Respostas para vários dos porquês das vertentes espíritas domingo, abr 1 2012 


POR QUE ESU É O PRIMEIRO?Para que os seres humanos possam viver bem neste mundo, é preciso estar bem com os deuses. Por isso os homens propiciam os orixás, oferecendo-lhes um pouco de tudo o que produzem e que é essencial à vida. As oferendas dos homens aos orixás devem ser transportadas até o mundo dos deuses, o Orum. O orixá Exu tem esse encargo de transportador. Também é preciso saber se osorixás estão satisfeitos com a atenção a eles dispensada pelos seus descendentes, os seres humanos. Exu propicia essa comunicação, traz suas mensagens, é o mensageiro. É fundamental para a sobrevivência dos mortais receber as determinações e os conselhos que os orixás enviam do Aiê.Exu é o portador das orientações e ordens, é o porta-voz dos deuses e entre os deuses. Exu faz a ponte entre este mundo e o mundo dos orixás, especialmente nas consultas oraculares. Como os orixás interferem em tudo o que ocorre neste mundo, incluindo o cotidiano dos viventes e os fenômenos da própria natureza, nada acontece sem o trabalho de intermediário do mensageiro e transportador Exu. Nada se faz sem ele, nenhuma mudança, nem mesmo uma repetição. Sua presença está consignada até mesmo no primeiro ato da Criação: sem Exu, nada é possível. O poder de Exu, portanto, é incomensurável.

O sacrifício é o meio através do qual os humanos se dirigem aos orixás, e o sacrifício significa a reafirmação dos laços de lealdade, solidariedade e retribuição entre os habitantes do Aiê e os habitantes do Orum. Sempre que um orixá é interpelado, Exu também o é, pois a interpelação de todos se faz através dele. É preciso que ele receba a oferenda, sem a qual a comunicação não se realiza. A relação homem-orixá tem como fundamento à materialidade do sacrifício, a concretude da oferenda. Isso é uma definição religiosa, um ponto de partida essencial na concepção africana do sagrado. A própria possibilidade de o homem professar a sua religião de orixás — seja na África, no Brasil, ou noutro lugar — depende, pois, do trabalho de Exu.

Como mensageiro dos deuses, Exu tudo sabe; não há segredos para ele, tudo ele ouve e tudo ele transmite. E pode quase tudo, pois conhece todas as receitas, todas as fórmulas, todas as magias. Exu trabalha para todos, não faz distinção entre aqueles a quem deve prestar serviço por imposição de seu cargo, o que inclui todas as divindades, mais os antepassados e os humanos. Exu não pode ter preferência por esse ou aquele. Mas talvez o que o distingue de todos os outros deuses é seu caráter de transformador: Exu é aquele que tem o poder de quebrar a tradição, pôr as regras em questão, romper a norma e promover a mudança. Não é, pois, de se estranhar que seja temido e considerado perigoso, posto que se trata daquele que é o próprio princípio do movimento, que tudo transforma, que não respeita limites. Assim, tudo o que contraria as normas sociais que regulam o cotidiano passa a ser atributo seu. Exu carrega qualificações morais e intelectuais próprias do responsável pela manutenção e funcionamento do status quo, inclusive representando o princípio da continuidade garantida pela sexualidade e reprodução humana, mas ao mesmo tempo ele é o inovador que fere as tradições, um ente, portanto nada confiável, que se imagina, por conseguinte, ser dotado de caráter instável, duvidoso, interesseiro, turbulento e arrivista.

Para um iorubá ou outro africano tradicional, nada é mais importante do que ter uma prole numerosa, e para garanti-la é preciso ter muitas esposas e uma vida sexual regular e profícua. É preciso gerar muitos filhos, de modo que, nessas culturas antigas, o sexo tem um sentido social que envolve a própria idéia de garantia da sobrevivência coletiva e perpetuação das linhagens, clãs e cidades. Exu é o patrono da cópula, que gera filhos e garante a continuidade do povo e a eternidade do homem. Nenhum homem ou mulher pode se sentir realizado e feliz sem uma numerosa prole, e a atividade sexual é decisiva para isso. É da relação íntima com a reprodução e a sexualidade, tão explicitadas pelos símbolos fálicos que o representam, que decorre a construção mítica do gênio libidinoso, lascivo, carnal e desregrado de Exu-Elegbara.

Isso tudo contribuiu enormemente para modelar sua imagem estereotipada de orixá difícil e perigoso, que os cristãos, erroneamente, reconheceram como demoníaca. Quando a religião dos orixás veio a ser praticada no Brasil do século XIX por negros que eram também católicos, todo o sistema cristão de pensar o mundo em termos do bem e do mal deu um novo formato à religião africana, no qual Exu veio a desempenhar outro papel. A visão “cristã” dos orixás confundiu Oxalá com Jesus, Iemanjá com Nossa Senhora, e outros santos católico com os demais orixás. Para completar o panteão afro-católico, sobrou para Exu ser confundido com o Diabo. Foi, portanto, o sincretismo católico que deu a Exu a identidade de um demônio. Mas essa identidade destorcida sempre foi católica, cristã, sincrética. Não tem nada de africano.

Pensam os que se acostumaram a ver os orixás numa perspectiva cristã (imposta pelo catolicismo e hoje reforçada pelo evangelismo) que Exu deve ser homenageado em primeiro lugar para não provocar confusão, para não bagunçar a cerimônia, como se ele fosse um simples e oportunista arruaceiro. É uma visão bem simplista e demasiadamente falsa. Ora, Exu é antes de tudo movimento e nada pode acontecer sem ele, nem mesmo em pensamento, sem movimento. Nada pode, portanto, se dar sem a interferência de Exu. Por isso ele é sempre o primeiro a ser homenageado: é preciso permitir o movimento para que o evento, seja ele qual for, se realize, seja para o bem ou para o mal. Esse movimento não é dotado de moralidade, nem poderia ser, pois se assim fosse o mundo ficaria paralisado. A vida é um pulsar permanente, e em cada passo, em cada avanço ou retrocesso, em cada mudança, enfim, Exu está presente. Tudo começa por ele; por isso ele será sempre o primeiro.

COMO ÈSÙ TORNOU-SE ÒSIJÈ-EBÓEssa história revela o nascimento do 17o. Odù, como e de onde nasceu Òsetùwá, em decorrência, veremos a analise através de como Èsù se tornou ÈSÙ ÒSIJÈ-EBÓ, o transportador e encarregado de encaminhar as oferendas entre a terra e o òrun.
Quem deveria consultar o porta-voz-principal-do-culto-de-Ifá; a nuvem esta pendurada por cima da terra…
Bábálàwó dos tempos imemoriais; Os “siris” estão no rio; a marca do dedo requer Yèréòsùn (pó sagrado de Ifá).
Estes foram os Bàbáláwo que jogaram Ifá para os quatrocentos Irúnmolè, senhores do lado direito, e jogaram Ifá para os duzentos malè, senhores do lado esquerdo. E jogaram Ifá para Òsun, que tem uma coroa toda trabalhada de contas, no dia em que ele (Òsetùwá) veio a ser o décimo sétimo dos Irúnmolè que vieram ao mundo, quando Òlódumàrè enviou os òrìsà, os dezesseis, ao mundo, para que viessem criar e estabelecer a terra.
E vieram verdadeiramente nessa época. As coisas que Òlódumàrè lhes ensinou nos espaços do òrun constituíram nos pilares de fundação que sustentam a terra para a existência de todos os seres humanos e de todos os ebora. Òlódumàrè lhes ensinou que quando alcançassem a terra, deveriam abrir uma clareira na floresta, consagrando-a de Orò, o Igbó Orò. Deveriam abrir uma clareira na floresta, consagrando-a a Eégún, o Igbó Eégún, que seria chamado Igbó Òpá. Disse que deveriam abrir uma clareira na floresta consagrando-a a Odù Ifá, o Igbó Odù, onde iriam consultar o oráculo a respeito das pessoas. Disse ele que deveriam abrir um caminho para os Òrìsà e chamar esse lugar de Igbó Òrìsà, floresta para adorar os òrìsà. Òlódumàrè lhes ensinou a maneira como deveriam resolver os problemas de fundação (assentamento) e adoração dos ojóbo (lugares de adoração) e como fariam as oferendas para que não houvesse morte prematura, nem esterilidade, nem infecundidade, que não houvesse perda, nem vida paupérrima, não houvesse nada de tudo isso sobre a terra.Para que as doenças sem razão não lhes sobrevivessem, que nenhuma maldição caísse sobre eles, que a destruição e a desgraça não se abatessem sobre eles. Òlódumàrè ensinou aos dezesseis Òrìsà o que eles deveriam realizar para evitar todas as coisas. Ele os delegou e enviou à terra, a fim de executarem tudo isso. Quando vieram ao òde àiyé, a terra fundaram fielmente na floresta o lugar de adoração de Orò, o Igbó Orò. Fundaram na floresta o lugar de adoração de Eégún. Fundaram na floresta o lugar de adoração de Ifá que chamamos Igbódù. Também abriram um caminho para os òrìsà, que chamamos Igbóòòsa. Executaram todos esses programas visando a ordem. Se alguém estava doente, ele ia consultar Ifá ao pé de Òrúnmìlá. Se acontecia que Eégún poderia salvá-lo, dir-lho-iam. Seria conduzido ao lugar de adoração na floresta de Eégún ao Igbó-Igbàlè, para que ele fizesse uma oferenda para Egúngún. Talvez que um de seus ancestrais devesse ser invocado como Eégún, para que o adorasse, a fim de que esse Eégún o protegesse. Se havia uma mulher estéril, Ifá seria consultado, a respeito dela, a fim de que Orúnmìlà pudesse indicar-lhe a decocção de Òsun, que ela deveria tomar. Se havia alguém que estava levando uma vida de miséria, Orúnmìlà consultaria Ifá, a respeito dele. Poderia ser que Orò estivesse associado à sua própria entidade criadora. Orúnmìlà diria a essa pessoa que é a Orò que ela devia adorar. E ela seria conduzida à floresta de Orò. Eles seguiram essa prática durante muito tempo. Enquanto realizavam as diversas oferendas, eles não chamavam Òsun. Cada vez que iam a floresta de Eégún, ou à floresta de Orò, ou à floresta de Ifá, ou à floresta de Òòsà, a seu retorno, os animais que eles tinham abatido, fossem cabras, fossem carneiros, fossem ovelhas, fossem aves, entregavam-nos a Òsun para que ela os cozinhasse. Preveniram-na que quando ela acabasse de preparar os alimentos, não devia comer nenhum pouco, porque deviam ser levados aos Malè, lá onde as oferendas são feitas. Òsun começou a usar o poder das mães ancestrais – àse Iyá-mi – e a estender sobre tudo o que ela fazia esse poder de Iyá-mi-Àjé, que tornava tudo inútil. Se se predissesse a alguém que ele ou ela não fosse morrer, essa pessoa não deixava de morrer.

Se fosse proclamado que uma pessoa não sobreviveria, a pessoa sobreviveria. Se se previsse que uma pessoa daria à luz um filho, a pessoa tornava-se estéril. Um doente a quem se dissesse que ele ficaria curado não seria jamais aliviado de sua doença. Essas coisas ultrapassavam seu entendimento, porque o poder de Olódumàre jamais tinha falhado. Tudo que Olódumàre lhes havia ensinado eles o aplicava, mas nada dava resultado. Que era preciso fazer? Quando se congregaram numa reunião, Orúnmìlà sugeriu que, já que eles eram incapazes de compreender o que se estava passando por seus próprios conhecimentos, não havia outra solução senão consultar Ifá novamente. Em consequência, Orúnmìlà trouxe seu instrumento adivinhatório, depois consultou Ifá. Contemplou longamente a figura do Odù que apareceu e chamou esse Odù pelo nome de Òsetùwá. Ele olhou em todos os sentidos. A partir do resultado definitivo de sua leitura, Orúnmìlà transmitiu a resposta a todos os outros Odù-àgbà. Estavam todos reunidos e concordaram que não havia outra solução para todos eles, os ÒRÌSÀS-IRÚNMÀLÈ, senão encontrar um homem sábio e instruído que pudesse ser enviado a Olódumàre, para que mandasse a solução do problema e o tipo de trabalho que devia ser feito para o restabelecimento da ordem, a fim de que as coisas voltassem a normalizar-se, e nada mais interferisse em seus trabalhos. Ele, Orúnmìlà, deveria ir até a Olódumàrè. Orúnmìlà ergueu-se. Serviu-se de seus conhecimentos para utilizar a pimenta, serviu-se de sua sabedoria para tomar nozes de obi, despregou seu òdùn (tecido de ráfia) e o prendeu no seu ombro, puxou seu cajado do solo, um forte redemoinho o levou, e ele partiu até os vastos espaços do outro mundo para encontrar Olódumàrè.

Foi lá que Orúnmìlà reencontrou Èsù Òdàrà. Èsù já estava com Olódumàrè. Èsù fazia sua narração a Olódùmarè. Explicava que aquilo que estava estragando o trabalho deles na terra era o fato de eles não terem convidado a pessoa que constitui a décima sétima entre eles. Por essa razão, ela estragava tudo, Olódumàrè compreendeu. Assim que Orúnmìlà chegou, apresentou seus agravos a Olódumàrè. Então Olódumàrè lhe disse que deveria ir e chamar a décima sétima pessoa entre eles e levá-la a participar de todos os sacrifícios a serem oferecidos. Porque, além disso, não havia nenhum outro conhecimento que Ele lhes pudesse ensinar senão as coisas que Ele já lhes havia dito. Quando Orúnmìlà voltou à terra, reuniu todos os òrìsà e lhes transmitiu o resultado de sua viagem. Chamaram Òsun e lhe disseram que ela deveria segui-los por todos os lugares onde deveriam oferecer sacrifícios. Mesmo na floresta de Eégún. Òsun recusou-se: ela jamais iria com eles. Começaram a suplicar a Òsun e ficaram prostrados um longo tempo. Todos começaram a homenageá-la e a reverenciá-la. Òsun os maltratava e abusava deles. Ela maltratava Òrìsànlá, maltratava Ògún, maltratava Orúnmìlà, maltratava Òsányín, maltratava Orànje, ela continuava a maltratar todo mundo. Era o sétimo dia, quando Òsun se apaziguou. Então eles disseram que viesse. Ela replicou que jamais iria, disse, entretanto, que era possível fazer uma outra coisa já que todos estavam fartos dessa história. Disse que se tratava da criança que levava no seu ventre. Somente se eles soubessem como fazer para que ela desse à luz uma criança do sexo masculino, isso significaria que ela permitiria então que ele a substituísse e fosse com eles. Se ela desse à luz uma criança do sexo feminino, podiam estar certos que esta questão não se apagaria em sua mente. Ficariam aí, pedaços, pedaços, pedaços. E eles deveriam saber com certeza que esta terra pereceria; deveriam criar uma nova. Mas se ela desse a luz a um filho-homem, isso queria dizer que, evidentemente, o próprio Olórun os tinha ajudado. Assim apelou-se para Òrìsànlá e para todos os outros òrìsà para saber o que deveriam fazer para que a criança fosse do sexo masculino. Disseram que não havia outra solução a não ser que todos utilizassem o poder – àse – que Olódumàrè tinha dado a cada um deles; cada dia repetidamente deveriam vir, para que a criança nascesse do sexo masculino, Todos os dias iam colocar seu àse – seu poder – sobre a cabeça de Òsun, dizendo o que segue. “Você Òsun ! Homem ele deverá nascer, a criança que você traz em si!” Todos respondiam “assim seja”, dizendo “TÓ!” acima de sua cabeça…

Assim fizeram todos os dias, até que chegou o dia do parto de Òsun. Ela lavou a criança. Disseram que ela deveria permitir-lhes vê-la. Ela respondeu “não antes de nove dias”. Quando chegou o nono dia, ela os convocou a todos. Esse era o dia da cerimônia do nome, da qual se originaram todas as cerimônias de dar o nome. Mostrou-lhes a criança, e a pôs nas mãos de Òrìsà. Quando Òrìsànlá olhou atentamente a criança e viu que era um menino, gritou: “Músò”…! (hurra…!). Todos os outros repetiram “Músò”…! Cada um carregou a criança, depois o abençoaram. Disseram “somos gratos por esta criança ser um menino”. Disseram “que tipo de nome lhe daremos”. Òrìsà disse: “vocês todos sabem muito bem que cada dia abençoamos sua mãe com nosso poder para que ela pudesse dar à luz uma criança do sexo masculino, e essa criança deveria justamente chamar-se À-S-E-T-Ù-W-Á (o poder trouxe ela a nós)” Disseram: “acaso você não sabe que foi o poder do àse, que colocamos nela, que forçou essa criança a vir ao mundo, mesmo se antes ela não queria vir à terra sob a forma de uma criança do sexo masculino? Foi nosso poder que a trouxe à terra”. Eis por que chamaram a criança de ÀSETÙWÀ. Quando chegou o tempo, Orúnmìlà consultou o oráculo Ifá acerca da criança, porque todos devem conhecer sua origem e destino, colheram o instrumento de Ifá para consultá-lo. Eles o manipularam e o adoraram. Era chegado o momento de consultar Ifá a respeito dele, para saberem qual era seu Odù, para que o pudessem iniciar no culto de Ifá. Levaram-no à floresta de Ifá, que chamamos Igbódù, onde Ifá revelaria que Òsè e Òtùá eram seu Odù. Este foi o resultado que ele deu a respeito da criança. Orúnmìlà disse: “a criança que Òsè e Òtùá fizeram nascer, que antes chamamos de Àsetùwá”, disse, “chamemo-la de Òsètùá”. Foi por isso que chamaram a criança com o nome do Odù de Ifá que lhe deu nascimento, Òsètùá. Àsetùá era o nome que ele trazia anteriormente. Assim, a criança participou do grupo dos outros Odù, ao ponto de ir com eles a todos os lugares onde se faziam oferendas na terra. Foi assim que todas as coisas que Olódùmàrè lhes tinha ensinado deixaram de ser corrompidas. Cada vez que proclamavam que as pessoas não morreriam, elas realmente sobreviviam e não morriam. Se diziam que as pessoas seriam ricas, elas tornavam-se realmente ricas. Se diziam que a mulher estéril conceberia, ela realmente dava à luz. A própria Òsun deu a essa criança um nome nesse dia. Disse ela: “Osó a gerou (significando que a criança era filho do poder mágico), porque ela mesma era uma ajé e a criança que ela gerou é um filho homem. Disse ela: “Akin Osò”, (Akin Osò: poderoso mago; homem bravo dotado de um grande poder sobrenatural) eis o que a criança será!
É por isso que eles chamaram Òsetùá de Akin Osò, entre todos os Odù Ifá e entre os dezesseis òrìsà mais anciãos. Depois eles disseram que em qualquer lugar onde os maiores se reunissem, seria compulsório que a criança fosse um deles. Se não pudessem encontrar o décimo sétimo membro, não poderiam chegar a nenhuma decisão, e se dessem um conselho, não poderiam ratifica-lo. Finalmente, aconteceu! Sobreveio uma seca na terra. Tudo estava seco! Não havia nem orvalho! Fazia três anos que tinha chovido pela última vez. O mundo entrou em decadência. Foi então que eles voltaram a consultar Ifá, Ifà àjàlàiyé. (aquele que administra a terra)

Quando Orúnmìlà consultou Ifá àjàlàiyé, disse que deveriam fazer uma oferenda, um sacrifício, e preparar a oferenda de maneira que chegasse a Olódùmàrè, para que Olódùmàrè pudesse ter piedade da terra, e assim não virasse as costas à terra e se ocupasse dela para eles. Porque Olódùmàrè não se ocupava mais da terra. Se isso continuasse, a destruição era inevitável, era iminente. Somente se pudessem fazer a oferenda, Olódumàrè teria sempre misericórdia deles. Ele se lembraria deles e zelaria pelo mundo. Foi assim que prepararam a oferenda. Eles colocaram, uma cabra, uma ovelha, um cachorro e uma galinha, um pombo, uma preá, um peixe, um ser humano e um touro selvagem, um pássaro da floresta, um pássaro da savana, um animal doméstico. Todas essas oferendas, e ainda dezesseis pequenas quartinhas cheias de azeite de dendê que eles juntaram nesse dia. E ovos de galinha, e dezesseis pedaços de pano branco puro. Prepararam as oferendas apropriadas usando folhas de Ifá, que toda oferenda deve conter. Fizeram um grande carrego com todas as coisas. Disseram então, que o próprio Èjì-Ogbè deveria levar essa oferenda a Olódumàrè. Ele levou a oferenda até as portas do òrun, mas não, lhe foram abertas. Èjì-Ogbè voltou à terra. No segundo dia Òyèkú-Méji a carregou, ele voltou. Não lhe abriram as portas. Ìwòrí-Méji levou a oferenda, assim fizeram Òdi-Méji; Ìrosùn-Méji; Òwórin-Méji; Òbàrà-Méji; Òkànràn-Méji; Ogúndá-Méji; Òsá-Méji; Ìká-Méji; Òtúrúpòn-Méji; Òtúá-Méji; Ìrètè-Méji; Òsè-Méji; Òfún-Méji.

Mas não puderam passar Olórun não abria as portas. Assim decidiram que o décimo sétimo entre eles deveria ir e experimentar o seu poder, antes que tivessem que reconhecer que não tinham mais nenhum poder. Foi assim que Òsetùá foi visitar certos Babaláwo, para que eles consultassem o oráculo para ele. Esses Babaláwo traziam os nomes de Vendedor-de-azeite-de-dendê e Comprador-de-azeite-de-dendê. Ambos esfregaram seus dedos com pedaços de cabaça. Jogaram Ifá para Akin Osò, o filho de Enìnàre (aquela que foi colocada na senda do bem) no dia em que ele conseguiu levar a oferenda ao poderoso òrun. Disseram que ele deveria fazer uma oferenda; disseram, quando ele acabasse de fazer a oferenda, disseram, no lugar a respeito do qual ele estava consultando Ifá, disseram, ali, ele seria coberto de honras, disseram, sucederá que a posição que ele ali alcançasse, disseram, essa posição seria para sempre e não desapareceria jamais. Disseram, as honras que ele ali receberia, disseram, o respeito, seriam intermináveis. Disseram: “Você verá uma anciã no seu caminho”, disseram, “faça-lhe o bem”. Assim, quando Òsetùá acabou de preparar a oferenda, seis pombos, seis galinhas com seis centavos e quando estava em seu caminho, ele encontrou uma anciã. Ele carregava a oferenda no caminho que levaria a Èsù, quando encontrou essa anciã na sua rota. Essa anciã era da época em que a existência se originou. Disse: “Akin Osò! à casa de quem vai você hoje ?” Disse: “eu ouvi rumores a respeito de todos vocês na casa de Olófin, que os dezesseis Odù mais idosos levaram uma oferenda ao poderoso òrun sem sucesso”.
Disse: “assim seja”.
Disse: “é sua vez hoje?”
Disse: “é minha vez”.
Disse: “tomou alimentos hoje?”

Respondeu ele: “eu tomei alimentos”.
Disse ela “quando você chegar a seu sitio, diga-lhes que você não irá hoje”.
Disse ela: “Esses seis centavos que você me deu”, Disse: “há três dias não tinha dinheiro para comprar comida”
Disse: “diga-lhes que você não ira hoje”.
Disse: “quando chegar amanhã, você não deve comer, você não deve beber antes de chegar ali”.
Disse: “você deve levar a oferenda”. Disse: “todos esses que ali foram, comeram da comida da terra, essa é a razão por que Olórun não lhes abriu a porta!”
Quando Òsetùá voltou a casa de Oba Àjàlàiyè, todos os Odù Ifá estavam reunidos lá. Disseram: “você deve estar pronto agora, é sua vez hoje de levar a oferenda ao òrun, talvez a porta seja aberta para você!” Disse ele que estaria pronto no dia seguinte, porque não tinha sido avisado na véspera. Quando chegou o dia seguinte, Òsetùá, foi encontrar Èsù e lhe perguntou o que deveria fazer. Èsù respondeu: “Como! Jamais pensei que você viria me avisar antes de partir”. Disse ele: “isso vai acabar hoje, eles lhe abrirão a porta !” Perguntou ele: “Tomou algum alimento?” Òsetùá lhe respondeu que uma anciã lhe tinha dito na véspera que ele não devia comer absolutamente nada. Então Òsetùá e Èsù puseram-se a caminho. Partiram em direção aos portões do òrun. Quando chegaram lá, as portas já se encontravam abertas, encontraram as portas abertas. Quando levaram a oferenda a Olódùmarè e Ele examinou. Olòdumarè disse: “Haaa! Você viu qual foi o último dia que choveu na terra?! Eu me pergunto se o mundo não foi completamente destruído. Que pode ser encontrado lá?” Òsetùá não podia abrir a boca para dizer qualquer coisa. Olódùmarè lhe deu alguns “feixes” de chuva. Reuniu, como outrora, as coisas de valor do òrun, todas as coisas necessárias para a sobrevivência do mundo, e deu-lhas. Disse que ele, Òsetùá, deveria retornar. Quando deixaram a morada de Olódumarè, eis que Òsetùá perdeu um dos “feixes” de chuva. Então a chuva começou a cair sobre a terra. Choveu, choveu, choveu, choveu… Quando Òsetùá voltou ao mundo, em primeiro lugar foi ver Quiabo. Quiabo tinha produzido vinte sementes. Quiabo que não tinha nem duas folhas, um outro não tinha mesmo nenhuma folha em seus ramos. Voltou-se em direção à casa do Quiabo escarlate, Ilá Ìròkò tinha produzido trinta sementes. Quando chegou a casa de Yáyáá, esse havia produzido cinquenta sementes. Foi então até à casa da palmeira de folhas exuberantes, que se encontrava na margem do rio Awónrin Mogún. A palmeira tinha dado nascimento a dezesseis rebentos.

Depois que a palmeira deu nascimento a dezesseis rebentos ele voltou à casa de Oba Àjàlàiyé. Àse se expandia e se estendia sobre a terra. Sêmen convertia-se em filhos, homens em seu leito de sofrimento se levantavam, e todo o mundo tornou-se aprazível, tornou-se poderoso. As novas colheitas eram trazidas dos plantios. O inhame brotava, o milho amadurecia, a chuva continuava a cair, todos os rios transbordavam, todo mundo era feliz. Quando Òsetùá chegou, carregaram-no para montar num cavalo (signo de realeza: só os mais poderosos podem-se permitir a criar ou montar cavalos em País Yorùbá). Estavam mesmo a ponto de levantar o cavalo do chão para mostrar até que ponto as pessoas estavam ricas e felizes. Estavam de tal forma contentes com ele, que o cobriram de presentes, os que estavam em sua direita os que estavam em sua esquerda. Começaram a saudar Òsetùá: “Você é o único que conseguiu levar a oferenda ao òrun, a oferenda que você levou ao outro mundo era poderosa! Disseram, “sem hesitação, rápido, aceite meu dinheiro e ajude-me a transportar minha oferenda ao òrun! Òsetùá! Aceite rápido! Òsetùá aceite minha oferenda!” Todos os presentes que Òsetùá recebeu, os deu todos a Èsù Òdàrà. Quando os deu a Èsù, Èsù disse: “Como!” Há tanto tempo ele entregava os sacrifícios, e não houve ninguém para retribuir-lhe a gentileza. “Você Òsetùá! Todos os sacrifícios que eles fizerem sobre a terra, se não os entregarem primeiro a você, para que você possa trazer a mim, farei que as oferendas não sejam mais aceitáveis”.
Eis a razão pela qual sempre que os Babaláwo fazem sacrifícios, qualquer que seja o Odù Ifá que apareça e qualquer que seja a questão, devem invocar Òsetùá para que envie as oferendas a Èsù. Porque é só de sua mão que Èsù aceitará as oferendas para levá-las ao òrun.
Porque quando Èsù mesmo recebia os sacrifícios das pessoas da terra e os entregava no lugar onde as oferendas são aceitas, eles não demonstravam nenhum reconhecimento pelo que ele fazia por todos até o dia em que Òsetùá teve de carregar o sacrifício e Èsù foi abrir o caminho apropriado para o òrun, para alcançar a morada de Olódumàrè. Quando se abriram as portas para ele. A qualidade de gentileza que Èsù recebeu de Òsetùá era realmente muito valiosa para ele (Èsù).

Então ele e Òsetùá decidiram combinar um acordo pelo qual todas as oferendas que deveriam ser feitas deveriam ser-lhe enviadas por intermédio de Òsetùá. Foi assim que Òsetùá converteu-se no entregador de oferendas para Èsù. Èsù Òdàrà, foi assim que ele se converteu em O portador de oferendas para Olódumàrè, Èsù Òsijé-Ebó, no poderoso òrun. É assim como este Itan (verso) Ifá explica, a respeito de ÈSÙ E ÒSETÙÁ.

ONILÉ A PRIMEIRA DIVINDADE DA TERRA.Os antigos povos que deram origem aos atuais iorubás ou nagôs, de cujas tradições se moldaram o candomblé no Brasil, cultuavam uma entidade da Terra, a Terra-Mãe, que recebeu muitas denominações em diferentes aldeias e cidades que formam o complexo cultural iorubá e seus entornos principais, entre os quais os jejes mahis e daomeanos e os tapas ou nupes e os ibos. Esta antiga divindade é até hoje cultuada e recebe o nome de Onilé, a Dona da Terra, a Senhora do planeta em que vivemos. Outros nomes da Terra-Mãe são: Aiê, Ilé, Ialé, também Ije, Ale, Ala, Aná, Ogerê, e mesmo Buku e Buruku. Entre os jejes do Maranhão e da Bahia é chamada Aisã. Creio que grande parte dos seguidores do candomblé nunca ouviu falar ou teve apenas vagas referências sobre Onilé, mas em certos candomblés de nação Keto, que preservam ou reconstituem tradições que em grande parte se perderam na diáspora iorubana, pratica-se um culto discreto, mas significativo a Terra-Mãe, para a qual se canta, ou no início do Sirê ou no final da chamada roda de Sòngo, a cantiga que diz “Mojubá, orisá/ ibá, orisá/ ibá Onilé”, que pode ser traduzido como “Eu saúdo o orisá/ Saúdo Onilé/ Salve a Senhora da Terra”. Onilé é uma divindade feminina relacionada aos aspectos essenciais da natureza, e originalmente exercia seu patronato sobre tudo que se relaciona à apropriação da natureza pelo homem, o que inclui a agricultura, a caça e a pesca e a própria fertilidade. Com as transformações da sociedade iorubá numa sociedade patriarcal ou patrilinear, que implicou a constituição de linhagens e clãs familiares fundados e chefiados por antepassados masculinos, as mulheres perderam o antigo poder que tiveram numa primeira etapa (um mito relata que, numa disputa entre Oyá e Ogum, os homens teriam arrebatado o poder que era antes de domínio das mulheres). Os antepassados divinizados tomaram o lugar das divindades primordiais e houve uma redivisão de trabalho entre os orisás. As divindades femininas antigas tiveram então seu culto reorganizado em torno de entidades femininas genéricas, as Yiá Mi Osorongá, consideradas bruxas maléficas pelo fato de representarem sempre um perigo para os poderios masculinos, e vários orisás tiveram dividido entre si as atribuições de zelar pela Terra, agora dividida em diferentes governos: o subsolo ficou para Omulu-Obaluaye e para Ogum, o solo para orisá-Oko e Ogum, a vegetação e a caça para os Odes e Osonyin e assim por diante. A fertilidade das mulheres foi o atributo que restou às divindades femininas, já que é a mulher que pari que reproduz e dá continuidade à vida. Constituir-se-iam elas então em orisás dos rios, representando a própria água, que fertiliza a terra e permite a vida: são as Yiagbás Yemonjá, Òsun, Obá, Oyá, Yewá e outras e também Nanã, que como antiga divindade da terra, representa a lama do fundo do rio, simbolizando a fertilização da terra pela água. Onilé teve seu culto preservado na África, mas perdendo muitas das antigas atribuições. Hoje ela representa nossa ligação elemental com o planeta em que vivemos, nossa origem primal. É a base de sustentação da vida, é o nosso mundo material. Embora sua importância seja crucial do ponto de vista da concepção religiosa de universo, os devotos a ela poucos recorrem, pois seu culto não trata de aspectos particulares do mundo e da vida cotidiana, preferindo cada um dirigir-se aos orisás que cuidam desses aspectos específicos. No Brasil, como aconteceu com outros orisás, seu culto quase desapareceu. Certamente um fator que contribuiu para o esquecimento de Onilé no Brasil é o fato de que este orisá não se manifesta através do transe ritual, não incorpora, não dança. Outros orisás importantes na África e que também não se manifestam no corpo de iniciados foram igualmente menos considerado neste País que, por influência do Kardecismo, atribui um valor muito especial ao transe. Foi o que aconteceu com Orunmilá, Oduwduwa, Orisá-Oko, Ajalá, além da Yiá Mi Osorongá. É interessante lembrar que o culto de Osonyin sofreu no Brasil grande mudança, passando o orisá das folhas a se manifestar no transe, o que o livrou certamente do esquecimento. O culto da árvore Iroko também se preservou entre nós, ainda que raramente, quando ganhou filhos e se manifestou em transe, sorte que não teve Apaoká. Na Nigéria mantém-se viva a idéia de que Onilé é à base de toda a vida, tanto que, quando se faz um juramento, jura-se por Onilé. Nessas ocasiões, é ainda costume pôr na boca alguns grãos de terra, às vezes dissolvida na água que se bebe para selar a jura, para lembrar que tudo começa com Onilé, a Terra-Mãe, tanto na vida como na morte. Um mito que já tive o prazer de contar em outras ocasiões ensina qual são a atribuição principal de Onilé, como ela está associada ao chão que pisamos e sobre o qual vivemos nós e todos os seres vivos que formam o nosso habitat, nosso mundo material.Assim conta o mito: Onilé era a filha mais recatada e discreta de Olodumare. Vivia trancada em casa do pai e quase ninguém a via. Quase nem se sabia de sua existência. Quando os orisás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai para as grandes audiências em que Olodumare comunicava suas decisões, Onilé fazia um buraco no chão e se escondia, pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa, com muita música e dança ao ritmo dos atabaques. Onilé não se sentia bem no meio dos outros. Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem: haveria uma grande reunião no palácio e os orisás deviam comparecer ricamente vestidos, pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo e depois haveria muita comida, música e dança. Por todos os lugares os mensageiros gritaram esta ordem e todos se prepararam com esmero para o grande acontecimento. Quando chegou por fim o grande dia, cada orisá dirigiu-se ao palácio na maior ostentação, cada um mais belamente vestido que o outro, pois este era o desejo de Olodumare. Yemonjá chegou vestida com a espuma do mar, os braços ornados de pulseiras de algas marinhas, a cabeça cingida por um diadema de corais e pérolas, o pescoço emoldurado por uma cascata de madrepérola. Osòósi escolheu uma túnica de ramos macios, enfeitada de peles e plumas dos mais exóticos animais. Osonyin vestiu-se com um manto de folhas perfumadas. Ogum preferiu uma couraça de aço brilhante, enfeitada com tenras folhas de palmeira. Òsun escolheu cobrir-se de ouro, trazendo nos cabelos as águas verdes dos rios. As roupas de Osumarè mostravam todas as cores, trazendo nas mãos os pingos frescos da chuva. Oyá escolheu para vestir-se um sibilante vento e adornou os cabelos com raios que colheu da tempestade. Sòngo não fez por menos e cobriu-se com o trovão. Óòsàálá trazia o corpo envolto em fibras alvíssimas de algodão e a testa ostentando uma nobre pena vermelha de papagaio. E assim por diante. Não houve quem não usasse toda a criatividade para apresentar-se ao grande pai com a roupa mais bonita. Nunca se vira antes tanta ostentação, tanta beleza, tanto luxo. Cada orisá que chegava ao palácio de Olodumare provocava um clamor de admiração, que se ouvia por todas as terras existentes. Os orisás encantaram o mundo com suas vestes. Menos Onilé. Onilé não se preocupou em vestir-se bem. Onilé não se interessou por nada. Onilé não se mostrou para ninguém. Onilé recolheu-se a uma funda cova que cavou no chão. Quando todos os orisás haviam chegado, Olodumare mandou que fossem acomodados confortavelmente, sentados em esteiras dispostas ao redor do trono. Ele disse então à assembléia que todos eram bem-vindos. Que todos os filhos haviam cumprido seu desejo e que estava tão bonito que ele não saberia escolher entre eles qual seria o mais vistoso e belo. Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles, mas nem sabia como começar a distribuição. Então disse Olodumare que os próprios filhos, ao escolherem o que achavam o melhor da natureza, para com aquela riqueza se apresentar perante o pai, eles mesmos já tinham feito a divisão do mundo. Então Yemonjá ficava com o mar, Òsun com o ouro e os rios. A Osòósi com as matas e todos os seus bichos, reservando as folhas para Osonyin. Deu a Oyá o raio e a Sòngo o trovão. Fez Óòsàálá dono de tudo que é branco e puro, de tudo que é o princípio, deu-lhe a criação. Destinou a Osumarè o arco-íris e a chuva. A Ogum deu o ferro e tudo o que se faz com ele, inclusive a guerra.

E assim por diante. Deu a cada orisá um pedaço do mundo, uma parte da natureza, um governo particular. Dividiu de acordo com o gosto de cada um. E disse que a partir de então cada um seria o dono e governador daquela parte da natureza. Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade relacionada com uma daquelas partes da natureza, deveria pagar uma prenda ao orisá que a possuísse. Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa que fosse da predileção do orisá. Os orisás, que tudo ouviram em silêncio, começaram a gritar e a dançar de alegria, fazendo um grande alarido na corte. Olodumare pediu silêncio, ainda não havia terminado. Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições. Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra, o mundo no qual os humanos viviam e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais que deveriam ofertar aos orisás. Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra. Quem seria? Perguntavam-se todos? “Onilé”, respondeu Olodumare. “Onilé?” todos se espantaram. Como, se ela nem sequer viera à grande reunião? Nenhum dos presentes a vira até então. Nenhum sequer notara sua ausência. “Pois Onilé está entre nós”, disse Olodumare e mandou que todos olhassem no fundo da cova, onde se abrigava vestida de terra, a discreta e recatada filha. Ali estava Onilé, em sua roupa de terra. Onilé, a que também foi chamada de Ilê, a casa, o planeta. Olodumare disse que cada um que habitava a Terra pagasse tributo a Onilé, pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa. A humanidade não sobreviveria sem Onilé. Afinal, onde ficava cada uma das riquezas que Olodumare partilhara com filhos orisás? “Tudo está na Terra”, disse Olodumare. “O mar e os rios, o ferro e o ouro, Os animais e as plantas, tudo”, continuou. “Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte”. Pois então, que cada um pagasse tributo a Onilé, foi à sentença final de Olodumare. Onilé, orisá da Terra, receberia mais presentes que os outros, pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos, pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem. Onilé, também chamada Aiê, a Terra, deveria ser propiciada sempre, para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído. Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olodumare. Todos os orisás aclamaram Onilé. Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.

E então Olodumare retirou-se do mundo para sempre e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos orisás1. E assim este mito, de modo didático e com muita beleza, situa o papel de Onilé no panteão dos deuses iorubás. Como é estrutural nos mitos, o tempo da narrativa não é histórico, dando a impressão que os cultos dos diferentes orisás foram instituídos a um só tempo, num só ato do supremo deus. A narrativa enfatiza, contudo, a concepção básica da religião dos orisás, isto é, que cada orisá é um aspecto da natureza, uma dimensão particular do mundo em que vivemos. Eles são o próprio mundo, com suas forças, elementos, energias e propriedades, mundo que tem por base Onilé, a Terra, o planeta que habitamos o nosso lar no universo.

Mito de Onilé.

Na África iorubá, Onilé ocupa lugar central no culto da sociedade masculina secreta Ogboni. A escultura em bronze aqui mostrada, provavelmente do século XVIII, é originária dessa sociedade tem os olhos em semicírculos, que tudo observam em silêncio, e as mãos fechadas e alinhadas, uma sobre a outra, na altura do umbigo, num gesto que simboliza o conhecimento ancestral, conforme os símbolos Ogboni, sociedade que, até o século XIX, cuidava da justiça, julgava criminosos e feiticeiros e executava os condenados à morte.

Louvar Onilé é celebrar as origens. Por isso, quando aparecem junto aos humanos, os antepassados egungun saúdam Onilé, lembrando-nos que ela é anterior a tudo o mais, mesmo às linhagens mais antigas da humanidade.

Onilé é assentada num montículo de terra vermelha, que representa o coração da Terra, podendo também ser montado com terra de cupinzeiro, que é trazida de dentro do solo pelos insetos trabalhadores, e que é vermelha. Dentro do montículo fixa-se uma quartinha com água, pois não há vida na terra desprovida de água. A quartinha dentro da terra simboliza que a água vem de dentro da Terra e que é assim a primeira dádiva de Onilé. A água que jorra do solo forma os regatos, rios, lagos e o próprio mar, de onde sobe para as nuvens e se precipita em chuva, voltando ao solo e subsolo, num ciclo permanente de propiciação da vida. O assentamento é coberto com moedas ou búzios, que entre os antigos iorubanos era dinheiro, representando toda a riqueza e prosperidade que está na Terra, que dela extraímos e na qual vivemos. Vermelho e marrom, cores da terra, são as cores apropriadas para colares de contas que homenageiam Onilé. Na África, os sacrifícios feitos a Onilé incluem caracóis, aves fêmeas e tartarugas No Brasil a legislação pune como crime inafiançável o sacrifício de animais ameaçados de extinção e assim a tartaruga é substituída pela cabra. Aliás, matar um animal em extinção seria uma ofensa imperdoável a Onilé, que é a própria natureza, a grande mãe da ecologia.

Além desses animais, dá-se para Onilé tudo o que a terra produz e que o homem transforma: obis, orobôs e todas as demais frutas, inhame e outros tubérculos, feijões, milho, favas, mel, dendê, sal, vinho e tudo mais que vem da terra pela mão do homem.

Cultuada discretamente em terreiros antigos da Bahia e em candomblés africanizados, a Mãe Terra tem despertado recentemente curiosidade e interesse entre os seguidores dos orisás, sobretudo entre aqueles que compõem os seguimentos mais intelectualizados da religião. Onilé, isto é, a Terra, tem muitos inimigos que a exploram e podem destruí-la. Para muitos seguidores da religião dos orisás, interessados em recuperar a relação orisá-natureza, o culto de Onilé representaria, assim, a preocupação com a preservação da própria humanidade e de tudo que há em seu mundo. Pois é Onilé quem guarda o planeta e tudo que há sobre ele, protegendo o mundo em que vivemos e possibilitando a própria vida de tudo que vive sobre a Terra, as plantas, os bichos e a humanidade.

PORQUÊ CULTUAR ÒRISÁA vida na Terra é tão importante como a vida após esta. Cada religião representa um estilo de vida. As religiões que se baseiam no culto aos Àwón Òrìsà (Orixás) cuidam para que cada ser humano tenha uma relação harmônica com seus congêneres e com o resto da criação, de forma que levem uma vida plena de satisfação e felicidade.Um dos pontos essenciais dessas religiões é que estas não partem da arrogância do ser humano, ao contrário de outras religiões que acreditam que toda a criação foi feita para sua própria satisfação e exploração. Não podemos esquecer que há seres criados que se encontram em níveis mais altos do que o nosso, por isso devemos saudá-los e lhes fazer reverência. As religiões de culto aos Òrìsà não se baseiam no materialismo. Não obstante, segundo diz Ifá, existem três coisas que os seres humanos desejam na vida: Ire méta làwa n wá Àwá n wówó Àwá n wómo Àwá n wá àtubòtán ayé Buscamos três bênçãos, Buscamos a bênção do dinheiro, Buscamos filhos, Buscamos morrer em paz. A bênção das coisas materiais é a menos importante das três. A mais importante é ter uma vida longa, tendo boa saúde e morrer em paz, seguida pela bênção dos filhos. Esses são os três objetivos da vida na Terra. Quando alguém morre, existe a necessidade de saber se essa pessoa será feliz depois de sua morte. Não existe o inferno, mas existe o conceito de julgamento e castigo pós-morte. Ifá diz: E mo sìkà láyé o o ò Nítorí òrun. E mó sìkà láyé, Nítorí òrun. Bé e de bodè é ó rojó. Não faça nada maldoso na terra. Já que irás para o céu. Quando chegares ao portão (entre o céu e a terra) Terás que responder (pelo seus erros).
É no portão que existe entre o céu e a terra que o julgamento tem lugar em nosso caso. Esse portão não está custodiado por um ser humano, mas por um carneiro cujo nome é Àgbò Mòmò Momo. Ele é o guardião do portão entre o céu e a terra. Um verso de Ifá diz: Ajá níí gba bodè ní Ìpóró, Agbò níí gba bodèe Mòmò, Ewúré níí gba bodeè bóki bòki. O cão é o guardião da porta de Ìpóró, Àgbò, o carneiro, é o guardião da porta de Mòmò. Ewúré, a cabra, é a guardiã da porta daqueles que não podem manter a boca fechada! Quando se chegar ao portão que há entre o céu e a terra, haverá o julgamento e punição por aquilo que tiver feito. Se fez o bem será recompensado e poderá regressar à terra como um ancestral. Aqueles que não fizeram o bem não voltarão, tendo que transitar lentamente pelo que nós chamamos Òrun àpáàdì, que se assemelha ao inferno cristão.Aqueles que seguem o culto aos Àwón Òrìsà quando morrem vêem seus ancestrais. A mesma coisa acontece com os cristãos ou muçulmanos. Nunca vi ninguém que estivesse morrendo dizer que via um anjo, ou via Jesus Cristo. As pessoas sempre vão encontrar seus ancestrais, talvez o pai que tenha morrido vinte anos antes, ou a mãe, irmão, irmã, tio ou tia que já tenham morrido. Quando alguém está agonizando e começa a lhe dizer: “Olhe para isso” ou “Minha mãe está aqui! Oh, mamãe, que bom vê-la”, nos damos conta que essa pessoa logo estará junto aos seus ancestrais. Conta-se, por exemplo, que os caçadores, os quais são todos devotos de Ògún, quando morrem, se reúnem ao pé de uma árvore de Ògún, no céu, e assam carne (de caça) para Olúmokin. Em um verso Ìjálá se diz: Wón n be níbi ò gbé séyelé, Kò sádìe, Kò kúkú sí èmìnìkàn Ti í dami obè é nù; Kò kúkú sí kurúù ti í gbádiè. Mo kílé Ilé ò jé mó o. Baba à mi, mo sàgò sàgò títí, Onílé ò fohùn. Mo ní “Níbo lonílé yìí wà. Omo Oníwànnú, Ó yúnko, Àbó ròde.” Ode tí n be lóhùún pò jode ayé lo. Àwon n be nídìí Ògún, Eran ni wón n yan folúmokìn. Òrun dèdèedè mó kàn-ánjú mó, Gbogboo wa lá n bò. tradução Estão em um lugar onde não há pombos, Onde não há galinhas, Onde não há tremores Que possam derramar a sopa. Onde não há falcões que cacem pintainhos. Cheguei em casa e fiz minha saudação, Porém ninguém respondeu. Meu pai, eu o saudei “àgò!”, durante algum tempo, Mas ninguém respondeu. Perguntei, “Onde está o dono desta casa?” Filho de Oníwànnú, Foi à fazenda, Ou foi à cidade? Os caçadores do céu são em maior número Que os caçadores da terra. Oh Céu, que está pendurado acima (de nós), Oh Céu, não tenha pressa, (Pois) Todos nós estamos chegando.
A chave para se chegar a uma idade avançada e com boa saúde, bem como ter uma excelente recompensa no céu, é Ìwà pèlé, caráter bom, gentil e amoroso. Assim, quando alguém de bom caráter morre, ele ou ela irá para um lugar bom (Òrun Rere), o céu onde moram seus ancestrais e onde vivem os Àwón Òrìsà. Por isso é bom cultuar os Àwón Òrìsà, tentando imitar as suas boas qualidades. Acredito que todos nos estamos aqui,no aye para sermos felizes….e ter varias experiencias e emoções!!!!Portanto vamos viver cada momento com dignidade e alegria!!!!

VIDA E MORTE PARA OS YORUBÁ, ANCESTRALIDADE & LENDAS DE IKÚ – MORTE domingo, abr 1 2012 


VIDA E MORTE PARA OS YORUBÁ

Os yorubá, como os demais grupos africanos, crêem na existência ativa dos antepassados. A morte não representa simplesmente um fim da vida humana, mas a vida terrestre se prolonga em direção à vida além-túmulo, exatamente em algum dos nove espaços do Òrun, o domínio dos seres desprovidos do Èmì.
Assim, a morte não representa uma extinção, mas mudança de uma vida para outra. Os antepassados ou ancestrais são denominados Òkú Òrun e Àgbagbà, ou ainda pelo título de Ésà, usado para reverenciar os ancestrais nos ritos de Ìpàdé, dos candomblés do Brasil.

Um antepassado é alguém de quem uma pessoa descende, seja através do pai ou da mãe, em qualquer período do tempo, e que o ser vivente conserva relações filiais afetuosas. Somente alcançarão a condição de ancestral com merecimento de culto aqueles que atingiram uma idade avançada, com uma vida de boa qualidade e trabalho expressivo para a sociedade, além de terem deixado bons filhos. Para os yorubá, um casamento sem filho é algo mal sucedido.

Na verdade, seu sistema de valores tem por base três coisas: Owó (Dinheiro), Omo (Filhos) e Àíkú (Vida longa).

A Vida Longa é considerada a mais importante porque proporciona a oportunidade que pode tornar possível as duas outras. São esses e toda a linhagem de gerações passadas que, depois da morte se transformam, para seus familiares. Embora os ancestrais compreendam membros masculinos e femininos das gerações anteriores, os ancestrais masculinos são os mais importantes. Ao seguirem para o Òrun, os ancestrais são libertos de todas as restrições impostas pela terra, dessa forma, adquirem potencialidades que podem ser usadas para beneficiar seus familiares que ainda estão na terra. Por essa razão, é necessário mantê-los num estado de paz e contentamento. Quando dissemos que existe um culto ao ancestral, queremos dizer que o que existe de fato é uma manifestação de relacionamento familiar indestrutível entre o familiar que partiu e seus descendentes que aqui ficaram.

A palavra culto então colocada tem o significado de homenagem que melhor expressa o nosso entendimento sobre o assunto. O encaminhamento do espírito, depois dos rituais realizados, corresponde a passar de volta pelo portão do Oníbodè em direção a Olódùmarè, para receber o julgamento de seus atos na terra.

De acordo com o Órun ao qual foi destinado, continuará a exercer suas funções familiares, agora de modo mais poderoso sobre seus descendentes que a ele continuam a se referir como Bàbá mi(Meu pai), ou Ìyá mi(Minha mãe). Esta forma salienta o amor e a afeição que caracterizam as relações de ambos. Trazendo ao exemplo: “Eu vou falar com o espírito de meu pai”, mas sim, “Eu vou falar com o meu pai”, numa comprovação de que eles continuam a ter o título de relacionamento que tinham enquanto chefes de família. O fim da vida na terra envolve a questão a respeito do que se transforma o homem após a vida atual. Toda religião encara isto: Nascimento, Vida e Morte( Ìbí, Ìyé, Àti Ikú), o Pós- Vida (Iyè Lébìn Kú), o Julgamento Divino (Ìdájó ti Olórun) e o possível retorno em outra vida, sucessivamente (Àtúnwa). Ikú – Morte É visto como um agente criado por Olodumaré para remover as pessoas cujo tempo na Terra tenha terminado.

A morte é denominada Ikú, e trata -se de um personagem masculino. Sua lógica é para as pessoas mais velhas e que dadas certas condições, devem viver até uma idade avançada. Por isso , quando uma pessoa jovem morre, o fato é considerado tragédia, por outro lado, a morte de uma pessoa idosa é ocasião para se alegrar. Sobre isto, costuma-se dizer: Ikú Kí pani, ayò I’o npa ni – “a morte não mata, são os excessos que matam”.

O odú òyèkú méji revela, em um de seus ìtàn, que a morte começou a matar depois que sua mãe foi espancada e morta na praça do mercado: “No dia em que a mãe da morte foi espancada No mercado de Ejìgbòmekùn A morte ouviu E gritou alto, enfurecida A morte fez do elefante a esposa de seu cavalo Ele fez do búfalo sua corda Fez do escorpião o seu esporão bem firme pronto para a luta”

Posteriormente, a morte foi subjugado depois que seus inimigos conseguiram que ela comesse o que era proibido comer, segundo o conceito do èwò, visto anteriormente,só conhecido através do jogo de ifá. Neste relato, é a esposa de Ikú, Olójòngbòdú, que revela este segredo: “Nós consultamos Ifá para Olójòngbòdú Mulher de Ikú Ela foi chamada cedo, pela manhã Eles perguntaram o que seu marido não podia comer Que o tornasse capaz de matar outros filhos de pessoas ao redor? Ela disse que a Morte, seu marido, não podia comer ratos Eles perguntaram o que aconteceria se ele comesse ratos? Ela disse que as mãos da morte tremeriam sem parar Ela disse que a Morte, seu marido, não podia comer peixe Eles perguntaram o que aconteceria se ele comesse o peixe? Ela disse que os pés da Morte tremeriam sem parar Ela disse que a morte, seu marido, não podia comer ovo de pata Eles perguntaram o que aconteceria se ele comesse ovo de pata? Ela disse que a morte vomitaria sem parar”.

A conclusão deste odú é que foram dados á morte todos os alimentos proibidos, o que a fez acalmar e impedir a sua tarefa que estava sendo feita sem qualquer critério, ou seja, a Morte foi subjulgada apenas depois que seus inimigos conseguiram que ele comesse o que era proibido comer.

Verificamos novamente a importância do respeito às coisas proibidas, éwò, cujo conhecimento só é possível através do sistema de ifá. Devemos registrar que, no processo de divinização de ifá, ocorrendo a caída deste odú, irá revelar vitória de qualquer pessoa sobre a morte.

Embora a morte seja inevitável, e imprevisível, vimos que ele pode sofrer alterações através da intervenção de Orunmyilá ou de qualquer outro Orixá junto a Olodumaré, e isto é previsto em outro mito, quando Exú consegue subornar o filho de Ikú, que revela o modo pelo qual Ikú matava com o uso de uma clava a fonte indispensável de seu poder.

Sem essa clava , Ikú tornava-se impotente. Exú foi ajudado pôr Ajàpàá, a tartaruga, que conseguiu o que desejava, conforme o dito: Ajàpàá gbé òrúkú I’owó Ikú – “A tartaruga tirou a clava das mãos de Ikú”. Posteriormente, fez um pacto com Orunmyilá, com a condição dele ajudá-lo a recobrar a sua clava; em troca, Ikú só levaria aqueles que não se colocarem sob a proteção de Orunmyilá ou aqueles que estivessem com a data já determinada para o fim de suas vidas na terra. Isto reflete a necessidade de um constante acompanhamento da situação de uma pessoa através do jogo. Daí o provérbio: Arùn I’a wò, a Ki Wo Ikú – “A doença pode ser curada a morte não pode ser remediada”. E ainda o odú Irò-sùn – oso revela: _Se Ikú não chegar, adoremos Oxum Se Ikú não chegar, adoremos Orixá Se ikú realmente chegar, não adianta Ikú receber sacrifício”Ìsinkú – Ritos Funerários A circunstância que cerca a morte de uma pessoa, a idade, condição social e o seu relacionamento religioso são fatores importantes que impõem a forma dos rios funerários.

O povo yorubá como o resto do povo africano, eles crêem que a morte não e o fim da vida. Eles acreditam que existe um outro mundo paralelo ao nosso. A morte para eles não representa o fim da vida terrestre e sim um prolongamento da vida além túmulo. Este mundo para o povo yorubá é chamado de Orun ( Céu ) o mesmo é dividido em 9 ( nove ) partes. Este local para eles é o domínio dos seus ancestrais.

A morte para o yorubá não é a extinção da vida terrestre, mas uma mudança de vida para outra. Seus antepassados ou ancestrais são chamados de Òkù Òrun e Àgbagbà, ou ainda tem um outro título chamado de Èsa, usado para reverenciar um ancestral por parte religiosa Lese Orisa ( Culto aos Orixás ), este Título chamado de Èsa e chamado seu nome em um ritual desta religião chamado de Ìgpádè ( Encontro ).

Um antepassado ou ancestral e alguém que uma pessoa descende, seja por parte paternal o maternal, em qualquer período de tempo, em que o ser vivente conversava e tinha relações afetuosas. O povo yorubá tem por costume cultuar seus antepassados ou ancestrais para ter o merecimento de culto, somente aqueles que uma idade avançada ( salvos algumas restrições de nascimento), ter tido um trabalho de boa qualidade perante a sociedade, ter deixado bons filhos, ter sido uma pessoa de boa índole . Para o yorubá um casamento sem filhos não é uma boa forma de ter vivido ou seja um mal negocio.
Para eles existe um sistema de valores que tem 3 partes: Um OWO ( Dinheiro), Dois OMO ( Filhos) Três ÀÍKÙ ( Vida longa ).

A vida longa para eles e a mais importante porque pode proporcionar a ele o alcance das outras duas partes. São estes valores e toda linhagem de gerações passadas que, se transformam para os seus familiares o direito de ser cultuado como antepassado ou ancestral. Existe a ancestralidade por parte de pai e mãe, mais somente a parte masculina e cultuada por ser a mais importante. Através do pai que é passada a ancestralidade da família, ele e o procriador e cabe a ele a transmissão da mesma para os seus filhos, sendo a mãe a genitora recebendo esta ancestralidade e dando a ele a vida. A parte feminina e cultuada de uma forma de energia aglutinada tendo o seu culto junto as Gelede ( Culto de eguns femininos ligado ao culto das Yia mi Aje.” Minha mães feiticeiras”). Os ancestrais quando chega ao Orun, eles são recebidos pelos seus antecessores acolhendo e encaminhando, fazendo-os se desprender dos bens materiais. Sendo, este que faleceu pertencer ao culto dos orisas, ele só poder se desprender de todo bem material deixado na terra, depois do asese ( Axexe. Obrigação feita para as pessoas que morrem e pertence ao culto de orixá). Feito esta obrigação este ancestral poderá se desprender das coisas matérias e encontrar os seus ancestrais que já se encontram no Orun, os mesmos ajudam encaminhando para um lugar de luz, fazendo com que ele ganhe grau espiritual para poder ajudar seus familiares que deixou na terra.

Quando falamos a palavra culto damos a conotação de homenagem aos espírito, assim podemos entender melhor o que falamos. Feito as obrigações do ritual fúnebre, o espírito se desprende de tudo que deixou na terra e passa por um portal que liga o Aye ( terra) ao Òrun ( céu), este portal e guardado por um guardião chamado de Ònibòdè Òrun ( guardião do céu), este portal tem a ligação entre os dois mundos no qual Òrun e a moradia de Òlòdumarè ( Criador supremos de tudo e todos os seres).

Conforme a cultura Yoruba, o Òrun e dividido em 9 ( nove) partes e dependendo da vida e a causa morte deste ancestral ele e colocado em uma destas 9 ( nove ) partes. Cada parte corresponde a um tipo de elevação espiritual. Dependendo da vida, ele pode ficar no Òrun Buruku ( Parte onde se encontra as pessoas que teve uma vida ruim, só causou problemas, matou, roubou, teve uma vida desregrada), até o Òrun Áláfiá ( Parte onde se encontra os que tiveram uma vida solida, sadia, boa, foi uma pessoa de boa índole). Por isso temos de fazer por merecer que nosso espírito seja cultuado e reverenciado por nossos descendentes. Somente seremos reverenciados após nossa morte e poderemos ajudar nossos descendentes se tivermos uma vida correta.

Nascimento ( Ìbi), Vida( Ìyé) e Morte( Àti Iku ), o Pós- Vida ( Ìye Lèbin Iku), o Julgamento Divino ( Idájo ti Òlòrun) e o possível retorno a vida sucessivamente ( Àtùnwa) São visto com criação de Òlòdumarè, para remover da terra as pessoas que tiveram seu tempo de vida. Sendo Iku o seu mais fiel mensageiro. Para os Yorubas Iku também e um orisa. Iku não mata, somente toca as pessoas, com este toque a pessoa se desliga deste mundo acordando no outro. Costuma-se dizer: Ikú Kí pani, ayò I’o npa ni – “ A morte não mate, são os excessos que matam”

O odú Òyèkú Méji revela, em um de seus ìtàn, que a morte somente começou a matar, depois que sua mãe foi espancada e morta na praça do mercado de Ejìgbòmekùn. Ele gritou enfurecido. Fez do elefante a esposa do seu cavalo. Ele fez do búfalo a sua corda. Ele fez do escorpião o seu esporão bem firme pronto para lutar.

Conforme a cultura Yoruba, o Òrun e dividido em 9 ( nove) partes e dependendo da vida e a causa morte deste ancestral ele e colocado em uma destas 9 ( nove ) partes. Cada parte corresponde a um tipo de elevação espiritual. Dependendo da vida, ele pode ficar no Òrun Buruku ( Parte onde se encontra as pessoas que teve uma vida ruim, só causou problemas, matou, roubou, teve uma vida desregrada), até o Òrun Áláfiá ( Parte onde se encontra os que tiveram uma vida solida, sadia, boa, foi uma pessoa de boa índole). Por isso temos de fazer por merecer que nosso espírito seja cultuado e reverenciado por nossos descendentes. Somente seremos reverenciados após nossa morte e poderemos ajudar nossos descendentes se tivermos uma vida correta.

Nascimento ( Ìbi), Vida( Ìyé) e Morte( Àti Iku ), o Pós- Vida ( Ìye Lèbin Iku), o Julgamento Divino ( Idájo ti Òlòrun) e o possível retorno a vida sucessivamente ( Àtùnwa) São visto com criação de Òlòdumarè, para remover da terra as pessoas que tiveram seu tempo de vida. Sendo Iku o seu mais fiel mensageiro. Para os Yorubas Iku também e um orisa. Iku não mata, somente toca as pessoas, com este toque a pessoa se desliga deste mundo acordando no outro. Costuma-se dizer: Ikú Kí pani, ayò I’o npa ni – “ A morte não mate, são os excessos que matam”

O odú Òyèkú Méji revela, em um de seus ìtàn, que a morte somente começou a matar, depois que sua mãe foi espancada e morta na praça do mercado de Ejìgbòmekùn. Ele gritou enfurecido. Fez do elefante a esposa do seu cavalo. Ele fez do búfalo a sua corda. Ele fez do escorpião o seu esporão bem firme pronto para lutar.

A esposa da morte.Ojontarigi era a única esposa da Morte,Mesmo assim Orunmila quis arrebatá-la.À Orunmila foi dito para ele fazer sacrifício,E ele fez.Depois que ele terminou de fazer o sacrifício, Ele arrebatou Ojontagiri para longe da morte.Então a Morte pegou o seu Kumo,E foi para a casa de Orunmila.Ele viu Esu na frente da casa.Esu disse: “Como vai você ?”,Iku Ojepe cujo artigo de vestuário é tingido em osun.Depois que eles trocaram saudações,Esu pergunta para ele: Onde você vai?Morte respondeu que ia para a casa de Orunmila.Esu pergunta: Qual o problema?Morte disse que Orunmila levou sua esposa,E por isso tem que matá-lo.Esu, então, implorou para Morte se sentar.Depois que ele se sentou,Esu deu comida e bebidas.Depois que Morte comeu até se satisfazer, Ele se levantou,Pegou seu bastão, E começou a ir.Então, Esu perguntou novamente: “Onde você vai?”,

Morte respondeu que ele ia para a casa de Orunmila
Então Esu disse: “Como você pode comer a comida de um homem, e ao mesmo tempo querer matá-lo ?”Você não sabe, que a comida que a pouco você comeu, pertence à Orunmila?De repente morte não sabia o que fazer,Ele diz: “Diga para Orumila que ele pode ficar com a mulher”

Assim Ikú ficou sozinho, sem filho e sem esposa! Sendo o Orisa mais fiel a Òlòdumàré

Por isso se recebemos uma pessoa em nossa casa, damos abrigo, alimentação, esta pessoa não poderá nos fazer mal, e se o fizer pagará com a própria vida por este ato. Nem Ikú matou Òrumilá depois de comer sua comida. Quem somos para fazer mal aquele que nos alimenta.

ANCESTRALIDADE

Na Cultura Yorubá, a vida não se finda com a morte. Àtúnwa, É O Nome Dado Ao Processo Divino De Existência Única A Continuidade Da Vida. Olodumarê , O Supremo Deus Yorubá No Momento Do Nascimento Oferece Aos Homens Um Conjunto De Forças Sagradas Que Possibilita A Vida.São elas: Ara: O Corpo Físico Vindo Da Lama. Ese: Elementos Do Organismo Humano. Okan: Coração Físico E Espiritual – Órgão Que Centraliza O Poder De Vida E Sede Da Inteligência, Do Pensamento E Da Ação. Ojiji: Essência Espiritual. Emi: O Sopro Divino De Vida. Ori: A Individualidade E A Identidade. Odu: O Destino E O Caminho A Ser Percorrido. Ase: Força Movimentadora Da Vida. Orisa: Guardião De Cada Existência Humana. Todos Estes Aspectos Não Morrem…Voltam As Suas Origens, Isto É, Ao Orun, Pois Pertencem A Olorun E Só Ele Pode Liberá-Las.
Estas Forças Divinas, Animaram Os Antepassados, Os Ancestrais, As Raízes Mães Do Asé Orisá, Ao Partirem Do AiyE E Voltam Ao AiyE Para Animar Seus Descendentes E Discípulos. A Ancestralidade Confirma A Imortalidade, Pois A Vida Continua No Orun Como Ancestrais. Do Orun A Ancestralidade A Tudo Assiste.No Culto De Orisá, Ancestrais Significa:”Aqueles Que Um Dia Tiveram A Energia De Vida No Aiyê E Que Cuja Energia De Vida É Repassada As Novas Gerações, Garantindo A Continuidade Da Vida E Do Culto Aos Deuses Africanos. “Como Conclusão A Vida Presente Depende Da Vida Passada De Nossos Ancestrais” O CULTO AOS ANCESTRAIS Através do culto aos ancestrais, os Egun ou Egungum é possível reconstruir origens, etnias, memória.
Essa memória, enraizada na multiplicidade da herança negro-africana, expande com força total, um ethos que passando a diversidade de suas expressões manifestas. Permite revelar estruturas, valores, normas, denominadores comuns onde a questão da ancestralidade mítica e histórica, marca a existência de uma forte comunalidade. É na memória e no culto aos antepassados que essa comunalidade se afirma (Mestre Didi) Porque o objetivo principal do cultos dos Egun é tornar visível os espíritos dos ancestrais, agindo como uma ponte, um veículo, um elo entre os vivos e seus antepassados. E ao mesmo tempo que mantém a continuidade entre a vida e a morte, o culto mantém estrito controle das relações entre os vivos e mortos, estabelecendo uma distinção bem clara entre os dois mundos: o dos vivos e o dos mortos (os dois níveis da existência).
No símbolo “Egungun” está expresso todo o mistério da transformação de um ser deste-mundo num ser-do-além, de sua convocação e de sua presença no Aiyê (o mundo dos vivos). Esse mistério (Awo) constitui o aspecto mais importante do culto.Vida e Morte para os Yorubás Os yorubá, como os demais grupos africanos, crêem na existência ativa dos antepassados. A morte não representa simplesmente um fim da vida humana, mas a vida terrestre se prolonga em direção à vida além-túmulo, exatamente em algum dos nove espaços do Òrun, o domínio dos seres desprovidos do Èmì

Texto Adaptado por Lokeni Ifatolà

Assim, a morte não representa uma extinção, mas mudança de uma vida para outra. Os antepassados ou ancestrais são denominados Òkú Òrun e Àgbagbà, ou ainda pelo título de Ésà, usado para reverenciar os ancestrais nos ritos de Ìpàdé, dos candomblés do Brasil. Um antepassado é alguém de quem uma pessoa descende, seja através do pai ou da mãe, em qualquer período do tempo, e que o ser vivente conserva relações filiais afetuosas. Somente alcançarão a condição de ancestral com merecimento de culto aqueles que atingiram uma idade avançada, com uma vida de boa qualidade e trabalho expressivo para a sociedade, além de terem deixado bons filhos. Para os yorubá, um casamento sem filho é algo mal sucedido. Na verdade, seu sistema de valores tem por base três coisas: Owó (Dinheiro), Omo (Filhos) e Àíkú (Vida longa).
A Vida Longa é considerada a mais importante porque proporciona a oportunidade que pode tornar possível as duas outras. São esses e toda a linhagem de gerações passadas que, depois da morte se transformam, para seus familiares. Embora os ancestrais compreendam membros masculinos e femininos das gerações anteriores, os ancestrais masculinos são os mais importantes. Ao seguirem para o Òrun, os ancestrais são libertos de todas as restrições impostas pela terra, dessa forma, adquirem potencialidades que podem ser usadas para beneficiar seus familiares que ainda estão na terra.
Por essa razão, é necessário mantê-los num estado de paz e contentamento. Quando dissemos que existe um culto ao ancestral, queremos dizer que o que existe de fato é uma manifestação de relacionamento familiar indestrutível entre o familiar que partiu e seus descendentes que aqui ficaram.De acordo com o Órun ao qual foi destinado, continuará a exercer suas funções familiares, agora de modo mais poderoso sobre seus descendentes que a ele continuam a se referir como Bàbá mi(Meu pai), ou Ìyá mi(Minha mãe). Esta forma salienta o amor e a afeição que caracterizam as relações de ambos. Trazendo ao exemplo: “Eu vou falar com o espírito de meu pai”, mas sim, “Eu vou falar com o meu pai”, numa comprovação de que eles continuam a ter o título de relacionamento que tinham enquanto chefes de família. O fim da vida na terra envolve a questão a respeito do que se transforma o homem após a vida atual.
Toda religião encara isto: Nascimento, Vida e Morte( Ìbí, Ìyé, Àti Ikú), o Pós- Vida (Iyè Lébìn Kú), o Julgamento Divino (Ìdájó ti Olórun) e o possível retorno em outra vida, sucessivamente (Àtúnwa). Ikú – Morte É visto como um agente criado por Olodumaré para remover as pessoas cujo tempo na Terra tenha terminado. A morte é denominada Ikú, e trata -se de um personagem masculino. Sua lógica é para as pessoas mais velhas e que dadas certas condições, devem viver até uma idade avançada.
Por isso , quando uma pessoa jovem morre, o fato é considerado tragédia, por outro lado, a morte de uma pessoa idosa é ocasião para se alegrar. Sobre isto, costuma-se dizer: Ikú Kí pani, ayò I’o npa ni – “A morte não mata, são os excessos que matam” “Todas as coisas que fazemos na terra Damos conta, de joelhos no céu” Somente quando se é absolvido por Olodumaré é que se tem a oportunidade de reunir-se com seus ancestrais, podendo-se reencarnar e renascer dentro da mesma família. Se alguém porém é condenado vai para o Òrun Àpáàdi, onde irá sofrer com maus. Quando finalmente for libertado, não terá oportunidade de viver uma vida normal e será condenado a errar, por lugares solitários, comendo alimentos intragáveis
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LENDAS DE IKÚ – MORTEEm outra história, Ikú está ligada ao mito da criação dos seres humanos. Conta a lenda que Olódùmarè, ao decidir criar o ser humano, designou essa incumbência Òòsààlà, que teve a necessidade de obter o material adequado para aquele propósito. Pensou e achou que o melhor material para moldar os seres humanos seria amòn (o barro) formado pela mistura de terra e água. Então, Òòsààlà que fora incumbido daquela tarefa por Olódùmarè, ordenou a Èsù o mensageiro, que fosse buscar um pouco de lama para que Ele pudesse executar sua tarefa.
Como era corrente e sabido por todos, não havia nada que Èsù não pudesse realizar, e a tarefa parecia super fácil para ele. Mas, ao chegar ao local, quando Èsù meteu a mão na lama arrancando-a, Ayé (a Terra) chorou porque estavam arrancando parte dela e ela sentia muita dor com aquilo. Embora Èsù tivesse fama de mau e implacável, ficou mortificado de pena de Ayé e deixou a lama para lá. Regressou a Òòsààlà e relatou o acontecido.
Òòsààlà então chamou Ògún, este sim, guerreiro intrépido e destemido que em batalhas matava o inimigo até mesmo brincando, resolveria aquele pequeno problema. E lá se foi Ògún. Em lá chegando, quando ele retirou a lama para colocar em sua làbà (bolsa capanga), Ayé caiu em prantos lamentando-se. Ògún também ficou penalizado ora, Ayé não lhe fizera nada de mal e ele não estava zangado, e assim, não tinha ímpeto suficiente para feri-la. E também voltou a Òòsààlà para explicar o seu fracasso em cumprir sua missão.
Assim, um a um dos Òrìsà que foram incumbidos por Òòsààlà para aquela mesma missão, voltava com a mesma desculpa: ninguém foi capaz de tirar a lama de Ayé, cada qual com suas qualidades que o recomendava com a certeza do cumprimento da tarefa, mas, tudo em vão.
Foi aí que Òòsààlà chamou Ikú, deu-lhe a àpò (bolsa) e mandou-o para executar a tarefa que todos os demais Ìmolè tinham fracassado em cumprir. Então, Ikú ao chegar na terra começou a retirar a lama de Ayé, e ela chorou, mas, Ikú não se importou com o pranto dela e pegou toda a lama de que precisava e retornou a Òòsààlà com sua missão cumprida.
Então, após moldar os seres humanos, Òòsààlà plantou uma árvore para cada um, para que ela lhe suprisse o oxigênio e desse continuidade à respiração, iniciada pelo sopro divino de Olódùmarè pois, Olódùmarè o Criador Supremo, insuflou o seu hálito (èémí) para dar vida e mobilidade aos seres humanos. E disse a Ikú que, como fora ele quem retirara o material necessário para moldar os seres humanos, em qualquer época que se fizesse necessário, ele estaria também incumbido de levá-lo de volta para recolocar em seu lugar de origem, após a utilização daquele material. Por isso é, que quando chega a época da devolução daquela porção do material primordial, Ikú é quem vem buscar a pessoa para recolocá-la em seu lugar original.
Visto assim, do ponto de vista das lendas Yorùbá, Ikú (a Morte) não é aquela coisa tenebrosa que nos incutiram desde a mais tenra idade. Ikú, para os Yorùbá tradicionais é ao mesmo tempo, o fornecedor primordial e o restaurador da matéria retirada e fornecida por Ele próprio, sendo Ele assim o princípio e fim, o princípio e o fim e, e o princípio e o fim…, e assim sucessivamente, num eterno círculo, onde não há início nem final, que está sempre recomeçando.

Tudo o que nasce um dia morre; qualquer coisa, animal ou indivíduo, mais dias ou menos dias morrerá.
Se pensarmos bem, veremos que a vida e a morte são faces da mesma moeda: a existência.
Em nossa cultura ocidental em geral, ensinaram-nos a temer a morte, como se ela fosse a pior coisa que poderia nos acontecer. E, ainda desde criança, criaram em nossas mentes algumas imagens para esteriotipar a morte como a figura de alguém vestido com uma túnica longa, usando um capuz cobrindo não somente a cabeça, mas, escondendo a face que nunca aparece, por estar sempre na penumbra formada por esse capuz; ou então, uma outra figura também de túnica longa, com o rosto de uma caveira, também com a cabeça encoberta por um capuz e segurando em suas mãos um grande cajado terminado em feitio de foice; isto, para enfatizar a função do “ceifador de vidas”, de quem ninguém jamais escapará.A história Yorùbá como sabemos, é pródiga em pequenas lendas; para tudo ou quase tudo há sempre uma historinha explicando o porque daquilo. Como não poderia deixar de ser, Ikú (a Morte), também tem suas histórias interessantes. E uma delas conta que:
Ikú, era um jovem guerreiro, forte e muito bonito. Sua beleza era tamanha que impressionava tanto às mulheres quanto aos homens.
As mulheres encantavam-se tanto com sua bela figura que onde quer que o vissem, acompanhavam-no só para poderem continuar admirando aquela criatura tão encantadora. Não podiam desviar os olhos dele.
Os homens, embora tentassem disfarçar ou não quererem admitir que estavam encantados com a beleza de Ikú, também acabavam seguindo-o. Alguns do tipo machão, diziam que seguiam-no somente por curiosidade de saber quem era e onde morava.
Só que Ikú morava no Igbó-Ikú (Floresta dos Mortos ou Floresta da Morte), de onde quem quer que fosse até lá e entrasse, jamais sairia; nunca mais seria visto, pois fora para o Igbó-Ikú.
E todo o encanto e beleza de Ikú, tinham justamente o objetivo de chamar a atenção das pessoas e atraí-las, e que inadvertidamente seguiam-no e adentravam no Igbó-Ikú, o reino dos mortos, onde, evidentemente, o rei era o próprio Ikú e de onde não é permitido a ninguém retornar, uma vez ali adentrado.

IYÁMI OSORONGÁ domingo, abr 1 2012 


O QUE É IYAMI OSORONGA?
Iyami Osoronga são entidades femininas que possuem algumas energias especiais tanto na forma positiva quanto na negativa.

Iyami Osoronga é uma convicção, freqüentemente herdada, e às vezes adquirida por atributos orgânicos de uma pessoa. Este atributo faz com que a pessoa tenha poderes que podem prejudicar ou ajudar outros, a uma distância e através de meios de descuido. Mais adiante, a mesma convicção é que uma pessoa pode ter este poder, mas desde que ele não sinta motivos hostis contra outros, permanece dormente e não os afeta. Inveja, fúria, ódio, malícia são os tipos de sentimentos viciosos em que se fixam o poder de bruxaria, se a pessoa possuí-los isto deverá ser trabalhado.

Acredita-se que uma pessoa pode ter este poder e não ter conhecimento disto, até que os sentimentos viciosos dela seja fixados para trabalhar contra os outros. Em alguns casos, bruxaria é a expressão de tensão ou o mecanismo de conflito entre duas pessoas. Então, bruxaria é um conflito de interesse entre o acusador em uma mão, e o acusado na outra.

Como dito anteriormente, os Yorubas acreditam que todos os destacamentos das coisas devem-se à própria essência delas. Para afetar uma pessoa ou situação, feiticeiros, herboristas, Babalawo, etc., extrai a essência por rituais.

ÌYÀMÌ-ÒDU quando veio para ser o mundo recebeu diretamente de DEUS o poder sobre todos os ÒRÌSÀS e todos os seres humanos. Poder este, simbolizado por (Éyé) Pássaro residente no interior de uma grande cabaça, a qual é a imagem do mundo contendo o poder existencial e sobrenatural, expressado pelo pássaro em seu conteúdo.

Por isso na cultura Yoruba, ÌYÀMÌ é chamada de ELEYE ( Poderosa Mãe Proprietária do magnifico poder do Pássaro). Poder que metaforicamente abusou… dando motivos para que Olodunmare (Deus) retirasse a parte superior da cabaça, compartilhando com Òòrìsàn’là (o Céu) seu companheiro, ou parte masculina, o qual é a própria e completa extensão celestial. Apartir de então, cobrindo completamente ÌYÀMÌ (a Terra). Assim os dois vieram ao mundo (criados juntos). Quando Olodunmare literalmente visualizou, decretou e criou a força masculina (Òòrìsàn’là) lhe outorgando a partir daquele momento exercer o Poder, do qual, no entanto, Ela (ÌYÀMÌ) o conservará.

Podemos então perceber na comparação entre os mitos, uma perda de valores culturais e religiosos. Pois quem entender ou afirmar, encarando ÌYÀMÌ simplesmente como agente maléfico, Egungun ou como uma Bruxa, isto é simplesmente incorrer numa total falta de informação segura. Como também, é literalmente negar todas as profundidades simbólicas e poéticas existente no culto Yorubà.

O poder de ÌYÀMÌ é atribuído às mulheres possivelmente para que os homens administrem esse poder, sendo que muitos aqui no Brasil desconhecem tal fato, enquanto outros deturpam a não aceitação por uma completa e real falta de sabedoria.

Este poder feminino é uma função somente conferida às mulheres bem idosas, verdadeiras fêmeas-viviperas ( Parideiras), amamentadoras e protetoras de tudo que faz ou gera. Mas pensa-se, que em certos casos este poder pode pertencer também a moças bem jovens. Isto vai, de gerar filhos até a utilização dos poderes sobrenaturais. Poder este, recebido geralmente como herança de suas entes queridas, seja para dar a luz, amparar, ensinar, etc.

Tanto no aspecto material como espiritual (psicológico), os quais, entre outros são poderes sobrenaturais que seria mais viável utiliza-los numa idade madura, esperando atingirem um melhor preparo na vida.

Muito raramente, mais acontece, é certas mulheres de qualquer idade adquirindo voluntariamente o poder sobrenatural, até mesmo sem que o saiba…

Desde as èpocas mais remotas manifestações do culto à ÌYÀMÌ foi apreciado por mulheres. Nas religiões: Yoruba, egípcia e grega quando a alma “essência” era, e ainda é, representada através do pássaro, o qual sempre acompanhou as mulheres numa referencia do poder sobrenatural associadas principalmente as grandes Deusas de vária culturas; Oxun na cultura Yoruba – Isis na cultura Egípcia – Dianna dos Efesos, etc. Elas são paradigmas de fontes de vida elementares e incontrolaveis como a Liberdade. Possuidoras de força e sabedoria própria, o que estimulavam as mulheres a não se submeterem a nenhuma organização ou lei nacionalista.

Em torno da parte feminina, Deus levanta o entusiasmo da humanidade, convidando diferentemente todos os Povos. a uma experiência diretamente com o sagrado.

A evolução do Poderio Feminino.

No século XIV entretanto, marca o fim desse reflorescimento do feminino, com as primeiras fogueiras acesas pela Inquisição, que arderam 500 anos. Esta grande fogueira queima e difama os Templários e encabeça a caça às mulheres dotadas de poderes sobrenaturais “Bruxas”, numa tentativa de eliminar o princípio feminino de prazer, liberdade e bonança propiciado pela Mãe-Terra. Na verdade, as fogueiras das bruxas só se extinguiram na Era da Razão. Apesar de aparentemente não corresponderem ao ideal da Era da Razão, quando as mulheres surgiam como um símbolo de uma Força sobrenatural, muitas das vezes mais antiga e poderosa, do que a de um Rei ou Papa.

Quando as qualidades sublimes e sutis do feminino foram renegadas e um período de obscurantismo e clandestinidade se abateu sobre o culto a ÌYÀMÌ (a grande Mãe Terra), ou seja, Mãe das mães doadoras de vida, prazer e felicidade.

No inicio da Era Cristã o culto das divindades femininas de todos os Olimpo declinou. O culto à ÌYÀMÌ (Mãe-Terra) sofreu este mesmo declínio e passou a ser clandestino. Chegando até nós somente os ecos de alguns vultos como poucos fundamentos. Já os mistérios de Eleusis na cultura Grega e romana, as quais cultuavam ÌYÀMÌ com o nome de Deméter e Perséfone. Artemisia em Éfeso, continuaram por um bom tempo um culto inabalável. Nem mesmo o Apóstolo Paulo conseguiu impedir seu Culto. Ela era Diana, a Hécate do mundo romano, a Deusa do ramo dourado consequentemente proprietária da madeira, sendo este um traço característico da Mãe Universal e sobrenatural, a qual foi muitas vezes encontrada em árvores, elemento associado a Eegun (ancestralidade masculina).

Umbanda terça-feira, jan 24 2012 


Umbanda

PRÓLOGO

O Ser Humano é formado por três corpos distintos e interligados, à saber:

  1. Corpo Astral, que é a essência, a vibração cósmica, aquela centelha divina em evolução, O Espírito.
  2. Corpo Mental ou Ânima, também conhecido por Alma, ou perispírito, que é o repositório de todo o aprendizado nas inúmeras encarnações, através dos reinos da natureza, até chegar ao Hominal. Ali se encontram todas as pontencialidades negativas e positivas, guardadas, prontas para serem usadas no momento preciso e necessário à geração de uma freqüência.
  3. O Corpo Físico, que é uma cópia exata de sua matriz cósmica, com todas as necessidades, defeitos e potencialidades para cumprir um Carma predeterminado, à saber: como expiatório de faltas passadas, como coadjuvante na evolução de terceiros ou simplesmente por missão evolutiva junto aos encarnados.

Por essa razão o ser humano é um receptor privilegiado e também um gerador em potencial das freqüências necessárias à evolução do Orbe. Quando este serencontra auxílio para a desenvoltura de suas potencialidades, ele opera verdadeiros milagres; quando não, é uma usina pronta para uso, se degradando na vida física à espera de oportunidades negadas pelos seus pares, se corrói com o tempo, chegando mesmo à destruição sem nunca ter gerado nada de útil, o que lhe dará a obrigação por consciência e auto julgamento, a ânsia de nova encarnação (reencarnação) para cumprir o predeterminado, porém sem julgar os que podiam e não lhe deram apoio.

Algumas vêzes, movidos pelo livre arbítrio que lhe é concedido e conseqüentemente no desespero de produzir uma centelha que seja para a evolução do orbe, não dosa devidamente as freqüências geradas e, em vez de auxiliar, piora ainda mais a situação dos circundantes, provocando atritos e gerando para si próprio, algo mais à sanar , no próximo retorno à matéria.

Por essa razão, os grandes Avatares, que de vez em quando, aparecem com o auxílio direto do Supremo Arquiteto do Universo, deixam entre nós, não como imposição, mas para reflexão, lembretes, em forma de parábolas ou em versos, para que possamos colher a medida exata das freqüências a gerar em nossa Usina, como um bem para nós e a humanidade evolutiva; dentre estas, destaca-se por exemplo:

  1. “QUEM SEMEIA VENTOS, COLHE TEMPESTADES…”
  2. “Um LIVRO aberto é um ente que fala,
    fechado é um amigo que espera,
    esquecido é um coração que chora,
    destruído, uma alma que perdoa…”

ATENÇÃO PARA AS FREQÜÊNCIAS GERADAS,
POIS NELAS ESTÃO O TEU INFORTÚNIO OU
A TUA FELICIDADE

 

 

 

O QUE É A UMBANDA?

A Umbanda é um Sistema de comunicação, entre o mundo psíquico ou espiritual e o mundo físico ou material, e é neste sistema que estão incluídos todos os seres vivos e mortos, nascidos e por nascer. Os Espíritos se dividem em dois grandes grupos, à saber: ORIXÁS e EGUNS.

ORIXÁS: Espíritos de freqüência altíssima que nunca tiveram qualquer espécie de vida material.

EGUNS: Espíritos evolutivos, de freqüência baixa, que evoluem através de reencarnações neste e em outros Orbes.

Todos os conhecidos Guias da Umbanda, são Eguns, evoluídos, que trabalham na Seara Divina, em prol do aprendizado dos irmãos aprisionados na matéria evolutiva, sob a égide dos ORIXÁS.

Os Espíritos se agrupam em NAÇÕES.

Uma Nação, é o agrupamento de pessoas ou seres, que circundam o mesmo local, usam os mesmos trajes, falam o mesmo idioma (incluindo os dialetos), a têm o mesmo sistema filosófico, religioso e dogmático.

A Umbanda, é praticada por sete (7) Nações, à saber:

7) ORIENTE

6) OMOLOCÔ

5) ALMAS

4) ANGOLA

3) NAGÔ

2) GÊGE

1) KÊTO

As Nações 1, 2, e 3, são conhecidas como CANDOMBLÉ, onde não se opera com Eguns. Os Adeptos, vibram, cantam, dançam, dão comida e bebida, matam animais, enfim fazem tudo em louvor do Santo (ORIXÁ).
Esporadicamente, nessas Nações, há um “Toque de Umbanda”, como é chamado o trabalho com Eguns.

As Nações 4 e 5, trabalham amiúde com os Eguns, embora também sejam puxadas para o “Candomblé”.

O Omolocô é uma Nação Eclética pois que tem suas bases na mescla das outras, subdividindo-se como segue:

  • Omolocô - puxado para o Kêto
  • Omolocô - puxado para o Gêge
  • Omolocô - puxado para o Nagô
  • Omolocô - puxado para o Angola
  • Omolocô - puxado para o Almas
  • Omolocô - puxado para o Oriente

O Omolocô, também é conhecido, por alguns, como Umbanda Branca ou Umbanda de Jurema.

Oriente é uma Nação especial, onde se dispensa o ritual das demais, e aparentemente é mais suave, mais sutil, haja visto que não trabalham com a incorporação direta; porém para se tornar um elemento à altura da complexidade dos trabalhos desta Nação, o adepto, ou melhor o praticante, deverá saber e aprender todo o ritual das demais, pois necessitará conhecê-los, para usá-los quando se fizer mister. O dispêndio de energia vital, pelo Médium no Oriente, eleva-seà quatro ou cinco vezes mais do que o normal, pois terá que utilizar os rituais necessários, sem a demonstração física dos mesmos.

Umbanda prática, em cada uma das sete Nações, tem sete Linhas, cada Linha sete Falanges, cada Falange sete legiões, cada Legião sete Peões, cada Peão comanda sete Elementares e cada Elementar tem à seu serviço, sete avissais.


O Número 7 Cabalístico

O número 7 (sete), é cabalístico na Umbanda, porque:

7 são as Nações que praticam a Umbanda

7 são as Linhas de cada Nação

7 são os Orixás que comandam estas Linhas

7 são os dias da semana

7 foram as Chagas de Cristo

7 foram as quedas à caminho do Gólgota

7 são as Divindades que comandam a Natureza

7 são as Cabeças da Hidra

7 são as cores refratadas pelo prisma

7 foram as Horas de agonia do Mestre Jesus

7 são as rogatórias do Pai Nosso

7 são os Chacras entéricos

7 são os Plexos na matéria

7 são as Posições Fundamentais e Liturgias na Umbanda

7 são as Posições Secundárias e Ritualísticas na Umbanda

SETH (7) era o nome do irmão de Osíris (Egito Antigo)

7 = Moisés deixou 5 livros e a lei se resume em 2 testamentos

São 7 os altares, 7 os bezerros e 7 os carneiros de Balac

7 anos gastos na construção do Templo de Salomão

7 casais de cada espécie de animal postos na Arca de Noé

No 7o mês a Arca de Noé repousa no Monte Ararat

O Candelabro de 7 braços

Os 7 castiçais de ouro

As fases dos 7 Anos

As 7 lâmpadas de fogo

Os 7 Grandes princípios HERMÉTICOS

O livro dos 7 Selos

As 7 notas musicais

Os 7 palmos das sepulturas

Os 7 Planetas Sagrados

As 7 vacas, 7 espigas do sonho do Faraó, desvendado por José do Egito

As 7 Taças (cheias de pragas)

Os 7 contra Tebas

As 7 Trombetas do Apocalipse

7 são as dores de NOSSA SENHORA:

a) A perda do menino Jesus no Templo

b) A fuga para o Egito

c) O encontro com Jesus na rua da amargura

d) A Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo

e) A morte de Jesus Cristo

f) O Filho morto é colocado em seus braços

g) O sepultamento de Jesus

Os 7 Arcanjos ante o trono do Criador:

a) Gabriel

b) Rafael

c) Joriel

d) Miguel

e) Samuel

f) Ismael

g) Iramael

7 Cores refratadas pelo Prisma:

a) Violeta

b) Amarelo

c) Anil

d) Verde

e) Laranja

f) Azul

g) Vermelho

As Constelações de 7 Estrelas:

a) Alcione

b) Caleano

c) Asterope

d) Merope

e) Tayegeta

f) Eletra

g) Maya

Os 7 Elementais:

a) Arcanjos

b) Anjos

c) Devas

d) Silfos

e) Gnomos

f) Salamandras

Os 7 Elementos:

a) Éter

b) Água

c) Metais

d) Pedra

e) Matas

f) Terra

g) Fogo

As 7 Igrejas da antigüidade:

a) Tiaira

b) Éfeso

c) Esmirna

d) Laudicéia

e) Filadélfia

f) Bérgamo

g) Sardesi

As 7 Maravilhas do Mundo:

a) Pirâmide de Quéops

b) Jardim Suspenso de Semíramis, na Babilônia

c) Farol de Alexandria

d) Colosso de Rhodes

e) Túmulo de Mansolo, em Helicarnasso

f) Estátua de Júpiter Olímpico, em Olímpia.

g) Templo de Artemis, em Éfeso

Os Deuses do Olimpo tinham 7 formas:

a) Forças Espirituais

b) Forças Cósmicas

c) Deuses

d) Corpos Celestes

e) Poderes Psíquicos

f) Reis Divinos

g) Heróis e Homens Terrestres.

Os 7 Planetas sagrados:

a) Sol

b) Lua

c) Mercúrio

d) Vênus

e) Marte

f) Júpiter

g) Saturno

Os 7 Planos da Evolução:

a) Plano dos Espíritos Virginais, do Criador

b) Plano do Espírito Divino

c) Plano do Espírito

d) Plano da vida

e) Plano do Pensamento

f) Plano do Desejo

g) Plano do Mundo Básico

Os 7 Princípios da Moral Pitagórica:

a) Retidão de propósitos

b) Tolerância na opinião

c) Inteligência para discernir

d) Clemência para julgar

e) Ser verdadeiro em Palavras e Atos

f) Simpatia

g) Equilíbrio

As 7 Pragas do Egito:

a) Gafanhotos

b) Água se tornar sangue

c) Rãs

d) Piolhos

e) A Peste

f) Saraivada (chuva de granizo)

g) As trevas

Os 7 Sábios da Grécia:

a) Thales de Mileto

b) Bias

c) Cleopulo

d) Mison

e) Quilon

f) Pitaco

g) Sólon

Os 7 Sacramentos:

a) Batismo

b) Confirmação

c) Eucaristia

d) Sacerdócio

e) Penitência

f) Extrema-unção

g) Matrimônio

As 7 Virtudes Humanas:

a) Esperança

b) Fortaleza

c) Prudência

d) Amor

e) Justiça

f) Temperança

g) Fé

Os 7 Pecados Capitais:

a) Vaidade

b) Avareza

c) Violência

d) Egoísmo

e) Luxúria

f) Inveja

g) Gula

Os 7 propósitos da Yoga:

a) Isolamento

b) Discernimento

c) Clarividência

d) Calma

e) Perseverança

f) Fortalecimento

g) Purificação

Dias consagrados aos grandes Orixás da Umbanda
e festejados em todas as nações

20 de Janeiro

OXÓSSI

13 de Fevereiro

OMOLU

20 de Março

OXAGUIAN

23 de Abril

OGUM

13 de Maio

ALMAS (PRETO-VELHOS)

13 de Junho

XANGÔ (EXUS)

24 de Junho

XANGÔ

29 de Junho

XANGÔ

26 de Julho

NANÃ

15 de Agosto

IEMANJÁ

27 de Setembro

IBEJI

30 de Setembro

XANGÔ

25 de Outubro

IBEJI

2 de Novembro

SALAUIM (MORTOS)

22 de Novembro

CABOCLOS

4 de Dezembro

IANSÃ

8 de Dezembro

OXUM

25 de Dezembro

OXALÁ

São dias especiais em que não podemos esquecer de homenagear e render graças.


IFÁ

O IFÁ na Umbanda é a 3a Pessoa da Santíssima Trindade:

ZAMBI O PAI
OXALÁ O FILHO
IFÁ O SANTO ESPÍRITO

O IFÁ entre os romanos, gregos, persas, caldeus, egípcios, hindus, mongóis, etc. eram conhecidos como ORÁCULOS.
Esse Oráculo tinha geralmente como Sacerdote, uma mulher (Sacerdotisa) virgem, pura, sustentada a portas fechadas no templo, usado pelos que praticavam a parte religiosa. Existiam também no templo homens para o trabalho pesado, que obedeciam cegamente às ordens da Sacerdotisa e ali estavam para servi-la e resguardá-la dos demais. Eram os chamados EUNUCOS, também conhecidos nas tribos Incas e Astecas como os MUGERADOS. Estes homens eram desde a infância, escolhidos para este Santo Ofício, quando eram enclausurados e recebiam tratamento de choque que consistia no seguinte:

  1. Dos 7 aos 14 anos, em estudos violentos de Teosofia, Teogonia, Cosmografia, Astrologia, Astronomia e uma série de ciências exatas (entre elas a Matemática, Geometria Analítica e o Desenho).
  2. Dos 14 ao 21 anos, o ensino era de esportes, levantamento de pesos, arremessos de pedras de todos os tamanhos em crescendo, enfim todos os esportes violentos para o desenvolvimento da musculatura.
  3. Paralelamente recebiam um tratamento de pancadas com varetas na bolsa escrotal, sempre aumentando gradativamente de acordo com o esforço físico.

Com isto, os Eunucos tornavam-se homens fortes, com instrução invulgar, porém com o Chacra Básico anulado, não havendo libido, ereção, etc., não havendo possibilidade de retorno.

As Sacerdotisas eram instruídas pelas antecessoras nas artes de Mão-de-faca (para os sacrifícios), Mão de Ofá (para a colheita e quinagem de ervas), Ogã Calofé(para os Cânticos e músicas necessárias ao Ritual), e na Mão de Ifá.

O IFÁ é utilizado através de determinados materiais, como sejam:

IFÁ Cartas de Tarô, I Ching, Cartas Comuns
Quiromancia
Grafologia
Numerologia
Fogo, fumaça
Folhas diversas
Água, líquidos
Som, vibrações sonoras
Búzios

CARTAS: São usadas por Ciganos. As cartas têm valores predeterminados; têm o seu valor interpretado conforme a posição em que cai.

I CHING: É usado pelos Orientais (Chineses, Japoneses, etc). Baseia-se nos Ideogramas formados por 6 linhas, de traços e pontos que predeterminam as respostas a serem dadas.

TARÔ: É de origem Fenícia. Foi demonstrada para o mundo ocidental através dos Egípcios, Persas e Caldeus.

BARALHO COMUM: É de origem dos Ciganos Otomanos (Turcos).

QUIROMANCIA: É também usada pelos Ciganos, leitura de mãos, herdada dos Egípcios assim como as Folhas de Chá.

GRAFOLOGIA: É de origem greco-romana.

FOGO e FUMAÇA: São de origem dos Aborígines de todo o mundo: Europeus, Americanos, Asiáticos, Africanos e Esquimós.

FOLHAS DIVERSAS: São de origem Egípcia, Hebreus, Árabes e alguns Silvícolas.

ÁGUA e LÍQUIDOS: São de origem das religiões ocidentais tais com: Cristianismo, Kardecismo, Umbanda, Protestantismo, Pentecostais, Adventistas, Testemunhas de Jeová, etc.

SOM: É a única forma universal, inerente à todos os povos desde a mais remota civilização conhecida, no trato com a Divindade da Adivinhação.

BÚZIOS: São de uso exclusivo da Umbanda e assemelhados.


BÚZIOS

Búzios

Os Búzios são crustáceos (conchas) e devem ser jogados respeitando-se sempre o Ternário Sagrado, com 7 (sete) Búzios para cada lado.

São 7 masculinos, 7 femininos e 7 neutros.

O búzio é um ser vivente, marítimo, hermafrodita (independente de ligação para fecundar).

No jogo de búzios, os masculinos são consagrados aos Orixás masculinos (Oxalá, Xangô, Ogum, Oxóssi, etc.) e os femininos, consagrados aos Orixás femininos (Oxum, Iemanjá, Iansã, Nanã, etc.).

Deve se levar em conta que ao se fazer a 1a jogada (que deverá ser com 21 Búzios), para onde pender os Neutros é a determinante do predomínio do jogo (lado masculino ou feminino).

Na Umbanda são usados exclusivamente Búzios para o IFÁ.

O Ifá é a 3a aresta do Poder Supremo. A ela respondem os 3 Orixás especiais em potencial.

1a Comando do Ifá Orixá TEMPO
2a 1a Auxiliar Orixá OXUMARÊ
3a 2a Auxiliar Orixá OSSANHE

Por essa razão o Ifá (Jogo de búzios) não é, e nunca será serviçal dos homens, como outros modos de adivinhação. Só responde quando achar que deve responder.

Portanto, jogadores de Búzios que dizem predizer o futuro, relembrar o passado e querem agir no presente com a devida segurança, devem tomar cautela para não se tornar vítima de um alto-engodo, por que o Ifá só responde quando e o que quiser. Cuidado!

OXALÁ

Na Umbanda, Oxalá é o Orixá mais alto da escala hierárquica. Plano 7 e tem como vulto o próprio Divino Mestre – JESUS, e é representado nos pontos riscados, por uma estrela de cinco pontas, ou o Pentateuco.

Oxalá se apresenta na Umbanda de três formas diferentes, ou seja:

Oxalá Menino – OXAGUIAN - Sincretizado no Menino Jesus de Praga.
Oxalá Velho – OXALUFAM - Sincretizado por Jesus Cristo no Monte das Oliveiras.
Oxalá (Morto) – OXALÁ - Sincretizado por Jesus Cristo, depois de morto. O Governado excelso da 2a Galáxia.

Filho puro de Oxalá, não vibra, portanto não recebe incorporação. Jamais se deve representar Oxalá por uma cruz, pois ela representa as Almas que passaram na carne (Reencarnações).
Elemento e Força da natureza correspondente à esta linha, é o ÉTER e a LUZ.
Dia da semana de melhor vibração: sexta-feira
Chakra atuante: coronário
Planeta regente: Sol
Nota musical: si
Cor vibratória: cristalino, com raias douradas
Cor representativa: branco (roupas, etc.)
Cor da Guia (colar): contas brancas leitosas (miçangas)
Saudação: Babá-Ekê ou Aê-Babá
Negativo: Seu OMULÚ
Amalá: para Oxalá não se dá amalá, faz-se agrado com uma mesa de frutas, que não podem ter espinhos nem farpas: manga, abacaxi, morango, carambola, cajá-manga, etc. É o único Orixá que não exige matança, em tempo algum.
Otí : água mineral, vinho branco e vinho tinto (Sangue de Cristo)
Local de entregas: campo gramado, limpoBom dia, com Jesus!


SENHORAS

As Senhoras são pertencentes ao Plano 6, segundo na escala hierárquica na Umbanda e se divide em quatro ramificações: OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ

OXUM

Elemento e Força da natureza correspondente à Oxum é a força da cachoeira.
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 0hs às 6:00hs, porém seu dia de maior vibração é o Sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua – no quarto de cheia
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul (céu)
Cor representativa: azul (céu) – (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): azul e branco
Saudação: Ai-ê-eu (olha eu)
Negativo: Dona Maria Padilha
Amalá: moqueca de peixe e pirão (feito com a cabeça do peixe)Imagem da Nossa Senhora da ConceiçãoOxum
Otí: água mineral
Comando da falange de Oxum: Cabocla Jupissiára
Local de entregas: cachoeiras
Representação no ponto riscado: coração ou cachoeira

IEMANJÁ

O elemento e força da natureza correspondente à Iemanjá, são as águas verdes (mares e oceanos)
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 6:00hs às 12:00hs, porém o seu dia de maior vibração é o sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua (no quarto minguante)
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul translúcido
Cor representativa: branco azulado (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): cristal (branco)
Saudação: Ó dociaba ou Oiá
Negativo: Dona Pomba-gira
Amalá: vatapá ou manjar de milho branco
Otí: água mineral ou champanhe
Comando da falange de Iemanjá: Cabocla JandiraIemanjá
Local de entregas: beira das praias
Representação no ponto riscado: ondas

IANSÃ

O elemento e força da natureza correspondente Iansã, são as tempestades, raios e ventos.
Dia da semana: Ela atua todos os dias da semana das 12:00hs às 18hs, porém o seu dia de maior vibração são a quarta-feira e o sábado.
Chakra atuante: frontal e cardíaco
IansãPlaneta regente: Lua (no quarto de nova) e Júpiter
Cor vibratória: amarelo-ouro
Cor representativa: amarelo (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): amarelo e branco
Saudação: Heparrei
Negativo: Dona Maria Mulambo
Amalá: acarajé (não suporta abóbora)
Otí: champanhe (exclusivamente)
Comando da falange de Iansã: Cabocla Jussara
Local de entregas: beira de praia com pedras ou pedreira
Representação no ponto riscado: raios

NANÃ

Elemento e força da natureza correspondente à Nanã, são todas as águas e também o fluído animal.
Dia da semana: Ela atua todos os dias das 18hs às 0hs, porém seus dias de maior vibração, são os sábados e domingos.
Chakra atuante: frontal e cervical
Planeta regente: Lua (no quarto crescente) e Mercúrio
Cor vibratória: violeta ou roxo
Cor representativa: roxa (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): roxa e branca
Saudação: Saluba Nanã
Negativo: Nanã Burucum (vide nota *)
Amalá: caruru sem azeite e bem temperadoNanã
Otí: água mineral, água natural ou champanhe
Local de entrega: igual ao das Almas
Comando da falange de Nanã: Cabocla Janaína
Representação no ponto riscado: uma cruz

NOTA: Nanã é conhecida na Umbanda, por dois nomes distintos: Nanã Buruque, a positiva, Avó de Oxalá e Nanã Burucum, a negativa, Mãe de todo Exu.

NOTA *: Ela é conhecida por dois nomes, pois ela comanda o ponto 0 na escala das freqüências, sendo portanto o ponto de partida e retorno das ditas freqüências; porém não são duas, mas sim uma única vibração.

NOTA No 1: Na época de Lua Cheia, não se deve apanhar água na cachoeira, pois virá com lama e sedimentos.

NOTA No 2: Na época de Lua Minguante pode-se entregar descargas, porém nunca iniciar qualquer trabalho, pois o mesmo estará fadado ao fracasso.


IBEJI

As crianças são Orixás que pertencem ao Plano 5. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (amalá), leva tempero especial (açúcar). É conhecido nos terreiros de NAÇÃO (Candomblé), como ÊRES. Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver, porém normalmente são usados dois símbolos, em conjunto ou isolados, que são o Sol e a Lua. A linha de Ibeji é tão independente quanto a linha de Exu.

O elemento e força da natureza correspondente à Ibeji, são todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos.
Dia da semana: domingo
Chakra atuante: cervical
Planeta regente: Mercúrio
Nota musical: Sol
Cor vibratória: vermelho
IbejiCor representativa: rosa e azul escuro (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): contas rosas e brancas, azuis e brancas, ou ainda, rosas, brancas e azuis em conjunto
Saudação: Ori Beijada
Negativo: Exu Tiriri
Amalá: doce de qualquer qualidade
Otí: guaraná, soda, água c/açúcar ou refrescos
Comando da falange: Doum
Local de entregas: jardins floridos ou beira de praia


XANGÔ

Xangô pertence ao Plano 4 da Umbanda. Representa a JUSTIÇA, na acepção da palavra.
Elemento e força da natureza: as pedras (vivas), pedreiras à beira mar, etc.
Dia da semana: quarta-feira
XangôChakra atuante: cardíaco
Planeta regente: Júpiter
Nota musical: fá
Cor vibratória: verde-musgo
Cor representativa: marrom e todas suas nuanças
Cor da guia (colar): marrom e branco
Saudação: Kaô Cabecile
Negativo: Exu Gira-mundo
Amalá: rabo de vaca, quiabo e camarão
Otí: cerveja preta
Local de entrega: pedreira

NOTA: A pedra de Xangô para estar viva, tem que estar com limo, lodosa, pois que seca ela morrerá, por essa razão, deve-se manter o OTÁ de Xangô, sempre imerso n’água, acrescentando sempre, não trocar a água.

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de machados, como a seguir:

OGUM

Ogum pertence ao Plano 3 da Umbanda. É o Orixá guerreiro, que faz cumprir a justiça ditada por Xangô, combate as demandas, e é um Orixá muito belicoso.
Elemento e força da natureza: todos os metais, siderurgia, etc..
Dia da Semana: terça-feira
Chakra atuante: solar ou solear
Planeta regente: Marte
Nota musical: mi
Cor vibratória: laranja
Cor representativa: vermelho (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): vermelho e branca
Saudação: Ogum-Iê
Negativo: Exu Tranca-ruas
Amalá: feijão fradinho, lombo e lingüiça
Otí: cerveja branca
Local de entregas: praia ou campina

A representação de pontos riscados é feita por espadas:

a) A espada do vértice do triângulo só é usada para demandas ou cobranças rápidas e de perto.
b) A lança do ângulo b, só é usada para demandas ou cobranças longas, demoradas e distantes.
c) A espada do ângulo c, é usada exclusivamente para apresentação, sendo também chamada de Ogumespada de desfile.
Pelo exposto, Ogum tem duas armas de ataque e uma de apresentação, e como proteção, usa Capacete (Elmo) e Escudo.


OXÓSSI

Oxóssi pertence ao Plano 2 da Umbanda, e representa o CONSELHO na acepção da palavra. Na linha de Oxóssi apresentam-se três tipos de OxóssiEntidades, a saber: 1) Caboclo do mato. 2) Caboclo de rio. 3) Curumim (filho de caboclo de mato ou de rio, criança).
Elemento e Força da natureza: as matas
Dia da Semana: quinta-feira
Chakra atuante: esplênico
Planeta regente: Vênus
Nota musical: ré
Cor vibratória: azul
Cor representativa: verde (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): verde e branco
Saudação: Okê Caboclo
Negativo: Exu Marabô
Amalá: milho cozido com mel de abelha, mandioca cozida e todas as frutas
Otí: cerveja branca, vinho tinto ou aluá (cachaça de milho)
Local de entrega: matas (ou ao pé de uma árvore)

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de símbolos como a seguir:

ALMAS

As Almas, pertencem ao 1o Plano da Umbanda. Aí se encontram os Pretos-velhos, as Almas Cativas, as Almas Penadas e os Exus (batizados e coroados).
O Orixá das Almas é Seu Obaluaê (São Lázaro ressuscitado), porém na Calunga Pequena (cemitério) é subordinado de seu Omulú.
O Exu batizado, muitas vezes se apresenta como Preto-velho Cruzado, sendo que 70% dos Pretos-velhos que incorporam nos terreiros, são Exus batizados, que por evolução e mérito tem permissão para assim o fazer.
AlmasElemento e Força da natureza: o fogo e a Terra
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno
Nota musical: dó
Cor vibratória: violeta
Cor representativa: roxa ou carijó (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): preta e branca ou lágrimas de Nossa Senhora
Saudação: Adorê às Almas
Negativo: Exu Pinga-fogo
Amalá: carne seca, assada na brasa, com farofa de farinha de mandioca torrada, peixe assado na brasa e mingau das Almas
Otí: café preto (forte, frio e sem açúcar), vinho tinto, vinho moscatel com mel de abelhas, cachaça com mel, etc.
Local de entrega: onde for determinado pela Entidade.

As Almas se dividem em: Santas, Benditas, Missionárias, Evolutivas, Apenadas, Zombeteiras e Trevosas.

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de símbolos, como a seguir:

 

COMANDOS E REPRESENTAÇÕES DAS LINHAS DE UMBANDA

Por serem um conjunto de vibrações que atuam sobre todos os seres encarnados, as Linhas de Umbanda têm Comandos definidos e Representantes junto às outras linhas, para evitar entre choques e harmonizar melhor as freqüências, sendo o seu principal escopo o bem estar do ser encarnado. Ditos Representantes, comparam-se à Diplomatas com suas imunidades, e ascendência direta sobre os seus afins. A seguir damos a relação dos Comandos e Representantes entre as 7 Linhas da Umbanda.

LINHA DE OXALÁ

  1. Caboclo Tupi – Representante de Oxalá na Linha das Almas
  2. Caboclo Guarani – Representante de Oxalá na Linha de Oxóssi
  3. Caboclo Aymoré - Representante de Oxalá na Linha de Ogum
  4. Caboclo Guaracy – Representante de Oxalá na Linha de Xangô
  5. Caboclo Ubiratã - Representante de Oxalá na Linha de Ibeji
  6. Caboclo Ubirajara – Representante de Oxalá na Linha de Senhoras
  7. Caboclo Urubatã da Guia - Comando da Linha de Oxalá

LINHA DAS SENHORAS

  1. Cabocla Janaina – Representante das Senhora na Linha das Almas
  2. Cabocla Jupissiara - Representante das Senhoras na Linha de Oxóssi
  3. Cabocla Jupiara - Representante das Senhoras na Linha de Ogum
  4. Cabocla Jussara – Representante das Senhoras na Linha de Xangô
  5. Cabocla Jacira – Representante das Senhoras na Linha de Ibeji
  6. Cabocla Jandira - Comando da Linha das Senhoras
  7. Cabocla Jupira - Representante das Senhoras na Linha de Oxalá

LINHA DE IBEJI

  1. Yarirí - Representante de Ibeji na Linha das Almas
  2. Crispiniano – Representante de Ibeji na Linha de Oxóssi
  3. Crispim – Representante de Ibeji na Linha de Ogum
  4. Orí - Representante de Ibeji na Linha de Xangô.
  5. Doum - Comando da Linha de Ibeji
  6. Damião – Representante de Ibeji na Linha das Senhoras
  7. Cosme – Representante de Ibeji na Linha de Oxalá

LINHA DE XANGÔ

  1. Xangô Abomi - Representante de Xangô na Linha das Almas
  2. Xangô Aganjú - Representante de Xangô na Linha das Almas
  3. Xangô Alafim - Representante de Xangô na Linha de Ogum
  4. Xangô Kaô - Comando da Linha de Xangô
  5. Xangô Agojo - Representante de Xangô na Linha de Ibeji
  6. Xangô Alufam - Representante de Xangô na Linha das Senhoras
  7. Xangô Agodô - Representante de Xangô na Linha de Oxalá

LINHA DE OGUM

  1. Ogum Megê - Representante de Ogum na Linha das Almas
  2. Ogum Rompe Mato – Representante de Ogum na Linha de Oxóssi
  3. Ogum Guerreiro - Comando da Linha de Ogum
  4. Ogum de Nagô – Representante de Ogum na Linha de Xangô
  5. Ogum Dilê - Representante de Ogum na Linha de Ibeji
  6. Ogum Beira Mar – Representante de Ogum na Linha das Senhoras
  7. Ogum de Malê - Representante de Ogum na Linha de Oxalá

LINHA DE OXÓSSI

  1. Caboclo Arruda - Representante de Oxóssi na Linha das Almas
  2. Caboclo Pena Verde - Comando da Linha de Oxóssi
  3. Caboclo Araribóia - Representante de Oxóssi na Linha de Ogum
  4. Caboclo Cobra Coral – Representante de Oxóssi na Linha de Xangô
  5. Caboclo Guiné - Representante de Oxóssi na Linha de Ibeji
  6. Cabocla Jurema – Representante de Oxóssi na Linha das Senhoras
  7. Caboclo Pena Branca – Representante de Oxóssi na Linha de Oxalá

LINHA DAS ALMAS

  1. Vovó Maria Conga - Comando da Linha das Almas
  2. Vovó Arruda – Representante das Almas na Linha de Oxóssi
  3. Pai Benedito – Representante das Almas na Linha de Ogum
  4. Pai Tomé – Representante das Almas na Linha de Xangô
  5. Pai Joaquim – Representante das Almas na Linha de Ibeji
  6. Rei Congo – Representante das Almas na Linha das Senhoras
  7. Pai Guiné – Representante das Almas na Linha de OxaláGráfico das linhas

EXUS

PRECE DE EXU

Sou EXU, Senhor. Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira Ástrica, mas como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.

Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua vontade.

Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.

Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.

Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado a exercer a descrença, a confusão e a ignominia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo,Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos, que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam, e eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.

No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro n’algum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.

Aceito sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.

Peço-Te, Oh Pai infinito, que lhes perdoe.

Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.

Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.

Fleruty (Exu Tiriri)

ANIdevilPluck3C.gif (29174 bytes)(Esta prece foi psicografada por A . J. Castro, da Cabana de Lázaro)


A linha de Exus, é outra linha independente, assim como Ibeji, engloba-se no plano número 1 da Umbanda, através do qual tem se acesso aos planos positivos, por mérito e evolução, conseguidos através do trabalho de sapa.

Exú é a Polícia de Choque da Umbanda, é quem cobra na hora e também é quem tem maior ligação com os seres encarnados. Existem três tipos de Exu, à saber:

A.                EXU PAGÃO

  1. EXU BATIZADO
  2. EXU COROADO

EXU PAGÃO: é aquele que não sabe distinguir o Bem do Mal, trabalha para quem pagar mais. Não é confiável, pois se pego, é castigado pelas falanges do Bem, então volta-se contra quem o mandou.

EXU BATIZADO: é todo aquele que já conhece o Bem e o Mal, praticando os dois conscientemente; são os capangueiros ou empregados das entidades, à cujo serviço evoluem na prática do bem, porém conservando suas forças de cobrança.

EXU COROADO: é aquele que após grande evolução como empregado das Entidades do Bem, recebem por mérito, a permissão de se apresentarem como elementos das linhas positivas, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Oguns, Xangôs e até como Senhoras.

Elemento e força da natureza: fogo
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno e Plutão
Nota musical: dó
Cor vibratória: vermelho (totalmente), variando a tonalidade de acordo com sua evolução
Cor representativa: vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo (vide nota especial no final do capítulo *)
Cor do colar (guia): vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo, como acima
Saudação: Aruê-Exu, Arô-Exu ou Laroiê-Exu
Negativo: Quiumbas
Amalá: carne de porco ou de boi crua, cabrito, galinha preta, farofa com azeite de dendê, pimenta da costa, pipoca sem sal e sem açúcar, banana d’água
Otí: cachaça para os machos e champanhe ou anis para as fêmeas
Local de entregas: encruzilhadas, cemitérios, praias, lodo, pedreiras, etc.

Na representação dos pontos riscados, Exu pode utilizar três tipos de identificação de acordo com a sua evolução, a saber:

Exu

ENCRUZILHADAS

Encruzilhadas

As encruzilhadas da figura acima, são utilizadas para a entrega de agrados ou descargas, na forma seguinte:
Encruzilhadas abertas: para todos Exus (indistintamente)
Encruzilhadas fechadas: para todos os Exus (indistintamente)
Porteira de Curral: Exu das Sete Porteiras
Encruzilhadas Mistas: Exus mirins, etc…
Encruzilhadas em “S” ou curvas: Exu Tira-teima
Encruzilhadas em pé de galinha: Dona Pomba-gira
Encruzilhadas de estrada de ferro: Dona Maria Padilha
Encruzilhadas de caminho do mato: Dona Maria Molambo

NOTA: Nas curvas em S nunca se caminha pelo lado do ângulo da curva. Nunca se deve atravessar as encruzilhadas em diagonal, principalmente as de dentro do cemitério. Ao utilizar-se uma porteira de curral, entra-se pelo lado direito e sai-se pelo esquerdo.

Nota especial da cor representativa e dos colares (guias) *

Vermelho e preto: para todos os EXUS de encruzilhadas.
Preto e branco: Para todos EXUS com chefia, independente do local a que pertença.
Preto e amarelo: Exclusivas para os EXUS da Calunga Pequena (cemitério)

EBÓ

O Ebó é o descarte das coisas desnecessárias.
Exemplo: restos de matanças, restos de amalás, ageuns, ervas, cêra, etc.

Exus femininos são conhecidos como Pomba-gira ou Bombogiras.

REPRESENTAÇÃO DOS EXUS ENTRE AS LINHAS DE UMBANDA

LINHA DE OXALÁ

7 – Exu Sete Encruzilhadas Comando negativo da linha
6 – Exu Sete Pembas Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Sete Ventanias Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Sete Poeiras Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Sete Chaves Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Sete Capas Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Sete Cruzes da Calunga Representante negativo na linha das Almas

LINHA DAS SENHORAS

7 – Exu Maré Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Dona Pomba-gira Comando negativo da linha
5 – Exu Má-canjira Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Carangóla Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Naguê Representante negativo na linha de Ogum
2 – Dona Maria Mulambo Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Dona Maria Padilha Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE IBEJI

7 – Exu Veludinho da Meia-noite Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Manguinho Representante negativo na linha de Senhoras
5 – Exu Tiriri Comando negativo da linha
4 – Exu Lalú Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Toquinho Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Mirim Representante negativo na linha de Oxoce
1 – Exu Ganga Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE XANGÔ

7 – Exu Pedreira Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Calunga Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Corcunda Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Gira Mundo Comando negativo da linha
3 – Exu Meia-noite Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Mangueira Representante negativo na linha de Oxoce
1 – Exu Ventania Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE OGUM

7 – Exu Tira-teimas Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Tira-toco Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Limpa-trilhos Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Tranca-gira Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Tranca-ruas Comando negativo da linha
2 – Exu Veludo Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Porteira Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE OXÓSSI

7 – Exu da Campina Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Bauru Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Lonan Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Capa Preta Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Pemba Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Marabô Comando negativo da linha
1 – Exu das Matas Representante negativo na linha das Almas

LINHA DAS ALMAS

7 – Exu Pinga-fogo Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Alebá Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Bára Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Come-fogo Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu do Lodo Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Brasa Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Caveira Comando negativo da linha

 

ELEMENTAIS

OS ESPÍRITOS DA NATUREZA

Os Elementais são Entidades Espirituais, relacionadas com os elementos da natureza, onde realizam desempenhos muito importantes, essenciais mesmo, à totalidade da vida natural, pois que, através das ditas Entidades, nos são oferecidos: ervas, flores, frutos, oxigênio, água e tudo o mais que o ser encarnado denomina deForças da Natureza.

São Entidades gerando, ordenando e dirigindo na natureza, suas manifestações peculiares e trabalhando dentro de uma linha evolutiva, diferente da dos seres encarnados. Podem ser percebidos pelo homem em certos estados de consciência, porém, pelos chamados irracionais, são notados e vistos com a maior naturalidade e amiúde.

Pertencem ao grupamento de espíritos que não tiveram, nem terão, vida material, situando-se numa escala evolutiva Angelical. À eles, cabe realizar a evolução da vida e da forma em nosso planeta. Acima dos Elementais, DEVAS MAIORES, estão os chamados Anjos e Arcanjos, e a escala se prolonga, até que cheguemos aos espíritos comandantes da natureza, os ORIXÁS.

Os Elementais são constituídos de LUZ - ou um tênue material auto-luminoso e sua forma é na apresentação, semelhante à humana. As variações de consciência evolutiva e deveres cumpridos, produzem mudanças na coloração da luminosidade e até interfere na própria forma.

Nas épocas da germinação, crescimento e desenvolvimento, a vitalidade e atividade destas entidades aumentam o seu contato direto com o mundo físico, e é quando se tornam mais visíveis, dançando, brincando e até de certa forma, imitando os seres encarnados.

Eles se agrupam sob o comando dos ORIXÁS da seguinte forma:

Plano 7

OXALÁ

SILFOS

Plano 6

SENHORAS

ONDINAS ou NINFAS

Plano 5

IBEJI

FADAS

Plano 4

XANGÔ

SALAMANDRAS

Plano 3

OGUM

ELFOS

Plano 2

OXÓSSI

GNOMOS ou DUENDES

Plano 1

ALMAS

AVISSAIS

SILFOS – ELEMENTAIS DO AR: São entidades de pequena estatura, de poderes mágicos, que os diferem dos outros espíritos da natureza, por serem de uma constituição sem forma definida, uma massa semisólida de substância etérea. Exemplo: fumaça, efeitos de luz através dos pirilampos, aurora boreal, arco-íris, etc.
Altura + / – 10 cm

ONDINAS ou NINFAS – ELEMENTAIS DA ÁGUA: São entidade do amor, que vivem nas águas do mar, lagos, lagoas, rios e cachoeiras, semelhantes asgraciosas mocinhas de cabelos longos. Comandam toda a fauna aquática e podem encaixar (incorporar) na forma de sereias, dragões, serpentes marinhas, gaivotas, etc.
Altura + / – 30 cm

FADAS – ELEMENTAIS ECLÉTICOS: São entidades voláteis, que atuam em todos os reinos da natureza, segundo à necessidade ou ordens recebidas. Apresentam-se muito belas e esvoaçantes em fascinantes evoluções, interferindo na coloração e matiz de tudo que existe no planeta.
Altura + / – 30 cm

SALAMANDRAS – ELEMENTAIS DO FOGO: São entidades diretas do fogo, que não possuem forma definida. Tem se, quando as vemos, a impressão de uma forma fundamentalmente humana; o rosto, quando não é velado pelas chamas, é de aparência humana, mas a maior parte das vezes, apresentam-se na forma de lagartixas, camaleões ou escorpiões.
Altura + / – 70 a 90 cm

ELFOS – ELEMENTAIS DOS METAIS: São entidades em muito semelhante aos SILFOS, sem forma corpórea definida, pois aparecem, da combinação do ar e do fogo sobre os metais. Por serem elementais belicosos, atuam amiúde através de cães, gatos e galos de briga.
Altura + / – 20 cm

GNOMOS ou DUENDES – ELEMENTAIS DAS FLORESTAS: São entidades que habitam as florestas e lugares desertos. Têm a forma semelhante à de um anão e atuam sobre tudo e sobre todos os que habitam ou transitam nas matas e florestas, dando sinais através de: bicho-pau, cobras e aves como a graúna, melro e semelhantes.
Altura + / – de 15 a 20 cm

AVISSAIS – ELEMENTAIS DA TERRA: São entidades que entrelaçam os elementos da terra e da água; apresentam-se em massa disforme, porém bem densa e atuam principalmente sobre:
a) Na água: cavalos marinhos, peixes-espada, camarões e crustáceos em geral, pois são seres que se alimentam do lodo aquático.
b) Na terra: minhocas, lesmas, caramujos e semelhantes, pois são seres que se alimentam da umidade do lodo da terra.

Nota: ver post sobre Elementais.

A CRUZ

A Cruz, pode ser encontrada em um número muito grande de variações, porém o modelo básico é sempre a interseção de dois segmentos retos, quase sempre na vertical e horizontal. O significado do símbolo da cruz é sempre a conjunção dos opostos: o eixo vertical (masculino) e o eixo horizontal (feminino); o positivo e o negativo; o homem e a mulher; o superior com o inferior; o tempo com o espaço; o ativo com o passivo; o Sol com a Lua; a vida com a morte, etc., pois tudo no universo (e no homem) nasce e se desenvolve a partir do choque doloroso de forças antagônicas. A Cruz afirma assim a relação básica entre o Celestial e o terreno, e que é, através da crucificação (o conhecimento dos opostos), que se chega ao centro de si mesmo (a iluminação).

Os vários tipos de Cruz conhecidos são:

CRUZ SIMPLES: a forma básica, símbolo perfeito da união dos opostos, do masculino com o feminino.Cruz SimplesCruz de Santo André

CRUZ DE SANTO ANDRÉ: símbolo da união do mundo superior com o inferior. Tem esse nome, porque segundo a história Santo André foi martirizado numa cruz com essa forma.Cruz de Santo Antônio

CRUZ DE SANTO ANTONIO ou TAU: tem esse nome porque reproduz o desenho da 19a letra grega Tau. Para os gauleses a Tau representava o martelo Cruz Cristãdo deus escandinavo THOR. Já era usada como significado simbólico pelos antigos egípcios, como a representação de um martelo de duas cabeças, o sinal daquele que faz cumprir. São Francisco usou a Cruz Tau, como assinatura.

CRUZ CRISTÃ: também chamada de CRUZ LATINA, é o mais exaltado emblema da fé cristã. Na origem, era um patíbulo, constituído por uma trave Cruz de Anuvertical de madeira e outra trave horizontal, próximo ao topo. Os romanos a utilizaram para a execução de criminosos, da mesma forma que ainda nos dias de hoje se usa a forca com a mesma finalidade.

CRUZ DE ANU: os assírios e caldeus usaram esta cruz, como representação do céu de seu deus ANU. Possivelmente esse símbolo sugere a irradiação da Cruz AnsataDivindade do Espaço em todas as direções.

CRUZ ANSATA: importantíssimo símbolo solar egípcio. Trata-se de uma cruz Tau, com um arco ou círculo na sua parte superior. A Cruz Ansata é na realidade um hieróglifo, significando vida ou ato de viver e formando parte Cruz Suásticadas palavras saúde e felicidade. Como símbolo microcósmico, isto é, análogo ao homem, o círculo representa a cabeça humana, o eixo horizontal os braços e o eixo vertical, o resto do corpo.

SUÁSTICA ou CRUZ GAMADA: um dos mais importantes símbolos de toda a humanidade. Ela representa a energia criativa do cosmos em movimento. Por isso ela pode ter dois sentidos:

  1. Destrógiro (braços movimentando-se para a direita)Cruz de Malta
  2. Sinistrógiro (braços movimentando-se para a esquerda)

A Destrógira representa o movimento evolutivo do Universo (positivo) e a Sinistrógira, o movimento de involução do mesmo (negativo). Somente nas últimas décadas, a suástica adquiriu má reputação, devido aos nazistas alemães a terem escolhido como símbolo do seu movimento.

CRUZ DE MALTA: também conhecida como Cruz de São João. Tem oito pontas como significado místico. É o emblema da Ordem dos Cavaleiros de SãoCruz Patriarcal João, da Ilha de Malta. É também muito usada em condecorações.

CRUZ PATRIARCAL: conhecida também como a Cruz de Lorena, Cruz Papalrepresentava os bispos e príncipes da Igreja Cristã.

CRUZ PAPAL: derivação da Cruz Patriarcal, usada como hierarquia por todos os Papas conhecidos.Cruz Rosa-Cruz

CRUZ ROSA-CRUZ: tem um significado místico e alegórico. Os rosa-cruzes explicam essa simbologia, interpretando a cruz como o corpo físico do homem, com os braços estendidos em saudação perante o Sol, no Leste. O Sol representa aqui a LUZ MAIOR. A rosa parcialmente desabrochada, no centro da cruz, representa a alma do homem, o seu interior, desenvolvendo-se dentro dele à medida que recebe e conquista mais Luz. Essa rosa no centro da cruz, também representa o ponto da unidade.

Pelo exposto, chega-se à conclusão de que somos em síntese uma CRUZ em evolução no Universo, e que só depende de nós próprios, qual a melhor ou pior forma que ela se apresentará perante o Supremo Arquiteto do Universo, quando tivermos que nos confrontar com a LUZ DIVINA.

FONTE: A Cruz - Revista Planeta

Apesar de ter sido difundida pelo cristianismo como símbolo do sofrimento de Cristo à crucificação, a figura da cruz constitui um ícone de caráter universal e de significados diversificados, amparados por suas inúmeras variações. 

É possível detectar a presença da cruz, seja de forma religiosa, mística ou esotérica, na história de povos distintos (e distantes) como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios e índios americanos.

Seu modelo básico traz sempre a intersecção de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino e a vida e a morte, por exemplo.

É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significado da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão.

De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.

Cruz simples: Em sua forma básica a cruz é o símbolo perfeito da união dos opostos, mantendo seus quatro “braços” com proporções iguais. Alguns estudiosos denominam esta como Cruz Grega.

Cruz de Santo André: Símbolo da humildade e do sofrimento, recebe esse nome por causa de Santo André, que implorou a seus algozes para não ser crucificado como seu Senhor por considerar-se indigno. Acredita-se que o santo foi martirizado em uma cruz com essa forma.

Cruz de Santo Antonio (Tau): Recebeu esse nome por reproduzir a letra grega Tau. É considerada por muitos, como a cruz da profecia e do Antigo Testamento. Dentre suas muitas representações estão o martelo de duas cabeças, como sinal daquele que faz cumprir a lei divina, encontrado na cultura egípcia, e a representação da haste utilizada por Moisés para levantar a serpente no deserto.

Cruz Cristã: Definitivamente o mais conhecido símbolo cristão, que também recebe o nome de Cruz Latina. Os romanos a utilizavam para executar criminosos. Por conta disso, ela nos remete ao sacrifício que Jesus Cristo ofereceu pelos pecados das pessoas. Além da crucificação, ela representa a ressurreição e a vida eterna.

Cruz de Anu: Utilizada tanto por assírios como caldeus para representar seu deus Anu, esse símbolo sugere a irradiação da divindade em todas as direções do espaço.

Cruz Ansata: Um dos mais importantes símbolos da cultura egípcia. A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando a regeneração e a vida eterna. A idéia expressa em sua simbologia é a do círculo da vida sobre a superfície da matéria inerte. Existe também a interpretação que faz uma analogia de seu formato ao homem, onde o círculo representa sua cabeça, o eixo horizontal os braços e o vertical o resto do corpo.

Cruz Gamada (Suástica): A suástica representa a energia do cosmo em movimento, o que lhe confere dois sentidos distintos: o destrógiro, onde seus “braços” movem-se para a direita e representam o movimento evolutivo do universo, e o sinistrógiro, onde ao mover-se para a esquerda nos remete a uma dinâmica involutiva. No século passado, essa cruz adquiriu má reputação ao ser associada ao movimento político-ideológico do nazismo.

Cruz Patriarcal: Também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de Caravaca possui um “braço” menor que representa a inscrição colocada pelos romanos na cruz de Jesus. Foi muito utilizada por bispos e príncipes da igreja cristã antiga e por jesuítas nas missões no sul do Brasil.

Cruz de Jerusalém: Formada por um conjunto de cruzes, possui uma cruz principal ao centro, representando a lei do Antigo Testamento, e quatro menores dispostas em cantos distintos, representando o cumprimento desta lei no evangelho de Cristo. Tal cruz foi adotada pelos cruzados graças a Godofredo de Bulhão, primeiro rei cristão a pisar em Jerusalém, representando a expansão do evangelho pelos quatro cantos da terra.

Cruz da Páscoa: Chamada por alguns de Cruz Eslava, possui um “braço” superior representando a inscrição INRI, colocada durante a crucificação de Cristo, e outro inferior e inclinado, que traz um significado dúbio, dos quais se destaca a crença de que um terremoto ocorrido durante a crucificação causou sua inclinação.

Cruz do Calvário: Firmada sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé, a esperança e o amor em sua simbologia.

Cruz Rosa-Cruz: Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade.

Cruz de Malta: Emblema dos Cavaleiros de São João, que foram levados pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta é muito utilizada em condecorações militares.

CHACRAS

Todo o ser humano, possui centros vitais, conhecidos com o nome de CHACRAS (que significam rodas girantes, em sânscrito). Eles são consubstanciados no indivíduo, para proverem os elementos vitais ao bom funcionamento e conseqüente equilíbrio de seus corpos, mental, astral e físico, quer esteja nesta última condição, quer fora dela, isto é, sem o corpo físico.

Localização dos Chacras

Os Chacras, que são 7 (os principais), são pontos etéreos sobre os quais incidem os 7 Fluídos Cósmicos Básicos, ou sete imagens elétricas, para então se transplantarem aos Plexos e Gânglios materiais em número de 49, todas as emanações necessárias à vitalidade, ao fim e ao uso da carcaça humana.

Os Chacras são na ordem decrescentes os seguintes:

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7o CHACRA CORONÁRIO: Conhecido no Hinduísmo como SASHARARA. Este ponto situado no alto da cabeça, atua no cérebro e cerebelo. Sua energia é a Essência Divina e corresponde ao que chamamos de 3o Olho. Seu atributo é a Fortaleza. Segundo o grau de vitalidade, pode gerar a Paciência ou a Ira. Recebe com maior intensidade a força vital do SOL, tem a forma de uma flor de 48 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o branco, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outra vibrações atuam, gerando a cor dourada. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OXALÁ, sendo o dia de melhor absorção de influências a sexta-feira. O médium distingue esta influência por forte turbulência na nuca, tonteiras, etc…

6o CHACRA – FRONTAL: Conhecido no Hinduísmo como AJNÃ. Este ponto situado entre os olhos, atua diretamente sobre a fronte, os sinos e os olhos. Sua energia é o Poder Oculto da Palavra. Seu atributo é o Respeito. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Firmeza ou a Leviandade. Sua vibração de cor atuante é em origem o Amarelo, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam gerando raias Azuis. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração das SENHORAS (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã), sendo o dia de melhor absorção de influências o sábado. Forma uma flor de 48 pétalas, sendo o planeta regente a LUA, nas suas quatro fases. O médium distingue esta influência por forte turbulência na fronte, que ocasionam, às vezes, dores de cabeça.

5o CHACRA – CERVICAL: Conhecido no Hinduísmo como VISUDDHA. Este ponto situado à altura da garganta física, atua diretamente na região do pescoço e toma assento ou fixação na faringe, laringe, glândula tireóide, etc. Sua energia é o Poder Supremo. Seu atributo é o Entendimento. Segundo o grau de sua vitalidade, pode gerar a Esperança ou o Receio. Recebe com maior intensidade a força vital de Mercúrio, tem a forma de uma flor de 16 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Vermelho, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando a cor Azul violeta. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de IBEJI, sendo o melhor dia de absorção de influências o domingo. O médium distingue esta influência, pela sensação de estar carregando alguém sobre os ombros.

4o CHACRA – CARDÍACO: Conhecido no Hinduísmo como ANÃHATA. Este ponto situado à altura do coração físico, atua diretamente sobre o coração, sangue, aparelho circulatório, etc. Sua energia é o Poder do Conhecimento. Seu atributo é a Sabedoria. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Humildadeou a Soberba. Recebe com maior intensidade a força vital de Júpiter, tem a forma de uma flor de 12 pétalas. Sua vibração na cor atuante é o Verde, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Amarelas com cambiantes Azuis. Na Umbanda, este ponto corresponde à vibração de XANGÔ, sendo o melhor dia de absorção de influências a quarta-feira. O médium distingue esta influência pelo ritmo acelerado, que é imprimido ao coração.

3o CHACRA – SOLAR (ou Solear): Conhecido no Hinduísmo como SVÃSBISTHANA. Este ponto situado à altura do umbigo físico, atua diretamente sobre as vísceras abdominais, tais como, fígado, pâncreas, órgãos do aparelho digestivo, etc.
Sua energia é o Poder do Pensamento Criador. Seu atributo é a Justiça. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Generosidade ou o Egoísmo. Recebe com maior intensidade a força vital de Marte e tem a forma de uma flor de 10 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Alaranjado, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Amarelo-avermelhadas com cambiantes Verdes. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OGUM, sendo o melhor dia de absorção de influências a terça-feira. O médium distingue esta influência por distúrbios estomacais e intestinais, com azia e desinteria, em casos mais agudos.

2o CHACRA – ESPLÊNICO: Conhecido no hinduísmo como MANIPURA. Este ponto situado à altura do baço físico, atua diretamente sobre o baço, pâncreas e glândulas supra-renais. Sua energia é o Poder da Vontade. Seu atributo é o Conselho. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Prudência ou aImprudência. Recebe com maior intensidade a força vital de Vênus, tem a forma de uma flor de 6 pétalas. Sua vibração na cor atuante é o Azul, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando tendências para o Vermelho violeta. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OXÓSSI, sendo o melhor dia de absorção de influências a quinta-feira. O médium distingue esta influência pela aparente falta de ar, é como se tivesse um torpor em todo o lado esquerdo, em conseqüência da expansão dos gases naturais internos.

1o CHACRA – BÁSICO OU SACRO: Conhecido no Hinduísmo como MULADHARA. Este ponto situado na base da espinhal dorsal física, atua diretamente sobre os órgãos pélvicos, próstata, bexiga, glândulas seminais, ovários, etc. Sua energia é o KUNDALINI (vide nota no 1) ou Fogo Serpentino Regenerador. Seu atributo é a Pureza. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Castidade ou a Imoralidade. Recebe com maior intensidade a força vital de Saturno, tem a forma de uma flor de 4 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Violeta, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Vermelhas com cambiantes Azuis. Na Umbanda este ponto de corresponde à vibração das ALMAS (Almas, Pretos-Velhos e Exus) sendo o melhor dia de absorção de influências a segunda-feira. O médium distingue esta influência pela aparente prisão ou dificuldade de movimento dos membros inferiores, assim como também o ativamento dos reflexos biológicos controlados pelos órgãos abrangidos por este Chakra.

Isto exposto, salientamos que a chave principal na mecânica da incorporação, precisa estar em harmonia fluídica com a vibração original do médium. Baseia-se a dita chave principal na influência do planeta, cor e dia correspondente da vibração e o chacra. Assim sendo, fica esclarecido que o chamado desenvolvimento mediúnico, deveria sempre obedecer única e exclusivamente à vibração original, que situa o planeta regente no nascimento do médium. As fixações (vide nota no 2) para as diferentes finalidades, como sejam, puxadas de outras linhas, obedecem à vibração e ao planeta em que estejam situadas, por afinidade, as Entidades Protetoras do médium, através das quais são dirigidas estas fixações.

Nota especial: Os Chacras (Rodas Girantes) em forma de flor, são apenas vistas pelas Entidades corretamente incorporadas e/ou pelos médiuns videntes, quando permitido.

Nota no 1 - KUNDALINI - Espécie de torrente de fogo líquido à subir pela coluna vertebral do ser humano, a qual ativa as energias instintivas ou inferiores, próprias do mundo animal. A pessoa que desenvolver o Chacra Básico descontrolada e prematuramente, dará entrada à uma torrente de energia elementar tão poderosa, que os seus desejos serão satisfeitos de imediato e terá poder sobre as demais criaturas. Este é o perigo para os que recebem influências privilegiadas deste Chacra. Por essa razão, nas diversas escolas espirituais existentes, nunca se desenvolve Mediunidade através dele, mesmo que por data de nascimento, dia e hora, a influência primária a que ele pertença.

NOTA No 2: – FIXAÇÕES - Assim se define na maioria das escolas (90%), melhor penetração das diversas influências espirituais. São consideradas como fixações, os Amacís (lavagem de cabeça), o Batismo e os banhos determinados (sempre do pescoço para baixo), que fazem parte da Ritualística da Umbanda.

CENTROS (CHACRAS) DE IRRADIAÇÃO
E RESPECTIVAS LINHAS NA LEI DE UMBANDA

Chacras

Cores no corpo

Vibrações de cor pura

Pétalas etéreas

Planeta regente

Coronário
OXALÁ
Branco ou
Dourado
Branco 48 Sol
Frontal
SENHORAS
Amarelo
c/raias azuis
Amarelo 48 Lua
Cervical
IBEJI
Azul
Violeta
Vermelho 16 Mercúrio
Cardíaco
XANGÔ
Amarelo
c/raias azuis
Verde 12 Júpiter
Solar
OGUM
Amar./
Verm.
Laranja 10 Marte
Esplênico
OXÓSSI
Vermelho
Violeta vivo
Azul 6 Vênus
Sacro
ALMAS
Vermelho
com ton. Azuis
Violeta 4 Saturno

Chacras

Atributos

Alternativas

Ativação corresp.

Dia

Coronário
OXALÁ
Fortaleza Paciência
ou Ira
Cérebro 6a
Frontal
SENHORAS
Respeito Firmeza
ou leviandade
Fronte sinus Sáb
Cervical
IBEJI
Entendimento Esperança
ou receio
Faringe
e laringe
Dom
Cardíaco
XANGÔ
Sabedoria Humildade
ou Soberba
Coração
Ap. Circ.
4a
Solar
OGUM
Justiça Generosidade
ou Egoísmo
Fígado
Ap. Dig.
3a
Esplênico
OXÓSSI
Conselho Prudência
ou Relaxamento
Baço
Supra-renal
5a
Sacro
ALMAS
Pureza Castidade
ou Imoralidade
Pélvicos
Ap. Genital
2a

 

ERVAS

Na Umbanda, utiliza-se litúrgica e ritualisticamente, as ervas de nossa flora para amacís, imantações, banhos de descarga, etc. As Plantas dos Orixás se dividem em3 grupos primordiais, à saber: POSITIVASNEGATIVAS e NEUTRAS.

Elas são assim catalogadas, conforme a fase lunar da colheita.

A.                Positivas - deverão ser colhidas na fase Crescente ou Cheia

  1. Neutras - deverão ser colhidas na fase Nova
  2. Negativas - deverão ser colhidas na fase Minguante

Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:

  1. Vibração de quem vai usá-la
  2. Vibração das demais ervas utilizadas
  3. Vibração da intenção com que serão usadas

POSITIVAS: são ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.

NEUTRAS: são todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.

NEGATIVAS: são ervas usadas explicitamente para negativar.

A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva; a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o , 4o e 5o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas das 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.

As ervas devem ser usadas de três formas diferentes:

A.                Para efeito medicinal

  1. Para efeito litúrgico
  2. Para efeito ritualístico

A) Para efeito medicinal, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como tratamento preventivo

  1. Como tratamento normal da doença
  2. Como abortivo rápido e definitivo da referida doença

I) Para uso preventivo, as plantas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.

II) Para uso no tratamento normal da doença as plantas devem ser colhidas nos 3o ,4o e 5o dias da lunação respectiva.

III) Para uso como abortivo as plantas devem ser colhidas sempre no 6o e 7o dias da lunação respectiva.

B) Para efeito litúrgico, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como imã, para atrair as vibrações do Orixá desejado.

  1. Como neutralizante entre duas forças ou Orixás.
  2. Como ação repulsiva ao Orixá não desejado.

I) Como imã, as ervas devem ser colhidas nos 1o, 2o e 3o dias da lunação respectiva.

II) Como neutralizante, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectiva.

III) Para efeito repulsivo, as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

C) Para efeito ritualístico, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como afirmação ou concordância de efeito litúrgico.

  1. Como equilíbrio entre as forças vibratórias implantadas durante a ação litúrgica.
  2. Como discordância com as forças imantadas.

Entende-se por força imantada, toda a vibração atuante no Ser, mesmo que seja à revelia do mesmo.

I) Como afirmação, as ervas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.

II) Como equilíbrio, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectivo.

III) Como discordância (descarga), as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

RELAÇÃO DAS ERVAS POR ORIXÁS

LINHA DE OXALÁ: arruda, arnica, laranja da terra (folhas), hortelã, poejo, girassol, vassoura branca, erva de Oxalá, erva cidreira, alecrim do campo, levante, alecrim miúdo, bambu (folhas), erva quaresma.

LINHA DAS SENHORAS: lágrimas de Nossa Senhora (folhas), mastruço, rosa branca (folhas), pariparoba, orirí de Oxum, erva-de-santa-luzia, espada-de-santa-bárbara, trevo (folhas), quina roxa, abóbora dantas, vitória-régia, açucena, erva-de-santa-bárbara, malva rosa, suma roxa.

LINHA DE IBEJI: amoreira (folhas), alfazema, salsaparrilha, manjericão, ipecacuanha, anil (folhas), capim pé-de-galinha, arranha gato.

LINHA DE XANGÔ: limoeiro (folhas), erva lírio, café (folhas), saião (folhas), erva-de-são-joão, abre caminho, quebra mandinga, erva de Xangô, quebra-pedra, Rui Barbo, louro, aperta ruã, Maria Nera, erva Moura, Maria Preta, erva de bicho.

LINHA DE OGUM: comigo ninguém pode, espada de Ogum, lança de Ogum, flecha de Ogum, cinco folhas, jurupitã (folhas), jurubeba (folhas), musgo (marinho), ipê (folhas), losna, romã (folhas), sabugueiro, erva-de-coelho.

LINHA DE OXÓSSI: picão do mato, cipó caboclo, barba de milho, mil folhas, funcho, fava de quebranto, gervão roxo, tamarindo (folhas), alecrim do mato, boldo, malvarisco, sete sangrias, unha de vaca, azedinha, chapéu de couro, grama barbante.

LINHA DAS ALMAS: café (grão), guiné pipíu, arruda (folhas), cambará, sete folhas, aroeira (folhas), erva grossa, vassoura preta, cravo de defunto, mal com tudo, cipó cabeludo.


ALQUIMIA DA UMBANDA

Na Alquimia da Umbanda, utiliza-se derivados de 3 reinos, à saber:

  1. Reino Mineral
  2. Reino Vegetal
  3. Reino Animal

I) REINO MINERAL: São utilizados, a pedra viva (Otá), ferro, cobre, latão, alumínio, zinco, assim como uma série de metalóides.

II) REINO VEGETAL: É utilizado um número incalculável de ERVAS, sendo que as principais já foram vistas acima.

III) REINO ANIMAL: Através de sacrifícios e também com os animais vivos, são efetuados na Umbanda diversos rituais. É um engano pensar que na Umbanda só utilizamos animais sacrificados, muito pelo contrário a maior parte dos rituais de uma Umbanda Racional, utiliza o animal vivo, que permanece vivo, sendo de mais ou menos (+/-) 10% o número de animais sacrificados.

Os animais utilizados são os seguintes:

A.                Aves

  1. Ovinos
  2. Caprinos
  3. Suínos
  4. Bovinos
  5. Eqüinos
  6. Répteis

a) AVES:

a1) Galinha-de-terreiro - Linha de Pretos-velhos (simples)

a2) Galinha-d’angola - Preto-velho (cruzado) e Senhoras

a3) Galinha-pedrês - Ibeji

a4) Galos – Ogum, Oxóssi e Oxalá (Xangô às vezes)

a5) Pombos – Senhoras, Ibeji, mas específico para Oxalá

a6) Patos – Uso exclusivo das Almas (Pretos-velhos)

a7) Morcego – Usado na Quimbanda, Catimbó, Vodu

(nunca para o bem)

b) OVINOS: Oxalá e gira de Ibeji

c) CAPRINOS: Exu – Específico para os coroados e batizados

d) SUÍNOS: Específico de Exu pagão e Elementares

e) BOVINOS: Oxalá, Xangô e Oxóssi (às vezes também para Exu Coroado)

f) EQUINOS: Ogum, especificamente

g) RÉPTEIS: São utilizados como segue abaixo:

RÉPTIL

LINHA QUE UTILIZA

Oxalá

Salamandra

Ibeji

Lagartos

Xangô e Ogum

Camaleões (*)

Senhoras

Cotias

Oxóssi, Caboclos e Senhoras

Sapos

Almas e Exus (todos)

Morcegos (**)

Exus Elementares, Vodu, Catimbó e Quimbanda

(*) Em certos terreiros são usados escorpiões

(**) Os morcegos são utilizados pelos bruxos, quimbandeiros e alguns Umbandistas de hoje, na Alquimia (elixir)

 

FRUTAS DOS ORIXÁS

Relação das frutas que têm grande vibração dos Orixás

ORIXÁ

FRUTAS

OXALÁ

Uva verde, pêra, melão

SENHORAS

Todas as frutas cítricas- limão, tangerina, laranja, sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo

IBEJI

goiaba, amora, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama

XANGÔ

marmelo, mamão, melão, melancia, abiu, abricó, caqui, fruta-de-conde

OGUM

graviola, banana (exceto d’água), ameixa, pitomba, ciriguela, abacate, abiu, lima-da-pérsia

OXÓSSI

coco, cana-de-açúcar, camboatá, sapucaia, cacau, caju, mangaba

ALMAS

jaca, abacaxi, cajá-manga, manga, carambola, fruta-pão, morango, banana d’água (especifica para Exus)

Estas frutas podem ser consumidas pelo Ser encarnado nos dias determinados para os Orixás, para reforço da freqüência dos mesmos em cada um. Também pode ser oferecido à alguém em intenção ao Orixá da pessoa, afim de angariar a simpatia do mesmo.

Nós que utilizamos estes três reinos, sabemos também que vivemos envolvidos no Reino dos Encantados, os quais agem diretamente sobre nossas vidas, através dos Elementos respectivos na natureza, coadunando-se com os respectivos Orixás, à saber:

ELEMENTO

ONDE ATUAM OS ENCANTADOS

ORIXÁ

LUZ

Tempo (horário)

Oxalá

ÁGUA

Marés, rios, cachoeiras e tempestades

Senhoras

TERRA

Calmarias

Ibeji

PEDRA

Odores, umes

Xangô

FERRO

Frio, inclusive dos metais

Ogum

MATA

Brisa, cheiro de mato

Oxóssi

FOGO

Raios, centelhas, incêndios

Almas

Torna-se necessário que utilizemos os três reinos; o mineral , o vegetal e o animal, com a sabedoria necessária e em conjunto com os Encantados e seus Elementos, para que possamos, o mais sabiamente possível, dar em nossas vidas, a seqüência efetiva às 3(três) Leis Fundamentais, que à tudo e à todos regem:

A LEI DO CARMA: crédito dado

A LEI DE CHOQUE E RETORNO: débito de cada Ser

O LIVRE ARBÍTRIO: que irá, em síntese, determinar o tipo de saldo que teremos em nossas Contas Siderais


SALVA E LEI DE SALVA

Existem duas coisas muito confundidas (a Salva e a Lei de Salva) que apesar de completamente diferentes, são utilizadas pelo Omolocô, e em todas as nações onde se utiliza a Umbanda como ritual, apesar de originárias das nações de Santo (Candomblé).

LEI DE SALVA

Na Umbanda permite-se o uso da Lei de Salva, assim como o é por tantas e quantas religiões existam; é uma espécie de pagamento para que alguém faça por você, o que por condições físicas ou necessidades diversas, o próprio não tenha condições. A Lei de Salva é determinada de acordo com a unidade padrão da moeda. Quando os negros vieram como escravos para o Brasil, a unidade padrão no Mercado de Escravos era a moeda de $400 reis (1 pataca), por esta razão a Lei de Salva é sempre baseada na unidade padrão vigente no local onde a mesma é aplicada, e que poderá conforme a dificuldade ou periculosidade do trabalho à ser efetuado, ser multiplicada por 3 (três), 5 (cinco) ou 7 (sete) vezes no máximo a unidade padrão utilizada.

A SALVA

A Salva é uma deferência prestada dentro da Umbanda, quando se quer dar destaque à visitação ao terreiro, por determinados seguidores da seita, tais como: chefes de terreiros, de qualquer hierarquia, personalidades ilustres, benfeitores do terreiro, autoridades civis, militares e religiosas, que conheçam a Lei e que mereçam essa deferência.

A Salva se divide em duas partes distintas:

1a) Uma bandeja quadrada ou oblonga, de acordo com o chefe do terreiro. Conforme as condições financeiras do terreiro, esta bandeja poderá ser de metal, aço inoxidável, prata, ouro ou até de platina.

2a) Um ALÁ, pálio sustentado por 4 ou 6 varas, que serve para acobertar a personalidade visitante.

Na bandeja, são colocados na parte da frente, dois recipientes quadrados: o da esquerda contendo pó de pemba e o da direita cinzas. No meio da bandeja, dois copos, sendo o da esquerda cheio de Otí do Orixá da Casa, e o da direita permanece vazio. Na parte de trás da bandeja, são colocados 7 (sete) recipientes arrolhados, com os Otís dos Orixás venerados pela Casa. Exemplo: Oxalá – água pura ou vinho branco; Senhoras – água mineral ou champanhe; Ibeji - guaraná ou água c/açúcar; Xangô – cerveja preta; Ogum – cerveja branca; Oxóssi - cerveja branca, vinho tinto ou aluá; Almas – vinho moscatel com mel de abelhas, café sem açúcar ou cachaça com mel de abelhas.

UTILIZAÇÃO DA SALVA

A Salva

Utiliza-se a Salva da seguinte forma: ela é montada e colocada do lado direito da entrada do Stadium (terreiro), assim como o Pálio, com os médiuns que irão segurá-lo.

A Salva é usada sempre que pressentida a presença de um visitante ilustre e incógnito; um chefe de terreiro, uma autoridade civil ou militar, um representante de outra religião, enfim aquele que por hierarquia mereça essa deferência. Caso o visitante, não faça a referência devida à Salva, será recebido sem as honras de Chefe de Terreiro, sem o Pálio, enfim entrará no terreiro como um qualquer.

 

PASSES

Os passes são a movimentação das Vibrações Cósmicas, que circundam à tudo e à todos no Universo. Os aplicados de modo geral em terreiros de Umbanda, subdividem-se em 7 (sete) tipos primordiais, à saber:

  1. Descendentes frontais
  2. Cruzados posteriores
  3. Descendentes posteriores
  4. Cruzados frontais
  5. Divergentes
  6. Convergentes
  7. Magnéticos

1 e 2 – DESCENDENTES FRONTAIS e CRUZADOS POSTERIORES

O Passe Descendente Frontal, destina-se a eliminar o reflexo negativo dos plexos materiais, o que faz baixar qualquer incidência na doença física. Por ser o chakrana parte posterior (costas), esse tipo de passe deve ser aplicado por Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um passe Cruzado posterior cruzando-se da esquerda para a direita, de cima para baixo, a partir do Chakra Cervical.

3 e 4 – DESCENDENTE POSTERIOR e CRUZADO FRONTAL

O Passe Descendente Posterior destina-se a eliminar a corrente espiritual negativa, o que faz baixar a incidência negativa espiritual espúria, eliminando interferências nocivas. Esse Passe deve ser aplicado por Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um Passe Cruzado Frontal cruzando-se da esquerda para a direita na retirada dos miasmas fluídicos e a seguir, da direita para a esquerda, para reavivar a salutar influência do fluído animal, que fará equilibrar a força de vida.

5 e 6 – DIVERGENTES e CONVERGENTES (vide Nota 1)

Os Passe Divergentes e Convergentes são essencialmente Espirituais; destinam-se exclusivamente à doenças espirituais e suas conseqüências materiais. Devem ser sempre aplicados em conjunto, começando pelos divergentes, que destinam-se exclusivamente a diluir, dilacerar, espargir toda a cúpula magnética maléfica em torna dos Chakras principais (coronariâno e frontal), seguidos dos convergentes que irão atrair, convergir, agrupar e aglutinar, enfim enfocar sobre os ditos Chakras toda a Força Vibracional do Astral Superior.

7 – MAGNÉTICOS (vide Notas 2 e 3)

Os Passes Magnéticos servem tanto para doenças físicas e/ou espirituais. Podem ser aplicados por Entidade incorporada, mas a maior parte das vezes é aplicadopor médium passista em vigília, que transmite reforço espiritual ou força vital material através de suas mãos voltadas em direção aos órgãos ou locais afetados, dos que necessitam se submeter à esse tipo de passe.

NOTA 1: estes dois passes só poderão ser aplicados por Entidade incorporada com Coroa, e sem colocar as mãos do seu aparelho (médium), sobre a cabeça do Ser em trabalho de passe.

NOTA 2: este tipo de passe é muito usado pelos participantes de Mesas Kardecistas, pela Igreja Messiânica com o nome de comunicação (Jorey), pela PerfectLiberty e também por rosacrucianos, cabalistas da Alta Esfera, além de todos os núcleos do Oriente. Na Umbanda são também utilizados na parte espiritual, quer individualmente quer em Cúpula Magnética, onde são feitas transmissões diretas de forças espirituais positivas para o alento e reforço das forças exauridas, a quem são aplicados.

NOTA 3: este tipo de passe é muito utilizado nas Nações Omolocô e Oriente.

NOTA ESPECIAL: conforme nos foi transmitido por um Orientador Espiritual, seria interessante que em todos os terreiros ditos de Umbanda, através do Guia Chefe ou Diretor Material, fosse ensinado aos filhos a boa utilização destes sete (7) tipos de passes.


INTERCOMUNICAÇÃO

A intercomunicação pode ser utilizada de três formas diferentes, à saber:

  • Intercomunicação física
  • Intercomunicação mental
  • Intercomunicação extra-sensorial

INTERCOMUNICAÇÃO FÍSICA: é aquela que dois seres fisicamente permutam através de diálogo direto de alguém para alguém.

INTERCOMUNICAÇÃO MENTAL: é aquela estabelecida entre dois seres que têm elos afetivos (lembranças, saudades, recordações, etc.), ou então diretamente através do pensamento (telepatia).

INTERCOMUNICAÇÃO EXTRA-SENSORIAL: é aquela que se estabelece em diálogo fraterno entre um Ser desencarnado e um ser encarnado do mundo físico, diretamente através de aparições.

PRECEITOS

Como em todo e qualquer dogma, a Umbanda também faz uso de preceitos específicos e predeterminados. Na Umbanda os preceitos são abstenções voluntárias em benefício da positivação ou negativação de cada um, e se dividem em 3 grupos distintos, à saber:

  • Primordial
  • Opcional
  • Ocasional

PRIMORDIAL: é o preceito indispensável à todos os médiuns sem exceção como preparativo para os trabalhos mediúnicos nas sessões de terreiro, e se dividem em 7 itens:

  1. Isenção de sexo, pelo menos 8 horas antes do início dos trabalhos mediúnicos.
  2. Isenção de ingestão de produto animal que dependa do sacrifício do mesmo, inclusive peixes, isenção esta à partir de 24 horas antes do trabalho mediúnico.
  3. Isenção nas 12 horas anteriores ao trabalho mediúnico, de maus pensamentos (ódio, orgulho, inveja, vaidade).
  4. Uso de roupa apropriada e predeterminada para o trabalho mediúnico.
  5. Banho de descarga, conforme determinado a cada um.
  6. Pontualidade ao início da corrente fraterna.
  7. Entregar-se ao trabalho espiritual sem a preocupação com a hora do término do mesmo.

OPCIONAL: é o preceito que, em adendo ao primordial, é determinado pelo Orientador Espiritual ou pelo Chefe do terreiro, para determinados médiuns:

  1. Isenção de produtos animais, mesmo que não dependam do sacrifício dos mesmos. Exemplo: manteiga, queijo, ovos, leite, etc.
  2. Banhos de descarga especiais e específicos.
  3. Firmeza extraordinária do Anjo de Guarda.

OCASIONAL: é o preceito de emergência, o que é praticado em caso de emergência, quando necessário ao trabalho mediúnico, fora da corrente fraterna.

  1. Firmar os Anjos de Guarda; o seu e da pessoa a ser atendida.
  2. Exigir no local o mais absoluto silêncio e concentração.
  3. Pedir licença e salvar o Orixá TEMPO.
  4. Mentalizar o Divino Nazareno, invocando à Ele a permissão do trabalho sem os preceitos normais e rogando-lhe o auxílio do Astral Superior.

Independente de todos estes preceitos, todo médium deve abster-se durante o trabalho mediúnico de jóias, bijuterias, objetos metálicos e dinheiro; enfim o médium deve procurar estar o mais puro possível para ingressar na corrente fraterna.


HORAS NA UMBANDA

Todas as horas da Umbanda são controladas por um Orixá independente dos demais, pouco conhecido, chamado ORIXÁ TEMPO, que é o determinante do envio das vibrações cósmicas, assim como o momento exato da utilização do ritual necessário. Como estamos encarnados no terceiro planeta do sistema solar, controlado por uma estrela de 5a grandeza, da 2a Galáxia, um planeta presídio por nós chamado de Terra, temos que nos atener ao sistema de contagem de tempo do mesmo, embora que não muito consonante com o Tempo Real. Baseados na nossa forma de contagem de Tempo, a Umbanda divide as horas de um dia em três tipos diferentes, à saber:

  • Horas Abertas
  • Horas Fechadas
  • Horas Neutras

HORAS ABERTAS: são consideradas horas abertas na Umbanda, as não classificadas como neutras ou negativas, portanto positivas para a feitura de qualquer dos trabalhos abaixo enumerados:

  1. Mentalização
  2. Vidência
  3. Irradiação
  4. Jogo de Búzios
  5. Agrados
  6. Amalás
  7. Amacís

HORAS FECHADAS: são aquelas que nenhum dos atos ritualísticos ou litúrgicos descritos acima podem ser efetuados. São consideradas horas fechadas, os 15 minutos anteriores e posteriores à HORA PEQUENA e à HORA GRANDE, ou seja de 11:45hs às 12:15hs, assim como também de 23:45hs às 00:15hs; horas que são destinadas à entrega de EBÓS, DESCARREGOS, ou o emprego da Força Negativa para a prática do Bem.

Nestas Horas Fechadas, não se deve praguejar, amaldiçoar, discutir, entrar ou sair de lugares cobertos e freqüentar locais espúrios.

HORAS NEUTRAS: são aquelas em que qualquer tipo de Ato Litúrgico ou Ritualístico é dado à cada um segundo, o seu mérito.

Estas Horas Neutras da Umbanda são muito utilizadas no Esoterismo e classificadas como HORAS TERÇAS e HORAS NONAS (6hs e 18hs).

NOTA: excetuando-se as Horas Negativas e Neutras, todas as outras horas do dia são consideradas como positivas.

Das 7 Linhas da Umbanda, apenas três podem interferir e alterar o ritual praticado em todas as horas:

  1. A Linha de Oxalá
  2. A Linha das Senhoras (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ)
  3. IBEJI

DISCRIMINAÇÃO DAS HORAS NA UMBANDA

HORAS

SEMANA

-

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Sábado

Domingo

Observ.

Espaço de 15 minutos após às 0hs até 00:15hs

Negativa

Até 1h

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 1 às 2hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 2 às 3hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 3 às 4hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Positiva

De 4 às 5hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 5 às 6hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Neutra

De 6 às 7hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 7 às 8hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 8 às 9hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 9 às 10hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 10 às 11hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Positiva

De 11 às 11:45hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 11:45hs às 12:15hs

Espaço de de tempo de hora fechada

Negativa

De 12:15hs às 13hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Positiva

De 13 às 14hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 14 às 15hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 15 às 16hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 16 às 17hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 17 às 18hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Neutra

De 18 às 19hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 19 às 20hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Positiva

De 20 às 21hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 21 às 22hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 22 às 23hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 23 às 23:45hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 23:45hs às 00:15hs

Espaço de tempo de hora fechada

Negativa


CRUZAMENTO COM PEMBA

O Cruzamento com Pemba é um ritual utilizado na Umbanda para melhor proteção dos médiuns que já contam com uma incorporação definida, e que por esta razão tomam também parte ativa em descargas fluídicas negativas. Em todas as Nações que praticam a Umbanda, não é permitido a um médium de incorporação, iniciar o seu trabalho sem que antes para isso, não houvesse se cruzado.

O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma: segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois cruzar a palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito. Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo cruzar o peito do pé esquerdo.


OS PONTOS NA UMBANDA

Na Umbanda o ponto é o elo de ligação entre o mundo espiritual e o mundo material, e se subdivide em dois tipos, à saber:

  1. PONTOS RISCADOS ou ZIMBAS
  2. PONTOS CANTADOS ou CURIMBAS

Tanto o Ponto Riscado como o Ponto Cantado têm sua primeira divisão como:

Ponto da tribo ou Clã

Ponto de trabalho

Em ambas subdivisões acima os pontos podem novamente se subdividir em:

a) Ponto de chamada

b) Ponto de apresentação (ou identificação) *(vide Nota no 1)

c) Ponto de falange

d) Ponto cruzado *(vide nova subdivisão a seguir)

e) Ponto de demanda

f) Ponto de Maleime (pedido de perdão)

g) Ponto de subida

O item (d) Ponto Cruzado, por sua vez, subdivide-se em:

1d) Defumador

2d) Ordenação

3d) Mão de Faca

4d) Mão de Ofá

5d) Cruzamento de Pemba

6d) Batismo

7d) Confirmação

8d) Amacís

9d) Casamento

10d) Retirada de Vume

IMPORTANTE: O Ponto Riscado ou o Ponto Cantado nunca deve ser interrompido no meio, principalmente por terceiras pessoas. Os Comentários sobre o Ponto Riscado ou sobre a inconveniência do Ponto Cantado, deverão ser postas ou comentadas por quem de direito, após o término dos mesmos.

Nota no 1: o Ponto de apresentação pode ser dado da mesma forma de duas maneiras diferentes e aceitos como certos:

Ponto da tribo ou Clã

Ponto de trabalho


GUIAS (colares)

A Guia (colar) é um ponto de referência e atração entre a Entidade e o médium. Ela é preparada para que haja maior facilidade de comunicação, ou um elo mais firme entre a Corrente Vibracional do Astral Cósmico e a Corrente Vibracional material dos médiuns.
A Confecção da guia, obedece quanto ao número de contas, uma das três séries, à saber:

Série de 7: Médiuns em preparação e etc.

Série de 5: Médiuns que terão sub-comandos

Série de 3: Médiuns que terão Comando

Na série de 7 estão incluídos os médiuns em preparação (desenvolvimento) e também os que, embora suas Entidades já tenham permissão para dar passes, consultas e participem de determinados trabalhos, jamais poderão alcançar as séries superiores, pois que assim está predeterminado em seu Karma.

Nesta série, as guias constam de 7 contas brancas, alternadas por uma conta da cor do Eledá, que de acordo com os méritos e a evolução, se acrescentará uma conta do Eledá, retirando uma branca, a cada ano, até perfazer 7 contas de cor e 1 branca.

Na série de 5, os médiuns são preparados para sub-comandos ou para substituí-los, à saber: Iaba, Mão de Faca, Mão de Ofá, e Ogam Calofé.

Nesta série as guias constam de 5 contas brancas, alternadas por uma conta da cor do Eledá, que de acordo com o mérito se acrescentará uma conta do Eledá, retirando-se uma branca a cada 3 anos, até perfazer 5 contas do Eledá e 1 branca.

Na série de 3 estão incluídos todos os médiuns, que tiverem por Karma, que ser preparados para comando: Cambone de Ebó, Pai ou Mãe Pequenos, subchefe e Chefe de Terreiro (Babalorixá ou Ialorixá).

Nesta série, as guias constam de 3 contas brancas, alternadas por 1 da cor do Eledá, que de acordo com os méritos, se acrescentará uma conta do Eledá, retirando 1 branca a cada 7 anos, até perfazer 3 contas do Eledá e 1 branca.

O mérito para o acréscimo nas guias, é sempre determinado pelo Comando do Terreiro, ou seja pelo Guia Chefe do Terreiro (ou Orientador), os subchefes Espirituais; nunca pela própria Entidade incorporante, no referido médium.

O médium, no decorrer do seu preparo, deverá receber as seguintes guias (colares):

  1. Guia de Oxalá: dada ao médium como segurança, após o seu Amacís e Batismo na Lei
  2. Guia do Obreiro: dado ao médium em consonância com a Entidade que ficará responsável pelo médium.
  3. Guia do Capangueiro: dado ao médium, com autorização da Entidade (acima) responsável pelo mesmo, afim de elo de ligação entre o médium e o empregado (Exu) da dita Entidade.
  4. Guia de Orixás: guias de referência aos Orixás que mais influem no médium (1o Adjutor e Adjutor Auxiliar).
  5. Guias do Eledá: guias com contas da cor do Eledá.

A – Pai de cabeça

B – Mãe de cabeça

 

PLANOS E GRAUS

A Umbanda existe desde que o SENHOR iniciou a criação, afetando à todos os seres encarnados ou não, nascidos ou por nascer em todos os reinos. Ela traz em seu bojo um sistema de controle do Cosmo, estabelecido pelo Astral Superior, cognominado de Planos e Graus. Por este sistema a menor vibração no universo, desde que comece a vibrar, obedece inexoravelmente ao controle do Astral Superior.

Foi estabelecido que os Planos de Evolução, em número de sete, fazem parte do acervo espiritual do Ser e consequentemente os Graus de Evolução, também em número de sete, fazem parte do acervo material do mesmo Ser.

Entendamos como acervo espiritual, a caminhada que a vibração faz através dos sete planos, a caminho do Grande Foco, de onde foi destacada ainda bruta, necessitando se lapidar.

Entendamos como acervo material a caminhada que o Ser desenvolve através das vidas materiais sucessivas (encarnações), com iguais oportunidades de progresso para que possa vencer seis dos sete graus da escala. Caso o Ser não consiga em uma vida material (encarnação), ultrapassar ou ter mérito para galgar o grau seguinte da escala, ele retornará quantas vezes se tornar necessário para que o faça. Ao conseguir atingir o 6o grau em determinado plano, com mérito de evolução ao desencarnar, o Ser receberá dupla promoção, isto é, em vez de galgar para o 7o e último grau do Plano em que estava, ele será transferido, com mérito, para o 1o grau do Plano subsequente. Convém notar que um Ser, ao conseguir atingir com mérito o 6o grau do Plano 6, terá como promoção ou prêmio a isenção definitiva de reencarne em Orbes materiais.
Ex: as entidades que incorporam em médiuns, em diversos rituais espiritualistas, inclusive na nossa Umbanda (caboclos, pretos-velhos, etc.).

Na Umbanda todo médium tem um ELEDÁ, ou seja, Pai e Mãe de cabeça, Eledá este comandado pelo Pai, sendo cada um dos Eledás, encaixados em um Plano definido, à saber:

Plano 7

OXALÁ

Plano 6

SENHORAS (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã)

Plano 5

IBEJI

Plano 4

XANGÔ

Plano 3

OGUM

Plano 2

OXÓSSI

Plano 1

ALMAS

Por sua vez os Graus são utilizados para medir a evolução do médium na corrente fraterna:

GRAUS

PERCENTAGEM

MEDIUNIDADE

ESP.

MAT.

1

7%

93%

Totalmente consciente podendo alterar, melhorar ou piorar a comunicação recebida

2

30%

70%

Consciente, porém conhecedor de suas responsabilidades

3

50%

50%

Perde a consciência e a memória, durante deteminados trabalhos

4

75%

25%

Semi-inconsciência. Vê tudo, assiste à tudo sem interferir, depois esquece

5

90%

10%

Semi-inconciência, em que a Entidade apaga tudo, não permitindo qualquer interferência do médium

6

93%

7%

Inconsciência total, durante os trabalhos, só sendo permitido ouvir, quando necessário ao aprendizado do médium

7

-

-

Só galgado após o desenlace, com mérito

Entenda-se entretanto que, a partir do 3o grau, a escala não é tão rígida, dependendo da vontade das Entidades, das condições emocionais e de problemas orgânicos dos médiuns; por essa razão, os médiuns ao se entregarem aos trabalhos mediúnicos, devem se isolar de todos os problemas materiais e pessoais.

DEFUMADOR

Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída a possibilidade da modificação ambiental, através da mesma. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, usa-se também desse expediente, ao qual chamamos de Defumador, que tem a função precípua de equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade. O defumador pode ser de três tipos, à saber:

  • Mantenedor do equilíbrio
  • Positivador do equilíbrio
  • Negativador do equilíbrio

Mantenedor do equilíbrio: tem por finalidade reforçar o equilíbrio já existente no ambiente, e para tal serão usadas as seguintes essências: Incenso, Benjoim e Mirra.

Positivador do equilíbrio: tem por finalidade reforçar a parte positiva, para equilibrar as negativações, principalmente se existirem assistentes externos à corrente fraterna, e para tal serão usadas as seguintes essências: Alecrim, Incenso e Benjoim.

Negativador de equilíbrio: tem por finalidade negativar totalmente o ambiente, reforçando a parte negativa. Por motivos de segurança, e para evitar que um leitor se quede à fazê-lo, deixamos propositadamente de dar as essências necessárias, o que só poderá ser ministrado à alguns, e escolhidos a dedo.

NOTA: Nos defumadores acima descritos, poderão ser adicionadas conforme a intenção, ervas dos ORIXÁS, porém, para que possam realmente surtir o efeito descrito, deverão manter no cerne, as essências preconizadas, para cada necessidade.


CARNAVAL

A partir da sétima lunação, depois de NANÃ (26 de julho), começa o período mais negativo, atuante sobre os seres viventes: o Carnaval.
Todos os erros conscientes ou inconscientes praticados pelo ser humano, até o dia de Nanã, são débitos jogados contra os créditos das boas ações e atitudes, e sendo o saldo negativo, será cobrado no período do carnaval, pois que todo o Exú, tem por ordem superior, a liberdade por 24 horas (terça-feira gorda) para começar a dita cobrança, da qual ninguém escapa. Por influência direta dos próprios Exús, os seres encarnados, aumentam ao seu bel prazer, os dias e as orgias carnavalescas, aumentando assim por conta e risco, o período de cobrança. É por isso que os filhos da Umbanda, desenvolvidos ou não, devem se abster do uso de fantasias, máscaras, bebida, de utilizar à título de folguedo coisas e apetrechos da religião, enfim, podem ver e assistir os outros neste período. Entenda-se que a abstinência não chega a ser uma proibição, com o que, seria ferido o LIVRE ARBÍTRIO de cada um, porém é um alerta vigoroso sobre a inconveniência altamente lesiva ao bem estar espiritual.
Normalmente no mês de julho, toda a humanidade tem um declínio nas freqüências recebidas do espaço até o dia 26, melhorando no princípio de agosto. Isto deve-se ao fato de a Freqüência Vibratória emanada dos Orixás, atingir em 26 de julho o ponto Neutro, ou Zero na escala (vide gráfico em Freqüências na Umbanda), portanto a época é difícil para todos e muito mais para aqueles que não tem o devido equilíbrio.


ÁGUA

A Água é um fator preponderante na Umbanda. Ela mata, cura, pune, redime, enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe terráqueo, basta exemplificar com as lágrimas, que são água demonstrando o sentimento, quer seja positivo ou negativo.
Sabemos que três quartas partes do globo, do planeta que habitamos, é coberto por água; 86,9% do corpo humano é composto de água ou carboridratos; mais ou menos 70% de tudo que existe na Terra leva água, tornando-se desta forma o fator predominante da vida no planeta. Por esta razão, ela é utilizada na Quartinha, no copo de firmeza de Anjo de Guarda.

COLOQUE UM COPO COM ÁGUA DO MAR OU ÁGUA COM SAL
ATRÁS DA PORTA.

Qual é o porquê disto?
Por que a água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica. Nunca se deve encher o copo de água até a boca, porque ela crepitará. Ao rezar-se uma pessoa com um copo de água, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água ficará fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda, para cruzar o terreiro, para jogar búzios, enfim, sem ter um copo de água do lado. A água que se apanha na cachoeira, é agua batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações negativas do local.
Por esse motivo nunca se deve pisar nos bueiros das ruas, porque as águas da chuva passando pelos trabalhos nas encruzilhadas, carrega para os bueiros toda a carga e a vibração dos trabalhos; convém notar que os bueiros mais próximos da encruzilhada são os mais pesados, porém não isenta de carga, embora menos intensa, os demais bueiros da rua.


OBRIGAÇÕES NA UMBANDA

O que é uma OBRIGAÇÃO?

É a confecção de um ponto de atração e ligação entre um ser encarnado e uma Força Superior (um Orixá). Na Umbanda essas ditas Obrigações, são preparadas com elementos naturais, fazendo desta forma uma alquimia, tal que, determina a Freqüência do Orixá desejado.

Qual é a melhor forma de determinar esta dita freqüência?

Pelo conhecimento detalhado de cada Orixá, a sua força, seu atributo, seu Oti (bebida), suas ervas, seu Amalá (comida), chegaremos à um determinado modo de fazer este Orixá vibrar.

As Obrigações se dividem em:

  • Feitura do Santo
  • Reforço do Santo
  • Emergênciais

As obrigações da feitura e do reforço são idênticas, já nas emergenciais, mudam de aspecto.

As obrigações da Feitura de Santo, como o próprio termo está dizendo, é preparado e entregue quando o filho é feito no Santo, só e exclusivamente nesta ocasião.

Pelo menos uma vez ao ano, na data dos Orixás, o filho deverá fazer um reforço das obrigações de feitura.

As emergenciais só deverão ser usadas em casos realmente de emergência (caso de uso de anestésicos em operações, assédios espirituais e possessões) e com a aquiescência e anuência de uma Coroa Maior.

As Obrigações na Umbanda devem ser feitas na seguinte ordem após o Amací, o Batismo e a Confirmação:

1a OBRIGAÇÃO DE EXÚ com o fito de resguardo do filho de ataque de inimigos esporádicos.

Após a de Exú, deverão ser feitas as obrigações dos demais Orixás (quer masculinos, quer femininos) exceto os do Eledá (Pai e Mãe de cabeça) que ficarão por último e que serão efetuados quando da feitura da pré-camarinha, nos filhos que não terão comando de terreiro e na Camarinha aos que se destinam ser Chefes de Terreiros (Babalorixá). Por terem os filhos de terreiro feito as obrigações de feitura (exceto a do Eledá), é que se torna imprescindível o reforço anual das obrigações já efetuadas. Quanto ao Eledá fica inteiramente à critério de cada filho fazer-lhes um AGRADO a contento.

A condição de ter o filho feito obrigações para os diversos Orixás do Panteon durante a sua feitura não determina necessariamente que tenha guias (colares) deste ditos Orixás. Esse colares devem ser pedidos pelas Entidades trabalhadoras e responsáveis durante o tempo da espera da Pré-camarinha ou Camarinha, porém, a cada guia nova corresponde a um novo reforço.

SENTIDOS

Os sentidos humanos são em número de 7, divididos em dois grupos, à saber:

  • Sentidos Extra-sensoriais
  • Sentidos Materiais

Os sentidos humanos têm relação direta com os ORIXÁS, e na Umbanda se relacionam da seguinte forma:

SENTIDOS

TIPO

ORIXÁ

1. PALADAR

MATERIAL

ALMAS, PRETOS-VELHOS

2. OLFATO

MATERIAL

OXÓSSI

3. VISÃO

MATERIAL

OGUM

4. AUDIÇÃO

MATERIAL

XANGÔ

5. TATO

MATERIAL

IBEJI

6. CLARIVIDÊNCIA

EXTRA SENSORIAL

SENHORAS (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ, NANÃ)

7. INTUIÇÃO

MATERIAL

OXALÁ

* A voz é o elo de complementação entre todos os sentidos.

A Intuição é um sentido extra-sensorial que faz a ligação direta entre os Espíritos Protetores (ELEDÁ) e o espírito do ser encarnado, através de ordens, conselhos, advertências e avisos, muitas vêzes confundido com a própria consciência do ser encarnado. É este sentido que nos faz, às vezes, ouvir vozes interiores, à zelar por nossos passos.

  • Clarividência expontânea
  • Clarividência provocada

Clarividência expontânea é aquela que acontece independente da nossa vontade, formando quadros de advertência nas ocasiões e lugares menos esperados.

Clarividência provocada o é através de duas formas diferentes: a Mentalização e a Vidência. A Mentalização é a forma grosseiramente material da clarividência em si e consiste em mentalizar à quem se deseja falar, ou ver, tentando fazê-lo de olhos cerrados, até conseguir.

A Vidência é a faculdade que todos têm inata, podendo ser desenvolvida, através de exercícios especiais, para que possa ver (de olhos abertos), à sua frente ou através de copo com água, bola de cristal, fumaça, etc., as Forças Vibracionais Espirituais ou também Forças Vibracionais Materializadas.


VIDÊNCIA – CLARIVIDÊNCIA
3a VISÃO

Abaixo, damos os exercícios praticados na Umbanda, Ritual do Omolocô, cruzada com o Oriente, que deverão ser ensinados aos neófitos, até atingirem a perfeita sintonia Interior/Exterior com o Universo.

1a Etapa – VIDÊNCIA: exercícios destinados à percepção de seres extra-sensoriais, que serão feitos através de: bolas de cristal, copo de cristal (liso) com água pura ou a fumaça da queima de elementos volatizantes (incenso, benjoim e mirra). O praticante deverá estar sentado, com o corpo relaxado, com o objeto do treinamento à sua frente. Deverá também estar com roupas adequadas, de coloração verde, num ambiente iluminado com uma luz verde. A prática destes exercícios, tem como horário ideal, o período entre 6hs e 18hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção de todo o tipo de alimentação animal, que implique no sacrifício do mesmo, nas 12 horas anteriores ao exercício.
2) Isenção de sexo e álcool pelo mesmo período.
3) Banho de descarga de Alfazema (vide Nota no 1)

2a Etapa – CLARIVIDÊNCIA: exercícios destinados à percepção de seres extra-sensoriais, com os olhos fechados. O praticante deverá estar sentado, com o corpo relaxado, usando roupas adequadas de coloração azul, num ambiente iluminado com uma luz azul. A prática deste exercício consiste em, de olhos fechados,procurar vislumbrar no cristalino dos olhos, as imagens e/ou quadros que irão se formar, sendo o horário ideal para este tipo de exercício, o período entre 22hs e 02hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção de todo o tipo de alimentação de origem animal que implique no sacrifício do mesmo, nas 24 horas anteriores ao exercício
2) Isenção de sexo e álcool pelo mesmo período.
3) Banho de descarga de Sândalo. (vide Nota no 2)

3a Etapa – 3a VISÃO: exercícios destinados a abertura da 3a Visão, que dará ao praticante a interligação direta com os 7 Planos Paralelos, proporcionando-lhe a possibilidade de auscultar as vidas anteriores, atuais e posteriores de todos os seres vivos e mortos. O praticante deverá estar com roupas adequadas de coloraçãoamarela, num ambiente iluminado com luz amarela, em postura Iogue de fluência do Kundaline. A prática do exercício consiste em entrar em estado de ALFA, sendo o horário ideal para este tipo de exercício, o período entre 2hs e 6hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção em definitivo de sua vida, a alimentação de origem animal, quer com seu sacrifício ou não.
2) Isenção de sexo e álcool nos 7 dias anteriores ao exercício.
3) Banho de descarga de CEDRO. (vide Nota no 3).

NOTAS

Nota no 1: a primeira etapa, quando cumprida com o amor necessário, será galgada em 7 lunações.
Nota no 2: é comumente chamado de concentração, com os olhos fechados, tentando ver o Sol brilhando. O tempo de duração desta etapa é identicamente igual à anterior.
Nota no 3: o preceito do item 2, tem a duração especificada somente durante os exercícios; após dado como pronto, o praticante deverá abolir em definitivo o sexo e o álcool de sua vida. O tempo de duração em média dos exercícios será de 21 lunações.

MEDIUNIDADE

Mediunidade é a ação consciente ou inconsciente dos seres encarnados, pois todos da chamada classe dos Racionais e alguns Irracionais possuem este Dom. A Mediunidade se divide em dois grupos principais e distintos, à saber:

  • Mediunidade Psíquica ou intuitiva
  • Mediunidade Somática ou mecânica

MEDIUNIDADE PSÍQUICA OU INTUITIVA: é aquela em que o médium, escuta palavras formarem-se no cérebro e as escreve (ou transmite) de livre e espontânea vontade. Como na maioria das vezes, a transmissão é rápida demais. Há neste grupo de mediunidade a possibilidade de que o médium escute uma coisa e transmita outra, ou melhor dizendo, escuta uma frase completa e dá-lhe sua própria interpretação, porém, na maior parte das vezes, contraria o sentido original do que foi recebido.

MEDIUNIDADE SOMÁTICA OU MECÂNICA: é aquela em que o Espírito domina e utiliza parte do corpo do médium, ou o todo, independentemente e sem possibilidade de interveniência do mesmo.

Em ambos os grupos de Mediunidade acima mencionados, encontram-se os seguintes tipos de mediunidade, em ordem decrescente em grau:

7) Clarividência

6) Vidência

5) Psicografia

4) Audição

3) Curadora

2) Passista

1) Incorporação (Mediunidade de Prova)

Todos os seres encarnados possuem estes sete tipos de Mediunidade, quer seja só de um grupo ou de ambos, latente à espera de um desenvolvimento (ou aprimoramento), porém tem sempre acentuado em especial, um dos tipos, que será a sua Mediunidade na presente existência.

Exemplo: é passista, curador, porém tem na incorporação o tipo mais intenso, pelo qual se desemcubirá dos demais.

CLARIVIDÊNCIA: é a atuação de uma vibração na mente do médium, descrevendo através dela quadros possíveis de acontecer, dependendo do fatorTEMPO.

VIDÊNCIA: é uma mentalização material, inata, podendo ver coisas materiais, passadas em outro local e/ou espirituais, de olhos abertos e de frente.

PSICOGRAFIA: é a faculdade mediúnica de receber vibrações, que os fazem transcrever mensagens espirituais.

AUDIÇÃO: é aquela em que o médium ouve vozes, transmitindo as boas e más notícias.

CURADORA: é a faculdade inata e esclarecedora da cura, através de conselhos, ervas, etc.

PASSISTA: é a capacidade de movimentar vibrações através de passes para equilibrar e fortalecer as forças positivas e diminuir e também equilibrar, as forças negativas.

INCORPORAÇÃO: é a faculdade de entregar o seu corpo à vibração do plano astral, facilitando a comunhão do Espírito Comunicador com as vibrações materiais do seu corpo, para que, através do mesmo, seja dado o socorro, a ajuda, enfim o esclarecimento e tudo necessário aos eternos pedintes que somos.

MÉDIUM: é o intermediário entre o plano físico (ou material) e o plano espiritual. Levando-se em conta os sete tipos principais de Mediunidade, cremos que 80% dos médiuns existentes têm como classificação primordial a INCORPORAÇÃO, porquanto este orbe é um planeta presídio e de expiação de faltas Karmicas. Os 20% restantes está proporcionalmente distribuído entre os restantes tipos de Mediunidade. Fazem parte fundamental do Curriculum do médium, que entende a sua missão, os seguintes quesitos voluntários:

  1. HUMILDADE
  2. OBEDIÊNCIA
  3. DESPRENDIMENTO
  4. DISCERNIMENTO
  5. PROPÓSITO
  6. FIM

O Fim, é o aprimoramento que o médium procura em todos os outros quesitos, e é vislumbrado quando o Ser percebe que o uso condigno e confiante da Mediunidade, tem valia em algo de bem e de bom para alguém. Todo o Ser é um iniciado em potencial, ignorando de início o Modus Operanti, utilizando-se do seu Livre Arbítrio, estudando o fenômeno, progredirá de acordo com a intensidade de suas qualidades essenciais.

Por esta razão, nem todos os médiuns têm progresso idêntico. Ser médium é em síntese, ser um pesquisador constante, que inicia por conhecer-se à si próprio, descobrindo e equilibrando suas forças positivas e negativas, para depois então, e só então, partir para o estudo do Universo que o rodeia.

HIERARQUIA EM UM TERREIRO DE UMBANDA

A hierarquia de um Terreiro de Umbanda é subdividida em dois comandos distintos, à saber:

  • Cúpula Espiritual
  • Cúpula Material

CÚPULA ESPIRITUAL: a Cúpula Espiritual é formada por três Entidades congêneres, semelhantes ou afins quanto à missão terráquea. Existe entre eles uma hierarquia singular, formando um triângulo equilátero perfeito, sendo que a Entidade do vértice superior do triângulo é o Orientador, que será substituído, em caso de necessidade, primeiro pela Entidade do angulo direito da base do triângulo e depois, na sua falta, pela Entidade do angulo esquerdo da base.
As demais Entidades incorporadas, assim como todos os participantes do terreiro, acatam e fazem cumprir as ordens emanadas da Cúpula Espiritual.

CÚPULA MATERIAL: a Cúpula Material é comandada pela Mãe Pequena.

CÚPULA ESPIRITUAL

Cúpula Espiritual

HIERARQUIA MATERIAL
NO TERREIRO DE UMBANDA

MÃE PEQUENA (ou Pai Pequeno): é o responsável material pelas ordens, quer espirituais, quer materiais, emanadas da Cúpula Espiritual. É quem controla todos os médiuns, quer na disciplina, quer na pontualidade, quer nos uniformes, quer na organização de obrigações, festividades, enfim toda a parte material dos rituais de um terreiro. É também o Cambone Especial do Guia Chefe (Orientador Espiritual ou seu substituto), tendo sempre uma IAÔ, a que tiver melhores aptidões, para substituí-la , em caso de necessidade.

CAMBONE DE EBÓ: subordinado diretamente à Mãe Pequena, sendo o único responsável, por todas as entregas negativas do Terreiro.

IABÁ: é a responsável pela cozinha do terreiro, pela confecção dos ageuns, amalás, e toda e qualquer comida necessária nos trabalhos.

COTA: é subordinada e substituta da IABÁ (só utilizada nos terreiros de Nação).

SAMBA: médium (mulher) em desenvolvimento.

IAÔ: médium (mulher) com feitura no Santo.

MÃO DE FACA: médium preparado especialmente para efetuar toda e qualquer matança de animais, quando necessário (muito usado em Nação)

MÃO DE OFÁ: médium preparado especialmente para fazer a colheita e a quinagem das ervas usadas na Umbanda, para amacís, confirmações, assim como para remédios e banhos de descarga.

OGÃ CALOFÉ: é o responsável por toda a corimba à ser puxada no terreiro, é também instrutor de toques de atabaque, assim como responsável, abaixo da Mãe pequena, pelo desenvolvimento do Pé de Dança, médium preparado especificamente para isto.

OGÃ DE ATABAQUE: médium preparado, exclusivamente para os toques de atabaque.

OGÃ DE CORIMBA: médium preparado, exclusivamente para a puxada da corimba (pontos cantados), respondendo diretamente ao Ogã Calofé, à Mãe Pequena, ou em última instância, ao chefe do terreiro.

CAMBONE: médium (homem) em desenvolvimento.

CASSUTÉS: médiuns (homens) com feitura no Santo.

NOTA: nos terreiros de Nação todos os médiuns, quer homens quer mulheres, com Feitura no Santo, chamam-se IAÔS.


DISTRIBUIÇÃO INTERNA
DE UM TERREIRO

Stadium

Um terreiro, para a prática da Umbanda, deve ter distintos os seguintes locais prefixados: o Stadium, o Pegí ou Gongá, Ala de Atabaques, Local da Assistência,Roncó, Casa de Exus, Cruzeiro das Almas, Tronqueira, e Casas ou Quartos dos Orixás, assim como Casa de matanças (opcionais só na Nação).

O STADIUM: é o local onde os médiuns (cavalinhos) fazem suas evoluções, e quando incorporados, os atendimentos. É nesse local que são efetuadas as Danças de Santo (também as brincadeiras para o Santo), o desenvolvimento, os atendimentos e as aulas, quando houver escola, dirigida pelo Orientador Espiritual.

O PEGÍ: é o altar sagrado dos rituais (ORÁCULO)

O RONCÓ: altar ou Pegí particular do chefe do terreiro, onde são feitos todos os Rituais Herméticos dos seus filhos de terreiro, tais como: amacís, batizados, confirmações e as demais obrigações. É exclusivo, para a troca de roupa do chefe do terreiro, e nele também são praticados os trabalhos de Rituais Especiais, quando necessário no atendimento de assistentes.

CASA DE MATANÇAS: é o local de uso e responsabilidade do Mão de Faca para fazer as matanças de animais, quando necessário. (Nação)

CASA DE EXU: é o local destinado à guarda dos apetrechos dos Compadres, das obrigações dos mesmos, e da troca de roupa dos médiuns, quando incorporados com os Exus.

CRUZEIRO DAS ALMAS: é uma lápide de mármore ou madeira, com 3 degraus, encimada por uma Cruz, a Cruz das Almas, e destina-se à queima de velas para as Almas, provenientes de promessas, compromissos, etc.

TRONQUEIRA: local destinado à ser feita a segurança primeira do terreiro e localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.

Por direito, do lado direito do terreiro devem ser erigidas tantas salas ou quartos quantos sejam os Orixás, onde deverão ser implantados as forças VIBRATÓRIAS e RITUALÍSTICAS de cada um, assim como, apetrechos e ferramentas, etc. É nestas salas, que se fazem os trabalhos especiais, com os médiuns ou para assistentes necessitados, de acordo com a necessidade vibratória.

Na Umbanda, não se deve utilizar Imagens ou Estátuas de outras religiões, apenas vultos de Preto-velhos, Caboclos, Crianças e Exus;

Quanto aos ORIXÁS, são representados pelas forças da natureza em que atuam.
Exemplo:

XANGÔ = pedra

OGUM = ferro

e assim por diante

Isto deve-se ao fato de que um Orixá é um espírito que nunca teve forma material, os que já a tiveram, são conhecidos como EGUNS.

A única exceção simbólica é a de OXALÁ, e tem-se sempre um vulto do Divino Mestre no centro do Pegí, do Stadium, pois foi o único que teve por missão, usar um corpo material, conforme determinado pela Administração Sideral.

 

 

PEQUENO VOCABULÁRIO
DE UMBANDA

Abaixo damos uma série de palavras muito utilizadas nas reuniões de Umbanda para o bom entendimento entre a Entidade comunicante e a pessoa que recebe a comunicação:

ABA: Cuidado, não maltratar
ABABA: Alguidar, cuia de barro
ABACÊ: Local das cerimônias (Terreiro, Stadium)
ABARÁ: Massa de feijão branco
ABÊRÊ: Indagador, bisbilhoteiro
ABEREM: Milho verde socado
ABÓ Meio (metade)
ABÔ EXIM: Égua (animal)
ACAÇÁ: Massa de milho branco
ADAM: Rato
ADO: Milho maduro em grão
ADUM: Doçura, meiguice
AFÓCHÊ: Instrumento musical, dança ritual
AFURÁ: Bolo de arroz com mel de abelha
ÁGUA QUE QUEIMA: Álcool
ÁGUA AZEDA: Vinagre
AGEUM: Comida de Santo (dada aos convidados)
AGO: Licença
AGO-IÊ: Dai-me Licença
AGRADO: Presente
AGUNJAIÁ: Puxa-saco
AMALÁ: Comida de Santo (específica p/entrega ao Santo)
APÔ: Javali
AQUANANÃ: Homossexual
ATARÉ: Pimenta da costa
BÁBÁ: Pai
BÁBÁ AGBA: Avô
BAJÉ: Podre
BAMBÁ: Temível, valente
BINGA: Coité de chifre
BURRO: Médium (termo usado pelos negativos)
CABA: Abelha
CABALA: Ritual e liturgia secretos
CACURUNCÁIA: Velha (mulher)
CACURUQUÊ: Velho (homen)
CAFIOTO: Criança (menino ou menina)
CAFÚNGA: Tristeza
CALANGO: Víbora
CAMATUÊ: Cabeça (de pessoa)
CARNE DE SOL: Carne-seca
CALUNGA PEQUENA: Cemitério
CALUNGA GRANDE: Mar
CARTOLA: Médico ou qualquer Dr.
CASA BRANCA: Hospital
CASA DE GRADE: Cadeia
CAVALO: Médium (termo usado pelos positivos)
CURIAR: Comer ou beber
CURIMAR: Cantar
CURIMBAR: Dançar, cantando
DEKÁ: Diploma, Certificado Sarcedotal
ELEDÁ: Pai(s) de cabeça + adjuntores (juntós)
ERÓ: Mistério, cabala
JABÁ: Esteira
JALAPO: Açúcar
MÁSIA: Água
MASÍA: Vento
NANGA: Roupa de trabalho (geralmente branca)
PONTA BRANCA: Cigarro
QUIZILA: Alergia, força contrária
SACATRAPO: Charuto
SALUIM: Dia dos mortos
SUNDA: Nome
TUIA: Pólvora
TUFADO: Temporal
ZIMBA: Assinatura, ponto riscado

 

Abará
Bolinho de origem afro-brasileira feito com massa de feijão-fradinho temperada com pimenta, sal, cebola e azeite-de-dendê, algumas vezes com camarão seco, inteiro ou moído e misturado à massa, que é embrulhada em folha de bananeira e cozida em água. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Iansã, Obá eIbeji).
Aberém
Bolinho de origem afro-brasileira, feito de milho ou de arroz moído na pedra, macerado em água, salgado e cozido em folhas de bananeira secas. (No candomblé, écomida-de-santo, oferecida a Omulu e Oxumaré).
Abrazô
Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de farinha de milho ou de mandioca, apimentado, frito em azeite-de-dendê.
Acaçá
Bolinho da  culinária afro-brasileira, feito de milho macerado em água fria e depois moído, cozido e envolvido, ainda morno, em folhas verdes de bananeira. (Acompanha o vatapá ou caruru. Preparado com leite de coco e açúcar, é chamada acaçá de leite.) [No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxalá, Nanã,Ibeji, Iêmanja e Exu.]
Ado
Doce de origem afro-brasileira feito de milho torrado e moído, misturado com azeite-de-dendê e mel. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxum).
Aluá
Bebida refrigerante feita de milho, de arroz ou de casca de abacaxi fermentados com açúcar ou rapadura, usada tradicionalmente como oferenda aos orixás nas festas populares de origem africana.

Quibebe
Prato típico do Nordeste, de origem africana, feito de carne-de-sol ou com charque, refogado e cozido com abóbora.
Tem a consistência de uma papa grossa e pode ser temperado com azeite-de-dendê e cheiro verde.

Comida  de:

ESU  Pipocas, farofa de farinha de dendê, farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, figado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho e mel.

OGUM Inhame, feijoada (em algumas nações), figado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto, bagre com molho de camarão.

IANSA Acarajé redondo frito no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho.

SANGO Amalá, acarajé longos, rabada com camarão seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru.

OBA  Acarajé, amalá, abara, ovos.

OSOSI Axoxo (milho de canjica vermelha cozida enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido, pamonha

LOGUM EDE Axoxo, omolucum, inhame

OSAIN   Feijão preto, farofa, mel e fumo

OBALUAIE / OMULU Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco.

OSUMARE Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com ovos, inhame

OSUN Omolucum, xinxim de galinha, Apeté, ovos cozidos, milho com coco.

YEMANJA Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva

NANA  Acaça, arroz, inhame, feijão fradinho, omolucum de feijão branco enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio.

OSALA Tudo branco, Ebô de milho branco sem sal,
(canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas de inhame cozido com mel.

Amacis, amalás, comidas & bebidas de santo terça-feira, jan 24 2012 


Nota: Irmãos, lembrem – se que seu Pai ou Mãe no Santo, são os que  devem confirmarem estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento…

Mojubá.

Quando relaciono aqui AXÉS COM ORIXÁ OGUN ,tenho como finalidade colocar a seu dispor ferramentas diversas para você receber,dar,na realidade manipular esta energia .São dicas das mais diversas na linha de orações,ebós,obrigações,agrados,simpatias,muitas destas manipulações são tão antigas como o pó da estrada,outras são frutos da evolução humana,espiritual e claro folclórica. Tradicional.

Não significa que são ebós para você vencer em todos os obstáculos que temos que enfrentar na estrada da vida ao longo de seu percurso ,mas com certeza lhe darão ânimo,força e determinação.

Fortalecendo o seu modo de pensar significa você sair de uma situação estagnada seja qual for e partir para uma situação que julga ser melhor,isto em todos os campos. Através da conquista do espaço desejado.

Pode ser uma viagem que não se concretize. Um namoro complicado,um amante que não se decide.Uma venda que não se efetue,bem…as orientações estão abaixo.

Desejo que você tenha discernimento para fazer a escolha,não apenas da ferramenta a usar,mas principalmente quanto a necessidade do uso.

Quem sabe não tem aqui uma receitinha especial para o seu caso?

Boa sorte

Ou Jafusi Inanga

Amacis, amalás, comidas & bebidas de santo

Os quitutes da cozinha africana pertencem a duas categorias: uns são destinados às cerimônias do culto e outros ao público assistente.

No preparo das comidas do ritual, devem ser observados vários preceitos, inclusive a não permanência de mulheres menstruadas nas cozinhas, sempre separadas da cozinha doméstica; o uso pelas iabás (cozinheiras do culto) e das cotas, suas auxiliares, dos trajes apropriados e respectivas guias.

Além disso, as panelas devem ser de barro, novas algumas vezes, as colheres de madeira, o fogo de carvão e lenha, para dar melhor sabor à comida. Até mesmo o modo de abanar e mexer a panela é diferente do usual.

Às vezes, depois de pronta a comida, joga-se os búzios, para saber se a comida foi aceita pelo orixá; em caso contrário, é distribuída ao público, preparando-se nova. Passemos agora, a explicar os nomes e o preparo das comidas de santo.

Canjica para Oxalá: Oxalá é o maior orixá do culto. Como Oxalá-Alufan, é o deus supremo, o criador do univers. Oxalá-Guian, é Jesus Cristo, o que veio depois para proteger e guiar os que estão sob sua proteção. Como Orixalá, protege tudo que estiver sob o Alá, formando-se essa palavra de orixá (espírito da natureza) e alá (o que cobre as criaturas). Orixalá pertence a um culto derivado do nagô na Bahia.

Este orixá não recebe homenagens e cerimônias juntos com os outros, tendo o seu assentamento em lugar reservado. Somente baixa de sete em sete anos, salvo em caso gravíssimos. Só arria em cavalos feitos dentro do culto e que se preparam com sete dias de antecedência para receber o grande orixá.

Esta comida, quando é preparada para Oxalá, não leva azeite de dendê e sim ori(limo da costa), preparado africano, que vem em folhas de bananeira. Quando pronta, é servida em tigelas brancas.

Amalá de Ogum: É feito de feijão-fradinho, levando camarão, azeite de dendê, etc.

Amalá de Xangô: É feito com rabado ou peito (carne fresca), quimbobô (quiabo) fresco, azeite de dendê, camarão, etc.

Acassá: Dá-se esta comida também para Oxalá. Deita-se o milho branco com água em vaso bem limpo, sem qualquer resíduo, até amolecer, ralando-se depois na pedra de ralar, passando-se numa peneira fina (urupemba), ficando ao cabo de algum tempo a massa no fundo do vaso. Isto pronto, escoa-se a água, deitando-se a massa no fogo, com outra água, até cozinhar em ponto grosso, retirando-se com uma colher de madeira, pequenas porções que são envolvidas em folhas de bananeira, depois de um rápido aquecimento no fogo, ou não.

Acarajé: Comida que se dá também para Iansã. Feita com feijão-fradinho depositado em água durante alguns dias, a qual é mudada diariamente, até perder a casca, sendo o grão ralado na pedra de ralar. Isto feito, revolve-se a massa com uma colher de madeira, até formar uma pasta, colocando-se como tempero cebola comum ou branca e o sal ralados.

Aquecida uma frigideira de barro aí se derrama azeite de cheiro (azeite de dendê) e com a colher de madeira, vai-se deitando pequenas porções de massa e formando-se pequenos croquetes.

Para o acarajé, usa-se um molho preparado com pimenta malagueta, seca, cebola e camarão seco, sendo tudo isso moído na pedra de ralar e frigido em azeite de cheiro, em outro vaso de barro.

Como estamos vendo, a arte culinária dentro do culto, obedece à rigorosa tradição, dando-se para cada orixá, a comida que lhe pertence:

Aussá: Dá-se esta comida também para Oxum. Cozido o arroz em água sem sal, mexe-se com a colher de madeira, até formar uma consistência, usando-se para isso um pouco de pó de arroz, cujo molho é preparado como se faz para o acarajé, levando-se este molho ao fogo com azeite de cheiro e um pouco de água, até que esta se evapore.

Aussá: Quando esta comida for feita para ser servida ao público assistente, leva pequenos pedaços de carne seca.

Efó: Serve para qualquer orixá, menos para Oxalá. Corta-se a erva conhecida como língua de vaca, “taioba” ou mostarda, pondo-se ao fogo a ferver com pouca água. Feito isto, escoa-se a água, espreme-se a massa daí formada e coloca-se de novo na mesma vasilha com cebola, pimenta malagueta seca, camarões secos e sal, azeite de cheiro, depois de tudo ralado.

Caruru: Dá-se para os Beijes e Xangô. No preparo desta comida, usa-se a mesma receita do efó, podendo ser feito de quimbobôs (quiabos), cortados bem finos, mostarda ou taioba, de óio ou outras gramíneas, como sejam as folhas dos arbustos conhecidos por unha de gato, bertalha, bredo de Santo Antônio”, capeba, etc. O caruru é ingerido com acassá ou efun (farinha de mandioca).

Ecuru: Conhecida também por pamonha que se dá para Xangô. Preparado o feijão-fradinho, como se faz com o acarajé, ou milho verde, coloca-se pequena quantidade em folhas de bananeira, como se faz no acassá, e cozinha-se em banho-maria.

Pronto o ecuru, isto é, cozido, a sua massa é diluída no mel de abelhas ou num pouco de azeite de cheiro com sal.

Xinxin: Esta comida dá-se para Oxum e Iansã. Sacrificada a galinha, depena-se, lava-se bem, depois de retirados os intestinos, cortando-a em pequenos pedaços; coloca-se na panela para cozinhar com sal, alho e cebolas ralados.

Logo que a galinha estiver cozida, ajuntam-se-lhe camarões secos em quantidade, sementes ou pevides de abóbora ou melancia, tudo ralado na pedra, e o azeite de cheiro.

Robó: Corta-se o inhame em pequenos pedaços, leva-se ao fogo com água temperando-se depois com o efó. Serve para Xangô.

Humulucu: Serve esta comida para Oxum. Cozido o feijão-fradinho, tempera-se com cebola, sal, alguns camarões, tudo ralado na pedra, botando ao mesmo tempo o azeite de cheiro.

Só é retirada do fogo a comida depois de cozidos os temperos.

Dengua: Dá-se para Oxalá, Ogum e Oxossi. Cozinha-se o milho branco, ao qual se junta um pouco de açúcar.

Abará: Serve esta comida para Xangô e Iansã. Coloca-se o feijão-fradinho em vasilha com água até que a casca saia do grão ralando-se depois na pedra com cebola e sal, com um pouco de azeite de cheiro, mexendo-se tudo com uma colher de madeira.

Tudo isso feito, envolve-se pequenos pedaços em folhas de bananeiras, como se faz com o acassá, e coze-se em banho-maria.

Abarem: Serve para Xangô. O milho usado para essa comida, é preparado como se faz para o acassá, fazendo-se depois umas bolas, que são enroladas em folhas de bananeira, aproveitando-se a fibra que se retira do tronco para atar o abarém.

Pode ser servido com caruru ou mel de abelhas e, dissolvido na água com açúcar é excelente refrigerante.

Ipete: Dá-se esta comida para Iansã. É feita com inhame, que, depois de descascado, cortado bem miúdo, é fervido até perder a consistência, quando é temperado com azeite de cheiro, camarões, cebola e pimenta, sendo estes temperos ralados na pedra.

Ado: Dá-se para Xangô. É milho torrado reduzido a pó, tendo como tempero o azeite de cheiro, podendo-se-lhe juntar mel de abelhas.

Olubó: Serve para Xangô. Descasca-se e corta-se a raiz da mandioca, em fatias muitos finas, que são postas a secar no sol. No dia seguinte, estas fatias são levadas ao pilão e aí trituradas e passadas em peneira ou urupema. Derramada água a ferver sobre o pó, produz o alubó, espécie de pirão.

Efun Oguede: Dá-se para Xangô. É feito com banana de São Tomé, não muito madura, descascada, cortada em fatias e colocadas ao sol para secar. Dias depois é pisada no pilão, passando-se na peneira, obtendo-se a farinha chamada “efunoguéde”.

Oguedé: Serve para Xangô. É feito com a banana da terra, frita no azeite de cheiro.

Feijão de leite: Serve para todos os santos, menos para Oxalá. Cozinha-se o feijão mulatinho ou o preto, pisado ou moído no pilão para se tirar a casca do grão, pela sua indigestibilidade, pelo que é preciso passar o feijão na urupema.

Feijão de leit: Depois disto feito, adiciona-se quantidade suficiente de leite de coco, para dissolver a massa, sal e açúcar, levando-se finalmente ao fogo até tomar ponto. O feijão de leite pode ser servido com qualquer espécie de peixe.

Moqueca de peixe fresco: Serve esta comida para Iemanjá, Oxum e Iansã. Limpa-se o peixe, escama-se lava-se com bastante limão e água, depositando-se as postas em frigideiras. Prepara-se depois o molho, composto de sal, pimenta malagueta, coentro, limão (de preferência vinagre), tomate e cebola, derramado sobre o peixe depois de tudo moído.

Antes de levar a frigideira ao fogo para cozer o peixe, deita-se o azeite de oliveira ou o azeite de cheiro, conforme o paladar, observando-se a preferência por ambos os óleos.

Cassuanga: O fubá de milho barrufado com água e sal, era levado ao fogo para ser torrado, sendo servido com leite e açúcar. Pode-se fazer de outro modo: põe-se o fubá, amendoim e açúcar, juntamente para torrar, pisando-se depois no pilão, fazendo-se daí suculenta paçoca, hoje usada no comércio, mas sem o primitivo gosto. Esta iguaria era muito usada pelos congos no alimento dos seus filhos, que sempre foram robustos, servindo também para as amas-de-leite, dando-lhe bastante leite.

Estas comidas tinham grande valor nutritivo e esplêndido sabor, deixando os africanos, na Bahia, quitutes hoje mundialmente conhecidos, vendo-se também que no Rio de Janeiro dentro do culto do Omolocô, as suas iabás preparam estas comidas em épocas de grandes festas, o que é raro.

Bebidas de santo

Para acompanhar as iguarias, falaremos das bebidas de santo, que foram com o tempo substituídas por outras que contêm uma fermentação quase idêntica as usadas no culto, embora com outro sabor, mas havendo semelhança; os orixás aceitas estas bebidas como Ogum aceita a cerveja branca, já a preta é para Xangô.

Aluá: Faz-se esta bebida de diversas maneiras consoante o santo que irá bebê-la.

Para Oxum faz-se com fubá de arroz, para Ogum é com milho branco; e para Xangô, o milho é torrado dando uma cor escura como gengibre.

O milho fica na água, dando em três dias a esta um sabor acre, de azedume pela fermentação. Coa-se a água, colocando-se pedaços de rapadura e, diluída esta, tem-se saborosa bebida e refrigerante.

Por este processo prepara-se o aluá ou aruá de casca do abacaxi, para ser distribuído aos assistentes.

Gronga:- É uma bebida feita de raízes e gengibre, para a confraternização dosmalungos (amigos) oferecida com saudação do ritual.

Esta bebida é muito usada na Linha das Almas.

Bebida de Oxossi: Do coco de dendê, extrai-se a seiva por meio de bambus, introduzidos no tronco da árvore, na incisão feita, passando depois a fermentação, para ter potência alcoólica, filtrada antes e engarrafada, ficando muito gostosa; é oferecida a Oxum em cuité com mel de abelhas, em folha de saião ou laranjeira.

Hoje esta bebida foi substituída pelo oti que tem o mesmo efeito alcoólico.

Amacis

Fundamentos de amacis e banhos de descarga
Amaci e o banho feito de várias ervas conforme a orientação do pai ou guia chefe dirigente de um terreiro. Tem por muitas finalidades limpar a aura (ori) do filho de santo, pessoas. de um modo geral as ervas são colhidas seguindo a sua intuição, ou seja para qual a finalidades e para que serve. E seguida de rituais para a colheita, respeitando a reza de Ossãe orixá responsável pelas ervas colhidas na matas, porém o filho de santo mais experiente pode fazer o seu banho com 7, 14, 21 ervas conhecidas. ( sempre é claro respeitando os fundamentos do seu terreiro).

Os amaci são usados para tomar banho de corpo inteiro inclusive o ori, pois todos passamos por encruza, ruas, e encontramos com pessoas com pensamentos mal intencionados, por isso é necessário tomar os amacis da cabeça aos pés.

O amaci serve também para limpar os ibás e fundamentos do terreiro, descarregar a casa após a sessão ou quando se sentir o ambiente carregado, basta para iso lavar a casa com o amaci sempre cantando para o orixá chefe do terreiro, ou do filho de santo para limpar a casa. O seu fundamento consistem em apanhar as ervas necessárias, lavá-las e macerar com a mão sempre com uma vela acessa pedindo para o orixá depositar seu axé, forças espirituais, etc, pois nesse momento sentirá a presença do mesmo para o complemento do seu amaci, sempre respeitando os procedimentos aprendidos, ou seja, pedir sempre auxilio aos orixás e entidades espirituais, para o descarrego, limpeza e força espiritual. Pode-se usar para banho, limpeza da casa do filho de santo ou terreiro, otás, ibás do orixá. Após o uso de seu banho sempre descarregar as ervas usadas em plantas e águas correntes limpas. para que leva o carrego, miasmas, ou larvas astral. se necessário fizer uso da sobra, deixar secar no forno ou ao sol, para a sua secagem e fazer defumação, pois tudo se aproveita e nada é destruído, mas caso não use o melhor e descarregar em uma planta ou água corrente. Banhos de cachoeiras, água de chuva, bica e poço natural, geralmente são usados pelo filho do orixá que rege, podendo ser do ori aos pés, ou acrescentar nas ervas.

Coloca-se em amaci, após o preparo, mel e sal para o tempero no lugar do mel pode se colocar açucar, ou um acaça, pois todos os orixás comem acaça, ou pode acrescentar água de canjica após o cozimento no banho. Não se enxuga o corpo e veste-se roupas claras de preferência no caso de uso pessoal no lar. Toma-se banho de preferência antes do inicio do trabalho e após o trabalho em seu lar, pois sempre estamos andando em encruzilhadas e ruas e lugares como bar, lojas etc.

Ao iniciar qualquer comida do santo e após despacho nas encruzilhadas se toma banho após o despacho. Cobre se com um pano branco o amaci e dependendo da quantidade no máximo dura 3 a 4 dias, após isso em alguns terreiros junta-se com o ebó, que é um outro banho com os axés do orixá, ou seja um banho muito mais forte e serve para descarregar qualquer pessoa muito carregada de egum. O seu preparo e feito com a mengá do animal e partes dele deixando com as ervas enterradas em um pote no terreiro ou próximos a casa do orixá. Isso é um fundamento de umbanda, não tem nada haver com o candomblé. Isso é apenas um conhecimento meu, passado por fundamentos e não livros.

Pode-se também observar a fase da lua e tomar o seu banho, não necessariamente se faz uso de um banho somente de um orixá, há muitas ervas conhecidas para banho, que pode ser misturadas e fazer o amaci. Nunca vai ao gofo esse amaci, necessário se faz tomar o banho frio. Outros banhos de ervas podem ser cozidas e somente deverá ser tomado banho do pescoço para baixo, nunca no ori, pois ai existe um fundamento que não se deve colocar nada cozido em seu ori. Para cada caso existe uma afinidades de banho, banho de descarrego, banho de atração, banho de purificação, banho de defesa, etc, etc.

O melhor amaci e preparado com ervas frescas, somente é acrescentado pemba por ordem espiritual, nunca por si só. Existem outros tipos de banho, como pipocas, somente por ordem espiritual, ou pelo orixá, nunca fazer por fazer por se tratar da ordem do orixá Obaluaê. Banho de pinga somente por ordem espiritual do exú, e nunca se usa na coroa(ori) da pessoa. Esse banho geralmente usa-se para descarrego de demanda ou associado ao bori ou fundamento do terreiro, somente para os que já tem fundamentos dentro do terreiro, nunca por um iniciante, pois há fundamentos ai para ser feitos, não pelo fato de ir na encruza
aberta e tomar esse banho.quando uma pessoa vai ser batizado na umbanda ou fazer algum bori, nunca se usa bebida de qualquer espécie alccolica no ori da pessoa é um erro isso, somente água e se necessário mengá, mas nunca bebida alcoolica, fato esse que pode levar uma pessoa ao vicio da bebida ou coisas piores, esse é um dos fundamentos de bebidas alcoólicas no ori. Pois o ori e a sua cabeça, onde o orixá e anjo da guarda se correspondem muita atenção ao seu ori.

Não se usa um amaci apenas “por usar”… é importante que se estabeleça um objetivo claro para o preparo. Vamos citar alguns desses objetivos, mas não são os únicos, pois pode haver uma infinidade de motivos e formas de se preparar um amaci:Amaci de preparação para apresentação – muito comum na Umbanda da atualidade, esse amaci consiste em folhas, cascas, sementes, frutos, etc, maceradas (quinadas, amassadas, trituradas), preparadas, caso sejam pelo próprio dirigente, com antecedência e deixadas na frente do conga, em iluminação de velas nas cores do Orixá regente da vibração. É usado nos cultos e giras coletivas, onde todos serão apresentados, em sua mediunidade, à vibração daquele Orixá. Normalmente é colocado no ori o qual é protegido com um pano branco ou uma cobertura adequada.Nota – percebo ainda hoje, mesmo sendo aben­çoados com tantas informações, muitos irmãos ques­tionam o uso dos amacis coletivos, encarando de forma que essa energia pode ser incompatível com a sua vibração original ou a vibração de seu Orixá de cabeça.Muito bem, entendendo que tudo na criação é vida e vibração, cada elemento vibra de acordo com uma nota (força) da criação, então cada erva tem seu (seus) Orixás, assim como as frutas flores, animais e tudo o mais. Sendo assim, teríamos que identificar o Orixá de cada ser vivente para que ele se alimentasse, vestisse, convivesse apenas com elementos compatíveis com sua vibração original.

Sabemos que isso é impossível, portanto não há nada de aberrante em se usar um amaci coletivo, na vibração específica de um Pai ou Mãe Orixá que não seja uma vibração direta de seu triângulo vibratório (Orixás Ancestral, Frente e Juntó).

Assim como não há nada de aberrante em usar algum elemento na cabeça, desde que você não esteja envolvido religiosamente em um contexto que não permita esse ato.

Amaci individual de iniciação – esse é o mais comum, preparado especificamente para o fim da iniciação individual, será determinado pelo guia chefe do próprio médium ou pelo dirigente (ou Guia Dirigente do terreiro). A forma com que será iluminado, cores, numero de velas, etc, será também definido por eles.

Normalmente são feitos com antecedência do ato iniciatório e poderá ser usado por dias anteriores ao momento da iniciação.

Amacis específicos – assim como os individuais, podem ser determinados pelos guias como forma de atuar com muito mais intensidade do que um banho. Por exemplo, peguemos um caso de atuação negativa, causando reações orgânicas que levam a geração de doenças físicas. Num exemplo como esse, podemos recomendar um amaci de limpeza, usado por um, três, cinco ou até sete dias, todos os dias antes de dor­mir a pessoa colocará esse preparo no chacra coronário e eventualmente em algum outro chacra ou parte do corpo onde está localizada a ação negativa e o reflexo da doença, envolvendo com um tecido branco ou colorido de acordo com a necessidade.

Dentro de um terreiro, é muito positivo o preparo dos amacis por todos. Juntar os médiuns em reunião es­pe­cífica para isso, com um bom conjunto de ervas e líquidos (bebidas rituais, essências, etc.) Podemos usar ervas secas ou frescas para os amacis. Se for usar preparos prontos, use somente os de ervas escolhidas para aquela vi­bração e nunca os líquidos prontos, que prezam pela facilidade mas nunca pela competência vibratória.

Pegue as ervas, triture-as de preferência com as próprias mãos, já em uma bacia ou recipiente apropriado (se puder, use recipientes metálicos ou de vidro). Adicione água mineral, que pode ser usada para todos os preparos, de todos os Orixás e para todos os motivos. Triture um pouco mais com as mãos e adicione os líquidos necessários, e por último as pétalas de flores, se forem usadas.

Deixe repousar por algum tempo, que pode variar de acordo com a necessidade do preparo. É muito positivo iluminar esse amaci em um circulo com sete velas acesas, que seguem as cores do Orixá regente

Por experiência própria, posso recomendar que em todos os amacis, de qualquer Orixá, sempre esteja presente pelo menos uma erva de Pai Oxalá. Entendemos que esse amado Pai está presente em toda a criação e a atuação de suas ervas reflete um caráter “formador, condensador, magnetizador” mesmo.

Um pouco sobre as ervas e os Orixás

UM POUCO SOBRE O USO DAS ERVAS

Na liturgia e nos rituais de Umbanda, vemos o uso de ervas seja na forma de amacís, imantações, banhos de descarga, etc. Isso porque as ervas detém grande quantidade de energia vital, no elemento vegetal, que através de suas combinações podem produzir determinado efeito positivo ou negativo, como tudo que é energia no Universo.

As ervas possuem forte poder para atuarem em nossa aura, em nosso campo energético, fato este já conhecido pelos indígenas, e demais povos ancestrais que já as utilizavam para diversos fins.

Como já dito, através do uso de sua energia as ervas podem ser classificadas quanto aos seus efeitos, sejam positivos, negativos ou neutros. Diante desse conhecimento, a Umbanda utiliza-se desse elemento para desenvolver seus rituais, seus descarregos, curas ou fortalecimentos, tudo comandado pelas entidades espirituais que determinam o uso apropriado do elemento vegetal conforme o caso.

Uma das formas de utilização das ervas na Umbanda, são na forma de banho. Os banhos de descarrego são usados para eliminar vibrações negativas, limpando o perispírito de miasmas negativos, magia negativa ou mesmo da influência de obsessores. Os banhos de fixação, para adquirir vibrações positivas, vitalizando os chacras do médium de energia positiva para fortalecimento dos processos mediúnicos ou de ligação do espírito encarnado com seus guias e entidades atuantes.

O uso destes banhos são de grande importância e depende do conhecimento e uso de ervas e raízes, nas suas diferentes qualidades e afinidades, que devem entrar na composição dos mesmos, não se podendo facilitar quanto a isso.
Geralmente para banhos deve-se usar as ervas frescas, e este deve ser preparado dentro de um ritual, o qual consiste em:

1. Nunca ferver as folhas junto com a água.

2. As folhas devem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de louça, ágata ou potes de barro.

3. Em alguns casos, quando não houver necessidade de água quente, as ervas devem ser quinadas diretamente sobre a água.

4. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como pôr exemplo: água de mina, de poço ou água mineral.

Ocorre uma diferenciação, também, na forma em que se deve tomar o banho. No de descarrego, deve-se molhar do pescoço para baixo, jamais a cabeça; já no banho de fixação, este deve ser tomado de corpo inteiro. Não se deve enxugar o corpo totalmente após os banhos indicados na Umbanda, para que haja maior captação ou eliminação da energia propiciada pelas ervas usadas no banho.

Deve-se, após o banho, as ervas utilizadas serem jogadas, de preferência em lugares de água corrente, como rios ou mar.

Há banhos para todos os Orixás e Entidades e muitos banhos têm dia e hora certos para tomar.

As ervas são também usadas no ritual do amaci.

Amaci é um banho de ervas que se faz no médium iniciante na Umbanda com as ervas específicas do Orixá de cabeça do médium, este banho é dado inclusive na cabeça do médium e tem a finalidade de limpar o campo astral e preparar o médium para entrar na corrente mediúnica, é uma preparação, uma espécie de primeira confirmação do médium na corrente mediúnica, é um vínculo energético do médium com o seu Orixá, com a casa e com o seu Pai no Santo porque somente o Pai no Santo pode dar este banho (entendam banho, como sendo a colocação do amací na coroa do médium) e colocar a mão na cabeça do médium.

A partir deste ponto o médium é um médium de Umbanda e está energeticamente vinculado ao seu Orixá.

Também visa propiciar ao médium maior contato com seus Orixás de Coroa, devendo o dirigente do templo colher as ervas de todos os Orixás, uma de cada pelo menos, e colocá-las quinadas dentro do preparo que será feito com as quatro águas (mar, cachoeira, chuva e fonte/mineral), com 3 (três) dias de antecedência do ritual do Amaci.

Além do amaci conforme descrito anteriormente, ao qual o médium se submete ao entrar para um templo de umbanda, anualmente é feito este ritual com a finalidade de preparar o médium para receber as energias vibrantes do terreiro, além de oferecer ao filho de fé a limpeza de seu campo áurico, bem como confirmar as entidades trabalhadoras da coroa daquele médium.

         AS ERVAS DOS ORIXÁS

Abaixo estão relacionadas as ervas mais conhecidas e usadas na Umbanda para banhos e outras finalidades.

Oxalá - Boldo ou Tapete de Oxalá; Saião ou Folha da Costa ; Manjericão ou Alfavaca Branca ; Sândalo; Patchuli; Colônia; Alfazema; Algodoeiro; Capim Limão; Girassol; Maracujá; Jasmim; Erva Cidreira. entre outras.

Xangô - Levante ou Elevante; Quebra-Pedra; Fortuna ; Erva Lírio; Pata de Vaca; Pára-Raio; Gervão Roxo; Manjericão Branco; Erva de Santa Maria; Malva Branca; Sucupira; Limoeiro; Café; Alecrim do Mato, entre outras.

Ogum - Espada de São Jorge; Peregum Folhas Amarelas e Verdes; São Gonçalinho; Aroeira; Vence-Demanda; Comigo-Ningém-Pode; Romã; Jurubeba; Mangueira; Pinheiro; Goiabeira; Abacateiro; Canela, entre outras.

Obaluaiê (Omulu) - Hera; Canela de Velho; Assa-Peixe; Erva-de-Passarinho; Levante ou Alevante; Jurubeba; Manjericão Roxo; Camomila; Babosa; Mamona Branca; Aroeira; Jamelão; Carnaúba, entre outras.

Yemanjá - Manjericão; Colônia; Saião; Levante; Jasmim; Malva Rosa; Lágrimas de Nossa Senhora; Pata de Vaca; Parreira; Camomila ou Macela; Poeijo; Trevo; Violeta; Boldo; Alaga Marinha; Gerânio, entre outras.

Oxóssi -  Alecrim do Campo; Peregun Verde; Mangueira; Chapéu de Coro; Abre Caminho; Vence-Demandas; Jureminha; Erva Doce; Pitangueira; Romã; Sabugueiro; Malva Rosa; Levante; Capim Limão; Violeta, entre outras.

Nanã - Erva Quaresma; Manjericão; Agoniada; Mostarda; Agrião; Bertalha; Espinafre; Hortênsia; Cedinho; Erva-Cidreira; Camomila; Beringela; Erva-Mate; Avenca; Jaqueira; Cavalinha, entre outras.

Oxum - Jasmim; Erva -Cidreira; Colônia; Agoniada; Camomila; Lágrimas de Nossa Senhora; Erva Doce; Lírio Amarelo; Mamão; Boldo; Vitória-Régia;Gengibre;Melancia;Agrião; Melão; Coentro; Celidônia, entre outras.

Yansã - Pára-Raio; Dormideira; Erva Santa Bárbara; Cana do Brejo; Erva Prata; Gervão Roxo; Anil.; Violeta; Losna; Arruda; Orquídea; Mal-me-quer; Alfazema; Anil; Cipó Azogue; Alfazema de Caboclo, entre outras.

Ibeji - Amoreira; Anil; Alfazema; Abre-Caminhos; Parreira; Colônia; Erva-Cidreira; Pitangueira; Camomila; Erva Doce; Cajá; Morango; Capim Limão; Lírio; Benjoim; Tangerina; Fruta de Conde; Hortelão, entre outras.

Exú - Vassourinha; Fumo; Babosa; Tiririca; Bananeira; Pinhão Roxo; Vence-Demandas; Comigo-Ninguém-Pode; Jurubeba; Urtiga; Amendoeira; Bambu, entre outras.

              ERVAS PARA AFASTAR MAUS ESPÍRITOS

São usadas para fazer Sacudimentos de Pessoas e Ambientes como: Losna; Cipó; Comigo-Ninguém-Pode; Fumo; Alho; Crisântemo; Bananeira; Abre-Caminhos; Espada de São Jorge; Pinhão Roxo; Guiné; Mamona, entre outras. 

ERVAS PARA AMULETO

Usadas com a finalidade de Proteção e Segurança, são as seguintes: Alfavaca ou Manjericão; Guiné; Arruda; Indirí; Alecrim; Canela Preta; Espada de São Jorge, entre outras.

 ERVAS CONTRA FEITIÇOS

Betônica; Briônia, entre outras 

             ERVAS PARA TRABALHO

Tais como Imantação de Otás, Materiais de Culto, para o ORI, são elas: Obi; Orobô; Urucum; Dandá; Erva de Passarinho; Pimenta; Bejerecum; Bálsamo de Tolu; Choupo; Amansa – Besta; Canela; Aridam, entre outras.

Amacis – Oxum, Ogum, Cosme e Damião e Sete Linhas

Oxum
2 panos brancos e virgens
folhas de guiné
folhas de Lágrima de Nossa Senhora
folhas de boldo
ramos de manjericão
folhas de alfazema
ramos de arruda
1 flor branca
Substituição: Folha de mentruz, alecrim, hortelã e poejo
Regência: Cachoeiras, lagos, riachos
Cor: Azul escuroOgum
2 panos brancos e virgens
espada de São Jorge
Obs.: Não tem substituição
Regência: Calçada da Calunga pequena (lado de fora) e estradas
Cor: Vermelho e brancoCosme e Damião
2 panos brancos e virgens
ramos de trevo
ramos de alfazema
ramos de camomila
ramos de alecrim
ramos de manjericão
ramos de poejo
1 flor branca
Substituição: Folha de boldo, amaro e erva-doce
Regência: Nos jardins
Cor: Rosa e azulSete Linhas
2 panos brancos e virgens
ramos de arruda
folha de boldo
folha de comigo-ninguém-pode
folha de couve manteiga
folha de samambaia do brejo
espada de São Jorge
folha de goiaba
Substituição: Folha de café, manjericão ou alecrim

EGUNITÁ é a Orixá Cósmica apli­cadora da Justiça Divina na vida dos seres racionalmente desequilibrados. Fogo, eis o mistério de nossa amada mãe Egunitá, regente cósmica do Fogo e da Justiça Divina que purifica os excessos emocionais dos seres de­sequilibrados, desvirtuados e viciados.Orixá: Egunitá Elemento: FogoSentido Divino: JustiçaFator principal: Consumir, purificar, energizar

Atribuição: Purificar o emocional humano

Ervas Quentes: Arruda, buchinha do norte, cânfo-ra, eucalipto, jurema preta, urucum fumo (tabaco), pára raio, tiririca, comigo ninguém pode, limão.

Verbos atuantes nas ervas quentes: Queimar, consumir, aquecer, fundidor, fusor.

Ervas Mornas: Açafrão Raiz, Alfavaca, Arnica do Ma­to, Ca­lêndula Flor, Canela, Arte­mísia, Carapiá Raiz, Chapéu de Cou­ro, Cipó São João , Erva de Sta Maria – Mentruz, Girassol – Semente c/ casca, Guaraná Semente, Imburana Semente, Incenso Resina, Laranja Amarga Casca Fruto, Laranjeira Folha, Louro.

Verbos atuantes nas ervas mornas: Energizar, inflamar, excitar, estimular.

Flores: girassol, begônia, flores do campo

Portais de cura: calcita laranja, rodelas de limão cravo, velas laranja e vermelhas, carvão, azeite de dendê.

Frutas e alimentos: moranga, morango, frutas vermelhas e frutas cítricas – limão cravo, mexerica, laranja, etc.

Banho / Amaci – purificador ou cura: arruda, eucalipto, tabaco, para raio, folhas de limão, aroeira, jurema preta, folhas de gengibre, açafrão (cúrcuma), cebolinha

Banho / Amaci – apresentação, gira ou iniciação: calêndula, santa maria, artemísia, flor de girassol, imburana, louro, laranjeira

Firmeza à esquerda: carvão, pimentas de todo tipo, tijolos de forno antigo, peças de caldeiraria.

Orixá IansãIansã é a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos emocional.Elemento: Ar – (em movimento, a ventania)Sentido Divino: Lei

Fator principal: Direcionador, movimentador

Atribuição: Direcionar e movimentar os seres no sentido evolutivo

Ervas Quentes:

buchinha do norte, cânfora, espada de sta. Bárbara, quebra demanda, mamona, picão preto, bambu, fumo (tabaco), para-ráio (sta. Bárbara), tiririca, vence demanda, pinhão roxo.

Verbos atuantes nas ervas quentes:

Arrastar, arrebatar, dissipar, fulminar, remover, …

Ervas Mornas:

Pitanga folha, peregun rajado, alfavaca, calêndula, camomila, cana do brejo, capuchinha, cidreira, cavalinha, chapéu de couro, cipó cravo, cipó s. joão, santa luzia, girassol semente, imburana, jurubeba, laranjeira, losna, sabugueiro, folha do fogo, pinhão branco.

Verbos atuantes nas ervas mornas:

Mover, movimentar, direcionar, espalhar, empurrar, agir, vibrar,…

Flores: impatiens, palmas amarelas e vermelhas, açucena, tulipa, primavera (bougainvilea)

Frutas e alimentos: pitanga, laranja, abacaxi, grãos.

Banho / Amaci – purificador ou cura: Artemísia, losna, mamona, bambu folhas, cana folhas, tabaco, para raio.

Banho / Amaci – apresentação, gira ou iniciação: pitanga, eucalipto, peregun verde-amarelo, santa luzia, sabugueiro, laranjeira, girassol flor.

Firmeza à esquerda: olho de boi, valeriana, folhas variadas secas no tempo, pimentas

Portais de cura: água de chuva, velas amarelas e vermelhas, pimentas amarelas, pedaços de bambu, flores.

Amalás dos Orixás

OXALÁErvas para o Banho de Descarrego
Poejo, Camomila, Chapéu de Couro, Erva de Bicho, Cravo, Coentro, Gerânio  Branco, Arruda, Erva Cidreira, Erva de  S.João, Alecrim do Mato, Hortelã,  Alevante, Erva de Oxalá (Boldo), Folhas  de Girassol, Folhas de Bambu.Amalá
14 velas brancas, água mineral, canjica branca dentro de alguidar de louça  branca, e flores brancas.
Local de entrega: deve ser muito bonito e cheio de paz, como uma colina limpa, ou junto de uma entrega para Iemanjá, na praia.

OGUMErvas para o Banho de Descarrego
Aroeira, Pata de Vaca,Carqueja,Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de S. Jorge, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba.Amalá
14 velas branca e vermelha ou 7 brancas  e 7 vermelhas, cerveja branca servida em coité, 7 charutos, peixe de escama e de água doce, ou camarão seco, amendoins
e frutas, de preferência, dentre elas, uma manga (melhor a espada).
Local de  entrega: uma campina.

Ao poderoso Senhor da Guerra e dos Caminhos, pede – se: aberturas dos caminhos
profissionais; novas oportinidades; trabalho; vitórias justas e merecidas; força
para enfrentar as provações; proteção contra os inimigos; quebras de demandas;
ajuda para mudanças de cidade, estado ou país; movimento.
OFERENDA 1
ELEMENTOS:
7 carás pequenos com a casca (apenas escaldados em água quente)
3 cebolas cortadas em fatias no sentido do comprimento
azeite de dendê para regar
1 cerveja clara pequena (sem gelar)
1 vela (metade branca, metade vermelha)
7 folhas de couve, arrumadas em círculo, com os cabos para fora.
Após arrumar as folhas de couve, colocar os carás, enfeitar com as cebolas e
regar com o dendê. Abrir a cerveja, derramar nas folhas de couve.
Acender a vela.

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OFERENDA 2
ELEMENTOS:
500g de feijão cavalo cru
1 cebola cortada em fatias no sentido do comprimento, para enfeitar o feijão
azeite de dendê para regar o feijão
1 coité (recipiente que é metade de uma casca de côco ou madeira)
1 cerveja clara pequena, colocada no coité
1 vela(metade vermelha, metade branca) 1 recipiente para vela (forminha metal)
7 folhas de couves arrumadas em forma de círculo, com os cabos para fora
Arrumar um monte de feijões no centro das folhas de couve, enfeitar com as
cebolas e regar com o dendê. Colocar a cerveja no coité, acender a vela no
recipiente, esperar queimar, recolher o lixo reciclável.

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OFERENDA 3
ELEMENTOS:
8 fatias de melancia (em espessura que não quebre)
1 cerveja clara pequena – 1 coité para colocar a cerveja
7 velas metade vermelha, metade branca (7 forminhas de empadinha)
8 cravos brancos
7 folhas de couve, arrumadas em forma de círculo, com os cabos para fora.
Colocar as fatias da fruta em cima do círculo de couve, colocar um cravo]
em cima de cada fatia de melancia, com os cabos para fora,

PROCEDER COMO ANTERIOR
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OFERENDA 4 …………………………………..PARA PEDIR PROSPERIDADE

ELEMENTOS:
250g feijão fradinho cru
250g feijão cavalo cru
8 azeitonas verdes
8 ovos cozidos, descascados e inteiros
azeite de dendê para regar
8 moedas douradas lavadas com sabão (podem ser de 10 centavos
8 folhas de louro
1 cerveja clara pequena – 1 coité pra por a cerveja
4 velas brancas (número 0 ou 1, para queimar rápido) 4 forminhas
4 velas veremlhas (número 0 ou 1, para queimar rápido) 4 forminhas
7 folhas de couve para servirem de suporte
Arrumar as 7 folhas de couve em círculos, com os cabos para fora
colocar o feijão cavalo, fazendo um monte, no centro das folhas de couve,
colocar o feijão fradinho, contornando o monte do feijão cavalo
colocar intercalado e enfeitando em cima dos feijões: os ovos,
as 8 folhas de louro e as 8 azeitonas. Regar tudo com o dendê,
acender as velas (uma em cada forminha de empadinha) esperar queimar
e recolher forminhas, scos plásticos, garrafas etc.

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OFERENDA 5
ELEMENTOS:
7 mangas (tipo espada, sem descascar)
7 cravos vermelhos
1 cerveja clara pequena -1 coité para por cerveja
1 água mineral 200ml (regar as frutas e a couve)
7 velas (metade vermelha, metade branca)
7 folhas de couve (arrumadas em círculo, para servirem de suporte)
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 6
ELEMENTOS:
1 cará grande sem casca, sem cozinhar, apenas escaldar
azeite de dendê ou oliva para regar
1 cebola cortada em fatias, no sentido do comprimento
1 a 3 folhas de couve para suporte
1 cerveja clara pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela branca comum 
PROCEDER COMO ANTERIORES
As oferendas de meu Pai Ogum, em geral são as mais simples entre os Orixás.

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OFERENDA 7………………..Essa oferenda é para pedir saúde e proteção.
ELEMENTOS:
7 beterrabas grande cruas e com a casca
7 espadas de Ogum (São Jorge)
7 velas (metade vermelha, metade branca)
1 garrafa de água mineral, coité para colocar a água
1 garrafa pequena de cerveja, coité para colocar a cerveja
7 folhas de couves para suporte

Arrumar as 7 folhas de couves em círculo, com os cabos par fora
colocar as 7 beterrabas no centro
arrumar as 7 espadas em torno das beterrabas (como se fossem raios de sol)
Servir água e cerveja, uma em cada coité, acender as velas, nos suportes.
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 8
ELEMENTOS:
3 carás (crus, com casca)
4 ovos cozidos, cortado ao meio no sentido do comprimento
3 mangas espadas (com casca)
3 cravos vermelhos
1 cerveja pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela vermelha
1 vela branca
7 folhas de couve
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 9
ELEMENTOS:
1 kg de mandioca, descascada e cortada em pedaços (escaldada em água fervente
e escorrida, deve estar firme, não cozinhe)
4 ovos cozidos, firmes e cortados na metade no sentido do comprimento
21 acerolas com casca (ou 21 tomates cereja)
21 azeitonas verdes
azeite de dendê para regar
1 cerveja clara pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela vermelha (número 0 ou 1)
1 vela branca (número 0 ou 1)
7 folhas de couves

Arrumar no centro das coves a mandioca, enfeitar com as acerolas,azeitonas e
os ovos (faça uma bonita apresentação, com carinho e capricho) regue tudo
com o dendê, coloque a cerveja no coité e acenda as velas (tomando as devidas
precauções)

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OFERENDA 10 ………OFERENDA PARA FORTALECIMENTO E ENERGIA
ELEMENTOS:
7 figos frescos (com casca e inteiros)
7 goiabas (branca ou veremelha, com casca abertas ao meio no comprimento)
7 laranjas (com casca, abertas ao meio no comprimento)
melado de cana para regar
7 velas (metade vermelha, metade branca) 7 forminhas para as velas
7 folhas de couve para forrar o chão
200ml de água mineral – 1 coité para colocar a água
200 ml de vinho tinto seco – 1 coité para colocar o vinho
(você deve abrir uma garrafa especialmente para a oferenda e levar num
vidro com tampa mais ou menos 1 copo do vinho e deixar o resto em casa)

Arrumar as couves em círculo, com os cabos par fora, colocar no centro os figos
inteiros contornados pelas laranhas e estas contornadas pelas goiabas. Regar
com o melado, fazendo uns fios por cima das frutas , não cubra tudo.
Servir a águam depois o vinho e por último acender as velas.
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 11
ELEMENTOS:
4 cravos vermelhos
3 cravos brancos
1 garrafa pequena de cerveja clara (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
1 vela (metade vermelha, metade branca)
7 folhas de couves para forrar (colocadas em cérculo, com os cabos para fora)

Arrumar os cravos intercalando as cores, em círculo, nas couves, com os cabos
dos cravos para o lado de fora, abrir a cerveja e colacar no coité, acender
a vela (num suporte de alumínio tipo forminha de empadinha) 

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OFERENDA 12
ELEMENTOS
1 cravo vermelho
1 vela branca
1 cerveja clara pequena e 1 coité para por a cerveja
Não precisa forrar o chão com folhas de couves, coloque diretamente no chão.
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AMALÁ FORTE DE XOROKÊ

-7 QUIABOS

-1 GILÓ.

-1 K FARINHA DE MANDIOCA.

-1 VIDRO DE DENDÊ.

-7 PIMENTA MALAGUETA FRESCA.

-7 PUNHAIS DE AÇO,CABO PRETO.

-1 ALGUIDAR DE BARRO.

-7 VELAS AMARELAS.

-Cortar cada quiabo 6 vezes,de forma que fique 7 pedaços,ou melhor 49.

-Corta-se o giló em 3 fatias de maneira que não se separem.

-Fazer uma farofa com a farinha de mandioca,dendê e pimenta picada,que fique bem soltinha.

-Colocar um punhado de farofa no fundo do alguidar,suficiente para forrar o fundo.

-Fazer as conjurações.

-Com a mão esquerda coloque os 49 pedaços de quiabo ao redor.

-Coloque o giló no centro.

-Em seguida cubra tudo com a farofa,deixando apenas o giló aparecendo.

-Coloque os sete punhais ao redor do prato,de maneira que fiquem todos com as lâminas apoiando no alguidar em direção ao centro.

-Acender uma vela por dia ,durante sete dias.

-Despachar em uma encruzilhada aberta.

CONJURAÇÕES AO SR XOROKÊ

1ª CONJURAÇÃO:Sr. Xorokê , rei do ouro,senhor das nobrezas e das farturas , invoco-te por parte do maioral todo poderoso , para que , neste exato momento , coloque teus sete emissários ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS, DAVIÊROS, ZALIÊROS, em meu favor,para solucionar o quero e preciso,no prazo de sete minutos,sete horas ou sete dias,pois para isto fostes criado.

2ª CONJURAÇÃO:Sr.Xorokê,assim como o bode berra,o fogo estala e a fumaça sobe,eu… quero que meus desejos sejam agora a mim dirigidos,como a luz do sol,clareia a terra,tu com as sete forças do espaço,ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS DAVIÊROS, ZALIÊROS ,irás dirigir a mim tudo aquilo que eu quero e preciso neste momento,dentro do curto prazo de sete minutos,sete horas ou sete dias , pois para isto fostes criado.

3ªCONJURAÇÃO :Sr.Xorokê,tu que tens o grande poder de aliviar-me de todas as minhas necessidades materiais,neste exato momento te suplico e ordeno: fáras com que tuas sete falanges do espaço ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS, DAVIÊROS, ZALIÊROS,venham em meu socorro no curto espaço de tempo de sete minutos,sete horas ou sete dias, pois para isto fostes criado.

As oferendas para Pai Ogum podem ser entregues na beira do mar, nas cachoeiras, nas campinas, nas estradas de barro, nas matas, 
no jardim de sua casa, menos as que forem distintas como a de Ogum Xoroquê, que é numa encruzilhada e fica durante sete dias, todas as outras acima é que são nesses lugares citados e no tempo descrito.  (recolher no terceiro dia e despachar).

IEMANJÁErvas para o Banho de Descarrego
Pata de Vaca, Folhas de Lágrima de N.Senhora, Erva Quaresma, Trevo e chapéu de couro, Alfazema.Amalá
7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco, rosas brancas ou outrO tipo de flor branca.
Local de entrega: na  praia.

MARINHEIRO


AMALÁ
Dia do Marinheiro

Para a linha dos marinheiros nós preparamos uma entrega com arroz branco, peixe de água salgada, às vezes batata com mel, pedaços de coco, cigarro, marafo e como flores o cravo. Pode ser usado no lugar do alguidar de barro a gamela, folhas de bananeira ou aquela casca do coqueiro.

LOCAL DA ENTREGA
Na beira da praia

CIGANOS


AMALÁ
3 ou 7 velas de cera incolor, frutas como maçã, pêssego, uva principalmente, dentro de uma gamela, arroz integral e batatas assadas pequenas e descascadas, coberto com canela e mel tudo arranjado com flores. Bebida para o cigano vinho tinto, e para a cigana vinho branco. Para o cigano cigarro ou cigarrilha, e para cigana cigarros.

BOIADEIRO


AMALÁ
7 velas amarelas. Comida dentro de uma gamela: arroz integral, virado de feijão preto, batata assada, rapadura, cocada, arroz mineiro, arroz tropeiro, podendo ser usada uma moganga, flores do campo, cigarros ou cigarrilhas.

Bebida: marafo ou batida de coco.

OXÓSSIErvas para o Banho de Descarrego
Malva Rosa, Mil Folhas, Sete Sangrias, Folhas de Aroeira, Folhas de fava de Quebrante, Folhas de Samambaia, Folhas de Palmeira, Folhas de Laranjeira, Erva Cidreira, Folhas de Jurema, Folhas de Maracujá, Folhas de Palmito, Folhas de Abacateiro.Amalá
7 velas verdes e 7 brancas, Cerveja branca servida em coité, 7 charutos,
peixe  com escama de água doce ou uma moganga bem assada com milho dentro coberto com mel.
Local de entrega: na entrada da mata.

OFERENDA 1

7 ESPIGAS DE MILHO VERDE (USE A PALHA COMO BASE PARA A ENTREGA)
1 COITÉ COM ÁGUA MINERAL
7 VELAS VERDES
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OFERENDA 2
7 VELAS VERDES (EM VOLTA DO CÔCO)
7 VELAS BRANCAS (EM VOLTA DO CÔCO)
7 GALHOS DE ALECRIM, (EM VOLTA DO CÔCO)
1 CÔCO VERDE ABERTO EM CIMA, COM A ÁGUA DENTRO
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OFERENDA 3
4 VELAS VERDES
3 VELAS BRANCAS
7 GALHOS DE GUINÉ
21 VAGENS
ÁGUA MINERAL
1 COITÉ, PARA POR A ÁGUA
——————————–
OFERENDA 4
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA PARA SERVIR DE BASE PARA A OFERENDA
21 PEDAÇOS DE CANA DE AÇÚCAR
1 CERVEJA BRANCA, SERVIDA NO COETÉ
———————————————–
OFERENDA 5
1 FOLHA DE BANANEIRA, PARA SERVIR DE BASE
70G DE FEIJÃO (QUALQUER TIPO)
70G DE LENTILHA
70G DE GRÃOS DE ERVILHA
70G DE GRÃOS DE MILHO SECO
70G DE GRÃO DE BICO
70G DE ARROZ BRANCO
70G DE GRÃOS DE SOJA
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
CERVEJA BRANCA, SERVIDA NO COETÉ
ARRUMAR OS GRÃOS DE MODO HARMONIOSO E CIRCULAR, NA FOLHA DE BANANEIRA, DEIXAR O COITÉ COM CERVEJA NO CENTRO, ACENDER AS VELAS FORA DA FOLHA DE BANANEIRA, EM VOLTA.
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OFERENDA 6 
1 FOLHA DE BANANEIRA
7 GALHOS DE ALECRIM
7 GALHOS DE ARRUDA
7 MAÇÃS VERDES
7 VELAS BRANCAS
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
ÁGUA MINERAL, SERVIDA NO COITÉ
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OFERENDA 7
1 FOLHA DE BABANEIRA
FLORES DO CAMPO ( EM CIMA DA FOLHA DE BANAEIRA)
1 CÔCO VERDE, ABERTO E DEIXAR A ÁGUA DENTRO (NO MEIO DA FOLHA )
7 VELAS VERDES ( EM VOLTA, FORA DA FOLHA)
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OFERENDA 8
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA, PARA FORRAR O CHÃO
1 MORANGA ABERTA PELO ALTO, REGADA COM MELADO DE CANA, DEIXAR A TAMPA DO MORANGA AO LADO.
7 VELAS VERDES
7 VELAS BRANCAS
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OFERENDA 9
1 FOLHA DE BABANEIRA
70G SEMENTES DE ABÓBORA
70G SEMENTES DE GERGELIM
70 G SEMENTES DE GIRASSOL
7 GALHOS DE ARRUDA
7 GALHOS DE GUINÉ
7 GALHOS DE ALECRIM
7 PEDAÇOS DE CANELA EM PAU
1 GARRAFA DE 500ML DE ÁGUA MINERAL
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL ( O RESTANTE DA ÁGUA, REGAR TODA A OFERENDA)
7 VELAS BICOLORES (METADE VERDE, METADE BRANCA)
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OFERENDA 10
1 FOLHA DE BABANEIRA
500G DE ARROZ INTEGRAL CRU (NO CENTRO DA FOLHA)
1 CACHO DE UVAS (QQ TIPO) ( EM CIMA DO ARROZ)
MEL (REGAR TODA A OFERENDA)
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL
7 VELAS BICOLORES (METADE VERDE, METADE BRANCA)
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OFERENDA 11
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA
7 PITANGAS
7 JABUTICABAS
7 CARAMBOLAS
500ML DE CALDO DE CANA (PARA O COETÉ E PARA REGAR A OFERENDA)
1 COETÉ COM CALDO DE CANA
7 VELAS BICOLORES (VERDE E BRANCA)
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OFERENDA 12
1 FOLHA DE BABANEIRA
7 ESPIGAS DE MILHO VERDE
7 VAGENS CRUAS
7 GALHOS DE ALECRIM
7 VELAS BICOLORES (VERDE E BRANCA)
MEL PARA REGAR A OFERENDA
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL
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OFERENDA 13
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA (PARA FORRAR O CHÃO)
7 BANANAS D’ÁGUA (E COM AS CASCAS E 4 SEM AS CASCAS)
MEL PARA REGAR AS BANANAS
1 CERVEJA BRANCA NO COETÉ
7 VELAS VERDES
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OFERENDA 14
1 FOLHA DE BANANEIRA
7 CAJÚS
21 VAGENS CRUAS
MEL PARA REGAR
7 VELAS VERDES OU 7 VELAS BICLORES (VERDE E BRANCAS)
1 COETÉ
ÁGUA MINERAL SERVIDA NO COETÉ
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OFERENDA 15
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA
1 CÔCO VERDE ( ABERTO COM A ÁGUA DENTRO
7 PEDAÇOS DE 70 CM CADA DE FITA VERDE
7 PEDAÇOS DE 70 CM CADA DE FITA BRANCA
FLORES DO CAMPO
7 VELAS BRANCAS
7 VELAS VERDES

XANGÔErvas para o Banho de Descarrego
Folhas de Limoeiro, Erva Moura, Erva Lírio, Folhas de Café, Folhas de Mangueira, Erva de Xangô, Alevante, Quebra-Pedra.Amalá
7 velas marrons e 7 velas brancas,
7 charutos, cerveja preta servida em coité, camarão, quiabo.
Local de entrega: na pedreira ou sobre uma pedra grande e bonita.

Para Pai Xangô costumamos pedir sabedoria para tomar decisões que afetem
significativamente não só as nossas vidas, como a de outras pessoas próximas a
nós, pedimos sabedoria e reflexão, apoio material, uma vida mais estável, em
todos os sentidos, ajudas em questões de processos judiciais.
OFERENDA 1
ELEMENTOS:
1 kg de quiabos crus
azeite de dendê para regar
2 cebolas, cortadas em fatias no sentido do comprimento
4 velas( número 0 ou 1, na cor marrom)
4 velas (número 0 ou 1, na cor branca)
8 suportes de alumínio para as velas (tipo forminha de empadinha)
7 folhas de couve, arrumadas em círculos com os cabos para fora
1 garrafa ou lata de cerveja preta (sem gelar) 1 coité para por a cervejaEntrega: coloque os quiabos no centro do círculo de folhas de couve, enfeite
com as cebolas e regue com o dendê , abra a cerveja e coloque no coité,
acenda as velas, espere queimar, recolha a embalagem da cerveja e as forminhas,
junto com sacos plásticos e leve embora.
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OFERENDA 2
ELEMENTOS:
3 frutas do conde (ou cajá)
3 kiwis
3 cachos de uvas (de cor vinho)
1 garrafa pequena de cerveja – 1 coité para por a cerveja
4 velas na cor marrom (número 0 ou 1) – 4 forminhas de metal (tipo empadinha)
4 velas na cor branca (número 0 ou 1) – 4 forminhas de metal (tipo empadinha)
7 folhas de couve para servirem de base.

Arrume as 7 folhas de couve em forma de círculo, com os cabos para fora, coloque
as frutas no centro, abra a cerveja e coloque no coité, acenda as velas e espere
queimar, recolha as forminhas, garrafa, etc.
PROCEDER COMO AS ANTERIORES
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OFERENDA 3
ELEMENTOS:
500g de castanhas do pará (sem cascas)
500g de grão de bico (apenas escaldado em água fervente e escorrido)
4 cebolas (cortadas em fatias, no sentido do comprimento)
16 folhas de louro (pode ser seco, para enfeitar)
azeite de dendê para regar
1 garrafa pequena de cerveja preta (sem gela) 1 coité para por a cerveja
8 velas( número 0 ou 1, na cor marrom )
7 folha de couve para servirem de base

Montagem:
Arrume as 7 folhas de couve em círculos, com os cabos para fora.
No centro coloque as castanhas; em volta destas, faça outro círculo com os
grãos de bico; em volta do grão de bico, coloque as fatias de cebola; enfeite
tudo com os louros, dispostos também em círculos; regue com o dendê,
acenda a vela.
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OFERENDA 4
ELEMENTOS:
8 cajús
8 cajás (ou 7 frutas do conde)
8 quiabos
8 pinhões
8 folhas de couve, para servirem de base
8 cerveja preta para regar as frutas – NÃO PRECISA COITÉ, a cerveja é para regar
8 velas (número 0 ou 1 na cor marrom)

Arrumar as folhas de couve, depositar as frutas de modo estético, sempre preferindo as arrumações circulares (não cozinhar os pinhões, nem os quiabos), regar com a cerveja preta, acender as velas.
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OFERENDA 5
ELEMENTOS:
500g de grão de bico (apenas escaldados em água fervendo e escorridos)
7 quiabos (sem cozinhar ou escaldar)
21 azeitonas pretas
4 cebolas (cortadas em fatias,no sentido do comprimento)
azeite de dendê para regar
1 cerveja preta pequena (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
7 velas( núnero 0 ou 1, na cor marrom )
7 folhas de couve para servir de base

PROCEDER COMO ANTERIORES
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OFERENDA 6
ELEMENTOS:
250g de lentilhas (apenas escaldadas em água fervendo)
24 pinhões (crus)
16 folhas de louro
dendê para regar
1 garrafa pequena de cerveja preta (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
7 velas na cor marrom (número 0 ou 1) Coloque em recipientes, tipo forminhas,
espere queimar e recolha-os, juntamente com a embalagem de cerveja ao lixo.
7 folhas de couve para suporte (arrumadas em círculos, com os cabos para fora)

PROCEDER COMO ANTERIORES
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OFERENDA 7 
ESTA OFERENDA É MAIS SIMPLES, POR MOTIVOS ECONOMICOS

ELEMENTOS
1 vela branca
500g de quiabos, escaldados, enfeitados com rodelas de 1cebola e regados no dendê
1 cerveja preta pequena (sem gelar) 1 coité para colocar cerveja
1 folha de couve, para servir de base.
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OFERENDA 8
ELEMENTOS:
500g de amendoim cru
100g de azeitonas verdes
1 cabeça de alcachofra (cortar e tirar o cabo)
azeite de dendê
1 cerveja preta pequena, 1 coité para por a cerveja
7 velas na cor marrom (número 0 ou 1, para queimar rápido)
7 folhas de couve

Arrumar as 7 folhas de couve em círculos e com os cabos para fora, no meio
depositar o monte de amendoins, colocar a alcachofra sem o cabo, no centro
dos amendoins e as azeitonas em volta da alcachofra. regar tudo com dendê.
Abrir a cerveja, colocar no coité, acender as velas (em recipientes tipo forminhas)
esperar queimar.
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OFERENDA 9
ELEMENTOS:
500g de feijão manteiga cru (regado com azeite de oliva)
100g de azeitonas pretas
100g de castanhas do Pará (inteiras e sem cascas)
1 cebola inteira (regada com azeite de oliva)
azeite de oliva, o suficiente para regar
1 cerveja preta pequena
1 coité para colocar a cerveja
8 velas na cor marrom (número 0 ou 1, para queimar rápido) forminhas
7 folhas de couve, para servirem de base

PROCEDER COMO A ANTERIOR, E COLOCAR A CEBOLA INTEIRA NO MEIO DO
MONTE DE FEIJÃO.
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OFERENDA 10
ELEMENTOS:
500g de feijão fradinho (cru)
21 quiabos (crus)
3 cebolas cortadas em fatias, no sentido do comprimento
azeite de dendê para regar
1 cerveja preta pequena – 1 coité para colocar a cerveja
4 velas na cor marrom (Número ou 1) 4 forminhs de metal
4 velas na cor branca (número 0 ou 1)4 forminhas de metal
7 folhas de couve par forrar

PROCEDER COMO ANTERIORES

AS OFERENDAS PARA PAI XANGÔ DEVEM SER ENTREGUES EM CIMA DE
PEDRAS, NA BEIRA DE CACHOEIRAS, COLINAS, CAMPINAS, ETC.
PODEM TAMBÉM FICAR NUMA PEDRA, NO JARDIM DE SUA CASA E RECOLHIDAS
NO TERCEIRO DIA DESPACHADAS NA MATA>

OXUMErvas para o Banho de Descarrego
Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica,Trevo Azedo ou Grande, Chuva
de Ouro, Manjericão, Erva Sta. Maria, Gengibre, Calêndula, Alfazema.
Amalá
7 velas brancas e 7 amarelo claro, Flores Amarelas, água mineral canjica amarela, fitas amarelo claro e branca.
Local de entrega: ao lado de uma cascata.

 

IANSÃErvas para o Banho de Descarrego
Catinga de mulata, Cordão de frade, Gerânio cor-de-rosa ou vermelho, Açucena, Folhas de Rosa Branca , Erva de Santa Bárbara.
Amalá
7 velas brancas e 7 amarelo escuro, água mineral, acarajé ou milho em espiga coberto com mel ou ainda canjica amarela. Local de entrega em pedra ao lado de um rio.

CRIANÇA


AMALÁ
7 ou 14 velas brancas, rosas ou azuis. Balas, pirulitos que podem ser do formato de chupeta e doces de qualquer tipo.

A bebida deve ser um refrigerante de preferência guaraná.

LOCAL DA ENTREGA
Um jardim ou um campo onde tenha flores.

PRETO VELHO


AMALÁ
7 ou 14 velas branca e preta, tutu de feijão, feijão fradinho, doces naturais como cocada, rapadura. Bebida: cerveja preta ou marafo. Fruta: banana prata também conhecida como banana maçã. Flores brancas. Um cachimbo, fumo e cigarro de palha.

EXÚ


AMALÁ
7 velas vermelhas e sete pretas; Comida: farofa de milho, com bastante pimenta e alho, coberto com azeite de dendê; o recipiente pode ser, no caso dos exus, um alguidar de barro; bebida: marafo; 7 charutos; se quiser flores vermelhas.

Para as pombas-gira o procedimento é o mesmo, exceto que ao invés do charuto deve ser entregue cigarros acompanhado de uma caixa de fósforos entreaberta e a bebida seria vinho tinto.

LOCAL DA ENTREGA
No caso dos exus os lugares dentro da cidade seria nas encruzilhadas, portão do cemitério ou dentro do cemitério (o cemitério chama-se calunga pequena), para os exus da encruzilhada, do cemitério e das almas. Entretanto no caso dos exus, recomendamos que a entrega seja feita dentro de um mato ou em sua entrada, de preferência em baixo de dois galhos de árvores que se cruzem.

POMBA GIRA


Farofa
Vinho branco ou rose
Cigarro com a carteira aberta e alguns puxados para fora
1 Caixa Fosforo
Velas vermelhas
Flores – rosas de qualquer cor

DONA MARIA PADILHA


AMALÁ
7 maças vermelhas, 21 morangos, 7 Ameixas Vermelhas, 7 Bombons, 7 Velas Brancas, Cigarro, Anis e Flores

Fontes: Casa de Umbanda

“Comidas e bebidas de santo”. Revista Mironga. Rio de Janeiro, anuário de 1970, edição especial)

claudia b.

Banhos, defumadores & ervas para todos os fins terça-feira, jan 24 2012 


Banhos para todos os fins

Nota: Irmãos, lembrem – se que seu Pai ou Mãe no Santo, são os que  devem confirmarem estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento…

“Só é duradouro aquilo que se renova.”
Essa frase, gravada na porteira do Sítio Sertãozinho, avisa a quem chega qual é a atmosfera do lugar. São 78 mil m² de jardins, com ervas e flores, que perfumam e tornam vivo cada recanto. No meio desse paraíso verde, está a casa de Magdala Guedes, a Magui Junto com o marido, Oreste Lúcio, ela cultiva tudo o que cresce no lugar.
Os aromas florais atraem beija-flores, borboletas e pássaros.
“Há 17 anos, senti que não podia mais viver na cidade, que precisava estar nanatureza, observando os bichos, obedecendo o ritmo das estações do ano, para aprofundar meus estudos de fitoterapia e compreender melhor o efeito das ervas. Aqui, sinto que sou filha da Terra, desenvolvo a humildade e a tolerância enquanto espero as plantas crescerem. O tempo de semear e colher” diz Magui, que nasceu em Goiás, tem formação de educadora e morava em Belo Horizonte antes de vir para o sítio.
Ela produz chás, incensos, cosméticos e desenvolve programas de revitalização que incluem alimentação natural e banhos de erva. “As pessoas chegam da cidade carentes de cuidado e de condições para ouvir a voz do próprio coração, pois estão muito aceleradas. Acho que a saída não é abandonar o espaço urbano, mas aproveitar finais de semana para estar perto da natureza. Banhos de erva trazem essa força para o dia-a-dia. Eles atuam no corpo e influem no equilíbrio energético”, acredita ela.

Como preparar Magui ensina como fazer os banhos. “Coloque num saquinho de linho ou algodão brancos 200 g de ervas frescas ou 100 g de ervas secas. Feche-os com fitas coloridas, que têm significado: verde é para o banho relaxante, laranja para o energizante, branca para o de limpeza, vermelha para o do amor, cor-de-rosa para o de acolhimento”, diz ela.
Se o banho for de imersão, o saquinho é colocado direto na banheira com água quente. No chuveiro, as ervas, já dentro do saquinho, devem ser postas em infusão (em 2 litros de água quente por cinco minutos) e joga-se essa mistura no corpo. “É importante também mentalizar uma intenção durante o
banho”, completa Magui. Aqui, você encontra as misturas de ervas e a sugestão de uma mentalização – isso ajuda a liberar pensamentos negativos, facilita a conexão com o ritmo pessoal e com esse ritual revigorante.

Banho de limpeza

Para momentos de sobrecarga emocional, depois de discussões ou quando os pensamentos negativos são muito recorrentes.

Mil-em-ramas – Tem efeito tônico, revitalizante, digestivo. Como uma esponja, absorve as energias negativas.
Arruda – No caso dos banhos, não tem função medicinal, mas age como protetora e purificadora do corpo e da mente. Libera inveja, mau-olhado e negatividade.
Guiné – Também ajuda na limpeza energética e deve-se usar poucas folhas na mistura.
Alfazema – Tem efeito antidepressivo, anti-séptico calmante e relaxante.
Ajuda a limpar o astral e traz tranqüilidade.
Malva – Calmante, evoca proteção e equilibra as emoções.
Hortelã – É adstringente, analgésico, antidepressivo e anti-séptico. Purifica, protege, atrai amor e saúde.

Mentalização: imagine que você está embaixo de uma cachoeira ou num rio cristalino. Pense que a água está levando embora tudo o que o impede de prosseguir na vida com calma e alegria.

Banho para o amor

Para atrair um novo romance ou celebrar uma união duradoura, sela a cumplicidade e desperta o desejo e a paixão.
7 pedaços de maçã – Fruta doce e suculenta.
4 sementes de maçã – Para que a afetividade e a vida a dois germinem.
4 pedaços de canela em pau – Afrodisíaco.
3 rosas vermelhas – Flores da paixão.
Jasmim – De perfume doce, protege o casamento e o namoro e preserva a individualidade dos parceiros, para que a união seja harmoniosa.

Opcional: na banheira, acrescente 15 gotas de óleo essencial de ilangue-ilangue, afrodisíaco.
Envolva tudo num saquinho de crochê, simbolizando o cuidado e a delicadeza da relação. Amarre com fita vermelha e coloque na banheira com água quente.
Ou deixe o saquinho em infusão em 2 litros de água e jogue no corpo, ao final do banho.

Mentalização: pense na pessoa amada junto de você, nas muitas maneiras de trocar afeto com ela. Firme a intenção de que a relação seja construtiva, de forma que cada um mantenha sua individualidade.

Banho de acolhimento

Para momentos de perda, de grande carência afetiva ou quando haja a necessidade de colo e compreensão incondicional.
Camomila – Calmante e sedativo, alivia a tensão pré-menstrual. Erva associada a abundância, amor, purificação e proteção. Se não tiver flores secas ou frescas, use 15 gotas de óleo essencial de camomila para cada 8 litros de água.
Melissa – É calmante, analgésico, regula a pressão arterial, fortifica. Desperta a doçura e proporciona conforto, sono tranqüilo, acolhimento maternal.
Mirra – Purificador, revitalizante, calmante e estimulante. Ajuda a expressar seus dons e a perceber os aspectos sagrados do cotidiano. Faz vibrar a compaixão e seda o medo de mudanças.

Mentalização: imagine que você está no colo de alguém muito querido e que essa pessoa (pode ser a mãe, a avó ou outra figura materna) o recebe de braços e coração abertos, sem julgar ou questionar o que causa o sofrimento.

Banho relaxante

Para tensão, dores musculares ou após fazer muito esforço físico, como no caso dos atletas.
Tomilho – Relaxante muscular, digestivo, regulador intestinal, broncodilatador. Purifica as energias e desperta as boas vibrações.
Arnica -Antiinflamatório, sedativo, relaxante muscular. Energeticamente, traz clareza e ativa a prosperidade.
Erva-baleeira – Tem propriedades antiinflamatórias e é considerada uma erva de proteção.
Sal grosso – Adicione às ervas 2 colheres de sopa de sal grosso, para banho de imersão, ou 1 colher de sopa, para a infusão.

Mentalização: enquanto está na banheira ou no chuveiro, imagine que as tensões e cobranças do cotidiano estão se dissolvendo, que todo o corpo está relaxando e que você terá um descanso profundo.

Banho energizante

Para desânimo, depressão leve, cansaço, falta de energia física.
Alecrim – Antidepressivo, analgésico, estimulante e digestivo. Traz proteção, amor, purificação, saúde.
Manjericão – É relaxante, antigripal, fortificante. Desperta perdão e clareza.
Malva – É calmante e cicatrizante. Protege as emoções.
Sálvia – Estimula a digestão, é antidepressiva. Fortalece a saúde.
Canela (use no banho 3 pedaços de canela em pau. Ou em pó, 1 colher de sopa rasa) – Tem efeito tônico e revigorante.

Observação: em caso de problemas renais, evite usar a canela.

Mentalização: imagine que os raios de sol estão penetrando em seu corpo através do plexo solar (localizado na boca do estômago). Com os pés bem apoiados, pense que sua energia está sendo renovada, que a vontade e o desejo estão ressurgindo em todo seu ser.

Paz e Harmonia

Banhos Perfumados

Banho pra começar o dia – refresca e revigora

1 gota de o.e. de hortelã pimenta
4 gotas de o.e. de bergamota

Banho pra dormir – relaxa para o sono

1 gota de o.e. de camomila
4 gotas de o.e. de lavanda

Banho afrodisíaco – não precisa dizer nem pra que…

1 gota de o.e. de ylang-ylang
4 gotas de o.e. de sândalo
1 gota de o.e. de jasmim

Advertências:
Na presença de gravidez, pressão alta, problemas respiratórios, circulatórios, sensibilidade cutânea e doenças graves, consulte o aromaterapeuta antes da aplicação.
Alguns dos óleos descritos possuem contra indicações.
Glycia Rocha Gomes

Banhos ritualísticos

Olá Cláudio,
Exatamente isso! Se vc descarregou violentamente, precisará de algo subseqüentemente para ajudá-lo a repor imediatamente a energia retirada. Aí entram principalmente as ervas, a água utilizada, (se de cachoeira, de vertente, de tempestade, de mina, de poço, etc.).

Há vários tipos de “banhos”.
Como aquele por infusão, onde as ervas são ligeiramente aferventadas em água (em minha raiz recomendado para não iniciados – como um tratamento prescrito numa consulta (com entidade ou Zelador(a) à um não iniciado). Há o amaci, que é aquele onde as ervas ou seus derivados são combinados de três (o que considero uma boa variedade), até sete tipos de ervas, mas todas criteriosamente de acordo com o Nkise/Orixá da pessoa e sua coroa. No amaci as ervas colhidas são maceradas (espremidas por atrito, mas nunca torcidas – como aprendi e faço).
Essa mistura não é aferventada. O sumo das ervas usado ao natural como uma essência misturada à água.
É tomado frio (na temperatura ambiente, aliás como qualquer banho deveria ser aplicado) e se não foi previamente coado (o que é raro fazer em minha raiz), os seus restos são colhidos e depositados num local determinado (não recomendo nunca jogar no lixo).
Há também os banhos de Abô mais utilizados no Candomblé, que além de ervas, poderá conter o sangue proveniente dos sacrifícios e outros materiais que os(as) amigos (as) Candomblecistas poderiam falar, sem expor seus fundamentos mais secretos.
Além da variedade de banhos compostos, há os banhos só de águas. Como é bom um banho de cachoeira, de chuva, de mar…
O uso de banhos vem da antigüidade.
Inúmeras culturas utilizam os banhos como repositor de energias, como relaxantes, como descarregos, como tratamentos de saúde, etc.
É uma verdadeira terapia, pois os vegetais e seus derivados (flores, frutos, folhas, sementes, raízes, caules, raspas de casas, etc), e as suas notórias propriedades terapêuticas e curativas são absorvidas pelos poros por onde acessa a corrente sangüínea e percorre todo o organismo, e também pela
aromaterapia (através do olfato, sistema respiratória), agindo portanto, de dentro para fora e de fora para dentro simultaneamente. Os resultados…bem essas nós já conhecemos.

Banhos variados

BANHO DE ERVAS

Todos nós temos ao redor do nosso corpo físico um campo eletromagnético, composto por corpos sutis, que se denomina aura.
As auras das pessoas e dos lugares funcionam como antenas que recebem e enviam mensagens entre si, que são decodificadas através da nossa intuição.

Quando passamos por situações estranhas, energias desequilibradas se agregam à nossa aura e permanecem lá por muito tempo provocando doenças.

Quando tomamos um Banho de Ervas limpamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar normalmente e harmonizando os nossos chakras que são túneis por onde entram as energias no nosso corpo físico.

Cada planta tem características próprias que interagem com as nossas energias provocando as mudanças necessárias. As ervas podem limpar, energizar, melhorar nossa auto-estima, tirar nosso cansaço, etc…

Para fazer o banho, devemos olhar a relação de ervas e propriedades que segue abaixo e escolher aquelas que se adequadam à nossa situação. Depois, pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas. Coe numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo. As ervas podem ser misturadas e o resultado será melhor se usado número ímpar de ervas.

O Sal grosso pode ser usado como banho de limpeza mas é preciso que se tome um banho de ervas logo após.

Relação de ervas e suas propriedades:

* Arnica – afasta a negatividade
* Abre Caminho – novas forças
* Açúcar – aceitação
* Alho (palha) – proteção
* Alecrim – clareza mental
* Alpiste – prosperidade
* Arruda – proteção
* Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
* Água-de-arroz – calmante
* Água-marinha (planta) – limpeza
* Alfazema – mudança
* Bulbo de cebolinha – tira o cansaço
* Comigo-ninguém-pode – defesa
* Camomila – limpeza (bactericida)
* Canela – limpeza, força e prosperidade
* Cravo da Índia – estimulante
* Crizântemo branco – calmante
* Crista-de-Galo (sementes) – calmante (hipertensão)
* Contas de Rosário – concentração
* Cenoura (folhas) – fraqueza
* Dente-de-Leão – tristeza e anti-tóxico
* Erva doce – boas energias
* Espada de São Jorge – proteção
* Folha de Pinheiro – limpeza
* Folhas de Pêssego – dissolve densidades acumuladas
* Folhas de Limão – corta energias negativas
* Folhas de Manga – prosperidade
* Folhas de Louro – prosperidade
* Fumo – proteção
* Flor de sabugueiro – calmante
* Guiné – proteção e força
* Girassol (sementes) – acelera as mudanças
* Guaraná – aumenta as energias
* Hortelã – aceitação
* Inhame – força e limpeza
* Levante – força, melhorar a auto-estima
* Losna – corta a negatividade (raivas)
* Macela – calmante (bom para insônia)
* Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
* Pitanga (folhas) – melhora a circulação
* Rosas brancas – limpeza
* Rosas vermelhas – energia
* Sementes de tangerina – para dores na coluna
* Sálvia – rejuvenecimento

Banhos Específicos:

Descarrego: quando nos sentimos muito irritados ou extremamente desanimados
- 3 galhos de arruda
- 3 galhos de guiné
- 3 galhos de alecrim
- 1 espada de São Jorge
- 1 folha de comigo-ninguém-pode
- fumo de corda
- palha de alho

Abre Caminho: quando queremos mudar alguma coisa na nossa vida
- 7 folhas de loro
- 7 galhos de manjericão
- 7 sementes de girassol

Tirar Mágoas: quando não conseguimos nos livrar de uma tristeza
- 1 maçã cortada em 8 partes
- 1 colher de açúcar

Fraqueza :quando nos sentimos sem forças
- 3 folhas de cenoura
- 3 galhos de arruda
- 3 rosas vermelhas

Densidades Acumuladas: quando sentimos dor nas costas
- folhas de pêssego ou limão
- guiné
- palha de alho

Aumentar a Auto-Estima
- calêndula
- anis estrelados
- manjericão

Prosperidade
- alpiste
- folha de louro
- manjericão

Banhos da Felicidade

Esses banhos vão te ajudar a ter mais felicidade, mas lembre – se faça sempre esses banhos com carinho, mente serena, corpo tranquilo, sem stres.

• Junte em 3 litros de água morna 7 pétalas de rosas vermelhas bem perfumadas, 7 rosas brancas, 3 galhos de manjericão, 3 de alecrim, 3 gotas do seu perfume preferido. Coe tudo, e tome um banho com essa água e se seque naturalmente.

• Junte um punhado de açúcar, 5 pétalas de rosas brancas secas e uma palma de são Jorge em 3 litros de água já fervida, deixe esfriar e depois de coar, junte algumas gotas de seu perfume preferido e um punhado de sal grosso, joque do pescoço pra baixo.

• Coloque um pouco de alecrim, arruda, malva rosa, malva branca, manjericão, vassourinha e manjerona, pique em pedaços bem pequenos lave tudo em água corrente e coloque em 3 litros de água fervida, abafe tudo, quando estiver morno coe e após tomar seu banho habitual jogue no seu corpo e acenda uma vela branca oferecendo ao seu anjo de guarda.

Banho revitalizante

Num ida de lua minguante
3 litros de água
uma folha de espada de sâo jorge
arruda – macho
arruda – femea
guiné
rosas brancas
quebratudo
aguapé
hortelã
Ferva tudo, coe e faça o banho antes de se deitar. Recolha o que sobrar desse banho e jogue no lixo. Esse banho só pode ser feito por mulheres.

Banho para desanuviar a mente

meio maço de Sálvia
nove folhas de louro
nove galhos de manjericão
três colheres de sopa de cravo (em pó é o ideal)

Ferver o louro com o cravo até que a água tonalize de amarelo, deixe esfriar e coloque numa bacia específica para banhos, macerando então as ervas frescas até que se pareçam oxidadas (fiquem esmagadinhas, escuras). Deixe em exposição ao luar, e acrescente uma peça de ouro, retirando no dia
seguinte e tomando o banho da cabeça aos pés.

Importante:
Devolva todo o material utilizado a natureza, deixando aos pés de uma árvore ou enterrando, a mesma que ofereceu parte de si com amor, agradece.

Banho cigano para atrair um amor

Este banho deve ser feito em noite de lua Cheia…
Tome seu banho normal de higiêne.
Prepare este banho fervendo 2 litros de água, quando levantar fervura desligue e coloque os ingredientes, tampe por 15 m. e deixe amornar na temperatura desejada p/ jogar no corpo da cabeça p/ baixo.

Ingredientes:
- amor-agarradinho (deve ser erva, n/ sei…)
- alfazema (erva ou essência)
- mel
- pétalas de rosas vermelhas e amarelas
- uma maçã
Prepare esse banho durante 3 sexta feiras de Lua Cheia.
(claro que sempre mentalizando o seu pedido de que venha um amor e que seja bom p/ todos os envolvidos e sempre terminando : Assim seja, assim será!!!!

Banhos com alecrim

É BOM DAR UMA LIDA NAS MSGS ABAIXO DE OUTRA LISTA , QUEM GOSTA DE TOMAR
BANHOS DE ERVAS….
BEIJOS
MARION
eu encho de alecrim, saio do banho feito peixe bem temperado mas sabe às vezes quando vc tá tão radiante, com tanta energia que não consegue equilibrá-la?
é como eu me sinto…
ele deixa bem radiante mesmo, quem tem coração mais fraquinho tem q se cuidar, mas não é nada muito forte, tipo uma pimenta ou coisa assim só não precisa colocar um pote de alecrim como eu faço rs…
velho feitiço do gabriel
colocar um raminho de alecrim no vinho dá uma ótima animada….
beijos
Tarsila
————————————————————————–
Olás à todos…

Colocando a ponta da minha colher nesta conversa…! :o )

Ainda não tinha ouvido a informação de que mulheres não poderíam utilizar o alecrim em banhos, associada outras ervas. Novidade para mim!

No entanto o que eu sei (e comprovado por euzinha) é que o alecrim é uma fonte de energia, não podendo utilizar-se de grandes quantidades para o banho, sobre o risco de se ter taquicardia. Uma vez, na ignorânicia desta consequencia, estava me sentindo meio caída e acabei fazendo um banho com
3 galhos de alecrim, para melhorar. Resultado: meu coração ficou parecendo uma bateria de Escola de Samba… *risos

Alguém conhece este efeito do alecrim? Já vi que Tuga usa-o para um efeito meio que contrário… qual a quantidade que você usa?

Paz e luz,
Zingara Witch
Banhos mágicos

Atualmente, no Brasil, os banhos de ervas, folhas e flores sofrem a influência de diversas culturas. Este conhecimento garante que os banhos podem lavar o corpo e a alma, renovando as energias da aura humana, espantando a má sorte e atraindo a felicidade para nós. É só comprovar, pois há banho para tudo.

Para atrair o Amor

2 litros de leite
4 colheres de mel
1 maçã vermelha ralada
2 pauzinhos de canela

Ferva o leite e acrescente os demais ingredientes. Deixe esfriar. Coe e use após o banho higiênico, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Para Paixão

1 maçã vermelha ralada
1 maço de salsa fresca
4 litros de água mineral
4 colheres de mel de flor de laranjeira

No primeiro dia da lua cheia, coloque a água numa vasilha grande e acrescente os demais ingredientes. Coloque a vasilha num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua cheia. Na manhã seguinte, coe a mistura e utilize-a, após o banho habitual, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão. Os homens devem retirar a salsa e utilizar o banho apenas com os outros ingredientes.

Para Fartura e Prosperidade

4 litros de água mineral
6 paus de canela pequenos
1 colher de chá de noz moscada ralada
6 folhas de louro
1 colher de sopa de erva-doce ou funcho
6 moedas douradas ou uma peça de ouro
Pétalas de rosa amarela

Num dia de lua cheia, ferva a água e acrescente os demais ingredientes, exceto as pétalas da rosa amarela. Coe. Guarde as peças de ouro e as moedas. Deixe esfriar e antes de utilizá-lo, acrescente as pétalas de rosa. Tome o seu banho habitual e utilize a mistura derramando-a generosamente da cabeça
aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Para Sorte e Harmonização

4 litros de água mineral
2 colheres de sopa de óleo de amêndoa para o corpo
10 gotas de essência de rosas
Pétalas de rosa branca, lírio e angélica
1 quartzo branco bruto
1 quartzo rosa bruto
1 citrino bruto
1 ametista

Numa noite de lua crescente, coloque todos os ingredientes numa vasilha grande e deixe-a num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua.
Na manhã seguinte, após o banho higiênico, banhe-se na mistura, comprimindo as pétalas de rosa sobre a pele do corpo. Não se enxugue. Vista-se com um roupão e enrole uma toalha nos cabelos. Vista-se com roupas claras.

Para Proteção Espiritual

10 ramos de alecrim fresco, sem os galhos
30 gotas de essência de verbena
1 punhado de sal grosso
4 litros de água mineral

Ferva a água, desligue a chama e coloque os ramos de alecrim e o sal grosso. Deixe esfriar. Macere o alecrim com as mãos, como quem esfrega uma roupa. Antes de utilizar o banho, acrescente as gotas de verbena. Banhe-se do pescoço para baixo e deixe a água secar naturalmente ou use um roupão.
Duas horas depois, tome uma chuveirada, se estiver sentindo um sono anormal.

BANHO PARA FICAR MAIS ATRAENTE.

1 bacia de ágata virgem;

200 g. de sândalo em pó;

3 colheres de açúcar cristal;

1 colher de pau (sem uso);

1 vidro de perfume de alfazema;

1 vidro de 1 litro água de rosas.

Misture todos os ingredientes na bacia, mexendo com a colher de pau no sentido horário. Deixe descansar durante três dias, mexendo de vez em quando.

Coloque essa poção num recipiente (de preferência escuro), para utilizá-lo quando quiser ficar mais atraente, usando uma pequena parte do líquido e um pouco de água fria. Depois de tomar um banho normal,  jogue esse preparado no corpo inteiro diluido em um balde de agua.

BANHO DE ERVAS PARA AFASTAR EGUN (eguns – espíritos obsessores)

3 ou 4 folhas de mangueira;

1 galho pequeno de arruda;

folha de arueira;

um punhado de abre caminho;

cravos vermelhos;

1 casca de manacá;

1 kg de canjica branca cozida;

1 pote de barro médio.

Prepare esse banho antes das seis horas da manhã.

Macere todas as ervas, colocando-as dentro do pote, juntamente com a água do cozimento da canjica. Tome esse banho ao ar livre, da cabeça aos pés, pedindo que os eguns e as más influências vão embora.

A canjica deve ser colocada numa tigela branca (virgem) e oferecida a Oxalá, para que a paz e as energias positivas venham para essa pessoa. Fazer os pedidos em voz alta.

BANHO PARA DESCARREGO

1 pote de barro com tampa;

algumas folhas de: levante,

buchinha,

dandá,

cipó grosso (unha de gato),

louro e

alfazema;

colônia.

Sove, muito bem, todas as folhas, deixando descansar por três dias em um local fresco, dentro de um pote de barro com tampa.

Após esse tempo, leve todos os ingredientes para ferver. Guarde o líquido, já frio, em uma garrafa. Tome esse banho, da cabeça aos pés, sempre que estiver ansioso ou nervoso. Esse banho não pode ser quente.

Obs.: No prazo de vinte e quatro horas antes do dia em que for tomar o banho, não coma carne de porco ou pimenta nem ingira bebidas alcoólicas.

BANHO FORTALECER ORI (sua cabeça, sua espiritualidade, suas forças, sua proteção, seu anjo da guarda)

MODO DE FAZER:

Pegue água de coco verde, quine dentro de uma vasilha com folhas de algodoeiro, elevante, e tome este banho varias vezes sempre ao amanhecer, antes tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco, após feito isto tome banho com as ervas, logo a seguir coloque um akasa em sua cabeça e amarre com um morim branco e fique pôr duas horas, depois leve em um

jardim e coloque em baixo de uma árvore.

BANHO PARA SIMPATIA DA MULHER

Macaçá

Manjericão

Canela em pau

Pó de sândalo

1 maçã bem vermelha

Argentina cortada em cruz

Misturar todos os ingredientes e colocar para ferver por 30 minutos; deixe esfriar e em seguida tomar um banho da cabeça aos pés. Após o banho usar um perfume de sândalo ou alfazema.Banho para descarregar o corpo:
Colher pela manhã: levante, manjericão, alecrim, guaco, malva cheirosa, espada de são Jorge, espada de santa Catarina, orô, oito folhas de ameixa, um punhado de folhas de pitangueira, gervão, sete ramos de arruda, guiné, oito folhas de boldo e folhas de alfazema. Colocar numa panela grande e deixar a ferver por catorze minutos. Apague o lume e deixe arrefecer até ficar em boa temperatura para fazer o banho. Ponha o líquido sem as folhas num balde, entre na banheira ou no duche, colocando-se de pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do corpo com uma caneca, faça os pedidos para os bons guias retirarem todos os males do vosso caminho etc. Peça a alguém para deitar a água do banho que ficou na bacia num verde ou em água corrente.
Nota: Este mesmo preparado pode ser utilizado para lavar a casa (do fundos para a frente) para descarregar. Neste caso, em vez de ferver, as ervas também podem ser maceradas, piladas, com água, o efeito é melhor ainda. Também encontrará estas ervas em bons mercados ou ervanárias, caso você não tenha como colhê-las você mesmo.
Banho para atrair bons fluidos:
Misture dinheiro em penca, folhas de dólar, folhas de malva cheirosa, folhas de laranjeira, folhas de elefante, folhas de manjericão, folhas de fortuna, macere estas ervas com água e coe, misture um pouco de água quente para que a água fique numa boa temperatura para o banho. Coloque num balde entre na banheira ou no duche, colocando-se de pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do corpo com uma caneca (nunca deite nenhum tipo de banho na cabeça). No final, despeje o conteúdo da bacia no seu quintal. Se quiser lavar a casa com este preparado deve lavar da frente para o fundo e despeje o resto no fundo do quintal.
Nota: Como é um banho para atrair bons fluidos não deve ser despachado do lado de fora do pátio ou da porta de casa, caso você more num apartamento, sugiro que deixe um vaso grande com plantas verdes numa área onde possa despejar estes banhos.

Banho para Iemanjá ajudar a conquistar as coisas que deseja

Material:
Água morna
Folhas de Pata de Vaca
Folhas de Tapete de Oxalá (Boldo)
Mel
Flores Brancas

Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água, e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente nos seus objectivos. Acrescente 8 gotas de perfume. Tome o banho do pescoço para baixo.

 

BANHO PARA ABRIR CAMINHO

Manjericão de caboclo

Alecrim

Arruda

7 rosas branca

1 obi se for mulher

7 cravos brancos se for homem

21 cravos da índia Fazer

Este banho é para quando a vida estiver atrapalhada ou com perturbações

 

Para afastar o mau olhado ou quebranto

3 litros de água mineral
1 garrafa de cerveja clara

Misture a cerveja com a água e banhe-se da cabeça aos pés, após o banho higiênico. Enrole uma toalha na cabeça e vista-se sem enxugar-se.

Para retirar a negatividade

4 litros de água mineral
2 punhados de sal grosso
2 dentes de alho roxo cortados em cruz
5 galhos de arruda macho
5 galhos de arruda fêmea

Ferva a água com os dentes de alho cortados. Quando a água estiver morna, acrescente a arruda, tratando de macerá-la, até que esteja totalmente desfeita. Misture o sal. Deixe esfriar e coe. Use do pescoço para baixo, após o banho habitual. Passadas duas horas, tome uma chuveirada de água
morna ou fria. Faça na lua minguante.

Dicas Importantes

1 – Os banhos devem ser acompanhados de preces pessoais espontâneas e sinceras. Peça. Converse com Deus e com seus protetores espirituais. Os resultados são fantásticos. Se desejar, acenda uma vela branca para o seu anjo da guarda.

2 – As flores e ervas frescas não devem ser fervidas. O valor energético das mesmas se perderá.

3 – Caso não consiga flores e ervas frescas, você pode usá-las secas. Neste caso, poderá colocá-las em água fervente e abafá-las. Evite fervê-las.

4 – Se estiver sentindo frio, acrescente ao banho, já preparado, uma quantidade de água mineral quente.

5 – Os resíduos dos banhos devem ser devolvidos à natureza. Coloque os resíduos num jardim ou no mar. Não se joga no lixo flores e ervas utilizadas em banhos energéticos, pois, se forem devolvidas à natureza, servirão como adubo.

6 – Na verdade não existe mal algum em jogar uma mistura de sal grosso e água na cabeça. Afinal de contas, nós não tiramos a cabeça para entrar no mar, onde há maior concentração de sal que nos banhos de limpeza energética. O que causa desconforto e cansaço é manter o sal no corpo por muito tempo. Por isso, três horas após um banho com sal grosso, banhe-se apenas com água, caso use o banho da cabeça aos pés.

7 – Banhos preparados com ervas como arruda, comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge e pára-raios não devem tocar a cabeça. Podem causar cansaço, letargia, dores e insônia. Evite-as.

Sibyla Rudana

BANHOS

Em todas as tradições místico-esotéricas, os banhos são indicados como poderosos auxiliares nos processos de cura e equilíbrio de energia do nosso corpo.
O banho feito com lírios brancos e rosas brancas, por exemplo, acalma e restaura a paz espiritual.

Banhos com mel ajudaram adoçar o temperamento e com camomila propiciam bons sonhos.

Para o cansaço e a tensão do dia, faça um escalda-pés com melissa e se sentirá relaxado.

Banho espiritual:

Em uma jarra de vidro limpa misture:

1 xícara de água do mar ou de água morna mineral.
1 colher de sopa de sal grosso.
1 xícara de vinagre de maçã.

Coloque essa mistura na banheira com água pela metade e banhe-se por 5 minutos com um mínimo de três imersões completas. Reze para a libertação de qualquer energia negativa a seu redor ou para se libertar de qualquer influência negativa ou preocupação que possa sentir.

Banho da prosperidade

Misture:

1 xícara de chá de canela moída em
4 xícaras de chá de salsa.

Divida a mistura em 5 partes iguais.

Tome 5 banhos nos 5 primeiros dias da semana. Se tiver banheira, fique em imersão na água por 8 min, pedindo melhora financeira. Mas não exija nada, confie na sabedoria e generosidade do universo.
Durante o banho, afunde 5 vezes.
Enxugue-se normalmente e boa sorte.

Água do banho do Amor

Misture dentro de um pires feito de barro
Água da fonte, descansada sob a primeira fase da Lua crescente e da Lua cheia.
Uma porção de alfazema, alecrim e rosas vermelhas.

Use sempre depois do banho ou durante, se possível junto com a pessoa amada, é uma água muito poderosa e pode usar numa poção, receita ou no que sua intuição lhe desejar!

Água após o banho

2 colheres sálvia trituradas
1 copo de álcool de cereais

Deixe ficar por um mês e depois passe por uma peneira.

Junte 5 gotas de alfazema.
Use sempre após o banho.

Colônia de Alecrim

Misture em 1\2 litro de álcool de cereais
2 gotas de essência de alecrim 2 gotas de bergamota
2 de cidra
2 gotas de essência flor de laranjeira

Deixe ficar pelo menos por 7 dias consecutivos, e coloque em um vidro. Use-o em momentos de bem estar, como em uma festa por exemplo.

Magia do dia

1 litro de água mineral
pétalas de uma rosa branca
petalas de uma cor-de-rosa
sete pedaços de canela em casca
sete cravos-da-índia
um punhado de açúcar-cristal.

Num caldeirao ferver, desligue o fogo e tampe por uns dez minutos. Quando a infusão amornar, despeje-a no corpo, do pescoço para baixo, depois de tomar seu banho habitual. Deixe secar naturalmente, sem usar toalha, e vista-se com roupas de cor clara.

Magia do dia – Para ficar mais atraente

Numa noite de Lua crescente ou cheia, colha sete margaridas e deixe-as sob seu travesseiro até que elas murchem. Então, coloque as flores numa panela com meio litro de água mineral. Leve ao fogo e, quando começar a ferver, retire a poção do fogo e deixe esfriar, com a panela tampada. Mergulhe um
sabonete novo no líquido e aguarde quinze minutos. A seguir, retire o sabonete e jogue fora a poção. Tome um banho com esse sabonete e em seguida enterre-o num jardim. A espuma com a magia das flores e do luar vai tornar você irresistível.

Banhos purificadores

Banhos purificantes ajudam a elevar o astral
(ideal para ser feito no ano novo):

Estudados pela aromaterapia, os banhos são uma técnica milenar e – dizem – podem atrair bons fluídos e purificar. Por isso, que tal começar o ano novo em alto astral, livre dos “encostos”? “Na aromaterapia os banhos em geral demoram uma hora e são verdadeiros rituais”, diz o psicoterapeuta corporal
Marco Spivack. Estes banhos são à base de óleos essenciais e, segundo Spivack, servem para relaxar, energizar, emagrecer e refrescar, entre outras coisas. Podem ser realizados em clínicas especializadas, balneários e até em casa. “Há banhos para quem quer se preparar para as festas de final do ano”, frisa o terapeuta corporal Zheca Catão.

Spivack sugere o que ele chama de Banho Ritual de Purificação, com óleos de alecrim, canela, mirra, olíbano e sal grosso. O banho é realizado num ofurô individual, de madeira, com óleos essenciais. O local é iluminado por velas e na água são jogadas pétalas de rosas. Antes de começar o banho, a pessoa toma uma ducha, depois entra no ofurô e permanece lá por 20 minutos.

“No Japão a temperatura da água do ofurô é elevadíssima, a 43 graus, mas isso é contra-indicado para cardíacos e hipertensos. Por isso, no Brasil a faixa de temperatura é entre os 28 e 32 graus, o que não oferece contra-indicações”, frisa. A pessoa sai do ofurô e deita-se numa espreguiçadeira. “Este banho é um ritual de desapego, uma associação de purificação, para receber o ano novo de braços abertos. Na espreguiçadeira, a temperatura do corpo vai se equilibrando e a pele vai metabolizando os óleos. O alecrim afasta as energias negativas e é estimulante; a canela, segundo o Feng Shui, costuma atrair dinheiro e é afrodisíaca; o olíbano é equilibrante; e o sal grosso é relaxante, purificante e afasta energias negativas”, explica. Você pode realizar este banho em sua casa, de preferência numa banheira.

Zheca Catão explica que quem quer ficar animado durante as festas pode preparar um banho com óleo de alecrim e cítricos. Já para aqueles que querem cuidar do lado espiritual, diz, o banho mais indicado é o com óleo de olíbano. “Um ótimo banho para elevar o astral é feito com uma mistura dos óleos de gerânio e laranja, ele equilibra a oleosidade da pele, e proporciona sensação de bem-estar”, destaca.

Para preparar os banhos em casa, Catão ensina que primeiro deve-se encher a banheira, depois adicionar os óleos essenciais misturados ao leite. “Como o óleo não se mistura com água, o certo é recorrer a um emoliente, no caso o leite”, explica. Coloca-se dois dedos de leite num copo com no máximo dez gotas de óleo no total. Se for adicionar dois óleos, por exemplo, o terapeuta recomenda colocar cinco gotas de cada. Coloca-se a mistura na água e o banho está pronto. No caso do chuveiro, o jeito é preparar o mesmo banho, só que em um balde grande, obedecendo a receita do banho na banheira.
Só que há uma diferença: o banho de balde deve ser feito depois do banho normal e na posição vertical, literalmente vertendo o líquido sobre a cabeça ou somente nos ombros – como preferir.

 SORTE
Se você estiver sentindo falta dessa
energia tão necessária à vida,
faça este banho especial para ajudar
no trabalho e também no amor.
Separe erva-de-bicho, folha da fortuna,
arruda-macho, arruda-fêmea,
levante, quebra-tudo,
guiné e espada-de-são-jorge.
Coloque todas as ervas para ferver
em 3 litros de água,
abafe por 3 minutos e coe.
Assim que esfriar,
despeje algumas gotas
da colônia de sua preferência
e tome o banho em uma terça-feira
à noite, durante a fase da Lua
Crescente.
PARA TRAZER
FELICIDADE.
Adquira uma vela amarela
e um maço de rosas da mesma cor.
Acenda a vela e ofereça
as rosas amarelas para Oxum,
pedindo para que
lhe traga felicidade e amor.

ALIVIO DE TENÇÕES
(ou descarrego)
Em meio balde de água
coloque sal grosso a medida
é a palma de sua mão,
pegar uma vela de cheiro
ou um incenso.
Ascenda no banheiro
a vela ou o incenso,
apague a luz entre no chuveiro
vá jogando a água
com sal grosso em você…
” Pensando que tudo que é ruim,
inveja, olho gordo,
está descendo tudo pelo ralo.”
Relaxe alguns minutos.BANHO DE ATRAÇÃO
Ferver em 1 litro de água:
7 pétalas de rosa vermelha
(símbolo da paixão)
7 gotas de óleo essencial
de sândalo (afrodisíaco)
7 cravos da Índia (afrodisíaco)
7 pitadas de coentro
(afrodisíaco)
Coar e jogar do pescoço
para baixo após o banho
SEGURANÇA TOTAL
Na fase da Lua Nova, faça este banho-de-cheiro
em uma terça-feira. junte ramos de manjericão,
guiné, arruda, comigo-ninguém-pode
e coloque tudo em uma panela com água fervendo.
Desligue o fogo e tampe a panela.
Coe e despeje a mistura do pescoço para baixo,
rezando um Pai-Nosso e uma Ave-Maria
ao seu santo de devoção e ao seu anjo da guarda,
pedindo muita proteção.INVEJA
Junte alguns ramos de rosas brancas,
arruda e ferva em 3 litros de água.
Deixe descansar e esquente de novo.
Depois, passe tudo por uma peneira fina.
Faça esse banho em uma
segunda-feira de Lua Minguante.

Os banhos de ervas são indicados para vários fins,abrir caminhos, descarrego, limpeza espiritual, atrair sorte, atrair amor,afastar mal olhado, entre outros. As Ervas tem um poder mágico vindo da natureza e auxilia em muitas curas e conquistas.
As ervas são vendidas em feiras e em casas de ervas o melhor banho de erva é aquele feito com a erva fresca pois essa ainda se mantem viva. Você pode comprar a erva fresca e depois  separar em algumas partes e guardar o restante enrolado no jornal dentro da geladeira.

Antes de tomar o banho de ervas é fundamental lavar e macerar as ervas com as mãos. NÃO ferver. Usar água filtrada na temperatura ambiente.

Tome primeiro um banho comum e depois jogar o chá de ervas da cabeça aos pés, exceto as ervas que são usadas do pescoço para baixo e indicamos a seguir. Enquanto joga o chá de ervas no corpo, pense na limpeza e na energização áurica, mentalizando apenas bons pensamentos.



Confira abaixo algumas ervas para banho e suas indicações:

Canela de Velho - Tira negatividade de obsessores.

Colônia - Descarrega e acalma.

Elevante - Readquirir energia, levanta e abre caminho. Junto com o alecrim traz clientes e dinheiro.

Macassá - Tem um perfume forte e bom. Dá uma boa levantada. A pessoa raciocina melhor, encontra o caminho, relaxa, descarrega e fortalece a ligação com o Anjo de Guarda e abre os caminhos amorosos. Boa também para doentes.

Manjericão - Tira mau olhado e descarrega. Excelente para crianças e adultos. Para crianças usar somente o manjericão e a rosa branca.

Oriri - Acalma, tira perturbações e traz energia no banho de ervas. Com problemas de nervos colocar a folha úmida na cabeça. Serve para dormir com ela.

Alecrim - Prosperidade e abertura dos caminhos.

Alfazema – Acalma, tranqüiliza e relaxa.

Abre Caminho – Para questão financeira. Prosperidade. Usar do pescoço para baixo. Da cabeça aos pés só uma vez ou outra.

Erva doce, cravo, canela e noz moscada - Prosperidade.

Rosa Branca – Descarrega, tira energia de mau olhado e quebranto. Boa para crianças e adultos.

Aroeira – Tira toda negatividade. Descarrega. Usar do pescoço para baixo.

Barba de Velho - Tira energia negativa de obsessor. Relaxa e dá energia. A erva Canela de Velho tem a mesma função, só que a Canela de Velho é mais forte.

Boldo e Saião – Descarrega e dá calma.

Espada de Ogum e Yansã – Quando a pessoa estiver com tudo fechado, desorientada e negativa. Para pessoa muito negativa. Cortar em sete pedaços uma folha e ferver. Juntar um pouco de sal grosso. Usar do pescoço para baixo.

Ervas e suas indicações:


Negócios: benjoim, canela, cravos da índia, louro.

Adivinhação: alecrim, anis estrelado, artemísia, canela, freixo, louro, noz-moscada, rosa, sândalo.

Fertilidade: carvalho, girassol, mandrágora, noz, papoula, pinho, romã, rosa.

Cura: alecrim, arruda, canela, cardo bento, cravo, eucalipto, freixo, hortelã, lavanda, maçã, mirra, naciso, rosa, sálvia, violeta.

Amor: alecrim, canela, cominho, coentro, jasmim, laranja, lavanda, limão, lírio, macassá, manjericão, verbena, violeta.

Dinheiro: amêndoa, artemísia, brionia, camomila, cravo, jasmim, madressilva, manjericão, menta, trigo.

Proteção: alecrim, angélica, arruda, boca de leão, artemísia, erva doce, freixo, louro, peônia, verbena, visgo.

Purificação: açafrão, alfazema, alecrim, aniz, arruda, hortelã, lavanda, limão, louro, mirra, olíbano, sabugueiro, sândalo, sangue de dragão.

Banho de ervas para Atrair Amor:

01 flor de girassol, 07 cravos da Índia, 01 xícara de café de erva doce, 01 colher de sopa de açúcar mascavo, 01 noz moscada ralada, 01 pitada de pó de sândalo.

Coloque tudo numa panela com água filtrada, deixe ferver por 15 min. Coe, misture num balde de água fria, tome seu banho comum. Depois tome este banho do pescoço para baixo e deixe secar o corpo naturalmente. Leve as sobras em uma praça que tenha um jardim bem bonito e que tenha bastante movimento,deixe tudo no jardim e rege com um pouquinho de azeite doce e mel fazendo seus pedidos.

PURIFICAÇÃO
Se você quiser mandar as energias negativas
para bem longe, faça este banho
em uma quinta-feira de Lua Crescente,
de preferência, à noite. junte as seguintes ervas:
alecrim do campo, palma-de-santa-rita,
rosas vermelhas, espada-de-são-jorge,
louros verdes e erva-de-santa-bárbara.
Coloque todas para ferver em 3 litros de água e,
depois, coe o preparado.
Separe as ervas e coloque-as ao sol.
Após tomar um banho normal,
despeje a mistura sobre seu corpo.
Queime as ervas secas em um braseiro,
juntamente com incenso de benjoim ou mirra.
Enquanto as ervas queimam,
diga as seguinte palavras:
“Fogo de Deus, fogo celestial, fogo sagrado,
que toda a impureza seja queimada e destruída
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
que a Santa Divina Trindade.
Queimei, destruí e reduzi ao nada
todas as más influências, assim como todo o mal”.
RELAXAMENTO
Durante uma segunda-feira
de Lua Minguante,
junte as seguintes ervas:
sabugueiro, kitoco, rabo-de-tatu,
piteira imperial, zanga, angélica,
alumã e brio-de-estudante.
Coloque todas em 3 litros de água
já fervida. Deixe um pouco de molho,
retire do fogo e depois coe.
Quando a água estiver morna,
despeje o preparado do pescoço
parta baixo. Aproveite para preencher
a cabeça com pensamentos positivos
e relaxar todos os músculos tensos.
Tente esquecer os problemas e sentir
corpo e a cabeça leves, como se você
estivesse flutuando. Ao sair do banho.
não se enxugue com uma toalha.
Espere o corpo secar naturalmente.
Antes de sair para a rua, faça uma oração
invocando seu anjo da guarda,
para que ele acompanhe e auxilie
você em todos os momentos.

ENERGIAS POSITIVAS
Quando sentir que colocaram
olho gordo em você,
faça este banho para se livrar
das energias negativas.
Primeiro, junte as ervas:
arruda, catinga-de-mulata,
guiné e alecrim e acrescente
um pouco de sal grosso.
Ferva tudo ligeiramente,
coe e coloque num balde
com 3 litros de água.
Banhe-se do pescoço aos pés,
mas antes tome um banho normal.
PARA
SORTE E HARMONIZAÇÃO
4 litros de água mineral
2 colheres de sopa de
óleo de amêndoa para o corpo
10 gotas de essência de rosas
Pétalas de rosa branca, lírio e angélica
1 quartzo branco bruto
1 quartzo rosa bruto
1 citrino bruto
1 ametista
Numa noite de lua crescente,
coloque todos os ingredientes
numa vasilha grande e deixe-a
num local onde possa receber
o frescor da noite e a luz da lua.
Na manhã seguinte,
após o banho higiênico,
banhe-se na mistura,
comprimindo as pétalas de rosa
sobre a pele do corpo.
Não se enxugue.
Vista-se com um roupão e enrole
uma toalha nos cabelos.
Vista-se com roupas claras

BANHO AFRODISÍACO
Antes de um encontro amoroso ou sexual,
ou também para atrair uma pessoa,
podemos tomar o seguinte banho,
carregando-nos com uma forte aura sedutora:
Coloque em um balde ou
bacia água quente (sem estar fervida)
e coloque as seguintes essências;
dez gotas de ylang-ylang (óleos essenciais),
dez gotas de sândalo*,
dez gotas de essências de rosas*,
dez gotas de almíscar*
e um punhado de cravo.
Depois de tomado o seu banho normal,
pegue o balde e com a ajuda de uma caneca,
vá molhando novamente o seu corpo
com essa água. Comece pela cabeça
e vá molhando todo o restante do corpo.
Feito isso, seque-se naturalmente,
sem auxílio da toalha. Quando já estiver seco,
coloque mais algumas gotas de almíscar
nas palmas das mãos e acaricie
o seu corpo todo.
PRA AFASTAR MAU OLHADO
OU QUEBRANTO
3 litros de água mineral
1 garrafa de cerveja
clara Misture a cerveja
com a água e banhe-se
da cabeça aos pés,
após o banho higiênico.
Enrole uma toalha na cabeça
e vista-se sem enxugar-se.PARA CURAR
HEMORRÓIDAS.
Deixar secar uma fruta romã
fervendo a casca, ferva as sementes
separadas da casca.
Com a casca fazer uma lavagem
no local e com as sementes,
um chá para tomar.
PARA ATRAIR O AMOR
2 litros de leite
4 colheres de mel
1 maçã vermelha ralada
2 pauzinhos de canela
Ferva o leite e acrescente
os demais ingredientes. Deixe esfriar.
Coe e use após o banho higiênico,
da cabeça aos pés. Cubra a cabeça
com uma toalha e vista-se
sem enxugar-se, ou coloque um roupão.PARA OS RINS
FUNCIONAREM BEM.
Pegue folhas de abacate,
quebra-pedra, chuchu
e faça um chá
com três litros de água.
Em seguida colocar
o chá numa vasilha de vidro
e ir tomando 2 colheres ao dia.
PARA CONQUISTAR AMOR
Pegue flores de laranjeira,
levante, alfazema,
palma-de-santa-rita e
flores brancas
(de preferência mariquinhas).
Lave-as e coloque
dentro de uma panela
com 3 litros de água.
Ferva, deixe esfriar e coe.
Pingue 7 gotas de seu perfume preferido
na mistura e despeje
do pescoço para baixo,
lavando-se no chuveiro em seguida.
Faça esse banho
antes de sair de casa,
rezando
um Pai-Nosso e uma Ave-Maria
para que encontre a pessoa amada
e ela se sinta atraída por você.
PARA FARTURA
E PROSPERIDADE
4 litros de água mineral
6 paus de canela pequenos
1 colher de chá
de noz moscada ralada
6 folhas de louro
1 colher de sopa
de erva-doce ou funcho
6 moedas douradas
ou uma peça de ouro
Pétalas de rosa amarelaNum dia de lua cheia,
ferva a água e acrescente os demais
ingredientes, exceto as
pétalas da rosa amarela. Coe.
Guarde as peças de ouro e as moedas.
Deixe esfriar e antes de utilizá-lo,
acrescente as pétalas de rosa.
Tome o seu banho habitual e
utilize a mistura derramando-a
generosamente da cabeça aos pés.
Cubra a cabeça com uma toalha
e vista-se sem enxugar-se,
ou coloque um roupão.
PARA PROTEÇÃO ESPIRITUAL
10 ramos de alecrim fresco, sem os galhos
30 gotas de essência de verbena
1 punhado de sal grosso
4 litros de água mineralFerva a água,
desligue a chama e coloque
os ramos de alecrim
e o sal grosso. Deixe esfriar.
Macere o alecrim com as mãos,
como quem esfrega uma roupa.
Antes de utilizar o banho,
acrescente as gotas de verbena.
Banhe-se do pescoço para baixo
e deixe a água secar naturalmente
ou use um roupão. Duas horas depois,
tome uma chuveirada, se estiver
sentindo um sono anormal.PARA TIRAR BERNE.
Arrumar um pedaço
de toucinho fresco e amarrar
sobre a ferida durante uma hora.
Repetir essa
simpatia durante 3 dias.
PARA PAIXÃO
1 maçã vermelha ralada
1 maço de salsa fresca
4 litros de água mineral
4 colheres de mel de flor de laranjeiraNo primeiro dia da lua cheia,
coloque a água numa vasilha
grande e acrescente os
demais ingredientes.
Coloque a vasilha num local onde
possa receber o frescor da noite e a luz
da lua cheia. Na manhã seguinte,
coe a mistura e utilize-a, após o
banho habitual, da cabeça aos pés.
Cubra a cabeça com uma toalha e
vista-se sem enxugar-se, ou
coloque um roupão.
Os homens devem retirar a salsa
e utilizar o banho
apenas com os outros ingredientes.
SIMPATIA PARA
TER SORTE NA VIDA.
Materiais necessários:
Um quilo de lentilha
Meio quilo de trigo em grão
Uma bacia branca
Uma dúzia de rosas brancas
Maneira de fazer:
Na primeira noite de lua cheia
assim que a mesma estiver
despontando no céu.
Se locomova ao seu
quintal de posse dos materiais
acima citado. Coloque
a bacia sobre o solo
Despeje a lentilha
e logo após o trigo
Retire as pétalas das rosas
e as adicione em meio aos grãos
Deixe a bacia contendo
os ingredientes em um local
onde a mesma possa receber a
energia da lua (ou seja a claridade).
Ao amanhecer se locomova ao local
onde ficou exposto os ingredientes.
Retorne para dentro de sua casa e
adicione aos mesmo água e
tome um banho da cabeça aos pés.
PARA RETIRAR A NEGATIVIDADE
4 litros de água mineral
2 punhados de sal grosso
2 dentes de alho roxo cortados em cruz
5 galhos de arruda macho
5 galhos de arruda fêmeaFerva a água com
os dentes de alho cortados.
Quando a água estiver morna,
acrescente a arruda,
tratando de macerá-la,
até que esteja totalmente desfeita.
Misture o sal. Deixe esfriar e coe.
Use do pescoço para baixo,
após o banho habitual.
Passadas duas horas, tome uma
chuveirada de água morna ou fria.
Faça na lua minguante.PARA AFASTAR
PESSÔA INDESEJADA.
Adquira um pouco
de pelo de gato preto,
pelo de cachorro preto e pelo de rato;
juntamente com folhas de cansanção.
Queime todos os ingredientes,
triturando até formar um pó.
Após isso feito,
jogue o pó sobre a pessoa indesejada.
PARA A MULHER CONQUISTAR
O HOMEM DE SEUS SONHOS.
Pegue um pedaço de papel branco
e coloque-o sobre um prato.
Desenhe um coração do tamanho
do fundo do prato. Depois, recorte
o desenho e escreva nas três
primeiras linhas o nome
do homem desejado.
Em outras três linhas,
escreva seu próprio nome.
Coloque o desenho do
coração no fundo do prato,
derrame um pouco de mel sobre ele,
juntamente com algumas
pétalas de rosa branca.
Depois, acenda uma
vela branca bem no meio do prato,
deixando-a queimar
totalmente. Quando a
vela acabar de queimar, firme o
pensamento no homem desejado.
Guarde o prato por sete dias. Depois,
lave as pétalas e coloque-as
dentro de um livro.
O prato com o coração deve ser
deixado num jardim
onde existam espinhos.

Para falar em folhas sagradas ou ervas medicinais sagradas indispensáveis nos rituais do mundo sagrado, devemos aludir a lenda de Ossaim ou Dada que distribuira cada erva sagrada a um ou vários Orixás.

Assim, cada orixá tem as folhas sagradasque lhe correspondem. Algumas vezes encontramos orixás compartilhando uma ou mais ervas.

As ervas sagradas desempenham funções de propiciadoras e purificadoras dos elementos sagrados. Une o orixá ao seu filho. Não existe orixá sem as folhas sagradas.

Participam de obrigações de cabeça e em todos os rituais de defumaçãobanhos de descarregolimpeza espiritual dos ambientes e muito mais.

7 ervas sagradas e seus orixás

Bambú é poderoso defumadorBambú é um poderoso defumador e pertence a Iansã
  • Alecrim – Pertence a Oxalá. Entra em qualquer obrigação de cabeça dos filhos de qualquer orixá. Bastante emprego nos rituais de defumação,banho de descarrego. É parte indispensável do ‘abo’. Eficiente destruidor de larvas astrais. O Chá é empregado para combater tosses e broquites com sucesso.
  • Arruda – Planta de odor bem forte que pertence a Oxóssi e Exu. Muita usada contra maus fluídos, inveja, olho-grande, e para benzimentos. A variedade do orixá Oxóssi, com folhas miúdas; aplica-se nos bori, lavagem de contas (guias), ebanhos de limpeza ou descarrego. O uso medicinal é contra verminoses e reumatismo em chás, e o sumo aplica-se para reduzir feridas.
  • Bambú – Pertence a Yansã e Egun. Muito aplicada como enfeite nas casas de Egun nas festas. Poderoso defumador contra larvas astrais, fazendo mistura com palha ou bagaço de cana. Excelente banho contra perseguição de obsessores ou maus espíritos. Na medicina popular é utilizado nas diarréias e pertubações do estomago.
  • Camomila – Pertence a Oxalá e Oxum. Aplicação em banhos de descarrego e no “abo”. Na medicina popular tem larga utilização em chás reguladores dos intestinos; estimula o apetite.
  • Cana-de-Açucar – Pertence a Exú. Planta muito importante nos rituais. Seja o bagaço ou o produto, o açucar, são amplamente utilizadas em defumações para melhoria das condições financeiras, misturando com pó de café virgem, cravo-da-índia, e canela em pó.
  • Girassol – Pertence a Oxalá. Utiliza-se em qualquer obrigação de cabeça, no ‘abo’ ebanhos de descarrego. Tem muito prestígio em defumações pois é poderoso anulador de fluidos negativos edestruidora de larvas astrais. Nas defumações usa-se as folhas e nos banhos colocam-se também as pétalas colhidas antes do nascer do sol.
  • Romã – Erva Sagrada pertencente a Yansã. As folhas são utilizadas em banhos de descarrego. A medicina popular emprega o cozimento das cascas dos frutos para o combate de vermes e o mesmo cozimento para gargarejos nas inflamações de garganta e da boca.
  • Banho de descarrego, banho de limpeza e banho de rosas para crianças

    Muitas vezes; a criança assim como um pára-raio, pode ser afetada por larvas astraismau olhado; ou mesmo porfeitiços ou magia enviados a sua casa outrabalho.

    O uso de banho de descarrego paracrianças não é bem visto pelas boas correntes de umbanda, candomblé e magia branca.

    Rosas brancas para banho de limpeza astral em crianças

    Muitos pais de santo afirmam que o banho de descarrego ( banhos como o de sal grosso,fumocachaça são muito pesados para a aura das crianças surtindo o efeito contrário ao desejado nelas.

    Os banhos de limpeza são os mais indicados para as crianças, pois utilizam ervas mais brandas e pétalas de rosas para purificar o espírito da criança contra agressões espirituais. Conheça os banhos de limpeza para crianças com mais de 2 anos a seguir

    Banhos de limpeza astral com rosas e ervas de Oxalá, Yemanjá e Oxum para crianças

    Oxum orixá protetora das criançasOxum orixá protetora das crianças

    Crianças que ficam muito agitadas sem razão aparente, por longos períodos e com dificuldades em dormir podem se beneficiar de banhos de limpeza de alecrim da horta (planta de Oxalá) . O banho deve ser tomado quase frio do pescoço para baixo.

    banho de pétalas de rosas brancas (Yemanjá) é outra alternativa para crianças doentes que utilizam os banhos de rosas como alternativa de tratamento, sem nunca deixar de consultar também os médicos da terra, claro!

    banho de limpeza de camomila (Panta de Oxum) é excelente para restabelecer forças espirituais e afastar mau olhado. Indicado a crianças que ficam apáticas e sem energia sem motivo aparente.

    Regras para banhos de limpeza e banhos de rosas para crianças

    Banho de rosas brancas para acalmar crianças que estão agitadas sem motivo

    Nunca fazer banho de descarrego (sal grosso, cachaça, fumo, alimentos) em crianças;

    Nunca aplicar o banho de limpeza  ou banho de rosas quente ou morno. Deve ser sempre o mais frio possível, a temperatura ambiente. Nunca guardar o banho ou usar geladeira para resfriar mais rápido ou conservar para usar outro dia.

    Colocar a água para o banho (1 litro) para ferver e só depois colocar as ervas ou rosas e desligar o fogo em seguida. Essas são ervas muito delicadas, assim como as pétalas das rosas e não podem ser fervidas. Basta desligar o fogo e abafar alguns minutos. Depois retirar a tampa coar e deixar esfriar até o momento de tomar o banho. Do pescoço para baixo.

    No caso do banho de rosas, jogar somente as pétalas na água fervente e desligar o fogo. Abafa alguns minutos, deixe esfriar, coar e toma o banho frio. Do pescoço para baixo.

    Bebês de colo ou crianças muito novas, com menos de 01 ano devem ser levadas parapasses espirituais e não devem fazer uso de banhos de limpeza.

  • Alecrim pertence ao orixá maior Oxalá.Alecrim é uma planta muito utilizada em diversos rituais mágicos em diferentesreligióes.É um vegetal de pequeno crescimento, com aroma muito agardável, que entra na obrigação de cabeça dos filhos de qualquer orixá.Tem vários empregos na umbanda ecandombléDefumações pessoais e de ambiente, banhos de descarrego, sendo parte indspensável do abo.
    Alecrim usado nos rituais dos filhos de OxaláAlecrim utilizado no srituais dos filhos de Oxala

    É eficaz afugentador de maus espíritos e destruidor de larvas astrais.

    É bom remédio nas tosses e bronquites e acaba com o catarro dos bronquios. Usa-se na forma de chá.

    Banho de 7 Ervas contra inveja e Mau Olhado

    Faça um banho morno com as seguintes ervas:
    - Arruda;
    - Alecrim;
    - levante;
    - Guiné;
    - Boldo;
    - Folhas de pitangueira;
    - Espada de São Jorge.

    Tome o banho do pescoço para baixo, de preferência antes de dormir. Descarregue a água “suja” num verde. Repita por 7 segundas-feiras seguidas.

    Tomar um banho de atração no “Dia das Bruxas” pode ajudar você a trazer aqueleamor de volta ou seduzir aquela pessoa que nem sabe que você existe.

    Afinal o que significa o “Dia das Bruxas” no hemisfério sul e como utilizar esse dia mágico ao seu favor?

    Aniz estrelado – muito usado em magia e banhos de amor e atração

    O  “Dia das Bruxas” no hemisfério sulrepresenta a comemoração de Beltaneque é o festival da fertilidade, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina, onde os pagãos comemoram o casamento dos Deuses.

    Durante o festival, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados, sendo um ritual importante nas terras Celtas. E como tradição, as pessoas queimavam oferendas como, por exemplo, totens ou animais para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e, pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.

    Representa o início do Verão e marca a morte do Inverno, sendo comemorado com danças e banquetes. Ocorre em 1 de maio no Hemisfério Norte e 1 de novembro no Hemisfério Sul.

    Já no dia 31 de outubro os praticantes de diversas religiões inclusive neopagãs celebram oSamhain como por exemplo na Wicca. Ele é celebrado no dia 31 de Outubro no hemisfério norte e 30 de abril no hemisfério sul. Essa diferença existe porque as estações são invertidas de um hemisfério para o outro.

    Esta é a primeira e ultima celebração do ano wiccano pois é quando o ano acaba e começa (nota que o ano celta é cíclico).

    Este é igualmente um dos oito sabbats com maior relevância, pois é a noite em que o caos primordial retorna para o inicio do novo ano, é por isso a noite em que o mundo dos vivos se mistura com o dos mortos, sendo deste modo a melhor altura para contactar os mortos.

    Os banhos mais indicados nessas noites de 31 de outubro e 01 de novembro são os banhos de limpeza e atração. Veja a seguir boas recomendações para você energizar e dar um toque mágico nestas noites com a pessoa amada ;)

    Para atrair amizade e amor

    1. coloque em 1 litro de água filtrada 3 pedras de carvão, 13 gotas de um perfume à base de rosas, jasmim, ou flores do campo, e jogue do pescoço para baixo. Deixe os carvões em uma esquina e peça ajuda as entidades Exú ou Pomba Gira.
    2. ferva 1 litro de água. Extraia o sumo de 21 folhas de tangerina, coloque na água e acrescente, misturando bem, uma colher de café de açúcar. Tomar do pescoço para baixo.
    3. erva-doce em grão, em folhas ou em 1 saquinho, 1 litro de água, pétalas de 1 rosa vermelha 3 estrelas de aniz. Tomar do pescoço para baixo.
    4. folhas de erva-doce, casca de maçã,  1 aniz estrela, 1 pau de canela. Tome este banho durante 3 dias do pescoço para baixo.
    5. cascas de laranja, pétalas de rosas coloridas e manjericão. Tomar do pescoço para baixo. Este banho pode ser tomado em outros dias do ano para atração de novas amizades.

    Banho de atração de amor e casamento

    Três folhas de louro, três de alecrim e três pétalas de rosa cor de rosa, ou cravo branco, colocar na água (1 litro) quando estiver fervendo e desligar o fogo. Peça ao seu anjo da guarda união, casamento.

    Banho para abrir os olhos da pessoa amada

    Se você não existe para aquela pessoa que você paquera há muito tempo esse é o banho infalível para atrair seu amor:

    Para as mulheres: Sete rosas cor-de-rosa, sete gotas de baunilha jogar em 1 litro de água fervente e desligar o fogo.  Deixe esfriar e coe os resíduos e depois deixá-los na praça, praia ou jardim para Pombagira mentalizando o nome da pessoa amada no momento da oferenda. Se quiser pode acender uma vela branca para o exú da pessoa amada.

    Para homens: Erva-doce, casca de 1/2 maçã vermelha, 1 estrela de anil e 2 rosas vermelhas jogar em 1 litro de água fervente e desligar o fogo. Tome este banho antes das 18h. Deverá coá-lo antes de o tomar. Os restos, deixe perto de uma árvore. Pode comer metade da maçã e pedir o que desejar, até mesmo amigos fiéis. Ofereça a outra metade às Entidades a quem você pediu e deixe na árvore junto com os restos do banho. Se quiser pode acender uma vela branca para a entidade.

BANHOS MAGICOS


BANHO MÁGICO: para ter dinheiro

 

Acessórios:

- Algumas moedas;

- Erva-doce ou pó de erva-doce;

 

Ritual:

Ritual a realizar no dia de Natal, para assegurar que vai ter dinheiro ao longo do ano seguinte.

Assim, no dia de natal, coloque as moedas numa bacia contendo água, na qual você misturou ou 1 copo de pó de erva-doce, ou bocadinhos de erva-doce partidos aos bocadinhos.

Antes da meia-noite, recolha a água e guarde-a.

Na madrugada do dia de Ano-Novo, tome um banho com essa água (sem sabão, sem se enxaguar, sem se enxugar – enxugue-se perto de uma fonte de calor).

 

Banho para atrair bons fluídos:


Misture dinheiro em penca, folhas de dólar, folhas de malva cheirosa, folhas de laranjeira, folhas de elevante, folhas de manjericão, folhas de fortuna, macere estas ervas com água e coe, misture um pouco de água quente para dar temperatura de banho, ponha num balde, entre dentro de uma bacia e vá despejando o banho por cima do corpo (nunca ponha nenhum tipo de banho na cabeça), despeje o conteúdo da bacia dentro do quintal.

Se quiser lavar a casa com esta receita é bom lavar da frente para os fundos e despeje o resto no fundo do quintal; como é um banho para atrair bons fluidos não deve ser despachado do lado de fora do pátio, caso você more em apartamento deixe um vaso grande com folhagens numa área onde possa colocar estes banhos.

BANHOS DE LIMPEZA OU DE DEFESA PESSOAL

BANHO I:

3 xícaras de café bem forte e 5 litros de água.

Este banho afasta as energias negativas, reenergiza, acaba com pesadelos e com a mania de perseguição, desde que tomado com fé, rezando antes e depois para Jesus,Maria, José, para os anjos e para o seu em especial.

Acenda uma velabranca para seu Anjo da Guarda e deixe queimar até o fim.

BANHO II:

3 punhados de sal marinho em 5 litros de água, acabam com todas as malignidades.

Depois de 4 horas, tome um banho de alecrim, ou de eucalipto para se reenergizar, porque o sal afasta tudo que há de mal,mas impede a entrada de qualquer energia, ainda que boa.

BANHO III:

Alecrim, Alfazema e arruda nos livram dos males e, ao mesmo tempo,

reenergizam.

Se as folhas estiverem frescas, massere-as e coloque-as na água quando ela estiver fervendo e apague o fogo.

Se estiverem secas,deixe em infusão.

BANHO IV:

3 colheres de sopa de sal grosso, 2 xícaras de vinagre branco, 5 a 6 litros de água.

Banho muito poderoso. É necessário tomar outro banho para se reenergizar que pode ser de alecrim, de arruda, de alfazema, de café com leite e chocolate…

BANHO V:

7 dentes de alho roxo, ou claro inteiros e frescos, 2 colheres de sopa de tomilho, igual quantidade de sálvia seca, a mesma porção de mangericão seco, 7 litros de água, 1 colher de sopa de sal marinho.

Este banho afasta as energias negativas trazidas por problemas nossos e alheios, pela presença de pessoas de baixa freqüência vibratória e por nossos pensamentos negativos.

Como sempre, depois de algumas horas, se faz necessário um banho reparador que pode ser de camomila, erva-doce e cidreira, ou um banho de alecrim…

BANHO VI:

Um banho comum: água e sal grosso. 7 no máximo, e 3 no mínimo,

punhados de sal grosso para 5 a 7 litros de água.

BANHO VII:

3 a 7 folhas de abre-caminho, o mesmo de alecrim, igual número de

arruda, ou alfazema. Não precisa tomar banho de apoio.

     

Ervas de Exu

Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grande quantidades causam diarréia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.

Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.

Angelim-amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possam haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.

Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.

Arrebenta Cavalo : No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos ebori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.

Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.

Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.
Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.

Beladona : Nas cerimônias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça atividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atração. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio ativo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.

Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.

Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.

Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bulbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.

Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos, põe fim ao mau hálito.

Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usadas em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.

Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crônicas, enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.

Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.

Cebola-cencém: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bulbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira : corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cômodos e embaixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objetos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.

Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.

Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza, descarrego, sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações, causadas pelo artritismo.

Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarréias.

Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira atua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.

Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.

Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsediadas. No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.

Figo do Inferno: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.

Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva, puro ou misturado ao leite, ameniza as conseqüências de tombos e quedas.

Juá – Juazeiro: É usada para complementar banhos fortes e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.

Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.

Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruente e tônico, além de prevenir e debelar hepatites. Banhos de assentos mornos com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.

Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.

Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela atua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.

Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza, descarrego e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.

Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.

Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.
Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.

Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de ori, misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarréias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.

Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.

Maria Mole: Aplicada nos banhos de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.

Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.

Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incômodos digestivos.

Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.
Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas atuam como emolientes.

Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.

Pau D’alho: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arrie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranqüila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abscessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorróidas.

Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.

Pimenta Darda: “Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.

Pinhão Branco: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de
Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.

Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.

Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.

Pixirica – Tapixirica: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, atua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.

Tajujá – Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.

Tamiaranga: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.

Tintureira: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.

Tiririca: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas embaixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.

Urtiga Branca: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.

Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como diurético.

Vassourinha de Botão: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.

Vassourinha de Relógio: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.

Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.

Ervas de Ogum

Açoita-cavalo – Ivitinga: Erva de extraordinários efeitos nas obrigações, nos banhos de descarrego e sacudimentos pessoais ou domiciliares. Muito usada na medicina caseira para debelar diarréias ou disenterias, e usada também no reumatismo, feridas e úlceras.

Açucena-rajada – Cebola-cencém: Sua aplicação nas obrigações é somente do bulbo.
Esta cebola somente é usada nos sacudimentos domiciliares. A medicina caseira utiliza as folhas como emoliente.

Agrião: excelente alimento. Sem uso ritualístico. Tem um enorme prestígio no tratamento das doenças respiratórias. Usado como xarope põe fim às tosses e bronquites, é expectorante de ação ligeira.

Arnica-erca lanceta: É empregada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô de purificação dos filhos do orixá Ogum. Excelente remédio na medicina caseira, tanto interna como externamente, usado nas contusões, tombos, cortes e lesões, para recomposição dos tecidos.

Aroeira: É aplicada nas obrigações de cabeça, e nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. Usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital.

Cabeluda-bacuica : Tem aplicações em vários atos ritualísticos, tais como ebori, simples ou completo, e é parte dos abô. Usado igualmente nos banhos de purificação.

Cana-de-macaco : Usada nos abô de filhos, que estão recolhidos para feitura de santo. Esses filhos tomam duas doses diárias. Meio copo sobre o almoço e meio sobre o jantar.

Cana-de Brejo – Ubacaia: Seu uso se restringe nos abô e também nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro e das artes manuais. Na medicina caseira é usado para combater afecções renais com bastante sucesso. Combate a anuria, inflamações da uretra e na leucorréia. Seu princípio ativo é o estrifno. Há bastante fama referente ao seu emprego anti-sifilítico.

Canjerana – Pau-santo: Em rituais é usada a casca, para constituir pó, que funcionará como afugentador de eguns e para anular ondas negativas. Seu chá atua como antifebril, contra as diarréias e para debelar dispepsias. O cozimento das cascas também é cicatrizador de feridas.

Carqueja: Sem uso ritualísticos. A medicina caseira aponta esta erva como cura decisiva nos males do estômago e do fígado. Também tem apresentado resultado positivo no tratamento da diabetes e no emagrecimento.

Crista-de-galo – Pluma-de-princípe: Não tem emprego nas obrigações do ritual. A medicina caseira a indica para curar diarréias.

Dragoeiro – Sangue-de-dragão: Abrange aplicações nas obrigações de cabeça, abô geral e banhos de purificação. Usa-se o suco como corante, e toda a planta, pilada, como adstringente.

Erva-tostão: Aplicada apenas em banhos de descarrego, usando-se as folhas. A medicina popular a utiliza contra os males do fígado, beneficiando o aparelho renal.

Grumixameira: Aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. A arte de curar usada pelo povo indica o cozimento das folhas em banhos aromáticos e na cura do reumatismo. Banhos demorados eliminam a fadiga nas pernas.

Guarabu – Pau-roxo: Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina caseira indica o chá das folhas, pois este possui efeito balsâmico e fortificante.

Helicônia: Utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos abô de ori, na feitura de santo e nos banhos de purificação dos filhos do orixá Ogum. A medicina caseira a indica como debelador de reumatismo, aplicando-se o cozimento de todas a planta em banhos quentes. O resultado é positivo.

Jabuticaba: Usada nos banhos de limpeza e descarrego, os banhos devem ser tomados pelo menos quinzenalmente, para haurir forças para a luta indica o cozimento da entrecasca na cura da asma e hemoptises.

Jambo-amarelo: Usado em quaisquer as obrigações de cabeça e nos abô. São aplicadas as folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro. A medicina caseira usa como chá, para emagrecimento.

Jambo-encarnado: Aplicam-se as folhas nos abô, nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro. Tem uso no ariaxé (banho lustral).

Japecanga: Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abô relacionados com o orixá. A medicina caseira aconselha seu uso como depurativo do sangue, no reumatismo e moléstias de pele.

Jatobá – Jataí: Erva poderosa, porém sem aplicação nas cerimônias do ritual. Somente é usada como remédio que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo. Ótimo fortificante. Não possui uso na medicina popular.

Jucá: Não tem emprego nas obrigações de ritual. No uso popular há um cozimento demorado, das cascas e sementes, coando e reservando em uma garrafa, quando houver ferimentos, talhos e feridas.

Limão-bravo: Tem emprego nas obrigações de ori e nos abô e, ainda nos banhos de limpeza dos filhos do orixá. O limão-bravo juntamente com o xarope de bromofórmio, beneficia brônquios e pulmões, pondo fim às tosses rebeldes e crônicas.

Losna: Emprega-se nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos do orixá a que pertence. É usada pela medicina caseira como poderoso vermífugo, mais particularmente usada na destruição das solitárias, usando-se o chá. É energético tônico e debeladora de febres.

Óleo-pardo: Planta utilizada apenas em banhos de descarrego. De muito prestígio na medicina caseira. Cozimento da raiz é indicado para curar úlceras e para matar bernes de animais.

Piri-piri: A única aplicação litúrgica é nos banhos de descarrego. É extraordinário anti- hemorrágico. Para tanto, os caules secos e reduzidos a pó, depois de queimados, estancam hemorragias. O mesmo pó, de mistura com água e açúcar extermina a disenteria.

Poincétia: Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abô de uso externo, da mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. A medicina caseira só o aponta para exterminar dores nas pernas, usando em banhos.

Porangaba: Entra em quaisquer obrigações e, igualmente, nos abô. No tratamento popular é usada como tônico e importante diurético.

Sangue-de-dragão : Tem aplicações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. Não possui uso na medicina popular.
São-gonçalinho: É uma erva santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está sujeita. Na medicina caseira usa-se como antitérmico e para combater febres malignas, em chá.

Tanchagem: Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os assentamentos do orixá do ferro e das guerras. Muito aplicada no abô de ori. A medicina popular ou caseira afirma que a raiz e as folhas são tônicas, antifebris e adstringentes. Excelente na cura da angina e da cachumba.

Vassourinha-de-igreja: Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde o homem exerce atividades profissionais . não possui uso na medicina popular.

Ervas de Oxóssi

Acácia-jurema: Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É também utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em banhos ou compressas sobre úlceras, cancros, fleimão e nas erisipela.

Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.

Alfavaca-do-campo: Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta para combater as doenças do aparelho respiratório, combate principalmente as tosses e o catarro dos brônquios; preparado como xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou cozimento das folhas.

Alfazema-de-caboclo: Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em todas as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abô e nas defumações pessoais ou de ambientes. A medicina caseira usa os pendões florais, contra as tosses e bronquites, aplicando o chá.

Araçá – Araçá-de-coroa: Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas.

Araçá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.

Araçá-do-campo: É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em defumações de locais de trabalho. A medicina popular emprega o chá contra a diarréia ou disenteria e como corretivo das vias urinárias.

Caapeba-pariparoba: Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abô para as obrigações dos filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, pois serve para tirar mão de zumbi. A medicina popular utiliza seu chá para debelar males do fígado, e o cozimento das raízes para extinguir as doenças do útero. Surte efeito diurético.

Cabelo-de-milho: Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa propicia despensa farta. Quando secar troque-a por outra verdinha. O cabelo-de-milho é muito usado pela medicina do povo como diurético e dissolvente dos cálculos renais. É usado em chá.

Capim-limão : Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem nos terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protetores. A medicina caseira a aplica em vários casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão, facilitando o trabalho do estômago.

Cipó-caboclo: Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande prestígio ao linfantismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate inflamações das pernas e dos testículos.

Cipó-camarão: Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que, em cozimento é de grande eficácia no trato das feridas e contusões.

Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.

Erva-curraleira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. Na medicina popular é aplicada como diurético e sudorífico, sendo muito prestigiada no tratamento da sífilis. Usa-se o cozimento das folhas.

Goiaba – Goiabeira: É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como adstringente. Cura cólicas e disenterias. Excelente nas diarréias infantis.

Groselha – Groselha-branca: Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de limpeza e purificação. A medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que se aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.

Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosse rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.

Guaxima-cor-de rosa: Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e domiciliares. Muito útil o banho das pontas. A medicina popular usa as flores contra a tosse; as folhas são emolientes; as pontas, sementes e frutos são antifebris.

Guiné-caboclo: Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na Umbanda e no Candomblé. O povo usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má digestão. Usa-se o chá.

Hissopo – Alfazema-de caboclo: Aplicada nos ebori e nas lavagens de contas, do mesmo modo é empregado nos abô para limpeza dos iniciados. É muito usado nas afecções respiratórias, elimina o catarro dos brônquios. Usa-se o chá.

Incenso-de-caboclo – Capim-limão: Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de descarrego. O povo a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também, nas perturbações da digestão.

Jaborandi: De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adotou esta planta como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem grande eficácia nas pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.

Jacatirão: Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares apropriados para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.

Jurema branca: Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações ambientais. A medicina caseira indica as cascas em banhos e lavagens como adstringente. Em chá tem efeito narcótico, corrigindo a insônia.

Malva-do-campo – Malvarisco: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Piperegum-verde – Iperegum-verde: Erva de extraordinários efeitos nas várias obrigações do ritual. A medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se banhos e compressas.

Piperegum-verde-e-amarelo: Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum
de Oxóssi. Na medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.

Pitangatuba: Usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de contas e dar de comer à cabeça. A farmácia do povo indica em chá, nos casos de febres e também para desobstruir os brônquios.

Ervas de Ossaim

Amendoim: Ossaim aprecia muito e adora saboreá-lo torrado, sem casca. O amendoim fornece um bom óleo para luz e também para a cozinha. Suas sementes são estimulante e fortalecem as vistas e a pele, além de ser em excelente afrodisíaco. Nos rituais, é empregado cozido e utilizado em sacudimentos, com excelentes resultados.

Celidônia maior: É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos.

Coco de Dendê: É conhecido entre os Yorubás como Adin. Sua semente, desprovida da polpa, fornece um óleo branco, sólido, e serve para substituir a manteiga. É a chamada manteiga de karité. Este coco é muito prestigiado pela medicina caseira, pois debela cefaléias, anginas, fraqueza dos órgãos visuais e cólicas abdominais.

Erva de Passarinho: É muito aplicada principalmente no abô do orixá, nas obrigações renovadas anualmente e nos abô de babalossaim. Nas renovações, esta planta é a duodécima folha que completa o ato litúrgico renovatório. Na medicina popular, esta planta é empregada com sucesso absoluto, contra as moléstias uterinas, corrimentos e também para dar fim às úlceras. As folhas e flores são usadas em caso de diabetes, hemoptises e hemorragias diversas.

Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeças, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

Gitó – carrapeta: Sua utilização se restringe ao uso litúrgico e ritualístico. É largamente empregada nos banhos de limpeza e purificação do orixá. Usada também em banhos de cabeça para desenvolver a vidência, audição e intuição. A medicina popular aplica-a na cura de moléstia dos olhos, porém em lavagens externas.

Guabira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. A medicina caseira a indica no sentido de pôr fim aos males dos olhos conjuntivites. Em banhos, favorecem aos que sofrem de reumatismo e devem ser feitos em banheiras ou bacias, sendo mais ou menos demorados.

Lágrima de Nossa Senhora: É usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a indica como excelente diurético, em chá. Os banhos debelam o reumatismo e reduzem as inchações. As folhas e as sementes são indicadas para banhar os indicadas para banhar os olhos, propiciando bem-estar. A aplicação deve ser feita pela manhã, após ter deixado o banho ficar na noite anterior sob o sereno. Retire antes do sol nascer e aplique sobre os olhos.

Narciso dos Jardins: Entra nos trabalhos em razão de ser suporte para o fetiche de Ossaim, para o assentamento. Para ser utilizada, plante-a em um pote, no canto do vegetal, coloque o fetiche e por dentro do pote prenda o pé do fetiche com um pouco de tabatinga deixa-se secar em lugar longe de correntes de vento para que possam ter perfeita fixação. Quando estiver seco, o trabalho, procede-se com o sacrifício da ave correspondente ao orixá da folha (o galo), deixando o ejé banhar todo o fetiche. Acrescente fumo de rolo, banhe todo o fetiche com vinho moscatel e mel de abelhas, separadamente. Ao terminar, coloque o pote, com um abrigo circular por cima, e leve-o para cima do telhado do terreiro, lado esquerdo de casa e direito de quem a olha de frente. Não possui uso na medicina popular, pois é tida como planta venenosa.

Ervas de Xangô

Alevante – Levante: Usada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza de filhos de santo. Não possui uso na medicina popular.

Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.

Angelicó

Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não a devem usar.

Aperta-ruão: Os babalorixás a utilizam nas obrigações de cabeça; no caso dos filhos do trovão é usada a nega-mina. Tem grande prestígio na medicina popular como adstringente. As senhoras a empregam em banhos semicúpios, de assento, e em lavagens vaginais para dar fim à leucorréia.

Azedinha – Trevo-azedo – Três-corações: É popularmente conhecida como três corações, sem função ritualística. É empregada na medicina popular como combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.

Caferana-Alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatente de febres palustres ou intermitentes; poderoso vermífugo e energético tônico.

Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.

Eritrina – Mulungu: Tem plena aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos de Xangô. Na medicina caseira é aplicada como ótimo pacificador do sistema nervoso e, também, contra a bronquite.

Erva-das-lavadeiras – melão-de-São-Caetano: Não possui utilização nas obrigações do ritual. O uso popular o indica como sendo de grande eficácia no combate ao reumatismo. É vigoroso antifebril, debela ainda, doenças das senhoras, em banhos de assento.

Erva-de-São-João: Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego. A medicina caseira, indica-a como tônico para combater as disenterias. Aplicam-se no tratamento do reumatismo. Usa-se o chá em banhos.

Erva-grossa – Fumo-bravo: Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos ebori e como axé do orixá. A medicina caseira indica as raízes em cozimento, como antifebril, as mesmas em cataplasmas debelam tumores. As folhas agem como tônico combatendo o catarro dos brônquios e pulmões.

Mimo-de-vênus – Amor-agarradinho: Aplica-se folhas, ramos e flores, em banhos de purificação dos filhos de Oyá. Muito usada na magia amorosa, circundando um prato e metade para dentro do prato e metade para fora; regue a erva com mel de abelhas e arrie em uma moita de bambu. Não possui uso na medicina caseira.

Morangueiro: Aplicação restrita, já que se torna difícil encontrá-la em qualquer lugar. O povo a indica como remédio diurético, pondo fim aos males dos rins. É usada para curar disenterias e também recuperar pessoas que carecem de vitamina C no organismo.

Mulungu: Empregada em obrigações de cabeça, em banhos de descarrego e nos abô. O povo indica como pacificador dos nervos, propiciando sono tranqüilo. Tem ação eficaz no tratamento do fígado, das hepatites e obstruções. Usa-se o chá.

Musgo-da-pedreira: Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações pessoais, que são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o paciente do bem.

Nega-mina: Inteiramente aplicada nas obrigações de ori, e nos banhos de descarrego ou limpeza e nos abô. O povo a aplica como debeladora dos males do fígado, das cólicas hepáticas e das nevralgias.

Noz-moscada: Seu uso ritualístico se limita a utilização do pó que, espalhado ao ambiente, exerce atividade para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Este pó, usado nos braços e mãos ao sair à rua, atrai fluidos benéficos. Não possui uso na medicina popular.

Panacéia – Azougue-de-pobre: Entra nas obrigações de ori e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, e ainda debelar o reumatismo, em banhos.

Pau-de-colher – Leiteira: Usada em banhos de purificação de mistura com outras espécies dos mesmos orixás. A medicina caseira a recusa por tóxica, porém pode perfeitamente ser usada externamente em banhos.

Pau-pereira: Não é aplicada nas obrigações de ori, mas é usada em banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aplica nas perturbações do estômago e põe fim a falta de apetite. É fortificante e combate febres interminentes, e ainda tem fama de afrodisíaco.

Pessegueiro: É utilizado flores e folhas, em quaisquer obrigações de ori. Pois esta propicia melhores condições mediúnicas, destruindo fluidos negativos e Eguns. O povo a indica em cozimento para debelar males do estômago e banhar os olhos, no caso de conjuntivite.

Pixirica – Tapixirica: Aplica-se somente o uso das folhas, de forma benéfica. O povo a indica nas palpitações do coração, na melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

Romã: Usada em banhos de limpeza dos filhos do orixá dos ventos. O povo emprega as cascas dos frutos no combate a vermes intestinais e o mesmo cozimento em gargarejos para debelar inflamações da garganta e da boca.

Sensitiva – Dormideira: Somente é utilizada em banhos de descarrego. O povo diz possui extraordinários efeitos nas inflamações da boca e garganta. Utiliza-se o cozimento de toda a planta para gargarejos e bochechos.

Taioba: Sem aplicação nas obrigações de cabeça. Porém muito utilizada na cozinha sagrada de Xangô. Dela prepara-se um esparregado de erê (muito conhecido como caruru) esse alimento leva qualidades de verduras mas sempre tem a complementá-lo a taioba. O povo utiliza suas folhas em cozimento como emoliente; a raiz é poderoso mata-bicheiras dos animais e, além de matá-las, destrói as carnes podres, promovendo a cicatrização.

Taquaruçu – Bambu-amarelo – Bambu-dourado: Os galhos finos, com folhas, servem para realizar sacudimentos pessoais ou domiciliares. É empregado ainda para enfeitar o local onde se tem Egun assentado. Não possui uso na medicina popular.

Tiririca : Sem aplicação ritualística, a não ser as batatas aromáticas, essas batatinhas que o povo apelidou de dandá-da-costa, levadas ao calor do fogo e depois reduzidas a pó que, misturado com outros, ou mesmo sozinho, funciona como pó de dança. Para desocupação de casas. Colocados em baixo da língua, afasta eguns e desodoriza o hálito. Não possui uso na medicina popular.

Umbaúba: Somente é usada nos ebori a espécie prateada. As outras espécies são usadas nos sacudimentos domiciliares ou de trabalho. O povo a prestigia como excelente diurético. É aconselhado não usar constantemente esta erva, pois o uso constante acelera as contrações do coração.

Urucu: Desta planta somente são utilizadas as sementes, que socadas e misturadas com um pouquinho de água e pó de pemba branca, resulta numa pasta que se utiliza para pintar a Yawô. O povo indica as sementes verdes para os males do coração e para debelar hemorragias.

Ervas de Oxum

Abiu-abieiro: Sem uso na liturgia, tem folhas curativas; a parte inferior destas, colocadas nas feridas, ajudam a superar; se inverter a posição da folhas, a cura será apressada. A casca da árvore cozida tem efeito cicatrizante.

Agrião-do-Pará – Jambuaçu: É usado nas obrigações de cabeça e nos abô, para purificação de filhos; como axé nos assentamentos da deusa de água doce. A medicina caseira usa-o para combater tosses e corrigir escorbuto (carência de vitamina C). É, também, excitante.

Alfavaca-de-cobra: É usada em todas as obrigações de cabeça. No abô também é usada, o filho dorme com a cabeça coberta. Antes das doze horas do dia seguinte o emplastro é retirado, e torna-se um banho de purificação. A medicina caseira a indica como combatente ao mau-hálito.

Arapoca-branca: Suas folhas são utilizadas nas obrigações de cabeça e nos abô; no Candomblé são usadas em sacudimentos pessoais. As casacas desta servem para matar peixes. A medicina caseira utiliza as folhas como antitérmico, contra febres. Age também como excitante.

Arnica-montana: Tem pouca aplicação na Umbanda e no Candomblé. Já na medicina popular ;e muito usada, após alguns dias de infusão no otin (cachaça). Age como cicatrizante, recompondo o tecido lesado nas escoriações.

Azedinha – Treco-azedo – Três corações: É popularmente conhecida como três-corações, sem função ritualística, é apenas empregada na medicina popular como: combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.

Bananeira: Muito empregada na culinária dos Orixás. Suas folhas forram o casco da tartaruga, para arriar-se o ocaséo a Oxum. A medicina caseira prepara de sua seiva um xarope de grande eficácia nos males das vias respiratórias ou doenças do peito.

Brio-de-estudante – Barbas-de-baratas: Desta erva apenas a raiz é utilizada. Ela fornece um bom corante que é usado nas pinturas das yawo, de mistura com pemba raspada. A medicina popular utiliza o chá, meia hora antes de dormir, para ter sono tranqüilo.

Caferana-alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatentes; poderoso vermífugo e energético tônico.

Camará-cambará: Utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação. A medicina caseira a emprega muito em xarope, contra a tosse e rouquidão e ainda põe fim às afecções catarrais.

Camomila-marcela: Tem restrita aplicação nas obrigações litúrgicas. Entretanto, é usada nos banhos de descarrego e nos abô. No uso popular é de grande finalidade em lavagens intestinais das crianças, contra cólicas e regularizadora das funções dos intestinos. O chá das flores é tônico e estimulante, combate as dispepsias e estimula o apetite.

Cana-fístila – Chuva-de-ouro: Aplicada nos abô e nas obrigações de cabeça, usada também nos banhos de descarrego dos filhos de Oxum. Seu uso popular é contra os males dos rins, areias e ardores. O sumo das folhas misturado com clara de ovo e sal mata impigens.

Chamana-nove-horas – Manjericona: Usada em obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. O povo a utiliza em disenterias.

Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.

Erva-cidreira – Melissa: Sem uso na liturgia, sua aplicação se restringe ao âmbito da medicina caseira, que a usa como excitante e antiespasmódico, enérgico tônico do sistema nervoso. O chá feito das folhas adocicado ou puro combate as agitações nervosas, histerismos e insônia.

Erva-de-Santa-Maria: São empregadas em obrigações de cabeça e em banhos de descarrego. Como remédio caseiro é utilizada para combater lombrigas (ascárides) das crianças, também é ótimo remédio para os brônquios.

Ervilha-de-Angola – Guando: É empregada em quaisquer obrigações. O povo usa as pontas dos ramos contra hemorragias e as flores contra as moléstias dos brônquios e pulmões.

Fava-pichuri: No ritual da Umbanda e do Candomblé, usa-se a fava reduzida a pó, o defumações que trazem bons fluidos e afugenta Eguns. O povo usa o pó na preparação de chá, que é eficaz nas dispepsias e diarréias.

Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas casas, em banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na medicina comercial.

Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras bebidas. O povo a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.

Gigoga-amarela – Aguapê: Usado nos abô, nos ebori e banhos de limpeza, pois purifica o aura e afugenta ou anula Eguns. A medicina popular manda que as folhas sejam usadas como adstringente e, em gargarejos, fortalecem as cordas vocais.

Ipê-amarelo: Aplicada somente em defumações de ambientes. Na medicina popular é usada em gargarejos, contra inflamações da boca, das amígdalas e estomatite. O que vai a cozimento são a casca e a entrecasca.

Lúca-Árvore-da-pureza: Seu pendão floral é usado plena e absolutamente, em obrigações de ori dos filhos de Oxum. Não possui uso na medicina popular.

Macaçá: Aplicação litúrgica total, entra em todas as obrigações de ori nos abô e purificação dos filhos dos orixás. O povo a usa para debelar tosses e catarros brônquios; é usada ainda contra gases intestinais.

Mãe-boa: É erva sagrada de Oxum. Só é usada nas obrigações ritualísticas, que se restringe aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.

Malmequer – Calêndula: É usada em todas as obrigações de ori e nos abô, e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. As flores são excitantes, reguladoras do fluxo menstrual. As folhas são aplicadas em fricções ou fumigações para facilitar a regra feminina.

Malmequer-do-campo: Não é aplicada nas obrigações do ritual. Na medicina popular tem função cicatrizante de feridas e úlceras, colocando o sumo de flores e folhas sobre a ferida.

Malmequer-miúdo: Aplicado em quaisquer obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza dos filhos que se encontram recolhidos para feitura do santo. Como remédio caseiro, é cicatrizante e excitante.

Orriri-de-Oxum: Entra em todas as obrigações de ori, nos banhos de limpeza. O povo a indica como diurético e estimulador das funções hepáticas.

Vassourinha-de-botão: Muito usado nos sacudimentos pessoais. Não possui qualquer uso na medicina popular.

Ervas de Logun Edé

Logun Edé, em sua passagem pela Terra, se apropriou das ervas de seus pais para por fim aos males terrenos; curou muitas pessoas e ainda cura até os dias de hoje aqueles que nele depositam sua fé. Além de todas as ervas de Oxum e Oxóssi que ele utiliza para curar, destaca-se, ainda, uma única de sua propriedade, hoje de grande importância para a medicina caseira: o Piperegum Verde e Amarelo.

Piperegum Verde e Amarelo : Planta sagrada de Logun Edé, originária de Guiné, na África. Trata-se de uma erva que possui extraordinário efeitos nas várias obrigações do ritual, possuindo grande eficácia nos sacudimentos pessoais e domiciliares e nos abô como afastamento de mão de cabeça no caso de pai e mãe de santo vivo, cercando as pernas da pessoa com folhas de piperegum ou amarradas ao tornozelo; feito isso, a cerimônia é iniciada. A medicina caseira aponta o piperegum como um dos melhores remédios para debelar o reumatismo, devendo ser usado em banhos ou compressas.

Ervas de Obaluaiê

Agoniada: Faz parte de todas as obrigações do deus das endemia e epidemias. Utilizada no ebori, nas lavagens de contas e na iniciação. Esta erva purifica os filhos-de-santo, deixando-os livres de fluidos negativos. Na medicina popular, a mesma é usada para corrigir o fluxo menstrual e combate asma.

Alamanda: Não é utilizada em obrigações, sendo empregada somente em banhos de descarrego. Na medicina caseira ela é usada para tratar doenças da pele: sarna (coceiras), eczema e furúnculos. Para usar é necessário que se cozinhe as folhas, e coloque chá de folhas sobre a doença.

Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.

Alfazema : Empregada em todas as obrigações de cabeça. É aplicada nas defumações de limpeza, usada também na magia amorosa em forma de perfume. A medicina popular dita grandes elogios a esta erva, pois ela é excelente excitante e antiespasmódica. É usada, também, como reguladora da menstruação. Somente é aplicada como chá.

Babosa: Muito usada em rituais de Umbanda, mais especificamente em defumações pessoais. Para que se faça a defumação, é necessário queimar suas folhas depois de secas. Isso leva um certo tempo, devido a gosma abundante que há na babosa. A defumação é feita após o banho de descarrego. Para a medicina caseira sua gosma é de grande eficácia nos abscessos ou tumores, além de muitas outras aplicações.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, em mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Arrebenta cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope.

Musgo: Aplicada em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. A medicina caseira aconselha a aplicação do suco no combate às hemorróidas (uso tópico).

Beldroega: Usada nas purificações das pedras de orixá e, principalmente as de Exu. O povo usa suas folhas socadas para apressar a cicatrização das feridas, colocando-as por cima.

Canena Coirana: Vegetal de excelente aplicação litúrgica, pois entra em todas as obrigações. O povo a tem como excelente estimulante do fígado.

Capixingui: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô, nos banhos de purificação e limpeza e, também nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismoe nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo (reumatismo articular) utilizado em banhos, mais ou menos quentes, colocando-se nas juntas doloridas.

Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.

Carobinha do Campo: Em alguns terreiros essa planta faz parte do ariaxé. A medicina caseira indica o chá de suas folhas para combate coceiras no corpo e, principalmente coceira nas partes genitais.

Cordão de Frade: É aplicada somente em banhos de limpeza e descarrego dos filhos deste orixá. O povo a indica para a cura da asma, histerismo e pacificador dos nervos. Também combate a insônia.

Cebola do mato: Sem uso ritualístico. A medicina caseira afirma que o cozimento de suas folhas apressa a cicatrização de feridas rebeldes.

Celidônia maior: Não possui uso ritualístico. É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos branco.

Coentro: Muito aplicada como adubo ou condimento nas comidas do orixá, principalmente na carne e no peixe. Não é empregada nas obrigações ritualísticas. A medicina caseira indica esta erva como reguladora das funções digestivas e eliminadora de gases intestinais.

Cotieira: Não sabemos ao certo se esta erva tem aplicação ritualística. Na medicina caseira ela é estritamente de uso veterinário. Muito aplicada em cães para purgar e purificar feridas

Erva-Moura: Esta erva faz parte dos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. Seu uso popular é como calmante, em doses de uma xícara das de café, duas a três vezes ao dia. Essa dose não deve ser aumentada, de modo algum, pois em grande quantidade prejudica. As folhas tiradas do pé, depois de socadas, curam úlceras e feridas.

Estoraque Brasileiro: Sua resina é colhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões

Figo Benjamim: Erva muito usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. Empregada, também, em banhos fortes para pôr fim a padecimentos de pessoa que esteja sofrendo obsidiação ou obsessão. O povo aplica o cozimento das folhas para tratar feridas rebeldes, e banhos para curar o reumatismo.

Hortelã brava: Empregada em obrigações de ori, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos deste orixá. O uso caseiro é utilizada para combater o veneno de cobras, lacraias e escorpiões. É eficaz contra gases intestinais, dores de cabeça e como diurético. É perfeita curadora de coceiras rebeldes e tiro acertado nos catarros pulmonares, asma e tosse nervosa, rebelde.

Guararema: Em terreiros de Umbanda e Candomblé ela é aplicada em banhos fortes e nos descarrego. Os galhos da erva são usados em sacudimentos domiciliares. Os banhos fortes a que nos referimos são aplicados em encruzilhadas – na encruzilhada em que se tomar o banho arria-se um mi-ami-ami, oferecido a Exu. E deve ser feito em uma encruzilhada tranqüila. É um banho de efeitos surpreendentes. Na medicina caseira esta erva é utilizada para exterminar abscessos, tumores, socando-se bem as folhas e colocando-as sobre a tumorização. O cozimento das folhas é eficaz no tratamento do reumatismo. Em banhos quentes e demorados, de igual sorte também cura hemorróidas.

Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropsia.

Jurubeba: Somente usada em obrigações com objetivo de descarrego e limpeza. Suas folhas e frutos permitem o bom funcionamento do fígado e baço, garante a sabedoria popular. Debela e previne hepatite com ou sem edemas.

Mangue Cebola: É usado apenas em sacudimentos domiciliares, utilizando o fruto, a cebola. Procede-se assim: corta-se a cebola em pedaços miúdos e, cantando-se para Exu, espalha-se pela casa, nos recantos, e sob os móveis. O povo usa a cebola, fruto do mangue, esmagada sobre feridas rebeldes.

Mangue vermelho: Usa-se apenas as folhas, em banhos de descarrego. O povo a indica como excelente adstringente que possui alto teor de tanino. Muito eficaz no tratamento das úlceras e feridas rebeldes, aplicando o cozimento das folhas em compressas ou banhando a parte lesada.

Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá das endemias. Colhido e seco, sua folha previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o defumador. Também é usada como purificador de ambiente. Não possui uso na medicina popular.

Panacéia: Entra nas obrigações de ori e banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, darros, eczemas e ainda debela o reumatismo, quando usada em banhos.

Picão da praia: Apenas na Bahia ouvimos falar que esta planta pertence a Obaluaiê. Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina popular dá-lhe muito prestígio como diurético e eficaz nos males da bexiga. Usada como chá.

Piteira imperial: Seu uso se limita às defumações pessoais, que são feitas após o banho. A medicina popular utiliza as folhas verdes, em cozimento, para lavar feridas rebeldes, aproximando a cura ou cicatrização.

Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas. Muito utilizada nas doenças de senhoras.

Sabugueiro: Não possui uso ritualístico. É decisiva no tratamento das doenças eruptivas: sarampo, catapora e escarlatina. O cozimento das flores é excelente para a brotação do sarampo.

Sumaré: Não tem aplicação ritualística ou obrigações litúrgicas. Porém possui grande prestígio popular, devido ao seu valor curativo, promovendo com espantosa rapidez a abertura de tumores de qualquer natureza, pondo fim às inflamações. É empregado contra furúnculos, panarícios e erisipelas, regenerando o tecido atacado por inflamações de qualquer origem.

Trombeteira branca: Não possui nenhuma aplicação nas obrigações de cabeça. Apenas é usada nos banhos de limpeza dos filhos do orixá da varíola. Seu uso na medicina popular é pouco freqüente. Aplica-se apenas nos casos de asma e bronquite.

Urtiga-mamão: Aplicada em banhos fortes, somente em casos de invasão de eguns. O banho emprega-se do pescoço para baixo. Esse banho destrói larvas astrais e afasta influências perniciosas. O povo indica esta erva na cura de erisipela, usando um algodão embebido do leite da planta. O chá de suas folhas debela males dos rins.

Velame do campo: Vegetal utilizado em todas as obrigações principais: ebori, simples ou completo. Indispensável na feitura de santo e nos abô dos filhos do orixá. Na medicina caseira o velame é utilizado como anti-sifilítico e anti-reumático.

Velame verdadeiro: Possui plena aplicação em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada também nos sacudimentos. A medicina do povo afirma ser superior a todos os depurativos existentes, além de energético curador das doenças da pele.

Ervas de Oxumarê

Alcaparreira – Galeata: Entra em várias obrigações do ritual, utilizando-se folhas e cascas verdes. Muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica como diurética, usadas as cascas da raiz. Os frutos são comestíveis e deles se prepara uma geléia que é eficaz contra picadas de cobras ou insetos venenosos, em razão do princípio ativo: rutinã.

Altéia – Malva-risco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã. Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angelicó – Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não devem usar.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa e os frutos para resolver tumores e cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.

Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose de suco pela manhã. O povo usa a graviola de diabetes, aplicando o chá.

Ingá-bravo: “Não conhecemos aplicação ritualística. O povo a consagra como sério adstringente e, por isso, indica o uso das casacas, em cozimento, na cura das úlceras e feridas rebeldes, banhando-as.

Língua-de-vaca – Erva-de-sangue: Planta empregada nas obrigações principais, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. É axé para assentamentos do mesmo orixá. O uso caseiro é nas doenças de pele, nas sifilíticas e nos resfriamento.

Ervas de Iansã
Alface: É empregada nas obrigações de Egun, e em sacudimentos. O povo a indica para os casos de insônia, usando as folhas ou o pendão floral. Além de chamar o sono, pacifica os nervos.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angico-da-folha-miúda – Cambuí: Só possui aplicação na medicina caseira a casca ou os frutos em infusão no vinho do porto ou otin (cachaça), age como estimulador do apetite. Os frutos em infusão, também fornecem um licor saboroso, do mesmo modo combate a dispepsia.

Bambu: É um poderoso defumador contra Kiumbas. O banho também é excelente contra perseguidores. Na medicina popular é benéfico contra as doenças ou perturbações nervosas, nas disenterias, diarréias e males do estômago.

Cambuí amarelo: Só é utilizado em banhos de descarrego. A medicina caseira indica como indica como adstringente, e usa o chá nas diarréias ou disenterias.

Catinga-de-mulata – Cordão-de-Frade – Cordão-de-São-Francisco: Seu uso ritualístico se restringe aos banhos de limpeza e descarrego dos filhos de Oyá. O povo a indica para curar asma, histerismo e como pacificadora dos nervos

Cordão-de-Frade verdadeiro: Essa planta é aplicada em banhos tonificantes da aura e limpezas em geral. O povo afirma que hastes e folhas, em cozimento ou chá, combate a asma, melhora o funcionamento dos rins e beneficia no caso de reumatismo.

Cravo-da Índia – Cravo-de- Doce: Entra em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo indica suas folhas e cascas em banhos de assento para debelar a fadiga das pernas. Ótimo nos banhos aromáticos.

Dormideira sensitiva: Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina caseira indica esta planta como emoliente, mais especificamente para bochechos e gargarejos, nas inflamações de boca. Indicada como hipnótico, pondo fim a insônia. É utilizado o cozimento de toda a planta.

Espirradeira – Flor-de-São-José: Participa de todas as obrigações nos cultos afro-brasileiros. Esta planta é utilizada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. Pertence aos orixás Xangô e Yansã, porém há, ainda, um outro tipo branco que pertence a Oxalá. O povo indica o suco das folhas desta contra a sarna e pôr fim aos piolhos. Em uso externo.

Eucalipto-limão: de grande aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos de orixá. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. usado em banhos de assento, é também emoliente.

Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas casas de banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na medicina popular.

Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras bebidas. O povo costuma dizer que é também ingrediente no amalá de Xangô. A medicina caseira a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.

Gitó-carrapeta – bilreiro: É de hábito ritualístico empregá-la em banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá a que se destina. O povo indica na cura de moléstia dos olhos. Não aconselhamos o uso interno.

Hortelã-da-horta – Hortelã-verde: Muito usada na culinária sagrada. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. A medicina caseira o aponta como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma.

Inhame: Seu único emprego ritualístico é o uso das folhas grandes como toalha nas obrigações de Exu. O inhame é tido como depurativo do sangue na medicina caseira.

Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropsia.

Lírio do Brejo: São usados folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes, rizomas, como estomacal e expectorante.

Louro – Loureiro: Planta que simboliza a vitória, por isso pertence a Oyá. Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, mas é usada nas defumações caseiras para atrair recursos financeiros. Suas folhas também são utilizadas para ornamentar a orla das travessas em que se coloca o acarajé para arriar em oferenda a Iansã.

Mãe-boa: Seu uso se restringe somente aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.

Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá do trovão. Colhido e seco, previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o defumador. Não possui uso na medicina popular.

Maravilha bonina: Utilizada nas obrigações de ori relativas a Oyá ebori, lavagem de contas e feitura de santo. Não entra nos abô a serem tomados por via oral. O povo a indica para eliminar leucorréia (corrimentos), hidropsia, males do fígado, afecções hepáticas e cólicas abdominais.

Ervas de Obá[Obá usa as mesmas ervas que Yansã]

Ervas de Nanã

Agapanto: É um vegetal pertencente a Oxalá, Nanã e a Obaluayê. O branco é de Oxalá e o lilás é da deusa das chuvas e do orixá das endemias e das epidemias. É também aplicado como ornamento em pejis, e banhos dos filhos destes orixás. Não possui uso na medicina popular.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixá Nanã, Oxum, Oxumar6e, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angelim-amargoso – Morcegueira: Pertence a Nanã e Exu. Muito usada em carpintaria, por ser madeira de lei. Folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã. As cascas dizem respeito a Exu; elas são aplicadas em banhos fortes de descarrego, com o propósito de destruir os fluidos negativos.

Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori dos filhos do orixá das chuvas. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope. Utilizada como emostático.

Avenca: Vegetal delicadíssimo e mimoso. Tem emprego nas obrigações de cabeça e nos abô embora ela mereça ser economizada em face de sua delicadeza para ornamento. A medicina popular indica as folhas para debelar catarros brônquios e tosses.

Cedrinho: Este vegetal possui muitas variedades, todas elas pertencentes a deusa das chuvas. Sua aplicação é total na liturgia dos cultos afro-brasileiros. Empregado nas obrigações de cabeça, nos abô, banhos de corpo inteiro e nos de purificação. Excelente abô de ori, tonificador da aura. Em seu uso caseiro combate as disenterias, suas folhas em cozimento em banhos ou chá curam hérnias. É tônico febril rebeldes.

Cipreste: Aplicada nas obrigações de cabeça e nos banhos de purificação e descarrego. A medicina popular indica banhos desta erva para tratar feridas e o chá para curar úlceras.

Gervão: Além de ser folha sagrada de Nanã, também é Xangô. Sem aplicação nas obrigações rituais. A medicina caseira a indica no tratamento das doenças do fígado, levando suas folhas em cozimento adicionando juntamente raízes de erva-tostão. O chá do gervão também debela as doenças dos rins.

Manacá: Seu uso ritualístico se limita aos banhos de descarrego. Muito empregada na magia amorosa. Nesse sentido, ela é usada em banhos misturada com girassol e mil-homens. O chá de suas raízes é utilizado pela medicina caseira para facilitar o fluxo menstrual.

Quaresma – Quaresmeira: Esta arboreta tem aplicação em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação dos filhos da deusa das chuvas. Durante o ritual toda a planta é aproveitada, exceto a raiz. A medicina caseira a indica nos males renais e da bexiga, em chá.

Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas.

Ervas de Yemanjá

Alcaparreira – Galeata: Muito usada nos terreiros do Rio Grande do Sul. Entra nas mais variadas obrigações do ritual, sendo utilizadas para isso folhas e cascas. Também é muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos, para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. As cascas e raízes popularmente vem sendo usadas como diuréticos. Seus frutos são comestíveis e deles é preparada uma geléia eficaz contra picadas de cobras e insetos venenoso.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Aracá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.

Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeça, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

Fruta-da-Condessa: Tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. É de grande importância na medicina popular, pois suas raízes em decocto são um grande remédio para a epilepsia. Toma-se meio copo três vezes ao dia. Apesar da irreversibilidade da doença.

Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose do suco pela manhã. O povo usa a graviola nos casos de diabete, aplicando o chá.

Guabiraba anis: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas do mesmo modo nos abô de ori. A medicina popular a utiliza para pôr fim nas doenças dos olhos (conjuntivites). Banhos demorados favorecem aos sofredores de reumatismo.

Jequitibá rosa: Sem uso ritualístico. Para a medicina caseira ele é um poderoso adstringente. Milagroso no tratamento das leucorréias (corrimento); o cozimento das cascas é eficaz nas hemorragias internas, cura angina e inflamações das amígdalas.

Maçã-de-cobra: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego e limpeza. Não possui uso na medicina popular.

Musgo marinho: Esta planta vive submersa nas águas do mar. É planta que entra nas obrigações de ori e nos banhos de limpeza dos filhos de Yemanjá. Os musgos são utilizados pela medicina caseira nas perturbações das vias respiratórias.

Pata de vaca : empregada nos banhos de descarrego e nos abô, para limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. A pata de vaca, na medicina popular, é indicada para exterminar diabetes, e por essa razão, é tida como insulina vegetal. Também cura leucorréia em lavagens vaginais.

Trapoeraba azul – Marianinha: Esta planta é aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação. Também é axé integrante dos assentamentos do orixá a que pertence. No uso popular a erva é utilizada contra os efeitos de picadas de cobras. É também diurética e age contra o reumatismo. Os filhos da deusa das águas salgadas banham-se periodicamente com esse tipo de vegetal.

Unha de vaca: Aplicada em banhos de descarrego dos filhos da deusa. Na medicina caseira é utilizado como adstringente. Aplicado em lavagens locais e banhos semicúpios para combater males ou doenças do aparelho genital feminino.

Ervas de Oxalá

Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.

Alecrim de Tabuleiro: Erva empregada nas obrigações, nos abô e é um maravilhoso afugentador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo nos defumadores, quer das casas de culto. Não possui uso na medicina popular.

Alecrim do Campo: Seu uso se restringe a banhos de limpeza. É muito usado nas defumações de terreiros de Umbanda. Em seu uso medicinal resolve o reumatismo, aplicado em banhos.

Angélica: Tem emprego ritualístico muito reduzido. Sua flor espanta influências malignas e neutraliza a emissão de ondas negativas. É aplicado na magia do amor, propiciando ligações amorosas. A flor também é usada como ornamento e dá-se de presente na vibração do que quer. Não possui uso na medicina popular.

Funcho: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e em banhos de limpeza. Usa-se, do mesmo modo, para tirar mão de Zumbi. O povo dá-lhe bastante prestígio como excitante e para as mulheres aumentarem a secreção de leite. Eficaz na liberação de gases intestinais, cólicas, diarréias, vômitos. É usado no tratamento dos males aqui referidos quando se trata de crianças.

Araçá: As folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada de igual sorte nos banhos de purificação. O povo indica esta espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas. Usam-se folhas e cascas em cozimento.

Barba de Velho: Aplicadas em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. Usa-se também após as defumações pessoais feitas após o banho. A medicina caseira indica seu uso tópico no combate às hemorróidas.

Baunilha verdadeira: Aplicada nas obrigações de cabeça e na tiragem de Zumbi. A medicina popular indica esta erva no restabelecimento do fluxo menstrual. São usadas folhas e caule, em chá. Debela as hipocondria, as tristezas e é energético afrodisíaco. É preconizada para pôr fim à esterilidade.

Calistemo Fênico: É uma extraordinária mirtácea que entra em qualquer obrigação de cabeça, ebori, feitura de santo, lavagem de contas, tiragem de Zumbi ou tiragem da mão de cabeça. Medicinalmente é usada em doenças do aparelho respiratório, bronquites, asma e tosses rebeldes. Aplica-se o chá.

Camélia: Vegetal muito usado na magia amorosa. É captadora de fluidos positivos, a flor. Usada, aproxima uso na medicina popular.

Camomila Marcela: Sua aplicação é restrita nas obrigações ritualísticas. Usa-se, entretanto, nos banhos de descarrego e nos abô.

Carnaúba: Só tem aplicação em abô feito da folha, que basta para cobrir a cabeça e, depois, cobrir-se a cabeça durante doze horas, fugindo aos raios solares. É fortalecimento da aura e alimento da cabeça. A vela de cera de carnaúba é a melhor iluminação para o orixá.

Cinco Folhas: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego. A medicina caseira indica esta erva como eficaz depurativo do sangue.

Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

Colônia: Possui aplicação em todas as obrigações de cabeça. Indispensável nos abô e nos banhos de limpeza de filhos-de-santo. Aplicada, também, na tiragem de Zumbi, para o que se usa o sumo. Como remédio caseiro põe fim aos males do estômago. Usado como chá (pendão ou cacho floral).

Cravo da Índia: Utilizada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô e nos abô de cabeça. De igual sorte, participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo tem-no como ótimo nos banhos aromáticos, o cozimento de suas folhas e cascas debelam a fadiga das pernas em banhos de assento.

Erva de Bicho: Usada em banhos de purificação de filhos-de-santo, quaisquer que sejam e que vão submeter-se a obrigações de santo ou feitura de santo. É positiva a limpeza que realiza e possante destruidora de fluidos negativos. O povo indica esta planta em cozimento (chá) a fim de curar afecções renais.

Espirradeira: Participa em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. A medicina do povo indica o suco dessa planta, em uso externo, contra a sarna e para pôr fim aos piolhos.

Estoraque Brasileiro: Sua resina é recolhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões.

Eucalipto Cidra: Empregado em todas as obrigações de cabeça, em banhos de descarrego ou limpeza de Zumbi. Na medicina caseira é usado nas afecções dos brônquios, em chá.

Eucalipto Murta: Empregado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. Recomendado também nas doenças do aparelho respiratório.

Fava de Tonca: A fava é usada nas cerimônias do ritual, o fruto é usado depois de ser reduzido a pó. Este pó é aplicado em defumações ou simplesmente espalhado no ambiente. Anula fluidos negativos, afugenta maus espíritos e destrói larvas astrais. Propicia proteção de amigos espirituais. Não possui uso na medicina popular.

Fava Pichuri: No ritual de Umbanda e Candomblé usa-se o fruto, a fava, que reduz a pó, o qual é aplicado espalhando-se no ambiente. Aplica-se, igualmente, em defumações que atraem bons fluidos. É afugentador de eguns e dissolvedor de ondas negativas, anulando larvas astrais.

Folha da Fortuna: É usada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô de qualquer filho-de-santo. Na medicina popular é muito eficaz acelerando cicatrizações, contusões e escoriações, usando-se as folhas socadas sobre o ferimento.

Girassol: Tem aplicação no ritual. Usa-se nas obrigações de cabeça e nos abô e banhos de descarrego. Tem grande prestígio nas defumações, em face de ser anuladora de eguns e destruidora de larvas astrais. Nas defumações usam-se as folhas e nos banhos colocam-se, também, as pétalas das flores, colhidas antes do sol. Não possui uso na medicina popular.

Golfo de flor branca: Planta aplicada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos filhos de Oxalá. O povo indica suas raízes como adstringente e narcóticas, mas lavadas, debelam a disenteria e, as flores, as úlceras e leucorréia.

Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.

Hortelã da horta: conhecida como hortelã de tempero e, deste modo, muito usada na culinária sagrada e na profana também. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. Popularmente é conhecido como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma. É excitante e fortalecedor do estômago.

Jasmim do Cabo: Seu uso restringe-se ao adorno de pejis em jarra ladeando Oxalá. Não possui uso na medicina popular.

Laranjeira: As flores são aplicadas nas obrigações de ori. São também indicadas em banhos. Para o povo, o chá desta erva é um excelente calmante.

Lírio do Brejo: Usam-se as folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes como estomacal e expectorante.

Malva Cheirosa: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação de filhos-de-santo. O povo a indica como desinflamado-ra nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Malva do Campo: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. Em seu uso popular possui o mesmo valor da malva cheirosa.

Mamona: Esta erva é muito utilizada como recipiente para se arriar ebó para Exu. Não possui uso na medicina popular.

Manjericão Miúdo: Usada na preparação de abô e nos banhos de purificação dos filhos a entrar em obrigações ou serem recolhidos. É considerado pela medicina caseira como excelente eliminador de gases.

Manjerona: Entra em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô. A medicina popular aplica-a como corretiva de excessos de excitações sexuais, abrandando os apetites do sexo.

Mastruço: Não possui aplicação em nenhuma cerimônia ritualística. Porém na medicina caseira é extraordinário tratamento das afecções pulmonares, nota-damente nas pleurisias secas ou com derrame. desta erva é usado o sumo, simples ou misturado com leite. Quantas vezes queira o doente.

Mil em Rama: Não possui uso ritualístico. É adstringente e aromática. Indicada em doenças do peito, hemorragias pulmonares e hemoptise.

Narciso dos Jardins: Esta erva é somente usada para o assentamento. A medicina caseira o tem como planta venenosa.

Noz de Cola: Erva indispensável nos banhos dos filhos de Oxalá. Para o banho, rala-se a semente, o obi, misturando-se com água de chuva. A medicina popular indica esta erva como tônico fortificante do coração. É alimento destacado em face de diminuir as perdas orgânicas, regulando o sistema nervoso.

Noz Moscada: Desta erva utiliza-se o pó em mistura com a canela também em pó. Isto feito, espalha-se no ambiente caseiro ou em lugar onde se exerce atividade, para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Não possui uso na medicina popular.

Patchuli: Erva usada em todas as obrigações de ori, ebori, feitura de santo, lavagem de contas e tiragem de Zumbi. É parte dos abô que se aplicam aos filhos-de-santo. A medicina popular indica o patchuli como possuidor de um principio ativo que é inseticida.

Poejo: Entra em todas as obrigações de ori de filhos-de-santo, quaisquer que sejam os orixás dos referidos filhos. Popularmente, atenua os males do aparelho respiratório aconselhando o uso do cozimento das folhas e ramos. Muito eficaz nas perturbações da digestão, usando-se o chá.

Rosa Branca: Participa de todas as obrigações de cabeça. Usa-se, inicialmente, na lavagem do ori, ato preparatório para feitura. O povo consagrou-a como laxativo branco e aplicável no tratamento da leucorréia (corrimento) sob forma de lavagens e chá ao mesmo tempo. Como laxativo, é aplicado o chá.

Saião: Entra em todas as obrigações de cabeça, quaisquer que sejam os filhos e os orixás. Utilizada também no sacrifício ritual. Medicinalmente, é utilizada para evitar a intolerância nas crianças. Dá-se misturado o sumo, com leite. Em qualquer contusão, socam-se as folhas e coloca-se sobre o machucado, protegido por algodão e gaze. Do pendão floral ou da flor prepara-se um excelente xarope que põe fim a tosses rebeldes e bronquites.

Sálvia: Suas folhas e flores são utilizadas nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. Usada pelo povo como tônico adstringente. Emprega-se em casos de suores profundos, com grande efeito positivo, contra as aftas e feridas atônicas da boca. É grande aperiente (desdobradora do apetite).

Sangue de Cristo: Emprega-se em ebori, lavagem de contas e feitura de santo, e usa-se nos abô dos filhos de Oxalá. É conhecido popularmente como adstringente e tônico geral. Usa-se o chá ou cozimento das folhas como contraveneno.

Umbu: Possui aplicação em todos os atos da liturgia afro-brasileira, ebori, abô, feitura de santo e lavagens de cabeça e de contas. Bastante usada com resultados positivos nos abô de ori e nos banhos de purificação. O povo utiliza suas cascas em cozimento, para lavagens dos olhos e para pôr fim às moléstias da córnea.

Ervas de Oxaguian [Oxaguian usa as mesmas ervas que Oxalá]

Defumação de Limpeza e Descarrego “Ervas, Orixás, Magia e Conhecimento”

Os lares e os locais de trabalho, são alvos de entidades perversas, que se aproveitam de sua invisibilidade e sorrateiramente penetram nesses ambientes e espalham fluídos negativos, prejudicando assim, o desenvolvimento material e espiritual habitam ou trabalham.
E por esse motivo, Deus (Olorum) entregou a Ossain as ervas que, seriam usadas para destruir tais fluídos e expulsar estas entidades.
Existem dois tipos de defumação; a defumação de descarrego e defumação de lustral.
o Defumação de descarrego. Serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam qualquer ambiente, tornando-o pesado e de difícil convivência para as pessoas que nele habitam.
o Defumação lustral. Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego, ela atrai para estes ambientes, correstes positivas dos Orixás, Caboclos (índio), e Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir seus caminhos.

ERVAS QUE DEVERÃO SER USADAS NA DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO
Palha de alho – Afasta maus espíritos
Arruda – Corta correntes negativas
Bambu (folha) – Afasta espíritos vampiros
Benjoim – Destrói as larvas astrais
Canela – Destrói as larvas astrais
Incenso – Destrói as larvas astrais
ERVAS QUE DEVERÃO SER USADAS DA DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Alfazema – Limpa e purifica o ambiente
Eucalipto – Atrai a corrente de Oxossi
Colônia – Atrai fluidos benéficos
Louro (folha) Atrai a corrente de Caboclo e a fortuna
Cana-de-açúcar – (palha) Atrai melhores condições.
COMO DEFUMAR E DESCARREGAR SUA RESIDÊNCIA E O SEU LOCAL DE TRABALHO
As vezes sentimos que o nosso lar e o nosso local de trabalho, estar pesado, inúmeras brigas e discussões acontecem a toda hora, nada dá certo, uma impaciência toma conta, do nosso ser. O ar está carregado com partículas de fluídos negativos que aos poucos vai envolvendo cada um, e tornando as coisas mais difíceis.
Estes fluídos negativos são trazidos por entidades que se comprazem com o nosso sofrimento. São seres dignos de piedade e de muita prece, muitos não têm consciência do mal que estão causando, outros agem por puro prazer.
Para afastar estas entidades do nosso convívio, teremos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estes seres.
O descarrego destrói as larvas astrais, limpando o ambiente das impurezas, facilitando assim a penetração de fluídos positivos.
Varra a casa ou o local de trabalho, acenda uma vela para o seu anjo de guarda, depois, acenda um braseiro e coloque dentro do mesmo três tipos diferentes de incenso. Comece a defumar o local da, porta dos fundos para a porta da rua, esta defumação chama-se descarrego.
DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Esta defumação serve para aproximar as correntes positivas que emanam dos Orixás. Elas trazem o progresso, e abrem os caminhos. Mas, para que isto aconteça, procure estar sempre com a mente positiva.
Acenda uma vela para o seu anjo de guarda, coloque três tipos de incenso dentro do braseiro, e comece a defumar sua casa ou o seu local de trabalho, da porta da rua para dentro.
Não esqueça que a defumação lustral poderá ser feita depois do descarrego. Quando você terminar faça um amaci com as seguintes ervas: Folhas de mangueira, Manjericão roxo, e alfavaca, e tome um banho.

Dia da semana correspondente a cada orixá e a defumação correta

Todos os orixás tem uma erva correspondente para defumaçãoTodos os orixás tem uma erva correspondente para defumação
  1. DOMINGO: (Orixás: Nanã e as almas) aniz, anúbis, sândalo vermelho, rosa cor-de-rosa, cravo-da-Índia, noz-moscada.
  2. SEGUNDA: (Orixás: Exú,Omolú, Obaluaiê) arruda, sândalo, angélica, maçã-rosada, patchouly.
  3. TERÇA: (Orixás: Ogum, Oxumarê, Irôko), verbena, jasmim, cravo-da-Índia, violeta.
  4. QUARTA: (Orixás: Xangô, Yansã, Obá) alecrim, rosa branca, mirra, patchouly.
  5. QUINTA: (Orixás: Oxóssi, Logunedé, Ossaim) canela, noz-moscada, orquídea azul, flor-do-campo.
  6. SEXTA: (Orixá: Orixá maior, Oxalá) alfazema ou lavanda, rosas brancas, almiscar, arruda, alecrim.
  7. SÁBADO: (Orixás da águas: Iemanjá, Oxum) alecrim, benjoim, bálsamo rosa, angélica.

 

Defumações 

 

Defumação para descarregar casa ou comércio:
Misturar mirra, incenso, bejoim, aniz estrelado, breu, alecrim e alfazema e colocar num defumador aceso com carvão. Defumar do fundo da casa para a frente; no final, despachar num verde e deitar um copo de água por cima.
Defumação para abrir caminhos:
Misturar num recipiente três colheres de açúcar, três colheres de café em pó, três colheres de canela moída e sete folhas de louro seco. Defumar a casa da frente para o fundo fazendo os seus pedidos. Aconselho a fazer a defumação para descarregar à noite e no dia seguinte, pela manhã, ao nascer do sol, fazer esta defumação para chamar dinheiro, freguesia e tudo que é bom.


Egungun ( culto aos ancestrais), Candomblé das Nações Jeje – Nagô, Jêje Marrí & Efón segunda-feira, jan 23 2012 


CULTO AOS ANCESTRAIS

O criador de culto dos ancestrais

Segundo a tradição do culto de Egungun, que é originário da África, região de Oyò. O culto de Egungun, é exclusivo de homens, sendo Alápini o cargo mais elevado dentro do culto tendo como auxiliares os Ojés.

Todo integrante do culto de Egungun é chamado de Mariwô.

Xangô (Sòngó), é o fundador do culto aos Egungun, somente ele tem o poder de controlá-los, como diz um trecho de um Itan:

“Em um dia muito importante, em que os homens estavam prestando culto aos ancestrais, com Xangô a frente, as Iyami-Ajé fizeram roupas iguais as de Egungun, vestiram-na e tentaram assustar os homens que participavam do culto, todos correram mas Xangô não o fez, ficou e as enfrentou desafiando os supostos espíritos. As Iyami ficaram furiosas com Xangô e juraram vingança, em um certo momento em que Xangô estava distraido atendendo seus súditos, sua filha brincava alegremente, subiu em um pé de Obi, e foi aí que as Iyami-Ajé atacaram, derrubaram a Adubaiyni filha de Xangô que ele mais adorava. Xangô ficou desesperado, não conseguia mais governar seu reino que até então era muito próspero, foi até Orunmilà, que lhe disse que Iyami é que havia matado sua filha, Xangô quiz saber o que poderia fazer para ver sua filha só mais uma vez, e Orunmilà lhe disse para fazer oferendas ao Orixá Ikù (Oniborun), o guardião da entrada do mundo dos mortos, assim Xangô fez, seguindo a risca os preceitos de Orunmilà.

Xangô conseguiu rever sua filha e pegou para sí o controle absoluto dos Egungun (ancestrais), estando agora sob domínio dos homens este culto e as vestimentas dos Egungun, e se tornando estremamente proibida a participação de mulheres neste culto, provocando a ira de Olorun, Xangô, Ikú e os próprios Egungun, este foi o preço que as mulheres tiveram que pagar pela maldade de suas ancestrais as Iyami”.
[editar] Brasil

Culto aos Egungun é uma das mais importantes instituições, tem por finalidade preservar e assegurar a continuidade do processo civilizatório africano no Brasil, é o culto aos ancestrais masculinos, originário de Oyo, capital do império Nagô, que foi implantado no Brasil no início do século XIX.

O culto principal aos Egungun é praticado na Ilha de Itaparica no Estado da Bahia mas existem casas em outros Estados.

Quanto ao aspecto físico, um terreiro de Egungun ou Egun apresenta basicamente as seguintes unidade:

* um espaço público, que pode ser freqüentado por qualquer pessoa, e que se localiza numa parte do barracão de festas;

* uma outra parte desse salão, onde só podem ficar e transitar os iniciadores, e para onde os Egun vêm quando são chamados, para se mostrar publicamente;

* uma área aberta, situada entre o barracão e o Ilê Igbalé (ou Ilê Awô – a casa do segredo), onde também se encontra um montículo de terra preparado e consagrado, que é o assentamento de Onilé;

* um espaço privado ao qual só têm acesso os iniciados da mais alta hierarquia, onde fica o Ilê Awô, com os assentamentos coletivo, e onde se guardam todos os instrumentos e paramentos rituais, como os Isan pronuncia-se (ixan), longas varas com as quais os Ojé invocam (batendo no chão) e controlam os Egungun.

[editar] História

O Culto à Egun ou Egungun veio da África junto com os Orixás trazidos pelos escravos. Era um culto muito fechado, secreto mesmo, mais que o dos Orixás por cultuarem os mortos.

A primeira referência do Culto de Egun no Brasil segundo Juana Elbein dos Santos foram duas linhas escritas por Nina Rodrigues, refere-se a 1896, mas existem evidências de terreiros de Egun fundados por africanos no começo do século XIX.

Os Terreiros de Egun mais famosos foram:

* Terreiro de Vera Cruz, fundado +/- 1820 por um africano chamado Tio Serafim, em Vera Cruz, Ilha de Itaparica. Ele trouxe da África o Egun de seu pai, invocado até hoje como Egun Okulelê, faleceu com mais de cem anos.

* Terreiro de Mocambo, fundado +/- 1830 por um africano chamado Marcos-o-Velho para distingui-lo do seu filho, na plantação de Mocambo, Ilha de Itaparica. Teria comprado sua carta de alforria, anos mais tarde teria voltado à África junto com seu filho Marcos Teodoro Pimentel conhecido como Tio Marcos, lá permanecendo por muitos anos aperfeiçoando seus conhecimentos litúrgicos, onde também seu filho foi iniciado. Quando voltaram trouxeram com eles o assento do Baba Olukotun, considerado o Olori Egun, o ancestre primordial da nação nagô.

* Terreiro de Encarnação, fundado +/- 1840 por um filho do Tio Serafim, chamado João-Dois-Metros por causa de sua altura, no povoado de Encarnação. Foi nesse terreiro que se invocou pela primeira vez no Brasil o Egun Baba Agboula, um dos patriarcas do povo Nagô.

* Terreiro de Tuntun, fundado +/- 1850 pelo filho de Marcos-o-Velho, chamado Tio Marcos, num velho povoado de africanos denominado Tuntun, Ilha de Itaparica. Marcos possuiu o título de Alapini, Ipekun Ojé, Sacerdote Supremo do Culto aos Egungun, na tradição histórica Nagô, o Alapini representa os terreiros de Egun ao afin, palácio real.

Tio Marcos, Alapini, faleceu por volta de 1935, e com sua morte desapareceu o terreiro do Tuntun, porém a tradição do culto a Baba Olokotun continuou através de seu sobrinho Arsênio Ferreira dos Santos, que possuia o título de Alagba, este migrou para o Rio de Janeiro levando o assento de Baba Olokotun para o município de São Gonçalo. Depois do falecimento de Arsênio, os assentos dos Baba retornaram para Bahia, através do atual Alapini, Deoscoredes M. dos Santos, conhecido como Mestre Didi Axipá, presidente da Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá. Mestre Didi foi iniciado na tradição do culto aos Egungun por Marcos e Arsênio.

* Terreiro do Corta-Braço, na Estrada das Boiadas, ponto de reunião de praticantes da capoeira, atualmente bairro da Liberdade, cujo chefe era um africano conhecido como Tio Opê. Um dos Ojé, sacerdotes do culto aos Egungun, conhecido como João Boa Fama, iniciou alguns jovens na Ilha de Itaparica, que se juntariam com os descendentes de Tio Serafim e Tio Marcos para fundarem o Ilê Agboulá, no bairro Vermelho, próximo à Ponta de Areia.

Outros terreiros de Egungun foram registrados no final do século XIX, um localizado em Quitandinha do Capim, que cultuava os Egun Olu-Apelê e Olojá Orum, o de Tio Agostinho, em Matatu que se tornou ponto de concentração de vários Ojés de outras casas inclusive o Alapini Tio Marcos, o Terreiro da Preguiça, ao lado da Igreja da Conceição da Praia.

* Ilê Babá Agboulá, Localizado em Ponta de Areia, na Ilha de Itaparica, o Ilê Agboulá é, hoje, no Brasil, um dos poucos lugares dedicados exclusivamente ao culto dos Egun. Sua fundação remonta ao primeiro quarto do século XX por Eduardo Daniel de Paula, Tio Opê, Tio Serafim e Tio Marcos, mas a comunidade que lhe deu origem e que lhe mantém os fundamentos está estabelecida na Ilha, como já vimos há cerca de duzentos anos.

* Ilê Babá Olokotun, na Ilha de Itaparica

* Ilê Axipá – Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá.

[editar] Hierarquia

Nas casas de Egungun a hierarquia é patriarcal, só homens podem ser iniciados no cargo de Ojé ou Babá Ojé como são chamados, essa hierarquia é muito rígida, apesar de existirem cargos femininos para outras funções, uma mulher jamais será iniciada para esse cargo.

Masculinos: Alapini (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás), Alagbá (Chefe de um terreiro), Atokun (guia de Egum), Ojê agbá (ojê ancião), Ojê (iniciado com ritos completos), Amuixan (iniciado com ritos incompletos), Alagbê (tocador de atabaque). Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.

Femininos: Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens), Iyá egbé (cabeça de todas as mulheres), Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá), Iyá erelu (cabeça das cantadoras), erelu (cantadora), Iyá agan (recruta e ensina as ató), ató (adoradora de Egun). Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.
[editar] Ritual

Tanto a tradição Nagô como a Jeje e a Congo-Angola cultuam os ancestrais. Para os Nagôs existem no Brasil três formas de cultuar os ancestrais, os Esa, os Egungun e as Iya-mi Agba.

Os terreiros de Candomblé possuem um local apropriado de adoração do espírito de seus mortos ilustres, esse local é denominado de Ilê ibo aku, casa de adoração aos mortos, enfim todos iniciados no culto aos Orixás.

Os Esa são considerados os ancestrais coletivos dos afro-brasileiros. Seu culto se refere à comunidade em geral. O que destaca o Esa é o fato dele ter-se destacado em vida por servir a comunidade e de continuar atuando em outro plano, contribuindo para o bom desenvolvimento do destino dos fiéis e da casa. O Ilê ibo aku onde são assentados e cultuados os Esa é afastado do templo onde são cultuados os Orixás.

Os sacerdotes que são iniciados especialmente para cuidar do Ilê ibo aku não são adoxu, isso é, não manifestam Orixá. Os ancestrais cultuados no Ilê ibo aku são diferentes dos cultuados no Culto aos Egungun, no primeiro são os espíritos dos falecidos da casa de Candomblé e o segundo são os ara-orun em geral e aos espíritos dos Ojé africanos ou brasileiros.

Os Esa são invocados e cultuados em diversas situações, especialmente no padê, e no axexê quando é constituído o assentamento de um adoxu ou dignitário ilustre falecido. O assento de Esa se caracteriza pela representação da existência genérica, e o Egungun pela representação do espírito individualizado, o Egungun se caracteriza pela aparição no aiyê. Os Esa e os Egun são invocados no padê.
[editar] Calendário Litúrgico

Calendário Litúrgico do Ilê Agboulá (obtido do Projeto Egungun)

As festas e obrigações obedecem, no Ilê Agboulá, a um bem elaborado calendário litúrgico. E durante essas festas podem ocorrer rituais não periódicos e não obrigatoriamente integrados no calendário, como iniciação de novos Amuixan ou de novos Ojé, ou mesmo obrigações e oferendas de outros titulados da comunidade. Mas o calendário, mesmo, obedece ao seguinte:

Janeiro – Em janeiro, por ocasião do Ano Novo, as obrigações transcorrem até o dia nove. Esses rituais começam com uma obrigação para Onilê seguida de outra para Babá Olukotun. Junto com esta são celebradas as cerimônias anuais em homenagem a Babá Alapalá e Babá Ologbojô.

Fevereiro – em fevereiro, começando no dia 2 e se estendendo por duas semanas, ocorre uma festa muito especial, principalmente porque a comunidade de Itaparica vive do mar e para o mar. É a festa de Yemanjá e Oxum, orixás das águas, e de Oxalá, o orixá da criação.

Junho – em junho, na época do São João, realiza-se as festas de Babá Erin, que é o Egungun do Sr. Eduardo Daniel de Paula, fundador da Casa. As festas se realizam por ocasião do ciclo de Xangô, que era o orixá do Sr. Eduardo. E atingem grande brilhantismo porque entre a comunidade do Ilê Agboulá, que é descendente do povo de Oyó, a veneração a Xangô é muito forte.

Setembro – De 7 a 17 de setembro ocorrem as festas de Babá Agboulá. Por essa época é que é feita a colheita dos primeiros frutos na Ilha de Itaparica, sob a proteção de Babá. E isto é muito importante pelo fato de até bem pouco tempo a Ilha de Itaparica ter sido o grande fornecedor de frutas para a cidade de Salvador.

África

Egungun pertence à Mitologia Yoruba.
[editar] Brasil

Egungun,[1] espírito ancestral de pessoa importante, homenageado no Culto aos Egungun, esse culto é feito em casas separadas das casas de Orixá.

No Brasil o culto principal à Egungun é praticado na Ilha de Itaparica no Estado da Bahia mas existem casas em outros Estados.

Normalmente chamado de Babá (pai) Egun, Babá-Egun. Também pode ser referido como Êssa nome dos ancestrais fundadores do Aramefá de Oxóssi (conselho de Oxóssi, composto de seis pessoas). Ou Esa espírito dos adoxu e dignitários do egbe (casa).

* Informações do Projeto Egungun

Juana Elbein dos Santos e Dioscóredes M. dos Santos (Mestre Didi). Os nagôs, cultuam os espíritos dos mais velhos de diversas formas, de acordo com a hierarquia que tiveram dentro da comunidade e com a sua atuação em pról da preservação e da transmissão dos valores culturais. E só os espíritos especialmente preparados para serem invocados e materializados é que recebem o nome Egun, Egungun, Babá Egun ou simplesmente Babá (pai), sendo objeto desse culto todo especial.

Porque o objetivo principal do cultos dos Egun é tornar visível os espíritos dos ancestrais, agindo como uma ponte, um veículo, um elo entre os vivos e seus antepassados. E ao mesmo tempo que mantém a continuidade entre a vida e a morte, o culto mantém estrito controle das relações entre os vivos e mortos, estabelecendo uma distinção bem clara entre os dois mundos: o dos vivos e o dos mortos (os dois níveis da existência).
Baba – escultura de Carybé em madeira, em exposição no Museu Afro-Brasileiro, Salvador, Bahia, Brasil

Assim, os Babá trazem para seus descendentes e fiéis suas bênçãos e seus conselhos mas não podem ser tocados, e ficam sempre isolados dos vivos. Suas presença é rigorosamente controlada pelos Ojé (sacerdotes do culto) e ninguém pode se aproximar deles.

Os Egungun se materializam, aparecendo para os descendentes e fiéis de uma forma espetacular, em meio a grandes cerimônias e festas, com vestes muito ricas e coloridas, com símbolos característicos que permitem estabelecer sua hierarquia.

Os Babá Egun ou Egun Agbá (os ancestrais mais antigos) se destacam por estar cobertos com uma roupa específica do Egun — chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia, são enfeitadas com búzios, espelhos e contas e por um conjunto de tiras de pano bordadas e enfeitadas que é chamado Abalá, além de uma espécie de avental chamado Bantê, e por emitirem uma voz característica, gutural ou muito fina.

Os Aparaká são Egun mais jovens: não têm Abalá nem Bantê e nem uma forma definida; e são ainda mudos e sem identidade revelada, pois ainda não se sabe quem foram em vida.

Acredita-se, então, que sob as tiras de pano encontra-se um ancestral conhecido ou, se ele não é reconhecível, qualquer coisa associada à morte. Neste último caso, o Egungun representa ancestrais coletivos que simbolizam conceitos morais e são os mais respeitados e temidos entre todos os Egungun, guardiães que são da ética e da disciplina moral do grupo.

No símbolo “Egungun” está expresso todo o mistério da transformação de um ser deste-mundo num ser-do-além, de sua convocação e de sua presença no Aiyê (o mundo dos vivos). Esse mistério (Awô) constitui o aspecto mais importante do culto.

O CULTO DOS
EGUNS NO CANDOMBLÉ
ARTIGOS

SOCIEDADES

Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Ìyámi Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Ìyámi Oxorongá chamada também de Ìyá NIa, a grande mãe. Esta imensa massa energética que representa o poder da ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas “Sociedades Gëlèdé”, compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. O medo da ira de Ìyámi nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino (veja o mito sobre Ìyámi).
Além da Sociedade Gëlèdé, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados. Oro é uma divindade tal qual Ìyámi Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Ìyámi quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Ìyámi é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.
Outra forma, e mais importante, é culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas “Sociedades Egungun”. Estas têm como finalidade elaborar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade. Esses mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte , denominada Egun ou Egungun. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantêm a individualidade ; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.(veja os mitos de Oyá).
Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos do culto dos Orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a iorubana.
No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungun , cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura : Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia (veja o anexo: Histórico).

EGUNGUN

O Egun é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixan, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungun ancestral individualizado está de novo “vivo”.
A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos Orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungun simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente — característica de Egun, chamada de séégí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria (veja os mitos de Oyá).

- Babá Egun ,sob vigilancia do Ojé ,aconselha um fiel prostrado à sua frente. -
As tradições religiosas dizem que sob a roupa está somente a energia do ancestral; outras correntes já afirmam estar sob os panos algum mariwo (iniciado no culto de Egun) sob transe mediúnico. Mas, contradizendo a lei do culto, os mariwo não podem cair em transe, de qualquer tipo que seja. Pelo sim ou pelo não, Egun está entre os vivos, e não se pode negar sua presença, energética ou mediúnica, pois as roupas ali estão e isto é Egun.
A roupa do Egun — chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia , ou o Egungun propriamente dito, é altamente sacra ou sacrossanta e, por dogma, nenhum humano pode tocá-la. Todos os mariwo usam o ixan para controlar a “morte”, ali representada pelos Eguns. Eles e a assistência não devem tocar-se, pois, como é dito nas falas populares dessas comunidades, a pessoa que for tocada por Egun se tornará um assombrado”, e o perigo a rondará. Ela então deverá passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte.
Ora, o Egun é a materialização da morte sob as tiras de pano, e o contato, ainda que um simples esbarrão nessas tiras, é prejudicial. E mesmo os mais qualificados sacerdotes — como os Ojé atokun, que invocam, guiam e zelam por um ou mais Eguns — desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixan.
Os Egun-Agbá (ancião), também chamados de Babá-Egun (pai), são Eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. Os Apaaraká são Eguns ,ainda mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses Eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.
O eku dos Babá são divididos em três partes: o abalá, que é uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de pano coloridas, formando uma espécie de largas franjas ao seu redor; o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos, do qual ,também caem muitas tiras de pano da altura do tórax ; e o banté, que é uma larga tira de pano especial presa ao kafô e individualmente decorada e que identifica o Babá.
O banté, que foi previamente preparado e impregnado de axé (força, poder, energia transmissível e acumulável), é usado pelo Babá quando está falando e abençoando os fiéis. Ele o sacode na direção da pessoa e esta faz gestos com as mãos que simulam o ato de pegar algo, no caso o axé, e incorporá-lo. Ao contrário do toque na roupa, este ato é altamente benéfico. Na Nigéria, os Agbá-Egun portam o mesmo tipo de roupa, mas com alguns apetrechos adicionais: uns usam sobre o alabá máscaras esculpidas em madeira chamadas de erê egungun ; outros, entre os alabá e o kafó, usam peles de animais; alguns Babá carregam na mão o opá iku e, às vezes, o ixan. Nestes casos, a ira dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos.
Existem várias qualificações de Egun, como Babá e Apaaraká, conforme seus ritos, e entre os Agbá, conforme suas roupas, paramentos e maneira de se comportarem. As classificações, em verdade, são extensas.

O RITO

Nas festas de Egungun, em Itaparica, o salão público não tem janelas, e, logo após os fiéis entrarem, a porta principal é fechada e somente aberta no final da cerimônia, quando o dia já está clareando. Os Eguns entram no salão através de uma porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo.
Os ancestrais são invocados e eles rondam os espaços físicos do terreiro. Vários amuixan (iniciados que portam o ixan) funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos Ojé saiam do espaço delimitado e invadam as redondezas não protegidas.
Os Eguns são invocados numa outra construção sacra, perto mas separada do grande salão, chamada de ilê awo (casa do segredo), na Bahia, e igbo igbalé (bosque da floresta), na Nigéria. O ilê awo é dividido em uma ante-sala, onde somente os Ojé podem entrar, e o lêsànyin ou balé, onde só os Ojé agbá entram (veja o anexo : Oiê masculinos).
Balé é o local onde estão os idi-egungun, os assentamentos – estes são elementos litúrgicos que, associados, individualizam e identificam o Egun ali cultuado -, e o ojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra, rodeado por vários ixan, os quais, de pé, delimitam o local.
Nos ojubô são colocadas oferendas de alimentos e sacrifícios de animais para o Egun a ser cultuado ou invocado. No ilê awo também está o assentamento da divindade Oyá na qualidade de Igbalé, ou seja, Oyá Igbalé – a única divindade feminina venerada e cultuada, simultaneamente, pelos adeptos e pelos próprios Eguns (veja mitos de Oyá e Egun).
No balé os Ojé atokun vão invocar o Egun escolhido diretamente no seu assentamento, e é neste local que o awo (segredo) – o poder e o axé de Egun — nasce através do conjunto Ojé-ixan / idi-ojubô. A roupa é preenchida e Egun se torna visível aos olhos humanos.

- Ojé e Amuixan ,atentos ,acompanham Babá Egun na sua caminhada. -
Após saírem do ilê awo, os Eguns são conduzidos pelos amuixan até a porta secundária do salão, entrando no local onde os fiéis os esperam, causando espanto e admiração, pois eles ali chegaram levados pelas vozes dos Ojé, pelo som dos amuixan, branindo os ixan pelo chão e aos gritos de saudação e repiques dos tambores dos alabê (tocadores e cantadores de Egun). O clima é realmente perfeito.

O SALÃO E A FESTA

O espaço físico do salão é dividido entre sacro e profano. O sacro é a parte onde estão os tambores e seus alabês e várias cadeiras especiais previamente preparadas e escolhidas, nas quais os Eguns, após dançarem e cantarem, descansam por alguns momentos na companhia de outros, sentados ou andando, mas sempre unidos, o maior tempo possível, com sua comunidade. Este é o objetivo principal do culto: unir os vivos com os mortos.
Nesta parte sacra, mulheres não podem entrar nem tocar nas cadeiras, pois o culto é totalmente restrito aos homens. Mas existem raras e privilegiadas mulheres que são exceção, como se fossem a própria Oyá; elas são geralmente iniciadas no culto dos Orixás e possuem simultaneamente oiê (posto e cargo hierárquico) no culto de Egun — estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis. São estas mulheres que zelam pelo culto, fora dos mistérios, confeccionando as roupas, mantendo a ordem no salão, respondendo a todos os cânticos ou puxando alguns especiais, que somente elas têm o direito de cantar para os Babá. Antes de iniciar os rituais para Egun, elas fazem uma roda para dançar e cantar em louvor aos Orixás; após esta saudação elas permanecem sentadas junto com as outras mulheres. Elas funcionam como elo de ligação entre os atokun e os Eguns ao transmitir suas mensagens aos fiéis. Elas conhecem todos os Babá, seu jeito e suas manias, e sabem como agradá-los (veja o anexo : Oiê femininos).
Este espaço sagrado é o mundo do Egun nos momentos de encontro com seus descendentes. A assistência está separada deste mundo pelos ixan que os amuixan colocam estrategicamente no chão, fazendo assim uma divisão simbólica e ritual dos espaços, separando a “morte” da “vida”. É através do ixan que se evita o contato com o Egun: ele respeita totalmente o preceito, é o instrumento que o invoca e o controla. As vezes, os mariwo são obrigados a segurar o Egun com o ixan no seu peito, tal é a volúpia e a tendência natural de ele tentar ir ao encontro dos vivos, sendo preciso, vez ou outra, o próprio atokun ter de intervir rápida e rispidamente, pois é o Ojé que por ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito.
O espaço profano é dividido em dois lados: à esquerda ficam mulheres e crianças e à direita, os homens. Após Babá entrar no salão, ele começa a cantar seus cânticos preferidos, porque cada Egun em vida pertencia a um determinado Orixá. Como diz a religião, toda pessoa tem seu próprio Orixá e esta característica é mantida pelo Egun. Por exemplo: se alguém em vida pertencia a Xangô, quando morto e vindo como Egun, ele terá em suas vestes as características de Xangô, puxando pelas cores vermelha e branca. Portará um oxê (machado de lâmina dupla), que é sua insígnia; pedirá aos alabês que toquem o alujá, que também é o ritmo preferido de Xangô, e dançará ao som dos tambores e das palmas entusiastas e excitantemente marcadas pelos oiê femininos, que também responderão aos cânticos e exigirão a mesma animação das outras pessoas ali presentes.
Babá também dançará e cantará suas próprias músicas, após ter louvado a todos e ser bastante reverenciado. Ele conversará com os fiéis, falará em um possível iorubá arcaico e seu atokun funcionara como tradutor. Babá-Egun começará perguntando pelos seus fiéis mais freqüentes, principalmente pelos oiê femininos; depois, pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez. Babá estará orientando, abençoando e punindo, se necessário, fazendo o papel de um verdadeiro pai, presente entre seus descendentes para aconselhá-los e protegê-los, mantendo assim a moral e a disciplina comum às suas comunidades, funcionando como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas.
Finalizando a conversa com os fiéis e já tendo visto seus filhos, Babá-Egun parte, a festa termina e a porta principal é aberta: o dia já amanheceu. Babá partiu, mas continuará protegendo e abençoando os que foram vê-lo.
Esta é uma breve descrição de Egungun, de uma festa e de sua sociedade, não detalhada, mas o suficiente para um primeiro e simples contato com este importante lado da religião. E também para se compreender a morte e a vida através das ancestralidade cultuadas nessas comunidades de Itaparica, como um reflexo da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria.
Egungun

Written by lokeni ifatolà
EGUNGUN

Todos os aspectos do ser, não morrem junto com ele voltam as suas origens, isto é, ao orun, pois pertencem a olorun e só ele pode liberá-las.
Estas forças divinas, animaram os antepassados, os ancestrais, as raízes mães do asé orisá, ao partirem do aiyê e voltam ao aiyê para animar seus descendentes e discípulos.
A ancestralidade confirma a imortalidade, pois a vida continua no orun como ancestrais.do orun a ancestralidade a tudo assiste.no culto de orisá, ancestrais significa:”aqueles que um dia tiveram a energia de vida no aiyê e que cuja energia de vida é repassada as novas gerações, garantindo a continuidade da vida e do culto aos deuses africanos”.
“Como conclusão a vida presente depende da vida passada de nossos ancestrais”.

O CULTO DOS EGUNGUS
Através do culto aos ancestrais, os Egun ou Egungum é possível reconstruir origens, etnias, memória. Essa memória, enraizada na multiplicidade da herança negro-africana, expande com força total, um ethos que passando a diversidade de suas expressões manifestas – Nagô, Jeje, Angola, Cango, etc. – permite revelar estruturas, valores, normas, denominadores comuns onde a questão da ancestralidade mítica e histórica, marca a existência de uma forte comunalidade. É na memória e no culto aos antepassados que essa comunalidade se afirma (MESTRE DIDI)
Egungun ou Egun, espírito ancestral de pessoa importante, homenageado no Culto aos Egungun, esse culto é feito em casas separadas das casas de Orixá. No Brasil o culto principal à Egungun é praticado na Ilha de Itaparíca no Estado da Bahia mas existem casas em outros Estados.
Os yorubás, então, cultuam os espíritos dos “mais velhos” de diversas formas, de acordo com a hierarquia que tiveram dentro da comunidade e com a sua atuação em prol da preservação e da transmissão dos valores culturais. E só os espíritos especialmente preparados para serem invocados e materializados é que recebem o nome Egun, Egungun, Babá Egun ou simplesmente Babá (pai), sendo objeto desse culto todo especial.
Porque o objetivo principal do cultos dos Egun é tornar visível os espíritos dos ancestrais, agindo como uma ponte, um veículo, um elo entre os vivos e seus antepassados. E ao mesmo tempo que mantém a continuidade entre a vida e a morte, o culto mantém estrito controle das relações entre os vivos e mortos, estabelecendo uma distinção bem clara entre os dois mundos: o dos vivos e o dos mortos (os dois níveis da existência)
Os Egungun se materializam, aparecendo para os descendentes e fiéis de uma forma espetacular, em meio a grandes cerimônias e festas, com vestes muito ricas e coloridas, com símbolos característicos que permitem estabelecer sua hierarquia.
Os Babá-Egun ou Egun-Agbá (os ancestrais mais antigos) se destacam por estar cobertos de búzios, espelhos e contas e por um conjunto de tiras de pano bordadas e enfeitadas que é chamado Abalá, além de uma espécie de avental chamado Bantê, e por emitirem uma voz característica, gutural ou muito fina. Os Aparaká são Egun mais jovens: não têm Abalá nem Bantê e nem uma forma definida; e são ainda mudos e sem identidade revelada, pois ainda não se sabe quem foram em vida.
Acredita-se, então, que sob as tiras de pano encontra-se um ancestral conhecido ou, se ele não é reconhecível, qualquer coisa associada à morte. Neste último caso, o Egungun representa ancestrais coletivos que simbolizam conceitos morais e são os mais respeitados e temidos entre todos os Egungun, guardiães que são da ética e da disciplina moral do grupo.
No símbolo “Egungun” está expresso todo o mistério da transformação de um ser deste-mundo num ser-do-além, de sua convocação e de sua presença no Aiyê (o mundo dos vivos). Esse mistério (Awô) constitui o aspecto mais importante do culto.(Fonte-Wikipédia)

O Egun é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixan, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungun ancestral individualizado está de novo “vivo”.
A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos Orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungun simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente — característica de Egun, chamada de séégí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria.

EGUNS CULTO AO ACESTRAL- Baba Egungun ou Egum
Marcadores: Baba Egungun, Egun | author: AUTOR: EBOMI

EGUNS CULTO AO ACESTRAL

Baba Egungun ou Egun ou até mais conhecido como Egum é um ancestre ( relatiavamente é um ou vários membros de nossa família que desencarnaram).
Na Nigéria, o culto a Egungun está relacionado aos ancestrais. O povo Yoruba acredita nesta energia porque entendem que não existiria o presente e o futuro, sem a existência do passado. O culto é um dos mais difundidos em toda a população Yoruba. Na Nigéria são quase 30 milhões de pessoas que cultuam Egungun. Para se ter uma idéia da força desta energia, na Nigéria os três orixás mais cultuados são Exu, Ogun e Egungun.
Egungun é considerado orixá – ele é a única energia que dá ao homem condições de ser venerado depois de sua morte, dependendo do histórico da vida da mesma.
O culto a Egungun é altamente mágico e secreto, por isso os Olojés (pessoas que tem o poder de manipular a energia de Egungun) são respeitadíssimos. Todas as pessoas podem se beneficiar da energia de Egungun para solucionar problemas no amor, trabalho, saúde, espiritualidade, etc.

No Brasil o culto não é difundido como na Nigéria e apesar dos equívocos de alguns pais e mães de santo, na Ilha de Itaparica, existe o culto de Egungun considerado parecido ao da Nigéria. Em Itaparica o culto é totalmente secreto, talvez esse o motivo de não se ter mutilado através dos tempos, da escravidão aos tempos de hoje. O culto é equivocado no Brasil pois muitas pessoas dizem que Egun é energia negativa, e isso não é verdade.

O que falta, talvez para as pessoas do Brasil, seria informações sobre Egungun. O povo Yoruba acredita em reencarnação, pois Egungun está interligando vida e morte: assim que uma criança nasce, eles fazem todo um procedimento para saber o destino da criança, manipulam oráculos, ou então pedem a ajuda de babalawo que através de ifá, sabem se a criança é uma encarnação de algum antepassado. Constatando-se o fato, é feito o ritual de ikomojade, onde a criança terá um nome e é apresentada para a comunidade com uma festa.

Este ritual de ikomojade é feito dessa maneira: para o menino só depois de sete dias de vida e a menina após nove dias. O nome é muito importante para os Yoruba.

Se os babalawo, ao consultarem o oráculo, constatam que a criança é uma reencarnação de um antepassado, determinam o nome de babatunde (para meninos) e iyabode (para meninas). Esses nomes são utilizados no caso de reencarnação dos avós. Existem outros nomes que são dados dependendo do que for analisado pelo oráculo, trazendo sorte ao destino da pessoa:

Egun = Babaegun (uma coisa só) = Energia positiva

Oku orun (cidadão do orun) = Energia positiva

Postado por Luciano de Oxum em 16/05/2008 14:03

O Culto a Egungun no Brasil
Os cultos de origem africana chegaram ao Brasil juntamente com os escravos. Os iorubanos — um dos grupos étnicos da Nigéria, resultado de vários agrupamentos tribais, tais como Ketu, Oyó, Ijexá, Ifan e Ifé, de forte tradição, principalmente religiosa — nos enriqueceram com o culto de divindades denominadas genericamente de Orixás (1)

Esses negros iorubanos não apenas adoram e cultuam suas divindades, mas também seus ancestrais, principalmente os masculinos. A morte não é o ponto final da vida para o iorubano, pois ele acredita na reencarnação (àtúnwa), ou seja, a pessoa renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia; ela revive em um dos seus descendentes. A reencarnação acontece para ambos os sexos; é um fato terrível e angustiante para eles não reencarnar.
No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungun , cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura : Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia

O Egun é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixan, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungun ancestral individualizado está de novo “vivo”.

A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos Orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungun simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente — característica de Egun, chamada de séégí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria

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FORMAÇÃO DA TERRA
ODÙDÚWÀ

Para o mito da criação da Terra, há uma variante que não pode ser ignorada. Pelo relato anterior, Òrìsà Nlá foi o agente criador de Olódumarè na realização do trabalho. Em outra versão surge um personagem conhecido pelo nome de Odùdúwà como substituto de Òrìsà Nlá na criação do mundo , conforme o seguinte relato abaixo:
Quando Òrìsà Nlá pegou suas instruções pôr Olódùmarè, ele passou pôr Èsù, que lhe perguntou se havia feito as oferendas necessárias para a realização do trabalho, Òrìsà Nlá não lhe deu importância. Em razão disso, durante a sua caminhada, ele ficou bastante sedento e bebeu abundantemente de uma bebida extraída de uma palmeira . Em conseqüência , ficou sem forças e sem condições de prosseguir para executar a sua tarefa caindo em sono profundo. Olódùmarè enviou Odùdúwà para verificar o que estava acontecendo. Ao ver Òrìsà nlá adormecido, pegou os elementos da criação e foi comunicar o ocorrido a Olódùmarè, que, diante do fato, determinou que ele, Odùdúwà, fosse criar a Terra. Após a tarefa cumprida, eis que Òrìsà Nlá despertou , e , ao tomar ciência do que havia acontecido foi até olódùmarè reivindicar dos seus direitos, o que lhe foi negado. A partir daí ficou proibido de beber e de usar o azeite de dendê. Porém, foi lhe dada a tarefa de modelar o barro para a criação do ser humano. Mais tarde, houve o reencontro de Òrìsà Nlá até que se deu a intervenção de Òrúnmìlà para trazer a paz entre ambos.
Essa variante não podia ser ignorada porque ela levanta uma questão muito interessante que envolve a primitiva história e a religião yorubá com um de seus personagnes mais expressivos, que é Odùdúwà.
Segundo a linguagem histórica da tradição de algumas cidades yorubá, o personagem a quem foi dado o nome Odùdúwà era um líder poderoso, dono de uma forte reputação e com uma personalidade que a tudo dominava. Partiu de seu lar original migrando pelas diversas cidades yorubá. Não se sabe ao certo qual era o seu nome original, mas ele pode não Ter sido Odùdúwà. Dentre seus seguidores foram distinguidos guerreiros com cujo auxílio ele estabeleceu a dinastia yorubá. Atualmente é reconhecido como o progênitos de vários clãs que, reunidos, constituem o povo yorubá. Um dos mais antigos relatos acerca da origem de Odùdúwà e o seu lar ancestral é o que segue:

Lámúrúdú, um dos reis de Meca, tinha como filhos Odùdúwà e os reis de Gogobri e de Kukawa, duas tribos da região de Hausa. Odùdúwà era o príncipe herdeiro, o que se mantinha com a idéias de modificar os costumes religiosos, introduzindo na grande mesquita formas de ídolos criados pôr Asara, o seu sacerdote e fazedor das imagens. Asara tinha um filho chamado Braima, que fora educado como adepto do maometismo e contrário às idéias do pai. Pela influência de Odùdúwà, um mandato real foi expedido ordenando que todos os homens fossem caçar durante três dias, antes da comemoração anual das festividades levadas a efeito em honra daqueles deuses.
Aproveitando se da ausência de todos os homens, Braima invade a mesquita e destrói todas as imagens.
No retorno de Odùdúwà foi constatada a ocorrência e uma investigação foi feita. Braima começou a provocar Odùdúwà, dizendo: Perguntem ao grande ídolo quem fez isso? Ele sabe falar? Pôr que vocês adoram coisas que não sabem falar? ?Imediatamente foi dada a ordem para ele ser queimado vivo pela afronta cometida. Lenha e panelas de azeite foram trazidas. Isso foi o sinal para o início de uma guerra civil. Cada uma das partes era possuidora de muitos adeptos, mas os maometanos levaram vantagem. O rei Lámúrúdù foi assassinado, e todos os seus filhos e seguidores próximos foram expulsos da cidade. Os reis de Gogobri e de Kukawa do leste, viajando pôr 90 dias, atravessando a região do Egito e seguindo para o sul, próximo ao local onde viria a ser fundada a cidade de Ilé Ifè .
Odùdúwà e filhos juraram ódio mortal e vingança pela morte do pai. Tempos depois, a tentativa de vingança será comandada pôr Òrànmíyàn de forma infrutífera, mas com a vantagem de durante esta expedição, ser fundada a cidade de Òyó que viria a fazer frente em pretígio à cidade de Ilé Ifè. Quando Odùdúwà saiu da Arábia, levou consigo duas imagens de divindades. O rei que assumiu o poder resolveu enviar um exército para destruir Odùdúwà e submeter os demais à escravidão. Foram, porém, vencidos e dentre a pilhagem assegurada pelos vitoriosos havia uma cópia do Korão. Mais tarde isso foi guardado num templo venerado e cultuado como relíquia sagrada pelas gerações seguintes, com o nome de ìdí, significando fundamento ou algo sagrado. Entre aqueles que formavam a comitiva de Odùdúwà estavam: Òrúnmilà, Oluorogbo, Obamèri, Orèlúèrè, Obasin, Obàgèdè, Ògún, Alágada, Obamakin, Oba winni Ajè, Érìsilè, Elèsije Olóse, Alàjo, Esidálè, Olókun e Òrìsàteko.
Odùdúwà encontrou à sua agenda uma população local, os igbó, cujo rei era Obàtálá. Altivo e desdenhoso em suas atitudes, encontrou reação pôr parte de Orèlúèré, partidário de Obàtálá, um ancestral guardião da moral familiar e preservador da família tradicional.
Essa oposição ao novo regime que Odùdúwà desejava impor fez nascer a Sociedade Ògbóni, um culto secreto formado para proteger as instituições primitas da terra. Contudo, Odùdúwà conseguiu se impor espalhando o seu poder e fundado diversas cidades, entre elas, Ilé Ifè e tornando ?se o primeiro Óòni Ifè influiu nos costumes, na linguagem e foi pai de inúmeros reis. Houve assimilação mútua entre o novo e o elemento local, com resultado favorável terminado com o rigor entre as partes opostas. Morreu cego, vítima de uma doença nos olhos. Após sua morte, tornou ?se objeto de um culto ancestral ocupando um lugar destacado no panteão yorubá.
Essa promoção veio a favorecer interpretações diversas e algumas dúvidas, tais como o sexo masculino ou feminino de , e a sua real condição de criador da terra. Em território yorubá, Odùdúwà tanto é aceito como uma divindade masculina como feminina. Em Ilé Ifè, principalmente, é visto como uma divindade masculina; em Igbó Orà, sua imagem representativa é a de uma mulher com longos seios, amamentando uma criança.
A afirmativa e que Odùdúwà é uma divindade feminina está associada à tradição das deusas nesta terra ligadas à fertilidade. Em adó, Odùdúwà é indiscutivelmente uma divindade feminina, vista como uma das sete crianças, dentre as quais Òrìsànlá era uma delas:
Oh! Mãe, nós te suplicamos nos libertar
Toma conta de nós, de nossas crianças
Você que astutamente se estabeleceu em Adó

A concepção masculina de Odùdúwà se reporta ao fato de que ele era o sacerdote da divindade, assim como a cabeça de sua dinastia. Pôr ocasião de sua morte, ganhou respeito pelo seu papel de legislador e líder da comunidade, tornando se um Ancestral merecedor de culto. Passou a ser identificado pelo nome de sua própria divindade e entrou para o panteão yorubá pôr causa de seus atributos. Deve se observar aqui que é quase somente em Ilé Ifè que o culto à divindade masculina é forte. Na maioria dos outros lugares o homem Odùdúwà é olhado somente como um ancestral e não como uma divindade.
Essa controvérsia sobre Odùdúwà se torna ainda mais controvertida nos deparamos com outra tradição que vê Odùdúwà como a esposa de Obàtálá nas interpretações inexatas dos primeiros estudiosos e nas sucessivas compilações desses mesmos estudos pôr autores mais recentes que não se preocupam em reexaminas as pesquisas inicias. Em algumas versões, ele (Odùdúwà) é a mulher de Obàtálá: esta reunião é simbolizada pôr duas cabaças, uma cobrindo a outra.
Juana Elbein dos Santos estrutura sua tese na condição feminina de Odùdúwà: … Obàtálá e Odùdúwà, respectivamente princípio masculino e feminino do grupo de òrìsà funfun, do branco, disputam se o título de òrìsà da criação.
A luta pela supremacia entre os sexos é um fator constante em todos os mitos, Odùdúwà, também chamada Odùa, é a representação deificada das Iyá Mi, a representação coletiva das mães ancestrais e o princípio feminino de onde tudo se origina… Esses conceitos e seres divinos são representados simbolicamente pela cabaça ritual igbà odù que representa o universo sendo a metade inferior Odùa e a parte superior Obàtálá.
Mais tarde, atravessou o Atlântico e chegou até o Brasil em fins do século passado, em reportagens publicadas em jornais da época e assinadas pôr Nina Rodrigues. Essas reportagens foram reunidas e publicadas em livro. Os africanos no Brasil, onde na página 353 está publicada a lenda acima.
Igualmente, o desconhecido da linguagem dos povos africanos dá motivo a outras interpretações inexatas. No nosso caso, a língua yorubá possui uma característica especial; possui muitas palavras idênticas e outras tantas parecidas, diferenciadas ou não pelos acentos tonais, todas porém, com significados diferentes. O desconhecimento de seus significados e das regras que estabelecem as contrações comuns da escrita e da conservação motiva cosntantes traduções absurdas baseadas em suposições e interesses pessoais. ª B. Ellis, copiando autores anteriores, indica Odùdúwà como a grande deusa negra, considerando, assim, os acentos tonais, que , neste caso, também são acentos diferenciais.
Retomando o assunto, Odùa , neste caso é uma modificação da palavra Odù Logboje , a mulher primordial, também denominada Eléyinjú Egé, a dona dos olhos delicados. Ela recebe o poder da fertilidade para a sustentação do mundo recém criado. Recebe os títulos de Ìyá nlá – a grande mãe, e Ìyá won a mãe de todos. Olódùmarè lhe entrega uma cabaça, simbolizando o mundo contendo o poder dos pássaros, Eléiye.
Um cântico inserido no Odù Òsá Méjì revela o fato:

Ajoelhem se para as mulheres
A mulher nos colocou no mundo, nós somos seres humanos
A mulher é a inteligência da Terra
A mulher nos colocou no mundo, nós somos seres humanos.
Odùa é a mesma Ìyá mi da sociedade Òsòròngá da qual Òsun faz parte. Os antigos abèbè leque deste Òrìsà possuem o desenho de um pássaro como lembrança do poder recebido.
Relacionamos alguns trechos do Odú Òsá Méjì, que revela a conversa entre Olódùmarè e Odù Logboje quando da entrega de seus poderes:
1- Olódùmarè diz: qual o seu poder?
2- Ele diz: Você será chamada, para sempre a mãe de todos
3- Ele diz: você dará continuidade
4- Olódùmarè lhe dá o poder
5- Ele entrega o poder de eléiye para ela
6- ela recebe o pássaro de Olódùmarè
7- Ela recebe, então, o poder que utilizará com ele
8- Ele diz: utiliza com calma o poder que dei a você
9- Se utilizar com violência, ele o retomará
10- Porque aquela que recebeu o poder se chama Odù
11- O homem não poderá fazer nada sozinho na ausência da mulher.
“Lati ìgbá náà ni Olódùmarè ti fun obirin l’à se “
(Desde aquela época , Olódùmarè outorgou axé as mulheres.)
Elas exerciam todas as atividades secretas:

“O mú Éégún jáde
O mú Orò jáde
Gbogbo nkan, kò si ohun ti ki se nigba náà”
Ela conduz Egun
Ela conduz Orò
todas as coisas , não ha nada que ela não faça nesse tempo.)

Mas ela abusou do poder do pássaro. Preocupado e humilhado, O barì s à foi até Òrúnmìlà fazer o jogo de Ifá, e ele o ensinou como conquistar, apaziguar e vencer Odùa, através de sacrifícios, oferendas( e b o com ìgbín e pas ò n Haste de Àtòrì) e astúcia.
Ele lhe oferta e ela negligentemente , aceita, a carne dos ìgbín.

“Odù náà gba omi ìgbín , o mu ú
Nigbati Odù mu omi ìgbín tán , inú Odù nr ò di e di e .”
( Odù recebe a água de caracol para beber.
quando odù bebeu, o ventre de Odù se apaziguou.)

Obarìsà e Odùa foram viver juntos. Ele então lhe revelou seus segredos e, após algum tempo, ela lhe contou os seus, inclusive que cultuava Éégún. Mostrou-lhe a roupa de Éégún, o qual não tinha corpo, rosto nem tampouco falava. Juntos eles cultuaram Éégún.

Aproveitando um dia quando Odùa saiu de casa, ele modificou e vestiu a roupa de Egúngún. Com um bastão na mão (opa), O barì s à foi à cidade (o fato de Éégún carregar um bastão revela toda a sua ira) e falou com todas as pessoas. Quando Odùa viu Éégún andando e falando, percebeu que foi O barì s à quem tornou isto possível. Ela reverenciou e prestou homenagem a Éégún e a O barì s à, conformando-se com a vitória dos homens e aceitando para si a derrota. Ela mandou então seu poderoso pássaro pousar em Éégún, e lhe outorgou o poder: tudo o que Éégún disser acontecerá. Odùa retirou-se para sempre do culto de Egúngún, e partiu para partir o culto Gèlèdè .Só eléiy e , indicara seu poder e marcara a relação entre Egúngún e Ìyámí.

” Gbogbo agbára ti Egúngún si nlò agbára eleiye ni.”
( Todo o poder que utilizara Egúngún é o poder do pássaro.)

O conjunto homem-mulher dá vida a Egúngún (ancestralidade), mas restringe seu culto aos homens, os quais, todavia, prestam homenagem às mulheres, castigadas por Olódúnmarè através dos abusos de Odùa. Também por esta razão é que as mulheres mortas são cultuadas coletivamente, e somente os homens têm direito à individualidade, através do culto de Egúngún.

No entanto Ìyámí conhece todos os lugares secretos que contém Egúngún, Orò etc… e Nos quais O barì s à não tem acesso.Reinterpretando Ìyámí , cabaça ventre contém os símbolos – filhos- pássaros ainda não renascidos, lugar onde O barì s à não penetrou.

*Existe uma relação errônea que diz que Odùa é Odùdúwà, esta confusão se deve primeiramente, a o costume usual na linguagem Yoruba de dar forma reduzida as palavras :
Òrìsà- Òòsà,Odùdúwà-Odúa,Olódùnmarè-Èdùmàrè e etc…

Os primeiros pesquisadores e em conseqüência os seguintes , continuaram a transcrever estes textos, que possuíam inúmeras falhas de interpretação inexatas de palavras.O desconhecimento de seus significados e das regras que estabelecem contrações comuns e motiva traduções absurdas baseadas em interesses pessoais que acabam influenciando obras no Brasil e Cuba.

Na Nigéria, o culto a Egungun está relacionado aos ancestrais. O povo Yoruba acredita nesta energia porque entendem que não existiria o presente e o futuro, sem a existência do passado. O culto é um dos mais difundidos em toda a população Yoruba. Na Nigéria são quase 30 milhões de pessoas que cultuam Egungun. Para se ter uma idéia da força desta energia, na Nigéria os três orixás mais cultuados são Exu, Ogun e Egungun.

Egungun é considerado orixá – ele é a única energia que dá ao homem condições de ser venerado depois de sua morte, dependendo do histórico da vida da mesma.

O culto a Egungun é altamente mágico e secreto, por isso os Olojés (pessoas que tem o poder de manipular a energia de Egungun) são respeitadíssimos. Todas as pessoas podem se beneficiar da energia de Egungun para solucionar problemas no amor, trabalho, saúde, espiritualidade, etc.

No Brasil o culto não é difundido como na Nigéria e apesar dos equívocos de alguns pais e mães de santo, na Ilha de Itaparica, existe o culto de Egungun considerado parecido ao da Nigéria. Em Itaparica o culto é totalmente secreto, talvez esse o motivo de não se ter mutilado através dos tempos, da escravidão aos tempos de hoje. O culto é equivocado no Brasil pois muitas pessoas dizem que Egun é energia negativa, e isso não é verdade.

Egun = Babaegun (uma coisa só) = Energia positiva
Oku orun (cidadão do orun) = Energia positiva
Oku (espírito sem procedência) = Energia negativa

O que falta, talvez para as pessoas do Brasil, seria informações sobre Egungun. O povo Yoruba acredita em reencarnação, pois Egungun está interligando vida e morte: assim que uma criança nasce, eles fazem todo um procedimento para saber o destino da criança, manipulam oráculos, ou então pedem a ajuda de babalawo que através de ifá, sabem se a criança é uma encarnação de algum antepassado. Constatando-se o fato, é feito o ritual de ikomojade, onde a criança terá um nome e é apresentada para a comunidade com uma festa.

Este ritual de ikomojade é feito dessa maneira: para o menino só depois de sete dias de vida e a menina após nove dias. O nome é muito importante para os Yoruba.

Se os babalawo, ao consultarem o oráculo, constatam que a criança é uma reencarnação de um antepassado, determinam o nome de babatunde (para meninos) e iyabode (para meninas). Esses nomes são utilizados no caso de reencarnação dos avós. Existem outros nomes que são dados dependendo do que for analisado pelo oráculo, trazendo sorte ao destino da pessoa:

Egun Sola
Egun Biyi
Egun Wale Oje Wale
Egun Gbami
Arugbo
Iyagba

No contexto yoruba, a morte é dolorosa, mas necessária para o ciclo da reencarnação até que a mesma pessoa que morra, cumpra o seu plano de ori e dependendo do histórico de vida a pessoa possa se englobar na energia de egungun tornando-se venerável para a comunidade ou sociedade. Na Nigéria, quando uma pessoa morre muito cedo, a sociedade e as pessoas da comunidade ficam tristes, pois acham que a pessoa não gozou de todos os benefícios terrestres, não aprendeu o que poderia ter sido aprendido, e por isso fazem, durante o enterro, um ritual na floresta chamado Iremoje, onde a família da pessoa morta pede para que nunca mais aconteça aquilo de novo na família da pessoa. Pessoas que morrem muito cedo, não tiveram um destino bem aventurado no contexto deles. Um outro ritual que existe é o chamado Axexe, que também é um ritual fúnebre para pessoas que morrem com mais de noventa anos, para pessoas que são anciãs. No axexe o povo fica alegre e prepara a pessoas como se fosse para um festa: colocam a melhor roupa, penteiam os cabelos do morto, se for mulher fazem trancinhas e pintam o rosto da pessoa e dependendo do grau financeiro da pessoa eles dão uma festa para comemorar o falecimento.

O ritual de axexe pode ser marcado com a presença de duas sociedades Ogboni e as Iyami Osoronga. A presença dessas sociedades é fundamental porque eles têm o poder de evocar a pessoa para conversar e saber como foi a passagem, e se ela quer deixar uma mensagem para a família e se pode ser distribuído os seus pertences para os familiares. A pessoa é preparada para o Iremoje, onde os familiares cantam lamentando a morte e depois cantam o Ijala onde falam das glórias conquistadas pela pessoa em vida, seguindo assim a festa para homenagear a pessoa. Dependendo do histórico da vida da pessoa que morreu, ela pode se englobar na energia de Egungun, mas para isso acontecer a pessoa teria que ser boa com as pessoas, amiga, ter ajudado a sociedade, enfim, teria que ser bem vista pela comunidade, o destino teria que ser bem aventurado. Nessa ordem a família e a sociedade podem escolher a pessoa como egungun, sendo assim todos beneficiados com a escolha e o Egungun se tornaria guardião da família e da sociedade onde viveu.

Devotos de Egungun podem chegar a uma evolução espiritual muito rápida, por se Egungun ligado à ancestralidade, isso quer dizer, a pessoa desenvolve uma intuição, percepção e sabedoria muito apurada, tornando-se assim muito forte (olojé).

Olojé são pessoas que manipulam as energias de Egungun. Esse título é concebido a homens. As mulheres não podem manipular essa energia, mas podem se beneficiar através dos olojés.

Gelede: Culto ao ancestral feminino, força também manipulada por homens. As mulheres só veneram as geledes. Existe grande ligação com as Iya Mi Osoronga onde as anciãs são profundas conhecedoras e na maioria das vezes iniciadas nessa sociedade.

Cada sociedade das descritas acima, promove a sua festa anual, que pode durar de 7 a 21 dias. Nesses dias os olojés e a comunidade, se preparam para organizar a festa onde o Egungun se materializa com o corpo coberto de panos e a máscara mágica (força essencial do Egungun), onde ele vem para abençoar toda a comunidade e os familiares. A única participação da mulher no culto de Egungun é marcada na benção da Iya Agan (mulher velha que conhece o culto de Egungun). Sem essa benção Egungun não sai pela comunidade. Eles vão de casa em casa abençoando com o erukere os seus cultuadores, família e comunidade na qual é o guardião, sempre acompanhado pelos Atokuns que guiam o Egungun para todos os lados. Os atokuns usam um tambor para direcionar o Egungun.

Os olojés por sua vez, levam a magia de Egungun para as praças mostrando ao público o seu poder. Por exemplo, os olojés usam o poder de Egungun para fazer uma bananeira dançar. Isso geralmente acontece no final da Festa de Egungun.

A festa é marcada por muita música, comidas fartas, alegria e grandeza.

Na Nigéria existe a iniciação para Egungun, porém há vários critérios a se analisar:

1º – Analisar o grau de ligação da pessoa com Egungun
2º – Herança familiar (odu de nascimento)
3º – Vontade da pessoa
4º – A pessoa pode estar sonhando com Egungun
5º Consulta através dos oráculos podem determinar a iniciação

Todos estes elementos podem determinar a iniciação da pessoa em Egungun.

Esse processo de iniciação é muito secreto. Para a pessoa ser iniciada em Egungun, ela tem que ser uma pessoa que saiba guardar segredo: o bom feiticeiro não revela seus dotes mágicos. A pessoa sela um pacto de segredo. Esse pacto só será fechado depois que a pessoa come elementos preparados para dar ligação da pessoa com Egungun. Aí ela se tornará membro do culto a Egungun e com o tempo ela será um verdadeiro Olojé. Claro que ela tem que ter força de vontade, humildade e paciência, lembrando-se de que uma vez iniciado sempre iniciado pois não tem mais volta.

O assentamento de Egungun é formado por Iyangi, vários atori, osso da canela de pessoas que já morreram, meias e um véu para tampar o rosto. Uma pessoa viva veste todas estas roupas para o Egungun se materializar. A pessoa fica em transe com o egungun materializado.

Os cultos de origem africana chegaram ao Brasil juntamente com os escravos. Os iorubanos – um dos grupos étnicos da Nigéria, resultado de vários agrupamentos tribais, tais como Keto, Oyó, Itexá, Ifan e Ifé, de forte tradição, principalmente religiosa – nos enriqueceram com o culto de divindades denominadas genericamente de orixás.(1 – Por motivos gráficos e para facilitar a leitura, os termos em língua yorubá foram aportuguesados. Ex.: orisá = orixá.)

Esses negros iorubanos não apenas adoram e cultuam suas divindades, mas também seus ancestrais, principalmente os masculinos. A morte não é o ponto final da vida para o iorubano, pois ele acredita na reencarnação (àtúnwa), ou seja, a pessoa renasce no mesmo seio familiar ao qual pertencia; ela revive em um dos seus descendentes. A reencarnação acontece para ambos os sexos; é o fato terrível e angustiante para eles não reencarnar.

Os mortos do sexo feminino recebem o nome de Iami Agbá (minha mãe anciã), mas não são cultuados individualmente. Sua energia como ancestral é aglutinada de forma coletiva e representada por Iami Oxorongá, chamada também de Iá Nlá, a grande mãe. Esta imensa massa energética que representa o poder de ancestralidade coletiva feminina é cultuada pelas “Sociedades Geledê”, compostas exclusivamente por mulheres, e somente elas detêm e manipulam este perigoso poder. O medo da ira de Iami nas comunidades é tão grande que, nos festivais anuais na Nigéria em louvor ao poder feminino ancestral, os homens se vestem de mulher e usam máscaras com características femininas, dançam para acalmar a ira e manter, entre outras coisas, a harmonia entre o poder masculino e o feminino.

Além da Sociedade Geledê, existe também na Nigéria a Sociedade Oro. Este é o nome dado ao culto coletivo dos mortos masculinos quando não individualizados. Oro é uma divindade tal qual Iami Oxorongá, sendo considerado o representante geral dos antepassados masculinos e cultuado somente por homens. Tanto Iami quanto Oro são manifestações de culto aos mortos. São invisíveis e representam a coletividade, mas o poder de Iami é maior e, portanto, mais controlado, inclusive, pela Sociedade Oro.

Outra forma, e mais importante de culto aos ancestrais masculinos é elaborada pelas “Sociedades Egungum”. Estas têm como finalidade celebrar ritos a homens que foram figuras destacadas em suas sociedades ou comunidades quando vivos, para que eles continuem presentes entre seus descendentes de forma privilegiada, mantendo na morte a sua individualidade. Esse mortos surgem de forma visível mas camuflada, a verdadeira resposta religiosa da vida pós-morte, denominada Egum ou Egungum. Somente os mortos do sexo masculino fazem aparições, pois só os homens possuem ou mantém a individualidade; às mulheres é negado este privilégio, assim como o de participar diretamente do culto.

Esses Eguns são cultuados de forma adequada e específica por sua sociedade, em locais e templos com sacerdotes diferentes dos dos orixás. Embora todos os sistemas de sociedade que conhecemos sejam diferentes, o conjunto forma uma só religião: a iorubana.

No Brasil existem duas dessas sociedades de Egungum, cujo tronco comum remonta ao tempo da escravatura: Ilê Agboulá, a mais antiga, em Ponta de Areia, e uma mais recente e ramificação da primeira, o Ilê Oyá, ambas em Itaparica, Bahia.

O Egum é a morte que volta à terra em forma espiritual e visível aos olhos dos vivos. Ele “nasce” através de ritos que sua comunidade elabora e pelas mãos dos Ojé (sacerdotes) munidos de um instrumento invocatório, um bastão chamado ixã, que, quando tocado na terra por três vezes e acompanhado de palavras e gestos rituais, faz com que a “morte se torne vida”, e o Egungum ancestral individualizado está de novo “vivo”.

A aparição dos Eguns é cercada de total mistério, diferente do culto aos orixás, em que o transe acontece durante as cerimônias públicas, perante olhares profanos, fiéis e iniciados. O Egungum simplesmente surge no salão, causando impacto visual e usando a surpresa como rito. Apresenta-se com uma forma corporal humana totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte superior da cabeça formando uma grande massa de panos, da qual não se vê nenhum vestígio do que é ou de quem está sob a roupa. Fala com uma voz gutural inumana, rouca, ou às vezes aguda, metálica e estridente – característica de Egum, chamada de séègí ou sé, e que está relacionada com a voz do macaco marrom, chamado ijimerê na Nigéria.

As tradições religiosas dizem que sob a roupa está somente a energia do ancestral; outras correntes já afirmam estar sob os panos algum mariwo (iniciado no culto de Egum) sob transe mediúnico. Mas, contradizendo a lei do culto, os mariwo não podem cair em transe, de qualquer tipo que seja. Pelo sim ou pelo não, Egum está entre os vivos, e não se pode negar sua presença, energética ou mediúnica, pois as roupas ali estão e isto é Egum.

A roupa do Egum – chamada de eku na Nigéria ou opá na Bahia -, ou o Egungum propriamente dito, é altamente sacra ou sacrossanta e, por dogma, nenhum humano pode tocá-la. Todos os mariwo usam o ixã para controlar a “morte”, ali representada pelos Eguns. Eles e a assistência não devem tocar-se, pois, como é dito nas falas populares dessas comunidades, a pessoa que for tocada por Egum se tornará um “assombrado”, e o perigo a rondará. Ela então deverá passar por vários ritos de purificação para afastar os perigos de doença ou, talvez, a própria morte.

Ora, o Egum é a materialização da morte sob as tiras de pano, e o contato, ainda que um simples esbarrão nessas tiras, é prejudicial. E mesmo os mais qualificados sacerdotes – como os ojé atokun, que invocam, guiam e zelam por um ou mais Eguns – desempenham todas essas atribuições substituindo as mãos pelo ixã.

Os Egum-Agbá (ancião), também chamados de Babá-Egum (pai), são Eguns que já tiveram os seus ritos completos e permitem, por isso, que suas roupas sejam mais completas e suas vozes sejam liberadas para que eles possam conversar com os vivos. Os Apaaraká são Eguns mudos e suas roupas são as mais simples: não têm tiras e parecem um quadro de pano com duas telas, uma na frente e outra atrás. Esses Eguns ainda estão em processo de elaboração para alcançar o status de Babá; são traquinos e imprevisíveis, assustam e causam terror ao povo.

O eku dos Babá são divididos em três partes: o abalá, que é uma armação quadrada ou redonda, como se fosse um chapéu que cobre totalmente a extremidade superior do Babá, e da qual caem várias tiras de panos coloridas, formando uma espécie de franjas ao seu redor; o kafô, uma túnica de mangas que acabam em luvas, e pernas que acabam igualmente em sapatos; e o banté, que é uma tira de pano especial presa no kafô e individualmente decorada e que identifica o Babá.

O banté, que foi previamente preparado e impregnado de axé (força, poder, energia transmissível e acumulável), é usado pelo Babá quando está falando e abençoando os fiéis. Ele sacode na direção da pessoa e esta faz gestos com as mãos que simulam o ato de pegar algo, no caso o axé, e incorporá-lo. Ao contrário do toque na roupa, este ato é altamente benéfico. Na Nigéria, os Agbá-Egum portam o mesmo tipo de roupa, mas com alguns apetrechos adicionais: uns usam sobre o alabá mascaras esculpidas em madeira chamadas erê egungum; outros, entre os alabá e o kafô, usam peles de animais; alguns Babá carregam na mão o opá iku e, às vezes, o ixã. Nestes casos, a ira dos Babás é representada por esses instrumentos litúrgicos.

Existem várias qualificações de Egum, como Babá e Apaaraká, conforme sus ritos, e entre os Agbá, conforme suas roupas, paramentos e maneira de se comportarem. As classificações, em verdade, são extensas.

Nas festas de Egungum, em Itaparica, o salão público não tem janelas, e, logo após os fiéis entrarem, a porta principal é fechada e somente aberta no final da cerimônia, quando o dia já está clareando. Os Eguns entram no salão através de uma porta secundária e exclusiva, único local de união com o mundo externo.

Os ancestrais são invocados e eles rondam os espaços físicos do terreiro. Vários amuxã (iniciados que portam o ixã) funcionam como guardas espalhados pelo terreiro e nos seus limites, para evitar que alguns Babá ou os perigosos Apaaraká que escapem aos olhos atentos dos ojés saiam do espaço delimitado e invadam as redondezas não protegidas.

Os Eguns são invocados numa outra construção sacra, perto mas separada do grande salão, chamada de ilê awo (casa do segredo), na Bahia, e igbo igbalé (bosque da floresta), na Nigéria. O ilê awo é dividido em uma ante-sala, onde somente os ojé podem entrar, e o lèsànyin ou ojê agbá entram.

Balé é o local onde estão os idiegungum, os assentamentos – estes são elementos litúrgicos que, associados, individualizam e identificam o Egum ali cultuado – , e o ojubô-babá, que é um buraco feito diretamente na terra, rodeado por vários ixã, os quais, de pé, delimitam o local.

Nos ojubô são colocadas oferendas de alimentos e sacrifícios de animais para o Egum a ser cultuado ou invocado. No ilê awo também está o assentamento da divindade Oyá na qualidade de Igbalé, ou seja, Oyá Igbalé – a única divindade feminina venerada e cultuada, simultaneamente, pelos adeptos e pelos próprios Eguns.

No balé os ojê atokun vão invocar o Egum escolhido diretamente no assentamento, e é neste local que o awo (segredo) – o poder e o axé de Egum – nasce através do conjunto ojê-ixã/idi-ojubô. A roupa é preenchida e Egum se torna visível aos olhos humanos.

Após saírem do ilê awo, os Eguns são conduzidos pelos amuxã até a porta secundária do salão, entrando no local onde os fiéis os esperam, causando espanto e admiração, pois eles ali chegaram levados pelas vozes dos ojê, pelo som dos amuxã, brandindo os ixã pelo chão e aos gritos de saudação e repiques dos tambores dos alabê (tocadores e cantadores de Egum). O clima é realmente perfeito.

O espaço físico do salão é dividido entre sacro e profano. O sacro é a parte onde estão os tambores e seus alabê e várias cadeiras especiais previamente preparadas e escolhidas, nas quais os Eguns, após dançarem e cantarem, descansam por alguns momentos na companhia dos outros, sentados ou andando, mas sempre unidos, o maior tempo possível, com sua comunidade. Este é o objetivo principal do culto: unir os vivos com os mortos.

Nesta parte sacra, mulheres não podem entrar nem tocar nas cadeiras, pois o culto é totalmente restrito aos homens. Mas existem raras e privilegiadas mulheres que são exceção, como se fosse a própria Oyá; elas são geralmente iniciadas no culto dos orixás e possuem simultaneamente oiê (posto e cargo hierárquico) no culto de Egum – estas posições de grande relevância causam inveja à comunidade feminina de fiéis. São estas mulheres que zelam pelo culto, fora dos mistérios, confeccionando as roupas, mantendo a ordem no salão, respondendo a todos os cânticos ou puxando alguns especiais, que somente elas têm o direito de cantar para os Babá. Antes de iniciar os rituais para Egum, elas fazem uma roda para dançar e cantar em louvor aos orixás; após esta saudação elas permanecem sentadas junto com as outras mulheres. Elas funcionam como elo de ligação entre os atokun e os Eguns ao transmitir suas mensagens aos fiéis. Elas conhecem todos os Babá, seu jeito e suas manias, e sabem como agradá-los.

Este espaço sagrado é o mundo do Egum nos momentos de encontro com seus descendentes. Assistência está separada deste mundo pelos ixã que os amuxã colocam estrategicamente no chão, fazendo assim uma divisão simbólica e ritual dos espaços, separando a “morte” da “vida”. É através do ixã que se evita o contato com o Egun: ele respeita totalmente o preceito, é o instrumento que o invoca e o controla. às vezes, os mariwo são obrigados a segurar o Egum com o ixã no seu peito, tal é a volúpia e a tendência natural de ele tentar ir ao encontro dos vivos, sendo preciso, vez ou outra, o próprio atokun ter de intervir rápida e rispidamente, pois é o ojê que por ele zela e o invoca, pelo qual ele tem grande respeito.

O espaço profano é dividido em dois lados: à esquerda ficam as mulheres e crianças e à direita, os homens. Após Babá entrar no salão, ele começa a cantar seus cânticos preferidos, porque cada Egum em vida pertencia a um determinado orixá. Como diz a religião, toda pessoa tem seu próprio orixá e esta característica é mantida pelo Egum. Por exemplo: se alguém em vida pertencia a Xangô, quando morto e vindo com Egum, ele terá em suas vestes as características de Xangô, puxando pelas cores vermelha e branca. Portará um oxê (machado de lâmina dupla), que é sua insígnia; pedirá aos alabês que toquem o alujá, que também é o ritmo preferido de Xangô, e dançará ao som dos tambores e das palmas entusiastas e excitantemente marcadas pelo oiê femininos, que também responderão aos cânticos e exigirão a mesma animação das outras pessoas ali presentes.

Babá também dançará e cantará suas próprias músicas, após ter louvado a todos e ser bastante reverenciado. Ele conversará com os fiéis, falará em um possível iorubá arcaico e seu atokun funcionará como tradutor. Babá-Egum começará perguntando pelos seus fiéis mais freqüentes, principalmente pelos oiê femininos; depois, pelos outros e finalmente será apresentado às pessoas que ali chegaram pela primeira vez. Babá estará orientando, abençoando e punindo, se necessário, fazendo o papél de um verdadeiro pai, presente entre seus descendentes para aconselhá-los e protegê-los, mantendo assim a moral disciplina comum às suas comunidades, funcionando como verdadeiro mediador dos costumes e das tradições religiosas e laicas.

Finalizando a conversa com os fiéis e já tendo visto seus filhos, Babá-Egum parte, a festa termina e a porta principal é aberta: o dia já amanheceu. Babá partiu, mas continuará protegendo e abençoando os que foram vê-lo.

Esta é uma breve descrição de Egungum, de uma festa e de sua sociedade, não detalhada, mas o suficiente para um primeiro e simples contato com este importante lado da religião. E também para se compreender a morte e a vida através das ancestralidades cultuadas nessas comunidades de Itaparica, como um reflexo da sobrevivência direta, cultural e religiosa dos iorubanos da Nigéria.

CANDOMBLÉ DA NAÇÃO NAGÔ

MANIFESTAÇÕES DE ORIGEM JEJE-NAGÔCANDOMBLÉ KETU-NAGÔO candomblé de nação Ketu, classificado pelos estudiosos como Jeje-nagô, é de certa maneira o modelo adotado pelos candomblés das demais nações. É possível que como correr do tempo e dada a dinâmica própria do fato cultural, outras formas de candomblé, sobretudo o Jeje seja assimilado pelo candomblé de nação Ketu. Há um certo movimento dos sacerdotes de nação angola na direção de uma retomada dos fundamentos de origem banto, sobretudo a língua ritual, procurando um renascimento do esplendor de outrora dos candomblés de origem banto.A primeira casa de Candomblé Ketu-Nagô foi fundada em Salvador na Bahia, ainda no século passado. Contam que três mulheres, ex-escravas, que pertenciam ao reino de Ketu, onde ocupavam posição de destaque na corte antes de serem transformadas em escravas, foram suas fundadoras. Essas três valorosas mulheres fundaram essa casa de Candomblé, ao lado da Igreja da Barroquinha, no centro da cidade de Salvador. Depois de várias mudanças, estabeleceu-se num bairro chamado Engenho Velho, onde permanece, por isso é conhecido como Candomblé do Engenho Velho, ou Casa Branca do Engenho Velho. É uma casa antiga e venerável, cuja mãe de Santo, atualmente, é uma velha Yalorixá da Oxum, chamada carinhosamente por todos de Mãe Tatá.

São oriundas do Engenho Velho, duas outras casas importantes. Era filha-de-Santo do Engenho Velho, uma senhora de Xangô, por nome Eugênia Ana dos Santos, que ao completar seu tempo de iniciação deixa o Engenho Velho, e funda o Candomblé do Axé Opô Afonjá. A outra casa importante que saiu de lá, foi o Candomblé do Gantois, cuja mãe-de- Santo atual é mãe Cleusa de Nanã, filha carnal da famosa Mãe Menininha do Gantois. Estes dois candomblés que foram fundados a partir do Engenho Velho, são, junto com o Engenho Velho, as três casas de Candomblé mais antigas do Brasil, e todas as casas de Candomblé Ketu, de uma forma ou de outra tem sua origem aí.

Há uma outra casa também nagô-ketu, que teria sido fundada por uma outra dignitária africana, cuja herdeira, Olga de Alaketu é mãe de santo dos principais políticos brasileiros. Essa casa fica em Brotas de Matutu, e segundo uma inscrição na parede do barracão, foi fundada em 1631.

Além das casas fundadoras de Candomblé de nação Ketu, há também as casas fundadoras de outras nações, como o Bate-Folhas de nação Angola, e o Bogum, de nação Jeje.

No Candomblé de nação ketu, chamado Ketu-nagô, a língua utilizada para o ritual é o Yorubá, língua até hoje falada na África, pelo povo da região de Yorubá. Ketu é o nome de uma cidade, ainda hoje importante, localizada no Benin, antigo Daomé, vizinho da Nigéria. Chama-se candomblé de ketu, pois grande parte da população de origem africana, na Bahia, que fundou o candomblé, era proveniente dessa região da África. (TRINDADE:1995)

Os estudiosos, inclusive um francês, babalawô do Ilê Axé Opô Afonjá, chamado Pierre Verger, fez várias viagens à África, onde pode observar e constatar a semelhança dos rituais, cantigas, uso de folhas, assentamentos, entre as nossas práticas religiosas aqui no Brasil e no continente africano. O candomblé de nação Ketu talvez seja o que mantém os rituais mais próximos das raízes africanas, pois o intercâmbio entre o Brasil e a África dos Yorubás foi sempre muito constante, não só no tempo da escravidão, mas até hoje, pessoas do Brasil tem ido à África para apurar conhecimentos a respeito da religião

2. Cultos diversos
Na região dos Nagôs pratica-se o culto aos Orixás, e no Brasil os africanos criaram o Candomblé de nação Ketu, ou Ijexá, assim como o Batuque no extremo sul do Brasil e o Xangô na região Nordeste. Na região centro-sul africana, pratica-se o culto aos Inkices e antepassados, e no Brasil esses africanos criaram o Candomblé de Angola e a Umbanda, assim como entre os Jejes pratica-se o culto aos Voduns, e no Brasil criou-se a Casa das Minas, no Maranhão e os Candomblés Jejes, na Bahia e no Rio de Janeiro, assim como o Tambor de Minas, também no Maranhão.

A língua ritual das casas de Ketu e Ijexá é o Yorubá e lá se cultuam os Orixás, enquanto nas casas de Angola e Congo falam o Kibundo e o Kikongo e cultuam os Inkices e os antepassados, na figura dos Caboclos. Nas casas de origem Jeje a língua ritual é o Jeje e cultuam-se os Voduns.

Há muitas práticas no Candomblé que são a mistura de várias nações africanas, assim como, há práticas que são o resultado da mescla de elementos da África com elementos do Catolicismo, como há outras que os africanos aprenderam com os indígenas. Sendo assim, não podemos dizer que o Candomblé ou a Umbanda sejam religiões africanas, e sim religiões brasileiras de matriz africana, com muitas contribuições do catolicismo e da religião dos indígenas brasileiros.

Por isso, roupas, adereços, comidas, paramentos dos deuses, não são iguais os dos africanos, porque foram adaptados e recriados no Brasil, com base nas informações que os africanos traziam. A roupa de baiana que as mulheres usam no Candomblé não existe na África, mas é uma mistura de roupa africana com a roupa que as escravas e senhoras usavam no tempo da escravidão. O torso é uma herança africana, vinda dos árabes, que viveram na África como dominadores durante muito tempo, deixando um legado cultural muito expressivo. Os paramentos, as roupas, a indumentária dos Orixás, Inkices e Voduns possuem elementos que são africanos e elementos que foram criados no Brasil, assim como todas as outras atividades das religiões afro-brasileiras. Comidas, bebidas, frutos, foram adaptados de acordo com as possibilidades do Brasil, pois muitas frutas e folhas africanas não foram encontradas, obrigando os sacerdotes a fazerem um adaptação.

Os estudiosos tem segmentado as religiões de matriz africana em dois grandes blocos, o Jeje-nagô, que englobaria todas as manifestações de origem sudanesa e o Congo-Angola, que conteria os elementos de cultura banto.

4.1. CANDOMBLÉ KETU-NAGÔ
O candomblé de nação Ketu, classificado pelos estudiosos como Jeje-nagô, é de certa maneira o modelo adotado pelos candomblés das demais nações. É possível que como correr do tempo e dada a dinâmica própria do fato cultural, outras formas de candomblé, sobretudo o Jeje seja assimilado pelo candomblé de nação Ketu. Há um certo movimento dos sacerdotes de nação angola na direção de uma retomada dos fundamentos de origem banto, sobretudo a língua ritual, procurando um renascimento do esplendor de outrora dos candomblés de origem banto.

A primeira casa de Candomblé Ketu-Nagô foi fundada em Salvador na Bahia, ainda no século passado. Contam que três mulheres, ex-escravas, que pertenciam ao reino de Ketu, onde ocupavam posição de destaque na corte antes de serem transformadas em escravas, foram suas fundadoras. Essas três valorosas mulheres fundaram essa casa de Candomblé, ao lado da Igreja da Barroquinha, no centro da cidade de Salvador. Depois de várias mudanças, estabeleceu-se num bairro chamado Engenho Velho, onde permanece, por isso é conhecido como Candomblé do Engenho Velho, ou Casa Branca do Engenho Velho. É uma casa antiga e venerável, cuja mãe de Santo, atualmente, é uma velha Yalorixá da Oxum, chamada carinhosamente por todos de Mãe Tatá.

São oriundas do Engenho Velho, duas outras casas importantes. Era filha-de-Santo do Engenho Velho, uma senhora de Xangô, por nome Eugênia Ana dos Santos, que ao completar seu tempo de iniciação deixa o Engenho Velho, e funda o Candomblé do Axé Opô Afonjá. A outra casa importante que saiu de lá, foi o Candomblé do Gantois, cuja mãe-de- Santo atual é mãe Cleusa de Nanã, filha carnal da famosa Mãe Menininha do Gantois. Estes dois candomblés que foram fundados a partir do Engenho Velho, são, junto com o Engenho Velho, as três casas de Candomblé mais antigas do Brasil, e todas as casas de Candomblé Ketu, de uma forma ou de outra tem sua origem aí.

Há uma outra casa também nagô-ketu, que teria sido fundada por uma outra dignitária africana, cuja herdeira, Olga de Alaketu é mãe de santo dos principais políticos brasileiros. Essa casa fica em Brotas de Matutu, e segundo uma inscrição na parede do barracão, foi fundada em 1631.

Além das casas fundadoras de Candomblé de nação Ketu, há também as casas fundadoras de outras nações, como o Bate-Folhas de nação Angola, e o Bogum, de nação Jeje.

No Candomblé de nação ketu, chamado Ketu-nagô, a língua utilizada para o ritual é o Yorubá, língua até hoje falada na África, pelo povo da região de Yorubá. Ketu é o nome de uma cidade, ainda hoje importante, localizada no Benin, antigo Daomé, vizinho da Nigéria. Chama-se candomblé de ketu, pois grande parte da população de origem africana, na Bahia, que fundou o candomblé, era proveniente dessa região da África. (TRINDADE:1995)

Os estudiosos, inclusive um francês, babalawô do Ilê Axé Opô Afonjá, chamado Pierre Verger, fez várias viagens à África, onde pode observar e constatar a semelhança dos rituais, cantigas, uso de folhas, assentamentos, entre as nossas práticas religiosas aqui no Brasil e no continente africano. O candomblé de nação Ketu talvez seja o que mantém os rituais mais próximos das raízes africanas, pois o intercâmbio entre o Brasil e a África dos Yorubás foi sempre muito constante, não só no tempo da escravidão, mas até hoje, pessoas do Brasil tem ido à África para apurar conhecimentos a respeito da religião.

4.2 XANGÔ DE PERNAMBUCO
O Xangô de Pernambuco é uma variante Jeje-nagô, pois assemelha-se muito ao Candomblé baiano, tanto nos rituais privados (iniciação, feitura, bori, ebós, etc.) quanto nos rituais públicos, com a diferença que nos rituais públicos, quando os orixás vem dançar incorporados nos filhos-de-santo, são paramentados luxuosamente, enquanto no Xangô pernambucano, o filho continua vestido com a mesma roupa. Os Xangôs tanto de Pernambuco, quanto dos outros estados nordestinos limítrofes a Pernambuco sofreram uma brutal perseguição policial a tal ponto de se criar em Alagoas um outros ramo, o Xangô rezado-baixo , quando nos rituais não se usavam os atabaques e a raspagem da cabeça do fiel não se fazia mais para fugir à arbitrariedade policial. O Pai-de-santo Adão Ventura talvez tenha sido, senão o fundador do Xangô, uma de suas figuras mais ilustres. (PRANDI: 1987 )

Roger Bastide ao percorrer o Rio Grande do Sul em suas andanças pelo Brasil africano (BASTIDE:1974) registra suas primeiras impressões sobre o Batuque Gaúcho, dando-o como herdeiro do Xangô pernambucano. Realmente, o Batuque gaucho, segundo Norton Correa (CORREA: 1992 ) que melhor pesquisou o fenômeno, tem muitos pontos em comum com o Xangô. No entanto, uma outra pesquisadora Maria Helena Nunes da Silva apresentou durante o V Congresso Afro-brasileiro, em Salvador-1997, a tese de que o batuque, ou um de seus lados ou nações teria origem em Porto Alegre, a partir da vinda de um príncipe africano, Príncipe Custódio que ali viveu durante largos anos às expensas do governo inglês, nas últimas décadas do século XIX e nas primeiras do século XX.

Tal como o Xangô de Pernambuco, o Batuque gaùcho cultua os mesmos orixás dos yorubás com leve diferença de nomenclatura. As cerimônias são mais ou menos semelhantes, não havendo no entanto a raspagem de cabeça. O tempo de feitura de Santo, que nos Candomblés de origem nagô demora, com exceção do Gantois, 17 ou 21 dias, entre os batuqueiros, o aprontamento dura apenas 7 dias.

É importante destacarmos que o Batuque tem larga penetração na Argentina e no Uruguai e que há um forte contingente de Sacerdotes do Batuque gaúcho que fazem a viagem além fronteiras para iniciar filhos de santo e atender clientes nesses dois países limítrofes. Há casas de Batuque, na Itália, na Belgica, em Portugal e na Holanda. Além disso, tem-se registrado um crescimento acentuado do Batuque entre os descendentes de italianos e alemães, os primeiros de origem católica e os segundos de origem protestante, que fazem parte de destacada colônia no sul do Brasil.

4.4. CASA DAS MINAS DO MARANHÃO
As primeiras informações sobre a Casa das Minas do Maranhão nos foram dadas por Nunes Pereira (PEREIRA: ) que era filho de uma iniciada naquele ritual. Segundo Nunes Pereira, a casa das Minas era uma sociedade bastante fechada aos olhares estranhos, mantinha uma forte hierarquia e mantinha em seus postos chaves, figuras femininas. Seu panteão era composto de deuses daomedanos, chamados Voduns que se apresentavam, através da possessão, em famílias de deuses. Além do contacto com os Voduns, havia também um grupo de divindades intermediárias, entidades infantis do sexo feminino, denominadas Tobossis. Nunes Pereira pesquisou essa casa nos anos 30, quando a mesma era dirigida por Mãe Andressa.

Anos depois, novas informações são coletadas e analisadas por um outro pesquisador maranhense, Sérgio Ferretti (FERRETTI:1985) que aponta algumas diferenças entre o tempo de Mãe Andressa e o momento atual. Há poucas iniciações graças o rigor com que são tratadas as novas noviças. As Tobossi desapareceram pois perderam-se os fundamentos para preparar as Voduncis para recebê-las. A casa mantêm-se tal como nos outros tempos, cultuam-se ainda os Voduns, mas está bastante diferente do tempo de Mãe Andressa, pois perdeu parte do seu esplendor.

Os Voduns da Casa das Minas são figuras históricas do antigo reino do Daomé e foram inclusive reconhecidos pelos membros dessa antiga casa real. Durante a possessão, fumam cachimbo e falam com os participantes e visitantes e nada é feito sem sua expressa autorização.

Segundo Pierre Fatumbi Verger, essa casa teria sido fundada por uma rainha-mãe daomedana que anos depois retornaria ao Daomé, levada por seu filho, quando este recuperou o trono e encetou intensa busca entre o Brasil e o Haiti, seguindo a rota dos mercadores de escravos, encontrando-a no Maranhão.

5.1. CANDOMBLÉ DE ANGOLA
Os Candomblés de Angola também tem sua casa-mãe na Bahia, uma casa fundada no início do século, chamada de Candomblé do Bate-Folhas cujo fundador, Bernardino da Paixão, era filho da legendária Maria Nenén, feiticeira famosa e que celebrizou-se por desafiar o delegado Pedro Gordilho, implacável perseguidor dos Candomblés, nos anos 20 e 30 do nosso século. (AMADO: 1967)

O Bate-Folhas de acordo com muitas referências, é uma casa muito antiga, ao lado do Candomblé de Ciríaco do Tumba-Junçara, outra casa-mãe dos Candomblés de Angola que também deu origem a inúmeros candomblés dessa nação por todo o Brasil. (CARNEIRO: 1974 )

Outra casa de Angola muito antiga e muito famosa foi a Casa de Joãozinho da Goméia, que primeiro na Bahia, depois no Rio de Janeiro, ficou nacionalmente conhecido e até hoje, muitas das casas de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso, são do axé da Goméia. (AMADO:1967)

Edison Carneiro ainda arrola o Viva-Deus, cuja mãe de Santo, Mãe Silvana teria sido a responsável pela morte de Rui Barbosa, através de trabalhos mágicos. (CARNEIRO:1974)

Digno de registro é o fato de que nas regiões sul e sudeste, com exceção do Rio Grande do Sul, onde predomina o Batuque, o grosso dos candomblés se reconhecem como de nação angola, com forte influência do candomblé Jeje-nagô, como o nome dos orixás, algumas práticas rituais, mas mantêm-se fiéis à língua ritual e a relação com os antepassados na figura dos caboclos, que chega em muitos casos a ser o esteio da casa de Angola.

Também não há mais registro de casas que sigam um ritual de nação Congo, pois o próprio Bate-Folhas que foi o fundador desta nação, modernamente se auto-denomina como casa de Nação Angola.

As casas do complexo Congo-Angola cultuam um Inkice que não possui correspondente no panteão iorubano que é o Kindembo, ou Tempo. É uma divindade ligada ao tempo metereológico e cronológico e difere completamente das demais divindades, seja no terreno das oferendas, ou rituais públicos e privados. (ADOLFO:1996)

É a mais sincrética das formas religiosas neo-africanas. Roger Bastide assinala sua presença no Rio de Janeiro na década de 40 do século 20, mas sabemos, através de informantes e da literatura dos próprios umbandistas que a mesma surgiu no início do século XX como culto organizado, substituindo os antigos centros de feitiçaria, a famosa Cabula dos negros Bantos. João do Rio, um repórter carioca do início do século, apesar de seu evidente preconceito, nos legou preciosas informações sobre a presença banta no Rio de Janeiro, e outros historiadores e estudiosos situam formas religiosas que podem ser considerados o embrião do Umbanda, ainda no século XVII.

A Umbanda estende-se por todo o território brasileiro e vai ganhando terreno nos países limítrofes ao Brasil, principalmente na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. É uma forma religiosa com capacidade de abarcar quase todas as classes sociais, não exige, como o candomblé, uma longa iniciação, e tem-se mostrado sincrética o suficiente para atrair adeptos do catolicismo sem ferir seus (deles) princípios básicos.

Sua teogonia e teologia estrutura-se sobre o princípio do transe e da possessão, e se do espiritismo herdou o processo da comunicação com os mortos e espíritos bons e sofredores, da herança africana tomou os orixás nagôs, e deu-lhes uma vestimenta cristã, aproximando-os dos santos católicos, não apenas em seus atributos divinos, como fizeram as outras religiões afro, mas desvestiu-os do caráter de forças da natureza, revestindo-os de uma moral cristã piedosa. Para o Umbandista, o santo católico, nada mais é que uma reencarnação do orixá num determinado momento da história da humanidade ocidental.

Algumas correntes umbandistas mais esotéricas, não aceitam para a sua religião uma origem africana, por considerar a África um lugar bárbaro e atrasado e dão seu nascedouro na Índia, berço da sabedoria esotérica.

O ponto fulcral da Umbanda está assentado no tripé Caboclos, entidades encantadas da América pré-colombiana, que podem se apresentar como Caboclos de pena e Boiadeiros, Pretos-velhos, que são antigos escravos mortos no Brasil, e nas Crianças, espíritos infantis e brincalhões. Na verdade, a Umbanda, como uma religião de origem banto, tem seu paradigma no culto aos antepassados, por isso o culto aos Caboclos e Pretos-velhos, sendo que os primeiros representam o antepassado americano e os segundos, os antepassados africanos. A criança, espírito que no transe se comporta como uma criança de pouca idade, é o futuro, perpetuação da ancestralidade.

Podemos traçar um arco em cujas extremidades encontram-se, de um lado, o Umbandomblé, ou Umbanda traçada, onde se executam matanças de animais como sacrifício votivo, usam-se atabaques como instrumento para chamar os deuses e outras práticas de origem africana, e na outra extremidade, vamos encontrar uma Umbanda que nega suas origens africanas, batiza seus médiuns, à maneira católica, não sacrifica mais animais, usa preces cristãs para as suas cerimônias e mais recentemente adotou os gnomos, cores e vibrações das magias européias, nos seus rituais e práticas litúrgicas Em alguns congás, altares umbandistas, encontram-se estatuetas de Buda, significativamente apontando na direção de um novo sincretismo. A Umbanda é possuidora de um dinamismo ímpar, pois como uma religião criada no seio da população mais pobre e carente, está sempre pronta a amoldar-se às necessidades de seus fiéis.

Tal como o Batuque, a Umbanda tem templos espalhados por vários países da América do Sul, em Portugal, onde recebe o nome de Omolocô e também na França.

A quimbanda também é de origem banto, fazendo parte do complexo congo-angola. A origem do nome é da língua banto kibundo e significa curandeiro, adivinho, aquele que tem o poder de lidar com os espíritos bons e ruins. No Brasil, o termo tomou outra semântica e passou a significar aquela parte do culto da umbanda que trabalha esclusivamente com os Exus e outros espíritos considerados trevosos, já por influência kardecista, como vimos acontecer na Umbanda. Não sabemos da existência de nenhum templo de Qimbanda pura, mas todo templo de Umbanda traçada, ou da Umbanda mais africanizada, tem seus momentos de pura Quimbanda. Há um ditado na Umbanda que diz: Umbanda sem Quimbanda não existe. Nas cerimônias de Quimbanda, só entram em transe médiuns que recebem Exu, Pomba-Gira (Exu mulher) ou espíritos de Preto-Velho, ou Caboclo ligados de alguma forma aos Exus. É abundante o uso de pólvora, cigarrros e charutos, assim como o sacrifício de animais, principalmente os de cores pretas. Segundo os próprios Umbandistas, há malefícios ou feitiços que só podem ser desmanchados por uma espírito de Quimbanda, onde como Caboclos, aparecem figuras da história não oficial brasileira, como os famosos bandidos de várias épocas, prostitutas famosas, ciganos e escravos rebelados. A quimbanda dá conta de uma sociedade marginalizada e conta uma história não oficializada.

. O caboclo na Umbanda e no Candomblé de Angola
No Brasil, o termo caboclo, inicialmente, designava o elemento oriundo do cruzamento de índio com europeu. Modernamente, o termo tomou outra abrangência, e passou a designar, de um certo modo, toda e qualquer realização brasileira, passando a ser um adjetivo de brasilidade. Em algumas regiões, e a nível popular, caboclo significa o homem do campo, analfabeto, atrasado, ignorante. Os imigrantes, italianos, ou alemães, na região Sul, usam o termo caboclo no sentido pejorativo, como definidor do caráter brasileiro, de acomodação, pobreza e preguiça.

É na Umbanda e no Candomblé de rito Angola (complexo Jeje-nagô) que vamos encontrar a figura do Caboclo, com o sentido de elemento genuínamente brasileiro, uma entidade com larga penetração nas massa populares, desempenhando o papel de conselheiro espiritual, além de curador e auxiliador nos problemas do cotidiano.

Há duas espécies principais de Caboclos. O Caboclo de Pena, que se apresenta com nomes indígenas e paramenta-se como tal, e há os Caboclos boiadeiros, que se apresentam como antigos vaqueiros do sertão, tangedores de gado, valentes e bravios, vestidos de roupas de couro, botas, chapéus de abas largas.

A sociedade brasileira, dada sua formação étnica, tem o índio como um dos elementos basilares e tem, ideologicamente, convivido mal com essa herança. Como outros países colonizados, o Brasil também encontra muitas dificuldades em conviver com sua própria identidade mestiça, sendo o ideal de cultura para o brasileiro médio de todos os tempos a aproximação com os países metropolitanos, no intuito de abeberar-se inteiramente da cultura desses povos, considerados mais civilizados, mais puros etnicamente, e consequentemente mais preparados para enfrentar o futuro.

A formação da sociedade brasileira, etnicamente, se dá a partir de três grupos distintos: o português conquistador, o índio, autoctóne da terra, e o africano, introduzido na América como escravo. Durante todo o período colonial, dadas as condições históricas peculiares, houve uma larga e forte mestiçagem entre os três grupos, sendo que os portugueses sempre representaram minoria, constituída principalmente de homens. No século XVIII, com uma sociedade colonial já melhor estruturada, com colonos abastados e famílias constituídas, surge a necessidade de serem reconhecidos como tal por parte da coroa portuguesa. Os homens de bem da colônia reclamam para si títulos de nobreza, que em Portugal, só eram concedidos às famílias de sangue real. Os homens de bem no Brasil, não só não possuíam tal sangue, mas o sangue que corria em suas veias, era o sangue misturado dos negros e dos índios. O artifício ideológico de que lançaram mão foi o de transformarem seus antepassados indígenas em antigos nobres de sangue real indígena, posicionando no topo das suas árvores genealógicas, uma princesa indígena, filha de um chefe índio, de um cacique, portanto, de um rei. Dessa maneira, resolvia-se o problema da realeza, que não possuíam, e escondiam através de tal estratagema, o sangue negro, considerado mancha pela coroa portuguesa. (CÃNDIDO: 1972) Esta prática, ainda funciona no Brasil, pois os mestiços sentem-se orgulhosas por possuírem sangue índio, mas recusam-se a se considerarem descendentes de africanos, não importando, nesse caso, a cor da pele.

Entre os povos bantos a estrutura religiosa assenta-se no culto aos antepassados, sendo que entre os yorubás, o grupo que deu feição a uma das vertentes religiosas mais importantes no Brasil, há um orixá, ONILÊ, que é o senhor da terra. Sendo o índio, plasmado em herói, nos fins dos século XVIII e princípios do século XIX, e havendo essa tendência natural dos povos africanos, em relação ao antepassado e ao dono da terra, a adaptação e criação de um culto, que assimilasse as práticas indígenas, como a pajelança, desse sentido as necessidades espirituais africanas, na figura de um ancestral, no caso banto, e que refizesse o papel de ONILÊ, no caso sudanês.

O caboclo, como entidade espiritual, começa a aparecer nos terreiros de Macumba do Rio de Janeiro, no início do século XX, época em que Edson Carneiro também registra os primeiros Candomblés de Caboclo, na Bahia. No Candomblé de rito angola, o Caboclo apresenta-se como intermediário do Orixá, como porta-voz do mesmo, pois como o Orixá não fala, o caboclo fala por ele, dá conselhos, traz mensagens e ordens aos filhos-de-santo. Além dessas atribuições, essa entidade receita trabalhos de magia com a intenção de resolver as agruras do cotidiano dos fiéis. No Candomblé de rito angola, os caboclos se apresentam geralmente como boiadeiros, raramente como índios, e como tal se vestem e se paramentam, tendo também uma linguagem característica dos homens daquela lida e daquela região. Seus nomes são Sêo Chico, Sêo Zé, Pedro Boiadeiro, João retireiro, etc. Poucos são os índios encontrados nos terreiros de angola, e seus nomes estão também ligados aos nomes supostamente indígenas, geralmente os mesmos nomes usados pelos poetas e romancistas da escola romântica brasileira. Usam cocares de pena, assim como tangas, arco e flexa, e fumam charuto. A bebida preferida dos boiadeiros é a cerveja, e dos caboclos de pena é a jurema, beberagem feita com vinho branco e casca de uma árvore, a juremeira, além de outros temperos, como cravo e canela.

Na Umbanda, o caboclo tornou-se um dos vértices do triângulo, pois a Umbanda estrutura-se teologicamente nos Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças. O caboclo aí apresenta-se sob várias modalidades: Caboclos de pena, boiadeiros, baianos, marinheiros, ciganos, e outros de menor importância. Diferentemente do que acontece no Candomblé de angola, o caboclo na Umbanda é uma entidade, que, apesar de ligada a um orixá, trabalha independentemente deste, pois não é seu emissário direto como no Candomblé. Não é porta-voz do Orixá, tampouco traz recados ou recomendações do mesmo. Sua autonomia é de tal monta, que há filhos-de-santo de Umbanda, que se dizem filhos de Caboclo. Os caboclos de pena, os índios, usam às vezes um cocar colorido, às vezes nem isso, dependendo do grau de assimilação do terreiro ao catolicismo, fumam charuto, bebem vinho branco, falam um português arrevessado como se fossem índios, dão gritos como se estivessem na selva, e são especialistas em expulsar as doenças do corpo dos homens, através de baforadas de fumaça e de gestos com as mãos em torno do corpo do consulente. Seus nomes evocam tribos ou guerreiros já nomeados no romantismo, como por exemplo, Caboclo Tupinambá, Caboclo Tapuia, Cabocla Jurema, Cabocla Iracema, Cacique Pena Branca, Cacique Sete Flexas, e outros mais. Na Umbanda, há a presença de Caboclas, o que não acontece no Candomblé de rito Angola, onde não se cultuam entidades caboclas do sexo feminino.

Os demais caboclos, boiadeiros e baianos, falam o portuguuês com um forte acento regional nordestino, bebem, os primeiros cerveja, e os outros, aguardente de cana de açúcar com leite de coco, fumam cigarros de palha e são muito zombeteiros, engraçados, brigões, mulherengos e feiticeiros. São muito requisitados para desmanchar feitiços, arrumar marido para as solteironas, enviar malefícios para os outros. Os marinheiros chegam sempre mareados, cambaleando de um lado para o outro, falando muitos palavrões, sempre se referindo ao mar e ao mundo do marujo. Não existem mulheres marinheiras, nem boiadeiras, algumas baianas. Nos terreiros menos assimilados, vestem-se de boiadeiros, roupas, botas e chapéu de couro, os baianos vestem-se como os cangaceiros do nordeste (grupos de homens armados que atravessavam o sertão nordestino pilhando e saqueando as populações, desafiando o poder centralizado, sendo o mais importante deles o bando de Lampião, cujo chefe, Lampião, foi morto em 1934 e hoje, ele e sua mulher Maria Bonita, apresentam-se como entidades nos terreiros de Umbanda ), e os marinheiros usam a roupa de marinheiro e bebem muita cachaça pura. Quanto aos ciganos, se apresentam como ciganos, e o maior número de entidades é constituído de mulheres, que falam um português meio espanholado, lêem a sorte dos consulentes, vestem-se como ciganas, muitas jóias e adereços, gostam de vinhos finos, tipo champagne, e são muito procuradas para resolver casos de magia amorosa.

Pomba GiraCantos e evocação
Aquelas entidades vêm ao terreiro incorporadas em seus médiuns através do transe mediúnico e são invocadas pelo toque dos tambores e dos cânticos rituais. Os cânticos são pequenos poemas de duas ou três estrofes, geralmente com um estribilho, formas poéticas populares com estrofes formadas de 4 ou 6 versos. O teor desses pequenos poemas é sempre relacionado à liberdade, à valentia, à beleza do selvagem, no caso do índio, a amplidão das matas e campos brasileiros e a eficácia dos seus trabalhos espirituais e da força espiritual que cada um possui. Cada entidade possui seus próprios poemas de invocação, que foram dados aos homens pelas próprias entidades na primeira vez que incorporaram naquele médium, e à medida que essas cantigas vão sendo entoadas, esses espíritos vão tomando conta de seus médiuns. Alguns, no caso dos caboclos de pena, possuem colares especiais, formados de sementes e às vezes de pequenas cascas, ou, pedaços de pena, couro, patas ou unhas de pequenos animais, que são portadas pelos médiuns, durante a possessão, ou mesmo no dia-a-dia como talismã protetor. Como alimento votivo, oferece-se ao Caboclo de pena, canjica ( milho amarelo) com coco cortado aos pedaços, vinho branco ou cachaça de cana com melado de cana, pedaços de fumo de corda, sempre debaixo de uma árvore frondosa, no meio de uma mata densa. Acompanha a oferenda, velas verdes, sempre em números ímpares, e um ou mais charutos acesos, de boa qualidade, junto com a caixa de fósforo só usada para aquela ocasião.

A figura do Caboclo, considerado o verdadeiro dono da terra, o ancestral por excelência entre os Bantos, ou o Onilê yorubá, é figura plasmada do encontro de três culturas, a portuguesa, a africana e a indígena. No Brasil contemporâneo e globalizado, a presença do Caboclo ainda é muito forte com larga penetração em todas as classes sociais, seja com entidade de Umbanda ou como entidade de Candomblé Banto.

Pomba GiraCantos e evocação
Aquelas entidades vêm ao terreiro incorporadas em seus médiuns através do transe mediúnico e são invocadas pelo toque dos tambores e dos cânticos rituais. Os cânticos são pequenos poemas de duas ou três estrofes, geralmente com um estribilho, formas poéticas populares com estrofes formadas de 4 ou 6 versos. O teor desses pequenos poemas é sempre relacionado à liberdade, à valentia, à beleza do selvagem, no caso do índio, a amplidão das matas e campos brasileiros e a eficácia dos seus trabalhos espirituais e da força espiritual que cada um possui. Cada entidade possui seus próprios poemas de invocação, que foram dados aos homens pelas próprias entidades na primeira vez que incorporaram naquele médium, e à medida que essas cantigas vão sendo entoadas, esses espíritos vão tomando conta de seus médiuns. Alguns, no caso dos caboclos de pena, possuem colares especiais, formados de sementes e às vezes de pequenas cascas, ou, pedaços de pena, couro, patas ou unhas de pequenos animais, que são portadas pelos médiuns, durante a possessão, ou mesmo no dia-a-dia como talismã protetor. Como alimento votivo, oferece-se ao Caboclo de pena, canjica ( milho amarelo) com coco cortado aos pedaços, vinho branco ou cachaça de cana com melado de cana, pedaços de fumo de corda, sempre debaixo de uma árvore frondosa, no meio de uma mata densa. Acompanha a oferenda, velas verdes, sempre em números ímpares, e um ou mais charutos acesos, de boa qualidade, junto com a caixa de fósforo só usada para aquela ocasião.

A figura do Caboclo, considerado o verdadeiro dono da terra, o ancestral por excelência entre os Bantos, ou o Onilê yorubá, é figura plasmada do encontro de três culturas, a portuguesa, a africana e a indígena. No Brasil contemporâneo e globalizado, a presença do Caboclo ainda é muito forte com larga penetração em todas as classes sociais, seja com entidade de Umbanda ou como entidade de Candomblé Banto.

Termos étnicos como nagôs, angolas, jejes, fulas, representavam identidades criadas pelo tráfico de escravo, onde cada termo continha um leque de tribos escravizadas de cada região.

Nagô – adj. Nome que se dá ao iorubano ou a todo negro da Costa dos Escravos que falava ou entendia o Ioruba. Migeod (The Langs, of West Afri. II, 360) assinala que nagô é nome dado, no Daomé, pelos franceses ao iorubano: do efé anagó.

Os portugueses construíram em 1498 o forte São Jorge da Mina, ou Feitoria da Mina, ou Mina, no Gana, um posto estratégico na rota dos europeus ao litoral da África Ocidental, onde os cativos eram mantidos à espera de transporte para o Novo Mundo.

O tratado de paz de 1657 assinado pela Rainha Nzinga Mbandi Ngola e a coroa portuguesa através da mediação do Papa Alexandre, encerrou a guerra no império do Congo e o tráfico escravista europeu na região.

No que se refere ao Brasil, o tráfico irá paulatinamente se deslocar em direção a chamadas costa da Mina, onde se localizava o Império do Daomé e o reino de Ardra, vinculados ao império Oyo – Ioruba ou Nagô, segundo (Verger) no final do século XVII e início do século XVIII entre os anos de 1681 a 1710 um grande número de embarcações carregadas de fumo foram para Costa da Mina e Angola.

O fumo (tabaco) da Bahia era muito apreciado pelos africanos. Esse fumo que era rejeitado pelos europeus que o achavam de má qualidade, era destinado aos traficantes de escravos e tornaria Salvador capital mundial do tráfico de escravos.

Introduzidas no Brasil com a escravidão, as culturas negras imprimiram, cada uma com suas peculiaridades e em diferentes graus, marcas profundas em quase toda a extensão da alma e do território brasileiro. E na Bahia essa presença – que se recria hoje em importantes instituições como as comunidades terreiro – é devida basicamente à cultura dos nagôs, que vinda da África Ocidental, foi entre o fim do século XVIII e o fim do século XIX, das últimas a serem escravizadas no Brasil.

Kètu, Egba, Egbado e Sabé são alguns dos segmentos nagôs que vieram para a Bahia provenientes da grande área iorubá que compreende sul e centro da atual República de Benim, ex-Daomé; parte da República do Togo: e todo sudoeste da Nigéria. E todos eles – com destaque para os Kètu contribuíram decisivamente para e implantação da cultura nagô naquele Estado, reconstituindo suas instituições e procurando adaptá-las ao novo meio, com o máximo de fidelidade aos padrões básicos de origem, fidelidade essa em parte facilitada pelo intenso comércio que se desenvolveu entre a Bahia e a costa ocidental da África durante todo o século XIX até os primeiros anos que se seguirem à Abolição.

Para entender o predomínio da etnia yorubá-nagô na Bahia é necessário recordar que, nas últimas décadas do tráfico negreiro, um enorme contingente de escravos dessa região foi trazido para Salvador. Nesse momento, os núcleos familiares também não foram tão desmembrados como no início da escravatura, permitindo uma maior manutenção da cultura e dos costumes.

Nos dizeres de Edson Carneiro, no clássico “Candomblés da Bahia”: “Os nagôs logo se constituíram numa espécie de elite e não encontraram dificuldade de impor à massa escrava a sua religião”. E complementa: “Quanto aos negros muçulmanos (malês), uma minoria entre as minorias, que poderiam ser êmulos(rivais) dos nagôs, pelo seu sectarismo, afastavam não só os escravos como toda a sociedade branca”. A própria Mãe Aninha Obá Biyi era filha de um casal de africanos da etnia grunci, os negros Aniyó e Azambiyó, mas fora iniciada no candomblé pelos nagôs da Casa Branca-Engenho Velho. A presença de Xangô, seu orixá, solidificou ainda mais as tradições iorubás em sua trajetória.

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Em 1875, Inês Joaquina da Costa (Ifá Tuniké), mais conhecida como Tia Inês, desembarcava em Pernambuco vinda da cidade de Egbá, na Nigéria. Em sua mínima bagagem como por intuição do que estaria por vir, trouxe sementes e materiais usados no culto a Yemonjá, orixá cultuado na sua região, e mais algumas divindades cultuadas no panteão yorubá.

Com o passar do tempo, ela se estabeleceu em Recife, no bairro de Água Fria, plantou as sementes das árvores sagradas, a exemplo da gameleira e do Baobá. E assim foi nascendo o Sítio de Tia Inês e uma forma de culto conhecida como Nagô Egbá, tendo sua casa matriz o próprio Sítio de Tia Inês, que mais tarde seria conhecido, registrado e tombado como Terreiro Obá Ogunté, estendendo-se então como culto mais conhecido em Recife e sua região metropolitana e como reflexo presente na cultura pernambucana.

Após a morte da matriarca da nação Nagô Egbá, o Sítio de Tia Inês continuou aos cuidados de seus filhos adotivos e assim a regência passou a ser de pai para filho, causando assim mais uma característica da nação: o patriarcado, como sendo a maneira mais comum de herança. O mais conhecido entre os regentes foi Felipe Sabino da Costa (Ope Watanan), conhecido como Pai Adão, sua figura se mostrou tão popular dentro do culto que a casa passou a ser popularmente conhecida até hoje como Sítio do Pai Adão.

Boa parte dos barracões, atualmente, é regida por zeladores, porém vale salientar que as casas mais tradicionais e mais respeitadas foram fundadas por mulheres.

Os papéis do homem e da mulher são bem fixos no culto, os homens ganharam mais espaço e sempre por trás dos zeladores estão elas, as “senhorinhas” zeladoras os acompanhando. Observando conversas entre zeladores percebo certo machismo e muitas zeladoras repelem esses conceitos, arregaçam as mangas e constroem seus barracões, sendo eles regidos por elas e sendo elas auxiliadas pelos seus ogãs e ebamis, mostrando que o futuro poderá refletir novamente o passado.

O Nagô Egbá se assemelha muito ao Ketu. É uma nação onde suas casas tradicionais mantêm as mesmas formas de culto e conceitos ensinados pelos seus antepassados, daí vem o por quê da quantidade de orixás cultuados, que citarei mais adiante, ser relativamente menor que a de outros cultos.

Como uma nação de origem yorubá, o Nagô Egbá comporta orixás, teorias e histórias mitológicas iguais ou muito próximas da nação Ketu. Além das pequenas diferenças em sua ritualística interna, a diferença mais clara está presente nas festas, nas formas como os orixás se manifestam e dançam durante os xirês. Os instrumentos principais mudam; no lugar do som mais agudo dos atabaques, está o som mais grave e compassado dos ilús. A sequência de orixás cantada durante a roda do xirê é a mesma em todas as casas e a das toadas geralmente também (provável herança da nossa casa matriz).

Os orixás homenageados em ritual aberto ao público, o toque, são em menor número do que na nação Ketu, como já foi mencionado. São basicamente treze orixás cantados na seguinte sequência: Exu, Ogum, Odé, Obaluayê, Oxumaré, Nanã, Ewá, Obá, Oxum, Yemonjá, Xangô, Oyá e Oxalá. Ossaim tem seu culto e é sempre lembrado e homenageado durante os rituais internos e orôs; Iroko segue lembrado e cultuado nos terreiros na forma da imensa gameleira. Sobre o orixá Logum Edé, não há registro no culto Nagô Egbá, nós não negamos sua existência, apenas não há registro histórico sobre o orixá dentro do culto. Porém, há uma peculiaridade em relação a alguns outros cultos: o culto à Orunmilá é muito conhecido e difundido na nação com suas inúmeras cantigas cantadas durante as saídas dos balaios para Oxum e as panelas de Yemonjá, além de ser também lembrado na cerimônia de Bori.

Houve um tempo, mais precisamente entre 1938 e 1948, em que os terreiros de Candomblé foram perseguidos, fechados e alguns até destruídos. Esse episódio ocorreu em diversas partes do país e não aconteceu diferente em Pernambuco. Muitos zeladores fecharam suas portas, abandonaram a religião, enquanto os que persistiram na sua fé faziam tudo á maneira mais escondida e disfarçada possível.

“Era 31 de dezembro de 1948 e a comunidade de Água Fria, na Zona Norte de Recife, se aprontava para um ritual que há muito não se via, nem ouvia, a não ser em lugares secretos. Naquela noite poderiam outra vez cultuar seus deuses com o consentimento das autoridades.

É claro que começou somente com o povo do terreiro do Sítio de Pai Adão. Os filhos e filhas de santo tocavam e dançavam ainda desconfiados; o batuque era discreto. Olhavam pelas janelas para ver se a polícia não apareceria para impedi-los, mais uma vez. As baianas usavam a saia branca do candomblé por cima de vestidos. Ficaria mais fácil de tirá-las caso os perseguidores chegassem de surpresa. Os que não acreditavam no que ouviam, aos poucos, iam se aproximando do salão do terreiro, onde acontecia um toque para Oxalá.

De repente, um grito ecoa no salão. Era o orixá Ogum, manifestado em França, filha de santo antiga da casa. Os ogãs perderam a timidez; soltaram os braços e o toque se animou; os fiéis passaram a cantar mais alto, os cânticos a Oxalá. E os orixás da casa passaram a “descer”. Mãe Joana Batista recebeu sua Iemanjá, e os demais médiuns passaram a entrar em transe e receber seus orixás. Com o passar dos dias, outros terreiros do Recife voltaram a praticar seus rituais de candomblé, livres da perseguição que durou dez anos. O fim do período marcado pelas constantes prisões de babalorixás e filhos de santo, e quebra-quebra da polícia quando encontrava imagens e símbolos africanos nas casas denunciadas, completa hoje sessenta anos.”

Esse episódio significou algumas perdas ao culto, perdas principalmente nos fundamentos de orixás recentemente inseridos ao culto durante aquela época, como Obaluayê, Nanã, Oxumaré, Ewá e Obá e que aos poucos iam sendo conhecidos pelos adeptos. E apenas os orixás mais conhecidos voltaram a ser cultuados, a exemplos: yemonjá, Oxum, Exu, Ogum, Xangô, Oyá e Odé. Com a inserção do ketu e do jeje-nagô em Pernambuco, a troca de informações fez e está fazendo, aos poucos, estes orixás que tiveram seus fundamentos perdidos voltarem a ser não apenas homenageados no xirê, mas também cultuados dentro da nação.

CANDOMBLÉ DA NAÇÃO JÊJE MARRÍ

Candomblé JejeCandomblé Jeje, é o candomblé que cultua os Voduns do Reino de Dahomey levados para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. Essas divindades são da rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Os vários grupos étnicos – como fon, ewe, fanti, ashanti, mina – ao chegarem no Brasil, eram chamados djedje (do yoruba ajeji, ‘estrangeiro, estranho’, designação que os yoruba, no Daomé atribuíam aos povos vizinhos,[1] Introduziram o seu culto em Salvador, Cachoeira e São Felix, na Bahia, em São Luís, no Maranhão, e, posteriormente, em vários outros estados do Brasil.Candomblé Jeje, é o candomblé que cultua os Voduns do Reino de Dahomey levados para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. Essas divindades são da rica, complexa e elevada Mitologia Fon. Os vários grupos étnicos – como fon, ewe, fanti, ashanti, mina – ao chegarem no Brasil, eram chamados djedje (do yoruba ajeji, ‘estrangeiro, estranho’, designação que os yoruba, no Daomé atribuíam aos povos vizinhos,[1] Introduziram o seu culto em Salvador, Cachoeira e São Felix, na Bahia, em São Luís, no Maranhão, e, posteriormente, em vários outros estados do Brasil.Índice:
1. História
2. Voduns
3. Ritual
4. Hierarquia
5. Referências
6. Ver também
7. Ligações externas
Candomblé Jeje

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Religiões afro-brasileiras

Princípios básicos

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Xambá | Xangô do Nordeste
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Literatura afro-brasileiraTerminologia
Sacerdotes
Hierarquia

Religiões semelhantesReligiões Africanas Santeria Palo Arará Lukumí Regla de Ocha Abakuá Obeah
1. História

Assim, como os Nagôs ou yorubas, os Jejes língua ewe, língua fon, língua mina e os fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam a África Ocidental hoje denominada de Nigéria,Gana, Benin e Togo. Sua entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.

A palavra djedje (jeje) recebeu uma conotação pejorativa, como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” (“Olhem, os jejes estão chegando!).

Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil ou Nação Jeje.
1. 1. Bahia

Dentre os daomeanos escravizados, uma mulher chamada Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi [pron. marri], foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou:

* um templo para Dan; Kwé Cejá Hundé, mais conhecido como a Roça do Ventura ou Pó Zehen [pó zerrêm] de Jeje Mahi, em Cachoeira e São Felix;
* um templo para Heviossô Zoogodo Bogun Male Hundô Terreiro do Bogum, em Salvador;
* um templo para Ajunsun, que não se sabe por que não foi efetivamente criado. Esse é o segmento Jeje Mahi do povo Fon.

O templo de Ajunsun-Sakpata foi criado mais tarde pela africana Gaiaku Satu, em Cachoeira e São Felix e recebeu o nome de Axé KPó Egi, mais conhecido por Cacunda de Yayá, que tem como sua representante a iyalorixá Maria de Lourdes Buana (Iyá Ominibu Kafae foobá), filha de Mãe Tança de Nanã (Jaoci), que era filha de Gaiaku Satu.

Dona Lourdes, tem roça em Salvador, no Bairro Cabrito, e também em Nilópolis, no Rio de Janeiro, funcionando com toda a força, apesar de seus quase 80 anos, e marcando sua tradição no Kwe Foobá, com diversos descendentes do Jeje Savalu. São os Jeje Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade de Savalu na África, segundo alguns historiadores, e foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores do Daomé. O dialeto dos savalus também é o Fon.

Na Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade, em Salvador, Amilton de Sogbo segue a luta pela preservação da tradição do Jeje Savalu, na condição de Doté, à frente do Kwe Vodun Zo (Templo do Vodun/Espírito do Fogo). Amilton é descendente espiritual da Cacunda de Yayá, onde teve o seu nascimento para zelar do Panteão Savaluno, pelas mãos de Jaoci Mãe Tança de Nanã.
1. 2. Maranhão

No Maranhão encontramos a Casa das Minas, fundada por Maria Jesuína, segundo informação de Sergio Ferretti. É com certeza a mais conhecida casa de jeje do Brasil. Esse é o segmento do povo Jeje Mina.

Ainda no Maranhão encontramos a Casa Fanti Ashanti fundada por Euclides Menezes Ferreira (Talabian). Esse é o segmento jeje Fanti-Ashanti do povo Akan vindo de Ghana, que inicialmente teria ligações com o Sítio de Pai Adão, da Nação Nagô-Egbá.
1. 3. Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o Terreiro do Kpodabá no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide São Martinho do Espírito Santo, também conhecida como Ontinha de Oiá (Oya Devodê), mais conhecida como Mejitó, que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha, e esse axé foi herdado por Glorinha Toqüeno, com terreiro no bairro de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. O Kpodabá é a casa matriz , mas deixou ramificações, como o Kwesinfá fundado em Agostinho Porto, por Natalina de Aziri (Ezintoede) tendo como herdeira Helena de Bessem que transferiu o axé para Parque Paulista, em Duque de Caxias, hoje Filha de Santo de Glorinha Tokuenu. Tendo ramificações do Axé em Brasilia, fundado pelo sacerdote Rui D’Osaguian filho de Natalina de Aziri. Em Manaus/Amazonas o kwensinfá teve sua ramificação através do Babalorixá Edmilson D´Oxossi, filho do sacerdote Rui D´Osaguian.

Depois veio Antonio Pinto de Oliveira. Tata Fomotinho que fundou o Kwe Ceja Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba.

Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomotinho no começo de sua vida de santo no Rio de Janeiro. Ele deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, Jorge de Iemanjá que fundou o Kwe Ceja Tessi, Pai Zézinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse e Amaro de Xangô.

Ressaltamos ainda, a importância do Jeje Mahi quanto ao Vodun Azunsun ou Ajunsun – Azônce Sakpatá. [Todos os Voduns, pertencentes ao panteão de Sakpatá, são da família Dambirá. Nesse panteão temos vários Voduns. O mais velho que se tem notícia é Toy Akossu, no transe, ele se mantém deitado na azan (esteira). Dizem os mais velhos, que Toy Akossu é o patrono dos cientistas, ele dá à eles inspirações para a descoberta das fórmulas mágicas que curarão as doenças e as pestes. Ele é a própria "doença e cura", como também um excelente conselheiro.]

Falando em Azunsun, temos também a casa de Etemim Caca d’azunsun em Nova Iguaçu/RJ Miguel Couto é Jeje também Mahi ou Mahin, filho de santo de Mãe Alda de Oyá, também de Cachoeira e São Félix/ Bahia. Caca d’azunssun tem em Nova Iguaçu duas roças e três baracões, assim sendo a roça de cima e a roça de baixo como são conhecidas. Na roça de cima toca Angola que é a sua navalha, e na roça de baixo, Jeje, separados o baracão do santo e de Exu. Também tem casa (Kwe) aberta em Florianópolis/SC, bem como costuma atender na Europa seus clientes e filhos de santo, tendo como base o nome do Vodun Azunssun acima de tudo e o Axé.

Andréia Camargo conhecida como Andreia de Montecatini tinha sua roça em Campo Grande no Rio de Janeiro. Foi iniciada por Alberto de Oxumare – Secigenan, na época seu avô de santo pai de sua Yatemi Cleia de Oba. Anos mais tarde tornou-se filha de Mae Dalva T’ Obaluae conhecida como dofonitinha, filha do Rei do Jeje no Brasil pai Zézinho da Boa Viagem. Mae Dalva tinha sua roça em Magalhaes Bastos. Anos após mãe Andréia fundou o asé Kwe Ceja Dan Gbèsèn na Italia na cidade de Montecatini motivo pelo qual vem sopranominada de Andréia de Montecatini.
1. 4. São Paulo

Pai Vavá de Bessém era da nação Jeje Savalu de Cachoeira de São Félix iniciado aos 3 anos como era comum na época, quando jovem foi para Salvador onde teve um terreiro de candomblé e viveu por muitos anos, depois foi morar no Rio de Janeiro e por último em São Paulo onde morou até morrer.
2. Voduns

Os Voduns no Jeje são basicamente os da Mitologia Ewe e Fon.

* Dangbé,O Dangbé é a serpente sagrada que representa o espírito de Vodum Dan.
* Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
* Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
* Loko, É o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o rungbe
* Gu, Vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
* Heviossô, Vodun que comanda os raios e relâmpagos.
* Sakpatá, Vodun da varíola.
* Dan, Vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
* Agué, Vodun da caça e protetor das florestas.
* Agbê, Vodun dono dos mares.
* Ayizan, Vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
* Agassu, Vodun que representa a linhagem real do Reino do Dahomey.
* Aguê, Vodun que representa a terra firme.
* Legba, O caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e a sexualidade.
* Fa , Vodun da adivinhação e do destino.
* Aziri , vodun das águas doces.
* Possun , vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.
* Bessem, É o dono das águas doces no Savalú, do qual é patrono.
* Sogbô, Vodun do trovão da família de Heviossô.
* Tobossi, Naê ou Mami Wata, são todas as Voduns femininas das ezins jeçuçu, jevivi e salobres.
* Nanã, Vodun considera por todos os adeptos do Culto Vodun como a grande Mãe Universal.

3. Ritual

Na Nação Jeje existe a necessidade do poço (se não existir uma nascente nas terras), o ideal é um sítio com nascente, mata natural, plantas e animais.

Infelizmente nas casas urbanas isto já não é tão possível, pois as Casas cada vez mais diminuem de tamanho. Mas ainda assim toda casa Jeje deverá ter pelo menos um poço, um local reservado exclusivamente para as plantas e árvores necessárias ao culto, que chamamos “kpamahin”, e alguns animais que são muito importantes para nós.

Voduns não usam roupas luxuosas não gostam de roupas de festa e geralmente preferem a boa e velha roupa de ração. As danças são cadenciadas em um ritmo mais denso e pesado. Os Voduns estão sempre de olhos abertos e salvo algumas exceções, conversam (usando preferencialmente um dialeto próprio) e dão conselhos a quem os procura. Informação de Doté Dorivaldo.

A iniciação ao culto dos voduns é complexa, longa e pode envolver longas caminhadas a santuários e mercados e períodos de reclusão dentro do convento ou terreiro hunkpame, que podem chegar a durar um ano, onde os neófitos são submetidos à uma dura rotina de danças, preces, aprendizagem de línguas sagradas e votos de segredo e obediência.
4. Hierarquia

* Bokonon – Sacerdote do Vodun Fa equivalente ao Babalawo
* Doté Sacerdotes (homens) da família de Sogbô e Doné Sacerdotisas (mulheres) esse título é usado no Terreiro do Bogum onde também são usados os títulos Gaiaku e Mejitó.
* Noche – Sacerdotisas do Jeje-Mina
* Vodunsi – após 1 ano da iniciação.
* Kajekaji – iniciado que ainda não completou o ciclo de obrigações.

5. Referências

1. CACCIATORE, Olga Gudolle. Dicionário de cultos afro-brasileiros.

• “Mana Jeje: repensando nações e transnacionalismo”, por J. Lorand Matory.

Wiki: Candomblé (1/2)

Candomblé, culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, pelo chamado povo do santo, mas também em outros países como Uruguai, Argentina, Venezuela, Colômbia, Panamá e México. Na Europa: Alemanha, Itália, Portugal e Espanha.
A religião que tem por base a anima (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram escravizados e trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/Inquices/Voduns, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888.
Embora confinado originalmente à população de negros escravizados, proibido pela igreja católica, e criminalizado mesmo por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. Estabeleceu-se com seguidores de várias classes sociais e dezenas de milhares de templos. Em levantamentos recentes, aproximadamente 3 milhões de brasileiros (1,5% da população total) declararam o candomblé como sua religião. [1] Na cidade de Salvador existem 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros e catalogado pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA, (Universidade Federal da Bahia) Mapeamento dos Terreiros de Candomblé de Salvador. Entretanto, na cultura brasileira as religiões não são vistas como mutuamente exclusivas, e muitos povos de outras crenças religiosas — até 70 milhões, de acordo com algumas organizações culturais Afro-Brasileiras — participam em rituais do candomblé, regularmente ou ocasionalmente[2]. Orixás do Candomblé, os rituais, e as festas são agora uma parte integrante da cultura e uma parte do folclore brasileiro.
O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e/ou Omoloko, outras religiões afro-brasileiras com similar origem; e com religiões afro-americanas similares em outros países do Novo Mundo, como o Vodou haitiano, a Santeria cubana, e o Obeah, em Trinidade e Tobago, os Shangos (similar ao Tchamba [3][4] africano, Xambá e ao Xangô do Nordeste do Brasil) o Ourisha, de origem yorubá, os quais foram desenvolvidas independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.
Índice:
1. Nações
2. Crenças
3. Sincretismo
4. Templos
5. Hierarquia
6. Sacerdócio
7. Livros
8. Temas polêmicos
9. Ver também
10. Referências
11. Ligações externas
Candomblé
Ilê Axé Iyá Nassô Oká – Terreiro da Casa Branca – casa mais antiga de Salvador Bahia
Religiões afro-brasileiras
________________________________________
Princípios Básicos
DeusKetu | Olorum | Orixás
Jeje | Mawu | Vodun
Bantu | Nzambi | Nkisi
________________________________________
Templos afro-brasileirosBabaçuê | Batuque | Cabula
Candomblé | Culto de Ifá
Culto aos Egungun | Quimbanda
Macumba | Omoloko
Tambor-de-Mina | Terecô | Umbanda
Xambá | Xangô do Nordeste
Sincretismo | Confraria
________________________________________
Literatura afro-brasileiraTerminologia
Sacerdotes
Hierarquia
________________________________________
Religiões semelhantesReligiões Africanas Santeria Palo Arará Lukumí Regla de Ocha Abakuá Obeah
________________________________________
1. Nações
Os negros escravizados no Brasil pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os yoruba, os ewe, os fon, e os bantu. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes, evoluíram diversas “divisões” ou nações, que se distinguem entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.
A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub-nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas:
• Nagô ou Iorubá
o Ketu ou Queto (Bahia) e quase todos os estados – Língua Yoruba (Iorubá ou Nagô em Português)
o Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo
o Ijexá principalmente na Bahia
o Nagô Egbá ou Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo
o Mina-nagô ou Tambor de Mina no Maranhão
o Xambá em Alagoas e Pernambuco (quase extinto).
• Bantu, Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul), mistura de Bantu, Quicongo e Quimbundo línguas.
o Candomblé de Caboclo (entidades nativas índios)
• Jeje A palavra Jeje vem do yorubá adjeje que significa estrangeiro, forasteiro. Nunca existiu nenhuma nação Jeje na África. O que é chamado de nação Jeje é o candomblé formado pelos povos fons vindo da região de Dahomey e pelos povos mahins. Jeje era o nome dado de forma pejorativa pelos yorubás para as pessoas que habitavam o leste, porque os mahins eram uma tribo do lado leste e Saluvá ou Savalu eram povos do lado sul. O termo Saluvá ou Savalu, na verdade, vem de “Savé” que era o lugar onde se cultuava Nanã. Nanã, uma das origens das quais seria Bariba, uma antiga dinastia originária de um filho de Oduduá, que é o fundador de Savé (tendo neste caso a ver com os povos fons). O Abomei ficava no oeste, enquanto Ashantis era a tribo do norte. Todas essas tribos eram de povos Jeje[5],(Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo) – língua ewe e língua fon (Jeje)
o Jeje Mina língua mina São Luiz do Maranhão
2. Crenças

Adeptos do Candomblé
(foto: Elza Fiúza/ABr)
Candomblé é uma religião “monoteísta”[6], embora alguns defendam a ideia que são cultuados vários deuses, o deus único para a Nação Ketu é Olorum, para a Nação Bantu[7] é Nzambi e para a Nação Jeje é Mawu, são nações independentes na prática diária e em virtude do sincretismo existente no Brasil a maioria dos participantes consideram como sendo o mesmo Deus da Igreja Católica.
Os Orixás/Inquices/Voduns recebem homenagens regulares, com oferendas de animais, vegetais e minerais, cânticos, danças e roupas especiais. Mesmo quando há na mitologia referência a uma divindade criadora, essa divindade tem muita importância no dia-a-dia dos membros do terreiro, como é o caso do Deus Cristão que na maioria das vezes são confundidos.
• os Orixás da Mitologia Yoruba[8] foram criados por um deus supremo, Olorun (Olorum) dos Yoruba;
• os Voduns da Mitologia Fon[9] foram criados por Mawu, o deus supremo dos Fon;
• os Nkisis da Mitologia Bantu, foram criados por Zambi, Zambiapongo, deus supremo e criador.
O Candomblé cultua, entre todas as nações, umas cinquenta das centenas deidades ainda cultuadas na África. Mas, na maioria dos terreiros das grandes cidades, são doze as mais cultuadas. O que acontece é que algumas divindades têm “qualidades”, que podem ser cultuadas como um diferente Orixá/Inquice/Vodun em um ou outro terreiro. Então, a lista de divindades das diferentes nações é grande, e muitos Orixás do Ketu podem ser “identificados” com os Voduns do Jejé e Inquices dos Bantu em suas características, mas na realidade não são os mesmos; seus cultos, rituais e toques são totalmente diferentes.
Orixás têm individuais personalidades, habilidades e preferências rituais, e são conectados ao fenômeno natural específico (um conceito não muito diferente do Kami do japonês Xintoísmo). Toda pessoa é escolhida no nascimento por um ou vários “patronos” Orixás, que um babalorixá identificará. Alguns Orixás são “incorporados” por pessoas iniciadas durante o ritual do candomblé, outros Orixás não, apenas são cultuados em árvores pela coletividade. Alguns Orixás chamados Funfun (branco), que fizeram parte da criação do mundo, também não são incorporados.
3. Sincretismo
No tempo das senzalas os negros para poderem cultuar seus Orixás, Inkices e Voduns usaram como camuflagem um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos, segundo alguns pesquisadores este sincretismo já havia começado na África, induzida pelos próprios missionários para facilitar a conversão.
Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é fato que o candomblé de séculos tenha incorporado muitos elementos do Cristianismo. Crucifixos e imagens eram exibidos nos templos, Orixás eram freqüentemente identificados com Santos Católicos, algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagans como os Orixás.
Mesmo usando imagens e crucifixos inspiravam perseguições por autoridades e pela Igreja, que viam o candomblé como paganismo e bruxaria, muitos mesmo não sabendo nem o que era isso.
Nos últimos anos, tem aumentado um movimento “fundamentalista” em algumas casas de candomblé que rejeitam o sincretismo aos elementos Cristãos e procuram recriar um candomblé “mais puro” baseado exclusivamente nos elementos Africanos.
4. Templos

Ilê Axé Opó Afonjá
Os Templos de candomblé são chamados de casas, roças ou Terreiros. As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista:
• Casas pequenas, que são independentes, possuídas e administradas pelo babalorixá ou iyalorixá dono da casa e pelo Orixá principal respectivamente. Em caso de falecimento do dono, a sucessão na maioria das vezes é feita por parentes consanguineos, caso não tenha um sucessor interessado em continuar a casa é desativada. Não há nenhuma administração central.
• Casas grandes, que são organizadas tem uma hierarquia rígida, não é de propriedade do sacerdote, nem toda casa grande é tradicional, é uma Sociedade Civil ou Beneficente.
o Casas de linhagem matriarcal: (só mulheres) assumem a liderança da casa como Iyalorixá.
 Ilé Axé Iyá Nassô Oká – Casa Branca-Engenho Velho – considerada a primeira casa a ser aberta em Salvador, Bahia
 Ilé Iyá Omi Axé Iyámase do Gantois – Terreiro do Gantois – Salvador, Bahia
 Ilé Axé Opó Afonjá – Opó Afonjá – Salvador, Bahia e Coelho da Rocha, Rio de Janeiro
 Kwe Kpodaba-Asé Podaba – fundado em 1851 – Rio de Janeiro
 Ilé Omo Oyá Legi – Mesquita, Rio de Janeiro
 Zoogodô Bogum Malê Rondó – Terreiro do Bogum – Salvador, Bahia
 Querebentan de Zomadônu – Casa das Minas – fundada +/- 1796 – São Luiz, Maranhão
 Ile Axé Íyà Atara Magbá – Santa Cruz da Serra – RJ. Fundada e dirigida até hoje por Omindarewa de Yemanja

o Casas de linhagem patriarcal: (só homens) assumem a liderança da casa como Babalorixá no Culto aos Orixá ou Babaojé no Culto aos Egungun.
 Ilê Agboulá – Ilha de Itaparica
 Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá – Ilê Axipá – Salvador, Bahia

o Casas de linhagem mista: tanto homens como mulheres podem assumir a liderança da casa.
 Ilé Maroialaji – Terreiro do Alaketu – Salvador, Bahia
 Ilé Axé Oxumarê – Casa de Oxumare – Salvador, Bahia
 Ilé Axé Odó Ogè – Terreiro Pilão de Prata – Salvador, Bahia
 Obá Ogunté – Terreiro Obá Ogunté – Recife, Pernambuco
 Kwé Ceja Houndé – Roça do Ventura – Cachoeira e São Felix, Bahia
 Ilê Axé Iyá Ogunté – Casa de Iemanjá[10] – Maceió, Alagoas
A lei federal nº. 6.292 de 15 de Dezembro de 1975 protege os terreiros de candomblé no Brasil, contra qualquer tipo de alteração de sua formação material ou imaterial. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o Instituto Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) são os responsáveis pelo tombamento das casas.
A progressão na hierarquia é condicionada ao aprendizado e ao desempenho dos rituais longos da iniciação. Em caso de morte de uma ialorixá, a sucessora é escolhida, geralmente entre suas filhas, na maioria das vezes por meio de um jogo divinatório Opele-Ifa ou jogo de búzios. Entretanto a sucessão pode ser disputada ou pode não encontrar um sucessor, e conduz frequentemente a rachar ou ao fechamento da casa. Há somente três ou quatro casas em Brasil que viram seu 100° aniversário.
5. Hierarquia
No Brasil, existe uma divisão nos cultos: Ifá, Egungun, Orixá, Vodun e Nkisi, são separados por tipo de iniciação do sacerdócio.
• Culto de Ifá só inicia Babalawos, não entram em transe.
• Culto aos Egungun só inicia Babaojés, não entram em transe.
• Candomblé Ketu inicia Iyawos, entram em transe com Orixá.
• Candomblé Jeje inicia Vodunsis, entram em transe com Vodun.
• Candomblé Bantu inicia Muzenzas, entram em transe com Nkisi.
• Hierarquia do Candomblé
6. Sacerdócio
Nas Religiões Afro-brasileiras o sacerdócio é dividido em:
• Babalorixá ou Iyalorixá – Sacerdotes de Orixás
• babalaxé ou Iyalaxé – Sacerdote e líder na sociedade
• Doté ou Doné – Sacerdotes de Voduns
• Tateto e Mameto – Sacerdotes de Inkices
• Babalawo – Sacerdote de Orunmila-Ifa do Culto de Ifá
• Bokonon – Sacerdote do Vodun Fa
• Babalosaim – Sacerdote de Ossaim
• Babaojé – Sacerdote do Culto aos Egungun
• Anexo:Lista de sacerdotes do candomblé
7. Livros
• Dieux D’Afrique, Pierre Fatumbi Verger – Paul Hartmann, Paris (1st edition, 1954; 2nd edition, 1995). 400pp, 160 fotos em preto e branco, ISBN 2-909571-13-0.
• Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns. 624pp, fotos em preto e branco de Pierre Verger. Tradução: Carlos Eugênio Marcondes de Moura EDUSP 1999 ISBN 85-314-0475-4
• Pierre Fatumbi Verger. Du regard détaché à la connaissance initiatique, Jérôme Souty, Maisonneuve & Larose, Paris, 2007.
• O Candomblé na Bahia: rito nagô, Roger Bastide – (Título original: Le candomblé de Bahia: rite nagô). São Paulo; Companhia das Letras, 2001.
• Os Candomblés de São Paulo, Reginaldo Prandi – Editora Hicitec, USP, São Paulo, 1991 ISBN 85-271-0150-0 ISBN 85-314-0034-1 (EDUSP)
• O que é Candomblé (Coleção Primeiros Passos), autor: João Carmo – Brasiliense, São Paulo
• Xirê! O modo de crer e de viver do candomblé, Rita Amaral, Pallas, Rio de Janeiro, 2002.
• As águas de Oxalá – Àwon omi Òsàlá, José Beniste – Bertrand, 2002 – ISBN 85-286-0965-0
• Ancestralidade Africana no Brasil, Mestre Didi – SECNEB, Salvador, 1997
• Le double et la métamorphose, Monique Augras, Méridiens klincksieck, Paris, 1992.
• Anexo:Lista de livros com tema afro-brasileiro
8. Temas polêmicos

Brasília – Mães de Santo falam na Abertura da Conferência Regional das Américas sobre os Avanços do Plano de Ação contra o Racismo, a Discriminaçâo Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas.
Luta contra o racismo e discriminação religiosa.
Manuel Raimundo Querino foi um abolicionista ferrenho, lutou contra às perseguições existentes aos praticantes das religiões afro-brasileiras que eram rotuladas de religiões bárbaras e pagãs.
Procópio de Ogum teve o seu reconhecimento por ter participado da legitimação da religião do candomblé, durante a perseguição às religiões afro-brasileiras promovida pelas autoridades do Estado Novo. Nesse período, o Ilê Ogunjá foi invadido pela polícia baiana, sob a supervisão do famoso delegado Pedrito Gordo. Procópio foi preso e espancado. O jornalista Antônio Monteiro foi uma das pessoas que ajudou na libertação de Procópio. Tal acontecimento – caso Pedrito – registrou o nome de Procópio na história popular baiana, chegando mesmo a fazer parte de uma letra de samba-de-roda:
“Procópio tava na sala, esperando santo chegá, quando chegou seu Pedrito, Procópio passa para cá. Galinha tem força n’asa, o galo no esporão, Procópio no candomblé Pedrito no facão”. (samba-de roda, autor desconhecido)
O Jornal da Bahia, de 3 de maio de 1855, faz alusão a uma reunião na casa Ilê Iyá nassô: “Foram presos e colocados à disposição da polícia Cristóvão Francisco Tavares, africano emancipado, Maria Salomé, Joana Francisca, Leopoldina Maria da Conceição, Escolástica Maria da Conceição, crioulos livres; os escravos Rodolfo Araújo Sá Barreto, mulato; Melônio, crioulo, e as africanas Maria Tereza, Benedita, Silvana… que estavam no local chamado Engenho Velho, numa reunião que chamavam de candomblé”.
— Pierre Verger.

Brasília – Ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade , com a Baiana Mãe de Santo Raida, na Conferência Regional das Américas.
A intolerância e a perseguição às religiões afro-brasileiras continua [11] até os dias atuais, a Liberdade religiosa constante da Constituição Brasileira nem sempre é respeitada.
• Cultura yoruba Palestra de Juarez Tadeu de Paula Xavier [12]
Abdias do Nascimento conta em uma entrevista concedida ao Portal Afro: “Os cultos afro-brasileiros eram uma questão de polícia. Dava cadeia. Até hoje, nos museus da polícia do Rio de Janeiro ou da Bahia, podemos encontrar artefatos cultuais retidos. São peças que provavam a suposta deliquência ou anormalidade mental da comunidade negra. Na Bahia, o Instituto Nina Rodrigues mostra exatamente isso: que o negro era um camarada doente da cabeça por ter sua própria crença, seus próprios valores, sua liturgia e seu culto. Eles não podiam aceitar isso.”
Homossexualidade
A homossexualidade está presente na maioria das religiões, porém oculta, indiscutivelmente abafada e muitas vezes negada pelos ditos ex-homossexuais.
No Candomblé a homossexualidade é amplamente aceita e discutida nos dias atuais, mas já teve um período que homens e homossexuais não podiam ser iniciados como rodantes (termo usado para pessoas que entram em transe), não era permitido em festas que um homem dançasse na roda de candomblé mesmo que estivesse em transe.
O mais famoso e revolucionário homossexual do candomblé foi sem dúvida Joãozinho da Goméia, que afrontou as matriarcas e ocupou seu espaço tornando-se conhecido internacionalmente. Tiveram muitos outros, mas nenhum conseguiu suplantá-lo em ousadia e popularidade.
Interrupção da gravidez
Nas religiões afro-brasileiras que na maioria são religiões derivadas das religiões tribais africanas, são contra o aborto e um dos motivos é o religioso, o africano vê o filho como a continuação da própria vida, filho é o bem mais precioso que o homem africano possa ter, em consequência disso, foram trazidos para o Brasil alguns conceitos.
• No conceito social: Amparam e orientam adolescentes e mulheres grávidas.
• No conceito religioso: Oxum é quem rege o processo de fecundidade, cuida do embrião, evita o aborto espontâneo, não aprova o aborto provocado, mantém a criança viva e sadia na barriga da mãe até o nascimento. Uma mulher quando não consegue engravidar, recorre à Oxum.
• No conceito jurídico: Só aprova a interrupção da gravidez, nos casos previstos em lei.
Mas como em toda religião, quando acontece uma gravidez indesejada, muitas mulheres procuram soluções alternativas fora dos Terreiros, como: chás, remédios e até mesmo clínicas de aborto.
Em virtude do grande número de abortos clandestinos que são feitos e as inúmeras mortes ocorridas, algumas pessoas estão lutando por essas causas relacionadas às mulheres.
• Leila Linhares Barsted, (advogada) atua na Comissão Estadual de Segurança da Mulher, que monitora e pressiona o governo em ações como manutenção de abrigos para vítimas de violência e delegacias especializadas.
• Maria José de Oliveira Araújo (médica) comandou o setor de saúde da mulher da Prefeitura de São Paulo e implementou, pela primeira vez no país, o serviço de aborto em hospitais públicos para os casos previstos em Lei.
• Silvia Pimentel, (advogada) em janeiro de 2005, assumiu o cargo de vice-presidente da mais alta instância de defesa dos direitos da mulher, o Comitê Cedaw da ONU.
Mudança de hábitos e costumes
As casas de candomblé são frequentadas e habitadas por um número variável de pessoas, pode variar de 20 a 300 pessoas dependendo do tamanho da casa e da ocasião ou do evento. Fora do período de festas na casa só ficam as pessoas residentes, mas nas obrigações e festas além dos residentes virão os outros filhos-de-santo da casa e os visitantes e convidados. Quanto maior o número de pessoas, maior será a preocupação com a higiene e alimentação. Os animais são abatidos e limpos e as comidas são preparadas sempre sob a vigilância da Iyabassê encarregada da cozinha e responsável pela qualidade dos alimentos tanto para os Orixás como para as pessoas.
A maior preocupação nas casas de candomblé e das outras religiões afro-brasileiras sempre foi com as doenças infecciosas principalmente a tuberculose e hepatite, por serem transmissíveis através de copos e talheres, por esse motivo cada filho da casa deve ter seu prato e caneca identificados, iyawos durante o período de recolhimento não usam talheres só passam a usá-los depois da caída de quelê. A higiene com pratos, talheres e copos sempre foi constante. Nos tempos modernos quando já existem os materiais descartáveis ficou um pouco mais fácil de lidar com o problema.
Com o surgimento de novas doenças como HIV ou Aids muitos hábitos e costumes do candomblé tiveram que ser mudados. Na iniciação os Iyawos tinham suas cabeças raspadas e curas feitas por uma única navalha que a Iyalorixá recebia de sua mãe-de-santo quando da posse do cargo, isso passou a ser feito com mais cuidado, adotando-se navalhas individuais ou descartáveis.
Um dos maiores problemas enfrentados nas casas de candomblé tem sido com a dengue, principalmente nas regiões onde os focos do mosquito estão sendo combatidos. Os potes de abô (infusão de folhas sagradas) foram esvaziados para evitar possível proliferação do mosquito, os banhos são preparados com água e folhas frescas e usados imediatamente.
Jeje Brasil

Djedje (jeje) é uma palavra de origem yoruba que significa estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação pejorativa como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey e seu exército. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” (olhem, os jejes estão chegando!).
Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil “nação Jeje”.
Dentre os daomeanos escravizados, uma mulher chamada Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (marri), foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou: um templo para Dan; “Ceja Hundê”, mais conhecido como o “terreiro do Ventura” ou “Axé Pó Zehen” (pó zerrêm) em Cachoeira de São Felix; um templo para Hevioso “Zoogodo Bogun Male Hundô” em Salvador e um templo para Ajunsun que não se sabe porque não foi fundado. Esse é o segmento jeje-mahi do povo Fon.
O templo de Ajunsun/Sakpata foi fundado mais tarde pela africana Gaiacu Satu, em Cachoeira de São Felix e recebeu o nome de Axé Pó Egi, mais conhecido por Corcunda de Ayá. São os Jejes Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade Savalu/África, segundo alguns historiadores, Sakpata foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores de Dahomey. O dialeto dos savalus também é o Fon.
No Maranhão encontramos a Casa das Minas fundada por Maria Jesuína, segundo informação de Sergio Ferreti. Creio que esta casa dispensa comentários, pois é com certeza a mais conhecida casa de jeje do Brasil. Esse é o segmento do povo Jeje-Mina.
Ainda no Maranhão encontramos a casa Fanti-Ashanti fundada por Euclides Menezes Ferreira. Esse é o segmento jeje-Fanti-Ashanti do povo Akan vindo de Ghana.

No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o “Terreiro do Pó Dabá” no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide do Espírito Santo, mais conhecida como Mejitó que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha.
Depois veio Antonio.Pinto de Oliveira. “Tata Fomutinho” que fundou o Ceja Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba.
Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomutinho no começo de sua vida de santo aqui no Rio de Janeiro.
Tata Fomutinho deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, meu pai Jorge de Yemanja que fundou o Kwe Ceja Tessi, Pai Zezinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse e Amaro de Xangô que é aquele tio que está sempre disposto a nos atender e nos ajudar com suas memórias e conhecimentos.

As Tobossis são Voduns infantis, femininas, de energia mais pura que os demais Voduns. Pertenciam à nobreza africana, do antigo Dahome, atual Benin. Eram cultuadas na Casa das Minas, em S.Luiz/Maranhão, até a década de 60.

As Tobossis gostavam de brincar como todas crianças e falavam em dialeto africano, diferente dos Voduns adultos, o que dificultava muito entendê-los. Sem contar que, muitas das palavras elas falavam pela metade.

Elas vinham três vezes por ano, quando tinha festas grandes, que duravam vários dias.

A chefe das Tobossis é Nochê Naé, a grande matriarca da família Davice,ancestral da família real de Dahome, é considerada a mãe de TODOS os Voduns.

As Tobossis têm cânticos próprios,dançavam na sala grande ou no quintal, sem os tambores e, como todas as crianças, adoravam ganhar presentes e brincarem com bonecas e panelinhas.

Comiam comidas igual às nossas, junto com todos e tinham o costume de dar doces e comidas às pessoas. Sentavam-se em esteiras.

Pela manhã, tomavam banho, comiam e depois dançavam. Gostavam de dançar no quintal, em volta do pá de ginja delas.

Por serem crianças puras, tinham mais afinidade com o corpo permitindo assim, uma ligação mais direta que os Voduns, que são adultos. Não tinham falhas, não se irritavam.

Seu papel no culto era só “brincadeira”. Eram espíritos perfeitos e mais elevados. Os Voduns podem ter falhas, as meninas não.

Passavam até nove dias incorporadas em suas gonjaí, diferente dos Voduns que deixavam as filhas muito cansadas.

Tinham um tratamento melhor do que o dos Voduns por serem mais delicadas, porém os Voduns são mais importantes por terem mais obrigações.

Podemos observar similaridade entre as Tobossis do Mina Jeje e os Erês dos Candomblés da Bahia e dos Xangôs de Pernambuco, pelo comportamento infantil. No entanto, os Erês apresentam-se tanto com características femininas quanto masculinas e as Tobossis são, exclusivamente, femininas, dengosas e mimadas.

FEITURA DAS TOBOSSIS

O processo de feitura das Tobossis inicia-se, normalmente, com o Vodum principal da Casa apontando um grupo de filhas, já iniciadas anteriormente, as voduncirrês, para a feitura de Tobossi.

As voduncirrês passam por uma fase de iniciação que tem a duração de quinze dias, nos quais há algumas festas. É uma feitura própria, um novo rito de passagem na graduação da iniciada no Mina Jeje.

O barco composto dessas voduncirrês é chamado de Barco das Novidades, Barco das Meninas ou Rama.

Essas voduncirrês tornam-se noviches, prontas para receberem suas Tobossis, passando a serem chamadas gonjaí. As Tobossis só são recebidas pelas voduncirrês gonjaí.

O último barco que se tem conhecimento foi realizado em 1913-1914.

No processo de iniciação, as Tobossis eram chamadas de sinhazinhas e, somente ao fim das feituras, é que davam seus nomes africanos. Também eram por nomes africanos que elas chamavam as filhas da Casa. Esses nomes eram escolhidos pelas Tobossis junto com os Voduns e esses nomes eram divulgados no dia da “Festa de dar o Nome”.

Cada Tobossi só vinha em uma gonjaí e, quando esta morria, elas não vinham mais, sua missão ali se encerrava.

Desde a morte das últimas gonjaí, por volta dos anos 70, as Tobossis não vieram mais.

As Tobossis só incorporam em suas gonjaí após os Voduns terem “subido”. Elas chegavam alegres, batendo palmas e acordando a Casa.

No Peji, há um lugar para as obrigações das Tobossis, que é uma feitura muito fina e especial.

VESTIMENTAS E APETRECHOS DAS TOBOSSIS

Os trajes e apetrechos das Tobossis são muito elaborados.

As Tobossis vestiam-se com saias coloridas, usavam pulseiras chamadas dalsas, feitas com búzios e coral, pano-da-costa colorido, o agadome, sobre os seios, deixando o colo e os ombros livres para o ahungelê, uma manta de miçangas coloridas, presa no pescoço, objeto de grande valor e significado. O ahungelê também era chamado de tarrafa de contas, gola das Tobossis ou manta das Tobossis, sendo considerado um distintivo étnico-cultural do Jeje. Ele conta a história particular da Tobossi vinculada ao Vodum, sua família e a iniciada, gonjaí.

As Tobossis usavam ainda, vários rosários, fios-de-contas e o cocre, colar de miçangas curto, junto ao pescoço como uma gargantilha, usado pelas Tobossis e pelas gonjaí durante o ano de feitura, cuja cores variam de acordo com seus Voduns, semelhante ao quelê dos terreiros de Candomblé.

No Carnaval, as Tobossis vestem-se com saias muito vistosas, aparecendo o agadome que envolve o colo nu e os pés são calçados em sandálias finas.

Os trajes das Tobossis são muito elaborados, de uma construção artesanal, que segue com rigor uma linguagem cromática, própria e do domínio das Tobossis.

A PARTICIPAÇÃO DAS TOBOSSIS NAS FESTAS

Quando apareciam publicamente, as Tobossis vinham cumprir certas obrigações, destacando-se a festa do Carnaval.

As Tobossis vinham três vezes por ano:

- Nas festas de Nochê Naé – em junho e no fim do ano

- No Carnaval

As grandes festas duravam vários dias.

O Carnaval é uma comemoração da qual participavam os membros do Barracão e visitantes. No Carnaval, elas ficavam desde a noite do domingo até as 14 hs da quarta-feira de cinzas. Na segunda-feira, alguns Voduns vinham visitá-las. Eram recebidos pelas outras filhas da Casa, as voduncirrês.

Era das Tobossis a tarefa de tomarem conta das frutas do arrambam, obrigação também conhecida como bancada, lembra a quitanda dos terreiros de Candomblé. As frutas ficavam no Peji para serem distribuídas na quarta-feira de cinzas.

Durante o Carnaval, as Tobossis brincavam com pó e confete mas tinham medo de bêbados e mascarados.

Na terça-feira à tarde, dançavam na grande sala e na quarta, pela manhã, dançavam em volta da cajuazeira. Distribuiam acarajé em folhas de “cuinha” e depois despachadas.

Durante as grandes festas de Nochê Naé, elas vinham durante nove dias, entre os dias de dança, nos intervalos de descanso. Ficavam durante o dia, cantavam suas cantigas próprias, dançavam na sala grande e no quintal e brincavam com seus brinquedos.

O reconhecimento de cada festa/obrigação está no vestuário e nos alimentos. O alimento é uma marca identificadora, compõe a divindade, seu papel, suas características no contexto da ligação com os deuses e estabelecendo, ainda com o alimento, uma forma de comunicação com os iniciados, visitantes e amigos do Barracão.

Assim, como os Nagôs ou Yorubas, os Jejes língua Ewe, língua Fon, língua Mina e os Fanti ashantis, formam grupos sudaneses que englobam a África Ocidental hoje denominada de Nigéria, Benin e Togo. Sua entrada no Brasil ocorreu em meados do século XVII.

Djedje (jeje) é uma palavra de origem yoruba que significa estrangeiro, forasteiro e estranho; que recebeu uma conotação pejorativa como “inimigo”, por parte dos povos conquistados pelos reis de Dahomey e seu exército. Quando os conquistadores eram avistados pelos nativos de uma aldeia, muitos gritavam dando o alarme “Pou okan, djedje hum wa!” (olhem, os jejes estão chegando!).

Quando os primeiros daomeanos chegaram ao Brasil como escravos, aqueles que já estavam aqui reconheceram o inimigo e gritaram “Pou okan, djedje hum wa!”; e assim ficou conhecido o culto dos Voduns no Brasil “nação Jeje”.

Dentre os daomeanos escravizados, uma mulher chamada Ludovina Pessoa, natural da cidade Mahi (marri), foi escolhida pelos Voduns para fundar três templos na Bahia. Ela fundou:

Um templo para Dan; Kwe Ceja Hundê, mais conhecido como o Roça do Ventura ou Pó Zehen (pó zerrêm) em Cachoeira e São Felix
Um templo para Heviossô Zoogodo Bogun Male Hundô Terreiro do Bogum em Salvador
Um templo para Ajunsun que não se sabe porque não foi fundado. Esse é o segmento jeje-mahi do povo Fon.
O templo de Ajunsun-Sakpata foi fundado mais tarde pela africana Gaiacu Satu, em Cachoeira e São Felix e recebeu o nome de Axé Pó Egi, mais conhecido por Cacunda de Ayá. São os Jeje-Savalu ou Savaluno. Sakpata era rei da cidade Savalu na África, segundo alguns historiadores, Sakpata foi o único rei que preferiu o exílio a se render aos conquistadores do Daomé. O dialeto dos savalus também é o Fon.

No Maranhão encontramos a Casa das Minas fundada por Maria Jesuína, segundo informação de Sergio Ferretti. É com certeza a mais conhecida casa de jeje do Brasil. Esse é o segmento do povo Jeje-Mina.

Ainda no Maranhão encontramos a casa Fanti-Ashante fundada por Euclides Menezes Ferreira (Talabian). Esse é o segmento jeje-Fanti-Ashanti do povo Akan vindo de Ghana, inicialmente teria ligações com a Sitio de Pai Adão Nação Nagô-Egbá.

No Rio de Janeiro, foi fundado pela africana Gaiaku Rosena, natural de Allada, o Terreiro do Pó Dabá no bairro da Saúde, que foi herdado por sua filha Adelaide do Espírito Santo, também conhecida como Ontinha de Oiá (Devodê), que por sua vez foi sucedida por Joana da Cruz de Avimadjé, mais conhecida como Mejitó, que transferiu a casa de santo para o bairro Coelho da Rocha. Os descendentes do Pó Dabá mais ilustres da atualidade são Glorinha Toqüeno, com terreiro no bairro de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro e Helena de Dã, com terreiro em Parque Paulista, em Duque de Caxias.

Depois veio Antonio Pinto de Oliveira. Tata Fomutinho que fundou o Kwe Ceja Nassó, no bairro de Santo Cristo, depois mudou-se para Madureira na Estrada do Portela, depois para São João de Meriti onde finalmente se estabeleceu na Rua Paraíba.

Dizem os mais velhos, que Mejitó, ajudou muito Tata Fomutinho no começo de sua vida de santo aqui no Rio de Janeiro.

Tata Fomutinho deixou uma legião de filhos, netos e bisnetos. Dentre esses, Jorge de Yemanja que fundou o Kwe Ceja Tessi, Pai Zezinho da Boa Viagem que fundou o Terreiro de Nossa Senhora dos Navegantes, Tia Belinha que fundou a Colina de Oxosse e Amaro de Xangô.

Os Voduns no Jeje são basicamente os da Mitologia Ewe e Fon.

Mawu é o Ser Supremo dos povos Ewe e Fon.
Lissá, que é masculino, e também co-responsável pela Criação.
Loko, É o primogênito dos voduns.dono da joia de mahi que e o rungbe
Gu, Vodun dos metais, guerra, fogo, e tecnologia.
Heviossô, Vodun que comanda os raios e relâmpagos.
Sakpatá, Vodun da varíola.
Dan, Vodun da riqueza, representado pela serpente do arco-íris.
Agué, Vodun da caça e protetor das florestas.
Agbê, Vodun dono dos mares.
Ayizan, Vodun feminino dona da crosta terrestre e dos mercados.
Agassu, Vodun que representa a linhagem real do Reino do Daomé.
Aguê, Vodun que representa a terra firme.
Legba, O caçula de Mawu e Lissá, e representa as entradas e saídas e a sexualidade.
Fa , Vodun da adivinhação e do destino.
aziri , vodun das aguas doces.
possun , vodun do po e da terra seca representado pelo tigre.

Na Nação Jeje existe a necessidade do poço (se não existir uma nascente nas terras), o ideal é um sítio com nascente, mata natural, plantas e animais.

Infelizmente nas casas urbanas isto já não é tão possível, pois as Casas cada vez mais diminuem de tamanho. Mas ainda assim toda casa Jeje deverá ter pelo menos um poço, um local reservado exclusivamente para as plantas e árvores necessárias ao culto, que chamamos “kpamahin”, e alguns animais que são muito importantes para nós.

Voduns não usam roupas luxuosas não gostam de roupas de festa e geralmente preferem a boa e velha roupa de ração. As danças são cadenciadas em um ritmo mais denso e pesado. Os Voduns estão sempre de olhos abertos e salvo algumas excessões, conversam (usando preferencialmente um dialeto próprio) e dão conselhos a quem os procura. Informação de Doté Dorivaldo.

A iniciação ao culto dos voduns é complexa é longa e pode envolver longas caminhadas a santuários e mercados e períodos de reclusão dentro do convento ou terreiro hunkpame, que podem chegar a durar um ano, onde os neófitos são submetido a uma dura rotina de danças, preces, aprendizagem de línguas sagradas e votos de segredo e obediência.

Hierarquia
Bokonon – Sacerdote do Vodun Fa equivalente ao Babalawo
Doté Sacerdotes (homens) e Doné Sacerdotisas (mulheres) esse título é usado no Terreiro do Bogum e casas descendentes.
Vodunsi – após 1 ano da iniciação.
Kajekaji – iniciado que ainda não completou o ciclo de obrigações.

CANDOMBLÉ DA NAÇÃO EFÓN

EfonEfon – Efan – é uma nação do candomblé, seus orixás também são cultuados em outras nações.Efon(se pronuncia Éfan, que significa Osun) é uma nação do candomblé oriunda das terras de Ekiti-Efon (não confundir com Ifon, a terra de Oxalufon), no Brasil usa-se o termo “Lokiti Efon” e onde reina absoluta a rainha da nação no Brasil, ou seja, Osun, filha de Olookè, patriarca da nação, o Leão da Montanha, o o mesmo é Orisà da Montanha. Inicialmente veio pro brasil pelas mãos de dois Africanos Tio Firmo, conhecido como Baba Irufà, iniciado pra Osun e Adebolui, mais tarde chamada de Maria Violão (nome esse dado, devido às formas de seu corpo) posteriormente iniciada para o Orisà Olookè. a Nação foi Instalada no Engenho Velho de Brotas – Brotas – Salvador – BA. Muitos dizem que é uma nação quase extinta, o que na verdade é pura bobagem, pois enquanto existir Osun, Olookè e todos os Orisàs, Efon permanecerá vivo em Nossos Corações. A Injò Layò, Omo Ti Efon Farayò – Dance pra Felicidade, os Filhos de Efon Nascem pra Felicidade.

Oduduá terça-feira, nov 1 2011 


Oduduá é uma das divindades primordiais. Ela é considerada, ao lado de Obatalá como o casal primordial e propulsor da criação. Cada um foi incumbido de determinadas funções no papel da criação do Aiyê, ouniverso incluindo o mundo em que vivemos. O universo é visto dentro do culto aos Orixás como uma grande cabaça e esta cabaça é representada por Oduduá e Obatalá. Oduduá é considerada como a parte de baixo da cabaça e Obatalá é considerado como a parte de cima da cabaça.

O nome Oduduá pode ser traduzido como a cabaça de onde jorrou a vida. Muitos costumam se enganar e a afirmar que Oduduá seria um Orixá masculino ao invés de masculino, mas o que ocorre é uma confusão entre a divindade feminina Oduduá com o ancestral iorubano divinizado Oduduá, que na verdade é conseiderado em território africano como sendo uma forma humana da deusa Oduduá, ou seja, o guerreiro legendário e a deusa Oduduá seriam as mesmas pessoas. Esta é uma visão muito ampla no que concerne à essência divina mas isso é algo que vai muito além da capacidade de aceitação de algumas pessoas e sacerdotes.

O surgimento de Oduduá, bem como o de Obatalá, é muito interessante. Diz-se que involuntariamente nos primórdios da criação, quando a única coisa existente nos mundos era o Olorun, a grande energia primordial, Oduduá, a deusa, surgiu do corpo de Olorun, a grande energia primordial, assim como Obatalá e outra tantas divindades.

Foi Oduduá quem criou a terra e todo o universo como o conhecemos e, ao lado de Obatalá, possibilitou o surgimento da vida.

Em terceiro lugar, com a Eerupe ou “Lama”, mistura de Água e Terra, mas também vivificada por Seu Hálito e Centelha Divina (Fogo e Ar), Olorun criou o Imole Exú, o “Terceira Cabaça”, ou “Terceiro Ser Criado” ou ainda, o “Esu Ancestral”, o Imole da Dinamização, da Transformação e da Restituição, quer no Além ou quer na Terra-da-Vida e, portanto, portador de todas as Qualidades do Vermelho, do Preto e do Branco. O Imole Esu Agba é, portanto, o primeiro Ara Orun ou “Corpo do Além”, ou seja, a “Primeira Individualidade Espiritual” a ser criada com o concurso da Matéria combinada: Fogo (Centelha Divina), Ar (Hálito Divino), Água e Terra (Eerupe, a Lama). Sua qualidade de “Terceiro Ser Criado” o constituiu em Osije ou “Mensageiro Divino” com permissão expressa de se apresentar perante Olorun que somente receberá Oferendas se elas forem conduzidas por Imole Esu Osije.

Oduduá é uma Orixá Funfun absolutamente diferente dos demais, embora semelhante em essência, é feminina, sendo cultuada em diversas regiões como esposa de Obatalá, embora seja, em princípio, sua irmã. “Iya Male” (Mãe das Divindades ou Mãe Divina)

 

Orin Oduduá

 

Iya dakun gba wa o; – Oh Mãe! nós suplicamos que nos libertes;

ki o to ni to mo; – olhai por nós, olhai por nossos filhos;

ogbebi  l’Adó  ! – Tu  és  aquela  que  te  estabelecestes  em  Adó!”

 

Na cultura yorubá existem duas grandes versões para a criação do mundo, na verdade alegorias para a formação das cidades-disnatias que pretendiam a hegemonia do mundo yorubá: Ifé (considerada pelos yorubás como berço do mundo) e Oyó.
Os líderes dessas dinastias foram divinizados: Oduduá em Ifé e Oranmiyan em Oyó. Nas duas cidades, a lenda conta que seus líderes chegaram do Além, trazendo uma substância escura e desconhecida, fornecida pelo senhor supremo, Olodumaré (Olorum), e jogaram sobre as águas primitivas formando um pequeno monte de terra, sobre o qual pousa uma galinha que cisca e começa a espalhar a terra sobre a qual Oduduá para Ifé e Oranmiyan para Oyó tornaram-se senhores absolutos.
fonte: Wikipédia

Odùduwà

Odùduwà chegando ao Àiyé, cria tudo o que era necessário e delega poderes às divindades que o seguiram, conhecidos como os Àgbà*, para governarem a criação, e volta ao Òrún, e só retornaria quando tudo estivesse realmente concluído. Òrìsànlá, que tinha ficado no Òrún com seus seguidores, já tinha moldado corpos suficientes para povoar o inicio do mundo, vai então para o Àiyé, com seus seguidores, os Funfun*; fato que ocorre antes da volta de Odùduwà para o Àiyé. *Anexos.
Quando Olófin Odùduwà retorna ao Àiyé, funda a cidade de Ilê-Ifé, e vem a ser o primeiro Oba (rei) do povo yorubano com o titulo de “Oba Óòni”, ou seja, o primeiro Óòni de Ifé, e a cidade se torna a morada dos deuses e dos novos seres.
Durante todo este tempo, Odùduwà que já estava casado com Ìyá Olóòkun, divindade feminina, responsável e dona dos mares, tem dois filhos, o primogênito, a divindade Ògún e uma filha de nome Ìsèdélè. O tempo passa, e Odùduwà, que era uma divindade negra, porém albina, incumbe seu filho Ògún de ir para a aldeia de Ògòtún, vizinha de Ifé, conter uma rebelião.
Ògún, divindade negra, senhor do ferro, parte para sua missão e realiza o intento, trazendo consigo Lakanje, filha do rebelde vencido. Ora, Lakanje era espólio de Odùduwà, o Óòni de lfé, portanto intocável, mas Lakanje era muito bela e extremamente sensual e Ògún não resistiu aos seus encantos e com ela teve várias noites de amor, durante sua viagem de volta. Chegando a lfé, ele entrega os espólios da conquista, inclusive Lakanje, a seu pai Odùduwà, que também não resistiu aos lindos encantos da mortal Lakanje e por ela se apaixona e acabaram por casar-se. Ògún nada tinha contado a seu pai dos fatos ocorridos e logo após o casamento Lakanje está grávida, desta gravidez nasce um filho de nome Odéde.
Só que o destino foi fatídico, Odéde nasceu metade negro, como a pele de Ògún e metade branco, como a pele do albino Odùduwà, revelando assim, a traição de Ògún para com a confiança do seu pai, esta situação gerou muita discussão entre Odùduwà e Ògún, mas a principal foi “quem tinha razão”, ou, quem teria mais “genes” no filho em comum, Odéde, e cada um se posicionava com a seguinte frase : “a minha palavra triunfou” ou “a minha palavra é a correta”, que aglutinada é Òrànmíyàn e foi assim que ele passou a ser chamado e conhecido.
Com Lakanje, uma das muitas esposas de Odùduwà*, ou com outras, teve ou já tinha mais seis filhos, outros dizem dezesseis, uns, um número maior ainda, enfim, alguns dos filhos destas esposas, geraram as linhagens dos Obas Yorubanos, uns foram os precursores de sete das principais tribos, ou mais, que deram origem à civilização dos yorubas, e religiosamente falando, todos os povos do mundo. Os filhos, netos ou bisnetos de Odùduwà, os deuses, semideuses e/ou heróis, formaram a base da nação yoruba, portanto Olófin Odùduwà Àjàlàiyé é aclamado como “O Patriarca dos Yorubas”. *Anexo
Obàtálá (Òrìsànlá) ,que também já estava no Àiyé com sua comitiva, mas devido a grande rivalidade com Odùduwà, foi expulso de Ilê-Ifé e funda a cidade de Ìgbò e se torna o primeiro Obà Ìgbò chamado também de Bàbá Ìgbò, pai dos ìgbòs. Numa sociedade polígama, Òrìsànlá é um caso raro de monogamia, pois a divindade Yemowo foi sua única esposa e não tiveram filhos.

Ifá / Jogo de búzios & diversos terça-feira, nov 1 2011 


Ifá

é o nome de um oráculo africano. É um sistema de adivinhação que se originou naÁfrica Ocidental entre os yorubas, na Nigéria. É também designado por Fa entre os Fon eAfa entre os Ewe. Não é propriamente uma divindade (Orixá), é o porta-voz de Orunmilá e dos outros orixás.

O sistema pertence as religiões tradicionais africanas mas também é praticado entre os adeptos da Lukumí de Cuba através da Regla de OchaCandomblé no Brasil através doCulto de Ifá, e similares transplantadas para o Novo Mundo.

Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade

Da Nigéria são dois os listados como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade: OGelede, que também é praticado no Benin e Togo, e os Ifa Divination System, e em estudo na Nigéria um sistema de Tesouros Humanos Vivos e esforços para salvaguardar o suas línguas ameaçadas.

  • OS DEZ MANDAMENTO DE IFÁ

    Os conceitos constantes do presente documento representam a herança moral que nos foi legada por nossos ancestrais, consistindo em 16 Mandamentos de Ifá, transmitidos oralmente no dialeto original e traduzidos para o castelhano, idioma em que se encontram escritos nos antigos livros sagrados das seculares sociedades de Ifá de Cuba e que devem agora chegar ao conhecimento de todos aqueles que, de alguma forma, se interessem por nossa religião.

    É necessário que, de posse destes conhecimentos, possam todos aqueles que adotaram uma postura desonesta, corrompendo os ditames de Ifá e usando a religião tão somente para usufruírem vantagens financeiras, possam refletir e, retomando a senda do bem, exaltar o sagrado nome de Orunmilá, divulgando-o dentro do respeito e religiosidade esperados de um verdadeiro sacerdote.

    Os mandamentos de Ifá nascem no Odu Ikafun e ninguém pode gabar-se de sua autoria.

    Itan do Odu Ikafun:

    Quando os Maiores (os Irunmole) chegaram a Terra, fizeram todos os tipos de coisas erradas que foram avisados que não fizessem.

    Então, começaram a morrer um atrás do outro e, desesperados, puseram-se a gritar e a acusar Orunmilá de está-los assassinando.

    Orunmilá então defendeu-se dizendo que não era ele que os estava matando.

    Orunmilá disse que os maiores estavam morrendo porque não cumpriam os mandamentos de Ifá.

    Então IFÁ disse: A habilidade de comportar-se com honra é obedecer aos mandamentos de Ifá, o que é de sua inteira responsabilidade.

    A HABILIDADE DE COMPORTAR-SE COM HONRA E OBEDECER AOS MANDAMENTOS DE IFÁ É MINHA RESPONSABILIDADE TAMBÉM..

    Sentença: Eni da ile á bá ilé lo.

    Os 16 mandamentos de Ifá.

    (Os mandamentos de Ifá nascem no Odu Ikafun)

    1o Mandamento – Eles, os 16 Maiores, caminhavam em busca da Terra Prometida, Ile Ifé, a Terra do Amor, para pedirem Ire Ariku (o bem da longevidade) ao Deus Supremo, Olofin. Então perguntaram a Orunmilá: “Viveremos vida longa como foi prometido por Olodumare quando foi feita a consulta através do oráculo de Ifá?” E eles (os adivinhos), responderam: “Aquele que pretende vida longa, que não chame a esúrú” (tipo de inhame parecido com pequenas batatas)”. (Chamar esúrú significa falar do que não se sabe).

    Significado do 1o mandamento:

    O sacerdote não deve enganar ao seu semelhante acenando com conhecimentos que não possui.

    Interpretação:

    O sacerdote não deve dizer o que não sabe, ou seja, passar ensinamentos incorretos ou que não tenham sido transmitidos pelos seus mestres e mais velhos. É necessário o conhecimento verdadeiro para a prática da verdadeira religião.

    Mensagem:

    Quem abusa da confiança do próximo, enganando-o e manipulando-o através da ignorância religiosa, sofrerá graves conseqüências pelos seus atos. A natureza se incumbirá de cobrar os erros cometidos e isto se refletirá em sua descendência consangüínea e espiritual.

    2o Mandamento – “Eles avisaram aos Maiores que não chamassem a todos de esúrú”. (Chamar a todos de “esúrú” é considerar todas as coisas como contas sagradas).

    Significado do 2o Mandamento:

    O sacerdote deve saber distinguir entre o ser profano e o ser sagrado, o ato profano e o ato sagrado, o objeto profano e o objeto sagrado.

    Interpretação:

    Não se pode proceder a rituais sem que se tenha investidura e conhecimento básico para realizá-los. Chamar a todos de esúrú é considerar a todos, indiscriminadamente, como seres talhados para a missão sacerdotal, o que é uma inverdade ou, o que é pior, uma manipulação de interesses. Da mesma forma que nem todas as contas servem para formar-se o eleké (colar) de um Orixá (como as contas sagradas), nem todos os seres humanos nasceram fadados para a prática sacerdotal.

    Mensagem:

    Para ser um sacerdote de Ifá, são necessários inúmeros atributos morais, intelectuais, procedimentais e vocacionais.

    A simples iniciação de um ser profano, desprovido destes atributos básicos e essenciais, não o habilita como um sacerdote legítimo e legitimado.

    Da má interpretação e inobservância deste mandamento resulta a grande quantidade de maus sacerdotes que proliferam hoje em dia dentro do Culto de Orunmilá.

    Ai observa-se a diferença entre “ser bàbáláwo” e “estar bàbáláwo”. Aquele que se submete à iniciação visando tão somente o status de bàbáláwo, jamais será um verdadeiro sacerdote de Orunmilá. “Estará” bàbáláwo, cargo adquirido pela iniciação, mas jamais “será” bàbáláwo, condição imposta por sua vocação, dedicação e desprendimento. Cabe ao sacerdote que procede a iniciação escolher, com muito critério, aqueles que são realmente dignos do sacerdócio.

    3o Mandamento – Eles avisaram que não chamassem forças, da forma errada “ódidé”. (Uma referência às aves noturnas e misteriosas, que se nutrem de sangue. Dar maus conselhos e orientações erradas é expor as pessoas aos perigos de energias maléficas e sem controle).

    Significado do 3o mandamento:

    O sacerdote nunca deve desencaminhar as pessoas dando-lhes maus conselhos e orientações erradas.

    Interpretação:

    É inadmissível que um sacerdote se utilize do seu poder e do seu conhecimento religioso para, em proveito próprio, induzir ao erro aqueles que o seguem. Ao agirem desta forma, assumem a postura das aves noturnas que, nas trevas, saciam suas necessidades com o sacrifício e o sangue dos outros.

    Mensagem:

    Uma das mais importantes funções do sacerdote é orientar seu discípulo, conduzindo-o ao caminho correto, ao encontro do “irê” (boa sorte), de acordo com os ditames estabelecidos por seu Odu pessoal e seus Orixás de cabeça.

    Quem chega aos pés de Orunmilá para consultar seu oráculo em busca de soluções, deve ser orientado pelo sacerdote corretamente, independente do interesse deste como olhador.

    A pessoa que chega com um problema deve ter seu problema solucionado e não vê-lo acrescentado de outros criados artificialmente com o fito de proporcionar a quem a consulta, vantagens financeiras ou possibilidade de conquistas e abusos.

    4o Mandamento – Eles avisaram que não dissessem que as folhas sagradas do arabá (Ceiba Pethandra), são folhas da árvore “oriro”.

    (Tudo deve ser feito de acordo com os ditames e os preceitos religiosos. A simples troca de uma simples folha pode ocasionar conseqüências maléficas ou tornar sem efeito um grande ebó da mesma forma que as folhas do arabá não são iguais às folhas de oriro).

    Significado do 4o Mandamento:

    O sacerdote não pode, em nenhuma condição, utilizar-se de falsos recursos, fornecendo coisas sem validade religiosa como elementos de segurança ou de culto.

    Interpretação:

    Os procedimentos litúrgicos devem ser observados integralmente e a ninguém cabe o direito de fazer “isto” por “aquilo” quando em “aquilo” é que está a solução.

    Mensagem:

    Aquele que se utiliza de meios escusos e enganosos contra seus semelhantes, será culpado do crime de abuso de confiança. Usando de artifícios e mentiras contra as pessoas inocentes e de bom coração, o sacerdote provoca o descontentamento de Orunmilá e a conseqüente ira de Elegbara, e isto não é bom. Cada entidade espiritual possui um nome individual, de acordo com a determinação de Olofin (Deus). Da mesma forma, cada Exú Elegbara possui nome e identidade própria, assim como atributos específicos. É inadmissível, portanto, que esta Entidade tão sagrada e importante dentro do culto, seja assentada e entregue de maneira irresponsável, e que aqueles que a recebem permaneçam ignorantes do seu nome, qualidade, forma de tratamento e especificidade de função.

    Sentença: “Orunmilá é aquele que nos olha com amor, não façamos por onde possa nos olhar com desprezo”.

    5O MANDAMENTO – ELES AVISARAM QUE, NÃO DEVERIAM MERGULHAR FUNDO, AQUELES QUE AINDA NÃO SOUBESSEM NADAR. (O “saber” é fundamental para quem quer “fazer”. Para tanto, é necessário o “poder”, que só a iniciação pode outorgar).

    Significado do 5o Mandamento:

    O sacerdote não pode proceder a liturgias para as quais não seja habilitado através do processo iniciático ou cuja prática desconheça ou domine apenas parcialmente.

    Interpretação:

    O BABALÁWO NÃO DEVE OSTENTAR UMA SABEDORIA QUE NA VERDADE NÃO POSSUA. PROCURAR SABER NÃO AVILTA, MAS, PELO CONTRÁRIO, EXALTA O SER HUMANO. O SABER É CONDIÇÃO BÁSICA PARA QUE SE POSSA FAZER.

    Mensagem:

    Tudo deve ser feito integralmente e com legitimidade total. Se houver dúvidas sobre algum procedimento, deve-se pesquisar profundamente sobre ele. Cabe ao sacerdote ensinar tudo o que sabe àqueles que o cercam e que nele confiam. A sonegação de ensinamentos corretos e completos implica na responsabilidade da prática de suicídio cultural.

    Da mesma forma, buscar orientação em quem sabe, nada tem de humilhante e enaltece tanto àquele que busca como ao que fornece a orientação.

    A verdadeira sabedoria consiste na consciência da própria ignorância. Só os tolos se exibem e sabem tudo!

    Sentença: Deus não deu ao ignorante o direito de aprender sem antes tomar de quem sabe a obrigação de ensinar. (Da sabedoria oriental)

    6O MANDAMENTO – ELES AVISARAM QUE FOSSEM HUMILDES E NUNCA, JAMAIS, AGISSEM COM EGOÍSMO. (HUMILDADE E DESPRENDIMENTO SÃO ATRIBUTOS INDISPENSÁVEIS DE UM VERDADEIRO SACERDOTE).

    Significado do 6o Mandamento: O bàbáláwo não deve ser vaidoso de seus poderes, mas consciente deles. Não deve agir somente visando o próprio benefício, existe para servir e não para ser servido.

    Interpretação:

    A vaidade transforma o homem fraco de espírito num pavão que faz questão de exibir sua bela plumagem sem a consciência de que é a sua beleza que, despertando a atenção de terceiros, irá provocar a sua morte.

    NO ODU OGUNDAKETE, ENCONTRAMOS ITANS QUE FALAM DO EXIBICIONISMO DO PAVÃO QUE, OSTENTANDO A BELEZA DE SUA PLUMAGEM, ATRAI PARA SI A ATENÇÃO DE TODOS QUE, DEPOIS DE SACRIFICÁ-LO, TRANSFORMAM SUAS PENAS EM BELOS LEQUES E ADORNOS. O VERDADEIRO SACERDOTE, O ELEITO DE ORUNMILÁ, NÃO SE PREOCUPA EM EXIBIR SEU PODER NEM O SEU SABER EM DISPUTAS VÃS E INCONSEQÜENTES. ACUMULA EM SI UMA GRANDE CARGA DE SABEDORIA QUE TRANSMITE COM DEDICAÇÃO A QUEM MERECE SABER.

    Mensagem:

    O exibicionismo é um dos maiores defeitos num ser humano e inadmissível num sacerdote. Já dizia o velho jargão: “Num burro carregado de açúcar, até o suor é doce”. É assim que, aos olhos do sábio, parecem os exibicionistas: “burros carregando açúcar”.

    7o Mandamento – Eles avisaram que não entrassem na casa de um Arabá (título daquele que resguarda os segredos da chefatura de Ifá), com má intenção. (As boas intenções devem prevalecer acima de tudo. A casa do Arabá é o templo onde a iniciação é obtida).

    Significado do 7o Mandamento:

    A iniciação não pode ser motivada por interesses que não sejam puramente religiosos.

    Interpretação:

    As verdadeiras intenções do iniciando devem ser cristalinas como a água pura, e desprovidas de qualquer outro objetivo que não seja servir à humanidade através de Orunmilá.

    Querer iniciar-se no culto por simples vaidade, para obter status social ou ostentar títulos sacerdotais é profanar o sagrado.

    Mensagem:

    Aquele que profana o sagrado tabernáculo de Ifá, movido por qual for o motivo, pagará com duras penas o sacrilégio praticado.

    Ninguém adentra impunemente o Igbodu Ifá.

    O conhecimento corresponde à responsabilidades que nem todos estão preparados para assumir.

    É muito melhor errar por não saber do que saber e persistir no erro.

    O conceito mais amplo simboliza a atitude de um predador que esconde suas garras procurando adquirir a confiança e os conhecimentos de sua vítima para ter base de agir no momento mais propício aos seus objetivos.

    A mesma responsabilidade assume aquele que inicia pessoas que não possuam os requisitos básicos exigidos para tal, visando aí, a simples vantagem financeira.

    8o Mandamento – Eles avisaram que não deveriam usar as penas “ekodidé” para limparem os seus traseiros.

    (A pena do ekodidé é um dos símbolos mais sagrados dentro do culto e, por este motivo, jamais deverá ser profanada).

    Significado do 8o Mandamento:

    Os sagrados fundamentos não podem ser usados com objetivos vãos. Os tabus devem ser integralmente observados sob pena de severas conseqüências.

    Interpretação:

    O sacerdote deve submeter-se de bom grado às interdições impostas por seu Odu pessoal, assim como aos tabus de seu Olori.

    A observância destes ditames está diretamente ligada ao estado de submissão às deidades cultuadas.

    As obediências totais às orientações de Ifá conduzem o homem à plenitude das bênçãos.

    Utilizar-se dos sagrados conhecimentos de forma leviana corresponde à profanar o sagrado.

    A figura aqui utilizada representa muito bem tal atitude. “Limpar o traseiro com penas ekodidé” é o mesmo que usar coisas sagradas com objetivos condenáveis e fúteis.

    Não se deve utilizar o poder da magia para prejudicar a quem quer que seja.

    A prática do mal, invariavelmente, apresenta resultados mais rápidos, mas conduz a caminhos tortuosos que não têm volta.

    Da mesma forma, aquele que se utiliza destes poderes visando unicamente auferir vantagens econômicas, está em desacordo com os sagrados ditames e será responsabilizado por isto.

    9o Mandamento – Eles avisaram que não deveriam defecar no epô.

    (A sujeira e a falta de higiene são incompatíveis com o rito).

    Significado do 9º mandamento:

    O epô (azeite de dendê) corresponde ao sangue vegetal. Elemento sagrado e indispensável no ritual, há de ser sempre muito puro e limpo.

    Da mesma forma, tudo deve ser limpo, os instrumentos, os ambientes, os assentamentos, as pessoas e, principalmente, as atitudes.

    Não se admite, sob nenhuma hipótese, a falta de limpeza e de higiene em qualquer aspecto, quer seja físico, ambiental ou moral.

    Mensagem:

    O sacerdote deve ser escrupuloso com tudo.

    Seus instrumentos litúrgicos, os assentamentos das entidades cultuadas, seu corpo, suas atitudes e seu caráter hão de permanecer, sempre, impecavelmente limpos.

    Nenhum Orixá admite a sujeira, seja ela física ou moral.

    10o Mandamento – Eles avisaram que não deveriam urinar dentro do afó.

    (O afó é o local onde se fabrica o azeite de dendê em terra yorubá).

    Significado do 10º Mandamento:

    Tudo aquilo que antecede a um rito e que a ele faça referência, deve ser realizado com limpeza e religiosidade.

    Interpretação:

    Da mesma forma que o ritual deve ser cercado de cuidados de limpeza, a confecção das comidas e oferendas deve seguir os mesmos princípios.

    Preparar as comidas ritualísticas é também um rito e deve ser realizadas em total circunspecção e concentração religiosa.

    Mensagem:

    Durante a preparação das oferendas e comidas ritualísticas a atitude de quem dela participa deve ser a mesma de quem participa do ritual em si.

    É inadmissível que, neste momento sagrado, as pessoas estejam consumindo bebidas alcoólicas, falando coisas vulgares, discutindo, brigando ou tentando exibir seus conhecimentos, humilhando a quem sabe menos.

    A postura será sempre sacerdotal, o silêncio e a concentração devem ser mantidos e, ensinar a quem não sabe ou a quem sabe menos, é uma obrigação sagrada.

    11o MANDAMENTO – ELES AVISARAM QUE NÃO SE DEVE RETIRAR A BENGALA DE UM CEGO. (a bengala de um cego substitui seus olhos e indica os obstáculos que se interpõem em seu caminho). Significado do 11º mandamento: o sacerdote não pode prevalecer-se de sua carga de conhecimento para humilhar ou confundir a ninguém. O sacerdote há de ter o mais profundo respeito pelos que sabem menos. Ninguém tem o direito de descaracterizar o que os outros sabem e acreditam. Abalar a fé de quem sabe pouco ou nada sabe, é retirar a bengala de um cego, deixando-o sem qualquer orientação nas trevas em que caminha.

    Interpretação:

    Mensagem:

    UMA DAS MAIS IMPORTANTES MISSÕES DO SACERDOTE É ENSINAR E ORIENTAR. MUITAS VEZES SURGEM PESSOAS QUE NADA SABEM E JULGAM SABER. É NESTE MOMENTO QUE O SÁBIO AFLORA NO SACERDOTE E A ORIENTAÇÃO CORRETA E O ENSINAMENTO CERTO SÃO PASSADOS, COM DOÇURA, SUTILEZA E HUMILDADE, SEM MELINDRAR A QUEM OS RECEBE E SEM PROVOCAR CONFUSÕES EM SUA CABEÇA. TUDO DEVE SER ENSINADO COM CLAREZA E LÓGICA. ASSIM, O BABALAWO, NO EXERCÍCIO DE SEU SACERDÓCIO, ASSUME TAMBÉM A MISSÃO DE MESTRE.

    12o Mandamento – Eles avisaram que não se retira um bastão de um ancião.

    (O bastão do ancião representa o acúmulo de experiências adquiridas nos longos anos em que viveu).

    Significado do 12º Mandamento:

    Deve-se respeitar e tratar muito bem ao mais velhos, principalmente os mais antigos na religião.

    Interpretação:

    O respeito aos mais velhos é um dos principais fundamentos de uma religião onde, reconhecidamente, antigüidade é posto.

    Faltar-lhes com o devido respeito e atenção é como retirar-lhes o bastão em que se apóiam.

    Aquele que sabe respeitar, acatar e amar aos seus mais velhos, sem dúvida receberá o mesmo tratamento quando também caminhar apoiado no seu próprio bastão.

    Mensagem:

    Os velhos, pelas experiências vividas, representam verdadeiros mananciais de sabedoria onde cada um deve procurar beber um pouco, saciando a sede de saber.

    São livros sagrados, cujas páginas devem ser lidas com paciência e carinho.

    Uma religião que, durante séculos incontáveis, teve seus fundamentos transmitidos oralmente, deve valorizar, sobremaneira, aqueles que são depositários destes conhecimentos.

    Um velho, por mais obtuso que possa parecer à primeira vista, sempre terá algo, obtido nos longos anos vividos, a ensinar.

    Devemos lembrar sempre que, se antigüidade é posto, saber é poder!

    13o Mandamento – Eles avisaram que não se deitassem com a esposa de um Ogboni.

    (“Ogboni” é um título que significa juiz ou magistrado, representa uma pessoa digna de respeito).

    Significado do 13º Mandamento:

    As autoridades devem ser respeitadas integralmente.

    Interpretação:

    O “Ogboni” da sentença representa, genericamente, as autoridades e as leis por elas estabelecidas.

    O Sacerdote, como homem de bem, deverá pautar sua vida de acordo com os ditames das leis dos homens e das sagradas leis de Ifá.

    Mensagem:

    O homem religioso não pode viver à margem da lei e da sociedade da qual deve fazer parte como célula importante.

    Pugnar pela obediência às leis é uma das obrigações de um sacerdote que, neste sentido, deve também orientar os seus seguidores.

    Da mesma forma, as leis de Ifá, devem ser observadas integralmente e a ninguém cabe o direito de manipulá-las em benefício próprio ou de outrem.

    14o Mandamento – Eles avisaram que nunca se deitassem com a esposa de um amigo. (Não se deve trair um amigo). Significado do 14º Mandamento: Os amigos devem ser respeitados e uma amizade não pode ser traída.

    Interpretação:

    “Deitar com a esposa de um amigo” é a maior injúria que o sacerdote pode praticar contra esta pessoa. A sentença busca valorizar o sentimento de amizade que deve ser pautado sempre, no respeito mútuo e na reciprocidade ética, que em hipótese alguma, podem ser esquecidos.

    Mensagem:

    “Um amigo vale mais do que um parente”. Esta afirmativa da sabedoria popular fundamenta-se no fato de que os parentes nos são impostos pelo destino, ao passo que, os amigos, cabe-nos escolher dentre as inúmeras pessoas que surgem no decorrer de nossas vidas. Se elegemos, de livre e espontânea vontade, os nossos amigos, por que traí-los? Por que não dar a eles o mesmo tratamento que gostaríamos que nos dessem? Conservar as amizades tratá-las com respeito e carinho é, acima de tudo, uma demonstração de sabedoria. As amizades devem ser cultuadas e ninguém deve criar animosidade entre amigos colocando em risco uma relação que pode representar um grande tesouro. “Mais vale um amigo na praça do que dinheiro no banco”. (Da sabedoria popular).

    15o Mandamento – Eles avisaram que não semeassem discórdias religiosas.

    Significado do 15º Mandamento:

    Não se deve usar a religião para motivar a separação e a guerra entre os homens.

    Interpretação:

    A religião tem por finalidade única unir os homens através de Deus. Não é concebível, portanto, que possa ser utilizada como elemento apartador dos seres humanos. Mesmo no âmbito de uma mesma religião pode-se verificar a atuação de pessoas que, de forma nefasta e visando seus próprios interesses, jogam uns contra os outros, semeando a desconfiança e a discórdia entre sacerdotes, irmãos e adeptos.

    Mensagem:

    Muitas guerras, incorretamente denominadas “guerras santas”, têm feito derramar o sangue de inocentes, enlutando famílias e propagando a dor e o pranto. A motivação religiosa que as incentiva é, no entanto, uma máscara para o seu motivo real: a obtenção do poder. O verdadeiro sacerdote deve pugnar pela união dos homens, independente de seu credo religioso. Deus é um só e todos os homens são seus filhos e, por conseqüência, irmãos entre si. Da mesma forma, os sacerdotes de uma mesma religião devem agir dentro de uma ética que os impeça de falarem mal uns dos outros, utilizando-se de meios condenáveis para atrair os seguidores de seus coirmãos.

    16O MANDAMENTO – ELES AVISARAM QUE NUNCA FALTASSEM COM O RESPEITO OU QUISESSEM DEITAR-SE COM A ESPOSA DE UM OUTRO SACERDOTE.

    (Todos aqueles que possuem cargos religiosos são importantes e dignos de respeito).

    SIGNIFICADO DO 16º MANDAMENTO: OS SACERDOTES, INDEPENDENTE DE FUNÇÕES E HIERARQUIA, DEVEM RESPEITAR-SE MUTUAMENTE.

    Interpretação:

    Uma única palavra pode sintetizar o 16o mandamento de Ifá: “Ética”.

    Mensagem:

    A falta de ética entre os sacerdotes de nossa religião, muito tem colaborado para o seu enfraquecimento e falta de credibilidade pública. O sacerdote dotado de postura ética, jamais abre a boca para apontar erros e defeitos em seus irmãos. Se os constata, procura corrigi-los de forma sutil e, se possível, despercebida aos olhos alheios, sem alardear aquilo que considera errado.

    Muitas pessoas tentam encobrir os próprios erros e esconder a própria incompetência, apontando, de forma espalhafatosa, o erro e a incompetência dos outros. Esta é uma atitude incorreta que só tem prejudicado e impedido um maior desenvolvimento da nossa religião.

    Pode-se ouvir todas as noites, em programas de rádio produzidos e apresentados por sacerdotes e sacerdotisas do culto aos Orixás, verdadeiros absurdos praticados em nome de nossa religião. As pessoas que se ocupam neste tipo de divulgação deveriam refletir um pouco mais sobre sua atuação, na maior parte das vezes exageradas e motivadas por problemas de ordem pessoal, e os malefícios que produz, não somente aos alvos de suas críticas, mas na religião dos Orixás como um todo que, a cada denúncia feita pelo ar, cai no descrédito e na execração pública.

    Cada denúncia divulgada publicamente representa uma nova arma para o arsenal dos detratores de nossa religião.

    A seleção será feita, naturalmente, por Orunmilá e os Orixás, através da ação de Exú. Só a eles cabe julgar o que é certo e o que é errado. Só a eles cabe separar o joio do trigo.

África

*Nota:esta é somente uma versão da ordem, e pode mudar dependendo da região

16 Odús principais
Nome 1 2 3 4
Ogbe I I I I
Oyẹku II II II II
Iwori II I I II
Odi I II II I
Ọbara I II II II
Ọkanran II II II I
Irosun I I II II
Iwọnrin II II I I
Ogunda I I I II
Ọsa II I I I
Irẹtẹ I I II I
Otura I II I I
Oturupọn II II I II
Ika II I II II
Ọsẹ I II I II
Ofun II I II I

16 Afa-du principais
(Yeveh Vodoun)

Nome 1 2 3 4
Gbe-Meji I I I I
Yeku-Meji II II II II
Woli-Meji II I I II
Di-Meji I II II I
Abla-Meji I II II II
Akla-Meji II II II I
Loso-Meji I I II II
Wele-Meji II II I I
Guda-Meji I I I II
Sa-Meji II I I I
Lete-Meji I I II I
Tula-Meji I II I I
Turukpe-Meji II II I II
ka-Maji II I II II
Ce-Meji I II I II
Fu-Meji II I II I

babalawo e os aprendizes sempre ao seu lado. O aprendizado começa muito cedo.

O Orixá Orumilá é também chamado de Ifá, ou Orunmila-Ifa e também é denominado frequentemente Agbonniregun (“Aquele que é mais eficaz do que qualquer remédio”). Em caso de dúvida Ifá é consultado pelas pessoas que precisam de uma decisão, que queiram saber sobre casamentos, viagens, negócios importantes, doenças, ou por motivo religioso.

Para os yorubas o sacerdote é o babalawo e entre os Fons e Ewes recebe a designação debokonon, e o sistema de adivinhação é o mesmo. O babalawo (pai do segredo) recebe as indicações para as respostas através dos signos (odù) de Ifá.

Origens

Objeto sagrado de Orumila Ifa.

Orunmilá é o orixá e divindade da profecia. Ifá é o nome do Oráculo utilizado por Orunmilá. O Culto de Ifá pertence a religião yoruba.

O culto do vodun Fa é originário de Ile Ifè, e chegou ao antigo Dahomey pelas mãos de sacerdotes imigrados do território yoruba já a partir do século XVII, mas sua instalação oficial como uma das divindades reconhecidas pelo rei de Abomey teria se dado ou através do babalawo Adéléèyé, de Ile Ifè que chegou a Abomey no reinado de Agadjá (1708-1732) , junto com outros (GongonAbikobiAto e Gbélò), ou pela princesa Nà Hwanjele, mãe do rei Tegbessu (1732-1775), que era de origem yoruba. Os sacerdotes de Fá são chamados em fon debokonon, o correspondente a babalawo dos yoruba. O bokonon da corte de Abomey é um dos dignitários do rei reconhecido na categoria de príncipe e está entre os poucos autorizados a vestir djelaba em público e a permanecer com a cabeça coberta diante do rei e da rainha-mãe.

Métodos utilizados

Babalawo (pai que possui o segredo), é o sacerdote do Culto de Ifá. Ele é o responsável pelos rituais, iniciações, todos no culto dependem de sua orientação e nada pode escapar de seu controle. Por garantia, ele dispõe de três métodos diferentes de consultar o Oráculo e, por intermédio deles, interpretar os desejos e determinações dos OrixásÒpelè-IfáJogo de Ikins.

Opon-Ifá

  • Opon ifa retangular, Orossi.JPG
  • Opon Ifa redondo, Orossi.JPG

Opon-Ifá, tábua sagrada feita de madeira e esculpida em diversos formatos, redonda [2], retangular, quadrada, oval,[3] utilizada para marcar os sígnos dos Odús (obtidos com o jogo de Ikins) sobre um pó chamado Ierosum. Método divinatório do Culto de Ifá utilizado pelos babalawos. Irofá de Orula instrumento utilizado pelobabalawo durante o jogo de Ikin com o qual bate na tábua Opon-Ifá.

Jogo de Opele

Opele Ifá

Òpelè-Ifá ou Rosário de Ifá é um colar aberto composto de um fio trançado de palha-da-costa ou fio de algodão, que tem pendentes oito metades de fava de opele, é um instrumento divinatório dos tradicionais sacerdotes de Ifá.

Existem outros modelos mais modernos de Opele-Ifá, feitos com correntes de metal intercaladas com vários tipos de sementes, moedas ou pedras semi-preciosas.[4][5]

O jogo de Opele-Ifá é o mais praticado por ser a forma mais rápida, pois a pessoa não necessita perguntar em voz alta, o que permite o resguardo de sua privacidade, também de uso exclusivo dos Babalawos, com um único lançamento do rosário divinatório aparecem 2 figuras que possuem um lado côncavo e outro convexo, que combinadas, formam o Odú.

Jogo de Ikins

Jogo de Ikin

Jogo de Ikin só é utilizado em cerimônias relevantes, só pode ser consultado pelobabalawo. O jogo compõe-se de 21 nozes de dendezeiro Ikin, são manipuladas pelo babalawo com a finalidade de se apurar o Odú a ser interpretado e transmitido ao consulente. Dos 21 Ikins, 16 são colocados na palma da mão esquerda, com a mão direita rapidamente o babalawo tenta retirá-los de uma vez. A determinação do Odú é a quantidade de Ikin que sobrou na mão esquerda, o resultado seja qual for, terá que ser riscado sobre oierosun que está espalhado no Opon-Ifa, para um risco usa o dedo médio da mão direita e para dois riscos usa dois dedos o anular e o médio da mão direita. Deverá repetir a operação quantas vezes forem necessárias até obter duas colunas paralelas riscadas da direita para a esquerda com quatro sinais, se não sobrar nenhum ikin na mão esquerda, a jogada é nula e deve ser repetida.

Oráculo

oráculo consiste em um grupo de cocos de dendezeiro ou Búzios, ou réplicas destes, que são lançados para criar dados binários, dependendo se eles caem com a face para cima ou para baixo. Os cocos são manipulados entre as mãos do adivinho , e no final são contados, para determinar aleatoriamente se uma certa quantidade deles foi retida. As conchas ou as réplicas são freqüentemente atadas em uma corrente divinatória, quatro de cada lado. Quatro caídas ou búzios fazem um dos dezesseis padrões básicos (um odu, na língua Yoruba); dois de cada um destes se combinam para criar um conjunto total de 256 odus. Cada um destes odus é associado com um repertório tradicional de versos (Itan), freqüentemente relacionados à Mitologia Yoruba, que explica seu significado divinatório. O sistema é consagrado aos orixás Orunmila-Ifa, orixá da profecia e a Exu que, como o mensageiro dos Orixás, confere autoridade ao oráculo.

O sistema inteiro traz uma semelhança superficial com os sistemas ocidentais de geomancia. Suspeita-se que a geomancia ocidental é um empréstimo de um sistema criado pelos Árabes e trazida para o norte da África, onde foi aprendida pelos europeus durante as Cruzadas. Muito embora possua um número diferente de símbolos, o sistema carrega também alguma semelhança com sistema chinês do I Ching.

O Babalaô brasileiro William de Ayrá (Mestre Obashanan, discípulo de Mestre Arapiagha) foi o primeiro a realizar um estudo comparativo sério e eficaz entre o Ifá, o I-ching, Geomancia e o cabalismo de diversas culturas, com resultados filosóficos e divinatórios comprovados.

Os primeiros a escreverem sobre Ifá no Brasil foram sacerdotes Umbandistas. W.W. da Matta e Silva, conhecido como Mestre Yapacani já descrevia em 1956 um dos inúmeros sistemas de Ifá em suas obras. Seus discípulos, Francisco Rivas Neto (Mestre Arapiaga) e Ivan H. Costa (Mestre Itaoman) escreveram, nos anos 90, obras descritivas sobre o oráculo. A tradição africana de Ifá só chegou ao Brasil via africanos e Cubanos muito mais tarde.

Odu

Cada odù é formado por um conjunto constituído por duas colunas verticais e paralelas de quatro índices cada. Cada um desses índices compõem-se de um traço vertical ou de dois traços verticais paralelos que o babalawo traça no pó (iyerosun) espalhado sobre um tabuleiro de madeira esculpida (Opon-Ifá) à medida que vai extraindo os resultados pela manipulação dos cocos de dendezeiro ou ikin-ifá.

O babalawo detecta esse odù manipulando caroços de dendê (Ikin) ou jogando o rosário de Ifá chamado (Opele-Ifa).

Existem 256 odù, correspondendo cada um a uma série lendas (Itan).

Culto de Ifá é oriundo das Religiões tradicionais africanas, ligado ao Orixá Orunmilá-Ifá da religião yoruba. Com a ida destas culturas para Brasil e Caribe, nos períodos do tráfico negreiro, alguns sacerdotes (chamados babalawo (yoruba) e Bokono (ewe/fon).) foram levados para estes países, estando ligados às religiões Candomblé (Brasil) e Santeria através da Regla de Ocha (Cuba).

culto de Ifá é um sistema divinatório, empregado na África e nos países para onde foi disseminado para decisões de cunho religioso ou social. Utiliza três técnicas diferentes (OpelêIkins eMerindilogun), que têm em comum os Odú-Ifá, os signos.

As mulheres também podem ser iniciadas no culto, quando passam a ser chamadas apetebis(esposas de Orunmilá), mas os sacerdotes - babalawôs - sempre são homens heterossexuais, sendo vedado às apetebis jogar Opelê ou Ikins. O Merindilogun é o jogo dos OBAORIATES sendo permitido as mulheres a usarem o EKURÓ. As pessoas ebomis que não são iniciadas em Ifá usam o OBANIKA.

Culto de Ifá tem um rígido e complexo sistema de conduta moral relativo a seus adeptos, expresso no Odu Ikafun, onde surgem os dezesseis mandamentos de Ifá.

Os primeiros a escreverem sobre Ifá no Brasil, obras publicadas em português foram sacerdotes Umbandistas. W.W. da Matta e Silva, conhecido como Mestre Yapacani já descrevia em 1956 um dos inúmeros sistemas de Ifá em suas obras. Seus discípulos, Francisco Rivas Neto (Mestre Arapiaga) e Ivan H. Costa (Mestre Itaoman) escreveram, nos anos 90, obras descritivas sobre o oráculo.

COMPRENDENDO AS DETERMINAÇÕES ORACULARES
Existe uma distância enorme que separa a postura do homem religioso da postura do homem racional.
O religioso é aquele que busca a compreensão de tudo o que diz respeito aos dogmas, procedimentos ritualísticos, liturgias e filosofia de sua religião, o que o diferencia também do fanático, que aceita qualquer coisa sem compreender e sem contestar.
O homem racional não busca a compreensão e sim o resultado. Para ele a religião, seja qual for, é uma butique de milagresonde os resultados pretendidos devem ser obtidos e, invariavelmente, em curto prazo.
O que não pode ser provado em laboratório, o que não lhe trouxer um resultado prático e positivo é, para o racional, considerado obsoleto e, como tal, jogado na cestinha das bobagens sem utilidade. O homem racional é, em essência, um cético e ateu, por conta de nunca haver-se provado a existência de Deus “in vitro”.
Creio que esta introdução pode servir para responder, em parte, aos diversos questionamentos da maioria das pessoas, e, claro, a alguns de nossos amigos que a este lêem.
De forma mais objetiva, já que tratamos com pessoas confessadamente pragmáticas, ou seja, que considera o valor prático como critério da verdade, eu diria que quando se tira um Odu regente, o que se pretende na verdade é buscar, em Orunmilá, os aconselhamentos e orientações para que se possa proceder de forma a assegurar que tudo transcorra bem a partir da execução de determinados procedimentos, sejam eles religiosos ou posturais.
Somente as pessoas crentes no poder de Orunmilá podem aceitar as orientações daí decorrentes e, segundo as mesmas, participar dos ritos, observar as interdições, seguir os aconselhamentos e oferecer os sacrifícios propiciatórios e defensivos determinados.
Não sendo assim, de nada adianta “sacar-se” um Odu para saber dessas orientações, e não segui-las, ou obedecê-las, e assim NÃO se beneficiar das orientações por ele trazidas.
Temos o grave defeito (humano, congênito, cultural e Geográfico), de culparmos aos Orisá, pela não realização de nossos anseios.
Costumo dizer que Orisá lê a mente e o coração de todos nós, e o que a boca fala, às vezes, não é o que o coração e a mente executam. E daí provém a não execução de alguns desejos nossos.
Ou a demora da realização dos mesmos.
Ou o atendimento, mas não da forma que desejaríamos.
Devemos ter a consciência de que estamos aqui na Terra para aprender, para evoluir, para recebermos as benesses de Orisá, mas não de graça. Temos um dever, mas sempre queremos apenas os direitos.
E quase sempre relutamos em executar os deveres conforme as determinações de Orunmilá.
Temos a pretensão de achar que sabemos mais que Orunmilá, que Orisá, e constantemente “botamos queda de braço” com Eles.
Ledo engano…
Na grande maioria das vezes fazemos o que queremos e também constantemente contra as determinações do Oráculo.
Achamos que os sacerdotes, por serem humanos como nós, nada sabem.
Achamos que as impressões, por ele apresentadas, são de sua autoria.
O que normalmente não é.
E aí…pagamos caro…e normalmente com dor, pela nossadescrença.
E mesmo assim, relutamos em crer em nosso sacerdote, em suas determinações fornecidas por Esú.
E culpamos aos Orisá, por tantas coisas, que chega a ser ridículo as colocações.
Mas tudo devido a nossa incompetência, a nossa negligência, a nossa falta de confiança e na falta de .
Mas, como homem estudioso de minha Religião, um Sacerdote que busca constantemente uma melhor evolução religiosa, cultural e litúrgica, crente na sabedoria de Orunmilá, creio que as orientações que Ele me fornece para minha proteção e das pessoas pertencentes ao meu Egbe, através do Odu, funcionam, como tem funcionado até hoje de forma muitíssimo satisfatória, para aqueles que seguem essas determinações, e que têm em Orunmilá, e em Esu, como seus orientadores e mentores espirituais.
E reafirmo aos que lêm a este, que busquem dentro de si mesmos as respostas, baseadas nos ensinamentos de Ifá.
Busquem aprimorar-se como seres humanos, como pessoas que estão em busca não só de bem estar material, mas sim na busca de IWÁ (caráter).
Que assumam seus compromissos assumidos diante de Ifá, e deEsu, e cumpram-nos, para obterem assim as tão desejadas benesses materiais.
Não adianta querer, e não fazer.
Não adianta falar para o Mundo, e não sentir dentro de si mesmo.
Não adianta teimar, e não seguir as determinações.
Não adianta receber, e depois descumprir o assumido.
Não adianta… pois ninguém engana a Esu !!!
QUANDO SE DAR E QUANDO RECEBER
Um sábio passeava pelo mercado quando um homem se aproximou.
Sei que és um grande mestre – disse.
Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar algo que custa caro; devo ajudá-lo?
Se essa não é uma situação de emergência, aguarde mais uma semana antes de atender o seu filho.
Mas se tenho condições de ajudá-lo agora; que diferença fará esperar uma semana?
Uma diferença muito grande – respondeu o sábio.
– A minha experiência mostra que as pessoas só dão o real valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam.
Moral da história:
A vida freqüentemente nos ensina este ponto. Por isso é que muitas vezes as nossas orações demoram um pouco para serem atendidas.

REZAS PARA O JOGO DE BÚZIOS

Saudação para abertura do jogo, pelo sistema IFÁIFÁ OGBO
IFÁ OUÇA
OMÓ ENIRE OMÓ ENIRE
FILHO DE ENIRE, FILHO DE ENIRE
OMÓ EJÓ MEJI
FILHO DE DUAS COBRAS
TÍÍ SARE GRANRAN GANRAN LORÍ EREWE
AQUELE QUE CORREU RAPIDAMENTE SOBRE AS FOLHAS
AKERE FINU SOGBON
O PEQUENO QUE ESTÁ CHEIO DE SABEDORIA
AKONOLIRAN BI IYE KAN ENI
AQUELE QUE SOLIDARIZA CONOSCO
IBÁ AKODA
COMO SE FOSSE DE NOSSA PRÓPRIA FAMÍLIA
IBÁ ASEDA
SUA BENÇÃO, PRIMEIRO SER CRIADOR NA TERRA
OLOJO ONI IBÁ A RÉ O
SUA BENÇÃO, CRIADOR DO DIA DE HOJE
ASÉ ASÉ ASÉPARA SER REZADA A TERMINO DO JOGO, COM O OBJETIVO DE PASSAR A RESPONSABILIDADE AO CLIENTE, QUANDO ESTE RESOLVE NÃO TOMAR CONHECIMENTO DO LHE FOI DITO.
ORUKO AWON / ORISÍ IFÁ MIRAN
TOUÁ NIKE YORUBA TI O IÁ TO SI
ÒRÚNMÌLÁ MI ABIBÁ / OOBI UNLE OLOKUN
OLOKUN AWO UO MIPEObs.: acostumar-se a rezar após a saudação de abertura, antes de iniciar o jogo, pois com certeza, não terá esquecimento ao terminar, pois é muito comum acontecer de esquecer. Passe imediatamente a responsabilidade.
Jogo de BúziosORIGENS

Em todos os países do mundo numa época ou em outra surgiram e continuam a surgir formas de adivinhação algumas vezes chamadas de oráculos. O i-ching chinês é um oráculo assim como o tarot ocidental ou o jogo de búzios nigeriano. Enquanto o i-ching possui forte base pragmática, o tarot nos remete a conceitos mais românticos. Já o jogo de búzios é talvez o mais objetivo de todos. Imagina-se que este jogo esteja sempre ligado aos cultos afro, o que não é verdade. Isto se deve à forma como ele chegou ao Brasil trazido por sacerdotes yorubás no século XVIII. Na realidade, visto isoladamente, o jogo de búzios em pouco se difere de outros processos divinatórios. Ele é constituído de uma base onde se lançam pequenas conchas. Pela disposição destas conchas ou búzios, o olhador ou ledor, retira a resposta à pergunta formulada por ele mesmo ou por um consulente.

A LÓGICA DO JOGO

O grande humanista suíço C. G. Jung ao estudar os processos de adivinhação, desenvolveu a teoria da sincronicidade ou das coincidências significativas. Por esta teoria ao se tirar cartas, moedas ou em nosso caso, lançar búzios, tendo em mente uma certa questão, há uma interação entre a pessoa que faz o jogo, a formulação feita e a resposta que reside em algum ponto do espaço-tempo. Como tudo ocorre no mesmo instante o nome sincronicidade está bem aplicado.

A PRÁTICA

Uma forma bastante comum do jogo de búzios é a que utiliza uma peneira como base. Esta peneira estará coberta por um pano branco, em redor da peneira deverão ser colocadas as guias, que são colares de contas com as cores dos orixás, formando um círculo, em seu interior poderá conter outros objetos, que complementam a magia, moedas, pedras e outros amuletos que representam os orixás.

Orixá mais que um deus ou semi-deus, é a representação simbólica ou arquetípica de forças da natureza. Possuem representação humana o que é natural para a maioria dos povos (veja o caso dos deuses gregos), seus erros e virtudes. O equivalente na astrologia seriam os planetas revestidos de seus signos naturais.

Nesta peneira ou base equivalente, lançam-se 16 búzios, e ocasionalmente um extra chamado oxetuá (búzio de energia ou axé). Nos 16 búzios faz-se um furo nas “costas” de modo que ao ser lançado tenha igual chance de cair
Aberto (boca da concha para cima).
 Fechado (furo para cima).

Como em qualquer oráculo pode-se fazer qualquer pergunta. O ingrediente que aciona a sincronicidade é a crença, fé ou que nome se queira dar. A qualidade da resposta é muito mais uma função de quem joga do que do jogo propriamente dito.
Alguém disse que o erro não está na astrologia mas nos astrólogos. O mesmo se pode dizer do jogo de búzios. As melhores respostas são aquelas em que razão e intuição andam lado a lado. Os melhores adivinhos podem chegar a tal estado de perfeição que dispensam qualquer meio sejam eles cartas, moedas, mapas astrais ou mesmo búzios.
Naturalmente estes casos são muito raros. O normal é seguir as observações comprovadas ao longo de centenas de anos por estes magos.
O processo aqui descrito se baseia em regras muito claras na prática diária do jogo. A propósito não se deve confundir o nome jogo com algum tipo de brinquedo. O jogo de búzios é sério e para funcionar corretamente é preciso que se o leve a sério.
Não há absolutamente necessidade que o olhador ou o consulente pertençam a qualquer culto africano. É fundamental no entanto o respeito à força maior que orienta a “caída” dos búzios. Não há mágica, mas mistério. Não há superstição, mas crença. E esta fé neste poder superior é a mesma que move a ciência, a filosofia e a religião.

OS JOGOS DE BÚZIOS

Os jogos mais difundidos são :

a) – O jogo de Alafiá = 4 Búzios
b) – O Jogo de Odú = 16 Búzios
c) – O Jogo no Ketô = 16 Búzios
d) – O Jogo de Angola = 21 Búzios

E é possível 4 tipos de jogadas :

1. Indica o orixá de cabeça ( guia espiritual ou se você preferir o signo do indivíduo ) dados da potencialidade pessoal. As suas qualidades e estilo ficam como que mais acessíveis. E nada impede que um homem tenha o estilo de um orixá dito feminino e vice-versa.

2. Responde às perguntas cujas respostas sejam do tipo sim/não/talvez. Búzio aberto ( na astrologia se diz que há um aspecto favorável ). No caso de cair com o búzio fechado (na astrologia aspectos desfavoráveis), estes elementos não se apresentam impossíveis mas são situações desafiadoras.

3. Oráculo para qualquer pergunta ou questão mais complexa.

4. O jogador pode lançar qualquer número de búzios numa jogada pessoal, já que há pessoas que usam 21 búzios.

A INTERPRETAÇÃO

A interpretação da “caída” dos búzios se fundamenta na quantidade de búzios abertos e fechados e na relação que existe entre este número e determinados orixás. Em certos casos como a opção 1 é considerado igualmente o dia da semana em que o consulente nasceu, exatamente como no ocidente o Domingo é dia do sol (sunday), Sábado de Saturno (saturday) etc., cada dia da semana é regido por um ou mais orixás, conforme abaixo:

Segunda – Feira = Exu e Obaluaê.
Terça – Feira = Nanã, Oxumaré, Ogum.
Quarta – Feira = Xangô e Iansã.
Quinta – Feira = Oxóssi e Logun-Edé.
Sexta Feira = Oxalá.
Sábado = Iabás, Iemanjá, Oxum e Begês.
Domingo = Olorum e todos os Orixás.

Cada jogada se encerra com um quadro de chaves interpretativas, que dão margem a interessantes combinações. Não é raro acontecer “coincidências” incríveis.
Com o tempo e a prática você será capaz de intuir fatos que hoje seriam tidos como mágicos. É uma questão de pura dedicação. Inicialmente aproveite os quadros como se apresentam. Futuramente quem sabe você passe a utilizar seu próprio método.


OS ORIXÁS

Para facilitar o entendimento, adotaremos o jogo da Nação Ketô, com 16 Búzios
A quantidade de búzios abertos e fechados que caem na peneira, indica qual orixá está respondendo a pergunta do consulente e qual a sua mensagem.

Somente isto seria suficiente para qualquer tipo de interpretação, bastando para tanto saber as características de cada orixá (os nomes podem diferir entre as diversas nações de origem embora os atributos sejam os mesmos ).
Vejamos as caídas e as principais características arquetípicas dos orixás :

Os números à esquerda do “X”, representam a quantidade de “búzios abertos” e à direita a quantidade de “búzios fechados”.

00 X 16 = Caída neutra, deve ser repetida a jogada .
01 X 15 = EXÚ = Mensageiro neutro
02 X 13 = OGUM = Objetivo, prático e egoísta
03 X 14 = OBALUAE = Curioso, estudioso e preciso
04 X 12 = IEMANJÁ = Maternal, gentil e complacente
05 X 11 = OXUM = Bondoso, sensível e comunicativo
06 X 10 = EWÁ = Personalidade volúvel, confiante e temperamental
07 X 09 = OSSAIM = Cordial, diplomata e orgulhoso
08 X 08 = OXALÁ = Inteligente, sério, correto e lógico
09 X 07 = LOGUM = Sofisticado, culto e egocêntrico
10 X 06 = XANGÔ = Reservado, hábil e líder natural
11 X 05 = OXÓSSI = Jovial, romântico e imaturo
12 X 04 = IANSÃ = Extrovertido, franco e exótico
13 X 03 = NANÃ = Discreto, místico e cauteloso
14 X 02 = IBEJI = Infantil, volúvel, instável
15 X 01 = OBÁ = Ingênuo, honesto e tolerante
16 X 00 = OXUMARÉ = Enigmático, inteligente e astucioso

O RITUAL

Os búzios deverão ter sido deixados no sereno, em noite de lua cheia, num preparado com ervas de colônia, Santa Luzia, Saião, Elevante, Fortuna, Orepê, Seiva de alfazema, Açúcar com Epó de Oxalá e Macaça. Pela manhã, antes do sol nascer, deverão ser lavados com as ervas em água corrente e mel e deixados em descanso por algumas horas antes do jogo. O olhador, deverá estar de roupa clara, descalço e com as guias de seus orixás. Não deve beber ou fumar antes e durante o jogo. Deverá então pedir licença para o orixá que rege o dia da semana para abrir o jogo saudando todos os orixás, começando por “Exú ” e finalizando com “Oxalá”. Pedir a iluminação de “Ifá” pronunciando a seguinte oração em yorubá:

” Oduduá, Dadá, Orumilá
Babá mi Alari Ki Babá
Olodumarê Babá mi
Bakê Oshê
Bara Lonan
Kou Filé Babá mi
Emim Lo Shirê Babá
Ifá Benim Mojubaré
Ifá Orum Mojubaré
Exú Mojubá (Bater o pé direito tres vezes)
Okê Oxé
Ifá Agô
Ogum yê Patacori,
Jassy, Jassi “

Para se aprender a jogar Búzios não é necessário ser espírita ou frequentar candomblé, mas deverá ser iniciado nos “Segredos de Ifá”, que não é mais uma divindade ou orixá, “Ifá” representa o nosso “Eu” Interior, o “ID” de “Freud”. Então cultuar “Ifá” é cultuar a sí mesmo, isto é os nossos dons interiores, para encontrar o nosso bom “Iwá” (Destino). Porém sempre devemos pedir licença para “Exú”, que é quem detém para sí os bons e os maus caminhos.

O objetivo deste trabalho é transmitir um pouco da cultura esotérica Africana que é muito rica e pouco difundida. Somente o estudo dosOrixás , merece um capítulo à parte e sua mitologia é tão rica que não fica devendo nada à Mitologia Grega ou à qualquer outra cultura ocidental européia.

JOGO DE BÚZIOS POR ODUS
O ser humano sempre questionou o motivo de sua estadia sobre a terra e, principalmente ,o mistério que envolve o seu futuro. A insegurança e a curiosidade em relação ao futuro fez com que o homem tentasse, de diferentes maneiras prever o que lhe estava reservado, vindo a se precaver de todos os tipos de maléficos, como pôr exemplo, a má sorte, dificuldades amorosas, sociais, financeiras e outros, sendo assim o homem assegurava para si a certeza da efetivação dos diferentes acontecimentos benéficos.

Podemos encontrar muitos sistemas oraculares existentes com esta finalidade acima citada, não importando a origem dos sistemas nem a sua filosofia de estudo, aprendizado ou execução, todos se concentram em único significado que é encontrar os melhores métodos para prevenir ou ainda remediar situações maléficas, trazendo assim um alívio imediato para a pessoa e ou sua comunidade ou família.Quase todos os oráculos, independente de sua origem cultural, absorvem uma tendência a alguma tipo ou aspecto religioso, vindo sempre a sugerir ou indicar um certo tipo de ritual ou prática religiosa, de caracter e aspectos muito mais, ou ainda quase que completamente, místicos do que científicos.Em particular no Brasil, o sistema mais conhecido, pelo fato de sua ampla divulgação e fácil acesso a interpretação dos conhecimentos e execução é o jogo de búzios, que tem origens totalmente africanas, embora muitas das mesmas, feliz ou infelizmente, adaptadas ou ainda modificadas em nosso país. Mais especificamente falando essas origens não só são africanas como são de origem do culto à Òrúnmìlà, que nos permite exercer tal função através das interpretações dos Odù, esses estão totalmente ligados aos seres humanos e aos òrìsà, ou ainda podemos dizer que os diferentes Odù juntamente de Èsù e Ifá são os meios pelo qual o homem pode vir a ajustar e melhorar a sua vida terrena e espiritual.A nossa cultural assimila de forma notável os costumes de origem africana, que foram trazidos até nós pôr intermédio dos escravos e de maneira brutal e trágica durante diversos séculos.De maneira geral, podemos dizer que a música, a culinária, a maneira de agir e pensar do brasileiro demonstram de forma inequívoca a influência africana aqui exercida, que não poderia deixar de ser verificada também, na postura estabelecida por nós diante das religiões, quando independente de sua opção ou credo, adotamos sempre uma atitude pautada num certo profundo misticismo.Para o brasileiro e também para o africano, não cai uma folha de uma árvore sem que para isto não haja uma determinação espiritual ou um motivo de fundo religioso.As forças superiores a nós são sempre solicitadas para a solução de problemas do cotidiano, e seja qual for a religião cultuada pela pessoa, a prática da magia é sempre adotada em busca das soluções, mesmo que esta prática “mágica” seja mascarada pôr outro nomes em diferentes tipos de crenças.O presente trabalho consiste em ser uma proposta totalmente didática e básica ao conhecimento e estudo do oráculo africano ligado ao oráculo dos búzios, que é feito através da interpretação dos segredos contidos nos diferentes Odù.

Qualquer pessoa pode aprender e conhecer o oráculo dos búzios africano, que nada mais é do que conhecer os segredos contido nos Odù, porém somente os iniciados e consagrados podem realmente ter acesso a prática do oráculo.

Os Odù demonstram as diversas tendências da pessoa e dos acontecimentos que surgirão na vida da mesma, os Odù podem também estar direta ou indiretamente ligado aos sonhos, devendo sempre o sacerdote perguntar ao consulente a respeito de sonhos recentes a data da consulta, e no instante em que o consulente estiver descrevendo o/os sonhos deve-se prestar bastante atenção, pois podem apresentar-se diversos detalhes em comum entre os sonhos e estes poderão ajudar na solução do problema da pessoa, seja na criação de um ebo ou em atitudes a serem tomadas.

Os odù que utilizamos para o oráculo dos búzios é a interpretação dos 16 principais odù, que nada mais são do que 16 caminhos interligados um com o outro, ou seja o primeiro caminho está interligado com todos os demais 15, e é pôr este motivo que em, determinadas situações não é somente um odù que se apresenta para resolver o problema da pessoa, ou seja aquele determinado problema está sendo causado pôr diversos motivos, sendo assim o mesmo exige diferentes soluções, porém todas interligadas.

Quando agora a pouco comentamos que o oráculo dos búzios é a interpretação dos 16 principais odù, estamos realmente afirmando que estamos estudando referente os 16 primeiros e principais odù enviados à terra pôr Òrúnmìlà, e que desses 16 principais foi dado origem à 256 omo odù (odù filhos), e que hoje já podemos dizer que existem cerca de 4098 odù do método de interpretação de Ifá.

Todo odù está ligado a diversos òrìsà, porém aquele òrìsà que se apresentar primeiro em um determinado odù, será ele um dos responsáveis direto à solucionar o problema do consulente.

Abaixo iremos relacionar os 16 principais odù que começaremos a estudar com mais afinco:

1. ÒKÀNRÀN

2. EJÌOKO ou OYÈKÚ

3. ÉTAÒGÚNDÁ ou ÌWÒRI

4. ÌROSÙN

5. ÒSÉ

6. ÒBÀRÀ

7. ÒDÍ

8. EJÌONÍLE ou EJÍOGBÈ

9. ÒSÁ

10. ÒFÚN

11. ÒWÓNRÍN

12. EJÍLÀSEGBORA ou ÒTÚRÁ

13. EJÍOLOGBÓN ou ÒTÚRÚPÒN

14. ÌKÁ

15. OGBÈÒGÙNDÁ ou ÒGÙNDÁ

16. ÌRÈTÈ ou ALÁFIA

Esses últimos quatro odù são muito pesados quanto ao seu lado negativo devendo sempre tomar muito cuidado na sua interpretação, e principalmente na criação e execução de seus ebo, até mesmo o 16º odù que normalmente traz notícias esplendidas e excelentes, vindo aparecer em um determinado jogo em uma situação negativa pode passar a trazer um recado muito perigoso ao consulente.

Esses quatro últimos odù estão completamente ligados à feitiços, doenças, tragédias, dramas, etc., porém os mesmos também podem se apresentar de maneira completamente positiva, podendo depender também da combinação dele com os demais e da sua colocação e situação no jogo em questão Existe também aqueles odù que podemos chamar de confirmativos, que são os odú 4, 6, 8, 10 e 12, porém é de nossa inteira obrigação mencionar que esta observação depende não só da situação, colocação e combinação no jogo, mas também da ligação do sacerdote com Ifá referente esses odù e suas interpretações em relação ao sistema divinatório, pois Ifá com certeza sabe o que se passa na cabeça do sacerdote e do consulente no momento da pergunta para assim poder fornecer a sua devida resposta.

Deve-se ter no momento do jogo toda uma concentração e total interação com os elementos que determinam o mesmo, isto feito com certeza o sacerdote alcançara a sensibilidade de visualizar e pressentir no decorrer do jogo quando que realmente um odù traz um recado de solução do problema da pessoa através de caminhos de ebo ou qualquer outro tipo de sacrifício, alguns problemas que surgem na vida das pessoas estão realmente marcados para acontecerem, e se fizermos alguns trabalhos para modificarmos o rumo da situação poderemos fazer com que o consulente venha a ser prejudicado no futuro, pôr isso a importância de se cultuar o orì, muitas vezes, diríamos até na maioria dos casos vale-se muito mais um egborì (cerimonia de adoração a cabeça) do que um ebo, adímu ou etutu.

Texto extraido do Livro: Búzios a Interpretação dos Segredos
Autores: Nelson Pires Filho e Fábio Escada
Ed. Madras
O JOGO DE BÚZIOS
Como será meu dia de amanhã?Se eu fizer o que pretendo, qual será o resultado?Desde que o mundo é mundo que o homem tem necessidade de saber algo sobre o seu futuro. Dentro do Candomblé, a modalidade do jogo de búzios é a mais conhecida (O búzio é uma concha do mar encontrado em praias litorâneas).O jogo de búzios é um aprendizado de conhecimentos preciosos em que a memória exerce um papel muito importante, ou seja, é lá na memória ou cabeça, que se vai guardar uma enorme série de histórias, lendas e caídas que decifram, segundo a tradição yorubá, a vida de uma pessoa.Na Nigéria, o jogo de búzios recebe o nome de Merindilogún, ou seja, o “JOGO DOS DEZESSEIS”. O processo do jogo de búzios consiste no seguinte: Os búzios são lançados sobre uma toalha ou peneira conforme a nação daquele Babalorixá ou Yalorixá que está jogando. A posição em que os búzios caem é que dará as indicações necessárias solicitadas pelos consulentes. Portanto, cabe ao Babalorixá ou Yalorixá interpretar as caídas e passar para os consulentes as mensagens do jogo.O intermediário do Merindilogún, ou seja, desta forma de jogo, não é Ifá; e sim, Exu. Ifá tem a sua modalidade particular de jogo. Diz uma lenda que apenas Exu tinha o dom da adivinhação. Mas, a pedido de Orunmilá, Exu transmitiu seus conhecimentos a Ifá e em troca Exu recebeu o privilégio de receber sempre em primeiro lugar as oferendas e sacrifícios antes de qualquer outro orixá.Diz ainda que Oxum era a companheira de Ifá e os homens lhe pediam constantemente que respondesse às suas perguntas. Oxum contou o caso a Orunmilá que concordou que ela fizesse a adivinhação com a ajuda de 16 (dezesseis) búzios. Porém, as respostas seriam indicadas por Exu. Exu, então, voltou à antiga função, ou seja, a de responder às perguntas de Oxum. Depois disso, por espírito de vingança, Exu passou a atormentar com mais raiva os filhos de Oxum.Na verdade, o jogo de búzios é o instrumento de maior consulta constante do Babalorixá ou Yalorixá, pois é através dele que ele(a) irá dirigir diversas situações dentro da casa de orixá.No começo do aprendizado do jogo de búzios, segundo a tradição, começa-se a jogar com 04 (quatro), 08 (oito) e depois os 16 (dezesseis) búzios. Mas, vamos nos deter aqui no jogo de 04 (quatro) búzios, também chamado de “Jogo de Confirmação”.

O Jogo de Confirmação, como relatei, é formado por 04 (quatro) búzios. Esta modalidade é usada como o próprio nome sugere, para confirmar caídas feitas anteriormente com os outros búzios, ou ainda, esta forma de jogo é usada para se obter respostas rápidas dos orixás, por exemplo:

04 (quatro) búzios abertos significa “tudo ótimo”
03 (três) búzios abertos e 01 (um) fechado significa “talvez”, ou seja, poderá dar certo ou não o que seperguntou
02 (dois) búzios abertos e 02 (dois) fechados: a resposta é afirmativa; “tudo bem”
03 (três) búzios fechados e 01 (um) aberto: a resposta é “não”, ou seja, “negócio não realizável”
Agora, se todos os 04 (quatro) búzios caírem com as 04 (quatro) partes fechadas para baixo significa que não se deve insistir em perguntar o que se quer saber, pois além de ser nula esta caída, ela vem acompanhada de “maus presságios”.

Além disso, este Jogo de Confirmação ou Jogo dos 04 (quatro) Búzios também é chamado de “Jogo de Exu”, porque segundo alguns antigos Babalorixás, quem responde nesse jogo é Exu, pela precisão e rapidez nas respostas.

ODÙ
A palavra odù vem da língua yorubá e significa “destino”. Portanto, odù é o destino de cada pessoa.

O destino é, na verdade, a regra determinada a cada pessoa por Olodumaré para se cumprir no àiyé, o que muitos chamam de missão. Esta “missão” nada mais é do que o odù que já vem impresso no ìpònrí de cada um, constituído numa sucessão de fatos, enquanto durar a vida do emi-okán ou espírito encarnado na terra.

Enquanto a criança ainda não nascer, ou seja, enquanto ela permanecer na barriga de sua mãe, o odù ou destino desta criança ficará momentaneamente alojado na placenta e só se revelará no dia do nascimento da criança.

Cada odù ou destino está ligado a um ou mais orixá. Este orixá que rege o odù de uma pessoa influenciará muito durante toda a vida dela. Mas, nem por isso ele será obrigatoriamente o orixá-ori, ou “o pai de cabeça” daquela pessoa, ou seja, o orixá-ori independe do odù da pessoa. Vejamos um exemplo: um omon-orixá de Yansã que tenha no seu destino a regência do odù ofun (que é ligado à Oxalá), essa pessoa terá todas as características dos filhos de Yansã: independentes, autoritários, audaciosos. Mas, sofrerá as influências diretas do odù ofun, trazendo portanto para este filho de Yansã, lentidão em certos momentos da vida. Situação esta desagradável para os filhos de Yansã, que tem a rapidez como marca registrada.

Os odùs ou destinos são um segmento de tudo que é predestinação que existe no universo, conseqüentemente, de todas as pessoas.

Os odùs, além de serem a individualidade de cada um, também são energias de inteligências superiores que geraram o “Grande Boom”, a explosão acontecida a milhares de anos no espaço que criou tudo.

Dentro de um contexto específico(pessoal ou social) em nosso planeta esses odùs podem seguir um caminho evolutivo ou involutivo, por exemplo: existe um odù denominado de odi. Foi Odi que em disfunção gerou as doenças venéreas e outras doenças resultantes de excessos e deturpações sexuais. Traz em sua trajetória involutiva a perversão sexual e é ainda através desse lado involutivo de odi que acontece a perda da virgindade e a imoralidade.

Porém, como expliquei, existe o lado evolutivo e o próprio odù odi citado aqui em nosso exemplo possui características boas e marcantes como: caráter forte e firme e tendência a liderança.

Na verdade, são os odùs que governariam tudo que está ligado a vida em todos os sentidos.

Abaixo, relaciono os 16 (dezesseis) principais odùs e seus orixás correspondentes:

ODÙ
ORIXÁ
1.Òkànràn Exu
2.Éji Òkò Ogun e Ibeji
3.Étà Ògúndá Obaluaiye e ainda Ogun
4.Ìròsùn Yemanjá
5.Òsé Oxum
6.Òbàrà Oxossy, Xangô, Yansã e Logun-Edé
7.Òdì Exu, Omolu
8.Éjì Onílè Oxaguian
9.Òsá Yemanjá e Yansã
10.Òfún Oxalá
11.Òwórín Yansã e Exu
12.Èjìlá Seborà Xangô
13.Éjì Ológbon Nanã
14.Ìka Oxumarê
15.Ogbègúndá Obá e Ewa
16.Àlàáfia Orunmilá

UM BREVE RELATO E EXPLICAÇÕES

O que é Odú?

Odú é um presságio de um momento do passado ou do presente que poderá alterar ou não um futuro ora, inexistente. O Odú traz em seu conteúdo uma gama de informações sobre uma pessoa, local, situações diversas ou política. Odus são 401 titulares e mais 1200 “omó-odú (sub-Odús)

Quem pode lidar com Odú ?

Lida com Odú somente sacerdotes (Babáolorisás e Yialorisás), Ologbôs, YialéMolés, Oluwôs, Baabalawôs, Ojés, Alagbás e Alapinis. – Todos devem ter esses “graus” comprovados.

A Origem do Odú

O Odú é um termo africano do dialeto Yorubá e Fon que determina o DNA espiritual de uma pessoa ou local e situação. Tem sua origem na própria criação do mundo e muitos deles não tiveram sua origem na terra. Foi a forma técnica que os sacerdotes das tribos africanas encontraram para decodificarem os enigmas e os segredos do universo e do ambiente que os cercava.

O Jogo-de-Búzios e os Odus correspondentes a eles foi instituido por Oduduwá, que investiu um sacerdote chamado SETILU, o qual entronizou a divindade Orúnmilá ou Baba Elérin Ipin que significa “O Céu me fala” ou a Fala do Céu. Setilu então, estebeleceu as regras da leitura desse jogo que passou a se chamar IFÁ, na realidade o verdadeiro nome de Setilú. Setilu criou sacerdotes, especialistas na leitura desses jogos, a quem chamamos de Babalawô, ou seja “pai, senhor dos mistérios e segredos”. E somente os babalawos fazem a leitura dos jogos. Oduduwa tendo o conhecimento do jogo de “perguntas e respostas” (Urim e Purim) dos hebreus, adaptou-o ao sistema africano e codificou-o para entregar o segredo a Setilú, tanto no sistema de “Opélé Ifá”, como Ení Ifá e Fu-Fú. Estebeleceu-se imediatamente os dois tipos de leituras que seriam passados às gerações furutas com o nome de Ifá Igbá Ilá e Ifá Obé Keruáti.

Como de divide um Odú ?

O Odú se divide em duas partes: Pupa (vermelho) e Funfun (branco) – Ou ainda em positivo ou negativo. Ambos, Pupa e Funfun se alternam no posicionamento, invertendo suas posições. Isto significa que o Odú que hoje está Pupa, amanhã ou na semana que vem poderá estar Funfun.

Como responde um Odú ?

O Odú responde através do Jogo-de-Búzios (16 búzios) mediante suas “caídas” na peneira ou toalha de jogo. O Odú tanto usa os búzios como as castanhas de Ifá (8 metades) conhecida por Opelé Ifá.

A Técnica e desmembramentos dos Odús

O conhecimento do Odú é extremamente técnico e demanda conhecimentos profundos de cálculos, dotações psíquicas, vivência e uma boa escola iniciática.

Como se propicia um Odú ?

Propicia-se um Odú fazendo-lhe oferendas diversas que variam do conhecimento de cada sacerdote ou especialista. Nunca se despacha um Odú – mesmo ele sendo negativo.


Dados e Origens técnicas do Odús

Por Eduardo Fonseca Júnior – Maio 2008

Sendo o Odú uma espécie de inteligência natural (terrena e extra-terrastre), e as vezes artificial, porém inteligência, possui uma gama de informações e poderes muitas vezes capazes de provocar fenômenos que alteram relevos locais e conseqüentemente a vida de cada habitante deste mesmo local. Em conseqüência os Odus pessoais são alterados e têm que ser tratados ou propiciados. Desta forma passamos a descrever os meandros e os chamados “Segredos dos Odus”.

Os Odus estão ligados à álgebra linear e espaços vetoriais. Os Odus estão ligados à dimensões tais como R1 – Linha Reta, R2 – Linha Plana, R3 – Dimensão de Volume, ou seja visão humana e R4 Quarta Dimensão ou quarto espaço ou seja, aquela que a visão humana não alcança, mas a matemática confirma a sua existência, seguindo-se R5 até o infinito. Odú é matemática exata.

Como os Odus transitam preferencialmente nas faixas do ultravioleta e do infravermelho, os comprimentos dessas ondas de luz tornam suas formas ou figuras perceptíveis a visão animal. O comprimento de ondas de luz estabelece-se entre o visível, o ultravioleta e infravermelho.

A tese da existência evidente dos Odus prende-se aos fatores do Percebível, do Visível e do Invisível, tornando a Teoria da Interação Inter-Elementar, incontestável e possível. Daí que, se a física quântica prevê que no ESPAÇO inexiste o fator tempo vez que o ontem e o amanhã estão aqui, no agora.

O Odú portanto, é formado por substâncias químicas como água, carbonatos, nitratos, sulfatos, compostos de carbono e amido. Aliás o amido é uma substância química constantemente usado nas oferendas (ebós), aos Odus nos candomblés brasileiros nas formas do milho branco (acaçá), e milho vermelho (axóxó), a água está presente em quase todas as oferendas aos Odus, o potássio, na banana (Obé-jokô), o carbonato que é o cálcio no leite (mungunzá) e outros.

Assim, os elementos químicos geradores de substâncias como nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, carbono, sódio, cálcio, ferro e zinco, estão presentes na ritualística dos Odus e no dia-a-dia da prática das casas de orixás. Portanto, longe de serem fantasias criadas por seus praticantes, o ritual dos Odus é um conhecimento técnico de química e física quântica que precede em muito a existência de Isaac Newton. Portanto, válido!

Esta técnica do conhecimento do jogo de Odús propicia o conhecimento e nos prova que existe a interligação entre os Odús (caminhos de Odú) os quais promovem uma mutação gerando outros elementos, “sub-odús” e mesmo Odús. Assim como no decaimento radioativo, o urânio decai para tório e com o decaimento do césio libera-se prótons, nêutrons ou seja ENERGIA pura concentrada, o “caminho de Odú” transita da mesma forma liberando Energia pura concentrada.

E por assim ser, concentrada, as oferendas de Odús são pequenas sem qualquer suntuosidade ou luxo, porém densas de energia, pois a densidade é igual à massa sobre o volume, ou seja, a densidade é inversamente proporcional ao volume. Quanto maior o volume, menor será a densidade e vice-versa. Quanto a isto ouvimos de uma sacerdotisa Ijexá (na Nigéria) a seguinte explicação: Odú jé Oluabi tabi Oluikú! – (Odú é O Senhor da Vida ou O Senhor da Morte).

ODÚS E SEUS CAMINHOS

O que é um Caminho de Odú ?

É a sequência que ele faz em direção a outro Odu (vide setinhas na tabela abaixo) e com este se completa.

O que mais há de se saber sobre cada Odú ?

O seu histórico – suas oferendas – seus nome correlatos – seus caminhos – e muito mais.

O que é a disfunção de um Odú ?

A disfunção de um Odu acontece quando ele precisa ajudar as pessoas e estes não sabem ou não cuidam. Aí as patologias psíquicas começam a aparecer em razão da disfunção do arquétipo do Odú. – E por falar nisto, Odú é uma comprovação do cérebre psicanalista Carl Jung (Teoria Junguiana) em termos de funções ou disfunções arquetípicas.

1 ODIN OSSÁ 69 OKÔNRON-MERIN -(69=6)
2 EJÍOKÔ 70 OFU-MERIN -(70=6)
3 ETÁ OGÚNDÁ 71 ODIKASSAN-MERIN -(71=6)
4 LOBOMALÉ  OSSÁ 72 EKEFÁ-MERIN -(72=6)
5 OXETURÁ  ODIN  OFU 73 IROSUN-MERIN -(73=7)
6 OBARÁ  EJONILE 74 OBARÁ-KÉ-MERIN -(74=7)
7 OFU  IKÁ  ODIN 75 ARUN-DILA-DORUN-MERIN -(75=7)
8 EJONILE  OSSÁ  OBARÁ 76 ADORIN-EFÁ-MERIN -(76=7)
9 OSSÁTURA BESSÁ  OROSSUN 77 ADORIN-EJE-MERIN -(77=8)
10 EDINEJÉ  OFU 78 ADORIN-EJO-MERIN -(78=8)
11 OBIOROSSUN  OKARAN OBARAXÉ 79 ADORIN-META-MERIN – (79=8)
12 OULASAN OLAXÉ  HOUNXE 80 OGORIN-MARUN-MERIN -(80=8)
13 ETALA-METALA  EJÍ OLOGBOHUN 81 OGORIN-OKAN-MESAN-MERIN-(81=9)
14 IKÁ  OUDAN MERILÁ 82 OGORIN-MEJÍ-MESAN-MERIN-(82=9)
15 ORÉ-BABA-DAJÁ 83 OGORIN-META-MESSAN-MERIN-(83=9
16 ORIGBÁ 84 OGORIN-MERIN-MESSAN-MERIN-84=9
17 ODIN  OTUBI 85 OGORIN-MARUN-MEWÁ-MERIN-(85=10)
18 OWARIN  BEOFUN (18) 86 OGORIN-MEFA-MEWÁ-MERIN-(86=10)
19 OYEKÚ MEJÍ -(19=2) 87 OGORIN-MEJE-MEWA-MERIN-(87=10)
20 MEJÍ-MEJÍ  OKARAN -(20) 88 OGORIN-MEJO-MEWÁ-MERIN-(88=10
21 OGÚN-DA-MEJÍ -(21) 89 OGORIN-MESAN-OKANLA-MERIN (89=11)
22 OGÚN-DA-MASSÁ – (22) 90 ADONRUN-MOKANLA-MERIN-(90=11)
23 EJÍLÁ -(23=4) 91 ADONRUN-ENI-OKANLA-MERIN-(91=11)
24 AJÉ MERINLÁ-(24=4) 92 ADONRUN-MEJÍ-OKANLA-MERIN-(92=11)
25 OXÉ XALUNGA  OBARÁ 93 ADONRUN-META-MEJÍLA-MERIN -(93=93)
26 OBARÁ MEJÍ – (26=5) 94 ADONRUN-EKERIN-EUE-MERIN-(94=93)
27 OKÔNRON MEJÍ -(27=6) 95 ADONRUN-EKERUN-EJÍLA-MERIN-(95=12)
28 OBARÁ KÉ-(28=6) 96 ADONRUN-EKEFÁ-EJÉ-MERIN-(96=12)
29 OUTUBÉ KÔNTAN -(29=7) 97 ADONRUN-MEJE-ETALA-MERIN (97=13)
30 ODI-KASSAN -(30=7) 98 ADONRUN-EKEJO-ETALA-MERIN-(98=13)
31 AWORI-MEJÍ -(31=8) 99 ADONRUN-EKESAN-METALA-MERIN-(99=13)
32 EJOIKU OLUWÁ-MEJÍ-(32=8) 100 OGORUN-ETALA-METALA (100=13)
33 OSATURA-BESSÁ  OBARAXÉ(33=9) 101 OGORUN-EKINI-EKERINLA-MERIN-(101=14)
34 EJÍLÁ  OTUN -(34=9) 102 OGORUN-EKEJÍ-EKERINLA-MERIN(102=14)
35 OFÚ-SAKPATÁ -(35=10) 103 OGORUN-EKETA-EKERINLA-MERIN-(103=14)
36 OSSÁ-MEJÍ -(36=10) 104 OGORUN-EKERIN-EKERINLA-MERIN-(104=14)
37 OLOGBÓN-MEJÍ -(37=11) 105 OGORUN-EKERUN-MEDOGÚN-MERIN-(105=15)
38 BEOFUN -(38=11) 106 OGORUN-EKEFA-MEDOGÚN-MERIN -(106=15)
39 OULASAN-OULAXÉ MEJÍ (39) 107 OGORUN-EKEJE-MEDOGÚN-MERIN -(107=45)
40 ORETÉ-MEJÍ -(40=12) 108 OGORUN-EKEJO-MEDOGÚN-MERIN -(108=46)
41 OTURÁ-MEJÍ -(41=13) 109 OGORUN-EKESAN-EKERINDILOGÚN-(109=16)
42 ETALÁ-MEJÍ -(42=13) 110 OGORUN-EKEWA-OLO-EKERINDILOGÚN-(110)
43 OSSÉ-MEJÍ -(43=14) 111 OGORUN-OKÔKANLA-OLO-ERINDILOGU-(111)
44 OBÉ-JOKÔ -> IKÁ (44) 112 OGORUN-EKEJÍLA-OLO-ERINDILOGÚN-(112)
45 ORANGÚN-MEJÍ (45=15) 113 OKANKAN-ENI-ODIN-EKEJO-(113=17)
46 ORÉ-MEJÍ (46=15) 114 MEJÍ-MEJÍ-OKARAN-EKEJO-(114=1)
47 ORIGBÁ-MEJÍ (47=16) 115 META-META-OWARIN-EKEJO-(115=1)
48 EKÁ-MEJÍ (48=16) 116 MERIN-MERIN-OTUBI-EKEJO-(116=1
49 OWARIN-MERIN (49=1) 117 MARUN-MARUN-OKÔRINÁ-EKEJO-(117=1)
50 ODIN-MERIN (50=1) 118 MEFA-MEFA-OBORINÁ-EKEJO-(118=1)
51 OKARAN-MERIN (51=1) 119 MEJE-MEJE-OTA-ORIXÁ-EKEJO-(119=1)
52 OTUBI-MERIN (52=1) 120 MEJO-MEJO-OLUABI-EKEJO-(120=1)
53 OYEKÚ-MERIN (53=2) 121 MESAN-MESAN-DJEDJE-EKEJO-(121=19)
54 EJÍOKÔ-MERIN (54=2) 122 MEWA-MEWA-SHIGUIDI-EKEJO-(122=2)
55 OUDON-MERILÁ-MERIN (55=2) 123 MOKANLA-MOKANLA-ABIKÚ-EKEJO-(123=19)
56 TOSSÁ-EJÍ-MERIN (56=2) 124 MEJÍLA-MEJÍLA-IRUN MALÉ-EKEJO-(124=2)
57 IWORI-MERIN (57=ONI=3) 125 METALA-METALA-TOHOSSU-EKEJO (125=2)
58 OGÚN-DA-MEJÍ-MERIN (58=3) 126 MERINLA-MERINLA-IBIEMI-EKEJO (126=2)
59 OGÚN-DÁ-MERIN -(59=3) 127 MEDOGÚN-MEDOGÚN-TOSSÁRI-EKEJO(127=2)
60 OGÚN-DA-MASSÁ-MERIN -(60=3) 128 MERINDILOGÚN-IBYINKA-EKEJO- (128=2)
61 OSSÁ-MERIN -(61=4) 129 METADILOGÚN-GÚLACAIE-EKEJO (129=3)
62 AJÉ-MERILÁ-MERIN -(62=4) 130 MEJÍDILOGÚN-OXIN IMOLÉ-EKEJO(130=3)
63 LOBOMALÉ- MERIN -(63=4) 131 MOKANDILOGÚN-OGAGÚN-EKEJO -(131=3)
64 EJÍLÁ- MERIN -(64=4) 132 OGOGÚN-ONIRÉ-EKEJO- (132=3)
65 OBARÁ-MERIN – (65=25) 133 EKETA-ORITÁ METÁ-EKEJO-(133=3)
66 OTURÁ-MERIN – (66=5) 134 EKERIN-AKIRUN-EKEJO – (134=3)
67 OXETURÁ MERIN -(67=25) 135 EKERUN-ALARÁ-EKEJO -(135=3)
68 MARUN-MERIN -(68=5) 136 EKEFE-ELEMOLÁ-EKEJO -(136=3)

O Jogo com Búzios(conchas marinhas) constitue uma das artes divinatórias mais antigas do mundo, de origem africana, ele deriva do jogo de Ifá, Ifá é o Orixá da Adivinhação, cujo instrumento é conhecido como opelé de Ifá, sendo constituído de nozes de dendê, unidas em um fio ou corrente, formando um colar, o jogo de Ifá é uma arte exclusivamente masculina, sendo seu aprendizado extremamente longo, cerca de sete anos, é também acompanhado de muitas formas de rituais específicos, além de exigir uma memória excepcional por parte do iniciado para poder decorar todas as lendas referentes às caídas numerológicas do jogo, que atingem um total de 256 destinos ou odus.

Já o Jogo de Búzios pode ser manipulado tanto por homens, como por mulheres, devidamente preparados após um bom tempo de estudos e orações específicas para tanto, sendo que o “olhador de búzios” deve ser de preferência, iniciado da Umbanda ou Candomble, e possuir um vasto conhecimento dos Orikis e “Personalidade” dos Orixás, que “falam” através de cada Odú.

O desmembramento do jogo de búzios é bem mais simples, em comparação ao jogo de Ifá, resumindo um total de apenas dezeseis Odús, sendo que estes Odús podem estar na forma positiva ou negativa, devendo o sacerdote saber reconhecer através de jogos complementares essas tendências(+ ou -), revelando-as ao consulente. No caso das tendências serem negativas, procurar através conselhos e orientações, que o consulente faça mudanças necessárias no próprio comportamento, podendo auxilia-lo ainda através orações e rituais específicos.

Cada Odu, isto é cada combinação de caídas dos búzios, abertos ou fechados, trás consigo, um ou vários Orixás, ali representados numerológicamente, os Odús são:

Okaran – 01 búzio aberto
Eji Okó – 02 búzios abertos
Etá Ogundá – 03 búzios abertos
Irosun- 04 búzios abertos
Osé – 05 búzios abertos
Obará – 06 búzios abertos
Odí – 07 búzios abertos
Eji Onilê – 08 búzios abertos
Osá – 09 búzios abertos
Ofum – 10 búzios abertos
Oworin – 11 búzios abertos
Eji lasebôrá – 12 búzios abertos
Eji Ologbon – 13 búzios abertos
Ika – 14 búzios abertos
Ogbegundá – 15 búzios abertos
Aláfiá – 16 búzios abertos

Cada Odú, destino, caída, tem aspectos positivos e negativos, devendo o sacerdote saber reconhecer através de jogos complementares essas tendências, revelando-as ao consulente. No caso das tendências serem negativas, procurar através conselhos e orientações, que o consulente faça mudanças necessárias no próprio comportamento, auxiliado ainda por orações e rituais específicos.

Existem sacerdotes que trabalham também com a numerologia da data do nascimento,(forma não ortodoxa de Jogo, já que os antigos, não faziam contas para o oráculo)você perceberá, pois ele irá perguntar a data do seu nascimento e começará a fazer as contas para determinar o Odu de nascimento da pessoa. Na verdade esta numerologia dispensa o “jogar os búzios”, usando apenas o significado numérico de cada Odú.
Exemplo: uma pessoa que nasceu em 09 de Fevereiro de 2011

09/02/2011 desmembramos em duas colunas e somamos:

0 9
+ 0 2
2 0
1 1
3 12 3+12=15 12+15=27 2+7=9

Cabeça = 03 – Pés = 12 – Esquerda = 15 Direita = 9

A Soma da Primeira Coluna representa a “cabeça” da pessoa, o que dita a personalidade, no caso 3 que corresponde ao Odú Etá Ogundá(03).
A soma da segunda coluna representam os “pés” e falam dos cuidados que se teve ter para o futuro devido aos aspectos negativos do Odu Eji Lasebôrá(12).
A soma da das duas colunas colunas representam aquilo que pode prejudicar a pessoa, no caso qualidades negativas do Odu Ogbegundá(15).
A soma da dos “pés” com a soma das duas colunas anteriores é a síntese do que reserva o futuro, ou seja 15+12=27 reduzimos quando o resultado for superior a 16 então 2+7=9 revelando o Odú Osá(09).

Resultado 03 significa que a pessoa possui uma personalidade forte, corajosa, dinâmica e determinada.
(03) Etá Ogundá, deve ter cuidado para que essa força, coragem, dominância e excesso de confiança não se volte contra si próprio.
(12)Eji Lasebôrá alerta para problemas com vícios, principalmente jogos, drogas, bebidas, e promiscuidade. (15) Ogbegundá, alerta que, se não manter o equilíbrio poderá perder tudo na vida, fala de cuidados com as pernas, com perdas e brigas.
(09) Osá vem alertando para problemas psicológicos, depressão e doenças na região abdominal.

Existe também o jogo simples, com apenas quatro búzios, que fornece respostas simples como:
Sim, Não, Analisar Melhor,Auspicioso e Desastroso. Neste jogo com quatro búzios, quem responde diretamente é o Orixá Exú, sendo uma forma simples de contato do devoto com o seu Orixá, via Exú.

Minha intenção nesta postagem é dar uma noção às pessoas de como funciona este Oráculo e também de fazer um ALERTA, pois existem “sacerdotes” que prometem coisas absurdas, e cobram preços exorbitantes por pseudo trabalhos e consequentes resultados.

Não faço ou prometo coisas que independem de mim e deixo claro que este é o meu ponto de vista, e que está de acordo com a minha consciência.

Cobrar um jogo de búzios, Tarô ou Baralho Cigano, é coerente por ser um conhecimento técnico, você compra livros, baralhos, etc, investe horas em estudos e cursos, agora cobrar trabalhos “espirituais” e prometer e garantir uma situação que independe da nossa vontade, mas do Plano Maior, ao meu ver não se justifica. Lembre-se que podemos até pagar o “sacerdote” mas não podemos “comprar” Deus!

Axé, Mojubá

Jogo de Búzios – um diálogo com seus orixás

Muitas pessoas desconhecem a função doJogo de Búzios e não imaginam que os orixás “falam” conosco através da interpretação feita pela mãe de santosobre as caídas dos búzios.

Descobrir seu orixá através do jogo de búzios

As pessoas tem o hábito de realizarsimpatias e oferendas sem antesconsultar o oráculo.

Sem a consulta não há como avaliar o impacto dos trabalhos realizados no plano espiritual, causando muitos problemas a pessoa que realizou o trabalho como as outras pessoas possivelmente envolvidas, como no caso das amarrações de amor.

Assim; feito as cegas, sem consulta ao oráculo, a amarração de amor, o trabalho de cura de doença,  o trabalho para prosperidade financeira, ou outrotrabalho espiritual qualquer nunca apresentará um bom resultado porque as energias estão sendo usadas incorretamente.

Devo consultar o Jogo de Búzios antes de realizar um trabalho espiritual?

Sim, o melhor caminho para obter resultados satisfatórios com um trabalho espiritual é fazendo uma consulta ao oráculo (Jogo de Búzios) para informar sobre o tipo de trabalho que deve ser feito e as perspectivas de sucesso que se pode esperar.

Muitos trabalhos espirituais não funcionam, ou demoram muito a se concretizar,  porque a pessoa ignorou o trabalho correto que deveria ser feito.

Feitiços enviados contra a pessoa, carregos de santo,  trabalhos feitos contra nós nunca serão descobertos até que se faça a consulta ao Jogo de Búzios que indica também banhos de descarrego e limpezas espirituais que devemos fazer em nossas casas, ebós, etc.

oráculo nos traz os recados dos orixás e aponta as falhas que estamos praticando em nossos caminhos, e nos mostra a melhor maneira de resolvê-las.

Qualquer pessoa pode fazer uma consulta ao Jogo de Búzios , mas apenas os sacerdotes graduados do candomblé e umbanda que são o pai ou mãe-de-santo, podem fazer a leitura e interpretação correta da caídas dos búzios.

Como é feita a consulta ao Jogo de Búzios?

Existem muitos métodos de jogo, o mais comum consiste no arremesso de um conjunto de 16 búzios sobre uma mesa previamente preparada, e na análise da configuração que os búzios adotam ao cair sobre ela.

A mãe de santo, antes reza e saúda todos os orixás e durante os arremessos, conversa com as divindades e faz-lhes perguntas. Considera-se que as divindades afetam o modo como osbúzios se espalham pela mesa, dando assim as respostas às dúvidas que lhes são colocadas.

Durante o jogo são feitas consultas clássicas para saber os orixás e entidades que acompanham a pessoa (o consulente). Podemos encontrar assim o orixá de cabeça (eledá)e os orixás que acompanham (ajuntó) bem como a indicação das entidades Exú ePombagira.

Consulta aos orixás através do jogo de búzios

Posteriormente, são feitas as perguntas genéricas sobre saúde, trabalho, família, filhos, marido ou namorado e, por fim; são averiguadas questões como trabalhos espirituais feitos contra o consulente e como solucionar os problemas que o jogo de búzios aponta.

consulente pode fazer perguntas específicas ao oráculo sobre o assunto que desejar investigar, seja em que setor for, como saúde, amor, trabalho, família, etc.

Trabalhos espirituais indicados no Jogo de Búzios

Quando o consulente tem qualquer problema de ordem espiritual, o Jogo de Búzios sinaliza a mãe de santo de qual natureza é o problema e quais os melhores trabalhos espirituais a serem feitos naquele caso específico.

Os trabalhos espirituais indicados no Jogo de Búzios devem ser feitos, para que as questões espirituais não fechem os caminhos daquele que consultou o oráculo.

“O jogo de búzios tem por finalidade identificar nosso  Orixá  (Ori=Cabeça (física e astral) + Ixá=guardião); ou seja , problemas de plano astral, espiritual, material e suas soluções”. O jogo de búzios é uma leitura divinatória e esotérica por excelência, utilizado como consulta, quer seja; para identificar nosso orixá (ori= cabeça + ixá=guardião), que é a mesma figura do anjo de guarda; a situação material, astral e espiritual, principalmente com relação a problemas e dificuldades.

Portanto de uma forma definitiva – ninguém “fala” ao nosso ouvido, nem Exú e tampouco Oxum, os quais tem forte influência sobre o jogo, mas não desta forma, se assim fosse, não seria necessário jogá-los.

A leitura esotérica divinatória está diretamente ligada à Òrúnmìlà, cujos babalorixás, são seus porta-vozes, outras lendas africanas, mostram a ligação do jogo de búzios com Exú, Oxum e Oxalá. No capítulo destinado à Ifá e Odù, consta essa estreita relação entre Exú e Ifá.

Os búzios são jogados em número de dezesseis, que correspondem aos dezesseis odús principais, quer sejam: okaran (exú), ejioko (ogum, ibeji), etaogunda (obaluayiê, ogun), iorosun (yemanjá, oya), oxê (oxum), obara (Oxossi, logunedé e xangô), odí (omolu oxosse e oxalá), egionile (oxaguian), ossá (oyá, yewa e yemanjá), ofum (oxalufan), owarim (oyá, oguy e exu), egilexebora (xangô, oba, iroko), egioligibam (nanã), iká (ossain e oxumare), obeogundá (ogun, ewá e obá) e alafia (orixalá, isto é, todos os outros Orixás funfun). Duas formas são as mais utilizadas, sobre a urupema (peneira (totalmente aboolido em ketou)), ou sobre erindilogun (fio de contas), que em alguns casos, nele constam os dezesseis orixás cultuados atualmente no Brasil; igualmente constam desta parafernália: uma otá, uma vela branca, um adjá (espécie de sineta) usado para saudar os orixás, abrir o jogo e convocar o eledá do consulente para que permita uma boa leitura; água; indispensável os fios de Oxalá e Oxum; um côco de ifá; moedas; favas; obi; orobô; um imã; uma fava (semente) especial que represente no jogo o eledá consultado, aforante a isso um preparo do babalorixá, e os orôs (rezas) necessários.

Para uma boa leitura de búzios, três situações são fundamentais:
1) Conhecimento e aprendizado.
2) Autorização, através de ritual próprio, o qual é ministrado por sacerdote responsável, tendo o iniciado passado por completo, com seriedade e merecimento, seu período de iniciação, que são no mínimo 7 anos.
3) Seriedade do consultor e do consulente.

Esses são pré-requisitos básicos para uma leitura honesta e imparcial.

Muito importante, quem “responde” no jogo de búzios é o orixá do consulente, ele é quem determina a formação dos búzios para serem analisados, é uma espécie de permissão, do orixá, para que a situação do seu filho seja exposta.

A forma de jogo mais usual, é a da leitura por odú, feita pela quantidade de búzios “abertos” ou “fechados”, em que o babalorixá, deverá efetuar várias jogadas para uma leitura mais completa, em alguns jogos, cada queda corresponde a um único odú-orixá.

O porque e para que se consultam os búzios ? Pelo mesmo princípio que se vai ao médico, só vai quem está doente ou para uma avaliação de rotina, da mesma forma, que só toma remédio quem está doente, só se deve fazer algo, se houver alguma necessidade.

O futuro – é grande questão dos consulentes, no jogo de búzios, pode-se fazer “perguntas”, cujas respostas não são detalhadas, mas de uma maneira geral é sim ou não, provável e se não fosse assim não haveria babalorixá pobre neste mundo, o futuro a Deus pertence, esta é uma frase sábia que alguém com muita propriedade disse um dia. O futuro depende muito dos nossos atos presentes, o exercício do nosso livre arbítrio é constante, nada está definitivamente marcado ou decidido, a partir do instante que exercemos nossa vontade, podemos modificar a todo instante nosso futuro; exemplos simples: se alguém fica doente e acha que é o destino, vai morrer, mas, se procurar um médico, vai se curar; o futuro foi alterado; assim alguém que perca seu emprego, se ficar em casa, vai passar fome, se sair e procurar um emprego, terá grande chance de conseguir e novamente alterar seu futuro; e assim com tudo na vida; uma grande questão é que muitas pessoas acham que seu orixá, anjo da guarda ou Deus, tem saber de tudo, das suas necessidades, dos seus problemas e simplesmente resolvê-los, antes assim fosse, porém, mais uma vez é necessário que o nosso livre arbítrio e o nosso querer, tem que ser constante em nosso dia a dia. Não podemos esperar que as pessoas “adivinhem” ou saibam o que estamos querendo ou precisando, se não falarmos, se não nos comunicarmos, é evidente que se tem uma forma de fazê-lo, sempre podemos dizer o que pensamos e precisamos, mas de uma forma correta, não agressiva, coerente. Sempre temos duas chances em cada situação que nos apresenta, o de sim e o de não, se tentarmos, porém se não tentarmos, só resta o não. O jogo de búzios, costumo dizer que é uma ciência exata, sabe-se ou não, não cabe meio termo, quem sabe, talvez, ou a leitura é a expressão de uma realidade presente ou não, a forma de checar se um jogo está correto, começa pela identificação do orixá, a cada orixá corresponde um estereotipo de caráter e personalidade ao seu “filho”, que ao lhe relatar não pode errar ou fugir das suas principais características, que o babalorixá checa com o consulente, se tudo corresponde, as demais situações do jogo também estarão corretas. Porém se observe, que um leitor de jogo de búzios necessariamente tem que conhecer sobre as características que os orixás imprimem aos seus “filhos” características estas, que em alguns casos para o mesmo orixá, tem variantes, pela sua qualidade apresentada, ou ainda, difere determinadas características, se o “filho” for do sexo masculino ou feminino, há que se reconhecer uma situação um pouco complexa, e não poderia ser de outra forma, com todas essas variantes é um jogo prostituído, isto é, usado de forma inescrupulosa, leviana, por pessoas totalmente estranhas ao processo, pelos ignorantes que se julgam conhecê-lo. Com relação ainda à esta situação, é muito comum alguns iniciados ou até mesmo sacerdotes, que não se preocuparam muito com o aperfeiçoamento, estudo mais detalhado, prática exaustiva, incorrem num erro, de conhecer uma pessoa de determinado orixá, e classificar suas características como definitivas para aquele orixá, e sempre que ver alguém com aquelas características, achar que aquela pessoa, também será daquele orixá, generalizando para sempre todos estes casos e situações; o erro: esta pessoa que conheceram, pode estar com o orixá errado, pois quem lhe atribuiu este orixá, não era competente, este é um fato muitíssimo comum.

É uma forma de leitura divinatória, que não massifica, isto é, uma situação vale para muitos, como no caso do horóscopo, mas usada de forma individual, como exemplo, o caso de gêmeos, dois ou mais, nascem no mesmo dia, e no entanto, caráter e personalidade em muitos casos, totalmente diversos.

FECUNDAÇÃO DOS ODUS

HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO OKARANOLURUM, através de OBATALÁ, fez o homem que era a sua própria imagem e o chamou ISELÉ. Em razão de ISELÉ viver muito só, sentiu necessidade de uma companheira para poder procriar, procurou então OBATALÁ e narrou o seu pedido. OBATALÁ comovido chamou um EBORÁ dos mais puros e pediu que ajudasse ISELÉ naquilo que precisasse. O EBORÁ ao tomar conhecimento dos fatos não aceitou a determinação de OBATALÁ , revoltando-se. OBATALÁ então, mediante a insubordinação do EBORÁ, fez com que ele descesse para a grande profundeza da terra, arrastando consigo todos os pecados. No interior da terra, o EBORÁ encontrou uma pedra vermelha (laterita) e alimentou-a com um acaçá vermelho. Dali nasceu o ODU OKARAN, parido em conseqüência da revolta, desobediência e insubordinação.

HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU EJIOKO
OLODUMARE se achava em dificuldades na manutenção do equilíbrio entre o ÓRUN e o AIYÊ, em razão da sucessão de mentiras e falsidades que acabaram entrando em choque com a honestidade e firmeza de caráter de outros seres, tendo em conseqüência uma série de desavenças, guerras e até mesmo pequenos conflitos que passaram a ameaçar não só a paz e a harmonia dos dois mundos, mas também a própria existência do mundo material.
Resolveu então OLODUMARE consultar seu irmão e grande amigo, BABÁ ORUNMILÁ IFÁ, que o aconselhou a arriar uma oferenda na beira de um rio de água limpa, sobre um pedaço de pano branco, onde deveria colocar um acaçá vermelho para o ODU OXÊ e um acaçá branco para o ODU EGIONILE, duas cabaças com água no meio e duas lanças de ferro. Assim fez OLODUMARE e, no outro dia, ao retornar ao local da oferenda, encontrou um jovem garboso que dizia chamar-se ODU EGIOKO, tendo sido enviado por OLORUM, o DEUS DA CRIAÇÃO, para destruir o mal que afligia a terra, destruindo os falsos e mentirosos.
Este ODU diz ter sido portanto gerado por OXÊ e EGIONILE, não trazendo consigo qualquer espécie de pecado.
Fala na terceira casa do Oráculo de Ifá. Respondem Ogun e Obaluaiyê. É representado por três búzios abertos e treze fechados.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU ETAOGUNDÁ
Este Odu foi fecundado na areia da praia, com um pano branco, três chaves de ferro, três acaçás brancos, três acaçás vermelhos, três pedras de minério de ferro, três peixes corvina, três cavalos marinhos, três cocos secos, e três cabaças. O seu surgimento simboliza a abertura dos caminhos e exerce nos seres humanos grande influência nos rins, pernas e braços.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU IOROSSUN
OBATALÁ chamou por mais uma vez ISELÉ e mandou que raspasse uma madeira de cor vermelha para extrair um pó de nome ossum. Determinou que cravasse em um brejo quatro lanças de madeira, amarrada na ponta de cada lança uma cabaça e, colocasse no interior de cada uma das cabaças um pouco daquele pó, pedaços de pano vermelho e quatro argolas de cobre. Deste fato nasceu o Odu IOROSSUM, nascido sem pecado.
Do Odu IOROSSUM, surgiu NANÃ IBAIM, a primeira yabá, a mais velha de todas que se uniu com ÓDÙDÚWÁ. Desta união nasceu OXOSSE OKÉ que juntou-se à OXUM OLOKÉ, que não gera filhos. OXOSSE OKÉ então se une ä IANSAN. Esta gera dezesseis filhos que acabam sendo criados por OXUM OLOKÉ, dando origem à IBEJI. OXOSSE OKÉ, além de caçador, se torna sacerdote.
Da união de NANÃ IBAIM com ÓDÙDÚWÁ, nasce EXU OLÁ (rei de todos os Exus), OMULU, OXUMARÊ, IYEMONJÁ e OSSAYIN ABENEJI. OSSAYIN ABENEJI transforma-se na própria botânica, como SENHOR de todas as ervas.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU OXÊ
Este Odu foi gerado de cinco espelhos e um pano bem alvo na beira do rio. Foi concebido sem pecado original. Desta concepção nasceu Oxum Gimun, a mais velha das Oxuns.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU IOROSSUN ODU OBARÁ
Este Odu representa a riqueza, foi gerado de um bloco de ouro. As suas arestas representam as riquezas.
O Odu OBARÁ fez a fecundação com EGILAXEBORÁ, de OBARÁ veio AGÉ, e de EGILAXEBORÁ nasceu ARAIUN, que por sua vez não vem na cabeça de ninguém e gerou doze Xangôs. AGÉ nada gerou.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU ODI
O Odu ODI se uniu ao Odu ETAOGUNDÁ. Desta união surgiu OMULU ORUEJE. Do Odu Odi nasceu OMULU JAGUM E OXUMARÉ. Do Odu ETAOGUNDÁ surgiu YEMANJÁ e ANIBUN; desses dois nasceu OGUN IOROMINAN ABALAJÚ, que deu origem a OGUN MEJEJÊ AJÁ (OGUN JÁ).
O Odu ODI foi fecundado com farofa d’água, metal branco, metal amarelo, ímã, sete guizos dourados e pedra de minério. Representa dores e embaraços.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU EJIONILÊ
ISELÉ recebeu de OLODUMARE a ordem de, no alto de um morro gramado, aos pés de uma palmeira, colocar uma grande cabaça aberta, com oito acaçás brancos, oito argolas de chumbo, oito pedras lisas brancas, oito búzios e sacrificar dentro da cabaça um animal de quatro patas, de cor branca. Dessa oferenda foi fecundado o Odu EGIONILÊ, e de sua fecundação nasceu KINAMAN, empregado fiel que sempre o acompanha.
A cor do Odu EGIONILÊ é branca, por este motivo, não se usa azeite de dendê, nem qualquer outra coisa de cores vermelha ou preta em suas obrigações.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU OSSÁ
OBÁ OLOKUN, rei do mar, consultou sua esposa ILAKUN, rainha do mar, e a mesma falou da necessidade de um guerreiro para chefiar seu exército. O rei então procurou OLODUMARE para se aconselhar a respeito, tendo o mesmo lhe dito que o melhor seria construir um guerreiro com todas as qualidades desejadas, Disse para o rei colocar um pano azul, um pano vermelho, uma estrela do mar, nove barras de ferro e nove acaçás de leite de coco doce na beira do mar. Assim fez OBÁ OLOKUN. Naquela madrugada então foi fecundado um príncipe que surgiu armado com nove lanças, cavalgando um enorme cavalo marinho, dizendo chamar-se ODU OSSÁ MEJI, e nasceu com toda autoridade de um chefe de exército.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU OFUN
OLORUN chamou ISELÉ para falar da necessidade da criação de um Odu que trouxesse paz e equilíbrio à terra. Mandou então ISELÉ pegar um efun e raspar sobre uma peça de prata numa folha de caapeba junto com um pedaço de cristal de rocha e que misturasse tudo com orvalho e neblina, colocando a mistura sobre um monte de areia no alto de um morro. No outro dia, ao raiar do sol, surgiu o Odu OFUN , gerado puro, sem pecado, trazendo com ele os Orixás OXOLUFAN e ODUDUWÁ.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU OWARIN
OLODUMARE precisava de um empregado. Depois de tanto procurar e não encontrar, resolveu gerá-lo para dispor de seus serviços.
Em uma encruzilhada aberta, colocou pedaços de pano preto, vermelho e branco e sobre os panos, onze cabacinhas abertas cheias de mel e uma corrente de ferro com onze elos, uma garrafa de aguardente e onze búzios abertos. No dia seguinte surgiu o Odu OWARIN, que pariu EXU ÒLA, rei dos Exus, que passou a servir OLODUMARE em seus desejos.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU EJILAXEBORÁ
O Reino de OYÓ se achava em péssimas condições. As intempéries da natureza fustigavam o local trazendo pânico aos seus habitantes.
Um dos OBÁS de XANGÔ, condoído com a situação do povo, resolveu procurar um BABALAWÓ. Este, consultado, narrou ao OBÁ que a ira de OLODUMARE castigava aquele reinado e que havia necessidade de fazer oferendas. Voltando ao Reino, o OBÁ falou com os outros OBÁS e estes por sua vez resolveram fazer a tal oferenda. Acenderam uma enorme fogueira e próximo a ela colocaram uma gamela de madeira com doze quiabos, doze pedrinhas brancas, um par de chifres de carneiro, doze argolas de cobre, doze xéres, doze oxês, doze ímãs, doze favas de alibé, tudo sobre doze punhados de areia do mar. No dia seguinte, quando a fogueira se apagou, surgiu um belo príncipe que ao ser indagado disse chamar-se EGILA XEBORÁ, nascendo com ele XANGÔ ARAUREM (hoje não mais cultuado) que gerou LOGUN-EDÉ.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU EJIOLIGBAN
Uma IYAMI AJÉ, Mãe feiticeira, habitante de uma lagoa de água doce, sentindo-se muito só, viu a necessidade de criar para si uma companhia.
Sobre uma pedra no meio da lagoa, forrou um pano azul e um pano vermelho, sobre os panos colocou uma panela de barro, treze cabacinhas, treze pinhas, treze argolas de cobre, um obi, um orobô, treze bandeirolas brancas, treze eguidis, treze ikos, treze vinténs de cobre e treze ímãs, cobrindo tudo com palha da costa.
No amanhecer do outro dia, coberto pelos primeiros raios do sol, surgiu um ser trazendo em suas mãos uma foice de metal e disse chamar-se Odu EGILIOGBAN, filho de IYAMI AJÉ em conseqüência trazendo consigo AJÉ, o que o tornava perigoso, mensageiro das calamidades da morte.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU IKÁ
A fecundação histórica deste Odu fala que seu aparecimento foi para destruir ISELÉ, ele significa a destruição do homem ou sua ascensão.
ISELÉ, achou-se muito importante perante ORUNMILÁ, motivo pelo qual foi destruído por IKÁ.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU OBEOGUNDÁ
Este Odu é feminino, foi gerado de acaçás brancos e amarelos, próximo de uma montanha de minério de ferro. Veio pôr fim a uma guerra entre irmãos.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU ALÁFIA

ALÁFIA significa a parte positiva de cada Odu, quando se faz uma súplica à ORUNMILÁ, quer dizer que se está fazendo pedido a uma força superior. Este Odu foi gerado sem pecado original. DO ODU

Fundamentos de

 ODÚ

Ordem de Chegada ao ORUN Ordem de resposta no Jogo
(ORÙNMILÁ) (OSETURÁ)

1 – OGBÊ (OGÜÊ) 1 – OKÀRÁN
2 – OYEKÚ 2 – EJIOKÔ
3 – IWORÍ 3 – ETAOGUNDÁ
4 – ODÍ 4 – IÒRÓSÚN
5 – IÒRÒSÚN 5 – OSÊ
6 – OWÓRIN 6 – OBÀRÁ
7 – OBÀRÁ 7 – ODÍ
8 – OKÀRÁN 8 – EJIÒNILÊ
9 – OGUNDÁ 9 – OSÁ
10 – OSÁ 10 – ÒFÚN
11 – IKÁ 11 – OWÓRIN
12 – OTURUKPON 12 – EJILASÈBORÁ
13 – OTURÁ 13 – OLÒGBÓN
14 – IRETÊ 14 – IKÁ
15 – OSÊ 15 – OBEOGUNDÁ
16 – ÒFÚN 16 – ALÁFIA

Os ODÚ, por ordem de chegada, são utilizados, no jogo de OKPE-LÊ e IKÍN, para realização de encantamentos e saudações. Os encanta-mentos serão sempre feitos pela manhã. São utilizados, ainda, para ob-tenção dos ÒMÒ ODÚ.

PREPARATIVOS PARA ABERTURA DE JOGO

1- Despachar a porta (OMI, água)
2- Entregar dois padês (dividido em três: cachaça, mel e dendê), sendo um para o ÈSÚ (BÁRA) e outro para OSETURÁ.
3- Para cada padê mastigar uma pimenta da costa e colocar por cima para ativar tanto ESÚ quanto OSETURÁ.
4- Colocar em cada um OBI de quatro gomos (aberto) e um OROGBÔ (intei-ro e descascado).
Obs. Essa oferenda deve ser renovada de tempos em tempos, mas não precisa ser muito freqüente.

5 – Após, oferecer ao jogo (no meio dos búzios, estes em posição de ALÁ-FIA), também um obi de quatro gomos (aberto) e um OROGBÔ (inteiro e descascado), que também permanecerão ao lado do jogo por um bom tempo.
6 – O OBÍ e o OROGBÔ ficarão junto aos demais elementos do jogo, e serão trocados quando o advinho achar que é o momento certo.
7 – Quando for despachar, entregar na terra, por cima de um acaçá.

REZAS PARA ABERTURA DE JOGO
A MOJUBÁ

Com os 21 (vinte e um) búzios entre as mãos, o advinho diz:
1- IFÁ JI Ô ORUNMILÁ (Ifá eu te invoco, oh Orunmilá)
2- BI OLÔ LOKÔ, KI Ô WÁ LE Ô (Se você foi para a fazenda, volte para casa)
3- BI OLÔ ODÔ, KI Ô WÁ LE Ô (Se você foi para o rio, volte para casa)
4- BI OLÔ LODÊ, KI Ô LA LE Ô (Se você foi caçar, volte para casa)

Em seguida, segura os 21 búzios na mão esquerda e recita:
5 – MÔ FI ESSÊ RÈ TÊ LÊ BAÝÍ (Eu seguro o seu pé esquerdo e bato o meu com
força no solo)
(após pronunciar essa frase, bater com o pé esquerdo no chão)

Passa todos os búzios para a mão direita e recita:
6 – MO FÍ ESSÊ RÈ TÊ ORÍ ENÍ BAÝÍ (Eu seguro o seu pé direito e bato o meu com
força no solo)
(após pronunciar essa frase, bater com o pé direito no chão)

7 – MO GBÊ (”güê”) OKÁ LÒRÍ ATÊ FÁ (Eu o convido a sentar-se na esteira para
que você permita que eu me sente nela
para sempre)
8 – KI OLÊ MIKÁ LÒRÍ ATÊ FÁ TITI LAÍ (Eu o convido para ficar na bandeja para
que você me permita ficar nela para sempre)
Deposita os búzios no centro do ATÊ (OPON) e com os dedos médio e anular da mão direita traça um círculo, em volta dos búzios, no sentido anti-horário, reci-tando:
9 – MO KO LÉ ÝÍ OKÁ (Em construo uma casa ao seu redor)
10 – KI Ô LÊ ÝÍ MIKÁ (Para que possa construir uma casa ao meu re- dor)
11 – KI Ô LÊ JEKÍ OMO ÝÍ MIKÁ (Só você pode colocar muitos filhos em minha
vida)
12 – KI Ô LÊ JEKÍ OWÔ ÝÍ MIKÁ (Só você pode colocar muito dinheiro ao meu
alcance)

Com os mesmo dedos traça um círculo em sentido contrário (horário), dizen-do:
13 – MOJUBÁ Ô (Eu te reverencio)
14 – MOJUBÁ Ô (Eu te reverencio)
15 – IBÁ SÉ (Terra eu te presto homenagem)
16 – IBÁ SÉ (Terra eu te presto homenagem)
17 – IBÁ (Terra)

Em seguida, salpicando água no solo, pronuncia:
18 – ILÊ MOJUBÁ, IBÁ SÉ (Casa: eu te reverencio, Terra: eu te reverencio)

Traçando uma linha imaginária que vai do seu corpo até os búzios e diz:
19 – MÔ LÁ ONÃ FUN Ô TORÔRÔ (Eu abro um caminho através do qual a revelação virá até mim)
20 – KI Ô LÊ JEKÍ OWÔ TÔ ONÃ ÝÍ WÁ SODÔ MÍ (Só tu podes permitir que, através desse caminho, o dinheiro chegue às minhas mãos)

Novamente salpicando água no solo recita:
21 – MÔ SÉ ILÊ BAÝÍ (Eu refresco a Terra)

Salpicando água sobre o ATÊ (OPON), pronuncia:
22 – MO SÉ ATÊ BAÝÍ (Eu refresco a peneira)

Pegando todos os búzios entre as mãos, recita:
23 – A GUN SÉ Ô, A GUN SÉ (Subir e permanecer, subir e permanecer)
24 – BI AKÔKÔ GÓRI IGUÍ A SÉ (Enquanto Akokô for a maior entre as árvores)
25 – A GUN SÉ Ô, A GUN SÉ (Subir e permanecer, subir e permanecer)
26 – BI AGBÊ JÍ A MÁ SÉ (Enquanto Agbê me der permissão)
27 – A GUN SÉ Ô, A GUN SÉ (Subir e permanecer, subir e permanecer)
28 – BI ALUKÔ JI A MA SÉ (Enquanto Alukô me der permissão)
29 – A GUN SÉ Ô, A GUN SÉ (Subir e permanecer, subir e permanecer)
30 – A GUN SÉ Ô, A GUN SÉ (Subir e permanecer, subir e permanecer)
31 – OGUN SÉ (Ogum me dê permissão)
32 – OSUM A MA SÉ (Osum me dê permissão)
33 – SANGO IBÁ Ê Ô, IBÁ (Salve Sangô, salve)
34 – OBATALÁ A MA SÉ (Obatalá me dê permissão)
35 – BOGBÔ OSÁ A MÁ SÉ (Que todos os orisás me dêm permissão)
36 – OBÁ AIYÊ, ATI OBÁ ORUN, IBÁ YÍN Ô (Reis da Terra e Reis dos céus: minhas reve- rencias)
37 – ILÊ IBÁ Ê Ô (Terra: eu te presto homenagens)
38 – ORUNMILÁ BORÚ (Orunmilá, indique o ebó)
39 – ORUNMILÁ BOIÝÁ (Orunmilá, receba o ebó)
40 – ORUNMILÁ BOSÉSÉ (Orunmilá, aceite o ebó)
41 – ADUPÊ Ô (Eu agradeço)

Recoloca todos os búzios no centro e recita:
42 –A TUN KALÍ ASIWËRÊ IKÁ OWÔ RÊ (Eu conto e reconto, como um homem avaro sempre reconta o seu dinheiro)

Com mão direita, vai pegando 1 (um) de cada vez e depositando na mão esquerda e, para cada um, vai pronunciando:
1º búzio: IBA OLUWÔ (Salve o meu advinho [oluwô])
2º búzio: IBÁ ODJUGBONÃ (Salve o meu ojubonã)
3º búzio: A KÔ EN LIFÁ (E todos os que oferecem sacrifícios a Ifá)
4º búzio: A TÊ MI LERÊ (E todos os que propagam o seu nome)
5º búzio: A KÔ BAÝÍ (E todos os advinhos que recorrem ao seu oráculo)
6º búzio: A TÊ BAÝÍ (E todos os que utilizam a sua marca)
7º búzio: A SÉ BAÝÍ (E todos os que reconhecem o seu poder)
8º búzio: IBÁ KUKUNBOLÊ (Salve as formigas da montanha)
9º búzio: IBÁ OBÁ (Salve os reis)
10º búzio: IBÁ OYINBÔ (Salve os homens brancos)
11º búzio: IBÁ OLOPÁ (Salve a polícia)
12º búzio: IBÁ EDJÓ (Salve os casos de justiça)
13º búzio: IBÁ OFÔ (Salve as perdas)
14º búzio: IBÁ AYALÚ IGUÍ (Salve as folhas dos arvoredos)
15º búzio: IBÁ IBÓN (Salve os metais)
16º búzio: IBÁ OKUTÁ (Salve as pedras)

Deposita os 16 búzios recolhidos no meio do ATÊ (OPON) e vai separando o res-tante para um lado, dizendo:
17º búzio: IBÁ IBAJÚ (Salve as pancadas)
18º búzio: IBÁ ÊFÍN (Salve a fumaça)
19º búzio: IBÁ LOKÔ (Salve as matas)
20º búzio: IBÁ LODÔ (Salve os rios)
21º búzio: IBÁ LODAN (Salve os campos)
Estes últimos 5 (cinco) búzios separados são coberto com metade de uma cabacinha e quando já estão cobertos, e ainda no centro do ATÊ (OPON) gira-se essa cabacinha no sentido anti-horário pronunciando:
ORÔ KAN SÔ KÔ SI AWÔ NILÊ (Uma só palavra pronunciada não pode colocar o advinho dentro de casa)
Após, continua-se girando a cabacinha, só que invertendo-se a direção (ago-ra no sentido horário) e recita-se:
ORÔ KAN SÔ KO SI AGBÁ NILÊ (Uma só palavra pronunciada não pode colocar o advinho fora de casa)
Após colocar a cabacinha de lado, o advinho recolhe os 16 búzios (anterio-res) e sacudindo-os entre as mão, direciona-os:
a) para o alto e diz: ATÍ ORUN
b) para o solo e diz: ATÍ AYÊ
c) Para o lado direito e diz: ATÍ LÒDÊ
d) Para o lado esquerdo: ATÍ KÀNTARÍ
A primeira jogada é então efetuada e, ao lançar os búzios, o advi-nho pronuncia a seguinte frase: “Ô SÁ RÊ Ô” (“que todos os orisás dêm a sua per-missão”).
Essa frase deverá ser pronunciada todas as vezes que os búzios forem lançados durante uma consulta e no decorrer de uma semana. Uma vez que a reza completa inicial tem validade de sete dias e durante esse período ne-cessária apenas a última reza mencionada.
Obs.: Após a primeira caída, perguntar, com quatro búzios, se tem autoriza-ção para continuar o jogo, pronunciando “ORÍ, ORÍ Ô” (“que o ori dê permis-são”). A ALÁFIA tem que ser sempre com os quatro búzios.

IJUBÁ IFÁ

OLÒJÔ ONI MÔJUBÁ RÉ (Oh! Senhor do dia de hoje, sua benção)
OLUDAIÝÊ MÔJUBÁ RÉ (O criador da Terra, sua benção)
MÔJUBÁ ÖMÖDÊ MÔJUBÁ AGBÁ (Sua benção crianças, sua benção os
mais velhos)
BI EKÓLÓ BÁ JÙBÁ ÍLÈ (Se a minhoca pede alimento à Terra,
esta concederá)
ILÉ A LÁNU (Que assim meu pedido seja concedido)
KÍ IBÁ MI SE (Peço permissão aos anciões dos 16 ODÚ)
MÔJUBÁ ÀWON ÀGBÁ MÉRÍNDÍLÓGUN (Que meu pedido seja atendido)
MÔJUBÁ BABÁ MI (Sua benção, meu pai)
MÔ TÚN JUBÁ AWON ÌYÁ MÍ (Ainda peço permissão a minha mãe)
MÔJUBÁ ÒRÚNMILÁ OGBAYIÊ GBÓRUN (Sua benção Orùnmilá)
OHÚN TI MÓ NÁ WI LÖJÔ ONÍ (Que vive no céu e na terra)
KORÍ BÉE FUN MÍ (Que o que eu disser hoje)
JÖWÔ MÁ JE KÌÍ DÍ MÔ (Assim seja para mim)
ÒNÀ KÌÍ DÍ MÔ (Por favor não permita que meu cami-
nho seja fechado)
OHUN TI A BA TI WI FUN OGBÁ L’OGBÁ NGBÁ (Qualquer coisa que eu disser para
Ogbá, ele aceitará)
TI ÌLÁKÒSÉ NI SÉ LAWUJÓ IGBIN (Assim como ilakose é o último da famí
lia do caramujo)
TI EKESE NI NSE LAWUJÓ ÒWÚ (O que ekese diz é ultima palavra)
OLOJÔ ONÍ KOGBÁ ÒRO MI YÈWÒ YÈWÒ (O senhor do dia de hoje, aceite minha
palavra e a verifique)
ASÉ ASÉ ASÉ (Benção, Benção, Benção)

SAUDAÇÃO PARA ABERTURA DO JOGO, PELO SISTEMA IFÁ

IFÁ OGBÔ Ifá ouça
ÒMÓ ENIRÊ ÒMÓ ENIRÊ filho de Enirê, filho de Enirê
ÒMÓ EJÓ MEJI filho de duas cobras
TÍI SARÊ GRANRAN GANRAN LORÍ EREWÊ aquele que correu rapidamente so-
bre as folhas
AKERÊ FINÚ SÒGBÔN o pequeno que está cheio de sabedoria
AKONOLIRAN BÍ IÝÊ KÁN ÊNÍ aquele que solidariza conosco
IBÁ BÁ AKÒDÁ como se fosse de nossa própria família
IBÁ ASÈDÁ sua benção, primeiro ser criador na Terra
OLOJÓ ÒNÍ IBÁ A RÉ Ô sua benção, criador do dia de hoje
ASÉ ASÉ ASÉ Benção, Benção, Benção

ORAÇÃO PARA SER PRONUNCIADA AO TÉRMINO DO JOGO, COM O OBJETIVO DE PASSAR A RESPONSABILIDADE AO CLIENTE, quando este resolve não tomar conhe-cimento do lhe foi dito e nem adotar as providências no jogo apontadas.

ORUKÔ AWÒN
ORISÍ IFÁ MÌRÁN
TOUÁ NIKÊ YORUBÁ TÍ Ô YÁ TÔ SÍ
ORÚNMÌLÁ MÍ ABIBÁ
ÒÔBI ÙNLÊ OLÒKÚN
OLÒKÚN AWÔ UÓ MIPÊ

SAUDAÇÃO PARA ABERTURA DO JOGO NA NAÇÃO JÊJE
Ê MINOQÜÊ
VODUM NO QÜÊ Ê LÈGBÁ
UNTONHÔ VÒDÚM
AGÔ ODÚ
AGÔ VODUM
AGÔ MOJUBÁ
ODÔ PEREMAN HÊ MÍNÀ LÒRÊ
HÊ ÚM MEJÍ QUÈBÁ
ARROBOBOIA ARÙNSÍ DEMÍM (BESEYIN)
DÀ MÍ COJÁ
CON SINDÍN
AGÔ TOGÚM
AGÔ OTOLÚ
AGÔ AGÜÉ
AGÔ AJUNSÚN
ARROBOBOIA SOGBÔ
ARROBOBOIA HEVIOSÔ
ARROBOBOIA OJI-OÚ
ARROBOBOIA TOQUÉM
ARROBOBOIA SINVÓ
ARROBOBOIA JECUN (YEWÁ)
ARROBOBOIA SINVÓ JETUM
ARROBOBOIA TOBOSÍ (OSUN)
ARROBOBOIA AZIRÍ TOBÔSI (YEMONJÁ)
ARROBOBOIA AJAUNSÍ (LOGUN EDÉ)
ARROBOBOIA YABAYÍN
ARROBOBOIA IRÔCO
ARROBOBOIA POSÚN
ARROBOBOIA ADÀCÓ
ARROBOBOIA BABÁ EPÊ (DONO DE TODAS AS CABEÇAS)
ARROBOBOIA OSÁ EFERÚ
ARROBOBOIA BABÁ LISSÁ

COMO CHAMAR A CABEÇA PARA VER O SANTO DA PESSOA (JÊJE):
ORIÔ
ORIÔ VODUN
ORIÔ POR ARRUNSÍ MISÌMÍ
POR ARRUNSÍ DEMIN
Ô VODUN DO ORI DE (FULANO).
LEGBÁ, PELOS CAMINHOS DE OBARÁ, O VODUM DE (fulano) É: …… (CONFIRMAR)

A resposta só é sim: Se for 6 (OBARÁ) – 2 vezes
Se for 2 (EJIOKÔ) – 1 vez
Torna-se a perguntar a YEMONJÁ:
YEMONJÁ, a senhora confirma que o VODUM de (fulano) de tal é: ……….
Respondendo: 6 (OBARÁ) – 2 vezes: é sim
5 (OSÉ) – 1 vez: é sim
9 (OSÁ) -1 vez: é sim
2 (EJIOKÔ) – 1 vez: é sim

ORIKI ÈSÚ
(reza)
ÈSÚ OTÁ ORÌSÁ
OSETÙRÁ L’ORUKÔ BABÁ MÔ Ô
ALAGOGÔ IJÁ L’ORUKÔ ÌYÁ NPEE
ÈSÚ ODARÁ OMÓ KUNRIN IDOLOFIN
OLE SONSO SORI ESE ÉLÈSE
KOJE KOSI JEKI ENI NJE GBE MI
AKÍÍ LÔWÔ LAI MUTÍ ÈSÚ KURÔ
AKÍÍ LAIYÔ LAI MUTÍ ÈSÚ KURÔ
ASOTUN SOSI LAI NI ITIJÚ
ÈSÚ APATÁ SÔMÓ OLÔMÓ LENU
AI OKUTÁ DIPO IÝÓ
ALAGEMÓ ÓRUN AUNLÁ KALÚ
PAPÁ WÀRÀ ATUKÁ MASESÁ
ÈSÚ MASEMI OMÓ ELOMIRAN NI KÔSÊ

ÒFÓ ÈSÚ
(Invocação)
ALAKEGUN KI RINGUN IERI
OJINLE AERE KI RAIE MOKUNTELE
ARINJINA KI ROJU RO MO RE TOLÉ
JE KARONÃ KARONÃ GBE TIUA GBO
JE KARONÃ KARONÃ SORO ARA UA
JE KARONÃ KARONÃ GBO TAIE TARA UA
ORUK IFÁ O LAPE ORUKO IFÁ O LAPE
MO GBAIE PEFA E GBA MIO EGBA MILA
AIÊ TOTO O E DARIJU MIO EIN MOPE
KASORIKI IFÁ KASORIKI ESÚ
ÈSÚ BURUKU Ô, ESÚ ONÃ
ÈSÚ ABENUGAN, ESÚ ORITÁ
ORUKO GBOGBO IN MI MOPE LA PEPO
EJE OIE MI O L’ORUKO IYA MI OSORONGÁ
ATOJE NUA TOKAN JE DO
EJÊ OIE MI KALE O

ORIN ÒRÌ
Tradução
BÍ O BÁ MÁÁ LÓWÓ Se você quer ter dinheiro
BÈÈRÈ SI ÒRÌ RÈ Pergunte a seu òrì
BÍ O BÁ MÁÁ SÒWÒ Se você quer ser reconhecido
BÈÈRÈ SI ORÍÍ RÈ WÒ Pergunte antes a seu orí
BÍ O BÁ MÁÁ KOLÉ Se você quer ter casa
BÈÈRE SI ORÍÍ RÈ Pergunte ao seu orí
BÍ O BÁ MÁÁ LÁYA O Se você quer ter esposa
BÈÈRE SI ORÍÍ RÈ WÒ Perguntes antes ao seu orí
ORÍÍ MÁSE PEKUN DE Orí, não me feche as portas
L’ÓDÒ RÈ NI MO MBÓ Para você que eu sigo (eu vou)
WÁ, SAYÁÈ MI DI RERE Venha, faça meu caminho ser bom (próspero)

ORIN ÒRÌ
Tradução
ÒRÌ MI Ò SÉRERE FUN MI Meu orí faça o bem para mim
ÒRÌ MI Ò SÉRERE FUN MI Meu orí faça o bem para mim
ÒRÌ OKA NI SANU OKA
ÒRÌ EJO NI SANU EJO A cabeça da serpente não a maltrata
AFO MOPE NI SANU OPE A trepadeira da palmeira não a maltrata(parasita)
ÒRÌ MI Ò SÉRERE FUN MI Meu orí faça o bem para mim

Ou seja: “Aquilo que nós fazemos, é em nosso próprio benefício. Aqueles que fazem o mal se arrependam. Que as pessoas aproveitem o conhecimento em função de coisas boas. Aqueles que parasitam, não destruam a fonte da sabedoria.”
IJUBÁ ÒRÌ
Tradução
O SE, O SE Ô, O SE Ô Eu agradeço, agradeço, agradeço
OSÈ BABÁ WÁ Por existires Pai (em mim)
O SE, O SE Ô, O SE Ô Eu agradeço, agradeço, agradeço
OSÈ BABA WÁ Por existires Pai em mim

SISTEMA ORACULAR PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ
O ODÚ OPOLÉ
A primeira jogada é a mais importante de cada consulta pois indica o ODÚ OPOLÉ, isto é, “o que está com os pés sobre o solo”. É o ODÚ que se apresenta como orientador, regente e responsável pela consulta que está sendo feita. Quando for identificado o ODÚ, é preciso saber se o mesmo está positivo (IRÊ) ou negativo (OSOGBÔ), isto é, portador de coisas boas ou ruins. Para isso é usa-da a técnica de “AMARRAÇÃO DE IGBÔ”.
São 4(quatro) os tipos de IGBÔ utilizados como elementos de apoio ao advi-nho, que fornecem uma segurança absoluta, na medida em que respondem “sim” ou “não” às perguntas.
A seguir, os tipos de elementos de apoio ao advinho que respondem “sim” ou “não” às perguntas, durante e no decorrer de uma consulta:
1º IGBÔ – OKUTÁ – uma pedra lisa, redonda e pequena, geralmente branca ou bem clara. Responde sempre sim = IRÊ (afirmativo).
2º IGBÔ – OJU MALÚ – trata-se da conhecida fava “olho de boi”. Responde sem-pre não = OSOGBÔ (negativo)
3º IGBÔ – LERÍ ADIÉ – parte superior do crânio de uma galinha que tenha sido sacrificada a ESÚ ELEGBÁRA. Substitui o OKUTÁ assim que se descubra que ODÚ OPOLÉ está em OSOGBÔ. Como OKUTÁ, também responde sim (IRÊ), positivo.
4º IGBÔ – AGÊ (pequeno caramujo de forma cônica e espiralada). Substitui o OKUTÁ quando o ODÚ OPOLÉ estiver em IRÊ e CAWRÍ. AGÊ é um bem relacionado a dinheiro.
Responde sim (afirmativo) IRÊ.
Para a apuração se O ODÚ OPOLÉ esta IRÊ ou OSOGBÔ, o advinho, inicialmente, pega o OKUTÁ, toca com ele a testa do consulente e diz: “IRÊ”, na tentativa de obter uma resposta auspiciosa do ODÚ OPOLÉ.
Em seguida, entrega o OKUTÁ (pedra) ao consulente e diz “OKUTÁ BONIHÉM”.
Após, entrega o OJÚ MALÚ (olho de boi) e diz: “OJÚ MALÚ BÊ KÔ”. Nesse momento é solicitado ao consulente que fique trocando os símbolos de mãos (“amar-rando” o IGBÔ).
OBS.: manda-se que o consulente guarde os dois símbolos entre as mão de-vendo ficar com um em cada mão, e sem que o advinho possa saber em que mão encontra-se este ou aquele símbolo.
Então, joga os búzios para saber quem é o mandante da situação (o “OPOLÉ”).
Após, os búzios serão lançados por mais duas vezes consecutivas, para definir-se qual mão será aberta (onde estão os símbolos “amarrados”)
OBS.: o primeiro lançamento corresponde a mão esquerda do consulente.
A segunda caída, ou seja, o segundo lançamento, corresponde a mão direi-ta.
9

lado direito 2 3 lado esquerdo

neste caso pedir o símbolo da mão direita (ODÚ que saiu na direita é me-nor)
O ODÚ mais velho (isto é, o de menor número de búzios abertos) determina que mão deverá ser aberta, sendo que, em caso de empate, será sempre aberta a mão esquerda.
11 (OPOLÉ)

lado direito 5 5 lado esquerdo

neste caso pedir o símbolo da esquerda (ODÚ iguais)
Se na mão escolhida, encontrar-se o OKUTÁ, o ODÚ OPOLÊ está IRÊ (positivo).
Se, ao contrário, na mão escolhida estiver o OJÚ MALÚ, o ODÚ OPOLÉ está OSOG-BÔ (negativo) e o OJÚ MALÚ é imediatamente substituído pelo LERÍ ADIÉ. (egun = osso)
Sempre, a cada lançamento, a frase “Ô SÁ RÊ Ô” é repetida, porém é desne-cessário pedir autorização ao ori (“ORÍ, ORÍ Ô”).
Agora que já foi determinado se o ODÚ OPOLÉ está positivo (IRÊ) ou negativo (O-SOGBÔ), precisamos conhecer a origem do problema que trouxe o consulente até nossa mesa de jogo, e a presença de IKÁ. Para isso, dispomos de outros cinco símbolos que servem para indicar qual o tipo de problema, ou seja, IRÊ ou OSOGBÔ.
Os símbolos de orientação, seus significados e disposições.
Os símbolos utilizados são cinco a saber:
1º – OKUTÁ KEKÊ (pedra pequena)
2º – IGBIN (ponta da casca do caramujo de sol consagrado aos orisás FUN-FUN)
3º – CAWRÍ MEJI (dois búzios abertos e unidos com palha da costa, de for-ma que as frestas naturais fiquem viradas para fora)
4º – EGÚN = Leri Adie (pedaço de osso de um animal que tenha sido sacri-ficado à ÈSÚ ELEGBARA – pedaços de vértebras são os mais usados)
5º – APADÍ (caco de porcelana de qualquer objeto desse material). Os símbolos devem permanecer sempre na disposição IRÊ, que é a se-guinte da direita para esquerda.

Em IRÊ

4º 3º 2º 1º
APADÍ EGUN IGBIN CAWRI OKUTÁ
IRÊ ISEKUN
IRÊ ÓMÓ IRÊ AYÁ IRÊ AGÊ IRÊ AIKÚ
Vitória sobre Filhos ou OKÔ dinheiro não ver a
inimigos Descendentes bem através de relacio-namento morte ou inexiste a morte

Em OSOGBÔ
5º 4º 3º 2º 1º
APADÍ CAWRI OKUTÁ IGBIN EGUN
OSOGBÔ OSOGBÔ OSOGBÔ OSOGBÔ OSOGBÔ
AGÊ IJÁ ARUM IKÚ
perdas falta de
dinheiro problemas judiciais doenças morte
Necessidades brigas, con-fusões

Como podemos ver, não é só sua disposição que muda. Seus significados também variam quando ODÚ OPELÊ está em OSOGBÔ

a) A escolha do símbolo determinante da Origem da consulta.
Jogaremos uma vez para cada símbolo.

Ex.: ODÚ OPOLÊ está em OSOGBÔ determinar qual o tipo de OSOGBÔ:
EGUN – 1ª jogada
IGBIN – 2ª jogada
OKUTÁ – 3ª jogada
CAWRI – 4ª jogada
APADÍ – 5ª jogada

b) A escolha do símbolo determinante da consulta.
Jogaremos uma vez para cada símbolo.

Ex.: o ODÚ OPELÊ está em IRÊ. Determinar qual o tipo de IRÊ.
1ª OKUTÁ 1ª jogada
2ª CAWRI 2ª jogada
3ª IGBIN 3ª jogada
4ª EGUN 4ª jogada
5ª APADÍ 5ª jogada
Os lançamentos dos búzios serão sempre com 16 búzios. O símbolo determinante será sempre o que tiver menor nº de búzios abertos.

Ex.:
OKUTÁ 2 búzios abertos
CAWRI 7 búzios abertos
IGBIN 6 búzios abertos
EGUN 4 búzios abertos
APADÍ 4 búzios abertos
O símbolo determinante será o OKUTÁ. Com 2 búzios abertos que significa um bem de não ver a morte.
Para se saber qual o símbolo determinado pelas cinco joga-das deve-se observar a seguinte regra.
a) o ODÚ mais velho (menos números de búzios abertos) determina o símbolo.
b) Em caso de empate, é escolhido o símbolo que tenha sido indi-cado primeiro pelo ODÚ mais velho.
c) o surgimento de ÒFÚN (10 búzios abertos) determina que o símbo-lo para o qual surgiu é o escolhido, não havendo necessidade de se efetuar os lançamentos que faltam.
d) o surgimento de EJIÒNILÊ (8 búzios abertos), determina da mesma forma que ÒFÚN. É o símbolo que está indicando o problema.
e) Em caso de empate, ganha a símbolo para o qual o ODÚ saiu primeiro.

Ex.:
OKUTÁ 3 búzios abertos
CAWRI 5 búzios abertos
IGBIN 7 búzios abertos
EGUN 3 búzios abertos
APADÍ 9 búzios abertos

O símbolo será OKUTÁ, para quem o ODÚ mais velho (de menor núme-ro) saiu primeiro.

OBS.: Lembrar sempre que saindo 8 (EJIÒNILÊ) ou 10 (ÒFÚN), pára-se o jogo pois um dos dois é sempre o ODÚ determinante do símbolo a ser utili-zado.

SISTEMA ORACULAR DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS

NORTE
(CABEÇA – avisa)
ARIWÁ

OESTE LESTE (castiga)
FUTURO POSITIVO PRESENTE NEGATIVO
IWO ÒRÚN ILA ÒRÚN

SUL
(PÉS – ameaça)
GÙSÚ

1ª caída

GERALMENTE, PARA A PRIMEIRA VERIFICAÇÃO
? 3ª caída DA SITUAÇÃO ATUAL DO CONSULENTE, UTILIZAM-
SE INICIALMENTE ESSAS TRÊS POSIÇÕES.

2ª caída

A primeira caída corresponde ao presente. Está é a mais impor-tante de cada consulta, indica o ODÚ OPOLÉ (que está com os pés sobre o solo), ou seja, o ODÚ que se apresenta como orientador, regente e res-ponsável pela consulta. A 4ª caída é o futuro (positivo), impedido de atu-ar devido às caídas anteriores (2ª e 3ª). A 3ª caída é a mais atuante nega-tivamente, pois corresponde ao presente.

Para o jogo, o babalaô deverá estar sentado de frente para o Norte (ARIWÁ), a sua direita para o Leste (ILÁ ÒRUN). Com isso, o consulente estará com sua esquerda para o Oeste ( nascente – IWO ÒRÚN)

ODÚ = destino, caminho
ORÍ = para conduzir os destinos e os pensamentos

Os ODÚ são em número de 16. São analisados (considerados) até o de nº 14 (IKA). Os ODÚ 15 (OBEOGUNDÁ) e 16 (ALÁFIA) quase sempre não são analisados.
Maneira de encaminhar os ODÚ
Norte Norte – 1º caminho – encruzilhada, mato ou
estrada

? Leste Leste (dependendo da categoria do ODÚ) – 3º caminho – praça, estrada ou mato.

Sul Sul – 2º caminho – rio, mar aberto (água)
Obs.: Quando na 1ª caída sair ODÚ 5 (OSÊ), 8 (EJIÒNILÊ) e 10 (ÒFÚN), é si-nal de aviso/alerta, que não devemos deixar passar em branco.

ELEMENTOS COMUNS A TODOS OS EBÓS ODÚ
1 – Alguidar
2 – Pemba branca
3 – Morim na medida da mão esquerda da pessoa
4 – Punhado de canjica
5 – Acaçás
6 – Ekurú
7 – Acarajé
8 – Pipocas
9 – Bolas de arroz
10 – Bolas de farinha
11 – Velas
12 – Moedas (em uso)
13 – Ovos
14 – Quiabos
15 – Ave (bicho de pena, branco)
16 – Galhos de aroeira ou São Gonçalinho
Obs.: Toda vez que for passar um ebó grande, dar um OBÍ ao ORÍ, nem que seja apenas rezado e posto sempre na canjica, senão sempre terá co-brança do ORÍ.

O ebó de ODÚ que tiver relação com ÈSÚ leva:

OKÀRÁN: 1 bife sem osso, 1 faquinha com cabo de madeira, 1 prego de cumeeira, 1 bala de revolver, morim branco, preto e vermelho.

IÒRÒSÚN: 1 corda de sisal, no tamanho equivalente a 4 palmos da mão esquerda.

ODÍ: 1 garrafa de cachaça, 7 charutos, 7 caixas de fósforo, 7 fa-quinhas, 7 balas de revólver.

OSÁ: O elemento principal do Ebó é um espelho redondo.
1 para com 9 ovos de galinha ou 1 galinha com 9 ovos de pata.

ÒWÓRIN: 11 faquinhas, 11 punhais, 11 balas de revólver e 11 pregos de cumeeira.

ÒLÒGBÓN: 1 espada de madeira, um chapéu de palha desfiado. A es-pada é passada 13 vezes no cliente e o chapéu é colocado na cabeça do mesmo 13 vezes.

As facas, punhas, pregos e balas de revolver deverão ser tocadas no cli-ente do pescoço para baixo. Já a bandeira deverá ser passada da ca-beça para baixo.

Importante: A pessoa que estiver passando o ebó deverá exigir comple-to silêncio. Não poderá pronunciar o nome de ninguém nesse momento e nem poderá ser chamada ou interrompida por ninguém.

No ebó de ODÚ não se canta nenhum tipo de cantiga ou reza. Existem pa-lavras próprias, mas somente quem for entregar o ebó poderá pronunciá-las.

Saindo 1(OKÀRÁN), 4 (IORÒSÚN), 7 (ODÍ), 9 (OSÁ), 10 (ÒFÚN), 11 (ÒWÓRIN) ou 13 (OLÒGBÓN), em três posições, tem que fazer ebós que serão entregues em lugares diferentes:
ODÚ 1 – OKÀRÁN 1ª caída = encruzilhada
(envolvido com ÈSÚ) 2ª caída = beira d’água
3ª caída = estrada ou praça
ODÚ 7 – ODÍ 1ª caída = encruzilhada
(envolvido com ÈSÚ) 2ª caída = beira d’água
3ª caída = estrada ou praça
ODÚ 11 – ÒWÓRIN 1ª caída = estrada
(Envolve ÈSÚ e EGUN) 2ª caída = Caminho de água
(cercado de perigo) 3ª caída = caminho de mato (perigo em vigor)

ODÚ que têm envolvimento com Egun: 4 (IORÒSÚN), 9 (OSÁ), 10 (ÒFÚN), 11 (ÒWÓRIN) e 13 (OLÒGBÓN).
ODÚ que são envolvidos com Èsú: 1(OKÀRÁN), 7 (ODÍ) e 11 (ÒWÁRIN)

Desses ODÚ acima: 1 (OKÀRÁN), 4 (IORÒSÚN), 7 (ODÍ), 9 (OSÁ), 10 (ÒFÚN), 11 (ÒWÁRIN) E 13 (OLÒGBÓN), é encaminhado o lado negativo a-inda quando os mesmos só se apresentem uma vez.
Quando 1 (OKÀRÁN), 4 (IORÒSÚN), 5 (OSÊ), 7 (ODÍ), 8 (EJIÒNILÊ), 9 (OSÁ), 11 (ÒWÓRIN) e 13 (OLÒGBÓN) saírem nas quatro posições, significa que o consulente encontra-se pedido de morte.
Se na primeira posição cair 1 (OKÀRÁN), 7 (ODÍ) ou 11 (ÒWÓRIN), significa morte repentina por crime ou acidente. Quando for 7 (ODÍ), pode ser ainda bruxaria, doença ou mesmo suicídio.
4
4 4

4
ODÚ 4 (IORÒSÚN) nas quatro posições = morte por doenças
5
5 5

5
ODÚ 5 (OSÊ) nas quatro posições = morte por fei-tiços, bruxaria

9
9 9

9

ODÚ 9 (OSÁ) nas quatro posições = morte por doença e/ou feitiço
13
13 13

13
ODÚ 13 (OLÒGBÓN) nas quatro posições = morte por doença

Obs.: Se cai ou 3 (ETAOGUNDÁ), 5 (OSÉ) ou 8 (EJIÒNILÊ), quatro vezes = Re-colher (fazer santo)

7
7

7
ODÚ 7 (ODÍ) em três posições = Pedido de mor-te, acidente, risco de vida ou problema com ÈSÚ.
1
1 1

1 ODÚ 1 (OKÀRÁN) nas quatro posições = esfriar a casa com a quartinha do jogo. Fazer um ebó no consulente pois ele está pedido de morte. Se possível, despachar logo a pessoa.

Toda vez que o Ebó relativo à 1ª posição (cabeça – ARIWÁ), for relacio-nado com ÈSÚ (1- OKÀRÁN e 7 – ODÍ), deve ser passado e/ou entregue na encruzilhada.
Ebó relativo à 3ª posição (presente negativo – ILÁ ÒRÚN) deve ser entre-gue na praça ou mato
Ebó relativo à 2ª posição (pés – GUSÚ) deve ser entregue na água.

O Ebó relacionado ao 11 (OWÓRIN), mesmo vindo na cabeça, o caminho é estrada, pois esse ODÚ não tem encruzilhada por estar relacionado a Egun.

ODÚ que só se faz Ebó quando saem três vezes seguidas: 2 (EJIÒKÔ), 3 (ETA-OGUNDÁ), 6 (OBÀRÁ), 8 (EJIÒNILÊ), 14 (IKÁ), e 15 (OBEOGUNDÁ).

Quando for feito ebó para ODÚ que se apresentaram três vezes, a ave correspondente deverá se colocada no último caminho.

Quando os ODÚ 4 (IORÒSÚN), 9 (OSÁ), 11 (OWÓRIN) e 13 (OLÒGBÓN) se apre-sentarem nas três caídas, deverá ser feito um EBÓ IKÚ.

Situações que envolvem EBÓ IKÚ:

9
4

11
9 (OSÁ) na 1ª caída, 11 (OWÓRIN) na 2a caída e
4 (IORÒSÚN) na 3ª caída = entrega na água
9
13

4
9 (OSÁ) na 1ª caída, 4 (IORÒSÚN) na 2ª caída e
13 (OLÒGBÓN) na 3ª caída = entrega na água
13
9

11
13 (OLÒGBÓN) na 1ª caída, 11 (OWÓRIN) na 2ª ca-ída e 9 (OSÁ) na 3ª caída = entrega no mato

9

9
9 (OSÁ) na 1ª caída e também na segunda ca-ída = entrega na água
4
13

4 (IORÒSÚN) na 1ª caída e 13 (OLÒGBÓN) na 3ª caída = entrega na água.

11
11

11 (OWÓRIN) na 1ª caída e também na 3ª caída = entrega no mato

Outros exemplos:
10
10 10

5 Este ODÚ, quanto a cabeça, não está negativo devido ao complemento (4a posição) estar calmo. O problema está do pescoço para baixo, ou seja, problema de barriga, cirurgia. Procurar médico. Pode ser problema financei-ro, pois 5 (OSÊ), envolve dinheiro.

8
8 4

3 Igual ao anterior, sem problema com cabeça. Problema de guerra, o 4 (IORÒSÚN) está confir-mado por 3 (ETAÒGUNDÁ). Fazer um ebó de 4 (IORÒSÚN), ou seja, ebó de EGUN, todo branco. O 8 (EJIÒNILÊ) fala em doença, traição, pancada-ria. A entrega do ebó é na beira d’água. Não esquecer da ameaça de 3 (ETAOGUNDÁ). Arriar comida para OGUM, com uma bandeira e sem muito dendê. Mostrar a espada para o alto, pedindo misericórdia e vitória.

O Universo se compõe de 4 (quatro) elementos básicos, que de-ram origem a tudo que existe:
pó branco = o ar
pó vermelho = o fogo
pó preto = a terra
lama = a água
EJI OGBÊ (EJIÒNILÊ), OYÈKÚ (OLÒGBÓN), ÌWÒRÍ (OBEÒGUNDÁ) e ODÍ re-presentam os quatro principais ODÚ de IFÁ, estando todos relacionados com os quatro pontos cardeais, assim:
1 – EJI OGBÉ = o Este, e tem como conselheiro principal OSOGYAN
2 – OYÈKÚ = o Oeste, e tem como conselheiro principal OBALUAYÊ
3 – ÌWÓRI = o Sul, e tem como conselheiro principal OSUMARÊ.
4 – ÒDÍ = o Norte, e tem como conselheiro principal ORÙNMILÁ.

COMO E QUANDO DEVE-SE ENCAMINHAR AS FASES NEGATIVAS

Apenas 1 caída
1 – OKÒNRÁN, 4 – IRÒSÚN, 7 – ODÍ, 9 – ÒSÁ, 10 – ÒFÚN, 11 – ÒWÓRÍN, e 3 – OLÒGBÓN

Apenas 2 caídas
5 – OSÊ

Apenas 3 caídas
2 – EJIÒKÔ, 3 – ETAÒGÚNDÁ, 6 – OBÀRÁ, 8 – EJIÒNILÉ, 14 – ÌKÁ e 15 – OBETEGUNDÁ

ODÚ que são envolvidos apenas com ÈSÚ
1 – OKÒNRÁN, 6 – OBÀRÁ e 7 – ODÍ

ODÚ envolvidos apenas com EGUN
4 – IRÒSÚN, 9 – ÒSÁ, 10 – ÒFÚN e 13 – OLÒGBÓN

11 – ÒWÓRIN é envolvido com ÈSÚ e com EGUN

Não podemos esquecer que a maneira de encaminhar os ODÚ é diferen-te da forma que se lê. Na leitura lê-se 1ª, 2ª e 3ª caídas seguindo a se-qüência da jogada dos búzios.

1ª Norte para 1° caminho – encruzilhada, mato ou es-trada, dependendo da categoria do ODÚ
2º Leste e 2º caminho – praça, estrada ou mato
Leste para 3° caminho – rio, mar aberto (água)
3ª Sul

Obs.: Quando na 1ª caída sair o ODÚ 5, 8 ou 10, estes estão trazendo um aviso/alerta, que não devemos deixar passar em branco.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES, RELATIVAS A TODOS OS ODÚ:

- somente se entrega ou faz-se èbó ao por do sol.
- se o ODÚ do èbó, corresponde a EGUN, no 4° dia após, oferecer 9 acara-jés nos pés de OYÁ, e mais 9 numa árvore frondosa, fora de casa (game-leira), fazendo o ORIKI OYÁ;
- 7, 8, 9 ou 10 dias após, dar OBÍ d’água ou mesmo um OGBÒRÍ;
- 16 dias poderá ser feito obrigações de santo, feitura ou comidas secas para o ORISÁ;
- 21 dias depois, dá-se o presente do ODÚ à direita, sempre ao nascer do sol ou antes do pôr do sol, nunca depois.
Quanto ao ODÚ 12 (EJILASÈBORÁ), quando ele se apresenta, o jogo fica encerrado, porque o problema é de cobrança de santo, não ha-vendo èbó específico, e, sim èbó comum e obrigações a serem feitas. Não podemos deixar o consulente sair sem antes fazer-se um èbó de coi-sas brancas, prepara-se um banho de folhas e pede-se ao cliente para voltar após 4 dias. Nesse intervalo ele deverá tomar banhos de folhas, que foram preparados antes e dado a ele para levar (o 1° e 4° banhos serão na roça de santo). Ao retornar, recomeça-se o jogo de onde paramos, caso se repita a mesma situação, repetimos tudo novamente, mas avi-sando ao cliente que é obrigação de santo.
Ex.:
3
12 6

7 Fazer èbó ODÍ ou èbó ÈSÚ (beira d’água)
3° dia, dar 3 padês para ÈSÚ e comida para OGUN
6° dia, fazer um AJABÓ
8° dia, dar um OBI d’água
16° dia, fazer ÒGBÒRÍ, obrigação ou feitura
21º dia, oferecer presente a ODÚ

Com relação ao ODÚ OSÊ, caso apareça no jogo 2 vezes, o ebó é para ser feito numa lixeira pequena e se cair 3 vezes deverá ser feito nu-ma lixeira grande. Durante o resguardo para ÒDÚ, o consulente deverá usar uma peça vermelha ou um pedaço de fita amarrada na cintura.

LOCAIS PARA ENTREGA DE ÈBÓ ODÚ:

Água, praia ou rio, campo aberto, estradas, matas, praças, pe-dreiras, lixeiras (grandes ou pequenas), encruzilhadas.

O penúltimo elemento a ser passado é a ave por último as folhas, mas nem todos os elementos se passam na cabeça, por exemplo: bala de revólver, facas, punhais, pregos, velas, moedas, corda, charutos, es-pada de madeira, panos preto e vermelho.
Esse tipo de èbó não se faz em casa, e sim no local já pré-determinado pelo jogo. Quando for necessário fazer em casa, após o carrego, bate-se folhas na casa e joga-se AGBÔ (água de ASÉ) até a porta da rua, depois defuma-se tudo dos fundos para a frente (saída).
Em caso de encaminhar ODÚ de pessoas doentes, após passar a ave, manda-se que se cuspa 3 vezes dentro do bico da ave, para depois soltá-la em cima do ebó, ainda viva. Em ebó ODÚ, as aves não são mor-tas, apenas o são nos èbó IKÚ ou èbó ÈSÚ.
Caso tenha feito a mais, esse material deverá ser despachado, evitando voltar pelo mesmo caminho, e o consulente não deverá passar pelo local do carrego, no mínimo por 30 dias.
Nos ODÚ que corresponderem a OSÀLÀ (EJIÒNILÊ e ÒFÚN), não utili-zar dendê, e, sim óleo de algodão, arroz e milho.
Os elementos que serão passados no consulente, deverá ser da esquerda para direita, de cima para baixo sem voltar e por último a sola dos pés.
O èbó ODÚ, só poderia ser passado por pessoas de OYÁ ou de OGUN, de preferência de OYÁ, e, somente será feito com a permissão de ÒRÙNMÍLA.
Se, por acaso, o ebó for entregue de carro, este não poderá dar marcha a ré, e a pessoa que carregar o ebó ao entrar no carro, deverá ser de costas reverenciando, e, após sentar-se, não poderá voltar-se para traz.
Se o ebó for no caminho de encruzilhada, observa-se o lado es-querdo, da seguinte maneira: a numeração baixa para alta, o lado es-querdo estará à esquerda da pessoa (geralmente a numeração ímpar é a esquerda).

COMPLEMENTOS PRINCIPAIS DOS ÈBÓ ODÚ, QUANDO HOUVER NECESSIDADE DOS MESMOS SEREM ENCAMINHADOS INDIVIDUALMENTE OU CONJUGADOS.
1 – OKÒNRÁN
Bife com ou sem osso, faca de cabo de madeira ou punhal, 1 prego grande (cumeeira), bala de revólver, morim preto e vermelho.
2 – EJIÒKÔ
2 panelinhas de barro (não vitrificadas), 2 moringas pequenas, 2 bolas de gude, 2 peões de madeira com as fieiras (tamanho do cliente)
Obs.: após passar os elementos normais, despeja-se água na ca-beça e ombros, recolhendo com a moringa pequena (frente/costas). As panelas, as moringas e as bolas de gude colocando cada uma numa panela, que será colocado dentro do ebó, são passadas do pescoço pa-ra baixo, os peões, as fieiras, estes serão colocados dentro das panelinhas com as fieiras em volta. Local = mato com riacho limpo.
3 – ETAOGÙNDÁ
3 pedaços de corrente de ferro, sendo que cada pedaço seja a medida de 1 volta e meia da cabeça; 1 volta e meia dos punhos, com as mãos postas; 1 volta e meia dos tornozelos com os pés juntos; e que deve-rão ser passados da cabeça aos pés, após, colocar em posição esticada em cima dos outros elementos do ebó. Local = mato
4 – IRÒSÚN
4 palmos de corda sisal não muito grossa. (Obs.: quando passar, apenas do pescoço para baixo, cruzando na frente e nas costas).
6 – OBÀRÁ
1 abóbora moranga perfeita, inteira e fechada, 1 sacola de al-godão que tenha 1 vez e meia a circunferência da abóbora, 1 faca de madeira.
Obs.: passa-se a abóbora no corpo do cliente (pescoço para baixo), e a sacola também; coloca-se a abóbora dentro da sacola dobrando-se a parte restante para baixo, com cuidado para não virá-la para baixo e co-locá-la em cima do ebó. Após passar a faca, colocar em cima com a ponta virada para o por do sol (poente). Local = pedreira na mata
7 – ODÍ
Garrafa de cachaça, facas ou punhais, balas de revólver, charu-tos, caixas de fósforo, morim preto e vermelho.
Obs.: para conjugar, bastam, apenas, as 7 facas ou punhais.
8 – EJIÒNILÉ
Bandeira branca de morim presa a 1 galho ou haste de madeira sem casca (gameleira ou São Gonçalinho), passar da cabeça aos pés ou 1 molde do pé esquerdo do cliente, feito com cerca de 8 velas, 8 bolas de algodão molhadas em óleo de algodão/milho/arroz e que deverá ser passado da cabeça aos pés e colocadas em cima do molde do pé, 1 bola de chumbo, passado do pescoço para baixo, e colocada em cima das bolas de algodão, 1 bandeira colocada ao lado do pé. Local = nu-ma pedra dentro do rio.
9 – ÒSÁ
Espelho redondo (cliente deverá olhar apenas na hora do ebó, colocar virado para baixo), 9 ovos de pata ou 1 pata branca
Obs.: este signo pode-se conjugar com IRÒSÚN.
10 – ÒFÚN
Pomba branca (independente da ave do ebó).
11 – ÒWÓRÍN
11 facas ou punhais, 11 balas de revólver, 11 pregos grandes
13 – OLÒGBÓN
Espada de madeira com o palmo do cliente, chapéu de palha (colocado e retirado da cabeça 13 vezes pelo cliente em direção ao E-bó, morim preto e vermelho. Obs.: para conjugar basta a espada.
Com relação a bichos, os ODÚ 2, 3, 6, levarão 1 frango ou 1 pom-bo branco. Já o ODÚ 8, para casos de doença, passa-se 1 IGBIN, que será apenas tocado na testa e lados da cabeça e principalmente nos órgãos afetados. Nos casos de atrapalhação, devemos usar 1 pombo branco, passar e soltar. Todos esses ODÚ, ao se fazer ebó tem seu local de prefe-rência, mas quando for caso de doença, o ebó deverá ser colocado na beira d’água.
Para se obter informações, corretas por IFÁ, basta analisar a per-sonalidade de cada ODÚ, na ordem direta das caídas (1ª, 2ª, 3ª e 4ª), e, para transmitir ao cliente deve-se generalizar, numa só mensagem as 4 caídas.

EBÓ ÈSÚ
7 acaçás brancos
7 amarelos
7 velas
7 ovos
7 moedas (de pequeno valor)
Morim preto, vermelho e branco
1 bife de porco
7 charutos
7 fósforos
1 cachaça
pipoca
77 acarajés
7 ekurús
7 legumes diferentes (cortados e misturados)
Padê de azeite doce, de dendê, de água, de mel e de cachaça
EBÓ EGUN
Bolos de farinha
Bolos de tapioca
Alpiste (opcional)
Punhados de arroz
Punhados de pipoca
Punhados de canjica
Acaçás
Acarajés
1 repolho pequeno branco
250g. de bofe
1 bife de porco
Sardinhas (opcional)
1 frango (opcional)
Velas
Moedas (de pequeno valor)
Morim branco
Linha branca.
OBS.: quando não apontada acima, a quantidade de cada elemento é determinada pelo número de chegada do ODÚ mandante da oferenda.

EBÓ IKÚ
7 qualidades de feijão 1 telha canal
7 qualidades de legumes Acaçás brancos
7 qualidades de carne Acaçás amarelos
1 molho de couve Um frango ou um pombo
Ovos Um casal de bruxos
Velas Um peixe (cioba ou vermelho)
Moedas (de pequeno valor) Alpiste (opcional)
Bolas de farinha Fósforos (opcional)
Bolas de tapioca Charuto (opcional)
Bolas de arroz
Bolas de creme de arroz
Bolas de fubá
Quiabos crus e cozidos
Punhados de arroz cru
Punhados de arroz com casca
Punhados de canjica cozida e crua
Punhados de pipoca
Punhados de semente de girassol
Milho de pipoca
Milho vermelho fervido, cru e torrado
Milho amarelo cru e fervido
Acarajés
Ekurús
Abará (ekurú no bafo sem axé)
Aberém (opcional – ekurú de milho verde)
Morim branco, vermelho, preto e estampado
Linhas de 7 cores diferentes
7 fitas de cores diferentes
7 ms. de fieira
2 pratos de louça branco (velhos)
Cachaça
Bananadas ou cocadas brancas (ou suspiro)
Panelinhas de barro (se a cliente for femea)
Moringuinhas de barro (se o cliente é macho)
2 abanos ou 2 peneiras
Padês de azeite doce, dendê, mel, água e cachaça
4 copos d’água e 4 amarrados de pólvora
Ervas: peregun, aroeira, são gonçalinho, mangueira, para-raio, vence demanda e colonia
OBS.: Quando não for apontada a quantidade do elemento acima, tal é de-terminado pelo número de chegada do ODÚ mandante da oferenda.

CAÍDAS QUE 3 VEZES SEGUIDAS, REPRESENTAM FEITIÇO E PEDIDO DE MORTE POR FEITIÇO:

1 – OKÒNRÁN – feitiço feito para matar, morte por acidente ou desastre.
4 – IRÒSÚN – morte repentina por doença
5 – OSÊ – morte por bruxaria, doença ou suicídio.
7 – ODÍ – feitiço e morte por assassinato, acidente.
9 – ÒSÁ – bruxaria feita com EGUN no cemitério e morte por doença.
11 – ÒWÓRIN – morte por acidente, crime ou doença.
13 – OLÒGBÓN – morte por doença, porém lentamente.

Obs.: quando as 4 caídas forem iguais (1, 9, 11, 13), o consulente deverá “nascer” de novo (raspar o santo), ou fazer obrigação. Evitar por a mão, só se for para dar continuidade com as obrigações devidas.

Como conjugar ODÚ OLÒGBÓN, ODÍ e EJIÒNILÉ
13
8

7
Ebó de OLÒGBÓN, em caminho de mato
ODÍ com EJIÒNILÊ, por caminho de rio
8
13

7
Èbó OLÒGBÓN conjugado com ODÍ por existirem 2 ODÚ em caminho de água. Nesse caso, passa a aceitar a conjugação com ODÍ.

OBS.: a ave para o 1° e 3° exemplo deverá ser branca e, para o 2°, a ave será amarela.
Os ebós do ODÚ 1, 7 e 11, se saírem 3 vezes seguidas, deverão ser feitos 3 ebós em caminhos diferentes, sendo que, a ave só entrará no úl-timo ebó.
Quanto ao uso da bala de revólver, esta somente será usada quando o cliente está ameaçado de morte.

Quando ÒRÚNMÍLÁ permite conjugação, poderemos conjugar:
9

8

7 9

4

1 9
13
1 ou 7 ou 11

- não se poderá conjugar: 7

11

1
- 1ª caída, o ODÚ (ou mesmo o ORISÁ) está avisando;
- 2ª caída, está sendo prejudicado;
- 3ª caída, está sendo punido, castigado, e a
- 4ª caída, está se propondo a ajudar ou está dando proteção, desde que eliminados os eventuais entraves das caídas anteriores.

RESPOSTAS PARA O JOGO DE OBI / OROGBÔ / BÚZIOS
1) – se os 4 pedaços caírem com a parte interna virada par cima, a res-posta é SIM = ALÁFIA; situação favorável, afirmação.
2) – quando a situação for inversa ou seja, quando a parte externa está para cima, a resposta é NÃO = OYIEKÚ; negação, desastroso, total desfa-vorecimento.
3) – se caírem 2 partes externas e 2 partes internas a caída chama-se EJI LAKETÚ; talvez, alguns interpretam como afirmação, poderá ocorrer o que se perguntou.
4) – quando cair 3 partes internas para cima e 1 para baixo, a resposta é “quase” boa = ETAAWÁ; grande possibilidade de se positivar.
5) – se caírem 3 partes externas para cima e uma para baixo, a resposta é desfavorável = OKÒNRÁN; , negação, difícil haver situação favorável.

OBS. 1: em caso de respostas desfavoráveis, ou seja, não cair ALÁFIA, repe-te-se o jogo mais 3(três) vezes não esquecendo, nessas repetições, de es-friar-se o chão (com a quartinha) e usar um pouco de mel, depois colo-ca-se também no prato que está se jogando. Se as 4 (quatro) tentativas forem desfavoráveis, verifica-se o que está contrariando o ORÌSÁ ou o ÒRÍ. Após a verificação, acrescenta-se um pouco mais às oferendas ao ORÌSÁ.
Quando a caída se mantém negativa, coloca-se as partes do OBÍ ou OROGBÔ em cima de um acaçá, em posição de ALÁFIA, leva-se para ONILÊ (Terra), não esquecendo de esfriar a porta, volta-se ao quarto de santo e começa-se tudo de novo com outro OBÍ/OROGBÔ.
Se ao jogar novamente o jogo se fecha, repete-se a mesma ope-ração, só que dessa vez, despacha-se também as comidas secas, encer-rando-se a obrigação por esse dia, deixando-se tudo para o dia seguinte.
No outro dia, lava-se, defuma-se os bichos e faz-se apenas canjica e a-caçá, recomendando a jogar, agora, se fechar novamente, não tem mais o que discutir, deverá ser levado tudo, inclusive os bichos para o ma-to e oferece-se para o ORÌSÁ, para quem seria feita a obrigação.
OBS. 2: As pessoas do sexo masculino devem preferentemente, utilizar a fenda natural do búzio como sendo a representação do ALÁFIA (positivo).

OBI ORÁCULO
Uma enorme árvore chamada – a árvore do OBÍ -, é uma árvore sagrada e valiosa, e não pode ser derrubada como as outras árvores. En-tre os ORISÁS (exceto SANGÔ, que não come OBÍ) é muito apreciado o OBÍ ABATÁ (obí de quatro gomos).
O OBÍ é usado em sacrifícios, e, também, como oráculo, para que seja consultado na adivinhação. Para cada finalidade de adivinha-ção é usado um tipo de OBI ABATÁ (que fica dentro de uma vagem). O OBI ABATÁ deve ser de quatro gomos, devendo ter dois machos e duas fê-meas.
Para se obter um oráculo correto, os quatro gomos devem ser lançados no chão limpo ou num prato branco. O chão deve ser molhado com água. Durante a consulta não pode repetir a mesma pergunta duas vezes ao dia, porque quem faz as perguntas será enganado. A pergunta deve ser feita antes dos quatro gomos do OBÍ serem lançados no chão mo¬lhado ou no prato.
O OBÍ é uma profecia original, sem sacrifício e as maneiras de ex-pressões dos ODÚ são 256. Este oráculo tem uma lin¬guagem peculiar e tem que ser observada e entendida. Cada resposta tem sinal peculiar ao do OKPELÊ de ORÙNMILÁ, e os 16 ODÚ principais aparecem num só modo.
1. Quando o OBÍ macho é aberto, significa saúde ou triun¬fo (ILERA).
2. Quando as fêmeas são abertas, significa riqueza, dinhei¬ro (AGÊ).
3. Quando macho e fêmea são abertos juntos, significa amizade (EJIRÊ).
4. Quando dois machos são abertos juntos, significa crime, dificuldade e desentendimento (AKO-ORÀN).
5. Quando duas fêmeas são abertas juntas, significa tran¬qüilidade e sua-vidade (ERÔ).
6. Quando dois machos e uma fêmea são abertos, significa sucesso e de-pois dificuldade (AKIATÁ).
7. Quando duas fêmeas e um macho são abertos, significa que não há discussão, não há desentendimento, vai-se vivendo com a paz (OBITÁ).
8. Quando os quatro são abertos, significa bem-estar (OFIN ou ALÁFIA).
9. Quando todos os quatro estão virados para baixo, signi¬fica impedimen-to (ODÍ, IDÍWÓ).
10. Quando os quatro são juntos, como numa pilha, pode ter um signifi-cado como mau ou bom augúrio, e, também, significa exaltação do sinal predominante, que pode ser um dos nove sinais acima.

MÉTODO PARA ENCONTRAR-SE OS ÒMÒ ODÚ
IMPORTANTE: antes de iniciar a procura, colocar um jogo pelo sis-tema dos quatro pontos cardeais, para saber se o consulente não está sob influência de EGUN ou ÈSÚ.
ÒMÒ ODÚ é aquele que rege toda a existência de uma pessoa. Terá influência permanente para descoberta e aperfeiçoamento dos caminhos espirituais e existenciais de cada indivíduo.

Para obter-se o ÒMÒ ODÚ é necessário:
1- Jogar-se 8 (oito) mãos para um único ODÚ
2- Em cada mão jogada não considerar-se a presença de nenhum ODÚ identificado pelo número de búzios abertos.
3- Deve-se, apenas, contar os búzios abertos, levando-se em considera-ção se representam, no seu total, um número par ou impar.
4- Caso a soma dos búzios abertos se configure num número par (2, 4, 6, 8, 10, 12, 14 ou 16), marca-se um sinal simples: I ou 0.
5- Se, ao contrário, obtivermos um número ímpar (1, 3, 5, 7, 9, 11, 13 ou 15), marca-se um sinal duplo: I I ou 0 0.
6- Os sinais correspondentes a cada jogada são marcados de acordo com a seqüência que segue, da direita para a esquerda e de cima para baixo:
2ª jogada 1ª jogada
4ª jogada 3ª jogada
6ª jogada 5ª jogada
8ª jogada 7ª jogada
7 – A leitura deverá ser efetuada da direita para a esquerda, o que signi-fica dizer que o nome do ODÚ que se formar na coluna do lado direito (primeira perna) será mencionado na frente do que se formar na colu-na da esquerda (segunda perna).

Exemplo: jogando para chegar-se ao ÒMÒ ODÚ.
Lançamos oito mãos, obtendo a seguinte seqüência de búzios abertos:
1a mão – 3 búzios abertos: I I ou 0 0.
2a mão – 6 búzios abertos: I ou 0.
3ª mão – 8 búzios abertos: I OU 0.
4ª mão – 7 búzios abertos: I I ou 0 0.
5ª mão – 9 búzios abertos: I I ou 0 0.
6ª mão – 13 búzios abertos: I I ou 0 0.
7ª mão – 15 búzios abertos: I I ou 0 0.
8ª mão – 2 búzios abertos: I OU 0

Dessa forma teremos:

2ª mão – I ou 0 1ª mão – I I ou 0 0
4ª mão – I I ou 0 0 3ª mão – I ou 0
6ª mão – I I ou 0 0 5ª mão – I I ou 0 0
8ª mão – I ou 0 7ª mão – I I ou 0 0

Desse modo, e observando na tabela indicial de todos os ODÚ, temos, para o primeira representação, IKÁ (que é o mesmo pela ordem de chegada e por OSETURÁ)

De igual, e para a segunda representação, teremos OTURÁ (pela ordem de chegada de ORUNIMILÁ) ou ODÍ (pela ordem de OSETURÁ).

Em seguida, conjuga-se os dois ODÚ (à semelhança do ORUNCÓ) pa-ra obtermos o ÒMÒ ODÚ, e, no exemplo acima, teremos IKADÍ, KADÍ, KODÍ, IKODÍ, ou, também, IKARÁ, IKURÁ, IKTURÁ, KATURÁ, KAURÁ, etc. O importante é salientar que o ÒMÒ ODÚ é “filho” dos dois ODÚ encontrados pelo método acima, usando-se, para a composição do nome, tanto a nomenclatura pela ordem de chegada de ORÙNMILÁ, quanto aquela de OSETURÁ, prefe-rentemente esta última.

REPRESENTAÇÃO INDICIAL DE TODOS OS ODÚ:

1º ODÚ – OGBÊ I ou 0 EJIÒNILÊ (8)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I 0
I 0

2º ODÚ – OYÈKÚ I I ou 0 0 OLÒGBÓN (13)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I I 0 0
3º ODÚ – IWÒRÍ I I ou 0 0 EJILASÈBORÁ (12)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURA)
I 0
I I 0 0

4º ODÚ – ODÍ I ou 0 ODÍ (7)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I 0

5º ODÚ – IÒRÒSÚN I ou 0 IÒRÒSÚN (4)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I I 0 0

6º ODÚ – OWÓRIN I I ou 0 0 OWÓRIN (11)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I 0
I 0

7º ODÚ – OBÀRÁ I ou 0 OBÀRÁ (6)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I I 0 0

8º ODÚ – OKÀNRÁN I I ou 0 0 OKÀNRÁN (1)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I 0

9º ODÚ – OGUNDÁ I ou 0 ETAOGUNDÁ (3)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I 0
I I 0 0

10º ODÚ – OSÁ I I ou 0 0 OSÁ (9)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I 0
I 0

11º ODÚ – IKÁ I I ou 0 0 IKÁ (14)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I I 0 0

12º ODÚ – OTURUKPON I I ou 0 0 EJIOKÔ (2)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I 0
I I 0 0

13º ODÚ – OTURÁ I ou 0 ALÁFIA (16)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I 0
I 0

14º ODÚ – IRETÊ I ou 0 OBEOGUNDÁ (15)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I 0

15º ODÚ – OSÊ I ou 0 OSÊ (5)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I 0
I I 0 0

16º ODÚ – ÒFÚN I I ou 0 0 ÒFÚN (10)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I 0

OKÒNRÁN ou OKÀRÁN ou OKÀNRÁN
OSETURÁ: 1
ORUNMILÁ: 8

OKARANMEJI OKANRANTURUKPON OKANRANOGUNDÁ OKANRANROSÚ
OSETURÁ: 1-1
OSETURÁ: 1-2
OSETURÁ: 1-3 OSETURÁ: 1-4
ORUNMILÁ: 8 ORUNMILÁ: 191 ORUNMILÁ: 185 ORUNMILÁ: 130
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

OKANRANSÉ
OKANRANBARÁ OKANRANDÍ OKARANSODÊ
OSETURÁ: 1-5
OSETURÁ: 1-6
OSETURÁ: 1-7 OSETURÁ: 1-8
ORUNMILÁ: 197 ORUNMILÁ: 168 ORUNMILÁ: 108 ORUNMILÁ: 30
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OKARANSÁ OKANRANFUN OKARANWORIN OKANRANWORÍ
OSETURÁ: 1-9
OSETURÁ: 1-10
OSETURÁ: 1-11 OSETURÁ: 1-12
ORUNMILÁ: 187 ORUNMILÁ: 199 ORUNMILÁ: 150 ORUNMILÁ: 84
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OKANRANYEKÚ OKANRANKÁ OKANRANATÊ OKANRANTURÁ
OSETURÁ: 1-13
OSETURÁ: 1-14 OSETURA: 1-15 OSETURA: 1-16
ORUNMILÁ: 58 ORUNMILÁ: 189 ORUNMILÁ: 195 ORUNMILÁ: 193
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

EJIÒKÔ ou OTURUKPON
OSETURÁ: 2
ORUNMILÁ: 12

OTURUKPONOKANRAN EJIOKÔMEJI OTURUKPONGUNDÁ OTURUKPONROSÚ
OSETURÁ: 2-1
OSETURÁ: 2-2
OSETURÁ: 2-3 OSETURÁ: 2-4
ORUNMILÁ: 192 ORUNMILÁ: 12 ORUNMILÁ: 206 ORUNMILÁ: 138
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

OTURUKPONSÉ OTURUKPONBARÁ OTURUKPONDÍ OTURUKPONGBÊ
OSETURÁ: 2-5
OSETURÁ: 2-6
OSETURÁ: 2-7 OSETURÁ: 2-8
ORUNMILÁ: 241 ORUNMILÁ: 176 ORUNMILÁ: 116 ORUNMILÁ: 38
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OTURUKPONSÁ OTURUKPONFUN OTURUKPONWONRIN OTURUKPONWORÍ
OSETURÁ: 2-9
OSETURÁ: 2-10
OSETURÁ: 2-11 OSETURÁ: 2-12
ORUNMILÁ: 218 ORUNMILÁ: 243 ORUNMILÁ: 158 ORUNMILÁ: 92
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

OTURUKPONYEKÚ OTURUKPONKÁ OTURUKPONRETÊ ORURUKPONTURÁ
OSETURÁ: 2-13
OSETURÁ: 2-14 OSETURA: 2-15 OSETURA: 2-16
ORUNMILÁ: 66 ORUNMILÁ: 228 ORUNMILÁ: 239 ORUNMILÁ: 237
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

ETAOGUNDÁ ou OGUNDÁ
OSETURÁ: 3
ORUNMILÁ: 9

OGUNDÁKARAN OGUNDOTURUKPON ETAOGUNDÁMEJI OGUNDAROSÚ
OSETURÁ: 3-1
OSETURÁ: 3-2
OSETURÁ: 3-3 OSETURÁ: 3-4
ORUNMILÁ: 186 ORUNMILÁ: 205 ORUNMILÁ: 9 ORUNMILÁ: 132
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

EGUNTANSÊ OGUNABARÁ ODUDADÍ OGUNDÁEDÊ
OSETURÁ: 3-5
OSETURÁ: 3-6
OSETURÁ: 3-7 OSETURÁ: 3-8
ORUNMILÁ: 211 ORUNMILÁ: 170 ORUNMILÁ: 110 ORUNMILÁ: 32
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OGUNDASÁ OGUNDAFUN OGUNDÁWORIN OGUNDÁWORÍ
OSETURÁ: 3-9
OSETURÁ: 3-10
OSETURÁ: 3-11 OSETURÁ: 3-12
ORUNMILÁ: 201 ORUNMILÁ: 213 ORUNMILÁ: 152 ORUNMILÁ: 86
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

OGUNDAIKÚ OGUNDÁKÁ OGUNDÁKETÊ OGUNDATURÁ
OSETURÁ: 3-13
OSETURÁ: 3-14 OSETURA: 3-15 OSETURA: 3-16
ORUNMILÁ: 60 ORUNMILÁ: 203 ORUNMILÁ: 209 ORUNMILÁ: 207
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

IORÒSÚN ou IRÒSÚN
OSETURÁ: 4
ORUNMILÁ: 5

IROSUOKANRAN IROSUTURUKPON IROSÚOGUNDÁ IROSUNMEJI
OSETURÁ: 4-1
OSETURÁ: 4-2
OSETURÁ: 4-3 OSETURÁ: 4-4
ORUNMILÁ: 129 ORUNMILÁ: 137 ORUNMILÁ: 131 ORUNMILÁ: 5
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

IROSOSE IROSUOBARÁ IROSUDI IROSUOGBE
OSETURÁ: 4-5
OSETURÁ: 4-6
OSETURÁ: 4-7 OSETURÁ: 4-8
ORUNMILÁ: 143 ORUNMILÁ: 127 ORUNMILÁ: 102 ORUNMILÁ: 24
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

IROSUOSA IROSUOFUN IROSUWONRIN IROSUWORI
OSETURÁ: 4-9
OSETURÁ: 4-10
OSETURÁ: 4-11 OSETURÁ: 4-12
ORUNMILÁ: 133 ORUNMILÁ: 145 ORUNMILÁ: 125 ORUNMILÁ: 78
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

IROSUYEKU IROSUOKÁ IROSURETÊ IROSUTURÁ
OSETURÁ: 4-13
OSETURÁ: 4-14 OSETURA: 4-15 OSETURA: 4-16
ORUNMILÁ: 52 ORUNMILÁ: 135 ORUNMILÁ: 141 ORUNMILÁ: 139
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OSÊ
OSETURÁ: 5
ORUNMILÁ: 15

OSEKANRAN
OSETURUKPON ISEEGUNTAN OSEROSÚ
OSETURÁ: 5-1
OSETURÁ: 5-2
OSETURÁ: 5-3 OSETURÁ: 5-4
ORUNMILÁ: 198 ORUNMILÁ: 242 ORUNMILÁ: 212 ORUNMILÁ: 144
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

OSEMEJI
OSEBARÁ OSEDÍ OSEGBE
OSETURÁ: 5-5
OSETURÁ: 5-6 OSETURÁ: 5-7 OSETURÁ: 5-8
ORUNMILÁ: 15 ORUNMILÁ: 182 ORUNMILÁ: 122 ORUNMILÁ: 44
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OSESÁ
OSEFUN OSEWONRIN OSEWORÍ
OSETURÁ: 5-9
OSETURÁ: 5-10 OSETURÁ: 5-11 OSETURÁ: 5-12
ORUNMILÁ: 224 ORUNMILÁ: 255 ORUNMILÁ: 164 ORUNMILÁ: 98
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

OSESAIKU
OSEKÁ OSEBIRETÊ OSETURÁ
OSETURÁ: 5-13
OSETURÁ: 5-14 OSETURA: 5-15 OSETURA: 5-16
ORUNMILÁ: 72 ORUNMILÁ: 234 ORUNMILÁ: 252 ORUNMILÁ: 248
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OBÀRÁ
OSETURÁ: 6
ORUNMILÁ: 7

OBARÁKANRAN OBARÁTURUKPOM OBARÁOGUNDÁ OBARÁROSÚ
OSETURÁ: 6-1
OSETURÁ: 6-2 OSETURÁ: 6-3 OSETURÁ: 6-4
ORUNMILÁ: 167 ORUNMILÁ: 175 ORUNMILÁ: 169 ORUNMILÁ: 128
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

OBARÁOSE OBARÁMEJI OBARÁDÍ OBARÁBOGBÊ
OSETURÁ: 6-5
OSETURÁ: 6-6 OSETURÁ: 6-7 OSETURÁ: 6-8
ORUNMILÁ: 181 ORUNMILÁ: 7 ORUNMILÁ: 108 ORUNMILÁ: 28
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OBARÁOSÁ OBARÁOFUN OBARÁOWORIN OBARÁWORÍ
OSETURÁ: 6-9
OSETURÁ: 6-10 OSETURÁ: 6-11 OSETURÁ: 6-12
ORUNMILÁ: 171 ORUNMILÁ: 183 ORUNMILÁ: 148 ORUNMILÁ: 82
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

OBARÁYEKÚ OBARÁKÁ OBARÁRETÊ OBARÁTURÁ
OSETURÁ: 6-13
OSETURÁ: 6-14 OSETURA: 6-15 OSETURA: 6-16
ORUNMILÁ: 56 ORUNMILÁ: 173 ORUNMILÁ: 179 ORUNMILÁ: 177
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

ODÍ
OSETURÁ: 7
ORUNMILÁ: 4

IDIOKANRAN IDIOTURUKPON IDIOGUNDÁ ODIOSÚ
OSETURÁ: 7-1
OSETURÁ: 7-2
OSETURÁ: 7-3 OSETURÁ: 7-4
ORUNMILÁ: 107 ORUNMILÁ: 115 ORUNMILÁ: 109 ORUNMILÁ: 101
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

IDIOSÉ
IDIOBARÁ ODIMEJI IDIGBE
OSETURÁ: 7-5
OSETURÁ: 7-6 OSETURÁ: 7-7 OSETURÁ: 7-8
ORUNMILÁ: 121 ORUNMILÁ: 105 ORUNMILÁ: 4 ORUNMILÁ: 22
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

IDISÁ IDIOFUN IDIOWONRIN IDIWORI
OSETURÁ: 7-9
OSETURÁ: 7-10 OSETURÁ: 7-11 OSETURÁ: 7-12
ORUNMILÁ: 111 ORUNMILÁ: 123 ORUNMILÁ: 103 ORUNMILÁ: 76
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

IDIYEKU IDIKÁ IDIIRETÊ IDIOTURÁ
OSETURÁ: 7-13
OSETURÁ: 7-14 OSETURA: 7-15 OSETURA: 7-16
ORUNMILÁ: 50 ORUNMILÁ: 113 ORUNMILÁ: 119 ORUNMILÁ: 117
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

EJIÒNILÊ ou OGBÊ ou EJI OGBÊ
OSETURÁ: 8
ORUNMILÁ: 1

OGBÊKANRAN OGBÊTURUKPON OGBÊGUNDÁ OGBÊROSU
OSETURÁ: 8-1
OSETURÁ: 8-2
OSETURÁ: 8-3 OSETURÁ: 8-4
ORUNMILÁ: 29 ORUNMILÁ: 37 ORUNMILÁ: 31 ORUNMILÁ: 23
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

OGBÊSÉ OGBÊBARA OGBÊDI EJIONILÊMEJI
OSETURÁ: 8-5
OSETURÁ: 8-6 OSETURÁ: 8-7 OSETURÁ: 8-8
ORUNMILÁ: 43 ORUNMILÁ: 27 ORUNMILÁ: 21 ORUNMILÁ: 1
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OGBÊSÁ OGBÊFUN OGBÊWORIN OGBÊWEHIN
OSETURÁ: 8-9
OSETURÁ: 8-10 OSETURÁ: 8-11 OSETURÁ: 8-12
ORUNMILÁ: 33 ORUNMILÁ: 45 ORUNMILÁ: 25 ORUNMILÁ: 19
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

OGBÊYEKU OGBÊKÁ OGBÊATÊ OGBÊTURÁ
OSETURÁ: 8-13
OSETURÁ: 8-14 OSETURA: 8-15 OSETURA: 8-16
ORUNMILÁ: 17 ORUNMILÁ: 35 ORUNMILÁ: 41 ORUNMILÁ: 39
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OSÁ
OSETURÁ: 9
ORUNMILÁ: 10

OSÁKANRAN OSÁTURUKPON OSÁGUNDÁ OSÁROSU
OSETURÁ: 9-1
OSETURÁ: 9-2
OSETURÁ: 9-3 OSETURÁ: 9-4
ORUNMILÁ: 188 ORUNMILÁ: 217 ORUNMILÁ: 202 ORUNMILÁ: 134
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

OSÁSÉ
OSÁBARA OSÁDI OSÁGBÊ
OSETURÁ: 9-5
OSETURÁ: 9-6 OSETURÁ: 9-7 OSETURÁ: 9-8
ORUNMILÁ: 223 ORUNMILÁ: 172 ORUNMILÁ: 112 ORUNMILÁ: 34
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OSÁMEJI OSÁFU OSÁWORIN OSÁWORI
OSETURÁ: 9-9
OSETURÁ: 9-10 OSETURÁ: 9-11 OSETURÁ: 9-12
ORUNMILÁ: 10 ORUNMILÁ: 225 ORUNMILÁ: 154 ORUNMILÁ: 88
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

OSÁYEKÚ OSÁKÁ OSÁRETÊ OSÁTURÁ
OSETURÁ: 9-13
OSETURÁ: 9-14 OSETURA: 9-15 OSETURA: 9-16
ORUNMILÁ: 62 ORUNMILÁ: 215 ORUNMILÁ: 221 ORUNMILÁ: 219
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

ÒFÚN
OSETURÁ: 10
ORUNMILÁ: 16

ÒFUNKANRAN ÒFUNTURUKPON ÒFUNEGUNTAN ÒFUNROSU
OSETURÁ: 10-1
OSETURÁ: 10-2 OSETURÁ: 10-3 OSETURÁ: 10-4
ORUNMILÁ: 200 ORUNMILÁ: 244 ORUNMILÁ: 214 ORUNMILÁ: 146
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

ÒFUNSÉ ÒFUNBARA ÒFUNDI ÒFUNGBÊ
OSETURÁ: 10-5
OSETURÁ: 10-6 OSETURÁ: 10-7 OSETURÁ: 10-8
ORUNMILÁ: 256 ORUNMILÁ: 184 ORUNMILÁ: 124 ORUNMILÁ: 46
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

ÒFUNSÁ ÒFUNMEJI ÒFUNWORIN ÒFUNWORI
OSETURÁ: 10-9
OSETURÁ: 10-10 OSETURÁ: 10-11 OSETURÁ: 10-12
ORUNMILÁ: 226
ORUNMILÁ: 16 ORUNMILÁ: 166 ORUNMILÁ: 100
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

ÒFUNYEKU ÒFUNKÁ ÒFUNRETÊ ÒFUNTURÁ
OSETURÁ: 10-13
OSETURÁ: 10-14 OSETURA: 10-15 OSETURA: 10-16
ORUNMILÁ: 74 ORUNMILÁ: 236 ORUNMILÁ: 254 ORUNMILÁ: 250
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

ÒWÓRIN
OSETURÁ: 11
ORUNMILÁ: 6

OWORINKARAN OWORINTURUKPON OWORINOGUNDÁ OWORINROSU
OSETURÁ: 11-1
OSETURÁ: 11-2 OSETURÁ: 11-3 OSETURÁ: 11-4
ORUNMILÁ: 149 ORUNMILÁ: 157 ORUNMILÁ: 151 ORUNMILÁ: 126
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

OWORINSÉ OWORINBARÁ OWORINDI OWORISOGBÊ
OSETURÁ: 11-5
OSETURÁ: 11-6 OSETURÁ: 11-7 OSETURÁ: 11-8
ORUNMILÁ: 163 ORUNMILÁ: 147 ORUNMILÁ: 104 ORUNMILÁ: 26
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OWORINOSÁ OWORINFUN OWÓRINMEJI OWORIWORI
OSETURÁ: 11-9
OSETURÁ: 11-10 OSETURÁ: 11-11 OSETURÁ: 11-12
ORUNMILÁ: 153
ORUNMILÁ: 165 ORUNMILÁ: 6 ORUNMILÁ: 80
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

OWORINYEKÚ OWORINKÁ OWORINRETÊ OWORINTURÁ
OSETURÁ: 11-13
OSETURÁ: 11-14 OSETURA: 11-15 OSETURA: 11-16
ORUNMILÁ: 54 ORUNMILÁ: 155 ORUNMILÁ: 161 ORUNMILÁ: 159
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

EJILASEBÒRÁ ou IWORI
OSETURÁ: 12
ORUNMILÁ: 3

IWORIOKANRAN IWORITURUKPOM IWORIWOGUNDÁ IWORIOSÚ
OSETURÁ: 12-1
OSETURÁ: 12-2 OSETURÁ: 12-3 OSETURÁ: 12-4
ORUNMILÁ: 83 ORUNMILÁ: 91 ORUNMILÁ: 85 ORUNMILÁ: 77
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

IWORIWASÉ
IWORIBARÁ IWORIODÍ IWORIOGBÊ
OSETURÁ: 12-5
OSETURÁ: 12-6 OSETURÁ: 12-7 OSETURÁ: 12-8
ORUNMILÁ: 97 ORUNMILÁ: 81 ORUNMILÁ: 75 ORUNMILÁ: 20
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

IWORIOSÁ IWORIOFÚN IWORIWONRIN EJILAJEBORÁMEJI
OSETURÁ: 12-9
OSETURÁ: 12-10 OSETURÁ: 12-11 OSETURÁ: 12-12
ORUNMILÁ: 87
ORUNMILÁ: 99 ORUNMILÁ: 79 ORUNMILÁ: 3
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

IWORIYEKÚ IWORIOKÁ IWORIATÊ IWORIOTURÁ
OSETURÁ: 12-13
OSETURÁ: 12-14 OSETURA: 12-15 OSETURA: 12-16
ORUNMILÁ: 48 ORUNMILÁ: 89 ORUNMILÁ: 95 ORUNMILÁ: 93
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OLÒGBÓN ou OYEKÚ
OSETURÁ: 13
ORUNMILÁ: 2

OYEKUELEKAN OYEKUBATUTU OYEKUEGUNTAN OYEKUROSU
OSETURÁ: 13-1
OSETURÁ: 13-2 OSETURÁ: 13-3 OSETURÁ: 13-4
ORUNMILÁ: 57 ORUNMILÁ: 65 ORUNMILÁ: 59 ORUNMILÁ: 51
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

OYEKUSÉ OYEKUBARÁ OYEKUDI OYEKUOGBÊ
OSETURÁ: 13-5
OSETURÁ: 13-6 OSETURÁ: 13-7 OSETURÁ: 13-8
ORUNMILÁ: 71 ORUNMILÁ: 55 ORUNMILÁ: 49 ORUNMILÁ: 18
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OYEKUSÁ OYEKUEFUN OYEKUWONRIN OYEKUWORI
OSETURÁ: 13-9
OSETURÁ: 13-10 OSETURÁ: 13-11 OSETURÁ: 13-12
ORUNMILÁ: 61
ORUNMILÁ: 73 ORUNMILÁ: 53 ORUNMILÁ: 47
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

OLOGBÓNMEJI OYEKUEKÁ OYEKURETE OYEKUBATUYE
OSETURÁ: 13-13
OSETURÁ: 13-14 OSETURA: 13-15 OSETURA: 13-16
ORUNMILÁ: 2 ORUNMILÁ: 63 ORUNMILÁ: 69 ORUNMILÁ: 67
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

IKÁ
OSETURÁ: 14
ORUNMILÁ: 11

IKÁKANRAN IKÁTURUKPON IKÁGUNDÁ IKÁROSÚ
OSETURÁ: 14-1
OSETURÁ: 14-2 OSETURÁ: 14-3 OSETURÁ: 14-4
ORUNMILÁ: 190 ORUNMILÁ: 227 ORUNMILÁ: 204 ORUNMILÁ: 136
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

IKÁOSÉ IKÁBARÁ IKÁDI IKÁGBÊ
OSETURÁ: 14-5
OSETURÁ: 14-6 OSETURÁ: 14-7 OSETURÁ: 14-8
ORUNMILÁ: 233 ORUNMILÁ: 174 ORUNMILÁ: 114 ORUNMILÁ: 36
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

IKÁSÁ IKÁOFÚN IKÁWONRIN IKÁWORI
OSETURÁ: 14-9
OSETURÁ: 14-10 OSETURÁ: 14-11 OSETURÁ: 14-12
ORUNMILÁ: 216
ORUNMILÁ: 235 ORUNMILÁ: 156 ORUNMILÁ: 90
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

IKAYEKU IKÁMEJI IKÁRETÊ IKÁOTURÁ
OSETURÁ: 14-13
OSETURÁ: 14-14 OSETURA: 14-15 OSETURA: 14-16
ORUNMILÁ: 64 ORUNMILÁ: 11 ORUNMILÁ: 231 ORUNMILÁ: 229
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OBEOGUNDÁ ou IRETÊ
OSETURÁ: 15
ORUNMILÁ: 14

IRETÊOKANRAN IRETÊTURUKPON IRETÊOGUNTAN IRETÊTOSÚ
OSETURÁ: 15-1
OSETURÁ: 15-2 OSETURÁ: 15-3 OSETURÁ: 15-4
ORUNMILÁ: 196 ORUNMILÁ: 238 ORUNMILÁ: 210 ORUNMILÁ: 142
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

IRETÊSÉ IRETÊOBARÁ IRETÊDÍ IRETÊAGBÊ
OSETURÁ: 15-5
OSETURÁ: 15-6 OSETURÁ: 15-7 OSETURÁ: 15-8
ORUNMILÁ: 11 ORUNMILÁ: 180 ORUNMILÁ: 120 ORUNMILÁ: 42
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

IRETÊSÁ IRETÊFUN IRETÊWONRIN IRETÊWORÍ
OSETURÁ: 15-9
OSETURÁ: 15-10 OSETURÁ: 15-11 OSETURÁ: 15-12
ORUNMILÁ: 222
ORUNMILÁ: 253 ORUNMILÁ: 162 ORUNMILÁ: 96
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

IRETÊYEKÚ IRETÊKÁ OBEOGUNDÁMEJI IRETÊTURÁ
OSETURÁ: 15-13
OSETURÁ: 15-14 OSETURA: 15-15 OSETURA: 15-16
ORUNMILÁ: 70 ORUNMILÁ: 232 ORUNMILÁ: 14 ORUNMILÁ: 246
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

ALÁFIA ou OTURÁ
OSETURÁ: 16
ORUNMILÁ: 13

OTURÁKANRAN OTURÁTURUKPON OTURÁGUNDÁ OTURÁROSU
OSETURÁ: 16-1
OSETURÁ: 16-2 OSETURÁ: 16-3 OSETURÁ: 16-4
ORUNMILÁ: 194 ORUNMILÁ: 238 ORUNMILÁ: 208 ORUNMILÁ: 140
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

OTURÁSÉ
OTURÁBARÁ OTURÁDI OTURÁORIKÔ
OSETURÁ: 16-5
OSETURÁ: 16-6 OSETURÁ: 16-7 OSETURÁ: 16-8
ORUNMILÁ: 247 ORUNMILÁ: 178 ORUNMILÁ: 118 ORUNMILÁ: 40
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OTURÁSÁ OTURÁFUN OTURÁWORIN OTURÁWÓRI
OSETURÁ: 16-9
OSETURÁ: 16-10 OSETURÁ: 16-11 OSETURÁ: 16-12
ORUNMILÁ: 220
ORUNMILÁ: 249 ORUNMILÁ: 160 ORUNMILÁ: 94
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

OTURÁAIKÚ OTURÁKÁ OTURARETÊ OTURÁMEJI
OSETURÁ: 16-13
OSETURÁ: 16-14 OSETURA: 16-15 OSETURA: 16-16
ORUNMILÁ: 68 ORUNMILÁ: 230 ORUNMILÁ: 245 ORUNMILÁ: 13
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

CARACTERÍSTICAS E PERSONALIDADE DOS ODÚ
1 – OKÀRÁN Movimento, barulho, alvoroço, visita estranha, negati-vidade, aceitação imediata, propriedade instantâ-nea.
Representação Indicial em IFÁ: I I I I
I I I I
I I I I
I I
Onde I I é terra e I I é água.
I I I

Responde ÈSÚ – 1 (um) búzio aberto
Situações que pode ocasionar; sustos, prisão, roubo, ruína, aci-dentes, envolvimento com drogas, tráfico, pessoa mau-caráter, inimiza-des, separações. As pessoas regidas por esse ODÚ, São inquietas, inde-pendentes, desconfiados, esquivos e tristes.
Em Yorubá, o significado do termo “OKARAN” seria igual uma “só palavra” ou “a primeira palavra é boa” (“OKAN OLAN”)
OKÀRÁN MEJI é composto pelos elementos terra sobre ar, com predominância do primeiro (terra) o que significa a sensação de sufoco, vácuo, saturação e estruturamento. Corresponde ao ponto cardeal nor-noroeste a carta 18 do taro (a “LUA”) seu valor numérico e o 15. Suas co-res são o vermelho, negro, o branco e o azul. É um ODU feminino, e repre-sentado esotericamente por dois perfis humanos numa referência inequí-voca aos orisás gêmeos IBEYJI).
OKÀRÁN MEJI é o chefe dos gêmeos e simboliza o mistério que en-volve sua existência segundo os ensinamentos de ORÙNMILÁ, todos os gê-meos são gerados neste signo e dependem dele e da sua influência.
A fala humana foi introduzida por este ODÚ e com ela todos os i-diomas existentes. As pessoas nascidas sob este signo, não recebem qualquer reconhecimento por parte de seus semelhantes. Corresponde ao nº 8 na ordem de chegada do sistema IFÁ, onde é conhecido com o mesmo nome.
Quando OKÀRÁN se apresenta no jogo, o babalawo se levanta e manda despachar a rua com uma quartinha.
Obs.: a pessoa deverá passar imediatamente por um ebó.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (positivo), OKÀNRÁN pode indicar vocação religio-sa, eloquência, solução de problemas por intermédio de simples enten-dimento, nascimento de uma criança, nascimento de gêmeos, virilidade no homem, sexualidade na mulher, progresso ou enriquecimento repenti-no.
Em OSOGBÔ (negativo), pode indicar fanatismo religioso exacer-bado, injustiças, ingratidão, inquietude, abandono, lágrimas, perigo imi-nente e irremediável, inimigos ocultos, novidade, barulhos, alvoroço, visita estranha, coisas negativas em todos os sentidos ou até certo ponto, susto, grandes perigos, roubo, prisão, ruína, perda total.
Em OKÀNRÁN falam as seguintes divindades:
Orisás (Nagô): IBEYJI, OSUMARÊ, OMÒLÚ e EGUN (geralmente, os eguns que se comunicam por esse ODÚ são ancestrais consan-güíneos do consulente.
VODÚNS (Jêje): HOHOVI, LEGBÁ, DÃ, SAPATÁ, HEVIOSÔ E TOHOSÚ.
- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
ÈSÚ adverte que há perigo de roubo, brigas, discussões, inimiza-des, intrigas, perda de emprego, separação, prejuízo em qualquer tipo de negócio, sustos. Adverte também que está sujeito prisão, acidentes, feiti-ços, com os caminhos fechados, enfim, ruína.
O cliente sente dificuldade em realizar seus negócios, impedindo por inimigos ou pessoas invejosas, é necessário fazer èbó, para retirar as perturbações, e para que ÈSÚ trabalhe em sua defesa.
Quanto à personalidade da pessoa regida por esse ODÚ, na ver-dade é um mau caráter, pois além de prejudicar a própria vida, procura transformar a dos outros, sem se importar com ninguém. Provoca intrigas e separações, mesmo que seja dos próprios pais, filhos ou de qualquer ou-tra pessoa.
Quando a regência for de OKÀRÁN MEJI, a pessoa é altamente problemática, mas, se caso o outro ODÚ for mais tranqüilo, terá seu caráter amenizado.
Quando este signo sair no jogo, deverá ser despachada a porta, com uma quartinha usada para esse fim.
Negativo: Há perigo de roubo, brigas, discussões, inimizades, perda emprego ou de qualquer tipo de negócio, intrigas, separa-ções, muito susto e perigo de vida. Sujeito a prisão, aciden-tes, feitiços, caminhos fechados.
O presente deverá ser entregue em lugar alto, encruzilhada aber-ta do lado esquerdo, fazer ORIKÍ e ÒFO ÈSÚ, e, tudo que se fizer para OKÀN-RÁN, deverá ser também feito para ONAN, ORITÁ e ODARÁ.
Na volta do presente, dar comida a SANGÔ AIRÁ, OYÁ e OSÀLÁ, também em lugar alto.
Obs.: Os ebós de ODÚ serão passados no cliente mediante consulta a ORÙNMILÁ. Caso não seja permitido, perguntar qual o novo caminho: EBÓ DE ÈSÚ, EBÓ EGUN ou EBÓ IKÚ.
IMPORTANTE: Os ebós de ODÚ só poderão ser encaminhados, em sua fase negativa, por pessoas de OGUM ou OYÁ, de preferência que não sejam yaôs, isto é, pessoas mais antigas de santo.
O que deve ficar bem claro é que não se despacha e nem assenta ODÚ: apenas dá-se caminho à sua fase negativa.

Caso seja permitido EBÓ DE ÈSÚ, por ordem de OKÀRÁN:

a ) 1 vela, 1 garrafa de cachaça, farofa de 4 tipos (cachaça, água, mel e dendê), ! ovo, 1 bolo de farinha, efun, pipoca, 1 charuto, 1 rosa vermelha, frango ou galinha, fósforo, pano branco, linha branca, 1 acaçá branco, acarajé. Passar tudo no cliente e despa-char onde a caída indicar (encruzilhada, mato ou água)

b) Um galo, farofa de dendê, 1 folha de mamona, pano preto, pano branco, 7 ovos, 7 velas, 7 bolas pequenas de farinha com água. Sacrifica-se o bicho para ÈSÚ, abrindo-se pelas costas , colocando tudo dentro e depois enrolar no panos. Despachar no local segun-do a caída.

OBS.: Nos Ebós de Èsú (por OKÀRÁN), não deve faltar um bife sem osso. Em alguns casos deverá levar um faquinha com cabo de madeira, 1 prego (de cumeeira), 1 bala de revólver (de qualquer calibre), que deverão ser sempre enterrados, de cabeça para baixo, nos ebós (o qual é entregue no alguidar).
c) 7 folhas de mamona com os talos, 4 tipos de farofa (dendê, mel, água e aguardente), 1 metro de morim preto, 1 metro de morim branco, 1 metro de morim vermelho, 7 velas e 1 frango. Passar os morins no cliente e arrumar no chão em volta do cliente, formando uma ferradura. Pegar as folhas e “bater” no cliente. Depois arriar essas folhas no chão, por cima dos morins. Ascender as velas e passar o frango no cliente. Abrí-lo pelas costas e dividir em 7 peda-ços, colocando um sobre cada folha de mamona. Ebó para abrir caminhos. Deve ser passado conforme o local determinado pela caída.

OBS.: 1) Após o ebó, dar um banho de folhas frescas no cliente.
2) Sete dias após poderá ser dado um OBÍ.
3) Após esse ebó deverá ser dada comida ao ORISÁ OGUN.

SIGNIFICADO DO POSICIONAMENTO DO ODÚ OKÀRÁN

1ª caída = avisando
1

2ª caída = ameaçando

1 3ª caída = castigando
(ANJO DE GUARDA SATURADO)

1

1
1 1

1 OKÀRÁN nas quatro posições:
Condenação total, impossibilidade de raciocí-nio lógico e filosófico, prenúncios negativos, a pessoa está indefesa. Indica depressão física e mental, diminuição de força vital.

Quando esse ODÚ se apresenta, os caminhos de entrega são determina-dos por onde a caída estiver determinada:
1ª caída = encruzilhada
2ª caída = beira d’água
3ª caída = estrada ou mato
OBS.: Quando esse ODÚ se posicionar apenas na quarta caída, pode indi-car vocação religiosa, solução de problemas por intermédio de simples entendimento, progresso ou enriquecimento repentino, significa que o i-nimigo não poderá ocasionar nenhum malefício. Fala também em virili-dade no homem e sexualidade na mulher. Nascimento de criança.

2 – EJIÒKÔ Encontro de dois, casamento ou convivência conju-gal, felicidade inesperada, sucesso de empresa.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
I I I I
I I
I I I I
Onde I I é terra e I é ar.
I I I I
Responde com 2 (dois) búzios abertos.
Corresponde ao 12 na ordem de chegada do Sistema IFÁ, onde é conhecido pelo nome de OTURUKPON.
EJIÒKÔ é um ODÚ composto pelos elementos terra sobre ar, com predominância do primeiro, sua figuração indicial indica luminosidade, transparência. Corresponde ao ponto cardeal Oeste-Noroeste, à carta 15 do Tarot (o “HIEROFANTE”) e seu valor numérico é o 14. Suas cores são todas aquelas derivadas do vermelho, aceitando também o negro e tudo o que for estampado com estas duas cores. É um ODÚ feminino, represen-tado esotericamente por um feto dentro de um útero, referência inequí-voca à sua influência sobre o estado de gravidez.
Neste ODÚ por ordem de ÒFÚN MEJI foi criada a terra, e, por este motivo, é um signo ligado à abundância e à riqueza. Foi este signo que criou as montanhas e é também um dos ODÚ dos gêmeos HOHÔ (IBEYJI). Sempre que este ODÚ surge numa consulta, o advinho deve to-car o solo com a ponta dos dedos depois roçar, de leve, seu próprio peito pronunciando “Ilero” ou “Lelo”, como forma de saudação.
É um ODú ligado as “KENNESÍS”, espíritos feiticeiros do sexo femini-no. É muito temido pelas mulheres grávidas pelo seu poder de provocar aborto e partos prematuros.
Determina separação de mãe e filhos e muita tristeza por causa disto. Indica que a mulher trai o marido. Assinala inversão sexual. Aponta enfermidades e bruxarias por comida e/ou bebidas.
Neste ODÚ falam: OMÒLÚ, OGUN, SANGÔ, OBATALÁ, ODUDUWÁ, OSAYÍN e os IBEYJI. Sua árvore ritualística é o cedro, sendo o signo do tigre enfure-cido.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (positivo), EJIÒKÔ pode indicar atitudes puras e inocen-tes. Revela sensibilidade artística, dignidade, evolução material e espiritu-al, conquista de posições elevadas, vitórias, honrarias, encontro de dois corações, casamento, convivência (relacionamento) sexual, empreen-dimento bem sucedido.
Em OSOGBÔ (negativo), pode indicar possibilidade de aborto ou parto prematuro, inveja de terceiros, atraso de vida por olho grande, trabalho de feitiçaria feito contra o consulente, melancolia, perdição por amor, separação da família (principalmente a mãe), frigidez nas mulheres, im-potência nos homens, inimigos ocultos.
Em EJIÒKÔ falam as seguintes divindades:
Orisás (Nagô): OMOLÚ, OSUMARÊ, OGUN, SANGÔ, ODÚDUWA, NANÃ, IBEYJI.
VODÚNS (Jêje): SAPATÁ, DÃ AYDOHWEDÔ, GU, HEVIOSO, NÃ, HOHO, MAWÚ, KPO VODÚN.
- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Quando esse ODÚ vem na 4ª caída: surpresas boas, cartas, dinhei-ro, lucros em negócios, amores, boas notícias, casamentos, amigação, noivado, convites para festas e fim de sofrimento.
Na 1ª caída, fala em mediunidade, representa também ciências ocultas; nas demais caídas fala de demandas, indecisões, gravidez.
Quanto à personalidade das pessoas regidas por esse ODÚ ou sob sua influência, são muito alegres e felizes, possuem muita sorte, porém não chegam a ficar ricos, não são ambiciosos e procuram dividir tudo o que possuem. São muito confiantes, voluntariosos, geniosos, prepotentes, exigentes e tentam sempre impor suas vontades. Dessa maneira adqui-rem constantemente inimigos declarados e ocultos, pois pessoas desse ODÚ são muito invejadas e vítimas de inimigos traiçoeiros, acarretando muitas demandas para impedir o completo triunfo das pessoas sob essa influência.
Para que possam ter sucesso deverão aprender a guardar segre-do de todas as suas verdadeiras intenções e se algo sair errado, se tor-nam muito sofridas, quando algo não lhes sai como desejam, e, aí, fazem mexericos e criam grandes confusões, mas como geralmente possuem bom coração, logo se arrependem do que fizeram e procuram contornar a situação criada por eles mesmos e tentam tudo para reconquistar as amizades perdidas. Sofrem muito por doenças, amores não correspondi-dos, enfim, a personalidade é bem instável.
Dar o presente num jardim ou na entrada da mata, ao voltar, dar bastante canjica nos pés de ÒSÀLÁ, com 22 acaçás em cima, jogar OBÍ ABATÁ e ao dar ALÁFIA, comer um pedacinho e o restante colocar em po-sição de ALÁFIA em cima da canjica.
Esse ODÚ só tem ebó quando o mesmo se apresente nas três posi-ções: O ebó será entregue no mato com riacho de água limpa.
Elementos principais desse ebó:
- 2 panelinhas de barro;
- 2 bolas de gude;
- 2 moringas de barro;
- 2 piões de madeira com fieira;
- e, ainda, mais todos os outros elementos comuns a todos os ebós
Por ser um ODÚ com características infantis, pode ser agradado tam-bém em jardins, parques, com doces (como os que são feitos para festas de aniversário), caruru, brinquedos, conchinhas, balas, enfim, tudo o que uma criança gostaria de receber.
OBS.: Os ebós de ODÚ serão passados no cliente mediante consulta a ORÙNMILÁ. Caso não seja permitido, perguntar qual o novo caminho: EBÓ de ÈSÚ, EBÓ EGUN ou EBÓ IKÚ.

3 – ETAOGUNDÁ Desordem, favorecimento de zanga, paz vitoriosa, acusação, ascensão ao poder, elevação, desastre, produto por esforço próprio.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I
I I
I I I I
Onde I é fogo e I é ar.
I I I
Responde com 3 (três) búzios abertos
Significado do termo yorubá “OGUNDÁ MEJI” = “OGUN DA EJÁ MEJI”, ou, “Ogun partiu o peixe em dois”.
ETAOGUNDÁ é um ODÚ composto pelos elementos fogo sobre ar, com predominância do primeiro, o que representa o dinamismo transfor-mado em obstáculo, o esforço voltando-se contra quem o despendeu, levando ao fracasso. Corresponde ao ponto cardeal Nor-Nordeste, à car-ta “o DIABO” no Tarot e seu valor numérico é o 2.
Suas cores são, o negro, o branco e o azul. É um ODÚ masculino, representado esotericamente por um punhal ou facão, numa referência inequívoca ao orisá OGUN.
Esse ODÚ, assim como o ORISÁ OGUN, rege todos os metais negro, tudo o que é de ferro e o trabalho realizado nas forjas ocupando-se tam-bém, do arco e da flecha.
Considerado um símbolo bastante perigoso, comanda o membro viril, os testículos a ereção, o esperma e determina até certo ponto, os hábitos sexuais e as doenças venéreas.
Foi sob este signo que SANGO desceu à terra, segundo alguns BO-KONÕ, GU (Ogun) e HEVIOSO (SANGO) possuem origens idênticas e a dife-rença reside apenas em suas manifestações.
ETA-OGUNDÁ preside os partos e desta forma todas as crianças vêm ao mundo sob sua ação e responsabilidade. A noção de corte, de separação, está ligado a esse signo.
Prenuncia dúvidas, falsidade oculta, prisão, briga, casos de justi-ça, perigo vícios, depravação e guerra. Documentos e papéis importan-tes sem andamento, rompimento de uma sociedade, falência e separa-ção amorosa. O consulente só vencerá todos os obstáculos agindo com calma e dentro da noção e com muita cautela. Não confiar em nin-guém. Não recuar diante de nenhum obstáculo.
Traz sempre perdas, brigas e separação. É sempre sinônimo de cortes bruscos. quase sempre indica envolvimento com a polícia.
OBS.: Por este ODÚ, SANGO vê tudo o que se passa sobre a terra e o mar
As ervas deste signo são o PEREGUM e a MIRRA, ambas possuem qualidades afrodisíacas.
Orisás que falam nesse caminho: OGUN, SANGO, OBATALÁ, OSOSÍ, I-BEYJIS, BABÁ OKÊ, ELEGBARA e EGUN.
Os regidos por este signo não podem comer carne de galo, fru-ta-pão e inhame. Proíbe-se, também, o consumo de bebidas alcoólicas. As pessoas devem prevenir-se contra acidentes e atos de violência que podem custar-lhe a vida, ou mesmo prejudicar sua saúde para sempre. Nesse ODÚ nasceram as sete ferramentas de OGUN. As pessoa regidas por este ODÚ devem contar com a proteção de ODUDUWA.
A pessoa que for desse ODÚ (nascimento) quando chega o mo-mento certo, deverá assentar OBALUAYÊ e IYEWÁ. Os filhos de OGUN que fo-rem deste ODÚ, não podem trabalhar com feitiços de EGUN, embora pas-sam faze-lo através de OSAIYN.
Sob a regência deste signo, e por ordem de SANGO, OBALUAYÊ sentou-se numa pedra e adquiriu o dom da adivinhação, o que o levou a reinar em AKARÁ.
Esse signo fala de construção de casa: e o ODÚ da casa própria. Se a casa estiver em mau estado, tem que ser reformada para afastar OSOGBÔ (negatividade). Também fala da árvore IROKO. O cliente tem que tomar banhos com suas folhas.
- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), ETAOGUNDÁ pode indicar: desmascaramento de pessoas que vêm agindo com falsidade, descoberta de uma traição, vi-tória sobre inimigos, guerra ou disputa em que a vitória está assegurada, vigor físico, virilidade, nascimento de uma criança, sobrevivência numa si-tuação de extremo perigo.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: violência imposta ou so-frida, corrupção moral, toxicomania, alcoolismo, falta de escrúpulo, guer-ra, disputas acirradas que levam a desenlaces violentos, acidentes, morte violenta, agressões, perigo em viagens, inversões e perversões sexuais, traição, morte por envenenamento, falha na conduta moral.
Em ETAOGUNDÁ falam as seguintes divindades:
Orisás (Nagô): OGUN, SANGÔ, OSÓSI, OSUMARÊ, IBEYJI, OSOGYAN e ÈSÚ.
VODÚNS (Jêje): LISÁ, DAN, KÊ, TOHOSÚ, HOHÔ, GUN, HEVIOSO e AGÊ.

ETAOGUNDÁ proíbe seus filhos de:
A) comer carne de galo, inhame pilado, mandioca e fruta-pão:
B) ingerir bebidas alcoólicas;
C) cavar sepulturas ou buracos;
D) transportar armas ou guardá-las embaixo da cama, principalmente fa-cas e punhais.
- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Quando esse ODÚ se apresenta no jogo, o consulente deverá ser esclarecido afim de encontrar forças necessárias para enfrentar todas as situações desagradáveis e jamais recuar diante de qualquer obstáculo. Somente não deverá agir com impulso de maldade e, sim, com espírito de bondade e esperteza, e muita calma, pois é uma indicação de difi-culdade com alguns prejuízos e graves conseqüências. O consulente de-verá ficar em alerta, pois haverá fracassos nas realizações de grandes projetos. Quando isso acontece, é preciso que o consulente tenha muita calma e paciência, pois esse é um KARMA imposto por este ODÚ, e nesse momento, este deverá agir com prudência, e, acima de tudo, com justi-ça. Não deve depositar confiança demasiada em certos amigos, pois no meio deles haverá um traidor, um falso amigo.
O regido por este signo só terá bons lucros e bons resultados, me-diante seus próprios esforços e sacrifícios, pois deverá ter muito cuidado para não haver acidentes em rua, estradas, doenças graves e decep-ções. Os caminhos desse ODÚ, quando em suas fases negativas, poderão indicar também brigas, pancadarias, prisões, separações, desfecho de caso na justiça, documentos importantes sem andamento, rompimento de uma sociedade, falência e separação amorosa.
O consulente deverá ser alertado, quanto a todas essas possíveis situações desastrosas, incluindo também um aviso importante que haverá perigo de papeis comprometedores. Nesse caso, este deverá ter muita calma e cautela com essa situação, e de que ele somente vencerá todos os obstáculos, se ele próprio tiver razão, pois esse ODÚ só age pela razão.
O homem regido por esse ODÚ, é muito viril, sério e organizado; quanto à mulher, tem muita fertilidade, mas não é sensual (sexy). Tanto um, quanto o outro, são radicais, olho por olho, dente por dente. Esse ODÚ, tem uma certa ligação com OBÀRÁ, portanto quando for dar presen-te a OGÙNDÁ, deverá se dar também a OBÀRÁ e a EJILASÈBORÁ, e o presente deverá ser em forma de triângulo.
OGUN se apresenta com toda a força da lei e da espada, justicei-ro.
Positivo: Esclarecer para encontrar forças necessárias para enfrentar o que virá, situações desagradáveis e para não recuar dian-te de nada. Não agir com impulsos de maldade e sim com esperteza, sabedoria e muita calma.
Negativo: Ficar em alerta, indicação de dificuldades com alguns preju-ízos e graves conseqüências, fracassos nas realizações de grandes projetos.
1ª OBS.: o homem deste ODÚ é muito sério organizado e muito viril.
2ª OBS.: quanto à mulher regida por ETA-OGUNDÁ, ele proporciona muita fertilidade, porém a mulher não tem muita sensualidade.
3ª OBS.: As pessoas de ETA-OGUNDÁ são muito radicais, sendo olho por olho, dente por dente.
4ª OBS.: O ODÚ ETA-OGUNDÁ tem uma certa ligação com o ODÚ OBARÁ, por-tanto quando agradar ETA-OGUNDÁ, deve-se também agradar de alguma forma o ODÚ OBÀRÁ (6) e o ODÚ EJILASEBORÁ (12).
5ª OBS.: quando arriar um presente para ou agrado para ETAOGUNDÁ, o mesmo deverá ser em forma de triângulo.
6ª OBS.: ETA-OGUNDÁ só tem ebó quando o mesmo se apresentar três vezes consecutivas ou seja
3
3

3

E será um único ebó
Em caso de apresentar-se em uma ou duas caídas, perguntar no jogo se pode (ou deve) agradar o ODÚ ou agradar o orisá OGUN, ou, até mesmo, o orisá SANGO e/ou ÈSÚ.
NOTA 1: Todas as vezes que se for presentear (agradar) ODÚ, os mesmos deverão ser entregues em lugar alto.
NOTA 2: O ebó de ETAOGUNDÁ deverá ser SEMPRE entregue em lugar de ma-to.
NOTA 3: Qualquer ebó de ODÚ só poderá ser encaminhado em sua fase negativa por pessoas de OGUM ou de OYÁ, de preferência que não sejam YAÔS, isto é, pessoas mais velhas de santo. Importante esclarecer que não se despacha ODÚ nem se assenta: apenas se dá caminho a fase negati-va.
Mesmo quando este ODÚ se apresenta uma única vez, deve-se prestar muita atenção, pois o mesmo sempre é indicação de perigos. Nesse signo falam OGUM, SANGO, OBALUAYÊ, ou, até mesmo, ÈSÚ.
Este Ebó leva todos os elementos comuns a todos os ebós e mais: 3 (três) pedaços de corrente de ferro, sendo que cada pedaço terá a seguinte medida: o primeiro pedaço, equivalente à circunferência da cabeça do consulente: o segundo pedaço corresponde à uma volta ao redor das duas mãos (juntas) do consulente; e, o terceiro pedaço, corres-ponde à uma volta ao redor dos tornozelos do consulente. Essas correntes deverão ser passadas da cabeça aos pés do consulente e depois deve-rão ficar esticadas sobre o ebó. Poderá, ainda, levar um frango ou pom-bo branco (indagar no jogo).
OBS.: Todos os ebós só poderá ser feitos com o consentimento de ORÙNMILÁ e do ÒRÍ do consulente.
Mesmo quando este ODÚ apresentar-se apenas uma vez no jogo, deve-se prestar muita atenção, pois o mesmo é sempre indicação de pe-rigo. Quem pode estar falando é ou OGUN, ou SANGÔ ou, até mesmo, OBA-LUAYÊ ou ÈSÚ.
Esse ODÚ traz sempre perdas, brigas e separações. É sempre sinônimo de cortes bruscos e traz envolvimento com a polícia.
A pessoa sob influência desse signo deve cuidar-se contra aci-dentes e atos de violência que pode lhe custar a vida, ou prejudicar-lhe a saúde para sempre. Deve, ainda, contar sempre com a proteção de O-DÚDUWÁ.
A pessoa que for regida (por nascimento) por esse ODÚ, quando chegar o momento próprio, deverá assentar OBALUAYÊ e IYEWÁ.
Foi nesse ODÚ que nasceram todas as sete ferramentas de OGUM.
É um ODÚ que fala em construção de casa, sendo, desse modo, o ODÚ da casa própria. Se a casa estiver em mal estado, deve ser refor-mada, para afastar OSOGBÔ (negatividade).
Esse ODÚ também fala da árvore IRÔKO, portanto o cliente deverá tomar banhos com suas folhas.

4 – IORÒSÚN Imaginação, choro, dificuldade na vida, peregri-
(ou IRÒSUN) nação, prevenção, cautela, futuro brilhante.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I
I I I I
I I I I
Onde I é fogo e I I é terra.
I I I
Responde com 4 (quatro) búzios abertos.
Corresponde ao 5 na ordem de chegada do sistema IFÁ, onde é conhecido pelo mesmo nome. IRÒSÚN designa uma tintura vegetal verme-lha sangue é utilizado ritualística e medicinalmente. Corresponde, na ge-omancia européia, à figura denominada “FORTUNA MINOR”.
IRÒSÚN MEJI é um ODÚ composto pelos elementos fogo sobre terra, com predominância do primeiro, o que indica escassez, parcimônia, insu-ficiência de recursos para que a meta seja atingida em toda plenitude.
Corresponde ao ponto cardeal “Este-Nordeste”, à carta do Tarot (a “IMPERATRIZ”) e sua valor numérico é o 4. Suas cores são o vermelho e o laranja, sendo um ODÚ masculino, representado, esotericamente, por uma espiral, ou por dos círculos concêntricos, representação de um “DO” (bu-raco ou cavidade).
IRÒSÚN MEJI é muito forte e temido. Expressa a idéia de maldade, miséria e sangue. Foi esse ODÚ quem criou as catacumbas e as sepulturas.
Sempre que surgir numa consulta deve-se imediatamente passar pó de EFUN nas pálpebras, por três vezes, para neutralizar, os malefícios dar cor vermelha. Através da proteção da cor branca (Efun).
IRÒSÚN MEJI rege todos os buracos de terra, comanda também todos os metais vermelho, como o cobre, o bronze, o ouro, etc… Prenun-cia acidentes, miséria, fraudes, sofrimento, ambição e impetuosidade. Os filhos deste ODÚ são predestinados a adquirirem conhecimentos dentro de Ifá, para não perecerem precocemente. São pessoas animadas, exalta-das, realizadoras. São orgulhosas, muito agressivas e que se deixam domi-nar pelo cólera com qualidade.
IRÒSÚN é um ODÚ de prenúncios medianos, que fala do bem e do mal com a mesma intensidade.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), IORÒSÚN pode indicar: vitória pelo esforço des-pendido, conformação, trabalho que surge, peregrinação religiosa, con-quista de bens de pouco valor, mas que trarão satisfação, sorte em jogos.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: Ofensas, perigo de aci-dentes, derramamento de sangue, homem que deve ser evitado, mulher perigosa e faladeira, notícias ruins, doença em casa ou na família, misé-ria, recursos insuficientes.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OYÁ, OSÓSI, OBALUAYÊ, OSAÝN, YEMONJÁ, SANGÔ e EGUN.
VODÚNS Jêje: NÃ, LISÁ, HEVIOSO, DÃ, YALODÊ E TOVODÚN.
Interdições de IRÒSÚN: o uso de roupas e objetos vermelhos, as frutas e ce-reais de casca vermelha, vetado o relacionamento com filhos de OMOLÚ ou SANGÔ. Terminantemente proibido o porte de punhais e/ou facas. Sal-tar sobre valas, buracos ou fossas, caminhar nos locais onde existam mangues. Caso isto seja inevitável, fazer a limpeza de corpo com ovos e velas.
- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Devido o fato de OYÁ ter sido vítima de muitas calúnias e injusti-ças, ocasionadas por EGUNGUN, e, sendo este ODÚ, um dos signos de OYÁ, as pessoas regidas por este ODÚ, tendem a sofrer todos esse tipos de pro-blemas (calúnias e injustiças). Contudo, SANGÔ, nesta caída, responde com certa decisão e justiça, enquanto que OSÀLÁ, por sua vez, também promete dar um pouco de alívio e proteção.
Em razão do Karma imposto por esse ODÚ, em sua fase negativa, traz influências desagradáveis e causa, principalmente, ao seu consulente ou a quem é regido por ele, um círculo de falsos amigos.
Este ODÚ tem grandes poderes de sabedoria, em sua fase positiva. Propicia alívio a doenças e caminhos fechados, porém nem todos os problemas poderão ser totalmente resolvidos, mas, pelo menos, aliviados.
Quando se posiciona à esquerda, indica grandes desgraças, ci-ladas, roubos, indecisões, calúnias, traições de pessoas amigas, aciden-tes, muitas tristezas, paixões violentas, muita falsidade, até mesmo dentro de casa e no trabalho, além de perigo de morte repentina.
Já quando sai a direita, é indicação de que haverá resolução dos problemas, por pior que sejam.
Negativo: Influências nefastas causando um círculo de falsos amigos, desgraças, ciladas, roubos, muita confusão, indecisão, falsi-dade (até dentro de casa), também perigo de morte.
OBS.: Este ODÚ, deverá ser encaminhado, sempre que sair na 1ª, 2ª e 3ª caídas (bastando, desse modo, apenas uma caída para feitura de ebó).
Agrado mensal, recomendável para os regidos por este signo: 4 acaçás, 4 moedas, 4 velas, 4 bolos de farinha, 4 ovos. Ao entregar, mencionar, tão somente, o nome do ODÚ.
Caráter dos regidos por IRÒSÚN: audacioso, decidido, colérico, autoritário. As pessoas deste ODÚ costumam apresentar olhos vermelhos e lacrimejantes.
Órgãos em que atua: coração, artérias, coordenação motora, visão.
Doenças: Cardíacas, inflamações das vistas, cerebrais, intestinais, pro-blemas em geral, e da coluna vertebral e circulatórios.
A ligação do ORISÁ OSÚN é devida à relação com o sangue menstrual (símbolo da fertilidade feminina), representado pelo EKODIDÊ. As pessoas sob o signo deste ODÚ devem sempre cuidar de ÈSÚ e de OSÚN.
Recomenda-se usar um cristal de citrina como catalisador ener-gético. Defuma-se com alecrim, pó de café e sementes de girassol. Ba-nhar-se com flor de laranjeira e alecrim.
OBS.: O elemento principal do ebó de IORÒSÚN é um corda de sisal, de ta-manho equivalente a quatro palmos da mão esquerda do consulente.
4
4

4
Quando cai nas três posições = EBÓ IKÚ
4
ou
4
ou
4

Cai uma vez em qualquer posição = ebó de EGUN, com entrega na beira d’água.
4
4 4

4
4 (IORÒSÚN) nas quatro posições = única saída é fazer o santo

OBS.: Sempre perguntar ao jogo se é permitido fazer ebó e qual o tipo de ebó.

7

4

1 ª posição – 7 (ODÍ), 2ª posição – 4 (IORÒSÚN)=
indicação de morte

2
10

7
1ª posição – 2 (EJIÒKÔ), 2ª posição – 7 (ODÍ), 3ª posição – 10 (ÒFÚN) = choque de grandes cor-rentes negativas e complicadas. Indica perdas de muitas coisas, principalmente no amor

4

7 1ª posição – 4 (IORÒSÚN), 2ª posição – 7 (ODÍ) = grandes perdas, roubos ou perda de pessoa querida.

5 – OSÊ Ofensa, trabalho, necessidade, miséria, luta oratória, início de empresa.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I I I
I I
I I I I
Onde I é ar.
I I
Responde com 5 (cinco) búzios abertos.
Corresponde ao 15 na ordem de chegada do sistema IFÁ, onde é conhecido pelo mesmo nome. A palavra evoca, em Yorubá, a idéia de partir, quebrar, separar em dois, o nome é desagradável. Acredita-se que este ODÚ teria cometido incesto (“LÓ”) cm sua mãe ÒFÚN MEJI, e, por isto, foi separado dos outros signos. Corresponde na geomancia européia a fi-gura denominada “AMISSIO”.
OSÊ MEJI é composto pelos elementos ar sobre ar, o que repre-senta uma dispersão súbita, a impotência diante de um obstáculo e o surgimento de outros obstáculos. Corresponde ao ponto cardeal Noroes-te, à carta n° 16 do Tarot (a “TORRE”) e seu valor numérico é o 6.
Suas cores são irisadas, matizadas, insípidas. Não tem preferência por nenhuma cor específica, mas exige que lhe seja apresentadas três cores diferentes e reunidas, não importando quais sejam elas. OSÊ é um ODÚ masculino, representado esotericamente por uma lua crescente com as pontas viradas para baixo. O signo tem realmente o poder de partir em dois o objeto que desejar.
OSÊ MEJI comanda tudo o que é quebradiço, quebrado, mal cheiroso, decomposto, putrefato. Todas as articulações e juntas provêm deste ODÚ e ele representa inúmeras doenças, notadamente os obsessos. Ele é a própria representação de SAKPATÁ (a varíola), e está intimamente ligado às “KENNESIS”, tratando-se, portanto, de um ODÚ muito perigoso.
Exige sempre em seus sacrifícios dezesseis unidades de cada objeto ou animal a ser oferecido da mesma forma que ÒFÚN MEJI. Apesar de ser um signo de péssimos augúrios, é, por vezes, portador de riquezas e lon-gevidade.
Seu nome não deve jamais ser pronunciado junto com IRETÊ MEJI, dado a grande carga de negatividade de que ambos são portadores.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), OSÊ pode indicar: recuperação de coisas perdi-das, enriquecimento súbito, cura de uma doença, capacidade e enge-nhosidade, intuição que deve ser seguida, boa inspiração.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: perdas de todos os ti-pos, desperdícios, evasão de energias físicas, falsidade, cirurgia e doen-ças, principalmente na barriga, morte ocasionada por enfermidade, trai-ção, prantos.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OSUN, OBATALÁ, OMOLU, LOGUN-EDÉ, YEMONJÁ e AGÊ.
VODÚNS Jêje: SAKPATÁ, LISÁ, HEVIOSO, GUN e TOHOSÚ.
OBS.: os filhos de OSÊ MEJI não podem comer OBÍ de mais de dois gomos (só é permitido o de dois gomos e o BANJÁ, que, por sua dureza, não pode ser aberto com as mãos). Também devem ser observadas todas as impo-sições impostas a SAKPATÁ.
- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Quem possui esse ODÚ, ou é regido duplamente com ele, possui poderes para feitiçarias, e, são imunes a feitiço, mas não quer dizer que não possa levar uma balançada.
É um ODÚ de grandes causas no seu lado positivo, propõe-se a de-fender o consulente em todos os aspectos. Ele determina o fim de sofri-mento, traz grandes possibilidades de triunfos e de cargos. O consulente terá possibilidades de se envolver com grandes personalidades. É, ainda, uma pessoa envolvido em mistérios. Indica mediunidade, bom caráter, cargo de chefia na casa de santo e no trabalho.
Quando esse ODÚ dirigi o ÒRÍ da pessoa, a mesma é misteriosa, vaidosa. Quando lhe é conveniente, é mão aberta, possui muito charme, além de ser muito inteligente. Os regidos por este signo gostam dos praze-res, são prosas e convencidos, ambiciosos, perseverantes e complicados no amor, pensam em grandes lucros. Quase sempre são impetuosos na maneira de agir, e, com isso, perdem grandes oportunidades, pois sempre haverá um inimigo oculto, tentando, com grandes esforços, derrotar as pessoas desse ODÚ. Porém, no fim, elas conseguem sair vitoriosas nas ba-talhas e, em pouco tempo, se reequilibram, obtendo lucros e realizando seus desejos.
Quando esse ODÚ se apresenta nas três primeiras caídas consecu-tivas, é indicação de feitiçaria, e, nessa feitiçaria, quem responde é ÈSÚ e EGUNGUN.
Este é o ODÚ invocado pelas feitiçarias (AJÉS) e feiticeiros, pois eles fazem pacto com as ÌYÁ MÍ (KENNESÍS).
Quando sair 2 vezes, é indicação de magia e falsidade de mulhe-res, e o consulente será ludibriado com promessas que não serão cumpri-das. Também haverá perseguição de um homem.
Indica ainda uma doença grave (mental). Se não tratada poderá levar à loucura, mas essa situação é passageira, fazendo ebó, todas as negatividades serão despachadas e todos os inimigos serão derrotados.
OSÊ MEJI prenuncia a diminuição das energias físicas, o que pre-dispõe o organismo, enfraquecido e sem defesas, a qualquer tipo de do-ença, principalmente aquelas que se situam na cavidade abdominal. Fa-la muito de perdas de todos os tipos e em todos os setores da vida.
Através deste ODÚ, OSUN costuma comunicar-se para avisar que o consulente é seu filho.
Positivo: Solução de grandes causas, fim de sofrimento, grandes triun-fos.
Negativo: Feitiços
Se sair duas vezes = falsidade de mulher, engano com falsas promessas ou perseguição de um homem, Doença grave. Caindo duas vezes já é necessário ebó (geralmente indica feitiçaria).
Ao contrário do que muitos afirmam, as pessoas que possuem es-te ODÚ não têm cargo para cuidar dos ORISÁS de outras pessoas, devendo- se restringir a cuidar somente de seus ORISÁS.

- Se cair o 5 (OSÊ) duas vezes – feitiço pequeno = entregar ebó em – lixeira pequena (latão de lixo na rua)
- Se cair o 5 (OSÊ) três vezes – feitiço grande = entregar ebó em lixeira grande ou onde têm urubus.
- Se cair o 5 (OSÊ) só uma vez = agradar “KENNESÍS” (IYÁ MÍ) (para livrar-se de invejas, feitiços enviados por terceiros)
- Se cair o 5 (OSÊ) na 4ª caída = indica situação favorável

EBÓ: 5 bolas de farinha, 5 bolas de arroz, 5 ovos, 5 moedas, 5 velas ace-sas, morim branco ao redor. Entregar no pé de uma jaqueira. Tudo deverá ser tocado no peito do cliente e só poderá ser feito ao amanhecer ou entardecer. (é este, também, o agrado às IYÁ MÍ)
Os ebó pequeno e médio deverão levar 5 pedaços de carne, ou, se for por questão de saúde, a parte correspondente ao problema (fígado, carne, peito…)

6 – OBÀRÁ Recaída sobre a pessoa de sofrimento seu ou de pa-rentes, roubo, traição, vaidade, prosperidade sem i-gual.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I I I
I I I I
I I I I
Onde I é ar e I I é terra.
I I I I

Responde com 6 (seis) búzios abertos.
Corresponde ao 7 na ordem de chegada do sistema IFÁ onde é conhecido pelo mesmo nome. É conhecido, entre os “fon” (Jêje), como “ABLÁ MEJI”, os nagôs o chamam de “OBALÁ MEJI”. Corresponde na geo-mancia Européia a figura denominada “LAETITIA”.
OBÀRÁ MEJI é composto pelos elementos ar sobre terra, com pre-dominância do primeiro, o que indica a evolução através da experiência adquirida na busca do objetivo pretendido. Corresponde ao ponto car-deal Su-Sudeste, e à carta n° 4 do Tarot (o “IMPERADOR”), sendo o seu valor numérico o 8.
Suas cores são o azul claro e o violeta e é um ODÚ masculino, re-presentado esotericamente por uma corda em referência ao poder que possui de tudo levantar. Exprime força e poder e a possibilidade de reali-zação humana.
OBÀRÁ MEJI criou o ar e por extensão os ventos. Dele depende a existência dos bosques cheios de ramagem, das forquilhas e de todo o ti-po de bifurcação. Neste ODÚ nasceram as riquezas o costume de usar jói-as, os mestres e o ensino. Aqui surgiu o adultério e neste signo o ser huma-no aprendeu a mentir e ser enganado.
Prenuncia expansão física e moral, regularização, alegrias, am-bição, questões relacionadas a dinheiro, processos em andamento, solu-ção de problemas de ordem financeira. Os filhos deste ODÚ são pessoas alegres e festivas, carregadas de religiosidade e gostam de observar e manter tradições. São, geralmente, pessoas saudáveis e que se recupe-ram com facilidade de qualquer doença.
OBÀRÁ MEJI é um ODÚ de prenúncios quase sempre positivos, mui-to embora seu aspecto negativo seja terrível e traga fatalidades, tais co-mo: loucura, miséria total, traição e calúnia.

Saudação a OBÀRÁ MEJI:
« Saudemos ÒBÀRÁ MEJI »
« Ele é o barro que faz »
« Secar o nosso suor »
A saudação evoca a idéia de alívio, da mesma forma que o barro refresca um corpo cheio de calor, OBÀRÁ MEJI tem o poder de trazer alívio para os problemas que nos estejam afligindo.
- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), OBÀRÁ pode indicar: aquisição de bens materiais de um modo geral, fim de um obstáculo que deve ser o último, expansão física e moral, ausência de enfermidade, evolução no sentido ascenden-te.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: deslealdade, imoralida-de, orgulho nocivo, injustiça, libertinagem, adultério, maldade, filho adul-terino, guerra em família de santo.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) pode estar indicando uma das seguintes doenças: infecções do sangue, problema circulatório, atrofias muscula-res, apoplexia, desnutrição, problemas respiratórios, mania de grandeza, loucura.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: SANGÔ, YANSÁN, YEMONJÁ, OBÁ, EWÁ e IPORÍ.
VODÚNS Jêje: DÃ, LISÁ, HOHÔ, TOVODÚN.
Os filhos deste ODÚ não podem comer acaçás enrolados em fo-lha de bananeira, farinha de milho e carne de tartaruga. Não podem re-latar fatos que tenha assistido e que não lhes diga respeito.
- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
As pessoas que estão sob essa influência, quase sempre são víti-mas de calúnia, problemas com justiça, rompimento com casos amoro-sos, perda de emprego ou de qualquer outra oportunidade boa. Contu-do, se signo se apresentar por três vezes consecutivas, através de ebó poderá, a qualquer momento, receber auxílio inesperado. Dessa forma, deverá pegar as oportunidades da forma que se apresentarem.
As pessoas regidas por esse ODÚ, possuem grandes idéias e pas-sam boa parte de sua vida tentando realizá-las. Dificilmente encontram meios para começar algo. Algumas vezes, ou na sua maioria, fracassam por não pedirem ajuda, porém todo o sofrimento não é duradouro, e os regidos por este signo acabam vencendo pela força de vontade, devido a possuírem espírito de luta e não se entregarem facilmente. São pessoas batalhadoras e possuem o privilégio de muita proteção espiritual e, tam-bém, dos outros ODÚ, que se dobram a OBÀRÁ. Se, numa situação difícil, procurarem o auxílio de um amigo e serão prontamente atendidos.
Aconselhar o cliente a ter paciência e não perder as oportuni-dades que se apresentarem repentinamente.
6
6

6 C Saindo três vezes seguidas = perdas totais
Se cair 3 ou 4 vezes, também passa a suspeita
de ligação com ABIKÚ porém essa situação não
quer dizer que o consulente seja ABIKÚ, mas que
tenha contato (pai, mãe, filho, esposa, marido, irmão (ã)).
6
9

7 (6) OBÀRÁ, (7) ODÍ e (9) OSÁ = Indicação de fei-tiços

6
6
6 (OBÀRÁ) na 1ª e 3ª posições = perdas totais
OBS.: Quanto ao presente, este deverá ser colocado numa pedra, em lu-gar alto, dentro de uma mata.
Na volta oferecer um amalá para SANGÔ, acarajé para OYÁ, além de comida para ÈSÚ e OSÀLÁ.

7 – ODÍ Dificuldades, caminhos fechados, avisto rápido, re-compensa, bem-estar futuro de forma espantosa.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I I I
I I I I
I I
Onde I é ar e I I é água.
I I I
Responde com 7 (sete) búzios abertos.
Corresponde ao 4 na ordem de chegada do sistema IFÁ, onde é conhecido com o mesmo nome. É conhecido pelos “FON” (Jêje), como “DI MEJI”. A palavra Yorubá é “EDI” ou “IDI”, que significa “nádegas”. ODÍ MEJI significa, portanto, “duas nádegas”. Corresponde, na geomancia eu-ropéia, à figura denominada “CÁRCERE”.
ODÍ MEJI é composto pelos elementos ar sobre água, com pre-dominância do primeiro, o que indica a renovação dos obstáculos. Re-presenta uma porta fechada, um círculo mágico, um tabu, limitação, obstrução, aprisionamento.
Corresponde ao ponto Cardeal Norte, a Carta n° 12 do Tarot (o “ENFORCADO”), e seu valor numérico é o 7. Suas cores são o negro ou a mistura de qualquer outra cor, sendo um ODÚ feminino.
Sua representação esotérica é um círculo dividido ao meio por uma linha vertical, significando duas nádegas, ou, ainda, os órgãos sexu-ais femininos, que provêm de OSÁ MEJI.
Efetivamente, ODÍ MEJI fala das mulheres em geral.
A palavra nádega, no caso, não passa de eufemismo que pre-tende somente designar a feiura e as impurezas do órgão sexual feminino. Dizem ser este signo que incita o ser humano a copular, e é por estas ra-zões que encontramos uma estreita correspondência entre ODÍ MEJI e as “KENNESÍS”, consideradas a impureza das mulheres. E, ainda, proporciona-lhes uma tendência natural a prática da feitiçaria.
ODÍ MEJI corresponde a “VOVOLIVE”, o Norte.
Sob este signo apareceram na terra as mulheres, os rios, cujas margens tem a forma, aparência de lábios, as nádegas e o costume de sentarmos sobre elas. Este signo ensinou aos homens o uso de deitarem-se, indiferentemente virados para a direita ou para esquerda.
ODÍ MEJI ocupa-se dos partos efetuados com a parturiente de cócoras, e preside, ainda, ao nascimento de gêmeos e de todas as es-pécies de macacos.
As pessoas nascidas sob este signo são perseverantes, duras e in-flexíveis, não crêem em nada e nem em ninguém, mas podem facilmente serem levadas por superstições tolas, que nem sempre são aceitas pelos demais. São dotados de muita inteligência e excelente memória, assimi-lam com facilidade tudo o que se proponham a aprender, negando-se, entretanto, a transmitir seus conhecimentos, preferindo antes, usá-las co-mo instrumento de manifestação de tantos quanto deles dependerem.
No amor, são desconfiados e ciumentos, mas muito zelosos do objeto de seus sentimentos. Adoram viver isolados e suas ações contribu-em efetivamente para que isto ocorra, independente de sua vontade.
ODÍ MEJI indica aprisionamento possessão demoníaca, prejuízos de toda ordem, roubo, seqüelas advinhas de acidente ou de enfermida-des, sendo, portanto, portador de mensagens quase sempre ruins. É um signo malvado (muito ruim) e responde não. Representa caminhos fe-chados e, por vezes, anuncia estado de gravidez. Seu surgimento em questões sobre se uma mulher está grávida ou não, representa resposta afirmativa.
- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), ODÍ pode apontar: pessoa importante, influência em todas as camadas sociais, viagens com propósito de lucros, sorte em qualquer tipo de jogo (embora efêmera), heranças, bons empregos, conquistas de todos os tipos, bom gosto, boa aparência.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: prisão, condenação, roubo, abandono, prejuízo, seqüelas advindas de acidente ou moléstia, traição, perfídia, possessão de maus espíritos, mulher de maus hábitos e vida sexual desregrada, homossexualismo (só masculino), caminhos fe-chados, imobilidade ou dificuldade de ação.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) pode estar indicando, quase sempre, doenças de bexiga, bacia, necroses, dermatoses, câncer, lepra, hipo-condria, melancolia, neurastenia, doença dos ossos.

Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OMOLU, ÈSÚ, OBATALÁ, OGUN, EGUN e AGÊ.
VODÚNS Jêje: HOHÔ, GBAADÚ, TOHOSÚ.
OBS.: Neste ODÚ podem falar todos os ORISÁS.
- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
As pessoas sob a influência desse ODÚ, ou quando ele se posicio-na 2 vezes (1ª e 3ª posições), ou, ainda, quando é regência de ODÍ MEJI, correm constantemente perigo de morte, roubos, acidentes, prisões, do-enças graves e impotência,
Quando se apresentar 3 ou 4 vezes, já se poderá ter uma indica-ção de que o consulente tem envolvimento com ELERÊ ou, até, poderá ser ele próprio um ELERÊ.
As pessoas regidas por esse ODÚ, são pessoas muito importantes, influentes em todas as camadas sociais (da mais alta a mais baixa), gos-tam de todos os tipos de prazeres da vida, principalmente os do sexo. São também ambiciosas, pensam em grandes lucros, sonham demais com grandezas, viagens com propósitos de obter lucros elevados, enfim, vivem sempre sonhando com uma melhora repentina da vida, mas, infelizmente fracassam em quase tudo, principalmente no amor. Quando o fracasso ocorre, culminam todos os tipos de perturbações até pelas coisas mais simples, daí, então vivem sempre cercados de influências negativas, pois não sabem perder qualquer um dos seus sonhos e oportunidades.
Por não saberem agir devidamente nas ocasiões precisas depen-dem sempre de muitos conselhos e de boas orientações.
Apesar de ODÍ ocasionar desgostos, banalidades, imoralidades, etc., ele também proporciona muita sorte em qualquer tipo de jogo, he-ranças, empregos, conquistas de todos os tipos, bom gosto e boa apa-rência, porém, a sorte nunca é muito duradoura, porque existe maior nú-mero de qualidades negativas do que positivas.
Para que as pessoas desse signo tenham uma direção adequada na vida, é necessário constantemente fazer èbó, para se livrar de fases negativas (não muito grande), as quais ODÍ determina de um momento para outro. Quanto a um èbó grande, só se deverá fazer uma vez por ano ou quando houver situação muito premente.
Quando é mulher regida por esse ODÚ, na maioria das vezes, per-de a virgindade cedo e é muito difícil permanecer com um só homem, também não se prende ao lar e nem aos filhos.
Para pessoas desse ODÚ, ou que já nasceram doentes ou que ve-nham a adoecer depois, sempre sofrem riscos de morte.
Grandes desfechos poderão ser contornados ou aliviados através de ebó, rezas, banhos, agrados, obrigações e um bom comportamento para com os ORISÁS.
No caso de clientes, esse signo traz muitas perturbações, fofocas, brigas, pancadarias, roubos e até perigo de prisão.
Caso ODÍ, se apresente no jogo três vezes, deverá ser feito ebó, mas em três caminhos diferentes, sendo que a ave só entrará no último (encruzilhada, mato ou estrada ou praça e beira d’água.
Todas as vezes que se for presentear a ODÍ, este deverá ser entre-gue numa encruzilhada aberta, de barro, do lado esquerdo, ou num ca-minho de mato ou praça. Fazer o ORIKÍ ÈSÚ, e, na volta, não esquecer de dar comida a ÒSUN e OBALUAIYÊ.
Positivo: Muita sorte em qualquer tipo de jogo, herança, empregos, conquistas de todos os tipos, sorte não duradoura.
7
7
Quando 7 (ODÍ), sair na 1ª e 3ª posição, significa perigo de morte, roubo, acidente, prisão, do-ença grave e impotência
7
7

7 Quando sai ODÍ nas 1ª, 2ª e 3ª posições = ABIKÚ. Envolvimento (ou o próprio consulente) com desgostos, banalidades, imoralidades
7

9 Cai 7 (ODÍ) na 1ª posição e 9 (OSÁ) na 2ª posi-ção = existe ou terá ébrio na família

8 – EJIÒNILÊ Morte súbita, saúde com regozijo infalível, esqueci-(ou EJÒNILÊ) mento de amizade, ajuntamento de corpos, gozo,
proteção, simpatia.
Obs.: Sempre que sair esse ODÚ fazer um reverência.
Esse ODÚ (EJIÒNILÊ) e 10 (OFÚN) são ODÚ de ancestrais e todos os OSALÁS respondem neles.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I
I I
I I
Onde I é fogo.
I
Responde com 8 (oito) búzios abertos
Corresponde ao 1 na ordem de chegada do sistema Ifá, onde é conhecido pelo nome de nome de “ODÍ EJIOGBÊ”. Outros nomes com os quais é conhecido: “JIOGBÊ”, “GBÊJIMÊ” (entre os jêjes) e “OGBÊ MEJI”, no sis-tema Ifá.
EJIONILÊ, JIONILÊ ou JIONLÊ, devem ser contrações das palavras “OJI LO N’ILÊ”, cuja tradução é: “aquele que possui a terra (o mundo).”
Este ODÚ ainda recebe em nagô os seguintes nomes:
Ogbê oji – duas palavras (vida e morte)
Oji Nimongbê – eu recebi duas dádivas
Aláfia – coisas boas
Awúlela – compra com teu sacrifício e serás bem sucedido
Aluku Gabyí – aquele que conhecendo a morte, se ergue sobre o mundo. Ele sabe se agitar ao redor do sol.
EJIÒNILÊ é um ODÚ composto pelos elementos fogo sobre fogo, o que indica dinamismo puro, que impele, de forma instintiva, a conquista do objetivo.
Corresponde ao ponto cardeal leste, a carta nº 1 do Tarot (o “Mago”) e seu valor numérico é o 1. Sua cor é o branco, podendo, por ve-zes, aceitar o azul. É um ODÚ masculino, representado esotericamente por um círculo inteiramente branco.
O círculo representando EJIÒNILÊ (ou EJIOGBÊ) chama-se Gbê-ruê, sendo branco seu interior, como branco é o amanhecer do dia. É um uni-verso conhecido e desconhecido, que é chamado, em fon, de kezê, e, em yorubá, de ayê.
Ejiònilê é considerado o pai dos demais ODÚ, sendo, portando, o mais velho de todos, com exceção de ÒFÚN MEJI, de quem foi gerado. Sua principal função é de proteger o nosso mundo suprindo-o em todas as suas necessidades e cuidando de sua permanente renovação.
Representa o oriente e é o senhor do dia e de tudo que aconte-ce durante ele. É, ainda, responsável pelo movimento de rotação da ter-ra, que provoca, depois de casa noite, o surgimento de um novo dia.
EJIÒNILÊ controla os rios, as chuvas e os mares; a cabeça humana e as dos animais; o pássaro lekèlekê (consagrado a ÒSÀLÁ); o elefante; o cão, a árvore Irôko, as montanhas. A Terra e o Mar pertencem a este sig-no, assim como todas as coisas naturalmente brancas.
Rege o sistema respiratório e tem também, sob suas ordens, a coluna vertebral, além de todo o complexo de vasos sangüíneos do cor-po humano, embora se saiba que o sangue não lhe pertença, mas sim a OSÁ MEJI.
As pessoas desse ODÚ são impulsivas, chegando quase a irracio-nalidade; seus objetivos devem ser atingidos a qualquer preço, mesmo que represente o sacrifício de outrem.
Essa pessoas possuem desenvolvimento intelectual mediano, a-limentado por sua curiosidade incontrolável e enfraquecido por imagina-ção excessiva, que os leva a criar fantasias demasiadamente absurdas.
Os filhos desse signo tendem ao vulgar, ao mais fácil, ao comum, não se importando muito com a qualidade das coisas. Costumam ser di-retos. Sutileza é coisa que desconhecem quase que totalmente.
- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), EJIÒNILÊ pode apontar: independência e deter-minação, um caminho aberto e que deve ser seguido, auto suficiência, vitória sobre o inimigo, dedicação em face de problema próprio ou a-lheio. Desenvolvimento intelectual pela vontade de saber, vitória em pro-blemas de ordem financeira.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: perdição pelo jogo, es-tupidez, teimosia, irracionalidade, ações impensadas que ocasionam problemas sérios, confusão, agressividade, fúria descontrolada, casos ju-dicias, aventura que terá final desastroso, falta de escrúpulos, adultério (por parte do consulente), sensualidade excessiva.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala de doenças como: anemi-as, males do estômago, das mamas, da garganta, do ventre, loucura por imaginação excessiva, problemas da coluna vertebral e do olho esquer-do.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OBATALÁ, SANGÔ AYRÁ, OGUN e OMOLÚ.
VODÚNS Jêje: HEVIOSO, SAKPATÁ, LISÁ, MAWÚ, GUN e GBAADÚ.
Os filhos deste ODÚ não devem usar roupas vermelhas, pretas, ou de cores demasiadamente escuras. Não devem comer carne de galo, bolo de acaçá que tenha sido enrolado em folha de bananeira. Também não devem utilizar pérolas negras, ônix e corais negros. Não deve matar ratos.
- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
As pessoas regidas ou influenciadas por esse ODÚ, possuem gran-de proteção espiritual, boas amizades e, quase sempre, caminhos aber-tos. Gostam de calma e procuram acalmar o próximo, porém são tam-bém vingativas, mas possuem comportamento delicado, são honestas e atenciosas. Vivem com grandes esperanças, estão sempre apaixonadas, são sonhadoras, sofrem e se desdobram para ajudar um amigo.
Geralmente esse signo avisa possíveis riscos de acidentes, doen-ças graves, traições, pequenos furtos e alguns mexericos.
Quando a pessoa for de EJIÒNILÊ MEJI, a mesma sofrerá muitas ve-zes de calúnias e falsidades.
Positivo: Proteção espiritual, caminhos abertos e vitória nas batalhas. Indicativo de cargo.
Negativo: Alerta para riscos de acidentes, doenças graves, traições, pequenos furtos, mexericos. Deve-se dar comida à cabeça
Quando esse ODÚ responder no jogo, o BABALAWÔ, deverá reve-renciá-lo, levantando-se três vezes, e o consulente deverá tomar banhos de folhas calmas, trajar-se com roupas claras, de preferência na cor branca, penitenciando-se.
Se caso o consulente já estiver doente, esse ODÚ torna-se muito perigoso, pois o mesmo possui uma característica um tanto contraditória, pois ele (ODÚ) é tão sagaz a ponto de enganar a morte, assim, todas as vezes que esse ODÚ se apresentar, em qualquer posicionamento, o mes-mo se torna o mais especial de todo o jogo, sendo, portanto o merecedor de todas as atenções.
Com relação ao presente, deverá ser entregue em cima de uma pedra no meio de um rio limpo. Fazer o ORIKÍ na volta, e dar comida a O-SÀLÁ.
Exemplos:

8

8 Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 2ª e 3ª posição = enfraque-cimento (esgotamento) físico e mental.
Tem-se que cuidar espiritualmente (OBÍ, BORÍ)

8

7 ou 11 Cai o 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 7 (ODÍ) ou (ÒWÓRIN) na 2ª posição = Ebó de ÈSÚ, levando uma bandeira branca.
8
5

10 Cai o 8 (EJIÒNILÊ) na 1ª posição, o 10 (ÒFÚN) na segunda caída e o 5 (OSÊ) na 3ª posição = fazer EBÓ ÒFÚN e dar agrado às YIÁ MÍ.
10
8

5 Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, 10 (ÒFÚN) na 1ª posição e 5 (OSÊ) na segunda posição = fazer agrado às YIÁ MÍ. OBS.: Saindo esse jogo NÃO tem ebó pois o anjo de guarda está afastado.

8

9 Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 9 (OSÁ) na 2ª posição = ebó sem a bandeira.

8

4 Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 4 (IÒRÒSÚN) na 2ª posição = ebó sem a bandeira.

8

13 Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 13 (OLÒGBÓN) na 2ª posição = ebó sem a bandei-ra.
8
8

8 Cai o 8 (EJIÒNILÊ) três vezes – Perda Total = Ebó.

9 – OSÁ Época difícil, fuga preventiva, tempo de análises, uso para empresa de guerra, abundância de tudo.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
I I
I I
I I
Onde I I é água e I é fogo.
I I
Responde com 9 (nove) búzios abertos.
OSÁ MEJI é o 9º ODÚ no jogo de búzios e o primeiro na ordem de chegada do sistema Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá é conhecido pelos jêje como “SÁ MEJI”. Os nagôs o chamam de “OSÁ MEJI” e também de “OJÍ OSÁ”. “SÁ”, em yorubá, significa ainda ventilar, arejar, po-dendo também ter o sentido de separar, escolher, escapamento, no sen-tido de escorrer.
Dizem que anteriormente os signos de Ifá não conheciam o ar da vida. Foi este o signo que os chamou e colocou a todos em contato com o ar. Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada “CAPUT DRACONIS”.
Em yorubá, as palavras “ASÁ MEJI” significam, principalmente, “duas coxas”, no sentido de representar os órgãos femininos, que são co-mandados por este ODÚ.
OSÁ MEJI é um ODÚ composto pelos elementos água sobre fogo, com predominância do primeiro, o que indica o dinamismo no sentido de ajuda e apoio. Corresponde ao ponto cardeal Su-Sudoeste, à carta nº 2 do Tarot (a “PAPISA”) e seu valor numérico é o 9.
Suas cores são o vermelho, o laranja e o vinho. É um ODÚ femini-no, representado, esotericamente, por uma cabeça humana sobre a lua minguante, símbolo do poder feiticeiro feminino, numa referência inequí-voca à sua ligação às práticas de feitiçaria, nas quais as mulheres se des-tacam por sua dotação natural, inerente à sua condição de procriar, transformando um espermatozóide microscópico num ser humano.
OSÁ MEJI representa as “KENNESÍS” (feiticeiras), potências da magia negra que utilizam a noite e o fogo. São espíritos malvados que, hierar-quicamente, encontram-se situados abaixo dos VODÚNS. OSÁ MEJI é, por-tanto, um dos ODÚ mais perigosos. A ele é atribuída a criação de todos os animais ligados à feitiçaria, como o gato, alguns antílopes, a coruja, a andorinha, o pintarroxo, o verdelhão, a lavadeira e o engole-vento.
OSÁ MEJI comanda o sangue e todos os órgãos internos do cor-po, e, por extensão, o coração e a circulação sangüínea, a abertura dos olhos e os intestinos. É ele quem dá cor ao sangue.
OSÁ MEJI preside a evocação dos demais signos sobre o “OPON I-FÁ”. É também este signo quem evoca e traz todos os demais à presença do babalorixá, durante as consultas ou em qualquer procedimento em que as figuras sejam riscadas sobre o tabuleiro, cabendo a IKÁ MEJI a fun-ção de conduzi-los de volta, logo que as suas presenças não se façam mais necessárias.
Como se pode observar, OSÁ MEJI possui poderes ilimitados: sen-do ele aquele que pode fazer tudo e que, efetivamente, tudo faz.
OSÁ MEJI é o senhor do sangue. Todos os homens, pelo fato de possuírem sangue, são propriedades desse signo. Rege as orelhas, os o-lhos, as narinas, os lábios, os braços, as pernas e os pés, da mesma forma que os órgãos genitais femininos. Pode ser encontrado no fluxo menstrual, no ventre das mulheres menstruadas, daí a extrema nocividade que lhe é atribuída. Devemos esclarecer, em relação ao fluxo menstrual, que, em-bora pertencendo a OSÁ MEJI, logo que se aparta do corpo da mulher passa a pertencer a IRÒSÚN MEJI, e, quando derramado sobre o solo, passa a ser de ÒFÚN MEJI.
- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), OSÁ pode apontar: elevação espiritual ou mate-rial, poderes mediúnicos ou parapsicológicos, vitória nos objetivos, pro-gresso, idéias inteligentes.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: feitiçaria, aborto, que-bra de um tabú, trabalho (feitiço) feito.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala de problemas da coluna, doenças do sangue, menstruação excessiva, hemorragias de todas as o-rigens.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: YEMONJÁ, OLOKUN, SANGÔ, AGANJOU, OBÁ, OBÀTÀLÁ, ELEGBÁRA E EGUM.
VODÚNS Jêje: GBAADÚ, NÃ, KENNESÍ, NAAWÔ, LISÁ, YALODÊ e TOHOSÚ.
Os filhos deste ODÚ não devem comer carne de gato e nem todas as comidas que são oferecidas a NANÃ. Não usar tecidos de fundo vermelho ou azul. Os homens deste ODÚ são proibidos de esperar o orgasmo de suas mulheres e as mulheres não devem praticar o coito du-rante o dia.

- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Traz indicação de influências de EGUNGUN. O consulente está sujei-to a passar por situações de desespero, derramamento de lágrimas, pela não realização quase sempre de grandes projetos, devido à perturba-ções provocadas por EGUNGUN.
As pessoas que são deste ODÚ, vivem cercadas de pessoas que se dizem muito amigas e não o são. Geralmente são pessoas inteligentes.
Segundo ESÉ (contos), esse signo leva ao consulente ou à pessoa diretamente ligada à ele, à proteção de OSÀLÁ e SANGÔ, para quebrarem a influência negativa deste ODÚ.
Essas pessoas tem como característica o autoritarismo, caprichos, teimosias, qualidades estas que fazem sempre resultar em grandes trans-tornos, caminhos fechados, acidentes em viagens e toda sorte de influ-ência dos maus espíritos, causando constantemente às pessoas desse si-gno ou por ele influenciadas, a receberem más notícias, falsidades e per-seguições, tanto de parte masculina como de feminina, o que ocasiona grandes perdas e desgostosos.
Com relação ao presente, o local de entrega pode ser em cam-po aberto, beira de rio ou de mar. Na volta faz-se o ORIKI OYÁ e YEMONJÁ, arreia-se acarajé dentro e fora do quarto de santo.
OBS.: Presente para EGUNGUN: feijão branco e acaçá num bambuzal, afas-tado da roça de santo.
9

12

Cai o 9 (OSÁ) na 1ª posição e 12 (OBEOGUNDÁ)
na 2ª posição = ébrio por cobrança de ORÌSÁ.
9
9

9

9 (OSÁ) nas três primeiras caídas: indica falsida-de, perseguição de EGUNGUN de família ou pes-soa ligada, e, ainda, feitiçarias em cemitério.
7

9 7 (ODÍ) na 1ª posição e 9 (ÒSÁ) na 2a posição: nessa situação, indicam que existe ou existirá ébrio na família.

12 9

9 (ÒSÁ) na 3a posição e 12 (EJILASÈBORÁ) na 4ª posição, apontam para maus presságios, com melhoras apenas após obrigações para ÒRÌSÁ.

10 – ÒFÚN Aperto financeiro, fim, prejuízo, dádiva, dar ou ter coi-sa, semeadura de virtude, posse de objetos valiosos, moléstia, gravidez.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
I I
I I I I
I I
Onde I I é água.
I
Responde com 10 (dez) búzios abertos.
ÒFÚN MEJI é o 10º ODÚ no jogo de búzios e o 16º na ordem de chegada do sistema Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá é conhecido, pelos fon (jêje), como “FU MEJÍ” ou “OFÚ MEJI”. Os nagôs o cha-mam também de “LÀGIN MEJI”. “LÀGUN” significando mistério. “OLOGBÔ” (mis-terioso e maléfico por haver cometido um incesto “lo”), “OGI OFÚ”, por eu-fonia.
“Hekpa” ou “Baba Hekpa”, por eufemia (reza, prece). Em yorubá, “fun” significa dar, doar. “Funfun” significa branco e este ODÚ representa es-ta cor, enquanto que “ofu” significa perda, prejuízo. A palavra “fu” transmi-te a idéia de limpar soprando, como quando se assopra um objeto ou superfície qualquer, para retirar a poeira ali depositada.
Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada “ACQUISITIO”. Corresponde ao ponto cardeal Sudeste, à carta nº 21 do Ta-rot (o “MUNDO”) e seu valor numérico é o 11.
ÒFÚN MEJI é um ODÚ composto pelos elementos água sobre água, o que indica uma ajuda constante e pronta a apoiar, o esforço que evo-ca, sem obstáculos a serem vencidos ou contornados.
Sua cor é o branco, à qual representa, mas aceita também o azul e o violeta. É um ODÚ feminino, representado esotericamente por um ovo, onde se inscreve, à direita, verticalmente, doze pontos, em pares su-perpostos, e, à esquerda, quatro traços horizontais superpostos. O ovo re-presenta o próprio ÒFÚN MEJI, envolvendo todos os outros ODÚ e a si pró-prio. ÒFÚN MEJI é a mãe de OGBÊ MEJI (EJIONILÊ), OYÈKÚ MEJI (OLÒGBÓN), IWORÍ MEJI e ODÍ MEJI, a vida e a morte, o oculto e o revelado. Os doze pontos representam os demais ODÚ e inclusive o próprio ÒFÚN MEJI. A importância desse signo reside no fato de ela ser a mãe de OGBÊ (EJIÒNILÊ) e este ser o pai de todos os demais ODÚ. Segundo a opinião de alguns advinhos, ÒFÚN MEJI é também o pai de OGBÊ (EJIÒNILÊ), logo possuindo os dois sexos e sendo hermafrodita. OGBÊ (EJIONILÊ), por ser o filho mais velho, reina sobre os demais ODÚ.
ÒFÚN MEJI é portador de um “ló” (mistério) que seria, na realidade, o incesto praticado com seu filho OSÊ MEJI. Em decorrência desse incesto, todos os segredos e mistérios são regidos por ÒFÚN MEJI, que conhecendo o segredo da morte, possui o poder de ressuscitar os mortos.
ÒFÚN MEJI representa a grande mãe e o princípio maternal, e sendo a mãe de todos os ODÚ o é, também, de toda a criação, não ten-do domínio somente sobre o ar, que, após haver criado, liberou EJIOGBÊ (EJIÒNILÊ), que passou a dominá-lo.
Depois de EJIOGBÊ (EJIÒNILÊ), ÒFÚN MEJI engendrou os demais ODÚ, possuindo, desse modo, o mundo, onde cada ODÚ criou e simbolizou uma parte, sempre sob as ordens e leis estabelecida por ÒFÚN MEJI.
Este ODÚ rege homens e mulheres, indiscriminadamente. É um si-gno ligado às “KENNESÍS” (feiticeiras), sendo que dele provem todas as aves ligadas à feitiçarias. Suas atribuições são tantas que é impossível enume-rá-las, assim como é impossível enumerar tudo o que está sob seu domí-nio. Como exemplo, podemos mencionar tudo que se move e tudo que é branco. Os albinos, as pessoas demasiadamente velhas, os cavalos bran-cos estão sob a custódio de ÒFÚN.
ÒFÚN MEJI sempre reclama seus sacrifícios em número de 16 (de-zesseis). Comanda, juntamente com OSÁ e IORÒSÚN, as regras (menstrua-ção) femininas. Este ODÚ é tão perigoso que a maioria dos advinhos omite seu nome diante de profanos, preferindo dizer “HEKPA BABÁ” (onde “babá” significa papai e “hekpa” é uma exclamação que exprime pavor).
Sempre que um advinho encontra este ODÚ (signo), costuma di-zer “ló” ou “eró”, palavras que transmitem, ao mesmo tempo, a idéia de proibição, pecado e mistério. Em seguida, sopra três vezes, sobre as pal-mas de suas mãos, como se elas contivessem um pó. Esse procedimento tem por finalidade afastar a negatividade que acompanha ÒFÚN.
Os naturais deste ODÚ são pessoas fadadas a viver muitos e mui-tos anos. Adquirem bens materiais somente depois da meia idade, quan-do se encontram e se realizam espiritualmente, na medida em que se descobrem interiormente.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), ÒFÚN pode apontar: aquisição, riqueza, longevi-dade, aumento de recursos materiais. Aumento de energias físicas e espi-rituais, credibilidade, segurança, sucesso.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: avareza, obsessão em acumular riqueza, traição, desmoralização, perda de respeito público.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala de problemas da circula-ção, obesidade, apoplexia, abortos, extirpação do útero e do ovário, ci-rurgias abdominais.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OBATALÁ, ODÚDUWÁ, OSUM, ELEGBARA, BABA-EGUN, IRÔKO, KPOSÚ (falam todos os FUNFUN).
VODÚNS Jêje: LISÁ, MAWÚ, GUN, NÃ, DÃ, ELEGBARA, IRÔKO, HOHÔ, SAKPATÁ, HEVIO-SO, XU-LOKÔ E KPÔ-VODÚN.
Aos filhos de ÒFÚN MEJI é vedado: beber vinho de palma (e, por ex-tensão, qualquer bebida alcoólica), peneirar farinha, usar roupas verme-lhas ou escuras, soprar fofo, quer seja para atiçá-los, quer seja para apa-gá-lo, comer carne de gato ou porco, assim como todos os alimentos ofe-recidos a Dã e Nanã. Também os filhos deste signo não devem andar su-jos ou em ambientes sujos. Devem sempre usar roupas claras ou brancas.
- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
As pessoas sob essa influência ou que sejam deste ODÚ, são since-ras, honestas, inteligentes, sabem fazer amizades e as conservam.
Quando cai este ODÚ para um consulente, é preciso que o mesmo seja bem orientado, devido a série de perturbações que virão em segui-da, tanto materiais como espirituais, abalando sua personalidade de paz, ou seja, entrará em choque com fatos que aparecerão.
O consulente não saberá iniciar, nem concluir seus projetos em qualquer tipo de atividade, e também na parte sentimental. Este signo tem muito envolvimento com doenças, quase sempre levando as pessoas à grandes cirurgias, principalmente doenças ligadas ao abdome (fígado, intestino, estômago, etc.).
Geralmente as mulheres deste ODÚ ou influenciadas por ele quase sempre perdem a gravidez (abortam), ocasionando, na maioria, Histerec-tomia, inclusive correndo risco de vida.
São pessoas muito caladas, envelhecidas interiormente, embora possam parecer jovens algumas vezes, isso porque o ODÚ, é o mais velho por ordem de chegada.
São, ainda, pessoas ranzinzas e teimosas, embora sempre exaltem a paz. Este signo traz, constantemente, perigo de morte, porque possui uma característica velha, teimosa, ciumenta e também muito vingativa, e, por isso, envia a morte para seus adversários.
Sempre que este ODÚ sair três vezes, é indicação de trabalhos fei-tos com EGUN, trazendo conseqüências desastrosas e prejudiciais, tanto na parte material como na sentimental e, ainda, casos de desonra e per-da de virgindade.
ÒFÚN não tolera outra cor que não o branco. Se houver necessi-dade de fazer ebó para o consulente, com problemas de ÒFÚN, deverá ser feito no IGBÔ (mato), praia ou onde for determinado pelo jogo. O con-sulente deverá ir de roupa branca, assim como quem for passar o ebó. Senão não for assim, a oferenda não adiantará de nada, e, deverá ser obedecido um resguardo; pelo prazo de 7 ou 14 dias (consulta no jogo), só usando roupa branca, e, após, o consulente deverá tomar um OBÍ d’água, ou, mesmo, fazer algo mais sério.
Quando a pessoa for de ÒFÚN MEJI, já começa pelo ebó e precei-tos, investigando os ORISÁS responsáveis no Brasil.
Após dar-se caminho ao lado negativo, os banhos serão de folhas calmas e frias, assim como deverá ser, ainda, oferecido um OBÍ d’água ou, se assim determinado no jogo, um ÒGBÒRÍ de EJÉ FÙNFÚN (IGBIN), porque a pessoa que der caminho ao lado negativo, não poderá levar EJÉ PUPÁ (sangue vermelho), no ÒRÍ por, pelo menos, 90 dias.
Se sair no jogo, independente de èbó, deveremos aconselhar o consulente a procurar um médico ou, se for o caso, continuar o tratamen-to que estiver fazendo.
Quando ÒFÚN, sair na 1ª posição, ela estará trazendo em avi-so/alerta, e, quando na 4ª caída, deverá ser presenteado.
Se, por acaso, apresentar-se quatro vezes, não se deve colocar a mão no consulente antes de se colocar o ÒSÀLÁ mais velho da casa no chão, e deixá-lo passar dois dias coberto com bastante canjica, e, de-pois, dar bicho de 4 pés para este ÒSÀLÁ, mas de preferência não mexer com este ebó.
Quando sai ÒFÚN, o BABALAWÔ, levanta-se e toca a própria barriga com as mãos em direção ao poente (para tirar coisa ruim que haja), mas se sair novamente, levantam-se os dois e fazem o mesmo ritual.
O presente deve ser entregue na beira do rio ou mar. Se for no rio, colocar na parte da areia seca, e caso seja no mar, deverá ser na areia úmida. Não esquecer de fazer ORIKÍ de ÒFÚN e de ÒSÀLÁ. Dar comida a EGUNGUN, não esquecendo de fazer O ORIKÍ EGUNGUN. Após a entrega do presente, dar comida a OSÀLÁ, ILÊ e ÈSÚ.

8

10 Se sair 10 (ÒFÚN) na 2ª posição e 8 (EJIÒNILÊ) na
3ª posição, tem ebó.

ÒFÚN (10) não se conjuga com os outros ODÚ, apenas com 8 (EJIÒNILÊ), e a conjugação é uma bandeira branca.
OBS.: A) Caindo 10 (ÒFÚN) na 1ª caída não tem ebó, mas se sair na 2ª ou 3ª posição, obrigatoriamente tem ebó.
B) Se saírem juntos 4 (IORÒSÚN) e 10 (ÒFÚN) = muito perigoso
C) Se sair nas 1ª, 2ª e 3ª posições = Trabalho de EGUN, casos de desonra e perda de virgindade.

11 – ÒWÓRIN Surpresa, ingratidão, vingança oculta, dificuldade de ter o que se deseja, achar-se tudo o que se quer por meio de muito esforço, satisfação com aquilo que se deseja ter.

Representação Indicial em Ifá: I I I I
I I I I
I I
I I
Onde I I é terra e I é fogo.
I I I
Responde com 11 (onze) búzios abertos.
ÒWÓRIN MEJI é o 11º ODÚ no jogo de búzios e o 6º na ordem de chegada do sistema Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá é conhecido entre os fon (jêje) como “WENLE MEJI”, tendo a pronúncia do “E” final anasalada. Em yorubá, a pronúncia correta é “uólin”, “uórin” ou “uá-rin”.
“Wó-ri” significa, em yorubá, rodar ou virar a cabeça, um sentido figurado de morrer. “Wãlã-wãlã” em fon, evoca a idéia de pintar (salpi-car), matizar. Um antigo babalaô explica o nome deste signo como a u-nião da vida e da morte, simbolizando as duas coisas ao mesmo tempo.
Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada “FORTUNA-MAJOR”. Equivale ao ponto cardeal Oeste-sudoeste, à carta nº 17 do Tarot (a “ESTRELA”) e seu valor numérico é o 13.
ÒWÓRIN MEJI é um ODÚ composto pelos elementos terra sobre fo-go, com predominância do primeiro, o que indica proteção, ajuda, ad-missão, aceitação.
Suas cores são sempre luxuriantes e quentes, principalmente o vermelho e o dourado. É um ODÚ feminino, representado, esotericamente, por dois triângulos superpostos, no meio dos quais estão dispostos três pontos formando triângulos. Cada ponto é de uma cor diferente, o que transmite a idéia de colorido, matizado (são utiliz