obaluayê, Nanã, Oxumaré, Ewá e Obá e que aos poucos iam sendo conhecidos pelos adeptos. E apenas os orixás mais conhecidos voltaram a ser cultuados, a exemplos: yemonjá, Oxum, Exu, Ogum, Xangô, Oyá e Odé. Com a inserção do ketu e do jeje-nagô em Pernambuco, a troca de informações fez e está fazendo, aos poucos, estes orixás que tiveram seus fundamentos perdidos voltarem a ser não apenas homenageados no xirê, mas também cultuados dentro da nação.

CANDOMBLÉ DA NAÇÃO JÊJE MARRÍ

Candomblé JejeCandomblé Jeje, é o candomblé que cultua os Voduns do Reino de Dahomey levados para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. Essas divindades são da rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Os vários grupos étnicos – como fon, ewe, fanti, ashanti, mina – ao chegarem no Brasil, eram chamados djedje (do yoruba ajeji, ‘estrangeiro, estranho’, designação que os yoruba, no Daomé atribuíam aos povos vizinhos,[1] Introduziram o seu culto em Salvador, Cachoeira e São Felix, na Bahia, em São Luís, no Maranhão, e, posteriormente, em vários outros estados do Brasil.Candomblé Jeje, é o candomblé que cultua os Voduns do Reino de Dahomey levados para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. Essas divindades são da rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Os vários grupos étnicos – como fon, ewe, fanti, ashanti, mina – ao chegarem no Brasil, eram chamados djedje (do yoruba ajeji, ‘estrangeiro, estranho’, designação que os yoruba, no Daomé atribuíam aos povos vizinhos,[1] Introduziram o seu culto em Salvador, Cachoeira e São Felix, na Bahia, em São Luís, no Maranhão, e, posteriormente, em vários outros estados do Brasil.Índice:
1. História
2. Voduns
3. Ritual
4. Hierarquia
5. Referências
6. Ver também
7. Ligações externas
Candomblé Jeje

(mudar foto)

Religiões afro-brasileiras

Princípios básicos

DeusKetu | Olorum | Orixás
Jeje | Mawu | Vodun
Bantu | Nzambi | Nkisi

Templos afro-brasileirosBabaçuê | Batuque | Cabula
Candomblé | Culto de Ifá
Culto aos Egungun | Quimbanda
Macumba | Omoloko
Tambor-de-Mina | Terecô | Umbanda
Xambá | Xangô do Nordeste
Sincretismo | Confraria

Literatura afro-brasileiraTerminologia
Sacerdotes
Hierarquia

Religiões semelhantesReligiões Africanas Santeria Palo Arará Lukumí Regla de Ocha Abakuá Obeah
1. História

Assim, como os Nagôs ou yorubas, os Jejes língua ewe, língua fon, língua mina e os fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam a África Ocidental hoje denominada de Nigéria,Gana, Benin e Togo. Sua entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.

A palavra djedje (jeje) recebeu uma conotação pejorativa, como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” (“Olhem, os jejes estão chegando!).

Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil ou Nação Jeje.
1. 1. Bahia

Dentre os daomeanos escravizados, uma mulher chamada Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi [pron. marri], foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou:

* um templo para Dan; Kwé Cejá Hundé, mais conhecido como a Roça do Ventura ou Pó Zehen [pó zerrêm] de Jeje Mahi, em Cachoeira e São Felix;
* um templo para Heviossô Zoogodo Bogun Male Hundô Terreiro do Bogum, em Salvador;
* um templo para Ajunsun, que não se sabe por que não foi efetivamente criado. Esse é o segmento Jeje Mahi do povo Fon.

O templo de Ajunsun-Sakpata foi criado mais tarde pela africana Gaiaku Satu, em Cachoeira e São Felix e recebeu o nome de Axé KPó Egi, mais conhecido por Cacunda de Yayá, que tem como sua representante a iyalorixá Maria de Lourdes Buana (Iyá Ominibu Kafae foobá), filha de Mãe Tança de Nanã (Jaoci), que era filha de Gaiaku Satu.

Dona Lourdes, tem roça em Salvador, no Bairro Cabrito, e também em Nilópolis, no Rio de Janeiro, funcionando com toda a força, apesar de seus quase 80 anos, e marcando sua tradição no Kwe Foobá, com diversos descendentes do Jeje Savalu. São os Jeje Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade de Savalu na África, segundo alguns historiadores, e foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores do Daomé. O dialeto dos savalus também é o Fon.

Na Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade, em Salvador, Amilton de Sogbo segue a luta pela preservação da tradição do Jeje Savalu, na condição de Doté, à frente do Kwe Vodun Zo (Templo do Vodun/Espírito do Fogo). Amilton é descendente espiritual da Cacunda de Yayá, onde teve o seu nascimento para zelar do Panteão Savaluno, pelas mãos de Jaoci Mãe Tança de Nanã.
1. 2. Maranhão

No Maranhão encontramos a Casa das Minas, fundada por Maria Jesuína, segundo informação de Sergio Ferretti. É com certeza a mais conhecida casa de jeje do Brasil. Esse é o segmento do povo Jeje Mina.

Ainda no Maranhão encontramos a Casa Fanti Ashanti fundada por Euclides Menezes Ferreira (Talabian). Esse é o segmento jeje Fanti-Ashanti do povo Akan vindo de Ghana, que inicialmente teria ligações com o Sítio de Pai Adão, da Nação Nagô-Egbá.
1. 3. Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o Terreiro do Kpodabá no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide São Martinho do Espírito Santo, também conhecida como Ontinha de Oiá (Oya Devodê), mais conhecida como Mejitó, que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha, e esse axé foi herdado por Glorinha Toqüeno, com terreiro no bairro de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. O Kpodabá é a casa matriz , mas deixou ramificações, como o Kwesinfá fundado em Agostinho Porto, por Natalina de Aziri (Ezintoede) tendo como herdeira Helena de Bessem que transferiu o axé para Parque Paulista, em Duque de Caxias, hoje Filha de Santo de Glorinha Tokuenu. Tendo ramificações do Axé em Brasilia, fundado pelo sacerdote Rui D’Osaguian filho de Natalina de Aziri. Em Manaus/Amazonas o kwensinfá teve sua ramificação através do Babalorixá Edmilson D´Oxossi, filho do sacerdote Rui D´Osaguian.

Depois veio Antonio Pinto de Oliveira. Tata Fomotinho que fundou o Kwe Ceja Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba.

Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomotinho no começo de sua vida de santo no Rio de Janeiro. Ele deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, Jorge de Iemanjá que fundou o Kwe Ceja Tessi, Pai Zézinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse e Amaro de Xangô.

Ressaltamos ainda, a importância do Jeje Mahi quanto ao Vodun Azunsun ou Ajunsun – Azônce Sakpatá. [Todos os Voduns, pertencentes ao panteão de Sakpatá, são da família Dambirá. Nesse panteão temos vários Voduns. O mais velho que se tem notícia é Toy Akossu, no transe, ele se mantém deitado na azan (esteira). Dizem os mais velhos, que Toy Akossu é o patrono dos cientistas, ele dá à eles inspirações para a descoberta das fórmulas mágicas que curarão as doenças e as pestes. Ele é a própria "doença e cura", como também um excelente conselheiro.]

Falando em Azunsun, temos também a casa de Etemim Caca d’azunsun em Nova Iguaçu/RJ Miguel Couto é Jeje também Mahi ou Mahin, filho de santo de Mãe Alda de Oyá, também de Cachoeira e São Félix/ Bahia. Caca d’azunssun tem em Nova Iguaçu duas roças e três baracões, assim sendo a roça de cima e a roça de baixo como são conhecidas. Na roça de cima toca Angola que é a sua navalha, e na roça de baixo, Jeje, separados o baracão do santo e de Exu. Também tem casa (Kwe) aberta em Florianópolis/SC, bem como costuma atender na Europa seus clientes e filhos de santo, tendo como base o nome do Vodun Azunssun acima de tudo e o Axé.

Andréia Camargo conhecida como Andreia de Montecatini tinha sua roça em Campo Grande no Rio de Janeiro. Foi iniciada por Alberto de Oxumare – Secigenan, na época seu avô de santo pai de sua Yatemi Cleia de Oba. Anos mais tarde tornou-se filha de Mae Dalva T’ Obaluae conhecida como dofonitinha, filha do Rei do Jeje no Brasil pai Zézinho da Boa Viagem. Mae Dalva tinha sua roça em Magalhaes Bastos. Anos após mãe Andréia fundou o asé Kwe Ceja Dan Gbèsèn na Italia na cidade de Montecatini motivo pelo qual vem sopranominada de Andréia de Montecatini.
1. 4. São Paulo

Pai Vavá de Bessém era da nação Jeje Savalu de Cachoeira de São Félix iniciado aos 3 anos como era comum na época, quando jovem foi para Salvador onde teve um terreiro de candomblé e viveu por muitos anos, depois foi morar no Rio de Janeiro e por último em São Paulo onde morou até morrer.
2. Voduns

Os Voduns no Jeje são basicamente os da Mitologia Ewe e Fon.

* Dangbé,O Dangbé é a serpente sagrada que representa o espírito de Vodum Dan.
* Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
* Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
* Loko, É o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o rungbe
* Gu, Vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
* Heviossô, Vodun que comanda os raios e relâmpagos.
* Sakpatá, Vodun da varíola.
* Dan, Vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
* Agué, Vodun da caça e protetor das florestas.
* Agbê, Vodun dono dos mares.
* Ayizan, Vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
* Agassu, Vodun que representa a linhagem real do Reino do Dahomey.
* Aguê, Vodun que representa a terra firme.
* Legba, O caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e a sexualidade.
* Fa , Vodun da adivinhação e do destino.
* Aziri , vodun das águas doces.
* Possun , vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.
* Bessem, É o dono das águas doces no Savalú, do qual é patrono.
* Sogbô, Vodun do trovão da família de Heviossô.
* Tobossi, Naê ou Mami Wata, são todas as Voduns femininas das ezins jeçuçu, jevivi e salobres.
* Nanã, Vodun considera por todos os adeptos do Culto Vodun como a grande Mãe Universal.

3. Ritual

Na Nação Jeje existe a necessidade do poço (se não existir uma nascente nas terras), o ideal é um sítio com nascente, mata natural, plantas e animais.

Infelizmente nas casas urbanas isto já não é tão possível, pois as Casas cada vez mais diminuem de tamanho. Mas ainda assim toda casa Jeje deverá ter pelo menos um poço, um local reservado exclusivamente para as plantas e árvores necessárias ao culto, que chamamos “kpamahin”, e alguns animais que são muito importantes para nós.

Voduns não usam roupas luxuosas não gostam de roupas de festa e geralmente preferem a boa e velha roupa de ração. As danças são cadenciadas em um ritmo mais denso e pesado. Os Voduns estão sempre de olhos abertos e salvo algumas exceções, conversam (usando preferencialmente um dialeto próprio) e dão conselhos a quem os procura. Informação de Doté Dorivaldo.

A iniciação ao culto dos voduns é complexa, longa e pode envolver longas caminhadas a santuários e mercados e períodos de reclusão dentro do convento ou terreiro hunkpame, que podem chegar a durar um ano, onde os neófitos são submetidos à uma dura rotina de danças, preces, aprendizagem de línguas sagradas e votos de segredo e obediência.
4. Hierarquia

* Bokonon – Sacerdote do Vodun Fa equivalente ao Babalawo
* Doté Sacerdotes (homens) da família de Sogbô e Doné Sacerdotisas (mulheres) esse título é usado no Terreiro do Bogum onde também são usados os títulos Gaiaku e Mejitó.
* Noche – Sacerdotisas do Jeje-Mina
* Vodunsi – após 1 ano da iniciação.
* Kajekaji – iniciado que ainda não completou o ciclo de obrigações.

5. Referências

1. CACCIATORE, Olga Gudolle. Dicionário de cultos afro-brasileiros.

• “Mana Jeje: repensando nações e transnacionalismo”, por J. Lorand Matory.

Wiki: Candomblé (1/2)

Candomblé, culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá e México. Na Europa: Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.
A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/Inquices/Voduns, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888.
Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, proibido pela igreja católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. Estabeleceu-se com seguidores de várias classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião. [1] Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros e catalogado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, (Universidade Federal da Bahia) Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas como mutuamente exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente[2]. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões afro-brasileiras com similar origem; e com religiões afro-americanas similares em outros países do Novo Mundo, como o Vodou haitiano, a Santeria cubana, e o Obeah, em Trinidade e Tobago, os Shangos (similar ao Tchamba [3][4] africano, Xambá e ao Xangô do Nordeste do Brasil) o Ourisha, de origem yorubá, os quais foram desenvolvidas independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.
Índice:
1. Nações
2. Crenças
3. Sincretismo
4. Templos
5. Hierarquia
6. Sacerdócio
7. Livros
8. Temas polêmicos
9. Ver também
10. Referências
11. Ligações externas
Candomblé
Ilê Axé Iyá Nassô Oká – Terreiro da Casa Branca – casa mais antiga de Salvador Bahia
Religiões afro-brasileiras
________________________________________
Princípios Básicos
DeusKetu | Olorum | Orixás
Jeje | Mawu | Vodun
Bantu | Nzambi | Nkisi
________________________________________
Templos afro-brasileirosBabaçuê | Batuque | Cabula
Candomblé | Culto de Ifá
Culto aos Egungun | Quimbanda
Macumba | Omoloko
Tambor-de-Mina | Terecô | Umbanda
Xambá | Xangô do Nordeste
Sincretismo | Confraria
________________________________________
Literatura afro-brasileiraTerminologia
Sacerdotes
Hierarquia
________________________________________
Religiões semelhantesReligiões Africanas Santeria Palo Arará Lukumí Regla de Ocha Abakuá Obeah
________________________________________
1. Nações
Os negros escravizados no Brasil pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os yoruba, os ewe, os fon, e os bantu. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes, evoluíram diversas “divisões” ou nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.
A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub-nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas:
• Nagô ou Iorubá
o Ketu ou Queto (Bahia) e quase todos os estados – Língua Yoruba (Iorubá ou Nagô em Português)
o Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo
o Ijexá principalmente na Bahia
o Nagô Egbá ou Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo
o Mina-nagô ou Tambor de Mina no Maranhão
o Xambá em Alagoas e Pernambuco (quase extinto).
• Bantu, Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul), mistura de Bantu, Quicongo e Quimbundo línguas.
o Candomblé de Caboclo (entidades nativas índios)
• Jeje A palavra Jeje vem do yorubá adjeje que significa estrangeiro, forasteiro. Nunca existiu nenhuma nação Jeje na África. O que é chamado de nação Jeje é o candomblé formado pelos povos fons vindo da região de Dahomey e pelos povos mahins. Jeje era o nome dado de forma pejorativa pelos yorubás para as pessoas que habitavam o leste, porque os mahins eram uma tribo do lado leste e Saluvá ou Savalu eram povos do lado sul. O termo Saluvá ou Savalu, na verdade, vem de “Savé” que era o lugar onde se cultuava Nanã. Nanã, uma das origens das quais seria Bariba, uma antiga dinastia originária de um filho de Oduduá, que é o fundador de Savé (tendo neste caso a ver com os povos fons). O Abomei ficava no oeste, enquanto Ashantis era a tribo do norte. Todas essas tribos eram de povos Jeje[5],(Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo) – língua ewe e língua fon (Jeje)
o Jeje Mina língua mina São Luiz do Maranhão
2. Crenças

Adeptos do Candomblé
(foto: Elza Fiúza/ABr)
Candomblé é uma religião “monoteísta”[6], embora alguns defendam a ideia que são cultuados vários deuses, o deus único para a Nação Ketu é Olorum, para a Nação Bantu[7] é Nzambi e para a Nação Jeje é Mawu, são nações independentes na prática diária e em virtude do sincretismo existente no Brasil a maioria dos participantes consideram como sendo o mesmo Deus da Igreja Católica.
Os Orixás/Inquices/Voduns recebem homenagens regulares, com oferendas de animais, vegetais e minerais, cânticos, danças e roupas especiais. Mesmo quando há na mitologia referência a uma divindade criadora, essa divindade tem muita importância no dia-a-dia dos membros do terreiro, como é o caso do Deus Cristão que na maioria das vezes são confundidos.
• os Orixás da Mitologia Yoruba[8] foram criados por um deus supremo, Olorun (Olorum) dos Yoruba;
• os Voduns da Mitologia Fon[9] foram criados por Mawu, o deus supremo dos Fon;
• os Nkisis da Mitologia Bantu, foram criados por Zambi, Zambiapongo, deus supremo e criador.
O Candomblé cultua, entre todas as nações, umas cinquenta das centenas deidades ainda cultuadas na África. Mas, na maioria dos terreiros das grandes cidades, são doze as mais cultuadas. O que acontece é que algumas divindades têm “qualidades”, que podem ser cultuadas como um diferente Orixá/Inquice/Vodun em um ou outro terreiro. Então, a lista de divindades das diferentes nações é grande, e muitos Orixás do Ketu podem ser “identificados” com os Voduns do Jejé e Inquices dos Bantu em suas características, mas na realidade não são os mesmos; seus cultos, rituais e toques são totalmente diferentes.
Orixás têm individuais personalidades, habilidades e preferências rituais, e são conectados ao fenômeno natural específico (um conceito não muito diferente do Kami do japonês Xintoísmo). Toda pessoa é escolhida no nascimento por um ou vários “patronos” Orixás, que um babalorixá identificará. Alguns Orixás são “incorporados” por pessoas iniciadas durante o ritual do candomblé, outros Orixás não, apenas são cultuados em árvores pela coletividade. Alguns Orixás chamados Funfun (branco), que fizeram parte da criação do mundo, também não são incorporados.
3. Sincretismo
No tempo das senzalas os negros para poderem cultuar seus Orixás, Inkices e Voduns usaram como camuflagem um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos, segundo alguns pesquisadores este sincretismo já havia começado na África, induzida pelos próprios missionários para facilitar a conversão.
Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é fato que o candomblé de séculos tenha incorporado muitos elementos do Cristianismo. Crucifixos e imagens eram exibidos nos templos, Orixás eram freqüentemente identificados com Santos Católicos, algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagans como os Orixás.
Mesmo usando imagens e crucifixos inspiravam perseguições por autoridades e pela Igreja, que viam o candomblé como paganismo e bruxaria, muitos mesmo não sabendo nem o que era isso.
Nos últimos anos, tem aumentado um movimento “fundamentalista” em algumas casas de candomblé que rejeitam o sincretismo aos elementos Cristãos e procuram recriar um candomblé “mais puro” baseado exclusivamente nos elementos Africanos.
4. Templos

Ilê Axé Opó Afonjá
Os Templos de candomblé são chamados de casas, roças ou Terreiros. As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista:
• Casas pequenas, que são independentes, possuídas e administradas pelo babalorixá ou iyalorixá dono da casa e pelo Orixá principal respectivamente. Em caso de falecimento do dono, a sucessão na maioria das vezes é feita por parentes consanguineos, caso não tenha um sucessor interessado em continuar a casa é desativada. Não há nenhuma administração central.
• Casas grandes, que são organizadas tem uma hierarquia rígida, não é de propriedade do sacerdote, nem toda casa grande é tradicional, é uma Sociedade Civil ou Beneficente.
o Casas de linhagem matriarcal: (só mulheres) assumem a liderança da casa como Iyalorixá.
 Ilé Axé Iyá Nassô Oká – Casa Branca-Engenho Velho – considerada a primeira casa a ser aberta em Salvador, Bahia
 Ilé Iyá Omi Axé Iyámase do Gantois – Terreiro do Gantois – Salvador, Bahia
 Ilé Axé Opó Afonjá – Opó Afonjá – Salvador, Bahia e Coelho da Rocha, Rio de Janeiro
 Kwe Kpodaba-Asé Podaba – fundado em 1851 – Rio de Janeiro
 Ilé Omo Oyá Legi – Mesquita, Rio de Janeiro
 Zoogodô Bogum Malê Rondó – Terreiro do Bogum – Salvador, Bahia
 Querebentan de Zomadônu – Casa das Minas – fundada +/- 1796 – São Luiz, Maranhão
 Ile Axé Íyà Atara Magbá – Santa Cruz da Serra – RJ. Fundada e dirigida até hoje por Omindarewa de Yemanja

o Casas de linhagem patriarcal: (só homens) assumem a liderança da casa como Babalorixá no Culto aos Orixá ou Babaojé no Culto aos Egungun.
 Ilê Agboulá – Ilha de Itaparica
 Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá – Ilê Axipá – Salvador, Bahia

o Casas de linhagem mista: tanto homens como mulheres podem assumir a liderança da casa.
 Ilé Maroialaji – Terreiro do Alaketu – Salvador, Bahia
 Ilé Axé Oxumarê – Casa de Oxumare – Salvador, Bahia
 Ilé Axé Odó Ogè – Terreiro Pilão de Prata – Salvador, Bahia
 Obá Ogunté – Terreiro Obá Ogunté – Recife, Pernambuco
 Kwé Ceja Houndé – Roça do Ventura – Cachoeira e São Felix, Bahia
 Ilê Axé Iyá Ogunté – Casa de Iemanjá[10] – Maceió, Alagoas
A lei federal nº. 6.292 de 15 de Dezembro de 1975 protege os terreiros de candomblé no Brasil, contra qualquer tipo de alteração de sua formação material ou imaterial. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Instituto Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) são os responsáveis pelo tombamento das casas.
A progressão na hierarquia é condicionada ao aprendizado e ao desempenho dos rituais longos da iniciação. Em caso de morte de uma ialorixá, a sucessora é escolhida, geralmente entre suas filhas, na maioria das vezes por meio de um jogo divinatório Opele-Ifa ou jogo de búzios. Entretanto a sucessão pode ser disputada ou pode não encontrar um sucessor, e conduz frequentemente a rachar ou ao fechamento da casa. Há somente três ou quatro casas em Brasil que viram seu 100° aniversário.
5. Hierarquia
No Brasil, existe uma divisão nos cultos: Ifá, Egungun, Orixá, Vodun e Nkisi, são separados por tipo de iniciação do sacerdócio.
• Culto de Ifá só inicia Babalawos, não entram em transe.
• Culto aos Egungun só inicia Babaojés, não entram em transe.
• Candomblé Ketu inicia Iyawos, entram em transe com Orixá.
• Candomblé Jeje inicia Vodunsis, entram em transe com Vodun.
• Candomblé Bantu inicia Muzenzas, entram em transe com Nkisi.
• Hierarquia do Candomblé
6. Sacerdócio
Nas Religiões Afro-brasileiras o sacerdócio é dividido em:
• Babalorixá ou Iyalorixá – Sacerdotes de Orixás
• babalaxé ou Iyalaxé – Sacerdote e líder na sociedade
• Doté ou Doné – Sacerdotes de Voduns
• Tateto e Mameto – Sacerdotes de Inkices
• Babalawo – Sacerdote de Orunmila-Ifa do Culto de Ifá
• Bokonon – Sacerdote do Vodun Fa
• Babalosaim – Sacerdote de Ossaim
• Babaojé – Sacerdote do Culto aos Egungun
• Anexo:Lista de sacerdotes do candomblé
7. Livros
• Dieux D’Afrique, Pierre Fatumbi Verger – Paul Hartmann, Paris (1st edition, 1954; 2nd edition, 1995). 400pp, 160 fotos em preto e branco, ISBN 2-909571-13-0.
• Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns. 624pp, fotos em preto e branco de Pierre Verger. Tradução: Carlos Eugênio Marcondes de Moura EDUSP 1999 ISBN 85-314-0475-4
• Pierre Fatumbi Verger. Du regard détaché à la connaissance initiatique, Jérôme Souty, Maisonneuve & Larose, Paris, 2007.
• O Candomblé na Bahia: rito nagô, Roger Bastide – (Título original: Le candomblé de Bahia: rite nagô). São Paulo; Companhia das Letras, 2001.
• Os Candomblés de São Paulo, Reginaldo Prandi – Editora Hicitec, USP, São Paulo, 1991 ISBN 85-271-0150-0 ISBN 85-314-0034-1 (EDUSP)
• O que é Candomblé (Coleção Primeiros Passos), autor: João Carmo – Brasiliense, São Paulo
• Xirê! O modo de crer e de viver do candomblé, Rita Amaral, Pallas, Rio de Janeiro, 2002.
• As águas de Oxalá – Àwon omi Òsàlá, José Beniste – Bertrand, 2002 – ISBN 85-286-0965-0
• Ancestralidade Africana no Brasil, Mestre Didi – SECNEB, Salvador, 1997
• Le double et la métamorphose, Monique Augras, Méridiens klincksieck, Paris, 1992.
• Anexo:Lista de livros com tema afro-brasileiro
8. Temas polêmicos

Brasília – Mães de Santo falam na Abertura da Conferência Regional das Américas sobre os Avanços do Plano de Ação contra o Racismo, a Discriminaçâo Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas.
Luta contra o racismo e discriminação religiosa.
Manuel Raimundo Querino foi um abolicionista ferrenho, lutou contra às perseguições existentes aos praticantes das religiões afro-brasileiras que eram rotuladas de religiões bárbaras e pagãs.
Procópio de Ogum teve o seu reconhecimento por ter participado da legitimação da religião do candomblé, durante a perseguição às religiões afro-brasileiras promovida pelas autoridades do Estado Novo. Nesse período, o Ilê Ogunjá foi invadido pela polícia baiana, sob a supervisão do famoso delegado Pedrito Gordo. Procópio foi preso e espancado. O jornalista Antônio Monteiro foi uma das pessoas que ajudou na libertação de Procópio. Tal acontecimento – caso Pedrito – registrou o nome de Procópio na história popular baiana, chegando mesmo a fazer parte de uma letra de samba-de-roda:
“Procópio tava na sala, esperando santo chegá, quando chegou seu Pedrito, Procópio passa para cá. Galinha tem força n’asa, o galo no esporão, Procópio no candomblé Pedrito no facão”. (samba-de roda, autor desconhecido)
O Jornal da Bahia, de 3 de maio de 1855, faz alusão a uma reunião na casa Ilê Iyá nassô: “Foram presos e colocados à disposição da polícia Cristóvão Francisco Tavares, africano emancipado, Maria Salomé, Joana Francisca, Leopoldina Maria da Conceição, Escolástica Maria da Conceição, crioulos livres; os escravos Rodolfo Araújo Sá Barreto, mulato; Melônio, crioulo, e as africanas Maria Tereza, Benedita, Silvana… que estavam no local chamado Engenho Velho, numa reunião que chamavam de candomblé”.
— Pierre Verger.

Brasília – Ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade , com a Baiana Mãe de Santo Raida, na Conferência Regional das Américas.
A intolerância e a perseguição às religiões afro-brasileiras continua [11] até os dias atuais, a Liberdade religiosa constante da Constituição Brasileira nem sempre é respeitada.
• Cultura yoruba Palestra de Juarez Tadeu de Paula Xavier [12]
Abdias do Nascimento conta em uma entrevista concedida ao Portal Afro: “Os cultos afro-brasileiros eram uma questão de polícia. Dava cadeia. Até hoje, nos museus da polícia do Rio de Janeiro ou da Bahia, podemos encontrar artefatos cultuais retidos. São peças que provavam a suposta deliquência ou anormalidade mental da comunidade negra. Na Bahia, o Instituto Nina Rodrigues mostra exatamente isso: que o negro era um camarada doente da cabeça por ter sua própria crença, seus próprios valores, sua liturgia e seu culto. Eles não podiam aceitar isso.”
Homossexualidade
A homossexualidade está presente na maioria das religiões, porém oculta, indiscutivelmente abafada e muitas vezes negada pelos ditos ex-homossexuais.
No Candomblé a homossexualidade é amplamente aceita e discutida nos dias atuais, mas já teve um período que homens e homossexuais não podiam ser iniciados como rodantes (termo usado para pessoas que entram em transe), não era permitido em festas que um homem dançasse na roda de candomblé mesmo que estivesse em transe.
O mais famoso e revolucionário homossexual do candomblé foi sem dúvida Joãozinho da Goméia, que afrontou as matriarcas e ocupou seu espaço tornando-se conhecido internacionalmente. Tiveram muitos outros, mas nenhum conseguiu suplantá-lo em ousadia e popularidade.
Interrupção da gravidez
Nas religiões afro-brasileiras que na maioria são religiões derivadas das religiões tribais africanas, são contra o aborto e um dos motivos é o religioso, o africano vê o filho como a continuação da própria vida, filho é o bem mais precioso que o homem africano possa ter, em consequência disso, foram trazidos para o Brasil alguns conceitos.
• No conceito social: Amparam e orientam adolescentes e mulheres grávidas.
• No conceito religioso: Oxum é quem rege o processo de fecundidade, cuida do embrião, evita o aborto espontâneo, não aprova o aborto provocado, mantém a criança viva e sadia na barriga da mãe até o nascimento. Uma mulher quando não consegue engravidar, recorre à Oxum.
• No conceito jurídico: Só aprova a interrupção da gravidez, nos casos previstos em lei.
Mas como em toda religião, quando acontece uma gravidez indesejada, muitas mulheres procuram soluções alternativas fora dos Terreiros, como: chás, remédios e até mesmo clínicas de aborto.
Em virtude do grande número de abortos clandestinos que são feitos e as inúmeras mortes ocorridas, algumas pessoas estão lutando por essas causas relacionadas às mulheres.
• Leila Linhares Barsted, (advogada) atua na Comissão Estadual de Segurança da Mulher, que monitora e pressiona o governo em ações como manutenção de abrigos para vítimas de violência e delegacias especializadas.
• Maria José de Oliveira Araújo (médica) comandou o setor de saúde da mulher da Prefeitura de São Paulo e implementou, pela primeira vez no país, o serviço de aborto em hospitais públicos para os casos previstos em Lei.
• Silvia Pimentel, (advogada) em janeiro de 2005, assumiu o cargo de vice-presidente da mais alta instância de defesa dos direitos da mulher, o Comitê Cedaw da ONU.
Mudança de hábitos e costumes
As casas de candomblé são frequentadas e habitadas por um número variável de pessoas, pode variar de 20 a 300 pessoas dependendo do tamanho da casa e da ocasião ou do evento. Fora do período de festas na casa só ficam as pessoas residentes, mas nas obrigações e festas além dos residentes virão os outros filhos-de-santo da casa e os visitantes e convidados. Quanto maior o número de pessoas, maior será a preocupação com a higiene e alimentação. Os animais são abatidos e limpos e as comidas são preparadas sempre sob a vigilância da Iyabassê encarregada da cozinha e responsável pela qualidade dos alimentos tanto para os Orixás como para as pessoas.
A maior preocupação nas casas de candomblé e das outras religiões afro-brasileiras sempre foi com as doenças infecciosas principalmente a tuberculose e hepatite, por serem transmissíveis através de copos e talheres, por esse motivo cada filho da casa deve ter seu prato e caneca identificados, iyawos durante o período de recolhimento não usam talheres só passam a usá-los depois da caída de quelê. A higiene com pratos, talheres e copos sempre foi constante. Nos tempos modernos quando já existem os materiais descartáveis ficou um pouco mais fácil de lidar com o problema.
Com o surgimento de novas doenças como HIV ou Aids muitos hábitos e costumes do candomblé tiveram que ser mudados. Na iniciação os Iyawos tinham suas cabeças raspadas e curas feitas por uma única navalha que a Iyalorixá recebia de sua mãe-de-santo quando da posse do cargo, isso passou a ser feito com mais cuidado, adotando-se navalhas individuais ou descartáveis.
Um dos maiores problemas enfrentados nas casas de candomblé tem sido com a dengue, principalmente nas regiões onde os focos do mosquito estão sendo combatidos. Os potes de abô (infusão de folhas sagradas) foram esvaziados para evitar possível proliferação do mosquito, os banhos são preparados com água e folhas frescas e usados imediatamente.
Jeje Brasil

Djedje (jeje) é uma palavra de origem yoruba que significa estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação pejorativa como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey e seu exército. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” (olhem, os jejes estão chegando!).
Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil “nação Jeje”.
Dentre os daomeanos escravizados, uma mulher chamada Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (marri), foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou: um templo para Dan; “Ceja Hundê”, mais conhecido como o “terreiro do Ventura” ou “Axé Pó Zehen” (pó zerrêm) em Cachoeira de São Felix; um templo para Hevioso “Zoogodo Bogun Male Hundô” em Salvador e um templo para Ajunsun que não se sabe porque não foi fundado. Esse é o segmento jeje-mahi do povo Fon.
O templo de Ajunsun/Sakpata foi fundado mais tarde pela africana Gaiacu Satu, em Cachoeira de São Felix e recebeu o nome de Axé Pó Egi, mais conhecido por Corcunda de Ayá. São os Jejes Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade Savalu/África, segundo alguns historiadores, Sakpata foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores de Dahomey. O dialeto dos savalus também é o Fon.
No Maranhão encontramos a Casa das Minas fundada por Maria Jesuína, segundo informação de Sergio Ferreti. Creio que esta casa dispensa comentários, pois é com certeza a mais conhecida casa de jeje do Brasil. Esse é o segmento do povo Jeje-Mina.
Ainda no Maranhão encontramos a casa Fanti-Ashanti fundada por Euclides Menezes Ferreira. Esse é o segmento jeje-Fanti-Ashanti do povo Akan vindo de Ghana.

No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o “Terreiro do Pó Dabá” no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide do Espírito Santo, mais conhecida como Mejitó que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha.
Depois veio Antonio.Pinto de Oliveira. “Tata Fomutinho” que fundou o Ceja Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba.
Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomutinho no começo de sua vida de santo aqui no Rio de Janeiro.
Tata Fomutinho deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, meu pai Jorge de Yemanja que fundou o Kwe Ceja Tessi, Pai Zezinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse e Amaro de Xangô que é aquele tio que está sempre disposto a nos atender e nos ajudar com suas memórias e conhecimentos.

As Tobossis são Voduns infantis, femininas, de energia mais pura que os demais Voduns. Pertenciam à nobreza africana, do antigo Dahome, atual Benin. Eram cultuadas na Casa das Minas, em S.Luiz/Maranhão, até a década de 60.

As Tobossis gostavam de brincar como todas crianças e falavam em dialeto africano, diferente dos Voduns adultos, o que dificultava muito entendê-los. Sem contar que, muitas das palavras elas falavam pela metade.

Elas vinham três vezes por ano, quando tinha festas grandes, que duravam vários dias.

A chefe das Tobossis é Nochê Naé, a grande matriarca da família Davice,ancestral da família real de Dahome, é considerada a mãe de TODOS os Voduns.

As Tobossis têm cânticos próprios,dançavam na sala grande ou no quintal, sem os tambores e, como todas as crianças, adoravam ganhar presentes e brincarem com bonecas e panelinhas.

Comiam comidas igual às nossas, junto com todos e tinham o costume de dar doces e comidas às pessoas. Sentavam-se em esteiras.

Pela manhã, tomavam banho, comiam e depois dançavam. Gostavam de dançar no quintal, em volta do pá de ginja delas.

Por serem crianças puras, tinham mais afinidade com o corpo permitindo assim, uma ligação mais direta que os Voduns, que são adultos. Não tinham falhas, não se irritavam.

Seu papel no culto era só “brincadeira”. Eram espíritos perfeitos e mais elevados. Os Voduns podem ter falhas, as meninas não.

Passavam até nove dias incorporadas em suas gonjaí, diferente dos Voduns que deixavam as filhas muito cansadas.

Tinham um tratamento melhor do que o dos Voduns por serem mais delicadas, porém os Voduns são mais importantes por terem mais obrigações.

Podemos observar similaridade entre as Tobossis do Mina Jeje e os Erês dos Candomblés da Bahia e dos Xangôs de Pernambuco, pelo comportamento infantil. No entanto, os Erês apresentam-se tanto com características femininas quanto masculinas e as Tobossis são, exclusivamente, femininas, dengosas e mimadas.

FEITURA DAS TOBOSSIS

O processo de feitura das Tobossis inicia-se, normalmente, com o Vodum principal da Casa apontando um grupo de filhas, já iniciadas anteriormente, as voduncirrês, para a feitura de Tobossi.

As voduncirrês passam por uma fase de iniciação que tem a duração de quinze dias, nos quais há algumas festas. É uma feitura própria, um novo rito de passagem na graduação da iniciada no Mina Jeje.

O barco composto dessas voduncirrês é chamado de Barco das Novidades, Barco das Meninas ou Rama.

Essas voduncirrês tornam-se noviches, prontas para receberem suas Tobossis, passando a serem chamadas gonjaí. As Tobossis só são recebidas pelas voduncirrês gonjaí.

O último barco que se tem conhecimento foi realizado em 1913-1914.

No processo de iniciação, as Tobossis eram chamadas de sinhazinhas e, somente ao fim das feituras, é que davam seus nomes africanos. Também eram por nomes africanos que elas chamavam as filhas da Casa. Esses nomes eram escolhidos pelas Tobossis junto com os Voduns e esses nomes eram divulgados no dia da “Festa de dar o Nome”.

Cada Tobossi só vinha em uma gonjaí e, quando esta morria, elas não vinham mais, sua missão ali se encerrava.

Desde a morte das últimas gonjaí, por volta dos anos 70, as Tobossis não vieram mais.

As Tobossis só incorporam em suas gonjaí após os Voduns terem “subido”. Elas chegavam alegres, batendo palmas e acordando a Casa.

No Peji, há um lugar para as obrigações das Tobossis, que é uma feitura muito fina e especial.

VESTIMENTAS E APETRECHOS DAS TOBOSSIS

Os trajes e apetrechos das Tobossis são muito elaborados.

As Tobossis vestiam-se com saias coloridas, usavam pulseiras chamadas dalsas, feitas com búzios e coral, pano-da-costa colorido, o agadome, sobre os seios, deixando o colo e os ombros livres para o ahungelê, uma manta de miçangas coloridas, presa no pescoço, objeto de grande valor e significado. O ahungelê também era chamado de tarrafa de contas, gola das Tobossis ou manta das Tobossis, sendo considerado um distintivo étnico-cultural do Jeje. Ele conta a história particular da Tobossi vinculada ao Vodum, sua família e a iniciada, gonjaí.

As Tobossis usavam ainda, vários rosários, fios-de-contas e o cocre, colar de miçangas curto, junto ao pescoço como uma gargantilha, usado pelas Tobossis e pelas gonjaí durante o ano de feitura, cuja cores variam de acordo com seus Voduns, semelhante ao quelê dos terreiros de Candomblé.

No Carnaval, as Tobossis vestem-se com saias muito vistosas, aparecendo o agadome que envolve o colo nu e os pés são calçados em sandálias finas.

Os trajes das Tobossis são muito elaborados, de uma construção artesanal, que segue com rigor uma linguagem cromática, própria e do domínio das Tobossis.

A PARTICIPAÇÃO DAS TOBOSSIS NAS FESTAS

Quando apareciam publicamente, as Tobossis vinham cumprir certas obrigações, destacando-se a festa do Carnaval.

As Tobossis vinham três vezes por ano:

- Nas festas de Nochê Naé – em junho e no fim do ano

- No Carnaval

As grandes festas duravam vários dias.

O Carnaval é uma comemoração da qual participavam os membros do Barracão e visitantes. No Carnaval, elas ficavam desde a noite do domingo até as 14 hs da quarta-feira de cinzas. Na segunda-feira, alguns Voduns vinham visitá-las. Eram recebidos pelas outras filhas da Casa, as voduncirrês.

Era das Tobossis a tarefa de tomarem conta das frutas do arrambam, obrigação também conhecida como bancada, lembra a quitanda dos terreiros de Candomblé. As frutas ficavam no Peji para serem distribuídas na quarta-feira de cinzas.

Durante o Carnaval, as Tobossis brincavam com pó e confete mas tinham medo de bêbados e mascarados.

Na terça-feira à tarde, dançavam na grande sala e na quarta, pela manhã, dançavam em volta da cajuazeira. Distribuiam acarajé em folhas de “cuinha” e depois despachadas.

Durante as grandes festas de Nochê Naé, elas vinham durante nove dias, entre os dias de dança, nos intervalos de descanso. Ficavam durante o dia, cantavam suas cantigas próprias, dançavam na sala grande e no quintal e brincavam com seus brinquedos.

O reconhecimento de cada festa/obrigação está no vestuário e nos alimentos. O alimento é uma marca identificadora, compõe a divindade, seu papel, suas características no contexto da ligação com os deuses e estabelecendo, ainda com o alimento, uma forma de comunicação com os iniciados, visitantes e amigos do Barracão.

Assim, como os Nagôs ou Yorubas, os Jejes língua Ewe, língua Fon, língua Mina e os Fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam a África Ocidental hoje denominada de Nigéria, Benin e Togo. Sua entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.

Djedje (jeje) é uma palavra de origem yoruba que significa estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação pejorativa como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey e seu exército. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” (olhem, os jejes estão chegando!).

Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil “nação Jeje”.

Dentre os daomeanos escravizados, uma mulher chamada Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (marri), foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou:

Um templo para Dan; Kwe Ceja Hundê, mais conhecido como o Roça do Ventura ou Pó Zehen (pó zerrêm) em Cachoeira e São Felix
Um templo para Heviossô Zoogodo Bogun Male Hundô Terreiro do Bogum em Salvador
Um templo para Ajunsun que não se sabe porque não foi fundado. Esse é o segmento jeje-mahi do povo Fon.
O templo de Ajunsun-Sakpata foi fundado mais tarde pela africana Gaiacu Satu, em Cachoeira e São Felix e recebeu o nome de Axé Pó Egi, mais conhecido por Cacunda de Ayá. São os Jeje-Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade Savalu na África, segundo alguns historiadores, Sakpata foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores do Daomé. O dialeto dos savalus também é o Fon.

No Maranhão encontramos a Casa das Minas fundada por Maria Jesuína, segundo informação de Sergio Ferretti. É com certeza a mais conhecida casa de jeje do Brasil. Esse é o segmento do povo Jeje-Mina.

Ainda no Maranhão encontramos a casa Fanti-Ashante fundada por Euclides Menezes Ferreira (Talabian). Esse é o segmento jeje-Fanti-Ashanti do povo Akan vindo de Ghana, inicialmente teria ligações com a Sitio de Pai Adão Nação Nagô-Egbá.

No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o Terreiro do Pó Dabá no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide do Espírito Santo, também conhecida como Ontinha de Oiá (Devodê), que por sua vez foi sucedida por Joana da Cruz de Avimadjé, mais conhecida como Mejitó, que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha. Os descendentes do Pó Dabá mais ilustres da atualidade são Glorinha Toqüeno, com terreiro no bairro de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro e Helena de Dã, com terreiro em Parque Paulista, em Duque de Caxias.

Depois veio Antonio Pinto de Oliveira. Tata Fomutinho que fundou o Kwe Ceja Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba.

Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomutinho no começo de sua vida de santo aqui no Rio de Janeiro.

Tata Fomutinho deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, Jorge de Yemanja que fundou o Kwe Ceja Tessi, Pai Zezinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse e Amaro de Xangô.

Os Voduns no Jeje são basicamente os da Mitologia Ewe e Fon.

Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
Loko, É o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o rungbe
Gu, Vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
Heviossô, Vodun que comanda os raios e relâmpagos.
Sakpatá, Vodun da varíola.
Dan, Vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
Agué, Vodun da caça e protetor das florestas.
Agbê, Vodun dono dos mares.
Ayizan, Vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
Agassu, Vodun que representa a linhagem real do Reino do Daomé.
Aguê, Vodun que representa a terra firme.
Legba, O caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e a sexualidade.
Fa , Vodun da adivinhação e do destino.
aziri , vodun das aguas doces.
possun , vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.

Na Nação Jeje existe a necessidade do poço (se não existir uma nascente nas terras), o ideal é um sítio com nascente, mata natural, plantas e animais.

Infelizmente nas casas urbanas isto já não é tão possível, pois as Casas cada vez mais diminuem de tamanho. Mas ainda assim toda casa Jeje deverá ter pelo menos um poço, um local reservado exclusivamente para as plantas e árvores necessárias ao culto, que chamamos “kpamahin”, e alguns animais que são muito importantes para nós.

Voduns não usam roupas luxuosas não gostam de roupas de festa e geralmente preferem a boa e velha roupa de ração. As danças são cadenciadas em um ritmo mais denso e pesado. Os Voduns estão sempre de olhos abertos e salvo algumas excessões, conversam (usando preferencialmente um dialeto próprio) e dão conselhos a quem os procura. Informação de Doté Dorivaldo.

A iniciação ao culto dos voduns é complexa é longa e pode envolver longas caminhadas a santuários e mercados e períodos de reclusão dentro do convento ou terreiro hunkpame, que podem chegar a durar um ano, onde os neófitos são submetido a uma dura rotina de danças, preces, aprendizagem de línguas sagradas e votos de segredo e obediência.

Hierarquia
Bokonon – Sacerdote do Vodun Fa equivalente ao Babalawo
Doté Sacerdotes (homens) e Doné Sacerdotisas (mulheres) esse título é usado no Terreiro do Bogum e casas descendentes.
Vodunsi – após 1 ano da iniciação.
Kajekaji – iniciado que ainda não completou o ciclo de obrigações.

CANDOMBLÉ DA NAÇÃO EFÓN

EfonEfon – Efan – é uma nação do candomblé, seus orixás também são cultuados em outras nações.Efon(se pronuncia Éfan, que significa Osun) é uma nação do candomblé oriunda das terras de Ekiti-Efon (não confundir com Ifon, a terra de Oxalufon), no Brasil usa-se o termo “Lokiti Efon” e onde reina absoluta a rainha da nação no Brasil, ou seja, Osun, filha de Olookè, patriarca da nação, o Leão da Montanha, o o mesmo é Orisà da Montanha. Inicialmente veio pro brasil pelas mãos de dois Africanos Tio Firmo, conhecido como Baba Irufà, iniciado pra Osun e Adebolui, mais tarde chamada de Maria Violão (nome esse dado, devido às formas de seu corpo) posteriormente iniciada para o Orisà Olookè. a Nação foi Instalada no Engenho Velho de Brotas – Brotas – Salvador – BA. Muitos dizem que é uma nação quase extinta, o que na verdade é pura bobagem, pois enquanto existir Osun, Olookè e todos os Orisàs, Efon permanecerá vivo em Nossos Corações. A Injò Layò, Omo Ti Efon Farayò – Dance pra Felicidade, os Filhos de Efon Nascem pra Felicidade.

Altar virtual de Ogum Exu Xoroquê segunda-feira, jan 23 2012 


capa

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Oração de Ogum Exu Xoroquêtocha[1]

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tocha[1]Mojubá Orixá !tocha[1]

Ogum meu Pai, que em meus caminhos, possa ser eu, seu ( sua ) filho ( a ), merecedor ( a ) das Vossas Bençãos: a Espada que me Encoraja, o Escudo que me Defende e a Luz que me Protege. Dai – me a Vossa Benção , livrai – me do inimigo e todo o mal. Que Pai Ogum Abra e Proteja meus Caminhos sempre. Ogum yè,

tocha[2]pàtàkì orì Òrìsàtocha[1]

561454_252351828217176_619763863_n[1]   Pai que minhas palavras e pensamentos cheguem até Vós em forma de prece,  e que sejam ouvidas. Que esta prece corra todo o universo e que chegue até aos necessitados em forma de conforto para as suas dores. Que corra os quatro canto da Terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos em forma de brado ou advertência de um filho de Ogum Xoroquê que sou e nada temo, pois eu sei que a covardia não muda o destino.

Ogum, padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que minhas ações sejam férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade, para que todos saibam que sou teu filho(a).

Ogum, Senhor da estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, e que eu seja sempre um fiel escudeiro do teu exército, e que nas minhas caminhadas só hajam vitórias. E, mesmo quando aparentemente derrotado(a), eu seja vitorioso(a), pois nós os Vossos filhos não conhecemos a derrota, porque sendo o Senhor o Deus da guerra, nós, Vossos filhos só conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu Pai, minha vitória será mais do que certa.

Ogum, meu grande Pai e protetor, fazei com que meu dia de amanhã seja tão bom como o de hoje. Que minhas estradas sejam sempre abertas. Que no meu jardim só hajam flores e que meus pensamentos sejam sempre bons, e que aqueles que me procuram sempre consigam o remédio para seus males.

Ogum, vencedor de demandas, que todos que cruzarem minha estrada, que o façam com o propósito de engrandecer mais ainda a ordem dos cavaleiros de Ogum.

Pai, dai luz aos meus inimigos, pois se eles me perseguem, é porque vivem nas trevas e, na realidade perseguem a luz que Vós me destes.

Senhor, me livre das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos grandes, da inveja e da vaidade que só levam à destruição. E que todos que ouvirem, lerem, e também que tiverem esta prece, estejam livres das maldades do mundo e da vida.

Ogum, que eu sempre possa dizer aqueles que me pedem sua benção: Meu Pai te abençoe!1472046_586938581360305_2069237264_n[1] e06c7d960278fdd177ba82635d61e9e6ddd1d2da39a3ee5e6b4b0d3255bfef95601890afd80709da39a3ee5e6b4b0d3255bfef95601890afd80709aac24632cb4c9d22fc606cdd312b8cf7[1]

ÒGÚN pèlé o. ÒGÚN, alákáyé, osìn ímolè. ÒGÚN alada méji. O fi òkan ye oko. O fi òkan ye ona. Ojó ÒGÚN ntókè bò. Aso iná ló mu bora, ewu ejè lówò. ÒGÚN edun olú irin. Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn. ÒGÚN ONIRE alagbara. A mu wodò, ÒGÚN si la omi logboogba. ÒGÚN lo ni aja oun ni a pa aja fun. Onílí ikú, olódèdè màríwò. ÒGÚN olónà ola. ÒGÚN a gbeni ju oko riro lo, ÒGÚN gbeni o. Bi o se gbe Akinoro.
ÓNI IJÁ ÓNI IJÁ ÓNU IJÁÓ,ÓNI IJÁ,ÁGÓ,AGÓ MEJEÉE´,MEJE O´JE´RIM E JOJO A I ERU,O ONI IJA,ONI IRE,OONI IJA O,O GOGORO ARA OUN,WA GBELE GBI ALAAKORO A YIN SIN,AYIN SIM IMOLE. PATAKURI OGUM 
Bi omodê, bá da ilé, ki o má se dá Ogum Exu Xoroquê Osô – Arô – Okê!!!!!!
Ójó Iségún (terça feira ) MOFÉ LONÃ AYÓ ( EU QUERO CAMINHOS DE FELICIDADE DADOS E TRAÇADOS POR ÓGÚN ,torí ogún ka[a pé ( por isto ogun clamou ) CÓBRA NASCEU PARA SE RASTEJAR POR FALTA DE FIDELIDADE A SI PRÓPRIA ,contra a maldade e contra um bóte inesperado da vida ,de traições seja de um irmão ou seja de um amigo OGÚN ESTÁ NO MUNDO COMO ANTIDOTO COMO E TANBEM COMO A SOLUÇÃO ENTRE A GUERRE ENTRE O BEM E O MAL ,OGUN SEMPRE VENCE NO FINAL ASISÉ ATÁKI PATAKÍI ÓGÚN !!!
Yo respeto a Ogun , aquel que tiene siete partes idénticas en las afueras , Rey de Ire, Ogun el herrero, tú eres sigiloso, guardián de la riqueza del palacio, llegue Ogun, salve Ogun! Ogunhêêê !!!1479546_587218164665680_1446420204_n[1]” src=”http://ogumexuxoroque.files.wordpress.com/2012/01/1479546_587218164665680_1446420204_n1.jpg?w=300″ width=”411″ height=”308″ /></a></div>
</div>
<div style=1524988_600088100045353_929408372_n[1]
OGUN, OGUÑE, HONORABLE SEÑOR!!!!
ESPIRITU FUERTE Y PROTECTOR, RESGUARDA MI EXISTENCI DEL INFORTUNIO,
ANGUSTIA Y DEBILIDAD.
ESCUCHA MIS PALABRAS.
VEN CON TU DETERMINACION, EXPULSA DE MI
LA CONFRONTACION,LA IRA
Y LA PREDISPOSICION A LA DESTRUCCION.
OGUN, NOBLE GUERRERO, TEMPLAME EL ALMA,
ACOMPAÑAME EN LAS CONQUISTAS DE MIS METAS.
BEMDICEME CON LA ENERGIA DEL IMPULSO PARA VIVIR,
CRECER, AMAR Y SUPERARME…..
PERMITEME UNGIRME CON TU ESCENCIA.
PODEROSO OGUN…..
MIS RESPETOS A TU EXISTENCIA!!!!!!
OGUÑE!!! og

Asé Baba mi Ògún Sòhòkwè

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Sobre eu , Valéria D’ Ogum Exu Xoroquê & este site domingo, jan 22 2012 


Início
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Sou filha do dia.. e protegida da noite… sou filha da luz… com axé na magia… sou filha de Ogum… Sou Xoroquê… Tata no Arembe… guerreiro dos caminhos… do fogo… do ferro… Rogo a ti meu Pai OGUM ergue tua espada em defesa de quem ao meu lado se encontra… de quem ao meu lado caminha… de quem em vós… confia…Grande guardião das forças espaciais, daquelas que habitam as esferas altas… é vos meu Pai Ogum Xoroquê quem tem livre passagem entre o mundo dos vivos e o mundo dos Orixás, encantados e dos mortos. Tráz a nós o equilíbrio e a força para erguer novamente nossa espada…O grito feroz.. que vem da montanha.. tráz em seu brado a magia que dá vida a vossos filhos… tráz em si a benevolência de Oxalá.. e os caminhos de Exu… ainda que por vezes seja eu apenas humano…. sou quem sou… tenho minhas raízes… ergo aqui minha voz… e digo com amor.. PATACORI OGUM… SALVE JORGE..
Com Ogum Xoroquê, aonde Ele estiver
Viver feliz é uma arte, a arte de bem viver, de aproveitar, de ser intenso, de acreditar, de ter fé, de superar, de valorizar, en fim, de estar de bem contigo e com tudo que te cerca. Não deixar as influências internas e externas invadirem tua vida, impedindo de viver de aproveitar sua vida. Saber enfrentar os problemas de frente e deles tirar lições e destas lições crescer, acreditar no teu poten…cial de resolução e de luta, assim será o caminho da vitória. Se perderes as forças, ficar triste, balançar em sua fé, voce ficará fraco com sua imunidade baixa e deixará de ver o mundo com outros olhos, ficará doente material e espiritualmente, busque ACREDITAR em você, no seu Orixá. Tenha fé que nada é para sempre – tanto as coisas boas como as ruins, por isso devemos sempre estar construindo. AGORA, SE ESTIVER FELIZ, CONFIANTE AGRADEÇA, AGRADEÇA MUITO, PORQUE VOCE É FILHO DE ORIXÁ E ESTÁ SENDO ABENÇOADO E SEMPRE SERÁ EM NOME DO MEU PAI OGUM EXU XOROQUÊ & SUA SETES FALANGES DO ESPAÇO, NO AXÉ DESSE VENCEDOR DE DEMANDAS! SENHOR ORIXÁ DE GANGA MAIOR, REI DO OURO & DA MAGIA, SENHOR DAS NOBREZAS & DAS FARTURAS! SENHOR GENERAL! FEITICEIRO E JUSTICEIRO!
☆Em nome do meu Pai, tenha eu para todo o sempre: Força, Honra e Coração Valente e que assim seja em seu Nome para todo o sempre.Amém.☆
Ogum meu Pai…
Ogum meu Caminho…
Ogum minha Força…
Ogum minha Luz…Em cada tropeço meu Pai… És meu amparo…
Em cada momento de dúvidas… foi minha Escolha…
Em cada fraquejar… foi minha Decisão..
Em cada nevoa do pensar… sempre foi meu FarolOgum Espada Valente…
Ogum Escudo de Amor…
Ogum Bandeira da Paz…
Ogum sua Arma é a Fé…Filho de Ogum… Chora mas se eleva em sua lágrimas e vai em frente…
Filho de Ogum… Enverga mas nunca quebra…
Filho de Ogum… Sorri e compartilha seu sorriso com o mundo…
Filho de Ogum… tem no sentir seu caminho.. no Amor a sua verdade é na fé… o seu viverSou tua filha e quero agradecer… por momentos de pura magia no dia de ontem… onde SARAVAMOS sua força.. onde VIVENCIAMOS sua energia e seu Axé… OBRIGADO A TODOS… MEU AXÉ.. MEU CARINHO… QUE AS ARMAS DE OGUM PROTEJA A QUEM VIVER A VERDADE.. TEM NA FÉ SEU CAMINHAR… E NO AMOR O SEU VIVER…
Motumba Pai, muito lindo, laroiê kobá mojubá seu Xorokê, salve Ogum Xorokê, muito axé para seus filhos!!!!!!

Salve o Grito de XANGÔ 

que expulsa mentirosos e charlatões

Salve a Espada de OGUM

que corta ódio e inveja

Salve a Flecha de OXOSSI

que vence maldade e traição

Salve as Águas de OXUM

que lava a mentira e falsidade

Salve os Ventos de OYÁ

que varre egoismo

Salve as Águas de IEMANJÁ

que afoga desrespeito ao próximo

Salve as Chuvas de NANÃ

que esmagam irresponsabilidades

Salve o Cajado de OMULU

que bane doenças e desordens

Salve Pai OXALÁ

que ensina a VERDADE e a CARIDADE!

                                                                       

     

Sou a Fuga para alguns, a coragem para outros.

Sou o Tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das selvas e das senzalas.

Sou a senzala do Preto Velho, a Ocara do Bugre, a cerimônia do Pajé.

A encruzilhada do Exú, o jardim da Ibeijada, o nirvana do Hindú e o céu dos ORIXÁS.

Sou o café amargo e o cachimbo do Preto Velho, o charuto do Caboclo e do Exú.

O cigarro da Pomba-gira e o doce do Ibeji.

Sou a gargalhada da Padilha, o requebro da Cigana, a seriedade do Tranca-Rua.

Sou o sorriso e a meiguice da Maria Conga e de Cambinda.

A tranqüilidade de Mariazinha da Praia e a sabedoria de Urubatão.

Sou o isolamento dos Orientais onde o Mantra se mistura ao perfume suave do incenso,

Sou o Templo dos SINCEROS e o Teatro dos atores.

Estão nos elementos: Na ÁGUA, na TERRA, no FOGO e no AR.

Na PEMBA, na TUIA, na MANDALA do ponto riscado.

Quem SOU? Sou a HUMILDADE, mas cresço quando combatida.

Sou a PRECE, a MAGIA, o ENSINAMENTO MILENAR, sou CULTURA.

Sou a CURA, sou de TI

       Minha maior e melhor empresa, onde tenho meu status: Minha Vida

“Posso ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes, mas não esqueço que minha vida é a maior empresa do mundo e que posso evitar que ela vá a falência.Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.É saber falar de si mesmo.É ter coragem para ouvir um “não”.É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.Pedras no caminho?Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”.       
       Gosto dos venenos mais lentos,
das bebidas mais amargas,
das idéias mais insanas,
dos pensamentos mais complexos,
dos sentimentos mais fortes…
tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode empurrar-me que ainda irei dizer-lhe: “-E daí? Eu adoro voar!”
Não tenham a pretensão de se acharem perfeitos e quererem que eu seja como vocês, eu nunca disse que espero acertar sempre… eu não sou diferente, os outros é que são iguais.
Não queiram mostrar-me o que esperam de mim, porque sigo minha razão e, muitas das poucas vezes, dou chance para o coração.
Nem pensem em tentar fazer de mim o que não sou e, muito menos em me convidarem à ser igual como vocês, porque sinceramente, sou diferente…
não sei amar pela metade,
não sei viver de mentiras,
não sei voar com os pés no chão…
Sou e serei sempre eu mesma!!!!!!!
Não tenho culpa se meus dias teêm nascidos completamente coloridos e alguns cismam em quererem borrá-los.
Não tenho culpa se o meu sorriso é sincero e até acontece por motivos bobos mas, bem especiais…
não tenho culpa se, embora não perfeito, meus passos sejam bem firmes.
Eu tropeço e caio de vez em quando, aliás, eu caio até muito mesmo mas, possuo uma extrema habilidade divina para reerguer-me… sou forte sim! Nasci para ser! E essa é a minha maior competência; e para aqueles que sempre querem abater-me, dou-lhes o meu total êxito nas vitórias! Eu luto, eu insisto eu venço qualquer guerra!
Percebi que meu olhar tem brilhado diferente ultimamente e assim continuará à cada dia que se passar…
Mesmo que por vezes as lágrimas formem mares que invadam a minha face e a tristeza me domine, eu volto à tona.
Juro que me esforço para tentar entender a existência de certas pessoas mas, sinceramente…!
Sei que o mundo aqui não é fácil, não é os dos mais justos, compreendo!
Mas mesmo assim não me faltam “tintas”, as empresto para quem quiser mas,por favor, não tente secá-las!!!!

“VOCÊ MESMO Lembre-se de que você mesmo é o melhor secretário de sua tarefa,

o mais eficiente propagandista de seus ideais, a mais clara demonstração de seus princípios,

o mais alto padrão do ensino superior que seu espírito abraça e a mensagem viva das elevadas noções que você transmite aos outros. Não se esqueça, igualmente, de que o maior inimigo de suas realizações mais nobres,

a completa ou incompleta negação do idealismo sublime que você apregoa, a nota discordante da sinfonia do bem que pretende executar, o arquiteto de suas aflições e o destruidor de suas oportunidades de elevação – é você mesmo.”

“Aprendemos a voar como pássaros, e a nadar como peixes,

mas não aprendemos a conviver como irmãos.”

 “Dói mais ao invejoso o êxito dos outros do que seu próprio fracasso.”

Sobre este site…

Deus age através das mãos dos seus servos…

Eu, Valéria D’ Ogum Xoroquê, me propûs à criar este site, que é gratuito ( isto é, não ganho nenhuma espécie de remuneração com números de visitas) . Fiz por amor à Deus, à Santíssima Trindade, à toda Côrte Celeste, às Entidades, o verdadeiro espiritismo, à minha filha, à minha falecida vó Maria Marilda ( que enquanto viva foi, era fiel católica romana até conhecer minhas entidades que à livrou do óbito numa determinada época da qual o espírito de seu falecido marido à estava molestar), Moacir, Natiher, à falecida mãe Edith ( minha falecida mãe de santo do Omolocô), a falecida mãe Lúcia (mãe de santo do Candomblé de Angola) , as entidades dessas pessoas vivas e as quais já desencarnaram & principalmente as minhas. Não existem palavras no mundo o suficiente que sejam capazes de expressarem todo o meu amor e gratidão à estes que aqui citei. Autorizo qualquer espécie de cópia de quaisquer dos conteúdos aqui postados, pois o meu propósito é só o de realizar alguma espécie de caridade. Eu sei muito bem o que é precisar e pelejar atrás de algum tipo de ajuda, quero ser útil o máximo possível, já que sei muito bem o que é uma situação como essa. Por este motivo é que nunca esqueço – me de quem me estendeu a mão nas horas que mais precisei. Amor e gratidão eternas, é só o que tenho à dizer dos quais citei, só maravilhas!!!!!!!  Sejam muito bem vindos,meus irmãos do nosso maravilhoso e glorioso clã espírita!

“Quem não serve para servir, não serve para viver”.

O que se faz em vida, ecoa por toda a eternidade.

Com Ogum Xoroquê, onde Ele estiver:

ÒGÚN pèlé o. ÒGÚN, alákáyé, osìn ímolè. ÒGÚN alada méji. O fi òkan ye oko. O fi òkan ye ona. Ojó ÒGÚN ntókè bò. Aso iná ló mu bora, ewu ejè lówò. ÒGÚN edun olú irin. Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn. ÒGÚN ONIRE alagbara. A mu wodò, ÒGÚN si la omi logboogba. ÒGÚN lo ni aja oun ni a pa aja fun. Onílí ikú, olódèdè màríwò. ÒGÚN olónà ola. ÒGÚN a gbeni ju oko riro lo, ÒGÚN gbeni o. Bi o se gbe Akinoro.

ÓNI IJÁ ÓNI IJÁ ÓNU IJÁÓ,ÓNI IJÁ,ÁGÓ,AGÓ MEJEÉE´,MEJE O´JE´RIM E JOJO A I ERU,O ONI IJA,ONI IRE,OONI IJA O,O GOGORO ARA OUN,WA GBELE GBI ALAAKORO A YIN SIN,AYIN SIM IMOLE. PATAKURI OGUM 

Bi omodê bá da Ilé, ki o má se da Ogumexubaráxoroquê Osô – Arô – Okê

Ójó Iségún (terça feira ) MOFÉ LONÃ AYÓ ( EU QUERO CAMINHOS DE FELICIDADE DADOS E TRAÇADOS POR ÓGÚN ,torí ogún ka[a pé ( por isto ogun clamou ) CÓBRA NASCEU PARA SE RASTEJAR POR FALTA DE FIDELIDADE A SI PRÓPRIA ,contra a maldade e contra um bóte inesperado da vida ,de traições seja de um irmão ou seja de um amigo OGÚN ESTÁ NO MUNDO COMO ANTIDOTO COMO E TANBEM COMO A SOLUÇÃO ENTRE A GUERRE ENTRE O BEM E O MAL ,OGUN SEMPRE VENCE NO FINAL ASISÉ ATÁKI PATAKÍI ÓGÚN !!!

Aqui vai o link do meu segundo facebook, pois o primeiro já chegou no limite máximo em que se aceitam amizades:

http://www.facebook.com/profile.php?id=100004021266308

http://ogumxoroke.tumblr.com/

http://www.tumblr.com/blog/ogumxoroke
http://ogumexubaraxoroque.no.comunidades.net/
http://www.ogumexubaraxoroque.no.comunidades.net/
http://ogumexubaraxoroque.rede.comunidades.net/

http://ogumexuxoroque.wordpress.com/
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001325068553
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Justo Juiz Jesus Cristo

por Ogum Exu Bará Xoroquê, domingo, 27 de março de 2011 às 06:48

    Descubra Deus dentro dentro de si, quem reverencia será reverenciado, a vida de cada pessoa é a expressão da sua mente... quem ajuda o próximo, ajuda à si mesmo; aquele que ama à Deus, ama também ao seu próximo. A harmonia se estabelece quando se agradece.

   Acredite que seu desejo já está concretizado, não lamente as perdas: coisas melhores virão; o amor que vira recompensa. Através da total confiança à Deus, viva alegre e corajosamente: "se eu mudar o mundo, o mundo também me mudará".

   Quem conhece essa verdade e muda sua atitude mental, certamente se tornará feliz. A vida de cada pessoa é a expressão que manifesta com o tipo de vida que ela vive.

   Todos sonham e imaginam tudo o que há de bom e maravilhoso nesse mundo para si e os seus, só não imaginam que possam existirem pedras em suas caminhadas, dificuldades e, principalmente pessoas de sua semelhança que fazem de tudo para te deixarem sem a esperança de alcançarem e conseguirem esse momento, que é se sentirem realizado(a)s, onde com certeza, vocês se sentiriam felizes e, com isso, tornando-se uma pessoa bondosa e desejada, como um modelo da raça humana.

    Modelo este que é tão importante e superior às outras raças existentes no mundo. Talvez se todos fossem realizados, o mundo fosse outro!

   Todos sonham para realizarem, pois o sonho é o primeiro passo para a construção. E se há pedras e dificuldades em suas caminhadas são para serem vencidas e não para matarem suas esperanças.

   Quanto à serem bons e desejados, depende única e exclusivamentedo que são e do que realizam, o modelo da raça humana há sim, aquele que viveu o exemplo de humildade, caridade, verdade, simplicidade, irmandade e amor... JESUS

   Conheça-se e conheça-o, em breve descobrirás de que não são nada diante DELE, que o que é motivo de orgulho para os seres humanos, na verdade, deveria ser, o maior motivo de vergonha.. pois extremamente larga é a porta da tentação e incrivelmente estreita, a da salvação.

   Aprender e ser aprendiz, são posições excelentes quando realmente, se quer chegar*.

   Tudo podem Naquele que lhes fortalecem, JESUS e todos os mentores espirituais são com vocês porque JESUS vos ama. Graças e louvores sejam dados à todo o momento, ao Divino e Santíssimo Sacramento.13ii

"Mas o que esperam no Senhor renovarão suas forças, subirão com asas como águia".

Prece de Cáritas

por Ogum Exu Bará Xoroquê, domingo, 3 de julho de 2011 às 16:19

  

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade! 

Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. 

Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

 

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor,  para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas  fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão. 

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

 

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.

A prece, denominada De Cáritas, tem sido querida e contritamente orada por várias gerações de espíritas.

CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma  das grandes médiuns de sua época – Mme. W. Krell – em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo, em especial por transmitir poesia (que se constitui no ácido da psicografia), da lavra de Lamartine, André Chénier, Saint-Beuve e Alfred de Musset, além do próprio Edgard Allan Poe. Na prosa, recebeu ela mensagens de O Espírito da Verdade, Dumas, Larcordaire, Lamennais, Pascal, e dos gregos Ésopo e Fenelon.

A prece de Cáritas foi psicografada na noite de Natal, 25 de dezembro, do ano de 1873, ditada pela suave Cáritas, de quem são, ainda, as comunicações: “Como servir a religião espiritual”e “A esmola espiritual”.

Todas as mensagens que Mme. W. Krell psicografada em transe, e, que chegaram até n;os, encontram-se no livro Rayonnements de la Vie Spirituelle, publicado em maio de 1875 em Bordeaux, inclusive, o próprio texto em francês (como foi transmitido) da Prece de Cáritas.

(Extraído publ. EDICEL)

Não sou dona da verdade, sou um Espirito em Evolução, e busco conhecer, compreender e colocar em prática o máximo possível do aprendizado que venho tendo nesses anos todos trabalhando com a espiritualidade e compartilhá – los aos nossos irmãos de fé afim que assim, seja prestada por mim, algum tipo de caridade à quem necessitar destas informações.

Este é um blog pessoal,todo o material aqui exposto foi pesquisado na internet,livros,textos,fotos,imagens,vídeos,músicas,etc…
Por meus ensinamentos espíritas, creio, essa é uma opinião minha, não obrigatoriamente seja concordada, que em relação à fundamentos não há violação. Eu pessoalmente, não ponho este meu blog com direitos autorais porque o que me interessa é o prestar caridade à quem necessite, mas “à cada cabeça, uma setença”, que deve ser de qualquer forma, respeitada a opinião alheia.
Neste blog encontra-se também alguns textos por mim escritos,por amigos,etc…

Quero deixar claro que não é minha intenção violar direito autoral algum, portanto, se alguém encontrar algo que seja de sua autoria e que encontra – se sem os devidos créditos, peço por gentileza avisar-me,pois procuro sempre postar a fonte e ou autor., o mesmo será corrigido imediatamente e ou até mesmo excluído se for a exigência.

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Todos são muito bem vindos aqui e à estarem com meu Pai, aonde Ele estiver. Desejo – lhes um motumba axé.

Valéria D’ Ogum Exu  Xoroquê 

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Manuscritos de São Cipriano & a “santa inquisição” terça-feira, jan 10 2012 


OLHE  A SEU REDOR  VEJA A MAGIA

A lenda de São Cipriano - O Feiticeiro - confunde-se com um outro célebre Cipriano imortalizado na Igreja Católica, conhecido como Papa Africano. Apesar do abismo histórico que os afasta, as lendas combinam-se e os Ciprianos, muitas vezes, tornam-se um só na cultura popular. É comum encontrarmos fatos e características pessoais atribuídas equivocadamente. Além dos mesmos nomes, os mártires coexistiram, mas em regiões distintas.

Cipriano – O Feiticeiro – é celebrado no dia 2 de Outubro. Foi um homem que dedicou boa parte de sua vida ao estudo das ciências ocultas. Após deparar-se com a jovem (Santa) Justina, converteu-se ao catolicismo. Martirizado e canonizado, sua popularidade excedeu a fé cristã devido ao famoso Livro de São Cipriano, um compilado de rituais de magia.

A fantástica trajetória do Feiticeiro e Santo da Antioquia, representa o elo entre Deus e o Diabo, entre o puro e o pecaminoso, entre a soberba e a humildade. São Cipriano é mais que um personagem da Igreja Católica ou um livro de magia; é um símbolo da dualidade da fé humana.

O Feiticeiro

Filho de pais pagãos e muito ricos, nasceu em 250 d.C. na Antioquia, região situada entre a Síria e a Arábia, pertencente ao governo da Fenícia. Desde a infância, Cipriano foi induzido aos estudos da feitiçaria e das ciências ocultas como a alquimia, astrologia, adivinhação e as diversas modalidades de magia.

Após muito tempo viajando pelo Egito, Grécia e outros países aperfeiçoando seus conhecimentos, aos trinta anos de idade Cipriano chega à Babilônia a fim de conhecer a cultura ocultista dos Caldeus. Foi nesta época que encontrou a bruxa Évora, onde teve a oportunidade de intensificar seus estudos e aprimorar a técnica da premonição. Évora morreu em avançada idade, mas deixou seus manuscritos para Cipriano, dos quais foram de grande proveito. Assim, o feiticeiro dedicou-se arduamente, e logo se tornou conhecido, respeitado e temido por onde passava.

A Conversão Cristã

Vivia em Antioquia a bela e rica donzela Justina. Seu pai Edeso e sua mãe Cledonia, a educaram nas tradições pagãs. Porém, ouvindo as pregações do diácono Prailo, Justina converteu-se ao cristianismo, dedicando sua vida as orações, consagrando e preservando sua virgindade.

Um jovem rico chamado Aglaide apaixonou-se por Justina. Os pais da donzela (também convertidos à fé Cristã) concederam-na por esposa. Porém, Justina não aceitou casar-se. Aglaide recorreu a Cipriano para que o feiticeiro aplicasse seu poder, de modo que a donzela abandonasse a fé e se entregasse ao matrimônio.

Cipriano investiu a tentação demoníaca sobre Justina. Fez uso de um pó que despertaria a luxúria, ofereceu sacrifícios e empregou diversas obras malignas. Mas não obteve resultado, pois Justina defendia-se com orações e o Sinal da Cruz.

A ineficácia dos feitiços fez com que Cipriano se desiludisse profundamente perante sua fé e se voltasse contra o demônio. Influenciado por um amigo cristão de nome Eusébio, o bruxo converteu-se ao cristianismo, chegando a queimar seus manuscritos de feitiçaria e distribuir seus bens entre os pobres.

Os Fantasmas

Em um capítulo de seu livro, Cipriano narra um episódio ocorrido após sua conversão:

“Numa noite de sexta-feira, caminhava por uma rua deserta quando se deparou com quatorze fantasmas. Essas aparições eram bruxas que imploravam ajuda. Cipriano respondeu-lhes que havia se arrependido de sua vida de feiticeiro, e que havia se tornado temente a Jesus Cristo. Logo depois caiu em sono profundo, e sonhou que a oração do Anjo Custódio o livraria daqueles fantasmas. Ao despertar teve uma breve visão do Anjo. Assim, auxiliado pela oração de São Gregório e do Anjo Custódio, esconjurou e livrou a alma atormentada das bruxas.”

A Morte

As notícias da conversão e das obras cristãs de Cipriano e Justina, chegaram até o imperador Diocleciano que se encontrava na Nicomédia. Assim, logo foram perseguidos, presos e torturados. Frente ao imperador, viram-se forçados a negar a fé cristã. Justina foi chicoteada, e Cipriano açoitado com pentes de ferro. Não cederam.

Irritado com a resistência, Diocleciano ainda lançou Cipriano e Justina numa caldeira fervente de banha e cera. Os mártires não renunciaram, e tampouco transpareciam sofrimento. O feiticeiroAthanasio (que havia sido discípulo de Cipriano) julgou que as torturas não surtiam efeito devido a algum sortilégio lançado por seu ex-mestre. Na tentativa de desafiar Cipriano e elevar a própria moral, Athanasio invocou os demônios e atirou-se na caldeira. Seu corpo foi dizimado pelo calor em poucos segundos.

Após este fato, o imperador Diocleciano finalmente ordenou a morte de Justina e Cipriano. No dia 26 de Setembro de 304, os mártires e um outro cristão de nome Teotiso, foram decapitados às margens do Rio Galo da Nicomédia. Os corpos ficaram expostos por 6 dias, até que um grupo de cristãos recolheu e os levou para Roma, ficando sob os cuidados de uma senhora chamada Rufina. Já no império de Constantino, os restos mortais foram enviados para a Basílica de São João Latrão.

O Livro

AQUI ESTÁ A  HISTÓRIA DE SUA VIDA

O famoso Livro de São Cipriano foi redigido antes de sua conversão, mas o mistério que envolve a vida do Santo interfere também em seu livro. Uma parte dos manuscritos foi queimada por ele mesmo. A questão é que não se sabe quando, e por quem os registros foram reunidos e traduzidos do hebraico para o latim, e posteriormente levados para diversas partes do mundo.

No decorrer dos anos, o conteúdo sofreu alterações significativas. Houve uma adaptação de acordo com as necessidades e possibilidades contemporâneas; além da adequação necessária na tradução para os vários idiomas. Esses fatores colocam em dúvida a fidelidade das versões recentes, se comparadas às mais antigas.

Atualmente, não é possível falar do Livro, mas sim dos Livros de São Cipriano. As edições capa preta e capa de aço; ou aquelas intituladas como o autênticoo verdadeiro, ou o único, enfatizam um mesmo acervo mágico central, e ainda exaltam o cristianismo e a vitória do bem sobre o mal. Porém, existem grandes diferenças no conteúdo. Enquanto alguns exemplares apresentam histórias e rituais inofensivos, outros apelam para campos negativistas e destrutivos da magia.

Num aspecto geral, encontra-se instruções aos religiosos para tratar de uma moléstia, além de cartomancia, esconjurações e exorcismos. A Oração da Cabra PretaOração do Anjo Custódio e outras da crença popular também são inclusas (Magnificat, Cruz de São Bento, Oração para Assistir aos Enfermos na Hora da Morte, etc.). Além dos rituais de como obter um pacto com o demônio, como desmanchar um casamento e da caveira iluminada com velas de sebo.

No Brasil, o Livro de São Cipriano é usado largamente nas religiões afro-brasileiras, e se tornou um “almanaque ocultista” de fácil acesso que se dilui na crendice popular. Há ainda os mitos que o cercam: muitos consideram ser pecado possuí-lo ou simplesmente tocá-lo. De qualquer forma, o tema São Cipriano e tudo que o cerca, é um campo de estudo e pesquisa muito interessante para os ocultistas, religiosos e aventureiros.

São Cipriano

O Mago dos Magos, o santo de Deus

Tascius Caecilius Cyprianus, nasceu na cidade de Antioquia.

Antioquia era uma cidade antiga erguida na margem esquerda do rio Orontes, na Turquia. Foi nesta cidade que, quando o Cristianismo era apenas uma pequena seita religiosa,  Paulo pregou o seu primeiro sermão numa Sinagoga, e foi também aqui que os seguidores de Jesus foram chamados de Cristãos pela primeira vez.

Historicamente, há quem defenda que São Cipriano Bispo de Cartago, ( Cartago, o coração do grande império fenício que existiu no Norte de Africa e que rivalizou com o império romano pelo controlo do mediterrâneo) e são Cipriano de Antioquia,( de cognome «o feiticeiro», ou «o mago dos magos»), nascido na cidade que existiu na zona entre Turquia e Síria, e que era chama «a mais bela cidade do oriente», são figuras históricas totalmente distintas. Ao contrario, muitas outras fontes afirmam que São Cipriano o Bispo de Cartago, e São Cipriano «o Feiticeiro», se tratam da mesma figura histórica, sendo que por motivos de ocultação da vida pecaminosa de São Cipriano antes da sua conversão, se procurou criar a ideia que o São Cipriano santificado era uma figura totalmente distinta do São Cipriano o bruxo, assim retirando de São Cipriano o Bispo e o Santo, a pesada macula de todos os seus anteriores pecados. São teses históricas, umas mais defensáveis que outras, mas que de qualquer das formas são unânimes em confirmar a existência de São Cipriano. Cremos pessoalmente, que tal como afirmam as mais ilustres obras que versam sobre São Cipriano, que Cipriano o Bispo de Cartago, e Cipriano o Bruxo, são a mesma pessoa.

Quanto a São Cipriano de Antioquia, o bruxo e santo:

Antioquia era a terceira maior cidade do império romano, conhecida pela sua depravação. Nesta metrópole conhecida por “Antioquia, a bela”, ou a “rainha do Oriente”, ( tal era a beleza da arte romana e do luxo oriental que se fundiam num cenário deslumbrante), a população era maioritariamente romano -helénica, e o culto dos deuses era a religião oficial. Alguns dos cultos religiosos estavam associados a deusas do amor e da fertilidade, pelo que a lascívia, perversão e a libertinagem era famosas nesta cidade.

Foi neste ambiente religioso e cultural que Cipriano nasceu, havendo sido admitido num dos templos sagrados da cidade para realizar os seus estudos sacerdotais e místicos.

Filho de Edeso, ( pai), e Cledónia , ( mae), Cipriano nutria uma verdadeira vocação e gosto pelos estudos místicos e religiosos. Assim, Cipriano dedicou a sua vida ao estudo das ciências ocultas, sendo que ficou conhecido pelo epíteto de o «feiticeiro». Cipriano alcançou grande fama e o seu nome foi reconhecido enquanto um poderoso feiticeiro, capaz de grandes prodígios.

Cipriano nasceu em 250 d.C. Era descendente de uma prospera família e  filho de pais abastados e crentes das divindades pagas , que cedo o entregaram ao sacerdócio de Deuses.

Cipriano entrou assim em contacto com as ciências ocultas, e aprofundou afincadamente os seus estudos de feitiçaria, rituais sacrificiais e invocações de espíritos, astrologia, adivinhação, etc.

Cipriano não se limita aos seus estudos no sacerdócio em  Antióquia, e desejando aprofundar os seus estudos ocultos,viaja pelo Egipto e pela Grécia, angariando conhecimento com vários mestres e sacerdotes místicos; ele estuda desde as mais ancestrais técnicas astrológicas, á numerologia hebraica, e demais artes misticas.

Por volta dos seus 30 anos, Cipriano encontra-se estabelecido na Babilónia, onde encontra a bruxa Èvora.

Estudando com ela, Cipriano desenvolve as suas capacidades premonitórias e outras matérias sobre as artes da bruxaria segundo as tradições místicas dos Caldeus.

Após o falecimento da Bruxa Évora, Cipriano herda os manuscritos esotéricos da Bruxa Évora, dos quais extrai muita da sua sabedoria oculta.

Ao fim de algum tempo, Cipriano já domina as artes das ciências de magia negra, contactando demónios.

Diz-se que se tornou amigo intimo de Lúcifer e Satanás, para os quais conseguia angariar a perdição de muitas belas e jovens mulheres, o que muito agradava aos diabos, que em troca lhe concediam grandes poderes sobrenaturais.

(Sobre como um bruxo ou bruxa se tornam servos do demónio, consultar Bruxas e Demónios, assim como o Malleus Maleficarum e Sabbath),

Com os poderes infernais que lhe advinham que dialogar directamente com os demónio e pedir-lhes a concretização de favores, Cipriano construiu uma carreira de bruxo com grande fama,  produzindo grandes feitos, o que lhe valeu uma imprecedível reputação de grande feiticeiro ou mago.

Muitas pessoas de todos os quadrantes geográficos procuravam os seus serviços místicos e os seus ganhos financeiros eram assinaláveis.  São Cipriano viveu assim uma vida de bruxarias e riquezas, sendo que dizem certas lendas que São Cipriano foi dono de um fabuloso tesouro, onde se encontravam tanto os seus manuscritos secretos sobre assuntos místicos e bruxaria, como uma fortuna financeira incalculável, adquirida através do exercício das suas artes esotéricas.

Cipriano foi autor de diversas obras e tratados místicos, e era já um feiticeiro respeitado, reputado e temido, quando foi contactado por um rapaz de nome «Aglaide», ( ou Adelaide).

O rapaz estava ardentemente apaixonado por uma belíssima donzela Cristã de nome Justina.

Aglaide tinha encontrado o consentimento dos pais de Justina quanto a um casamento com ela, contudo a donzela professava uma forte fé cristã e desejava manter a sua pureza, oferecendo a sua virgindade a Deus. Por esse motivo, Justina recusou-se casar.

Desgostoso mas com forte determinação em possuir Justine, Adelaide encomendou os serviços de Cipriano, o «mago dos magos», grande estudioso e sabedor dos conhecimentos do oculto.

Cipriano usou de toda a extensão da sua bruxaria para fazer Justine cair nas tentações carnais, levando-a a abrir-se  e oferecer-se a Aglaide, ao passo que renunciando á sua fé Cristã.

Cipriano fez uso de diversos trabalhos malignos, e contudo nenhum deles surtiu qualquer efeito.

Para espanto de Cipriano, todo o batalhão de feitiços que usava era repelido pela jovem rapariga apenas através do sinal da cruz e das suas orações

Acostumado a fazer belas moças cair na tentação da carne e assim a leva-las a entrar pelos caminhos da luxúria, conquistando-as para si mesmo, ( a favor do diabo, a quem com a perversão lhes vendia as almas ), ou para as abrir a quem lhe encomendava os serviços de feitiçaria, Cipriano não consegue entender o que se estava a passar.

Ele encontrou muitas dificuldades, sendo que pediu ao demónio que perseguisse a jovem e bela Justina, ora lançando-lhe forte tentação e inflamando-a se desejo carnal, ora atormentando-a com visões e aparições, ora tentando-a vergar com todo um ardil diabólico, que ia de doenças, a todo o tipo de enfermidade. Noite após noite, a pedido de Cipriano, o demónio  visitava a jovem Justina com a sua infernal quantidade de seduções e castigos. Nada resultou.

Cipriano desiludiu-se profundamente com as suas artes místicas que ate então tinham funcionado tão forte e infalivelmente, para agora se verem derrotadas por uma mera donzela com fé em Deus e em Cristo.

Aconselhado por Eusébio, ( um amigo seu), e observando o poder da fé de Justine, Cipriano concerteu-se ao Cristianismo.

Assim fazendo-o, o feiticeiro destruiu grande parte das suas obras esotéricas e tratados de magia negra, assim como  ofereceu e distribuiu todos os seus bens materiais e riquezas aos pobres.

Depois de se converter, Cipriano ainda foi fortemente atormentado por espíritos de bruxas que o perseguiam, mas teve fé e assim afastou de si tais aparições que apenas o pretendiam reconduzir aos caminhos da feitiçaria.

Cipriano viveu uma vida de castidade e virtude, vindo a ser ordenado sacerdote, e mais tarde alcançado a posição de Bispo de Cartagena.

A fama de Cipriano era contudo grande e as notícias da sua conversão ao cristianismo chegaram á corte do Imperador Diocleciano que á data tinha fixado residência na Nicomédia.

Cipriano e Justina foram perseguidos, aprisionados e lavados ao imperador, diante do qual foram forçados a negar a sua fé. Naquele tempo, muitas das perseguições contra os cristãos visavam fazer os fiéis abjurar, ou seja, renunciar á fé em Cristo. A esses cristãos, cuja a vida era poupada, chamavam-se: lapsi 

 

Consta que Justina e Cipriano, foram por isso violentamente torturados, na tentativa de os levar á «abjuração».

Justina foi despida e chicoteada, ao passo que Cipriano foi martirizado com um açoite de pentes de ferro.

Mesmo com a carne arrancada do corpo a cada flagelação do chicote com dentes de ferro, Cipriano não renegou a sua fé, e Justina manteve-se sofredoramente fiel a Deus.

Conta a lenda, que outros grandes tormentos foram infligidos a Cipriano e Justina, sendo que ambos saíram ilesos, por obra de um milagre de Deus.

Perante a recusa de Cupriano e Justina em renunciar á sua fé, e enraivecido perante o milagre que teimava em salvar Cipriano e Justina das torturas, o imperador ordenou a sua condenação á morte.

Cipriano e Justina foram decapitados a 26 de Setembro de 304 d.C, juntamente com um outro mártir de nome Teotiso. Aceitaram a sua execução com grande fé e serenidade, tendo falecido com coragem e dignidade.

Os seus corpos nem sequer foram sepultados, e ficaram expostos por 6 dias. Um grupo de cristãos comovidos pela barbaridade, recolheu-os.

Mais tarde, o imperador Cristão Constantino, (272 – 337 d.C. ), ouviu falar de São Cipriano.

O imperador Constatino foi o primeiro imperador Romano a confirmar o cristianismo como religião oficial. Diz a lenda que na noite antes de uma batalha decisiva ás portas de Roma, o imperador sonhou com uma cruz e ouviu uma voz que lhe disse:«sob este símbolo vencerás».

Constantino interpretou o sonho como uma mensagem de Deus, e de facto venceu a batalha e conquistou o mais alto cargo de poder do império romano. Governou o império ate morrer.

Foi Constantino que convocou o concilio de Niceia, onde se fixou a data da Páscoa crista, assim como se decidiu sobre a natureza divina de Jesus. Foi também Constantino que através do Èdito de Constantino, fixou o domingo como dia de descanso cristão, o correspondente ao Sabbath judaico.

Constantino ordenou que os restos mortais de Cipriano fossem sepultados na Basílica de São João Latrão, localizada na praça com o mesmo nome em Roma, que é a catedral do Bispo de Roma, ou seja: o papa. A basílica de São João de Latrão, (Archibasilica Sanctissimi Salvatoris), é a «mãe» de todas as igrejas, aquela na qual o Santo Padre exerce o seu mais alto oficio divino.

A Basílica de São João de Latrão encontra-se localizada na praça de mesmo nome em Roma e é a Catedral do Bispo de Roma: o Papa. O seu nome oficial é «Arquibasílica do Santíssimo Salvador»,  e é considerada a “mãe” de todas as igrejas do mundo.

Foi na «Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput», ( mãe e cabeça de todas as igrejas do mundo), que São Cipriano, o santo e mártir, encontrou o seu eterno repouso.

Todo percurso de São Cipriano é um verdadeiro hino á vida no esplendor da sua existência:

do Diabo a Deus, dos anjos aos demónios, da feitiçaria é fé crista, da magia negra á magia branca, em tudo São Cipriano mergulhou, estudou e viveu.

Do pecado á virtude, da luxúria á santidade, da riqueza á pobreza, do poder á martirização, se alguém é digno de um percurso existência completo, rico e enriquecedor, eis que este santo assim o representa.

Controverso e polémico, em São Cipriano a própria noção de evolução espiritual através da profunda vivência das mais diversas realidades espirituais, ( do mais profano excesso,  á mais sacrificada ascese), encontra corpo na vida e obra deste feiticeiro e mártir.

Outras figuras houveram como ele ao longo da história:

Maria Madalena amava profundamente a luxúria e era prostituta, uma mulher totalmente entregue ao prazer da carne, da vaidade e da luxúria, e que mais tarde viria a ser Santa; Paulo perseguia a matava homens e mulheres inocentes apenas por serem cristãos. Era um sanguinário predador de homens, um assassino que assistiu á morte de São Estêvão, (o primeiro mártir), e que perseguiu e matou cristãos na estrada que conduzia a Damasco, e que depois ascendeu a Santo; Maria Egípcia, viveu na Alexandria, ( Egipto), onde se tornou prostituta. Não vendia o corpo pensando em dinheiro, mas apenas pelo vício do prazer. A quem lhe queria pagar, ela recusava o dinheiro e dizia que se prostituía apenas para ter quantos homens fosse possível, fazendo de graça o que lhe dava prazer. Também ela se tornou Santa Maria do Egipto, a ermitã.

A história está repleta de santos que foram pecadores, e de grandes pecadores que se tornaram santos.

São Cipriano é também um desses exemplos da natureza humana em toda a sua complexa extensão:

- de pecador dedicado á feitiçaria, considerado o «mago dos magos», apelidado como o «discípulo preferido do Diabo», conquistando pela bruxaria belas mulheres para as entregar ás mãos do Diabo e da luxúria, e construindo fortuna com fundamento na pratica do ocultismo, chegou a santo na mais devota e redentora assunção do termo.

Muito mais que apenas um feiticeiro, ou apenas um santo: é um símbolo da mais íntima natureza humana, na sua ampla dualidade. São Cipriano, foi bruxo de grande poder, bispo de grande sabedoria e santo de grande nobreza. Por tudo isso, ( e tal como Maria Madalena, que foi pecadora e encontrou a luz em Cristo), São Cipriano foi um exemplo que redenção e salvação. Os seus saberes contudo, abrem as portas á magia negra mais poderosa, ou á magia branca mais celestial.  Cabe a cada um de nós, usar os saberes de São Cipriano em consciência, e de acordo com as nossas escolhas.

São Cipriano ficou famoso tanto pela sua vida de escândalos e luxúria, como pela pratica da mais poderosa bruxaria, ( que aprendeu tanto nos templos das Deusas da fertilidade, como com a famosa Bruxa Évora), como pelos muitos milagres que fez depois de se converter ao cristianismo, ( o que o levou a ser um dos mais bem sucedidos evangelizadores do seu tempo), e por ultimo pela sua morte como mártir em nome da Fé.

Contam as lendas que São Cipriano, através dos conhecimentos obtidos com a bruxa Évora,  terá feito um pacto com um demónio. Por causa desse pacto,  São Cipriano ter-se-ia entregue a uma vida de luxúria e pecado, por forma a satisfazer o demónio, entregando belas mulheres á perdição e perversão das seduções carnais. Desse pacto demoníaco celebrado por São Cipriano, conta-se que lhe advieram os extensos poderes mágicos com os quais o bruxo realizou incontáveis trabalhos místicos, que lhe renderam uma fama sem precedentes.

Dizem algumas fontes, que os manuscritos de São Cipriano ainda existentes, (que podem ser usados tanto para o bem, como para o mal), encontram-se conservados na Biblioteca do Vaticano, e que os livros que presentemente existem no mercado são excertos retirados dessas obras originais.

Nos saberes de São Cipriano, é claro de embora Cipriano haja renunciado á prática das artes da feitiçaria, ele por vezes podia ensina-la a quem se encontrava em perigo ou tormentos, a fim de auxiliar essa pessoa, se assim fazendo-o então o santo conquistasse mais uma alma para a salvação da cristandade, o que apenas atesta que magia usada para operar em Deus e a bem da salvação de uma alma cristã, é uma coisa boa e virtuosa.

Seja como for, São Cipriano é um Santo e Bruxo milagreiro, cujas as graças já favoreceram milhares de sofredores por todo o mundo, em todo o tipo de situações mais desesperadas. O dia de São Cipriano é celebrado a 2 de Outubro, sendo que na última noite desse mesmo mês, a 31 Outubro( para 1 Novembro, a noite mais longa do ano),  é celebrado o dia dos mortos, ou o dia das bruxas. O mês 9 de todos os anos, é um mês de profunda tradição na bruxaria.

E sobre são Cipriano, eis que muitos por isso perguntam:

Deve-se venerar a são Cipriano «antes» ou «depois» da sua conversão?

Responde-se:

Deve-se olhar a são Cipriano no seu «todo», ou seja, deve-se olhar para «todo» o homem e para «toda» a vida do santo, pois que da mesma forma que não é possível  partir um homem ao meio, então também não é possível conhecer ao santo dividindo-o em dois.

E por isso:

Como se poderá alguma vez compreender a mensagem e o ensinamento do santo, se não se olhar a «toda» a sua vida, e a «toda» a sua vivencia?

Acaso será possível ter vinho negando as uvas? Ou acaso será possível fazer o pão desprezando ao grão da farinha? Como podereis edificar uma grande casa sem o pequeno tijolo?, pois acaso não é necessário um para construir ao outro?

E então: como podereis entender á vida de um santo se não olhardes a «toda» a sua vida?, e como podereis compreender á mensagem de um santo se não observardes «toda» a sua vivencia?, da mesma forma que como podereis entender um livro se apenas lerdes metade dele, e deitardes fora a outra metade do livro?

E na verdade: como poderia são Cipriano verdadeiramente ter compreendido que no mundo do espírito não há Senhor acima de Deus, se o santo não se aprofundasse nas mais obscuras e ocultas vivencias místicas?, de forma a em certo momento entender que até o Diabo, ( ele assim o confessou a são Cipriano), é um anjo submetido ao poder de Deus?, e que nem o poder do maior anjo ou do maior demónio conseguem vencer ao poder de Deus?, e que todas as coisas estão submissas e submetidas a Deus?, e que nada sucederá neste mundo se Deus não o permitir?, pois que o poder de Deus suplanta e supera todos os demais poderes?

E por isso: toda a vida do santo deve ser olhada, pois que o santo nem negou ás coisas do espírito, nem negou ás coisas da santidade; E o santo não negou nem ás coisas místicas, nem negou ás coisas de Deus; E antes porem, o santo tudo isso viveu, e tudo isso vivenciou, para deixar ao mundo um legado e uma mensagem de fé, e essa mensagem foi tal conforme já nas escrituras é anunciado, onde assim está escrito:

o SENHOR DOS ESPIRITOS (…) se manifestou

2 Macabeus 3,24

 

Pois então:

Deus é «Senhor dos espíritos», e «Deus» é «Senhor» de «todos os espíritos», e «Deus» é «Senhor» de «todas» as coisas do «mundo do espírito», e por isso no «mundo do espírito» nada dará fruto se Deus não quiser, e com Deus tudo dará fruto.

E no fundo, era esta uma das mensagens de são Cipriano, pois que ele que tantos prodígios conseguiu alcançar com as suas magias, porem acabou concluindo que as suas mais poderosas magias apenas davam fruto quando Deus permitia, e porem quando Deus não permitia então não havia fruto possível.

E por isso, eis que assim são Cipriano acabou observando na sua obra:

«(…) Disse o demónio -  Infelizmente nada possa fazer contra o Deus todo poderoso (…) que se quiser poderá nos impedir de qualquer movimento»

 Obra de S. Cipriano – Pag 22, Capitulo «Nascimento, vida e Morte de S. Cipriano; Cipriano e Clotilde»

Pois então:

Se não fosse «toda» a vida do santo, tanto antes como após a sua conversão, então jamais tamanha «chave» lhe teria sido dada, para que se lhe permitisse verdadeiramente vislumbrar as leis do mundo do espírito, e assim deixar um legado de sabedoria inigualável.

E por isso, assim se pode entender da mensagem de são Cipriano:

«Deus» é espírito, e «Deus» é o «Senhor» dos espíritos, e por isso todas as «coisas do espírito» são de «Deus», e todas as coisas do «mundo do espírito» são as coisas do «reino de Deus»; E por isso, todas as coisas do espírito são boas se vividas em Deus, e todas as coisas do espírito dão fruto se vividas com Deus, e porem sem Deus não há prodígios possíveis, e fora de Deus não há maravilhas.

E por isso, são Cipriano falando das suas artes mágicas e místicas, assim disse na sua obra:

«(…) havemos de notar que tudo quanto fazemos é em nome de Jesus Cristo»

 

Obra de são Cipriano; Instruções a todos os religiosos, Pag. 36

Ou seja: assumiu são Cipriano que tudo quanto foi feito na sua obra, ( seja magia branca, ou magia negra, ou encantamento, ou feitiço, ou conjuração, ou invocação), tudo é feito em Deus, e com Deus; assume por isso são Cipriano, que a «magia» é coisa do «espírito», e que por isso toda a coisa da «magia» sendo coisa do «espírito» é coisa do «mundo do espírito», e o «mundo do espírito» é o «reino de Deus», e por isso não há «magia» que possa dar fruto fora de «Deus», e com «Deus» toda a «magia» é invencível.

Ou seja, sobre as artes do espírito, e sobre a magia, e sobre os misticismos, eis que são Cipriano acabou ensinando tal conforme assim está escrito:

tudo o que Deus criou é bom, e nada é desprezível se tomado com acção de graças, porque é santificado pela Palavra de Deus e pela oração

1 Timóteo 4,1;4

 

Pois então: todas as coisas do mundo do espírito são boas e nenhuma é desprezível, se elas foram vividas em Deus, e se praticadas com Deus.

E por isso, a todos aqueles que acusando o santo por causa das suas sabedorias místicas e do espírito, então julgam poder dividi-lo em «antes» e «depois» da sua conversão, então a esses as próprias escrituras lhes respondem como assim está revelado:

todas as coisas Te servem a Ti

Salmo 119,91

 

Pois então:

Deus é Senhor de todas as coisas, e por isso todas as coisas servem a Deus, e por isso todas as artes do espírito serão desaconselhadas se praticadas fora de Deus, e porem todas as artes do espírito, ( sejam elas de magias «negras», ou magias «brancas», ou qual for a sua «cor»), eis que todas as artes do espírito são boas e virtuosas se praticadas com Deus, e em Deus.

E assim sendo:

São Cipriano jamais renegou ás magias e aos portentosos prodígios que delas podem nascer; porem são Cipriano também não negou a Deus, e converteu-se, e morreu mártir pela fé em Cristo. E por isso, a lição do santo foi: as magias existem, e são coisas do espírito, e elas darão bom fruto se forem operadas na fé em Deus, por Deus, e jamais fora de Deus, pois que fora de Deus não há maravilhas do espírito.

São Cipriano veio assim servir um novo e diverso pão de esperança, e o santo veio oferecer um novo e amplo vinho de espiritualidade, e todo esse novo fruto reside no ensinamento de são Cipriano, e o ensinamento deve ser olhado no «todo» e não apenas na «parte».

Nalgumas doutrinas, são Cipriano é apontado enquanto o santo Padroeiro de magos, magas, bruxos, bruxas, necromantes, feiticeiras, espíritas, e de todos aqueles homens de fé que operam nas artes do espírito e do oculto.

Sendo o santo protector desta classe de homens de fé e ocultistas, são Cipriano assume-se como o santo protector dessas artes e de seus artificies, sendo que a são Cipriano se pede protecção e intercedência em todos os empreendimentos místicos e obras do espírito, procurando sempre que através da intercedência do santo, todos os processos espirituais sejam bem sucedidos, e porem sempre norteados pela luz de Deus, pois que como são Cipriano descobriu: com Deus tudo é possível edificar no espírito, e sem Deus nenhum fruto florescerá no espírito.

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Seis breves apontamentos sobre saberes gerais dos ensinamentos ocultos de S. Cipriano

I

Sobre a natureza da magia, assim dizem os saberes de S. Cipriano:

«A magia é a arte de submeter as potências da natureza á vontade humana. Entre essas potências, há as entidades invisíveis, espíritos, génios, demónios, evocados mediante fórmulas, orações, encantamentos, talismãs, Pentáculos, filtros, e outros agentes naturais»

Obra de S. Cipriano, pag 222, Capitulo «A Magia»

II

 

São 5 os tipos de orações que São Cipriano ensinou, e servem elas para:

«Para rogar a Deus pelas almas boas; Para esconjurar os espíritos maus; Para curar moléstias; Para conjurar encantos (…); Para se fechar uma morada ou um corpo (…)»

Obra de S. Cipriano, Pag. 37, capitulo «Instruções a todos os religiosos»

III

Sobre a oração, assim dizem os saberes de S. Cipriano:

«A oração é o meio que o homem tem para comunicar-se com Deus e com os espíritos»

Obra de S. Cipriano Pag 391

IV

Segundo os saberes de S. Cipriano, existem conjuros de Magia Negra, para fins de «mandar os espíritos tentar qualquer pessoa de quem desejamos qualquer coisa». Devem-se ao celebrar tais conjuros, respeitar cinco regras, e elas são:

«Não pode ir o conjurador com mais de duas pessoas; não se pode fazer (..) conjuração senão de noite das onze horas ás duas horas, e em lugares solitários. (…) o conjurador deverá ir vestido de preto e nenhuns dos cicunstantesdeverá levar sinais sagrados»

Obra de S. Cipriano Pag 332, Capitulo «Grande Conjuração de Magia Negra»

V

Sobre a bruxaria, sua natureza, seus poderes e os seus limites, assim dizem os ensinamentos de S. Cipriano:

 

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«Os bruxedos, (…) na sua forma mais pura, é uma tentativa de (…)  fazer aparecer espíritos benignos ou malignos (…)

Obra de S. Cipriano; Pag 41, Capitulo «Os bruxedos no tempo de São Cipriano»

 

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«Cumpridas as instruções de Lúcifer, Cipriano pode então apossar-se de Elvira, como pretendera»

Obra de S. Cipriano, Pag 20, Capitulo «Cipriano e Elvira»

 

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«(…) Disse o demónio -  Infelizmente nada possa fazer contra o Deus todo poderoso (…) que se quiser poderá nos impedir de qualquer movimento»

 Obra de S. Cipriano – Pag 22, Capitulo «Nascimento, vida e Morte de S. Cipriano; Cipriano e Clotilde»

 

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«O espírito das trevas não teve outra saída senão explicar francamente a situação (…) O sinal da cruz afastava qualquer demónio e era justamente aquele sinal que Justina se valia na hora das tentações e das tribulações»

Obra de S. Cipriano, Pag 28 Capitulo «Conversão de S. Cipriano»

VI

Dizem o saberes de S. Cipriano que uma amarração com recurso a magia negra, desperta sobre a sua vitima, tanto tentações como tribulações, conforme seja necessário para forçar uma certa criatura a aceitar um fim amoroso que ela não deseja. Desde infortúnios a tentações carnais, as astúcias demoníacas operam de diversas formas, conforme se pode ler:

«Aglaide resolveu apelar para outros recursos, e foi procurar Cipriano, o mago dos magos (…) Atendendo á solicitação, Cipriano valeu-se de todos os recurso da sua arte magica para satisfazer o moço enamorado (..) Cipriano fez com que jovem fosse presa de fortes tentações e ficasse apavorada durante noites com aparições (…) Foi aquele demónio a casa de Justina, procurando excitar-lhe o espírito e acender-lhe os desejos da carne(…) Perturbada pela influencia diabólica, Justina (..) sentia incendiar-se-lhe na carne a chama do desejo (…) a jovem (…) sentiu ímpetos de buscar amante fosse como fosse (..) o príncipe das trevas(…) vingou-se desencadeando (..) uma série de doenças de toda a sorte»

Obra de S. Cipriano, Pag.s 27-31, Capitulo « A Conversão de S. Cipriano»

 

Através dos seus saberes ocultos, S. Cipriano conseguiu alcançar grandes prodígios, apossando-se dos amores de Elvira e permitindo que uma bruxa alcançasse milagroso sucesso nos seus serviços à filha do conde Everaldode Saboril.

Contra o seu poderio de artes magicas, apenas Santa Justina lhe resistiu pois que Deus não permitiu que o seu feitiço produzisse fruto. Contudo, mesmo assim está escrito que:

«(…) os manuscritos que ele escrevera e os apontamentos da bruxa Èvora, botou-os no fundo da sua grande arca, pois, apesar de não terem sido fortes o suficiente contra Deus(…), os reconhecia de portentoso valor e serviriam futuramente (…) »

 

Obra e vida de S. Cipriano, extraída do Flos Sanctorum

S. Cipriano ensina nos seus escritos, que perante o tamanho poder do feitiço e do encantamento da bruxaria, apenas a Deus pode impedir o seu resultado, pois o santo assim mesmo o observou junto de Santa Justina. Há excepção disso, o saber oculto de S. Cipriano é capaz de abrir portas a um poderosíssimo contacto com os espíritos. Os saberes ocultos de S. Cipriano são por isso e reconhecidamente, uma inigualável fonte de ensinamentos místicos, que já operaram prodígios e favorecimentos por todo o mundo, através de uma das maiores autoridades históricas e espirituais no mundo esotérico.

São Cipriano

Filho de pais pagãos e muito ricos, nasceu em 250 d.C. na Antioquia, região situada entre a Síria e a Arábia, pertencente ao governo da Fenícia. Desde a infância, Cipriano foi induzido aos estudos da feitiçaria e das ciências ocultas como a alquimia, astrologia, adivinhação e as diversas modalidades de magia.
Após muito tempo viajando pelo Egito, Grécia e outros países aperfeiçoando seus conhecimentos, aos trinta anos de idade Cipriano chega à Babilônia a fim de conhecer a cultura ocultista dos Caldeus. Foi nesta época que encontrou a bruxa Évora, onde teve a oportunidade de intensificar seus estudos e aprimorar a técnica da premonição. Évora morreu em avançada idade, mas deixou seus manuscritos para Cipriano, dos quais foram de grande proveito. Assim, o feiticeiro dedicou-se arduamente, e logo se tornou conhecido, respeitado e temido por onde passava.

A CONVERSÃO CRISTÃ

Vivia em Antioquia a bela e rica donzela Justina. Seu pai Edeso e sua mãe Cledonia, a educaram nas tradições pagãs. Porém, ouvindo as pregações do diácono Prailo, Justina converteu-se ao cristianismo, dedicando sua vida as orações, consagrando e preservando sua virgindade.
Um jovem rico chamado Aglaide apaixonou-se por Justina. Os pais da donzela (também convertidos à fé Cristã) concederam-na por esposa. Porém, Justina não aceitou casar-se. Aglaide recorreu a Cipriano para que o feiticeiro aplicasse seu poder, de modo que a donzela abandonasse a fé e se entregasse ao matrimônio.
Cipriano investiu a tentação demoníaca sobre Justina. Fez uso de um pó que despertaria a luxúria, ofereceu sacrifícios e empregou diversas obras malignas. Mas não obteve resultado, pois Justina defendia-se com orações e o Sinal da Cruz.
A ineficácia dos feitiços fez com que Cipriano se desiludisse profundamente perante sua fé e se voltasse contra o demônio. Influenciado por um amigo cristão de nome Eusébio, o bruxo converteu-se ao cristianismo, chegando a queimar seus manuscritos de feitiçaria e distribuir seus bens entre os pobres.

A MORTE

As notícias da conversão e das obras cristãs de Cipriano e Justina, chegaram até o imperador Diocleciano que se encontrava na Nicomédia. Assim, logo foram perseguidos, presos e torturados. Frente ao imperador, viram-se forçados a negar a fé cristã. Justina foi chicoteada, e Cipriano açoitado com pentes de ferro. Não cederam.
Irritado com a resistência, Diocleciano ainda lançou Cipriano e Justina numa caldeira fervente de banha e cera. Os mártires não renunciaram, e tampouco transpareciam sofrimento. O feiticeiro Athanasio (que havia sido discípulo de Cipriano) julgou que as torturas não surtiam efeito devido a algum sortilégio lançado por seu ex-mestre. Na tentativa de desafiar Cipriano e elevar a própria moral, Athanasio invocou os demônios e atirou-se na caldeira. Seu corpo foi dizimado pelo calor em poucos segundos.
Após este fato, o imperador Diocleciano finalmente ordenou a morte de Justina e Cipriano. No dia 26 de Setembro de 304, os mártires e um outro cristão de nome Teotiso, foram decapitados às margens do Rio Galo da Nicomédia. Os corpos ficaram expostos por 6 dias, até que um grupo de cristãos recolheu e os levou para Roma, ficando sob os cuidados de uma senhora chamada Rufina. Já no império de Constantino, os restos mortais foram enviados para a Basílica de São João Latrão.

O fato mais curioso da vida de São Cipriano é dele ter queimado seus Manuscritos e tempos depois reapareceu o livro de Capa Preta. Ninguem sabe como ele reapareceu, mas foi traduzido para várias linguas incluindo o portugues.
Vários outros livros apareceram usando o nome de Cipriano, e o próprio livro de Capa Preta dizem ter sido muito alterado com o tempo.
O Livro é repleto de magias negras pesadas incluindo a Oração da Cabra Preta!

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Eis os 6 ensinamentos basilares que provem directamente da obra de são Cipriano, e ei-los:

1º Ensinamento:

sobre a fé.

Sobre a fé, na obra de são Cipriano podemos ler:

«O espírito mau segredou-lhe ao ouvido: tens ainda pouca fé no meu poder, e é por isso que não achas as pedras de que te falei.»

 

Obra de são Cipriano, «Enguerimanços de são Cipriano ou prodígios do Diabo», capitulo 4º, pagina 251

 

Assim se fica sabendo que apenas tendo fé no espírito, é possível do espírito retirar a sua obra.

2º Ensinamento:

sobre a paciência

Sobre a paciência, na obra de são Cipriano podemos ler:

«[Implorou Siderol]: perdão, perdão, Lúcifer (…)

 

[Respondeu Lúcifer]: não te disse já, (…), que na minha lei também é preciso ter paciência? »

 

Obra de são Cipriano, «Enguerimanços de são Cipriano ou prodígios do Diabo», capitulo 8º, pagina 260

 

Assim se fica sabendo que se desejamos entregar os destinos de um assunto ás mãos de um espírito, então assim o façamos para que o espírito dele se encarregue e por ele providencie. Porem, se não temos fé e paciência para entregar o destino desse assunto ás mãos de um espírito, e tendo-lhe entregue o assunto ainda assim persistimos em tomar o assunto em nossas mãos, então de que serviu entregar o problema ás mãos do espírito se persistimos ainda assim em tratar dele pelas nossas mãos? Uma vez entregue um assunto ao espírito, deixai então que ele trate do problema pelas suas mãos e não pelas nossas, porque das nossas mãos mortais nada colheremos, e sabendo deixar operar as mãos de um espírito ele assim vos dará a chave que abre a porta que não se vos abre.

3º Ensinamento:

sobre a sacrifico

Sobre sacrifico, na obra de são Cipriano podemos ler:

«Para que gozes da minha protecção, é necessário que faças algum sacrifício»

 

Enguerimanços de são Cipriano ou prodígios do Diabo, capitulo 7º, pagina 260

Pois assim sabemos que nenhum milagre, nem nenhum prodígio, nem nenhuma protecção do espírito cairá do céu sem algum sacrifício. E porem, esse sacrifício aliado á fé, será então o grão de areia que fará a montanha mover-se a vosso favor.

4º Ensinamento:

sobre Deus

Sobre Deus, assim está escrito na obra de são Cipriano:

«(…) Disse o demónio -  Infelizmente nada possa fazer contra o Deus todo poderoso (…) que se quiser poderá nos impedir de qualquer movimento»

 Obra de S. Cipriano – Pag 22, Capitulo «Nascimento, vida e Morte de S. Cipriano; Cipriano e Clotilde»

Por isso assim se sabe que aquilo que Deus aceitar firmar ele firmará, porem aquilo que Deus não aceitar decretar ele não decretará, e esta é a lei. Assim ensina são Cipriano que quando desejais a mais forte das magias, lembrai-vos de Balaão e de são Cipriano, e assim não caia o vosso apelo em orações fúteis e fé mal guiada, mas antes dirigi-vos a um altar onde os santos de Deus são venerados, pois que apenas através de um santo de Deus podereis obter permissão para que tanto anjos, (magia branca), como demónios, (magia negra), actuem em vosso favor, pois que apenas através da autoridade de Deus se podem tais prodígios firmar, e todo o santo de deus apenas a Deus clama para abrir caminhos, seja na magia branca, ou na magia negra.

5º Ensinamento:

sobre a oração

Sobre a oração, assim está escrito na obra de são Cipriano:

«A oração é o meio que o homem tem para comunicar-se com Deus e com os espíritos»

Obra de S. Cipriano Pag 391

 

Pois assim se sabe que é na oração, proferida com fé numa casa de oração e num altar dedicado a um santo de Deus como é são Cipriano, em que muitas orações se juntam clamando em todo o seu poder, que todos os prodígios são possíveis, e fora da oração e da fé expressas numa casa de oração e num altar de um santo de Deus, pouco será alcançado pois que assim são Cipriano ensinou.

6º Ensinamento:

sobre as instruções

Sobre o cumprimento das instruções de um trabalho espiritual, assim diz a obra de são Cipriano:

«Cumpridas as instruções de Lúcifer, Cipriano pode então apossar-se de Elvira, como pretendera»

Obra de S. Cipriano, Pag 20, Capitulo «Cipriano e Elvira»

Pois assim se sabe que apenas cumprindo com rigor as instruções de um espírito, então será possível colher o fruto da acção desse espírito. Respeitai a instrução e podereis ter o benefício do espírito, porem desrespeitai a instruções do espírito e nada vos será dado, mas apenas tirado.

Em resumo:

Ensinamento geral sobre os saberes de são Cipriano

Sobre os saberes de são Cipriano, assim diz a obra de são Cipriano:

«(…) os manuscritos que ele escrevera e os apontamentos da bruxa Èvora, botou-os no fundo da sua grande arca, pois, apesar de não terem sido fortes o suficiente contra Deus(…), os reconhecia de portentoso valor»

 

Obra e vida de S. Cipriano, extraída do Flos Sanctorum

Eis por isso que são portentosos e valorosos os saberes de são Cipriano, e se os usais conforme estas 6 regras, eis que eles vos responderão sem falhas, e sempre conforme estes 6 ensinamentos aqui revelados por são Cipriano.

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Eis 4 breves sabedorias espirituais da obra de são Cipriano:

 

1- Sobre a magia, sobre o mundo do espírito e sobre Deus, assim está escrito na obra de são Cipriano:

[respondeu são Cipriano] Amanha, á nona hora, vai ter comigo ao templo dos cristãos, que te apresentarei ao presbítero Eugénio, para que te dê as aguas lustrais, e logo te direi o segredo que torna essa magia infalível (…)

 

De manha estando [ são Cipriano]  na igreja com o presbitério, viu entrar a bruxa que correu a beijar os pés do sacerdote. Em seguida foi baptizada, e no fim da cerimónia chamou-a Cipriano e deu-lhe um pergaminho quadrado onde estava escrita a seguinte oração: «faz 3 vezes o sinal da cruz (…)» (…) Logo que a feiticeira acabou de rezar a oração (…) o duque vestiu o fato defumado pela bruxa, prostrou-se aos pés da duquesa a pedir perdão pelas suas leviandades. No dia seguinte, tirou um olho á amante e desprezou-a

 

Obra de são Cipriano; forças e poderes ocultos do ódio e do amor; capitulo 16º; Pag. 311

 

Ensina são Cipriano na sua obra que a oração, e o sinal da cruz, ( ou seja: o poder de Deus), é a chave que faz a magia operar os seus prodígios, e que se alguma magia for infalível ela apenas o é se o poder de Deus a firmar e sustentar;

E assim, eis que são Cipriano ensina que essa, ( a fé na oração e Deus),  é a chave para Deus poder aceitar firmar aquilo que é clamado, rogado e pedido numa magia, feitiço, conjuro ou encantamento, ensinando também que é em Deus que reside o poder de qualquer prodígio de magia branca ou negra, ou seja, de bênçãos ou maldições.

 

 

2- Em assuntos de amor ou de família, assim está revelado na obra de são Cipriano:

Pelas chagas de Cristo, juro que (…) se faço isto é pelo muito amor que lhe consagro e para que não tome afeição a outra mulher

 

Obra de são Cipriano; forças e poderes ocultos do ódio e do amor; capitulo 1º

 

Pois assim se fica sabendo que quem procura magia branca ou negra em assunto de amor, se o fizer por bem e por amor, então não está ofendendo a Deus e está apelando ao seu imparável poder.

3- Em assuntos de males malignos que afectam as vidas do sofredor e lhe trazem apenas contratempos, padecimentos e tribulações, assim está revelado na obra de são Cipriano:

Os verdadeiros e eficazes remédios são os de que usa a igreja, e estes são: o sinal da cruz; a invocação dos santíssimos nomes de Jesus e Maria; os exorcismos; os jejuns; as orações; as esconjurações; as relíquias de santos; a bênção das casas; aspersões de água benta

Obra de são Cipriano; Remédios contra os espíritos; Pag 272

 

Pois assim se conhecem os verdadeiros remédios que no altar de são Cipriano são usados para ajudar todo aquele que vê a sua vida destruída pelo mal e o maligno que brota dos maus corações

 

4- Sobre como são Cipriano actua em Cristo e na cristandade, assim está escrito na obra de são Cipriano:

Socorro-te porque a minha religião que é a cristã, diz que todos são filhos do mesmo Deus Omnipotente, e que não se deve perguntar as crenças ao irmão que sofre (…) Sou Cipriano, o antigo feiticeiro, mas logo que senti a água do baptismo, não posso mais usar da magia; mas já que é para o bem e alcanço uma alma para a cristandade, dir-te-ei o modo como se faz essa coisa que em vão tens preparado

 

Obra de são Cipriano; forças e poderes ocultos do ódio e do amor; capitulo 16º;pag311

 

Pois assim se sabe que mesmo já convertido ao cristianismo, pela cristandade são Cipriano acorreu aos que procuravam solução na magia e no mundo dos espíritos, ensinando-lhes os mais poderosos saberes, e porem evangelizando e afirmando sem equívocos que nenhum prodígio pode ocorrer sem que Deus o permita, e sem que Deus o aceite, pois apenas Deus tem poder sobre todas as coisas, ate mesmo sobre a magia branca e a magia negra.

Eis por isso que são Cipriano é fonte de portentosos saberes, e porem eis que o santo assim o ensinou que sem Deus, fora de Deus, sem a anuência de Deus, e sem a lei de deus…. nenhum prodígio ocorre nem sucederá.

Por isso ensina são Cipriano:

Se procurais auxílio nas magias brancas ou negras, procurai-o num santo de Deus, na intercedência do santo junto de Deus, e através da anuência de Deus, pois apenas no Senhor e na sua palavra revelada nas escrituras poderá um encantamento, feitiço, magia ou intercedência operar os seus fins.

Deve-se dizer a oração de São Cipriano para desfazer toda a qualidade de feitiçaria e esconjurações de demônios, espíritos malignos ou ligações que tenham feito homens ou mulheres, seja para rezar em uma casa que se desconfie estar possuída por espíritos malignos, ou, finalmente, para tudo que diz respeito a moléstias sobrenaturais.

Nesta oração, dize-se muitas vezes: - “Eu, Cipriano, servo de Deus, desligo tudo quanto tenho ligado.” - mas o religioso não deve pronunciar o nome do santo, quando ele se auto-refere, dizendo apenas: - “Eu desligo tudo quanto está ligado”, omitindo o nome do santo sempre que ele é citado e falar sempre em seu próprio nome. A forma como está na oração abaixo é a forma original como o próprio São Cipriano deixou escrito.

Oração

Eu, Cipriano, servo de Deus, a quem amo de todo o meu coração, corpo e alma, peza-me por vos amar, desde o dia em que me destes o ser.

Porém, vós, meu Deus e meu Senhor, sempre vos lembrastes um dia, deste vosso servo Cipriano.

Agradeço-vos, meu Deus e meu Senhor, de todo o meu coração, os benefícios que de vós estou recebendo, pois agora, ó Deus das criaturas, dai-me força e fé para que eu possa desligar, tudo quanto tenho ligado, para o que invocarei, sempre o vosso santíssimo nome. Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo, Amém.

Vós que viveis e reinais, por todos os séculos dos séculos. Amém.

É certo, Nosso Deus, que agora, sou vosso servo Cipriano, dizendo-vos: Deus, forte e poderoso, que morreis no grande cume, que é o céu, onde existe o Deus forte e santo, louvado sejais para sempre!

Vós, que vistes as malícias deste vosso servo Cipriano! E tais malícias, pelas quais eu fui metido, debaixo do poder do diabo, mas eu não conhecia vosso santo nome, ligava as mulheres, ligava as nuvens do céu, ligava as águas do mar, para que os pescadores não pudessem navegar para pescarem o peixe para sustento dos homens, pois pelas minhas malícias, minhas grandes maldades, ligava as mulheres prenhes, para que não pudessem parir, e todas estas cousas eu fazia em nome do demônio. Agora, meu Deus, o torno a invocar para que sejam desfeitas e desligadas, as bruxarias e feitiçarias, da máquina ou do corpo desta criatura (fulano). Pois vos chamo, ó Deus poderoso, para que rompais, todos os ligamentos dos homens e das mulheres. Caia a chuva sobre a face da terra, para que de seu fruto, as mulheres tenham seus filhos; livre de qualquer ligamento que lhe tenha feito, desligue o mar, para que os pescadores possam pescar. Livre de qualquer perigo, desligue tudo quanto está ligado, nesta criatura do Senhor; seja desatada, desligada de qualquer forma que o esteja; eu a desligo, desalfineto, rasgo, calço e desfaço tudo, monecro ou monecra que esteja em algum poço ou levada, para secar esta criatura (fulano), pois todo o maldito diabo e tudo seja livre do mal e de todos os males ou maus feitos, feitiços, encantamentos ou superstições e artes diabólicas. O senhor tudo destruiu e aniquilou: ó Deus dos altos céus seja glorificado e na terra, assim como por Manoel, é o nome de Deus poderoso. Assim como a pedra seca se abriu e lançou água, de quem beberam os filhos de Israel, assim ó Senhor poderoso, com a mão cheia de graça, livre este vosso servo (fulano) de todos os malefícios, feitiços, ligamentos, encantos e tudo que seja feito pelo diabo, ou seus servos, e assim que tiver esta oração, sobre si, e a trouxer consigo, ou tiver em casa, seja com ela, diante do paraíso terreal, do qual saíram quatro rios, cinqüenta e seis tigres eufrates, pelos quais mandaste deitar água a todo o mundo, por cujos vos suplico. Senhor meu Jesus Cristo, filho de Maria Santíssima, a quem entristecer, ou maltratar pelo maldito maligno espírito, nenhum encantamento, nem maus feitos, não façam nem renovem cousa alguma, má contra este vosso servo (fulano), mas todas as cousas aqui mencionadas, sejam obtidas e anuladas, para a qual, eu, invoco as setenta e duas línguas que estão repartidas por todo o mundo e qualquer dos seus contrários sejam aniquilados as suas pesquisas pelos anjos, seja absoluto este vosso servo (fulano), com toda a sua casa e cousas que nela estão, sejam todos livres de todos os malefícios e feitiços pelo nome de Deus Padre, que nasceu sobre Jerusalém, por todos os anjos e santos e por todos os que servem, diante do paraíso, ou na presença do alto Deus Padre Todo Poderoso, para que o maldito diabo, não tenha poder de empecer, a pessoa alguma. Qualquer pessoa que esta oração trouxer consigo, ou lhe for lida, ou onde estiver algum sinal do diabo, de dia ou de noite, por Deus, Jacques e Jacob, o inimigo maldito, seja expulso para fora; invoco a comunhão dos Santos Apóstolos, de Nosso Senhor Jesus Cristo, São Paulo, pelas orações das religiosas, pela formosura de Eva, pelo sacrifício de Abel, por Deus unido a Jesus, seu eterno Pai, pela castidade dos fiéis, pela bondade deles, pela fé em Abrahão, pela obediência de Nossa Senhora quando ela livrou a Deus, pela oração de Madalena, pela paciência de Moisés, sirva a oração de São José, para desfazer os encantamentos, Santos e Anjos valei-me, pelo sacrifício de São Jonas, pelas lágrimas de Jeremias, pela oração de Zacarias, pela profecia e por aqueles que não dormem de noite e estão sonhando com Deus Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo profeta Daniel, pelas palavras dos Evangelistas, pela coroa que deu a Moisés, em línguas de fogo, pelos sermões que fizeram os Apóstolos, pelo nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo seu santo batismo, pela voz que foi ouvida do Padre Eterno, dizendo: “Este é meu filho escolhido e meu amado; deve-me muito apreço, porque toda a gente o teme, e porque fez abrandar o mar e fez dar frutos à terra”, pelos milagres dos anjos; que juntos a Ele estão, pelas virtudes dos Apóstolos, pela vinda do Espírito Santo que baixou sobre eles, pelas virtudes e nomes que nesta oração, estão pelo louvor de Deus, que fez todas as cousas pelo Pai (sinal da cruz), filho (sinal da cruz), Espírito Santo (sinal da cruz), (fulano), se está feita alguma feitiçaria, nos cabelos da cabeça, roupa do corpo, ou da cama, no calçado, ou em algodão, seda, linho ou lã, ou em cabelos de cristão, ou de mouro, ou de hereges, ou em osso de criatura humana, de aves ou de outro animal; ou de madeira; ou em livros, ou em sepulturas de cristão, ou em sepulturas de mouros, ou em fonte ou ponte, ou altar, ou rio, ou em casa, ou em paredes de cal, ou em campo, ou em lugares solitários, ou dentro das igrejas, ou repartimentos de rios, em casa feita de cera ou mármore, ou em figuras feitas de fazenda, ou em sapo ou saramantiga, ou bicha ou em bicho do mar ou do rio, ou do lameio, ou em comidas ou bebidas, ou em terra do pé esquerdo ou direito, ou em qualquer outra cousa em que se possa fazer feitiços.

Todas estas cousas sejam desfeitas e desligadas, deste servo (fulano) do Senhor, tanto as que eu, Cipriano, tenho feito, como as que têm feito, essas bruxas servas do demônio; isto tudo vale ao seu próprio ser, que dantes tinha ou em sua própria figura ou na que Deus criou.

Santo Agostinho e todos os santos e santas, por santo nome, que façam que todas as criaturas sejam livres do mal do demônio. Amém.

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Se mais deseja saber sobre São Cipriano não na sua obra oculta, mas na sua santidade, então consulte:

Sobre São Cipriano segundo o santo Papa Bento XVI

 

AMARRAÇÕES- MALDIÇOES DE AMARRAÇAO

O que é?
Trata-se um processo místico por via do qual se invocam entidades espirituais que vão actuar na vida de uma certa pessoa, de forma a influenciá-la a aceitar ficar com alguém que encomendou esse trabalho. Trata-se igualmente de um processo místico típico de magia negra.
Algumas mais poderosas e infalíveis amarrações que se conhecem na historia da humanidade, foram executadas através de Missas Negras , com recurso aos mais ocultos processos de Magia Negra.
amarração, é essencialmente um processo oculto que consiste numa maldição.
Pela amarração, espíritos são invocados, espíritos são dirigidos á vida de uma pessoa.

Esses espíritos farão cumprir uma maldição. Essa maldição vai gerar certos efeitos na vida de uma pessoa, deixando-a confusa, contrariada, desorientada, ora sujeita a eventos desmoralizadores, ora infligida de tentação carnal, ora vítima de impedimentos ou obstáculos diversos.

Toda a maldição, tem em resumo a finalidade de deixar a pessoa atingida num estado de fragilidade, e por isso «aberta», «mansa» e receptiva aos avanços de quem encomendou o malefício.

Como é que uma amarração consegue produzir esse resultado de união?

Uma amarração produz esse resultado de oportunidades de união no amor, (muitas das vezes tentando transgredir «á força» o rumo natural dos eventos de uma vida), porque as entidades espirituais que vão abordar a pessoa amarrada vão causar certos efeitos de tormentos e tribulações na vida dela.

Você pergunta:

- que efeitos produz uma amarração? Que efeitos tem o espírito que está operando invisivelmente uma amarração na vida de uma pessoa?

Os espíritos provocarão fundamentalmente 5 tipos de efeitos na vida da pessoa que estão querendo amarrar a quem encomendou o trabalho de magia.

Os 5 efeitos de uma amarração sobre uma pessoa, são:

1-

Tentação, seja na forma ou de desejo carnal, ou na forma da pessoa amaldiçoada ser induzida a andar com o mandante da amarração no pensamento, ou na forma de uma vontade,( ou da geração de circunstancias), inexplicável e que de tempos a tempos impele a vitima a estar próxima do mandante da maldição

2-

Problemas, contratempos, revezes, perdas, atrasos, infortúnios, tribulações e eventos desmoralizadores que tendem a perseguir a vida da vítima de maldição de amarração, e por vezes mesmo ate aqueles que a rodeiam e que essa pessoa ama. Pode também uma má-sorte relativamente ocasional parecer persistir em suceder-se na vida da pessoa, ou na de pessoas a ela ligadas.

3-

Estados mais ou menos visíveis de confusão, ou desorientação, que tendem a ocorrer na vítima da maldição de amarração. A pessoa amaldiçoada pode mesmo revelar comportamentos rebeldes, ou que evidenciam uma revolta mais ou menos inexplicável, ou ate mesmo um sentimento de angustia que persiste em acompanhar a pessoa, pois que ela esta sendo infestada por espíritos e mesmo não tendo disso consciência, ( pois que os seus olhos não os vêem), a pessoa contudo pressente no seu intimo que algo não esta certo e acaba por manifestar condutas algo desorientadas, contraditórias, impacientes, revoltosas, indecisas, atípicas, como se a pessoa parecesse não estar totalmente «em si mesma», ou como se ela não soubesse bem o que quer, ou que a pessoa tanto hoje actuasse num sentido e amanha noutro, ou que a pessoa manifestasse visíveis estados de irritabilidade e intolerância ás contrariedades.

4-

Perturbações espirituais advindas da infestação de espíritos na criatura vitima de maldição de amarração, e que lhe podem afectar os sonhos, ( sonhos intensos, pesadelos, sonhos estranhos e fortes ou ate mesmo a ocorrência de insónias), e ate mesmo gerar comportamentos dispersos, erráticos ou contraditórios. Perturbações alimentares, dores de cabeça e outros tipos similares de distúrbios físicos que não tenham uma origem atestada por uma explicação médica, podem também ocorrer. Não pretende com a isso a maldição gerar doenças ou enfermidades, mas antes contribuir para a fragilização e desorientação da pessoa amaldiçoada

5-

Estados de indecisão, ou desmoralização, ou ate mesmo isolamento. Nalguns casos estes estados podem afectar as capacidades de normal discernimento. Podem ocorrer manifestações de padecimentos espirituais que não sendo conscientes ou visíveis , contudo deixam a pessoa amargurada e atormentada no seu intimo, pois que a sua alma está condenada a permanecer infestada de uma maldiçao.

Em resumo:

Estes são em traços gerais, os 5 efeitos que se farão sentir sob uma pessoa vítima de uma maldição de amarração. Alguns destes efeitos são visíveis, ( como por exemplo os comportamentos que a pessoa passa a assumir, ou as tribulações que a possam atingir), ao passo que outros efeitos são invisíveis, ( como as tormentas e padecimentos espirituais que acometem a pessoa, e que não sendo visíveis contudo são perturbadores, ou angustiantes, ou destabilizantes e opressivos para a pessoa que os sofre no intimo da sua espiritualidade e por vezes mesmo de uma forma semi-inconsciente pois que ela não pode ser alertada para o facto de estar a ser «amarrada»). Uma maldição é um processo espiritual que infesta a alma de uma pessoa, pelo que na sua essência a infestação não é visível, contudo ela existe e é tão real como são os espíritos e como é Deus. Tudo isto é feito, para que a pessoa amaldiçoada de amarração fique enfraquecida.

Por isso, numa maldição de amarração se diz:

«Fulano ( nome da pessoa a quem se faz a amarração), se tu amares outra pessoa que não a mim, pedirei ao Diabo que te encerre no mundo das aflições, e de lá não saias senão para te unires a mim»

Livro de S. Cipriano, Capitulo «As Mágicas» de S. Cipriano, pag. 329

O que pede a maldição de amarração?

Pede que alguém ao se desviar dos rumos do mandante da amarração, seja vítima acometida dos maiores tormentos, tribulações e padecimentos…e que assim seja senão que essa criatura decida regressar.

Assim: ou ela regressará, ou ela amaldiçoada ficará até regressar.

Significa isso: A criatura ficará espiritualmente amaldiçoada, a sua alma será objecto de infestação de maldição, e de tempos a tempos terá algum descanso para que não morra, pois que a morte não se lhe deseja. Mas depois, logo regressará a maldição em forma para atormentar a vítima, pois que ela não terá descanso. Da maldição, a criatura amaldiçoada apenas se livrará se regressar ao mandante da maldição, ou finda a sua vida, ou se o mandante decidir «libertar» a vítima da maldição.

Visões nocturnas e pensamentos involuntários que se podem apossar da pessoa vitima dos rituais de uma maldição de amarração celebrada em missas esotéricas de magia negra. A pessoa amaldiçoada, verá a sua alma condenada a infestação de maldição ate que aceite regressar ao mandante do malefício.

Saberes ancestrais são usados na feitura de um processo místico de amarração, no qual certos tipos de entidades são invocados para despertar os fins da maldição encomendada

Espíritos assombrarão as noites, o sono e a existência da pessoa amarrada, gerando tormentos, bloqueios ou estagnações que levam a vítima a um estado de confusão. Os efeitos de um feitiço de amarração celebrado por missa negra,atacam espiritualmente a alma da pessoa a quem se dirige, e tendem a começar a ocorrer num prazo entre 6 a 12 dias após a maldição ter sido lançada. A maldição tende também a produzir os seus efeitos com mais persistência ao longo de um período de 12 ciclos lunares, nos quais diferentes legiões de espíritos infernais infestarão sucessivamente a alma da vitima do malefício, dando-lhe breves momentos de repouso, ( pois que não se pretende matar a criatura), para depois se reatarem ora as tentações, ora as tribulações, conforme seja necessário. Assim é feito, de forma a nessa criatura se gerarem insistente e desgastantemente os efeitos ora de tentações, ou de tribulações, (e assim enfraquecedores), a fim que a criatura enfeitiçada seja levada a sucumbir á maldição..


Como funciona a Bruxaria?

AVISO PRELIMINAR AOS QUE ESTUDAM AS COISAS DO ESPIRITO E DO OCULTO:

O santo Salomão afirmou que é de Deus que provem o conhecimento sobre as coisas dos espíritos, e dos «poderes dos espíritos», (sabedoria 7,20). Revela também o santo Salomão que o desejo de conhecer os mistérios dos espíritos, e a sabedoria do espírito, esse desejo de sabedoria conduz a Deus e ao reino de Deus (sabedoria 6,20). Por isso, estudai, e procurai a sabedoria sobre todas as coisas do espírito, pois que a sabedoria do espírito elevar-vos-á espiritualmente, e o conhecimento dos espíritos  enriquecer-vos-á ao vosso próprio espírito, e a sabedoria dos espíritos é o caminho santo que conduz a Deus.  Por isso: estudai todas as sabedorias do espírito, e porem: usai bem toda a sabedoria do espírito, usando-a sempre em Deus, com Deus, e jamais fora de Deus, pois que essa é a única forma santa de caminhar nos mistérios dos espíritos e nos «segredos de Deus».(sabedoria 2,22) Assim, o estudo do oculto e do mundo do espírito, deve ser encarado da forma certa, ou seja, norteado por Deus, fundamentado em Deus, e guiado para Deus, jamais indo para além de Deus. E por isso, eis que na obra do santo são Cipriano se pode ler:

 

«Como diz são Cipriano na sua obra secular: Rogo pois, de todo o meu coração (…) tudo quanto fazemos é em nome de Jesus Cristo»

 

Obra de são Cipriano; Instruções a todos os religiosos, Pag. 36

 

Assim sendo: enriquecei o vosso espírito com o conhecimento dos espíritos, pois que a sabedoria é coisa boa, pois que assim está revelado:

De facto, Deus ama somente aqueles que convivem com a sabedoria.

Sabedoria 7,28

 

Usai por isso deste mandamento do santo são Cipriano, e em todos os estudos que empreenderdes nas artes do espírito, procurai a sabedoria dos espíritos e do oculto, e porem fazei-o sempre com Deus, por Deus, e jamais fora de Deus.

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1
+ Bruxaria e Maldições +

Se queremos entender como funciona a bruxaria, temos de mergulhar nos conhecimentos mais ancestrais sobre essa pratica espiritual.

Quando falamos de magia ou de bruxaria, mais concretamente na antiguidade, ( nas civilizações Egípcia, Grega e Romana), estas revestem-se de processos esotéricos que foram beber aos conhecimentos místicos mais ancestrais e que ainda hoje perduram nas actuais praticas magicas.

Sendo que os mais ancestrais saberes se perderam ao longo dos tempos, podemos encontrar nessas civilizações da Antiguidade, ( civilizações Greco-Romanas e Egípcia), fontes de conhecimento bastante esclarecedoras.

Antes demais, é curioso é verificar que nas praticas magicas da Antiguidade Clássica, toda a bruxaria era operada através demaldições.

Nos tempos Greco-Romanos e Egípcios, existiam vários tipos de maldições para vários fins.

Havia 5 tipos de finalidades de maldições na bruxaria da antiguidade:

  • 1-litigio- realizadas para vencer litígios, seja em tribunais, na vida pessoal, ou social, ou na politica
  • 2-competição - realizadas para vencer competições desportivas ou na arte
  • 3-oficio - realizadas para vencer nos negócios, nos assuntos profissionais e financeiros, etc.
  • 4-erotica - realizadas para unir ou desunir pessoas, seja sentimentalmente seja sexualmente
  • 5-justiça - realizadas para obter vingança

Como podemos concluir, ontem como hoje os objectivos da bruxaria permanecem inalterados.

As maldições que a bruxaria produzia nesses tempos, eram realizadas com as 5 finalidades acima descritas e no fundo, e como vamos compreender mais adiante, toda a bruxaria era, ( e ainda é e sempe será), feita com recurso a maldições que são materializadas com recurso á necromancia.

No entanto, veja-se que a maldição de que se falava na Antiguidade Clássica, na verdade correspondia a uma forma de bruxaria e nao exactamente ao conceito de maldição como hoje em dia é comummente entendido.

Hoje em dia quando falamos de «maldição», entendemos imediatamente tratar-se de uma espécie de praga destinada a matar ou eliminar alguém.

No entanto, as maldições produzidas pela bruxaria, não tinham propriamente objectivo de matar, ( pelo menos, nem sempre…), mas antes elas podiam e eram direccionadas a causar um certo efeito na vida da pessoa visada.

Podiam e eram maldições temporárias, condenandoalguem a fins como:

- ter um desejo sexual louco por uma certa pessoa; ou condenando alguém a perder uma causa na justiça; ou condenando alguém a perder um grande negocio em detrimento de outrem; ou condenando alguém a perder uma prova desportiva em detrimento de segunda pessoa; ou condenando alguém a casar com certa pessoa; etc.

As maldições eram inscritas em Placas de Maldições, ( que eram placas maleáveis como papiro, mas feitas de chumbo, ou então mesmo em papiro tratado para esse especial fim), assim como em bonecas do tipo Vodu.

2-
As Bonecas Vodu

Na verdade, as bonecas tipo vodu são muito mais antigas do que comummente se julga.

Essas bonecas de maldições, onde eram trespassados alfinetes e inscritas tanto orações como os pedidos da bruxaria realizada, remontam ao antigo Egipto.

Exemplos delas podemos encontrar no museu do Louvreem Paris, onde ali estão exibidas bonecas usadas para fins mágicos que remontam a II-III d.C. e mesmo períodos anteriores da antiguidade Egípcia.

As bonecas de vodu, como hoje sao conhecidas, eram denominadas «Kolossoi» entre os magos Gregos.

As maldições eram executadas atraves da boneca, torcendo das formas mais violentas os membros dessa, assim como horríveis mutilações. Não se pretendia com isso mutilar a vitima, nem causar a destruição física do visado pela bruxaria, mas antes confundir os seus desejos, a sua vontade e os seus esforços, de forma a que se conseguisse obter um certo fim. Por exemplo:

- se se deseja uma mulher ou homem, pretende-se causar-lhe tal nível de desnorte, que essa pessoa venha a cair nos braços de alguém sem saber como, tal a forma como fica fragilizado; Se se deseja ganhar um negocio a um competidor, o objectivo é torna-lo de tal forma confuso e sem forças, que ele perca controle da situação e seja vencido; etc….

3-
As Placas de Maldição e a origem do termo «Amarração»

Na Grecia e em Roma, era contudo mais frequente executar bruxaria através dasPlacas de Maldições, que eram folhas de chumbo preparadas para a realização de actos mágicos e espirituais.

Os trabalhos de magia podiam igualmente ser executados em papiros preparados para esse efeito.

É curioso que todo o tipo de maldição inscrita nas placas ou bonecas, era denominada de «amarração».

O termo «amarração» advem do Grego «Katadesmos», «Katadesmoi», «Katadein».

O termo deriva de um verbo encontrado nas próprias placas de maldição e que significa «prender», «amarrar»,«restringir».

O termo é usado por Platão na sua obra «Republica», e refere-se tanto á formafisica das placas de maldição, ( que sao «enroladas», como que «amarradas» sobre si mesmas quando o feitiço nelas inscritas esta redigido e concluído), como á própria função das mesmas placas, que é «restringir» a vida de alguém.

No latim, o termo provem de «defixio» que significa igualmente amarrar e que igualmente pode ser encontrado nas placas de maldição romanas.

Por isso, o trabalho a que actualmente chamamos «amarração», nao é na verdade um trabalho exclusivamente amoroso ou com fins eróticos, tal e qual hoje comummente é entendido.

Na verdade, todo o trabalho de bruxaria era feito por via de uma maldição, e todo esse trabalho por sua vez era denominado uma «amarração».

Explica-se:

- a amarração visava «amarrar» a pessoa visada pela bruxaria a um certo fim, a um certo destino.

Por isso se dizia que uma pessoa embruxada tinha sido «amarrada», pois a vida dessa pessoa tinha sido restringida de forma a que certo efeitos lhe sucedessem.

Daí o termo «amarração», que era igual a dizer que a pessoa fora «amarrada», ou «constrangida», ou «condicionada» de forma a que certos efeitos lhe sucedam na vida.

Na antiguidade, dizer que alguém tinha sido amarrado, era equivalente a dizer que alguem tinha sido embruxado, fosse para que finalidade fosse.

Mas o termo esotérico de «amarração» tem outra origem e explicação, esta talvez mais técnica do ponto de vista da metodologia mística.

Nesses tempos ancestrais, atraves do processo magico, entendia-se que a alma da pessoa visada pela bruxaria era amarrada a um espírito de um morto, sendo que o espírito desse morto iria ficar na vida da pessoa amaldiçoada, até que esse espírito do falecido fizesse cumprir o objectivo da bruxaria na vida dessa pessoa enfeitiçada.

Para melhor entender:

os cemitérios ou as suas imediações, eram por isso tidos como locais férteis para a pratica de bruxarias, porquanto neles abundavam espíritos de mortos.

placa de maldição, onde estavam inscritas orações de conjuro, a maldição e o nome da vitima, era amarrada á mao do morto, ou amarrada ao corpo do morto.

Desta forma, procurava-se que o espírito do defunto a quem a bruxaria foi amarrada, se encarregasse de ir para a vida da pessoa embruxada e cumprisse a missão que lhe foi encomendada.

No fundo, o contacto da placa de maldição com o morto, deveria levar a vitima e ser restringida pela acção do espírito desse mesmo morto.

A vitima era quase sempre assinalada na Placa de Maldição pelo seu nome e pelo nome da sua mãe, pois a mãe era uma fonte segura de identificação certa da vitima, ao passo que a identificação do pai poderia levar a equívocos.

Dessa situação, falava o provérbio latim, ao declarar: «Pater incertus, Mater certa».

4-
Locais de Despacho das Placas de Maldição

As sepulturas eram os locais fundamentais para se proceder ao deposito das Placas de Maldição, e assim a completar execução de um trabalho de bruxaria por meios de uma maldição.

As sepulturas ou covas preferidas pelos bruxos, eram as de pessoa que tinham falecido tragicamente e vitimas de morte violenta.

Assim era praticado, pois diziam os velhos conhecimentos espirituais que as almas daqueles que morreram prematuramente vagueiam perto das suas covas em tormento e sem descanso, até que chegue a altura em que deveriam ter partido para o mundo espiritual. Até chegar essa hora, todos esses espíritos que vagueiam se descanso na terra, sao passíveis de serem facilmente invocados.

Tambem os campos de batalha, assim como os locais de execução de pessoas, ou mesmo os locais em que as pessoas tinham falecido sem oportunidade de se lhes oferecer os ultimosritos de funeral, eram tambem outros dos mais poderosos locais para a execução de bruxarias na forma de maldições.

Como já foi explicado, sabia-se que a alma de pessoas que faleceram de morte violenta, ou que o espírito de pessoas quemorreram prematuramente, iriam permanecer vaguendo por este mundo até que chegasse a hora em que deveriam na verdade ter falecido, e apenas nessa hora as ditas almas amarguradas abandonariam este mundo.

Como essas almas vítimas de morte violenta ou prematuras, faleceram antes dessa hora, dizia-se que esses espíritos estavam condenados a percorrer este mundo como fantasmas em tormentos. Ora, os campos de batalha e os locais de execução de criminosos eram locais ferteis em pessoas que tinham sido mortas de forma violenta e certamente abreviando a sua vida, ou seja, provavelmente em alguns casos seriam pessoas que faleceram antes da sua hora.

Sabia-se igualmente que mesma sorte sofrem aqueles que morreram sem oportunidade de se lhes prestar um funeral condigno e os últimos ritos de enterro.

A esses, os Gregos denominavam «Atelestoi».

Ora, juntar ao cadáver dessas pessoas a Placa de Maldição com uma bruxaria ( sempre que possível, a Placa de Maldição era amarrada ao defunto), era influenciar o espirito atormentado desse defunto a atormentar a vida da pessoa visada pela bruxaria, causando-lhe assim restrições. Essas restrições que a vitima iria sofrer, iriam a seu tempo conduzir á produção dos objectivos ditados pela magia que fora feita.

Se por exemplo uma maldição tinha sido lançada para que um desportista perdesse uma competição, o espírito do morto ao qual essa pessoa foi «amarrada» iria actuar na vida dessa mesma pessoa de forma a afectar-lhe e restringir-lhe a saúde tanto psicológica como física. A seu tempo, a vítima acabava por ficar desconcentrada, descontrolada e mesmo fragilizada tanto mentalmente como fisicamente, o que facilmente podia conduzir ao aparecimento de lesões e subsequentemente á perda de uma competição. Por este breve exemplo, é fácil entender como um espírito que foi «amarrado» á vida de uma pessoa, pode «restringir» essa mesma de forma produzir os efeitos desejados por uma maldição.

Ao espírito do atormentado era endereçado um pedido, e o atormentado iria fazer com que esse pedido fosse realizado na vida da vitima dessa bruxaria.

5-
Como funciona a Bruxaria: as Maldições na forma das Amarrações

Tal como se pode verificar por todo o exposto, o termo«amarração» descrevia nao apenas uma bruxaria com fins sentimentais ou eroticos, mas antes tudo aquilo que era umabruxaria.

Podemos mesmo concluir que o termo «amarração», nasce desta pratica magica de natureza necromante, ou seja, a bruxaria por via da qual uma maldição era «amarrada» a um morto, de forma a que o espírito desse morto fosse também «amarrado» á alma da pessoa atingida pela feitiçaria, de forma a que o espírito do morto «restringisse» a sua vitima e assim, fizesse cumprir na vida da mesma os fins a que o trabalho se propunha cumprir.

Como tambem podemos facilmente concluir, toda a bruxariaesta fortemente ligada á produção de maldições com fins específicos, e a execução dessas maldições é conseguida através de processos de invocação de espíritos de mortos.

E logo assim, entendemos que os espíritos dos mortos, uma vez «amarrados» á pessoa atingida pela bruxaria, causam nas suas vitimas uma acção de «amarração», ou seja, «restringe» a vida dessa pessoa de tal forma até que nela vão suceder os eventos enunciados pela maldição.

Estes esclarecimentos históricos são importantes, para que se possa compreender como, na verdade, funciona a bruxaria que pode afectar a vida de uma pessoa, de uma família, de um lar ou ate mesmo de uma instituição.

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Que sintomas revela uma pessoa amaldiçoada, ( ou enfeitiçada) ?

Toda a feitiçaria, funciona através de maldições que visam insinuar-se e influenciar alguém no sentido de se produzir um certo efeito.

 Existem maldições de feitiçaria que podem ser lançadas para todos os fins:

Eróticos, de vingança, de aproximação, de domínio, de afastamento, de submissão, de impotência, de exaltação, etc…

Um dos exemplos bíblicos de uma pessoa sob maldição, podemos encontra no Faraó que avisado por Moisés para libertar o povo Judeu, viu a sua vida «enguiçada» com praga sobre praga a um ponto que tanto a sua vida pessoal, como a a existência do seu estado, se viu ameaçada.

Outro dos exemplos bíblicos de uma pessoa sob maldição, podemos encontrar no rei Saul, que atormentado por demónios vindos de Deus, ficou de tal forma fragilizado que acabou por ceder o seu trono a David.

Por tudo isso, crê-se que uma pessoa que se encontre sobre efeito de uma maldição oriunda de um malefício, ( feitiçaria), normalmente exibe o seguinte quadro de sintomas, ( nem sempre exibe todos estes sintomas, pode exibir apenas um ou alguns deles):

1-ocorrência de problemas sistemáticos na vida da vitima, sejam revezes, contratempos, imprevistos, tribulações, etc

2-ocorrencia de estados de acentuada irritabilidade, e por isso estados reveladores de desequilíbrio e perturbação espiritual

3-ocorrencia de distúrbios no sono ou sonolências anormais, e que costuma ser um sinal da infestação de espíritos

4-ocorrencia de estados espirituais perturbados, inclusive pesadelos e sonhos intensos, ( alguns recorrentes), ou completa amnésia quanto ás suas actividades oníricas tal é o grau de intensidade das mesmas

5-um certo alheamento relativamente á vida, ou a súbita tomada de decisões quase inexplicáveis ate pela própria pessoa

6-ocorrencia de falta de interesse sexual , ou um ávido interesse, conforme a finalidade de uma maldição no seu sentido erótico

7-Ocorrencia de climas de desarmonia, intranquilidade e falta de paz na família, no trabalho ou em geral na vida da vitima

8- Ocorrência de estados psicológicos fragilizados, ou de isolamento, ou de indecisão e que teimam em fazer a pessoa cair em atitudes erráticas ou contraditórias

9- Por vezes mesmo, a persistência de dores de cabeça que se verifiquem não possuir qualquer explicação médica, mas que teimam em perseguir a pessoa

10-. Um estado geral de má sorte, bloqueios e impedimentos  que parece perseguir de tempos a tempos a vida de uma pessoa

11-A pessoa amaldiçoada pode mesmo revelar comportamentos rebeldes, ou que evidenciam uma revolta mais ou menos inexplicável, ou que manifestam uma tendência para vícios que não tem causa lógica, ou ate mesmo um sentimento de frustração e desconforto que persiste em acompanhar a pessoa, pois que ela esta sendo infestada por espíritos e mesmo não tendo disso consciência, ( pois que os seus olhos não os vêem), a pessoa contudo pressente no seu intimo que algo não esta certo e acaba por manifestar condutas algo desorientadas, contraditórias, impacientes, revoltosas, indecisas, atípicas, como se a pessoa parecesse não estar totalmente «em si mesma», ou não soubesse bem o que quer, ou tanto hoje actuasse num sentido e amanha noutro, ou pareça evidenciar um estado de  irritabilidade e intolerância.

12-Ocorrencia de ruídos estranhos, barulhos e sons e inexplicáveis no seu lar, especialmente em períodos nocturnos

13- Ocorrência de desaparecimentos inexplicáveis de objectos que por vezes tendem a mais tarde reaparecer sem qualquer explicação lógica

14- Ocorrência de visões de espíritos em visões nocturnas, ou a nítida sensação da presença deles, ou a avistamento inexplicado de vultos

15- Ocorrência de experiencias estranhas com animais que tendem a teimar em aparecer ou a comportar-se de forma estranha diante da sua presença, (animais como: cães, gatos, cavalos, serpentes, pombas, mochos, aranhas, moscas, corujas, lagartos, abelhas, vermes, etc)

16-Uma sistemática e inexplicável ocorrência de fenómenos estranhos á sua volta com equipamentos eléctricos ou electrónicos que tendem a parar de funcionar, ou funcionam de forma estranha, ou a avariar-se sem explicação e de forma anormalmente persistente

17-Ocorrência sistemática e sem explicação médica de uma sensação de angustia que teima em perseguir a sua vida, e que normalmente decorre da sua alma poder encontrar-se sob influencia de uma maldição ou malefício

Alguns dos efeitos de uma maldição operam-se de forma visível aos olhos, ( nomeadamente aqueles que correspondem a eventos negativos que sucedem na vida de uma pessoa, ou a comportamentos exteriores que ela evidencia), ao passo que outros efeitos operam-se de forma invisível pois que se manifestam em tormentos espirituais internos na pessoa amaldiçoada. Uma maldição não é algo visível, pois que é um fenómeno que opera a nível espiritual, infestando a alma de uma pessoa. Assim, embora não sendo maioritariamente visível, a maldição é um fenómeno terrível e devastador.

As sagradas escrituras atestam que o criador das bênçãos e das maldições foi Deus, pois que Ele assim o anunciou em Deuteronómio 11,26 ao revelar:

«Vede! Hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição».

Porque alguns crêem por isso que a maldição é uma poderosíssima obra de Deus, e é um dos instrumentos pelos quais opera a magia, ( a magia opera fundamentalmente através de processos de conjuração espiritual  - como intercedências ou consagrações - que visam apelar a forças espirituais para que se gerem bênçãos ou maldições sobre alguém ou sobre algo),  uma pessoa, instituição ou local que seja amaldiçoados por um processo místico como os de são Cipriano, ( a isso se chama comummente um «feitiço»), permanecerá amaldiçoada ate que ceda aos fins da maldição, e amaldiçoada fique enquanto não ceder, e que assim sucede ate que ceda ou amaldiçoada permaneça.

Depois de lançada uma maldição sobre uma criatura, que sucede á sua vitima?

Depois de uma maldição, ( seja qual for o seu fim), estar lançada com sucesso sobre a criatura amaldiçoada, será a sua força, ( ou fraqueza espiritual), que irá ditar em quanto tempo ela sucumbirá aos fins que ela maldição pretende impor. Ela será infestada de forma gradual mas firme, a fim de ser lentamente torturada ate ser forçada a cair no objectivo da maldição.

Ensina-nos a bíblia que perante a maldição de Deus, ( que Moisés lhe transmitiu), o Faraó foi forçado a libertar o povo hebraico, ao passo que o rei Saul atacado por uma maldição, (por um espírito mau ao serviço de Deus),  foi induzido a uma série de circunstâncias que o levaram a perder o seu trono. Cada um deles, demorou o seu tempo a cair na maldição. O Faraó avisado por Moisés, necessitou de 10 pragas e mesmo assim insistiu em perseguir o povo de Deus, não se vergando perante a maldição e levando o seu exército a uma enorme perda. Por assim ser, sabe-se que se a pessoa for espiritualmente mais forte poderá resistir, e se for espiritualmente mais fraca irá mais facilmente cair aos fins do malefício.

Saul foi amaldiçoado e atormentado por um espírito mau vindo de Deus

 ( I Samuel 16, 14-15)

O Faraó foi atormentado por uma maldição constante de 10 pragas, anunciadas por Moisés

Job foi amaldiçoado e infestado por Satã, que actuando ao serviço de Deus assim o infernizou a fim de testar a sua fé

( Livro de Job, capitulo II).

Por isso, uma coisa se sabe:

As maldições conforme foram criadas por Deus , se promulgadas pelo Seu poder e conforme actuaram tanto no Rei Saul , como no faraó que Moisés afrontou, como em Job … são imparáveis.

Ensina-nos a bíblia que perante a maldição de Deus, o Faraó foi forçado a libertar o povo de Deus, e que o rei Saul foi induzido a uma série de circunstâncias que o levaram a perder o seu trono. Cada um deles, demorou o seu tempo a cair na maldição. O Faraó avisado por Moisés, necessitou de 10 pragas e mesmo assim insistiu em perseguir o povo de Deus, não se vergando perante a maldição e levando o seu exército a uma enorme perda.

Toda a feitiçaria, funciona através de maldições que visam insinuar-se e influenciar alguém no sentido de se produzir um certo efeito. Toda a maldição apenas produz o seu fruto apenas se Deus permitir, sendo que as maldições segundo se crê em certos círculos ocultistas, tendem a começar a produzir os seus efeitos entre 6,7 a 12 dias depois de estarem lançadas, sendo que os seus efeitos podem fazer-se manifestar com mais insistência na vitima do malefício por um período ate 12 ciclos lunares, a fim de insistirem com a criatura atingida e que possa ela assim cair nos objectivos da maldição. Porem, se assim sucedendo por 12 ciclos lunares a maldição não atingir os seus fins, é comum que a mesma continue persistindo na vida da pessoa, atormentando-a ate que ela ceda. Algumas maldições contudo podem atingir famílias, e nesse caso poderão operar ao longo de gerações, sendo que se crê que nesses casos elas podem atingir entre 3 a 7 gerações. 

 

Toda a maldição pedida a um santo de Deus e estabelecida com a anuência de Deus, constitui um malefício irrevogável, pois que Deus é o Senhor de todas as bênçãos e de todas as maldições, uma vez que assim foi revelado:

Quando Deus te tiver introduzido na terra para onde te diriges, deverás colocar a bênção sobre o monte Garizime maldição sobre o monte Ebal

 

Deuteronómio 11,29

Pois que assim se sabe que Deus é o senhor tanto de bênçãos como de maldições, sendo que Deus sobre ambas tem poder, e pelo Seu poder elas se estabelecem.

Sabemos também porquanto tempos elas se estabelecem numa alma, pois que assim está revelado:

 

Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe:«Senhor, quantas vezes devo perdoar, se o meu irmao pecar comtra mim? Até sete vezes?»

Jesus respondeu:«Não te digo sete vezes, mas até setenta vezes sete, porque o Reino do céu é como um rei que resolveu acertar contas com os seus empregados (…)»

 

Mateus 18, 21-12

 

Pois no perdao de Deus perdoa-se não 7 mas 70 x 7 vezes vezes, e por isso igualmente na maldiçao de Deus a perseguiçao do Senhor ocorre não 7 mas 70 x7  vezes.

O 7 é por isso o numero de Deus, o numero pelo qual Deus gerou toda a sua criaçao, e o numero pelo qual ocorrem tanto as Suas bençaos como as suas maldiçoes, o numero pelo qual de edifica tanto o seu perdao como a sua condenaçao, pois que está escrito que «o reino do ceu é como um rei que resolveu acertar contas com os seus empregados», e por isso quando deus impoem a sua vontade e resolver «acertar contas», Ele o fará conforme a sua lei de 70×7. Por assim ser, por periodos de 7 anos será essa pessoa atingida pela maldiçao que se renovará 70 vezes mais a cada 7 anos, ate que ceda, e se não ceder ao fim de um periodo de amaldiçoamento, entao outro periodo sobre ela recairá, e assim será perpetuamente e até há hora da sua morte.

AVISO  SOBRE MISSAS NEGRAS

As Missas Negras são poderosíssimos e terríveis instrumentos para se fazerem trabalhos de magia negra. Uma amarração feita por Missa Negra coloca a pessoa amarrada debaixo de grande maldição; Um trabalho de afastamento feito por Missa negra fará a pessoa visada sumir para sempre, ou sofrer tormentos indescritíveis na sua alma até que ceda e assim o faça; Um trabalho de destruição feito por Missa Negra fará a pessoa atingida, ou seus mais queridos, ver a sua vida totalmente arruinada e devastada.

O tipo de magia negra produzido pelas missas negras é poderosíssimo e imparável ou mesmo devastador. Por isso a celebração de missas negras com certos objectivos,( uma amarração, uma punição de um indesejável, atrair sexualmente uma pessoa, etc), apenas deve de ser aplicado a casos muito desesperados.

Nunca tente realizar um acto de Missa Negra pelos seus meios. As consequências na sua vida, ou na vida de pessoas próximas de si, serão trágicas. Apenas sacerdotes vocacionados para tal fim e com devidos conhecimentos espirituais podem exercer tais artes de forma eficiente e segura, da mesma forma que apenas sacerdotes instruídos e treinados podem celebrar um exorcismo.

Ao longo dos tempos, pessoas sem a necessária força espiritual tentaram realizar este tipo de processo espiritual, e acabaram, ou possuídos por espíritos, ou mais tarde vieram a falecer em condições trágicas e inexplicáveis.

As Missas Negras… um dos mais poderosos instrumentos de magia negra, usado para apelar ás maldições de Deus em todo o tipo de assuntos.

Um dos casos de sucesso mais conhecidos da historia ocidental ocorreu em 1680, quando Athenais Charente, Marquesa de Montspan encomendou aoAbade Guibourg diversos trabalhos da magia negra com o objectivo de se tornar a única mulher a partilhar a cama do rei Luís XIV.

A condensa conseguiu os seus desejos, passou a ser a única mulher a partilhar o leito do rei e deu-lhe 7 filhos. O sucesso dos trabalhos do Abade foi esmagador, e a fama deste feito espalhou-se por todo o mundo.

A missa negra popularizou-se assim no sec XVII, com as famosas missas do abade Guibourg.   Porque se chamam missas «negras»?

 

O que são na verdade?, aquelas praticadas na doutrina do caminho dos santos?

Nas escrituras está revelado que enviou Deus espíritos maus se apossaram dorei Saul para o fragilizar e vencer, assim como ali está revelado que a mando de Deus espíritos maus levaram o rei Acab á derrota e á morte, assim como também está revelado que a mando de Deus espíritos maus geraram discórdias junto de Abimeleque, e está igualmente revelado que com a anuência de DeusSatã devastou a vida de Job, a fim de testar a sua fé.

Foram mais de uma vez, e muitas foram as vezes, que Deus não hesitou em usar espíritos maus ao seu serviço, atestando-se assim que Deus pode fazer uso não apenas de anjos, ( magia branca), mas também de espíritos maus e demónios, ( magia negra), para fazer cumprir a sua vontade.   Por isso para entender essa resposta, terão de ser lidas as escrituras, onde assim também está escrito sobre o terrível poder das maldições de Deus:

«O animal deve ser macho, sem defeito, e de um ano. (…)guardá-lo-eis ate (…) altura em que toda a assembleia de Israel o imolará ao entardecer. Recolhereis o seu sangue, e aplicá-lo-eis sobre os dois batentes e a sobre a travessa da porta, nas casas onde comerdes o animal (…) comereis a carne (…) assada no forno : inteiro, com cabeça, pernas e vísceras. Não deixareis restos (…) se sobrar alguma coisa, deveis queima-la no fogo. Deveis come-lo assim: com cintos na cintura, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis apressadamente (…) nessa noite, Eu passarei pelo Egipto, matarei todos os primogénitos dos egípcios, desde os homens ate aos animais. (…) Eu sou Deus. O sangue nas casas, será um sinal de que estais dentro delas: ao ver o sangue, Eu passarei adiante. E o flagelo não vos atingirá, quando eu ferir o Egipto. Esse dia será para vos um memorial, pois nele celebraríeis uma festa de Deus. Celebro-la-eis como um rito permanente, de geração em geração. (…) Quando os vossos filhos vos perguntarem: “Que rito é este?» ”, respondereis: “ È o sacrifício da pascoa de Deus, Ele passou no Egipto  (…) ferindo os egípcios e protegeu as nossas casas”»

 

Êxodo 12   Eis que assim se observou que uma grande maldição de Deus desceu á terra, e fez ceder e vergar o maior império daquele tempo, assim forçando o faraó do Egipto a ceder a Moisés e a libertar o povo de Deus, e da mesma forma que o fez, também as maldições de Deus podem operar transformações nas vidas daqueles de fé, seja em amarrações amorosas, assuntos de indesejáveis, e muitos outros.

Eis que assim se observou que a maldição de Deus tudo consegue alcançar e aqui alcançou-o através 10 pragas que culminaram com a ceifa das vidas de todos os primogénitos do Egipto.

As maldições dos santos de Deus poderão ser usadas nos mais diversos fins, desde maldições com fins amorosos, (amarrações amorosas), maldições de indesejáveis, maldições de justiça contra o injusto que ataca a sua vida, e muitos outros fins que podem ser alcançados por via das maldições dos santos de Deus, tal como pelas mesmas maldições Moisés, ( um santo de Deus), levou o faraó do Egipto a ceder, vergar-se, e aceitar o desejo de libertação do povo hebreu.   Assim, no caminho dos santos a magia negra não é mais que a invocação das maldições de Deus, (para mais saber, por favor leia: magia negra), e assim sendo, as missas chamadas «negras», são missas e liturgias que não apenas relembram o temor que devemos ter perante as devastadoras maldições de Deus, como de liturgias que apelam ás maldições de Deus para que elas possam actuar a favor daqueles que procuram auxilio nos santos de Deus.

Trata-se por isso de um ritual litúrgico e cerimonial que exortando ao temor a Deus, nele se pedem que as maldições de Deus actuem em favor de um certo assunto, ( como no amor, ou na defesa de uma família, etc).

A esse ritual litúrgico chama-se de «negro» pois que por oposição ás missas chamadas «brancas», ( onde se pedem as bênçãos de Deus), nestes rituais pede-se o inverso, ou seja, conjuram-se as maldições de Deus.

E de «negras» também se chamam essas missas,  pois que elas apesar de invocarem um poder capaz de tudo vencer, contudo elas não vencerão pelo amor de Deus, mas sim pela ira de Deus…. e a sua ira é sempre motivo de temor

Se aceite por Deus as conjurações feitas a um santo de Deus, e se obedecidas as instruções pelos que procuram os santos de Deus, pois que pode demorar o tempo que demorar, mas as maldições de Deus acabarão vencendo como venceram o faraó do Egipto.

Pois que no «caminho dos santos» a chamada  «Missa negra», é uma forma de invocar o poder das pragas e maldições de Deus que vem e devoram tudo o que encontram diante de si, tal como Moisés conjurou os poderes destruidores de Deus e eles vieram e destruíram tudo á sua frente.

Por isso, quando o caminho dos santos chama uma missa de…. «Negra», essa doutrina fá-lo num sentido «bíblico», ou seja, no sentido de chamar pelas mais fortes maldições de Deus, as mesmas negras maldições que recaíram sobre o faraó do Egipto e que conduziram á morte de todos os primogénitos do Egipto.

E porque esse devastador poder da maldição de Deus revelou-se terrível e motivo de temor, então eis que as missas que a esse poder apelam chamam-se de «negras», como sinal de «luto» pela morte dos primogénitos do Egipto, e como sinal de «temor» pelo que o seu poder é capaz de gerar.

Por isso as missas são «negras», pois que são um sinal de temor, pois que ás mãos das maldições de Deus Noé assistiu a um dilúvio, Moisés testemunhou á morte dos primogénitos de toda uma nação, Abraão constatou a destruição deSodoma e Gomorra, e David presenciou á queda do rei Saul, e que assim se sabe que invocar a maldição de Deus através dos santos de deus para operar um certo fim na vida de uma pessoa, constitui um acto pelo qual se deve ter temor, por oposição ao acto de invocar pelas bênçãos de Deus, e que é um acto em que devemos expressar compaixão e amor.   São missas chamadas «negras»,  no sentido do temor a Deus,  e no sentido e que são rituais pedem pelas maldições de Deus, e as maldições de Deus são terríveis, pois que está escrito:

Se não me ouvirdes (…) mandarei contra vós a maldição

Malaquias 2,2

 

Pois assim se sabe que ao que recusar a vontade de um santo de Deus, ou de Deus, sobre esse recairá a maldição de Deus, e ela é terrível… tão terrível que tão terrível que vergou o faraó do Egipto, tão terrível que a mando de Deusespíritos maus se apossaram do rei Saul para o fragilizar e vencer, tão terrível que a mando de Deus espíritos maus levaram o rei Acab á derrota e á morte, tão terrível que a mando de Deus espíritos maus geraram discórdias fatais junto de Abimeleque, tão terrível que por ela Satã devastou a vida de Job, por isso tão terrível que perante aquele de fé que sem falhar obedece aos mandamentos de um santo de Deus e cujo o pedido seja aceite por Deus, assim atestam as escrituras ela subjugará a alma de todo aquele sobre a qual recair, seja com que fim for, até mesmo nas amarrações amorosas ou em qualquer outro assunto importante nas vidas de quem sofre.

Pois assim as missas são chamadas «negras», pois que apelam ás maldições de Deus, e elas são temíveis e motivo de temor, pois que assim foi revelado:

Deus das vinganças, aparece ó Deus das vinganças

Salmo 93, 1

 

Pois assim se sabe que por intercedência de um santo de Deus, quando o Senhor ao aceitar estabelecer uma maldição, Ele fará essa maldição prevalecer com tamanho furor que face á sua vingança e ao seu castigo ninguém poderá resistir, e a seu tempo, no tempo que Deus determinar, tal como Abraão viu Isaac nascer, e tal como o povo de Deus após 40 anos de peregrinação no deserto se viu entrar na terra prometida…. então também aquele que pede a maldição de Deus, e por quem Deus aceita estabelecer a sua maldição…. esse verá o seu pedido estabelecido e a sua esperança recompensada.   São por isso missas…. «Negras», num sentido de temor pelo imenso poder das maldições de Deus, pois que assim está escrito:

 [ Deus] és terrivel! Quem pode resistir á tua frente, quando ficas irado?

Salmo 76,8

 

Pois aquele que se recusa a obedecer á vontade de Deus ou de um santo de Deus, resistindo a entregar-se aos caminhos que lhe foram ditados e rebelando-se contra trilhos que lhe são indicados, verá na sua alma recair a ira de Deus e da sua maldição, sobre ele descerão espíritos maus e demónios sob autoridade de Deus como sucedeu com o rei Saul, e ali se firmará essa maldição até que a pessoa ceda a vergue, pois que «Deus é terrível»

São por isso missas…. «Negras», num sentido do temor que temos face ás maldições de Deus, pois que elas são como as que Deus amaldiçoou o Egipto, e pois que nelas se está pedindo pelo mesmo feito que deu origem ás pascoa judaica, sendo que nessa mesma pascoa judaica Jesus foi crucificado, tal é o poder de tais chamamentos divinos.

São por isso estas as missas em que se invocam as mais poderosas maldições de Deus, as mesmas que aniquilaram uma nação inteira como o poderoso Antigo Egipto, afundando-o numa maldição de 10 pragas que perseguiram o seu faraó de forma tal…. que o faraó se viu obrigado a ceder á maldição e a libertar o povo do Egipto.

Pois se apelando ás maldições de Deus, cumprirem-se as instruções que vos foram dadas, jamais decepcionando ou enganando as instruções dos santos de Deus, e se Deus aceitar os vossos pedidos…. Eis que sobre a alma do amaldiçoado se firmarão maldições por tal forma devastadoras, que outra coisa não poderá o amaldiçoado fazer senão ceder á maldição, ou então amaldiçoado e desgraçado viverá ate ao dia da sua morte, e por isso condenado estará a ceder aos fins pedidos na maldição.

Pois se o faraó do Egipto assim cedeu e vergou…. Quem poderá resistir a tais maldições?, seja em que assunto for?

Pedir pelas bênçãos de Deus, é sempre um momento de luz e um momento de abertura dos corações ao amor. È por isso um momento considerado «branco».

Pedir pelas bênçãos de Deus, é sempre um momento de luz e um momento de abertura dos corações ao amor. È por isso um momento considerado «branco».

Ao contrário, pedir pelas maldições de Deus, é sempre um momento de temor, e por isso um momento considerado «negro», e por isso um momento em que relembrando a pascoa em que a maldição de Deus para sempre atingiu os primogénitos, e um momento em que Deus acabou por oferecer o seu próprio primogénito ao sofrimento e á morte como um cordeiro…. é um momento por nós retido como de temor, e por isso um momento designado por «negro», pois que é um período em que invocamos aquilo que mais temor gera em qualquer um…. e essas são as maldições de Deus,e  todos os espíritos «negros» sob comando do Senhor e que podem descer ao amaldiçoado para lhe atormentar a alma até que ele ceda e vergue aos fins da maldição, tal como sucedeu com Job, com Saul, como Acab e com Abimelec, todos eles infestados por espíritos maus enviados por Deus.

Onde essas, ( as maldições dos santos de Deus e de Deus), se aquele que as procura cumprir as instruções dos santos, e onde essas Deus as aceitar firmar…. essas serão para sempre um motivo de esperança nos santos de Deus e em Deus…. e essas no tempo que Deus marcar, tal como a Moisés sucedeu…. darão sempre o seu fruto.

A ordem dos Templários, assim como outras ordens religiosas devotas, foram perseguidas por celebrar missas negras, e por isso acusadas de servirem o Diabo,  acusações essas que nada correspondiam á verdade dos factos, e que apenas deturparam por completo a verdadeira essência do acto litúrgico que é a missa negra conforme o caminho dos santos, e que visa apelar ás maldições de Deus, tal como o acto litúrgico «branco» da eucaristia visa apelar ás bênçãos de Deus.

Pergunta-se: como pode alguém operando num altar dedicado a um santo de Deus, celebrar missas brancas, mas também missas negras?

 

Antes demais, a para que se saiba sobre o tema, por favor leia e consulte:

Sobre magia branca e magia negra

Pois e quanto ás missas negras em particular, essa resposta vamos encontra-la na idade media e nos saberes ocultos mais devotamente professados nesses misteriosos tempos.

Pois que na idade média algumas das mais influentes correntes de pensamento espiritual, místico e religioso professavam que aquele que era verdadeiramente possuidor de autoridade para celebrar a dita «missa negra», era um sacerdote, ou seja, alguém que havia jurado votos de fidelidade, de serviço e de submissão a Deus, ou a um santo de Deus, pois que apenas esse poderia usar o poder em si investido pela força de tais votos, para poder reverte-los numa cerimónia «negra» e assim conseguir invocar as maldições com pleno sucesso.

Pois na idade media, padres haviam que tanto celebravam á luz do dia as suas missas brancas, ( aqueles que conforme os preceitos das liturgias servem para conjurar as bênçãos de Deus), como de igual modo á noite celebravam as missas negras, e nessas conjuravam as maldições de Deus contra quem assim se lhes encomendasse tal serviço litúrgico.

Claro que a pratica deste tipo de missas era altamente controverso, e muitos dos sacerdotes que a elas se dedicavam foram acusados de bruxaria, ( acusação sem qualquer sentido, pois que bruxas não participavam em rituais litúrgicos monoteístas como os que os padres acusados conduziam), e foram por isso severamente punidos.

A igreja católica chegou mesmo a legislar informalmente sobre tais liturgias, estipulando que o sacerdote acusado de celebrar tais missas não poderia ser salvo por nenhum bispo, nem nenhum cardeal, mas tão somente o Papa teria poder para lhe conceder um perdão.

Algumas ordem religiosas, ( como os Templários), foram acusados da pratica e celebração deste tipo de missas, sendo que as acusações fantasiosas que sobre eles recaíram, alegavam tanto que nessas missas eram cometidas as maiores atrocidades, como que os templários eram adoradores do demónio.  Claro que as fantasiosas acusações serviram apenas para exterminar a ordem dos templários, e para que assim fazendo a coroa francesa e o Vaticano se livrassem de um credor, ( pois que tanto o Vaticano como o estado francês estavam profundamente endividados junto da ordem dos templários), como ao mesmo tempo tanto o rei francês como o Papa dividissem entre si o vasto património da ordem dos templários, assim salvando-se da ruína e enriquecendo «da noite para o dia» á custa dos monges de Cristo.

Há excepção desse «feito» histórico, ( alguns lhe chamariam antes de «pilhagem» e «assassínio a sangue frio» de homens de Deus, a troco da conquista de uma fortuna), de pouco mais serviram as idiotas acusações atiradas aos templários, pois que se missas «negras »eles celebraram, pois que as celebraram tal como celebravam as missas «brancas», e muitas das vezes celebraram-nas a pedido de reis, ( como o rei de França), pedindo maldições de Deus contra os seus inimigos…. maldições essas que se vieram a cumprir a favor de quem as encomendou e depois delas se veio fazer valer para atacar os homens de Deus.

Contudo dessas mesmas maldições de Deus esses reis não se livraram, pois que antes de morrer os últimos templários vivos, ( já encarcerados em masmorras e aguardando a sua execução), apelaram ás maldições de Deus contra o rei de França e o Papa, sendo que ambos acabaram por «curiosamente» falecer de formas adversas e misteriosas.

Pois ordens religiosas míticas como os Templários, ( ou mesmo os secretíssimos carolíngios), foram praticantes devotos da fé nos santos de Deus e em Nosso Senhor Jesus Cristo, apelando tanto ás  bênções como maldições de Deus, e procurando beber das mais profundas e poderosas fontes de sabedoria espiritual e mística. Não se julgue por isso, que uma tal fé se perdeu, nem que um tal saber se esfumou, por muitas acusações de heresia que sobre tais homens de fé pudessem ter perdurado, pois que eis que o que eles eram…. ainda hoje continuam sendo…. homens de profunda fé e saber espiritual.

Perguntam muitos: mas como falar de Deus, quando se fala de magia negra?

Pois observe-se que as escrituras revelam:

Certo dia, os anjos apresentaram-se a Deus, e entre eles foi também Satã

Job 1,6

 

Desta forma se sabe que Deus é senhor de todas as coisas, e que sob a sua autoridade estão não apenas anjos, mas também demónios, e que essas forças podem por isso ser invocadas em nome do Senhor com grande poder e terríveis efeitos, sendo que no caminho dos santos a isso se chama de …. Magia negra.

Mais:

Revelam as próprias escrituras, que Deus usou, por mais de uma vez, de espíritos maus ao seu serviço para fazer cumprir os seus projectos, sendo que assim o fez com Abimeleque para junto dele gerar discórdias, assim como o fez junto de Job para testar a sua fé, assim como o fez junto do rei Acab para o derrotar, e também o fez junto do Rei Saul para assim o enfraquecer e abrir caminho a que David fosse rei.

Foram mais de uma vez e muitas as vezes que Deus não hesitou em usar espíritos maus ao seu serviço, atestando-se assim que Deus pode fazer uso não apenas de anjos, ( magia branca), mas também de espíritos maus e demónios, ( magia negra), para fazer cumprir a sua vontade.

Por tudo isso se sabe que Deus é senhor de bênçãos, contudo também é senhor das mais temíveis maldições, eis que tal sabemos pois que assim foi revelado:

«Eu sei que o rei do Egipto não vos deixará ir, se não for obrigado por mão forte. Portanto, vou estender a mão e ferir o Egipto com todas as maravilhas que farei no país»

Êxodo 3, 19

 

Pois assim se sabe que através de um santo de Deus, ( como foi Moisés),s e podem cumprir não apenas as bênçãos de Deus, como as suas maldições, e as suas maldições são terríveis e tudo podem revolver e forçar a suceder, pois que assim esta escrito:

«Tú [ Deus] és terrivel! Quem pode resistir á tua frente, quando ficas irado?»

Salmo 76,8

 

Que as maldições de Deus são um sinal do seu enorme poder, também sabemos pois que assim está escrito:

Todas estas maldições cairão sobre ti, perseguir-te-ão e atingir-te-ão, até seres exterminado, porque não obedeceste a Deus (…) Essas maldições serão para sempre um sinal e um prodígio

Deuteronómio 28, 45-46

 

Pois por assim ser sabemos que as maldições de Deus são um sinal e um prodígio que atesta do seu poder, e por elas muito pode ser alcançado pois que…. quem poderá desobedecer-lhes?

Que por último sabemos que Deus é senhor não apenas de bênçãos e amor, mas também de maldições poderosas, assim o sabemos pois que assim foi revelado:

Cristo resgatou-nos da maldição (…), tornando-se Ele próprio maldição por todos nós

Gálatas 3,13

 

Nas doutrinas cristas mais ortodoxas, Deus é por vezes encarado apenas como um Senhor de amor, mas um Senhor quase «impotente» perante o mal, pois que o mal parece actuar livremente diante de Deus sem que Ele nada possa fazer. E porem nas doutrinas cristas que vão beber directa e fielmente ao judaísmo, (como no «Caminho dos Santos»), uma tal noção é firmemente negada, pois que se defende que Deus não é Senhor apenas de «algumas» coisas, mas sim Senhor de «todas» as coisas, e por isso «todas» as coisas sem excepção, (incluído anjos bons e anjos maus, e por isso incluído magias brancas ou negras), tudo isso está sob o poder e autoridade de Deus, e por isso eis que para todas essas coisas Deus pode e deve ser invocado.

E mais provas disso observais, pois que assim está revelado:

Quando operou os seus sinais do Egipto (…) lançou contra eles o fogo da sua ira: cólera, furor e aflição, anjos portadores de desgraças

Salmo 78,43;49

 

Foi através de anjos maus, ou anjos portadores de desgraças, que Deus feriu o Egipto a fim de vergar o coração endurecido do faraó e assim libertar o povo de Deus. Pois tanto através de anjos bons, ( magia branca), como de anjos maus, ( magia negra), pode Deus actuar e fazer prevalecer a sua ordem em defesa do oprimido, do ferido, do magoado.

E se fé houver, então também tal coisa pode ser feita e vosso favor quando sofreis, e eis que tais coisas clamadas pelos santos de Deus a Deus, são isso mesmo: é clamar a Deus para que tal como através de um dos seus santos, ( como foi Moisés, e como é são Cipriano), então anjos de desgraça amaldiçoem a alma daquele que vos feriu, para que ela sendo vergada e vencida então se submeta a vós, e para que nas coisas em que sois sofredores então possais ser vitoriosos através do terrível poder de Deus . E por isso e em verdade: esta é a lei de Deus á qual é licito recorrer com fé, e pela fé sermos respondidos

E mais assim é revelado:

Eu enviarei diante de ti o meu terror (…)

Êxodo 23,27

 

Pois assim se sabe que Deus é não apenas Senhor de maravilhas, como Senhor dos maiores terrores, e assim Deus é amor mas também é ira, Deus é bênção mas também é maldição, Deus comanda anjos de luz como anjos de terrores, Deus é Senhor de magias brancas ou negras, e Deus é Senhor de todas as coisas. E assim, em clamor e fé todas essas coisas lhe são possíveis de pedir através dos seus santos, tal como foram por Ele manifestadas através de um santo como foi Moisés. E que Deus é Senhor tanto de santas maravilhas como é também Senhor de terríveis feitos, eis que assim está escrito:

Qual Deus é como Tu? Quem é santo como Tu, ó Magnifico, TERRIVEL em proezas (…)?

Êxodo 15,11

 

Pois assim se atesta que o Senhor é Senhor não de apenas algumas coisas, mas sim de todas as coisas, pois que todas as coisas Lhe pertencem, e por isso apelar a tudo aquilo que vem de Deus, ( sejam as suas santas maravilhas, como as suas proezas terríveis; sejam os seus anjos bons como os seus anjos maus; seja a sua magia branca ou a sua magia negra), é apelar a Deus em toda a magnifica extensão do seu poder tal e conforme as escrituras assim o revelam. E em verdade eis que assim está escrito:

Se não me ouvirdes (…) mandarei contra vós a maldição

Malaquias 2,2

 

Assim, como negar que se o Senhor é amor e compaixão e por isso gerador de bênçãos, (magia branca), também ele é Senhor de vinganças e maldições, ( magia negra), e que todas essas coisas estão sob o seu magnifico e terrível poder? E como assim negar que ao Senhor  apelar em todas estas coisas, é apelar a Deus conforme a sua Palavra?

E por isso mesmo, assim está revelado:

Deus é um fogo devorador.

Deuteronómio 4,24

 

E mais assim também está revelado:

O senhor é TERRIVEL

Eclesiástico 43, 29

Não pensais por isso que porque Deus é amor…. que Deus é fraco, pois que se Deus é amor porem Ele tambem é terrivelmente poderoso, e saiba-se assim que de Deus provem não apenas bênçãos entregue por espíritos bons, ( magia branca), como também Deus é Senhor de ira e de maldições entregues por espíritos maus, ( magia negra), e sobre todas essas coisas Deus é Senhor, e todas essas coisas podem a Ele ser clamadas através dos seus santos, tal como o foram através de Moisés.

 

 

Técnicas espirituais usadas na magia negra celebrada conforme o saber de são Cipriano,

 e do «caminho dos santos»:

 

Assim diz a obra de são Cipriano:

 

Porque Deus permite que o demónio atormente as criaturas (…)

 

1º È para que o homem, obstinado, em culpas, sirva de terror aos outros homens

2º È para que os que não são obstinados, sejam só castigados neste mundo[ e não no próximo] pelas suas culpas

3º É para que o homem, vendo-se castigado pelo demónio, fuja de ofender a Deus

4º É para castigar alguma culpa ( …) da qual se quer satisfazer a justiça de Deus

5º É para os que estão em graça, não caiam dela

6º É para que se arrependam os pecadores, vendo com os seus olhos a justiça de Deus

7º É para mostrar a santidade de algumas criaturas

8ºÉ para purificar os seus escolhidos

9º È para que tenham o purgatório neste mundo, e se confundam, vendo que dos seus males resultam as criaturas tantos bens

 

Obra de são Cipriano; sobre poderes ocultos, orações e esconjuros; capitulo  1º

 

Pois existem 9 motivos pelos quais Deus pode permitir que demónios e espíritos maus vão e atormentem as almas das criaturas, ou seja, 9 motivos pelos quais pode ocorrer com pleno sucesso a chamada «magia negra».

E na magia negra conforme praticada pelo caminho dos santos e segundo os saberes de são Cipriano, tais motivos que Deus firmou, são os motivos através dos quais as maldições de Deus, (a magia negra), são chamadas a perseguir uma alma, ou seja: de forma a que seja alcançada justiça contra o injusto, ou de forma a que os de corações obstinados cedam e se submetam, ou por forma a que aquele que outrem feriu então sinta o castigo, etc.

E porque vias e manifestações opera a magia negra conforme são Cipriano a ensinou?

Assim diz a obra de são Cipriano:

 

Nomes dos demónios que atormentam as criaturas, porque Deus as consente que elas as mortifiquem (…) [e] quantas castas há de demónios (…):

 

Há obsessos, possessos, malificiados.

Os obsessos são aqueles que o demónio atormenta estando do lado de fora

Os possessos são aqueles que tem o demónio dentro do corpo

Os malificiados são aqueles que o demónio apoquenta ou molesta (…) por concurso de alguma feitiçaria ou trabalho

Os malificiados e possessos, são os que estão enfeitiçados e juntamente possuídos pelo demónio

Os malificiados obsessos são aqueles a quem o demónio persegue na parte de fora

Os repticios são os que o demónio suspende ou arremessa pelo ar, que são os que tem um pacto

Os fitonicos são os que tem espírito que adivinha

Os lunáticos são os que nos crescentes ou minguantes de lua são atormentados

Os fascinados são aqueles a quem o demónio move a trabalhar ou falar, sem que saibam o que fazem ou falam

 

Obra de são Cipriano; sobre poderes ocultos, orações e esconjuros; capitulo  2º

 

Pois estas são as 7 castas de espíritos maus que Deus pode permitir que infestem uma criatura tal como o Senhor o fez a Saul para que esse fosse infestado, e estas são as 9 formas como a criatura pode ser infestada pelos espíritos que Deus permitir que ali se alojem, tal como Deus permitiu que sucedesse a Job ou ao rei Acab. E eis que assim conforme são Cipriano ensina, e dentro dos mais ocultos saberes religiosos, a magia negra se pode operar de terríveis formas, porem ao serviço de Deus.

Eis os 6 ensinamentos basilares da magia negra e que provem directamente da obra de são Cipriano, e ei-los:

1º Ensinamento: sobre a fé.

Sobre a fé, na obra de são Cipriano podemos ler:

«O espírito mau segredou-lhe ao ouvido: tens ainda pouca fé no meu poder, e é por isso que não achas as pedras de que te falei.»

 

Obra de são Cipriano, «Enguerimanços de são Cipriano ou prodígios do Diabo», capitulo 4º, pagina 251

 

Assim se fica sabendo que apenas tendo fé no espírito, é possível do espírito retirar a sua obra.

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1º Ensinamento: sobre a paciência

Sobre a paciência, na obra de são Cipriano podemos ler:

«[Implorou Siderol]: perdão, perdão, Lúcifer (…)

[Respondeu Lúcifer]: não te disse já, (…), que na minha lei também é preciso ter paciência? »

 

Obra de são Cipriano, «Enguerimanços de são Cipriano ou prodígios do Diabo», capitulo 8º, pagina 260

 

Assim se fica sabendo que se desejamos entregar os destinos de um assunto ás mãos de um espírito, então assim o façamos para que o espírito dele se encarregue e por ele providencie. Porem, se não temos fé e paciência para entregar o destino desse assunto ás mãos de um espírito, e tendo-lhe entregue o assunto ainda assim persistimos em tomar o assunto em nossas mãos, então de que serviu entregar o problema ás mãos do espírito se persistimos ainda assim em tratar dele pelas nossas mãos? Uma vez entregue um assunto ao espírito, deixai então que ele trate do problema pelas suas mãos e não pelas nossas, porque das nossas mãos mortais nada colheremos, e sabendo deixar operar as mãos de um espírito ele assim vos dará a chave que abre a porta que não se vos abre.

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3º Ensinamento: sobre a sacrifico

Sobre sacrifico, na obra de são Cipriano podemos ler:

«Para que gozes da minha protecção, é necessário que faças algum sacrifício»

 

Enguerimanços de são Cipriano ou prodígios do Diabo, capitulo 7º, pagina 260

Pois assim sabemos que nenhum milagre, nem nenhum prodígio, nem nenhuma protecção do espírito cairá do céu sem algum sacrifício. E porem, esse sacrifício aliado á fé, será então o grão de areia que fará a montanha mover-se a vosso favor.

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4º Ensinamento: sobre Deus

Sobre Deus, assim está escrito na obra de são Cipriano:

«(…) Disse o demónio -  Infelizmente nada possa fazer contra o Deus todo poderoso (…) que se quiser poderá nos impedir de qualquer movimento»

Obra de S. Cipriano – Pag 22, Capitulo «Nascimento, vida e Morte de S. Cipriano; Cipriano e Clotilde»

Por isso assim se sabe que aquilo que Deus aceitar firmar ele firmará, porem aquilo que Deus não aceitar decretar ele não decretará, e esta é a lei. Assim ensina são Cipriano que quando desejais a mais forte das magias, lembrai-vos de Balaão e de são Cipriano, e assim não caia o vosso apelo em orações fúteis e fé mal guiada, mas antes dirigi-vos a um altar onde os santos de Deus são venerados, pois que apenas através de um santo de Deus podereis obter permissão para que tanto anjos, ( magia branca), como demónios, ( magia negra), actuem em vosso favor, pois que apenas através da autoridade de Deus se podem tais prodígios firmar, e todo o santo de deus apenas a Deus clama para abrir caminhos, seja na magia branca, ou na magia negra.

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5º Ensinamento: sobre a oração

Sobre a oração, assim está escrito na obra de são Cipriano:

«A oração é o meio que o homem tem para comunicar-se com Deus e com os espíritos»

Obra de S. Cipriano Pag 391

 

Pois assim se sabe que é na oração, proferida com fé numa casa de oração e num altar dedicado a um santo de Deus como é são Cipriano, em que muitas orações se juntam clamando em todo o seu poder, que todos os prodígios são possíveis, e fora da oração e da fé expressas numa casa de oração e num altar de um santo de Deus, pouco será alcançado pois que assim são Cipriano ensinou.

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6º Ensinamento: sobre as instruções

Sobre o cumprimento das instruções de um trabalho espiritual, assim diz a obra de são Cipriano:

«Cumpridas as instruções de Lúcifer, Cipriano pode então apossar-se de Elvira, como pretendera»

Obra de S. Cipriano, Pag 20, Capitulo «Cipriano e Elvira»

Pois assim se sabe que apenas cumprindo com rigor as instruções de um espírito, então será possível colher o fruto da acção desse espírito. Respeitai a instrução e podereis ter o benefício do espírito, porem desrespeitai a instruções do espírito e nada vos será dado, mas apenas tirado.

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Em resumo:

Ensinamento geral sobre os saberes de são Cipriano

Sobre os saberes de são Cipriano, assim diz a obra de são Cipriano:

«(…) os manuscritos que ele escrevera e os apontamentos da bruxa Èvora, botou-os no fundo da sua grande arca, pois, apesar de não terem sido fortes o suficiente contra Deus(…), os reconhecia de portentoso valor»

 

Obra e vida de S. Cipriano, extraída do Flos Sanctorum

Eis por isso que são portentosos e valorosos os saberes de são Cipriano, e se os usais conforme estas 6 regras, eis que eles vos responderão sem falhas, e sempre conforme estes 6 ensinamentos aqui revelados por são Cipriano.

 

A magia negra e o exemplo de Balaão, um santo de Deus que a praticou

 

Um dos exemplos bíblicos de um santo de Deus, que havendo sido abençoado por Deus praticou tanto a magia branca, ( as bençaos de Deus), como a magia negra, ( as maldições de Deus), foi Balaão.

Balaão celebrava magia branca, ( as bênçãos de Deus), e as magia negra, ( as maldições de deus), e contudo jamais as usou senão com autorização de Deus, pois que reconheceu que toda a magia branca ou negra apenas poderia operar os seus fins através de Deus, pois que assim está escrito:

Balaão respondeu aos enviados de balac:«Ainda que o rei Balac me desse o seu palácio cheio de mouro ou prata, eu não poderia desobedecer á ordem de Deus , em coisa nenhuma , grande de ou pequena»

Números 22, 18

 

Assim se sabe que apesar de praticar ma magia negra e branca, Balaão apenas o fazia  sob obediência de Deus, pelo que foi tido com um santo de Deus, pois que assim foi revelado:

Oráculo de Balaão, filho de Beor, oráculo do homem de olhos penetrantes, oráculo de quem ouve as palavras de Deus e conhece a ciência do altíssimo. Ele vê aquilo que o Todo Poderoso mostra

Números 24, 3-4

 

Mais se sabe que Balaão foi um santo de Deus, pois que sobre ele desceu o espírito santo, e pois que assim está escrito:

Então o espírito de Deus desceu sobre ele [ Balaão]

Números 24, 2

 

Pois que mesmo praticando magia negra e magia branca, Balaão como são Cipriano foi tido como um santo de Deus por aceitar Deus no seu coração com fé e temor, e por jamais praticar a sua magia sem que o fizesse com autorização de Deus, pois que assim está escrito:

Eu não poderei ir contra a ordem de Deus, fazendo o mal ou o bem por contra própria

Números 24, 13

 

Contudo, também se sabe que Balaão ao assim agir, assegurou que todas as magias negras ou brancas por si praticadas, firmavam-se estabeleciam-se, pois que assim está escrito:

Fica abençoado quem abençoas, e fica amaldiçoado quem amaldiçoas

Números 22, 6

 

Também se sabe que Balaão praticou a magia negra e a magia branca com fé e conforme os saberes mais ancestrais das escrituras, e por isso as bênçãos ou maldições por si intercedidas edificavam-se, e isso sabemos pois que assim esta escrito:

Então Balaão disse a Balac: «Edifica-me aqui sete altares, e prepara-me sete bezerros e sete carneiros novilhos e sete carneiros.» Balac fez cconfome balaao tinha pedido, e os dois oferecram em holocautos um bezerro e um carneiro sobre cada altar

Numeros 23, 1-2

Por ultimo, e apesar de balaao exercer a magia negra e a magia branca, eis que se atesta que ela era verdadeiramente um santo do Senhor, popis que ele profetizou a vinda de Jesus a este mundo:

Eu vejo-O mas não é agora; eu comtemplo-o, mas não de perto: uma estrela avança de jacob, um ceptro levanta-se em isarael

Numeros 24,17

Pois por tudo isto de sabe que a magia negra e a magia branca podem ser celebradas com a anuência de Deus e sob a autoridade de Deus, e que assim fazendo-se, podereis ver maravilhas produzidas em todos os aspectos das vossas vidas.

As missas negras, ou missas de apelo ás maldições de Deus por intermédio dos santos de Deus, são particularmente indicadas em casos de conjuração de maldições para fins deamarração amorosamaldições de indesejáveis, maldições de justiça contra o injusto, e muitos outros fins que podem ser alcançados por via das maldições dos santos de Deus, tal como pelas mesmas maldições Moisés, ( um santo de Deus), levou o faraó do Egipto a ceder, vergar-se, e aceitar o desejo de libertação do povo hebreu.

O MAL, e as LIMPEZAS ESPIRITUAIS


Malefícios, Enguiços, Quebrantos, Maus Olhados, Pragas, etc

São diversos os fenómenos espirituais do mal, ou malignos, que podem atingir negativamente a vida de uma pessoa.

Uns podem ter uma origem voluntária e premeditada, ouros podem ter uma origem involuntária e espontânea. 

Quando falamos de fenómenos espirituais negativos de origem voluntária e premeditada, falamos demalefícios que são fruto de feitiçaria. Essas são Maldições criadas atraves de processos espirituais e que podem ter diversos efeitos na vida de uma pessoa, podendo criar quebrantos ou enguiços, ouinfestações, que são:

Enguiço:

Uma maldição que gera um «enguiço», provoca um bloqueio total á vida de uma pessoa e tudo na vida da pessoa atingida tende a correr mal. O enguiçobloqueia tudo na vida de uma pessoa, causando uma inultrapassável estagnação, ao passo que faz aparecer repetidos  infortúnios, constantes imprevistos e contratempos, enfim:

afunda a vida de uma pessoa num beco sem saída de problemas sobre problemas.

Este tipo de malefício espiritual, normalmente resulta de fortes trabalhos de bruxaria, realizados para destruir a vida de uma pessoa.

Quebranto:

Uma maldição que gera um «quebranto», tende a paralisar e estagnar espiritualmente a pessoa atingida, levando-a a cair num estado de profundo desânimo.

O quebranto gera uma quebra na força anímica, produz apatia, cria uma inexplicável falta de forças e descrédito.

Neste caso, a pessoa fica sem capacidade de decisão, sem saber que fazer, cheia de indecisão e moralmente quebrada.

 Estes fenómenos geralmente resultam de malefícios muito bem premeditados, ou seja, são efeito de poderosos feitiços de magia negra que são encomendados a peso de ouro para atingir uma pessoa ou uma familia.

Infestação:

Infestação sucede quando forças espirituais muito negativas foram lançadas,  através de uma maldição, contra uma pessoa ou algum local, como uma casa, um lar, etc. A infestação toma conta de uma pessoa ou de um local. Quando infestada por espíritos negativos, a própria pessoa infestada, ( ou que esta em contacto com um local que foi infestado), começa a actuar de forma contrária aos seus interesses, gerando-se assim  caos e ruina a todos os níveis da sua própria vida. Conjuntamente, tudo o que é mau tende a aproximar-se da pessoa, como a própria pessoa atraísse irresistivelmente tudo o que é negativo para junto de si. Quando uma infestação se entranha fortemente numa pessoa, eventos negativos começam inesperadamente a ocorrer e sucedem-se vez apos vez, sem parar. Passado um certo tempo, a pessoa nem se apercebe de como caiu num rumo de tamanha desgraça.

Quando falamos de fenómenos espirituais negativos de origem involuntária e espontânea, geralmente falamos de maus olhados e as pragas, conforme se explica:

Uma praga pode ser conjurada num violento momento de ódio, e criar um devastador efeito na vida da pessoa atingida, caso quem a lançou tenha um coração negro e cheio de ódio.

Um mau olhado é um olhado cheio de carga espiritual negativa e no qual se pode transmitir uma corrosiva inveja ou poderoso ódio. Por esse olhar acaba sendo transmitido um violento efeito negativo na vida de alguém.

Esses tipos de fenómenos espirituais negativos e involuntários, podem ser lançados a alguém sem recurso a um trabalho de feitiçaria encomendado a alguém, pois basta um meu desejo violentamente lançado contra alguém para que tais fenómenos sejam despertados

Em resumo:

Fenómenos espirituais negativos de origem voluntária e premeditada, ou malefícios que são gerados através de uma maldição:

Fenómenos espirituais negativos de origem involuntária ou espontânea:

 

Enguiço: provoca um bloqueio total á vida de uma pessoa e tudo na vida da pessoa atingida tende a correr mal.

Praga: pode ser conjurada num violento momento de ódio, e criar um devastador efeito na vida da pessoa atingida, caso quem a lançou tenha um coração negro e cheio de ódio. A praga pode chegar a ser tão poderosa como uma maldição gerada através de um trabalho de bruxaria.

 

Quebranto: tende a levar a pessoa atingida a cair num estado de profundo desânimo, apatia, falta de forças e descrédito. Neste caso, a pessoa fica sem capacidade de decisão, sem saber que fazer, cheia de indecisão, caída em depressão e angustia, enfim:  moralmente quebrada.

 

Mau olhado é um olhado cheio de carga espiritual negativa e no qual se pode transmitir uma corrosiva inveja ou poderoso ódio.

Por esse olhado,  acaba sendo transmitido um violento efeito negativo na vida de alguém, causando profundo mal estar e constantes impedimentos.

Infestação : a própria pessoa infestada por forças espirituais negativas, começa a actuar de forma contrária aos seus interesses, gerando-se assim caos e ruína a todos os níveis da sua própria vida. Conjuntamente, tudo o que é mau tende a aproximar-se da pessoa como se fosse por ela atraído, e eventos negativos começam inesperadamente a ocorrer.

 

 

Seja como for, voluntária ou involuntariamente, os males espirituais que atingem a vida de uma pessoa são sempre imprecações, ou seja, resultam de pedidos feitos com grande força, veemência ou violência, contra ou a favor de alguém, pedidos esses dirigidos a entidades espirituais.

A única diferença é se foram imprecações, (pedidos), feitos involuntariamente, ( por exemplo, como resultado do auge de um grande ódio ou inveja), ou se foram pedidos feitosvoluntariamente através de uma encomenda de um trabalho a um bruxo, bruxo esse que por sua vez usou das suas habilidades espirituais e conhecimentos de feitiçaria para encomendar essa maldição a uma entidade espiritual muito poderosa.

Imprecações voluntárias: 

Imprecações involuntárias:

Maldições encomendadas a um bruxo, e intencionalmente lançadas a uma pessoa ou a um local, através de trabalhos de bruxaria. As maldições tendem a gerar malefícios de vária natureza, tais como: enguiços, quebrantos, infestações.

Cargas e forças espirituais negativas que entram na vida de uma pessoa, através de fortes maus sentimento alheios, sem que para isso tivesse sido usado um trabalho de bruxaria.

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Limpeza espiritual:

destrancamento de caminhos trancados, abertura de caminhos fechados

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Como limpar e expurgar o mal?

Como funcionam e o que são as limpezas espirituais?

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Por vezes pensamos, ( e para isso procuramos resposta): « porque sofro tanto ás mãos deste mal?», «porque sofro tamanha perseguição deste mal?»

 

Esta afirmado nas escrituras, que «o corpo é o templo onde habita o espírito»

O nosso corpo é por isso como uma habitação na qual habita o nosso espírito, sendo que por vezes tal como uma casa adquire sujidades, impurezas e ate mesmo sofre a intrusão de insectos, vermes, etc ….também nós podemos sofrer em nós a intrusão de  «impurezas» ou «sujidades»  espirituais, forças espirituais negativas, influencias espirituais «sujas» e «impuras» e que afectam negativamente os rumos da nossa existência.

 Por isso, tal como a casa deve ser limpa com regularidade a fim de a manter saudável para a nossa habitação, também nós devemos ser espiritualmente «limpos» de tempos a tempos, a fim que nos mantenhamos «purificados» e por isso protegidos dos males.

De onde vem os males espirituais?

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Do quadro de fenómenos espirituais acima descritos, e que advêm normalmente da impureza espiritual de outras pessoas, pessoas espiritualmente sujas e que acabam sujando a sua vida, pessoas sujas com  invejas, sujas os maus sentimentos,  sujas com os ressentimentos e amarguras e corações azedos de veneno, pessoas sujas por  desejos nocivos, pessoas sujas com as suas mesquinhas cobiças, pessoas sujas pela sua  má índole espiritual …. e que acabam por conjurar, (mesmo que inadvertidamente), forças espirituais negativas contra si, e acabam «sujando» o seu espírito.

Pois você não pode caminhar neste mundo com um espírito manchado de tanta sujidade que acaba entranhando a sua vida, e esperar que tudo corra bem, e esperar que a boa sorte guie os seus caminhos. Ninguém fica ileso ao mal que abunda neste mundo senão os maus, pois que o mal não procura infernizar o mal mas sim o bem.

Que efeitos podem os males espirituais ter na sua vida?

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Se você nada fizer, e se você optar por simplesmente ignorar essa realidade, o mais certo é que com o tempo você vai começar a sentir os terríveis efeitos de malefícios como enguiços e quebrantos que geram bloqueios e desvios na sua vida. Como?

Você começará a sentir como se a sua vida se estivesse lentamente afogando num pântano de areias movediças do qual você não consegue sair nem ascender por muito que lute… e que quanto mais luta mais se afunda.

Você sentirá que tudo na sua vida acontece apenas com um esforço descomunal, e que mesmo assim jamais voce consegue ver o justo fruto do seu esforço.

Você sentirá como se cada passo dado em frente acabe sempre resultando em três passos dados para trás, e que cada avanço apenas acaba resultando em retrocesso.

Você acabar observando que tudo na sua vida acaba sendo vitima de constante bloqueio, frustração, impedimento.

E pior: você começará vendo que todo esse fenómeno ocorre de uma forma anormalmente persistente, sem que jamais se acabem os maus caminhos, sem jamais ver uma luz no fim do túnel.

Você observará claramente que embora momentos maus e bons sejam normais de ocorrer na vida, contudo a sua parece anormal e inexplicavelmente perseguida apenas de momentos maus e impedimentos.

Ao contrário do que muitos pensam, ignorar o problema não vai fazer o problema desaparecer, da mesma forma que ignorar uma doença não vai fazer você curar-se.

O que é uma limpeza espiritual e uma expurgação do mal? 

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A limpeza espiritual é um processo de bênção, por via do qual abençoando uma pessoa e a sua alma em nome de um santo de Deus, dela se expurgam os males, dela se desentranham as más influências, dela se exorcizam as infestações, dela se esconjuram os maus espíritos.

Uma bênção exerce por isso efeitos de expurgação, desentranhamento e limpeza espiritual através dos quais a sua alma encontrar-se-á limpa e protegida.

Enquanto assim sucede, você pergunta: nenhum mal me sucederá?

Responde-se: a sua vida decorrerá normalmente, a sua existência fluirá normalmente, pois que assim está revelado:

O justo sofre muitas desgraças, mas de todas elas Deus o liberta

Salmo 34,20

Pois assim se sabe que a bênção de Deus não motivo de estarmos isentos do mal, pois que o mal existe por culpa dos maus corações dos homens e não de Deus. Contudo, aquele que está abençoado ver-se-á amparado, ou seja, onde um caminho se fechar um trilho se abrirá, onde uma porta se fechar uma janela se abrirá.

Para aquele que está abençoado, os problemas ocorrem como ao que não está. Contudo o que está abençoado não ficará atolado no problema pois que uma saída ser-lhe-á sempre oferecida, enquanto que o que não está abençoado ficará estagnado e afogado no problema sem dele poder sair, sem que porta alguma se lhe abra. Basta por isso fé, e que a fé não fraqueje nem trema, e a bênção gerará sempre uma libertação.

Obviamente que haverão bons e maus momentos, como é normal que aconteça na vida de qualquer ser humano, pois que a vida é feita disso mesmo e assim Deus criou este mundo.Com uma limpeza você não ficará vivendo no paraíso, pois se fosse para viver no paraíso, isento de todo o mal, você já não estaria aqui neste mundo. A diferença é que você estará protegido contra os males que o atingirem, pois a bênção que acompanha a sua alma assim limpará as más influências. E assim sendo, quando uma porta se fechar, logo outra se abrirá, quando um caminho bloquear logo outro se desbloqueará.

Você pergunta também: A eficácia de uma bênção desta natureza é grande?

Responde-se-lhe: A eficácia de uma bênção desta natureza depende grandemente do volume e intensidade do mal que infestou a sua vida, pois que não é o mesmo expurgar um mal menor e um mal maior, nem é o mesmo desentranhar um mal enraizado á anos de um mal entranhado á dias.

No entanto, nada fazer é morrer, ao passo que procurar as bênçãos dos Santos é a única forma de aliviar o tormento e acabar com o mal que persiste em perseguir a sua vida.

Uma limpeza espiritual dura para sempre?

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Por muito que fosse bom afirmar que sim, na verdade nem sempre assim sucede. Pode uma bênção expurgar o mal, mas não pode uma bênção impedir que a pessoa de má índole persista em ter mau coração e em desejar-lhe o mal, ou em invejar a sua existência.

Como tal não é possível fazer, logo se a pessoa odiosa e má persistir em desejar-lhe o mal, ela persistirá em lançar-lhe a sua «sujidade» espiritual.

Nesses casos, se bem que a expurgação celebrada possa estar actuando plenamente na sua existência, contudo pode a sua vida ver-se novamente infestada de mal em proporções maiores, tal como uma casa que hoje foi totalmente limpa na semana seguinte poderá estar novamente entranhada de sujidade em virtude de alguém que indesejadamente nela entrou e a manchou com intentos maldosos. Nesses casos, devem as bênçãos ser ocasionalmente renovadas, para que o mal possa ser novamente expurgado com pleno vigor da sua existência. Por isso, embora a durabilidade deste tipo de bênção se estenda infinitamente no tempo, tal como Deus é infinito no tempo, contudo uma renovação de votos de bênção pode ser útil.

E pode uma limpeza espiritual ser impedida?

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Para essa resposta, fala esta revelaçao:

Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe:«Senhor, quantas vezes devo perdoar, se o meu irmao pecar comtra mim? Até sete vezes?» Jesus respondeu:«Não te digo sete vezes, mas até setenta vezes sete(…)»

Mateis 18, 21-12

Pois no perdao de Deus perdoa-se não 7 mas 70 x 7 vezes vezes, e por isso igualmente se sabe que no amor de Deus pelo homem e a mulher de fé, Deus protege, expurga o mal e ampara os caminhos…. não apenas 7 vezes, mas 70 x 7 vezes.

Assim actuam as bençaos de limpeza e expurgaçao de um mal a todo o homem e mulher que abre o seu coraçao a Deus, deixando a luz Dele entrar nos seus coraçoes.

E ao que resiste a que essa luz entre e limpe o mal, assim dessa forma ali persistirao as bençaos de Deus não apenas por 7 dias, nem por 7 anos, mas sim por 70 X 7 anos apos 70X 7 anos…. ate que essa alma ceda e se abra e permita que a bençao ali opere o seu prodigio.

E ao que é impedido de ver essa luz entrar em si pelas forças do mal, entao a luz de Deus persistirá dessa mesam forma tentando ali entrar não apenas por 7 dias, nem por 7 anos, mas sim por 70 X 7 anos apos 70X 7 anos, ate que essa alma se deixe limpar, expurgar e exorcizar…. até que essa alma viva a sua vida com a bençao de Deus sobre si, pois que a bençao de Deus não desistirá, nem abandonará, nem cessará, nem se deixará impedir.

Assim tambem foi revelado:

«E se nem mesmo assim Me obecederes, dar-vos-ei uma lição sete vezes maior»

Levítico 26,18

Pois assim se sabe que a bênção enviada por Deus, através de um santo de Deus, ( como são Cipriano), ao coração de uma pessoa que se recuse a aceitar tais bênçãos, então ela ali se estabelecerá de forma 7 vezes cada vez mais insistente, e a cada 7 vezes mais a bênção insistirá e por 7 vezes se renovará, a fim de persistir insistindo com a alma e o coração daquele abençoado por Deus, para que ele vá e abra plenamente o seu coração a Deus, permitindo que ali se opere a limpeza e expurgação do mal, permitindo que ali se possam expiar os pecados e abrir obter a protecção de Deus.

Também se por algum motivo a pessoa abençoada abrir o seu coração, e contudo forças malignas tentarem impedir que a luz de Deus ali entre e expurgue o mal, eis que se sabe que dia após dia, semana após semana, mês após mês e ano após ano….de forma 7 vezes maior após 7 vezes maior…. a bênção ali permanecerá persistindo numa alma ali entrar e operar o seu milagre.

Assim, em todos os casos, ( seja num coração que se fecha a Deus, seja na pessoa que afectada por males poderosos se vê impedida de receber com clareza a luz de Deus), contudo nessa pessoa a luz de Deus não desistirá de ali penetrar, e assim sendo, a bênção de Deus assim actuará insistindo e persistindo.

Que efeitos gera uma limpeza espiritual e uma abertura de caminhos?

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A essa pergunta, respondem-vos as escrituras onde assim está escrito:

Os teus antepassados quando desceram para o Egipto eram setenta pessoas. Agora, porem, Deus tornou-te numeroso com as estrelas do céu

Deuteronómio 10,22

 

Pois assim se sabe: as bênçãos de um santo de Deus, (como são Cipriano), e de Deus….elas afastam o mal, elas expulsam o maligno, elas fazem uma vida caída em maus trilhos sair desse pântano estagnado e reentrar por novos rumos, e tudo isso fazendo elas geram multiplicações, fertilidades e abundâncias em todas as coisas boas.

Assim está escrito:

Goza a vida com a esposa que amas, durante todos os dias da tua vida (…) esta é a porção que te cabe na vida e no trabalho

Eclesiastes 9,9

 

Pois eis que é esta a bênção de Deus para todo aquele que é abençoado, e ela é:

Paz e felicidade no amor, na família e no trabalho.

Em todas estas coisas pode a bênção de Deus abrir caminhos onde eles estão agora fechados.

E por isso, se sofreis de padecimentos em qualquer uma destas coisas, então que não se perca o vosso tempo ignorando o problema ate que ele se torne irrecuperável e assim se acabe o vosso destino ingloriamente, perdendo-se tudo o que mais desejais.

Ao contrário, observai o que vos sucede de mal, e não negueis o que estais observando pensado que apenas porque o negais então tudo vai ficar bem, pois essa é a postura do insensato; Ao contrário, se observais que estais perdidos em padecimentos e tribulações que vos perseguem sem fim….pois então vinde e recorrei a são Cipriano, pois os seus saberes são profundos, poderosos e milagreiros.

DICIONARIO de DEMONIOS

DEMONOLOGIA

Os demónios são anjos caídos, que foram banidos da presença de Deus e desde então vivem em exílio, afastados do reino celestial de deus, ( ochamado «céu»), habitando tanto neste mundo mundo terreno, assim como no «mundo dos mortos», (o «Sheol» Hebraico, ou o «Hades» Helénico, a que a teologia Crista encara erroneamente como o «Inferno»), ou seja: o local para onde as almas dos humanos vão depois da morte,  paraencontrarem o seu repouso eterno.

A confusão entre o «Sheol» e o «inferno» é um erro típico da teologia crista: o cristianismo vê o inferno como um lugar de eterna condenação dos maus, ao passo que na verdade o «sheol», ( a noção hebraica de onde nasceu a lenda mitológica do “Inferno” segundo o catolicismo), é o «reino dos mortos», o local para onde vão as almas daqueles que faleceram, para ali repousarem na sua vida pós-morte.

Trata-se por isso do mundo onde habitam as almas de todos os mortos, e não de um local de condenação, ou pelo menos não inteiramente: nesse local quem é condenável será purificado, e quem não o é viverá pacificamente e em liberdade. Por isso, esta noção corresponde  antes a um arquétipo  do «mundo dos espíritos», onde todas as almas são purificadas. Segundo o evangelho sobre José, ( um texto apócrifo do Sec V d.C.), o «inferno» é tido com um lugar por onde as almas tem de passar, ( através dos 7 véus das trevas – cap. XXII, XXIII - ), para se purificarem.

Trata-se antes e por isso, de um processo espiritual que sucede após a morte, trata-se da transposição de uma passagem, ( cap. XXII), comum a todo o ser humano após a sua morte: todos passam por essa transição, independentemente de serem pecadores ou não.

A mesma noção também encontramos noutro texto apócrifo, os Actos de Pilatos, onde verificamos que no “inferno” se encontram em repouso eterno as almas de figuras como Abraão, Isaías, João Batista, etc,(II, cap 18,1), todas ela ali habitando em espírito e aguardando a sua libertação por via da completa purificação pelo espírito de Deus, que neste caso, ( neste texto), lhes aparece através de Jesus.

Ou seja: o inferno é visto tanto em certas tradições gnósticas, como nas mais ancestrais teologia hebraicas, como o «mundo espiritual», e não como o «inferno» que os padres Católico -Romanos “venderam” ao povo durante a Idade Media, apenas para o amedrontar e assim manter sob sua alçada, guiado pelo grilhões do medo. Esta noção que a igreja católico – romana criou de um Inferno punitivo, assim como a criação imaginaria de um «purgatório», ( cuja a existência, no Sec XX , já foi desmentida pela própria Igreja através do papa João Paulo II), serviram apenas para vender «bulas papais» e «perdoes celestiais» ás classes mais altas da sociedade, enriquecendo assim os cofres do Vaticano de tal forma, que assim se edificou uma das mais invejáveis fortunas do mundo que ainda hoje existe.  A troco da salvação de uma alma, (para que ela não acabasse no inferno, ou para que ela saísse rapidamente do purgatório e fosse para o céu), a igreja católica vendia perdões papais que «limpavam» todos os pecados de uma alma. Claro, fazia-o em troca de elevadas quantias de dinheiro, ou grandes doações de património. Assim se construiu a fortuna do Vaticano, sob a ideia da existência de um «inferno» punitivo que tanto assustou as pessoas e tanto dinheiro gerou aos cofres da igreja. Esta noção de «inferno», foi a maior fonte de receitas financeiras da igreja, motivo pelo qual o Vaticano acumulou fortunas ao longo de séculos e séculos, tornando-se assim no mais rico estado do mundo. No entanto, por muito lucrativa que essa noção de «inferno» seja para o catolicismo, a verdade é que não existe, é apenas uma invenção criada a partir do conceito hebraico de «shoel», que significa: tumulo, cova, sepultura, ou seja: apenas «mundo dos espíritos».

Segundo as noções místicas hebraicas mais ancestrais, o «sheol», é o lugar para onde as almas humanas, após a morte do corpo, ingressam; ou seja, não existe uma noção de «inferno» punitivo neste conceito, mas antes a mera noção do «mundos dos mortos», ou o «mundo dos espíritos», onde ai vivem em espírito todos aqueles que faleceram. A esse reino dos espíritos, os hebraicos chamavam de «Sheol», e na verdade não se trata de nenhum «inferno».

 Outra confusão que a teologia Crista gerou, foi o erro de identidade entre Lúcifer e Satã, uma vez que não se tratam da mesma entidade.

Na verdade, Lúcifer era um querubim gerado pela própria mão de Deus no primeiro dia da criação, e era por isso cheio da Luz de Deus, ( seu Pai). Daí advêm o seu nome: Lúcifer, que significa «portador da Luz»[ ou da «luz» de Deus, o seu pai]

Conforme descrito no Livro de Ezequiel, Lúcifer desejou ser igual ao seu próprio pai, e por isso acabou banido da presença de Deus e exilado do Reino de Deus. Por essa rebelião, o filho celestial e  primogénito de Deus, ( Lucifer), pagou com a sua queda para este mundo.

Sobre esse momento, assim está escrito no Livro do Apocalipse:

E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra;

 

Apocalipse 12:3

Lúcifer e o seu exercito, ( cerca de 1/3 dos anjos do céu), perderam a guerra contra as forças de Deus, sendo que Lucifer , ( e os seus anjos caídos), passou desde então a habitar no nosso mundo físico, do qual é «príncipe».

O Diabo, (Lúcifer), na mitologia Grega era visto como o rei de Hades , o deus do mundo dos mortos. Para entrar na morada de Hades, era preciso passar por um mítico cão demoníaco de três cabeças, chamado Cérbero.

De acordo com a tradição islâmica, Lúcifer revoltou-se contra Deus, não por desejar propriamente ascender ao lugar do Criador, mas antes por orgulho, ou seja, por se ter recusado a ajoelhar diante de Adão.

Assim está escrito:

«E quando dissemos aos anjos: “Prostrai-vos diante de Adão”, eles prostraram-se, excepto Lúcifer, [ Iblis] ,

que se recusou e, cheio de orgulho, se juntou aos ímpios»

Alcorão  II.34

 

«Deus perguntou:”que te impede que te prostres quando te mando?”

Respondeu:«Eu sou melhor do que ele. Criaste-me do fogo e a ele criaste do barro».

Deus disse:« Desce do paraíso, pois não é próprio que te enchas de orgulho nele.

Sai! Tu estas entre os desprezados»

Alcorão VII 11.18

De acordo com esta versão, Lucifer, ( um ser perfeito, cheio da Luz de Deus e portador da sabedoria, ao qual nenhum outro ser se podia comparar ou igualar), recusa-se a ajoelhar perante uma criação que considera inferior a si mesmo. È por esse motivo, que acaba sendo expulso do céu e exilado no mundo dos mortos.

Ao contrário, Satã não foi expulso, ( como Lúcifer), mas antes desertou dos céus.

Satã era um anjo das mais altas esferas celestiais, ( um dos anjos «vigilantes», a quem estava incumbida a missão de observar e guiar a raça humana neste mundo, tal qual anjos guardiães ), que juntamente com outros anjos, (nomeadamente Azazel, um dos príncipes do Céu e também ele um «vigilante»), optou de livre vontade por abandonar o céu e instalar-se na terra, motivados que foram pela sua paixão pelas mulheres, ou como dizem as escrituras no Livro de Génesis:

«as filhas dos homens».

Sobre este episodio, no qual um grupo de anjos abandona o céu para se instalar na terra em busca da ardência do sexo com as mulheres, assim esta escrito no I Livro de Enoch:

Naquele tempo, enquanto os filhos dos homens se multiplicavam, nasciam-lhes belas filhas.

Os vigilantes – anjos filhos dos céus – ficaram atraídos por ela e desejaram-nas.

Disseram uns aos outros: «Vamos procurar as filhas dos homens, e gerar filhos para nos próprios».

I Livro Enoch

Assim, o I Livro de Enoch descreve como 200 anjos caíram, ou seja, abandonaram a esfera celeste e habitaram neste mundo. E assim continua oapócrifo  Enochiano:

Eles, tal como os seus chefes, tomaram as mulheres para si. Escolhiam quem queriam.

Penetram-nas e desonrararm-nas. Ensinaram-lhes bruxaria, formulasmagicas e como cortar raízes e ervas

para usarem nos seus conjuros (….)

começaram [ os anjos caídos] a revelar segredos mágicos ás suas mulheres

I Livro Enoch

Não só a bruxaria é oferecida ás mulheres em troca do acto sexual com os anjos, ( e assim se inicia a arte da bruxaria tal como ela é conhecida), como estes anjos se tornam anjos caídos ou: demónios.

Sabemos por isso, tanto através das escrituras como dos textos apócrifos, que  entre a batalha liderada por Lúcifer na sua rebelião contra Deus, assim como o posterior  abandono voluntário de Satã e os seus seguidores para se casarem com as mulheres, ao todo foram alguns milhares de anjos que abandonaram o céu, dando origem aos demónios que hoje em dia conhecemos, e que são tão somente: anjos caídos.

Aos anjos caídos ou demónios, estão normalmente associados os fenómenos de possessão voluntária e involuntária.

A possessão involuntária sucede quando alguém é , contra a sua vontade, invadido pelo espírito de um demónio.

Esses casos podem assumir graus mais ou menos agudos de possessão, ou seja: tanto uma pessoa pode encontrar-se sob uma influência demoníaca quase imperceptível, ( o demónio apenas influi etereamente em certos pensamentos, sentimentos e por consequência opções e actos da pessoa influenciada), como uma pessoa pode chegar a ponto do espírito demoníaco querer ocupar, dominar e controlar completamente o corpo do possuído. Nesses casos mais agudos , ( e graves), de possessão, a pessoa perde totalmente o controlo sob si mesma: a sua alma fica aprisionada num pequeno canto da sua própria consciência apenas submergindo pontualmente e a muito custo; a pessoa não consegue ter controlo sob o seu próprio corpo e mente, invadidos que estão de forma total pelo espírito;  o próprio espírito demoníaco manifesta-se de uma forma totalmente incorporada no corpo possuído, como se aquele corpo pertencesse apenas ao demónio.

No outro extremo dos casos de possessão, temos as possessões voluntárias.

Dizia Jesus que o corpo é o templo do espírito, e que Nele mesmo, ( no corpo de Jesus), habitava o espírito do filho de Deus, ( o Cristo).

Ora, ao assim revelarem os evangelhos, está-se atestando que o corpo humano pode ser habitação não só do próprio espírito humano a que se destina, como também residência de um espírito celeste.

Os casos de possessão voluntária ocorrem neste tipo de caso, ou seja:

quando a pessoa se entrega voluntariamente a um espírito, e se oferece para ser um casa em que esse mesmo espírito pode passar a residir, permanente ou pontualmente. Nos casos demonológicos, o espírito do anjo caído passa a habitar uma certa pessoa por 2 motivos:

1- por ter escolhido essa pessoa para tal finalidade;

2- por se ter realizado um pacto voluntário entre a pessoa que se vai deixar invadir pelo anjo caído e o próprio anjo caído.

As pessoa destinadas e serem habitação, moradia ou residência de um espírito desse tipo, apenas vêem a sua vida a salvo uma vez aceitando a vontade do espírito; caso contrário, o espírito atormentará essa pessoa ate que ela aceite a aliança. A aliança, ( ou pacto), no caso das bruxas, é estabelecida através da carnalidade, tal como sucedeu na primeira vez da historia da humanidade, conforme descrito no I Livro de Enoch.  Em troca, o espírito demoníaco concede o seu favor á pessoa em quem passou a residir. Esta tradição de possessões volnutarias é especialmente praticada nas religiões Africanas de  VoduKimbanda , assim como nas tradições Europeias de Bruxaria.

As mais 5 importantes obras sobre demónios, as suas hierarquias, etologia e ontologia, (a  denominada «demonologia»), são:

I

Malleus Maleficarum

II

Demonolatria

III

Compendium Maleficarum

IV

Ars Goetia

V

o Pseudomonarchia Daemonum

Os Grimórios que se debruçam sobre a esfera demoníaca, são instrumentos preciosos na realização de Magia Negra.

Eis que se revela um breve dicionário de demónios, ou de demonologia:

 

+ BRUXAS E DEMONIOS +

Certos estudos Antropológicos defendem que a bruxa foi em tempos encarada como um ser sobrenatural, uma espécie de vampiro ou mais concretamente um «succubus» que á noite invadia o lar das pessoas, fosse na forma de um gato negro, ou de uma traça, ou de neblina, para ter relações sexuais com um ou mais dos humanos daquela casa, extraindo assim as forças vitais desses humanos para seu próprio alimento.

A bruxa, enquanto ser espiritualmente infernal evampiresco, muita das vezes poderia actuar para beber o sangue ou extrair o esperma das suas vitimas, ou noutros casos, apenas alimentar-se da sua energia vital, o que causava um estado de grande debilidade, falta de forças e fraqueza generalizada das suas vitimas.

È desse tipo de lenda que nasceram diversas superstições que ainda hoje perduram, como superstições relativamente a gatos negros ou a traças.

Julgava-se na Idade Media, que o gato negro era na verdade uma bruxa que tinha assumido a forma daquele animal, e julgava-se que ao aparecer a uma pessoa, a bruxa na forma de gato negro estava anunciando que essa pessoa havia sido embruxada. Dai que nos dias de hoje, se julgue que á má sorte ver ou cruzar com um gato negro.

Com as traças passa-se o mesmo. Em muitos locais, ainda se diz que ver uma traça dentro de casa é sinónimo de bruxaria. Tal superstição advêm das crenças medievais, nas quais se dizia que a bruxa entrava nas casas das suas vitimas sob a forma dessa insecto, para depois atacar as pessoas dessa casa enquanto elas dormiam.

Colocar uma vassoura ao contrário atrás de uma porta, ainda em certos locais é uma superstição que supostamente afasta pessoas indesejáveis de entrar naquela casa. Tambem essa superstição tem raízes na bruxa, pois acreditava-se que as bruxas tinham a capacidade de usar vassouras para se deslocarem até á casa da pessoa que iam atacar. Ao inverter uma vassoura junto da porta, estava-se no fundo querer influenciar o voo do ser nocturno, ( a bruxa), invertendo-o a afastando o voo daquela residência.

De qualquer das formas, na antiguidade o bruxo era tido não como apenas um mero ser humano, mas sim um ser humano possuído por um espírito demoníaco, o que conferia a essa pessoa poderes sobre – naturais.

O Papa Eugénio IV, em 1437, escreveu uma missiva na qual descrevia a bruxaria.

Na carta são referidos:

1

Sacrifícios e/ou adoração aos demónios

2

O conceito de «pacto demoníaco»,  por via do qual são concedidos grandes poderes para praticar malefícios

3

O uso de imagens de cera para praticar feitiçarias

4

A inversão ou reversão de símbolos cristãos, assim como a perversão da liturgia cristã – a missa negra -

5

O contacto carnal com demónios, ( «incubi» ou «sucubi»), por via do qual a luxúria com os demónios é porta aberta á celebração de pactos infernais com entidades das trevas que possuem aquela que se ofereceu como consorte de um demónio, o que consequente configura um meio de obtenção de poderes maléficos

Uns acreditavam assim que a bruxa era invadida pelo demónio através de um pacto infernal, que era geralmente consumado através de união sexual entre a bruxa e o diabo.

Segundo tais versões, as bruxas na Mitologia Crista e segundo a visão dos manuais de Inquisição na Idade Media, eram conhecidas por manter relações sexuais com o demónio, e por essa via obterem os poderes do diabo para poderem praticar todo o tipo de acções sobrenaturais ou acções magicas.

Estas noções são na verdade herdadas das mais ancestrais tradições místicas hebraicas. Já no I Livro de Henoc é possível observar que a Bruxaria é praticada pela primeira vez quando Satã, Azazel e outros 198 anjos descem á terra.

Na verdade, o I Livro de Enoch descreve como 200 anjos caíram, ou seja, abandonaram a esfera celeste e habitaram neste mundo. E assim continua o apócrifo  Enochiano:

Eles, tal como os seus chefes, tomaram as mulheres para si. Escolhiam quem queriam.

Penetram-nas e desonraram-nas. Ensinaram-lhes bruxaria, fórmulas magicas e como cortar raízes e ervas

para usarem nos seus conjuros (….)

começaram [ os anjos caídos] a revelar segredos mágicos ás suas mulheres

I Livro Enoch

Segundo o I Livro de Enoch, no inicio da humanidade, ( após a expulsão de Adão e Eva do paraíso), alguns anjos

estavam encarregues de vigiar o ser humano na terra , chamando-se esses os «vigilantes».

Entre eles, encontrava-se Satã, Azâzêl, Samîazâz, Arâkîba, Râmêêl, Kôkabîêl, Tâmîêl, Râmîêl, Dânêl,Êzêqêêl, Barâqîjâl, Armârôs, Batârêl, Anânêl, Zaqîêl, Samsâpêêl, Satarêl, Tûrêl, Jômjâêl e  Sariêl.

Os anjos vigilantes, desejaram as filhas dos homens, as mulheres.

Em conjunto, decidiram abandonar o céu para se unirem carnalmente ás mulheres.

Assim o fizeram, e 200 anjos abandonaram o céu e uniram-se carnalmente ás mulheres, escolhendo dentre elas todas as que quiseram. Os anjos penetraram-nas e amaram-nas e com elas casaram.

Foi nesse momento que os anjos rebeldes ensinaram ás suas mulheres os segredos das artes da magia negra em troca do sexo que com elas tinham, e assim nasceu a magia negra.

Não só nasceu a magia negra,  como da união sexual entre os anjos caídos e as mulheres,  nasceram filhos: os neffilins.

Deus desaprovou tanto a fuga dos anjos, como a união entre esses e as mulheres, e gerou o dilúvio que tudo destruiu á face da terra.

Ao faze-lo, lançou uma maldição:

I

as mulheres dos anjos seriam mortas, bem como os seus filhos;

II

não só perderiam para sempre as suas mulheres e filhos, como próprios anjos caídos seriam para sempre espíritos sem descanso nem paz aprisionados num dos cantos do reino dos mortos;

III

os espíritos dos filhos que nasceram do amor entre os anjos e as mulheres, ( entretanto mortos no dilúvio), passariam a ser espíritos terrenais, espíritos impuros, espíritos maus.

Assim sendo:

Segundo Enoch, é neste momento que nascem os demónios, ou seja:

eles são tanto os 200 anjos caídos que amaram as mulheres, como os seus filhos, ( ou os espíritos dos seus filhos), condenados a vaguear eternamente na terra.

Sobre demónios leia : demonologia e dicionário de demónios.

Rezam as crenças Enochianas, que os anjos caídos e os seus filhos continuam vagueando neste mundo, amando as mulheres, desejando a carnalidade com elas,  e concedendo-lhes o seu poder e sabedoria. A essas mulheres, chamam-se bruxas, e aos homens que por causa dessas mulheres possuem uma aliança com esses espíritos chamam-se bruxos.

Os demónios facultam ás bruxas:

I

Conhecimento sobre o passado, o presente e o futuro

II

Saber sobre as propriedades secretas tanto de ervas como de pedras que servem de base ao fabrico de pós ou essências místicas.

III

A alteração de certos eventos, ( tanto a nível de fenómenos naturais, como na vida das pessoas), através da sua acção ou influencia sobrenatural sobre esses mesmos, a pedido da bruxa e com a finalidade de causar a concretização de certa finalidade.

Os espíritos terrenais, (ver: dicionário de demónios), manifestam-se nas bruxas através de incorporação, ( incorporação sucede quando um espírito desencarnado habita momentaneamente no corpo de um humano, ao mesmo tempo que a alma desse mesmo humano),  que é permitida através do processo de possessão voluntária, sendo que essa é angariada através da carnalidade.

Sobre tal tipo de processos místicos entre bruxas e demónios, recomenda-se leitura do Malleus Maleficarum e sobre o Sabbath.

Ora, verifica-se assim que a mais ancestral teologia hebraica revela que a bruxaria foi oferecida ás mulheres em troca do acto sexual com os anjos caídos, e assim nasce a arte da bruxaria tal como ela é conhecida.

Tanto as visões teológicas medievais,  como as revelações místicas e apócrifas, são unânimes  em encarar as bruxas como «consortes» do Diabo, muitas das vezes apelidando as bruxas de «prostitutas do Diabo», ou «amantes do Demonio», etc….

Mais que uma vez a bruxaria é nas escrituras relacionada com a sexualidade impura, com a relação e os pactos que se estabelecem entre bruxas e demónios através da carnalidade. Senão vejamos:

Celebram ritos onde (…) realizam mistérios ocultos, ou fazem banquetes orgiásticos com rituais estranhos


Sabedoria 14,23


Como pode estar tudo bem, se continuam as prostituições de tua mãeJezebel e as suas inúmeras magias?


II Reis 9,22

quem recorrer aos necromantes e adivinhos para se prostituir com eles (….)


Levítico  20,6


Filhos de feitiçaria (….) não sois vos que procurais a ardência do sexo? (…) que tiravas partidos dos teus amantes, com os quais gostavas de ter relações; e (….) multiplicavas as tuas prostituições


Isaías  57,3-5


Este tipo de sabedoria [ a bruxaria] não vem do alto, é sabedoria (…) animal, demoníaca


Tg 3,15

As obras dos instintos (…) são bem conhecidas: fornicação, (….) libertinagem, idolatria, feitiçaria


Gl 5,19-21

A bruxaria é tida como uma «prostituição com os seres do oculto», sendo que se trata de uma «prostituição aos demónios», um meio esotérico por via da qual se obtêm poderes ou favores dos «filhos das trevas» (Tl 5,5).

Pois devido á forma essencialmente sexual por via da qual alegadamente as bruxas compactuariam com o Diabo para obter os seus poderes, as perseguições da Santa Inquisição Católica incidiram fundamentalmente numa violenta perseguição ás mulheres, ( especialmente as mais atraentes, pois essas eram consideradas uma verdadeira tentação do demonio), e seriam alegadamente espiritualmente mais passivas de serem mais fácil e fortemente seduzidas pelo demónio através da grande tentação dos prazeres carnais.

A sedução satânica era considerada uma sedução realizada pelo Diabo ou pelos dos seus demónios, numa tentativa desses se infiltrarem nos corpos dos que se lhe oferecessem, assim possuindo-os. O que essas pessoas ganhariam em troca de serem possuídas através do sexo com os demónios, seriam poderes sobrenaturais, poderes ocultos cuja a fonte reside no poder satânico do próprio Diabo.
Satã é um anjo caído, e sendo anjo é um espírito. Pois sendo um espírito, Satã não tem corpo nem sexo. No entanto, Satã foi considerado ou convencionado pela teologia religiosa como sendo um ser de essência masculina que ora procurava seduzir lindas mulheres a entregarem-se-lhe em troca da concessão de poderes sobrenaturais, ( as bruxas), ora procurava por homens que auxiliando-o na sua missão de corrupção e tentação, pudessem servir a Satã, ou seja, que trabalhassem para corromper belas mulheres a fim de as entregar á luxúria do demónio, sendo que por essa via também esses adquiririam poderes místicos infernais ( obruxo).

Por isso mesmo, consideravam os manuais inquisitórios que o Diabo ou Satã:

I

 procurava ter relações sexuais essencialmente com mulheres bonitas e com maior apetite sexual,  tal como Eva teve relações com Lúcifer, ou outras mulheres tiveram relações com Satã eAzazel, em troca das quais receberam sabedoria e poder. Tal como aconteceu no passado histórico descrito na Bíblia e nos escritos deEnoch,  essas lindas, desejáveis e lascivas mulheres  eram o «alvo» preferido do demónio, ao passo que as mais permeáveis á tentação da carne, sendo essas as bruxas;

II

ou então que o diabo procurava também homens que aceitassem servi-lo. E os homens poderia faze-lo submetendo-se ao poder do Diabo. Por via dessa submissão, renunciavam a Deus e oferendavam as suas belas mulheres o demónio, tal como Adão aceitou mansamente que Eva fosse amante de Lúcifer ,( dessa relação nasceu Caim), ou da mesma forma como os descendentes da tribo de Caim aceitaram que Satã, Azazel e os restantes 198 anjos caídos fossem amantes das suas esposas em troca de grande poder, saber e prosperidade; assim, acreditava-se que o homem que em troca de poder sobrenatural,  compactuasse e participasse como o demónio na sua luxúria, tornar-se-ia seu servo e sacerdote, sendo esses os bruxos.

Para mais informação histórica, consulte: Malleus Maleficarum

São Agostinho, o mais elevado dos filósofos e teólogos do catolicismo, escreveu diversos tratados retratando a magia, a bruxaria e o fenómeno mágico. Sobre tais noções, por favor consulte São Agostinho e a Magia.

Dizia-se que dessas relações carnais,( a génese do pecado original que desgraçou Adão e Eva, assim como gerou a causa do dilúvio – ver Dicionário de Demónios),  nascia o pacto satânico que facultava os poderes sobrenaturais que as bruxas e bruxos possuíam, que eram na verdade os poderes das trevas, ou o «dom das trevas». Acreditava-se também que eram nas missas negras e nos Sabbath, que o pacto demoníaco era não só selado, como ciclicamente celebrado e repetido para agrado dos prazeres demoníacos.

( Ver Sabbath e Missas Negras )
Segundo tais versões mitológicas, uma bruxa seria sempre o resultado de um fenómeno de possessão consentida, ou seja, um espírito de bruxaria possuía a bruxa ou o bruxo, não contra a sua vontade, mas sim através de um acto de entrega voluntária por parte desses

Na verdade, havia mesmo quem defendesse que essas bruxas e bruxos não possuíam poderes «em si» e «por si», mas antes eram consortes ou amantes do Diabo e que por isso, podiam invocar os favores de Satã ou da sua corte de anjos caídos, para realizarem as suas obras magicas neste mundo.

As teses que professavam que a Bruxa nascia de um Pacto com o Diabo assinado em sangue ,( sangue da própria bruxa), e celebrado através de sexo, ( com o próprio corpo da bruxa que assim se prostituía ao demónio), alegavam igualmente que uma das características identificativas das bruxas, ( de acordo com os manuais inquisitórios), é a «marca da bruxa».

Essa marca corporal confirmava que a bruxa era na verdade uma bruxa. A marca não pode ser um sinal de nascença, mas sim algo adquirido no momento em que o Diabo assume poder sobre essa pessoa, ou que o demónio escolheu essa pessoa para ser seu servo, aliado e sacerdote.

A «marca do Diabo» é um sinal deixado pelo demónio no corpo da bruxa como forma de assinalar a obediência dessa pessoa para com o Diabo.

Tradicionalmente, acreditava-se que a «Marca do Diabo» era criada de diversas formas:

ou pelas garras do Diabo ao passar pela carne do seu servo, ou pela língua do Diabo que tocando o individuo, lhe deixa a marca demoníaca.

Professava-se por isso que a «marca» podia-se manifestar em diversas formas:

Uma verruga, uma cicatriz, um sinal, e especialmente um pedaço de pele totalmente insensível.

Nas teses ocultistas de magia negra, a «marca da bruxa», ou o «sinal do Diabo», possui o nome de: a «marca de Caim».

Hoje em dia muitos ocultistas acreditam que a «marca do diabo» não é na realidade uma marca física que é impressa pelo demónio no corpo da bruxa, ( tal como um selo é marcado com ferro em brasa na carne de um animal), mas antes trata-se de uma marca espiritual que fica impressa na alma da bruxa, ou seja: o seu «nome espiritual», ou o seu «nome demoníaco», por oposição ao seu nome de baptismo cristão .

Alegam essas teses ocultistas, que quando um pacto é realizado, o demónio que apadrinhou uma bruxa concede-lhe um «nome espiritual», que é um «sinal» que ficará marcado para sempre no espírito de quem vendeu a alma ao Diabo.

È com esse nome que a bruxa passará a viver, a trabalhar nas artes da bruxaria, e mesmo será recebida no mundo dos espíritos depois da sua morte neste mundo.

Por esse motivo, todos os grandes bruxos adoptaram nomes esotéricos diferentes dos seus nomes de baptismo cristão:

Papus, cujo o nome de baptismo era Gerard Encausse;

Eliphas Levi, cujo o nome de baptismo era AlphonseConstant;

Aleister Crowley, cujo o nome de baptismo era EdwardAlexander

etc

Se os «nomes de baptismo» cristão identificam uma alma perante Deus, o «nome espiritual» que provem de um Pacto é o «sinal» que identifica um bruxo diante do demónio.

Sendo a bruxa o resultado de um Pacto por via do qual lhe é concedida uma nova e eterna vida ao serviço do Diabo, então no momento do Pacto a bruxa é «baptizada» com o sinal, ( «nome»), que para sempre a identificará perante o Demónio.

§ § § §

Outras crenças porem, apontavam para a natureza demoníaca da bruxa, defendendo que a bruxa já nascia bruxa tal como uma cabra já nasce cabra, ou seja, a bruxa já nascia com um com um espírito de bruxaria dentro de si, pois tinha sido fruto de uma união sexual impura entre um humano e o demónio.

Segundo essas teses defendidas em alguns manuais inquisitórios, a bruxa era um ser condenado, pois a alma humana da bruxa, ao conviver intimamente ,(desde a nascença), com o espírito demoníaco que habita no corpo dela, era uma alma impura, uma alma contaminada pelo espírito de feitiçaria, uma alma contagiada pelo espírito das trevas que habita no corpo da bruxa, uma alma condenada a não ingressar no céu e a permanecer eternamente aprisionada nesta terra.

Dizia-se por isso que alma da bruxa nunca descansaria em paz após a morte, vagueando neste mundo, procurando prazeres carnais, procurando instigar a actos de bruxaria, apadrinhando outros bruxos, atacando vitimas inocentes, etc.

Prova dessa mesma noção, encontramos no antigo Livro de São Cipriano, (Cap. V – Poderes ocultos – Secção 11,  p. 183), onde o santo depois de ter renegado a bruxaria e se ter convertido á fé em Deus, ainda foi atormentado por fantasmas que eram os espiritos de bruxas mortas, vagueando sem descanso por este mundo.

Por isso mesmo a bruxa era queimada, pois julgava-se que pelo fogo era possível expulsar o espírito demoníaco daquele corpo, ao mesmo tempo que enviando a alma condenada da bruxa aos infernos de forma a que ela não pudesse regressar a este mundo para atormentar os fieis de Deus. Outra forma de evitar que o espírito da bruxa regressasse a esta mundo e vagueasse pela terra atacando vitimas inocentes, era amarrar o corpo da bruxa a uma pesada pedra e atirar a bruxa a um rio, ou a um poço, ou a um lago, acreditando-se que assim a alma da bruxa permaneceria enclausurada no corpo, não podendo abandona-lo para regressar a esta mundo e «vampirizar» os filhos de Deus.

Tais versões teológicas existentes na idade media, defendiam por isso um certo tipo de praticas medievais de combate á bruxa, ( para mais informações consultar: Malleus Maleficarum), um certo tipo de forma de eliminação do espírito demoníaco da bruxa, da mesma forma que se defendia que um vampiro apenas poderia ser morto trespassando o seu coração com uma estaca e cortando a sua cabeça, ou que um lobisomem apenas poderia ser eliminado através do uso de prata e da sua degolação, ou que um demónio apenas poderia ser expulso deste mundo através do ritual de exorcismo e água benta, ou que o Diabo apenas respeitava o poder da cruz de Cristo.

Bruxas, vampiros, lobisomens, demónios e o próprio diabo, eram rotuladas criaturas da noite, todas elas vistas por uns como seres condenados e a eliminar , e por outros como forma de produzir algum tipo de resultado na sua vida.

Seja como for que fosse encarada a origem da bruxa, acreditava-se que ao encomendar um trabalho a uma bruxa, estava-se encomendando o trabalho ao demónio que habitava na bruxa, e em ultima instancia, ao próprio diabo, pois a bruxa era um representante do diabo na terra, tal como os padres eram representantes de Deus na terra.

+ BRUXARIA, FEITIÇARIA, MAGIA +

O termo  Bruxaria respeita ás faculdades espirituais de uma pessoa, que geralmente se auxilia da pratica de rituais mágicos  produzir determinados efeitos na realidade deste mundo em que habitamos, procurando assim alterar essa mesma realidade.

O objectivo destes rituais mágicos é por isso interferir, ou no mundo físico , ou nas pessoas que nele existem.

Quando realizados os rituais para interferir no mundo físico em que habitamos,  causam-se nele certos efeitos que segundo as leis da natureza não seria normal sucederem, e que são por isso «sobre-naturais».

Quando realizados os rituais para interferir com pessoas, então causam-se efeitos sobre o estado mental, ou físico dessa pessoa, ou mesmo altera-se a percepção que essa pessoa tem da realidade.

Um Feiticeiro não é um Bruxo, embora essa confusão seja comum.

O que é um Bruxo?

Um bruxo é alguém que nasce com certa capacidade espiritual de dialogo com o mundo dos espíritos , e que depois usa essa faculdade em rituais de magia.

O que é um Feiticeiro?

Um feiticeiro é uma pessoa comum, sem qualquer capacidade espiritual em particular, mas que pratica feitiços. Isso qualquer pessoa pode fazer sem que para isso possua alguma capacidade espiritual , ou um profundo vinculo com forças ou entidades do «outro lado».

Melhor explicando:

Uma bruxa é alguém cujo o espírito está aliado a poderosas forças espirituais, o que lhe confere a capacidade de dialogar directamente com a esfera espiritual.

Uma feiticeira é uma pessoa comum com um espíritocomum,  que estudou assuntos esotéricos, que adquiriu conhecimentos de magia e que os pratica através da execução de feitiços.

Uma bruxa pratica rituais de bruxaria.

Uma feiticeira pratica feitiçarias.

Se bem que os fins de ambas as praticas magicas sejam comuns,( leia-se: alterar a realidade ou influenciar pessoas), a origem destes dois tipos de trabalhos é totalmente diferente, sendo que duas coisas se destacam:

1-    uma bruxa é sempre mais poderosa que uma feiticeira

2-    um ritual de bruxaria é sempre mais devastador que uma feitiçaria.

Por isso se diz que os feiticeiros praticam feitiçaria, ao passo que os bruxos praticam bruxaria.

No entanto, ambas a bruxaria e feitiçaria são aspecto daquilo a que se chama… «magia».

magia, consiste no uso de forças ou entidades que não são deste mundo físico, ( são do mundo espiritual),  para interferir neste mundo físico.

Todo aquele que pratica as artes da magia, é um Mago ou uma Maga.

Há 5 tipos de praticantes de magia, e eles são:

1-As bruxas

2-As feiticeiras

3-Os magos

4-Os sacerdotes

5- Os Profetas ou Videntes

Há  magas que são bruxas, e magas que são feiticeiras, pois ambas trabalham com a magia, no entanto ambas, possuem, (como já aqui foi descrito), naturezas e essências substancialmente diferentes e distintas.

Mas tanto bruxas como feiticeiras, uma vez que trabalham com magia, são magas.

Há também os magos que são pessoas que se dedicam a profundos estudos sobre o esoterismo, com a finalidade de alcançar elevada sabedoria sobre as esferas celestes e a forma como esse saber pode também afectar o nosso mundo físico. Esses são um outro tipo de magos, são sábios na velha tradição dos alquimistasastrólogos, teólogos efilósofos místicos. A esses, vulgarmente chama-se simplesmente…magos.

Há também  os sacerdotes, que ligados a cultos religiosos, se dedicam á invocação de Deuses ou de Deus através de orações e de processos litúrgicos. Os processos litúrgicos, ( por exemplo: as missas celebradas pelos padres), são uma forma de magia executada com a finalidade de invocar espíritos ou forças celestiais ,( no caso dos padres, eles invocam o espírito de Deus e as Suas forças celestiais de luz), para que essas auxiliem os fieis de determinado culto. Os sacerdotes também se dedicam ao estudo de ensinamentos sagrados ou das escrituras da religião que perfilham, assim como geralmente trabalham no sentido do aperfeiçoamento espiritual ou salvação, seja da sua própria alma, seja das almas dos devotos que os sacerdotes conduzem com a sua função sacerdotal. Na religião da bruxaria, um «bruxo» é igualmente um sacerdote dessa pratica religiosa, tal como o padre é sacerdote na prática do catolicismo.

Por ultimo há os Profetas ou os Videntes, sendo que esses são pessoas com um vínculo especial com o mundo espiritual; São geralmente pessoas que possuindo a capacidade de comunicar com espíritos, recebem deles visões e mensagens,( que podem ser recebidas das mais diversas formas: visões, sonhos, aparições, etc), que são revelações e por isso, de extrema importância para o futuro. Tratam-se geralmente de indicações sobre o futuro que se foram seguidas, podem levar a bons caminhos, ou que se foram ignoradas, pode levar a maus caminhos; tratam-se por vezes também de informação sobre assuntos desconhecidos e que vem trazer á luz verdades que estavam ocultas. Há bruxos e sacerdotes com capacidade de vidência, assim como existem profetas que nem por isso são sacerdotes e muito menos bruxos.

Estes são as 5 formas de pratica e vivência do universo daMagia.

Voltando ao que é a magia:

- Como já foi descrito, a magia consiste no uso de forças espirituais para afectar o mundo físico.

Essa afectação do mundo físico pelo mundo espiritual, pode ser conseguida através de magia branca, ou de magia negra.

Normalmente diz-se que a magia é branca se for realizada para fins positivos, ou negra se for realizada para fins negativos.

Essa é mais uma ideia errada.

A magia, ou a forma de afectar o mundo físico através de forças ou entidades do mundo espiritual, é na verdade :

1- branca de apelar á interferência de forças espirituais de luz

2- ou negra se apelar a forças espirituais das trevas.

No entanto, o apelo a forças espirituais das trevas pode ser usado para coisas positivas, como por exemplo, nos exorcismos para expulsar o mal do corpo de uma pessoa.

Ao contrário, o apelo a forças espirituais de luz pode ser usado para coisas negativas, como por exemplo, levar uma vingança ou maldição a uma pessoa.

De acordo com algumas teses do misticismo de naturezakabalista,

a mais poderosa magia negra é realizada com recurso aos saberes de Deus,

pois como está claramente revelado nas sagradas escrituras sobre Balaão,

(Números 24,10-13)

um mago nada pode fazer sem a autorização de Deus, ou sem recorrer ao Seu Poder..

A mais poderosa magia negra, é na verdade o uso de certas forças e atributos do mundo espiritual de Deus.

As «Sephirot» da «arvore da vida» estudada pela ciência Cabalista, representam as varias forças e energias espirituais que existem,

e que actuam tanto sobre toda a existência, ( seja a nivel do mundo espiritual, como do universo fisico),

como tambem sobre as nossas vidas.

São forças espirituais invisíveis, e são leis do mundo espiritual, leis intangíveis e no entanto,

a sua existência é atestável através dos processos matemático – numerológicos

das ciências místicas hebraicas.

Algumas das forças espirituais que emanam de Deus são geradoras de Luz,

ao passo que outras são geradoras de trevas.

E é fazendo uso dessas emanações, que é possível realizar magia negra, ou magia branca.

No grande esquema da «Arvore da Vida», o pilar esquerdoda arvore, formado por Hod (Mercúrio), Gevurah (Marte), eBinah (Saturno), é gerador de trevas, ao passo que o pilar direito da arvore da vida constituído por Netzach (Vénus),Hesed ( Júpiter) e Chokmah (Urano), configura a fonte deluz.

Os processos mágicos de magia negra devem por isso ser canalizados á esfera espiritual de Yesod, com a finalidade de captar as influencias espirituais do pilar esquerdo da arvora da vida, ao passo que os processos mágicos de magia branca devem ser canalizados a Yesod, com o objectivo de captar as energias espirituais do pilar direito da arvore da vida.

pilar central da arvora da vida, constituído por Malkut(Terra), Yesod (Lua), Tiphareth (Sol), Daath (Plutão) eKether ( Neptuno),  tanto pode ser usado como meio de canalização de processos de  comunicação com as esferas celestiais, ( e logo com Deus), assim como veiculo de realização de tarefas magicas cuja a natureza seja complexa e importe por isso tanto influencias do pilar esquerdo como direito.

Por isso, eis que se desfaçam todos os equívocos e se leiaaquilo que na verdade, são as realidades de todos aqueles que lidam com o mundo espiritual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Necromancia, Videncia, Mediunidade, Possessão, Oraculos·

«se durante o surgimento de uma aparição, ( espirito), houver uma vela acessa num recinto, ela ficará com uma chama azul»
In: A Provencial Glossary; Francis Grose; Sec XVIII

necromancia define-se enquanto um processo metafisico ou sobrenatural, atraves do qual se consegue contacto com os mortos. Trata-se por isso do contacto, ou com os espiritos dos mortos, ou com os espiritos ancestrais.

necromancia acaba abordando sempre 2 tipos de espiritos que se encontram no mundo dos mortos, ou seja, no mundo daqueles que nao estao vivos na carne, o dito «mundo do Alem», ou o mundo que esta para alem desta realidade fisica.

Os espiritos abordados sao:

  • 1- ou ; leia-se: espiritos de pessoas que ja habitaram neste mundo e que já morreram, que ja abandonaram o seu corpo fisico e partiram para o «outro lado».espirtos de mortos
  • 2- ou espirito ancestrais; leia-se: espiritos existentes desde a aurora dos tempos, desde o inicio da criaçao. Espiritos tao antigos como o proprio universo, espiritos nascidos da propria criação, consciencias que existem há uma infinitude de tempo e que tem a amplitude do próprio infinito. Alguns dizem que se tentassemos equacionar toda a profundidade do infinito, e depois multiplicar isso por toda a eternidade, ainda assim nao seriamos capazes de entender toda a extensao da existencia dessas consciencias celestes ou espiritos ancestrais. A estes espiritos certas culturas chamaram Deuses, outras culturas chamaram anjos, outras chamaram de Loas, outras chamaram de Jiins, outras chamaram«daemons», etc…. No fundo, ( fundamentalismos religiosos á parte….), tantos nomes para as mesmas entidades, pois ao longo da historia da humanidade, cada cultura os viu com os seus próprios olhos e assim, a cada cultura estes seres espirituais se fizeram ver de forma a serem entendidos.No fundo, é como uma pedra. Uma pedra é uma pedra, e no entanto em 200 culturas diferentes a mesma pedre tem 200 nomes diferentes e talvez mesmo 200 fins diferentes. O objecto é o mesmo, somos nós que lhe damos nomes diferentes e os vemos conforme a nossa compreensao permite alcançar.

morte, ou seja, a passagem para esse outro mundo, é a porta que a necromancia abre todos os dias e que permite para quem a pratica, comunicar com os espiritos.

necromencia continua sendo praticada nos dias de hoje, sendo atraves de tábuas de Ouijá, sendo pelo uso de instrumentos como pendulos ouvaras, seja atraves daquilo a que se denomina «espiritismo».

Se bem que as doutrinas espiritas possam advogar imensas teses que justificam as suas praticas, o facto é que a sua acção é um exercicio de comunicação com os espiritos de pessoas falecidas e nesse aspecto, nao é nem mais nem menos que a pratica de necromancia.

No entanto, nao se escandalizem os defensores do espiritismo quando sao comparados á arte necormantica, pois a questao da necromancia é altamente ambigua nos textos sagrados.

Exemplo disso:

  • a mesma pratica que no antigo testamento é condenada, ( por exemplo, no celebre episodio da bruxa que ajuda Saul a comunicar com o espirito do Rei Samuel depois desse estar morto), no novo testamento podemos encontra-la a ser praticada pelo Messias Jesus Cristo, que na presença de fieis apostolos, entra em contacto com espiritos de mortos para com eles comunicar.

Por isso, podemos facilmente entender que, no que respeita á necromancia, os autores Biblicos consideram-na um pecado mortal quando praticada por bruxos, e um poder divino de Deus quando realizada por profetas de Deus. Ou seja: quando é feito pelos outros é mau, quando é feito por mim é bom.

Os oraculos

Um oraculo é uma resposta dada por um Deus a uma questao especifica que é colocada a essa deidade.

A questao é colocada por quem consulta esse Deus, e a resposta é facultada por uma pessoa que se encontra em contacto e dialogo com o mesmo Deus. Essa pessoa é um intermediário entre os humanos que procuram ajuda divina e o Deus.

Na antiguidade esse papel era desempenhado pelos sacerdotes dos Templos dedicados aos Deuses. Esses sacerdotes e sacerdotizas tinham essencialmente 2 funções:

  • 1- adorar o Deus ao qual dedicaram a vida;
  • 2- facultar Oraculos a quem procurava a ajuda e orientação do Deus.

Esses sacerdotes e sacerdotizas eram pessoas diferentes,pois eram pessoas cujo o corpo se encontrava aberto ao espirito do Deus que adoravam. Por assim ser, os sacerdotes e sacerdotizas eram instrumentos por via dos quais o Deus podia comunicar com os mortais. A deidade podia por isso, uma vez invocada, entrar no corpo do sacerdote ou sacerdotiza, possuindo-os, e habitando nesse corpo o tempo que desejasse. E habitando no corpo, possuindo-o, a deidade podia comunicar com o mundo fisico, com o mundo dos vivos. Esta forma de comunicação com os espiritos existe desde sempre, e é profundamente necromantica.

Nesta pratica espiritual, há um objectivo de contactar o mundo dos mortos ou o mundo dos espiritos para fins oraculares, e isso, é nem mais nem menos que necromancia.

Nesta pratica espiritual, há assim um intermediário entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, ( quando falamos de «mundo dos mortos», leia-se: o mundo dos espiritos, onde estao os espiritos dos que ja morreram, assim como os espiritos ancestrais aos quais chamamos Deuses), sendo que essa pessoa abre-se á entrada de um espirito no seu proprio corpo, permitindo assim a ocorrencia de uma possessao voluntária, ou seja, uma possessão que foi consentida pela própria pessoa possuida. Essa pessoa é escolhida nao por nenhum humano vivo, mas sim pelo próprio espirito ou pela própria deidade. O espirito ou a deidade escolhem fazer daquela pessoa uma das suas «casas», ou seja, um dos locais onde optam por habitar temporariamente cada vez que desejam aceder a esta mundo. Deuses sao espiritos e espiritos nao tem corpo. Para aceder a este mundo, eles precisam entrar num corpo, e eles mesmos escolhem os corpos nos quais fixam residencia para esses fins. Esta tese é tao antiga quanto as proprias praticas espirituais, e ja podemos encontrar exemplos disso na antiguidades religiosa do Egipto.

A palavra «Faraó» sinifica «a grande casa», ou o «templo». Isso porque acreditava-se que o faraó era a «casa» onde habitava o espirito de um Deus. Tal como se acreditava que um Deus podia habitar num Templo que lhe tivesse sifo erguido e dedicado, e que assim um Templo era na verdade uma das casas do Deus ao qual era dedicado ou seja, um templo era uma casa em que um espirito divino podia habitar, tambem o corpo do Faraó era um templo ou uma casa na qual o espirito de um Deus podia entrar e habitar durante o tempo que desejasse. Na verdade, o Faraó tinha, ( segundo as noções religiosas da antiguidade Egipcia), o corpo aberto e era passivel de ser possuido pelo espirito de um Deus. Por isso, quando se dizia que o Faraó era um um Deus, nao se estava dizendo, ( como alguns julgam hoje em dia), que o Faraó se fazia passar por um Deus de verdade. O Faraó , ( bem como os seus subditos), tinha a perfeita noção que era feito de carne e osso, que era mortal e que era humano tal como os demais. Por isso , nao se tratava, ( como alegam alguns hoje em dia), de um truque para enganar ignorantes.O que se estava dizendo, é que o Faraó era uma pessoa passivel de ser possuida por um espirito e que esse espirito encontrou naquele corpo uma habitação que lhe era agradavel e na qual o espirito é livre de ingressar.

A noção do corpo de um humano como habitação de uma entidade espiritual tem reflexo até mesmo nos textos biblicos. Repare-se que Jesus, certa vez visitando o Templo de Javé, declarou: «Este é o Templo de Deus. Pois irei destruir pedra por pedra este templo, e em 3 dias o reconstruirei». Os sacerdotes do templo ao ouvir tais palavras, ridicularizaram Jesus, rindo-se e dizendo que aquele solido templo feito de grandes pedras demorou umas centenas de anos a ser construida, e que aquele lunatico se propunha a destrui-lo num dia e reconstrui-lo em 3 dias, o que apenas confirmava a insanidade do profeta.Pois a verdade é que Jesus estava na verdade a referir-se nao ao Templo em si, mas ao seu próprio corpo. O que ele estava a dizer,eram 2 coisas importantissimas:

  • primeira- Jesus estava anunciando, sem que ninguem entendesse, que o seu proprio corpo seria destruido em apenas 1 dia, sendo que ele o iria reconstruir, (resuscitar), em 3 dias.
  • segunda – Mais importante: Jesus estava afirmando que o corpo dele era o templo de Deus, ou seja, que o corpo dele era a casa onde o Deus Javé habitava.

Esta noção nao é inovadora nem foi inventada por Jesus. Na verdade, aquilo que Jesus afirma ao dizer que dentro do seu corpo habita o espirito de um Deus, ou seja, que o seu corpo é uma casa onde reside o Deus Javé, era exactamente o mesmo que afirmavam os Faraós Egipcios.

Tanto no caso de Jesus que afirmou que o seu corpo era a casa de um espirito,( neste caso um espirito divino, o espirito de javé), e que comunicou com mortos, ( com Moises e Elias), assim como no caso dos Faraós, torna-se evidente que nalguns casos e para certas pessoas, o corpo é uma habitação onde entram e residem entidades espirituais. A possessao de corpos por parte de espiritos, bem como a comunicação com os mortos, e mesmo o contacto com entidades espirituais, sao por isso fenomenos comprovadamente ancestrais e sao, tanto quanto se sabe, a forma por via da qual os espiritos falam com os vivos e os vivos se relacionam com o mundo dos espiritos.

Pois todo este universo de comunicação com o Alem ou com a esfera celeste, seja por comunicação com mortos, seja por comunicaçao com espiritos divinos, é a propria esfera da actividade da necromancia. Quer certas religioes queiram ou nao, é isso que esta escrito nas sagradas escrituras.

Mediunidade e Possessão

mediunidade é a capacidade de comunicaçao com entidades «nao-fisicas» ou espirituais.

Os chamados «mediuns» sao pessoas que tem a capacidade de mediunidade, ou seja, a capacidade de ser uma «ponte» entre este mundo, ( o mundo dos vivos, o mundo fisico), e o mundo do Alem, ( o mundo dos mortos, o mundo dos espiritos). Hoje em dia chamados «mediuns» pelas doutrinas espiritas, foram noutros chamados videntesXaman, ou serviram de sacerdotes em templos dedicados a Deuses, etc.

Existem 3 tipos de mediunidade ou de mediuns:

  • 1- mediuns fisicos
  • 2- mediuns mentais
  • 3- mediuns oniricos

medium fisico, tem a capacidade de deixar uma entidade espiritual entrar dentro do seu corpo, sendo que essa entidade ocupa e toma conta do mesmo corpo. A esse fenomeno alguns chamam«encorporaçao», mas na verdade trata-se de uma forma de possessão. O fenomeno por vezes pode ser acompanhado pela perda de conscienci