Ebós úteis quinta-feira, jul 31 2014 


10530729_417353101737576_3999772312330422043_nO que é um Ebó?
São rituais que visam corrigir várias deficiências na vida de um ser humano (saúde, amor, prosperidade, trabalho profissional, equilíbrio, harmonia familiar, etc.) A composição de cada Ebó depende da sua finalidade, e os seus componentes vão desde bebidas a frutas, folhas, velas, adornos, alimentos secos, mel, óleo de palma, louças, artefactos de barro ou ágata., etc..

O que é uma Oferenda?
Chamamos oferendas aos rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferecer aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como para homenagear e cultuar um Orixá, de forma a fortalecer o nosso vínculo com o mesmo.

Cada Orixá tem os seus respectivos alimentos, as suas flores, as suas cores, as suas bebidas e a sua forma particular de culto, orações e invocações.

Conselhos: Ao fazer um Trabalho/Ebó, além da fé você deve:
1. Só utilizar material novo.
2. Nunca substituir um material por outro.
3. Usar somente o que a receita pede.
4. Ao fazer o trabalho, mantenha o pensamento firme no que você realmente deseja.

Atenção: Nunca faça um Trabalho/Ebó para desejar o mal de alguém, pois um pensamento negativo atrai para si essa má vibração. E, sempre que tiver o seu desejo realizado, lembre-se de agradecer, dessa forma, um universo de boas energias passará a “conspirar” por si.

Seguem então alguns exemplos de Trabalhos/Ebós, Oferendas e Banhos:

Para atrair Sorte para a sua Residência ou Comércio:
1 Taça de Vidro
8 Moedas de qualquer Valor
Mel
1 Ovo Cru
Água

Coloque dentro da taça as moedas, regue com bastante mel. Abra o ovo e coloque só a gema sobre o mel, encha o restante da taça com água. Coloque num local bem alto dentro de casa ou no estabelecimento e peça muita fartura e prosperidade. Ao fim de 3 dias, despache no lixo comum.

Para conseguir um bom emprego:
Farofa com dendê;
Ferradura;
7 moedas antigas;
1 cravo vermelho;
1 vela vermelha e verde.

Forre uma bandeja com a farofa (feita com farinha de mandioca e azeite de dendê). Coloque em cima da farofa os restantes objectos e os seus pedidos escritos num papel. Entregue numa mata, para Ogum.

Ebó de Oxum para prosperidade:
Numa tigela de vidro coloque os ingredientes, obedecendo à seguinte ordem:
8 Moedas
1 Punhado de Farinha de Milho
Mel
Água até à proximidade da borda da tigela
Perfume
Pétalas de Flores Amarelas

Deixe em sua casa ou no local de trabalho durante 07 dias. Peça a Oxum prosperidade e fartura. Despache num espaço verde, e reaproveite as moedas e a tigela de vidro.

Banho de 7 Ervas Contra Inveja e Mau Olhado:
Faça um banho morno com as seguintes ervas:
Arruda
Alecrim
Levante
Guiné
Boldo
Folhas de pitangueira
Espada de São Jorge.

Tome o banho do pescoço para baixo, de preferência antes de dormir. Descarregue a água “suja” num espaço verde. Repita por 07 segundas-feiras seguidas.

Para afastar pessoas indesejáveis:
Torre numa panela velha os seguintes ingredientes:
7 Grãos de Milho
7 Grãos de Feijão
7 Grãos de Amendoim
3 Pimentas
Os nomes das pessoas indesejáveis escritos num papel.

Chame pelas pessoas enquanto mexe na panela. Depois de torrado, triture até se transformar em pó. Sopre o pó numa encruzilhada, mandando as pessoas para longe da sua vida.

EBÓ DE OKANRAN MEJI:

Um peixe fresco,Um carretel de linha branca, um de linha vermelha e um de linha preta;
um punhado de cinzas de carvão, um charuto, um obi, uma cachaça, ½ dendê, ½ mel e
um akunko(Galo) preto.

Passa-se tudo no corpo e arruma-se dentro de um alguidar. As linhas são desenroladas passando sobre os ombros da pessoa, de trás para frente e vão sendo jogadas dentro do alguidar. Sacrifica-se o akunko para Egun e coloca-se dentro do alguidar.
Cobre-se tudo com epô, oti mel, espalha-se as cinzas por cima e despacha-se numa estrada de movimento.

EBÓ DE EJIOKO

Um akunko, duas penas de papagaio, dois aros de ferro, dois obís, duas favas de ataré, dendê, mel, oti e pó de efun. Passa-se o akunko no cliente e sacrifica-se para Exú. Arruma-se tudo dentro de um alguidar e deixa-se diante de Exú de um dia para o outro. As penas e os aros de ferro ficam no Exú, o resto é despachado no lugar indicado pelo jogo.

EBÓ DE ETAOGUNDÁ

Um akunko; um peixe fresco; um pedaço de carne bovina; oti; epô pupá; mel; um pano preto. Passa-se tudo no corpo do cliente, sacrifica-se o akunko para Exú; embrulha-se tudo no pano e despacha-se no lugar determinado pelo jogo.

EBÓ DE IROSUN MEJI

Quatro omo adie ou akunko kekere, um flecha, um bastão de madeira, quatro tipos diferentes de cereais torrados. Passa-se tudo no corpo do cliente e coloca-se o bastão e a flecha nos pés de Exú e os cereais dentro de um alguidar. Sacrificam-se os omo adie para Exú e colocam-se dentro do alguidar, por cima dos cereais. Despacha-se em água corrente. (A flecha e o bastão ficam para sempre com Exú).

EBÓ DE OXE MEJI

Um peixe vermelho, cinco búzios, cinco ovos, cinco obís, cinco folhas de akokô, uma cabaça e areia de rio. Corta-se a cabaça no sentido horizontal e coloca-se areia de rio dentro. Passa-se o peixe na pessoa e arruma-se dentro da cabaça, sobre a areia. Passam-se os demais ingredientes e vai-se arrumando em volta do peixe, dentro da cabaça. (Os ovos são crus e não podem ser quebrados). Tampa-se a cabaça com sua parte superior e embrulha-se com um pano colorido. Pendura-se o embrulho no galho de uma árvore na beira de um rio.

EBÓ DE OBARA MEJI

Um akunko, uma adie, seis abaninhos de palha, seis obís, seis acaçás, um pedaço de corda do tamanho da pessoa, um alguidar grande, mel, oti, epô, seis velas. Passa-se tudo na pessoa e sacrificam-se para Exú. Colocam-se tudo dentro do alguidar (o akunko por cima da adie), arruma-se as demais coisas em volta e a corda ao redor de tudo (dentro do alguidar). Cobre-se com mel, epô e oti e acendesse as velas em volta. Este ebó tem que ser feito e arriado nos pés de uma palmeira.

EBÓ DE ODI MEJI

Uma adie carijó, sete espigas de milho verde, sete tipos diferentes de cereais torrados, sete chaves, sete moedas e sete pedaços de rapadura.
Passa-se tudo na pessoa e arruma-se dentro de uma panela ou alguidar de barro. Sacrifica-se a adie em cima do ebó e coloca-se o seu corpo sobre ele. Despacha-se num caminho de subida (no início da subida).

EBÓ DE EJIONILE

Uma adié branca, uma vara de madeira do tamanho da pessoa, canjica cozida, oito ovos crus, um pedaço de pano branco, oito acaçás, oito búzios, algodão em rama e um alguidar. Passa-se tudo no corpo do cliente e arruma-se no alguidar que já foi anteriormente forrado com algodão. Amarra-se o pano na vara de madeira que deve ser fincada no solo como uma bandeira. Arreia-se o alguidar com o ebó na frente da bandeira. Passa-se a adie no cliente, com muito cuidado para não machucá-la, apresenta-se a Exú e solta-se com vida. Este ebó é para ser feito num lugar bem alto, de frente para o local onde nasce o Sol, de manhã bem cedo.

EBÓ DE OSÁ MEJI

Um akunko, nove agulhas, nove taliscas de dendezeiro, nove bolos de farinha, nove cabacinhas pequeninas, nove acaçás, nove grãos de ataré, nove moedas, nove penas de ekodidé, algodão, pó de efun e um alguidar. Sacrifica-se o akunko para Exú e coloca-se dentro do alguidar. Arruma-se tudo em volta do akunko. Nas pontas das taliscas de dendezeiro, enrola-se um pouco de algodão como se fosse um cotonete. Molha-se o algodão enrolado nas taliscas, no ejé do akunko e depois passa-se no pó de efun. As taliscas e as penas de ekodidé não vão dentro do alguidar, devem ser espetadas no chão, formando um círculo ao redor do mesmo, no local em que for despachado. Neste ebó não se passa nada no corpo do cliente. Despachar na beira da praia sem acender velas. Na volta, todas as pessoas que participaram têm que tomar banho de folhas de elevante e defumar-se com pó de canela.

EBÓ DE OFUN MEJI

Uma tigela branca grande, canjica, uma toalha branca, dez velas brancas, dez acaçás, um obi de quatro gomos, água de flor de laranjeira, pó de efun, algodão em rama e um igbín vivo. Leva-se tudo ao alto de uma montanha e ali, embaixo de uma árvore bem copada, faz-se o seguinte: Primeiro reza-se a saudação de Ofun Meji, depois, forra-se o chão com a toalha branca; no meio da toalha, coloca-se a tigela com a canjica, coloca-se os quatro gomos do obi sobre a canjica, um de cada lado; coloca-se os dez acaçás em volta da tigela; em cada acaçá espeta-se uma vela, cobre-se a tigela com o algodão, derrama-se sobre ele a água de flor de laranjeira e cobre-se com o pó de efun. Passa-se o igbín na pessoa e manda-se que ela o coloque, com suas próprias mãos sobre a tigela. Derrama-se um pouco de água de flor de laranjeira sobre o igbín que deverá permanecer vivo. Só então acende-se as velas e faz-se os pedidos. A cada pedido formulado diz-se: “Hekpa Babá”. Na volta para casa deve-se falar o mínimo necessário e, a pessoa que passou pelo ebó tem que guardar resguardo de dez dias e vestir-se de branco durante o mesmo período.

EBÓ DE OWÓNRIN MEJI

Dois obís, duas solas de sapatos velhos (da própria pessoa), dois bonequinhos de pano, dois pedaços de pano, sendo um branco e um amarelo, uma casinha de cera, duas pencas de bananas, dois saquinhos de confete, e um akunko para Exú. A roupa que a pessoa estiver vestindo na hora do ebó, tem que sair no carrego, que será despachado nos pés de uma árvore frondosa. Feito o ebó, o cliente se vestirá de branco por dois dias.

EBÓ DE EJILA XEBORA

Um akunko, dois irelês, doze folhas de babosa, doze pedacinhos de ori-da-costa, doze pedaços de coco seco, doze grãos de ataré, um alguidar, doze folhas de mamona, doze búzios, um charuto de boa qualidade, dendê, mel, oti, pó de peixe defumado, pó de ekú defumado, doze grãos de lelekun e pó de efun.
Sacrifica-se o akunko para Exú e coloca-se dentro do alguidar. Passa-se no corpo do cliente e vai-se arrumando no alguidar, em volta do akunko, as folhas de babosa e os búzios. Rega-se com mel, oti e dendê, cobre-se com pó de peixe e pó de ekú. Pega-se as folhas de mamona e, sobre cada uma delas coloca-se um pedaço de coco, em cima de cada pedaço de coco um pedacinho de ori, um grão de ataré e um de lelekun e com isto se faz doze trouxinhas. Passam-se as trouxinhas no cliente e vai-se arrumando no alguidar. Por fim, passa-se os Irelês e solta-se com vida. O ebó é arriado dentro de uma mata e o charuto, depois de aceso, é colocado em cima de tudo.

EBÓ DE EJIOLOGBON

Um peixe fresco, 13 pãezinhos, um alguidar, um pedaço de pano preto, um pedaço de pano branco, pó de peixe e de ekú defumado, dendê, mel e vinho tinto. Passa-se o peixe na pessoa e coloca-se dentro do alguidar, passa-se os pães na pessoa e arruma-se em volta do peixe. Rega-se tudo com mel, dendê e vinho. Salpica-se os pós sobre tudo. Passa-se o pano preto nas costas da pessoa e coloca-se dentro do alguidar. Passa-se o pano branco na frente e com ele embrulha-se o alguidar. Despacha-se nas águas de um rio ou de uma lagoa.

EBÓ DE IKÁ MEJI

Um akunko, duas quartinhas com água, 14 grãos de milho, 14 grãos de ataré, 14 favas de bejerekun, 14 grãos de lelekun, um alguidar, um pano branco, 14 moedas, uma mecha de pavio de lamparina, um obi, um orógbó, 14 ovos e 14 acaçás.
Enchem-se as quartinhas com água de poço, sacrifica-se o akunko para Exú e arruma-se no alguidar. Passa-se os demais ingredientes na pessoa e vai-se arrumando dentro do alguidar, (os ovos são quebrados). Derrama-se a água das quartinhas, uma sobre o ebó e a outra na terra. Despacha-se em água corrente. (As quartinhas não precisam ser despachadas).

EBO DE OGBEOGUNDAjogo+de+buzios+16+meji[1]

Um alguidar cheio de pipoca, dentro do qual se sacrifica um akunko branco. No mesmo alguidar coloca-se: Um orógbó, um obi, uma fava de ataré, mel, dendê, vinho branco, uma faquinha pequena, um caco de louça, uma pedra de rua, uma pedra de rio, uma pedra do mar e um bonequinho. Arreia-se tudo num caminho de terra que saia num rio. Não se passa nada no corpo do cliente e é ele quem deve arriar o ebó e fazer os pedidos enquanto acende 14 velas ao redor. (Os pedidos são feitos a Exú).

EBÓ DE EJIGBE OU ALÁFIA

Um peixe pargo, um prato branco fundo, um obi branco de quatro gomos, canjica, 16 moedas, 16 búzios, efun e mel de abelhas. Passa-se o peixe no corpo do cliente e coloca-se no prato onde já se colocou a canjica. Arrumam-se as moedas e os búzios em volta. Abre-se o obi e coloca-se um pedaço em cada lado. Rega-se tudo com mel de abelhas e cobre-se com pó de efun. Entregar num local com bastante sombra, dentro de uma mata. Resguardo de 24 horas.

EBÓ PARA OBTER BOAS OPORTUNIDADES E SER NOTADO NO TRABALHO OU NOS NEGÓCIOS

12 folhas de Iroko

01 Amalá completo (12 bolas de inhame, 12 akasás, 12 abarás, 12 bicos de papagaio,12 moedas, 12 orobos, 12 acarajés, 12 cocadas brancas, 12 quiabos inteiros, 12 pedaços de peito bovino, 12 pedaços de rabada, 12 folhas da fortuna.

01 quartinha com agua

03 velas de 12 horas

01 gamela redonda

01 tijela com ajebó (cortado em rodelas e cozido rapidamente com agua e banha de ori)

Acender 12 pedras de carvão bem grandes, rodar todos os comodos com o carvão aceso, coloca-lo então no lugar onde será arriado o amalá, e por em cima das brasas muito incenso importado, daqueles usados pelos padres em missa.

Trazer então o amalá, cantando louvando e pedidndo tudo o que se precisa, peça a Xango para elevar a sua vida, tirar empecilhos e inimigos ocultos e declarados.

os orobos serão todos alafiados enquanto se pede as coisas a Xango, esse amalá é entregue a Oba Aganjú.

As folhas de iroko serão postas embaixo da gamela, fazendo um circulo com as pontas para fora.

Os outros ingredientes todos serão postos em cima do amalá.

As moedas não serão despachadas, e sim guardadas no Xango da pessoa, ou em um pote onde se tenha favas de olho de boi e imã com uma figa.

As velas serão acesas a casa 12 horas, completando assim 36 horas o amalá arriado dentro de casa, após esse tempo a pessoa retira as folhas de Iroko quina e toma banho da cabeça aos pés, e leva o amalá para uma pedreira.

EBÓ PARA EXÚ ALAKETU TRAZER PARCEIRO DE VOLTA

1 cabaça, 1 miolo de boi, 1 ekodidé, 1 moeda, 1 pimenta dedo de moça, meio litro de dendê.

Abrir a cabaça, por o nome da pessoa que se quer dentro, por o miolo por cima, enfincar o ekodidé no miolo, por a moeda por cima do miolo junto com a pimenta dedo de moça e despejar todo o dendê por cima, subir em uma arvore bem alta e por a cabaça na copa desta árvore, faça os pedidos ainda lá no alto, dizendo a alaketu que “assim como ele vigia sua cidade do alto, assim ele vigie a sua pessoa amada também, e a traga de volta para você.”

EBÓ PARA AMARRAR UM HOMEM A QUEM SE QUER.

07 bananas d’água, palha da costa, cominho, azougue.

Abrir cada banana ao comprido com casca e tudo, por o nome da pessoa que se quer junto ao seu dentro desta banana a comprido, fechar as bananas e amarra-las com a palha da costa.

Por em um prato de barro, cobrir com o azougue, salpicar cominho por cima, entregar numa barreira que tenha barro bem vermelho a oxeturá, com uma vela cinza acesa.

EBÓ DE OYÁ FUNAN PARA REACENDER AMOR QUE SE ESFRIOU

9 carvões em brasa grandes, 9 acarajés, 9 abarás, 9 moedas de cobre, 9 orobos, 1 amalá bem quente.

por cima deste amalá por 18 vezes o nome do casal bem juntos, por cima dos nomes os acarajés e os abarás, enfinque as moedas nos acarajés e os orobos nos abarás, entregue aos pés de xangô pedindo a oyá que em nome da pessoa que ela mais amou (xango) que aquela pessoa que está fria no amor reacenda como no inicio o amor.

EBÓ PARA TRAZER BONS VENTOS DENTRO DE SEU ILÊ

1 quartinha de barro;
1 leque de palha;
3 cabaças pequenas cortadas ao meio (igual a um copo);
água de poço ou de mina;
azeite de dendê;
terra de bambuzal.

Num canto da porta de entrada da sua casa (do lado de dentro), coloque a quartinha sem nada dentro. Ao lado, ponha as três cabaças cortadas. A primeira, preenchida com a água de poço; a outra, com azeite de dendê; e a última, com terra. Com o leque, bata três vezes na boca da quartinha (que deve estar destampada), pronunciando seu nome três vezes. Neste momento, você deve abanar todo o ambiente com o leque, pedindo para que oyá traga bons ventos para seu lar; que a casa seja sempre positiva; que as pessoas mal intencionadas e espíritos desencarnados sejam afastados; e que todos os que ali habitam tenham prosperidade, fertilidade, harmonia, etc.

Depois disso, coloque a terra, a água e o dendê dentro da quartinha, tampando-a.

Deixe essa quartinha, com as três cabaças, no mesmo local, para proteger sua casa.

Ebó de Osalá para tirar Ajé

10 fitas Brancas com 1m

4 m de Morim branco

1 preá branca

1 obi funfun

1 vela branca

Ervas: poejo, cana do brejo, funcho, macaça, folha de goiaba

Modo de Fazer:

Dentro do mato, enrolar a pessoa toda no morim branco, jogar as fitas bancas por cima de seus ombros, sendo 5 de um lado e 5 de outro. Esfregar o obi na pessoa e abri-lo, sacrifique-o tirando o bruto, jogue-o na terra dizendo para ONILE que segure ali todo o ajé, todo o mal , toda a feitiçaria que se encontrava naquela pessoa. Esfregue a preá das cabeças aos pés, solte-a pedindo a Baba de Osalá que dê vida longa e caminhos abertos para essa pessoa. Passe a vela apagada e jogue longe dentro do mato dizendo “ Estou apagando a força do inimigo, apagando a feitiçaria e apagando Iku.”. Retire as fitas e balance-as ao vento e ponha esticada numa árvore, desenrole a pessoa do morim e balance o morim ao vento, deixe-o esticando em uma árvore e dê as costas. Retornando para o Ilê. Chegando na roça tomar banho cozido com as ervas acima citadas misturadas com efum africano. Tomar um chá de funcho adocicado.

Comida a Sorte

Uma galinha branca

Um peixe vermelho ou sioba

Camarão grando fresco

Vinho Branco

Vinho tinto

Vinho moscatel

3 colobos de louça com mel / dendê / água

3 colobôs de louça com efum / osun / wají

7 pratos de louça

7 talhas de flores diferentes

Sacrifica-se a galinha para o Ogum do portão, corta-se em 6 partes tempera-se com cebola camarão e azeite doce e distribui cada parte em um prato, o peixe também é preparado com os mesmos temperos, assado na folha de bananeira ocupará o 7°prato. Chegando na praia, estende-se uma toalha branca e arruma-se a mesa como se fosse um banquete e oferece-se a sorte do Yawo. Chama-se Ajè Xaluga, neste momento de um banho no Yawo com a seguinte mistura: Sementes de girassol, arroz com casca, açúcar cristal e fava de imburana tudo em grande quantidade.

Obs: Nos colobôs de dendê, mel e água servir um pouco de vinho branco, vinho tinto e vinho moscatel.

Presente as Águas

Uma talha Grande

Colobôs com comidas de todos os orixás

Brinquedos de crianças

Espelhos

Pentes

Sabonetes

Vinho branco

Perfumes

Doces

Fitas de várias cores

Flores

2 galinhas brancas que são sacrificadas na água na hora da entrega do presente.

Estando a talha pronta, coloca-se a mesma na cabeça da yawo, que deverá ficar de joelhos para recebe-la, e assim, a Yawo toda trajada de branco sai com a talha da cabeça. Antes de sair canta-se 3 cantigas para o orixá do yawo ao chegar na beira da praia, canta-se cantigas de Yemanja, Oxum e Nana. Por se tratarem de orixás Odo. Depois então faz-se a entrega do presente. Em seguida a entrega do presente, dá-se de comer a Sorte, tanto o presente as Águas como a comida a Sorte deve ser realizada num sábado ou quarta-feira de lua crescente ou lua Cheia.

EBÓ TÓYA KÓSÌ REMOVER DOENÇAS, PRAGAS, FEITIÇARIAS, BAKU E EGUN

Material:

1 Vara de bambu que deverá ser partida, ao comprido, em 4, pega-se 1 parte destes 4 e confecciona-se na ponta deste uma espécie de ponta de flecha, lembre-se embora partida em 4 esta vara continuará com seu comprimento que normalmente chega a 2metros, as vezes até 3.

Pinta-se 1 alguidar número 05 e 1 quartinha com tampa sem alça de Efun, Ossun e Wají.

1 Galinha D‘Angola

1 Ekuru

1 Acaçá

1 Acarajé

1 Aberém

1 Bola de Canjica

1 Bola de Feijão Preto

1 Bola de Arroz

1 Ovo

1 Bola de Farinha

Tudo isso em Tamanho exagerado,

E 1 Bacia de Pipocas.

1 Estoura Balão (Fogos)

Modo de Fazer:

Levar o Filho de Santo no mato, no pé de uma Árvore Frondosa. Entregar na mão direita dele a Galinha D’Angola que será segura pelas Patas. Na mão Esquerda a Vara de Bambu, o Alguidar pintado nos Pés da Árvore e Junto a Quartinha sem nada dentro apenas tampada, e pede-se ao Filho de Santo para mentalizar tudo que deseja que saia da Vida dele e do Corpo. E vai se passando todas as comidas começando pelas comidas escuras e terminando com as Pipocas. Ao terminar de passar todas as comidas, o Filho de Santo encosta a Lança de Bambu rente ao Tronco da Árvore, na mão esquerda então, ficará a quartinha. Tira-se a Tampa, pede-se ao Iyawo fale com a boca dentro da quartinha pedindo para sair tudo de ruim da vida dele,tampa-se a Quartinha e manda-se o Iyawo atira-la ao chão para que se quebre. O próprio Iyawo faz um Sarayê com a Galinha em seu Corpo e a Joga bem longe com toda a Força. Neste mometo, dá-se na mão do Filho de Santo o Estoura Balão que será apontado para bem longe botando para correr então todas as mazelas que estavam na vida daquela pessoa. Durante todo o processo deste ebó, canta-se para Omolu.

EBÓ ESÚ PARA TRAZER DE VOLTA PESSOA SEQUESTRADA OU PRESA

Material:

1 gaiola sem uso;

3 passarinhos;

3 kilos de Canjica cozida

3 cabacinhas cortadas;

mel;

azeite de dendê;

pinga;

1 peça de roupa da pessoa.

Modo de fazer:

Trate dos passarinhos em sua casa, por pelo menos 3 dias.

Faça essa oferenda na mata, num local onde tenha terra. Antes de entrar na mata, você deve oferecer a Exú as três cabaças (uma com mel, a outra com dendê e a última com pinga). Fale em voz alta, dizendo o que veio fazer, e peça agô, a Exú, para entrar na mata.

Feito isso, limpe o local onde você vai fazer a oferenda. Faça um círculo no chão para colocar a gaiola com os passarinhos. Coloque em cima da gaiola a peça de roupa da pessoa. Solte o primeiro passarinho, pedindo para Exú encontrar fulano de tal (pronunciar o nome completo). Solte o segundo pássaro, pedindo que a pessoa seja libertada. Quando soltar o último pássaro, peça que a pessoa venha a salvo até sua casa (fale em voz alta o endereço).

Quebre a gaiola totalmente e cubra com bastante ebô , deixando-a no local.

Assim que a pessoa retornar, ela deve usar a peça de roupa que você utilizou na oferenda.

Obs.: Em agradecimento pelo regresso do ente querido, deve ser copado um Cabrito calçado para Exú.

EBÓ PARA TER ÊXITO E MOVIMENTO EM CASA COMERCIAL E ILE ASÉ

MATERIAL
21 obi
21 orogbo
01 litro de gim
01 garraga de azeite de dendê
Ewe Ireke (folha de cana de açúcar)
Ewe Epa (folha de amendoim)
Ero Osun (solanaceae)
Epo Odu (erva moura)
Ogede Omini (bananeira)
Iyo (sal)

MODO DE FAZER:

Soque num pilão todas as folhas misturando-as aos outros materiais. Em seguida, abra uma fenda no meio da casa comercial e enterre esta massa, enrolada em um pano branco. Cubra a fenda.
Esta oferenda deve ser direcionada a Esu, guardião dos templos, casas cidades e pessoas, e intermediário entre os homems e os deuses.

EBÓ PARA ATRAIR FORÇAS DAS DIVINDADES AFRICANAS PARA ILÈ ASÉ

MATERIAL

Uma vasilha branca
9 moedas (se for homem)
7 moedas (se for mulher)
20 gotas de azeite de dendê
Sal grosso
Gim

buzios2[1]MODO DE FAZER:

Na vasilha coloque água e as moedas. Acrescente sal grosso, gim e o azeite de dendê.
Deixe e vasilha no pé de Esu se o tiver assentado, caso contrário, coloque na sala e deixe de uma dia para o outro.
Faça o pedido à Iyá mí entregando esta oferenda em troca de prosperidade para você e seus filhos de santo.
Faça seu pedido saudando a Elá:

Elá Boru!

Elá Boye!!

Elá Bosise!!!

ÈBÓ PARA ARRUMAR EMPREGO

MATERIAL

2 Inhame Da costa

Dendê

1 Obi roxo

2 Pratos

Danda da costa em pó

14 Folhas de fortuna

2 Favas de Èsú

1 Alguidar

7 Ovos

Bastante moedas

MODO DE FAZER:

Os dois inhames da costa devem ser bem cozidos, e sua água é para tomar um banho ao fim desta obrigação. Então pegue os dois pratos e coloque um do lado do outro, amasse cada inhame em cada prato, com suas próprias mãos e junte ao inhame, um pouco de dendê, os 2 obi roxo ralados, danda da costa em pó, folhas da fortuna 7 em cada prato triture bem, as 2 favas de Èsú raladas uma em cada prato, então após o banho, ou seja no outro dia de manhã em jejum, passe esta massa em todos os dois pés, entre os dedos enfim passe bem, coloque uma meia, e fique com este ebo nos pés no mínimo por 4 horas, fazendo seus pedidos a Èsú caminhos de emprego rapidamente, passado este período, retire tudo e coloque dentro do alguidar, cubra com bastante dendê e quebre dentro 7 ovos, leve e coloque em uma estrada de grande movimento e que você não veja seu final, jogue por cima de tudo bastante moedas, novamente peça a Èsú dinheiro, e caminhos de emprego.

ÈBÓ P/TIRAR QUEIMAÇÃO

MATERIAL

Panela de barro

9 Ovos

9 Cebolas

Dendê

Peneira pequena

Mel

Morim branco

MODO DE FAZER:

Pegue uma panela de barro coloque em sua frente, passe em todo o corpo 9 ovos, e as 9 cebolas, coloque dentro desta panela e cubra com dendê, em seguida coloque a peneira na boca desta panela e derrame o mel, e peça as forças da Terra que tire tudo de ruim de sua vida, ebo, feitiços, olho grande e queimação, e que seus inimigos não possam lhe enxergar. Este ebo será feito em local de mato queimado e/ou seco, e que tenha formigueiro perto, então cubra com o morim branco, e ao chegar em casa tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco.

Após o Ebó prescrito acima aconselha-se a fazer o seguinte banho abaixo —-»

BANHO FORTALECER ORI

MODO DE FAZER:

Pegue água de coco verde, quine dentro de uma vasilha com folhas de algodoeiro, elevante, e tome este banho varias vezes sempre ao amanhecer, antes tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco, após feito isto tome banho com as ervas, logo a seguir coloque um akasa em sua cabeça e amarre com um morim branco e fique pôr duas horas, depois leve em um jardim e coloque em baixo de uma arvore.

Padê para Exú
Ingredientes:
– 01 pcte. de farinha de milho amarela
– 01 vidro de azeite de dendê
– 01 cebola grande
– 01 bife
– 03 charutos
– 01 caixas de fósforo
– 01 garrafa de aguardente
– 07 pimentas vermelhas

Modo de preparo: Em um alguidar coloque a farinha de milho e um pouco de dendê, com as mãos faça uma farofa bem fofa sempre mentalizando seu pedido. Corte a cebola em rodelas e refogue ligeiramente no dendê, faça o mesmo com o bife. Cubra o padê com as rodelas de cebola e no centro coloque o bife, enfeite com as sete pimentas. Ofereça a Exú o padê não esquecendo dos charutos e da aguardente.

Amalá para Xangô
Ingredientes:
– 500gr. de quiabo
– 01 rabada cortada em doze pedaços
– 01 cebola
– 01 vidro de azeite de dendê
– 250g. de fubá branco Modo de preparo: Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas,
junte a rabada cozida .Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.

Frutas para Oxóssi
Modo de preparo: Em um alguidar ou cesta coloque 7 tipos de frutas bem bonitas (exceto abacaxi, mimosa, limão) enfeite com folhas de goiaba e côco cortado em tirinhas.

Omolokum de Logun
Ingredientes:
– 500g. de feijão fradinho
– 500g. de milho
– 01 cebola
– 4 ovos
– azeite de oliva Modo de Preparo: Coloque o feijão fradinho para cozinhar com cebola e azeite de oliva. Em outra panela cozinhe o milho. Depois do feijão fradinho cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Em uma travessa coloque o omolokum (massa do feijão fradinho) de maneira que ocupe a metade da travessa e na outra metade coloque o milho cozido, regue com oliva e enfeite o omolokum com os quatro ovos cortados em quatro, e o milho enfeite com côco cortado em tirinhas.

Abacate para Ossaim
Ingredientes:
– 01 abacate
– 500g. de amendoim
– 250g. de açúcar
– fumo em corda
– 7 folhas de louro Modo de preparo: Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas parte numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro.

Serpente de Oxumaré
Ingredientes:
– 500g. de batata doce
– dendê
– Feijão fradinho Modo de preparo: Depois de cozinhar a batata doce descasque regue com dendê e amasse-a até formar uma massa homogênea. Em um alguidar molde duas serpentes em forma de círculo, sendo que a cauda de uma encontre-se com a cabeça da outra. Com o feijão fradinho forme os olhos e enfeite o restante do corpo com alguns grãos de feijão fradinho (a seu critério), regue com dendê e ofereça ao orixá.

Omolokum para Oxum
Ingredientes:
– 500g. de feijão fradinho
– 01 cebola
– azeite de oliva
– 8 ovos Modo de preparo: Cozinhe o feijão fradinho com cebola e azeite de oliva, depois de cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Coloque um recipiente de louça enfeite com os 8 ovos cozidos cortados em quatro e regue com bastante oliva.

Acarajés para Iansã
Ingredientes:
– 500g. de feijão fradinho
– 500g. de cebola
– 01 litro de azeite de dendê Modo de preparo: Num processador (pode ser num pilão) triture o feijão fradinho, deixe de molho por meia hora e após descasque os feijões coloque o feijão no processador e vá adicionando a cebola cortada em pedaços. Bata até formar uma massa firme. Despeje numa tigela e bata a massa com uma colher de pau até formar bolhas, coloque sal a gosto.
Numa frigideira coloque o dendê e deixe esquentar bem, com a colher vá formando os bolinhos e fritando até dourar. Coloque-os num alguidar.

Moranga para Obá
Ingredientes:
– 01 moranga
– 500g. de camarão limpo
– um maço de língua de vaca
– 01 cebola
– dendê Modo de preparo: Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá.

Farofa para Tempo/Iroko
Ingredientes:
– 500g. de farinha de mandioca torrada
– 01 vidro de mel
– 01 pepino Modo de preparo: Coloque a farinha de mandioca num alguidar, vá colocando o mel e com as mãos faça uma farofa , corte o pepino em três partes no sentido longitudinal, coloque as fatias do pepino sobre a farofa de maneira que eles fique em pé, regue com mel.

Feijoada para Omolú
Ingredientes:
– 500g. de feijão preto
Ingredientes para feijoada
– dendê
– 01 cebola
– côco Modo de preparo: Prepare uma feijoada normal, porém tempere-a com cebola e dendê, coloque a feijoada num alguidar e enfeite com côco cortado em tirinhas.

Pipoca para Obaluaiyê
Ingredientes:
– 300g. de milho pipoca
– 01 bisteca de porco
– dendê
– côco
– areia de praia/na falta areia fina de construção peneirada. Modo de preparo: Em uma panela ou pipoqueira, aqueça bem a areia da praia, coloque o milho pipoca e estoure normalmente, Coloque num alguidar. Frite a bisteca no dendê e coloque sobre a pipoca, enfeite com côco cortado em tirinhas.

Feijão para Ogum
Ingredientes:
– 500g. de feijão cavalo
– 01 cebola
– 01 vidro de dendê
– 07 camarões grandes Modo de preparo: Cozinhe o feijão e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com os camarões fritos no dendê. Faça seus pedidos e ofereça a Ogum.

Manjar para Iemanjá
Ingredientes:
– 250g. de creme de arroz
– 01 pescada inteira
– azeite de oliva Modo de preparo: Faça um mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal. Limpe a pescada e asse-a na oliva. Coloque o mingau numa travessa de louça deixe esfriar e coloque a pescada assada sobre o manjar, regue com oliva.

Ebó para Nanã
Ingredientes:
– 500g. de quirerinha branca
– 01 côco
– azeite de oliva Modo de preparo: Cozinhe a quirerinha com bastante água para que ela fique meio “papa”, tempere com oliva, coloque em uma tigela de louça, descasque , rale o côco com ele cubra a quirerinha.

Ebó para Oxalá
Ingredientes:
– 500g. de canjica branca
– 01 cacho de uva itália (uva branca)
– Azeite de oliva. Modo de preparo: Cozinhe a canjica, coloque numa tigela branca, tempere com oliva mel e um pouco de açúcar, enfeite com o cacho de uva.

Ebó Para Yansã – Oyá Onirá

Material Necessário:1 Abóbora moranga4 Búzios abertos4 Noz moscada4 Moedas4 Acarajés4 Metros de fitas vermelha / Branca1 Saco de morim
Maneira de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.

Ebó Para Resolver Problemas Difíceis

Material Necessário:2 Acaçás Brancos 2 Ovos Brancos 2 Quiabos 2 Moedas 2 Conchas 1 Oberó
Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom e em dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.
Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.

Ebó de União

Colocar o nome das duas pessoas dentro de um Obi e enterrar em um pé de planta sem espinhos, colocar bastante mel e fazer os pedidos.

Ebó Para Deixar de Beber

1. Escrever os pedidos na fronha do travesseiro e depois despachar no mar.
2. Sacudir a pessoa com pipocas e um frango numa cova abandonada do cemitério, fazer pedidos e deixar tudo aquilo ali.
3. Torrar a maça de vaca e fazer o pó. Esse pó deverá ser colocado na bebida que a pessoa mais gosta ou comida.
4. Fazer uma infusão de cachaça, camarão pitu e restos das fezes do beberrão. Quando ele beber fará vômitos. Quando vomitar, junte o vômito e enterre numa cova abandonada, acendendo uma vela e fazendo pedidos.

Sobre os Ebós e Oferendas

Os ebós são oferendas feitas para Orixás, Odù, Eguns e outras divindades para diversas finalidade, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objetivo ou simplesmente como forma de agradar as divindades que ora está sendo cultuado. O princípio do Candomblé se baseia no ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo seu equilíbrio vital.

Através da hierárquica, todo ebó a ser ofertado, para que o Orixá tome conhecimento, devemos invocar a energia de outros Orixá, que tem o papel especifico de servirem de interligação entre nós e as divindades, sendo que sem a aceitação desses, os Orixá a qual estamos ofertando os ebós não saberão de sua existência.

Gostaríamos de salientar que na sempre ao fazer tais oferendas ou Ebós, se faz necessária a presença ou orientação de um zelador(a) para que seja colocado o Axé necessário para cada ato. Existem at´s

Ebó para Ògún

Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade

1 inhame do norte assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariwô (folha de palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual acaçá branco, porém com farinha de milho amarela), azeite de dendê e mel.

Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariwô e chamando por Ògún, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. acenda uma vela e faça seus pedidos a Ògún. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na entrada do portão. se você morar em apartamento, coloque dentro de sua casa, atrás da porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.

Presente a Oxun

Para acalmar a pessoa amada

5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar mascavo, 2 velas.
Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê um formato de coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça a Òsún Àpáàrà.

Oferendas a Ogun

Material: 1 inhame; Azeite de dendê; Mel de abelhas; 1 palma de dendezeiro (mariwo), pode ser de coqueiro caso não ache o dendezeiro; 1 vela branca.

Modo de fazer: Asse o inhame. Retire os talinhos das folhinhas da palma do dendezeiro. Depois que o inhame esfriar monte-o enfiando os talinhos em toda o corpo do inhame, escreva o nome da pessoa que se deseja ajudar em um prato branco e coloque o inhame em pé sobre o nome, coloque o mel e um pouco de dendê sobre o inhame e os talinhos . Pede-se o desejado à Ogum. Coloque próximo ao portão da casa que se fez a oferenda.

Ebó para Èsù Lonan

Abrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja.

1 metro de morim vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7 moedas atuais, 7 búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7 acaçás vermelhos, 7 ovos vermelhos, 1 obi.

Como Preparar: Abra o morim em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seu corpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima. Por último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cima do ebó. Feche o morim. Este ebó tem que ser despachado em rua de muito movimento, onde tenha muitas casas comerciais.

Oferendas a Exú

Material: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Fígado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.

Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farofas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque em uma praça bem movimentada.

Ebó Para Caso de Prisão

Escrever o nome do preso em 21 ovos. Quebrar ao redor da delegacia ou presídio, chamando por Exu Tiriri e pedindo o que quer.

Fazer um caruru para sete crianças. Limpar as mãos na roupa da pessoa e despachar na cachoeira.

Se a pessoa ainda não tiver sido presa, limpe as mãos das crianças na roupa e no corpo da pessoa. Depois, despachar a roupa na cachoeira e dar um banho de cachoeira na pessoa.

Ebó Para Yansã – Oyá Onirá

Material Necessário:1 Abóbora moranga4 Búzios abertos4 Noz moscada4 Moedas4 Acarajés4 Metros de fitas vermelha / Branca1 Saco de morim

Maneira de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.

Ebó Para Resolver Problemas Difíceis

Material Necessário:2 Acaçás Brancos 2 Ovos Brancos 2 Quiabos 2 Moedas 2 Conchas 1 Oberó

Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom e em dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.

Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.

Ebó de União

Colocar o nome das duas pessoas dentro de um Obi e enterrar em um pé de planta sem espinhos, colocar bastante mel e fazer os pedidos.

Ebó Para Deixar de Beber

1. Escrever os pedidos na fronha do travesseiro e depois despachar no mar.

2. Sacudir a pessoa com pipocas e um frango numa cova abandonada do cemitério, fazer pedidos e deixar tudo aquilo ali.

3. Torrar a maça de vaca e fazer o pó. Esse pó deverá ser colocado na bebida que a pessoa mais gosta ou comida.

4. Fazer uma infusão de cachaça, camarão pitu e restos das fezes do beberrão. Quando ele beber fará vômitos. Quando vomitar, junte o vômito e enterre numa cova abandonada, acendendo uma vela e fazendo pedidos.

Para Descobrir Um Orixá Que Não Aparece no Jogo

Colocar um Obi com uma moeda corrente dentro de uma folha da costa ( saião ) e colocar 3 noites debaixo do travesseiro da pessoa. Retirar e colocar no meio do jogo de búzios, pedindo à IFÁ e ORUMILA que apresente o Orixá.

Ebó Para Afastar Egun

Material Necessário:9 Ovos Brancos 9 Ecurus 9 Acaçás Brancos Canjica Branca Escaldada 9 Velas Brancas Morim Branco

Maneira de Fazer: Passar tudo pelo corpo e pedir à OYÁ EGUNITÁ para afastar todos os males e Eguns. Em seguida, tomar um banho de Abô e acender 7 velas para Omolu, fazendo os pedidos.

Depois, passa-se um pombo pelo corpo da pessoa e solta-se. Em seguida, a pessoa deverá tomar 7 banhos durante 7 dias seguidos, cumprindo preceito.

Ervas Necessárias:Dandá-da-costa – ralado Saco-Saco Erva D’Oshóssi Aroeira Branca Funcho

Oferendas Para Oxalá – Prosperidade

Local: Dentro de Casa
Horário: Diurno
Dia da Semana: Sexta-Feira

Material Necessário:
01 Tijela branca e 16 Acaçás

Modo de Fazer: Colocar na tijela branca 16 acaçás, pedindo a OXALÁ ajuda e melhoria de vida, colocar em cima do telhado, pedindo que OXALÁ o ajude e leve-o o alto AXÉ.

Ebó Para Atrair Clientes

Local: Terreiro de Candomblé.
Horário: O que lhe melhor lhe convir.
Dia da Semana: Terça, Quarta ou Quinta-Feira.

Material Necessário:

02 kilos de Milho Vermelho – 07 Moedas – 01 Omolocum – 09 Acarajés e 01 Ajebó.

Modo de Fazer: Colocar dois quilos de milho no fundo de uma panela. Colocar sete moedas. Sair pela manhã antes do sol nascer, fazer a volta jogando pela rua, e gritar por OGUN, entrar no,portão, tirar as moedas e colocar no jogo. Arriar um Omolocum para OXUN e nove acarajés para YANSAN, após vinte e um dias dar um Ajebó para XANGÔ, dentro de casa, com nove moedas, colocar no canto do quintal, as moedas colocar no jogo.

Oferenda a Obaluaiê ( Inveja e Olho Gordo )

Local: Terreiro de Candomblé.
Horário: Diurno
Dia da Semana: Sexta-Feira.

Material Necessário:
01 quilo de milho alho 10 orogbôs, 10 moedas correntes e 10 favas de olho de boi.

Modo de Fazer: Fazer do milho alho, pipoca ( flores do velho ), colocar dentro de um Oberó ( aguidá ), colocar 10 orogbô, passando um a um pelo corpo, passar em seguida as 10 moedas, uma uma pelo corpo, em seguida passar as favas de olho de boi, pelo corpo pedindo tudo o que quiser. Colocar tudo dentro do Oberó, em cima as pipocas.

Obs: Esta obrigação tem por finalidade segurar sua casa do mal, dos inimigos e dos invejosos. Afastando-se de sua casa e mais quem estiver prejudicando ou perturbando seu lar.

Oferenda a Oyá Onirá ( Bons Negócios )

Local: Alto de um morro
Horário: Diurno
Dia da Semana: Quarta-Feira.
Material Necessário:
01 abóbora, 04 búzios abertos, 04 nóz moscada, 04 moedas correntes, 04 metros de fita branca, 04 metros de fita vermelha, 01 papel com seu nome e da pessoa com quem quer realizar o negócio e mel de abelha.

Modo de Fazer: Corta-se a abóbora moranga em cima e, coloca tudo dentro do saco, colocando em seguida o saco dentro da abóbora, fecha-se a abóbora e amarra-se com fitas brancas e vermelhas, coloca no alto de um morro e entrega a Yansán Onirá.

Obs: Entrega-se a Yansán pelos caminhos de Obará.

Ebó Para Limpeza da Casa ( Moradia )

Local: Dentro de Casa
Horário: Qualquer um
Dia da Semana: Segunda-Feira.

Material Necessário:
01 Pombo branco e 01 metro de fita branca.

Modo de Fazer: Cava-se um buraco e coloca-se uma tigela com ovos gôros, cobrindo-os com prato branco, cobre-se o buraco com uma tampa. Sempre olhar os ovos, para ver se estouram, remove-los e substituí-los.

Obs: Despachar na encruzilhada. Por dentro do barracão em um canto, uma tigela com 07 ovos bons e água com sal grosso. Quando fizer sete dias, despacha-los em uma encruzilhada aberta, fica-se no meio da encruzilhada e joga-se os ovos para trás de si e sai sem olhar para trás, em seguida, coloca-se novos ovos no local.

Para Conseguir Um Bom Emprego

Um Galo Para Xangô Airá

Local: Pedreira
Horário: 18:00 horas
Dia da Semana: Quarta-Feira.

Material Necessário:
01 frango branco novo, 12 quiabos, 01 cebola, camarão seco, azeite doce e 06 acaçás brancos.

Modo de Fazer: Sacrificar o frango, tirar as tripas e limpar bem o frango com os Axés, depois colocar os miúdos dentro da barriga do frango, junto com os quiabos e a cebola e, bastante camarão. Fazer uns espetos e fechar o frango com eles. Colocar para cozinhar, depois de cozido, passar azeite doce até ficar dourado. Oferecer o galo e os acaçás.

Obs: Para que este trabalho saia, é necessário que se leve um fogareiro para a pedreira e as panelas.

Vinho Para Impotência Sexual

Local: Quintal de Casa
Horário: Qualquer um
Dia da Semana: Qualquer um

Material Necessário:
Mel de abelha, vinho mosacatel, gengibre e raiz de jurubeba.

Modo de Fazer: Ralar a raiz de gengibre e, misturar a raiz de jurubeba, também ralada, adicionar o vinho moscatel e o mel de abelhas, deixar tudo em infusão durante sete dias. Enterrar no fundo do quintal, deixando enterrado durante três meses. Após os três meses retirar o litro e começar a beber um cálice por dia, antes das refeições, mas antes fazer um Ebó.

EBÓ

Material Necessário:
10 Velas brancas, 10 acaçás brancos, 10 acarajés, 10 carretéis de linha branco, 02 metros de morim branco, 01 saco de estopa ( linha ) e 04 metros de cadarço

Obs: Passar o Ebó no corpo da pessoa e depois despachar no mar.

Ebó Para Impedir Que Uma Pessoa Faça Mal a Outra

Local: Dentro de Casa
Horário: Qualquer Um
Dia da Semana: Segunda-Feira.

Material Necessário:
Nome da pessoa que quer fazer o mal – 01 cebola, 02 pires virgens e 01 garrafa de pinga.

Modo de Fazer: Coloca-se o nome da pessoa dentro do pires, e em cima do nome coloca-se a cebola, joga-se a pinga em cima e cobre-se com o outro pires, pedindo para que a pessoa esqueça que você existe.

Ebó Para Ocultar Trabalhos e Não Serem Vistos Através dos Búzios

Quando estiver o trabalho, cobre-se a pessoa e o trabalho com 1 metro de morim branco virgem, enquanto o faz. Depois pode aproveitar o pano para outro trabalho qualquer.

Ebó de União de Casal

Local: Quarto do Orixá
Horário: 2 Horas da manhã
Dia da Semana: Segunda-Feira.

Material Necessário:
02 corações frescos, mel de abelha, 04 velas brancas, palha da costa, 02 palitos grandes ( suficientes para atravessar os corações ) e 01 oberó, nome do casal

Modo de Fazer: Abre-se uma das artérias de um coração por cima e, coloca-se o nome dentro. O outro coração fica intacto, junta-se os dois corações dentro do oberó e atravesse-os com os dois palitos separados um mais em cima que o outro. Prepara-se duas cordinhas com palha da costa, amarra-se os dois corações, dando um laço de cada lado, a entrada dos palitos e nas saídas, coloca-se este trabalho no mesmo dia na mata, ao pé de uma árvore, acende-se as três velas e fa-se o pedido ao entregar. Quando estiver fazendo este trabalho acender uma vela no ronkó, além disso, vai tirando as cantigas de Oxóssi.

Ebó de União

Local: Terreiro de Candomblé
Horário: Diurno
Dia da Semana: Sexta-Feira

Material Necessário:
Canjica cozida, 01 tigela branca, mel de abelha, 02 pombos brancos, 16 bolinhos de inhame e os nomes do casal.

Modo de Fazer: Cozinhar a canjica, por na tigela branca, colocar por cima o mel de abelha mais 16 bolinhos de inhame, dentro da canjica os nomes do casal. Matar um casal de pombo, mais mel, acender uma vela de 7 dias.

Ebó Para Resoluções Rápidas

Local: Entrada
Horário: Noturno
Dia da Semana: Segunda-feira

Modo de Fazer: Torrar feijão fradinho no azeite de dendê, colocar em um alguidar ou em folha de mamona, arriar em estrada de barro.

Ebó Para Trazer Uma Pessoa

Local: Casa da Pessoa
Horário: Diurno
Dia da Semana: Segunda-feira

Material Necessário:
01 Pinto novo sem asa, o nome da pessoa que deseja que volte, mel de abelha e uma panela de barro.

Modo de Fazer: Falar no ouvido do pinto o nome da pessoa sete vezes. Colocar no bico o nome da pessoa com bastante mel de abelha, enterrar tudo na panela de barro no quintal de casa e oferecer a Exú. Depois tomar um banho de Erva Doce, alfazema, açúcar Cristal, Nome da Pessoa. Do pescoço para baixo.

Ebó Para Tirar Influências Negativas ( Exú )

Local: Casa da Casa
Horário: Qualquer Um
Dia da Semana: Qualquer um, exceto Sexta-feira

Material Necessário:
03 Ovos, 01 cebola e 02 garrafas de água.

Modo de Fazer: Passar tudo no corpo da pessoa e despachar em uma mata fechada.

Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 1 )

Local: Cemitério
Horário: Meia-Noite
Dia da Semana: Segunda-feira

Material Necessário:
Um galo preto, verduras de todas as qualidades, um pedaço de carne seca, um pedaço de carne de porco salgada, 07 bolinhos de farinha e água com carvão, 07 farofas de azeite-de-dendê, 07 farofas de mel de abelha, 07 velas brancas, 1 metro de morim branco, Duburu, feijão preto cozido, feijão preto torrado, milho vermelho e galhos de aroeira.

Maneira de Fazer: Passar pelo corpo da pessoa todos os ingredientes acima descriminados, obedecendo a mesma ordem. Deixar tudo no local que fizer o Ebó. Levar a pessoa imediatamente para tomar banho de Abô.

Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 2 )

Local: Cemitério
Horário: Meia-noite
Dia da Semana: Segunda-feira

Material Necessário:
Um casal de galinhas brancas. Além de todos os ingredientes acima mencionados. A maneira de fazer é a mesma do Ebó acima.

Oferendas a Odé

Material: 1 milho verde com casca; Milho vermelho em grãos; Coco; 1 alguidar.

Modo de fazer: Cozinhe o milho vermelho e coloque dentro do alguidar, desfie a palha do milho verde deixando apenas o milho descoberto e as palhas desfiadas penduradas, desfiar sem arrancar a palha do milho. Corte o coco em fatias finas e enfeite sobre o milho cozido, coloque o milho verde em pé sobre o coco, apontado para cima e com as palhas escondendo os grãos e o coco que ficarão em baixo. Coloque em cima da casa ou em um lugar alto pedindo à Oxóssi o que se quer.

Oferendas a Ossain

Material: Batata doce; Cebola; Azeite de dendê; 1 alguidar

Modo de fazer: cozinha-se a batata-doce apenas em água. Depois, descasca-se e amassa-se feito purê. Aí, mistura-se num refogado de cebola ralada com azeite de dendê e coloca-se tudo no alguidar. Coloque próximo a plantas e faça seus pedidos.

Oferendas a Obaluaiê

Material: Milho de pipocas; Areia de praia; 1 alguidar; 1vela branca.

Modo de fazer: Este é o prato mais comum oferecido à Obaluaie ou Omolu. Coloque a areia de praia em uma panela e deixe esquentar, depois de quente coloque o milho de pipoca para estourar nesta areia. Quando estiver estourado, coloque o milho no alguidar e está pronta a oferenda, faça seus pedidos à esse grande Orixá.

Oferendas a Xangô

Material: 12 quiabos; mel de abelhas; azeite de oliva; água; 1 tigela branca.

Modo de fazer: Corte os quiabos em rodelas finas, coloque na tigela com água, ponha um pouco de mel e um pouco de azeite por cima e mexa com as mãos até que se forme uma baba viscosa, enquanto estiver amassando com as mãos vá pedindo o que se quer à Xangô, Depois coloque em um lugar alto .

Oferendas a Oxumarê

Material: Feijão fradinho; Milho vermelho em grãos; Cebola; Azeite de dendê; 1 prato colorido.

Modo de fazer: Cozinha-se o feijão fradinho em água. Separadamente, cozinha-se o milho vermelho também em água. Depois, juntar o feijão e o milho, misturar bem e depois colocar num refogado de cebola ralada e azeite de dendê que deverá estar pronto. Coloque no prato e coloque próximo as plantas oferecendo a Oxumarê e fazendo seus pedidos.

Oferendas a Yansã

Material: Feijão fradinho; Camarão seco ralado; Cebola ralada; Azeite de dendê; 1 prato de barro ou louça.

Modo de fazer: Coloque o feijão de molho de um dia para o outro. Descasque o feijão um a um. Triture o feijão e misture com cebola ralada e o camarão seco socado, mexa por um tempo até que se obtenha uma massa firme. Coloque a massa para descansar coberta com um pano e com uma pedra de carvão dentro. Coloque +/- um litro de dendê em uma panela funda e deixe esquentar bem, faça bolos da massa de feijão com uma colher e coloque para fritar. Quando estiverem todos fritos, coloque no prato e deixe esfriar. Ofereça-os para Yansã. Faça seus pedidos.

Oferendas a Obá

Material: Feijão fradinho; Cebola; Camarão seco socado; Azeite de dendê; Farinha de mandióca; 1 Alguidar; Flores e velas coloridas.

Modo de fazer: Cozinha-se o feijão fradinho em água. Depois,mistura-se num refogado de cebolas raladas, camarão seco socado, azeite de dendê e água. Por cima coloca-se a farinha de mondioca, fazendo um pirão e coloca-se no alguidar. Deixe esfriar e enfeite com flores por cima do prato. Coloque nas margens de um rio e acenda as velas coloridas pedindo o que se quer a Obá. Sendo por muitos divindade interligada ao amor.

Oferendas a Oxun

Material: 5 batatas doces brancas; mel de abelhas; velas amarelas; prato branco; fitas coloridas.

Modo de fazer: Coloque as batatas para cozinhar em água até que fiquem bem molinhas. Deixe esfriar e amasse estas batatas com mel pedindo o que se quer. Tenha muita concentração em amassar, depois de amassado, coloque no prato e molde um coração com a massa. Depois enfeite com flores e fitas. Ofereça à Oxum em uma lagoa ou riacho. Esta oferenda é muito eficaz em casos amorosos.

Oferendas a Logun Edé

Material: Milho vermelho; Feijão fradinho; Azeite de dendê; Cebola; Camarão seco socado; 1 Alguidar; 1 inhame; ovos cozidos; coco; mel de abelhas.

Modo de fazer: Cozinha-se o milho vermelho só em água. Separado, cozinha-se o feijão fradinho, também só em água. Refoga-se o feijão fradinho com azeite de dendê, cebola ralada e camarão seco socado. Coloca-se o feijão em uma metade do alguidar e, na outra, o milho vermelho cozido. Frita-se o inhame e coloca-se por cima em fatias, em volta, enfeita-se com ovos cozidos em rodelas, fatias de coco e coloca-se bastante mel de abelhas por cima. Pede-se o que se quer e oferece-se ao Orixá Logun Edé.

Oferendas a Exú

Material: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Figado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.

Modo de fazer: Faça uma farófa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaça branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em padaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farófas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farófa e coloque o acaça no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque em uma praça bem movimentada.

ELAÇÃO DOS EBÓS

A forma de despachar os ebós, anunciando os nomes dos mensageiros dos recados, fala-se:

OÉ-TURA-WAGBATÈTÈ – VENHA RECEBER DEPRESSA

OGUN – DAGBE -DE WÀ GBA TÈTÈ – CHEGUE PARA RECEBER

WORUN -OFUN -WÀ GBA TÈTÈ – VENHA RECEBER DEPRESSA OWORUN

SERE – O GBA – TÈTÈ – RECEBA DEPRESSA OTURÁ -

AYKÓ WA GBA TÉTÉ – VENHA RECEBER DEPRESSA

OTURUPON – OKARAN – WA GBA TÈTÈ – VENHA RECEBER DEPRESSA

OKARAN – OIERU – WA GBA TÈTÈ – VENHA RECEBER DEPRESSÃO

Observações Importantes:

OSOGUIA foi o único Orixá que driblou a morte por isso ele é sempre chamado em caso de muita aflição.

Os odús vieram primeiro que os Orixás, o n.° 06 (Obara),se não quiser ser presenteado, o mesmo faz com que a pessoa peca tudo. Todos comem com ele e ele come com todos. Ao afastar ou tirar qualquer outro odú, também deve imediatamente lhe agradar para que o que esteja respondendo de forma negativa faça parir o bom.

Para se agradar o Odù Obara, nunca deve-se fazê-lo para apenas uma só pessoa, sempre coletivo. O mesmo para ser assentado, nunca deve ser assentado para uma só pessoa.

ABRIR CAMINHOS :

- 01 prato novo e sem uso.
– Colocar purê de batatas no prato.
– Palmas brancas.
– 01 pedaço de pano branco (1 m).
– Perfume de rosa.
– 01 garrafa de vinho.
– 01 pratinho de arroz sem sal.
– 02 pãezinhos.
– 02 garrafas de vinho moscatel abertas.
– 03 copos.
– 01 bolo de batata cozida com mel e 01 bola de gude amarela em cima (colocar em 01 pirex azul).
– Os pedidos e os nomes de quem quer beneficiar.
– Despachar à beira mar.

- 01 prato com favas brancas (cozidas e temperadas com alho, cebola e bastante azeite).
– 01 colher nova.
– Arroz branco e sem tempero.
– Colocar tudo junto em 01 prato com toucinho defumado.
– 01 licor suave aberto.
– Groselha em copos.
– 01 pano branco como toalha (1m).
– 01 garrafa de vinho aberta.
– 02 pãezinhos cortados em fatias.
– 03 pratinhos de papelão juntos.
– Despachar em campo aberto.

. ABRIR CAMINHOS E PARA VENDAS EM GERAL :

- Pó abre caminho.
– 01 garrafa de cachaça aberta.
– Colocar dentro de um vidro.
– 01 colar verde.
– 01 laço de fita vermelha no gargalo da garrafa.
– Pipoca em um pires branco.
– Despachar em um areial.

. ABRIR CAMINHOS, TRAZER DINHEIRO, PROSPERIDADE :

- 01 inhame do norte assado, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariwô (folha da palmeira), 01 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha de bananeira ), 01 acaçá vermelho ( igual ao branco , porém com farinha de milho amarela ), azeite de dendê e mel.
– Assar o inhame na brasa (se for preciso raspar um pouco para tirar o excesso queimado). Colocar no alguidar. Enterrar os talos de mariwô e chamando Ogum. Fazer o mesmo com as moedas. Colocar os acaçás (um em cada ponta do inhame). Regar com um pouco de azeite de dendê e mel, 01 pitada de sal.
– Acender uma vela vermelha e fazer seus pedidos a Ogum.
– Colocar este despacho no muro, ao lado do portão.Se a pessoa morar em apartamento, colocar dentro de sua casa, atrás da porta de entrada.
– Depois de 07 dias, despachar sob uma árvore bem frondosa.

. ACALMAR A PESSOA AMADA :

- 05 batatas inglesas, mel azeite doce, açúcar mascavo, 02 velas amarelas de 30 cm.
– Cozinhar as batatas sem casca. Após esfriarem colocar um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça. Ir amassando as batatas com as mãos e misturar tudo. Enquanto faz isso, pensar na pessoa amada. Deixar a massa em forma de coração. Acender as duas velas, oferecer e pedir ajuda à Oxum Àpáàrà.

. ACALMAR QUALQUER PESSOA :

- Preparar um boneco de pano ou louça.
– Lava-lo em chá de cambará cereja, enquanto chama o nome da pessoa por 03 vezes.
– Enrolar o boneco com cipó-de-S.Francisco.
– Em 01 caixa que caiba o boneco, colocar flor de laranjeira. Colocar o boneco dentro.
– Fazer a oração: “ Peço que todos os males e nervosismo de (nome da pessoa) fiquem nesta caixinha. Esse boneco e esse cordão vão sempre levando todos os males e (nome da pessoa) se libertará de todos os males e desses pesadelos, assim seja “.
– Despachar em uma balsa ou em uma ponte elevadiça.

. ACALMAR UMA SITUAÇÃO :

- Talco em uma vasilha e 02 esponjas azuis.
– Sândalo em pó.
– Óleo para cabelo e brilhantina.
– 01 pratode macarrão feito em água mineral, com um molho grosso (feito com 07 tomates). Depois de pronto e sobre ele, uma colher de azeite doce.
– 01 pedaço de lingüiça.
– 01 pemba branca raspada.
– Enfeitar com azeitonas e folhas de louro.
– Cubrir a tigela com 01 m de pano branco.
– As esponjas e o talco devem ser colocados ao lado.
– 01 lenço de cabeça.
– Ofertar e despachar à beira mar.

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. ADOÇAR ALGUÉM :

- 01 pequena caneca de smalte branca.
– 01 laço feito com fita branca.
– 01 pente.
– Pedidos por escrito e à lápis.
– Despachar na mata.

- Balas de coco brancas (em número ímpar).
– Pedaços de fumo de corda (idem).
– Despachar na mata.

. FAZENDEIROS OU DONOS DE TERRA QUE PRECISAM DE AJUDA :

- 02 caixas de charutos com terra da fazenda (ou propriedade) dentro.
– Fincar na terra 7 charutos. 05 m de fita fina e verde.
– 01 ímã de aço.
– 02 garrafas de cerveja preta e 01 de branca (em uma colocar purpurina dourada, na outra prateada com açúcar verde).
– 04 guaranás.
– 01 garrafa de leite puro.
– 01 maço de cigarros.01 caixa de fósforos.
– Tudo colocado sobre 01 m de pano verde.
– 03 velas verdes e 01 amarela (coloca-las dentro de um prato com mel).
– Colocar este prato dentro de um defumador ou queimador.

. ALGUÉM ABRIR O JOGO (SEGREDOS, CONFIDÊNCIAS, ETC) :

- 01 mesa redonda de madeira ou plástico.
– Um pano verde claro com rendas brancas na borda.
– 01 baralho que deve ser aberto sobre a mesa (completo), como se fosse haver jogo .
– 01 língua de papel pintado com lápis cor de rosa.
– 02 chaves.
– 02 cadeados abertos.
– 01 maço de cigarro minister.
– 01 cinzeiro azul.03 velas verdes acesas.
– 01 garrafa de conhaque aberta.
– 03 copos.
– 01 caderno.
– 01 caneta nova.01 pemba azul.
– Deixar na mesa as velas acesas dentro de um prato branco com mel.
– Despachar na mata.

. PARA QUE ALGUÉM SE DECIDA :

- Uma toalha branca que deverá ser desfiada e em pedações para isolar.
– 07 chaves de aço.
– 01 boneco envolto em uma capa.
– Colocar tudo dentro de uma caixa.
– Colocar farofa de farinha, azeite de dendê .
– Colocar em um alguidar, junto com uma pá de madeira com cabo longo.
– Sementes de girassol.
– Flores de gerânio.
– 01 fita azul e outra branca juntas, com as pontas amarradas.
– 01 bandeira do Estado.
– 01 carvão pintado de vermelho.
– 05 guaranás abertos e copos.
– Perfume “ Musk “.
– Alfavaca .
– Mel.
– 01 maçã em um prato com açúcar (deixar ela bem mergulhada).
– 20 orquídeas.
– 01 ímã de aço.
– Despachar à beira mar ou em algum lago.

. AMOLECER O CORAÇÃO DE ALGUÉM :

- 01 MAMÃO MADURO. Corta-lo ao meio.
– Colocar açúcar, o nome da pessoa e o que deseja.
– 01 parte deixar à beira mar e a outra em água doce com um copo de vinho tinto e um prato branco com beijos e rosas juntos.

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. ARRUMAR EMPREGO :

- Vários pés de moleque em um prato.
– 01 ventarola de papel de seda.
– 07 guaranás abertos.
– 01 doce molinho em outro prato com os pedidos.
– 07 bolinhas de gude vermelhas (ou em qualquer número ímpar).
– 01 prato de canjica adoçada com mel e queijo.
– Farinha de amendoim torrado.
– 01 flor artificial.
– Despachar em uma nascente.

Ebó para Ògún Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade
1 inhame assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariô (folha de palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual a acaçá branco, porém com farinha de milho amarela), azeite de dendê e mel.
Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariô e chamando por Ogum, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. Acenda uma vela e faça os seus pedidos a Ogum. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na entrada do portão. Se você morar num apartamento, coloque dentro da sua casa, atrás da porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.

Presente para OxumPara acalmar a pessoa amada5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar mascavo, 2 velas.
Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê um formato de coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça a Oxum Aparà.

Ebó para Exú LonanAbrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja1 metro de pano vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7 moedas actuais, 7 búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7 acaçás vermelhos, 7 ovos vermelhos, 1 obi.
Como Preparar: Abra o pano em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seu corpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima. Por último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cima do Ebó. Feche o pano. Este Ebó tem que ser despachado numa rua de muito movimento, onde tenha muitas casas comerciais.

Oferenda a ExúMaterial: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Fígado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.
Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farofas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque numa praça bem movimentada.

Ebó Para Iansã – Oyá OniráMaterial Necessário:1 Abóbora moranga, 4 Búzios abertos, 4 Noz moscada, 4 Moedas, 4 Acarajés, 4 Metros de fitas vermelha / Branca, 1 Saco de pano.
Modo de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.

Ebó Para Resolver Problemas DifíceisMaterial Necessário:2 Acaçás Brancos, 2 Ovos Brancos, 2 Quiabos, 2 Moedas, 2 Conchas, 1 Oberó
Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom eem dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.

1º OSO OFUN

Ebó

1 cabaça
16 búzios
16 conchas
16 favas D’Osalá
16 moedas
1 pedaço de prata
Mel e azeite doce
2 morim branco

Procedimento: arrumar tudo na cabaça, embrulhar com o morim e pendurar em uma árvore frondosa.

2º) Oso Ofan

Ebó

1 tigela branca
16 argolas brancas
16 búzios
16 conchas
1 pedra branca
1 acaçá
1 pemba branca
azougue
1 imã

Procedimento: arrumar tudo na tijela e oferecer ao ODÚ no alto de uma serra.

3º) OSO DEBUI

Ebó

1 metal 1 cesto
1 cesto
1 obi
16 acaçás
uvas brancas
16 pêras
16 maçãs

Procedimento: arrumar tudo no cesto e oferecer ao ODÚ e colocar no tronco de uma árvore no alto.

4º) OSO MORÍ

Ebó

1 travessa branca pequena
1 ebô canjica
1 bandeira branca
1 obi

Procedimento: colocar na travessa o ebó, fincar a bandeira no meio e colocar o bi: oferecer ao ODÚ na cachoeira em lugar alto.

5º) OSO GBJA

Ebó

1 bacia de ágata
1 ebô (canjica)
1 Igbin (caramujo branco vivo)

Procedimento: arriar nas águas limpas de uma cachoeira e colocar o igbin em cima do ebô vivo.

6º) OSO LUFÃ

Ebó

1 gamela redonda
1 canjica
16 acaçás
16 moedas
16 búzios
1 obi
1 toalha branca com renda

Procedimento: enfeitar a gamela com tudo: levar em uma serra, arriar no pé de uma árvore. A toalha depositar ali na obrigação.

7º) OSO PEONDA

Ebó

1 estrela-do-mar (grande)
16 búzios
16 moedas
16 conchas
1 imã
1 obi
1 acaçá
Canjica
Azougue

Procedimento: arrumar tudo dentro da estrela-do-mar em noite de lua cheia e oferecer ao ODÚ em campo limpo.

8º) OSO GBELÉ

Ebó

1 mt de morim branco
16 varinhas de atori de café
16 mts de fita branca
16 cará cozido
16 acaçás
Mel

Procedimento: enrolar tudo no morim e amarrar em sentido lateral por fora do ebó as 10 varas com as fitas brancas, oferecer nos pés de uma palmeira.

9º) OFU

Ebó

1 folha de taioba
1 inhame cozido
16 acaçás
Canjica
Azeite doce
16 moedas
1 obi

Procedimento: arrumar tudo na folha da taioba e oferecer ao ODÚ na beira d’água em rio limpo ou cachoeira.

10º) OFANTÓ

Ebó

1 Igbin (caramujo
1 búzios
1 obi
1 moeda
16 ramos de trigo
1 tijela com ebó

Procedimento: arrumar o ebó na tijela. Colocar o búzio. Obi, a moeda e fincar em volta os 16 ramos de trigo. Colocar o Igbin em cima do ebô. Oferecer ao ODÚ no mato que tenha rio ou cachoeira.

11º) BEBUÉ

Ebó

16 cocos verdes
16 mamões pequenos
16 acaçás
16 molas de inhame
16 moedas
16 bananas ouro
16 moringuinhas com água
16 bolas de arroz
16 velas
16 rosas brancas
2 mts de morim branco
1 bandeira branca

Procedimento: no mar, colocar a toalha na areia, arrumar uma mesa bem bonita com este material e fixar na areia a bandeira branca e oferecer ao ODÚ.

12º) MORI GITA

Ebó
2 pombos brancos
1 obi
1 moeda
1 champagne

Procedimento: solte os dois pombos, abra a champagne, jogue o obi e a moeda na águas da cachoeira.

13º) GBIÃ

Ebó

1 travessa de louça branca
1 curvina (peixe) crua
16 ovos cozidos
Ebô
1 obi
16 moedas
16 acaçás

Procedimento: arrumar tudo na travessa e oferecer no mato nos pés de uma árvore frondosa.

14º) LUFÃ ANI

Ebó

1 galinha branca
1 mt de morim branco
1 obi
16 moedas
Ebô
Deburu
1 gamela

Procedimento: arrumar tudo na gamela, levá-la no mato e soltar a galinha em oferenda ao ODÚ ALAFIA LUFÃ ANI.

15º) PEONDA OGBI

Ebó

1 abóbora de pescoço
16 acaçás
16 búzios
16 moedas
16 conchas
Ebô
Azeite doce
Mel

Procedimento: abrir a abóbora, colocar tudo dentro, temperar e oferecer nos pés de uma árvore no mato.

16º) GBELÉ

Ebó

1 pombo
2 moedas
1 obi
1 vela
1 igbin

Procedimento: acender a vela, colocar no chão, segurar o pombo e soltá-lo; jogar águas as moedas: passar em sim o obi e soltar o igbin na beira d’água, na cachoeira.

Ebó para desfazer choques de Odús

Material:

- Uma muda de roupa velha da pessoa
– Doze punhados de arroz com casca
– Um quilo de balas de coco
– Um quilo de cada legume (variados)
– Doze acaças brancos
– Doze acaças vermelhos
– Doze ovos brancos
– Doze ovos vermelhos
– Doze velas brancas
– Doze moedas correntes
– Doze víntens antigos
– Doze punhados de canjica cozida
– Doze punhados de alpiste cozido
– Doze punhados de uado
– Doze acarajés
– Doze abarás
– Doze ekurus para Yansã
– Doze palmos de morim branco
– Doze palmos de morim vermelho
– Doze palmos de morim amarelo
– Doze rosas brancas
– Doze rosas vermelhas
– Doze bolinhos de farinha de mandioca
– Doze cigarros
– Um pombo branco (macho)
– Uma galinha branca
– Doze pratos brancos (para quebrar)
– Três garrafas de cerveja branca

Maneira de fazer:
Passar tudo isto na pessoa com bastante concentração e entregar o Ebó dividido – metade do Ebó na encruzilhada e a outra metade na mata no mesmo dia. Na volta do Ebó, dar um Bori na pessoa.

Ebós Odù OGUM-MEJI-OKO

7 cocadas brancas
7 akaçás 7 bolinhos de farinha
1 pàdé de mel ou azeite doce
7 velas de aniversário
7 copos de guaraná
7 moedas corrente
1 obi

Colocar numa praça aberta

ÒGÚN – EJI-OKO

1 oberó n. ° 06
Caruru no meio de todas as comidas de santo em volta com 2 velas, 1 cesta de fruta.

Coloca-se nos pés de Ibeji.

OGUM

Dar-se um Aj á para Ogum e aluá , se não souber dar, enfeite-o com fitas e ojás e apresente a ogun, soltar vivo em uma estrada e após dar comida a Ogum da prefer ê ncia um bode e dar os banhos na pessoa

1 banho de milho vermelho
1 feijão fradinho torrado 1 banho de canjica

EBÓ PARA UM CASO DE PRISÃO

Escreve o nome do preso em 21 ovos

Quebrar em volta da delegacia ou presídio chamando por exú e pedindo.

Depois fazer um caruru para 7 crian ç as e faça com que as crianças coma com as mãos e despache na cachoeira, dar um banho com água de cachoeira.

ETAOGUNDA – PARA ABRIR CAMINHOS

1 oberó n ° 5
1 quilo de arroz cosido
3 rodelas de inhame
3 chaves de ferro
3 velas

Dendê

Bilhete com o pedido, por um pouco de arroz no ober ó , por o bilhete e resto de arroz, as chaves, regar com dend ê e por ú ltimo por as três rodelas de inhame; colocar em uma estrada de subida com bastante movimento ou embaixo de uma árvore oferecendo à Etá ogundá com as velas.

EBÓ ETAOGUNDA

1 prato com arroz branco bem cozido
3 rodelas de inhame
3 chaves
3 akaçás
3 velas
1 bandeira branca
Arriar para esú

IOROSSUN EBÓ D’OSOSSI

Miolo de boi
Farofa de mel ou água

Milho vermelho

7 moedas correntes
7 akaçás
7 velas

COMO ESSE ODU NO CAMINHO DE YANSA

4 ekurús .
4 velas
4 torcida de algod ã o
4 pedaços de morim

Passar tudo no corpo da pessoa depois colocar os acuras dentro de peda ç os de morim e vai batendo com elas pelo quintal at é o port ã o para mostrar a Oya o caminho da rua, levar tudo no bambuzal. Amarra-se tudo na ponta de um bambu e acende 4 velas em volta do bambuzal.

OSE – CAMINHO E PROSPERIDADE

1 estrela do mar com 5 pontas
5 velas
Milho vermelho
Feijão fradinho
Camarão seco
5 ovos
1 prato raso de dendê
Mel
Azeite doce

OSE-EBÓ PARA CAMINHO

5 punhados de deburu
• folha de pelegun
• velas para Oss ã e e Omulu

OSÊ – EBÓ PROSPERIDADEcaracoles[1]
5 bonecos
5 alianças
5 espelho
5 pentes
5 maçãs
5 sabonetes
5 Vidros de perfume
Mel
Fita branca e amarela
Cesta de vime
1 Omolocum com 5 ovos

Arriar no p é do santo ap ó s tr ê s dias colocar na cachoeira.

EBOS Ê PARA TIRAR NEGATIVIDADES

5 ovos cozidos – descasca-se a metade
5 charutos
5 inhames cozido
5 punhados de canjica cozida
1 miolo
5 moedas
1 panela de barro n ° 5

EBÓ PARA ESÚ OBARÁ

6 qualidades de legumes, cortado em 6
6 akaçás
6 velas
6 palmos de morim branco
6 punhados de milho vermelho
6 punhados de milho branco
6 bolas de farinha com mel

Passar pelo corpo e despachar em casa comercial ou banco em movimento.

EBÓ PARA DESPACHAR NEGATIVO

7 palmos de morim branco
7 akaças branco
7 acarajés frito no azeite doce
7 folhas de pelegun
7 bolas de arroz
7 punhados de ebô

Passe o murim no corpo, depois o restante arrumar no muram e despachar. Em seguida passe pelo corpo:

2 maçãs
2 pêras
1 melão
Bananas
2 uvas Itália 2 velas 2 moedas

Coloque em uma praça e regue com mel e põe-se as moedas e entregue a MEGI MEGI nos caminhos de (OBAR Á MEGI), pedir tudo de bom acompanhado de duas crian ç as.

EBÓ PARA DESPACHAR ODÚ ODI (AFASTAR)

7 saquinhos de pano vermelho
7 pad ê s de dendê
7 pimenta da costa
7 nomes

passar em 7 encruzilhadas

Em cada encruzilhada deixar um saquinho e dizendo; Odi que fique com fulano. Ao voltar fazer para um Odu bom, para ficar num lugar do que se afastou , um mal vai parir um bom.

EBÓ PRA QUEBRA DIFICULDADES

1 peixe vermelho
7 carretéis de linha preta, vermelha, roxa e branca
Pàdé de azeite doce
7 quartinhas pequena
7 velas
1 prato de papelão

Colocar o p à d é num prato, por o peixe por cima, depois de passado no corpo da pessoa, pegar as quartinhas e mandar a pessoa desenrolar os carreteis colocar em cima do peixe, e falar ODI estou lhe quebrando assim como todas as dificuldades e falta de dinheiro.

Obs.: Quebrar as quartinhas uma a uma e depois agradar a um Odu de prosperidade passando tamb é m na pessoa.

EBÓ ODÍ LADO POSITIVO

7 cocadas branca
7 velas
7 ovos
7 padês de mel
7 moedas corrente
7 akaças
7 copos d’ água com açúcar

Arriar este eb ô numa pra ç a aberta ou num pé de árvore, não olhar para trás de jeito nenhum, após fazer agrado para outro odú passando tamb é m na pessoa, od ú bom.

EBÓ EJÔNILÊ (SAÚDE E GUERRA )

1 cesta de vime
1 espada de madeira
1 bandeira
1 boneco
8 ekurús
8 bolos de farinha
8 bolas de arroz
3 velas
8 akaças
8 punhados de ebô
8 frutas diferente

Passar tudo pelo corpo da pessoa, ir arrumando na cesta. Colocar em alto mar ou na praia.

Obs ao se escolher as frutas tem que entrar goiaba nessa lista.

EBÓ PARA SUSPENDER VIDA

1 gamela
1K quilos de quiabo (cortado fino)
1 Litro de mel
1 quilo de açúcar
1 pemba vermelha ralada
3 vidros de azougue
12 velas
1 caixa de fósforo

Bater tudo e passar no corpo. Colocar na gamela e após numa pedreira com a s velas e oferecer a Xangô .

EBÓ PARA TIRAR VÍCIO DE BEBIDA

7 garrafas de cachaça da pior qualidade 7 garrafas de água mineral sem gás 7 velas vermelha

Levar a pessoa na porta de sete bares, por uma garrafa de cacha ç a uma vela vermelha e uma garrafa de água mineral sem gás em cada bar e entregue a Esú Zé Pilintra.

EBÓ D’OSALÁ

1 casca de ibi 1 akaça branco

O nome dentro do akaça enfiado dentro do ibí , colocar dentro de uma tigela, por canjica em volta e cobrir com bastante a çú car, oferecer a Obatal á .

EBÓ PARA LIVRAR FEITIÇO

1 galo 5 obis Dendê
Passar no corpo e colocar no oberó, por na encruza com 5 velas de madrugada.

EJIOKO

2 búzios abertos Respondem: OGUN -IBEJI

EJIOKO

1º)EDA

Ebó

2 mts de morim branco
2 maçãs
2 velas
2 acaçás
2 bananas ouro
2 moedas
1 cabaça
mel

Procedimento: abrir a cabaça tirando a tampa e colocar tudo dentro menos as velas; mandar o cliente pedir tudo ali; embrulhar após tampar a cabaça com morim branco e entregar na beira de um córrego de cachoeira.

2º)VOIA

Ebó

2 bonecos de pano
2 acaçás
2 pratos brancos
2 gemas de ovo
2 velas
2 fls. De peregun.
2 favas de ogum
2 tiras de papel com nomes do que se quer pedir

Procedimento: colocar os bonecos em cima dos pratos: abri-los pelas costas; colocar as gemas, os acaçás, as favas e as tiras com papel e os nomes escritos; embrulhar os bonecos nas folhas de peregun, arriar no mato com as velas acesas.

3º)EDE

Ebó

2 pratos de barro
2 atoris de guaximba
2 sapos vivos
2 velas
2 fitas
2 ekurus
2 bruxas de pano

(*) escrever o que deseja em papel

Procedimento colocar os prato, os atoris em cima deles, os sapos, cada um em um prato, os ekurus e as bruxas de pano. Bater com vagar nos sapos com os atoris para eles pularem para o mato e pedir que eles encontrem caminhos para resolverem o que se quer. Acender as velas. Ir embora.

4º)NITÁ

Ebó

2 acaçás
2 farofas de mel e azeite
2 espadas madeira
2 potes de barro
2 fls. De peregun.
2 pratos (pires)
2 mts morim branco
2 copinhos

Procedimento: colocar os potes em dupla; dar na mão do cliente as duas espadas de madeira; passar nele tudo e colocar tudo dentro dos potes, quebrando as espadas. Despachar no mato.

5º) OLARIN

Ebó

1 panela de barro com tampa
2 facas
2 pedaços de ferro gusa
2 acaçás
2 acarajés
2 velas
2 fls. De jurubeba.
mel
vinho moscatel
2 velas
2 caixas de fósforo
2 orobôs

Procedimento: passar no dia de Terça-feira no cliente as facas e tudo do ebó: colocar tudo na panela de barro: temperar com mel e vinho; depositar nos pés de uma mangueira frondosa e pedir ao ODÚ o que deseja para o filho.

6º)OITÔ

Ebó

2 flechas de bambu com 2 mts cada
(ebô de d’Osalá) um pouco
2 punhados de areia do mar
2 conchas
2 búzios
2 saquinhos de morim branco
2 moedas
2 acaçás
2 tiras de palha da costa

Procedimento: fixar entre o cliente no mato as duas flechas de bambu no chão; colocar em cada uma a areia; em cima da areia o ebô; o resto colocar nos saquinhos e amarrar em cada ponta de vara com tiras de palha da costa; pedir o que desejar.

7­º) NIOSALAN

Ebó

2 pombos brancos
2 mts de morim branco
2 velas
2 acaçás
2 favas de cumarú
2 caixas de fósforo

Procedimento: embrulhar o cliente no morim; passar mel tudo; embrulhar os ingredientes no morim com o seu suor e soltar os pombos, pedindo ao ODÚ que tire as pragas do filho e que as aves vão buscar sua felicidade e paz perdida pelos ajés. Este ebó deve ser feito em um dia de sábado, no mar.

8º) ONAN

Ebó

2 bagres
2 mts de morim vermelho
2 acaçás
2 ovos
1 farofa de dendê
1 orobô
1 obi
Mel
1 travessa de barro (que dê tudo isto)

Procedimento: tirar os ferrões do bagre, enterrar no chão de terra, embrulhar tudo no morim vermelho depois de arrumar tudo na travessa (a travessa é que é embrulhada com o morim). Colocar em uma praça pública e pedir tudo ao ODÚ.

9º)AJA

Ebó

1 toalha de rosto com suor de 2 semanas da pessoa
2 pedaços de corrente de ferro com 12 cms cada
1 faca
2 acaçás
1 caderno aberto
1 chave de cadeado
mel
vinho
cachaça
dendê
farofa de mel e dendê

Procedimento: esticar a toalha no chão com o sol a pino; colocar sobre ela tudo; fazer uma trouxa e colocar em uma linha férrea onde tiver um desvio.

NOTA: se for para pessoa presa, deixar na porta ou próximo a Delegacia ou Tribunal.

10º) KERE

Ebó

2 mts de morim branco, preto e vermelho.
2 acaçás
1 alguidár
2 ferraduras
2 pedaços de imã
2 pedaços de fumo de rolo
2 vintém
1 garrafa de vinho moscatel
1 orobô

Procedimento: colocar os morins em crú no chão. Colocar o alguidá, e dentro dele arrumar tudo; depois embrulhar tudo passar no cliente de costas e colocar na beira de um rio. Na volta, o cliente toma um banho de água de canjica.

11º) INTÉ

Ebó

2 acaçás
2 acarajés
2 orobôs
2 moedas
2 espelhos
2 figas
2 velas
2 búzios
2 conchas
2 estrelas-do-mar pequena
1 panela de barro
2 mts de morim branco
7 retroz de linha com 7 cores

Procedimento: colocar tudo dentro da penal de barro. Embrulhar com o morim e enterrar nos pés de uma árvore seca. Isto é para despachar as pragas e vícios “perigosos” que estejam matando uma pessoa, como: jogo –roubo – bebida – tóxico.

12º) OSSAIN

Ebó

1 saco de estopa
1 kg de pipoca
3 acaçás
3 velas
3 ekurus
3 pedaços de pau seco
3 folhas de peregun
3 retroz de linha nas cores: preto, vermelho e branco.

Procedimento: passar tudo na pessoa e colocar dentro do saco com os retroses de linha; enrolar o saco e colocar também dentro do saco a sua roupa velha.

13º) VOIU

Ebó

1 frango
2 pardal
3 acaçás
3 obis
3 moedas
3 punhados canjica e três de deburu

Procedimento: passar tudo na pessoa; jogar tudo que for passando no mato; soltar o frango e o passarinho; pedir a VOIU que na próxima lua cheia lhe traga tudo que lhe tiraram por inveja e desamor.

14º) SIRIM

Ebó

1 curvina
3 farofas, sendo 1 de dendê, 1 de mel e 1 de água.
3 mts morim branco
3 acaçás
3 pedras apanhadas em uma caminho

Procedimento: passar tudo no cliente; embrulhar tudo no morim e amarrar no galho de uma árvore frondosa. Não passar neste lugar durante 30 (trinta) dias.

15º) MORUBI

Ebó

1 caixa de fósforos
3 folhas de mamona
3 farofas, sendo 1 de dendê, 1 de mel e 1 de4 água.
3 moedas
3 orobôs
3 pedacinhos de pelo cachorro vadio
Mel

Procedimento: colocar a pessoa de pé defronte às folhas da mamona’colocar em cada uma das coisas, ou seja, 1 moeda, 1 orobô, 1 farofa (um punhadinho de cada uma); assim que fizer isto, pegue os pelos dos três cachorros e queime-os fazendo com que aquela fumaça leve tudo de ruim da pessoa.

16º) DEJANISSÉ

Ebó

1 kg de uva branca
1 bandeira branca com cabo feito com uma vara de algodoeiro
8 palmos de morim branco
8 acaçás
8 moedas
1 obi
1 orobô
1 melão
1 ebô (canjica)
8 ovos
8 búzios
8 conchas
8 bolas de algodão
8 cavalos-marinhos
1 imã
Azougue
Mel –azeite doce
1 travessa branca “grande”
1 inhame cozido (acará)

Procedimento: na travessa colocar o melão, o inhame cozido. i ebô em volta de tudo, mas bem arrumado na travessa. Passe a bandeira na pessoa e finque-a no melão que está no centro da travessa. Entregue no mar que tenha mato perto. Derrame o mel e o azeite por cima.

1º) JAVIBORÉ

Ebó

1 cabaça
7 cabacinhas
15 acaçás
15 acarajés
1 azougue
1 imã
1 orobô
15 búzios
15 conchas
1 fava de omulu
1 folha da fortuna
1 fava de aridã
Mel e moscatel

Procedimento: arrumar tudo dentro da cabaça, cobrir tudo com a folha da fortuna, e tampara cabaça e oferecer ao ODU OBEOGUNDA JAVIBORÉ pedir o que desejar.

2º) NIBAJI

Ebó

1 cabaça
1 topázio
15 caroços de milho
15 caroços de feijão fradinho
1 acaçá
1 acarajé
1 imã
azougue
1 pombo branco

Procedimento: a pessoa segura o topázio em uma das mãos, o pombo na outra; mostra a pedra preciosa ao sol; peça tudo que desejar, solte o pombo e arrie a cabaça com tudo dentro nos pés de uma árvore frondosa.

NOTA: com o topázio a pessoa façá um cordão breve ou anel e use-o como talismã.

3º) KUKA-TI

Ebó

1 alguidá
1 obi (faca)
Milho cozido
Deburu
Canjica
7 folhas de mamona
7 acaçás
15 moedas

Procedimento: fazer nas 7 folhas da mamona um amarradinho com as farofas; arrumar os embrulhadinhos alguidá, atravessar a faca em cima, por ima de tudo passe na pessoa o deburu, o milho e a canjica, coloque em cima das farofas embrulhadas e da faca. Os acaçás, as moedas e os búzios também passe na pessoa, porém deposite-os nos pés de uma jaqueira com 1 vela acesa. O alguidá ponha no mato.

4º) ELETÁ

Ebó

2 bandeirinhas brancas acima da altura da pessoa ( arranje as varas no mato para fazê-las)
1 pote sem asa
15 moedas
15 acaçás
15 acarajés
15 ovos
15 velas
1 orobô
1 obi
1 espada simbólica feita de vara do mato
Azeites
Mel
Vinho
Água

Procedimento: coloque a pessoa de frente ao pote segurando as duas bandeiras com as mãos (uma em cada), destampe o pote e vá passando tudo nela e colocando no pote; terminado, quebre a espada, ponha no pote, mande entregar no mato com as bandeiras que ficarão fincadas no chão ladeando o pote.

5º) TOMO ORÚ

Ebó

1 cabaça
15 argolas de cobre
1 orobô
15 búzios
15 conchas
1 pedra apanhada no mar
Areia do mar
1 estrela-do-mar pequena
Mel
Moscatel

Procedimento; arrumar tudo. Na pessoa passe a cabaça com tudo arrumado e ofereça no tronco de uma jaqueira frondosa.

6º) GIDOGON

Ebó

7 punhais pequenos
15 moedas
15 acaçás
15 acarajés
15 maçãs
15 pêras
15 cajus
Milho cozido
Mel
1 travessa de barro

Procedimento: arrumar tudo na travessa colocando os punhadinhos separados por 1 acaçás; arrume as frutas em cima do milho e ofereça no mato em uma caminho. Volte por outro caminho.

7º) YAKESSA

Ebó

1 mt de morim branco
1 curvina (peixe) cru
1 farofa de mel
1 farofa de dendê
1 farofa de água
15 maçãs
1 acaçás
1 obi
1 orobô
7 mts de cadarço branco

Procedimento: arrumar tudo no morim. Embrulhar tudo e amarrar bem com o cadarço. Oferecer no mato.

8º) TOKO EFUN

Ebó

1 abóbora de pescoço
1 canjica
7 pembas brancas
15 acaçás
15 acarajés
1 imã
azougue
1 toalha de morim
Mel

Procedimento: abrir a abóbora no meio no sentido horizontal; colocar tudo dentro, fechar a abóbora, enrolar toda ela com o morim e ofereça em um pé de árvore no tronco alto ao ODÚ.

9º) EWI KORÉ

Ebó

1 bacia de ágata
1 obi
1 ebô (canjica
15 moedas
15 acaçás
Mel
Azeite doce
1 ojá de morim com renda

Procedimento: oferecer assim: coloque o ebô na bacia, os 15 acaçás rodando, as moedas espalhadas, o obi no meio do ebô. Amarrar a bacia com o ojá dando-lhe um laço bonito. Oferecer em uma cachoeira ao ODÚ EWI KORÉ OBEOGUNDÁ.

10º) EWI FON

Ebó

1 bandeira branca da altura da pessoa de vara do pau do mato
1 quartinha com 1 orobô e água

Procedimento: a pessoa segura a bandeira em uma das mãos e a quartinha na outra; anda 15 passos para frente, crava a bandeira no chão e a quartinha em seu pé (da bandeira); oferece ao ODÚ FON OBEOGUNDÁ. Isto deve ser feito na beira d’água de um córrego ou cachoeira.

11º) EWI TION

Ebó

1 faca (obi)
1 telha de cumieria antiga (tipo das de canal)
1 Ossun
1 acaçá
1 acarajé
1 quartinha com água
16 moedas
1 punhado (bom) de areia do mar
15 pregos grandes (maior que puder)
1 bandeira pequena branca
1 orobô

Procedimento: fazer um quadrado no chão, no mato, com a areia do mar; deitar a telha canal, amolecer o Ossun com água e dar efun na telha em pontinhos e rabiscos: pregue no chão em volta da telha os 15 pregos, coloque a quartinha, as moedas, o orobô e finque a bandeirinha e a faca (obi). Ofereça ao ODÚ.

12º) EWI ETA

Ebó

1 panela com tampa (barro)
15 tijelinhas de barro
15 favas d’obaluaye
15 moedas
15 imãs
15 obis
15 orobôs
15 acaçás
15 gotas de azougue
15 grãos de pimenta da costa
Mel – Vinho moscatel – água
Azeite doce e de dendê
1 acará cozido

Procedimento: na panela colocar o acará cozido e temperado com azeite doce, azeite de dendê e mel. Nas tijelinhas, em cada uma, colocar: 1 faca, 1 obi, 1 orobô, 1 acaçá, 1 gota de azougue, 1 grão de pimenta da costa, azeites, água, mel e vinho.

NOTA: levar tudo arrumado e oferecer no campo ao ODÚ com 15 velas acesas em uma terça-feira.

13º) EWI ORÚ

Ebó

1 folha da costa (saião) – das grandes
1 orobô
1 moeda
15 caroços de feijão preto
Mel

Procedimento: abrir a folha na mão esquerda, colocar em cima dela a moeda, orobô, os 15 caroços de feijão preto e juntar com mel. Pedir olhando para o céu tudo o que desejar ao ODÚ.

14º) EWI AGON

Ebó

15 bananas figo
15 acaçás
1 folha de taioba
1 canjica
1 orobô
Mel –azeite doce
15 fitas com 1 mt varias cores

Procedimento: abrir a folha da bananeira e nela colocar tudo, embrulhar e amarrar com as fitas e depositar em um pé de cajá oferecendo ao ODÚ.

15º) EWI ESSÁ

Ebó

1 cabaça
1 acaçá
150 moedas
150 caroços de milho
150 caroços de feijão fradinho
1 kg de arroz cru

Procedimento: colocar tudo na cabaça, levar a pessoa em uma campo, andar 150 passos sacudindo a cabaça misturando tudo lá dentro e fazendo seus pedidos. Após tudo isto, arrie mansamente a cabaça no chão, destampe-a acenda uma vela e deixe lá no tempo.

16º) EWI EFUN

Ebó

1 cristal
1 travessa de louça
1 canjica
15 acaçás
1 orobô
1 obi
15 pembas brancas
Azeite doce

Procedimento: arrumar tudo na travessa, o ebô, o orobô, o obi, as 15 pembas e o cristal no meio. Oferecer em um caminho aberto ao ODÚ OBEOGUNDÁ EWI EFUN

OXE

1º) BEUIM

Ebó

5 palmos de morim branco
5 ovos
5 acaçás
5 bolas de arroz
5 bolas de farinha
5 moedas
Deburu (pipoca)
Ebô (canjica)

Procedimento: limpar o suor da pessoa com o morim; arria-lo no chão; passar tudo na pessoa e ir colocando no morim fazer uma trouxa e despachar nas águas de um rio.

2º) NILÁ

Ebó

1 panela com tampa (de barro)
5 fitas nas cores: azul, amarelo, rosa, branco e vermelho.
5 acaçás
5 obis
5 velas
5 bolas de arroz

Procedimento: em noite de lua cheia e em um dia de quinta-feira, arriar a panela no chão, passar tudo na pessoa e ir colocando dentro da panela. Quando chegar nos obis, em cada um, a e pessoa faz um pedido; leva a panela para o mato, acende em sua volta as 5 velas e no caminho de volta vai jogando fora os obis.

3º) YAPONÃ

Ebó

1 saco de estopa
1 bocado de folhas de guandu
1 abano
1 pemba branca
1 espelho
1 moringa de barro
4 acaçás
4 acarajés
4 moedas
Um bocado e deburu (pipocas)
1 mt. Corda de sisal fina.

Procedimento: Passar tudo na pessoa e ir colocando tudo dentro do saco, amarrar a boca do saco, bater com ele no chão até quebrar tudo, quando sentir que está tudo quebrado jogue-o em um rio eu tenha muita água.
A pessoa deve tomar um banho de ervas: Saião – Bety – Manjericão – Tapete.)

4º) NIOLIGE

Ebó

1 figa grande
2 chifres de boi
1 orobô
1 obi
7 acaçás
7 moedas

Procedimento: a pessoa segura a figa nas mãos; o Babalorixa tocando chifres em cima da cabeça da pessoa, coloca dentro dos chifres 1 orobô e no outro 1 obi; coloca 3 moedas e soca 3 acaçás em cada chifre’a figa, 1 acaçá, 1 moeda e os chifres com as coisas dentro coloque em cima de uma árvore frondosa. Peça ao ODÚ o que deseja.

5º) MATALAMBI

Ebó

1 bacia de ágata
água de cachoeira
7 búzios
7 argolas
70 moedas corrente
7 gemas de obo
7 obis
7 conchas
7 cavalos-marinhos

Procedimento: encher a bacia com água, colocar tudo dentro arrumado e a pessoa com as suas mãos leva em uma pedreira e deposita lá no alto.

5º) BEKA

Ebó

1 cabaça grande
7 acaçás
7 punhados de areia do mar
7 favas de Osalá
1 pombo branco
7 imãs
7 moedas
7 gotas de azougue
1 estrela-do-mar
1 orobô
Mel
Vinho moscatel

Procedimento: colocar tudo e temperar dentro da cabaça; colocar tudo em uma relva no mato. Soltar o pombo e pedir o que deseja ao ODÚ ODI BEKA.

6º) OMINITÁ

Ebó

7 quartinhas de barro
7 argolas douradas
7 orobôs
7 moedas
7 choros
7 conchas
7 cavalos-marinhos
1 igbin branco

Procedimento: ir a uma cachoeira bem bonita e na beira d’água encha as quartinhas: faça uma estrela de 6 pontas: coloque tudo dentro das quartinhas com água e tampe. O igbin passe pelo corpo e peça ao ODÚ ODI OMINITÁ que lhe traga tudo de bom e que as águas leve tudo mal. Solte o igbin no meio das quartinhas arrumadas sobre a estrela desenhada no chão.

7º) ERÉ

Ebó

2 mts de morim branco
1 ferradura usada
1 rédea com cabresto e brindo
6 facas punhais
7 acaçás
7 kg de milho cru
70 moedas
1 vela grande de cera
1 cabaça grande
1 bolsa de areia do mar

Procedimento: levar a pessoa no mato, fazer um quadrado com a areia do mar no chão; colocar em cima a cabaça aberta, em cima, separando a tampa: passar tudo na pessoa e ir colocando dentro da cabaça. Quando terminar tudo, tampe a cabaça e embrulhe no morim: acenda a vela e vá embora.

8º) MURITÓ

Ebó

1 pacote de algodão
1 coração de bananeira
7 espigas de milhos
7 moedas
7 acaçás – 7 acarajés
7 atoris de bambu
1 ebô de Osalá
1 caixa de fósforos
1 alguidá grande

Procedimento: fazer 7 buchas de algodão e amarrá-las na ponta das guaximbas, uma por uma, colocar o alguidá no chão: passar tudo na pessoa, acender 2 buchas de cada vez e uma no final cruzar a pessoa; sacudir para apagá-las e colocar nas bordas do alguidá. O coração da bananeira deve ser colocado no centro do alguidá e em volta o ebô de osalá. Entregar no mato ao ODÚ MURITÓ ODI.

9º) YUMILÁ

Ebó

70 moedas
1 alguidá grande
1 ebô de osalá
1 milho cozido
7 acaçás
1 vela de 7 dias
1 folhas de amendoeira
1 orobô
Mel – azeite doce

Procedimento: arrumar no alguidá as 7 folhas da amendoeira: cerramar o milho cozido, colocar o ebô em forma de morro no meio do alguidá, espalhar as moedas, colocar em volta o acaçá, enrolar na folha de bananeira e no cimo do morro do Ebô, ou seja, em cima colocar o orobô; derramar o mel e o azeite doce. Acender a vela de 7 dias, isto no mato em uma caminho verde.

10º) OANSI

Ebó

7 preás (porquinhos-da-índia
7 orobôs
7 moedas
7 acaçás

Procedimento: levar a pessoa no mato, solta 1 préa, jogar uma moeda, passar um orobô no corpo e jogar também, até completar-se a soltura dos 7 preás. Logo após, passa 7 acaçás no corpo e vem voltando do mato jogando um acaçá de cada vez até sair do mato. Chamar pelo ODÚ e pedir tudo a ele.

11º) KABARA

Ebó

1 travessa de barro
1 bagre (tirar o ferrão) 1 farofa de dendê
1 orobô
7 acaçás
7 moedas
7 imãs
7 cajás
7 gotas de azougue
7 velas
cachimbos de barro

Procedimento: arrumar tudo na travessa. Levar em um campo e entregar a ODI –KANBARA. Perdi tudo! Em sol a pino.

12º) ALUSIVARÁ

Ebó

1 frango branco
7 acaçás
7 bolas de farinha e 7 de arroz
7 moedas
1 kg de milho cozido
1 saco vazio de pano
½ kg amendoim torrado
7 fitas com 7 cores
1 orobô
1 alguidá grande

Procedimento: passar o frango na pessoa junto com tudo, menos o milho, o amendoim e o orobô. Colocar tudo dentro do saco; no alguidá colocar bem arrumado o milho e o amendoim, e por cima do amendoim o orobô. O frango solta-se no mato. Entrega-se o alguidá arrumado em uma praça pública que tenha jardim.

13º) EDU-KANKAN

Ebó

1 lata de banha de 20 kg
1 alguidá bem grande
7 brasas bem acesas
7 ekurus
7 ekidis
7 acarajé
7 bolas de farinha
1 farofa de dendê
^1 punhado de deburu
7 palmos de morim vermelho
7 velas
1 pote de pólvora

Procedimento: na beira de uma cachoeira passar tudo na pessoa e ir colocando dentro da lata ou do alguidá; por cima colocar as brasas bem acesas, fazer uma bucha de papel com pólvora, jogar dentro da lata ou do alguidá: quando explodir, dá uma banho na pessoa nas águas.

14º) SALANGÁ

Ebó

1 tijela branca
7 tijelinhas
7 obis
6 acaçás
7 búzios
7 cavalos-marinhos
7 conchas
7 moedas
7 velas
Mel –azeite doce
7 raízes de erva pombinha

Procedimento: arriar tudo de “pirose” ou seja, em cada tijela, 1 acaçá, 1 búzio, 1 cavalo-marinho, 1 moeda etc… a tijela maior fica na mão e as pequeninas em volta; acender em cada uma, uma vela pedir tudo a ODI SALANGÁ, que lhe traga tudo de bom.

15º) EBENEDI

Ebó

7 palmos de morim vermelho
7 pedaços de fita com 7 cores (1 mt cada)
7 bolas de farinha
7 acaçás
7 bolas de arroz
7 pembas com 7 cores
1 obi
7 velas
7 búzios
1 cabaça
7 doces brancos

Procedimento: colocar tudo na cabaça e a e pessoa leva no mato para oferecer ao ODÚ EBENEDI. A cabaça é enrolada no pano vermelho e amarrada com as fitas.

16º) OSSI

Ebó

1 baixela de prata
1 tijela bonita tipo terrina
6 pedras semipreciosas
6 búzios
6 imãs
6 conchas
6 gotas de azougue
6 cavalos-marinhos
1 pedaço de ouro
1 fava de aridan
600 ramos de trigo
Mel

Procedimento: este ebó faz-se por 12 meses a contar do mês que fizer; a cada ano se renova e se acrescenta alguma coisa de axé de OBARA. Ele fica guardado na casa da pessoa todo tempo em que ela existir.

EJILOSEBORA

12 búzios abertos Responde: SANGO e 12 OBÁS

EJILOSEBORA

1º) OBAMUKUILA

Ebó

1 gamela

12 acaçás

12 moedas

12 búzios

12 conchas

12 cavalos-marinhos

1pedra de fogo

1 orobô

Mel

Procedimento: colocar tudo na gamela, bem enfeitado, e colocar em uma pedreira com 1 vela acesa.

2º) OBA ZANKE

Ebó

1 abóbora moranga

1 orobô

Vinho moscatel

120 moedas

Mel

1 imã

1 fava de Sango

1 acará

Procedimento: colocar tudo dentro da abóbora. Tampá-la e colocá-la no mato.

3º) OBA MUKANDE

Ebó

1 gamela

Areia do mar

12 cavalos-marinhos

12 búzios

12 conchas

120 moedas

12 acaçás

Azougue

Vinho moscatel

Mel – azeite doce

12 orobôs

Procedimento; arrumar tudo na gamela, derramar por cima o moscatel, mel, azeite doce e entregar em uma praça pública.

4º) OBÁ ELA

Ebó

12 palmos de morim branco

12 mts de fita nas cores branco marro (6 mts de cada)

12 moedas

12 acaçás

12 imãs

Canjica (ebô).

Procedimento passa no pano na pessoa tirando bem o seu suor, abra o pano no chão, passe tudo na pessoa e embrulho e o pano. Despache em uma ladeira de morro.

5º) OBA AZALUM

Ebó

1 quartinha com água

12 mts de cadarço branco

12 fitas com 1 mt nas cores branco marrom

12 moedas

1 imã

1 aberem

12 acarajés

12 doces brancos

1 alguidá

12 varas de galho de café

1 orobô

1 brasa

Procedimento: arrumar tudo no alguidá, colocar em pé na beira do alguidá as varas do café e colocar a brasa ardente na quartinha com água; levar tudo em um caminho no mato e voltar por outro caminho.

6º) OBA BARÚ

Ebó

1 alguidá

6 velas

6 pregos de cumieria

1 marreta pequena

6 pedras apanhadas em estrada num dia de quarta-feira

6 acaçás

6 imãs

Azougue

6 quiabos cozidos

1 ebô

6 ramos de trigo

6 moedas douradas

1 pedaço de cobre

1 cristal

12 velas

Procedimento: arrumar tudo no alguidá e colocar em cima de uma pedra no morro com o sol a pino, de preferência às 12:00 horas. Chamar por EJILASEBORA OBA BARÚ.

7º) OBA ODUDUWA

Ebó

Mel

Areia do mar

12 bandeirinhas feitas com varinhas algodoeiro ou café nas cores: vermelha, branca, marrom, azul, verde, amarelo, sendo duas de cada.

12 cavalos-marinhos

12 búzios

12 conchas

1 imã

12 acaçás

12 acarajés em azeite doce

12 quiabos cozidos

Canjica

1 gamela

12 orobôs

Procedimento: arrumar bem enfeitado tudo na gamela derramando em primeiro lugar a areia dentro dela, em seguida todo o restante, derramando o mel. As bandeirinhas são fixadas em volta da gamela na areia, os quiabos ficam de pé entre as bandeirinhas. Entregar tudo isto em uma montanha da qual se aviste o mar. Chamar pelo ODÚ.

8º) OBA KARENTE

Ebó

1 gamela

1 kg de uva branca

1 canjica

1 orobô

1 cristal de rocha

Procedimento: derramar nba gamela o ebô (canjica), por cima o cacho de uvas, o orobô e o cristal. Colocar o ebó em cima de um pé de caju ou jaqueira, ou ainda uma gameleira.

9o) OBA MUKUILAODI

Ebó

1 preá

12 moedas

3 orobôs

Procedimento: passar o preá na pessoa levá-la na entrada de um mato, segurar um orobô com cada mão, fazer seus pedido, jogar os orobôs no mato, soltar o preá, passar as 12 moedas no corpo e jogá-las no mato. Pedir ao ODÚ o que desejar.

10º) OBA ZANKE ODI

2 mts de morim branco

1 alguidá

1 abóbora moranga

1 orobô

Mel

Vinho moscatel

12 moedas

6 argolas de cobre

1 imã

1 cristal

6 gemas

Ebô

Milho

Procedimento: colocar no alguidá a moranga. Tirar uma tampa, colocar tudo dentro dela, tampá-la, embrulha no morim com laço e pendurá-la no galho de uma árvore frondosa. O alguidá quebre-o bem, atirando-o longe.

11º) OBA MUKANDE ODI

Ebó

12 acaçás

1 imã

1 travessa de barro

1 amalá com azeite doce

1 amalá com azeite de dendê com 6 quiabos (carne não leva)

6 quiabos

1 tijelinha de barro

12 moedas

12 orobôs

12 cavalos-marinhos

12 búzios

1 bandeira branca com haste de guaximba

Procedimento: dividir na travessa de um lado o amalá de azeite doce com 6 quiabos, na outra metade o amalá com o azeite de dendê, no meio a tijelinha; dentro da tijelinha ponha o imã, as 12 moedas, os 12 búzios. Em volta da travessa ponha de cada lados os 6 orobôs e 6 acaçás e os cavalos-marinhos no centro, dentro da travessa finque a bandeirinha branca. Entregue no mato em uma elevação. Chame pelo ODÚ.

12º) OBA ELA ODI

Ebó

12 moedas

2 mts de morim branco,

1 foguete de vara

1 alguidá

12 maçãs

12 pêras

12 acaçás

12 acarajés

12 velas

12 orobôs

12 mts de fita nas cores branco, marrom, verde, azul, amarelo e vermelho.

Canjica

Milho cozido

Uva branca

12 doces brancos

12 caju

12 goiabas

12 caixas de fósforo

Procedimento: arrumar tudo bem arrumado dentro do alguidá, colocar sobre a pessoa o morim branco; finque o foguete na terra para ser soltado. A pessoa faz uma carta pedindo tudo que está desejando, amarre na haste do foguete com linha e 1 retroz branco.

NOTA: Esta obrigação deverá ser feita em um morro que dê para o oceano: tire o pano da pessoa, ponha-o, coloque a obrigação em cima e solte o foguete para o mar (do monte para o mar). Quando estourar grite o nome do ODÚ e peça tudo.

13º) OBA AZALUM ODI

Ebó

2 preás 9ou porquinhos-da-índia)

2 orobôs

12 moedas

12 búzios

1 canjica

1 amalá nos dois azeite (sem carne com 12 quiabos)

Procedimento: levar tudo para uma cachoeira. Na beira d’água arrie o ebó e o amalá, passe as moedas no corpo, segure a seguir os 2 orobôs, um em cada mão, converse com eles, solte-os na águas. Segure 1 preá em cada mão, converse com eles também e solte-os no mato próximo às águas. Lave a cabeça na cachoeira e venha embora.

14º) OBA BARÚ ODI

Ebó

2 gamela

12 moringuinhas

Açúcar mascavo

Gengibre

Moscatel

12 argolas de cobre

12 búzios

12 conchas

1 pedra

Areia do mar

12 cavalos-marinhos

12 acaçás

120 moedas

12 quiabos cozidos

Procedimento: colocar na gamela a areia domar: arrumar tudo bem enfeitado dentro da gamela. Diluir o açúcar mascavo com o gengibre ralado, o moscatel e água. Encha as moringuinhas e arrie em u7m mato.

15º) OBA ODUDUWÁ

Ebó

1 gamela redonda

1 folha da fortuna

1 orobô

1 canjica

12 camarões

12 moedas

12 acaçás

12 cavalos-marinhos

Procedimento: colocar o ebô dentro da gamela em forma de morro, enfiar os 12 camarões em volta de enfeitando, os 12 acaçás e os 12 cavalos-marinhos e as moedas. Em cima de tudo, no pico do morro feito com o ebô na gamela, finque o orobô e por cima do orobô cubra-o com a folha da fortuna. Ofereça tudo no alto de uma montanha, da qual se veja o oceano. Peça tudo que desejar.

16º) OBA KARENTE

Ebó

1 gamela

12 argolas de cobre

1 cristal de rocha

1 acaçá

1 oxê (ferramenta de Sango)

12 búzios

12 moedas

1 fava de Aridã (pedaço)

1 estrela-do-mar (pequena)

azougue

1 imã

Mel

Moscatel

Água

Procedimento: arruma tudo na gamela, temperar tudo e colocar em oferecimento em uma montanha ou serra.

EBÓS

ODÚ OSSÁ

2 ovos de pata
2 acaçás
2 bolas de arroz
1 obi arobo ralado
Flores brancas

Serve para amenizar problemas nos seios.

Na beira da praia, esfregue nos seios,os ovos de pata, os acaçás e não esquecer de acrescentar o obi e o arobo ralado nas bolas de arroz e as flores brancas.

Quando estiver no mar, fazer o pedido para Yemanjá, pedindo saúde e para que lhe tire a enfermidade, tenha fé no seu pedido rezando uma prece.

ODU EJI ONILE

8 acaçás
8 ekurus
8 velas
8 bolos de arroz
Milho branco cozido
8 panos de morim branco
8 carretéis de linha branca
Passar tudo no corpo e despachar tudo no mar

BANHO PARA SIMPATIA DA MULHER

Macaçá
Manjericão
Canela em pau
Pó de sândalo
1 maçã bem vermelha
Argentina cortada em cruz

Misturar todos os ingredientes e colocar para ferver por 30 minutos; deixe esfriar e em seguida tomar um banho da cabeça aos pés. Após o banho usar um perfume de sândalo ou alfazema.

EBO DE OBARA E OXÉ PARA FORTUNA

6 maçãs argentinas
6 pêras
6 cachos de uvas verdes
6 cachos de uvas rosada
6 velas
6 obi
1 porcelana branca

Os melhores dias para fazer este ebó são os dias de quinta-feira

EBÓ PARA AGRADAR ÃO ODU E ODI
(Para se obter coisas boas)

1/2 kg de feijão preto
100 g de camarão seco triturado
1 fava de manjericão
1 bacia de pipoca
Velas brancas
1/2 copo de dendê
1 cebola média

Cozinhe o feijão e escorra.Em uma panela refogue a cebola com o dendê, camarão e manjericão e depois o feijão.

Cobrir com as pipocas já estouradas, oferecer a Abaluae. Esta obrigação é para pedir paz e saúde e deve ser levada ao mato.

EBO PARA ODU OFUM

10 velas brancas
10 acaçá
10 acarajé
10 bolos de farinha com mel
10 bolos de arroz
10 moedas correntes
10 arobô
10 bolos de canjica
10 ovos
2 metros de murim

Passar tudo no corpo pedindo para este odum levar tudo de ruim. Colocar tudo no murim, amarrar e deixar debaixo de uma árvore.

BANHO PARA ABRIR CAMINHO

Manjericão de caboclo
Alecrim
Arruda
7 rosas branca
1 obi se for mulher
7 cravos brancos se for homem
21 cravos da índia Fazer

Este banho é para quando a vida estiver atrapalhada ou com perturbações

EBÓ ODU IKA

1 travessa de louça
1 peixe chamado vermelho
7 farofas diferentes:
· 1 de dendê
· 1 de café
· 1 de azeite doce
· 1 de mel
· 1 de água
· 1 de vinho branco
· 1 de água com açúcar

14 bolas de batata doce
14 bolas de arroz cozido
1 obi abata de 4 gomos
14 moedas atuais
14 velas brancas

Arrumar tudo na travessa, se concentrando e fazendo seus pedidos.

EBÓ ODU DE OWARIM

11 rosas
1 gamela
1 peneira
11 acarajés
1 acaçá
1 punhado de areia de praia
1 pedra de cristal
11 moedas
Folhas de louro

Colocar a gamela no chão e dentro dela areia e em cima os acarajés, o acaçá, a pedra de cristal, as moedas e enfeitar com as folhas de louro e rosas. Levar o ebó em um bambuzal e gritar o nome deste odú.

EBÓ DO ODU OBARA

1 abóbora
6 acaçás branco
6 tipos de doces brancos
6 tipos de doces amarelos
12 velas amarelas
mel
12 quiabos

Coloque a abóbora inteira para cozinhar, depois faça uma pequena abertura na parte de cima da abóbora e tire todas as sementes de dentro e deixe-a esfriar, pegue os acaçás e as outras coisas, passe no corpo e coloque dentro da abóbora. Peça prosperidade e caminhos abertos.

Umbanda terça-feira, jan 24 2012 


Umbanda

PRÓLOGO

O Ser Humano é formado por três corpos distintos e interligados, à saber:

  1. Corpo Astral, que é a essência, a vibração cósmica, aquela centelha divina em evolução, O Espírito.
  2. Corpo Mental ou Ânima, também conhecido por Alma, ou perispírito, que é o repositório de todo o aprendizado nas inúmeras encarnações, através dos reinos da natureza, até chegar ao Hominal. Ali se encontram todas as pontencialidades negativas e positivas, guardadas, prontas para serem usadas no momento preciso e necessário à geração de uma freqüência.
  3. O Corpo Físico, que é uma cópia exata de sua matriz cósmica, com todas as necessidades, defeitos e potencialidades para cumprir um Carma predeterminado, à saber: como expiatório de faltas passadas, como coadjuvante na evolução de terceiros ou simplesmente por missão evolutiva junto aos encarnados.

Por essa razão o ser humano é um receptor privilegiado e também um gerador em potencial das freqüências necessárias à evolução do Orbe. Quando este serencontra auxílio para a desenvoltura de suas potencialidades, ele opera verdadeiros milagres; quando não, é uma usina pronta para uso, se degradando na vida física à espera de oportunidades negadas pelos seus pares, se corrói com o tempo, chegando mesmo à destruição sem nunca ter gerado nada de útil, o que lhe dará a obrigação por consciência e auto julgamento, a ânsia de nova encarnação (reencarnação) para cumprir o predeterminado, porém sem julgar os que podiam e não lhe deram apoio.

Algumas vêzes, movidos pelo livre arbítrio que lhe é concedido e conseqüentemente no desespero de produzir uma centelha que seja para a evolução do orbe, não dosa devidamente as freqüências geradas e, em vez de auxiliar, piora ainda mais a situação dos circundantes, provocando atritos e gerando para si próprio, algo mais à sanar , no próximo retorno à matéria.

Por essa razão, os grandes Avatares, que de vez em quando, aparecem com o auxílio direto do Supremo Arquiteto do Universo, deixam entre nós, não como imposição, mas para reflexão, lembretes, em forma de parábolas ou em versos, para que possamos colher a medida exata das freqüências a gerar em nossa Usina, como um bem para nós e a humanidade evolutiva; dentre estas, destaca-se por exemplo:

  1. “QUEM SEMEIA VENTOS, COLHE TEMPESTADES…”
  2. “Um LIVRO aberto é um ente que fala,
    fechado é um amigo que espera,
    esquecido é um coração que chora,
    destruído, uma alma que perdoa…”

ATENÇÃO PARA AS FREQÜÊNCIAS GERADAS,
POIS NELAS ESTÃO O TEU INFORTÚNIO OU
A TUA FELICIDADE

 

 

 

O QUE É A UMBANDA?

A Umbanda é um Sistema de comunicação, entre o mundo psíquico ou espiritual e o mundo físico ou material, e é neste sistema que estão incluídos todos os seres vivos e mortos, nascidos e por nascer. Os Espíritos se dividem em dois grandes grupos, à saber: ORIXÁS e EGUNS.

ORIXÁS: Espíritos de freqüência altíssima que nunca tiveram qualquer espécie de vida material.

EGUNS: Espíritos evolutivos, de freqüência baixa, que evoluem através de reencarnações neste e em outros Orbes.

Todos os conhecidos Guias da Umbanda, são Eguns, evoluídos, que trabalham na Seara Divina, em prol do aprendizado dos irmãos aprisionados na matéria evolutiva, sob a égide dos ORIXÁS.

Os Espíritos se agrupam em NAÇÕES.

Uma Nação, é o agrupamento de pessoas ou seres, que circundam o mesmo local, usam os mesmos trajes, falam o mesmo idioma (incluindo os dialetos), a têm o mesmo sistema filosófico, religioso e dogmático.

A Umbanda, é praticada por sete (7) Nações, à saber:

7) ORIENTE

6) OMOLOCÔ

5) ALMAS

4) ANGOLA

3) NAGÔ

2) GÊGE

1) KÊTO

As Nações 1, 2, e 3, são conhecidas como CANDOMBLÉ, onde não se opera com Eguns. Os Adeptos, vibram, cantam, dançam, dão comida e bebida, matam animais, enfim fazem tudo em louvor do Santo (ORIXÁ).
Esporadicamente, nessas Nações, há um “Toque de Umbanda”, como é chamado o trabalho com Eguns.

As Nações 4 e 5, trabalham amiúde com os Eguns, embora também sejam puxadas para o “Candomblé”.

O Omolocô é uma Nação Eclética pois que tem suas bases na mescla das outras, subdividindo-se como segue:

  • Omolocô – puxado para o Kêto
  • Omolocô – puxado para o Gêge
  • Omolocô – puxado para o Nagô
  • Omolocô – puxado para o Angola
  • Omolocô – puxado para o Almas
  • Omolocô – puxado para o Oriente

O Omolocô, também é conhecido, por alguns, como Umbanda Branca ou Umbanda de Jurema.

Oriente é uma Nação especial, onde se dispensa o ritual das demais, e aparentemente é mais suave, mais sutil, haja visto que não trabalham com a incorporação direta; porém para se tornar um elemento à altura da complexidade dos trabalhos desta Nação, o adepto, ou melhor o praticante, deverá saber e aprender todo o ritual das demais, pois necessitará conhecê-los, para usá-los quando se fizer mister. O dispêndio de energia vital, pelo Médium no Oriente, eleva-seà quatro ou cinco vezes mais do que o normal, pois terá que utilizar os rituais necessários, sem a demonstração física dos mesmos.

Umbanda prática, em cada uma das sete Nações, tem sete Linhas, cada Linha sete Falanges, cada Falange sete legiões, cada Legião sete Peões, cada Peão comanda sete Elementares e cada Elementar tem à seu serviço, sete avissais.


O Número 7 Cabalístico

O número 7 (sete), é cabalístico na Umbanda, porque:

7 são as Nações que praticam a Umbanda

7 são as Linhas de cada Nação

7 são os Orixás que comandam estas Linhas

7 são os dias da semana

7 foram as Chagas de Cristo

7 foram as quedas à caminho do Gólgota

7 são as Divindades que comandam a Natureza

7 são as Cabeças da Hidra

7 são as cores refratadas pelo prisma

7 foram as Horas de agonia do Mestre Jesus

7 são as rogatórias do Pai Nosso

7 são os Chacras entéricos

7 são os Plexos na matéria

7 são as Posições Fundamentais e Liturgias na Umbanda

7 são as Posições Secundárias e Ritualísticas na Umbanda

SETH (7) era o nome do irmão de Osíris (Egito Antigo)

7 = Moisés deixou 5 livros e a lei se resume em 2 testamentos

São 7 os altares, 7 os bezerros e 7 os carneiros de Balac

7 anos gastos na construção do Templo de Salomão

7 casais de cada espécie de animal postos na Arca de Noé

No 7o mês a Arca de Noé repousa no Monte Ararat

O Candelabro de 7 braços

Os 7 castiçais de ouro

As fases dos 7 Anos

As 7 lâmpadas de fogo

Os 7 Grandes princípios HERMÉTICOS

O livro dos 7 Selos

As 7 notas musicais

Os 7 palmos das sepulturas

Os 7 Planetas Sagrados

As 7 vacas, 7 espigas do sonho do Faraó, desvendado por José do Egito

As 7 Taças (cheias de pragas)

Os 7 contra Tebas

As 7 Trombetas do Apocalipse

7 são as dores de NOSSA SENHORA:

a) A perda do menino Jesus no Templo

b) A fuga para o Egito

c) O encontro com Jesus na rua da amargura

d) A Crucificação de Nosso Senhor Jesus Cristo

e) A morte de Jesus Cristo

f) O Filho morto é colocado em seus braços

g) O sepultamento de Jesus

Os 7 Arcanjos ante o trono do Criador:

a) Gabriel

b) Rafael

c) Joriel

d) Miguel

e) Samuel

f) Ismael

g) Iramael

7 Cores refratadas pelo Prisma:

a) Violeta

b) Amarelo

c) Anil

d) Verde

e) Laranja

f) Azul

g) Vermelho

As Constelações de 7 Estrelas:

a) Alcione

b) Caleano

c) Asterope

d) Merope

e) Tayegeta

f) Eletra

g) Maya

Os 7 Elementais:

a) Arcanjos

b) Anjos

c) Devas

d) Silfos

e) Gnomos

f) Salamandras

Os 7 Elementos:

a) Éter

b) Água

c) Metais

d) Pedra

e) Matas

f) Terra

g) Fogo

As 7 Igrejas da antigüidade:

a) Tiaira

b) Éfeso

c) Esmirna

d) Laudicéia

e) Filadélfia

f) Bérgamo

g) Sardesi

As 7 Maravilhas do Mundo:

a) Pirâmide de Quéops

b) Jardim Suspenso de Semíramis, na Babilônia

c) Farol de Alexandria

d) Colosso de Rhodes

e) Túmulo de Mansolo, em Helicarnasso

f) Estátua de Júpiter Olímpico, em Olímpia.

g) Templo de Artemis, em Éfeso

Os Deuses do Olimpo tinham 7 formas:

a) Forças Espirituais

b) Forças Cósmicas

c) Deuses

d) Corpos Celestes

e) Poderes Psíquicos

f) Reis Divinos

g) Heróis e Homens Terrestres.

Os 7 Planetas sagrados:

a) Sol

b) Lua

c) Mercúrio

d) Vênus

e) Marte

f) Júpiter

g) Saturno

Os 7 Planos da Evolução:

a) Plano dos Espíritos Virginais, do Criador

b) Plano do Espírito Divino

c) Plano do Espírito

d) Plano da vida

e) Plano do Pensamento

f) Plano do Desejo

g) Plano do Mundo Básico

Os 7 Princípios da Moral Pitagórica:

a) Retidão de propósitos

b) Tolerância na opinião

c) Inteligência para discernir

d) Clemência para julgar

e) Ser verdadeiro em Palavras e Atos

f) Simpatia

g) Equilíbrio

As 7 Pragas do Egito:

a) Gafanhotos

b) Água se tornar sangue

c) Rãs

d) Piolhos

e) A Peste

f) Saraivada (chuva de granizo)

g) As trevas

Os 7 Sábios da Grécia:

a) Thales de Mileto

b) Bias

c) Cleopulo

d) Mison

e) Quilon

f) Pitaco

g) Sólon

Os 7 Sacramentos:

a) Batismo

b) Confirmação

c) Eucaristia

d) Sacerdócio

e) Penitência

f) Extrema-unção

g) Matrimônio

As 7 Virtudes Humanas:

a) Esperança

b) Fortaleza

c) Prudência

d) Amor

e) Justiça

f) Temperança

g) Fé

Os 7 Pecados Capitais:

a) Vaidade

b) Avareza

c) Violência

d) Egoísmo

e) Luxúria

f) Inveja

g) Gula

Os 7 propósitos da Yoga:

a) Isolamento

b) Discernimento

c) Clarividência

d) Calma

e) Perseverança

f) Fortalecimento

g) Purificação

Dias consagrados aos grandes Orixás da Umbanda
e festejados em todas as nações

20 de Janeiro

OXÓSSI

13 de Fevereiro

OMOLU

20 de Março

OXAGUIAN

23 de Abril

OGUM

13 de Maio

ALMAS (PRETO-VELHOS)

13 de Junho

XANGÔ (EXUS)

24 de Junho

XANGÔ

29 de Junho

XANGÔ

26 de Julho

NANÃ

15 de Agosto

IEMANJÁ

27 de Setembro

IBEJI

30 de Setembro

XANGÔ

25 de Outubro

IBEJI

2 de Novembro

SALAUIM (MORTOS)

22 de Novembro

CABOCLOS

4 de Dezembro

IANSÃ

8 de Dezembro

OXUM

25 de Dezembro

OXALÁ

São dias especiais em que não podemos esquecer de homenagear e render graças.


IFÁ

O IFÁ na Umbanda é a 3a Pessoa da Santíssima Trindade:

ZAMBI O PAI
OXALÁ O FILHO
IFÁ O SANTO ESPÍRITO

O IFÁ entre os romanos, gregos, persas, caldeus, egípcios, hindus, mongóis, etc. eram conhecidos como ORÁCULOS.
Esse Oráculo tinha geralmente como Sacerdote, uma mulher (Sacerdotisa) virgem, pura, sustentada a portas fechadas no templo, usado pelos que praticavam a parte religiosa. Existiam também no templo homens para o trabalho pesado, que obedeciam cegamente às ordens da Sacerdotisa e ali estavam para servi-la e resguardá-la dos demais. Eram os chamados EUNUCOS, também conhecidos nas tribos Incas e Astecas como os MUGERADOS. Estes homens eram desde a infância, escolhidos para este Santo Ofício, quando eram enclausurados e recebiam tratamento de choque que consistia no seguinte:

  1. Dos 7 aos 14 anos, em estudos violentos de Teosofia, Teogonia, Cosmografia, Astrologia, Astronomia e uma série de ciências exatas (entre elas a Matemática, Geometria Analítica e o Desenho).
  2. Dos 14 ao 21 anos, o ensino era de esportes, levantamento de pesos, arremessos de pedras de todos os tamanhos em crescendo, enfim todos os esportes violentos para o desenvolvimento da musculatura.
  3. Paralelamente recebiam um tratamento de pancadas com varetas na bolsa escrotal, sempre aumentando gradativamente de acordo com o esforço físico.

Com isto, os Eunucos tornavam-se homens fortes, com instrução invulgar, porém com o Chacra Básico anulado, não havendo libido, ereção, etc., não havendo possibilidade de retorno.

As Sacerdotisas eram instruídas pelas antecessoras nas artes de Mão-de-faca (para os sacrifícios), Mão de Ofá (para a colheita e quinagem de ervas), Ogã Calofé(para os Cânticos e músicas necessárias ao Ritual), e na Mão de Ifá.

O IFÁ é utilizado através de determinados materiais, como sejam:

IFÁ Cartas de Tarô, I Ching, Cartas Comuns
Quiromancia
Grafologia
Numerologia
Fogo, fumaça
Folhas diversas
Água, líquidos
Som, vibrações sonoras
Búzios

CARTAS: São usadas por Ciganos. As cartas têm valores predeterminados; têm o seu valor interpretado conforme a posição em que cai.

I CHING: É usado pelos Orientais (Chineses, Japoneses, etc). Baseia-se nos Ideogramas formados por 6 linhas, de traços e pontos que predeterminam as respostas a serem dadas.

TARÔ: É de origem Fenícia. Foi demonstrada para o mundo ocidental através dos Egípcios, Persas e Caldeus.

BARALHO COMUM: É de origem dos Ciganos Otomanos (Turcos).

QUIROMANCIA: É também usada pelos Ciganos, leitura de mãos, herdada dos Egípcios assim como as Folhas de Chá.

GRAFOLOGIA: É de origem greco-romana.

FOGO e FUMAÇA: São de origem dos Aborígines de todo o mundo: Europeus, Americanos, Asiáticos, Africanos e Esquimós.

FOLHAS DIVERSAS: São de origem Egípcia, Hebreus, Árabes e alguns Silvícolas.

ÁGUA e LÍQUIDOS: São de origem das religiões ocidentais tais com: Cristianismo, Kardecismo, Umbanda, Protestantismo, Pentecostais, Adventistas, Testemunhas de Jeová, etc.

SOM: É a única forma universal, inerente à todos os povos desde a mais remota civilização conhecida, no trato com a Divindade da Adivinhação.

BÚZIOS: São de uso exclusivo da Umbanda e assemelhados.


BÚZIOS

Búzios

Os Búzios são crustáceos (conchas) e devem ser jogados respeitando-se sempre o Ternário Sagrado, com 7 (sete) Búzios para cada lado.

São 7 masculinos, 7 femininos e 7 neutros.

O búzio é um ser vivente, marítimo, hermafrodita (independente de ligação para fecundar).

No jogo de búzios, os masculinos são consagrados aos Orixás masculinos (Oxalá, Xangô, Ogum, Oxóssi, etc.) e os femininos, consagrados aos Orixás femininos (Oxum, Iemanjá, Iansã, Nanã, etc.).

Deve se levar em conta que ao se fazer a 1a jogada (que deverá ser com 21 Búzios), para onde pender os Neutros é a determinante do predomínio do jogo (lado masculino ou feminino).

Na Umbanda são usados exclusivamente Búzios para o IFÁ.

O Ifá é a 3a aresta do Poder Supremo. A ela respondem os 3 Orixás especiais em potencial.

1a Comando do Ifá Orixá TEMPO
2a 1a Auxiliar Orixá OXUMARÊ
3a 2a Auxiliar Orixá OSSANHE

Por essa razão o Ifá (Jogo de búzios) não é, e nunca será serviçal dos homens, como outros modos de adivinhação. Só responde quando achar que deve responder.

Portanto, jogadores de Búzios que dizem predizer o futuro, relembrar o passado e querem agir no presente com a devida segurança, devem tomar cautela para não se tornar vítima de um alto-engodo, por que o Ifá só responde quando e o que quiser. Cuidado!

OXALÁ

Na Umbanda, Oxalá é o Orixá mais alto da escala hierárquica. Plano 7 e tem como vulto o próprio Divino Mestre – JESUS, e é representado nos pontos riscados, por uma estrela de cinco pontas, ou o Pentateuco.

Oxalá se apresenta na Umbanda de três formas diferentes, ou seja:

Oxalá Menino – OXAGUIAN – Sincretizado no Menino Jesus de Praga.
Oxalá Velho – OXALUFAM – Sincretizado por Jesus Cristo no Monte das Oliveiras.
Oxalá (Morto) – OXALÁ – Sincretizado por Jesus Cristo, depois de morto. O Governado excelso da 2a Galáxia.

Filho puro de Oxalá, não vibra, portanto não recebe incorporação. Jamais se deve representar Oxalá por uma cruz, pois ela representa as Almas que passaram na carne (Reencarnações).
Elemento e Força da natureza correspondente à esta linha, é o ÉTER e a LUZ.
Dia da semana de melhor vibração: sexta-feira
Chakra atuante: coronário
Planeta regente: Sol
Nota musical: si
Cor vibratória: cristalino, com raias douradas
Cor representativa: branco (roupas, etc.)
Cor da Guia (colar): contas brancas leitosas (miçangas)
Saudação: Babá-Ekê ou Aê-Babá
Negativo: Seu OMULÚ
Amalá: para Oxalá não se dá amalá, faz-se agrado com uma mesa de frutas, que não podem ter espinhos nem farpas: manga, abacaxi, morango, carambola, cajá-manga, etc. É o único Orixá que não exige matança, em tempo algum.
Otí : água mineral, vinho branco e vinho tinto (Sangue de Cristo)
Local de entregas: campo gramado, limpoBom dia, com Jesus!


SENHORAS

As Senhoras são pertencentes ao Plano 6, segundo na escala hierárquica na Umbanda e se divide em quatro ramificações: OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ

OXUM

Elemento e Força da natureza correspondente à Oxum é a força da cachoeira.
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 0hs às 6:00hs, porém seu dia de maior vibração é o Sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua – no quarto de cheia
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul (céu)
Cor representativa: azul (céu) – (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): azul e branco
Saudação: Ai-ê-eu (olha eu)
Negativo: Dona Maria Padilha
Amalá: moqueca de peixe e pirão (feito com a cabeça do peixe)Imagem da Nossa Senhora da ConceiçãoOxum
Otí: água mineral
Comando da falange de Oxum: Cabocla Jupissiára
Local de entregas: cachoeiras
Representação no ponto riscado: coração ou cachoeira

IEMANJÁ

O elemento e força da natureza correspondente à Iemanjá, são as águas verdes (mares e oceanos)
Dia da Semana: Ela atua todos os dias da semana de 6:00hs às 12:00hs, porém o seu dia de maior vibração é o sábado.
Chakra atuante: frontal
Planeta regente: Lua (no quarto minguante)
Nota musical: lá
Cor vibratória: azul translúcido
Cor representativa: branco azulado (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): cristal (branco)
Saudação: Ó dociaba ou Oiá
Negativo: Dona Pomba-gira
Amalá: vatapá ou manjar de milho branco
Otí: água mineral ou champanhe
Comando da falange de Iemanjá: Cabocla JandiraIemanjá
Local de entregas: beira das praias
Representação no ponto riscado: ondas

IANSÃ

O elemento e força da natureza correspondente Iansã, são as tempestades, raios e ventos.
Dia da semana: Ela atua todos os dias da semana das 12:00hs às 18hs, porém o seu dia de maior vibração são a quarta-feira e o sábado.
Chakra atuante: frontal e cardíaco
IansãPlaneta regente: Lua (no quarto de nova) e Júpiter
Cor vibratória: amarelo-ouro
Cor representativa: amarelo (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): amarelo e branco
Saudação: Heparrei
Negativo: Dona Maria Mulambo
Amalá: acarajé (não suporta abóbora)
Otí: champanhe (exclusivamente)
Comando da falange de Iansã: Cabocla Jussara
Local de entregas: beira de praia com pedras ou pedreira
Representação no ponto riscado: raios

NANÃ

Elemento e força da natureza correspondente à Nanã, são todas as águas e também o fluído animal.
Dia da semana: Ela atua todos os dias das 18hs às 0hs, porém seus dias de maior vibração, são os sábados e domingos.
Chakra atuante: frontal e cervical
Planeta regente: Lua (no quarto crescente) e Mercúrio
Cor vibratória: violeta ou roxo
Cor representativa: roxa (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): roxa e branca
Saudação: Saluba Nanã
Negativo: Nanã Burucum (vide nota *)
Amalá: caruru sem azeite e bem temperadoNanã
Otí: água mineral, água natural ou champanhe
Local de entrega: igual ao das Almas
Comando da falange de Nanã: Cabocla Janaína
Representação no ponto riscado: uma cruz

NOTA: Nanã é conhecida na Umbanda, por dois nomes distintos: Nanã Buruque, a positiva, Avó de Oxalá e Nanã Burucum, a negativa, Mãe de todo Exu.

NOTA *: Ela é conhecida por dois nomes, pois ela comanda o ponto 0 na escala das freqüências, sendo portanto o ponto de partida e retorno das ditas freqüências; porém não são duas, mas sim uma única vibração.

NOTA No 1: Na época de Lua Cheia, não se deve apanhar água na cachoeira, pois virá com lama e sedimentos.

NOTA No 2: Na época de Lua Minguante pode-se entregar descargas, porém nunca iniciar qualquer trabalho, pois o mesmo estará fadado ao fracasso.


IBEJI

As crianças são Orixás que pertencem ao Plano 5. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (amalá), leva tempero especial (açúcar). É conhecido nos terreiros de NAÇÃO (Candomblé), como ÊRES. Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver, porém normalmente são usados dois símbolos, em conjunto ou isolados, que são o Sol e a Lua. A linha de Ibeji é tão independente quanto a linha de Exu.

O elemento e força da natureza correspondente à Ibeji, são todos, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer dos elementos.
Dia da semana: domingo
Chakra atuante: cervical
Planeta regente: Mercúrio
Nota musical: Sol
Cor vibratória: vermelho
IbejiCor representativa: rosa e azul escuro (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): contas rosas e brancas, azuis e brancas, ou ainda, rosas, brancas e azuis em conjunto
Saudação: Ori Beijada
Negativo: Exu Tiriri
Amalá: doce de qualquer qualidade
Otí: guaraná, soda, água c/açúcar ou refrescos
Comando da falange: Doum
Local de entregas: jardins floridos ou beira de praia


XANGÔ

Xangô pertence ao Plano 4 da Umbanda. Representa a JUSTIÇA, na acepção da palavra.
Elemento e força da natureza: as pedras (vivas), pedreiras à beira mar, etc.
Dia da semana: quarta-feira
XangôChakra atuante: cardíaco
Planeta regente: Júpiter
Nota musical: fá
Cor vibratória: verde-musgo
Cor representativa: marrom e todas suas nuanças
Cor da guia (colar): marrom e branco
Saudação: Kaô Cabecile
Negativo: Exu Gira-mundo
Amalá: rabo de vaca, quiabo e camarão
Otí: cerveja preta
Local de entrega: pedreira

NOTA: A pedra de Xangô para estar viva, tem que estar com limo, lodosa, pois que seca ela morrerá, por essa razão, deve-se manter o OTÁ de Xangô, sempre imerso n’água, acrescentando sempre, não trocar a água.

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de machados, como a seguir:

OGUM

Ogum pertence ao Plano 3 da Umbanda. É o Orixá guerreiro, que faz cumprir a justiça ditada por Xangô, combate as demandas, e é um Orixá muito belicoso.
Elemento e força da natureza: todos os metais, siderurgia, etc..
Dia da Semana: terça-feira
Chakra atuante: solar ou solear
Planeta regente: Marte
Nota musical: mi
Cor vibratória: laranja
Cor representativa: vermelho (roupas, etc.)
Cor da guia (colar): vermelho e branca
Saudação: Ogum-Iê
Negativo: Exu Tranca-ruas
Amalá: feijão fradinho, lombo e lingüiça
Otí: cerveja branca
Local de entregas: praia ou campina

A representação de pontos riscados é feita por espadas:

a) A espada do vértice do triângulo só é usada para demandas ou cobranças rápidas e de perto.
b) A lança do ângulo b, só é usada para demandas ou cobranças longas, demoradas e distantes.
c) A espada do ângulo c, é usada exclusivamente para apresentação, sendo também chamada de Ogumespada de desfile.
Pelo exposto, Ogum tem duas armas de ataque e uma de apresentação, e como proteção, usa Capacete (Elmo) e Escudo.


OXÓSSI

Oxóssi pertence ao Plano 2 da Umbanda, e representa o CONSELHO na acepção da palavra. Na linha de Oxóssi apresentam-se três tipos de OxóssiEntidades, a saber: 1) Caboclo do mato. 2) Caboclo de rio. 3) Curumim (filho de caboclo de mato ou de rio, criança).
Elemento e Força da natureza: as matas
Dia da Semana: quinta-feira
Chakra atuante: esplênico
Planeta regente: Vênus
Nota musical: ré
Cor vibratória: azul
Cor representativa: verde (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): verde e branco
Saudação: Okê Caboclo
Negativo: Exu Marabô
Amalá: milho cozido com mel de abelha, mandioca cozida e todas as frutas
Otí: cerveja branca, vinho tinto ou aluá (cachaça de milho)
Local de entrega: matas (ou ao pé de uma árvore)

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de símbolos como a seguir:

ALMAS

As Almas, pertencem ao 1o Plano da Umbanda. Aí se encontram os Pretos-velhos, as Almas Cativas, as Almas Penadas e os Exus (batizados e coroados).
O Orixá das Almas é Seu Obaluaê (São Lázaro ressuscitado), porém na Calunga Pequena (cemitério) é subordinado de seu Omulú.
O Exu batizado, muitas vezes se apresenta como Preto-velho Cruzado, sendo que 70% dos Pretos-velhos que incorporam nos terreiros, são Exus batizados, que por evolução e mérito tem permissão para assim o fazer.
AlmasElemento e Força da natureza: o fogo e a Terra
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno
Nota musical: dó
Cor vibratória: violeta
Cor representativa: roxa ou carijó (roupas, etc.)
Cor da guia (colares): preta e branca ou lágrimas de Nossa Senhora
Saudação: Adorê às Almas
Negativo: Exu Pinga-fogo
Amalá: carne seca, assada na brasa, com farofa de farinha de mandioca torrada, peixe assado na brasa e mingau das Almas
Otí: café preto (forte, frio e sem açúcar), vinho tinto, vinho moscatel com mel de abelhas, cachaça com mel, etc.
Local de entrega: onde for determinado pela Entidade.

As Almas se dividem em: Santas, Benditas, Missionárias, Evolutivas, Apenadas, Zombeteiras e Trevosas.

Na representação dos pontos riscados, são usados três tipos de símbolos, como a seguir:

 

COMANDOS E REPRESENTAÇÕES DAS LINHAS DE UMBANDA

Por serem um conjunto de vibrações que atuam sobre todos os seres encarnados, as Linhas de Umbanda têm Comandos definidos e Representantes junto às outras linhas, para evitar entre choques e harmonizar melhor as freqüências, sendo o seu principal escopo o bem estar do ser encarnado. Ditos Representantes, comparam-se à Diplomatas com suas imunidades, e ascendência direta sobre os seus afins. A seguir damos a relação dos Comandos e Representantes entre as 7 Linhas da Umbanda.

LINHA DE OXALÁ

  1. Caboclo Tupi – Representante de Oxalá na Linha das Almas
  2. Caboclo Guarani – Representante de Oxalá na Linha de Oxóssi
  3. Caboclo Aymoré – Representante de Oxalá na Linha de Ogum
  4. Caboclo Guaracy – Representante de Oxalá na Linha de Xangô
  5. Caboclo Ubiratã – Representante de Oxalá na Linha de Ibeji
  6. Caboclo Ubirajara – Representante de Oxalá na Linha de Senhoras
  7. Caboclo Urubatã da Guia – Comando da Linha de Oxalá

LINHA DAS SENHORAS

  1. Cabocla Janaina – Representante das Senhora na Linha das Almas
  2. Cabocla Jupissiara – Representante das Senhoras na Linha de Oxóssi
  3. Cabocla Jupiara – Representante das Senhoras na Linha de Ogum
  4. Cabocla Jussara – Representante das Senhoras na Linha de Xangô
  5. Cabocla Jacira – Representante das Senhoras na Linha de Ibeji
  6. Cabocla Jandira – Comando da Linha das Senhoras
  7. Cabocla Jupira – Representante das Senhoras na Linha de Oxalá

LINHA DE IBEJI

  1. Yarirí – Representante de Ibeji na Linha das Almas
  2. Crispiniano – Representante de Ibeji na Linha de Oxóssi
  3. Crispim – Representante de Ibeji na Linha de Ogum
  4. Orí – Representante de Ibeji na Linha de Xangô.
  5. Doum – Comando da Linha de Ibeji
  6. Damião – Representante de Ibeji na Linha das Senhoras
  7. Cosme – Representante de Ibeji na Linha de Oxalá

LINHA DE XANGÔ

  1. Xangô Abomi – Representante de Xangô na Linha das Almas
  2. Xangô Aganjú – Representante de Xangô na Linha das Almas
  3. Xangô Alafim – Representante de Xangô na Linha de Ogum
  4. Xangô Kaô – Comando da Linha de Xangô
  5. Xangô Agojo – Representante de Xangô na Linha de Ibeji
  6. Xangô Alufam – Representante de Xangô na Linha das Senhoras
  7. Xangô Agodô – Representante de Xangô na Linha de Oxalá

LINHA DE OGUM

  1. Ogum Megê – Representante de Ogum na Linha das Almas
  2. Ogum Rompe Mato – Representante de Ogum na Linha de Oxóssi
  3. Ogum Guerreiro – Comando da Linha de Ogum
  4. Ogum de Nagô – Representante de Ogum na Linha de Xangô
  5. Ogum Dilê – Representante de Ogum na Linha de Ibeji
  6. Ogum Beira Mar – Representante de Ogum na Linha das Senhoras
  7. Ogum de Malê – Representante de Ogum na Linha de Oxalá

LINHA DE OXÓSSI

  1. Caboclo Arruda – Representante de Oxóssi na Linha das Almas
  2. Caboclo Pena Verde – Comando da Linha de Oxóssi
  3. Caboclo Araribóia – Representante de Oxóssi na Linha de Ogum
  4. Caboclo Cobra Coral – Representante de Oxóssi na Linha de Xangô
  5. Caboclo Guiné – Representante de Oxóssi na Linha de Ibeji
  6. Cabocla Jurema – Representante de Oxóssi na Linha das Senhoras
  7. Caboclo Pena Branca – Representante de Oxóssi na Linha de Oxalá

LINHA DAS ALMAS

  1. Vovó Maria Conga – Comando da Linha das Almas
  2. Vovó Arruda – Representante das Almas na Linha de Oxóssi
  3. Pai Benedito – Representante das Almas na Linha de Ogum
  4. Pai Tomé – Representante das Almas na Linha de Xangô
  5. Pai Joaquim – Representante das Almas na Linha de Ibeji
  6. Rei Congo – Representante das Almas na Linha das Senhoras
  7. Pai Guiné – Representante das Almas na Linha de OxaláGráfico das linhas

EXUS

PRECE DE EXU

Sou EXU, Senhor. Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira Ástrica, mas como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.

Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua vontade.

Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.

Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.

Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado a exercer a descrença, a confusão e a ignominia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo,Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos, que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam, e eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.

No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro n’algum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.

Aceito sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.

Peço-Te, Oh Pai infinito, que lhes perdoe.

Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.

Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.

Fleruty (Exu Tiriri)

ANIdevilPluck3C.gif (29174 bytes)(Esta prece foi psicografada por A . J. Castro, da Cabana de Lázaro)


A linha de Exus, é outra linha independente, assim como Ibeji, engloba-se no plano número 1 da Umbanda, através do qual tem se acesso aos planos positivos, por mérito e evolução, conseguidos através do trabalho de sapa.

Exú é a Polícia de Choque da Umbanda, é quem cobra na hora e também é quem tem maior ligação com os seres encarnados. Existem três tipos de Exu, à saber:

A.                EXU PAGÃO

  1. EXU BATIZADO
  2. EXU COROADO

EXU PAGÃO: é aquele que não sabe distinguir o Bem do Mal, trabalha para quem pagar mais. Não é confiável, pois se pego, é castigado pelas falanges do Bem, então volta-se contra quem o mandou.

EXU BATIZADO: é todo aquele que já conhece o Bem e o Mal, praticando os dois conscientemente; são os capangueiros ou empregados das entidades, à cujo serviço evoluem na prática do bem, porém conservando suas forças de cobrança.

EXU COROADO: é aquele que após grande evolução como empregado das Entidades do Bem, recebem por mérito, a permissão de se apresentarem como elementos das linhas positivas, Caboclos, Pretos Velhos, Crianças, Oguns, Xangôs e até como Senhoras.

Elemento e força da natureza: fogo
Dia da semana: segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno e Plutão
Nota musical: dó
Cor vibratória: vermelho (totalmente), variando a tonalidade de acordo com sua evolução
Cor representativa: vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo (vide nota especial no final do capítulo *)
Cor do colar (guia): vermelho e preto, branco e preto, preto e amarelo, como acima
Saudação: Aruê-Exu, Arô-Exu ou Laroiê-Exu
Negativo: Quiumbas
Amalá: carne de porco ou de boi crua, cabrito, galinha preta, farofa com azeite de dendê, pimenta da costa, pipoca sem sal e sem açúcar, banana d’água
Otí: cachaça para os machos e champanhe ou anis para as fêmeas
Local de entregas: encruzilhadas, cemitérios, praias, lodo, pedreiras, etc.

Na representação dos pontos riscados, Exu pode utilizar três tipos de identificação de acordo com a sua evolução, a saber:

Exu

ENCRUZILHADAS

Encruzilhadas

As encruzilhadas da figura acima, são utilizadas para a entrega de agrados ou descargas, na forma seguinte:
Encruzilhadas abertas: para todos Exus (indistintamente)
Encruzilhadas fechadas: para todos os Exus (indistintamente)
Porteira de Curral: Exu das Sete Porteiras
Encruzilhadas Mistas: Exus mirins, etc…
Encruzilhadas em “S” ou curvas: Exu Tira-teima
Encruzilhadas em pé de galinha: Dona Pomba-gira
Encruzilhadas de estrada de ferro: Dona Maria Padilha
Encruzilhadas de caminho do mato: Dona Maria Molambo

NOTA: Nas curvas em S nunca se caminha pelo lado do ângulo da curva. Nunca se deve atravessar as encruzilhadas em diagonal, principalmente as de dentro do cemitério. Ao utilizar-se uma porteira de curral, entra-se pelo lado direito e sai-se pelo esquerdo.

Nota especial da cor representativa e dos colares (guias) *

Vermelho e preto: para todos os EXUS de encruzilhadas.
Preto e branco: Para todos EXUS com chefia, independente do local a que pertença.
Preto e amarelo: Exclusivas para os EXUS da Calunga Pequena (cemitério)

EBÓ

O Ebó é o descarte das coisas desnecessárias.
Exemplo: restos de matanças, restos de amalás, ageuns, ervas, cêra, etc.

Exus femininos são conhecidos como Pomba-gira ou Bombogiras.

REPRESENTAÇÃO DOS EXUS ENTRE AS LINHAS DE UMBANDA

LINHA DE OXALÁ

7 – Exu Sete Encruzilhadas Comando negativo da linha
6 – Exu Sete Pembas Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Sete Ventanias Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Sete Poeiras Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Sete Chaves Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Sete Capas Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Sete Cruzes da Calunga Representante negativo na linha das Almas

LINHA DAS SENHORAS

7 – Exu Maré Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Dona Pomba-gira Comando negativo da linha
5 – Exu Má-canjira Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Carangóla Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Naguê Representante negativo na linha de Ogum
2 – Dona Maria Mulambo Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Dona Maria Padilha Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE IBEJI

7 – Exu Veludinho da Meia-noite Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Manguinho Representante negativo na linha de Senhoras
5 – Exu Tiriri Comando negativo da linha
4 – Exu Lalú Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Toquinho Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Mirim Representante negativo na linha de Oxoce
1 – Exu Ganga Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE XANGÔ

7 – Exu Pedreira Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Calunga Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Corcunda Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Gira Mundo Comando negativo da linha
3 – Exu Meia-noite Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Mangueira Representante negativo na linha de Oxoce
1 – Exu Ventania Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE OGUM

7 – Exu Tira-teimas Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Tira-toco Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Limpa-trilhos Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Tranca-gira Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Tranca-ruas Comando negativo da linha
2 – Exu Veludo Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Porteira Representante negativo na linha das Almas

LINHA DE OXÓSSI

7 – Exu da Campina Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Bauru Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Lonan Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Capa Preta Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu Pemba Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Marabô Comando negativo da linha
1 – Exu das Matas Representante negativo na linha das Almas

LINHA DAS ALMAS

7 – Exu Pinga-fogo Representante negativo na linha de Oxalá
6 – Exu Alebá Representante negativo na linha das Senhoras
5 – Exu Bára Representante negativo na linha de Ibeji
4 – Exu Come-fogo Representante negativo na linha de Xangô
3 – Exu do Lodo Representante negativo na linha de Ogum
2 – Exu Brasa Representante negativo na linha de Oxóssi
1 – Exu Caveira Comando negativo da linha

 

ELEMENTAIS

OS ESPÍRITOS DA NATUREZA

Os Elementais são Entidades Espirituais, relacionadas com os elementos da natureza, onde realizam desempenhos muito importantes, essenciais mesmo, à totalidade da vida natural, pois que, através das ditas Entidades, nos são oferecidos: ervas, flores, frutos, oxigênio, água e tudo o mais que o ser encarnado denomina deForças da Natureza.

São Entidades gerando, ordenando e dirigindo na natureza, suas manifestações peculiares e trabalhando dentro de uma linha evolutiva, diferente da dos seres encarnados. Podem ser percebidos pelo homem em certos estados de consciência, porém, pelos chamados irracionais, são notados e vistos com a maior naturalidade e amiúde.

Pertencem ao grupamento de espíritos que não tiveram, nem terão, vida material, situando-se numa escala evolutiva Angelical. À eles, cabe realizar a evolução da vida e da forma em nosso planeta. Acima dos Elementais, DEVAS MAIORES, estão os chamados Anjos e Arcanjos, e a escala se prolonga, até que cheguemos aos espíritos comandantes da natureza, os ORIXÁS.

Os Elementais são constituídos de LUZ – ou um tênue material auto-luminoso e sua forma é na apresentação, semelhante à humana. As variações de consciência evolutiva e deveres cumpridos, produzem mudanças na coloração da luminosidade e até interfere na própria forma.

Nas épocas da germinação, crescimento e desenvolvimento, a vitalidade e atividade destas entidades aumentam o seu contato direto com o mundo físico, e é quando se tornam mais visíveis, dançando, brincando e até de certa forma, imitando os seres encarnados.

Eles se agrupam sob o comando dos ORIXÁS da seguinte forma:

Plano 7

OXALÁ

SILFOS

Plano 6

SENHORAS

ONDINAS ou NINFAS

Plano 5

IBEJI

FADAS

Plano 4

XANGÔ

SALAMANDRAS

Plano 3

OGUM

ELFOS

Plano 2

OXÓSSI

GNOMOS ou DUENDES

Plano 1

ALMAS

AVISSAIS

SILFOS – ELEMENTAIS DO AR: São entidades de pequena estatura, de poderes mágicos, que os diferem dos outros espíritos da natureza, por serem de uma constituição sem forma definida, uma massa semisólida de substância etérea. Exemplo: fumaça, efeitos de luz através dos pirilampos, aurora boreal, arco-íris, etc.
Altura + / – 10 cm

ONDINAS ou NINFAS – ELEMENTAIS DA ÁGUA: São entidade do amor, que vivem nas águas do mar, lagos, lagoas, rios e cachoeiras, semelhantes asgraciosas mocinhas de cabelos longos. Comandam toda a fauna aquática e podem encaixar (incorporar) na forma de sereias, dragões, serpentes marinhas, gaivotas, etc.
Altura + / – 30 cm

FADAS – ELEMENTAIS ECLÉTICOS: São entidades voláteis, que atuam em todos os reinos da natureza, segundo à necessidade ou ordens recebidas. Apresentam-se muito belas e esvoaçantes em fascinantes evoluções, interferindo na coloração e matiz de tudo que existe no planeta.
Altura + / – 30 cm

SALAMANDRAS – ELEMENTAIS DO FOGO: São entidades diretas do fogo, que não possuem forma definida. Tem se, quando as vemos, a impressão de uma forma fundamentalmente humana; o rosto, quando não é velado pelas chamas, é de aparência humana, mas a maior parte das vezes, apresentam-se na forma de lagartixas, camaleões ou escorpiões.
Altura + / – 70 a 90 cm

ELFOS – ELEMENTAIS DOS METAIS: São entidades em muito semelhante aos SILFOS, sem forma corpórea definida, pois aparecem, da combinação do ar e do fogo sobre os metais. Por serem elementais belicosos, atuam amiúde através de cães, gatos e galos de briga.
Altura + / – 20 cm

GNOMOS ou DUENDES – ELEMENTAIS DAS FLORESTAS: São entidades que habitam as florestas e lugares desertos. Têm a forma semelhante à de um anão e atuam sobre tudo e sobre todos os que habitam ou transitam nas matas e florestas, dando sinais através de: bicho-pau, cobras e aves como a graúna, melro e semelhantes.
Altura + / – de 15 a 20 cm

AVISSAIS – ELEMENTAIS DA TERRA: São entidades que entrelaçam os elementos da terra e da água; apresentam-se em massa disforme, porém bem densa e atuam principalmente sobre:
a) Na água: cavalos marinhos, peixes-espada, camarões e crustáceos em geral, pois são seres que se alimentam do lodo aquático.
b) Na terra: minhocas, lesmas, caramujos e semelhantes, pois são seres que se alimentam da umidade do lodo da terra.

Nota: ver post sobre Elementais.

A CRUZ

A Cruz, pode ser encontrada em um número muito grande de variações, porém o modelo básico é sempre a interseção de dois segmentos retos, quase sempre na vertical e horizontal. O significado do símbolo da cruz é sempre a conjunção dos opostos: o eixo vertical (masculino) e o eixo horizontal (feminino); o positivo e o negativo; o homem e a mulher; o superior com o inferior; o tempo com o espaço; o ativo com o passivo; o Sol com a Lua; a vida com a morte, etc., pois tudo no universo (e no homem) nasce e se desenvolve a partir do choque doloroso de forças antagônicas. A Cruz afirma assim a relação básica entre o Celestial e o terreno, e que é, através da crucificação (o conhecimento dos opostos), que se chega ao centro de si mesmo (a iluminação).

Os vários tipos de Cruz conhecidos são:

CRUZ SIMPLES: a forma básica, símbolo perfeito da união dos opostos, do masculino com o feminino.Cruz SimplesCruz de Santo André

CRUZ DE SANTO ANDRÉ: símbolo da união do mundo superior com o inferior. Tem esse nome, porque segundo a história Santo André foi martirizado numa cruz com essa forma.Cruz de Santo Antônio

CRUZ DE SANTO ANTONIO ou TAU: tem esse nome porque reproduz o desenho da 19a letra grega Tau. Para os gauleses a Tau representava o martelo Cruz Cristãdo deus escandinavo THOR. Já era usada como significado simbólico pelos antigos egípcios, como a representação de um martelo de duas cabeças, o sinal daquele que faz cumprir. São Francisco usou a Cruz Tau, como assinatura.

CRUZ CRISTÃ: também chamada de CRUZ LATINA, é o mais exaltado emblema da fé cristã. Na origem, era um patíbulo, constituído por uma trave Cruz de Anuvertical de madeira e outra trave horizontal, próximo ao topo. Os romanos a utilizaram para a execução de criminosos, da mesma forma que ainda nos dias de hoje se usa a forca com a mesma finalidade.

CRUZ DE ANU: os assírios e caldeus usaram esta cruz, como representação do céu de seu deus ANU. Possivelmente esse símbolo sugere a irradiação da Cruz AnsataDivindade do Espaço em todas as direções.

CRUZ ANSATA: importantíssimo símbolo solar egípcio. Trata-se de uma cruz Tau, com um arco ou círculo na sua parte superior. A Cruz Ansata é na realidade um hieróglifo, significando vida ou ato de viver e formando parte Cruz Suásticadas palavras saúde e felicidade. Como símbolo microcósmico, isto é, análogo ao homem, o círculo representa a cabeça humana, o eixo horizontal os braços e o eixo vertical, o resto do corpo.

SUÁSTICA ou CRUZ GAMADA: um dos mais importantes símbolos de toda a humanidade. Ela representa a energia criativa do cosmos em movimento. Por isso ela pode ter dois sentidos:

  1. Destrógiro (braços movimentando-se para a direita)Cruz de Malta
  2. Sinistrógiro (braços movimentando-se para a esquerda)

A Destrógira representa o movimento evolutivo do Universo (positivo) e a Sinistrógira, o movimento de involução do mesmo (negativo). Somente nas últimas décadas, a suástica adquiriu má reputação, devido aos nazistas alemães a terem escolhido como símbolo do seu movimento.

CRUZ DE MALTA: também conhecida como Cruz de São João. Tem oito pontas como significado místico. É o emblema da Ordem dos Cavaleiros de SãoCruz Patriarcal João, da Ilha de Malta. É também muito usada em condecorações.

CRUZ PATRIARCAL: conhecida também como a Cruz de Lorena, Cruz Papalrepresentava os bispos e príncipes da Igreja Cristã.

CRUZ PAPAL: derivação da Cruz Patriarcal, usada como hierarquia por todos os Papas conhecidos.Cruz Rosa-Cruz

CRUZ ROSA-CRUZ: tem um significado místico e alegórico. Os rosa-cruzes explicam essa simbologia, interpretando a cruz como o corpo físico do homem, com os braços estendidos em saudação perante o Sol, no Leste. O Sol representa aqui a LUZ MAIOR. A rosa parcialmente desabrochada, no centro da cruz, representa a alma do homem, o seu interior, desenvolvendo-se dentro dele à medida que recebe e conquista mais Luz. Essa rosa no centro da cruz, também representa o ponto da unidade.

Pelo exposto, chega-se à conclusão de que somos em síntese uma CRUZ em evolução no Universo, e que só depende de nós próprios, qual a melhor ou pior forma que ela se apresentará perante o Supremo Arquiteto do Universo, quando tivermos que nos confrontar com a LUZ DIVINA.

FONTE: A Cruz – Revista Planeta

Apesar de ter sido difundida pelo cristianismo como símbolo do sofrimento de Cristo à crucificação, a figura da cruz constitui um ícone de caráter universal e de significados diversificados, amparados por suas inúmeras variações. 

É possível detectar a presença da cruz, seja de forma religiosa, mística ou esotérica, na história de povos distintos (e distantes) como os egípcios, celtas, persas, romanos, fenícios e índios americanos.

Seu modelo básico traz sempre a intersecção de dois eixos opostos, um vertical e outro horizontal, que representam lados diferentes como o Sol e a Lua, o masculino e o feminino e a vida e a morte, por exemplo.

É a união dessas forças antagônicas que exprime um dos principais significado da cruz, que é o do choque de universos diferentes e seu crescimento a partir de então, traduzindo-a como um símbolo de expansão.

De acordo com o estudioso Juan Eduardo Cirlot, ao situar-se no centro místico do cosmos, a cruz assume o papel de ponte através da qual a alma pode chegar a Deus. Dessa maneira, ela liga o mundo celestial ao terreno através da experiência da crucificação, onde as vivencias opostas encontram um ponto de intersecção e atingem a iluminação.

Cruz simples: Em sua forma básica a cruz é o símbolo perfeito da união dos opostos, mantendo seus quatro “braços” com proporções iguais. Alguns estudiosos denominam esta como Cruz Grega.

Cruz de Santo André: Símbolo da humildade e do sofrimento, recebe esse nome por causa de Santo André, que implorou a seus algozes para não ser crucificado como seu Senhor por considerar-se indigno. Acredita-se que o santo foi martirizado em uma cruz com essa forma.

Cruz de Santo Antonio (Tau): Recebeu esse nome por reproduzir a letra grega Tau. É considerada por muitos, como a cruz da profecia e do Antigo Testamento. Dentre suas muitas representações estão o martelo de duas cabeças, como sinal daquele que faz cumprir a lei divina, encontrado na cultura egípcia, e a representação da haste utilizada por Moisés para levantar a serpente no deserto.

Cruz Cristã: Definitivamente o mais conhecido símbolo cristão, que também recebe o nome de Cruz Latina. Os romanos a utilizavam para executar criminosos. Por conta disso, ela nos remete ao sacrifício que Jesus Cristo ofereceu pelos pecados das pessoas. Além da crucificação, ela representa a ressurreição e a vida eterna.

Cruz de Anu: Utilizada tanto por assírios como caldeus para representar seu deus Anu, esse símbolo sugere a irradiação da divindade em todas as direções do espaço.

Cruz Ansata: Um dos mais importantes símbolos da cultura egípcia. A Cruz Ansata consistia em um hieróglifo representando a regeneração e a vida eterna. A idéia expressa em sua simbologia é a do círculo da vida sobre a superfície da matéria inerte. Existe também a interpretação que faz uma analogia de seu formato ao homem, onde o círculo representa sua cabeça, o eixo horizontal os braços e o vertical o resto do corpo.

Cruz Gamada (Suástica): A suástica representa a energia do cosmo em movimento, o que lhe confere dois sentidos distintos: o destrógiro, onde seus “braços” movem-se para a direita e representam o movimento evolutivo do universo, e o sinistrógiro, onde ao mover-se para a esquerda nos remete a uma dinâmica involutiva. No século passado, essa cruz adquiriu má reputação ao ser associada ao movimento político-ideológico do nazismo.

Cruz Patriarcal: Também conhecida como Cruz de Lorena e Cruz de Caravaca possui um “braço” menor que representa a inscrição colocada pelos romanos na cruz de Jesus. Foi muito utilizada por bispos e príncipes da igreja cristã antiga e por jesuítas nas missões no sul do Brasil.

Cruz de Jerusalém: Formada por um conjunto de cruzes, possui uma cruz principal ao centro, representando a lei do Antigo Testamento, e quatro menores dispostas em cantos distintos, representando o cumprimento desta lei no evangelho de Cristo. Tal cruz foi adotada pelos cruzados graças a Godofredo de Bulhão, primeiro rei cristão a pisar em Jerusalém, representando a expansão do evangelho pelos quatro cantos da terra.

Cruz da Páscoa: Chamada por alguns de Cruz Eslava, possui um “braço” superior representando a inscrição INRI, colocada durante a crucificação de Cristo, e outro inferior e inclinado, que traz um significado dúbio, dos quais se destaca a crença de que um terremoto ocorrido durante a crucificação causou sua inclinação.

Cruz do Calvário: Firmada sobre três degraus que representam a subida de Jesus ao calvário, essa cruz exalta a fé, a esperança e o amor em sua simbologia.

Cruz Rosa-Cruz: Os membros da Rosa Cruz costumam explicar seu significado interpretando-a como o corpo de um homem, que com os braços abertos saúda o Sol e com a rosa em seu peito permite que a luz ajude seu espírito a desenvolver-se e florescer. Quando colocada no centro da cruz a rosa representa um ponto de unidade.

Cruz de Malta: Emblema dos Cavaleiros de São João, que foram levados pelos turcos para a ilha de Malta. A força de seu significado vem de suas oito pontas, que expressam as forças centrípetas do espírito e a regeneração. Até hoje a Cruz de Malta é muito utilizada em condecorações militares.

CHACRAS

Todo o ser humano, possui centros vitais, conhecidos com o nome de CHACRAS (que significam rodas girantes, em sânscrito). Eles são consubstanciados no indivíduo, para proverem os elementos vitais ao bom funcionamento e conseqüente equilíbrio de seus corpos, mental, astral e físico, quer esteja nesta última condição, quer fora dela, isto é, sem o corpo físico.

Localização dos Chacras

Os Chacras, que são 7 (os principais), são pontos etéreos sobre os quais incidem os 7 Fluídos Cósmicos Básicos, ou sete imagens elétricas, para então se transplantarem aos Plexos e Gânglios materiais em número de 49, todas as emanações necessárias à vitalidade, ao fim e ao uso da carcaça humana.

Os Chacras são na ordem decrescentes os seguintes:

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7o CHACRA CORONÁRIO: Conhecido no Hinduísmo como SASHARARA. Este ponto situado no alto da cabeça, atua no cérebro e cerebelo. Sua energia é a Essência Divina e corresponde ao que chamamos de 3o Olho. Seu atributo é a Fortaleza. Segundo o grau de vitalidade, pode gerar a Paciência ou a Ira. Recebe com maior intensidade a força vital do SOL, tem a forma de uma flor de 48 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o branco, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outra vibrações atuam, gerando a cor dourada. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OXALÁ, sendo o dia de melhor absorção de influências a sexta-feira. O médium distingue esta influência por forte turbulência na nuca, tonteiras, etc…

6o CHACRA – FRONTAL: Conhecido no Hinduísmo como AJNÃ. Este ponto situado entre os olhos, atua diretamente sobre a fronte, os sinos e os olhos. Sua energia é o Poder Oculto da Palavra. Seu atributo é o Respeito. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Firmeza ou a Leviandade. Sua vibração de cor atuante é em origem o Amarelo, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam gerando raias Azuis. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração das SENHORAS (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã), sendo o dia de melhor absorção de influências o sábado. Forma uma flor de 48 pétalas, sendo o planeta regente a LUA, nas suas quatro fases. O médium distingue esta influência por forte turbulência na fronte, que ocasionam, às vezes, dores de cabeça.

5o CHACRA – CERVICAL: Conhecido no Hinduísmo como VISUDDHA. Este ponto situado à altura da garganta física, atua diretamente na região do pescoço e toma assento ou fixação na faringe, laringe, glândula tireóide, etc. Sua energia é o Poder Supremo. Seu atributo é o Entendimento. Segundo o grau de sua vitalidade, pode gerar a Esperança ou o Receio. Recebe com maior intensidade a força vital de Mercúrio, tem a forma de uma flor de 16 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Vermelho, mas, pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando a cor Azul violeta. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de IBEJI, sendo o melhor dia de absorção de influências o domingo. O médium distingue esta influência, pela sensação de estar carregando alguém sobre os ombros.

4o CHACRA – CARDÍACO: Conhecido no Hinduísmo como ANÃHATA. Este ponto situado à altura do coração físico, atua diretamente sobre o coração, sangue, aparelho circulatório, etc. Sua energia é o Poder do Conhecimento. Seu atributo é a Sabedoria. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Humildadeou a Soberba. Recebe com maior intensidade a força vital de Júpiter, tem a forma de uma flor de 12 pétalas. Sua vibração na cor atuante é o Verde, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Amarelas com cambiantes Azuis. Na Umbanda, este ponto corresponde à vibração de XANGÔ, sendo o melhor dia de absorção de influências a quarta-feira. O médium distingue esta influência pelo ritmo acelerado, que é imprimido ao coração.

3o CHACRA – SOLAR (ou Solear): Conhecido no Hinduísmo como SVÃSBISTHANA. Este ponto situado à altura do umbigo físico, atua diretamente sobre as vísceras abdominais, tais como, fígado, pâncreas, órgãos do aparelho digestivo, etc.
Sua energia é o Poder do Pensamento Criador. Seu atributo é a Justiça. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Generosidade ou o Egoísmo. Recebe com maior intensidade a força vital de Marte e tem a forma de uma flor de 10 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Alaranjado, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Amarelo-avermelhadas com cambiantes Verdes. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OGUM, sendo o melhor dia de absorção de influências a terça-feira. O médium distingue esta influência por distúrbios estomacais e intestinais, com azia e desinteria, em casos mais agudos.

2o CHACRA – ESPLÊNICO: Conhecido no hinduísmo como MANIPURA. Este ponto situado à altura do baço físico, atua diretamente sobre o baço, pâncreas e glândulas supra-renais. Sua energia é o Poder da Vontade. Seu atributo é o Conselho. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Prudência ou aImprudência. Recebe com maior intensidade a força vital de Vênus, tem a forma de uma flor de 6 pétalas. Sua vibração na cor atuante é o Azul, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando tendências para o Vermelho violeta. Na Umbanda este ponto corresponde à vibração de OXÓSSI, sendo o melhor dia de absorção de influências a quinta-feira. O médium distingue esta influência pela aparente falta de ar, é como se tivesse um torpor em todo o lado esquerdo, em conseqüência da expansão dos gases naturais internos.

1o CHACRA – BÁSICO OU SACRO: Conhecido no Hinduísmo como MULADHARA. Este ponto situado na base da espinhal dorsal física, atua diretamente sobre os órgãos pélvicos, próstata, bexiga, glândulas seminais, ovários, etc. Sua energia é o KUNDALINI (vide nota no 1) ou Fogo Serpentino Regenerador. Seu atributo é a Pureza. Segundo o grau de sua vitalidade pode gerar a Castidade ou a Imoralidade. Recebe com maior intensidade a força vital de Saturno, tem a forma de uma flor de 4 pétalas. Sua vibração de cor atuante é o Violeta, mas pelas circunstâncias do estado harmônico do ser, outras vibrações atuam, gerando raias Vermelhas com cambiantes Azuis. Na Umbanda este ponto de corresponde à vibração das ALMAS (Almas, Pretos-Velhos e Exus) sendo o melhor dia de absorção de influências a segunda-feira. O médium distingue esta influência pela aparente prisão ou dificuldade de movimento dos membros inferiores, assim como também o ativamento dos reflexos biológicos controlados pelos órgãos abrangidos por este Chakra.

Isto exposto, salientamos que a chave principal na mecânica da incorporação, precisa estar em harmonia fluídica com a vibração original do médium. Baseia-se a dita chave principal na influência do planeta, cor e dia correspondente da vibração e o chacra. Assim sendo, fica esclarecido que o chamado desenvolvimento mediúnico, deveria sempre obedecer única e exclusivamente à vibração original, que situa o planeta regente no nascimento do médium. As fixações (vide nota no 2) para as diferentes finalidades, como sejam, puxadas de outras linhas, obedecem à vibração e ao planeta em que estejam situadas, por afinidade, as Entidades Protetoras do médium, através das quais são dirigidas estas fixações.

Nota especial: Os Chacras (Rodas Girantes) em forma de flor, são apenas vistas pelas Entidades corretamente incorporadas e/ou pelos médiuns videntes, quando permitido.

Nota no 1 – KUNDALINI – Espécie de torrente de fogo líquido à subir pela coluna vertebral do ser humano, a qual ativa as energias instintivas ou inferiores, próprias do mundo animal. A pessoa que desenvolver o Chacra Básico descontrolada e prematuramente, dará entrada à uma torrente de energia elementar tão poderosa, que os seus desejos serão satisfeitos de imediato e terá poder sobre as demais criaturas. Este é o perigo para os que recebem influências privilegiadas deste Chacra. Por essa razão, nas diversas escolas espirituais existentes, nunca se desenvolve Mediunidade através dele, mesmo que por data de nascimento, dia e hora, a influência primária a que ele pertença.

NOTA No 2: – FIXAÇÕES – Assim se define na maioria das escolas (90%), melhor penetração das diversas influências espirituais. São consideradas como fixações, os Amacís (lavagem de cabeça), o Batismo e os banhos determinados (sempre do pescoço para baixo), que fazem parte da Ritualística da Umbanda.

CENTROS (CHACRAS) DE IRRADIAÇÃO
E RESPECTIVAS LINHAS NA LEI DE UMBANDA

Chacras

Cores no corpo

Vibrações de cor pura

Pétalas etéreas

Planeta regente

Coronário
OXALÁ
Branco ou
Dourado
Branco 48 Sol
Frontal
SENHORAS
Amarelo
c/raias azuis
Amarelo 48 Lua
Cervical
IBEJI
Azul
Violeta
Vermelho 16 Mercúrio
Cardíaco
XANGÔ
Amarelo
c/raias azuis
Verde 12 Júpiter
Solar
OGUM
Amar./
Verm.
Laranja 10 Marte
Esplênico
OXÓSSI
Vermelho
Violeta vivo
Azul 6 Vênus
Sacro
ALMAS
Vermelho
com ton. Azuis
Violeta 4 Saturno

Chacras

Atributos

Alternativas

Ativação corresp.

Dia

Coronário
OXALÁ
Fortaleza Paciência
ou Ira
Cérebro 6a
Frontal
SENHORAS
Respeito Firmeza
ou leviandade
Fronte sinus Sáb
Cervical
IBEJI
Entendimento Esperança
ou receio
Faringe
e laringe
Dom
Cardíaco
XANGÔ
Sabedoria Humildade
ou Soberba
Coração
Ap. Circ.
4a
Solar
OGUM
Justiça Generosidade
ou Egoísmo
Fígado
Ap. Dig.
3a
Esplênico
OXÓSSI
Conselho Prudência
ou Relaxamento
Baço
Supra-renal
5a
Sacro
ALMAS
Pureza Castidade
ou Imoralidade
Pélvicos
Ap. Genital
2a

 

ERVAS

Na Umbanda, utiliza-se litúrgica e ritualisticamente, as ervas de nossa flora para amacís, imantações, banhos de descarga, etc. As Plantas dos Orixás se dividem em3 grupos primordiais, à saber: POSITIVASNEGATIVAS e NEUTRAS.

Elas são assim catalogadas, conforme a fase lunar da colheita.

A.                Positivas – deverão ser colhidas na fase Crescente ou Cheia

  1. Neutras – deverão ser colhidas na fase Nova
  2. Negativas – deverão ser colhidas na fase Minguante

Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:

  1. Vibração de quem vai usá-la
  2. Vibração das demais ervas utilizadas
  3. Vibração da intenção com que serão usadas

POSITIVAS: são ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.

NEUTRAS: são todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.

NEGATIVAS: são ervas usadas explicitamente para negativar.

A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva; a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o , 4o e 5o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas das 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.

As ervas devem ser usadas de três formas diferentes:

A.                Para efeito medicinal

  1. Para efeito litúrgico
  2. Para efeito ritualístico

A) Para efeito medicinal, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como tratamento preventivo

  1. Como tratamento normal da doença
  2. Como abortivo rápido e definitivo da referida doença

I) Para uso preventivo, as plantas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.

II) Para uso no tratamento normal da doença as plantas devem ser colhidas nos 3o ,4o e 5o dias da lunação respectiva.

III) Para uso como abortivo as plantas devem ser colhidas sempre no 6o e 7o dias da lunação respectiva.

B) Para efeito litúrgico, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como imã, para atrair as vibrações do Orixá desejado.

  1. Como neutralizante entre duas forças ou Orixás.
  2. Como ação repulsiva ao Orixá não desejado.

I) Como imã, as ervas devem ser colhidas nos 1o, 2o e 3o dias da lunação respectiva.

II) Como neutralizante, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectiva.

III) Para efeito repulsivo, as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

C) Para efeito ritualístico, as ervas podem ser usadas:

I.                        Como afirmação ou concordância de efeito litúrgico.

  1. Como equilíbrio entre as forças vibratórias implantadas durante a ação litúrgica.
  2. Como discordância com as forças imantadas.

Entende-se por força imantada, toda a vibração atuante no Ser, mesmo que seja à revelia do mesmo.

I) Como afirmação, as ervas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.

II) Como equilíbrio, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectivo.

III) Como discordância (descarga), as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

RELAÇÃO DAS ERVAS POR ORIXÁS

LINHA DE OXALÁ: arruda, arnica, laranja da terra (folhas), hortelã, poejo, girassol, vassoura branca, erva de Oxalá, erva cidreira, alecrim do campo, levante, alecrim miúdo, bambu (folhas), erva quaresma.

LINHA DAS SENHORAS: lágrimas de Nossa Senhora (folhas), mastruço, rosa branca (folhas), pariparoba, orirí de Oxum, erva-de-santa-luzia, espada-de-santa-bárbara, trevo (folhas), quina roxa, abóbora dantas, vitória-régia, açucena, erva-de-santa-bárbara, malva rosa, suma roxa.

LINHA DE IBEJI: amoreira (folhas), alfazema, salsaparrilha, manjericão, ipecacuanha, anil (folhas), capim pé-de-galinha, arranha gato.

LINHA DE XANGÔ: limoeiro (folhas), erva lírio, café (folhas), saião (folhas), erva-de-são-joão, abre caminho, quebra mandinga, erva de Xangô, quebra-pedra, Rui Barbo, louro, aperta ruã, Maria Nera, erva Moura, Maria Preta, erva de bicho.

LINHA DE OGUM: comigo ninguém pode, espada de Ogum, lança de Ogum, flecha de Ogum, cinco folhas, jurupitã (folhas), jurubeba (folhas), musgo (marinho), ipê (folhas), losna, romã (folhas), sabugueiro, erva-de-coelho.

LINHA DE OXÓSSI: picão do mato, cipó caboclo, barba de milho, mil folhas, funcho, fava de quebranto, gervão roxo, tamarindo (folhas), alecrim do mato, boldo, malvarisco, sete sangrias, unha de vaca, azedinha, chapéu de couro, grama barbante.

LINHA DAS ALMAS: café (grão), guiné pipíu, arruda (folhas), cambará, sete folhas, aroeira (folhas), erva grossa, vassoura preta, cravo de defunto, mal com tudo, cipó cabeludo.


ALQUIMIA DA UMBANDA

Na Alquimia da Umbanda, utiliza-se derivados de 3 reinos, à saber:

  1. Reino Mineral
  2. Reino Vegetal
  3. Reino Animal

I) REINO MINERAL: São utilizados, a pedra viva (Otá), ferro, cobre, latão, alumínio, zinco, assim como uma série de metalóides.

II) REINO VEGETAL: É utilizado um número incalculável de ERVAS, sendo que as principais já foram vistas acima.

III) REINO ANIMAL: Através de sacrifícios e também com os animais vivos, são efetuados na Umbanda diversos rituais. É um engano pensar que na Umbanda só utilizamos animais sacrificados, muito pelo contrário a maior parte dos rituais de uma Umbanda Racional, utiliza o animal vivo, que permanece vivo, sendo de mais ou menos (+/-) 10% o número de animais sacrificados.

Os animais utilizados são os seguintes:

A.                Aves

  1. Ovinos
  2. Caprinos
  3. Suínos
  4. Bovinos
  5. Eqüinos
  6. Répteis

a) AVES:

a1) Galinha-de-terreiro – Linha de Pretos-velhos (simples)

a2) Galinha-d’angola – Preto-velho (cruzado) e Senhoras

a3) Galinha-pedrês – Ibeji

a4) Galos – Ogum, Oxóssi e Oxalá (Xangô às vezes)

a5) Pombos – Senhoras, Ibeji, mas específico para Oxalá

a6) Patos – Uso exclusivo das Almas (Pretos-velhos)

a7) Morcego – Usado na Quimbanda, Catimbó, Vodu

(nunca para o bem)

b) OVINOS: Oxalá e gira de Ibeji

c) CAPRINOS: Exu – Específico para os coroados e batizados

d) SUÍNOS: Específico de Exu pagão e Elementares

e) BOVINOS: Oxalá, Xangô e Oxóssi (às vezes também para Exu Coroado)

f) EQUINOS: Ogum, especificamente

g) RÉPTEIS: São utilizados como segue abaixo:

RÉPTIL

LINHA QUE UTILIZA

Oxalá

Salamandra

Ibeji

Lagartos

Xangô e Ogum

Camaleões (*)

Senhoras

Cotias

Oxóssi, Caboclos e Senhoras

Sapos

Almas e Exus (todos)

Morcegos (**)

Exus Elementares, Vodu, Catimbó e Quimbanda

(*) Em certos terreiros são usados escorpiões

(**) Os morcegos são utilizados pelos bruxos, quimbandeiros e alguns Umbandistas de hoje, na Alquimia (elixir)

 

FRUTAS DOS ORIXÁS

Relação das frutas que têm grande vibração dos Orixás

ORIXÁ

FRUTAS

OXALÁ

Uva verde, pêra, melão

SENHORAS

Todas as frutas cítricas- limão, tangerina, laranja, sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo

IBEJI

goiaba, amora, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama

XANGÔ

marmelo, mamão, melão, melancia, abiu, abricó, caqui, fruta-de-conde

OGUM

graviola, banana (exceto d’água), ameixa, pitomba, ciriguela, abacate, abiu, lima-da-pérsia

OXÓSSI

coco, cana-de-açúcar, camboatá, sapucaia, cacau, caju, mangaba

ALMAS

jaca, abacaxi, cajá-manga, manga, carambola, fruta-pão, morango, banana d’água (especifica para Exus)

Estas frutas podem ser consumidas pelo Ser encarnado nos dias determinados para os Orixás, para reforço da freqüência dos mesmos em cada um. Também pode ser oferecido à alguém em intenção ao Orixá da pessoa, afim de angariar a simpatia do mesmo.

Nós que utilizamos estes três reinos, sabemos também que vivemos envolvidos no Reino dos Encantados, os quais agem diretamente sobre nossas vidas, através dos Elementos respectivos na natureza, coadunando-se com os respectivos Orixás, à saber:

ELEMENTO

ONDE ATUAM OS ENCANTADOS

ORIXÁ

LUZ

Tempo (horário)

Oxalá

ÁGUA

Marés, rios, cachoeiras e tempestades

Senhoras

TERRA

Calmarias

Ibeji

PEDRA

Odores, umes

Xangô

FERRO

Frio, inclusive dos metais

Ogum

MATA

Brisa, cheiro de mato

Oxóssi

FOGO

Raios, centelhas, incêndios

Almas

Torna-se necessário que utilizemos os três reinos; o mineral , o vegetal e o animal, com a sabedoria necessária e em conjunto com os Encantados e seus Elementos, para que possamos, o mais sabiamente possível, dar em nossas vidas, a seqüência efetiva às 3(três) Leis Fundamentais, que à tudo e à todos regem:

A LEI DO CARMA: crédito dado

A LEI DE CHOQUE E RETORNO: débito de cada Ser

O LIVRE ARBÍTRIO: que irá, em síntese, determinar o tipo de saldo que teremos em nossas Contas Siderais


SALVA E LEI DE SALVA

Existem duas coisas muito confundidas (a Salva e a Lei de Salva) que apesar de completamente diferentes, são utilizadas pelo Omolocô, e em todas as nações onde se utiliza a Umbanda como ritual, apesar de originárias das nações de Santo (Candomblé).

LEI DE SALVA

Na Umbanda permite-se o uso da Lei de Salva, assim como o é por tantas e quantas religiões existam; é uma espécie de pagamento para que alguém faça por você, o que por condições físicas ou necessidades diversas, o próprio não tenha condições. A Lei de Salva é determinada de acordo com a unidade padrão da moeda. Quando os negros vieram como escravos para o Brasil, a unidade padrão no Mercado de Escravos era a moeda de $400 reis (1 pataca), por esta razão a Lei de Salva é sempre baseada na unidade padrão vigente no local onde a mesma é aplicada, e que poderá conforme a dificuldade ou periculosidade do trabalho à ser efetuado, ser multiplicada por 3 (três), 5 (cinco) ou 7 (sete) vezes no máximo a unidade padrão utilizada.

A SALVA

A Salva é uma deferência prestada dentro da Umbanda, quando se quer dar destaque à visitação ao terreiro, por determinados seguidores da seita, tais como: chefes de terreiros, de qualquer hierarquia, personalidades ilustres, benfeitores do terreiro, autoridades civis, militares e religiosas, que conheçam a Lei e que mereçam essa deferência.

A Salva se divide em duas partes distintas:

1a) Uma bandeja quadrada ou oblonga, de acordo com o chefe do terreiro. Conforme as condições financeiras do terreiro, esta bandeja poderá ser de metal, aço inoxidável, prata, ouro ou até de platina.

2a) Um ALÁ, pálio sustentado por 4 ou 6 varas, que serve para acobertar a personalidade visitante.

Na bandeja, são colocados na parte da frente, dois recipientes quadrados: o da esquerda contendo pó de pemba e o da direita cinzas. No meio da bandeja, dois copos, sendo o da esquerda cheio de Otí do Orixá da Casa, e o da direita permanece vazio. Na parte de trás da bandeja, são colocados 7 (sete) recipientes arrolhados, com os Otís dos Orixás venerados pela Casa. Exemplo: Oxalá – água pura ou vinho branco; Senhoras – água mineral ou champanhe; Ibeji – guaraná ou água c/açúcar; Xangô – cerveja preta; Ogum – cerveja branca; Oxóssi – cerveja branca, vinho tinto ou aluá; Almas – vinho moscatel com mel de abelhas, café sem açúcar ou cachaça com mel de abelhas.

UTILIZAÇÃO DA SALVA

A Salva

Utiliza-se a Salva da seguinte forma: ela é montada e colocada do lado direito da entrada do Stadium (terreiro), assim como o Pálio, com os médiuns que irão segurá-lo.

A Salva é usada sempre que pressentida a presença de um visitante ilustre e incógnito; um chefe de terreiro, uma autoridade civil ou militar, um representante de outra religião, enfim aquele que por hierarquia mereça essa deferência. Caso o visitante, não faça a referência devida à Salva, será recebido sem as honras de Chefe de Terreiro, sem o Pálio, enfim entrará no terreiro como um qualquer.

 

PASSES

Os passes são a movimentação das Vibrações Cósmicas, que circundam à tudo e à todos no Universo. Os aplicados de modo geral em terreiros de Umbanda, subdividem-se em 7 (sete) tipos primordiais, à saber:

  1. Descendentes frontais
  2. Cruzados posteriores
  3. Descendentes posteriores
  4. Cruzados frontais
  5. Divergentes
  6. Convergentes
  7. Magnéticos

1 e 2 – DESCENDENTES FRONTAIS e CRUZADOS POSTERIORES

O Passe Descendente Frontal, destina-se a eliminar o reflexo negativo dos plexos materiais, o que faz baixar qualquer incidência na doença física. Por ser o chakrana parte posterior (costas), esse tipo de passe deve ser aplicado por Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um passe Cruzado posterior cruzando-se da esquerda para a direita, de cima para baixo, a partir do Chakra Cervical.

3 e 4 – DESCENDENTE POSTERIOR e CRUZADO FRONTAL

O Passe Descendente Posterior destina-se a eliminar a corrente espiritual negativa, o que faz baixar a incidência negativa espiritual espúria, eliminando interferências nocivas. Esse Passe deve ser aplicado por Entidade incorporada ou por médium passista assistido por uma, sendo acompanhado por um Passe Cruzado Frontal cruzando-se da esquerda para a direita na retirada dos miasmas fluídicos e a seguir, da direita para a esquerda, para reavivar a salutar influência do fluído animal, que fará equilibrar a força de vida.

5 e 6 – DIVERGENTES e CONVERGENTES (vide Nota 1)

Os Passe Divergentes e Convergentes são essencialmente Espirituais; destinam-se exclusivamente à doenças espirituais e suas conseqüências materiais. Devem ser sempre aplicados em conjunto, começando pelos divergentes, que destinam-se exclusivamente a diluir, dilacerar, espargir toda a cúpula magnética maléfica em torna dos Chakras principais (coronariâno e frontal), seguidos dos convergentes que irão atrair, convergir, agrupar e aglutinar, enfim enfocar sobre os ditos Chakras toda a Força Vibracional do Astral Superior.

7 – MAGNÉTICOS (vide Notas 2 e 3)

Os Passes Magnéticos servem tanto para doenças físicas e/ou espirituais. Podem ser aplicados por Entidade incorporada, mas a maior parte das vezes é aplicadopor médium passista em vigília, que transmite reforço espiritual ou força vital material através de suas mãos voltadas em direção aos órgãos ou locais afetados, dos que necessitam se submeter à esse tipo de passe.

NOTA 1: estes dois passes só poderão ser aplicados por Entidade incorporada com Coroa, e sem colocar as mãos do seu aparelho (médium), sobre a cabeça do Ser em trabalho de passe.

NOTA 2: este tipo de passe é muito usado pelos participantes de Mesas Kardecistas, pela Igreja Messiânica com o nome de comunicação (Jorey), pela PerfectLiberty e também por rosacrucianos, cabalistas da Alta Esfera, além de todos os núcleos do Oriente. Na Umbanda são também utilizados na parte espiritual, quer individualmente quer em Cúpula Magnética, onde são feitas transmissões diretas de forças espirituais positivas para o alento e reforço das forças exauridas, a quem são aplicados.

NOTA 3: este tipo de passe é muito utilizado nas Nações Omolocô e Oriente.

NOTA ESPECIAL: conforme nos foi transmitido por um Orientador Espiritual, seria interessante que em todos os terreiros ditos de Umbanda, através do Guia Chefe ou Diretor Material, fosse ensinado aos filhos a boa utilização destes sete (7) tipos de passes.


INTERCOMUNICAÇÃO

A intercomunicação pode ser utilizada de três formas diferentes, à saber:

  • Intercomunicação física
  • Intercomunicação mental
  • Intercomunicação extra-sensorial

INTERCOMUNICAÇÃO FÍSICA: é aquela que dois seres fisicamente permutam através de diálogo direto de alguém para alguém.

INTERCOMUNICAÇÃO MENTAL: é aquela estabelecida entre dois seres que têm elos afetivos (lembranças, saudades, recordações, etc.), ou então diretamente através do pensamento (telepatia).

INTERCOMUNICAÇÃO EXTRA-SENSORIAL: é aquela que se estabelece em diálogo fraterno entre um Ser desencarnado e um ser encarnado do mundo físico, diretamente através de aparições.

PRECEITOS

Como em todo e qualquer dogma, a Umbanda também faz uso de preceitos específicos e predeterminados. Na Umbanda os preceitos são abstenções voluntárias em benefício da positivação ou negativação de cada um, e se dividem em 3 grupos distintos, à saber:

  • Primordial
  • Opcional
  • Ocasional

PRIMORDIAL: é o preceito indispensável à todos os médiuns sem exceção como preparativo para os trabalhos mediúnicos nas sessões de terreiro, e se dividem em 7 itens:

  1. Isenção de sexo, pelo menos 8 horas antes do início dos trabalhos mediúnicos.
  2. Isenção de ingestão de produto animal que dependa do sacrifício do mesmo, inclusive peixes, isenção esta à partir de 24 horas antes do trabalho mediúnico.
  3. Isenção nas 12 horas anteriores ao trabalho mediúnico, de maus pensamentos (ódio, orgulho, inveja, vaidade).
  4. Uso de roupa apropriada e predeterminada para o trabalho mediúnico.
  5. Banho de descarga, conforme determinado a cada um.
  6. Pontualidade ao início da corrente fraterna.
  7. Entregar-se ao trabalho espiritual sem a preocupação com a hora do término do mesmo.

OPCIONAL: é o preceito que, em adendo ao primordial, é determinado pelo Orientador Espiritual ou pelo Chefe do terreiro, para determinados médiuns:

  1. Isenção de produtos animais, mesmo que não dependam do sacrifício dos mesmos. Exemplo: manteiga, queijo, ovos, leite, etc.
  2. Banhos de descarga especiais e específicos.
  3. Firmeza extraordinária do Anjo de Guarda.

OCASIONAL: é o preceito de emergência, o que é praticado em caso de emergência, quando necessário ao trabalho mediúnico, fora da corrente fraterna.

  1. Firmar os Anjos de Guarda; o seu e da pessoa a ser atendida.
  2. Exigir no local o mais absoluto silêncio e concentração.
  3. Pedir licença e salvar o Orixá TEMPO.
  4. Mentalizar o Divino Nazareno, invocando à Ele a permissão do trabalho sem os preceitos normais e rogando-lhe o auxílio do Astral Superior.

Independente de todos estes preceitos, todo médium deve abster-se durante o trabalho mediúnico de jóias, bijuterias, objetos metálicos e dinheiro; enfim o médium deve procurar estar o mais puro possível para ingressar na corrente fraterna.


HORAS NA UMBANDA

Todas as horas da Umbanda são controladas por um Orixá independente dos demais, pouco conhecido, chamado ORIXÁ TEMPO, que é o determinante do envio das vibrações cósmicas, assim como o momento exato da utilização do ritual necessário. Como estamos encarnados no terceiro planeta do sistema solar, controlado por uma estrela de 5a grandeza, da 2a Galáxia, um planeta presídio por nós chamado de Terra, temos que nos atener ao sistema de contagem de tempo do mesmo, embora que não muito consonante com o Tempo Real. Baseados na nossa forma de contagem de Tempo, a Umbanda divide as horas de um dia em três tipos diferentes, à saber:

  • Horas Abertas
  • Horas Fechadas
  • Horas Neutras

HORAS ABERTAS: são consideradas horas abertas na Umbanda, as não classificadas como neutras ou negativas, portanto positivas para a feitura de qualquer dos trabalhos abaixo enumerados:

  1. Mentalização
  2. Vidência
  3. Irradiação
  4. Jogo de Búzios
  5. Agrados
  6. Amalás
  7. Amacís

HORAS FECHADAS: são aquelas que nenhum dos atos ritualísticos ou litúrgicos descritos acima podem ser efetuados. São consideradas horas fechadas, os 15 minutos anteriores e posteriores à HORA PEQUENA e à HORA GRANDE, ou seja de 11:45hs às 12:15hs, assim como também de 23:45hs às 00:15hs; horas que são destinadas à entrega de EBÓS, DESCARREGOS, ou o emprego da Força Negativa para a prática do Bem.

Nestas Horas Fechadas, não se deve praguejar, amaldiçoar, discutir, entrar ou sair de lugares cobertos e freqüentar locais espúrios.

HORAS NEUTRAS: são aquelas em que qualquer tipo de Ato Litúrgico ou Ritualístico é dado à cada um segundo, o seu mérito.

Estas Horas Neutras da Umbanda são muito utilizadas no Esoterismo e classificadas como HORAS TERÇAS e HORAS NONAS (6hs e 18hs).

NOTA: excetuando-se as Horas Negativas e Neutras, todas as outras horas do dia são consideradas como positivas.

Das 7 Linhas da Umbanda, apenas três podem interferir e alterar o ritual praticado em todas as horas:

  1. A Linha de Oxalá
  2. A Linha das Senhoras (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ)
  3. IBEJI

DISCRIMINAÇÃO DAS HORAS NA UMBANDA

HORAS

SEMANA

-

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Sábado

Domingo

Observ.

Espaço de 15 minutos após às 0hs até 00:15hs

Negativa

Até 1h

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 1 às 2hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 2 às 3hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 3 às 4hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Positiva

De 4 às 5hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 5 às 6hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Neutra

De 6 às 7hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 7 às 8hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 8 às 9hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 9 às 10hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 10 às 11hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Positiva

De 11 às 11:45hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 11:45hs às 12:15hs

Espaço de de tempo de hora fechada

Negativa

De 12:15hs às 13hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Positiva

De 13 às 14hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 14 às 15hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 15 às 16hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 16 às 17hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 17 às 18hs

Xangô

Senhoras

Oxalá

Ibeji

Ogum

Oxóssi

Almas

Neutra

De 18 às 19hs

Ibeji

Oxalá

Almas

Senhoras

Xangô

Ogum

Oxóssi

Positiva

De 19 às 20hs

Senhoras

Almas

Oxóssi

Oxalá

Ibeji

Xangô

Ogum

Positiva

De 20 às 21hs

Oxalá

Oxóssi

Ogum

Almas

Senhoras

Ibeji

Xangô

Positiva

De 21 às 22hs

Almas

Ogum

Xangô

Oxóssi

Oxalá

Senhoras

Ibeji

Positiva

De 22 às 23hs

Oxóssi

Xangô

Ibeji

Ogum

Almas

Oxalá

Senhoras

Positiva

De 23 às 23:45hs

Ogum

Ibeji

Senhoras

Xangô

Oxóssi

Almas

Oxalá

Positiva

De 23:45hs às 00:15hs

Espaço de tempo de hora fechada

Negativa


CRUZAMENTO COM PEMBA

O Cruzamento com Pemba é um ritual utilizado na Umbanda para melhor proteção dos médiuns que já contam com uma incorporação definida, e que por esta razão tomam também parte ativa em descargas fluídicas negativas. Em todas as Nações que praticam a Umbanda, não é permitido a um médium de incorporação, iniciar o seu trabalho sem que antes para isso, não houvesse se cruzado.

O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma: segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois cruzar a palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito. Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo cruzar o peito do pé esquerdo.


OS PONTOS NA UMBANDA

Na Umbanda o ponto é o elo de ligação entre o mundo espiritual e o mundo material, e se subdivide em dois tipos, à saber:

  1. PONTOS RISCADOS ou ZIMBAS
  2. PONTOS CANTADOS ou CURIMBAS

Tanto o Ponto Riscado como o Ponto Cantado têm sua primeira divisão como:

Ponto da tribo ou Clã

Ponto de trabalho

Em ambas subdivisões acima os pontos podem novamente se subdividir em:

a) Ponto de chamada

b) Ponto de apresentação (ou identificação) *(vide Nota no 1)

c) Ponto de falange

d) Ponto cruzado *(vide nova subdivisão a seguir)

e) Ponto de demanda

f) Ponto de Maleime (pedido de perdão)

g) Ponto de subida

O item (d) Ponto Cruzado, por sua vez, subdivide-se em:

1d) Defumador

2d) Ordenação

3d) Mão de Faca

4d) Mão de Ofá

5d) Cruzamento de Pemba

6d) Batismo

7d) Confirmação

8d) Amacís

9d) Casamento

10d) Retirada de Vume

IMPORTANTE: O Ponto Riscado ou o Ponto Cantado nunca deve ser interrompido no meio, principalmente por terceiras pessoas. Os Comentários sobre o Ponto Riscado ou sobre a inconveniência do Ponto Cantado, deverão ser postas ou comentadas por quem de direito, após o término dos mesmos.

Nota no 1: o Ponto de apresentação pode ser dado da mesma forma de duas maneiras diferentes e aceitos como certos:

Ponto da tribo ou Clã

Ponto de trabalho


GUIAS (colares)

A Guia (colar) é um ponto de referência e atração entre a Entidade e o médium. Ela é preparada para que haja maior facilidade de comunicação, ou um elo mais firme entre a Corrente Vibracional do Astral Cósmico e a Corrente Vibracional material dos médiuns.
A Confecção da guia, obedece quanto ao número de contas, uma das três séries, à saber:

Série de 7: Médiuns em preparação e etc.

Série de 5: Médiuns que terão sub-comandos

Série de 3: Médiuns que terão Comando

Na série de 7 estão incluídos os médiuns em preparação (desenvolvimento) e também os que, embora suas Entidades já tenham permissão para dar passes, consultas e participem de determinados trabalhos, jamais poderão alcançar as séries superiores, pois que assim está predeterminado em seu Karma.

Nesta série, as guias constam de 7 contas brancas, alternadas por uma conta da cor do Eledá, que de acordo com os méritos e a evolução, se acrescentará uma conta do Eledá, retirando uma branca, a cada ano, até perfazer 7 contas de cor e 1 branca.

Na série de 5, os médiuns são preparados para sub-comandos ou para substituí-los, à saber: Iaba, Mão de Faca, Mão de Ofá, e Ogam Calofé.

Nesta série as guias constam de 5 contas brancas, alternadas por uma conta da cor do Eledá, que de acordo com o mérito se acrescentará uma conta do Eledá, retirando-se uma branca a cada 3 anos, até perfazer 5 contas do Eledá e 1 branca.

Na série de 3 estão incluídos todos os médiuns, que tiverem por Karma, que ser preparados para comando: Cambone de Ebó, Pai ou Mãe Pequenos, subchefe e Chefe de Terreiro (Babalorixá ou Ialorixá).

Nesta série, as guias constam de 3 contas brancas, alternadas por 1 da cor do Eledá, que de acordo com os méritos, se acrescentará uma conta do Eledá, retirando 1 branca a cada 7 anos, até perfazer 3 contas do Eledá e 1 branca.

O mérito para o acréscimo nas guias, é sempre determinado pelo Comando do Terreiro, ou seja pelo Guia Chefe do Terreiro (ou Orientador), os subchefes Espirituais; nunca pela própria Entidade incorporante, no referido médium.

O médium, no decorrer do seu preparo, deverá receber as seguintes guias (colares):

  1. Guia de Oxalá: dada ao médium como segurança, após o seu Amacís e Batismo na Lei
  2. Guia do Obreiro: dado ao médium em consonância com a Entidade que ficará responsável pelo médium.
  3. Guia do Capangueiro: dado ao médium, com autorização da Entidade (acima) responsável pelo mesmo, afim de elo de ligação entre o médium e o empregado (Exu) da dita Entidade.
  4. Guia de Orixás: guias de referência aos Orixás que mais influem no médium (1o Adjutor e Adjutor Auxiliar).
  5. Guias do Eledá: guias com contas da cor do Eledá.

A – Pai de cabeça

B – Mãe de cabeça

 

PLANOS E GRAUS

A Umbanda existe desde que o SENHOR iniciou a criação, afetando à todos os seres encarnados ou não, nascidos ou por nascer em todos os reinos. Ela traz em seu bojo um sistema de controle do Cosmo, estabelecido pelo Astral Superior, cognominado de Planos e Graus. Por este sistema a menor vibração no universo, desde que comece a vibrar, obedece inexoravelmente ao controle do Astral Superior.

Foi estabelecido que os Planos de Evolução, em número de sete, fazem parte do acervo espiritual do Ser e consequentemente os Graus de Evolução, também em número de sete, fazem parte do acervo material do mesmo Ser.

Entendamos como acervo espiritual, a caminhada que a vibração faz através dos sete planos, a caminho do Grande Foco, de onde foi destacada ainda bruta, necessitando se lapidar.

Entendamos como acervo material a caminhada que o Ser desenvolve através das vidas materiais sucessivas (encarnações), com iguais oportunidades de progresso para que possa vencer seis dos sete graus da escala. Caso o Ser não consiga em uma vida material (encarnação), ultrapassar ou ter mérito para galgar o grau seguinte da escala, ele retornará quantas vezes se tornar necessário para que o faça. Ao conseguir atingir o 6o grau em determinado plano, com mérito de evolução ao desencarnar, o Ser receberá dupla promoção, isto é, em vez de galgar para o 7o e último grau do Plano em que estava, ele será transferido, com mérito, para o 1o grau do Plano subsequente. Convém notar que um Ser, ao conseguir atingir com mérito o 6o grau do Plano 6, terá como promoção ou prêmio a isenção definitiva de reencarne em Orbes materiais.
Ex: as entidades que incorporam em médiuns, em diversos rituais espiritualistas, inclusive na nossa Umbanda (caboclos, pretos-velhos, etc.).

Na Umbanda todo médium tem um ELEDÁ, ou seja, Pai e Mãe de cabeça, Eledá este comandado pelo Pai, sendo cada um dos Eledás, encaixados em um Plano definido, à saber:

Plano 7

OXALÁ

Plano 6

SENHORAS (Oxum, Iemanjá, Iansã e Nanã)

Plano 5

IBEJI

Plano 4

XANGÔ

Plano 3

OGUM

Plano 2

OXÓSSI

Plano 1

ALMAS

Por sua vez os Graus são utilizados para medir a evolução do médium na corrente fraterna:

GRAUS

PERCENTAGEM

MEDIUNIDADE

ESP.

MAT.

1

7%

93%

Totalmente consciente podendo alterar, melhorar ou piorar a comunicação recebida

2

30%

70%

Consciente, porém conhecedor de suas responsabilidades

3

50%

50%

Perde a consciência e a memória, durante deteminados trabalhos

4

75%

25%

Semi-inconsciência. Vê tudo, assiste à tudo sem interferir, depois esquece

5

90%

10%

Semi-inconciência, em que a Entidade apaga tudo, não permitindo qualquer interferência do médium

6

93%

7%

Inconsciência total, durante os trabalhos, só sendo permitido ouvir, quando necessário ao aprendizado do médium

7

-

-

Só galgado após o desenlace, com mérito

Entenda-se entretanto que, a partir do 3o grau, a escala não é tão rígida, dependendo da vontade das Entidades, das condições emocionais e de problemas orgânicos dos médiuns; por essa razão, os médiuns ao se entregarem aos trabalhos mediúnicos, devem se isolar de todos os problemas materiais e pessoais.

DEFUMADOR

Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída a possibilidade da modificação ambiental, através da mesma. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, usa-se também desse expediente, ao qual chamamos de Defumador, que tem a função precípua de equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade. O defumador pode ser de três tipos, à saber:

  • Mantenedor do equilíbrio
  • Positivador do equilíbrio
  • Negativador do equilíbrio

Mantenedor do equilíbrio: tem por finalidade reforçar o equilíbrio já existente no ambiente, e para tal serão usadas as seguintes essências: Incenso, Benjoim e Mirra.

Positivador do equilíbrio: tem por finalidade reforçar a parte positiva, para equilibrar as negativações, principalmente se existirem assistentes externos à corrente fraterna, e para tal serão usadas as seguintes essências: Alecrim, Incenso e Benjoim.

Negativador de equilíbrio: tem por finalidade negativar totalmente o ambiente, reforçando a parte negativa. Por motivos de segurança, e para evitar que um leitor se quede à fazê-lo, deixamos propositadamente de dar as essências necessárias, o que só poderá ser ministrado à alguns, e escolhidos a dedo.

NOTA: Nos defumadores acima descritos, poderão ser adicionadas conforme a intenção, ervas dos ORIXÁS, porém, para que possam realmente surtir o efeito descrito, deverão manter no cerne, as essências preconizadas, para cada necessidade.


CARNAVAL

A partir da sétima lunação, depois de NANÃ (26 de julho), começa o período mais negativo, atuante sobre os seres viventes: o Carnaval.
Todos os erros conscientes ou inconscientes praticados pelo ser humano, até o dia de Nanã, são débitos jogados contra os créditos das boas ações e atitudes, e sendo o saldo negativo, será cobrado no período do carnaval, pois que todo o Exú, tem por ordem superior, a liberdade por 24 horas (terça-feira gorda) para começar a dita cobrança, da qual ninguém escapa. Por influência direta dos próprios Exús, os seres encarnados, aumentam ao seu bel prazer, os dias e as orgias carnavalescas, aumentando assim por conta e risco, o período de cobrança. É por isso que os filhos da Umbanda, desenvolvidos ou não, devem se abster do uso de fantasias, máscaras, bebida, de utilizar à título de folguedo coisas e apetrechos da religião, enfim, podem ver e assistir os outros neste período. Entenda-se que a abstinência não chega a ser uma proibição, com o que, seria ferido o LIVRE ARBÍTRIO de cada um, porém é um alerta vigoroso sobre a inconveniência altamente lesiva ao bem estar espiritual.
Normalmente no mês de julho, toda a humanidade tem um declínio nas freqüências recebidas do espaço até o dia 26, melhorando no princípio de agosto. Isto deve-se ao fato de a Freqüência Vibratória emanada dos Orixás, atingir em 26 de julho o ponto Neutro, ou Zero na escala (vide gráfico em Freqüências na Umbanda), portanto a época é difícil para todos e muito mais para aqueles que não tem o devido equilíbrio.


ÁGUA

A Água é um fator preponderante na Umbanda. Ela mata, cura, pune, redime, enfim ela acha-se presente em todas as ações e reações no orbe terráqueo, basta exemplificar com as lágrimas, que são água demonstrando o sentimento, quer seja positivo ou negativo.
Sabemos que três quartas partes do globo, do planeta que habitamos, é coberto por água; 86,9% do corpo humano é composto de água ou carboridratos; mais ou menos 70% de tudo que existe na Terra leva água, tornando-se desta forma o fator predominante da vida no planeta. Por esta razão, ela é utilizada na Quartinha, no copo de firmeza de Anjo de Guarda.

COLOQUE UM COPO COM ÁGUA DO MAR OU ÁGUA COM SAL
ATRÁS DA PORTA.

Qual é o porquê disto?
Por que a água tem o poder de absorver, acumular ou descarregar qualquer vibração, seja benéfica ou maléfica. Nunca se deve encher o copo de água até a boca, porque ela crepitará. Ao rezar-se uma pessoa com um copo de água, todo o malefício, toda a vibração negativa dela passará para a água do copo, tornando-a embaciada; caso não haja mal algum, a água ficará fluidificada. Nunca se deve acender vela para o Anjo da Guarda, para cruzar o terreiro, para jogar búzios, enfim, sem ter um copo de água do lado. A água que se apanha na cachoeira, é agua batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas, assim como a água do mar, batida contra as rochas e as areias da praia, também acontece o mesmo, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas.
A água da chuva, quando cai é benéfica, pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai à si as vibrações negativas do local.
Por esse motivo nunca se deve pisar nos bueiros das ruas, porque as águas da chuva passando pelos trabalhos nas encruzilhadas, carrega para os bueiros toda a carga e a vibração dos trabalhos; convém notar que os bueiros mais próximos da encruzilhada são os mais pesados, porém não isenta de carga, embora menos intensa, os demais bueiros da rua.


OBRIGAÇÕES NA UMBANDA

O que é uma OBRIGAÇÃO?

É a confecção de um ponto de atração e ligação entre um ser encarnado e uma Força Superior (um Orixá). Na Umbanda essas ditas Obrigações, são preparadas com elementos naturais, fazendo desta forma uma alquimia, tal que, determina a Freqüência do Orixá desejado.

Qual é a melhor forma de determinar esta dita freqüência?

Pelo conhecimento detalhado de cada Orixá, a sua força, seu atributo, seu Oti (bebida), suas ervas, seu Amalá (comida), chegaremos à um determinado modo de fazer este Orixá vibrar.

As Obrigações se dividem em:

  • Feitura do Santo
  • Reforço do Santo
  • Emergênciais

As obrigações da feitura e do reforço são idênticas, já nas emergenciais, mudam de aspecto.

As obrigações da Feitura de Santo, como o próprio termo está dizendo, é preparado e entregue quando o filho é feito no Santo, só e exclusivamente nesta ocasião.

Pelo menos uma vez ao ano, na data dos Orixás, o filho deverá fazer um reforço das obrigações de feitura.

As emergenciais só deverão ser usadas em casos realmente de emergência (caso de uso de anestésicos em operações, assédios espirituais e possessões) e com a aquiescência e anuência de uma Coroa Maior.

As Obrigações na Umbanda devem ser feitas na seguinte ordem após o Amací, o Batismo e a Confirmação:

1a OBRIGAÇÃO DE EXÚ com o fito de resguardo do filho de ataque de inimigos esporádicos.

Após a de Exú, deverão ser feitas as obrigações dos demais Orixás (quer masculinos, quer femininos) exceto os do Eledá (Pai e Mãe de cabeça) que ficarão por último e que serão efetuados quando da feitura da pré-camarinha, nos filhos que não terão comando de terreiro e na Camarinha aos que se destinam ser Chefes de Terreiros (Babalorixá). Por terem os filhos de terreiro feito as obrigações de feitura (exceto a do Eledá), é que se torna imprescindível o reforço anual das obrigações já efetuadas. Quanto ao Eledá fica inteiramente à critério de cada filho fazer-lhes um AGRADO a contento.

A condição de ter o filho feito obrigações para os diversos Orixás do Panteon durante a sua feitura não determina necessariamente que tenha guias (colares) deste ditos Orixás. Esse colares devem ser pedidos pelas Entidades trabalhadoras e responsáveis durante o tempo da espera da Pré-camarinha ou Camarinha, porém, a cada guia nova corresponde a um novo reforço.

SENTIDOS

Os sentidos humanos são em número de 7, divididos em dois grupos, à saber:

  • Sentidos Extra-sensoriais
  • Sentidos Materiais

Os sentidos humanos têm relação direta com os ORIXÁS, e na Umbanda se relacionam da seguinte forma:

SENTIDOS

TIPO

ORIXÁ

1. PALADAR

MATERIAL

ALMAS, PRETOS-VELHOS

2. OLFATO

MATERIAL

OXÓSSI

3. VISÃO

MATERIAL

OGUM

4. AUDIÇÃO

MATERIAL

XANGÔ

5. TATO

MATERIAL

IBEJI

6. CLARIVIDÊNCIA

EXTRA SENSORIAL

SENHORAS (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ, NANÃ)

7. INTUIÇÃO

MATERIAL

OXALÁ

* A voz é o elo de complementação entre todos os sentidos.

A Intuição é um sentido extra-sensorial que faz a ligação direta entre os Espíritos Protetores (ELEDÁ) e o espírito do ser encarnado, através de ordens, conselhos, advertências e avisos, muitas vêzes confundido com a própria consciência do ser encarnado. É este sentido que nos faz, às vezes, ouvir vozes interiores, à zelar por nossos passos.

  • Clarividência expontânea
  • Clarividência provocada

Clarividência expontânea é aquela que acontece independente da nossa vontade, formando quadros de advertência nas ocasiões e lugares menos esperados.

Clarividência provocada o é através de duas formas diferentes: a Mentalização e a Vidência. A Mentalização é a forma grosseiramente material da clarividência em si e consiste em mentalizar à quem se deseja falar, ou ver, tentando fazê-lo de olhos cerrados, até conseguir.

A Vidência é a faculdade que todos têm inata, podendo ser desenvolvida, através de exercícios especiais, para que possa ver (de olhos abertos), à sua frente ou através de copo com água, bola de cristal, fumaça, etc., as Forças Vibracionais Espirituais ou também Forças Vibracionais Materializadas.


VIDÊNCIA – CLARIVIDÊNCIA
3a VISÃO

Abaixo, damos os exercícios praticados na Umbanda, Ritual do Omolocô, cruzada com o Oriente, que deverão ser ensinados aos neófitos, até atingirem a perfeita sintonia Interior/Exterior com o Universo.

1a Etapa – VIDÊNCIA: exercícios destinados à percepção de seres extra-sensoriais, que serão feitos através de: bolas de cristal, copo de cristal (liso) com água pura ou a fumaça da queima de elementos volatizantes (incenso, benjoim e mirra). O praticante deverá estar sentado, com o corpo relaxado, com o objeto do treinamento à sua frente. Deverá também estar com roupas adequadas, de coloração verde, num ambiente iluminado com uma luz verde. A prática destes exercícios, tem como horário ideal, o período entre 6hs e 18hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção de todo o tipo de alimentação animal, que implique no sacrifício do mesmo, nas 12 horas anteriores ao exercício.
2) Isenção de sexo e álcool pelo mesmo período.
3) Banho de descarga de Alfazema (vide Nota no 1)

2a Etapa – CLARIVIDÊNCIA: exercícios destinados à percepção de seres extra-sensoriais, com os olhos fechados. O praticante deverá estar sentado, com o corpo relaxado, usando roupas adequadas de coloração azul, num ambiente iluminado com uma luz azul. A prática deste exercício consiste em, de olhos fechados,procurar vislumbrar no cristalino dos olhos, as imagens e/ou quadros que irão se formar, sendo o horário ideal para este tipo de exercício, o período entre 22hs e 02hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção de todo o tipo de alimentação de origem animal que implique no sacrifício do mesmo, nas 24 horas anteriores ao exercício
2) Isenção de sexo e álcool pelo mesmo período.
3) Banho de descarga de Sândalo. (vide Nota no 2)

3a Etapa – 3a VISÃO: exercícios destinados a abertura da 3a Visão, que dará ao praticante a interligação direta com os 7 Planos Paralelos, proporcionando-lhe a possibilidade de auscultar as vidas anteriores, atuais e posteriores de todos os seres vivos e mortos. O praticante deverá estar com roupas adequadas de coloraçãoamarela, num ambiente iluminado com luz amarela, em postura Iogue de fluência do Kundaline. A prática do exercício consiste em entrar em estado de ALFA, sendo o horário ideal para este tipo de exercício, o período entre 2hs e 6hs, depois do praticante cumprir os preceitos abaixo:
1) Isenção em definitivo de sua vida, a alimentação de origem animal, quer com seu sacrifício ou não.
2) Isenção de sexo e álcool nos 7 dias anteriores ao exercício.
3) Banho de descarga de CEDRO. (vide Nota no 3).

NOTAS

Nota no 1: a primeira etapa, quando cumprida com o amor necessário, será galgada em 7 lunações.
Nota no 2: é comumente chamado de concentração, com os olhos fechados, tentando ver o Sol brilhando. O tempo de duração desta etapa é identicamente igual à anterior.
Nota no 3: o preceito do item 2, tem a duração especificada somente durante os exercícios; após dado como pronto, o praticante deverá abolir em definitivo o sexo e o álcool de sua vida. O tempo de duração em média dos exercícios será de 21 lunações.

MEDIUNIDADE

Mediunidade é a ação consciente ou inconsciente dos seres encarnados, pois todos da chamada classe dos Racionais e alguns Irracionais possuem este Dom. A Mediunidade se divide em dois grupos principais e distintos, à saber:

  • Mediunidade Psíquica ou intuitiva
  • Mediunidade Somática ou mecânica

MEDIUNIDADE PSÍQUICA OU INTUITIVA: é aquela em que o médium, escuta palavras formarem-se no cérebro e as escreve (ou transmite) de livre e espontânea vontade. Como na maioria das vezes, a transmissão é rápida demais. Há neste grupo de mediunidade a possibilidade de que o médium escute uma coisa e transmita outra, ou melhor dizendo, escuta uma frase completa e dá-lhe sua própria interpretação, porém, na maior parte das vezes, contraria o sentido original do que foi recebido.

MEDIUNIDADE SOMÁTICA OU MECÂNICA: é aquela em que o Espírito domina e utiliza parte do corpo do médium, ou o todo, independentemente e sem possibilidade de interveniência do mesmo.

Em ambos os grupos de Mediunidade acima mencionados, encontram-se os seguintes tipos de mediunidade, em ordem decrescente em grau:

7) Clarividência

6) Vidência

5) Psicografia

4) Audição

3) Curadora

2) Passista

1) Incorporação (Mediunidade de Prova)

Todos os seres encarnados possuem estes sete tipos de Mediunidade, quer seja só de um grupo ou de ambos, latente à espera de um desenvolvimento (ou aprimoramento), porém tem sempre acentuado em especial, um dos tipos, que será a sua Mediunidade na presente existência.

Exemplo: é passista, curador, porém tem na incorporação o tipo mais intenso, pelo qual se desemcubirá dos demais.

CLARIVIDÊNCIA: é a atuação de uma vibração na mente do médium, descrevendo através dela quadros possíveis de acontecer, dependendo do fatorTEMPO.

VIDÊNCIA: é uma mentalização material, inata, podendo ver coisas materiais, passadas em outro local e/ou espirituais, de olhos abertos e de frente.

PSICOGRAFIA: é a faculdade mediúnica de receber vibrações, que os fazem transcrever mensagens espirituais.

AUDIÇÃO: é aquela em que o médium ouve vozes, transmitindo as boas e más notícias.

CURADORA: é a faculdade inata e esclarecedora da cura, através de conselhos, ervas, etc.

PASSISTA: é a capacidade de movimentar vibrações através de passes para equilibrar e fortalecer as forças positivas e diminuir e também equilibrar, as forças negativas.

INCORPORAÇÃO: é a faculdade de entregar o seu corpo à vibração do plano astral, facilitando a comunhão do Espírito Comunicador com as vibrações materiais do seu corpo, para que, através do mesmo, seja dado o socorro, a ajuda, enfim o esclarecimento e tudo necessário aos eternos pedintes que somos.

MÉDIUM: é o intermediário entre o plano físico (ou material) e o plano espiritual. Levando-se em conta os sete tipos principais de Mediunidade, cremos que 80% dos médiuns existentes têm como classificação primordial a INCORPORAÇÃO, porquanto este orbe é um planeta presídio e de expiação de faltas Karmicas. Os 20% restantes está proporcionalmente distribuído entre os restantes tipos de Mediunidade. Fazem parte fundamental do Curriculum do médium, que entende a sua missão, os seguintes quesitos voluntários:

  1. HUMILDADE
  2. OBEDIÊNCIA
  3. DESPRENDIMENTO
  4. DISCERNIMENTO
  5. PROPÓSITO
  6. FIM

O Fim, é o aprimoramento que o médium procura em todos os outros quesitos, e é vislumbrado quando o Ser percebe que o uso condigno e confiante da Mediunidade, tem valia em algo de bem e de bom para alguém. Todo o Ser é um iniciado em potencial, ignorando de início o Modus Operanti, utilizando-se do seu Livre Arbítrio, estudando o fenômeno, progredirá de acordo com a intensidade de suas qualidades essenciais.

Por esta razão, nem todos os médiuns têm progresso idêntico. Ser médium é em síntese, ser um pesquisador constante, que inicia por conhecer-se à si próprio, descobrindo e equilibrando suas forças positivas e negativas, para depois então, e só então, partir para o estudo do Universo que o rodeia.

HIERARQUIA EM UM TERREIRO DE UMBANDA

A hierarquia de um Terreiro de Umbanda é subdividida em dois comandos distintos, à saber:

  • Cúpula Espiritual
  • Cúpula Material

CÚPULA ESPIRITUAL: a Cúpula Espiritual é formada por três Entidades congêneres, semelhantes ou afins quanto à missão terráquea. Existe entre eles uma hierarquia singular, formando um triângulo equilátero perfeito, sendo que a Entidade do vértice superior do triângulo é o Orientador, que será substituído, em caso de necessidade, primeiro pela Entidade do angulo direito da base do triângulo e depois, na sua falta, pela Entidade do angulo esquerdo da base.
As demais Entidades incorporadas, assim como todos os participantes do terreiro, acatam e fazem cumprir as ordens emanadas da Cúpula Espiritual.

CÚPULA MATERIAL: a Cúpula Material é comandada pela Mãe Pequena.

CÚPULA ESPIRITUAL

Cúpula Espiritual

HIERARQUIA MATERIAL
NO TERREIRO DE UMBANDA

MÃE PEQUENA (ou Pai Pequeno): é o responsável material pelas ordens, quer espirituais, quer materiais, emanadas da Cúpula Espiritual. É quem controla todos os médiuns, quer na disciplina, quer na pontualidade, quer nos uniformes, quer na organização de obrigações, festividades, enfim toda a parte material dos rituais de um terreiro. É também o Cambone Especial do Guia Chefe (Orientador Espiritual ou seu substituto), tendo sempre uma IAÔ, a que tiver melhores aptidões, para substituí-la , em caso de necessidade.

CAMBONE DE EBÓ: subordinado diretamente à Mãe Pequena, sendo o único responsável, por todas as entregas negativas do Terreiro.

IABÁ: é a responsável pela cozinha do terreiro, pela confecção dos ageuns, amalás, e toda e qualquer comida necessária nos trabalhos.

COTA: é subordinada e substituta da IABÁ (só utilizada nos terreiros de Nação).

SAMBA: médium (mulher) em desenvolvimento.

IAÔ: médium (mulher) com feitura no Santo.

MÃO DE FACA: médium preparado especialmente para efetuar toda e qualquer matança de animais, quando necessário (muito usado em Nação)

MÃO DE OFÁ: médium preparado especialmente para fazer a colheita e a quinagem das ervas usadas na Umbanda, para amacís, confirmações, assim como para remédios e banhos de descarga.

OGÃ CALOFÉ: é o responsável por toda a corimba à ser puxada no terreiro, é também instrutor de toques de atabaque, assim como responsável, abaixo da Mãe pequena, pelo desenvolvimento do Pé de Dança, médium preparado especificamente para isto.

OGÃ DE ATABAQUE: médium preparado, exclusivamente para os toques de atabaque.

OGÃ DE CORIMBA: médium preparado, exclusivamente para a puxada da corimba (pontos cantados), respondendo diretamente ao Ogã Calofé, à Mãe Pequena, ou em última instância, ao chefe do terreiro.

CAMBONE: médium (homem) em desenvolvimento.

CASSUTÉS: médiuns (homens) com feitura no Santo.

NOTA: nos terreiros de Nação todos os médiuns, quer homens quer mulheres, com Feitura no Santo, chamam-se IAÔS.


DISTRIBUIÇÃO INTERNA
DE UM TERREIRO

Stadium

Um terreiro, para a prática da Umbanda, deve ter distintos os seguintes locais prefixados: o Stadium, o Pegí ou Gongá, Ala de Atabaques, Local da Assistência,Roncó, Casa de Exus, Cruzeiro das Almas, Tronqueira, e Casas ou Quartos dos Orixás, assim como Casa de matanças (opcionais só na Nação).

O STADIUM: é o local onde os médiuns (cavalinhos) fazem suas evoluções, e quando incorporados, os atendimentos. É nesse local que são efetuadas as Danças de Santo (também as brincadeiras para o Santo), o desenvolvimento, os atendimentos e as aulas, quando houver escola, dirigida pelo Orientador Espiritual.

O PEGÍ: é o altar sagrado dos rituais (ORÁCULO)

O RONCÓ: altar ou Pegí particular do chefe do terreiro, onde são feitos todos os Rituais Herméticos dos seus filhos de terreiro, tais como: amacís, batizados, confirmações e as demais obrigações. É exclusivo, para a troca de roupa do chefe do terreiro, e nele também são praticados os trabalhos de Rituais Especiais, quando necessário no atendimento de assistentes.

CASA DE MATANÇAS: é o local de uso e responsabilidade do Mão de Faca para fazer as matanças de animais, quando necessário. (Nação)

CASA DE EXU: é o local destinado à guarda dos apetrechos dos Compadres, das obrigações dos mesmos, e da troca de roupa dos médiuns, quando incorporados com os Exus.

CRUZEIRO DAS ALMAS: é uma lápide de mármore ou madeira, com 3 degraus, encimada por uma Cruz, a Cruz das Almas, e destina-se à queima de velas para as Almas, provenientes de promessas, compromissos, etc.

TRONQUEIRA: local destinado à ser feita a segurança primeira do terreiro e localiza-se de frente para a rua, do lado esquerdo de quem entra.

Por direito, do lado direito do terreiro devem ser erigidas tantas salas ou quartos quantos sejam os Orixás, onde deverão ser implantados as forças VIBRATÓRIAS e RITUALÍSTICAS de cada um, assim como, apetrechos e ferramentas, etc. É nestas salas, que se fazem os trabalhos especiais, com os médiuns ou para assistentes necessitados, de acordo com a necessidade vibratória.

Na Umbanda, não se deve utilizar Imagens ou Estátuas de outras religiões, apenas vultos de Preto-velhos, Caboclos, Crianças e Exus;

Quanto aos ORIXÁS, são representados pelas forças da natureza em que atuam.
Exemplo:

XANGÔ = pedra

OGUM = ferro

e assim por diante

Isto deve-se ao fato de que um Orixá é um espírito que nunca teve forma material, os que já a tiveram, são conhecidos como EGUNS.

A única exceção simbólica é a de OXALÁ, e tem-se sempre um vulto do Divino Mestre no centro do Pegí, do Stadium, pois foi o único que teve por missão, usar um corpo material, conforme determinado pela Administração Sideral.

 

 

PEQUENO VOCABULÁRIO
DE UMBANDA

Abaixo damos uma série de palavras muito utilizadas nas reuniões de Umbanda para o bom entendimento entre a Entidade comunicante e a pessoa que recebe a comunicação:

ABA: Cuidado, não maltratar
ABABA: Alguidar, cuia de barro
ABACÊ: Local das cerimônias (Terreiro, Stadium)
ABARÁ: Massa de feijão branco
ABÊRÊ: Indagador, bisbilhoteiro
ABEREM: Milho verde socado
ABÓ Meio (metade)
ABÔ EXIM: Égua (animal)
ACAÇÁ: Massa de milho branco
ADAM: Rato
ADO: Milho maduro em grão
ADUM: Doçura, meiguice
AFÓCHÊ: Instrumento musical, dança ritual
AFURÁ: Bolo de arroz com mel de abelha
ÁGUA QUE QUEIMA: Álcool
ÁGUA AZEDA: Vinagre
AGEUM: Comida de Santo (dada aos convidados)
AGO: Licença
AGO-IÊ: Dai-me Licença
AGRADO: Presente
AGUNJAIÁ: Puxa-saco
AMALÁ: Comida de Santo (específica p/entrega ao Santo)
APÔ: Javali
AQUANANÃ: Homossexual
ATARÉ: Pimenta da costa
BÁBÁ: Pai
BÁBÁ AGBA: Avô
BAJÉ: Podre
BAMBÁ: Temível, valente
BINGA: Coité de chifre
BURRO: Médium (termo usado pelos negativos)
CABA: Abelha
CABALA: Ritual e liturgia secretos
CACURUNCÁIA: Velha (mulher)
CACURUQUÊ: Velho (homen)
CAFIOTO: Criança (menino ou menina)
CAFÚNGA: Tristeza
CALANGO: Víbora
CAMATUÊ: Cabeça (de pessoa)
CARNE DE SOL: Carne-seca
CALUNGA PEQUENA: Cemitério
CALUNGA GRANDE: Mar
CARTOLA: Médico ou qualquer Dr.
CASA BRANCA: Hospital
CASA DE GRADE: Cadeia
CAVALO: Médium (termo usado pelos positivos)
CURIAR: Comer ou beber
CURIMAR: Cantar
CURIMBAR: Dançar, cantando
DEKÁ: Diploma, Certificado Sarcedotal
ELEDÁ: Pai(s) de cabeça + adjuntores (juntós)
ERÓ: Mistério, cabala
JABÁ: Esteira
JALAPO: Açúcar
MÁSIA: Água
MASÍA: Vento
NANGA: Roupa de trabalho (geralmente branca)
PONTA BRANCA: Cigarro
QUIZILA: Alergia, força contrária
SACATRAPO: Charuto
SALUIM: Dia dos mortos
SUNDA: Nome
TUIA: Pólvora
TUFADO: Temporal
ZIMBA: Assinatura, ponto riscado

 

Abará
Bolinho de origem afro-brasileira feito com massa de feijão-fradinho temperada com pimenta, sal, cebola e azeite-de-dendê, algumas vezes com camarão seco, inteiro ou moído e misturado à massa, que é embrulhada em folha de bananeira e cozida em água. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Iansã, Obá eIbeji).
Aberém
Bolinho de origem afro-brasileira, feito de milho ou de arroz moído na pedra, macerado em água, salgado e cozido em folhas de bananeira secas. (No candomblé, écomida-de-santo, oferecida a Omulu e Oxumaré).
Abrazô
Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de farinha de milho ou de mandioca, apimentado, frito em azeite-de-dendê.
Acaçá
Bolinho da  culinária afro-brasileira, feito de milho macerado em água fria e depois moído, cozido e envolvido, ainda morno, em folhas verdes de bananeira. (Acompanha o vatapá ou caruru. Preparado com leite de coco e açúcar, é chamada acaçá de leite.) [No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxalá, Nanã,Ibeji, Iêmanja e Exu.]
Ado
Doce de origem afro-brasileira feito de milho torrado e moído, misturado com azeite-de-dendê e mel. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Oxum).
Aluá
Bebida refrigerante feita de milho, de arroz ou de casca de abacaxi fermentados com açúcar ou rapadura, usada tradicionalmente como oferenda aos orixás nas festas populares de origem africana.

Quibebe
Prato típico do Nordeste, de origem africana, feito de carne-de-sol ou com charque, refogado e cozido com abóbora.
Tem a consistência de uma papa grossa e pode ser temperado com azeite-de-dendê e cheiro verde.

Comida  de:

ESU  Pipocas, farofa de farinha de dendê, farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, figado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho e mel.

OGUM Inhame, feijoada (em algumas nações), figado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto, bagre com molho de camarão.

IANSA Acarajé redondo frito no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho.

SANGO Amalá, acarajé longos, rabada com camarão seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru.

OBA  Acarajé, amalá, abara, ovos.

OSOSI Axoxo (milho de canjica vermelha cozida enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido, pamonha

LOGUM EDE Axoxo, omolucum, inhame

OSAIN   Feijão preto, farofa, mel e fumo

OBALUAIE / OMULU Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco.

OSUMARE Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com ovos, inhame

OSUN Omolucum, xinxim de galinha, Apeté, ovos cozidos, milho com coco.

YEMANJA Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva

NANA  Acaça, arroz, inhame, feijão fradinho, omolucum de feijão branco enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio.

OSALA Tudo branco, Ebô de milho branco sem sal,
(canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas de inhame cozido com mel.

Amacis, amalás, comidas & bebidas de santo terça-feira, jan 24 2012 


Nota: Irmãos, lembrem – se que seu Pai ou Mãe no Santo, são os que  devem confirmarem estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento…

Mojubá.

Quando relaciono aqui AXÉS COM ORIXÁ OGUN ,tenho como finalidade colocar a seu dispor ferramentas diversas para você receber,dar,na realidade manipular esta energia .São dicas das mais diversas na linha de orações,ebós,obrigações,agrados,simpatias,muitas destas manipulações são tão antigas como o pó da estrada,outras são frutos da evolução humana,espiritual e claro folclórica. Tradicional.

Não significa que são ebós para você vencer em todos os obstáculos que temos que enfrentar na estrada da vida ao longo de seu percurso ,mas com certeza lhe darão ânimo,força e determinação.

Fortalecendo o seu modo de pensar significa você sair de uma situação estagnada seja qual for e partir para uma situação que julga ser melhor,isto em todos os campos. Através da conquista do espaço desejado.

Pode ser uma viagem que não se concretize. Um namoro complicado,um amante que não se decide.Uma venda que não se efetue,bem…as orientações estão abaixo.

Desejo que você tenha discernimento para fazer a escolha,não apenas da ferramenta a usar,mas principalmente quanto a necessidade do uso.

Quem sabe não tem aqui uma receitinha especial para o seu caso?

Boa sorte

Ou Jafusi Inanga

Amacis, amalás, comidas & bebidas de santo

Os quitutes da cozinha africana pertencem a duas categorias: uns são destinados às cerimônias do culto e outros ao público assistente.

No preparo das comidas do ritual, devem ser observados vários preceitos, inclusive a não permanência de mulheres menstruadas nas cozinhas, sempre separadas da cozinha doméstica; o uso pelas iabás (cozinheiras do culto) e das cotas, suas auxiliares, dos trajes apropriados e respectivas guias.

Além disso, as panelas devem ser de barro, novas algumas vezes, as colheres de madeira, o fogo de carvão e lenha, para dar melhor sabor à comida. Até mesmo o modo de abanar e mexer a panela é diferente do usual.

Às vezes, depois de pronta a comida, joga-se os búzios, para saber se a comida foi aceita pelo orixá; em caso contrário, é distribuída ao público, preparando-se nova. Passemos agora, a explicar os nomes e o preparo das comidas de santo.

Canjica para Oxalá: Oxalá é o maior orixá do culto. Como Oxalá-Alufan, é o deus supremo, o criador do univers. Oxalá-Guian, é Jesus Cristo, o que veio depois para proteger e guiar os que estão sob sua proteção. Como Orixalá, protege tudo que estiver sob o Alá, formando-se essa palavra de orixá (espírito da natureza) e alá (o que cobre as criaturas). Orixalá pertence a um culto derivado do nagô na Bahia.

Este orixá não recebe homenagens e cerimônias juntos com os outros, tendo o seu assentamento em lugar reservado. Somente baixa de sete em sete anos, salvo em caso gravíssimos. Só arria em cavalos feitos dentro do culto e que se preparam com sete dias de antecedência para receber o grande orixá.

Esta comida, quando é preparada para Oxalá, não leva azeite de dendê e sim ori(limo da costa), preparado africano, que vem em folhas de bananeira. Quando pronta, é servida em tigelas brancas.

Amalá de Ogum: É feito de feijão-fradinho, levando camarão, azeite de dendê, etc.

Amalá de Xangô: É feito com rabado ou peito (carne fresca), quimbobô (quiabo) fresco, azeite de dendê, camarão, etc.

Acassá: Dá-se esta comida também para Oxalá. Deita-se o milho branco com água em vaso bem limpo, sem qualquer resíduo, até amolecer, ralando-se depois na pedra de ralar, passando-se numa peneira fina (urupemba), ficando ao cabo de algum tempo a massa no fundo do vaso. Isto pronto, escoa-se a água, deitando-se a massa no fogo, com outra água, até cozinhar em ponto grosso, retirando-se com uma colher de madeira, pequenas porções que são envolvidas em folhas de bananeira, depois de um rápido aquecimento no fogo, ou não.

Acarajé: Comida que se dá também para Iansã. Feita com feijão-fradinho depositado em água durante alguns dias, a qual é mudada diariamente, até perder a casca, sendo o grão ralado na pedra de ralar. Isto feito, revolve-se a massa com uma colher de madeira, até formar uma pasta, colocando-se como tempero cebola comum ou branca e o sal ralados.

Aquecida uma frigideira de barro aí se derrama azeite de cheiro (azeite de dendê) e com a colher de madeira, vai-se deitando pequenas porções de massa e formando-se pequenos croquetes.

Para o acarajé, usa-se um molho preparado com pimenta malagueta, seca, cebola e camarão seco, sendo tudo isso moído na pedra de ralar e frigido em azeite de cheiro, em outro vaso de barro.

Como estamos vendo, a arte culinária dentro do culto, obedece à rigorosa tradição, dando-se para cada orixá, a comida que lhe pertence:

Aussá: Dá-se esta comida também para Oxum. Cozido o arroz em água sem sal, mexe-se com a colher de madeira, até formar uma consistência, usando-se para isso um pouco de pó de arroz, cujo molho é preparado como se faz para o acarajé, levando-se este molho ao fogo com azeite de cheiro e um pouco de água, até que esta se evapore.

Aussá: Quando esta comida for feita para ser servida ao público assistente, leva pequenos pedaços de carne seca.

Efó: Serve para qualquer orixá, menos para Oxalá. Corta-se a erva conhecida como língua de vaca, “taioba” ou mostarda, pondo-se ao fogo a ferver com pouca água. Feito isto, escoa-se a água, espreme-se a massa daí formada e coloca-se de novo na mesma vasilha com cebola, pimenta malagueta seca, camarões secos e sal, azeite de cheiro, depois de tudo ralado.

Caruru: Dá-se para os Beijes e Xangô. No preparo desta comida, usa-se a mesma receita do efó, podendo ser feito de quimbobôs (quiabos), cortados bem finos, mostarda ou taioba, de óio ou outras gramíneas, como sejam as folhas dos arbustos conhecidos por unha de gato, bertalha, bredo de Santo Antônio”, capeba, etc. O caruru é ingerido com acassá ou efun (farinha de mandioca).

Ecuru: Conhecida também por pamonha que se dá para Xangô. Preparado o feijão-fradinho, como se faz com o acarajé, ou milho verde, coloca-se pequena quantidade em folhas de bananeira, como se faz no acassá, e cozinha-se em banho-maria.

Pronto o ecuru, isto é, cozido, a sua massa é diluída no mel de abelhas ou num pouco de azeite de cheiro com sal.

Xinxin: Esta comida dá-se para Oxum e Iansã. Sacrificada a galinha, depena-se, lava-se bem, depois de retirados os intestinos, cortando-a em pequenos pedaços; coloca-se na panela para cozinhar com sal, alho e cebolas ralados.

Logo que a galinha estiver cozida, ajuntam-se-lhe camarões secos em quantidade, sementes ou pevides de abóbora ou melancia, tudo ralado na pedra, e o azeite de cheiro.

Robó: Corta-se o inhame em pequenos pedaços, leva-se ao fogo com água temperando-se depois com o efó. Serve para Xangô.

Humulucu: Serve esta comida para Oxum. Cozido o feijão-fradinho, tempera-se com cebola, sal, alguns camarões, tudo ralado na pedra, botando ao mesmo tempo o azeite de cheiro.

Só é retirada do fogo a comida depois de cozidos os temperos.

Dengua: Dá-se para Oxalá, Ogum e Oxossi. Cozinha-se o milho branco, ao qual se junta um pouco de açúcar.

Abará: Serve esta comida para Xangô e Iansã. Coloca-se o feijão-fradinho em vasilha com água até que a casca saia do grão ralando-se depois na pedra com cebola e sal, com um pouco de azeite de cheiro, mexendo-se tudo com uma colher de madeira.

Tudo isso feito, envolve-se pequenos pedaços em folhas de bananeiras, como se faz com o acassá, e coze-se em banho-maria.

Abarem: Serve para Xangô. O milho usado para essa comida, é preparado como se faz para o acassá, fazendo-se depois umas bolas, que são enroladas em folhas de bananeira, aproveitando-se a fibra que se retira do tronco para atar o abarém.

Pode ser servido com caruru ou mel de abelhas e, dissolvido na água com açúcar é excelente refrigerante.

Ipete: Dá-se esta comida para Iansã. É feita com inhame, que, depois de descascado, cortado bem miúdo, é fervido até perder a consistência, quando é temperado com azeite de cheiro, camarões, cebola e pimenta, sendo estes temperos ralados na pedra.

Ado: Dá-se para Xangô. É milho torrado reduzido a pó, tendo como tempero o azeite de cheiro, podendo-se-lhe juntar mel de abelhas.

Olubó: Serve para Xangô. Descasca-se e corta-se a raiz da mandioca, em fatias muitos finas, que são postas a secar no sol. No dia seguinte, estas fatias são levadas ao pilão e aí trituradas e passadas em peneira ou urupema. Derramada água a ferver sobre o pó, produz o alubó, espécie de pirão.

Efun Oguede: Dá-se para Xangô. É feito com banana de São Tomé, não muito madura, descascada, cortada em fatias e colocadas ao sol para secar. Dias depois é pisada no pilão, passando-se na peneira, obtendo-se a farinha chamada “efunoguéde”.

Oguedé: Serve para Xangô. É feito com a banana da terra, frita no azeite de cheiro.

Feijão de leite: Serve para todos os santos, menos para Oxalá. Cozinha-se o feijão mulatinho ou o preto, pisado ou moído no pilão para se tirar a casca do grão, pela sua indigestibilidade, pelo que é preciso passar o feijão na urupema.

Feijão de leit: Depois disto feito, adiciona-se quantidade suficiente de leite de coco, para dissolver a massa, sal e açúcar, levando-se finalmente ao fogo até tomar ponto. O feijão de leite pode ser servido com qualquer espécie de peixe.

Moqueca de peixe fresco: Serve esta comida para Iemanjá, Oxum e Iansã. Limpa-se o peixe, escama-se lava-se com bastante limão e água, depositando-se as postas em frigideiras. Prepara-se depois o molho, composto de sal, pimenta malagueta, coentro, limão (de preferência vinagre), tomate e cebola, derramado sobre o peixe depois de tudo moído.

Antes de levar a frigideira ao fogo para cozer o peixe, deita-se o azeite de oliveira ou o azeite de cheiro, conforme o paladar, observando-se a preferência por ambos os óleos.

Cassuanga: O fubá de milho barrufado com água e sal, era levado ao fogo para ser torrado, sendo servido com leite e açúcar. Pode-se fazer de outro modo: põe-se o fubá, amendoim e açúcar, juntamente para torrar, pisando-se depois no pilão, fazendo-se daí suculenta paçoca, hoje usada no comércio, mas sem o primitivo gosto. Esta iguaria era muito usada pelos congos no alimento dos seus filhos, que sempre foram robustos, servindo também para as amas-de-leite, dando-lhe bastante leite.

Estas comidas tinham grande valor nutritivo e esplêndido sabor, deixando os africanos, na Bahia, quitutes hoje mundialmente conhecidos, vendo-se também que no Rio de Janeiro dentro do culto do Omolocô, as suas iabás preparam estas comidas em épocas de grandes festas, o que é raro.

Bebidas de santo

Para acompanhar as iguarias, falaremos das bebidas de santo, que foram com o tempo substituídas por outras que contêm uma fermentação quase idêntica as usadas no culto, embora com outro sabor, mas havendo semelhança; os orixás aceitas estas bebidas como Ogum aceita a cerveja branca, já a preta é para Xangô.

Aluá: Faz-se esta bebida de diversas maneiras consoante o santo que irá bebê-la.

Para Oxum faz-se com fubá de arroz, para Ogum é com milho branco; e para Xangô, o milho é torrado dando uma cor escura como gengibre.

O milho fica na água, dando em três dias a esta um sabor acre, de azedume pela fermentação. Coa-se a água, colocando-se pedaços de rapadura e, diluída esta, tem-se saborosa bebida e refrigerante.

Por este processo prepara-se o aluá ou aruá de casca do abacaxi, para ser distribuído aos assistentes.

Gronga:- É uma bebida feita de raízes e gengibre, para a confraternização dosmalungos (amigos) oferecida com saudação do ritual.

Esta bebida é muito usada na Linha das Almas.

Bebida de Oxossi: Do coco de dendê, extrai-se a seiva por meio de bambus, introduzidos no tronco da árvore, na incisão feita, passando depois a fermentação, para ter potência alcoólica, filtrada antes e engarrafada, ficando muito gostosa; é oferecida a Oxum em cuité com mel de abelhas, em folha de saião ou laranjeira.

Hoje esta bebida foi substituída pelo oti que tem o mesmo efeito alcoólico.

Amacis

Fundamentos de amacis e banhos de descarga
Amaci e o banho feito de várias ervas conforme a orientação do pai ou guia chefe dirigente de um terreiro. Tem por muitas finalidades limpar a aura (ori) do filho de santo, pessoas. de um modo geral as ervas são colhidas seguindo a sua intuição, ou seja para qual a finalidades e para que serve. E seguida de rituais para a colheita, respeitando a reza de Ossãe orixá responsável pelas ervas colhidas na matas, porém o filho de santo mais experiente pode fazer o seu banho com 7, 14, 21 ervas conhecidas. ( sempre é claro respeitando os fundamentos do seu terreiro).

Os amaci são usados para tomar banho de corpo inteiro inclusive o ori, pois todos passamos por encruza, ruas, e encontramos com pessoas com pensamentos mal intencionados, por isso é necessário tomar os amacis da cabeça aos pés.

O amaci serve também para limpar os ibás e fundamentos do terreiro, descarregar a casa após a sessão ou quando se sentir o ambiente carregado, basta para iso lavar a casa com o amaci sempre cantando para o orixá chefe do terreiro, ou do filho de santo para limpar a casa. O seu fundamento consistem em apanhar as ervas necessárias, lavá-las e macerar com a mão sempre com uma vela acessa pedindo para o orixá depositar seu axé, forças espirituais, etc, pois nesse momento sentirá a presença do mesmo para o complemento do seu amaci, sempre respeitando os procedimentos aprendidos, ou seja, pedir sempre auxilio aos orixás e entidades espirituais, para o descarrego, limpeza e força espiritual. Pode-se usar para banho, limpeza da casa do filho de santo ou terreiro, otás, ibás do orixá. Após o uso de seu banho sempre descarregar as ervas usadas em plantas e águas correntes limpas. para que leva o carrego, miasmas, ou larvas astral. se necessário fizer uso da sobra, deixar secar no forno ou ao sol, para a sua secagem e fazer defumação, pois tudo se aproveita e nada é destruído, mas caso não use o melhor e descarregar em uma planta ou água corrente. Banhos de cachoeiras, água de chuva, bica e poço natural, geralmente são usados pelo filho do orixá que rege, podendo ser do ori aos pés, ou acrescentar nas ervas.

Coloca-se em amaci, após o preparo, mel e sal para o tempero no lugar do mel pode se colocar açucar, ou um acaça, pois todos os orixás comem acaça, ou pode acrescentar água de canjica após o cozimento no banho. Não se enxuga o corpo e veste-se roupas claras de preferência no caso de uso pessoal no lar. Toma-se banho de preferência antes do inicio do trabalho e após o trabalho em seu lar, pois sempre estamos andando em encruzilhadas e ruas e lugares como bar, lojas etc.

Ao iniciar qualquer comida do santo e após despacho nas encruzilhadas se toma banho após o despacho. Cobre se com um pano branco o amaci e dependendo da quantidade no máximo dura 3 a 4 dias, após isso em alguns terreiros junta-se com o ebó, que é um outro banho com os axés do orixá, ou seja um banho muito mais forte e serve para descarregar qualquer pessoa muito carregada de egum. O seu preparo e feito com a mengá do animal e partes dele deixando com as ervas enterradas em um pote no terreiro ou próximos a casa do orixá. Isso é um fundamento de umbanda, não tem nada haver com o candomblé. Isso é apenas um conhecimento meu, passado por fundamentos e não livros.

Pode-se também observar a fase da lua e tomar o seu banho, não necessariamente se faz uso de um banho somente de um orixá, há muitas ervas conhecidas para banho, que pode ser misturadas e fazer o amaci. Nunca vai ao gofo esse amaci, necessário se faz tomar o banho frio. Outros banhos de ervas podem ser cozidas e somente deverá ser tomado banho do pescoço para baixo, nunca no ori, pois ai existe um fundamento que não se deve colocar nada cozido em seu ori. Para cada caso existe uma afinidades de banho, banho de descarrego, banho de atração, banho de purificação, banho de defesa, etc, etc.

O melhor amaci e preparado com ervas frescas, somente é acrescentado pemba por ordem espiritual, nunca por si só. Existem outros tipos de banho, como pipocas, somente por ordem espiritual, ou pelo orixá, nunca fazer por fazer por se tratar da ordem do orixá Obaluaê. Banho de pinga somente por ordem espiritual do exú, e nunca se usa na coroa(ori) da pessoa. Esse banho geralmente usa-se para descarrego de demanda ou associado ao bori ou fundamento do terreiro, somente para os que já tem fundamentos dentro do terreiro, nunca por um iniciante, pois há fundamentos ai para ser feitos, não pelo fato de ir na encruza
aberta e tomar esse banho.quando uma pessoa vai ser batizado na umbanda ou fazer algum bori, nunca se usa bebida de qualquer espécie alccolica no ori da pessoa é um erro isso, somente água e se necessário mengá, mas nunca bebida alcoolica, fato esse que pode levar uma pessoa ao vicio da bebida ou coisas piores, esse é um dos fundamentos de bebidas alcoólicas no ori. Pois o ori e a sua cabeça, onde o orixá e anjo da guarda se correspondem muita atenção ao seu ori.

Não se usa um amaci apenas “por usar”… é importante que se estabeleça um objetivo claro para o preparo. Vamos citar alguns desses objetivos, mas não são os únicos, pois pode haver uma infinidade de motivos e formas de se preparar um amaci:Amaci de preparação para apresentação – muito comum na Umbanda da atualidade, esse amaci consiste em folhas, cascas, sementes, frutos, etc, maceradas (quinadas, amassadas, trituradas), preparadas, caso sejam pelo próprio dirigente, com antecedência e deixadas na frente do conga, em iluminação de velas nas cores do Orixá regente da vibração. É usado nos cultos e giras coletivas, onde todos serão apresentados, em sua mediunidade, à vibração daquele Orixá. Normalmente é colocado no ori o qual é protegido com um pano branco ou uma cobertura adequada.Nota – percebo ainda hoje, mesmo sendo aben­çoados com tantas informações, muitos irmãos ques­tionam o uso dos amacis coletivos, encarando de forma que essa energia pode ser incompatível com a sua vibração original ou a vibração de seu Orixá de cabeça.Muito bem, entendendo que tudo na criação é vida e vibração, cada elemento vibra de acordo com uma nota (força) da criação, então cada erva tem seu (seus) Orixás, assim como as frutas flores, animais e tudo o mais. Sendo assim, teríamos que identificar o Orixá de cada ser vivente para que ele se alimentasse, vestisse, convivesse apenas com elementos compatíveis com sua vibração original.

Sabemos que isso é impossível, portanto não há nada de aberrante em se usar um amaci coletivo, na vibração específica de um Pai ou Mãe Orixá que não seja uma vibração direta de seu triângulo vibratório (Orixás Ancestral, Frente e Juntó).

Assim como não há nada de aberrante em usar algum elemento na cabeça, desde que você não esteja envolvido religiosamente em um contexto que não permita esse ato.

Amaci individual de iniciação – esse é o mais comum, preparado especificamente para o fim da iniciação individual, será determinado pelo guia chefe do próprio médium ou pelo dirigente (ou Guia Dirigente do terreiro). A forma com que será iluminado, cores, numero de velas, etc, será também definido por eles.

Normalmente são feitos com antecedência do ato iniciatório e poderá ser usado por dias anteriores ao momento da iniciação.

Amacis específicos – assim como os individuais, podem ser determinados pelos guias como forma de atuar com muito mais intensidade do que um banho. Por exemplo, peguemos um caso de atuação negativa, causando reações orgânicas que levam a geração de doenças físicas. Num exemplo como esse, podemos recomendar um amaci de limpeza, usado por um, três, cinco ou até sete dias, todos os dias antes de dor­mir a pessoa colocará esse preparo no chacra coronário e eventualmente em algum outro chacra ou parte do corpo onde está localizada a ação negativa e o reflexo da doença, envolvendo com um tecido branco ou colorido de acordo com a necessidade.

Dentro de um terreiro, é muito positivo o preparo dos amacis por todos. Juntar os médiuns em reunião es­pe­cífica para isso, com um bom conjunto de ervas e líquidos (bebidas rituais, essências, etc.) Podemos usar ervas secas ou frescas para os amacis. Se for usar preparos prontos, use somente os de ervas escolhidas para aquela vi­bração e nunca os líquidos prontos, que prezam pela facilidade mas nunca pela competência vibratória.

Pegue as ervas, triture-as de preferência com as próprias mãos, já em uma bacia ou recipiente apropriado (se puder, use recipientes metálicos ou de vidro). Adicione água mineral, que pode ser usada para todos os preparos, de todos os Orixás e para todos os motivos. Triture um pouco mais com as mãos e adicione os líquidos necessários, e por último as pétalas de flores, se forem usadas.

Deixe repousar por algum tempo, que pode variar de acordo com a necessidade do preparo. É muito positivo iluminar esse amaci em um circulo com sete velas acesas, que seguem as cores do Orixá regente

Por experiência própria, posso recomendar que em todos os amacis, de qualquer Orixá, sempre esteja presente pelo menos uma erva de Pai Oxalá. Entendemos que esse amado Pai está presente em toda a criação e a atuação de suas ervas reflete um caráter “formador, condensador, magnetizador” mesmo.

Um pouco sobre as ervas e os Orixás

UM POUCO SOBRE O USO DAS ERVAS

Na liturgia e nos rituais de Umbanda, vemos o uso de ervas seja na forma de amacís, imantações, banhos de descarga, etc. Isso porque as ervas detém grande quantidade de energia vital, no elemento vegetal, que através de suas combinações podem produzir determinado efeito positivo ou negativo, como tudo que é energia no Universo.

As ervas possuem forte poder para atuarem em nossa aura, em nosso campo energético, fato este já conhecido pelos indígenas, e demais povos ancestrais que já as utilizavam para diversos fins.

Como já dito, através do uso de sua energia as ervas podem ser classificadas quanto aos seus efeitos, sejam positivos, negativos ou neutros. Diante desse conhecimento, a Umbanda utiliza-se desse elemento para desenvolver seus rituais, seus descarregos, curas ou fortalecimentos, tudo comandado pelas entidades espirituais que determinam o uso apropriado do elemento vegetal conforme o caso.

Uma das formas de utilização das ervas na Umbanda, são na forma de banho. Os banhos de descarrego são usados para eliminar vibrações negativas, limpando o perispírito de miasmas negativos, magia negativa ou mesmo da influência de obsessores. Os banhos de fixação, para adquirir vibrações positivas, vitalizando os chacras do médium de energia positiva para fortalecimento dos processos mediúnicos ou de ligação do espírito encarnado com seus guias e entidades atuantes.

O uso destes banhos são de grande importância e depende do conhecimento e uso de ervas e raízes, nas suas diferentes qualidades e afinidades, que devem entrar na composição dos mesmos, não se podendo facilitar quanto a isso.
Geralmente para banhos deve-se usar as ervas frescas, e este deve ser preparado dentro de um ritual, o qual consiste em:

1. Nunca ferver as folhas junto com a água.

2. As folhas devem ser maceradas ou quinadas e colocadas em vasilhas de louça, ágata ou potes de barro.

3. Em alguns casos, quando não houver necessidade de água quente, as ervas devem ser quinadas diretamente sobre a água.

4. É conveniente usar sempre água de boa qualidade, como pôr exemplo: água de mina, de poço ou água mineral.

Ocorre uma diferenciação, também, na forma em que se deve tomar o banho. No de descarrego, deve-se molhar do pescoço para baixo, jamais a cabeça; já no banho de fixação, este deve ser tomado de corpo inteiro. Não se deve enxugar o corpo totalmente após os banhos indicados na Umbanda, para que haja maior captação ou eliminação da energia propiciada pelas ervas usadas no banho.

Deve-se, após o banho, as ervas utilizadas serem jogadas, de preferência em lugares de água corrente, como rios ou mar.

Há banhos para todos os Orixás e Entidades e muitos banhos têm dia e hora certos para tomar.

As ervas são também usadas no ritual do amaci.

Amaci é um banho de ervas que se faz no médium iniciante na Umbanda com as ervas específicas do Orixá de cabeça do médium, este banho é dado inclusive na cabeça do médium e tem a finalidade de limpar o campo astral e preparar o médium para entrar na corrente mediúnica, é uma preparação, uma espécie de primeira confirmação do médium na corrente mediúnica, é um vínculo energético do médium com o seu Orixá, com a casa e com o seu Pai no Santo porque somente o Pai no Santo pode dar este banho (entendam banho, como sendo a colocação do amací na coroa do médium) e colocar a mão na cabeça do médium.

A partir deste ponto o médium é um médium de Umbanda e está energeticamente vinculado ao seu Orixá.

Também visa propiciar ao médium maior contato com seus Orixás de Coroa, devendo o dirigente do templo colher as ervas de todos os Orixás, uma de cada pelo menos, e colocá-las quinadas dentro do preparo que será feito com as quatro águas (mar, cachoeira, chuva e fonte/mineral), com 3 (três) dias de antecedência do ritual do Amaci.

Além do amaci conforme descrito anteriormente, ao qual o médium se submete ao entrar para um templo de umbanda, anualmente é feito este ritual com a finalidade de preparar o médium para receber as energias vibrantes do terreiro, além de oferecer ao filho de fé a limpeza de seu campo áurico, bem como confirmar as entidades trabalhadoras da coroa daquele médium.

         AS ERVAS DOS ORIXÁS

Abaixo estão relacionadas as ervas mais conhecidas e usadas na Umbanda para banhos e outras finalidades.

Oxalá – Boldo ou Tapete de Oxalá; Saião ou Folha da Costa ; Manjericão ou Alfavaca Branca ; Sândalo; Patchuli; Colônia; Alfazema; Algodoeiro; Capim Limão; Girassol; Maracujá; Jasmim; Erva Cidreira. entre outras.

Xangô – Levante ou Elevante; Quebra-Pedra; Fortuna ; Erva Lírio; Pata de Vaca; Pára-Raio; Gervão Roxo; Manjericão Branco; Erva de Santa Maria; Malva Branca; Sucupira; Limoeiro; Café; Alecrim do Mato, entre outras.

Ogum – Espada de São Jorge; Peregum Folhas Amarelas e Verdes; São Gonçalinho; Aroeira; Vence-Demanda; Comigo-Ningém-Pode; Romã; Jurubeba; Mangueira; Pinheiro; Goiabeira; Abacateiro; Canela, entre outras.

Obaluaiê (Omulu) – Hera; Canela de Velho; Assa-Peixe; Erva-de-Passarinho; Levante ou Alevante; Jurubeba; Manjericão Roxo; Camomila; Babosa; Mamona Branca; Aroeira; Jamelão; Carnaúba, entre outras.

Yemanjá – Manjericão; Colônia; Saião; Levante; Jasmim; Malva Rosa; Lágrimas de Nossa Senhora; Pata de Vaca; Parreira; Camomila ou Macela; Poeijo; Trevo; Violeta; Boldo; Alaga Marinha; Gerânio, entre outras.

Oxóssi –  Alecrim do Campo; Peregun Verde; Mangueira; Chapéu de Coro; Abre Caminho; Vence-Demandas; Jureminha; Erva Doce; Pitangueira; Romã; Sabugueiro; Malva Rosa; Levante; Capim Limão; Violeta, entre outras.

Nanã – Erva Quaresma; Manjericão; Agoniada; Mostarda; Agrião; Bertalha; Espinafre; Hortênsia; Cedinho; Erva-Cidreira; Camomila; Beringela; Erva-Mate; Avenca; Jaqueira; Cavalinha, entre outras.

Oxum – Jasmim; Erva -Cidreira; Colônia; Agoniada; Camomila; Lágrimas de Nossa Senhora; Erva Doce; Lírio Amarelo; Mamão; Boldo; Vitória-Régia;Gengibre;Melancia;Agrião; Melão; Coentro; Celidônia, entre outras.

Yansã – Pára-Raio; Dormideira; Erva Santa Bárbara; Cana do Brejo; Erva Prata; Gervão Roxo; Anil.; Violeta; Losna; Arruda; Orquídea; Mal-me-quer; Alfazema; Anil; Cipó Azogue; Alfazema de Caboclo, entre outras.

Ibeji – Amoreira; Anil; Alfazema; Abre-Caminhos; Parreira; Colônia; Erva-Cidreira; Pitangueira; Camomila; Erva Doce; Cajá; Morango; Capim Limão; Lírio; Benjoim; Tangerina; Fruta de Conde; Hortelão, entre outras.

Exú – Vassourinha; Fumo; Babosa; Tiririca; Bananeira; Pinhão Roxo; Vence-Demandas; Comigo-Ninguém-Pode; Jurubeba; Urtiga; Amendoeira; Bambu, entre outras.

              ERVAS PARA AFASTAR MAUS ESPÍRITOS

São usadas para fazer Sacudimentos de Pessoas e Ambientes como: Losna; Cipó; Comigo-Ninguém-Pode; Fumo; Alho; Crisântemo; Bananeira; Abre-Caminhos; Espada de São Jorge; Pinhão Roxo; Guiné; Mamona, entre outras. 

ERVAS PARA AMULETO

Usadas com a finalidade de Proteção e Segurança, são as seguintes: Alfavaca ou Manjericão; Guiné; Arruda; Indirí; Alecrim; Canela Preta; Espada de São Jorge, entre outras.

 ERVAS CONTRA FEITIÇOS

Betônica; Briônia, entre outras 

             ERVAS PARA TRABALHO

Tais como Imantação de Otás, Materiais de Culto, para o ORI, são elas: Obi; Orobô; Urucum; Dandá; Erva de Passarinho; Pimenta; Bejerecum; Bálsamo de Tolu; Choupo; Amansa – Besta; Canela; Aridam, entre outras.

Amacis – Oxum, Ogum, Cosme e Damião e Sete Linhas

Oxum
2 panos brancos e virgens
folhas de guiné
folhas de Lágrima de Nossa Senhora
folhas de boldo
ramos de manjericão
folhas de alfazema
ramos de arruda
1 flor branca
Substituição: Folha de mentruz, alecrim, hortelã e poejo
Regência: Cachoeiras, lagos, riachos
Cor: Azul escuroOgum
2 panos brancos e virgens
espada de São Jorge
Obs.: Não tem substituição
Regência: Calçada da Calunga pequena (lado de fora) e estradas
Cor: Vermelho e brancoCosme e Damião
2 panos brancos e virgens
ramos de trevo
ramos de alfazema
ramos de camomila
ramos de alecrim
ramos de manjericão
ramos de poejo
1 flor branca
Substituição: Folha de boldo, amaro e erva-doce
Regência: Nos jardins
Cor: Rosa e azulSete Linhas
2 panos brancos e virgens
ramos de arruda
folha de boldo
folha de comigo-ninguém-pode
folha de couve manteiga
folha de samambaia do brejo
espada de São Jorge
folha de goiaba
Substituição: Folha de café, manjericão ou alecrim

EGUNITÁ é a Orixá Cósmica apli­cadora da Justiça Divina na vida dos seres racionalmente desequilibrados. Fogo, eis o mistério de nossa amada mãe Egunitá, regente cósmica do Fogo e da Justiça Divina que purifica os excessos emocionais dos seres de­sequilibrados, desvirtuados e viciados.Orixá: Egunitá Elemento: FogoSentido Divino: JustiçaFator principal: Consumir, purificar, energizar

Atribuição: Purificar o emocional humano

Ervas Quentes: Arruda, buchinha do norte, cânfo-ra, eucalipto, jurema preta, urucum fumo (tabaco), pára raio, tiririca, comigo ninguém pode, limão.

Verbos atuantes nas ervas quentes: Queimar, consumir, aquecer, fundidor, fusor.

Ervas Mornas: Açafrão Raiz, Alfavaca, Arnica do Ma­to, Ca­lêndula Flor, Canela, Arte­mísia, Carapiá Raiz, Chapéu de Cou­ro, Cipó São João , Erva de Sta Maria – Mentruz, Girassol – Semente c/ casca, Guaraná Semente, Imburana Semente, Incenso Resina, Laranja Amarga Casca Fruto, Laranjeira Folha, Louro.

Verbos atuantes nas ervas mornas: Energizar, inflamar, excitar, estimular.

Flores: girassol, begônia, flores do campo

Portais de cura: calcita laranja, rodelas de limão cravo, velas laranja e vermelhas, carvão, azeite de dendê.

Frutas e alimentos: moranga, morango, frutas vermelhas e frutas cítricas – limão cravo, mexerica, laranja, etc.

Banho / Amaci – purificador ou cura: arruda, eucalipto, tabaco, para raio, folhas de limão, aroeira, jurema preta, folhas de gengibre, açafrão (cúrcuma), cebolinha

Banho / Amaci – apresentação, gira ou iniciação: calêndula, santa maria, artemísia, flor de girassol, imburana, louro, laranjeira

Firmeza à esquerda: carvão, pimentas de todo tipo, tijolos de forno antigo, peças de caldeiraria.

Orixá IansãIansã é a aplicadora da Lei na vida dos seres emocionados pelos vícios. Seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres: ela os esgota e os redireciona, abrindo-lhes novos campos por onde evoluirão de forma menos emocional.Elemento: Ar – (em movimento, a ventania)Sentido Divino: Lei

Fator principal: Direcionador, movimentador

Atribuição: Direcionar e movimentar os seres no sentido evolutivo

Ervas Quentes:

buchinha do norte, cânfora, espada de sta. Bárbara, quebra demanda, mamona, picão preto, bambu, fumo (tabaco), para-ráio (sta. Bárbara), tiririca, vence demanda, pinhão roxo.

Verbos atuantes nas ervas quentes:

Arrastar, arrebatar, dissipar, fulminar, remover, …

Ervas Mornas:

Pitanga folha, peregun rajado, alfavaca, calêndula, camomila, cana do brejo, capuchinha, cidreira, cavalinha, chapéu de couro, cipó cravo, cipó s. joão, santa luzia, girassol semente, imburana, jurubeba, laranjeira, losna, sabugueiro, folha do fogo, pinhão branco.

Verbos atuantes nas ervas mornas:

Mover, movimentar, direcionar, espalhar, empurrar, agir, vibrar,…

Flores: impatiens, palmas amarelas e vermelhas, açucena, tulipa, primavera (bougainvilea)

Frutas e alimentos: pitanga, laranja, abacaxi, grãos.

Banho / Amaci – purificador ou cura: Artemísia, losna, mamona, bambu folhas, cana folhas, tabaco, para raio.

Banho / Amaci – apresentação, gira ou iniciação: pitanga, eucalipto, peregun verde-amarelo, santa luzia, sabugueiro, laranjeira, girassol flor.

Firmeza à esquerda: olho de boi, valeriana, folhas variadas secas no tempo, pimentas

Portais de cura: água de chuva, velas amarelas e vermelhas, pimentas amarelas, pedaços de bambu, flores.

Amalás dos Orixás

OXALÁErvas para o Banho de Descarrego
Poejo, Camomila, Chapéu de Couro, Erva de Bicho, Cravo, Coentro, Gerânio  Branco, Arruda, Erva Cidreira, Erva de  S.João, Alecrim do Mato, Hortelã,  Alevante, Erva de Oxalá (Boldo), Folhas  de Girassol, Folhas de Bambu.Amalá
14 velas brancas, água mineral, canjica branca dentro de alguidar de louça  branca, e flores brancas.
Local de entrega: deve ser muito bonito e cheio de paz, como uma colina limpa, ou junto de uma entrega para Iemanjá, na praia.

OGUMErvas para o Banho de Descarrego
Aroeira, Pata de Vaca,Carqueja,Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de S. Jorge, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba.Amalá
14 velas branca e vermelha ou 7 brancas  e 7 vermelhas, cerveja branca servida em coité, 7 charutos, peixe de escama e de água doce, ou camarão seco, amendoins
e frutas, de preferência, dentre elas, uma manga (melhor a espada).
Local de  entrega: uma campina.

Ao poderoso Senhor da Guerra e dos Caminhos, pede – se: aberturas dos caminhos
profissionais; novas oportinidades; trabalho; vitórias justas e merecidas; força
para enfrentar as provações; proteção contra os inimigos; quebras de demandas;
ajuda para mudanças de cidade, estado ou país; movimento.
OFERENDA 1
ELEMENTOS:
7 carás pequenos com a casca (apenas escaldados em água quente)
3 cebolas cortadas em fatias no sentido do comprimento
azeite de dendê para regar
1 cerveja clara pequena (sem gelar)
1 vela (metade branca, metade vermelha)
7 folhas de couve, arrumadas em círculo, com os cabos para fora.
Após arrumar as folhas de couve, colocar os carás, enfeitar com as cebolas e
regar com o dendê. Abrir a cerveja, derramar nas folhas de couve.
Acender a vela.

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OFERENDA 2
ELEMENTOS:
500g de feijão cavalo cru
1 cebola cortada em fatias no sentido do comprimento, para enfeitar o feijão
azeite de dendê para regar o feijão
1 coité (recipiente que é metade de uma casca de côco ou madeira)
1 cerveja clara pequena, colocada no coité
1 vela(metade vermelha, metade branca) 1 recipiente para vela (forminha metal)
7 folhas de couves arrumadas em forma de círculo, com os cabos para fora
Arrumar um monte de feijões no centro das folhas de couve, enfeitar com as
cebolas e regar com o dendê. Colocar a cerveja no coité, acender a vela no
recipiente, esperar queimar, recolher o lixo reciclável.

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OFERENDA 3
ELEMENTOS:
8 fatias de melancia (em espessura que não quebre)
1 cerveja clara pequena – 1 coité para colocar a cerveja
7 velas metade vermelha, metade branca (7 forminhas de empadinha)
8 cravos brancos
7 folhas de couve, arrumadas em forma de círculo, com os cabos para fora.
Colocar as fatias da fruta em cima do círculo de couve, colocar um cravo]
em cima de cada fatia de melancia, com os cabos para fora,

PROCEDER COMO ANTERIOR
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OFERENDA 4 …………………………………..PARA PEDIR PROSPERIDADE

ELEMENTOS:
250g feijão fradinho cru
250g feijão cavalo cru
8 azeitonas verdes
8 ovos cozidos, descascados e inteiros
azeite de dendê para regar
8 moedas douradas lavadas com sabão (podem ser de 10 centavos
8 folhas de louro
1 cerveja clara pequena – 1 coité pra por a cerveja
4 velas brancas (número 0 ou 1, para queimar rápido) 4 forminhas
4 velas veremlhas (número 0 ou 1, para queimar rápido) 4 forminhas
7 folhas de couve para servirem de suporte
Arrumar as 7 folhas de couve em círculos, com os cabos para fora
colocar o feijão cavalo, fazendo um monte, no centro das folhas de couve,
colocar o feijão fradinho, contornando o monte do feijão cavalo
colocar intercalado e enfeitando em cima dos feijões: os ovos,
as 8 folhas de louro e as 8 azeitonas. Regar tudo com o dendê,
acender as velas (uma em cada forminha de empadinha) esperar queimar
e recolher forminhas, scos plásticos, garrafas etc.

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OFERENDA 5
ELEMENTOS:
7 mangas (tipo espada, sem descascar)
7 cravos vermelhos
1 cerveja clara pequena -1 coité para por cerveja
1 água mineral 200ml (regar as frutas e a couve)
7 velas (metade vermelha, metade branca)
7 folhas de couve (arrumadas em círculo, para servirem de suporte)
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 6
ELEMENTOS:
1 cará grande sem casca, sem cozinhar, apenas escaldar
azeite de dendê ou oliva para regar
1 cebola cortada em fatias, no sentido do comprimento
1 a 3 folhas de couve para suporte
1 cerveja clara pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela branca comum 
PROCEDER COMO ANTERIORES
As oferendas de meu Pai Ogum, em geral são as mais simples entre os Orixás.

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OFERENDA 7………………..Essa oferenda é para pedir saúde e proteção.
ELEMENTOS:
7 beterrabas grande cruas e com a casca
7 espadas de Ogum (São Jorge)
7 velas (metade vermelha, metade branca)
1 garrafa de água mineral, coité para colocar a água
1 garrafa pequena de cerveja, coité para colocar a cerveja
7 folhas de couves para suporte

Arrumar as 7 folhas de couves em círculo, com os cabos par fora
colocar as 7 beterrabas no centro
arrumar as 7 espadas em torno das beterrabas (como se fossem raios de sol)
Servir água e cerveja, uma em cada coité, acender as velas, nos suportes.
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 8
ELEMENTOS:
3 carás (crus, com casca)
4 ovos cozidos, cortado ao meio no sentido do comprimento
3 mangas espadas (com casca)
3 cravos vermelhos
1 cerveja pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela vermelha
1 vela branca
7 folhas de couve
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 9
ELEMENTOS:
1 kg de mandioca, descascada e cortada em pedaços (escaldada em água fervente
e escorrida, deve estar firme, não cozinhe)
4 ovos cozidos, firmes e cortados na metade no sentido do comprimento
21 acerolas com casca (ou 21 tomates cereja)
21 azeitonas verdes
azeite de dendê para regar
1 cerveja clara pequena, 1 coité para por a cerveja
1 vela vermelha (número 0 ou 1)
1 vela branca (número 0 ou 1)
7 folhas de couves

Arrumar no centro das coves a mandioca, enfeitar com as acerolas,azeitonas e
os ovos (faça uma bonita apresentação, com carinho e capricho) regue tudo
com o dendê, coloque a cerveja no coité e acenda as velas (tomando as devidas
precauções)

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OFERENDA 10 ………OFERENDA PARA FORTALECIMENTO E ENERGIA
ELEMENTOS:
7 figos frescos (com casca e inteiros)
7 goiabas (branca ou veremelha, com casca abertas ao meio no comprimento)
7 laranjas (com casca, abertas ao meio no comprimento)
melado de cana para regar
7 velas (metade vermelha, metade branca) 7 forminhas para as velas
7 folhas de couve para forrar o chão
200ml de água mineral – 1 coité para colocar a água
200 ml de vinho tinto seco – 1 coité para colocar o vinho
(você deve abrir uma garrafa especialmente para a oferenda e levar num
vidro com tampa mais ou menos 1 copo do vinho e deixar o resto em casa)

Arrumar as couves em círculo, com os cabos par fora, colocar no centro os figos
inteiros contornados pelas laranhas e estas contornadas pelas goiabas. Regar
com o melado, fazendo uns fios por cima das frutas , não cubra tudo.
Servir a águam depois o vinho e por último acender as velas.
PROCEDER COMO ANTERIORES

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OFERENDA 11
ELEMENTOS:
4 cravos vermelhos
3 cravos brancos
1 garrafa pequena de cerveja clara (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
1 vela (metade vermelha, metade branca)
7 folhas de couves para forrar (colocadas em cérculo, com os cabos para fora)

Arrumar os cravos intercalando as cores, em círculo, nas couves, com os cabos
dos cravos para o lado de fora, abrir a cerveja e colacar no coité, acender
a vela (num suporte de alumínio tipo forminha de empadinha) 

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OFERENDA 12
ELEMENTOS
1 cravo vermelho
1 vela branca
1 cerveja clara pequena e 1 coité para por a cerveja
Não precisa forrar o chão com folhas de couves, coloque diretamente no chão.
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AMALÁ FORTE DE XOROKÊ

-7 QUIABOS

-1 GILÓ.

-1 K FARINHA DE MANDIOCA.

-1 VIDRO DE DENDÊ.

-7 PIMENTA MALAGUETA FRESCA.

-7 PUNHAIS DE AÇO,CABO PRETO.

-1 ALGUIDAR DE BARRO.

-7 VELAS AMARELAS.

-Cortar cada quiabo 6 vezes,de forma que fique 7 pedaços,ou melhor 49.

-Corta-se o giló em 3 fatias de maneira que não se separem.

-Fazer uma farofa com a farinha de mandioca,dendê e pimenta picada,que fique bem soltinha.

-Colocar um punhado de farofa no fundo do alguidar,suficiente para forrar o fundo.

-Fazer as conjurações.

-Com a mão esquerda coloque os 49 pedaços de quiabo ao redor.

-Coloque o giló no centro.

-Em seguida cubra tudo com a farofa,deixando apenas o giló aparecendo.

-Coloque os sete punhais ao redor do prato,de maneira que fiquem todos com as lâminas apoiando no alguidar em direção ao centro.

-Acender uma vela por dia ,durante sete dias.

-Despachar em uma encruzilhada aberta.

CONJURAÇÕES AO SR XOROKÊ

1ª CONJURAÇÃO:Sr. Xorokê , rei do ouro,senhor das nobrezas e das farturas , invoco-te por parte do maioral todo poderoso , para que , neste exato momento , coloque teus sete emissários ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS, DAVIÊROS, ZALIÊROS, em meu favor,para solucionar o quero e preciso,no prazo de sete minutos,sete horas ou sete dias,pois para isto fostes criado.

2ª CONJURAÇÃO:Sr.Xorokê,assim como o bode berra,o fogo estala e a fumaça sobe,eu… quero que meus desejos sejam agora a mim dirigidos,como a luz do sol,clareia a terra,tu com as sete forças do espaço,ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS DAVIÊROS, ZALIÊROS ,irás dirigir a mim tudo aquilo que eu quero e preciso neste momento,dentro do curto prazo de sete minutos,sete horas ou sete dias , pois para isto fostes criado.

3ªCONJURAÇÃO :Sr.Xorokê,tu que tens o grande poder de aliviar-me de todas as minhas necessidades materiais,neste exato momento te suplico e ordeno: fáras com que tuas sete falanges do espaço ZITECHIS, GEZADOS, MARIÊROS, KRAVAÊROS, PALIÊROS, DAVIÊROS, ZALIÊROS,venham em meu socorro no curto espaço de tempo de sete minutos,sete horas ou sete dias, pois para isto fostes criado.

As oferendas para Pai Ogum podem ser entregues na beira do mar, nas cachoeiras, nas campinas, nas estradas de barro, nas matas, 
no jardim de sua casa, menos as que forem distintas como a de Ogum Xoroquê, que é numa encruzilhada e fica durante sete dias, todas as outras acima é que são nesses lugares citados e no tempo descrito.  (recolher no terceiro dia e despachar).

IEMANJÁErvas para o Banho de Descarrego
Pata de Vaca, Folhas de Lágrima de N.Senhora, Erva Quaresma, Trevo e chapéu de couro, Alfazema.Amalá
7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco, rosas brancas ou outrO tipo de flor branca.
Local de entrega: na  praia.

MARINHEIRO


AMALÁ
Dia do Marinheiro

Para a linha dos marinheiros nós preparamos uma entrega com arroz branco, peixe de água salgada, às vezes batata com mel, pedaços de coco, cigarro, marafo e como flores o cravo. Pode ser usado no lugar do alguidar de barro a gamela, folhas de bananeira ou aquela casca do coqueiro.

LOCAL DA ENTREGA
Na beira da praia

CIGANOS


AMALÁ
3 ou 7 velas de cera incolor, frutas como maçã, pêssego, uva principalmente, dentro de uma gamela, arroz integral e batatas assadas pequenas e descascadas, coberto com canela e mel tudo arranjado com flores. Bebida para o cigano vinho tinto, e para a cigana vinho branco. Para o cigano cigarro ou cigarrilha, e para cigana cigarros.

BOIADEIRO


AMALÁ
7 velas amarelas. Comida dentro de uma gamela: arroz integral, virado de feijão preto, batata assada, rapadura, cocada, arroz mineiro, arroz tropeiro, podendo ser usada uma moganga, flores do campo, cigarros ou cigarrilhas.

Bebida: marafo ou batida de coco.

OXÓSSIErvas para o Banho de Descarrego
Malva Rosa, Mil Folhas, Sete Sangrias, Folhas de Aroeira, Folhas de fava de Quebrante, Folhas de Samambaia, Folhas de Palmeira, Folhas de Laranjeira, Erva Cidreira, Folhas de Jurema, Folhas de Maracujá, Folhas de Palmito, Folhas de Abacateiro.Amalá
7 velas verdes e 7 brancas, Cerveja branca servida em coité, 7 charutos,
peixe  com escama de água doce ou uma moganga bem assada com milho dentro coberto com mel.
Local de entrega: na entrada da mata.

OFERENDA 1

7 ESPIGAS DE MILHO VERDE (USE A PALHA COMO BASE PARA A ENTREGA)
1 COITÉ COM ÁGUA MINERAL
7 VELAS VERDES
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OFERENDA 2
7 VELAS VERDES (EM VOLTA DO CÔCO)
7 VELAS BRANCAS (EM VOLTA DO CÔCO)
7 GALHOS DE ALECRIM, (EM VOLTA DO CÔCO)
1 CÔCO VERDE ABERTO EM CIMA, COM A ÁGUA DENTRO
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OFERENDA 3
4 VELAS VERDES
3 VELAS BRANCAS
7 GALHOS DE GUINÉ
21 VAGENS
ÁGUA MINERAL
1 COITÉ, PARA POR A ÁGUA
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OFERENDA 4
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA PARA SERVIR DE BASE PARA A OFERENDA
21 PEDAÇOS DE CANA DE AÇÚCAR
1 CERVEJA BRANCA, SERVIDA NO COETÉ
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OFERENDA 5
1 FOLHA DE BANANEIRA, PARA SERVIR DE BASE
70G DE FEIJÃO (QUALQUER TIPO)
70G DE LENTILHA
70G DE GRÃOS DE ERVILHA
70G DE GRÃOS DE MILHO SECO
70G DE GRÃO DE BICO
70G DE ARROZ BRANCO
70G DE GRÃOS DE SOJA
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
CERVEJA BRANCA, SERVIDA NO COETÉ
ARRUMAR OS GRÃOS DE MODO HARMONIOSO E CIRCULAR, NA FOLHA DE BANANEIRA, DEIXAR O COITÉ COM CERVEJA NO CENTRO, ACENDER AS VELAS FORA DA FOLHA DE BANANEIRA, EM VOLTA.
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OFERENDA 6 
1 FOLHA DE BANANEIRA
7 GALHOS DE ALECRIM
7 GALHOS DE ARRUDA
7 MAÇÃS VERDES
7 VELAS BRANCAS
7 VELAS VERDES
1 COETÉ
ÁGUA MINERAL, SERVIDA NO COITÉ
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OFERENDA 7
1 FOLHA DE BABANEIRA
FLORES DO CAMPO ( EM CIMA DA FOLHA DE BANAEIRA)
1 CÔCO VERDE, ABERTO E DEIXAR A ÁGUA DENTRO (NO MEIO DA FOLHA )
7 VELAS VERDES ( EM VOLTA, FORA DA FOLHA)
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OFERENDA 8
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA, PARA FORRAR O CHÃO
1 MORANGA ABERTA PELO ALTO, REGADA COM MELADO DE CANA, DEIXAR A TAMPA DO MORANGA AO LADO.
7 VELAS VERDES
7 VELAS BRANCAS
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OFERENDA 9
1 FOLHA DE BABANEIRA
70G SEMENTES DE ABÓBORA
70G SEMENTES DE GERGELIM
70 G SEMENTES DE GIRASSOL
7 GALHOS DE ARRUDA
7 GALHOS DE GUINÉ
7 GALHOS DE ALECRIM
7 PEDAÇOS DE CANELA EM PAU
1 GARRAFA DE 500ML DE ÁGUA MINERAL
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL ( O RESTANTE DA ÁGUA, REGAR TODA A OFERENDA)
7 VELAS BICOLORES (METADE VERDE, METADE BRANCA)
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OFERENDA 10
1 FOLHA DE BABANEIRA
500G DE ARROZ INTEGRAL CRU (NO CENTRO DA FOLHA)
1 CACHO DE UVAS (QQ TIPO) ( EM CIMA DO ARROZ)
MEL (REGAR TODA A OFERENDA)
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL
7 VELAS BICOLORES (METADE VERDE, METADE BRANCA)
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OFERENDA 11
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA
7 PITANGAS
7 JABUTICABAS
7 CARAMBOLAS
500ML DE CALDO DE CANA (PARA O COETÉ E PARA REGAR A OFERENDA)
1 COETÉ COM CALDO DE CANA
7 VELAS BICOLORES (VERDE E BRANCA)
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OFERENDA 12
1 FOLHA DE BABANEIRA
7 ESPIGAS DE MILHO VERDE
7 VAGENS CRUAS
7 GALHOS DE ALECRIM
7 VELAS BICOLORES (VERDE E BRANCA)
MEL PARA REGAR A OFERENDA
1 COETÉ COM ÁGUA MINERAL
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OFERENDA 13
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA (PARA FORRAR O CHÃO)
7 BANANAS D’ÁGUA (E COM AS CASCAS E 4 SEM AS CASCAS)
MEL PARA REGAR AS BANANAS
1 CERVEJA BRANCA NO COETÉ
7 VELAS VERDES
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OFERENDA 14
1 FOLHA DE BANANEIRA
7 CAJÚS
21 VAGENS CRUAS
MEL PARA REGAR
7 VELAS VERDES OU 7 VELAS BICLORES (VERDE E BRANCAS)
1 COETÉ
ÁGUA MINERAL SERVIDA NO COETÉ
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OFERENDA 15
7 FOLHAS DE SAMAMBAIA
1 CÔCO VERDE ( ABERTO COM A ÁGUA DENTRO
7 PEDAÇOS DE 70 CM CADA DE FITA VERDE
7 PEDAÇOS DE 70 CM CADA DE FITA BRANCA
FLORES DO CAMPO
7 VELAS BRANCAS
7 VELAS VERDES

XANGÔErvas para o Banho de Descarrego
Folhas de Limoeiro, Erva Moura, Erva Lírio, Folhas de Café, Folhas de Mangueira, Erva de Xangô, Alevante, Quebra-Pedra.Amalá
7 velas marrons e 7 velas brancas,
7 charutos, cerveja preta servida em coité, camarão, quiabo.
Local de entrega: na pedreira ou sobre uma pedra grande e bonita.

Para Pai Xangô costumamos pedir sabedoria para tomar decisões que afetem
significativamente não só as nossas vidas, como a de outras pessoas próximas a
nós, pedimos sabedoria e reflexão, apoio material, uma vida mais estável, em
todos os sentidos, ajudas em questões de processos judiciais.
OFERENDA 1
ELEMENTOS:
1 kg de quiabos crus
azeite de dendê para regar
2 cebolas, cortadas em fatias no sentido do comprimento
4 velas( número 0 ou 1, na cor marrom)
4 velas (número 0 ou 1, na cor branca)
8 suportes de alumínio para as velas (tipo forminha de empadinha)
7 folhas de couve, arrumadas em círculos com os cabos para fora
1 garrafa ou lata de cerveja preta (sem gelar) 1 coité para por a cervejaEntrega: coloque os quiabos no centro do círculo de folhas de couve, enfeite
com as cebolas e regue com o dendê , abra a cerveja e coloque no coité,
acenda as velas, espere queimar, recolha a embalagem da cerveja e as forminhas,
junto com sacos plásticos e leve embora.
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OFERENDA 2
ELEMENTOS:
3 frutas do conde (ou cajá)
3 kiwis
3 cachos de uvas (de cor vinho)
1 garrafa pequena de cerveja – 1 coité para por a cerveja
4 velas na cor marrom (número 0 ou 1) – 4 forminhas de metal (tipo empadinha)
4 velas na cor branca (número 0 ou 1) – 4 forminhas de metal (tipo empadinha)
7 folhas de couve para servirem de base.

Arrume as 7 folhas de couve em forma de círculo, com os cabos para fora, coloque
as frutas no centro, abra a cerveja e coloque no coité, acenda as velas e espere
queimar, recolha as forminhas, garrafa, etc.
PROCEDER COMO AS ANTERIORES
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OFERENDA 3
ELEMENTOS:
500g de castanhas do pará (sem cascas)
500g de grão de bico (apenas escaldado em água fervente e escorrido)
4 cebolas (cortadas em fatias, no sentido do comprimento)
16 folhas de louro (pode ser seco, para enfeitar)
azeite de dendê para regar
1 garrafa pequena de cerveja preta (sem gela) 1 coité para por a cerveja
8 velas( número 0 ou 1, na cor marrom )
7 folha de couve para servirem de base

Montagem:
Arrume as 7 folhas de couve em círculos, com os cabos para fora.
No centro coloque as castanhas; em volta destas, faça outro círculo com os
grãos de bico; em volta do grão de bico, coloque as fatias de cebola; enfeite
tudo com os louros, dispostos também em círculos; regue com o dendê,
acenda a vela.
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OFERENDA 4
ELEMENTOS:
8 cajús
8 cajás (ou 7 frutas do conde)
8 quiabos
8 pinhões
8 folhas de couve, para servirem de base
8 cerveja preta para regar as frutas – NÃO PRECISA COITÉ, a cerveja é para regar
8 velas (número 0 ou 1 na cor marrom)

Arrumar as folhas de couve, depositar as frutas de modo estético, sempre preferindo as arrumações circulares (não cozinhar os pinhões, nem os quiabos), regar com a cerveja preta, acender as velas.
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OFERENDA 5
ELEMENTOS:
500g de grão de bico (apenas escaldados em água fervendo e escorridos)
7 quiabos (sem cozinhar ou escaldar)
21 azeitonas pretas
4 cebolas (cortadas em fatias,no sentido do comprimento)
azeite de dendê para regar
1 cerveja preta pequena (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
7 velas( núnero 0 ou 1, na cor marrom )
7 folhas de couve para servir de base

PROCEDER COMO ANTERIORES
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OFERENDA 6
ELEMENTOS:
250g de lentilhas (apenas escaldadas em água fervendo)
24 pinhões (crus)
16 folhas de louro
dendê para regar
1 garrafa pequena de cerveja preta (sem gelar) 1 coité para por a cerveja
7 velas na cor marrom (número 0 ou 1) Coloque em recipientes, tipo forminhas,
espere queimar e recolha-os, juntamente com a embalagem de cerveja ao lixo.
7 folhas de couve para suporte (arrumadas em círculos, com os cabos para fora)

PROCEDER COMO ANTERIORES
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OFERENDA 7 
ESTA OFERENDA É MAIS SIMPLES, POR MOTIVOS ECONOMICOS

ELEMENTOS
1 vela branca
500g de quiabos, escaldados, enfeitados com rodelas de 1cebola e regados no dendê
1 cerveja preta pequena (sem gelar) 1 coité para colocar cerveja
1 folha de couve, para servir de base.
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OFERENDA 8
ELEMENTOS:
500g de amendoim cru
100g de azeitonas verdes
1 cabeça de alcachofra (cortar e tirar o cabo)
azeite de dendê
1 cerveja preta pequena, 1 coité para por a cerveja
7 velas na cor marrom (número 0 ou 1, para queimar rápido)
7 folhas de couve

Arrumar as 7 folhas de couve em círculos e com os cabos para fora, no meio
depositar o monte de amendoins, colocar a alcachofra sem o cabo, no centro
dos amendoins e as azeitonas em volta da alcachofra. regar tudo com dendê.
Abrir a cerveja, colocar no coité, acender as velas (em recipientes tipo forminhas)
esperar queimar.
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OFERENDA 9
ELEMENTOS:
500g de feijão manteiga cru (regado com azeite de oliva)
100g de azeitonas pretas
100g de castanhas do Pará (inteiras e sem cascas)
1 cebola inteira (regada com azeite de oliva)
azeite de oliva, o suficiente para regar
1 cerveja preta pequena
1 coité para colocar a cerveja
8 velas na cor marrom (número 0 ou 1, para queimar rápido) forminhas
7 folhas de couve, para servirem de base

PROCEDER COMO A ANTERIOR, E COLOCAR A CEBOLA INTEIRA NO MEIO DO
MONTE DE FEIJÃO.
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OFERENDA 10
ELEMENTOS:
500g de feijão fradinho (cru)
21 quiabos (crus)
3 cebolas cortadas em fatias, no sentido do comprimento
azeite de dendê para regar
1 cerveja preta pequena – 1 coité para colocar a cerveja
4 velas na cor marrom (Número ou 1) 4 forminhs de metal
4 velas na cor branca (número 0 ou 1)4 forminhas de metal
7 folhas de couve par forrar

PROCEDER COMO ANTERIORES

AS OFERENDAS PARA PAI XANGÔ DEVEM SER ENTREGUES EM CIMA DE
PEDRAS, NA BEIRA DE CACHOEIRAS, COLINAS, CAMPINAS, ETC.
PODEM TAMBÉM FICAR NUMA PEDRA, NO JARDIM DE SUA CASA E RECOLHIDAS
NO TERCEIRO DIA DESPACHADAS NA MATA>

OXUMErvas para o Banho de Descarrego
Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica,Trevo Azedo ou Grande, Chuva
de Ouro, Manjericão, Erva Sta. Maria, Gengibre, Calêndula, Alfazema.
Amalá
7 velas brancas e 7 amarelo claro, Flores Amarelas, água mineral canjica amarela, fitas amarelo claro e branca.
Local de entrega: ao lado de uma cascata.

 

IANSÃErvas para o Banho de Descarrego
Catinga de mulata, Cordão de frade, Gerânio cor-de-rosa ou vermelho, Açucena, Folhas de Rosa Branca , Erva de Santa Bárbara.
Amalá
7 velas brancas e 7 amarelo escuro, água mineral, acarajé ou milho em espiga coberto com mel ou ainda canjica amarela. Local de entrega em pedra ao lado de um rio.

CRIANÇA


AMALÁ
7 ou 14 velas brancas, rosas ou azuis. Balas, pirulitos que podem ser do formato de chupeta e doces de qualquer tipo.

A bebida deve ser um refrigerante de preferência guaraná.

LOCAL DA ENTREGA
Um jardim ou um campo onde tenha flores.

PRETO VELHO


AMALÁ
7 ou 14 velas branca e preta, tutu de feijão, feijão fradinho, doces naturais como cocada, rapadura. Bebida: cerveja preta ou marafo. Fruta: banana prata também conhecida como banana maçã. Flores brancas. Um cachimbo, fumo e cigarro de palha.

EXÚ


AMALÁ
7 velas vermelhas e sete pretas; Comida: farofa de milho, com bastante pimenta e alho, coberto com azeite de dendê; o recipiente pode ser, no caso dos exus, um alguidar de barro; bebida: marafo; 7 charutos; se quiser flores vermelhas.

Para as pombas-gira o procedimento é o mesmo, exceto que ao invés do charuto deve ser entregue cigarros acompanhado de uma caixa de fósforos entreaberta e a bebida seria vinho tinto.

LOCAL DA ENTREGA
No caso dos exus os lugares dentro da cidade seria nas encruzilhadas, portão do cemitério ou dentro do cemitério (o cemitério chama-se calunga pequena), para os exus da encruzilhada, do cemitério e das almas. Entretanto no caso dos exus, recomendamos que a entrega seja feita dentro de um mato ou em sua entrada, de preferência em baixo de dois galhos de árvores que se cruzem.

POMBA GIRA


Farofa
Vinho branco ou rose
Cigarro com a carteira aberta e alguns puxados para fora
1 Caixa Fosforo
Velas vermelhas
Flores – rosas de qualquer cor

DONA MARIA PADILHA


AMALÁ
7 maças vermelhas, 21 morangos, 7 Ameixas Vermelhas, 7 Bombons, 7 Velas Brancas, Cigarro, Anis e Flores

Fontes: Casa de Umbanda

“Comidas e bebidas de santo”. Revista Mironga. Rio de Janeiro, anuário de 1970, edição especial)

claudia b.

Banhos, defumadores & ervas para todos os fins terça-feira, jan 24 2012 


Banhos para todos os fins

Nota: Irmãos, lembrem – se que seu Pai ou Mãe no Santo, são os que  devem confirmarem estas ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem termos conhecimento…

“Só é duradouro aquilo que se renova.”
Essa frase, gravada na porteira do Sítio Sertãozinho, avisa a quem chega qual é a atmosfera do lugar. São 78 mil m² de jardins, com ervas e flores, que perfumam e tornam vivo cada recanto. No meio desse paraíso verde, está a casa de Magdala Guedes, a Magui Junto com o marido, Oreste Lúcio, ela cultiva tudo o que cresce no lugar.
Os aromas florais atraem beija-flores, borboletas e pássaros.
“Há 17 anos, senti que não podia mais viver na cidade, que precisava estar nanatureza, observando os bichos, obedecendo o ritmo das estações do ano, para aprofundar meus estudos de fitoterapia e compreender melhor o efeito das ervas. Aqui, sinto que sou filha da Terra, desenvolvo a humildade e a tolerância enquanto espero as plantas crescerem. O tempo de semear e colher” diz Magui, que nasceu em Goiás, tem formação de educadora e morava em Belo Horizonte antes de vir para o sítio.
Ela produz chás, incensos, cosméticos e desenvolve programas de revitalização que incluem alimentação natural e banhos de erva. “As pessoas chegam da cidade carentes de cuidado e de condições para ouvir a voz do próprio coração, pois estão muito aceleradas. Acho que a saída não é abandonar o espaço urbano, mas aproveitar finais de semana para estar perto da natureza. Banhos de erva trazem essa força para o dia-a-dia. Eles atuam no corpo e influem no equilíbrio energético”, acredita ela.

Como preparar Magui ensina como fazer os banhos. “Coloque num saquinho de linho ou algodão brancos 200 g de ervas frescas ou 100 g de ervas secas. Feche-os com fitas coloridas, que têm significado: verde é para o banho relaxante, laranja para o energizante, branca para o de limpeza, vermelha para o do amor, cor-de-rosa para o de acolhimento”, diz ela.
Se o banho for de imersão, o saquinho é colocado direto na banheira com água quente. No chuveiro, as ervas, já dentro do saquinho, devem ser postas em infusão (em 2 litros de água quente por cinco minutos) e joga-se essa mistura no corpo. “É importante também mentalizar uma intenção durante o
banho”, completa Magui. Aqui, você encontra as misturas de ervas e a sugestão de uma mentalização – isso ajuda a liberar pensamentos negativos, facilita a conexão com o ritmo pessoal e com esse ritual revigorante.

Banho de limpeza

Para momentos de sobrecarga emocional, depois de discussões ou quando os pensamentos negativos são muito recorrentes.

Mil-em-ramas – Tem efeito tônico, revitalizante, digestivo. Como uma esponja, absorve as energias negativas.
Arruda – No caso dos banhos, não tem função medicinal, mas age como protetora e purificadora do corpo e da mente. Libera inveja, mau-olhado e negatividade.
Guiné – Também ajuda na limpeza energética e deve-se usar poucas folhas na mistura.
Alfazema – Tem efeito antidepressivo, anti-séptico calmante e relaxante.
Ajuda a limpar o astral e traz tranqüilidade.
Malva – Calmante, evoca proteção e equilibra as emoções.
Hortelã – É adstringente, analgésico, antidepressivo e anti-séptico. Purifica, protege, atrai amor e saúde.

Mentalização: imagine que você está embaixo de uma cachoeira ou num rio cristalino. Pense que a água está levando embora tudo o que o impede de prosseguir na vida com calma e alegria.

Banho para o amor

Para atrair um novo romance ou celebrar uma união duradoura, sela a cumplicidade e desperta o desejo e a paixão.
7 pedaços de maçã – Fruta doce e suculenta.
4 sementes de maçã – Para que a afetividade e a vida a dois germinem.
4 pedaços de canela em pau – Afrodisíaco.
3 rosas vermelhas – Flores da paixão.
Jasmim – De perfume doce, protege o casamento e o namoro e preserva a individualidade dos parceiros, para que a união seja harmoniosa.

Opcional: na banheira, acrescente 15 gotas de óleo essencial de ilangue-ilangue, afrodisíaco.
Envolva tudo num saquinho de crochê, simbolizando o cuidado e a delicadeza da relação. Amarre com fita vermelha e coloque na banheira com água quente.
Ou deixe o saquinho em infusão em 2 litros de água e jogue no corpo, ao final do banho.

Mentalização: pense na pessoa amada junto de você, nas muitas maneiras de trocar afeto com ela. Firme a intenção de que a relação seja construtiva, de forma que cada um mantenha sua individualidade.

Banho de acolhimento

Para momentos de perda, de grande carência afetiva ou quando haja a necessidade de colo e compreensão incondicional.
Camomila – Calmante e sedativo, alivia a tensão pré-menstrual. Erva associada a abundância, amor, purificação e proteção. Se não tiver flores secas ou frescas, use 15 gotas de óleo essencial de camomila para cada 8 litros de água.
Melissa – É calmante, analgésico, regula a pressão arterial, fortifica. Desperta a doçura e proporciona conforto, sono tranqüilo, acolhimento maternal.
Mirra – Purificador, revitalizante, calmante e estimulante. Ajuda a expressar seus dons e a perceber os aspectos sagrados do cotidiano. Faz vibrar a compaixão e seda o medo de mudanças.

Mentalização: imagine que você está no colo de alguém muito querido e que essa pessoa (pode ser a mãe, a avó ou outra figura materna) o recebe de braços e coração abertos, sem julgar ou questionar o que causa o sofrimento.

Banho relaxante

Para tensão, dores musculares ou após fazer muito esforço físico, como no caso dos atletas.
Tomilho – Relaxante muscular, digestivo, regulador intestinal, broncodilatador. Purifica as energias e desperta as boas vibrações.
Arnica -Antiinflamatório, sedativo, relaxante muscular. Energeticamente, traz clareza e ativa a prosperidade.
Erva-baleeira – Tem propriedades antiinflamatórias e é considerada uma erva de proteção.
Sal grosso – Adicione às ervas 2 colheres de sopa de sal grosso, para banho de imersão, ou 1 colher de sopa, para a infusão.

Mentalização: enquanto está na banheira ou no chuveiro, imagine que as tensões e cobranças do cotidiano estão se dissolvendo, que todo o corpo está relaxando e que você terá um descanso profundo.

Banho energizante

Para desânimo, depressão leve, cansaço, falta de energia física.
Alecrim – Antidepressivo, analgésico, estimulante e digestivo. Traz proteção, amor, purificação, saúde.
Manjericão – É relaxante, antigripal, fortificante. Desperta perdão e clareza.
Malva – É calmante e cicatrizante. Protege as emoções.
Sálvia – Estimula a digestão, é antidepressiva. Fortalece a saúde.
Canela (use no banho 3 pedaços de canela em pau. Ou em pó, 1 colher de sopa rasa) – Tem efeito tônico e revigorante.

Observação: em caso de problemas renais, evite usar a canela.

Mentalização: imagine que os raios de sol estão penetrando em seu corpo através do plexo solar (localizado na boca do estômago). Com os pés bem apoiados, pense que sua energia está sendo renovada, que a vontade e o desejo estão ressurgindo em todo seu ser.

Paz e Harmonia

Banhos Perfumados

Banho pra começar o dia – refresca e revigora

1 gota de o.e. de hortelã pimenta
4 gotas de o.e. de bergamota

Banho pra dormir – relaxa para o sono

1 gota de o.e. de camomila
4 gotas de o.e. de lavanda

Banho afrodisíaco – não precisa dizer nem pra que…

1 gota de o.e. de ylang-ylang
4 gotas de o.e. de sândalo
1 gota de o.e. de jasmim

Advertências:
Na presença de gravidez, pressão alta, problemas respiratórios, circulatórios, sensibilidade cutânea e doenças graves, consulte o aromaterapeuta antes da aplicação.
Alguns dos óleos descritos possuem contra indicações.
Glycia Rocha Gomes

Banhos ritualísticos

Olá Cláudio,
Exatamente isso! Se vc descarregou violentamente, precisará de algo subseqüentemente para ajudá-lo a repor imediatamente a energia retirada. Aí entram principalmente as ervas, a água utilizada, (se de cachoeira, de vertente, de tempestade, de mina, de poço, etc.).

Há vários tipos de “banhos”.
Como aquele por infusão, onde as ervas são ligeiramente aferventadas em água (em minha raiz recomendado para não iniciados – como um tratamento prescrito numa consulta (com entidade ou Zelador(a) à um não iniciado). Há o amaci, que é aquele onde as ervas ou seus derivados são combinados de três (o que considero uma boa variedade), até sete tipos de ervas, mas todas criteriosamente de acordo com o Nkise/Orixá da pessoa e sua coroa. No amaci as ervas colhidas são maceradas (espremidas por atrito, mas nunca torcidas – como aprendi e faço).
Essa mistura não é aferventada. O sumo das ervas usado ao natural como uma essência misturada à água.
É tomado frio (na temperatura ambiente, aliás como qualquer banho deveria ser aplicado) e se não foi previamente coado (o que é raro fazer em minha raiz), os seus restos são colhidos e depositados num local determinado (não recomendo nunca jogar no lixo).
Há também os banhos de Abô mais utilizados no Candomblé, que além de ervas, poderá conter o sangue proveniente dos sacrifícios e outros materiais que os(as) amigos (as) Candomblecistas poderiam falar, sem expor seus fundamentos mais secretos.
Além da variedade de banhos compostos, há os banhos só de águas. Como é bom um banho de cachoeira, de chuva, de mar…
O uso de banhos vem da antigüidade.
Inúmeras culturas utilizam os banhos como repositor de energias, como relaxantes, como descarregos, como tratamentos de saúde, etc.
É uma verdadeira terapia, pois os vegetais e seus derivados (flores, frutos, folhas, sementes, raízes, caules, raspas de casas, etc), e as suas notórias propriedades terapêuticas e curativas são absorvidas pelos poros por onde acessa a corrente sangüínea e percorre todo o organismo, e também pela
aromaterapia (através do olfato, sistema respiratória), agindo portanto, de dentro para fora e de fora para dentro simultaneamente. Os resultados…bem essas nós já conhecemos.

Banhos variados

BANHO DE ERVAS

Todos nós temos ao redor do nosso corpo físico um campo eletromagnético, composto por corpos sutis, que se denomina aura.
As auras das pessoas e dos lugares funcionam como antenas que recebem e enviam mensagens entre si, que são decodificadas através da nossa intuição.

Quando passamos por situações estranhas, energias desequilibradas se agregam à nossa aura e permanecem lá por muito tempo provocando doenças.

Quando tomamos um Banho de Ervas limpamos a nossa aura fazendo com que ela volte a funcionar normalmente e harmonizando os nossos chakras que são túneis por onde entram as energias no nosso corpo físico.

Cada planta tem características próprias que interagem com as nossas energias provocando as mudanças necessárias. As ervas podem limpar, energizar, melhorar nossa auto-estima, tirar nosso cansaço, etc…

Para fazer o banho, devemos olhar a relação de ervas e propriedades que segue abaixo e escolher aquelas que se adequadam à nossa situação. Depois, pegue um punhado de cada erva e faça um chá com elas. Coe numa jarra e após tomar um banho normal, jogue o chá do ombro pra baixo. As ervas podem ser misturadas e o resultado será melhor se usado número ímpar de ervas.

O Sal grosso pode ser usado como banho de limpeza mas é preciso que se tome um banho de ervas logo após.

Relação de ervas e suas propriedades:

* Arnica – afasta a negatividade
* Abre Caminho – novas forças
* Açúcar – aceitação
* Alho (palha) – proteção
* Alecrim – clareza mental
* Alpiste – prosperidade
* Arruda – proteção
* Anis Estrelado – aumenta a auto-estima
* Água-de-arroz – calmante
* Água-marinha (planta) – limpeza
* Alfazema – mudança
* Bulbo de cebolinha – tira o cansaço
* Comigo-ninguém-pode – defesa
* Camomila – limpeza (bactericida)
* Canela – limpeza, força e prosperidade
* Cravo da Índia – estimulante
* Crizântemo branco – calmante
* Crista-de-Galo (sementes) – calmante (hipertensão)
* Contas de Rosário – concentração
* Cenoura (folhas) – fraqueza
* Dente-de-Leão – tristeza e anti-tóxico
* Erva doce – boas energias
* Espada de São Jorge – proteção
* Folha de Pinheiro – limpeza
* Folhas de Pêssego – dissolve densidades acumuladas
* Folhas de Limão – corta energias negativas
* Folhas de Manga – prosperidade
* Folhas de Louro – prosperidade
* Fumo – proteção
* Flor de sabugueiro – calmante
* Guiné – proteção e força
* Girassol (sementes) – acelera as mudanças
* Guaraná – aumenta as energias
* Hortelã – aceitação
* Inhame – força e limpeza
* Levante – força, melhorar a auto-estima
* Losna – corta a negatividade (raivas)
* Macela – calmante (bom para insônia)
* Manjericão – equilíbrio, renova as células do organismo
* Pitanga (folhas) – melhora a circulação
* Rosas brancas – limpeza
* Rosas vermelhas – energia
* Sementes de tangerina – para dores na coluna
* Sálvia – rejuvenecimento

Banhos Específicos:

Descarrego: quando nos sentimos muito irritados ou extremamente desanimados
– 3 galhos de arruda
– 3 galhos de guiné
– 3 galhos de alecrim
– 1 espada de São Jorge
– 1 folha de comigo-ninguém-pode
– fumo de corda
– palha de alho

Abre Caminho: quando queremos mudar alguma coisa na nossa vida
– 7 folhas de loro
– 7 galhos de manjericão
– 7 sementes de girassol

Tirar Mágoas: quando não conseguimos nos livrar de uma tristeza
– 1 maçã cortada em 8 partes
– 1 colher de açúcar

Fraqueza :quando nos sentimos sem forças
– 3 folhas de cenoura
– 3 galhos de arruda
– 3 rosas vermelhas

Densidades Acumuladas: quando sentimos dor nas costas
– folhas de pêssego ou limão
– guiné
– palha de alho

Aumentar a Auto-Estima
– calêndula
– anis estrelados
– manjericão

Prosperidade
– alpiste
– folha de louro
– manjericão

Banhos da Felicidade

Esses banhos vão te ajudar a ter mais felicidade, mas lembre – se faça sempre esses banhos com carinho, mente serena, corpo tranquilo, sem stres.

• Junte em 3 litros de água morna 7 pétalas de rosas vermelhas bem perfumadas, 7 rosas brancas, 3 galhos de manjericão, 3 de alecrim, 3 gotas do seu perfume preferido. Coe tudo, e tome um banho com essa água e se seque naturalmente.

• Junte um punhado de açúcar, 5 pétalas de rosas brancas secas e uma palma de são Jorge em 3 litros de água já fervida, deixe esfriar e depois de coar, junte algumas gotas de seu perfume preferido e um punhado de sal grosso, joque do pescoço pra baixo.

• Coloque um pouco de alecrim, arruda, malva rosa, malva branca, manjericão, vassourinha e manjerona, pique em pedaços bem pequenos lave tudo em água corrente e coloque em 3 litros de água fervida, abafe tudo, quando estiver morno coe e após tomar seu banho habitual jogue no seu corpo e acenda uma vela branca oferecendo ao seu anjo de guarda.

Banho revitalizante

Num ida de lua minguante
3 litros de água
uma folha de espada de sâo jorge
arruda – macho
arruda – femea
guiné
rosas brancas
quebratudo
aguapé
hortelã
Ferva tudo, coe e faça o banho antes de se deitar. Recolha o que sobrar desse banho e jogue no lixo. Esse banho só pode ser feito por mulheres.

Banho para desanuviar a mente

meio maço de Sálvia
nove folhas de louro
nove galhos de manjericão
três colheres de sopa de cravo (em pó é o ideal)

Ferver o louro com o cravo até que a água tonalize de amarelo, deixe esfriar e coloque numa bacia específica para banhos, macerando então as ervas frescas até que se pareçam oxidadas (fiquem esmagadinhas, escuras). Deixe em exposição ao luar, e acrescente uma peça de ouro, retirando no dia
seguinte e tomando o banho da cabeça aos pés.

Importante:
Devolva todo o material utilizado a natureza, deixando aos pés de uma árvore ou enterrando, a mesma que ofereceu parte de si com amor, agradece.

Banho cigano para atrair um amor

Este banho deve ser feito em noite de lua Cheia…
Tome seu banho normal de higiêne.
Prepare este banho fervendo 2 litros de água, quando levantar fervura desligue e coloque os ingredientes, tampe por 15 m. e deixe amornar na temperatura desejada p/ jogar no corpo da cabeça p/ baixo.

Ingredientes:
– amor-agarradinho (deve ser erva, n/ sei…)
– alfazema (erva ou essência)
– mel
– pétalas de rosas vermelhas e amarelas
– uma maçã
Prepare esse banho durante 3 sexta feiras de Lua Cheia.
(claro que sempre mentalizando o seu pedido de que venha um amor e que seja bom p/ todos os envolvidos e sempre terminando : Assim seja, assim será!!!!

Banhos com alecrim

É BOM DAR UMA LIDA NAS MSGS ABAIXO DE OUTRA LISTA , QUEM GOSTA DE TOMAR
BANHOS DE ERVAS….
BEIJOS
MARION
eu encho de alecrim, saio do banho feito peixe bem temperado mas sabe às vezes quando vc tá tão radiante, com tanta energia que não consegue equilibrá-la?
é como eu me sinto…
ele deixa bem radiante mesmo, quem tem coração mais fraquinho tem q se cuidar, mas não é nada muito forte, tipo uma pimenta ou coisa assim só não precisa colocar um pote de alecrim como eu faço rs…
velho feitiço do gabriel
colocar um raminho de alecrim no vinho dá uma ótima animada….
beijos
Tarsila
————————————————————————–
Olás à todos…

Colocando a ponta da minha colher nesta conversa…! :o )

Ainda não tinha ouvido a informação de que mulheres não poderíam utilizar o alecrim em banhos, associada outras ervas. Novidade para mim!

No entanto o que eu sei (e comprovado por euzinha) é que o alecrim é uma fonte de energia, não podendo utilizar-se de grandes quantidades para o banho, sobre o risco de se ter taquicardia. Uma vez, na ignorânicia desta consequencia, estava me sentindo meio caída e acabei fazendo um banho com
3 galhos de alecrim, para melhorar. Resultado: meu coração ficou parecendo uma bateria de Escola de Samba… *risos

Alguém conhece este efeito do alecrim? Já vi que Tuga usa-o para um efeito meio que contrário… qual a quantidade que você usa?

Paz e luz,
Zingara Witch
Banhos mágicos

Atualmente, no Brasil, os banhos de ervas, folhas e flores sofrem a influência de diversas culturas. Este conhecimento garante que os banhos podem lavar o corpo e a alma, renovando as energias da aura humana, espantando a má sorte e atraindo a felicidade para nós. É só comprovar, pois há banho para tudo.

Para atrair o Amor

2 litros de leite
4 colheres de mel
1 maçã vermelha ralada
2 pauzinhos de canela

Ferva o leite e acrescente os demais ingredientes. Deixe esfriar. Coe e use após o banho higiênico, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Para Paixão

1 maçã vermelha ralada
1 maço de salsa fresca
4 litros de água mineral
4 colheres de mel de flor de laranjeira

No primeiro dia da lua cheia, coloque a água numa vasilha grande e acrescente os demais ingredientes. Coloque a vasilha num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua cheia. Na manhã seguinte, coe a mistura e utilize-a, após o banho habitual, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão. Os homens devem retirar a salsa e utilizar o banho apenas com os outros ingredientes.

Para Fartura e Prosperidade

4 litros de água mineral
6 paus de canela pequenos
1 colher de chá de noz moscada ralada
6 folhas de louro
1 colher de sopa de erva-doce ou funcho
6 moedas douradas ou uma peça de ouro
Pétalas de rosa amarela

Num dia de lua cheia, ferva a água e acrescente os demais ingredientes, exceto as pétalas da rosa amarela. Coe. Guarde as peças de ouro e as moedas. Deixe esfriar e antes de utilizá-lo, acrescente as pétalas de rosa. Tome o seu banho habitual e utilize a mistura derramando-a generosamente da cabeça
aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Para Sorte e Harmonização

4 litros de água mineral
2 colheres de sopa de óleo de amêndoa para o corpo
10 gotas de essência de rosas
Pétalas de rosa branca, lírio e angélica
1 quartzo branco bruto
1 quartzo rosa bruto
1 citrino bruto
1 ametista

Numa noite de lua crescente, coloque todos os ingredientes numa vasilha grande e deixe-a num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua.
Na manhã seguinte, após o banho higiênico, banhe-se na mistura, comprimindo as pétalas de rosa sobre a pele do corpo. Não se enxugue. Vista-se com um roupão e enrole uma toalha nos cabelos. Vista-se com roupas claras.

Para Proteção Espiritual

10 ramos de alecrim fresco, sem os galhos
30 gotas de essência de verbena
1 punhado de sal grosso
4 litros de água mineral

Ferva a água, desligue a chama e coloque os ramos de alecrim e o sal grosso. Deixe esfriar. Macere o alecrim com as mãos, como quem esfrega uma roupa. Antes de utilizar o banho, acrescente as gotas de verbena. Banhe-se do pescoço para baixo e deixe a água secar naturalmente ou use um roupão.
Duas horas depois, tome uma chuveirada, se estiver sentindo um sono anormal.

BANHO PARA FICAR MAIS ATRAENTE.

1 bacia de ágata virgem;

200 g. de sândalo em pó;

3 colheres de açúcar cristal;

1 colher de pau (sem uso);

1 vidro de perfume de alfazema;

1 vidro de 1 litro água de rosas.

Misture todos os ingredientes na bacia, mexendo com a colher de pau no sentido horário. Deixe descansar durante três dias, mexendo de vez em quando.

Coloque essa poção num recipiente (de preferência escuro), para utilizá-lo quando quiser ficar mais atraente, usando uma pequena parte do líquido e um pouco de água fria. Depois de tomar um banho normal,  jogue esse preparado no corpo inteiro diluido em um balde de agua.

BANHO DE ERVAS PARA AFASTAR EGUN (eguns – espíritos obsessores)

3 ou 4 folhas de mangueira;

1 galho pequeno de arruda;

folha de arueira;

um punhado de abre caminho;

cravos vermelhos;

1 casca de manacá;

1 kg de canjica branca cozida;

1 pote de barro médio.

Prepare esse banho antes das seis horas da manhã.

Macere todas as ervas, colocando-as dentro do pote, juntamente com a água do cozimento da canjica. Tome esse banho ao ar livre, da cabeça aos pés, pedindo que os eguns e as más influências vão embora.

A canjica deve ser colocada numa tigela branca (virgem) e oferecida a Oxalá, para que a paz e as energias positivas venham para essa pessoa. Fazer os pedidos em voz alta.

BANHO PARA DESCARREGO

1 pote de barro com tampa;

algumas folhas de: levante,

buchinha,

dandá,

cipó grosso (unha de gato),

louro e

alfazema;

colônia.

Sove, muito bem, todas as folhas, deixando descansar por três dias em um local fresco, dentro de um pote de barro com tampa.

Após esse tempo, leve todos os ingredientes para ferver. Guarde o líquido, já frio, em uma garrafa. Tome esse banho, da cabeça aos pés, sempre que estiver ansioso ou nervoso. Esse banho não pode ser quente.

Obs.: No prazo de vinte e quatro horas antes do dia em que for tomar o banho, não coma carne de porco ou pimenta nem ingira bebidas alcoólicas.

BANHO FORTALECER ORI (sua cabeça, sua espiritualidade, suas forças, sua proteção, seu anjo da guarda)

MODO DE FAZER:

Pegue água de coco verde, quine dentro de uma vasilha com folhas de algodoeiro, elevante, e tome este banho varias vezes sempre ao amanhecer, antes tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco, após feito isto tome banho com as ervas, logo a seguir coloque um akasa em sua cabeça e amarre com um morim branco e fique pôr duas horas, depois leve em um

jardim e coloque em baixo de uma árvore.

BANHO PARA SIMPATIA DA MULHER

Macaçá

Manjericão

Canela em pau

Pó de sândalo

1 maçã bem vermelha

Argentina cortada em cruz

Misturar todos os ingredientes e colocar para ferver por 30 minutos; deixe esfriar e em seguida tomar um banho da cabeça aos pés. Após o banho usar um perfume de sândalo ou alfazema.Banho para descarregar o corpo:
Colher pela manhã: levante, manjericão, alecrim, guaco, malva cheirosa, espada de são Jorge, espada de santa Catarina, orô, oito folhas de ameixa, um punhado de folhas de pitangueira, gervão, sete ramos de arruda, guiné, oito folhas de boldo e folhas de alfazema. Colocar numa panela grande e deixar a ferver por catorze minutos. Apague o lume e deixe arrefecer até ficar em boa temperatura para fazer o banho. Ponha o líquido sem as folhas num balde, entre na banheira ou no duche, colocando-se de pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do corpo com uma caneca, faça os pedidos para os bons guias retirarem todos os males do vosso caminho etc. Peça a alguém para deitar a água do banho que ficou na bacia num verde ou em água corrente.
Nota: Este mesmo preparado pode ser utilizado para lavar a casa (do fundos para a frente) para descarregar. Neste caso, em vez de ferver, as ervas também podem ser maceradas, piladas, com água, o efeito é melhor ainda. Também encontrará estas ervas em bons mercados ou ervanárias, caso você não tenha como colhê-las você mesmo.
Banho para atrair bons fluidos:
Misture dinheiro em penca, folhas de dólar, folhas de malva cheirosa, folhas de laranjeira, folhas de elefante, folhas de manjericão, folhas de fortuna, macere estas ervas com água e coe, misture um pouco de água quente para que a água fique numa boa temperatura para o banho. Coloque num balde entre na banheira ou no duche, colocando-se de pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do corpo com uma caneca (nunca deite nenhum tipo de banho na cabeça). No final, despeje o conteúdo da bacia no seu quintal. Se quiser lavar a casa com este preparado deve lavar da frente para o fundo e despeje o resto no fundo do quintal.
Nota: Como é um banho para atrair bons fluidos não deve ser despachado do lado de fora do pátio ou da porta de casa, caso você more num apartamento, sugiro que deixe um vaso grande com plantas verdes numa área onde possa despejar estes banhos.

Banho para Iemanjá ajudar a conquistar as coisas que deseja

Material:
Água morna
Folhas de Pata de Vaca
Folhas de Tapete de Oxalá (Boldo)
Mel
Flores Brancas

Lave as folhas uma a uma, coloque-as numa bacia com água, e de frente para a bacia macere as folhas esfregando uma na outra, pensando positivamente nos seus objectivos. Acrescente 8 gotas de perfume. Tome o banho do pescoço para baixo.

 

BANHO PARA ABRIR CAMINHO

Manjericão de caboclo

Alecrim

Arruda

7 rosas branca

1 obi se for mulher

7 cravos brancos se for homem

21 cravos da índia Fazer

Este banho é para quando a vida estiver atrapalhada ou com perturbações

 

Para afastar o mau olhado ou quebranto

3 litros de água mineral
1 garrafa de cerveja clara

Misture a cerveja com a água e banhe-se da cabeça aos pés, após o banho higiênico. Enrole uma toalha na cabeça e vista-se sem enxugar-se.

Para retirar a negatividade

4 litros de água mineral
2 punhados de sal grosso
2 dentes de alho roxo cortados em cruz
5 galhos de arruda macho
5 galhos de arruda fêmea

Ferva a água com os dentes de alho cortados. Quando a água estiver morna, acrescente a arruda, tratando de macerá-la, até que esteja totalmente desfeita. Misture o sal. Deixe esfriar e coe. Use do pescoço para baixo, após o banho habitual. Passadas duas horas, tome uma chuveirada de água
morna ou fria. Faça na lua minguante.

Dicas Importantes

1 – Os banhos devem ser acompanhados de preces pessoais espontâneas e sinceras. Peça. Converse com Deus e com seus protetores espirituais. Os resultados são fantásticos. Se desejar, acenda uma vela branca para o seu anjo da guarda.

2 – As flores e ervas frescas não devem ser fervidas. O valor energético das mesmas se perderá.

3 – Caso não consiga flores e ervas frescas, você pode usá-las secas. Neste caso, poderá colocá-las em água fervente e abafá-las. Evite fervê-las.

4 – Se estiver sentindo frio, acrescente ao banho, já preparado, uma quantidade de água mineral quente.

5 – Os resíduos dos banhos devem ser devolvidos à natureza. Coloque os resíduos num jardim ou no mar. Não se joga no lixo flores e ervas utilizadas em banhos energéticos, pois, se forem devolvidas à natureza, servirão como adubo.

6 – Na verdade não existe mal algum em jogar uma mistura de sal grosso e água na cabeça. Afinal de contas, nós não tiramos a cabeça para entrar no mar, onde há maior concentração de sal que nos banhos de limpeza energética. O que causa desconforto e cansaço é manter o sal no corpo por muito tempo. Por isso, três horas após um banho com sal grosso, banhe-se apenas com água, caso use o banho da cabeça aos pés.

7 – Banhos preparados com ervas como arruda, comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge e pára-raios não devem tocar a cabeça. Podem causar cansaço, letargia, dores e insônia. Evite-as.

Sibyla Rudana

BANHOS

Em todas as tradições místico-esotéricas, os banhos são indicados como poderosos auxiliares nos processos de cura e equilíbrio de energia do nosso corpo.
O banho feito com lírios brancos e rosas brancas, por exemplo, acalma e restaura a paz espiritual.

Banhos com mel ajudaram adoçar o temperamento e com camomila propiciam bons sonhos.

Para o cansaço e a tensão do dia, faça um escalda-pés com melissa e se sentirá relaxado.

Banho espiritual:

Em uma jarra de vidro limpa misture:

1 xícara de água do mar ou de água morna mineral.
1 colher de sopa de sal grosso.
1 xícara de vinagre de maçã.

Coloque essa mistura na banheira com água pela metade e banhe-se por 5 minutos com um mínimo de três imersões completas. Reze para a libertação de qualquer energia negativa a seu redor ou para se libertar de qualquer influência negativa ou preocupação que possa sentir.

Banho da prosperidade

Misture:

1 xícara de chá de canela moída em
4 xícaras de chá de salsa.

Divida a mistura em 5 partes iguais.

Tome 5 banhos nos 5 primeiros dias da semana. Se tiver banheira, fique em imersão na água por 8 min, pedindo melhora financeira. Mas não exija nada, confie na sabedoria e generosidade do universo.
Durante o banho, afunde 5 vezes.
Enxugue-se normalmente e boa sorte.

Água do banho do Amor

Misture dentro de um pires feito de barro
Água da fonte, descansada sob a primeira fase da Lua crescente e da Lua cheia.
Uma porção de alfazema, alecrim e rosas vermelhas.

Use sempre depois do banho ou durante, se possível junto com a pessoa amada, é uma água muito poderosa e pode usar numa poção, receita ou no que sua intuição lhe desejar!

Água após o banho

2 colheres sálvia trituradas
1 copo de álcool de cereais

Deixe ficar por um mês e depois passe por uma peneira.

Junte 5 gotas de alfazema.
Use sempre após o banho.

Colônia de Alecrim

Misture em 1\2 litro de álcool de cereais
2 gotas de essência de alecrim 2 gotas de bergamota
2 de cidra
2 gotas de essência flor de laranjeira

Deixe ficar pelo menos por 7 dias consecutivos, e coloque em um vidro. Use-o em momentos de bem estar, como em uma festa por exemplo.

Magia do dia

1 litro de água mineral
pétalas de uma rosa branca
petalas de uma cor-de-rosa
sete pedaços de canela em casca
sete cravos-da-índia
um punhado de açúcar-cristal.

Num caldeirao ferver, desligue o fogo e tampe por uns dez minutos. Quando a infusão amornar, despeje-a no corpo, do pescoço para baixo, depois de tomar seu banho habitual. Deixe secar naturalmente, sem usar toalha, e vista-se com roupas de cor clara.

Magia do dia – Para ficar mais atraente

Numa noite de Lua crescente ou cheia, colha sete margaridas e deixe-as sob seu travesseiro até que elas murchem. Então, coloque as flores numa panela com meio litro de água mineral. Leve ao fogo e, quando começar a ferver, retire a poção do fogo e deixe esfriar, com a panela tampada. Mergulhe um
sabonete novo no líquido e aguarde quinze minutos. A seguir, retire o sabonete e jogue fora a poção. Tome um banho com esse sabonete e em seguida enterre-o num jardim. A espuma com a magia das flores e do luar vai tornar você irresistível.

Banhos purificadores

Banhos purificantes ajudam a elevar o astral
(ideal para ser feito no ano novo):

Estudados pela aromaterapia, os banhos são uma técnica milenar e – dizem – podem atrair bons fluídos e purificar. Por isso, que tal começar o ano novo em alto astral, livre dos “encostos”? “Na aromaterapia os banhos em geral demoram uma hora e são verdadeiros rituais”, diz o psicoterapeuta corporal
Marco Spivack. Estes banhos são à base de óleos essenciais e, segundo Spivack, servem para relaxar, energizar, emagrecer e refrescar, entre outras coisas. Podem ser realizados em clínicas especializadas, balneários e até em casa. “Há banhos para quem quer se preparar para as festas de final do ano”, frisa o terapeuta corporal Zheca Catão.

Spivack sugere o que ele chama de Banho Ritual de Purificação, com óleos de alecrim, canela, mirra, olíbano e sal grosso. O banho é realizado num ofurô individual, de madeira, com óleos essenciais. O local é iluminado por velas e na água são jogadas pétalas de rosas. Antes de começar o banho, a pessoa toma uma ducha, depois entra no ofurô e permanece lá por 20 minutos.

“No Japão a temperatura da água do ofurô é elevadíssima, a 43 graus, mas isso é contra-indicado para cardíacos e hipertensos. Por isso, no Brasil a faixa de temperatura é entre os 28 e 32 graus, o que não oferece contra-indicações”, frisa. A pessoa sai do ofurô e deita-se numa espreguiçadeira. “Este banho é um ritual de desapego, uma associação de purificação, para receber o ano novo de braços abertos. Na espreguiçadeira, a temperatura do corpo vai se equilibrando e a pele vai metabolizando os óleos. O alecrim afasta as energias negativas e é estimulante; a canela, segundo o Feng Shui, costuma atrair dinheiro e é afrodisíaca; o olíbano é equilibrante; e o sal grosso é relaxante, purificante e afasta energias negativas”, explica. Você pode realizar este banho em sua casa, de preferência numa banheira.

Zheca Catão explica que quem quer ficar animado durante as festas pode preparar um banho com óleo de alecrim e cítricos. Já para aqueles que querem cuidar do lado espiritual, diz, o banho mais indicado é o com óleo de olíbano. “Um ótimo banho para elevar o astral é feito com uma mistura dos óleos de gerânio e laranja, ele equilibra a oleosidade da pele, e proporciona sensação de bem-estar”, destaca.

Para preparar os banhos em casa, Catão ensina que primeiro deve-se encher a banheira, depois adicionar os óleos essenciais misturados ao leite. “Como o óleo não se mistura com água, o certo é recorrer a um emoliente, no caso o leite”, explica. Coloca-se dois dedos de leite num copo com no máximo dez gotas de óleo no total. Se for adicionar dois óleos, por exemplo, o terapeuta recomenda colocar cinco gotas de cada. Coloca-se a mistura na água e o banho está pronto. No caso do chuveiro, o jeito é preparar o mesmo banho, só que em um balde grande, obedecendo a receita do banho na banheira.
Só que há uma diferença: o banho de balde deve ser feito depois do banho normal e na posição vertical, literalmente vertendo o líquido sobre a cabeça ou somente nos ombros – como preferir.

 SORTE
Se você estiver sentindo falta dessa
energia tão necessária à vida,
faça este banho especial para ajudar
no trabalho e também no amor.
Separe erva-de-bicho, folha da fortuna,
arruda-macho, arruda-fêmea,
levante, quebra-tudo,
guiné e espada-de-são-jorge.
Coloque todas as ervas para ferver
em 3 litros de água,
abafe por 3 minutos e coe.
Assim que esfriar,
despeje algumas gotas
da colônia de sua preferência
e tome o banho em uma terça-feira
à noite, durante a fase da Lua
Crescente.
PARA TRAZER
FELICIDADE.
Adquira uma vela amarela
e um maço de rosas da mesma cor.
Acenda a vela e ofereça
as rosas amarelas para Oxum,
pedindo para que
lhe traga felicidade e amor.

ALIVIO DE TENÇÕES
(ou descarrego)
Em meio balde de água
coloque sal grosso a medida
é a palma de sua mão,
pegar uma vela de cheiro
ou um incenso.
Ascenda no banheiro
a vela ou o incenso,
apague a luz entre no chuveiro
vá jogando a água
com sal grosso em você…
” Pensando que tudo que é ruim,
inveja, olho gordo,
está descendo tudo pelo ralo.”
Relaxe alguns minutos.BANHO DE ATRAÇÃO
Ferver em 1 litro de água:
7 pétalas de rosa vermelha
(símbolo da paixão)
7 gotas de óleo essencial
de sândalo (afrodisíaco)
7 cravos da Índia (afrodisíaco)
7 pitadas de coentro
(afrodisíaco)
Coar e jogar do pescoço
para baixo após o banho
SEGURANÇA TOTAL
Na fase da Lua Nova, faça este banho-de-cheiro
em uma terça-feira. junte ramos de manjericão,
guiné, arruda, comigo-ninguém-pode
e coloque tudo em uma panela com água fervendo.
Desligue o fogo e tampe a panela.
Coe e despeje a mistura do pescoço para baixo,
rezando um Pai-Nosso e uma Ave-Maria
ao seu santo de devoção e ao seu anjo da guarda,
pedindo muita proteção.INVEJA
Junte alguns ramos de rosas brancas,
arruda e ferva em 3 litros de água.
Deixe descansar e esquente de novo.
Depois, passe tudo por uma peneira fina.
Faça esse banho em uma
segunda-feira de Lua Minguante.

Os banhos de ervas são indicados para vários fins,abrir caminhos, descarrego, limpeza espiritual, atrair sorte, atrair amor,afastar mal olhado, entre outros. As Ervas tem um poder mágico vindo da natureza e auxilia em muitas curas e conquistas.
As ervas são vendidas em feiras e em casas de ervas o melhor banho de erva é aquele feito com a erva fresca pois essa ainda se mantem viva. Você pode comprar a erva fresca e depois  separar em algumas partes e guardar o restante enrolado no jornal dentro da geladeira.

Antes de tomar o banho de ervas é fundamental lavar e macerar as ervas com as mãos. NÃO ferver. Usar água filtrada na temperatura ambiente.

Tome primeiro um banho comum e depois jogar o chá de ervas da cabeça aos pés, exceto as ervas que são usadas do pescoço para baixo e indicamos a seguir. Enquanto joga o chá de ervas no corpo, pense na limpeza e na energização áurica, mentalizando apenas bons pensamentos.



Confira abaixo algumas ervas para banho e suas indicações:

Canela de Velho - Tira negatividade de obsessores.

Colônia - Descarrega e acalma.

Elevante - Readquirir energia, levanta e abre caminho. Junto com o alecrim traz clientes e dinheiro.

Macassá - Tem um perfume forte e bom. Dá uma boa levantada. A pessoa raciocina melhor, encontra o caminho, relaxa, descarrega e fortalece a ligação com o Anjo de Guarda e abre os caminhos amorosos. Boa também para doentes.

Manjericão - Tira mau olhado e descarrega. Excelente para crianças e adultos. Para crianças usar somente o manjericão e a rosa branca.

Oriri - Acalma, tira perturbações e traz energia no banho de ervas. Com problemas de nervos colocar a folha úmida na cabeça. Serve para dormir com ela.

Alecrim - Prosperidade e abertura dos caminhos.

Alfazema – Acalma, tranqüiliza e relaxa.

Abre Caminho – Para questão financeira. Prosperidade. Usar do pescoço para baixo. Da cabeça aos pés só uma vez ou outra.

Erva doce, cravo, canela e noz moscada - Prosperidade.

Rosa Branca – Descarrega, tira energia de mau olhado e quebranto. Boa para crianças e adultos.

Aroeira – Tira toda negatividade. Descarrega. Usar do pescoço para baixo.

Barba de Velho - Tira energia negativa de obsessor. Relaxa e dá energia. A erva Canela de Velho tem a mesma função, só que a Canela de Velho é mais forte.

Boldo e Saião – Descarrega e dá calma.

Espada de Ogum e Yansã – Quando a pessoa estiver com tudo fechado, desorientada e negativa. Para pessoa muito negativa. Cortar em sete pedaços uma folha e ferver. Juntar um pouco de sal grosso. Usar do pescoço para baixo.

Ervas e suas indicações:


Negócios: benjoim, canela, cravos da índia, louro.

Adivinhação: alecrim, anis estrelado, artemísia, canela, freixo, louro, noz-moscada, rosa, sândalo.

Fertilidade: carvalho, girassol, mandrágora, noz, papoula, pinho, romã, rosa.

Cura: alecrim, arruda, canela, cardo bento, cravo, eucalipto, freixo, hortelã, lavanda, maçã, mirra, naciso, rosa, sálvia, violeta.

Amor: alecrim, canela, cominho, coentro, jasmim, laranja, lavanda, limão, lírio, macassá, manjericão, verbena, violeta.

Dinheiro: amêndoa, artemísia, brionia, camomila, cravo, jasmim, madressilva, manjericão, menta, trigo.

Proteção: alecrim, angélica, arruda, boca de leão, artemísia, erva doce, freixo, louro, peônia, verbena, visgo.

Purificação: açafrão, alfazema, alecrim, aniz, arruda, hortelã, lavanda, limão, louro, mirra, olíbano, sabugueiro, sândalo, sangue de dragão.

Banho de ervas para Atrair Amor:

01 flor de girassol, 07 cravos da Índia, 01 xícara de café de erva doce, 01 colher de sopa de açúcar mascavo, 01 noz moscada ralada, 01 pitada de pó de sândalo.

Coloque tudo numa panela com água filtrada, deixe ferver por 15 min. Coe, misture num balde de água fria, tome seu banho comum. Depois tome este banho do pescoço para baixo e deixe secar o corpo naturalmente. Leve as sobras em uma praça que tenha um jardim bem bonito e que tenha bastante movimento,deixe tudo no jardim e rege com um pouquinho de azeite doce e mel fazendo seus pedidos.

PURIFICAÇÃO
Se você quiser mandar as energias negativas
para bem longe, faça este banho
em uma quinta-feira de Lua Crescente,
de preferência, à noite. junte as seguintes ervas:
alecrim do campo, palma-de-santa-rita,
rosas vermelhas, espada-de-são-jorge,
louros verdes e erva-de-santa-bárbara.
Coloque todas para ferver em 3 litros de água e,
depois, coe o preparado.
Separe as ervas e coloque-as ao sol.
Após tomar um banho normal,
despeje a mistura sobre seu corpo.
Queime as ervas secas em um braseiro,
juntamente com incenso de benjoim ou mirra.
Enquanto as ervas queimam,
diga as seguinte palavras:
“Fogo de Deus, fogo celestial, fogo sagrado,
que toda a impureza seja queimada e destruída
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
que a Santa Divina Trindade.
Queimei, destruí e reduzi ao nada
todas as más influências, assim como todo o mal”.
RELAXAMENTO
Durante uma segunda-feira
de Lua Minguante,
junte as seguintes ervas:
sabugueiro, kitoco, rabo-de-tatu,
piteira imperial, zanga, angélica,
alumã e brio-de-estudante.
Coloque todas em 3 litros de água
já fervida. Deixe um pouco de molho,
retire do fogo e depois coe.
Quando a água estiver morna,
despeje o preparado do pescoço
parta baixo. Aproveite para preencher
a cabeça com pensamentos positivos
e relaxar todos os músculos tensos.
Tente esquecer os problemas e sentir
corpo e a cabeça leves, como se você
estivesse flutuando. Ao sair do banho.
não se enxugue com uma toalha.
Espere o corpo secar naturalmente.
Antes de sair para a rua, faça uma oração
invocando seu anjo da guarda,
para que ele acompanhe e auxilie
você em todos os momentos.

ENERGIAS POSITIVAS
Quando sentir que colocaram
olho gordo em você,
faça este banho para se livrar
das energias negativas.
Primeiro, junte as ervas:
arruda, catinga-de-mulata,
guiné e alecrim e acrescente
um pouco de sal grosso.
Ferva tudo ligeiramente,
coe e coloque num balde
com 3 litros de água.
Banhe-se do pescoço aos pés,
mas antes tome um banho normal.
PARA
SORTE E HARMONIZAÇÃO
4 litros de água mineral
2 colheres de sopa de
óleo de amêndoa para o corpo
10 gotas de essência de rosas
Pétalas de rosa branca, lírio e angélica
1 quartzo branco bruto
1 quartzo rosa bruto
1 citrino bruto
1 ametista
Numa noite de lua crescente,
coloque todos os ingredientes
numa vasilha grande e deixe-a
num local onde possa receber
o frescor da noite e a luz da lua.
Na manhã seguinte,
após o banho higiênico,
banhe-se na mistura,
comprimindo as pétalas de rosa
sobre a pele do corpo.
Não se enxugue.
Vista-se com um roupão e enrole
uma toalha nos cabelos.
Vista-se com roupas claras

BANHO AFRODISÍACO
Antes de um encontro amoroso ou sexual,
ou também para atrair uma pessoa,
podemos tomar o seguinte banho,
carregando-nos com uma forte aura sedutora:
Coloque em um balde ou
bacia água quente (sem estar fervida)
e coloque as seguintes essências;
dez gotas de ylang-ylang (óleos essenciais),
dez gotas de sândalo*,
dez gotas de essências de rosas*,
dez gotas de almíscar*
e um punhado de cravo.
Depois de tomado o seu banho normal,
pegue o balde e com a ajuda de uma caneca,
vá molhando novamente o seu corpo
com essa água. Comece pela cabeça
e vá molhando todo o restante do corpo.
Feito isso, seque-se naturalmente,
sem auxílio da toalha. Quando já estiver seco,
coloque mais algumas gotas de almíscar
nas palmas das mãos e acaricie
o seu corpo todo.
PRA AFASTAR MAU OLHADO
OU QUEBRANTO
3 litros de água mineral
1 garrafa de cerveja
clara Misture a cerveja
com a água e banhe-se
da cabeça aos pés,
após o banho higiênico.
Enrole uma toalha na cabeça
e vista-se sem enxugar-se.PARA CURAR
HEMORRÓIDAS.
Deixar secar uma fruta romã
fervendo a casca, ferva as sementes
separadas da casca.
Com a casca fazer uma lavagem
no local e com as sementes,
um chá para tomar.
PARA ATRAIR O AMOR
2 litros de leite
4 colheres de mel
1 maçã vermelha ralada
2 pauzinhos de canela
Ferva o leite e acrescente
os demais ingredientes. Deixe esfriar.
Coe e use após o banho higiênico,
da cabeça aos pés. Cubra a cabeça
com uma toalha e vista-se
sem enxugar-se, ou coloque um roupão.PARA OS RINS
FUNCIONAREM BEM.
Pegue folhas de abacate,
quebra-pedra, chuchu
e faça um chá
com três litros de água.
Em seguida colocar
o chá numa vasilha de vidro
e ir tomando 2 colheres ao dia.
PARA CONQUISTAR AMOR
Pegue flores de laranjeira,
levante, alfazema,
palma-de-santa-rita e
flores brancas
(de preferência mariquinhas).
Lave-as e coloque
dentro de uma panela
com 3 litros de água.
Ferva, deixe esfriar e coe.
Pingue 7 gotas de seu perfume preferido
na mistura e despeje
do pescoço para baixo,
lavando-se no chuveiro em seguida.
Faça esse banho
antes de sair de casa,
rezando
um Pai-Nosso e uma Ave-Maria
para que encontre a pessoa amada
e ela se sinta atraída por você.
PARA FARTURA
E PROSPERIDADE
4 litros de água mineral
6 paus de canela pequenos
1 colher de chá
de noz moscada ralada
6 folhas de louro
1 colher de sopa
de erva-doce ou funcho
6 moedas douradas
ou uma peça de ouro
Pétalas de rosa amarelaNum dia de lua cheia,
ferva a água e acrescente os demais
ingredientes, exceto as
pétalas da rosa amarela. Coe.
Guarde as peças de ouro e as moedas.
Deixe esfriar e antes de utilizá-lo,
acrescente as pétalas de rosa.
Tome o seu banho habitual e
utilize a mistura derramando-a
generosamente da cabeça aos pés.
Cubra a cabeça com uma toalha
e vista-se sem enxugar-se,
ou coloque um roupão.
PARA PROTEÇÃO ESPIRITUAL
10 ramos de alecrim fresco, sem os galhos
30 gotas de essência de verbena
1 punhado de sal grosso
4 litros de água mineralFerva a água,
desligue a chama e coloque
os ramos de alecrim
e o sal grosso. Deixe esfriar.
Macere o alecrim com as mãos,
como quem esfrega uma roupa.
Antes de utilizar o banho,
acrescente as gotas de verbena.
Banhe-se do pescoço para baixo
e deixe a água secar naturalmente
ou use um roupão. Duas horas depois,
tome uma chuveirada, se estiver
sentindo um sono anormal.PARA TIRAR BERNE.
Arrumar um pedaço
de toucinho fresco e amarrar
sobre a ferida durante uma hora.
Repetir essa
simpatia durante 3 dias.
PARA PAIXÃO
1 maçã vermelha ralada
1 maço de salsa fresca
4 litros de água mineral
4 colheres de mel de flor de laranjeiraNo primeiro dia da lua cheia,
coloque a água numa vasilha
grande e acrescente os
demais ingredientes.
Coloque a vasilha num local onde
possa receber o frescor da noite e a luz
da lua cheia. Na manhã seguinte,
coe a mistura e utilize-a, após o
banho habitual, da cabeça aos pés.
Cubra a cabeça com uma toalha e
vista-se sem enxugar-se, ou
coloque um roupão.
Os homens devem retirar a salsa
e utilizar o banho
apenas com os outros ingredientes.
SIMPATIA PARA
TER SORTE NA VIDA.
Materiais necessários:
Um quilo de lentilha
Meio quilo de trigo em grão
Uma bacia branca
Uma dúzia de rosas brancas
Maneira de fazer:
Na primeira noite de lua cheia
assim que a mesma estiver
despontando no céu.
Se locomova ao seu
quintal de posse dos materiais
acima citado. Coloque
a bacia sobre o solo
Despeje a lentilha
e logo após o trigo
Retire as pétalas das rosas
e as adicione em meio aos grãos
Deixe a bacia contendo
os ingredientes em um local
onde a mesma possa receber a
energia da lua (ou seja a claridade).
Ao amanhecer se locomova ao local
onde ficou exposto os ingredientes.
Retorne para dentro de sua casa e
adicione aos mesmo água e
tome um banho da cabeça aos pés.
PARA RETIRAR A NEGATIVIDADE
4 litros de água mineral
2 punhados de sal grosso
2 dentes de alho roxo cortados em cruz
5 galhos de arruda macho
5 galhos de arruda fêmeaFerva a água com
os dentes de alho cortados.
Quando a água estiver morna,
acrescente a arruda,
tratando de macerá-la,
até que esteja totalmente desfeita.
Misture o sal. Deixe esfriar e coe.
Use do pescoço para baixo,
após o banho habitual.
Passadas duas horas, tome uma
chuveirada de água morna ou fria.
Faça na lua minguante.PARA AFASTAR
PESSÔA INDESEJADA.
Adquira um pouco
de pelo de gato preto,
pelo de cachorro preto e pelo de rato;
juntamente com folhas de cansanção.
Queime todos os ingredientes,
triturando até formar um pó.
Após isso feito,
jogue o pó sobre a pessoa indesejada.
PARA A MULHER CONQUISTAR
O HOMEM DE SEUS SONHOS.
Pegue um pedaço de papel branco
e coloque-o sobre um prato.
Desenhe um coração do tamanho
do fundo do prato. Depois, recorte
o desenho e escreva nas três
primeiras linhas o nome
do homem desejado.
Em outras três linhas,
escreva seu próprio nome.
Coloque o desenho do
coração no fundo do prato,
derrame um pouco de mel sobre ele,
juntamente com algumas
pétalas de rosa branca.
Depois, acenda uma
vela branca bem no meio do prato,
deixando-a queimar
totalmente. Quando a
vela acabar de queimar, firme o
pensamento no homem desejado.
Guarde o prato por sete dias. Depois,
lave as pétalas e coloque-as
dentro de um livro.
O prato com o coração deve ser
deixado num jardim
onde existam espinhos.

Para falar em folhas sagradas ou ervas medicinais sagradas indispensáveis nos rituais do mundo sagrado, devemos aludir a lenda de Ossaim ou Dada que distribuira cada erva sagrada a um ou vários Orixás.

Assim, cada orixá tem as folhas sagradasque lhe correspondem. Algumas vezes encontramos orixás compartilhando uma ou mais ervas.

As ervas sagradas desempenham funções de propiciadoras e purificadoras dos elementos sagrados. Une o orixá ao seu filho. Não existe orixá sem as folhas sagradas.

Participam de obrigações de cabeça e em todos os rituais de defumaçãobanhos de descarregolimpeza espiritual dos ambientes e muito mais.

7 ervas sagradas e seus orixás

Bambú é poderoso defumadorBambú é um poderoso defumador e pertence a Iansã
  • Alecrim – Pertence a Oxalá. Entra em qualquer obrigação de cabeça dos filhos de qualquer orixá. Bastante emprego nos rituais de defumação,banho de descarrego. É parte indispensável do ‘abo’. Eficiente destruidor de larvas astrais. O Chá é empregado para combater tosses e broquites com sucesso.
  • Arruda – Planta de odor bem forte que pertence a Oxóssi e Exu. Muita usada contra maus fluídos, inveja, olho-grande, e para benzimentos. A variedade do orixá Oxóssi, com folhas miúdas; aplica-se nos bori, lavagem de contas (guias), ebanhos de limpeza ou descarrego. O uso medicinal é contra verminoses e reumatismo em chás, e o sumo aplica-se para reduzir feridas.
  • Bambú – Pertence a Yansã e Egun. Muito aplicada como enfeite nas casas de Egun nas festas. Poderoso defumador contra larvas astrais, fazendo mistura com palha ou bagaço de cana. Excelente banho contra perseguição de obsessores ou maus espíritos. Na medicina popular é utilizado nas diarréias e pertubações do estomago.
  • Camomila – Pertence a Oxalá e Oxum. Aplicação em banhos de descarrego e no “abo”. Na medicina popular tem larga utilização em chás reguladores dos intestinos; estimula o apetite.
  • Cana-de-Açucar – Pertence a Exú. Planta muito importante nos rituais. Seja o bagaço ou o produto, o açucar, são amplamente utilizadas em defumações para melhoria das condições financeiras, misturando com pó de café virgem, cravo-da-índia, e canela em pó.
  • Girassol – Pertence a Oxalá. Utiliza-se em qualquer obrigação de cabeça, no ‘abo’ ebanhos de descarrego. Tem muito prestígio em defumações pois é poderoso anulador de fluidos negativos edestruidora de larvas astrais. Nas defumações usa-se as folhas e nos banhos colocam-se também as pétalas colhidas antes do nascer do sol.
  • Romã – Erva Sagrada pertencente a Yansã. As folhas são utilizadas em banhos de descarrego. A medicina popular emprega o cozimento das cascas dos frutos para o combate de vermes e o mesmo cozimento para gargarejos nas inflamações de garganta e da boca.
  • Banho de descarrego, banho de limpeza e banho de rosas para crianças

    Muitas vezes; a criança assim como um pára-raio, pode ser afetada por larvas astraismau olhado; ou mesmo porfeitiços ou magia enviados a sua casa outrabalho.

    O uso de banho de descarrego paracrianças não é bem visto pelas boas correntes de umbanda, candomblé e magia branca.

    Rosas brancas para banho de limpeza astral em crianças

    Muitos pais de santo afirmam que o banho de descarrego ( banhos como o de sal grosso,fumocachaça são muito pesados para a aura das crianças surtindo o efeito contrário ao desejado nelas.

    Os banhos de limpeza são os mais indicados para as crianças, pois utilizam ervas mais brandas e pétalas de rosas para purificar o espírito da criança contra agressões espirituais. Conheça os banhos de limpeza para crianças com mais de 2 anos a seguir

    Banhos de limpeza astral com rosas e ervas de Oxalá, Yemanjá e Oxum para crianças

    Oxum orixá protetora das criançasOxum orixá protetora das crianças

    Crianças que ficam muito agitadas sem razão aparente, por longos períodos e com dificuldades em dormir podem se beneficiar de banhos de limpeza de alecrim da horta (planta de Oxalá) . O banho deve ser tomado quase frio do pescoço para baixo.

    banho de pétalas de rosas brancas (Yemanjá) é outra alternativa para crianças doentes que utilizam os banhos de rosas como alternativa de tratamento, sem nunca deixar de consultar também os médicos da terra, claro!

    banho de limpeza de camomila (Panta de Oxum) é excelente para restabelecer forças espirituais e afastar mau olhado. Indicado a crianças que ficam apáticas e sem energia sem motivo aparente.

    Regras para banhos de limpeza e banhos de rosas para crianças

    Banho de rosas brancas para acalmar crianças que estão agitadas sem motivo

    Nunca fazer banho de descarrego (sal grosso, cachaça, fumo, alimentos) em crianças;

    Nunca aplicar o banho de limpeza  ou banho de rosas quente ou morno. Deve ser sempre o mais frio possível, a temperatura ambiente. Nunca guardar o banho ou usar geladeira para resfriar mais rápido ou conservar para usar outro dia.

    Colocar a água para o banho (1 litro) para ferver e só depois colocar as ervas ou rosas e desligar o fogo em seguida. Essas são ervas muito delicadas, assim como as pétalas das rosas e não podem ser fervidas. Basta desligar o fogo e abafar alguns minutos. Depois retirar a tampa coar e deixar esfriar até o momento de tomar o banho. Do pescoço para baixo.

    No caso do banho de rosas, jogar somente as pétalas na água fervente e desligar o fogo. Abafa alguns minutos, deixe esfriar, coar e toma o banho frio. Do pescoço para baixo.

    Bebês de colo ou crianças muito novas, com menos de 01 ano devem ser levadas parapasses espirituais e não devem fazer uso de banhos de limpeza.

  • Alecrim pertence ao orixá maior Oxalá.Alecrim é uma planta muito utilizada em diversos rituais mágicos em diferentesreligióes.É um vegetal de pequeno crescimento, com aroma muito agardável, que entra na obrigação de cabeça dos filhos de qualquer orixá.Tem vários empregos na umbanda ecandombléDefumações pessoais e de ambiente, banhos de descarrego, sendo parte indspensável do abo.
    Alecrim usado nos rituais dos filhos de OxaláAlecrim utilizado no srituais dos filhos de Oxala

    É eficaz afugentador de maus espíritos e destruidor de larvas astrais.

    É bom remédio nas tosses e bronquites e acaba com o catarro dos bronquios. Usa-se na forma de chá.

    Banho de 7 Ervas contra inveja e Mau Olhado

    Faça um banho morno com as seguintes ervas:
    – Arruda;
    – Alecrim;
    – levante;
    – Guiné;
    – Boldo;
    – Folhas de pitangueira;
    – Espada de São Jorge.

    Tome o banho do pescoço para baixo, de preferência antes de dormir. Descarregue a água “suja” num verde. Repita por 7 segundas-feiras seguidas.

    Tomar um banho de atração no “Dia das Bruxas” pode ajudar você a trazer aqueleamor de volta ou seduzir aquela pessoa que nem sabe que você existe.

    Afinal o que significa o “Dia das Bruxas” no hemisfério sul e como utilizar esse dia mágico ao seu favor?

    Aniz estrelado – muito usado em magia e banhos de amor e atração

    O  “Dia das Bruxas” no hemisfério sulrepresenta a comemoração de Beltaneque é o festival da fertilidade, simbolizando a união entre as energias masculina e feminina, onde os pagãos comemoram o casamento dos Deuses.

    Durante o festival, eram acesas fogueiras nos topos dos montes e lugares considerados sagrados, sendo um ritual importante nas terras Celtas. E como tradição, as pessoas queimavam oferendas como, por exemplo, totens ou animais para que o poder do fogo fosse passado ao rebanho e, pulavam as fogueiras para que se enchessem das mesmas energias poderosas.

    Representa o início do Verão e marca a morte do Inverno, sendo comemorado com danças e banquetes. Ocorre em 1 de maio no Hemisfério Norte e 1 de novembro no Hemisfério Sul.

    Já no dia 31 de outubro os praticantes de diversas religiões inclusive neopagãs celebram oSamhain como por exemplo na Wicca. Ele é celebrado no dia 31 de Outubro no hemisfério norte e 30 de abril no hemisfério sul. Essa diferença existe porque as estações são invertidas de um hemisfério para o outro.

    Esta é a primeira e ultima celebração do ano wiccano pois é quando o ano acaba e começa (nota que o ano celta é cíclico).

    Este é igualmente um dos oito sabbats com maior relevância, pois é a noite em que o caos primordial retorna para o inicio do novo ano, é por isso a noite em que o mundo dos vivos se mistura com o dos mortos, sendo deste modo a melhor altura para contactar os mortos.

    Os banhos mais indicados nessas noites de 31 de outubro e 01 de novembro são os banhos de limpeza e atração. Veja a seguir boas recomendações para você energizar e dar um toque mágico nestas noites com a pessoa amada ;)

    Para atrair amizade e amor

    1. coloque em 1 litro de água filtrada 3 pedras de carvão, 13 gotas de um perfume à base de rosas, jasmim, ou flores do campo, e jogue do pescoço para baixo. Deixe os carvões em uma esquina e peça ajuda as entidades Exú ou Pomba Gira.
    2. ferva 1 litro de água. Extraia o sumo de 21 folhas de tangerina, coloque na água e acrescente, misturando bem, uma colher de café de açúcar. Tomar do pescoço para baixo.
    3. erva-doce em grão, em folhas ou em 1 saquinho, 1 litro de água, pétalas de 1 rosa vermelha 3 estrelas de aniz. Tomar do pescoço para baixo.
    4. folhas de erva-doce, casca de maçã,  1 aniz estrela, 1 pau de canela. Tome este banho durante 3 dias do pescoço para baixo.
    5. cascas de laranja, pétalas de rosas coloridas e manjericão. Tomar do pescoço para baixo. Este banho pode ser tomado em outros dias do ano para atração de novas amizades.

    Banho de atração de amor e casamento

    Três folhas de louro, três de alecrim e três pétalas de rosa cor de rosa, ou cravo branco, colocar na água (1 litro) quando estiver fervendo e desligar o fogo. Peça ao seu anjo da guarda união, casamento.

    Banho para abrir os olhos da pessoa amada

    Se você não existe para aquela pessoa que você paquera há muito tempo esse é o banho infalível para atrair seu amor:

    Para as mulheres: Sete rosas cor-de-rosa, sete gotas de baunilha jogar em 1 litro de água fervente e desligar o fogo.  Deixe esfriar e coe os resíduos e depois deixá-los na praça, praia ou jardim para Pombagira mentalizando o nome da pessoa amada no momento da oferenda. Se quiser pode acender uma vela branca para o exú da pessoa amada.

    Para homens: Erva-doce, casca de 1/2 maçã vermelha, 1 estrela de anil e 2 rosas vermelhas jogar em 1 litro de água fervente e desligar o fogo. Tome este banho antes das 18h. Deverá coá-lo antes de o tomar. Os restos, deixe perto de uma árvore. Pode comer metade da maçã e pedir o que desejar, até mesmo amigos fiéis. Ofereça a outra metade às Entidades a quem você pediu e deixe na árvore junto com os restos do banho. Se quiser pode acender uma vela branca para a entidade.

BANHOS MAGICOS


BANHO MÁGICO: para ter dinheiro

 

Acessórios:

- Algumas moedas;

- Erva-doce ou pó de erva-doce;

 

Ritual:

Ritual a realizar no dia de Natal, para assegurar que vai ter dinheiro ao longo do ano seguinte.

Assim, no dia de natal, coloque as moedas numa bacia contendo água, na qual você misturou ou 1 copo de pó de erva-doce, ou bocadinhos de erva-doce partidos aos bocadinhos.

Antes da meia-noite, recolha a água e guarde-a.

Na madrugada do dia de Ano-Novo, tome um banho com essa água (sem sabão, sem se enxaguar, sem se enxugar – enxugue-se perto de uma fonte de calor).

 

Banho para atrair bons fluídos:


Misture dinheiro em penca, folhas de dólar, folhas de malva cheirosa, folhas de laranjeira, folhas de elevante, folhas de manjericão, folhas de fortuna, macere estas ervas com água e coe, misture um pouco de água quente para dar temperatura de banho, ponha num balde, entre dentro de uma bacia e vá despejando o banho por cima do corpo (nunca ponha nenhum tipo de banho na cabeça), despeje o conteúdo da bacia dentro do quintal.

Se quiser lavar a casa com esta receita é bom lavar da frente para os fundos e despeje o resto no fundo do quintal; como é um banho para atrair bons fluidos não deve ser despachado do lado de fora do pátio, caso você more em apartamento deixe um vaso grande com folhagens numa área onde possa colocar estes banhos.

BANHOS DE LIMPEZA OU DE DEFESA PESSOAL

BANHO I:

3 xícaras de café bem forte e 5 litros de água.

Este banho afasta as energias negativas, reenergiza, acaba com pesadelos e com a mania de perseguição, desde que tomado com fé, rezando antes e depois para Jesus,Maria, José, para os anjos e para o seu em especial.

Acenda uma velabranca para seu Anjo da Guarda e deixe queimar até o fim.

BANHO II:

3 punhados de sal marinho em 5 litros de água, acabam com todas as malignidades.

Depois de 4 horas, tome um banho de alecrim, ou de eucalipto para se reenergizar, porque o sal afasta tudo que há de mal,mas impede a entrada de qualquer energia, ainda que boa.

BANHO III:

Alecrim, Alfazema e arruda nos livram dos males e, ao mesmo tempo,

reenergizam.

Se as folhas estiverem frescas, massere-as e coloque-as na água quando ela estiver fervendo e apague o fogo.

Se estiverem secas,deixe em infusão.

BANHO IV:

3 colheres de sopa de sal grosso, 2 xícaras de vinagre branco, 5 a 6 litros de água.

Banho muito poderoso. É necessário tomar outro banho para se reenergizar que pode ser de alecrim, de arruda, de alfazema, de café com leite e chocolate…

BANHO V:

7 dentes de alho roxo, ou claro inteiros e frescos, 2 colheres de sopa de tomilho, igual quantidade de sálvia seca, a mesma porção de mangericão seco, 7 litros de água, 1 colher de sopa de sal marinho.

Este banho afasta as energias negativas trazidas por problemas nossos e alheios, pela presença de pessoas de baixa freqüência vibratória e por nossos pensamentos negativos.

Como sempre, depois de algumas horas, se faz necessário um banho reparador que pode ser de camomila, erva-doce e cidreira, ou um banho de alecrim…

BANHO VI:

Um banho comum: água e sal grosso. 7 no máximo, e 3 no mínimo,

punhados de sal grosso para 5 a 7 litros de água.

BANHO VII:

3 a 7 folhas de abre-caminho, o mesmo de alecrim, igual número de

arruda, ou alfazema. Não precisa tomar banho de apoio.

     

Ervas de Exu

Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grande quantidades causam diarréia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.

Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.

Angelim-amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possam haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.

Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.

Arrebenta Cavalo : No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos ebori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.

Avelós – Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.

Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.
Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.

Beladona : Nas cerimônias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça atividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atração. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio ativo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.

Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.

Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.

Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bulbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.

Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos, põe fim ao mau hálito.

Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usadas em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.

Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crônicas, enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.

Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.

Cebola-cencém: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bulbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira : corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cômodos e embaixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objetos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.

Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.

Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza, descarrego, sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações, causadas pelo artritismo.

Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarréias.

Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado “o pó que faz bem”. Na medicina caseira atua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.

Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.

Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsediadas. No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.

Figo do Inferno: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.

Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva, puro ou misturado ao leite, ameniza as conseqüências de tombos e quedas.

Juá – Juazeiro: É usada para complementar banhos fortes e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.

Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.

Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruente e tônico, além de prevenir e debelar hepatites. Banhos de assentos mornos com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.

Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.

Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela atua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.

Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza, descarrego e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.

Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.

Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.
Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.

Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de ori, misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarréias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.

Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.

Maria Mole: Aplicada nos banhos de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.

Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.

Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incômodos digestivos.

Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.
Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas atuam como emolientes.

Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.

Pau D’alho: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arrie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranqüila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abscessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorróidas.

Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.

Pimenta Darda: “Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.

Pinhão Branco: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de
Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.

Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.

Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.

Pixirica – Tapixirica: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, atua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.

Tajujá – Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.

Tamiaranga: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.

Tintureira: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.

Tiririca: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas embaixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.

Urtiga Branca: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.

Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como diurético.

Vassourinha de Botão: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.

Vassourinha de Relógio: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.

Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.

Ervas de Ogum

Açoita-cavalo – Ivitinga: Erva de extraordinários efeitos nas obrigações, nos banhos de descarrego e sacudimentos pessoais ou domiciliares. Muito usada na medicina caseira para debelar diarréias ou disenterias, e usada também no reumatismo, feridas e úlceras.

Açucena-rajada – Cebola-cencém: Sua aplicação nas obrigações é somente do bulbo.
Esta cebola somente é usada nos sacudimentos domiciliares. A medicina caseira utiliza as folhas como emoliente.

Agrião: excelente alimento. Sem uso ritualístico. Tem um enorme prestígio no tratamento das doenças respiratórias. Usado como xarope põe fim às tosses e bronquites, é expectorante de ação ligeira.

Arnica-erca lanceta: É empregada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô de purificação dos filhos do orixá Ogum. Excelente remédio na medicina caseira, tanto interna como externamente, usado nas contusões, tombos, cortes e lesões, para recomposição dos tecidos.

Aroeira: É aplicada nas obrigações de cabeça, e nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. Usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital.

Cabeluda-bacuica : Tem aplicações em vários atos ritualísticos, tais como ebori, simples ou completo, e é parte dos abô. Usado igualmente nos banhos de purificação.

Cana-de-macaco : Usada nos abô de filhos, que estão recolhidos para feitura de santo. Esses filhos tomam duas doses diárias. Meio copo sobre o almoço e meio sobre o jantar.

Cana-de Brejo – Ubacaia: Seu uso se restringe nos abô e também nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro e das artes manuais. Na medicina caseira é usado para combater afecções renais com bastante sucesso. Combate a anuria, inflamações da uretra e na leucorréia. Seu princípio ativo é o estrifno. Há bastante fama referente ao seu emprego anti-sifilítico.

Canjerana – Pau-santo: Em rituais é usada a casca, para constituir pó, que funcionará como afugentador de eguns e para anular ondas negativas. Seu chá atua como antifebril, contra as diarréias e para debelar dispepsias. O cozimento das cascas também é cicatrizador de feridas.

Carqueja: Sem uso ritualísticos. A medicina caseira aponta esta erva como cura decisiva nos males do estômago e do fígado. Também tem apresentado resultado positivo no tratamento da diabetes e no emagrecimento.

Crista-de-galo – Pluma-de-princípe: Não tem emprego nas obrigações do ritual. A medicina caseira a indica para curar diarréias.

Dragoeiro – Sangue-de-dragão: Abrange aplicações nas obrigações de cabeça, abô geral e banhos de purificação. Usa-se o suco como corante, e toda a planta, pilada, como adstringente.

Erva-tostão: Aplicada apenas em banhos de descarrego, usando-se as folhas. A medicina popular a utiliza contra os males do fígado, beneficiando o aparelho renal.

Grumixameira: Aplicado em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. A arte de curar usada pelo povo indica o cozimento das folhas em banhos aromáticos e na cura do reumatismo. Banhos demorados eliminam a fadiga nas pernas.

Guarabu – Pau-roxo: Aplicado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Ogum. Usa-se somente as folhas que são aromáticas. A medicina caseira indica o chá das folhas, pois este possui efeito balsâmico e fortificante.

Helicônia: Utilizada nos banhos de limpeza e descarrego e nos abô de ori, na feitura de santo e nos banhos de purificação dos filhos do orixá Ogum. A medicina caseira a indica como debelador de reumatismo, aplicando-se o cozimento de todas a planta em banhos quentes. O resultado é positivo.

Jabuticaba: Usada nos banhos de limpeza e descarrego, os banhos devem ser tomados pelo menos quinzenalmente, para haurir forças para a luta indica o cozimento da entrecasca na cura da asma e hemoptises.

Jambo-amarelo: Usado em quaisquer as obrigações de cabeça e nos abô. São aplicadas as folhas, nos banhos de purificação dos filhos do orixá do ferro. A medicina caseira usa como chá, para emagrecimento.

Jambo-encarnado: Aplicam-se as folhas nos abô, nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos do orixá do ferro. Tem uso no ariaxé (banho lustral).

Japecanga: Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, nem nos abô relacionados com o orixá. A medicina caseira aconselha seu uso como depurativo do sangue, no reumatismo e moléstias de pele.

Jatobá – Jataí: Erva poderosa, porém sem aplicação nas cerimônias do ritual. Somente é usada como remédio que se emprega aos filhos recolhidos para obrigações de longo prazo. Ótimo fortificante. Não possui uso na medicina popular.

Jucá: Não tem emprego nas obrigações de ritual. No uso popular há um cozimento demorado, das cascas e sementes, coando e reservando em uma garrafa, quando houver ferimentos, talhos e feridas.

Limão-bravo: Tem emprego nas obrigações de ori e nos abô e, ainda nos banhos de limpeza dos filhos do orixá. O limão-bravo juntamente com o xarope de bromofórmio, beneficia brônquios e pulmões, pondo fim às tosses rebeldes e crônicas.

Losna: Emprega-se nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos do orixá a que pertence. É usada pela medicina caseira como poderoso vermífugo, mais particularmente usada na destruição das solitárias, usando-se o chá. É energético tônico e debeladora de febres.

Óleo-pardo: Planta utilizada apenas em banhos de descarrego. De muito prestígio na medicina caseira. Cozimento da raiz é indicado para curar úlceras e para matar bernes de animais.

Piri-piri: A única aplicação litúrgica é nos banhos de descarrego. É extraordinário anti- hemorrágico. Para tanto, os caules secos e reduzidos a pó, depois de queimados, estancam hemorragias. O mesmo pó, de mistura com água e açúcar extermina a disenteria.

Poincétia: Emprega-se em qualquer obrigação de ori, nos abô de uso externo, da mesma sorte nos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. A medicina caseira só o aponta para exterminar dores nas pernas, usando em banhos.

Porangaba: Entra em quaisquer obrigações e, igualmente, nos abô. No tratamento popular é usada como tônico e importante diurético.

Sangue-de-dragão : Tem aplicações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. Não possui uso na medicina popular.
São-gonçalinho: É uma erva santa, pelas múltiplas aplicações ritualísticas a que está sujeita. Na medicina caseira usa-se como antitérmico e para combater febres malignas, em chá.

Tanchagem: Participa de todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação de filhos recolhidos ao ariaxé. É axé para os assentamentos do orixá do ferro e das guerras. Muito aplicada no abô de ori. A medicina popular ou caseira afirma que a raiz e as folhas são tônicas, antifebris e adstringentes. Excelente na cura da angina e da cachumba.

Vassourinha-de-igreja: Entra nos sacudimentos de domicílio, de local onde o homem exerce atividades profissionais . não possui uso na medicina popular.

Ervas de Oxóssi

Acácia-jurema: Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É também utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em banhos ou compressas sobre úlceras, cancros, fleimão e nas erisipela.

Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.

Alfavaca-do-campo: Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta para combater as doenças do aparelho respiratório, combate principalmente as tosses e o catarro dos brônquios; preparado como xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou cozimento das folhas.

Alfazema-de-caboclo: Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em todas as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abô e nas defumações pessoais ou de ambientes. A medicina caseira usa os pendões florais, contra as tosses e bronquites, aplicando o chá.

Araçá – Araçá-de-coroa: Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas.

Araçá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.

Araçá-do-campo: É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em defumações de locais de trabalho. A medicina popular emprega o chá contra a diarréia ou disenteria e como corretivo das vias urinárias.

Caapeba-pariparoba: Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abô para as obrigações dos filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, pois serve para tirar mão de zumbi. A medicina popular utiliza seu chá para debelar males do fígado, e o cozimento das raízes para extinguir as doenças do útero. Surte efeito diurético.

Cabelo-de-milho: Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa propicia despensa farta. Quando secar troque-a por outra verdinha. O cabelo-de-milho é muito usado pela medicina do povo como diurético e dissolvente dos cálculos renais. É usado em chá.

Capim-limão : Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem nos terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protetores. A medicina caseira a aplica em vários casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão, facilitando o trabalho do estômago.

Cipó-caboclo: Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande prestígio ao linfantismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate inflamações das pernas e dos testículos.

Cipó-camarão: Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que, em cozimento é de grande eficácia no trato das feridas e contusões.

Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.

Erva-curraleira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. Na medicina popular é aplicada como diurético e sudorífico, sendo muito prestigiada no tratamento da sífilis. Usa-se o cozimento das folhas.

Goiaba – Goiabeira: É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como adstringente. Cura cólicas e disenterias. Excelente nas diarréias infantis.

Groselha – Groselha-branca: Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de limpeza e purificação. A medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que se aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.

Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosse rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.

Guaxima-cor-de rosa: Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e domiciliares. Muito útil o banho das pontas. A medicina popular usa as flores contra a tosse; as folhas são emolientes; as pontas, sementes e frutos são antifebris.

Guiné-caboclo: Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na Umbanda e no Candomblé. O povo usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má digestão. Usa-se o chá.

Hissopo – Alfazema-de caboclo: Aplicada nos ebori e nas lavagens de contas, do mesmo modo é empregado nos abô para limpeza dos iniciados. É muito usado nas afecções respiratórias, elimina o catarro dos brônquios. Usa-se o chá.

Incenso-de-caboclo – Capim-limão: Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de descarrego. O povo a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também, nas perturbações da digestão.

Jaborandi: De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adotou esta planta como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem grande eficácia nas pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.

Jacatirão: Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares apropriados para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.

Jurema branca: Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações ambientais. A medicina caseira indica as cascas em banhos e lavagens como adstringente. Em chá tem efeito narcótico, corrigindo a insônia.

Malva-do-campo – Malvarisco: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Piperegum-verde – Iperegum-verde: Erva de extraordinários efeitos nas várias obrigações do ritual. A medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se banhos e compressas.

Piperegum-verde-e-amarelo: Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum
de Oxóssi. Na medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.

Pitangatuba: Usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de contas e dar de comer à cabeça. A farmácia do povo indica em chá, nos casos de febres e também para desobstruir os brônquios.

Ervas de Ossaim

Amendoim: Ossaim aprecia muito e adora saboreá-lo torrado, sem casca. O amendoim fornece um bom óleo para luz e também para a cozinha. Suas sementes são estimulante e fortalecem as vistas e a pele, além de ser em excelente afrodisíaco. Nos rituais, é empregado cozido e utilizado em sacudimentos, com excelentes resultados.

Celidônia maior: É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos.

Coco de Dendê: É conhecido entre os Yorubás como Adin. Sua semente, desprovida da polpa, fornece um óleo branco, sólido, e serve para substituir a manteiga. É a chamada manteiga de karité. Este coco é muito prestigiado pela medicina caseira, pois debela cefaléias, anginas, fraqueza dos órgãos visuais e cólicas abdominais.

Erva de Passarinho: É muito aplicada principalmente no abô do orixá, nas obrigações renovadas anualmente e nos abô de babalossaim. Nas renovações, esta planta é a duodécima folha que completa o ato litúrgico renovatório. Na medicina popular, esta planta é empregada com sucesso absoluto, contra as moléstias uterinas, corrimentos e também para dar fim às úlceras. As folhas e flores são usadas em caso de diabetes, hemoptises e hemorragias diversas.

Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeças, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

Gitó – carrapeta: Sua utilização se restringe ao uso litúrgico e ritualístico. É largamente empregada nos banhos de limpeza e purificação do orixá. Usada também em banhos de cabeça para desenvolver a vidência, audição e intuição. A medicina popular aplica-a na cura de moléstia dos olhos, porém em lavagens externas.

Guabira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. A medicina caseira a indica no sentido de pôr fim aos males dos olhos conjuntivites. Em banhos, favorecem aos que sofrem de reumatismo e devem ser feitos em banheiras ou bacias, sendo mais ou menos demorados.

Lágrima de Nossa Senhora: É usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a indica como excelente diurético, em chá. Os banhos debelam o reumatismo e reduzem as inchações. As folhas e as sementes são indicadas para banhar os indicadas para banhar os olhos, propiciando bem-estar. A aplicação deve ser feita pela manhã, após ter deixado o banho ficar na noite anterior sob o sereno. Retire antes do sol nascer e aplique sobre os olhos.

Narciso dos Jardins: Entra nos trabalhos em razão de ser suporte para o fetiche de Ossaim, para o assentamento. Para ser utilizada, plante-a em um pote, no canto do vegetal, coloque o fetiche e por dentro do pote prenda o pé do fetiche com um pouco de tabatinga deixa-se secar em lugar longe de correntes de vento para que possam ter perfeita fixação. Quando estiver seco, o trabalho, procede-se com o sacrifício da ave correspondente ao orixá da folha (o galo), deixando o ejé banhar todo o fetiche. Acrescente fumo de rolo, banhe todo o fetiche com vinho moscatel e mel de abelhas, separadamente. Ao terminar, coloque o pote, com um abrigo circular por cima, e leve-o para cima do telhado do terreiro, lado esquerdo de casa e direito de quem a olha de frente. Não possui uso na medicina popular, pois é tida como planta venenosa.

Ervas de Xangô

Alevante – Levante: Usada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza de filhos de santo. Não possui uso na medicina popular.

Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.

Angelicó

Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não a devem usar.

Aperta-ruão: Os babalorixás a utilizam nas obrigações de cabeça; no caso dos filhos do trovão é usada a nega-mina. Tem grande prestígio na medicina popular como adstringente. As senhoras a empregam em banhos semicúpios, de assento, e em lavagens vaginais para dar fim à leucorréia.

Azedinha – Trevo-azedo – Três-corações: É popularmente conhecida como três corações, sem função ritualística. É empregada na medicina popular como combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.

Caferana-Alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatente de febres palustres ou intermitentes; poderoso vermífugo e energético tônico.

Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.

Eritrina – Mulungu: Tem plena aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos de Xangô. Na medicina caseira é aplicada como ótimo pacificador do sistema nervoso e, também, contra a bronquite.

Erva-das-lavadeiras – melão-de-São-Caetano: Não possui utilização nas obrigações do ritual. O uso popular o indica como sendo de grande eficácia no combate ao reumatismo. É vigoroso antifebril, debela ainda, doenças das senhoras, em banhos de assento.

Erva-de-São-João: Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego. A medicina caseira, indica-a como tônico para combater as disenterias. Aplicam-se no tratamento do reumatismo. Usa-se o chá em banhos.

Erva-grossa – Fumo-bravo: Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos ebori e como axé do orixá. A medicina caseira indica as raízes em cozimento, como antifebril, as mesmas em cataplasmas debelam tumores. As folhas agem como tônico combatendo o catarro dos brônquios e pulmões.

Mimo-de-vênus – Amor-agarradinho: Aplica-se folhas, ramos e flores, em banhos de purificação dos filhos de Oyá. Muito usada na magia amorosa, circundando um prato e metade para dentro do prato e metade para fora; regue a erva com mel de abelhas e arrie em uma moita de bambu. Não possui uso na medicina caseira.

Morangueiro: Aplicação restrita, já que se torna difícil encontrá-la em qualquer lugar. O povo a indica como remédio diurético, pondo fim aos males dos rins. É usada para curar disenterias e também recuperar pessoas que carecem de vitamina C no organismo.

Mulungu: Empregada em obrigações de cabeça, em banhos de descarrego e nos abô. O povo indica como pacificador dos nervos, propiciando sono tranqüilo. Tem ação eficaz no tratamento do fígado, das hepatites e obstruções. Usa-se o chá.

Musgo-da-pedreira: Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações pessoais, que são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o paciente do bem.

Nega-mina: Inteiramente aplicada nas obrigações de ori, e nos banhos de descarrego ou limpeza e nos abô. O povo a aplica como debeladora dos males do fígado, das cólicas hepáticas e das nevralgias.

Noz-moscada: Seu uso ritualístico se limita a utilização do pó que, espalhado ao ambiente, exerce atividade para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Este pó, usado nos braços e mãos ao sair à rua, atrai fluidos benéficos. Não possui uso na medicina popular.

Panacéia – Azougue-de-pobre: Entra nas obrigações de ori e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, e ainda debelar o reumatismo, em banhos.

Pau-de-colher – Leiteira: Usada em banhos de purificação de mistura com outras espécies dos mesmos orixás. A medicina caseira a recusa por tóxica, porém pode perfeitamente ser usada externamente em banhos.

Pau-pereira: Não é aplicada nas obrigações de ori, mas é usada em banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aplica nas perturbações do estômago e põe fim a falta de apetite. É fortificante e combate febres interminentes, e ainda tem fama de afrodisíaco.

Pessegueiro: É utilizado flores e folhas, em quaisquer obrigações de ori. Pois esta propicia melhores condições mediúnicas, destruindo fluidos negativos e Eguns. O povo a indica em cozimento para debelar males do estômago e banhar os olhos, no caso de conjuntivite.

Pixirica – Tapixirica: Aplica-se somente o uso das folhas, de forma benéfica. O povo a indica nas palpitações do coração, na melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

Romã: Usada em banhos de limpeza dos filhos do orixá dos ventos. O povo emprega as cascas dos frutos no combate a vermes intestinais e o mesmo cozimento em gargarejos para debelar inflamações da garganta e da boca.

Sensitiva – Dormideira: Somente é utilizada em banhos de descarrego. O povo diz possui extraordinários efeitos nas inflamações da boca e garganta. Utiliza-se o cozimento de toda a planta para gargarejos e bochechos.

Taioba: Sem aplicação nas obrigações de cabeça. Porém muito utilizada na cozinha sagrada de Xangô. Dela prepara-se um esparregado de erê (muito conhecido como caruru) esse alimento leva qualidades de verduras mas sempre tem a complementá-lo a taioba. O povo utiliza suas folhas em cozimento como emoliente; a raiz é poderoso mata-bicheiras dos animais e, além de matá-las, destrói as carnes podres, promovendo a cicatrização.

Taquaruçu – Bambu-amarelo – Bambu-dourado: Os galhos finos, com folhas, servem para realizar sacudimentos pessoais ou domiciliares. É empregado ainda para enfeitar o local onde se tem Egun assentado. Não possui uso na medicina popular.

Tiririca : Sem aplicação ritualística, a não ser as batatas aromáticas, essas batatinhas que o povo apelidou de dandá-da-costa, levadas ao calor do fogo e depois reduzidas a pó que, misturado com outros, ou mesmo sozinho, funciona como pó de dança. Para desocupação de casas. Colocados em baixo da língua, afasta eguns e desodoriza o hálito. Não possui uso na medicina popular.

Umbaúba: Somente é usada nos ebori a espécie prateada. As outras espécies são usadas nos sacudimentos domiciliares ou de trabalho. O povo a prestigia como excelente diurético. É aconselhado não usar constantemente esta erva, pois o uso constante acelera as contrações do coração.

Urucu: Desta planta somente são utilizadas as sementes, que socadas e misturadas com um pouquinho de água e pó de pemba branca, resulta numa pasta que se utiliza para pintar a Yawô. O povo indica as sementes verdes para os males do coração e para debelar hemorragias.

Ervas de Oxum

Abiu-abieiro: Sem uso na liturgia, tem folhas curativas; a parte inferior destas, colocadas nas feridas, ajudam a superar; se inverter a posição da folhas, a cura será apressada. A casca da árvore cozida tem efeito cicatrizante.

Agrião-do-Pará – Jambuaçu: É usado nas obrigações de cabeça e nos abô, para purificação de filhos; como axé nos assentamentos da deusa de água doce. A medicina caseira usa-o para combater tosses e corrigir escorbuto (carência de vitamina C). É, também, excitante.

Alfavaca-de-cobra: É usada em todas as obrigações de cabeça. No abô também é usada, o filho dorme com a cabeça coberta. Antes das doze horas do dia seguinte o emplastro é retirado, e torna-se um banho de purificação. A medicina caseira a indica como combatente ao mau-hálito.

Arapoca-branca: Suas folhas são utilizadas nas obrigações de cabeça e nos abô; no Candomblé são usadas em sacudimentos pessoais. As casacas desta servem para matar peixes. A medicina caseira utiliza as folhas como antitérmico, contra febres. Age também como excitante.

Arnica-montana: Tem pouca aplicação na Umbanda e no Candomblé. Já na medicina popular ;e muito usada, após alguns dias de infusão no otin (cachaça). Age como cicatrizante, recompondo o tecido lesado nas escoriações.

Azedinha – Treco-azedo – Três corações: É popularmente conhecida como três-corações, sem função ritualística, é apenas empregada na medicina popular como: combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.

Bananeira: Muito empregada na culinária dos Orixás. Suas folhas forram o casco da tartaruga, para arriar-se o ocaséo a Oxum. A medicina caseira prepara de sua seiva um xarope de grande eficácia nos males das vias respiratórias ou doenças do peito.

Brio-de-estudante – Barbas-de-baratas: Desta erva apenas a raiz é utilizada. Ela fornece um bom corante que é usado nas pinturas das yawo, de mistura com pemba raspada. A medicina popular utiliza o chá, meia hora antes de dormir, para ter sono tranqüilo.

Caferana-alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatentes; poderoso vermífugo e energético tônico.

Camará-cambará: Utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação. A medicina caseira a emprega muito em xarope, contra a tosse e rouquidão e ainda põe fim às afecções catarrais.

Camomila-marcela: Tem restrita aplicação nas obrigações litúrgicas. Entretanto, é usada nos banhos de descarrego e nos abô. No uso popular é de grande finalidade em lavagens intestinais das crianças, contra cólicas e regularizadora das funções dos intestinos. O chá das flores é tônico e estimulante, combate as dispepsias e estimula o apetite.

Cana-fístila – Chuva-de-ouro: Aplicada nos abô e nas obrigações de cabeça, usada também nos banhos de descarrego dos filhos de Oxum. Seu uso popular é contra os males dos rins, areias e ardores. O sumo das folhas misturado com clara de ovo e sal mata impigens.

Chamana-nove-horas – Manjericona: Usada em obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. O povo a utiliza em disenterias.

Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.

Erva-cidreira – Melissa: Sem uso na liturgia, sua aplicação se restringe ao âmbito da medicina caseira, que a usa como excitante e antiespasmódico, enérgico tônico do sistema nervoso. O chá feito das folhas adocicado ou puro combate as agitações nervosas, histerismos e insônia.

Erva-de-Santa-Maria: São empregadas em obrigações de cabeça e em banhos de descarrego. Como remédio caseiro é utilizada para combater lombrigas (ascárides) das crianças, também é ótimo remédio para os brônquios.

Ervilha-de-Angola – Guando: É empregada em quaisquer obrigações. O povo usa as pontas dos ramos contra hemorragias e as flores contra as moléstias dos brônquios e pulmões.

Fava-pichuri: No ritual da Umbanda e do Candomblé, usa-se a fava reduzida a pó, o defumações que trazem bons fluidos e afugenta Eguns. O povo usa o pó na preparação de chá, que é eficaz nas dispepsias e diarréias.

Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas casas, em banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na medicina comercial.

Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras bebidas. O povo a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.

Gigoga-amarela – Aguapê: Usado nos abô, nos ebori e banhos de limpeza, pois purifica o aura e afugenta ou anula Eguns. A medicina popular manda que as folhas sejam usadas como adstringente e, em gargarejos, fortalecem as cordas vocais.

Ipê-amarelo: Aplicada somente em defumações de ambientes. Na medicina popular é usada em gargarejos, contra inflamações da boca, das amígdalas e estomatite. O que vai a cozimento são a casca e a entrecasca.

Lúca-Árvore-da-pureza: Seu pendão floral é usado plena e absolutamente, em obrigações de ori dos filhos de Oxum. Não possui uso na medicina popular.

Macaçá: Aplicação litúrgica total, entra em todas as obrigações de ori nos abô e purificação dos filhos dos orixás. O povo a usa para debelar tosses e catarros brônquios; é usada ainda contra gases intestinais.

Mãe-boa: É erva sagrada de Oxum. Só é usada nas obrigações ritualísticas, que se restringe aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.

Malmequer – Calêndula: É usada em todas as obrigações de ori e nos abô, e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. As flores são excitantes, reguladoras do fluxo menstrual. As folhas são aplicadas em fricções ou fumigações para facilitar a regra feminina.

Malmequer-do-campo: Não é aplicada nas obrigações do ritual. Na medicina popular tem função cicatrizante de feridas e úlceras, colocando o sumo de flores e folhas sobre a ferida.

Malmequer-miúdo: Aplicado em quaisquer obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza dos filhos que se encontram recolhidos para feitura do santo. Como remédio caseiro, é cicatrizante e excitante.

Orriri-de-Oxum: Entra em todas as obrigações de ori, nos banhos de limpeza. O povo a indica como diurético e estimulador das funções hepáticas.

Vassourinha-de-botão: Muito usado nos sacudimentos pessoais. Não possui qualquer uso na medicina popular.

Ervas de Logun Edé

Logun Edé, em sua passagem pela Terra, se apropriou das ervas de seus pais para por fim aos males terrenos; curou muitas pessoas e ainda cura até os dias de hoje aqueles que nele depositam sua fé. Além de todas as ervas de Oxum e Oxóssi que ele utiliza para curar, destaca-se, ainda, uma única de sua propriedade, hoje de grande importância para a medicina caseira: o Piperegum Verde e Amarelo.

Piperegum Verde e Amarelo : Planta sagrada de Logun Edé, originária de Guiné, na África. Trata-se de uma erva que possui extraordinário efeitos nas várias obrigações do ritual, possuindo grande eficácia nos sacudimentos pessoais e domiciliares e nos abô como afastamento de mão de cabeça no caso de pai e mãe de santo vivo, cercando as pernas da pessoa com folhas de piperegum ou amarradas ao tornozelo; feito isso, a cerimônia é iniciada. A medicina caseira aponta o piperegum como um dos melhores remédios para debelar o reumatismo, devendo ser usado em banhos ou compressas.

Ervas de Obaluaiê

Agoniada: Faz parte de todas as obrigações do deus das endemia e epidemias. Utilizada no ebori, nas lavagens de contas e na iniciação. Esta erva purifica os filhos-de-santo, deixando-os livres de fluidos negativos. Na medicina popular, a mesma é usada para corrigir o fluxo menstrual e combate asma.

Alamanda: Não é utilizada em obrigações, sendo empregada somente em banhos de descarrego. Na medicina caseira ela é usada para tratar doenças da pele: sarna (coceiras), eczema e furúnculos. Para usar é necessário que se cozinhe as folhas, e coloque chá de folhas sobre a doença.

Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.

Alfazema : Empregada em todas as obrigações de cabeça. É aplicada nas defumações de limpeza, usada também na magia amorosa em forma de perfume. A medicina popular dita grandes elogios a esta erva, pois ela é excelente excitante e antiespasmódica. É usada, também, como reguladora da menstruação. Somente é aplicada como chá.

Babosa: Muito usada em rituais de Umbanda, mais especificamente em defumações pessoais. Para que se faça a defumação, é necessário queimar suas folhas depois de secas. Isso leva um certo tempo, devido a gosma abundante que há na babosa. A defumação é feita após o banho de descarrego. Para a medicina caseira sua gosma é de grande eficácia nos abscessos ou tumores, além de muitas outras aplicações.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, em mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Arrebenta cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope.

Musgo: Aplicada em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. A medicina caseira aconselha a aplicação do suco no combate às hemorróidas (uso tópico).

Beldroega: Usada nas purificações das pedras de orixá e, principalmente as de Exu. O povo usa suas folhas socadas para apressar a cicatrização das feridas, colocando-as por cima.

Canena Coirana: Vegetal de excelente aplicação litúrgica, pois entra em todas as obrigações. O povo a tem como excelente estimulante do fígado.

Capixingui: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô, nos banhos de purificação e limpeza e, também nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismoe nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo nos sacudimentos. O povo afirma que o capixingui tem bons efeitos no reumatismo e no artritismo (reumatismo articular) utilizado em banhos, mais ou menos quentes, colocando-se nas juntas doloridas.

Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.

Carobinha do Campo: Em alguns terreiros essa planta faz parte do ariaxé. A medicina caseira indica o chá de suas folhas para combate coceiras no corpo e, principalmente coceira nas partes genitais.

Cordão de Frade: É aplicada somente em banhos de limpeza e descarrego dos filhos deste orixá. O povo a indica para a cura da asma, histerismo e pacificador dos nervos. Também combate a insônia.

Cebola do mato: Sem uso ritualístico. A medicina caseira afirma que o cozimento de suas folhas apressa a cicatrização de feridas rebeldes.

Celidônia maior: Não possui uso ritualístico. É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos branco.

Coentro: Muito aplicada como adubo ou condimento nas comidas do orixá, principalmente na carne e no peixe. Não é empregada nas obrigações ritualísticas. A medicina caseira indica esta erva como reguladora das funções digestivas e eliminadora de gases intestinais.

Cotieira: Não sabemos ao certo se esta erva tem aplicação ritualística. Na medicina caseira ela é estritamente de uso veterinário. Muito aplicada em cães para purgar e purificar feridas

Erva-Moura: Esta erva faz parte dos banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá. Seu uso popular é como calmante, em doses de uma xícara das de café, duas a três vezes ao dia. Essa dose não deve ser aumentada, de modo algum, pois em grande quantidade prejudica. As folhas tiradas do pé, depois de socadas, curam úlceras e feridas.

Estoraque Brasileiro: Sua resina é colhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões

Figo Benjamim: Erva muito usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. Empregada, também, em banhos fortes para pôr fim a padecimentos de pessoa que esteja sofrendo obsidiação ou obsessão. O povo aplica o cozimento das folhas para tratar feridas rebeldes, e banhos para curar o reumatismo.

Hortelã brava: Empregada em obrigações de ori, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos deste orixá. O uso caseiro é utilizada para combater o veneno de cobras, lacraias e escorpiões. É eficaz contra gases intestinais, dores de cabeça e como diurético. É perfeita curadora de coceiras rebeldes e tiro acertado nos catarros pulmonares, asma e tosse nervosa, rebelde.

Guararema: Em terreiros de Umbanda e Candomblé ela é aplicada em banhos fortes e nos descarrego. Os galhos da erva são usados em sacudimentos domiciliares. Os banhos fortes a que nos referimos são aplicados em encruzilhadas – na encruzilhada em que se tomar o banho arria-se um mi-ami-ami, oferecido a Exu. E deve ser feito em uma encruzilhada tranqüila. É um banho de efeitos surpreendentes. Na medicina caseira esta erva é utilizada para exterminar abscessos, tumores, socando-se bem as folhas e colocando-as sobre a tumorização. O cozimento das folhas é eficaz no tratamento do reumatismo. Em banhos quentes e demorados, de igual sorte também cura hemorróidas.

Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropsia.

Jurubeba: Somente usada em obrigações com objetivo de descarrego e limpeza. Suas folhas e frutos permitem o bom funcionamento do fígado e baço, garante a sabedoria popular. Debela e previne hepatite com ou sem edemas.

Mangue Cebola: É usado apenas em sacudimentos domiciliares, utilizando o fruto, a cebola. Procede-se assim: corta-se a cebola em pedaços miúdos e, cantando-se para Exu, espalha-se pela casa, nos recantos, e sob os móveis. O povo usa a cebola, fruto do mangue, esmagada sobre feridas rebeldes.

Mangue vermelho: Usa-se apenas as folhas, em banhos de descarrego. O povo a indica como excelente adstringente que possui alto teor de tanino. Muito eficaz no tratamento das úlceras e feridas rebeldes, aplicando o cozimento das folhas em compressas ou banhando a parte lesada.

Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá das endemias. Colhido e seco, sua folha previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o defumador. Também é usada como purificador de ambiente. Não possui uso na medicina popular.

Panacéia: Entra nas obrigações de ori e banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, darros, eczemas e ainda debela o reumatismo, quando usada em banhos.

Picão da praia: Apenas na Bahia ouvimos falar que esta planta pertence a Obaluaiê. Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina popular dá-lhe muito prestígio como diurético e eficaz nos males da bexiga. Usada como chá.

Piteira imperial: Seu uso se limita às defumações pessoais, que são feitas após o banho. A medicina popular utiliza as folhas verdes, em cozimento, para lavar feridas rebeldes, aproximando a cura ou cicatrização.

Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas. Muito utilizada nas doenças de senhoras.

Sabugueiro: Não possui uso ritualístico. É decisiva no tratamento das doenças eruptivas: sarampo, catapora e escarlatina. O cozimento das flores é excelente para a brotação do sarampo.

Sumaré: Não tem aplicação ritualística ou obrigações litúrgicas. Porém possui grande prestígio popular, devido ao seu valor curativo, promovendo com espantosa rapidez a abertura de tumores de qualquer natureza, pondo fim às inflamações. É empregado contra furúnculos, panarícios e erisipelas, regenerando o tecido atacado por inflamações de qualquer origem.

Trombeteira branca: Não possui nenhuma aplicação nas obrigações de cabeça. Apenas é usada nos banhos de limpeza dos filhos do orixá da varíola. Seu uso na medicina popular é pouco freqüente. Aplica-se apenas nos casos de asma e bronquite.

Urtiga-mamão: Aplicada em banhos fortes, somente em casos de invasão de eguns. O banho emprega-se do pescoço para baixo. Esse banho destrói larvas astrais e afasta influências perniciosas. O povo indica esta erva na cura de erisipela, usando um algodão embebido do leite da planta. O chá de suas folhas debela males dos rins.

Velame do campo: Vegetal utilizado em todas as obrigações principais: ebori, simples ou completo. Indispensável na feitura de santo e nos abô dos filhos do orixá. Na medicina caseira o velame é utilizado como anti-sifilítico e anti-reumático.

Velame verdadeiro: Possui plena aplicação em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada também nos sacudimentos. A medicina do povo afirma ser superior a todos os depurativos existentes, além de energético curador das doenças da pele.

Ervas de Oxumarê

Alcaparreira – Galeata: Entra em várias obrigações do ritual, utilizando-se folhas e cascas verdes. Muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica como diurética, usadas as cascas da raiz. Os frutos são comestíveis e deles se prepara uma geléia que é eficaz contra picadas de cobras ou insetos venenosos, em razão do princípio ativo: rutinã.

Altéia – Malva-risco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã. Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angelicó – Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não devem usar.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa e os frutos para resolver tumores e cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.

Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose de suco pela manhã. O povo usa a graviola de diabetes, aplicando o chá.

Ingá-bravo: “Não conhecemos aplicação ritualística. O povo a consagra como sério adstringente e, por isso, indica o uso das casacas, em cozimento, na cura das úlceras e feridas rebeldes, banhando-as.

Língua-de-vaca – Erva-de-sangue: Planta empregada nas obrigações principais, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos do orixá. É axé para assentamentos do mesmo orixá. O uso caseiro é nas doenças de pele, nas sifilíticas e nos resfriamento.

Ervas de Iansã
Alface: É empregada nas obrigações de Egun, e em sacudimentos. O povo a indica para os casos de insônia, usando as folhas ou o pendão floral. Além de chamar o sono, pacifica os nervos.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angico-da-folha-miúda – Cambuí: Só possui aplicação na medicina caseira a casca ou os frutos em infusão no vinho do porto ou otin (cachaça), age como estimulador do apetite. Os frutos em infusão, também fornecem um licor saboroso, do mesmo modo combate a dispepsia.

Bambu: É um poderoso defumador contra Kiumbas. O banho também é excelente contra perseguidores. Na medicina popular é benéfico contra as doenças ou perturbações nervosas, nas disenterias, diarréias e males do estômago.

Cambuí amarelo: Só é utilizado em banhos de descarrego. A medicina caseira indica como indica como adstringente, e usa o chá nas diarréias ou disenterias.

Catinga-de-mulata – Cordão-de-Frade – Cordão-de-São-Francisco: Seu uso ritualístico se restringe aos banhos de limpeza e descarrego dos filhos de Oyá. O povo a indica para curar asma, histerismo e como pacificadora dos nervos

Cordão-de-Frade verdadeiro: Essa planta é aplicada em banhos tonificantes da aura e limpezas em geral. O povo afirma que hastes e folhas, em cozimento ou chá, combate a asma, melhora o funcionamento dos rins e beneficia no caso de reumatismo.

Cravo-da Índia – Cravo-de- Doce: Entra em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo indica suas folhas e cascas em banhos de assento para debelar a fadiga das pernas. Ótimo nos banhos aromáticos.

Dormideira sensitiva: Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina caseira indica esta planta como emoliente, mais especificamente para bochechos e gargarejos, nas inflamações de boca. Indicada como hipnótico, pondo fim a insônia. É utilizado o cozimento de toda a planta.

Espirradeira – Flor-de-São-José: Participa de todas as obrigações nos cultos afro-brasileiros. Esta planta é utilizada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. Pertence aos orixás Xangô e Yansã, porém há, ainda, um outro tipo branco que pertence a Oxalá. O povo indica o suco das folhas desta contra a sarna e pôr fim aos piolhos. Em uso externo.

Eucalipto-limão: de grande aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego ou limpeza dos filhos de orixá. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. usado em banhos de assento, é também emoliente.

Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas casas de banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na medicina popular.

Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras bebidas. O povo costuma dizer que é também ingrediente no amalá de Xangô. A medicina caseira a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.

Gitó-carrapeta – bilreiro: É de hábito ritualístico empregá-la em banhos de limpeza e purificação dos filhos do orixá a que se destina. O povo indica na cura de moléstia dos olhos. Não aconselhamos o uso interno.

Hortelã-da-horta – Hortelã-verde: Muito usada na culinária sagrada. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. A medicina caseira o aponta como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma.

Inhame: Seu único emprego ritualístico é o uso das folhas grandes como toalha nas obrigações de Exu. O inhame é tido como depurativo do sangue na medicina caseira.

Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de hidropsia.

Lírio do Brejo: São usados folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes, rizomas, como estomacal e expectorante.

Louro – Loureiro: Planta que simboliza a vitória, por isso pertence a Oyá. Não tem aplicação nas obrigações de cabeça, mas é usada nas defumações caseiras para atrair recursos financeiros. Suas folhas também são utilizadas para ornamentar a orla das travessas em que se coloca o acarajé para arriar em oferenda a Iansã.

Mãe-boa: Seu uso se restringe somente aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.

Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá do trovão. Colhido e seco, previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o defumador. Não possui uso na medicina popular.

Maravilha bonina: Utilizada nas obrigações de ori relativas a Oyá ebori, lavagem de contas e feitura de santo. Não entra nos abô a serem tomados por via oral. O povo a indica para eliminar leucorréia (corrimentos), hidropsia, males do fígado, afecções hepáticas e cólicas abdominais.

Ervas de Obá[Obá usa as mesmas ervas que Yansã]

Ervas de Nanã

Agapanto: É um vegetal pertencente a Oxalá, Nanã e a Obaluayê. O branco é de Oxalá e o lilás é da deusa das chuvas e do orixá das endemias e das epidemias. É também aplicado como ornamento em pejis, e banhos dos filhos destes orixás. Não possui uso na medicina popular.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixá Nanã, Oxum, Oxumar6e, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angelim-amargoso – Morcegueira: Pertence a Nanã e Exu. Muito usada em carpintaria, por ser madeira de lei. Folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã. As cascas dizem respeito a Exu; elas são aplicadas em banhos fortes de descarrego, com o propósito de destruir os fluidos negativos.

Assa-peixe: Usada em banhos de limpeza e nos ebori dos filhos do orixá das chuvas. Na medicina popular ela é aplicada nas afecções do aparelho respiratório em forma de xarope. Utilizada como emostático.

Avenca: Vegetal delicadíssimo e mimoso. Tem emprego nas obrigações de cabeça e nos abô embora ela mereça ser economizada em face de sua delicadeza para ornamento. A medicina popular indica as folhas para debelar catarros brônquios e tosses.

Cedrinho: Este vegetal possui muitas variedades, todas elas pertencentes a deusa das chuvas. Sua aplicação é total na liturgia dos cultos afro-brasileiros. Empregado nas obrigações de cabeça, nos abô, banhos de corpo inteiro e nos de purificação. Excelente abô de ori, tonificador da aura. Em seu uso caseiro combate as disenterias, suas folhas em cozimento em banhos ou chá curam hérnias. É tônico febril rebeldes.

Cipreste: Aplicada nas obrigações de cabeça e nos banhos de purificação e descarrego. A medicina popular indica banhos desta erva para tratar feridas e o chá para curar úlceras.

Gervão: Além de ser folha sagrada de Nanã, também é Xangô. Sem aplicação nas obrigações rituais. A medicina caseira a indica no tratamento das doenças do fígado, levando suas folhas em cozimento adicionando juntamente raízes de erva-tostão. O chá do gervão também debela as doenças dos rins.

Manacá: Seu uso ritualístico se limita aos banhos de descarrego. Muito empregada na magia amorosa. Nesse sentido, ela é usada em banhos misturada com girassol e mil-homens. O chá de suas raízes é utilizado pela medicina caseira para facilitar o fluxo menstrual.

Quaresma – Quaresmeira: Esta arboreta tem aplicação em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação dos filhos da deusa das chuvas. Durante o ritual toda a planta é aproveitada, exceto a raiz. A medicina caseira a indica nos males renais e da bexiga, em chá.

Quitoco: Usada em banhos de descarrego ou limpeza. Para a medicina popular esta erva resolve males do estômago, tumores e abscessos. Internamente é usado o chá, nos tumores aplica-se as folhas socadas.

Ervas de Yemanjá

Alcaparreira – Galeata: Muito usada nos terreiros do Rio Grande do Sul. Entra nas mais variadas obrigações do ritual, sendo utilizadas para isso folhas e cascas. Também é muito prestigiada nos abô de preparação dos filhos, para obrigação de cabeça e nos banhos de limpeza. As cascas e raízes popularmente vem sendo usadas como diuréticos. Seus frutos são comestíveis e deles é preparada uma geléia eficaz contra picadas de cobras e insetos venenoso.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Aracá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.

Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego, sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.

Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.

Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeça, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

Fruta-da-Condessa: Tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô. É de grande importância na medicina popular, pois suas raízes em decocto são um grande remédio para a epilepsia. Toma-se meio copo três vezes ao dia. Apesar da irreversibilidade da doença.

Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça beberem uma dose do suco pela manhã. O povo usa a graviola nos casos de diabete, aplicando o chá.

Guabiraba anis: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas do mesmo modo nos abô de ori. A medicina popular a utiliza para pôr fim nas doenças dos olhos (conjuntivites). Banhos demorados favorecem aos sofredores de reumatismo.

Jequitibá rosa: Sem uso ritualístico. Para a medicina caseira ele é um poderoso adstringente. Milagroso no tratamento das leucorréias (corrimento); o cozimento das cascas é eficaz nas hemorragias internas, cura angina e inflamações das amígdalas.

Maçã-de-cobra: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego e limpeza. Não possui uso na medicina popular.

Musgo marinho: Esta planta vive submersa nas águas do mar. É planta que entra nas obrigações de ori e nos banhos de limpeza dos filhos de Yemanjá. Os musgos são utilizados pela medicina caseira nas perturbações das vias respiratórias.

Pata de vaca : empregada nos banhos de descarrego e nos abô, para limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. A pata de vaca, na medicina popular, é indicada para exterminar diabetes, e por essa razão, é tida como insulina vegetal. Também cura leucorréia em lavagens vaginais.

Trapoeraba azul – Marianinha: Esta planta é aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza e purificação. Também é axé integrante dos assentamentos do orixá a que pertence. No uso popular a erva é utilizada contra os efeitos de picadas de cobras. É também diurética e age contra o reumatismo. Os filhos da deusa das águas salgadas banham-se periodicamente com esse tipo de vegetal.

Unha de vaca: Aplicada em banhos de descarrego dos filhos da deusa. Na medicina caseira é utilizado como adstringente. Aplicado em lavagens locais e banhos semicúpios para combater males ou doenças do aparelho genital feminino.

Ervas de Oxalá

Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.

Alecrim de Tabuleiro: Erva empregada nas obrigações, nos abô e é um maravilhoso afugentador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo nos defumadores, quer das casas de culto. Não possui uso na medicina popular.

Alecrim do Campo: Seu uso se restringe a banhos de limpeza. É muito usado nas defumações de terreiros de Umbanda. Em seu uso medicinal resolve o reumatismo, aplicado em banhos.

Angélica: Tem emprego ritualístico muito reduzido. Sua flor espanta influências malignas e neutraliza a emissão de ondas negativas. É aplicado na magia do amor, propiciando ligações amorosas. A flor também é usada como ornamento e dá-se de presente na vibração do que quer. Não possui uso na medicina popular.

Funcho: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e em banhos de limpeza. Usa-se, do mesmo modo, para tirar mão de Zumbi. O povo dá-lhe bastante prestígio como excitante e para as mulheres aumentarem a secreção de leite. Eficaz na liberação de gases intestinais, cólicas, diarréias, vômitos. É usado no tratamento dos males aqui referidos quando se trata de crianças.

Araçá: As folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada de igual sorte nos banhos de purificação. O povo indica esta espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas. Usam-se folhas e cascas em cozimento.

Barba de Velho: Aplicadas em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. Usa-se também após as defumações pessoais feitas após o banho. A medicina caseira indica seu uso tópico no combate às hemorróidas.

Baunilha verdadeira: Aplicada nas obrigações de cabeça e na tiragem de Zumbi. A medicina popular indica esta erva no restabelecimento do fluxo menstrual. São usadas folhas e caule, em chá. Debela as hipocondria, as tristezas e é energético afrodisíaco. É preconizada para pôr fim à esterilidade.

Calistemo Fênico: É uma extraordinária mirtácea que entra em qualquer obrigação de cabeça, ebori, feitura de santo, lavagem de contas, tiragem de Zumbi ou tiragem da mão de cabeça. Medicinalmente é usada em doenças do aparelho respiratório, bronquites, asma e tosses rebeldes. Aplica-se o chá.

Camélia: Vegetal muito usado na magia amorosa. É captadora de fluidos positivos, a flor. Usada, aproxima uso na medicina popular.

Camomila Marcela: Sua aplicação é restrita nas obrigações ritualísticas. Usa-se, entretanto, nos banhos de descarrego e nos abô.

Carnaúba: Só tem aplicação em abô feito da folha, que basta para cobrir a cabeça e, depois, cobrir-se a cabeça durante doze horas, fugindo aos raios solares. É fortalecimento da aura e alimento da cabeça. A vela de cera de carnaúba é a melhor iluminação para o orixá.

Cinco Folhas: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego. A medicina caseira indica esta erva como eficaz depurativo do sangue.

Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.

Colônia: Possui aplicação em todas as obrigações de cabeça. Indispensável nos abô e nos banhos de limpeza de filhos-de-santo. Aplicada, também, na tiragem de Zumbi, para o que se usa o sumo. Como remédio caseiro põe fim aos males do estômago. Usado como chá (pendão ou cacho floral).

Cravo da Índia: Utilizada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô e nos abô de cabeça. De igual sorte, participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo tem-no como ótimo nos banhos aromáticos, o cozimento de suas folhas e cascas debelam a fadiga das pernas em banhos de assento.

Erva de Bicho: Usada em banhos de purificação de filhos-de-santo, quaisquer que sejam e que vão submeter-se a obrigações de santo ou feitura de santo. É positiva a limpeza que realiza e possante destruidora de fluidos negativos. O povo indica esta planta em cozimento (chá) a fim de curar afecções renais.

Espirradeira: Participa em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. A medicina do povo indica o suco dessa planta, em uso externo, contra a sarna e para pôr fim aos piolhos.

Estoraque Brasileiro: Sua resina é recolhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões.

Eucalipto Cidra: Empregado em todas as obrigações de cabeça, em banhos de descarrego ou limpeza de Zumbi. Na medicina caseira é usado nas afecções dos brônquios, em chá.

Eucalipto Murta: Empregado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. Recomendado também nas doenças do aparelho respiratório.

Fava de Tonca: A fava é usada nas cerimônias do ritual, o fruto é usado depois de ser reduzido a pó. Este pó é aplicado em defumações ou simplesmente espalhado no ambiente. Anula fluidos negativos, afugenta maus espíritos e destrói larvas astrais. Propicia proteção de amigos espirituais. Não possui uso na medicina popular.

Fava Pichuri: No ritual de Umbanda e Candomblé usa-se o fruto, a fava, que reduz a pó, o qual é aplicado espalhando-se no ambiente. Aplica-se, igualmente, em defumações que atraem bons fluidos. É afugentador de eguns e dissolvedor de ondas negativas, anulando larvas astrais.

Folha da Fortuna: É usada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô de qualquer filho-de-santo. Na medicina popular é muito eficaz acelerando cicatrizações, contusões e escoriações, usando-se as folhas socadas sobre o ferimento.

Girassol: Tem aplicação no ritual. Usa-se nas obrigações de cabeça e nos abô e banhos de descarrego. Tem grande prestígio nas defumações, em face de ser anuladora de eguns e destruidora de larvas astrais. Nas defumações usam-se as folhas e nos banhos colocam-se, também, as pétalas das flores, colhidas antes do sol. Não possui uso na medicina popular.

Golfo de flor branca: Planta aplicada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos filhos de Oxalá. O povo indica suas raízes como adstringente e narcóticas, mas lavadas, debelam a disenteria e, as flores, as úlceras e leucorréia.

Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.

Hortelã da horta: conhecida como hortelã de tempero e, deste modo, muito usada na culinária sagrada e na profana também. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. Popularmente é conhecido como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma. É excitante e fortalecedor do estômago.

Jasmim do Cabo: Seu uso restringe-se ao adorno de pejis em jarra ladeando Oxalá. Não possui uso na medicina popular.

Laranjeira: As flores são aplicadas nas obrigações de ori. São também indicadas em banhos. Para o povo, o chá desta erva é um excelente calmante.

Lírio do Brejo: Usam-se as folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes como estomacal e expectorante.

Malva Cheirosa: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação de filhos-de-santo. O povo a indica como desinflamado-ra nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Malva do Campo: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. Em seu uso popular possui o mesmo valor da malva cheirosa.

Mamona: Esta erva é muito utilizada como recipiente para se arriar ebó para Exu. Não possui uso na medicina popular.

Manjericão Miúdo: Usada na preparação de abô e nos banhos de purificação dos filhos a entrar em obrigações ou serem recolhidos. É considerado pela medicina caseira como excelente eliminador de gases.

Manjerona: Entra em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô. A medicina popular aplica-a como corretiva de excessos de excitações sexuais, abrandando os apetites do sexo.

Mastruço: Não possui aplicação em nenhuma cerimônia ritualística. Porém na medicina caseira é extraordinário tratamento das afecções pulmonares, nota-damente nas pleurisias secas ou com derrame. desta erva é usado o sumo, simples ou misturado com leite. Quantas vezes queira o doente.

Mil em Rama: Não possui uso ritualístico. É adstringente e aromática. Indicada em doenças do peito, hemorragias pulmonares e hemoptise.

Narciso dos Jardins: Esta erva é somente usada para o assentamento. A medicina caseira o tem como planta venenosa.

Noz de Cola: Erva indispensável nos banhos dos filhos de Oxalá. Para o banho, rala-se a semente, o obi, misturando-se com água de chuva. A medicina popular indica esta erva como tônico fortificante do coração. É alimento destacado em face de diminuir as perdas orgânicas, regulando o sistema nervoso.

Noz Moscada: Desta erva utiliza-se o pó em mistura com a canela também em pó. Isto feito, espalha-se no ambiente caseiro ou em lugar onde se exerce atividade, para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Não possui uso na medicina popular.

Patchuli: Erva usada em todas as obrigações de ori, ebori, feitura de santo, lavagem de contas e tiragem de Zumbi. É parte dos abô que se aplicam aos filhos-de-santo. A medicina popular indica o patchuli como possuidor de um principio ativo que é inseticida.

Poejo: Entra em todas as obrigações de ori de filhos-de-santo, quaisquer que sejam os orixás dos referidos filhos. Popularmente, atenua os males do aparelho respiratório aconselhando o uso do cozimento das folhas e ramos. Muito eficaz nas perturbações da digestão, usando-se o chá.

Rosa Branca: Participa de todas as obrigações de cabeça. Usa-se, inicialmente, na lavagem do ori, ato preparatório para feitura. O povo consagrou-a como laxativo branco e aplicável no tratamento da leucorréia (corrimento) sob forma de lavagens e chá ao mesmo tempo. Como laxativo, é aplicado o chá.

Saião: Entra em todas as obrigações de cabeça, quaisquer que sejam os filhos e os orixás. Utilizada também no sacrifício ritual. Medicinalmente, é utilizada para evitar a intolerância nas crianças. Dá-se misturado o sumo, com leite. Em qualquer contusão, socam-se as folhas e coloca-se sobre o machucado, protegido por algodão e gaze. Do pendão floral ou da flor prepara-se um excelente xarope que põe fim a tosses rebeldes e bronquites.

Sálvia: Suas folhas e flores são utilizadas nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. Usada pelo povo como tônico adstringente. Emprega-se em casos de suores profundos, com grande efeito positivo, contra as aftas e feridas atônicas da boca. É grande aperiente (desdobradora do apetite).

Sangue de Cristo: Emprega-se em ebori, lavagem de contas e feitura de santo, e usa-se nos abô dos filhos de Oxalá. É conhecido popularmente como adstringente e tônico geral. Usa-se o chá ou cozimento das folhas como contraveneno.

Umbu: Possui aplicação em todos os atos da liturgia afro-brasileira, ebori, abô, feitura de santo e lavagens de cabeça e de contas. Bastante usada com resultados positivos nos abô de ori e nos banhos de purificação. O povo utiliza suas cascas em cozimento, para lavagens dos olhos e para pôr fim às moléstias da córnea.

Ervas de Oxaguian [Oxaguian usa as mesmas ervas que Oxalá]

Defumação de Limpeza e Descarrego “Ervas, Orixás, Magia e Conhecimento”

Os lares e os locais de trabalho, são alvos de entidades perversas, que se aproveitam de sua invisibilidade e sorrateiramente penetram nesses ambientes e espalham fluídos negativos, prejudicando assim, o desenvolvimento material e espiritual habitam ou trabalham.
E por esse motivo, Deus (Olorum) entregou a Ossain as ervas que, seriam usadas para destruir tais fluídos e expulsar estas entidades.
Existem dois tipos de defumação; a defumação de descarrego e defumação de lustral.
o Defumação de descarrego. Serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam qualquer ambiente, tornando-o pesado e de difícil convivência para as pessoas que nele habitam.
o Defumação lustral. Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego, ela atrai para estes ambientes, correstes positivas dos Orixás, Caboclos (índio), e Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir seus caminhos.

ERVAS QUE DEVERÃO SER USADAS NA DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO
Palha de alho – Afasta maus espíritos
Arruda – Corta correntes negativas
Bambu (folha) – Afasta espíritos vampiros
Benjoim – Destrói as larvas astrais
Canela – Destrói as larvas astrais
Incenso – Destrói as larvas astrais
ERVAS QUE DEVERÃO SER USADAS DA DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Alfazema – Limpa e purifica o ambiente
Eucalipto – Atrai a corrente de Oxossi
Colônia – Atrai fluidos benéficos
Louro (folha) Atrai a corrente de Caboclo e a fortuna
Cana-de-açúcar – (palha) Atrai melhores condições.
COMO DEFUMAR E DESCARREGAR SUA RESIDÊNCIA E O SEU LOCAL DE TRABALHO
As vezes sentimos que o nosso lar e o nosso local de trabalho, estar pesado, inúmeras brigas e discussões acontecem a toda hora, nada dá certo, uma impaciência toma conta, do nosso ser. O ar está carregado com partículas de fluídos negativos que aos poucos vai envolvendo cada um, e tornando as coisas mais difíceis.
Estes fluídos negativos são trazidos por entidades que se comprazem com o nosso sofrimento. São seres dignos de piedade e de muita prece, muitos não têm consciência do mal que estão causando, outros agem por puro prazer.
Para afastar estas entidades do nosso convívio, teremos primeiro que mudar em atos, gestos e pensamento, afastando de nossas mentes aquela corrente que nos liga a estes seres.
O descarrego destrói as larvas astrais, limpando o ambiente das impurezas, facilitando assim a penetração de fluídos positivos.
Varra a casa ou o local de trabalho, acenda uma vela para o seu anjo de guarda, depois, acenda um braseiro e coloque dentro do mesmo três tipos diferentes de incenso. Comece a defumar o local da, porta dos fundos para a porta da rua, esta defumação chama-se descarrego.
DEFUMAÇÃO LUSTRAL
Esta defumação serve para aproximar as correntes positivas que emanam dos Orixás. Elas trazem o progresso, e abrem os caminhos. Mas, para que isto aconteça, procure estar sempre com a mente positiva.
Acenda uma vela para o seu anjo de guarda, coloque três tipos de incenso dentro do braseiro, e comece a defumar sua casa ou o seu local de trabalho, da porta da rua para dentro.
Não esqueça que a defumação lustral poderá ser feita depois do descarrego. Quando você terminar faça um amaci com as seguintes ervas: Folhas de mangueira, Manjericão roxo, e alfavaca, e tome um banho.

Dia da semana correspondente a cada orixá e a defumação correta

Todos os orixás tem uma erva correspondente para defumaçãoTodos os orixás tem uma erva correspondente para defumação
  1. DOMINGO: (Orixás: Nanã e as almas) aniz, anúbis, sândalo vermelho, rosa cor-de-rosa, cravo-da-Índia, noz-moscada.
  2. SEGUNDA: (Orixás: Exú,Omolú, Obaluaiê) arruda, sândalo, angélica, maçã-rosada, patchouly.
  3. TERÇA: (Orixás: Ogum, Oxumarê, Irôko), verbena, jasmim, cravo-da-Índia, violeta.
  4. QUARTA: (Orixás: Xangô, Yansã, Obá) alecrim, rosa branca, mirra, patchouly.
  5. QUINTA: (Orixás: Oxóssi, Logunedé, Ossaim) canela, noz-moscada, orquídea azul, flor-do-campo.
  6. SEXTA: (Orixá: Orixá maior, Oxalá) alfazema ou lavanda, rosas brancas, almiscar, arruda, alecrim.
  7. SÁBADO: (Orixás da águas: Iemanjá, Oxum) alecrim, benjoim, bálsamo rosa, angélica.

 

Defumações 

 

Defumação para descarregar casa ou comércio:
Misturar mirra, incenso, bejoim, aniz estrelado, breu, alecrim e alfazema e colocar num defumador aceso com carvão. Defumar do fundo da casa para a frente; no final, despachar num verde e deitar um copo de água por cima.
Defumação para abrir caminhos:
Misturar num recipiente três colheres de açúcar, três colheres de café em pó, três colheres de canela moída e sete folhas de louro seco. Defumar a casa da frente para o fundo fazendo os seus pedidos. Aconselho a fazer a defumação para descarregar à noite e no dia seguinte, pela manhã, ao nascer do sol, fazer esta defumação para chamar dinheiro, freguesia e tudo que é bom.


Criando um altar Cigano & algumas das magias ciganas terça-feira, nov 1 2011 


Muitas vezes me foi perguntado como se pode saber quem é a nossa Cigana nas Cartas. Para responder a isso primeiro precisamos saber quem eram esses povos ciganos. Sobre o povo cigano não se têm ao certo uma definição conclusiva.
O que há de entendimento geral é de que, o cigano, é um indivíduo nomade, originário do norte da Índia e espalhado em pequenos grupos pela Ásia, Europa, África do Norte e algumas partes da América como um todo.
Desde criança eu ouvia falar em Santa Sara Kali, a padroeira dos ciganos, mulher da Etiópia escravizada no Egipto e que prometeu a Jesus Cristo que usaria para sempre um lenço na cabeça ou uma flor no cabelo como sinal de respeito e devoção à Ele depois de ser salva das águas do oceano.
Para sabermos quem é a nossa Cigana nas cartas, precisa deixar a magia cigana contagiar-te. Saber quem é a nossa Cigana é estarmos de braços abertos prontos para acolher sem restrições, com todo o carinho e dedicação para poder se libertar, para poder respirar tranquilamente, desabafando com a sua querida Cigana.
Através das Cartas podemos dar o primeiro passo para descobrimos se têm como guia uma Cigana. Caso venha a confirmar-se, passa entretanto por uma sessão espiritual dedicada aos Guias Ciganos, para sabermos com exactidão quem o/a acompanha. Após essa sessão podemos dar seguimento a criação de um altar, oferendas e tudo o que a sua Cigana precisa.
Estes são os passos mais comuns para alcançar-mos saber quem é a nossa Cigana nas cartas. Quando isso acontecer, é o maior tesouro do Universo!Criação do seu altar da sua Cigana
1. Vai precisar de uma imagem de Santa Sara;
2. Vai precisar de uma boneca cigana (representação da sua cigana espiritual);
3. Vai precisar de uma imagem do cigano Wladimir;
4. Vai precisar de um baralho do Tarot cigano;
5. Vai precisar de pedras variadas (Cristais, ametista, quartzo de várias cores, perita, ônix, malaquita, hematita, calcita, ágata, citrina, sodalita, etc…);
6. Uma pirâmide de cristal (pequena);
7. Um incensário e incensos variados;
8. Vai precisar de um porta velas e vela de 7 dias. Particularmente eu uso as cores vermelhas, azul claro, amarela… Variando entre elas, de acordo com o pedido que eu mentalize no momento em que ascendo-as;
9. Um leque e castanholas (se for uma cigana espanhola);
10. Fitas finas, coloridas, medindo 70 cm cada (usar as cores verde, vermelho, amarelo, lilás, azul claro, azul escuro, rosa, etc.. Menos preta e castanho).. Essas fitas devem ser colocadas nas mãos unidas de Sta Sara;
11. 3 taças, de preferência em cristal, por causa da pureza do material;
12. Uma toalha na cor vermelha (amor), dourada (prosperidade), ou na cor de sua preferência, menos preta e castanha. Pode comprar o pano e mandar uma costureira fazer como desejar;
13. Um Jarro de flores, podendo ser fino (que caiba no mínimo 3 rosas).

Montar um altar
Não têm mistério para montar o seu altar, use a sua intuição. Esse é um altar simples, com poucos elementos e que não ocupa muito espaço. Conforme a sua relação de afinidade com o (a)cigano/cigana espiritual for crescendo, novos itens podem ser acrescentados conforme o gosto dele (a). Forre a mesa que será utilizada com a toalha, coloque a Santa Sara no centro e os ciganos, um de cada lado da Santa. Abra o baralho à frente de Santa Sara, a fim de energizá-lo para futuro trabalho (se for trabalhar com cartas) ou apenas para homenagear a Santa com elementos da tradição cigana. As pedras devem ser lavadas em água corrente e se possível deixadas de um dia para outro em água com sal grosso. Se não puder fazer a limpeza com sal, lave-as com água e mentalize com fé o pedido de limpeza das pedras e que a energia delas seja utilizada para o “bem”.
Acomode-as num pratinho de louça ou barro, conforme a sua vontade. O Incensário pode ficar em qualquer local da mesa, desde que longe de tecidos para evitar o perigo de incêndio. Use o incenso que desejar, conforme a necessidade do ambiente (saúde, prosperidade, limpeza espiritual).
Mantenha as taças sempre cheias, ou com água (que deve ser trocada de 3 em e 3 dias), vinho branco ou tinto ou sangria (com vinho tinto). Para a cigana, se for da preferência dela, ofereça Champanhe. Quando for trocar a bebida, despeje a antiga em água corrente, pode ser na pia com a torneira aberta, deixando que se vá junto com a água. Pode oferecer frutas para Santa Sara e para o povo cigano, como forma de agradá-los e agradecer a protecção desse povo no seu lar. Pode fazê-lo uma vez por mês, não sendo necessário mais que isso. Lembre-se de deixar a oferenda no máximo por 1 ou 2 dias no altar, descartando em local apropriado antes que se deteriorem, evitando insectos e mal cheiro no altar e em casa.

Dica: Ao elevar o seu pensamento e prece em frente ao altar de Santa Sara, faça-o com o corpo limpo (nunca suado ou sem roupa) e para as mulheres, de preferência com um véu branco ou azul claro cobrindo os cabelos, como sinal de respeito. Se der uma festa ou recepção em casa onde as pessoas comam e bebam perto do altar, cubra-o com um pano claro (lençol ou toalha de mesa na cor branca, que tenha sido reservado para esse fim). Antes, claro, apague as velas e incensos. Só descubra-o após as visitas saírem. Não permita que pessoas cuja energia não conhece, toque no seu altar, principalmente nas pedras e no baralho (esse só deve ser manipulado pela (o) dona (o)..). Mas é permitido e acima de tudo, um acto de caridade, permitir que uma pessoa aflita ajoelhe-se em frente a Santa Sara e faça os seus pedidos e orações, pois a Santa mãe de todos, ciganos e não ciganos, médium e não médium, espírita ou não espírita.
Boa Sorte na preparação do seu altar e não se esqueça, use a sua intuição, ela é melhor do que qualquer orientação escrita..

Os significados de algumas frutas…
Uva rubi: prosperidade
Uva verde: saúde
Uva passa ou ameixa: Progresso
Morango: amor
Damasco: sensualidade
Pêssego: equilíbrio pessoal e sedução
Limão: energia positiva e purificação da alma.
Laranja: para afastar energias negativas.
Romã: Espiritualidade
Pêra: Simboliza a imortalidade e a boa saúde, também traz prosperidade pela cor amarela e relaciona-se com o trabalho.
Abacate: Saúde
Maçã: Amor e transmutação de energia de ambientes
Manga: Sexualidade e amor incondicional
Figo: Prosperidade
Melancia: Prosperidade e Fartura
Melão: simboliza o sol, energia vital e prosperidade.

Sempre quando oferecemos a maçã, devemos oferecer a pêra, pois a maçã simboliza a cigana e a pêra simboliza o cigano.

Como agradar a sua cigana espiritual
Vai precisar de:
1 cesta de vime;
1 lenço colorido;
6 pedaços de fitas coloridas de 70 cm cada (menos preta e castanha);
1 melão;
2 peras;
2 maças;
2 bananas;
1 cacho de uvas verdes;
1 cacho de uvas rosadas;
2 goiabas;
2 pêssegos;
6 velas coloridas;
1 caixa de incenso da sua preferência (rosas vermelhas, jasmim, magia cigana e etc..);
Sementes de gergelim.

Como fazer a oferenda
Numa noite de Lua Crescente ou nos três primeiros dias da Lua Cheia, enfeite a cesta com as fitas coloridas da maneira que quiser. Lave as frutas e arrume-as de forma bem bonita (podem estar inteiras). Após montar, salpique as sementes de gergelim no interior da cesta e leve-a para um local alto com bastante árvores, flores, ou mesmo para uma estrada de terra batida. Ao chegar lá, coloque o lenço no chão e a cesta em cima dele. Coloque os incensos nas frutas mais macias e acenda-os. Acenda as velas colorias ao redor da cesta. Vá fazendo isso a medida que oferece o agrado para seu/sua cigano (a).

Notas:
- Escolha locais pouco movimentados para deixar o seu agrado.
– Nunca coloque abacaxi e outras frutas azedas em oferendas ciganas.

Banho cigano para o amor e prosperidade

Despetalar três rosas brancas, um copo de suco de uvas verdes, um litro de água mineral sem gás, três colheres de chá de açúcar mascavo, a mesma quantidade de canela em pó. Sete gotas de almíscar se quiserem (eu colocaria). Tomar este banho às quartas-feiras.

Magia para o Amor

2 velas rosa,

Um prato de madeira,

7 rosas, óleo de patchoulli ou de sândalo,

1 alfinete novo,

7 bastões de incenso de rosas ou de sândalo.

Coloque sobre o prato todas as pétalas das rosas, Em uma vela escreva com o alfinete o nome do amado (a) e na outra o seu, unte as duas velas com o óleo e junte-as bem mentalizando a sua união com o amado (a); coloque sobre o prato e acenda, ao redor do prato distribua as folhas da rosa e fixe os incensos, formando um círculo.

Para atrair prosperidade e amor

Numa tira de papel branco, escreva a lápis seu pedido de prosperidade ou de amor. Em seguida, corte uma maçã bem vermelha e bonita ao meio, tomando cuidado para que as duas partes não se separem. Ponha o papel entre as metades da fruta e amarre-a com uma fita de cetim azul-marinho. Coloque-a então num prato branco, ao lado de um vaso de cravo (flor) vermelho. Com certeza, as coisas na sua vida vão mudar muito e para melhor!

Para reencontrar alguém

Se você perdeu o contato com uma pessoa (pode ser um ex-amor ou um velho amigo) e deseja reencontrá-la, escreva o nome dela em sete tiras de papel. Depois, pegue uma maçã vermelha e escreva nela seu próprio nome, com a ponta de uma faca. Usando sete alfinetes pequenos, espete na fruta os papéis com o nome da pessoa. Unte tudo com mel e deixe num lugar alto durante 21 dias. Passado esse tempo, entregue a maçã num jardim florido.

Para conquistar alguém

Escreva o nome da pessoa que você quer conquistar em duas tiras de papel. Cole uma delas no lado esquerdo da sua cama, na altura dos pés, e a outra no seu tornozelo esquerdo, com um esparadrapo. Feito isso, bata sete vezes o pé esquerdo no chão, dizendo em voz alta o nome do seu amor. Repita esta simpatia todos os dias, até que seu desejo se realize.

Para atrair prosperidade

Pegue sete moedas do mesmo valor, passe-as pelo corpo e coloque-as num cesto de palha ou vime. Acrescente então uma pêra, uma maçã, um cacho de uvas brancas, um mamão doce, uma penca com seis bananas-maçãs e um melão. Regue tudo com bastante mel e entregue esta oferenda num jardim. Ao redor da cesta, acenda seis velas brancas, enquanto pede mentalmente que a prosperidade esteja sempre presente na sua vida.

Ritual de prosperidade

Para atrair a fartura e a prosperidade para você e sua família, pegue três espigas de milho fechadas e abra-as, só com as mãos, até os grãos aparecerem. Usando a palha, pendure as espigas em algum lugar da cozinha. Quando elas estiverem secas, enterre-as num jardim, junto com um pouco de mel, uma vela azul-clara e um pedaço de tecido da mesma cor.

Para atrair o Amor

2 litros de leite

4 colheres de mel

1 maçã vermelha ralada

2 pauzinhos de canela

Ferva o leite e acrescente os demais ingredientes. Deixe esfriar. Coe e use após o banho higiênico, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Para Paixão

1 maçã vermelha ralada

1 maço de salsa fresca

4 litros de água mineral

4 colheres de mel de flor de laranjeira

No primeiro dia da lua cheia, coloque a água numa vasilha grande e acrescente os demais ingredientes. Coloque a vasilha num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua cheia. Na manhã seguinte, coe a mistura e utilize-a, após o banho habitual, da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão. Os homens devem retirar a salsa e utilizar o banho apenas com os outros ingredientes.

Para Fartura e Prosperidade

4 litros de água mineral

6 paus de canela pequenos

1 colher de chá de noz moscada ralada

6 folhas de louro

1 colher de sopa de erva-doce ou funcho

6 moedas douradas ou uma peça de ouro

Pétalas de rosa amarela

Num dia de lua cheia, ferva a água e acrescente os demais ingredientes, exceto as pétalas da rosa amarela. Coe. Guarde as peças de ouro e as moedas. Deixe esfriar e antes de utilizá-lo, acrescente as pétalas de rosa. Tome o seu banho habitual e utilize a mistura derramando-a generosamente da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Para Sorte e Harmonização

4 litros de água mineral

2 colheres de sopa de óleo de amêndoa para o corpo

10 gotas de essência de rosas

Pétalas de rosa branca, lírio e angélica.

1 quartzo branco bruto

1 quartzo rosa bruto

1 citrino bruto

1 ametista

Numa noite de lua crescente, coloque todos os ingredientes numa vasilha grande e deixe-a num local onde possa receber o frescor da noite e a luz da lua. Na manhã seguinte, após o banho higiênico, banhe-se na mistura, comprimindo as pétalas de rosa sobre a pele do corpo. Não se enxugue. Vista-se com um roupão e enrole uma toalha nos cabelos. Vista-se com roupas claras.

Para Proteção Espiritual

10 ramos de alecrim fresco, sem os galhos.

30 gotas de essência de verbena

1 punhado de sal grosso

4 litros de água mineral

Ferva a água, desligue a chama e coloque os ramos de alecrim e o sal grosso. Deixe esfriar. Macere o alecrim com as mãos, como quem esfrega uma roupa. Antes de utilizar o banho, acrescente as gotas de verbena. Banhe-se do pescoço para baixo e deixe a água secar naturalmente ou use um roupão. Duas horas depois, tome uma chuveirada, se estiver sentindo um sono anormal.

Para afastar o mau olhado ou quebranto

3 litros de água mineral

1 garrafa de cerveja clara

Misture a cerveja com a água e banhe-se da cabeça aos pés, após o banho higiênico. Enrole uma toalha na cabeça e vista-se sem enxugar-se.

Para retirar a negatividade

4 litros de água mineral

2 punhados de sal grosso

2 dentes de alho roxo cortados em cruz

5 galhos de arruda machos

5 galhos de arruda fêmea

Ferva a água com os dentes de alho cortados. Quando a água estiver morna, acrescente a arruda, tratando de macerá-la, até que esteja totalmente desfeita. Misture o sal. Deixe esfriar e coe. Use do pescoço para baixo, após o banho habitual. Passada duas horas, tome uma chuveirada de água morna ou fria. Faça na lua minguante.

Banho para a Prosperidade

Abre-caminho, erva-tostão, para-raio e pattchouly. Coloque a água para ferver e quando estiver fervendo, apague o fogo, coloque as referidas ervas e deixe em infusão. Quando estiver a água morna ou fria, tome o banho da cabeça aos pés.

Banho de assento

Um pouquinho de mel,

7 pauzinhos de canela

Um punhadinho de guaraná em pó,

Dentro de um chá bem forte de arruda. Deixe em fusão e tome quando estiver morninho.

Para afastar pessoas invejosas

Ferva um litro de água.

Coloque 3 folhas de alecrim,

Um punhado de grama comum,

Um dente de alho e

Uma pedra de cânfora.

Quando ficar morno, coee, despeje em seu corpo do pescoço para baixo e diga:

“Povo do Oriente! Afaste de mim todas as energias negativas, recarregue minhas forças; não deixe que nada de mal me aconteça”.

Jogue no lixo o que sobrar, isto é, os resíduos.

Banho especial para o dia das bruxas

6 Rosas brancas, 4 girassóis,

Essência de canela.

Ferva 2 litros de água, quando estiver fervendo, coloque, despetalando, as rosas e os girassóis, mentalizando os pedidos. Acrescente a essência de canela e tome da cabeça aos pés. Pode também tomá-lo em outro dia qualquer e pedir o que desejar.

Banho de limpeza ou de defesa pessoal

3 xícaras de café bem forte e 5 litros de água. Este banho afasta as energias negativas, reenergiza, acaba com pesadelos e com a mania de perseguição, desde que tomado com fé, rezando antes e depois para Jesus, Maria, José, para os anjos e para o seu em especial. Acenda uma vela branca para seu Anjo da Guarda e deixe queimar até o fim.

Banho de limpeza ou de defesa pessoal

3 punhados de sal marinho em 5 litros de água, acabam com todas as malignidades. Depois de 4 horas, tome um banho de alecrim, ou de eucalipto para se reenergizar, porque o sal afasta tudo que há de mal, mas impede a entrada de qualquer energia, ainda que boa.

Banho de limpeza ou de defesa pessoal

Alecrim, Alfazema e arruda nos livram dos males e, ao mesmo tempo, reenergizam. Se as folhas estiverem frescas, macere-las e coloque-as na água quando ela estiver fervendo e apague o fogo. Se estiverem secas, deixe em infusão.

Banho de limpeza ou de defesa pessoal

3 colheres de sopa de sal grosso, 2 xícaras de vinagre branco, 5 a 6 litros de água. Banho muito poderoso. É necessário tomar outro banho para se reenergizar que pode ser de alecrim, de arruda, de alfazema, de café com leite e chocolate.

Banho de limpeza ou de defesa pessoal

7 dentes de alho roxo, ou claro inteiros e frescos,

2 colheres de sopa de tomilho,

2 colheres de sopa de sálvia seca,

2 colheres de sopa de manjericão seco,

7 litros de água,

1 colher de sopa de sal marinho.

Este banho afasta as energias negativas trazidas por problemas nossos e alheios, pela presença de pessoas de baixa freqüência vibratória e por nossos pensamentos negativos. Como sempre, depois de algumas horas, se faz necessário um banho reparador que pode ser de camomila, erva-doce e cidreira, ou um banho de alecrim.

Banho de limpeza ou de defesa pessoal

Um banho comum: água e sal grosso. 7 no máximo, e 3 no mínimo, punhados de sal grosso para 5 a 7 litros de água.

Banho de limpeza ou de defesa pessoal

3 a 7 folhas de abre-caminho, o mesmo de alecrim, igual número de arruda, ou alfazema. Não precisa tomar banho de apoio.

Banhos de Atração

Pétalas de rosas brancas,

Flor-de-laranjeira,

Uma colherinha de mel,

Folhas de maçã ou maçã ralada,

Essência de lótus.

Ferva a água e coloque os ingredientes dentro e tome o banho bem morno

Banhos de Atração

Salsa parrilha ralada, pétalas de rosa vermelha, uma colherinha de mel. Ferva a água e coloque os ingredientes dentro e tome o banho bem morno

Para atrair mulher

Raiz de mulungu, raiz de pau-pereira, noz-moscada ralada ou moída. Coloque tudo para ferver em três litros de água. Deixe esfriar e tome-o do pescoço para baixo.

Para ter energia

Ponha 3 colheres de sopa de guaraná em pó, ou frutos do mesmo, 3 pauzinhos de gengibre e 3 pauzinhos de canela em 3 litros de água fervendo. Deixe em infusão. Depois, tome um banho do pescoço para baixo.

Para tirar olho-grande

Ponha bastante carqueja em 3 litros de água, leve a ferver; depois tome o banho do pescoço para baixo. Cuide para que a infusão fique bem forte. Este banho, aliás, também serve para afastar seu marido da amante.

Para ter dinheiro

Coloque folhas de louro e cabelo-de-milho em água fervendo. Pode pôr canela em pó, opcional.

Para depressão e para acalmar crianças

Erva-doce, erva-cidreira e mel. Ferva a água, coloque dentro e deixe em infusão.

Para afastar negatividades e ter riquezas

Folhas de capim limão, meia pedra de cânfora, ou folhas da mesma, e canela em pó.

Óleo para atrair amor

Um vidro de óleo de amêndoas doces, um vidrinho de essência de rosas, uma colherinha de chá de mel, raízes de patchouly. Misture tudo em um vidro maior e, sempre que tomar banho, passe um pouquinho com o corpo meio úmido.

Para esquecer alguém

Tome, durante 9 dias, banho de água de arroz. No décimo dia, cozinhe um pouco de arroz em água de flor de laranjeira. Vá a uma praia, tome este banho e, ao passar este arroz no corpo, peça para Iemanjá levar todas as suas lembranças. Ofereça-lhe também um pouco deste arroz, digo de outro arroz igualmente preparado, colocando frutas em volta do prato, e quando esquecer a pessoa amada volte à praia e agradeça. Também durante os banhos, mentalize que deseja a ajuda de Iemanjá para esquecer este amor.

Banho para afastar a negatividade

Ponha 3 litros de água para ferver e coloque, depois de fervida, folhas de mangueira, espinho cheiroso e folhas de aroeira, deixando o máximo possível em infusão e mentalize tudo de bom ao tomar o banho. Coloque as folhas e os espinhos perto de uma árvore, pedindo para os gnomos e para a mãe Terra levarem de você todo o mal.

Banho para acalmar

Maçã ralada, chá de erva-doce e cidreira.

Banho de descarrego e para prosperidade

Folhas-da-fortuna,

Pinhão roxo,

Abre-caminho.

Ferva a água e coloque os citados ingredientes dentro e desligue o fogo. Deixe esfriar e tome o banho em seguida.

Banho de descarrego

Espada-de-São Jorge,

Erva-de-Santa Bárbara,

Palma de-Santa-Rita

Alecrim. Coloque todas estas folhas, de 3 a nove, em dois litros de água, depois de fervida e retirada do fogo, deixando, todavia que a água baixe a fervura; deixe em infusão por uma hora e depois tome este banho do pescoço para baixo.

Para conquistar, conservar ou fazer voltar um amor.

Tome durante 7 dias seguidos, de preferência nas luas cheia ou nova. Ferva 3 litros de água, e quando estiver fervendo, coloque 1 colher de sobremesa de mel,

3 rosas vermelhas,

7 gotas de essência de dama-da-noite

3 a 13 folhas de verbena;

Abafe durante uma hora e, depois de coar, tome o banho da cabeça aos pés, tendo antes tomado um banho normal.

Este banho é um banho para os Ciganos do Amor, mas pode ser feito para Oxum ou para Vênus. Depois, deixe os resíduos na praia ou perto de uma árvore frondosa e mentalize o que deseja. Sempre que tomar o banho, faça a mentalização.

Para atrair a positividade

Pétalas de girassol, erva-doce em folhas, ou o chá, folhas de cânfora e sândalos. Este é também um banho cigano. Peça aos ciganos do amor, do sucesso e da sedução que ajudem você em tudo.

Banho cigano / Anjos da sedução, da paixão / Iansã:

Erva-doce,

Casca de maçã vermelha,

Água de anil e

Rosas também vermelhas.

Tome este banho sem dia, sem hora, desde que antes das 18h. Deverá coá-lo antes de o tomar. Os restos deixe perto de uma árvore bem embrulhadinhos. Pode comer metade da maçã e pedir o que desejar, até mesmos amigos fiéis. Ofereça a outra metade às Entidades a quem você pediu.

Aumentar a Auto-Estima

Calêndula

Anis estrelados

Manjericão

Prosperidade

Alpiste

Folha de louro

Manjericão

Densidades Acumuladas (sentido dor na costa)

Folhas de pêssego ou limão

Guiné

Palha de alho

Fraqueza quando nos sentimos sem forças

3 folhas de cenoura

3 galhos de arruda

3 rosas vermelhas

Tirar Mágoas quando não conseguimos nos livrar de uma tristeza

1 maçã cortada em 8 partes

1 colher de açúcar

Abre Caminho quando queremos mudar alguma coisa na nossa vida

7 folhas de loro

7 galhos de manjericão

7 sementes de girassol

Descarrego quando nos sentimos muito irritados ou extremamente desanimados

3 galhos de arruda

3 galhos de guiné

3 galhos de alecrim

1 espada de São Jorge

1 folha de comigo-ninguém-pode

Fumo de corda

Palha de alho

OFERENDAS, RITUAIS & MAGIA CIGANAELEMENTOS DE UMA GRANDE OFERENDA CIGANA

1 CESTO DE VIME OU PALHA
7 FRUTAS DOCES (MANGA, MELÃO, MAÇA, PERA, UVA VERMELHA,PÊSSEGO, MAMÃO)
7 FITAS COLORIDAS (MENOS A PRETA)
FLORES DO CAMPO OU ROSAS SEM ESPINHOS.
2 LENÇOS ESTAMPADOS OU COLORIDOS PARA FORRAR A CESTA E OUTRO PARA FORAR A GRAMA..
1 GARRAFA DE VINHO TINTO DE BOA QUALIDADE.
1 ESPUMANTE
2 TAÇAS .
7 VELAS COLORIDAS INCLUINDO A BRANCA.(NÃO USAR A PRETA)
1JARRINHA OU POTE COM AGUA.
7 INCENSOS
7 MOEDAS ANTIGAS
MEL(ABRIR O MELÃO AO MEIO E TIRAR OS CARROÇOS .COLOCAR MOEDAS E O MEL POR CIMA )
(COLOCAR ALIANÇAS) SE FOR PEDIR TAMBÉM PARA AMOR LÉM DE PROSPERIDADE.
3 PAUS DE CANELAS GRANDES;
FOLHAS DE HORTELA (LAVAR E FORAR A CESTA) ,
3 PUNHADOS DE FÕLHAS DE LOURO
3 PUNHADOS DE SEMENTES DE GIRASOL
(PARA DECORAR A CESTA E ATRAIR DINHEIRO E PROSPERIDADE).

PREPARE TUDO E DEIXE EM SUA MESA NO NO DIA SEGUINTE LEVE TUDO NA NATUREZA E ACENDA AS VELAS FAZENDO A ENTREGA AOS CIGANOS.

AO FAZER ESTA OFERENDA TOME UM BANHO COM 1 L DE AGUA 1 TAÇA DE VINHO 1 ROSA VEMELHA E 1 BRANCA.
ACENDA A VELA DO ANJO DA GUARDA E
REZE 1 AVE MARIA

ESTA OFERENDA PODE S ER COLOCADA EM LUGAR BONITO NA NATUREZA, OU EM FRENTE A UM BANCO .FAÇA SEU PEDIDO AOS CIGANOS COM A FORÇA DE SANTA SARA.

OFERENDA PARA A EGREGORA DO MESTRE PABLO

DEVE SER REALIZADA DENTRO DE CASA ONDE SAO FEITA AS REFEIÇÕES NA LUA CRESCENTE AS 21 HRS.

1 TACHO DE COBRE
250 GMS DE TRIGO PARA KIBE.(COLOCAR O TRIGO NO TACHO) e colocar as
CLARAS EM NEVE, BEM FIRMES, BATIDAS COM 7 COLHERINHAS DE AÇUCAR CRISTAL.
7 GOTAS DE BAUNILHA
7 GOTAS DE ANILINA AZUL CELESTE.
(4 MOEDAS ATUAIS IGUAIS DOURADAS OU ACOBREDAS) colocar por cima das claras.
1 VELA AZUL FORTE DE SETE DIAS
3 VARETAS DE INCENSOS DE SANDALO ESPETADA EM UM TIGELINHA DE ARROZ CRU.
DEIXE A OFERENDA 24 HORAS NO LOCAL; MANTENHA A VELA ACESA ATÉ TERMINAR , RECOLHA A OFERENDA BEM ARRUMADA NUMA BANDEJA DE PAPELÃO E DEiXE NUM JARDIM OU BOSQUE.
Faça a oração: Cigano Pablo proteja-me e ajuda-me a nunca faltar dinheiro luz e amor na minha vida, pelo poder da natureza .ESTÀ FEITO!

MAGIA DO AMOR CIGANO

1 ROMÃ GRANDE
1 FITINHA ROSA DECETIM )
1 INCENSO DE ALMISCAR
1 PRATO DE VIDRO
2 VELAS ROSA COMUM
AÇUÇAR CRISTAL
1 CARTÃOZINHO ROSA COM OS DOIS NOMES ESCRITOS A LÁPIS .
LAVE A ROMÃ COM AGUA MINERAL E SEQUE-A NUM PANO BRANCO VIRGEM.
CORTE A ROMÃ EM 4 PARTES E MANTENHA- AS UNIDAS PELO PENDÚNCULO.COLOQUE DENTRO O CARTÃOZINHO E FECHE A ROMÃ, AMARRANDO COM A FITINHA NO SENTIDO HORIZONTAL DANDO UM LAÇO.
FORRE O PRATO COM O AÇUCAR E COLOQUE A ROMA NO CENTRO.UNA AS DUAS VELAS COM MEL E ACENDA ATRÁS DA ROMÃ DENTRO DO MESMO PRATO.

Peça a Égregora do Cigano da Maestria do Amor que concretize a magia, para que haja paz harmonia e fertilidade e alegria entre o casal.
Diga está feito!
Deixar a romã num jardim após 7 dias.
EXTRAIDO DO LIVRO MAGIA E MAESTRIA DO CIGANO DO ORIENTE – Lara C.L. Pinheir

UM AGRADO PARA CIGANA DO ORIENTE

FAZER NA LUA NOVA CHEIA OU CRESCENTE.

1 CESTO DE PALHA
FORRAR COM HORTELÃ
6 FRUTAS DOCES
6 FLORES COLORIDAS
6 DOCES FINOS
6 BALAS DE HORTELÃ
6 MOEDAS
6 VELAS COLORIDAS
6 FITAS COLORIDAS PARA DECORAR O CESTO
UM LENÇO OU PANO ESTAMPADO PARA FORRAR O CHÃO
COLOCAR SOB UMA ARVORE BONITA.BATER PALMA E DIZER OPTHCA! ARRIBA CIGANO! ME AJUDEM A TRABALHAR!

Colaboração de Nádia Tosta

PARA ENERGIZAR AS JOIAS DA CIGANA

SEPARAR AS JOIAS E LAVAR COM AGUA MINERAL COLOCAR NUM POTE DE VIDRO OU DE CRISTAL
CANELA EM PAU
CRAVO
PÉTALAS DE ROSAS AMARELAS
PÉTALAS DE ROSAS VEMELHAS
PÉTALAS DE ROSA BRANCA
7 MOEDAS DOURADAS
ESSÊNCIAS DE SÂNDALO ,ROSAS E OLÌBANO(21 gts de cada)
7 VELAS COLORIDAS
1 VELA A MAIS AMARELA PARA A CIGANA
7 INCENSOS SÂNDALO, ERVA DOCE ROSA BRANCA, ALFAZEMA, ALMISCAR, NOS MOSCADA.
SEMETNES DE GIRASSOL
1 CRISTAL DE QUARZO
1 TACINHA COM ÀGUA.

Colaboração de Alana Morgana

***************

MINHA MANEIRA DE ENERGIZAR A IMAGEM DE SANTA SARA.

PARA ENERGIZAR A SANTA SARA:
NO MÊS DE SANTA SARA ( ADQUIRA SUA SANTA SARA
FAÇA 2 DIAS ANTES DA LUA CHEIA (pode-se fazer se no seu altar de ciganos.)ou providencie uma mesinha.

MATERIAL;
3 PUNHADOS DE FOLHAS DE LOURO,
3 PUNHADOS DE PÉTALAS DE ROSAS BRANCAS
3 PUNHADOS DE SEMENTES DE GIRASSOL
3 PAUS DE CANELA
3 INCENSOS DE ROSA BRANCA, ALFAZEMA, E CANELA
ESSÊNCIA DE ROSA BRANCA
7 VELAS COLORIDAS
1 BONITA MAÇA VERMELHA.

1 VELA PRA A SUA CIGANA .COLOCAR NO CASTIÇAL.

CRISTAIS DE : 1 de citrino, 1 quartzo rosa, 1 pirita , 1 drusa, 1 ametista, 1 quartzo verde e duas pontas de cristal branco.
Colocar a Santa Sara na no altar. Neste dia coloque musica cigana ou ao som da natureza. Esteja num ambiente tranqüilo de paz e harmonia.Esteja com seu de banho tomado com sua roupa da cigana e seus apetrechos (brincos, colares, pulseiras) , seu perfume cigano (de rosas brancas). Pegue a Santa Sara e faça uma a oração a ela(veja no site) e leve-a ao alto segurando com as mãos. Depois a coloque no altar e comece a energizá-la com as pétalas de rosas , o louro,as sementes de girassol, a canela, e então pingue 7 gotas da essência de rosa branca nos pés e na cabeça da imagem. Pedindo a cada erva e essência colocada o cada que cada uma atrai e representa e que Santa Sara traga tudo isto para nossa vida (amor, dinheiro, prosperidade , paz, proteção etc…) .
As velas já devem estar acesas então ao redor dela .Os incensos serão acessos da mesma forma .Em volta da imagem ponha então os cristais fechando o circulo em forma de mandala ;terminando na frente com as duas pontas de cristais uma voltada pra outra um pouco para dentro. Assim você estará levando a energia de tudo q se encontra ali dentro para a imagem e não para fora pois a intenção é energizar a imagem. Futuramente em outros pedidos que depois vc poderá fazer ao redor da Santa Sara também você fará o oposto colocando tudo dentro e enviando a energia para fora p/ se expandir e levando o seu pedido para astral.
Os pedidos sempre deverão ser positivos pra que não interfiramos no karma de ninguém e nem adquiramos para nós um karma negativo. Lembrando que só seremos atendidos se tivermos merecimento.

Descubra o ( a ) Cigano ( a ) dos seus caminhos terça-feira, nov 1 2011 


Toda pessoa tem um  Espírito Cigano que proteje o caminho da sua vida, este caminho
é representado por números que vão de 01 à 16, sendo que em cada caminho exitem 3 Ciganos.
Sabendo a data de nascimento e o seu decanato, podemos encontrar seu Cigano protetor.
(totalmente baseado no livro Como descobrir e cuidar dos ciganos dos caminhos)

Exemplo:
29 / 08 / 1962
2+9=11  / 0+8=8  /1+9+6+2=18
11+8+18= 37
3+7= 10
O seu caminho é o número 10 , seu decanato é o primeiro. Então esta pessoa
tem como protetor o Cigano Tarim.

Tabela dos Caminhos

Ref. CAMINHO DECANATO NOME Ref. CAMINHO DECANATO NOME
C01 C1 PRIMEIRO Cigana Zímbia Taram C25 C9 PRIMEIRO Cigano Kapistiani
C02 SEGUNDO Cigano Ruan C26 SEGUNDO Cigana Íris
C03 TERCEIRO Cigana Zingra C27 TERCEIRO Cigana Marroquina
C04 C2 PRIMEIRO Cigano Pablo C28 C10 PRIMEIRO Cigano Tarim
C05 SEGUNDO Cigana Sarita C29 SEGUNDO Cigana Lemiza
C06 TERCEIRO Cigana Rosita C30 TERCEIRO Cigana Zoraide
C07 C3 PRIMEIRO Cigana Wlavira C31 C11 PRIMEIRO Cigano Bóris
C08 SEGUNDO Cigana Saiam C32 SEGUNDO Cigana Conchita
C09 TERCEIRO Cigano Pedrovik C33 TERCEIRO Cigano Rochiel
C10 C4 PRIMEIRO Cigano Tiago C34 C12 PRIMEIRO Cigano Killiaq
C11 SEGUNDO Cigana Miroan C35 SEGUNDO Cigana Lilliaq
C12 TERCEIRO Cigana Ariana C36 TERCEIRO Cigana Saramim
C13 C5 PRIMEIRO Cigano Ferran C37 C13 PRIMEIRO Cigano Ramon
C14 SEGUNDO Cigana Ilarin C38 SEGUNDO Cigana Raí
C15 TERCEIRO Cigana Sulamita C39 TERCEIRO Cigana Zaina
C16 C6 PRIMEIRO Cigano Wladimir C40 C14 PRIMEIRO Cigano Ramires
C17 SEGUNDO Cigana Wlanasha C41 SEGUNDO Cigana Najara
C18 TERCEIRO Cigana Wlarina C42 TERCEIRO Cigana Katiana Natasha
C19 C7 PRIMEIRO Cigano Hiago C43 C15 PRIMEIRO Cigano Diego
C20 SEGUNDO Cigana Samara C44 SEGUNDO Cigana Carmencita
C21 TERCEIRO Cigana Zanair C45 TERCEIRO Cigana Zaira
C22 C8 PRIMEIRO Cigano Artemio C46 C16 PRIMEIRO Cigano Wlais
C23 SEGUNDO Cigana Samila C47 SEGUNDO Cigana Yasmim
C24 TERCEIRO Cigana Carmelita C48 TERCEIRO Cigana Zaida

Decanato

Áries PRIMEIRO DECANATO
21/3 a 31/3
Libra PRIMEIRO DECANATO
21/9 a 30/9
SEGUNDO DECANATO
1/4 a 10/4
SEGUNDO DECANATO
1/10 a 10/10
TERCEIRO DECANATO
11/4 a 20/4
TERCEIRO DECANATO
11/10 a 20/10
Touro PRIMEIRO DECANATO
21/4 2 30/4
Escorpião PRIMEIRO DECANATO
21/10 a 31/10
SEGUNDO DECANATO
1/5 a 10/5
SEGUNDO DECANATO
1/11 a 10/11
TERCEIRO DECANATO
11/5 a 20/5
TERCEIRO DECANATO
11/11 a 20/11
Gêmeos PRIMEIRO DECANATO
21/5 a 31/5
Sagitário PRIMEIRO DECANATO
21/11 a 30/11
SEGUNDO DECANATO
1/6 a 10/6
SEGUNDO DECANATO
1/12 a 10/12
TERCEIRO DECANATO
11/6 a 20/6
TERCEIRO DECANATO
11/12 a 20/12
Câncer PRIMEIRO DECANATO
21/6 a 30/6
Capricórnio PRIMEIRO DECANATO
21/12 a 31/12
SEGUNDO DECANATO
1/7 a 10/7
SEGUNDO DECANATO
1/1 a 10/1
TERCEIRO DECANATO
11/7 a 20/7
TERCEIRO DECANATO
11/1 a 20/1
Leão PRIMEIRO DECANATO
21/07 a 31/07
Aquário PRIMEIRO DECANATO
21/1 a 31/1
SEGUNDO DECANATO
1/8 a 10/8
SEGUNDO DECANATO
1/2 a 10/2
TERCEIRO DECANATO
11/8 a 20/8
TERCEIRO DECANATO
11/2 a 20/2
Virgem PRIMEIRO DECANATO
21/8 a 31/8
Peixes PRIMEIRO DECANATO
21/2 a 28/2
SEGUNDO DECANATO
1/9 a 10/9
SEGUNDO DECANATO
1/3 a 10/3
TERCEIRO DECANATO
11/9 a 20/9
TERCEIRO DECANATO
11/3 a 20/3

CIGANOS

A vida de uma comunidade com quase três mil anos

Os ciganos são um povo nômade amante da música, das cores alegres e da magia, que foram expulsos por invasores árabes há quase 3 mil anos da região noroeste da Índia, onde hoje é o Paquistão. Depois de vagar pelas Terras do Oriente, os ciganos invadiram o Ocidente e espalharam-se por todo o mundo.

A família é a base da organização social dos ciganos, não havendo hierarquia rígida no interior dos grupos. O comando normalmente é exercido pelo homem mais capaz, uma vez que os ciganos respeitam acima de tudo a inteligência. Este homem é o Kaku e representa a tribo na Krisromani, uma espécie de tribunal cigano formado pelos membros mais respeitados de cada comunidade, com a função de punir quem transgride, a rígida ética cigana.

A figura feminina tem sua importância e é comum haver lideranças femininas como as phury-day (matriarca) e as bibi (tias-conselheiras), lembrando que nenhum cigano deixa de consultar as avós, mães e tias para resolver problemas importantes por meio da leitura da sorte.

O misticismo e a religiosidade fazem parte de todos os hábitos da vida cigana. A maior parte deles acredita em um único deus (Dou-la ou Bel) em eterna luta contra o demônio (Deng). Normalmente, assimilam as religiões do lugar onde se encontram, mas jamais deixam de lado o culto aos antepassados, o temor dos maus-olhados, a crença na reencarnação e na força do destino (baji), contra a qual não adianta lutar.

A sexualidade é outro ponto importante entre os ciganos. E, ao contrário do que se imagina, eles têm uma moral bastante conservadora. Alguns mitos antigos falam da existência das mães-de-tribo, que tinham um marido e um acariciador. Outros falam das gavalies de la noille, as misteriosas noivas do fim de noite, com quem os kakus se encontravam uma única vez, passando desde então, a ter poderes especiais. Mas o certo mesmo é que os ciganos se casam cedo, quase sempre seguindo acordos firmados entre as duas famílias.

Não recebem nenhum tipo de iniciação sexual e ter filhos é a principal função do sexo. Descobrir os seios em público é comum e natural, mas nenhuma mulher pode mostrar as pernas, pois da cintura para baixo todas são merimé (impuras).

Vem daí a imposição das saias compridas e rodadas para as mulheres, que também são proibidas de cortar os cabelos, e nunca sentam à mesma mesa que os homens. Ironicamente, como praticantes da magia e das artes divinatórias, são elas que cada vez mais assumem o controle econômico da família, pois a leitura da sorte é a principal fonte de renda para a maioria das tribos. O resultado é uma situação contraditória, em que o homem manda, mas é a mulher quem sustenta o grupo.

Ana da Cigana Natasha é autora de dois livros: Mistérios do Povo Cigano e Como descobrir e cuidar dos ciganos dos seus caminhos. Foi a pioneira em divulgar ensinamentos dos espíritos ciganos.

O POVO CIGANO

A ORIGEM DO POVO CIGANO

Quando se estuda a origem de um povo, sua formação e desenvolvimento como estrutura social, religiosa, econômica, este estudo se baseia fundamentalmente em documentos ou registros escritos, que ao lado de outros elementos como ruínas da arquitetura da época, pinturas, armas, túmulos, recintos que sugerem ter sido usados como sacros, objetos os mais diversos, especialmente de uso doméstico, recompõem toda a narrativa histórica de um conjunto de indivíduos que habitam a mesma região, ficando subordinados às mesmas leis e partilhando dos mesmos hábitos e costumes. A mais importante fonte de referência, é a narrativa escrita, encontrada em papéis (pergaminhos, papiros, folhas de papel de arroz), documentos, livros, poemas, mapas, inscrições em lugares santos, ou outros locais de devoção considerados sagrados, onde são encontradas marcas de rituais e altares de oferendas aos deuses.

Como o Povo Cigano, não tem até os dias atuais, uma linguagem escrita, fica quase impossível definir sua verdadeira origem. Portanto, tudo o que se disser sobre a origem do Povo Cigano, será baseado em conjecturas, similaridades ou suposições.

A hipótese mais aceita é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga, num tempo que também se supõe, como muito antigo, talvez dois ou três milênios antes de Cristo. Compara-se o sânscrito, que era escrito e falado na Índia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado.

Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto.

Tanto para os hindus como para os ciganos, a religiosidade é muito forte e norteia muito de seu comportamento, impondo normas e fundamentos importantes, que devem ser respeitados e obedecidos.

Outro fato que chama a atenção para a provável origem indiana do povo cigano, é a santa por quem nutrem o mais devotado amor e respeito, chamada Santa Sara Kali.

Kali é venerada pelo povo hindu como uma deusa, que consideram como a Mãe Universal, a Alma Mater, a Sombra da Morte. Sua pele é negra tal como Shiva, uma das pessoas da Trindade Divina para os indianos (Braman, Vishu e Shiva).

Para os ciganos, Sara, santa venerada, possui a pele negra, daí ser conhecida como Sara Kali, a negra. Ela distribui bênçãos ao povo, patrocina a família, os acampamentos, os alimentos e também tem força destruidora, aniquilando os poderes negativos e os malefícios que possam assolar a nação cigana.

Alguns estudiosos acham a tradução de Kali como a negra não correta, escrevendo inclusive Kali com C (Cali) e não com K e preferem Sara, a cigana, fato que de certa forma pode expressar o preconceito racial (a verdadeira Santa Sara, tinha a pele negra), uma vez que no povo cigano não há negros, ou sob outro ângulo, desconhecimento de todo o aparato místico e de poder que envolve a deusa Kali dos indianos.

MOVIMENTOS MIGRATÓRIOS E O NOMADISMO CIGANO

Ainda estudando a história dos povos, vemos com freqüência que, perseguições religiosas, ambições dos mais diversos tipos e baseadas em diferentes razões (ideopolíticas, catequético-religiosas), busca de fortuna, da descoberta de novas terras ou rotas marítimas, ou simplesmente espírito de aventura, motivaram e ainda motivam movimentos migratórios.

Baseando-se nas mesmas causas dos movimentos migratórios, podemos supor que num passado muito remoto, o povo cigano também iniciou uma caminhada em busca de novas terras onde pudessem viver com liberdade, mantendo seus hábitos e costumes originais, liberdade que lhe permitiria sua perpetuação, a sobrevivência de seus valores e a de seus direitos como seres humanos livres.

O nômade experimenta o mais amplo sentido de liberdade. Não tem apego a nenhum lugar em especial, não deita raízes que não possam ser arrancadas quando o desejo de ganhar estrada acontecer. Daí que suas moradias, as tendas de tecidos permeáveis e resistentes, e seus pertences em geral, devem ser confortáveis, mas essenciais e leves. O nômade não se preocupa com o possuir, mas com o viver.

As populações ciganas são nômades por excelência, não têm pátria, são universais. Viajam em grupos de famílias, que possuem um profundo sentido de união, solidariedade e companheirismo. Formam núcleos comunitários compactos com normas e regras de convivência harmoniosas. Essas regras são levadas a sério, portanto respeitadas ao máximo, pois os ciganos sabem que são elas que garantem a união e a sobrevivência do próprio grupo e a defesa contra as difamações e perseguições oriundas das populações dos diversos países por onde passam.

OS PRECONCEITOS

Por outro lado, os ciganos também não se esforçam por quebrar as barreiras, que os separam dos demais povos, talvez por saberem que se abrirem os limites de seus acampamentos aos gadjôs ou não-ciganos, também chamados de gadjês, a mescla dos povos será inevitável, as tradições perderão sua pureza, os costumes e hábitos serão modificados, os princípios e valores de tal maneira modificados, que paulatinamente acabariam por destruir e matar o povo cigano.

Existe uma idéia geral de que as populações do mundo têm preconceitos contra os ciganos; porém, se observarmos com atenção, veremos que é só eles que têm preconceitos, que não querem se misturar, desaconselhando e combatendo severamente os relacionamentos entre ciganos e não-ciganos, especialmente as uniões pelo casamento.

O IDIOMA

Uma das maneiras de os ciganos se manterem unidos, vivos, com suas tradições preservadas é o idioma universalmente falado por eles, o romani ou rumanez, que é uma linguagem própria e exclusiva.

É expressamente proibido ensinar o romani para os não-ciganos; e os ciganos fieis às tradições, que prezam sua origem, seus irmãos de raça, que são verdadeiros ciganos, sabem disto. Portanto, quando alguém que se diz cigano quiser ensinar o romani, geralmente às custas de dinheiro, ou então passar segredos e as íntimas particularidades da vida cigana é bom ter cuidado, pois com certeza, ele ou ela não é um autêntico cigano, obediente aos preceitos e princípios de seu povo. Ele poderá ser até cigano de origem, mas não será mais um cigano de alma e coração capaz de manter a honradez de seus antepassados e contemporâneos autênticos.

Dicionário Cigano? Pode ser que um dia estas pessoas de vida tão reservada quanto às suas peculiaridades desistam desse estilo de ser e estar, abram as fronteiras de seus acampamentos e aceitem sem reservas a miscigenação. Então surgirão dicionários ciganos. Contudo, será que ainda existirão ciganos?

A TRANSMISSÃO ORAL DOS ENSINAMENTOS

O romani é uma língua ágrafa, ou seja, uma língua ou idioma sem forma escrita. Portanto, para sua perpetuação o romani conta somente com a transmissão oral de uma geração para outra, de pai para filho.

Não existem livros ensinando uma linguagem, que não tem sequer uma apresentação gráfica definida, pois se os ciganos tivessem se originado na Índia teríamos os caracteres sânscritos, mas como encontramos ciganos em quase todas as partes do mundo, o romani poderia ter os caracteres da escrita russa, ou egípcia, latina, grega, árabe ou outra qualquer.

Assim como o idioma, todos os demais ensinamentos e conhecimentos da cultura e tradição ciganas dependem exclusivamente da transmissão oral. Os mais velhos ensinam aos mais jovens e às crianças os conhecimentos do passado, o pensamento e a maneira de viver herdados dos ancestrais.

OS CIGANOS E AS PROFISSÕES

Junto com a modernidade, o aumento progressivo das cidades, os ciganos foram ficando cada vez mais limitados em suas andanças, tornando-se mais sedentários ou passando a morar mais tempo no mesmo lugar. Assim as profissões mais freqüentes são as do comércio e as ligadas às artes, principalmente à musica. Cantores, compositores, músicos, dançarinos, surgem com suas melodias, passos marcantes de dança, como a flamenga da Espanha, trazendo alegria e energia contagiantes para os recintos onde se apresentam.

Ao longo do tempo fizeram e ainda fazem parte de trupes circenses, uma vez que o mundo do circo sempre mudando de lugar, combina perfeitamente com o pensamento e sentimento ciganos.

A leitura de cartas e das mãos pelas mulheres ciganas também rende dinheiro, porém essa atividade não é considerada uma atividade profissional, mas um ato de devoção à fé cigana.

O povo cigano é um povo honesto, que vive procurando manter sua dignidade e honradez, não sendo procedente a reputação de ladrões que lhes é imputada.

O CRIS-ROMANI

Para os ciganos a liberdade e a interação com a natureza constituem bens do mais alto valor e estima, o que os motiva a obedecerem à um código de ética e moral até rigoroso. Nada mais enganoso que julgá-los estroinas, devassos, desregrados ou amorais. Seu amor pela família e pelo grupo, sua consciência que é o seu reto proceder – talvez a única forma de preservar e perpetuar suas origens e o próprio povo. São obedientes às leis universais, como não roubar e não matar. Quando um cigano ou uma cigana infringe as leis é convocado o Tribunal de Justiça ou o Cris-romani, formado por ciganos idosos ou pelos mais velhos do grupo, que julgam os infratores, procurando exercer seu papel com o mais alto sentido de responsabilidade e respeito.

O Cris-romani é falado totalmente em romani, e nele somente os homens podem se manifestar. No caso de o infrator ser uma mulher, um homem fala por ela fazendo seus apelos e oferecendo suas explicações ou justificativas.

TRIBOS OU CLÃS?

Os Ciganos não gostam e não aceitam a palavra tribo para denominar seus grupos, pois não possuem chefes equivalentes aos caciques das tribos indígenas, nas mãos de quem está o poder.

Os ciganos também não possuem pajés ou curandeiros, ou ainda um feiticeiro em particular, pois cada cigano e cigana tem seus talentos para a magia, possui dons místicos, sendo portanto um feiticeiro em si mesmo. Todo povo cigano se considera portador de virtudes doadas por Deus como patrimônio de berço, cabendo à cada um desenvolver e aprimorar seus dons divinos da melhor e mais adequada maneira.

Existem autores que citam que cada grupo cigano tem seu feiticeiro particular denominado kakú, porém esta palavra no idioma romani significa apenas tio, não tendo qualquer credibilidade esta afirmação.

Os ciganos preferem e acham mais correto o termo clã para denominar seus grupos.

OS PRINCIPAIS GRUPOS CIGANOS

Atualmente, existe um sem-número de grupos ciganos, sendo os mais expressivos no presente os seguintes:

GRUPO KALON

Os componentes deste grupo fixaram residência especialmente na Espanha e Portugal, onde sofreram severas perseguições, pois sendo estes países profundamente católicos e conservadores, não podiam admitir os costumes ciganos, tanto que foram proibidos de falar o seu idioma, usar suas vestes típicas e realizar festas e cerimônias segundo suas tradições. O que os ciganos sofreram na Península Ibérica, lembra de certa maneira o que os negros sofreram em terras do Brasil.

Os ataques da realeza ao grupo Kalon foram tão rigorosos, que ele foi obrigado a criar um dialeto, mescla de seu próprio idioma com o português e o espanhol, em particular em Portugal, onde as proibições não foram verbais, mas determinadas por decreto do rei D. João V.

Apesar de todos os sofrimentos o Clã Kalon sobrevive até os dias atuais, sendo um dos grupos que mais fielmente segue as tradições ciganas. Tem-se que os Kalons originaram-se no antigo Egito.

GRUPO MOLDÁVIO

De pele mais clara e olhos azuis, este grupo originou-se em terras da Rússia, tendo de enfrentar os rigores do inverno russo em suas precárias carroças. Sob as pesadas roupas e capotes escuros mal reconhecemos sua origem cigana. A denominação moldávio vem da palavra Moldávia, república da Europa central, que chegou a fazer parte do Império Russo e da antiga URSS. Há poucas diferenças entre o dialeto moldávio e o romeno; contudo, distinguem-se fortemente na escrita, uma vez que o moldávio adotou o alfabeto cirílico (Dicionário Aurélio).

GRUPO HOHARANÔ

Surgiram em terras turcas e se destacaram em especial como grandes criadores de cavalos. Os integrantes deste grupo chegaram ao Brasil bem depois do grupo Kalon, somente no final do século XVIII.

GRUPOS KALDERASH E MATCHUIYA

Os ciganos do grupo Kalderash são originários da Romênia e da antiga Iugoslávia, o berço dos Matchuiya. Ambos os grupos chegaram ao Brasil no final do século XVIII. Os primeiros ciganos a chegarem no Brasil eram do grupo Kalon e vieram de Portugal em meados do século XVII. Portugal, necessitando de mestres de forja no Brasil, enviou-os para cá para que fabricassem ferraduras, armamentos e ferramentas. Faziam também artesanalmente utensílios domésticos, seus tachos e alambiques para o fabrico da cachaça, famosos até hoje por serem extremamente bem feitos e resistentes.

A FAMÍLIA

O comando da família é exercido de maneira completa e responsável pelo homem. Ele é o líder e à ele competem a proteção, a segurança e o sustento da família. A mulher e os filhos o respeitam como máxima autoridade e lhe são inteiramente subordinados.

São os homens que resolvem as pendências, acertam o casamento dos filhos, decidem o destino da viagem e se reúnem em conselhos sobre assuntos abrangentes e comuns ao Clã.

As mulheres ciganas não trabalham fora do lar e quando vão às ruas para ler a sorte, esta tarefa é entendida como um cumprimento de tradições e não como parte do sustento da família, apesar de elas entregarem aos maridos todo o dinheiro conseguido.

Os ciganos formam casais legítimos unidos pelos laços do matrimônio, não fazendo pare de seus costumes viverem amasiados ou aceitarem o concubinato. Vivem juntos geralmente até a morte e raramente ocorrem entre eles separações ou divórcios, que somente acontecem se existir uma razão muitíssimo grave e com decisão do Tribunal reunido para julgar a questão.

Os pares ciganos, marido e mulher, são muito reservados e discretos em público, não trocando nenhum tipo de carinho que possa ser entendido como intimidade, que é vivida somente em absoluta privacidade.

Enquanto o homem representa o esteio e o braço forte da família, a mulher significa o lado terno e de proteção espiritual dos lares ciganos.

Cabe às mulheres cuidarem das tarefas do lar e as meninas ficam sempre ao redor da mãe, auxiliando nos trabalhos da casa, ajudando a cuidar dos irmãos menores e aprendendo as tradições e costumes como a execução da dança, a leitura das cartas e das mãos, a realização dos rituais e cerimônias, os preceitos religiosos.

Se uma criança ou jovem cigano sai dos eixos, tem um comportamento inadequado ou procede mal, geralmente mulher é responsabilizada por tais feitos.

OS REPRESENTANTES DA SABEDORIA

Talvez em todo o clã cigano, sejam os idosos os merecedores da mais alta estima e respeito. Eles são vistos e tratados como os detentores da sabedoria, da experiência de vida acumulada e seus conselhos são ouvidos pelos jovens e pelos adultos como sendo a voz do conhecimento aprendido na prática da vida do dia-a-dia.

Responsáveis pela transmissão oral dos ensinamentos e tradições, eles são considerados como sábios, o passado vivo e manda a tradição que os mais jovens lhes beijem as mãos em sinal de respeito. Possuem lugar de destaque nas festividades e cerimônias, atuando também como conselheiros e consultores nos tribunais de justiça.

Eles são cuidados com desvelo e tratados com toda a dignidade pelos demais. Esta forma de tratamento faz com que se mantenham lúcidos até o final de suas vidas, pois nada é mais doentio para uma pessoa idosa de qualquer sociedade do que ser tratada como resto, uma pessoa inútil e sem valor, um fardo ser carregado pelos mais jovens.

Bibliografia:

CIGANOS – OS FILHOS MÁGICOS DA NATUREZA

de Rosaly Mariza Schepis

OS CIGANOS E O TERROR NAZISTA

O nazismo no século XX, retomou toda série de preconceitos, discriminações e perseguições dos séculos anteriores, tentando assim uma campanha de extermínio como nunca antes empreendida. Desde 1933, a imprensa nazista começou a acentuar que os ciganos e judeus eram raça estrangeira, inferior, e que teriam contaminado a Europa como um corpo estranho.

As autoridades nazistas com o apoio da generalizada antipatia contra os ciganos, puderam facilmente percorrer a via do extermínio desse povo, associando sempre nos discursos e escritos o binômio judeus e ciganos.

O primeiro grito de alarme oficial para o mundo cigano se fez ouvir a 17 de outubro de 1939, quando Heydrich, a mando de Hitler proibiu-os de abandonar seus acampamentos. Nos três dias seguintes, após recenseamento, foram transferidos para campos de concentração, esperando serem enviados à Polônia.

Mas já em 1936 tinha começado para os ciganos a via sacra dos campos de concentração, ainda que com escopos diversos. Dachau foi um de seus primeiros campos de concentração. Eram internados com a qualificação de elementos associais. Sofriam então medidas disciplinares duríssimas.

Nesse ínterim a propaganda contra os ciganos se tornava sempre mais áspera. Em novembro de 1941 lançou-se o slogan: Depois dos judeus, os ciganos!

A 24 de dezembro de 1941, o governador civil Lohse envia uma ordem reservada a todas as SS, afirmando que os ciganos são duplamente perigosos, tanto pelas doenças de que são portadores como pela sua deficiência, prejudicando assim a causa nazista. Ao termo do comunicado, a decisão: Decidi portanto que sejam tratados como os judeus (Carta de 7 de julho de 1942, no arquivo Yivo).

A 25 de agosto de 1942, quando aumentaram as pressões sobre os ciganos, em um boletim do Comando de Polícia se lia, entre outras coisas que se dizia dos ciganos: é pois indispensável exterminar esse bando integralmente, sem hesitar.

Essas medidas disciplinares, encontradas em boletins, cartas e telegramas, apenas codificam uma praxe já iniciada: com efeito, desde 1941 tinham começado as deportações em massa dos ciganos.

Chegaram a Lodz, em outubro de 1941, cinco mil ciganos, entre os quais mais de 2.600 crianças. Foram todos internados por grupos de famílias. Os testemunhos nos dizem que as janelas das barracas estavam quebradas, enquanto o inverno era extremamente duro. No campo não havia medidas higiênicas nem assistência médica. Duas semanas depois da chegada dos nômades, irrompeu uma epidemia de tifo, e em dois meses morreram mais de 6oo adultos e crianças. Os sobreviventes entre março e abril de 1942, foram deportados para Chelmo, e ali assassinados nas câmaras de gás.

Desde então até 1946 se multiplicam os testemunhos: massacres coletivos, mortes individuais, tortura de todo o tipo, experimentos químicos e médicos dos mais cruéis. E todas essas crueldades ocorriam nos diversos campos de concentração. Eis os nomes de alguns desses campos: Auschwitz, Birkenau, Mauthausen, Rabensbruch, Buchenwald, Chelmo, Lodz, Dachau, Lackenbach, Sachsenhausen.

Vamos agora examinar um pouco mais de perto o mais tristemente famoso desses campos: Auschwitz. A esse campo chegam ciganos de toda a parte, até aqueles para os quais não se podia prever de modo algum o confinamento.

Alguns com efeito estavam em licença da frente militar, muitos tinham no peito condecorações de combate e no corpo feridas de guerra. Havia um só motivo para seu confinamento: serem ciganos ou terem algum sangue cigano.

Chegavam ao campo homens, mulheres e crianças. Particularmente impressionante o depoimento sobre a retirada de crianças de Buchenwald, para serem levadas para Auschwitz. Eram crianças ciganas da Boêmia, dos Carpatos, da Croácia, do Nordeste da França, da Polônia meridional e da Rutênia.

Bárbara Richter, menina cigana, assim depõe: Até os prisioneiros mais afeitos a esses horrores sentiram enorme tristeza quando perceberam que os SS iam tirar um por um os pequenos judeus e ciganos, reunindo-os em um só rebanho. Os meninos choravam e gritavam, tentavam freneticamente voltar para os braços dos pais ou dos protetores que tinham encontrado entre os prisioneiros, mas envolvidos por um círculo de fuzis e metralhadoras, foram levados para fora do campo e enviado para Auschwitz, onde morreriam nas câmaras de gás.

No campo de concentração nem todos eram enviados à câmara de gás, muitos iam para os trabalhos forçados. No capo estas eram as condições: No setor cigano erguiam-se grandes cabanas com uma abertura à frente e outra atrás. Serviam como portas. Nos compartimentos internos achavam lugar a uma única mesa grande cinco ou seis pessoas. As condições higiênicas eram desastrosas quase não havia instalações sanitárias… Parecia um estábulo para cavalos, sem janelas… Os prisioneiros se moviam em meio a seus próprios dejetos até os calcanhares.

Respondendo a uma observação, por insuficiência de calorias, um oficial comentou: Mas no fundo são apenas ciganos! Quem mais sofria eram as crianças… Como depôs alguém: As crianças eram pele e ossos. A pele, em conseqüência, se enchia de feridas infecciosas. Por causa da falta d’água, as crianças chegaram a beber água servida; nas poucas vezes em que os cobertores eram lavados, vinham de volta para a enfermaria ainda molhados.

As crianças sofriam de estomatite cancrenosa… parecia lepra…seus corpinhos iam se desfazendo, bocas espantosas se abriam nas faces, e lá dentro se podia observar a lenta putrefação da carne viva. Só no campo de Aushwitz, os ciganos regularmente matriculados foram 20.933, incluindo 360 crianças nascidas no campo de concentração, e que viveram o bastante para receberem número de matrícula. A estes se devem somar mais de 1.700 ciganos mandados para a câmara de gás, assim que chegaram da Polônia em março de 1943, e que nem tinham recebido ainda o número de matrícula. Durante uma simulação de ataque aéreo noturno, foram todos mandados à câmara de gás, por suspeita de serem portadores de tifo.

Aos 29 de maio de 1943, 102 ciganos foram arrastados para fora de suas instalações e levados para a câmara de gás.

Esses testemunhos, que poderiam se multiplicar quase no infinito, culminariam no massacre final, narrado por quem assistiu à matança de quatro mil ciganos, no começo de agosto de 1944: A sirena anunciou um princípio de um rigoroso toque de recolher. Os caminhões chegaram por volta das 20 h. Os ciganos tinham previsto o que estava para acontecer, mas os alemães fizeram de tudo para confundir as idéias: ao saírem dos acampamentos, os ciganos recebiam uma ração de pão e salame, e muitos assim acreditaram que se trataria simplesmente de transferência para outro campo.

Podíamos ouvir, quando os últimos e horríveis instantes, irromperam no acampamento e se lançaram contra mulheres e crianças e anciãos, alemães armados e auxiliados por cães. De repente o ar foi rasgado pelos gritos de um garoto que em theco suplicava: Eu lhe peço, senhor SS, me deixe viver! A única resposta que teve foram os golpes de cassetete. Por fim, foram todos jogados, em montes, no caminhão e levados ao crematório. Houve ainda quem tentasse resistir, invocando a nacionalidade alemã (Kraus e Kulka).

Houve cenas de cortar o coração: mulheres e crianças se ajoelharam diante de Mengele e Borger, gritando; Piedade! Tenha piedade de nós! Em vão. Foram abatidos a coronhadas, pisados, arrastados ao caminhão, levados à força. Foi uma noite horrível, alucinante. Na carroceria foram jogados os que também já tinham morrido sob os golpes da clava . Os caminhões chegaram ao bloco dos órgãos por volta de 22h30min e ao isolamento por volta de 23hs. Os SS e quatro prisioneiros levaram para fora os enfermos, mas também 25 mulheres em perfeita saúde, isoladas com os respectivos filhos (Aldesberger, p.112-13).

Por volta de 23hs chegaram outros caminhões diante do hospital, num só caminhão colocaram cerca de 50 a 60 presos e foi assim que chegaram até a câmara de gás. Ouvi os gritos até altas horas da madrugada, e compreendi que alguns tentavam opor resistência. Os ciganos protestavam, gritando e lutando até a madrugada… Tentavam vender a vida a um alto preço (Dromonski, no processo por Auscwitz).

Depois, Gober e outros percorreram os quartos um por um tirando dali as crianças que tinham se escondido. Os menores foram arrastados até os pés de Boger, que os agarrava pela perna e os jogava contra a parede…Vi esse gesto se repetindo-se umas cinco, seis e sete vezes(Langhein).

A certa altura aproximou-se de mim um oficial SS e mandou que escrevesse uma carta que tinha por assunto tratamento especial executado. Ele mesmo arrancou violentamente a carta da máquina, assim que terminei de datilografá-la. Quando se fez dia no acampamento, não havia de pé um só cigano (Testemunho Stenber-Longhein, 1965).

As estimativas mais próximas falam de ao menos meio milhão de ciganos mortos e cerca de 6 milhões de judeus. Sabemos que esses dados são inferiores às cifras reais, pois muitos foram mortos antes mesmo de serem matriculados.

Artigo de Oswaldo Macedo (Taro Caló), presidente de honra do centro de Estudos ciganos. Médico, foi professor de medicina na Sorbonne, tem formação beneditina e foi indicado para a Academia Internacional de Letras(RJ).

Em seu livro Alemanha e Genocídio, o historiador Joseph Billig distingue três tipos de genocídio: por eliminação da capacidade de procriar, por deportação e por extermínio. No hospital de Dusseldorf-Lierenfeld foram esterilizadas ciganas casadas com não-ciganos, algumas das quais morreram por estarem grávidas. Em Ravensbruck os médicos da SS esterilizaram 120 meninas ciganas.

Um exemplo do segundo tipo de genocídio foi a deportação de 5 mil ciganos da Alemanha para o gueto de Lodz, na Polônia. As condições de vida eram ali tão desumanas que ninguém sobreviveu.

Mas o método preferido dos nazistas era o extermínio. A decisão de exterminar os ciganos, ao que parece, foi tomada na primavera de 1941, quando se criaram os Einsatzgruppen ou pelotões de execução.

Povo antigo, porém prolífico e cheio de vitalidade, os ciganos tentaram resistir à morte, mas a crueldade e o poderio de seus inimigos prevaleceram à sua coragem. O amor à música serviu-lhes por vezes de consolo no martírio. Famintos e cobertos de piolhos, eles se juntavam diante dos hediondos barracões de Auschwitz para tocar música, encorajando as crianças a dançar. Há testemunhas da coragem dos ciganos que militaram na Resistência polonesa, na região de Nieswiez. Segundo elas, os combatentes ciganos se lançavam sobre o inimigo fortemente armado empunhando apenas uma faca. São decorridos 40 anos desde o genocídio dos ciganos. Já é tempo de denunciar esse crime abominável. Estas linhas pretendem tão somente evocar terrível injustiça cometida contra os ciganos.

Texto de Myriam Novitch, diretora do Museu dos Combatentes dos Guetos, fundado no Kibutz Lohamel Haghetaot por um grupo de sobreviventes do Gueto de Varsóvia.

SER CIGANO

Ser Cigano é respeitar a liberdade, a natureza e acima de tudo a vida

É viver e deixar viver

É ter a lucidez de saber esperar

É não esgotar todos os recursos

É preferir morrer com honra, do que viver desonrado

É ter como lema ser feliz

É agradecer as pequeninas coisas da vida

É dignificar seus velhos

É glorificar suas crianças

É respeitar os povos e as coisas que se desconhece

É nunca contestar a Justiça Divina

É acima de tudo amar e respeitar Deus e Seu filho

Jesus Cristo, nosso grande Mensageiro.

Rorarni / Mirian Stanescon

CIGANOS

A história dos ciganos pode ser dividida em três partes: a origem, a dispersão e a situação atual. Como, porém, em uma parte posterior deste trabalho será aprofundado o item situação atual, não cabe neste capítulo relativo à história abordar esses dados. Serão apresentadas, então, as questões ligadas a sua origem até a chegada ao Brasil.

Os ciganos fazem parte de uma etnia de cultura própria, rica, já que por variadas razões encontram-se dispersos por todo o mundo, tendo passado, em suas andanças, por diferentes países, legando e enriquecendo a sua cultura. Uma pequena parcela, hoje em dia, ainda é nômade, mas a maioria, como no caso dos ciganos do Rio de Janeiro, é seminômade e sedentária.

Segundo Arthur R. Ivatts, sociólogo, educador britânico e assessor da Comissão Consultiva para a Educação dos Ciganos e Outros Nômades, a concentração maior desse povo fica na Europa, ou seja, da população mundial cigana, mais ou menos a metade é residente na Europa, sendo que dois terços na Europa Oriental, e, parte reside ainda, no norte e no sul da África, no Egito, na Argélia e no Sudão. Nas Américas, o contingente está distribuído dos Estados Unidos à Argentina, tendo uma maior concentração no território brasileiro.

Devido ao modo de vida cigano, é difícil calcular o número exato deles, mas, segundo Ivatts, em 1975, sem contar com a Índia e o sudeste asiático, os ciganos eram, em média, cerca de sete a oito milhões em todo o mundo.

Antes de desenvolver o tema, é preciso deixar claro que o termo cigano é genérico, assim como índio, ou seja, dentro dessa etnia existem subdivisões e, nelas, existem famílias que fazem das tradições uma cultura própria de acordo com o subgrupo ao qual pertencem. No Brasil, mais particularmente no Rio de Janeiro, existem dois grandes grupos de ciganos: o Rom e o Calom.

O grupo Rom é mais disperso, pois, devido a sua origem extra-Ibérica, é encontrado no mundo todo, da União Soviética à Argentina. São os considerados ciganos autênticos e tradicionais. No Rio de Janeiro, foram contactadas famílias de três grupos rons: o Kalderash, o Khorakhanè e o Ragare.

Os nomes dos subgrupos são apresentados por força de uma profissão própria e predominante na família através dos tempos, como os kalderashès (ferreiros, caldeireiros, produtores de panelas, parafusos, utensílios, chaves, pregos, ferramentas, selas, cintos e outros objetos de couro). Alguns são exibidores de feras amestradas, os circenses (lovares) e (manushes). Outros ainda, que eram antigos negociantes de cavalos, atualmente, negociam com carros, sendo também exímios comerciantes, mecânicos e lanterneiros, como os ciganos do grupo Calom. Há também os que vendem ouro, jóias, roupas, tapetes, que são os mercadores ambulantes ou feirantes.

Os ciganos do grupo Calom situam-se, na Espanha — particularmente em Andaluzia, onde existe a maior concentração de calons — em Portugal, na África do Norte e no sul da França, são os chamados ciganos Ibéricos. Há muitos anos, alguns desse grupo foram deportados ou emigraram para as Américas, existindo, assim, uma grande parte desses ciganos no Brasil.

Diferenciam-se dos rons ( Romá) pelo aspecto físico, dialeto e costumes. Sua maioria encontra-se nômade, principalmente no Norte e Nordeste, mas uma grande parte já está totalmente sedentarizada, principalmente no Rio de Janeiro. Muitos exercem profissões ligadas à justiça: juízes, promotores, advogados, oficiais de justiça e policiais.

Os grupos e os subgrupos serão conhecidos minuciosamente no decorrer deste trabalho, mas, para finalizar essa visão histórica, é importante mencionar que o termo rom significa cigano para qualquer cigano, pois calom, como são conhecidos os ciganos Ibéricos, é o dialeto utilizado por estes desde a época da repressão na Espanha e em Portugal. O Romanês ou Romani, língua mundial cigana, traz a palavra rom significando homem, cigano e marido.

Oração à Santa Sara Kali:

Minha Mãe e querida Sara Kali, que em vida atravessaste os mares e com vossa fé levaste à vida novamente todos que contigo estavam;

Vós que Divina e Santa és amada e cultuada por todos nós, mãe de todos ciganos e do nosso Povo

Senhora do amor e da misericórdia

Protetora dos Rom

Vós que conhecestes o preconceito e a diferença

Vós que conhecestes a maldade muitas vezes dentro do coração humano

Olhai por nós

Derramai sobre vossos filhos, vosso amor vossa Luz e vossa paz

Dái-nos vossa proteção para que nossos caminhos

Sejam repletos de prosperidade e saúde

Carrega-nos com vossas mãos e protegei nossa liberdade, nossas famílias e colocai no homem mais fraternidade

Derramai vossa Luz nas vossas filhas, para que possam gerar a continuação livre do nosso povo

Olhai por nós em nossos momentos de dificuldade e sofrimento, acalmai nossos corações nos momentos de fúria, guardai-nos do mau e dos nossos inimigos, derramai em nossas cabeças vossa Paz para que em paz possamos viver abençoai-nos com Teu amor

Santa Sara Kali, que ao Pai celestial possas levar nossas orações e abrandar nossos caminhos

Que Vossa Luz possa sempre aumentar em Teu

Amor, misericórdia e no Pai

E que asssim sejas louvada para todo o Sempre.

Oração recebida por Nelson Pires Filho em mensagem de nosso querido e amado Cigano Sr Pablo Ramirez.

Extraída do Livro CIGANOS- ROM um povo sem fronteiras!

Ed. Madras

Autor: Nelson Pires Filho

Tradução para o idioma Romani(ou romanez):

Oração a Santa Sara Kali:

Morri Dei Santa Sara

Que andro traio naclin e moria

Tiro patiamos tsodian o traio nevo

As le manuchi que tussa sas

Tu que san Deulicani

Kai sa amem camasto

Dei as le Romeng

Dei lachi Kai ertis

Kai les sama le Romen

Tu kai janes so amem nacas

Tu kai janes o nassulimos but data ândre

Andar ando ilo le manuchesco

Dik pe amende

Chude pe tire chavê , tiro lusso, dragussuime

Le amem sama ai amare droma, te aven bárrtalê

Ai sativeste

Ninguer amem tche vastessa ai droma putarde

Amare familía , ai tso ando manuchi mai draguestosso

Te avel

Chude tiro lusso, ande tire cheia, te chai aven lê chave,

Ande pesco traio

Dik pe amende, ando nassulimos, le sama amaro ilô

Le chassuria

Le rrolharico, le sama nassulimos e catar amarê dusmaia

Ai chude pe amaro chêro tiro bragossuimos

Sara Kali, amaro Dat Baro chai ningueras amaro

rudimos ai putrel amare droma

que tiro lusso bariol ando Del

Ai te aves Bari mascar amende sorro traio.

Oração recebida por Nelson Pires Filho em mensagem

de nosso querido e amado Cigano Sr Pablo Ramirez.

Extraída do Livro CIGANOS-

ROM um povo sem fronteiras!

Ed. Madras

Autor: Nelson Pires Filho

TÊ AVEN BÁRRTALÊ AY SASTIVÊSTE

BANDEIRA CIGANA                

A Bandeira como está foi instituída como símbolo internacional de todos os ciganos do mundo no ano de 1971, pela International Gypsy Committee Organized, no First World Romani Congress( primeiro congresso mundial cigano), realizado em Londres.

Seu significado:

A roda vermelha no centro simboliza a vida, representa o caminho a percorrer e o já percorrido, a tradição como continuísmo eterno, se sobrepõe ao azul e ao verde com seus aros representando a força do fogo, da transformação e movimento.

O azul:

Representa os valores espirituais, a paz, a ligação do consciente com os mundos superiores, significando a libertação e a liberdade.

O verde:

Representa a mãe natureza, a terra, o mundo orgânico (subterrâneo), a força e a luz do crescimento vinculado com as matas, com os caminhos desbravados e abertos pelos ciganos. Representa o sentimento de gratidão e respeito pela terra, o que ela nos oferece, de preservação pela natureza. Simboliza também a relação de respeito por tudo que ela nos oferece proporcionando a sobrevivência do homem e a obrigação de ser respeitada pelo homem que dela retira seus suprimentos, devendo mante-la defesa.

Destarte é claro hoje que o povo cigano foi vítima de preconceitos injustos e sem fundamento, em vista de seus hábitos de vida, roupagens e cerimoniais, entretanto, jamais se teve notícias de que houvessem provocado qualquer desajuste social ou entre nações ou deles participado, pela sua própria característica de ser um povo alegre, festeiro, amante da natureza e altivo, um povo orgulhoso de sua raça a ponto de contagiar aqueles não ciganos com sua graça e simpatia. Um povo que ao longo do tempo demonstrou muita sabedoria e união, caso contrário não os teríamos ainda presentes entre nós.

Vítimas de perseguição e injustiças destaca-se entre elas o ocorrido na segunda guerra mundial, onde milhares de ciganos foram recolhidos aos campos de concentração e desapareceram, acreditando-se que muito embora não se tenha dados fidedignos de números e quantidades, deve estar em torno ou por volta de dois milhões de ciganos desaparecidos na ocasião.

Hoje já se tem no Brasil a exemplo da Europa e do mundo o Instituto de Defesa dos Direitos da Etnia Cigana entre outros, que pretende agregar os Irmãos ciganos e não ciganos na compreensão de se fazer valer os direitos e garantias atinentes ao Povo Cigano, desejando combater pacifica e legalmente a discriminação, preconceitos e assim por diante. Bem como promover uma melhor comunicação e conhecimento a respeito, reivindicando benefícios e direitos em geral.
Texto extraido do Livro:

  CIGANOS -Rom um Povo sem Fronteiras          

Autor: Nelson Pires Filho    

Orações Ciganas

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ORAÇÃO DOS QUATRO ELEMENTOS
Faço meus apelos nesta oração, com muita fé e amor, a querida Santa Sara Kali, protetora do Povo Cigano, a Rainha Cigana do Povo do Oriente e a todos os benditos espíritos de luz no templo da tribo cósmica.
Peço com toda a força do meu coração aos nossos protetores, que a energia poderosa da natureza representada pelos quatro elementos (fogo, água, ar e terra) tome conta da nossa casa, do nosso trabalho, do nosso corpo, da nossa mente, de nossas emoções e anseios.
Cubram-nos com grande proteção e nos abençoe.
Que o fogo seja a demonstração viva do amor, da união, do calor humano e da harmonia que deve nos ligar por toda nossa existência.
Que a água, fonte cristalina de bênçãos, lave e limpe nossas vidas e nos livre de toda carga negativa que possa interferir em nosso comportamento e atitudes para conosco mesmos e nossos semelhantes.
Que o ar nos traga o sopro mágico da vida e renove a cada dia as nossas energias físicas e a nossa saúde.
Que a terra seja o nosso símbolo de prosperidade, renovando-se sempre, para que possamos semear e colher todos os seus frutos benditos para nossa tranqüila sobrevivência.
Salve a magia, a forca e a Luz do Povo Cigano!

ORAÇÃO CIGANA DA UNIÃO E DA AMIZADE
“Senhor, Deus da União, volte para nós, aqui reunidos, a graça do teu olhar de Bondade e de Amor, fortalecendo a amizade e o espírito de união que nos faz todos membros de uma mesma família de irmãos.
Derrama sobre nós a tua bênção e a tua proteção, para que, iluminados pela tua grandeza, possamos fazer jus às promessas de Cristo, o maior de todos os Irmãos e aquele que nos uniu definitivamente, Amém!”

ORAÇÃO CIGANA
Deus está em toda parte ao mesmo tempo, ao seu redor e dentro de você.
Você jamais estará desamparado e nunca está só.
Não permita que a mágoa o perturbe.
Procure manter-se calmo para ouvir a voz silenciosa de Deus, que está em você, assim poderá superar todas as dificuldades que aparecerem em seu caminho e há de descobrir a verdade que existe em todas as coisas e pessoas.

ORAÇÃO DE UM CIGANO
Oh! Poderoso Grande Rei Cigano.
Que nessa hora venho saudar.
Saúdo as forças das estrelas. Saúdo as ondas
do mar. Saúdo toda as tribos ciganas
que nessa hora estou à invocar.
Pedindo licença ao teu povo para trabalhar.
Saúdo as montanhas, os vales, as gotas de orvalho,as areias.
Teu povo dança feliz invocando a vida e a beleza.
Em suas músicas há a graça do bailar livre em liberdade a sonhar.
Teus tesouros são infinitos por que nem um preço
pode pagar o valor da liberdade dos pés descalços a caminhar.
Tuas jóias tem o brilho mais caro.
Teus homens ciganos põem a mão ao peito para seu talismã esquentar.
Tuas mulheres abanam seus leques para os maus espíritos afugentar.
Tuas fogueiras possuem as salamandras mais altas
que nos olhos de teu povo sabe brilhar.
Aquece-nos agora oh! Grande Rei
para que essa oração não possa acabar.
Enquanto um cigano olhando ao céu orar.
Amém.

ORAÇÃO PARA UM CIGANO
Cavaleiro da noite e do dia, homem forte e corajoso,
és a força de um grupo cigano, és poder.
Com teu violino encantas a Lua Cheia.
Com teu sapateado ajudas a Mãe-Terra a sentir teu lamento cigano e sentes na relva a energia mais profunda da Natureza.
Ao olhar a fogueira decifras o que dizem as labaredas, pois é na chama do fogo que são revelados os mistérios do mundo.
Cigano, és homem forte e seguro do que queres.
Cigano, és amor, carinho, ternura e paixão ardente.
Cigano, pareces árvore frondosa de tronco grosso, a proteger-nos das falsidades desta vida terrena.
Ao olhar para o infinito, possa eu sentir a tua energia.
Cigano, ao olhar a chuva caindo na relva, possa eu sentir-te lavando-me das impurezas deste mundo;e ao olhar a chama de uma vela, possa eu sentir-te a dizer-me: “Estou te protegendo”.

PRECE AO CIGANO WLADIMIR
Ó glorioso e poderoso cigano Wladimir, neste instante,
é com o meu coração cheio da mais profunda fé,
que me dirijo ao teu luminoso espírito,
que tem poder e forças entre todas as entidades ciganas que hoje,
como estrelas brilhando no infinito,
são entidades que por misericórdia nos assistem em nossas aflições.
Em particular a ti, peço, querido cigano Wladimir, que me ampares,
com teu coração bondoso, jamais deixando que eu venha a cair
sob o impulso das provas desta vida;
protege meu corpo, livrando-o das doenças;
protege o meu coração,
não deixando nunca que nele se abrigue o ódio;
protege minha mente, para que ela seja sempre abrigo
de pensamentos positivos e de força;
protege a minha família,
protege o meu caminho, livrando-me dos inimigos,
da terra e do espaço.
Por todo o bem que sei que fazes sempre,
por todos aqueles que depositam fé incondicional em ti,
é que peço à Santa Sara, a Padroeira Universal dos Ciganos,
que encha teu espírito de Força, Luz e Poder,
para que estejas sempre pronto a atender aos teus filhos,
aos teus seguidores…
e a Deus, nosso Pai maior, peço que tome nos braços este filho
tão querido que és e, ao lado dele,
jamais esqueças de nós,
Ó glorioso e bondoso cigano Wladimir.
Amém

ORAÇÃO AOS 7 CIGANOS
Sete Ciganos! Que eu possa olhar a estrada de terra batida, as pedras do caminho e sentir vossas presenças.
Quando me sentir só que eu possa olhar para as árvores da estrada e sentir através de leve aragem as vossas forças. Que na minha tristeza eu escute o som do violino cigano, através do canto dos pássaros que se torne impossível eu ficar impassível porque é a vossa música dizendo que estais junto de mim. Que eu possa ir as montanhas e campos e descubra a beleza da natureza e sinta o maravilhoso poder de Deus se fazendo presente. Que eu possa deixar o orgulho, a tristeza, as decepções e obstáculos na terra, pois nada mais existe perante toda essa festa de cores, toda essa luminosidade que vem do arco-íris e representa as irradiações dos sete ciganos.
Que eu me sinta purificada neste ritual de cores e beleza.
Feliz e vitoriosa com a presença dos 7 ciganos na minha estrada.
Que assim seja!

ORAÇÃO CIGANA PARA REALIZAÇÃO DE SEUS PROPÓSITOS
Salve a natureza! Salve o círculo mágico azul que me envolve!
Eu sou feliz e rico, eu tenho o hoje e o amanhã! Tenho o meu futuro pela frente!
A saúde tomou conta de meu corpo! Obrigado por tudo de bom que vós me destes e continuarás dando!
Porque eu posso, eu quero, eu mereço, eu vou conseguir através da lua Cigana, e dos mentores Ciganos, eu realizarei todos os meus sonhos. Por que querer é poder e eu posso!
Salve Santa Sara Kali! Que sempre ilumine o meu caminho, afastando os inimigos da minha estrada, que os olhos deles não cheguem até os meus e que seus passos não cruzem o meu caminho.
Que assim seja e assim se faça!

ORAÇÃO PARA O POVO CIGANO
Ó meu povo cigano, te entrego a minha vida para que faça dela o melhor assim como vocês fizeram em suas vidas passadas, a grande luta para o bem , te entrego a minha vida e faça dela sempre um escudo e verdade que ninguém se aproxime de mim com intenções que nao são dignas de minha pessoa, que nenhum mal visível ou invisível possa chegar até a mim , não permita que nada nem ninguém consiga me enxergar para fazer o mal, feche meu corpo , dai-me a intuição e a sabedoria necessária porque eu possa ajudar meu povo que a minha vierem me procurar, não deixe nunca que eles voltem de onde vieram sem a sua ajuda, permita meus ciganos que todos que de mim se aproximarem com más intenções apenas faça de meu corpo um espelho para que possa refletir nesta pessoa todo mal que me deseja , e seja sempre o caminho aberto e a estrada ampla , reta e limpa de minha vida , confio em vocês. Quero paz e calma para poder trabalhar hoje. E sempre quero e me orgulho de ter vocês. Namastê. Gracias …

ORAÇÃO PARA O POVO DO ORIENTE
Salve ó Bandeira Branca, Salve São João Batista, Salve estrela de David, e seus seis lados, Mestre Jesus, Buda, Santa. Maria Madalena, Santa Sara Kali, São Lázaro, arcanjos, serafins, querubins, anjos protetores nos auxiliem neste momento, nesta corrente de luz, rogai ao Arquiteto do universo, a Alá, em nosso favor e, levai nossos pedidos para que eles sejam aceitos.
São Miguel, São Rafael, São Gabriel, Baltazar, Melchior, Gaspar, Reis do Oriente, venham nos ajudar forças egípcias, chinesas, indianas, árabes, ciganos, beduínos, videntes, profetas, magia de ponto, de pó, astrologia, pura manifestação das almas batizadas em águas sagradas.
Salve o Povo do Oriente!
Salve os quatro cantos do mundo!
Guerreiros, reis, príncipes, Santos e Santas do bem, doutores de branco, doutores da lei, mandamentos sagrados, sangue, suor, vitória de homens coroados.
Baptista é quem nos comanda, fonte de pura energia, pirâmides preciosas, rosas brancas no deserto, luz em nossas vidas, amparo de almas, linha branca bendita.
Assim seja!!!!

Santa Sara, leitura do Baralho Cigano & Tarot terça-feira, nov 1 2011 


 

Tu que és a única santa cigana do mundo.

Tu que sofrestes todas as formas de humilhação e preconceitos.

Tu que fostes amendrontada e jogada ao mar, para que morresses de sede e de fome.

Tu sabes o que é o medo, a fome, a mágoa e a dor no coração.

Não Permitas que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem.

Que Tu sejas minha advogada perante Deus.

Que Tu me concedas sorte, saúde e que me abençoe e os quais eu amo.

Faça, Deus, que eu seja forte, rico(a) e tenha saúde.

Faça, Deus, que eu saia em paz em todos os meus empreendimentos.

Faça, Deus, que eu seja inteligente.

Faça, Deus, que tudo corra bem em minha vida.

Faça, Deus, que eu saiba perdoar.

Perdoa-me, Deus, todos os meus erros.

Que Deus me abençoe e me cuide.

Beijo Teu coração, meu Senhor.

Deus abençoe todos os ciganos e não-ciganos do mundo.

E que assim seja para todo o sempre. Amém.

http://www.ogrupo.org.br/alquimia.asp?c=3

A Arte Cigana

Cigano

A divinação e a profecia têm sido há muito consideradas um domínio especial dos ciganos, um povo nômade cujo folclore está repleto de lendas sobre poderes secretos e ritos mágicos. E assim como as artes milenares que eles praticam, a origem e o modo de ser ciganos permanecem encobertos pelo mistério, emaranhados em lendas e tradições.

Acredita-se que tenham vivido originalmente na Índia. Mas em algum momento do século IX, eles começaram um lento deslocamento para o oeste. No início do século XV, grandes grupos de pessoas de pele morena, vestidas exoticamente, alegando serem peregrinos religiosos vindos de um país chamado Pequeno Egito, começaram a aparecer na Europa. Esses “egípcios”, ou gypsies, como eles se tornaram conhecidos em língua inglesa, foram de início bem recebidos pelos simpáticos habitantes. Mas algumas tribos errantes logo ganharam má reputação, como pequenos ladrões e trapaceiros sem convicção religiosa. Os ciganos eram, na verdade, profundamente religiosos. Mas suas crenças e práticas estavam fortemente influenciadas pela magia. Considerados autoridades em assuntos ocultistas, aos ciganos foram creditados com freqüência talentos sobrenaturais para além mesmo de suas próprias crenças, e muitos negociaram com avidez seus supostos poderes com habitantes locais. Normalmente, apenas algumas moedas podiam comprar o que fosse: de ervas medicinais para dores a poções do amor e afrodisíacos. Mas foi pela prática das artes da profecia – leitura das cartas do tarô ou da borra do chá, da bola de cristal ou das linhas da mão – que os ciganos se tornaram mais conhecidos.

Os homens ciganos trabalhavam como negociantes de cavalos ou ferreiros; as mulheres prediziam o futuro, freqüentemente nas carroças ou pequenas tendas nas quais viviam. A leitura da mão era o método favorito. E assim permanece até hoje: lojas de quiromancia geridas por ciganos florescem nas cidades e vilas de todo o mundo. E apesar de eventuais queixas de práticas inescrupulosas, os clientes continuam a freqüentá-las para conhecer a sua sorte. Nada parece poder banir a imagem romântica do cigano pensativo, cujos negros olhos penetrantes fitam atentamente as palmas – e, talvez, os futuros – do esperançoso e do curioso.

Fonte bibliográfica: Mistérios do Desconhecido – ©1992 Abril Livros Ltda.

BARALHO CIGANO

A Cartomancia, é um dos costumes ciganos mais conhecidos, afinal muitas pessoas recorrem a este povo para saber o futuro pelas cartas. De acordo com a tradição, o Baralho Cigano só poderá ser lido por mulheres, pois trazem em seu interior a energia da lua (o oculto), tendo a luz da vidência , o dom do sentir, pressentir e interpretar.
Para a leitura das cartas, as ciganas utilizam um baralho comum, desses usados para jogos de azar, retirando o curinga e as cartas que vão do dois ao cinco, restando 36 cartas que são utilizadas para a leitura.
O Povo Cigano associou à essas cartas algumas figuras do seu simbolismo esotérico, cujo significado veremos mais adiante.
As correspondências entre as cartas comuns e as figuras acontece de forma natural para os Ciganos, porém para os não-ciganos torna-se um tanto difícil fazer essa associação, felizmente existe no mercado versões do baralho com as figuras impressas o que facilita muito o aprendizado e sua interpretação.

 

COMO CONSAGRAR O SEU BARALHO
Antes de usar as cartas , é preciso que tome algumas providências, para consagrar o seu baralho, sem o que ele não passará de cartas para um jogo profano.
Empilhe suas cartas, à noite, sobre um copo com água e sal , para que a água com o sal retire os fluídos negativos das suas cartas, faça uma oração ao seu Anjo Guardião ou outra oração de sua preferência. ( Repita sempre após terminar uma leitura ).

 

COMO GUARDAR E PROTEGER O SEU BARALHO
Após a consagração ou após a limpeza depois de uma consulta, embrulhe seu baralho em um pano vermelho e guarde-o em um local fora do alcance de outras pessoas, nunca use suas cartas para jogos de azar e não permita que manuseiem o seu baralho.

 

 

COMO PREPARAR-SE PARA A LEITURA DAS CARTAS
Para jogar procure se isolar. Busque também conforto, pois o local escolhido será o seu templo para leituras. Ali, exercitará seu poder de prever o futuro.
Antes de começar a leitura, faça a Oração à Santa Sarah ou outra oração à sua escolha, concentre-se com o objetivo de limpar o espírito e a mente das energias ruins.
Lave as mãos e beba um pequeno gole de água, simbolizando a purificação, estenda um pano branco sobre a mesa onde vai deitar as cartas, sob esse pano coloque um punhal, com a ponta voltada para o consulente, à sua direita uma taça com água com uma ametista dentro, à esquerda uma vela branca. Acenda um incenso de sua preferência. Você pode também decorar sua mesa com flores, frutas, cristais, pedra de rio e outros objetos que julgar necessário.
Lembre-se sempre de estar invocando as forças dos quatro elementos :

TERRA, FOGO, ÁGUA e AR.

Os ciganos preservam e utilizam muito os elementos da natureza em seus rituais. Acreditam que o Fogo queima a negatividade e ilumina a positividade. A vela, para eles concentra as energias dos quatro elementos. A Água e a Terra são representados pela cera e o pavio. O Fogo é a chama e o Ar (oxigênio) a mantém viva (acesa).

 

COMO INTERPRETAR AS CARTAS
As mensagens do Baralho Cigano representam e se encaixam na sua realidade. Mas nem sempre são mensagens diretas. Por isso, é muito importante a sua interpretação.
Para iniciantes é recomendável o método das três cartas, que podem representar :
•  Passado, Presente, Futuro.
•  O Problema, A causa, A solução.
•  Outras interpretações que mandar a sua intuição.

 

O MÉTODO DE TRÊS CARTAS
Tire três cartas do monte e vá fazendo a interpretação de acordo com a pergunta que formulou. É claro que algumas cartas não se referem exclusivamente àquilo que perguntou. Mas, com intuição, você vai conseguir interpretar com toda certeza. Se, por acaso, o assunto, ou a pergunta que você fez ficou sem uma conclusão, vire mais duas cartas para poder finalizar o assunto.
Além desse método existem outros de maior dificuldade, que são:
•  Relacionamentos – 7 Cartas
•  Encantamento Cigano – 7 Cartas
•  A Roda Mística – 9 Cartas
•  A Pedra Dourada – 15 Cartas
•  A Mesa Real – 36 Cartas

 

IMPORTANTE: as cartas A Cigana e O Cigano representam você ou a pessoa para quem está lendo. Durante a leitura, verá que algumas falam sobre isso. Se uma delas aparecer, quer dizer que a resposta está vindo diretamente para você, sem rodeios. Se não aparecer, faça a interpretação do conjunto das três cartas. Se a questão for bem objetiva, tipo sim ou não, a regra é: se a primeira carta for positiva, a resposta é sim. Se for negativa, não. Faça quantas perguntas quiser, virando três cartas.

 


O SIMBOLISMO DAS CARTAS

1 – O MENSAGEIRO – NOVE DE COPAS
SIMBOLOGIA – Esta figura significa o homem em ação, em busca da sabedoria, da autoconfiança e do conhecimento interior. Também é a criatividade presente no ser humano. Representa as ações, A capacidade de mudar o rumo das coisas.
MENSAGEM – Alcançará seus objetivos. Se estiver rodeada de cartas negativas, sua sorte está ameaçada.

 

2 – O TREVO – SEIS DE OUROS
SIMBOLOGIA – Este arcano é representado por um trevo de quatro folhas. Significam os tropeços da vida, as desorientações, mas que não trazem muitas preocupações, porque são problemas passageiros, de fácil solução.
MENSAGEM – As dificuldades serão passageiras, se acreditar que possui a força infinita da sabedoria.

 

3 – O NAVIO – DEZ DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – É representado pela figura de um navio em águas revoltas. Estas águas significam a segurança na perigosa viagem da vida. Esta carta enfatiza a importância de todos os sentimentos.
MENSAGEM – Mudanças positivas em todos os aspectos: físico, espiritual e material. Se vier perto da carta que significa você, é sinal de viagem breve.

 

4 – A CASA – REI DE COPAS
SIMBOLOGIA – É representada pela figura de uma casa que mostra seu próprio lar e todos que dele participam. Indica a confiança, a prosperidade, o amor e o apoio familiar. Também significa o equilíbrio cósmico.
MENSAGEM – Quando estiver localizada abaixo do que designa você, é melhor ficar alerta com as pessoas ao seu redor. Do contrário, terá sorte.

 

5 – A ÁRVORE – SETE DE COPAS
SIMBOLOGIA – Tal como o elemento que representa, esta lâmina demonstra a fertilidade permanente na vida do ser humano, a troca de energias positivas e também a força da vitalidade que existe em cada um.
MENSAGEM – Quando esta carta aparece longe de que indica você, é sinal de boa saúde. Quando aparece perto, indica sorte e progresso.

 

6 – AS NUVENS – REI DE PAUS
SIMBOLOGIA – É simbolizada por um céu cinzento e assustador. Significa a instabilidade emocional, sensação de incapacidade em resolver os problemas. Também é sinal de mudanças lentas, tristeza.
MENSAGEM – As mudanças de sua vida deverão ser vagarosas, de acordo com as necessidades. Os momentos de tristeza serão passageiros.

 

7 – A SERPENTE – DAMA DE PAUS
SIMBOLOGIA – Nesta carta, aparece a figura de uma serpente venenosa. Esta lâmina que tem muita carga negativa, significa que traições e forças externas ocultas estão agindo em seu campo astral.
MENSAGEM – Se este arcano estiver perto da carta que representa você, é sinal que poderá passar por alguns riscos como traições.

 

8 – O CAIXÃO – NOVE DE OUROS
SIMBOLOGIA – É simbolizada pela figura de um caixão de defunto que representa momentos de ruptura. Por outro lado, refere-se às forças ocultas do inconsciente que podem levar à destruição, mas também a evolução.
MENSAGEM – Se estiver afastado da figura que representa você, é sinal de mudanças benéficas. O contrário, significa acontecimentos ruins.

 

9 – AS FLORES – DAMA DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – As flores simbolizam a felicidade, alegria e beleza, a fraternidade e a união das pessoas. Também indica a realização de todas as possibilidades e sonhos.
MENSAGEM – Esta carta representa a felicidade em todos os aspectos da vida. É um arcano ligado à alegria, realização em todos os setores da vida.

 

10 – A FOICE – VALETE DE OUROS
SIMBOLOGIA – Uma foice ceifando o trigo representa a destruição do tempo, a morte. É a perda dolorosa no momento certo, o perigo, a transformação e o desprendimento.
MENSAGEM – Esta lâmina traz perigo de ruptura e separação. Mas se esta carta estiver rodeada de outras positivas, indica a possibilidade, uma nova chance que surge.

 

11 – O AÇOITE – VALETE DE PAUS
SIMBOLOGIA – Tem o símbolo de um grande chicote que representa a força, o poder mental. Também pode indicar o poder judiciário e a chance de um acordo em família.
MENSAGEM – De acordo com a situação, este arcano representa o uso abusivo da força, quando seria melhor uma conversa. Indica o emprego necessário da sabedoria e da intuição.

 

12 – OS PÁSSAROS – SETE DE OUROS
SIMBOLOGIA – A imagem de um casal de pássaros juntinhos num galho de árvore representa o amor. Indica uma vida sentimental feliz. Este arcano quando aparece perto da carta A SERPENTE tem toda sua negatividade neutralizada.
MENSAGEM – Indica respeito pelo par. Também é um aviso para não sufocar o companheiro de ciúme.

 

13 – A CRIANÇA – VALETE DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – É a figura de uma criança inocente que representa a alegria, a própria inocência, a naturalidade e a espontaneidade ainda presente no coração das pessoas.
MENSAGEM – Esta carta traz um conselho: você deve ficar bastante atenta com atitudes impensadas, repentinas e infantis. Estas ações podem magoá-lo(a) profundamente.

 

14 – A RAPOSA – NOVE DE PAUS
SIMBOLOGIA – Uma raposa esperando sua caça é o que traz este arcano. Com esta figura, ele simboliza as armadilhas da vida, as traições, a deslealdade e a salvação pela astúcia.
MENSAGEM – Se aparecer perto da que representa você, é porque é muito invejado(a). Já se aparecer longe, é sinal de que está se prejudicando com sua inveja e cobiça.

 

15 – O URSO – DEZ DE PAUS
SIMBOLOGIA – Nesta carta, aparece a figura ameaçadora de um grande urso. Ela representa a falsidade dos amigos. Também mostra a inveja de pessoas próximas e queridas.
MENSAGEM – Você deve ter cuidado com falsos amigos, do tipo “amigo-urso”. Sentimentos ruins como inveja, a cobiça podem interferir nas energias do seu campo astral.

 

16 – AS ESTRELAS – SEIS DE COPAS
SIMBOLOGIA – Esta grande estrela cintilante é o símbolo de sua força espiritual e da sua intuição, energias que devem vir à tona nos momentos difíceis de sua jornada.
MENSAGEM – É um sinal para que tenha fé em suas intuições. Quando o arcano As nuvens estiver por perto. Ela indica desequilíbrio na vida amorosa.

 

17 – A CEGONHA – DAMA DE COPAS
SIMBOLOGIA – Nesta carta, aparece uma cegonha levando um galho no bico. Este arcano representa novidades, em muitos setores de sua vida.
MENSAGEM – Simboliza o início de um novo ciclo em sua vida. Este arcano também indica que seus caminhos estão abertos a novas experiências e a prósperos empreendimentos principalmente no campo pessoal.

 

18 – O CÃO – DEZ DE COPAS
SIMBOLOGIA – É representada por um cão em posição de guarda. Esta carta simboliza a amizade leal, sincera, a força, o apoio e o carinho das pessoas amigas.
MENSAGEM – Significa que pode confiar nas pessoas com quem convive. É sinal para ficar alerta se a carta As nuvens estiver por perto. Ela indica desequilíbrio na vida amorosa.

 

19 – A TORRE – SEIS DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – Esta torre alta e com aspecto sóbrio representa o “eu” verdadeiro. Também mostra que você passa por uma fase de busca de seu autoconhecimento.
MENSAGEM – Este arcano mostra a você que as respostas que tanto espera estão dentro de você mesmo(a). É só procurar as soluções que deseja em seu interior.

 

20 – O JARDIM – OITO DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – Esta carta é representada pela paisagem de um jardim bastante fértil e pacífico, envolvido por uma aura de energia.
MENSAGEM – O Jardim é um arcano que traz um conselho a você; é hora de colher tudo o que plantou, pois o momento é de paz. Aproveite a tranqüilidade para refletir sobre todas as suas ações.

 

21 – A MONTANHA – OITO DE PAUS
SIMBOLOGIA – Representada por uma montanha rochosa, esta carta simboliza a força, o equilíbrio, a perseverança, a justiça e também é o alerta para o perigo próximo.
MENSAGEM – Se aparecer perto da carta que representa você, mostra o alcance de seus objetivos. Longe, é sinal de perda do que já foi conquistado em sua vida.

 

22 – OS CAMINHOS – DAMA DE OUROS
SIMBOLOGIA – É representada pela paisagem de uma de uma estrada larga, comprida e sem qualquer obstáculo. Esta carta mostra que seus caminhos estão abertos e que poderá existir uma saída para todos os problemas que surgirem.
MENSAGEM – Você está no rumo certo e realizará os seus sonhos. Acredite mais na sua felicidade.

 

23 – O RATO – SETE DE PAUS
SIMBOLOGIA – Um grande rato comendo um pedaço de queijo indica que algo importante de sua vida está sendo roubado. Você precisa de proteção na saúde e no setor material.
MENSAGEM – Há a possibilidade de contrair doenças sem gravidade. Se a carta As Estrelas aparecer próxima a esta, é sinal de que poderá recuperar o que foi roubado.

 

24 – O CORAÇÃO – VALETE DE COPAS
SIMBOLOGIA – É representada pela figura de um grande coração e simboliza o amor fraternal, a solidariedade universal, a paixão forte e a felicidade que está presente neste momento de sua vida.
MENSAGEM – Você viverá uma grande paixão em breve. Também indica que deverá ajudar as pessoas que pedirem o seu auxílio.

 

25 – A ALIANÇA – ÁS DE PAUS
SIMBOLOGIA – Este arcano traz a figura de um par de alianças de ouro entrelaçadas e simboliza uma união duradoura ou mesmo a possibilidade de um relacionamento amoroso firme.
MENSAGEM –Se aparecer ao lado direito da carta que representa você, é sinal de casamento feliz. Do lado esquerdo, indica instabilidade no relacionamento conjugal.

 

26 – O LIVRO – DEZ DE OUROS
SIMBOLOGIA – Traz a figura de uma pilha de livros sobre uma escrivaninha. Esta carta simboliza a necessidade de aquisição de conhecimento e cultura.
MENSAGEM – Os estudos ou em qualquer teste a que for submetido(a) será um sucesso absoluto. Por isso, o momento é ideal para se testar. Não tenha medo de colocar a sua capacidade e a sua felicidade à prova.

 

27 – A CARTA – SETE DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – É representada pela figura de um envelope. Indica comunicação, informação e também é um aviso para guardar seus segredos.
MENSAGEM – Se este arcano vier seguido da carta Os Ventos, é sinal de notícias boas. Mas se esta carta estiver perto da que representa você, é sinal que as notícias poderão causar sofrimento.

 

28 – O CIGANO – ÁS DE COPAS
SIMBOLOGIA – Traz a figura de um cigano forte e bonito, destemido, empunhando uma espada, que corta os males e protege a pessoa que o procura. Simboliza o homem ideal e honesto para as mulheres.
MENSAGEM – Este arcano é você, se quem consulta é homem. Também representa a chegada de uma mulher ideal em sua vida.

 

29 – A CIGANA – ÁS DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – É representada pela figura de uma cigana jovem, bonita e cheia de vida. Ela olha para as cartas como quem consegue desvendar o futuro. Este arcano representa a amada para os homens.
MENSAGEM – Se quem consulta é uma mulher, esta carta representa você e indica a chegada de um homem ideal em sua vida.

 

30 – OS LÍRIOS – REI DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – É a figura que significa paz interior, harmonia, enfim, uma vida feliz.
MENSAGEM – Se esta carta aparecer perto do arcano que representa você, é sinal que é uma pessoa honesta. Caso apareça abaixo deste arcano é porque você tem caráter duvidoso. Se a carta As Nuvens vier perto deste arcano, é sinal de grande sofrimento em família.

 

31 – O SOL – ÁS DE OUROS
SIMBOLOGIA – A imagem da paisagem de um sol ardente significa a plenitude da vida, a energia e o positivismo. Esta é uma carta alto-astral.
MENSAGEM – Quando este arcano estiver perto da carta que representa você, é sinal de fortuna e saúde. Se aparecer longe, indica sentimentos como desânimo, fraqueza e tristeza diante dos obstáculos.

 

32 – A LUA – OITO DE COPAS
SIMBOLOGIA – É representada pela figura de uma Lua Crescente e tem como significado a inconstância, a dúvida, os elementos ocultos.
MENSAGEM – Quando esta carta estiver ao lado direito da que representa você, é sinal de que terá reconhecimento por tudo o que faz. Se tiver do esquerdo, indica que passará por momentos de aflição.

 

33 – A CHAVE – OITO DE OUROS
SIMBOLOGIA – A figura chave que aparece neste arcano representa o sucesso, é a chave que abre as portas para os dias melhores que estão chegando.
MENSAGEM – Quando este arcano aparece próximo a carta que indica você, é sinal de que momentos de realização o(a) aguardam. Se aparecer longe, indica obstáculos e que seus caminhos poderão estar fechados.

 

34 – OS PEIXES – REI DE OUROS
SIMBOLOGIA – Peixes nadando próximos a uma arca cheia de tesouros simbolizam bens materiais, negócios e também é sinal de lucros que vão aparecer na sua vida.
MENSAGEM – Perto de sua carta indica sucesso e bons negócios. Longe, é exatamente o contrário, indica crise financeira em seus empreendimentos futuros.

 

35 – A ÂNCORA – NOVE DE ESPADAS
SIMBOLOGIA – Mostra uma grande âncora no fundo do mar e representa segurança material e financeira.
MENSAGEM – Para os negócios, segurança e estabilidade. Para o amor, depende da localização da carta: perto da que indica você, é sinal de um relacionamento sólido. Longe, quer dizer que este amor poderá passar por períodos de inconstância.

 

36 – A CRUZ – SEIS DE PAUS
SIMBOLOGIA – É representada por uma grande cruz e simboliza a vitória em todos os sentidos, não importando os obstáculos que estejam em seu caminho. A cruz é poder.
MENSAGEM – Perto da carta que representa você, é sinal de vitória e proteção em todos os setores; longe, indica que energias negativas estão tentando influenciar sua vida.

 

SANTA SARAHProtetora Do Povo Cigano

O mistério envolve o povo cigano como o ar que ele respira. Da Lua Cheia, retira a magia; da dança e da música, toda a alegria; da natureza, a força e a energia. E para Santa Sarah, ele volta sua fé, seus pedidos e seus agradecimentos.

 

Saiba tudo sobre essa santa, as muitas lendas em torno da sua vida, do seu poder e uma oração para invoca-la, antes de ler as cartas e também nos momentos difíceis.

 

O inicio de sua Adoração
Para desvendar um pouco do mistério que acompanha Santa Sarah e descobrir porque ela é tão venerada pelos ciganos, é preciso voltar ao tempo, na Idade Média, particularmente na Europa.

 

A religiosidade faz parte da vida dos ciganos, desde o nascimento até a morte, e para poderem cultuar seus santos sem serem vítimas dos preconceitos dos não-ciganos é que eles costumavam se converter à religião dominante do local em que se estabeleciam. Então, os grupos que foram para a Europa se declararam católicos e se ligaram a Santa Sarah que tinha origens misteriosas e a pele morena, como eles.

 

História Ou Lenda ?
Dessa aura de mistério que pairava na imagem de sarah surgiram várias versões para o seu aparecimento. Ela é considerada uma santa católica, mas não passou pelos processos de canonização desta igreja. Também se liga a uma forte tradição européia medieval, o culto às virgens negras. Muitas santidades femininas, representadas por estátuas negras, foram adoradas durante toda a Idade Média. E muitos católicos transformavam as igrejas em santuários de peregrinação.
Uma das lendas diz que sara era uma escrava egípcia de uma das três Marias, Madalena, Jacobé ou Salomé; e junto com José de Arimatéia, Trófimo e Lázaro foi colocada, pelos judeus, em uma barca sem remos e alimentos. Talvez por um milagre, ou por obra do destino, eles chegaram a salvo a uma praia próxima a Saintes Maries de La Mer, em Camargue , região do sul da França.
Outra versão conta que Sarah era moradora de Camargue e teve piedade das Marias, resolvendo ajuda-las. Também dizem que ela era uma rainha das terras de Camargue ou uma sacerdotisa do antigo culto celta ao deus Mitra.
Uma das explicações para estas lendas é que em Camargue existiram várias colônias de antigas civilizações, como a egípcia , a cretense, a fenícia e a grega. Por isso, muitos poetas e menestréis contaram a lenda de Sarah, de acordo com o que ouviram de seu povo, e assim, o mito em torno dessa poderosa santa foi difundido pelo mundo e ela continua, até hoje, a ser adorada entre as comunidades ciganas.

 

ORAÇÃO À SANTA SARAH

” Estrela azul de D’arma, pelos sagrados símbolos do triângulo e da cruz, eu ( diga seu nome ), nascido(a) no dia ( data de seu nascimento ), regido(a) e protegido(a) por ( planeta regente e anjo da guarda ), peço ao Povo Cigano, ( mentalizar a energia que o(a) acompanha, apenas o cigano ou cigana ), que traga para mim ( pedidos em número impar ), em nome de Santa Sarah e do Mestre dos mestres, Jesus o Cristo.
Que assim seja para todo o sempre.”
Amem.

 

SUNTÔ MARIÔNÊ ( Ave Maria Cigana )

“Suntô Mariônê, pérdô san andô svêtô ô Del tu sai.
Uusi san angla sá e juvliá uusôi ô fruktô kai arakádilas tutar Jesus.
Suntô Mariônê Del leski dei rudissar paala amarrê becerra akaanak ai kana méérassa.
Amém”

 

ROMANÊS O IDIOMA DO POVO CIGANO

O Romanês, um idioma muito diferente do português e exclusivo deste povo, é um vocabulário que se originou pela mistura de muitos outros, resultado de suas andanças pelo mundo. É impossível vinculá-lo a um único idioma ou etnia. Conheça algumas palavras e sua tradução:

 

PEQUENO DICIONÁRIO ROMANÊS
Acans: olhos
Aruvinhar: chorar
Bales: cabelos
Baque: sorte, fortuna, felicidade
Bato: pai
Brichindin: chuva
Cabén: comida
Cabipe: mentira
Cadéns: dinheiro
Calin: cigana
Calon: cigano
Churdar: roubar
Dai (ou Bata): mãe
Dirachin: noite
Duvêl: Deus, Nosso Senhor, Cristo
Estardar: prender
Gadjó: não cigano
Gajão: brasileiro, senhor
Gajin: brasileira, senhora
Jalar: ir embora
Kachardin: triste
Kambulin: amor
Lon: sal
Marrão: pão
Mirinhorôn: viúva
Naçualão: doente
Nazar: flor
Paguicerdar: pagar
Panin: água
Paxivalin: donzela
Querdapanin: português
Quiraz: queijo
Raty: sangue
Remedicinar: casar
Ron: homem
Runin: mulher
Sunacai: ouro
Suvinhar: dormir
Tiráques: sapatos
Trup: corpo
Urai: imperador ou rei
Urdar: vestir
Vázes: dedos ou mão
Xacas: ervas
Xinbire: aguardente
Xôres: barbas

 

AGENDA CIGANA
As datas mais importantes para os ciganos são:
•  NATAL
•  PÁSCOA
•  DIA DE SANTA SARA, 24 de maio
•  SEMANA SANTA
•  DIA DO CIGANO, 12 de outubro

 

COMO OS CIGANOS SÃO CONHECIDOS PELO MUNDO
GITANOS: na Espanha
GYPSIES: na Inglaterra
BOÊMIOS: na Alemanha
ZÍNGAROS: na Itália
ROM: na Europa Oriental

 


Por volta dos anos 50 d.c, uma embarcação cruzou os mares a partir de terras Palestinas levando a bordo para fugir das perseguições de Roma aos primeiros cristãos, um grupo de personagens bíblicos:Maria Jacobina ou Jacobé, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro, Maximinio e Sara, uma negra serva das mulheres santas.
Eles foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões.
Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sara retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias.
Então nasceu a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: Dalto chucar diklô (Te darei um bonito lenço).


Kali, em sânscrito quer dizer negra, e foi acrescentado ao seu nome devido a cor bem morena de sua pele.

Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Ocorre procissão e festejos com banhos no mar. A imagem de Santa Sara é vestida de azul, rosa, branco e dourado, adornada de flores, jóias e lenços coloridos e levada para as águas do mar. Após o banho de mar, a imagem, volta ao altar onde os que participaram da procissão possam pedir suas graças.
Muitos buscam nos olhos de Santa Sara a obtenção das graças, pois nos olhos de Santa Sara, tudo está contido: a força de Deus, a força da mãe, a força do amor da irmã e da mulher, a força das mãos, a energia, o sorriso, a magia do toque e a paz. E assim, todos que buscam graças no seu olhar, retornam sempre aos pés de Santa Sara para agradecer.

Embora seja uma santa da igreja católica canonizada em 1712, até hoje a própria Igreja omite o seu culto.

Além de trazer saúde e prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.

SANTA SARA KALI A PADROEIRA DOS CIGANOS

O dia de Santa Sara, padroeira dos ciganos, é comemorado em 24 de maio em todo Brasil e na Europa (especialmente na cidade de Saintes Maries de La Mer, no Sul da França). Nesta data, é realizada a grande festa em louvor a Santa Sara. No dia 25 também são homenageadas outras duas santas muito queridas pelos ciganos: Salomé e Jacobina.
Sara está ligada a história das tradições cristãs da idade média e nunca foi canonizada pela igreja católica, restringindo-se a uma santa de culto local.
Não se sabe realmente a razão exata que levou o povo cigano a eleger Santa Sara como sua padroeira, mas é ela que é a mais venerada e é a ela que levam os seus pedidos e súplicas.
Há duas lendas que envolvem Sara. Uma delas conta que ela fazia parte dos grupos de cristãos que fugiram da perseguição de Roma e atravessaram os mares em uma embarcação saindo da Palestina. Sara era uma serva, de pele cor de azeitona, que acompanhava os cristãos desta embarcação, onde estavam Maria mãe de Jesus, Maria Salomé, Jacobina, Salomé, Tiago, João, Lázaro entre outros. Dizem que esta embarcação se aportou numa ilha pequena há alguns quilômetros a leste do Pétit-Rhône, onde hoje é a pequena cidade Saintes Maries de La Mer, na região da Provença. Santa Sara foi a primeira a ser convertida ao cristianismo ao ter morrido a serviço de suas companheiras de viagem.
Já uma outra versão afirma que Sara já habitava a Camargue quando os cristãos lá chegaram, e que ela ofereceu ajuda a eles.
Os ciganos vêm de toda a Europa e Oriente para esta grande festa do dia 24 de maio. Muitos chegam de carros-reboque, outros em suas carroças bem coloridas, outros de automóveis luxuosos ou em suas caminhonetes. A pequena cidade do litoral da França se torna movimentada e alegre com a chegada dos visitantes. Neste dia os ciganos se encontram e matam as saudades de seus amigos e parentes, comemorando com muita música, dança, comidas e bebidas esta linda festa que se inicia no dia 23 de maio e que segue noite adentro até a madrugada do dia 24.
Há então uma procissão às 15 horas do dia 24, onde a imagem da santa é colocada em um andor e sai da cripta onde se encontra. Neste local ficam todos os pedidos e é ali que são feitas as orações. Da cripta ela é carregada por oito ciganos até as areias da praia. Uma grande multidão segue a procissão, inclusive os padres católicos, que acompanham a santa entoando os seus cânticos religiosos que se misturam com a música dos ciganos e o bater de palmas dos seguidores de Sara.Os cavaleiros da Ordem de São Jorge a protegem dos fanáticos e vândalos. No momento em que chegam à praia e entram com Sara nas águas do mar se faz total silêncio. Levada ao alto, Sara parece viva a contemplar o mar e a sentir o vento em sua face!

Santa Sara Kali, a cigana escrava que venceu os mares com sua fé.

Conta a lenda que Maria Madalena, Maria Jacobé, Maria Salomé, José de Arimatéia e Trofino, junto com Sara, uma cigana escrava, foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem previsões.

Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Até então, Sara retira seu diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem, ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit- Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer, no Sul da França. Sara cumpriu a promessa até o final dos seus dias.

Suas histórias e milagres a fez Padroeira Universal do povo cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Segundo o livro oráculo “Lilá Romai Cartas Ciganas” (o único escrito por uma cigana), de Miriam Stanescon, deve ter nascido deste gesto de Sara Kali, a tradição de toda mulher cigana casada, usar um lenço, tornando a peça mais importante do seu vestuário. Quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana, se diz: – Dalto chucar diklô, (Te darei um lindo lenço). Além de trazer saúde, prosperidade, Sara Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos, fazim promessas, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer, fariam uma noite de vigília e depositariam aos seus pés como oferenda, um lenço, o mais bonito que encontrassem. E lá, existem centenas de lenços, como prova que muitas mulheres receberam essa graça.

Para as mulheres ciganas, o milagre mais importante da vida, é o da fertilidade. Quanto mais filhos a mulher cigana tiver, mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo. A pior praga para uma mulher cigana é desejar que ela não tenha filhos.Talvez seja esse o motivo das mulheres terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.

Outra lenda diz, que Sara Kali, as três Marias e José Arimatéria, teriam fugido numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado para um mosteiro da antiga Bretanha. A barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margen do Mediterrâneo, que ficou conhecido como Saintes-Maries-de-La-Mer, transformado num grande local de concentração cigana.

O seu dia é comemorado e reverenciado através de uma longa noite de vigília e oração pelos ciganos espalhados no mundo inteiro, com candeias de luzes azuis, flores e vestes coloridas, muita música e muita dança. Cujo simbolismo religioso representa o processo de purificação e renovação da natureza e do eterno “retorno dos tempos”.
O dia de Santa Sara é comemorado em 24 de maio, e no dia 25 de maio homenageia-se as três Marias.

Altar de Santa Sara – Altar é tudo o que vem do alto. Sintoniza energias superiores capazes de nos proteger e materializar nosso desejo de comunicação com a divindade. No altar, coloque: toalha branca, rosas amarelas, cesta de pães, frutas, taça de vinho tinto, vela azul clara, um punhado de arroz cru, moedas douradas, incenso de rosas, cristais e uma imagem de Sta Sara.

Os rituais de invocação a Santa Sara devem ser feitos com a mente livre, coração aberto e com a alma plena de amor. Ela é amiga, conselheira e protetora. Faça uma prece pedindo proteção para sua família, ofereç um pedaço de pão e vinho para todos da casa, para que aproteção esteja presente na vida de todos e que os milagres acontecerão.

Segundo a tradição, quando um milagre é concebido, em sinal de respeito, admiração e gratidão, entrega-se um manto azul claro, em seu altar ou na sua imagem.

Oração de Santa Sara – Tu que és a única Santa cigana no mundo. Tu que sofreste todas as formas de humilhação e preconceito. Tu que fostes jogada no mar, para que morreste de sede e de fome. Tu sabes Santa Sara, o que é a mágoa e a dor no coração. Não permitas que meus inimigos zombem de mim ou me maltratem. Que Tu sejas minha dvogada diante de Deus. Que tu me conceda sorte e saúde! Que assim seja!

O manto de Santa Sara – Oferecer um manto a Sta Sara, faz parte do seu culto, em agradecimento a uma graça alcançada, faça um manto e coloque na imagem dela:

- Amarelo e dourado – para qualquer vitória alcançada.

- Azul – para proteção, luz espiritual, poder intuitivo e filhos.

- Branco – paz de espírito, casamento, agradecimentos.

- Lilás – carinho, amor e prosperidade.

- Púrpura – prestígio e vantagens profissionais.

- Rosa – amor, compaixão e maternidade.

- Verde – saúde, bens adquiridos e vitalidade.

Quando Sta Sara morreu, foi feito um manto de ouro, que foi colocado sobre seu corpo quando ela foi devolvida ao mar.

Oráculo de Santa Sara – O jogo das conchas – Um oráculo para obter respostas de “sim” ou “não”. É necessário 12 conchinhas (de praia), sendo 02 auxiliares (de preferência diferenciada das outras), 01 toalha pequena com uma mandala no centro, 01 moeda sobre a toalha e uso de incenso ou velas conforme intuição. Colocar a toalha aberta. Na mão direita, pegar 10 conchinhas, mentalizar a pergunta e desenhar uma estrela de cinco pontas, após esfregar as conchas com as duas mãos e jogar. As conchas que cairem fora da toalha são eliminadas. Se, dentro da mandala, a quantidade de conchas for em nº par, a resposta é “sim”, se for nº ímpar, a resposta é “não”. Ainda se as conchas estiverem voltadas para cima, indicam facilidade, se estiverem para baixo, dificuldade. As 02 conchinhas auxiliares são usadas para questões relacionada a tempo, representado por meses. Portanto para perguntas sobre tempo, jogar as 12 conchinhas e contar os meses a partir do mês presente.

Ritual de Santa Sara – Indicado para fazer no dia de Sta de Sara. Colocar na imagem de Sta Sara, vários lenços, pequenos e coloridos, dobrados em triângulos, comos e fossem mantos. Energizá-los com orações, pedidos e agradecimentos. Após isso, presentear pessoas queridas. Quem receber, irá fazer um pedido, dar um nó ao meio do lenço e guardar. Quando o pedido for realizado, desfazer o nó e guardá-lo.

Novena de Santa Sara para gravidez – Para pedir a Sta Sara, a graça de ser mãe e ser atendida, faça essa novena. É simples e poderosa. Compre um lindo lenço, bem colorido, como usam as ciganas, e amarre-o em volta da imagem ou gravura de Sta Sara, pedindo por um bebê. Durante 09 meses, que é o tempo de uma gestação – faça todos os dias a oração de Sta Sara. Segundo a lenda, a graça poderá ser atendida antes mesmo do fim da novena. Quando o bebê nascer, o lenço passará a aser amarrado no berço até a criança completar um ano. Se for menina, em agradecimento, costuma=se dar o nome de Sara, se menino, nomes dos díscipulos de Cristo, podendo ser usados como segundo nome. Boa Sorte!

Poderosa Oração de Santa Sara – “Amada Sta Sara! No silêncio da minha alma, dirijo-me a vós e peço com todo amor que perdoe e mim e aos meus semelhantes que por ventura tenham me causado mal, proposital ou não. Eu os perdôo também, pois sei que é única e verdadeira rainha cigana, que abençoa e ampara a todos, sendo cigano ou não, pois sei que tens muita luz para entender a pequenez humana, e sei que sabe que não somos propriedade de ninguém, inclusive de etnias, sendo um Espírito de muita luz, indo além disso tudo! Qualquer ser humano que se dirija a vós, será abençoado e amparado por vossa luz. Sta Sara nos ampare, abra nossos caminhos espirituais, para que não sejamos vítimas das injustiças e da malidicências. E que não tenhamos inimigos, pois todos nós somo irmãos! E que eu pratique a luz, a devoção a vós, e que nunca aja de forma cruel com meus semelhantes, e que eles não se tornem cruéis, incluindo os que professam a vossa devoção! Pela alegria dos ventos, da lua cheia, do sol que nos ampara, através do fogo divino, pelas águas abençoadas que nos fornece a vida e o alimento pela terra que piso com orgulho de ser sua devota. Recorro a vós pedindo: paz, luz, sorte, saúde, proteção para mim e minha família. Agradeço-te também pela energia de luz que recebo nesse momento em que eu oro e recebo vossa luz que necessito (fazer pedidos). Pelas fitas coloridas, pelas rendas, pelas músicas alegres do povo cigano, dedico essa prece para todos os povos e criaturas da natureza. Que assim seja sempre!”

Oração para realização de seus propósitos – “Salve a natureza! Salve o círculo mágico azul que nos envolve! Eu sou feliz e rica, eu tenho o hoje e o amanhã! Tenho meu futuro pela frente! A saúde tomou conta do meu corpo! Obrigada por tudo de bom que me destes e continua dando. Porque eu posso, eu quero, eu mereço, eu vou conseguir através da luz cigana, dos mentores ciganos, e e realizarei todos os meus sonhos, porque poder é querer, e eu posso. Salve Sta Sara Kali! Que sempre ilumine o meu caminhos afastando os inimigos da minha estrada, que os olhos dele não cheguem até os meus, e que seus passos não cruzem meus caminhos. Que assim seja sempre!E que assim se faça sempre!”

Bênção de Santa Sara – Para que você possa sentir a anergia desta Sta Cigana. Pegue um copo com água filtrada. Esta é uma mentalização para limpeza de seu interior. Uma limpeza no corpo físico e no corpo espiritual. É simples: coloque sua mão direita sobre o copo e repita as evocações:

- Deus Pai, Sta Sara, meu povo cigano, que desça sobre este copo com água, suas energias de anmor, saúde, paz e prosperidade.

- Que Sara Kali, derrame todas as suas bênçãos nesta água, água que é a fonta da vida, é fonte purificadora.

- E ao bebê-la todo o meu corpo físico e meu corpo espiritual sejam purirficados de condensações energéticas negativas, de energias que adoecem a alma e contaminam a mente.

- Que eu seja abençoado(a) e protegido(a) pelo seu amor, minha Sara Kali. Amém!

Beba a água lentamente, sentindo que ela está limpando todo o seu interior. Se você sentir algum desconforto, não se preocupe, pois faz parte dessa limpeza, e será passageiro.

(Essa benção de Sta Sara foi pessada pela Cigana Isabelita na Rádio Mundial-SP) 

A imagem de Santa Sara fica na cripta da Igreja de Saint Michel, em Saints Marie De La Mer, região da Provença, Sul da França, onde seus ossos foram depositados. O epíteto “Kali”, significa “negra!, porque sua tez é escura. Fontes variam se sua canonização aconteceu em 1712. Porém é considerada pela Igreja Católica, Santa de Culto local . Sua imagem é coberta de lenços, seu manto é azul, algumas possuem uma pequena coroa na cabeça, e também é possível encontrá-la em versões branca e negra.  É a protetora da maternidade, dos desesperados, oprimidos e desamparados. Atende todos os pedidos. Assim, todos os anos, na madrugada do dia 24 de maio, milhares de ciganos de todas as regiões da Europa e do Mundo, reunemse na pequena igreja Saint Michel em louvor e homenagem à sua Padroeira. No Brasil, já temos sua imagem, numa gruta ao ar livre, no Parque Garota de Ipanema, no Rio de Janeiro, onde também são realizadas festas e homenagens à Sta Sara.

Consagrando a Imagem de Santa Sara – Para consagrar sua imagem, siga seu coração. Pode-se levá-la ao mar e banhá-la, porém nunca afunde a imagem. Pode-se também perfumá-la com lavanda ou outro perfume de sua preferência. Faça um pequeno altar, coloque a imagem, um vaso com 03 rosas brancas (03 Marias) e acenda uma vela azul clara.

A imagem emana uma energia quase mágica, é como um fio condutor de energia que liga o céu e a terra, nos aproximando ainda mais de tudo aquilo que acreditamos.

Música Santa Sara (Wal Hei):

Sempre ao meu lado ela está

com seus mistérios, sua luz.

Santa Sara, Santa Sara,

Minha vida tu conduz.

Somos filhos do vento,

das estrelas, do luar.

Tua voz, meus sentimentos.

Tua força em meu cantar.

Te pedimos pela figa,

pelo brilho dos cristais.

Estrela de cinco pontas,

meu caminho, sigo em paz.

Escureça como a noite o olhar dos inimigos

A ti peço todo dia que abençoe minha tsara

Santa Sara, me acompanhe,

ilumine o meu cantar,

e palavras de carinho

quero a todos ofertar.

E me afasta do orgulho,

da vaidade, ambição.

Sei que herdarei o mundo,

dando a ti meu coração.

Santa Sara, me acompanhe,

ilumine meu pensar,

e palavras de carinho

quero a todos ofertar.

Manjar de Sara Kali – Esse manjar é servido durante a slava de Sta Sara no dia 24 de maio, ou nas festas ciganas em sua reverência.

Ingredientes: 01 garrafinha pequena de leite de côco, 01 xícara de açúcar, fava de baunilha à gosto, 03 colheres de amido de milho, 150gr de côco ralado, ameixas em calda, clara de 03 ovos, raspas limão.

Modo de fazer: Misturo tudo e leve ao fogo brando para cozinhar até que se forme um mingau. Coloque numa fôrma e leve para geladeira até endurecer. Depois desenforme. Bata as claras em neve, acrescentando açúcar, a calda da ameixa e as raspas de limão. cubra o manjar e leve ao fôrno rapidamente para dourar. Pronto para Servir.

Para oferenda, cubra o manjar com pétalas de rosas brancas e leve-o ao mar. Pode ser também recheados de pedidos. Acendas 03 velas, para Sta Sara, Maria Salomé e Maria Jacobé.

Ritual de Santa Sara para o Amor – Santa Sara pode nos trazer amor, proteger os relacionamentos afetivos e favorecer as uniões e alianças sentimentais. Você poderá fazer este ritual para qualquer dificuldade que esteja sendo enfrentada em sua vida amorosa; seja para o fortalecimento de um relacionamento ou até mesmo para o encontrar um verdadeiro amor. Este ritual deverá ser feito durante três dias consecutivos, em fase de Lua Cheia. Procure criar uma corrente de proteção realizando este ritual no mesmo horário, todos os dias. Num prato branco, coloque duas velas azul-claras. Em volta delas, acrescente em forma de círculo um pouco de mel e ao lado não deixe de colocar um vaso com flores amarelas e uma vareta de incenso de rosas. Acenda as velas e o incenso e faça uma oração à Santa Sara mentalizando seus pedidos. As velas e o incenso deverão queimar sem interrupções até o final. As sobras do ritual deverão ser entregues num local onde haja natureza, pode ser num jardim ou praça.

Oração à Santa Sara

Abençoada Senhora
Protetora dos caminhantes, conduza- nos com sua luz na segurança de nossos passos.
Assim como os anjos celestiais a conduziram, rogamos sua proteção em nossos caminhos por esta vida. Senhora Sta Sara, somos todos ciganos em busca de um campo plano e virtuoso onde possamos fincar nossas famílias. Que hoje, nossa alma se alegre e festeje na sua graça e bondade, e todas as cores de céu, enfeitem a nossa vida na certeza de dias claros e serenos. Salve Sta Sara Kali.
Oração Ritualística à Santa Sara
Estrela Azul de D’Arma, pelos sagrados símbolos do triângulo e da cruz, eu (dizer seu nome), nascido(a) no dia (data de nascimento),protegido(a) por Sta Sara, peço ao povo cigano, (mentalizar a energia que o acompanha), que traga para mim (pedidos, nunca pessoas), em nome de Sta Sara e do Mestre dos Mestres, Jesus, o Cristo. Que assim seja para todo o sempre!

 No Brasil, no Rio de J aneiro existe um altar muito lindo dentro de uma caverna, da qual todos os dias 24 dos meses, todos os ciganos costumam se reunirem. Fica no posto 07, na Praia de Copacabana, próximo ao Arpoador. Na última vez da qual eu fui, tive o imenso prazer de conhecer pessoalmente a Mirian Stecon, grande representante

dessa nossa cultura e que pessoa tão humilde e agradável!

CIGANOS E A UMBANDA

As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos.
Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza. Deus então, preocupado em atendê-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselhá-las para o bem.
É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua…”
É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos. Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.
Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.
Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultuá-lo no altar normal. Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferência do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce. E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.
Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e levá-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.
Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais. Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.
Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wladimir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Ilarin, Sarita e muitas outras também. É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.
Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento. Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.
Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas. Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.
Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.
Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Gua
Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da Umbanda, e “carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um segmento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.
Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço. O povo cigano designado ao encarne na Terra, através dos tempos e de todo o trabalho desenvolvido até então, conseguiu conquistar um lugar de razoável importância dentro deste contexto espiritual, tendo muitos deles alçado a graça de seguirem para outros espaços de maior evolução espiritual, juntamente com outros grupos de espíritos, também de longa data de reencarnações repetidas na Terra e de grande contribuição, caridade e aprendizado no plano imaterial.
A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam fazê-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações

OFERENDA AO POVO CIGANO

OFEREÇA FRUTAS DAMASCO MORANGO UVAS PÊSSEGO MAÇA TUDO PICADO MENOS AS UVAS, TUDO DENTRO DE UMA TERRINA BRANCA COM BASTANTE GROSELHA CUBRA COM PÉTALAS DE ROSAS VERMELHA AMARELA E BRANCA.FORRE UM TECIDO FLORIDO NO CHÃO DA SUA PREFERENCIA E DISTRIBUA DOCES SÍRIO E MOEDAS DE CHOCOLATE.COLOQUE VINHO TINTO PARA AS CIGANAS ,E UMA BEBIDA QUENTE E FORTE PARA OS CIGANOS A BASE DE GENGIBRE,SUCO DE UVA NATURAL PARA AS CRIANÇAS CIGANAS E CHÁ DE GENGIBRE COM CANELA E NOSNOSCADA PARA AS CHUVANIS.ACENDA VELA BRANCA AZUL CLARO ROSA E VERMELHA E INCENSO DE JASMIM ,SANDALO E CRAVO.ASSIM VC AGRADA GREGOS E TROIANOS,POIS TUDO PARA NÓS NÃO SE FAZ NADA SEM PRIMEIRO AGRADAR OS MAIS VELHOS NOSSO ESCUDO E FORTALEZA DE ENSINO E AS CRIANÇAS CIGANAS DONA DAS GERAÇÕES SEGUINTES.ESPERO QUE EU TENHA AJUDADO.PODE COLOCAR NA MESA DA SUA SALA E FAZER O CONVITE PARA TODOS,QUANDO AS VELAS TERMINAREM TODA A FAMÍLIA COME E BEBE DA OFERENDA JUNTAMENTE COM PÃO QUE TAMBÉM É COLOCADO NA MESA NUM PIRES FORRADO DE ARROZ PARA SANTA SARA.


CARTAS DO TAROT

 

Jamais conseguimos ver além das escolhas que não entendemos.

O tarô é um instrumento de orientação e
previsão e nos auxilia a tomar decisões importantes na vida. Através dele é possível entender o
presente e planejar o futuro. Nascemos para sermos felizes e nem sempre as nossas escolhas nos conduzem aquilo que é melhor para nós. O tarô nos ajuda a encontrar o melhor caminho.
Como alguém se torna tarólogo? Começa pelo interesse despertado pelo ocultismo; então se escolhe um professor e partindo de informações básicas, amplia-se e se  aprofunda a pesquisa, sempre seguida pela prática. A manipulação das cartas e a compreensão tanto dos significados quanto das relações acompanha a teoria.

Uma consulta de Tarô deve ser fiel à mensagem das
cartas, mesmo que desagrade o consulente, que pode procurar o oráculo levado pela falsa idéia de que vai receber respostas prontas e milagrosas de acontecimentos futuros que solucionarão seus
problemas sem necessidade de reflexão ou esforço. A mágica acontece quando o consulente abre alma e mente para o que se revela a ele, mensagem única e especial que pode levá-lo a uma mudança interna que lhe proporcionará tanto uma nova percepção de vida quanto um ânimo diferente para fazer as transformações necessárias para uma existência mais plena.
Um dos desafios do tarólogo  é evitar conselhos, porque isto é competência de padres e pastores, ou resolver o problema do cliente, tendo claro os limites éticos e resistir ao poder que lhe é dado pelo próprio consulente. A visão do oráculo como algo
mágico, privilégio de poucos, pode diminuí-lo.
Limitar-se à previsão, jogando cartas com o cósmico, empobrece a leitura, mas é demanda compreensível numa época em que tristeza é confundida com depressão, esculpe-se o corpo esquecendo-se do espírito, e ter é mais importante que ser. A era da informação rápida que atropela a reflexão, da imagem que sobressai a emoções
e sentimentos, reflete-se e interfere na prática do Tarô.


Tarólogo:
Profissão ou missão?
 

É muito comum que aqueles que se interessem por desenvolver o tarot  acabem por ser solicitados ou mesmo que se auto-motivem a usar as cartas para outros. Basta alguém saber que você está
lendo ou estudando o tarot experimentalmente que logo surgem os primeiros interessados em conhecer as suas habilidades. Isso é natural e muito útil, pois pode auxiliar o leitor a treinar a sua intuição, bem como os seus conhecimentos sobre tarologia. Com a prática, e alguma auto-observação, o estudante perceberá que as mensagens lidas para outros servem, e muito, para o seu próprio crescimento interior, além de que ele mesmo possui uma peculiaridade no modo de ler, que consegue obter uma informação com mais precisão do que as outras, ou ainda, que sua leitura possui um viés próprio, uma assinatura. A prática mostrará a ele se sua leitura é mais analítica (baseada totalmente no conteúdo teórico de tudo o que você leu ou estudou e na sua habilidade mental  para reuni-las na leitura), intuitiva (quando a sua intuição der saltos inexplicáveis e precisos, muito além daquilo que foi lido ou estudado por você), psíquica (quando imagens mentais – vidência – afloram com o auxílio dos arcanos, apesar de haver pouca ou nenhuma formação teórica), ou mais sensitiva (quando a inspiração
combina conhecimento do tarot com a capacidade de captar mensagens do inconsciente de quem se consulta). Com o tempo essa assinatura aliada a sua habilidade psíquica mais desenvolvida o caracterizará como tarólogo e o auxiliara a formar o seu público.
Para algumas pessoas esse público crescerá de tal modo que
viver desse trabalho, ou tê-lo como complemento de uma renda,
será a conseqüência natural desse processo.  O que vemos até aqui é o desabrochar de uma missão!
Palavra que parece boba, fora de moda neste mundo obcecado por
teorias, formatações e credenciais. A missão, contudo, não deveria ser encarada desse modo, ela é o encontro da consciência com o propósito intrínseco da alma. 
Cumprir uma missão independe de a relação com essa atividade ser profissional ou não! Alguém que vive uma missão cresce com o seu caminho, não o tem apenas como um meio de ganhar dinheiro, mas como uma forma de desenvolver sua espíritualidade, compreender a vida e dar a sua contribuição para ela. Viver ou não com exclusividade desse ofício
não importa, o que importa é realizá-lo com a máxima dedicação, como um sacerdócio, o que podera ou não incluir pagamento em dinheiro. Para os que cobram o dinheiro é uma forma de estabelecer uma troca por um tempo que foi dedicado. Para os que se recusam a cobrar, o pagamento é a troca humana e o alargamento da percepção de mundo que o tarot nos proporciona. Não existe de fato um modo correto ou errado de estabelecer essa relação com o tempo e o dinheiro, depende de uma série de fatores pessoais e intransferíveis, e cada um deve refletir sobre o seu próprio caso.

 

O PERIGO

Para quem fez alguns cursos, com aqueles que lhe apontaram como os “melhores” professares, com certificado e tudo o mais, e leu os melhores livros e participou dos melhores seminários… Bem, para esses parece mais do que claro que estão prontos para se
tornar profissionais, abrir suas tendinhas e colocar em prática
tudo o que estudaram e que, inclusive, pagaram para isso, com a
melhor das intenções, é claro!
O problema desse tipo de leitor é que ele se esqueceu de que um tarólogo não é apenas um interpretador de símbolos, mas que é, sobretudo, um espiritualista, que por definição é alguém que tenta fluir com a existência observando os sinais da vida, sacando o que lhe é requisitado para que ele cumpra o seu papel na grande dança cósmica ao invés de se impor, muitas vezes por puro capricho do ego, ou como uma válvula de escape dos próprios problemas.
Como disse Santo Agostinho:
Misticismo é o conhecimento de Deus pela própria experiência
.
Esse é o tipo que se pergunta primeiro se o “mercado” é favorável, se dá para viver disso, e se não der, logo se perguntará como otimizar essa possibilidade. Alguns acabam virando mercadores que muito rapidamente passam a classificar e pasteurizar o seu produto para melhor comercializá-lo, que lutam por um curso credenciado de tarot, garantindo sempre que é para melhor servir os que se interessam em consultá-lo ou estudá-lo, ou que é uma forma de respeitar e proteger esse belo manancial do conhecimento humano… Isso lembrou alguém?…
É, tá cheio disso não é mesmo? Não significa ser contra a profissionalização, mas a favor da liberdade de descoberta pessoal que a prática tarológica proporciona.


COMO TARÓLOGA….

Muitas pessoas acreditam que para se ler tarô, a pessoa tem de ter
obrigatoriamente algum talento especial. Os mais formais se referem a este talento como intuição, ou, os mais esotéricos
chamam de sexto sentido, ou mediunidade. Percebo que esta é
uma dúvida das pessoas e constantemente sou perguntado sobre
isto, tanto na minha experiência pessoal (como alguém que lê tarô), quanto nas aulas e cursos que ministro.
De forma alguma descarto a possibilidade de que muitas pessoas trabalhem com base em sua intuição. Afinal, esta é, sem
sombra de dúvidas, uma possibilidade, pois todo ser humano, em
menor ou maior grau, conta com este recurso. Logo, este pode ser um “jeito”, justo e legítimo, de se ler o tarô.
Ainda assim não creio que seja a única forma. Acredito que
haja muitos e muitos jeitos de se ler tarô. Por exemplo, uma
pessoa que em seu dia-a-dia é mais racional pode ler as cartas
de forma muito similar a sua postura cotidiana. Ou seja, sua leitura também pode ser mais racional, mais reflexiva, embasada
naquilo que ela já leu e conhece sobre o assunto.
Um outro exemplo é o de uma pessoa mais sensível e que, ao ler
as cartas, percebe algo em si própria ou naquele jogo. Pode
ser frio, calor, algo bom, algo ruim, alguma parte de seu corpo, ou
mesmo uma sensação ligada aos arcanos que aparecem num
determinado jogo. Para alguns isso pode parecer com uma manifestação intuitiva, mas existe uma diferença, pois na intuição
existe algo que se projeta para fora, algo que eu experimento, mas
que não diz exclusivamente de mim, mas sim do meu externo.
Neste caso que destaco a pessoa percebe, nela própria algo, ou
seja sua experiência diz algo acerca dela mesma e de suas
sensações. Isto, por vezes pode ter sentido em alguns atendimentos.
Esses são só alguns poucos exemplos de que existem muitas formas de se encarar o tarô e, além disso, de como encarar a si próprio diante do tarô.
Afinal, existem muitos livros sobre a origem do tarô, sua
história e trajetória e muitas e muitas visões sobre cada um de seus arcanos, mas ainda vivemos um grande vazio quando colocados a nos questionar sobre o nosso papel diante das
cartas.
Neste caso, não existe uma cartilha, que trate como devemos nos orientar diante do tarô. Logo o caminho de cada um deve ser construído passo a passo e em sintonia com o seu desenvolvimento interno. Ou seja, o tarólogo se faz ao unir as
suas experiências, com aquilo que existe de seu. E, sendo assim
devemos perceber que somos dotados de múltiplo recursos
pessoais, inerentes a nós seres humanos. A conhecida frase de
Terêncio nos lembra disso:

“Eu sou homem e nada que é do humano me é estranho”.
Ou seja, podemos contar com nossa intuição, assim como
podemos contar com nossa razão, nossos sentimentos, nossas
sensações, ou qualquer outro recurso que se manifeste
durante uma leitura de tarô.
Não devemos ficar apegados a um único caminho, ou a uma fórmula mágica.
Até porque o tarô é uma complexo instrumento de
auto-conhecimento e este vai nos exigir de forma ampla e complexa. O tarô, para ser bem lido, vai precisar de alguém
preparado para enxergar suas nuances, seus detalhes mais sutis,
aquilo que existe de único e singular quando aquelas
determinadas cartas se encontram em suas específicas
posições.
Percebo que nenhum de nós deve ficar apoiado somente numa única forma de ler tarô.
Devemos nos olhar de forma tão complexa e tão irrestrita quanto as próprias cartas. Devemos reconhecer nossas mais vastas possibilidades e entender que esta, afinal de contas, é a nossa maior riqueza e grandeza.


O TARÔ E O TARÓLOGO

O tarô é conhecido como o espelho do inconsciente, pois
revela a nossa realidade interior através de seus arquétipos
e simbolismos. É o revelar de um novo caminho ou uma nova
postura diante dos objetivo que nos propomos a seguir. Seu efeito
espelho permite uma dinâmica entre os símbolos e o
inconsciente do consulente permitindo o que Carl Jung chama de
“Principio de conexão não-causal” que liga a psiquê do indivíduo ao mundo material formando uma só energia em duas distintas partes. Segundo o site Tarô e Simbolismo a leitura de Tarô é somente a ponta do iceberg, o seu uso é infinito nos permitindo o desenvolvimento espiritual, auto conhecimento, equilíbrio (…) O Tarot nos fornece essas indicações, porque nos mostra novas perspectivas e enxergar além do problema”.
O responsável em levar toda bagagem racional e espiritual para o
indivíduo que se dispõe a procurar o tarô como forma de se libertar da crise existencial é o tarólogo, ou seja, uma pessoa que com seu dom e dedicação faz da tarologia uma profissão que ajuda as pessoas a trabalharem o seu inconsciente induzindo-a a organizar o que há de melhor dentro de seu espírito abalado, fazendo com que as pessoas melhorem no presente o passado que ficou e organize seu futuro melhor do que o presente que está passando. O estudo do tarô é uma ferramenta que, bem usada, liberta o homem do medo e da ignorância.
Segundo Luiz Costa sobre o estudo do tarô, “Desde seu uso junto às artes divinatórias até o uso pessoal voltado para o auto conhecimento seu estudo, levado com seriedade e honestidade de propósitos, vem abrindo a mente humana e reaproximando o homem de sua Divina Fonte”.

O tarólogo é aquele que, em seus estudos, observa
os símbolos contidos nas cartas e a história que cada
uma conta, sua mente deve estar aberta e livre de tendências externas que determinam e direcionam sua interpretação.
Por isso o tarô deve ser visto como um mapa, um guia que nos  leva a algum lugar onde queríamos chegar, mas não
tínhamos condições sozinhos.
Segundo Sallie  Nichols na obra Jung e o Tarô,
“A projeção do nosso mundo interior no exterior não é coisa que fazemos de propósito. É simplesmente a maneira como funciona a psique. Em realidade, a projeção acontece de forma tão contínua e inconsciente que  costumamos não dar tento de que ela está acontecendo.
Não obstante, tais projeções são instrumentos úteis à conquista do auto conhecimento.
Contemplando as imagens que atiramos na realidade exterior, como reflexos de espelho da realidade interior, chegamos a conhecer-nos”.

Desta forma o tarólogo sério buscará ser um eterno estudioso ira deslumbrar junto ao seu consulente o que existe em sua psique e buscará sem interferir em seu livre arbítrio orientá-lo dentro da ética.
Ser tarólogo além de profissão séria é uma opção de vida, pois a pessoa que aceita esta missão guarda a chave do destino de seu consulente e só a entrega, quando este se dispõe a abrir o portal que o leva a enxergar novos horizontes.


CUIDADOS NO ATENDIMENTO

Procure sempre manter uma atitude ética e coerente, pois isto é
muito importante para quem pretende trabalhar numa área tão
polêmica e ao mesmo tempo fascinante. Trabalhar com tarot não
é apenas conhecer o simbolismo das cartas e sim mexer com o
imaginário e com as esperanças das pessoas.
Não podemos esquecer nunca de que estamos lidando com os sentimentos humanos e com pessoas que podem estar passando por algum tipo de angústia ou ansiedade e buscam uma saída. Mesmo quando a pergunta gira em torno de um possível amor ou sobre a realização de um sonho, a busca é pela confirmação do seu desejo ou por uma solução mágica que leve à resposta esperada. Este é um momento delicado, principalmente se o que as cartas indicam não é o que o cliente espera.
O cuidado na resposta é muito importante; manter uma atitude
neutra, ficar atento com promessas ou dramatizações, pois a pessoa não ouve o que você fala de forma objetiva e sim de um modo emocional. Isto pode levar a uma escuta que é parcial, chegando a distorcer o significado para se aproximar do que
deseja. Assim, é importante escutar com carinho e atenção
e cuidar muito da forma como fala e o que diz.
A humildade e a consciência são os melhores companheiros do tarólogo.
Por vezes podemos ficar excessivamente orgulhosos de nossos acertos nas previsões e corremos o risco de nos tornarmos arrogantes.
É este o momento de ficarmos tentados a falar demais ou sem
cuidados e isto pode trazer problemas.
Sempre é bom lembrarmos que todos os arcanos têm uma interpretação positiva e uma negativa, mesmo que uma prevaleça na maior parte dos casos. Também faz parte dos nossos desafios saber que tudo o que o tarot traz está sujeito a mudanças, seja a partir de uma reavaliação do cliente, seja por fatores inesperados, o que é marcado por cartas como a Torre e a Roda da Fortuna. Além disso, sempre existem outras possibilidades que não foram levantadas pelo paciente e que se encaixam nos significados das casas da mandala astrológica, se este for o jogo usado. É aí que entra a humildade:  podemos conhecer muito sobre o tarot, mas existem coisas que são trazidas pelo momento de vida e muitas vezes estão escondidas, pois não podem ser mudadas. O destino é soberano e nós só podemos ajudar a revelar se houver a possibilidade do livre arbítrio.
Apesar disso, acredito que vale a pena o desafio de ser tarólogo e descobrir muito sobre a vida, seus ritmos, suas restrições e os nossos limites, pois não passamos de instrumentos do destino.


O imaginário Tarô Cigano

Antes de os ciganos começarem a instalar seus acampamentos pelo centro-oeste da Europa, em meados do século XV, nobres e ricos de origem italiana e francesa já encomendavam aos artistas de seu tempo, a peso de ouro, coleções das 78 cartas, que
hoje conhecemos por Tarô.
Os ciganos, porém, associaram seu nome às cartas de jogar. A razão para isso é as mulheres ciganas incluírem entre suas
habilidades a leitura de sorte, em especial a quiromancia,
a predição pelas linhas das mãos. Para o nômade, que carrega poucos pertences, é um recurso prático: não exige instrumentos especiais nem providências complicadas.
Basta a palma da mão do consulente.
À medida que se desenvolveram as técnicas de impressão dos baralhos, os jogos se tornaram mais acessíveis e muitos ciganos passaram a utilizar as cartas para ler a sorte, já que são pequenas e simples de manejar.
Não existem indícios históricos que indiquem os ciganos como autores do baralho. Entre suas habilidades mais notáveis não se incluíam as artes plásticas nem a escrita e, muito menos, as técnicas de impressão em papel. No entanto, cabem eles muito bem como personagens dos trunfos.
A figura do cigano, no cenário europeu do século XVI, pode ser mesclado à dos peregrinos, monges-viajantes, ambulantes, andarilhos e nômades. Espíritos inquietos, aventureiros, que não conseguem permanecer em suas comunidades de origens. Cabem todos eles, muito bem, como representantes do arcano sem número (0 ou 22), Le Fol.

Louco e o Mago
podem perfeitamente representar dois momentos do andarilho ou nômade,
monge ou cigano. Na estrada: trouxa sobre os ombros. Nas feiras ou nas ruas montam o espaço de encenação, uma combinação fascinante de habilidades e manobras ocultas. É o mágico, hábil, astuto, enganador e
muitas vezes trapaceiro.
São os saltimbancos, prestidigitadores, artistas, andarilhos e nômades de todas as espécies, a circularem de vila em vila, levando as novidades,
sempre inventando artifícios para garantir a sobrevivência.
Entre eles, os ciganos.
Mesmo pesquisando com toda paciência os livros disponíveis e a
Internet não encontraremos exemplares históricos de baralhos que pudessem ter sido criados ou impressos por ciganos.
A quase totalidade dos anúncios que vemos hoje nos sites e
folhetos sobre tiragens e baralhos ciganos, utilizam na verdade as 36
cartas do Tarot Petit Lenormand, uma simplificação que a cartomante francesa mandou redesenhar de apenas parte dos arcanos menores originais.

Apenas nas últimas décadas foram criados baralhos intitulados
“ciganos”, que consistem, em sua quase totalidade, no redesenho
de imagens para as 36 cartas do Petit Lenormand

 


Baralho russo Baralho norte-americano
Baralho brasileiro

Na profusão de baralhos inventados e reinventados nas últimas
décadas, os temas ciganos são mais raros na Europa e um
pouco mais comuns nas Américas. No entanto, boa parte das
edições são regionais, modestas, difíceis de serem levantadas, mesmo com a ajuda da Internet.
Apenas um tarô europeu, redesenhado com motivos ciganos, foi bem divulgado: Zigeuner Tarot ou Gipsy Tarot Tsigane,
de Walter Wegmüller. Ele deixou para trás as reduções
de Lenormand e reproduziu o tarô completo, com os 22 arcanos
maiores e os 56 menores, como se mostra abaixo.

Na profusão de baralhos inventados e reinventados nas últimas décadas, os temas ciganos são mais raros na Europa e um pouco mais comuns nas Américas. No entanto, boa parte das edições são regionais, modestas, difíceis de serem levantadas, mesmo com a ajuda da Internet.

Cartas do pintor boêmio Walter Wegmüller, executadas entre 1968 e 1974.
O autor do desenho mantém o layout do baralho
europeu, próximo ao de Oswald Wirth, como fica evidente nos exemplos acima.

 

No caso dos arcanos menores o pintor recria as cartas de modo mais pessoal, em particular no caso das cartas numeradas de 2 a 5, que foram
suprimidas no Petit Lenormand.

 

Esta resenha tratou apenas da questão do baralho, que se tornou um instrumento, um suporte para os sensitivos e videntes exercerem seus dons. Existem por certo inúmeros relatos dignos de nota sobre
cartomantes – ciganas e não-ciganas -que, na falta de tarôs mais caros, utilizavam e continuam a
utilizar as simples cartas do baralho comum. Manifestam talentos que não dependem necessariamente do tarô.

 

 

TARÔ LENORMAND

Mademoiselle Marie-Anne-Adelaïde LeNormand ou Mlle.
Lenormand
, foi uma cartomante francesa, de grande
renome, que também exercia, além de outras artes
divinatórias, a quiromancia.

 

Teve entre suas clientes Josefina de
Beauharnais, esposa de Napoleão Bonaparte. Ela teria
previsto, segundo a aura de magia que cerca seu nome, a ascensão
e queda do imperador Napoleão, os segredos da imperatriz
Josefina e o destino de muitos notáveis de seu
tempo.
Lenormand nasceu em Alençon, na Normandia,
segundo ela no dia 27 de maio de 1772, embora os documentos
originais indiquem 16 de setembro de 1768. Perdeu seu pai quando
tinha apenas um ano de idade e, a seguir, sua mãe, aos 5
anos. Foi enviada a um convento, de onde surgem os primeiros
relatos de seus dons de clarividência.
Estabeleceu
residência, em Paris, no turbulento período que se
seguiu à Revolução Francesa e, nessa cidade,
consolidou sua fama de advinha, de leitora da sorte. 

 

 

 

 

 

Mademoiselle Lenormand, retratada
durante sua prisão em Bruxelas 

 

Em 1807, Mlle. Lenormand leu as mãos de
Napoleão e descobriu sua intenção de se
divorciar de Josefina. Para afastá-la de cena, ele a mandou
à prisão, em 11 de dezembro de 1809, onde a vidente
permaneceu durante doze dias, enquanto ele providenciava o
divórcio. Esse fato foi o verdadeiro lançamento de
sua carreira e ela se tornou a cartomante mais popular de sua
época.
Ativa e desembaraçada, escreveu perto de
trinta livros, que continuam inéditos até hoje.
As
informações sobre elas são por vezes
contraditórias. É tida como boa estimuladora de
outras cartomantes, mais ou menos famosas. Por outro lado, alguns
de seus detratores, entre os quais se encontram jornalistas
contemporâneos, sustentam que sua lista de clientes
eminentes era fruto da fantasia da “Sibila de Alençon”
e que suas pretensas profecias eram sempre post-factum… 

 

Em 25 de junho de 1843, aos 74 anos de idade, foi enterrada em Paris, no cemitério Père Lachaise. Alguns críticos disseram que seu maior dom era a habilidade de amealhar riquezas. De fato, por ocasião
de sua morte, deixou uma grande soma de dinheiro.

O Pequeno Lenormand

O baralho da “Sibila de Alençon” foi inicialmente publicado em 1828 e compreendia 52 cartas, as mesmas do baralho comum. Esse conjunto foi
redesenhado e reduzido a 36 cartas por volta de 1840, presumivelmente pela própria Mlle. Lenormand, à cargo da casa impressora Grimaud.
O conjunto menor, de 36 cartas, ficou conhecido como o Pequeno Lenormand.
Esse “tarot”, na verdade, consiste de uma utilização
parcial de 9 cartas de cada um dos quatro naipes do baralho comum, num total de 36 cartas. Ela utiliza apenas o Ás e as cartas numeradas de 6 a 10 e, no caso das figuras, deixa o Cavaleiro de lado, como acontece, em alguns casos, com as cartas de jogar
utilizadas na França nos últimos três séculos.



As cartas são numeradas de 1 a 36, numa ordem própria que não segue nem o critério de naipes nem o da numeração habitual das cartas de jogar 

 

 

Como já acontecia com o baralho de Etteila, outro famoso cartomente francês, anterior a Mlle. Lenormand, são adicionadas gravuras diversas às cartas numeradas. Trata-se de um recurso que, para a cartomancia popular, facilita a atribuição de significados práticos às cartas. Tal medida, se por um lado dá maior proximidade ao leitor, por outro, delimita e reduz drasticamente sua amplitude simbólica.

A popularidade do baralho Lenormand, estimulou incontáveis cópias e imitações por toda Europa e até hoje é  redesenhado.

 

 

 

 

 

O Grande Lenormand

 

O baralho mais antigo com o nome de Mlle. Lenormand é o “La Sybille des Salons”, com 52 cartas, cada uma delas mostrando um personagem
diferente.

A primeira edição, de 1828,
destinada à cartomancia, tem cartas do tipo “a
conversa”, “a viagem”, “o casamento”, num
estilo que lembra as modernas histórias em
quadrinho.
Trata-se de um gênero de jogo popular bastante
difundido na França, Inglaterra e Alemanha a partir dos
anos 1700. 

 

 

 

“A Sibila”
foi logo redesenhada pelo célebre ilustrador Grandville, Gérard Jean Ignace Isidore, e publicada com mesmo título, por volta de 1840, pela impressora parisiense Grimaud.
As 52 cartas desse jogo correspondem ao baralho comum, com 13 cartas para cada naipe. Como acontece com o “Pequeno Lenormand”, estão
incluídas apenas três figuras – Valete, Rainha e Rei –
sem o Cavaleiro do Tarô Clássico.
Esse baralho tem sido imitado por inúmeras casas impressoras até os dias hoje. Uma de suas versões é a do Tarô Astro-mitológico e numerológico, que muito
provavelmente não foi desenhado pela famosa leitora de sorte, Mlle. Lenormand.

As ilustrações têm cinco partes.No alto da carta está traçada uma
constelação e, sob ela, sua representação simbólica. Na parte de baixo, aparecem três miniaturas que falam de outros significados da carta. 

 

 

 

 

 

Algumas versões apresentam 54 cartas, ou seja, duas a mais que as do baralho comum, para
representarem a consulente feminina e o consulente masculino.

 

Significados das Cartas doBaralho Cigano

O Baralho Cigano foi elaborado pelos ciganos com
base no oráculo mais conhecido e difundido no mundo: o Tarô.
Supõe-se que os ciganos até chegaram a usar as 78
lâminas do Tarô, porém, sentiram a necessidade de
terem um oráculo próprio e resolveram adaptar as 78
lâminas em 36, surgindo assim, o Baralho Cigano.
Acredito que a necessidade de se ter um oráculo próprio veio da natureza dos ciganos, que só usavam o que era deles e recusavam tudo o que fosse dos “Gadjos” (não-ciganos), pois não queriam ficar presos às idéias e símbolos que não pertenciam à sua cultura e cotidiano. Sendo assim, eles transformaram os desenhos, mudaram os significados do tarô original e puderam trabalhar com um instrumento próprio.
Encontramos, basicamente, no Baralho Cigano símbolos que falam só da vida ao ar livre, a
natureza, rios, árvores, animais, que são sempre
retratados porque fazem parte do dia a dia dos ciganos.
Na aioria das cenas retratadas nas lâminas, vemos a necessidade que esse povo tem de liberdade e da vida em constante contato com a natureza.
Faz parte da tradição cigana a prática da adivinhação pelas mulheres, porém, elas possuem dois tipos de cartas: uma para o uso restrito ao grupo
cigano, e outro para fazer adivinhação à
comunidade.

 

1 – O Cavaleiro / O Mensageiro

Realização, concretização de um projeto, recado, carta, aviso de boas notícias. Ou mesmo o aparecimento de alguém trazendo boas notícias.
Em geral a carta simboliza notícias, mas se a carta sair perto de uma ou mais cartas negativas, avisa que as notícias não são boas.
Carta Positiva

 

 

 

2 – O Trevo / Os Obstáculos

Indica situações confusas ou de conflito. Mostra obstáculos no caminho.
Caso esta carta saia perto de uma carta positiva, sinal de que o obstáculo não é tão forte.
Carta Negativa

 

 

 

3 – O Navio / O Mar

Representa mudanças para melhor.
Significa boa saúde e viagem.
Esta carta é revolucionária, mostra mudança positiva a curto prazo.
Possibilidade de aumento de salário ou promoções.
Carta Positiva

 

 

4 – A Casa / O Equilíbrio

Representa a harmonia interior, traz boas novas em
assuntos familiares. Reuniões de algum modo religiosas, do tipo batizado, casamento, etc.
Indica também a possibilidade de mudança de endereço ou de emprego.
Carta Positiva

 

 

5 – A Árvore

Representa a família, aproximação de alguém que se encontra distante, notícias de entes queridos que se encontram afastados.
Significa também compartilhar momentos agradáveis junto dos familiares, bem como da pessoa amada.
Na parte amorosa indica boas intenções.
Carta Positiva

 

 

 

6 – As Nuvens / Os Ventos

Significa mente confusa, turbulência nos
pensamentos.
Avisa para tomar cuidado em tirar conclusões
precipitadas.
Cuidado com fofocas, principalmente com suas
palavras.
Carta negativa

 

 

 

7 – A Cobra / O Arco-Íris

Representa briga, desarmonia, confusão.
Pessoas de má fé ou mal-intencionadas.
Alerta para não confiar demais.
Carta negativa

 

 

 

8 – O Caixão / As Perdas

Final de um ciclo, mudança radical, doença,
tragédia.
Tristeza, dor, pânico, notícias de mau agouro.
Significa perda em todos os aspectos.
Carta negativa

 

 

 

9 – O Bouquet / A Chuva

Sentimentos verdadeiros, nascimento de
relacionamento.
Calma, paz, tranqüilidade, possibilidade de
gravidez.
Bons presságios, boas novas. Emprego novo,
ajustes financeiros.
Carta Positiva

 

 

 

10 – A Foice / As Transformações

Uma foice ceifando o trigo representa a destruição
do tempo, a morte. É a perda dolorosa no momento certo, o perigo, a transformação e o desprendimento. Traz ruptura e separação.
Carta Negativa.

 

 

11 – O Chicote / A Magia

Magia, transmutação positiva, resultado mudado por rumo de magia.
Sedução, carisma, transição material, positivismo, amizade sincera.
Benfeitorias espirituais, carmas realizados, paz
interior.
Carta Positiva

 

 

 

12 – Os Pássaros / As Corujas /As Alegrias

Romantismo, namoro, paquera, afetividade
sincera.
Esta carta resume o sentimento apaixonado, tanto pela vida como pelo momento de viver. Início de namoro, ou firmamento de compromisso afetivo.
Carta Positiva

 

 

 

13 – A Criança

Aprendizado, vivenciando novas
experiências.
Sinceridade, realidade, sabedoria, momentos
felizes.
Carta Positiva

 

 

 

14 – A Raposa / As Armadilhas

Cuidado com pessoas falsas, com
armações.
Mantenha-se atento a tudo e a todos a sua
volta. Cuidado no trabalho.
Carta Negativa

 

15 -O Urso / As Falsidades

Representa o amigo “urso”, aquele que nos é
íntimo e que usa deste contato para nos atrapalhar a
vida.
Olho gordo, mau pressagio, inveja, injúria, simboliza
todas as pessoas negativas que estão a nossa volta.
Carta Negativa

 

 

16 -As Estrelas / A Sorte

Esperança em todos os aspectos, alegria e
realizações. Representa um presente ou uma surpresa agradável. Renovação de sentimentos.
Esta carta tem o poder de alterar a vibração de cartas negativas.
Carta Positiva

 

 

 

17 – A Cegonha / As Novidades

Representa oportunidades boas que irão
surgir. Significa segurança, início de um novo
caminho.
Ressalta o fato de que devemos viver um dia de cada
vez.
Carta Positiva

 

 

18 – O Cão / O Aliado

Representa confiança, amizade sincera,
carinho, afeto.
Protetor, pode ser material ou espiritual,
equilíbrio, harmonia. Favorece tranqüilidade nos
relacionamentos.
Carta Positiva

 

 

 

19 – A Torre / A Espiritualidade

Significa as coisas que fazem parte do nosso
Eu.
Proteção do plano maior, mudanças
positivas.
Alerta para que não percamos tempo tentando
obter resposta no mundo material.
Carta Positiva

 

 

 

20 – As Ervas

Representa resultado positivo em tudo que depender
de nossa vontade.
Vida Longa, e um alerta especial “Tudo que
plantamos em nosso jardim será colhido”.
Carta Positiva

 

 

 

21 – A montanha / Os Obstáculos / As Pedras

Justiça absoluta, independente de quaisquer
interesses individuais.
A Justiça divina permanece sempre.
Papéis importantes, documentos ou
procurações.
Carta Positiva

 

 

 

22 – Os Caminhos

Mudança de caminho, nosso caminho, nossa
estrada.
Significa também encontros românticos,
passeios e viagem curta.
Sedução, paixão momentânea.
Carta Positiva

 

 

 

23 – O Rato / Os Desgastes

Significa, perda (em todos os aspectos).
Alerta, cuidado com roubo.
Traz sempre chateações e influênciasespirituais negativas.
Carta Negativa

 

 

 

24 – O Coração / Os Sentimentos

Significa a explosão dos sentimentos.
Amor eterno, emoções profundas, emoções em
alta.
Amor verdadeiro, traz revelação de um amor
puro.
Carta Positiva

 

25 – As Alianças

Simboliza um noivado ou casamento, ou até
mesmo duas idéias que se unem para concretizar algum objetivo.
Significa também união profissional (algum
tipo de sociedade).
Carta Positiva

 

 

 

26 – Os Livros

Significa conhecimento, estudo, inteligência,
sabedoria.
Local de estudo, concretização de
idéias.
Contato com médico ou advogado (Assinatura
de papéis importantes, ou resolução de processos
judiciários).
Carta Positiva

 

 

 

27 – A Carta / O aviso

Significa o momento presente.
Quando esta carta sai irradia uma energia sobre as cartas a sua volta.
Representa cuidado, fique atento, observe melhor a sua volta.
Carta Positiva

 

 

 

28 – O Cigano

Representa a figura masculina, pode ser pai,
filho, marido, chefe, companheiro, amigo, paquera…. e até mesmo o companheiro ideal.
Serve pra mostrar o que acontece ao seu
redor, uma coisa que afeta você diretamente.
Significa também alma gêmea, amor completo..
Carta Positiva

 

 

 

29 – A Cigana

Representa a figura feminina, pode ser mãe,
filha, esposa, patroa, amiga, paquera…e até mesmo a
companheira ideal.
Serve pra mostrar o que acontece ao seu redor,
uma coisa que afeta você diretamente.
Significa também alma gêmea, amor completo (energia Positiva).
Carta Positiva

 

 

30 – Os Lírios / Os Rios

Representa Paz, de natureza muito profunda. Viagem
inesperada.
Alguém chegando de viagem, ou viagem de negócios. Esta carta traz muita energia positiva; traz também gravidez.
Carta Positiva

 

 

 

31 – O Sol

Reencontro de antigos afetos..
Expansão de negócios, criatividade em alta.
Traz luz própria e tem o poder de anular cartas negativas a seu redor.
Carta Positiva

 

 

 

32 – A Lua / As Honrarias

Energia magnética muito
poderosa.
Influência do plano astral. Traz com ela o
reconhecimento, vitória, valor reconhecido.
Compensação de todos os esforços.
Carta Positiva

 

 

 

33 – A Chave / As Soluções

Energia Positiva, resoluções de
dúvidas.
Alerta para nos empenharmos em resolver
problemas.
Ressalta, sobretudo, que não adianta chorar pelo
leite derramado.
Recomenda precaução.
Carta Positiva

 

 

 

34 – O Peixe / A Matéria

Conquistas materiais; bom desempenho
profissional.
Recebimento de herança, ou ganho de dinheiro
em jogos.
Representa também dinheiro.
Carta Positiva

 

 

 

35 – A Ancora / A Segurança

Segurança material e financeira. Na figura,
vemos uma âncora, amarrada numa corda, transmitindo-nos idéias de algo sólido, firme, seguro, estável.
Representa confiança, crença e fé. Significa viagem
segura.
Carta Positiva

 

 

 

36 – A Cruz / As Vitórias

Simboliza a vitória em todos os sentidos,
não importando os obstáculos que estejam em seu
caminho. A cruz é poder.
Perto da carta que representa você, é sinal de vitória e proteção em todos os setores; longe, indica que energias negativas estão tentando influenciar sua vida. Carta Positiva.

Algumas
sugestões e cuidados iniciais


Utilizar as cartas do
Tarô em consultas para si próprio ou com amigos
significa, antes de mais nada, um exercício prático
para desenvolver o pensamento simbólico, a arte de estabelecer
analogias.

 



 

No entanto, para o iniciante, o ato de
“consultar o Tarô” é a parte que envolve o
maior número de distorções e de
incompreensões que, de modo geral, obscurecem as mensagens
simbólicas das lâminas. Os preconceitos e
superstições, os rituais e formalismos gratuitos, as
apreensões muitas vezes propaladas por aproveitadores,
acabam por confundir aquilo que, na origem, era leve, lúdico
e estimulante.
O Tarô, ao invés de gerar temor,
pode se tornar, para cada um de nós, fonte de inspiração
e de nova compreensão das leis que regem o universo e dos
caminhos evolutivos. Ele é, por isso mesmo, um instrumento
de ajuda e não de vaticínios alarmantes.
O
conjunto das lâminas pode ser utilizado, não só
para prognósticos, mas também como recurso
terapêutico e de apoio ao desenvolvimento interior.

 

 

 

As
imagens lunares e de evocação
psíquica
podem dar certo encanto misterioso ao Tarô, mas também,
em alguns casos, o aprisionam em estereótipos.

 


 

 

 

A
atitude básica

O iniciante, para ficar mais à vontade e
melhor usufruir os benefícios desse jogo secular, é bom
livrar-se, em primeiro lugar, de idéias preconcebidas ou
superstições: achar que precisa seguir ritos mágicos,
formalismos cerimoniais, ou que lidar com o Tarô é
assunto para vidente ou paranormal, ou então acreditar que
“ler as cartas” significa apenas prever acontecimentos penosos ou
sofridos para as outras pessoas.
Na verdade, seria melhor entender
as lâminas do Tarô como cartas de um velho sábio,
bom amigo, generoso e acolhedor, que nos oferece indicações,
sugestões e estímulos renovados para compreendermos
nossas vidas, refletirmos sobre as conseqüências de nossos
atos e elaborarmos prognósticos e cenários de futuro
que poderão nos ajudar a dirigir com maior eficácia
nossos empreendimentos na vida exterior e interior.
O ideal é
que as consultas sejam feitas com espírito aberto, com
naturalidade, dentro dos modelos espirituais e religiosos da pessoa.
Não precisamos adotar nenhum rito estranho ou nebuloso, nem
nos convertermos a qualquer seita exótica. O Tarô foi um
presente, sem sectarismo, de Escolas iniciáticas para ajudar e
não para complicar nossas vidas.
Se o consulente considera
importante um gesto de recolhimento antes de trabalhar com as cartas,
ótimo. Essa disposição será mais eficaz
se inspirada em seus próprios padrões religiosos ou
modelos espirituais. Não são as formalidades exteriores
que nos preparam, mas sim as disposições interiores.

 

 

 

Escolha
das técnicas de tiragem.

Existem dezenas e dezenas de modelos para consulta
às cartas do Tarô. Não há, porém,
uma técnica ou método de tiragem ideal. Varia com o
objetivo da leitura e com as preferências individuais. Muitas
vezes, modelos simples com três ou quatro cartas podem oferecer
maior clareza e objetividade que alguma técnica sofisticada
com muitas cartas.
A sugestão, para o iniciante, é
começar com os modelos mais simples e, com a prática,
repassar as técnicas mais complexas, que por vezes se apoiam
em outras linguagem simbólicas como é o caso, por
exemplo, da tiragem astrológica.

 

 

 

Três
regras de ouro

Madame Turpaud, autora de Le Tarot de
Marseille
, oferece muitas sugestões úteis para o
iniciante. Ela insiste para não permitirmos que formas rígidas
nos limitem. As tiragens devem ser flexíveis e, de
preferência, montadas de acordo com as questões e
diferentes aspectos que estivermos examinando. Desse modo, três
regras gerais podem nos propiciar uma leitura consistente do Tarô:

- estabelecer, antes de retirar cada lâmina
do maço, qual o sentido ou função que ela irá
ter no jogo;
2ª -
fazer uma “leitura literal” da lâmina, ou seja,
verbalizar simplesmente o que a carta está mostrando;

- buscar, à medida que for desvirando as
cartas, estar receptivo às impressões, idéias,
intuições e pensamentos fugidios que possam surgir, em
ressonância à função previamente atribuída
à carta.

 

Vamos
traduzir esses conselhos na prática:

1 – a função
da carta: sem complicações

O ideal é que o modelo de consulta siga a
“regra numero 1” da Madame Turpaud: atribuir préviamente,
a cada carta, qual o papel ou função que assumirá
na jogada. Se quisermos, por exemplo, compreender uma relação
pessoal, profissional ou afetiva, podemos pedir que se tire uma carta
para representar uma pessoa e, do mesmo modo, uma segunda carta para
representar a outra pessoa. Se o objetivo é conhecer os pontos
fortes e os pontos fracos da relação, pediremos uma
carta para explicar os pontos favoráveis, propícios, e
outra carta para dar conta dos pontos difíceis, que precisam
ser trabalhados. Nesse caso, as cartas serão retiradas do maço
para dar indicações sobre questões bem
definidas.

Muitas vezes a maior curiosidade é pela
previsão: saber no que vai dar a relação. Nesse
caso, se já tivermos feito sorteio de outras cartas, como no
exemplo que acabamos de propor, o consulente pode retirar mais uma
carta do maço para saber os prognósticos da relação.
Mais ainda, quando a atitude não é de fatalismo, mas
sim de trabalhar a situação, uma nova carta será
a mais importante: o conselho para lidar ou aprimorar a questão.

 

Se a pergunta estiver clara e se tirarmos uma
carta para estudar cada ângulo que julgarmos importante, meio
caminho de uma boa consulta já terá sido percorrido.

 

 

 

2 – leitura literal:
partir do que se sabe.

Uma dos defeitos que “matam” a leitura de uma
tiragem do Tarô é atribuir às cartas os
lugares-comuns do receituário popular, da cartomancia
simplória que reduz tudo a “bom” ou “ruim”. É o
que também acontece, muitas vezes, com os símbolos
astrológicos, em que os signos e planetas são reduzidos
a bons ou ruins, maléficos ou benéficos.

 

É importante lembrar que as cartas não
ditam o destino, mas esclarecem os pontos a serem trabalhados e
assimilados. Portanto, quanto mais rentes estivermos dos desenhos
simbólicos das cartas, menores serão os riscos de
enganos e desvios da imaginação. A recomendação
é a de partirmos da compreensão que temos das cartas,
sem invenções. Lembre-se: os adivinhos ou sensitivos,
não precisam das cartas, pois recebem informações
por outros caminhos. Ou seja, além de um recurso divinatório,
o Tarô pode se tornar, para a maioria de nós, um
instrumento para estudarmos e compreendermos as leis que regem os
acontecimentos e a nossa vida pessoal.

 

 

3 – receptividade:
praticar e conferir.

O exercício de pensar simbolicamente não
é cultivado no sistema escolar moderno. Pelo contrário,
é desestimulado. Desse modo, não precisamos nos sentir
desmoralizados ou impacientes diante de nossa dificuldade inicial
para “ler” as cartas do Tarô. O caminho é exercitar
e praticar leituras, para si mesmo ou para amigos interessados.

 

A vantagem de praticar entre os amigos é
que não precisamos dar banca de adivinhos. Aliás, por
mais atraente que seja a arte oracular, o Tarô vai além.
Entre amigos podemos pensar juntos o significado das combinações
das cartas, trabalho que pode ser resolvido pela inteligência e
pela prática. Podemos consultar o que dizem os manuais,
discutir, pensar, interpretar. É importante também
registrar as impressões de conjunto, intuições,
vislumbres, lampejos. E depois esperar que os fatos comprovem ou
corrijam o que entendemos. Esse caminho prático é
seguro e confiável. Podemos aprender com os fatos, sem
pretensas adivinhações.


Os
significados das cartas

Se a primeira “regra de ouro” mencionada
acima for bem aplicada, ajudará a resolver uma dificuldade
básica. Entre os que começam a utilizar o tarô em
tiragens a pergunta mais comum é a de como traduzir cada
carta. Sentem dúvidas se devem falar dos aspectos positivos ou
negativos. Não sabem como escolher entre os significados
contraditórios que aparecem nos diferentes livros e autores.


Essa questão é de fato
essencial. Não encontraremos uma resposta fácil para
ela porque, na realidade, os símbolos são mais amplos,
mais profundos e mais repletos de significados do que as limitadas
perguntas que fazemos habitualmente. Mesmo que o tarólogo
tenha muita experiência, estará sempre diante da
dificuldade de reduzir o mundo rico e variado dos arcanos ao
acanhamento das nossas formulações.


O que pode ajudar a leitura é definir
claramente o que esperamos que a carta indique. Por exemplo, se
queremos compreender bem uma situação, tiramos uma
carta para esclarecer seus pontos fortes e outra carta para mostrar
seus pontos fracos. Nesse caso, levaremos em conta os significados
positivos da carta tirada para explicar os pontos fortes. Para
traduzir os pontos fracos da situação levaremos em
conta os pontos negativos que em geral são atribuídos à
carta que foi tirada para explicar esse lado da questão.

 

É importante, quando estudamos os símbolos
do Tarô, procurar conhecer pelo menos três aspectos em
cada carta: seu lado luminoso ou positivo; o lado de sombra ou
negativo; e o conselho que oferece. Quanto mais amplo for o nosso
entendimento, mais fácil será aplicar a carta à
função que definimos a ela durante a tiragem.

 


Arcanos Maiores e/ou
Menores? Tarot ou baralho comum?

Outra questão em aberto, nas consultas, é
a de utilizar o baralho inteiro ou apenas parte dele. Há
aqueles que utilizam o conjunto das 78 cartas (22 Arcanos Maiores e
56 Arcanos Menores, ao mesmo tempo). Os usuários do chamado
“Tarô Egípcio” não encontram qualquer motivo
para tal separação, pois as 76 cartas foram
redesenhadas todas no mesmo padrão dos arcanos maiores, sem
clara distinção entre os naipes.

 

Já entre os que utilizam o modelo clássico,
muitos praticantes separam dois maços:
um com os arcanos maiores e, o outro, com os menores. E, de acordo
com a função que a carta ocupará na tiragem,
pedem que o cliente retire cartas ou do monte dos arcanos maiores ou
do monte dos arcanos menores.

Dicta e Françoise, por exemplo, sugerem
que se comece a consulta com os Arcanos Menores; caso apareça
um Ás, significa que a questão é importante e
merece ser examinada com a ajuda dos Arcanos Maiores. Para deixar a
questão em aberto, podemos lembrar um ponto de vista oposto, o
de G. O. Mebes, ao afirmar que os Arcanos Menores falam de um plano
mais sutil que o retratado pelos Arcanos Maiores…

 

Há também aqueles que, com propósito
pedagógico ou terapêutico, utilizam apenas as cartas com
desenhos mais personificados. Ou seja, deixam de lado as 40 cartas
numeradas dos quatro naipes, e utilizam somente
42 cartas
 (22 arcanos maiores, 16 figuras e os 4
ases).

 

Do ponto de vista do iniciante, talvez fosse
melhor começar pelos arcanos maiores, mais diferenciados e,
por isso, mais diretos para evocarem analogias e significações
simbólicas. Ficará para uma segunda etapa a inclusão
das cartas numeradas (arcanos menores), mais abstratas e que exigem
maior estudo.

 

A bem da verdade, essa última afirmação
vale mais para a nossa atual população urbana, classe
média, com formação escolar padrão. Nas
pequenas comunidades do Interior brasileiro a história é
outra: as mulheres do povo que desempenham o papel de curadoras,
benzedeiras e cartomantes, encontram disponível apenas o
baralho comum, de
carteado, com suas 52 duas cartas
(as 40 numeradas em quatro naipes, mais 12 figuras, sem o cavaleiro).
E é com esse baralho, sem aparentes evocações
esotéricas, que fazem suas leituras e ajudam as pessoas de
suas comunidades…

Nada impede, afinal, que se pratique “ler as
cartas” apenas com o baralho
comum
. Aliás, ele é quase completo,
quando comparado aos “arcanos menores” do Tarot original:
faltam apenas os Cavaleiros. Por outro lado, o baralho comum tem
quase 50% de cartas a mais do que os jogos remontados e reduzidos por
Etteila e Lenormand, a partir do início do século 19,
também conhecidos como “baralho cigano”.

 

Nunca é demais repetir: não
existem regras absolutas
 para o Tarô. Tal como
acontece com os jogos de cartas para o lazer – buraco, tranca,
truco, mico, rouba-montinho e por aí afora… – são
os participantes que combinam entre si as regras e suas variações,
se utilizam todas as cartas do maço ou apenas parte, se jogam
com um maço de baralhos ou com dois. O importante é
experimentar e verificar, por conta própria, o que faz mais
sentido para cada momento de prática e de estudo.
Detalhes

 

Na prática, vemos tarólogos e
cartomantes dando importância a muitos detalhes que podemos
acolher, mas que não precisamos tomar como leis ou dogmas.
Vejamos alguns desses pontos, que cada um levará em conta, ou
não, de acordo com seu temperamento e disposições.
A sugestão é a de experimentarmos as alternativas e
escolhermos as que correspondem melhor ao nosso feitio. Esses
procedimentos constituem meros registros do que acontece na prática
e não são dogmas ou ritos
obrigatórios
.

 

Toalha.
Muitos guardam um pano próprio ou toalha especial sobre o qual
abrem as cartas. Tecidos lisos e de cores escuras têm a
vantagem de dar destaque às cartas, que são o centro do
interesse. Se quizer utilizar uma toalha, que cada um faça a
escolha como bem entender.

 

Embaralhar.
Igualmente não existem regras absolutas. Muitos praticantes
pedem que o cliente embaralhe as cartas para deixar sua vibração
ou, em outros termos, para se que “fiquem donos” das cartas.
Outros pedem simplesmente que o consulente pouse as mãos sobre
as lâminas, para passar sua energia.
Existem ainda aqueles
profissionais que embaralham as cartas cuidadosamente, eles próprios,
e pedem apenas para o cliente cortar. A razão de tal
procedimento em muitos casos nada tem de esotérico: é
um simples recurso para que as cartas não se machuquem em mãos
inábeis.

 

Corte.
É muito comum que o conselheiro ou cartomante peça
que o cliente “corte o maço”, ou seja, divida em dois ou
três montes. Alguns recomendam que seja com a mão
esquerda, outros com a direita. Sejam quais forem os procedimentos,
pode ser interessante atribuir uma função para a carta
de corte na leitura, por exemplo, para indicar o “cenário
geral” da questão ou seu “pano de fundo” ou qualquer
outra função tida como significativa pelo operador.

 

Sorteio
das cartas
. Alguns
praticantes pedem apenas que o cliente “corte” o maço e,
eles próprios deitam as cartas que serão lidas durante
a consulta. Outros fazem questão de que as cartas da tiragem
sejam escolhidas pelo próprio cliente.

 

Cartas
invertidas
. É relativamente
freqüente atribuir um sentido negativo às cartas que saem
de cabeça para baixo. Nesse caso, o embaralhamento deve ser
feito rolando as cartas sobre a mesa, para garantir a alternância
de posição. Uma mesma carta pode sair direita ou
invertida dependendo de o praticante “abrir” a carta girando-a no
eixo vertical ou horizontal. Por essa razão é
indispensável que cada um defina seu próprio código
pessoal, caso queira levar em conta o fato de a carta sair em pé
ou de cabeça para baixo.

Muitos tarólogos preferem trabalhar com
todas as cartas diretas, sem deixá-las invertidas. Desse modo,
quando querem saber os aspectos difíceis ou negativos de uma
questão, simplesmente tiram uma carta para descrever tal
aspecto.

 

Momento
de abrir (ou virar) as cartas sorteadas
.

O usual é sortear ou escolher as cartas
pelo verso, com os desenhos ocultos. Alguns sorteiam de uma só
vez todas as cartas que utilizarão; outros preferem ir
retirando uma a uma, tornando o desenho visível e fazendo os
comentários pertinentes; só ao final, fazem uma síntese
do conjunto.

Voltada para leitor.
A maior parte dos praticantes arrumam as cartas viradas si e não
para o cliente. Na verdade, é o leitor que deve receber as
impressões diretas do arranjo sobre o qual fará sua
apreciação. Nada impede, porém, quer numa
situação de consulta profissional, quer numa prática
terapêutica ou de estudo entre amigos, que as cartas sejam
tocadas e examinadas de perto pelos envolvidos na consulta.


TÉCNICAS
DE TIRAGENS COM ATÉ 7 CARTAS



Tiragem
por três

 


 

 
Nesse modelo de leitura, retiramos três
lâminas do maço e as colocamos em linha ou na forma
de um triângulo com o vértice para cima, como está
indicado no esquema ao lado.
A leitura poderá se
desenvolver como numa frase com:
1) sujeito, 2) verbo e 3)
complemento.

 

Exemplos de
variações possíveis:


 

 

1. o positivo; 2. negativo; 3. a síntese.

 

1. a causa; 2. o desenvolvimento; 3. os
efeitos ou as conseqüências.

 

1. uma alternativa; 2. a outra; 3. a
avaliação final.

 

1. a meta, a intenção; 2. os
meios para alcançá-la; 3. as conseqüências.

 

1. eu, 2. o outro, 3. as perspectivas.

 

o que o consulente poderá esperar se:

1. for em frente, 2. recuar. A terceira carta poderá
indicar um conselho ou um terceiro caminho.








 

 

Tiragem em Cruz

 

Na Tiragem em Cruz contamos com um maior
número de ângulos para examinar uma questão.
Retiramos do maço cinco lâminas, que são
colocadas de face para baixo, na seqüência de posições
indicadas no quadro ao lado.
Há também quem
costuma, para conhecer a quinta carta, adicionar os números
das quatro já sorteadas. Neste caso:
(a)
se o resultado for menor que 22, tiramos do maço a lâmina
que tem esse número e a colocamos no centro da cruz;
(b)
se o resultado for igual a 22, colocamos o Louco. (Ele, porém,
quando se encontra entre as quatro primeiras cartas já
sorteadas, é contado com valor zero na adição
para se achar a quinta lâmina; é o “Arcano Sem
Número”);

(c)
se o resultado for maior que 22, somamos os dois algarismos e esse
novo resultado, denominado redução, será o
número da quinta lâmina (por exemplo, se o valor
total das quatro cartas sorteadas for 37, somamos 3 + 7 = 10, isto
é, a quinta carta será a Roda da Fortuna);
(d)
se a quinta lâmina já tiver saído na tiragem,
imaginamos que ela se encontra duplicada no centro.


 


Variações
para o significado de cada carta:

 

1. a pessoa, 2. o momento, 3. os
prognósticos, 4. os desafios a superar, 5. o conselho para
lidar com a situação;

 

1. o fato, 2. o que ele causa, 3. onde e
quando ocorre, 4. como ocorre, 5. porque ocorre;

 

1. o consulente, 2. o outro, 3. o que os
aproxima, 4. o que os separa, 5. a tendência para o futuro
ou a estratégia a seguir;

 

1. o aspecto interno da questão, 2. o
aspecto externo, 3. o que é superior ou favorável,
4. o que é inferior ou desfavorável, 5. a síntese
ou resposta.


Tiragem Péladan

Joséphin
Péladan
 (1858-1918), escritor e
ocultista francês, divulgou uma técnica de tiragem
bastante valorizada. Trata-se de um esquema simples e útil,
idêntico à tiragem em cruz.
A quinta carta é
obtida pela soma do valor das quatro primeiras retiradas do maço.
Se o resultado ultrapassar 22, será feita a redução
numerológica (teosófica). Veja
os detalhes dessa operação na “Tiragem
em cruz”
, logo acima.


 

São atribuídas as seguintes
funções às cartas:
1.
O que é favorável, vantajoso. O aspecto afirmativo.
Os prós.
2.
O que é desfavorável, contrário. Obstáculos
e dificuldades. O aspecto negativo. Os contras.
3.
Ação, influência. Próximos
acontecimentos. O caminho.
4.
Resultado. Conseqüências. Solução.

5.
Síntese. O sentido de conjunto das cartas.

 


Oswald
Wirth
, em seu Tarot des imagiers
du Moyen Age,
 assim descreve o método indicado
por Joséphin Péladan,
que ele recebeu por intermédio de Stanilas
de Guaita
:
1.
O primeiro arcano tirado é visto como afirmativo, que fala
a favor de uma causa e indica de uma maneira geral o que está
favor.

2.
Em oposição, o segundo arcano é negativo e
representa o que está contra.

3. O terceiro
arcano retirado representa o juiz
que discute
 a causa e determina a sentença.

4. A sentença
é enunciada no arcano retirado em último lugar
5.
O quinto arcano esclarece o oráculo
que ele sintetisa, pois depende dos quatro arcanos retirados. Cada
um destes traz o número que marca sua posição
na série do Tarot. (O Louco, não numerado,
é contado como 22). Basta adicionar esses números
inscritos para obter, seja diretamente, seja por redução
teosófica, o número do quinto arcano (22 designa o
Louco, 4 o Imperador, 12 o Pendurado,
etc.)

 

 


Tiragem
Kairallah





É a tiragem que o organizador deste site
costuma utilizar em suas consultas, na complementação
da análise do mapa natal e trânsitos astrológicos.
O modelo pode ser aplicado às sucessivas questões
que o cliente colocar.

 

A primeira tiragem, é feita para
traduzir os seguintes aspectos gerais:
1.
consulente; como
ele se encontra;
2.
o seu momento de vida; suas
condições atuais
;
3.
prognósticos,
o rumo que sua vida tende a tomar;
4.
qual a melhor conduta
diante da situação definida pelas cartas anteriores.
Conforme a tiragem, a carta pode ser definida como o conselho
estratégico
 para lidar com o assunto em
exame.

5.
cenário geral
que envolve a questão e inclui as demais cartas. Trata-se
da carta de corte que, na verdade, é a primeira desvirada
após o sorteio, junto com o

 

maço de cartas que restou.

 

 


O mesmo esquema pode
ser utilizado para as questões que o consulente quer ver
retratadas pelo Tarô.

As funções
atribuídas as cartas 1, 2
3 são então
adaptadas para cada assunto.

 

As duas outras cartas
mantêm o padrão: 4
– indica o conselho, o caminho oportuno para ser seguido pelo
cliente; 5 – (a carta
de corte), delineia o cenário inclusivo, as forças que
circunscrevem o assunto.
Exemplos de variações para
as cartas de 1 a 3:

 

 

 

 

1. o consulente; 2. o outro; 3. previsões.

 

 

1. os pontos fortes ou positivos; 2. os pontos
fracos ou negativos; 3. tendências.

 

 

1. o consulente; 2. a situação
específica (relacionamento, trabalho, projeto, etc); 3. o
que esperar.

 



Lição da Torre

Trata-se uma tiragem para examinar e trabalhar
situações de rupturas e quebras de expectativas.
As
funções que uma determinada taróloga atribuiu
às cartas, deixa claro o propósito desse modelo. São
assinalados diferentes passos para entender compreender o fato em
si, seus sentido espiritual e superior, o motivo da crise e,
finalmente, o trabalho a ser feito.
Funções
de cada carta:
1.
a porta de acesso;
2.
a luz da consciência;
3.
a luz da razão; as cartas 2 e 3 constituem a Morada do
Espírito;
4.
o plano superior;
5.
o que foi destruído, o que era excessivo;
6.
o que precisa ser reconstruído na ação;
7.
o que precisa ser rescontruído na personalidade.

 


 

TÉCNICAS
DE TIRAGENS

COM
MAIS DE SETE CARTAS


Leitura
do Coração

Entre outras alternativas utiliza-se uma
tiragem que serve para compreender como uma pessoa é, qual
a sua personalidade, ou como ela se encontra no momento.
O
propósito é responder às perguntas que ajudam
a situar a pessoa. Como ela é? Como está? Como ela
me vê?
A peculiaridade técnica desse modelo de
tiragem é a utilização de arcanos maiores e
menores em maços separados.

 


 

 

As posições
de 1 a 5
(com números em branco no esquema acima) são
preenchidas com Arcanos Maiores
e indicam:
1. como
vê com a razão;
lado consciente;
2.
como vê com o coração;
é a carta mais importante, mostra como é realmente, sem
manipulação.
3.
como age;
4.
como era
anteriormente;
5.
como será no
futuro.

 

Para detalhar e
complementar essas informações, são retiradas
mais 10 cartas dos Arcanos Menores:

as cartas 6, 8, 10, 12
14 (números em
azul), à direita dos arcanos maiores, significam o que é
mais positivo;

as cartas 7, 9, 11, 13,
15 (números em
vermelho), à esquerda, indicam o que é mais
negativo
.

Tiragem Tarô de Waite.

Sete cartas são retiradas do maço,
pelo tarólogo, e colocadas na mesa de acordo com o esquema
ao lado. Elas são lidas, inicialmente, na seqüência
numérica. A seguir, são interpretadas em suas
múltiplas combinações, como é o caso
das diagonais 3-1-2, 6-1-4, 7-1-5 e vice-versa, bem como das
linhas 6-5, 7-4 e vice-versa.
Com essas primeiras cartas
obtém-se uma visão do cliente e de seu mundo
pessoal.

 


 

 

Mais
7 cartas
 podem ser retiradas pelo próprio
consulente, sempre com a mão esquerda, para indicar como ele
vê a si mesmo no seu mundo particular. Essas cartas são
colocadas ao lado das anteriores.
Mais
uma terceira rodada
 de sete cartas, retiradas pelo
consulente, darão as previsões (possibilidades e
probabilidades) referentes aos assuntos específicos de cada
posição.
A essa altura, 90% das questões
estarão atendidas. No caso de perguntas adicionais, uma nova
série de 7 lâminas poderá ser virada. Para
encerrar, o consulente retirará uma carta para ser colocada na
posição central, como mensagem ou conselho do Senhor do
Tarô para o momento.
A leitura interativa é possível
em todas as direções e amplia os dados para leitura.
Por exemplo, na seqüência 6-7 a carta na posição
6 indica a bagagem da infância e, na posição 7,
como essa estrutura foi trabalhada até o momento presente.
São
as seguintes as principais atribuições de cada
posição:
1
– o consulente, seu momento atual e aquilo que está buscando
elucidar na leitura do Tarô (embora nem sempre tenha plena
consciência do que seja).
2
– o passado recente, acontecimentos ou pessoas que vêm afetando
o consulente e influenciando o momento presente.
3
– o futuro próximo, as possibilidades e probabilidades de
ocorrências no futuro imediato, planejadas ou não pelo
consulente.
4 – as
relações íntimas, o casamento, cônjuge,
filhos, parentes e amigos próximos.
5
– o plano material, o trabalho, negócios, dinheiro,
propriedades, sociedades profissionais, finanças.
6
– a infância, a figura parental forte, os irmãos, o
ambiente de criação, as influências que marcaram
o processo de amadurecimento. É a carta que faz o verdadeiro
contato com o cliente. Fala das fundações da sua
personalidade e do seu mundo secreto.
7 – o
psiquismo, as emoções e sentimentos presentes, as
condições atuais do inconsciente, o grau de
espiritualidade. Também indica a saúde do consulente.

 


Cruz céltica

A tiragem com dez arcanos do Tarô,
chamada Cruz Céltica, é útil quando se quer
examinar uma questão mais a fundo. Ela permite considerar
dez diferentes ângulos de um assunto e, com isso, ampliar a
nossa compreensão do tema.
As lâminas, poderão
ser colocadas como no esquema ao lado, com a segunda carta
cruzando a primeira.
Com a prática, aprendemos a variar
e a fazer adaptações nesse esquema. No entanto, tal
como ocorre nas demais formas de tiragem, é muito
importante definir com clareza a função que cada
arcano vai desempenhar na leitura.

 


 

 

Algumas sugestões de diferentes aspectos
que podem ser exploradas com cada carta são dadas a seguir.
1
– A situação
. A questão
essencial. A atmosfera que o consulente está vivendo.
2
– Os obstáculos
. As influências
imediatas. As dificuldades da situação.
3
– As metas
. As aspirações e ideais do
consulente. O seu destino ou o que ele poderá realizar de
melhor dentro das circunstâncias.
4
– As raízes
. As bases do passado distante. As
causas remotas que determinaram a condição presente.
5
– O passado recente
. Acontecimentos que acabaram de
ocorrer ou estão ainda ocorrendo.
6
– O futuro
. As influências que tendem a se
manifestar no futuro imediato.
7 – O
consulente
. A condição atual do
consulente. O retrato fiel do consulente.
8
– A influência do ambiente
. A influência
do consulente sobre os outros, ou como ele está reagindo à
atuação dos outros. A imagem que o consulente está
passando.
9 – O conselho.
O melhor caminho a ser adotado pelo consulente. O que lhe corresponde
realizar ou tentar.
10 – O resultado
final
. A síntese. O desfecho. O que se pode
esperar se o consulente fizer o que foi aconselhado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aplicações
criativas do Tarô

LINHA
DA VIDA

É
sempre bom lembrar que o Tarô tem utilizações
muito mais amplas que as costumeiras tiragens para as leituras
da sorte
 na
cartomancia.
Um bom exemplo de aplicação do Tarô
com propósito de compreender a expressão do indivíduo
em sua vida é o da Linha
da Vida
, sugere
um particular sistema numerológico para encontrar os cinco
arcanos
 que
representam a
vida de uma pessoa
.

Apesar dos reparos que podem ser feitos quanto a certos aspectos
técnicos do modelo sugerido para a Linha
da Vida
 (os
valores numéricos atribuídos às letras; a
exclusão do sobrenome materno) ela pode revelar uma certa
dinâmica existencial.
Do ponto de vista pedagógico,
Linha da Vida
tem se mostrado uma bela fonte de exercício para estudantes do
Tarô, principalmente quando praticado em grupo, para
desenvolver o pensar simbólico, sem aprisionar o estudante às
advinhações. Essa é a opinião de quem
utiliza, há anos, a Linha
da Vida
 para
estimular o envolvimento dos participantes dos cursos básicos
sobre os Arcanos Maiores.
Uma sugestão que tem se mostrado
útil é a de incluir no cálculo o sobrenome da
mãe. É importante experimentar variações
como prática viva com os símbolos.

Além
da apresentação dos aspectos técnicos, a
descrição de um pequeno ritual que utilizam para
trabalhar as cartas da Linha
da Vida 
nas
noites dos solstícios de inverno e de verão
(simbolicamente, dias de São João).

 

O
Cálculo da Linha da Vida

Os
quatro primeiros arcanos do Tarô, cálculados para
descrever a Linha da Vida,
correspondem, para cada indivíduo:
(1)
à sua personalidade,
(2)
ao seu meio de nascimento,
(3)
às metas às quais pode aspirar e
(4)
à reflexão, quando chegar à maturidade, de tudo
o que viveu anteriormente.

O
quinto arcano,
que resulta da soma dos
valores dos quatro primeiros,
representa o cumprimento de todos os dons recebidos.

O
conhecimento destas etapas, no caminho de nossa vida, permitirá
tirar maior proveito da existência. É certo que não
podemos evitar as dificuldades, mas devemos trabalhar de tal forma
que elas nos sirvam de experiência. O sentido desses arcanos
será tríplice: físico, mental e metafísico.
Nosso nome de nascimento ressoa como um poder vibrante e é
utilizado por muitas tradições.

Para
calcular a linha da vida tomaremos o nome,
sobrenome do pai
e o ano em
que viemos ao mundo. No caso de mulheres
casadas
 se utiliza o nome
de solteiras
. Um pseudônimo
pode ser também empregado, mas apenas no que diz respeito à
profissão para o qual foi escolhido.

 

Esse
cálculo foi uma das revelações de minha avó.
Alguns autores chamam essa numeração do alfabeto com
“roda de Pitágoras”.

Tabela
dos valores da letras: “A Roda
de Pitágoras”

A =
1

H =
28

O =
8

V =
9

B =
2

I =
15

P =
77

W =
9

C =
4

J =
15

Q =
27

X =
13

D =
5

K =
8

R =
11

Y =
50

E =
3

L =
21

S =
20

Z =
70

F =
8

M =
19

T =
6

-

G =
10

N =
26

U =
9

-

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A tradição
atribui essa correspondência numérica a épocas
muito antigas e sua transmissão se realizou, portanto, boca a
boca. A primeira informação escrita encontramos através
de um livro de M. Lenormand, a célebre vidente. De onde ela
obteve esse alfabeto? É um mistério a mais na história
dessa mulher surpreendente. Georges Saint-Bonnet, curador e sábio
de nossa época, também usava este sistema numérico
que, segundo ele, provinha dos Rosa-cruzes.

 

A lei do silêncio
parece encobrir sua verdadeira origem, já que minha avó,
por sua parte, sempre negou revelar suas fontes. Ela também
chegou a mencionar os Rosa-cruzes, mas sem precisar mais nada.

 

Nota sobre a
“Roda de Pitágoras”
: M. Lernormand atribui o
valor 16 à letra K, enquanto
que Saint-Bonnet atribui 8. Durante anos trabalhamos
este sistema, com centenas de nomes célebres do passado,
conhecidos por suas obras ou por suas vidas, utilizando as duas
notações. A que transcrevemos aqui (K = 8) 
é a que nos proporcionou os resultados mais satisfatórios.

 


Relação
numérica dos 22 Arcanos Maiores

 

   1.
O Mago
   2.
A Papisa
   3.
A Imperatriz
   4.
O Imperador
   5.
O Papa
   6.
Os Namorados
   7.
O Carro
   8.
A Justiça
   9.
O Eremita
  10.
A Roda da Fortuna
  11.
A Força
  12.
O Pendurado
  13.
Sem Nome
  14.
A Temperança
  15.
O Diabo
  16.
A Casa de Deus (Torre)
  17.
A Estrela
  18.
A Lua
  19.
O Sol
  20.
O Julgamento
  21.
O Mundo
  Sem nº:
O Louco
(0 ou 22)


Um
exemplo de cálculo

Vejamos agora um
exemplo para explicar o sistema de cálculo:

 

Marie
Demaison
, nascida em 1935.

– Substituímos cada uma das letras do nome e sobrenome pelo
valor correspondente: M = 19A = 1,
R = 11I = 15E = 3,
e assim por diante. A soma do nome é 49 e a do sobrenome 97.
Reunindo os dois resultados obtemos: 49 + 97 = 146.
A seguir, fazemos a redução teosófica, ou seja:
1 + 4 + 6 = 11. Este será o primeiro arcano
da linha da vida de Marie Demaison: A Força.
(Para saber qual carta corresponde a cada número, veja a
tabela, acima, Relação numérica dos 22
Arcanos Maiores
).

 


No caso de resultado
superior a 22 será necessário continuar reduzindo o
número pelo sistema teosófico. (Veja
exceção abaixo)
 -
Tomamos o ano de nascimento e o reduzimos: 1 + 9 + 3 + 5 =
18
. Isso dará o segundo arcano: a Lua. (Se a
soma for superior a 22, veja abaixo a Exceção 1ª).

 


3º -
Efetuamos a redução do segundo resultado para obter o
terceiro: 1 + 8 = 9, que é o Eremita.
(Veja exceção abaixo)



– A operação seguinte consiste em somar o primeiro
arcano ao terceiro11 + 9 = 20, o
Julgamento. Se o número for maior que 22 recorremos à
redução teosófica.

 



– Finalmente, somamos os valores dos quatro arcanos
obtidos: 11 + 18 + 9 + 20 = 58, que reduzido, 5
+ 8 = 13
, corresponde à quinta carta da linha da
vida, o Arcano Sem Nome.

 

Exceções
na redução do
ano

e no valor 22


– Se a redução do ano de
nascimento
 (como é o caso de 1986, 1+9+8+6 =
24), for superior a 22 é necessário
fazer mais uma redução teosófica para encontrar
o segundo arcano, ou seja: 2 + 4 = 6. Quando isso
acontecer, obteremos o terceiro arcano
acrescentando o mês de nascimento
.
Neste caso, para obter o 4º quarto arcano,
somaremos o valor da segunda e não o da
terceira carta.
 – Se uma redução
der 22, o arcano
respectivo será o Louco. Caso se encontre na segunda
posição, (a do ano de nascimento), daremos o valor
quatro à terceira (22 -> 2 + 2 = 4). Porém, na soma
para obter a quinta carta, atribuímos valor
zero para segunda carta.

 

O
papel de cada carta

São as seguintes
as significações dos Arcanos na Linha da Vida:

– representa nossa personalidade, os dons físicos e morais e
tudo o que nos foi concedido por nascimento.

– relaciona-se ao ambiente familiar, à época em que
viemos ao mundo e às vantagens e dificuldades que esse meio
irá proporcionar.
 – nos mostra as
metas que podemos esperar e a evolução do nosso caráter
até chegar a idade adulta; indica também o caminho
escolhido.
 – corresponde à
realização, à opinião de si mesmo na
maturidade e o olhar retrospectivo sobre nossa vida até
então.
 – se vincula à
reencarnação, ao cumprimento dos fins específicos
de nossa vida, sempre e quando tenhamos trabalhado de forma constante
para chegar a isso.

 

Em resumo, esta
existência tomada como exemplo será suficientemente
agitada e violenta, e estará em relação com
lutas de natureza social, em diferentes períodos da vida. As
provas se acontecerão do final do trajeto têm a ver,
fundamentalmente, com o aspecto espiritual.

 

Meditações

Para atravessar as
diferentes etapas de sua existência, o consulente deverá
se apoiar sobre dos dons dos quatro primeiros arcanos. O tempo de
transcurso de um período ao outro pode variar. Aqui, o tempo
não é um fator importante. Mas cada arcano continuará
influenciado sua vida, até que sua lição tenha
sido assimilada.

É preciso
interpretar primeiro cada carta em separado, para passar em seguida
às relações existentes entre elas. Os arcanos
podem ser complementares ou também opostos. Finalmente, é
necessário relacionar o primeiro ao quinto, já que o
estudo de suas semelhanças e diferença poder dar frutos
muito importantes.

Se numa linha da vida
se repetem duas vezes o mesmo arcano, o consulente deverá
considerar dois níveis desta cara: o físico e o mental.
Estar alerta e tratar de compreender todos os ensinamentos desse
arcano o levará a uma melhor realização de si
mesmo. Recusá-los, significará insucesso.

Uma pessoa
pode ter repetido três vezes um mesmo arcano em sua linha da
vida e isso pode ser favorável ou, bem ao contrário,
pode constituir um obstáculo que terá que ultrapassar.
Mas, seja como for, essa tríplice representação
marca sempre um destino fora do comum. No caso de duas cartas
idênticas é mais comum e assinala, em geral, um esforço
para ser realizado sobre dois planos: o físico e mental.

Um estudo muito
interessante pode ser feito a partir dos nomes e sobrenomes de outros
membros de nossa família. Por exemplo, pode acontecer que
alguém calcule a linha da vida de sua avó e encontre
que a primeira posição corresponde ao Imperador,
enquanto que para ela própria, que faz o cálculo, este
mesmo arcano se encontre na quinta posição. Isso pode
ser interpretado como uma forma de destino familiar ou como uma
mensagem que se transmite de uma pessoa à outra, estando a
última delas em linha obrigatória de cumprir o recado
dado.

 



duas meditações que podem ser feitas com os cinco
arcanos de nossa linha da vida: a primeira durante oSão
João de inverno
,
no dia 27 de dezembro (no hemisfério norte) e, a segunda, no
São
João de verão
,
no dia 21 de junho (no hemisfério norte).

Na noite mais
longa do ano
, que simboliza nosso afastamento da luz
espiritual, os iniciados meditam, pois foi ensinado que a inspiração
desce sobre aquele que pede quando mergulhado na mais profunda
obscuridade noturna. Dispõe-se as cinco cartas sobre um pano:
as quatro primeiras formando um a linha e a última abaixo
delas. Nos detemos em cada uma delas, pela ordem, e uma oração
pode ser proferida. Depois, misturam-se as cinco cartas, que são
colocadas viradas sobre o pano, com o objetivo de ser escolhida uma
delas. A carta escolhida será como que uma mensagem sobre a
qual deveremos meditar.

Para o São
João do verão
 podemos proceder da mesma maneira,
contemplando as quatro cartas iniciais e fazendo uma oração.
Em seguida, nos concentramos sobre a quinta carta. A noite de São
João de verão é a mais curta do ano e é
um símbolos das realizações que foram meditadas
ou planejadas durante o inverno e executadas na primavera. Durante
este período contamos com a ajuda de força invisíveis.


RITUAIS MÁGICOS

AS MOEDAS

Decoram
os pulsos, os pescoços e as testas das ciganas penduricalhos
feitos de moedas, que chamam a atenção. Antigamente,
esses enfeites femininos eram feitos com moedas do mais puro ouro ou,
no mínimo, de prata de lei. Com o tempo, esses metais nobres
foram deixando de ser utilizados nas moedas comuns, em circulação,
restringindo-se aos colecionadores.
Os ciganos não tinham
propriedades, não tinham terras, não tinham casas e
tudo o que possuíam eram mercadorias ou verdadeiros tesouros
em moedas de ouro e prata dos diversos países por onde
passavam. Esses metais, conhecidos da Alquimia antiga, sempre foram
poderosos instrumentos de canalização de energias
positivas, fazendo parte de amuletos e talismãs por tudo o
mundo.
A tradição cigana rapidamente encontrou uma
forma de dar certa utilidade a seus tesouros, aliando seus
conhecimentos mágicos e alquímicos à necessidade
feminina de criar atrativos para sua vaidade. Surgiram, assim, as
famosas Simpatias Ciganas com Moedas, hoje disseminadas pelo mundo
todo.
Na falta de moedas de ouro e prata, nada impede que se use
outros metais menos nobres, como o cobre, o bronze, o níquel e
até o aço inoxidável. O que se deve evitar, em
toda e qualquer simpatia dessas, é o uso de moedas de
alumínio.

PARA AMARRAR UM
AMOR
Essa simpatia cigana tem séculos de
existência e muita gente tem sido feliz no amor, graças
a ela. Faça você também, mas tenha fé ou
então não vai conseguir bons resultados. Pegue uma
moeda e de um lado escreva a inicial do seu nome e, do outro, a
inicial do nome da pessoa de quem você gosta e deseja amarrar.
Guarde essa moeda dentro do seu travesseiro durante setenta dias,
depois jogue-a dentro de um poço.


PARA
SER BEM SUCEDIDO
Hoje em dia, muitos farsantes costumam
utilizar-se da sabedoria cigana e se fazem passar por ciganos a fim
de lesar as pessoas de boa fé e ingênuas. Para saber se
um cigano é verdadeiro, uma das coisas que você deve
observar é que um cigano nunca é pobre e miserável,
pois anda bem vestido e sempre adornado com ouro. Os ciganos de
verdade conhecem as magias antigas que trazem dinheiro e boa sorte
financeira. Essa simpatia é uma delas. Faça
corretamente e a fortuna sorrirá para você também.
Com tinta vermelha, escreva a inicial do seu primeiro nome em letra
maiúscula de um lado de uma moeda e do outro lado, em letra
minúscula. Faça isto seguindo o modelo das letras
ciganas e exatamente no dia e na hora indicados na tabela. Guarde
para sempre essa moeda dentro do seu colchão, no lado em que
você dorme. Se eventualmente vir a mudar de colchão,
retire a moeda e transfira-a para o novo colchão. Ao pintar as
iniciais, use uma tinta apropriada, que não venha a se soltar
do metal no futuro, inutilizando a sua simpatia.

MAIÚSCULA
MINÚSCULA DATA/HORA
A a 31 de
dezembro
meia-noite

B b 28 de fevereiro
7:00 da manhã

C
c 13 de agosto
2:00 da tarde

D d 21 de abril
10:00 da
noite

E e 7 de janeiro
11:00 da manhã

F f 28
de novembro
meia-noite

G g 21 de maio
6:00 da manhã

H
h 15 de março
3:00 da tarde

I i 13 de junho
9:00
da noite

J j 25 de dezembro
meio-dia

L l 21 de
setembro
6:00 da tarde

M m 17 de julho
10:00 da noite

N
n 24 de junho
1:00 da tarde

O o 11 de outubro
4:00 da
tarde

P p 13 de fevereiro
5:00 da tarde

Q q 14 de
novembro
7:00 da noite

R r 1 de janeiro
8:00 da manhã

S
s 29 de junho
3:00 da tarde

T t 28 de agosto
3:00 da
tarde

U u 5 de agosto
6:00 da tarde

V v 6 de
abril
9:00 da noite

X x 31 de maio
5:00 da tarde

Z
z 13 de maio
11:00 da manhã

W w 13 de abril
11:00
da noite

Y y 13 de março
1:00 da tarde

K k 13
de dezembro
8:00 da manhã

PARA
QUEM ESTÁ PROCURANDO EMPREGO
Está muito
difícil, hoje dia, de encontrar um bom trabalho. Se você
tem tentado  inutilmente, talvez precisa da poderosa ajuda
de uma simpatia muito forte. Em uma folha de sulfite, escreva de
próprio punho uma carta falando sobre o emprego que você
gostaria de ter. Dobre o papel duas vezes e coloque dentro de um
envelope, juntamente com uma foto sua ¾ e uma moeda de
qualquer valor. Enterre num vaso de comigo-ninguém-pode. Em
seguida, acende uma vela preta e deixe queimar ao lado da planta onde
você enterrou as cartas. Ainda nesta mesma semana, você
vai ter uma ficha aprovada e vai ser chamado para uma entrevista e
contatado para um bom cargo.

PARA
NÃO PERDER UM BOM EMPREGO
A situação
da sua empresa não anda bem e você está ameaçado
de perder seu emprego? Não facilite e trate de se proteger,
fazendo a seguinte simpatia. Escreva o nome do seu patrão em
um pedaço de couro de porco curtido e deixe por uma semana
dentro de uma bíblia sagrada, na página que contém
o Salmo 92, junto com uma moeda dourada. Decorrido esse tempo, pregue
o pedaço de couro em uma árvore bem alta, com o nome de
seu chefe voltado para o tronco da árvore, usando sete pregos
para isso. Enterre a moeda embaixo desta mesma árvore.

PARA
NÃO PERDER DINHEIRO NA RUA
O dinheiro anda tão
difícil de ser ganho que perder não é azar, já
é uma tragédia. Com esse tipo de situação
não se pode facilitar, por isso é bom andar prevenido.
Para isso, pegue uma colher cheia de sal grosso e dissolva em meio
litro de água quente. Antes que esfrie, jogue dentro da panela
uma moeda de prata e tampe com um lenço vermelho que pertença
a uma mulher. Deixe por cinco minutos e depois coloque essa moeda em
sua bolsa ou carteira, jamais se separando dela.

PARA
FAZER BONS NEGÓCIOS
Quando for negociar algo,
antes de sair de casa faça esta simpatia para ter boa sorte e
acabar levando uma boa vantagem no que está fazendo. Use um
par de meia pretas e acenda duas velas vermelhas ao lado de um copo
de água. Dentro desse copo coloque uma moeda dourada. Agindo
desta forma pode ter certeza de que o negócio só será
fechado se realmente lhe for conveniente. Essa simpatia é
feita pelos ciganos há mais de mil anos.

PARA
NÃO FALTAR DINHEIRO NO SEU BOLSO
Ninguém
sobrevive sem dinheiro. Quem não possui um rendimento qualquer
está sempre passando por dificuldades. Se é o seu caso,
faça esta simpatia para que a sorte possa ajudar. Arranque
cinco fios do seu cabelo com as raízes, envolva-os em um
pedacinho de pano preto, juntamente com uma moeda de prata, depois
amarre com uma fita vermelha fazendo assim um patuá. Durante
sete dias seguidos, sempre na mesma hora, segure o patuá com a
mão direita e com a mão esquerda, um punhal virgem.
Repita as seguintes palavras:
Sorte, sorte, sorte
Dinheiro,
dinheiro, dinheiro
O meu bolso vai ficar cheio
O ano
inteiro.
Depois de sete dias, enterre as moedas nas margens de um
rio e em cima crave o punhal. Saia sem olhar para trás e nunca
se banhe nas águas desse raio.

PARA
AFASTAR MAUS PAGADORES
Maus pagadores existem aos
montes. Alguns pedem dinheiro emprestado ou compram fiado, já
de má fé desde o início, sem se importar com o
prejuízo que vão causar. Os ciganos conhecem muitas
mandingas e feitiços para se livrar e proteger desse tipo de
gente. Uma delas é esta. Pegue uma moeda de prata e da data
mais antiga que encontrar, amarre-a com uma fita preta, dando sete
nós. Guardar essa moeda dentro do seu guarda-roupas e toda
sexta-feira de lua cheia, segure-a por uns momentos enquanto olha
para a lua, com os cabelos despenteados. Vá para frente de um
espelho, esfregue as mãos nos cabelos, depois penteie-os com
um pente de madeira, de metal ou de osso. Jamais use pente de
plástico, ao fazer esta simpatia.

PARA
RECEBER UMA DÍVIDA
Com a força desta
simpatia cigana, se uma pessoa deve para você, não
descansará enquanto não saldar a dívida. Mas
depois disso, você nunca mais deve vender fiado nem emprestar
dinheiro para ela de novo, sob pena de ter o prejuízo dobrado.
Escreva a inicial do primeiro nome da pessoa que lhe deve em uma
moeda e coloque-a dentro de um mamão maduro. Amarre a fruta no
galho de uma árvore de modo que os passarinhos possam bicá-la.
Logo depois de fazer isto, fique em pé debaixo desta mesma
árvore e diga em voz alta o nome completo do devedor. Repita
três vezes e vá embora. Todos os dias volte ao local,
até que a moeda caia do mamão. Quando isso acontecer,
enterre-a ao lado do portão da casa do seu devedor.

PARA
A AMBIÇÃO NÃO SER PREJUDICIAL
Não
faça do dinheiro o seu senhor, deixando em segundo plano a sua
própria dignidade, a honra, a honestidade e o amor de sua
família. Esta simpatia cigana é para ser feita por uma
mãe ou esposa atenciosa, que queira livrar o marido das garras
da ambição exagerada. Embeber um cotonete em anilina ou
qualquer tinta preta e desenhar uma pequena cruz em cada face de uma
moeda de prata. Manter essa moeda dentro da gaveta do homem que quer
ajudar e não contar para ele do que se trata, nem deixar que
ele a tire de lá.

PARA
NÃO PERDER DINHEIRO
Esta simpatia cigana vai
proteger você durante trezentos dias seguidos, afastando todo
tipo de ladrão, assaltante ou pessoa mal intencionada, que
queira lhe roubar de alguma forma. Pegue uma moeda de prata e durante
a noite, deixe-a guardada dentro de um pequeno baú de madeira.
No outro dia pela manhã, beba um copo de água em jejum,
segurando essa moeda com a mão direita e antes de sair de
casa, coloque-a no bolso da sua calça. Fica com ela no bolso
até as seis horas da tarde, quando deve segura-la com a mão
esquerda e beber uma xícara de café preto. Logo depois,
enterrar a moeda numa data vazia e sair sem olhar para trás.

PARA TER MAIS SEGURANÇA
Se
uma pessoa não for muito segura de sua personalidade e de seus
objetivos na vida, dificilmente conseguira atingir seus objetivos e
terá que se conformar com seus fracassos. Esta simpatia cigana
é para tornar uma pessoa mais confiante em si mesma, mais
corajosa e ousada. Faça corretamente e se tornará um
vencedor. Queime um incenso de sândalo e deposite as cinzas
dentro de um cofrinho cheio de moedas, depois guarde-o em baixo da
sua cama por pelo menos noventa dias.

PARA
ESCOLHER A PROFISSÃO CERTA
O momento da escolha
profissional não é uma tarefa simples, essa simpatia
cigana muito vai ajudar quem esteja querendo se decidir por uma
profissão e pode ser feita para todos que buscam descobrir
qual ofício lhe é mais adequado. Em uma noite de lua
cheia, escreva todas as profissões de seu agrado em uma folha
de papel virgem, com letras grandes. Depois recorte cada ofício
e dobre o papelzinho ao meio. Coloque tudo dentro de uma bacia com
água. Coloque também uma moeda de prata nessa bacia e
deixe pernoitar debaixo da sua cama por uma noite inteira. No outro
dia, quando o sol nascer, tire a bacia e verifique qual dos papéis
se abriu, pois o que se abrir será a profissão mais
indicada para o seu caso. Guarde a moeda para ser seu talismã
nesse trabalho.

PARA ACALMAR UM
PATRÃO NERVOSO
Se você trabalha como
funcionário de alguém e essa pessoa é
autoritária, sem educação ou então muito
brava e exigente, então faça esta simpatia cigana para
amansar essa fera. Em um quadrado de tecido branco, escreve o nome
completo do patrão ou da patroa, dobre esse tecido ao meio e
costura com linha azul-celeste, de forma a fazer um saquinho. Dentro
desse saquinho, coloque uma colher de mel e uma moeda de prata. Feche
a boca com linha branca e enterre perto de uma flor. Por cima jogue
uma xícara de chá de camomila e saia sem olhar para
trás.

SUA INICIAL PODE
TRAZER MUITA SORTE
Através desta simpatia,
aprenda como transformar uma roupa sua em um poderoso amuleto, que
lhe trará imensa boa sorte todas as vezes em que você
usa-la. Ensine-a para os seus amigos, familiares e todas as pessoas
de quem você gosta. Borde a inicial do seu nome na gola de uma
camisa e use-a sempre que quiser atrair a sorte. Se não souber
bordar, pode pedir para alguém bordar para você ou então
pode até mesmo, pintar com tinta própria para tecido.
Nunca empreste essa roupa para ninguém, pois se outra pessoa a
usar, ela perde o poder mágico. Guarde a peça da sorte
dentro de um saco de tecido dourado, juntamente com uma moeda antiga,
também dourada.

PARA A
FILHA CASAR VIRGEM
Entre os ciganos, quando uma moça
se casa, se o marido descobrir que ela não é mais
virgem, ele pode devolvê-la para a família e receber uma
indenização pela vergonha a que foi obrigado a passar.
Por isto, esta simpatia sempre foi muito usada por pais e mães
atentos e espertos. Numa noite de São João, pegue uma
moeda de qualquer valor e coloque dentro de uma fogueira e deixe lá,
até que a fogueira se apague por si só. Após
isso, pegue a moeda e lave-a com água benta, embrulhe num
lenço branco que nunca tenha sido usado por ninguém e
guarde junto com as calcinhas da moça virgem.

PARA
AFASTAR FALSOS AMIGOS
Como todos sabem, os ciganos
viajam muito e, de acampamento em acampamento, conhecem diversas
pessoas, de todas as idades e de todo tipo de caráter. Por
essa razão, não é fácil para um cigano
saber em quem realmente pode confiar e ter amizade, de modo que essa
simpatia sempre foi da mais alta importância para eles. Pegue
uma moeda e coloque dentro de uma bíblia. Deixe por uma semana
nas páginas do Eclesiástico. Durante este tempo, durma
sempre com essa bíblia debaixo da sua cama e não deixe
ninguém tocar nela. Depois desse prazo, tire a moeda e leve-a
sempre consigo. Dessa forma, os falsos amigos não se
aproximarão e toda vez que desejar saber se pode confiar em
uma pessoa, pensa no nome dela e atira a moeda para o alto e observe
como ela cai: se der coroa, confie, mas se for cara, é bom
ficar prevenido com essa pessoa.

PARA
TER SORTE NO JOGO
Esta é uma simpatia muito
simples, mas que já rendeu até fortuna para os ciganos
espertos, que a realizaram com fé verdadeira. Coloque uma
moeda sobre o umbigo quando for jogar e amarre-a na barriga com uma
faixa vermelha. PARA SER BOM DE

CAMA
Agradar
uma pessoa do sexo oposto na cama é tarefa difícil e só
a realizam com perfeição aqueles que conhecem seu
ofício, praticam e se dedicam a aprender os melindres dessa
arte. Se quiser se tornar um especialista no assunto, pegue um
galhinho de manjericão, um de losna, um de arruda, um de
levante e um de alecrim e coloque dentro de uma garrafa com meio
litro de cachaça. Tampe com uma rolha virgem e enterre durante
trinta dias. Depois disso, desenterre, coe, coloque numa vasilha de
barro, juntamente com uma moeda de prata. Ateie fogo e deixe queimar
até secar. Quando a moeda esfriar, coloque-a dentro de um
saquinho de veludo vermelho e leve sempre consigo esse poderoso
amuleto.

PARA SER MAIS
ATRAENTE
As artes mágicas do amor atingiram,
entre os ciganos, requintes de uma verdadeira arte, onde todos os
detalhes eram levados em conta. A atração era um dos
quesitos mais elaborados, pois dele dependia o sucesso de toda
conquista. Para isso, usavam poções mágicas
fantásticas, como esta, ainda hoje fácil de fazer.
Colha sete folhas de amora e coloque dentro de uma bacia com um litro
de água fervente. Junte uma moeda de ouro, tampe com um pano
vermelho e deixe dormir debaixo da cama numa noite de lua cheia. No
outro dia pela manhã, lave as mãos com esse preparado,
depois tome um banho completo, usando seu sabonete preferido, mas
esfregando-se com as mãos. Use a moeda como amuleto, guardada
num saquinho de tecido vermelho.

PARA
SONHAR COM QUEM VOCÊ ESTÁ APAIXONADO(A)
As
pessoas apaixonadas se apegam à pessoa amada de tal forma, que
mesmo dormindo elas desejam vê-la e até sonhar com ela.
Se é o seu caso, use esta simpatia mágica que lhe
proporcionará lindos e deliciosos sonhos com a pessoa a quem
ama. Pegue uma fronha branca e deixe de molho em um litro de água,
com vinte e uma moedas de prata. Deixe durante uma noite inteira, de
preferência sob a Lua Cheia. No outro dia pela manhã,
lave a fronha normalmente, depois deixe-a secar ao sol. Passe-a, após
secar e, quando for dormir, use-a em seu travesseiro.

PARA
MANTER UM(A) AMANTE
Se você se dá bem com
a pessoa que ama e não quer de forma alguma que ela se afaste
de você, faça a seguinte simpatia. Sem o amante
perceber, pegue um fio de cabelo dele e junte com um fio de cabelo
seu, coloque dentro de um vidro de mel, juntamente com três
moedas de cobre. Mantenha este vidro tampado e toda vez que for se
relacionar amorosamente com seu amante, unte as virilhas com um pouco
desse mel. Quando o vidro acabar, refaça a simpatia com as
mesmas moedas.

PARA NÃO
TER AZAR NO AMOR
O azar no amor espalha-se rapidamente
pela vida de qualquer pessoa, pois quando falta o amor, falta a fé
e a base para todas as defesas espirituais. Se você pressentir
que as coisas não andam bem entre vocês, trate de fazer
logo a seguinte simpatia. Vá até uma praia, pegue um
punhado de areia e coloque dentro de um lenço de cetim
vermelho, juntamente com sete moedas comuns, do menor valor em
circulação. Amarre as pontas do lenço para que a
areia não caia. Quando anoitecer, dirija-se até uma
encruzilhada e deixe o lenço lá. Acenda uma vela
vermelha ao lado e afaste-se sem olhar para trás.

PARA
SER AMADO(A)
Mesmo que uma pessoa não demonstra
nenhum interesse por você ou nunca tenha pensado em ter alguma
coisa com você, após essa simpatia ela vai começar
a olhá-lo(a) com outros olhos e dentro de pouco tempo estará
completamente apaixonada. Pegue um baralho e escreva o seu nome e o
nome da pessoa em todas as cartas, depois coloque-o sobre uma mesa,
ao lado ponha um copo d’água e uma vela vermelha. Dentro do
copo, coloque uma moeda de ouro. Quando a vela terminar de queimar,
beba a água, retire a moeda e então coloque o baralho
dentro do copo e enterre-o o mais próximo possível da
casa da pessoa que deseja conquistar. Passe a usar a moeda como
talismã.

PARA MULHER
SOLTEIRA ARRUMAR NAMORADO
Não está fácil
arrumar homem no mercado. Além do artigo estar escasso, muitos
estão mudando de ramo e se tornando competidores. Há
mulheres simplesmente desistindo da procura, o que não deve
acontecer. Se você está assim meio a perigo, faça
o seguinte. Quando uma amiga sua ou qualquer mulher que você
conhece for se casar na igreja, peça para ela colocar dentro
do sapato um papelzinho cor-de-rosa com o seu nome escrito. Feito
isso, logo vai aparecer um bom namorado e então você
deve visitar a amiga que a ajudou e levar para ela uma rosa vermelha
em agradecimento.

PARA SORTE NO
AMOR
Se você está tendo um caso com alguém
e tudo está indo tão bem que você às vezes
fica até assustada, com medo de alguma coisa dar errado, trate
de se tranqüilizar, fazendo a seguinte simpatia. Mantenha
debaixo da sua cama um sete moedas empilhadas, sempre que seu amor
dormir com você. No dia seguinte, quando ele sair, embrulhe as
moedas numa calcinha limpa e guarde numa gaveta.

Marinheiros, Baianos & Baianas terça-feira, nov 1 2011 


[1]

SALVE O POVO DA ÁGUA!!!

OS MARINHEIROS

Os marinheiros, ou os espíritos da marujada, sabem ler e contar, e conhecem dinheiro, o que não acontece com nenhuma outra entidade, mas carregam muito dos vícios do homem do mar: gostam muito de mulher da vida, bebem em demasia, são sempre infiéis no amor, e caminham sempre com pouco equilíbrio.

São considerados parte da linha de Iemanjá (povo d’água). Supõe-se que são espíritos de antigos piratas, marujos, guardas-marinhas, pescadores e capitães, pessoas que viviam e trabalhavam no mar. Sua mensagem é que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia com fé, confiança e trabalho em grupo. Mostram-se sinceros, sentimentais e amigáveis, dispostos a ajudar em problemas amorosos ou na procura de alguém, de um “porto seguro”.

A gira de marinheiro e alegre e descontraída. São sorridentes e animados e com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas. A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, fumam charuto, cigarro ou cigarrilha e bebem uísque, vodka, vinho e cachaça.

Geralmente usam bonés, calças, camisa e jaleco, em cores brancas de marinheiros e azul marinho de capitães. Recebem oferendas na orla do mar, em lugar seco sobre a areia. Recusam conchas, estrelas do mar ou outros objetos do mar, pois consideram que ter objetos pertencentes ao mar traz má sorte. Aceitam, porém, oferendas de búzios, que não são considerados adornos, mas símbolos de dinheiro.

Entre os nomes mais conhecidos, estão Seu Martim Pescador, Maria do Cais, Chico do Mar, Beira Mar ,Zé Pescador, Seu Marinheiro Japonês e Seu Iriande.

Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar. Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.

Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras. Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d’áqua), e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo.

Seu trabalho é realizado em descarrego, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas. Em muito, seu trabalho é parecido com o dos Exus. Dificilmente um leigo irá notar a diferença entre alguns marinheiros e os Exus na ora da gira, pois alguns Exus vêm com todos os trejeitos dos Marinheiros e com outros nomes, é quase imperceptível.

Linha ou falange dos marinheiros tem sua origem na linha de Iemanjá e são chefiados por uma entidade conhecida por Tarimá. São espíritos de pessoas que em vida foram marinheiros.
São muito brincalhões e normalmente bebem muito durante os trabalhos, por esse motivo a sua evocação não é muito freqüente, o plano espiritual superior os evoca para descarga pesada do templo, desta forma a eles podemos pedir coisas simples, eles não são muito dados a falar ou dar consultas.

A descarga de um terreiro uma vez efetuada será enviada ao fundo mar com todos os fluidos nocivos que dela provem. Os marinheiros são destruidores de feitiços, cortam ou anulam todo mal e embaraço que possa estar dentro de um templo, ou ainda, próximo aos seus freqüentadores.

Nunca andam sozinhos, quando em guerra unem-se em legiões, fazendo valer o principio de que a união faz a força, o que os torna imbatíveis nesse sentido. Alguns representantes mais conhecidos:

Maria do Cais

Chico do Mar

Zé Pescador

Seu Marinheiro Japonês

Seu Iriande

Seu Gererê

Seu Martim Pescador

Da linha do Povo D’água ou de Iemanjá, geralmente baixam para beber e brincar podem-lhe ser pedidos coisas simples. Não é muito aconselhável a incorporação dessas entidades, devido a quantidade de bebida que ingerem. Com doutrinação, porém, eles não bebem em excesso.

Vem com seus bonés, calças, camisa e jaleco, em cores brancas de marinheiros e azul marinho de capitães de barco.

Nunca se oferece a eles conchas, estrelas do mar ou outros objetos do mar, pois como Marinheiros que são, consideram que ter objetos pertenecentes ao mar traz má sorte, a exceçao dos búzios (que não consideram como adornos, e sim como símbolo de dinheiro). Este povo recebe as oferendas na orla do mar em lugar seco sobre a areia.

A gira de marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas. A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos.

Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos. Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um “porto seguro”. A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que é feito.

Seus integrantes se apresentam com a aparencia de marinheiros e pescadores, gente acostumada a navegar. Representam o homem do mar, bebedor, mulherengo, que gosta de beber com os amigos nos bares e cantar alguma canção. São alegres e encaram os problemas de um ponto de vista simples. Caminham balançando-se de um lado para o outro, como se estivessem mareados. Bebem de tudo, pois na hora de beber nada recusam, fumam também de tudo: cigarros de palha, cigarros, cigarrilhas e até cachimbo.

Se relacionam com os amores ilícitos, passageiros e encontros esporádicos com amantes. Também se pede a eles que nos protejam nas viajens pelo mar e que nada de mal nos ocorra. Como qualquer outra entidade de umbanda dão conselhos.

As mulheres deste povo representam as mulheres que trabalham nas cercanias dos portos exercendo a prostituição e servindo bebidas nos bares, onde se juntavam para beber os Marinheiros, Malandros e Ciganos, realizando seus negócios e muitas vezes comprando o contrabando trazido nos barcos.

MARINHEIROS NO CATIMBÓ

 

São também grandes Mestres da jurema e possuidores de um grande ensinamento. São em geral marinheiros, marujos, navegadores e pescadores que na maioria tiveram seu desencarne nas águas profundas do mar. São comandados e chefiados pelo Mestre Martim Pescador, grande catimbozeiro e que trabalha com as energias das águas do mar.

MARINHEIROS NO CATIMBÓ

São também grandes Mestres da jurema e possuidores de um grande ensinamento. São em geral marinheiros, marujos, navegadores e pescadores que na maioria tiveram seu desencarne nas águas profundas do mar. São comandados e chefiados pelo Mestre Martim Pescador, grande catimbozeiro e que trabalha com as energias das águas do mar.

Em comum não são possuidores de giras próprias e se fazem presentes nas giras do Catimbó. Em algumas regiões são conhecidos como marujeiros. Quase sempre se apresentam bêbados, e tem em suas danças o balanço das ondas do mar. Suas cores são o branco e azul, vem quase sempre vestidos de marujos, tem no peixe o seu símbolo máximo, comem todos os tipos de frutos do mar e bebem também a cerveja e a cachaça. Sua saudação é TRUNFÊ, TRUNFÁ TRUNFÁ REÁ, A COSTA MARUJADA!!!

Eles chegam do mar e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio “maroto”, embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade.

Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos.

As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.

Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns.

Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.

Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.

[2]

Todas as pessoas tem uma idéia muitas vezes distorcida desta linha de trabalho. Os marinheiros são em sua grande maioria espíritos que militam a umbanda para dar sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de sustentação de trabalhos voltados a curas, atraindo os poderes elementais dos quais estes espíritos de alto grau espiritual, trazem consigo.

Na realidade estes abnegados servidores da lei são verdadeiros “magos que atuam nos mistérios aquáticos” e com uma forma de atuação única dentro dos domínios da umbanda. Como magos, trazem para nós, a possibilidade de nos libertar-mos de nossos entraves, com uma forma bem simpática lidam com os consulentes de forma extrovertida, deixando o assistido muito avontade com trejeitos peculiares desta linha maravilhosa da umbanda.

Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão embriagados, como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium.

Como isso ocorre?

Em torno do médium existe um campo de energia sustentado por seus centros de força e, além da energia gerada a partir da energia corpórea, existe um campo espiritual que se reflete em todo o ambiente. Os guias quando encorporados em seus médiuns, dançam, giram, balançam, gesticulam, etc… desta forma os guias liberam não só a energia que se desprende do médium, mas também libera de forma salutar o poder de seu mistério através de ondas magnéticas que são liberadas dentro do campo espiritual do médium e do templo. É desta forma que os marinheiros fazem, em formas onduladas, ou através de seu balanço, que mais parece de uma pessoa embriagada, é que este irmão na luz faz seu trabalho redentor dentro dos campos da Umbanda Sagrada.

É importante que os médiuns e principalmente os assistidos, saibam de tal fato, para que estes não deturpem e não dêem um mal sentido aos trabalhos de Umbanda.

Os marinheiros são sustentados pelo poder de nossa Mãe Iemanjá e sua cor de atuação é a mesma desta mãe Divina, que é o azul claro. Podemos sempre que necessitarmos, ativar o poder destes servidores da lei em nossa vida, acenda sua vela e faça uma prece, pedindo para eles abrirem seus caminhos e protege-los. É maravilhoso.

Todos devem estar sempre com os pensamentos voltados ao Pai Celestial, para que assim a fé interior esteja sempre renovada. Que todos tenham a consciência de que as mudanças só serão possíveis se partirem primeiramente de vosso íntimo e acreditar, lutar pelos vossos idéias. A busca do sucesso depende de vosso próprio esforço, dedicação e merecimento. Portanto, não pare no tempo, cruzando os braços a espera de milagres. Levantem-se, tenham fé, renovem suas esperanças, acreditem no poder do Pai Maior e corram atrás de seus objetivos.

Alimentem vosso espírito com muito amor, esperança e fé para assim projetar a verdadeira essência divina a todos os vossos semelhantes. Vossa mente tem um poder grandioso. Use-a para exercitar o bem, com o objetivo de unirmos nossas forças para estarmos cada vez mais ligados a Deus, receba de braços abertos à energia de todos os Orixás, dos vossos marinheiros que estão o tempo todo a vos ajudar quando solicitados.

Sejam positivos em qualquer situação.

Se você quer o melhor para sua vida, comece fazendo uma reflexão de seus próprios atos, pois muitas pessoas reclamam de determinados acontecimentos em suas vidas, mas esquecem de que tudo tem um porque. Portanto, reflitam sobre vossos pensamentos e atitudes para que não sofra conseqüências negativas.

A vida é um espelho. Vigie-a sempre. E lembre-se de que tudo pode quando trazemos “Deus” em nossos corações.

[3]
A alegria dos MARINHEIROS!

“Quantas ondas tem o mar?
Quantos grãos tem de areia?
Eu vim pra descarregar
Sou marinheiro da mamãe sereia.”

Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga grande e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar.

Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.

Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras.

Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d’áqua) e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo.

Seu trabalho é realizado em descarregos, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas.

A gira de marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas.

A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos.

Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos. Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um “porto seguro”.

A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que e feito.

Salve o Povo D’água!

[4]
MAROLA DO MAR

Entidade ligada ao povo d’água. Sua função dentro desta linha é de fazer a limpeza de toda a carga acumulada, após algum trabalho mais pesado, levando todas as cargas negativas para as ondas do mar sagrado.

Entidade que trabalha na linha de Iemanjá, com forte influencia de Ogum, facilmente (ou comumente), confundido com marinheiro, é uma entidade que não bebe e nem fuma, seu descarrego é baseado no movimento da “marola do mar”, que vai e vem.

Foi um ser vivente em uma época muito distante. Quando vivo, tinha fixação pelas ondas do mar, conseqüentemente por Iemanjá, passava horas a fio a observar as ondas na esperança de vê-la. Cansado de esperar pela visão tão esperada, foi ao encontro das ondas julgando ouvir o chamado de Iemanjá, sendo assim tragado pelas ondas, encontrando enfim a morte nos braços de sua paixão.

Passado o tempo, voltou como entidade, por sua afinidade com este Orixá, passou a trabalhar nesta linha, com a função de levar para Iemanjá toda a carga negativa que se encontrasse ao redor de seus filhos queridos.

É uma entidade rara em terreiros de umbanda, até hoje poucos se viram ou se sabe da existência, porém, é uma entidade de muita força e luz.

Material de trabalho: Velas azul e branca

Local de entrega: Na marola do mar

Ponto cantado:

A “marola do mar” E vem tombando, e vem tombando, e vem tombando A “marola do mar”

E vai tombando e todo mal vai carregando.

PONTOS DE MARINHEIRO
Andai No Mar! (2x)
Quem Acompanha Marinheiro
Toda Vida Anda No Mar!

—————————————–

Marinheiro, Marinheiro…
Marinheiro Só…
Quem Te Ensinou A Nadar…
Marinheiro Só…
Oi Foi O Tombo Do Navio…
Marinheiro Só…
Oi Foi O Balanço Do Mar!
Marinheiro Só…
Lá Vem…Lá Vem…
Ele É Faceiro… Todo De Branco…
Com Seu Bonezinho… Marinheiro, Marinheiro!
Quem Te Ensinou A Nadar…
Oi Foi O Tombo Do Navio…
Oi Foi O Balanço Do Mar…
Eu Não Sou Daqui…Eu Sou Do Amor!
Eu Sou Da Bahia…De São Salvador!
Marinheiro Só…

—————————————–

Marinheiro Agüenta O Leme
Não Deixa A Barca Virar!
É Contra O Mar
É Contra O Vento!
É Contra O Vento
É Contra O Mar!

—————————————–

Ô Martim Pescador Que Vida É A Sua?
Bebendo Cachaça E Caindo Na Rua!
Não Vá Beber… Não Vá Se Embriagar!
Não Vá Cair Na Rua Pra Polícia Te Pegar!
Eu Já Bebi… Eu Já Me Embriaguei!
Eu Já Caí Na Rua E A Polícia Não Pegou!

—————————————–

Eu Venho De Longe Pisando Na Areia
Na Areia Tenho Que Pisar!
Mas Ele É Seu Marinheiro Verdadeiro…
Aqui Em Qualquer Lugar!

—————————————–

Um Barquinho Vem Vindo Do Mar…
É O Marinheiro Que Vem Trabalhar!
Ele É Filho Das Águas Claras…
Eu Venho Aqui Quando Me Chamar!

—————————————–

Marinheiro Vem Do Mar…
No Balanço Do Navio…
Vem Trazendo A Santa Bênção…
Para Todos Os Seus Filhos!
Yemanjá Governa As Águas
Yansã A Tempestade
Com A Força Do Divino
Vem Trazendo A Caridade!
No Céu A Lua Brilha
As Ondas Do Mar Balançam
No Dia De Nossa Senhora
Na Areia A Sereia Canta!

—————————————–

Ei Marinheiro
Seu Barco Estava Afundando!
Ainda Bem Que Ele Foi Salvo
Na Jangada Dos Baianos!
—————————————–

ô, Marinheiro…
Dá licença de passar,
Seu navio está no porto,
Ele veio de alto mar.
É no balanço do mar q ele vem…
É no balanço do mar q ele vai…
É no balanço do mar q ele vem…
É no balanço do mar q ele vai…
—————————————–

Rema a canoa, Canoeiro…
Rema a canoa, Devagar…
Rema a canoa.
Canoeiro, não deixe o barco virar.
—————————————–

PONTOS P/ BAIXAR:

http://www.4shared.com/network/search.jsp?sortType=1&sortOrder=1&sortmode=1&searchName=MARINHEIRO&searchmode=2&searchName=MARINHEIRO&searchDescription=&searchExtention=&start=0

NOTAS:

Os marinheiros permitem aos médiuns a desenvolverem o equilíbrio emocional, entrar em contato com as emoções mais intimas desbloqueando e liberando os excessos, os vícios. Desenvolvendo no médium a capacidade de sentir as dores dos outros e com isso aprimorando as relações com o seu irmão.

VELAS – branca, azul ou bicolor branca e azul.

Oferenda aos Marinheiros

• Toalha ou pano branco; • velas branca e azul cla­ro; • fitas branca e azul claro; • linhas branca e azul cla­ro; • pembas branca e azul claro; • flores (cravos bran­cos, palmas brancas); • frutas (várias); • comidas (peixes assados, peixes fritos, peixes cozidos, cama­rões, farofa com carne); • bebidas (rum, aguardente);

Fontes:

[1] REVISTA ESPIRITUAL DE UMBANDA – EDIÇÃO 9
[2] Mensagem do marinheiro Jerônimo- pelo médium Ortiz Belo de Souza Sacerdote do OFA – Ordem dos Filhos de Aruanda

Baianos & Baianas

Baianos e Baianas têm a aparência de caboclos e pretos-velhos, mas se comportam como exus e pombagiras. FumamBaiano Severino, imagem de culto cigarro de palha e tomam batida de coco. Os homens geralmente carregam uma peixeira.

O baiano representa a força do fragilizado, o que sofreu e aprendeu na “escola da vida” como ajudar. A bravura e irreverência atribuídas ao migrante nordestino parece ser responsáveis pelo fato de os baianos terem se tornado uma entidade freqüente e importante nas giras paulistas nos últimos anos.

Quando se referem aos exus usam o termo “Meu Cumpadre”. Mostram com eles afinidade e proximidade e costumam trazer recados do “povo da rua”. Enfrentam os invasores (quiumbas, obsessores) de frente, com falas do gênero “venha me enfrentar, vamos vê se tu pode comigo”. Buscam sempre o encaminhamento e doutrinação, mas quando o Zombeteiro não aceita e insiste em perturbar algum médium ou consulente, então o Baiano se encarrega de “amarrá-lo” para que não mais perturbe ou até o dia que tenha se redimido e queira realmente ser ajudado. Costumam dizer que se estão “trabalhando” é porque não foram santos em seu tempo e também estão ali para passarem um pouco do que sabem e principalmente aprenderem com o povo da terra.

Segundo Reginaldo Prandi, lembrando que as giras (sessões rituais de transe com canto e dança) são organizadas separadamente para entidades da “direita” (Umbanda) e da “esquerda” (Quimbanda), pode-se imaginar que os baianos — de criação muito recente, mas com uma popularidade que já quase alcança a dos caboclos e pretos-velhos — são uma espécie de disfarce pelo qual exu e pombagira podem participar das giras da “direita” sem serem molestados. Se um dia a umbanda separou o bem do mal, com a intenção inescondível de cultuar a ambos, parece que, com o tempo, ela vem procurando apagar essa diferença.

Os baianos representariam esta disposição. São as entidades da “direita” mais próximas da “esquerda” em termos do comportamento estereotipado: eles são zombeteiros, não escondem seu escárnio por fiéis e clientes e falam com despudor em relação às questões de caráter sexual, revelando com destemperança, para quem quiser ouvir, pormenores da intimidade das pessoas.


Baiana do Balaio, imagem de culto umbandista

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Nas giras eles se apresentam com forte traço regionalista, com sotaque característico. Gostam de conversar e contar causos, mas também dão broncas. São “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversam bastante, falam baixo e manso, são carinhosos e passam segurança ao consulente.

Entre os nomes mais populares de baianos estão Severino da Bahia, Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Sete Ponteiros, Mané Baiano, Zé do Berimbau, Maria do Alto Do Morro, Zé do Trilho Verde, Maria do Balaio, Maria Baiana, Maria dos Remédios e Zé do Prado.

Alguns dos baianos supostamente foram cangaceiros do bando de Lampião, associados no imaginário popular à luta contra as injustiças sociais. Incluem, além do próprio Lampião, Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Chumbinho e Sabino.

Têm sido associados aos baianos também os “malandros”, inspirados no tipo tradicional do malandro carioca, possivelmente as entidades mais ambivalentes da Umbanda, visto aparecerem também como exus. O mais conhecido é Zé Pelintra, ao qual se associam Zé Navalha, Sete-Facadas, Zé-da-Madrugada, Sete-Navalhadas, Zé da Lapa e Nego da Lapa, entre outros.

Uma lenda de caboclo baiano 

Um conto diz que Lampião e Zé Pelintra, no além, estiveram a ponto de brigar por causa de Maria Bonita, que o segundo resolveu cortejar. Lampião ameaçou mandar Zé Pelintra para o inferno. Zé Pelintra zombou da ameaça, pois “entra e sai de lá a toda hora”. Lampião puxou a peixeira e chamou seu bando, ou falange, quando apareceu Severino da Bahia, antigo babalorixá de Salvador, que conhecia os dois e tinha muita afeição por ambos.

Severino convenceu-os a baixar as armas e conversar. Explicou a Zé Pelintra que Lampião lutou por melhores condições de vida, distribuição de terras, fim da fome e do coronelismo, mas cometeu muitos abusos. Zé Pelintra, por sua vez, nascera no sertão de Alagoas, migrara para o Rio de Janeiro e driblara os problemas da vida, a fome, a miséria, as tristezas, com seu jeito esperto e foi transformado em herói depois da morte, embora também cometesse muitas violências. Zé e Lampião descobriram que eram muito parecidos e igualmente valorizavam a justiça, a amizade e a lealdade. Severino então convenceu-os a participar da Umbanda e trabalhar pelos pobres e excluídos.

Teria nascido então a Linha mais alegre, divertida e “humana” da Umbanda, que acolheria a qualquer um que quisesse lutar contra os abusos, a pobreza, a injustiça, as diferenças sociais e teria na amizade e no companheirismo sua marca registrada. Uma linha de guerreiros, que um dia excederam-sese na força, mas que passavam a lutar com as armas da paz. Dizem ainda que continua a queda de Zé Pelintra por Maria Bonita, mas ele a deixou de lado devido ao respeito pelo irmão Lampião e passou a namorar uma pombagira que conheceu na Umbanda. É por isso que ele às vezes “baixa” disfarçado de exu.

A gira de Baianos.

“Meu santo é forte,
Caboclo do Norte,
Que só faz o bem,
Só quer ajudar,
Não faz mal a ninguém,
É flecha encarnada,
mãe santa me deu…”

Caboclo do Norte, a gira de Baianos nada mais é do que a alegria de um povo que foi e é sofrido mas que não perde a esperança por possuir uma fé inabalável e uma experiência em lidar com problemas que fazem os nossos parecerem brincadeira.

Como encarar a vida e seus problemas com entusiasmo e alegria?
Pergunte a uma entidade da Gira de Baianos.
Sem a menor dúvida, a gira mais festiva e alegre da Umbanda.

Desprendida, descomplicada, um alto astral e uma vontade imensa de resolver as “coisas do coração” , verdadeiro obstáculo do ser humano.
Porque é nas coisas do coração que se encontram as soluções para todos os outros problemas.
Cansei de presenciar estas magníficas entidades desviarem assuntos relacionados a trabalho, dinheiro, ou qualquer outro problema para perguntar sobre as coisas do coração, no livro “Carma” enfatizo esse comportamento curioso, pois o impressionante é que realmente estes problemas existiam e eram o que realmente estava atrapalhando. Sanado estes problemas de relacionamento, os demais acabavam como que por mágica.

Água de coco, batida de coco, uma “branquinha”, e a tradicional farofa, com acarajé, um peixe, ou qualquer coisa que só de sentir o cheiro nos remete a mágica Bahia de todos os santos.

É pra lá que eu vou!!.
Um convite a renascer para a alegria da vida, esta é a gira dos Baianos na Umbanda.

Ah, Bahia!!!

Linha dos Baianos

Formam esta linha espíritos de pessoas que viveram no Estado da Bahia ou estados do nordeste, próximos à Bahia. Os Baianos trabalham na orientação material ou espiritual, desmancham trabalhos de magia negativa, nos ajudam no desenvolvimento mediúnico, nos assuntos e desavenças matrimoniais, nos assuntos profissionais, etc.

Os Baianos são muito comunicativos e muito brincalhões, usam bebidas alcoólicas e cigarros em seus trabalhos (não fumam os cigarros, fazem defumações com eles). O Baiano depois de um determinado período de comparecimento aos trabalhos, transforma-se em verdadeiro amigo e confidente e neles depositamos imensa confiança. A origem dos Baianos é normalmente a Quimbanda e são grandes conhecedores do que por lá é praticado. Usam hoje esses conhecimentos no combate direto as forças do mal, desmancham feitiços, quebram demandas, etc. Nunca andam sozinhos, o que os torna poderosos no combate ao mal.

Os Baianos são poderosos aliados da Umbanda e grandes amigos de seguidores ou praticantes do culto. Eles ajudarão qualquer pessoa em tudo o que for permitido praticar em nome de Deus, eles estarão sempre ao seu lado, desde que você não tenha má índole. Quando uma pessoa não é correta e os procura pedindo ajuda, vão ouvir deles o que não gostam de ouvir. Baiano não tem osso na língua, o que ele tiver que falar a uma pessoa, ele o fará, goste a pessoa ou não. O objetivo dessa conduta é apenas um, ajudar aos homens a andar direito na vida. Baiano de terreiro, como é chamado, “não pactua com vagabundos”. Ao menos os Baianos verdadeiros agem dessa forma, não fazem conchavos de qualquer espécie.

A Linha dos Baianos sempre foi para nós de um valor imenso, a amizade que sempre demonstraram, os puxões de orelha que sempre nos deram na hora certa, corrigindo nossos defeitos e nossa conduta e as provas que sempre nos deram, sempre aumentaram a nossa fé, enfim: aos Baianos devemos muito.

Um baiano muito famoso é conhecido na Umbanda como Zé Pilintra, a quem é dado o mérito de ter iniciado essa famosa linha na Umbanda. Pelo menos o Zé Pilintra é o Baiano mais famoso em nosso meio. Não existe quem não o conheça, ao menos de nome. Muitos dizem que o Zé Pilintra é um exu, nós não acreditamos nisso. Na realidade, se alguém se apresenta como Zé Pilintra e pratica magia negativa, ele não é um Baiano verdadeiro e sim, um exu mistificador. Os Baianos não fazem mal a ninguém, muito ao contrário, são amigos de todos, sejam bons ou maus.

Entre eles, existe uma amizade muito grande, um é irmão do outro. A Linha dos Baianos não é propriamente só dos Baianos. Os espíritos com conhecimentos de magia que viveram nos estados do nordeste também comparecem na linha dos Baianos, embora não tenham vivido sempre na Bahia.
Como exemplo, há alguns anos foi trazido a um trabalho de Baianos, pelo Baiano chefe de nossa casa, uma entidade que se apresentou como Salustiano, nitidamente um espírito de evolução mais baixa, que informou ter sido um cangaceiro, nascido na cidade de Exu, em Pernambuco. Porém, essa entidade embora não seja um baiano de origem, trabalha no meio deles e deixou isso claro cantando o seguinte ponto:

“O meu pai foi do tumbeiro e me criou lá no cangaço,
Na cidade de Exú terra que dá muito macho
Me chamo Salustiano e eu sei bem o que faço
É na linha de Baiano, vim aqui corta embaraço”

Essa é a prova que nem todo Baiano que se apresenta como tal, viveu na Bahia, podem ser pernambucanos, alagoanos, cearenses, etc. Uma coisa só lhes é peculiar: todos eles quando encarnados eram praticantes da magia negativa. Hoje usam esses conhecimentos para combater o mal, valendo-se da inversão dos pólos.
Consideramos a linha dos Baianos, não somente uma linha de trabalhadores amigos mas sim, uma das linhas mais fortes que existe na Umbanda. Não conhecemos feitiço que não desmanchassem, não constatamos situação que não resolvessem.

Oferenda aos Baianos

• Toalha ou pano branco (ou amarelo); • velas branca e amarela; • fitas branca e amarela; • linhas branca e amarela; • pembas branca e amarela; • frutas (coco, caqui, abacaxi, uva pêra, laranja, manga, mamão); • bebidas (batida de coco, de amendoim, pinga misturada com água de coco); • flores (flor do campo, cravo, palmas); • comidas (acarajé, bolo de milho, farofa, carne seca cozida e com cebola fatiada, quindim).

Yewa terça-feira, nov 1 2011 


Dia da semana: Sábado

Cores: Vermelho Vivo, Coral e Rosa

Símbolos: Ejô (cobra) e Espada, Ofá (lança ou arpão)

Elementos: Florestas, Céu Rosado, Astros e Estrelas, Água de Rios e Lagoas

Domínios: Beleza, Vidência (sensibilidade, sexto sentido), Criatividade

Saudação: Ri Ro Ewá!

  • Lendas:

O seu grande ewó (coisa proibida) é a galinha. Corre a lenda entre as casas antigas da Bahia que cultuam Iyewa, que certa vez indo para o rio lavar roupa, ao acabar, estendeu-a para secar. Nesse espaço veio a galinha e ciscou, com os pés, toda sujeira que se encontrava no local, para cima da roupa lavada, tendo Iyewa que tornar a lavar tudo de novo. Enraivecida, amaldiçoou a galinha, dizendo que daquele dia em diante haveria de ficar com os pés espalmados e que nem ela nem seus filhos haveriam de comê-la, daí, durante os rituais de Iyewa, galinha não passar nem pela porta.Verger encontrou esse ewó na África e uma lenda idêntica.

Conta-se que Iyewá era uma linda virgem que se entregou a Xangô, despertando o ciúme e a ira de Iansã. Para fugir da senhora dos ventos e tempestades, se escondeu nas florestas com Oxóssi, tornando-se uma guerreira e caçadora.

O Orixá Ewá é uma bela virgem que entregou o seu corpo jovem a Xangô, marido de Oya, despertando a ira da rainha dos raios. Ewá refugiou-se nas matas inalcançáveis, sob a protecção de Oxóssi, e tornou-se uma guerreira valente e caçadora habilidosa.

As virgens contam com a protecção de Ewá e, aliás, tudo que é inexplorado conta com a sua protecção: a mata virgem, as moças virgens, rios e lagos onde não se pode nadar ou navegar. A própria Ewá, acreditam alguns, só rodaria na cabeça de mulheres virgens (o que não se pode comprovar), pois ela mesma seria uma virgem, a virgem da mata virgem dos lábios de mel.

Ewá domina a vidência, atributo que o deus de todos os oráculos, Orunmilá lhe concedeu.

Em África, o rio Yewá é a morada desta deusa, mas a sua origem gera polémica. Há quem diga que, tal como Oxumaré, Nanã, Omulú e Iroko, Ewá era cultuada inicialmente entre os Mahi, foi assimilada pelos Iorubas e inserida no seu panteão. Havia um Orixá feminino oriundo das correntes do Daomé chamado Dan. A força desse Orixá estava concentrada numa cobra que engolia a própria cauda, o que denota um sentido de perpétua continuidade da vida, pois o círculo nunca termina.

Ewá teria o mesmo significado de Dan ou uma das suas metades – A outra seria Oxumaré. Existem no entanto, os que defendem que Ewá já pertencia à mitologia Nagô, sendo originária na cidde de Abeokutá. Estes, certamente, por desconhecer o panteão Jeje – No qual o Vodun Eowa, seria o correspondente da Ewá dos Nagô -Confundem Ewá com uma qualidade de Iemanjá. Erram porque Ewá é um Orixá independente, mas a sua origem não se esclarece sequer entre os Jeje, pois em respeitados templos de Voduns se afirma que Eowa é Nagô.

Eowá foi uma cobra muito má e por isso foi mandada embora. Acabou por encontrar abrigo entre os Iorubas, que a transformaram numa cobra boa e bela, – A metade feminina de Oxumaré. Por esse motivo, Oxumaré e Ewá, em qualquer ocasião, dançam juntos.

Características dos filhos de Ewá

Pessoas de beleza exótica, diferenciam-se das demais justamente por isso. Possuem tendência a duplicidade: Em algumas ocasiões podem ser bastante simpáticas, em outras são extremamente arrogantes; às vezes aparentam ser bem mais velhas ou parecem meninas, ingénuas e puras. Apegadas à riqueza, gostam de ostentar, de roupas bonitas e vistosas, e acompanham sempre a moda, adoram elogios e galanteios.

São pessoas altamente influenciáveis, que agem conforme o ambiente e as pessoas que as cercam, assim, podem ser contidas damas da alta sociedade quando o ambiente requisitar ou mulheres populares, falantes e alegres em lugares menos sofisticados. São vivas e atentas, mas sua atenção está canalizada para determinadas pessoas ou ocasiões, o que as leva a desligar-se do resto das coisas. Isso aponta uma certa distração e dificuldades de concentração, especialmente em actividades escolares.

É raro encontrar uma filha de Yewá. Els são valentes e guerreiras, muito belas e conquistadoras. Sabem o que querem e vão até o fim. São prestativas e se preservam quanto a moral e educação, ou expor seus sentimentos.

OS FILHOS DE EWÁ NO AMOR

O HOMEM DE EWÁ

Muito difícil, este homem parece vacinado contra o amor. Geralmente alto, de aparência, atraente e comunicativo, ele acha que ninguém é digno de amá-lo e coloca o afeto em segundo plano. Toda essa auto-admiração transforma-se num bloqueio difícil de vencer. Mas pode-se tentar. Uma idéia é desafiá-lo para fazer coisas que nunca tenha feito antes. Tipo levá-lo a um restaurante escondidinho ou a uma praia deserta. Outra tática – esta é a mais importante – é deixar bem claro que a admiração que se tem pelo seu corpo. Que ele próprio acha o máximo, mas que nem por isso faz dele um bom parceiro sexual. É que o filho de Ewá é passivo demais nesse assunto e será preciso agarra-lo na marra. Lembrando sempre de elogiar os detalhes do seu corpo, o mais bonito do mundo.

A MULHER DE EWÁ

Ela tem traços inconfundíveis: cabelos vistosos, cintura e quadris acentuados e proporções perfeitas. Num grupo pode chamar sobre si as atenções de imediato ou então retrair-se à espera de que a “descubram”. De qualquer modo, pelo seu comportamento ou pela sua aparência física, a filha de Ewá nunca passará despercebida, porque é uma misteriosa de guerreira, ninfeta e serpente. Dominadora, inteligente, só se liga em homens também especiais, porque adora ser desafiada por adversários fortes. Sexualmente, seu ponto fraco é o pé, e sua grande arma, os beijos melosos. Como parceira erótica, tem grande versatilidade: gosta tanto de dominar o homem quanto de se submeter a ele.

AFINIDADES

Com mulheres de Oxalá, Oxaguian, Yemanjá, Nanan e Oxunmaré.

AFINIDADES

Com homens de Oxalá, Oxunmaré, Exú, Ibeji, Oxaguian e Voduns.

Yewa ou Ewá, Orixá do rio Yewa, que fica na antiga tribo Egbado (atual cidade de Yewa) no estado de Ogun na Nigéria. Orixá identificada no jogo do merindilogun pelo odu obeogunda.

Verger conta que na NigériaAbimbola publicou um itan Ifá (história de Ifa), falando “que de certa feita estando Iyewa à beira do rio, com um igba (gamela) cheio de roupa para lavar, avistou de longe um homem que vinha correndo em sua direção. Era Ifá que vinha esbaforido fugindo de Iku (a morte). Pedindo seu auxílio, Iyewa despejou toda roupa no chão, que se encontrava no igba, emborcou-o em cima de Ifa e sentou-se. Daí a pouco chega a morte perguntando se não viu passar por ali um homem e dava a descrição. Iyewa respondeu que viu, mas que ele havia descido rio abaixo e a morte seguiu no seu encalço. Ao desaparecer, Ifa saiu debaixo do igba e levou Iyewá para casa, a fim de torná-la sua mulher.”

Brasil

Ewá – escultura de Carybé em madeira, em exposição noMuseu Afro-Brasileiro,SalvadorBahia,Brasil

Ewá, Euá, IyewaOrixá feminino, é a divindade do rio e da lagoa Iyewà na Nigéria. Uma das iabás, considerada ora irmã de Iansã, ora esposa de Oxumarê. Seu nome significa maezinha do carater.

Verger em suas pesquisas diz: “Na Bahia é cultuada somente em três casas antigas, devido à complexidade de seu ritual. As gerações mais novas não captaram conhecimentos necessários para a realização do seu ritual, daí se ver, constantemente, alguém dizer que fez uma obrigação para Iyewa , quando na realidade o que foi feito é o que se faz normalmente para Oxum ou Oyá.” Em 1981, houve uma saída de Iyewá no Ilê Axé Opô Afonjá, após mais de 30 anos da iniciação da anterior.

As cores de seus colares (fio-de-contas) são o vermelho e azul(tranparentes). Usa como insígnias a âncora e a espada, ofá que utiliza na guerra ou na caça, brajás de búzios, roupa enfeitada com iko (palha da costa) tingida. Gosta de pato, também de pombos, odeia galinhas. Há um vodun daomeano com o mesmo nome, cultuado em São Luís do Maranhão. Saudação – “Riró!”.

Elementos que rege

Rege as neblinas e nevoeiros na natureza.

Cuba

Lydia Cabreraantropóloga cubana escreve sobre Yewa e refere-se à Yemayá-Olokún.

Ewa não é uma orixá, sim uma eledá, como muitas outros que acreditamos ser um orixá. Lembro que o titulo de orixá pertence ao orixá Ori, e a nenhum mais. Yemanjá tem o de Yia-aja-ori, que não é a mesma coisa de orixá, como podemos pensar numa primeira idéia. Mais é aparece nos itans de Ifá em certas ocasiões quando do nascimento, quando dos poderes dela, já mocinha, depois com o primeiro namoro e como amante se assim podemos dizer; quando ela começa uma vida sexual ativa que nos informa que tem ela um caso com: 3 oxalá novo o senhor dos Bambus amarelos, o oxalá que vem avisar que o tempo acabou, depois com Oxoguian, Exu, Oxumaré, com 2 dos Odes, Orunmilá e por ultimo ela aparece como esposa de Omolu. Em seu nascimento ela aparece quando Ogun violenta Nana, na frente do povo dela, mostrando que ele invadiu a aldeia dela, lembramos que essa lenda começa quando não lhe proíbe a simples pelas terras dela, Nana faz a lama subir até quase matar Ogun, ele escapa e a fere com uma lança, razão pela qual ela não gosta de metal em suas coisas pois sua carne foi cortada por um metal. Ogun se organiza e trava um guerra com Nana sem precedentes, onde sai vitorioso invadindo as terras dela e dominando tudo, por final junta todo o povo de Nana no meio da aldeia e ali tem relações com ela na frente do povo dela, num demonstração que havia subjugou a rainha. Desta relação nasceu Ewá. Uma linda menina, o único filho perfeito que Nana teve. Daí ela mandar colocar acima da porta de sua aldeia um iba de Ogun. Ewa não tem nada, pois Nana teria já dado distribuído aos seus filhos, Omolu e Oxumare, seus filhos doentes, mais Oxumare se apegou a irmã e com ela combinou que cada um iria dirigir o Arco-íris por um tempo, daí ser ele o arco íris um tempo dirigido por Ewa e outro por Oxumare (não é 6 meses). Oxumare dá a Ewa a cor branca do arco íris, pois ela é um santo balle.Ewa tinha brigas de muitos querendo casar com ela, quando nova pela beleza. Ela seduziu Oxalufan que vivia com Nana. Tendo ai o seu primeiro contato sexual. Ela tem suas cores o roxo e branco, enquanto Iku é roxo, preto e branco. Conta-se que Ewá recebeu de Ogun o direito de usar uma lâmina que ela esconde entre os seios, cujo o cabo é madeira, que esse fica a mostra. Ele mostra a pureza da morte onde devemos nos preparar, pois a vida é uma preparação para esse dia onde vamos prestar conta de tudo que fizemos dela é a expressão não deixe que outro tome seu lugar na morte, pois o julgamento dele será pior que o seu. Ewá dá mais um tempo a pessoa para se aguardar uma pessoa de longe chegar antes de dar o sono da morte. Ewá vem apenas para quem é digno, daí ter que ter a pureza diante dela. Quem não é puro não merece a boa morte. Ela é versátil em venenos, onde tentou envenenar alguns orixás, inclusive Exu, que não foi bem sucedida. Consegui subjulgar Orunmilá e mante-lo como escravo dela por muito tempo, nesse período Oxumaré foi babalawô usando as cores, verde, amarelo e preto, ela travou varias guerra com seu irmão Omolu, onde por ultimo ele com um tapa a venceu tirando toda a carga de maldade dela. E venceu a maldição dela dada por Oxalá da Bambuzal, onde ela de dia era uma velha e a noite era um linda mulher. Ela já casada com omolu, que ela tem muito medo até hoje foi mãe de todos os filhos dele. Já como esposa de Omolu ela ajudou um rapaz a fugir da morte. Invocando ela ser esposa de Omolu. Ele rege o sono da morte. Os venenos onde com ele matou os que a perseguia e quem ela não gostava.Entretanto existe um fato em Ifá Xorokê, é um guerreiro feiticeiro, que não é Ogun e não é Exu. No candomblé é cultuado como Ogun, que seria o Irominã (o Ogun que come com exu e o exu que come com Ogun, que a tradução seria meu nome é fogo) dizem que é um Ogun e um Exu rebaixando, Xoroke é um santo extremamente sagaz e ligado a torturas, desastres de grandes proporções. Enquanto Ogun quer ver o inimigo olhos nos olhos o Xoroke não tem isso. Ele tem requinte de maldade, gosta de acumular riquezas e bens materiais e é muito vaidoso. E só gosta de coisas boas e que custem muito. Tem muita ostentação. Coisas simples ofende o Xoroke. Pune seus filhos com grandes desgraças, daí muitos terem medo deste santo. Não aceita que seja questionado em nada. Suas cores e azulão e vermelho. Ao contrário de Ogun que é verde. Pode usar um arpão, adaga, ofa, cabaças. Cobre o rosto. Em alguns barracões dizem ser ela filha de Obatalá. Entretanto em Ifá não achamos amparo para isso.

Lydia Cabrera Mythologie Vodou, Piétonville, 1950

É uma Santa guerreira e dona da visão. É um Òrìsá um pouco raro no Brasil. Ela gosta que suas filhas sejam novas e virgens. Quando suas filhas casam ou perdem a virgindade, elas passam a ser ADÓSÙU de ÒSUN. Mais tarde, se elas se abstiberem de sexo ou ficarem viúvas, YEWÀ passa a rege-las, inclusive, a possuir suas cabeças. Ela, como NÀNÁ, não gostam de escolher homens para seus eleitos, podendo os mesmos serem seus OGÁN ( ALABES, ASOGUNS e outras funções que não seja incorporar a Deusa ) .É muito amiga dos pássaros, sendo os mesmos um de seus grandes fundamentos, porque ela é mãe dos pássaros. Todas as partes brancas lhe pertence, o branco do arco-iris, os raios brancos do sol, a neve e o leite das folhas. Também é um Òrìsá das florestas e comanda os astros como o sol, a lua e as estrelas.

YEWÀ quer dizer: – A serpente azul ou a senhora da visão

Usa o vermelho cristal e o amarelo gema, três contas vermelhas e duas amarelo gema.

QUALIDADES

-GEBEUYIN

A primeira a surgir no mundo. Faz os banhos de ervas darem positivamente e traz abundância nos alimentos. Veste vermelho maravilha e o amarelo claro. Come com OMOLÚ, OYA e ÒSUN. Nas tempestades essa YEWÀ tem o poder de transformar-se numa serpente azulada. Isto porque ao ser enganado por YEWÀ, sôbre onde encontrava-se ÒRÚNMÌLÀ, IKÙ ( a morte ) encantou uma serpente, para que quando ela visse ÒRÚNMÌLÀ, emitisse um som que onde estivesse IKÙ ouviria e comeria ÒRÚNMÌLÀ. YEWÀ sabedora do que IKÙ havia feito, matou a cobra e comeu, passando , assim, a emitir o mesmo som. Procurando mais uma vez enganar IKÙ, pois se ÒRÚNMÌLÀ estava presente, YEWÀ corria para putro lado e emitia o som da serpente, chamando IKÙ para outra parte.

- GYRAN

Ela é a deusa dos raios do sol. Controla os raios solares para que êles não destruam a terra. Ela é a formação de um arco-iris duplo que aparece em torno do sol. É ela quem ordena ao sol que ilumine a lua. Metade deste Òrìsá é YEWÀ e a outra é BESSEN. Possui fundamento com a pedra ametista. Seu OTÀ é esverdeado. A platina, o rubi, o ouro e o bronze vão em seu assentamento. Come com OMOLÚ, ÒSUN e ÒSÓÒSÌ.

- OMAJÈ

É a senhora do lagarto, comanda as mudanças de cores do lagarto. Caminha com ÒSUN KARÉ e uma qualidade de ÒÒSÀÀLÀ, que também é dono do lagarto. Sua pedra é a água marinha. Em seu assentamento leva rubi, ouro e opala. Vive na terra, pois perdeu o poder se subir ao ORUN ( CÉU ) ao tentar picar OSÀLÚFÓN. Ela encontra-se no arco-iris que se forma nas pedras molhadas das cachoeiras. Come com ÒSUN e OMOLÚ INTOTO.

- EREWÀ

Ela é vista no arco-iris que se forma em volta da lua. Foi ela quem encarou ÒGÚN e entrou em luta corporal. ÒGÚN ao derruba-la ao chão, o capacete caiu-lhe da cabeça e ela apavorada correu para escapar, pois êle havia visto o que ela jamais havia mostrado a ninguém, o seu rosto de cobra. Correndo de ÒGÚN que queria sua cabeça como premio, encontrou-se com BESSEM, que a levou para o interior do YILÉ YIBO YILU, a mata da morte, fugindo assim de ÒGÚN. Usa o bronze, o onix e a esmeralda. Em seu assentamento são colocados quatro cristais. Come com OMOLÚ INTOTO e BESSEN.

SUAS FOLHAS

-Todas as de OSÙMÀRÈ e OBALÚWÀIYÉ, cana do brejo, ojuoro e a principal que é a da melancia.

LENDA

YEWÀ estava a banhar-se e a lavar roupas no rio quando ÒRÚNMÌLÀ apareceu fugindo de IKÙ ( amorte ) , relatando o que estava acontecendo e a pedir que o escondesse , pois estava muito novo para morrer. Ela atendeu escondendo-o sob um monte de roupas que estavem em baixo de sua saia. IKÙ surgiu e perguntou-lhe : Mulher, viste alguém passar por aqui ? – YEWÀ perguntou-lhe : Por que mulher ? – IKÙ respondeu-lhe : Sabes quem sou eu ? – YEWÀ ecrando a morte sem teme-la disse : Sei, és IKÙ a morte. E tu, sabes quem eu sou ? – Sim, respondeu IKÙ, és YEWÀ a mulher de OBALÚWÀIYÉ e estimo-lhe meus respeitos. Com ar soberano ela disse-lhe : Vi sim, alguém passou correndo para aquele lado, indicando a IKÙ o caminho errado, salvando assim a vida daquêle jovem .ÒRÚNMÌLÀ agradecido deu a YEWÀ o dom da vidência. Neste exato momento YEWÀ teve um pensamento e ÒRÚNMÌLÀ falou-lhe : YEWÀ tu serás mãe. Era justamente o que ela estava pensando. Este era o melhor presente dado a esta grande guerreira.

Comidas:

Batata-da-Terra cozida com azeite doce

Banana inteira feita em azeite de dendê com farofa do mesmo azeite, feijão fradinho.

Referências

Bibliografia Consultada:
Dicionário Antológico da Cultura Afro-Brasileira – Eduardo Fonseca Jr.
Revista Planeta – Edição Especial Orixás – Número 126 – B
Revista Destino – Edição Extra 1992 – Os Orixás e o Amor, por Eduardo Fonseca Jr.

  • , Ifa Divination/Communication between Gods and Men in West Africa, Indiana University Press, Bloomington London, 1969, pag. 444-445.William Bascom
  • , Notes sur le culte des Orisa et Vodun à Bahia, la Baie de Tous les Saints, au Brésil et a l’ancienne côte des Esclaves en Afrique, IFAN, Dakar, 1967, pag. 295.Pierre Verger
  • Wande Abimbola, Sixteen Great Poems of Ifa, Unesco, 1975, pag. 135-155.

Yemanjá terça-feira, nov 1 2011 


ORAÇÃO DE YEMANJÁ

Odoiá, Odoiá, Iemanjá

Rainha das Ondas, sereia do mar.

Como é belo seu canto, senhora!

Quem escuta chora, mãe das águas,

do oceano, soberana das águas.

Dê-me sucesso, progresso e vitória.

Abra meus caminhos no amor e cuide de mim.

Que as águas sagradas do oceano lavem minha alma e meu ser.

Abençõe, mãe, minha família e meus amigos.

Permita que o amor seja  nossa maior fonte de energia.

Sou suas águas, suas ondas, e a senhora cuida dos meus caminhos.

Iemanjá, em seu poder eu confio. 

 

Oração

Odoiá, Odoiá, Iemanjá

 

Rainha das Ondas, sereia do mar.

Como é belo seu canto, senhora!

Quem escuta chora, mãe das águas,

do oceano, soberana das águas.

Dê-me sucesso, progresso e vitória.

Abra meus caminhos no amor e cuide

de mim. Que as águas sgradas do

oceano lavem minha alma e meu ser.

Abençõe, mãe, minha família e meus

amigos. Permita que o amor seja

nossa maior fonte de energia.

Sou suas águas, suas ondas, e a

senhora cuida dos meus caminhos.

Iemanjá, em seu poder eu confio. Axé!

 

Oração de Iemanjá

“Iemanjá, Mãe das águas,

 

Abre as suas asas sobre nós!

Ilumina os nossos corações sedentos de amor e paz.

Abençoa esse serviço espiritual que abraçamos em nome da luz.

Vem, Mãe querida!

 

Interpenetre os nossos pensamentos e os nossos sentimentos, para dançarmos juntos na luz.

Que as suas águas curativas lavem as nossas mazelas.

E que as criaturinhas extrafísicas da natureza, sob o seu comando, brinquem em nossos chacras acesos de amor.

Mãe das águas,

 

Abençoa essa estrela bonita, que flutua acima de nossas cabeças.

Essa estrela do Dharma que nos protege com as luzes do Oriente.

Renova os nossos votos de crescimento e nossas energias.

Faz a dança do universalismo quebrar os nossos preconceitos e limitações.

Mãe amada,

 

Que todos nós (encarnado e desencarnados), possamos ser melhorados com as suas águas curativas.

Que haja a festa da luz em todos nós (em espírito e corpo).

Iemanjá, rainha espiritual,

 

Abre as suas asas sobre nós!

E abençoa esse nosso serviço espiritual.

Que todos nós sejamos lavados nas águas da bem-aventurança!

De coração aberto, com humildade e respeito, nós agradecemos a sua proteção espiritual.”

Iemanjá Odoiyá!

 

Cor: azul claro e verde, nos tons do mar.

Símbolo: Abebê (espelho, símbolo das águas em geral)

Dia da Semana: Sábado

Numero: 10

Comida: arroz com mel

Saudação: Odô Iyá!

Descrição

YEMANJÁ = Ye + omo + eja = mãe dos filhos peixes, ou, Yèyé omo ejá (Mãe cujos filhos são peixes).O cristal representa seu poder genitor e sua interioridade (filhos contidos em si mesma). Representa a gestação e a procriação. Em alguns mitos considera-se mulher de Òrányàn (descendente de Oduá e fundador de Oyó) de quem ela concebeu Sàngó (Ancestre dicino da dinastia dos Àlàfin de Òyó).

A mãe dos orixás, esposa de Òrìnsànlá. No Brasil é a deusa do mar, da água salgada, enquanto na Nigéria, a deusa de um rio, e orixá dos Egbá, onde existe o rio Yemoja. Também a deusa do encontro das águas do rio e do mar. A mais antiga é Iyá Sagba , que quer dizer, A Mãe que passeia sobre as ondas.

Suas cores são o azul claro, branco e azul e o cristal, sua saudação, Odoyiá = Mãe do rio. Sábado é o seu dia consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Seu dia consagrado é 2 de fevereiro

Segundo algumas fontes; Orixá dos rios e correntes, especialmente do Rio Ogun, na África seria folha de Obatalá e Oduduwá, casada com Oranyian, fundador mítico de Oyó, teria sido esposa de Aganjú, e com ele teve um filho Orùngan, que a violou e dela são descendentes outros quinze orixás: Dadá, Sangó, Ògún, Olokun, Olosá, Oyá, Òsun , Obá, Oko, Oke, Saponan; Òrun (sol) e Osupá (lua); Ososo e Aje Saluga (orixá da riqueza). Seus diversos nomes são relativos aos diferentes lugares profundos (ibù) do rio.

Qualidades

Yemanjá Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé)

Yemanjá Saba (fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá)

Yemanjá Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun)

Yemanjá Tuman/Aynu/Iewa

Yemanjá Ataramogba/Iyáku (vive na espuma da ressaca da maré)

Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô)

Awoyó/Iemowo (a mais velha de todas, esposa de Oxalá)

EWÁ

Arquétipos

São pessoas imprevisíveis como as ondas, ciumentas, esposas e mãe zelosas, perdoam mas não esquecem, são muito desconfiadas, fazem as coisas e tiram o corpo fora, aparentemente calmas, dão para os negócios, se forem magras fogem do conceito, e se tornam perigosas, exigentes, não respeitam a posição assumida.

São voluntariosos, fortes, rigorosos, protetores, altivos e algumas vezes, impetuosos e arrogantes. Têm sentido de hierarquia, fazem-se respeitar, são justos e formais. Porém à prova as amizades que lhe são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se perdoam, não esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérios. Se possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Têm tendência a vida suntuosa, mesmo se as possibilidades não lhes permitam tal falso.

Ervas

Teté = Bredo sem espinhos

Orim-rim = Alfavaquinha

Odum-dum = Folha da costa

Efim = Malva branca

Omin-ojú = Golfo branco

Jacomijé = Jarrinha

Ibin = Folha de bicho

Já = Capeba

Obaya = Beti-cheiroso

Ìróko = Folha de loko

Tinin = Folha de neve branca, cana-do-brejo

Ereximominpala = Golfo de baronesa

Teterégún = Canela de macaco

Monam = Parietária

Jamim = Cajá

Obô = Rama de leite

Lendas

Olodumare fez o mundo e repartiu entre os orisás vários poderes, dando a cada um reino para cuidar.

A Exú deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas. A Ogum o poder de forjar os utensílios para agricultura e o domínio de todos os caminhos. A Osóssi o poder sobre a caça e a fartura. A Obaluaê o poder de controlar as doenças de pele. Osunarê seria o arco-íris, embelezaria a terra e comandaria a chuva, trazendo sorte aos agricultores. Sango recebeu o poder da justiça e sobre os trovões. Oyá reinaria sobre os mortos e teria poder sobre os raios. Euá controlaria a subida dos mortos para o orum, bem como reinaria sobre os cemitérios. Osun seria a divindade da beleza, da fertilidade das mulheres e de todas as riquezas materiais da terra, bem como teria o poder de reinar sobre os sentimentos de amor e ódio. Nanã recebeu a dádiva, por sua idade avançada, de ser a pura sabedoria dos mais velhos, além de ser o final de todos os mortais; nas profundezas de sua terra, os corpos dos mortos seriam recebidos. Além disso do seu reino sairia a lama da qual Osalá modelaria os mortais, pois Odudua já havia criado o mundo. Todo o processo de criação terminou com o poder de Osogyian que inventou a cultura material.

Para Yemanjá, Olodumare destinou os cuidados da casa de Osalá, assim como a criação dos filhos e de todos os afazeres domésticos.

Yemanjá trabalhava e reclamava de sua condição de menos favorecida, afinal, todos os outros deuses recebiam oferendas e homenagens e ela, vivia como escrava.

Durante muito tempo Yemanjá reclamou dessa condição e tanto falou, nos ouvidos de Osalá, que este enlouqueceu. O ori (cabeça) de Osalá não suportou os reclamos de Yemanjá.

Osalá ficou enfermo, Yemanjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e, em poucos dias, utilizando-se de ori (banha vegetal), de omi-tutu (água fresca), de obi (fruta conhecida como nóz-de-cola), eyelé-funfun (pombos brancos) e esò (frutas) deliciosas e doces, curou Osalá.

Osalá agradecido foi a Olodumare pedir para que deixasse a Iemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então Iemanjá recebe oferendas e é homenageada quando se faz o bori (ritual propiciatório à cabeça) e demais ritos à cabeça.

Sem Título 2

Yemanjá seria a filha de Olokum, deus (em Benin e em Lagos) ou deusa (em Ifé) do mar. Foi casada pela primeira vez com Orunmyila, senhor das adivinhações, depois com Olofin-Oduduá, Rei de Ifé, com quem teve dez filhos, que se tornaram Orisás.

De tanto amamentar seus filhos, seus seios ficaram enormes. Esta foi a origem dos desentendimentos com o marido. Embora ela já o houvesse prevenido, dizendo-lhe que jamais toleraria que ele ridicularizasse os seus seios, uma noite o marido, que havia se embriagado com vinho de palma, não mais podendo controlar suas palavras, fez comentários sobre seus seios volumosos.

Tomada de cólera, Yemanjá fugiu em direção ao oeste, o “escurecer da terra”. Olokun lhe havia dado outrora, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparado, pois “não-se-sabe-jamais-o-que-pode-acontecer-amanhã”. E assim Yemanjá foi instalar-se à oeste de Abeokutá, alusão à migração dos Egbás.

Olofin-Oduduá lançou seu exército à procura de Yemanjá. Esta, cercada, em vez de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. Um rio criou-se na mesma hora, levando-a para Okun, o mar, lugar de residência de Olokun.

Iemanjá é o Trono feminino da Geração e seu campo preferencial de atuação é no amparo à maternidade.

Yemanjá é por demais conhecida e não nos alongaremos ao comentá-la.

O fato é que o Trono Essencial da Geração assentado na Coroa Divina projeta-se e faz surgir, na Umbanda, a linha da Geração, em cujo pólo magnético positivo está assentada a Orixá Natural Iemanjá, e em cujo pólo magnético negativo está assentado o Orixá Omulú.

Iemanjá, a nossa amada Mãe da Vida é a água que vivifica e o nosso amado pai Omulú é a terra que amolda os viventes. Como dedicamos um comentário extenso ao Orixá Omulú, vamos nos concentrar em Yemanjá.

Iemanjá rege sobre a geração e simboliza a maternidade, o amparo materno, a mãe propriamente. Ela se projeta e faz surgir sete pólos magnéticos ocupados por sete Iemanjás intermediarias, que são as regentes dos níveis vibratórios positivos e são as aplicadoras de seus aspectos, todos positivos, pois Yemanjá não possui aspectos negativos.

Estas sete Iemanjás são intermediárias e comandam incontáveis linhas de trabalho dentro da Umbanda. Suas Orixás intermediadoras estão espalhadas por todos os níveis vibratórios positivos, onde atuam como mães da “criação”, sempre estimulando nos seres os sentimentos maternais ou paternais.

Todas atuam a nível multidimensional e projetam-se também para a dimensão humana, onde têm muitas de suas filhas estagiando. Todas têm suas hierarquias de Orixás Iemanjás intermediadoras, que regem hierarquias de espíritos religados às hierarquias naturais.

Divindades: Yemanjá

 

Linha: Aquática

Pedra: Diamante, água marinha, madre pérola

Irradiação: Geração

Vela/Cor: Azul claro, prata

Sincretismo: N. Sra. das Candeias e dos Navegantes

Saudação: Adoce aba!

Ponto de Força: Praia, mar

IEMANJÁ

Rainha do Mar.

Iemanjá, Iyemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja ou Yemoja, é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão Iorubá “Yèyé omo ejá” (Mãe cujos filhos são peixes), identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá, representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado igba yemanja.

Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões.

Ela é representada nas imagens com o aspecto de uma matrona, de seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda e nutritiva.

Iemanjá seria filha de Olóòkun, deus (em Benin) ou deusa (em Ifé) do mar. Numa história de Ifá, ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá, senhor das adivinhações, depois com Olofin, rei de Ifé. Iemanjá, cansada de sua permanência em Ifé, foge mais tarde em direção ao Oeste. Outrora, Olóòkun lhe havia dado, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparado, pois “não se sabe jamais o que pode acontecer amanhã”, com a recomendação de quabrá-la no chão em caso de extremo perigo. E assim, Iemanjá foi instalar-se no “Entardecer-da-Terra”, o Oeste. Olofin-Odùduà, rei de Ifé, lançou seu exército à procura de sua mulher. Cercada, Iemanjá, em vez de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. Um rio criou-se na mesma hora, levando-a para Okun, o oceano, lugar de residência de Olóòkun (Olokum).

Deusa do mar da cultura africana e caribenha, que dá a luz catorze orixás ou espíritos. Originalmente conhecida como Ymoja, a mãe do rio, na cultura ioruba da África ocidental, ela é cultuada também no Brasil. Na celebração do solstício de verão, seus devotos vão às praias vestidos de branco e entregam ao mar pequenos barcos carregados de flores, velas e presentes. Às vezes ela aceita as oferendas e orações; outras vezes manda-as de volta. Diz-se que aquelas que vão à Mãe Iemanjá e se entregam a ela tem seus problemas diluídos nas águas de seu abraço.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.

Em Salvador (Bahia), ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à “Rainha do Mar”. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados. No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira do mar baiano: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia.

Outra festa também importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional “Banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.

Existe um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá. Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem. No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro. Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial, isto acontece na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Em Cuba, Iemajá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.

 

 Cansada de sua permanência em Ifé e da convivência com o marido, Iemanjá fugiu do palácio em direção ao entardecer, a oeste, para as terras de Abeokutá. Sua mãe Olokun lhe havia presenteado, certa vez, com uma garrafa mágica, e disse que em caso de perigo era só quebra – la e o mar viria para socorrer Iemanjá.

         Inconformado por perder sua esposa, Olofin ordenou ao exército de Ifé que fosse atrás dela. Os soldados a alcançaram, mas ela se recusou a voltar para Ifé e, ao ver – se sem saída, jogou a garrafa contra o chão, quebrando – a. Formou – se um fio que, correndo em direção ao oceano levou Iemanjá para morada de sua mãe Olokun.

         Iemanjá também foi 

Odô Iyá Yemanjá!!!

         Entre as Iabás, Iemanjá é certamente a mais popular, festejada em todo Brasil como a rainha do mar, homenageada nas praias da Bahia no dia 02 de fevereiro, em São Paulo no dia 08 de dezembro e no Rio de Janeiro e em Natal na passagem do ano. Flores, perfume, jóias, bijuterias são algumas das oferendas que recebe nessas ocasiões. Muitos, porém, não vêem Iemanjá como uma divindade de origem africana, sendo comumente representada pela imagem de uma mulher branca, vestido de azul, com longos cabelos negros, muito distante da Mãe Africana de Seios Chorosos que realmente é.

         Iemanjá é considerada a mãe da humanidade, grande provedora que proporciona o sustento a todos os seus filhos. Na África, dizem que Iemanjá é filha de Olokun, a riquíssima deusa do oceano, dona de todas as riquezas do mar. Iemanjá foi esposa de Orunmilá. Senhor dos oráculos, e de Olofin, o poderoso rei de Ifé, com quem teve dez filhos.

 casada com Oxalá, a união claramente representada pela fusão do céu e do mar no horizonte. É considerada a mãe de todos os Orixás, é a manifestação da procriação, da restauração da emoções e símbolo da fecundidade. Seu nome deriva da expressão YEYÉ-OMO-EJÁ, significa A mãe dos Filhos Peixes.

CONHECENDO MAIS DE YEMANJA

Yemanjácujo o nome deriva de Yeye oman ejá, “Mãe cujos filhos são peixes”, é o Orixá dos Egbás, uma nação yorubá estabelecida outrora na região de Ibadan, onde existe ainda o rio Yemanjá. As guerras entre nações yorubáslevaram os Egbás a emigrar, em direção oeste, paraAbeokutá, no inicio do século XIX. Evidentemente, não lhes foi possível carregar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo objetos os sagrados, suportes do Axé da divindade, e o rio Ogun, que atravessa a região, tornou-se a partir de então, a nova morada deYemanjá.

Este rio Ogun, entretanto, não deve ser confundido com Ogun, o deus do ferro e dos ferreiros, contrariamente à opinião de numerosos autores que escrevem sobre o assunto no século passado. Estes mesmo autores publicaram, a partir de 1884, copiando-se uns aos outros, uma série de lendas escabrosas e extravagantes que fizeram a delícia dos ” 

meios eruditos”, mas que eram completamente desconhecidos nos meios tradicionais.

O templo principal de Yemanjá fica em Ibará, bairro da cidade deAbeokutá. Os fiéis desta divindade vão procurar, todos os anos, a água sagrada para levar os Axés, suportes de seu poder, não no rio Ogun, mas na fonte de um de seus afluentes, chamado Lakaxá. Esta água, recolhida em jarras, é trazida em procissão para seu templo.

 

Yemanjá seria a filha de Olokun, deus ( em Bénin e em Lagos) ou deusa ( em Ifé) do mar. Em certa lenda, ela aparece casada pela primeira vez com Orunmila, senhor das adivinhações, depois comOlofin-Ododúa, Rei de Ifé, com o qual teve dez filhos cujas atividades bastante diversificadas e cujos nome enigmáticos parecem corresponder a outros tantos Orixás. Dois dentre eles são facilmente identificados: “O arco-iris-que-desloca-com-a-chuva-e-guarda-o-fogo-nos-seus-punhos” e “O trovão-que-se-desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos”. Estas denominações representam, respectivamente,Oxumarê

 e Xangô.

Yemanjá, cansada de sua permanência em Ifé, foge mais tarde em ~direção ao oeste. Olokun que havia dado, autrora, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparado, pois “não-se-sabe-jamais-o-que-pode-acontecer-amanhã“; recomendara-lhe que a quebrasse no chão em caso de perigo. E assim, Yemanjá foi se instalar na “Noite-da-Terra“, à este, em Abeokutá, “ilusão à migração dosEgbás“. Olofin-Ododúa, rei de Ifé, lançou seu exercito em procura deYemanjá. Esta, cercada, em vez de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. Um rio criou-se na mesma hora, levando-a para Okun, o mar, lugar de residência de Olokun.

 

As imagens que representam Yemanjá dão-lhe o aspecto de uma matrona, com seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda e nutritiva. Esta particularidade de possuir seios um pouco mais que majestosos – e somente um deles, segundo outra lenda – foi a origem de desentendimentos com seu marido, embora ela já o houvesse, honestamente, prevenido antes do casamento, dizendo-lhe que não toleraria a mínima alusão desagradável ou irônica a esse respeito. Tudo ia muito bem e o casal viva feliz. Uma noite, porém, quando o marido havia se embriagado com vinho de palma, não mais podendo controlar as suas palavras, fez comentário sobre seu seio volumoso. Tomada de cólera, Yemanjá bateu com o pé no chão e transformou-se num rio a fim de voltar para Olokun, como na lenda precedente.

 

As saudações a Yemanjá 

 são bastante interessantes:

Rainha das águas que vem da casa de Olokun 

.

Ela usa, no mercado, um vestido de contas.

Ela espera, orgulhosamente sentada, diante do rei.

Rainha que vive nas profundezas das águas.

Nossa Mãe de seios chorosos”.

 

Yemanjá recebe sacrifícios de carneiro e oferendas de comidas à base de milho branco, azeite 

, sal e cebolas.

Ela se apresenta sob diversos nomes, ligados, como no caso de Oxun, aos diversos lugares profundos, Ibús, do rio Ogun.

No Brasil, como em Cuba, -se sete nomes a Yemanjá e se conta:

 

que de Olokun

, o mar, nasceram;

Yemowô 

, que na África é mulher de Oxalá;

Yamassê 

, mãe de Xangô;

Yewá ( Euá), rio que na África corre paralelo ao rio Ogun 

 e que freqüentemente é confundido com ele;

Olossá, a lagoa na qual deságua o rio Ogun 

;

Yemanjá Yogunté, casada com Ogun Alagbedé. “É – diz Lydia Cabrera, falando de Yemanjá em Cuba – uma amazônia terrível, que traz pendurada na cintura o facão e os outros instrumentos de ferro deOgun 

. Ela é severa, rancorosa e violenta. Detesta pato e adora carneiro”;

Yemanjá Assaba, ela manca e está sempre fiando algodão. LydiaCabrera acrescenta: “Ela tem um olhar insustentável, É muito orgulhosa, e somente escuta dando as costas ou ficando ligeiramente de perfil. É perigosa e voluntariosa. Usa uma corrente de prata amarrada no tornozelo. Foi mulher de Orumilá 

 e este aceitou seus conselhos com respeito”; 

Yemanjá Assessú, muito voluntariosa e respeitável. Lydia Cabrera especifica que “ela vive em água agitada. É muito séria. Gosta de comer pato. Muito lenta a escutar os pedidos de deus fiéis. Esquece o que lhe pedem e se põe a contar minuciosamente as penas do prato que lhe deram como oferenda. Se acontece se enganar nos seus cálculos, ela recomeça e esta operação se prolonga indefinidamente”.

 

Na Bahia, os adeptos de Yemanjá usam colares de contas de vidro transparentes e vestem-se, de preferência, de azul-claro. seu Axé é constituído por pedras marinhas e conchas, guardadas numa sopeira de porcelana azul. Seus Iaôs durante o Xirê dos orixás, trazem um leque de metal branco nas mãos levadas alternadamente sobre a testa a nuca, cujo simbolismo não me foi possível perceber. Gisèle Cossardpensa que Yemanjá 

, por este gesto, procura chamar a atenção para a beleza de seu penteado de rainha.

Saúda-se Yemanjá gritando-se Odoyá. Sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas, asAyabas, as rainhas.

 

Na Bahia, Yemanjá é sincretizada com Nossa Senhora da Imaculada Conceição, festejada no dia 8 de dezembro. Ela é mais ligada às águas salgadas do mar que às águas doces dos rios, que é domínio de Oxun. Curiosamente, porém, as pessoas fazem abstração, na Bahia, do sincretismo que liga o Oxun a Nossa Senhora das Candeias, festejada no dia 2 de fevereiro, pois é nessa data que se organiza um solene presente para Yemanjá 

, o que mostra que o sincretismo entre os deuses africanos e os santos da igreja católica não é de uma rigidez absoluta.

Esta festa do dia 2 de fevereiro é uma das mais populares do ano, atraindo à praia do Rio Vermelho uma multidão imensa de fiéis e de admiradores da Mãe das Águas, freqüentemente rpresentada

 sob a forma latinizada de uma sereia, com longos cabelos soltos ao vento. Chamam-na, também, Dona Janaína, a Princesa ou a Rainha do Mar.

Neste dia (2 de fevereiro), bem cedo pela manhã, longas filas de pessoas se formam diante da pequena casa construída rapidamente, na véspera, a fim d obrigar as grandes cestas destinadas a receber os donativos e as oferendas par Yemanjá.

Durante todo este dia, forma-se um lento desfile de pessoas de todas as origens e de todos os meios sociais, trazendo ramos de flores frescas ou artificiais, pratos de comida feitos com carinho, frascos de perfumes, sabonetes embrulhados em papel transparente, bonecas, cortes de tecidos e outros presentes agradáveis a uma mulher bonita e vaidosa. Cartas e súplicas não faltam, nem presentes em dinheiro, assim como colares e pulseiras. Em algumas horas as cestas já estão cheias e substituídas por outras. Ao final da tarde, os ramos de flores são colocados em cima das cestas, transformando-as, assim, numas 30 braçadas de flores, imensas. O entusiasmo da multidão chega ao seu máximo.

Não se escutam senão gritos alegres, saudações a Yemanjá, votos de prosperidade futura. Uma parte da assistência embarca a bordo de veleiros, barcos e lanchas a motor. A flotilha se dirige para o alto mar, onde as cestas são depositadas sobre as ondas. Segundo a tradição, para que as oferendas sejam aceitas, elas devem mergulhar até o fundo, sinal de aprovação de Yemanjá. se elas forem rejeitadas e, conseqüentemente, devolvidas à praia, é sinal de recusa para grande tristeza e decepção dos Admiradores de Yemanjá.

 

Tomo emprestada a descrição do arquétipo de Yemanjá de LydiaCabrera, ela mesma filha de Yemanjá, certamente a mais competente de todas aquelas que me foi dado o prazer de conhecer: “As filhas deYemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; põem à prova as amizades que lhe são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxun, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto”

Qualidades do Orixá Yemanjá

São 7 as qualidades, e por possuírem características tão próprias, há quem chegue a considerar que se trata de orixás individuais (independentes) das outras qualidades. Aqui, no entanto, e por não haver consenso quanto a esta questão, e muito estudo e pesquisa ser ainda necessário, vamos encarar como qualidades de um único orixá, tal como fazemos com todos os outros. Yemanjá rege a inteligência humana por isso tem o título de Iyá Orí.

QUALIDADES

Yemanjá Asagba ou Sobá: Ligada a Airá, lufã e Orunmilá, fia algodão, usa corrente de prata no tornozelo, carrega abebé e sua energia é a espuma branca do mar, veste branco com prata.

Yemanjá Akurá: Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. Adora carneiro, ligada a Nanã, veste branco aperolado

Yemanjá Ataramogba: Vive na espuma da ressaca da maré, guerreira e ligada a Xangô, veste branco e nuances de cores claras.

Yemanjá Iyaoyó ou Awoyò; : É uma das mais velha, possui ligação com Oxalá, Oxumarê e Xangô,  Veste branco e cristal, responsavel pelas marés.

Yemanjá Maleleo ou Maylewo: Esta Yemanjá vive nos grandes lagos, tímida, não se pode tocar no rosto do Iyawò, veste verde claro.

Yemanjá Iyágunté: Mãe do rio ógun, esta Yemanjá guerreira usa espada e tem ligação com Ogun e Oxaguian, carrega abebé, veste azul claro.

Yemanjá Sessu,  Iyasessu:  Voluntariosa e respeitável, ligada a Babá  Olokun,  vive nas águas agitadas da costa e come inhame, suas contas são verdes translúcido, veste verde e branco.

Teremos ainda outras Yemanjás com nomes, títulos e cultos extintos:

Yemanjá Olossá ou Oloxá: Ligada a com Oxum e Nanã. Veste verde-clara e suas contas são branco cristal. É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado, não há iniciados no Brasil.

Yemanjá Iya Massê: que é a mãe de xangô

Yemanjá Iyakú, Iya Odo, Iya Ewá, Iyá Tapá, Iya Tonà,etc.

OFERENDA PARA IEMANJÁFaça uma oferenda para IemanjáMaterial:

- Barco azul

- Brincos

- Perfumes

- Correntes

- Leques

- Flores brancas e azuis

- Faça seus pedidos e coloque dentro do barco.

Se quizer colocar mais oferendas você pode.

Coloque tudo dentro do barco da forma que lhe agrade, depois você deve despachar.

Oferendas/Rituais

Mãe Yemanjá: Velas branca, azul claro e prata, champanhe branca, calda de ameixa, manjar, arroz doce, pêssego em calda, melão, uva itália, pêra, rosas brancas, palmas brancas. Pode oferendá-la à beira mar.

Oferenda

Manjar para Yemanjá

Ingredientes:

250g. de creme de arroz

1 pescada inteira

azeite de oliva

Modo de preparo:

Faça um mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal. Limpe a pescada e asse-a na oliva. Coloque o mingau numa travessa de louça deixe esfriar e coloque a pescada assada sobre o manjar, regue com oliva.

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