Marinheiros, Baianos & Baianas terça-feira, nov 1 2011 


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SALVE O POVO DA ÁGUA!!!

OS MARINHEIROS

Os marinheiros, ou os espíritos da marujada, sabem ler e contar, e conhecem dinheiro, o que não acontece com nenhuma outra entidade, mas carregam muito dos vícios do homem do mar: gostam muito de mulher da vida, bebem em demasia, são sempre infiéis no amor, e caminham sempre com pouco equilíbrio.

São considerados parte da linha de Iemanjá (povo d’água). Supõe-se que são espíritos de antigos piratas, marujos, guardas-marinhas, pescadores e capitães, pessoas que viviam e trabalhavam no mar. Sua mensagem é que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia com fé, confiança e trabalho em grupo. Mostram-se sinceros, sentimentais e amigáveis, dispostos a ajudar em problemas amorosos ou na procura de alguém, de um “porto seguro”.

A gira de marinheiro e alegre e descontraída. São sorridentes e animados e com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas. A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, fumam charuto, cigarro ou cigarrilha e bebem uísque, vodka, vinho e cachaça.

Geralmente usam bonés, calças, camisa e jaleco, em cores brancas de marinheiros e azul marinho de capitães. Recebem oferendas na orla do mar, em lugar seco sobre a areia. Recusam conchas, estrelas do mar ou outros objetos do mar, pois consideram que ter objetos pertencentes ao mar traz má sorte. Aceitam, porém, oferendas de búzios, que não são considerados adornos, mas símbolos de dinheiro.

Entre os nomes mais conhecidos, estão Seu Martim Pescador, Maria do Cais, Chico do Mar, Beira Mar ,Zé Pescador, Seu Marinheiro Japonês e Seu Iriande.

Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar. Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.

Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras. Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d’áqua), e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo.

Seu trabalho é realizado em descarrego, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas. Em muito, seu trabalho é parecido com o dos Exus. Dificilmente um leigo irá notar a diferença entre alguns marinheiros e os Exus na ora da gira, pois alguns Exus vêm com todos os trejeitos dos Marinheiros e com outros nomes, é quase imperceptível.

Linha ou falange dos marinheiros tem sua origem na linha de Iemanjá e são chefiados por uma entidade conhecida por Tarimá. São espíritos de pessoas que em vida foram marinheiros.
São muito brincalhões e normalmente bebem muito durante os trabalhos, por esse motivo a sua evocação não é muito freqüente, o plano espiritual superior os evoca para descarga pesada do templo, desta forma a eles podemos pedir coisas simples, eles não são muito dados a falar ou dar consultas.

A descarga de um terreiro uma vez efetuada será enviada ao fundo mar com todos os fluidos nocivos que dela provem. Os marinheiros são destruidores de feitiços, cortam ou anulam todo mal e embaraço que possa estar dentro de um templo, ou ainda, próximo aos seus freqüentadores.

Nunca andam sozinhos, quando em guerra unem-se em legiões, fazendo valer o principio de que a união faz a força, o que os torna imbatíveis nesse sentido. Alguns representantes mais conhecidos:

Maria do Cais

Chico do Mar

Zé Pescador

Seu Marinheiro Japonês

Seu Iriande

Seu Gererê

Seu Martim Pescador

Da linha do Povo D’água ou de Iemanjá, geralmente baixam para beber e brincar podem-lhe ser pedidos coisas simples. Não é muito aconselhável a incorporação dessas entidades, devido a quantidade de bebida que ingerem. Com doutrinação, porém, eles não bebem em excesso.

Vem com seus bonés, calças, camisa e jaleco, em cores brancas de marinheiros e azul marinho de capitães de barco.

Nunca se oferece a eles conchas, estrelas do mar ou outros objetos do mar, pois como Marinheiros que são, consideram que ter objetos pertenecentes ao mar traz má sorte, a exceçao dos búzios (que não consideram como adornos, e sim como símbolo de dinheiro). Este povo recebe as oferendas na orla do mar em lugar seco sobre a areia.

A gira de marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas. A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos.

Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos. Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um “porto seguro”. A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que é feito.

Seus integrantes se apresentam com a aparencia de marinheiros e pescadores, gente acostumada a navegar. Representam o homem do mar, bebedor, mulherengo, que gosta de beber com os amigos nos bares e cantar alguma canção. São alegres e encaram os problemas de um ponto de vista simples. Caminham balançando-se de um lado para o outro, como se estivessem mareados. Bebem de tudo, pois na hora de beber nada recusam, fumam também de tudo: cigarros de palha, cigarros, cigarrilhas e até cachimbo.

Se relacionam com os amores ilícitos, passageiros e encontros esporádicos com amantes. Também se pede a eles que nos protejam nas viajens pelo mar e que nada de mal nos ocorra. Como qualquer outra entidade de umbanda dão conselhos.

As mulheres deste povo representam as mulheres que trabalham nas cercanias dos portos exercendo a prostituição e servindo bebidas nos bares, onde se juntavam para beber os Marinheiros, Malandros e Ciganos, realizando seus negócios e muitas vezes comprando o contrabando trazido nos barcos.

MARINHEIROS NO CATIMBÓ

 

São também grandes Mestres da jurema e possuidores de um grande ensinamento. São em geral marinheiros, marujos, navegadores e pescadores que na maioria tiveram seu desencarne nas águas profundas do mar. São comandados e chefiados pelo Mestre Martim Pescador, grande catimbozeiro e que trabalha com as energias das águas do mar.

MARINHEIROS NO CATIMBÓ

São também grandes Mestres da jurema e possuidores de um grande ensinamento. São em geral marinheiros, marujos, navegadores e pescadores que na maioria tiveram seu desencarne nas águas profundas do mar. São comandados e chefiados pelo Mestre Martim Pescador, grande catimbozeiro e que trabalha com as energias das águas do mar.

Em comum não são possuidores de giras próprias e se fazem presentes nas giras do Catimbó. Em algumas regiões são conhecidos como marujeiros. Quase sempre se apresentam bêbados, e tem em suas danças o balanço das ondas do mar. Suas cores são o branco e azul, vem quase sempre vestidos de marujos, tem no peixe o seu símbolo máximo, comem todos os tipos de frutos do mar e bebem também a cerveja e a cachaça. Sua saudação é TRUNFÊ, TRUNFÁ TRUNFÁ REÁ, A COSTA MARUJADA!!!

Eles chegam do mar e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio “maroto”, embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade.

Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos.

As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.

Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns.

Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.

Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.

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Todas as pessoas tem uma idéia muitas vezes distorcida desta linha de trabalho. Os marinheiros são em sua grande maioria espíritos que militam a umbanda para dar sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de sustentação de trabalhos voltados a curas, atraindo os poderes elementais dos quais estes espíritos de alto grau espiritual, trazem consigo.

Na realidade estes abnegados servidores da lei são verdadeiros “magos que atuam nos mistérios aquáticos” e com uma forma de atuação única dentro dos domínios da umbanda. Como magos, trazem para nós, a possibilidade de nos libertar-mos de nossos entraves, com uma forma bem simpática lidam com os consulentes de forma extrovertida, deixando o assistido muito avontade com trejeitos peculiares desta linha maravilhosa da umbanda.

Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão embriagados, como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium.

Como isso ocorre?

Em torno do médium existe um campo de energia sustentado por seus centros de força e, além da energia gerada a partir da energia corpórea, existe um campo espiritual que se reflete em todo o ambiente. Os guias quando encorporados em seus médiuns, dançam, giram, balançam, gesticulam, etc… desta forma os guias liberam não só a energia que se desprende do médium, mas também libera de forma salutar o poder de seu mistério através de ondas magnéticas que são liberadas dentro do campo espiritual do médium e do templo. É desta forma que os marinheiros fazem, em formas onduladas, ou através de seu balanço, que mais parece de uma pessoa embriagada, é que este irmão na luz faz seu trabalho redentor dentro dos campos da Umbanda Sagrada.

É importante que os médiuns e principalmente os assistidos, saibam de tal fato, para que estes não deturpem e não dêem um mal sentido aos trabalhos de Umbanda.

Os marinheiros são sustentados pelo poder de nossa Mãe Iemanjá e sua cor de atuação é a mesma desta mãe Divina, que é o azul claro. Podemos sempre que necessitarmos, ativar o poder destes servidores da lei em nossa vida, acenda sua vela e faça uma prece, pedindo para eles abrirem seus caminhos e protege-los. É maravilhoso.

Todos devem estar sempre com os pensamentos voltados ao Pai Celestial, para que assim a fé interior esteja sempre renovada. Que todos tenham a consciência de que as mudanças só serão possíveis se partirem primeiramente de vosso íntimo e acreditar, lutar pelos vossos idéias. A busca do sucesso depende de vosso próprio esforço, dedicação e merecimento. Portanto, não pare no tempo, cruzando os braços a espera de milagres. Levantem-se, tenham fé, renovem suas esperanças, acreditem no poder do Pai Maior e corram atrás de seus objetivos.

Alimentem vosso espírito com muito amor, esperança e fé para assim projetar a verdadeira essência divina a todos os vossos semelhantes. Vossa mente tem um poder grandioso. Use-a para exercitar o bem, com o objetivo de unirmos nossas forças para estarmos cada vez mais ligados a Deus, receba de braços abertos à energia de todos os Orixás, dos vossos marinheiros que estão o tempo todo a vos ajudar quando solicitados.

Sejam positivos em qualquer situação.

Se você quer o melhor para sua vida, comece fazendo uma reflexão de seus próprios atos, pois muitas pessoas reclamam de determinados acontecimentos em suas vidas, mas esquecem de que tudo tem um porque. Portanto, reflitam sobre vossos pensamentos e atitudes para que não sofra conseqüências negativas.

A vida é um espelho. Vigie-a sempre. E lembre-se de que tudo pode quando trazemos “Deus” em nossos corações.

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A alegria dos MARINHEIROS!

“Quantas ondas tem o mar?
Quantos grãos tem de areia?
Eu vim pra descarregar
Sou marinheiro da mamãe sereia.”

Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga grande e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar.

Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.

Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras.

Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d’áqua) e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo.

Seu trabalho é realizado em descarregos, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas.

A gira de marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas.

A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos.

Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos. Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um “porto seguro”.

A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que e feito.

Salve o Povo D’água!

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MAROLA DO MAR

Entidade ligada ao povo d’água. Sua função dentro desta linha é de fazer a limpeza de toda a carga acumulada, após algum trabalho mais pesado, levando todas as cargas negativas para as ondas do mar sagrado.

Entidade que trabalha na linha de Iemanjá, com forte influencia de Ogum, facilmente (ou comumente), confundido com marinheiro, é uma entidade que não bebe e nem fuma, seu descarrego é baseado no movimento da “marola do mar”, que vai e vem.

Foi um ser vivente em uma época muito distante. Quando vivo, tinha fixação pelas ondas do mar, conseqüentemente por Iemanjá, passava horas a fio a observar as ondas na esperança de vê-la. Cansado de esperar pela visão tão esperada, foi ao encontro das ondas julgando ouvir o chamado de Iemanjá, sendo assim tragado pelas ondas, encontrando enfim a morte nos braços de sua paixão.

Passado o tempo, voltou como entidade, por sua afinidade com este Orixá, passou a trabalhar nesta linha, com a função de levar para Iemanjá toda a carga negativa que se encontrasse ao redor de seus filhos queridos.

É uma entidade rara em terreiros de umbanda, até hoje poucos se viram ou se sabe da existência, porém, é uma entidade de muita força e luz.

Material de trabalho: Velas azul e branca

Local de entrega: Na marola do mar

Ponto cantado:

A “marola do mar” E vem tombando, e vem tombando, e vem tombando A “marola do mar”

E vai tombando e todo mal vai carregando.

PONTOS DE MARINHEIRO
Andai No Mar! (2x)
Quem Acompanha Marinheiro
Toda Vida Anda No Mar!

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Marinheiro, Marinheiro…
Marinheiro Só…
Quem Te Ensinou A Nadar…
Marinheiro Só…
Oi Foi O Tombo Do Navio…
Marinheiro Só…
Oi Foi O Balanço Do Mar!
Marinheiro Só…
Lá Vem…Lá Vem…
Ele É Faceiro… Todo De Branco…
Com Seu Bonezinho… Marinheiro, Marinheiro!
Quem Te Ensinou A Nadar…
Oi Foi O Tombo Do Navio…
Oi Foi O Balanço Do Mar…
Eu Não Sou Daqui…Eu Sou Do Amor!
Eu Sou Da Bahia…De São Salvador!
Marinheiro Só…

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Marinheiro Agüenta O Leme
Não Deixa A Barca Virar!
É Contra O Mar
É Contra O Vento!
É Contra O Vento
É Contra O Mar!

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Ô Martim Pescador Que Vida É A Sua?
Bebendo Cachaça E Caindo Na Rua!
Não Vá Beber… Não Vá Se Embriagar!
Não Vá Cair Na Rua Pra Polícia Te Pegar!
Eu Já Bebi… Eu Já Me Embriaguei!
Eu Já Caí Na Rua E A Polícia Não Pegou!

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Eu Venho De Longe Pisando Na Areia
Na Areia Tenho Que Pisar!
Mas Ele É Seu Marinheiro Verdadeiro…
Aqui Em Qualquer Lugar!

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Um Barquinho Vem Vindo Do Mar…
É O Marinheiro Que Vem Trabalhar!
Ele É Filho Das Águas Claras…
Eu Venho Aqui Quando Me Chamar!

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Marinheiro Vem Do Mar…
No Balanço Do Navio…
Vem Trazendo A Santa Bênção…
Para Todos Os Seus Filhos!
Yemanjá Governa As Águas
Yansã A Tempestade
Com A Força Do Divino
Vem Trazendo A Caridade!
No Céu A Lua Brilha
As Ondas Do Mar Balançam
No Dia De Nossa Senhora
Na Areia A Sereia Canta!

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Ei Marinheiro
Seu Barco Estava Afundando!
Ainda Bem Que Ele Foi Salvo
Na Jangada Dos Baianos!
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ô, Marinheiro…
Dá licença de passar,
Seu navio está no porto,
Ele veio de alto mar.
É no balanço do mar q ele vem…
É no balanço do mar q ele vai…
É no balanço do mar q ele vem…
É no balanço do mar q ele vai…
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Rema a canoa, Canoeiro…
Rema a canoa, Devagar…
Rema a canoa.
Canoeiro, não deixe o barco virar.
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PONTOS P/ BAIXAR:

http://www.4shared.com/network/search.jsp?sortType=1&sortOrder=1&sortmode=1&searchName=MARINHEIRO&searchmode=2&searchName=MARINHEIRO&searchDescription=&searchExtention=&start=0

NOTAS:

Os marinheiros permitem aos médiuns a desenvolverem o equilíbrio emocional, entrar em contato com as emoções mais intimas desbloqueando e liberando os excessos, os vícios. Desenvolvendo no médium a capacidade de sentir as dores dos outros e com isso aprimorando as relações com o seu irmão.

VELAS – branca, azul ou bicolor branca e azul.

Oferenda aos Marinheiros

• Toalha ou pano branco; • velas branca e azul cla­ro; • fitas branca e azul claro; • linhas branca e azul cla­ro; • pembas branca e azul claro; • flores (cravos bran­cos, palmas brancas); • frutas (várias); • comidas (peixes assados, peixes fritos, peixes cozidos, cama­rões, farofa com carne); • bebidas (rum, aguardente);

Fontes:

[1] REVISTA ESPIRITUAL DE UMBANDA – EDIÇÃO 9
[2] Mensagem do marinheiro Jerônimo- pelo médium Ortiz Belo de Souza Sacerdote do OFA – Ordem dos Filhos de Aruanda

Baianos & Baianas

Baianos e Baianas têm a aparência de caboclos e pretos-velhos, mas se comportam como exus e pombagiras. FumamBaiano Severino, imagem de culto cigarro de palha e tomam batida de coco. Os homens geralmente carregam uma peixeira.

O baiano representa a força do fragilizado, o que sofreu e aprendeu na “escola da vida” como ajudar. A bravura e irreverência atribuídas ao migrante nordestino parece ser responsáveis pelo fato de os baianos terem se tornado uma entidade freqüente e importante nas giras paulistas nos últimos anos.

Quando se referem aos exus usam o termo “Meu Cumpadre”. Mostram com eles afinidade e proximidade e costumam trazer recados do “povo da rua”. Enfrentam os invasores (quiumbas, obsessores) de frente, com falas do gênero “venha me enfrentar, vamos vê se tu pode comigo”. Buscam sempre o encaminhamento e doutrinação, mas quando o Zombeteiro não aceita e insiste em perturbar algum médium ou consulente, então o Baiano se encarrega de “amarrá-lo” para que não mais perturbe ou até o dia que tenha se redimido e queira realmente ser ajudado. Costumam dizer que se estão “trabalhando” é porque não foram santos em seu tempo e também estão ali para passarem um pouco do que sabem e principalmente aprenderem com o povo da terra.

Segundo Reginaldo Prandi, lembrando que as giras (sessões rituais de transe com canto e dança) são organizadas separadamente para entidades da “direita” (Umbanda) e da “esquerda” (Quimbanda), pode-se imaginar que os baianos — de criação muito recente, mas com uma popularidade que já quase alcança a dos caboclos e pretos-velhos — são uma espécie de disfarce pelo qual exu e pombagira podem participar das giras da “direita” sem serem molestados. Se um dia a umbanda separou o bem do mal, com a intenção inescondível de cultuar a ambos, parece que, com o tempo, ela vem procurando apagar essa diferença.

Os baianos representariam esta disposição. São as entidades da “direita” mais próximas da “esquerda” em termos do comportamento estereotipado: eles são zombeteiros, não escondem seu escárnio por fiéis e clientes e falam com despudor em relação às questões de caráter sexual, revelando com destemperança, para quem quiser ouvir, pormenores da intimidade das pessoas.


Baiana do Balaio, imagem de culto umbandista

IctoonAdicionada porIctoon

Nas giras eles se apresentam com forte traço regionalista, com sotaque característico. Gostam de conversar e contar causos, mas também dão broncas. São “do tipo que não levam desaforo pra casa”, possuem uma capacidade de ouvir e aconselhar, conversam bastante, falam baixo e manso, são carinhosos e passam segurança ao consulente.

Entre os nomes mais populares de baianos estão Severino da Bahia, Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Sete Ponteiros, Mané Baiano, Zé do Berimbau, Maria do Alto Do Morro, Zé do Trilho Verde, Maria do Balaio, Maria Baiana, Maria dos Remédios e Zé do Prado.

Alguns dos baianos supostamente foram cangaceiros do bando de Lampião, associados no imaginário popular à luta contra as injustiças sociais. Incluem, além do próprio Lampião, Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Chumbinho e Sabino.

Têm sido associados aos baianos também os “malandros”, inspirados no tipo tradicional do malandro carioca, possivelmente as entidades mais ambivalentes da Umbanda, visto aparecerem também como exus. O mais conhecido é Zé Pelintra, ao qual se associam Zé Navalha, Sete-Facadas, Zé-da-Madrugada, Sete-Navalhadas, Zé da Lapa e Nego da Lapa, entre outros.

Uma lenda de caboclo baiano 

Um conto diz que Lampião e Zé Pelintra, no além, estiveram a ponto de brigar por causa de Maria Bonita, que o segundo resolveu cortejar. Lampião ameaçou mandar Zé Pelintra para o inferno. Zé Pelintra zombou da ameaça, pois “entra e sai de lá a toda hora”. Lampião puxou a peixeira e chamou seu bando, ou falange, quando apareceu Severino da Bahia, antigo babalorixá de Salvador, que conhecia os dois e tinha muita afeição por ambos.

Severino convenceu-os a baixar as armas e conversar. Explicou a Zé Pelintra que Lampião lutou por melhores condições de vida, distribuição de terras, fim da fome e do coronelismo, mas cometeu muitos abusos. Zé Pelintra, por sua vez, nascera no sertão de Alagoas, migrara para o Rio de Janeiro e driblara os problemas da vida, a fome, a miséria, as tristezas, com seu jeito esperto e foi transformado em herói depois da morte, embora também cometesse muitas violências. Zé e Lampião descobriram que eram muito parecidos e igualmente valorizavam a justiça, a amizade e a lealdade. Severino então convenceu-os a participar da Umbanda e trabalhar pelos pobres e excluídos.

Teria nascido então a Linha mais alegre, divertida e “humana” da Umbanda, que acolheria a qualquer um que quisesse lutar contra os abusos, a pobreza, a injustiça, as diferenças sociais e teria na amizade e no companheirismo sua marca registrada. Uma linha de guerreiros, que um dia excederam-sese na força, mas que passavam a lutar com as armas da paz. Dizem ainda que continua a queda de Zé Pelintra por Maria Bonita, mas ele a deixou de lado devido ao respeito pelo irmão Lampião e passou a namorar uma pombagira que conheceu na Umbanda. É por isso que ele às vezes “baixa” disfarçado de exu.

A gira de Baianos.

“Meu santo é forte,
Caboclo do Norte,
Que só faz o bem,
Só quer ajudar,
Não faz mal a ninguém,
É flecha encarnada,
mãe santa me deu…”

Caboclo do Norte, a gira de Baianos nada mais é do que a alegria de um povo que foi e é sofrido mas que não perde a esperança por possuir uma fé inabalável e uma experiência em lidar com problemas que fazem os nossos parecerem brincadeira.

Como encarar a vida e seus problemas com entusiasmo e alegria?
Pergunte a uma entidade da Gira de Baianos.
Sem a menor dúvida, a gira mais festiva e alegre da Umbanda.

Desprendida, descomplicada, um alto astral e uma vontade imensa de resolver as “coisas do coração” , verdadeiro obstáculo do ser humano.
Porque é nas coisas do coração que se encontram as soluções para todos os outros problemas.
Cansei de presenciar estas magníficas entidades desviarem assuntos relacionados a trabalho, dinheiro, ou qualquer outro problema para perguntar sobre as coisas do coração, no livro “Carma” enfatizo esse comportamento curioso, pois o impressionante é que realmente estes problemas existiam e eram o que realmente estava atrapalhando. Sanado estes problemas de relacionamento, os demais acabavam como que por mágica.

Água de coco, batida de coco, uma “branquinha”, e a tradicional farofa, com acarajé, um peixe, ou qualquer coisa que só de sentir o cheiro nos remete a mágica Bahia de todos os santos.

É pra lá que eu vou!!.
Um convite a renascer para a alegria da vida, esta é a gira dos Baianos na Umbanda.

Ah, Bahia!!!

Linha dos Baianos

Formam esta linha espíritos de pessoas que viveram no Estado da Bahia ou estados do nordeste, próximos à Bahia. Os Baianos trabalham na orientação material ou espiritual, desmancham trabalhos de magia negativa, nos ajudam no desenvolvimento mediúnico, nos assuntos e desavenças matrimoniais, nos assuntos profissionais, etc.

Os Baianos são muito comunicativos e muito brincalhões, usam bebidas alcoólicas e cigarros em seus trabalhos (não fumam os cigarros, fazem defumações com eles). O Baiano depois de um determinado período de comparecimento aos trabalhos, transforma-se em verdadeiro amigo e confidente e neles depositamos imensa confiança. A origem dos Baianos é normalmente a Quimbanda e são grandes conhecedores do que por lá é praticado. Usam hoje esses conhecimentos no combate direto as forças do mal, desmancham feitiços, quebram demandas, etc. Nunca andam sozinhos, o que os torna poderosos no combate ao mal.

Os Baianos são poderosos aliados da Umbanda e grandes amigos de seguidores ou praticantes do culto. Eles ajudarão qualquer pessoa em tudo o que for permitido praticar em nome de Deus, eles estarão sempre ao seu lado, desde que você não tenha má índole. Quando uma pessoa não é correta e os procura pedindo ajuda, vão ouvir deles o que não gostam de ouvir. Baiano não tem osso na língua, o que ele tiver que falar a uma pessoa, ele o fará, goste a pessoa ou não. O objetivo dessa conduta é apenas um, ajudar aos homens a andar direito na vida. Baiano de terreiro, como é chamado, “não pactua com vagabundos”. Ao menos os Baianos verdadeiros agem dessa forma, não fazem conchavos de qualquer espécie.

A Linha dos Baianos sempre foi para nós de um valor imenso, a amizade que sempre demonstraram, os puxões de orelha que sempre nos deram na hora certa, corrigindo nossos defeitos e nossa conduta e as provas que sempre nos deram, sempre aumentaram a nossa fé, enfim: aos Baianos devemos muito.

Um baiano muito famoso é conhecido na Umbanda como Zé Pilintra, a quem é dado o mérito de ter iniciado essa famosa linha na Umbanda. Pelo menos o Zé Pilintra é o Baiano mais famoso em nosso meio. Não existe quem não o conheça, ao menos de nome. Muitos dizem que o Zé Pilintra é um exu, nós não acreditamos nisso. Na realidade, se alguém se apresenta como Zé Pilintra e pratica magia negativa, ele não é um Baiano verdadeiro e sim, um exu mistificador. Os Baianos não fazem mal a ninguém, muito ao contrário, são amigos de todos, sejam bons ou maus.

Entre eles, existe uma amizade muito grande, um é irmão do outro. A Linha dos Baianos não é propriamente só dos Baianos. Os espíritos com conhecimentos de magia que viveram nos estados do nordeste também comparecem na linha dos Baianos, embora não tenham vivido sempre na Bahia.
Como exemplo, há alguns anos foi trazido a um trabalho de Baianos, pelo Baiano chefe de nossa casa, uma entidade que se apresentou como Salustiano, nitidamente um espírito de evolução mais baixa, que informou ter sido um cangaceiro, nascido na cidade de Exu, em Pernambuco. Porém, essa entidade embora não seja um baiano de origem, trabalha no meio deles e deixou isso claro cantando o seguinte ponto:

“O meu pai foi do tumbeiro e me criou lá no cangaço,
Na cidade de Exú terra que dá muito macho
Me chamo Salustiano e eu sei bem o que faço
É na linha de Baiano, vim aqui corta embaraço”

Essa é a prova que nem todo Baiano que se apresenta como tal, viveu na Bahia, podem ser pernambucanos, alagoanos, cearenses, etc. Uma coisa só lhes é peculiar: todos eles quando encarnados eram praticantes da magia negativa. Hoje usam esses conhecimentos para combater o mal, valendo-se da inversão dos pólos.
Consideramos a linha dos Baianos, não somente uma linha de trabalhadores amigos mas sim, uma das linhas mais fortes que existe na Umbanda. Não conhecemos feitiço que não desmanchassem, não constatamos situação que não resolvessem.

Oferenda aos Baianos

• Toalha ou pano branco (ou amarelo); • velas branca e amarela; • fitas branca e amarela; • linhas branca e amarela; • pembas branca e amarela; • frutas (coco, caqui, abacaxi, uva pêra, laranja, manga, mamão); • bebidas (batida de coco, de amendoim, pinga misturada com água de coco); • flores (flor do campo, cravo, palmas); • comidas (acarajé, bolo de milho, farofa, carne seca cozida e com cebola fatiada, quindim).

Yewa terça-feira, nov 1 2011 


Dia da semana: Sábado

Cores: Vermelho Vivo, Coral e Rosa

Símbolos: Ejô (cobra) e Espada, Ofá (lança ou arpão)

Elementos: Florestas, Céu Rosado, Astros e Estrelas, Água de Rios e Lagoas

Domínios: Beleza, Vidência (sensibilidade, sexto sentido), Criatividade

Saudação: Ri Ro Ewá!

  • Lendas:

O seu grande ewó (coisa proibida) é a galinha. Corre a lenda entre as casas antigas da Bahia que cultuam Iyewa, que certa vez indo para o rio lavar roupa, ao acabar, estendeu-a para secar. Nesse espaço veio a galinha e ciscou, com os pés, toda sujeira que se encontrava no local, para cima da roupa lavada, tendo Iyewa que tornar a lavar tudo de novo. Enraivecida, amaldiçoou a galinha, dizendo que daquele dia em diante haveria de ficar com os pés espalmados e que nem ela nem seus filhos haveriam de comê-la, daí, durante os rituais de Iyewa, galinha não passar nem pela porta.Verger encontrou esse ewó na África e uma lenda idêntica.

Conta-se que Iyewá era uma linda virgem que se entregou a Xangô, despertando o ciúme e a ira de Iansã. Para fugir da senhora dos ventos e tempestades, se escondeu nas florestas com Oxóssi, tornando-se uma guerreira e caçadora.

O Orixá Ewá é uma bela virgem que entregou o seu corpo jovem a Xangô, marido de Oya, despertando a ira da rainha dos raios. Ewá refugiou-se nas matas inalcançáveis, sob a protecção de Oxóssi, e tornou-se uma guerreira valente e caçadora habilidosa.

As virgens contam com a protecção de Ewá e, aliás, tudo que é inexplorado conta com a sua protecção: a mata virgem, as moças virgens, rios e lagos onde não se pode nadar ou navegar. A própria Ewá, acreditam alguns, só rodaria na cabeça de mulheres virgens (o que não se pode comprovar), pois ela mesma seria uma virgem, a virgem da mata virgem dos lábios de mel.

Ewá domina a vidência, atributo que o deus de todos os oráculos, Orunmilá lhe concedeu.

Em África, o rio Yewá é a morada desta deusa, mas a sua origem gera polémica. Há quem diga que, tal como Oxumaré, Nanã, Omulú e Iroko, Ewá era cultuada inicialmente entre os Mahi, foi assimilada pelos Iorubas e inserida no seu panteão. Havia um Orixá feminino oriundo das correntes do Daomé chamado Dan. A força desse Orixá estava concentrada numa cobra que engolia a própria cauda, o que denota um sentido de perpétua continuidade da vida, pois o círculo nunca termina.

Ewá teria o mesmo significado de Dan ou uma das suas metades – A outra seria Oxumaré. Existem no entanto, os que defendem que Ewá já pertencia à mitologia Nagô, sendo originária na cidde de Abeokutá. Estes, certamente, por desconhecer o panteão Jeje – No qual o Vodun Eowa, seria o correspondente da Ewá dos Nagô -Confundem Ewá com uma qualidade de Iemanjá. Erram porque Ewá é um Orixá independente, mas a sua origem não se esclarece sequer entre os Jeje, pois em respeitados templos de Voduns se afirma que Eowa é Nagô.

Eowá foi uma cobra muito má e por isso foi mandada embora. Acabou por encontrar abrigo entre os Iorubas, que a transformaram numa cobra boa e bela, – A metade feminina de Oxumaré. Por esse motivo, Oxumaré e Ewá, em qualquer ocasião, dançam juntos.

Características dos filhos de Ewá

Pessoas de beleza exótica, diferenciam-se das demais justamente por isso. Possuem tendência a duplicidade: Em algumas ocasiões podem ser bastante simpáticas, em outras são extremamente arrogantes; às vezes aparentam ser bem mais velhas ou parecem meninas, ingénuas e puras. Apegadas à riqueza, gostam de ostentar, de roupas bonitas e vistosas, e acompanham sempre a moda, adoram elogios e galanteios.

São pessoas altamente influenciáveis, que agem conforme o ambiente e as pessoas que as cercam, assim, podem ser contidas damas da alta sociedade quando o ambiente requisitar ou mulheres populares, falantes e alegres em lugares menos sofisticados. São vivas e atentas, mas sua atenção está canalizada para determinadas pessoas ou ocasiões, o que as leva a desligar-se do resto das coisas. Isso aponta uma certa distração e dificuldades de concentração, especialmente em actividades escolares.

É raro encontrar uma filha de Yewá. Els são valentes e guerreiras, muito belas e conquistadoras. Sabem o que querem e vão até o fim. São prestativas e se preservam quanto a moral e educação, ou expor seus sentimentos.

OS FILHOS DE EWÁ NO AMOR

O HOMEM DE EWÁ

Muito difícil, este homem parece vacinado contra o amor. Geralmente alto, de aparência, atraente e comunicativo, ele acha que ninguém é digno de amá-lo e coloca o afeto em segundo plano. Toda essa auto-admiração transforma-se num bloqueio difícil de vencer. Mas pode-se tentar. Uma idéia é desafiá-lo para fazer coisas que nunca tenha feito antes. Tipo levá-lo a um restaurante escondidinho ou a uma praia deserta. Outra tática – esta é a mais importante – é deixar bem claro que a admiração que se tem pelo seu corpo. Que ele próprio acha o máximo, mas que nem por isso faz dele um bom parceiro sexual. É que o filho de Ewá é passivo demais nesse assunto e será preciso agarra-lo na marra. Lembrando sempre de elogiar os detalhes do seu corpo, o mais bonito do mundo.

A MULHER DE EWÁ

Ela tem traços inconfundíveis: cabelos vistosos, cintura e quadris acentuados e proporções perfeitas. Num grupo pode chamar sobre si as atenções de imediato ou então retrair-se à espera de que a “descubram”. De qualquer modo, pelo seu comportamento ou pela sua aparência física, a filha de Ewá nunca passará despercebida, porque é uma misteriosa de guerreira, ninfeta e serpente. Dominadora, inteligente, só se liga em homens também especiais, porque adora ser desafiada por adversários fortes. Sexualmente, seu ponto fraco é o pé, e sua grande arma, os beijos melosos. Como parceira erótica, tem grande versatilidade: gosta tanto de dominar o homem quanto de se submeter a ele.

AFINIDADES

Com mulheres de Oxalá, Oxaguian, Yemanjá, Nanan e Oxunmaré.

AFINIDADES

Com homens de Oxalá, Oxunmaré, Exú, Ibeji, Oxaguian e Voduns.

Yewa ou Ewá, Orixá do rio Yewa, que fica na antiga tribo Egbado (atual cidade de Yewa) no estado de Ogun na Nigéria. Orixá identificada no jogo do merindilogun pelo odu obeogunda.

Verger conta que na NigériaAbimbola publicou um itan Ifá (história de Ifa), falando “que de certa feita estando Iyewa à beira do rio, com um igba (gamela) cheio de roupa para lavar, avistou de longe um homem que vinha correndo em sua direção. Era Ifá que vinha esbaforido fugindo de Iku (a morte). Pedindo seu auxílio, Iyewa despejou toda roupa no chão, que se encontrava no igba, emborcou-o em cima de Ifa e sentou-se. Daí a pouco chega a morte perguntando se não viu passar por ali um homem e dava a descrição. Iyewa respondeu que viu, mas que ele havia descido rio abaixo e a morte seguiu no seu encalço. Ao desaparecer, Ifa saiu debaixo do igba e levou Iyewá para casa, a fim de torná-la sua mulher.”

Brasil

Ewá – escultura de Carybé em madeira, em exposição noMuseu Afro-Brasileiro,SalvadorBahia,Brasil

Ewá, Euá, IyewaOrixá feminino, é a divindade do rio e da lagoa Iyewà na Nigéria. Uma das iabás, considerada ora irmã de Iansã, ora esposa de Oxumarê. Seu nome significa maezinha do carater.

Verger em suas pesquisas diz: “Na Bahia é cultuada somente em três casas antigas, devido à complexidade de seu ritual. As gerações mais novas não captaram conhecimentos necessários para a realização do seu ritual, daí se ver, constantemente, alguém dizer que fez uma obrigação para Iyewa , quando na realidade o que foi feito é o que se faz normalmente para Oxum ou Oyá.” Em 1981, houve uma saída de Iyewá no Ilê Axé Opô Afonjá, após mais de 30 anos da iniciação da anterior.

As cores de seus colares (fio-de-contas) são o vermelho e azul(tranparentes). Usa como insígnias a âncora e a espada, ofá que utiliza na guerra ou na caça, brajás de búzios, roupa enfeitada com iko (palha da costa) tingida. Gosta de pato, também de pombos, odeia galinhas. Há um vodun daomeano com o mesmo nome, cultuado em São Luís do Maranhão. Saudação – “Riró!”.

Elementos que rege

Rege as neblinas e nevoeiros na natureza.

Cuba

Lydia Cabreraantropóloga cubana escreve sobre Yewa e refere-se à Yemayá-Olokún.

Ewa não é uma orixá, sim uma eledá, como muitas outros que acreditamos ser um orixá. Lembro que o titulo de orixá pertence ao orixá Ori, e a nenhum mais. Yemanjá tem o de Yia-aja-ori, que não é a mesma coisa de orixá, como podemos pensar numa primeira idéia. Mais é aparece nos itans de Ifá em certas ocasiões quando do nascimento, quando dos poderes dela, já mocinha, depois com o primeiro namoro e como amante se assim podemos dizer; quando ela começa uma vida sexual ativa que nos informa que tem ela um caso com: 3 oxalá novo o senhor dos Bambus amarelos, o oxalá que vem avisar que o tempo acabou, depois com Oxoguian, Exu, Oxumaré, com 2 dos Odes, Orunmilá e por ultimo ela aparece como esposa de Omolu. Em seu nascimento ela aparece quando Ogun violenta Nana, na frente do povo dela, mostrando que ele invadiu a aldeia dela, lembramos que essa lenda começa quando não lhe proíbe a simples pelas terras dela, Nana faz a lama subir até quase matar Ogun, ele escapa e a fere com uma lança, razão pela qual ela não gosta de metal em suas coisas pois sua carne foi cortada por um metal. Ogun se organiza e trava um guerra com Nana sem precedentes, onde sai vitorioso invadindo as terras dela e dominando tudo, por final junta todo o povo de Nana no meio da aldeia e ali tem relações com ela na frente do povo dela, num demonstração que havia subjugou a rainha. Desta relação nasceu Ewá. Uma linda menina, o único filho perfeito que Nana teve. Daí ela mandar colocar acima da porta de sua aldeia um iba de Ogun. Ewa não tem nada, pois Nana teria já dado distribuído aos seus filhos, Omolu e Oxumare, seus filhos doentes, mais Oxumare se apegou a irmã e com ela combinou que cada um iria dirigir o Arco-íris por um tempo, daí ser ele o arco íris um tempo dirigido por Ewa e outro por Oxumare (não é 6 meses). Oxumare dá a Ewa a cor branca do arco íris, pois ela é um santo balle.Ewa tinha brigas de muitos querendo casar com ela, quando nova pela beleza. Ela seduziu Oxalufan que vivia com Nana. Tendo ai o seu primeiro contato sexual. Ela tem suas cores o roxo e branco, enquanto Iku é roxo, preto e branco. Conta-se que Ewá recebeu de Ogun o direito de usar uma lâmina que ela esconde entre os seios, cujo o cabo é madeira, que esse fica a mostra. Ele mostra a pureza da morte onde devemos nos preparar, pois a vida é uma preparação para esse dia onde vamos prestar conta de tudo que fizemos dela é a expressão não deixe que outro tome seu lugar na morte, pois o julgamento dele será pior que o seu. Ewá dá mais um tempo a pessoa para se aguardar uma pessoa de longe chegar antes de dar o sono da morte. Ewá vem apenas para quem é digno, daí ter que ter a pureza diante dela. Quem não é puro não merece a boa morte. Ela é versátil em venenos, onde tentou envenenar alguns orixás, inclusive Exu, que não foi bem sucedida. Consegui subjulgar Orunmilá e mante-lo como escravo dela por muito tempo, nesse período Oxumaré foi babalawô usando as cores, verde, amarelo e preto, ela travou varias guerra com seu irmão Omolu, onde por ultimo ele com um tapa a venceu tirando toda a carga de maldade dela. E venceu a maldição dela dada por Oxalá da Bambuzal, onde ela de dia era uma velha e a noite era um linda mulher. Ela já casada com omolu, que ela tem muito medo até hoje foi mãe de todos os filhos dele. Já como esposa de Omolu ela ajudou um rapaz a fugir da morte. Invocando ela ser esposa de Omolu. Ele rege o sono da morte. Os venenos onde com ele matou os que a perseguia e quem ela não gostava.Entretanto existe um fato em Ifá Xorokê, é um guerreiro feiticeiro, que não é Ogun e não é Exu. No candomblé é cultuado como Ogun, que seria o Irominã (o Ogun que come com exu e o exu que come com Ogun, que a tradução seria meu nome é fogo) dizem que é um Ogun e um Exu rebaixando, Xoroke é um santo extremamente sagaz e ligado a torturas, desastres de grandes proporções. Enquanto Ogun quer ver o inimigo olhos nos olhos o Xoroke não tem isso. Ele tem requinte de maldade, gosta de acumular riquezas e bens materiais e é muito vaidoso. E só gosta de coisas boas e que custem muito. Tem muita ostentação. Coisas simples ofende o Xoroke. Pune seus filhos com grandes desgraças, daí muitos terem medo deste santo. Não aceita que seja questionado em nada. Suas cores e azulão e vermelho. Ao contrário de Ogun que é verde. Pode usar um arpão, adaga, ofa, cabaças. Cobre o rosto. Em alguns barracões dizem ser ela filha de Obatalá. Entretanto em Ifá não achamos amparo para isso.

Lydia Cabrera Mythologie Vodou, Piétonville, 1950

É uma Santa guerreira e dona da visão. É um Òrìsá um pouco raro no Brasil. Ela gosta que suas filhas sejam novas e virgens. Quando suas filhas casam ou perdem a virgindade, elas passam a ser ADÓSÙU de ÒSUN. Mais tarde, se elas se abstiberem de sexo ou ficarem viúvas, YEWÀ passa a rege-las, inclusive, a possuir suas cabeças. Ela, como NÀNÁ, não gostam de escolher homens para seus eleitos, podendo os mesmos serem seus OGÁN ( ALABES, ASOGUNS e outras funções que não seja incorporar a Deusa ) .É muito amiga dos pássaros, sendo os mesmos um de seus grandes fundamentos, porque ela é mãe dos pássaros. Todas as partes brancas lhe pertence, o branco do arco-iris, os raios brancos do sol, a neve e o leite das folhas. Também é um Òrìsá das florestas e comanda os astros como o sol, a lua e as estrelas.

YEWÀ quer dizer: – A serpente azul ou a senhora da visão

Usa o vermelho cristal e o amarelo gema, três contas vermelhas e duas amarelo gema.

QUALIDADES

-GEBEUYIN

A primeira a surgir no mundo. Faz os banhos de ervas darem positivamente e traz abundância nos alimentos. Veste vermelho maravilha e o amarelo claro. Come com OMOLÚ, OYA e ÒSUN. Nas tempestades essa YEWÀ tem o poder de transformar-se numa serpente azulada. Isto porque ao ser enganado por YEWÀ, sôbre onde encontrava-se ÒRÚNMÌLÀ, IKÙ ( a morte ) encantou uma serpente, para que quando ela visse ÒRÚNMÌLÀ, emitisse um som que onde estivesse IKÙ ouviria e comeria ÒRÚNMÌLÀ. YEWÀ sabedora do que IKÙ havia feito, matou a cobra e comeu, passando , assim, a emitir o mesmo som. Procurando mais uma vez enganar IKÙ, pois se ÒRÚNMÌLÀ estava presente, YEWÀ corria para putro lado e emitia o som da serpente, chamando IKÙ para outra parte.

- GYRAN

Ela é a deusa dos raios do sol. Controla os raios solares para que êles não destruam a terra. Ela é a formação de um arco-iris duplo que aparece em torno do sol. É ela quem ordena ao sol que ilumine a lua. Metade deste Òrìsá é YEWÀ e a outra é BESSEN. Possui fundamento com a pedra ametista. Seu OTÀ é esverdeado. A platina, o rubi, o ouro e o bronze vão em seu assentamento. Come com OMOLÚ, ÒSUN e ÒSÓÒSÌ.

- OMAJÈ

É a senhora do lagarto, comanda as mudanças de cores do lagarto. Caminha com ÒSUN KARÉ e uma qualidade de ÒÒSÀÀLÀ, que também é dono do lagarto. Sua pedra é a água marinha. Em seu assentamento leva rubi, ouro e opala. Vive na terra, pois perdeu o poder se subir ao ORUN ( CÉU ) ao tentar picar OSÀLÚFÓN. Ela encontra-se no arco-iris que se forma nas pedras molhadas das cachoeiras. Come com ÒSUN e OMOLÚ INTOTO.

- EREWÀ

Ela é vista no arco-iris que se forma em volta da lua. Foi ela quem encarou ÒGÚN e entrou em luta corporal. ÒGÚN ao derruba-la ao chão, o capacete caiu-lhe da cabeça e ela apavorada correu para escapar, pois êle havia visto o que ela jamais havia mostrado a ninguém, o seu rosto de cobra. Correndo de ÒGÚN que queria sua cabeça como premio, encontrou-se com BESSEM, que a levou para o interior do YILÉ YIBO YILU, a mata da morte, fugindo assim de ÒGÚN. Usa o bronze, o onix e a esmeralda. Em seu assentamento são colocados quatro cristais. Come com OMOLÚ INTOTO e BESSEN.

SUAS FOLHAS

-Todas as de OSÙMÀRÈ e OBALÚWÀIYÉ, cana do brejo, ojuoro e a principal que é a da melancia.

LENDA

YEWÀ estava a banhar-se e a lavar roupas no rio quando ÒRÚNMÌLÀ apareceu fugindo de IKÙ ( amorte ) , relatando o que estava acontecendo e a pedir que o escondesse , pois estava muito novo para morrer. Ela atendeu escondendo-o sob um monte de roupas que estavem em baixo de sua saia. IKÙ surgiu e perguntou-lhe : Mulher, viste alguém passar por aqui ? – YEWÀ perguntou-lhe : Por que mulher ? – IKÙ respondeu-lhe : Sabes quem sou eu ? – YEWÀ ecrando a morte sem teme-la disse : Sei, és IKÙ a morte. E tu, sabes quem eu sou ? – Sim, respondeu IKÙ, és YEWÀ a mulher de OBALÚWÀIYÉ e estimo-lhe meus respeitos. Com ar soberano ela disse-lhe : Vi sim, alguém passou correndo para aquele lado, indicando a IKÙ o caminho errado, salvando assim a vida daquêle jovem .ÒRÚNMÌLÀ agradecido deu a YEWÀ o dom da vidência. Neste exato momento YEWÀ teve um pensamento e ÒRÚNMÌLÀ falou-lhe : YEWÀ tu serás mãe. Era justamente o que ela estava pensando. Este era o melhor presente dado a esta grande guerreira.

Comidas:

Batata-da-Terra cozida com azeite doce

Banana inteira feita em azeite de dendê com farofa do mesmo azeite, feijão fradinho.

Referências

Bibliografia Consultada:
Dicionário Antológico da Cultura Afro-Brasileira – Eduardo Fonseca Jr.
Revista Planeta – Edição Especial Orixás – Número 126 – B
Revista Destino – Edição Extra 1992 – Os Orixás e o Amor, por Eduardo Fonseca Jr.

  • , Ifa Divination/Communication between Gods and Men in West Africa, Indiana University Press, Bloomington London, 1969, pag. 444-445.William Bascom
  • , Notes sur le culte des Orisa et Vodun à Bahia, la Baie de Tous les Saints, au Brésil et a l’ancienne côte des Esclaves en Afrique, IFAN, Dakar, 1967, pag. 295.Pierre Verger
  • Wande Abimbola, Sixteen Great Poems of Ifa, Unesco, 1975, pag. 135-155.

Yemanjá terça-feira, nov 1 2011 


ORAÇÃO DE YEMANJÁ

Odoiá, Odoiá, Iemanjá

Rainha das Ondas, sereia do mar.

Como é belo seu canto, senhora!

Quem escuta chora, mãe das águas,

do oceano, soberana das águas.

Dê-me sucesso, progresso e vitória.

Abra meus caminhos no amor e cuide de mim.

Que as águas sagradas do oceano lavem minha alma e meu ser.

Abençõe, mãe, minha família e meus amigos.

Permita que o amor seja  nossa maior fonte de energia.

Sou suas águas, suas ondas, e a senhora cuida dos meus caminhos.

Iemanjá, em seu poder eu confio. 

 

Oração

Odoiá, Odoiá, Iemanjá

 

Rainha das Ondas, sereia do mar.

Como é belo seu canto, senhora!

Quem escuta chora, mãe das águas,

do oceano, soberana das águas.

Dê-me sucesso, progresso e vitória.

Abra meus caminhos no amor e cuide

de mim. Que as águas sgradas do

oceano lavem minha alma e meu ser.

Abençõe, mãe, minha família e meus

amigos. Permita que o amor seja

nossa maior fonte de energia.

Sou suas águas, suas ondas, e a

senhora cuida dos meus caminhos.

Iemanjá, em seu poder eu confio. Axé!

 

Oração de Iemanjá

“Iemanjá, Mãe das águas,

 

Abre as suas asas sobre nós!

Ilumina os nossos corações sedentos de amor e paz.

Abençoa esse serviço espiritual que abraçamos em nome da luz.

Vem, Mãe querida!

 

Interpenetre os nossos pensamentos e os nossos sentimentos, para dançarmos juntos na luz.

Que as suas águas curativas lavem as nossas mazelas.

E que as criaturinhas extrafísicas da natureza, sob o seu comando, brinquem em nossos chacras acesos de amor.

Mãe das águas,

 

Abençoa essa estrela bonita, que flutua acima de nossas cabeças.

Essa estrela do Dharma que nos protege com as luzes do Oriente.

Renova os nossos votos de crescimento e nossas energias.

Faz a dança do universalismo quebrar os nossos preconceitos e limitações.

Mãe amada,

 

Que todos nós (encarnado e desencarnados), possamos ser melhorados com as suas águas curativas.

Que haja a festa da luz em todos nós (em espírito e corpo).

Iemanjá, rainha espiritual,

 

Abre as suas asas sobre nós!

E abençoa esse nosso serviço espiritual.

Que todos nós sejamos lavados nas águas da bem-aventurança!

De coração aberto, com humildade e respeito, nós agradecemos a sua proteção espiritual.”

Iemanjá Odoiyá!

 

Cor: azul claro e verde, nos tons do mar.

Símbolo: Abebê (espelho, símbolo das águas em geral)

Dia da Semana: Sábado

Numero: 10

Comida: arroz com mel

Saudação: Odô Iyá!

Descrição

YEMANJÁ = Ye + omo + eja = mãe dos filhos peixes, ou, Yèyé omo ejá (Mãe cujos filhos são peixes).O cristal representa seu poder genitor e sua interioridade (filhos contidos em si mesma). Representa a gestação e a procriação. Em alguns mitos considera-se mulher de Òrányàn (descendente de Oduá e fundador de Oyó) de quem ela concebeu Sàngó (Ancestre dicino da dinastia dos Àlàfin de Òyó).

A mãe dos orixás, esposa de Òrìnsànlá. No Brasil é a deusa do mar, da água salgada, enquanto na Nigéria, a deusa de um rio, e orixá dos Egbá, onde existe o rio Yemoja. Também a deusa do encontro das águas do rio e do mar. A mais antiga é Iyá Sagba , que quer dizer, A Mãe que passeia sobre as ondas.

Suas cores são o azul claro, branco e azul e o cristal, sua saudação, Odoyiá = Mãe do rio. Sábado é o seu dia consagrado, juntamente com outras divindades femininas. Seu dia consagrado é 2 de fevereiro

Segundo algumas fontes; Orixá dos rios e correntes, especialmente do Rio Ogun, na África seria folha de Obatalá e Oduduwá, casada com Oranyian, fundador mítico de Oyó, teria sido esposa de Aganjú, e com ele teve um filho Orùngan, que a violou e dela são descendentes outros quinze orixás: Dadá, Sangó, Ògún, Olokun, Olosá, Oyá, Òsun , Obá, Oko, Oke, Saponan; Òrun (sol) e Osupá (lua); Ososo e Aje Saluga (orixá da riqueza). Seus diversos nomes são relativos aos diferentes lugares profundos (ibù) do rio.

Qualidades

Yemanjá Ogunte (esposa de Ogum Alagbedé)

Yemanjá Saba (fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá)

Yemanjá Sesu/Susure (voluntariosa e respeitável, mensageira de olokun)

Yemanjá Tuman/Aynu/Iewa

Yemanjá Ataramogba/Iyáku (vive na espuma da ressaca da maré)

Iya Masemale/Iamasse (mãe de Xangô)

Awoyó/Iemowo (a mais velha de todas, esposa de Oxalá)

EWÁ

Arquétipos

São pessoas imprevisíveis como as ondas, ciumentas, esposas e mãe zelosas, perdoam mas não esquecem, são muito desconfiadas, fazem as coisas e tiram o corpo fora, aparentemente calmas, dão para os negócios, se forem magras fogem do conceito, e se tornam perigosas, exigentes, não respeitam a posição assumida.

São voluntariosos, fortes, rigorosos, protetores, altivos e algumas vezes, impetuosos e arrogantes. Têm sentido de hierarquia, fazem-se respeitar, são justos e formais. Porém à prova as amizades que lhe são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se perdoam, não esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérios. Se possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Têm tendência a vida suntuosa, mesmo se as possibilidades não lhes permitam tal falso.

Ervas

Teté = Bredo sem espinhos

Orim-rim = Alfavaquinha

Odum-dum = Folha da costa

Efim = Malva branca

Omin-ojú = Golfo branco

Jacomijé = Jarrinha

Ibin = Folha de bicho

Já = Capeba

Obaya = Beti-cheiroso

Ìróko = Folha de loko

Tinin = Folha de neve branca, cana-do-brejo

Ereximominpala = Golfo de baronesa

Teterégún = Canela de macaco

Monam = Parietária

Jamim = Cajá

Obô = Rama de leite

Lendas

Olodumare fez o mundo e repartiu entre os orisás vários poderes, dando a cada um reino para cuidar.

A Exú deu o poder da comunicação e a posse das encruzilhadas. A Ogum o poder de forjar os utensílios para agricultura e o domínio de todos os caminhos. A Osóssi o poder sobre a caça e a fartura. A Obaluaê o poder de controlar as doenças de pele. Osunarê seria o arco-íris, embelezaria a terra e comandaria a chuva, trazendo sorte aos agricultores. Sango recebeu o poder da justiça e sobre os trovões. Oyá reinaria sobre os mortos e teria poder sobre os raios. Euá controlaria a subida dos mortos para o orum, bem como reinaria sobre os cemitérios. Osun seria a divindade da beleza, da fertilidade das mulheres e de todas as riquezas materiais da terra, bem como teria o poder de reinar sobre os sentimentos de amor e ódio. Nanã recebeu a dádiva, por sua idade avançada, de ser a pura sabedoria dos mais velhos, além de ser o final de todos os mortais; nas profundezas de sua terra, os corpos dos mortos seriam recebidos. Além disso do seu reino sairia a lama da qual Osalá modelaria os mortais, pois Odudua já havia criado o mundo. Todo o processo de criação terminou com o poder de Osogyian que inventou a cultura material.

Para Yemanjá, Olodumare destinou os cuidados da casa de Osalá, assim como a criação dos filhos e de todos os afazeres domésticos.

Yemanjá trabalhava e reclamava de sua condição de menos favorecida, afinal, todos os outros deuses recebiam oferendas e homenagens e ela, vivia como escrava.

Durante muito tempo Yemanjá reclamou dessa condição e tanto falou, nos ouvidos de Osalá, que este enlouqueceu. O ori (cabeça) de Osalá não suportou os reclamos de Yemanjá.

Osalá ficou enfermo, Yemanjá deu-se conta do mal que fizera ao marido e, em poucos dias, utilizando-se de ori (banha vegetal), de omi-tutu (água fresca), de obi (fruta conhecida como nóz-de-cola), eyelé-funfun (pombos brancos) e esò (frutas) deliciosas e doces, curou Osalá.

Osalá agradecido foi a Olodumare pedir para que deixasse a Iemanjá o poder de cuidar de todas as cabeças. Desde então Iemanjá recebe oferendas e é homenageada quando se faz o bori (ritual propiciatório à cabeça) e demais ritos à cabeça.

Sem Título 2

Yemanjá seria a filha de Olokum, deus (em Benin e em Lagos) ou deusa (em Ifé) do mar. Foi casada pela primeira vez com Orunmyila, senhor das adivinhações, depois com Olofin-Oduduá, Rei de Ifé, com quem teve dez filhos, que se tornaram Orisás.

De tanto amamentar seus filhos, seus seios ficaram enormes. Esta foi a origem dos desentendimentos com o marido. Embora ela já o houvesse prevenido, dizendo-lhe que jamais toleraria que ele ridicularizasse os seus seios, uma noite o marido, que havia se embriagado com vinho de palma, não mais podendo controlar suas palavras, fez comentários sobre seus seios volumosos.

Tomada de cólera, Yemanjá fugiu em direção ao oeste, o “escurecer da terra”. Olokun lhe havia dado outrora, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparado, pois “não-se-sabe-jamais-o-que-pode-acontecer-amanhã”. E assim Yemanjá foi instalar-se à oeste de Abeokutá, alusão à migração dos Egbás.

Olofin-Oduduá lançou seu exército à procura de Yemanjá. Esta, cercada, em vez de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. Um rio criou-se na mesma hora, levando-a para Okun, o mar, lugar de residência de Olokun.

Iemanjá é o Trono feminino da Geração e seu campo preferencial de atuação é no amparo à maternidade.

Yemanjá é por demais conhecida e não nos alongaremos ao comentá-la.

O fato é que o Trono Essencial da Geração assentado na Coroa Divina projeta-se e faz surgir, na Umbanda, a linha da Geração, em cujo pólo magnético positivo está assentada a Orixá Natural Iemanjá, e em cujo pólo magnético negativo está assentado o Orixá Omulú.

Iemanjá, a nossa amada Mãe da Vida é a água que vivifica e o nosso amado pai Omulú é a terra que amolda os viventes. Como dedicamos um comentário extenso ao Orixá Omulú, vamos nos concentrar em Yemanjá.

Iemanjá rege sobre a geração e simboliza a maternidade, o amparo materno, a mãe propriamente. Ela se projeta e faz surgir sete pólos magnéticos ocupados por sete Iemanjás intermediarias, que são as regentes dos níveis vibratórios positivos e são as aplicadoras de seus aspectos, todos positivos, pois Yemanjá não possui aspectos negativos.

Estas sete Iemanjás são intermediárias e comandam incontáveis linhas de trabalho dentro da Umbanda. Suas Orixás intermediadoras estão espalhadas por todos os níveis vibratórios positivos, onde atuam como mães da “criação”, sempre estimulando nos seres os sentimentos maternais ou paternais.

Todas atuam a nível multidimensional e projetam-se também para a dimensão humana, onde têm muitas de suas filhas estagiando. Todas têm suas hierarquias de Orixás Iemanjás intermediadoras, que regem hierarquias de espíritos religados às hierarquias naturais.

Divindades: Yemanjá

 

Linha: Aquática

Pedra: Diamante, água marinha, madre pérola

Irradiação: Geração

Vela/Cor: Azul claro, prata

Sincretismo: N. Sra. das Candeias e dos Navegantes

Saudação: Adoce aba!

Ponto de Força: Praia, mar

IEMANJÁ

Rainha do Mar.

Iemanjá, Iyemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja ou Yemoja, é um orixá africano, cujo nome deriva da expressão Iorubá “Yèyé omo ejá” (Mãe cujos filhos são peixes), identificada no jogo do merindilogun pelos odu ejibe e ossá, representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado igba yemanja.

Além da grande diversidade de nomes africanos pelos quais Iemanjá é conhecida, a forma portuguesa Janaína também é utilizada, embora em raras ocasiões.

Ela é representada nas imagens com o aspecto de uma matrona, de seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda e nutritiva.

Iemanjá seria filha de Olóòkun, deus (em Benin) ou deusa (em Ifé) do mar. Numa história de Ifá, ela aparece casada pela primeira vez com Orunmilá, senhor das adivinhações, depois com Olofin, rei de Ifé. Iemanjá, cansada de sua permanência em Ifé, foge mais tarde em direção ao Oeste. Outrora, Olóòkun lhe havia dado, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparado, pois “não se sabe jamais o que pode acontecer amanhã”, com a recomendação de quabrá-la no chão em caso de extremo perigo. E assim, Iemanjá foi instalar-se no “Entardecer-da-Terra”, o Oeste. Olofin-Odùduà, rei de Ifé, lançou seu exército à procura de sua mulher. Cercada, Iemanjá, em vez de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. Um rio criou-se na mesma hora, levando-a para Okun, o oceano, lugar de residência de Olóòkun (Olokum).

Deusa do mar da cultura africana e caribenha, que dá a luz catorze orixás ou espíritos. Originalmente conhecida como Ymoja, a mãe do rio, na cultura ioruba da África ocidental, ela é cultuada também no Brasil. Na celebração do solstício de verão, seus devotos vão às praias vestidos de branco e entregam ao mar pequenos barcos carregados de flores, velas e presentes. Às vezes ela aceita as oferendas e orações; outras vezes manda-as de volta. Diz-se que aquelas que vão à Mãe Iemanjá e se entregam a ela tem seus problemas diluídos nas águas de seu abraço.

Na Umbanda, é considerada a divindade do mar, além de ser a deusa padroeira dos náufragos, mãe de todas as cabeças humanas.

Em Salvador (Bahia), ocorre anualmente, no dia 2 de Fevereiro, uma das maiores festas do país em homenagem à “Rainha do Mar”. A celebração envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados. No dia 8 de dezembro, outra festa é realizada à beira do mar baiano: a Festa de Nossa Senhora da Conceição da Praia.

Outra festa também importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional “Banho de pipoca” e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à Orixá.

Existe um sincretismo entre a santa católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da Mitologia Africana Iemanjá. Em alguns momentos, inclusive festas em homenagem as duas se fundem. No Brasil, tanto Nossa Senhora dos Navegantes como Iemanjá tem sua data festiva no dia 2 de fevereiro. Costuma-se festejar o dia que lhe é dedicado, com uma grande procissão fluvial, isto acontece na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Em Cuba, Iemajá também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.

 

 Cansada de sua permanência em Ifé e da convivência com o marido, Iemanjá fugiu do palácio em direção ao entardecer, a oeste, para as terras de Abeokutá. Sua mãe Olokun lhe havia presenteado, certa vez, com uma garrafa mágica, e disse que em caso de perigo era só quebra – la e o mar viria para socorrer Iemanjá.

         Inconformado por perder sua esposa, Olofin ordenou ao exército de Ifé que fosse atrás dela. Os soldados a alcançaram, mas ela se recusou a voltar para Ifé e, ao ver – se sem saída, jogou a garrafa contra o chão, quebrando – a. Formou – se um fio que, correndo em direção ao oceano levou Iemanjá para morada de sua mãe Olokun.

         Iemanjá também foi 

Odô Iyá Yemanjá!!!

         Entre as Iabás, Iemanjá é certamente a mais popular, festejada em todo Brasil como a rainha do mar, homenageada nas praias da Bahia no dia 02 de fevereiro, em São Paulo no dia 08 de dezembro e no Rio de Janeiro e em Natal na passagem do ano. Flores, perfume, jóias, bijuterias são algumas das oferendas que recebe nessas ocasiões. Muitos, porém, não vêem Iemanjá como uma divindade de origem africana, sendo comumente representada pela imagem de uma mulher branca, vestido de azul, com longos cabelos negros, muito distante da Mãe Africana de Seios Chorosos que realmente é.

         Iemanjá é considerada a mãe da humanidade, grande provedora que proporciona o sustento a todos os seus filhos. Na África, dizem que Iemanjá é filha de Olokun, a riquíssima deusa do oceano, dona de todas as riquezas do mar. Iemanjá foi esposa de Orunmilá. Senhor dos oráculos, e de Olofin, o poderoso rei de Ifé, com quem teve dez filhos.

 casada com Oxalá, a união claramente representada pela fusão do céu e do mar no horizonte. É considerada a mãe de todos os Orixás, é a manifestação da procriação, da restauração da emoções e símbolo da fecundidade. Seu nome deriva da expressão YEYÉ-OMO-EJÁ, significa A mãe dos Filhos Peixes.

CONHECENDO MAIS DE YEMANJA

Yemanjácujo o nome deriva de Yeye oman ejá, “Mãe cujos filhos são peixes”, é o Orixá dos Egbás, uma nação yorubá estabelecida outrora na região de Ibadan, onde existe ainda o rio Yemanjá. As guerras entre nações yorubáslevaram os Egbás a emigrar, em direção oeste, paraAbeokutá, no inicio do século XIX. Evidentemente, não lhes foi possível carregar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo objetos os sagrados, suportes do Axé da divindade, e o rio Ogun, que atravessa a região, tornou-se a partir de então, a nova morada deYemanjá.

Este rio Ogun, entretanto, não deve ser confundido com Ogun, o deus do ferro e dos ferreiros, contrariamente à opinião de numerosos autores que escrevem sobre o assunto no século passado. Estes mesmo autores publicaram, a partir de 1884, copiando-se uns aos outros, uma série de lendas escabrosas e extravagantes que fizeram a delícia dos ” 

meios eruditos”, mas que eram completamente desconhecidos nos meios tradicionais.

O templo principal de Yemanjá fica em Ibará, bairro da cidade deAbeokutá. Os fiéis desta divindade vão procurar, todos os anos, a água sagrada para levar os Axés, suportes de seu poder, não no rio Ogun, mas na fonte de um de seus afluentes, chamado Lakaxá. Esta água, recolhida em jarras, é trazida em procissão para seu templo.

 

Yemanjá seria a filha de Olokun, deus ( em Bénin e em Lagos) ou deusa ( em Ifé) do mar. Em certa lenda, ela aparece casada pela primeira vez com Orunmila, senhor das adivinhações, depois comOlofin-Ododúa, Rei de Ifé, com o qual teve dez filhos cujas atividades bastante diversificadas e cujos nome enigmáticos parecem corresponder a outros tantos Orixás. Dois dentre eles são facilmente identificados: “O arco-iris-que-desloca-com-a-chuva-e-guarda-o-fogo-nos-seus-punhos” e “O trovão-que-se-desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos”. Estas denominações representam, respectivamente,Oxumarê

 e Xangô.

Yemanjá, cansada de sua permanência em Ifé, foge mais tarde em ~direção ao oeste. Olokun que havia dado, autrora, por medida de precaução, uma garrafa contendo um preparado, pois “não-se-sabe-jamais-o-que-pode-acontecer-amanhã“; recomendara-lhe que a quebrasse no chão em caso de perigo. E assim, Yemanjá foi se instalar na “Noite-da-Terra“, à este, em Abeokutá, “ilusão à migração dosEgbás“. Olofin-Ododúa, rei de Ifé, lançou seu exercito em procura deYemanjá. Esta, cercada, em vez de se deixar prender e ser conduzida de volta a Ifé, quebrou a garrafa, segundo as instruções recebidas. Um rio criou-se na mesma hora, levando-a para Okun, o mar, lugar de residência de Olokun.

 

As imagens que representam Yemanjá dão-lhe o aspecto de uma matrona, com seios volumosos, símbolo de maternidade fecunda e nutritiva. Esta particularidade de possuir seios um pouco mais que majestosos – e somente um deles, segundo outra lenda – foi a origem de desentendimentos com seu marido, embora ela já o houvesse, honestamente, prevenido antes do casamento, dizendo-lhe que não toleraria a mínima alusão desagradável ou irônica a esse respeito. Tudo ia muito bem e o casal viva feliz. Uma noite, porém, quando o marido havia se embriagado com vinho de palma, não mais podendo controlar as suas palavras, fez comentário sobre seu seio volumoso. Tomada de cólera, Yemanjá bateu com o pé no chão e transformou-se num rio a fim de voltar para Olokun, como na lenda precedente.

 

As saudações a Yemanjá 

 são bastante interessantes:

Rainha das águas que vem da casa de Olokun 

.

Ela usa, no mercado, um vestido de contas.

Ela espera, orgulhosamente sentada, diante do rei.

Rainha que vive nas profundezas das águas.

Nossa Mãe de seios chorosos”.

 

Yemanjá recebe sacrifícios de carneiro e oferendas de comidas à base de milho branco, azeite 

, sal e cebolas.

Ela se apresenta sob diversos nomes, ligados, como no caso de Oxun, aos diversos lugares profundos, Ibús, do rio Ogun.

No Brasil, como em Cuba, -se sete nomes a Yemanjá e se conta:

 

que de Olokun

, o mar, nasceram;

Yemowô 

, que na África é mulher de Oxalá;

Yamassê 

, mãe de Xangô;

Yewá ( Euá), rio que na África corre paralelo ao rio Ogun 

 e que freqüentemente é confundido com ele;

Olossá, a lagoa na qual deságua o rio Ogun 

;

Yemanjá Yogunté, casada com Ogun Alagbedé. “É – diz Lydia Cabrera, falando de Yemanjá em Cuba – uma amazônia terrível, que traz pendurada na cintura o facão e os outros instrumentos de ferro deOgun 

. Ela é severa, rancorosa e violenta. Detesta pato e adora carneiro”;

Yemanjá Assaba, ela manca e está sempre fiando algodão. LydiaCabrera acrescenta: “Ela tem um olhar insustentável, É muito orgulhosa, e somente escuta dando as costas ou ficando ligeiramente de perfil. É perigosa e voluntariosa. Usa uma corrente de prata amarrada no tornozelo. Foi mulher de Orumilá 

 e este aceitou seus conselhos com respeito”; 

Yemanjá Assessú, muito voluntariosa e respeitável. Lydia Cabrera especifica que “ela vive em água agitada. É muito séria. Gosta de comer pato. Muito lenta a escutar os pedidos de deus fiéis. Esquece o que lhe pedem e se põe a contar minuciosamente as penas do prato que lhe deram como oferenda. Se acontece se enganar nos seus cálculos, ela recomeça e esta operação se prolonga indefinidamente”.

 

Na Bahia, os adeptos de Yemanjá usam colares de contas de vidro transparentes e vestem-se, de preferência, de azul-claro. seu Axé é constituído por pedras marinhas e conchas, guardadas numa sopeira de porcelana azul. Seus Iaôs durante o Xirê dos orixás, trazem um leque de metal branco nas mãos levadas alternadamente sobre a testa a nuca, cujo simbolismo não me foi possível perceber. Gisèle Cossardpensa que Yemanjá 

, por este gesto, procura chamar a atenção para a beleza de seu penteado de rainha.

Saúda-se Yemanjá gritando-se Odoyá. Sábado é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com outras divindades femininas, asAyabas, as rainhas.

 

Na Bahia, Yemanjá é sincretizada com Nossa Senhora da Imaculada Conceição, festejada no dia 8 de dezembro. Ela é mais ligada às águas salgadas do mar que às águas doces dos rios, que é domínio de Oxun. Curiosamente, porém, as pessoas fazem abstração, na Bahia, do sincretismo que liga o Oxun a Nossa Senhora das Candeias, festejada no dia 2 de fevereiro, pois é nessa data que se organiza um solene presente para Yemanjá 

, o que mostra que o sincretismo entre os deuses africanos e os santos da igreja católica não é de uma rigidez absoluta.

Esta festa do dia 2 de fevereiro é uma das mais populares do ano, atraindo à praia do Rio Vermelho uma multidão imensa de fiéis e de admiradores da Mãe das Águas, freqüentemente rpresentada

 sob a forma latinizada de uma sereia, com longos cabelos soltos ao vento. Chamam-na, também, Dona Janaína, a Princesa ou a Rainha do Mar.

Neste dia (2 de fevereiro), bem cedo pela manhã, longas filas de pessoas se formam diante da pequena casa construída rapidamente, na véspera, a fim d obrigar as grandes cestas destinadas a receber os donativos e as oferendas par Yemanjá.

Durante todo este dia, forma-se um lento desfile de pessoas de todas as origens e de todos os meios sociais, trazendo ramos de flores frescas ou artificiais, pratos de comida feitos com carinho, frascos de perfumes, sabonetes embrulhados em papel transparente, bonecas, cortes de tecidos e outros presentes agradáveis a uma mulher bonita e vaidosa. Cartas e súplicas não faltam, nem presentes em dinheiro, assim como colares e pulseiras. Em algumas horas as cestas já estão cheias e substituídas por outras. Ao final da tarde, os ramos de flores são colocados em cima das cestas, transformando-as, assim, numas 30 braçadas de flores, imensas. O entusiasmo da multidão chega ao seu máximo.

Não se escutam senão gritos alegres, saudações a Yemanjá, votos de prosperidade futura. Uma parte da assistência embarca a bordo de veleiros, barcos e lanchas a motor. A flotilha se dirige para o alto mar, onde as cestas são depositadas sobre as ondas. Segundo a tradição, para que as oferendas sejam aceitas, elas devem mergulhar até o fundo, sinal de aprovação de Yemanjá. se elas forem rejeitadas e, conseqüentemente, devolvidas à praia, é sinal de recusa para grande tristeza e decepção dos Admiradores de Yemanjá.

 

Tomo emprestada a descrição do arquétipo de Yemanjá de LydiaCabrera, ela mesma filha de Yemanjá, certamente a mais competente de todas aquelas que me foi dado o prazer de conhecer: “As filhas deYemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; põem à prova as amizades que lhe são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxun, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto”

Qualidades do Orixá Yemanjá

São 7 as qualidades, e por possuírem características tão próprias, há quem chegue a considerar que se trata de orixás individuais (independentes) das outras qualidades. Aqui, no entanto, e por não haver consenso quanto a esta questão, e muito estudo e pesquisa ser ainda necessário, vamos encarar como qualidades de um único orixá, tal como fazemos com todos os outros. Yemanjá rege a inteligência humana por isso tem o título de Iyá Orí.

QUALIDADES

Yemanjá Asagba ou Sobá: Ligada a Airá, lufã e Orunmilá, fia algodão, usa corrente de prata no tornozelo, carrega abebé e sua energia é a espuma branca do mar, veste branco com prata.

Yemanjá Akurá: Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. Adora carneiro, ligada a Nanã, veste branco aperolado

Yemanjá Ataramogba: Vive na espuma da ressaca da maré, guerreira e ligada a Xangô, veste branco e nuances de cores claras.

Yemanjá Iyaoyó ou Awoyò; : É uma das mais velha, possui ligação com Oxalá, Oxumarê e Xangô,  Veste branco e cristal, responsavel pelas marés.

Yemanjá Maleleo ou Maylewo: Esta Yemanjá vive nos grandes lagos, tímida, não se pode tocar no rosto do Iyawò, veste verde claro.

Yemanjá Iyágunté: Mãe do rio ógun, esta Yemanjá guerreira usa espada e tem ligação com Ogun e Oxaguian, carrega abebé, veste azul claro.

Yemanjá Sessu,  Iyasessu:  Voluntariosa e respeitável, ligada a Babá  Olokun,  vive nas águas agitadas da costa e come inhame, suas contas são verdes translúcido, veste verde e branco.

Teremos ainda outras Yemanjás com nomes, títulos e cultos extintos:

Yemanjá Olossá ou Oloxá: Ligada a com Oxum e Nanã. Veste verde-clara e suas contas são branco cristal. É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado, não há iniciados no Brasil.

Yemanjá Iya Massê: que é a mãe de xangô

Yemanjá Iyakú, Iya Odo, Iya Ewá, Iyá Tapá, Iya Tonà,etc.

OFERENDA PARA IEMANJÁFaça uma oferenda para IemanjáMaterial:

- Barco azul

- Brincos

- Perfumes

- Correntes

- Leques

- Flores brancas e azuis

- Faça seus pedidos e coloque dentro do barco.

Se quizer colocar mais oferendas você pode.

Coloque tudo dentro do barco da forma que lhe agrade, depois você deve despachar.

Oferendas/Rituais

Mãe Yemanjá: Velas branca, azul claro e prata, champanhe branca, calda de ameixa, manjar, arroz doce, pêssego em calda, melão, uva itália, pêra, rosas brancas, palmas brancas. Pode oferendá-la à beira mar.

Oferenda

Manjar para Yemanjá

Ingredientes:

250g. de creme de arroz

1 pescada inteira

azeite de oliva

Modo de preparo:

Faça um mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal. Limpe a pescada e asse-a na oliva. Coloque o mingau numa travessa de louça deixe esfriar e coloque a pescada assada sobre o manjar, regue com oliva.

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Oduduá terça-feira, nov 1 2011 


Oduduá é uma das divindades primordiais. Ela é considerada, ao lado de Obatalá como o casal primordial e propulsor da criação. Cada um foi incumbido de determinadas funções no papel da criação do Aiyê, ouniverso incluindo o mundo em que vivemos. O universo é visto dentro do culto aos Orixás como uma grande cabaça e esta cabaça é representada por Oduduá e Obatalá. Oduduá é considerada como a parte de baixo da cabaça e Obatalá é considerado como a parte de cima da cabaça.

O nome Oduduá pode ser traduzido como a cabaça de onde jorrou a vida. Muitos costumam se enganar e a afirmar que Oduduá seria um Orixá masculino ao invés de masculino, mas o que ocorre é uma confusão entre a divindade feminina Oduduá com o ancestral iorubano divinizado Oduduá, que na verdade é conseiderado em território africano como sendo uma forma humana da deusa Oduduá, ou seja, o guerreiro legendário e a deusa Oduduá seriam as mesmas pessoas. Esta é uma visão muito ampla no que concerne à essência divina mas isso é algo que vai muito além da capacidade de aceitação de algumas pessoas e sacerdotes.

O surgimento de Oduduá, bem como o de Obatalá, é muito interessante. Diz-se que involuntariamente nos primórdios da criação, quando a única coisa existente nos mundos era o Olorun, a grande energia primordial, Oduduá, a deusa, surgiu do corpo de Olorun, a grande energia primordial, assim como Obatalá e outra tantas divindades.

Foi Oduduá quem criou a terra e todo o universo como o conhecemos e, ao lado de Obatalá, possibilitou o surgimento da vida.

Em terceiro lugar, com a Eerupe ou “Lama”, mistura de Água e Terra, mas também vivificada por Seu Hálito e Centelha Divina (Fogo e Ar), Olorun criou o Imole Exú, o “Terceira Cabaça”, ou “Terceiro Ser Criado” ou ainda, o “Esu Ancestral”, o Imole da Dinamização, da Transformação e da Restituição, quer no Além ou quer na Terra-da-Vida e, portanto, portador de todas as Qualidades do Vermelho, do Preto e do Branco. O Imole Esu Agba é, portanto, o primeiro Ara Orun ou “Corpo do Além”, ou seja, a “Primeira Individualidade Espiritual” a ser criada com o concurso da Matéria combinada: Fogo (Centelha Divina), Ar (Hálito Divino), Água e Terra (Eerupe, a Lama). Sua qualidade de “Terceiro Ser Criado” o constituiu em Osije ou “Mensageiro Divino” com permissão expressa de se apresentar perante Olorun que somente receberá Oferendas se elas forem conduzidas por Imole Esu Osije.

Oduduá é uma Orixá Funfun absolutamente diferente dos demais, embora semelhante em essência, é feminina, sendo cultuada em diversas regiões como esposa de Obatalá, embora seja, em princípio, sua irmã. “Iya Male” (Mãe das Divindades ou Mãe Divina)

 

Orin Oduduá

 

Iya dakun gba wa o; – Oh Mãe! nós suplicamos que nos libertes;

ki o to ni to mo; – olhai por nós, olhai por nossos filhos;

ogbebi  l’Adó  ! – Tu  és  aquela  que  te  estabelecestes  em  Adó!”

 

Na cultura yorubá existem duas grandes versões para a criação do mundo, na verdade alegorias para a formação das cidades-disnatias que pretendiam a hegemonia do mundo yorubá: Ifé (considerada pelos yorubás como berço do mundo) e Oyó.
Os líderes dessas dinastias foram divinizados: Oduduá em Ifé e Oranmiyan em Oyó. Nas duas cidades, a lenda conta que seus líderes chegaram do Além, trazendo uma substância escura e desconhecida, fornecida pelo senhor supremo, Olodumaré (Olorum), e jogaram sobre as águas primitivas formando um pequeno monte de terra, sobre o qual pousa uma galinha que cisca e começa a espalhar a terra sobre a qual Oduduá para Ifé e Oranmiyan para Oyó tornaram-se senhores absolutos.
fonte: Wikipédia

Odùduwà

Odùduwà chegando ao Àiyé, cria tudo o que era necessário e delega poderes às divindades que o seguiram, conhecidos como os Àgbà*, para governarem a criação, e volta ao Òrún, e só retornaria quando tudo estivesse realmente concluído. Òrìsànlá, que tinha ficado no Òrún com seus seguidores, já tinha moldado corpos suficientes para povoar o inicio do mundo, vai então para o Àiyé, com seus seguidores, os Funfun*; fato que ocorre antes da volta de Odùduwà para o Àiyé. *Anexos.
Quando Olófin Odùduwà retorna ao Àiyé, funda a cidade de Ilê-Ifé, e vem a ser o primeiro Oba (rei) do povo yorubano com o titulo de “Oba Óòni”, ou seja, o primeiro Óòni de Ifé, e a cidade se torna a morada dos deuses e dos novos seres.
Durante todo este tempo, Odùduwà que já estava casado com Ìyá Olóòkun, divindade feminina, responsável e dona dos mares, tem dois filhos, o primogênito, a divindade Ògún e uma filha de nome Ìsèdélè. O tempo passa, e Odùduwà, que era uma divindade negra, porém albina, incumbe seu filho Ògún de ir para a aldeia de Ògòtún, vizinha de Ifé, conter uma rebelião.
Ògún, divindade negra, senhor do ferro, parte para sua missão e realiza o intento, trazendo consigo Lakanje, filha do rebelde vencido. Ora, Lakanje era espólio de Odùduwà, o Óòni de lfé, portanto intocável, mas Lakanje era muito bela e extremamente sensual e Ògún não resistiu aos seus encantos e com ela teve várias noites de amor, durante sua viagem de volta. Chegando a lfé, ele entrega os espólios da conquista, inclusive Lakanje, a seu pai Odùduwà, que também não resistiu aos lindos encantos da mortal Lakanje e por ela se apaixona e acabaram por casar-se. Ògún nada tinha contado a seu pai dos fatos ocorridos e logo após o casamento Lakanje está grávida, desta gravidez nasce um filho de nome Odéde.
Só que o destino foi fatídico, Odéde nasceu metade negro, como a pele de Ògún e metade branco, como a pele do albino Odùduwà, revelando assim, a traição de Ògún para com a confiança do seu pai, esta situação gerou muita discussão entre Odùduwà e Ògún, mas a principal foi “quem tinha razão”, ou, quem teria mais “genes” no filho em comum, Odéde, e cada um se posicionava com a seguinte frase : “a minha palavra triunfou” ou “a minha palavra é a correta”, que aglutinada é Òrànmíyàn e foi assim que ele passou a ser chamado e conhecido.
Com Lakanje, uma das muitas esposas de Odùduwà*, ou com outras, teve ou já tinha mais seis filhos, outros dizem dezesseis, uns, um número maior ainda, enfim, alguns dos filhos destas esposas, geraram as linhagens dos Obas Yorubanos, uns foram os precursores de sete das principais tribos, ou mais, que deram origem à civilização dos yorubas, e religiosamente falando, todos os povos do mundo. Os filhos, netos ou bisnetos de Odùduwà, os deuses, semideuses e/ou heróis, formaram a base da nação yoruba, portanto Olófin Odùduwà Àjàlàiyé é aclamado como “O Patriarca dos Yorubas”. *Anexo
Obàtálá (Òrìsànlá) ,que também já estava no Àiyé com sua comitiva, mas devido a grande rivalidade com Odùduwà, foi expulso de Ilê-Ifé e funda a cidade de Ìgbò e se torna o primeiro Obà Ìgbò chamado também de Bàbá Ìgbò, pai dos ìgbòs. Numa sociedade polígama, Òrìsànlá é um caso raro de monogamia, pois a divindade Yemowo foi sua única esposa e não tiveram filhos.

Ifá / Jogo de búzios & diversos terça-feira, nov 1 2011 


Ifá

é o nome de um oráculo africano. É um sistema de adivinhação que se originou naÁfrica Ocidental entre os yorubas, na Nigéria. É também designado por Fa entre os Fon eAfa entre os Ewe. Não é propriamente uma divindade (Orixá), é o porta-voz de Orunmilá e dos outros orixás.

O sistema pertence as religiões tradicionais africanas mas também é praticado entre os adeptos da Lukumí de Cuba através da Regla de OchaCandomblé no Brasil através doCulto de Ifá, e similares transplantadas para o Novo Mundo.

Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade

Da Nigéria são dois os listados como Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade: OGelede, que também é praticado no Benin e Togo, e os Ifa Divination System, e em estudo na Nigéria um sistema de Tesouros Humanos Vivos e esforços para salvaguardar o suas línguas ameaçadas.

  • OS DEZ MANDAMENTO DE IFÁ

    Os conceitos constantes do presente documento representam a herança moral que nos foi legada por nossos ancestrais, consistindo em 16 Mandamentos de Ifá, transmitidos oralmente no dialeto original e traduzidos para o castelhano, idioma em que se encontram escritos nos antigos livros sagrados das seculares sociedades de Ifá de Cuba e que devem agora chegar ao conhecimento de todos aqueles que, de alguma forma, se interessem por nossa religião.

    É necessário que, de posse destes conhecimentos, possam todos aqueles que adotaram uma postura desonesta, corrompendo os ditames de Ifá e usando a religião tão somente para usufruírem vantagens financeiras, possam refletir e, retomando a senda do bem, exaltar o sagrado nome de Orunmilá, divulgando-o dentro do respeito e religiosidade esperados de um verdadeiro sacerdote.

    Os mandamentos de Ifá nascem no Odu Ikafun e ninguém pode gabar-se de sua autoria.

    Itan do Odu Ikafun:

    Quando os Maiores (os Irunmole) chegaram a Terra, fizeram todos os tipos de coisas erradas que foram avisados que não fizessem.

    Então, começaram a morrer um atrás do outro e, desesperados, puseram-se a gritar e a acusar Orunmilá de está-los assassinando.

    Orunmilá então defendeu-se dizendo que não era ele que os estava matando.

    Orunmilá disse que os maiores estavam morrendo porque não cumpriam os mandamentos de Ifá.

    Então IFÁ disse: A habilidade de comportar-se com honra é obedecer aos mandamentos de Ifá, o que é de sua inteira responsabilidade.

    A HABILIDADE DE COMPORTAR-SE COM HONRA E OBEDECER AOS MANDAMENTOS DE IFÁ É MINHA RESPONSABILIDADE TAMBÉM..

    Sentença: Eni da ile á bá ilé lo.

    Os 16 mandamentos de Ifá.

    (Os mandamentos de Ifá nascem no Odu Ikafun)

    1o Mandamento – Eles, os 16 Maiores, caminhavam em busca da Terra Prometida, Ile Ifé, a Terra do Amor, para pedirem Ire Ariku (o bem da longevidade) ao Deus Supremo, Olofin. Então perguntaram a Orunmilá: “Viveremos vida longa como foi prometido por Olodumare quando foi feita a consulta através do oráculo de Ifá?” E eles (os adivinhos), responderam: “Aquele que pretende vida longa, que não chame a esúrú” (tipo de inhame parecido com pequenas batatas)”. (Chamar esúrú significa falar do que não se sabe).

    Significado do 1o mandamento:

    O sacerdote não deve enganar ao seu semelhante acenando com conhecimentos que não possui.

    Interpretação:

    O sacerdote não deve dizer o que não sabe, ou seja, passar ensinamentos incorretos ou que não tenham sido transmitidos pelos seus mestres e mais velhos. É necessário o conhecimento verdadeiro para a prática da verdadeira religião.

    Mensagem:

    Quem abusa da confiança do próximo, enganando-o e manipulando-o através da ignorância religiosa, sofrerá graves conseqüências pelos seus atos. A natureza se incumbirá de cobrar os erros cometidos e isto se refletirá em sua descendência consangüínea e espiritual.

    2o Mandamento – “Eles avisaram aos Maiores que não chamassem a todos de esúrú”. (Chamar a todos de “esúrú” é considerar todas as coisas como contas sagradas).

    Significado do 2o Mandamento:

    O sacerdote deve saber distinguir entre o ser profano e o ser sagrado, o ato profano e o ato sagrado, o objeto profano e o objeto sagrado.

    Interpretação:

    Não se pode proceder a rituais sem que se tenha investidura e conhecimento básico para realizá-los. Chamar a todos de esúrú é considerar a todos, indiscriminadamente, como seres talhados para a missão sacerdotal, o que é uma inverdade ou, o que é pior, uma manipulação de interesses. Da mesma forma que nem todas as contas servem para formar-se o eleké (colar) de um Orixá (como as contas sagradas), nem todos os seres humanos nasceram fadados para a prática sacerdotal.

    Mensagem:

    Para ser um sacerdote de Ifá, são necessários inúmeros atributos morais, intelectuais, procedimentais e vocacionais.

    A simples iniciação de um ser profano, desprovido destes atributos básicos e essenciais, não o habilita como um sacerdote legítimo e legitimado.

    Da má interpretação e inobservância deste mandamento resulta a grande quantidade de maus sacerdotes que proliferam hoje em dia dentro do Culto de Orunmilá.

    Ai observa-se a diferença entre “ser bàbáláwo” e “estar bàbáláwo”. Aquele que se submete à iniciação visando tão somente o status de bàbáláwo, jamais será um verdadeiro sacerdote de Orunmilá. “Estará” bàbáláwo, cargo adquirido pela iniciação, mas jamais “será” bàbáláwo, condição imposta por sua vocação, dedicação e desprendimento. Cabe ao sacerdote que procede a iniciação escolher, com muito critério, aqueles que são realmente dignos do sacerdócio.

    3o Mandamento – Eles avisaram que não chamassem forças, da forma errada “ódidé”. (Uma referência às aves noturnas e misteriosas, que se nutrem de sangue. Dar maus conselhos e orientações erradas é expor as pessoas aos perigos de energias maléficas e sem controle).

    Significado do 3o mandamento:

    O sacerdote nunca deve desencaminhar as pessoas dando-lhes maus conselhos e orientações erradas.

    Interpretação:

    É inadmissível que um sacerdote se utilize do seu poder e do seu conhecimento religioso para, em proveito próprio, induzir ao erro aqueles que o seguem. Ao agirem desta forma, assumem a postura das aves noturnas que, nas trevas, saciam suas necessidades com o sacrifício e o sangue dos outros.

    Mensagem:

    Uma das mais importantes funções do sacerdote é orientar seu discípulo, conduzindo-o ao caminho correto, ao encontro do “irê” (boa sorte), de acordo com os ditames estabelecidos por seu Odu pessoal e seus Orixás de cabeça.

    Quem chega aos pés de Orunmilá para consultar seu oráculo em busca de soluções, deve ser orientado pelo sacerdote corretamente, independente do interesse deste como olhador.

    A pessoa que chega com um problema deve ter seu problema solucionado e não vê-lo acrescentado de outros criados artificialmente com o fito de proporcionar a quem a consulta, vantagens financeiras ou possibilidade de conquistas e abusos.

    4o Mandamento – Eles avisaram que não dissessem que as folhas sagradas do arabá (Ceiba Pethandra), são folhas da árvore “oriro”.

    (Tudo deve ser feito de acordo com os ditames e os preceitos religiosos. A simples troca de uma simples folha pode ocasionar conseqüências maléficas ou tornar sem efeito um grande ebó da mesma forma que as folhas do arabá não são iguais às folhas de oriro).

    Significado do 4o Mandamento:

    O sacerdote não pode, em nenhuma condição, utilizar-se de falsos recursos, fornecendo coisas sem validade religiosa como elementos de segurança ou de culto.

    Interpretação:

    Os procedimentos litúrgicos devem ser observados integralmente e a ninguém cabe o direito de fazer “isto” por “aquilo” quando em “aquilo” é que está a solução.

    Mensagem:

    Aquele que se utiliza de meios escusos e enganosos contra seus semelhantes, será culpado do crime de abuso de confiança. Usando de artifícios e mentiras contra as pessoas inocentes e de bom coração, o sacerdote provoca o descontentamento de Orunmilá e a conseqüente ira de Elegbara, e isto não é bom. Cada entidade espiritual possui um nome individual, de acordo com a determinação de Olofin (Deus). Da mesma forma, cada Exú Elegbara possui nome e identidade própria, assim como atributos específicos. É inadmissível, portanto, que esta Entidade tão sagrada e importante dentro do culto, seja assentada e entregue de maneira irresponsável, e que aqueles que a recebem permaneçam ignorantes do seu nome, qualidade, forma de tratamento e especificidade de função.

    Sentença: “Orunmilá é aquele que nos olha com amor, não façamos por onde possa nos olhar com desprezo”.

    5O MANDAMENTO – ELES AVISARAM QUE, NÃO DEVERIAM MERGULHAR FUNDO, AQUELES QUE AINDA NÃO SOUBESSEM NADAR. (O “saber” é fundamental para quem quer “fazer”. Para tanto, é necessário o “poder”, que só a iniciação pode outorgar).

    Significado do 5o Mandamento:

    O sacerdote não pode proceder a liturgias para as quais não seja habilitado através do processo iniciático ou cuja prática desconheça ou domine apenas parcialmente.

    Interpretação:

    O BABALÁWO NÃO DEVE OSTENTAR UMA SABEDORIA QUE NA VERDADE NÃO POSSUA. PROCURAR SABER NÃO AVILTA, MAS, PELO CONTRÁRIO, EXALTA O SER HUMANO. O SABER É CONDIÇÃO BÁSICA PARA QUE SE POSSA FAZER.

    Mensagem:

    Tudo deve ser feito integralmente e com legitimidade total. Se houver dúvidas sobre algum procedimento, deve-se pesquisar profundamente sobre ele. Cabe ao sacerdote ensinar tudo o que sabe àqueles que o cercam e que nele confiam. A sonegação de ensinamentos corretos e completos implica na responsabilidade da prática de suicídio cultural.

    Da mesma forma, buscar orientação em quem sabe, nada tem de humilhante e enaltece tanto àquele que busca como ao que fornece a orientação.

    A verdadeira sabedoria consiste na consciência da própria ignorância. Só os tolos se exibem e sabem tudo!

    Sentença: Deus não deu ao ignorante o direito de aprender sem antes tomar de quem sabe a obrigação de ensinar. (Da sabedoria oriental)

    6O MANDAMENTO – ELES AVISARAM QUE FOSSEM HUMILDES E NUNCA, JAMAIS, AGISSEM COM EGOÍSMO. (HUMILDADE E DESPRENDIMENTO SÃO ATRIBUTOS INDISPENSÁVEIS DE UM VERDADEIRO SACERDOTE).

    Significado do 6o Mandamento: O bàbáláwo não deve ser vaidoso de seus poderes, mas consciente deles. Não deve agir somente visando o próprio benefício, existe para servir e não para ser servido.

    Interpretação:

    A vaidade transforma o homem fraco de espírito num pavão que faz questão de exibir sua bela plumagem sem a consciência de que é a sua beleza que, despertando a atenção de terceiros, irá provocar a sua morte.

    NO ODU OGUNDAKETE, ENCONTRAMOS ITANS QUE FALAM DO EXIBICIONISMO DO PAVÃO QUE, OSTENTANDO A BELEZA DE SUA PLUMAGEM, ATRAI PARA SI A ATENÇÃO DE TODOS QUE, DEPOIS DE SACRIFICÁ-LO, TRANSFORMAM SUAS PENAS EM BELOS LEQUES E ADORNOS. O VERDADEIRO SACERDOTE, O ELEITO DE ORUNMILÁ, NÃO SE PREOCUPA EM EXIBIR SEU PODER NEM O SEU SABER EM DISPUTAS VÃS E INCONSEQÜENTES. ACUMULA EM SI UMA GRANDE CARGA DE SABEDORIA QUE TRANSMITE COM DEDICAÇÃO A QUEM MERECE SABER.

    Mensagem:

    O exibicionismo é um dos maiores defeitos num ser humano e inadmissível num sacerdote. Já dizia o velho jargão: “Num burro carregado de açúcar, até o suor é doce”. É assim que, aos olhos do sábio, parecem os exibicionistas: “burros carregando açúcar”.

    7o Mandamento – Eles avisaram que não entrassem na casa de um Arabá (título daquele que resguarda os segredos da chefatura de Ifá), com má intenção. (As boas intenções devem prevalecer acima de tudo. A casa do Arabá é o templo onde a iniciação é obtida).

    Significado do 7o Mandamento:

    A iniciação não pode ser motivada por interesses que não sejam puramente religiosos.

    Interpretação:

    As verdadeiras intenções do iniciando devem ser cristalinas como a água pura, e desprovidas de qualquer outro objetivo que não seja servir à humanidade através de Orunmilá.

    Querer iniciar-se no culto por simples vaidade, para obter status social ou ostentar títulos sacerdotais é profanar o sagrado.

    Mensagem:

    Aquele que profana o sagrado tabernáculo de Ifá, movido por qual for o motivo, pagará com duras penas o sacrilégio praticado.

    Ninguém adentra impunemente o Igbodu Ifá.

    O conhecimento corresponde à responsabilidades que nem todos estão preparados para assumir.

    É muito melhor errar por não saber do que saber e persistir no erro.

    O conceito mais amplo simboliza a atitude de um predador que esconde suas garras procurando adquirir a confiança e os conhecimentos de sua vítima para ter base de agir no momento mais propício aos seus objetivos.

    A mesma responsabilidade assume aquele que inicia pessoas que não possuam os requisitos básicos exigidos para tal, visando aí, a simples vantagem financeira.

    8o Mandamento – Eles avisaram que não deveriam usar as penas “ekodidé” para limparem os seus traseiros.

    (A pena do ekodidé é um dos símbolos mais sagrados dentro do culto e, por este motivo, jamais deverá ser profanada).

    Significado do 8o Mandamento:

    Os sagrados fundamentos não podem ser usados com objetivos vãos. Os tabus devem ser integralmente observados sob pena de severas conseqüências.

    Interpretação:

    O sacerdote deve submeter-se de bom grado às interdições impostas por seu Odu pessoal, assim como aos tabus de seu Olori.

    A observância destes ditames está diretamente ligada ao estado de submissão às deidades cultuadas.

    As obediências totais às orientações de Ifá conduzem o homem à plenitude das bênçãos.

    Utilizar-se dos sagrados conhecimentos de forma leviana corresponde à profanar o sagrado.

    A figura aqui utilizada representa muito bem tal atitude. “Limpar o traseiro com penas ekodidé” é o mesmo que usar coisas sagradas com objetivos condenáveis e fúteis.

    Não se deve utilizar o poder da magia para prejudicar a quem quer que seja.

    A prática do mal, invariavelmente, apresenta resultados mais rápidos, mas conduz a caminhos tortuosos que não têm volta.

    Da mesma forma, aquele que se utiliza destes poderes visando unicamente auferir vantagens econômicas, está em desacordo com os sagrados ditames e será responsabilizado por isto.

    9o Mandamento – Eles avisaram que não deveriam defecar no epô.

    (A sujeira e a falta de higiene são incompatíveis com o rito).

    Significado do 9º mandamento:

    O epô (azeite de dendê) corresponde ao sangue vegetal. Elemento sagrado e indispensável no ritual, há de ser sempre muito puro e limpo.

    Da mesma forma, tudo deve ser limpo, os instrumentos, os ambientes, os assentamentos, as pessoas e, principalmente, as atitudes.

    Não se admite, sob nenhuma hipótese, a falta de limpeza e de higiene em qualquer aspecto, quer seja físico, ambiental ou moral.

    Mensagem:

    O sacerdote deve ser escrupuloso com tudo.

    Seus instrumentos litúrgicos, os assentamentos das entidades cultuadas, seu corpo, suas atitudes e seu caráter hão de permanecer, sempre, impecavelmente limpos.

    Nenhum Orixá admite a sujeira, seja ela física ou moral.

    10o Mandamento – Eles avisaram que não deveriam urinar dentro do afó.

    (O afó é o local onde se fabrica o azeite de dendê em terra yorubá).

    Significado do 10º Mandamento:

    Tudo aquilo que antecede a um rito e que a ele faça referência, deve ser realizado com limpeza e religiosidade.

    Interpretação:

    Da mesma forma que o ritual deve ser cercado de cuidados de limpeza, a confecção das comidas e oferendas deve seguir os mesmos princípios.

    Preparar as comidas ritualísticas é também um rito e deve ser realizadas em total circunspecção e concentração religiosa.

    Mensagem:

    Durante a preparação das oferendas e comidas ritualísticas a atitude de quem dela participa deve ser a mesma de quem participa do ritual em si.

    É inadmissível que, neste momento sagrado, as pessoas estejam consumindo bebidas alcoólicas, falando coisas vulgares, discutindo, brigando ou tentando exibir seus conhecimentos, humilhando a quem sabe menos.

    A postura será sempre sacerdotal, o silêncio e a concentração devem ser mantidos e, ensinar a quem não sabe ou a quem sabe menos, é uma obrigação sagrada.

    11o MANDAMENTO – ELES AVISARAM QUE NÃO SE DEVE RETIRAR A BENGALA DE UM CEGO. (a bengala de um cego substitui seus olhos e indica os obstáculos que se interpõem em seu caminho). Significado do 11º mandamento: o sacerdote não pode prevalecer-se de sua carga de conhecimento para humilhar ou confundir a ninguém. O sacerdote há de ter o mais profundo respeito pelos que sabem menos. Ninguém tem o direito de descaracterizar o que os outros sabem e acreditam. Abalar a fé de quem sabe pouco ou nada sabe, é retirar a bengala de um cego, deixando-o sem qualquer orientação nas trevas em que caminha.

    Interpretação:

    Mensagem:

    UMA DAS MAIS IMPORTANTES MISSÕES DO SACERDOTE É ENSINAR E ORIENTAR. MUITAS VEZES SURGEM PESSOAS QUE NADA SABEM E JULGAM SABER. É NESTE MOMENTO QUE O SÁBIO AFLORA NO SACERDOTE E A ORIENTAÇÃO CORRETA E O ENSINAMENTO CERTO SÃO PASSADOS, COM DOÇURA, SUTILEZA E HUMILDADE, SEM MELINDRAR A QUEM OS RECEBE E SEM PROVOCAR CONFUSÕES EM SUA CABEÇA. TUDO DEVE SER ENSINADO COM CLAREZA E LÓGICA. ASSIM, O BABALAWO, NO EXERCÍCIO DE SEU SACERDÓCIO, ASSUME TAMBÉM A MISSÃO DE MESTRE.

    12o Mandamento – Eles avisaram que não se retira um bastão de um ancião.

    (O bastão do ancião representa o acúmulo de experiências adquiridas nos longos anos em que viveu).

    Significado do 12º Mandamento:

    Deve-se respeitar e tratar muito bem ao mais velhos, principalmente os mais antigos na religião.

    Interpretação:

    O respeito aos mais velhos é um dos principais fundamentos de uma religião onde, reconhecidamente, antigüidade é posto.

    Faltar-lhes com o devido respeito e atenção é como retirar-lhes o bastão em que se apóiam.

    Aquele que sabe respeitar, acatar e amar aos seus mais velhos, sem dúvida receberá o mesmo tratamento quando também caminhar apoiado no seu próprio bastão.

    Mensagem:

    Os velhos, pelas experiências vividas, representam verdadeiros mananciais de sabedoria onde cada um deve procurar beber um pouco, saciando a sede de saber.

    São livros sagrados, cujas páginas devem ser lidas com paciência e carinho.

    Uma religião que, durante séculos incontáveis, teve seus fundamentos transmitidos oralmente, deve valorizar, sobremaneira, aqueles que são depositários destes conhecimentos.

    Um velho, por mais obtuso que possa parecer à primeira vista, sempre terá algo, obtido nos longos anos vividos, a ensinar.

    Devemos lembrar sempre que, se antigüidade é posto, saber é poder!

    13o Mandamento – Eles avisaram que não se deitassem com a esposa de um Ogboni.

    (“Ogboni” é um título que significa juiz ou magistrado, representa uma pessoa digna de respeito).

    Significado do 13º Mandamento:

    As autoridades devem ser respeitadas integralmente.

    Interpretação:

    O “Ogboni” da sentença representa, genericamente, as autoridades e as leis por elas estabelecidas.

    O Sacerdote, como homem de bem, deverá pautar sua vida de acordo com os ditames das leis dos homens e das sagradas leis de Ifá.

    Mensagem:

    O homem religioso não pode viver à margem da lei e da sociedade da qual deve fazer parte como célula importante.

    Pugnar pela obediência às leis é uma das obrigações de um sacerdote que, neste sentido, deve também orientar os seus seguidores.

    Da mesma forma, as leis de Ifá, devem ser observadas integralmente e a ninguém cabe o direito de manipulá-las em benefício próprio ou de outrem.

    14o Mandamento – Eles avisaram que nunca se deitassem com a esposa de um amigo. (Não se deve trair um amigo). Significado do 14º Mandamento: Os amigos devem ser respeitados e uma amizade não pode ser traída.

    Interpretação:

    “Deitar com a esposa de um amigo” é a maior injúria que o sacerdote pode praticar contra esta pessoa. A sentença busca valorizar o sentimento de amizade que deve ser pautado sempre, no respeito mútuo e na reciprocidade ética, que em hipótese alguma, podem ser esquecidos.

    Mensagem:

    “Um amigo vale mais do que um parente”. Esta afirmativa da sabedoria popular fundamenta-se no fato de que os parentes nos são impostos pelo destino, ao passo que, os amigos, cabe-nos escolher dentre as inúmeras pessoas que surgem no decorrer de nossas vidas. Se elegemos, de livre e espontânea vontade, os nossos amigos, por que traí-los? Por que não dar a eles o mesmo tratamento que gostaríamos que nos dessem? Conservar as amizades tratá-las com respeito e carinho é, acima de tudo, uma demonstração de sabedoria. As amizades devem ser cultuadas e ninguém deve criar animosidade entre amigos colocando em risco uma relação que pode representar um grande tesouro. “Mais vale um amigo na praça do que dinheiro no banco”. (Da sabedoria popular).

    15o Mandamento – Eles avisaram que não semeassem discórdias religiosas.

    Significado do 15º Mandamento:

    Não se deve usar a religião para motivar a separação e a guerra entre os homens.

    Interpretação:

    A religião tem por finalidade única unir os homens através de Deus. Não é concebível, portanto, que possa ser utilizada como elemento apartador dos seres humanos. Mesmo no âmbito de uma mesma religião pode-se verificar a atuação de pessoas que, de forma nefasta e visando seus próprios interesses, jogam uns contra os outros, semeando a desconfiança e a discórdia entre sacerdotes, irmãos e adeptos.

    Mensagem:

    Muitas guerras, incorretamente denominadas “guerras santas”, têm feito derramar o sangue de inocentes, enlutando famílias e propagando a dor e o pranto. A motivação religiosa que as incentiva é, no entanto, uma máscara para o seu motivo real: a obtenção do poder. O verdadeiro sacerdote deve pugnar pela união dos homens, independente de seu credo religioso. Deus é um só e todos os homens são seus filhos e, por conseqüência, irmãos entre si. Da mesma forma, os sacerdotes de uma mesma religião devem agir dentro de uma ética que os impeça de falarem mal uns dos outros, utilizando-se de meios condenáveis para atrair os seguidores de seus coirmãos.

    16O MANDAMENTO – ELES AVISARAM QUE NUNCA FALTASSEM COM O RESPEITO OU QUISESSEM DEITAR-SE COM A ESPOSA DE UM OUTRO SACERDOTE.

    (Todos aqueles que possuem cargos religiosos são importantes e dignos de respeito).

    SIGNIFICADO DO 16º MANDAMENTO: OS SACERDOTES, INDEPENDENTE DE FUNÇÕES E HIERARQUIA, DEVEM RESPEITAR-SE MUTUAMENTE.

    Interpretação:

    Uma única palavra pode sintetizar o 16o mandamento de Ifá: “Ética”.

    Mensagem:

    A falta de ética entre os sacerdotes de nossa religião, muito tem colaborado para o seu enfraquecimento e falta de credibilidade pública. O sacerdote dotado de postura ética, jamais abre a boca para apontar erros e defeitos em seus irmãos. Se os constata, procura corrigi-los de forma sutil e, se possível, despercebida aos olhos alheios, sem alardear aquilo que considera errado.

    Muitas pessoas tentam encobrir os próprios erros e esconder a própria incompetência, apontando, de forma espalhafatosa, o erro e a incompetência dos outros. Esta é uma atitude incorreta que só tem prejudicado e impedido um maior desenvolvimento da nossa religião.

    Pode-se ouvir todas as noites, em programas de rádio produzidos e apresentados por sacerdotes e sacerdotisas do culto aos Orixás, verdadeiros absurdos praticados em nome de nossa religião. As pessoas que se ocupam neste tipo de divulgação deveriam refletir um pouco mais sobre sua atuação, na maior parte das vezes exageradas e motivadas por problemas de ordem pessoal, e os malefícios que produz, não somente aos alvos de suas críticas, mas na religião dos Orixás como um todo que, a cada denúncia feita pelo ar, cai no descrédito e na execração pública.

    Cada denúncia divulgada publicamente representa uma nova arma para o arsenal dos detratores de nossa religião.

    A seleção será feita, naturalmente, por Orunmilá e os Orixás, através da ação de Exú. Só a eles cabe julgar o que é certo e o que é errado. Só a eles cabe separar o joio do trigo.

África

*Nota:esta é somente uma versão da ordem, e pode mudar dependendo da região

16 Odús principais
Nome 1 2 3 4
Ogbe I I I I
Oyẹku II II II II
Iwori II I I II
Odi I II II I
Ọbara I II II II
Ọkanran II II II I
Irosun I I II II
Iwọnrin II II I I
Ogunda I I I II
Ọsa II I I I
Irẹtẹ I I II I
Otura I II I I
Oturupọn II II I II
Ika II I II II
Ọsẹ I II I II
Ofun II I II I

16 Afa-du principais
(Yeveh Vodoun)

Nome 1 2 3 4
Gbe-Meji I I I I
Yeku-Meji II II II II
Woli-Meji II I I II
Di-Meji I II II I
Abla-Meji I II II II
Akla-Meji II II II I
Loso-Meji I I II II
Wele-Meji II II I I
Guda-Meji I I I II
Sa-Meji II I I I
Lete-Meji I I II I
Tula-Meji I II I I
Turukpe-Meji II II I II
ka-Maji II I II II
Ce-Meji I II I II
Fu-Meji II I II I

babalawo e os aprendizes sempre ao seu lado. O aprendizado começa muito cedo.

O Orixá Orumilá é também chamado de Ifá, ou Orunmila-Ifa e também é denominado frequentemente Agbonniregun (“Aquele que é mais eficaz do que qualquer remédio”). Em caso de dúvida Ifá é consultado pelas pessoas que precisam de uma decisão, que queiram saber sobre casamentos, viagens, negócios importantes, doenças, ou por motivo religioso.

Para os yorubas o sacerdote é o babalawo e entre os Fons e Ewes recebe a designação debokonon, e o sistema de adivinhação é o mesmo. O babalawo (pai do segredo) recebe as indicações para as respostas através dos signos (odù) de Ifá.

Origens

Objeto sagrado de Orumila Ifa.

Orunmilá é o orixá e divindade da profecia. Ifá é o nome do Oráculo utilizado por Orunmilá. O Culto de Ifá pertence a religião yoruba.

O culto do vodun Fa é originário de Ile Ifè, e chegou ao antigo Dahomey pelas mãos de sacerdotes imigrados do território yoruba já a partir do século XVII, mas sua instalação oficial como uma das divindades reconhecidas pelo rei de Abomey teria se dado ou através do babalawo Adéléèyé, de Ile Ifè que chegou a Abomey no reinado de Agadjá (1708-1732) , junto com outros (GongonAbikobiAto e Gbélò), ou pela princesa Nà Hwanjele, mãe do rei Tegbessu (1732-1775), que era de origem yoruba. Os sacerdotes de Fá são chamados em fon debokonon, o correspondente a babalawo dos yoruba. O bokonon da corte de Abomey é um dos dignitários do rei reconhecido na categoria de príncipe e está entre os poucos autorizados a vestir djelaba em público e a permanecer com a cabeça coberta diante do rei e da rainha-mãe.

Métodos utilizados

Babalawo (pai que possui o segredo), é o sacerdote do Culto de Ifá. Ele é o responsável pelos rituais, iniciações, todos no culto dependem de sua orientação e nada pode escapar de seu controle. Por garantia, ele dispõe de três métodos diferentes de consultar o Oráculo e, por intermédio deles, interpretar os desejos e determinações dos OrixásÒpelè-IfáJogo de Ikins.

Opon-Ifá

  • Opon ifa retangular, Orossi.JPG
  • Opon Ifa redondo, Orossi.JPG

Opon-Ifá, tábua sagrada feita de madeira e esculpida em diversos formatos, redonda [2], retangular, quadrada, oval,[3] utilizada para marcar os sígnos dos Odús (obtidos com o jogo de Ikins) sobre um pó chamado Ierosum. Método divinatório do Culto de Ifá utilizado pelos babalawos. Irofá de Orula instrumento utilizado pelobabalawo durante o jogo de Ikin com o qual bate na tábua Opon-Ifá.

Jogo de Opele

Opele Ifá

Òpelè-Ifá ou Rosário de Ifá é um colar aberto composto de um fio trançado de palha-da-costa ou fio de algodão, que tem pendentes oito metades de fava de opele, é um instrumento divinatório dos tradicionais sacerdotes de Ifá.

Existem outros modelos mais modernos de Opele-Ifá, feitos com correntes de metal intercaladas com vários tipos de sementes, moedas ou pedras semi-preciosas.[4][5]

O jogo de Opele-Ifá é o mais praticado por ser a forma mais rápida, pois a pessoa não necessita perguntar em voz alta, o que permite o resguardo de sua privacidade, também de uso exclusivo dos Babalawos, com um único lançamento do rosário divinatório aparecem 2 figuras que possuem um lado côncavo e outro convexo, que combinadas, formam o Odú.

Jogo de Ikins

Jogo de Ikin

Jogo de Ikin só é utilizado em cerimônias relevantes, só pode ser consultado pelobabalawo. O jogo compõe-se de 21 nozes de dendezeiro Ikin, são manipuladas pelo babalawo com a finalidade de se apurar o Odú a ser interpretado e transmitido ao consulente. Dos 21 Ikins, 16 são colocados na palma da mão esquerda, com a mão direita rapidamente o babalawo tenta retirá-los de uma vez. A determinação do Odú é a quantidade de Ikin que sobrou na mão esquerda, o resultado seja qual for, terá que ser riscado sobre oierosun que está espalhado no Opon-Ifa, para um risco usa o dedo médio da mão direita e para dois riscos usa dois dedos o anular e o médio da mão direita. Deverá repetir a operação quantas vezes forem necessárias até obter duas colunas paralelas riscadas da direita para a esquerda com quatro sinais, se não sobrar nenhum ikin na mão esquerda, a jogada é nula e deve ser repetida.

Oráculo

oráculo consiste em um grupo de cocos de dendezeiro ou Búzios, ou réplicas destes, que são lançados para criar dados binários, dependendo se eles caem com a face para cima ou para baixo. Os cocos são manipulados entre as mãos do adivinho , e no final são contados, para determinar aleatoriamente se uma certa quantidade deles foi retida. As conchas ou as réplicas são freqüentemente atadas em uma corrente divinatória, quatro de cada lado. Quatro caídas ou búzios fazem um dos dezesseis padrões básicos (um odu, na língua Yoruba); dois de cada um destes se combinam para criar um conjunto total de 256 odus. Cada um destes odus é associado com um repertório tradicional de versos (Itan), freqüentemente relacionados à Mitologia Yoruba, que explica seu significado divinatório. O sistema é consagrado aos orixás Orunmila-Ifa, orixá da profecia e a Exu que, como o mensageiro dos Orixás, confere autoridade ao oráculo.

O sistema inteiro traz uma semelhança superficial com os sistemas ocidentais de geomancia. Suspeita-se que a geomancia ocidental é um empréstimo de um sistema criado pelos Árabes e trazida para o norte da África, onde foi aprendida pelos europeus durante as Cruzadas. Muito embora possua um número diferente de símbolos, o sistema carrega também alguma semelhança com sistema chinês do I Ching.

O Babalaô brasileiro William de Ayrá (Mestre Obashanan, discípulo de Mestre Arapiagha) foi o primeiro a realizar um estudo comparativo sério e eficaz entre o Ifá, o I-ching, Geomancia e o cabalismo de diversas culturas, com resultados filosóficos e divinatórios comprovados.

Os primeiros a escreverem sobre Ifá no Brasil foram sacerdotes Umbandistas. W.W. da Matta e Silva, conhecido como Mestre Yapacani já descrevia em 1956 um dos inúmeros sistemas de Ifá em suas obras. Seus discípulos, Francisco Rivas Neto (Mestre Arapiaga) e Ivan H. Costa (Mestre Itaoman) escreveram, nos anos 90, obras descritivas sobre o oráculo. A tradição africana de Ifá só chegou ao Brasil via africanos e Cubanos muito mais tarde.

Odu

Cada odù é formado por um conjunto constituído por duas colunas verticais e paralelas de quatro índices cada. Cada um desses índices compõem-se de um traço vertical ou de dois traços verticais paralelos que o babalawo traça no pó (iyerosun) espalhado sobre um tabuleiro de madeira esculpida (Opon-Ifá) à medida que vai extraindo os resultados pela manipulação dos cocos de dendezeiro ou ikin-ifá.

O babalawo detecta esse odù manipulando caroços de dendê (Ikin) ou jogando o rosário de Ifá chamado (Opele-Ifa).

Existem 256 odù, correspondendo cada um a uma série lendas (Itan).

Culto de Ifá é oriundo das Religiões tradicionais africanas, ligado ao Orixá Orunmilá-Ifá da religião yoruba. Com a ida destas culturas para Brasil e Caribe, nos períodos do tráfico negreiro, alguns sacerdotes (chamados babalawo (yoruba) e Bokono (ewe/fon).) foram levados para estes países, estando ligados às religiões Candomblé (Brasil) e Santeria através da Regla de Ocha (Cuba).

culto de Ifá é um sistema divinatório, empregado na África e nos países para onde foi disseminado para decisões de cunho religioso ou social. Utiliza três técnicas diferentes (OpelêIkins eMerindilogun), que têm em comum os Odú-Ifá, os signos.

As mulheres também podem ser iniciadas no culto, quando passam a ser chamadas apetebis(esposas de Orunmilá), mas os sacerdotes – babalawôs – sempre são homens heterossexuais, sendo vedado às apetebis jogar Opelê ou Ikins. O Merindilogun é o jogo dos OBAORIATES sendo permitido as mulheres a usarem o EKURÓ. As pessoas ebomis que não são iniciadas em Ifá usam o OBANIKA.

Culto de Ifá tem um rígido e complexo sistema de conduta moral relativo a seus adeptos, expresso no Odu Ikafun, onde surgem os dezesseis mandamentos de Ifá.

Os primeiros a escreverem sobre Ifá no Brasil, obras publicadas em português foram sacerdotes Umbandistas. W.W. da Matta e Silva, conhecido como Mestre Yapacani já descrevia em 1956 um dos inúmeros sistemas de Ifá em suas obras. Seus discípulos, Francisco Rivas Neto (Mestre Arapiaga) e Ivan H. Costa (Mestre Itaoman) escreveram, nos anos 90, obras descritivas sobre o oráculo.

COMPRENDENDO AS DETERMINAÇÕES ORACULARES
Existe uma distância enorme que separa a postura do homem religioso da postura do homem racional.
O religioso é aquele que busca a compreensão de tudo o que diz respeito aos dogmas, procedimentos ritualísticos, liturgias e filosofia de sua religião, o que o diferencia também do fanático, que aceita qualquer coisa sem compreender e sem contestar.
O homem racional não busca a compreensão e sim o resultado. Para ele a religião, seja qual for, é uma butique de milagresonde os resultados pretendidos devem ser obtidos e, invariavelmente, em curto prazo.
O que não pode ser provado em laboratório, o que não lhe trouxer um resultado prático e positivo é, para o racional, considerado obsoleto e, como tal, jogado na cestinha das bobagens sem utilidade. O homem racional é, em essência, um cético e ateu, por conta de nunca haver-se provado a existência de Deus “in vitro”.
Creio que esta introdução pode servir para responder, em parte, aos diversos questionamentos da maioria das pessoas, e, claro, a alguns de nossos amigos que a este lêem.
De forma mais objetiva, já que tratamos com pessoas confessadamente pragmáticas, ou seja, que considera o valor prático como critério da verdade, eu diria que quando se tira um Odu regente, o que se pretende na verdade é buscar, em Orunmilá, os aconselhamentos e orientações para que se possa proceder de forma a assegurar que tudo transcorra bem a partir da execução de determinados procedimentos, sejam eles religiosos ou posturais.
Somente as pessoas crentes no poder de Orunmilá podem aceitar as orientações daí decorrentes e, segundo as mesmas, participar dos ritos, observar as interdições, seguir os aconselhamentos e oferecer os sacrifícios propiciatórios e defensivos determinados.
Não sendo assim, de nada adianta “sacar-se” um Odu para saber dessas orientações, e não segui-las, ou obedecê-las, e assim NÃO se beneficiar das orientações por ele trazidas.
Temos o grave defeito (humano, congênito, cultural e Geográfico), de culparmos aos Orisá, pela não realização de nossos anseios.
Costumo dizer que Orisá lê a mente e o coração de todos nós, e o que a boca fala, às vezes, não é o que o coração e a mente executam. E daí provém a não execução de alguns desejos nossos.
Ou a demora da realização dos mesmos.
Ou o atendimento, mas não da forma que desejaríamos.
Devemos ter a consciência de que estamos aqui na Terra para aprender, para evoluir, para recebermos as benesses de Orisá, mas não de graça. Temos um dever, mas sempre queremos apenas os direitos.
E quase sempre relutamos em executar os deveres conforme as determinações de Orunmilá.
Temos a pretensão de achar que sabemos mais que Orunmilá, que Orisá, e constantemente “botamos queda de braço” com Eles.
Ledo engano…
Na grande maioria das vezes fazemos o que queremos e também constantemente contra as determinações do Oráculo.
Achamos que os sacerdotes, por serem humanos como nós, nada sabem.
Achamos que as impressões, por ele apresentadas, são de sua autoria.
O que normalmente não é.
E aí…pagamos caro…e normalmente com dor, pela nossadescrença.
E mesmo assim, relutamos em crer em nosso sacerdote, em suas determinações fornecidas por Esú.
E culpamos aos Orisá, por tantas coisas, que chega a ser ridículo as colocações.
Mas tudo devido a nossa incompetência, a nossa negligência, a nossa falta de confiança e na falta de .
Mas, como homem estudioso de minha Religião, um Sacerdote que busca constantemente uma melhor evolução religiosa, cultural e litúrgica, crente na sabedoria de Orunmilá, creio que as orientações que Ele me fornece para minha proteção e das pessoas pertencentes ao meu Egbe, através do Odu, funcionam, como tem funcionado até hoje de forma muitíssimo satisfatória, para aqueles que seguem essas determinações, e que têm em Orunmilá, e em Esu, como seus orientadores e mentores espirituais.
E reafirmo aos que lêm a este, que busquem dentro de si mesmos as respostas, baseadas nos ensinamentos de Ifá.
Busquem aprimorar-se como seres humanos, como pessoas que estão em busca não só de bem estar material, mas sim na busca de IWÁ (caráter).
Que assumam seus compromissos assumidos diante de Ifá, e deEsu, e cumpram-nos, para obterem assim as tão desejadas benesses materiais.
Não adianta querer, e não fazer.
Não adianta falar para o Mundo, e não sentir dentro de si mesmo.
Não adianta teimar, e não seguir as determinações.
Não adianta receber, e depois descumprir o assumido.
Não adianta… pois ninguém engana a Esu !!!
QUANDO SE DAR E QUANDO RECEBER
Um sábio passeava pelo mercado quando um homem se aproximou.
Sei que és um grande mestre – disse.
Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar algo que custa caro; devo ajudá-lo?
Se essa não é uma situação de emergência, aguarde mais uma semana antes de atender o seu filho.
Mas se tenho condições de ajudá-lo agora; que diferença fará esperar uma semana?
Uma diferença muito grande – respondeu o sábio.
– A minha experiência mostra que as pessoas só dão o real valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam.
Moral da história:
A vida freqüentemente nos ensina este ponto. Por isso é que muitas vezes as nossas orações demoram um pouco para serem atendidas.

REZAS PARA O JOGO DE BÚZIOS

Saudação para abertura do jogo, pelo sistema IFÁIFÁ OGBO
IFÁ OUÇA
OMÓ ENIRE OMÓ ENIRE
FILHO DE ENIRE, FILHO DE ENIRE
OMÓ EJÓ MEJI
FILHO DE DUAS COBRAS
TÍÍ SARE GRANRAN GANRAN LORÍ EREWE
AQUELE QUE CORREU RAPIDAMENTE SOBRE AS FOLHAS
AKERE FINU SOGBON
O PEQUENO QUE ESTÁ CHEIO DE SABEDORIA
AKONOLIRAN BI IYE KAN ENI
AQUELE QUE SOLIDARIZA CONOSCO
IBÁ AKODA
COMO SE FOSSE DE NOSSA PRÓPRIA FAMÍLIA
IBÁ ASEDA
SUA BENÇÃO, PRIMEIRO SER CRIADOR NA TERRA
OLOJO ONI IBÁ A RÉ O
SUA BENÇÃO, CRIADOR DO DIA DE HOJE
ASÉ ASÉ ASÉPARA SER REZADA A TERMINO DO JOGO, COM O OBJETIVO DE PASSAR A RESPONSABILIDADE AO CLIENTE, QUANDO ESTE RESOLVE NÃO TOMAR CONHECIMENTO DO LHE FOI DITO.
ORUKO AWON / ORISÍ IFÁ MIRAN
TOUÁ NIKE YORUBA TI O IÁ TO SI
ÒRÚNMÌLÁ MI ABIBÁ / OOBI UNLE OLOKUN
OLOKUN AWO UO MIPEObs.: acostumar-se a rezar após a saudação de abertura, antes de iniciar o jogo, pois com certeza, não terá esquecimento ao terminar, pois é muito comum acontecer de esquecer. Passe imediatamente a responsabilidade.
Jogo de BúziosORIGENS

Em todos os países do mundo numa época ou em outra surgiram e continuam a surgir formas de adivinhação algumas vezes chamadas de oráculos. O i-ching chinês é um oráculo assim como o tarot ocidental ou o jogo de búzios nigeriano. Enquanto o i-ching possui forte base pragmática, o tarot nos remete a conceitos mais românticos. Já o jogo de búzios é talvez o mais objetivo de todos. Imagina-se que este jogo esteja sempre ligado aos cultos afro, o que não é verdade. Isto se deve à forma como ele chegou ao Brasil trazido por sacerdotes yorubás no século XVIII. Na realidade, visto isoladamente, o jogo de búzios em pouco se difere de outros processos divinatórios. Ele é constituído de uma base onde se lançam pequenas conchas. Pela disposição destas conchas ou búzios, o olhador ou ledor, retira a resposta à pergunta formulada por ele mesmo ou por um consulente.

A LÓGICA DO JOGO

O grande humanista suíço C. G. Jung ao estudar os processos de adivinhação, desenvolveu a teoria da sincronicidade ou das coincidências significativas. Por esta teoria ao se tirar cartas, moedas ou em nosso caso, lançar búzios, tendo em mente uma certa questão, há uma interação entre a pessoa que faz o jogo, a formulação feita e a resposta que reside em algum ponto do espaço-tempo. Como tudo ocorre no mesmo instante o nome sincronicidade está bem aplicado.

A PRÁTICA

Uma forma bastante comum do jogo de búzios é a que utiliza uma peneira como base. Esta peneira estará coberta por um pano branco, em redor da peneira deverão ser colocadas as guias, que são colares de contas com as cores dos orixás, formando um círculo, em seu interior poderá conter outros objetos, que complementam a magia, moedas, pedras e outros amuletos que representam os orixás.

Orixá mais que um deus ou semi-deus, é a representação simbólica ou arquetípica de forças da natureza. Possuem representação humana o que é natural para a maioria dos povos (veja o caso dos deuses gregos), seus erros e virtudes. O equivalente na astrologia seriam os planetas revestidos de seus signos naturais.

Nesta peneira ou base equivalente, lançam-se 16 búzios, e ocasionalmente um extra chamado oxetuá (búzio de energia ou axé). Nos 16 búzios faz-se um furo nas “costas” de modo que ao ser lançado tenha igual chance de cair
Aberto (boca da concha para cima).
 Fechado (furo para cima).

Como em qualquer oráculo pode-se fazer qualquer pergunta. O ingrediente que aciona a sincronicidade é a crença, fé ou que nome se queira dar. A qualidade da resposta é muito mais uma função de quem joga do que do jogo propriamente dito.
Alguém disse que o erro não está na astrologia mas nos astrólogos. O mesmo se pode dizer do jogo de búzios. As melhores respostas são aquelas em que razão e intuição andam lado a lado. Os melhores adivinhos podem chegar a tal estado de perfeição que dispensam qualquer meio sejam eles cartas, moedas, mapas astrais ou mesmo búzios.
Naturalmente estes casos são muito raros. O normal é seguir as observações comprovadas ao longo de centenas de anos por estes magos.
O processo aqui descrito se baseia em regras muito claras na prática diária do jogo. A propósito não se deve confundir o nome jogo com algum tipo de brinquedo. O jogo de búzios é sério e para funcionar corretamente é preciso que se o leve a sério.
Não há absolutamente necessidade que o olhador ou o consulente pertençam a qualquer culto africano. É fundamental no entanto o respeito à força maior que orienta a “caída” dos búzios. Não há mágica, mas mistério. Não há superstição, mas crença. E esta fé neste poder superior é a mesma que move a ciência, a filosofia e a religião.

OS JOGOS DE BÚZIOS

Os jogos mais difundidos são :

a) – O jogo de Alafiá = 4 Búzios
b) – O Jogo de Odú = 16 Búzios
c) – O Jogo no Ketô = 16 Búzios
d) – O Jogo de Angola = 21 Búzios

E é possível 4 tipos de jogadas :

1. Indica o orixá de cabeça ( guia espiritual ou se você preferir o signo do indivíduo ) dados da potencialidade pessoal. As suas qualidades e estilo ficam como que mais acessíveis. E nada impede que um homem tenha o estilo de um orixá dito feminino e vice-versa.

2. Responde às perguntas cujas respostas sejam do tipo sim/não/talvez. Búzio aberto ( na astrologia se diz que há um aspecto favorável ). No caso de cair com o búzio fechado (na astrologia aspectos desfavoráveis), estes elementos não se apresentam impossíveis mas são situações desafiadoras.

3. Oráculo para qualquer pergunta ou questão mais complexa.

4. O jogador pode lançar qualquer número de búzios numa jogada pessoal, já que há pessoas que usam 21 búzios.

A INTERPRETAÇÃO

A interpretação da “caída” dos búzios se fundamenta na quantidade de búzios abertos e fechados e na relação que existe entre este número e determinados orixás. Em certos casos como a opção 1 é considerado igualmente o dia da semana em que o consulente nasceu, exatamente como no ocidente o Domingo é dia do sol (sunday), Sábado de Saturno (saturday) etc., cada dia da semana é regido por um ou mais orixás, conforme abaixo:

Segunda – Feira = Exu e Obaluaê.
Terça – Feira = Nanã, Oxumaré, Ogum.
Quarta – Feira = Xangô e Iansã.
Quinta – Feira = Oxóssi e Logun-Edé.
Sexta Feira = Oxalá.
Sábado = Iabás, Iemanjá, Oxum e Begês.
Domingo = Olorum e todos os Orixás.

Cada jogada se encerra com um quadro de chaves interpretativas, que dão margem a interessantes combinações. Não é raro acontecer “coincidências” incríveis.
Com o tempo e a prática você será capaz de intuir fatos que hoje seriam tidos como mágicos. É uma questão de pura dedicação. Inicialmente aproveite os quadros como se apresentam. Futuramente quem sabe você passe a utilizar seu próprio método.


OS ORIXÁS

Para facilitar o entendimento, adotaremos o jogo da Nação Ketô, com 16 Búzios
A quantidade de búzios abertos e fechados que caem na peneira, indica qual orixá está respondendo a pergunta do consulente e qual a sua mensagem.

Somente isto seria suficiente para qualquer tipo de interpretação, bastando para tanto saber as características de cada orixá (os nomes podem diferir entre as diversas nações de origem embora os atributos sejam os mesmos ).
Vejamos as caídas e as principais características arquetípicas dos orixás :

Os números à esquerda do “X”, representam a quantidade de “búzios abertos” e à direita a quantidade de “búzios fechados”.

00 X 16 = Caída neutra, deve ser repetida a jogada .
01 X 15 = EXÚ = Mensageiro neutro
02 X 13 = OGUM = Objetivo, prático e egoísta
03 X 14 = OBALUAE = Curioso, estudioso e preciso
04 X 12 = IEMANJÁ = Maternal, gentil e complacente
05 X 11 = OXUM = Bondoso, sensível e comunicativo
06 X 10 = EWÁ = Personalidade volúvel, confiante e temperamental
07 X 09 = OSSAIM = Cordial, diplomata e orgulhoso
08 X 08 = OXALÁ = Inteligente, sério, correto e lógico
09 X 07 = LOGUM = Sofisticado, culto e egocêntrico
10 X 06 = XANGÔ = Reservado, hábil e líder natural
11 X 05 = OXÓSSI = Jovial, romântico e imaturo
12 X 04 = IANSÃ = Extrovertido, franco e exótico
13 X 03 = NANÃ = Discreto, místico e cauteloso
14 X 02 = IBEJI = Infantil, volúvel, instável
15 X 01 = OBÁ = Ingênuo, honesto e tolerante
16 X 00 = OXUMARÉ = Enigmático, inteligente e astucioso

O RITUAL

Os búzios deverão ter sido deixados no sereno, em noite de lua cheia, num preparado com ervas de colônia, Santa Luzia, Saião, Elevante, Fortuna, Orepê, Seiva de alfazema, Açúcar com Epó de Oxalá e Macaça. Pela manhã, antes do sol nascer, deverão ser lavados com as ervas em água corrente e mel e deixados em descanso por algumas horas antes do jogo. O olhador, deverá estar de roupa clara, descalço e com as guias de seus orixás. Não deve beber ou fumar antes e durante o jogo. Deverá então pedir licença para o orixá que rege o dia da semana para abrir o jogo saudando todos os orixás, começando por “Exú ” e finalizando com “Oxalá”. Pedir a iluminação de “Ifá” pronunciando a seguinte oração em yorubá:

” Oduduá, Dadá, Orumilá
Babá mi Alari Ki Babá
Olodumarê Babá mi
Bakê Oshê
Bara Lonan
Kou Filé Babá mi
Emim Lo Shirê Babá
Ifá Benim Mojubaré
Ifá Orum Mojubaré
Exú Mojubá (Bater o pé direito tres vezes)
Okê Oxé
Ifá Agô
Ogum yê Patacori,
Jassy, Jassi “

Para se aprender a jogar Búzios não é necessário ser espírita ou frequentar candomblé, mas deverá ser iniciado nos “Segredos de Ifá”, que não é mais uma divindade ou orixá, “Ifá” representa o nosso “Eu” Interior, o “ID” de “Freud”. Então cultuar “Ifá” é cultuar a sí mesmo, isto é os nossos dons interiores, para encontrar o nosso bom “Iwá” (Destino). Porém sempre devemos pedir licença para “Exú”, que é quem detém para sí os bons e os maus caminhos.

O objetivo deste trabalho é transmitir um pouco da cultura esotérica Africana que é muito rica e pouco difundida. Somente o estudo dosOrixás , merece um capítulo à parte e sua mitologia é tão rica que não fica devendo nada à Mitologia Grega ou à qualquer outra cultura ocidental européia.

JOGO DE BÚZIOS POR ODUS
O ser humano sempre questionou o motivo de sua estadia sobre a terra e, principalmente ,o mistério que envolve o seu futuro. A insegurança e a curiosidade em relação ao futuro fez com que o homem tentasse, de diferentes maneiras prever o que lhe estava reservado, vindo a se precaver de todos os tipos de maléficos, como pôr exemplo, a má sorte, dificuldades amorosas, sociais, financeiras e outros, sendo assim o homem assegurava para si a certeza da efetivação dos diferentes acontecimentos benéficos.

Podemos encontrar muitos sistemas oraculares existentes com esta finalidade acima citada, não importando a origem dos sistemas nem a sua filosofia de estudo, aprendizado ou execução, todos se concentram em único significado que é encontrar os melhores métodos para prevenir ou ainda remediar situações maléficas, trazendo assim um alívio imediato para a pessoa e ou sua comunidade ou família.Quase todos os oráculos, independente de sua origem cultural, absorvem uma tendência a alguma tipo ou aspecto religioso, vindo sempre a sugerir ou indicar um certo tipo de ritual ou prática religiosa, de caracter e aspectos muito mais, ou ainda quase que completamente, místicos do que científicos.Em particular no Brasil, o sistema mais conhecido, pelo fato de sua ampla divulgação e fácil acesso a interpretação dos conhecimentos e execução é o jogo de búzios, que tem origens totalmente africanas, embora muitas das mesmas, feliz ou infelizmente, adaptadas ou ainda modificadas em nosso país. Mais especificamente falando essas origens não só são africanas como são de origem do culto à Òrúnmìlà, que nos permite exercer tal função através das interpretações dos Odù, esses estão totalmente ligados aos seres humanos e aos òrìsà, ou ainda podemos dizer que os diferentes Odù juntamente de Èsù e Ifá são os meios pelo qual o homem pode vir a ajustar e melhorar a sua vida terrena e espiritual.A nossa cultural assimila de forma notável os costumes de origem africana, que foram trazidos até nós pôr intermédio dos escravos e de maneira brutal e trágica durante diversos séculos.De maneira geral, podemos dizer que a música, a culinária, a maneira de agir e pensar do brasileiro demonstram de forma inequívoca a influência africana aqui exercida, que não poderia deixar de ser verificada também, na postura estabelecida por nós diante das religiões, quando independente de sua opção ou credo, adotamos sempre uma atitude pautada num certo profundo misticismo.Para o brasileiro e também para o africano, não cai uma folha de uma árvore sem que para isto não haja uma determinação espiritual ou um motivo de fundo religioso.As forças superiores a nós são sempre solicitadas para a solução de problemas do cotidiano, e seja qual for a religião cultuada pela pessoa, a prática da magia é sempre adotada em busca das soluções, mesmo que esta prática “mágica” seja mascarada pôr outro nomes em diferentes tipos de crenças.O presente trabalho consiste em ser uma proposta totalmente didática e básica ao conhecimento e estudo do oráculo africano ligado ao oráculo dos búzios, que é feito através da interpretação dos segredos contidos nos diferentes Odù.

Qualquer pessoa pode aprender e conhecer o oráculo dos búzios africano, que nada mais é do que conhecer os segredos contido nos Odù, porém somente os iniciados e consagrados podem realmente ter acesso a prática do oráculo.

Os Odù demonstram as diversas tendências da pessoa e dos acontecimentos que surgirão na vida da mesma, os Odù podem também estar direta ou indiretamente ligado aos sonhos, devendo sempre o sacerdote perguntar ao consulente a respeito de sonhos recentes a data da consulta, e no instante em que o consulente estiver descrevendo o/os sonhos deve-se prestar bastante atenção, pois podem apresentar-se diversos detalhes em comum entre os sonhos e estes poderão ajudar na solução do problema da pessoa, seja na criação de um ebo ou em atitudes a serem tomadas.

Os odù que utilizamos para o oráculo dos búzios é a interpretação dos 16 principais odù, que nada mais são do que 16 caminhos interligados um com o outro, ou seja o primeiro caminho está interligado com todos os demais 15, e é pôr este motivo que em, determinadas situações não é somente um odù que se apresenta para resolver o problema da pessoa, ou seja aquele determinado problema está sendo causado pôr diversos motivos, sendo assim o mesmo exige diferentes soluções, porém todas interligadas.

Quando agora a pouco comentamos que o oráculo dos búzios é a interpretação dos 16 principais odù, estamos realmente afirmando que estamos estudando referente os 16 primeiros e principais odù enviados à terra pôr Òrúnmìlà, e que desses 16 principais foi dado origem à 256 omo odù (odù filhos), e que hoje já podemos dizer que existem cerca de 4098 odù do método de interpretação de Ifá.

Todo odù está ligado a diversos òrìsà, porém aquele òrìsà que se apresentar primeiro em um determinado odù, será ele um dos responsáveis direto à solucionar o problema do consulente.

Abaixo iremos relacionar os 16 principais odù que começaremos a estudar com mais afinco:

1. ÒKÀNRÀN

2. EJÌOKO ou OYÈKÚ

3. ÉTAÒGÚNDÁ ou ÌWÒRI

4. ÌROSÙN

5. ÒSÉ

6. ÒBÀRÀ

7. ÒDÍ

8. EJÌONÍLE ou EJÍOGBÈ

9. ÒSÁ

10. ÒFÚN

11. ÒWÓNRÍN

12. EJÍLÀSEGBORA ou ÒTÚRÁ

13. EJÍOLOGBÓN ou ÒTÚRÚPÒN

14. ÌKÁ

15. OGBÈÒGÙNDÁ ou ÒGÙNDÁ

16. ÌRÈTÈ ou ALÁFIA

Esses últimos quatro odù são muito pesados quanto ao seu lado negativo devendo sempre tomar muito cuidado na sua interpretação, e principalmente na criação e execução de seus ebo, até mesmo o 16º odù que normalmente traz notícias esplendidas e excelentes, vindo aparecer em um determinado jogo em uma situação negativa pode passar a trazer um recado muito perigoso ao consulente.

Esses quatro últimos odù estão completamente ligados à feitiços, doenças, tragédias, dramas, etc., porém os mesmos também podem se apresentar de maneira completamente positiva, podendo depender também da combinação dele com os demais e da sua colocação e situação no jogo em questão Existe também aqueles odù que podemos chamar de confirmativos, que são os odú 4, 6, 8, 10 e 12, porém é de nossa inteira obrigação mencionar que esta observação depende não só da situação, colocação e combinação no jogo, mas também da ligação do sacerdote com Ifá referente esses odù e suas interpretações em relação ao sistema divinatório, pois Ifá com certeza sabe o que se passa na cabeça do sacerdote e do consulente no momento da pergunta para assim poder fornecer a sua devida resposta.

Deve-se ter no momento do jogo toda uma concentração e total interação com os elementos que determinam o mesmo, isto feito com certeza o sacerdote alcançara a sensibilidade de visualizar e pressentir no decorrer do jogo quando que realmente um odù traz um recado de solução do problema da pessoa através de caminhos de ebo ou qualquer outro tipo de sacrifício, alguns problemas que surgem na vida das pessoas estão realmente marcados para acontecerem, e se fizermos alguns trabalhos para modificarmos o rumo da situação poderemos fazer com que o consulente venha a ser prejudicado no futuro, pôr isso a importância de se cultuar o orì, muitas vezes, diríamos até na maioria dos casos vale-se muito mais um egborì (cerimonia de adoração a cabeça) do que um ebo, adímu ou etutu.

Texto extraido do Livro: Búzios a Interpretação dos Segredos
Autores: Nelson Pires Filho e Fábio Escada
Ed. Madras
O JOGO DE BÚZIOS
Como será meu dia de amanhã?Se eu fizer o que pretendo, qual será o resultado?Desde que o mundo é mundo que o homem tem necessidade de saber algo sobre o seu futuro. Dentro do Candomblé, a modalidade do jogo de búzios é a mais conhecida (O búzio é uma concha do mar encontrado em praias litorâneas).O jogo de búzios é um aprendizado de conhecimentos preciosos em que a memória exerce um papel muito importante, ou seja, é lá na memória ou cabeça, que se vai guardar uma enorme série de histórias, lendas e caídas que decifram, segundo a tradição yorubá, a vida de uma pessoa.Na Nigéria, o jogo de búzios recebe o nome de Merindilogún, ou seja, o “JOGO DOS DEZESSEIS”. O processo do jogo de búzios consiste no seguinte: Os búzios são lançados sobre uma toalha ou peneira conforme a nação daquele Babalorixá ou Yalorixá que está jogando. A posição em que os búzios caem é que dará as indicações necessárias solicitadas pelos consulentes. Portanto, cabe ao Babalorixá ou Yalorixá interpretar as caídas e passar para os consulentes as mensagens do jogo.O intermediário do Merindilogún, ou seja, desta forma de jogo, não é Ifá; e sim, Exu. Ifá tem a sua modalidade particular de jogo. Diz uma lenda que apenas Exu tinha o dom da adivinhação. Mas, a pedido de Orunmilá, Exu transmitiu seus conhecimentos a Ifá e em troca Exu recebeu o privilégio de receber sempre em primeiro lugar as oferendas e sacrifícios antes de qualquer outro orixá.Diz ainda que Oxum era a companheira de Ifá e os homens lhe pediam constantemente que respondesse às suas perguntas. Oxum contou o caso a Orunmilá que concordou que ela fizesse a adivinhação com a ajuda de 16 (dezesseis) búzios. Porém, as respostas seriam indicadas por Exu. Exu, então, voltou à antiga função, ou seja, a de responder às perguntas de Oxum. Depois disso, por espírito de vingança, Exu passou a atormentar com mais raiva os filhos de Oxum.Na verdade, o jogo de búzios é o instrumento de maior consulta constante do Babalorixá ou Yalorixá, pois é através dele que ele(a) irá dirigir diversas situações dentro da casa de orixá.No começo do aprendizado do jogo de búzios, segundo a tradição, começa-se a jogar com 04 (quatro), 08 (oito) e depois os 16 (dezesseis) búzios. Mas, vamos nos deter aqui no jogo de 04 (quatro) búzios, também chamado de “Jogo de Confirmação”.

O Jogo de Confirmação, como relatei, é formado por 04 (quatro) búzios. Esta modalidade é usada como o próprio nome sugere, para confirmar caídas feitas anteriormente com os outros búzios, ou ainda, esta forma de jogo é usada para se obter respostas rápidas dos orixás, por exemplo:

04 (quatro) búzios abertos significa “tudo ótimo”
03 (três) búzios abertos e 01 (um) fechado significa “talvez”, ou seja, poderá dar certo ou não o que seperguntou
02 (dois) búzios abertos e 02 (dois) fechados: a resposta é afirmativa; “tudo bem”
03 (três) búzios fechados e 01 (um) aberto: a resposta é “não”, ou seja, “negócio não realizável”
Agora, se todos os 04 (quatro) búzios caírem com as 04 (quatro) partes fechadas para baixo significa que não se deve insistir em perguntar o que se quer saber, pois além de ser nula esta caída, ela vem acompanhada de “maus presságios”.

Além disso, este Jogo de Confirmação ou Jogo dos 04 (quatro) Búzios também é chamado de “Jogo de Exu”, porque segundo alguns antigos Babalorixás, quem responde nesse jogo é Exu, pela precisão e rapidez nas respostas.

ODÙ
A palavra odù vem da língua yorubá e significa “destino”. Portanto, odù é o destino de cada pessoa.

O destino é, na verdade, a regra determinada a cada pessoa por Olodumaré para se cumprir no àiyé, o que muitos chamam de missão. Esta “missão” nada mais é do que o odù que já vem impresso no ìpònrí de cada um, constituído numa sucessão de fatos, enquanto durar a vida do emi-okán ou espírito encarnado na terra.

Enquanto a criança ainda não nascer, ou seja, enquanto ela permanecer na barriga de sua mãe, o odù ou destino desta criança ficará momentaneamente alojado na placenta e só se revelará no dia do nascimento da criança.

Cada odù ou destino está ligado a um ou mais orixá. Este orixá que rege o odù de uma pessoa influenciará muito durante toda a vida dela. Mas, nem por isso ele será obrigatoriamente o orixá-ori, ou “o pai de cabeça” daquela pessoa, ou seja, o orixá-ori independe do odù da pessoa. Vejamos um exemplo: um omon-orixá de Yansã que tenha no seu destino a regência do odù ofun (que é ligado à Oxalá), essa pessoa terá todas as características dos filhos de Yansã: independentes, autoritários, audaciosos. Mas, sofrerá as influências diretas do odù ofun, trazendo portanto para este filho de Yansã, lentidão em certos momentos da vida. Situação esta desagradável para os filhos de Yansã, que tem a rapidez como marca registrada.

Os odùs ou destinos são um segmento de tudo que é predestinação que existe no universo, conseqüentemente, de todas as pessoas.

Os odùs, além de serem a individualidade de cada um, também são energias de inteligências superiores que geraram o “Grande Boom”, a explosão acontecida a milhares de anos no espaço que criou tudo.

Dentro de um contexto específico(pessoal ou social) em nosso planeta esses odùs podem seguir um caminho evolutivo ou involutivo, por exemplo: existe um odù denominado de odi. Foi Odi que em disfunção gerou as doenças venéreas e outras doenças resultantes de excessos e deturpações sexuais. Traz em sua trajetória involutiva a perversão sexual e é ainda através desse lado involutivo de odi que acontece a perda da virgindade e a imoralidade.

Porém, como expliquei, existe o lado evolutivo e o próprio odù odi citado aqui em nosso exemplo possui características boas e marcantes como: caráter forte e firme e tendência a liderança.

Na verdade, são os odùs que governariam tudo que está ligado a vida em todos os sentidos.

Abaixo, relaciono os 16 (dezesseis) principais odùs e seus orixás correspondentes:

ODÙ
ORIXÁ
1.Òkànràn Exu
2.Éji Òkò Ogun e Ibeji
3.Étà Ògúndá Obaluaiye e ainda Ogun
4.Ìròsùn Yemanjá
5.Òsé Oxum
6.Òbàrà Oxossy, Xangô, Yansã e Logun-Edé
7.Òdì Exu, Omolu
8.Éjì Onílè Oxaguian
9.Òsá Yemanjá e Yansã
10.Òfún Oxalá
11.Òwórín Yansã e Exu
12.Èjìlá Seborà Xangô
13.Éjì Ológbon Nanã
14.Ìka Oxumarê
15.Ogbègúndá Obá e Ewa
16.Àlàáfia Orunmilá

UM BREVE RELATO E EXPLICAÇÕES

O que é Odú?

Odú é um presságio de um momento do passado ou do presente que poderá alterar ou não um futuro ora, inexistente. O Odú traz em seu conteúdo uma gama de informações sobre uma pessoa, local, situações diversas ou política. Odus são 401 titulares e mais 1200 “omó-odú (sub-Odús)

Quem pode lidar com Odú ?

Lida com Odú somente sacerdotes (Babáolorisás e Yialorisás), Ologbôs, YialéMolés, Oluwôs, Baabalawôs, Ojés, Alagbás e Alapinis. – Todos devem ter esses “graus” comprovados.

A Origem do Odú

O Odú é um termo africano do dialeto Yorubá e Fon que determina o DNA espiritual de uma pessoa ou local e situação. Tem sua origem na própria criação do mundo e muitos deles não tiveram sua origem na terra. Foi a forma técnica que os sacerdotes das tribos africanas encontraram para decodificarem os enigmas e os segredos do universo e do ambiente que os cercava.

O Jogo-de-Búzios e os Odus correspondentes a eles foi instituido por Oduduwá, que investiu um sacerdote chamado SETILU, o qual entronizou a divindade Orúnmilá ou Baba Elérin Ipin que significa “O Céu me fala” ou a Fala do Céu. Setilu então, estebeleceu as regras da leitura desse jogo que passou a se chamar IFÁ, na realidade o verdadeiro nome de Setilú. Setilu criou sacerdotes, especialistas na leitura desses jogos, a quem chamamos de Babalawô, ou seja “pai, senhor dos mistérios e segredos”. E somente os babalawos fazem a leitura dos jogos. Oduduwa tendo o conhecimento do jogo de “perguntas e respostas” (Urim e Purim) dos hebreus, adaptou-o ao sistema africano e codificou-o para entregar o segredo a Setilú, tanto no sistema de “Opélé Ifá”, como Ení Ifá e Fu-Fú. Estebeleceu-se imediatamente os dois tipos de leituras que seriam passados às gerações furutas com o nome de Ifá Igbá Ilá e Ifá Obé Keruáti.

Como de divide um Odú ?

O Odú se divide em duas partes: Pupa (vermelho) e Funfun (branco) – Ou ainda em positivo ou negativo. Ambos, Pupa e Funfun se alternam no posicionamento, invertendo suas posições. Isto significa que o Odú que hoje está Pupa, amanhã ou na semana que vem poderá estar Funfun.

Como responde um Odú ?

O Odú responde através do Jogo-de-Búzios (16 búzios) mediante suas “caídas” na peneira ou toalha de jogo. O Odú tanto usa os búzios como as castanhas de Ifá (8 metades) conhecida por Opelé Ifá.

A Técnica e desmembramentos dos Odús

O conhecimento do Odú é extremamente técnico e demanda conhecimentos profundos de cálculos, dotações psíquicas, vivência e uma boa escola iniciática.

Como se propicia um Odú ?

Propicia-se um Odú fazendo-lhe oferendas diversas que variam do conhecimento de cada sacerdote ou especialista. Nunca se despacha um Odú – mesmo ele sendo negativo.


Dados e Origens técnicas do Odús

Por Eduardo Fonseca Júnior – Maio 2008

Sendo o Odú uma espécie de inteligência natural (terrena e extra-terrastre), e as vezes artificial, porém inteligência, possui uma gama de informações e poderes muitas vezes capazes de provocar fenômenos que alteram relevos locais e conseqüentemente a vida de cada habitante deste mesmo local. Em conseqüência os Odus pessoais são alterados e têm que ser tratados ou propiciados. Desta forma passamos a descrever os meandros e os chamados “Segredos dos Odus”.

Os Odus estão ligados à álgebra linear e espaços vetoriais. Os Odus estão ligados à dimensões tais como R1 – Linha Reta, R2 – Linha Plana, R3 – Dimensão de Volume, ou seja visão humana e R4 Quarta Dimensão ou quarto espaço ou seja, aquela que a visão humana não alcança, mas a matemática confirma a sua existência, seguindo-se R5 até o infinito. Odú é matemática exata.

Como os Odus transitam preferencialmente nas faixas do ultravioleta e do infravermelho, os comprimentos dessas ondas de luz tornam suas formas ou figuras perceptíveis a visão animal. O comprimento de ondas de luz estabelece-se entre o visível, o ultravioleta e infravermelho.

A tese da existência evidente dos Odus prende-se aos fatores do Percebível, do Visível e do Invisível, tornando a Teoria da Interação Inter-Elementar, incontestável e possível. Daí que, se a física quântica prevê que no ESPAÇO inexiste o fator tempo vez que o ontem e o amanhã estão aqui, no agora.

O Odú portanto, é formado por substâncias químicas como água, carbonatos, nitratos, sulfatos, compostos de carbono e amido. Aliás o amido é uma substância química constantemente usado nas oferendas (ebós), aos Odus nos candomblés brasileiros nas formas do milho branco (acaçá), e milho vermelho (axóxó), a água está presente em quase todas as oferendas aos Odus, o potássio, na banana (Obé-jokô), o carbonato que é o cálcio no leite (mungunzá) e outros.

Assim, os elementos químicos geradores de substâncias como nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, carbono, sódio, cálcio, ferro e zinco, estão presentes na ritualística dos Odus e no dia-a-dia da prática das casas de orixás. Portanto, longe de serem fantasias criadas por seus praticantes, o ritual dos Odus é um conhecimento técnico de química e física quântica que precede em muito a existência de Isaac Newton. Portanto, válido!

Esta técnica do conhecimento do jogo de Odús propicia o conhecimento e nos prova que existe a interligação entre os Odús (caminhos de Odú) os quais promovem uma mutação gerando outros elementos, “sub-odús” e mesmo Odús. Assim como no decaimento radioativo, o urânio decai para tório e com o decaimento do césio libera-se prótons, nêutrons ou seja ENERGIA pura concentrada, o “caminho de Odú” transita da mesma forma liberando Energia pura concentrada.

E por assim ser, concentrada, as oferendas de Odús são pequenas sem qualquer suntuosidade ou luxo, porém densas de energia, pois a densidade é igual à massa sobre o volume, ou seja, a densidade é inversamente proporcional ao volume. Quanto maior o volume, menor será a densidade e vice-versa. Quanto a isto ouvimos de uma sacerdotisa Ijexá (na Nigéria) a seguinte explicação: Odú jé Oluabi tabi Oluikú! – (Odú é O Senhor da Vida ou O Senhor da Morte).

ODÚS E SEUS CAMINHOS

O que é um Caminho de Odú ?

É a sequência que ele faz em direção a outro Odu (vide setinhas na tabela abaixo) e com este se completa.

O que mais há de se saber sobre cada Odú ?

O seu histórico – suas oferendas – seus nome correlatos – seus caminhos – e muito mais.

O que é a disfunção de um Odú ?

A disfunção de um Odu acontece quando ele precisa ajudar as pessoas e estes não sabem ou não cuidam. Aí as patologias psíquicas começam a aparecer em razão da disfunção do arquétipo do Odú. – E por falar nisto, Odú é uma comprovação do cérebre psicanalista Carl Jung (Teoria Junguiana) em termos de funções ou disfunções arquetípicas.

1 ODIN OSSÁ 69 OKÔNRON-MERIN -(69=6)
2 EJÍOKÔ 70 OFU-MERIN -(70=6)
3 ETÁ OGÚNDÁ 71 ODIKASSAN-MERIN -(71=6)
4 LOBOMALÉ  OSSÁ 72 EKEFÁ-MERIN -(72=6)
5 OXETURÁ  ODIN  OFU 73 IROSUN-MERIN -(73=7)
6 OBARÁ  EJONILE 74 OBARÁ-KÉ-MERIN -(74=7)
7 OFU  IKÁ  ODIN 75 ARUN-DILA-DORUN-MERIN -(75=7)
8 EJONILE  OSSÁ  OBARÁ 76 ADORIN-EFÁ-MERIN -(76=7)
9 OSSÁTURA BESSÁ  OROSSUN 77 ADORIN-EJE-MERIN -(77=8)
10 EDINEJÉ  OFU 78 ADORIN-EJO-MERIN -(78=8)
11 OBIOROSSUN  OKARAN OBARAXÉ 79 ADORIN-META-MERIN – (79=8)
12 OULASAN OLAXÉ  HOUNXE 80 OGORIN-MARUN-MERIN -(80=8)
13 ETALA-METALA  EJÍ OLOGBOHUN 81 OGORIN-OKAN-MESAN-MERIN-(81=9)
14 IKÁ  OUDAN MERILÁ 82 OGORIN-MEJÍ-MESAN-MERIN-(82=9)
15 ORÉ-BABA-DAJÁ 83 OGORIN-META-MESSAN-MERIN-(83=9
16 ORIGBÁ 84 OGORIN-MERIN-MESSAN-MERIN-84=9
17 ODIN  OTUBI 85 OGORIN-MARUN-MEWÁ-MERIN-(85=10)
18 OWARIN  BEOFUN (18) 86 OGORIN-MEFA-MEWÁ-MERIN-(86=10)
19 OYEKÚ MEJÍ -(19=2) 87 OGORIN-MEJE-MEWA-MERIN-(87=10)
20 MEJÍ-MEJÍ  OKARAN -(20) 88 OGORIN-MEJO-MEWÁ-MERIN-(88=10
21 OGÚN-DA-MEJÍ -(21) 89 OGORIN-MESAN-OKANLA-MERIN (89=11)
22 OGÚN-DA-MASSÁ – (22) 90 ADONRUN-MOKANLA-MERIN-(90=11)
23 EJÍLÁ -(23=4) 91 ADONRUN-ENI-OKANLA-MERIN-(91=11)
24 AJÉ MERINLÁ-(24=4) 92 ADONRUN-MEJÍ-OKANLA-MERIN-(92=11)
25 OXÉ XALUNGA  OBARÁ 93 ADONRUN-META-MEJÍLA-MERIN -(93=93)
26 OBARÁ MEJÍ – (26=5) 94 ADONRUN-EKERIN-EUE-MERIN-(94=93)
27 OKÔNRON MEJÍ -(27=6) 95 ADONRUN-EKERUN-EJÍLA-MERIN-(95=12)
28 OBARÁ KÉ-(28=6) 96 ADONRUN-EKEFÁ-EJÉ-MERIN-(96=12)
29 OUTUBÉ KÔNTAN -(29=7) 97 ADONRUN-MEJE-ETALA-MERIN (97=13)
30 ODI-KASSAN -(30=7) 98 ADONRUN-EKEJO-ETALA-MERIN-(98=13)
31 AWORI-MEJÍ -(31=8) 99 ADONRUN-EKESAN-METALA-MERIN-(99=13)
32 EJOIKU OLUWÁ-MEJÍ-(32=8) 100 OGORUN-ETALA-METALA (100=13)
33 OSATURA-BESSÁ  OBARAXÉ(33=9) 101 OGORUN-EKINI-EKERINLA-MERIN-(101=14)
34 EJÍLÁ  OTUN -(34=9) 102 OGORUN-EKEJÍ-EKERINLA-MERIN(102=14)
35 OFÚ-SAKPATÁ -(35=10) 103 OGORUN-EKETA-EKERINLA-MERIN-(103=14)
36 OSSÁ-MEJÍ -(36=10) 104 OGORUN-EKERIN-EKERINLA-MERIN-(104=14)
37 OLOGBÓN-MEJÍ -(37=11) 105 OGORUN-EKERUN-MEDOGÚN-MERIN-(105=15)
38 BEOFUN -(38=11) 106 OGORUN-EKEFA-MEDOGÚN-MERIN -(106=15)
39 OULASAN-OULAXÉ MEJÍ (39) 107 OGORUN-EKEJE-MEDOGÚN-MERIN -(107=45)
40 ORETÉ-MEJÍ -(40=12) 108 OGORUN-EKEJO-MEDOGÚN-MERIN -(108=46)
41 OTURÁ-MEJÍ -(41=13) 109 OGORUN-EKESAN-EKERINDILOGÚN-(109=16)
42 ETALÁ-MEJÍ -(42=13) 110 OGORUN-EKEWA-OLO-EKERINDILOGÚN-(110)
43 OSSÉ-MEJÍ -(43=14) 111 OGORUN-OKÔKANLA-OLO-ERINDILOGU-(111)
44 OBÉ-JOKÔ -> IKÁ (44) 112 OGORUN-EKEJÍLA-OLO-ERINDILOGÚN-(112)
45 ORANGÚN-MEJÍ (45=15) 113 OKANKAN-ENI-ODIN-EKEJO-(113=17)
46 ORÉ-MEJÍ (46=15) 114 MEJÍ-MEJÍ-OKARAN-EKEJO-(114=1)
47 ORIGBÁ-MEJÍ (47=16) 115 META-META-OWARIN-EKEJO-(115=1)
48 EKÁ-MEJÍ (48=16) 116 MERIN-MERIN-OTUBI-EKEJO-(116=1
49 OWARIN-MERIN (49=1) 117 MARUN-MARUN-OKÔRINÁ-EKEJO-(117=1)
50 ODIN-MERIN (50=1) 118 MEFA-MEFA-OBORINÁ-EKEJO-(118=1)
51 OKARAN-MERIN (51=1) 119 MEJE-MEJE-OTA-ORIXÁ-EKEJO-(119=1)
52 OTUBI-MERIN (52=1) 120 MEJO-MEJO-OLUABI-EKEJO-(120=1)
53 OYEKÚ-MERIN (53=2) 121 MESAN-MESAN-DJEDJE-EKEJO-(121=19)
54 EJÍOKÔ-MERIN (54=2) 122 MEWA-MEWA-SHIGUIDI-EKEJO-(122=2)
55 OUDON-MERILÁ-MERIN (55=2) 123 MOKANLA-MOKANLA-ABIKÚ-EKEJO-(123=19)
56 TOSSÁ-EJÍ-MERIN (56=2) 124 MEJÍLA-MEJÍLA-IRUN MALÉ-EKEJO-(124=2)
57 IWORI-MERIN (57=ONI=3) 125 METALA-METALA-TOHOSSU-EKEJO (125=2)
58 OGÚN-DA-MEJÍ-MERIN (58=3) 126 MERINLA-MERINLA-IBIEMI-EKEJO (126=2)
59 OGÚN-DÁ-MERIN -(59=3) 127 MEDOGÚN-MEDOGÚN-TOSSÁRI-EKEJO(127=2)
60 OGÚN-DA-MASSÁ-MERIN -(60=3) 128 MERINDILOGÚN-IBYINKA-EKEJO- (128=2)
61 OSSÁ-MERIN -(61=4) 129 METADILOGÚN-GÚLACAIE-EKEJO (129=3)
62 AJÉ-MERILÁ-MERIN -(62=4) 130 MEJÍDILOGÚN-OXIN IMOLÉ-EKEJO(130=3)
63 LOBOMALÉ- MERIN -(63=4) 131 MOKANDILOGÚN-OGAGÚN-EKEJO -(131=3)
64 EJÍLÁ- MERIN -(64=4) 132 OGOGÚN-ONIRÉ-EKEJO- (132=3)
65 OBARÁ-MERIN – (65=25) 133 EKETA-ORITÁ METÁ-EKEJO-(133=3)
66 OTURÁ-MERIN – (66=5) 134 EKERIN-AKIRUN-EKEJO – (134=3)
67 OXETURÁ MERIN -(67=25) 135 EKERUN-ALARÁ-EKEJO -(135=3)
68 MARUN-MERIN -(68=5) 136 EKEFE-ELEMOLÁ-EKEJO -(136=3)

O Jogo com Búzios(conchas marinhas) constitue uma das artes divinatórias mais antigas do mundo, de origem africana, ele deriva do jogo de Ifá, Ifá é o Orixá da Adivinhação, cujo instrumento é conhecido como opelé de Ifá, sendo constituído de nozes de dendê, unidas em um fio ou corrente, formando um colar, o jogo de Ifá é uma arte exclusivamente masculina, sendo seu aprendizado extremamente longo, cerca de sete anos, é também acompanhado de muitas formas de rituais específicos, além de exigir uma memória excepcional por parte do iniciado para poder decorar todas as lendas referentes às caídas numerológicas do jogo, que atingem um total de 256 destinos ou odus.

Já o Jogo de Búzios pode ser manipulado tanto por homens, como por mulheres, devidamente preparados após um bom tempo de estudos e orações específicas para tanto, sendo que o “olhador de búzios” deve ser de preferência, iniciado da Umbanda ou Candomble, e possuir um vasto conhecimento dos Orikis e “Personalidade” dos Orixás, que “falam” através de cada Odú.

O desmembramento do jogo de búzios é bem mais simples, em comparação ao jogo de Ifá, resumindo um total de apenas dezeseis Odús, sendo que estes Odús podem estar na forma positiva ou negativa, devendo o sacerdote saber reconhecer através de jogos complementares essas tendências(+ ou -), revelando-as ao consulente. No caso das tendências serem negativas, procurar através conselhos e orientações, que o consulente faça mudanças necessárias no próprio comportamento, podendo auxilia-lo ainda através orações e rituais específicos.

Cada Odu, isto é cada combinação de caídas dos búzios, abertos ou fechados, trás consigo, um ou vários Orixás, ali representados numerológicamente, os Odús são:

Okaran – 01 búzio aberto
Eji Okó – 02 búzios abertos
Etá Ogundá – 03 búzios abertos
Irosun- 04 búzios abertos
Osé – 05 búzios abertos
Obará – 06 búzios abertos
Odí – 07 búzios abertos
Eji Onilê – 08 búzios abertos
Osá – 09 búzios abertos
Ofum – 10 búzios abertos
Oworin – 11 búzios abertos
Eji lasebôrá – 12 búzios abertos
Eji Ologbon – 13 búzios abertos
Ika – 14 búzios abertos
Ogbegundá – 15 búzios abertos
Aláfiá – 16 búzios abertos

Cada Odú, destino, caída, tem aspectos positivos e negativos, devendo o sacerdote saber reconhecer através de jogos complementares essas tendências, revelando-as ao consulente. No caso das tendências serem negativas, procurar através conselhos e orientações, que o consulente faça mudanças necessárias no próprio comportamento, auxiliado ainda por orações e rituais específicos.

Existem sacerdotes que trabalham também com a numerologia da data do nascimento,(forma não ortodoxa de Jogo, já que os antigos, não faziam contas para o oráculo)você perceberá, pois ele irá perguntar a data do seu nascimento e começará a fazer as contas para determinar o Odu de nascimento da pessoa. Na verdade esta numerologia dispensa o “jogar os búzios”, usando apenas o significado numérico de cada Odú.
Exemplo: uma pessoa que nasceu em 09 de Fevereiro de 2011

09/02/2011 desmembramos em duas colunas e somamos:

0 9
+ 0 2
2 0
1 1
3 12 3+12=15 12+15=27 2+7=9

Cabeça = 03 – Pés = 12 – Esquerda = 15 Direita = 9

A Soma da Primeira Coluna representa a “cabeça” da pessoa, o que dita a personalidade, no caso 3 que corresponde ao Odú Etá Ogundá(03).
A soma da segunda coluna representam os “pés” e falam dos cuidados que se teve ter para o futuro devido aos aspectos negativos do Odu Eji Lasebôrá(12).
A soma da das duas colunas colunas representam aquilo que pode prejudicar a pessoa, no caso qualidades negativas do Odu Ogbegundá(15).
A soma da dos “pés” com a soma das duas colunas anteriores é a síntese do que reserva o futuro, ou seja 15+12=27 reduzimos quando o resultado for superior a 16 então 2+7=9 revelando o Odú Osá(09).

Resultado 03 significa que a pessoa possui uma personalidade forte, corajosa, dinâmica e determinada.
(03) Etá Ogundá, deve ter cuidado para que essa força, coragem, dominância e excesso de confiança não se volte contra si próprio.
(12)Eji Lasebôrá alerta para problemas com vícios, principalmente jogos, drogas, bebidas, e promiscuidade. (15) Ogbegundá, alerta que, se não manter o equilíbrio poderá perder tudo na vida, fala de cuidados com as pernas, com perdas e brigas.
(09) Osá vem alertando para problemas psicológicos, depressão e doenças na região abdominal.

Existe também o jogo simples, com apenas quatro búzios, que fornece respostas simples como:
Sim, Não, Analisar Melhor,Auspicioso e Desastroso. Neste jogo com quatro búzios, quem responde diretamente é o Orixá Exú, sendo uma forma simples de contato do devoto com o seu Orixá, via Exú.

Minha intenção nesta postagem é dar uma noção às pessoas de como funciona este Oráculo e também de fazer um ALERTA, pois existem “sacerdotes” que prometem coisas absurdas, e cobram preços exorbitantes por pseudo trabalhos e consequentes resultados.

Não faço ou prometo coisas que independem de mim e deixo claro que este é o meu ponto de vista, e que está de acordo com a minha consciência.

Cobrar um jogo de búzios, Tarô ou Baralho Cigano, é coerente por ser um conhecimento técnico, você compra livros, baralhos, etc, investe horas em estudos e cursos, agora cobrar trabalhos “espirituais” e prometer e garantir uma situação que independe da nossa vontade, mas do Plano Maior, ao meu ver não se justifica. Lembre-se que podemos até pagar o “sacerdote” mas não podemos “comprar” Deus!

Axé, Mojubá

Jogo de Búzios – um diálogo com seus orixás

Muitas pessoas desconhecem a função doJogo de Búzios e não imaginam que os orixás “falam” conosco através da interpretação feita pela mãe de santosobre as caídas dos búzios.

Descobrir seu orixá através do jogo de búzios

As pessoas tem o hábito de realizarsimpatias e oferendas sem antesconsultar o oráculo.

Sem a consulta não há como avaliar o impacto dos trabalhos realizados no plano espiritual, causando muitos problemas a pessoa que realizou o trabalho como as outras pessoas possivelmente envolvidas, como no caso das amarrações de amor.

Assim; feito as cegas, sem consulta ao oráculo, a amarração de amor, o trabalho de cura de doença,  o trabalho para prosperidade financeira, ou outrotrabalho espiritual qualquer nunca apresentará um bom resultado porque as energias estão sendo usadas incorretamente.

Devo consultar o Jogo de Búzios antes de realizar um trabalho espiritual?

Sim, o melhor caminho para obter resultados satisfatórios com um trabalho espiritual é fazendo uma consulta ao oráculo (Jogo de Búzios) para informar sobre o tipo de trabalho que deve ser feito e as perspectivas de sucesso que se pode esperar.

Muitos trabalhos espirituais não funcionam, ou demoram muito a se concretizar,  porque a pessoa ignorou o trabalho correto que deveria ser feito.

Feitiços enviados contra a pessoa, carregos de santo,  trabalhos feitos contra nós nunca serão descobertos até que se faça a consulta ao Jogo de Búzios que indica também banhos de descarrego e limpezas espirituais que devemos fazer em nossas casas, ebós, etc.

oráculo nos traz os recados dos orixás e aponta as falhas que estamos praticando em nossos caminhos, e nos mostra a melhor maneira de resolvê-las.

Qualquer pessoa pode fazer uma consulta ao Jogo de Búzios , mas apenas os sacerdotes graduados do candomblé e umbanda que são o pai ou mãe-de-santo, podem fazer a leitura e interpretação correta da caídas dos búzios.

Como é feita a consulta ao Jogo de Búzios?

Existem muitos métodos de jogo, o mais comum consiste no arremesso de um conjunto de 16 búzios sobre uma mesa previamente preparada, e na análise da configuração que os búzios adotam ao cair sobre ela.

A mãe de santo, antes reza e saúda todos os orixás e durante os arremessos, conversa com as divindades e faz-lhes perguntas. Considera-se que as divindades afetam o modo como osbúzios se espalham pela mesa, dando assim as respostas às dúvidas que lhes são colocadas.

Durante o jogo são feitas consultas clássicas para saber os orixás e entidades que acompanham a pessoa (o consulente). Podemos encontrar assim o orixá de cabeça (eledá)e os orixás que acompanham (ajuntó) bem como a indicação das entidades Exú ePombagira.

Consulta aos orixás através do jogo de búzios

Posteriormente, são feitas as perguntas genéricas sobre saúde, trabalho, família, filhos, marido ou namorado e, por fim; são averiguadas questões como trabalhos espirituais feitos contra o consulente e como solucionar os problemas que o jogo de búzios aponta.

consulente pode fazer perguntas específicas ao oráculo sobre o assunto que desejar investigar, seja em que setor for, como saúde, amor, trabalho, família, etc.

Trabalhos espirituais indicados no Jogo de Búzios

Quando o consulente tem qualquer problema de ordem espiritual, o Jogo de Búzios sinaliza a mãe de santo de qual natureza é o problema e quais os melhores trabalhos espirituais a serem feitos naquele caso específico.

Os trabalhos espirituais indicados no Jogo de Búzios devem ser feitos, para que as questões espirituais não fechem os caminhos daquele que consultou o oráculo.

“O jogo de búzios tem por finalidade identificar nosso  Orixá  (Ori=Cabeça (física e astral) + Ixá=guardião); ou seja , problemas de plano astral, espiritual, material e suas soluções”. O jogo de búzios é uma leitura divinatória e esotérica por excelência, utilizado como consulta, quer seja; para identificar nosso orixá (ori= cabeça + ixá=guardião), que é a mesma figura do anjo de guarda; a situação material, astral e espiritual, principalmente com relação a problemas e dificuldades.

Portanto de uma forma definitiva – ninguém “fala” ao nosso ouvido, nem Exú e tampouco Oxum, os quais tem forte influência sobre o jogo, mas não desta forma, se assim fosse, não seria necessário jogá-los.

A leitura esotérica divinatória está diretamente ligada à Òrúnmìlà, cujos babalorixás, são seus porta-vozes, outras lendas africanas, mostram a ligação do jogo de búzios com Exú, Oxum e Oxalá. No capítulo destinado à Ifá e Odù, consta essa estreita relação entre Exú e Ifá.

Os búzios são jogados em número de dezesseis, que correspondem aos dezesseis odús principais, quer sejam: okaran (exú), ejioko (ogum, ibeji), etaogunda (obaluayiê, ogun), iorosun (yemanjá, oya), oxê (oxum), obara (Oxossi, logunedé e xangô), odí (omolu oxosse e oxalá), egionile (oxaguian), ossá (oyá, yewa e yemanjá), ofum (oxalufan), owarim (oyá, oguy e exu), egilexebora (xangô, oba, iroko), egioligibam (nanã), iká (ossain e oxumare), obeogundá (ogun, ewá e obá) e alafia (orixalá, isto é, todos os outros Orixás funfun). Duas formas são as mais utilizadas, sobre a urupema (peneira (totalmente aboolido em ketou)), ou sobre erindilogun (fio de contas), que em alguns casos, nele constam os dezesseis orixás cultuados atualmente no Brasil; igualmente constam desta parafernália: uma otá, uma vela branca, um adjá (espécie de sineta) usado para saudar os orixás, abrir o jogo e convocar o eledá do consulente para que permita uma boa leitura; água; indispensável os fios de Oxalá e Oxum; um côco de ifá; moedas; favas; obi; orobô; um imã; uma fava (semente) especial que represente no jogo o eledá consultado, aforante a isso um preparo do babalorixá, e os orôs (rezas) necessários.

Para uma boa leitura de búzios, três situações são fundamentais:
1) Conhecimento e aprendizado.
2) Autorização, através de ritual próprio, o qual é ministrado por sacerdote responsável, tendo o iniciado passado por completo, com seriedade e merecimento, seu período de iniciação, que são no mínimo 7 anos.
3) Seriedade do consultor e do consulente.

Esses são pré-requisitos básicos para uma leitura honesta e imparcial.

Muito importante, quem “responde” no jogo de búzios é o orixá do consulente, ele é quem determina a formação dos búzios para serem analisados, é uma espécie de permissão, do orixá, para que a situação do seu filho seja exposta.

A forma de jogo mais usual, é a da leitura por odú, feita pela quantidade de búzios “abertos” ou “fechados”, em que o babalorixá, deverá efetuar várias jogadas para uma leitura mais completa, em alguns jogos, cada queda corresponde a um único odú-orixá.

O porque e para que se consultam os búzios ? Pelo mesmo princípio que se vai ao médico, só vai quem está doente ou para uma avaliação de rotina, da mesma forma, que só toma remédio quem está doente, só se deve fazer algo, se houver alguma necessidade.

O futuro – é grande questão dos consulentes, no jogo de búzios, pode-se fazer “perguntas”, cujas respostas não são detalhadas, mas de uma maneira geral é sim ou não, provável e se não fosse assim não haveria babalorixá pobre neste mundo, o futuro a Deus pertence, esta é uma frase sábia que alguém com muita propriedade disse um dia. O futuro depende muito dos nossos atos presentes, o exercício do nosso livre arbítrio é constante, nada está definitivamente marcado ou decidido, a partir do instante que exercemos nossa vontade, podemos modificar a todo instante nosso futuro; exemplos simples: se alguém fica doente e acha que é o destino, vai morrer, mas, se procurar um médico, vai se curar; o futuro foi alterado; assim alguém que perca seu emprego, se ficar em casa, vai passar fome, se sair e procurar um emprego, terá grande chance de conseguir e novamente alterar seu futuro; e assim com tudo na vida; uma grande questão é que muitas pessoas acham que seu orixá, anjo da guarda ou Deus, tem saber de tudo, das suas necessidades, dos seus problemas e simplesmente resolvê-los, antes assim fosse, porém, mais uma vez é necessário que o nosso livre arbítrio e o nosso querer, tem que ser constante em nosso dia a dia. Não podemos esperar que as pessoas “adivinhem” ou saibam o que estamos querendo ou precisando, se não falarmos, se não nos comunicarmos, é evidente que se tem uma forma de fazê-lo, sempre podemos dizer o que pensamos e precisamos, mas de uma forma correta, não agressiva, coerente. Sempre temos duas chances em cada situação que nos apresenta, o de sim e o de não, se tentarmos, porém se não tentarmos, só resta o não. O jogo de búzios, costumo dizer que é uma ciência exata, sabe-se ou não, não cabe meio termo, quem sabe, talvez, ou a leitura é a expressão de uma realidade presente ou não, a forma de checar se um jogo está correto, começa pela identificação do orixá, a cada orixá corresponde um estereotipo de caráter e personalidade ao seu “filho”, que ao lhe relatar não pode errar ou fugir das suas principais características, que o babalorixá checa com o consulente, se tudo corresponde, as demais situações do jogo também estarão corretas. Porém se observe, que um leitor de jogo de búzios necessariamente tem que conhecer sobre as características que os orixás imprimem aos seus “filhos” características estas, que em alguns casos para o mesmo orixá, tem variantes, pela sua qualidade apresentada, ou ainda, difere determinadas características, se o “filho” for do sexo masculino ou feminino, há que se reconhecer uma situação um pouco complexa, e não poderia ser de outra forma, com todas essas variantes é um jogo prostituído, isto é, usado de forma inescrupulosa, leviana, por pessoas totalmente estranhas ao processo, pelos ignorantes que se julgam conhecê-lo. Com relação ainda à esta situação, é muito comum alguns iniciados ou até mesmo sacerdotes, que não se preocuparam muito com o aperfeiçoamento, estudo mais detalhado, prática exaustiva, incorrem num erro, de conhecer uma pessoa de determinado orixá, e classificar suas características como definitivas para aquele orixá, e sempre que ver alguém com aquelas características, achar que aquela pessoa, também será daquele orixá, generalizando para sempre todos estes casos e situações; o erro: esta pessoa que conheceram, pode estar com o orixá errado, pois quem lhe atribuiu este orixá, não era competente, este é um fato muitíssimo comum.

É uma forma de leitura divinatória, que não massifica, isto é, uma situação vale para muitos, como no caso do horóscopo, mas usada de forma individual, como exemplo, o caso de gêmeos, dois ou mais, nascem no mesmo dia, e no entanto, caráter e personalidade em muitos casos, totalmente diversos.

FECUNDAÇÃO DOS ODUS

HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO OKARANOLURUM, através de OBATALÁ, fez o homem que era a sua própria imagem e o chamou ISELÉ. Em razão de ISELÉ viver muito só, sentiu necessidade de uma companheira para poder procriar, procurou então OBATALÁ e narrou o seu pedido. OBATALÁ comovido chamou um EBORÁ dos mais puros e pediu que ajudasse ISELÉ naquilo que precisasse. O EBORÁ ao tomar conhecimento dos fatos não aceitou a determinação de OBATALÁ , revoltando-se. OBATALÁ então, mediante a insubordinação do EBORÁ, fez com que ele descesse para a grande profundeza da terra, arrastando consigo todos os pecados. No interior da terra, o EBORÁ encontrou uma pedra vermelha (laterita) e alimentou-a com um acaçá vermelho. Dali nasceu o ODU OKARAN, parido em conseqüência da revolta, desobediência e insubordinação.

HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU EJIOKO
OLODUMARE se achava em dificuldades na manutenção do equilíbrio entre o ÓRUN e o AIYÊ, em razão da sucessão de mentiras e falsidades que acabaram entrando em choque com a honestidade e firmeza de caráter de outros seres, tendo em conseqüência uma série de desavenças, guerras e até mesmo pequenos conflitos que passaram a ameaçar não só a paz e a harmonia dos dois mundos, mas também a própria existência do mundo material.
Resolveu então OLODUMARE consultar seu irmão e grande amigo, BABÁ ORUNMILÁ IFÁ, que o aconselhou a arriar uma oferenda na beira de um rio de água limpa, sobre um pedaço de pano branco, onde deveria colocar um acaçá vermelho para o ODU OXÊ e um acaçá branco para o ODU EGIONILE, duas cabaças com água no meio e duas lanças de ferro. Assim fez OLODUMARE e, no outro dia, ao retornar ao local da oferenda, encontrou um jovem garboso que dizia chamar-se ODU EGIOKO, tendo sido enviado por OLORUM, o DEUS DA CRIAÇÃO, para destruir o mal que afligia a terra, destruindo os falsos e mentirosos.
Este ODU diz ter sido portanto gerado por OXÊ e EGIONILE, não trazendo consigo qualquer espécie de pecado.
Fala na terceira casa do Oráculo de Ifá. Respondem Ogun e Obaluaiyê. É representado por três búzios abertos e treze fechados.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU ETAOGUNDÁ
Este Odu foi fecundado na areia da praia, com um pano branco, três chaves de ferro, três acaçás brancos, três acaçás vermelhos, três pedras de minério de ferro, três peixes corvina, três cavalos marinhos, três cocos secos, e três cabaças. O seu surgimento simboliza a abertura dos caminhos e exerce nos seres humanos grande influência nos rins, pernas e braços.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU IOROSSUN
OBATALÁ chamou por mais uma vez ISELÉ e mandou que raspasse uma madeira de cor vermelha para extrair um pó de nome ossum. Determinou que cravasse em um brejo quatro lanças de madeira, amarrada na ponta de cada lança uma cabaça e, colocasse no interior de cada uma das cabaças um pouco daquele pó, pedaços de pano vermelho e quatro argolas de cobre. Deste fato nasceu o Odu IOROSSUM, nascido sem pecado.
Do Odu IOROSSUM, surgiu NANÃ IBAIM, a primeira yabá, a mais velha de todas que se uniu com ÓDÙDÚWÁ. Desta união nasceu OXOSSE OKÉ que juntou-se à OXUM OLOKÉ, que não gera filhos. OXOSSE OKÉ então se une ä IANSAN. Esta gera dezesseis filhos que acabam sendo criados por OXUM OLOKÉ, dando origem à IBEJI. OXOSSE OKÉ, além de caçador, se torna sacerdote.
Da união de NANÃ IBAIM com ÓDÙDÚWÁ, nasce EXU OLÁ (rei de todos os Exus), OMULU, OXUMARÊ, IYEMONJÁ e OSSAYIN ABENEJI. OSSAYIN ABENEJI transforma-se na própria botânica, como SENHOR de todas as ervas.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU OXÊ
Este Odu foi gerado de cinco espelhos e um pano bem alvo na beira do rio. Foi concebido sem pecado original. Desta concepção nasceu Oxum Gimun, a mais velha das Oxuns.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU IOROSSUN ODU OBARÁ
Este Odu representa a riqueza, foi gerado de um bloco de ouro. As suas arestas representam as riquezas.
O Odu OBARÁ fez a fecundação com EGILAXEBORÁ, de OBARÁ veio AGÉ, e de EGILAXEBORÁ nasceu ARAIUN, que por sua vez não vem na cabeça de ninguém e gerou doze Xangôs. AGÉ nada gerou.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU ODI
O Odu ODI se uniu ao Odu ETAOGUNDÁ. Desta união surgiu OMULU ORUEJE. Do Odu Odi nasceu OMULU JAGUM E OXUMARÉ. Do Odu ETAOGUNDÁ surgiu YEMANJÁ e ANIBUN; desses dois nasceu OGUN IOROMINAN ABALAJÚ, que deu origem a OGUN MEJEJÊ AJÁ (OGUN JÁ).
O Odu ODI foi fecundado com farofa d’água, metal branco, metal amarelo, ímã, sete guizos dourados e pedra de minério. Representa dores e embaraços.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU EJIONILÊ
ISELÉ recebeu de OLODUMARE a ordem de, no alto de um morro gramado, aos pés de uma palmeira, colocar uma grande cabaça aberta, com oito acaçás brancos, oito argolas de chumbo, oito pedras lisas brancas, oito búzios e sacrificar dentro da cabaça um animal de quatro patas, de cor branca. Dessa oferenda foi fecundado o Odu EGIONILÊ, e de sua fecundação nasceu KINAMAN, empregado fiel que sempre o acompanha.
A cor do Odu EGIONILÊ é branca, por este motivo, não se usa azeite de dendê, nem qualquer outra coisa de cores vermelha ou preta em suas obrigações.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU OSSÁ
OBÁ OLOKUN, rei do mar, consultou sua esposa ILAKUN, rainha do mar, e a mesma falou da necessidade de um guerreiro para chefiar seu exército. O rei então procurou OLODUMARE para se aconselhar a respeito, tendo o mesmo lhe dito que o melhor seria construir um guerreiro com todas as qualidades desejadas, Disse para o rei colocar um pano azul, um pano vermelho, uma estrela do mar, nove barras de ferro e nove acaçás de leite de coco doce na beira do mar. Assim fez OBÁ OLOKUN. Naquela madrugada então foi fecundado um príncipe que surgiu armado com nove lanças, cavalgando um enorme cavalo marinho, dizendo chamar-se ODU OSSÁ MEJI, e nasceu com toda autoridade de um chefe de exército.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU OFUN
OLORUN chamou ISELÉ para falar da necessidade da criação de um Odu que trouxesse paz e equilíbrio à terra. Mandou então ISELÉ pegar um efun e raspar sobre uma peça de prata numa folha de caapeba junto com um pedaço de cristal de rocha e que misturasse tudo com orvalho e neblina, colocando a mistura sobre um monte de areia no alto de um morro. No outro dia, ao raiar do sol, surgiu o Odu OFUN , gerado puro, sem pecado, trazendo com ele os Orixás OXOLUFAN e ODUDUWÁ.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU OWARIN
OLODUMARE precisava de um empregado. Depois de tanto procurar e não encontrar, resolveu gerá-lo para dispor de seus serviços.
Em uma encruzilhada aberta, colocou pedaços de pano preto, vermelho e branco e sobre os panos, onze cabacinhas abertas cheias de mel e uma corrente de ferro com onze elos, uma garrafa de aguardente e onze búzios abertos. No dia seguinte surgiu o Odu OWARIN, que pariu EXU ÒLA, rei dos Exus, que passou a servir OLODUMARE em seus desejos.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU EJILAXEBORÁ
O Reino de OYÓ se achava em péssimas condições. As intempéries da natureza fustigavam o local trazendo pânico aos seus habitantes.
Um dos OBÁS de XANGÔ, condoído com a situação do povo, resolveu procurar um BABALAWÓ. Este, consultado, narrou ao OBÁ que a ira de OLODUMARE castigava aquele reinado e que havia necessidade de fazer oferendas. Voltando ao Reino, o OBÁ falou com os outros OBÁS e estes por sua vez resolveram fazer a tal oferenda. Acenderam uma enorme fogueira e próximo a ela colocaram uma gamela de madeira com doze quiabos, doze pedrinhas brancas, um par de chifres de carneiro, doze argolas de cobre, doze xéres, doze oxês, doze ímãs, doze favas de alibé, tudo sobre doze punhados de areia do mar. No dia seguinte, quando a fogueira se apagou, surgiu um belo príncipe que ao ser indagado disse chamar-se EGILA XEBORÁ, nascendo com ele XANGÔ ARAUREM (hoje não mais cultuado) que gerou LOGUN-EDÉ.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU EJIOLIGBAN
Uma IYAMI AJÉ, Mãe feiticeira, habitante de uma lagoa de água doce, sentindo-se muito só, viu a necessidade de criar para si uma companhia.
Sobre uma pedra no meio da lagoa, forrou um pano azul e um pano vermelho, sobre os panos colocou uma panela de barro, treze cabacinhas, treze pinhas, treze argolas de cobre, um obi, um orobô, treze bandeirolas brancas, treze eguidis, treze ikos, treze vinténs de cobre e treze ímãs, cobrindo tudo com palha da costa.
No amanhecer do outro dia, coberto pelos primeiros raios do sol, surgiu um ser trazendo em suas mãos uma foice de metal e disse chamar-se Odu EGILIOGBAN, filho de IYAMI AJÉ em conseqüência trazendo consigo AJÉ, o que o tornava perigoso, mensageiro das calamidades da morte.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU IKÁ
A fecundação histórica deste Odu fala que seu aparecimento foi para destruir ISELÉ, ele significa a destruição do homem ou sua ascensão.
ISELÉ, achou-se muito importante perante ORUNMILÁ, motivo pelo qual foi destruído por IKÁ.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU OBEOGUNDÁ
Este Odu é feminino, foi gerado de acaçás brancos e amarelos, próximo de uma montanha de minério de ferro. Veio pôr fim a uma guerra entre irmãos.
HISTÓRIA DA FECUNDAÇÃO DO ODU ALÁFIA

ALÁFIA significa a parte positiva de cada Odu, quando se faz uma súplica à ORUNMILÁ, quer dizer que se está fazendo pedido a uma força superior. Este Odu foi gerado sem pecado original. DO ODU

Fundamentos de

 ODÚ

Ordem de Chegada ao ORUN Ordem de resposta no Jogo
(ORÙNMILÁ) (OSETURÁ)

1 – OGBÊ (OGÜÊ) 1 – OKÀRÁN
2 – OYEKÚ 2 – EJIOKÔ
3 – IWORÍ 3 – ETAOGUNDÁ
4 – ODÍ 4 – IÒRÓSÚN
5 – IÒRÒSÚN 5 – OSÊ
6 – OWÓRIN 6 – OBÀRÁ
7 – OBÀRÁ 7 – ODÍ
8 – OKÀRÁN 8 – EJIÒNILÊ
9 – OGUNDÁ 9 – OSÁ
10 – OSÁ 10 – ÒFÚN
11 – IKÁ 11 – OWÓRIN
12 – OTURUKPON 12 – EJILASÈBORÁ
13 – OTURÁ 13 – OLÒGBÓN
14 – IRETÊ 14 – IKÁ
15 – OSÊ 15 – OBEOGUNDÁ
16 – ÒFÚN 16 – ALÁFIA

Os ODÚ, por ordem de chegada, são utilizados, no jogo de OKPE-LÊ e IKÍN, para realização de encantamentos e saudações. Os encanta-mentos serão sempre feitos pela manhã. São utilizados, ainda, para ob-tenção dos ÒMÒ ODÚ.

PREPARATIVOS PARA ABERTURA DE JOGO

1- Despachar a porta (OMI, água)
2- Entregar dois padês (dividido em três: cachaça, mel e dendê), sendo um para o ÈSÚ (BÁRA) e outro para OSETURÁ.
3- Para cada padê mastigar uma pimenta da costa e colocar por cima para ativar tanto ESÚ quanto OSETURÁ.
4- Colocar em cada um OBI de quatro gomos (aberto) e um OROGBÔ (intei-ro e descascado).
Obs. Essa oferenda deve ser renovada de tempos em tempos, mas não precisa ser muito freqüente.

5 – Após, oferecer ao jogo (no meio dos búzios, estes em posição de ALÁ-FIA), também um obi de quatro gomos (aberto) e um OROGBÔ (inteiro e descascado), que também permanecerão ao lado do jogo por um bom tempo.
6 – O OBÍ e o OROGBÔ ficarão junto aos demais elementos do jogo, e serão trocados quando o advinho achar que é o momento certo.
7 – Quando for despachar, entregar na terra, por cima de um acaçá.

REZAS PARA ABERTURA DE JOGO
A MOJUBÁ

Com os 21 (vinte e um) búzios entre as mãos, o advinho diz:
1- IFÁ JI Ô ORUNMILÁ (Ifá eu te invoco, oh Orunmilá)
2- BI OLÔ LOKÔ, KI Ô WÁ LE Ô (Se você foi para a fazenda, volte para casa)
3- BI OLÔ ODÔ, KI Ô WÁ LE Ô (Se você foi para o rio, volte para casa)
4- BI OLÔ LODÊ, KI Ô LA LE Ô (Se você foi caçar, volte para casa)

Em seguida, segura os 21 búzios na mão esquerda e recita:
5 – MÔ FI ESSÊ RÈ TÊ LÊ BAÝÍ (Eu seguro o seu pé esquerdo e bato o meu com
força no solo)
(após pronunciar essa frase, bater com o pé esquerdo no chão)

Passa todos os búzios para a mão direita e recita:
6 – MO FÍ ESSÊ RÈ TÊ ORÍ ENÍ BAÝÍ (Eu seguro o seu pé direito e bato o meu com
força no solo)
(após pronunciar essa frase, bater com o pé direito no chão)

7 – MO GBÊ (”güê”) OKÁ LÒRÍ ATÊ FÁ (Eu o convido a sentar-se na esteira para
que você permita que eu me sente nela
para sempre)
8 – KI OLÊ MIKÁ LÒRÍ ATÊ FÁ TITI LAÍ (Eu o convido para ficar na bandeja para
que você me permita ficar nela para sempre)
Deposita os búzios no centro do ATÊ (OPON) e com os dedos médio e anular da mão direita traça um círculo, em volta dos búzios, no sentido anti-horário, reci-tando:
9 – MO KO LÉ ÝÍ OKÁ (Em construo uma casa ao seu redor)
10 – KI Ô LÊ ÝÍ MIKÁ (Para que possa construir uma casa ao meu re- dor)
11 – KI Ô LÊ JEKÍ OMO ÝÍ MIKÁ (Só você pode colocar muitos filhos em minha
vida)
12 – KI Ô LÊ JEKÍ OWÔ ÝÍ MIKÁ (Só você pode colocar muito dinheiro ao meu
alcance)

Com os mesmo dedos traça um círculo em sentido contrário (horário), dizen-do:
13 – MOJUBÁ Ô (Eu te reverencio)
14 – MOJUBÁ Ô (Eu te reverencio)
15 – IBÁ SÉ (Terra eu te presto homenagem)
16 – IBÁ SÉ (Terra eu te presto homenagem)
17 – IBÁ (Terra)

Em seguida, salpicando água no solo, pronuncia:
18 – ILÊ MOJUBÁ, IBÁ SÉ (Casa: eu te reverencio, Terra: eu te reverencio)

Traçando uma linha imaginária que vai do seu corpo até os búzios e diz:
19 – MÔ LÁ ONÃ FUN Ô TORÔRÔ (Eu abro um caminho através do qual a revelação virá até mim)
20 – KI Ô LÊ JEKÍ OWÔ TÔ ONÃ ÝÍ WÁ SODÔ MÍ (Só tu podes permitir que, através desse caminho, o dinheiro chegue às minhas mãos)

Novamente salpicando água no solo recita:
21 – MÔ SÉ ILÊ BAÝÍ (Eu refresco a Terra)

Salpicando água sobre o ATÊ (OPON), pronuncia:
22 – MO SÉ ATÊ BAÝÍ (Eu refresco a peneira)

Pegando todos os búzios entre as mãos, recita:
23 – A GUN SÉ Ô, A GUN SÉ (Subir e permanecer, subir e permanecer)
24 – BI AKÔKÔ GÓRI IGUÍ A SÉ (Enquanto Akokô for a maior entre as árvores)
25 – A GUN SÉ Ô, A GUN SÉ (Subir e permanecer, subir e permanecer)
26 – BI AGBÊ JÍ A MÁ SÉ (Enquanto Agbê me der permissão)
27 – A GUN SÉ Ô, A GUN SÉ (Subir e permanecer, subir e permanecer)
28 – BI ALUKÔ JI A MA SÉ (Enquanto Alukô me der permissão)
29 – A GUN SÉ Ô, A GUN SÉ (Subir e permanecer, subir e permanecer)
30 – A GUN SÉ Ô, A GUN SÉ (Subir e permanecer, subir e permanecer)
31 – OGUN SÉ (Ogum me dê permissão)
32 – OSUM A MA SÉ (Osum me dê permissão)
33 – SANGO IBÁ Ê Ô, IBÁ (Salve Sangô, salve)
34 – OBATALÁ A MA SÉ (Obatalá me dê permissão)
35 – BOGBÔ OSÁ A MÁ SÉ (Que todos os orisás me dêm permissão)
36 – OBÁ AIYÊ, ATI OBÁ ORUN, IBÁ YÍN Ô (Reis da Terra e Reis dos céus: minhas reve- rencias)
37 – ILÊ IBÁ Ê Ô (Terra: eu te presto homenagens)
38 – ORUNMILÁ BORÚ (Orunmilá, indique o ebó)
39 – ORUNMILÁ BOIÝÁ (Orunmilá, receba o ebó)
40 – ORUNMILÁ BOSÉSÉ (Orunmilá, aceite o ebó)
41 – ADUPÊ Ô (Eu agradeço)

Recoloca todos os búzios no centro e recita:
42 –A TUN KALÍ ASIWËRÊ IKÁ OWÔ RÊ (Eu conto e reconto, como um homem avaro sempre reconta o seu dinheiro)

Com mão direita, vai pegando 1 (um) de cada vez e depositando na mão esquerda e, para cada um, vai pronunciando:
1º búzio: IBA OLUWÔ (Salve o meu advinho [oluwô])
2º búzio: IBÁ ODJUGBONÃ (Salve o meu ojubonã)
3º búzio: A KÔ EN LIFÁ (E todos os que oferecem sacrifícios a Ifá)
4º búzio: A TÊ MI LERÊ (E todos os que propagam o seu nome)
5º búzio: A KÔ BAÝÍ (E todos os advinhos que recorrem ao seu oráculo)
6º búzio: A TÊ BAÝÍ (E todos os que utilizam a sua marca)
7º búzio: A SÉ BAÝÍ (E todos os que reconhecem o seu poder)
8º búzio: IBÁ KUKUNBOLÊ (Salve as formigas da montanha)
9º búzio: IBÁ OBÁ (Salve os reis)
10º búzio: IBÁ OYINBÔ (Salve os homens brancos)
11º búzio: IBÁ OLOPÁ (Salve a polícia)
12º búzio: IBÁ EDJÓ (Salve os casos de justiça)
13º búzio: IBÁ OFÔ (Salve as perdas)
14º búzio: IBÁ AYALÚ IGUÍ (Salve as folhas dos arvoredos)
15º búzio: IBÁ IBÓN (Salve os metais)
16º búzio: IBÁ OKUTÁ (Salve as pedras)

Deposita os 16 búzios recolhidos no meio do ATÊ (OPON) e vai separando o res-tante para um lado, dizendo:
17º búzio: IBÁ IBAJÚ (Salve as pancadas)
18º búzio: IBÁ ÊFÍN (Salve a fumaça)
19º búzio: IBÁ LOKÔ (Salve as matas)
20º búzio: IBÁ LODÔ (Salve os rios)
21º búzio: IBÁ LODAN (Salve os campos)
Estes últimos 5 (cinco) búzios separados são coberto com metade de uma cabacinha e quando já estão cobertos, e ainda no centro do ATÊ (OPON) gira-se essa cabacinha no sentido anti-horário pronunciando:
ORÔ KAN SÔ KÔ SI AWÔ NILÊ (Uma só palavra pronunciada não pode colocar o advinho dentro de casa)
Após, continua-se girando a cabacinha, só que invertendo-se a direção (ago-ra no sentido horário) e recita-se:
ORÔ KAN SÔ KO SI AGBÁ NILÊ (Uma só palavra pronunciada não pode colocar o advinho fora de casa)
Após colocar a cabacinha de lado, o advinho recolhe os 16 búzios (anterio-res) e sacudindo-os entre as mão, direciona-os:
a) para o alto e diz: ATÍ ORUN
b) para o solo e diz: ATÍ AYÊ
c) Para o lado direito e diz: ATÍ LÒDÊ
d) Para o lado esquerdo: ATÍ KÀNTARÍ
A primeira jogada é então efetuada e, ao lançar os búzios, o advi-nho pronuncia a seguinte frase: “Ô SÁ RÊ Ô” (“que todos os orisás dêm a sua per-missão”).
Essa frase deverá ser pronunciada todas as vezes que os búzios forem lançados durante uma consulta e no decorrer de uma semana. Uma vez que a reza completa inicial tem validade de sete dias e durante esse período ne-cessária apenas a última reza mencionada.
Obs.: Após a primeira caída, perguntar, com quatro búzios, se tem autoriza-ção para continuar o jogo, pronunciando “ORÍ, ORÍ Ô” (“que o ori dê permis-são”). A ALÁFIA tem que ser sempre com os quatro búzios.

IJUBÁ IFÁ

OLÒJÔ ONI MÔJUBÁ RÉ (Oh! Senhor do dia de hoje, sua benção)
OLUDAIÝÊ MÔJUBÁ RÉ (O criador da Terra, sua benção)
MÔJUBÁ ÖMÖDÊ MÔJUBÁ AGBÁ (Sua benção crianças, sua benção os
mais velhos)
BI EKÓLÓ BÁ JÙBÁ ÍLÈ (Se a minhoca pede alimento à Terra,
esta concederá)
ILÉ A LÁNU (Que assim meu pedido seja concedido)
KÍ IBÁ MI SE (Peço permissão aos anciões dos 16 ODÚ)
MÔJUBÁ ÀWON ÀGBÁ MÉRÍNDÍLÓGUN (Que meu pedido seja atendido)
MÔJUBÁ BABÁ MI (Sua benção, meu pai)
MÔ TÚN JUBÁ AWON ÌYÁ MÍ (Ainda peço permissão a minha mãe)
MÔJUBÁ ÒRÚNMILÁ OGBAYIÊ GBÓRUN (Sua benção Orùnmilá)
OHÚN TI MÓ NÁ WI LÖJÔ ONÍ (Que vive no céu e na terra)
KORÍ BÉE FUN MÍ (Que o que eu disser hoje)
JÖWÔ MÁ JE KÌÍ DÍ MÔ (Assim seja para mim)
ÒNÀ KÌÍ DÍ MÔ (Por favor não permita que meu cami-
nho seja fechado)
OHUN TI A BA TI WI FUN OGBÁ L’OGBÁ NGBÁ (Qualquer coisa que eu disser para
Ogbá, ele aceitará)
TI ÌLÁKÒSÉ NI SÉ LAWUJÓ IGBIN (Assim como ilakose é o último da famí
lia do caramujo)
TI EKESE NI NSE LAWUJÓ ÒWÚ (O que ekese diz é ultima palavra)
OLOJÔ ONÍ KOGBÁ ÒRO MI YÈWÒ YÈWÒ (O senhor do dia de hoje, aceite minha
palavra e a verifique)
ASÉ ASÉ ASÉ (Benção, Benção, Benção)

SAUDAÇÃO PARA ABERTURA DO JOGO, PELO SISTEMA IFÁ

IFÁ OGBÔ Ifá ouça
ÒMÓ ENIRÊ ÒMÓ ENIRÊ filho de Enirê, filho de Enirê
ÒMÓ EJÓ MEJI filho de duas cobras
TÍI SARÊ GRANRAN GANRAN LORÍ EREWÊ aquele que correu rapidamente so-
bre as folhas
AKERÊ FINÚ SÒGBÔN o pequeno que está cheio de sabedoria
AKONOLIRAN BÍ IÝÊ KÁN ÊNÍ aquele que solidariza conosco
IBÁ BÁ AKÒDÁ como se fosse de nossa própria família
IBÁ ASÈDÁ sua benção, primeiro ser criador na Terra
OLOJÓ ÒNÍ IBÁ A RÉ Ô sua benção, criador do dia de hoje
ASÉ ASÉ ASÉ Benção, Benção, Benção

ORAÇÃO PARA SER PRONUNCIADA AO TÉRMINO DO JOGO, COM O OBJETIVO DE PASSAR A RESPONSABILIDADE AO CLIENTE, quando este resolve não tomar conhe-cimento do lhe foi dito e nem adotar as providências no jogo apontadas.

ORUKÔ AWÒN
ORISÍ IFÁ MÌRÁN
TOUÁ NIKÊ YORUBÁ TÍ Ô YÁ TÔ SÍ
ORÚNMÌLÁ MÍ ABIBÁ
ÒÔBI ÙNLÊ OLÒKÚN
OLÒKÚN AWÔ UÓ MIPÊ

SAUDAÇÃO PARA ABERTURA DO JOGO NA NAÇÃO JÊJE
Ê MINOQÜÊ
VODUM NO QÜÊ Ê LÈGBÁ
UNTONHÔ VÒDÚM
AGÔ ODÚ
AGÔ VODUM
AGÔ MOJUBÁ
ODÔ PEREMAN HÊ MÍNÀ LÒRÊ
HÊ ÚM MEJÍ QUÈBÁ
ARROBOBOIA ARÙNSÍ DEMÍM (BESEYIN)
DÀ MÍ COJÁ
CON SINDÍN
AGÔ TOGÚM
AGÔ OTOLÚ
AGÔ AGÜÉ
AGÔ AJUNSÚN
ARROBOBOIA SOGBÔ
ARROBOBOIA HEVIOSÔ
ARROBOBOIA OJI-OÚ
ARROBOBOIA TOQUÉM
ARROBOBOIA SINVÓ
ARROBOBOIA JECUN (YEWÁ)
ARROBOBOIA SINVÓ JETUM
ARROBOBOIA TOBOSÍ (OSUN)
ARROBOBOIA AZIRÍ TOBÔSI (YEMONJÁ)
ARROBOBOIA AJAUNSÍ (LOGUN EDÉ)
ARROBOBOIA YABAYÍN
ARROBOBOIA IRÔCO
ARROBOBOIA POSÚN
ARROBOBOIA ADÀCÓ
ARROBOBOIA BABÁ EPÊ (DONO DE TODAS AS CABEÇAS)
ARROBOBOIA OSÁ EFERÚ
ARROBOBOIA BABÁ LISSÁ

COMO CHAMAR A CABEÇA PARA VER O SANTO DA PESSOA (JÊJE):
ORIÔ
ORIÔ VODUN
ORIÔ POR ARRUNSÍ MISÌMÍ
POR ARRUNSÍ DEMIN
Ô VODUN DO ORI DE (FULANO).
LEGBÁ, PELOS CAMINHOS DE OBARÁ, O VODUM DE (fulano) É: …… (CONFIRMAR)

A resposta só é sim: Se for 6 (OBARÁ) – 2 vezes
Se for 2 (EJIOKÔ) – 1 vez
Torna-se a perguntar a YEMONJÁ:
YEMONJÁ, a senhora confirma que o VODUM de (fulano) de tal é: ……….
Respondendo: 6 (OBARÁ) – 2 vezes: é sim
5 (OSÉ) – 1 vez: é sim
9 (OSÁ) -1 vez: é sim
2 (EJIOKÔ) – 1 vez: é sim

ORIKI ÈSÚ
(reza)
ÈSÚ OTÁ ORÌSÁ
OSETÙRÁ L’ORUKÔ BABÁ MÔ Ô
ALAGOGÔ IJÁ L’ORUKÔ ÌYÁ NPEE
ÈSÚ ODARÁ OMÓ KUNRIN IDOLOFIN
OLE SONSO SORI ESE ÉLÈSE
KOJE KOSI JEKI ENI NJE GBE MI
AKÍÍ LÔWÔ LAI MUTÍ ÈSÚ KURÔ
AKÍÍ LAIYÔ LAI MUTÍ ÈSÚ KURÔ
ASOTUN SOSI LAI NI ITIJÚ
ÈSÚ APATÁ SÔMÓ OLÔMÓ LENU
AI OKUTÁ DIPO IÝÓ
ALAGEMÓ ÓRUN AUNLÁ KALÚ
PAPÁ WÀRÀ ATUKÁ MASESÁ
ÈSÚ MASEMI OMÓ ELOMIRAN NI KÔSÊ

ÒFÓ ÈSÚ
(Invocação)
ALAKEGUN KI RINGUN IERI
OJINLE AERE KI RAIE MOKUNTELE
ARINJINA KI ROJU RO MO RE TOLÉ
JE KARONÃ KARONÃ GBE TIUA GBO
JE KARONÃ KARONÃ SORO ARA UA
JE KARONÃ KARONÃ GBO TAIE TARA UA
ORUK IFÁ O LAPE ORUKO IFÁ O LAPE
MO GBAIE PEFA E GBA MIO EGBA MILA
AIÊ TOTO O E DARIJU MIO EIN MOPE
KASORIKI IFÁ KASORIKI ESÚ
ÈSÚ BURUKU Ô, ESÚ ONÃ
ÈSÚ ABENUGAN, ESÚ ORITÁ
ORUKO GBOGBO IN MI MOPE LA PEPO
EJE OIE MI O L’ORUKO IYA MI OSORONGÁ
ATOJE NUA TOKAN JE DO
EJÊ OIE MI KALE O

ORIN ÒRÌ
Tradução
BÍ O BÁ MÁÁ LÓWÓ Se você quer ter dinheiro
BÈÈRÈ SI ÒRÌ RÈ Pergunte a seu òrì
BÍ O BÁ MÁÁ SÒWÒ Se você quer ser reconhecido
BÈÈRÈ SI ORÍÍ RÈ WÒ Pergunte antes a seu orí
BÍ O BÁ MÁÁ KOLÉ Se você quer ter casa
BÈÈRE SI ORÍÍ RÈ Pergunte ao seu orí
BÍ O BÁ MÁÁ LÁYA O Se você quer ter esposa
BÈÈRE SI ORÍÍ RÈ WÒ Perguntes antes ao seu orí
ORÍÍ MÁSE PEKUN DE Orí, não me feche as portas
L’ÓDÒ RÈ NI MO MBÓ Para você que eu sigo (eu vou)
WÁ, SAYÁÈ MI DI RERE Venha, faça meu caminho ser bom (próspero)

ORIN ÒRÌ
Tradução
ÒRÌ MI Ò SÉRERE FUN MI Meu orí faça o bem para mim
ÒRÌ MI Ò SÉRERE FUN MI Meu orí faça o bem para mim
ÒRÌ OKA NI SANU OKA
ÒRÌ EJO NI SANU EJO A cabeça da serpente não a maltrata
AFO MOPE NI SANU OPE A trepadeira da palmeira não a maltrata(parasita)
ÒRÌ MI Ò SÉRERE FUN MI Meu orí faça o bem para mim

Ou seja: “Aquilo que nós fazemos, é em nosso próprio benefício. Aqueles que fazem o mal se arrependam. Que as pessoas aproveitem o conhecimento em função de coisas boas. Aqueles que parasitam, não destruam a fonte da sabedoria.”
IJUBÁ ÒRÌ
Tradução
O SE, O SE Ô, O SE Ô Eu agradeço, agradeço, agradeço
OSÈ BABÁ WÁ Por existires Pai (em mim)
O SE, O SE Ô, O SE Ô Eu agradeço, agradeço, agradeço
OSÈ BABA WÁ Por existires Pai em mim

SISTEMA ORACULAR PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ
O ODÚ OPOLÉ
A primeira jogada é a mais importante de cada consulta pois indica o ODÚ OPOLÉ, isto é, “o que está com os pés sobre o solo”. É o ODÚ que se apresenta como orientador, regente e responsável pela consulta que está sendo feita. Quando for identificado o ODÚ, é preciso saber se o mesmo está positivo (IRÊ) ou negativo (OSOGBÔ), isto é, portador de coisas boas ou ruins. Para isso é usa-da a técnica de “AMARRAÇÃO DE IGBÔ”.
São 4(quatro) os tipos de IGBÔ utilizados como elementos de apoio ao advi-nho, que fornecem uma segurança absoluta, na medida em que respondem “sim” ou “não” às perguntas.
A seguir, os tipos de elementos de apoio ao advinho que respondem “sim” ou “não” às perguntas, durante e no decorrer de uma consulta:
1º IGBÔ – OKUTÁ – uma pedra lisa, redonda e pequena, geralmente branca ou bem clara. Responde sempre sim = IRÊ (afirmativo).
2º IGBÔ – OJU MALÚ – trata-se da conhecida fava “olho de boi”. Responde sem-pre não = OSOGBÔ (negativo)
3º IGBÔ – LERÍ ADIÉ – parte superior do crânio de uma galinha que tenha sido sacrificada a ESÚ ELEGBÁRA. Substitui o OKUTÁ assim que se descubra que ODÚ OPOLÉ está em OSOGBÔ. Como OKUTÁ, também responde sim (IRÊ), positivo.
4º IGBÔ – AGÊ (pequeno caramujo de forma cônica e espiralada). Substitui o OKUTÁ quando o ODÚ OPOLÉ estiver em IRÊ e CAWRÍ. AGÊ é um bem relacionado a dinheiro.
Responde sim (afirmativo) IRÊ.
Para a apuração se O ODÚ OPOLÉ esta IRÊ ou OSOGBÔ, o advinho, inicialmente, pega o OKUTÁ, toca com ele a testa do consulente e diz: “IRÊ”, na tentativa de obter uma resposta auspiciosa do ODÚ OPOLÉ.
Em seguida, entrega o OKUTÁ (pedra) ao consulente e diz “OKUTÁ BONIHÉM”.
Após, entrega o OJÚ MALÚ (olho de boi) e diz: “OJÚ MALÚ BÊ KÔ”. Nesse momento é solicitado ao consulente que fique trocando os símbolos de mãos (“amar-rando” o IGBÔ).
OBS.: manda-se que o consulente guarde os dois símbolos entre as mão de-vendo ficar com um em cada mão, e sem que o advinho possa saber em que mão encontra-se este ou aquele símbolo.
Então, joga os búzios para saber quem é o mandante da situação (o “OPOLÉ”).
Após, os búzios serão lançados por mais duas vezes consecutivas, para definir-se qual mão será aberta (onde estão os símbolos “amarrados”)
OBS.: o primeiro lançamento corresponde a mão esquerda do consulente.
A segunda caída, ou seja, o segundo lançamento, corresponde a mão direi-ta.
9

lado direito 2 3 lado esquerdo

neste caso pedir o símbolo da mão direita (ODÚ que saiu na direita é me-nor)
O ODÚ mais velho (isto é, o de menor número de búzios abertos) determina que mão deverá ser aberta, sendo que, em caso de empate, será sempre aberta a mão esquerda.
11 (OPOLÉ)

lado direito 5 5 lado esquerdo

neste caso pedir o símbolo da esquerda (ODÚ iguais)
Se na mão escolhida, encontrar-se o OKUTÁ, o ODÚ OPOLÊ está IRÊ (positivo).
Se, ao contrário, na mão escolhida estiver o OJÚ MALÚ, o ODÚ OPOLÉ está OSOG-BÔ (negativo) e o OJÚ MALÚ é imediatamente substituído pelo LERÍ ADIÉ. (egun = osso)
Sempre, a cada lançamento, a frase “Ô SÁ RÊ Ô” é repetida, porém é desne-cessário pedir autorização ao ori (“ORÍ, ORÍ Ô”).
Agora que já foi determinado se o ODÚ OPOLÉ está positivo (IRÊ) ou negativo (O-SOGBÔ), precisamos conhecer a origem do problema que trouxe o consulente até nossa mesa de jogo, e a presença de IKÁ. Para isso, dispomos de outros cinco símbolos que servem para indicar qual o tipo de problema, ou seja, IRÊ ou OSOGBÔ.
Os símbolos de orientação, seus significados e disposições.
Os símbolos utilizados são cinco a saber:
1º – OKUTÁ KEKÊ (pedra pequena)
2º – IGBIN (ponta da casca do caramujo de sol consagrado aos orisás FUN-FUN)
3º – CAWRÍ MEJI (dois búzios abertos e unidos com palha da costa, de for-ma que as frestas naturais fiquem viradas para fora)
4º – EGÚN = Leri Adie (pedaço de osso de um animal que tenha sido sacri-ficado à ÈSÚ ELEGBARA – pedaços de vértebras são os mais usados)
5º – APADÍ (caco de porcelana de qualquer objeto desse material). Os símbolos devem permanecer sempre na disposição IRÊ, que é a se-guinte da direita para esquerda.

Em IRÊ

4º 3º 2º 1º
APADÍ EGUN IGBIN CAWRI OKUTÁ
IRÊ ISEKUN
IRÊ ÓMÓ IRÊ AYÁ IRÊ AGÊ IRÊ AIKÚ
Vitória sobre Filhos ou OKÔ dinheiro não ver a
inimigos Descendentes bem através de relacio-namento morte ou inexiste a morte

Em OSOGBÔ
5º 4º 3º 2º 1º
APADÍ CAWRI OKUTÁ IGBIN EGUN
OSOGBÔ OSOGBÔ OSOGBÔ OSOGBÔ OSOGBÔ
AGÊ IJÁ ARUM IKÚ
perdas falta de
dinheiro problemas judiciais doenças morte
Necessidades brigas, con-fusões

Como podemos ver, não é só sua disposição que muda. Seus significados também variam quando ODÚ OPELÊ está em OSOGBÔ

a) A escolha do símbolo determinante da Origem da consulta.
Jogaremos uma vez para cada símbolo.

Ex.: ODÚ OPOLÊ está em OSOGBÔ determinar qual o tipo de OSOGBÔ:
EGUN – 1ª jogada
IGBIN – 2ª jogada
OKUTÁ – 3ª jogada
CAWRI – 4ª jogada
APADÍ – 5ª jogada

b) A escolha do símbolo determinante da consulta.
Jogaremos uma vez para cada símbolo.

Ex.: o ODÚ OPELÊ está em IRÊ. Determinar qual o tipo de IRÊ.
1ª OKUTÁ 1ª jogada
2ª CAWRI 2ª jogada
3ª IGBIN 3ª jogada
4ª EGUN 4ª jogada
5ª APADÍ 5ª jogada
Os lançamentos dos búzios serão sempre com 16 búzios. O símbolo determinante será sempre o que tiver menor nº de búzios abertos.

Ex.:
OKUTÁ 2 búzios abertos
CAWRI 7 búzios abertos
IGBIN 6 búzios abertos
EGUN 4 búzios abertos
APADÍ 4 búzios abertos
O símbolo determinante será o OKUTÁ. Com 2 búzios abertos que significa um bem de não ver a morte.
Para se saber qual o símbolo determinado pelas cinco joga-das deve-se observar a seguinte regra.
a) o ODÚ mais velho (menos números de búzios abertos) determina o símbolo.
b) Em caso de empate, é escolhido o símbolo que tenha sido indi-cado primeiro pelo ODÚ mais velho.
c) o surgimento de ÒFÚN (10 búzios abertos) determina que o símbo-lo para o qual surgiu é o escolhido, não havendo necessidade de se efetuar os lançamentos que faltam.
d) o surgimento de EJIÒNILÊ (8 búzios abertos), determina da mesma forma que ÒFÚN. É o símbolo que está indicando o problema.
e) Em caso de empate, ganha a símbolo para o qual o ODÚ saiu primeiro.

Ex.:
OKUTÁ 3 búzios abertos
CAWRI 5 búzios abertos
IGBIN 7 búzios abertos
EGUN 3 búzios abertos
APADÍ 9 búzios abertos

O símbolo será OKUTÁ, para quem o ODÚ mais velho (de menor núme-ro) saiu primeiro.

OBS.: Lembrar sempre que saindo 8 (EJIÒNILÊ) ou 10 (ÒFÚN), pára-se o jogo pois um dos dois é sempre o ODÚ determinante do símbolo a ser utili-zado.

SISTEMA ORACULAR DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS

NORTE
(CABEÇA – avisa)
ARIWÁ

OESTE LESTE (castiga)
FUTURO POSITIVO PRESENTE NEGATIVO
IWO ÒRÚN ILA ÒRÚN

SUL
(PÉS – ameaça)
GÙSÚ

1ª caída

GERALMENTE, PARA A PRIMEIRA VERIFICAÇÃO
? 3ª caída DA SITUAÇÃO ATUAL DO CONSULENTE, UTILIZAM-
SE INICIALMENTE ESSAS TRÊS POSIÇÕES.

2ª caída

A primeira caída corresponde ao presente. Está é a mais impor-tante de cada consulta, indica o ODÚ OPOLÉ (que está com os pés sobre o solo), ou seja, o ODÚ que se apresenta como orientador, regente e res-ponsável pela consulta. A 4ª caída é o futuro (positivo), impedido de atu-ar devido às caídas anteriores (2ª e 3ª). A 3ª caída é a mais atuante nega-tivamente, pois corresponde ao presente.

Para o jogo, o babalaô deverá estar sentado de frente para o Norte (ARIWÁ), a sua direita para o Leste (ILÁ ÒRUN). Com isso, o consulente estará com sua esquerda para o Oeste ( nascente – IWO ÒRÚN)

ODÚ = destino, caminho
ORÍ = para conduzir os destinos e os pensamentos

Os ODÚ são em número de 16. São analisados (considerados) até o de nº 14 (IKA). Os ODÚ 15 (OBEOGUNDÁ) e 16 (ALÁFIA) quase sempre não são analisados.
Maneira de encaminhar os ODÚ
Norte Norte – 1º caminho – encruzilhada, mato ou
estrada

? Leste Leste (dependendo da categoria do ODÚ) – 3º caminho – praça, estrada ou mato.

Sul Sul – 2º caminho – rio, mar aberto (água)
Obs.: Quando na 1ª caída sair ODÚ 5 (OSÊ), 8 (EJIÒNILÊ) e 10 (ÒFÚN), é si-nal de aviso/alerta, que não devemos deixar passar em branco.

ELEMENTOS COMUNS A TODOS OS EBÓS ODÚ
1 – Alguidar
2 – Pemba branca
3 – Morim na medida da mão esquerda da pessoa
4 – Punhado de canjica
5 – Acaçás
6 – Ekurú
7 – Acarajé
8 – Pipocas
9 – Bolas de arroz
10 – Bolas de farinha
11 – Velas
12 – Moedas (em uso)
13 – Ovos
14 – Quiabos
15 – Ave (bicho de pena, branco)
16 – Galhos de aroeira ou São Gonçalinho
Obs.: Toda vez que for passar um ebó grande, dar um OBÍ ao ORÍ, nem que seja apenas rezado e posto sempre na canjica, senão sempre terá co-brança do ORÍ.

O ebó de ODÚ que tiver relação com ÈSÚ leva:

OKÀRÁN: 1 bife sem osso, 1 faquinha com cabo de madeira, 1 prego de cumeeira, 1 bala de revolver, morim branco, preto e vermelho.

IÒRÒSÚN: 1 corda de sisal, no tamanho equivalente a 4 palmos da mão esquerda.

ODÍ: 1 garrafa de cachaça, 7 charutos, 7 caixas de fósforo, 7 fa-quinhas, 7 balas de revólver.

OSÁ: O elemento principal do Ebó é um espelho redondo.
1 para com 9 ovos de galinha ou 1 galinha com 9 ovos de pata.

ÒWÓRIN: 11 faquinhas, 11 punhais, 11 balas de revólver e 11 pregos de cumeeira.

ÒLÒGBÓN: 1 espada de madeira, um chapéu de palha desfiado. A es-pada é passada 13 vezes no cliente e o chapéu é colocado na cabeça do mesmo 13 vezes.

As facas, punhas, pregos e balas de revolver deverão ser tocadas no cli-ente do pescoço para baixo. Já a bandeira deverá ser passada da ca-beça para baixo.

Importante: A pessoa que estiver passando o ebó deverá exigir comple-to silêncio. Não poderá pronunciar o nome de ninguém nesse momento e nem poderá ser chamada ou interrompida por ninguém.

No ebó de ODÚ não se canta nenhum tipo de cantiga ou reza. Existem pa-lavras próprias, mas somente quem for entregar o ebó poderá pronunciá-las.

Saindo 1(OKÀRÁN), 4 (IORÒSÚN), 7 (ODÍ), 9 (OSÁ), 10 (ÒFÚN), 11 (ÒWÓRIN) ou 13 (OLÒGBÓN), em três posições, tem que fazer ebós que serão entregues em lugares diferentes:
ODÚ 1 – OKÀRÁN 1ª caída = encruzilhada
(envolvido com ÈSÚ) 2ª caída = beira d’água
3ª caída = estrada ou praça
ODÚ 7 – ODÍ 1ª caída = encruzilhada
(envolvido com ÈSÚ) 2ª caída = beira d’água
3ª caída = estrada ou praça
ODÚ 11 – ÒWÓRIN 1ª caída = estrada
(Envolve ÈSÚ e EGUN) 2ª caída = Caminho de água
(cercado de perigo) 3ª caída = caminho de mato (perigo em vigor)

ODÚ que têm envolvimento com Egun: 4 (IORÒSÚN), 9 (OSÁ), 10 (ÒFÚN), 11 (ÒWÓRIN) e 13 (OLÒGBÓN).
ODÚ que são envolvidos com Èsú: 1(OKÀRÁN), 7 (ODÍ) e 11 (ÒWÁRIN)

Desses ODÚ acima: 1 (OKÀRÁN), 4 (IORÒSÚN), 7 (ODÍ), 9 (OSÁ), 10 (ÒFÚN), 11 (ÒWÁRIN) E 13 (OLÒGBÓN), é encaminhado o lado negativo a-inda quando os mesmos só se apresentem uma vez.
Quando 1 (OKÀRÁN), 4 (IORÒSÚN), 5 (OSÊ), 7 (ODÍ), 8 (EJIÒNILÊ), 9 (OSÁ), 11 (ÒWÓRIN) e 13 (OLÒGBÓN) saírem nas quatro posições, significa que o consulente encontra-se pedido de morte.
Se na primeira posição cair 1 (OKÀRÁN), 7 (ODÍ) ou 11 (ÒWÓRIN), significa morte repentina por crime ou acidente. Quando for 7 (ODÍ), pode ser ainda bruxaria, doença ou mesmo suicídio.
4
4 4

4
ODÚ 4 (IORÒSÚN) nas quatro posições = morte por doenças
5
5 5

5
ODÚ 5 (OSÊ) nas quatro posições = morte por fei-tiços, bruxaria

9
9 9

9

ODÚ 9 (OSÁ) nas quatro posições = morte por doença e/ou feitiço
13
13 13

13
ODÚ 13 (OLÒGBÓN) nas quatro posições = morte por doença

Obs.: Se cai ou 3 (ETAOGUNDÁ), 5 (OSÉ) ou 8 (EJIÒNILÊ), quatro vezes = Re-colher (fazer santo)

7
7

7
ODÚ 7 (ODÍ) em três posições = Pedido de mor-te, acidente, risco de vida ou problema com ÈSÚ.
1
1 1

1 ODÚ 1 (OKÀRÁN) nas quatro posições = esfriar a casa com a quartinha do jogo. Fazer um ebó no consulente pois ele está pedido de morte. Se possível, despachar logo a pessoa.

Toda vez que o Ebó relativo à 1ª posição (cabeça – ARIWÁ), for relacio-nado com ÈSÚ (1- OKÀRÁN e 7 – ODÍ), deve ser passado e/ou entregue na encruzilhada.
Ebó relativo à 3ª posição (presente negativo – ILÁ ÒRÚN) deve ser entre-gue na praça ou mato
Ebó relativo à 2ª posição (pés – GUSÚ) deve ser entregue na água.

O Ebó relacionado ao 11 (OWÓRIN), mesmo vindo na cabeça, o caminho é estrada, pois esse ODÚ não tem encruzilhada por estar relacionado a Egun.

ODÚ que só se faz Ebó quando saem três vezes seguidas: 2 (EJIÒKÔ), 3 (ETA-OGUNDÁ), 6 (OBÀRÁ), 8 (EJIÒNILÊ), 14 (IKÁ), e 15 (OBEOGUNDÁ).

Quando for feito ebó para ODÚ que se apresentaram três vezes, a ave correspondente deverá se colocada no último caminho.

Quando os ODÚ 4 (IORÒSÚN), 9 (OSÁ), 11 (OWÓRIN) e 13 (OLÒGBÓN) se apre-sentarem nas três caídas, deverá ser feito um EBÓ IKÚ.

Situações que envolvem EBÓ IKÚ:

9
4

11
9 (OSÁ) na 1ª caída, 11 (OWÓRIN) na 2a caída e
4 (IORÒSÚN) na 3ª caída = entrega na água
9
13

4
9 (OSÁ) na 1ª caída, 4 (IORÒSÚN) na 2ª caída e
13 (OLÒGBÓN) na 3ª caída = entrega na água
13
9

11
13 (OLÒGBÓN) na 1ª caída, 11 (OWÓRIN) na 2ª ca-ída e 9 (OSÁ) na 3ª caída = entrega no mato

9

9
9 (OSÁ) na 1ª caída e também na segunda ca-ída = entrega na água
4
13

4 (IORÒSÚN) na 1ª caída e 13 (OLÒGBÓN) na 3ª caída = entrega na água.

11
11

11 (OWÓRIN) na 1ª caída e também na 3ª caída = entrega no mato

Outros exemplos:
10
10 10

5 Este ODÚ, quanto a cabeça, não está negativo devido ao complemento (4a posição) estar calmo. O problema está do pescoço para baixo, ou seja, problema de barriga, cirurgia. Procurar médico. Pode ser problema financei-ro, pois 5 (OSÊ), envolve dinheiro.

8
8 4

3 Igual ao anterior, sem problema com cabeça. Problema de guerra, o 4 (IORÒSÚN) está confir-mado por 3 (ETAÒGUNDÁ). Fazer um ebó de 4 (IORÒSÚN), ou seja, ebó de EGUN, todo branco. O 8 (EJIÒNILÊ) fala em doença, traição, pancada-ria. A entrega do ebó é na beira d’água. Não esquecer da ameaça de 3 (ETAOGUNDÁ). Arriar comida para OGUM, com uma bandeira e sem muito dendê. Mostrar a espada para o alto, pedindo misericórdia e vitória.

O Universo se compõe de 4 (quatro) elementos básicos, que de-ram origem a tudo que existe:
pó branco = o ar
pó vermelho = o fogo
pó preto = a terra
lama = a água
EJI OGBÊ (EJIÒNILÊ), OYÈKÚ (OLÒGBÓN), ÌWÒRÍ (OBEÒGUNDÁ) e ODÍ re-presentam os quatro principais ODÚ de IFÁ, estando todos relacionados com os quatro pontos cardeais, assim:
1 – EJI OGBÉ = o Este, e tem como conselheiro principal OSOGYAN
2 – OYÈKÚ = o Oeste, e tem como conselheiro principal OBALUAYÊ
3 – ÌWÓRI = o Sul, e tem como conselheiro principal OSUMARÊ.
4 – ÒDÍ = o Norte, e tem como conselheiro principal ORÙNMILÁ.

COMO E QUANDO DEVE-SE ENCAMINHAR AS FASES NEGATIVAS

Apenas 1 caída
1 – OKÒNRÁN, 4 – IRÒSÚN, 7 – ODÍ, 9 – ÒSÁ, 10 – ÒFÚN, 11 – ÒWÓRÍN, e 3 – OLÒGBÓN

Apenas 2 caídas
5 – OSÊ

Apenas 3 caídas
2 – EJIÒKÔ, 3 – ETAÒGÚNDÁ, 6 – OBÀRÁ, 8 – EJIÒNILÉ, 14 – ÌKÁ e 15 – OBETEGUNDÁ

ODÚ que são envolvidos apenas com ÈSÚ
1 – OKÒNRÁN, 6 – OBÀRÁ e 7 – ODÍ

ODÚ envolvidos apenas com EGUN
4 – IRÒSÚN, 9 – ÒSÁ, 10 – ÒFÚN e 13 – OLÒGBÓN

11 – ÒWÓRIN é envolvido com ÈSÚ e com EGUN

Não podemos esquecer que a maneira de encaminhar os ODÚ é diferen-te da forma que se lê. Na leitura lê-se 1ª, 2ª e 3ª caídas seguindo a se-qüência da jogada dos búzios.

1ª Norte para 1° caminho – encruzilhada, mato ou es-trada, dependendo da categoria do ODÚ
2º Leste e 2º caminho – praça, estrada ou mato
Leste para 3° caminho – rio, mar aberto (água)
3ª Sul

Obs.: Quando na 1ª caída sair o ODÚ 5, 8 ou 10, estes estão trazendo um aviso/alerta, que não devemos deixar passar em branco.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES, RELATIVAS A TODOS OS ODÚ:

- somente se entrega ou faz-se èbó ao por do sol.
– se o ODÚ do èbó, corresponde a EGUN, no 4° dia após, oferecer 9 acara-jés nos pés de OYÁ, e mais 9 numa árvore frondosa, fora de casa (game-leira), fazendo o ORIKI OYÁ;
– 7, 8, 9 ou 10 dias após, dar OBÍ d’água ou mesmo um OGBÒRÍ;
– 16 dias poderá ser feito obrigações de santo, feitura ou comidas secas para o ORISÁ;
– 21 dias depois, dá-se o presente do ODÚ à direita, sempre ao nascer do sol ou antes do pôr do sol, nunca depois.
Quanto ao ODÚ 12 (EJILASÈBORÁ), quando ele se apresenta, o jogo fica encerrado, porque o problema é de cobrança de santo, não ha-vendo èbó específico, e, sim èbó comum e obrigações a serem feitas. Não podemos deixar o consulente sair sem antes fazer-se um èbó de coi-sas brancas, prepara-se um banho de folhas e pede-se ao cliente para voltar após 4 dias. Nesse intervalo ele deverá tomar banhos de folhas, que foram preparados antes e dado a ele para levar (o 1° e 4° banhos serão na roça de santo). Ao retornar, recomeça-se o jogo de onde paramos, caso se repita a mesma situação, repetimos tudo novamente, mas avi-sando ao cliente que é obrigação de santo.
Ex.:
3
12 6

7 Fazer èbó ODÍ ou èbó ÈSÚ (beira d’água)
3° dia, dar 3 padês para ÈSÚ e comida para OGUN
6° dia, fazer um AJABÓ
8° dia, dar um OBI d’água
16° dia, fazer ÒGBÒRÍ, obrigação ou feitura
21º dia, oferecer presente a ODÚ

Com relação ao ODÚ OSÊ, caso apareça no jogo 2 vezes, o ebó é para ser feito numa lixeira pequena e se cair 3 vezes deverá ser feito nu-ma lixeira grande. Durante o resguardo para ÒDÚ, o consulente deverá usar uma peça vermelha ou um pedaço de fita amarrada na cintura.

LOCAIS PARA ENTREGA DE ÈBÓ ODÚ:

Água, praia ou rio, campo aberto, estradas, matas, praças, pe-dreiras, lixeiras (grandes ou pequenas), encruzilhadas.

O penúltimo elemento a ser passado é a ave por último as folhas, mas nem todos os elementos se passam na cabeça, por exemplo: bala de revólver, facas, punhais, pregos, velas, moedas, corda, charutos, es-pada de madeira, panos preto e vermelho.
Esse tipo de èbó não se faz em casa, e sim no local já pré-determinado pelo jogo. Quando for necessário fazer em casa, após o carrego, bate-se folhas na casa e joga-se AGBÔ (água de ASÉ) até a porta da rua, depois defuma-se tudo dos fundos para a frente (saída).
Em caso de encaminhar ODÚ de pessoas doentes, após passar a ave, manda-se que se cuspa 3 vezes dentro do bico da ave, para depois soltá-la em cima do ebó, ainda viva. Em ebó ODÚ, as aves não são mor-tas, apenas o são nos èbó IKÚ ou èbó ÈSÚ.
Caso tenha feito a mais, esse material deverá ser despachado, evitando voltar pelo mesmo caminho, e o consulente não deverá passar pelo local do carrego, no mínimo por 30 dias.
Nos ODÚ que corresponderem a OSÀLÀ (EJIÒNILÊ e ÒFÚN), não utili-zar dendê, e, sim óleo de algodão, arroz e milho.
Os elementos que serão passados no consulente, deverá ser da esquerda para direita, de cima para baixo sem voltar e por último a sola dos pés.
O èbó ODÚ, só poderia ser passado por pessoas de OYÁ ou de OGUN, de preferência de OYÁ, e, somente será feito com a permissão de ÒRÙNMÍLA.
Se, por acaso, o ebó for entregue de carro, este não poderá dar marcha a ré, e a pessoa que carregar o ebó ao entrar no carro, deverá ser de costas reverenciando, e, após sentar-se, não poderá voltar-se para traz.
Se o ebó for no caminho de encruzilhada, observa-se o lado es-querdo, da seguinte maneira: a numeração baixa para alta, o lado es-querdo estará à esquerda da pessoa (geralmente a numeração ímpar é a esquerda).

COMPLEMENTOS PRINCIPAIS DOS ÈBÓ ODÚ, QUANDO HOUVER NECESSIDADE DOS MESMOS SEREM ENCAMINHADOS INDIVIDUALMENTE OU CONJUGADOS.
1 – OKÒNRÁN
Bife com ou sem osso, faca de cabo de madeira ou punhal, 1 prego grande (cumeeira), bala de revólver, morim preto e vermelho.
2 – EJIÒKÔ
2 panelinhas de barro (não vitrificadas), 2 moringas pequenas, 2 bolas de gude, 2 peões de madeira com as fieiras (tamanho do cliente)
Obs.: após passar os elementos normais, despeja-se água na ca-beça e ombros, recolhendo com a moringa pequena (frente/costas). As panelas, as moringas e as bolas de gude colocando cada uma numa panela, que será colocado dentro do ebó, são passadas do pescoço pa-ra baixo, os peões, as fieiras, estes serão colocados dentro das panelinhas com as fieiras em volta. Local = mato com riacho limpo.
3 – ETAOGÙNDÁ
3 pedaços de corrente de ferro, sendo que cada pedaço seja a medida de 1 volta e meia da cabeça; 1 volta e meia dos punhos, com as mãos postas; 1 volta e meia dos tornozelos com os pés juntos; e que deve-rão ser passados da cabeça aos pés, após, colocar em posição esticada em cima dos outros elementos do ebó. Local = mato
4 – IRÒSÚN
4 palmos de corda sisal não muito grossa. (Obs.: quando passar, apenas do pescoço para baixo, cruzando na frente e nas costas).
6 – OBÀRÁ
1 abóbora moranga perfeita, inteira e fechada, 1 sacola de al-godão que tenha 1 vez e meia a circunferência da abóbora, 1 faca de madeira.
Obs.: passa-se a abóbora no corpo do cliente (pescoço para baixo), e a sacola também; coloca-se a abóbora dentro da sacola dobrando-se a parte restante para baixo, com cuidado para não virá-la para baixo e co-locá-la em cima do ebó. Após passar a faca, colocar em cima com a ponta virada para o por do sol (poente). Local = pedreira na mata
7 – ODÍ
Garrafa de cachaça, facas ou punhais, balas de revólver, charu-tos, caixas de fósforo, morim preto e vermelho.
Obs.: para conjugar, bastam, apenas, as 7 facas ou punhais.
8 – EJIÒNILÉ
Bandeira branca de morim presa a 1 galho ou haste de madeira sem casca (gameleira ou São Gonçalinho), passar da cabeça aos pés ou 1 molde do pé esquerdo do cliente, feito com cerca de 8 velas, 8 bolas de algodão molhadas em óleo de algodão/milho/arroz e que deverá ser passado da cabeça aos pés e colocadas em cima do molde do pé, 1 bola de chumbo, passado do pescoço para baixo, e colocada em cima das bolas de algodão, 1 bandeira colocada ao lado do pé. Local = nu-ma pedra dentro do rio.
9 – ÒSÁ
Espelho redondo (cliente deverá olhar apenas na hora do ebó, colocar virado para baixo), 9 ovos de pata ou 1 pata branca
Obs.: este signo pode-se conjugar com IRÒSÚN.
10 – ÒFÚN
Pomba branca (independente da ave do ebó).
11 – ÒWÓRÍN
11 facas ou punhais, 11 balas de revólver, 11 pregos grandes
13 – OLÒGBÓN
Espada de madeira com o palmo do cliente, chapéu de palha (colocado e retirado da cabeça 13 vezes pelo cliente em direção ao E-bó, morim preto e vermelho. Obs.: para conjugar basta a espada.
Com relação a bichos, os ODÚ 2, 3, 6, levarão 1 frango ou 1 pom-bo branco. Já o ODÚ 8, para casos de doença, passa-se 1 IGBIN, que será apenas tocado na testa e lados da cabeça e principalmente nos órgãos afetados. Nos casos de atrapalhação, devemos usar 1 pombo branco, passar e soltar. Todos esses ODÚ, ao se fazer ebó tem seu local de prefe-rência, mas quando for caso de doença, o ebó deverá ser colocado na beira d’água.
Para se obter informações, corretas por IFÁ, basta analisar a per-sonalidade de cada ODÚ, na ordem direta das caídas (1ª, 2ª, 3ª e 4ª), e, para transmitir ao cliente deve-se generalizar, numa só mensagem as 4 caídas.

EBÓ ÈSÚ
7 acaçás brancos
7 amarelos
7 velas
7 ovos
7 moedas (de pequeno valor)
Morim preto, vermelho e branco
1 bife de porco
7 charutos
7 fósforos
1 cachaça
pipoca
77 acarajés
7 ekurús
7 legumes diferentes (cortados e misturados)
Padê de azeite doce, de dendê, de água, de mel e de cachaça
EBÓ EGUN
Bolos de farinha
Bolos de tapioca
Alpiste (opcional)
Punhados de arroz
Punhados de pipoca
Punhados de canjica
Acaçás
Acarajés
1 repolho pequeno branco
250g. de bofe
1 bife de porco
Sardinhas (opcional)
1 frango (opcional)
Velas
Moedas (de pequeno valor)
Morim branco
Linha branca.
OBS.: quando não apontada acima, a quantidade de cada elemento é determinada pelo número de chegada do ODÚ mandante da oferenda.

EBÓ IKÚ
7 qualidades de feijão 1 telha canal
7 qualidades de legumes Acaçás brancos
7 qualidades de carne Acaçás amarelos
1 molho de couve Um frango ou um pombo
Ovos Um casal de bruxos
Velas Um peixe (cioba ou vermelho)
Moedas (de pequeno valor) Alpiste (opcional)
Bolas de farinha Fósforos (opcional)
Bolas de tapioca Charuto (opcional)
Bolas de arroz
Bolas de creme de arroz
Bolas de fubá
Quiabos crus e cozidos
Punhados de arroz cru
Punhados de arroz com casca
Punhados de canjica cozida e crua
Punhados de pipoca
Punhados de semente de girassol
Milho de pipoca
Milho vermelho fervido, cru e torrado
Milho amarelo cru e fervido
Acarajés
Ekurús
Abará (ekurú no bafo sem axé)
Aberém (opcional – ekurú de milho verde)
Morim branco, vermelho, preto e estampado
Linhas de 7 cores diferentes
7 fitas de cores diferentes
7 ms. de fieira
2 pratos de louça branco (velhos)
Cachaça
Bananadas ou cocadas brancas (ou suspiro)
Panelinhas de barro (se a cliente for femea)
Moringuinhas de barro (se o cliente é macho)
2 abanos ou 2 peneiras
Padês de azeite doce, dendê, mel, água e cachaça
4 copos d’água e 4 amarrados de pólvora
Ervas: peregun, aroeira, são gonçalinho, mangueira, para-raio, vence demanda e colonia
OBS.: Quando não for apontada a quantidade do elemento acima, tal é de-terminado pelo número de chegada do ODÚ mandante da oferenda.

CAÍDAS QUE 3 VEZES SEGUIDAS, REPRESENTAM FEITIÇO E PEDIDO DE MORTE POR FEITIÇO:

1 – OKÒNRÁN – feitiço feito para matar, morte por acidente ou desastre.
4 – IRÒSÚN – morte repentina por doença
5 – OSÊ – morte por bruxaria, doença ou suicídio.
7 – ODÍ – feitiço e morte por assassinato, acidente.
9 – ÒSÁ – bruxaria feita com EGUN no cemitério e morte por doença.
11 – ÒWÓRIN – morte por acidente, crime ou doença.
13 – OLÒGBÓN – morte por doença, porém lentamente.

Obs.: quando as 4 caídas forem iguais (1, 9, 11, 13), o consulente deverá “nascer” de novo (raspar o santo), ou fazer obrigação. Evitar por a mão, só se for para dar continuidade com as obrigações devidas.

Como conjugar ODÚ OLÒGBÓN, ODÍ e EJIÒNILÉ
13
8

7
Ebó de OLÒGBÓN, em caminho de mato
ODÍ com EJIÒNILÊ, por caminho de rio
8
13

7
Èbó OLÒGBÓN conjugado com ODÍ por existirem 2 ODÚ em caminho de água. Nesse caso, passa a aceitar a conjugação com ODÍ.

OBS.: a ave para o 1° e 3° exemplo deverá ser branca e, para o 2°, a ave será amarela.
Os ebós do ODÚ 1, 7 e 11, se saírem 3 vezes seguidas, deverão ser feitos 3 ebós em caminhos diferentes, sendo que, a ave só entrará no úl-timo ebó.
Quanto ao uso da bala de revólver, esta somente será usada quando o cliente está ameaçado de morte.

Quando ÒRÚNMÍLÁ permite conjugação, poderemos conjugar:
9

8

7 9

4

1 9
13
1 ou 7 ou 11

- não se poderá conjugar: 7

11

1
– 1ª caída, o ODÚ (ou mesmo o ORISÁ) está avisando;
– 2ª caída, está sendo prejudicado;
– 3ª caída, está sendo punido, castigado, e a
– 4ª caída, está se propondo a ajudar ou está dando proteção, desde que eliminados os eventuais entraves das caídas anteriores.

RESPOSTAS PARA O JOGO DE OBI / OROGBÔ / BÚZIOS
1) – se os 4 pedaços caírem com a parte interna virada par cima, a res-posta é SIM = ALÁFIA; situação favorável, afirmação.
2) – quando a situação for inversa ou seja, quando a parte externa está para cima, a resposta é NÃO = OYIEKÚ; negação, desastroso, total desfa-vorecimento.
3) – se caírem 2 partes externas e 2 partes internas a caída chama-se EJI LAKETÚ; talvez, alguns interpretam como afirmação, poderá ocorrer o que se perguntou.
4) – quando cair 3 partes internas para cima e 1 para baixo, a resposta é “quase” boa = ETAAWÁ; grande possibilidade de se positivar.
5) – se caírem 3 partes externas para cima e uma para baixo, a resposta é desfavorável = OKÒNRÁN; , negação, difícil haver situação favorável.

OBS. 1: em caso de respostas desfavoráveis, ou seja, não cair ALÁFIA, repe-te-se o jogo mais 3(três) vezes não esquecendo, nessas repetições, de es-friar-se o chão (com a quartinha) e usar um pouco de mel, depois colo-ca-se também no prato que está se jogando. Se as 4 (quatro) tentativas forem desfavoráveis, verifica-se o que está contrariando o ORÌSÁ ou o ÒRÍ. Após a verificação, acrescenta-se um pouco mais às oferendas ao ORÌSÁ.
Quando a caída se mantém negativa, coloca-se as partes do OBÍ ou OROGBÔ em cima de um acaçá, em posição de ALÁFIA, leva-se para ONILÊ (Terra), não esquecendo de esfriar a porta, volta-se ao quarto de santo e começa-se tudo de novo com outro OBÍ/OROGBÔ.
Se ao jogar novamente o jogo se fecha, repete-se a mesma ope-ração, só que dessa vez, despacha-se também as comidas secas, encer-rando-se a obrigação por esse dia, deixando-se tudo para o dia seguinte.
No outro dia, lava-se, defuma-se os bichos e faz-se apenas canjica e a-caçá, recomendando a jogar, agora, se fechar novamente, não tem mais o que discutir, deverá ser levado tudo, inclusive os bichos para o ma-to e oferece-se para o ORÌSÁ, para quem seria feita a obrigação.
OBS. 2: As pessoas do sexo masculino devem preferentemente, utilizar a fenda natural do búzio como sendo a representação do ALÁFIA (positivo).

OBI ORÁCULO
Uma enorme árvore chamada – a árvore do OBÍ -, é uma árvore sagrada e valiosa, e não pode ser derrubada como as outras árvores. En-tre os ORISÁS (exceto SANGÔ, que não come OBÍ) é muito apreciado o OBÍ ABATÁ (obí de quatro gomos).
O OBÍ é usado em sacrifícios, e, também, como oráculo, para que seja consultado na adivinhação. Para cada finalidade de adivinha-ção é usado um tipo de OBI ABATÁ (que fica dentro de uma vagem). O OBI ABATÁ deve ser de quatro gomos, devendo ter dois machos e duas fê-meas.
Para se obter um oráculo correto, os quatro gomos devem ser lançados no chão limpo ou num prato branco. O chão deve ser molhado com água. Durante a consulta não pode repetir a mesma pergunta duas vezes ao dia, porque quem faz as perguntas será enganado. A pergunta deve ser feita antes dos quatro gomos do OBÍ serem lançados no chão mo¬lhado ou no prato.
O OBÍ é uma profecia original, sem sacrifício e as maneiras de ex-pressões dos ODÚ são 256. Este oráculo tem uma lin¬guagem peculiar e tem que ser observada e entendida. Cada resposta tem sinal peculiar ao do OKPELÊ de ORÙNMILÁ, e os 16 ODÚ principais aparecem num só modo.
1. Quando o OBÍ macho é aberto, significa saúde ou triun¬fo (ILERA).
2. Quando as fêmeas são abertas, significa riqueza, dinhei¬ro (AGÊ).
3. Quando macho e fêmea são abertos juntos, significa amizade (EJIRÊ).
4. Quando dois machos são abertos juntos, significa crime, dificuldade e desentendimento (AKO-ORÀN).
5. Quando duas fêmeas são abertas juntas, significa tran¬qüilidade e sua-vidade (ERÔ).
6. Quando dois machos e uma fêmea são abertos, significa sucesso e de-pois dificuldade (AKIATÁ).
7. Quando duas fêmeas e um macho são abertos, significa que não há discussão, não há desentendimento, vai-se vivendo com a paz (OBITÁ).
8. Quando os quatro são abertos, significa bem-estar (OFIN ou ALÁFIA).
9. Quando todos os quatro estão virados para baixo, signi¬fica impedimen-to (ODÍ, IDÍWÓ).
10. Quando os quatro são juntos, como numa pilha, pode ter um signifi-cado como mau ou bom augúrio, e, também, significa exaltação do sinal predominante, que pode ser um dos nove sinais acima.

MÉTODO PARA ENCONTRAR-SE OS ÒMÒ ODÚ
IMPORTANTE: antes de iniciar a procura, colocar um jogo pelo sis-tema dos quatro pontos cardeais, para saber se o consulente não está sob influência de EGUN ou ÈSÚ.
ÒMÒ ODÚ é aquele que rege toda a existência de uma pessoa. Terá influência permanente para descoberta e aperfeiçoamento dos caminhos espirituais e existenciais de cada indivíduo.

Para obter-se o ÒMÒ ODÚ é necessário:
1- Jogar-se 8 (oito) mãos para um único ODÚ
2- Em cada mão jogada não considerar-se a presença de nenhum ODÚ identificado pelo número de búzios abertos.
3- Deve-se, apenas, contar os búzios abertos, levando-se em considera-ção se representam, no seu total, um número par ou impar.
4- Caso a soma dos búzios abertos se configure num número par (2, 4, 6, 8, 10, 12, 14 ou 16), marca-se um sinal simples: I ou 0.
5- Se, ao contrário, obtivermos um número ímpar (1, 3, 5, 7, 9, 11, 13 ou 15), marca-se um sinal duplo: I I ou 0 0.
6- Os sinais correspondentes a cada jogada são marcados de acordo com a seqüência que segue, da direita para a esquerda e de cima para baixo:
2ª jogada 1ª jogada
4ª jogada 3ª jogada
6ª jogada 5ª jogada
8ª jogada 7ª jogada
7 – A leitura deverá ser efetuada da direita para a esquerda, o que signi-fica dizer que o nome do ODÚ que se formar na coluna do lado direito (primeira perna) será mencionado na frente do que se formar na colu-na da esquerda (segunda perna).

Exemplo: jogando para chegar-se ao ÒMÒ ODÚ.
Lançamos oito mãos, obtendo a seguinte seqüência de búzios abertos:
1a mão – 3 búzios abertos: I I ou 0 0.
2a mão – 6 búzios abertos: I ou 0.
3ª mão – 8 búzios abertos: I OU 0.
4ª mão – 7 búzios abertos: I I ou 0 0.
5ª mão – 9 búzios abertos: I I ou 0 0.
6ª mão – 13 búzios abertos: I I ou 0 0.
7ª mão – 15 búzios abertos: I I ou 0 0.
8ª mão – 2 búzios abertos: I OU 0

Dessa forma teremos:

2ª mão – I ou 0 1ª mão – I I ou 0 0
4ª mão – I I ou 0 0 3ª mão – I ou 0
6ª mão – I I ou 0 0 5ª mão – I I ou 0 0
8ª mão – I ou 0 7ª mão – I I ou 0 0

Desse modo, e observando na tabela indicial de todos os ODÚ, temos, para o primeira representação, IKÁ (que é o mesmo pela ordem de chegada e por OSETURÁ)

De igual, e para a segunda representação, teremos OTURÁ (pela ordem de chegada de ORUNIMILÁ) ou ODÍ (pela ordem de OSETURÁ).

Em seguida, conjuga-se os dois ODÚ (à semelhança do ORUNCÓ) pa-ra obtermos o ÒMÒ ODÚ, e, no exemplo acima, teremos IKADÍ, KADÍ, KODÍ, IKODÍ, ou, também, IKARÁ, IKURÁ, IKTURÁ, KATURÁ, KAURÁ, etc. O importante é salientar que o ÒMÒ ODÚ é “filho” dos dois ODÚ encontrados pelo método acima, usando-se, para a composição do nome, tanto a nomenclatura pela ordem de chegada de ORÙNMILÁ, quanto aquela de OSETURÁ, prefe-rentemente esta última.

REPRESENTAÇÃO INDICIAL DE TODOS OS ODÚ:

1º ODÚ – OGBÊ I ou 0 EJIÒNILÊ (8)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I 0
I 0

2º ODÚ – OYÈKÚ I I ou 0 0 OLÒGBÓN (13)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I I 0 0
3º ODÚ – IWÒRÍ I I ou 0 0 EJILASÈBORÁ (12)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURA)
I 0
I I 0 0

4º ODÚ – ODÍ I ou 0 ODÍ (7)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I 0

5º ODÚ – IÒRÒSÚN I ou 0 IÒRÒSÚN (4)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I I 0 0

6º ODÚ – OWÓRIN I I ou 0 0 OWÓRIN (11)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I 0
I 0

7º ODÚ – OBÀRÁ I ou 0 OBÀRÁ (6)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I I 0 0

8º ODÚ – OKÀNRÁN I I ou 0 0 OKÀNRÁN (1)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I 0

9º ODÚ – OGUNDÁ I ou 0 ETAOGUNDÁ (3)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I 0
I I 0 0

10º ODÚ – OSÁ I I ou 0 0 OSÁ (9)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I 0
I 0

11º ODÚ – IKÁ I I ou 0 0 IKÁ (14)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I I 0 0

12º ODÚ – OTURUKPON I I ou 0 0 EJIOKÔ (2)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I 0
I I 0 0

13º ODÚ – OTURÁ I ou 0 ALÁFIA (16)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I 0
I 0

14º ODÚ – IRETÊ I ou 0 OBEOGUNDÁ (15)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I 0

15º ODÚ – OSÊ I ou 0 OSÊ (5)
(ORÙNMILÁ) I I 0 0 (OSETURÁ)
I 0
I I 0 0

16º ODÚ – ÒFÚN I I ou 0 0 ÒFÚN (10)
(ORÙNMILÁ) I 0 (OSETURÁ)
I I 0 0
I 0

OKÒNRÁN ou OKÀRÁN ou OKÀNRÁN
OSETURÁ: 1
ORUNMILÁ: 8

OKARANMEJI OKANRANTURUKPON OKANRANOGUNDÁ OKANRANROSÚ
OSETURÁ: 1-1
OSETURÁ: 1-2
OSETURÁ: 1-3 OSETURÁ: 1-4
ORUNMILÁ: 8 ORUNMILÁ: 191 ORUNMILÁ: 185 ORUNMILÁ: 130
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

OKANRANSÉ
OKANRANBARÁ OKANRANDÍ OKARANSODÊ
OSETURÁ: 1-5
OSETURÁ: 1-6
OSETURÁ: 1-7 OSETURÁ: 1-8
ORUNMILÁ: 197 ORUNMILÁ: 168 ORUNMILÁ: 108 ORUNMILÁ: 30
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OKARANSÁ OKANRANFUN OKARANWORIN OKANRANWORÍ
OSETURÁ: 1-9
OSETURÁ: 1-10
OSETURÁ: 1-11 OSETURÁ: 1-12
ORUNMILÁ: 187 ORUNMILÁ: 199 ORUNMILÁ: 150 ORUNMILÁ: 84
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OKANRANYEKÚ OKANRANKÁ OKANRANATÊ OKANRANTURÁ
OSETURÁ: 1-13
OSETURÁ: 1-14 OSETURA: 1-15 OSETURA: 1-16
ORUNMILÁ: 58 ORUNMILÁ: 189 ORUNMILÁ: 195 ORUNMILÁ: 193
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

EJIÒKÔ ou OTURUKPON
OSETURÁ: 2
ORUNMILÁ: 12

OTURUKPONOKANRAN EJIOKÔMEJI OTURUKPONGUNDÁ OTURUKPONROSÚ
OSETURÁ: 2-1
OSETURÁ: 2-2
OSETURÁ: 2-3 OSETURÁ: 2-4
ORUNMILÁ: 192 ORUNMILÁ: 12 ORUNMILÁ: 206 ORUNMILÁ: 138
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

OTURUKPONSÉ OTURUKPONBARÁ OTURUKPONDÍ OTURUKPONGBÊ
OSETURÁ: 2-5
OSETURÁ: 2-6
OSETURÁ: 2-7 OSETURÁ: 2-8
ORUNMILÁ: 241 ORUNMILÁ: 176 ORUNMILÁ: 116 ORUNMILÁ: 38
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OTURUKPONSÁ OTURUKPONFUN OTURUKPONWONRIN OTURUKPONWORÍ
OSETURÁ: 2-9
OSETURÁ: 2-10
OSETURÁ: 2-11 OSETURÁ: 2-12
ORUNMILÁ: 218 ORUNMILÁ: 243 ORUNMILÁ: 158 ORUNMILÁ: 92
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

OTURUKPONYEKÚ OTURUKPONKÁ OTURUKPONRETÊ ORURUKPONTURÁ
OSETURÁ: 2-13
OSETURÁ: 2-14 OSETURA: 2-15 OSETURA: 2-16
ORUNMILÁ: 66 ORUNMILÁ: 228 ORUNMILÁ: 239 ORUNMILÁ: 237
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

ETAOGUNDÁ ou OGUNDÁ
OSETURÁ: 3
ORUNMILÁ: 9

OGUNDÁKARAN OGUNDOTURUKPON ETAOGUNDÁMEJI OGUNDAROSÚ
OSETURÁ: 3-1
OSETURÁ: 3-2
OSETURÁ: 3-3 OSETURÁ: 3-4
ORUNMILÁ: 186 ORUNMILÁ: 205 ORUNMILÁ: 9 ORUNMILÁ: 132
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

EGUNTANSÊ OGUNABARÁ ODUDADÍ OGUNDÁEDÊ
OSETURÁ: 3-5
OSETURÁ: 3-6
OSETURÁ: 3-7 OSETURÁ: 3-8
ORUNMILÁ: 211 ORUNMILÁ: 170 ORUNMILÁ: 110 ORUNMILÁ: 32
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OGUNDASÁ OGUNDAFUN OGUNDÁWORIN OGUNDÁWORÍ
OSETURÁ: 3-9
OSETURÁ: 3-10
OSETURÁ: 3-11 OSETURÁ: 3-12
ORUNMILÁ: 201 ORUNMILÁ: 213 ORUNMILÁ: 152 ORUNMILÁ: 86
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

OGUNDAIKÚ OGUNDÁKÁ OGUNDÁKETÊ OGUNDATURÁ
OSETURÁ: 3-13
OSETURÁ: 3-14 OSETURA: 3-15 OSETURA: 3-16
ORUNMILÁ: 60 ORUNMILÁ: 203 ORUNMILÁ: 209 ORUNMILÁ: 207
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

IORÒSÚN ou IRÒSÚN
OSETURÁ: 4
ORUNMILÁ: 5

IROSUOKANRAN IROSUTURUKPON IROSÚOGUNDÁ IROSUNMEJI
OSETURÁ: 4-1
OSETURÁ: 4-2
OSETURÁ: 4-3 OSETURÁ: 4-4
ORUNMILÁ: 129 ORUNMILÁ: 137 ORUNMILÁ: 131 ORUNMILÁ: 5
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

IROSOSE IROSUOBARÁ IROSUDI IROSUOGBE
OSETURÁ: 4-5
OSETURÁ: 4-6
OSETURÁ: 4-7 OSETURÁ: 4-8
ORUNMILÁ: 143 ORUNMILÁ: 127 ORUNMILÁ: 102 ORUNMILÁ: 24
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

IROSUOSA IROSUOFUN IROSUWONRIN IROSUWORI
OSETURÁ: 4-9
OSETURÁ: 4-10
OSETURÁ: 4-11 OSETURÁ: 4-12
ORUNMILÁ: 133 ORUNMILÁ: 145 ORUNMILÁ: 125 ORUNMILÁ: 78
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

IROSUYEKU IROSUOKÁ IROSURETÊ IROSUTURÁ
OSETURÁ: 4-13
OSETURÁ: 4-14 OSETURA: 4-15 OSETURA: 4-16
ORUNMILÁ: 52 ORUNMILÁ: 135 ORUNMILÁ: 141 ORUNMILÁ: 139
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OSÊ
OSETURÁ: 5
ORUNMILÁ: 15

OSEKANRAN
OSETURUKPON ISEEGUNTAN OSEROSÚ
OSETURÁ: 5-1
OSETURÁ: 5-2
OSETURÁ: 5-3 OSETURÁ: 5-4
ORUNMILÁ: 198 ORUNMILÁ: 242 ORUNMILÁ: 212 ORUNMILÁ: 144
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

OSEMEJI
OSEBARÁ OSEDÍ OSEGBE
OSETURÁ: 5-5
OSETURÁ: 5-6 OSETURÁ: 5-7 OSETURÁ: 5-8
ORUNMILÁ: 15 ORUNMILÁ: 182 ORUNMILÁ: 122 ORUNMILÁ: 44
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OSESÁ
OSEFUN OSEWONRIN OSEWORÍ
OSETURÁ: 5-9
OSETURÁ: 5-10 OSETURÁ: 5-11 OSETURÁ: 5-12
ORUNMILÁ: 224 ORUNMILÁ: 255 ORUNMILÁ: 164 ORUNMILÁ: 98
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

OSESAIKU
OSEKÁ OSEBIRETÊ OSETURÁ
OSETURÁ: 5-13
OSETURÁ: 5-14 OSETURA: 5-15 OSETURA: 5-16
ORUNMILÁ: 72 ORUNMILÁ: 234 ORUNMILÁ: 252 ORUNMILÁ: 248
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OBÀRÁ
OSETURÁ: 6
ORUNMILÁ: 7

OBARÁKANRAN OBARÁTURUKPOM OBARÁOGUNDÁ OBARÁROSÚ
OSETURÁ: 6-1
OSETURÁ: 6-2 OSETURÁ: 6-3 OSETURÁ: 6-4
ORUNMILÁ: 167 ORUNMILÁ: 175 ORUNMILÁ: 169 ORUNMILÁ: 128
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

OBARÁOSE OBARÁMEJI OBARÁDÍ OBARÁBOGBÊ
OSETURÁ: 6-5
OSETURÁ: 6-6 OSETURÁ: 6-7 OSETURÁ: 6-8
ORUNMILÁ: 181 ORUNMILÁ: 7 ORUNMILÁ: 108 ORUNMILÁ: 28
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OBARÁOSÁ OBARÁOFUN OBARÁOWORIN OBARÁWORÍ
OSETURÁ: 6-9
OSETURÁ: 6-10 OSETURÁ: 6-11 OSETURÁ: 6-12
ORUNMILÁ: 171 ORUNMILÁ: 183 ORUNMILÁ: 148 ORUNMILÁ: 82
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

OBARÁYEKÚ OBARÁKÁ OBARÁRETÊ OBARÁTURÁ
OSETURÁ: 6-13
OSETURÁ: 6-14 OSETURA: 6-15 OSETURA: 6-16
ORUNMILÁ: 56 ORUNMILÁ: 173 ORUNMILÁ: 179 ORUNMILÁ: 177
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

ODÍ
OSETURÁ: 7
ORUNMILÁ: 4

IDIOKANRAN IDIOTURUKPON IDIOGUNDÁ ODIOSÚ
OSETURÁ: 7-1
OSETURÁ: 7-2
OSETURÁ: 7-3 OSETURÁ: 7-4
ORUNMILÁ: 107 ORUNMILÁ: 115 ORUNMILÁ: 109 ORUNMILÁ: 101
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

IDIOSÉ
IDIOBARÁ ODIMEJI IDIGBE
OSETURÁ: 7-5
OSETURÁ: 7-6 OSETURÁ: 7-7 OSETURÁ: 7-8
ORUNMILÁ: 121 ORUNMILÁ: 105 ORUNMILÁ: 4 ORUNMILÁ: 22
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

IDISÁ IDIOFUN IDIOWONRIN IDIWORI
OSETURÁ: 7-9
OSETURÁ: 7-10 OSETURÁ: 7-11 OSETURÁ: 7-12
ORUNMILÁ: 111 ORUNMILÁ: 123 ORUNMILÁ: 103 ORUNMILÁ: 76
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

IDIYEKU IDIKÁ IDIIRETÊ IDIOTURÁ
OSETURÁ: 7-13
OSETURÁ: 7-14 OSETURA: 7-15 OSETURA: 7-16
ORUNMILÁ: 50 ORUNMILÁ: 113 ORUNMILÁ: 119 ORUNMILÁ: 117
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

EJIÒNILÊ ou OGBÊ ou EJI OGBÊ
OSETURÁ: 8
ORUNMILÁ: 1

OGBÊKANRAN OGBÊTURUKPON OGBÊGUNDÁ OGBÊROSU
OSETURÁ: 8-1
OSETURÁ: 8-2
OSETURÁ: 8-3 OSETURÁ: 8-4
ORUNMILÁ: 29 ORUNMILÁ: 37 ORUNMILÁ: 31 ORUNMILÁ: 23
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

OGBÊSÉ OGBÊBARA OGBÊDI EJIONILÊMEJI
OSETURÁ: 8-5
OSETURÁ: 8-6 OSETURÁ: 8-7 OSETURÁ: 8-8
ORUNMILÁ: 43 ORUNMILÁ: 27 ORUNMILÁ: 21 ORUNMILÁ: 1
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OGBÊSÁ OGBÊFUN OGBÊWORIN OGBÊWEHIN
OSETURÁ: 8-9
OSETURÁ: 8-10 OSETURÁ: 8-11 OSETURÁ: 8-12
ORUNMILÁ: 33 ORUNMILÁ: 45 ORUNMILÁ: 25 ORUNMILÁ: 19
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

OGBÊYEKU OGBÊKÁ OGBÊATÊ OGBÊTURÁ
OSETURÁ: 8-13
OSETURÁ: 8-14 OSETURA: 8-15 OSETURA: 8-16
ORUNMILÁ: 17 ORUNMILÁ: 35 ORUNMILÁ: 41 ORUNMILÁ: 39
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OSÁ
OSETURÁ: 9
ORUNMILÁ: 10

OSÁKANRAN OSÁTURUKPON OSÁGUNDÁ OSÁROSU
OSETURÁ: 9-1
OSETURÁ: 9-2
OSETURÁ: 9-3 OSETURÁ: 9-4
ORUNMILÁ: 188 ORUNMILÁ: 217 ORUNMILÁ: 202 ORUNMILÁ: 134
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

OSÁSÉ
OSÁBARA OSÁDI OSÁGBÊ
OSETURÁ: 9-5
OSETURÁ: 9-6 OSETURÁ: 9-7 OSETURÁ: 9-8
ORUNMILÁ: 223 ORUNMILÁ: 172 ORUNMILÁ: 112 ORUNMILÁ: 34
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OSÁMEJI OSÁFU OSÁWORIN OSÁWORI
OSETURÁ: 9-9
OSETURÁ: 9-10 OSETURÁ: 9-11 OSETURÁ: 9-12
ORUNMILÁ: 10 ORUNMILÁ: 225 ORUNMILÁ: 154 ORUNMILÁ: 88
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

OSÁYEKÚ OSÁKÁ OSÁRETÊ OSÁTURÁ
OSETURÁ: 9-13
OSETURÁ: 9-14 OSETURA: 9-15 OSETURA: 9-16
ORUNMILÁ: 62 ORUNMILÁ: 215 ORUNMILÁ: 221 ORUNMILÁ: 219
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

ÒFÚN
OSETURÁ: 10
ORUNMILÁ: 16

ÒFUNKANRAN ÒFUNTURUKPON ÒFUNEGUNTAN ÒFUNROSU
OSETURÁ: 10-1
OSETURÁ: 10-2 OSETURÁ: 10-3 OSETURÁ: 10-4
ORUNMILÁ: 200 ORUNMILÁ: 244 ORUNMILÁ: 214 ORUNMILÁ: 146
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

ÒFUNSÉ ÒFUNBARA ÒFUNDI ÒFUNGBÊ
OSETURÁ: 10-5
OSETURÁ: 10-6 OSETURÁ: 10-7 OSETURÁ: 10-8
ORUNMILÁ: 256 ORUNMILÁ: 184 ORUNMILÁ: 124 ORUNMILÁ: 46
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

ÒFUNSÁ ÒFUNMEJI ÒFUNWORIN ÒFUNWORI
OSETURÁ: 10-9
OSETURÁ: 10-10 OSETURÁ: 10-11 OSETURÁ: 10-12
ORUNMILÁ: 226
ORUNMILÁ: 16 ORUNMILÁ: 166 ORUNMILÁ: 100
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

ÒFUNYEKU ÒFUNKÁ ÒFUNRETÊ ÒFUNTURÁ
OSETURÁ: 10-13
OSETURÁ: 10-14 OSETURA: 10-15 OSETURA: 10-16
ORUNMILÁ: 74 ORUNMILÁ: 236 ORUNMILÁ: 254 ORUNMILÁ: 250
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

ÒWÓRIN
OSETURÁ: 11
ORUNMILÁ: 6

OWORINKARAN OWORINTURUKPON OWORINOGUNDÁ OWORINROSU
OSETURÁ: 11-1
OSETURÁ: 11-2 OSETURÁ: 11-3 OSETURÁ: 11-4
ORUNMILÁ: 149 ORUNMILÁ: 157 ORUNMILÁ: 151 ORUNMILÁ: 126
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

OWORINSÉ OWORINBARÁ OWORINDI OWORISOGBÊ
OSETURÁ: 11-5
OSETURÁ: 11-6 OSETURÁ: 11-7 OSETURÁ: 11-8
ORUNMILÁ: 163 ORUNMILÁ: 147 ORUNMILÁ: 104 ORUNMILÁ: 26
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OWORINOSÁ OWORINFUN OWÓRINMEJI OWORIWORI
OSETURÁ: 11-9
OSETURÁ: 11-10 OSETURÁ: 11-11 OSETURÁ: 11-12
ORUNMILÁ: 153
ORUNMILÁ: 165 ORUNMILÁ: 6 ORUNMILÁ: 80
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

OWORINYEKÚ OWORINKÁ OWORINRETÊ OWORINTURÁ
OSETURÁ: 11-13
OSETURÁ: 11-14 OSETURA: 11-15 OSETURA: 11-16
ORUNMILÁ: 54 ORUNMILÁ: 155 ORUNMILÁ: 161 ORUNMILÁ: 159
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

EJILASEBÒRÁ ou IWORI
OSETURÁ: 12
ORUNMILÁ: 3

IWORIOKANRAN IWORITURUKPOM IWORIWOGUNDÁ IWORIOSÚ
OSETURÁ: 12-1
OSETURÁ: 12-2 OSETURÁ: 12-3 OSETURÁ: 12-4
ORUNMILÁ: 83 ORUNMILÁ: 91 ORUNMILÁ: 85 ORUNMILÁ: 77
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

IWORIWASÉ
IWORIBARÁ IWORIODÍ IWORIOGBÊ
OSETURÁ: 12-5
OSETURÁ: 12-6 OSETURÁ: 12-7 OSETURÁ: 12-8
ORUNMILÁ: 97 ORUNMILÁ: 81 ORUNMILÁ: 75 ORUNMILÁ: 20
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

IWORIOSÁ IWORIOFÚN IWORIWONRIN EJILAJEBORÁMEJI
OSETURÁ: 12-9
OSETURÁ: 12-10 OSETURÁ: 12-11 OSETURÁ: 12-12
ORUNMILÁ: 87
ORUNMILÁ: 99 ORUNMILÁ: 79 ORUNMILÁ: 3
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

IWORIYEKÚ IWORIOKÁ IWORIATÊ IWORIOTURÁ
OSETURÁ: 12-13
OSETURÁ: 12-14 OSETURA: 12-15 OSETURA: 12-16
ORUNMILÁ: 48 ORUNMILÁ: 89 ORUNMILÁ: 95 ORUNMILÁ: 93
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OLÒGBÓN ou OYEKÚ
OSETURÁ: 13
ORUNMILÁ: 2

OYEKUELEKAN OYEKUBATUTU OYEKUEGUNTAN OYEKUROSU
OSETURÁ: 13-1
OSETURÁ: 13-2 OSETURÁ: 13-3 OSETURÁ: 13-4
ORUNMILÁ: 57 ORUNMILÁ: 65 ORUNMILÁ: 59 ORUNMILÁ: 51
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

OYEKUSÉ OYEKUBARÁ OYEKUDI OYEKUOGBÊ
OSETURÁ: 13-5
OSETURÁ: 13-6 OSETURÁ: 13-7 OSETURÁ: 13-8
ORUNMILÁ: 71 ORUNMILÁ: 55 ORUNMILÁ: 49 ORUNMILÁ: 18
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OYEKUSÁ OYEKUEFUN OYEKUWONRIN OYEKUWORI
OSETURÁ: 13-9
OSETURÁ: 13-10 OSETURÁ: 13-11 OSETURÁ: 13-12
ORUNMILÁ: 61
ORUNMILÁ: 73 ORUNMILÁ: 53 ORUNMILÁ: 47
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

OLOGBÓNMEJI OYEKUEKÁ OYEKURETE OYEKUBATUYE
OSETURÁ: 13-13
OSETURÁ: 13-14 OSETURA: 13-15 OSETURA: 13-16
ORUNMILÁ: 2 ORUNMILÁ: 63 ORUNMILÁ: 69 ORUNMILÁ: 67
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

IKÁ
OSETURÁ: 14
ORUNMILÁ: 11

IKÁKANRAN IKÁTURUKPON IKÁGUNDÁ IKÁROSÚ
OSETURÁ: 14-1
OSETURÁ: 14-2 OSETURÁ: 14-3 OSETURÁ: 14-4
ORUNMILÁ: 190 ORUNMILÁ: 227 ORUNMILÁ: 204 ORUNMILÁ: 136
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I

IKÁOSÉ IKÁBARÁ IKÁDI IKÁGBÊ
OSETURÁ: 14-5
OSETURÁ: 14-6 OSETURÁ: 14-7 OSETURÁ: 14-8
ORUNMILÁ: 233 ORUNMILÁ: 174 ORUNMILÁ: 114 ORUNMILÁ: 36
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

IKÁSÁ IKÁOFÚN IKÁWONRIN IKÁWORI
OSETURÁ: 14-9
OSETURÁ: 14-10 OSETURÁ: 14-11 OSETURÁ: 14-12
ORUNMILÁ: 216
ORUNMILÁ: 235 ORUNMILÁ: 156 ORUNMILÁ: 90
I I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I

IKAYEKU IKÁMEJI IKÁRETÊ IKÁOTURÁ
OSETURÁ: 14-13
OSETURÁ: 14-14 OSETURA: 14-15 OSETURA: 14-16
ORUNMILÁ: 64 ORUNMILÁ: 11 ORUNMILÁ: 231 ORUNMILÁ: 229
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I

OBEOGUNDÁ ou IRETÊ
OSETURÁ: 15
ORUNMILÁ: 14

IRETÊOKANRAN IRETÊTURUKPON IRETÊOGUNTAN IRETÊTOSÚ
OSETURÁ: 15-1
OSETURÁ: 15-2 OSETURÁ: 15-3 OSETURÁ: 15-4
ORUNMILÁ: 196 ORUNMILÁ: 238 ORUNMILÁ: 210 ORUNMILÁ: 142
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

IRETÊSÉ IRETÊOBARÁ IRETÊDÍ IRETÊAGBÊ
OSETURÁ: 15-5
OSETURÁ: 15-6 OSETURÁ: 15-7 OSETURÁ: 15-8
ORUNMILÁ: 11 ORUNMILÁ: 180 ORUNMILÁ: 120 ORUNMILÁ: 42
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

IRETÊSÁ IRETÊFUN IRETÊWONRIN IRETÊWORÍ
OSETURÁ: 15-9
OSETURÁ: 15-10 OSETURÁ: 15-11 OSETURÁ: 15-12
ORUNMILÁ: 222
ORUNMILÁ: 253 ORUNMILÁ: 162 ORUNMILÁ: 96
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

IRETÊYEKÚ IRETÊKÁ OBEOGUNDÁMEJI IRETÊTURÁ
OSETURÁ: 15-13
OSETURÁ: 15-14 OSETURA: 15-15 OSETURA: 15-16
ORUNMILÁ: 70 ORUNMILÁ: 232 ORUNMILÁ: 14 ORUNMILÁ: 246
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

ALÁFIA ou OTURÁ
OSETURÁ: 16
ORUNMILÁ: 13

OTURÁKANRAN OTURÁTURUKPON OTURÁGUNDÁ OTURÁROSU
OSETURÁ: 16-1
OSETURÁ: 16-2 OSETURÁ: 16-3 OSETURÁ: 16-4
ORUNMILÁ: 194 ORUNMILÁ: 238 ORUNMILÁ: 208 ORUNMILÁ: 140
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I

OTURÁSÉ
OTURÁBARÁ OTURÁDI OTURÁORIKÔ
OSETURÁ: 16-5
OSETURÁ: 16-6 OSETURÁ: 16-7 OSETURÁ: 16-8
ORUNMILÁ: 247 ORUNMILÁ: 178 ORUNMILÁ: 118 ORUNMILÁ: 40
I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

OTURÁSÁ OTURÁFUN OTURÁWORIN OTURÁWÓRI
OSETURÁ: 16-9
OSETURÁ: 16-10 OSETURÁ: 16-11 OSETURÁ: 16-12
ORUNMILÁ: 220
ORUNMILÁ: 249 ORUNMILÁ: 160 ORUNMILÁ: 94
I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I
I I I I I I I I I

OTURÁAIKÚ OTURÁKÁ OTURARETÊ OTURÁMEJI
OSETURÁ: 16-13
OSETURÁ: 16-14 OSETURA: 16-15 OSETURA: 16-16
ORUNMILÁ: 68 ORUNMILÁ: 230 ORUNMILÁ: 245 ORUNMILÁ: 13
I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I I
I I I I I I I I I I

CARACTERÍSTICAS E PERSONALIDADE DOS ODÚ
1 – OKÀRÁN Movimento, barulho, alvoroço, visita estranha, negati-vidade, aceitação imediata, propriedade instantâ-nea.
Representação Indicial em IFÁ: I I I I
I I I I
I I I I
I I
Onde I I é terra e I I é água.
I I I

Responde ÈSÚ – 1 (um) búzio aberto
Situações que pode ocasionar; sustos, prisão, roubo, ruína, aci-dentes, envolvimento com drogas, tráfico, pessoa mau-caráter, inimiza-des, separações. As pessoas regidas por esse ODÚ, São inquietas, inde-pendentes, desconfiados, esquivos e tristes.
Em Yorubá, o significado do termo “OKARAN” seria igual uma “só palavra” ou “a primeira palavra é boa” (“OKAN OLAN”)
OKÀRÁN MEJI é composto pelos elementos terra sobre ar, com predominância do primeiro (terra) o que significa a sensação de sufoco, vácuo, saturação e estruturamento. Corresponde ao ponto cardeal nor-noroeste a carta 18 do taro (a “LUA”) seu valor numérico e o 15. Suas co-res são o vermelho, negro, o branco e o azul. É um ODU feminino, e repre-sentado esotericamente por dois perfis humanos numa referência inequí-voca aos orisás gêmeos IBEYJI).
OKÀRÁN MEJI é o chefe dos gêmeos e simboliza o mistério que en-volve sua existência segundo os ensinamentos de ORÙNMILÁ, todos os gê-meos são gerados neste signo e dependem dele e da sua influência.
A fala humana foi introduzida por este ODÚ e com ela todos os i-diomas existentes. As pessoas nascidas sob este signo, não recebem qualquer reconhecimento por parte de seus semelhantes. Corresponde ao nº 8 na ordem de chegada do sistema IFÁ, onde é conhecido com o mesmo nome.
Quando OKÀRÁN se apresenta no jogo, o babalawo se levanta e manda despachar a rua com uma quartinha.
Obs.: a pessoa deverá passar imediatamente por um ebó.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (positivo), OKÀNRÁN pode indicar vocação religio-sa, eloquência, solução de problemas por intermédio de simples enten-dimento, nascimento de uma criança, nascimento de gêmeos, virilidade no homem, sexualidade na mulher, progresso ou enriquecimento repenti-no.
Em OSOGBÔ (negativo), pode indicar fanatismo religioso exacer-bado, injustiças, ingratidão, inquietude, abandono, lágrimas, perigo imi-nente e irremediável, inimigos ocultos, novidade, barulhos, alvoroço, visita estranha, coisas negativas em todos os sentidos ou até certo ponto, susto, grandes perigos, roubo, prisão, ruína, perda total.
Em OKÀNRÁN falam as seguintes divindades:
Orisás (Nagô): IBEYJI, OSUMARÊ, OMÒLÚ e EGUN (geralmente, os eguns que se comunicam por esse ODÚ são ancestrais consan-güíneos do consulente.
VODÚNS (Jêje): HOHOVI, LEGBÁ, DÃ, SAPATÁ, HEVIOSÔ E TOHOSÚ.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
ÈSÚ adverte que há perigo de roubo, brigas, discussões, inimiza-des, intrigas, perda de emprego, separação, prejuízo em qualquer tipo de negócio, sustos. Adverte também que está sujeito prisão, acidentes, feiti-ços, com os caminhos fechados, enfim, ruína.
O cliente sente dificuldade em realizar seus negócios, impedindo por inimigos ou pessoas invejosas, é necessário fazer èbó, para retirar as perturbações, e para que ÈSÚ trabalhe em sua defesa.
Quanto à personalidade da pessoa regida por esse ODÚ, na ver-dade é um mau caráter, pois além de prejudicar a própria vida, procura transformar a dos outros, sem se importar com ninguém. Provoca intrigas e separações, mesmo que seja dos próprios pais, filhos ou de qualquer ou-tra pessoa.
Quando a regência for de OKÀRÁN MEJI, a pessoa é altamente problemática, mas, se caso o outro ODÚ for mais tranqüilo, terá seu caráter amenizado.
Quando este signo sair no jogo, deverá ser despachada a porta, com uma quartinha usada para esse fim.
Negativo: Há perigo de roubo, brigas, discussões, inimizades, perda emprego ou de qualquer tipo de negócio, intrigas, separa-ções, muito susto e perigo de vida. Sujeito a prisão, aciden-tes, feitiços, caminhos fechados.
O presente deverá ser entregue em lugar alto, encruzilhada aber-ta do lado esquerdo, fazer ORIKÍ e ÒFO ÈSÚ, e, tudo que se fizer para OKÀN-RÁN, deverá ser também feito para ONAN, ORITÁ e ODARÁ.
Na volta do presente, dar comida a SANGÔ AIRÁ, OYÁ e OSÀLÁ, também em lugar alto.
Obs.: Os ebós de ODÚ serão passados no cliente mediante consulta a ORÙNMILÁ. Caso não seja permitido, perguntar qual o novo caminho: EBÓ DE ÈSÚ, EBÓ EGUN ou EBÓ IKÚ.
IMPORTANTE: Os ebós de ODÚ só poderão ser encaminhados, em sua fase negativa, por pessoas de OGUM ou OYÁ, de preferência que não sejam yaôs, isto é, pessoas mais antigas de santo.
O que deve ficar bem claro é que não se despacha e nem assenta ODÚ: apenas dá-se caminho à sua fase negativa.

Caso seja permitido EBÓ DE ÈSÚ, por ordem de OKÀRÁN:

a ) 1 vela, 1 garrafa de cachaça, farofa de 4 tipos (cachaça, água, mel e dendê), ! ovo, 1 bolo de farinha, efun, pipoca, 1 charuto, 1 rosa vermelha, frango ou galinha, fósforo, pano branco, linha branca, 1 acaçá branco, acarajé. Passar tudo no cliente e despa-char onde a caída indicar (encruzilhada, mato ou água)

b) Um galo, farofa de dendê, 1 folha de mamona, pano preto, pano branco, 7 ovos, 7 velas, 7 bolas pequenas de farinha com água. Sacrifica-se o bicho para ÈSÚ, abrindo-se pelas costas , colocando tudo dentro e depois enrolar no panos. Despachar no local segun-do a caída.

OBS.: Nos Ebós de Èsú (por OKÀRÁN), não deve faltar um bife sem osso. Em alguns casos deverá levar um faquinha com cabo de madeira, 1 prego (de cumeeira), 1 bala de revólver (de qualquer calibre), que deverão ser sempre enterrados, de cabeça para baixo, nos ebós (o qual é entregue no alguidar).
c) 7 folhas de mamona com os talos, 4 tipos de farofa (dendê, mel, água e aguardente), 1 metro de morim preto, 1 metro de morim branco, 1 metro de morim vermelho, 7 velas e 1 frango. Passar os morins no cliente e arrumar no chão em volta do cliente, formando uma ferradura. Pegar as folhas e “bater” no cliente. Depois arriar essas folhas no chão, por cima dos morins. Ascender as velas e passar o frango no cliente. Abrí-lo pelas costas e dividir em 7 peda-ços, colocando um sobre cada folha de mamona. Ebó para abrir caminhos. Deve ser passado conforme o local determinado pela caída.

OBS.: 1) Após o ebó, dar um banho de folhas frescas no cliente.
2) Sete dias após poderá ser dado um OBÍ.
3) Após esse ebó deverá ser dada comida ao ORISÁ OGUN.

SIGNIFICADO DO POSICIONAMENTO DO ODÚ OKÀRÁN

1ª caída = avisando
1

2ª caída = ameaçando

1 3ª caída = castigando
(ANJO DE GUARDA SATURADO)

1

1
1 1

1 OKÀRÁN nas quatro posições:
Condenação total, impossibilidade de raciocí-nio lógico e filosófico, prenúncios negativos, a pessoa está indefesa. Indica depressão física e mental, diminuição de força vital.

Quando esse ODÚ se apresenta, os caminhos de entrega são determina-dos por onde a caída estiver determinada:
1ª caída = encruzilhada
2ª caída = beira d’água
3ª caída = estrada ou mato
OBS.: Quando esse ODÚ se posicionar apenas na quarta caída, pode indi-car vocação religiosa, solução de problemas por intermédio de simples entendimento, progresso ou enriquecimento repentino, significa que o i-nimigo não poderá ocasionar nenhum malefício. Fala também em virili-dade no homem e sexualidade na mulher. Nascimento de criança.

2 – EJIÒKÔ Encontro de dois, casamento ou convivência conju-gal, felicidade inesperada, sucesso de empresa.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
I I I I
I I
I I I I
Onde I I é terra e I é ar.
I I I I
Responde com 2 (dois) búzios abertos.
Corresponde ao 12 na ordem de chegada do Sistema IFÁ, onde é conhecido pelo nome de OTURUKPON.
EJIÒKÔ é um ODÚ composto pelos elementos terra sobre ar, com predominância do primeiro, sua figuração indicial indica luminosidade, transparência. Corresponde ao ponto cardeal Oeste-Noroeste, à carta 15 do Tarot (o “HIEROFANTE”) e seu valor numérico é o 14. Suas cores são todas aquelas derivadas do vermelho, aceitando também o negro e tudo o que for estampado com estas duas cores. É um ODÚ feminino, represen-tado esotericamente por um feto dentro de um útero, referência inequí-voca à sua influência sobre o estado de gravidez.
Neste ODÚ por ordem de ÒFÚN MEJI foi criada a terra, e, por este motivo, é um signo ligado à abundância e à riqueza. Foi este signo que criou as montanhas e é também um dos ODÚ dos gêmeos HOHÔ (IBEYJI). Sempre que este ODÚ surge numa consulta, o advinho deve to-car o solo com a ponta dos dedos depois roçar, de leve, seu próprio peito pronunciando “Ilero” ou “Lelo”, como forma de saudação.
É um ODú ligado as “KENNESÍS”, espíritos feiticeiros do sexo femini-no. É muito temido pelas mulheres grávidas pelo seu poder de provocar aborto e partos prematuros.
Determina separação de mãe e filhos e muita tristeza por causa disto. Indica que a mulher trai o marido. Assinala inversão sexual. Aponta enfermidades e bruxarias por comida e/ou bebidas.
Neste ODÚ falam: OMÒLÚ, OGUN, SANGÔ, OBATALÁ, ODUDUWÁ, OSAYÍN e os IBEYJI. Sua árvore ritualística é o cedro, sendo o signo do tigre enfure-cido.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (positivo), EJIÒKÔ pode indicar atitudes puras e inocen-tes. Revela sensibilidade artística, dignidade, evolução material e espiritu-al, conquista de posições elevadas, vitórias, honrarias, encontro de dois corações, casamento, convivência (relacionamento) sexual, empreen-dimento bem sucedido.
Em OSOGBÔ (negativo), pode indicar possibilidade de aborto ou parto prematuro, inveja de terceiros, atraso de vida por olho grande, trabalho de feitiçaria feito contra o consulente, melancolia, perdição por amor, separação da família (principalmente a mãe), frigidez nas mulheres, im-potência nos homens, inimigos ocultos.
Em EJIÒKÔ falam as seguintes divindades:
Orisás (Nagô): OMOLÚ, OSUMARÊ, OGUN, SANGÔ, ODÚDUWA, NANÃ, IBEYJI.
VODÚNS (Jêje): SAPATÁ, DÃ AYDOHWEDÔ, GU, HEVIOSO, NÃ, HOHO, MAWÚ, KPO VODÚN.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Quando esse ODÚ vem na 4ª caída: surpresas boas, cartas, dinhei-ro, lucros em negócios, amores, boas notícias, casamentos, amigação, noivado, convites para festas e fim de sofrimento.
Na 1ª caída, fala em mediunidade, representa também ciências ocultas; nas demais caídas fala de demandas, indecisões, gravidez.
Quanto à personalidade das pessoas regidas por esse ODÚ ou sob sua influência, são muito alegres e felizes, possuem muita sorte, porém não chegam a ficar ricos, não são ambiciosos e procuram dividir tudo o que possuem. São muito confiantes, voluntariosos, geniosos, prepotentes, exigentes e tentam sempre impor suas vontades. Dessa maneira adqui-rem constantemente inimigos declarados e ocultos, pois pessoas desse ODÚ são muito invejadas e vítimas de inimigos traiçoeiros, acarretando muitas demandas para impedir o completo triunfo das pessoas sob essa influência.
Para que possam ter sucesso deverão aprender a guardar segre-do de todas as suas verdadeiras intenções e se algo sair errado, se tor-nam muito sofridas, quando algo não lhes sai como desejam, e, aí, fazem mexericos e criam grandes confusões, mas como geralmente possuem bom coração, logo se arrependem do que fizeram e procuram contornar a situação criada por eles mesmos e tentam tudo para reconquistar as amizades perdidas. Sofrem muito por doenças, amores não correspondi-dos, enfim, a personalidade é bem instável.
Dar o presente num jardim ou na entrada da mata, ao voltar, dar bastante canjica nos pés de ÒSÀLÁ, com 22 acaçás em cima, jogar OBÍ ABATÁ e ao dar ALÁFIA, comer um pedacinho e o restante colocar em po-sição de ALÁFIA em cima da canjica.
Esse ODÚ só tem ebó quando o mesmo se apresente nas três posi-ções: O ebó será entregue no mato com riacho de água limpa.
Elementos principais desse ebó:
– 2 panelinhas de barro;
– 2 bolas de gude;
– 2 moringas de barro;
– 2 piões de madeira com fieira;
– e, ainda, mais todos os outros elementos comuns a todos os ebós
Por ser um ODÚ com características infantis, pode ser agradado tam-bém em jardins, parques, com doces (como os que são feitos para festas de aniversário), caruru, brinquedos, conchinhas, balas, enfim, tudo o que uma criança gostaria de receber.
OBS.: Os ebós de ODÚ serão passados no cliente mediante consulta a ORÙNMILÁ. Caso não seja permitido, perguntar qual o novo caminho: EBÓ de ÈSÚ, EBÓ EGUN ou EBÓ IKÚ.

3 – ETAOGUNDÁ Desordem, favorecimento de zanga, paz vitoriosa, acusação, ascensão ao poder, elevação, desastre, produto por esforço próprio.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I
I I
I I I I
Onde I é fogo e I é ar.
I I I
Responde com 3 (três) búzios abertos
Significado do termo yorubá “OGUNDÁ MEJI” = “OGUN DA EJÁ MEJI”, ou, “Ogun partiu o peixe em dois”.
ETAOGUNDÁ é um ODÚ composto pelos elementos fogo sobre ar, com predominância do primeiro, o que representa o dinamismo transfor-mado em obstáculo, o esforço voltando-se contra quem o despendeu, levando ao fracasso. Corresponde ao ponto cardeal Nor-Nordeste, à car-ta “o DIABO” no Tarot e seu valor numérico é o 2.
Suas cores são, o negro, o branco e o azul. É um ODÚ masculino, representado esotericamente por um punhal ou facão, numa referência inequívoca ao orisá OGUN.
Esse ODÚ, assim como o ORISÁ OGUN, rege todos os metais negro, tudo o que é de ferro e o trabalho realizado nas forjas ocupando-se tam-bém, do arco e da flecha.
Considerado um símbolo bastante perigoso, comanda o membro viril, os testículos a ereção, o esperma e determina até certo ponto, os hábitos sexuais e as doenças venéreas.
Foi sob este signo que SANGO desceu à terra, segundo alguns BO-KONÕ, GU (Ogun) e HEVIOSO (SANGO) possuem origens idênticas e a dife-rença reside apenas em suas manifestações.
ETA-OGUNDÁ preside os partos e desta forma todas as crianças vêm ao mundo sob sua ação e responsabilidade. A noção de corte, de separação, está ligado a esse signo.
Prenuncia dúvidas, falsidade oculta, prisão, briga, casos de justi-ça, perigo vícios, depravação e guerra. Documentos e papéis importan-tes sem andamento, rompimento de uma sociedade, falência e separa-ção amorosa. O consulente só vencerá todos os obstáculos agindo com calma e dentro da noção e com muita cautela. Não confiar em nin-guém. Não recuar diante de nenhum obstáculo.
Traz sempre perdas, brigas e separação. É sempre sinônimo de cortes bruscos. quase sempre indica envolvimento com a polícia.
OBS.: Por este ODÚ, SANGO vê tudo o que se passa sobre a terra e o mar
As ervas deste signo são o PEREGUM e a MIRRA, ambas possuem qualidades afrodisíacas.
Orisás que falam nesse caminho: OGUN, SANGO, OBATALÁ, OSOSÍ, I-BEYJIS, BABÁ OKÊ, ELEGBARA e EGUN.
Os regidos por este signo não podem comer carne de galo, fru-ta-pão e inhame. Proíbe-se, também, o consumo de bebidas alcoólicas. As pessoas devem prevenir-se contra acidentes e atos de violência que podem custar-lhe a vida, ou mesmo prejudicar sua saúde para sempre. Nesse ODÚ nasceram as sete ferramentas de OGUN. As pessoa regidas por este ODÚ devem contar com a proteção de ODUDUWA.
A pessoa que for desse ODÚ (nascimento) quando chega o mo-mento certo, deverá assentar OBALUAYÊ e IYEWÁ. Os filhos de OGUN que fo-rem deste ODÚ, não podem trabalhar com feitiços de EGUN, embora pas-sam faze-lo através de OSAIYN.
Sob a regência deste signo, e por ordem de SANGO, OBALUAYÊ sentou-se numa pedra e adquiriu o dom da adivinhação, o que o levou a reinar em AKARÁ.
Esse signo fala de construção de casa: e o ODÚ da casa própria. Se a casa estiver em mau estado, tem que ser reformada para afastar OSOGBÔ (negatividade). Também fala da árvore IROKO. O cliente tem que tomar banhos com suas folhas.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), ETAOGUNDÁ pode indicar: desmascaramento de pessoas que vêm agindo com falsidade, descoberta de uma traição, vi-tória sobre inimigos, guerra ou disputa em que a vitória está assegurada, vigor físico, virilidade, nascimento de uma criança, sobrevivência numa si-tuação de extremo perigo.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: violência imposta ou so-frida, corrupção moral, toxicomania, alcoolismo, falta de escrúpulo, guer-ra, disputas acirradas que levam a desenlaces violentos, acidentes, morte violenta, agressões, perigo em viagens, inversões e perversões sexuais, traição, morte por envenenamento, falha na conduta moral.
Em ETAOGUNDÁ falam as seguintes divindades:
Orisás (Nagô): OGUN, SANGÔ, OSÓSI, OSUMARÊ, IBEYJI, OSOGYAN e ÈSÚ.
VODÚNS (Jêje): LISÁ, DAN, KÊ, TOHOSÚ, HOHÔ, GUN, HEVIOSO e AGÊ.

ETAOGUNDÁ proíbe seus filhos de:
A) comer carne de galo, inhame pilado, mandioca e fruta-pão:
B) ingerir bebidas alcoólicas;
C) cavar sepulturas ou buracos;
D) transportar armas ou guardá-las embaixo da cama, principalmente fa-cas e punhais.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Quando esse ODÚ se apresenta no jogo, o consulente deverá ser esclarecido afim de encontrar forças necessárias para enfrentar todas as situações desagradáveis e jamais recuar diante de qualquer obstáculo. Somente não deverá agir com impulso de maldade e, sim, com espírito de bondade e esperteza, e muita calma, pois é uma indicação de difi-culdade com alguns prejuízos e graves conseqüências. O consulente de-verá ficar em alerta, pois haverá fracassos nas realizações de grandes projetos. Quando isso acontece, é preciso que o consulente tenha muita calma e paciência, pois esse é um KARMA imposto por este ODÚ, e nesse momento, este deverá agir com prudência, e, acima de tudo, com justi-ça. Não deve depositar confiança demasiada em certos amigos, pois no meio deles haverá um traidor, um falso amigo.
O regido por este signo só terá bons lucros e bons resultados, me-diante seus próprios esforços e sacrifícios, pois deverá ter muito cuidado para não haver acidentes em rua, estradas, doenças graves e decep-ções. Os caminhos desse ODÚ, quando em suas fases negativas, poderão indicar também brigas, pancadarias, prisões, separações, desfecho de caso na justiça, documentos importantes sem andamento, rompimento de uma sociedade, falência e separação amorosa.
O consulente deverá ser alertado, quanto a todas essas possíveis situações desastrosas, incluindo também um aviso importante que haverá perigo de papeis comprometedores. Nesse caso, este deverá ter muita calma e cautela com essa situação, e de que ele somente vencerá todos os obstáculos, se ele próprio tiver razão, pois esse ODÚ só age pela razão.
O homem regido por esse ODÚ, é muito viril, sério e organizado; quanto à mulher, tem muita fertilidade, mas não é sensual (sexy). Tanto um, quanto o outro, são radicais, olho por olho, dente por dente. Esse ODÚ, tem uma certa ligação com OBÀRÁ, portanto quando for dar presen-te a OGÙNDÁ, deverá se dar também a OBÀRÁ e a EJILASÈBORÁ, e o presente deverá ser em forma de triângulo.
OGUN se apresenta com toda a força da lei e da espada, justicei-ro.
Positivo: Esclarecer para encontrar forças necessárias para enfrentar o que virá, situações desagradáveis e para não recuar dian-te de nada. Não agir com impulsos de maldade e sim com esperteza, sabedoria e muita calma.
Negativo: Ficar em alerta, indicação de dificuldades com alguns preju-ízos e graves conseqüências, fracassos nas realizações de grandes projetos.
1ª OBS.: o homem deste ODÚ é muito sério organizado e muito viril.
2ª OBS.: quanto à mulher regida por ETA-OGUNDÁ, ele proporciona muita fertilidade, porém a mulher não tem muita sensualidade.
3ª OBS.: As pessoas de ETA-OGUNDÁ são muito radicais, sendo olho por olho, dente por dente.
4ª OBS.: O ODÚ ETA-OGUNDÁ tem uma certa ligação com o ODÚ OBARÁ, por-tanto quando agradar ETA-OGUNDÁ, deve-se também agradar de alguma forma o ODÚ OBÀRÁ (6) e o ODÚ EJILASEBORÁ (12).
5ª OBS.: quando arriar um presente para ou agrado para ETAOGUNDÁ, o mesmo deverá ser em forma de triângulo.
6ª OBS.: ETA-OGUNDÁ só tem ebó quando o mesmo se apresentar três vezes consecutivas ou seja
3
3

3

E será um único ebó
Em caso de apresentar-se em uma ou duas caídas, perguntar no jogo se pode (ou deve) agradar o ODÚ ou agradar o orisá OGUN, ou, até mesmo, o orisá SANGO e/ou ÈSÚ.
NOTA 1: Todas as vezes que se for presentear (agradar) ODÚ, os mesmos deverão ser entregues em lugar alto.
NOTA 2: O ebó de ETAOGUNDÁ deverá ser SEMPRE entregue em lugar de ma-to.
NOTA 3: Qualquer ebó de ODÚ só poderá ser encaminhado em sua fase negativa por pessoas de OGUM ou de OYÁ, de preferência que não sejam YAÔS, isto é, pessoas mais velhas de santo. Importante esclarecer que não se despacha ODÚ nem se assenta: apenas se dá caminho a fase negati-va.
Mesmo quando este ODÚ se apresenta uma única vez, deve-se prestar muita atenção, pois o mesmo sempre é indicação de perigos. Nesse signo falam OGUM, SANGO, OBALUAYÊ, ou, até mesmo, ÈSÚ.
Este Ebó leva todos os elementos comuns a todos os ebós e mais: 3 (três) pedaços de corrente de ferro, sendo que cada pedaço terá a seguinte medida: o primeiro pedaço, equivalente à circunferência da cabeça do consulente: o segundo pedaço corresponde à uma volta ao redor das duas mãos (juntas) do consulente; e, o terceiro pedaço, corres-ponde à uma volta ao redor dos tornozelos do consulente. Essas correntes deverão ser passadas da cabeça aos pés do consulente e depois deve-rão ficar esticadas sobre o ebó. Poderá, ainda, levar um frango ou pom-bo branco (indagar no jogo).
OBS.: Todos os ebós só poderá ser feitos com o consentimento de ORÙNMILÁ e do ÒRÍ do consulente.
Mesmo quando este ODÚ apresentar-se apenas uma vez no jogo, deve-se prestar muita atenção, pois o mesmo é sempre indicação de pe-rigo. Quem pode estar falando é ou OGUN, ou SANGÔ ou, até mesmo, OBA-LUAYÊ ou ÈSÚ.
Esse ODÚ traz sempre perdas, brigas e separações. É sempre sinônimo de cortes bruscos e traz envolvimento com a polícia.
A pessoa sob influência desse signo deve cuidar-se contra aci-dentes e atos de violência que pode lhe custar a vida, ou prejudicar-lhe a saúde para sempre. Deve, ainda, contar sempre com a proteção de O-DÚDUWÁ.
A pessoa que for regida (por nascimento) por esse ODÚ, quando chegar o momento próprio, deverá assentar OBALUAYÊ e IYEWÁ.
Foi nesse ODÚ que nasceram todas as sete ferramentas de OGUM.
É um ODÚ que fala em construção de casa, sendo, desse modo, o ODÚ da casa própria. Se a casa estiver em mal estado, deve ser refor-mada, para afastar OSOGBÔ (negatividade).
Esse ODÚ também fala da árvore IRÔKO, portanto o cliente deverá tomar banhos com suas folhas.

4 – IORÒSÚN Imaginação, choro, dificuldade na vida, peregri-
(ou IRÒSUN) nação, prevenção, cautela, futuro brilhante.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I
I I I I
I I I I
Onde I é fogo e I I é terra.
I I I
Responde com 4 (quatro) búzios abertos.
Corresponde ao 5 na ordem de chegada do sistema IFÁ, onde é conhecido pelo mesmo nome. IRÒSÚN designa uma tintura vegetal verme-lha sangue é utilizado ritualística e medicinalmente. Corresponde, na ge-omancia européia, à figura denominada “FORTUNA MINOR”.
IRÒSÚN MEJI é um ODÚ composto pelos elementos fogo sobre terra, com predominância do primeiro, o que indica escassez, parcimônia, insu-ficiência de recursos para que a meta seja atingida em toda plenitude.
Corresponde ao ponto cardeal “Este-Nordeste”, à carta do Tarot (a “IMPERATRIZ”) e sua valor numérico é o 4. Suas cores são o vermelho e o laranja, sendo um ODÚ masculino, representado, esotericamente, por uma espiral, ou por dos círculos concêntricos, representação de um “DO” (bu-raco ou cavidade).
IRÒSÚN MEJI é muito forte e temido. Expressa a idéia de maldade, miséria e sangue. Foi esse ODÚ quem criou as catacumbas e as sepulturas.
Sempre que surgir numa consulta deve-se imediatamente passar pó de EFUN nas pálpebras, por três vezes, para neutralizar, os malefícios dar cor vermelha. Através da proteção da cor branca (Efun).
IRÒSÚN MEJI rege todos os buracos de terra, comanda também todos os metais vermelho, como o cobre, o bronze, o ouro, etc… Prenun-cia acidentes, miséria, fraudes, sofrimento, ambição e impetuosidade. Os filhos deste ODÚ são predestinados a adquirirem conhecimentos dentro de Ifá, para não perecerem precocemente. São pessoas animadas, exalta-das, realizadoras. São orgulhosas, muito agressivas e que se deixam domi-nar pelo cólera com qualidade.
IRÒSÚN é um ODÚ de prenúncios medianos, que fala do bem e do mal com a mesma intensidade.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), IORÒSÚN pode indicar: vitória pelo esforço des-pendido, conformação, trabalho que surge, peregrinação religiosa, con-quista de bens de pouco valor, mas que trarão satisfação, sorte em jogos.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: Ofensas, perigo de aci-dentes, derramamento de sangue, homem que deve ser evitado, mulher perigosa e faladeira, notícias ruins, doença em casa ou na família, misé-ria, recursos insuficientes.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OYÁ, OSÓSI, OBALUAYÊ, OSAÝN, YEMONJÁ, SANGÔ e EGUN.
VODÚNS Jêje: NÃ, LISÁ, HEVIOSO, DÃ, YALODÊ E TOVODÚN.
Interdições de IRÒSÚN: o uso de roupas e objetos vermelhos, as frutas e ce-reais de casca vermelha, vetado o relacionamento com filhos de OMOLÚ ou SANGÔ. Terminantemente proibido o porte de punhais e/ou facas. Sal-tar sobre valas, buracos ou fossas, caminhar nos locais onde existam mangues. Caso isto seja inevitável, fazer a limpeza de corpo com ovos e velas.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Devido o fato de OYÁ ter sido vítima de muitas calúnias e injusti-ças, ocasionadas por EGUNGUN, e, sendo este ODÚ, um dos signos de OYÁ, as pessoas regidas por este ODÚ, tendem a sofrer todos esse tipos de pro-blemas (calúnias e injustiças). Contudo, SANGÔ, nesta caída, responde com certa decisão e justiça, enquanto que OSÀLÁ, por sua vez, também promete dar um pouco de alívio e proteção.
Em razão do Karma imposto por esse ODÚ, em sua fase negativa, traz influências desagradáveis e causa, principalmente, ao seu consulente ou a quem é regido por ele, um círculo de falsos amigos.
Este ODÚ tem grandes poderes de sabedoria, em sua fase positiva. Propicia alívio a doenças e caminhos fechados, porém nem todos os problemas poderão ser totalmente resolvidos, mas, pelo menos, aliviados.
Quando se posiciona à esquerda, indica grandes desgraças, ci-ladas, roubos, indecisões, calúnias, traições de pessoas amigas, aciden-tes, muitas tristezas, paixões violentas, muita falsidade, até mesmo dentro de casa e no trabalho, além de perigo de morte repentina.
Já quando sai a direita, é indicação de que haverá resolução dos problemas, por pior que sejam.
Negativo: Influências nefastas causando um círculo de falsos amigos, desgraças, ciladas, roubos, muita confusão, indecisão, falsi-dade (até dentro de casa), também perigo de morte.
OBS.: Este ODÚ, deverá ser encaminhado, sempre que sair na 1ª, 2ª e 3ª caídas (bastando, desse modo, apenas uma caída para feitura de ebó).
Agrado mensal, recomendável para os regidos por este signo: 4 acaçás, 4 moedas, 4 velas, 4 bolos de farinha, 4 ovos. Ao entregar, mencionar, tão somente, o nome do ODÚ.
Caráter dos regidos por IRÒSÚN: audacioso, decidido, colérico, autoritário. As pessoas deste ODÚ costumam apresentar olhos vermelhos e lacrimejantes.
Órgãos em que atua: coração, artérias, coordenação motora, visão.
Doenças: Cardíacas, inflamações das vistas, cerebrais, intestinais, pro-blemas em geral, e da coluna vertebral e circulatórios.
A ligação do ORISÁ OSÚN é devida à relação com o sangue menstrual (símbolo da fertilidade feminina), representado pelo EKODIDÊ. As pessoas sob o signo deste ODÚ devem sempre cuidar de ÈSÚ e de OSÚN.
Recomenda-se usar um cristal de citrina como catalisador ener-gético. Defuma-se com alecrim, pó de café e sementes de girassol. Ba-nhar-se com flor de laranjeira e alecrim.
OBS.: O elemento principal do ebó de IORÒSÚN é um corda de sisal, de ta-manho equivalente a quatro palmos da mão esquerda do consulente.
4
4

4
Quando cai nas três posições = EBÓ IKÚ
4
ou
4
ou
4

Cai uma vez em qualquer posição = ebó de EGUN, com entrega na beira d’água.
4
4 4

4
4 (IORÒSÚN) nas quatro posições = única saída é fazer o santo

OBS.: Sempre perguntar ao jogo se é permitido fazer ebó e qual o tipo de ebó.

7

4

1 ª posição – 7 (ODÍ), 2ª posição – 4 (IORÒSÚN)=
indicação de morte

2
10

7
1ª posição – 2 (EJIÒKÔ), 2ª posição – 7 (ODÍ), 3ª posição – 10 (ÒFÚN) = choque de grandes cor-rentes negativas e complicadas. Indica perdas de muitas coisas, principalmente no amor

4

7 1ª posição – 4 (IORÒSÚN), 2ª posição – 7 (ODÍ) = grandes perdas, roubos ou perda de pessoa querida.

5 – OSÊ Ofensa, trabalho, necessidade, miséria, luta oratória, início de empresa.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I I I
I I
I I I I
Onde I é ar.
I I
Responde com 5 (cinco) búzios abertos.
Corresponde ao 15 na ordem de chegada do sistema IFÁ, onde é conhecido pelo mesmo nome. A palavra evoca, em Yorubá, a idéia de partir, quebrar, separar em dois, o nome é desagradável. Acredita-se que este ODÚ teria cometido incesto (“LÓ”) cm sua mãe ÒFÚN MEJI, e, por isto, foi separado dos outros signos. Corresponde na geomancia européia a fi-gura denominada “AMISSIO”.
OSÊ MEJI é composto pelos elementos ar sobre ar, o que repre-senta uma dispersão súbita, a impotência diante de um obstáculo e o surgimento de outros obstáculos. Corresponde ao ponto cardeal Noroes-te, à carta n° 16 do Tarot (a “TORRE”) e seu valor numérico é o 6.
Suas cores são irisadas, matizadas, insípidas. Não tem preferência por nenhuma cor específica, mas exige que lhe seja apresentadas três cores diferentes e reunidas, não importando quais sejam elas. OSÊ é um ODÚ masculino, representado esotericamente por uma lua crescente com as pontas viradas para baixo. O signo tem realmente o poder de partir em dois o objeto que desejar.
OSÊ MEJI comanda tudo o que é quebradiço, quebrado, mal cheiroso, decomposto, putrefato. Todas as articulações e juntas provêm deste ODÚ e ele representa inúmeras doenças, notadamente os obsessos. Ele é a própria representação de SAKPATÁ (a varíola), e está intimamente ligado às “KENNESIS”, tratando-se, portanto, de um ODÚ muito perigoso.
Exige sempre em seus sacrifícios dezesseis unidades de cada objeto ou animal a ser oferecido da mesma forma que ÒFÚN MEJI. Apesar de ser um signo de péssimos augúrios, é, por vezes, portador de riquezas e lon-gevidade.
Seu nome não deve jamais ser pronunciado junto com IRETÊ MEJI, dado a grande carga de negatividade de que ambos são portadores.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), OSÊ pode indicar: recuperação de coisas perdi-das, enriquecimento súbito, cura de uma doença, capacidade e enge-nhosidade, intuição que deve ser seguida, boa inspiração.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: perdas de todos os ti-pos, desperdícios, evasão de energias físicas, falsidade, cirurgia e doen-ças, principalmente na barriga, morte ocasionada por enfermidade, trai-ção, prantos.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OSUN, OBATALÁ, OMOLU, LOGUN-EDÉ, YEMONJÁ e AGÊ.
VODÚNS Jêje: SAKPATÁ, LISÁ, HEVIOSO, GUN e TOHOSÚ.
OBS.: os filhos de OSÊ MEJI não podem comer OBÍ de mais de dois gomos (só é permitido o de dois gomos e o BANJÁ, que, por sua dureza, não pode ser aberto com as mãos). Também devem ser observadas todas as impo-sições impostas a SAKPATÁ.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Quem possui esse ODÚ, ou é regido duplamente com ele, possui poderes para feitiçarias, e, são imunes a feitiço, mas não quer dizer que não possa levar uma balançada.
É um ODÚ de grandes causas no seu lado positivo, propõe-se a de-fender o consulente em todos os aspectos. Ele determina o fim de sofri-mento, traz grandes possibilidades de triunfos e de cargos. O consulente terá possibilidades de se envolver com grandes personalidades. É, ainda, uma pessoa envolvido em mistérios. Indica mediunidade, bom caráter, cargo de chefia na casa de santo e no trabalho.
Quando esse ODÚ dirigi o ÒRÍ da pessoa, a mesma é misteriosa, vaidosa. Quando lhe é conveniente, é mão aberta, possui muito charme, além de ser muito inteligente. Os regidos por este signo gostam dos praze-res, são prosas e convencidos, ambiciosos, perseverantes e complicados no amor, pensam em grandes lucros. Quase sempre são impetuosos na maneira de agir, e, com isso, perdem grandes oportunidades, pois sempre haverá um inimigo oculto, tentando, com grandes esforços, derrotar as pessoas desse ODÚ. Porém, no fim, elas conseguem sair vitoriosas nas ba-talhas e, em pouco tempo, se reequilibram, obtendo lucros e realizando seus desejos.
Quando esse ODÚ se apresenta nas três primeiras caídas consecu-tivas, é indicação de feitiçaria, e, nessa feitiçaria, quem responde é ÈSÚ e EGUNGUN.
Este é o ODÚ invocado pelas feitiçarias (AJÉS) e feiticeiros, pois eles fazem pacto com as ÌYÁ MÍ (KENNESÍS).
Quando sair 2 vezes, é indicação de magia e falsidade de mulhe-res, e o consulente será ludibriado com promessas que não serão cumpri-das. Também haverá perseguição de um homem.
Indica ainda uma doença grave (mental). Se não tratada poderá levar à loucura, mas essa situação é passageira, fazendo ebó, todas as negatividades serão despachadas e todos os inimigos serão derrotados.
OSÊ MEJI prenuncia a diminuição das energias físicas, o que pre-dispõe o organismo, enfraquecido e sem defesas, a qualquer tipo de do-ença, principalmente aquelas que se situam na cavidade abdominal. Fa-la muito de perdas de todos os tipos e em todos os setores da vida.
Através deste ODÚ, OSUN costuma comunicar-se para avisar que o consulente é seu filho.
Positivo: Solução de grandes causas, fim de sofrimento, grandes triun-fos.
Negativo: Feitiços
Se sair duas vezes = falsidade de mulher, engano com falsas promessas ou perseguição de um homem, Doença grave. Caindo duas vezes já é necessário ebó (geralmente indica feitiçaria).
Ao contrário do que muitos afirmam, as pessoas que possuem es-te ODÚ não têm cargo para cuidar dos ORISÁS de outras pessoas, devendo- se restringir a cuidar somente de seus ORISÁS.

- Se cair o 5 (OSÊ) duas vezes – feitiço pequeno = entregar ebó em – lixeira pequena (latão de lixo na rua)
– Se cair o 5 (OSÊ) três vezes – feitiço grande = entregar ebó em lixeira grande ou onde têm urubus.
– Se cair o 5 (OSÊ) só uma vez = agradar “KENNESÍS” (IYÁ MÍ) (para livrar-se de invejas, feitiços enviados por terceiros)
– Se cair o 5 (OSÊ) na 4ª caída = indica situação favorável

EBÓ: 5 bolas de farinha, 5 bolas de arroz, 5 ovos, 5 moedas, 5 velas ace-sas, morim branco ao redor. Entregar no pé de uma jaqueira. Tudo deverá ser tocado no peito do cliente e só poderá ser feito ao amanhecer ou entardecer. (é este, também, o agrado às IYÁ MÍ)
Os ebó pequeno e médio deverão levar 5 pedaços de carne, ou, se for por questão de saúde, a parte correspondente ao problema (fígado, carne, peito…)

6 – OBÀRÁ Recaída sobre a pessoa de sofrimento seu ou de pa-rentes, roubo, traição, vaidade, prosperidade sem i-gual.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I I I
I I I I
I I I I
Onde I é ar e I I é terra.
I I I I

Responde com 6 (seis) búzios abertos.
Corresponde ao 7 na ordem de chegada do sistema IFÁ onde é conhecido pelo mesmo nome. É conhecido, entre os “fon” (Jêje), como “ABLÁ MEJI”, os nagôs o chamam de “OBALÁ MEJI”. Corresponde na geo-mancia Européia a figura denominada “LAETITIA”.
OBÀRÁ MEJI é composto pelos elementos ar sobre terra, com pre-dominância do primeiro, o que indica a evolução através da experiência adquirida na busca do objetivo pretendido. Corresponde ao ponto car-deal Su-Sudeste, e à carta n° 4 do Tarot (o “IMPERADOR”), sendo o seu valor numérico o 8.
Suas cores são o azul claro e o violeta e é um ODÚ masculino, re-presentado esotericamente por uma corda em referência ao poder que possui de tudo levantar. Exprime força e poder e a possibilidade de reali-zação humana.
OBÀRÁ MEJI criou o ar e por extensão os ventos. Dele depende a existência dos bosques cheios de ramagem, das forquilhas e de todo o ti-po de bifurcação. Neste ODÚ nasceram as riquezas o costume de usar jói-as, os mestres e o ensino. Aqui surgiu o adultério e neste signo o ser huma-no aprendeu a mentir e ser enganado.
Prenuncia expansão física e moral, regularização, alegrias, am-bição, questões relacionadas a dinheiro, processos em andamento, solu-ção de problemas de ordem financeira. Os filhos deste ODÚ são pessoas alegres e festivas, carregadas de religiosidade e gostam de observar e manter tradições. São, geralmente, pessoas saudáveis e que se recupe-ram com facilidade de qualquer doença.
OBÀRÁ MEJI é um ODÚ de prenúncios quase sempre positivos, mui-to embora seu aspecto negativo seja terrível e traga fatalidades, tais co-mo: loucura, miséria total, traição e calúnia.

Saudação a OBÀRÁ MEJI:
« Saudemos ÒBÀRÁ MEJI »
« Ele é o barro que faz »
« Secar o nosso suor »
A saudação evoca a idéia de alívio, da mesma forma que o barro refresca um corpo cheio de calor, OBÀRÁ MEJI tem o poder de trazer alívio para os problemas que nos estejam afligindo.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), OBÀRÁ pode indicar: aquisição de bens materiais de um modo geral, fim de um obstáculo que deve ser o último, expansão física e moral, ausência de enfermidade, evolução no sentido ascenden-te.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: deslealdade, imoralida-de, orgulho nocivo, injustiça, libertinagem, adultério, maldade, filho adul-terino, guerra em família de santo.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) pode estar indicando uma das seguintes doenças: infecções do sangue, problema circulatório, atrofias muscula-res, apoplexia, desnutrição, problemas respiratórios, mania de grandeza, loucura.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: SANGÔ, YANSÁN, YEMONJÁ, OBÁ, EWÁ e IPORÍ.
VODÚNS Jêje: DÃ, LISÁ, HOHÔ, TOVODÚN.
Os filhos deste ODÚ não podem comer acaçás enrolados em fo-lha de bananeira, farinha de milho e carne de tartaruga. Não podem re-latar fatos que tenha assistido e que não lhes diga respeito.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
As pessoas que estão sob essa influência, quase sempre são víti-mas de calúnia, problemas com justiça, rompimento com casos amoro-sos, perda de emprego ou de qualquer outra oportunidade boa. Contu-do, se signo se apresentar por três vezes consecutivas, através de ebó poderá, a qualquer momento, receber auxílio inesperado. Dessa forma, deverá pegar as oportunidades da forma que se apresentarem.
As pessoas regidas por esse ODÚ, possuem grandes idéias e pas-sam boa parte de sua vida tentando realizá-las. Dificilmente encontram meios para começar algo. Algumas vezes, ou na sua maioria, fracassam por não pedirem ajuda, porém todo o sofrimento não é duradouro, e os regidos por este signo acabam vencendo pela força de vontade, devido a possuírem espírito de luta e não se entregarem facilmente. São pessoas batalhadoras e possuem o privilégio de muita proteção espiritual e, tam-bém, dos outros ODÚ, que se dobram a OBÀRÁ. Se, numa situação difícil, procurarem o auxílio de um amigo e serão prontamente atendidos.
Aconselhar o cliente a ter paciência e não perder as oportuni-dades que se apresentarem repentinamente.
6
6

6 C Saindo três vezes seguidas = perdas totais
Se cair 3 ou 4 vezes, também passa a suspeita
de ligação com ABIKÚ porém essa situação não
quer dizer que o consulente seja ABIKÚ, mas que
tenha contato (pai, mãe, filho, esposa, marido, irmão (ã)).
6
9

7 (6) OBÀRÁ, (7) ODÍ e (9) OSÁ = Indicação de fei-tiços

6
6
6 (OBÀRÁ) na 1ª e 3ª posições = perdas totais
OBS.: Quanto ao presente, este deverá ser colocado numa pedra, em lu-gar alto, dentro de uma mata.
Na volta oferecer um amalá para SANGÔ, acarajé para OYÁ, além de comida para ÈSÚ e OSÀLÁ.

7 – ODÍ Dificuldades, caminhos fechados, avisto rápido, re-compensa, bem-estar futuro de forma espantosa.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I I I
I I I I
I I
Onde I é ar e I I é água.
I I I
Responde com 7 (sete) búzios abertos.
Corresponde ao 4 na ordem de chegada do sistema IFÁ, onde é conhecido com o mesmo nome. É conhecido pelos “FON” (Jêje), como “DI MEJI”. A palavra Yorubá é “EDI” ou “IDI”, que significa “nádegas”. ODÍ MEJI significa, portanto, “duas nádegas”. Corresponde, na geomancia eu-ropéia, à figura denominada “CÁRCERE”.
ODÍ MEJI é composto pelos elementos ar sobre água, com pre-dominância do primeiro, o que indica a renovação dos obstáculos. Re-presenta uma porta fechada, um círculo mágico, um tabu, limitação, obstrução, aprisionamento.
Corresponde ao ponto Cardeal Norte, a Carta n° 12 do Tarot (o “ENFORCADO”), e seu valor numérico é o 7. Suas cores são o negro ou a mistura de qualquer outra cor, sendo um ODÚ feminino.
Sua representação esotérica é um círculo dividido ao meio por uma linha vertical, significando duas nádegas, ou, ainda, os órgãos sexu-ais femininos, que provêm de OSÁ MEJI.
Efetivamente, ODÍ MEJI fala das mulheres em geral.
A palavra nádega, no caso, não passa de eufemismo que pre-tende somente designar a feiura e as impurezas do órgão sexual feminino. Dizem ser este signo que incita o ser humano a copular, e é por estas ra-zões que encontramos uma estreita correspondência entre ODÍ MEJI e as “KENNESÍS”, consideradas a impureza das mulheres. E, ainda, proporciona-lhes uma tendência natural a prática da feitiçaria.
ODÍ MEJI corresponde a “VOVOLIVE”, o Norte.
Sob este signo apareceram na terra as mulheres, os rios, cujas margens tem a forma, aparência de lábios, as nádegas e o costume de sentarmos sobre elas. Este signo ensinou aos homens o uso de deitarem-se, indiferentemente virados para a direita ou para esquerda.
ODÍ MEJI ocupa-se dos partos efetuados com a parturiente de cócoras, e preside, ainda, ao nascimento de gêmeos e de todas as es-pécies de macacos.
As pessoas nascidas sob este signo são perseverantes, duras e in-flexíveis, não crêem em nada e nem em ninguém, mas podem facilmente serem levadas por superstições tolas, que nem sempre são aceitas pelos demais. São dotados de muita inteligência e excelente memória, assimi-lam com facilidade tudo o que se proponham a aprender, negando-se, entretanto, a transmitir seus conhecimentos, preferindo antes, usá-las co-mo instrumento de manifestação de tantos quanto deles dependerem.
No amor, são desconfiados e ciumentos, mas muito zelosos do objeto de seus sentimentos. Adoram viver isolados e suas ações contribu-em efetivamente para que isto ocorra, independente de sua vontade.
ODÍ MEJI indica aprisionamento possessão demoníaca, prejuízos de toda ordem, roubo, seqüelas advinhas de acidente ou de enfermida-des, sendo, portanto, portador de mensagens quase sempre ruins. É um signo malvado (muito ruim) e responde não. Representa caminhos fe-chados e, por vezes, anuncia estado de gravidez. Seu surgimento em questões sobre se uma mulher está grávida ou não, representa resposta afirmativa.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), ODÍ pode apontar: pessoa importante, influência em todas as camadas sociais, viagens com propósito de lucros, sorte em qualquer tipo de jogo (embora efêmera), heranças, bons empregos, conquistas de todos os tipos, bom gosto, boa aparência.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: prisão, condenação, roubo, abandono, prejuízo, seqüelas advindas de acidente ou moléstia, traição, perfídia, possessão de maus espíritos, mulher de maus hábitos e vida sexual desregrada, homossexualismo (só masculino), caminhos fe-chados, imobilidade ou dificuldade de ação.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) pode estar indicando, quase sempre, doenças de bexiga, bacia, necroses, dermatoses, câncer, lepra, hipo-condria, melancolia, neurastenia, doença dos ossos.

Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OMOLU, ÈSÚ, OBATALÁ, OGUN, EGUN e AGÊ.
VODÚNS Jêje: HOHÔ, GBAADÚ, TOHOSÚ.
OBS.: Neste ODÚ podem falar todos os ORISÁS.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
As pessoas sob a influência desse ODÚ, ou quando ele se posicio-na 2 vezes (1ª e 3ª posições), ou, ainda, quando é regência de ODÍ MEJI, correm constantemente perigo de morte, roubos, acidentes, prisões, do-enças graves e impotência,
Quando se apresentar 3 ou 4 vezes, já se poderá ter uma indica-ção de que o consulente tem envolvimento com ELERÊ ou, até, poderá ser ele próprio um ELERÊ.
As pessoas regidas por esse ODÚ, são pessoas muito importantes, influentes em todas as camadas sociais (da mais alta a mais baixa), gos-tam de todos os tipos de prazeres da vida, principalmente os do sexo. São também ambiciosas, pensam em grandes lucros, sonham demais com grandezas, viagens com propósitos de obter lucros elevados, enfim, vivem sempre sonhando com uma melhora repentina da vida, mas, infelizmente fracassam em quase tudo, principalmente no amor. Quando o fracasso ocorre, culminam todos os tipos de perturbações até pelas coisas mais simples, daí, então vivem sempre cercados de influências negativas, pois não sabem perder qualquer um dos seus sonhos e oportunidades.
Por não saberem agir devidamente nas ocasiões precisas depen-dem sempre de muitos conselhos e de boas orientações.
Apesar de ODÍ ocasionar desgostos, banalidades, imoralidades, etc., ele também proporciona muita sorte em qualquer tipo de jogo, he-ranças, empregos, conquistas de todos os tipos, bom gosto e boa apa-rência, porém, a sorte nunca é muito duradoura, porque existe maior nú-mero de qualidades negativas do que positivas.
Para que as pessoas desse signo tenham uma direção adequada na vida, é necessário constantemente fazer èbó, para se livrar de fases negativas (não muito grande), as quais ODÍ determina de um momento para outro. Quanto a um èbó grande, só se deverá fazer uma vez por ano ou quando houver situação muito premente.
Quando é mulher regida por esse ODÚ, na maioria das vezes, per-de a virgindade cedo e é muito difícil permanecer com um só homem, também não se prende ao lar e nem aos filhos.
Para pessoas desse ODÚ, ou que já nasceram doentes ou que ve-nham a adoecer depois, sempre sofrem riscos de morte.
Grandes desfechos poderão ser contornados ou aliviados através de ebó, rezas, banhos, agrados, obrigações e um bom comportamento para com os ORISÁS.
No caso de clientes, esse signo traz muitas perturbações, fofocas, brigas, pancadarias, roubos e até perigo de prisão.
Caso ODÍ, se apresente no jogo três vezes, deverá ser feito ebó, mas em três caminhos diferentes, sendo que a ave só entrará no último (encruzilhada, mato ou estrada ou praça e beira d’água.
Todas as vezes que se for presentear a ODÍ, este deverá ser entre-gue numa encruzilhada aberta, de barro, do lado esquerdo, ou num ca-minho de mato ou praça. Fazer o ORIKÍ ÈSÚ, e, na volta, não esquecer de dar comida a ÒSUN e OBALUAIYÊ.
Positivo: Muita sorte em qualquer tipo de jogo, herança, empregos, conquistas de todos os tipos, sorte não duradoura.
7
7
Quando 7 (ODÍ), sair na 1ª e 3ª posição, significa perigo de morte, roubo, acidente, prisão, do-ença grave e impotência
7
7

7 Quando sai ODÍ nas 1ª, 2ª e 3ª posições = ABIKÚ. Envolvimento (ou o próprio consulente) com desgostos, banalidades, imoralidades
7

9 Cai 7 (ODÍ) na 1ª posição e 9 (OSÁ) na 2ª posi-ção = existe ou terá ébrio na família

8 – EJIÒNILÊ Morte súbita, saúde com regozijo infalível, esqueci-(ou EJÒNILÊ) mento de amizade, ajuntamento de corpos, gozo,
proteção, simpatia.
Obs.: Sempre que sair esse ODÚ fazer um reverência.
Esse ODÚ (EJIÒNILÊ) e 10 (OFÚN) são ODÚ de ancestrais e todos os OSALÁS respondem neles.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I
I I
I I
Onde I é fogo.
I
Responde com 8 (oito) búzios abertos
Corresponde ao 1 na ordem de chegada do sistema Ifá, onde é conhecido pelo nome de nome de “ODÍ EJIOGBÊ”. Outros nomes com os quais é conhecido: “JIOGBÊ”, “GBÊJIMÊ” (entre os jêjes) e “OGBÊ MEJI”, no sis-tema Ifá.
EJIONILÊ, JIONILÊ ou JIONLÊ, devem ser contrações das palavras “OJI LO N’ILÊ”, cuja tradução é: “aquele que possui a terra (o mundo).”
Este ODÚ ainda recebe em nagô os seguintes nomes:
Ogbê oji – duas palavras (vida e morte)
Oji Nimongbê – eu recebi duas dádivas
Aláfia – coisas boas
Awúlela – compra com teu sacrifício e serás bem sucedido
Aluku Gabyí – aquele que conhecendo a morte, se ergue sobre o mundo. Ele sabe se agitar ao redor do sol.
EJIÒNILÊ é um ODÚ composto pelos elementos fogo sobre fogo, o que indica dinamismo puro, que impele, de forma instintiva, a conquista do objetivo.
Corresponde ao ponto cardeal leste, a carta nº 1 do Tarot (o “Mago”) e seu valor numérico é o 1. Sua cor é o branco, podendo, por ve-zes, aceitar o azul. É um ODÚ masculino, representado esotericamente por um círculo inteiramente branco.
O círculo representando EJIÒNILÊ (ou EJIOGBÊ) chama-se Gbê-ruê, sendo branco seu interior, como branco é o amanhecer do dia. É um uni-verso conhecido e desconhecido, que é chamado, em fon, de kezê, e, em yorubá, de ayê.
Ejiònilê é considerado o pai dos demais ODÚ, sendo, portando, o mais velho de todos, com exceção de ÒFÚN MEJI, de quem foi gerado. Sua principal função é de proteger o nosso mundo suprindo-o em todas as suas necessidades e cuidando de sua permanente renovação.
Representa o oriente e é o senhor do dia e de tudo que aconte-ce durante ele. É, ainda, responsável pelo movimento de rotação da ter-ra, que provoca, depois de casa noite, o surgimento de um novo dia.
EJIÒNILÊ controla os rios, as chuvas e os mares; a cabeça humana e as dos animais; o pássaro lekèlekê (consagrado a ÒSÀLÁ); o elefante; o cão, a árvore Irôko, as montanhas. A Terra e o Mar pertencem a este sig-no, assim como todas as coisas naturalmente brancas.
Rege o sistema respiratório e tem também, sob suas ordens, a coluna vertebral, além de todo o complexo de vasos sangüíneos do cor-po humano, embora se saiba que o sangue não lhe pertença, mas sim a OSÁ MEJI.
As pessoas desse ODÚ são impulsivas, chegando quase a irracio-nalidade; seus objetivos devem ser atingidos a qualquer preço, mesmo que represente o sacrifício de outrem.
Essa pessoas possuem desenvolvimento intelectual mediano, a-limentado por sua curiosidade incontrolável e enfraquecido por imagina-ção excessiva, que os leva a criar fantasias demasiadamente absurdas.
Os filhos desse signo tendem ao vulgar, ao mais fácil, ao comum, não se importando muito com a qualidade das coisas. Costumam ser di-retos. Sutileza é coisa que desconhecem quase que totalmente.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), EJIÒNILÊ pode apontar: independência e deter-minação, um caminho aberto e que deve ser seguido, auto suficiência, vitória sobre o inimigo, dedicação em face de problema próprio ou a-lheio. Desenvolvimento intelectual pela vontade de saber, vitória em pro-blemas de ordem financeira.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: perdição pelo jogo, es-tupidez, teimosia, irracionalidade, ações impensadas que ocasionam problemas sérios, confusão, agressividade, fúria descontrolada, casos ju-dicias, aventura que terá final desastroso, falta de escrúpulos, adultério (por parte do consulente), sensualidade excessiva.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala de doenças como: anemi-as, males do estômago, das mamas, da garganta, do ventre, loucura por imaginação excessiva, problemas da coluna vertebral e do olho esquer-do.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OBATALÁ, SANGÔ AYRÁ, OGUN e OMOLÚ.
VODÚNS Jêje: HEVIOSO, SAKPATÁ, LISÁ, MAWÚ, GUN e GBAADÚ.
Os filhos deste ODÚ não devem usar roupas vermelhas, pretas, ou de cores demasiadamente escuras. Não devem comer carne de galo, bolo de acaçá que tenha sido enrolado em folha de bananeira. Também não devem utilizar pérolas negras, ônix e corais negros. Não deve matar ratos.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
As pessoas regidas ou influenciadas por esse ODÚ, possuem gran-de proteção espiritual, boas amizades e, quase sempre, caminhos aber-tos. Gostam de calma e procuram acalmar o próximo, porém são tam-bém vingativas, mas possuem comportamento delicado, são honestas e atenciosas. Vivem com grandes esperanças, estão sempre apaixonadas, são sonhadoras, sofrem e se desdobram para ajudar um amigo.
Geralmente esse signo avisa possíveis riscos de acidentes, doen-ças graves, traições, pequenos furtos e alguns mexericos.
Quando a pessoa for de EJIÒNILÊ MEJI, a mesma sofrerá muitas ve-zes de calúnias e falsidades.
Positivo: Proteção espiritual, caminhos abertos e vitória nas batalhas. Indicativo de cargo.
Negativo: Alerta para riscos de acidentes, doenças graves, traições, pequenos furtos, mexericos. Deve-se dar comida à cabeça
Quando esse ODÚ responder no jogo, o BABALAWÔ, deverá reve-renciá-lo, levantando-se três vezes, e o consulente deverá tomar banhos de folhas calmas, trajar-se com roupas claras, de preferência na cor branca, penitenciando-se.
Se caso o consulente já estiver doente, esse ODÚ torna-se muito perigoso, pois o mesmo possui uma característica um tanto contraditória, pois ele (ODÚ) é tão sagaz a ponto de enganar a morte, assim, todas as vezes que esse ODÚ se apresentar, em qualquer posicionamento, o mes-mo se torna o mais especial de todo o jogo, sendo, portanto o merecedor de todas as atenções.
Com relação ao presente, deverá ser entregue em cima de uma pedra no meio de um rio limpo. Fazer o ORIKÍ na volta, e dar comida a O-SÀLÁ.
Exemplos:

8

8 Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 2ª e 3ª posição = enfraque-cimento (esgotamento) físico e mental.
Tem-se que cuidar espiritualmente (OBÍ, BORÍ)

8

7 ou 11 Cai o 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 7 (ODÍ) ou (ÒWÓRIN) na 2ª posição = Ebó de ÈSÚ, levando uma bandeira branca.
8
5

10 Cai o 8 (EJIÒNILÊ) na 1ª posição, o 10 (ÒFÚN) na segunda caída e o 5 (OSÊ) na 3ª posição = fazer EBÓ ÒFÚN e dar agrado às YIÁ MÍ.
10
8

5 Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, 10 (ÒFÚN) na 1ª posição e 5 (OSÊ) na segunda posição = fazer agrado às YIÁ MÍ. OBS.: Saindo esse jogo NÃO tem ebó pois o anjo de guarda está afastado.

8

9 Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 9 (OSÁ) na 2ª posição = ebó sem a bandeira.

8

4 Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 4 (IÒRÒSÚN) na 2ª posição = ebó sem a bandeira.

8

13 Cai 8 (EJIÒNILÊ) na 3ª posição, com 13 (OLÒGBÓN) na 2ª posição = ebó sem a bandei-ra.
8
8

8 Cai o 8 (EJIÒNILÊ) três vezes – Perda Total = Ebó.

9 – OSÁ Época difícil, fuga preventiva, tempo de análises, uso para empresa de guerra, abundância de tudo.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
I I
I I
I I
Onde I I é água e I é fogo.
I I
Responde com 9 (nove) búzios abertos.
OSÁ MEJI é o 9º ODÚ no jogo de búzios e o primeiro na ordem de chegada do sistema Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá é conhecido pelos jêje como “SÁ MEJI”. Os nagôs o chamam de “OSÁ MEJI” e também de “OJÍ OSÁ”. “SÁ”, em yorubá, significa ainda ventilar, arejar, po-dendo também ter o sentido de separar, escolher, escapamento, no sen-tido de escorrer.
Dizem que anteriormente os signos de Ifá não conheciam o ar da vida. Foi este o signo que os chamou e colocou a todos em contato com o ar. Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada “CAPUT DRACONIS”.
Em yorubá, as palavras “ASÁ MEJI” significam, principalmente, “duas coxas”, no sentido de representar os órgãos femininos, que são co-mandados por este ODÚ.
OSÁ MEJI é um ODÚ composto pelos elementos água sobre fogo, com predominância do primeiro, o que indica o dinamismo no sentido de ajuda e apoio. Corresponde ao ponto cardeal Su-Sudoeste, à carta nº 2 do Tarot (a “PAPISA”) e seu valor numérico é o 9.
Suas cores são o vermelho, o laranja e o vinho. É um ODÚ femini-no, representado, esotericamente, por uma cabeça humana sobre a lua minguante, símbolo do poder feiticeiro feminino, numa referência inequí-voca à sua ligação às práticas de feitiçaria, nas quais as mulheres se des-tacam por sua dotação natural, inerente à sua condição de procriar, transformando um espermatozóide microscópico num ser humano.
OSÁ MEJI representa as “KENNESÍS” (feiticeiras), potências da magia negra que utilizam a noite e o fogo. São espíritos malvados que, hierar-quicamente, encontram-se situados abaixo dos VODÚNS. OSÁ MEJI é, por-tanto, um dos ODÚ mais perigosos. A ele é atribuída a criação de todos os animais ligados à feitiçaria, como o gato, alguns antílopes, a coruja, a andorinha, o pintarroxo, o verdelhão, a lavadeira e o engole-vento.
OSÁ MEJI comanda o sangue e todos os órgãos internos do cor-po, e, por extensão, o coração e a circulação sangüínea, a abertura dos olhos e os intestinos. É ele quem dá cor ao sangue.
OSÁ MEJI preside a evocação dos demais signos sobre o “OPON I-FÁ”. É também este signo quem evoca e traz todos os demais à presença do babalorixá, durante as consultas ou em qualquer procedimento em que as figuras sejam riscadas sobre o tabuleiro, cabendo a IKÁ MEJI a fun-ção de conduzi-los de volta, logo que as suas presenças não se façam mais necessárias.
Como se pode observar, OSÁ MEJI possui poderes ilimitados: sen-do ele aquele que pode fazer tudo e que, efetivamente, tudo faz.
OSÁ MEJI é o senhor do sangue. Todos os homens, pelo fato de possuírem sangue, são propriedades desse signo. Rege as orelhas, os o-lhos, as narinas, os lábios, os braços, as pernas e os pés, da mesma forma que os órgãos genitais femininos. Pode ser encontrado no fluxo menstrual, no ventre das mulheres menstruadas, daí a extrema nocividade que lhe é atribuída. Devemos esclarecer, em relação ao fluxo menstrual, que, em-bora pertencendo a OSÁ MEJI, logo que se aparta do corpo da mulher passa a pertencer a IRÒSÚN MEJI, e, quando derramado sobre o solo, passa a ser de ÒFÚN MEJI.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), OSÁ pode apontar: elevação espiritual ou mate-rial, poderes mediúnicos ou parapsicológicos, vitória nos objetivos, pro-gresso, idéias inteligentes.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: feitiçaria, aborto, que-bra de um tabú, trabalho (feitiço) feito.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala de problemas da coluna, doenças do sangue, menstruação excessiva, hemorragias de todas as o-rigens.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: YEMONJÁ, OLOKUN, SANGÔ, AGANJOU, OBÁ, OBÀTÀLÁ, ELEGBÁRA E EGUM.
VODÚNS Jêje: GBAADÚ, NÃ, KENNESÍ, NAAWÔ, LISÁ, YALODÊ e TOHOSÚ.
Os filhos deste ODÚ não devem comer carne de gato e nem todas as comidas que são oferecidas a NANÃ. Não usar tecidos de fundo vermelho ou azul. Os homens deste ODÚ são proibidos de esperar o orgasmo de suas mulheres e as mulheres não devem praticar o coito du-rante o dia.

- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Traz indicação de influências de EGUNGUN. O consulente está sujei-to a passar por situações de desespero, derramamento de lágrimas, pela não realização quase sempre de grandes projetos, devido à perturba-ções provocadas por EGUNGUN.
As pessoas que são deste ODÚ, vivem cercadas de pessoas que se dizem muito amigas e não o são. Geralmente são pessoas inteligentes.
Segundo ESÉ (contos), esse signo leva ao consulente ou à pessoa diretamente ligada à ele, à proteção de OSÀLÁ e SANGÔ, para quebrarem a influência negativa deste ODÚ.
Essas pessoas tem como característica o autoritarismo, caprichos, teimosias, qualidades estas que fazem sempre resultar em grandes trans-tornos, caminhos fechados, acidentes em viagens e toda sorte de influ-ência dos maus espíritos, causando constantemente às pessoas desse si-gno ou por ele influenciadas, a receberem más notícias, falsidades e per-seguições, tanto de parte masculina como de feminina, o que ocasiona grandes perdas e desgostosos.
Com relação ao presente, o local de entrega pode ser em cam-po aberto, beira de rio ou de mar. Na volta faz-se o ORIKI OYÁ e YEMONJÁ, arreia-se acarajé dentro e fora do quarto de santo.
OBS.: Presente para EGUNGUN: feijão branco e acaçá num bambuzal, afas-tado da roça de santo.
9

12

Cai o 9 (OSÁ) na 1ª posição e 12 (OBEOGUNDÁ)
na 2ª posição = ébrio por cobrança de ORÌSÁ.
9
9

9

9 (OSÁ) nas três primeiras caídas: indica falsida-de, perseguição de EGUNGUN de família ou pes-soa ligada, e, ainda, feitiçarias em cemitério.
7

9 7 (ODÍ) na 1ª posição e 9 (ÒSÁ) na 2a posição: nessa situação, indicam que existe ou existirá ébrio na família.

12 9

9 (ÒSÁ) na 3a posição e 12 (EJILASÈBORÁ) na 4ª posição, apontam para maus presságios, com melhoras apenas após obrigações para ÒRÌSÁ.

10 – ÒFÚN Aperto financeiro, fim, prejuízo, dádiva, dar ou ter coi-sa, semeadura de virtude, posse de objetos valiosos, moléstia, gravidez.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
I I
I I I I
I I
Onde I I é água.
I
Responde com 10 (dez) búzios abertos.
ÒFÚN MEJI é o 10º ODÚ no jogo de búzios e o 16º na ordem de chegada do sistema Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá é conhecido, pelos fon (jêje), como “FU MEJÍ” ou “OFÚ MEJI”. Os nagôs o cha-mam também de “LÀGIN MEJI”. “LÀGUN” significando mistério. “OLOGBÔ” (mis-terioso e maléfico por haver cometido um incesto “lo”), “OGI OFÚ”, por eu-fonia.
“Hekpa” ou “Baba Hekpa”, por eufemia (reza, prece). Em yorubá, “fun” significa dar, doar. “Funfun” significa branco e este ODÚ representa es-ta cor, enquanto que “ofu” significa perda, prejuízo. A palavra “fu” transmi-te a idéia de limpar soprando, como quando se assopra um objeto ou superfície qualquer, para retirar a poeira ali depositada.
Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada “ACQUISITIO”. Corresponde ao ponto cardeal Sudeste, à carta nº 21 do Ta-rot (o “MUNDO”) e seu valor numérico é o 11.
ÒFÚN MEJI é um ODÚ composto pelos elementos água sobre água, o que indica uma ajuda constante e pronta a apoiar, o esforço que evo-ca, sem obstáculos a serem vencidos ou contornados.
Sua cor é o branco, à qual representa, mas aceita também o azul e o violeta. É um ODÚ feminino, representado esotericamente por um ovo, onde se inscreve, à direita, verticalmente, doze pontos, em pares su-perpostos, e, à esquerda, quatro traços horizontais superpostos. O ovo re-presenta o próprio ÒFÚN MEJI, envolvendo todos os outros ODÚ e a si pró-prio. ÒFÚN MEJI é a mãe de OGBÊ MEJI (EJIONILÊ), OYÈKÚ MEJI (OLÒGBÓN), IWORÍ MEJI e ODÍ MEJI, a vida e a morte, o oculto e o revelado. Os doze pontos representam os demais ODÚ e inclusive o próprio ÒFÚN MEJI. A importância desse signo reside no fato de ela ser a mãe de OGBÊ (EJIÒNILÊ) e este ser o pai de todos os demais ODÚ. Segundo a opinião de alguns advinhos, ÒFÚN MEJI é também o pai de OGBÊ (EJIÒNILÊ), logo possuindo os dois sexos e sendo hermafrodita. OGBÊ (EJIONILÊ), por ser o filho mais velho, reina sobre os demais ODÚ.
ÒFÚN MEJI é portador de um “ló” (mistério) que seria, na realidade, o incesto praticado com seu filho OSÊ MEJI. Em decorrência desse incesto, todos os segredos e mistérios são regidos por ÒFÚN MEJI, que conhecendo o segredo da morte, possui o poder de ressuscitar os mortos.
ÒFÚN MEJI representa a grande mãe e o princípio maternal, e sendo a mãe de todos os ODÚ o é, também, de toda a criação, não ten-do domínio somente sobre o ar, que, após haver criado, liberou EJIOGBÊ (EJIÒNILÊ), que passou a dominá-lo.
Depois de EJIOGBÊ (EJIÒNILÊ), ÒFÚN MEJI engendrou os demais ODÚ, possuindo, desse modo, o mundo, onde cada ODÚ criou e simbolizou uma parte, sempre sob as ordens e leis estabelecida por ÒFÚN MEJI.
Este ODÚ rege homens e mulheres, indiscriminadamente. É um si-gno ligado às “KENNESÍS” (feiticeiras), sendo que dele provem todas as aves ligadas à feitiçarias. Suas atribuições são tantas que é impossível enume-rá-las, assim como é impossível enumerar tudo o que está sob seu domí-nio. Como exemplo, podemos mencionar tudo que se move e tudo que é branco. Os albinos, as pessoas demasiadamente velhas, os cavalos bran-cos estão sob a custódio de ÒFÚN.
ÒFÚN MEJI sempre reclama seus sacrifícios em número de 16 (de-zesseis). Comanda, juntamente com OSÁ e IORÒSÚN, as regras (menstrua-ção) femininas. Este ODÚ é tão perigoso que a maioria dos advinhos omite seu nome diante de profanos, preferindo dizer “HEKPA BABÁ” (onde “babá” significa papai e “hekpa” é uma exclamação que exprime pavor).
Sempre que um advinho encontra este ODÚ (signo), costuma di-zer “ló” ou “eró”, palavras que transmitem, ao mesmo tempo, a idéia de proibição, pecado e mistério. Em seguida, sopra três vezes, sobre as pal-mas de suas mãos, como se elas contivessem um pó. Esse procedimento tem por finalidade afastar a negatividade que acompanha ÒFÚN.
Os naturais deste ODÚ são pessoas fadadas a viver muitos e mui-tos anos. Adquirem bens materiais somente depois da meia idade, quan-do se encontram e se realizam espiritualmente, na medida em que se descobrem interiormente.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), ÒFÚN pode apontar: aquisição, riqueza, longevi-dade, aumento de recursos materiais. Aumento de energias físicas e espi-rituais, credibilidade, segurança, sucesso.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: avareza, obsessão em acumular riqueza, traição, desmoralização, perda de respeito público.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala de problemas da circula-ção, obesidade, apoplexia, abortos, extirpação do útero e do ovário, ci-rurgias abdominais.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OBATALÁ, ODÚDUWÁ, OSUM, ELEGBARA, BABA-EGUN, IRÔKO, KPOSÚ (falam todos os FUNFUN).
VODÚNS Jêje: LISÁ, MAWÚ, GUN, NÃ, DÃ, ELEGBARA, IRÔKO, HOHÔ, SAKPATÁ, HEVIO-SO, XU-LOKÔ E KPÔ-VODÚN.
Aos filhos de ÒFÚN MEJI é vedado: beber vinho de palma (e, por ex-tensão, qualquer bebida alcoólica), peneirar farinha, usar roupas verme-lhas ou escuras, soprar fofo, quer seja para atiçá-los, quer seja para apa-gá-lo, comer carne de gato ou porco, assim como todos os alimentos ofe-recidos a Dã e Nanã. Também os filhos deste signo não devem andar su-jos ou em ambientes sujos. Devem sempre usar roupas claras ou brancas.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
As pessoas sob essa influência ou que sejam deste ODÚ, são since-ras, honestas, inteligentes, sabem fazer amizades e as conservam.
Quando cai este ODÚ para um consulente, é preciso que o mesmo seja bem orientado, devido a série de perturbações que virão em segui-da, tanto materiais como espirituais, abalando sua personalidade de paz, ou seja, entrará em choque com fatos que aparecerão.
O consulente não saberá iniciar, nem concluir seus projetos em qualquer tipo de atividade, e também na parte sentimental. Este signo tem muito envolvimento com doenças, quase sempre levando as pessoas à grandes cirurgias, principalmente doenças ligadas ao abdome (fígado, intestino, estômago, etc.).
Geralmente as mulheres deste ODÚ ou influenciadas por ele quase sempre perdem a gravidez (abortam), ocasionando, na maioria, Histerec-tomia, inclusive correndo risco de vida.
São pessoas muito caladas, envelhecidas interiormente, embora possam parecer jovens algumas vezes, isso porque o ODÚ, é o mais velho por ordem de chegada.
São, ainda, pessoas ranzinzas e teimosas, embora sempre exaltem a paz. Este signo traz, constantemente, perigo de morte, porque possui uma característica velha, teimosa, ciumenta e também muito vingativa, e, por isso, envia a morte para seus adversários.
Sempre que este ODÚ sair três vezes, é indicação de trabalhos fei-tos com EGUN, trazendo conseqüências desastrosas e prejudiciais, tanto na parte material como na sentimental e, ainda, casos de desonra e per-da de virgindade.
ÒFÚN não tolera outra cor que não o branco. Se houver necessi-dade de fazer ebó para o consulente, com problemas de ÒFÚN, deverá ser feito no IGBÔ (mato), praia ou onde for determinado pelo jogo. O con-sulente deverá ir de roupa branca, assim como quem for passar o ebó. Senão não for assim, a oferenda não adiantará de nada, e, deverá ser obedecido um resguardo; pelo prazo de 7 ou 14 dias (consulta no jogo), só usando roupa branca, e, após, o consulente deverá tomar um OBÍ d’água, ou, mesmo, fazer algo mais sério.
Quando a pessoa for de ÒFÚN MEJI, já começa pelo ebó e precei-tos, investigando os ORISÁS responsáveis no Brasil.
Após dar-se caminho ao lado negativo, os banhos serão de folhas calmas e frias, assim como deverá ser, ainda, oferecido um OBÍ d’água ou, se assim determinado no jogo, um ÒGBÒRÍ de EJÉ FÙNFÚN (IGBIN), porque a pessoa que der caminho ao lado negativo, não poderá levar EJÉ PUPÁ (sangue vermelho), no ÒRÍ por, pelo menos, 90 dias.
Se sair no jogo, independente de èbó, deveremos aconselhar o consulente a procurar um médico ou, se for o caso, continuar o tratamen-to que estiver fazendo.
Quando ÒFÚN, sair na 1ª posição, ela estará trazendo em avi-so/alerta, e, quando na 4ª caída, deverá ser presenteado.
Se, por acaso, apresentar-se quatro vezes, não se deve colocar a mão no consulente antes de se colocar o ÒSÀLÁ mais velho da casa no chão, e deixá-lo passar dois dias coberto com bastante canjica, e, de-pois, dar bicho de 4 pés para este ÒSÀLÁ, mas de preferência não mexer com este ebó.
Quando sai ÒFÚN, o BABALAWÔ, levanta-se e toca a própria barriga com as mãos em direção ao poente (para tirar coisa ruim que haja), mas se sair novamente, levantam-se os dois e fazem o mesmo ritual.
O presente deve ser entregue na beira do rio ou mar. Se for no rio, colocar na parte da areia seca, e caso seja no mar, deverá ser na areia úmida. Não esquecer de fazer ORIKÍ de ÒFÚN e de ÒSÀLÁ. Dar comida a EGUNGUN, não esquecendo de fazer O ORIKÍ EGUNGUN. Após a entrega do presente, dar comida a OSÀLÁ, ILÊ e ÈSÚ.

8

10 Se sair 10 (ÒFÚN) na 2ª posição e 8 (EJIÒNILÊ) na
3ª posição, tem ebó.

ÒFÚN (10) não se conjuga com os outros ODÚ, apenas com 8 (EJIÒNILÊ), e a conjugação é uma bandeira branca.
OBS.: A) Caindo 10 (ÒFÚN) na 1ª caída não tem ebó, mas se sair na 2ª ou 3ª posição, obrigatoriamente tem ebó.
B) Se saírem juntos 4 (IORÒSÚN) e 10 (ÒFÚN) = muito perigoso
C) Se sair nas 1ª, 2ª e 3ª posições = Trabalho de EGUN, casos de desonra e perda de virgindade.

11 – ÒWÓRIN Surpresa, ingratidão, vingança oculta, dificuldade de ter o que se deseja, achar-se tudo o que se quer por meio de muito esforço, satisfação com aquilo que se deseja ter.

Representação Indicial em Ifá: I I I I
I I I I
I I
I I
Onde I I é terra e I é fogo.
I I I
Responde com 11 (onze) búzios abertos.
ÒWÓRIN MEJI é o 11º ODÚ no jogo de búzios e o 6º na ordem de chegada do sistema Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá é conhecido entre os fon (jêje) como “WENLE MEJI”, tendo a pronúncia do “E” final anasalada. Em yorubá, a pronúncia correta é “uólin”, “uórin” ou “uá-rin”.
“Wó-ri” significa, em yorubá, rodar ou virar a cabeça, um sentido figurado de morrer. “Wãlã-wãlã” em fon, evoca a idéia de pintar (salpi-car), matizar. Um antigo babalaô explica o nome deste signo como a u-nião da vida e da morte, simbolizando as duas coisas ao mesmo tempo.
Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada “FORTUNA-MAJOR”. Equivale ao ponto cardeal Oeste-sudoeste, à carta nº 17 do Tarot (a “ESTRELA”) e seu valor numérico é o 13.
ÒWÓRIN MEJI é um ODÚ composto pelos elementos terra sobre fo-go, com predominância do primeiro, o que indica proteção, ajuda, ad-missão, aceitação.
Suas cores são sempre luxuriantes e quentes, principalmente o vermelho e o dourado. É um ODÚ feminino, representado, esotericamente, por dois triângulos superpostos, no meio dos quais estão dispostos três pontos formando triângulos. Cada ponto é de uma cor diferente, o que transmite a idéia de colorido, matizado (são utilizadas seis cores diferen-tes, não importando quais sejam elas). Esse signo é o criador das cores, transmitindo a idéia de colorido, estampado.
ÒWÓRIN MEJI é um ODÚ muito poderoso, que revela inúmeras do-enças localizadas no abdome, onde o signo estabelece o seu reduto. É, portanto, o assistente direto de “IKÚ”, a morte, durante a noite, e de “GBÊ”, a vida, durante o dia.
ÒWÓRIN MEJI introduziu, neste mundo, as rochas e as montanhas; as mão e os pés dos seres humanos, as cólicas femininas.
As pessoas nascidas sob este signo fica ricas ainda na juventude, realizam muito cedo tudo o que desejam na vida, e obtêm precocemen-te filhos, mulheres, dinheiro e todas as boas coisas que a vida pode pro-porcionar. São naturalmente bafejadas pela sorte, atraentes, excessivas em tudo, generosas, dominadoras e entusiasmadas. Não conhecem de-safios que não possam vencer, nem obstáculos que não saibam sobrepu-jar. Gostam do que é bom, do que é caro e nunca medem esforços para alcançar o que desejam.
Contudo, ÒWÓRIN MEJI predispõe as estadias curtas sobre a terra, isto é, as pessoas do signo tendem a viver pouco. Por ser este ODÚ porta-dor de acidentes, é muito difícil que se possa desfrutar, por muito tempo, os seus benefícios.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ
Quando em IRÊ (Positivo), ÒWÓRIN pode apontar: nobreza de atitudes, uma decisão que leva a um bom resultado, planos que darão certo, um bom empreendimento, proteção do alto, ajuda de terceiros, fartura, ri-queza.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ deve indicar: acidentes fatais, morte súbita ou prematura, vida curta.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ aponta doença no olho direito, excesso de sangue, hipertrofia dos órgãos, hipertensão, congestões e to-dos os tipos de doenças ocasionadas por abundância ou excesso pato-lógico de fluidos, tumores, matéria orgânica.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: YEMONJÁ, YEWÁ, LOGUN-EDÉ, OBALUAYÊ, OSUN, OSÓSI ÍNLÈ.
VODÚNS Jêje: LISÁ, KENNESÍS, DAN, GUN, HOHÔ, SAKPATÁ, TOHOSÚ.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ impõe muitas influências negativas, tanto para o consu-lente, quanto para as pessoas regidas por ele.
Devido a forma karmática muito pesada a qual esse ODÚ propicia, as pessoas se tornam muito perturbadas, negativas e lutam com grandes dificuldade tentando realizar algo importante na vida, porém todos os caminhos se fecham.
Geralmente, elas sofrem constantemente, problemas de doen-ças, correndo alguns riscos de vida, pois esse signo pode ocasionar, de um momento para o outro, a morte, tanto por enfermidade quanto por acidente grave ou por um crime.
Na verdade, esse ODÚ, repentinamente causa supressão com a morte, não permitindo por muito tempo tratamentos médicos e nem tra-balhos espirituais.
Para as pessoas desse ODÚ, existe um fator muito importante: quando ele está em boa fase, ele oferece vitórias sobre todas as lutas e inimigos, os quais tentam guerrear com armas baixas, caluniando, difa-mando, dando falsos testemunhos, intrigando e fazendo magias pesadas, etc., com propósitos mesquinhos tentando denegrir a boa imagem e a dignidade das suas vítimas.
Somente com um grande ebó, muitas obrigações e muita calma, o consulente poderá, gradativamente, atingir seus objetivos, caso contrá-rio, o mesmo perderá tudo, até mesmo a própria vida.
Para as pessoas que vão viajar ou que trabalham viajando, deve-rão ter cuidados especiais, fazendo ebó.
Para as pessoas que irão submeter-se a cirurgias, também deve-rão fazer um ebó.
As pessoas desse signo, embora aparentemente estejam em boa situação, deverão agradá-lo uma vez por mês (dia 11 de cada mês), mas, atenção: não é dar caminho, mas sim agradá-lo. O tipo de agrado mensal, não é o mesmo que o anual: é mais simples.
As pessoas desse ODÚ, deverão usar constantemente um patuá especial, banhos de folhas em defesa, enfim, fazer ÒFÓ e ORÌKÍ.
Para as pessoas desse ODÚ, ou por ele influenciadas, é necessário, além de ÈBÓ ODÚ, deverão fazer um ÈBÓ IKÚ, para um espírito de um ante-passado, o qual sempre tenta viver encostado, com propósito de levar a pessoa.
Quando for pessoa sob a regência de ÒWÓRIN MEJI, para se obter um bom caminho na vida, é preciso quase que “nascer de novo”, isto é: fazer feitura de ORISÁ, confirmar-se OGÃ ou EKEJI (quando for o caso de confirmações).
As virtudes desse signo são muitas: mediunidade, vidência, pre-monições, sorte no jogo, no amor, em comércio e vitória sobre os inimigos, só que de forma lenta e muito sacrificada.
11

Caindo 11 (ÒWÁRIN) na 1ª posição = caminhos
perigosos.

11 Se sair 11 (ÒWÁRIN) na 2ª posição = perigos a caminho

11

Se sair 11 (ÒWÁRIN) na 3ª posição = perigos em
vigor
OBS.: Quantas vezes esse ODÚ se apresentar no jogo, quantos serão os caminhos (de ebó).
11
11

11 11 (ÒWÓRIN) nas três primeiras caídas:
Três ebós:
– caminho de estrada
– caminho de mato } cercado de perigos
– caminho de água

11

11 (ÒWÓRIN) na 4ª posição:
– absolvição
11
11 11

11 11 (ÒWÓRIN) nas quatro posições:
– última oportunidade
-Ú – última solução
– nascer para o ORISÁ (fazer o santo)

12 – EJILASÈBORÁ Vitória em todas as lutas, agonia e desassossego, mas sempre vencendo admiravelmente.
Representação Indicial em Ifá: I I I I
I I
I I
I I I I
Onde I I é água e I é ar.
I I I
Responde com 12 (doze) búzios abertos.
EJILASÈBORÁ é o 12º ODÚ no jogo de búzios e o 3º na ordem de chegada de ORÙNMILÁ, quando é conhecido por IWÒRÍ MEJI. Este signo é considerado como o encarregado da função de decepar cabeças, num mundo que nos é inteiramente desconhecido. Foi a este ODÚ quem MAWÚ (OSÀLÁ, entre os jêjes) confiou o cutelo do carrasco. Corresponde, na ge-omancia européia, à figura denominada “CONJUNCTIO”.
EJILASÈBORÁ é um ODÚ composto pelos elementos água sobre ar, o que determina um encaminhamento dos esforços, ao encontro de obs-táculos que poderão ou não ser transpostos, dependendo d qualidade de esforços despendidos neste sentido. Significa que duas forças confli-tantes se confrontam e que o resultado dessa disputa tende sempre em favor do lado mais fortalecido.
Corresponde ao ponto cardeal Sul, do qual é o regente, sendo [em conjunto com EJIOGBÊ (ou EJIÒNILÊ – Leste), ODÍ (Norte) e OYEKÚ (ou OLÒGBÓN – Oeste)], um dos quatro ODÚ, principais do Sistema Ifá. Seu valor numérico é o 10 e corresponde, no Tarot, à carta nº 5 (os “AMANTES”).
EJILASÈBORÁ MEJI representa “XUJI” (o sol), e “KÃ LI” (os animais selva-gens que habitam as florestas, as bestas ferozes, principalmente a Hiena (“WLÁ”) e o leão (“KINIKINÍ”).
Expressa e idéia de contato, de troca de relação entre dois seres ou duas coisas. Refere-se a tudo o que diz respeito a união, casamento, contratos, pactos, acordos, compromissos etc.
Esta figura exprime tudo o que entra em contato, não só por as-sociação, como, também, por oposição. Desta forma, o confronto de dois homens, dois exércitos em luta, desde que ocorra um contato bem próximo, corpo a corpo. Dessa forma, um acoplamento sexual ou, ainda, um par de dançarinos em ação, também estarão sob sua influência.
Pode significar, ainda, o fim de uma estadia sobre a Terra, a mor-te do corpo físico, daí se nome significar “cortar a cabeça”. Simboliza, a-inda, a ligação entre o Céu e a Terra, o caminho que une os dois planos e que deve existir material e espiritualmente, possibilitando a evolução espi-ritual do ser humano.
As pessoas regidas por este ODÚ são sensíveis, amáveis e cordiais, adoram relacionamentos superficiais e numerosos, dificilmente assumem compromissos que durem muito tempo, o que provoca uma constante troca de parceiros. Costumam entediar-se até com as melhores coisas da vida.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), EJILASÈBORÁ pode apontar: vitórias em todos os sentidos, situação de desespero que chega ao final, sendo superada com esforço. Fortalecimento espiritual, inteligência, um relacionamento de amizade que se transforma em romance.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ deve indicar: troca ruim que traz maus resultados, morte no sentido literal da palavra, um inimigo difícil de ser derrotado, associação prejudicial, compromissos que não podem ser satisfeitos. Tendência ao suicídio, desespero.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ indica, principalmente, distúr-bios nervosos, paralisias locais ou gerais, falta de coordenação motora, epilepsia total, catalepsia.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: SANGÔ, OGUN, OSOSI, IRÔKO e OBATALÁ.
VODÚNS Jêje: GUN, AGÊ, LISÁ, TOHOSÚ E LOKÔ.
Aos filhos de EJILASÈBORÁ é vedado: comer carne de qualquer a-nimal morto por decapitação, ingerir mel de abelhas ou qualquer alimen-to que o contenha. Matar ou colecionar borboletas, nem objetos ador-nados com suas asas.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ é o mesmo que outorgou poderes aos 12 (doze) ministros de SANGÔ, os quais seis podem absolvem e 6 condenam.
As pessoas sob a influência desse signo, ou por ele regidos, são pessoas prestativas, inteligentes, justas, possuem bom coração; e, mesmo quando ocupam uma posição social elevada, jamais têm a pose de um rei ou de um ministro.
O homem desse signo é, quase sempre, predestinado ao trabalho pesado, mas encontrará sempre ajuda de um amigo nos momentos difí-ceis. Também poderá receber uma herança e ter grande futuro, agora, tanto para o homem, quanto para a mulher, ele prediz que haverá sem-pre muitas batalhas na vida.
Quando esse ODÚ se apresenta no jogo, deve-se despachar a por-ta e encerra-se o jogo imediatamente, soprando-se em direção à rua com as duas mãos (como se tivesse algo entre as mãos).
Quanto ao consulente, esclareça que realizará seus internos, des-de que haja a feitura de ÒRÌSÁ ou confirmação (OGÃ ou EKEJI), ou de uma grande obrigação, pois caso contrário, o mesmo fracassará.
Com relação ao jogo, o cliente deverá fazer um pequeno ebó (tudo branco, em número de 4), dar-lhe um banho de folhas frias e man-dar que retorne após 3 dias, durante os quais deverá tomar banho com as folhas que foram preparadas para ele. Ao voltar, dar-lhe o 4° banho, voltar para o jogo e continuá-lo de onde parou.
Quando sair no jogo ÒSÁ e, em seguida, EJILASÈBORÁ, indica que o consulente terá grandes dores de cabeça, podendo se tornar um ébrio ou um débil mental. Essa indicação também é estendida a alguém da família, que correrá o mesmo risco.
Quando esse signo se apresenta em qualquer posicionamento, encerra-se o jogo, pelo fato do mesmo dar o veredicto de que a solução será mediante uma grande obrigação de santo.
A finalidade desse ODÚ, é avisar de perigos que poderão vir a a-contecer tais como: prisões, brigas, misérias, sangue, ruínas, perdas de tu-do e desgraça total caso não seja afastado os fatores negativos através do ebó e grandes obrigações aos ÒRÌSÁS.
Quanto ao presente, deverá ser entregue numa pedreira, bem no alto, ao raiar do sol, de frente para o nascente, fazendo o ORÍKÍ. Na volta, dar comida a SANGÔ.
7
12 9

4 Dar caminho a 7 (ODÍ), 9 (OSÁ) e 4 (IRÒSÚN)
Depois dos ebós feitos, espera-se quatro dias para voltar a jogar, porém apenas com 4 (qua-tro) búzios, perguntando a ÒRÚNMILÁ quais os tipos de obrigações que deverão ser feitas pa-ra o cliente e para quais ÒRÌSÁS

13 – OLÒGBÓN, Lutas difíceis, astúcia, sagacidade e destreza para EJIOLÒGBÓN conseguir fortuna ou bem-estar.
ou OYÈKÚ
Representação Indicial em Ifá: I I I I
I I I I
I I I I
I I I I
Onde I I é terra.
I I
Responde com 13 (treze) búzios abertos.
EJÍ OLÒGBÓN é o 13º no jogo de búzios e o 2º na ordem de che-gada do sistema Ifá, onde é conhecido como OYEKU MEJI. Em Ifá é co-nhecido, entre os fon (jêje), como YEKÚ MEJI, palavra cuja etimologia é desconhecida.
Existe uma corrente que pretende dar a esta palavra um signifi-cado que está ligado ao termo “YÊ” (aranha) e “KÚ” (morte), por conside-rar-se a aranha como um animal de mau agouro e anunciador da morte. Já em Nagô, o sentido pode ser o seguinte: “tudo deve retornar depois da morte.”
Os nomes honoríficos deste ODÚ são: ALAGBA BABA EGUN (velho pai dos EGUNS); Alagba Baba Mariwô (velho pai do mariwô). Títulos este que designam o chefe vivo dos “KUTUTO”, de quem OYEKÚ MEJI é o chefe espiri-tual; “YE-KU-MA-YEKE” (nós somos compostos de carne e de morte); e “ZAN-KI” (o dia está morto), esta última expressão usada pelos arautos; “ago zan-gulê”, do Abomey, para anunciar a morte do rei.
JIOGÊ ou EJIOGÊ (dois “YÊ”, duas mães), evocando como EJIOGBÊ, a dualidade céu e terra.
EJI OLÒGBÓN corresponde, na geomancia européia, à figura de-nominada “POPULUS”. E é um ODÚ composto pelos elementos terra sobre terra, o que indica a saturação total, o esgotamento de todas as possibi-lidades de acrescentar-se algo, o fim de um ciclo, a morte.
Corresponde ao ponto cardeal oeste, à carta nº 13 do Tarot (a “MORTE”) e seu valor numérico é o 16. Suas cores são o negro, o branco nacarado e o cinza prateado. É um signo feminino, representado, esote-ricamente, por um círculo inteiramente negro, ao contrário de EJIOGBÊ (EJIÒNILÊ). OYEKÚ é a noite, o inverso do dia; a morte, o inverso da vida.
Alguns advinhos afirmam que este foi o primeiro ODÚ a ser criado, tendo perdido seu lugar para EJIOGBÊ. Esta opinião prende-se ao fato de que as trevas existiam antes que fosse criada a luz. OYEKÚ MEJI (EJIOLÒGBÓN) é exatamente o contrário de EJIOGBÊ, ou sua complementação. Repre-senta o ocidente (“LISAJÍ”), a noite (“ZAN”) e a morte (“KU”).
Quando EJIOGBÊ veio a Terra, não existia a morte. OYEKÚ MEJI (EJIOLÒGBÓN) aqui a introduziu e dele depende o chamamento das almas e suas reencarnações após a morte. OYEKÚ MEJI (EJIOLÒGBÓN) participa dos rituais fúnebres e um pouco das guerras. É ele quem comanda a abóba-da celeste durante a noite e o crepúsculo.
Devido a sua influência direta sobre a agricultura e toda a pro-dução agrícola, aqueles que nascem sob este signo poderão ser excelen-tes agricultores. Todos reconhecem neste ODÚ uma enorme influência e uma estreita relação com a Terra, que reafirma sua condição de oposi-ção a EJIOGBÊ, que comanda o Céu.
OYEKÚ MEJI (EJIOLÒGBÓN) ensinou os homens a alimentarem-se de peixes. Com este signo vieram ao mundo o couro de crocodilo, o focinho do hipopótamo, o chifre do rinoceronte, e todos os animais (de pelo ou de penas) que possuem hábitos noturnos; as nodosidades das madeiras e os nós das cordas.
Representando tudo que é neutro, ineficiente, fatal, o confor-mismo, aquilo que cai, que se decompõe. É o declínio do sol, o final do dia, o fim de uma etapa. Anuncia um acontecimento nefasto, uma notí-cia desagradável, um falecimento, uma condenação na justiça. Deter-mina sempre o fim radical de uma situação, ou que pode ensejar, ou não, o surgimento de uma nova condição.
Os filhos deste ODÚ são pessoas dóceis, de temperamento mór-bido, que preferem ser dirigidas e orientadas por alguém em que deposi-tam confiança cega. Preferem viver em grupo.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), EJIOLÒGBÓN MEJI pode apontar: mudanças para melhor, fim de uma situação desagradável, boa orientação de alguém que deve ser seguida, desmascaramento de certa pessoa que vem a-gindo com falsidade, intuição correta, capacidade de convencer, elo-quência, fidelidade no amor, neutralidade em relação a uma briga ou disputa envolvendo outras pessoas.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: ineficiência, incapaci-dade de tomar decisões, queda de situação, morte do consulente ou de pessoa a ele ligado. Fala, principalmente, de morte de pessoa do sexo feminino. Notícias ruins que estão para chegar; rompimento definitivo de qualquer relação; esgotamento de possibilidades e de recursos.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala de problemas com as vis-tas, os estômago, aparelho digestivo em geral, bexiga, útero, queda de temperatura do corpo, perturbações emocionais, alucinações fantasma-góricas.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: NANÃ, IYÁMÍ OSORONGÁ, ÒMÒLÚ, OBÁ, OLÒKÚN, OYÁ, OSÓSI, OGUN, ÈSÚ, EGUN e ÒRÍ.
VODÚNS Jêje: IGBAADÚ, KUTUTO, TOHOSÚ, DÃ, SAKPATÁ e HEVIOSO.
Aos filhos de EJIOLÒGBÓN MEJI é vedado: destruir, seja por fogo, ve-neno ou algum outro modo, qualquer tipo de formigueiro. Também o vi-nho da palma lhes é vedado. Não devem usar perfumes fortes e nem roupas vermelhas.
Para manterem seu signo sempre em IRÊ (positivo) devem banhar-se com folhas de cabaceiras e algas. A pérola negra e o quartzo fumado são excelentes catalisadores das vibrações positivas deste ODÚ.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ é um dos mais velhos e as pessoas regidas por ele, pode-rão vencer as maiores dificuldades, mas não possuem muita sorte no a-mor e, por essa razão, vivem constantemente perturbadas, porém não deixam de ser trabalhadoras, honestas ao extremo, possuem muita von-tade própria, são muito conscientes, sensíveis, e quando se sentem agre-didas, tornam-se, momentaneamente, vingativas.
Esse signo, representa a morte, ocasiona acidente, destruições, traições e separações; mas, de um momento para o outro, poderá haver o fim de um longo sofrimento e surgir um novo horizonte cheio de surpre-sas.
Quando ele se apresenta, costuma indicar a morte para o consu-lente ou para uma pessoa da família. E o tipo de morte é quase sempre por feitiços, principalmente em cemitérios, pois ele tem demasiado envol-vimento com EGUN.
As pragas e os feitiços das pessoas desse ODÚ, são por demais pe-rigosas e com muito efeito, e infelizes serão os seus inimigos os quais tenta-rem guerrear ou cair no desagrado.
Para as pessoas que se encontrarem doentes, qualquer posicio-namento será perigoso, com exceção, e unicamente, quando cair a di-reita (lado do futuro positivos).
13

Se sair 13 (OLÒGBÓN) na 1ª posição = perigo de
morte e entrega do ebó no mato.

13 Saindo 13 (OLÒGBÓN) na 2ª posição = notícia ou futuro perigo de morte e entrega de ebó na água.

13

Se cair 13 (OLÒGBÓN) na 3ª posição = morte em poucos dias e entrega do ebó no mato.

OBS.: Quando sair nas três posições = o caminho será água

13
13 13

13 Se sair 13 (OLÒGBÓN) nas 4 posições = cercado pela morte, porém há uma pequena esperan-ça: “nascer” para o ÒRÌSÁ (feitura de santo).

14 – IKÁ Perversidade, desfrutar boa ocasião, ganho de mu-lher com o corpo, malfeitos, remorsos, paz, fortuna e bem-estar fácil no fim de qualquer tempestade, vitó-ria qualquer que seja o terreno.
Representação Indicial em IFÁ: I I I I
I I
I I I I
I I I I
Onde I I é água e I I é terra.
I I I
Responde com 14 (quatorze) búzios abertos.
IKÁ MEJI é o 14º ODÚ no jogo de búzios, e o 11º da ordem de che-gada pelo sistema Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá é conhecido, entre os fons (jêje), como “KÁ MEJI”. Os nagôs o chamam tam-bém de “OKÁ”, palavra que designa a serpente venenosa “AMANÕNÚ”. Os yorubá também dizem “FÁ MEJI” dividido em dois, ou “IJÍ OKÁ”, duas serpen-tes.
IKÁ MEJI representa DÃ, a serpente (“OJÔ” em yorubá); rege todos os répteis do campo, como, também, um bom número de animais que vivem na floresta, como os macacos, os lagartos e certos pássaros, como o “sasagolé” (espécie de tucano), a “alwalokolwê” (espécie de rola), os caramujos, os ouriços e todos os peixes. IKÁ MEJI rege todos os animais de sangue frio, aquáticos ou terrestres. De uma forma geral ele busca o fres-cor.
Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada “RUBEUS”. É um ODÚ composto pelos elementos água sobre terra, com pre-dominância do primeiro, o que indica que o objetivo é em si mesmo, o obstáculo que se renova permanentemente, provocando a necessidade de se reiniciar a tarefa e a conseqüente revolta do indivíduo, contra si próprio e contra o mundo, que passa a considerar injusto e mau feito.
Criou a piedade e o amor filial. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não se ocupa da fecundação, e sim dos abortos e das falsas gravidez. É tido como o signo que mata as crianças, provocando abortos, sempre acompanhados de hemorragias incontroláveis, o que pode ser evitado, através de ebós específicos, a ele relacionados.
Os macacos vieram ao mundo por este signo, que é o ODÚ prin-cipal dos gêmeos selvagens (“ZUN” e “HOHÔ”). Seu aparecimento, na con-sulta de uma mulher grávida, pode diagnosticar, portanto, o nascimento de gêmeos. Também a vinda dos “HAUSSÁS” à Terra é devida a este signo.
Corresponde ao ponto cardeal este-sudoeste, à carta nº 7 do Tarot (a “CARRUAGEM”) e seu valor numérico é o 11. Suas cores são o ver-melho, o negro e o azul. É um ODÚ masculino, representado esotericamen-te por uma serpente.
Morfologicamente IKÁ MEJI exprime a idéia de algo que esteja prestes a explodir: uma granada, uma bomba, um caldeira. E esta idéia se estende a situações de aspecto explosivo, como uma greve, uma bri-ga ou uma situação insustentável.
Determina conquista pela força, sem trégua, sem piedade. Os naturais desse ODÚ são pessoas impulsivas, corajosas e, quase sempre, vio-lentas. Nunca medem as conseqüências e nem hesitam diante do perigo.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), IKÁ MEJI pode apontar: vitória sobre os inimigos, controle de uma situação tumultuada, coragem para enfrentar um pro-blema, sorte com o sexo oposto, conquista amorosa.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: envolvimento com polí-cia, inimigos declarados e perigosos, crimes sexuais, violências, agressões impostas ou sofridas, revolta, filho adulterino.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala, quase sempre, de impo-tência, frigidez, atrofias e inflamações musculares, problemas do fígado e da vesícula, interrupção do fluxo sangüíneo ou menstrual, doenças de pele (erupções), rubéola, sarampo, inflamações externas, desarranjos in-testinais, hemorragias seguidas de abortos.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OSUMARÊ, SANGÔ, OGUN, YEWÁ, AGÊ, ÒSÀLÁ, EGUN, IRÔKO e IBEYGI.
VODÚNS Jêje: HOHOVI, HEVIOSO, DÃ, TOHOSÚ, LISÁ, GUN e LOKÔ.
Aos filhos de IKÁ MEJI é vedado: comer peixe defumado, carne de cobra, jacaré de pangolin, macaco (esta última proibição é punida com a morte), batata doce e vinho da palma. São proibidos de beber em ca-baça, seja o que for. Os nascidos sob este signo devem abster-se de usa-rem “ABUTÁ”, que são os panos coloridos usados e fabricados no Abomey. Para as pessoas nascidas sob este ODÚ, todos os sacrifícios, a ele ofereci-dos, devem ser despachados nas águas.

- Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ favorece a um novo despertar e determina um cargo importante, traz muitas surpresas boas e poucas surpresas ruins.
Ele determina muitas felicidades, tais como: desembaraços de documentos, heranças, bons lucros em todos os tipos de negociações, uniões, casamento, boas amizades, etc., porém de um momento para o outro, a boa situação poderá mudar, pois a sua fase negativa indica pri-sões, gravidez por adultério, estelionato, calúnias, agressões e confusões.
As pessoas regidas de IKÁ, são sempre muito confiantes e, por essa razão, chutam a felicidade, passando ao arrependimento logo após, mas elas, inúmeras vezes, se recuperam e se renovam, após obstáculos, cheios de esperança a cada momento e de imediato, conquistam novas ami-zades com mais precisão e muita cautela em tudo e por tudo, pois não sabem e nem gostam de solidão, odeiam a mesma por demais e por essa razão adquirem muitas lábias.
São pessoas por demais prestativas e agradáveis, fingem ser viris, gostam de vaidade e esforçam-se para sobressaírem em todos os meios e em todas as áreas, lutando com a sua dupla personalidade.
Todas as vezes que esse ODÚ aparece bem posicionado num de-terminado jogo (futuro positivo), significa possibilidades boas notícias, tais como: cargo no santo, viagens, convites, heranças, nomeações, lucros, presentes, reconciliações, compra de imóveis, mudança de residência para uma melhor, etc.
O local de entrega para o presente é na beira da cachoeira, sendo que a metade do presente ficará na água e a outra metade na terra. Fazer ÒRÌKÍ, e, na volta, dar comida a OSUMARÉ.

14

IKÁ na 1ª posição = aviso de alerta, ter prudên-cia e sagacidade.

14

IKÁ na 2ª posição = falsidade, más notícias, pe-rigos futuros.
14

14
IKÁ nas 1ª e 2ª posição = falsidades, más notí-cias, perigos futuro.

14
14

IKÁ nas 1ª e 3ª posições = abandono total de proteção, condenação

14

IKÁ na 3ª posição = caminhos fechados, emba-raços, fracassos, perigos.

14
14

14
IKÁ nas 1ª, 2ª e 3ª posições = abandono total
de proteção.

14
14 14

14
IKÁ nas quatro posições:
Apenas uma oportunidade e única chance de perdão = fazer obrigação para o santo

15 – OBEOGUNDÁ Pessoas com problemas nas pernas, guerra e disputa por mulher ou homem, negócios com pouca chance de vitória, progresso incerto. Traz também riqueza, prosperidade quando em outra fase de transição pa-ra seus nativos. Inicia inúmeras situações deconcer-tantes até ocasionar guerra, através de intriga, inveja, ambição, danos morais e materiais. Processos, sepa-rações, perda de dinheiro e de propriedade.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I
I I I I
I I
Onde I é fogo e I I é água.
I I
Responde com 15 (quinze) búzios abertos.
Em Ifá é conhecido, entre os fon (jêje), como “LETÊ MEJI”, suprimi-do o sufixo da palavra Yorubá “IRETÊ”. Chama-se ainda, segundo alguns nagô, de “OJÍ LETÊ”, ou “OLÍ ATÊ”, significando o “KPOLI” da Terra. Em yorubá, “IRÊ TÊ” significa “a Terra consultou Fazun”. Corresponde, na geomancia eu-ropéia, à figura denominada “PUER”.
OBEOGUNDÁ MEJI é um ODÚ composto pelos elementos fogo sobre água, com predominância do primeiro, o que indica dinamismo inicial-mente existente, que tende a transformar-se em auxílio poderoso, mas que o benefício auferido será sempre em favor de outrem. É o macho que luta e se sacrifica em favor da fêmea. A atividade é impulsiva e in-depende da vontade do agente. É o sem juízo.
Corresponde ao ponto cardeal Noroeste, à carta nº 11 do Tarot (a “FORCA”) e seu valor numérico é o 3. Suas cores são o vermelho vivo, o negro, o cinzento, o azul e o branco. É um ODÚ masculino, representado esotericamente por um quadrado dentro de um círculo. O quadrado re-presenta o domínio do que conhecemos, o mundo material, a Terras. O círculo representa o ignoto, o céu.
O círculo, representação de tudo que desconhecemos, chama-se “WÉKÉ”. Verifica-se, ainda, “WÉKÉ-NON”, mestre do oculto e um dos nomes honoríficos de LISÁ e de DÀGBADÁ-HWEDÔ.
“GBÊ” designa tudo que é perceptível aos nossos sentidos, a vida, da forma que a percebemos. “GBÊ-TO”: pai da vida, aquele que coman-da; o pai da criação visível.
IRETÊ, no entanto, não é o mundo inteiro, conhecido ou desco-nhecido. Se o ignoto é visível através da figura em forma de círculo, é pa-ra melhor enquadramento através do retângulo, ao qual devemos, na verdade, dirigir nossa atenção. E é este quadrado que, efetivamente, pertence a Iretê. Se tivermos que “colorir” essa figura, representaríamos o céu (círculo) em branco (cor lisa) ou em azul (cor efetiva do céu, confor-me o vemos). A Terra (quadrado) seria representada em vermelho, cor do VODUM SAKPATÁ.
Aquele que encontrar IRETÊ, deve oferecer 40 (quarenta) moe-das, uma garrafa de aguardente e uma galinha a IGBADÚ (ou IGBAADÚ). Es-ta galinha deverá ser solta no quintal do babalaô, devendo ser enterra-da, quando morrer naturalmente.
IRETÊ é o signo da Terra (“ILÊ”, em yorubá). “AYKUNGBAN”(fon) é o domínio terrestre. Dessa forma, tudo o que está morto lhe pertence, mas a morte em si é propriedade de OYEKÚ MEJI.
Este signo traz os abcessos, os furúnculos, a varíola, uma febre eruptiva e mortal conhecida como “NUTITÉ”, e a lepra (“ADETÊ”, em yorubá, e “GUDÚ, entre os fons). Contudo, os fons jamais se referem a lepra por es-te nome, preferindo chamá-la de “Azon-vo”, o mal vermelho, considera-da, por eles, como uma doença mais hereditária que contagiosa.
Esse signo não deve jamais ser invocado em companhia de OSÊ MEJI. “BOKONON MA DO Ô”, que significa “um advinho não pode dizer isto”, em referência ao nome de AMOLU, gerado no encontro desses dois signos (IRETÊ e OSÊ).
Este ODÚ influencia o corpo humano, provocando atividades ex-cessivas das funções fisiológicas e da vida celular, ocasionando febres, congestões, irritações e enfermidades inflamatórias. É uma figura muito negativa, que responde quase sempre com um não. Anuncia tempos ru-ins, crises agudas, traumatismo, ferimento por acidentes. É, ainda, causa-dor de hematomas e pancadas.
Seus filhos são sempre impulsionados pelo desejo de conquista e de domínio, não hesitando, para lograr esse objetivo, em assumirem ati-tudes ameaçadoras, que visem a manter controle permanente sobre a si-tuação.
São pessoas corajosas, audaciosas, presunçosas, mas muito solí-citas, e prontas a socorrer quantos necessitem de seus préstimos. Possuem caráter altivo, sarcástico e indisciplinado. São amantes do trabalho e ba-talhadores entusiastas.

- PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), OBEOGUNDÁ MEJI pode indicar: domínio absoluto de uma situação, amor correspondido, influência, respeito, auxílio pode-rosos, dinamismo.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: falta de juízo, atitudes egoístas, indisciplina, uma aventura que terá final desastrosos, violência, ciúmes, cólera incontrolável, violência sexual, estupro.
Quando em OSOGBÔ ARUN (IGBIN) este ODÚ fala de lepra, varíola, atrofia muscular, inflamações intestinais, impotência sexual, febres eruptivas, he-patite, lesbianismo.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: OMOLÚ, OGUN, SANGÔ, OBÁ, YEMANJÁ e IGABAADÚ.
VODÚNS Jêje: KENNESÍ, GBADÚ, GUN, NÃ, SAKPATÁ, DÃ e HEVIOSO.
Aos filhos de OBEOGUNDÁ MEJI é vedado comer feijão descascado, pilado e temperado com azeite de dendê, feijão de casca vermelha e suas folhas, galinha d’Angola, farinha de acaçá, banana da terra, inha-me, assim como todas as coisas oferecidas a DÃ, SAKPATÁ e NANÃ. Deve, também, evitar ingerir camarão, carne de antílope, carne de porco, pi-menta, mamão, vinho de palma e azeite de dendê.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Esse ODÚ, possui uma função muito severa, a qual é iniciar inúme-ras situações deconcertantes, até ocasionar guerra, geralmente através de intrigas, invejas e ambições.
Quando ele, determina castigos em sua fase regida, as situações se tornam por demais perigosas e delicadas, ocasionando danos morais e materiais, tais como processos, separações, perda de dinheiro, de propri-edades, de objetos de muito valor, de emprego, risco de haver um crime, risco de incêndio.
Entre tantas situações pesadas, esse signo também ocasiona sé-rias perturbações orgânicas e uma demanda perigosa com um homem, por provocações advindas de uma mulher.
Apesar de imposições rígidas desse ODÚ, o mesmo, após algumas séries de experimentações, finalmente alivia as pessoas por ele regidas, possibilitando vitórias, principalmente quando existir questões relaciona-das com a justiça, as quais receberão julgamentos justos.
As pessoas desse signo ou sob sua influência, são favorecidas ape-nas em pequenos negócios e pequenos lucros, poucas são as possibilida-des de sucesso, mas também não quer dizer que as pessoas desse ODÚ se-rão sempre pobres sem que realizem alguns dos seus projetos e sonhos.
15
15 15

15
OBEOGUNDÁ nas quatro posições:
– somente uma única oportunidade
– nascer para o ÒRÌSÁ (feitura de santo)

16 – OTURÁ Confirmação do pleno êxito, contentamento, ou ALÁFIA felicidade, lucros, herança, viagens; o branco
deve fazer-se sempre presente. De preferência, fazer negócios aos domingos.
Representação Indicial em Ifá: I I
I I I I
I I
I I
Onde I é ar e I é fogo.
I I I
Responde com 16 (dezesseis) búzios abertos.
ALÁFIA é o 16º ODÚ no jogo de búzios e o 13º na ordem de che-gada do Sistema Ifá, onde é conhecido pelo nome de OTÙRÁ MEJI. Em Ifá, é conhecido como “TULÁ MEJI”, e, no jêje, como “OTULÁ MEJI”.
Em yorubá, é denominado, por vezes, de “OTUWÁ”, que significa: “tu estás de volta.” É conhecido, ainda, pelo nome de “ALÁFIA”. O termo yorubá mais comum é “ÒTURÁ MEJI”, que evoca a idéia de separar, desli-gar, apartar. OTURÁ MEJI é o mestre das línguas, indicando quando alguém tem duas palavras. Aquele que cai sob este signo costuma ser muito fala-dor.
ALÁFIA é um ODÚ composto pelos elementos ar sobre fogo, com predominância do primeiro, o que indica a hesitação do ser, diante do domínio dos instintos. É a fêmea que, desejando se entregar, finge resistir. É o devaneio, a vocação artística, influenciada pelo sentimentalismo e pelo amor.
É um signo muito bom, sempre pronto a beneficiar, e que res-ponde afirmativamente, embora prenunciando tempo variável. Aláfia re-ge as raças humanas diferentes (exceto a raça negra), a palavra, as rou-pas longas, a cegueira, a mendicância, as disputas, o grande caramujo “AGÊ”, a tartaruga terrestre (“LOGOZO”) e os animais inofensivos.
Como mestre das línguas, indica quando alguém tem duas pa-lavras e utiliza o poder da eloquência a seu favor. Tem o domínio da bo-ca e, assim como LEGBA, diz coisas boas e más. Morfologicamente, repre-senta dois braços abertos, uma vulva pronta a ser penetrada, uma possi-bilidade de conquista e de prazer, uma acolhida afetuosa e sincera.
Sua influência no corpo humano pode provocar inércia da vida celular ou disfunções fisiológicas, apatia dos órgãos e relaxamento pato-lógico dos tecidos. Corresponde ao ponto cardeal sudoeste, ao arcano nº 14 do Tarot ( A “TEMPERANÇA”) e seu valor numérico é o 5, e corresponde ao ponto cardeal Sudoeste.
Suas cores são o azul, branco e dourado, gostando muito de tudo o que é estampado com estas três cores. É um ODÚ feminino, representado eso-tericamente por um busto humano, trajando blusa especial, chamada anteriormente de “NAHWÃMI”, e conhecido atualmente como “KANSÔ. Está blusa é usada no Abomehy, somente pelos ministros do rei e seus solda-dos, não devendo ser confundida com o “WODUWA” (fon) ou “AGBADÁ” (yo-rubá), usado pelo rei, pelo grande “BOKONÔ do rei e por algumas poucas personalidades sacerdotais.
Antes de falar em OTURÁ, alguns advinhos dizem: “OTWÁ, OTWÁ, OT-WÁ, A DIFÁ FUN NUM”. Este é o signo que consulta Ifá para a boca.
– PELA AMARRAÇÃO DE IGBÔ:
Quando em IRÊ (Positivo), ALÁFIA MEJI pode indicar: vocação artística, sin-ceridade no amor, amor correspondido, sabedoria, conquista de alguma coisa, prazeres, acolhimento afetuosos.
Quando em OSOGBÔ (negativo), este ODÚ indica: domínio dos instintos (as necessidades físicas sobrepujando a razão e induzindo ao erro), falta de determinação para dizer não, pessoa de caráter dúbio, de duas caras, sem palavra.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: ORÙNMILÁ, OBÀTÀLÁ, ODÙDÙWÁ, ELEGBÁ, AGÊ, SALUGA.
VODÚNS Jêje: LEGBÁ, DUDUWÁ, HOHOVI, DÃ, GUN, TOHOSÚ, ÒRUNMILÁ.
Aos filhos de ALÁFIA MEJI é vedado: possuir cão e tê-lo perto de si. Comer galo, milho assado, inhame pilado, carne de porco, carne de tar-taruga, portar facas ou armas brancas, vestir AGBADÁ, fazer uso de tabaco e nem ser indiscreto. É recomendado, aos regidos por este signo, dar es-molas, e, quando possível, ter perto de si um destes pequenos altares que os muçulmanos utilizam para fazerem as suas preces.
– Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS:
Essa é uma indicação a qual todos os ODÚ respondem favoravel-mente.
A indicação de ALÁFIA, é a representação favorável do Universo, é a verdade, o sucesso e a paz, dando indicações importantes, bons lu-cros, recebimento de herança, viagens prósperas e amor correspondido.
A indicação desse signo é feliz, tanto para o consulente quanto para o BABALAWÔ, pois o cliente terá, daí em diante, um novo início de vi-da, necessitando apenas de uma pequena orientação e alguns agrados aos ÒRÌSÁ, fazendo resguardo nas terças-feiras para ORÙNMILÁ, usando branco até que todos os propósitos e pendências sejam totalmente resol-vidos.
Para favorecer a atuação do ODÚ, a pessoa por ele regida, ou sob sua in-fluência, deverá tomar banho de acaçá com mel e/ou banhos com fo-lhas calmas e doces, tais como: saião (ewê odudun), colônia branca (e-wê ipèpèrègún), manjericão branco, poejo, algodão (ewê ewú), alecrim, alfazema e 16 folhas de OBÍ (para pessoas de SANGÔ, usar as folhas de ORÒGBÔ).
Saudação em Fon (jêje)
NI KAN TULÁ MEJI Nós saudamos ÒTURÁ MEJI
NUNSÉ MA DO AZÔ LÍN É Ô Que as palavras de sua boca jamais
sejam para nos acusar
Saudação em Nagô
EJOBÊ BABÁ
RU DÍ LÒMÃ

BANHO DE FOLHA PARA SER DADO APÓS O EBÓ ODÚ:
– MARIWÔ (broto de dendezeiro)
– TETEREGUN (cana do brejo)
– EWETETE (caruru sem espinho)
– EFININ (alfavaquinha miúda)
– ERINRIN (oriri)
– EWEAFERE (rutamba)
– OBÊ ÓGUN (espada de São Jorge)
– PÊRÊGUN
Ao terminar de passar o ebó, e após o mesmo ter sido entregue nos locais respectivos, levar o cliente numa queda d’água, quebrar-lhe um ovo na testa e passar um AJABÓ (quiabo batido com água). Após, dar-lhe o primeiro banho, que será com água de canjica. Logo após, dar-lhe um banho na cachoeira e então dar o banho de folhas.
O cliente deverá ficar 16 (dezesseis) dias de resguardo.
No dia do Ebó ODÚ o cliente só poderá comer 1(uma) maçã e tomar um copo de leite. Mais nada.
Após 7 (sete) dias), deverá ser dado um OBÍ no cliente, e/ou OG-BORÍ, ou, até mesmo, obrigação grande, se for o caso.
A quantidade de elementos no ebó ODÚ é de acordo com o número do ODÚ a ser cuidado.
Quando o ebó ODÚ não tiver relação com EGUN ou ÈSÚ, os ba-nhos deverão ser sempre de ervas frias.
– SAIÃO
– ORIRI
– ALGODÃO
– OSIBATÁ
– OJUORÔ (Santa Luzia)
Obs: Os banhos serão sempre com folhas frescas.

O R Ì S Á – REPRESENTAÇÃO NUMÉRICA NOS BÚZIOS
1

ESU BURUKU

2
IBEYJI
ORINSALÁ SALÊ IJALÁ ODÊ
BABÁ OLOJUBÊ

3
OGUN AJÔ ODÊ OTÒLÚ OMÒLÚ SAKPATÁ
IBEYJI KÈINDÊ OYÁ TOPÊ YEMONJÁ IASÈSÚ
YEMONJÁ OGUNTÉ

4
OGUN IGBÔ ODÊ IGBOALÁMA OMÒLÚ ÈRITÁN
OYÁ JOBÊ YEMONJÁ KAWRÔ IBEYJI TAYÓ

4 ’
OGUN SOROKÊ
OGUN ADJÁ OMÒLÚ AJÙNSÚN
SANGO AKAIÚNA
OSAÝN PÊ

5
OGUN AYAKÁ OMÒLÚ AFÙMAN SANGÔ BARÚ
OSAÝN PÊ
ÒSUN IÁ ÒMÍ (IONÍ) YEMONJÁ IASESÚ

5 ’
ÈSÚ ATARÊ
ODÊ OTÓLÚ OMÒLÚ ETETÚ
SANGO AGANJÚ
ELERÊ TEMPO
BESEYN TOKEN

6 e 7
ÈSÚ YÁNGÌ
ÈSÚ ABENÙGÁN OGUN ORÒMÍNA
ODÊ ISÒGBÔ SAPONAN OMÒLÚ ARÀUÊ
SANGO BADÊ
SANGO AGANJÚ OYÁ JEBÊ
OYÁ TONÁN
ÒSÚN TINÌBÚ LOGUN LABANÁN
OMÒLÚ AVIMAJE BESEYN ODÁN YEMONJÁ TONÁN
OGUIÁN ETÈKÔ
ÒSÁFÙRÚ IBEYJI KÈINDÊ

8
ÈSÚ ODÀRÁ
OGUN ADJÁ OBALUAYÊ AJÀGÚN
SANGO AGODÔ
ÒSUN OPÀRÁ YEMONJÁ IABOTÔ
OGUIÁN AJAGÙNÁN NANÃ IBIALÁ NANÃ SUSÙRÊ
ÒSÀLUFÓN

9
OGUN ARÊ ODÊ OKÙERÁN ODÊ ONIPÀPÔ
OBALUAYÊ ARÊ
SANGÔ AWEREKÊTE OYÁ PADÁ
OYÁ NIMBÚ OYÁ TOTÉIA OYÁ FURÊ
OYÁ KIAKÒLÙMÁN ELERÊ ÒSÀLÁ AKERÊ

9 ’
OGUN TONÁN ODÊ OLWERÊ ODÊ DÀNADÁNA
SANGÔ AKORÙMBÉ
SANGO SÒGDOADÁN SANGO JÀKÁ
SANGÔ DADÁ
OYÁ ELEÒKÔ ÒSÚN YEPONDÁ
OBÁ (ELEÒKÔ) LOGÚN IGBAÝN

9 ’’
OMÒLÚ AVIMAGE
SANGO AKORUMBÉ OYÁ JÈJÈBÊ
ÒSÚN EGÌNGÍRA
YEMONJÁ SÒGBÁ OYÁ KIAKOLUMÁN

ÒSÀLÁ ALASÉ

10
OGUN ALABÈDEÒRÚN ODÊ ÍNLÈ OMÒLÚ IGITÁN
SANGO AIRÁ OYÁ OYÁ FUNÁN
ÒSÚN IGIMUN
OGUIÁN SALÚGA ÒSÀLÁ OLÒKÚN
ÒSÀLÁ IJÀLÁ ODÊ

11
ÈSÚ LONÁN OGUN MÈJÊ OGUN LODÊ
OGUN IGBAGBÔ
ODÊ OÒLODÊ ODÊ KARÊ
OMÒLÚ AFOMÁN
OYÁ TÒPÉ ÒSÚN AYÀLÁ
YEMONJÁ YEOMONJÁ OGUNTÉ ÒSÀLÁ OLÒKÚN

OGUIÁN

12
ÈSÚ APATÁ SANGÔ BARÚ SANGÔ AFONJÁ
OYÁ KÀRÁN
ÒSÚN TINÌBÚ TEMPO
YEMONJÁ KONLÁ BESEYIN TÒKÉN OGUIÁN EKÔ
13
ÈSÚ LARÍN OTÁ ÒMOLÚ AVIMAGE NANÁN BÙRÙKÚ
ÒSÀLÁ KAJAPRIKÚ
NANÁN IGBAIN

14
OSSAYN PÊ ELÈERÊ ÒSÚN
YEMONJÁ ARIOKÁN YEMONJÁ OBITUÔ BESEYN GIDÁN
OGUIÁN SALÚGA IBEYJE KEINDÊ IBEYJE TAYÓ
NANÁN SUSURÁ

14 ’
ODÊ OTÍ ODÊ OKÊ OMÒLÚ AZAOÁNI
ÒSÚN ABÒTÔ
YEMONJÁ ÒSÀLÁ OKÊ
ÒSÀLÁ BABÁ ODÊ ELÈRÊ

15
ÒSÚN ABALÚ
EWÁ IJÌKÚN OBÁ SION
BESEYN GIDÁN YEMONJÁ

16
ÒSALÁ BABÁ EPÊ
ÒRÚNMILÁ

OBS.: Quando cai ELERÊ no jogo, além dos ebós específicos que são neces-sários, indagar, ainda, qual o caminho de entrega desses ebós. Com TEM-PO, o procedimento é igual.

CURIOSIDADES DE ALGUMAS CAÍDAS
A parte aberta de um sobre a parte aberta do outro = problemas conjugais

A parte aberta de um sobre a parte aberta do outro, sendo que o de cima corre um pouco para a direita = Desobediência, conduta levia-na

Um búzio aberto, sendo que a parte larga do outro encaixa dentro dele = o ORÌSÁ está de pé, devemos perguntar com 4 búzios, qual o caminho a seguir.

Um búzio aberto e a parte estreita do outro dentro dele = Morte

Dois búzios abertos, sendo um sobre o outro = Carrego de Santo. Pergunta-se com 4 (quatro) búzios, para saber-se o que o ORÌSÁ quer.

Nove (9) búzios abertos, sendo que 2 abertos um em cima do ou-tro, abertura com abertura = Perturbações ligadas ao sexo.

Dois (2) búzios um em cima do outro, abertura com abertura, sen-do que o de cima corre um pouco para a esquerda = o (a) companheiro (a) se foi ou está indo.

Nesta posição é OGUN quem está falando, um montado no outro, abertura com abertura = com 4 búzios o que OGUN deseja. Se não é um problema com ORÌSÁ, uma batalha que ele vai vencer.

Alguns búzios caem formando um conjunto em separado = complicação para o consulente.

Um búzio cai sobre a pedra = a consulente não é mais “virgem” ou vai perder a virgindade ou ter seu primeiro contato sexual; se for casa-da, vai cometer adultério.

Dois (2) búzios abertos guarnecidos por mais 2 abertos de cada lado; OSÀLÁ quem fala = a sepultura está aberta, recomenda-se obriga-ções caso contrário morrerá.

Dois (2) búzios, um aberto e outro fechado à esquerda = o fecha-do é a morte e o aberto é a proteção do ORÌSÁ.

Um búzio cai fora do jogo, caindo no chão = o consulente deverá fazer um trabalho para seu benefício.

Dois (2) búzios à direita, separados dos outros = viagem próxima a se reali-zar.

Dois búzios à esquerda separados dos outros e um outro próximo da moeda = viagem que se realizará próximo com proveitos financeiros.

Alguns búzios formando cruz = promessa feita e não cumprida, paga.

Alguns búzios formando uma linha reta = os caminhos estão aber-tos, não existindo problemas para o consulente.

Um búzio sobre o outro em forma de cruz = sérias complicações para o consulente.

Quando caem 16 búzios fechados = OPIRÁ, caída totalmente negativa, total desfavorecimento, impedimento e morte; o número desta caída é “0” (zero). Essa caída é perigosa tanto para o consulente quanto para BA-BA/IYÁLÒRÍSÁ, pois a indicação de OPIRÁ é de morte, perigo fatal.
Mediante tal situação o BABÁ/IYÁLÒRÍSÁ, deverá encerrar imedia-tamente, não podendo o mesmo, jogar por 16 dias, até que se comple-tem as obrigações devidas. Pede-se ao cliente que se levante e coloca-mos um pano preto por cima do jogo durante 5 minutos, para somente depois levar o pano para a casa de ÈSÚ, com 1 acaçá.
Quando der essa caída, não devemos indicar esse cliente para ninguém. Pegar 4 búzios e perguntar a ÈSÚ o que ele deseja, se a cabeça de 1 galo ou a cabeça de um bode. Leva-se para a mata e se entrega para o poente, enterramos a cabeça e por cima será colocado o corpo; na volta bate-se folhas em tudo.
Durante esse dias, é colocado em cima do jogo canjica, com 17 dias daremos comida seca para ORÙNMILÁ.

I N D I C E
PAG.
ODÚ – ordem de chegada de ORÙNMILÁ e ordem de OSETURÁ…………………
02
Preparativos para abertura de jogo…………………………………………………….. 03
Reza para abertura de jôgo de buzios – A MOJUBÁ……………………………….. 04
Reza para abertura de jôgo de buzios – IJUBÁ IFÁ………………………………….. 08
Saudação para abertura do jogo, pelo sistema IFÁ……………………………… 09
Oração ao término do jogo, para passar a responsabilidade……………… 09
Saudação para abertura do jogo na nação Jêje………………………………… 10
Como chamar a cabeça para ver o santo da pessoa no jêje…………….. 11
ORÍKI (reza) ÈSÚ……………………………………………………………………………………… 12
ÒFÓ (invocação) ÈSÚ…………………………………………………………………………….
12
ORÍN (reza) ÒRÍ……………………………………………………………………………………… 13
IJUBÁ (reza) ÒRÍ……………………………………………………………………………………… 13
Sistema oracular pela amarração de IGBÔ…………………………………………… 14
Sistema pela amarração de IGBÔ – posicionamento dos símbolos……….. 17
Sistema pela amarração de IGBÔ – escolha do símbolo determinante…. 17
Sistema oracular dos quatro pontos cardeais………………………………………. 20
Elementos comuns a todos os Ebós ODÚ………………………………………………. 21
Elementos específicos dos Ebós de cada ODÚ……………………………………… 22
Caídas com características especiais………………………………………………….. 23
Situações (caídas) que envolvem sempre Ebó IKÚ………………………………… 25
Como e quando se deve encaminhar as fases negativas……………………. 27
Observações Importantes, relativas a todos os ebós ODÚ……………………… 28
Locais para entrega de ebós ODÚ e detalhes especiais……………………….. 29
Complementos principais dos Èbó ODÚ, quando houver necessidade dos mesmos serem encaminhados individualmente ou conjugados…….
30
EBÓ ÈSÚ………………………………………………………………………………………………….
32
EBÓ EGUN………………………………………………………………………………………………. 32
EBÓ IKÚ………………………………………………………………………………………………….. 33
Caídas que 3 (três) vezes seguidas, representam feitiço e pedido de morte por feitiço……………………………………………………………………………………
34
Como conjugar (ebó) ODÚ OLÒGBÓN, ODÍ e EJIÒNILÉ………………………………. 34
Respostas para o Jogo de OBÍ/OROGBÔ/BÚZIOS……………………………………… 36
OBÍ ORÁCULO – interpretação e designação das divesas caídas……………. 38
Método para encontrar-se os ÒMÓ ODÚ……………………………………………….. 39
Representação indicial de todos os ODÚ……………………………………………… 41
OKÀNRÁN – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial…………
43
EJIÒKÔ – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial…………….
44
ETAOGUNDÁ – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial……..
45
IORÒSUN – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial…………..
46
OSÊ – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial…………………
47
OBÀRÁ – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial…………….
48
ODÍ – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial…………………
49
EJIONILÊ – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial……………
50
OSÁ – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial………………..
51
ÒFÚN – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial………………
52
ÒWÓRIN – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial…………..
53
EJILASEBORÁ – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial……..
54
OLÒGBÓN – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial………..
55
IKÁ – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial………………….
56
OBEOGUNDÁ – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial…….
57
ALÁFIA – seus OMO ODÚ, denominação e representação indicial…………….
58
OKÀRÁN – características e representação indicial………………………………… 59
OKÀRÁN – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ……………………………………….. 60
OKÀRÁN – orisás a que corresponde……………………………………………………….
60
OKÀRÁN – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS………….. 60
Ebó de ÈSÚ por ordem de OKÀRÁN………………………………………………………….
61
OKÀRÁN – posicionamento……………………………………………………………………. 62
EJIÒKÔ – características e representação indicial………………………………….. 63
EJIÒKÔ – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ………………………………………….. 63
EJIÒKÔ – orisás a que corresponde………………………………………………………….
64
EJIÒKÔ – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS……………. 64
ETAOGUNDÁ – características e representação inidicial…………………………… 66
ETAOGUNDÁ – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ…………………………………… 67
ETAOGUNDÁ – orisás a que corresponde…………………………………………………..
68
ETAOGUNDÁ – proibições específicas………………………………………………………. 68
ETAOGUNDÁ – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS…….. 68
IORÒSÚN (ou IRÒSÚN) – características e representação indici-al………………. 71
IORÒSÚN – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ………………………………………… 72
IORÒSÚN – orisás a que corresponde e proibições específicas…………………
72
IORÒSÚN – proibições específicas……………………………………………………………. 72
IORÒSÚN – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS………….. 72
IORÒSÚN – aspectos peculiares e respostas de caídas……………………………. 73
OSÊ – características e representação indicial……………………………………….
75
OSÊ – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ……………………………………………….
76
OSÊ – orisás a que corresponde……………………………………………………………..
76
OSÊ – proibições específicas………………………………………………………………….
76
OSÊ – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS…………………
76
OSÊ – detalhes de caídas especiais e ebó específico…………………………….
77
OBÀRÁ – caracterísicas e representação indicial…………………………………… 79
OBÀRÁ – Saudação e Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ……………………… 80
OBARÁ – orisás a que corresponde…………………………………………………………
80
OBÀRÁ – proibições específicas……………………………………………………………… 80
OBÀRÁ – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS……………. 80
OBÀRÁ – detalhes especiais de caídas…………………………………………………… 81
ODÍ – características e representação indicial………………………………………. 82
ODÍ – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ………………………………………………. 83
ODÍ – orisás a que corresponde……………………………………………………………..
84
ODÍ – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS………………… 84
ODÍ – detalhes especiais de caídas……………………………………………………….. 85
EJIÒNILÊ – características e representação indicial…………………………………. 86
EJIÒNILÊ – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ…………………………………………. 87
EJIÒNILÊ – orisás a que corresponde………………………………………………………..
88
EJIÒNILÊ – proibições específicas…………………………………………………………….. 88
EJIÒNILÊ – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS…………… 88
EJIÒNILÊ – detalhes especiais de caídas…………………………………………………. 89
OSÁ – características e representação indicial……………………………………… 91
OSÁ – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ……………………………………………… 92
OSÁ – orisás a que corresponde……………………………………………………………..
92
OSÁ – proibições específicas…………………………………………………………………. 92
OSÁ – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS……………….. 93
ÒFÚN – características e representação indicial……………………………………. 95
ÒFÚN – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ…………………………………………….. 97
ÒFÚN – orisás a que corresponde………………………………………………………….. 97
ÒFÚN – proibições específicas e situações especiais……………………………… 97
ÒFÚN – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS……………… 97
ÒFÚN – situações especiais……………………………………………………………………. 98
ÒWÓRIN – Características e representação indicial………………………………. 100
ÒWÓRIN – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ………………………………………. 101
ÒWÓRIN – orisás a que corresponde……………………………………………………..
101
ÒWÓRIN – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS………… 101
ÒWÓRIN – locais para entrega de ebós……………………………………………….. 103
EJILASÈBORÁ – características e representação indicial…………………………..
104
EJILASÈBORÁ – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ…………………………………..
105
EJILASÈBORÁ – orisás a que corresponde…………………………………………………
105
EJILASÈBORÁ – proibições específicas……………………………………………………..
105
EJILASÈBORÁ – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS……
105
EJIOLÒGBÓN ou OLÒGBÓN ou OYEKÚ – características e represent. indicial 107
EJIOLÒGBÓN – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ…………………………………. 108
EJIOLÒGBÓN – orisás a que corresponde……………………………………………….
109
EJIOLÒGBÓN – proibições específicas……………………………………………………. 109
EJIOLÒGBÓN – formas de atrair positividade e situações peculiares………. 109
EJIOLÒGBÓN – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS…. 109
EJIOLÒGBÓN – detalhes epeciais de caídas e locais de entregas de ebó 110
IKÁ – características e representação indicial………………………………………. 111
IKÁ – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ……………………………………………… 112
IKÁ – orisás a que corresponde……………………………………………………………..
112
IKÁ – proibições específicas………………………………………………………………… 112
IKÁ – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS……………….. 112
IKÁ – detalhes especiais de caídas………………………………………………………. 113
OBEOGUNDÁ – características e representação indicial………………………… 115
OBEOGUNDÁ – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ………………………………… 117
OBEOGUNDÁ – orisás a que corresponde……………………………………………….
117
OBEOGUNDÁ – proibições específicas…………………………………………………… 117
OBEOGUNDÁ – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS….. 117
ALÁFIA ou OTURÁ – características e representação indici-al………………….. 119
ALÁFIA – Amarração de Igbô – IRÊ e OSOGBÔ…………………………………………. 120
ALÁFIA – orisás a que corresponde………………………………………………………..
120
ALÁFIA – proibições específicas……………………………………………………………. 120
ALÁFIA – Interpretação pelo SISTEMA DOS QUATRO PONTOS CARDEAIS…………… 120
ALÁFIA – saudação ao ODÚ em fon e em nagô…………………………………….. 121
Banho de folhas e detalhes genéricos para qualquer EBÓ ODÚ……………. 122
ORÌSÁ – Representação numérica nos búzios………………………………………..
123
Caída Indicativa de problemas conjugais………………………………………….. 126
Caída Indicativa de desobediência, conduta leviana……………………….. 126
Caída Indicativa de quizila de Santo………………………………………………….. 127
Caída Indicativa de morte…………………………………………………………………. 127
Caída Indicativa de carrego de Santo………………………………………………. 128
Caída Indicativa de perturbações ligadas a sexo………………………………. 128
Caída Indicativa de partida ou perda de companheiro(a)……………….. 129
Caída Indicativa de ou problema de Santo ou batalha com vitória….. 129
Caída Indicativa de complicação para o consulente……………………….. 130
Caída Indicativa de ou perda de virgindade ou adultério…………………. 130
Caída Indicativa de forte perigo de morte…………………………………………. 131
Caída Indicativa de morte, mas com proteção do Santo………………….. 131
Caída Indicativa de necessidade de trabalho de fortalecimento……… 132
Caída Indicativa de viagem a se realizar…………………………………………… 132
Caída Indicativa de viagem com proveitos financeiros……………………… 133
Caída Indicativa de promessa feita e não paga……………………………….. 133
Caída Indicativa de caminhos abertos, sem problemas…………………….. 134
Caída Indicativa de sérias complicações…………………………………………… 134
Caída Indicativa de OPIRÁ, negatividade total…………………………………… 135

MENSAGEM DOS ODÚS DURANTE O JOGO

AS MENSAGENS DOS 16 ODU MEJI NO MERINDILOGUNMENSAGENS DE OKANRAN MEJISentença: Para que o mundo exista, tem que haver o bem e o mal.Este Odu indica que você anda fazendo coisas erradas que poderão ser descobertas.
Existe alguém, parente ou amigo seu, que está doente e só será curado com o auxílio de um Orixá.
Tenha muito cuidado com o fogo, existe perigo eminente de acidentes com ele.
Não lance pragas nem maldições em ninguém.
Você está passando por sérias dificuldades, tem que dar comida à cabeça para encontrar a paz.
Você corre o risco de perder uma criança de sua família.
Cuidado para não ser atacado ou mordido por um cão.
Novidades, já a caminho, chegarão à sua casa.
Uma viagem planejada representa sério perigo para sua vida.
Você não gosta de ouvir a verdade, é incrédulo, e não acredita muito nos Santos.
Quando lhe dizem alguma coisa, prefere não seguir as orientações, como se não soubesse de nada.
A justiça será feita na porta da sua casa.
Você vai passar por um susto muito grande.
Você gosta de brigar, e detesta perder em qualquer circunstância. Evite brigas e discussões nos próximos dias, com quem quer que seja.
Não ande na rua tarde da noite, nem porte armas, isto poderá lhe ocasionar sérios problemas e, por engano, será preso ou sofrerá um atentado.
Todos os seus projetos e planos acabam se perdendo e caindo no abandono.
Não use roupas demasiadamente surradas.
As pessoas que hoje lhe viram as costas são as mesmas a quem serviu no passado.
Sua própria família não lhe dá importância.
Você tem um amigo que fala mal de você, e isso lhe tem prejudicado muito.
Às vezes você sente vontade de morrer.
Não coma nem beba nada na casa de amigos ou parentes.
Em sua casa falta alguma coisa que foi roubada.
Cumpra o que prometeu às almas.
Não maltrate os cães.
Mande rezar missa pela alma de um conhecido seu.
Saia de casa e ande até sentir-se cansado. Faça isto durante três dias seguidos.
Você está preso ao vício do álcool ou das drogas.EBÓ DE OKANRAN MEJIUm peixe fresco; um carretel de linha branca; um de linha vermelha e um de linha preta; um punhado de cinzas de carvão; um charuto; um obi; oti; dendê; mel e um galo preto. Passa-se tudo no corpo e arruma-se dentro de um alguidar. As linhas são desenroladas passando sobre os ombros da pessoa, de trás para frente e vão sendo jogadas dentro do alguidar. Sacrifica-se o galo para Egun e coloca-se dentro do alguidar. Cobre-se tudo com epô, oti mel, espalha-se as cinzas por cima e despacha-se numa estrada de movimento.Sentença: A guerra começa entre dois irmãos.
Sua vida não irá para a frente enquanto você não parar com a mania que tem de rogar pragas e desejar mal aos outros.
Tenha cuidado para não envolver-se em problemas com a justiça.
Alguém, em sua casa, costuma chorar durante a noite e ver o fantasma de uma donzela.
Você gosta de levantar a mão contra os outros, ou atirar objetos em cima de quem o incomoda.
Acha que é muito forte, mas o inimigo pode vencê-lo com muita facilidade.
Pode sofrer uma entorse nos pés ou na coluna, e isto o deixará doente e impossibilitado de se locomover livremente.
Tem que tomar bori, fazer Santo, e oferecer um adimú a Ibeji.
Tem que dar um galo a Exú, para que abra seus caminhos.
Sente tonteiras e dores de cabeça.
Alguém, em sua casa, tem problemas nas pernas.
Em sua casa existe uma pedra que pertence a um determinado Orixá. Esta pedra deve ser tratada e alimentada.
Não conte seus sonhos a ninguém, nem retenha coisas que não lhe pertençam.
Você precisa recuperar um objeto que empenhou ou emprestou a alguém.
Procure jogar na rua um pouco de tudo o que comer.
Tem que permanecer mais tempo dentro de casa. A felicidade, nem sempre pode ser encontrada na rua.
Você tem muitos inimigos e não deve andar dizendo que sabe tudo.
Os fios de contas de Orixás, que você possui, devem ser lavados e alimentados, para que possam protegê-lo de verdade.
Um parente morto pede uma missa. Mande rezá-la com a máxima urgência.
Mais cedo ou mais tarde terá que fazer Santo.
Cuidado com a inveja, seus parentes são os primeiros a caluniá-lo.
Só conseguirá adquirir o imóvel de seus sonhos depois que cuidar bem do seu lado espiritual.
Evite brigas dentro de casa para que não ocorra uma tragédia em família.
Se, estando este Odu como opolé, na segunda jogada sair Osá (9 búzios abertos), assinala doença incurável.
Neste caso, é preciso tomar bori ou fazer Santo para que o Orixá salve a pessoa.
O mal está localizado da cintura para baixo.
Se este Odu for seguido de Ejionile (8 búzios abertos), acusa problemas com a justiça e a situação é péssima. Neste caso, tem que agradar Xangô e fazer ebó.

EBÓ DE EJIOKO
Um galo, duas penas de papagaio, dois aros de ferro, dois obís, duas favas de ataré, dendê, mel, oti e pó de efun. Passa-se o bicho no cliente e sacrifica-se para Exú. Arruma-se tudo dentro de um alguidar e deixa-se diante de Exú de um dia para o outro. As penas e os aros de ferro ficam no Exú, o resto é despachado no lugar indicado pelo jogo.

MENSAGENS DE ETAOGUNDA.

Sentença: A tragédia sempre é ocasionada por alguma coisa.
Este Odu assinala que você pode agredir alguém com uma arma branca ou barra de ferro.
Tenha cuidado para não ferir-se com ferro ou aço, o ferimento poderá ser fatal.
Você fez alguma coisa que o envolveu, ou envolverá com a justiça.
Não brigue com seu cônjuge e evite sair de casa durante sete dias.
Você se sente amedrontado ou triste porque pressente um perigo muito grande que o ameaça. O aço está muito perto de sua carne, sedento do seu sangue.
Cuidado para não ser agredido ou morto por engano.
Cuide do estômago, evite álcool e comidas fortes.
Você tem três inimigos que desejam destruí-lo.
Obatalá está zangado com você por sua atitude de desrespeito aos Orixás.
Pare de envolver-se com mulheres estranhas, uma delas tentará amarrá-lo.
Se for mulher, terá sérios problemas com o marido ou namorado, que a surpreenderá na companhia de outro homem. Isto poderá provocar uma tragédia.
Não aceite convites feitos por uma mulher.
Uma pessoa vigia seus passos e, por ódio ou despeito, é capaz de tudo para prejudicar a sua vida.
Alguém, em casa, tem problemas de dores na cintura.
Não aceite convite para uma viagem, não ande a cavalo.
Se tiver que realizar algum negócio peça antes proteção a um Orixá, do contrário não dará bons resultados.
Examine bem papéis relativos a um contrato com outra pessoa que não é leal com você.
Existe alguém que tenta destruir uma amizade sua, falando mal de você, para que briguem.
Evite ficar parado na porta de sua casa, isto coloca sua vida em risco.
Você anda meio desinteressado com o sexo, sente dores nos rins e na cintura. Evite encostar-se nas paredes e andar em grupos.

EBÓ DE ETAOGUNDÁ

Um galo; um peixe fresco; um pedaço de carne bovina; oti; epô pupá; mel; um pano preto. Passa-se tudo no corpo do cliente, sacrifica-se o galo para Exú; embrulha-se tudo no pano e despacha-se no lugar determinado pelo jogo.

MENSAGENS DE IOROSUN MEJI

Sentença: Ninguém conhece os segredos guardados pelo oceano.
Quando este Odu vem seguido de Ejionile, a pessoa tem que fazer Santo.
Assinala que você vê fantasmas e tem que mandar celebrar missa para os parentes e amigos mortos.
Tem que oferecer um presente à Yemanjá na praia, entregar no mar.
Sofrerá ou já sofreu um susto que abalou o seu coração.
Suas vistas são frágeis, é preciso cuidá-las bem.
Carrega uma tristeza interior que, muitas vezes, lhe dá vontade de chorar.
Cuidado quando forem assentar um Exú para você, confirme se este Exú tem a ver com o seu carrego.
Não pode fazer nada para Orixá sem primeiro agradar Egun.
Não revele seus planos, existe muito olho grande que corta suas pretensões.
Você anda cego diante dos acontecimentos. Atente mais para os assuntos relacionados à sua vida e deixe de lado o que não lhe diz respeito.
Evite passar sobre valas e buracos.
Você tem muitos inimigos e, entre eles, existe um da raça negra que é muito perigoso.
Alguém de sua família está ou será preso. Só você poderá livrá-lo da prisão.
Você pode ser vitimado por um acidente com fogo.
Existe uma pessoa em sua casa que só vive criando confusão. Esta pessoa precisa fazer Santo para que possa se acalmar.
Cuide de Exú, Yemanjá e Iyewá.
Você costuma confiar demais nos outros, até mesmo naqueles que agem com falsidade.
Tem sido enganado e não consegue descobrir o engano.
A sua curiosidade em demasia, lhe coloca em osogbo, o que pode lhe ocasionar dano numa das vistas.
Uma desgraça ocorrida em sua vida, mesmo que tenha sido há muito tempo, ainda lhe faz chorar.
Uma pessoa de cargo dentro da religião irá submetê-lo a uma prova.
Existe alguém que tenta fechar os seus caminhos para que não haja progresso na sua vida. Tudo isto porque você falou coisas que prejudicaram esta pessoa.
Uma mulher de Xangô, de suas relações, talvez parente sua, tem a língua solta e é muito mentirosa. Evite que tenha conhecimento de sua vida e de seus planos.
Você tem que dar comida à Terra e fazer preces para os desamparados.
Existe uma pessoa em sua família, muito delicada, que está doente e precisa cuidar melhor desta enfermidade, caso contrário, morrerá muito em breve.
Sua vida está atrasada.
Você, mesmo que não saiba, tem direito à uma herança.
Para botar as mãos nesta herança, tem que tomar borí e cuidar de Orixá.
Tem que fazer, periodicamente, limpeza espiritual em sua casa.

EBÓ DE IROSUN MEJI

Quatro pintos de galinha, um flecha, um bastão de madeira, quatro tipos diferentes de cereais torrados. Passa-se tudo no corpo do cliente e coloca-se o bastão e a flecha nos pés de Exú e os cereais dentro de um alguidar. Sacrificam-se os pintos para Exú e colocam-se os corpos dentro do alguidar, por cima dos cereais. Despacha-se em água corrente. (A flecha e o bastão ficam para sempre com Exú).

MENSAGENS DE OXE MEJI
Sentença: É sangue o que corre em nossas veias.
Este signo diz que você já teve várias chances na vida, mas que deixou-as escapar por não saber aproveitá-las.
Sente vontade de chorar e não sabe porque.
Cedo ou tarde, terá que fazer Santo.
Você tem a impressão de que as pessoas o tratam com desprezo e, muitas vezes, em diferentes lugares, sentiu-se humilhado. Tudo isto, no entanto, é fruto de sua imaginação.
Não guarde rancor de ninguém para não cometer injustiças.
Assinala uma viagem em seus caminhos. Para que tudo corra bem, dê um presente à uma entidade espiritual que o protege.
Um familiar seu, já falecido, pede uma missa. Mande rezá-la urgentemente.
Existem três mudanças de vida em seu destino. Na terceira mudança, ofereça uma festa em louvor à Oxun.
Yemanjá lhe deu proteção e livrou-o de uma situação muito ruim. Ofereça-lhe um adimú como prova de gratidão.
Existe uma tragédia ou uma inimizade envolvendo uma pessoa negra. Tenha muito cuidado com este prognóstico.
Você sente dores nas pernas e no estômago. Procure um médico, pois é problema clínico.
Não deixe dívidas pendentes com Oxun, pois ela lhe cobrará afetando o seu desempenho sexual.
Para obter irê ajê, mande que alguém, de sua confiança, lave sua cabeça com ervas. A pessoa que o fizer, terá que lavar antes, sua própria cabeça, com as mesmas ervas.
Existe alguém trabalhando para sua queda. Defenda-se enterrando um cravo de linha de trem na porta de casa.
Um segredo seu poderá ser descoberto e vir a público. Tenha cuidado!
Prenuncia perigo de ser roubado ou a descoberta de um roubo do qual já foi vítima.
Anuncia um presente que está a caminho.
Tente a sorte nas loterias e não precisará mais pedir um empréstimo que estava planejando.
Se sentir dores não tome remédios sem indicação médica.
Uma amiga ou parente sua está grávida e pensa em fazer aborto. Converse com ela para que não faça isto. Se conseguir evitar o aborto, Oxun saberá recompensá-lo.
Você está passando por um momento muito difícil. Lute com denodo e não permita que as coisas fujam do seu controle.
Limpe sua casa, faça uma nova arrumação na disposição dos móveis e jogue fora tudo o que for velho, estragado e inútil.
Você tem inimigos gratuitos que o detestam só por inveja.
Se for cliente do sexo feminino, afirma que já pertenceu a mais de um homem.

EBÓ DE OXE MEJI

Um peixe vermelho, cinco búzios, cinco ovos, cinco obís, cinco folhas de akokô, uma cabaça e areia de rio. Corta-se a cabaça no sentido horizontal e coloca-se areia de rio dentro. Passa-se o peixe na pessoa e arruma-se dentro da cabaça, sobre a areia. Passam-se os demais ingredientes e vai-se arrumando em volta do peixe, dentro da cabaça. (Os ovos são crus e não podem ser quebrados). Tampa-se a cabaça com sua parte superior e embrulha-se com um pano colorido. Pendura-se o embrulho no galho de uma árvore na beira de um rio.

MENSAGENS DE OBARA MEJI

Sentença: Rei morto, príncipe coroado.
Você não confia em ninguém, acha que todo o mundo o está enganando.
Passa por dificuldades porque não tem fé, não confia nos Santos, nem em você mesmo
Só pensa em dinheiro e é muito manhoso.
Quando fica sem dinheiro sente-se de tal forma desamparado, que chega a perder o interesse pela vida.
Uma viagem em seu caminho. Isto será muito bom e trará excelentes resultados.
Você vive chorando miséria e gosta muito de mentir.
Alguém de sua família sente dores na virilha e quenturas dentro do corpo.
Você não dorme bem e, quando acorda, não consegue lembrar do que sonhou, embora saiba que sonhou.
Tem medo da justiça.
Uma hora diz uma coisa, outra hora diz outra completamente diferente.
Não gosta que lhe digam a verdade e, quando isto acontece, quer brigar.
Corre o risco permanente de sofrer queimaduras.
Se pretende enganar alguém, tenha cuidado para não ser enganado primeiro.
Não deve usar roupas de outras pessoas, nem beber em copos em que alguém já esteja bebendo.
Não gosta de cumprir compromissos nem honrar a palavra empenhada.
Sofrerá um grande transtorno ocasionado por uma cilada que alguém lhe preparou ou está preparando.
Existe uma ameaça pairando sobre você. Não permita que saibam aonde vai.
Está atravessando uma fase muito ruim, sufocado pelas dívidas.
Possui bom coração, mas reage de forma negativa, falando demais e sustentando discussões inúteis, onde diz coisas das quais acaba se arrependendo.
Costuma dizer o que sente, com demasiada franqueza e por isto, possui muitos inimigos que tentam, de todas as formas, destruí-lo.
Não empreste suas roupas, muito menos chapéus.
Cuidado com o que lhe derem para comer, existe uma pessoa de suas relações que guarda uma grande mágoa e tentará vingar-se através de um alimento trabalhado.
Tem sorte no amor, mas não deve confiar numa proposta de negócio que lhe fizeram.
Tenha cuidado com um amigo de duas caras.
Não espere agradecimentos por favores que tenha prestado a alguém.
Se tem um negócio em mente, não o adie mais, faça-o logo!
Não assine nenhum papel sem antes ler, com muito cuidado, tudo o que estiver escrito e certifique-se de que não existam pedaços em branco, onde possa ser acrescentada alguma coisa depois do papel assinado.
Não negue comida a ninguém.
Evite fumar deitado, há risco de acidentes.
Você possui um caráter alegre, é divertido, e por isto as pessoas gostam de sua companhia. Isto, entretanto, causa inveja em muita gente.
Muito olho-grande em cima de você, além de inimigos empenhados em destruí-lo.
Os inimigos agem pelas costas e atacam de forma traiçoeira, porque têm medo de encará-lo de frente.
Seus maiores inimigos são do sexo feminino.
Evite andar armado, um momento de descontrole poderá arruinar a sua vida.
Nunca revele, à ninguém, a verdade sobre sua vida.

EBÓ DE OBARA MEJI
Um galo, uma galinha, seis abaninhos de palha, seis obís, seis acaçás, um pedaço de corda do tamanho da pessoa, um alguidar grande, mel, oti, epô, seis velas. Passa-se tudo na pessoa e sacrificam-se as aves para Exú. Colocam-se os bichos mortos dentro do alguidar (o galo por cima da galinha), arruma-se as demais coisas em volta e a corda ao redor de tudo (dentro do alguidar). Cobre-se com mel, epô e oti e acendesse as velas em volta. Este ebó tem que ser feito e arriado nos pés de uma palmeira.

MENSAGENS DE ODI MEJI

Sentença: Um pequeno buraco é indício de que existe uma saída.
Você deve ter muito cuidado porque está cercado de inveja, até mesmo por parte das pessoas de sua família.
Sente-se sobressaltado, sem saber a razão.
Você tem dois parentes que, de tanta inveja que sentem de você, se pudessem, fariam com que desaparecesse.
Tem que dar comida a Obaluaye e à Yemanjá.
Tenha cuidado com problemas judiciais ocasionados por documentos.
Não tente esclarecer uma certa situação que o está inquietando. Isto só lhe trará dissabores.
Perigo de queda provocando ferimentos e seqüelas.
Se sua mãe for viva, ofereça dois obís em honra de sua cabeça.
Alguém lhe disse algo que lhe deixou muito mal.
Costuma ter pesadelos e sonhar com seus inimigos.
As dificuldades financeiras pelas quais tem passado, são motivo de zombaria. Não se preocupe, a fortuna está a caminho.
Selecione e preste muita atenção aos lugares por onde anda.
Receberá uma notícia do interior.
Assinala, em seu caminho, uma viagem em companhia de um homem velho.
Seu caráter é violento, você vive ou trabalha em local onde existem ferros ou matas.
Você tem um débito com Obaluaye. Trate de pagá-lo.
Você sente a presença de espíritos desencarnados dentro de casa. É isto que lhe causa sobressaltos.
Existem três pessoas apaixonadas por você e uma delas poderá causar problemas sérios que provocarão ciúmes e resultarão em tragédias.
Alguém, em sua casa, está doente das vistas.
Se você tem um filho homem, oriente-o para que não ande em más companhias, isto poderá fazer com que seja preso.
Não maldiga a sua sorte.
Seu pensamento viaja, não consegue fixar-se em nada.
Você deseja mudar de onde vive.
Evite intimidades com pessoas idosas.
Uma herança a ser recebida.
As pessoas falam mal de você e isto prejudica a sua vida.
Tenha cuidado com seus cabelos, não permita que se apossem de alguns de seus fios, pois irão usá-lo num trabalho de feitiçaria que o tornará louco ou alcoólatra.
Assinala gravidez na família, possível nascimento de gêmeos.
Um dinheiro, trazido por uma pessoa que está no exterior, encontra-se a caminho.
Alguém, que conhece seus segredos, faz uso disto para manipulá-lo.
Uma coisa perdida será recuperada.
Você fala de mais e com isto, além de destruir seu próprio futuro, pode cair em desgraça.
EBÓ DE ODI MEJIUma galinha carijó, sete espigas de milho verde, sete tipos diferentes de cereais torrados, sete chaves, sete moedas e sete pedaços de rapadura.
Passa-se tudo na pessoa e arruma-se dentro de uma panela ou alguidar de barro. Sacrifica-se a galinha em cima do ebó e coloca-se o seu corpo sobre ele. Despacha-se num caminho de subida (no início da subida).

MENSAGENS DE EJIONILE

Sentença: A cabeça comanda o corpo. Um só rei governa o povo.
Quando este Odu sai numa consulta deve-se passar um pouco de efun na testa do consulente.
Você não é reconhecido por seus méritos e a culpa é sua.
É roubado dentro de sua própria casa.
Teve um sonho que lhe deixou muito preocupado.
Obatalá recomenda que, por pior que estejam as coisas, não deve ficar triste, nem renegar sua vida e muito menos pegar o que não lhe pertence.
Tudo o que obtém é às custas de muito sacrifício e lágrimas e isto porque você não cuida devidamente do seu Orixá. Trate do seu Santo e tudo se tornará mais fácil para você.
Às vezes você ri quando sente vontade de chorar.
Você é maledicente e costuma renegar sua crença.
Deve usar sempre roupas brancas.
Sofre das pernas e costuma ter cãibras.
Evite tomar muito Sol na cabeça.
Respeite seus mais velhos, não zombe deles para não atrasar sua vida.
Em breve receberá notícias de um familiar distante.
Você não tem tranqüilidade e, muitas vezes, sente vontade de morrer.
Sua família viveu às suas custas e quando você ficou sem condições de sustentá-los, viraram-lhe as costas.
Você não tem sorte com as amizades.
Não deve comer feijão branco nem bucho.
Não conte seus sonhos a ninguém.
Não use nada que tenha pertencido a alguém que já morreu.
O Egun de uma pessoa conhecida está querendo alguma coisa de você. Dê-lhe o que deseja.
Não coma mandioca, amendoim e comida de um dia para o outro.
Não acumule lixo pelos cantos.
Você é sempre mal pago pelos seus serviços.
Há uma guerra em sua vida da qual sairá vitorioso.
Você sempre abriu mão de tudo em favor de pessoas que hoje são suas inimigas.
Muita gente fala mal de você e de sua honra, somente por inveja.
Se ouvir chamar seu nome, só responda depois de ver quem está chamando.
Não visite enfermos.
Você tem uma boa predestinação que pode ser revelada através de seus sonhos. Procure interpretá-los corretamente e seguir as orientações neles contidas.
Sente dores na vistas e na barriga.
Evite subir escadas-caracol e descer em porões.
Não coloque perfumes na cabeça nem ande nu da cintura para cima.
Não use roupas remendadas nem tenha em casa garrafas e potes destampados.
Você fez uma coisa que o deixou preocupado e apreensivo. Provavelmente terá se apropriado de algo que não lhe pertencia.
Pode gerar uma filha Abikú.
Existe uma pessoa poderosa que está tentando prejudicá-lo. Esta pessoa fez um trabalho com restos de um defunto para seu mal. Este malefício pode ser facilmente neutralizado e, para isto, basta que você, durante sete dias consecutivos, evite sair de casa antes das 12 horas.
Quando este Odu sai numa consulta deve-se passar um pouco de efun na testa do consulente.
Quando este Odu surge em opolé e depois sai novamente na primeira mão, se vier trazendo irê significa que o consulente é filho de Obatalá e tem que fazer Santo.

EBÓ DE EJIONILE

Uma galinha branca, uma vara de madeira do tamanho da pessoa, canjica cozida, oito ovos crus, um pedaço de pano branco, oito acaçás, oito búzios, algodão em rama e um alguidar. Passa-se tudo no corpo do cliente e arruma-se no alguidar que já foi anteriormente forrado com algodão. Amarra-se o pano na vara de madeira que deve ser fincada no solo como uma bandeira. Arreia-se o alguidar com o ebó na frente da bandeira. Passa-se a galinha no cliente, com muito cuidado para não machucá-la, apresenta-se a Exú e solta-se com vida. Este ebó é para ser feito num lugar bem alto, de frente para o local onde nasce o Sol, de manhã bem cedo.

MENSAGENS DE OSA MEJISentença: Por vezes a loucura não passa de conveniência.
Existe um clima de revolta e descontentamento em sua casa que poderá gerar problemas de justiça. Uma certa pessoa que freqüenta sua casa é a única responsável por esta situação.
Nunca ajude ninguém a levantar coisas pesadas, pois isto fará com que esta pessoa suba na vida e você regrida.
Não guarde nada de ninguém sem antes conferir do que se trata, para não correr o risco de lhe entregarem uma coisa e depois dizerem que foi outra.
Nunca viaje sem antes fazer ebó.
Uma doença coloca sua vida em perigo. Faça ebó e dê um presente para Osain para livrar-se deste osogbo.
Costuma sonhar com alimentos e com pessoas que já morreram.
Não durma sobre lençóis de cores.
Tenha cuidado com pragas e maldições que lhe tenham lançado. Se seu pai já faleceu, mande rezar uma missa por sua alma e peça-lhe que o proteja deste perigo.
Tenha cuidado com o fogo e com golpes de ar, a morte está sempre ao seu redor.
Você tem parentes no exterior.
É teimoso, tem cabeça-dura e gênio ruim. Não admite que o contradigam e não perdoa ofensas.
Quando se aborrece, não tem medo de ninguém e se lhe fazem alguma coisa, têm que pagar por isto.
Sua saúde não está nada boa. Evite velórios e cemitérios.
Não coma carne, feijão branco e galetos.
Não use roupas xadrez ou com quadrados e evite também, cores berrantes.
Você tem sido trabalhado com feitiçarias feitas através de Eguns.
Não seja curioso e evite olhar repentinamente, para lugares escuros.
Não descuide de suas roupas e de objetos de uso pessoal para que não sejam usados em trabalhos de feitiçaria.
Você tem três inimigos dentre os quais, um meio ruço, a quem já favoreceu em diversas ocasiões. Hoje, esta pessoa é o seu inimigo mais perigoso.
Tem que tomar borí.
Você pensa em alguma coisa e logo se esquece dela.
Entre seus ancestrais mortos existe um que, cansado de vê-lo sofrer, quer levá-lo para seu lado.
Em cima de você tem muito mau-olhado que lhe causa diversos contratempos.
Não acredite nos amigos, na verdade, você não tem nenhum verdadeiro.

EBÓ DE OSÁ MEJI

Um galo, nove agulhas, nove taliscas de dendezeiro, nove bolos de farinha, nove cabacinhas pequeninas, nove acaçás, nove grãos de ataré, nove moedas, nove penas de ekodidé, algodão, pó de efun e um alguidar. Sacrifica-se o galo para Exú e coloca-se dentro do alguidar. Arruma-se tudo em volta do galo. Nas pontas das taliscas de dendezeiro, enrola-se um pouco de algodão como se fosse um cotonete. Molha-se o algodão enrolado nas taliscas, no sangue do galo e depois passa-se no pó de efun. As taliscas e as penas de ekodidé não vão dentro do alguidar, devem ser espetadas no chão, formando um círculo ao redor do mesmo, no local em que for despachado. Neste ebó não se passa nada no corpo do cliente. Despachar na beira da praia sem acender velas. Na volta, todas as pessoas que participaram têm que tomar banho de folhas de elevante e defumar-se com pó de canela.

MENSAGENS DE OFUN MEJI

Sentença: É a agulha que carrega a linha.
Você faz determinadas coisas que afastam seu Anjo-da-Guarda, impedindo que lhe dê a proteção que gostaria de dar.
Não gosta muito de trabalhar e prefere encostar-se em alguém para conseguir o que precisa.
Já teve diversas chances para ganhar dinheiro, mas nunca retribuiu aos Orixás e, por isto, perdeu tudo.
Tem que fazer Ifá, mesmo que não chegue a ser bàbáláwo.
Uma criança de sua família está doente, tome providências neste sentido.
Se for mulher, tem retenção do fluxo menstrual que pode se agravar deixando-a doente de cama.
Você tem uma mágoa muito grande de alguém de sua família.
Mude-se do lugar onde está morando porque ali existe muito olho-grande em cima de você.
Você é uma pessoa muito sofrida e pode enlouquecer por não agüentar mais tanto sofrimento.
Sua cabeça não está nada bem no aspecto psicológico.
Você, em determinados momentos, deseja morrer.
Não dorme bem e demora muito a pegar no sono.
Evite fumar.
Chegarão notícias sobre a morte de alguém distante.
Não seja curioso, isto pode ocasionar cegueira.
Se você tem alguma coisa guardada que represente um segredo, não facilite com a chave do local onde está guardada, pois alguém tentará descobrir o que é e divulgar o seu segredo.
Você está com problemas de barriga e pode estar grávida.
Existe uma coisa boa em seu caminho que não passa da esquina da sua rua e não consegue chegar em sua casa, porque existe um estorvo que a impede de chegar.
Evite aborrecimentos. Embora não pareça, sua saúde não está boa e um aborrecimento sério poderá ocasionar a sua morte.
Na sua casa existem coisas enterradas e por isto, ouvem-se ruídos e acontecem coisas estranhas.
Às vezes você está muito bem e, repentinamente, sente vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo, sem saber por que.
Às vezes se surpreende falando sozinho e não entende o que está se passando.
A morte ronda sua casa e, por isto, não deve ter vasilhas destampadas e lixo amontoado pelos cantos.
Tenha muito cuidado com o que come e, quando estiver comendo, evite ser incomodado ou interrompido.
Não abra sua porta depois que tiver deitado para dormir.
Não visite doentes nem vá a velórios.
Você protege uma pessoa que é sua inimiga.
Você vive sofrendo por alguém que só prejudicou a sua vida.
Não se molhe na chuva nem se exponha à luz da Lua.
Tem que oferecer alguma coisa ao seu Ori.
Não fique em falta com seus mais velhos nem queira inteirar-se de coisas que não lhe dizem respeito.
Você tem uma marca ou sinal grande no corpo.
Tudo o que você tenta fazer sai errado.
Não deve comer milho e feijão branco.
Quando estiver à mesa comendo, não deve levantar-se para atender a porta.
Você sente uma tristeza que lhe faz chorar.
Quando caminha um pouco, sente-se cansado. É problema de circulação sangüínea.
Passou por sérios problemas na vida, ocasionados por sua família e por amigos que o roubaram.
Você tem ou terá uma filha cujo olorí é Xangô ou Obatalá.
Você ou uma pessoa de sua casa tem uma doença que é de origem espiritual. Pagando o que deve ao Orixá, a doença desaparecerá imediatamente.
Alguém está tramando um plano para prejudicá-lo e colocá-lo em apuros.
Gosta de jogar, mas não tem tido sorte. Alguém, por inveja, lhe lançou uma maldição para que a sorte lhe virasse as costas.
Não se vista de negro nem durma sobre lençóis de cores.
Tenha cuidado com rumores e problemas com a justiça.
Alguém o difama e levanta-lhe falso testemunho.
Você não encontrou em sua vida ninguém que lhe desse uma ajuda.
Rogue a proteção de Oxun e de Obatalá.
Você pode ser preso. Uma pessoa a quem já prestou muitos favores, trará uma fofoca. Não lhe dê ouvidos porque qualquer atitude que venha a tomar, pode lhe trazer graves conseqüências.
Se tem algum projeto em mente, aja com muito cuidado, Oxun avisa que nas águas calmas existem redemoinhos.
Uma amizade sua, dentro em breve, se transformará em inimizade.
Cuidado com um roubo.
Você se já não foi, será submetido a uma intervenção cirúrgica.

EBÓ DE OFUN MEJI

Uma tigela branca grande, canjica, uma toalha branca, dez velas brancas, dez acaçás, um obi de quatro gomos, água de flor de laranjeira, pó de efun, algodão em rama e um igbín vivo. Leva-se tudo ao alto de uma montanha e ali, embaixo de uma árvore bem copada, faz-se o seguinte: Primeiro reza-se a saudação de Ofun Meji, depois, forra-se o chão com a toalha branca; no meio da toalha, coloca-se a tigela com a canjica, coloca-se os quatro gomos do obi sobre a canjica, um de cada lado; coloca-se os dez acaçás em volta da tigela; em cada acaçá espeta-se uma vela, cobre-se a tigela com o algodão, derrama-se sobre ele a água de flor de laranjeira e cobre-se com o pó de efun. Passa-se o igbín na pessoa e manda-se que ela o coloque, com suas próprias mãos sobre a tigela. Derrama-se um pouco de água de flor de laranjeira sobre o igbín que deverá permanecer vivo. Só então acende-se as velas e faz-se os pedidos. A cada pedido formulado diz-se: “Hekpa Babá”. Na volta para casa deve-se falar o mínimo necessário e, a pessoa que passou pelo ebó tem que guardar resguardo de dez dias e vestir-se de branco durante o mesmo período.

MENSAGENS DE OWÓNRIN MEJI

Sentença: Pegar água num cesto é trabalhar inutilmente.
Você é pessoa de muito mal gênio e, por este motivo, não deve dar ouvidos à fofocas pois isto poderá ocasionar uma desgraça em sua vida.
Não se intrometa naquilo que não lhe diz respeito.
Não diga a ninguém que em seu casamento existe amor verdadeiro, para que não interfiram na sua relação.
Sua vida já não é mais o que era antes.
Tem que oferecer um galo para Exú junto com Ogun, com bastante milho torrado.
As dificuldades que está passando são decorrentes de algum erro no passado.
Não tem tido paradeiro fixo e lhe faltam coisas essenciais.
Tem que assentar Elegbara, ele é seu guardião e quer lhe dar proteção.
Você pode ser agredido a pauladas e ficará muito machucado.
Possui muitos inimigos que não lhe dão tréguas.
Peça a proteção de Xangô contra os inimigos.
Cometeu uma falta com uma pessoa mais velha e, por isto, lhe impuseram maldições e mantêm velas permanentemente acesas para que você não tenha paz.
Não ande em grupos nem tome bebida em companhia de ninguém.
Evite andar na rua tarde da noite.
Se tem alguma viagem para o interior programada, não a faça por enquanto.
Não pare em esquinas.
Pague uma dívida que você tem com Oxun.
Você é uma pessoa muito geniosa, portanto, não deve portar armas, discutir nem brigar com ninguém.
Não diga mais as “verdades” que costuma dizer às pessoas.
Procure freqüentar menos festas.
Um amigo seu é, na verdade, um inimigo bem dissimulado.
Onde você mora existe muita umidade, trate de mudar-se.
Existe uma enfermidade em seu caminho.
Oxun está de pé com você, evite disputas com quem quer que seja.
Não tente separar um casal que é feliz.
Não cobice a mulher ou o marido do seu próximo.
Se alguém lhe pedir para guardar alguma coisa, não atenda, pois seguramente, será acusado de roubo.
Você está em débito com os Orixás.
Existe um Egun que o persegue e não lhe dá sossego. Mande rezar-lhe uma missa.
Você costuma sonhar com coisas estranhas e com pessoas despidas.
Tenha cuidado com o fogo e com os ciúmes. Os dois podem queimá-lo.
Não levante a mão contra quem quer que seja.
Querem que você assuma a paternidade de uma criança que não é sua.
Você costuma fazer tudo ao contrário do que lhe mandam.
Não negue comida a quem quer que vá à sua casa, isto lhe deixa em osogbo, trazendo guerra em sua vida.
Nunca se vingue de ninguém, Exú manda dizer que ele é suficiente para cobrar todo o mal que lhe façam.
Cuide muito de Elegba.
A pessoa que se consulta tem objetos guardados que pertenceram a alguém que já morreu.
Se estiver doente, tem que se cuidar para que não morra. Tem que dar um galo a Exú com epô, pó de ekú, pó de ejá, ori-da-costa e muito milho torrado. Em seguida a pessoa deve fazer uma visita a um hospital.
Quando este Odu, saindo em opolé, vier seguido de Okanran, e estando em osogbo, pode estar indicando prisão ou morte e tem que se dar um cabrito e duas galinhas d’angola para Elegbara.
Tem que se fazer, ainda, o seguinte ebó: Um cravo de linha de trem, um facão, uma faquinha, uma corrente de ferro, e um bastão de madeira. Os bichos acima relacionados são sacrificados sobre Elegbara e os demais componentes. Despacha-se tudo numa encruzilhada de rua.
Se vier, nas mesmas condições, seguido de Irosun, a pessoa tem que ter muito cuidado com favores recebidos pois quem lhe presta favores está mal intencionado e tudo o que faz, é plantar para colher mais tarde. Sabe que o cliente tem uma cabeça boa e pretende tirar proveito roubando a sua sorte.

EBÓ DE OWÓNRIN MEJI

Dois obís, duas solas de sapatos velhos (da própria pessoa), dois bonequinhos de pano, dois pedaços de pano, sendo um branco e um amarelo, uma casinha de cera, duas pencas de bananas, dois saquinhos de confete, e um galo para Exú. A roupa que a pessoa estiver vestindo na hora do ebó, tem que sair no carrego, que será despachado nos pés de uma árvore frondosa. Feito o ebó, o cliente se vestirá de branco por dois dias.

MENSAGENS DE EJILAXEBORA

Sentença: Quando não existe guerra o soldado não morre.
Tenha cuidado com a justiça e com o fogo. Você está metido numa coisa ruim que pode trazer mal resultado.
Você teve um sonho ruim onde via sangue derramado.
Xangô está zangado com você, procure apaziguá-lo bem depressa.
Possui um gênio muito violento.
Tem inimigos dentro de sua própria casa.
Está metido em confusões, nas quais será derrotado, e não sabe como sair delas.
Alguém fez uma armadilha para que você ficasse arruinado moral e materialmente.
Existe alguém a quem você sente ganas de agredir fisicamente. Não faça isto porque o prejuízo maior será seu.
Pressente que estão lhe fazendo mal e não está enganado.
Existe muito fogo mandado em sua direção.
Têm-lhe feito muito feitiço por inveja da sua maneira de ser.
Se o cliente for homem, tem que ter muito cuidado com uma mulher que o está querendo amarrar. Todos os contratempos de sua vida são causados por mulheres que foram desprezadas.
Deve ter muito cuidado com o que come e bebe. É desta forma que costumam pegá-lo.
Xangô aconselha que pense bem no que fala, nunca diga nada sem antes estar seguro do que vai dizer e, principalmente, não calunie a quem quer que seja.
Você é uma pessoa que acha que sabe muito, mas, na verdade, não sabe nada. Gosta de falar mal dos Santos e dos sacerdotes.
Respeite a opinião alheia, você gosta de ser crítico e bancar o engraçado.
Você desconfia de alguém que é sincero e leal com você, trata-se de uma pessoa muito nobre e que não gosta de muita conversa.
Por mais que busque, sempre escolhe mal suas amizades.
Não se deixe levar por falatórios infundados.
Não use roupas listradas nem roupas emprestadas.
Você convive com alguém que lhe causa asco.
Vai sofrer uma traição num lugar que costuma freqüentar. Evite ir lá por estes dias.
Sua franqueza e temeridade fazem com aja com imprudência.
Ressente-se por qualquer bobagem e guarda rancores profundos, quando mete algo na cabeça, fica cismado e isto tem lhe ocasionado muitas perdas.
Acha que tudo que lhe fazem é por maldade e intencionado, esquecendo que, muitas vezes, as pessoas se prejudicam sem querer.
Pague uma dívida que tem com Xangô.
Você tem sido alvo de calúnias.
Uma pessoa de sua amizade tem tentado amarrá-lo, mas, quando pensa que conseguiu, você já se livrou da armadilha.
Tenha cuidado para não ser enganado numa questão de herança.
Agrade Oxun para resolver problemas relacionados a dinheiro.
Procure mudar a posição de sua cama.
Se o cliente for do sexo masculino, tem que usar um fio-de-contas de Oxalá e outro de Xangô.
Deve ter cuidado para não ser acometido por uma crise de impotência sexual fora de sua casa.
Você é governado por Xangô, e por isto, tem que agradá-lo muito.

EBÓ DE EJILA XEBORA

Um galo, dois pombos, doze folhas de babosa, doze pedacinhos de ori-da-costa, doze pedaços de coco seco, doze grãos de ataré, um alguidar, doze folhas de mamona, doze búzios, um charuto de boa qualidade, dendê, mel, oti, pó de peixe defumado, pó de ekú defumado, doze grãos de lelekun e pó de efun.
Sacrifica-se o galo para Exú e coloca-se dentro do alguidar. Passa-se no corpo do cliente e vai-se arrumando no alguidar, em volta do galo, as folhas de babosa e os búzios. Rega-se com mel, oti e dendê, cobre-se com pó de peixe e pó de ekú. Pega-se as folhas de mamona e, sobre cada uma delas coloca-se um pedaço de coco, em cima de cada pedaço de coco um pedacinho de ori, um grão de ataré e um de lelekun e com isto se faz doze trouxinhas. Passam-se as trouxinhas no cliente e vai-se arrumando no alguidar. Por fim, passa-se os pombos e solta-se com vida. O ebó é arriado dentro de uma mata e o charuto, depois de aceso, é colocado em cima de tudo.

MENSAGENS DE EJIOLOGBON

Sentença: Quando existe enfermidade o sangue adoece.
Este Odu assinala que você pode estar doente do sangue, o que se manifesta por erupções ou caroços na pele.
Fala de doenças adquiridas por contágio ou por hereditariedade.
Você está atravessando uma situação muito difícil por ser desobediente e teimoso.
Não seja curioso, nem maltrate os cães.
Quando você estava no ventre de sua mãe, alguém lançou uma maldição sobre ela. Esta maldição ficou sobre sua cabeça e até hoje o acompanha.
Existem dúvidas em relação a uma paternidade.
Não se deixe envolver por um problema familiar que resultará em tragédia.
Uma donzela é seduzida e desvirginada.
Você tem tendências a assumir atitudes insanas que põem em risco sua reputação e sua honra.
Alguém, obstinadamente, pede sua morte.
Atenda aos seus Orixás para livrar-se de Ikú.
Você tem um problema de herança de Santo que só será decifrado com ajuda de um bàbáláwo.
Não cruze as mãos sobre a cabeça, isto atrasa sua vida e lhe traz osogbo.
Cuidado para não ser acusado de roubo.
Às vezes você sente vontade de sair andando sem rumo.
Seria muito bom que você mudasse para outra cidade.
Omolú caminha com você passo a passo.
Você precisa assentar Omolú.
Prepare um saquinho cheio de milho, amarre com uma tira de palha-da-costa e pendure atrás da porta de sua casa, para ter a proteção de Omolú.
Procure um bàbáláwo para lhe consultar aos pés de Orunmilá, através do jogo de okpele.
Uma grande mudança, que poderá ser para melhor ou para pior, ocorrerá em sua vida. Tem que pesquisar do que se trata.
Uma situação que chega ao fim, saturação total e absoluta impossibilidade de dar continuidade a alguma coisa.
Ofereça um adimú à Nanã.
Você custa a tomar uma atitude, fica indeciso e prefere agir sob a orientação de alguém em que confie.
É inteligente e tem boas idéias, mas não consegue colocá-las em prática sem o auxílio de outros.
Prefere ser comandado à comandar.
Gosta de viver em grupo e de freqüentar lugares onde se reúnem muitas pessoas.
Não suporta a solidão e o isolamento.
Para ter sorte na vida, deve morar perto do mar, de rio ou de lagoa.
Sua casa é freqüentada por muita gente e você tem muitos amigos.

EBÓ DE EJIOLOGBON

Um peixe fresco, 13 pãezinhos, um alguidar, um pedaço de pano preto, um pedaço de pano branco, pó de peixe e de ekú defumado, dendê, mel e vinho tinto. Passa-se o peixe na pessoa e coloca-se dentro do alguidar, passa-se os pães na pessoa e arruma-se em volta do peixe. Rega-se tudo com mel, dendê e vinho. Salpica-se os pós sobre tudo. Passa-se o pano preto nas costas da pessoa e coloca-se dentro do alguidar. Passa-se o pano branco na frente e com ele embrulha-se o alguidar. Despacha-se nas águas de um rio ou de uma lagoa.

MENSAGENS DE IKÁ MEJI

Sentença: Quando chove o sapo se abriga em baixo da pedra.
Você participou de uma cena de violência, quer seja como autor, quer seja como vítima.
Está envolvido numa situação insustentável que terminará como um motim, de forma violenta e explosiva.
Vive perigosamente, como que sentado num barril de pólvora.
Se é mulher, já foi estuprada ou sofreu uma ameaça de estupro.
Alguém que o odeia profundamente tentará contra a sua vida usando arma de fogo.
Seu apetite sexual é exacerbado e isto pode provocar uma tragédia em sua vida.
Um homem jovem e de caráter violento está lhe criando sérios problemas que você não sabe como solucionar.
Oxumarê está pronto a lhe auxiliar, ofereça-lhe um adimú.
Você pode ser filho de Oxumarê ou de Soboadan.
Não ande armado e evite locais onde se praticam a prostituição ou qualquer tipo de jogo, mesmo os jogos esportivos.
Você será ferido e seu sangue derramado num local onde a multidão fará um protesto.
Evite passeatas, comícios e manifestações públicas de protesto.
Procure um bàbáláwo, Orunmilá precisa de seus préstimos.
Uma notícia de um acidente com morte lhe trazendo grande constrangimento.
A mulher é violentada pelo próprio marido e já o foi por um parente bem próximo.
Assinala caminho de bàbáláwo, você tem que fazer Ifá.
Avisa a morte de um ente querido por ferro e fogo.
Tem que fazer ebó para limpar-se do osogbo e dar comida a Oxumarê.
Tem que cuidar de Yemanjá e de Orunmilá.
A mulher tem que receber akofá, assentar Orunmilá, Elegbara e os Guerreiros (Ogun, Oxóssi e Ôsun).
Se for solteira tem que casar com um bàbáláwo.
Você abusa de sua autoridade e a usa para pisar e humilhar os subalternos.
Mude sua atitude para não se tornar escravo de quem escraviza hoje.
Você sairá vitorioso de uma disputa em que se meteu, mas para isso, terá que agir com muita energia.
Pense duas vezes antes de tomar uma decisão. A impetuosidade poderá custar a sua vida.
Os recursos de que dispõe são insuficientes para o projeto que tem em mente. Prepare-se melhor para não fracassar.
Outras pessoas tiram proveito do seu sacrifício, o que lhe provoca muita revolta.
Tudo o que você faz só beneficia os outros, que nem ao menos reconhecem o seu valor.
Um amigo em quem confia está lhe traindo e faz tudo para prejudicá-lo.
Uma mulher traída e desprezada é mais perigosa do que uma serpente ferida. Tenha muito cuidado.
Não discuta com ninguém nem aceite desafios. Aja com a cabeça e aguarde o momento certo.
Sua cabeça é boa e de conquistas, mas o seu mau gênio atrapalha tudo.
Por duas vezes já quiseram lhe matar, na terceira, por certo, conseguirão.

EBÓ DE IKÁ MEJI
Um galo, duas quartinhas com água, 14 grãos de milho, 14 grãos de ataré, 14 favas de bejerekun, 14 grãos de lelekun, um alguidar, um pano branco, 14 moedas, uma mecha de pavio de lamparina, um obi, um orógbó, 14 ovos e 14 acaçás.
Enchem-se as quartinhas com água de poço, sacrifica-se o galo para Exú e arruma-se no alguidar. Passa-se os demais ingredientes na pessoa e vai-se arrumando dentro do alguidar, (os ovos são quebrados). Derrama-se a água das quartinhas, uma sobre o ebó e a outra na terra. Despacha-se em água corrente. (As quartinhas não precisam ser despachadas).

MENSAGENS DE OBEOGUNDÁ.

Sentença: A mesma força que movimenta é a que paralisa.
Você é uma pessoa ingênua e que não vê a maldade do mundo.
A sua ingenuidade faz com que confie em todo mundo, principalmente naqueles que não merecem a sua confiança.
As pessoas lhe elogiam pela frente, agradam, e, depois que obtêm o que desejam, zombam de você pelas costas.
Seu grande defeito é a vaidade. É por aí que o atingem.
Está sempre pronto a receber, de braços abertos, até mesmo aqueles que já o tenham traído.
Perdoa e esquece com muita facilidade, todo o mal que lhe fazem.
Tem que tomar um borí e assentar Obatalá.
Tem que agradar Ogun e Iyewá.
Sofre da vesícula, sente dores e acidez no estômago.
O mal está em sua boca, evite talheres de metal.
Não consegue agir de agir de má fé com ninguém.
Existe um Egun que o persegue porque quer ser tratado. Cuide deste Egun, acenda-lhe velas e peça a sua proteção.
Tem que assentar Azawani.
Tem cargo dentro do Santo. Procure saber qual é.
Tem que se iniciar no culto de Orunmilá, ser apetebí ou bàbáláwo.
Tem que cultuar Babá Ajalá para obter uma boa cabeça.
Tem que assentar Exú Ijelú e cuidar dele para receber sua proteção.
Tenha muito cuidado para não agredir alguém com uma arma branca.
Sua relação amorosa sofre oposição de terceiros que desejam sua separação.
Se for homem, tem problemas de impotência e precisa fazer ebó para que o problema não se agrave.
Se quiser reatar com alguém a quem ama, ofereça um galo branco a Exú Ijelú.
Cuide muito bem de sua casa e não brigue com seu cônjuge.
Sua vida está atrasada porque desmancharam um assentamento de Orixá que lhe pertencia.
Tem que assentar Oxun.
Não deve beber bebidas alcoólicas.
Não pode comer pombo.

EBO DE OGBEOGUNDA

Um alguidar cheio de pipoca, dentro do qual se sacrifica um galo branco. No mesmo alguidar coloca-se: Um orógbó, um obi, uma fava de ataré, mel, dendê, vinho branco, uma faquinha pequena, um caco de louça, uma pedra de rua, uma pedra de rio, uma pedra do mar e um bonequinho. Arreia-se tudo num caminho de terra que saia num rio. Não se passa nada no corpo do cliente e é ele quem deve arriar o ebó e fazer os pedidos enquanto acende 14 velas ao redor. (Os pedidos são feitos a Exú).

MENSAGENS DE ALAFIA.

Sentença: Uma venda sobre os olhos esconde o próprio nariz.
Quando sai este Odu, o jogo não pode ser cobrado e, se já o foi, o dinheiro tem que ser devolvido ao cliente.
Você fala bem, sabe convencer, mas muda de opinião com muita facilidade.
Possui duas palavras, uma hora diz uma coisa, outra hora diz outra.
É afetuoso e recebe com muita alegria as pessoas que o buscam.
Deve, sempre que possível, usar roupas brancas ou azuis.
Possui vocação artística, o que deve ser olhado com mais atenção, o seu sucesso pode vir pelas artes.
Ama com sinceridade e, da mesma forma, é correspondido.
Não permita que os instintos dominem a razão. Por aí está sua perdição.
Aprenda a dizer não da mesma forma que sabe dizer sim.
Cumpra com a palavra empenhada para não ser visto como uma pessoa de duas caras.
Seja mais determinado, não hesite, nem permita que outros tomem decisões por você.
Não tenha cães em sua casa. Eles lhe trazem osogbo.
Não coma milho assado, carne de porco e carne de tartaruga. Estas são as suas interdições.
Não negue esmolas aos necessitados e, quando as der, seja generoso.
Não fume nem seja indiscreto.
Você não pode portar nenhum tipo de arma. Isto lhe trará um transtorno muito grande.
Você é filho de um Orixá Funfun, provavelmente de Oduduwa.
Xangô lhe dá proteção permanentemente, procure agradá-lo.
Se for sacerdote de Orixá ou do culto de Orunmilá, tem que assentar Aje Xaluga.
Não pode comer galo nem inhame pilado.
Faça suas preces de frente para o oriente. Ali está a sua sorte.
Tem que receber Ifá, assentar Orunmilá e Elegbara.
O perigo ronda suas vistas. Tenha cuidado para não ficar cego.
Na vaidade se perdem os poderosos.
Não seja vaidoso, deixe aos outros o reconhecimento de suas qualidades.
Você nasceu para ser cabeça e não pescoço.
Tem que comandar e não ser comandado.
Possui o dom de adivinhação, por isto tem que aprender a jogar.
Se mantiver-se sempre em irê, tudo o que tocar se transformará em dinheiro.
Possui o toque de Midas.
Não fale mentiras, não levante falsos testemunhos e mantenha sua moral elevada.
Ande sempre limpo física e moralmente.
Evite lugares sujos, barulhentos e fétidos.
O barulho lhe incomoda e se alguém grita ou fala alto com você, fica irritado a ponto de perder a calma.
Evite ajuntamentos.
Se você não é feito, terá que fazer o Santo o mais depressa possível.
Não permita que sua língua destrua o que sua cabeça constrói.
Tem que fazer ebó para livrar-se dos Arajés.
A inveja atrasa sua vida. Não conte seus planos a ninguém.
Seu maior inimigo come à sua mesa e vive fazendo-lhe elogios

EBÓ DE ALÁFIA

Um peixe pargo, um prato branco fundo, um obi branco de quatro gomos, canjica, 16 moedas, 16 búzios, efun e mel de abelhas. Passa-se o peixe no corpo do cliente e coloca-se no prato onde já se colocou a canjica. Arrumam-se as moedas e os búzios em volta. Abre-se o obi e coloca-se um pedaço em cada lado. Rega-se tudo com mel de abelhas e cobre-se com pó de efun. Entregar num local com bastante sombra, dentro de uma mata. Resguardo de 24 horas.

ATENÇÃO!
As mensagens dos 16 Odu Meji contidas no presente trabalho referem-se aos Odu no jogo de búzios (méríndílogún). Um critério consciencioso deve ser adotado na sua utilização e interpretação, levando-se em conta que, nem todas se enquadram de forma geral para cada cliente. Para uma utilização correta é necessário que uma análise profunda da situação que se configure em cada consulta seja efetuada para que então sejam selecionadas as mensagens que digam respeito à condição de cada cliente.

Odus

Odus são presságios, destinos, predestinação. Os odus são inteligências siderais que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odu de origem e cada orixá é governado por um ou mais odus. Cada odu possui um nome e características próprias e divide-se em “caminhos” denominados “ese” onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como Itàn Ifá. Os odus são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca. Os Orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se alimentar, o odu é o caminho, a existência do destino o qual o Orixá e todos os seres estão inseridos. Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, isso nós dizemos que a mesma está com o odu negativo, ou seja: seu destino sua conduta foge as regras siderais (seguiu um caminho negativo dentro do estabelecido). Nós quando nascemos, somos regidos por um odu de ori (cabeça), que representa nosso “eu” assim como odu de destino, etc. O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a Ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de Ifá é o de Oluwô, título concebido a alguns Babalaôs. Ifá é o Orixá da adivinhação e para tudo e deve ser consultado. Existem alguns tipos de jogo: o de Opelé Ifá, o rosário de Ifá, o jogo de búzios, etc. No jogo de búzios (Erindilogun) quem fala é Exu. São dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos Babalorixás e Ialorixás. A consulta a Ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque oxum fez um trato com exu, conseguindo dele permissão para jogar. O jogo de Opelé Ifá baseia-se num sistema matemático, em que se estabelece 256 combinações resultantes dos 16 odus usados no jogo de búzios multiplicado por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo, quanto mais séria a questão a ser resolvida, maior a responsabilidade da pessoa que faz o jogo.

Para conhecer os seus Odús, tome como ponto de partida a data do seu nascimento. Trace num papel quatro linhas horizontais, cortadas no centro por uma linha vertical. Essa linha vertical vai separar os algarismos em duas colunas: uma à esquerda e outra à direita. Escreva na primeira linha horizontal, usando as duas colunas, o número do dia em que você nasceu.

Se esse número for menor que 10, coloque um zero (0) na coluna da esquerda. Na segunda linha, escreva o número do mês (de 01 a 12). Se esse número for menor que 10, coloque um zero na coluna da esquerda. Na terceira linha, sempre usando ambas as colunas escreva os dois primeiros algarismos do ano em que você nasceu (19). Na quarta linha, usando as duas colunas, escreva os dois últimos algarismos do ano em que você nasceu. Some separadamente os algarismos de cada coluna. E sempre que o resultado ultrapassar 16, o número de Odús básico, reduza-o somando os algarismos.

Veja o exemplo abaixo, de uma pessoa nascida em 25 de Março de 1962:

1a linha 2 5 Dia
2a linha 0 3 Mês
3a linha 1 9 Século
4a linha 6 2 Ano
Soma 9 19

Como 19, o total da segunda coluna, é maior que 16, você deve somar 1+9. Portanto no exemplo, o resultado da coluna da esquerda é 9 e o resultado da coluna da direita é 10.

A seguir desenhe uma cruz e escreva nas pontas dos braços da cruz as palavras Testa,Fronte DireitaNuca e Fronte Esquerda, conforme o modelo:

Escreva o número correspondente à soma da coluna da direita (10, no exemplo) no ponto referente à TESTA, e o número correspondente à soma da coluna da esquerda (9, no exemplo) no ponto referente à NUCA.

Para encontrar o número correspondente à FRONTE DIREITA, some os dois números já obtidos (9 e 10). O resultado obtido é 19, que reduzido, dá 10 (1+9=10).

Para encontrar o número correspondente à FRONTE ESQUERDA, some os três números já obtidos: 10+9+10 = 29. Como o resultado (29) é superior a 16, o número de Odús básicos, reduza-o: 2+9=11.

Para encontrar o número correspondente ao CENTRO DA CABEÇA, some os quatro números já obtidos 10+9+10+11 = 40, que reduzido dá 4 (4+0 = 4).

Escreva o resultado no meio da cruz:

Faça o Cálculo on Line de seus Odus

Odus

ÒKÀNRÀN
Qualidade 1 – ÒKÀNRÀN – disciplina e teimosia
Elemento Fogo
Regência EXU
Personalidade Pessoas com esse ODU são inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. Seu temperamento explosivo faz com que raras vezes atuem com a razão. Têm sorte nos negócios. No amor, extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com facilidade. As mulheres têm como ponto vulnerável o útero.
ÉJÌÒKÒ
Qualidade 2 – ÉJÌÒKÒ – incerteza e a indecisão
Elemento Ár
Regência Ogum com influências dos Ibejis e de Obatalá
Personalidade Pessoas com esse Odu são intuitivas, joviais, sinceras e honestas. Revelam grande combatividade, mas não sabem conviver com derrota. Apesar de volúveis no amor, são muito ciumentas. Devem controlar obstinação e ter cuidado com a vesícula e com o fígado, seus pontos vulneráveis.
ÉTÀÒGÚNDÁ
Qualidade 3 – ÉTÀÒGÚNDÁ – perseverança e a obstinação
Elemento Terra
Regência Obaluaê com influência de Ogum
Personalidade Pessoas com esse ODU em geral vêem seus esforços recompensados. Costumam vencer na política e conseguem obter grandes lucros nos negócios, particularmente nas atividades agrícolas, mas podem sofrer desilusões no amor e traições dos amigos. Emocionalmente inconstantes, estão propensas a ter problemas espirituais e físicos, embora na maioria dos casos consigam se recuperar com facilidade de qualquer doença. Seus pontos vulneráveis são os rins, as pernas e os braços.
IRÒSÙN
Qualidade 4 – IRÒSÙN – tranqüilidade
Elemento Terra
Regência Oxossi com influência de Xangô, Iemanjá, Iansã e Egum
Personalidade Pessoas com esse ODU são generosas, sinceras, sensíveis, intuitivas e místicas. Têm grande habilidade manual e podem alcançar sucesso na área de vendas. Entre os aspectos negativos estão a tendência a sofrer traições amorosas e a propensão a acidentes. Muitas vezes são vítimas de calúnias e da perseguição dos seus inimigos. Também precisam cuidar da alimentação, pois seu ponto vulnerável é o estomago.
ÒSÉ
Qualidade 5 – ÒSÉ – fama
Elemento Agua
Regência Oxum com influências de Iemanjá e Omulu
Personalidade Pessoas com esse ODU têm mão de magia, força e proteção espirituais, religiosidade e uma inclinação especial para o misticismo e as ciências ocultas. São ótimos professores e se destacam em qualquer atividade que exija liderança, mas precisam aprender a controlar sua vaidade e seu egocentrismo. Outro aspecto negativo é a tendência a se vingar quando estão com raiva. Seus pontos vulneráveis são o aparelho digestivo e o sistema hormonal.
ÒBÀRÀ
Qualidade 6 – ÒBÀRÀ – riqueza e o brilho
Elemento Fogo
Regência Xangô com influências de Exu, Iansã, Oxossi. Ossain e Logunedê
Personalidade Pessoas com temperamento um tanto estourado, são de extrema sinceridade; são um pouco tagarelas com habito de contar tudo o que irá ser feito, evitando assim a concretização dos planos. Despertam antipatia e inveja das pessoas. São justas e tendem a possuir bens.
ÒDÍ
Qualidade 7 – ÒDÍ – rancor e a violência
Elemento Terra
Regência Obaluaê com influências de Exu, Oxalufam e Oxumarê
Personalidade Pessoas com esse ODU são ambiciosas e costumam ser bem sucedidas na sua profissão, mas a indecisão as leva a não concluir muito dos seus projetos. Quando a fé as impulsiona, porém, ultrapassam todas as barreiras. Sonham com o poder e adoram se divertir, às vezes, provocam enormes confusões. Não têm sorte no amor. Seus pontos vulneráveis são os rins, a coluna e as pernas.
EJÌONÍLE
Qualidade 8 – EJÌONÍLE – impaciência e a agitação
Elemento Ar
Regência Oxaguiã com influências de Xangô, Oxum e Oxossi.
Personalidade Pessoas com esse ODU são dedicadas e honestas e levam uma vida quase sem sofrimentos. Mas estão sujeitas a acidentes graves. Amam com intensidade e têm amizades sinceras. Quando são repudiadas ou sofrem uma traição, podem se tornar vingativas. Devem evitar o consumo de álcool e de carne vermelha e se vestir de branco nas sextas-feiras. Seu ponto vulnerável é o sistema nervoso central.
ÒSÁ
Qualidade 9 – ÒSÁ – desconcentração
Elemento Agua
Regência Iemanjá com influências de Xangô, Ossain, Oxossi e Iansã.
Personalidade Pessoas com esse ODU são líderes natas, mas seu autoritarismo lhes cria sérios problemas, inclusive conjugais. O instinto protetor e a religiosidade também as caracterizam. Seus pontos vulneráveis são os conflitos psicológicos e, no caso das mulheres, os problemas ginecológicos.
ÒFÚN
Qualidade 10 – ÒFÚN – problemas de saúde
Elemento Ar
Regência Oxalufam com influências de Xangô e Oxum
Personalidade Pessoas com esse ODU são inteligentes, fiéis e honestas, capazes de dedicar atenção total ao seu amor. Têm amigos sinceros e elevada espiritualidade. Em contrapartida, mostram-se muito teimosas e tendem a sofrer perseguições e desilusões amorosas. Seus pontos vulneráveis são o estomago e a pressão arterial.
ÒWÓRÍN
Qualidade 11 – ÒWÓRÍN – ansiedade
Elemento Fogo
Regência Iansã com influências de Exu, Ossain e Egum.
Personalidade Pessoas com esse ODU têm imaginação fértil, boa saúde e vida longa, mas as más influências e a falta de fé as levam a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios. São muito volúveis no amor. As mulheres geralmente fracassam no primeiro casamento, mas acabam encontrando a felicidade. Devem evitar a bebida e outros vícios. Seus pontos vulneráveis são a garganta, o sistema reprodutor e o aparelho digestivo.
EJÍLÀSEGBORA
Qualidade 12 – EJÍLÀSEGBORA – justiça e o discernimento
Elemento Fogo
Regência Xangô com influências de Logunedê e Iemanjá
Personalidade Pessoas com esse ODU têm o dom de convencer os outros. Dotadas de grandes qualidades espirituais, são bondosas, justas e prestativas, embora às vezes se mostrem arrogantes. Apaixonam-se com facilidade e são muito ciumentas. Devem evitar bebida e podem ter problemas judiciais ou relacionados à perda de bens. Seu ponto vulnerável é a circulação sanguínea.
EJÍOLOGBÓN
Qualidade 13 – EJÍOLOGBÓN – tranqüilidade e a concentração
Elemento Terra
Regência Nanã com influência de Obaluaê
Personalidade Pessoas com esse ODU aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais, conscientes de que todas as situações da vida são transitórias. Além disso, sua profunda fé termina por lhes assegurar vitória. Não têm muita sorte no amor. Dotadas de mão de cura, se destacam nos serviços médicos e de assistência psicológica e nas terapias alternativas. Seus pontos vulneráveis são o baço e o pâncreas.
IKÁ
Qualidade 14 – IKÁ – conhecimento e a sabedoria
Elemento Agua
Regência Oxumarê com influências de Ossain e Nanã
Personalidade Belas e sensuais, as pessoas com esse ODU têm aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem paixões arrebatadoras, mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores. Possuem talento para a magia e enorme força espiritual, que se manifesta através do olhar. Enriquecem com facilidade e se destacam na vida profissional e social, mas são desconfiadas e propensas a ter conflitos psíquicos. Seu ponto vulnerável são as articulações que podem lhes causar problemas de locomoção.
OGBÈÒGÙNDÁ
Qualidade 15 – OGBÈÒGÙNDÁ – discernimento total
Elemento Agua
Regência Oba com influências de Ewa
Personalidade Pessoas com esse ODU são valorosas, combativas e imparciais, mas costuma sofrer desilusões amorosas, o que acentua sua agressividade e seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil: estão sujeitas a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e a distúrbios do sistema neurovegetativo.
ALÁFIA
Qualidade 16 – ALÁFIA – paz
Elemento Ar
Regência Ifá
Personalidade Calmas, racionais e espiritualizadas, as pessoas com esse ODU têm domínio sobre suas paixões. São excelentes nas áreas de vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projetos e perdem o interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e de visão.

Notas

1] Relembramos que os Odús mais importantes para a orientação da pessoa são: o da Testa, que reflete a sua vida material, e o do centro da Cabeça, que reflecte o seu caminho espiritual. Os outros três Odús equilibram e harmonizam as energias individuais, complementando as informações dos Odús da testa e do centro da cabeça.

2] Entretanto, e porque tantas vezes aqui, as pessoas pretendem saber quais são os seus Orixás através da sua data de nascimento, uma vez mais recordo que o Orixá que domina os Odús/Caminhos da pessoa, não é necessariamente o Orixá dono da Cabeça desta pessoa, esta resposta só pode ser obtida CORRETAMENTE através do jogo de búzios. Portanto, não adianta perguntar-me qual é o seu Orixá através da sua data de nascimento, pois não me será possível dar-lhe AQUI essa resposta.

 ODÚ Negativo

A palavra odú em yorubá, significa destino. Todos nós temos nossos orixás, que são nossos anjos da guarda. Eles como sabemos são nossos ancestrais.

Os ancestrais deles, são nossos odús. Como tudo neste mundo, os odús também seguem uma regra: o positivo e o negativo. Muitas vezes vemos pessoas que por mais que realizem obrigações, rezem, supliquem, não conseguem alcançar as graças solicitadas. É aí que temos que entender de odú; pois seu problema pode estar aí, e neste caso a solução pode ser muito mais complicada do que pensamos.

Para que possamos entender melhor, temos aqui um exemplo do que vem a ser um odú: sabemos que existe o redemoinho, e que sua força é imensa. Mas também sabemos que no centro do redemoinho, a força é ainda maior. Pois bem: o orixá seria o redemoinho, e o odú o centro deste. Assim nossos orixás não conseguem nos tirar de dentro desta força, por mais que desejem. Ele, o orixá pode nos jogar dentro desta força, mas não consegue nos tirar de lá. E é aí que entram os ebós de odús. Porém é necessário um conhecimento bem alicerçado desta força e de seus ebós. Quando damos um ebó (limpeza) em alguém, estamos trocando a energia ruim que o cerca e habita pela boa. Mas quando se trata de odú a coisa é mais complicada.

Vejamos: se uma pessoa está com perseguição de egum ou mesmo de exú, damos um ebó nos caminhos de determinado santo para que seja retirada esta energia. Mas quando o odú da pessoa está negativo, temos que presenteá-lo para que se torne positivo, pois não conseguimos despachar o odú da pessoa, para isso ela teria que renascer. E como fazer isso? Jamais, pois a vida é um dom de Deus somente. É comum vermos zeladores dizerem que despacharam o odú da pessoa. Isso é um equívoco, o que fazemos, é despachar o negativo daquele odú. Afinal como despachar por exemplo, o anjo da guarda de alguém?

Não que o odú seja o anjo da guarda, mas como dissemos, ele é o ancestral de nossos anjos guardiões. Muitas vezes o odú que rege a pessoa, uma empresa, é negativo por excelência. Neste caso teremos que fazer ebós periódicos para manter a positividade dele, seja na pessoa ou em uma empresa. A única forma de sabermos quais os odús que regem uma pessoa, é através de sua cabala. Esta cabala, nada tem a ver com a cabala judaica, e sim, é uma cabala de orixá. Esta cabala, não pode ser feita sem um estudo aprofundado de cada odú, pois que temos 16 odús e por sua vez os Omo odús, e seus caminhos finais que ultrapassam os 2.000.

A complexidade é tão imensa, que é muito comum encontrarmos pessoas que têm os mesmos odús, mas seus problemas por mais que sejam iguais, diferem e muito nas obrigações que teremos que fazer, isso porque temos que levar em conta fatores como; a natureza de cada um, os caminhos de seus odús, e assim por diante, e isso sem constarmos com a qualidade de cada orixá e de seu juntó (segundo santo). Assim, por exemplo, uma pessoa pode ter os seguintes odús: 8,13,7,5,6, e mais duas outras pessoas terem os mesmos odús, porém uma é de por exemplo, Oxalá com yemanjá, a outra de omulú com Oyá, assim seus ebós já começam a diferenciar. Além é claro da natureza íntima de cada um, e dos problemas que vivem.

É recomendado que um zelador, antes de efetuar um ebó de odú esteja bem consciente do que está por fazer, pois se algo não for como solicitam os fatores acima citados, poderemos causar danos irreversíveis na vida da pessoa, ou nos caminhos de uma empresa.

Até mesmo um casamento pode acabar, ou mesmo um casal que se ama muito não conseguir viver em paz, isso pode estar relacionado com os odús. Outras vezes realizam-se obrigações para reunir um casal que foi separado e não se consegue o objetivo. Neste caso, logo se imagina que o zelador não sabe fazer a obrigação, mas nada disso se fundamenta. O que pode estar acontecendo, é que o odú de um, não aceita o outro e aí entram presentes para acabar com a guerra entre os odús e permitir assim que o casal se una novamente.

O odú é a vida por excelência, tanto de uma pessoa, como de uma empresa, e se não soubermos como agradá-lo, dificilmente conseguiremos o objetivo final, ou se conseguirmos, este objetivo não tem uma durabilidade.

Este é apenas mais um, dos inúmeros mistérios do mundo dos orixás

Referências

Fontes: Sérgio Silveira,

Tatetú N’Inkisi Lambaranguange, Odé Mutaloiá

 Maupoil, Bernard, 1906 – La géomancie à l’ancienne Côte des Esclaves, African Art, Geomancy—Africa, West – Slave Coast, Ethnology – Africa, West – Slave Coast. ISBN 2-85265-012-6
  • William R. Bascom: Ifa Divination: Traduzido
  • William R. Bascom: Ifa Divination: Communication Between Gods and Men in West Africa
  • [ISBN 0-253-20638-3]
  • William R. Bascom: Sixteen Cowries: Yoruba Divination from Africa to the New World
  • [ISBN 0-253-20847-5]
  • William R. Bascom: IFa Divination – Indiana University Press – Bloomington and Indianapolis
  • [ISBN 0-253-32890-X]
  • [ISBN 0-253-20638-3 (pbk)]
  • Ifa – African Gods Speak – The Oracle of the Yoruba in Nigeria – Christoph Staewen – LIT Verlag
  • [ISBN 3-8258-2813-1]

Oranyan terça-feira, nov 1 2011 


Oranyan (também conhecido como Oranmiyan) foi um rei Yoruba da cidade de IfeNigéria. Era o filho mais novo de Oduduwa e foi o mais poderoso de todos, e mais famoso em toda nação Yoruba. Famoso como caçador e pelas grandes e numerosas conquistas. Foi o fundador do Reino de Oyo por volta de 1400. Em Ifé existe um monolito que tem o nome Opa Òrànmíyàn em sua homenagem.

Uma de suas mulheres, Torosi, que era filha de Elémpe, rei da nação Tapá (Nupe), foi a mãe de Xangô que mais tarde veio ser o Alaafin de Oyo no lugar de seu irmão mais velho Dadá Ajaká, Oranian colocou seu outro filho, Eweka, como rei de Benim, e se tornou o Óòni de Ifé.

Pierre Verger, em “Orixás, Editora Corrupio” descreve um Itan que fala do nascimento de Oranyan:

Oranyan foi concebido em condições muito singulares, que sem dúvida, espantariam os geneticistas modernos. Uma lenda relata comoOgum, durante uma de suas expedições guerreiras, conquistou a cidade de Ogotún, saqueou-a e trouxe um espólio importante. Uma prisioneira de rara beleza chamada Lakanjê agradou-lhe tanto que ele não respeitou sua virtude. Mais tarde, quando Oduduwa, pai de Ogum, a viu, ficou perturbado, desejou-a por sua vez e fez dela uma de suas mulheres. Ogum, amedrontado, não ousou revelar a seu pai o que se passara entre ele e a bela prisioneira. Nove meses mais tarde, Oranyan nascia. O seu corpo era verticalmente dividido em duas cores. Era preto de um lado, pois Ogum tinha a pele escura, e pardo do outro, como Oduduwa, que tinha a pele muito clara… Essa característica de Oranyan é representada todos os anos em Ifé, por ocasião da festa de Olojó, quando o corpo dos servidores do Oòni é pintado de preto e branco. Eles acompanham Óòni de seu palácio até Òkè Mògún, a colina onde se ergue um monolitoconsagrado a Ogum. Essa grande pedra é cercada de màrìwò òpè, franjas de palmeiras desfiadas, e, nesse dia, os sacrifícios de cão egalo são aí pendurados. Óòni chega vestido suntuosamente, tendo na cabeça a coroa de Oduduwa. É uma das raras ocasiões, talvez mesmo a única do ano, em que ele a usa publicamente, fora do palácio. Chegando diante da pedra de Ogum, ele cruza por um instante sua espada com Osògún, chefe do culto de Ogum em Ifé, em sinal de aliança, apesar do desprazer experimentado por Odùduà quando descobriu que não era o único pai de Oranyan.”
ÒRÀNMÍYÀN

Òrànmíyàn (Oranian) foi o filho mais novo de Odùduà e tornou-se o mais poderoso de todos eles; aquele cuja fama era a maior em toda a nação ioruba. Tornou-se famoso como caçador desde a juventude e, em seguida, pelas grandes, numerosas e proveitosas conquistas que realizou.* Foi o fundador do reino de Oyó. Uma de suas mulheres, Torosí (Torosi), filha de Elémpe, o rei da nação Tapa (ou Nupê), foi a mãe de Xangô, que, mais tarde, subiu ao trono de Oyó. Oranian instalou um outro filho seu, Eweka, como rei em Benim, tornando-se ele o próprio Óòni de Ifé.
Oranian foi concebido em condições muito singulares, que, sem dúvida, espantariam os geneticistas modernos. Uma lenda relata como Ogum, durante uma de suas expedições guereiras, conquistou a cidade de Ogotún, saqueou-a e trouxe um espólio importante. Uma prisioneira de rara beleza chamada Lakanjê agradou-lhe tanto que ele não respeitou sua virtude. Mais tarde , quando Odùduà, pai de Ogum, a viu, ficou perturbado, desejou-a por sua vez e fez dela uma de suas mulheres. Ogum , amedrontado, não ousou revelar a seu pai o que se passara entre ele e a bela prisioneira. Nove meses mais tarde, Oranian nascia. Seu corpo era verticalmente dividido em duas cores. Era preto de um lado, pois Ogum tinha pele escura, e pardo do outro, como Odùduà, que tinha a pele muito clara.
Essa característica de Oranian é representada todos os anos em Ifé, por ocasião da festa do Olojó, quando o corpo dos servidores do Óòni é pintado de preto e branco. Eles acompanham Óòni de seu palácio até Òkè Mògún, a colina onde se ergue um molito consagrado a Ogum. Essa grande pedra é cercada de màrìwò òpè, franjas de palmeiras desfiadas, e, nesse dia, os sacrifícios de cão e galo são aí pendurados. Óòni chega vestido suntuosamente, tendo na cabeça a coroa de Odùduà. É uma das raras ocasiões, talvez mesmo a única do ano, em que ele , a usa publicamente fora do palácio. Chegando diante da pedra de Ogum, ele cruza por um instante sua espada com Osògún, chefe do culto de Ogum em Ifé, em sinal de aliança, apesar do desprazer experimentado por Odùduà quando descobriu que não era o único pai de Oranian.
Oranian, como já dissemos, foi o fundador da dinastia dos reis de Oyó. O mito da criação do mundo tal como é contado em Oyó atribui-lhe esse ato e não a Odùduà. Estes dois personagens são fundadores das respectivas linhagens reais de Oyó e de Ifé, o que bem demonstra que o mito da criação do mundo é, de um lado e outro, o reflexo da lenda histórica da origem das dinastias que dominam nesses reinos. A supremacia estabelecida por Oranian sobre seus irmãos nos é narrada em um lenda Recolhida no século passado em Oyó**:
No começo, a terra não existia…No alto era o céu, embaixo era a água e nenhum ser animava nem o céu nem a água. Ora, o Todo-Poderoso Olodumaré, o senhor e o pai de todas as coisas…criou, inicialmente, sete príncipes coroados… Em seguida… sete sacos nos quais havia búzios, pérolas, tecidos e outras riquezas. Criou uma galinha e vinte e uma barras de ferro. Criou, ainda, dentro de um pano preto, um pacote volumoso cujo conteúdo era desconhecido. E, finalmente, uma corrente de ferro muito comprida, na qual prendeu os tesouros e os sete príncipes. Depois, deixou cair tudo do alto do céu…No limite só havia água…Olodumaré, do alto de sua divina, jogou uma semente que caiu na água. Logo, uma enorme palmeira cresceu até os príncipes, oferecendo-lhes um abrigo grande e seguro, entre suas palmas. Os príncipes se refugiaram ali e se instalaram com suas bagagens. Eram todos príncipes coroados e, conseqüentemente, todos queriam comandar. Resolveram separar-se. Os nomes desses sete príncipes eram: Olówu, que se tornou rei de Egbá; Onisabe, que se tornou rei de Savé; Orangun, que reinou em Ila; Óòni, que foi soberano de Ifé; Ajerô, que se tornou rei de Ijerô; Alákétu, que reinou em Kêto; e o último criado, o mais jovem, Òrànmíyàn, que se tornou rei de Oyó. Antes de se separem para seguirem os seus destinos, os sete príncipes decidiram repartir entre eles a soma dos tesouros e das provisões que o Todo-Poderoso lhes havia dado. Os seis mais velhos pegaram os búzios, as pérolas, os tecidos e tudo o que julgaram preciosos ou bom para comer. Deixaram para o mais moço o pacote de pano preto, as vinte e uma barras de ferro e a galinha…Os seis príncipes partiram a descoberta nas folhas de palmeira. Quando Oranian ficou sozinho, desejou ver o que continha o pacote envolto no pano preto. Abriu-o e viu uma porção de substância preta que ele desconhecia…sacudiu então o pano e a substância preta caiu na água e não desapareceu. Formou um montículo. A galinha voou para pousar em cima. Ali chegando, ela pôs-se a ciscar essa matéria preta, que se espalhou para longe. E o montículo se ampliou e ocupou o lugar da água. Eis aí como nasceu a terra. Oranian apressou-se em descer para o domínio, assim formado pela substância negra, e tomou posse da terra. Por sua vez, os ouros seis príncipes desceram da palmeira. Quiseram tomar a terra de Oranian, como já lhe haviam tomado, na palmeira, sua parte dos búzios, das pérolas, dos tecidos e dos alimentos…Mas Oranian tinha armas; suas vinte e uma barras de ferro haviam se transformado em lanças, dardos, flechas e machados. Com a mão direita, ele brandia uma longa espada, e lhes dizia: Esta terra é só minha. Lá em cima, quando me roubaram, vocês me deixaram apenas esta terra e este ferro. A terra cresceu e o ferro também; com ele defenderei a minha terra! Vou matar todos vocês. Os seis príncipes pediram clemência, rastejaram aos pés de Oranian, suplicantes. Pediram-lhe que lhes cedesse uma parte de sua terra para que pudessem viver, e continuar príncipes… Oranian poupo-lhes a vida e deu-lhes uma parte da terra. Exigiu apenas uma condição: esses príncipes e seus descendentes; deveriam, todo ano, vir prestar-lhe homenagem e pagar os impostos na sua cidade principal, para demonstrar e lembrar que eles tinham recebido, por Condescendência, a vida e sua parte de terra. Eis aí como Oranian tornou-se rei de Oyó e soberano da nação ioruba, isto é, de toda terra. Porém , Ifé reivindica a preponderância sobre Oyó. É em Ifé que está guardado o sabre de Oranian, chamado sabre da justiça, que os reis do Oyó devem segurar nas Mãos durante as cerimônias de entronização, para garantir sua futura autoridade. Vêem-se ainda em Ifé duas outras relíquias de Oranian: um grande monólito, o Òpá Òrànmíyàn, seu bastão de comando na guerra, e uma grande pedra em forma de laje, Asa Òrànmíyàn, seu escudo.

 

ORANIAN

“Orànmíyàn (Oranian) foi o filho mais novo de Odùduà e tornou-se o mais poderoso de todos eles; aquele cuja fama era a maior em toda a nação Iorubá. Tornou-se famoso como caçador desde a juventude e, em seguida, pelas grandes, numerosas e proveitosas conquistas que realizou .”

 

Foi o fundador do reino de Oyó. Uma de suas mulheres, Torosí (Torosi), filha de Elémpe, o rei da nação Tapá (ou Nupê), foi a mãe de Xangô, que, mais tarde, subiu ao trono de Oyó… Oranian foi concebido em condições muito singulares, que sem dúvida, espantariam os geneticistas modernos. Uma lenda relata como Ogum, durante uma de suas expedições guerreiras, conquistou a cidade de Ogotún, saqueou-a e trouxe um espólio importante.

 

Uma prisioneira de rara beleza chamada Lakanjê agradou-lhe tanto que ele não respeitou sua virtude. Mais tarde, quando Odùduà, pai de Ogum, a viu, ficou perturbado, desejou-a por sua vez e fez dela uma de suas mulheres. Ogum, amedrontado, não ousou revelar a seu pai o que se passara entre ele e a bela prisioneira. Nove meses mais tarde, Oranian nascia.

 

O seu corpo era verticalmente dividido em duas cores. Era pretode um lado, pois Ogum tinha a pele escura, e pardo do outro, como Odùduà, que tinha a pele muito clara..

Essa característica de Oranian é representada todos os anos em Ifé, por ocasião da festa de Olojó, quando o corpo dos servidores do Oòni é pintado de preto e branco.

 

Eles acompanham Óòni de seu palácio até Òkè Mògún, a colina onde se ergue um monólito consagrado a Ogum. Essa grande pedra é cercada de màrìwò òpè, franjas de palmeiras desfiadas, e, nesse dia, os sacrifícios de cão e galo são aí pendurados. Óòni chega vestido suntuosamente, tendo na cabeça a coroa de Odùduà. É uma das raras ocasiões, talvez mesmo a única do ano, em que ele a usa publicamente, fora do palácio.

 

Chegando diante da pedra de Ogum, ele cruza por um instante sua espada com Osògún, chefe do culto de Ogum em Ifé, em sinal de aliança, apesar do desprazer experimentado por Odùduà quando descobriu que não era o único pai de Oranian..

 

Oxaguian é Oxalá moço. Sempre de branco. Usa espada, escudo e mão de pilão. Guerreiro, seu dia da semana é sexta-feira. Come cabra, e é o dono do inhame.

 

(Do livro “Lendas Africanas dos Orixás de Pierre Fatumbi Verger e Carybé – Editora Corrupio)

OXAGUIÃ

Exê êêê

 

Oxaguiã era o filho de Oxalufã. Ele nasceu em Ifé, bem antes de seu pai tornar-se o rei de Ifan. Oxaguiã, valente guerreiro, desejou, por sua vez, conquistar um reino. Partiu, acompanhado de seu amigo Awoledjê. Oxaguiã não tinha ainda este nome. Chegou num lugar chamado Ejigbô e aí tornou-se Elejigbô (Rei de Ejigbô). Oxaguiã tinha uma grande paixão por inhame pilado, comida que os Iorubás chamam iyan. Elejigbô comia deste iyan a todo momento; comia de manhã, ao meio-dia e depois da sesta; comia no jantar e até mesmo durante a noite, se sentisse vazio seu estômago!

 

Ele recusava qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido. Chegou ao ponto de inventar o pilão para que fosse preparado seu prato predileto! Impressionados pela sua mania, os outros orixás deram-lhe um cognome: Oxaguiã, que significa “Orixá-comedor-de-inhame-pilado”, e assim passou a ser chamado.

 

Awoledjê, seu companheiro, era babalaô, um grande adivinho, que o aconselhava no que devia ou não fazer. Certa ocasião, Awoledjê aconselhou a Oxaguiã oferecer: dois ratos de tamanho médio; dois peixes, que nadassem majestosamente; duas galinhas, cujo fígado fosse bem grande; duas cabras, cujo leite fosse abundante; duas cestas de caramujos e muitos panos brancos.

 

Disse-lhe, ainda, que se ele seguisse seus conselhos, Ejigbô, que era então um pequeno vilarejo dentro da floresta, tornar-se-ia, muito em breve, uma cidade grande e poderosa e povoada de muitos habitantes.

 

Depois disso Awoledjê partiu em viagem a outros lugares. Ejigbô tornou-se uma grande cidade, como previra Awoledjê. Ela era arrodeada de muralhas com fossos profundos, as portas fortificadas e guardas armados vigiavam suas entradas e saídas. Havia um grande mercado, em frente ao palácio, que atraía, de muito longe, compradores e vendedores de mercadorias e escravos.

 

Elejigbô vivia com pompa entre suas mulheres e servidores. Músicos cantavam seus louvores. Quando falava-se dele, não se usava seu nome jamais, pois seria falta de respeito. Era a expressão Kabiyesi, isto é, Sua Majestade, que deveria ser empregada. Ao cabo de alguns anos, Awoledjê voltou. Ele desconhecia, ainda, o novo esplendor de seu amigo. Chegando diante dos guardas, na entrada do palácio, Awoledjê pediu, familiarmente, notícias do “Comedor-de-inhame-pilado”.

 

Chocados pela insolência do forasteiro, os guardas gritaram: “Que ultraje falar desta maneira de Kabiyesi! Que impertinência! Que falta de respeito!” E caíram sobre ele dando-lhe pauladas e cruelmente jogaram-no na cadeia.

Awoledjê, mortificado pelos maus tratos, decidiu vingar-se, utilizando sua magia. Durante sete anos a chuva não caiu sobre Ejigbô, as mulheres não tiveram mais filhos e os cavalos do rei não tinham pasto. Elejigbô, desesperado, consultou um babalaô para remediar esta triste situação.

 

“Kabiyesi, toda esta infelicidade é consequência da injusta prisão de um dos meus confrades! É preciso soltá-lo, Kabiyesi! É preciso obter o seu perdão!” Awoledjê foi solto e, cheio de ressentimento, foi-se esconder no fundo da mata. Elejigbô, apesar de rei tão importante, teve que ir suplicar-lhe que esquecesse os maus tratos sofridos e o perdoasse.

“Muito bem! – respondeu-lhe. Eu permito que a chuva caia de novo, Oxaguiã, mas tem uma condição: Cada ano, por ocasião de sua festa, será necessário que você envie muita gente à

floresta, cortar trezentos feixes de varetas.

 

Os habitantes de Ejigbô, divididos em dois campos, deverão golpear-se, uns aos outros, até que estas varetas estejam gastas ou quebrem-se”.

Desde então, todos os anos, no fim da seca, os habitantes de dois bairros de Ejigbô, aqueles de Ixalê Oxolô e aqueles de Okê Mapô, batem-se todo um dia, em sinal de contrição e na esperança de verem, novamente, a chuva cair. A lembrança deste costume conservou-se através dos tempos e permanece viva, também, na Bahia.

 

Por ocasião das cerimônias em louvor a Oxaguiã, as pessoas batem-se umas nas outras, com leves golpes de vareta… e recebem, em seguida, uma porção de inhame pilado, enquanto Oxaguiã vem dançar com energia, trazendo uma mão de pilão, símbolo das preferências gastronômicas do Orixá “Comedor-de-inhame-pilado.”

Exê ê! Baba Exê ê!

Okó terça-feira, nov 1 2011 


 

OKÓ

Okô é o orixá da agricultura. Ele era um caçador pobre, solitário, que possuía apenas um cão e uma flauta.[1] Possui chibata de couro e um cajado de madeira. Toca uma flauta de osso. Veste branco.

História

Divindade da agricultura, ligado a colheita dos inhames novos e a fertilidade da terra. Orixá Yoruba, pouco conhecido no Brasil. Na época em que os escravos chegaram, não deram muita importância a este Orìxá, considerando-o como da agricultura, em seu lugar, Òfún, e dos grãos, Obaluaiyê.

Em sua representação, traz um cajado de madeira que revela sua relação com as árvores, além de uma flauta de osso que lembra sua relação com a sexualidade e a fertilidade. É confundido com Oxalá, pois ambos vestem o branco. Seu Òpásórò (cajado), no Brasil, é confeccionado em madeira. Sendo um Orixá raro, tem poucas qualidades conhecidas. É um Orixá rico.

Seu nome vem do yoruba, significa: Orixá da Palavra. As abelhas são suas mensageiras. É da agricultura junto comOgum, e portanto, ligado às colheitas, principalmente de inhame.

É representado por uma estátua de madeira provida de um imenso falo. Seus símbolos são: cajado de madeira, uma flauta, uma chibata de couro, uma faca com fileira de búzios. Na África usam uma barra de ferro como símbolo.

Tem o poder de curar a malária, à qual estão expostos aqueles que lidam com agricultura. É árbitro de conflitos, especialmente entre mulheres, e não raro, juiz das costumeiras disputas entre os orixás.

Tem um título: Eni duru, que significa aquele que é erigido, personagem em pé, referência a seus atributos fálicos.

Na época da colheita do inhame, ninguém comia o inhame novo sem antes fazer uma festa para Okô. As sacerdotisas do templo do orixá se entregavam aos sacerdotes sexualmente, e todo homem que encontrava uma mulher podia ter relação sexual naquele dia. Na ocasião, uma bandeja de madeira contendo côcocana de açúcarmilhoinhame, todos crus, como oferenda. Nas festas na África, cozinha-se todo tipo de vegetais produzidos pela terra e são colocados na rua para que todos se servissem à vontade.

Sacrificam galinha de angola macho, tudo com mel, pois não se usa dendê para esse Orixá. Come cabritos brancos, novos de chifres virados, ou galos brancos com esporão grande, além de pombos brancos.

As comidas devem ser brancas como: acaçá de Oxalá, inhame cozido em fatias com melcanjica branca também com mel.


Divindade da agricultura , ligado a colheita dos inhames novos e a fertilidade da terra . Òrìsá NAGO , pouco conhecido no Brasil . Na época em que os escravos aqui chegaram , não deram muita importância a este Òrìsá , considerando como Òrìsá da agricultura , em seu lugar , ÒGÚN , e dos grãos a OBALÚWÀIYÉ .

Quando manifesta-se leva um cajado de madeira que revela sua relação com as árvores , traz uma flauta de osso que lembra sua relação com a sexualidade e a fertilidade , é confundido com ÒÒSÀÀLÀ , pois veste-se de branco. Seu ÒPÁSÓRÒ, no Brasil, é confeccionado em madeira . Sendo um Òrìsá raro , tem poucas qualidades conhecidas . É um Òrìsá rico .

Orixá Okô era filho de Iemanjá e Obatalá. Quando o mundo foi criado, ainda não existia nada plantado. Aqui morava um homem que nada fazia. Este homem se chamava Oko, o nome que ele tinha recebido do grande criador. Um dia, Olorum chamou este velho e lhe disse: – Olha, eu criei o mundo, porém, faltam as plantações, e eu não sei com fazê-las, como plantar. Você vai ser incumbido desta tarefa.
Oko ficou sentado no chão, pensando:Que grande incumbência Olorum me deu! O que eu vou fazer? Pensou, pensou, e aí se lembrou de que nas suas andanças pelas estradas tinha encontrado uma palmeira, e que embaixo dessa palmeira sempre tinha uns molequinho. Esse moleque era muito sapeca e muito sagaz, com um corpo bem reluzente. Ele estava sempre com um pedaço de pau mexendo na terra.
Oko se lembrou de que um dia ele perguntou a esse rapazinho:- Que estás a fazer? E o rapaz lhe respondeu:Você não sabe que a terra mexida e plantada dá frutos? Plantada como? – perguntou Oko. – É… A gente arruma semente, e tudo isso…- Como arruma semente, se ainda não existe arvore, não existe nada? – interrompeu Oko.
O molequinho lhe disse:- Olhe que prá Olorum nada é difícil! Oko ficou admirado com as palavras daqueles molequinho. Quando Olorum lhe deu essa empreitada, ele logo se lembrou de molequinho. Voltou ao mesmo lugar e encontrou o molequinho sentado embaixo da palmeira, cavando terra. O buraco já estava maior, e daquele buraco já estava saindo uma terra mais avermelhada. Oko perguntou ao menino:- Porque esta terra está saindo mais vermelha?- É sinal de que algo de diferente existe nas profundezas da terra.
Você vê que eu estou cavando e aqui em cima a terra é mais seca; agora, esta outra parte, é mais molhada, e agora já está saindo uma parte mais densa, mais dura – respondeu o menino, mostrando a terra a Oko. – Continue a cavar – falou OkO. Mas enquanto o menino estava cavando, a madeirazinha que ele estava usando quebrou.
Ele aí pelejou, esfregou no chão, e fez uma ponta na madeira. O menino estava descobrindo naquele momento uma ferramenta na hora em que ele raspou a madeira no chão. E com ela ele recomeçou a cavar juntos e tiraram uma lasca dessa terra, que era a pedra. Oko disse:- Vamos fazer algo para a gente cavar a terra. Vamos ver se conseguimos qualquer coisa com aquela lasca de pedra.O molequinho continuou a trabalhar e Oko lhe disse:
- Eu vou me embora, você veja se sozinho consegue pensar em algo mais útil para nós trabalharmos.E foi embora, foi embora, foi embora. Foi andando e matutando pelo caminho.No outro dia quando Oko voltou, o molequinho estava com o fogo aceso e com vários pedaços daquela pedra de fogo. Quando o moleque fez aquele fogo, ele fez também um canal saindo de dentro do fogo.
No que as tais pedras iam de derretendo iam escorrendo e o menino ia formando lâminas. Assim foi criado o ferro. E sabe quem era esse molequinho? Era Ogum, o criador do ferro. Daí em diante, Orixá Oko, o grande rezador e plantador, com suas idéias sobre plantação, colheita e lavoura , e Ogum, com as suas ferramentas para ajudar a cavar a terra, o arado, o machado, a foice e a enxada, continuaram a trabalhar juntos nas plantações que têm grande importância na criação do mundo.

Quem é Orixá Oko? É um orixá de alta importância na cultura Yoruba, pouco conhecido aqui no Brasil (Candomblé e na Umbanda), pois quando o candomblé vingou aqui no país, este orixá não teve sua cultura preservada, porém na Santeria cubana (Orisha) e emIfá (Culto a Orunmila), ele ainda é bastante cultuado, pois acredita-se que ele é o Senhor Orixá da Fartura (quando se relacionado com plantações e agricultura).

Orixá Oko é a natureza que representa o trabalho da terra e da vida na agricultura e colheitas (é o verdadeiro patrono da agricultura, (aqui louvamos Ogum). Está diretamente relacionada com a agricultura eo espaço rural. Protetor de preparo do solo e arados. Dá força à vida, porque fornece os meios de apoio para dar-lhe comida suficiente para viver. Está fortemente relacionado com Ogun e Olokun.

Saki vem do oeste território de Oyo. É considerado o árbitro das controvérsias, especialmente entre as mulheres, mas muitas vezes é o juiz de litígios entre osOrixás. É um trabalhador ansioso e um guardador de segredos, ele disse que as bolas dele pendem para o terreno, a sua castidade ferro. Está fornecendo alimentos para o mundo, como a própria terra.

Garante a prosperidade das colheitas, os seus mensageiros são as abelhas e representa a prosperidade e fertilidade, as mulheres tão estéril recorrer a ela. Forma uma importante trilogia Oggué Oke e responsável para as culturas, as chuvas, o fogo interior capaz de dividir a terra e os animais.

Tem duas personalidades, o dia é o homem puro e perfeito, à noite disfarçados de Iku (morte). Receba os cadáveres dá Yewá e Oya envia-lo através de Obaluaiyê. Também vive nos telhados. Seu nome vem da Oris Yorùbá Oko (forjado Orixá). Orixá não é recebido como guardião neste caso é rezar Yemaya Orixá Oko.
O sincretismo é comparado a San Isidro Labrador (15 de maio). Sua cor é vermelho e branco. Seu número é 7 e seus múltiplos. cumprimentar Maferefun Orixá Oko!

Orixá Oco Família:
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Obatalá filho e Djembe. Ele era o marido de Olokun de quem revelou a sua condição de hermafrodita e, embora o deixou viver sempre juntos (o mar e terra), também teve um caso com Yemaya, que o seduziu para remover o inhame secretamente dar ao seu filho Xangô.
Diloggún em Orixá oko:
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Discussão sobre Diloggún por Eyeunle (8), Eyioko (2) e Oddi (7).

Ferramentas Oko  Orixá:
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Seu receptáculo é uma panela de barro pintado de vermelho e branco e contém terra arada, em alguns casos, a própria terra é o seu lugar. Seus atributos são dois cocos secos, carregado e pintado de vermelho e branco (efun e Osun), terra da guilhotina, um pequeno frasco com um segredo, um casaco de caramujos, caracóis ou 7 corkscrew chão, uma azulejos pintados de branco 7 listras vermelhas, um otá coletados em campo e sua ferramenta, consistindo de um agricultor, com o guarda-chuva e dois bois puxando o arado. Sua Elekes são feitos de contas brancas com uma pequena linha vermelha, também a escassez deste tipo de conta são feitos como um sanduíche de 7 rosas contagens ou lilases e 7 esferas turquesa (azul).

Orixá Oko ofertas (agrados, oferendas) para este Orixá:
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Ele é oferecido todos os frutos colhidos, todos os tipos de carnes secas, inhame, feijão, etc Ele imolado cabras, pombas e galo. Seu ovelha são Bibijagua ou sino, videira vermelha, perdiz videira, cipó de guaraná, leite de videira, batata doce, corcunda, inhame, peregún, pinha e peônia.
Características do Omo Orixá Oko:
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Eles são pessoas discretas, trabalhador e responsável. Encostas das pessoas que deles dependem de alguma forma. Eles também têm uma mente clara. Sua justiça é regida pelo desejo do bem comum. Eles não são partes ou amigos mulherengo também têm uma relação especial para seres humanos.
Orixá oko Pataki:
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Depois de Olokun em todos os lugares, agora nas suas águas, para os habitantes do planeta foram deixados sem escolha senão refugiar-se na montanha mais alta.
Muitas foram as tentativas de chamar a atenção dos Olofin para resolver esta situação tão difícil. O homem aproximou-se uma grande torre que alcançasse o céu, mas os construtores de tanto trabalho em isolamento acabou falando uma linguagem que os outros não podiam entender, o mesmo aconteceu com os carpinteiros, e assim cada grupo de trabalhadores.

Assim surgiram várias línguas e se tornou tão difícil continuar, que gradualmente começaram a deixar o prédio.
Um fazendeiro chamado Oko teve uma idéia melhor. Com seus implementos agrícolas fez sete linhas sobre as plantas da montanha enorme e plantou cada um com uma cor diferente.

Certa manhã, ele olhou Olofin Terra Oko viu o desenho que foi feito. Ambos gostaram ordenou imediatamente para fazer uma ponte com as sete cores iguais aos das montanhas para o autor da maravilha que poderia subir para o seu palácio.
Quando Oko lhe disse o que aconteceu, chocou Olofin ordenou Olokun Yemaya que acorrentado no fundo do mar.
Oko voltou à Terra agora tinha mais espaço para crescer, porque o mar tinha retirado. Na medida em que os homens sabiam de sua realização começaram a chamar oko Orixá.

Olofin decidiu que Oxumarê, arco-íris, desce à Terra, ocasionalmente, como uma lembrança desse acontecimento.

QUALIDADES

- ETEKÒ

Caminha com OSOGUIAN , é inquieto . Vive nas matas e come todo tipo de comida branca.

- LEJUGBÉ

É muito confundido com ÒÒSÀÀLÀ por ser muito vagaroso e indeciso . Muito chegado a AYRÀ . Come com YEMONJA e OSÀLÚFÓN . Come , também , todo tipo de comidas branca .

Iroko – Tempo terça-feira, nov 1 2011 


Lendas de Iroko

Iroko (Chlorophora excelsa) – Árvore africana, também conhecido como RôcoIrôco, é um orixá, cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponderia ao Nkisi Tempo naAngola/Congo.

História

No Brasil, Iroko é considerado um orixá e tratado como tal, principalmente nas casas tradicionais de nação ketu. É tido como orixá raro, ou seja, possui poucos filhos e raramente se vê Irôko manifestado. Para alguns, possui fortes ligações com os orixá chamados Iji, de origem daomeana: Nanã, Obaluaiyê, Oxumarê. Para outros, está estreitamente ligado a Xangô. Seja num caso ou noutro, o culto a Irôko é cercado de cuidados, mistérios e muitas histórias.

No Brasil, Iroko habita principalmente a gameleira branca, cujo nome científico é ficus religiosa. Na África, sua morada é a árvore iroko, nome científico chlorophora excelsa, que, por alguma razão, não existia no Brasil e, porém recentemente fora constatada a existencia de 5 árvores deste tipo raro, 1 no Gantois em Salvador, 1 no Ilê Obá Nila no Rio de Janeiro, 1 na Casa Branca do Engenho Velho tambem em Salvador, as demais não foram confirmadas sua originalidade ainda, apesar dos relatos.

Para o povo yorubá, Iroko é uma de suas quatro árvores sagradas normalmente cultuadas em todas as regiões que ainda praticam a religião dos orixás. No entanto, originalmente, Iroko não é considerado um orixá que possa ser “feito” na cabeça de ninguém.

Para os yorubás, a árvore Iroko é a morada de espíritos infantis conhecidos ritualmente como “abiku” e tais espíritos são liderados por Oluwere. Quando as crianças se vêem perseguidas por sonhos ou qualquer tipo de assombração, é normal que se faça oferendas a Oluwere aos pés de Iroko, para afastar o perigo de que os espíritos abiku levem embora as crianças da aldeia. Durante sete dias e sete noites o ritual é repetido, até que o perigo de mortes infantis seja afastado.

O culto a Iroko é um dos mais populares na terra yorubá e as relações com esta divindade quase sempre se baseiam na troca: um pedido feito, quando atendido, sempre deve ser pago pois não se deve correr o risco de desagradar Iroko, pois ele costuma perseguir aqueles que lhe devem.

Iroko está ligado à longevidade, à durabilidade das coisas e ao passar do tempo pois é árvore que pode viver por mais de 200 anos.

 

 

Êle reside na gameleira branca. É assentado no seu pé, após prepero ritual da raiz, e o tronco é enfeitado com um ÒJÁ FUNFUN ( OJÁ BRANCO )branco. A relação com esta árvore é comum a várias divindades e exprime sua relação com seus antepassados. Como ÈSÚ , ÌRÓKÒ carrega para longe os fluídos maléficos. Quandomanifesta-se os fiéis jogam sôbre êle os fluídos que querem se livrar e êle corre para fora do barracão para atirar no mato todo o mau. As vezes bebe tanto que cai no chão. Cobre-se então com um ALÀ branco e , pouco depois, já recuperado êle ergue-se e volta a dançar. Dança de joelhos no chão e o BRAVUN, ritmo GEGE, como OSÙMÀRÈ. Veste cores fortes, vermelho, azul e verde, às vezes cinza ou marrom e branco e leva uma lança na mão. Suas contas são verde musgo e riscadas de marrom. As vezes veste-se de palha comoOMOLÚ. Sua incorporação é pouco vista , seus filhos giram tontos, cambaleando pelo barracão antes de caírem fulminados, logo levantam-se e pôem-se a dançar. 

Seu assentamento é feito numa gamela oval, pega-se um pedaço do tronco da gameleira branca e faz-se uma pequena estátua de um negro africano com um IDÈ branco no nariz, na cabeça um colar de búzios e moedas. Na gamela pôe-se uma corrente em volta , 6moedas e no meio da gamela uma seta e a estátua. 

QUALIDADES 

- GIROKOSSI 

- LOKOSSI 

SUAS FOLHAS 

- Milame, colonia, saião, iriri, mãe boa, barba de velho, esrva prata, crista de galo, nóz moscada, abilzeiro, jaqueira e cajueiro. Quando se faz o Òrìsá, pôe-se uma folha de saco-saco embaixo do pé do IYAÓ uma folha de saco-saco e na boca uma folha de assa-peixe. 

SEUS BICHOS : 

- Um cabrito de chifre virado; 

- Quatro frangos de esporão grande; 

- Um galo d’angola; 

- Um pombo branco. 

Após matar os bichos, tira-se a língua de todos êles e as esporas do galo.

(1)

As mulheres da aldeia não engravidavam e tiveram a ideia de recorrer aos poderes de Iroco. Juntaram-se em círculo ao redor da árvore sagrada, tendo o cuidado de manter as costas voltadas para o tronco. Não ousavam olhar a grande planta, pois, os que olhavam Iroco de frente enlouqueciam e morriam. Suplicaram-lhe filhos e ele quis saber o que teria em troca. Cada uma prometia o que o marido tinha para dar: milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros. Uma delas, chamada Olurombi, era a mulher do entalhador e seu marido não tinha nada daquilo para oferecer. Desesperada, prometeu dar a Iroco o primeiro filho que tivesse. Nove meses depois a aldeia alegrou-se com o choro de muitos recém-nascidos e as mães foram levar a Iroco suas oferendas. Olurombi contou a história ao marido, mas não pôde cumprir sua promessa. Ela e o marido apegaram-se demais ao menino prometido. No dia da oferenda, Olurombi ficou de longe, segurando nos braços trémulos, temerosa, o filhinho tão querido. O tempo passou e ela mantinha a criança longe da árvore. Mas um belo dia, passava Olurombi pelas imediações do Iroco, quando, no meio da estrada, bem na sua frente, saltou o temível espírito da árvore. Disse Iroco: “Tu me prometeste o menino e não cumpriste a palavra dada. Transformo-te então num pássaro, para que vivas sempre aprisionada em minha copa.” Transformou Olurombi num pássaro que voou para a copa de Iroco para ali viver para sempre. O entalhador a procurou, em vão, por toda parte. Todos os que passavam perto da árvore ouviam um pássaro que cantava, dizendo o nome de cada oferenda feita a Iroco. Até que um dia, quando o artesão passava perto dali, ele próprio escutou o tal pássaro, que cantava assim: “Uma prometeu milho e deu o milho; Outra prometeu inhame e trouxe inhames; Uma prometeu frutas e entregou as frutas; Outra deu o cabrito e outra, o carneiro, sempre conforme a promessa que foi feita. Só quem prometeu a criança não cumpriu o prometido.” Ouvindo o relato de uma história que julgava esquecida, o marido de Olurombi entendeu. Sim, só podia ser Olurombi, enfeitiçada por Iroco. Ele tinha que salvar sua mulher! Mas como, se amava tanto seu pequeno filho? Foi à floresta, escolheu o mais belo lenho de Iroco, levou-o para casa e começou a entalhar. Da madeira entalhada fez uma cópia do rebento, o mais perfeito boneco que jamais havia esculpido, com os doces traços do filho, sempre alegre, sempre sorridente. Poliu e pintou o boneco com esmero, preparando-o com a água perfumada das ervas sagradas. Vestiu a figura de pau com as melhores roupas do menino e a enfeitou com ricas jóias de família e raros adornos. Quando pronto, ele levou o menino de pau a Iroco e o depositou aos pés da árvore sagrada. Iroco gostou muito do presente, o menino que tanto esperava! Sorria sempre, jamais se assustava quando seus olhos se cruzavam. Não fugia como os demais mortais, não gritava de pavor e nem lhe dava as costas, com medo de o olhar de frente. Embalando a criança, seu pequeno menino de pau, batia ritmadamente com os pés no solo e cantava animadamente. Devolveu a Olurombi a forma de mulher que, aliviada e feliz, voltou para casa e para o marido artesão e o filho, já crescido e livre da promessa. Dias depois, os três levaram para Iroco muitas oferendas. Levaram ebós de milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros, laços de tecido de estampas coloridas para adornar o tronco da árvore. Eram presentes oferecidos por todos os membros da aldeia, felizes e contentes com o retorno de Olurombi. Até hoje todos levam oferendas a Iroco. Porque Iroco dá o que as pessoas pedem. E todos dão para Iroco o prometido.

(2)

Iroco era um homem bonito e forte e tinha duas irmãs. Ajé, a feiticeira e Ogboí, uma mulher normal. Iroco e suas irmãs vieram juntos do Orun para habitar no Ayê. Iroco foi morar numa frondosa árvore e suas irmãs em casas comuns. Ogboí teve dez filhos e Ajé um só, um passarinho. Um dia, quando Ogboí teve que se ausentar, deixou os dez filhos sob a guarda de Ajé. Ela cuidou bem das crianças até a volta da irmã. Mais tarde, quando Ajé teve também que viajar, deixou o filho pássaro com Ogboí. Foi então que os filhos de Ogbói pediram à mãe que queriam comer um passarinho. Ela lhes ofereceu uma galinha, mas eles, de olhos no primo, recusaram. Gritavam de fome, queriam comer, mas tinha que ser um pássaro. A mãe foi então foi a floresta caçar passarinhos, que seus filhos insistiam em comer. Na ausência da mãe, os filhos de Ogboí mataram, cozinharam e comeram o filho de Ajé. Quando Ajé voltou e se deu por conta da tragédia, partiu desesperada a procura de Iroco. Iroco a recebeu em sua árvore, onde mora até hoje. E de lá, Iroco vingou Ajé, lançando golpes sobre os filhos de Ogboí. Desesperada com a perda de metade de seus filhos e para evitar a morte dos demais, Ogoí ofereceu sacrifícios para o irmão Iroco. Deu-lhe um cabrito e outras coisas e mais um cabrito para Exu. Iroco aceitou o sacrifício e poupou os demais filhos. Ogboí é a mãe de todas as mulheres comuns, mulheres que não são feiticeiras, mulheres que perdem filhos para aplacar a cólera de Ajé e de suas filhas feiticeiras. Iroco mora na gameleira branca e oferece sua justiça na disputa entre as feiticeiras e as mulheres comuns.

(3)

Era uma vez uma mulher sem filhos, que ansiava desesperadamente por um herdeiro. O babalaô lhe disse para ir à árvore de Iroco oferecer um sacrifício. Com panos vistosos ela fez laços e com os laços ela enfeitou o pé de Iroco. Aos seus pés depositou o seu ebó, tudo como mandara o adivinho. Mas de importante preceito ela se esqueceu. O babalaô mandara que nos três dias antes do ebó ela deixasse de ter relações sexuais. Só então, assim, com o corpo limpo, deveria entregar o ebó aos pés da árvore sagrada. A mulher disso se esqueceu e não negou deitar-se com o marido nos três que precediam o ebó. Iroco irritou-se com a ofensa, abriu uma grande boca em seu grosso tronco e engoliu quase totalmente a mulher, deixando de fora só os ombros e a cabeça. A mulher gritava feito louca por ajuda e toda a aldeia correu para o velho Iroco. Todos assistiam o desespero da mulher. O babalawo foi também até a árvore e o jogo que fez revelou sua ofensa, sua oferta com o corpo sujo. Mas a mulher estava arrependida e a grande árvore deixou que ela fosse libertada. Toda a aldeia ali reunida regozijou-se pela mulher. Todos cantaram e dançaram de alegria. Todos deram vivas a Iroco. Tempos depois a mulher percebeu que estava grávida e preparou novos laços de vistosos panos e enfeitou agradecida a planta imensa. Tudo ofereceu-lhe do melhor, antes resguardando-se para ter o corpo limpo. Quando nasceu o filho tão esperado, ela foi ao babalaô e ele leu o futuro da criança: deveria ser iniciada para Iroco. Assim foi feito e Iroco teve muitos devotos. E seu tronco está sempre enfeitado e aos seus pés não lhe faltam oferendas.

Orixá representado pela mais suntuosa árvore das casas de candomblé e o guardião das matas. Representa a dinastia dos orixás e ancestrais, seus filhos são raríssimos na religião, porém, não há nada mais bonito de se ver do que uma grande árvore de iroko, é protetor das variações climática. Tem ligação com o orixa Aira e Oxalá. Poderosa árvore da floresta, em cujos galhos se abrigam divindades e ancestrais aos pés da qual são depositadas as oferendas para as Ìyàmi Ajè.

Poderosa árvore da floresta, cujas raízes alcançam o Òrún ancestral e o tronco majestoso serve como apoio ao próprio Olòfín.

Iroko é partícipe do culto ancestral feito às árvores sagradas (Iroko, Apaoka, Akoko etc).

No Brasil é considerado o protetor de todas as árvores, sendo associado particularmente à gameleira branca. Seu cultoestá intimamente associado ao de Osànyín, a Divindade das Folhas litúrgicas e medicinais.

É o Òrìsà da floresta, das árvores, do espaço aberto; por extensão governa o tempo em seus múltiplos aspectos, função que o equipara a Airá (divindade da família de Sangò).

É cultuado pelas nações de origem dahomeana (Mina-Gêge, Gêge-Mahi) com o nome de Lokó e pelos Banto-sudaneses pelo nome de Zaratembo (a divindade Tempo da nação de Angola).

É referido como “Òrìsà do grande pano branco que envolve o mundo”, numa alusão clara às nuvens do Céu.

As árvores nas quais Iroko é cultuado normalmente são de grande porte; são enfeitadas com grandes laços de pano alvo (oja fúnfún) e ao pé dessas árvores são colocadas suas oferendas, notadamente nas casas de origem Ketu, onde recebe lugar de destaque. Jamais uma dessas árvores pode ser derrubada sem trazer sérias consequências para a comunidade.

No culto aos Vodún, Loko ocupa lugar destacado, comparado somente à Lisa (Osalá) e Dan (Osùmarè).

Iroko é invocado em questões difíceis, tais como desaparecimento de pessoas ou problemas de saúde, inclusive a mental. Seus filhos são altivos e generosos, robustos na constituição, extremamente atentos a tudo o que ocorre a sua volta.

Lendas

Iroco castiga a mãe que não lhe dá o filho prometido…

No começo dos tempos, a primeira árvore plantada foi Iroco. Iroco foi a primeira de todas as árvores, mais antiga que o mogno, o pé de obi e o algodoeiro. Na mais velha das árvores de Iroco, morava seu espírito. E o espírito de Iroco era capaz de muitas mágicas e magias. Iroco assombrava todo mundo, assim se divertia. À noite saia com uma tocha na mão, assustando os caçadores. Quando não tinha o que fazer, brincava com as pedras que guardava nos ocos de seu tronco. Fazia muitas mágicas, para o bem e para o mal. Todos temiam Iroco e seus poderes e quem o olhasse de frente enlouquecia até a morte.

Numa certa época, nenhuma das mulheres da aldeia engravidava. Já não havia crianças pequenas no povoado e todos estavam desesperados. Foi então que as mulheres tiveram a idéia de recorrer aos mágicos poderes de Iroco. Juntaram-se em círculo ao redor da árvore sagrada, tendo o cuidado de manter as costas voltadas para o tronco. Não ousavam olhar para a grande planta face a face, pois, os que olhavam Iroco de frente enlouqueciam e morriam. Suplicaram a Iroco, pediram a ele que lhes desse filhos. Ele quis logo saber o que teria em troca. As mulheres eram, em sua maioria, esposas de lavradores e prometeram a Iroko milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros. Cada uma prometia o que o marido tinha para dar. Uma das suplicantes, chamada Olurombi, era a mulher do entalhador e seu marido não tinha nada daquilo para oferecer. Olurombi não sabia o que fazer e, no desespero, prometeu dar a Iroco o primeiro filho que tivesse.

Nove meses depois a aldeia alegrou-se com o choro de muitos recém-nascidos. As jovens mães, felizes e gratas, foram levar a Iroco suas prendas. Em torno do tronco de Iroco depositaram suas oferendas. Assim Iroco recebeu milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros. Olurombi contou toda a história ao marido, mas não pôde cumprir sua promessa. Ela e o marido apegaram-se demais ao menino prometido.

No dia da oferenda, Olurombi ficou de longe, segurando nos braços trêmulos, temerosa, o filhinho tão querido. E o tempo passou. Olurombi mantinha a criança longe da árvore e, assim, o menino crescia forte e sadio. Mas um belo dia, passava Olurombi pelas imediações do Iroco, entretida que estava, vindo do mercado, quando, no meio da estrada, bem na sua frente, saltou o temível espírito da árvore. Disse Iroco: “Tu me prometeste o menino e não cumpriste a palavra dada. Transformo-te então num pássaro, para que vivas sempre aprisionada em minha copa.”

E transformou Olurombi num pássaro e ele voou para a copa de Iroco para ali viver para sempre.

Olurombi nunca voltou para casa, e o entalhador a procurou, em vão, por toda parte. Ele mantinha o menino em casa, longe de todos. Todos os que passavam perto da árvore ouviam um pássaro que cantava, dizendo o nome de cada oferenda feita a Iroco.

Até que um dia, quando o artesão passava perto dali, ele próprio escutou o tal pássaro, que cantava assim: “Uma prometeu milho e deu o milho; Outra prometeu inhame e trouxe inhames; Uma prometeu frutas e entregou as frutas; Outra deu o cabrito e outra, o carneiro, sempre conforme a promessa que foi feita. Só quem prometeu a criança não cumpriu o prometido.”

Ouvindo o relato de uma história que julgava esquecida, o marido de Olurombi entendeu tudo imediatamente. Sim, só podia ser Olurombi, enfeitiçada por Iroco. Ele tinha que salvar sua mulher!

Mas como, se amava tanto seu pequeno filho?

Ele pensou e pensou e teve uma grande idéia. Foi à floresta, escolheu o mais belo lenho de Iroco, levou-o para casa e começou a entalhar. Da madeira entalhada fez uma cópia do rebento, o mais perfeito boneco que jamais havia esculpido.

O fez com os doces traços do filho, sempre alegre, sempre sorridente. Depois poliu e pintou o boneco com esmero, preparando-o com a água perfumada das ervas sagradas. Vestiu a figura de pau com as melhores roupas do menino e a enfeitou com ricas jóias de família e raros adornos.

Quando pronto, ele levou o menino de pau a Iroco e o depositou aos pés da árvore sagrada. Iroco gostou muito do presente. Era o menino que ele tanto esperava!

E o menino sorria sempre, sua expressão, de alegria.

Iroco apreciou sobremaneira o fato de que ele jamais se assustava quando seus olhos se cruzavam. Não fugia dele como os demais mortais, não gritava de pavor e nem lhe dava as costas, com medo de o olhar de frente. Iroco estava feliz. Embalando a criança, seu pequeno menino de pau, batia ritmadamente com os pés no solo e cantava animadamente. Tendo sido paga, enfim, a antiga promessa, Iroco devolveu a Olurombi a forma de mulher. Aliviada e feliz, ela voltou para casa, voltou para o marido artesão e para o filho, já crescido e enfim libertado da promessa.

Alguns dias depois, os três levaram para Iroco muitas oferendas. Levaram ebós de milho, inhame, frutas, cabritos e carneiros, laços de tecido de estampas coloridas para adornar o tronco da árvore.

Eram presentes oferecidos por todos os membros da aldeia, felizes e contentes com o retorno de Olurombi. Até hoje todos levam oferendas a Iroco. Porque Iroco dá o que as pessoas pedem. E todos dão para Iroco o prometido.

Lenda 79 do LIvro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi

Iroco ajuda a feiticeira a vingar o filho morto…

Iroco era um homem bonito e forte e tinha duas irmãs. Uma delas era Ajé, a feiticeira, a outra era Ogboí, que era uma mulher normal. Ajé era feiticeira, Ogboí, não. Iroco e suas irmãs vieram juntos do Orun para habitar no Ayê. Iroco foi morar numa frondosa árvore e suas irmãs em casas comuns. Ogboí teve dez filhos e Ajé teve só um, um passarinho.

Um dia, quando Ogboí teve que se ausentar, deixou os dez filhos sob a guarda de Ajé. Ela cuidou bem das crianças até a volta da irmã. Mais tarde, quando Ajé teve também que viajar, deixou o filho pássaro com Ogboí. Foi então que os filhos de Ogbói pediram à mãe que queriam comer um passarinho. Ela lhes ofereceu uma galinha, mas eles, de olhos no primo, recusaram. Gritavam de fome, queriam comer, mas tinha que ser um pássaro. A mãe foi então foi a floresta caçar passarinhos, que seus filhos insistiam em comer. Na ausência da mãe, os filhos de Ogboí mataram, cozinharam e comeram o filho de Ajé. Quando Ajé voltou e se deu por conta da tragédia, partiu desesperada a procura de Iroco. Iroco a recebeu em sua árvore, onde mora até hoje. E de lá, Iroco vingou Ajé, lançando golpes sobre os filhos de Ogboí. Desesperada com a perda de metade de seus filhos e para evitar a morte dos demais, Ogoí ofereceu sacrifícios para o irmão Iroco. Deu-lhe um cabrito e outras coisas e mais um cabrito para Exú. Iroco aceitou o sacrifício e poupou os demais filhos. Ogboí é a mãe de todas as mulheres comuns, mulheres que não são feiticeiras, mulheres que sempre perdem filhos para aplacar a cólera de Ajé e de suas filhas feiticeiras. Iroco mora na gameleira branca e trata de oferecere a sua justiça na disputa entre as feiticeiras e as mulheres comuns.

Lenda 80 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi

Iroco engole a devota que não cumpre a interdição sexual…

Era uma vez uma mulher sem filhos, que ansiava desesperadamente por um herdeiro. Ela foi consultar o babalawo e o babalawo lhe disse como proceder.

Ela deveria ir à árvore de Iroco e a Iroco oferecer um sacrifício. Comidas e bebidas que ele prescreveu a mulher concordou em oferecer. Com panos vistosos ela fez laços e com os laços ela enfeitou o pé de Iroco. Aos seus pés depositou o seu ebó, tudo como mandara o adivinho. Mas de importante preceito ela se esqueceu. A mulher que queria ter um filho deu tudo a Iroco, quase tudo. O babalawo mandara que nós três dias antes do ebó ela deixasse de ter relações sexuais. Só então, assim, com o corpo limpo, deveria entregar o ebó aos pés da árvore sagrada. A mulher disso se esqueceu e não negou deitar-se com o marido nos três que precediam o ebó.

Iroco irritou-se com a ofensa, abriu uma grande boca em seu grosso tronco e engoliu quase totalmente a mulher, deixando de fora só os ombros e a cabeça. A mulher gritava feito louca por ajuda e toda a aldeia correu para o velho Iroco. Todos assistiam o desespero da mulher. O babalawo foi também até a árvore e fez seu jogo e o jogo que o babalawo fez para a mulher revelou sua ofensa,sua oferta com o corpo sujo, porque para fazer oferenda para Iroco é preciso ter o corpo limpo e isso ela não tinha.

Mas a mulher estava arrependida e a grande árvore deixou que ela fosse libertada. Toda a aldeia ali reunida regozijou-se pela mulher. Todos cantaram e dançaram de alegria. Todos deram vivas a Iroco.

Tempos depois a mulher percebeu que estava grávida e preparou novos laços de vistosos panos e enfeitou agradecida a planta imensa. Tudo ofereceu-lhe do melhor, antes resguardando-se para ter o corpo limpo. Quando nasceu o filho tão esperado, ela foi ao babalawo e ele leu o futuro da criança: deveria ser iniciada para Iroco. Assim foi feito e Iroco teve muitos devotos. E seu tronco está sempre enfeitado e aos seus pés não lhe faltam oferendas.

Lenda 81 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi

Tempo ou Loko é um orixá originário de Íwerè, região que fica ao leste de Oyó na Nigéria, tão importante que ele é um orixá (e os africanos a muito sabem disso).

Tem um dito que diz “O tempo dá, o tempo tira, o tempo passa e a folha vira”, muitas vezes precisamos que o tempo nos seja favorável, e outras não, quero dizer, precisamos de tempo curto ou longo, com o bom uso do tempo, muitas coisas se modificam, ou podemos modificar.

Irôko tem um temperamento estável, de caráter firme e em alguns casos violento.

Na Nigéria, Irôko é cultuado numa árvore que tem o mesmo nome. Porém, no Brasil esta árvore foi substituída pela gameleira-branca que apresenta as mesmas características da árvore usada na África. É nesta árvore, a gameleira-branca, que fica acentuado o caráter reto e firme do orixá pois suas raízes são fortes, firmes e profundas.

Irôko foi associado ao vodun daomeano Loko dos negros de dinastia Jeje e ainda ao inkice Tempo, dos negros bantos.

Irôko, na verdade, é o orixá dos bosques nigerianos, onde lá na Nigéria é muito temido, porque como conta um itan, ninguém se atrevia a entrar num bosque sem antes reverenciá-lo. No Brasil, é nos pés da gameleira-branca que fica seu assentamento e também é ali que são oferecidas suas oferendas.

Sua cor é o branco e ainda usa palha da costa em sua vestimenta. Sua comida é o ajabó, o caruru, feijão fradinho, o deburu, o acaçá, o ebô e outras.

Em geral na frente das grandes casas de Candomblé, principalmente em Salvador, existe uma grande árvore com raízes que saem do chão, e são envoltas com um grande Alá (pano branco), este é Iroko, que é tido com árvore guardiã da casa de Candomblé pois ter esta árvore plantada no terreno da casa de Candomblé representa força e poder..

Este orixá é conhecido na angola como Maianga ou Maiongá.

Iroko é um Orixá pouco cultuado no Brasil; Seus filhos também são raros.

Iroko vive na mais suntuosa árvore que há numa roça de candomblé’ e também nas matas.

Representa a ancestralidade, nossos antepassados, pais, avós, bisavós, tataravôs. Representa também o seio da natureza, morada dos orixás…

Desrespeitar iroko, (grande e suntuosa árvore ) é desrespeitar sua dinastia, seus avós, seu sangue…

Iroko representa a história do ylé, assim como, de seu povo…

Protegendo sempre o mesmo das tempestades.

Iroko protege muito seus filhos…

Arquétipo: Eloqüentes, ciumentos, camaradas, inteligentes, competentes, teimosos, turrões e generosos. Gostam de diversão: dançar e cozinhar; comer e beber bem.

Se apaixona com facilidade, assim como gostam de liderar.

Dotados de senso de justiça, são amigos queridos e inimigos terríveis. Porem se reconciliam facilmente. Não conseguem guardar segredos.

Lenda: QUEM PROMETE A IROCO DEVE CUMPRIR.

Havia uma vendedora de obis e orobôs que todos os dias, ao ir para o mercado,passava por um grande pé de iroco e lhe deixava uma oferenda, pedindo que ajudasse a engravidar, assim mais tarde, teria alguém para ajudá-la com a mercadoria que carregava na cabeça num pesado balaio e, também companhia na velhice.

Prometia a Iroco um bode, galos, obis, orobos e uma série de oferendas da predileção do Orixá da Arvore.

A mulher concebeu e deu a luz a uma filha, esquecendo-se da promessa no mesmo instante. Ao ir para o mercado, escolhia outro caminho, esquivando-se de passar perto de Iroco, com medo que o Orixá cobrasse a promessa.

A menina cresceu, forte e sadia e, um dia a mulher teve necessidade de passar, com a filha, perto de Iroco. Não tinha outro jeito se não por ali. Saudou a arvore, sem se deter, e seguiu seu caminho, com o balaio na cabeça.

A criança parou junto a quem lhe tinha dado a vida (sem de nada saber), achando Iroco belo e majestoso.

Apanhou uma folha caída no chão e não se deu conta que a mãe seguia em frente, andando mais depressa que de costume, quase correndo. Quando a mulher percebeu que tinha caminhado ligeiro demais, já estava muito afastada da menina.

Olhando para trás. Viu a arvore bailando com a criança e falando da promessa abandonada. As enormes raízes abriram um buraco na terra, suficientemente grande para tragar a menina, propriedade do orixá.

“Quem prometer, que cumpra”.

IROKO – ÁRVORE SAGRADA

IROKO
QUANDO FALAMOS DE IROKO, DEVEMOS LEMBRAR QUE O ÒRÌSÀIROKO NÃO É UMA QUALIDADE DE SÀNGÓ COMO MUITOS COSTUMAM DIZER POR AÍ.
IROKO É UM ÒRÌSÀ FITOMORFO YORUBA, QUE NA ÁFRICA SEU OJUBÓ É EM UMA ÁRVORE, DENOMINADA ÌROKÒ (NÃO CONFUNDIR COM O NOME DA DIVINDADE) teca africana ou maogani (chlorophora excelsa-morácea).
JÁ NO BRASIL SUA ÁRVORE SAGRADA E TAMBÉM ASSENTAMENTO, FOI SUBSTITUÍDA PELA GAMELEIRA BRANCA(FÍCUS DOLIARIAM) QUE É CONSIDERADA ÁRVORE SAGRADA DESSE ÒRÌSÀ (NO BRASIL). ORIGINARIAMENTE ELE É UMA DIVINDADE JEJE ADOTADO PELOS YORUBÁ ASSIM COMO,BESEYN, AZAÚANI, NÀNÁ ENTRE OUTROS QUE TEM CULTO NO CANDOMBLÉ DE RITUAL KETU-ÈGBÁ E NÀGÓ-VODUN, SENDO ASSIM FALA-SE DESDE OS TEMPOS MAIS REMOTOS QUE ELE É DA FAMÍLIA DE OMOLU, POR SER DO MESMO TERRITÓRIO, ODAHOMEY, seu culto outrora, era feito em uma aldeia chamadaDjá Popo, entre os jeje é chamado de Loko e Lokozun. SEU CULTO É MUITO POUCO DIFUNDIDO, POIS, NOS DIAS DE HOJE QUASE QUE IMPOSSÍVEL INICIAR ALGUMA PESSOA NO CULTO A IROKO. MAS AS FAMÍLIAS TRADICIONAIS DE CANDOMBLÉ AINDA MANTÊM SEU CULTO ASSIM COMO SEUS OJUBÓ.

O dia consagrado a esse òrìsà é a terça-feira, seus filhos antigamente usavam contas brancas rajadas de cinza com firmas de madeiras tiradas da própria árvore sagrada e também o LAGDIBÁ, suas insígnias são uma bengala de marfim e um espanador de palha da costa trabalhado com miçangas e búzios.
É RARO SEUS INICIADOS INCORPORAREM, POIS ESSE ÒRÌSÀ É MUITO VIOLENTO E É DIFÍCIL DE ACALMAR A SUA CÓLERA, ASSIM COMO DADÁ ELE RARAMENTE DESCE EM ALGUM DE SEUS INICIADOS.
Iroko é o òrìsà antigo, cultuado no Brasil na gameleira branca (em São Paulo num Ilè há um Iroko assentado ha muitos anos plantado). IROKO É A ARVORE PODEROSA ONDE SE DEPOSITAM OFERENDAS, ARVORE ONDE SEUS GALHOS ALCANÇAM O ORUN, E ONDE REPOUSA O OLOFIN. É ARVORE PARTÍCIPE DO CULTO ÀS GRANDES ARVORES (APAOKÁAKOKO ENTRE OUTRAS). É oÒrìsà que governa as grandes arvores, os espaço aberto, e o tempo. Corresponde ao Loko entre os jejes, onde no culto vodun ocupa lugar destacado comparado apenas à Lissá ,e Dan, corresponde também à Tempo entre os Bantos (nação angola).

IROKO É UM ORIXÁ ADAPTADO AO CULTO YORUBÁ. SUA ORIGEM É FON (JEJE) ONDE É CONHECIDO COMO LOKO, VODUN DE ALTÍSSIMA HIERARQUIA, FILHO DE NANàE IRMÃO DE SAKPATÁE DE DANGBAGDA HUEDO.

Iroko é cultuado na árvore do mesmo nome o que não implica num culto filolátrico como possa parecer aos menos atentos. A questão de não se fazer mais este orixá no Brasil está diretamente ligada ao fato de seus fundamentos terem se perdido de tal forma que hoje chega a ser relacionado como uma “qualidade” de Sòngó.

Obá terça-feira, nov 1 2011 


Lenda

Obá foi a primeira mulher de Xangô. Ao contrário do que muitos pensam, a lenda de que Obá cortou a orelha por causa da mentira de Oxum está incorreto, na verdade, Obá apenas cortou sua orelha para provar seu amor a Xangô. Quando manifestada, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são espada, escudo, ofá e erukere.

Segundo suas lendas, Obá lutou contra inúmeros Orixás, derrotando vários deles. Obá teria derrotado Exú, Oxumarê, Omolú e Orunmilá, e tornou-se temida por todos os deuses, tendo sido derrotada apenas por Ogun e tornano assim sua esposa e ao lado de Ogun quando este foi enfrentar Xangô em batalha ela se encantou por Xangô e abandonou a luta ao lado de Ogun e se entregou a Xangô como mulher vivendo uma grande paixão. Obá nunca havia visto alguém como Xangô, ela via nele tudo o que sonhava para si.

Existem algumas versões do grande encontro de Xangô e de Obá, em uma dessas versões ela é a líder de todas as mulheres e a rainha de Elekô, mas em todas, as evidências dizem que o amor entre os dois era desmedido e que nada ofuscava a relação dos dois, da união dos dois nasceu Opará, Orixá confundida com Oxum.

Xangô e Obá

A união de Xangô e Obá Transcorre um culto nos arredores da cidade, é eleko. Uma sociedade restrita, onde apenas mulheres realizam o culto. Possui como matriarca a temida Obá, a fundadora desta sociedade que cultua a ancestralidade feminina individual. Nem um homem poderia sequer assistir o ritual do segredo, sendo punido por Obá com sua própria vida. Certo dia, em uma das noites de culto, Xangô caminhava alegremente e dançava ao som do batá. Quando percebe, ao longe um aglomerado de mulheres, realizando uma cerimônia sob as ordens da enérgica Obá. Xangô era muito curioso e não se conteve aproximando-se da cena, ficando a espreita. Xangô encantou-se com a rara beleza de Obá, que apesar de não ser tão jovem era a mais bela mulher que ele já vira. No momento de distração, Xangô foi percebido e cercado pelas mulheres, foi levado a presença da grande deusa, que lhe falou o preço que haveria de pagar por sua audácia em violar o culto sagrado de Elekó. Mas a própria Obá que encantou-se com a inigualável beleza de Xangõ apaixonando-se de imediato, relutou em aplicar a sentença de morte e usou de sua supremacia no culto para ditar nova regras, dando nova chance a Xangô: “Todo homem, que violar o culto, se for do agrado, da senhora do culto, deverá unir-se a ela como marido ou aceitar a pena de morte” Xangô não pensou duas vezes, seria poupado da sentença e ainda sim possuiria a grande deusa por quem havia se apaixonado. A cerimônia de união de Xangô e Obá foi realizada dentro dos limites de Elekó. Foi o inicio de uma grande paixão, nunca se viu tanto amor. A deusa guerreira e justiceira que pune os homens que maltratam as mulheres, descobriu um sentimento novo por um homem além do ódio. Descobriu todo o amor que um homem pode dar. A grande rainha de Elekó, a rainha de Xangô aprendeu a amar e ser amada. Nasce, dessa grande paixão, uma criança, uma menina, nasce Opará, nasce a mais bela, justiceira e feroz guerreira. Herdou o melhor do pai e da mãe e prosseguiu com o culto

Embora, em suas lendas, Obá tenha se transformado em um rio ela também é relacionada ao fogo e é considerada por muitos como o Xangô fêmea. Obá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o coronário inevitável do amor, portanto, Obá é a deusa do Amor e da Paixão incontrolável, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar. Obá tem ciúme porque ama. Obá é a deusa da guerra e do poder, seu culto está relacionado ao rio Obá, as águas em seu culto faz referência ao poder, a força incontrolável das águas. Seu culto no Brasil é confundido ao de Oyá, alguns chegam a insinuar que elas sejam irmãs, o que é uma inverdade, outros dizem que Obá seria uma Oyá mais velha, o que é mais absurdo ainda. Por existir esta confusão, alguns acreditam que Oyá além de ser uma divindade da água e relacionada ao vento, teria ligação com o fogo, mas Oyá não possui ligação com o fogo Obá sim.

Obá quando em fúria transborda, agita-se; Oba é a senhora da sociedade Elekô. Tudo relacionado a Obá é envolto em um clima de mistérios.Obá nasceu do ventre rasgado de Iemanjá após o incesto de Orugan. Obá era cultuada como a grande Deusa protetora do poder feminino, por isso também é saudada como Ìya Agbà e mantém estreitas relações com as Iyá-Mi.

Obá é a Iyámi Egbé, ela é a Iyá Abiku, desta forma é ela a encarregada de enviar ao mundo as crianças que nascem como castigo para seus pais. O que Xangô representa para os mortos masculinos, Obá representa para as mulheres mortas. Ela assim como Xangô é a representante suprema da ancestralidade feminina.

Dia: Quarta-feira

Cores: Marron raiado, Vermelho e Amarelo

Símbolos: Ofange (espada) e Escudo de Cobre, Ofá (arco e flecha)

Elementos: Fogo e Águas Revoltas

Domínios: Amor e Sucesso Profissional

Saudação: Obà Siré!

Obá é um Orixá ligado à água, guerreira e pouco feminina. As uas roupas são vermelhas e brancas, usa um escudo, uma espada e uma coroa de cobre. Usa também um pano na cabeça para esconder a orelha cortada.

0 tipo psicológico dos filhos de OBA, constitui o estereotipo da mulher de forte temperamento, terrivelmente possessiva e carente. Ao contrário de IANSÃ, é mulher de um homem só, fiel e sofrida. São combativas, impetuosas e vingativas.

Obá é um ORIXÁ que raramente se manifesta e há pouco estudo sobre ela.

Obá é a mulher consciente do seu poder, que luta e reivindica os seus direitos, que enfrenta qualquer homem – menos aquele que tomar o seu coração. Ela abraça qualquer causa, mas rende-se a uma paixão. Obá é a mulher que se anula quando ama.

Obá nasceu do ventre rasgado de Iemanjá após o incesto de Orugan. Em toda a África Obá era cultuada como a grande deusa protectora do poder feminino, por isso também é saudada como Iyá Agbá, e mantém estreitas relações com as Iya Mi. Era uma mulher forte, que comandava as demais e desafiava o poder masculino.

Obá lutou contra todos os Orixás, venceu a batalha contra Oxalá, derrotou Xangô e Orunmilá, e tornou-se temida por todos os deuses.

Embora Obá se tenha transformado num rio, é uma deusa relacionada ao fogo.

Obá é saudada como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o corolário inevitável do amor, portanto, Obá é um Orixá do amor, das paixões, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode acarretar. Obá tem ciúme porque ama.

O lado esquerdo (Osì) sempre esteve relacionado à mulher e, por uma razão muito elementar, é o lado do coração. Quando Obá é saudada como guardiã da esquerda, isso quer dizer que é a guardiã de todas as mulheres, aquela que compreende os sentimentos do coração, pois Obá pensa com o coração.

Como pode uma deusa ligada a esses sentimentos, dedicar-se à guerra? Toda a energia das suas paixões frustradas é canalizada por ela para a guerra, tornando-se a guerreira mais valente, que nenhum homem ousa enfrentar. Obá supera a angústia de viver sem ser amada.

Obá troca um palácio por uma cabana, troca todas as riquezas do mundo por uma frase: “Eu te amo”.

Quando Obá se manifesta em alguma das suas iniciadas, leva a mão para cobrir a orelha esquerda, ou usa um torço (turbante), a fim de esconder uma das orelhas. Se Oxum manifesta-se no momento, a tradição exige que as duas divindades encarnadas procurem lutar novamente e é preciso intervir energicamente para separá-las. A dança de Obá é guerreira: ela brande um sabre com uma das mãos e leva um escudo na outra. Sua cor é vermelha. É saudada com o grito “Obá xirê!”. Suas oferendas consistem em cabras, patos e galinhas-d’angola.

O arquétipo de Obá é o de mulheres valorosas e incompreendidas, de tendências viris. As suas atitudes militantes e agressivas são conseqüências de experiências infelizes ou amargas por elas vividas. Os seus insucessos devem-se, freqüentemente, a um ciúme um tanto mórbido. Para compensar suas frustrações amorosas, obtêm sucessos materiais em virtude de sua avidez de ganho e do cuidado de nada perder dos seus bens.

No Brasil é sincretizada com Santa Catarina de Alexandria, comemorada em 25 de novembro, e com Santa Joana d’Arc.

Em Cuba, é chamada Oba Nani, legitima esposa de Changó. Mulher nobre, austera e boa, filha de Pduá e Yembó. Foi ela quem ensinou a todos os Orixás a arte da guerra, e quem ensinou a Changó a manejar o machado, a Oyá o chicote e a Ogún todas as suas ferramentas. Oba tem nas mãos a chave que abre e fecha as portas de tudo que está relacionado com os humanos. Para que numa casa nunca falte dinheiro, não deve faltar o Iguaro Oba (iniciado de Oba Nani). Como é “santa” de Ile Ocu (casa dos mortos) e vive no cemitério, tem relação com tudo que é espiritual.

Mitos de Obá 

  • Por sua envergadura física, Obá venceu na luta Oxalá, Xangô, Orunmilá, Obaluaiê e Exu e então desafiou Ogum, o mais forte dos orixás masculinos. Por ser ela poderosa, hábil e destemida, Ogum usou um truque. Espalhou uma massa viscosa de milho e quiabo amassado no chão e atraiu Obá para aquele canto, onde a guerreira escorregou. Além de perder a luta, foi possuída à força por Ogum, que se tornou seu inimigo.
  • Xangô era um conquistador de terras e de mulheres, vivia sempre de um lugar para o outro. Em Kossô fez-se rei e casou-se com Obá, sua primeira e mais importante esposa, Obá passava o dia cuidando da casa de Xangô, moía a pimenta, cozinhava e deixava tudo limpo, mas Xangô se apaixonou também por Oiá e Oxum e com elas também se casou, deixando as três viverem às turras pelo amor do rei. Para deixar Xangô feliz, Obá presenteou-lhe um cavalo branco, do qual o rei gostou muito. Tempos depois Xangô saiu para guerrear e levou Oiá consigo. Seis meses se passaram e Obá, desesperada, foi consultar Orunmilá, que a aconselheeu a oferecer em sacrifício um iruquerê, espanta-mosca feito com rabo de um cavalo e pô-lo no teto da casa. Obá encomendou a Eleguá um rabo de cavalo. Este, induzido por Oxum, cortou o rabo do cavalo branco de Xangô, mas não cortou somente os pêlos e sim a cauda toda e o cavalo sangrou até morrer. Quando Xangô voltou da guerra, não encontrou o cavalo, deparou com o iruquerê amarrado no teto da casa e reconheceu o rabo do cavalo desaparecido e soube da oferenda feita pela primeira esposa. Ficou irado e repudiou Obá.
  • Como esposa de Xangô, Obá sempre se sentiu menos desejada por seu amado que Oxum e Iansã. Esmerou-se em agradá-lo com seus pratos cada vez mais aprimorados, mas Oxum era sempre a preferida. Um dia Obá perguntou a Oxum qual o segredo de sua sedução. Oxum, que costumava usar um turbante sobre a cabeça, disse que cortara a própria orelha esquerda e a colocara no amalá (uma comida à base de quiabo) de Xangô que, ao comê-lo, por ela se perdera de paixão para sempre. Obá então cortou a própria orelha e a colocou no amalá. Ao ver Obá com um ferimento no lugar da orelha Xangô quis saber o que houvera e Obá contou. Neste momento Oxum tirou seu turbante e, mostrando as duas orelhas intactas a Obá, desatou a rir. Xangô, zangado com a insensatez de Obá e enojado por ver sua orelha na comida, expulsou-a de seu palácio e Obá tanto chorou e teve raiva que se transformou num rio revoltoso. Na África, no lugar onde se encontram os rios Obá e Oxum o estouro das águas é extremamente violento.
  • Na versão cubana do mito, porém, Oyá é a responsável pela perda da orelha de Obá e esta é amiga de Ochún (Oxum). Obá era Omoregun (amiga inseparável) de Oyá, mas esta a traiu com o amor de Changó. Diz a lenda que Oyá lhe disse que se cortasse uma orelha e fizesse comida a Changó que este não iria nunca a lado algum. Oba fez caso disso e Oyá foi contar a Changó, então surgiu a separação de Oba e Changó. Desta separação Oba e Oyá tornaram-se inimigas e nunca mais puderam viver juntas. Oba só confia em Ochún, que é sua Ocanini (tem o mesmo coração, são parte da mesma “vibração”).

Oriki

Obá
Obà, Obà, Obà. Obà, Obà, Obà.
Ojòwú Òrìsà, Orixá ciumento,
Eketà aya Sàngó. terceira esposa de Xangô.
O torí owú, Ela, que por ciumes,
O kolà sí gbogbo ara. fez incisões em todo corpo.
Olókìkí oko. Que fala muito de seu marido,
A rìn lógànjó pèlú àwon ayé. que anda nas madrugadas com as ayé.
Obà anísùru, ají jewure. Obá paciente, que come cabrito logo pela manhã.
Obà kò b’óko dé kòso, Obá não foi com o marido a Koso,
O dúró, ó bá Òsun rojó obe. ficou para discutir com Oxum sobre comida.
Obà fiyì fún apá oko rè. Obá valoriza os braços do marido,
Oní ó wun òun ju gbogbo ará yókù lo. diz que é a parte de seu corpo que ela prefere.
Obà tó mo ohùn tó dára. Obá sabe o que é bom.

Obá na Umbanda 

Santa Joana d’Arc, que na Umbanda representa Obá

Adicionada por Ictoon

Segundo algumas correntes da Umbanda, Obá forma com Oxóssi a terceira linha, que rege o conhecimento. Oxóssi representa o pólo positivo, que irradia o conhecimento e Obá o pólo negativo, que o concentra e absorve. Um é a argúcia, a outra, a concentração. Outras linhas dizem que ela forma par com Ogum.

Obá  

Nome de um rio africano, Obá está também associada as águas doces, porém quando revoltas. Companheira de Bará é um Orixá de frente, uma guerreira, que traz consigo a navalha e o facão. Em uma das lendas mais populares das Religiões africanas, conta-se que Obá e Oxum eram esposas de Xangô, uma semana para cada uma cuidar do marido, o que Oxum fazia, Obá copiava, Oxum não aguentava mais que Obá copiasse suas receitas culinárias, o que era seu forte para segurar Xangô.  Certo dia Oxum decidiu acabar com a imitação, convidou Obá para ir até sua casa, onde a recebeu com uns panos amarrados na cabeça, na altura das orelhas. Oxum preparava um caldo para Xangô, e disse a Obá que dentro tinha colocado, para agarrar Xangô definitivamente, suas próprias orelhas, o que era mentira, eram apenas grandes cogumelos. Xangô ao chegar comeu aquele caldo como nunca, Obá ao ver tal cena, correu para casa e começou a preparar o caldo, tudo certo como Oxum teria dito, só que Obá cortou realmente sua orelha, Xangô ao comer enjoou e cuspiu tudo. Continuava então a guerra entre Oxum e Obá, só que agora muito mais séria, Xangô como não aguentava mais tanta discussão, resolve matar ambas, que saem correndo pelo mato, transformando-se em rios. E hoje nota-se que o encontro entre os rios Oxum e Obá, na África, são revoltos. Obá ao se manifestar em um Batuque dança com uma mão tapando uma de suas supostas orelhas arrancadas.

Todas as máquinas, carros e navios estão relacionados com Obá, pois a Ela pertencem a roda e o leme.

Saudação: Echô

Dia da Semana: Segunda-feira ou Quarta-feira

Número: 07 e seus múltiplos

Cor: Rosa

Guia: toda rosa

Oferenda: Feijão miúdo refogado com tempero verde e Abacaxi

Oferendas a Obá

Material: Feijão fradinho; Cebola; Camarão seco socado; Azeite de dendê; Farinha de mandióca; 1 Alguidar; Flores e velas coloridas.

Modo de fazer: Cozinha-se o feijão fradinho em água. Depois,mistura-se num refogado de cebolas raladas, camarão seco socado, azeite de dendê e água. Por cima coloca-se a farinha de mondioca, fazendo um pirão e coloca-se no alguidar. Deixe esfriar e enfeite com flores por cima do prato. Coloque nas margens de um rio e acenda as velas coloridas pedindo o que se quer a Obá. Sendo por muitos divindade interligada ao amor.

Moranga para Obá

Ingredientes:

- 01 moranga

- 500g. de camarão limpo

- um maço de língua de vaca

- 01 cebola

- dendê

Modo de preparo: Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá.

Adjuntós: com Bará Lodê ou Lanã ou Adagui, com Xangô Agandjú, com Xapanã Jubeteí ou Sapatá

Ferramentas: navalha, timão, roda, moedas e búzios

Ave:     Galinha cinza

Quatro pé: Cabrita mocha

Sincretismo:

Obá: Santa Catarina

Gostaria de salientar que as características, animais e ferramentas podem obter uma pequena diferença conforme cada Nação, assim como os adjuntós e sincretismo, estas diferenças podem ser manifestadas, no jogo de búzios, como peculiaridades de cada Orixá

Características dos filhos de Obá

Os filhos de Obá não tem muito jeito para se comunicar com as pessoas, chegam a ser duros e inflexíveis. Têm dificuldade em ser gentis e estabelecer um canal de comunicação afectiva com os outros; às vezes são brutos e rudes afastando as pessoas. Isso deve-se ao fato de os filhos de Obá, na maioria das vezes, sofrerem um certo complexo de inferioridade achando que as pessoas que se aproximam querem tirar partido de alguma coisa. De facto, isso tende a acontecer com os filhos de Obá.

A sua sinceridade chega a ferir; expressam as suas opiniões, fazem críticas e acabam por magoar as pessoas, pois não se preocupam em ser agradáveis. Mas essa agressividade é puramente defensiva.

São bons companheiros e amigos fiéis, são ciumentos e possessivos no amor, por isso não têm muita sorte. Quando apaixonados, nunca são senhores da relação, cedem em tudo, abdicam de todas as suas convicções.

Infelizes no amor, investem todas as suas cartas nas suas carreiras e, de entre as mulheres que se destacam profissionalmente numa sociedade machista, podem-se encontrar muitas filhas de Obá. Muitas vezes despertam a inveja dos seus inimigos e podem sofrer algumas emboscadas, por isso devem vencer a tendência que possuem para a ingenuidade.

Ibeji terça-feira, nov 1 2011 


IBEJI

IB = nascer

EJI = dois

Na Umbanda IBEJI ´w conhecido como Orixá-criança, duas divindades gêmeas, sincretizadas aos Santos Católicos Cosme e Damião. Protetor das crianças e determinados para a regência da infância até a adolescência. Abençoam os partos, os lares, trazendo saúde e prosperidade. Estão relacionados a tudo que brota, que se inicia: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas. São associados ao principio da dualidade. Valorizam as brincadeiras, o sorriso, a alegria, a espontaneidade e a ingenuidade; enfim, tudo que se possa associar ao comportamento típico-infantil.

Sabe-se na Umbanda das grande importância de IBEJI e seus rituais: são sempre cultuados para trazerem harmonia, alegria e união.

A IBEJI não se engana nunca, sob pena de quem o fizer, perder o gosto pela vida não vendo nenhuma motivação para a alegria e o prazer. Ao lidarmos com IBEJI não devemos esquecer que estamos em contato com uma energia infantil, a qual não devemos nada prometer se não pudermos cumprir. IBEJI ajuda sempre aos que lhes são simpáticos a troco de nada, no entanto, se prometermos teremos que cumprir.

Pois são representados pelas “Crianças” que se manifestam nos Médiuns e gostam de ganhar doces, brinquedos, frutas, etc.

A Gira das “Crianças” é considerada pelos Umbandistas um momento de grande alegria, onde as vibrações de esperança e descontração reafirmam a certeza de que a vida há de ser sempre bela e alegre.

Nota-se a influência de IBEJI no comportamento das pessoas, quando nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram.

Seu dia festivo é 27 de setembro, dia da consagração a São Cosme e São Damiã, que eram médicos e dedicaram suas vidas as crianças pobres, sem receberem dinheiro pelos seus serviços. A popularidade desses Santos irritou um cônsul Romano, numa época em que os Cristãos eram perseguidos. Forma presos, torturados e por fim degolados por recusarem a abdicar de sua Fé, isto no ano de 287 durante o Império de Diocleciano.

As cores consagradas a IBEJI na Umbanda são o azul e o rosa, sendo também muito comum o uso de outras cores em suas roupas e obrigações. Gostam de doces. A bebida preferida é o suco de frutas, sendo também aceito o guaraná (sem gelo).

Em muitos Terreiros, sempre Os chamam para a limpeza espiritual, da assistência e dos Médiuns, após sessões pesadas na maioria das vezes encerram com IBEJI.

África

Ìbejì ou Ìgbejì – é divindade gêmea da vida, protetor dos gêmeos (twins) na Mitologia Yoruba, identificado no jogo do merindilogun pelos odu ejioko e iká.

Dá-se o nome de Taiwo ao Primeiro gêmeo gerado e o de Kehinde ao último. Os Yorùbá acreditam que era Kehinde quem mandava Taiwo supervisionar o mundo, donde a hipótese de ser aquele o irmão mais velho.

Cada gêmeo é representado por uma imagem. Os Yorùbá colocam alimentos sobre suas imagens para invocar a benevolência de Ìbejì. Os pais de gêmeos costumam fazer sacrifícios a cada oito dias em sua honra.

O animal tradicionalmente associado a Ìbejì é o macaco colobo, um cercopiteco endêmico nas florestas da África subsariana. A espécie em questão é o colobus polykomos, ou “colobo real”, que é acompanhado de uma grande mística entre os povos africanos. Eles possuem coloração preta, com detalhes brancos, e pelas manhãs eles ficam acordados em silêncio no alto das árvores, como se estivessem em oração ou contemplação, daí eles serem considerados por vários povos como mensageiros dos deuses, ou tendo a habilidade de escutar os deuses. A mãe colobo quando vai parir, afasta-se do bando e volta apenas no dia seguinte das profundezas da floresta trazendo seu filhote (que nasce totalmente branco) nas costas. O colobo é chamado em Yorùbá de edun oròòkun, e seus filhotes são considerados a reencarnação dos gêmeos que morrem, cujos espíritos são encontrados vagando na floresta e resgatado pelas mães colobos pelo seu comportamento peculiar.

Na África , as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza.

A palavra Igbeji que dizer gêmeos. Forma-se a partir de duas entidades distintas que coo-existem, respeitando o princípio básico da dualidade.

Contam os Itãs (conjunto de lendas e histórias passados de geração a geração pelos povos africanos), que os Igbejis são filhos paridos por Iansã, mas abandonados por ela, que os jogou nas águas. Foram abraçados e criados por Oxum como se fossem seus próprios filhos. Doravante, os Igbejis passam a ser saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados à deusa , também recebem oferendas.

Entre as divindades africanas, Igbeji é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos, a dualidade. Igbeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.

Na África, O Igbeji é indispensável em todos os cultos. Merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuado no dia-a-dia. Igbeji não exige grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é ser lembrado e cultuado. O poder de Igbeji jamais podem ser negligenciado, pois o que um orixá faz Igbeji pode desfazer, mas o que um Igbeji faz nenhum outro orixá desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade.

Os gêmeos (Ibeji entre os Yorubas e Hoho entre os Fon) são objeto de culto. Não são nem Orixá e nem Vodun, mas o lado extraordinário desses duplos nascimentos é uma prova viva do princípio da dualidade e confirma que existe neles uma parcela do sobrenatural, a qual recai em parte na criança que vem ao mundo depois deles.

Recomenda-se tratar os gêmeos de maneira sempre igual, compartilhando com muita equidade entre os dois tudo o que lhes for oferecido. Quando um deles morre com pouca idade o costume exige que uma estatueta representando o defunto seja esculpida e que a mãe a carregue sempre. Mais tarde o gêmeo sobrevivente ao chegar à idade adulta cuidará sempre de oferecer à efígie do irmão uma parte daquilo que ele come e bebe. Os gêmeos são, para os pais uma garantia de sorte e de fortuna.

Brasil

Ibeji

Existe uma confusão latente entre Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade, confundindo até mesmo como Orixá.

Ibeji, são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião.

Por serem gêmeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc.

Seus filhos são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconseqüente; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhonas, sorridentes, irrequietas, tudo enfim que se possa associar ao comportamento típico infantil. Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem então revelar-se teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, sua leveza perante a vida se revela no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia.

No Brasil,existe uma filha iniciada neste orixá,chamada Maria José de Moraes, que mora na cidade de Campinas-SP,conhecida entre os religiosos como Dofona de Ibeije,sendo iniciada pelas mãos do Babalorisá Augusto César do Ilê axé Omorodé Orixá N´la,primeiro homem iniciado por Mãe Menininha do Gantois,que fica no Bairro portão em Lauro de Freitas-BA.

Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, à vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em torno de si a princípios simplistas como “gosta de mim” ou “não gosta de mim”. Isso pode fazer com que se magoem e se decepcionem com certa facilidade. Ao mesmo tempo, suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar grandes marcas. Como as crianças em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das atividades esportivas, sociais e das festas.

No Brasil,existe uma filha iniciada neste orixá,chamada Maria José de Moraes, que mora na cidade de Campinas-SP,conhecida entre os religiosos como Dofona de Ibeije,sendo iniciada pelas mãos do Babalorisá Augusto César do Ilê axé Omorodé Orixá N´la,primeiro homem iniciado por Mãe Menininha do Gantois,que fica no Bairro portão em Lauro de Freitas-BA.

  • Crianças na Umbanda
  • Ibeji no Batuque
  • Bêji no Xambá

A grande cerimônia dedicada a Ibeji acontece a 27 de setembro, dia de Cosme e Damião, quando comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças, portanto) são oferecidas tanto a eles como aos freqüentadores dos terreiros.

Ibeji na nação Keto, ou Nvunji nas nações Angola e Congo. É a divindade da brincadeira, da alegria; sua regência está ligada à infância. Ibeji está presente em todos os rituais do Candomblé pois, assim como Exu, se não for bem cuidado pode atrapalhar os trabalhos com suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo.

É a divindade que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. Sua determinação é tomar conta do bebê até a adolescência, independente do orixá que a criança carrega. Ibeji é tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar seu sorriso, sua alegria, sua felicidade, seu engatinhar, falar, seus olhos brilhantes.

Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o vôo das aves, na beleza e perfume das flores. A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Feche os olhos e lembre-se de uma felicidade, de uma travessura e você estará vivendo ou revivendo uma lenda dessa divindade. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu em nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, ele já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.

A palavra Eré vem do yorubá, iré, que significa “brincadeira, divertimento”. Daí a expressão siré que significa “fazer brincadeiras”. O Ere(não confundir com criança que em yorubá é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do orixá, ou seja, o Ere é o intermediário entre o iniciado e o orixá. Durante o ritual de iniciação, o Ere é de suma importância pois, é o Ere que muitas das vezes trará as várias mensagens do orixá do recém-iniciado.

O Ere na verdade é a inconsciência do novo omon-orixá, pois o Ere é o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão. O Ere conhece todas as preocupações do iyawo (filho), também, aí chamado de omon-tú ou “criança-nova”. O comportamento do iniciado em estado de “Ere” é mais influenciado por certos aspectos de sua personalidade, que pelo caráter rígido e convencional atribuído a seu orixá. Após o ritual do orúko, ou seja, nome de iyawo segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas chamado Apanan.

Símbolos: 2 bonecos gêmeos, 2 cabacinhas, brinquedos;

Plantas: jasmim, maçã, alecrim, rosa

Dia: domingo e segunda-feira para nações Ketu e Jeju Jexá;

Cor:azul , rosa, verde, mas na verdade gosta do colorido em si.

Metal: estanho. Seus elementos: fogo, ar.

Saudação:Omi Beijada! Bejiróó! farami sóibeji!.

Domínios: parto e infância. Amor união.

Comidas: caruru, cocada, cuscuz, frutas doces.

Animais: passarinhos.

Quizilas: morte, assobio.

Características: alegre, otimista, brincalhão, esperto, trabalhador, imaturo, birrento, voraz.

O que faz: ajuda a resolver problemas de crianças, dá harmonia na família, facilita uniões.

Riscos de saúde: alergias, anginas, problemas de nariz, raquitismo, acidentes.

Dia: Domingo

Cores: Azul, Rosa e Verde

Elemento: Ar

Domínios: Nascimento e Infância

Símbolos: 2 Bonecos Gémeos, 2 Cabacinhas

Saudação: Omi Beijada!

Ibeji é o Orixá-Criança, em realidade, duas divindades gémeas infantis, ligadas a todos os orixás e seres humanos.

Por serem gémeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e nasce: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas, etc.

Ibeji na nação Ketu, ou Vunji nas nações Angola e Congo. É o Orixá Erê, ou seja, o Orixá criança. É a divindade da brincadeira, da alegria; a sua regência está ligada à infância.

Ibeji está presente em todos os rituais do Candomblé pois, assim como Exú, se não for bem cuidado pode atrapalhar os trabalhos com as suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo. É o Orixá que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. A sua determinação é tomar conta do bebé até à adolescência, independentemente do Orixá que a criança carrega.

Ibeji é tudo o que existe de bom, belo e puro; uma criança pode-nos mostrar o seu sorriso, a sua alegria, a sua felicidade, o seu falar, os seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o voo das aves, na beleza e perfume das flores.

A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Feche os olhos e lembre-se de um momento feliz, de uma travessura, e você estará a viver ou revivendo uma lenda deste Orixá. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu na nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, Ibeji já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.

A lenda e a história de Ibeji, acontece a cada momento feliz de uma criança. Ao menos para manter vivo este importante Orixá, procure dar felicidade a uma criança. Faça você mesmo o encantamento de Ibeji. É fácil: faça gerar dentro de si a felicidade de estar vivo. Transmita esta felicidade, contagie o seu próximo com ela. Encante Ibeji com a magia do sorriso, com o amor de uma criança. E seja Ibeji, feliz!

Características dos filhos de Ibeji

Os filhos de Ibeji são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconsequentes; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhões, sorridentes, irrequietos – tudo, enfim, o que se possa associar ao comportamento típico infantil.

Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem revelar-se teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, a sua leveza perante a vida revela-se no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, a sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia.

Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e uma certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, às vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em seu torno a princípios simplistas como “gosta de mim – não gosta de mim”. Isso pode fazer com que se magoem e se decepcionem com alguma facilidade.

Ao mesmo tempo, as suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar grandes marcas. Como as crianças, em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das actividades desportivas, sociais e das festas.

RECEITAS DOS ORIXÁS

 IBEJI

Oferendas para Ibeji

 Karuru ti ibeji

Material necessário: 

Ö karuru de ibeji é formado basicamente do amalá de quiabo com um poço de cada comida já citada de todos os orixás acrescentando o xinxim de galinha.

Xinxim ti Adie:

Material necessário:

1 galinha grande, 500 ml de azeite de dendê, 3 cebolas grandes raladas ou trituradas ,300g de camarão seco e sal a gosto.

Modo de preparar:

Cortar em pedaços pequenos a galinha, preparar um refogado a parte com o azeite de dendê, cebolas e o camarão seco triturado ou pilado, por a galinha dentro refogando nesse tempero.e pingando água aos pouco o suficiente para cozinhar e corar a galinha sal a gosto. E esta pronta o karuru.

Obs: acrescentar depois de arrumado Rodelas de ovos cozidos e amendoins torrados.

 

 

Erê – é o intermediário entre a pessoa e seu Orixá, é o aflorar da criança que cada um guarda dentro de si; reside no ponto exato entre aconsciência da pessoa e a inconsciência do orixá. É por meio do Erê que o Orixá expressa sua vontade, que o noviço aprende as coisas fundamentais do candomblé, como as danças e os ritos específicos de seu Orixá.

A palavra Eré vem do yorubá, iré, que significa “brincadeira, divertimento”. Daí a expressão siré que significa “fazer brincadeiras”. O Ere (não confundir com criança que em yorubá é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do orixá, ou seja, o Erê é o intermediário entre o iniciado e o orixá. Durante o ritual de iniciação, o Erê é de suma importância pois é o Erê que muitas das vezes trará as várias mensagens do orixá do recém-iniciado.

O Erê é às vezes confundido com ibeji, que na verdade é a inconsciência do novo omon-orixá, pois o Erê é o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão. O Erê conhece todas as preocupações do iyawo (filho), também, aí chamado de omon-tú ou “criança-nova”. O comportamento do iniciado em estado de “Erê” é mais influenciado por certos aspectos de sua personalidade, que pelo caráter rígido e convencional atribuído a seu orixá. Após o ritual do orúko, ou seja, nome de iyawo segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas chamado Apanan.

 

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